Seminário Virtual – Informática e Sociedade Turma  DF05IS Componentes:  Adelmo, Alex, André, Daisy, Dalva, Dione, Elizete, Ezir, João, Mercia Braz, Valdênia Nome do Curso:  Especialização em Tecnologias em Educação Nome da Mediadora:  Mônica Menezes Disciplina:  Informática e Sociedade
Os Sete Saberes de Morin e os Quatro Pilares de Delors Ensinar a condição humana – Aprender a Ser Vivenciamos a passos largos a quarta globalização que chegou velozmente com os avanços tecnológicos. Estamos na era do conhecimento, exigindo, portanto, que a educação, carro chefe de toda mudança, reveja seus conceitos de ensino. É necessário abandonar a prática tradicional, conservadora, que se preocupa apenas com o ensino formal, compartimentado por disciplinas e oferecer uma educação preocupada com o informal, com o lúdico, uma educação que se preocupa com o  ser, com a pessoa humana . A educação, por ser o maior veículo do conhecimento torna-se importante para o homem dessa nova era fazendo com que estude constantemente para estar sempre atualizado e participativo na sociedade globalizada em que está inserido. Deste modo, a maior missão da educação é ensinar o indivíduo a conhecer o que estava inacessível, é levá-lo a experimentar, a conhecer, a aprender o significado de  ser humano.  Isso será possível se reunirmos homem e educação por meio da integração das disciplinas, do conhecimento, pois, o ser humano precisa ser visto em sua totalidade: físico, biológico, psíquico, cultural, social e histórico.  Os estudos de Delors nos indicam que “ a educação deve contribuir para o desenvolvimento total da pessoa – espírito e corpo, inteligência, sensibilidade, sentido estético, responsabilidade pessoal, espiritualidade ”. Com base nessa afirmação, o individuo precisa de uma educação capaz de prepará-lo para elaborar pensamentos autônomos e críticos se tornando apto a formar seus próprios juízos de valor, de tomar decisões por si mesmo e ser capaz de interferir nos diferentes momentos do cotidiano. É fundamental que o ensino seja centrado na condição humana e essa condição deverá ser o objeto primordial de todo o ensino.  Os sete saberes de Edgar Morin e os quatro pilares de Delors são diretrizes, caminhos que nortearão os educadores desejosos de fazer uma educação de qualidade, desenvolvendo ações estratégicas e políticas públicas voltadas para o fortalecimento do papel do professor como mediador do conhecimento, fazendo uso dos recursos tecnológicos disponíveis neste nosso mundo globalizado.  Nesta perspectiva, o sistema de ensino deve promover ações que prepare cidadãos capazes de questionar sua posição no mundo, desenvolvendo as  potencialidades da vida, ajudando o homem a desenvolver autonomias individuais e ser capaz de participar significativamente da comunidade em que está inserido, bem como, reforçar hábitos e atitudes que o faça se compreender como um ser único, como pessoa, mas que pertence à raça humana com suas semelhanças e diversidades. Portanto, cabe ao sistema educacional fazer com que a unidade da espécie humana não elimine a idéia de diversidade e que a diversidade não elimine a unidade.
