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História das 
mentalidades e 
história cultural
• Vainfas, inicia seu texto apresentando uma nota sobre as 
mentalidades de Geoffrey Lloyd que fora resenha de Roger 
Chartier no Lê Monde em 1994. O título a obra que acerca de 
suprir as mentalidades como objeto da História. 
• O autor nos alerta que a crítica não é nova, nos apresenta 
outras críticas da História das mentalidades, como Ciro Flamarion 
Cardoso no Brasil 
• Michel Vovelle foi criticado na década de setenta por Pierre 
Villar por estudar a "Festa revolucionária" e não a Revolução 
Francesa e luta de classes presente naquele contexto. 
• Ciro Flamarion Cardoso acusou os historiadores das mentalidades 
de se declinarem ao estudo periféricos, de iluminar os 
fantasmas e promover uma história reacionária, desprovidas 
de contradições. 
• Podemos analisar na obra Marc Bloch "Os Reis Traumaturgos" 
que a história não era tão nova, como as mentalidades também
• Hoje aparentemente os críticos das mentalidades parecem ter 
triunfado, embora poucos se intitulam como historiadores das 
mentalidades. 
• Ronaldo Vainfas se propõe discutir quatro questões centrais : A 
contextualização da história das mentalidades no quadro maior 
historiografia francesa filiada ao movimento Annales. 
• ○ o escame dos pressupostos conceituais das mentalidades, 
suas potencialidades e insuficiências. 
• ○a delimitação dos campos que sucederam a história das 
mentalidades , diferenciando-se teoricamente ou simplesmente 
reeditando seus pressupostos com outras denominações. 
• ○ uma avaliação sumária da adoção das mentalidades e da 
história cultural pela historiografia brasileira a partir dos anos 
80.
As mentalidades no quadro da 
historiografia dos Annales 
• Juízo parcialmente verdadeiro 
• Mesmo com tantas mudanças que a historiografia francesa 
passou nos últimos 60 anos, os estudiosos das mentalidades 
sempre se reconheceram como herdeiros de Bloch e de Febvre. 
• Rompeu com o espírito de síntese que animava os annalistes 
em relação ao questionamento sobre a história "historicizante". 
Uma história problematizadora social, preocupada com as massas 
anônimas. Que não se preocupava com a apologia de príncipes 
ou generais em efeitos singulares. 
• Bloch e Febvre inauguram nos primórdios dos Annales os 
estudos das mentalidades, fazendo um legítimo objeto de 
investigação histórica.
• No Mediterrâneo , Braudel aprofundou o estudo sobre as 
relações entre meio ambiente e a vida material. 
• Longa duração, Braudel 
• "Era Braudel" caracteriza-se por produções de obras de história 
total 
• No fim da década de 1960, a historiografia francesa passou 
realmente a trilhar os rumos das mentalidades
Pressupostos, 
diversidades 
conceituais e 
temáticas no estudo 
das mentalidades
• O investimento teórico nos últimos 20 anos dentro do estudo das 
mentalidades, ganhou maior ascensão entre os historiadores , 
delimitando e definindo novas direções para esse campo 
• Vainfas mostra em sua abordagem , a dificuldade de achar uma 
precisão imediata, para definir o estudo das mentalidades. 
• Devido ao insucesso de seus estudiosos em achar uma definição 
a cerca das mentalidades , ocorre o que o autor pontua como: 
“desgastes das mentalidades” 
• Houve um resgate de algumas tendências das mentalidades , 
que lhe deram uma “nova forma” enquanto objeto. A história 
passa a investigar fenômenos humanos, no tempo sem excluir a 
observação da dimensão individual , e mesmo irracional. 
Exemplos : vida cotidiana e universo de crenças. Dentro de um 
espaço e de um tempo
• Vainfas reintera que a história das mentalidades , afirmam de 
forma mais enfática, a vocação interdisciplinar dos annales , já 
que ela coexiste entre um diálogo entre: antropologia, a 
psicologia e a linguística . 
• A quantificação como padrão de análise dentro do campo das 
mentalidades , não pode ser usada como premissa, já que é 
usada por uns e totalmente descartadas por outros historiadores 
das mentalidades. 
• Outro aspecto pensado pelos historiadores das mentalidades é 
se realmente existe um pensar coletivo. Se existe uma 
ideologia predominante em determinadas épocas, o estudo das 
mentalidades tenta definir isso. 
