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Para falarmos de evangelismo, temos que explicitar primeiramente qual a missão da Igreja. A missão da Igreja é extraída do próprio sentido da palavra igreja. O termo Igreja vem de dois verbos gregos “EK + Kallein = Eklesia (igreja)” que significa  chamados ou convocados de dentro para fora.  Com a idéia de “para fora” para: É do termo “para” que surge a idéia da missão da igreja. Existe quatro palavra que nos ajudam a entendermos com mais clareza o sentido da palavra igreja: Igreja como templo; Igreja como denominação; Igreja como conjunto de crentes; Igreja como corpo místico e universal de Jesus Cristo. É dessa última designação que procede originalmente a palavra igreja e a sua missão.
 
NESTE LIVRO TRATAREMOS APENAS DA ÚLTIMA ETAPA DA MISSÃO DA IGREJA, ISTO É, DA SUA MISSÃO PARA COM O MUNDO. “  IDE POR TODO O MUNDO E PREGAI O EVANGELHO A TODA CRIATURA”  É BASEADA NO IDE IMPERATIVO DE JESUS QUE FORTEMENTE ECOA NA HISTÓRIA DA IGREJA ATRAVÉS DOS SÉCULOS, QUE A MESMA TEM VENCIDO TODOS OS OBSTÁCULOS QUE O INIMIGO TEM LANÇADO DIANTE DELA. CRISTO ALÉM DE NOS ORDENAR QUE PREGUEMOS O EVANGELHO, COLOCOU A NOSSA DISPOSIÇÃO TODAS AS CAPACIDADES PARA CUMPRIRMOS A SUA ORDEM. O OBJETIVO PRINCIPAL DO ESTUDO DESSE LIVRO É CAPACITAR TEOLOGICAMENTE CADA CRISTÃO PARA DESENVOLVER COM ÊXITO O SEU MINISTÉRIO. NESTE ESTUDO TRATAREMOS DAS SEGUINTES QUESTÕES: EVANGELHO, EVANGELISMO, MÉTODOS DE EVANGELIZAÇÃO, A MOTIVAÇÃO DA AÇÃO EVANGELIZADORA, AS DESCULPAS À AÇÃO EVANGELIZADORA, A PESSOA DO EVANGELISTA, EVANGELIZAÇÃO COM LITERATURA, O PLANO DA SALVAÇÃO, OS RESULTADOS DA EVANGELIZAÇÃO, EVANGELIZAÇÃO INFANTIL.
 
EVANGELIZAÇÃO E EVANGELISMO
A definição e distinção entre evangelização e evangelismo nos leva a observar a observar quatro elementos necessários para que haja um evangelismo completo. Consequencias ou objetivos da evangelização Condição de pecador perdido Consequencia do pecado Salvação a provisão de Deus O que é necessário para a salvação O propósito final de Deus Destrói os argumentos heréticos Modifica sua postura filosófica Fortalece o cristianismo Segue após a conversão Por meio do batismo em águas Formação ministerial Na fé,  na sabedoria espiritual Na prática da oração Na fidelidade da mordomia Na capacidade de testemunhar
 
A Igreja é edificada (Mt 16.18) A Igreja é comprada (1 Pe.18,19) A igreja é revestida de poder (At 1.8). A Igreja como organismo A Igreja como organização Evangelização do mundo Como atingir o propósito de evangelizar o mundo
As bases da evangeliza ç ão  O tríplice ministério do Antigo Testamento:
 
 
 
 
 
 
 
O êxito na evangeliza ç ão depende de alguns princ í pios relacionados  à  vida do evangelista: Vida pessoal: Uma nova criatura (Jo 3.5); Um verdadeiro crente (At 9.15); Um cristão de vida exemplar (At 3.4; 1 Pe 2.12); Uma pessoa af á vel e cheia de simpatia (1 Co 9.19); Ser cheio do Esp í rito Santo (At 1.8; 2.4;4.8;7.55). Vida intelectual: Maneja bem a palavra de Deus (2 Tm 2.15); Conhece os homens e suas desculpas (Jo 4.16-18); Conhece as seitas, religiões mais comuns; Sabe o que se passa no mundo; Vida espiritual: Deve orar com fervor (At 3.1; 4.31; 10.9); Deve ler a B í blia (Hb 4.12); Deve meditar na sua missão  –  ter o desejo de ver as almas salvas (1 Tm 4.15); Deve ir  à  casa de Deus (At 3.1; Sl 122.1).
Seu campo de a ç ão: A fam í lia; O trabalho; A escola; Os profissionais liberais; Os comerciantes Nos meios de transportes; As crian ç as; Os amigos; As entidades. Determina ç ão (Jo 1.35-46) Persistência (Jo 4.1-30) Compaixão (Mt 23.37; 14.14) Dependência do Esp í rito Santo Testifica de Cristo (Jo 15.26); Convence o mundo (Jo 16.8); Nos guia (Jo 16.8); Nos ensina e faz lembrar (Jo 14.26); É  o nosso  “ dinamus ”  (poder) (At 1.8). Ora ç ão  (1 Ts 5.17), a ora ç ão  é  a chave da vit ó ria. Para que: Deus nos mostre com quem falar Deus nos guie no que falar As nossas palavras se tornem poderosas
 
