Curso de Corretor de Moda
Aula 1- Contexto Geral da moda no Brasil e no mundo (25/05/2013)
Em entrevista, Paulo Borges, do Fashion Rio e Rio-a-Porter e Eloysa Simão, do Fashion
Business, fazem um balanço geral da semana que ajustou o calendário da moda carioca.
1) Vemos muitos estudantes interessados em ingressar no mundo da moda. Para começar,
o que é preciso?
ELOYSA: Tem que ter talento, perseverança e correr atrás. Eu acho, inclusive, que estamos
passando por uma fase de amadurecimento da moda. As pessoas perceberam que não basta
ter uma imagem forte para construir uma marca. Depende de produto, da distribuição…
Aquela era em que as pessoas jogavam tudo na imagem, acabou. Nós temos muitos talentos,
o problema da moda brasileira é realmente a questão empresarial e a questão financeira.
Falta dinheiro.
PAULO: O primeiro passo é ter uma coleção, uma marca, um produto e por trás disso, uma
boa estrutura de negócios. Os dois têm sempre que obrigatoriamente andar juntos. O
mercado da moda é extremamente competitivo e uma marca sólida sem uma boa base de
negócios é praticamente impossível.
2 ) É necessário fazer sociedade com um grande grupo ou é possível crescer sozinho?
ELOYSA: Depende do objetivo que você tem. Pode-se crescer das duas formas. Se associar a
um grande grupo é ótimo, mas quando não dá certo, é péssimo. Crescer sozinho também é
complicado, porque acontece mais lentamente. Eu não tenho nada contra nem uma coisa,
nem outra. Se você tem a oportunidade de se linkar a um grupo e ficar tudo bem… Eu acho
que os dois caminhos são bons, o que é preciso é uma identidade profunda entre as duas
partes. É muito difícil, porque a moda não dá o lucro que todo mundo pensa. As pessoas
imaginam que o nosso setor é muito mais lucrativo do que de fato ele é.
PAULO: As parcerias com marcas maiores são sempre uma grande ajuda. O crescimento no
varejo é demorado, não é rápido como muita gente acredita, por isso, as parcerias são
sempre bem vindas e de extrema importância pra quem busca solidez nos negócios. Essas
parcerias ajudam na tão importante estrutura.
3) Como administrar e não deixar o seu negócio quebrar como acontece com muitos?
ELOYSA: Essa é uma tarefa difícil, o maior desafio hoje da moda brasileira; você achar a
fórmula certa de gerir uma atividade que vende valores intangíveis e tangíveis. Então, eu
acho que a fórmula certa é você buscar um ponto de equilíbrio entre valor intangível, valor
agregado de um produto e os valores de custo-benefício dele. O equilíbrio entre a parte
financeira e a parte criativa deve ser buscado incessantemente, é nele que está o pulo do
gato. Não pode preponderar uma cabeça criativa e nem uma cabeça só financeira: tem que
ter as duas coisas e fazer um casamento.
PAULO: Apresentar um bom modelo de negócios é primordial, tudo sempre muito bem
estruturado e planejado. A palavra de ordem é realmente planejamento. Muitas vezes esse
novo criador é empurrado pro mercado, e é muito importante entender o posicionamento
desse mercado para se adequar a ele.
4) Como deve ser a filosofia do empresário da moda, no Brasil?
ELOYSA: Renascer, aprender a arte de renascer. Acho que como a gente tem uma economia
instável, tem que estar sempre se reinventando.
PAULO: Entender e atender a necessidade de um mercado exigente e implacável.
5) E o que pensam deste novo calendário?
ELOYSA: É uma coisa mais do que necessária. Porque para a gente chegar bem, daqui a cinco
anos, ele tem que dar certo. As pessoas precisam parar de apostar e produzir o que
venderam, entregar o que venderam. Esse novo calendário tem que dar certo pra gente
encerrar a era das apostas. Para ir para um caminho economicamente viável.
PAULO: Esse ajuste já há algum tempo vinha sendo discutido, uma vez que o antigo encurtava
as apresentações e as entregas das peças. O modelo novo procura, justamente, ajustar a
produção e melhorar o planejamento.
As marcas, ao apresentarem uma coleção, poderão atender aos pedidos dos compradores de
forma mais rápida, o que ajuda na hora de competir com os gigantes globais que chegam cada
vez mais fortes ao país, sempre de olho no nosso consumidor.
