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Convergência digital, diversidade cultural e esfera pública  Sérgio Amadeu da Silveira A esfera pública interconectada  – ...
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Ciberespaco como lugar do acontecimento social: o conceito de rede e redes sociais

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Power Point do seminário apresentado na disciplina "A informação eletrônica em questão: os pensadores do ciberespaço" do Programa de Pós-Graduação em Ciências da Comunicação – ECA-USP.

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Ciberespaco como lugar do acontecimento social: o conceito de rede e redes sociais

  1. 1. Ciberespaço como o lugar do acontecimento social. O conceito de rede e redes sociais Ana Roberta V. de Alcântara Antonia Alves Pereira Giseli Adornato de Aguiar Viviane Fushimi Velloso
  2. 2. Autores RAINER RANDOLPH Sociedade em rede: paraíso ou pesadelo? GEO graphia, vol. 1, n. 2, 1999 MANUEL CASTELLS Communication, power and counter-power in the networked society International Journal of Communication, v. 1 , 2007 DAVID DE UGARTE O poder das redes Porto Alegre: [s.n.], 2008 NELSON PRETTO e SERGIO AMADEU DA SILVEIRA (Orgs) Além das redes de colaboração Salvador: EDUFBA, 2008
  3. 3. Sociedade em Rede Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano e Regional - IPPUR / UFRJ Rainer Randolph é pesquisador do grupo Laboratório Oficina Redes & Espaço, Universidade Federal do RJ.  Faz uma crítica ao vol. 1 de &quot;A Era da informação&quot; , de Castells - antes de sua edição no Brasil. Neste artigo... conta sua trajetória de pesquisa sobre as redes na mesma direção de Castells, mas sem chamá-la de &quot;sociedade em rede&quot;... sobre este artigo, fora publicado uma 1ª versão em 1997.
  4. 4. Sociedade em Rede - trajetória de Randolph 1 - opção instrumental: articulação de movimentos sociais na década de 80; 2 - identifica &quot;agentes&quot; externos nesses movimentos em diferentes escalas sociais e territoriais; 3 - A partir de 94/95 essa questão vai tornando-se desafio para a reflexão teórica (grupo) em direção à busca do conceito de rede. 4 - chama as articulações de &quot;redes de solidariedade&quot; - elemento de viabilização e sustentação dos movimentos.
  5. 5. Sociedade em Rede - trajetória de Randolph 1991 - Ilse SCHERER-WARREN   - rede como potencialidade de “pensar na possibilidade de integração da diversidade, distinguindo-a da idéia de ‘unicidade’ totalizadora.   Ele/grupo estavam focados em questões de ecologia, meio ambiente e conflitos territoriais. Cátedra de Administração Industrial da Universidade de Erlangen-Nuremberg (1992/93): novas formas de gerenciamento empresarial - redes estratégicas que expressam um novo arranjo de funções produtivas e administrativas dentro e entre empresas que representam um padrão qualitativamente diferente em relação a reformulações anteriores.
