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escolar - iniciação (Módulo I) - Turma 1
Comparação entre o modelo OSI e o TCP/IP
Semelhanças
ambos têm camadas;
ambos têm camadas de aplicação, embora incluam serviços muito diferentes;
ambos têm camadas de transporte e de rede comparáveis;
a tecnologia de comutação de pacotes (e não comutação de circuitos) é
presumida por ambos;
os profissionais da rede precisam conhecer ambos.
Diferenças
o TCP/IP combina os aspectos das camadas de apresentação e de sessão dentro
da sua camada de aplicação;
o TCP/IP combina as camadas física e de enlace do OSI em uma camada;
o TCP/IP parece ser mais simples por ter menos camadas;
os protocolos do TCP/IP são os padrões em torno dos quais a Internet se
desenvolveu, portanto o modelo TCP/IP ganha credibilidade apenas por causa
dos seus protocolos. Em contraste, nenhuma rede foi criada em torno de
protocolos específicos relacionados ao OSI, embora todos usem o modelo OSI
para guiar seu raciocínio.
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Comparação Entre o Modelo OSI e TCP/IP
OSI vs TCP/IP
Os modelos de referência OSI e TCP/IP têm muito em comum. Ambos são
baseados no conceito de pilha de protocolos independentes e a funcionalidade
das camadas é muito semelhante. Por exemplo, em ambos os modelos,
camadas de transporte e as demais acima dela fornecem um serviço de
transporte independente de rede de fim a fim, processando pedidos de
comunicação, formando o provedor de transporte. Também as camadas acima
da de transporte são voltadas para o processamento de pedidos de
comunicação.
Apesar de terem semelhanças fundamentais, os modelos são muito diferentes.
Veremos aqui as principais diferenças entre os dois modelos. É importante
notar que estamos comparando os modelos de referência, não as pilhas de
protocolo correspondentes. Os protocolos por si mesmos serão discutidos mais
tarde.
Três conceitos são centrais no modelo OSI:
1. Serviços
2. Interfaces
3. Protocolos
O modelo OSI faz uma explícita distinção entre estes conceitos básicos. As
camadas inferiores fornecem alguns serviços para as superiores. Na definição
de serviço, especifica-se o que cada camada faz, não diz como as camadas
acima acessam e como ela trabalha.
Há Uma interface de camada que diz aos processos acima como acessá-lo,
especificando os parâmetros e os retornos esperados, mas não fala sobre o
funcionamento interno da camada. Os protocolos pares usados na camada são
assunto próprio da camada. Ele pode usar quaisquer protocolos que ele queira,
desde que forneça o serviço requerido. Também pode mudá-los sem afetar o
software nas camadas mais altas.
Estas idéias são muito próximas às modernas idéias de programação orientada
a objeto. Cada objeto (camada) tem um conjunto de métodos que podem ser
acessados por processos externos ao objeto. A semântica destes métodos define
o conjunto de serviços oferecidos pelo objeto. Os parâmetros dos métodos e os
resultados da interface do objeto. O código interno do objeto é seu protocolo e
não é visível fora deste.
O modelo TCP/IP originalmente não faz esta clara distinção entre serviço,
interface e protocolo, embora muitos tenham tentado mudá-lo para torná-lo
mais parecido com OSI. Por exemplo, os únicos serviços reais oferecidos pela
camada de internet são ENVIAR PACOTE IP e RECEBER PACOTE IP.
Por esta razão, os protocolos OSI são melhor escondidos do que no TCP/IP e
tem maior adaptabilidade para mudanças de tecnologia. Esta adaptabilidade é
um dos propósitos principais de se ter protocolos por camadas no modelo
inicial.
O modelo de referência OSI foi criado antes da invenção dos protocolos. Desta
forma ele não foi feito sobre um conjunto particular de protocolos, o que o
torna bem geral. Isto significa que o modelo não foi formado sobre um
conjunto particular de protocolos, o que faz ele ser bem geral. Em contraponto,
os projetistas não tinham muita experiência e nâo poderiam ter uma boa idéia
quanto a funcionalidade das camadas.
Por exemplo, originalmente a camada de enlace somente lidava
somente com redes ponto a ponto e quando entâo surgiram as redes
teve de ser adicionada uma nova subcamada. Quando as pessoas
passaram a construir redes usando o modelo OSI e protocolos
existentes, descobriram que eles não atendiam as especificações de
serviço requeridas e tiveram de adicionar subcamadas para superar as
diferenças. Finalmente, o comitê orignalmente esperou que cada país
tivesse uma rede, gerenciada pelo governo e usando os protocolos
OSI, logo a idéia de interconectividade. Resumidamente, as coisas não
aconteceram assim.
Com o TCP/IP aconteceu o contrário: os protocolos vieram primeiro,
e o modelo foi apenas uma descrição dos protocolos existentes. Por
isso não houve problema com protocolos tendo que se adaptar ao
modelo, eles se encaixam perfeitamente. O problema é que nem toda
pilha de protocolo se encaixa no modelo. Conseqüentemente, não
podia ser utilizado para descrever redes que não fossem TCP/IP.
Falando mais especificamente, há uma diferença óbvia entre os dois
modelos que é o número de camadas: OSI tem sete e o TCP/IP tem
quatro. Ambas têm camada de rede, de transporte e aplicação, mas as
outras são diferentes.
