Comunicação e Novas Mídias - Aula 03/2010 Prof. Paulo Ranieri http://jornalismomultimedia.wordpress.com twitter: @pauloranieri
AULA 3 – CARACTERÍSTICAS DO JORNALISMO ON-LINE As principais características do jornalismo on-line: interatividade, multimidialidade, personalização, memória, hipertextualidade, instantaneidade.  “Media Convergence” (Henry Jenkis); “ Delivering Multiplatform Journalism to the Mainstream”  (Derren Lawford) – In: “The future of journalism” ;  “ Teorías sobre la nueva identidad del periodista” (Maria Bella Palomo Torres);  e  “Com você, a imprensa móvel – uma abordagem sobre o envio de notícias via celular” (Pollyana Ferrari – org.)” PROF. PAULO RANIERI
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“ We are living in an age when changes in communications, storytelling and information technologies are reshaping almost every aspect of contemporary life -- including how we create, consume, learn, and interact with each other. A whole range of new technologies enable consumers to archive, annotate, appropriate, and recirculate media content and in the process, these technologies have altered the ways that consumers interact with core institutions of government, education, and commerce”. (Media Convergence – Henry Jenkins) PROF. PAULO RANIERI
"Interactive Audiences?“ explores how Pierre Levy's Collective Intelligence might shed light on the behavior of media audiences in this new era. Specifically, I explore how the knowledge culture of fandom is transformed through the use of networked communications and how the new media alter reader's relations to texts, to media producers, and to each other. I trace various ways that the media industries are responding to the challenges of a more participatory culture.  PROF. PAULO RANIERI
Valores tradicionais do jornalismo Agenda-setting:  “Os  media  não só nos dizem sobre o que é que devemos pensar, como também nos dizem como pensar sobre isso; portanto, consequentemente, o que pensar”. Gatekeeper:  O jornalista como selecionador do que será veiculado. Relação com as fontes:  as fontes querem visibilidade nos  media  e os jornalistas querem informações inéditas e o desenvolvimento de suas peças. PROF. PAULO RANIERI
Valores-notícia: O nível hierárquico dos envolvidos no acontecimento. O impacto sobre a nação e o interesse nacional, o que envolve aspectos culturais, ideológicos e geográficos. Quantidades de pessoas envolvidas no acontecimento. A relevância de um acontecimento quanto à uma futura evolução de alguma situação. Narratividade:   História com começo, meio e fim. PROF. PAULO RANIERI
Agenda-setting século XIX e XX X Agenda-setting século XXI Quem é o mediador da informação? PROF. PAULO RANIERI
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O relato de notícias na Internet: conceitos básicos de narrativas  PROF. PAULO RANIERI
“ Corresponde-se (a notícias com documentação) aquelas informações que, mediante ligações hipertextuais, conectam ao texto principal da notícia uma ou várias informações relacionadas. Com isso, o leitor que assim desejar pode contextualizar e ampliar os dados que lhe são apresentados no texto principal. As informações linkadas podem estar contidas tanto no próprio arquivo da publicação quanto em fontes externas, e podem ser tanto simplesmente textuais (…) como multimídia (…). A prática, cada vez mais comum entre os cibermeios, de incluir estes hiperlinks documentais, possibilita maior contexto e profundidade à informação (Ramón Salaverría).  Reportagem Multimídia PROF. PAULO RANIERI
«http://www.estadao.com.br/interatividade/Multimidia/ShowEspeciais!destaque.action?destaque.idEspeciais=606»  PROF. PAULO RANIERI
http://www.estadao.com.br/especiais/o-julgamento-do-caso-isabella,93537.htm PROF. PAULO RANIERI
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Nesta nova maneira de relatar notícias, um processo de duas vias que envolve utilizador e produtor da informação, o  webjornalista deve tomar decisões importantes sobre qual o formato ou formatos de mídia melhor se adaptam a uma determinada história (multimídia) e de que maneira isto pode ser relatado ; deve-se considerar também as melhores opções que permitam obter respostas do público, interagir com o relato (interatividade), e pensar nas maneiras de relacionar a informação com outras notícias, arquivos, recursos, e até mesmo com outros sites e outras mídias, através dos hiperlinks (Mark Deuze).  PROF. PAULO RANIERI