  6. 6. Na Alemanha, teoria social de Habermas: sistema e mundo da vida... procura compreender o surgimento de &quot;redes de solidariedade&quot; e &quot;redes estratégicas”. Seus estudos investigam: - novas formas de consumo; - deslocamento de fronteiras; - novas formas de articulação entre poder público e sociedade; - novas formas de planejamento &quot;comunicativo&quot;; - o conceito de comunicação tornou-se foco: TIC e comunicação no universo das redes (a partir de 1995) - modificação nas formas  tradicionais de troca, intercâmbio, comunicação e integração social. Sociedade em Rede - trajetória de Randolph
  7. 7. - Assembléia Geral no VI Encontro Nacional da ANPUR em 1995 (Brasília) - rede de pequenos pesquisadores; - 1º Workshop sobre Redes no Rio de Janeiro (1996); - VII Encontro Nacional da ANPUR (1997) - mesa de debate sob o tema “Redes: metodologias em construção”; -  1999 foram debatidas em duas mesas questões relacionadas com o avanço das tecnologias de informação e comunicação no meio urbano sob o título de “Telecidades”. Sociedade em Rede - Pesquisadores
  8. 8. Afirma que o histórico dessa trajetória de estudos, análises, reflexões e debates serve para vislumbrar uma percepção que foi se repetindo em relação a cada transformação ou tendência de mudança investigada.  Nesse momento, - seria prematuro falar em uma “sociedade em rede” pois não se sabia como essa lógica de rede  se tornaria dominante nas sociedades pós-fordistas.  É nesse momento que tem acesso ao primeiro volume do livro “Sociedade em Rede”  de Manuel Castells e aproveita suas investigações globais a respeito das novas formas de articulação social e territorial das sociedades contemporâneas.  Sociedade em Rede - trajetória de Randolph
  9. 9. Questiona se numa perspectiva crítico-emancipatória, estas sociedades serão capazes de resolver seus problemas econômicos, sociais, políticos, culturais... prometendo um “paraíso” ou se “vão aprofundar e radicalizar ainda formas atuais de desigualdades e exclusão social e política, de violência e crises - portanto, configurar-se como um pesadelo?”  (RANDOLPH, 1999, p.32) Sociedade em Rede – releitura de Castells
  10. 10. Castells - Sociedade em Rede: - funções e processos organizados em torno de redes na EF; - expansão persuasiva: poder de fluxos x fluxos de poder; - fluxos financeiros: quem são os capitalista? Há um capitalista coletivo sem rosto gerado nos fluxos financeiros em redes eletrônicas; - o ponto sob o qual Randolph se fixa:  “o capital coordenado globalmente e o trabalho individualizado”; “ É o paraíso com o qual o capital sempre sonhou - a mistura entre Hilferding e Schumpeter como diz Castells - e o pesadelo que sempre ameaçou os trabalhadores e lhes roubou seu sono. O capitalismo tornado fluxo transcende qualquer limitação do tempo e do espaço” (RANDOLPH, 1999, p.37) Sociedade em Rede – releitura de Castells
  11. 11.   não há mais espaço para antagonismos; Randolph faz uma releitura dos antagonismos, contradições e conflitos endógenos x secularização há 300 anos; - distingue a trajetória dos antogonismo:  1) sociedades industrializadas (Marx, Adam Smith); 2) reflexão dialética (Habermas - categoria: comunicação; esfera sistêmica e esfera do mundo da vida) - afirma que Castells não trabalha o arcabouço habermasiano, fixando-se nos fluxos financeiros em oposição ao mundo da vida e que a sociedade em rede é escassa em conexões... Para Randolph essa compreensão de castells não é rede nem sociedade. Sociedade em Rede – releitura de Castells
  12. 12.   ... rede é um conjunto de nós interconectados. Um nó é um ponto no qual uma curva apresenta uma interseção com ela mesma (intersects itself). O que um nó é, falando concretamente, depende da espécie da rede concreta da qual estamos falando”. Critica-o por uma visão/lógica instrumentalista... Compreende rede por uma  “busca de formas de articulação entre o local e o global, entre o particular e o universal, entre o uno e o diverso, nas interconexões das identidades dos atores com o pluralismo” . (SCHERER-WARREN apud RANDOLPH, 1999, p. 45). Sociedade em Rede – releitura de Castells
