O QUE É ESTUPRO?
• Ato de “constranger alguém, mediante violência ou grave ameaça,
a ter conjunção carnal ou a praticar ou permitir que com ele se
pratique outro ato libidinoso” (Art. 213 da Lei Nº 12.015/2009).
• “Ato libidinoso” refere-se a qualquer ação que tem como objetivo
a satisfação sexual. Ou seja, não tem a ver somente com o ato
sexual em si.
• A liberdade reside no poder de escolha e no controle de quando e
onde uma pessoa quer fazer ações de caráter sexual ou afetivo.
NÃO É NÃO
• Há um entendimento nocivo em relação à intenção da mulher
quando ela fala “não” para algum homem.
• Do casamento à ficada, é frequente a mulher precisar se justificar
em relação ao seu “não”.
• O “não” é bastante interpretado como jogo de sedução, onde a
mulher quer, mas fala que não quer só para que o homem insista.
• Essa “brecha” fere a liberdade sexual da mulher, uma vez que ela
já se posicionou dizendo “não” e ainda assim continua sendo
coagida a dizer um “sim”.
CONSENTIMENTO
• Se aceitarmos que esta é a definição de
estupro, quantas já sofremos um, e quantos já
cometeram um?
• O ato sexual praticado sem consentimento não
é sexo, é violência, é estupro.
EXEMPLOS DE ATAQUES A LIBERDADE SEXUAL
• Cantadas e contatos físicos indesejados
• Gestos Obscenos
• Linguagem obscena
• Abraços
• Beijos
• Qualquer outra forma sem consentimento
• Estupro
CANTADAS E CONTATOS FÍSICOS FORÇADOS
O QUE É CULTURA DO ESTUPRO?
• Feministas da década de 70 (Rape Culture)
• Comportamentos tanto sutis como explícitos que
silenciam , relativizam (dependem das circunstâncias) e
normalizam a violência sexual contra a mulher.
• A palavra cultura, nos lembra que não é natural. Se nós
criamos, nós podemos mudar.
• Cultura do estupro é duvidar da vítima quando ela
relata uma violência sexual.
• É relativizar a violência por causa do passado da
vítima ou de sua vida sexual.
• É ser mais fácil acreditarmos em narrativas de uma
suposta malícia inerente das mulheres do que
lidarmos com o fato de que homens cometem um
estupro.
PATRICIA LELIS E PASTOR MARCO FELICIANO
RELATIVIZAÇÃO DA VIOLÊNCIA
RELATIVIZAÇÃO DA VIOLÊNCIA
PEDIU PARA SER ESTUPRADA?
A CULPA É DA VÍTIMA?
COMO A CULTURA DO ESTUPRO SE REPRODUZ E
MANIFESTA EM NOSSA SOCIEDADE?
• Relativização de gestos ofensivos e violentos
• Objetificação da mulher
• Machismo na publicidade
• Nos livros, filmes, novelas e seriados que romantizam o
perseguidor.
• No momento que acatamos como normal recomendar às meninas
e mulheres que não saiam de casa à noite, ou sozinhas, ou que
usem roupas recatadas.
OBJETIFICAÇÃO DA MULHER
• A objetificação ocorre quando a mulher é
enquadrada num papel onde ela tem apenas
uma função: despertar o desejo sexual do
homem.
REPRESENTAÇÕES DE GÊNERO NA PUBLICIDADE
MACHISMO NA PUBLICIDADE
• 65% das mulheres brasileiras não se identificam
com a publicidade e com a forma com que são
retratadas pela publicidade.
• 10% dos criativos dentro das agências brasileiras
são mulheres. E é na criação que as campanhas são
feitas”.
• Thaís Fabris, idealizadora do projeto 65|10 que
discute o papel da mulher na publicidade.
MACHISMO NA PUBLICIDADE
QUEM É O ESTUPRADOR?
• Imaginário diz que são estranhos, monstros, pessoas
mentalmente desequilibradas.
• IPEA (2014) : Mais de 50% estupros de crianças e
adolescentes foram praticados por conhecidos. Pais,
padrastos, namorados, amigos.
• Adultos: 40% casos praticados por conhecidos.
• Independente da idade: 50% força física ou ameaça .
Comportamento comum nestes tipos de casos.
IMPUNIDADE E INSEGURANÇA
EM 2011, 88,5% DAS VÍTIMAS ERAM DO SEXO FEMININO
E MAIS DA METADE TINHA MENOS DE 13 ANOS.
A NOVINHA É UMA CRIANÇA!
EROTIZAÇÃO PRECOCE
A PUBLICIDADE E O ESTUPRO... AUMENTA AS VENDAS?
BANALIZAÇÃO DO ESTUPRO NA MÍDIA
O QUE É CULTURA DO ESTUPRO?
