O documento descreve vários missionários brasileiros que desenvolvem projetos em diferentes países, como Filipinas, Portugal, Moçambique, Peru e Romênia. Também menciona um pastor que oferecerá treinamento em um país do extremo Oriente.
Fernando e CristianeDias
missionários ligados à J.M. M. da
Convenção Batista Brasileira em
Manila, nas Filipinas.
Edvânio, Rosilene, Vinícius,
Raissa e Marina estão
desenvolvendo um importante
projeto missionário em Portugal.
Benício Campos, Pastor que
adotamos no Projeto Adote um
Pastor, é missionário em
Moçambique.
Leonardo Gonçalves, Jonara e
Ravi desenvolvem um projeto
missionário em Piura, Peru.
Geison Pimentel, pastor
presbiteriano e missionário da
Agência Presbiteriana de Miossões
Transculturais na Romênia.
Joversi Ferreira é pastor da
Comunidade Batista Videira em
Roraima e vai oferecer treinamento
em um país do extremo Oriente.
“A evangelização não é uma atividade
para as horas vagas”
Thomas Cosmades
.
O Que é Piedade?
Joel Beeke
As Institutas, escritas por João Calvino, fizeram-no
receber o título de “o sistematizador preeminente da
Reforma Protestante”. Com freqüência, a reputação de
Calvino como um intelectual é vista separadamente do
contexto pastoral e espiritual em que ele escreveu sua
teologia. Para Calvino, o entendimento teológico e a
verdade, a piedade e a utilidade prática são
inseparáveis. Antes de tudo, a teologia lida com o
conhecimento — conhecimento de Deus e de nós
mesmos; mas não há conhecimento verdadeiro, onde
não há piedade verdadeira.
O conceito de piedade (pietas) ensinado por Calvino se
fundamentava no conhecimento de Deus, incluindo
atitudes e ações direcionadas à adoração e ao serviço
de Deus. Além disso, a pietas de Calvino incluía uma
hoste de temas relacionados, tais como o amor nos
relacionamentos humanos e o respeito à imagem de
Deus nos seres humanos. Essa piedade é evidente em
pessoas que reconhecem, por meio da fé experiencial,
que foram aceitas em Cristo e enxertadas no corpo dEle,
pela graça de Deus. Nesta “união mística”, o Senhor
declara essas pessoas como pertencentes a Ele, tanto na
vida como na morte. Elas se tornam povo de Deus e
membros de Cristo pelo poder do Espírito Santo. Este
relacionamento restaura-lhes o gozo da comunhão com
Ano III – n° 31 2 de agosto de 2015
Comunidade
Batista da Graça
LITURGIA
Revelação: Isaías 53
Invocação: Pr. Silas Roberto
Louvação: Hino C.C. n° 283
Revelação: Mateus 21:18-22
Oração: “Orai sem cessar” - 1 Ts 5.17
Confissão & Intercessão: Jairo Pires
Louvação: Hino C C n° 375
Dedicação: 2 Coríntios 9.6-12
Comunhão: Lucas 22:14-20
Dc Joredson e Ana Souza
Hino C.C. n° 123
Proclamação: Pr Silas Roberto
Bênção: “O SENHOR te abençoe e te guarde; o
SENHOR faça resplandecer o rosto sobre ti e
tenha misericórdia de ti; o SENHOR sobre ti
levante o rosto e te dê a paz”. Números 6:24-26
Ministério:
Pastor: Silas Roberto Nogueira (9-9229-2224)
Presbíteros: Jairo Pires, Alan Junior.
Diáconos: Joredson e Ana Souza
Serviços:
Domingo: EBD às 17h00 - Culto às 18h30
Quinta- feira: Oração e estudo às 20h
Missões
2.
Deus e recria-lhesuma nova vida. Liberta-as da
escravidão ao mundanismo carnal.
O propósito deste texto é mostrar que a piedade de
Calvino é uma resposta suficiente ao problema do
mundanismo; seu conceito de piedade é algo que
conquista o nosso coração. A piedade de Calvino é
bíblica, com uma ênfase no coração mais do que na
mente. A mente e o coração devem trabalhar juntos,
mas o coração é mais importante.
A definição e a importância da piedade
Pietas é um dos grandes temas da teologia de Calvino.
Como nos diz John T. McNeill, a teologia de Calvino é a
“sua piedade descrita em profundidade”. Ele estava
determinado a confinar a teologia aos limites da
piedade. No prefácio dirigido ao rei Francisco I, Calvino
afirma que o propósito em escrever asInstitutas era
“transmitir unicamente certos rudimentos pelos quais
aqueles que possuem zelo pelo cristianismo podem ser
moldados na verdadeira piedade [pietas]”.
Para Calvino, pietas designa a atitude correta de um
homem para com Deus. É uma atitude que inclui
conhecimento verdadeiro, adoração sincera, fé
salvadora, temor filial, submissão e amor reverentes.
