PROF. DR. VLADIMIR LUÍS DE OLIVEIRA


     CURSO DE ESPECIALIZAÇÃO EM
      PSICOLOGIA TRANSPESSOAL



             CURITIBA
             Março/2013
                                      1
O QUE É REAL?
• Os chineses contam a história de um sábio que
  adormeceu à sombra de uma árvore. Sonhou que
  era uma libélula, mas a libélula de seu sonho estava
  adormecida. E sonhava. Em seu sonho, ela era um
  sábio adormecido sob uma árvore, que sonhava que
  era uma libélula...




          •   Será que o pensamento é realmente objetivo?

  •   Até que ponto objetividade e realidade são a mesma coisa?   2
O QUE A DISCIPLINA NÃO SE PROPÕE:
 Curso rápido de
  superconsciência ou iluminação
  espiritual;
 Dogmatismos ou descrição
  arqueológica de pretensas
  verdades ancestrais de cunho
  religioso;
 Julgamento sobre experiências
  em estados modificados
  alterados de consciência do
  ponto de vista espiritual
  julgando-os como verdadeiros,
  falsos, profundos ou superficiais;
                                       3
O QUE A DISCIPLINA
PRETENDE:
 Discussão teórico-metodológica
 sobre a relação entre ciência e
 consciência, abordando aspectos
 filosóficos, antropológicos,                        espiritualidade
 psicológicos e históricos;

 Estabelecer uma relação dialógica
 e dialética entre espiritualidade e   consciência                     ciência

 ciência tendo como ponto a
 constituição da consciência;

                                                                                 4
1º passo - QUEM SOMOS NÓS
DE FORMA MAIS CRUA?
 Nietzsche deduz que somos egoístas,
  violentos, individualistas e
  mesquinhos e a moral é uma máscara
  que oculta a real face do homem
  moderno.
 Ex: quer saber quem vc é? Identifique
  sua face mais brutal. Ex.:
   Soberba – vareza – luxúria –ira -
    preguiça – inveja - gula



                                          5
2º passo – A RAIZ DA EQUAÇÃO
DOR-EXISTÊNCIA
     “duhkham eva sarvam vivekinah” (Patanjali, II, 15)
       (Tudo é sofrimento para o Sábio)


     “sarvam duhkam, sarvam antyam” (Buda) (tudo é dor,
       tudo é efêmero)

 Mas as filosofias místicas indianas não se
   resumem à apologia a dor e à miséria humana. A
   dor é uma lei existencial, sem a qual não podemos
   atingir o estado de liberação, e assim
   suplantarmos nossa condição ordinária atrelada
   ao sofrimento.


ELIADE, M. Yoga: imortalidade e liberdade. Sâo Paulo: Palas Athena, 1996. P. 9-35   6
Qual é a fonte do sofrimento?
               Maldição
               divina?




                           Pecado
      Ignorância?
                          original?




                                      7
3.º passo – Como superar a
ignorância?




Obter Conhecimento Metafísico (vidya, jnana, prajna).


Modificar os estados de Consciência mediante práticas
místicas e obter a “experiência de integração”.          8
QUE PRÁTICAS ESPIRITUAIS SUBSIDIAM
EXPERIÊNCIAS MÍSTICAS DE CONSCIÊNCIA
INTEGRAL?
                               •   MEDITAÇÃO
                               •   MANTRAS/ORAÇÕES
                               •   TÉCNICAS ENERGÉTICAS (TANTRISMO)
                               •   YOGA
                               •   AYURVEDA
                               •   DEVOÇÃO RELIGIOSA
                               •   REPRODUÇÃO E VISUALIZAÇÃO DE SÍMBOLOS
           Em diferentes           SAGRADOS
                               •   ARTES SAGRADAS (DESENHO, ESCULTURA,
            perspectivas           PINTURA,ETC)
                               •   RACIONALIZAÇÃO FILOSÓFICA MÍSTICA
       orientais a ampliação   •   TÉCNICAS XAMÂNICAS
          da consciência       •
                               •
                                   ARTES MARCIAIS
                                   DANÇAS
         perpassa por um
        amplo conjunto de
             técnicas:



                                                                           9
Estágios superiores de consciência são
chamados de iluminação!

O que é iluminação?
 Pode possuir diferentes nomes: Moksha, Samadhi ou
  Nirvana. Zen, Sartori, Estado de Graça, etc.
 Representa uma superação do estado ordinário de
  consciência ,para além da dimensão egóica.
 É um estado de transe com amplia o campo sensorial e a
  percepção.
 É um eclipsamento com o sagrado, colocando-se para além
  da percepção do tempo-espaço.
                                                       10
Quais são os caminhos para atingir estágios de
transpessoais consciência superiores?




                                             BAKTI MARGA – CAMINHO DA
                                              DEVOÇÃO ESPIRITUAL

              KARMA MARGA – CAMINHO DA AÇÃO




         JNANA MARGA – CAMINHO DA AUTO-
           DESCOBERTA                                              11
A devoção precisa provocar estados
modificados de consciência

Perspectiva devocional a Vishnu




                                     12
Filosofias místicas




                      13
Vc precisa conhecer a si mesmo!
QUEM É VC? Ramana Maharshi(1880-1949)
 VC TEM CONSCIÊNCIA DE SI MESMO EM SUA
  ESSÊNCIA?
                                            Silencie sua
 Eu não sou meu nome...                       mente!
 Eu não sou meu trabalho ou profissão...
 Eu não sou meus bens...
 Eu não sou meus títulos...
 Eu não sou minhas relações...
 Eu não sou meu corpo....
 Eu não sou minhas emoções...
 Eu não sou minha mente...
 QUEM SOU EU?
                                                           14
Intensificamos Práticas que estimulem
o aprofundamento consciencial.

Assumimos as “rédeas” de nossa vida.



                                         15
Como estudar algo tão metafísico tal como o
 conceito de “consciência”?




         transpessoal




                        consciência




                                              16
Como estudar algo tão metafísico tal como o
 conceito de “consciência”?



                       Transpessoal




         consciência




                                      CIÊNCIA




                                                17
HÁ QUE SE CONSIDERAR UMA DUPLA
DIMENSÃO DA VISÃO DE CIÊNCIA!


    CIÊNCIA NAS
    TRADIÇÕES      CIÊNCIA NA
     ORIENTAIS    PERSPECTIVA
                   OCIDENTAL



                                 18
MAS, O QUE É CIÊNCIA NA
TRADIÇÃO OCIDENTAL?
 Em sua dimensão filosófica: está mais voltada para
  a análise da linguagem ou da existência (e não da
  consciência diretamente);
 É materialista, objetiva e metódica;
 Não trata a consciência como objeto científico, os
  poucos que se arriscaram trataram-na como um
 reflexo de processos neuro-biológicos cerebrais;


                                                       19
TRÊS TRAÇOS DA VISÃO CIENTÍFICA
PERSPECTIVA CLÁSSICA




                             Aplicação de
  A ciência visa a                                        Utilização de
                            técnicas - visa
 representação de                                          critérios de
                              descrever e
  uma realidade.                                            validação.
                          explicar e não agir.

                        OBJETIVIDADE CIENTÍFICA


                                                                           20
    GILLES-GASTON GRANGER – a ciência e as ciências. São Paulo UNESP, 1994. p.45-
EM BUSCA DA OBJETIVIDADE
CIENTÍFICA


 “O PRINCÍPIO DA RELAÇÃO ENTRE CAUSA E EFEITO’


  A RELAÇÃO ENTRE OS OBJETOS E A RAZÃO
  ESTARIAM EM DOIS PRINCÍPIOS (HUME):

  * Representação das idéias: campo da lógica e da
  matemática.

  * Descrição do mundo material: o que nos conduz
  ao mundo exterior e suas relações.
                                                     21
O QUE É OU EM QUE SE BASEIA
A OBJETIVIDADE CIENTÍFICA?

    “O PRINCÍPIO ESTÍMULO x RESPOSTA”

    • ESTÍMULO (CAUSA); é tudo que vem do ambiente, penetra o
    organismo e provoca qualquer tipo de atividade.

    • RESPOSTA (EFEITO): é o comportamento do organismo diante
    de um efeito.
      Exemplo no campo da psicologia:

      psicologia comportamentalista de PAVLOV / SKINNER é
         um ex. de ciência baseada em causa e efeito.     22
MODELO CLÁSSICO DE PESQUISA
      SEPARAÇÃO SUJEITO E OBJETO




                                   23
COMO É ENTENDIDA A
CONSCIÊNCIA NO OCIDENTE?
 REFLEXÕES INTERESSANTES FORAM DADAS NO
  CAMPO DA FILOSOFIA E ACABARAM INFLUENCIANDO
  OUTRAS CIENCIAS SOCIAIS.
 CONSCIÊNCIA É ENFATIZADA ENQUANTO RAZÃO OU
  PERCEPÇÃO.
 EM MENOR INSTÂNCIA COMO PROCESSO
  NEUROBIOLÓGICO OU AINDA COM MENOR ALCANCE
  COMO INTUIÇÃO.