As Cegueiras do Conhecimento: O Erro e a Ilusão  Todo conhecimento comporta o risco do erro e da ilusão. A educação do futuro deve enfrentar o problema de dupla face do erro e da ilusão, O maior erro seria subestimar o problema do erro; a maior ilusão seria subestimar o problema da ilusão. O reconhecimento do erro e da ilusão é ainda mais difícil, porque o erro e a ilusão não se reconhecem, em absoluto, como tais.  Erro e ilusão parasitam a mente humana desde o aparecimento do Homo sapiens. Quando consideramos o passado, inclusive o recente, sentimos que foi dominado por inúmeros erros e ilusões. Marx e Engels enunciaram que os homens sempre elaboraram falsas concepções de si próprios, do que fazem, do que devem fazer, do mundo onde vivem. Mas nem Marx nem Engels escaparam destes erros. A educação deve mostrar que não há conhecimento que não esteja, em algum grau, ameaçado pelo erro e pela ilusão. A teoria da informação mostra que existe o risco do erro sob o efeito de perturbações aleatórias ou de ruídos, em qualquer transmissão de informação, em qualquer comunicação de mensagem.  O conhecimento não é um espelho das coisas ou do mundo externo. Todas as percepções são, ao mesmo tempo, traduções e reconstruções cerebrais com base em estímulos ou sinais captados e codificados pelos sentidos. Daí , os inúmeros erros de percepção que vêm de nosso sentido mais confiável, o da visão. Ao erro de percepção acrescenta-se o erro intelectual, O conhecimento, sob forma de palavra, de idéia, de teoria, é o fruto de uma tradução/reconstrução por meio da linguagem e do pensamento e, por conseguinte, está sujeito ao erro. Este conhecimento, ao mesmo tempo tradução e reconstrução, comporta a interpretação, o que introduz o risco do erro na subjetividade do conhecedor, de sua visão do mundo e de seus princípios de conhecimento. Daí os numerosos erros de concepção e de idéias que sobrevêm a despeito de nossos controles racionais. A projeção de nossos desejos ou de nossos medos e as perturbações mentais trazidas por nossas emoções multiplicam os riscos de erro. Poder-se-ia crer na possibilidade de eliminar o risco de erro, recalcando toda afetividade. De fato, o sentimento, a raiva, o amor e a amizade podem nos cegar. Mas é preciso dizer que o desenvolvimento da inteligência é inseparável do mundo da afetividade, isto é, da curiosidade, da paixão, que, por sua vez, são a mola da pesquisa filosófica ou científica. O desenvolvimento do conhecimento científico é poderoso meio de detecção dos erros e de luta contra as ilusões. Entretanto, os paradigmas que controlam a ciência podem desenvolver ilusões, e nenhuma teoria científica está imune para sempre contra o erro. Além disso, o conhecimento científico não pode tratar sozinho dos problemas epistemológicos, filosóficos e éticos.  A educação deve se dedicar, por conseguinte, à identificação da origem de erros, ilusões e cegueiras.
Os Princípios do Conhecimento Pertinente – Aprendendo a Fazer Ao nos apresentar os princípios do conhecimento pertinente, Morin nos relembra da importância do que costumamos chamar de interdisciplinaridade. Para ele, a falta de contextualização para a compreensão do todo pela parte é um buraco de nosso modelo educacional. Apesar de sempre tocarmos no assunto no início de cada ano letivo quando pensamos nossos planos pedagógicos, nem sempre conseguimos êxito em unir nossa prática e especificidades de disciplina à realidade do todo ou a uma experiência capaz de transformar nosso aluno enquanto indivíduo e membro da sociedade. Por isso, é necessário que reflitamos sobre ações estratégicas e políticas públicas que fortaleçam o papel do professor do século XXI. Abaixo, seguem algumas reflexões para que isso se torne possível: Disponibilizar cursos de capacitação de professores para que se conscientizem da complexidade do conhecimento; Ter uma semana ao início de cada bimestre para que os professores pensem, por áreas e como um todo, em estratégias para a concretização do ensino pertinente; Diminuir o número de alunos por sala de aula;  Viabilizar tecnologias – vídeos, televisões, computadores com acesso à internet, livros impressos e eletrônicos, etc. – como ferramentas pedagógicas; Capacitar os docentes para o uso de TIC’s.   A aquisição da capacidade de se comunicar, de trabalhar com os outros, de gerir e de resolver conflitos estão relacionados ao fazer de nosso aluno. O professor do século XXI já não pode mais querer preparar seus alunos para ações profissionais de rotina e de robotização. Assim, a qualificação social deve sobrepor-se à qualificação profissional mediante a produção mais intelectual, mais mental, para que a relação entre a matéria e a técnica seja contemplada com aptidão para as relações interpessoais.  É importante notar, no entanto, que a atual conjetura de nosso país requer que a aprendizagem se destine a uma participação formal ou informal no desenvolvimento, já que nem todos serão assalariados e farão parte da economia de subsistência. Dessa forma, o nosso fazer pedagógico tem que ser capaz de proporcionar uma qualificação formal e informal cada vez mais abrangente. Para isso, além das reflexões sobre políticas públicas e das estratégias traçadas sobre o conhecimento pertinente para o fortalecimento do papel do professor do século XXI, é fundamental que tenhamos a qualificação social/profissional na concretização do ensino do todo pelas partes mediante a interdisciplinaridade.
