Reunião de Oração, às 18h todos
os domingos.
1.Missões: Benício Campos (Moçambique),
Raimundo (Albânia), Edvânio (Portugal),
Leonardo (Piura, Peru).
Ricardo e Érica (Mauritânia)
2. Ore pelos enfermos em nossa igreja, pelas
famílias e pelos novos irmãos e visitantes.
3. Ore pelos líderes da nossa comunidade.
4. Ore pelo pastor e sua família.
5. Ore pelo nosso país, Estado e cidade;
6. Ore pelo crescimento da nossa igreja.
7. Ore por você e seu crescimento espiritual.
 Espere uma igreja firmemente bíblica...
 Espere uma igreja ardorosamente acolhedora...
 Espere uma igreja liberalmente generosa...
 Espere uma igreja fielmente missionária...
Isso será alcançado quando você contribuir efetiva e
afetivamente, orando, servindo, honrando e sustentando a
sua igreja.
Rua Tókio 842, Cidade Edson, Suzano/SP
William Perkins e a pregação no movimento puritano
(i)
Franklin Ferreira
1. Modelos de pregação no fim da Idade Média e na
Renascença
Ao fim da Idade Média e no começo da Renascença havia dois
métodos de pregação principais:
O método antigo, surgido na Antiguidade, chamado desta forma
por estar ligado aos primeiros pregadores, como Crisóstomo e
Agostinho, e por ocasião da Reforma, a João Calvino. O método
antigo de pregação não tinha nenhuma estrutura elaborada de
organização, seguindo a ordem do texto, com exegese e
aplicação, muitas vezes de forma extemporânea.
O método moderno, surgido na Idade Média. Era um estilo de
pregação que se desenvolveu com base na oratória ciceroniana e
supunha uma vasta cultura filosófica, oratória, poética e histórica,
além do exercício e a imitação dos melhores autores, das suas
sentenças e de seu conteúdo moral, como presente nas homilias
anglicanas. Mas William Perkins tomou esta forma de pregação e
eliminou todo pedantismo e linguagem vazia e sem sentido,
criando um novo estilo de sermão. Por que essa necessidade de
reformar até mesmo o estilo da pregação? Porque, para os
puritanos, até mesmo pregar era uma atividade subversiva e seu
 Revelação: Salmo 138
 Invocação: Pb. Jairo Pires
 Adoração: “Louvai ao Senhor”, Sl 117
 Dedicação:
 Intercessão & Contrição: 1 João 1.9
 Proclamação: Pr Silas Roberto
 Bênção:
Ano II – n° 21 25 de Maio de 2014
Serviços:
Domingo:
EBD às 17h00
Culto às 18h30
Quinta-feira
Oração e estudo às 20h
Ministério:
Pastor:
Silas Roberto Nogueira
(9-9229-2224)
Presbíteros:
Jairo Pires
Alan Junior
Diáconos
Joredson e Ana Souza
O que posso esperar da
Comunidade Batista da Graça?
Ordem de Culto
objetivo era a reforma do caráter e da ação – “reformar a vida da
impiedade”, como Perkins afirmou.
2. Reformando a piedade
William Perkins nasceu em 1558, no vilarejo de Marston Jabbet,
em Warwickshire, Inglaterra. Sabemos pouco sobre sua juventude
até ele deixar sua casa para começar seus estudos na Faculdade
de Cristo, em Cambridge, em junho de 1577. Perkins se
matriculou na faculdade como pensionista, o que sugere que ele
pertencia a uma família de classe média bem estabelecida. A vida
na universidade desafiou a criação religiosa de Perkins. Ele
parecia ter perdido toda e qualquer fé cristã que um dia possuíra.
Nesse vácuo espiritual surgiu um substituto novo, mais fascinante:
o oculto. Anos mais tarde, Perkins descreveria assim essa
fascinação pela mágica e pelo oculto: “Durante muito tempo,
estudei essa arte e nunca me satisfazia até descobrir todos os
seus segredos. Mas depois, aprouve a Deus colocar diante de
mim a blasfêmia que isso era, ou, devo dizer francamente, a
idolatria, embora por vezes ela pudesse estar coberta por uma
tinta dourada”.
