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1Prof. Julio Rezende juliorezende@ucl.br18/10/2015
ENGENHARIA MECÂNICA
2015/2
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2Prof. Julio Rezende juliorezende@ucl.br18/10/2015
UNIDADE 3.4
LUBRIFICAÇÃO
INDUSTRIAL
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3Prof. Julio Rezende juliorezende@ucl.br18/10/2015 3Prof. Julio Rezende juliorezende@ucl.br18/10/2015
SUMÁRIO
LUBRIFICAÇÃO DE MANCAIS DE ROLAMENTO
 Noções sobre Mancais de Rolamento
 Lubrificação de Mancais de Rolamentos
 Métodos de aplicação de Lubrificação
 Conservação e Manuseio de Lubrificantes
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5Prof. Julio Rezende juliorezende@ucl.br18/10/2015 5Prof. Julio Rezende juliorezende@ucl.br18/10/2015
Definição:
Os rolamentos são elementos mecânicos de altíssima precisão, que permitem que um
eixo gire ou tenha qualquer movimento relativo em relação a um componente fixo,
com o mínimo de atrito e perdas de energia.
Os mancais de rolamentos ou simplesmente
rolamentos são constituídos por dois anéis de aço
(geralmente SAE 52 100) separados por uma ou
mais fileiras de esferas ou rolos.
Essas esferas ou rolos são mantidos
eqüidistantes por meio do separador ou gaiola a
fim de distribuir os esforços e manter concêntricos
os anéis.
O anel externo (capa) é fixado ao suportes
denominados mancal e o anel interno é fixado
diretamente ao eixo.
LUBRIFICAÇÃO INDUSTRIAL - ROLAMENTOS
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6Prof. Julio Rezende juliorezende@ucl.br18/10/2015 6Prof. Julio Rezende juliorezende@ucl.br18/10/2015
LUBRIFICAÇÃO INDUSTRIAL - ROLAMENTOS
• Reduzem o atrito
• Transmitem cargas
• Suportam o eixo
• Posicionam o eixo
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7Prof. Julio Rezende juliorezende@ucl.br18/10/2015 7Prof. Julio Rezende juliorezende@ucl.br18/10/2015
LUBRIFICAÇÃO INDUSTRIAL - ROLAMENTOS
Carga Radial
Carga Axial
Carga
Combinada
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LUBRIFICAÇÃO INDUSTRIAL - ROLAMENTOS
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9Prof. Julio Rezende juliorezende@ucl.br18/10/2015 9Prof. Julio Rezende juliorezende@ucl.br18/10/2015
LUBRIFICAÇÃO INDUSTRIAL - ROLAMENTOS
Roloesférico
(Assimétrico)
Rolo Cônico
RoloEsférico
(Simétrico)
Agulha
Esfera
RoloCilíndrico
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Vantagens na Aplicação
Os rolamentos (mancais de rolamento) quando comparados aos
mancais de deslizamento apresentam as seguintes vantagens:
-O atrito de partida e a diferença com o atrito dinâmico são
pequenos;
- Com a avançada padronização internacional são intercambiáveis e
possibilitam a utilização pela substituição simples;
-Possibilitam a simplificação da configuração dos conjugados,
facilitando a manutenção e a inspeção;
-Admitem cargas combinadas. Em geral, podem apoiar
simultaneamente a carga radial e a carga axial;
-A utilização em altas e baixas temperaturas é relativamente
facilitada;
-Permitem a utilização com folga negativa (condição de pré-carga)
para aumentar a rigidez.
LUBRIFICAÇÃO INDUSTRIAL - ROLAMENTOS
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LUBRIFICAÇÃO INDUSTRIAL – TIPOS DE ROLAMENTOS
ROLAMENTO FIXO DE UMA CARREIRA DE ESFERAS
Os rolamentos fixos de uma carreira de esferas são mais
representativos atendendo a um extenso campo de aplicações. O
canal da pista em ambos os anéis, interno e externo, apresenta um
perfil lateral em arco, com raio ligeiramente maior que o raio das
esferas.
Alem da carga radial, permite o apoio da carga axial em ambos os
sentidos.
Como o torque de atrito e
pequeno torna-se preferido para
as aplicações que requeiram
baixo ruído e vibração bem
como alta rotação.Diversos
tipos construtivos estão
disponíveis.
De um modo geral são mais
encontrados com gaiola de aço
prensada.
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LUBRIFICAÇÃO INDUSTRIAL – TIPOS DE ROLAMENTOS
ROLAMENTO DE AGULHAS
Nos rolamentos de agulha são inseridos um grande
numero de rolos finos e alongados com comprimento de 3
a 10 vezes o diâmetro.
Conseqüentemente, com a reduzida proporção do diâmetro
externo em relação ao diâmetro do circulo inscrito dos
rolos, possuem capacidade de carga radial
comparativamente maior. Portanto, são extremamente
indicados para arranjos de rolamentos onde o espaço
radial e limitado.
Além disso, existem tipos e
classificações como: com anel interno e
sem anel interno ou com gaiola e sem
gaiola. Nos rolamentos com gaiola são
usadas, principalmente, as gaiolas
prensadas de aço.
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LUBRIFICAÇÃO INDUSTRIAL – TIPOS DE ROLAMENTOS
ROLAMENTO AUTOCOMPENSADOR DE ESFERAS
O anel interno possui duas pistas e a pista do anel externo tem
formato esférico. O centro do raio que forma esta superfície
esférica e coincidente com o centro do rolamento,
conseqüentemente, o anel interno, as esferas e a gaiola inclinam-
se livremente em relação ao anel externo.
Os erros de alinhamento que ocorrem devido aos casos como o do
desvio na usinagem do eixo e alojamento, e as deficiências na
instalação são corrigidos automaticamente.
Alem disso, existem também os rolamentos de furo cônico que são
fixados através de buchas.
Adequados para solicitações em que haja dificuldade de
alinhamento do eixo em relação ao alojamento e em eixos de
transmissão de movimento com facilidade de fletir;
 A capacidade de carga axial e reduzida por ter pequeno angulo
de contato;
 O desalinhamento permissível e de 4 a 7° para cargas
normais.
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LUBRIFICAÇÃO INDUSTRIAL – TIPOS DE ROLAMENTOS
ROLAMENTO DE CONTATO ANGULAR
Os rolamentos deste tipo permitem o apoio da carga radial
e, de carga axial em um único sentido. A esfera e os anéis
interno e externo formam ângulos de contato de 15°, 25°,
30° ou 40°. Quanto maior o angulo de contato maior será
a capacidade de carga axial. Por outro lado, quanto menor
o angulo de contato melhor será a sua utilização em altas
rotações.
Geralmente, as gaiolas utilizadas são as
prensadas de aço, mas para os rolamentos
de alta precisão com angulo de contato
menor que 30°, são utilizadas principalmente,
as gaiolas de poliamida. Também são
fornecidos com gaiolas de latão.
Os rolamentos de contato angular são muito
utilizados em montagem combinada (
montados aos pares). Existem 3 tipos de
montagem aos pares: face a face (face to
face), costas a costas (back to back) ou em
serie (tandem).
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LUBRIFICAÇÃO INDUSTRIAL – TIPOS DE ROLAMENTOS
ROLAMENTO DE CONTATO ANGULAR
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LUBRIFICAÇÃO INDUSTRIAL – TIPOS DE ROLAMENTOS
ROLAMENTO DE ROLOS CILÍNDRICOS
Os rolamentos de rolos cilíndricos tem maior capacidade de
carga radial que os rolamentos de esferas de mesmas
dimensões externas e são particularmente adequados para
serviços pesados. O rolamento apresenta uma linha de
contato modificada entre rolos e as pistas para eliminar
concentração de tensões. Esses rolamentos tem uma
elevada capacidade de carga radial sendo adequados para
altas velocidades.
Devido ao design desmontável,
tem a vantagem de montagem
do anel interno e anel externo
separadamente.
A direção da carga axial que
pode ter um rolamento,
dependendo da geometria do
rolamento. Muitas variações
disponíveis.
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17Prof. Julio Rezende juliorezende@ucl.br18/10/2015 17Prof. Julio Rezende juliorezende@ucl.br18/10/2015
LUBRIFICAÇÃO INDUSTRIAL – TIPOS DE ROLAMENTOS
ROLAMENTO AUTOCOMPENSADOR DE ESFERAS
Rolamento semelhante ao autocompensador
de esferas, mas com duas carreiras de rolos
esféricos. Devido a isso, permitem uma
capacidade de carga maior que o de esferas;
 Desalinhamento permissível = 1° ~ 2,5°;
 Tipos de gaiola.
 EA: gaiola de aço prensado com alta
capacidade de carga.
 C e CD: gaiolas de aço prensado;
 CAM: gaiola de latão usinado;
 H: gaiola de poliamida (alta capacidade
de carga, baixo ruído e baixo torque).
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LUBRIFICAÇÃO INDUSTRIAL – TIPOS DE ROLAMENTOS
ROLAMENTO DE ROLOS CÔNICOS
Os rolamentos de rolos cônicos são projetados de forma
que o vértice dos cones formados pelas pistas do anel
interno e externo, e pelos rolos, coincidam em um ponto
na linha de centro do rolamento. Quando se aplica uma
carga radial, gera-se a uma componente de carga axial.
É necessário usar dois rolamentos em oposição, em
alguma combinação ou de duas carreiras. São usados
para cargas combinadas, ou seja, carga radial e axial.
O angulo de contato α determina a capacidade de carga
axial do rolamento. Quanto maior o angulo, maior a
capacidade de carga axial.
∗ angulo intermediário: C = 20°;
∗ angulo grande: D = 28°;
∗ angulo normal: sem sufixo = 17°.
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LUBRIFICAÇÃO INDUSTRIAL – TIPOS DE ROLAMENTOS
ROLAMENTO DE ROLOS CÔNICOS
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LUBRIFICAÇÃO INDUSTRIAL – TIPOS DE ROLAMENTOS
ROLAMENTO AXIAIS DE ESFERAS
Os rolamentos axiais são divididos em dois grupos básicos, escora
simples ou dupla. Os de escora simples tem as esferas em um
separador e dois anéis (superior e inferior).
Os anéis em uma superfície de apoio, que pode ser plana ou esférica e
a pista do lado oposto.Na montagem devem ficar perfeitamente
suportadas de modo que haja a correta distribuição da carga. Esse tipo
de rolamento e usado para suportar cargas em apenas um sentido.
Rolamentos axiais de escora dupla são usados onde ha reversão do
sentido da carga.
Os Rolamentos Axiais de Esferas com
Assento Plano, não permitem qualquer
desalinhamento angular entre o eixo e o
alojamento, nem podem compensar
qualquer erro de ângulo, entre a
superfície de apoio no alojamento e o
eixo. Não são adequados para uso em
alta velocidade. Os limites de velocidade
estão indicados nas tabelas dos
fabricantes.
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LUBRIFICAÇÃO INDUSTRIAL – TIPOS DE ROLAMENTOS
ROLAMENTO AXIAIS DE ROLOS
De modo análogo aos rolamentos axiais de esferas, esses
rolamentos só suportam cargas axiais. Os rolamentos axiais de
rolos podem ser de uma ou de duas carreiras e tem maior
capacidade de carga que os de esfera.
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22Prof. Julio Rezende juliorezende@ucl.br18/10/2015 22Prof. Julio Rezende juliorezende@ucl.br18/10/2015
LUBRIFICAÇÃO INDUSTRIAL – VIDA ÚTIL DOS ROLAMENTOS
Definida como sendo o tempo de funcionamento até a ocorrência de um defeito
ou falha, tais como:
a) Aumento do nível de ruído;
b) Aumento no nível de vibração;
c) Deterioração do lubrificante;
d) Escamação de fadiga do material das pistas e elementos rolantes.
Fatores que limitam a capacidade funcional do rolamento:
a) Superaquecimento;
b) Engripamento;
c) Trincas ou fissuras nas pistas;
d) Falha de vedações.
Na maioria dos casos, estes problemas são provocados por projeto inadequado
do mancal e do eixo, escolha incorreta do rolamento, montagem inadequada,
falhas de inspeção, dentre outros.
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23Prof. Julio Rezende juliorezende@ucl.br18/10/2015 23Prof. Julio Rezende juliorezende@ucl.br18/10/2015
LUBRIFICAÇÃO INDUSTRIAL – VIDA ÚTIL DOS ROLAMENTOS
VIDA NOMINAL: É o tempo no qual 90% de um lote de rolamentos continua
girando sem apresentar sinais de fadiga ( em número de horas trabalhadas ou em
milhôes rotações).
CAPACIDADE DE CARGA DINÂMICA C: Definida de modo que 90% de um lote
de rolamentos alcance um milhão de rotações sem sinais de fadiga.
CAPACIDADE DE CARGA ESTÁTICA C0: Nos rolamentos parados e que giram
eventualmente, ocorre o aparecimento de deformações permanentes nos pontos
de contato, A capacidade de carga estática é a carga equivalente que produz uma
deformação permanente igual a 0,0001 do diâmetro do corpo rolante.