Outra diferença está ligada ao tipo conexão da comunicação:
comunicação sem conexão(CSC) versus comunicação orientada à
conexão(COC). Na camada de rede, OSI suporta ambos e O modelo
TCP/IP tem somente um modo. Na camada de transporte, OSI possui
somente COC, onde ele influencia (porque o serviço de transporte é
visível aos usuários), enquanto que TCP/IP suporta ambos os modos
na camada de transporte, dando uma escolha aos usuários. Esta
escolha é especialmente importante para protocolos simples de
pergunta e resposta.
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OSI vs TCP/IP
Os modelos de referência OSI e TCP/IP têm muito em comum. Ambos são baseados no
conceito de pilha de protocolos independentes e a funcionalidade das camadas é muito
semelhante. Por exemplo, em ambos os modelos, camadas de transporte e as demais acima
dela fornecem um serviço de transporte independente de rede de fim a fim, processando
pedidos de comunicação, formando o provedor de transporte. Também as camadas acima da
de transporte são voltadas para o processamento de pedidos de comunicação.
Apesar de terem semelhanças fundamentais, os modelos são muito diferentes.
Veremos aqui as principais diferenças entre os dois modelos. É importante notar que estamos
comparando os modelos de referência, não as pilhas de protocolo correspondentes. Os
protocolos por si mesmos serão discutidos mais tarde.
Três conceitos são centrais no modelo OSI:
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O modelo OSI faz uma explícita distinção entre estes conceitos básicos. As camadas inferiores
fornecem alguns serviços para as superiores. Na definição de serviço, especifica-se o que cada
camada faz, não diz como as camadas acima acessam e como ela trabalha.
Há Uma interface de camada que diz aos processos acima como acessá-lo, especificando os
parâmetros e os retornos esperados, mas não fala sobre o funcionamento interno da camada.
Os protocolos pares usados na camada são assunto próprio da camada. Ele pode usar
quaisquer protocolos que ele queira, desde que forneça o serviço requerido. Também pode
mudá-los sem afetar o software nas camadas mais altas.
Estas idéias são muito próximas às modernas idéias de programação orientada a objeto. Cada
objeto (camada) tem um conjunto de métodos que podem ser acessados por processos
externos ao objeto. A semântica destes métodos define o conjunto de serviços oferecidos pelo
objeto. Os parâmetros dos métodos e os resultados da interface do objeto. O código interno
do objeto é seu protocolo e não é visível fora deste.
O modelo TCP/IP originalmente não faz esta clara distinção entre serviço, interface e
protocolo, embora muitos tenham tentado mudá-lo para torná-lo mais parecido com OSI. Por
exemplo, os únicos serviços reais oferecidos pela camada de internet são ENVIAR PACOTE IP e
RECEBER PACOTE IP.
Por esta razão, os protocolos OSI são melhor escondidos do que no TCP/IP e tem maior
adaptabilidade para mudanças de tecnologia. Esta adaptabilidade é um dos propósitos
principais de se ter protocolos por camadas no modelo inicial.
O modelo de referência OSI foi criado antes da invenção dos protocolos. Desta forma ele não
foi feito sobre um conjunto particular de protocolos, o que o torna bem geral. Isto significa que
o modelo não foi formado sobre um conjunto particular de protocolos, o que faz ele ser bem
geral. Em contraponto, os projetistas não tinham muita experiência e nâo poderiam ter uma
boa idéia quanto a funcionalidade das camadas.
Por exemplo, originalmente a camada de enlace somente lidava somente com redes ponto a
ponto e quando entâo surgiram as redes teve de ser adicionada uma nova subcamada.
Quando as pessoas passaram a construir redes usando o modelo OSI e protocolos existentes,
descobriram que eles não atendiam as especificações de serviço requeridas e tiveram de
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idéia de interconectividade. Resumidamente, as coisas não aconteceram assim.
Com o TCP/IP aconteceu o contrário: os protocolos vieram primeiro, e o modelo foi apenas
uma descrição dos protocolos existentes. Por isso não houve problema com protocolos tendo
que se adaptar ao modelo, eles se encaixam perfeitamente. O problema é que nem toda pilha
de protocolo se encaixa no modelo. Conseqüentemente, não podia ser utilizado para
descrever redes que não fossem TCP/IP.
Falando mais especificamente, há uma diferença óbvia entre os dois modelos que é o número
de camadas: OSI tem sete e o TCP/IP tem quatro. Ambas têm camada de rede, de transporte e
aplicação, mas as outras são diferentes.
Outra diferença está ligada ao tipo conexão da comunicação: comunicação sem conexão(CSC)
versus comunicação orientada à conexão(COC). Na camada de rede, OSI suporta ambos e O
modelo TCP/IP tem somente um modo. Na camada de transporte, OSI possui somente COC,
onde ele influencia (porque o serviço de transporte é visível aos usuários), enquanto que
TCP/IP suporta ambos os modos na camada de transporte, dando uma escolha aos usuários.
Esta escolha é especialmente importante para protocolos simples de pergunta e resposta.
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Modelo OSI x TCP/IP
Tag por: Internet OSI Redes de Computadores TCP/IP
Ola Senhores.
Vou tecer alguns comentários sobre redes de computadores, conceitos iniciais, básicos,
que, ao meu ver, são necessários para o entendimento da materia.
Caso você seja um expert no assunto, ignore essa parte, caso esteja iniciando os estudos
sobre redes, leia-os com bastante atenção e acesse os links que deixarei disponíveis.
