ESCOLHA DAS PROVAS
PROVAS, em linguagem espírita,
são situações que nos servem
de aprendizado ou testam
nossa capacidade.
A Providência Divina nos faz
passar por provas porque são
necessárias ao nosso progresso
intelecto-moral.
Sem as provas, não atingiríamos o
pleno desenvolvimento de nossas
potencialidades nem teríamos
merecimento para usufruirmos os benefícios da perfeição alcançada.
A vida corpórea nos enseja certo tipo de provas indispensáveis
ao nosso progresso espiritual.
4.
Segundo o Espiritismo,as tribulações
da existência física não são impostas
por Deus ao ser humano, uma vez que
o próprio Espírito escolhe o gênero de
provas por que há de passar e nisso
consiste o seu livre-arbítrio. Contudo,
nada ocorre sem a permissão de Deus,
porquanto foi Deus quem estabeleceu
todas as leis que regem o Universo.
Dando ao Espírito a liberdade de
escolher, Deus lhe deixa a inteira
responsabilidade de seus atos e das
consequências que estes tiverem.
A escolha das provas: em
que consiste?
ESCOLHA DAS PROVAS
5.
Quando na erraticidade,antes de começar nova
existência corporal, tem o Espírito consciência e
previsão do que lhe sucederá no curso da vida
terrena?
.
Ele próprio escolhe o
gênero de provas por
que há de passar e nisso
consiste o seu livre-
arbítrio
ESCOLHA DAS PROVAS
6.
O que éque dirige o
Espírito na escolha das
provas que queira passar?
Ele escolhe, de acordo com a natureza de suas faltas, as que o levem à expiação destas
e a progredir mais depressa. Uns,portanto, impõem a si mesmos uma vida de misérias e
privações,objetivando suportá-las com coragem;
Outros preferem experimentar as tentações da riqueza e do poder, muito mais
perigosas, pelos abusos e má aplicação
Muitos, finalmente, se decidem a experimentar suas forças nas lutas que terão de
sustentar em contacto com o vício.
ESCOLHA DAS PROVAS
7.
A escolha dasprovas, de
maneira livre e
consciente pelos
espíritos desencarnados,
só é possível quando o
espírito tem um certo
grau de conhecimento,
discernimento e
qualidades morais para
tal
Na realidade, não haveria
necessidade nenhuma de que
os espíritos pudessem, na
erraticidade, "escolher"
provas e expiações, pois a
Lei de Causa e Efeito, a Lei
de Ação e Reação, a Lei de
Justiça já registraram no
perispírito e na mente do
espírito as energias e
tendências que o farão
enfrentar as provas e
expiações que necessite
passar.
“Pode um espírito
escolher, como prova
para sua próxima
encarnação, nascer
entre criminosos?”
ESCOLHA DAS PROVAS
8.
Se tivermos condiçõesevolutivas para
tanto, nós mesmos poderemos escolher
o gênero de provas pelas quais
haveremos de passar.
Escolhemos, apenas, o gênero das
provações e não as coisas todas e
mínimas de nossa vida terrena. As
particularidades correrão por conta da
posição em que nos acharmos e de
como as formos enfrentando
ESCOLHA DAS PROVAS
9.
Para apagar ostraços de uma falta e
suas conseqüências são
necessários: o
arrependimento, a EXPIAÇÃO e a
reparação.
Arrependimento, por si só não
basta para a reabilitação mas é
o primeiro passo. Suaviza as
angústias da expiação e, aliado à
esperança, abre o caminho para que
o espírito se recupere.
EXPIAÇÃO : Consiste nos
sofrimentos físicos e morais
conseqüentes à falta,
seja na vida atual ou na
espiritual, após a morte ou,
ainda, em nova existência
corporal.
Varia segundo a natureza e
gravidade da falta. A mesma falta
pode acarretar
expiações diversas, conforme as
circunstâncias atenuantes ou
agravantes, em que for cometida. Não
há regra absoluta nem uniforme
quanto à natureza e
duração da expiação. A única lei geral
é que toda falta terá que ser retratada,
e terárecompensa todo ato meritório,
segundo o seu valor.
Deus também não apressa a
expiação. Mas se o espírito não
se mostra apto a
compreender o que lhe seria
mais útil, Deus pode lhe impor
uma existência
que vai servir para a sua
purificação e progresso
Reparação.
Consiste em:
1) Fazer àqueles a quem se
prejudicou, tanto bem quanto mal se
lhes tenha feito;
2) Realizar o que deveria ter sido feito
e foi descurado. Ex.: cumprir
deveres desprezados, missões não
preenchidas.
A reparação, enfim, é praticar o bem em
compensação ao mal praticado.
Tornar-se humilde se se tem sido
orgulhoso, amável se se foi severo,
caridoso se se tem sido egoísta, benigno
se se tem sido perverso, laborioso, se se
tem sido ocioso, útil se se tem sido
inútil, frugal se se tem sido
intemperante.
