CURSO DE FÉRIAS

                         Namoro
 I – O cristianismo e a sexualidade
 II – Teologia do Corpo
 III - Namoro
I PARTE - O QUE ESTÁ NO CENTRO DO CRISTIANISMO?

   “O Verbo se fez Carne e habitou entre nós”
   Jesus se fez homem, para nos redimir em nossa
    corporeidade.
   Poderemos pensar o ser humano sem o Corpo e Alma?
   Espiritismo: dicotomia entre o corpo e a alma.
   Corpo é o sacramento da pessoa: meio pelo qual se torna
    visível o que é invisível.
   Hoje somos corpo perecível, na eternidade seremos só alma?
   Corpo lembra sempre o homem de que ele é dependente de
    Deus, contingente. (Mt 8,28)
   Pelo corpo que experimentamos a realidade espiritual?
   Pelos sentidos, ungimos o corpo
    (Crisma), sacramentais, impomos as mãos, louvamos a Deus
    dançando, cantando, bebemos e comemos o corpo de Cristo.
NASCEMOS PARA AMAR


   Afeto: a sexualidade afeta tudo!
   Sentido de vida: Estamos nesse mundo para Amar.
   Deus gravou em nossos corpos femininos e masculinos
    a nossa vocação ao amor, aí mora o sentido da nossa
    vida cristã (Jo 15,12). Homem e mulher o criou!
   Por isso tamanho interesse pela sexualidade.
   Muitos cristãos preferem não lembrar que Deus os fez
    corpo. Não temos um corpo, somos um corpo!
   O corpo, especialmente a sexualidade não são
    obstáculos à espiritualidade, quando ordenados para o
    amor são meios pelos quais temos acesso ao Amor de
    Deus.
AFETIVIDADE E SEXUALIDADE

   Amar não se nasce sabendo, se aprende!
   Pois nossa capacidade de amar está ferida pela
    concupiscência.
   Pecado original: depois de Gn, nós precisamos nos esforçar
    para amar. Pois estamos inclinados para sermos egoístas.
   Capacidade de amar doente: uns são inclinados a serem
    donos, outros a serem objetos.
   Toda a água que corre sobre a terra é tributária do mar.
    Assim, todo amor procede da fonte, de Deus.
   Verdadeiro Deus e os ídolos  Verdadeiro amor e falsos
    amores.
   Os afetos são amorais(sentir raiva não é pecado).
   Como vivemos os afetos é o que fazem deles virtudes ou
    pecados.
   Três andares da sexualidade: Biológico, Psiquico-afetivo e
    espiritual.
PLANO ORIGINAL DE DEUS X PARAGUAI
 Gênesis -> Genital -> Origem
 A sexualidade está desde a origem dentro do plano
  de Deus para nós santificar.
 Gn 1, 26-28 -> Eloísta

 Gn 2, 7-23 -> Javista

 Imagem e semelhança: O que Deus é?

 Homem e mulher em igual dignidade, em hebraico
  Costela = metade.
 Hesser = ajuda adequada= socorro de Deus.

 Ossos= sustentáculo da Vida

 Carne= Self = Eu
DEUS, SEXO E O SENTIDO DA VIDA

 A nossa educação para a fé: pode distorcer nossa
  forma de enxergar a Deus.
 A nossa educação afetivo-sexual: também altera
  nossa forma de entender e viver a sexualidade
  humana.
 O que tem haver minha forma de amar, com minha
  forma de crer?
 A maneira como entendemos e expressamos
  nossa sexualidade revela nossas convicções mais
  profundas sobre quem somos, quem é Deus, o que
  significa amar, atinge a sociedade inteira.
TÁ COMPLICANDO MUITO?
 “Quem não é espiritual até a carne, torna-se carnal
  até em seu espírito” Santo Agostinho
 Por que eu tenho que me preocupar tanto assim
  com a minha forma de amar? Por que eu não
  posso amar do jeito que eu quiser? Que mal tem
  isso?
 Nossa forma de amar altera as bases da nossa
  sociedade.
 Qual é a base da sociedade? A família.