A cada três pessoas com menos de 30 anos, duas informam-se por meio de grupos de discussão, mensagens de amigos, comunidades virtuais e páginas onde os conteúdos são produzidos pelos usuários. Nas  comunidades de informação , 80% dessas notícias têm (ainda) origem na grande imprensa e o restante em blogs e veículos alternativos.  Isto mostra que os jornais, revistas e emissoras de TV continuam sendo os grandes produtores de notícias jornalísticas, mas perdem rapidamente a  capacidade de contextualizar a informação , elemento que foi, durante muito tempo, a sua principal ferramenta para incidir sobre o processo de formação da opinião pública.  Os amigos começam a substituir os jornalistas e editores como  referência em matéria de relevância  de notícias  Fonte:  http://people-press.org/reports/display.php3?ReportID=384 PROF. PAULO RANIERI
INTERATIVIDADE PERSONALIZAÇÃO MEMÓRIA PROF. PAULO RANIERI
Em 2003, segundo pesquisa do Guia do Webjornalista, realizada com seus utilizadores, cerca de 41% dos participantes apontaram que a instantaneidade é o que mais caracteriza o webjornalismo, seguida pela interatividade, com 28,11%. Já para 19% o fato das notícias ficarem arquivadas para pesquisa (Memória) é o que mais chama a atenção.  Os números Atualmente, a instantaneidade da informação noticiosa já não fica mais restrita a um site de notícias, mas estendida a redes sociais ou espaços de perfil colaborativo.  PROF. PAULO RANIERI
Segundo escreveu o pesquisador português Manuel Pinto, em 2008, o jornalismo cívico nasce como forma de combater uma tendência geral dos medias para o aligeiramento da informação, maior peso do entretenimento, espetacularização, e personalização da política, em detrimento do aprofundamento dos assuntos: “ Neste quadro, o jornalismo cívico assumia claramente uma perspectiva de “jornalismo comprometido”. Não no sentido de partidarizado ou ideologicamente enviesado, mas no sentido de apostado em ir de encontro aos problemas das comunidades locais (…) Em suma, este jornalismo procurava dar voz a novos actores, não apenas aos poderosos, à gente extraordinária, mas também à gente ordinária. Nesse sentido, o jornalismo deixava de ser apenas uma produção discursiva e cultural feita para as pessoas e passava a ser entendido como uma actividade que, para assumir a sua responsabilidade e papel social, deveria ser feita com as pessoas”.  Jornalismo Colaborativo PROF. PAULO RANIERI
http://noticias.terra.com.br/brasil/cidades/tragediaemangra/noticias/0,,OI4185749-EI14639,00-vc+reporter+turistas+relatam+a+tragedia+em+Angra+dos+Reis.html#tarticle PROF. PAULO RANIERI
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State of the blogosphere 2009  O Twitter vem se tornando importante redirecionador de tráfego, ambiente de embarque para os blogs. Em alguns blogs com mais de 100 pageviews/dia, o serviço de microblog já é responsável, em média, por 83% do tráfego, sendo que 52% dos autores de blogs postam no Twitter links para os seus posts. PROF. PAULO RANIERI
Os microblogs já são importantes para os meios de comunicação tradicionais e digitais, bem como para os jornalistas. A ‘microblogagem’ ou o ‘nanoblogging’ é um formato que permite a qualquer pessoa  publicar textos curtos, links para websites, (alguns permitem fotos ou clipes de áudio) que podem ser vistos pelo público. Além do Twitter, há diversos serviços gratuitos de microblogs como Jaiku, Pownce e Tumblr. PROF. PAULO RANIERI
Em apenas 140 caracteres, ou menos, a frase  deve ser atraente, informativa – que traga uma ideia completa – e, dentro do possível, que gere uma reação (comentários dos leitores).  - Títulos:  um microblog jornalístico   pode se dedicar a algo diferente das notícias. Neste caso, pode-se buscar diversos recursos utilizados em outros meios jornalísticos, como os títulos com ironias ou perguntas, jogos de palavras e metáforas (recursos não recomendados para titulação de páginas da web). Até o humor.  O segredo é gerar interesse em seus seguidores e, se utilizar links para notas completas, levá-los a clicar .  PROF. PAULO RANIERI
Agregar informação:  não se limite a publicar títulos para tornar mais atraente seu microblog, se ele é um apoio de outro meio de comunicação.  Seja breve!  Se a concisão é um dos segredos da boa redação, aprender a escrever para o Twitter é um desafio maior. Escreva cada post e em seguida revise-o, corrija-o e reescreva-o se for necessário. Frases curtas:  são mais impactantes. Num só post, você pode incluir duas ou mais frases, em vez de uma só que ocupe os 140 caracteres.  Uso de dois pontos como sintetizador. PROF. PAULO RANIERI
