QUALIDADE DE SOFTWARE
PROF. ALEXANDRE
Aula 02
DEFINIÇÕES
Qualidade do
Processo
Certificação da
Qualidade
O Sistema de
Certificação
Custos da
Qualidade
QUALIDADE DO PROCESSO
 A qualidade do processo de desenvolvimento afeta
diretamente a qualidade dos produtos fornecidos.
 Essa suposição é derivada dos sistemas de produção, em
que a qualidade do produto está intimamente relacionada
ao processo de produção.
 Na verdade, em sistemas automatizados de
produção em massa, uma vez atingido um nível
aceitável de qualidade de processo, a qualidade
do produto decorre naturalmente.
QUALIDADE DO PROCESSO
 Existe uma ligação entre a qualidade de processos e o produto
em produção, pois o processo é relativamente fácil de padronizar
e monitorar. Uma vez ajustados os sistemas de produção eles
podem ser executados novamente diversas vezes a fim de
produzir produtos de alta qualidade.
 Então se o processo de desenvolvimento de software for
bem definido a chance dos produtos que forem produzidos em
cima dele terem melhor qualidade é alta.
 No entanto, se o processo não for bom, sabe-se que o
insucesso é certo.
A Qualidade do Produto é o que buscamos, a
Qualidade do Processo é o meio para
conseguirmos.
QUALIDADE DO PROCESSO
CERTIFICAÇÃO DA QUALIDADE
 É o reconhecimento por uma entidade acreditadora da
conformidade do sistema da qualidade de uma
organização com o referencial normativo que adotar para
essa certificação.
 Essa norma fornece às empresas, um conjunto de regras
básicas, que deverão ser adaptadas à sua realidade
específica, de forma a garantir ao cliente que a empresa
se encontra devidamente organizada e é capaz de
produzir um bem ou serviço que esteja de acordo com
os requisitos do cliente e normativos aplicáveis.
CERTIFICAÇÃO DA QUALIDADE
Basicamente, é uma norma orientado para determinado fim ou
objetivo para a estruturação da organização da empresa e para a
resposta ao cliente.
CERTIFICAÇÃO: O QUE É
Um CERTIFICADO DE QUALIDADE é um documento que atesta
que a sua indústria cumpre com as normas estabelecidas pelo
governo ou por organizações internacionais, como a ISO
(International Organization for Standardization) / Organização
Internacional para Padronização.
https://www.nomus.com.br/blog-industrial/certificado-de-
qualidade/#:~:text=Um%20certificado%20de%20qualidade%20%C3%A9,(International%20Organization%20for%20Standardization).
CERTIFICAÇÃO DA QUALIDADE
POR QUE A PROCURA?
Quem procurar nesta norma indicações precisas dos pormenores da
organização se decepciona.
1. A norma é muito generalista, pois foi pensada para ser aplicada
numa multidão de empresas diferentes.
2. Dá-nos muito simplesmente princípios orientadores.
Exemplo: Devemos manter registros dos contatos e acordos mantidos com os clientes, mas a
forma, o meio, o tipo de registros e a informação que deverão conter deve ser da
responsabilidade da empresa pois esta é que sabe o que necessita para o desenrolar do seu
trabalho.
CERTIFICAÇÃO DA QUALIDADE
ENTÃO PORQUE USAR?
Todas as empresas produzem produtos, que são sujeitos a diversos
controles de qualidade em várias fases, que tem todos os seus
processo de desenvolvimento, que são sujeitos a requisitos diversos
e especificações legais em cada estado e de vários clientes, além de
outros requisitos.
A aplicação prática destas normas são de uma importância
primordial para o sucesso empresarial e para a evolução das
empresas e dos produtos e serviços que fornecem, em um mundo
globalizado e competitivo.
CERTIFICAÇÃO DA QUALIDADE
DOIS OBJETIVOS!
Primeiramente, pode ser visto como um instrumento para
as empresas gerenciarem e garantirem o nível de qualidade
de seus produtos.
Segundo, informar e garantir aos consumidores que os
produtos certificados possuem os atributos procurados,
atributos, esses, intrínsecos aos produtos.
Atributos intrínsecos devem ser entendidos como atributos que
não podem ser visualizados e percebidos externamente
CERTIFICAÇÃO DA QUALIDADE
VANTAGEM!
A grande importância da certificação da qualidade para qualquer
empresa se dá pelo diferencial de qualidade, que abre as portas do
mundo globalizado para as empresas certificadas, uma vez que, ao
adquirirem
produtos ou serviços dessas empresas o consumidor tem
certeza que existe um sistema confiável de controle das
etapas de desenvolvimento, elaboração, excussão, e entrega
do produto provido de um tratamento formalizado com
objetivo de garantir os resultados.