Em 1584, Perkins já havia se convertido totalmente à fé cristã. Em
algum momento durante o seu bacharelado, em 1581, e seu
mestrado, em 1584, Perkins passou pela experiência do novo
nascimento. Naquele mesmo ano, aos 26 anos, ele passou a ser
um dos professores na Faculdade de Cristo. Como professor,
cresceu em conhecimento e fama até que “poucos estudantes de
teologia saíssem de Cambridge sem terem se beneficiado de
alguma maneira de sua instrução”. Uma das coisas que atraía
seus alunos era o seu amor pela simetria e precisão lógica.
Segundo seu amigo Robert Hill, “ele tinha um excelente dom para
definir de maneira correta, dividir com exatidão, argumentar com
sutileza, responder diretamente, falar com vigor e escrever de
maneira judicial”. Além de suas tarefas rotineiras de professor,
Perkins, pelo restante de sua vida, foi palestrante na igreja de
Santo André, localizada bem em frente da Faculdade de Cristo.
Seu ministério no púlpito pulsava com a mesma força que
animava os seus ensinamentos. Thomas Fuller nos diz que, “do
púlpito, ele pronunciava a palavra ‘perdição’ com tamanha ênfase,
que ela ficava ecoando nos ouvidos de seu auditório por um bom
tempo”. Por outro lado, “o erudito não podia ouvir sermões mais
instruídos, nem o homem da cidade sermões mais claros”.
Em 1596, Perkins se casou com uma viúva chamada Timothye e
imediatamente se tornou pai de sete filhos. Essa deve ter sido
uma experiência chocante para quem fora solteiro durante tanto
tempo. Como um homem casado, Perkins foi obrigado a
abandonar seu posto na faculdade. Contudo, permaneceu como
pregador na Igreja de Santo André. Ele obteve permissão para
pregar aos prisioneiros nas cadeias. “Ele ganhou almas para
Cristo entre eles, tanto quanto entre a multidão que comparecia
para ouvi-lo em Santo André. Dizia-se sobre ele que seus
sermões eram ao mesmo tempo toda a lei e todo o evangelho;
toda a lei para expor a vergonha do pecado e todo o evangelho
para oferecer o perdão total e completo aos pecadores perdidos”
(Errol Hulse).
Perkins morreu em 1602, aos 44 anos, em pleno vigor de sua
força e no auge da fama. Em frente à sua sepultura, o seu bom
amigo James Montagu, futuro bispo de Winchester, exortou os
ouvintes que estavam ao lado da viúva de Perkins e seus sete
filhos, citando Josué 1:2: “Moisés, meu servo, é morto”. Mesmo
assim, a morte de Perkins não pôs fim à sua influência.
Quatro grupos principais se destacam dentro do puritanismo
elisabetano: o grupo original “anti-vestimenta”, surgido na década
de 1560, como reação às vestes clericais, detalhes da adoração
pública, fazer sinal da cruz, etc.; os presbiterianos, que surgiram
em meados de 1570 e 1580, preocupados com a forma de
governo eclesiástico; os independentes, que surgiram em 1580, e
que, perseguidos, fugiram para a Holanda e os Estados Unidos. O
quarto grupo, denominado de “resistência passiva”, surgiu no final
das décadas de 1580 e 1590, do qual Perkins fazia parte.
Evitando o debate sobre as formas de governo da igreja e o uso
das vestimentas, Perkins e outros ministros estabeleceram uma
nova estratégia para o puritanismo. Eles procuraram ganhar as
multidões para a fé e o estilo de vida dos evangélicos voltando
para a estratégia do Novo Testamento: pregação, treinamento de
líderes e persuasão. Perkins estava convencido de que tal
estratégia provocaria uma transformação mais profunda na
Inglaterra do que poderia ser alcançada agindo apenas por
pressão no governo ou por meio da política eclesiástica.