MOBILIZANDO A IGREJA PARA O CRESCIMENTO Através dos alvos definidos Através da integração Através dos grupos familiares Através da Escola Dominical Através do trabalho social 25% 25% 25% 25% Parábola do semeador
Mobilizando a Igreja para o crescimento   Introdução   O crescimento da Igreja é o resultado, em última análise, da evangelização. Por mais que se busquem fórmulas que projetem o trabalho eclesiástico numa cidade, região ou Estado, por meio de múltiplas atividades, não ocorrerá nenhum crescimento se a responsabilidade evangelística for relegada a segundo plano. Crescer decorre da própria natureza da existência da Igreja no mundo. Foi com esta finalidade que Jesus a estabeleceu (Mt 16.18) e a tarefa do crescimento só há de ser concluida quando completar-se a plenitude dos gentios, conforme ensina o apóstolo Paulo em (Rm 11.25). O proposito de nossa matéria, portanto, é levar a Igreja a entender esta verdade e a praticar um evangelismo de resultados, que reverta de modo efetivo no seu crescimento perante Deus e a comunidade.
Natureza do crescimento   Antes de analisarmos qualquer outro tópico, precisamos ter uma idéia clara da natureza do crescimento da Igreja, para que possamos, a partir daí, delinear os caminhos pelos quais esse crescimento poderá ser alcançado. Sem isto ficará difícil estabelecer-se qualquer metodologia, pois está terá de ser embasada na visão bíblica que esta proposta significa para a Igreja.   Crescimento é de natureza vertical É preciso que fique bem claro que a Igreja, antes de partir para qualquer ação evangelística, deve crescer no sentido vertical, ou seja, na comunhão com Deus (1 Co 1.9). a palavra comunhão em seu significado específico, significa identidade de objetivos, isto é, ter os mesmos interesses ou participar da mesmas idéias.   Igreja primitiva – igreja ideal Igreja atual ou real – Igreja que vive a realidade do mundo em busca da qualidade para chegar a estrutura da igreja ideal.
O crescimento é de natureza horizontal   Quando se fala em crescimento de natureza horizontal, o propósito é realçar a importância da unidade da Igreja para a realização de um trabalho evangelístico produtivo. Crescer horizontalmente significa, em suma, buscar o exercício da comunhão uns com os outros no seio da comunidade cristã (Sl 133). Quando tal relacionamento – Igreja versus membros – é vivido nesta dimensão bíblica, todos se sentirão comprometidos com a causa maior – a Igreja – e por ela trabalharão. Isto é comunhão. Isto é crescer horizontalmente, no sentido de fortalecer os entrelaçamentos que unem os crentes uns aos outros, no âmbito da representatividade que a Igreja exerce perante a sua comunidade. Só em um ambiente desse tipo terá o pecador condições de sentir-se, de fato, resgatado das trevas do pecado. Somente com essas qualidades a Igreja será, realmente, “sal da terra e luz do mundo”.
O crescimento é de natureza quantitativa   Aqui entra o aspecto mais visível do crescimento, que é a constituição numérica da Igreja, pela real conversão do que, a cada dia, a ela convergem. A meta final de toda a sua atividade é está, e não pode ser redirecionada para outro objetivo. A busca por novos crentes em todas as camadas da sociedade deve constitui-se em prioridade absoluta. Esta é a conseqüência natural quando a Igreja desenvolve a comunhão com Deus.   A lei da semeadura (Ec 11.1; Sl 126.6; 2 Co 9.10; Gl 6.7), a lei da semeadura sempre implica em colheita. Se não há colheita, não houve semeadura ou esta foi feita de modo errado.