                                           24
MAS, AFINAL,O QUE É
CIÊNCIA MESMO?
RELATIVIZANDO AS SUAS
BASES CONCEITUAIS...


 “Não será verdade que cada ciência, no fim, se reduz a um certo
 tipo de mitologia?”
                                 Carta de Freud a Einstein (1932)




  “(...) as categorias mais fundamentais do pensamento e,
    conseqüentemente, da ciência têm sua origem na religião”
                                            Émile Durkheim


                                                                    25
Como é entendida a idéia de
ciência na visão tradicional
oriental?
 ESTÁ AO NÍVEL SUBJETIVO, SUTIL OU ESPIRITUAL;
 MUNDO MATERIAL ESTÁ VINCULADO MAS NÃO
 FAZ PARTE CONSTITUINTE DA CIÊNCIA;




                                              26
NA VISÃO OCIDENTAL, CONSCIÊNCIA NÃO
CABE DISCUTIR CIENTIFICAMENTE ...            JOHN R. SEARLE


 A CONSCIÊNCIA NÃO É UM OBJETO ADEQUADO PARA A
  INVESTIGAÇÃO CIENTÍFICA PORQUE É UM CONCEITO CONFUSO
  E MÍSTICO NO PIOR DAS HIPÓTESES.
 O CONCEITO DE CIÊNCIA É OBJETIVA, MAS O CONCEITO DE
  CONSCIÊNCIA É SUBJETIVA.
 NÃO EXISTE A MENOR POSSIBILIDADE DE CHEGARMOS A UM
  NEXO CAUSAL INTELEGÍVEL, POIS ALGO TÃO INTELEGÍVEL E
  SUBJETIVO, POSSA RESULTAR DE ALGO OBJETIVO E
  QUANTITATIVO.
 MESMO QUE A CONSCIÊNCIA EXISTA NA FORMA DE ESTADOS
  SUBJETIVOS DA CIENCIA, ELA NÃO TERIA NENHUM IMPACTO
  SOBRE O MUNDO REAL, POIS A CONSCIÊNCIA É
  EPIFONOMÊNICA.

                                                              27
É POSSÍVEL DISCUTIR CONSCIÊNCIA NUMA
     PERSPECTIVA CIENTÍFICA ORIENTAL?

          ORIENTAL           OCIDENTAL


              HOLISMO          FRAGMENTAÇÃO




           ESPIRITUALIDADE     MUNDO SENSÍVEL




            CONSCIÊNCIA         CONSCIÊNCIA
           TRANSRACIONAL         RACIONAL


                                                28
AUTORES TRANSPESSOAIS (INFLUENCIADO POR TESES ORIENTAIS) TENDEM A
ACEITAR QUE OS SERES HUMANOS APRESENTARIAM BASICAMENTE QUATRO
ESTADOS CONSCIENCIAIS:
                                     DESPERTO
                                    (GROSSEIRO)

                                   SONHO (SUTIL)


                           SONO SEM SONHO
                               (CAUSAL)
                         ESTADO ALTERADO DE
                             CONSCIÊNCIA

 FONTE?          Mandukya Upanishad (Séc.I ou II d.C.)
                  6.ª do Atharva Veda
 Há quatro estados de consciência (ATMAN):
 • Vaishvanara - a consciência normal de vigília
 • Taijasa - sonhar em sono profundo
 • Susupta - sem sonhos
 • Turiya - literalmente, "o quarto", a consciência espiritual.     29
OS PENSAMENTOS MÍSTICOS NO ORIENTE
                                         MISTICISMO
                                          SUPERIOR




                      MISTICISMO
                       INFERIOR




   O PENSAMENTO
 METAFÍSICO DIALOGA
  COM “AS PRÁTICAS          MÍSTICAS       MÍSTICAS   MÍSTICAS
      MÍSTICAS           UPANISHADICAS     YOGUES     BHATKTIS
    SUPERIORES”.
    (DASGUPTA).                                                  30
A EXPERIÊNCIA DO SAGRADO E
A CONSCIÊNCIA ENVOLVEM:
                         Escritos sagrados




                           Técnicas de
                            ascetismo




                          Ampliação da
                           consciência




 desafio   Interpretar cientificamente este
           conjunto de variáveis              31
LIVROS SAGRADOS E CONSCIÊNCIA CÓSMICA
1) '' O Reino de Deus está dentro de Você e a Sua volta; não em prédios de madeiras ou
   pedras. Rache uma lasca de madeira e EU estarei lá; Levante uma pedra e ME
   encontrará.” Evangelho de São Thome

2) "Cuando abro mis ojos al mundo exterior, me siento como una gota de agua en el
   océano; pero cuando cierro mis ojos y miro interiormente, veo el universo completo
   como una burbuja levantándose en el océano de mi corazón." Hazrat Inayat Khan "La
   Sinfonía Divina"
3) E ainda que tivesse o dom de profecia, e conhecesse todos os mistérios e toda a ciência, e
   ainda que tivesse toda fé, de maneira tal que transportasse os montes, e não tivesse
   amor, nada seria. Cor, cap.13, ver. 2

4) Para descubrir la inmensidad de las profundidades divinas, se impone el silencio.
   Arjuna y Krishna en el Baavagad Gita
5) Los objetos externos son incapaces de dar plena felicidad al corazón del hombre.
   Upanishad
6) Yo no soy mi cuerpo; soy más. Yo no soy mi habla, mis órganos, el oído, el olfato; eso no
   soy yo. La mente que piensa, tampoco soy yo. Si nada de eso soy, entonces , ¿quién soy?.
   La conciencia que permanece, eso soy. Ramana Maharshi
                                                                                       32
EIS ALGUMAS TÉCNICAS DE ASCETISMO E
   CONSCIÊNCIA CÓSMICA:


 SAMPRAJNATA SAMADHI – Desaparece
  todas as flutuações mentais,
  permanecendo apenas as impressões
  latentes. (Pequeno Samadhi/samashi com
  semente).
 ASSAMPRAJNATA SAMADHI -– é um
  Samadhi elevado em que em que o yogin
  atinge o Jiva-mukta, e o ser está
  totalmente incondicionado. (grande
  samadhi/samadhi sem semente)


                                           33
ASSAMPRAJNA SAMADHI
 É o ápice da concentração obtido através da cessação das
  atividades da mente (chitta).
 Pelo Vedanta é chamado de NIRVIKALPA
 Na escrituras Baktis é chamado de CHETANA SAMADHI




                                                         34
DIFERENTES MANIFESTAÇÕES DE
     SAMPRAJNATA SAMADHI
1) SAVITARKA – Samadhi obtido através do questionamento;
2) NIRVIRTARKA – Significa sem qualquer questionamento.
     Baseia-se na concentração dos cinco elementos fora do
     contexto de espaço e tempo;
3)   SAVICHARA – significa com discriminação. Baseia-se na
     concentração dos cinco elementos no espaço e tempo;
4)   NIRVICHARA – significa sem discriminação. Concentram-se
     nos cinco elementos eliminando a consciência de tempo e
     espaço.
5)   SANANDA – obtido através de técnicas meditativas onde a
     mente é colocada como objeto da meditação desprovidas de
     qualidades ativas (rajas) e densas (tamas).
6)   ASMITA – neste estado o indivíduo está consciente apenas do
     ego (asmita), separado do rajas e tamas. Estes praticantes são
     chamados de videhi, quer dizer, aqueles que perderam a
     consciência do corpo denso. A libertação é atingida quando
     as pequenas individualidades são extintas.
                                                                      35
CAMINHAR LENTAMENTE PARA
A ILUMINAÇÃO...
“Os órgãos são os cavalos, a mente são
as rédeas, o intelecto é o cocheiro, a alma
é o passageiro e o corpo é a carruagem.
Se os cavalos são muito fortes e não
obedecem às rédeas, e se o cocheiro não
tem discriminação, então o passageiro
sofre. Mas se os cavalos, os órgãos, estão    Filme: SAMADHI
                                              POR YOGANANDA
bem controlados pelas rédeas, a mente, e
o cocheiro possuir discriminação, então
o passageiro, a alma, chega a seu
destino.” (VIVEKANANDA – RAJA
YOGA)                                                     36
TRANSE MÍSTICO E CONSCIÊNCIA: QUAL É SUA
RELAÇÃO NA DIMENSÃO ESPAÇO-TEMPO?
              A EXPERIÊNCIA EXTÁTICA DO
             SAGRADO É A EXPERIÊNCIA DO
              ESPAÇO SEM ESPACIALIDADE



             É TAMBÉM UMA EXPERIÊNCIA
               FORA DO TEMPO (ELIADE)



                É UMA EXPERIÊNCIA DE
               INTEGRAÇÃO COM O SELF
                       (JUNG)
                                           37
HIPÓTESES SOBRE CONSCIÊNCIA COMO
EXPERIÊNCIA MÍSTICA
  Há uma correspondência entre a consciência enquanto “despertar”
     e a anatomia sutil sejam elas corpos sutis e/ou físicos, chackras,
     nadis, marmas, shruttis e mudras/asanas, pranayamas e danças;
    Há uma correspondência entre consciência espiritual e
     vocalizações. Ex: CANTOS, MANTRAS
    Há uma correlação entre consciência espiritual e metafísica
     filosófica
    Há uma correlação entre consciência espiritual e o silêncio;
    Há uma correlação entre consciência espiritual e espaços sagrados
     ou transcendentais. Ex: templos, mundos espirituais.
     Há correspondência entre consciência espiritual e as etapas de
     aprofudamento ascético. Ex1: oito passos do yoga-sutra de patanjali
     ex2: limpezas físico-espirituais (candomblé, passes e imposição de
     mãos, etc).