CARGA DINÂMICA EQUIVALENTE P: É a carga hipotética de direção e
magnitude constantes, que resulte na mesma vida nominal que será obtida em
condições reais de funcionamento (cargas axiais e radiais combinadas).
ar FYFXP 
Fr = Carga radial (N)
Fa = carga axial (N)
X = Fator de carga radial
Y = Fator de carga axial Catalogo fabricante
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24Prof. Julio Rezende juliorezende@ucl.br18/10/2015 24Prof. Julio Rezende juliorezende@ucl.br18/10/2015
LUBRIFICAÇÃO INDUSTRIAL – VIDA ÚTIL DOS ROLAMENTOS
A relação entre a capacidade de carga dinâmica, a carga aplicada ao rolamento e
a vida do rolamento segue seguinte equação:
p
P
C
L 





10
L10 = Vida nominal (90% de confiabilidade em milhões de rotações);
L10h = Vida nominal (90% de confiabilidade em horas de operação;
C = capacidade de carga dinâmica (N)
P = Carga dinâmica equivalente (N)
n = número de rotações (rpm)
p = expoente
p
h
P
C
n
L 






60
106
10
3
10
3


p
p Rolamento de esferas
Rolamento de rolos
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LUBRIFICAÇÃO INDUSTRIAL – VIDA ÚTIL DOS ROLAMENTOS
CORREÇÃO NA VIDA NOMINAL:
10321 LaaaLcorr 
L10 = Vida nominal (90% de confiabilidade);
a1 = Coeficiente de Confiabilidade
a2 = Coeficiente de Material
a3 = Coeficiente de Condições de uso
Coeficiente de Confiabilidade:
Coeficiente de Material:
a2 = 1 => Rolamentos comerciais
Coeficiente de Condições de uso:
a3 = 1 => condições normais de lubrificação e temperatura
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LUBRIFICAÇÃO INDUSTRIAL – FOLGAS INTERNA NOS ROLAMENTOS
C1< C2 < CN < C3 < C4 < C5
Folga Radial
FolgaAxial
A folga do rolamento é a folga entre o anel
externo, o anel interno e o elementos
rolantes, ou seja, se fixarmos um dos
anéis, a folga interna é a intensidade de
deslocamento do outro anel, quando
movimentado para cima, para baixo, para
direita ou para a esquerda.
Esta intensidade de deslocamento na
direção radial e na direção axial são
definidas, respectivamente, como folga
radial e folga axial.
CN => Folga Normal
C1, C2 => Folga menor que a normal
C3, C4 e C5 => Folga maior que a normal
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LUBRIFICAÇÃO INDUSTRIAL – FOLGAS INTERNA NOS ROLAMENTOS
C1< C2 < CN < C3 < C4 < C5
Folga Radial
FolgaAxial
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Compressão
Dilatação
Redução
dafolga
radial
Temperatura maisbaixa
Temperatura maisAlta
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eDt2
 dDDe  4
5
1
 dDDe  3
4
1
DIMINUIÇÃO DA FOLGA INTERNA RADIAL DEVIDO AO AJUSTE DE MONTAGEM:
O anel montado com interferência irá expandir (ou contrair), reduzindo a folga interna.
LUBRIFICAÇÃO INDUSTRIAL – FOLGAS INTERNA NOS ROLAMENTOS
1 = (70 a 90%) da interferência de montagem.
DIMINUIÇÃO DA FOLGA INTERNA RADIAL DEVIDO À DIFERENÇA DE
TEMPERATURA ENTRE AS PISTA DOS ROLAMENTO:
 = Coeficiente de dilatação linear => Aço = 12,5 x 10-6 [1/°C]
t = Diferença de temperatura entre as pistas do rolamento [°C]
De = Diâmetro efetivo [mm]
Rolamento de esferas
Rolamento de rolos
Folga efetiva: Folga inicial – Reduções  21  
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LUBRIFICAÇÃO INDUSTRIAL – FOLGAS INTERNA NOS ROLAMENTOS
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Exemplos de Aplicação das Disposições dos Rolamentos
1) Dilatação e contração do eixo em função da variação de temperatura.
2) Facilidade de instalação e remoção do rolamento.
3) Desalinhamento entre o anel interno e o anel externo em função de casos
como a deficiência na instalação e a flexão do eixo.
4) Rigidez e método de pré-carga do conjunto completo relacionado à parte
rotativa inclusive o rolamento.
5) A posição mais apropriada para apoiar a carga.
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Exemplos de Aplicação das Disposições dos Rolamentos
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MANCAIS DE ROLAMENTO
ROLAMENTOS DE ROLOS CÔNICOS E DE CONTATO ANGULAR
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MANCAIS DE ROLAMENTO
ROLAMENTOS DE ROLOS CÔNICOS E DE CONTATO ANGULAR
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Designação / Números de
Identificação
LUBRIFICAÇÃO INDUSTRIAL - ROLAMENTOS
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Designação / Números de Identificação
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Ajuste de Montagem
O ajuste do rolamento ao eixo e a caixa de montagem dependem basicamente da natureza da carga
aplicada, aplicação e intensidade da carga
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Aplicações de Ajustes
Ajustes de rolamentos:
Carga rotativa sobre o anel interno:
Anel interno gira em relação à carga e as forças resultantes tentam
impedi-lo de girar junto com o eixo. Anel interno deverá ser montado
com interferência no eixo.
Carga fixa sobre o anel externo:
O anel externo é estacionário e a carga age, no mesmo ponto do anel,
durante todo o tempo, não produzindo forças que façam com que o
anel gire em seu alojamento. Anel externo montado com folga ( ou
incerto) no alojamento
Rolo montado sobre 02 mancais
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Aplicações de Ajustes
Ajustes de rolamentos:
Rolo montado sobre 02 rolamentos
Carga fixa sobre o anel interno:
Uma carga constante age sobre o anel interno e, como este é
estacionário, em relação à direção de ação da carga, não aparecem
forças que tendam a girá-lo sobre o eixo.
Carga rotativa sobre o anel externo:
O anel externo gira em relação à carga e as forças resultantes tentam
impedi-lo de girar junto com o rolo.
Os rolamentos podem estar sujeitos à cargas rotativas adicionais, por
exemplo, se o rolo não estiver balanceado. Como a direção da carga
está variando constantemente, originam-se forças que podem causar
deslizamento dos dois anéis em seus assentos, a menos que ambos
tenham ajustes com interferência. Situações como esta são chamadas
de “DIREÇÃO DE CARGA INDETERMINADA”
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Ajustes para rolamentos:
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Ajustes em
eixos com
rolamentos:
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Ajustes em
sedes para
rolamentos:
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LUBRIFICAÇÃO INDUSTRIAL - SELEÇÃO DE ROLAMENTOS
eixo = 160 mm
Carga radial = 80000 N
Carga axial = 15000 N
Rolamentos autocompensadores de rolos
cilíndricos
Rotação do eixo de saída n2 = 63 rpm
Temperatura de trabalho: 80°C
18750
80000
15000
,
F
F
r
a

Rolamento autocompensador de rolos cilíndricos
23032 CC/W33
C = 614000 N
C0 = 880000 N
e = 0,22
Y1 = 3,0
Y2 = 4,6
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LUBRIFICAÇÃO INDUSTRIAL - SELEÇÃO DE ROLAMENTOS
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LUBRIFICAÇÃO INDUSTRIAL - SELEÇÃO DE ROLAMENTOS
03118750 1 ,YY;Xe,
F
F
r
a

N)(P 12500015000380000 
 
3
10
66
10
125000
614000
6360
10
60
10













p
h
P
C
n
L
horasL h 5329710 
1) Cálculo da carga dinâmica equivalente:
2) Cálculo da vida nominal em horas:
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LUBRIFICAÇÃO INDUSTRIAL - SELEÇÃO DE ROLAMENTOS
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47Prof. Julio Rezende juliorezende@ucl.br18/10/2015
LUBRIFICAÇÃO INDUSTRIAL - SELEÇÃO DE ROLAMENTOS
Pesada,,
C
P
 1502030
614000
125000
3) Verificação da Carga:
Leve => P  0,007 C
Normal => P  0,10 C
Pesada => P > 0,15 C
4) Verificação do Ajuste de montagem:
Eixo => 160 r6 => 160
Sede => 240 H7 => 240
+0,090
+0,065
+0,046
0
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Ajustes em
eixos com
rolamentos:
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Ajustes em
sedes para
rolamentos:
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LUBRIFICAÇÃO INDUSTRIAL
SELEÇÃO DE ROLAMENTOS
  mm,,, 103501150901 
5) Verificação da redução da folga interna:
a) Devido ao ajuste de montagem no eixo:
Interferência máxima = 0,115 mm
b) Devido à diferença de temperatura entre os
anéis:
c) Folga efetiva:
Folga interna normal => min. 0,110; max. 0,170
Usando folga interna C3:
eDt2
   mmDe 2201602403
4
1

Ct  10
    mm,x, 027502201010512 6
2  

mm,),,(,Fef 021002750103501100 
mm,),,(,Fef 039002750103501700 
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LUBRIFICAÇÃO INDUSTRIAL
SELEÇÃO DE ROLAMENTOS
Folga interna para rolamento
autocompensadores de rolos
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LUBRIFICAÇÃO INDUSTRIAL - SELEÇÃO DE ROLAMENTOS
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LUBRIFICAÇÃO INDUSTRIAL - MONTAGEM DE ROLAMENTOS
VERIFICAÇÃO DIMENSIONAL
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LUBRIFICAÇÃO INDUSTRIAL - MONTAGEM DE ROLAMENTOS
MANUSEIO E TRANSPORTE
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LUBRIFICAÇÃO INDUSTRIAL - MONTAGEM DE ROLAMENTOS
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LUBRIFICAÇÃO INDUSTRIAL - MONTAGEM DE ROLAMENTOS
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LUBRIFICAÇÃO INDUSTRIAL - MONTAGEM DE ROLAMENTOS
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LUBRIFICAÇÃO INDUSTRIAL - MONTAGEM DE ROLAMENTOS
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LUBRIFICAÇÃO INDUSTRIAL - MONTAGEM DE ROLAMENTOS
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Rolamentos Vedados ou Blindados
São assim chamados os rolamentos que, em função das características de trabalho, precisam
ser protegidos ou vedados. A vedação é feita por blindagem (placa). Existem vários tipos. Os
principais tipos de placas são:
As designações Z e RS são colocadas à direita do número que identifica os rolamentos.
Quando acompanhados do número 2 indicam proteção de ambos os lados.
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Vedação dos Mancais de Rolamentos
Vedação por Retentor
Vedação por Labirinto
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Estatísticas de Falhas em Rolamentos
LUBRIFICAÇÃO INDUSTRIAL - ROLAMENTOS
Fonte: Kluber Lubrification (2005)
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Métodos de Aplicação da Lubrificação
A escolha do método de aplicação do lubrificante depende dos seguintes
fatores:
• Tipo de lubrificante a ser empregado ( graxa ou óleo);
• Viscosidade do lubrificante;
• Quantidade do lubrificante;
• Custo do dispositivo de lubrificação.
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Métodos de Aplicação da Lubrificação
LUBRIFICAÇÃO INDUSTRIAL - ROLAMENTOS
Principais vantagens dos óleos:
 Os óleos dissipam melhor o calor
do que as graxas;
 Os óleos lubrificam melhor em
altas velocidades;
 Os óleos resistem melhor à
oxidação;
 Boas propriedades lubrificantes,
facilitando a formação e a
manutenção da película
lubrificante.
Principais vantagens da utilização das
graxas:
 Boa retenção;
 Lubrificação instantânea na partida;
 Vazamento mínimo
 Pode ser utilizada em mancais selados;
 Permite operação em várias posições;
 Dificulta a contaminação;
 Requer menor freqüência de aplicações;
 Baixo consumo.
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Métodos de Aplicação da Lubrificação
Quanto ao sistema de lubrificação, este pode ser:
Sistema de
Lubrificação
Lubrificação a Óleo Lubrificação a Graxa
Lubrificação por banho de óleo Lubrificação Manual com Pincel ou Espátula
Lubrificação por gotejamento Lubrificação com Pistolas
Lubrificação a jato Copo Stauffer
Lubrificação por salpico Lubrificação por Enchimento
Lubrificação por circulação Lubrificação Centralizada
Lubrificação por anel pescador --
Lubrificação por atomização ---
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Seleção do Lubrificante
Os parâmetros de seleção mais importantes a considerar na graxa lubrificante para
rolamentos são:
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O nível de óleo dentro da caixa de rolamentos deve ser mantido abaixo do centro do corpo
rolante que, em relação aos outros corpos rolantes, está na posição mais baixa. Esse
procedimento evita o turbilhonamento do fluido.
Os aditivos que os óleos devem conter
são:
 Antiferrugem;
 Antioxidação;
 Anticorrosão;
 Adesividade;
 Oleosidade;
 Extrema pressão.
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Fator veloc. (n. d m) =
d = diâmetro interno (mm)
D = diâmetro ext. (mm)
n = veloc. rolamento (rpm)
d + D x n
2
d D
Baixa Veloc.