Quem não repara seus erros numa
existência, por fraqueza ou má vontade,
terá de fazê-lo numa próxima
reencarnação.
ESCOLHA DAS PROVAS
10.
A escolha daprova, entretanto, não tem caráter absoluto,
uma vez que Deus […] pode impor certa existência a um
Espírito, quando este,pela sua inferioridade ou má- vontade,
não se mostra apto a compreender o que lhe seria mais útil.
A prerrogativa de o Espírito escolher as provas
da existência carnal está sempre em
consonância com as suas condições de fazer
uma escolha correta, com vistas aos próprios
interesses espirituais.
ESCOLHA DAS PROVAS
11.
ENFRENTANDO O DESTINO
Oúnico destino fatal que Deus criou
para todos os Espíritos é o de se
aperfeiçoarem incessantemente,
usufruindo cada vez mais felicidades.
Porém, ao longo das existências,
cada qual construiu para si mesmo
situações, necessidades e deveres
particulares. Esse é o seu
destino pessoal.
Tendo escolhido ou não as nossas provas, lancemo-nos à boa luta
da evolução em que o espírito ordena e o corpo obedece, evitando ou
suportando o mal e construindo o bem.
ESCOLHA DAS PROVAS
12.
O QUE EUPENSO SER MAIS IMPORTANTE É
PODER SAIR DESTA EXISTÊNCIA MELHOR DO
QUE O MOMENTO QUE ENTREI.
CHICO XAVIER
Ocupação e Missãodos Espíritos
A MISSÃO DE CADA UM
• MISSÃO: significa obrigação, compromisso, dever a cumprir,
função, encargo, incumbência, ocupação (para o bem).
Nós temos em nosso currículo
espiritual certas atividades que poderiam
ser chamadas de “missão”. Isto é, algo
que nos comprometemos a fazer quando
encarnássemos e precisamos nos
conscientizar que essa atividade
nos foi programada para nossa
elevação espiritual ou resgate
de antigos débitos do passado
15.
562. Os Espíritosda
ordem mais elevada, nada
mais tendo a adquirir,
entregam-se a um repouso
absoluto ou têm ainda
ocupações?
Que querias que eles
fizessem por toda a
eternidade?
A eterna ociosidade seria
um suplício eterno.
562-a. Qual é a natureza de
suas ocupações?
Receber diretamente as
ordens de Deus, transmiti-las
por todo o Universo e velar
pela sua execução
563-a. Concebe-se isso
para os bons Espíritos;
mas acontece o mesmo
com os Espíritos
inferiores?
- Os Espíritos inferiores têm
ocupações apropriadas à
sua natureza.
- Confiais ao trabalhador
braçal e ao ignorante os
trabalhos do homem culto?
230-O espírito progride no
estado errante?
Pode melhorar-se bastante,
sempre de acordo com a sua
vontade e o seu desejo;
… mas é na existência corpórea
que ele põe em prática as
novas idéias adquiridas
568. Os Espíritos que têm
missões a cumprir,
cumprem-nas em estado
errante ou encarnado?
- Podem fazê-lo num e
noutro estado. Para certos
Espíritos errantes, essa é
uma grande ocupação.
Ocupação e Missão dos Espíritos
16.
571. Só há
Espíritos
elevadosno
cumprimento de
missões?
A importância das
missões está em relação
com a capacidade e a
elevação do Espírito.
O estafeta que leva um
despacho cumpre
também uma missão,que
não é a do general.
572-a. A mesma
missão pode ser
pedida por muitos
Espíritos?
Sim, há sempre muitos
candidatos, mas nem
todos são aceitos
Como se pode
reconhecer que um
homem tem uma
missão real na
Terra?
Pelas grandes
coisas que ele
realiza, pelo
progresso que faz
os seus
semelhantes
realizarem
Ocupação e Missão dos Espíritos
17.
580. O Espírito
quese encarna
para cumprir uma
missão tem o
mesmo receio
daquele que o faz
como prova?
Não;
Ele tem
experiência
573 Em que
consiste a missão
dos Espíritos
quando
encarnados?
Instruir os homens, ajudar
em seu adiantamento,
melhorar suas instituições
pelos meios diretos e
materiais;
Tudo se encadeia na
Natureza;
Cada um tem sua missão
na Terra, cada um pode ser
útil para alguma coisa.
Ocupação e Missão dos Espíritos
18.
582 Pode a
paternidadeser
considerada uma
missão?
É, sem dúvida, uma
missão...Deus colocou a criança
sob a tutela de seus pais para
que esses a dirijam no caminho
do bem;
Se esse fracassa por erro deles,
carregarão a pena e os
sofrimentos do filho na vida
futura, que recairão sobre eles,
porque não fizeram o que deles
dependia para seu adiantamento
no caminho do bem.