                                                                       38
PRIMEIRO EXEMPLO: A RELAÇÃO
ENTRE CORPO-ALMA E A CONSCIÊNCIA

                ESTE PRINCÍPIO ENCONTRA-SE NAS
                MACRO-RELIGIÕES ORIENTAIS
                    JUDAÍSMO
                   CRISTIANISMO
                   ISLAMISMO




                                            39
SEGUNDO EXEMPLO: A RELAÇÃO ENTRE
 CONSCIÊNCIA E OS CINCO CORPOS DA
       ANATOMIA ESOTÉRICA




                       Taittiriya Upanishad
                                              40
TERCEIRO EXEMPLO: A CONSCIÊNCIA DOS
CHAKRAS NA TRADIÇÃO TÂNTRICA HINDU E
              BUDISTA




                                       41
QUARTO EXEMPLO: SÍMBOLOS E CHAKRAS

                           DORDJE OU
                           VAJRA DUPLO


                            JOIA



                           VAJRA




                            LOTUS




                            RODA
                                     42
QUINTO EXEMPLO: MUDRAS E AS CORES
                     ANIMAIS ARQUETÍPICOS:

                      PORCOS PRETOS



                       GALOS



                      SERPENTES



                       CAVALOS



                       GARUDAS

                                         43
SEXTO EXEMPLO- ANIMAIS SAGRADOS




                              44
SÉTIMO EXEMPLO – ELEMENTOS DA NATUREZA




                                         45
CONSCIÊNCIA: CORPOS E MENTES EM
HARMONIA E EM EQUILÍBRIO

 O INTUITO É MOVIMENTAR AS ENERGIAS SUTIS
 POSITIVAMENTE; A ENERGIA SUTIL É UMA
 MANIFESTAÇÃO DA CONSCIÊNCIA;

 AS ENERGIAS PSICO-ESPIRITUAIS QUANDO BEM
  ORIENTADAS PRODUZEM SAÚDE, BEM-ESTAR,
  FELICIDADE E A ELEVAÇÃO DO NÍVEL CONSCIENCIAL
 A EXPERIÊNCIA DO SAGRADO, PODE FAVORECER AO
  PROCESSO DE INTEGRAÇÃO SENSORIAL E MENTAL

                                                  46
47
BARAKA
           OU
FONTE DA VIDA




                48
E A PSICOLOGIA
TRANSPESSOAL?
 TEM PROCURADO APROFUNDAR O TEMA AO
  BUSCAR COMPREENDER A RELAÇÃO ENTRE
  CONSCIÊNCIA E ESPIRITUALIDADE À LUZ DA
  CIÊNCIA.
 A QUESTÃO DA CONSCIÊNCIA ESTARIA
  VINCULADO COM O PROCESSO DE
  SENSIBILIZAÇÃO MEDIANTE A
  EXPERIENCIALIZAÇÃO COM ESTADOS NÃO-
  ORDINÁRIOS OU EXTÁTICOS.


                                           49
50
OS OBJETIVOS DA CIÊNCIA NA
  PESPECTIVA TRANSPESSOAL
 VISA PROMOVER A INTEGRAÇÃO ENTRE SABERES E
  EXPERIÊNCIAS ESPIRITUAIS E O CONHECIMENTO
  CIENTÍFICO;
 PROCURA COMPREENDER A LÓGICA DA CONSCIÊNCIA
  ESPIRITUAL NUMA PERSPECTIVA DO SABER
  CIENTÍFICO;
 DIFERENTES AUTORES TRANSPESSOAIS PROCURARAM
  TRAÇAR DISTINTAS ESTRATÉGIAS NESTA DIFÍCIL
  INTEGRAÇÃO; A GRANDE DIFICULDADE ESTÁ EM
  DEFINIR UMA EPISTEMOLOGIA PRÓPRIA, ACEITA PELA
  COMUNIDADE CIENTÍFICA;
                                               51
OS DESAFIOS DA CIÊNCIA NO
 CAMPO TRANSPESSOAL
“Muitas pessoas de visão limitada definem a
essência da ciência como sendo um controle
prudente, uma validação de hipóteses, uma
busca no sentido de verificar-se as idéias de
outras pessoas são corretas ou tido. Porém,
como a ciência é também uma técnica de
descobertas, seria necessário aprender como
estimular as intuições e visões de
experiências culminantes e, em seguida,
como tratá-las enquanto dados.”

 Abraham Maslow, The Farther Reaches of Human
  Nature, The Viking Press, Nova York, 1971      52
53
A CONSCIÊNCIA ESPIRITUAL NA
HISTÓRIA OCIDENTAL
 Na antiguidade Pré-Clássica a
  consciência sagrada era enfatizada pelos
  seus poderes mágicos.
 Na Idade Média a experiência mística da
  consciência poderia ser vista como
  heresia ou como santidade.
 Desde o advento da Psiquiatria no séc.
  Xix, muitos estados modificados de
  consciência de caráter místico passaram
  a ser considerados um estado patológico,
  ou manifestação da loucura como
  doença.                                    54
GRÉCIA ANTIGA PRÉ-SOCRÁTICA
 (XX a.C. – V a.C.)
 Não era uma doença, poderia SER até um
  privilégio.
 Loucura divina era chamada de Maniké
  (divinatório/delirante)
 Deviam ser mantidos a certa distancia,
  para separar o sagrado do profano;
 No período clássico grego (séc. V a.C.) a
  relação entre misticismo e consciência
  vão se separando;



                                              55
Platão ( 428/427 – Atenas, 348/347 a.C)

 A psique (alma) era dividida
   em três partes:
1. Racional (logistikon) -
   função superior do
   conhecimento abstrato                    Sensória-
                                            perceptiva
2. Afetivo-espiritual
   (Thymoides)- mediação entre                            Afetiva-
                                 racional
                                                         espiritual
   razão e instinto
3. Apetitiva (Ephithymoides) –              psique
   sensação, percepção e
   conhecimento concreto
                                                                56
Platão classifica a desrazão
(Anóia):
 Mania de origem divina:
   Profético
   Poético
   Extático (dionísico)
   erótico
 Mania de origem terrestre:
   Loucura (melanchólikós)
   Ignorancia (amanthia) – ou demência



                                          57
A FORÇA DO LOGOS NO
  PENSAMENTO OCIDENTAL
 Com a ênfase no racional, a
  loucura sagrada e estados
  inconscientes enquanto caminho
  para uma consciência superior
  foram enfraquecidos.
 Consciência é entendida como
  um      fenômeno       puramente
  racional.
 O divisor de águas sobre o tema
  surge com a psicanálise.
                                     58
A EMERGÊNCIA DE TEORIAS INTEGRATIVAS NO
                 PENSAMENTO OCIDENTAL




                                          59
TEORIAS DA CONSCIÊNCIA PROFUNDA OU
HIPERCONSCIÊNCIA A TRANSPESSOALIDADE EM
               VÁRIOS FOCOS


                ELIADE   JUNG




           BATESON          WILBER




                CAPRA    GROF




                                      60
CARL JUNG (1875 - 1961)

               CONSCIÊNCIA




                 NÍVEIS
               PSÍQUICOS:



INCONSCIENTE                                “AS ÚNICAS COISAS DO MUNDO
  COLETIVO/                  INCONSCIENTE
 ARQUÉTIPO
                                PESSOAL     QUE PODEMOS EXPERIMENTAR
                                                    DIRETAMENTE SÃO OS
                                            CONTEÚDOS DA CONSCIÊNCIA”.




                                                                 61
MIRCEA ELIADE
(1907-1986)

 ESPAÇO PROFANO x ESPAÇO SAGRADO
 TEMPO DOS MITOS – “O ETERNO RETORNO”
 MITO - UMA VERDADE SAGRADA
 REPRESENTAÇÕES DO SAGRADO NAS FILOSOFIAS
  MÍSTICAS.
 O XAMANISMO E AS TÉCNICAS ARCAICAS DO
  ÊXTASE.

                                             62
GREGORY BATESON
(1904-1980)
            TODA EXPERIÊNCIA É SUBJETIVA.



       SAGRADO - INTEGRAÇÃO HOMEM-NATUREZA


              CRÍTICA À CIÊNCIA DUALISTA
               (SUJEITO   x   OBJETO)


      CRÍTICA A CONCEITO DE CONSCIÊNCIA (RAZÃO)
      x MENTE ENQUANTO UMA VISÃO INTEGRATIVA

                                                  63
64
O QUE É CONSCIÊNCIA?
WILBER apresenta duas grandes teorias explicativas:
PRIMEIRO MODELO EXPLICATIVO:
 É A CONSCIÊNCIA COMO ESPECTRO


                   VISÃO            VISÃO
                 OCIDENTAL         ORIENTAL



   EGO – compreende nosso papel, a imagem que temos de
    nós mesmos;
   EXISTENCIAL – é o referente sensorial de nossa auto-
    imagem;
   MENTAL – é a consciência mística que se identifica com o
    universo.
                                    Livro “O espectro da consciência”
                                                                  65
O QUE É CONSCIÊNCIA? K. WILBER
SEGUNDO MODELO EXPLICATIVO:
A CONSCIÊNCIA COMO PROJETO DE ENTENDIMENTO DA
EVOLUÇÃO DA A ALMA

• - 1.º SUBCONSCIÊNCIA – (instintiva, impulsiva, id);
• - 2.º AUTOCONSCIÊNCIA – (ego, conceitual, sintática);
• - 3.º SUPERCONSCIÊNCIA - (transcendente, transpessoal,
 transtemporal).