Embora amplamente difundido na Internet e nos livros, o estudo desse assunto gera
algumas duvidas aos estudantes de faculdade,s de cursos especializados e de concursos
públicos, as quais tentarei esclarecer a seguir.
Os Modelos de Referência: TCP/IP e OSI:
O padrão aberto técnico e histórico da Internet, o Transmission Control
Protocol/Internet Protocol (TCP/IP), surgiu de uma necessidade específica do
Departamento de Defesa dos Estados Unidos. O modelo de referência TCP/IP e a pilha
de protocolos TCP/IP tornam possível a comunicação de dados entre dois computadores
quaisquer, em qualquer parte do mundo, a aproximadamente a velocidade da luz.
Devido ao sugimento de um grande número de redes de computadores, a International
Organization for Standardization (ISO) realizou uma pesquisa sobre esses vários
esquemas de rede. Viu-se então, a necessidade de se criar um modelo de rede para
ajudar os desenvolvedores a implementar redes que poderiam comunicar-se e trabalhar
juntas (interoperabilidade). Assim, a ISO lançou em 1984 o modelo de referência OSI.
MODELO OSI:
O modelo de referência OSI é o modelo fundamental para comunicações em rede.
Embora existam outros modelos, a maior parte dos fabricantes de rede, hoje, relaciona
seus produtos ao modelo de referência OSI, especialmente quando desejam instruir os
usuários no uso de novos produtos. Eles o consideram a melhor ferramenta disponível
para ensinar às pessoas a enviar e receber dados através de uma rede.
No modelo de referência OSI, existem sete camadas numeradas e cada uma ilustra uma função
particular da rede. Essa separação das funções da rede é chamada divisão em camadas. Dividir
a rede nessas sete camadas oferece as seguintes vantagens:
1. Decompõe as comunicações de rede em partes menores e mais simples.
2. Padroniza os componentes de rede, permitindo o desenvolvimento e o suporte por
parte de vários fabricantes.
3. Possibilita a comunicação entre tipos diferentes de hardware e de software de rede.
4. Evita que as modificações em uma camada afetem as outras, possibilitando maior
rapidez no seu desenvolvimento.
5. Decompõe as comunicações de rede em partes menores, facilitando sua aprendizagem
e compreensão.
O problema de transferir informações entre computadores é dividido em sete problemas
menores e mais gerenciáveis no modelo de referência OSI. Cada um dos sete problemas
menores é representado por sua própria camada no modelo(Estaremos futuramente
comentando cada camada). As sete camadas do modelo de referência OSI são:
Camada 7: A camada de aplicação
Camada 6: A camada de apresentação
Camada 5: A camada de sessão
Camada 4: A camada de transporte
Camada 3: A camada de rede
Camada 2: A camada de enlace
Camada 1: A camada física.
MODELO TCP/IP:
Já o modelo TCP/IP tem importância histórica, assim como os padrões que permitiram que as
indústrias de telefonia, energia elétrica, estradas de ferro e videotape se desenvolvessem.
O Departamento de Defesa dos Estados Unidos (DoD) desenvolveu o modelo de referência
TCP/IP porque queria uma rede que pudesse sobreviver a qualquer condição, mesmo a uma
guerra nuclear.
Imaginem um mundo em guerra, entrecruzado por diferentes tipos de conexões: cabos,
microondas, fibras óticas e links de satélite, e ainda a necessidade de trafegar
informações/dados, independentemente da condição de qualquer nó ou rede particular na
internetwork (que, nesse caso, pode ter sido destruída pela guerra).
Foi dentro desse complexo problema de projeto que levou à criação do modelo TCP/IP e que
tornou-se, desde então, o padrão no qual a Internet se desenvolveu.
Diferentemente do modelo OSI( com sete camadas), o modelo TCP/IP tem quatro camadas,
são elas:
Camada 4: A camada de Aplicação
Camada 3: A camada de Transporte
Camada 2: A camada de Internet
Camada 1: A camada de Rede
É importante notar que algumas das camadas do modelo TCP/IP têm o mesmo nome das
camadas no modelo OSI. Mas não se iluda, as camadas dos dois modelos têm funções e
protocolos característicos que podem induzir ao erro.
MODELO OSI x TCP/IP: SEMELHANÇAS E DIFERENÇAS.
Algumas semelhanças:
ambos são divididas em camadas;
ambos têm camadas de aplicação, embora incluam serviços muito diferentes;
ambos têm camadas de transporte e de rede comparáveis;
a tecnologia de comutação de pacotes (e não comutação de circuitos) é presumida por
ambos;
os profissionais da rede precisam conhecer ambos.
Algumas diferenças:
o TCP/IP combina os aspectos das camadas de apresentação e de sessão dentro da sua
camada de aplicação;
o TCP/IP combina as camadas física e de enlace do OSI em uma camada ;
o TCP/IP parece ser mais simples por ter menos camadas;
os protocolos do TCP/IP são os padrões em torno dos quais a Internet se desenvolveu,
portanto o modelo TCP/IP ganha credibilidade apenas por causa dos seus protocolos;
Em contraste, nenhuma rede foi criada em torno de protocolos específicos
relacionados ao OSI, embora todos usem o modelo OSI para guiar os estudos.
Fique por dentro!!!!
Vou deixar alguns links e bibliografias que ajudaram a aprofundar os conceitos e os estudos
sobre o assunto minha próxima postagem deixarei uma questão de concurso.
Xxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxx
1.4.3 Uma comparação entre os modelos de referência OSI e TCP/IP
Os modelos de referência OSI e TCP/IP têm muito em comum. Os dois se baseiam no
conceito de uma pilha de protocolos independentes. Além disso, as camadas têm
praticamente as mesmas funções. Por exemplo, em ambos os modelos estão presentes as
camadas que englobam até a camada de transporte para oferecer um serviço de transporte
fim a fim independente da rede a processos que desejam se comunicar. Essas camadas
formam o provedor de transporte. Mais uma vez, em ambos os modelos, as camadas acima da
camada de transporte dizem respeito aos usuários orientados a aplicações do serviço de
transporte.

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Apesar dessas semelhanças fundamentais, os dois modelos também têm muitas
diferenças. Nesta seção do livro, vamos nos deter nas principais diferenças existentes entre os
dois modelos de referência. É importante notar que estamos comparando os modelos de
referência, e não as pilhas de protocolos correspondentes. Os protocolos propriamente ditos
serão discutidos em seguida. Para examinar as semelhanças e as diferenças entre o TCP/IP e o
OSI, consulte (Piscitello e Chapin, 1993).
O modelo OSI tem três conceitos fundamentais:
Serviços
Interfaces
Protocolos
Provavelmente, a maior contribuição do modelo OSI seja tornar explícita a distinção entre
esses três conceitos. Cada camada executa alguns serviços para a camada acima dela. A
definição do serviço informa o que a camada faz, e não a forma como as entidades acima
dela o acessam ou como a camada funciona. Essa definição estabelece a semântica da
camada.
A interface de uma camada informa como os processos acima dela podem acessá-la. A
interface especifica quais são os parâmetros e os resultados a serem esperados. Ela também
não revela o funcionamento interno da camada.
Finalmente, os protocolos utilizados em uma camada são de responsabilidade dessa
camada. A camada pode usar os protocolos que quiser, desde que eles viabilizem a realização
do trabalho (ou seja, forneçam os serviços oferecidos). Ela também pode alterar esses
protocolos sem influenciar o software das camadas superiores.
Essas idéias se adaptam perfeitamente aos novos conceitos da programação orientada a
objetos. Um objeto, assim como uma camada, tem um conjunto de métodos (operações) que
os processos externos ao objeto podem invocar. A semântica desses métodos define o
conjunto de serviços que o objeto oferece. Os parâmetros e os resultados dos métodos
formam a interface do objeto. O código interno do objeto é seu protocolo, que não é visível
nem interessa aos elementos que estão fora do objeto.
Originalmente, o modelo TCP/IP não distinguia com clareza a diferença entre serviço,
interface e protocolo, embora as pessoas tenham tentado adaptá-lo ao modelo OSI. Por
exemplo, os únicos serviços reais oferecidos pela camada inter-redes são SEND IP PACKET
(enviar pacote IP) e RECEIVE IP PACKET (receber pacote IP).
Por essa razão, os protocolos do modelo OSI são mais bem encapsulados que os do
modelo TCP/IP e podem ser substituídos com relativa facilidade, conforme as mudanças da
tecnologia. Um dos principais objetivos das diversas camadas de protocolos é permitir a
implementação dessas alterações.
O modelo de referência OSI foi concebido antes de os protocolos correspondentes terem
sido criados. Isso significa que o modelo não foi desenvolvido com base em um determinado
conjunto de protocolos, o que o deixou bastante flexível e genérico. No entanto, por não
terem experiência no assunto, os projetistas não tinham muita noção sobre a funcionalidade
que deveria ser incluída em cada camada.
Por exemplo, a camada de enlace de dados lidava originalmente com redes ponto a ponto.
Quando surgiram as redes de difusão, foi preciso criar uma nova camada no modelo. Quando
as pessoas começaram a criar redes reais com base no modelo OSI e nos protocolos existentes,
elas perceberam que as especificações de serviço obrigatórias não eram compatíveis.
Portanto, foi necessário enxertar no modelo subcamadas de convergência que permitissem
atenuar as diferenças. Por fim, como acreditava que cada país teria uma rede controlada pelo
governo e baseada nos protocolos OSI, o comitê não se preocupou com as conexões inter-
redes. Para encurtar a história: na prática, tudo aconteceu de maneira muito diferente da
teoria.
Com o TCP/IP, ocorreu exatamente o contrário: como os protocolos vieram primeiro, o
modelo foi criado como uma descrição desses protocolos. Os protocolos não tiveram
problemas para se adaptar ao modelo. Foi um casamento perfeito. O único problema foi o fato
de o modelo não se adaptar a outras pilhas de protocolos. Conseqüentemente, ele não tinha
muita utilidade para descrever outras redes que não faziam uso do protocolo TCP/IP.
