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•De um certo ponto de vista o que representamos como redes são rastros de fluições: tentativas de capturar uma dinâmica que ocorre no
 espaço-tempo dos fluxos, ou naquela particular “brana” onde essas fluições existem como tais.

Desse ponto de vista – que deverá ser o da chamada ‘nova ciência das redes’ se e quando os pesquisadores descobrirem que não podem
remendar os velhos estatutos das ciências sociais, inserindo seus métodos (matemáticos) de análise para escapar dos discursos descritivos
e prescritivos dessas ciências – redes não são o que parecem (nodos linkados entre si, representados por grafos: arestas e vértices) mas
movimentos em um campo de fluições (como se fossem configurações de aglomeramentos – ou espalhamentos – de bósons, para fazer um
paralelo com partículas mensageiras dos campos de forças físicas).

De um ponto de vista político, entretanto – obrigatório, se quisermos continuar usando o conceito de ‘poder’ sem cometer deslizamentos
epistemológicos mais graves – redes sociais (distribuídas) são movimentos de desconstituição de hierarquia (na exata medida dos seus
graus de distribuição).

Portanto, ao invés de ficarmos discutindo a possibilidade de alguém exercer poder nas redes, deveríamos estar discutindo a medida da
impossibilidade de alguém fazê-lo (e essa medida, convém repetir, é a medida inversa do grau de centralização da rede em questão). Isso
porque, conquanto de um ponto de vista topológico, todos os complexos de fluições (ou coleções de nodos e conexões) sejam redes (mais
distribuídas ou mais centralizadas), o termo rede é aplicado correntemente à configurações onde há multiplicidade de caminhos
(abundância). Não costumamos usar a palavra rede para designar hierarquias (caracterizadas pela escassez de caminhos), a despeito de
sacrificarmos com isso o rigor matemático (para o qual todos os sistemas de nodos e conexões devem ser notados como redes
independentemente do grau de distribuição).

Ora, se quanto mais caminhos houver entre os nodos menos poder se consegue exercer sobre eles, então – em homenagem à clareza,
deveríamos dizer que – o poder é uma medida de não-rede.

A sociologia tem alguma culpa por essa confusão de conceitos. Sua culpa – para resumir em poucas palavras – foi apenas a de não ter
compreendido as redes. Ou ter tentado apreendê-las a partir de conceitos inadequados ou impotentes para captar o que está além (ou
seria aquém?) da representação: conceitos como ‘representação’, ‘atores sociais’, ‘grupos’, ‘estruturas sociais’ e, por incrível que pareça,
‘social’ e ‘sociedade’. Já havia ela (a sociologia) cometido o mesmo erro com a noção de capital social (e se trata, exatamente, do mesmo
erro de vez que a abordagem sociológica não entendeu que ‘capital social’ e ‘rede social’ se referem, exatamente, à mesma coisa).

Vamos, portanto, tentar refazer aqui o caminho desse erro.
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Tocqueville    Dewey     Arendt




  Jacobs      Maturana   Castells
capital social = rede social
Paul Baran in the early 1960s.
He worked for RAND and wrote
the first papers on a distributed
communications system. AT&T
said his idea would never work.
(photo courtesy of Paul Baran)
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        station



a) centralized           b) decentralized   c) distributed
Barabási   Strogatz   Watts


a nova ciência das redes
clustering
social clustering
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Photograph by José L. Gómez de Francisco                                                   Visions of Earth
® 2005 National Geographic Society. All rights reserved.          National Geographic magazine, March 2005
swarming civil
small world phenomenon
2. MINHAS DESCOBERTAS
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Não uma aldeia
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de aldeias globais
1%
“small is powerful”
I= (C-D).C/E
C = número de conexões
D = número de nodos desconectados com a eliminação do nodo mais conectado
E = número de conexões eliminadas com eliminação do nodo mais conectado




 grau de distribuição - conectividade
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a rede mãe
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a brecha
Maturana
redes distribuídas são interfaces
para “conversar” com a “rede-mãe”
A REDE MÃE É A MATRIX
Abraham       Bey         Quinn