                       Livro: “O projeto Atman”/ “Psicologia Integral”

                                                                 66
SISTEMA DE KEN WILBER
          CARTOGRAFIA DA CONSCIÊNCIA
                 AUTOCONSCIÊNCIA




SUBCONSCIÊNCIA                         SUPERCONSCIÊNCIA




                 CICLO GERAL DA VIDA



                                                      67
KEN WILBER – DA RELIGIÃO À
CIÊNCIA PARA COMPREENDER A
CONSCIÊNCIA




                             68
69
O QUE É CONSCIÊNCIA? VISÃO DE STANISLAV
GROF
 GROF – A consciência é HOLOTRÓPICA. Sua cartografia compreende:
   Nível biográfico;

   Nível perinatal;

   Nível transpessoal.

 EMERGÊNCIA ESPIRITUAL: complicação no processo de evolução da
  consciência impossibilitando uma vida mais feliz e equilibrada.

 COEX – SISTEMA DE EXPERIÊNCIAS CONDENSADAS




                                                                    70
A EXPANSÃO DA CONSCIÊNCIA EM
ESTADOS MODIFICADOS (GROF)

   Identificação com outras pessoas;

   Experiência existencial em outras espécies;

   Experimentação da consciência enquanto biosfera;

   Experienciação da consciência enquanto matéria
   inanimada e como processo inorgânico;

   Gaia: experiência da consciência planetária;

   Dissolução das fronteiras física e temporais.

                                                       71
 RELAXAMENTO E MEDITAÇÃO CONDUZIDA:
    ANIMAL ANCESTRAL OU OUTRAS




                                       72
73
A CONSCIÊNCIA: DA CIÊNCIA
TRADICIONAL AO TRANSPESSOAL
Fritjof Capra – CONEXÕES OCULTAS



   TEORIA CARTESIANA:
      DESCARTES –SEC. XVII –DUALIDADE DA NATUREZA

      RES COGITANS –”COISA PENSANTE”/SUJEITO/ MENTE

      RES EXTENSA “COISA EXTENSA” OBJETO/MATÉRIA




   TEORIAS NEUROREDUCIONISTAS: SÉC. XIX
        – NEUROCIÊNCIA -CIENTISTAS ACHARAM QUE PODERIA HAVER
        ALGUM VÍNCULO ENTRE        CÉREBRO E CORPO (ESTRUTURAS
        CEREBRAIS E FUNÇÕES MENTAIS).                     74
TEORIAS DA CONSCIÊNCIA
 NO SÉC.XX:
  Fritjof Capra – CONEXÕES OCULTAS




• TEORIAS FUNCIONALISTAS :
  – RELAÇÕES CAUSAIS NO SISTEMA NERVOSO



• TEORIAS DOS MISTERIANOS:
  – É UM MISTÉRIO PROFUNDO E A INTELIGÊNCIA HUMANA JAMAIS
    COMPREENDERÁ.


                                                      75
TEORIAS COGNITIVAS:
Fritjof Capra – CONEXÕES OCULTAS

    A   consciência é um processo cognititvo, é a
     experiência vivida, manifesta-se em certos graus de
     complexidade, exige um cérebro e um sistema
     nervoso superior;

          Há dois tipos de Consciência:

             Consciência primária: são mediados pela
              percepção, sensação e emoção.

             Consciência       de     ordem   superior:
              (autoconsciência) – compreendida como a
              consciência reflexiva.

                                                           76
 TEORIAS SISTÊMICAS:
   Mente e consciência não são coisas mas processos.


 TEORIAS DA NEUROFENOMENOLOGIA
  Combinam a fenomenologia (análise das experiências
  subjetivas) com a análise dos padrões e processos
  neurais correspondentes.
 Há três correntes:
   1) Psicologia    científica e a prática            da
      introspecção: (William James, séc. Xix)
   2) Fenomenologia:       (Husserl / Marleau
      Ponty / Sartre)
   3) Orientalistas: baseiam-se em tradições
      contemplativas. Faz –se o uso de relatos
      derivados da meditação, inspirando-se
      em     tradições    religiosas   como             o
      Budismo, Hinduísmo, Taoísmo, Islamism
      o e Cristianismo.               Fritjof Capra – CONEXÕES OCULTAS   77
78
1.
     REFERÊNCIAS:
      Wilber, Ken. Breve historia de todas las cosas. Buenos Aires: Paidós, 1993.
2.    WILBER, Ken. O projeto Atman: uma visão transpessoal do desenvolvimento humano. São Paulo: Cultrix, 2004a.
3.    WILBER, Ken. O espectro da consciência. São Paulo: Cultrix, 2004b.
4.    WILBER, Ken. A união da alma e dos sentidos: integrando ciência e religião. São Paulo: Cultrix, 1998.
5.     WILBER, Ken. Psicologia integral. Buenos Aires: Paidós. 1998.
6.    JUNG, Carl Gustav. Los complejos y el inconsciente. Barcelona: Altaya, 1997.
7.    JUNG, Carl Gustav. Psicologia e religião. Petrópolis: Vozes, 1978.
8.    JUNG, Carl Gustav. El secreto de la flor de oro. Barcelona: Paidós, 1981.
9.    GOLEMAN, Daniel. A arte da meditação. Rio de Janeiro: Sextante, 2005.
10.   GROF, Stanislav. La mente holotrópica. Barcelona: Editorial Kairós, 1999.
11.   GROF, Stanislav (et.al.). El poder curativo de las crises. Barcelona: Editorial Kairós, 1993.
12.   GROF, Stanislav. Psicologia transpersonal. Nacimiento, muerte y trascendencia en psicoterapia. Kairos: Chile, 1988.
13.    GROF, Stanislav. A aventura da auto-descoberta. São Paulo: Summus, 1997.
14.   WEIL, Pierre. Antologia do êxtase. São Paulo: palas Athena, 2000.
15.   SARTRE, Jean-Paul. O ser e o nada.Pètrópolis: Vozes, 2002.
16.   CAPRA, F. Conexões ocultas.
17.   CAPRA, Fritjof. O Tao da Física: um paralelo entre a física moderna e o misticismo oriental. São Paulo: Cultrix, 1983.
18.    CAPRA, Fritjof..o ponto de mutação
19.   CAPRA, Fritjof. Pertencendo ao universo
20.   GOSWAMI, Amit. A fisica da alma
21.   GOSWAMI, Amit. O universo autoconsciente.
22.   GLEISER, Marcelo. Criação imperfeita
23.   GLEISER, Marcelo. A dança do universo
24.   BHASKARANANDA, Swami. Meditação. A mente e a yoga de Patânjali. Rio de Janeiro: lotus do saber, 2005.
25.   OSBORNE, Arthur. Ramana MAHARSHI: em suas próprias palavras. Trancoso, Advaita, 2008.
26.   SUI, Mestre Choa Kok. Psicoterapia Prânica. São Paulo: Ground, 2004.
27.   SUI, Mestre Choa Kok. Cura prânica avançada. São Paulo: Ground, 1993.
28.   SUI, Mestre Choa Kok. A cura prânica com cristais. São Paulo: Ground, 1997.
29.   TINOCO, Carlos Alberto. As Upanishads do Yoga. São Paulo: Madras, 2005.
30.   THOMAS, Kate. Transpersonal experiences – a need to re-evaluation? : Disponível em: http://www.citizeninitiative.com
31.   ALVES, Rubem. Filosofia da ciência: introdução ao jogo e suas regras. São Paulo: Loyola, 2000.
32.   ELIADE, Mircea. Mitos y realidad. Barcelona:Editorial Labor, 1991.
33.   ELIADE, Mircea. Lo sagrado y lo profano. Guadarrama: Punto Ômega, 1981.
34.   ELIADE, Mircea. Yoga, imortalidade e liberdade. Palas Athenas: São Paulo,1996.
35.   JUNG, Carl Gustav. Os arquétipos e o inconsciente coletivo. Petrópolis: Vozes, 2008.
36.   JUNG, Carl Gustav. Psicologia e religião oriental. Petrópolis: Vozes, 2009.
37.   KHUN, Thomas. A estrutura das revoluções científicas. São Paulo: Perspectiva, 2005.
38.   JAMES, William. The varieties of religious experience. Champaing: Project Gutemberg, 1996.
39.   ZIMMER, Heinrich. Filosofias da Índia. São Paulo: Palas Athena, 2003.
40.   PINTO, Lillian Costa. Iluminação espiritual: a emergência do sagrado na tradição iogue e na psicologia transpessoal. Petropolis: Vozes,2001.
41.   RIPONCHE, Lama Ganchen. Auto-cura tãntrica II. São Paulo: Gaya, 2003.
42.   OTTO, Rudolf. O sagrado. Petróppolis:Vozes, 2007.
43.   Merleau - Ponty, Maurice. Fenomenologia da Percepção. 2 ed. São Paulo: Martins Fontes, 1999.
44.   JUNQUEIRA, SÉRGIO. O SAGRADO. Curitiba: IBPEX, 2009.
45.   GIL FILHO, Sylvio Fausto. Espaço sagrado: estudos em geografia da religião. Curitiba: IBPEX, 2008.
46.   GIL FILHO, Sylvio Fausto. Por uma geografia do sagrado. In: MENDONÇA, Francisco; KOZEL, Salete. Elementos da epistemologia da geografia contemporânea. Curitiba: Ed.UFPR, 2002.
47.   RIG VEDA SAMHITA. (trad.) GRIFFITH, Ralf T. H. USA: Kindle Edition e-books (1896), 2007.
                                                                                                                                                                                        79
48.   CASSIRER. ERNST. A filosofia das formas simbólicas.
LIVRO:
 OLIVEIRA, Vladimir Luís de. “A mística do sagrado no
  toque dos chackras”. Curitiba: Protexto, 2009.
 Site:
  http://www.protexto.com.br/livro.php?livro=265