Para n.dm < 200.000
preencher 90 - 100%
do espaço livre
Média Veloc.
Para n.dm 300.000 - 500.000
preencher 30%
do espaço livre
Alta Veloc.
Para n.dm > 600.000
preencher 15%
do espaço livre
Quantidade de Graxa a ser aplicada:
Calculo da Quantidade na Lubrificação Inicial (no interior do rolamento)
Quantidade de Graxa em gramas pode ser aproximada pela regra
abaixo: Q = D x B x 0,005
Calculo aproximado do espaço Vazio do Rolamento:
V (espaço livre do rolamento) ≈   4 x B (D²-d²)x10-9 -
G/7800 [m³]
d = diâmetro interno do rolamento [mm]
D = diâmetro externo do rolamento [mm]
B = largura do rolamento [mm]
G = peso do rolamento [kg]
Q = Quantidade de graxa em [g];
D = Diâmetro externo do rolamento [mm];
B = Largura [mm].
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Relubrificação
A atividade de relubrificação pode ser para renovar o lubrificante de função da vida útil já
determinada ou para repor eventuais perdas decorrente de vazamentos ou perdas naturais com
temperatura e trabalho.
Na relubrificante de renovação o lubrificante usado deverá ser drenado ou purgado de forma ser
totalmente substituído.
Troca da graxa:
A condição ideal é que seja feita com a máquina em funcionamento, permitindo assim expulsar toda
graxa usada de dentro do rolamento.
O bombeamento do lubrificante deve ser suave, para dar tempo que a graxa usada se movimente
dentro do rolamento, e deve ser bombeado até que a graxa nova comece a sair pelo dreno.
Na relubrificante de reposição os volumes calculados devem ser rigorosamente obedecidos a fim
de se evitar aumento de temperatura.
No caso de ocorrer a mistura de lubrificantes não compatíveis, as características físico-químicas
dos produtos poderão sofrer alterações e prejudicar a correta lubrificação.
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Relubrificação
Quantidade de Graxa a ser aplicada:
 Quantidade de graxa na relubrificação m1 (relubrificação semanal , mensal
ou anual)
mk = D x B x fk [g]
fk = 0.002 (semana), 0.003 (mês), 0.004 (ano)
Onde:
d = diâmetro interno do rolamento [mm]
D = diâmetro externo do rolamento [mm]
B = largura do rolamento [mm]
fk = fator de periodicidade
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Estão relacionados com o tempo de vida útil da graxa e podem ser estimados pela fórmula:






 d
dn
kIr 4
10.14 6
Onde:
Ir – intervalo de relubrificação, em horas;
n – rotação, em rpm;
d – diâmetro interno do rolamento, em mm;
k – fator do tipo de rolamento.
Tipo Fator k
rolos convexos ou cônicos
rolos cilíndricos e agulhas
esferas
1
5
10
A quantidade de graxa para relubrificação é calculada pela fórmula:
DLQ 005,0 Onde:
Q – quantidade de graxa, em gramas;
D – diâmetro externo do rolamento, em mm;
L – largura do rolamento, em mm.
Relubrificação
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Métodos de Aplicação da Lubrificação
Lubrificação a Óleo
Lubrificação por banho de óleo: É o método mais comum de
lubrificação, sendo amplamente utilizado em rotações baixas ou médias.
O nível do óleo deve ficar entre 1/3 e 1/2 esfera
ou rolete inferior
Lubrificação a jato: É freqüentemente utilizada em rolamentos para altas
rotações.
Lubrificação por Gotejamento: É um método
amplamente utilizado em pequenos rolamentos de
esferas que operem em rotações relativamente altas.
Tem a vantagem de regular a quantidade de óleo,
deixando cair um certo número de gotas por unidade de
tempo.
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Métodos de Aplicação da Lubrificação
Lubrificação a Óleo
O nível do óleo deve ficar entre 1/3 e 1/2 esfera ou rolete inferior
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Lubrificação por Circulação: Este método é largamente
adotado em solicitações onde há necessidade de efetuar o
resfriamento das partes do rolamento, como em aplicações de
alta rotação (Atrito) ou também em casos de calor de origem
externa.
Métodos de Aplicação da Lubrificação
Lubrificação a Óleo
Lubrificação por Salpico: É um método de lubrificação do
rolamento através dos respingos arremessados por engrenagens ou
por anéis giratórios, próximos ao rolamento, sem que este mergulhe
diretamente no óleo.
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Anel pescador
Métodos de Aplicação da Lubrificação
Lubrificação a Óleo
Lubrificação por Anel Pescador: o óleo é conduzido do fundo do
mancal para o interior do rolamento através de anel que gira no corpo
do eixo
Lubrificação por Atomização: o sistema é pressurizado com
ar comprimido, liberando mistura ar-óleo.
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Métodos de Aplicação da Lubrificação
Lubrificação a Óleo
Troca do Óleo / Relubrificação
Os óleos têm uma vida útil mais longa do que as graxas, graças a sua melhor condição de
dissipação de calor, alem da possibilidade de troca térmica nos sistemas circulatórios. No caso de
maiores volumes de óleo (em geral superior a 50 lts) quando é feito o controle das propriedades
físico-químicas a troca só é feita mediante alteração de alguma propriedades importante.
Reposição / Troca de óleo dos Mancais de Rolamento
•O nível do óleo deve ser completado sempre que estiver abaixo do nível
mínimo;
•Para volumes de óleo onde o reservatório é o próprio mancal, a troca do óleo
deve ser de acordo com recomendação do fabricante do equipamento e/ou
fabricante do rolamento;
•Para a troca deve-se drenar totalmente o óleo usado (quando possível ainda
quente) e logo após completar até nível com óleo novo;
•Em alguns caso utiliza-se lavar o mancal com um o óleo de limpeza (óleo de
menor viscosidade), para que sejam eliminadas as partículas de desgaste bem
como para dissolver os resíduos.
• No caso de sistemas circulatórios a troca do óleo é precedida pela limpeza ou “flushing” do sistema.
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Métodos de Aplicação da Lubrificação
Lubrificação a Óleo
Troca do Óleo / Relubrificação
Reposição / Troca de óleo em caixas de engrenagens (Limpeza ou “flushing”)
•O nível do óleo deve ser completado sempre que
estiver abaixo do nível mínimo;
•A troca do óleo é feita através da drenagem totalmente
do óleo usado (preferencialmente ainda quente) e logo
após completa-se até nível desejado com óleo novo;
•Em alguns caso antes de completar com o óleo novo é
recomendável a lavar o redutor com um o óleo de
limpeza (óleo de menor viscosidade), para que sejam
eliminadas as partículas de desgaste bem como para
dissolver os resíduos.
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Pistola Manual
Bomba
Automática
Bomba manual
Pistola Pneumática
Métodos de Aplicação da Lubrificação
Lubrificação a Graxa
Lubrificação com Pistolas: São bombas que, devido a sua construção, geram pressão para
introduzir a graxa por intermédio do pino graxeiro.
Os pinos podem ser do tipo botão, pressão, ou embutido e são dotados de válvulas de retenção. As
bombas manuais possuem diversas formas de reservatório, o que facilita a sua aplicação em todas as
áreas.
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Métodos de Aplicação da Lubrificação
Lubrificação a Graxa – Válvula de Graxa
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Métodos de Aplicação da Lubrificação
Lubrificação a Graxa
LUBRIFICAÇÃO INDUSTRIAL - ROLAMENTOS
Mancal de
rolamentos sem bico
graxeiro, permitindo
a entrada acidental
de todo tipo de
contaminante.
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Métodos de Aplicação da Lubrificação
Lubrificação a Graxa
LUBRIFICAÇÃO INDUSTRIAL - ROLAMENTOS
Possibilidade de
alinhar o bico
graxeiro com um dos
furos existente no
anel externo do
rolamento
autocompensador de
rolos. Melhoria da
lubrificação - a graxa
antiga é expulsa do
rolamento,
permanecendo
somente a nova.
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Métodos de Aplicação da Lubrificação
Lubrificação a Graxa
Copo Stauffer: Os copos são enchidos com graxa e ao girar a tampa, a
graxa é impelida pelo orifício localizado na parte inferior do copo. Quando a
tampa atingir o fim do curso da rosca, o copo deve ser novamente
preenchido com graxa.
Lubrificação por Enchimento:
1/2 ~ 2/3 do espaço, para rotações abaixo de 50% do limite de rotação.
1/3 ~ 1/2 do espaço, para rotações acima de 50% do limite de rotação das
tabelas dimensionais.
Para baixas rotações com enchimento total, ao lubrificar, abrir o dreno da
caixa de mancais. Certifique-se de que está ocorrendo a saída da graxa
velha. Preferencialmente lubrificar com o equipamento girando.
Lubrificação Manual com Pincel ou Espátula: Sistema manual
de aplicação de uma película de graxa na parte a ser lubrificada.
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Métodos de Aplicação da Lubrificação
Lubrificação a Graxa
Lubrificação Centralizada:
É um método de lubrificação que tem a finalidade de
lubrificar um elevado número de pontos, com a quantidade
correta, independentemente de sua localização.
Este sistema possibilita racionalizar o consumo de
lubrificante, além de reduzir custos de mão-de-obra de
lubrificação e lubrificar a máquina em movimento.
Tipos de Lubrificação Centralizada:
 Sistemas Centralizados de linha Simples progressivo;
 Sistema Centralizado Paralelo de Linha Simples;
 Sistema Centralizado Paralelo de linha Dupla.
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Métodos de Aplicação da Lubrificação
Lubrificação a Graxa
Sistemas Centralizados de linha Simples progressivo
É o mais versátil equipamento de lubrificação
centralizada para uso industrial e automático,
funcionando, indiferentemente com óleo ou
graxa. O sistema consiste sempre de uma
única bomba e de um número variável de
distribuidores interligados, dispostos de forma
a atingir todas os pontos da máquina. Os
distribuidores são modulares, formados de
secções superpostas, cada qual contendo
um pistão, orifícios e canais para o fluxo
interno do lubrificante.
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Métodos de Aplicação da Lubrificação
Lubrificação a Graxa
Sistemas Centralizados de linha Simples progressivo
Os distribuidores são modulares, formados de secções
superpostas, cada qual contendo um pistão, orifícios e
canais para o fluxo interno do lubrificante. Embora
fisicamente idênticas, as secções contêm pistões de
diâmetros variáveis, de acordo com as necessidades de
cada ponto. No sistema progressivo, os pistões
encontram-se sempre na linha principal, sendo que cada
qual deve funcionar positivamente, forçando uma
lubrificante para o mancalquantidade dosada de
correspondente antes que o fluxo proveniente da bomba
acione o próximo, na seqüência.
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87Prof. Julio Rezende juliorezende@ucl.br18/10/2015 87Prof. Julio Rezende juliorezende@ucl.br18/10/2015
Métodos de Aplicação da Lubrificação
Lubrificação a Graxa
Sistema Centralizado Paralelo de Linha Simples
A cada ponto deverá corresponder uma válvula, normalmente agrupadas em barras de fixação de
tamanhos variáveis, conforme o agrupamento dos pontos. Quando a bomba é acionada, a pressão
da linha principal é transmitida para todas as válvulas, provocando a movimentação dos pistões no
sentido dos mancais, os quais injetam o seu volume deslocado sob pressão da bomba. Esta, por
sua vez, possui um mecanismo de alivio ajustado para uma pressão teoricamente suficiente para
vencer a contra pressão de todos os pontos. Após o alivio, com a despressurizarão da linha
principal, as molas alojadas na parte inferior dos pistões se distendem, forçando-os para o sentido
oposto.
LUBRIFICAÇÃO INDUSTRIAL - ROLAMENTOS
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88Prof. Julio Rezende juliorezende@ucl.br18/10/2015 88Prof. Julio Rezende juliorezende@ucl.br18/10/2015
Métodos de Aplicação da Lubrificação
Lubrificação a Graxa
Sistema Centralizado Paralelo de linha Dupla
No sistema paralelo de linha dupla, a ação conjugada do alívio e respectivo retorno dos pistões
dos distribuidores, para o novo ciclo, é efetuado hidraulicamente, através de uma Segunda linha
principal. As bombas de linha dupla possuem um inversor, permitindo que, assim, o lubrificante
seja recalcado ora em uma das linhas principais, ora na outra. Esse bombeamento alternativo
provoca a movimentação dos pistões.
LUBRIFICAÇÃO INDUSTRIAL - ROLAMENTOS
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89Prof. Julio Rezende juliorezende@ucl.br18/10/2015 89Prof. Julio Rezende juliorezende@ucl.br18/10/2015
Métodos de Aplicação da Lubrificação
Lubrificação a Graxa
Sistema Centralizado de linha Dupla Paralelo
SISTEMA CENTRALIZADO DE LINHA DUPLA DISTRIBUIDOR DE SAÍDA SIMPLES
LUBRIFICAÇÃO INDUSTRIAL - ROLAMENTOS
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90Prof. Julio Rezende juliorezende@ucl.br18/10/2015 90Prof. Julio Rezende juliorezende@ucl.br18/10/2015
LUBRIFICAÇÃO INDUSTRIAL - ROLAMENTOS
• Motor elétrico
• Causa da falha:
• Erosão elétrica da pista
devido à passagem de
corrente elétrica na
zona de contato. Uso de
graxa que induziu a
uma excessiva
resistência elétrica.