Qual é a
minha
missao? Nossa missão principal é
conosco, o nosso
melhoramento espiritual (a
melhora das nossas atitudes e
pensamentos). Em seguida
vem a nossa missão com o
grupo onde estamos
inseridos, seja no lar, na
escola, na comunidade
Deus, em sua soberana justiça, nos legou o trabalho como instrumento
de aperfeiçoamento, ao qual todos fatalmente estamos predestinados.
Assim, nunca há interrupção na atividade dos espíritos. Estejam
encarnados ou desencarnados, sempre haverá o que fazer, o que
aprender.
Ocupação e Missão dos Espíritos
19.
..., se aGrécia e a Roma da antiguidade tiveram a sua
hora, como elementos primordiais das origens de toda a
civilização do Ocidente; se o império português e o
espanhol se alastraram quase por todo o planeta; se a
França, se a Inglaterra têm tido a sua hora proeminente
nos tempos que assinalam as etapas evolutivas do
mundo, o Brasil terá também o seu grande momento, no
relógio que marca os dias da evolução da humanidade.
Se outros povos atestaram o progresso, pelas
expressões materializadas e transitórias, o Brasil terá a
sua expressão imortal na vida do espírito, representando
a fonte de um pensamento novo, sem as ideologias de
separatividade, e inundando todos os campos das
atividades humanas com uma nova luz.
Está registrado no prefácio do livro “Brasil - Coração do Mundo, Pátria do
Evangelho”, pelo espírito Humberto de Campos e Psicografado por
Francisco Cândido Xavier (o prefácio foi escrito pelo espírito Emmanuel):
Ocupação e Missão dos Espíritos
20.
“O Brasil nãoestá somente destinado a suprir as
necessidades materiais dos povos mais pobres
do planeta, mas, também, a facultar ao mundo
inteiro uma expressão consoladora de crença e de
fé raciocinada e a ser o maior celeiro de
claridades espirituais do orbe inteiro.”
291. Além dasimpatia
geral, oriunda da
semelhança que entre
eles exista, votam-se
os Espíritos recíprocas
afeições particulares?
Do mesmo modo que os
homens, sendo, porém, que
mais forte é o laço que
prende os Espíritos uns
aos outros, quando
carentes de corpo material,
porque então esse laço não
se acha exposto às
vicissitudes das paixões.”
293. Conservarão
ressentimento um
do outro, no mundo
dos Espíritos, dois
seres que foram
inimigos na Terra?
Relações Simpáticas e
Antipáticas dos Espíritos.
Não; compreenderão que
era estúpido o ódio que se
votavam e pueril o motivo
que o inspirava. Apenas os
Espíritos imperfeitos
conservam uma espécie de
animosidade, enquanto se
não purificam.
294. A lembrança
dos atos maus que
dois homens
praticaram um
contra o outro
constitui obstáculo a
que entre eles reine
simpatia?
“Essa lembrança
os induz a se
afastarem um do
outro.”
23.
Dois Espíritos
simpáticos são
complementosum do
outro ou essa
simpatia é o
resultado de uma
afinidade perfeita?
- A simpatia que atrai um
Espírito para outro é o
resultado da perfeita
concordância de
suas tendências, de
seus instintos; se um
devesse completar o
outro, perderia a sua
individualidade.
298. As almas que
devem unir-se estão
predestinadas a essa
união, desde a sua
origem, e cada um de
nós tem, em alguma
parte do Universo, a sua
metade, à qual um dia se
unirá fatalmente?
Não; não existe união
particular e fatal entre duas
almas. A união existe entre
todos os Espíritos, mas em
graus diferentes, segundo a
ordem que ocupam, e a
perfeição que adquiriram:
quanto mais perfeitos, tanto
mais unidos.
Relações Simpáticas e
Antipáticas dos Espíritos.
24.
299. Em quesentindo
se deve entender a
palavra metade, de
que certos Espíritos
se servem para
designar os Espíritos
simpáticos?
A expressão é
inexata; se um
Espírito fosse a
metade de outro,
uma vez
separado estaria
incompleto
Relações Simpáticas e
Antipáticas dos Espíritos.
25.
A teoria dasmetades eternas é uma imagem que
representa a união de dois Espíritos simpáticos. É
uma expressão usada até mesmo na linguagem
vulgar, e que não deve ser tomada ao pé da letra.
Os Espíritos que dela se servem não pertencem à
ordem mais elevada. A esfera de suas idéias é
necessariamente limitada, e exprimem o seu
pensamento pelos termos de que se teriam servido
na vida corpórea.
É necessário rejeitar esta idéia de que dois Espíritos,
criados um para o outro, devem um dia fatalmente
reunir-se na eternidade, após terem permanecido
separados durante um falso de tempo mais ou menos
longo. - Allan Kardec
26.
De Allan Kardec:
"OCéu e o Inferno”- Código Penal da Vida Futura
"O Livro dos Espíritos”
- "Emmanuel” - Francisco C. Xavier - Dos Destinos.
BIBLIOGRAFIA