CERTIFICAÇÃO DA QUALIDADE
BENEFÍCIOS:
 Propiciar a concorrência justa;
 Estimular a melhoria contínua da qualidade;
 Informar e proteger o consumidor;
 Facilitar o comércio exterior, possibilitando o incremento das
exportações;
 Proteger o mercado interno;
 Agregar valor às marcas.
O SISTEMA DE CERTIFICAÇÃO
O sistema de certificação varia conforme o
que será avaliado e qual o interesse de
certificação, aqui vou citar alguns passos que
podem ocorrer no processo de certificação:
O SISTEMA DE CERTIFICAÇÃO
 1. Diagnóstico do Sistema de Qualidade
existente;
 2. Planejamento do processo de certificação;
 3. Informação do pessoal sobre a certificação;
 4. Acompanhamento do processo;
 5. Redação do manual da qualidade;
 6. Redação dos procedimentos;
 7. Formação do pessoal;
 8. Aquisições necessárias;
 9. Formação dos auditores internos da
qualidade;
 10. Realização das auditorias internas;
 11. Implantação de ações corretivas;
 12. Implementação prática do sistema de
qualidade;
 13. Seleção da entidade certificadora;
 14. Realização da auditoria de certificação;
 15. Preparação para a auditoria de certificação;
 16. Planejamento da manutenção do
certificado.
16 PASSOS DO SISTEMA DE CERTIFICAÇÃO
O SISTEMA DE CERTIFICAÇÃO
1. O prazo para a implementação é definido de acordo
com a necessidade, interesse e/ou tempo disponível
do cliente.
2. Após a certificação feita, são feitas auditorias para
verificar se de fato as empresas seguem o que foi
certificado.
3. Determinar o prazo de validade da certificação,
TRÊS PASSO:
O SISTEMA DE CERTIFICAÇÃO
ISO 9126 - É uma norma ISO para qualidade de produto de software, que se
enquadra no modelo de qualidade das normas da família 9000.
ISO 12119 - Esta Norma foi publicada em 1994 e trata da Avaliação de Pacotes
de Software, também conhecidos como "Softwares de Prateleira".
ISO 12207 - É a norma que define processo de desenvolvimento de software.
ISO/IEC 14598 ABNT-NBR ISSO 9001- Esta norma fornece métodos para
medida, coleta e avaliação da qualidade de produtos de software.
NORMAS/MODELOS VOLTADAS À QUALIDADE DE SOFTWARE:
O SISTEMA DE CERTIFICAÇÃO
NBR ISO 9000-3 “Fornece orientações para a aplicação da ISO 9001 ao
projeto, desenvolvimento, fornecimento, instalação e manutenção de software”.
NBR ISO 10011 CMM-CMMI Diretrizes para auditoria de sistemas da
qualidade.
Capability Maturity Model Integration é um modelo de referência que contém
práticas (Genéricas ou Específicas) necessárias à maturidade em disciplinas
específicas (Systems Engineering (SE), Software Engineering (SW), Integrated
Product and Process Development (IPPD), Supplier Sourcing (SS)). Desenvolvido
pelo SEI (Software Engineering Institute) da Universidade Carnegie Mellon, o
NORMAS/MODELOS VOLTADAS À QUALIDADE DE SOFTWARE:
O SISTEMA DE CERTIFICAÇÃO
MPT.BR / MPS.BR É um modelo para Melhoria do Processo de
Teste concebido para apoiar as organizações de software através
dos elementos essenciais para o desenvolvimento da disciplina de
teste inserida no processo de desenvolvimento de software.
ISO/IEC 15504 - SPICE Também conhecida como SPICE, é a norma
ISO/IEC que define processo de desenvolvimento de software. Ela é
uma evolução da ISO/IEC 12207 mas possui níveis de capacidade
para cada processo assim como o CMMI.
