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Carl Rogers e a Abordagem Centrada na
Pessoa
• UNINASSAU
• DISCIPLINA: Psicologia Humanista
Fenomenológica Existencial
• CLARISSA FONTOURA
• 2024.1
PENSAMENTO:
Vida e Obra (1902-1987):
• Nascido em 1902, em Oak Park, Illinois, subúrbio de Chicago;
• Foi o quarto de seis filhos;
• Seus pais foram extremamente religiosos e moralistas. Cresceu
enquadrado no esquema fundamentalista dos mesmos e afirma que
se fosse avaliado por psicólogos à época, facilmente seria
identificado como esquizoide, dados os pensamentos fantasiosos que
possuía.
• Posteriormente, disse que vivia conforme normas que não eram as
suas (as normas dos seus pais) e, por isso, teve uma adolescência
rebelde;
• Tinha pouca vida social (timidez), tornando-se, assim, um leitor
voraz.
Vida e Obra:
• Desde muito cedo, apesar de cercado de pessoas, vivia em profundo
contato consigo mesmo e em profunda solidão, sobre isso, escreve:
“Ao olhar para trás, percebo que meu interesse em entrevistar e em
fazer terapia certamente originou-se em minha solidão anterior. Aqui
havia uma maneira socialmente aprovada para chegar realmente
perto dos indivíduos e assim saciar a fome que eu, indubitavelmente,
sentia.” (Rogers, 1980).
Vida e Obra:
• Viveu boa parte da sua adolescência em uma fazenda com os pais e
irmãos, onde teve acesso à agricultura e a vida rural e se fascinou por
ela.
• Mais tarde, estudou Agricultura na Universidade de Wisconsin,
instituição por onde passaram seus pais e alguns de seus irmãos.
• Formou-se em Agricultura, casou-se com amiga de infância e seguiu
para um curso de Seminarista, porém não chegou a concluir: foi
cursar Psicologia na Universidade de Columbia, após descobrir, em
uma palestra da qual participou, que poderia auxiliar pessoas sem
necessariamente estar ligado a uma religião.
Vida e Obra:
• De Wisconsin, seguiu para um curso em Pequim, na China, por conta do seminário e descobriu uma
outra possibilidade religiosa, ponto de libertação emocional e intelectual (Zen-budismo e as demais
religiões orientais).
• Essa viagem foi marcante pela possibilidade sentida de independência psicológica nunca antes
vivenciada;
• A partir daí, lecionou em cursos de Psicologia, onde realizava atendimentos clínicos com jovens
universitários, construindo sua teoria a partir desse contato e publicando artigos, divulgando a ACP
para a comunidade em geral.
• Atuou na chamada: “Terceira Força da Psicologia”, a Psicologia Humanista;
• Em 1958 foi presidente da Associação Americana de Psicologia;
• Pioneiro no estudo sistemático da clínica psicológica;
• É autor de livros como: “Um jeito de ser”, “Liberdade para aprender”, “Tornar-se Pessoa”, “Grupos de
encontro”, “Sobre o poder pessoal”, “De pessoa a pessoa: o problema de ser humano”, dentre outros.
Vida e Obra:
1. Após constante frustração com a
docência, criou o Centro de
Estudos da Pessoa, uma
associação livre de pessoas que
trabalhavam em profissões de
ajuda, daí surgiu seu livro:
“Tornar-se Pessoa”;
2. Envereda dos grupos de ajuda
para orientações a casais:
aspecto de liberdade sempre
presente na atuação de Rogers.
1. Influenciado pelos filósofos e
teólogos Martin Buber, criador
do Dialogismo e pela filosofia
existencial de Soren KierKegaard.
2. Influenciado pelo Zen-Budismo.
3. Bases teóricas no Humanismo,
na Fenomenologia e no
Existencialismo.
4. Rogers desenvolveu sua teoria
com base em experiências a
partir dos seus atendimentos
com clientes: tudo tem origem a
partir do vivido e experienciado!
Fases da Abordagem Centrada na Pessoa:
• À princípio nomeia de Psicologia
Não diretiva ou
Aconselhamento Não diretivo.
Posteriormente passa a
denominá-la de Terapia
Centrada no Cliente e, por fim,
em Abordagem Centrada na
Pessoa, que considerava título
mais adequado e que persiste
até a atualidade.
• 1- fase não diretiva (1940-1950)-
experiência em Rochester;
• 2- fase reflexiva (1950- 1957)
• 3- fase experiencial (1957-1970)
• 4- fase coletiva ou fase inter-
humana (1970-1985)
Fases da ACP:
Fase Não-diretiva:
• Ainda preocupado nos
“insights” dos seus clientes,
experimentando o aspecto
vivencial mas ainda não focado
neste;
• Fase de grande intelectualismo,
que restringe o atendimento a
pessoas com razoável
capacidade cognitiva, intelectiva
e analítica;
Fase Reflexiva:
• Aqui ocorre a transposição da
nomenclatura de “não-diretiva”
para reflexiva, centrada no
cliente.