 De onde nasce as famílias? Dos casais de
  namorados.
SEXUALIDADE NO TEMPO E NA HISTÓRIA
 Muitos pensam que o primeiro pecado de Adão e
  Eva tivesse sido relacionado com a sexualidade.
 A sexualidade tem sido diminuída em sua
  importância, colocada como simples
  adereço, divertimento, lazer, produto lucrativo, etc.
 O inimigo de Deus quer nos atingir, pois somos
  imagem e semelhança de Deus, segundo porque
  somos chamados a reproduzir Deus por meio do
  nosso corpo.
 Educação sexual: “Tira a mão daí filho, papai do
  céu não gosta!”
 Usamos roupa para esconder o que é feio ou para
  proteger o que é muito precioso?
MATURIDADE AFETIVA SEXUAL
 Descobrindo a própria identidade
 Não nascemos prontos: “O caminho se faz,
  caminhando...”
 “Torna-se pessoa significa torna-se livre para doar
  a própria vida” JPII
 Maria quando apaixonou-se por José sabia como ia
  se desenrolar sua vida ?
 Vamos construindo nossa identidade masc. Ou
  fem.? Na convivência com o diferente.
 Antes da adolescência não temos identidade
  sexual formada.
 Homossexualidade
O DESENVOLVIMENTO DA SEXUALIDADE
    Hormonal, psicológico, fisiológico, etc.
    Aviso hormonal do inicio da desenvolvimento sexual feminino = menarca.
    Polução noturna
    Curiosidade infantil (descoberta das diferenças sexuais)
    Vicio da masturbação
    Desenvolvimento da fertilidade
    Você não é a metade de uma pessoa, você é uma pessoa inteira que encontrando outra pessoa
     inteira se dão em comunhão.
    A maturidade passa pela:
1.     Imagem de si
2.     Imagem que temos do outro
3.     Capacidade de se relacionar, e crescer nesse relacionamento.
    Infância (necessidade de receber amor)
    Maturidade adulta (capacidade de dar amor)
    Estou crescendo na maturidade ?
    Sou capaz de amar com maturidade?
    Sempre vejo os outros como um problema ?
    Como ganhar maturidade no amor: só sou capaz de me entregar se me tenho, liberdade onde o
     outro posso preservar sua identidade e fazer suas escolhas.
Teologia do Corpo - TdC
 Catequeses sobre o amor humano
 Ciclos: “O princípio”, “A Redenção do coração”, “A Ressurreição da
  carne”, “Celibato”, “Matrimônio”, “Amor e fecundidade”.
 Três momentos na História da Salvação
    ◦ Principio: antes do pecado original.
    ◦ História: momento atual em que a nossa natureza está doente.
    ◦ Ressurreição: Como será nosso corpo na vida Eterna.
   Duas vocações ao amor: Celibato e Matrimônio
   Evoca o princípio (Mt 19,8) Como Deus pensou o relacionamento
    entre homem e mulher?
   Nudez (vergonha) – Auto defesa na presença do outro, para defender
    sua dignidade. “Os dois estavam nus, o homem e sua mulher, mas
    não sentiam vergonha” (Gn 2,25)
   Solidão original: Homem se sente sozinho no mundo, diferente dos
    animais.
   A concupiscência transforma o amor em egoísmo.
   CIC 2336 – A concupiscência não diz a ultima palavra, pois Jesus veio
    para redimir nosso corpo, e nós dar uma vida nova.
   “Deus contemplou sua obra e viu que tudo era muito bom” (Gn 1,31).
    A Beleza do corpo sai do registro da proibição para o registro da
    Exaltação. Vocação inscrita no corpo: Ser Dom para o outro!
II Parte - TdC
   A bíblia se utiliza de muitas analogias para falar sobre o amor
    de Deus pela humanidade. A mais utilizada é?
   Gn começa com o casamento de Adão e Eva, o Ap termina
    com o casamento de Cristo com a Igreja.
   Ex.:Os 2,19 – A traição, infidelidade, ídolos.
   Somos “Imagem e semelhança de Deus”? Como assim?
   Deus é puro Espírito, por tanto não há lugar para diferenciação
    de sexo. Mas as “belezas” do homem e da mulher refletem a
    infinita beleza de Deus(CIC 370).
   Por que Jesus diz que no céu não nós daremos em
    casamento? Por que a eternidade vai ser marcada pela nossa
    união intima com Deus, como diz São João da Cruz: “Ele será
    o Amado de nossa alma”.
   Amor esponsal
   Maria esposa do Espírito Santo, é modelo de amor esponsal.
    (CIC 505). Jesus deixa seu Pai, para se unir a sua Igreja!
   Estamos falando das semelhanças, mais existem também as
    diferenças.