O preço final dos produtos deve cair. A curto prazo, os preços podem diminuir cerca 10% e a
longo prazo, até 30%.
(Entrevista retirada do site http://vejario.abril.com.br/blog/bruno-chateaubriand/as-
ultimas/balanco-geral-do-mundo-da-moda em 24/05/2013).
C&A Pernambucanas
Faturamento em 2011: R$ 3,84 bilhões Faturamento em 2011: R$ 3,80 bilhões
Número de lojas: 210 Número de lojas: 269
Número de funcionários: 18.000 Número de funcionários: 15.000
Bandeiras: C&A Bandeiras: Pernambucanas
Lojas Renner Lojas Marisa
Faturamento em 2011: R$ 2,89 bilhões Faturamento em 2011: R$ 2,45 bilhões
Número de lojas: 197 Número de lojas: 336
Número de funcionários: 13.340 Número de funcionários: 15.600
Bandeiras: Renner e Camicado Bandeiras: Marisa
Riachuelo Grupo SBF
Faturamento em 2011: R$ 2,44 bilhões Faturamento em 2011: R$ 1,6 bilhão
Número de lojas: 145 Número de lojas: 201
Número de funcionários: 37.190 Número de funcionários: 5.000
Bandeiras: Riachuelo Bandeiras: Centauro
Havan Hering
Faturamento em 2011: R$ 1,5 bilhão Faturamento em 2011: R$ 1,3 bilhão
Número de lojas: 50 Número de lojas: 432
Número de funcionários: Não
informado Número de funcionários: 8.501
Bandeiras: Havan Bandeiras: Hering Stores, Hering Kids, PUC e Dzarm
Leader Restoque
Faturamento em 2011: R$ 957,6
milhões Faturamento em 2011: R$ 703,3 milhões
Número de lojas: 62 Número de lojas: 104
Número de funcionários: Não
informado Número de funcionários: 1.600
Bandeiras: Leader
Bandeiras: Le Lis Blanc Deux e Bo.Bô Bourgeois
Bohême
Arezzo&CO
Faturamento em 2011: R$ 639,8
milhões
Número de lojas: 334
Número de funcionários: 1.879
Bandeiras: Arezzo

Curso de corretor de moda

  • 1.
    Curso de Corretorde Moda Aula 1- Contexto Geral da moda no Brasil e no mundo (25/05/2013) Em entrevista, Paulo Borges, do Fashion Rio e Rio-a-Porter e Eloysa Simão, do Fashion Business, fazem um balanço geral da semana que ajustou o calendário da moda carioca. 1) Vemos muitos estudantes interessados em ingressar no mundo da moda. Para começar, o que é preciso? ELOYSA: Tem que ter talento, perseverança e correr atrás. Eu acho, inclusive, que estamos passando por uma fase de amadurecimento da moda. As pessoas perceberam que não basta ter uma imagem forte para construir uma marca. Depende de produto, da distribuição… Aquela era em que as pessoas jogavam tudo na imagem, acabou. Nós temos muitos talentos, o problema da moda brasileira é realmente a questão empresarial e a questão financeira. Falta dinheiro. PAULO: O primeiro passo é ter uma coleção, uma marca, um produto e por trás disso, uma boa estrutura de negócios. Os dois têm sempre que obrigatoriamente andar juntos. O mercado da moda é extremamente competitivo e uma marca sólida sem uma boa base de negócios é praticamente impossível. 2 ) É necessário fazer sociedade com um grande grupo ou é possível crescer sozinho? ELOYSA: Depende do objetivo que você tem. Pode-se crescer das duas formas. Se associar a um grande grupo é ótimo, mas quando não dá certo, é péssimo. Crescer sozinho também é complicado, porque acontece mais lentamente. Eu não tenho nada contra nem uma coisa, nem outra. Se você tem a oportunidade de se linkar a um grupo e ficar tudo bem… Eu acho que os dois caminhos são bons, o que é preciso é uma identidade profunda entre as duas partes. É muito difícil, porque a moda não dá o lucro que todo mundo pensa. As pessoas imaginam que o nosso setor é muito mais lucrativo do que de fato ele é. PAULO: As parcerias com marcas maiores são sempre uma grande ajuda. O crescimento no varejo é demorado, não é rápido como muita gente acredita, por isso, as parcerias são sempre bem vindas e de extrema importância pra quem busca solidez nos negócios. Essas parcerias ajudam na tão importante estrutura. 3) Como administrar e não deixar o seu negócio quebrar como acontece com muitos? ELOYSA: Essa é uma tarefa difícil, o maior desafio hoje da moda brasileira; você achar a fórmula certa de gerir uma atividade que vende valores intangíveis e tangíveis. Então, eu acho que a fórmula certa é você buscar um ponto de equilíbrio entre valor intangível, valor agregado de um produto e os valores de custo-benefício dele. O equilíbrio entre a parte financeira e a parte criativa deve ser buscado incessantemente, é nele que está o pulo do gato. Não pode preponderar uma cabeça criativa e nem uma cabeça só financeira: tem que ter as duas coisas e fazer um casamento. PAULO: Apresentar um bom modelo de negócios é primordial, tudo sempre muito bem estruturado e planejado. A palavra de ordem é realmente planejamento. Muitas vezes esse novo criador é empurrado pro mercado, e é muito importante entender o posicionamento desse mercado para se adequar a ele. 4) Como deve ser a filosofia do empresário da moda, no Brasil? ELOYSA: Renascer, aprender a arte de renascer. Acho que como a gente tem uma economia instável, tem que estar sempre se reinventando.