Para isso, Perkins escreveu vários livros para promover essa
reforma, e que se tornaram sucesso de venda. Esses escritos
podem ser divididos em três categorias, cada uma representando
uma área estratégica. Primeiro e mais importante, Perkins
trabalhou por uma renovação teológica ao ensinar o calvinismo
simplificado em tratados sobre predestinação, a ordem da
salvação, segurança da fé, o credo dos apóstolos e os erros do
catolicismo romano. A segunda área consistia em gerar uma
renovação ministerial, treinando uma nova geração na arte da
pregação expositiva e aconselhamento pastoral. Ele escreveu um
clássico intitulado a Arte de Profetizar, usando a palavra
“profetizar” no sentido de pregar. O propósito era dar aos
pregadores ingleses um livro de homilética para usarem no
preparo dos seus sermões. Finalmente, ele defendeu a
necessidade de uma renovação moralpor meio de manuais de
vida cristã, escrevendo sobre a oração do Senhor, o culto cristão,
a vocação cristã e vários casos de consciência. Quando morreu,
seus livros vendiam mais do que os livros de Calvino, Theodore
Beza e Heinrich Bullinger juntos. Sua influência entre as igrejas
nas colônias americanas também foi imensa.
3. Temor diante do ofício
Perkins afirmou que a pregação é “o principal dever de um
ministro”, porque “a pregação é o chamariz da alma, pelo qual a
mente dos homens é abrandada e transportada de uma vida
ímpia para a fé e o arrependimento evangélicos. Portanto, se
inquirirem qual é, de todos os dons, o mais excelente, sem dúvida
a honra recai sobre a pregação”. Mas, ao comentar a vocação de
Isaías (Is 6.9), ele enfatiza que o primeiro requisito exigido para o
exercício do ministério da Palavra é “o temor do Senhor”. Eis suas
palavras: “Todos os verdadeiros ministros, especialmente aqueles
comissionados para pregar tão importantes palavras na sua
igreja, devem, antes de qualquer coisa, ser marcados por um
grande senso de temor, pela consciência da magnitude da sua
função – um senso de assombro e espanto, cheio de admiração
pela glória e grandeza de Deus. Eles O representam e trazem a
mensagem dele. Quanto mais temerosos e relutantes estiverem
diante da contemplação da majestade de Deus e da fraqueza
deles, mais provável é que sejam verdadeiramente chamados por
Deus e designados para propósitos elevados na sua igreja.
Qualquer um que ingresse nessa função sem temor, a si mesmo
se oferece, mas é duvidoso que seja chamado por Deus como o
profeta Isaías claramente foi... Sempre que Deus chama
quaisquer de seus servos para qualquer grande obra, ele primeiro
os conduz a este senso de temor e assombro”. Por isso: “Ele
mesmo [o ministro] deve primeiramente ser inclinado à santidade
se quer estimular inclinações santas em outros homens”.
_____________________________________________Continua

Boletim cbg n° 21_25_maio_2014

  • 1.
    Reunião de Oração,às 18h todos os domingos. 1.Missões: Benício Campos (Moçambique), Raimundo (Albânia), Edvânio (Portugal), Leonardo (Piura, Peru). Ricardo e Érica (Mauritânia) 2. Ore pelos enfermos em nossa igreja, pelas famílias e pelos novos irmãos e visitantes. 3. Ore pelos líderes da nossa comunidade. 4. Ore pelo pastor e sua família. 5. Ore pelo nosso país, Estado e cidade; 6. Ore pelo crescimento da nossa igreja. 7. Ore por você e seu crescimento espiritual.  Espere uma igreja firmemente bíblica...  Espere uma igreja ardorosamente acolhedora...  Espere uma igreja liberalmente generosa...  Espere uma igreja fielmente missionária... Isso será alcançado quando você contribuir efetiva e afetivamente, orando, servindo, honrando e sustentando a sua igreja. Rua Tókio 842, Cidade Edson, Suzano/SP William Perkins e a pregação no movimento puritano (i) Franklin Ferreira 1. Modelos de pregação no fim da Idade Média e na Renascença Ao fim da Idade Média e no começo da Renascença havia dois métodos de pregação principais: O método antigo, surgido na Antiguidade, chamado desta forma por estar ligado aos primeiros pregadores, como Crisóstomo e Agostinho, e por ocasião da Reforma, a João Calvino. O método antigo de pregação não tinha nenhuma estrutura elaborada de organização, seguindo a ordem do texto, com exegese e aplicação, muitas vezes de forma extemporânea. O método moderno, surgido na Idade Média. Era um estilo de pregação que se desenvolveu com base na oratória ciceroniana e supunha uma vasta cultura filosófica, oratória, poética e histórica, além do exercício e a imitação dos melhores autores, das suas sentenças e de seu conteúdo moral, como presente nas homilias anglicanas. Mas William Perkins tomou esta forma de pregação e eliminou todo pedantismo e linguagem vazia e sem sentido, criando um novo estilo de sermão. Por que essa necessidade de reformar até mesmo o estilo da pregação? Porque, para os puritanos, até mesmo pregar era uma atividade subversiva e seu  Revelação: Salmo 138  Invocação: Pb. Jairo Pires  Adoração: “Louvai ao Senhor”, Sl 117  Dedicação:  Intercessão & Contrição: 1 João 1.9  Proclamação: Pr Silas Roberto  Bênção: Ano II – n° 21 25 de Maio de 2014 Serviços: Domingo: EBD às 17h00 Culto às 18h30 Quinta-feira Oração e estudo às 20h Ministério: Pastor: Silas Roberto Nogueira (9-9229-2224) Presbíteros: Jairo Pires Alan Junior Diáconos Joredson e Ana Souza O que posso esperar da Comunidade Batista da Graça? Ordem de Culto
  • 2.