• Aqui surge um papel mais ativo
do terapeuta, com sua atenção
mais voltada para o cliente e os
seus próprios sentimentos
provocados pelo cliente (o
terapeuta mais em ação na
relação terapêutica).
• Transição do trabalho em
Rochester para vida acadêmica.
Fases da ACP:
Fase Experiencial:
• Maior sistematização das teorias;
• Atitudes Facilitadoras;
• Período em que Rogers vivenciou
dificuldades no atendimento de
usuários em hospitais psiquiátricos,
culminando em uma reformulação da
relação terapêutica;
• A resposta às formulações
desordenadas dos usuários mostrou-se
insuficiente. Percebeu ainda mais que
o estado do terapeuta, a compreensão
dos sentimentos do terapeuta também
era importante para o processo.
• Fase em que buscou auxilio para si
mesmo.
Fase Coletiva:
• Afastou-se da prática clínica, apenas
realizando demonstrações de
atendimento individual
coletivamente, em aulas e
workshops.
• Dedicou-se a pequenos e grandes
grupos, além do interesse por
questões interculturais: mediação de
conflitos entre grupos antagônicos na
África do Sul na época do apartheid e
também entre católicos e
protestantes na Irlanda do Norte.
• Intensificação na área da educação:
visa o coletivo!
• Fase em que atuou no Centro de
Estudos da Pessoa.
Abordagem Centrada na Pessoa:
A hipótese central nessa
abordagem é a de que o
indivíduo possui dentro de si
mesmo recursos para a auto-
compreensão e para alterar o
seu auto-conceito, suas atitudes
básicas e seu comportamento
auto-dirigido, e estes recursos
podem ser liberados se um
clima definido de atitudes
psicológicas facilitadoras for
oferecido de fato.
Abordagem Centrada na Pessoa:
Não contente com as posições
reducionistas, mecanicistas e
diretivistas da Psicanálise e do
Behaviorismo, Rogers funda a sua
teoria em uma recusa em
identificar a pessoa em terapia
como paciente ou doente, como
defendiam as duas abordagens
acima, apontando para a RELAÇÃO
DA PESSOA E DO TERAPEUTA.
Segundo ele, são iguais e não há
distinção de hierarquia:
HORIZONTALIDADE.
A terapia centrada na pessoa
sugere que o dom de mudar ou
aperfeiçoar a personalidade é
centrado no interior da pessoa.
Em outras palavras, é A pessoa
A única responsável por sua
mudança, o terapeuta é apenas
um facilitador.
Abordagem Centrada na Pessoa:
Rogers considerava a ACP como
um processo fluido, não preso à
teorias e sim no próprio
desenvolvimento do
relacionamento com o cliente, ou
seja, um processo em constante
construção.
Abordagem Centrada na Pessoa:
• Não deu muita importância às forças inconscientes e outras explicações
freudianas. Acreditava que sentimentos e emoções do presente têm
muito mais impacto sobre a personalidade.
• Acreditava na tendência à atualização, ou seja, no desenvolvimento
dos nossos potenciais, desde aspectos biológicos aos psicológicos,
tomando como um dos objetivos de terapia: perceber a pessoa em
pleno funcionamento.
• Ex: bebês em fase de desenvolvimento.
Principais Conceitos:
1. CAMPO DA EXPERIÊNCIA
2. SELF
3. SELF IDEAL
4. CONGRUÊNCIA E
INCONGRUÊNCIA
5. TENDÊNCIA ATUALIZANTE
Principais Conceitos:
Campo da Experiência:
• É o mundo das nossas
experiências. Fornece um
quadro de referência ou
contexto que influenciam nosso
modo de viver.
• Para ele, a realidade de nosso
ambiente depende da
percepção que temos dele, o
que nem sempre coincide com a
realidade concreta.
• O meu mundo depende da
maneira como o vejo e o
percebo.
Self:
•Um mergulho em estudos religiosos, numa
religião oriental que prega a responsabilidade
pessoal em todos os atos, foi de profunda
importância para este teórico.
•O Self foi uma importante descoberta de
Rogers em sua viagem à China.
•Inicialmente, creditava maior influência do
meio sob as pessoas porém, após diversos
estudos e pesquisas, conclui que a atitude de
uma pessoa com relação a seu Self é mais
importante que os fatores externos que a
cercam e as influências do meio e que o ideal,
por exemplo, em ambientes familiares
conturbados, é a possibilidade da
modificação do autodiscernimento das
pessoas.