NORMAS/MODELOS VOLTADAS À QUALIDADE DE SOFTWARE:
O SISTEMA DE CERTIFICAÇÃO
ISO/IEC 25000 Organizações com interesse na área de Engenharia de
Software e que utilizam as normas das séries ISO/IEC 9126 e ISO/IEC 14598 (ou
na versão ABNT NBR ISO/IEC 9126 e 14598) como referência para especificação
e avaliação da qualidade de produto de software devem estar recebendo
informações sobre o modelo SQuaRE. Este modelo, que é um acrônimo de
Software Quality Requirements and Evaluation, foi desenvolvido pelo grupo de
trabalho WG6 do Subcomitê de Sistemas e Software (SC7) da ISO/IEC. O grupo
de trabalho WG6 é responsável pela elaboração de normas internacionais que
tratam da especificação, medição e avaliação da qualidade de produtos de
software. A definição da arquitetura de normas SQuaRE teve início em 1999 e
vem orientando a revisão das normas já publicadas pela ISO, bem como a
NORMAS/MODELOS VOLTADAS À QUALIDADE DE SOFTWARE:
 "Os gastos decorrentes das atividades de prevenção de defeitos
mais as perdas devidas a falhas internas e externas" - ISO
8402:1986
 Custos da qualidade Custos para estar conforme
= +
Custos das não conformidades
 Custo da qualidade engloba todos os custos ocorridos no ciclo
de vida de um produto, sejam estes custos de conformidade ou
de não conformidade.
 E deve sempre ser visto como um investimento.
CUSTOS DA QUALIDADE
CUSTOS DA QUALIDADE
 Em 1979, Myers, que é um grande conhecedor da área de teste,
escreveu o livro "A arte do teste de software". Nesse livro, ele
introduziu a Regra 10 de Myers, um dos conceitos mais importantes
já definidos:
 Quanto mais cedo descobrimos e corrigimos um defeito, menor é o
seu custo para o projeto. Defeitos encontrados nas fases iniciais da
etapa de desenvolvimento do software são mais baratos de serem
corrigidos do que aqueles encontrados na etapa de produção.
REGRA 10 DE MYERS
CUSTOS DA QUALIDADE
 A regra 10 de Myers apresenta que o custo da correção de um
defeito tende a aumentar quanto mais tarde ele for encontrado.
 Os defeitos encontrados nas fases iniciais do projeto de
desenvolvimento do software são mais baratos do que aqueles
encontrados na produção.
 Um estudo realizado observou que, quanto mais tempo levarmos
para corrigir uma falha, mais custosa ela será.
REGRA 10 DE MYERS
CUSTOS DA QUALIDADE
 O gráfico apresentado tem como objetivo mostrar a proporção do
aumento, onde, ainda na fase de levantamento de requisitos, o custo
para correção é considerado muito baixo, praticamente zero.
 Na fase de desenvolvimento do sistema, o custo aumenta em 10 vezes
comparado com a fase anterior. Já na fase de teste unitário e teste de
integração, o custo é de 100 vezes o custo inicial. Enquanto que na fase
do teste de sistema, o custo será de mil (1000) vezes. O teste de
aceitação custará 10 mil e quando o software está em produção, estima-
se que o custo para correção de uma falha é de 100 mil vezes o custo, se
a mesma fosse ajustada na fase de levantamento de requisitos (ver figura
abaixo).
REGRA 10 DE MYERS
CUSTOS DA QUALIDADE
REGRA 10 DE MYERS
CUSTOS DA QUALIDADE
 Custos de prevenção
 Treinamento, planejamento, revisões, homologações.
 Custos de inspeções / Avaliação
 Inspeção, testes laboratório, controle da qualidade.
CUSTOS DA CONFORMIDADE:
CUSTOS DA QUALIDADE
CUSTOS DE PREVENÇÃO
São todos os custos incorridos para evitar que falhas aconteçam
(os custos associados às ações de prevenção, investigação das
causas ou redução de defeitos e falhas). Tais custos tem como
objetivo controlar a qualidade dos produtos, de forma a evitar
gastos provenientes de erros no sistema produtivo.
 - Planeamento da qualidade;
 - Revisão de novos produtos;
 - Treino (formação) do pessoal para a qualidade
 - Controlo do processo;
 - Análise e aquisição de dados;
 - Relatórios de qualidade;
 - Planeamento e administração dos sistemas de qualidade;
 - Controlo do projeto;
 - Obtenção das medidas de qualidade e controle do
equipamento;
 - Suporte aos recursos humanos;
 - Manutenção do sistema de qualidade ;
 - Custos administrativos da qualidade;
 - Administração da qualidade;
 - Estudo de processos;
 - Informação da qualidade;
 - Compra de Normas e equipamentos;
 - Círculos da Qualidade;
 - Desenvolvimento do sistema de gestão da
qualidade;
 - Concepção de métodos para melhorar a
qualidade;
 - Manutenção preventiva dos equipamentos;
 - Revisão do Projecto;
 - Qualidade na concepção;
CUSTOS DE PREVENÇÃO
CUSTOS DA QUALIDADE
CUSTOS DA QUALIDADE
CUSTOS DE INSPEÇÃO/ AVALIAÇÃO
São os custos necessários para avaliar a
qualidade do produto pela primeira vez e
assim, detectar falhas e inconsistências antes
que o produto seja posto no mercado.