Crescimento deve ser proporcional   Assim como o desenvolvimento do corpo físico é proporcional, o mesmo se verifica também em relação à Igreja. O crescimento de um, a partir da fecundação do óvulo no ventre materno, ocorre progressivamente pela multiplicação das células. A lógica é a mesma quando aplicada ao corpo de Cristo, cujas células, os salvos, têm o dever de multiplicar-se em novos discípulos, conforme registra (Mt 18.19).   Proporcionalidade ao trabalho realizado O resultado da semeadura será proporcional ao que foi semeado. “Porque semearam ventos, segarão tormentas” (Os 8.7). uma grande colheita dependerá, antes de tudo, da quantidade de sementes plantadas. Mas o bom lavrador deverá também conhecer todas as técnicas capazes de produzir o maior resultado possível da semeadura, que jamais poderá ser feita aleatoriamente.
25% Beira do caminho 25% Pedregais 25% Espinhos 25% Solo bom Parábola do Semeador
Proporcionalidade ao tamanho da terra   Se o Lavrador possui uma grande área cultivável, onde pretende desenvolver determinada cultura, a semeadura terá de levar em conta o tamanho da área. O princípio da proporcionalidade está implícito na Bíblia, quando, por exemplo, Jesus identifica o crente como “sal da terra e luz do mundo”. A parábola do Semeador (Mt 13.1-9) também traz o mesmo ensino.   Quantos tipos de terra receberam a semente. Na Bíblia, o número 4 é símbolo de totalidade. Portanto, toda a área sob a influencia de uma igreja local deve ser cultivada, independentemente de alguns segmentos serem ou não férteis. Não pode haver preconceitos na evangelização. O rico e pobre, o intelectual e o analfabeto, o profissional liberal e o lavrador, todos, sem distinção, devem receber a Palavra de Deus. A terra que deu frutos exemplifica o percentual que a Igreja alcançará, quando fizer um evangelismo eficiente. Isto significa que pelo menos 25% da totalidade evangelizada terão de produzir resultados permanentes. “ Deus cumpriu a sua parte, fazendo brotar todas as sementes. A falha estava do lado humano, que não soube preparar a terra para recebê-las e fazer com que frutificassem. As terras não férteis podem ser trabalhadas para produzirem resultado mais efetivo.
Proporcionalidade ao tamanho da fé   A fé deve ser o princípio ativo que permeia qualquer empreendimento da vida do crente. A tarefa evangelística não pode prescindir de ser feita por fé, que, segundo a Palavra de Deus, varia de intensidade. A Bíblia fala de: Pouca fé (Mt 6.30) Tanta fé (Mt 8.10) Fé como um grão de mostarda (Mt 17.20) Homem cheio de fé (At 6.5) Medida da fé (Rm 12.6) Isto significa  que o trabalho de cada um será, também, proporcional ao tamanho de sua fé. Só fará grandes coisas para Deus que tiver fé abundante e assentada nas promessas de Deus.
Mobilizando a Igreja para o crescimento   Mobilizando para o crescimento por meio de alvos predefinidos Mobilizando para o crescimento através da integração Mobilizando para o crescimento por meio dos grupos familiares Mobilizando para o crescimento por meio da Escola Dominical   Mobilizando para o crescimento por meio do trabalho social
Bênçãos decorrentes do crescimento   A Igreja permanece em constante avivamento O crescimento da igreja passa a ser natural Os recursos financeiros passam a serem mais abundantes Haverá maior comunhão entre os crentes O tradicionalismo dá lugar à renovação
 