  13. 13.   - as redes encontram-se num “ponto de interseção”  entre uma heterogeneidade de conteúdos e de formas; - seria uma “unidade do heterogêneo”- este último termo compreendido como o antagonismo ou contradição;   - reconhece que isso exige certo esforço, gerando mais complicações na compreensão dos fenômenos em curso, pois no momento, “não temos, por enquanto, como “competir” com Castells”; - sua intenção é chegar a uma caracterização da nova etapa de desenvolvimento das sociedades capitalistas sobre o instrumento de redes; é compreender o processo de transição e a nova qualidade da “realidade” e das próprias redes; Sociedade em Rede – releitura de Castells
  14. 14. - Concorda com Castells que a sociedade passa por uma nova  ordem social, porém, seu principal  desafio é compreender  o deslocamento de fronteiras entre as diferentes esferas da vida econômica, social, política e cultural das pessoas e instituições; - não vê seu posicionamento como oposição, mas “apenas dois caminhos diferentes que procuram explicitar e explicar o surgimento de uma nova realidade social-econômica-política-cultural e física com uma idéia-força semelhante: as redes”; - Castells parte para uma hipótese macro de uma sociedade em rede em ascensão; Randolph dedica-se a descobrir as características micro de certos sinais do “novo” que tem sua origem no “velho”; - Seu trabalho é capturar antagonismos e contradições sutis e profundos que podem definir a relação entre o total e parcial, o geral e o particular, o global e o local. Sociedade em Rede – releitura de Castells
  15. 15. A principal hipótese de Randolph é que a ascensão de novas redes é o fator determinante que, faz com que antigos antagonismos e contradições percam sua eficácia social e política, dando lugar a um padrão mais diferenciado e heterogêneo cujos protagonistas são as próprias redes. Essas redes absorvem dentro de si certas parcelas de antagonismos que vão ser integradas temporariamente e territorialmente em uma unidade heterogênea. Esses antagonismos tornam-se fonte de dinamismo devido à flexibilidade, rapidez, agilidade, intantaneidade possibilitada pelas tecnologias da informação. Sociedade em Rede – Redes
  16. 16. Conclui que diante das transformações apresentadas não se identifica mais nem uma contradição fundamental nem uma geral nas sociedades onde as redes vão ocupar cada vez mais “espaço” . As forças em contradição se encontraram em alguma “síntese” maior que lhes permitiu expressar sua essência: no interior de relações de produção enquanto antagonismo entre duas classes, no primeiro momento; ou numa dinâmica única de produção e reprodução da sociedade baseada na institucionalização de duas lógicas antagônicas, no segundo momento. Sociedade em Rede – Redes
  17. 17. Edgar Morin: norte para esta reflexão na medida em que trabalha com noções como “caos”, “complexidade”, “abstração”, “sistema”, etc. - indica um caminho para lidar com o deslocamento e desaparecimento de fronteiras entre as esferas habermasianas... - para ele Castells tem uma perspectiva conservadora da sociedade (hipótese de nova articulação entre partes e todo...). Sociedade em Rede – Redes
  18. 18. Sociedade em Rede - REDES - em Castells, convergência entre tecnologia e evolução social: uma meta-rede ... - para Randolph essa meta-rede provoca total desterritorialização e deshistorização... ... cuja própria lógica sem espaço e tempo apenas “pode-se cumprir num caos cuja única lógica consiste na sua própria reprodução enquanto caos”; Seria a instalação da entropia como princípio social máximo de uma rede das redes cuja finalidade seria a de destruir outras finalidades; Ou seja, “ao mesmo tempo “deus” e “diabo” na terra de ninguém e de todos. Simultaneamente o “paraíso” instantâneo e a eterna “perdição”.
  19. 19. É Verdade?! Não encontramos outras críticas em relação a Castells e suas obras!!! Não encontramos trabalhos atualizados de Randolph e seu grupo sobre essas ideias...
  20. 20. Comunicação, poder e contra-poder na sociedade em rede Comunicação e Informação =  fonte de poder, contra-poder, de dominação e mudanças sociais; <ul><li>Comunicação </li></ul><ul><ul><li>comunicação socializada - produção social de significado; </li></ul></ul><ul><ul><li>relações de poder se determinam e decidem cada vez mais nesse campo. </li></ul></ul>
  21. 21. PODER  capacidade estrutural do ator social para fazer valer sua vontade sobre os outros atores sociais. CONTRA-PODER é a capacidade de uma ator social de resistir e desafiar as relações de poder institucionalizadas . RELAÇÕES DE PODER são por natureza conflitivas.... A relação entre tecnologia, comunicação e poder refletem valores e interesses opostos, e afeta a uma pluralidade de atores sociais em conflito. Comunicação, poder e contra-poder na sociedade em rede