EROSÃO POR CORRENTE ELÉTRICA
ANEL EXTERNO ROLAMENTO ESFERA
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LUBRIFICAÇÃO INDUSTRIAL - ROLAMENTOS
Bomba de Fosfato,
extremidade motriz
Causa da falha:
Ingresso de água e de
solução contendo fosfato
no mancal, resultando na
emulsificação e lavagem da
graxa. As superfícies em
contato sofreram severa
corrosão levando à
prematuras falhas
mecânicas do rolamento.
Lubrificante: graxa óleo mineral / lítio EP 2
CORROSÃO INDUZIDA
ROLAMENTOS DE ROLOS CILÍNDRICOS (NU)
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LUBRIFICAÇÃO INDUSTRIAL - ROLAMENTOS
Fuso de Máquina-ferramenta
Causas das falhas:
Marcas da corrosão de atrito
claramente visíveis entre o anel
interno e o alojamento do eixo.
Nestes pontos, partículas de
coloração avermelhada são
facilmente soltas. A corrosão de
atrito ocorre devido à:
• Folgas
• Vibração
• Pequenas oscilações
• Efeito de deslizamento
CORROSÃO DE ATRITO
CONTATO ANGULAR - ANEL INTERNO
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93Prof. Julio Rezende juliorezende@ucl.br18/10/2015 93Prof. Julio Rezende juliorezende@ucl.br18/10/2015
LUBRIFICAÇÃO INDUSTRIAL - ROLAMENTOS
Causa da falha:
Decomposição térmica da
graxa original (prevista para
vida útil).
Perda do óleo base da
graxa através da ação
combinada de evaporação e
decomposição térmica
resultando em uma
lubrificação insuficiente.
Isto resulta em falhas na
gaiola e travamento
prematuro do rolamento.Lubrificante: graxa óleo Mineral / Lítio EP 2
FALHAS DE LUBRIFICAÇÃO
ROLAMENTO DE ESFERA - DUPLA CARREIRA 2RS1
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LUBRIFICAÇÃO INDUSTRIAL - ROLAMENTOS
FALHAS DE LUBRIFICAÇÃO
TRANSPORTADOR AÉREO
Rolamento do Transportador Aéreo
Causa da falha:
Decomposição térmica do lubrificante
após 1 mês de operação em uma estufa
de pintura a 250 °C.
Decomposição do lubrificante provocando
o deslizamento do rolamento devido ao
travamento mecânico das esferas.
O hidrocarboneto para “temperatura
elevada” do lubrificante foi considerado
inadequado para as condições de
processo.
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CABOS DE AÇO
LUBRIFICAÇÃO DE CABOS DE AÇO- APLICAÇÃO
A lubrificação adequada protege o cabo de aço
contra corrosão e desgaste. Use o lubrificante
recomendado pelo fabricante do cabo. As
principais características do lubrificante são:
- Extraordinária aderência;
- Elevado limite de elasticidade;
- Reduz o atrito entre as partes em contato
especialmente quando o cabo se dobra enquanto
passa sobre as roldanas ou os tambores;
- Protege as superfícies do cabo contra a
oxidação ou a corrosão devido a sua resistência
ao esmaecimento ou a emulsificação da água;
- Lubrifica o núcleo do cabo ou do fio de aço
devido a sua propriedade eficaz penetrante;
- Maior segurança no funcionamento e
conservação do maquinário e equipamentos
produtivos;
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CABOS DE AÇO
LUBRIFICAÇÃO DE CABOS DE AÇO- APLICAÇÃO
Lubrificação durante a fabricação
Um lubrificante existente no interior do cabo
protege-o durante o
embarque,armazenagem e instalação. Sob
condições favoráveis, continua protegendo o
cabo durante longos intervalos de tempo.
Deve-se, entretanto, reconhecer que a
maioria do lubrificante que impregna a alma
é expulso durante a formação das pernas; o
restante vai-se perdendo durante a
armazenagem e quando o cabo é submetido
à carga. Com raríssimas exceções, é
preciso providenciar um programa de
lubrificação dos cabos de aço logo após sua
instalação.
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CABOS DE AÇO
LUBRIFICAÇÃO DE CABOS DE AÇO
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CABOS DE AÇO
LUBRIFICAÇÃO DE CABOS DE AÇO
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 CARRETEIRO, Ronald P. e BELMIRO, Pedro N. Lubrificantes & Lubrificação Industrial. Rio de Janeiro: Editora Interciência:
IBP, 2006
 Klüber Brasil –www.klueber.com
 Mini-Curso de Lubrificação NSK – www.nsk.com.br
 TECVIB Engenharia LTDA- Boletim Técnico: Falhas Prematuras De Rolamentos - www.tecvib.com.br
 SKF do Brasil – www.skf.com.br
-Supreme Lubrificantes - http://www.supremelub.com.br/downloads/tecnicas/analise_de_oleo.pdf
-Fundamentos de Lubrificação - TEXACO - www.texaco.com.br
http://pt.scribd.com/doc/9866894/Apostila-de-Fundamentos-de-Lubrificacao
- Lubrificação BÁSICA – IPIRANGA – http://www.ipiranga.com.br
-Petrobras Distribuidora –
http://www.br.com.br/wps/portal/portalconteudo/produtos/paraindustriasetermeletricas/lubrificantesindustriais
Referências Bibliográficas

Aula unid 3_4

  • 1.
    FACULDADE DO CENTROLESTE 1Prof. Julio Rezende juliorezende@ucl.br18/10/2015 ENGENHARIA MECÂNICA 2015/2
  • 2.
    FACULDADE DO CENTROLESTE 2Prof. Julio Rezende juliorezende@ucl.br18/10/2015 UNIDADE 3.4 LUBRIFICAÇÃO INDUSTRIAL
  • 3.
    FACULDADE DO CENTROLESTE 3Prof. Julio Rezende juliorezende@ucl.br18/10/2015 3Prof. Julio Rezende juliorezende@ucl.br18/10/2015 SUMÁRIO LUBRIFICAÇÃO DE MANCAIS DE ROLAMENTO  Noções sobre Mancais de Rolamento  Lubrificação de Mancais de Rolamentos  Métodos de aplicação de Lubrificação  Conservação e Manuseio de Lubrificantes
  • 4.
    FACULDADE DO CENTROLESTE 4Prof. Julio Rezende juliorezende@ucl.br18/10/2015 4Prof. Julio Rezende juliorezende@ucl.br18/10/2015
  • 5.
    FACULDADE DO CENTROLESTE 5Prof. Julio Rezende juliorezende@ucl.br18/10/2015 5Prof. Julio Rezende juliorezende@ucl.br18/10/2015 Definição: Os rolamentos são elementos mecânicos de altíssima precisão, que permitem que um eixo gire ou tenha qualquer movimento relativo em relação a um componente fixo, com o mínimo de atrito e perdas de energia. Os mancais de rolamentos ou simplesmente rolamentos são constituídos por dois anéis de aço (geralmente SAE 52 100) separados por uma ou mais fileiras de esferas ou rolos. Essas esferas ou rolos são mantidos eqüidistantes por meio do separador ou gaiola a fim de distribuir os esforços e manter concêntricos os anéis. O anel externo (capa) é fixado ao suportes denominados mancal e o anel interno é fixado diretamente ao eixo. LUBRIFICAÇÃO INDUSTRIAL - ROLAMENTOS
  • 6.
    FACULDADE DO CENTROLESTE 6Prof. Julio Rezende juliorezende@ucl.br18/10/2015 6Prof. Julio Rezende juliorezende@ucl.br18/10/2015 LUBRIFICAÇÃO INDUSTRIAL - ROLAMENTOS • Reduzem o atrito • Transmitem cargas • Suportam o eixo • Posicionam o eixo
  • 7.
    FACULDADE DO CENTROLESTE 7Prof. Julio Rezende juliorezende@ucl.br18/10/2015 7Prof. Julio Rezende juliorezende@ucl.br18/10/2015 LUBRIFICAÇÃO INDUSTRIAL - ROLAMENTOS Carga Radial Carga Axial Carga Combinada
  • 8.
    FACULDADE DO CENTROLESTE 8Prof. Julio Rezende juliorezende@ucl.br18/10/2015 8Prof. Julio Rezende juliorezende@ucl.br18/10/2015 LUBRIFICAÇÃO INDUSTRIAL - ROLAMENTOS
  • 9.
    FACULDADE DO CENTROLESTE 9Prof. Julio Rezende juliorezende@ucl.br18/10/2015 9Prof. Julio Rezende juliorezende@ucl.br18/10/2015 LUBRIFICAÇÃO INDUSTRIAL - ROLAMENTOS Roloesférico (Assimétrico) Rolo Cônico RoloEsférico (Simétrico) Agulha Esfera RoloCilíndrico
  • 10.
    FACULDADE DO CENTROLESTE 10Prof. Julio Rezende juliorezende@ucl.br18/10/2015 10Prof. Julio Rezende juliorezende@ucl.br18/10/2015 Vantagens na Aplicação Os rolamentos (mancais de rolamento) quando comparados aos mancais de deslizamento apresentam as seguintes vantagens: -O atrito de partida e a diferença com o atrito dinâmico são pequenos; - Com a avançada padronização internacional são intercambiáveis e possibilitam a utilização pela substituição simples; -Possibilitam a simplificação da configuração dos conjugados, facilitando a manutenção e a inspeção; -Admitem cargas combinadas. Em geral, podem apoiar simultaneamente a carga radial e a carga axial; -A utilização em altas e baixas temperaturas é relativamente facilitada; -Permitem a utilização com folga negativa (condição de pré-carga) para aumentar a rigidez. LUBRIFICAÇÃO INDUSTRIAL - ROLAMENTOS
  • 11.
    FACULDADE DO CENTROLESTE 11Prof. Julio Rezende juliorezende@ucl.br18/10/2015 11Prof. Julio Rezende juliorezende@ucl.br18/10/2015 LUBRIFICAÇÃO INDUSTRIAL – TIPOS DE ROLAMENTOS ROLAMENTO FIXO DE UMA CARREIRA DE ESFERAS Os rolamentos fixos de uma carreira de esferas são mais representativos atendendo a um extenso campo de aplicações. O canal da pista em ambos os anéis, interno e externo, apresenta um perfil lateral em arco, com raio ligeiramente maior que o raio das esferas. Alem da carga radial, permite o apoio da carga axial em ambos os sentidos. Como o torque de atrito e pequeno torna-se preferido para as aplicações que requeiram baixo ruído e vibração bem como alta rotação.Diversos tipos construtivos estão disponíveis. De um modo geral são mais encontrados com gaiola de aço prensada.
  • 12.
    FACULDADE DO CENTROLESTE 12Prof. Julio Rezende juliorezende@ucl.br18/10/2015 12Prof. Julio Rezende juliorezende@ucl.br18/10/2015 LUBRIFICAÇÃO INDUSTRIAL – TIPOS DE ROLAMENTOS ROLAMENTO DE AGULHAS Nos rolamentos de agulha são inseridos um grande numero de rolos finos e alongados com comprimento de 3 a 10 vezes o diâmetro. Conseqüentemente, com a reduzida proporção do diâmetro externo em relação ao diâmetro do circulo inscrito dos rolos, possuem capacidade de carga radial comparativamente maior. Portanto, são extremamente indicados para arranjos de rolamentos onde o espaço radial e limitado. Além disso, existem tipos e classificações como: com anel interno e sem anel interno ou com gaiola e sem gaiola. Nos rolamentos com gaiola são usadas, principalmente, as gaiolas prensadas de aço.
  • 13.
    FACULDADE DO CENTROLESTE 13Prof. Julio Rezende juliorezende@ucl.br18/10/2015 13Prof. Julio Rezende juliorezende@ucl.br18/10/2015 LUBRIFICAÇÃO INDUSTRIAL – TIPOS DE ROLAMENTOS ROLAMENTO AUTOCOMPENSADOR DE ESFERAS O anel interno possui duas pistas e a pista do anel externo tem formato esférico. O centro do raio que forma esta superfície esférica e coincidente com o centro do rolamento, conseqüentemente, o anel interno, as esferas e a gaiola inclinam- se livremente em relação ao anel externo. Os erros de alinhamento que ocorrem devido aos casos como o do desvio na usinagem do eixo e alojamento, e as deficiências na instalação são corrigidos automaticamente. Alem disso, existem também os rolamentos de furo cônico que são fixados através de buchas. Adequados para solicitações em que haja dificuldade de alinhamento do eixo em relação ao alojamento e em eixos de transmissão de movimento com facilidade de fletir;  A capacidade de carga axial e reduzida por ter pequeno angulo de contato;  O desalinhamento permissível e de 4 a 7° para cargas normais.
  • 14.