    objetivo era areforma do caráter e da ação – “reformar a vida da impiedade”, como Perkins afirmou. 2. Reformando a piedade William Perkins nasceu em 1558, no vilarejo de Marston Jabbet, em Warwickshire, Inglaterra. Sabemos pouco sobre sua juventude até ele deixar sua casa para começar seus estudos na Faculdade de Cristo, em Cambridge, em junho de 1577. Perkins se matriculou na faculdade como pensionista, o que sugere que ele pertencia a uma família de classe média bem estabelecida. A vida na universidade desafiou a criação religiosa de Perkins. Ele parecia ter perdido toda e qualquer fé cristã que um dia possuíra. Nesse vácuo espiritual surgiu um substituto novo, mais fascinante: o oculto. Anos mais tarde, Perkins descreveria assim essa fascinação pela mágica e pelo oculto: “Durante muito tempo, estudei essa arte e nunca me satisfazia até descobrir todos os seus segredos. Mas depois, aprouve a Deus colocar diante de mim a blasfêmia que isso era, ou, devo dizer francamente, a idolatria, embora por vezes ela pudesse estar coberta por uma tinta dourada”. Em 1584, Perkins já havia se convertido totalmente à fé cristã. Em algum momento durante o seu bacharelado, em 1581, e seu mestrado, em 1584, Perkins passou pela experiência do novo nascimento. Naquele mesmo ano, aos 26 anos, ele passou a ser um dos professores na Faculdade de Cristo. Como professor, cresceu em conhecimento e fama até que “poucos estudantes de teologia saíssem de Cambridge sem terem se beneficiado de alguma maneira de sua instrução”. Uma das coisas que atraía seus alunos era o seu amor pela simetria e precisão lógica. Segundo seu amigo Robert Hill, “ele tinha um excelente dom para definir de maneira correta, dividir com exatidão, argumentar com sutileza, responder diretamente, falar com vigor e escrever de maneira judicial”. Além de suas tarefas rotineiras de professor, Perkins, pelo restante de sua vida, foi palestrante na igreja de Santo André, localizada bem em frente da Faculdade de Cristo. Seu ministério no púlpito pulsava com a mesma força que animava os seus ensinamentos. Thomas Fuller nos diz que, “do púlpito, ele pronunciava a palavra ‘perdição’ com tamanha ênfase, que ela ficava ecoando nos ouvidos de seu auditório por um bom tempo”. Por outro lado, “o erudito não podia ouvir sermões mais instruídos, nem o homem da cidade sermões mais claros”. Em 1596, Perkins se casou com uma viúva chamada Timothye e imediatamente se tornou pai de sete filhos. Essa deve ter sido uma experiência chocante para quem fora solteiro durante tanto tempo. Como um homem casado, Perkins foi obrigado a abandonar seu posto na faculdade. Contudo, permaneceu como pregador na Igreja de Santo André. Ele obteve permissão para pregar aos prisioneiros nas cadeias. “Ele ganhou almas para Cristo entre eles, tanto quanto entre a multidão que comparecia para ouvi-lo em Santo André. Dizia-se sobre ele que seus sermões eram ao mesmo tempo toda a lei e todo o evangelho; toda a lei para expor a vergonha do pecado e todo o evangelho para oferecer o perdão total e completo aos pecadores perdidos” (Errol Hulse). Perkins morreu em 1602, aos 44 anos, em pleno vigor de sua força e no auge da fama. Em frente à sua sepultura, o seu bom amigo James Montagu, futuro bispo de Winchester, exortou os ouvintes que estavam ao lado da viúva de Perkins e seus sete filhos, citando Josué 1:2: “Moisés, meu servo, é morto”. Mesmo assim, a morte de Perkins não pôs fim à sua influência. Quatro grupos principais se destacam dentro do puritanismo elisabetano: o grupo original “anti-vestimenta”, surgido na década de 1560, como reação às vestes clericais, detalhes da adoração pública, fazer sinal da cruz, etc.; os