• Sem duvidas não podemos passar , por essas abordagens 
sem citar , um expoente dentro dos estudos das mentalidades 
. Jacques le goff. Vainfas cita um artigo produzido por le 
goff. “ as mentalidades-uma história ambígua”
• Vainfas destaca algumas ideias básicas do artigo de le goff : 
Trabalha a primeira questão sobre os recortes sociais das 
mentalidades. Le goff trabalha as crenças as atitudes comuns a 
toda sociedade e a questão do tempo das mentalidades, é o 
tempo “Braudeliano” da longa duração, Le goff acredita que a 
história das mentalidades muda lentamente. 
• Le goff critica os historiadores marxistas , afirma que eles 
recorriam aos estudos da mentalidade, para redefinir mecanismos 
dos modos de produção , luta da classes . Em suma Le goff 
pontua que as mentalidades, viriam suprir a deficiência teórica do 
marxismo. 
• No fim do artigo, já não tão enfático : Le goff diz ser um “ 
erro grosseiro” desligar as mentalidades “ das estruturas e da 
dinâmica social.” “admitindo existência das mentalidades de 
classes ao lado de mentalidades comuns”
• Le goff publica um segundo artigo intitulado “ a história do 
cotidiano” . As mentalidades aparecem travestidas de cotidiano. O 
que mostrava que a noção de mentalidades estava dando sinais 
de desgastes , no meio acadêmico francês. 
• A história das mentalidades alertaria ainda contra os riscos do 
estruturalismo no que tange a questão de cair em determinismos 
. Le goff que em 1974 festejava a contribuição antropológica de 
Claude Lévi-Strauss para a nova história. 
• Le goff ressaltaria a necessidade de vincular o estudo do 
cotidiano “ mentalidades” com as totalidades explicativas : “ O 
cotidiano só tem valor histórico e científico no seio de uma 
análise dos sistemas históricos, que contribuem para explicar o 
seu funcionamento.” 
• Nada de história “ arrumada por gavetas” afirmou o autor em 
crítica. “O cotidiano não deveria ser compreendido, como mais um 
nível acima do econômico ,social, político e cultural.”. No mesmo
• Uma outra referência para abrir um leque mais pretenso de 
discussões, são os trabalhos de um também historiador francês 
só que marxista. Michel vovelle . 
• No ano de 1980, Vovelle publica um artigo intitulado: “ 
ideologia e mentalidades” : Vovelle rejeita a questão da noção 
de inconsciente coletivo, optando pela ideia de “imaginário 
coletivo”, considerado por Vovelle como uma abordagem mais 
dinâmica e menos sujeito a extrapolações teóricas para outros 
campos. 
• Vovelle defendeu as mentalidades das críticas que colocavam 
como o estudo irrisório, mais recusou-se a vê-las como o 
essencial da história. 
• Sobre os estudos das mentalidades afirmou vovelle. “O estudo 
das mediações de um lado da condições objetivas da vida dos 
homens e, de outro , a maneira como eles narram ou mesmo 
a vivem.” A esse nível as contradições se diluem entre dois
• Vovelle em outro artigo enfrenta o problema da longa duração. E 
propõe um repensar do tempo das mentalidades , indicando a 
necessidade , de se compatibilizar a curta, com a longa 
duração , o tempo da ruptura com as permanências . 
• Em alguns momentos vovelle elencou divergências, frente a le 
goff , não há um embata teórico propriamente dito, as críticas 
produzem dilemas como: reconhecer uma relativa autonomia das 
mentalidades . A necessidade de articulá-las as totalidades 
históricas explicativas. A perspectiva da longa duração, resultado 
de uma aproximação com a antropologia , e o risco de fossilizar 
a história. E também o dilema em resgatar o lado humano e 
até individual da história. 
• Foi estruturado um novo fundo , que inflama os debates sobre a 
validez ou não legitimada pela “nova história” das mentalidades.
• Divergências e dilemas a parte, o estudo das mentalidades tem 
sido extraordinariamente prolífico. Torna se possível verificar quatro 
áreas temáticas, frequentadas pelos historiadores: As religiosidades, 
as sexualidades , os sentimentos coletivos e a vida cotidiana em 
regiões ou cidades. 
• Apesar de ter sido difundida na europa cabe considerar que o 
estudo das mentalidades, soube ultrapassar fronteiras da França e 
também da américa latina e os estados unidos onde sofreu uma 
releitura em virtude, dos diferentes costumes e culturas. 
