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Concordância Verbal
PROFª CHRISTIANE QUEIROZ
1) O verbo concorda com o sujeito simples ou composto,
estando antes ou depois do verbo.
Nós saímos cedo. / Saímos nós cedo.
sujeito sujeito
Eu e ela saímos cedo.
Sujeito
Saímos eu e ela cedo.
sujeito
Saí eu e ela cedo. Forma atrativa
sujeito
Saiu ela e eu cedo. Forma atrativa
sujeito
2) Fomos à praça ela, tu e eu.
Com pronomes pessoais, predomina a 1ª pessoa, daí ela,
tu e eu = nós. Não havendo eu, predominaria o tu: Tu e
ela saístes hoje cedo. [Tu e ela = vós]
3) O Vasco ou o Fluminense será campeão carioca.
O verbo fica no singular: será; porque, apesar do uso do
ou, há uma ideia exclusiva: só um deles será: um ser
campeão exclui o outro.
4) Um amigo ou uma amiga o esperava ou esperavam.
A ideia real de alternância permite o singular ou o plural,
já que pode ser um a esperá-lo, mas também podem
estar os dois.
5) Ruas, praças, jardins, tudo estava iluminado.
Embora o sujeito composto seja ruas, praças e jardins, é o aposto
resumitivo tudo que serve para a concordância. É um caso único: o
verbo concorda com o aposto resumitivo.
6) A alcateia faminta atacou o rebanho.
Quando o sujeito for representado por um substantivo coletivo , o
verbo ficará no singular.
7) A multidão de fanáticos torcedores aplaudiu (ou aplaudiram)
a jogada.
Se o coletivo singular vier especificado por adjunto plural, o verbo
pode ficar no singular ou ir para o plural.
8) Sua desconfiança, seu ciúme, sua mágoa abalou o
relacionamento. (ou abalaram)
Quando o sujeito composto é representado por uma gradação de
ideias, o verbo poderá ficar no singular ou no plural.
9) Palavras de sentido coletivo (parte, maioria, grupo...)
Grande parte dos alunos tirou ou tiraram boas notas.
É possível o singular, concordando rigidamente com o
núcleo do sujeito parte; o plural, também possível, é uma
forma atrativa, concordando com alunos. No discurso de
nível formal, deve-se optar pela forma rígida.
10) Os EUA gastam muito dinheiro na produção de
armas.
Se o sujeito for representado por nomes próprios no
plural, antecedidos de artigos, o verbo irá para o plural.
Minas Gerais produz muita soja no cerrado.
Agora, se os nomes próprios são plurais, mas não vêm
antecedidos de artigo, o verbo fica no singular.
11) Vossa Excelência fez um bom negócio.
Vossas Altezas participaram da homenagem.
Quando o sujeito é um pronome de tratamento, o
verbo fica sempre na terceira pessoa (singular ou
plural), dependendo do número do pronome de
tratamento.
12) Mais de um estudante reservou lugar na primeira
fila.
Mais de dois estudantes reservaram lugar na
primeira fila.
Quando o sujeito é formado pelas expressões mais de
um, mais de dois, o verbo deverá estar no mesmo
número em que estiver o numeral dessas
expressões.
OBS.: Há, no entanto, dois casos em que a expressão
mais de um exige verbo no plural:
• quando vier repetida.
Mais de um aluno, mais de um funcionário
compareceram.
• quando o verbo indicar reciprocidade.
Mais de um jogador cumprimentaram-se.
13) Deram onze horas no relógio da igreja.
O verbo concorda com o número de horas. A
concordância tem este padrão: Deu uma hora, Deu
meia-noite, Deram duas horas...
14) Deu onze horas o relógio da igreja.
Agora, a concordância é feita com o sujeito da frase, o
qual só apareceu no final: deu o relógio.
15) Sou eu que explico a verdade.
• verbo explicar concorda com o antecedente do que;
por isso, explico, concordando com o pronome
pessoal eu.
16) Sou eu quem explico ou explica a verdade.
Agora, o uso do quem permite a concordância com o
antecedente eu (explico) e com o próprio quem
(explica). As duas formas são boas.
17) Alguns de nós saíram (ou saímos).
Quais de vós agiram (ou agistes) com a justiça.
Quando o sujeito é formado de um pronome indefinido ou
interrogativo no plural (alguns, poucos, muitos, quantos,
quais etc.), seguidos dos pronomes retos nós ou vós, a
concordância se fará com o pronome indefinido plural ou
com o pronome reto.
É importante notar que, se o pronome indefinido estiver no
singular, o verbo ficará no singular, concordando com ele.
Algum de nós resolveu o problema.
Qual de vós deseja um táxi?
18) O ator deverá receber vários prêmios, haja vista suas
excelentes atuações.
A expressão haja vista é invariável, mesmo seguida de
expressão no plural.
19) Tudo é ou são flores.
Já vimos que o verbo ser de ligação pode concordar
com o sujeito Tudo. Também é possível usar são,
concordando com flores, que é o predicativo do
sujeito.
20)Cem mil reais, num prêmio de Megassena, é
pouco.
As expressões é pouco, é muito e é bastante são
invariáveis, quando apresentam esse sentido.