Criar uma conta no  Twitter  e postar  10 notícias  interessantes que falem sobre jornalismo on-line, mídias digitais e (ou) redes sociais. Seguir  no mínimo 3 jornais, 3 instituições importantes (partidos, associações, etc), 3 amigos e 3 personalidades (políticos, artistas, profissionais reconhecidos, etc.). Site para encurtar um endereço na Web:  www.bit.ly PROF. PAULO RANIERI
http://digg.com/ PROF. PAULO RANIERI
http://agenciabrasil.ebc.com.br/reportagensespeciais?p_p_id=56&p_p_lifecycle=0&p_p_state=maximized&p_p_mode=view&p_p_col_id=column-1&p_p_col_count=1&_56_groupId=19523&_56_articleId=184510 PROF. PAULO RANIERI
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http://www.mediastorm.com/ PROF. PAULO RANIERI
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O que caracteriza a personalização dos conteúdos? Que tipos de personalização pode-se encontrar no webjornalismo?  A personalização dos conteúdos está presente não apenas no direcionamento, por parte do leitor, das reportagens a que pretende ter acesso, mas também na proximidade do diálogo e na construção do seu caminho individualizado de leitura em um hipertexto.  Personalização PROF. PAULO RANIERI
Além de “escolher o próprio conteúdo informativo, ou seja, ler apenas o que deseja e descartar o restante”, há “outras categorias de personalização”, de acordo com López, Gago. 1-aparência gráfica (tipo de letra maior, mudança da cor de fundo, ou alteração da disposição das imagens e dos textos);  2-serviços (o utilizador escolhe os critérios de apresentação dos conteúdos em função das suas preferências);  3-envio de informação (o leitor escolhe se deseja receber informação por e-mail, telefonia móvel, ou da maneira que mais lhe convier);  4-visualização multimédia (o leitor pode escolher os recursos que gostaria de ter em sua página, de acordo com a velocidade e as configurações do seu computador).  PROF. PAULO RANIERI
“ Personalize o Publico.pt”.  A ferramenta foi criada para que o leitor possa modificar a aparência gráfica de acordo com as suas preferências pessoais. “Alguns leitores têm-nos escrito a sugerir a alteração das cores ou do tipo de letra que utilizamos no site do Público. Esta nova ferramenta permite que sejam os próprios leitores a escolher a cor e o tipo de letra que querem ver”.  PROF. PAULO RANIERI
Notícia via celular 1990 1998 2000 2001 2003 2007 2009 Apple anuncia o Iphone (Steve Jobs) Recursos simples de SMS Ano da virada no Brasil com a privatização da Telebrás Folha Estadão IG /Abril Japão – 6 meses=1,5 milhão. Argentina, Finlândia e Estados Unidos ficam entre os mais fortes. CNN com presença em 20 países Durante a guerra do Iraque, a Al-Jazera adotou envio de informação via SMS TRIP Notícias em BH PROF. PAULO RANIERI
FOLHA (2007) – Notícias mais acessadas são enviadas automaticamente, segundo o pesquisador Paulo Henrique Ferreira; ESTADÃO – A Agência Estado alimenta o conteúdo móvel CASO ANSA – O jornalista precisa ter um olhar de editor, dado que o conteúdo produzido para outros suportes precisa ser editado. Características principais: textos mais curtos, importância do assunto;  “ Desabamento nas construções da nova linha do metrô em SP complica o trânsito na Marginal Pinheiros. Há suspeitas de vítimas”.  Notícia via celular PROF. PAULO RANIERI
Principais Problemas Até 2008 o mercado era muito restrito a jovens e adolescentes; Mais de 80% são usuários de telefones pré-pagos (questões econômicas, tecnológicas e culturais); TOP HITS: Bate-papo; games e pornografia; Ainda não existe “total independência” Notícia via celular PROF. PAULO RANIERI
A Internet possui uma capacidade praticamente ilimitada de armazenamento de conteúdos. Elias Machado e Marcos Palacios, em 2007, quando falam em Memória no webjornalismo, referem-se à abundância de dados cumulativos e atemporais que podem ser mantidos e facilmente localizados na Internet, através de ferramentas, jornalísticas ou não, que existem no meio.  Memória “ Aspecto ou característica” que, sem afetar a “essência” do jornalismo, nele introduz uma modificação perceptível ao espírito do observador, e torna-se um elemento novo e necessário.  PROF. PAULO RANIERI
“ A Memória é, sem dúvida, uma potencialidade da Internet extremamente importante para o jornalismo, mas, tal como se passa com a oferta de ferramentas interativas que não são utilizadas, quer pelos destinatários, quer pelos próprios jornalistas, a simples disponibilização de arquivo não significa que a recuperação de informação ocorra como queremos e sempre que queremos” (Fernando Zamith) . Nesse sentido, a preservação digital não se resume à tarefa de armazenar, a uma musealização passiva e estática, ou ao facilitismo proporcionado pelo desenvolvimento tecnológico referido (maior capacidade a menor custo), deve contrapor-se uma lógica inteligente de organização e de gestão dinâmica da informação. PROF. PAULO RANIERI