 - Inspeção da Matéria-prima;
 - Inspeção e teste;
 - Testes ao equipamento;
 - Material consumido nos testes;
 - Avaliação de stocks;
 - Custos de preparação para inspeção e
teste;
 - Custos de controlo de compras;
 - Operações de laboratório;
 - Aprovações por órgãos externos como
governo, seguro, laboratórios;
 - Envio dos produtos testados para a produção;
 - Demonstração de qualidade, relatórios de
qualidade;
 - Manutenção e setup;
 - Testes de produção;
 - Áreas ocupadas pelo e para o controle;
 - Auto controlo;
 - Controle dos protótipos;
CUSTOS DA QUALIDADE
CUSTOS DE INSPEÇÃO/ AVALIAÇÃO
CUSTOS DA QUALIDADE
Custos de falhas internas
 Retrabalho, refugo, análise de falhas, downtime (tempo de parada), ações
corretivas no produto ou serviço, atrasos nos cronogramas.
Custos de Falhas Externas:
 Reparo durante as garantias, análise reclamações do cliente, visita a clientes,
devoluções.
CUSTOS DE NÃO CONFORMIDADE:
CUSTOS DA QUALIDADE
CUSTOS DAS FALHAS INTERNAS
Os custos das falhas internas são todos aqueles
incorridos devido a algum erro do processo
produtivo, seja ele falha humana ou falha mecânica.
Quanto mais cedo erros são detectados, menores
serão os custos envolvidos para corrigi-los.
 - Inspeção da Matéria-prima;
 - Inspeção e teste;
 - Testes ao equipamento;
 - Material consumido nos testes;
 - Avaliação de stocks;
 - Custos de preparação para inspeção e
teste;
 - Custos de controlo de compras;
 - Operações de laboratório;
 - Aprovações por órgãos externos como
governo, seguro, laboratórios;
 - Envio dos produtos testados para a produção;
 - Demonstração de qualidade, relatórios de
qualidade;
 - Manutenção e setup;
 - Testes de produção;
 - Áreas ocupadas pelo e para o controle;
 - Auto controlo;
 - Controle dos protótipos;
CUSTOS DA QUALIDADE
CUSTOS DAS FALHAS INTERNAS
CUSTOS DA QUALIDADE
CUSTOS DAS FALHAS EXTERNAS
Os custos de falhas externas são aqueles decorrentes de
falhas no produto ou serviço quando estes se encontram no
mercado e/ou são adquiridos pelo consumidor final. Falhas
externas ocasionam grandes perdas em custos intangíveis,
como destruição da imagem e credibilidade da empresa.
Quanto mais tarde erros forem detectados, maiores serão os
custos envolvidos para corrigi-los, além de ocasionar perdas
que muitas vezes são irreversíveis.
 - Atendimento a reclamações;
 - Tratamento das queixas pelo serviço Pós-
venda;
 - Tempo para analisar as anomalias;
 - Tempo para determinar as ações
corretivas;
 - Material devolvido;
 - Sucatas;
 - Retrabalhos;
 - Custos com garantia;
 - Custos de concessões dadas aos
clientes, descontos;
 - Custos com falhas externas, após
garantia;
 - Reinspeção dos produtos
retrabalhados para reposição;
CUSTOS DA QUALIDADE
CUSTOS DAS FALHAS EXTERNAS
CUSTOS DA QUALIDADE
NOVOS CUSTOS DE QUALIDADE
Alguns autores consideram também seguintes categorias:
Custos de "oportunidade" Custos de exceder requerimentos
CUSTOS DA QUALIDADE
CUSTOS DE OPORTUNIDADE
Custo de oportunidade no desenvolvimento de software, que se
refere nesse contexto à escolha de uma solução em detrimento a
outra, menos óbvia, que pudesse apresentar vantagens. Os
engenheiros de software estão sujeitos ao custo de oportunidade
diariamente, pois constantemente enfrentam situações que
demandam a tomada de decisões.
APROFUNDANDOO
CONHECIMENTO!