                                                     80
 ENTRE A CIÊNCIA E O MITO: COMO PODEMOS
 PENSAR A QUESTÃO DA CONSCIÊNCIA A PARTIR
 DA MÍSTICA ESPIRITUAL?




                                            81

CONSCIÊNCIA À LUZ DA CIÊNCIA 2013

  • 1.
    PROF. DR. VLADIMIRLUÍS DE OLIVEIRA CURSO DE ESPECIALIZAÇÃO EM PSICOLOGIA TRANSPESSOAL CURITIBA Março/2013 1
  • 2.
    O QUE ÉREAL? • Os chineses contam a história de um sábio que adormeceu à sombra de uma árvore. Sonhou que era uma libélula, mas a libélula de seu sonho estava adormecida. E sonhava. Em seu sonho, ela era um sábio adormecido sob uma árvore, que sonhava que era uma libélula... • Será que o pensamento é realmente objetivo? • Até que ponto objetividade e realidade são a mesma coisa? 2
  • 3.
    O QUE ADISCIPLINA NÃO SE PROPÕE:  Curso rápido de superconsciência ou iluminação espiritual;  Dogmatismos ou descrição arqueológica de pretensas verdades ancestrais de cunho religioso;  Julgamento sobre experiências em estados modificados alterados de consciência do ponto de vista espiritual julgando-os como verdadeiros, falsos, profundos ou superficiais; 3
  • 4.
    O QUE ADISCIPLINA PRETENDE:  Discussão teórico-metodológica sobre a relação entre ciência e consciência, abordando aspectos filosóficos, antropológicos, espiritualidade psicológicos e históricos;  Estabelecer uma relação dialógica e dialética entre espiritualidade e consciência ciência ciência tendo como ponto a constituição da consciência; 4
  • 5.
    1º passo -QUEM SOMOS NÓS DE FORMA MAIS CRUA?  Nietzsche deduz que somos egoístas, violentos, individualistas e mesquinhos e a moral é uma máscara que oculta a real face do homem moderno.  Ex: quer saber quem vc é? Identifique sua face mais brutal. Ex.:  Soberba – vareza – luxúria –ira - preguiça – inveja - gula 5
  • 6.
    2º passo –A RAIZ DA EQUAÇÃO DOR-EXISTÊNCIA “duhkham eva sarvam vivekinah” (Patanjali, II, 15) (Tudo é sofrimento para o Sábio) “sarvam duhkam, sarvam antyam” (Buda) (tudo é dor, tudo é efêmero)  Mas as filosofias místicas indianas não se resumem à apologia a dor e à miséria humana. A dor é uma lei existencial, sem a qual não podemos atingir o estado de liberação, e assim suplantarmos nossa condição ordinária atrelada ao sofrimento. ELIADE, M. Yoga: imortalidade e liberdade. Sâo Paulo: Palas Athena, 1996. P. 9-35 6
  • 7.
    Qual é afonte do sofrimento? Maldição divina? Pecado Ignorância? original? 7
  • 8.
    3.º passo –Como superar a ignorância? Obter Conhecimento Metafísico (vidya, jnana, prajna). Modificar os estados de Consciência mediante práticas místicas e obter a “experiência de integração”. 8
  • 9.
    QUE PRÁTICAS ESPIRITUAISSUBSIDIAM EXPERIÊNCIAS MÍSTICAS DE CONSCIÊNCIA INTEGRAL? • MEDITAÇÃO • MANTRAS/ORAÇÕES • TÉCNICAS ENERGÉTICAS (TANTRISMO) • YOGA • AYURVEDA • DEVOÇÃO RELIGIOSA • REPRODUÇÃO E VISUALIZAÇÃO DE SÍMBOLOS Em diferentes SAGRADOS • ARTES SAGRADAS (DESENHO, ESCULTURA, perspectivas PINTURA,ETC) • RACIONALIZAÇÃO FILOSÓFICA MÍSTICA orientais a ampliação • TÉCNICAS XAMÂNICAS da consciência • • ARTES MARCIAIS DANÇAS perpassa por um amplo conjunto de técnicas: 9
  • 10.
    Estágios superiores deconsciência são chamados de iluminação! O que é iluminação?  Pode possuir diferentes nomes: Moksha, Samadhi ou Nirvana. Zen, Sartori, Estado de Graça, etc.  Representa uma superação do estado ordinário de consciência ,para além da dimensão egóica.  É um estado de transe com amplia o campo sensorial e a percepção.  É um eclipsamento com o sagrado, colocando-se para além da percepção do tempo-espaço. 10
  • 11.
    Quais são oscaminhos para atingir estágios de transpessoais consciência superiores?  BAKTI MARGA – CAMINHO DA DEVOÇÃO ESPIRITUAL KARMA MARGA – CAMINHO DA AÇÃO JNANA MARGA – CAMINHO DA AUTO- DESCOBERTA 11
  • 12.
    A devoção precisaprovocar estados modificados de consciência Perspectiva devocional a Vishnu 12
  • 13.
  • 14.
    Vc precisa conhecera si mesmo! QUEM É VC? Ramana Maharshi(1880-1949)  VC TEM CONSCIÊNCIA DE SI MESMO EM SUA ESSÊNCIA? Silencie sua  Eu não sou meu nome... mente!  Eu não sou meu trabalho ou profissão...  Eu não sou meus bens...  Eu não sou meus títulos...  Eu não sou minhas relações...  Eu não sou meu corpo....  Eu não sou minhas emoções...  Eu não sou minha mente...  QUEM SOU EU? 14
  • 15.
    Intensificamos Práticas queestimulem o aprofundamento consciencial. Assumimos as “rédeas” de nossa vida. 15
  • 16.
    Como estudar algotão metafísico tal como o conceito de “consciência”? transpessoal consciência 16
  • 17.
    Como estudar algotão metafísico tal como o conceito de “consciência”? Transpessoal consciência CIÊNCIA 17
  • 18.
    HÁ QUE SECONSIDERAR UMA DUPLA DIMENSÃO DA VISÃO DE CIÊNCIA! CIÊNCIA NAS TRADIÇÕES CIÊNCIA NA ORIENTAIS PERSPECTIVA OCIDENTAL 18
  • 19.
    MAS, O QUEÉ CIÊNCIA NA TRADIÇÃO OCIDENTAL?  Em sua dimensão filosófica: está mais voltada para a análise da linguagem ou da existência (e não da consciência diretamente);  É materialista, objetiva e metódica;  Não trata a consciência como objeto científico, os poucos que se arriscaram trataram-na como um reflexo de processos neuro-biológicos cerebrais; 19
  • 20.
    TRÊS TRAÇOS DAVISÃO CIENTÍFICA PERSPECTIVA CLÁSSICA Aplicação de A ciência visa a Utilização de técnicas - visa representação de critérios de descrever e uma realidade. validação. explicar e não agir. OBJETIVIDADE CIENTÍFICA 20 GILLES-GASTON GRANGER – a ciência e as ciências. São Paulo UNESP, 1994. p.45-
  • 21.
    EM BUSCA DAOBJETIVIDADE CIENTÍFICA “O PRINCÍPIO DA RELAÇÃO ENTRE CAUSA E EFEITO’ A RELAÇÃO ENTRE OS OBJETOS E A RAZÃO ESTARIAM EM DOIS PRINCÍPIOS (HUME): * Representação das idéias: campo da lógica e da matemática. * Descrição do mundo material: o que nos conduz ao mundo exterior e suas relações. 21
  • 22.
    O QUE ÉOU EM QUE SE BASEIA A OBJETIVIDADE CIENTÍFICA? “O PRINCÍPIO ESTÍMULO x RESPOSTA” • ESTÍMULO (CAUSA); é tudo que vem do ambiente, penetra o organismo e provoca qualquer tipo de atividade. • RESPOSTA (EFEITO): é o comportamento do organismo diante de um efeito. Exemplo no campo da psicologia: psicologia comportamentalista de PAVLOV / SKINNER é um ex. de ciência baseada em causa e efeito. 22
  • 23.
    MODELO CLÁSSICO DEPESQUISA SEPARAÇÃO SUJEITO E OBJETO 23
  • 24.
    COMO É ENTENDIDAA CONSCIÊNCIA NO OCIDENTE?  REFLEXÕES INTERESSANTES FORAM DADAS NO CAMPO DA FILOSOFIA E ACABARAM INFLUENCIANDO OUTRAS CIENCIAS SOCIAIS.  CONSCIÊNCIA É ENFATIZADA ENQUANTO RAZÃO OU PERCEPÇÃO.  EM MENOR INSTÂNCIA COMO PROCESSO NEUROBIOLÓGICO OU AINDA COM MENOR ALCANCE COMO INTUIÇÃO. 24