21) Não é uma hora; são duas horas.
O verbo ser concorda com a expressão que especifica
número.
22) São vinte de agosto ou é dia vinte de agosto?
No primeiro caso, são concorda com vinte; no segundo,
usa-se é para concordar com a palavra dia.
23) Há bons alunos, mas existem alguns outros ruins.
O verbo haver fica no singular, pois, apresentando o
sentido de existir, não tem sujeito. Já o verbo existir
concorda com o sujeito alguns outros ruins.
Os verbos haver e fazer, nos sentidos de existir, ocorrer,
acontecer e tempo decorrido, são impessoais, isto é, não
têm sujeito; portanto, permanecem na 3ª pessoa do
singular.
a) Há bons motivos para acreditar nisso.
b) Houve situações difíceis.
c) Deve haver momentos melhores.
d) Vai fazer dez anos que ele não aparece.
24) Há bons alunos, mas existem alguns outros ruins.
O verbo haver fica no singular, pois, apresentando o sentido
de existir, não tem sujeito. Já o verbo existir concorda com o
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acontecer e tempo decorrido, são impessoais, isto é, não têm
sujeito; portanto, permanecem na 3ª pessoa do singular.
a) Há bons motivos para acreditar nisso.
b) Houve situações difíceis.
c) Deve haver momentos melhores.
d) Vai fazer dez anos que ele não aparece.
25) Nesta empresa, compram-se boas ideias.
O verbo comprar concorda com o sujeito boas ideias. Sem o se,
boas ideias seria o objeto direto do verbo transitivo direto
comprar. A palavra se tem a propriedade de transformar
qualquer objeto direto em sujeito; portanto, usa-se compram-se
para concordar com boas ideias.
26) Precisa-se de boas ideias.
O verbo precisar fica na 3a pessoa do singular. Seu sujeito é
indeterminado. O segmento de boas ideias é objeto indireto,
porque o verbo é transitivo indireto, logo não pode pedir objeto
direto. Enquanto, no primeiro exemplo, o se é pronome
apassivador, isto é, um pronome que forma a voz passiva
(pronominal); no segundo, o se chama-se pronome
indeterminador do sujeito, já que, por não haver objeto direto,
não se consegue o sujeito passivo, ficando ele indeterminado.
Esquema com a palavra se
Caso I - verbo + se + sujeito
transitivo direto PA
transitivo direto e indireto
- o verbo concorda com o sujeito
posposto
Caso II – verbo + se + não objeto direto
transitivo indireto IIS
intransitivo
verbo de ligação
- o verbo fica na terceira pessoa do singular, pois o
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  • 2. 1) O verbo concorda com o sujeito simples ou composto, estando antes ou depois do verbo. Nós saímos cedo. / Saímos nós cedo. sujeito sujeito Eu e ela saímos cedo. Sujeito Saímos eu e ela cedo. sujeito Saí eu e ela cedo. Forma atrativa sujeito Saiu ela e eu cedo. Forma atrativa sujeito
  • 3. 2) Fomos à praça ela, tu e eu. Com pronomes pessoais, predomina a 1ª pessoa, daí ela, tu e eu = nós. Não havendo eu, predominaria o tu: Tu e ela saístes hoje cedo. [Tu e ela = vós] 3) O Vasco ou o Fluminense será campeão carioca. O verbo fica no singular: será; porque, apesar do uso do ou, há uma ideia exclusiva: só um deles será: um ser campeão exclui o outro. 4) Um amigo ou uma amiga o esperava ou esperavam. A ideia real de alternância permite o singular ou o plural, já que pode ser um a esperá-lo, mas também podem estar os dois.
  • 4. 5) Ruas, praças, jardins, tudo estava iluminado. Embora o sujeito composto seja ruas, praças e jardins, é o aposto resumitivo tudo que serve para a concordância. É um caso único: o verbo concorda com o aposto resumitivo. 6) A alcateia faminta atacou o rebanho. Quando o sujeito for representado por um substantivo coletivo , o verbo ficará no singular. 7) A multidão de fanáticos torcedores aplaudiu (ou aplaudiram) a jogada. Se o coletivo singular vier especificado por adjunto plural, o verbo pode ficar no singular ou ir para o plural. 8) Sua desconfiança, seu ciúme, sua mágoa abalou o relacionamento. (ou abalaram) Quando o sujeito composto é representado por uma gradação de ideias, o verbo poderá ficar no singular ou no plural.
  • 5. 9) Palavras de sentido coletivo (parte, maioria, grupo...) Grande parte dos alunos tirou ou tiraram boas notas. É possível o singular, concordando rigidamente com o núcleo do sujeito parte; o plural, também possível, é uma forma atrativa, concordando com alunos. No discurso de nível formal, deve-se optar pela forma rígida. 10) Os EUA gastam muito dinheiro na produção de armas. Se o sujeito for representado por nomes próprios no plural, antecedidos de artigos, o verbo irá para o plural. Minas Gerais produz muita soja no cerrado. Agora, se os nomes próprios são plurais, mas não vêm antecedidos de artigo, o verbo fica no singular.