• Como berço da história das mentalidades vale salientar três 
variantes da história das mentalidades. Uma mentalidade herdeira 
da tradição dos annales , outra mentalidade assumidamente de 
cunho marxista e outra livre descompromissada em discutir 
objetos, interessados apenas na narração dos fatos.
Apreciações texto José D´ 
assunção barros: a história cultural 
francesa – caminhos de 
investigação • “ Ao existir , qualquer indivíduo já está automaticamente 
produzindo cultura, sem que para isto seja preciso ser um 
artista , um intelectual ou um artesão . A própria linguagem , e 
as práticas discursivas que constituem a substância da vida 
social, embasam essa noção mais ampla de cultura.” 
• Ao escrever um livro , o seu autor está incorporando o papel 
de um produtor cultural. Isto todos reconhecem . O que foi 
acrescentado pelas mais recentes teorias da comunicação é que 
ao ler este livro, um leitor comum também está produzindo 
cultura
• “Entre outras contribuições importantes para os estudos culturais, 
Chartier e Certau avançam bastante na crítica ás concepções 
monolíticas da cultura, condenando a pretensão de se estabelecer 
em definitivo relações culturais q’ue seriam exclusivas de formas 
culturais específicas e de grupos sociais particulares. 
• Lançar a questão do mendigo na temporalidade abordagem de 
D´assunção. Relações de práticas culturais e sociais. Como ele 
era visto da idade média e na moderna ? O que mudou? 
• Um salto para entender a temporalidade e a dicotomia das 
mentalidades. Abordagem antropológica. 
• Diferenças de “noções” e “conceitos” abordados em mentalidades 
• “ Com um tempo uma noção pode ir se transformando em 
“conceito” a medida que adquire uma maior delimitação e em 
que a comunidade científica desenvolve uma consciência maior dos 
limites , da extensão de objetos á qual se aplica.”
• A história das mentalidades enquanto noção alinhavou, 
delimitações mais abrangentes , para se elaborar como história 
cultural 
• “A ideologia , de fato é produzida a partir de interação de 
subconjuntos coerentes, de representação e de comportamentos 
que passam a reger as atitudes e as tomadas de posição dos 
homens nos seus inter-relacionamentos sociais e políticos.” 
• “Na verdade, ideologia é um conceito que tem sido empregado 
por autores distintos com inúmeros sentidos, no campo das 
ciências humanas , e por isto um historiador que pretenda utilizar 
esse conceito deve se apressar a definir com bastante clareza e 
sentido com o qual está utilizando.” 
• “Para caminhar essa interação cultura e poder , tem a sua 
entrada uma outra noção primordial . “Apropriação” , 
conjuntamente com as noção de “ representação “e “prática” , 
constitui precisamente a terceira noção fundamental que conforma 
a perspectiva de história cultural desenvolvida por Roger chartier – 
esta perspectivas que , nos dizeres do próprio historiador
Da história das mentalidades 
à história cultural
Da história das mentalidades à história 
cultural. 
• A história das mentalidades abriu-se demais a outros campos colocando-se em 
risco a soberania da própria disciplina. 
• Acusada de história sem dinâmica. 
• Com as pesadas críticas o conceito de mentalidades declina a partir da década de 
80 surgindo “novos campos” (história da vida privada, história de gênero, 
história da sexualidade, etc.) que foram alguns refúgios que abrigaram as 
mentalidades, um tanto acuadas em face das críticas referidas anteriormente.
Da história das mentalidades à história 
cultural. 
• O grande refúgio das mentalidades foi mesmo a História Cultural que 
procurou defender a legitimidade do estudo do “Mental” sem abrir mão da 
própria história como disciplina e ciência específica, buscando corrigir as 
imperfeições teóricas que marcaram a corrente das mentalidades dos anos 
70. 
• Vejamos algumas características importantes da história cultural.
Da história das mentalidades à história 
cultural. 
A sua rejeição ao conceito de mentalidades, considerando-o vago, ambíguo e 
impreciso quanto as relações entre o mental e o social. 
Ela apresenta uma nova história cultural, diferente da antiga história cultural , 
não recusando as expressos culturais das elites e das classes subalternas. 
A sua preocupação em resgatar o papel das classes sociais, da estratificação e o 
conflito social.
Da história das mentalidades à história 
cultural. 