  • 2.
    PAULO: Entender eatender a necessidade de um mercado exigente e implacável. 5) E o que pensam deste novo calendário? ELOYSA: É uma coisa mais do que necessária. Porque para a gente chegar bem, daqui a cinco anos, ele tem que dar certo. As pessoas precisam parar de apostar e produzir o que venderam, entregar o que venderam. Esse novo calendário tem que dar certo pra gente encerrar a era das apostas. Para ir para um caminho economicamente viável. PAULO: Esse ajuste já há algum tempo vinha sendo discutido, uma vez que o antigo encurtava as apresentações e as entregas das peças. O modelo novo procura, justamente, ajustar a produção e melhorar o planejamento. As marcas, ao apresentarem uma coleção, poderão atender aos pedidos dos compradores de forma mais rápida, o que ajuda na hora de competir com os gigantes globais que chegam cada vez mais fortes ao país, sempre de olho no nosso consumidor. O preço final dos produtos deve cair. A curto prazo, os preços podem diminuir cerca 10% e a longo prazo, até 30%. (Entrevista retirada do site http://vejario.abril.com.br/blog/bruno-chateaubriand/as- ultimas/balanco-geral-do-mundo-da-moda em 24/05/2013). C&A Pernambucanas Faturamento em 2011: R$ 3,84 bilhões Faturamento em 2011: R$ 3,80 bilhões Número de lojas: 210 Número de lojas: 269 Número de funcionários: 18.000 Número de funcionários: 15.000 Bandeiras: C&A Bandeiras: Pernambucanas Lojas Renner Lojas Marisa Faturamento em 2011: R$ 2,89 bilhões Faturamento em 2011: R$ 2,45 bilhões Número de lojas: 197 Número de lojas: 336 Número de funcionários: 13.340 Número de funcionários: 15.600 Bandeiras: Renner e Camicado Bandeiras: Marisa Riachuelo Grupo SBF Faturamento em 2011: R$ 2,44 bilhões Faturamento em 2011: R$ 1,6 bilhão Número de lojas: 145 Número de lojas: 201 Número de funcionários: 37.190 Número de funcionários: 5.000 Bandeiras: Riachuelo Bandeiras: Centauro Havan Hering Faturamento em 2011: R$ 1,5 bilhão Faturamento em 2011: R$ 1,3 bilhão Número de lojas: 50 Número de lojas: 432 Número de funcionários: Não informado Número de funcionários: 8.501 Bandeiras: Havan Bandeiras: Hering Stores, Hering Kids, PUC e Dzarm Leader Restoque Faturamento em 2011: R$ 957,6 milhões Faturamento em 2011: R$ 703,3 milhões Número de lojas: 62 Número de lojas: 104 Número de funcionários: Não informado Número de funcionários: 1.600 Bandeiras: Leader Bandeiras: Le Lis Blanc Deux e Bo.Bô Bourgeois Bohême
  • 3.
    Arezzo&CO Faturamento em 2011:R$ 639,8 milhões Número de lojas: 334 Número de funcionários: 1.879 Bandeiras: Arezzo