OBRIGADA
cybelle.cardozo@ifpr.edu.br

Cultura do estupro

  • 2.
    O QUE ÉESTUPRO? • Ato de “constranger alguém, mediante violência ou grave ameaça, a ter conjunção carnal ou a praticar ou permitir que com ele se pratique outro ato libidinoso” (Art. 213 da Lei Nº 12.015/2009). • “Ato libidinoso” refere-se a qualquer ação que tem como objetivo a satisfação sexual. Ou seja, não tem a ver somente com o ato sexual em si. • A liberdade reside no poder de escolha e no controle de quando e onde uma pessoa quer fazer ações de caráter sexual ou afetivo.
  • 3.
    NÃO É NÃO •Há um entendimento nocivo em relação à intenção da mulher quando ela fala “não” para algum homem. • Do casamento à ficada, é frequente a mulher precisar se justificar em relação ao seu “não”. • O “não” é bastante interpretado como jogo de sedução, onde a mulher quer, mas fala que não quer só para que o homem insista. • Essa “brecha” fere a liberdade sexual da mulher, uma vez que ela já se posicionou dizendo “não” e ainda assim continua sendo coagida a dizer um “sim”.
  • 4.
  • 6.
    • Se aceitarmosque esta é a definição de estupro, quantas já sofremos um, e quantos já cometeram um? • O ato sexual praticado sem consentimento não é sexo, é violência, é estupro.
  • 7.
    EXEMPLOS DE ATAQUESA LIBERDADE SEXUAL • Cantadas e contatos físicos indesejados • Gestos Obscenos • Linguagem obscena • Abraços • Beijos • Qualquer outra forma sem consentimento • Estupro
  • 8.
    CANTADAS E CONTATOSFÍSICOS FORÇADOS
  • 9.
    O QUE ÉCULTURA DO ESTUPRO? • Feministas da década de 70 (Rape Culture) • Comportamentos tanto sutis como explícitos que silenciam , relativizam (dependem das circunstâncias) e normalizam a violência sexual contra a mulher. • A palavra cultura, nos lembra que não é natural. Se nós criamos, nós podemos mudar.
  • 10.
    • Cultura doestupro é duvidar da vítima quando ela relata uma violência sexual. • É relativizar a violência por causa do passado da vítima ou de sua vida sexual. • É ser mais fácil acreditarmos em narrativas de uma suposta malícia inerente das mulheres do que lidarmos com o fato de que homens cometem um estupro.
  • 11.
    PATRICIA LELIS EPASTOR MARCO FELICIANO
  • 12.
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  • 14.
    PEDIU PARA SERESTUPRADA?
  • 15.
    A CULPA ÉDA VÍTIMA?
  • 18.
    COMO A CULTURADO ESTUPRO SE REPRODUZ E MANIFESTA EM NOSSA SOCIEDADE? • Relativização de gestos ofensivos e violentos • Objetificação da mulher • Machismo na publicidade • Nos livros, filmes, novelas e seriados que romantizam o perseguidor. • No momento que acatamos como normal recomendar às meninas e mulheres que não saiam de casa à noite, ou sozinhas, ou que usem roupas recatadas.
  • 19.
    OBJETIFICAÇÃO DA MULHER •A objetificação ocorre quando a mulher é enquadrada num papel onde ela tem apenas uma função: despertar o desejo sexual do homem.
  • 20.
  • 21.
    MACHISMO NA PUBLICIDADE •65% das mulheres brasileiras não se identificam com a publicidade e com a forma com que são retratadas pela publicidade. • 10% dos criativos dentro das agências brasileiras são mulheres. E é na criação que as campanhas são feitas”. • Thaís Fabris, idealizadora do projeto 65|10 que discute o papel da mulher na publicidade.
  • 22.
  • 23.
    QUEM É OESTUPRADOR? • Imaginário diz que são estranhos, monstros, pessoas mentalmente desequilibradas. • IPEA (2014) : Mais de 50% estupros de crianças e adolescentes foram praticados por conhecidos. Pais, padrastos, namorados, amigos. • Adultos: 40% casos praticados por conhecidos. • Independente da idade: 50% força física ou ameaça . Comportamento comum nestes tipos de casos.
  • 25.
  • 26.
    EM 2011, 88,5%DAS VÍTIMAS ERAM DO SEXO FEMININO E MAIS DA METADE TINHA MENOS DE 13 ANOS.
  • 28.
    A NOVINHA ÉUMA CRIANÇA!
  • 29.
  • 31.
    A PUBLICIDADE EO ESTUPRO... AUMENTA AS VENDAS?
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    O QUE ÉCULTURA DO ESTUPRO?
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