«http://aeiou.expresso.pt/por-dentro-da-formula-1-=f273122»  PROF. PAULO RANIERI
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O Poynter Institute realiza, desde 2003, o estudo EyeTrack, que analisa como se comportam os usuários da internet. A investigação é feita a partir do monitoramento dos movimentos dos olhos das pessoas analisadas. http://eyetrack.poynter.org/   EyeTrack PROF. PAULO RANIERI
Olha primeiro para o canto esquerdo superior da página; Depois vai em zigue-zague até o canto inferior direito; As manchetes no lado esquerdo no alto da página são as mais lidas; PROF. PAULO RANIERI
Na manchete as 3 primeiras palavras são as mais importantes para atrair a atenção. PROF. PAULO RANIERI
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Os maiores índices de leitura ocorrem quando o titulo é grafado em negrito PROF. PAULO RANIERI
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Parágrafos curtos, com menos de 50 palavras ou no máximo duas frases, atingiram o dobro da atenção em relação aos mais longos. Notícias multimídia apresentam um grau de retenção na memória do usuário três vezes maior do que quando apresentadas numa única mídia. Usuários escolhem a notícia e mergulham nela se tiverem interesse no tema Maior atenção a formatos não convencionais como: perguntas e respostas, linha do tempo, etc. PROF. PAULO RANIERI
Estruture a página principal em títulos de dois a três tamanhos, de forma a hierarquizar as notícias de acordo com o interesse do seu público. PROF. PAULO RANIERI
Agregador de Conteúdo www.google.com/reader PROF. PAULO RANIERI
A Internet se tornou realidade graças ao HTML, porém ele contém algumas falhas, e a principal delas é o fato de ser uma linguagem limitada. Para resolver este problema foi criada em 1996 a linguagem  XML , que possibilitou a transmissão da informação sem uma formatação fixa, devido a essa vantagem, diversas lojas virtuais e grandes companhias voltaram sua atenção para esta linguagem. Alguns especialistas acreditam inclusive que a  XML  irá substituir o HTML para a criação de Páginas. Segundo o Gartner Group, 75% das grandes empresas usarão  XML  até 2002.  Em 2000…. PROF. PAULO RANIERI
Com a possibilidade de identificação do conteúdo, por conta do XML, uma empresa desenvolveu o RSS.  O RSS é um código fonte (feed) que alguns sites disponibilizam e que pode ser colocado em um  agregador de conteúdo . Esse código fonte vai avisar ao  agregador de conteúdo  sempre que determinado site tiver as informações alteradas, portanto, quando for atualizado. Além de dizer isso, o RSS vai fornecer ao agregador de conteúdo um link para que o usuário possa clicar e ser direcionado ao respectivo site. Imagina que você tenha uma lista com 30 sites que gosta de ler. Se colocar os feeds (RSS) desses sites num  agregador de conteúdo , não precisará abrir um por um para saber se eles têm informação nova. Basta abrir o  agregador  e ver os links novos que foram colocados ali. PROF. PAULO RANIERI
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Diante da crise da imprensa e da revolução da comunicação digital, o jornalista precisa se adaptar a um novo papel. Perdemos o monopólio da informação. CENÁRIO ATUAL Uma das saídas para enfrentar essa nova concorrência é investir na qualidade do nosso trabalho, torná-lo cada vez mais preciso e sofisticado: separar a informação relevante da poluição de dados que assola a internet, fazer conexões entre fatos aparentemente desconexos, contextualizar as notícias, dar-lhes uma perspectiva histórica.  SOLUÇÃO PROF. PAULO RANIERI
O conceito de RAC não transforma um jornalista ruim em um um bom repórter, mas pode transformar um bom repórter em um jornalista ainda melhor. PROF. PAULO RANIERI José Roberto Toledo
Google  e sites que escondem informações valiosas para os jornalistas PROF. PAULO RANIERI
http://www2.datasus.gov.br/DATASUS/index.php PROF. PAULO RANIERI
Segundo Geraldo Seabra, brasileiro, mestre na Teoria dos NewsGames, esta forma de publicação possui as mesmas bases que caracterizam o Jornalismo On-line, com apenas uma diferença: informar o leitor de forma lúdica.  PROF. PAULO RANIERI
PROF. PAULO RANIERI OBRIGADO

Comunicação e Novas Mídias - Aula 3

  • 1.