    FACULDADE DO CENTROLESTE 14Prof. Julio Rezende juliorezende@ucl.br18/10/2015 14Prof. Julio Rezende juliorezende@ucl.br18/10/2015 LUBRIFICAÇÃO INDUSTRIAL – TIPOS DE ROLAMENTOS ROLAMENTO DE CONTATO ANGULAR Os rolamentos deste tipo permitem o apoio da carga radial e, de carga axial em um único sentido. A esfera e os anéis interno e externo formam ângulos de contato de 15°, 25°, 30° ou 40°. Quanto maior o angulo de contato maior será a capacidade de carga axial. Por outro lado, quanto menor o angulo de contato melhor será a sua utilização em altas rotações. Geralmente, as gaiolas utilizadas são as prensadas de aço, mas para os rolamentos de alta precisão com angulo de contato menor que 30°, são utilizadas principalmente, as gaiolas de poliamida. Também são fornecidos com gaiolas de latão. Os rolamentos de contato angular são muito utilizados em montagem combinada ( montados aos pares). Existem 3 tipos de montagem aos pares: face a face (face to face), costas a costas (back to back) ou em serie (tandem).
  • 15.
    FACULDADE DO CENTROLESTE 15Prof. Julio Rezende juliorezende@ucl.br18/10/2015 15Prof. Julio Rezende juliorezende@ucl.br18/10/2015 LUBRIFICAÇÃO INDUSTRIAL – TIPOS DE ROLAMENTOS ROLAMENTO DE CONTATO ANGULAR
  • 16.
    FACULDADE DO CENTROLESTE 16Prof. Julio Rezende juliorezende@ucl.br18/10/2015 16Prof. Julio Rezende juliorezende@ucl.br18/10/2015 LUBRIFICAÇÃO INDUSTRIAL – TIPOS DE ROLAMENTOS ROLAMENTO DE ROLOS CILÍNDRICOS Os rolamentos de rolos cilíndricos tem maior capacidade de carga radial que os rolamentos de esferas de mesmas dimensões externas e são particularmente adequados para serviços pesados. O rolamento apresenta uma linha de contato modificada entre rolos e as pistas para eliminar concentração de tensões. Esses rolamentos tem uma elevada capacidade de carga radial sendo adequados para altas velocidades. Devido ao design desmontável, tem a vantagem de montagem do anel interno e anel externo separadamente. A direção da carga axial que pode ter um rolamento, dependendo da geometria do rolamento. Muitas variações disponíveis.
  • 17.
    FACULDADE DO CENTROLESTE 17Prof. Julio Rezende juliorezende@ucl.br18/10/2015 17Prof. Julio Rezende juliorezende@ucl.br18/10/2015 LUBRIFICAÇÃO INDUSTRIAL – TIPOS DE ROLAMENTOS ROLAMENTO AUTOCOMPENSADOR DE ESFERAS Rolamento semelhante ao autocompensador de esferas, mas com duas carreiras de rolos esféricos. Devido a isso, permitem uma capacidade de carga maior que o de esferas;  Desalinhamento permissível = 1° ~ 2,5°;  Tipos de gaiola.  EA: gaiola de aço prensado com alta capacidade de carga.  C e CD: gaiolas de aço prensado;  CAM: gaiola de latão usinado;  H: gaiola de poliamida (alta capacidade de carga, baixo ruído e baixo torque).
  • 18.
    FACULDADE DO CENTROLESTE 18Prof. Julio Rezende juliorezende@ucl.br18/10/2015 18Prof. Julio Rezende juliorezende@ucl.br18/10/2015 LUBRIFICAÇÃO INDUSTRIAL – TIPOS DE ROLAMENTOS ROLAMENTO DE ROLOS CÔNICOS Os rolamentos de rolos cônicos são projetados de forma que o vértice dos cones formados pelas pistas do anel interno e externo, e pelos rolos, coincidam em um ponto na linha de centro do rolamento. Quando se aplica uma carga radial, gera-se a uma componente de carga axial. É necessário usar dois rolamentos em oposição, em alguma combinação ou de duas carreiras. São usados para cargas combinadas, ou seja, carga radial e axial. O angulo de contato α determina a capacidade de carga axial do rolamento. Quanto maior o angulo, maior a capacidade de carga axial. ∗ angulo intermediário: C = 20°; ∗ angulo grande: D = 28°; ∗ angulo normal: sem sufixo = 17°.
  • 19.
    FACULDADE DO CENTROLESTE 19Prof. Julio Rezende juliorezende@ucl.br18/10/2015 19Prof. Julio Rezende juliorezende@ucl.br18/10/2015 LUBRIFICAÇÃO INDUSTRIAL – TIPOS DE ROLAMENTOS ROLAMENTO DE ROLOS CÔNICOS
  • 20.
    FACULDADE DO CENTROLESTE 20Prof. Julio Rezende juliorezende@ucl.br18/10/2015 20Prof. Julio Rezende juliorezende@ucl.br18/10/2015 LUBRIFICAÇÃO INDUSTRIAL – TIPOS DE ROLAMENTOS ROLAMENTO AXIAIS DE ESFERAS Os rolamentos axiais são divididos em dois grupos básicos, escora simples ou dupla. Os de escora simples tem as esferas em um separador e dois anéis (superior e inferior). Os anéis em uma superfície de apoio, que pode ser plana ou esférica e a pista do lado oposto.Na montagem devem ficar perfeitamente suportadas de modo que haja a correta distribuição da carga. Esse tipo de rolamento e usado para suportar cargas em apenas um sentido. Rolamentos axiais de escora dupla são usados onde ha reversão do sentido da carga. Os Rolamentos Axiais de Esferas com Assento Plano, não permitem qualquer desalinhamento angular entre o eixo e o alojamento, nem podem compensar qualquer erro de ângulo, entre a superfície de apoio no alojamento e o eixo. Não são adequados para uso em alta velocidade. Os limites de velocidade estão indicados nas tabelas dos fabricantes.
  • 21.
    FACULDADE DO CENTROLESTE 21Prof. Julio Rezende juliorezende@ucl.br18/10/2015 21Prof. Julio Rezende juliorezende@ucl.br18/10/2015 LUBRIFICAÇÃO INDUSTRIAL – TIPOS DE ROLAMENTOS ROLAMENTO AXIAIS DE ROLOS De modo análogo aos rolamentos axiais de esferas, esses rolamentos só suportam cargas axiais. Os rolamentos axiais de rolos podem ser de uma ou de duas carreiras e tem maior capacidade de carga que os de esfera.
  • 22.
    FACULDADE DO CENTROLESTE 22Prof. Julio Rezende juliorezende@ucl.br18/10/2015 22Prof. Julio Rezende juliorezende@ucl.br18/10/2015 LUBRIFICAÇÃO INDUSTRIAL – VIDA ÚTIL DOS ROLAMENTOS Definida como sendo o tempo de funcionamento até a ocorrência de um defeito ou falha, tais como: a) Aumento do nível de ruído; b) Aumento no nível de vibração; c) Deterioração do lubrificante; d) Escamação de fadiga do material das pistas e elementos rolantes. Fatores que limitam a capacidade funcional do rolamento: a) Superaquecimento; b) Engripamento; c) Trincas ou fissuras nas pistas; d) Falha de vedações. Na maioria dos casos, estes problemas são provocados por projeto inadequado do mancal e do eixo, escolha incorreta do rolamento, montagem inadequada, falhas de inspeção, dentre outros.
  • 23.
    FACULDADE DO CENTROLESTE 23Prof. Julio Rezende juliorezende@ucl.br18/10/2015 23Prof. Julio Rezende juliorezende@ucl.br18/10/2015 LUBRIFICAÇÃO INDUSTRIAL – VIDA ÚTIL DOS ROLAMENTOS VIDA NOMINAL: É o tempo no qual 90% de um lote de rolamentos continua girando sem apresentar sinais de fadiga ( em número de horas trabalhadas ou em milhôes rotações). CAPACIDADE DE CARGA DINÂMICA C: Definida de modo que 90% de um lote de rolamentos alcance um milhão de rotações sem sinais de fadiga. CAPACIDADE DE CARGA ESTÁTICA C0: Nos rolamentos parados e que giram eventualmente, ocorre o aparecimento de deformações permanentes nos pontos de contato, A capacidade de carga estática é a carga equivalente que produz uma deformação permanente igual a 0,0001 do diâmetro do corpo rolante. CARGA DINÂMICA EQUIVALENTE P: É a carga hipotética de direção e magnitude constantes, que resulte na mesma vida nominal que será obtida em condições reais de funcionamento (cargas axiais e radiais combinadas). ar FYFXP  Fr = Carga radial (N) Fa = carga axial (N) X = Fator de carga radial Y = Fator de carga axial Catalogo fabricante
  • 24.
    FACULDADE DO CENTROLESTE 24Prof. Julio Rezende juliorezende@ucl.br18/10/2015 24Prof. Julio Rezende juliorezende@ucl.br18/10/2015 LUBRIFICAÇÃO INDUSTRIAL – VIDA ÚTIL DOS ROLAMENTOS A relação entre a capacidade de carga dinâmica, a carga aplicada ao rolamento e a vida do rolamento segue seguinte equação: p P C L       10 L10 = Vida nominal (90% de confiabilidade em milhões de rotações); L10h = Vida nominal (90% de confiabilidade em horas de operação; C = capacidade de carga dinâmica (N) P = Carga dinâmica equivalente (N) n = número de rotações (rpm) p = expoente p h P C n L        60 106 10 3 10 3   p p Rolamento de esferas Rolamento de rolos
  • 25.
    FACULDADE DO CENTROLESTE 25Prof. Julio Rezende juliorezende@ucl.br18/10/2015 25Prof. Julio Rezende juliorezende@ucl.br18/10/2015 LUBRIFICAÇÃO INDUSTRIAL – VIDA ÚTIL DOS ROLAMENTOS CORREÇÃO NA VIDA NOMINAL: 10321 LaaaLcorr  L10 = Vida nominal (90% de confiabilidade); a1 = Coeficiente de Confiabilidade a2 = Coeficiente de Material a3 = Coeficiente de Condições de uso Coeficiente de Confiabilidade: Coeficiente de Material: a2 = 1 => Rolamentos comerciais Coeficiente de Condições de uso: a3 = 1 => condições normais de lubrificação e temperatura
  • 26.
    FACULDADE DO CENTROLESTE 26Prof. Julio Rezende juliorezende@ucl.br18/10/2015 26Prof. Julio Rezende juliorezende@ucl.br18/10/2015 LUBRIFICAÇÃO INDUSTRIAL – FOLGAS INTERNA NOS ROLAMENTOS C1< C2 < CN < C3 < C4 < C5 Folga Radial FolgaAxial A folga do rolamento é a folga entre o anel externo, o anel interno e o elementos rolantes, ou seja, se fixarmos um dos anéis, a folga interna é a intensidade de deslocamento do outro anel, quando movimentado para cima, para baixo, para direita ou para a esquerda. Esta intensidade de deslocamento na direção radial e na direção axial são definidas, respectivamente, como folga radial e folga axial. CN => Folga Normal C1, C2 => Folga menor que a normal C3, C4 e C5 => Folga maior que a normal
  • 27.
    FACULDADE DO CENTROLESTE 27Prof. Julio Rezende juliorezende@ucl.br18/10/2015 27Prof. Julio Rezende juliorezende@ucl.br18/10/2015 LUBRIFICAÇÃO INDUSTRIAL – FOLGAS INTERNA NOS ROLAMENTOS C1< C2 < CN < C3 < C4 < C5 Folga Radial FolgaAxial
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    FACULDADE DO CENTROLESTE 28Prof. Julio Rezende juliorezende@ucl.br18/10/2015 28Prof. Julio Rezende juliorezende@ucl.br18/10/2015 Compressão Dilatação Redução dafolga radial Temperatura maisbaixa Temperatura maisAlta LUBRIFICAÇÃO INDUSTRIAL – FOLGAS INTERNA NOS ROLAMENTOS
  • 29.
    FACULDADE DO CENTROLESTE 29Prof. Julio Rezende juliorezende@ucl.br18/10/2015 29Prof. Julio Rezende juliorezende@ucl.br18/10/2015 eDt2  dDDe  4 5 1  dDDe  3 4 1 DIMINUIÇÃO DA FOLGA INTERNA RADIAL DEVIDO AO AJUSTE DE MONTAGEM: O anel montado com interferência irá expandir (ou contrair), reduzindo a folga interna. LUBRIFICAÇÃO INDUSTRIAL – FOLGAS INTERNA NOS ROLAMENTOS 1 = (70 a 90%) da interferência de montagem. DIMINUIÇÃO DA FOLGA INTERNA RADIAL DEVIDO À DIFERENÇA DE TEMPERATURA ENTRE AS PISTA DOS ROLAMENTO:  = Coeficiente de dilatação linear => Aço = 12,5 x 10-6 [1/°C] t = Diferença de temperatura entre as pistas do rolamento [°C] De = Diâmetro efetivo [mm] Rolamento de esferas Rolamento de rolos Folga efetiva: Folga inicial – Reduções  21  
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    FACULDADE DO CENTROLESTE 30Prof. Julio Rezende juliorezende@ucl.br18/10/2015 30Prof. Julio Rezende juliorezende@ucl.br18/10/2015 LUBRIFICAÇÃO INDUSTRIAL – FOLGAS INTERNA NOS ROLAMENTOS
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    FACULDADE DO CENTROLESTE 31Prof. Julio Rezende juliorezende@ucl.br18/10/2015 31Prof. Julio Rezende juliorezende@ucl.br18/10/2015 Exemplos de Aplicação das Disposições dos Rolamentos 1) Dilatação e contração do eixo em função da variação de temperatura. 2) Facilidade de instalação e remoção do rolamento. 3) Desalinhamento entre o anel interno e o anel externo em função de casos como a deficiência na instalação e a flexão do eixo. 4) Rigidez e método de pré-carga do conjunto completo relacionado à parte rotativa inclusive o rolamento. 5) A posição mais apropriada para apoiar a carga.