Deixando a filosofia de lado e entrando em questões ma is práticas, uma diferença óbvia
entre os dois modelos está no número de camadas: o modelo OSI tem sete camadas e o
TCP/IP tem quatro. Ambos têm as camadas de (inter-) rede, transporte e aplicação, mas as
outras são diferentes. Outra diferença está na área da comunicação sem conexão e da
comunicação orientada a conexões. Na camada de rede, o modelo OSI é compatível com a
comunicação sem conexão e com a comunicação orientada a conexões; no entanto, na
camada de transporte, o modelo aceita apenas a comunicação orientada a conexões, onde ela
de fato é mais importante (pois o serviço de transporte é visível para os usuários). O modelo
TCP/IP só tem um modo de operação na camada de rede (sem co nexão), mas aceita ambos os
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Diferença osi tcp ip

  • 1. oficina: Redes Locais de computadores em contexto escolar - iniciação (Módulo I) - Turma 1 Comparação entre o modelo OSI e o TCP/IP Semelhanças ambos têm camadas; ambos têm camadas de aplicação, embora incluam serviços muito diferentes; ambos têm camadas de transporte e de rede comparáveis; a tecnologia de comutação de pacotes (e não comutação de circuitos) é presumida por ambos; os profissionais da rede precisam conhecer ambos. Diferenças o TCP/IP combina os aspectos das camadas de apresentação e de sessão dentro da sua camada de aplicação; o TCP/IP combina as camadas física e de enlace do OSI em uma camada; o TCP/IP parece ser mais simples por ter menos camadas; os protocolos do TCP/IP são os padrões em torno dos quais a Internet se desenvolveu, portanto o modelo TCP/IP ganha credibilidade apenas por causa dos seus protocolos. Em contraste, nenhuma rede foi criada em torno de protocolos específicos relacionados ao OSI, embora todos usem o modelo OSI para guiar seu raciocínio. Xxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxx Comparação Entre o Modelo OSI e TCP/IP
  • 2. OSI vs TCP/IP Os modelos de referência OSI e TCP/IP têm muito em comum. Ambos são baseados no conceito de pilha de protocolos independentes e a funcionalidade das camadas é muito semelhante. Por exemplo, em ambos os modelos, camadas de transporte e as demais acima dela fornecem um serviço de transporte independente de rede de fim a fim, processando pedidos de comunicação, formando o provedor de transporte. Também as camadas acima da de transporte são voltadas para o processamento de pedidos de comunicação. Apesar de terem semelhanças fundamentais, os modelos são muito diferentes. Veremos aqui as principais diferenças entre os dois modelos. É importante notar que estamos comparando os modelos de referência, não as pilhas de protocolo correspondentes. Os protocolos por si mesmos serão discutidos mais tarde. Três conceitos são centrais no modelo OSI: 1. Serviços 2. Interfaces 3. Protocolos O modelo OSI faz uma explícita distinção entre estes conceitos básicos. As camadas inferiores fornecem alguns serviços para as superiores. Na definição de serviço, especifica-se o que cada camada faz, não diz como as camadas acima acessam e como ela trabalha. Há Uma interface de camada que diz aos processos acima como acessá-lo, especificando os parâmetros e os retornos esperados, mas não fala sobre o funcionamento interno da camada. Os protocolos pares usados na camada são assunto próprio da camada. Ele pode usar quaisquer protocolos que ele queira, desde que forneça o serviço requerido. Também pode mudá-los sem afetar o software nas camadas mais altas. Estas idéias são muito próximas às modernas idéias de programação orientada a objeto. Cada objeto (camada) tem um conjunto de métodos que podem ser acessados por processos externos ao objeto. A semântica destes métodos define o conjunto de serviços oferecidos pelo objeto. Os parâmetros dos métodos e os resultados da interface do objeto. O código interno do objeto é seu protocolo e não é visível fora deste. O modelo TCP/IP originalmente não faz esta clara distinção entre serviço, interface e protocolo, embora muitos tenham tentado mudá-lo para torná-lo mais parecido com OSI. Por exemplo, os únicos serviços reais oferecidos pela camada de internet são ENVIAR PACOTE IP e RECEBER PACOTE IP. Por esta razão, os protocolos OSI são melhor escondidos do que no TCP/IP e tem maior adaptabilidade para mudanças de tecnologia. Esta adaptabilidade é um dos propósitos principais de se ter protocolos por camadas no modelo inicial. O modelo de referência OSI foi criado antes da invenção dos protocolos. Desta forma ele não foi feito sobre um conjunto particular de protocolos, o que o torna bem geral. Isto significa que o modelo não foi formado sobre um conjunto particular de protocolos, o que faz ele ser bem geral. Em contraponto, os projetistas não tinham muita experiência e nâo poderiam ter uma boa idéia quanto a funcionalidade das camadas. Por exemplo, originalmente a camada de enlace somente lidava
  • 3. somente com redes ponto a ponto e quando entâo surgiram as redes teve de ser adicionada uma nova subcamada. Quando as pessoas passaram a construir redes usando o modelo OSI e protocolos existentes, descobriram que eles não atendiam as especificações de serviço requeridas e tiveram de adicionar subcamadas para superar as diferenças. Finalmente, o comitê orignalmente esperou que cada país tivesse uma rede, gerenciada pelo governo e usando os protocolos OSI, logo a idéia de interconectividade. Resumidamente, as coisas não aconteceram assim. Com o TCP/IP aconteceu o contrário: os protocolos vieram primeiro, e o modelo foi apenas uma descrição dos protocolos existentes. Por isso não houve problema com protocolos tendo que se adaptar ao modelo, eles se encaixam perfeitamente. O problema é que nem toda pilha de protocolo se encaixa no modelo. Conseqüentemente, não podia ser utilizado para descrever redes que não fossem TCP/IP. Falando mais especificamente, há uma diferença óbvia entre os dois modelos que é o número de camadas: OSI tem sete e o TCP/IP tem quatro. Ambas têm camada de rede, de transporte e aplicação, mas as outras são diferentes. Outra diferença está ligada ao tipo conexão da comunicação: comunicação sem conexão(CSC) versus comunicação orientada à conexão(COC). Na camada de rede, OSI suporta ambos e O modelo TCP/IP tem somente um modo. Na camada de transporte, OSI possui somente COC, onde ele influencia (porque o serviço de transporte é visível aos usuários), enquanto que TCP/IP suporta ambos os modos na camada de transporte, dando uma escolha aos usuários. Esta escolha é especialmente importante para protocolos simples de pergunta e resposta. Xxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxx
  • 4. OSI vs TCP/IP Os modelos de referência OSI e TCP/IP têm muito em comum. Ambos são baseados no conceito de pilha de protocolos independentes e a funcionalidade das camadas é muito semelhante. Por exemplo, em ambos os modelos, camadas de transporte e as demais acima dela fornecem um serviço de transporte independente de rede de fim a fim, processando pedidos de comunicação, formando o provedor de transporte. Também as camadas acima da de transporte são voltadas para o processamento de pedidos de comunicação. Apesar de terem semelhanças fundamentais, os modelos são muito diferentes. Veremos aqui as principais diferenças entre os dois modelos. É importante notar que estamos comparando os modelos de referência, não as pilhas de protocolo correspondentes. Os protocolos por si mesmos serão discutidos mais tarde. Três conceitos são centrais no modelo OSI: 1. Serviços 2. Interfaces 3. Protocolos O modelo OSI faz uma explícita distinção entre estes conceitos básicos. As camadas inferiores fornecem alguns serviços para as superiores. Na definição de serviço, especifica-se o que cada camada faz, não diz como as camadas acima acessam e como ela trabalha. Há Uma interface de camada que diz aos processos acima como acessá-lo, especificando os parâmetros e os retornos esperados, mas não fala sobre o funcionamento interno da camada. Os protocolos pares usados na camada são assunto próprio da camada. Ele pode usar quaisquer protocolos que ele queira, desde que forneça o serviço requerido. Também pode mudá-los sem afetar o software nas camadas mais altas. Estas idéias são muito próximas às modernas idéias de programação orientada a objeto. Cada objeto (camada) tem um conjunto de métodos que podem ser acessados por processos externos ao objeto. A semântica destes métodos define o conjunto de serviços oferecidos pelo objeto. Os parâmetros dos métodos e os resultados da interface do objeto. O código interno do objeto é seu protocolo e não é visível fora deste. O modelo TCP/IP originalmente não faz esta clara distinção entre serviço, interface e protocolo, embora muitos tenham tentado mudá-lo para torná-lo mais parecido com OSI. Por exemplo, os únicos serviços reais oferecidos pela camada de internet são ENVIAR PACOTE IP e RECEBER PACOTE IP. Por esta razão, os protocolos OSI são melhor escondidos do que no TCP/IP e tem maior adaptabilidade para mudanças de tecnologia. Esta adaptabilidade é um dos propósitos principais de se ter protocolos por camadas no modelo inicial. O modelo de referência OSI foi criado antes da invenção dos protocolos. Desta forma ele não foi feito sobre um conjunto particular de protocolos, o que o torna bem geral. Isto significa que o modelo não foi formado sobre um conjunto particular de protocolos, o que faz ele ser bem geral. Em contraponto, os projetistas não tinham muita experiência e nâo poderiam ter uma boa idéia quanto a funcionalidade das camadas. Por exemplo, originalmente a camada de enlace somente lidava somente com redes ponto a ponto e quando entâo surgiram as redes teve de ser adicionada uma nova subcamada. Quando as pessoas passaram a construir redes usando o modelo OSI e protocolos existentes, descobriram que eles não atendiam as especificações de serviço requeridas e tiveram de adicionar subcamadas para superar as diferenças. Finalmente, o comitê orignalmente esperou
  • 5. que cada país tivesse uma rede, gerenciada pelo governo e usando os protocolos OSI, logo a idéia de interconectividade. Resumidamente, as coisas não aconteceram assim. Com o TCP/IP aconteceu o contrário: os protocolos vieram primeiro, e o modelo foi apenas uma descrição dos protocolos existentes. Por isso não houve problema com protocolos tendo que se adaptar ao modelo, eles se encaixam perfeitamente. O problema é que nem toda pilha de protocolo se encaixa no modelo. Conseqüentemente, não podia ser utilizado para descrever redes que não fossem TCP/IP. Falando mais especificamente, há uma diferença óbvia entre os dois modelos que é o número de camadas: OSI tem sete e o TCP/IP tem quatro. Ambas têm camada de rede, de transporte e aplicação, mas as outras são diferentes. Outra diferença está ligada ao tipo conexão da comunicação: comunicação sem conexão(CSC) versus comunicação orientada à conexão(COC). Na camada de rede, OSI suporta ambos e O modelo TCP/IP tem somente um modo. Na camada de transporte, OSI possui somente COC, onde ele influencia (porque o serviço de transporte é visível aos usuários), enquanto que TCP/IP suporta ambos os modos na camada de transporte, dando uma escolha aos usuários. Esta escolha é especialmente importante para protocolos simples de pergunta e resposta. Xxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxx Modelo OSI x TCP/IP Tag por: Internet OSI Redes de Computadores TCP/IP Ola Senhores. Vou tecer alguns comentários sobre redes de computadores, conceitos iniciais, básicos, que, ao meu ver, são necessários para o entendimento da materia. Caso você seja um expert no assunto, ignore essa parte, caso esteja iniciando os estudos sobre redes, leia-os com bastante atenção e acesse os links que deixarei disponíveis.