Ser dom de si para o outro
   O exercício da sexualidade está presente em todos os
    estados de vida: Sacerdócio, Matrimonio, Celibato.
   Na atualidade a vivência do celibato é um grito de Deus
    a desvalorização da sexualidade como Dom.
   É um anuncio do mundo que há de vir (Escatologia do
    homem).
   Revelar a esponsalidade do Amor entre o homem e Deus.
   Um amor para toda a vida e uma vida para um único
    amor!
   “É preciso ter consciência realista não só do valor daquilo
    que se escolhe, mas também do valor daquilo que se
    renuncia” (TdC).
   Conquista do domínio de si: é preciso se possuir para
    poder se entregar.
   Matrimônio só existe em Deus, pois quando instaurado
    pelos homens não pode subsistir sozinho.
   A redenção total do corpo se dará na ressurreição
    final, mas desde já acontece a redenção parcial neste
O campo de batalha
   Se Deus nós fez corpo para que fossemos sinal do seu
    amor para com a Igreja, onde você acha que o inimigo
    de Deus ia investir primeiro?
   Se quer saber o que há de mais sagrado no
    mundo, basta observar o que está sendo mais
    violentamente profanado.
   O Inimigo sabe o mistério que Deus colocou no nosso
    corpo e na sexualidade, o que Ele faz é impedir que
    reconheçamos a sacralidade do nosso corpo.
   “A família está no centro da grande batalha entre o
    bem e o mal, entre a vida e a morte, entre o amor e
    tudo que a ele se opõe” FC 23.
   “Tal confusão irá afetar todos os pontos de vista
    espirituais do homem” AR p.66
   Não podemos negar que a sexualidade está no centro
    da vida humana, sem ela eu e você não existiríamos.
A cultura contra a vida
   Mantêm as pessoas distantes do conhecimento.
   Neoliberalismo- Um mundo bom para poucos. Individualismo e
    hedonismo.
   “Tenho numero mínimo de filhos.”
   Gerar é fácil, difícil é criar. O que criar bem um filho? Somos criados
    para esse mundo?
   “Melhor que ceifar é impedir que venham ao mundo!”
   Separação da sexualidade de sua vertente procriativa.
   Aborto: não tem como centro quando a vida começa, mas sim que
    sentido tem a sexualidade?
   Contracepção: Qual é o plano de Deus?
   Existe sexo sem conseqüência?
   Moralismo, puritanismo, do “não faça isso, não pode aquilo”, sem se
    aprofundar no sentido.
   Muitos dos nossas escolhas erradas vem da falta de conhecermos
    escolhas melhores.
   “Qual deve ser minha atitude para ser verdadeiramente feliz?”
Matrimônio
   Amor sexual nasceu para ser “ícone”, do intercâmbio de amor entre a
    Trindade: Fiel, Fecundo, Total,
   Por isso o Matrimonio é um sacramento, para ser sinal da união de
    amor entre Cristo e a Igreja.
   “Esse mistério é grande” (Ef 2 31-32)
   Por isso Jesus disse: “Esse é meu corpo que é dado por vós!”
   O sinal visível do sacramento da Eucaristia e o pão e o vinho, no
    batismo é a água, no matrimônio é o ato sexual.
   “Sede fecundos e multiplicai-vos” (Gn 1,28).
   História dos romanos e seus banquetes.
   A células se reproduzem sozinhas? Não precisava ter dado a este
    participar de seu poder criador.
   Matrimônio só existe em Deus, pois quando instaurado pelos homens
    não pode subsistir sozinho.
   Unitivo: a mútua doação de si. União na diferença!
   Procriativo: o amor deve ser fecundo.
   Sacralidade: o matrimonio só se consuma no ato sexual.
   O sexo dentro do plano de Deus humaniza o homem, Sexo fora do
    plano de Deus animaliza o homem.
Sofrimento e amor
   Estão muito ligados entre si. Por que?
   Concupiscência.
   Feridas afetivas, decepções, magoas.
   A solução é não amar para não sofrer?
    Intimidade preservada: “Os olhos resplandecem a
    alma, mas fora do rosto é digno de filme de terror”.
   Amor (corpo) humano refleti a grandiosidade de
    Deus, mais também a miséria humana.
   Amar é querer o verdadeiro bem da pessoa!
   Virtude da temperança: coloca a sensibilidade humano, as
    paixões sob a orientação da razão.
   “A alternativa é clara: ou o homem comanda suas paixões
    e obtém a paz, ou se deixa subjugar por elas e se torna