  • 32.
    FACULDADE DO CENTROLESTE 32Prof. Julio Rezende juliorezende@ucl.br18/10/2015 32Prof. Julio Rezende juliorezende@ucl.br18/10/2015 Exemplos de Aplicação das Disposições dos Rolamentos
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    FACULDADE DO CENTROLESTE 33Prof. Julio Rezende juliorezende@ucl.br18/10/2015 MANCAIS DE ROLAMENTO ROLAMENTOS DE ROLOS CÔNICOS E DE CONTATO ANGULAR
  • 34.
    FACULDADE DO CENTROLESTE 34Prof. Julio Rezende juliorezende@ucl.br18/10/2015 MANCAIS DE ROLAMENTO ROLAMENTOS DE ROLOS CÔNICOS E DE CONTATO ANGULAR
  • 35.
    FACULDADE DO CENTROLESTE 35Prof. Julio Rezende juliorezende@ucl.br18/10/2015 35Prof. Julio Rezende juliorezende@ucl.br18/10/2015 Designação / Números de Identificação LUBRIFICAÇÃO INDUSTRIAL - ROLAMENTOS
  • 36.
    FACULDADE DO CENTROLESTE 36Prof. Julio Rezende juliorezende@ucl.br18/10/2015 36Prof. Julio Rezende juliorezende@ucl.br18/10/2015 Designação / Números de Identificação
  • 37.
    FACULDADE DO CENTROLESTE 37Prof. Julio Rezende juliorezende@ucl.br18/10/2015 37Prof. Julio Rezende juliorezende@ucl.br18/10/2015 Ajuste de Montagem O ajuste do rolamento ao eixo e a caixa de montagem dependem basicamente da natureza da carga aplicada, aplicação e intensidade da carga
  • 38.
    FACULDADE DO CENTROLESTE 38Prof. Julio Rezende juliorezende@ucl.br18/10/2015 Aplicações de Ajustes Ajustes de rolamentos: Carga rotativa sobre o anel interno: Anel interno gira em relação à carga e as forças resultantes tentam impedi-lo de girar junto com o eixo. Anel interno deverá ser montado com interferência no eixo. Carga fixa sobre o anel externo: O anel externo é estacionário e a carga age, no mesmo ponto do anel, durante todo o tempo, não produzindo forças que façam com que o anel gire em seu alojamento. Anel externo montado com folga ( ou incerto) no alojamento Rolo montado sobre 02 mancais
  • 39.
    FACULDADE DO CENTROLESTE 39Prof. Julio Rezende juliorezende@ucl.br18/10/2015 Aplicações de Ajustes Ajustes de rolamentos: Rolo montado sobre 02 rolamentos Carga fixa sobre o anel interno: Uma carga constante age sobre o anel interno e, como este é estacionário, em relação à direção de ação da carga, não aparecem forças que tendam a girá-lo sobre o eixo. Carga rotativa sobre o anel externo: O anel externo gira em relação à carga e as forças resultantes tentam impedi-lo de girar junto com o rolo. Os rolamentos podem estar sujeitos à cargas rotativas adicionais, por exemplo, se o rolo não estiver balanceado. Como a direção da carga está variando constantemente, originam-se forças que podem causar deslizamento dos dois anéis em seus assentos, a menos que ambos tenham ajustes com interferência. Situações como esta são chamadas de “DIREÇÃO DE CARGA INDETERMINADA”
  • 40.
    FACULDADE DO CENTROLESTE 40Prof. Julio Rezende juliorezende@ucl.br18/10/2015 Ajustes para rolamentos:
  • 41.
    FACULDADE DO CENTROLESTE 41Prof. Julio Rezende juliorezende@ucl.br18/10/2015 Ajustes em eixos com rolamentos:
  • 42.
    FACULDADE DO CENTROLESTE 42Prof. Julio Rezende juliorezende@ucl.br18/10/2015 Ajustes em sedes para rolamentos:
  • 43.
    FACULDADE DO CENTROLESTE 43Prof. Julio Rezende juliorezende@ucl.br18/10/2015 LUBRIFICAÇÃO INDUSTRIAL - SELEÇÃO DE ROLAMENTOS eixo = 160 mm Carga radial = 80000 N Carga axial = 15000 N Rolamentos autocompensadores de rolos cilíndricos Rotação do eixo de saída n2 = 63 rpm Temperatura de trabalho: 80°C 18750 80000 15000 , F F r a  Rolamento autocompensador de rolos cilíndricos 23032 CC/W33 C = 614000 N C0 = 880000 N e = 0,22 Y1 = 3,0 Y2 = 4,6
  • 44.
    FACULDADE DO CENTROLESTE 44Prof. Julio Rezende juliorezende@ucl.br18/10/2015 LUBRIFICAÇÃO INDUSTRIAL - SELEÇÃO DE ROLAMENTOS
  • 45.
    FACULDADE DO CENTROLESTE 45Prof. Julio Rezende juliorezende@ucl.br18/10/2015 LUBRIFICAÇÃO INDUSTRIAL - SELEÇÃO DE ROLAMENTOS 03118750 1 ,YY;Xe, F F r a  N)(P 12500015000380000    3 10 66 10 125000 614000 6360 10 60 10              p h P C n L horasL h 5329710  1) Cálculo da carga dinâmica equivalente: 2) Cálculo da vida nominal em horas:
  • 46.
    FACULDADE DO CENTROLESTE 46Prof. Julio Rezende juliorezende@ucl.br18/10/2015 LUBRIFICAÇÃO INDUSTRIAL - SELEÇÃO DE ROLAMENTOS
  • 47.
    FACULDADE DO CENTROLESTE 47Prof. Julio Rezende juliorezende@ucl.br18/10/2015 LUBRIFICAÇÃO INDUSTRIAL - SELEÇÃO DE ROLAMENTOS Pesada,, C P  1502030 614000 125000 3) Verificação da Carga: Leve => P  0,007 C Normal => P  0,10 C Pesada => P > 0,15 C 4) Verificação do Ajuste de montagem: Eixo => 160 r6 => 160 Sede => 240 H7 => 240 +0,090 +0,065 +0,046 0
  • 48.
    FACULDADE DO CENTROLESTE 48Prof. Julio Rezende juliorezende@ucl.br18/10/2015 Ajustes em eixos com rolamentos:
  • 49.
    FACULDADE DO CENTROLESTE 49Prof. Julio Rezende juliorezende@ucl.br18/10/2015 Ajustes em sedes para rolamentos:
  • 50.
    FACULDADE DO CENTROLESTE 50Prof. Julio Rezende juliorezende@ucl.br18/10/2015 LUBRIFICAÇÃO INDUSTRIAL SELEÇÃO DE ROLAMENTOS   mm,,, 103501150901  5) Verificação da redução da folga interna: a) Devido ao ajuste de montagem no eixo: Interferência máxima = 0,115 mm b) Devido à diferença de temperatura entre os anéis: c) Folga efetiva: Folga interna normal => min. 0,110; max. 0,170 Usando folga interna C3: eDt2    mmDe 2201602403 4 1  Ct  10     mm,x, 027502201010512 6 2    mm,),,(,Fef 021002750103501100  mm,),,(,Fef 039002750103501700 
  • 51.
    FACULDADE DO CENTROLESTE 51Prof. Julio Rezende juliorezende@ucl.br18/10/2015 LUBRIFICAÇÃO INDUSTRIAL SELEÇÃO DE ROLAMENTOS Folga interna para rolamento autocompensadores de rolos
  • 52.
    FACULDADE DO CENTROLESTE 52Prof. Julio Rezende juliorezende@ucl.br18/10/2015 LUBRIFICAÇÃO INDUSTRIAL - SELEÇÃO DE ROLAMENTOS
  • 53.
    FACULDADE DO CENTROLESTE 53Prof. Julio Rezende juliorezende@ucl.br18/10/2015 LUBRIFICAÇÃO INDUSTRIAL - MONTAGEM DE ROLAMENTOS VERIFICAÇÃO DIMENSIONAL
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    FACULDADE DO CENTROLESTE 54Prof. Julio Rezende juliorezende@ucl.br18/10/2015 LUBRIFICAÇÃO INDUSTRIAL - MONTAGEM DE ROLAMENTOS MANUSEIO E TRANSPORTE
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    FACULDADE DO CENTROLESTE 55Prof. Julio Rezende juliorezende@ucl.br18/10/2015 LUBRIFICAÇÃO INDUSTRIAL - MONTAGEM DE ROLAMENTOS
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    FACULDADE DO CENTROLESTE 56Prof. Julio Rezende juliorezende@ucl.br18/10/2015 LUBRIFICAÇÃO INDUSTRIAL - MONTAGEM DE ROLAMENTOS
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    FACULDADE DO CENTROLESTE 57Prof. Julio Rezende juliorezende@ucl.br18/10/2015 LUBRIFICAÇÃO INDUSTRIAL - MONTAGEM DE ROLAMENTOS
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    FACULDADE DO CENTROLESTE 58Prof. Julio Rezende juliorezende@ucl.br18/10/2015 LUBRIFICAÇÃO INDUSTRIAL - MONTAGEM DE ROLAMENTOS
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    FACULDADE DO CENTROLESTE 59Prof. Julio Rezende juliorezende@ucl.br18/10/2015 LUBRIFICAÇÃO INDUSTRIAL - MONTAGEM DE ROLAMENTOS
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    FACULDADE DO CENTROLESTE 60Prof. Julio Rezende juliorezende@ucl.br18/10/2015 60Prof. Julio Rezende juliorezende@ucl.br18/10/2015 Rolamentos Vedados ou Blindados São assim chamados os rolamentos que, em função das características de trabalho, precisam ser protegidos ou vedados. A vedação é feita por blindagem (placa). Existem vários tipos. Os principais tipos de placas são: As designações Z e RS são colocadas à direita do número que identifica os rolamentos. Quando acompanhados do número 2 indicam proteção de ambos os lados. LUBRIFICAÇÃO INDUSTRIAL - ROLAMENTOS
  • 61.
    FACULDADE DO CENTROLESTE 61Prof. Julio Rezende juliorezende@ucl.br18/10/2015 61Prof. Julio Rezende juliorezende@ucl.br18/10/2015 Vedação dos Mancais de Rolamentos Vedação por Retentor Vedação por Labirinto LUBRIFICAÇÃO INDUSTRIAL - ROLAMENTOS
  • 62.
    FACULDADE DO CENTROLESTE 62Prof. Julio Rezende juliorezende@ucl.br18/10/2015 62Prof. Julio Rezende juliorezende@ucl.br18/10/2015 Estatísticas de Falhas em Rolamentos LUBRIFICAÇÃO INDUSTRIAL - ROLAMENTOS Fonte: Kluber Lubrification (2005)
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    FACULDADE DO CENTROLESTE 63Prof. Julio Rezende juliorezende@ucl.br18/10/2015 63Prof. Julio Rezende juliorezende@ucl.br18/10/2015 Métodos de Aplicação da Lubrificação A escolha do método de aplicação do lubrificante depende dos seguintes fatores: • Tipo de lubrificante a ser empregado ( graxa ou óleo); • Viscosidade do lubrificante; • Quantidade do lubrificante; • Custo do dispositivo de lubrificação. LUBRIFICAÇÃO INDUSTRIAL - ROLAMENTOS
  • 64.
    FACULDADE DO CENTROLESTE 64Prof. Julio Rezende juliorezende@ucl.br18/10/2015 64Prof. Julio Rezende juliorezende@ucl.br18/10/2015 Métodos de Aplicação da Lubrificação LUBRIFICAÇÃO INDUSTRIAL - ROLAMENTOS Principais vantagens dos óleos:  Os óleos dissipam melhor o calor do que as graxas;  Os óleos lubrificam melhor em altas velocidades;  Os óleos resistem melhor à oxidação;  Boas propriedades lubrificantes, facilitando a formação e a manutenção da película lubrificante. Principais vantagens da utilização das graxas:  Boa retenção;  Lubrificação instantânea na partida;  Vazamento mínimo  Pode ser utilizada em mancais selados;  Permite operação em várias posições;  Dificulta a contaminação;  Requer menor freqüência de aplicações;  Baixo consumo.
  • 65.