•O autodiscernimento entra como ponto
chave para a LIBERTAÇÃO de relações
danosas.
Self Ideal e Self Real:
• “Essa experiência ajudou-me a
decidir concentrar minha carreira
principalmente no
desenvolvimento de uma
psicoterapia que proporcionasse
maior consciência do
autoconhecimento, autodireção e
responsabilidade pessoal, em vez
de me concentrar em mudanças
no ambiente social [...] colocar
mais ênfase no Self e como ele se
modifica.” (Rogers, 1987, p.119)
Congruência e Incongruência:
Integração com a sua experiência e com aquilo que emite; A pessoa
sendo livre e profundamente ela mesma; Vivência profunda dos
sentimentos e atitudes que fluem. Quanto mais o terapeuta é ele
mesmo na relação, maior a probabilidade de possibilitar isso ao seu
cliente. Quanto mais ele conseguir expressar seus sentimentos
positivos e negativos, mais capaz será de ajudar seu cliente. São os
sentimentos expressos que provocam a transformação.
Tendência Atualizante:
• Impulso inato em direção à
auto-realização, que abrange
necessidades fisiológicas e
psicológicas;
• Envolve luta e dor porque
envolve o próprio processo da
vida, da existência humana;
• Processo de avaliação
organísmica.
Sobre o processo:
• “Todo trabalho da psicoterapia
se refere a uma falha na
comunicação. A pessoa
emocionalmente desadaptada,
o neurótico, tem dificuldades,
em 1º lugar, porque rompeu a
comunicação consigo próprio e,
em segundo, porque como
resultado dessa ruptura, a
comunicação com os outros se
viu prejudicada” (Rogers em
Tornar-se Pessoa, pág. 382).
Sobre o processo:
• O processo psicoterapêutico
baseado na ACP consiste em um
trabalho de cooperação entre
psicólogo e cliente, cujo objetivo é
a liberação desse potencial de
crescimento, tendo como resultado
a pessoa aberta à experiência,
vivendo de maneira existencial,
tornando-se ele mesmo.
• Há três condições básicas e
simultâneas defendidas por Rogers
como facilitadoras, no
relacionamento entre
psicoterapeuta e cliente, para que
ocorra a atualização desse núcleo
essencialmente positivo existente
em cada um de nós. São elas: a
consideração positiva incondicional,
a empatia e a congruência.
Sobre o processo:
1. O individuo vem procurar ajuda;
2. A situação da ajuda está normalmente definida;
3. O conselheiro estimula a livre expressão (dos sentimentos do cliente em
relação ao problema;
4. O conselheiro aceita, reconhece e clarifica (os sentimentos negativos
envolvidos);
5. Expressão receosa e hesitante dos impulsos positivos (que promovem a
maturidade);
6. O conselheiro aceita e reconhece os sentimentos positivos;
7. Compreensão, apreensão e aceitação de si;
8. Esclarecimento de possíveis decisões e linhas de ação;
9. Ações positivas;
10. Aprofundamento da autocompreensão;
11. Confiança na ação autodirigida– maior independência;
12. Decrescente necessidade de ajuda.
Método:
• Rogers elaborou uma escala de medição do processo terapêutico do
cliente descrito como um Continuum: o cliente sai do estado de
rigidez para um estado de maior fluidez e maleabilidade de
sentimentos e de formas de vivenciá-los. Os sete estados desse
continuum encontram-se na sua obra: “Tornar-se Pessoa”, publicado
pela 1ª vez em 1961. o processo terapêutico passou a ser encarado
como um “fluxo experiencial”.
Estágios de crescimento:
• 1º estágio: fixidez, distanciamento da própria experiência, recusa de
comunicação pessoal, muitos bloqueios na comunicação interna, o
indivíduo não se vê com um problema ou atribui o problema a uma
situação externa a ele mesmo.
• 2º estágio: clima de aceitação. Não necessariamente ocorre mudança
de atitude e sim, um nível maior de aceitação. Ainda não existe
sentimento de responsabilidade pessoal em relação aos problemas.
As contradições surgem mais ainda são distantes à pessoa.
Estágios de crescimento:
• 3º estágio: há um fluir mais livre do EU como um objeto porém um
tratamento ainda do EU como VOCÊ, ou seja, inserido em uma fala
que retrata a relação OBJETAL consigo mesmo; A expressão e
descrições de sentimentos e vivências também aparece no PASSADO,
numa clara distância da implicação do EU. Experiências muito
negativas relacionadas ao EU PESSOAL.