  • 25.
    MAS, AFINAL,O QUEÉ CIÊNCIA MESMO? RELATIVIZANDO AS SUAS BASES CONCEITUAIS... “Não será verdade que cada ciência, no fim, se reduz a um certo tipo de mitologia?” Carta de Freud a Einstein (1932) “(...) as categorias mais fundamentais do pensamento e, conseqüentemente, da ciência têm sua origem na religião” Émile Durkheim 25
  • 26.
    Como é entendidaa idéia de ciência na visão tradicional oriental?  ESTÁ AO NÍVEL SUBJETIVO, SUTIL OU ESPIRITUAL;  MUNDO MATERIAL ESTÁ VINCULADO MAS NÃO FAZ PARTE CONSTITUINTE DA CIÊNCIA; 26
  • 27.
    NA VISÃO OCIDENTAL,CONSCIÊNCIA NÃO CABE DISCUTIR CIENTIFICAMENTE ... JOHN R. SEARLE  A CONSCIÊNCIA NÃO É UM OBJETO ADEQUADO PARA A INVESTIGAÇÃO CIENTÍFICA PORQUE É UM CONCEITO CONFUSO E MÍSTICO NO PIOR DAS HIPÓTESES.  O CONCEITO DE CIÊNCIA É OBJETIVA, MAS O CONCEITO DE CONSCIÊNCIA É SUBJETIVA.  NÃO EXISTE A MENOR POSSIBILIDADE DE CHEGARMOS A UM NEXO CAUSAL INTELEGÍVEL, POIS ALGO TÃO INTELEGÍVEL E SUBJETIVO, POSSA RESULTAR DE ALGO OBJETIVO E QUANTITATIVO.  MESMO QUE A CONSCIÊNCIA EXISTA NA FORMA DE ESTADOS SUBJETIVOS DA CIENCIA, ELA NÃO TERIA NENHUM IMPACTO SOBRE O MUNDO REAL, POIS A CONSCIÊNCIA É EPIFONOMÊNICA. 27
  • 28.
    É POSSÍVEL DISCUTIRCONSCIÊNCIA NUMA PERSPECTIVA CIENTÍFICA ORIENTAL? ORIENTAL OCIDENTAL HOLISMO FRAGMENTAÇÃO ESPIRITUALIDADE MUNDO SENSÍVEL CONSCIÊNCIA CONSCIÊNCIA TRANSRACIONAL RACIONAL 28
  • 29.
    AUTORES TRANSPESSOAIS (INFLUENCIADOPOR TESES ORIENTAIS) TENDEM A ACEITAR QUE OS SERES HUMANOS APRESENTARIAM BASICAMENTE QUATRO ESTADOS CONSCIENCIAIS: DESPERTO (GROSSEIRO) SONHO (SUTIL) SONO SEM SONHO (CAUSAL) ESTADO ALTERADO DE CONSCIÊNCIA FONTE? Mandukya Upanishad (Séc.I ou II d.C.) 6.ª do Atharva Veda Há quatro estados de consciência (ATMAN): • Vaishvanara - a consciência normal de vigília • Taijasa - sonhar em sono profundo • Susupta - sem sonhos • Turiya - literalmente, "o quarto", a consciência espiritual. 29
  • 30.
    OS PENSAMENTOS MÍSTICOSNO ORIENTE MISTICISMO SUPERIOR MISTICISMO INFERIOR O PENSAMENTO METAFÍSICO DIALOGA COM “AS PRÁTICAS MÍSTICAS MÍSTICAS MÍSTICAS MÍSTICAS UPANISHADICAS YOGUES BHATKTIS SUPERIORES”. (DASGUPTA). 30
  • 31.
    A EXPERIÊNCIA DOSAGRADO E A CONSCIÊNCIA ENVOLVEM: Escritos sagrados Técnicas de ascetismo Ampliação da consciência desafio Interpretar cientificamente este conjunto de variáveis 31
  • 32.
    LIVROS SAGRADOS ECONSCIÊNCIA CÓSMICA 1) '' O Reino de Deus está dentro de Você e a Sua volta; não em prédios de madeiras ou pedras. Rache uma lasca de madeira e EU estarei lá; Levante uma pedra e ME encontrará.” Evangelho de São Thome 2) "Cuando abro mis ojos al mundo exterior, me siento como una gota de agua en el océano; pero cuando cierro mis ojos y miro interiormente, veo el universo completo como una burbuja levantándose en el océano de mi corazón." Hazrat Inayat Khan "La Sinfonía Divina" 3) E ainda que tivesse o dom de profecia, e conhecesse todos os mistérios e toda a ciência, e ainda que tivesse toda fé, de maneira tal que transportasse os montes, e não tivesse amor, nada seria. Cor, cap.13, ver. 2 4) Para descubrir la inmensidad de las profundidades divinas, se impone el silencio. Arjuna y Krishna en el Baavagad Gita 5) Los objetos externos son incapaces de dar plena felicidad al corazón del hombre. Upanishad 6) Yo no soy mi cuerpo; soy más. Yo no soy mi habla, mis órganos, el oído, el olfato; eso no soy yo. La mente que piensa, tampoco soy yo. Si nada de eso soy, entonces , ¿quién soy?. La conciencia que permanece, eso soy. Ramana Maharshi 32
  • 33.
    EIS ALGUMAS TÉCNICASDE ASCETISMO E CONSCIÊNCIA CÓSMICA:  SAMPRAJNATA SAMADHI – Desaparece todas as flutuações mentais, permanecendo apenas as impressões latentes. (Pequeno Samadhi/samashi com semente).  ASSAMPRAJNATA SAMADHI -– é um Samadhi elevado em que em que o yogin atinge o Jiva-mukta, e o ser está totalmente incondicionado. (grande samadhi/samadhi sem semente) 33
  • 34.
    ASSAMPRAJNA SAMADHI  Éo ápice da concentração obtido através da cessação das atividades da mente (chitta).  Pelo Vedanta é chamado de NIRVIKALPA  Na escrituras Baktis é chamado de CHETANA SAMADHI 34
  • 35.
    DIFERENTES MANIFESTAÇÕES DE SAMPRAJNATA SAMADHI 1) SAVITARKA – Samadhi obtido através do questionamento; 2) NIRVIRTARKA – Significa sem qualquer questionamento. Baseia-se na concentração dos cinco elementos fora do contexto de espaço e tempo; 3) SAVICHARA – significa com discriminação. Baseia-se na concentração dos cinco elementos no espaço e tempo; 4) NIRVICHARA – significa sem discriminação. Concentram-se nos cinco elementos eliminando a consciência de tempo e espaço. 5) SANANDA – obtido através de técnicas meditativas onde a mente é colocada como objeto da meditação desprovidas de qualidades ativas (rajas) e densas (tamas). 6) ASMITA – neste estado o indivíduo está consciente apenas do ego (asmita), separado do rajas e tamas. Estes praticantes são chamados de videhi, quer dizer, aqueles que perderam a consciência do corpo denso. A libertação é atingida quando as pequenas individualidades são extintas. 35
  • 36.
    CAMINHAR LENTAMENTE PARA AILUMINAÇÃO... “Os órgãos são os cavalos, a mente são as rédeas, o intelecto é o cocheiro, a alma é o passageiro e o corpo é a carruagem. Se os cavalos são muito fortes e não obedecem às rédeas, e se o cocheiro não tem discriminação, então o passageiro sofre. Mas se os cavalos, os órgãos, estão Filme: SAMADHI POR YOGANANDA bem controlados pelas rédeas, a mente, e o cocheiro possuir discriminação, então o passageiro, a alma, chega a seu destino.” (VIVEKANANDA – RAJA YOGA) 36
  • 37.
    TRANSE MÍSTICO ECONSCIÊNCIA: QUAL É SUA RELAÇÃO NA DIMENSÃO ESPAÇO-TEMPO? A EXPERIÊNCIA EXTÁTICA DO SAGRADO É A EXPERIÊNCIA DO ESPAÇO SEM ESPACIALIDADE É TAMBÉM UMA EXPERIÊNCIA FORA DO TEMPO (ELIADE) É UMA EXPERIÊNCIA DE INTEGRAÇÃO COM O SELF (JUNG) 37
  • 38.
    HIPÓTESES SOBRE CONSCIÊNCIACOMO EXPERIÊNCIA MÍSTICA  Há uma correspondência entre a consciência enquanto “despertar” e a anatomia sutil sejam elas corpos sutis e/ou físicos, chackras, nadis, marmas, shruttis e mudras/asanas, pranayamas e danças;  Há uma correspondência entre consciência espiritual e vocalizações. Ex: CANTOS, MANTRAS  Há uma correlação entre consciência espiritual e metafísica filosófica  Há uma correlação entre consciência espiritual e o silêncio;  Há uma correlação entre consciência espiritual e espaços sagrados ou transcendentais. Ex: templos, mundos espirituais.  Há correspondência entre consciência espiritual e as etapas de aprofudamento ascético. Ex1: oito passos do yoga-sutra de patanjali ex2: limpezas físico-espirituais (candomblé, passes e imposição de mãos, etc). 38