    FACULDADE DO CENTROLESTE 65Prof. Julio Rezende juliorezende@ucl.br18/10/2015 65Prof. Julio Rezende juliorezende@ucl.br18/10/2015 Métodos de Aplicação da Lubrificação Quanto ao sistema de lubrificação, este pode ser: Sistema de Lubrificação Lubrificação a Óleo Lubrificação a Graxa Lubrificação por banho de óleo Lubrificação Manual com Pincel ou Espátula Lubrificação por gotejamento Lubrificação com Pistolas Lubrificação a jato Copo Stauffer Lubrificação por salpico Lubrificação por Enchimento Lubrificação por circulação Lubrificação Centralizada Lubrificação por anel pescador -- Lubrificação por atomização --- LUBRIFICAÇÃO INDUSTRIAL - ROLAMENTOS
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    FACULDADE DO CENTROLESTE 66Prof. Julio Rezende juliorezende@ucl.br18/10/2015 66Prof. Julio Rezende juliorezende@ucl.br18/10/2015 Seleção do Lubrificante Os parâmetros de seleção mais importantes a considerar na graxa lubrificante para rolamentos são: LUBRIFICAÇÃO INDUSTRIAL - ROLAMENTOS
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    FACULDADE DO CENTROLESTE 67Prof. Julio Rezende juliorezende@ucl.br18/10/2015 O nível de óleo dentro da caixa de rolamentos deve ser mantido abaixo do centro do corpo rolante que, em relação aos outros corpos rolantes, está na posição mais baixa. Esse procedimento evita o turbilhonamento do fluido. Os aditivos que os óleos devem conter são:  Antiferrugem;  Antioxidação;  Anticorrosão;  Adesividade;  Oleosidade;  Extrema pressão. LUBRIFICAÇÃO INDUSTRIAL - ROLAMENTOS
  • 68.
    FACULDADE DO CENTROLESTE 68Prof. Julio Rezende juliorezende@ucl.br18/10/2015 68Prof. Julio Rezende juliorezende@ucl.br18/10/2015 Fator veloc. (n. d m) = d = diâmetro interno (mm) D = diâmetro ext. (mm) n = veloc. rolamento (rpm) d + D x n 2 d D Baixa Veloc. Para n.dm < 200.000 preencher 90 - 100% do espaço livre Média Veloc. Para n.dm 300.000 - 500.000 preencher 30% do espaço livre Alta Veloc. Para n.dm > 600.000 preencher 15% do espaço livre Quantidade de Graxa a ser aplicada: Calculo da Quantidade na Lubrificação Inicial (no interior do rolamento) Quantidade de Graxa em gramas pode ser aproximada pela regra abaixo: Q = D x B x 0,005 Calculo aproximado do espaço Vazio do Rolamento: V (espaço livre do rolamento) ≈   4 x B (D²-d²)x10-9 - G/7800 [m³] d = diâmetro interno do rolamento [mm] D = diâmetro externo do rolamento [mm] B = largura do rolamento [mm] G = peso do rolamento [kg] Q = Quantidade de graxa em [g]; D = Diâmetro externo do rolamento [mm]; B = Largura [mm]. LUBRIFICAÇÃO INDUSTRIAL - ROLAMENTOS
  • 69.
    FACULDADE DO CENTROLESTE 69Prof. Julio Rezende juliorezende@ucl.br18/10/2015 69Prof. Julio Rezende juliorezende@ucl.br18/10/2015 Relubrificação A atividade de relubrificação pode ser para renovar o lubrificante de função da vida útil já determinada ou para repor eventuais perdas decorrente de vazamentos ou perdas naturais com temperatura e trabalho. Na relubrificante de renovação o lubrificante usado deverá ser drenado ou purgado de forma ser totalmente substituído. Troca da graxa: A condição ideal é que seja feita com a máquina em funcionamento, permitindo assim expulsar toda graxa usada de dentro do rolamento. O bombeamento do lubrificante deve ser suave, para dar tempo que a graxa usada se movimente dentro do rolamento, e deve ser bombeado até que a graxa nova comece a sair pelo dreno. Na relubrificante de reposição os volumes calculados devem ser rigorosamente obedecidos a fim de se evitar aumento de temperatura. No caso de ocorrer a mistura de lubrificantes não compatíveis, as características físico-químicas dos produtos poderão sofrer alterações e prejudicar a correta lubrificação. LUBRIFICAÇÃO INDUSTRIAL - ROLAMENTOS
  • 70.
    FACULDADE DO CENTROLESTE 70Prof. Julio Rezende juliorezende@ucl.br18/10/2015 70Prof. Julio Rezende juliorezende@ucl.br18/10/2015 Relubrificação Quantidade de Graxa a ser aplicada:  Quantidade de graxa na relubrificação m1 (relubrificação semanal , mensal ou anual) mk = D x B x fk [g] fk = 0.002 (semana), 0.003 (mês), 0.004 (ano) Onde: d = diâmetro interno do rolamento [mm] D = diâmetro externo do rolamento [mm] B = largura do rolamento [mm] fk = fator de periodicidade LUBRIFICAÇÃO INDUSTRIAL - ROLAMENTOS
  • 71.
    FACULDADE DO CENTROLESTE 71Prof. Julio Rezende juliorezende@ucl.br18/10/2015 Estão relacionados com o tempo de vida útil da graxa e podem ser estimados pela fórmula:        d dn kIr 4 10.14 6 Onde: Ir – intervalo de relubrificação, em horas; n – rotação, em rpm; d – diâmetro interno do rolamento, em mm; k – fator do tipo de rolamento. Tipo Fator k rolos convexos ou cônicos rolos cilíndricos e agulhas esferas 1 5 10 A quantidade de graxa para relubrificação é calculada pela fórmula: DLQ 005,0 Onde: Q – quantidade de graxa, em gramas; D – diâmetro externo do rolamento, em mm; L – largura do rolamento, em mm. Relubrificação LUBRIFICAÇÃO INDUSTRIAL - ROLAMENTOS
  • 72.
    FACULDADE DO CENTROLESTE 72Prof. Julio Rezende juliorezende@ucl.br18/10/2015 72Prof. Julio Rezende juliorezende@ucl.br18/10/2015 LUBRIFICAÇÃO INDUSTRIAL - ROLAMENTOS
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    FACULDADE DO CENTROLESTE 73Prof. Julio Rezende juliorezende@ucl.br18/10/2015 73Prof. Julio Rezende juliorezende@ucl.br18/10/2015 Métodos de Aplicação da Lubrificação Lubrificação a Óleo Lubrificação por banho de óleo: É o método mais comum de lubrificação, sendo amplamente utilizado em rotações baixas ou médias. O nível do óleo deve ficar entre 1/3 e 1/2 esfera ou rolete inferior Lubrificação a jato: É freqüentemente utilizada em rolamentos para altas rotações. Lubrificação por Gotejamento: É um método amplamente utilizado em pequenos rolamentos de esferas que operem em rotações relativamente altas. Tem a vantagem de regular a quantidade de óleo, deixando cair um certo número de gotas por unidade de tempo. LUBRIFICAÇÃO INDUSTRIAL - ROLAMENTOS
  • 74.
    FACULDADE DO CENTROLESTE 74Prof. Julio Rezende juliorezende@ucl.br18/10/2015 74Prof. Julio Rezende juliorezende@ucl.br18/10/2015 Métodos de Aplicação da Lubrificação Lubrificação a Óleo O nível do óleo deve ficar entre 1/3 e 1/2 esfera ou rolete inferior LUBRIFICAÇÃO INDUSTRIAL - ROLAMENTOS
  • 75.
    FACULDADE DO CENTROLESTE 75Prof. Julio Rezende juliorezende@ucl.br18/10/2015 75Prof. Julio Rezende juliorezende@ucl.br18/10/2015 Lubrificação por Circulação: Este método é largamente adotado em solicitações onde há necessidade de efetuar o resfriamento das partes do rolamento, como em aplicações de alta rotação (Atrito) ou também em casos de calor de origem externa. Métodos de Aplicação da Lubrificação Lubrificação a Óleo Lubrificação por Salpico: É um método de lubrificação do rolamento através dos respingos arremessados por engrenagens ou por anéis giratórios, próximos ao rolamento, sem que este mergulhe diretamente no óleo. LUBRIFICAÇÃO INDUSTRIAL - ROLAMENTOS
  • 76.
    FACULDADE DO CENTROLESTE 76Prof. Julio Rezende juliorezende@ucl.br18/10/2015 76Prof. Julio Rezende juliorezende@ucl.br18/10/2015 Anel pescador Métodos de Aplicação da Lubrificação Lubrificação a Óleo Lubrificação por Anel Pescador: o óleo é conduzido do fundo do mancal para o interior do rolamento através de anel que gira no corpo do eixo Lubrificação por Atomização: o sistema é pressurizado com ar comprimido, liberando mistura ar-óleo. LUBRIFICAÇÃO INDUSTRIAL - ROLAMENTOS
  • 77.
    FACULDADE DO CENTROLESTE 77Prof. Julio Rezende juliorezende@ucl.br18/10/2015 77Prof. Julio Rezende juliorezende@ucl.br18/10/2015 Métodos de Aplicação da Lubrificação Lubrificação a Óleo Troca do Óleo / Relubrificação Os óleos têm uma vida útil mais longa do que as graxas, graças a sua melhor condição de dissipação de calor, alem da possibilidade de troca térmica nos sistemas circulatórios. No caso de maiores volumes de óleo (em geral superior a 50 lts) quando é feito o controle das propriedades físico-químicas a troca só é feita mediante alteração de alguma propriedades importante. Reposição / Troca de óleo dos Mancais de Rolamento •O nível do óleo deve ser completado sempre que estiver abaixo do nível mínimo; •Para volumes de óleo onde o reservatório é o próprio mancal, a troca do óleo deve ser de acordo com recomendação do fabricante do equipamento e/ou fabricante do rolamento; •Para a troca deve-se drenar totalmente o óleo usado (quando possível ainda quente) e logo após completar até nível com óleo novo; •Em alguns caso utiliza-se lavar o mancal com um o óleo de limpeza (óleo de menor viscosidade), para que sejam eliminadas as partículas de desgaste bem como para dissolver os resíduos. • No caso de sistemas circulatórios a troca do óleo é precedida pela limpeza ou “flushing” do sistema. LUBRIFICAÇÃO INDUSTRIAL - ROLAMENTOS
  • 78.
    FACULDADE DO CENTROLESTE 78Prof. Julio Rezende juliorezende@ucl.br18/10/2015 78Prof. Julio Rezende juliorezende@ucl.br18/10/2015 Métodos de Aplicação da Lubrificação Lubrificação a Óleo Troca do Óleo / Relubrificação Reposição / Troca de óleo em caixas de engrenagens (Limpeza ou “flushing”) •O nível do óleo deve ser completado sempre que estiver abaixo do nível mínimo; •A troca do óleo é feita através da drenagem totalmente do óleo usado (preferencialmente ainda quente) e logo após completa-se até nível desejado com óleo novo; •Em alguns caso antes de completar com o óleo novo é recomendável a lavar o redutor com um o óleo de limpeza (óleo de menor viscosidade), para que sejam eliminadas as partículas de desgaste bem como para dissolver os resíduos. LUBRIFICAÇÃO INDUSTRIAL - ROLAMENTOS
  • 79.
    FACULDADE DO CENTROLESTE 79Prof. Julio Rezende juliorezende@ucl.br18/10/2015 79Prof. Julio Rezende juliorezende@ucl.br18/10/2015 Pistola Manual Bomba Automática Bomba manual Pistola Pneumática Métodos de Aplicação da Lubrificação Lubrificação a Graxa Lubrificação com Pistolas: São bombas que, devido a sua construção, geram pressão para introduzir a graxa por intermédio do pino graxeiro. Os pinos podem ser do tipo botão, pressão, ou embutido e são dotados de válvulas de retenção. As bombas manuais possuem diversas formas de reservatório, o que facilita a sua aplicação em todas as áreas. LUBRIFICAÇÃO INDUSTRIAL - ROLAMENTOS
  • 80.
    FACULDADE DO CENTROLESTE 80Prof. Julio Rezende juliorezende@ucl.br18/10/2015 80Prof. Julio Rezende juliorezende@ucl.br18/10/2015 Métodos de Aplicação da Lubrificação Lubrificação a Graxa – Válvula de Graxa LUBRIFICAÇÃO INDUSTRIAL - ROLAMENTOS
  • 81.
    FACULDADE DO CENTROLESTE 81Prof. Julio Rezende juliorezende@ucl.br18/10/2015 81Prof. Julio Rezende juliorezende@ucl.br18/10/2015 Métodos de Aplicação da Lubrificação Lubrificação a Graxa LUBRIFICAÇÃO INDUSTRIAL - ROLAMENTOS Mancal de rolamentos sem bico graxeiro, permitindo a entrada acidental de todo tipo de contaminante.
  • 82.