    infeliz” (CIC 2339) cf. Eclo 1,22
Para que namorar?
   O que namoro?
   Tempo de amadurecimento dos afetos, pois o amor não vive
    de afetos, ele é permeado pelo afeto, mais só pode subsistir
    se não estiver fundamentado em uma escolha baseado nos
    valores.
   Namoro bem vivido = casamento feliz
   É preciso rezar pedir a Deus a pessoa que ele preparou para
    você!
   Ficar, rolo, namoros mal conduzidos= coração ferido, ai
    quando você quiser mesmo um namoro sério vai sofrer para
    conseguir ter um vinculo saudável.
   Etapas da maturidade:
   1. Tempo manifestações de afeto = namoro
   2. Tendo a maturidade e a escolha de selar um compromisso
    por toda a vida = noivado
   3. Tempo entrega total de si, ou seja, vivência do afetiva e
    sexual = matrimônio
   Amor é como um rio precisa ter as margens bem definidas.
Castidade e pureza
 Castidade é diferente de virgindade.
 Castidade não é negar nossos desejos e afetos, mas sim ordená-los
  para o Amor. Preciso me conhecer para poder
 Para a vivência da sexualidade como dom de si, é necessário adquirir
  o domínio do próprio corpo através da virtude da castidade.
 Virtude da pureza, continência, temperança, restabelecem no coração
  humano o valor esponsal do corpo, lugar onde Deus quer transparecer
  sua comunhão.
 Castidade não é somente uma virtude moral, mas sim dom do Espírito
  Santo.
 Só sou capaz de me entregar a alguém quando me possuo.
 A castidade é necessária até para uma realização plena do ato sexual.
 Para que precisamos da terminar a catequese para fazer a primeira
  comunhão? O corpo como templo do Espírito Santo, sacramento da
  pessoa humano.
 Castidade importante para todos os estados de vida:
  solteiros, casados, celibatos.
 Amizades verdadeiras é uma escola de amor verdadeiro, nossas
  amizades são reflexos da nossa capacidade atual de amar.
Maturidade no amor
   Conhece o seu valor ?
   Exerce seus dons e talentos ?
   Já sentiu a manifestação do Amor de Deus por você ?
   Com que olhar você se vê ?
   Conhece suas belezas e feiúras ?
   Amor maduro é antes de tudo realista.
   Nós nunca somos, sempre estaremos sendo ainda... Mas Deus
    é!
   “Eu sou o que sou”
   Conhecimento de si: Subir para Deus à medida que nos
    rebaixamos até a nossa própria realidade.
   Nossa identidade vem de Deus, como uma atração que nos
    leva na direção do Amor que somos chamados a SER.
   Ele nos habita, encontra Ele e encontrar nossa intimidade.
   “O Espírito Santo é mais intimo de mim, que eu mesmo” Santo
    Agostinho.
   “A pessoa é, sem dúvida, capaz de um tipo de amor superior...
    Não o que vê o outro como objeto para satisfazer seus desejos,
    mas sim a capacidade de conhecer e amar as pessoas por si
Curados para amar
 Quem não precisa ser curado em seus afetos?
 Jesus é o exemplo de nascimento atribulado.
 Não podemos parar nas nossas lamurias.
 Quando você pensa em Jesus na Cruz o que
  você: da dor ou do amor?
 Rever nossa história com os olhos de Deus, não
  para desenterrar o passado. Fazer memória, ou
  seja, relembrar o passado de mãos dadas com
  Jesus. Oração de amorização.
 “Como aceitar revelar o íntimo de nosso ser se
  não for a um olhar de amor incondicional? Como
  é doce nos deixar olhar e nos sentir totalmente
  acolhidos, totalmente aceitos. Como é bom
  abandonar sem medo a esse olhar amoroso, sem
  ter necessidade de dissimular o que quer que
  seja” (Jo Croissant).
Ferir a criatura é a única forma de
          atingir o criador!
Camisinha – Nós protege do que? a
Pornografia – História do fundador da Playboy. Reflexo condicionado
Masturbação é reflexo da nossa imaturidade afetiva, e não um problema sexual – CIC 2352
Homossexualidade na atualidade
 Imaturidade afetiva = indefinição sexual = natural até a adolescência.
 A homossexualidade é resultado de uma sociedade que coloca o prazer acima de tudo, e
   na busca pelo prazer vale tudo, animais, objetos, etc.
 O desejo aumenta quanto mais ele é alimentado, passa a ser um vicio.
 Rm 1, 24-27
 Homossexualismo não é pecado, o pecado é a prática homossexual.