Estágios de crescimento:
• 4º estágio: os sentimentos começam a aparecer no presente. A
verbalização começa a ocorrer no EU. Algumas questões começam a
ser questionadas em sua validade: Isso é meu mesmo? Para que
serve? Maior diferenciação dos sentimentos e constructos. Começa a
tomar consciência das suas experiências pessoais porém com alguma
hesitação. Essa fase constitui a maior parte da psicoterapia,
juntamente com a seguinte.
Estágios de crescimento:
• 5º estágio: sentimentos mais expressos do cliente para o terapeuta e
vice-versa: fruto de um contínuo de auto-descoberta realizado nas
etapas anteriores a essa. Sentimentos + experimentados apesar do
receio em fazer isso. Surpresa e receio com os sentimentos que vem
à tona, necessidade cada vez maior de responsabilização. Aceitação e
busca por resolução verdadeira dos conflitos.
Estágios de crescimento:
• 6º estágio: sentimentos fluindo para seu pleno fim, plena finalidade.
O eu como objeto tende a aparecer. A maleabilidade fisiológica é algo
característico dessa fase: lágrimas, reações físicas, contato com o
corpo, tudo aqui é mais pleno e verdadeiro e fluido também.
Estágios de crescimento:
• 7º estágio: já não há mais a necessidade de aceitação por parte do
terapeuta, isso já não é o mais importante para o cliente em questão.
A experiência terapêutica já é fonte de referência para outras
relações exteriores a ela. Há aqui uma confiança sólida na evolução
pessoal. Os construtos, os achados já são parte do processo em
andamento, em resolução, do cliente. Há uma alteração na relação
do sujeito com seus problemas, com ele mesmo e com os outros ao
seu redor.
Atitudes Facilitadoras listadas por Rogers:
• 1- Congruência:
Integração com a sua experiência e com aquilo que emite; A pessoa
sendo livre e profundamente ela mesma; Vivência profunda dos
sentimentos e atitudes que fluem. Quanto mais o terapeuta é ele
mesmo na relação, maior a probabilidade de possibilitar isso ao seu
cliente. Quanto mais ele conseguir expressar seus sentimentos
positivos e negativos, mais capaz será de ajudar seu cliente. São os
sentimentos expressos que provocam a transformação.
Atitudes Facilitadoras listadas por Rogers:
• 2- Consideração Positiva Incondicional:
É a aceitação plena da pessoa, cuidado não-possessivo, uma forma de
apreciar o outro como uma pessoa individualizada, a quem se permite
ter seus próprios sentimentos e viver suas próprias experiências,
respeitando-as.
Atitudes Facilitadoras listadas por Rogers:
• 3- Compreensão Empática:
É a compreensão do outro em sua totalidade, é a capacidade de ter
empatia, de olhar a vida com os olhos do outro, sem a prioris.
Atitudes Facilitadoras listadas por Rogers:
•4- Autoconsideração Positiva:
Condição sob a a qual concedemos aceitação e aprovação a nós mesmos:
“A experiência mostrou-me que as pessoas têm, fundamentalmente, uma
orientação positiva. … Acabei por me convencer de que quanto mais um
indivíduo é compreendido e aceito, maior tendência tem para abandonar as
falsas defesas que empregou para enfrentar a vida, e para progredir num
caminho construtivo.” (Rogers, p.38, livro: Tornar-se Pessoa).
Atitudes Facilitadoras listadas por Rogers:
Ainda sobre a Autoconsideração
Positiva:
Rogers fundamenta sua teoria na
“crença de que as pessoas são
capazes de crescimento, mudança e
desenvolvimento pessoal” e
“aceitar-se como se é na realidade, e
não como se quer ser, é um sinal de
saúde mental”.
Pleno Funcionamento:
• É característica de pessoas que
atingem uma maior aceitação de si
e do ambiente, adquirindo mais
recursos internos para lidar com as
situações adversas que se
apresentam.
Características das pessoas em Pleno
Funcionamento:
• Apresentam consciência de toda experiência;
• Vivem rica e criativamente cada momento;
• Confiam em seu próprio organismo;
• Possuem senso de liberdade para fazer escolhas sem restrições ou
inibições;
• São criativas e vivem de forma construtiva e adaptativa conforme as
condições ambientais mudam;
• Podem enfrentar dificuldades.
PENSAMENTO:
“Os fatos são sempre amigos. O
mínimo esclarecimento que
consigamos obter, seja em que
domínio for, aproxima-nos muita
mais do que é a verdade.”
(Rogers, pg.36, livro: Tornar-se
Pessoa).
“Está certo eu ser eu próprio, com
todas as minhas forças e
fraquezas. A minha mulher
disse-me que pareço mais real,
mais autêntico, mais
verdadeiro.” (Rogers).