mudar o futuro >> mudar o passado
3. MINHA INVESTIGAÇÃO ATUAL
deformações no campo social
A pirâmide | Robson Peres 2005
como as organizações
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o campo social no seu
interior e no seu entorno?
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  • 3. •De um certo ponto de vista o que representamos como redes são rastros de fluições: tentativas de capturar uma dinâmica que ocorre no espaço-tempo dos fluxos, ou naquela particular “brana” onde essas fluições existem como tais. Desse ponto de vista – que deverá ser o da chamada ‘nova ciência das redes’ se e quando os pesquisadores descobrirem que não podem remendar os velhos estatutos das ciências sociais, inserindo seus métodos (matemáticos) de análise para escapar dos discursos descritivos e prescritivos dessas ciências – redes não são o que parecem (nodos linkados entre si, representados por grafos: arestas e vértices) mas movimentos em um campo de fluições (como se fossem configurações de aglomeramentos – ou espalhamentos – de bósons, para fazer um paralelo com partículas mensageiras dos campos de forças físicas). De um ponto de vista político, entretanto – obrigatório, se quisermos continuar usando o conceito de ‘poder’ sem cometer deslizamentos epistemológicos mais graves – redes sociais (distribuídas) são movimentos de desconstituição de hierarquia (na exata medida dos seus graus de distribuição). Portanto, ao invés de ficarmos discutindo a possibilidade de alguém exercer poder nas redes, deveríamos estar discutindo a medida da impossibilidade de alguém fazê-lo (e essa medida, convém repetir, é a medida inversa do grau de centralização da rede em questão). Isso porque, conquanto de um ponto de vista topológico, todos os complexos de fluições (ou coleções de nodos e conexões) sejam redes (mais distribuídas ou mais centralizadas), o termo rede é aplicado correntemente à configurações onde há multiplicidade de caminhos (abundância). Não costumamos usar a palavra rede para designar hierarquias (caracterizadas pela escassez de caminhos), a despeito de sacrificarmos com isso o rigor matemático (para o qual todos os sistemas de nodos e conexões devem ser notados como redes independentemente do grau de distribuição). Ora, se quanto mais caminhos houver entre os nodos menos poder se consegue exercer sobre eles, então – em homenagem à clareza, deveríamos dizer que – o poder é uma medida de não-rede. A sociologia tem alguma culpa por essa confusão de conceitos. Sua culpa – para resumir em poucas palavras – foi apenas a de não ter compreendido as redes. Ou ter tentado apreendê-las a partir de conceitos inadequados ou impotentes para captar o que está além (ou seria aquém?) da representação: conceitos como ‘representação’, ‘atores sociais’, ‘grupos’, ‘estruturas sociais’ e, por incrível que pareça, ‘social’ e ‘sociedade’. Já havia ela (a sociologia) cometido o mesmo erro com a noção de capital social (e se trata, exatamente, do mesmo erro de vez que a abordagem sociológica não entendeu que ‘capital social’ e ‘rede social’ se referem, exatamente, à mesma coisa). Vamos, portanto, tentar refazer aqui o caminho desse erro.
  • 10. 1. COMO TUDO COMEÇOU
  • 11. Tocqueville Dewey Arendt Jacobs Maturana Castells
  • 12. capital social = rede social
  • 13. Paul Baran in the early 1960s. He worked for RAND and wrote the first papers on a distributed communications system. AT&T said his idea would never work. (photo courtesy of Paul Baran)
  • 14. link station a) centralized b) decentralized c) distributed
  • 15. Barabási Strogatz Watts a nova ciência das redes
  • 18. swarming Photograph by José L. Gómez de Francisco Visions of Earth ® 2005 National Geographic Society. All rights reserved. National Geographic magazine, March 2005
  • 23. Não uma aldeia global, mas miríades de aldeias globais
  • 25. I= (C-D).C/E C = número de conexões D = número de nodos desconectados com a eliminação do nodo mais conectado E = número de conexões eliminadas com eliminação do nodo mais conectado grau de distribuição - conectividade
  • 30. redes distribuídas são interfaces para “conversar” com a “rede-mãe”
  • 31. A REDE MÃE É A MATRIX
  • 32. Abraham Bey Quinn mudar o futuro >> mudar o passado
  • 35. A pirâmide | Robson Peres 2005
  • 36. como as organizações hierárquicas deformam o campo social no seu interior e no seu entorno?
  • 37. como fazer a transição das organizações hierárquicas para organizações em rede?