    Comunicação e NovasMídias - Aula 03/2010 Prof. Paulo Ranieri http://jornalismomultimedia.wordpress.com twitter: @pauloranieri
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    AULA 3 –CARACTERÍSTICAS DO JORNALISMO ON-LINE As principais características do jornalismo on-line: interatividade, multimidialidade, personalização, memória, hipertextualidade, instantaneidade. “Media Convergence” (Henry Jenkis); “ Delivering Multiplatform Journalism to the Mainstream” (Derren Lawford) – In: “The future of journalism” ; “ Teorías sobre la nueva identidad del periodista” (Maria Bella Palomo Torres); e “Com você, a imprensa móvel – uma abordagem sobre o envio de notícias via celular” (Pollyana Ferrari – org.)” PROF. PAULO RANIERI
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    “ We areliving in an age when changes in communications, storytelling and information technologies are reshaping almost every aspect of contemporary life -- including how we create, consume, learn, and interact with each other. A whole range of new technologies enable consumers to archive, annotate, appropriate, and recirculate media content and in the process, these technologies have altered the ways that consumers interact with core institutions of government, education, and commerce”. (Media Convergence – Henry Jenkins) PROF. PAULO RANIERI
  • 6.
    "Interactive Audiences?“ exploreshow Pierre Levy's Collective Intelligence might shed light on the behavior of media audiences in this new era. Specifically, I explore how the knowledge culture of fandom is transformed through the use of networked communications and how the new media alter reader's relations to texts, to media producers, and to each other. I trace various ways that the media industries are responding to the challenges of a more participatory culture. PROF. PAULO RANIERI
  • 7.
    Valores tradicionais dojornalismo Agenda-setting: “Os media não só nos dizem sobre o que é que devemos pensar, como também nos dizem como pensar sobre isso; portanto, consequentemente, o que pensar”. Gatekeeper: O jornalista como selecionador do que será veiculado. Relação com as fontes: as fontes querem visibilidade nos media e os jornalistas querem informações inéditas e o desenvolvimento de suas peças. PROF. PAULO RANIERI
  • 8.
    Valores-notícia: O nívelhierárquico dos envolvidos no acontecimento. O impacto sobre a nação e o interesse nacional, o que envolve aspectos culturais, ideológicos e geográficos. Quantidades de pessoas envolvidas no acontecimento. A relevância de um acontecimento quanto à uma futura evolução de alguma situação. Narratividade: História com começo, meio e fim. PROF. PAULO RANIERI
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    Agenda-setting século XIXe XX X Agenda-setting século XXI Quem é o mediador da informação? PROF. PAULO RANIERI
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    O relato denotícias na Internet: conceitos básicos de narrativas PROF. PAULO RANIERI
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    “ Corresponde-se (anotícias com documentação) aquelas informações que, mediante ligações hipertextuais, conectam ao texto principal da notícia uma ou várias informações relacionadas. Com isso, o leitor que assim desejar pode contextualizar e ampliar os dados que lhe são apresentados no texto principal. As informações linkadas podem estar contidas tanto no próprio arquivo da publicação quanto em fontes externas, e podem ser tanto simplesmente textuais (…) como multimídia (…). A prática, cada vez mais comum entre os cibermeios, de incluir estes hiperlinks documentais, possibilita maior contexto e profundidade à informação (Ramón Salaverría). Reportagem Multimídia PROF. PAULO RANIERI
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    Nesta nova maneirade relatar notícias, um processo de duas vias que envolve utilizador e produtor da informação, o webjornalista deve tomar decisões importantes sobre qual o formato ou formatos de mídia melhor se adaptam a uma determinada história (multimídia) e de que maneira isto pode ser relatado ; deve-se considerar também as melhores opções que permitam obter respostas do público, interagir com o relato (interatividade), e pensar nas maneiras de relacionar a informação com outras notícias, arquivos, recursos, e até mesmo com outros sites e outras mídias, através dos hiperlinks (Mark Deuze). PROF. PAULO RANIERI