Referencias bibliográficas: SOARES, Ezequias. Manual básico de missões e evangelismo. 1 Ed. São Paulo: Além mar, 2003. ROYER, Gary L. Missiologia: ide e pregai. 2ª Ed. Campinas – SP: Escola de Educação Teológica das Assembléias de Deus (EETAD), 1982. SODRÉ, Israel. Evangelismo e Missões. Curitiba: Escola Bíblica de Obreiro, 2001. IBADEP. Eclesiologia/Missiologia. 5 Ed. Guaíra: Instituto Bíblico das Assembléias de Deus no Estado do Paraná, 2005.  CABRAL, Elienai. A Igreja e a sua Missão. Rio de Janeiro: Casa Publicadora das Assembléias de Deus, 2007. COUTO, Geremias do. Mobilizando a Igreja para o crescimento. Rio de Janeiro, 1997.

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Aula 01 evangelismo (etcam)

  • 1. Para falarmos de evangelismo, temos que explicitar primeiramente qual a missão da Igreja. A missão da Igreja é extraída do próprio sentido da palavra igreja. O termo Igreja vem de dois verbos gregos “EK + Kallein = Eklesia (igreja)” que significa chamados ou convocados de dentro para fora. Com a idéia de “para fora” para: É do termo “para” que surge a idéia da missão da igreja. Existe quatro palavra que nos ajudam a entendermos com mais clareza o sentido da palavra igreja: Igreja como templo; Igreja como denominação; Igreja como conjunto de crentes; Igreja como corpo místico e universal de Jesus Cristo. É dessa última designação que procede originalmente a palavra igreja e a sua missão.
  • 2.  
  • 3. NESTE LIVRO TRATAREMOS APENAS DA ÚLTIMA ETAPA DA MISSÃO DA IGREJA, ISTO É, DA SUA MISSÃO PARA COM O MUNDO. “ IDE POR TODO O MUNDO E PREGAI O EVANGELHO A TODA CRIATURA” É BASEADA NO IDE IMPERATIVO DE JESUS QUE FORTEMENTE ECOA NA HISTÓRIA DA IGREJA ATRAVÉS DOS SÉCULOS, QUE A MESMA TEM VENCIDO TODOS OS OBSTÁCULOS QUE O INIMIGO TEM LANÇADO DIANTE DELA. CRISTO ALÉM DE NOS ORDENAR QUE PREGUEMOS O EVANGELHO, COLOCOU A NOSSA DISPOSIÇÃO TODAS AS CAPACIDADES PARA CUMPRIRMOS A SUA ORDEM. O OBJETIVO PRINCIPAL DO ESTUDO DESSE LIVRO É CAPACITAR TEOLOGICAMENTE CADA CRISTÃO PARA DESENVOLVER COM ÊXITO O SEU MINISTÉRIO. NESTE ESTUDO TRATAREMOS DAS SEGUINTES QUESTÕES: EVANGELHO, EVANGELISMO, MÉTODOS DE EVANGELIZAÇÃO, A MOTIVAÇÃO DA AÇÃO EVANGELIZADORA, AS DESCULPAS À AÇÃO EVANGELIZADORA, A PESSOA DO EVANGELISTA, EVANGELIZAÇÃO COM LITERATURA, O PLANO DA SALVAÇÃO, OS RESULTADOS DA EVANGELIZAÇÃO, EVANGELIZAÇÃO INFANTIL.
  • 4.  
  • 6. A definição e distinção entre evangelização e evangelismo nos leva a observar a observar quatro elementos necessários para que haja um evangelismo completo. Consequencias ou objetivos da evangelização Condição de pecador perdido Consequencia do pecado Salvação a provisão de Deus O que é necessário para a salvação O propósito final de Deus Destrói os argumentos heréticos Modifica sua postura filosófica Fortalece o cristianismo Segue após a conversão Por meio do batismo em águas Formação ministerial Na fé, na sabedoria espiritual Na prática da oração Na fidelidade da mordomia Na capacidade de testemunhar
  • 7.  
  • 8. A Igreja é edificada (Mt 16.18) A Igreja é comprada (1 Pe.18,19) A igreja é revestida de poder (At 1.8). A Igreja como organismo A Igreja como organização Evangelização do mundo Como atingir o propósito de evangelizar o mundo
  • 9. As bases da evangeliza ç ão O tríplice ministério do Antigo Testamento:
  • 10.  
  • 11.  
  • 12.  
  • 13.  
  • 14.  
  • 15.  
  • 16.  
  • 17. O êxito na evangeliza ç ão depende de alguns princ í pios relacionados à vida do evangelista: Vida pessoal: Uma nova criatura (Jo 3.5); Um verdadeiro crente (At 9.15); Um cristão de vida exemplar (At 3.4; 1 Pe 2.12); Uma pessoa af á vel e cheia de simpatia (1 Co 9.19); Ser cheio do Esp í rito Santo (At 1.8; 2.4;4.8;7.55). Vida intelectual: Maneja bem a palavra de Deus (2 Tm 2.15); Conhece os homens e suas desculpas (Jo 4.16-18); Conhece as seitas, religiões mais comuns; Sabe o que se passa no mundo; Vida espiritual: Deve orar com fervor (At 3.1; 4.31; 10.9); Deve ler a B í blia (Hb 4.12); Deve meditar na sua missão – ter o desejo de ver as almas salvas (1 Tm 4.15); Deve ir à casa de Deus (At 3.1; Sl 122.1).