CUSTOS DA QUALIDADE
CUSTOS DE EXCEDER REQUERIMENTOS
 Os custos associados a se fornecer um
produto/serviço que excede as especificações ou
cláusulas contratuais exigida pelo cliente. Por
exemplo os custos associados a uma qualidade de
concepção ou qualidade de desempenho
superiores à requerida
OBRIGADO
ALEXANDRE.LISBOA@FMPSC.EDU.BR
WHATSAPP – 48 - 991620209

Aula 4 -Qualidade do Processo.pptx

  • 1.
    QUALIDADE DE SOFTWARE PROF.ALEXANDRE Aula 02
  • 2.
    DEFINIÇÕES Qualidade do Processo Certificação da Qualidade OSistema de Certificação Custos da Qualidade
  • 3.
    QUALIDADE DO PROCESSO A qualidade do processo de desenvolvimento afeta diretamente a qualidade dos produtos fornecidos.  Essa suposição é derivada dos sistemas de produção, em que a qualidade do produto está intimamente relacionada ao processo de produção.  Na verdade, em sistemas automatizados de produção em massa, uma vez atingido um nível aceitável de qualidade de processo, a qualidade do produto decorre naturalmente.
  • 4.
    QUALIDADE DO PROCESSO Existe uma ligação entre a qualidade de processos e o produto em produção, pois o processo é relativamente fácil de padronizar e monitorar. Uma vez ajustados os sistemas de produção eles podem ser executados novamente diversas vezes a fim de produzir produtos de alta qualidade.  Então se o processo de desenvolvimento de software for bem definido a chance dos produtos que forem produzidos em cima dele terem melhor qualidade é alta.  No entanto, se o processo não for bom, sabe-se que o insucesso é certo.
  • 5.
    A Qualidade doProduto é o que buscamos, a Qualidade do Processo é o meio para conseguirmos. QUALIDADE DO PROCESSO
  • 6.
    CERTIFICAÇÃO DA QUALIDADE É o reconhecimento por uma entidade acreditadora da conformidade do sistema da qualidade de uma organização com o referencial normativo que adotar para essa certificação.  Essa norma fornece às empresas, um conjunto de regras básicas, que deverão ser adaptadas à sua realidade específica, de forma a garantir ao cliente que a empresa se encontra devidamente organizada e é capaz de produzir um bem ou serviço que esteja de acordo com os requisitos do cliente e normativos aplicáveis.
  • 7.
    CERTIFICAÇÃO DA QUALIDADE Basicamente,é uma norma orientado para determinado fim ou objetivo para a estruturação da organização da empresa e para a resposta ao cliente. CERTIFICAÇÃO: O QUE É Um CERTIFICADO DE QUALIDADE é um documento que atesta que a sua indústria cumpre com as normas estabelecidas pelo governo ou por organizações internacionais, como a ISO (International Organization for Standardization) / Organização Internacional para Padronização. https://www.nomus.com.br/blog-industrial/certificado-de- qualidade/#:~:text=Um%20certificado%20de%20qualidade%20%C3%A9,(International%20Organization%20for%20Standardization).
  • 8.
    CERTIFICAÇÃO DA QUALIDADE PORQUE A PROCURA? Quem procurar nesta norma indicações precisas dos pormenores da organização se decepciona. 1. A norma é muito generalista, pois foi pensada para ser aplicada numa multidão de empresas diferentes. 2. Dá-nos muito simplesmente princípios orientadores. Exemplo: Devemos manter registros dos contatos e acordos mantidos com os clientes, mas a forma, o meio, o tipo de registros e a informação que deverão conter deve ser da responsabilidade da empresa pois esta é que sabe o que necessita para o desenrolar do seu trabalho.
  • 9.
    CERTIFICAÇÃO DA QUALIDADE ENTÃOPORQUE USAR? Todas as empresas produzem produtos, que são sujeitos a diversos controles de qualidade em várias fases, que tem todos os seus processo de desenvolvimento, que são sujeitos a requisitos diversos e especificações legais em cada estado e de vários clientes, além de outros requisitos. A aplicação prática destas normas são de uma importância primordial para o sucesso empresarial e para a evolução das empresas e dos produtos e serviços que fornecem, em um mundo globalizado e competitivo.
  • 10.
    CERTIFICAÇÃO DA QUALIDADE DOISOBJETIVOS! Primeiramente, pode ser visto como um instrumento para as empresas gerenciarem e garantirem o nível de qualidade de seus produtos. Segundo, informar e garantir aos consumidores que os produtos certificados possuem os atributos procurados, atributos, esses, intrínsecos aos produtos. Atributos intrínsecos devem ser entendidos como atributos que não podem ser visualizados e percebidos externamente
  • 11.