  • 6. Embora amplamente difundido na Internet e nos livros, o estudo desse assunto gera algumas duvidas aos estudantes de faculdade,s de cursos especializados e de concursos públicos, as quais tentarei esclarecer a seguir. Os Modelos de Referência: TCP/IP e OSI: O padrão aberto técnico e histórico da Internet, o Transmission Control Protocol/Internet Protocol (TCP/IP), surgiu de uma necessidade específica do Departamento de Defesa dos Estados Unidos. O modelo de referência TCP/IP e a pilha de protocolos TCP/IP tornam possível a comunicação de dados entre dois computadores quaisquer, em qualquer parte do mundo, a aproximadamente a velocidade da luz. Devido ao sugimento de um grande número de redes de computadores, a International Organization for Standardization (ISO) realizou uma pesquisa sobre esses vários esquemas de rede. Viu-se então, a necessidade de se criar um modelo de rede para ajudar os desenvolvedores a implementar redes que poderiam comunicar-se e trabalhar juntas (interoperabilidade). Assim, a ISO lançou em 1984 o modelo de referência OSI. MODELO OSI: O modelo de referência OSI é o modelo fundamental para comunicações em rede. Embora existam outros modelos, a maior parte dos fabricantes de rede, hoje, relaciona seus produtos ao modelo de referência OSI, especialmente quando desejam instruir os usuários no uso de novos produtos. Eles o consideram a melhor ferramenta disponível para ensinar às pessoas a enviar e receber dados através de uma rede. No modelo de referência OSI, existem sete camadas numeradas e cada uma ilustra uma função particular da rede. Essa separação das funções da rede é chamada divisão em camadas. Dividir a rede nessas sete camadas oferece as seguintes vantagens: 1. Decompõe as comunicações de rede em partes menores e mais simples. 2. Padroniza os componentes de rede, permitindo o desenvolvimento e o suporte por parte de vários fabricantes. 3. Possibilita a comunicação entre tipos diferentes de hardware e de software de rede. 4. Evita que as modificações em uma camada afetem as outras, possibilitando maior rapidez no seu desenvolvimento. 5. Decompõe as comunicações de rede em partes menores, facilitando sua aprendizagem e compreensão. O problema de transferir informações entre computadores é dividido em sete problemas menores e mais gerenciáveis no modelo de referência OSI. Cada um dos sete problemas menores é representado por sua própria camada no modelo(Estaremos futuramente comentando cada camada). As sete camadas do modelo de referência OSI são: Camada 7: A camada de aplicação Camada 6: A camada de apresentação Camada 5: A camada de sessão Camada 4: A camada de transporte Camada 3: A camada de rede
  • 7. Camada 2: A camada de enlace Camada 1: A camada física. MODELO TCP/IP: Já o modelo TCP/IP tem importância histórica, assim como os padrões que permitiram que as indústrias de telefonia, energia elétrica, estradas de ferro e videotape se desenvolvessem. O Departamento de Defesa dos Estados Unidos (DoD) desenvolveu o modelo de referência TCP/IP porque queria uma rede que pudesse sobreviver a qualquer condição, mesmo a uma guerra nuclear. Imaginem um mundo em guerra, entrecruzado por diferentes tipos de conexões: cabos, microondas, fibras óticas e links de satélite, e ainda a necessidade de trafegar informações/dados, independentemente da condição de qualquer nó ou rede particular na internetwork (que, nesse caso, pode ter sido destruída pela guerra). Foi dentro desse complexo problema de projeto que levou à criação do modelo TCP/IP e que tornou-se, desde então, o padrão no qual a Internet se desenvolveu. Diferentemente do modelo OSI( com sete camadas), o modelo TCP/IP tem quatro camadas, são elas: Camada 4: A camada de Aplicação Camada 3: A camada de Transporte Camada 2: A camada de Internet Camada 1: A camada de Rede É importante notar que algumas das camadas do modelo TCP/IP têm o mesmo nome das camadas no modelo OSI. Mas não se iluda, as camadas dos dois modelos têm funções e protocolos característicos que podem induzir ao erro. MODELO OSI x TCP/IP: SEMELHANÇAS E DIFERENÇAS. Algumas semelhanças: ambos são divididas em camadas; ambos têm camadas de aplicação, embora incluam serviços muito diferentes; ambos têm camadas de transporte e de rede comparáveis; a tecnologia de comutação de pacotes (e não comutação de circuitos) é presumida por ambos; os profissionais da rede precisam conhecer ambos. Algumas diferenças: o TCP/IP combina os aspectos das camadas de apresentação e de sessão dentro da sua camada de aplicação;
  • 8. o TCP/IP combina as camadas física e de enlace do OSI em uma camada ; o TCP/IP parece ser mais simples por ter menos camadas; os protocolos do TCP/IP são os padrões em torno dos quais a Internet se desenvolveu, portanto o modelo TCP/IP ganha credibilidade apenas por causa dos seus protocolos; Em contraste, nenhuma rede foi criada em torno de protocolos específicos relacionados ao OSI, embora todos usem o modelo OSI para guiar os estudos. Fique por dentro!!!! Vou deixar alguns links e bibliografias que ajudaram a aprofundar os conceitos e os estudos sobre o assunto minha próxima postagem deixarei uma questão de concurso. Xxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxx 1.4.3 Uma comparação entre os modelos de referência OSI e TCP/IP Os modelos de referência OSI e TCP/IP têm muito em comum. Os dois se baseiam no conceito de uma pilha de protocolos independentes. Além disso, as camadas têm praticamente as mesmas funções. Por exemplo, em ambos os modelos estão presentes as camadas que englobam até a camada de transporte para oferecer um serviço de transporte fim a fim independente da rede a processos que desejam se comunicar. Essas camadas formam o provedor de transporte. Mais uma vez, em ambos os modelos, as camadas acima da camada de transporte dizem respeito aos usuários orientados a aplicações do serviço de transporte.