  • 39.
    PRIMEIRO EXEMPLO: ARELAÇÃO ENTRE CORPO-ALMA E A CONSCIÊNCIA ESTE PRINCÍPIO ENCONTRA-SE NAS MACRO-RELIGIÕES ORIENTAIS  JUDAÍSMO CRISTIANISMO ISLAMISMO 39
  • 40.
    SEGUNDO EXEMPLO: ARELAÇÃO ENTRE CONSCIÊNCIA E OS CINCO CORPOS DA ANATOMIA ESOTÉRICA Taittiriya Upanishad 40
  • 41.
    TERCEIRO EXEMPLO: ACONSCIÊNCIA DOS CHAKRAS NA TRADIÇÃO TÂNTRICA HINDU E BUDISTA 41
  • 42.
    QUARTO EXEMPLO: SÍMBOLOSE CHAKRAS DORDJE OU VAJRA DUPLO JOIA VAJRA LOTUS RODA 42
  • 43.
    QUINTO EXEMPLO: MUDRASE AS CORES ANIMAIS ARQUETÍPICOS: PORCOS PRETOS GALOS SERPENTES CAVALOS GARUDAS 43
  • 44.
  • 45.
    SÉTIMO EXEMPLO –ELEMENTOS DA NATUREZA 45
  • 46.
    CONSCIÊNCIA: CORPOS EMENTES EM HARMONIA E EM EQUILÍBRIO  O INTUITO É MOVIMENTAR AS ENERGIAS SUTIS POSITIVAMENTE; A ENERGIA SUTIL É UMA MANIFESTAÇÃO DA CONSCIÊNCIA;  AS ENERGIAS PSICO-ESPIRITUAIS QUANDO BEM ORIENTADAS PRODUZEM SAÚDE, BEM-ESTAR, FELICIDADE E A ELEVAÇÃO DO NÍVEL CONSCIENCIAL  A EXPERIÊNCIA DO SAGRADO, PODE FAVORECER AO PROCESSO DE INTEGRAÇÃO SENSORIAL E MENTAL 46
  • 47.
  • 48.
    BARAKA OU FONTE DA VIDA 48
  • 49.
    E A PSICOLOGIA TRANSPESSOAL? TEM PROCURADO APROFUNDAR O TEMA AO BUSCAR COMPREENDER A RELAÇÃO ENTRE CONSCIÊNCIA E ESPIRITUALIDADE À LUZ DA CIÊNCIA.  A QUESTÃO DA CONSCIÊNCIA ESTARIA VINCULADO COM O PROCESSO DE SENSIBILIZAÇÃO MEDIANTE A EXPERIENCIALIZAÇÃO COM ESTADOS NÃO- ORDINÁRIOS OU EXTÁTICOS. 49
  • 50.
  • 51.
    OS OBJETIVOS DACIÊNCIA NA PESPECTIVA TRANSPESSOAL  VISA PROMOVER A INTEGRAÇÃO ENTRE SABERES E EXPERIÊNCIAS ESPIRITUAIS E O CONHECIMENTO CIENTÍFICO;  PROCURA COMPREENDER A LÓGICA DA CONSCIÊNCIA ESPIRITUAL NUMA PERSPECTIVA DO SABER CIENTÍFICO;  DIFERENTES AUTORES TRANSPESSOAIS PROCURARAM TRAÇAR DISTINTAS ESTRATÉGIAS NESTA DIFÍCIL INTEGRAÇÃO; A GRANDE DIFICULDADE ESTÁ EM DEFINIR UMA EPISTEMOLOGIA PRÓPRIA, ACEITA PELA COMUNIDADE CIENTÍFICA; 51
  • 52.
    OS DESAFIOS DACIÊNCIA NO CAMPO TRANSPESSOAL “Muitas pessoas de visão limitada definem a essência da ciência como sendo um controle prudente, uma validação de hipóteses, uma busca no sentido de verificar-se as idéias de outras pessoas são corretas ou tido. Porém, como a ciência é também uma técnica de descobertas, seria necessário aprender como estimular as intuições e visões de experiências culminantes e, em seguida, como tratá-las enquanto dados.”  Abraham Maslow, The Farther Reaches of Human Nature, The Viking Press, Nova York, 1971 52
  • 53.
  • 54.
    A CONSCIÊNCIA ESPIRITUALNA HISTÓRIA OCIDENTAL  Na antiguidade Pré-Clássica a consciência sagrada era enfatizada pelos seus poderes mágicos.  Na Idade Média a experiência mística da consciência poderia ser vista como heresia ou como santidade.  Desde o advento da Psiquiatria no séc. Xix, muitos estados modificados de consciência de caráter místico passaram a ser considerados um estado patológico, ou manifestação da loucura como doença. 54
  • 55.
    GRÉCIA ANTIGA PRÉ-SOCRÁTICA (XX a.C. – V a.C.)  Não era uma doença, poderia SER até um privilégio.  Loucura divina era chamada de Maniké (divinatório/delirante)  Deviam ser mantidos a certa distancia, para separar o sagrado do profano;  No período clássico grego (séc. V a.C.) a relação entre misticismo e consciência vão se separando; 55
  • 56.
    Platão ( 428/427– Atenas, 348/347 a.C)  A psique (alma) era dividida em três partes: 1. Racional (logistikon) - função superior do conhecimento abstrato Sensória- perceptiva 2. Afetivo-espiritual (Thymoides)- mediação entre Afetiva- racional espiritual razão e instinto 3. Apetitiva (Ephithymoides) – psique sensação, percepção e conhecimento concreto 56
  • 57.
    Platão classifica adesrazão (Anóia):  Mania de origem divina:  Profético  Poético  Extático (dionísico)  erótico  Mania de origem terrestre:  Loucura (melanchólikós)  Ignorancia (amanthia) – ou demência 57
  • 58.
    A FORÇA DOLOGOS NO PENSAMENTO OCIDENTAL  Com a ênfase no racional, a loucura sagrada e estados inconscientes enquanto caminho para uma consciência superior foram enfraquecidos.  Consciência é entendida como um fenômeno puramente racional.  O divisor de águas sobre o tema surge com a psicanálise. 58
  • 59.
    A EMERGÊNCIA DETEORIAS INTEGRATIVAS NO PENSAMENTO OCIDENTAL 59
  • 60.
    TEORIAS DA CONSCIÊNCIAPROFUNDA OU HIPERCONSCIÊNCIA A TRANSPESSOALIDADE EM VÁRIOS FOCOS ELIADE JUNG BATESON WILBER CAPRA GROF 60
  • 61.
    CARL JUNG (1875- 1961) CONSCIÊNCIA NÍVEIS PSÍQUICOS: INCONSCIENTE “AS ÚNICAS COISAS DO MUNDO COLETIVO/ INCONSCIENTE ARQUÉTIPO PESSOAL QUE PODEMOS EXPERIMENTAR DIRETAMENTE SÃO OS CONTEÚDOS DA CONSCIÊNCIA”. 61
  • 62.
    MIRCEA ELIADE (1907-1986)  ESPAÇOPROFANO x ESPAÇO SAGRADO  TEMPO DOS MITOS – “O ETERNO RETORNO”  MITO - UMA VERDADE SAGRADA  REPRESENTAÇÕES DO SAGRADO NAS FILOSOFIAS MÍSTICAS.  O XAMANISMO E AS TÉCNICAS ARCAICAS DO ÊXTASE. 62
  • 63.
    GREGORY BATESON (1904-1980) TODA EXPERIÊNCIA É SUBJETIVA. SAGRADO - INTEGRAÇÃO HOMEM-NATUREZA CRÍTICA À CIÊNCIA DUALISTA (SUJEITO x OBJETO) CRÍTICA A CONCEITO DE CONSCIÊNCIA (RAZÃO) x MENTE ENQUANTO UMA VISÃO INTEGRATIVA 63
  • 64.
  • 65.
    O QUE ÉCONSCIÊNCIA? WILBER apresenta duas grandes teorias explicativas: PRIMEIRO MODELO EXPLICATIVO:  É A CONSCIÊNCIA COMO ESPECTRO VISÃO VISÃO OCIDENTAL ORIENTAL  EGO – compreende nosso papel, a imagem que temos de nós mesmos;  EXISTENCIAL – é o referente sensorial de nossa auto- imagem;  MENTAL – é a consciência mística que se identifica com o universo. Livro “O espectro da consciência” 65
  • 66.
    O QUE ÉCONSCIÊNCIA? K. WILBER SEGUNDO MODELO EXPLICATIVO: A CONSCIÊNCIA COMO PROJETO DE ENTENDIMENTO DA EVOLUÇÃO DA A ALMA • - 1.º SUBCONSCIÊNCIA – (instintiva, impulsiva, id); • - 2.º AUTOCONSCIÊNCIA – (ego, conceitual, sintática); • - 3.º SUPERCONSCIÊNCIA - (transcendente, transpessoal, transtemporal). Livro: “O projeto Atman”/ “Psicologia Integral” 66
  • 67.
    SISTEMA DE KENWILBER CARTOGRAFIA DA CONSCIÊNCIA AUTOCONSCIÊNCIA SUBCONSCIÊNCIA SUPERCONSCIÊNCIA CICLO GERAL DA VIDA 67
  • 68.
    KEN WILBER –DA RELIGIÃO À CIÊNCIA PARA COMPREENDER A CONSCIÊNCIA 68
  • 69.
  • 70.
    O QUE ÉCONSCIÊNCIA? VISÃO DE STANISLAV GROF  GROF – A consciência é HOLOTRÓPICA. Sua cartografia compreende:  Nível biográfico;  Nível perinatal;  Nível transpessoal.  EMERGÊNCIA ESPIRITUAL: complicação no processo de evolução da consciência impossibilitando uma vida mais feliz e equilibrada.  COEX – SISTEMA DE EXPERIÊNCIAS CONDENSADAS 70