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    A cada trêspessoas com menos de 30 anos, duas informam-se por meio de grupos de discussão, mensagens de amigos, comunidades virtuais e páginas onde os conteúdos são produzidos pelos usuários. Nas comunidades de informação , 80% dessas notícias têm (ainda) origem na grande imprensa e o restante em blogs e veículos alternativos. Isto mostra que os jornais, revistas e emissoras de TV continuam sendo os grandes produtores de notícias jornalísticas, mas perdem rapidamente a capacidade de contextualizar a informação , elemento que foi, durante muito tempo, a sua principal ferramenta para incidir sobre o processo de formação da opinião pública. Os amigos começam a substituir os jornalistas e editores como referência em matéria de relevância de notícias Fonte: http://people-press.org/reports/display.php3?ReportID=384 PROF. PAULO RANIERI
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    Em 2003, segundopesquisa do Guia do Webjornalista, realizada com seus utilizadores, cerca de 41% dos participantes apontaram que a instantaneidade é o que mais caracteriza o webjornalismo, seguida pela interatividade, com 28,11%. Já para 19% o fato das notícias ficarem arquivadas para pesquisa (Memória) é o que mais chama a atenção. Os números Atualmente, a instantaneidade da informação noticiosa já não fica mais restrita a um site de notícias, mas estendida a redes sociais ou espaços de perfil colaborativo. PROF. PAULO RANIERI
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    Segundo escreveu opesquisador português Manuel Pinto, em 2008, o jornalismo cívico nasce como forma de combater uma tendência geral dos medias para o aligeiramento da informação, maior peso do entretenimento, espetacularização, e personalização da política, em detrimento do aprofundamento dos assuntos: “ Neste quadro, o jornalismo cívico assumia claramente uma perspectiva de “jornalismo comprometido”. Não no sentido de partidarizado ou ideologicamente enviesado, mas no sentido de apostado em ir de encontro aos problemas das comunidades locais (…) Em suma, este jornalismo procurava dar voz a novos actores, não apenas aos poderosos, à gente extraordinária, mas também à gente ordinária. Nesse sentido, o jornalismo deixava de ser apenas uma produção discursiva e cultural feita para as pessoas e passava a ser entendido como uma actividade que, para assumir a sua responsabilidade e papel social, deveria ser feita com as pessoas”. Jornalismo Colaborativo PROF. PAULO RANIERI
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    State of theblogosphere 2009 O Twitter vem se tornando importante redirecionador de tráfego, ambiente de embarque para os blogs. Em alguns blogs com mais de 100 pageviews/dia, o serviço de microblog já é responsável, em média, por 83% do tráfego, sendo que 52% dos autores de blogs postam no Twitter links para os seus posts. PROF. PAULO RANIERI
  • 35.
    Os microblogs jásão importantes para os meios de comunicação tradicionais e digitais, bem como para os jornalistas. A ‘microblogagem’ ou o ‘nanoblogging’ é um formato que permite a qualquer pessoa publicar textos curtos, links para websites, (alguns permitem fotos ou clipes de áudio) que podem ser vistos pelo público. Além do Twitter, há diversos serviços gratuitos de microblogs como Jaiku, Pownce e Tumblr. PROF. PAULO RANIERI
  • 36.
    Em apenas 140caracteres, ou menos, a frase deve ser atraente, informativa – que traga uma ideia completa – e, dentro do possível, que gere uma reação (comentários dos leitores). - Títulos: um microblog jornalístico pode se dedicar a algo diferente das notícias. Neste caso, pode-se buscar diversos recursos utilizados em outros meios jornalísticos, como os títulos com ironias ou perguntas, jogos de palavras e metáforas (recursos não recomendados para titulação de páginas da web). Até o humor. O segredo é gerar interesse em seus seguidores e, se utilizar links para notas completas, levá-los a clicar . PROF. PAULO RANIERI
  • 37.