A Condição Planetária  - Aprendendo a Viver Junto  Ao nos depararmos com a globalização, torna-se indispensável, segundo Edgar Morin, ensinar a história da era planetária. Esta teve início com o estabelecimento da comunicação entre todos os continentes no século XVI, percorrendo por todo histórico de opressão e domínio sobre a humanidade e que até hoje, não desapareceram. Os problemas importantes do planeta não se encontram de forma separada, mas todos são amarrados uns aos outros. Todos os seres humanos deparam-se com os mesmo problemas e partilham de um destino comum. Ao analisarmos a sociedade atual, percebemos que um dos grandes entraves para o bom convívio social está resumido em uma palavra: violência. Nos deparamos com os seus mais diversos tipos: contra crianças, mulheres, idosos, animais, água, ar, solo, etc. Eis o questionamento de Delors: Será que “podemos conceber uma educação capaz de evitar os conflitos, ou de resolver de maneira pacífica, desenvolvendo o conhecimento dos outros, das suas culturas, da sua espiritualidade?” Ao longo dos anos, vimos que a violência é algo que já faz parte do ser humano. Possuídos pela supervalorização das próprias qualidades e das do grupo a que pertence, o ser humano nutre preconceitos desfavoráveis em relação aos que lhes são estranhos. O mundo globalizado e competitivo, que valoriza e destaca somente os atributos individuais, contribuem em muito para o crescimento e avanço desta violência. Segundo Delors, para a mudança deste panorama não basta somente promover a aproximação de grupos diferentes, mas sim, procurar promover esse encontro de forma mais igualitária, buscando os objetivos que sejam comuns à descoberta progressiva do outro. A educação tem por missão não só transmitir conhecimentos sobre a diversidade das espécies humanas, mas ressaltar as semelhanças existentes, estabelecendo as relações de interdependência entre os seres humanos.  É preciso descobrir o outro, mas é fundamental que cada indivíduo se descubra, se reconheça e entenda qual é o seu papel dentro da coletividade. Referências:   DELORS, Jacques et al., (orgs) (1996).  Educação um tesouro a descobrir. Relatório para a UNESCO da Comissão Internacional sobre a Educação para o século XXI. Rio Tinto: Edições ASA.   MORIN, E. Os sete saberes necessários à educação do futuro. São Paulo, SP: Cortez; Brasilía, DF: UNESCO, 2000  www.educacaoonline.pro.br, disponível em 08/06/10, às 16h22. www.serprofessoruniversitario.pro.br, disponível em 08/06/10. www.conteudoescola.com.br, disponível em 08/06/10, às 16h34

Apresentação morin

  • 1.
    Seminário Virtual –Informática e Sociedade Turma DF05IS Componentes: Adelmo, Alex, André, Daisy, Dalva, Dione, Elizete, Ezir, João, Mercia Braz, Valdênia Nome do Curso: Especialização em Tecnologias em Educação Nome da Mediadora: Mônica Menezes Disciplina: Informática e Sociedade
  • 2.
    Os Sete Saberesde Morin e os Quatro Pilares de Delors Ensinar a condição humana – Aprender a Ser Vivenciamos a passos largos a quarta globalização que chegou velozmente com os avanços tecnológicos. Estamos na era do conhecimento, exigindo, portanto, que a educação, carro chefe de toda mudança, reveja seus conceitos de ensino. É necessário abandonar a prática tradicional, conservadora, que se preocupa apenas com o ensino formal, compartimentado por disciplinas e oferecer uma educação preocupada com o informal, com o lúdico, uma educação que se preocupa com o ser, com a pessoa humana . A educação, por ser o maior veículo do conhecimento torna-se importante para o homem dessa nova era fazendo com que estude constantemente para estar sempre atualizado e participativo na sociedade globalizada em que está inserido. Deste modo, a maior missão da educação é ensinar o indivíduo a conhecer o que estava inacessível, é levá-lo a experimentar, a conhecer, a aprender o significado de ser humano. Isso será possível se reunirmos homem e educação por meio da integração das disciplinas, do conhecimento, pois, o ser humano precisa ser visto em sua totalidade: físico, biológico, psíquico, cultural, social e histórico. Os estudos de Delors nos indicam que “ a educação deve contribuir para o desenvolvimento total da pessoa – espírito e corpo, inteligência, sensibilidade, sentido estético, responsabilidade pessoal, espiritualidade ”. Com base nessa afirmação, o individuo precisa de uma educação capaz de prepará-lo para elaborar pensamentos autônomos e críticos se tornando apto a formar seus próprios juízos de valor, de tomar decisões por si mesmo e ser capaz de interferir nos diferentes momentos do cotidiano. É fundamental que o ensino seja centrado na condição humana e essa condição deverá ser o objeto primordial de todo o ensino. Os sete saberes de Edgar Morin e os quatro pilares de Delors são diretrizes, caminhos que nortearão os educadores desejosos de fazer uma educação de qualidade, desenvolvendo ações estratégicas e políticas públicas voltadas para o fortalecimento do papel do professor como mediador do conhecimento, fazendo uso dos recursos tecnológicos disponíveis neste nosso mundo globalizado. Nesta perspectiva, o sistema de ensino deve promover ações que prepare cidadãos capazes de questionar sua posição no mundo, desenvolvendo as  potencialidades da vida, ajudando o homem a desenvolver autonomias individuais e ser capaz de participar significativamente da comunidade em que está inserido, bem como, reforçar hábitos e atitudes que o faça se compreender como um ser único, como pessoa, mas que pertence à raça humana com suas semelhanças e diversidades. Portanto, cabe ao sistema educacional fazer com que a unidade da espécie humana não elimine a idéia de diversidade e que a diversidade não elimine a unidade.