    CERTIFICAÇÃO DA QUALIDADE VANTAGEM! Agrande importância da certificação da qualidade para qualquer empresa se dá pelo diferencial de qualidade, que abre as portas do mundo globalizado para as empresas certificadas, uma vez que, ao adquirirem produtos ou serviços dessas empresas o consumidor tem certeza que existe um sistema confiável de controle das etapas de desenvolvimento, elaboração, excussão, e entrega do produto provido de um tratamento formalizado com objetivo de garantir os resultados.
  • 12.
    CERTIFICAÇÃO DA QUALIDADE BENEFÍCIOS: Propiciar a concorrência justa;  Estimular a melhoria contínua da qualidade;  Informar e proteger o consumidor;  Facilitar o comércio exterior, possibilitando o incremento das exportações;  Proteger o mercado interno;  Agregar valor às marcas.
  • 13.
    O SISTEMA DECERTIFICAÇÃO O sistema de certificação varia conforme o que será avaliado e qual o interesse de certificação, aqui vou citar alguns passos que podem ocorrer no processo de certificação:
  • 14.
    O SISTEMA DECERTIFICAÇÃO  1. Diagnóstico do Sistema de Qualidade existente;  2. Planejamento do processo de certificação;  3. Informação do pessoal sobre a certificação;  4. Acompanhamento do processo;  5. Redação do manual da qualidade;  6. Redação dos procedimentos;  7. Formação do pessoal;  8. Aquisições necessárias;  9. Formação dos auditores internos da qualidade;  10. Realização das auditorias internas;  11. Implantação de ações corretivas;  12. Implementação prática do sistema de qualidade;  13. Seleção da entidade certificadora;  14. Realização da auditoria de certificação;  15. Preparação para a auditoria de certificação;  16. Planejamento da manutenção do certificado. 16 PASSOS DO SISTEMA DE CERTIFICAÇÃO
  • 15.
    O SISTEMA DECERTIFICAÇÃO 1. O prazo para a implementação é definido de acordo com a necessidade, interesse e/ou tempo disponível do cliente. 2. Após a certificação feita, são feitas auditorias para verificar se de fato as empresas seguem o que foi certificado. 3. Determinar o prazo de validade da certificação, TRÊS PASSO:
  • 16.
    O SISTEMA DECERTIFICAÇÃO ISO 9126 - É uma norma ISO para qualidade de produto de software, que se enquadra no modelo de qualidade das normas da família 9000. ISO 12119 - Esta Norma foi publicada em 1994 e trata da Avaliação de Pacotes de Software, também conhecidos como "Softwares de Prateleira". ISO 12207 - É a norma que define processo de desenvolvimento de software. ISO/IEC 14598 ABNT-NBR ISSO 9001- Esta norma fornece métodos para medida, coleta e avaliação da qualidade de produtos de software. NORMAS/MODELOS VOLTADAS À QUALIDADE DE SOFTWARE:
  • 17.
    O SISTEMA DECERTIFICAÇÃO NBR ISO 9000-3 “Fornece orientações para a aplicação da ISO 9001 ao projeto, desenvolvimento, fornecimento, instalação e manutenção de software”. NBR ISO 10011 CMM-CMMI Diretrizes para auditoria de sistemas da qualidade. Capability Maturity Model Integration é um modelo de referência que contém práticas (Genéricas ou Específicas) necessárias à maturidade em disciplinas específicas (Systems Engineering (SE), Software Engineering (SW), Integrated Product and Process Development (IPPD), Supplier Sourcing (SS)). Desenvolvido pelo SEI (Software Engineering Institute) da Universidade Carnegie Mellon, o NORMAS/MODELOS VOLTADAS À QUALIDADE DE SOFTWARE:
  • 18.
    O SISTEMA DECERTIFICAÇÃO MPT.BR / MPS.BR É um modelo para Melhoria do Processo de Teste concebido para apoiar as organizações de software através dos elementos essenciais para o desenvolvimento da disciplina de teste inserida no processo de desenvolvimento de software. ISO/IEC 15504 - SPICE Também conhecida como SPICE, é a norma ISO/IEC que define processo de desenvolvimento de software. Ela é uma evolução da ISO/IEC 12207 mas possui níveis de capacidade para cada processo assim como o CMMI. NORMAS/MODELOS VOLTADAS À QUALIDADE DE SOFTWARE:
  • 19.