    Agregar informação: não se limite a publicar títulos para tornar mais atraente seu microblog, se ele é um apoio de outro meio de comunicação. Seja breve! Se a concisão é um dos segredos da boa redação, aprender a escrever para o Twitter é um desafio maior. Escreva cada post e em seguida revise-o, corrija-o e reescreva-o se for necessário. Frases curtas: são mais impactantes. Num só post, você pode incluir duas ou mais frases, em vez de uma só que ocupe os 140 caracteres. Uso de dois pontos como sintetizador. PROF. PAULO RANIERI
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    Criar uma contano Twitter e postar 10 notícias interessantes que falem sobre jornalismo on-line, mídias digitais e (ou) redes sociais. Seguir no mínimo 3 jornais, 3 instituições importantes (partidos, associações, etc), 3 amigos e 3 personalidades (políticos, artistas, profissionais reconhecidos, etc.). Site para encurtar um endereço na Web: www.bit.ly PROF. PAULO RANIERI
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    O que caracterizaa personalização dos conteúdos? Que tipos de personalização pode-se encontrar no webjornalismo? A personalização dos conteúdos está presente não apenas no direcionamento, por parte do leitor, das reportagens a que pretende ter acesso, mas também na proximidade do diálogo e na construção do seu caminho individualizado de leitura em um hipertexto. Personalização PROF. PAULO RANIERI
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    Além de “escolhero próprio conteúdo informativo, ou seja, ler apenas o que deseja e descartar o restante”, há “outras categorias de personalização”, de acordo com López, Gago. 1-aparência gráfica (tipo de letra maior, mudança da cor de fundo, ou alteração da disposição das imagens e dos textos); 2-serviços (o utilizador escolhe os critérios de apresentação dos conteúdos em função das suas preferências); 3-envio de informação (o leitor escolhe se deseja receber informação por e-mail, telefonia móvel, ou da maneira que mais lhe convier); 4-visualização multimédia (o leitor pode escolher os recursos que gostaria de ter em sua página, de acordo com a velocidade e as configurações do seu computador). PROF. PAULO RANIERI
  • 46.
    “ Personalize oPublico.pt”. A ferramenta foi criada para que o leitor possa modificar a aparência gráfica de acordo com as suas preferências pessoais. “Alguns leitores têm-nos escrito a sugerir a alteração das cores ou do tipo de letra que utilizamos no site do Público. Esta nova ferramenta permite que sejam os próprios leitores a escolher a cor e o tipo de letra que querem ver”. PROF. PAULO RANIERI
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    Notícia via celular1990 1998 2000 2001 2003 2007 2009 Apple anuncia o Iphone (Steve Jobs) Recursos simples de SMS Ano da virada no Brasil com a privatização da Telebrás Folha Estadão IG /Abril Japão – 6 meses=1,5 milhão. Argentina, Finlândia e Estados Unidos ficam entre os mais fortes. CNN com presença em 20 países Durante a guerra do Iraque, a Al-Jazera adotou envio de informação via SMS TRIP Notícias em BH PROF. PAULO RANIERI
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    FOLHA (2007) –Notícias mais acessadas são enviadas automaticamente, segundo o pesquisador Paulo Henrique Ferreira; ESTADÃO – A Agência Estado alimenta o conteúdo móvel CASO ANSA – O jornalista precisa ter um olhar de editor, dado que o conteúdo produzido para outros suportes precisa ser editado. Características principais: textos mais curtos, importância do assunto; “ Desabamento nas construções da nova linha do metrô em SP complica o trânsito na Marginal Pinheiros. Há suspeitas de vítimas”. Notícia via celular PROF. PAULO RANIERI
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    Principais Problemas Até2008 o mercado era muito restrito a jovens e adolescentes; Mais de 80% são usuários de telefones pré-pagos (questões econômicas, tecnológicas e culturais); TOP HITS: Bate-papo; games e pornografia; Ainda não existe “total independência” Notícia via celular PROF. PAULO RANIERI
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    A Internet possuiuma capacidade praticamente ilimitada de armazenamento de conteúdos. Elias Machado e Marcos Palacios, em 2007, quando falam em Memória no webjornalismo, referem-se à abundância de dados cumulativos e atemporais que podem ser mantidos e facilmente localizados na Internet, através de ferramentas, jornalísticas ou não, que existem no meio. Memória “ Aspecto ou característica” que, sem afetar a “essência” do jornalismo, nele introduz uma modificação perceptível ao espírito do observador, e torna-se um elemento novo e necessário. PROF. PAULO RANIERI
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    “ A Memóriaé, sem dúvida, uma potencialidade da Internet extremamente importante para o jornalismo, mas, tal como se passa com a oferta de ferramentas interativas que não são utilizadas, quer pelos destinatários, quer pelos próprios jornalistas, a simples disponibilização de arquivo não significa que a recuperação de informação ocorra como queremos e sempre que queremos” (Fernando Zamith) . Nesse sentido, a preservação digital não se resume à tarefa de armazenar, a uma musealização passiva e estática, ou ao facilitismo proporcionado pelo desenvolvimento tecnológico referido (maior capacidade a menor custo), deve contrapor-se uma lógica inteligente de organização e de gestão dinâmica da informação. PROF. PAULO RANIERI
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    O Poynter Institute realiza, desde2003, o estudo EyeTrack, que analisa como se comportam os usuários da internet. A investigação é feita a partir do monitoramento dos movimentos dos olhos das pessoas analisadas. http://eyetrack.poynter.org/ EyeTrack PROF. PAULO RANIERI
  • 55.