É uma história plural, como as mentalidades, apresentando caminhos alternativos 
para a investigação. 
• Um perfil da nova história cultural diante da sua pluralidade. 
Recusa do conceito vago de mentalidade. 
Preocupação com o popular. 
Valorização das estratificações e dos conceitos socioculturais como objeto de 
investigação.
Da história das mentalidades à história 
cultural. 
• Vainfas nos apresenta três maneiras distintas de se apresentar a história cultural. 
1. A história da cultura praticada por Carlo Ginzburg (a questão da circularidade). 
2. A história cultural de Roger Chartier (uma complicada apresentação do cultural 
sobre o social).
Da história das mentalidades à história 
cultural. 
3. E a história da cultura produzida por Eduard Thompson (uma tradição 
singular da cultura de viés marxista da história cultural).
Cultura e 
mentalidades na 
historiografia 
Brasileira
• A chegada na nova história no Brasil é tardia estabelecendo –se 
a parte de meados da década de 1980 
• Vainfas nos apresentar alguns fatores para essa defasagem na 
historiografia brasileira. 
• O regime militar no Brasil que dificultou a divulgação de muitas 
trabalhos . 
• Adesão marxismo ( do vulgar ao refinado) 
• E o fato de ser muito restrito o circulo de pós graduação no 
Brasil nos anos 70 , com excessão á universidade de são 
Paulo 
• A história cultural pode ser observado em Gilberto e Sérgio 
Buarque. Muitos das seus críticas os apontaram como historiadores 
das mentalidades. 
• Gilberto freyre : casa grande e senzala (1993) tema : 
religiosidade popular e sexualidade e no cotidiano da escravidão
• Sérgio Buarque de holanda – introduz weber na historiografia 
Brasileira (Raízes do Brasil 1936) 
• O lucro que talvez mais sinalize com historia nova é de Laura 
de Millo Souza, “ O diabo e a terra santa cruz, se apoiando 
em fontes inquisitoriais .” 
• Mas o trabalho de percurso , de acordo com Vainfas tenha 
sido o livro Katia mattoso , ser , escravo no Brasil (1982) 
questionando as relações de poder entre senhores e escravos . 
Seus críticos acusaram de reeditar das idéias de Freyre . 
• No Brasil entre temas que os autores mais se interessam, 
encontra-se relacionados ao período colonial e o século XIX. Com 
temáticas os mais frequentados são em relação a sexualidade e 
a moralidade cotidiana , a escravidão demonstrando que nem 
sempre escravidão e violência conviveram juntos, pois havia 
acordo entre escravos e senhores neste período 
• Hoje a historiografia Brasileira cada vez mais esposada em 
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  • 1. História das mentalidades e história cultural
  • 2. • Vainfas, inicia seu texto apresentando uma nota sobre as mentalidades de Geoffrey Lloyd que fora resenha de Roger Chartier no Lê Monde em 1994. O título a obra que acerca de suprir as mentalidades como objeto da História. • O autor nos alerta que a crítica não é nova, nos apresenta outras críticas da História das mentalidades, como Ciro Flamarion Cardoso no Brasil • Michel Vovelle foi criticado na década de setenta por Pierre Villar por estudar a "Festa revolucionária" e não a Revolução Francesa e luta de classes presente naquele contexto. • Ciro Flamarion Cardoso acusou os historiadores das mentalidades de se declinarem ao estudo periféricos, de iluminar os fantasmas e promover uma história reacionária, desprovidas de contradições. • Podemos analisar na obra Marc Bloch "Os Reis Traumaturgos" que a história não era tão nova, como as mentalidades também
  • 3. • Hoje aparentemente os críticos das mentalidades parecem ter triunfado, embora poucos se intitulam como historiadores das mentalidades. • Ronaldo Vainfas se propõe discutir quatro questões centrais : A contextualização da história das mentalidades no quadro maior historiografia francesa filiada ao movimento Annales. • ○ o escame dos pressupostos conceituais das mentalidades, suas potencialidades e insuficiências. • ○a delimitação dos campos que sucederam a história das mentalidades , diferenciando-se teoricamente ou simplesmente reeditando seus pressupostos com outras denominações. • ○ uma avaliação sumária da adoção das mentalidades e da história cultural pela historiografia brasileira a partir dos anos 80.
