PRINCIPAIS TIPOS DE CONFLITOS NA ACTUALIDADE:
•Conflitos étnicos (Ruanda, Somália)
•Guerras nacionalistas (Tchétchenos, bósnios, Kosovares, palestinianos)
•Conflitos associados ao controlo do tráfico de droga, e de outros tráficos
ilícitos.
•Guerras revolucionárias (Chiapas México)
1. OS NACIONALISMOS

  Os conflitos internacionais ocorrem agora com mais frequência no interior
dos próprios Estados, em resultado de rupturas que se desenvolvem num
contexto nacionalista, de defesa de uma cultura, língua, religião ou
território.
  Os nacionalismos exagerados têm conduzido à xenofobia, ou seja ao
desenvolvimento de ódios e rejeição por populações de origem estrangeira
ou comunidades étnicas e religiosas minoritárias.
  O fim do ex-bloco soviético deixou muitas sequelas nesse território. Para
além do nacionalismo Tchetcheno também o futuro de Abecázia e da Ossétia
do Sul na Geórgia está indefinido, assim como as tensões entre a Arménia e
o Azerbaijão.
  Na Europa Ocidental mantêm-se as pretensões independentistas como o
separatismo Basco, o corso em França, o flamengo na Bélgica ou o católico
na Irlanda do Norte.
  Na América Latina as desigualdades sociais alimentam guerrilhas como os
chiapas ou os sem terrra.
  Na África subsariana as rivalidades étnicas e internacionais fazem
permanecer a violência (Serra leoa, Costa do Marfim, R. D. Congo, Sudão)
  No médio oriente, o conflito israelo-árabe, a guerra do Iraque e do
Afeganistão, a guerra entre a Índia e o Paquistão.
2. OS FUNDAMENTALISMOS
   O fundamentalismo afecta todas as religiões, ameaçando a tolerância e a
igualdade religiosa, pode ser perpetrado por grupos radicais ou pelo próprio
Estado.
   Esta intolerância religiosa está a minar todos os processos de paz ou
reconciliação entre os povos.
    Apesar de ter origens diversas o fundamentalismo religioso, desde o 11 de
Setembro, é mantido pelas potências ocidentais uma confusão entre, Islão,
islamismo e terrorismo.
   O fundamentalismo islâmico pode ser definido como uma ideologia política
que pretende estabelecer um Estado islâmico com uma constituição e um
enquadramento político baseados no islamismo tendo a Sharia como única
referência.
   Consoante as interpretações que os fundamentalistas fazem do Corão,
existem uns mais radicais que pretendem a imposição de um Estado islamico de
imediato nem que para isso tenham que recorrer à violência.
   É aqui que o fundamentalismo islâmico dá origem:


                       O terrorismo praticado pelos grupos islâmicos é um
                    terror novo, pois os seus activistas são motivados por
                    fanatismos étnicos, apocalípticos e religiosos. O seu
                    objectivo é difuso e baseia-se no ódio e na vingança, pelo
                    que procuram matar o maior número de pessoas possível
                       Mas o terrorismo islâmico não é único, pois o terrorismo
                    de estado mina um pouco por todo o mundo.
3. AS GUERRAS DA ÁGUA
   A água é um recurso que apesar de aparentemente ilimitado está a
provocar danos irreparáveis em muitas regiões devido à sua utilização
excessiva, às irregularidades na sua distribuição e à poluição.
   A necessidade de fazer face ao consumo crescente e ás irregularidades
de distribuição fazem com que a água seja:




     A expressão “geopolítica da água” que é utilizada muitas vezes,
  designa um conjunto de rivalidades políticas entre países ou regiões em
  resultado de disputas pelo controlo das bacias hidrográficas e dos
  cursos de água ou mesmo dos aquíferos subterrâneos.
    Tendo em conta o aumento das necessidades de água assistimos a
  uma competição crescente pelo controlo desse recurso.
     A interferência pelo controlo da água chegou a níveis nunca atingidos
  barragens enormes retêm parte dos caudais dos rios gerando tensões
  quando estes têm um percurso internacional ou mesmo entre regiões do
  mesmo país.
     Só um mercado regional da água, que faça uma gestão comum das
  várias reservas estratégicas de água, poderá evitar no futuro um
  conflito internacional motivado por este recurso.
UM SEXTO DA POPULAÇÃO MUNDIAL NÃO TEM ACESSO À ÁGUA
da Folha Online

Mais de um sexto da população mundial - 18%, o que corresponde a 1,1 bilião de pessoas, não tem
acesso a fornecimento de água. A situação piora quando se fala em saneamento básico, que não faz
parte da realidade de 39% da humanidade, ou 2,4 biliões de pessoas.

Até 2050, quando 9,3 biliões de pessoas devem habitar a Terra, entre 2 biliões e 7 biliões de pessoas
não terão acesso à água de qualidade -seja em casa, seja em comunidade. A diferença entre esses
extremos depende das medidas adoptadas pelos governos.

Os dados fazem parte de relatório da Unesco (Organização das Nações Unidas para a Educação,
Ciência e Cultura), órgão responsável pelo Programa Mundial de Avaliação Hídrica, como preparação
para o 3º Fórum Mundial da Água, que aconteceu em Kyoto, Japão, em Março de 2003.
São os países desenvolvidos
                                             (Norte) que continuam a registar o
                                             maior consumo de água percapita.