  • 6. 11) Vossa Excelência fez um bom negócio. Vossas Altezas participaram da homenagem. Quando o sujeito é um pronome de tratamento, o verbo fica sempre na terceira pessoa (singular ou plural), dependendo do número do pronome de tratamento. 12) Mais de um estudante reservou lugar na primeira fila. Mais de dois estudantes reservaram lugar na primeira fila.
  • 7. Quando o sujeito é formado pelas expressões mais de um, mais de dois, o verbo deverá estar no mesmo número em que estiver o numeral dessas expressões. OBS.: Há, no entanto, dois casos em que a expressão mais de um exige verbo no plural: • quando vier repetida. Mais de um aluno, mais de um funcionário compareceram. • quando o verbo indicar reciprocidade. Mais de um jogador cumprimentaram-se.
  • 8. 13) Deram onze horas no relógio da igreja. O verbo concorda com o número de horas. A concordância tem este padrão: Deu uma hora, Deu meia-noite, Deram duas horas... 14) Deu onze horas o relógio da igreja. Agora, a concordância é feita com o sujeito da frase, o qual só apareceu no final: deu o relógio. 15) Sou eu que explico a verdade. • verbo explicar concorda com o antecedente do que; por isso, explico, concordando com o pronome pessoal eu. 16) Sou eu quem explico ou explica a verdade. Agora, o uso do quem permite a concordância com o antecedente eu (explico) e com o próprio quem (explica). As duas formas são boas.
  • 9. 17) Alguns de nós saíram (ou saímos). Quais de vós agiram (ou agistes) com a justiça. Quando o sujeito é formado de um pronome indefinido ou interrogativo no plural (alguns, poucos, muitos, quantos, quais etc.), seguidos dos pronomes retos nós ou vós, a concordância se fará com o pronome indefinido plural ou com o pronome reto. É importante notar que, se o pronome indefinido estiver no singular, o verbo ficará no singular, concordando com ele. Algum de nós resolveu o problema. Qual de vós deseja um táxi? 18) O ator deverá receber vários prêmios, haja vista suas excelentes atuações. A expressão haja vista é invariável, mesmo seguida de expressão no plural.
  • 10. 19) Tudo é ou são flores. Já vimos que o verbo ser de ligação pode concordar com o sujeito Tudo. Também é possível usar são, concordando com flores, que é o predicativo do sujeito. 20)Cem mil reais, num prêmio de Megassena, é pouco. As expressões é pouco, é muito e é bastante são invariáveis, quando apresentam esse sentido. 21) Não é uma hora; são duas horas. O verbo ser concorda com a expressão que especifica número.
  • 11. 22) São vinte de agosto ou é dia vinte de agosto? No primeiro caso, são concorda com vinte; no segundo, usa-se é para concordar com a palavra dia. 23) Há bons alunos, mas existem alguns outros ruins. O verbo haver fica no singular, pois, apresentando o sentido de existir, não tem sujeito. Já o verbo existir concorda com o sujeito alguns outros ruins. Os verbos haver e fazer, nos sentidos de existir, ocorrer, acontecer e tempo decorrido, são impessoais, isto é, não têm sujeito; portanto, permanecem na 3ª pessoa do singular. a) Há bons motivos para acreditar nisso. b) Houve situações difíceis. c) Deve haver momentos melhores. d) Vai fazer dez anos que ele não aparece.
  • 12. 24) Há bons alunos, mas existem alguns outros ruins. O verbo haver fica no singular, pois, apresentando o sentido de existir, não tem sujeito. Já o verbo existir concorda com o sujeito alguns outros ruins. Os verbos haver e fazer, nos sentidos de existir, ocorrer, acontecer e tempo decorrido, são impessoais, isto é, não têm sujeito; portanto, permanecem na 3ª pessoa do singular. a) Há bons motivos para acreditar nisso. b) Houve situações difíceis. c) Deve haver momentos melhores. d) Vai fazer dez anos que ele não aparece.
  • 13. 25) Nesta empresa, compram-se boas ideias. O verbo comprar concorda com o sujeito boas ideias. Sem o se, boas ideias seria o objeto direto do verbo transitivo direto comprar. A palavra se tem a propriedade de transformar qualquer objeto direto em sujeito; portanto, usa-se compram-se para concordar com boas ideias. 26) Precisa-se de boas ideias. O verbo precisar fica na 3a pessoa do singular. Seu sujeito é indeterminado. O segmento de boas ideias é objeto indireto, porque o verbo é transitivo indireto, logo não pode pedir objeto direto. Enquanto, no primeiro exemplo, o se é pronome apassivador, isto é, um pronome que forma a voz passiva (pronominal); no segundo, o se chama-se pronome indeterminador do sujeito, já que, por não haver objeto direto, não se consegue o sujeito passivo, ficando ele indeterminado.
  • 14. Esquema com a palavra se Caso I - verbo + se + sujeito transitivo direto PA transitivo direto e indireto - o verbo concorda com o sujeito posposto Caso II – verbo + se + não objeto direto transitivo indireto IIS intransitivo verbo de ligação - o verbo fica na terceira pessoa do singular, pois o sujeito é indeterminado