Saber quem e como Deus é (teologia) envolve atitudes
corretas para com Ele e fazer o que Ele deseja
(piedade). Em seu primeiro catecismo, Calvino
escreveu: “A verdadeira piedade consiste em um
sentimento sincero que ama a Deus como Pai e O
reverencia como Senhor; apropria-se de sua justiça e
teme mais o ofendê-Lo do que o enfrentar a morte”. Nas
Institutas, João Calvino é mais sucinto: “Chamo de
piedade aquela reverência unida ao amor a Deus, o
amor que é fruto do conhecimento de seus benefícios”.
Esse amor e reverência para com Deus é um
acompanhamento indispensável a qualquer
conhecimento de Deus e abrange todos os aspectos da
vida. Conforme afirmou Calvino: “Toda a vida dos
crentes deve ser um tipo de prática da piedade”. O
subtítulo da primeira edição das Institutas dizia:
“Incluindo quase todo o resumo da piedade e qualquer
coisa necessária para se conhecer a doutrina da
salvação: Uma obra muito digna de ser lida por todos os
zelosos por piedade”.Os comentários de Calvino
também refletem a importância de pietas. Por exemplo,
ele escreveu sobre 1 Timóteo 4.7-8: “Você fará algo de
grade valor se, com todo o seu zelo e habilidade, se
dedicar unicamente à piedade [pietas]. A piedade é o
começo, o meio e o fim do viver cristão. Onde ela é
completa, não há falta de nada... A conclusão é que
devemos concentrar-nos, exclusivamente, na piedade,
pois, uma vez que a tenhamos atingido, Deus não exige
de nós qualquer outra coisa”. Comentando 2 Pedro 1.3,
Calvino disse: “Quando Pedro fez menção da vida,
acrescentou imediatamente a piedade [pietas], como se
esta fosse a essência da vida”.
O alvo supremo da piedade: Soli Deo Gloria
O alvo da piedade, bem como de toda a vida cristã, é a
glória de Deus — a glória que resplandece nos atributos
de Deus, na estrutura do mundo, na morte e na
ressurreição de Jesus Cristo. No que diz respeito a todos
os que são verdadeiramente piedosos, o glorificar a
Deus supera a salvação pessoal. Por isso, Calvino
escreveu ao cardeal Sadoleto: “Não é uma teologia
bastante saudável confinar os pensamentos de um
homem a ele mesmo e não apresentar-lhe, como motivo
fundamental de sua existência, o zelo pela glória de
Deus... Estou convencido: não existe nenhum homem
que possua a piedade verdadeira e não considere como
insípida aquela extensa e laboriosa exortação em favor
do zelo pela vida celestial, um zelo que o mantém
totalmente dedicado a si mesmo e que não o desperta,
nem mesmo por uma única expressão, a santificar o
nome de Deus”.
O alvo da piedade — que Deus seja glorificado em nós
— é aquilo para o que fomos criados. Portanto, o
nascido de novo anela por vivenciar o propósito de sua
criação original. De acordo com Calvino, o homem
piedoso confessa: “Somos de Deus; vivamos e
morramos para Ele. Somos de Deus; sejamos
governados por sua sabedoria e vontade em todos os
nossos atos. Somos de Deus; em harmonia com isso,
devemos segui-Lo como nosso único objetivo lícito, em
todo os aspectos de nossa vida”.
Deus redime, adota, santifica o seu povo, para que sua
glória resplandeça neles e os liberte da busca pelo
egoísmo ímpio. O profundo interesse do homem
piedoso é Deus mesmo e suas coisas — sua Palavra, sua
autoridade, seu evangelho, sua verdade. O homem
piedoso tem intenso desejo de conhecer mais a Deus e
de ter mais comunhão com Ele como o seu único alvo.
Mas, como glorificamos a Deus? Calvino escreveu:
“Deus nos prescreveu uma maneira pela qual Ele pode
ser glorificado por nós, a saber, a piedade, que consiste
na obediência à sua Palavra. Aquele que ultrapassa
esses limites não está honrando a Deus; pelo contrário,
está desonrando-O”. A obediência à Palavra de Deus
significa refugiar-se em Cristo para o perdão de nossos
pecados, conhecê-Lo por meio de sua Palavra, servi-Lo
com um coração repleto de amor, praticar boas obras
em gratidão por sua bondade e exercitar auto-renúncia,
a ponto de amar os nossos inimigos. Esta resposta
envolve rendição total a Deus mesmo, à sua Palavra e à
sua vontade.
Calvino disse: “Ofereço-Te meu coração, Senhor,
imediata e sinceramente”. Esse é o desejo de todos os
que são verdadeiramente piedosos. Contudo, esse
desejo pode ser realizado apenas por meio da
comunhão com Cristo e da participação nEle; pois, fora
de Cristo, até a pessoa mais religiosa vive para si
mesma. E apenas em Cristo os piedosos podem viver
como servos voluntários, soldados leais de seu
Comandante e filhos obedientes de seu Pai.
Texto extraído do livro: Vencendo o Mundo – 1ª Edição,
cap. 4 – Beeke, Joel. Editora Fiel, São José dos Campos,
SP. 2009.