Referências:
• Rogers, C. Tornar-se Pessoa. Ed. Martins Fontes, 1997.
• Fadiman & Frager. Teorias da Personalidade, ed. Harbra, 1986.

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  • 1. Carl Rogers e a Abordagem Centrada na Pessoa • UNINASSAU • DISCIPLINA: Psicologia Humanista Fenomenológica Existencial • CLARISSA FONTOURA • 2024.1
  • 3. Vida e Obra (1902-1987): • Nascido em 1902, em Oak Park, Illinois, subúrbio de Chicago; • Foi o quarto de seis filhos; • Seus pais foram extremamente religiosos e moralistas. Cresceu enquadrado no esquema fundamentalista dos mesmos e afirma que se fosse avaliado por psicólogos à época, facilmente seria identificado como esquizoide, dados os pensamentos fantasiosos que possuía. • Posteriormente, disse que vivia conforme normas que não eram as suas (as normas dos seus pais) e, por isso, teve uma adolescência rebelde; • Tinha pouca vida social (timidez), tornando-se, assim, um leitor voraz.
  • 4. Vida e Obra: • Desde muito cedo, apesar de cercado de pessoas, vivia em profundo contato consigo mesmo e em profunda solidão, sobre isso, escreve: “Ao olhar para trás, percebo que meu interesse em entrevistar e em fazer terapia certamente originou-se em minha solidão anterior. Aqui havia uma maneira socialmente aprovada para chegar realmente perto dos indivíduos e assim saciar a fome que eu, indubitavelmente, sentia.” (Rogers, 1980).
  • 5. Vida e Obra: • Viveu boa parte da sua adolescência em uma fazenda com os pais e irmãos, onde teve acesso à agricultura e a vida rural e se fascinou por ela. • Mais tarde, estudou Agricultura na Universidade de Wisconsin, instituição por onde passaram seus pais e alguns de seus irmãos. • Formou-se em Agricultura, casou-se com amiga de infância e seguiu para um curso de Seminarista, porém não chegou a concluir: foi cursar Psicologia na Universidade de Columbia, após descobrir, em uma palestra da qual participou, que poderia auxiliar pessoas sem necessariamente estar ligado a uma religião.
  • 6. Vida e Obra: • De Wisconsin, seguiu para um curso em Pequim, na China, por conta do seminário e descobriu uma outra possibilidade religiosa, ponto de libertação emocional e intelectual (Zen-budismo e as demais religiões orientais). • Essa viagem foi marcante pela possibilidade sentida de independência psicológica nunca antes vivenciada; • A partir daí, lecionou em cursos de Psicologia, onde realizava atendimentos clínicos com jovens universitários, construindo sua teoria a partir desse contato e publicando artigos, divulgando a ACP para a comunidade em geral. • Atuou na chamada: “Terceira Força da Psicologia”, a Psicologia Humanista; • Em 1958 foi presidente da Associação Americana de Psicologia; • Pioneiro no estudo sistemático da clínica psicológica; • É autor de livros como: “Um jeito de ser”, “Liberdade para aprender”, “Tornar-se Pessoa”, “Grupos de encontro”, “Sobre o poder pessoal”, “De pessoa a pessoa: o problema de ser humano”, dentre outros.
  • 7. Vida e Obra: 1. Após constante frustração com a docência, criou o Centro de Estudos da Pessoa, uma associação livre de pessoas que trabalhavam em profissões de ajuda, daí surgiu seu livro: “Tornar-se Pessoa”; 2. Envereda dos grupos de ajuda para orientações a casais: aspecto de liberdade sempre presente na atuação de Rogers. 1. Influenciado pelos filósofos e teólogos Martin Buber, criador do Dialogismo e pela filosofia existencial de Soren KierKegaard. 2. Influenciado pelo Zen-Budismo. 3. Bases teóricas no Humanismo, na Fenomenologia e no Existencialismo. 4. Rogers desenvolveu sua teoria com base em experiências a partir dos seus atendimentos com clientes: tudo tem origem a partir do vivido e experienciado!