Etc... Espaço para perguntas!!!??

Ameaças ao amor verdadeiro
 Auto suficiência: “os que estão de pé cuidado para não cair!”
 Confie na misericórdia de Deus!
 Esteja sempre alimentando seu coração na oração e acolhendo amor de Deus!
 Educados para o amor!
LEGENDA E BIBLIOGRAFIA
   FC – Exortação apostólica: Familiaris Consortio.

   AR – Amor e responsabilidade: livro de JPII.

   TdC – Teologia do corpo: Catequeses sobre o amor humano, JPII. Homem e mulher
    o criou.

   Teologia do Corpo para Principiantes. Christopher West. Ed. Myrian. 2008 (e-mail:
    editoramyrian@terra.com.br)

   VS – Sexualidade humana: Verdade e significado. Doc. Do conselho pontifício para a
    família.

   www.teologiadocorpo.com.br
   Sede Fecundo. Pe. Léo
   CIC – Catecismo da Igreja Católica.
   www.woomb.org
   Bíblia

                                                          mariaceliareis@yahoo.com.br
                                                                juvecc.blogspot.com.br
                                                             sersimesmo.blogspot.com

Curso de férias: Namoro

  • 1.
    CURSO DE FÉRIAS Namoro I – O cristianismo e a sexualidade II – Teologia do Corpo III - Namoro
  • 2.
    I PARTE -O QUE ESTÁ NO CENTRO DO CRISTIANISMO?  “O Verbo se fez Carne e habitou entre nós”  Jesus se fez homem, para nos redimir em nossa corporeidade.  Poderemos pensar o ser humano sem o Corpo e Alma?  Espiritismo: dicotomia entre o corpo e a alma.  Corpo é o sacramento da pessoa: meio pelo qual se torna visível o que é invisível.  Hoje somos corpo perecível, na eternidade seremos só alma?  Corpo lembra sempre o homem de que ele é dependente de Deus, contingente. (Mt 8,28)  Pelo corpo que experimentamos a realidade espiritual?  Pelos sentidos, ungimos o corpo (Crisma), sacramentais, impomos as mãos, louvamos a Deus dançando, cantando, bebemos e comemos o corpo de Cristo.
  • 3.
    NASCEMOS PARA AMAR  Afeto: a sexualidade afeta tudo!  Sentido de vida: Estamos nesse mundo para Amar.  Deus gravou em nossos corpos femininos e masculinos a nossa vocação ao amor, aí mora o sentido da nossa vida cristã (Jo 15,12). Homem e mulher o criou!  Por isso tamanho interesse pela sexualidade.  Muitos cristãos preferem não lembrar que Deus os fez corpo. Não temos um corpo, somos um corpo!  O corpo, especialmente a sexualidade não são obstáculos à espiritualidade, quando ordenados para o amor são meios pelos quais temos acesso ao Amor de Deus.
  • 4.
    AFETIVIDADE E SEXUALIDADE  Amar não se nasce sabendo, se aprende!  Pois nossa capacidade de amar está ferida pela concupiscência.  Pecado original: depois de Gn, nós precisamos nos esforçar para amar. Pois estamos inclinados para sermos egoístas.  Capacidade de amar doente: uns são inclinados a serem donos, outros a serem objetos.  Toda a água que corre sobre a terra é tributária do mar. Assim, todo amor procede da fonte, de Deus.  Verdadeiro Deus e os ídolos  Verdadeiro amor e falsos amores.  Os afetos são amorais(sentir raiva não é pecado).  Como vivemos os afetos é o que fazem deles virtudes ou pecados.  Três andares da sexualidade: Biológico, Psiquico-afetivo e espiritual.
  • 5.
    PLANO ORIGINAL DEDEUS X PARAGUAI  Gênesis -> Genital -> Origem  A sexualidade está desde a origem dentro do plano de Deus para nós santificar.  Gn 1, 26-28 -> Eloísta  Gn 2, 7-23 -> Javista  Imagem e semelhança: O que Deus é?  Homem e mulher em igual dignidade, em hebraico Costela = metade.  Hesser = ajuda adequada= socorro de Deus.  Ossos= sustentáculo da Vida  Carne= Self = Eu
  • 6.
    DEUS, SEXO EO SENTIDO DA VIDA  A nossa educação para a fé: pode distorcer nossa forma de enxergar a Deus.  A nossa educação afetivo-sexual: também altera nossa forma de entender e viver a sexualidade humana.  O que tem haver minha forma de amar, com minha forma de crer?  A maneira como entendemos e expressamos nossa sexualidade revela nossas convicções mais profundas sobre quem somos, quem é Deus, o que significa amar, atinge a sociedade inteira.
  • 7.
    TÁ COMPLICANDO MUITO? “Quem não é espiritual até a carne, torna-se carnal até em seu espírito” Santo Agostinho  Por que eu tenho que me preocupar tanto assim com a minha forma de amar? Por que eu não posso amar do jeito que eu quiser? Que mal tem isso?  Nossa forma de amar altera as bases da nossa sociedade.  Qual é a base da sociedade? A família.  De onde nasce as famílias? Dos casais de namorados.