                                                `É nestas regiões que se dispõe
                                             de meios e possibilidades
                                             económicas para explorar da
                                             melhor forma a água potável




    A água doce acessível constitui um
ínfima parte do total de água existente no
nosso Planeta

Conflitos Regionais

  • 1.
    PRINCIPAIS TIPOS DECONFLITOS NA ACTUALIDADE: •Conflitos étnicos (Ruanda, Somália) •Guerras nacionalistas (Tchétchenos, bósnios, Kosovares, palestinianos) •Conflitos associados ao controlo do tráfico de droga, e de outros tráficos ilícitos. •Guerras revolucionárias (Chiapas México)
  • 2.
    1. OS NACIONALISMOS Os conflitos internacionais ocorrem agora com mais frequência no interior dos próprios Estados, em resultado de rupturas que se desenvolvem num contexto nacionalista, de defesa de uma cultura, língua, religião ou território. Os nacionalismos exagerados têm conduzido à xenofobia, ou seja ao desenvolvimento de ódios e rejeição por populações de origem estrangeira ou comunidades étnicas e religiosas minoritárias. O fim do ex-bloco soviético deixou muitas sequelas nesse território. Para além do nacionalismo Tchetcheno também o futuro de Abecázia e da Ossétia do Sul na Geórgia está indefinido, assim como as tensões entre a Arménia e o Azerbaijão. Na Europa Ocidental mantêm-se as pretensões independentistas como o separatismo Basco, o corso em França, o flamengo na Bélgica ou o católico na Irlanda do Norte. Na América Latina as desigualdades sociais alimentam guerrilhas como os chiapas ou os sem terrra. Na África subsariana as rivalidades étnicas e internacionais fazem permanecer a violência (Serra leoa, Costa do Marfim, R. D. Congo, Sudão) No médio oriente, o conflito israelo-árabe, a guerra do Iraque e do Afeganistão, a guerra entre a Índia e o Paquistão.
  • 3.
    2. OS FUNDAMENTALISMOS O fundamentalismo afecta todas as religiões, ameaçando a tolerância e a igualdade religiosa, pode ser perpetrado por grupos radicais ou pelo próprio Estado. Esta intolerância religiosa está a minar todos os processos de paz ou reconciliação entre os povos. Apesar de ter origens diversas o fundamentalismo religioso, desde o 11 de Setembro, é mantido pelas potências ocidentais uma confusão entre, Islão, islamismo e terrorismo. O fundamentalismo islâmico pode ser definido como uma ideologia política que pretende estabelecer um Estado islâmico com uma constituição e um enquadramento político baseados no islamismo tendo a Sharia como única referência. Consoante as interpretações que os fundamentalistas fazem do Corão, existem uns mais radicais que pretendem a imposição de um Estado islamico de imediato nem que para isso tenham que recorrer à violência. É aqui que o fundamentalismo islâmico dá origem: O terrorismo praticado pelos grupos islâmicos é um terror novo, pois os seus activistas são motivados por fanatismos étnicos, apocalípticos e religiosos. O seu objectivo é difuso e baseia-se no ódio e na vingança, pelo que procuram matar o maior número de pessoas possível Mas o terrorismo islâmico não é único, pois o terrorismo de estado mina um pouco por todo o mundo.
  • 4.
    3. AS GUERRASDA ÁGUA A água é um recurso que apesar de aparentemente ilimitado está a provocar danos irreparáveis em muitas regiões devido à sua utilização excessiva, às irregularidades na sua distribuição e à poluição. A necessidade de fazer face ao consumo crescente e ás irregularidades de distribuição fazem com que a água seja: A expressão “geopolítica da água” que é utilizada muitas vezes, designa um conjunto de rivalidades políticas entre países ou regiões em resultado de disputas pelo controlo das bacias hidrográficas e dos cursos de água ou mesmo dos aquíferos subterrâneos. Tendo em conta o aumento das necessidades de água assistimos a uma competição crescente pelo controlo desse recurso. A interferência pelo controlo da água chegou a níveis nunca atingidos barragens enormes retêm parte dos caudais dos rios gerando tensões quando estes têm um percurso internacional ou mesmo entre regiões do mesmo país. Só um mercado regional da água, que faça uma gestão comum das várias reservas estratégicas de água, poderá evitar no futuro um conflito internacional motivado por este recurso.
  • 5.
    UM SEXTO DAPOPULAÇÃO MUNDIAL NÃO TEM ACESSO À ÁGUA da Folha Online Mais de um sexto da população mundial - 18%, o que corresponde a 1,1 bilião de pessoas, não tem acesso a fornecimento de água. A situação piora quando se fala em saneamento básico, que não faz parte da realidade de 39% da humanidade, ou 2,4 biliões de pessoas. Até 2050, quando 9,3 biliões de pessoas devem habitar a Terra, entre 2 biliões e 7 biliões de pessoas não terão acesso à água de qualidade -seja em casa, seja em comunidade. A diferença entre esses extremos depende das medidas adoptadas pelos governos. Os dados fazem parte de relatório da Unesco (Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura), órgão responsável pelo Programa Mundial de Avaliação Hídrica, como preparação para o 3º Fórum Mundial da Água, que aconteceu em Kyoto, Japão, em Março de 2003.
  • 6.
    São os paísesdesenvolvidos (Norte) que continuam a registar o maior consumo de água percapita. `É nestas regiões que se dispõe de meios e possibilidades económicas para explorar da melhor forma a água potável A água doce acessível constitui um ínfima parte do total de água existente no nosso Planeta