    FACULDADE DO CENTROLESTE 82Prof. Julio Rezende juliorezende@ucl.br18/10/2015 82Prof. Julio Rezende juliorezende@ucl.br18/10/2015 Métodos de Aplicação da Lubrificação Lubrificação a Graxa LUBRIFICAÇÃO INDUSTRIAL - ROLAMENTOS Possibilidade de alinhar o bico graxeiro com um dos furos existente no anel externo do rolamento autocompensador de rolos. Melhoria da lubrificação - a graxa antiga é expulsa do rolamento, permanecendo somente a nova.
  • 83.
    FACULDADE DO CENTROLESTE 83Prof. Julio Rezende juliorezende@ucl.br18/10/2015 83Prof. Julio Rezende juliorezende@ucl.br18/10/2015 Métodos de Aplicação da Lubrificação Lubrificação a Graxa Copo Stauffer: Os copos são enchidos com graxa e ao girar a tampa, a graxa é impelida pelo orifício localizado na parte inferior do copo. Quando a tampa atingir o fim do curso da rosca, o copo deve ser novamente preenchido com graxa. Lubrificação por Enchimento: 1/2 ~ 2/3 do espaço, para rotações abaixo de 50% do limite de rotação. 1/3 ~ 1/2 do espaço, para rotações acima de 50% do limite de rotação das tabelas dimensionais. Para baixas rotações com enchimento total, ao lubrificar, abrir o dreno da caixa de mancais. Certifique-se de que está ocorrendo a saída da graxa velha. Preferencialmente lubrificar com o equipamento girando. Lubrificação Manual com Pincel ou Espátula: Sistema manual de aplicação de uma película de graxa na parte a ser lubrificada. LUBRIFICAÇÃO INDUSTRIAL - ROLAMENTOS
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    FACULDADE DO CENTROLESTE 84Prof. Julio Rezende juliorezende@ucl.br18/10/2015 84Prof. Julio Rezende juliorezende@ucl.br18/10/2015 Métodos de Aplicação da Lubrificação Lubrificação a Graxa Lubrificação Centralizada: É um método de lubrificação que tem a finalidade de lubrificar um elevado número de pontos, com a quantidade correta, independentemente de sua localização. Este sistema possibilita racionalizar o consumo de lubrificante, além de reduzir custos de mão-de-obra de lubrificação e lubrificar a máquina em movimento. Tipos de Lubrificação Centralizada:  Sistemas Centralizados de linha Simples progressivo;  Sistema Centralizado Paralelo de Linha Simples;  Sistema Centralizado Paralelo de linha Dupla. LUBRIFICAÇÃO INDUSTRIAL - ROLAMENTOS
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    FACULDADE DO CENTROLESTE 85Prof. Julio Rezende juliorezende@ucl.br18/10/2015 85Prof. Julio Rezende juliorezende@ucl.br18/10/2015 Métodos de Aplicação da Lubrificação Lubrificação a Graxa Sistemas Centralizados de linha Simples progressivo É o mais versátil equipamento de lubrificação centralizada para uso industrial e automático, funcionando, indiferentemente com óleo ou graxa. O sistema consiste sempre de uma única bomba e de um número variável de distribuidores interligados, dispostos de forma a atingir todas os pontos da máquina. Os distribuidores são modulares, formados de secções superpostas, cada qual contendo um pistão, orifícios e canais para o fluxo interno do lubrificante. LUBRIFICAÇÃO INDUSTRIAL - ROLAMENTOS
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    FACULDADE DO CENTROLESTE 86Prof. Julio Rezende juliorezende@ucl.br18/10/2015 86Prof. Julio Rezende juliorezende@ucl.br18/10/2015 Métodos de Aplicação da Lubrificação Lubrificação a Graxa Sistemas Centralizados de linha Simples progressivo Os distribuidores são modulares, formados de secções superpostas, cada qual contendo um pistão, orifícios e canais para o fluxo interno do lubrificante. Embora fisicamente idênticas, as secções contêm pistões de diâmetros variáveis, de acordo com as necessidades de cada ponto. No sistema progressivo, os pistões encontram-se sempre na linha principal, sendo que cada qual deve funcionar positivamente, forçando uma lubrificante para o mancalquantidade dosada de correspondente antes que o fluxo proveniente da bomba acione o próximo, na seqüência. LUBRIFICAÇÃO INDUSTRIAL - ROLAMENTOS
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    FACULDADE DO CENTROLESTE 87Prof. Julio Rezende juliorezende@ucl.br18/10/2015 87Prof. Julio Rezende juliorezende@ucl.br18/10/2015 Métodos de Aplicação da Lubrificação Lubrificação a Graxa Sistema Centralizado Paralelo de Linha Simples A cada ponto deverá corresponder uma válvula, normalmente agrupadas em barras de fixação de tamanhos variáveis, conforme o agrupamento dos pontos. Quando a bomba é acionada, a pressão da linha principal é transmitida para todas as válvulas, provocando a movimentação dos pistões no sentido dos mancais, os quais injetam o seu volume deslocado sob pressão da bomba. Esta, por sua vez, possui um mecanismo de alivio ajustado para uma pressão teoricamente suficiente para vencer a contra pressão de todos os pontos. Após o alivio, com a despressurizarão da linha principal, as molas alojadas na parte inferior dos pistões se distendem, forçando-os para o sentido oposto. LUBRIFICAÇÃO INDUSTRIAL - ROLAMENTOS
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    FACULDADE DO CENTROLESTE 88Prof. Julio Rezende juliorezende@ucl.br18/10/2015 88Prof. Julio Rezende juliorezende@ucl.br18/10/2015 Métodos de Aplicação da Lubrificação Lubrificação a Graxa Sistema Centralizado Paralelo de linha Dupla No sistema paralelo de linha dupla, a ação conjugada do alívio e respectivo retorno dos pistões dos distribuidores, para o novo ciclo, é efetuado hidraulicamente, através de uma Segunda linha principal. As bombas de linha dupla possuem um inversor, permitindo que, assim, o lubrificante seja recalcado ora em uma das linhas principais, ora na outra. Esse bombeamento alternativo provoca a movimentação dos pistões. LUBRIFICAÇÃO INDUSTRIAL - ROLAMENTOS
  • 89.
    FACULDADE DO CENTROLESTE 89Prof. Julio Rezende juliorezende@ucl.br18/10/2015 89Prof. Julio Rezende juliorezende@ucl.br18/10/2015 Métodos de Aplicação da Lubrificação Lubrificação a Graxa Sistema Centralizado de linha Dupla Paralelo SISTEMA CENTRALIZADO DE LINHA DUPLA DISTRIBUIDOR DE SAÍDA SIMPLES LUBRIFICAÇÃO INDUSTRIAL - ROLAMENTOS
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    FACULDADE DO CENTROLESTE 90Prof. Julio Rezende juliorezende@ucl.br18/10/2015 90Prof. Julio Rezende juliorezende@ucl.br18/10/2015 LUBRIFICAÇÃO INDUSTRIAL - ROLAMENTOS • Motor elétrico • Causa da falha: • Erosão elétrica da pista devido à passagem de corrente elétrica na zona de contato. Uso de graxa que induziu a uma excessiva resistência elétrica. EROSÃO POR CORRENTE ELÉTRICA ANEL EXTERNO ROLAMENTO ESFERA
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    FACULDADE DO CENTROLESTE 91Prof. Julio Rezende juliorezende@ucl.br18/10/2015 91Prof. Julio Rezende juliorezende@ucl.br18/10/2015 LUBRIFICAÇÃO INDUSTRIAL - ROLAMENTOS Bomba de Fosfato, extremidade motriz Causa da falha: Ingresso de água e de solução contendo fosfato no mancal, resultando na emulsificação e lavagem da graxa. As superfícies em contato sofreram severa corrosão levando à prematuras falhas mecânicas do rolamento. Lubrificante: graxa óleo mineral / lítio EP 2 CORROSÃO INDUZIDA ROLAMENTOS DE ROLOS CILÍNDRICOS (NU)
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    FACULDADE DO CENTROLESTE 92Prof. Julio Rezende juliorezende@ucl.br18/10/2015 92Prof. Julio Rezende juliorezende@ucl.br18/10/2015 LUBRIFICAÇÃO INDUSTRIAL - ROLAMENTOS Fuso de Máquina-ferramenta Causas das falhas: Marcas da corrosão de atrito claramente visíveis entre o anel interno e o alojamento do eixo. Nestes pontos, partículas de coloração avermelhada são facilmente soltas. A corrosão de atrito ocorre devido à: • Folgas • Vibração • Pequenas oscilações • Efeito de deslizamento CORROSÃO DE ATRITO CONTATO ANGULAR - ANEL INTERNO
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    FACULDADE DO CENTROLESTE 93Prof. Julio Rezende juliorezende@ucl.br18/10/2015 93Prof. Julio Rezende juliorezende@ucl.br18/10/2015 LUBRIFICAÇÃO INDUSTRIAL - ROLAMENTOS Causa da falha: Decomposição térmica da graxa original (prevista para vida útil). Perda do óleo base da graxa através da ação combinada de evaporação e decomposição térmica resultando em uma lubrificação insuficiente. Isto resulta em falhas na gaiola e travamento prematuro do rolamento.Lubrificante: graxa óleo Mineral / Lítio EP 2 FALHAS DE LUBRIFICAÇÃO ROLAMENTO DE ESFERA - DUPLA CARREIRA 2RS1
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    FACULDADE DO CENTROLESTE 94Prof. Julio Rezende juliorezende@ucl.br18/10/2015 94Prof. Julio Rezende juliorezende@ucl.br18/10/2015 LUBRIFICAÇÃO INDUSTRIAL - ROLAMENTOS FALHAS DE LUBRIFICAÇÃO TRANSPORTADOR AÉREO Rolamento do Transportador Aéreo Causa da falha: Decomposição térmica do lubrificante após 1 mês de operação em uma estufa de pintura a 250 °C. Decomposição do lubrificante provocando o deslizamento do rolamento devido ao travamento mecânico das esferas. O hidrocarboneto para “temperatura elevada” do lubrificante foi considerado inadequado para as condições de processo.
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    FACULDADE DO CENTROLESTE 95Prof. Julio Rezende juliorezende@ucl.br18/10/2015 CABOS DE AÇO LUBRIFICAÇÃO DE CABOS DE AÇO- APLICAÇÃO A lubrificação adequada protege o cabo de aço contra corrosão e desgaste. Use o lubrificante recomendado pelo fabricante do cabo. As principais características do lubrificante são: - Extraordinária aderência; - Elevado limite de elasticidade; - Reduz o atrito entre as partes em contato especialmente quando o cabo se dobra enquanto passa sobre as roldanas ou os tambores; - Protege as superfícies do cabo contra a oxidação ou a corrosão devido a sua resistência ao esmaecimento ou a emulsificação da água; - Lubrifica o núcleo do cabo ou do fio de aço devido a sua propriedade eficaz penetrante; - Maior segurança no funcionamento e conservação do maquinário e equipamentos produtivos;
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    FACULDADE DO CENTROLESTE 96Prof. Julio Rezende juliorezende@ucl.br18/10/2015 CABOS DE AÇO LUBRIFICAÇÃO DE CABOS DE AÇO- APLICAÇÃO Lubrificação durante a fabricação Um lubrificante existente no interior do cabo protege-o durante o embarque,armazenagem e instalação. Sob condições favoráveis, continua protegendo o cabo durante longos intervalos de tempo. Deve-se, entretanto, reconhecer que a maioria do lubrificante que impregna a alma é expulso durante a formação das pernas; o restante vai-se perdendo durante a armazenagem e quando o cabo é submetido à carga. Com raríssimas exceções, é preciso providenciar um programa de lubrificação dos cabos de aço logo após sua instalação.
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    FACULDADE DO CENTROLESTE 97Prof. Julio Rezende juliorezende@ucl.br18/10/2015 CABOS DE AÇO LUBRIFICAÇÃO DE CABOS DE AÇO
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    FACULDADE DO CENTROLESTE 98Prof. Julio Rezende juliorezende@ucl.br18/10/2015 CABOS DE AÇO LUBRIFICAÇÃO DE CABOS DE AÇO
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    FACULDADE DO CENTROLESTE 99Prof. Julio Rezende juliorezende@ucl.br18/10/2015 99Prof. Julio Rezende juliorezende@ucl.br18/10/2015  CARRETEIRO, Ronald P. e BELMIRO, Pedro N. Lubrificantes & Lubrificação Industrial. Rio de Janeiro: Editora Interciência: IBP, 2006  Klüber Brasil –www.klueber.com  Mini-Curso de Lubrificação NSK – www.nsk.com.br  TECVIB Engenharia LTDA- Boletim Técnico: Falhas Prematuras De Rolamentos - www.tecvib.com.br  SKF do Brasil – www.skf.com.br -Supreme Lubrificantes - http://www.supremelub.com.br/downloads/tecnicas/analise_de_oleo.pdf -Fundamentos de Lubrificação - TEXACO - www.texaco.com.br http://pt.scribd.com/doc/9866894/Apostila-de-Fundamentos-de-Lubrificacao - Lubrificação BÁSICA – IPIRANGA – http://www.ipiranga.com.br -Petrobras Distribuidora – http://www.br.com.br/wps/portal/portalconteudo/produtos/paraindustriasetermeletricas/lubrificantesindustriais Referências Bibliográficas