  • 18. Seu campo de a ç ão: A fam í lia; O trabalho; A escola; Os profissionais liberais; Os comerciantes Nos meios de transportes; As crian ç as; Os amigos; As entidades. Determina ç ão (Jo 1.35-46) Persistência (Jo 4.1-30) Compaixão (Mt 23.37; 14.14) Dependência do Esp í rito Santo Testifica de Cristo (Jo 15.26); Convence o mundo (Jo 16.8); Nos guia (Jo 16.8); Nos ensina e faz lembrar (Jo 14.26); É o nosso “ dinamus ” (poder) (At 1.8). Ora ç ão (1 Ts 5.17), a ora ç ão é a chave da vit ó ria. Para que: Deus nos mostre com quem falar Deus nos guie no que falar As nossas palavras se tornem poderosas
  • 19.  
  • 20. MOBILIZANDO A IGREJA PARA O CRESCIMENTO Através dos alvos definidos Através da integração Através dos grupos familiares Através da Escola Dominical Através do trabalho social 25% 25% 25% 25% Parábola do semeador
  • 21. Mobilizando a Igreja para o crescimento   Introdução   O crescimento da Igreja é o resultado, em última análise, da evangelização. Por mais que se busquem fórmulas que projetem o trabalho eclesiástico numa cidade, região ou Estado, por meio de múltiplas atividades, não ocorrerá nenhum crescimento se a responsabilidade evangelística for relegada a segundo plano. Crescer decorre da própria natureza da existência da Igreja no mundo. Foi com esta finalidade que Jesus a estabeleceu (Mt 16.18) e a tarefa do crescimento só há de ser concluida quando completar-se a plenitude dos gentios, conforme ensina o apóstolo Paulo em (Rm 11.25). O proposito de nossa matéria, portanto, é levar a Igreja a entender esta verdade e a praticar um evangelismo de resultados, que reverta de modo efetivo no seu crescimento perante Deus e a comunidade.
  • 22. Natureza do crescimento   Antes de analisarmos qualquer outro tópico, precisamos ter uma idéia clara da natureza do crescimento da Igreja, para que possamos, a partir daí, delinear os caminhos pelos quais esse crescimento poderá ser alcançado. Sem isto ficará difícil estabelecer-se qualquer metodologia, pois está terá de ser embasada na visão bíblica que esta proposta significa para a Igreja.   Crescimento é de natureza vertical É preciso que fique bem claro que a Igreja, antes de partir para qualquer ação evangelística, deve crescer no sentido vertical, ou seja, na comunhão com Deus (1 Co 1.9). a palavra comunhão em seu significado específico, significa identidade de objetivos, isto é, ter os mesmos interesses ou participar da mesmas idéias.   Igreja primitiva – igreja ideal Igreja atual ou real – Igreja que vive a realidade do mundo em busca da qualidade para chegar a estrutura da igreja ideal.
  • 23. O crescimento é de natureza horizontal   Quando se fala em crescimento de natureza horizontal, o propósito é realçar a importância da unidade da Igreja para a realização de um trabalho evangelístico produtivo. Crescer horizontalmente significa, em suma, buscar o exercício da comunhão uns com os outros no seio da comunidade cristã (Sl 133). Quando tal relacionamento – Igreja versus membros – é vivido nesta dimensão bíblica, todos se sentirão comprometidos com a causa maior – a Igreja – e por ela trabalharão. Isto é comunhão. Isto é crescer horizontalmente, no sentido de fortalecer os entrelaçamentos que unem os crentes uns aos outros, no âmbito da representatividade que a Igreja exerce perante a sua comunidade. Só em um ambiente desse tipo terá o pecador condições de sentir-se, de fato, resgatado das trevas do pecado. Somente com essas qualidades a Igreja será, realmente, “sal da terra e luz do mundo”.
  • 24. O crescimento é de natureza quantitativa   Aqui entra o aspecto mais visível do crescimento, que é a constituição numérica da Igreja, pela real conversão do que, a cada dia, a ela convergem. A meta final de toda a sua atividade é está, e não pode ser redirecionada para outro objetivo. A busca por novos crentes em todas as camadas da sociedade deve constitui-se em prioridade absoluta. Esta é a conseqüência natural quando a Igreja desenvolve a comunhão com Deus.   A lei da semeadura (Ec 11.1; Sl 126.6; 2 Co 9.10; Gl 6.7), a lei da semeadura sempre implica em colheita. Se não há colheita, não houve semeadura ou esta foi feita de modo errado.