presbiterianos, que surgiram em meados de 1570 e 1580, preocupados com a forma de governo eclesiástico; os independentes, que surgiram em 1580, e que, perseguidos, fugiram para a Holanda e os Estados Unidos. O quarto grupo, denominado de “resistência passiva”, surgiu no final das décadas de 1580 e 1590, do qual Perkins fazia parte. Evitando o debate sobre as formas de governo da igreja e o uso das vestimentas, Perkins e outros ministros estabeleceram uma nova estratégia para o puritanismo. Eles procuraram ganhar as multidões para a fé e o estilo de vida dos evangélicos voltando para a estratégia do Novo Testamento: pregação, treinamento de líderes e persuasão. Perkins estava convencido de que tal estratégia provocaria uma transformação mais profunda na Inglaterra do que poderia ser alcançada agindo apenas por pressão no governo ou por meio da política eclesiástica. Para isso, Perkins escreveu vários livros para promover essa reforma, e que se tornaram sucesso de venda. Esses escritos podem ser divididos em três categorias, cada uma representando uma área estratégica. Primeiro e mais importante, Perkins trabalhou por uma renovação teológica ao ensinar o calvinismo simplificado em tratados sobre predestinação, a ordem da salvação, segurança da fé, o credo dos apóstolos e os erros do catolicismo romano. A segunda área consistia em gerar uma renovação ministerial, treinando uma nova geração na arte da pregação expositiva e aconselhamento pastoral. Ele escreveu um clássico intitulado a Arte de Profetizar, usando a palavra “profetizar” no sentido de pregar. O propósito era dar aos pregadores ingleses um livro de homilética para usarem no preparo dos seus sermões. Finalmente, ele defendeu a necessidade de uma renovação moralpor meio de manuais de vida cristã, escrevendo sobre a oração do Senhor, o culto cristão, a vocação cristã e vários casos de consciência. Quando morreu, seus livros vendiam mais do que os livros de Calvino, Theodore Beza e Heinrich Bullinger juntos. Sua influência entre as igrejas nas colônias americanas também foi imensa. 3. Temor diante do ofício Perkins afirmou que a pregação é “o principal dever de um ministro”, porque “a pregação é o chamariz da alma, pelo qual a mente dos homens é abrandada e transportada de uma vida ímpia para a fé e o arrependimento evangélicos. Portanto, se inquirirem qual é, de todos os dons, o mais excelente, sem dúvida a honra recai sobre a pregação”. Mas, ao comentar a vocação de Isaías (Is 6.9), ele enfatiza que o primeiro requisito exigido para o exercício do ministério da Palavra é “o temor do Senhor”. Eis suas palavras: “Todos os verdadeiros ministros, especialmente aqueles comissionados para pregar tão importantes palavras na sua igreja, devem, antes de qualquer coisa, ser marcados por um grande senso de temor, pela consciência da magnitude da sua função – um senso de assombro e espanto, cheio de admiração pela glória e grandeza de Deus. Eles O representam e trazem a mensagem dele. Quanto mais temerosos e relutantes estiverem diante da contemplação da majestade de Deus e da fraqueza deles, mais provável é que sejam verdadeiramente chamados por Deus e designados para propósitos elevados na sua igreja. Qualquer um que ingresse nessa função sem temor, a si mesmo se oferece, mas é duvidoso que seja chamado por Deus como o profeta Isaías claramente foi... Sempre que Deus chama quaisquer de seus servos para qualquer grande obra, ele primeiro os conduz a este senso de temor e assombro”. Por isso: “Ele mesmo [o ministro] deve primeiramente ser inclinado à santidade se quer estimular inclinações santas em outros homens”. _____________________________________________Continua