  • 71.
    A EXPANSÃO DACONSCIÊNCIA EM ESTADOS MODIFICADOS (GROF)  Identificação com outras pessoas;  Experiência existencial em outras espécies;  Experimentação da consciência enquanto biosfera;  Experienciação da consciência enquanto matéria inanimada e como processo inorgânico;  Gaia: experiência da consciência planetária;  Dissolução das fronteiras física e temporais. 71
  • 72.
     RELAXAMENTO EMEDITAÇÃO CONDUZIDA:  ANIMAL ANCESTRAL OU OUTRAS 72
  • 73.
  • 74.
    A CONSCIÊNCIA: DACIÊNCIA TRADICIONAL AO TRANSPESSOAL Fritjof Capra – CONEXÕES OCULTAS  TEORIA CARTESIANA:  DESCARTES –SEC. XVII –DUALIDADE DA NATUREZA  RES COGITANS –”COISA PENSANTE”/SUJEITO/ MENTE  RES EXTENSA “COISA EXTENSA” OBJETO/MATÉRIA  TEORIAS NEUROREDUCIONISTAS: SÉC. XIX – NEUROCIÊNCIA -CIENTISTAS ACHARAM QUE PODERIA HAVER ALGUM VÍNCULO ENTRE CÉREBRO E CORPO (ESTRUTURAS CEREBRAIS E FUNÇÕES MENTAIS). 74
  • 75.
    TEORIAS DA CONSCIÊNCIA NO SÉC.XX: Fritjof Capra – CONEXÕES OCULTAS • TEORIAS FUNCIONALISTAS : – RELAÇÕES CAUSAIS NO SISTEMA NERVOSO • TEORIAS DOS MISTERIANOS: – É UM MISTÉRIO PROFUNDO E A INTELIGÊNCIA HUMANA JAMAIS COMPREENDERÁ. 75
  • 76.
    TEORIAS COGNITIVAS: Fritjof Capra– CONEXÕES OCULTAS  A consciência é um processo cognititvo, é a experiência vivida, manifesta-se em certos graus de complexidade, exige um cérebro e um sistema nervoso superior; Há dois tipos de Consciência:  Consciência primária: são mediados pela percepção, sensação e emoção.  Consciência de ordem superior: (autoconsciência) – compreendida como a consciência reflexiva. 76
  • 77.
     TEORIAS SISTÊMICAS: Mente e consciência não são coisas mas processos.  TEORIAS DA NEUROFENOMENOLOGIA Combinam a fenomenologia (análise das experiências subjetivas) com a análise dos padrões e processos neurais correspondentes. Há três correntes: 1) Psicologia científica e a prática da introspecção: (William James, séc. Xix) 2) Fenomenologia: (Husserl / Marleau Ponty / Sartre) 3) Orientalistas: baseiam-se em tradições contemplativas. Faz –se o uso de relatos derivados da meditação, inspirando-se em tradições religiosas como o Budismo, Hinduísmo, Taoísmo, Islamism o e Cristianismo. Fritjof Capra – CONEXÕES OCULTAS 77
  • 78.
  • 79.
    1. REFERÊNCIAS: Wilber, Ken. Breve historia de todas las cosas. Buenos Aires: Paidós, 1993. 2. WILBER, Ken. O projeto Atman: uma visão transpessoal do desenvolvimento humano. São Paulo: Cultrix, 2004a. 3. WILBER, Ken. O espectro da consciência. São Paulo: Cultrix, 2004b. 4. WILBER, Ken. A união da alma e dos sentidos: integrando ciência e religião. São Paulo: Cultrix, 1998. 5. WILBER, Ken. Psicologia integral. Buenos Aires: Paidós. 1998. 6. JUNG, Carl Gustav. Los complejos y el inconsciente. Barcelona: Altaya, 1997. 7. JUNG, Carl Gustav. Psicologia e religião. Petrópolis: Vozes, 1978. 8. JUNG, Carl Gustav. El secreto de la flor de oro. Barcelona: Paidós, 1981. 9. GOLEMAN, Daniel. A arte da meditação. Rio de Janeiro: Sextante, 2005. 10. GROF, Stanislav. La mente holotrópica. Barcelona: Editorial Kairós, 1999. 11. GROF, Stanislav (et.al.). El poder curativo de las crises. Barcelona: Editorial Kairós, 1993. 12. GROF, Stanislav. Psicologia transpersonal. Nacimiento, muerte y trascendencia en psicoterapia. Kairos: Chile, 1988. 13. GROF, Stanislav. A aventura da auto-descoberta. São Paulo: Summus, 1997. 14. WEIL, Pierre. Antologia do êxtase. São Paulo: palas Athena, 2000. 15. SARTRE, Jean-Paul. O ser e o nada.Pètrópolis: Vozes, 2002. 16. CAPRA, F. Conexões ocultas. 17. CAPRA, Fritjof. O Tao da Física: um paralelo entre a física moderna e o misticismo oriental. São Paulo: Cultrix, 1983. 18. CAPRA, Fritjof..o ponto de mutação 19. CAPRA, Fritjof. Pertencendo ao universo 20. GOSWAMI, Amit. A fisica da alma 21. GOSWAMI, Amit. O universo autoconsciente. 22. GLEISER, Marcelo. Criação imperfeita 23. GLEISER, Marcelo. A dança do universo 24. BHASKARANANDA, Swami. Meditação. A mente e a yoga de Patânjali. Rio de Janeiro: lotus do saber, 2005. 25. OSBORNE, Arthur. Ramana MAHARSHI: em suas próprias palavras. Trancoso, Advaita, 2008. 26. SUI, Mestre Choa Kok. Psicoterapia Prânica. São Paulo: Ground, 2004. 27. SUI, Mestre Choa Kok. Cura prânica avançada. São Paulo: Ground, 1993. 28. SUI, Mestre Choa Kok. A cura prânica com cristais. São Paulo: Ground, 1997. 29. TINOCO, Carlos Alberto. As Upanishads do Yoga. São Paulo: Madras, 2005. 30. THOMAS, Kate. Transpersonal experiences – a need to re-evaluation? : Disponível em: http://www.citizeninitiative.com 31. ALVES, Rubem. Filosofia da ciência: introdução ao jogo e suas regras. São Paulo: Loyola, 2000. 32. ELIADE, Mircea. Mitos y realidad. Barcelona:Editorial Labor, 1991. 33. ELIADE, Mircea. Lo sagrado y lo profano. Guadarrama: Punto Ômega, 1981. 34. ELIADE, Mircea. Yoga, imortalidade e liberdade. Palas Athenas: São Paulo,1996. 35. JUNG, Carl Gustav. Os arquétipos e o inconsciente coletivo. Petrópolis: Vozes, 2008. 36. JUNG, Carl Gustav. Psicologia e religião oriental. Petrópolis: Vozes, 2009. 37. KHUN, Thomas. A estrutura das revoluções científicas. São Paulo: Perspectiva, 2005. 38. JAMES, William. The varieties of religious experience. Champaing: Project Gutemberg, 1996. 39. ZIMMER, Heinrich. Filosofias da Índia. São Paulo: Palas Athena, 2003. 40. PINTO, Lillian Costa. Iluminação espiritual: a emergência do sagrado na tradição iogue e na psicologia transpessoal. Petropolis: Vozes,2001. 41. RIPONCHE, Lama Ganchen. Auto-cura tãntrica II. São Paulo: Gaya, 2003. 42. OTTO, Rudolf. O sagrado. Petróppolis:Vozes, 2007. 43. Merleau - Ponty, Maurice. Fenomenologia da Percepção. 2 ed. São Paulo: Martins Fontes, 1999. 44. JUNQUEIRA, SÉRGIO. O SAGRADO. Curitiba: IBPEX, 2009. 45. GIL FILHO, Sylvio Fausto. Espaço sagrado: estudos em geografia da religião. Curitiba: IBPEX, 2008. 46. GIL FILHO, Sylvio Fausto. Por uma geografia do sagrado. In: MENDONÇA, Francisco; KOZEL, Salete. Elementos da epistemologia da geografia contemporânea. Curitiba: Ed.UFPR, 2002. 47. RIG VEDA SAMHITA. (trad.) GRIFFITH, Ralf T. H. USA: Kindle Edition e-books (1896), 2007. 79 48. CASSIRER. ERNST. A filosofia das formas simbólicas.
  • 80.
    LIVRO:  OLIVEIRA, VladimirLuís de. “A mística do sagrado no toque dos chackras”. Curitiba: Protexto, 2009.  Site: http://www.protexto.com.br/livro.php?livro=265 80
  • 81.
     ENTRE ACIÊNCIA E O MITO: COMO PODEMOS PENSAR A QUESTÃO DA CONSCIÊNCIA A PARTIR DA MÍSTICA ESPIRITUAL? 81