  • 8. Fases da Abordagem Centrada na Pessoa: • À princípio nomeia de Psicologia Não diretiva ou Aconselhamento Não diretivo. Posteriormente passa a denominá-la de Terapia Centrada no Cliente e, por fim, em Abordagem Centrada na Pessoa, que considerava título mais adequado e que persiste até a atualidade. • 1- fase não diretiva (1940-1950)- experiência em Rochester; • 2- fase reflexiva (1950- 1957) • 3- fase experiencial (1957-1970) • 4- fase coletiva ou fase inter- humana (1970-1985)
  • 9. Fases da ACP: Fase Não-diretiva: • Ainda preocupado nos “insights” dos seus clientes, experimentando o aspecto vivencial mas ainda não focado neste; • Fase de grande intelectualismo, que restringe o atendimento a pessoas com razoável capacidade cognitiva, intelectiva e analítica; Fase Reflexiva: • Aqui ocorre a transposição da nomenclatura de “não-diretiva” para reflexiva, centrada no cliente. • Aqui surge um papel mais ativo do terapeuta, com sua atenção mais voltada para o cliente e os seus próprios sentimentos provocados pelo cliente (o terapeuta mais em ação na relação terapêutica). • Transição do trabalho em Rochester para vida acadêmica.
  • 10. Fases da ACP: Fase Experiencial: • Maior sistematização das teorias; • Atitudes Facilitadoras; • Período em que Rogers vivenciou dificuldades no atendimento de usuários em hospitais psiquiátricos, culminando em uma reformulação da relação terapêutica; • A resposta às formulações desordenadas dos usuários mostrou-se insuficiente. Percebeu ainda mais que o estado do terapeuta, a compreensão dos sentimentos do terapeuta também era importante para o processo. • Fase em que buscou auxilio para si mesmo. Fase Coletiva: • Afastou-se da prática clínica, apenas realizando demonstrações de atendimento individual coletivamente, em aulas e workshops. • Dedicou-se a pequenos e grandes grupos, além do interesse por questões interculturais: mediação de conflitos entre grupos antagônicos na África do Sul na época do apartheid e também entre católicos e protestantes na Irlanda do Norte. • Intensificação na área da educação: visa o coletivo! • Fase em que atuou no Centro de Estudos da Pessoa.
  • 11. Abordagem Centrada na Pessoa: A hipótese central nessa abordagem é a de que o indivíduo possui dentro de si mesmo recursos para a auto- compreensão e para alterar o seu auto-conceito, suas atitudes básicas e seu comportamento auto-dirigido, e estes recursos podem ser liberados se um clima definido de atitudes psicológicas facilitadoras for oferecido de fato.
  • 12. Abordagem Centrada na Pessoa: Não contente com as posições reducionistas, mecanicistas e diretivistas da Psicanálise e do Behaviorismo, Rogers funda a sua teoria em uma recusa em identificar a pessoa em terapia como paciente ou doente, como defendiam as duas abordagens acima, apontando para a RELAÇÃO DA PESSOA E DO TERAPEUTA. Segundo ele, são iguais e não há distinção de hierarquia: HORIZONTALIDADE. A terapia centrada na pessoa sugere que o dom de mudar ou aperfeiçoar a personalidade é centrado no interior da pessoa. Em outras palavras, é A pessoa A única responsável por sua mudança, o terapeuta é apenas um facilitador.
  • 13. Abordagem Centrada na Pessoa: Rogers considerava a ACP como um processo fluido, não preso à teorias e sim no próprio desenvolvimento do relacionamento com o cliente, ou seja, um processo em constante construção.
  • 14. Abordagem Centrada na Pessoa: • Não deu muita importância às forças inconscientes e outras explicações freudianas. Acreditava que sentimentos e emoções do presente têm muito mais impacto sobre a personalidade. • Acreditava na tendência à atualização, ou seja, no desenvolvimento dos nossos potenciais, desde aspectos biológicos aos psicológicos, tomando como um dos objetivos de terapia: perceber a pessoa em pleno funcionamento. • Ex: bebês em fase de desenvolvimento.
  • 15. Principais Conceitos: 1. CAMPO DA EXPERIÊNCIA 2. SELF 3. SELF IDEAL 4. CONGRUÊNCIA E INCONGRUÊNCIA 5. TENDÊNCIA ATUALIZANTE
  • 16. Principais Conceitos: Campo da Experiência: • É o mundo das nossas experiências. Fornece um quadro de referência ou contexto que influenciam nosso modo de viver. • Para ele, a realidade de nosso ambiente depende da percepção que temos dele, o que nem sempre coincide com a realidade concreta. • O meu mundo depende da maneira como o vejo e o percebo. Self: •Um mergulho em estudos religiosos, numa religião oriental que prega a responsabilidade pessoal em todos os atos, foi de profunda importância para este teórico. •O Self foi uma importante descoberta de Rogers em sua viagem à China. •Inicialmente, creditava maior influência do meio sob as pessoas porém, após diversos estudos e pesquisas, conclui que a atitude de uma pessoa com relação a seu Self é mais importante que os fatores externos que a cercam e as influências do meio e que o ideal, por exemplo, em ambientes familiares conturbados, é a possibilidade da modificação do autodiscernimento das pessoas. •O autodiscernimento entra como ponto chave para a LIBERTAÇÃO de relações danosas.