  • 8.
    SEXUALIDADE NO TEMPOE NA HISTÓRIA  Muitos pensam que o primeiro pecado de Adão e Eva tivesse sido relacionado com a sexualidade.  A sexualidade tem sido diminuída em sua importância, colocada como simples adereço, divertimento, lazer, produto lucrativo, etc.  O inimigo de Deus quer nos atingir, pois somos imagem e semelhança de Deus, segundo porque somos chamados a reproduzir Deus por meio do nosso corpo.  Educação sexual: “Tira a mão daí filho, papai do céu não gosta!”  Usamos roupa para esconder o que é feio ou para proteger o que é muito precioso?
  • 9.
    MATURIDADE AFETIVA SEXUAL Descobrindo a própria identidade  Não nascemos prontos: “O caminho se faz, caminhando...”  “Torna-se pessoa significa torna-se livre para doar a própria vida” JPII  Maria quando apaixonou-se por José sabia como ia se desenrolar sua vida ?  Vamos construindo nossa identidade masc. Ou fem.? Na convivência com o diferente.  Antes da adolescência não temos identidade sexual formada.  Homossexualidade
  • 10.
    O DESENVOLVIMENTO DASEXUALIDADE  Hormonal, psicológico, fisiológico, etc.  Aviso hormonal do inicio da desenvolvimento sexual feminino = menarca.  Polução noturna  Curiosidade infantil (descoberta das diferenças sexuais)  Vicio da masturbação  Desenvolvimento da fertilidade  Você não é a metade de uma pessoa, você é uma pessoa inteira que encontrando outra pessoa inteira se dão em comunhão.  A maturidade passa pela: 1. Imagem de si 2. Imagem que temos do outro 3. Capacidade de se relacionar, e crescer nesse relacionamento.  Infância (necessidade de receber amor)  Maturidade adulta (capacidade de dar amor)  Estou crescendo na maturidade ?  Sou capaz de amar com maturidade?  Sempre vejo os outros como um problema ?  Como ganhar maturidade no amor: só sou capaz de me entregar se me tenho, liberdade onde o outro posso preservar sua identidade e fazer suas escolhas.
  • 11.
    Teologia do Corpo- TdC  Catequeses sobre o amor humano  Ciclos: “O princípio”, “A Redenção do coração”, “A Ressurreição da carne”, “Celibato”, “Matrimônio”, “Amor e fecundidade”.  Três momentos na História da Salvação ◦ Principio: antes do pecado original. ◦ História: momento atual em que a nossa natureza está doente. ◦ Ressurreição: Como será nosso corpo na vida Eterna.  Duas vocações ao amor: Celibato e Matrimônio  Evoca o princípio (Mt 19,8) Como Deus pensou o relacionamento entre homem e mulher?  Nudez (vergonha) – Auto defesa na presença do outro, para defender sua dignidade. “Os dois estavam nus, o homem e sua mulher, mas não sentiam vergonha” (Gn 2,25)  Solidão original: Homem se sente sozinho no mundo, diferente dos animais.  A concupiscência transforma o amor em egoísmo.  CIC 2336 – A concupiscência não diz a ultima palavra, pois Jesus veio para redimir nosso corpo, e nós dar uma vida nova.  “Deus contemplou sua obra e viu que tudo era muito bom” (Gn 1,31). A Beleza do corpo sai do registro da proibição para o registro da Exaltação. Vocação inscrita no corpo: Ser Dom para o outro!
  • 12.
    II Parte -TdC  A bíblia se utiliza de muitas analogias para falar sobre o amor de Deus pela humanidade. A mais utilizada é?  Gn começa com o casamento de Adão e Eva, o Ap termina com o casamento de Cristo com a Igreja.  Ex.:Os 2,19 – A traição, infidelidade, ídolos.  Somos “Imagem e semelhança de Deus”? Como assim?  Deus é puro Espírito, por tanto não há lugar para diferenciação de sexo. Mas as “belezas” do homem e da mulher refletem a infinita beleza de Deus(CIC 370).  Por que Jesus diz que no céu não nós daremos em casamento? Por que a eternidade vai ser marcada pela nossa união intima com Deus, como diz São João da Cruz: “Ele será o Amado de nossa alma”.  Amor esponsal  Maria esposa do Espírito Santo, é modelo de amor esponsal. (CIC 505). Jesus deixa seu Pai, para se unir a sua Igreja!  Estamos falando das semelhanças, mais existem também as diferenças.
  • 13.