  22. 22. Jornais &quot;todo poderosos“ sujeito dos projetos de contra-poder funcionam dentro de uma nova estrutura tecnológica x consequências nas formas, meios e metas de sua prática conflitiva. <ul><li>Hipóteses sobre a transformação desta relação: </li></ul><ul><ul><li>o papel predominante da política midiática e sua interação com a crise de legimitidade política; </li></ul></ul><ul><ul><li>o papel chave dos meios de comunicação segmentados, personalizados na produção da cultura; </li></ul></ul><ul><ul><li>o surgimento de uma nova forma de comunicação relativa à cultura e à tecnologia da sociedade em rede e baseada em redes de comunicação horizontais: autocomunicação de massa ; </li></ul></ul><ul><ul><li>  os usos dos meios de comunicação de massa unidirecionais e de autocomunicação de massa na relação entre o poder e o contra-poder na política formal, política insurgente e nas novas manifestações dos movimentos sociais. </li></ul></ul>Comunicação, poder e contra-poder na sociedade em rede
  23. 23. comunicação e poder – transformação contexto caracterizado por várias tendências: <ul><ul><li>ESTADO - desafiado pela globalização, pressões de mercado à desregulação que diminui sua capacidade de intervenção e desabilita sua influência sobre os cidadãos; </li></ul></ul><ul><ul><li>  INDÚSTRIAS CULTURAIS E MEIOS CORPORATIVOS - concentração empresarial e segmentação de mercado até uma competição oligopolista, distribuição personalizada de mensagens; </li></ul></ul><ul><ul><li>OPOSIÇÃO ENTRE O INDIVIDUAL E O COMUNITÁRIO - define a cultura das sociedades, construção da identidade funciona com materiais herdados da história e da geografia. </li></ul></ul><ul><ul><li>A cultura do coletivo: religião, nação, territorialidade, gênero, etnia, entorno... A cultura do individual - consumismo dirigido pelo mercado, individualismo estruturado em redes. </li></ul></ul>Comunicação, poder e contra-poder na sociedade em rede
  24. 24. <ul><li>Comunicação de massa e política midiática </li></ul><ul><li>A política se baseia </li></ul><ul><ul><li>na comunicação socializada, </li></ul></ul><ul><ul><li>na capacidade para influir na opinião das pessoas. </li></ul></ul><ul><li>Em nossa sociedade, </li></ul><ul><ul><li>é basicamente política midiática; </li></ul></ul><ul><ul><li>os consimidores se convertem em consumidores no mercado político; </li></ul></ul><ul><ul><li>isto não significa que o poder esteja nas mãos dos meios nem tão pouco o público se limita a seguir o que lhes dizem os meios. </li></ul></ul>Comunicação, poder e contra-poder na sociedade em rede
  25. 25. <ul><li>Comunicação de massa e política midiática </li></ul><ul><ul><li>a questão principal é a ausência de um conteúdo determinado nos meios; </li></ul></ul><ul><ul><li>o que existe neles, não existe na opinião do público, ainda que tenha uma presença fragmentada em opiniões individuais; </li></ul></ul><ul><ul><li>por isso, uma mensagem política és necessariamente, uma mensagem midiática e expressa-se com a linguagem dos meios. </li></ul></ul><ul><li>&quot;no es del todo cierto que el medio sea el mensaje, pero desde luego tiene una influencia sustancial en la forma y efecto de éste.&quot; </li></ul>Comunicação, poder e contra-poder na sociedade em rede
  26. 26. <ul><li>Comunicação de massa e política midiática </li></ul><ul><ul><li>os meios de comunicação de massa não são os depositários do poder, porém, em conjunto, constituem o espaço no qual se decide o poder; </li></ul></ul><ul><ul><li>o personagem - retratado nos meios - passa a ser essencial, porque os valores estão encarnados na pessoa dos canditatos - os políticos são os rostos das políticas. </li></ul></ul>Comunicação, poder e contra-poder na sociedade em rede
  27. 27. Política midiática, política dos escândalos e crise da legitimidade política <ul><li>Crise da legitimidade política </li></ul><ul><ul><li>não pode ser atribuída a escândalos políticos e à política midiática; </li></ul></ul><ul><ul><li>é provável que os escândalos sejam um fator desencadeado pelas trocas políticas (curto prazo) e da política formal (longo prazo). </li></ul></ul>Os meios de comunicação conformam o espaço no qual se exerce o poder, não a fonte que o sustenta... Comunicação, poder e contra-poder na sociedade em rede