  • 17. Self Ideal e Self Real: • “Essa experiência ajudou-me a decidir concentrar minha carreira principalmente no desenvolvimento de uma psicoterapia que proporcionasse maior consciência do autoconhecimento, autodireção e responsabilidade pessoal, em vez de me concentrar em mudanças no ambiente social [...] colocar mais ênfase no Self e como ele se modifica.” (Rogers, 1987, p.119)
  • 18. Congruência e Incongruência: Integração com a sua experiência e com aquilo que emite; A pessoa sendo livre e profundamente ela mesma; Vivência profunda dos sentimentos e atitudes que fluem. Quanto mais o terapeuta é ele mesmo na relação, maior a probabilidade de possibilitar isso ao seu cliente. Quanto mais ele conseguir expressar seus sentimentos positivos e negativos, mais capaz será de ajudar seu cliente. São os sentimentos expressos que provocam a transformação.
  • 19. Tendência Atualizante: • Impulso inato em direção à auto-realização, que abrange necessidades fisiológicas e psicológicas; • Envolve luta e dor porque envolve o próprio processo da vida, da existência humana; • Processo de avaliação organísmica.
  • 20. Sobre o processo: • “Todo trabalho da psicoterapia se refere a uma falha na comunicação. A pessoa emocionalmente desadaptada, o neurótico, tem dificuldades, em 1º lugar, porque rompeu a comunicação consigo próprio e, em segundo, porque como resultado dessa ruptura, a comunicação com os outros se viu prejudicada” (Rogers em Tornar-se Pessoa, pág. 382).
  • 21. Sobre o processo: • O processo psicoterapêutico baseado na ACP consiste em um trabalho de cooperação entre psicólogo e cliente, cujo objetivo é a liberação desse potencial de crescimento, tendo como resultado a pessoa aberta à experiência, vivendo de maneira existencial, tornando-se ele mesmo. • Há três condições básicas e simultâneas defendidas por Rogers como facilitadoras, no relacionamento entre psicoterapeuta e cliente, para que ocorra a atualização desse núcleo essencialmente positivo existente em cada um de nós. São elas: a consideração positiva incondicional, a empatia e a congruência.
  • 22. Sobre o processo: 1. O individuo vem procurar ajuda; 2. A situação da ajuda está normalmente definida; 3. O conselheiro estimula a livre expressão (dos sentimentos do cliente em relação ao problema; 4. O conselheiro aceita, reconhece e clarifica (os sentimentos negativos envolvidos); 5. Expressão receosa e hesitante dos impulsos positivos (que promovem a maturidade); 6. O conselheiro aceita e reconhece os sentimentos positivos; 7. Compreensão, apreensão e aceitação de si; 8. Esclarecimento de possíveis decisões e linhas de ação; 9. Ações positivas; 10. Aprofundamento da autocompreensão; 11. Confiança na ação autodirigida– maior independência; 12. Decrescente necessidade de ajuda.
  • 23. Método: • Rogers elaborou uma escala de medição do processo terapêutico do cliente descrito como um Continuum: o cliente sai do estado de rigidez para um estado de maior fluidez e maleabilidade de sentimentos e de formas de vivenciá-los. Os sete estados desse continuum encontram-se na sua obra: “Tornar-se Pessoa”, publicado pela 1ª vez em 1961. o processo terapêutico passou a ser encarado como um “fluxo experiencial”.
  • 24. Estágios de crescimento: • 1º estágio: fixidez, distanciamento da própria experiência, recusa de comunicação pessoal, muitos bloqueios na comunicação interna, o indivíduo não se vê com um problema ou atribui o problema a uma situação externa a ele mesmo. • 2º estágio: clima de aceitação. Não necessariamente ocorre mudança de atitude e sim, um nível maior de aceitação. Ainda não existe sentimento de responsabilidade pessoal em relação aos problemas. As contradições surgem mais ainda são distantes à pessoa.
  • 25. Estágios de crescimento: • 3º estágio: há um fluir mais livre do EU como um objeto porém um tratamento ainda do EU como VOCÊ, ou seja, inserido em uma fala que retrata a relação OBJETAL consigo mesmo; A expressão e descrições de sentimentos e vivências também aparece no PASSADO, numa clara distância da implicação do EU. Experiências muito negativas relacionadas ao EU PESSOAL.
  • 26. Estágios de crescimento: • 4º estágio: os sentimentos começam a aparecer no presente. A verbalização começa a ocorrer no EU. Algumas questões começam a ser questionadas em sua validade: Isso é meu mesmo? Para que serve? Maior diferenciação dos sentimentos e constructos. Começa a tomar consciência das suas experiências pessoais porém com alguma hesitação. Essa fase constitui a maior parte da psicoterapia, juntamente com a seguinte.