  • 4. As mentalidades no quadro da historiografia dos Annales • Juízo parcialmente verdadeiro • Mesmo com tantas mudanças que a historiografia francesa passou nos últimos 60 anos, os estudiosos das mentalidades sempre se reconheceram como herdeiros de Bloch e de Febvre. • Rompeu com o espírito de síntese que animava os annalistes em relação ao questionamento sobre a história "historicizante". Uma história problematizadora social, preocupada com as massas anônimas. Que não se preocupava com a apologia de príncipes ou generais em efeitos singulares. • Bloch e Febvre inauguram nos primórdios dos Annales os estudos das mentalidades, fazendo um legítimo objeto de investigação histórica.
  • 5. • No Mediterrâneo , Braudel aprofundou o estudo sobre as relações entre meio ambiente e a vida material. • Longa duração, Braudel • "Era Braudel" caracteriza-se por produções de obras de história total • No fim da década de 1960, a historiografia francesa passou realmente a trilhar os rumos das mentalidades
  • 6. Pressupostos, diversidades conceituais e temáticas no estudo das mentalidades
  • 7. • O investimento teórico nos últimos 20 anos dentro do estudo das mentalidades, ganhou maior ascensão entre os historiadores , delimitando e definindo novas direções para esse campo • Vainfas mostra em sua abordagem , a dificuldade de achar uma precisão imediata, para definir o estudo das mentalidades. • Devido ao insucesso de seus estudiosos em achar uma definição a cerca das mentalidades , ocorre o que o autor pontua como: “desgastes das mentalidades” • Houve um resgate de algumas tendências das mentalidades , que lhe deram uma “nova forma” enquanto objeto. A história passa a investigar fenômenos humanos, no tempo sem excluir a observação da dimensão individual , e mesmo irracional. Exemplos : vida cotidiana e universo de crenças. Dentro de um espaço e de um tempo
  • 8. • Vainfas reintera que a história das mentalidades , afirmam de forma mais enfática, a vocação interdisciplinar dos annales , já que ela coexiste entre um diálogo entre: antropologia, a psicologia e a linguística . • A quantificação como padrão de análise dentro do campo das mentalidades , não pode ser usada como premissa, já que é usada por uns e totalmente descartadas por outros historiadores das mentalidades. • Outro aspecto pensado pelos historiadores das mentalidades é se realmente existe um pensar coletivo. Se existe uma ideologia predominante em determinadas épocas, o estudo das mentalidades tenta definir isso. • Sem duvidas não podemos passar , por essas abordagens sem citar , um expoente dentro dos estudos das mentalidades . Jacques le goff. Vainfas cita um artigo produzido por le goff. “ as mentalidades-uma história ambígua”
  • 9. • Vainfas destaca algumas ideias básicas do artigo de le goff : Trabalha a primeira questão sobre os recortes sociais das mentalidades. Le goff trabalha as crenças as atitudes comuns a toda sociedade e a questão do tempo das mentalidades, é o tempo “Braudeliano” da longa duração, Le goff acredita que a história das mentalidades muda lentamente. • Le goff critica os historiadores marxistas , afirma que eles recorriam aos estudos da mentalidade, para redefinir mecanismos dos modos de produção , luta da classes . Em suma Le goff pontua que as mentalidades, viriam suprir a deficiência teórica do marxismo. • No fim do artigo, já não tão enfático : Le goff diz ser um “ erro grosseiro” desligar as mentalidades “ das estruturas e da dinâmica social.” “admitindo existência das mentalidades de classes ao lado de mentalidades comuns”
  • 10. • Le goff publica um segundo artigo intitulado “ a história do cotidiano” . As mentalidades aparecem travestidas de cotidiano. O que mostrava que a noção de mentalidades estava dando sinais de desgastes , no meio acadêmico francês. • A história das mentalidades alertaria ainda contra os riscos do estruturalismo no que tange a questão de cair em determinismos . Le goff que em 1974 festejava a contribuição antropológica de Claude Lévi-Strauss para a nova história. • Le goff ressaltaria a necessidade de vincular o estudo do cotidiano “ mentalidades” com as totalidades explicativas : “ O cotidiano só tem valor histórico e científico no seio de uma análise dos sistemas históricos, que contribuem para explicar o seu funcionamento.” • Nada de história “ arrumada por gavetas” afirmou o autor em crítica. “O cotidiano não deveria ser compreendido, como mais um nível acima do econômico ,social, político e cultural.”. No mesmo