  28. 28. Política midiática, política dos escândalos e crise da legitimidade política <ul><li>Estudos afirmam que </li></ul><ul><ul><li>muitos cidadãos acreditam que podem influenciar o mundo com sua mobilização; </li></ul></ul><ul><ul><li>mas não pensam que podem fazer isso pela política. </li></ul></ul><ul><li>processos de contra-poder </li></ul><ul><ul><li>qualquer intervenção política no espaço público requer a presença do espaço mediático; </li></ul></ul><ul><ul><li>espaço midiático criado em torno ao processo de comunicação massiva individual. </li></ul></ul>Comunicação, poder e contra-poder na sociedade em rede
  29. 29. A emergência da autocomunicação de massa A difusão da internet, da comunicação móvel, dos meios digitais e das ferramentas de software social impulsionaram as redes horizontais que conectam local e globalmente. <ul><li>Sociedade em rede </li></ul><ul><ul><li>base: é a web global de redes de comunicação horizontal - intercâmbio multimodal de mensagem interativas; </li></ul></ul><ul><ul><li>o poder comunicador da internet está sendo distribuído em todos os âmbitos da vida social; </li></ul></ul><ul><ul><li>as pessoas têm construído seu próprio sistema de comunicação massiva; </li></ul></ul><ul><ul><li>esta forma está mais próxima ao &quot;autismo eletrônico&quot; que da comunicação real. </li></ul></ul>Comunicação, poder e contra-poder na sociedade em rede
  30. 30. A emergência da autocomunicação de massa Qualquer mensagem na Internet, à margem da intenção do autor, se torna ma garrafa navegando a deriva no oceano da comunicação global, suscetível de ser recebida e reprocessada de formas inesperadas. Os principais meios de comunicação utilizam blogs e redes interativas para distribuir seus conteúdos e interagir com o público, mesclando modos de comunicação horizontal e vertical. Isso significa que existe um processo contraditório que dá origem a uma nova realidade midiática, cujos contornos e efeitos serão decididos por meio de uma série de lutas de poder políticos e empresariais. Comunicação, poder e contra-poder na sociedade em rede
  31. 31. A emergência da autocomunicação de massa O interesse dos meios de comunicação corporativos pelas formas de comunicação através da internet é reflexo do surgimento da uma nova forma de comunicação socializada: a comunicação massiva individual. <ul><ul><li>É comunicação massiva, porque alcança potencialmente a um público global através de redes de P2P e conexão a internet; </li></ul></ul><ul><ul><li>é multimodal, porque permite a reformatação de quase todos os conteúdos em praticamente qualquer formato. </li></ul></ul>Comunicação, poder e contra-poder na sociedade em rede
  32. 32. En efecto, nos encontramos en un nuevo ámbito de comunicación y, en última instancia, en un nuevo medio, cuyo eje principal está compuesto por redes informáticas, cuyo lenguaje es digital y cuyos remitentes están distribuidos por todo el mundo y son globalmente interactivos.  En verdad, el medio, incluso un medio tan revolucionario como este, no determina el contenido y el efecto de sus mensajes.  Pero hace posible la diversidad ilimitada y el origen en gran medida autónomo de la mayoría de los flujos de comunicación que construyen y reconstruyen a cada segundo la producción global y local de significado en la opinión pública. Comunicação, poder e contra-poder na sociedade em rede
  33. 33. O Poder das Redes David de Ugarte     &quot;A sociedade sempre foi uma rede&quot; (p. 13)   &quot;Algo está mudando. Definir esse algo e como nós, pessoas normais, podemos com ele ganhar independência e poder de comunicação é o objeto deste livro&quot;(p. 14 )   Economista, tecnólogo e empreendedor comprometido com os novos modelos de democracia econômica.  
  34. 34. O Poder das Redes Os três gráficos unem os mesmos pontos de diferentes maneiras. Essas três disposições, tecnicamente denominadas topologias, descrevem três formas completamente diferentes de organizar uma rede: a centralizada, a descentralizada e a distribuída. (2008, p.15). Gráficos baseados nas estruturas de rede de Paul Baran 
  35. 35. O Poder das Redes  
  36. 36. O Poder das Redes           Você sabe que a vida é grátis?   Ugarte acredita em uma nova forma de organização e comunicação social que, pouco a pouco, vai ganhando força com a rede e que pode trazer mudanças nas relações de poder existentes hoje na sociedade. 