  • 27. Estágios de crescimento: • 5º estágio: sentimentos mais expressos do cliente para o terapeuta e vice-versa: fruto de um contínuo de auto-descoberta realizado nas etapas anteriores a essa. Sentimentos + experimentados apesar do receio em fazer isso. Surpresa e receio com os sentimentos que vem à tona, necessidade cada vez maior de responsabilização. Aceitação e busca por resolução verdadeira dos conflitos.
  • 28. Estágios de crescimento: • 6º estágio: sentimentos fluindo para seu pleno fim, plena finalidade. O eu como objeto tende a aparecer. A maleabilidade fisiológica é algo característico dessa fase: lágrimas, reações físicas, contato com o corpo, tudo aqui é mais pleno e verdadeiro e fluido também.
  • 29. Estágios de crescimento: • 7º estágio: já não há mais a necessidade de aceitação por parte do terapeuta, isso já não é o mais importante para o cliente em questão. A experiência terapêutica já é fonte de referência para outras relações exteriores a ela. Há aqui uma confiança sólida na evolução pessoal. Os construtos, os achados já são parte do processo em andamento, em resolução, do cliente. Há uma alteração na relação do sujeito com seus problemas, com ele mesmo e com os outros ao seu redor.
  • 30. Atitudes Facilitadoras listadas por Rogers: • 1- Congruência: Integração com a sua experiência e com aquilo que emite; A pessoa sendo livre e profundamente ela mesma; Vivência profunda dos sentimentos e atitudes que fluem. Quanto mais o terapeuta é ele mesmo na relação, maior a probabilidade de possibilitar isso ao seu cliente. Quanto mais ele conseguir expressar seus sentimentos positivos e negativos, mais capaz será de ajudar seu cliente. São os sentimentos expressos que provocam a transformação.
  • 31. Atitudes Facilitadoras listadas por Rogers: • 2- Consideração Positiva Incondicional: É a aceitação plena da pessoa, cuidado não-possessivo, uma forma de apreciar o outro como uma pessoa individualizada, a quem se permite ter seus próprios sentimentos e viver suas próprias experiências, respeitando-as.
  • 32. Atitudes Facilitadoras listadas por Rogers: • 3- Compreensão Empática: É a compreensão do outro em sua totalidade, é a capacidade de ter empatia, de olhar a vida com os olhos do outro, sem a prioris.
  • 33. Atitudes Facilitadoras listadas por Rogers: •4- Autoconsideração Positiva: Condição sob a a qual concedemos aceitação e aprovação a nós mesmos: “A experiência mostrou-me que as pessoas têm, fundamentalmente, uma orientação positiva. … Acabei por me convencer de que quanto mais um indivíduo é compreendido e aceito, maior tendência tem para abandonar as falsas defesas que empregou para enfrentar a vida, e para progredir num caminho construtivo.” (Rogers, p.38, livro: Tornar-se Pessoa).
  • 34. Atitudes Facilitadoras listadas por Rogers: Ainda sobre a Autoconsideração Positiva: Rogers fundamenta sua teoria na “crença de que as pessoas são capazes de crescimento, mudança e desenvolvimento pessoal” e “aceitar-se como se é na realidade, e não como se quer ser, é um sinal de saúde mental”.
  • 35. Pleno Funcionamento: • É característica de pessoas que atingem uma maior aceitação de si e do ambiente, adquirindo mais recursos internos para lidar com as situações adversas que se apresentam.
  • 36. Características das pessoas em Pleno Funcionamento: • Apresentam consciência de toda experiência; • Vivem rica e criativamente cada momento; • Confiam em seu próprio organismo; • Possuem senso de liberdade para fazer escolhas sem restrições ou inibições; • São criativas e vivem de forma construtiva e adaptativa conforme as condições ambientais mudam; • Podem enfrentar dificuldades.
  • 37. PENSAMENTO: “Os fatos são sempre amigos. O mínimo esclarecimento que consigamos obter, seja em que domínio for, aproxima-nos muita mais do que é a verdade.” (Rogers, pg.36, livro: Tornar-se Pessoa). “Está certo eu ser eu próprio, com todas as minhas forças e fraquezas. A minha mulher disse-me que pareço mais real, mais autêntico, mais verdadeiro.” (Rogers).
  • 38. Referências: • Rogers, C. Tornar-se Pessoa. Ed. Martins Fontes, 1997. • Fadiman & Frager. Teorias da Personalidade, ed. Harbra, 1986.