    Ser dom desi para o outro  O exercício da sexualidade está presente em todos os estados de vida: Sacerdócio, Matrimonio, Celibato.  Na atualidade a vivência do celibato é um grito de Deus a desvalorização da sexualidade como Dom.  É um anuncio do mundo que há de vir (Escatologia do homem).  Revelar a esponsalidade do Amor entre o homem e Deus.  Um amor para toda a vida e uma vida para um único amor!  “É preciso ter consciência realista não só do valor daquilo que se escolhe, mas também do valor daquilo que se renuncia” (TdC).  Conquista do domínio de si: é preciso se possuir para poder se entregar.  Matrimônio só existe em Deus, pois quando instaurado pelos homens não pode subsistir sozinho.  A redenção total do corpo se dará na ressurreição final, mas desde já acontece a redenção parcial neste
  • 14.
    O campo debatalha  Se Deus nós fez corpo para que fossemos sinal do seu amor para com a Igreja, onde você acha que o inimigo de Deus ia investir primeiro?  Se quer saber o que há de mais sagrado no mundo, basta observar o que está sendo mais violentamente profanado.  O Inimigo sabe o mistério que Deus colocou no nosso corpo e na sexualidade, o que Ele faz é impedir que reconheçamos a sacralidade do nosso corpo.  “A família está no centro da grande batalha entre o bem e o mal, entre a vida e a morte, entre o amor e tudo que a ele se opõe” FC 23.  “Tal confusão irá afetar todos os pontos de vista espirituais do homem” AR p.66  Não podemos negar que a sexualidade está no centro da vida humana, sem ela eu e você não existiríamos.
  • 15.
    A cultura contraa vida  Mantêm as pessoas distantes do conhecimento.  Neoliberalismo- Um mundo bom para poucos. Individualismo e hedonismo.  “Tenho numero mínimo de filhos.”  Gerar é fácil, difícil é criar. O que criar bem um filho? Somos criados para esse mundo?  “Melhor que ceifar é impedir que venham ao mundo!”  Separação da sexualidade de sua vertente procriativa.  Aborto: não tem como centro quando a vida começa, mas sim que sentido tem a sexualidade?  Contracepção: Qual é o plano de Deus?  Existe sexo sem conseqüência?  Moralismo, puritanismo, do “não faça isso, não pode aquilo”, sem se aprofundar no sentido.  Muitos dos nossas escolhas erradas vem da falta de conhecermos escolhas melhores.  “Qual deve ser minha atitude para ser verdadeiramente feliz?”
  • 16.
    Matrimônio  Amor sexual nasceu para ser “ícone”, do intercâmbio de amor entre a Trindade: Fiel, Fecundo, Total,  Por isso o Matrimonio é um sacramento, para ser sinal da união de amor entre Cristo e a Igreja.  “Esse mistério é grande” (Ef 2 31-32)  Por isso Jesus disse: “Esse é meu corpo que é dado por vós!”  O sinal visível do sacramento da Eucaristia e o pão e o vinho, no batismo é a água, no matrimônio é o ato sexual.  “Sede fecundos e multiplicai-vos” (Gn 1,28).  História dos romanos e seus banquetes.  A células se reproduzem sozinhas? Não precisava ter dado a este participar de seu poder criador.  Matrimônio só existe em Deus, pois quando instaurado pelos homens não pode subsistir sozinho.  Unitivo: a mútua doação de si. União na diferença!  Procriativo: o amor deve ser fecundo.  Sacralidade: o matrimonio só se consuma no ato sexual.  O sexo dentro do plano de Deus humaniza o homem, Sexo fora do plano de Deus animaliza o homem.
  • 17.
    Sofrimento e amor  Estão muito ligados entre si. Por que?  Concupiscência.  Feridas afetivas, decepções, magoas.  A solução é não amar para não sofrer?  Intimidade preservada: “Os olhos resplandecem a alma, mas fora do rosto é digno de filme de terror”.  Amor (corpo) humano refleti a grandiosidade de Deus, mais também a miséria humana.  Amar é querer o verdadeiro bem da pessoa!  Virtude da temperança: coloca a sensibilidade humano, as paixões sob a orientação da razão.  “A alternativa é clara: ou o homem comanda suas paixões e obtém a paz, ou se deixa subjugar por elas e se torna infeliz” (CIC 2339) cf. Eclo 1,22
  • 18.
    Para que namorar?  O que namoro?  Tempo de amadurecimento dos afetos, pois o amor não vive de afetos, ele é permeado pelo afeto, mais só pode subsistir se não estiver fundamentado em uma escolha baseado nos valores.  Namoro bem vivido = casamento feliz  É preciso rezar pedir a Deus a pessoa que ele preparou para você!  Ficar, rolo, namoros mal conduzidos= coração ferido, ai quando você quiser mesmo um namoro sério vai sofrer para conseguir ter um vinculo saudável.  Etapas da maturidade:  1. Tempo manifestações de afeto = namoro  2. Tendo a maturidade e a escolha de selar um compromisso por toda a vida = noivado  3. Tempo entrega total de si, ou seja, vivência do afetiva e sexual = matrimônio  Amor é como um rio precisa ter as margens bem definidas.