  • 11. • Uma outra referência para abrir um leque mais pretenso de discussões, são os trabalhos de um também historiador francês só que marxista. Michel vovelle . • No ano de 1980, Vovelle publica um artigo intitulado: “ ideologia e mentalidades” : Vovelle rejeita a questão da noção de inconsciente coletivo, optando pela ideia de “imaginário coletivo”, considerado por Vovelle como uma abordagem mais dinâmica e menos sujeito a extrapolações teóricas para outros campos. • Vovelle defendeu as mentalidades das críticas que colocavam como o estudo irrisório, mais recusou-se a vê-las como o essencial da história. • Sobre os estudos das mentalidades afirmou vovelle. “O estudo das mediações de um lado da condições objetivas da vida dos homens e, de outro , a maneira como eles narram ou mesmo a vivem.” A esse nível as contradições se diluem entre dois
  • 12. • Vovelle em outro artigo enfrenta o problema da longa duração. E propõe um repensar do tempo das mentalidades , indicando a necessidade , de se compatibilizar a curta, com a longa duração , o tempo da ruptura com as permanências . • Em alguns momentos vovelle elencou divergências, frente a le goff , não há um embata teórico propriamente dito, as críticas produzem dilemas como: reconhecer uma relativa autonomia das mentalidades . A necessidade de articulá-las as totalidades históricas explicativas. A perspectiva da longa duração, resultado de uma aproximação com a antropologia , e o risco de fossilizar a história. E também o dilema em resgatar o lado humano e até individual da história. • Foi estruturado um novo fundo , que inflama os debates sobre a validez ou não legitimada pela “nova história” das mentalidades.
  • 13. • Divergências e dilemas a parte, o estudo das mentalidades tem sido extraordinariamente prolífico. Torna se possível verificar quatro áreas temáticas, frequentadas pelos historiadores: As religiosidades, as sexualidades , os sentimentos coletivos e a vida cotidiana em regiões ou cidades. • Apesar de ter sido difundida na europa cabe considerar que o estudo das mentalidades, soube ultrapassar fronteiras da França e também da américa latina e os estados unidos onde sofreu uma releitura em virtude, dos diferentes costumes e culturas. • Como berço da história das mentalidades vale salientar três variantes da história das mentalidades. Uma mentalidade herdeira da tradição dos annales , outra mentalidade assumidamente de cunho marxista e outra livre descompromissada em discutir objetos, interessados apenas na narração dos fatos.
  • 14. Apreciações texto José D´ assunção barros: a história cultural francesa – caminhos de investigação • “ Ao existir , qualquer indivíduo já está automaticamente produzindo cultura, sem que para isto seja preciso ser um artista , um intelectual ou um artesão . A própria linguagem , e as práticas discursivas que constituem a substância da vida social, embasam essa noção mais ampla de cultura.” • Ao escrever um livro , o seu autor está incorporando o papel de um produtor cultural. Isto todos reconhecem . O que foi acrescentado pelas mais recentes teorias da comunicação é que ao ler este livro, um leitor comum também está produzindo cultura
  • 15. • “Entre outras contribuições importantes para os estudos culturais, Chartier e Certau avançam bastante na crítica ás concepções monolíticas da cultura, condenando a pretensão de se estabelecer em definitivo relações culturais q’ue seriam exclusivas de formas culturais específicas e de grupos sociais particulares. • Lançar a questão do mendigo na temporalidade abordagem de D´assunção. Relações de práticas culturais e sociais. Como ele era visto da idade média e na moderna ? O que mudou? • Um salto para entender a temporalidade e a dicotomia das mentalidades. Abordagem antropológica. • Diferenças de “noções” e “conceitos” abordados em mentalidades • “ Com um tempo uma noção pode ir se transformando em “conceito” a medida que adquire uma maior delimitação e em que a comunidade científica desenvolve uma consciência maior dos limites , da extensão de objetos á qual se aplica.”