    O SISTEMA DECERTIFICAÇÃO ISO/IEC 25000 Organizações com interesse na área de Engenharia de Software e que utilizam as normas das séries ISO/IEC 9126 e ISO/IEC 14598 (ou na versão ABNT NBR ISO/IEC 9126 e 14598) como referência para especificação e avaliação da qualidade de produto de software devem estar recebendo informações sobre o modelo SQuaRE. Este modelo, que é um acrônimo de Software Quality Requirements and Evaluation, foi desenvolvido pelo grupo de trabalho WG6 do Subcomitê de Sistemas e Software (SC7) da ISO/IEC. O grupo de trabalho WG6 é responsável pela elaboração de normas internacionais que tratam da especificação, medição e avaliação da qualidade de produtos de software. A definição da arquitetura de normas SQuaRE teve início em 1999 e vem orientando a revisão das normas já publicadas pela ISO, bem como a NORMAS/MODELOS VOLTADAS À QUALIDADE DE SOFTWARE:
  • 20.
     "Os gastosdecorrentes das atividades de prevenção de defeitos mais as perdas devidas a falhas internas e externas" - ISO 8402:1986  Custos da qualidade Custos para estar conforme = + Custos das não conformidades  Custo da qualidade engloba todos os custos ocorridos no ciclo de vida de um produto, sejam estes custos de conformidade ou de não conformidade.  E deve sempre ser visto como um investimento. CUSTOS DA QUALIDADE
  • 21.
    CUSTOS DA QUALIDADE Em 1979, Myers, que é um grande conhecedor da área de teste, escreveu o livro "A arte do teste de software". Nesse livro, ele introduziu a Regra 10 de Myers, um dos conceitos mais importantes já definidos:  Quanto mais cedo descobrimos e corrigimos um defeito, menor é o seu custo para o projeto. Defeitos encontrados nas fases iniciais da etapa de desenvolvimento do software são mais baratos de serem corrigidos do que aqueles encontrados na etapa de produção. REGRA 10 DE MYERS
  • 22.
    CUSTOS DA QUALIDADE A regra 10 de Myers apresenta que o custo da correção de um defeito tende a aumentar quanto mais tarde ele for encontrado.  Os defeitos encontrados nas fases iniciais do projeto de desenvolvimento do software são mais baratos do que aqueles encontrados na produção.  Um estudo realizado observou que, quanto mais tempo levarmos para corrigir uma falha, mais custosa ela será. REGRA 10 DE MYERS
  • 23.
    CUSTOS DA QUALIDADE O gráfico apresentado tem como objetivo mostrar a proporção do aumento, onde, ainda na fase de levantamento de requisitos, o custo para correção é considerado muito baixo, praticamente zero.  Na fase de desenvolvimento do sistema, o custo aumenta em 10 vezes comparado com a fase anterior. Já na fase de teste unitário e teste de integração, o custo é de 100 vezes o custo inicial. Enquanto que na fase do teste de sistema, o custo será de mil (1000) vezes. O teste de aceitação custará 10 mil e quando o software está em produção, estima- se que o custo para correção de uma falha é de 100 mil vezes o custo, se a mesma fosse ajustada na fase de levantamento de requisitos (ver figura abaixo). REGRA 10 DE MYERS
  • 24.
  • 25.
    CUSTOS DA QUALIDADE Custos de prevenção  Treinamento, planejamento, revisões, homologações.  Custos de inspeções / Avaliação  Inspeção, testes laboratório, controle da qualidade. CUSTOS DA CONFORMIDADE:
  • 26.
    CUSTOS DA QUALIDADE CUSTOSDE PREVENÇÃO São todos os custos incorridos para evitar que falhas aconteçam (os custos associados às ações de prevenção, investigação das causas ou redução de defeitos e falhas). Tais custos tem como objetivo controlar a qualidade dos produtos, de forma a evitar gastos provenientes de erros no sistema produtivo.
  • 27.
     - Planeamentoda qualidade;  - Revisão de novos produtos;  - Treino (formação) do pessoal para a qualidade  - Controlo do processo;  - Análise e aquisição de dados;  - Relatórios de qualidade;  - Planeamento e administração dos sistemas de qualidade;  - Controlo do projeto;  - Obtenção das medidas de qualidade e controle do equipamento;  - Suporte aos recursos humanos;  - Manutenção do sistema de qualidade ;  - Custos administrativos da qualidade;  - Administração da qualidade;  - Estudo de processos;  - Informação da qualidade;  - Compra de Normas e equipamentos;  - Círculos da Qualidade;  - Desenvolvimento do sistema de gestão da qualidade;  - Concepção de métodos para melhorar a qualidade;  - Manutenção preventiva dos equipamentos;  - Revisão do Projecto;  - Qualidade na concepção; CUSTOS DE PREVENÇÃO CUSTOS DA QUALIDADE
  • 28.