  • 19.
    Castidade e pureza Castidade é diferente de virgindade.  Castidade não é negar nossos desejos e afetos, mas sim ordená-los para o Amor. Preciso me conhecer para poder  Para a vivência da sexualidade como dom de si, é necessário adquirir o domínio do próprio corpo através da virtude da castidade.  Virtude da pureza, continência, temperança, restabelecem no coração humano o valor esponsal do corpo, lugar onde Deus quer transparecer sua comunhão.  Castidade não é somente uma virtude moral, mas sim dom do Espírito Santo.  Só sou capaz de me entregar a alguém quando me possuo.  A castidade é necessária até para uma realização plena do ato sexual.  Para que precisamos da terminar a catequese para fazer a primeira comunhão? O corpo como templo do Espírito Santo, sacramento da pessoa humano.  Castidade importante para todos os estados de vida: solteiros, casados, celibatos.  Amizades verdadeiras é uma escola de amor verdadeiro, nossas amizades são reflexos da nossa capacidade atual de amar.
  • 20.
    Maturidade no amor  Conhece o seu valor ?  Exerce seus dons e talentos ?  Já sentiu a manifestação do Amor de Deus por você ?  Com que olhar você se vê ?  Conhece suas belezas e feiúras ?  Amor maduro é antes de tudo realista.  Nós nunca somos, sempre estaremos sendo ainda... Mas Deus é!  “Eu sou o que sou”  Conhecimento de si: Subir para Deus à medida que nos rebaixamos até a nossa própria realidade.  Nossa identidade vem de Deus, como uma atração que nos leva na direção do Amor que somos chamados a SER.  Ele nos habita, encontra Ele e encontrar nossa intimidade.  “O Espírito Santo é mais intimo de mim, que eu mesmo” Santo Agostinho.  “A pessoa é, sem dúvida, capaz de um tipo de amor superior... Não o que vê o outro como objeto para satisfazer seus desejos, mas sim a capacidade de conhecer e amar as pessoas por si
  • 21.
    Curados para amar Quem não precisa ser curado em seus afetos?  Jesus é o exemplo de nascimento atribulado.  Não podemos parar nas nossas lamurias.  Quando você pensa em Jesus na Cruz o que você: da dor ou do amor?  Rever nossa história com os olhos de Deus, não para desenterrar o passado. Fazer memória, ou seja, relembrar o passado de mãos dadas com Jesus. Oração de amorização.  “Como aceitar revelar o íntimo de nosso ser se não for a um olhar de amor incondicional? Como é doce nos deixar olhar e nos sentir totalmente acolhidos, totalmente aceitos. Como é bom abandonar sem medo a esse olhar amoroso, sem ter necessidade de dissimular o que quer que seja” (Jo Croissant).
  • 22.
    Ferir a criaturaé a única forma de atingir o criador! Camisinha – Nós protege do que? a Pornografia – História do fundador da Playboy. Reflexo condicionado Masturbação é reflexo da nossa imaturidade afetiva, e não um problema sexual – CIC 2352 Homossexualidade na atualidade  Imaturidade afetiva = indefinição sexual = natural até a adolescência.  A homossexualidade é resultado de uma sociedade que coloca o prazer acima de tudo, e na busca pelo prazer vale tudo, animais, objetos, etc.  O desejo aumenta quanto mais ele é alimentado, passa a ser um vicio.  Rm 1, 24-27  Homossexualismo não é pecado, o pecado é a prática homossexual. Etc... Espaço para perguntas!!!?? Ameaças ao amor verdadeiro  Auto suficiência: “os que estão de pé cuidado para não cair!”  Confie na misericórdia de Deus!  Esteja sempre alimentando seu coração na oração e acolhendo amor de Deus!  Educados para o amor!
  • 23.
    LEGENDA E BIBLIOGRAFIA  FC – Exortação apostólica: Familiaris Consortio.  AR – Amor e responsabilidade: livro de JPII.  TdC – Teologia do corpo: Catequeses sobre o amor humano, JPII. Homem e mulher o criou.  Teologia do Corpo para Principiantes. Christopher West. Ed. Myrian. 2008 (e-mail: editoramyrian@terra.com.br)  VS – Sexualidade humana: Verdade e significado. Doc. Do conselho pontifício para a família.  www.teologiadocorpo.com.br  Sede Fecundo. Pe. Léo  CIC – Catecismo da Igreja Católica.  www.woomb.org  Bíblia mariaceliareis@yahoo.com.br juvecc.blogspot.com.br sersimesmo.blogspot.com