  • 16. • A história das mentalidades enquanto noção alinhavou, delimitações mais abrangentes , para se elaborar como história cultural • “A ideologia , de fato é produzida a partir de interação de subconjuntos coerentes, de representação e de comportamentos que passam a reger as atitudes e as tomadas de posição dos homens nos seus inter-relacionamentos sociais e políticos.” • “Na verdade, ideologia é um conceito que tem sido empregado por autores distintos com inúmeros sentidos, no campo das ciências humanas , e por isto um historiador que pretenda utilizar esse conceito deve se apressar a definir com bastante clareza e sentido com o qual está utilizando.” • “Para caminhar essa interação cultura e poder , tem a sua entrada uma outra noção primordial . “Apropriação” , conjuntamente com as noção de “ representação “e “prática” , constitui precisamente a terceira noção fundamental que conforma a perspectiva de história cultural desenvolvida por Roger chartier – esta perspectivas que , nos dizeres do próprio historiador
  • 17. Da história das mentalidades à história cultural
  • 18. Da história das mentalidades à história cultural. • A história das mentalidades abriu-se demais a outros campos colocando-se em risco a soberania da própria disciplina. • Acusada de história sem dinâmica. • Com as pesadas críticas o conceito de mentalidades declina a partir da década de 80 surgindo “novos campos” (história da vida privada, história de gênero, história da sexualidade, etc.) que foram alguns refúgios que abrigaram as mentalidades, um tanto acuadas em face das críticas referidas anteriormente.
  • 19. Da história das mentalidades à história cultural. • O grande refúgio das mentalidades foi mesmo a História Cultural que procurou defender a legitimidade do estudo do “Mental” sem abrir mão da própria história como disciplina e ciência específica, buscando corrigir as imperfeições teóricas que marcaram a corrente das mentalidades dos anos 70. • Vejamos algumas características importantes da história cultural.
  • 20. Da história das mentalidades à história cultural. A sua rejeição ao conceito de mentalidades, considerando-o vago, ambíguo e impreciso quanto as relações entre o mental e o social. Ela apresenta uma nova história cultural, diferente da antiga história cultural , não recusando as expressos culturais das elites e das classes subalternas. A sua preocupação em resgatar o papel das classes sociais, da estratificação e o conflito social.
  • 21. Da história das mentalidades à história cultural. É uma história plural, como as mentalidades, apresentando caminhos alternativos para a investigação. • Um perfil da nova história cultural diante da sua pluralidade. Recusa do conceito vago de mentalidade. Preocupação com o popular. Valorização das estratificações e dos conceitos socioculturais como objeto de investigação.
  • 22. Da história das mentalidades à história cultural. • Vainfas nos apresenta três maneiras distintas de se apresentar a história cultural. 1. A história da cultura praticada por Carlo Ginzburg (a questão da circularidade). 2. A história cultural de Roger Chartier (uma complicada apresentação do cultural sobre o social).
  • 23. Da história das mentalidades à história cultural. 3. E a história da cultura produzida por Eduard Thompson (uma tradição singular da cultura de viés marxista da história cultural).
  • 24. Cultura e mentalidades na historiografia Brasileira
  • 25. • A chegada na nova história no Brasil é tardia estabelecendo –se a parte de meados da década de 1980 • Vainfas nos apresentar alguns fatores para essa defasagem na historiografia brasileira. • O regime militar no Brasil que dificultou a divulgação de muitas trabalhos . • Adesão marxismo ( do vulgar ao refinado) • E o fato de ser muito restrito o circulo de pós graduação no Brasil nos anos 70 , com excessão á universidade de são Paulo • A história cultural pode ser observado em Gilberto e Sérgio Buarque. Muitos das seus críticas os apontaram como historiadores das mentalidades. • Gilberto freyre : casa grande e senzala (1993) tema : religiosidade popular e sexualidade e no cotidiano da escravidão
  • 26. • Sérgio Buarque de holanda – introduz weber na historiografia Brasileira (Raízes do Brasil 1936) • O lucro que talvez mais sinalize com historia nova é de Laura de Millo Souza, “ O diabo e a terra santa cruz, se apoiando em fontes inquisitoriais .” • Mas o trabalho de percurso , de acordo com Vainfas tenha sido o livro Katia mattoso , ser , escravo no Brasil (1982) questionando as relações de poder entre senhores e escravos . Seus críticos acusaram de reeditar das idéias de Freyre . • No Brasil entre temas que os autores mais se interessam, encontra-se relacionados ao período colonial e o século XIX. Com temáticas os mais frequentados são em relação a sexualidade e a moralidade cotidiana , a escravidão demonstrando que nem sempre escravidão e violência conviveram juntos, pois havia acordo entre escravos e senhores neste período • Hoje a historiografia Brasileira cada vez mais esposada em temáticas e abordagens teóricas quer das mentalidades, quer da história cultural , autores de referência Genzburg , Thompson e