    CUSTOS DA QUALIDADE CUSTOSDE INSPEÇÃO/ AVALIAÇÃO São os custos necessários para avaliar a qualidade do produto pela primeira vez e assim, detectar falhas e inconsistências antes que o produto seja posto no mercado.
  • 29.
     - Inspeçãoda Matéria-prima;  - Inspeção e teste;  - Testes ao equipamento;  - Material consumido nos testes;  - Avaliação de stocks;  - Custos de preparação para inspeção e teste;  - Custos de controlo de compras;  - Operações de laboratório;  - Aprovações por órgãos externos como governo, seguro, laboratórios;  - Envio dos produtos testados para a produção;  - Demonstração de qualidade, relatórios de qualidade;  - Manutenção e setup;  - Testes de produção;  - Áreas ocupadas pelo e para o controle;  - Auto controlo;  - Controle dos protótipos; CUSTOS DA QUALIDADE CUSTOS DE INSPEÇÃO/ AVALIAÇÃO
  • 30.
    CUSTOS DA QUALIDADE Custosde falhas internas  Retrabalho, refugo, análise de falhas, downtime (tempo de parada), ações corretivas no produto ou serviço, atrasos nos cronogramas. Custos de Falhas Externas:  Reparo durante as garantias, análise reclamações do cliente, visita a clientes, devoluções. CUSTOS DE NÃO CONFORMIDADE:
  • 31.
    CUSTOS DA QUALIDADE CUSTOSDAS FALHAS INTERNAS Os custos das falhas internas são todos aqueles incorridos devido a algum erro do processo produtivo, seja ele falha humana ou falha mecânica. Quanto mais cedo erros são detectados, menores serão os custos envolvidos para corrigi-los.
  • 32.
     - Inspeçãoda Matéria-prima;  - Inspeção e teste;  - Testes ao equipamento;  - Material consumido nos testes;  - Avaliação de stocks;  - Custos de preparação para inspeção e teste;  - Custos de controlo de compras;  - Operações de laboratório;  - Aprovações por órgãos externos como governo, seguro, laboratórios;  - Envio dos produtos testados para a produção;  - Demonstração de qualidade, relatórios de qualidade;  - Manutenção e setup;  - Testes de produção;  - Áreas ocupadas pelo e para o controle;  - Auto controlo;  - Controle dos protótipos; CUSTOS DA QUALIDADE CUSTOS DAS FALHAS INTERNAS
  • 33.
    CUSTOS DA QUALIDADE CUSTOSDAS FALHAS EXTERNAS Os custos de falhas externas são aqueles decorrentes de falhas no produto ou serviço quando estes se encontram no mercado e/ou são adquiridos pelo consumidor final. Falhas externas ocasionam grandes perdas em custos intangíveis, como destruição da imagem e credibilidade da empresa. Quanto mais tarde erros forem detectados, maiores serão os custos envolvidos para corrigi-los, além de ocasionar perdas que muitas vezes são irreversíveis.
  • 34.
     - Atendimentoa reclamações;  - Tratamento das queixas pelo serviço Pós- venda;  - Tempo para analisar as anomalias;  - Tempo para determinar as ações corretivas;  - Material devolvido;  - Sucatas;  - Retrabalhos;  - Custos com garantia;  - Custos de concessões dadas aos clientes, descontos;  - Custos com falhas externas, após garantia;  - Reinspeção dos produtos retrabalhados para reposição; CUSTOS DA QUALIDADE CUSTOS DAS FALHAS EXTERNAS
  • 35.
    CUSTOS DA QUALIDADE NOVOSCUSTOS DE QUALIDADE Alguns autores consideram também seguintes categorias: Custos de "oportunidade" Custos de exceder requerimentos
  • 36.
    CUSTOS DA QUALIDADE CUSTOSDE OPORTUNIDADE Custo de oportunidade no desenvolvimento de software, que se refere nesse contexto à escolha de uma solução em detrimento a outra, menos óbvia, que pudesse apresentar vantagens. Os engenheiros de software estão sujeitos ao custo de oportunidade diariamente, pois constantemente enfrentam situações que demandam a tomada de decisões. APROFUNDANDOO CONHECIMENTO!
  • 37.
    CUSTOS DA QUALIDADE CUSTOSDE EXCEDER REQUERIMENTOS  Os custos associados a se fornecer um produto/serviço que excede as especificações ou cláusulas contratuais exigida pelo cliente. Por exemplo os custos associados a uma qualidade de concepção ou qualidade de desempenho superiores à requerida
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