  37. 37. Além das Redes de Colaboração Nelson De Luca Pretto Físico e Mestre em Educação pela UFBA e Doutor em Ciências da Comunicação pela USP. É professor da Faculdade de Educação da UFBA. Tem experiência em Educação, nos temas: internet, educação e comunicação, informática educativa, tecnologia educacional e educação a distância. Responsável pelo projeto de inclusão sociodigital: &quot;Tabuleiros Digitais&quot; [http://www.tabuleirosdigitais.org].    Sérgio Amadeu da Silveira Sociólogo e Doutor em Ciência Política pela USP. Professor da Faculdade de Comunicação Cásper Líbero. Presidente do Instituto Nacional de Tecnologia da Informação (2003-2005) e membro do Comitê Gestor da Internet no Brasil (2003-2005). Pesquisa as relações entre comunicação e tecnologia, práticas colaborativas na internet e a teoria da propriedade dos bens imateriais. É militante do Software Livre.
  38. 38. O rossio não-rival - Imre Simon; Miguel Said Vieira Rossio e Commons - Origem e  definição   Rossio (Houaiss):  “terreno ou largo bastante espaçoso; grande praça” ou “terreno roçado e usufruído em comum” Commons : terras utilizadas coletivamente. Idade Média, Inglaterra  Commons: bens comuns (ruas, estradas, ar, oceanos e meio ambiente)   Levando em conta esses usos, os autores afirmam que:   Rossio =conjunto de recursos utilizados em comum e equitativamente por uma determinada comunidade. Não existem direitos individuais de exclusão no rossio.
  39. 39. Recursos rivais e não-rivais - definição Rival   Bem ou recurso cujo uso por alguém impede (ou compete com) o uso por outra pessoa.          Bens materiais são sempre rivais: meu uso de cadeira, maçã ou exemplar de um livro impede (ou compete com) o uso desses objetos por outra pessoa. Não-rival   Bem ou recurso que admite usos simultâneos que não competem entre si: o conteúdo de um livro (o uso do conteúdo não interfere nem compete com o uso por outra pessoa).    Bens intangíveis (idéias, programas de computador, obras artísticas, científicas e culturais) são não-rivais.
  40. 40. Rossio rival e não-rival - definição   Rossio rival   Conjunto de bens ou recursos rivais.        Caracteriza-se pela escassez.     Exemplo: terra Rossio não-rival   Conjunto de bens ou recursos não-rivais que são utilizados em comum por uma comunidade (uso simultâneo).    Caracteriza-se pela abundância.    Exemplo: língua portuguesa (uso simultâneo; quanto maior o uso, maior a riqueza do núcleo comum)
  41. 41. Tecnologia viabiliza implementações inovadoras de rossios não-rivais Ato 1: a tecnologia digital viabiliza armazenar e processar os bens de rossios não-rivais Projeto Gutenberg ( http://www.gutenberg.org ), 1971: acervo de literatura em domínio público digitalizada e de acesso gratuito.   Ato 2: a rede dissemina os bens dos rossios não-rivais Distribuição de arquivos digitais é simplificada, barateada e descentralizada. Exemplos: 1- Avanço do acervo do rossio Projeto Gutenberg com a internet 2- Movimento do software livre 3- Wikipedia
  42. 42. Reflexão acadêmica e importância de politizar a discussão Ato 3: estudo e análise acadêmicos Citação de Yochai Benkler, autor de The wealth of networks (2006).   Ato 4: a política / conclusão do artigo Autores afirmam que é  importante politizar o debate e apontam desafios: rever postura frente à propriedade intelectual; governança dos rossios não-rivais   Apesar da desigualdade social-digital, mais pessoas podem se expressar e compartilhar pontos de vista pela internet do que por meios de comunicação de massa  
  43. 43. Convergência digital, diversidade cultural e esfera pública Sérgio Amadeu da Silveira A esfera pública interconectada – conceito de Y. Benkler   Esfera pública interconectada é potencialmente mais democrática que a esfera pública dominada pelos mass media.   Esfera pública = “quadro de práticas que os membros de uma sociedade usam para comunicar questões que eles entendem ser de interesse público e que potencialmente requerem uma ação ou reconhecimento coletivos” (Benkler)   Indivíduos: tornam-se ativos participantes da esfera pública   Rede pode exercer um enorme contrapoder, seja no sentido político ou econômico