  • 9. Apesar dessas semelhanças fundamentais, os dois modelos também têm muitas diferenças. Nesta seção do livro, vamos nos deter nas principais diferenças existentes entre os dois modelos de referência. É importante notar que estamos comparando os modelos de referência, e não as pilhas de protocolos correspondentes. Os protocolos propriamente ditos serão discutidos em seguida. Para examinar as semelhanças e as diferenças entre o TCP/IP e o OSI, consulte (Piscitello e Chapin, 1993). O modelo OSI tem três conceitos fundamentais: Serviços Interfaces Protocolos Provavelmente, a maior contribuição do modelo OSI seja tornar explícita a distinção entre esses três conceitos. Cada camada executa alguns serviços para a camada acima dela. A definição do serviço informa o que a camada faz, e não a forma como as entidades acima dela o acessam ou como a camada funciona. Essa definição estabelece a semântica da camada. A interface de uma camada informa como os processos acima dela podem acessá-la. A interface especifica quais são os parâmetros e os resultados a serem esperados. Ela também não revela o funcionamento interno da camada. Finalmente, os protocolos utilizados em uma camada são de responsabilidade dessa camada. A camada pode usar os protocolos que quiser, desde que eles viabilizem a realização do trabalho (ou seja, forneçam os serviços oferecidos). Ela também pode alterar esses protocolos sem influenciar o software das camadas superiores. Essas idéias se adaptam perfeitamente aos novos conceitos da programação orientada a objetos. Um objeto, assim como uma camada, tem um conjunto de métodos (operações) que os processos externos ao objeto podem invocar. A semântica desses métodos define o conjunto de serviços que o objeto oferece. Os parâmetros e os resultados dos métodos formam a interface do objeto. O código interno do objeto é seu protocolo, que não é visível nem interessa aos elementos que estão fora do objeto. Originalmente, o modelo TCP/IP não distinguia com clareza a diferença entre serviço, interface e protocolo, embora as pessoas tenham tentado adaptá-lo ao modelo OSI. Por exemplo, os únicos serviços reais oferecidos pela camada inter-redes são SEND IP PACKET (enviar pacote IP) e RECEIVE IP PACKET (receber pacote IP). Por essa razão, os protocolos do modelo OSI são mais bem encapsulados que os do modelo TCP/IP e podem ser substituídos com relativa facilidade, conforme as mudanças da tecnologia. Um dos principais objetivos das diversas camadas de protocolos é permitir a implementação dessas alterações. O modelo de referência OSI foi concebido antes de os protocolos correspondentes terem sido criados. Isso significa que o modelo não foi desenvolvido com base em um determinado conjunto de protocolos, o que o deixou bastante flexível e genérico. No entanto, por não terem experiência no assunto, os projetistas não tinham muita noção sobre a funcionalidade que deveria ser incluída em cada camada. Por exemplo, a camada de enlace de dados lidava originalmente com redes ponto a ponto. Quando surgiram as redes de difusão, foi preciso criar uma nova camada no modelo. Quando
  • 10. as pessoas começaram a criar redes reais com base no modelo OSI e nos protocolos existentes, elas perceberam que as especificações de serviço obrigatórias não eram compatíveis. Portanto, foi necessário enxertar no modelo subcamadas de convergência que permitissem atenuar as diferenças. Por fim, como acreditava que cada país teria uma rede controlada pelo governo e baseada nos protocolos OSI, o comitê não se preocupou com as conexões inter- redes. Para encurtar a história: na prática, tudo aconteceu de maneira muito diferente da teoria. Com o TCP/IP, ocorreu exatamente o contrário: como os protocolos vieram primeiro, o modelo foi criado como uma descrição desses protocolos. Os protocolos não tiveram problemas para se adaptar ao modelo. Foi um casamento perfeito. O único problema foi o fato de o modelo não se adaptar a outras pilhas de protocolos. Conseqüentemente, ele não tinha muita utilidade para descrever outras redes que não faziam uso do protocolo TCP/IP. Deixando a filosofia de lado e entrando em questões ma is práticas, uma diferença óbvia entre os dois modelos está no número de camadas: o modelo OSI tem sete camadas e o TCP/IP tem quatro. Ambos têm as camadas de (inter-) rede, transporte e aplicação, mas as outras são diferentes. Outra diferença está na área da comunicação sem conexão e da comunicação orientada a conexões. Na camada de rede, o modelo OSI é compatível com a comunicação sem conexão e com a comunicação orientada a conexões; no entanto, na camada de transporte, o modelo aceita apenas a comunicação orientada a conexões, onde ela de fato é mais importante (pois o serviço de transporte é visível para os usuários). O modelo TCP/IP só tem um modo de operação na camada de rede (sem co nexão), mas aceita ambos os modos na camada de transporte, oferecendo aos usuários a possibilidade de escolha. Essa escolha é especialmente importante para os protocolos simples de solicitação/resposta.