    Olha primeiro parao canto esquerdo superior da página; Depois vai em zigue-zague até o canto inferior direito; As manchetes no lado esquerdo no alto da página são as mais lidas; PROF. PAULO RANIERI
  • 56.
    Na manchete as3 primeiras palavras são as mais importantes para atrair a atenção. PROF. PAULO RANIERI
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    Os maiores índicesde leitura ocorrem quando o titulo é grafado em negrito PROF. PAULO RANIERI
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    Parágrafos curtos, commenos de 50 palavras ou no máximo duas frases, atingiram o dobro da atenção em relação aos mais longos. Notícias multimídia apresentam um grau de retenção na memória do usuário três vezes maior do que quando apresentadas numa única mídia. Usuários escolhem a notícia e mergulham nela se tiverem interesse no tema Maior atenção a formatos não convencionais como: perguntas e respostas, linha do tempo, etc. PROF. PAULO RANIERI
  • 62.
    Estruture a páginaprincipal em títulos de dois a três tamanhos, de forma a hierarquizar as notícias de acordo com o interesse do seu público. PROF. PAULO RANIERI
  • 63.
    Agregador de Conteúdowww.google.com/reader PROF. PAULO RANIERI
  • 64.
    A Internet setornou realidade graças ao HTML, porém ele contém algumas falhas, e a principal delas é o fato de ser uma linguagem limitada. Para resolver este problema foi criada em 1996 a linguagem XML , que possibilitou a transmissão da informação sem uma formatação fixa, devido a essa vantagem, diversas lojas virtuais e grandes companhias voltaram sua atenção para esta linguagem. Alguns especialistas acreditam inclusive que a XML irá substituir o HTML para a criação de Páginas. Segundo o Gartner Group, 75% das grandes empresas usarão XML até 2002. Em 2000…. PROF. PAULO RANIERI
  • 65.
    Com a possibilidadede identificação do conteúdo, por conta do XML, uma empresa desenvolveu o RSS. O RSS é um código fonte (feed) que alguns sites disponibilizam e que pode ser colocado em um agregador de conteúdo . Esse código fonte vai avisar ao agregador de conteúdo sempre que determinado site tiver as informações alteradas, portanto, quando for atualizado. Além de dizer isso, o RSS vai fornecer ao agregador de conteúdo um link para que o usuário possa clicar e ser direcionado ao respectivo site. Imagina que você tenha uma lista com 30 sites que gosta de ler. Se colocar os feeds (RSS) desses sites num agregador de conteúdo , não precisará abrir um por um para saber se eles têm informação nova. Basta abrir o agregador e ver os links novos que foram colocados ali. PROF. PAULO RANIERI
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    Diante da criseda imprensa e da revolução da comunicação digital, o jornalista precisa se adaptar a um novo papel. Perdemos o monopólio da informação. CENÁRIO ATUAL Uma das saídas para enfrentar essa nova concorrência é investir na qualidade do nosso trabalho, torná-lo cada vez mais preciso e sofisticado: separar a informação relevante da poluição de dados que assola a internet, fazer conexões entre fatos aparentemente desconexos, contextualizar as notícias, dar-lhes uma perspectiva histórica. SOLUÇÃO PROF. PAULO RANIERI
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    O conceito deRAC não transforma um jornalista ruim em um um bom repórter, mas pode transformar um bom repórter em um jornalista ainda melhor. PROF. PAULO RANIERI José Roberto Toledo
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    Google esites que escondem informações valiosas para os jornalistas PROF. PAULO RANIERI
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    Segundo Geraldo Seabra,brasileiro, mestre na Teoria dos NewsGames, esta forma de publicação possui as mesmas bases que caracterizam o Jornalismo On-line, com apenas uma diferença: informar o leitor de forma lúdica. PROF. PAULO RANIERI
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