  44. 44. A internet: aberta e reconfigurável Arquitetura da internet = conjunto de regras básicas de comunicação, os protocolos de rede que  foram configurados sem interferência decisiva do capital.    Internet: rede em constante evolução; inacabada   Na internet: possível criar novos conteúdos, formatos e soluções tecnológicas desde que se comuniquem com os protocolos principais da rede.    Criação de algo novo a partir da reconfiguração das regras de comunicação tem mobilizado inúmeros usuários da rede.   Exemplos: Napster (1999); BitTorrent (2003)
  45. 45. Redes digitais conduzem à convergência e à desintermediação  Digital: separaçao de conteúdos de seus suportes físicos e recombinação dos bens intangíveis. Dinâmicas que estão afetando processos de intermediação.    Exemplo: entre artista/músico e fã ( indústria de intermediários da música perdeu sentido).     Convergência digital: lógica da competição monopolista (formação de oligopólios) X redes digitais: práticas colaborativas e formação de economia da dádiva (gift economy)   Exemplo: software livre, wiki e Creative Commons
  46. 46. Nuvens abertas de conexão colaborativa, celulares p2p e tvip Reconfiguração atinge as telecomunicações digitais: práticas colaborativas da internet atingem a infraestrutura. Ex: WI-FI (Wireless Fidelity)-tecnologia de transmissão de dados via rádio.   Hotspot WI-FI: montagem barata expandiu seu uso nos aeroportos, cafés, escolas, bares e também residências   Usos coletivos: 1-cidades usando  conexão sem fio WI-FI para ligar os órgãos públicos e permitir a conexão dos moradores em banda larga; 2-coletivos voluntários fazem conexão cooperativa: liberam o sinal de seus roteadores wireless. Explo de rede de compartilhamento livre de conexão: Free Network ( www.freenetworks.org )
  47. 47. Tornar o espectro radioelétrico um espaço comum Benkler: transformação do espectro radioelétrico em espaço comum, superando modelo de ocupação privada/licenciada das freqüências de transmissão. Não há recurso físico finito que necessite ser alocado   Benkler propôs  regulação de transmissões wireless como “espaço comum”/espaço público, tal como regulamos sitema de rodovias e redes de computador   Foco: regulação do uso do equipamento, não do “recurso”(espectro)   Movimento Open Spectrum/“espectro aberto”:eliminação ou redução da necessidade dos governos regulamentarem as comunicações sem fio e os pedaços do espectro radioelétrico   Proposta: regular espectro como internet: protocolos e padrões de comunicação que todos devem seguir e que foram desenvolvidos colaborativamente (técnicos, empresas, pesquisadores, usuários) de modo aberto e não-proprietário
  48. 48. Fases do desenvolvimento tecnológico e suas implicações nas formas de ser, conhecer, comunicar e produzir em sociedade – Alex Primo Levantamento de como as tecnologias se transformaram com o tempo e como elas mesmas transformaram o seu tempo.   Fase da indiferença (até a Idade Média) Fase do conforto (Modernidade) Fase da ubiqüidade (Pós-modernidade)   A partir daí, ele analisa em cada fase como se caracterizam: a) conhecimento b) autoria c)educação d)economia e)processos midiáticos f)metáforas
  49. 49. Custo social: propriedade imaterial, software, cultura e natureza – Pedro Antônio Dourado de Rezende   Software tratado como bem rival;   Modelo proprietário e produção colaborativa; Banco de propriedade intelectual X inovação;   Sementes transgênicas e software proprietário.
  50. 50. Direitos autorais, novas tecnologias e acesso ao conhecimento – Pedro Paranaguá   Praticamente tudo em que encostamos, usamos, vemos, ingerimos está direta ou indiretamente protegido por propriedade intelectual (PI)   Política maximalista afeta não só os países pobres, mas também os ricos   Direito de exclusividade de exploração do produto industrial ou criação intelectual significa também exclusão dos demais, que ficam sem acesso ao conhecimento

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