  • 25. Crescimento deve ser proporcional   Assim como o desenvolvimento do corpo físico é proporcional, o mesmo se verifica também em relação à Igreja. O crescimento de um, a partir da fecundação do óvulo no ventre materno, ocorre progressivamente pela multiplicação das células. A lógica é a mesma quando aplicada ao corpo de Cristo, cujas células, os salvos, têm o dever de multiplicar-se em novos discípulos, conforme registra (Mt 18.19).   Proporcionalidade ao trabalho realizado O resultado da semeadura será proporcional ao que foi semeado. “Porque semearam ventos, segarão tormentas” (Os 8.7). uma grande colheita dependerá, antes de tudo, da quantidade de sementes plantadas. Mas o bom lavrador deverá também conhecer todas as técnicas capazes de produzir o maior resultado possível da semeadura, que jamais poderá ser feita aleatoriamente.
  • 26. 25% Beira do caminho 25% Pedregais 25% Espinhos 25% Solo bom Parábola do Semeador
  • 27. Proporcionalidade ao tamanho da terra   Se o Lavrador possui uma grande área cultivável, onde pretende desenvolver determinada cultura, a semeadura terá de levar em conta o tamanho da área. O princípio da proporcionalidade está implícito na Bíblia, quando, por exemplo, Jesus identifica o crente como “sal da terra e luz do mundo”. A parábola do Semeador (Mt 13.1-9) também traz o mesmo ensino.   Quantos tipos de terra receberam a semente. Na Bíblia, o número 4 é símbolo de totalidade. Portanto, toda a área sob a influencia de uma igreja local deve ser cultivada, independentemente de alguns segmentos serem ou não férteis. Não pode haver preconceitos na evangelização. O rico e pobre, o intelectual e o analfabeto, o profissional liberal e o lavrador, todos, sem distinção, devem receber a Palavra de Deus. A terra que deu frutos exemplifica o percentual que a Igreja alcançará, quando fizer um evangelismo eficiente. Isto significa que pelo menos 25% da totalidade evangelizada terão de produzir resultados permanentes. “ Deus cumpriu a sua parte, fazendo brotar todas as sementes. A falha estava do lado humano, que não soube preparar a terra para recebê-las e fazer com que frutificassem. As terras não férteis podem ser trabalhadas para produzirem resultado mais efetivo.
  • 28. Proporcionalidade ao tamanho da fé   A fé deve ser o princípio ativo que permeia qualquer empreendimento da vida do crente. A tarefa evangelística não pode prescindir de ser feita por fé, que, segundo a Palavra de Deus, varia de intensidade. A Bíblia fala de: Pouca fé (Mt 6.30) Tanta fé (Mt 8.10) Fé como um grão de mostarda (Mt 17.20) Homem cheio de fé (At 6.5) Medida da fé (Rm 12.6) Isto significa que o trabalho de cada um será, também, proporcional ao tamanho de sua fé. Só fará grandes coisas para Deus que tiver fé abundante e assentada nas promessas de Deus.
  • 29. Mobilizando a Igreja para o crescimento   Mobilizando para o crescimento por meio de alvos predefinidos Mobilizando para o crescimento através da integração Mobilizando para o crescimento por meio dos grupos familiares Mobilizando para o crescimento por meio da Escola Dominical   Mobilizando para o crescimento por meio do trabalho social
  • 30. Bênçãos decorrentes do crescimento   A Igreja permanece em constante avivamento O crescimento da igreja passa a ser natural Os recursos financeiros passam a serem mais abundantes Haverá maior comunhão entre os crentes O tradicionalismo dá lugar à renovação
  • 31.  
  • 32. Referencias bibliográficas: SOARES, Ezequias. Manual básico de missões e evangelismo. 1 Ed. São Paulo: Além mar, 2003. ROYER, Gary L. Missiologia: ide e pregai. 2ª Ed. Campinas – SP: Escola de Educação Teológica das Assembléias de Deus (EETAD), 1982. SODRÉ, Israel. Evangelismo e Missões. Curitiba: Escola Bíblica de Obreiro, 2001. IBADEP. Eclesiologia/Missiologia. 5 Ed. Guaíra: Instituto Bíblico das Assembléias de Deus no Estado do Paraná, 2005. CABRAL, Elienai. A Igreja e a sua Missão. Rio de Janeiro: Casa Publicadora das Assembléias de Deus, 2007. COUTO, Geremias do. Mobilizando a Igreja para o crescimento. Rio de Janeiro, 1997.