  • 3.
    As Cegueiras doConhecimento: O Erro e a Ilusão Todo conhecimento comporta o risco do erro e da ilusão. A educação do futuro deve enfrentar o problema de dupla face do erro e da ilusão, O maior erro seria subestimar o problema do erro; a maior ilusão seria subestimar o problema da ilusão. O reconhecimento do erro e da ilusão é ainda mais difícil, porque o erro e a ilusão não se reconhecem, em absoluto, como tais. Erro e ilusão parasitam a mente humana desde o aparecimento do Homo sapiens. Quando consideramos o passado, inclusive o recente, sentimos que foi dominado por inúmeros erros e ilusões. Marx e Engels enunciaram que os homens sempre elaboraram falsas concepções de si próprios, do que fazem, do que devem fazer, do mundo onde vivem. Mas nem Marx nem Engels escaparam destes erros. A educação deve mostrar que não há conhecimento que não esteja, em algum grau, ameaçado pelo erro e pela ilusão. A teoria da informação mostra que existe o risco do erro sob o efeito de perturbações aleatórias ou de ruídos, em qualquer transmissão de informação, em qualquer comunicação de mensagem. O conhecimento não é um espelho das coisas ou do mundo externo. Todas as percepções são, ao mesmo tempo, traduções e reconstruções cerebrais com base em estímulos ou sinais captados e codificados pelos sentidos. Daí , os inúmeros erros de percepção que vêm de nosso sentido mais confiável, o da visão. Ao erro de percepção acrescenta-se o erro intelectual, O conhecimento, sob forma de palavra, de idéia, de teoria, é o fruto de uma tradução/reconstrução por meio da linguagem e do pensamento e, por conseguinte, está sujeito ao erro. Este conhecimento, ao mesmo tempo tradução e reconstrução, comporta a interpretação, o que introduz o risco do erro na subjetividade do conhecedor, de sua visão do mundo e de seus princípios de conhecimento. Daí os numerosos erros de concepção e de idéias que sobrevêm a despeito de nossos controles racionais. A projeção de nossos desejos ou de nossos medos e as perturbações mentais trazidas por nossas emoções multiplicam os riscos de erro. Poder-se-ia crer na possibilidade de eliminar o risco de erro, recalcando toda afetividade. De fato, o sentimento, a raiva, o amor e a amizade podem nos cegar. Mas é preciso dizer que o desenvolvimento da inteligência é inseparável do mundo da afetividade, isto é, da curiosidade, da paixão, que, por sua vez, são a mola da pesquisa filosófica ou científica. O desenvolvimento do conhecimento científico é poderoso meio de detecção dos erros e de luta contra as ilusões. Entretanto, os paradigmas que controlam a ciência podem desenvolver ilusões, e nenhuma teoria científica está imune para sempre contra o erro. Além disso, o conhecimento científico não pode tratar sozinho dos problemas epistemológicos, filosóficos e éticos. A educação deve se dedicar, por conseguinte, à identificação da origem de erros, ilusões e cegueiras.
  • 4.
    Os Princípios doConhecimento Pertinente – Aprendendo a Fazer Ao nos apresentar os princípios do conhecimento pertinente, Morin nos relembra da importância do que costumamos chamar de interdisciplinaridade. Para ele, a falta de contextualização para a compreensão do todo pela parte é um buraco de nosso modelo educacional. Apesar de sempre tocarmos no assunto no início de cada ano letivo quando pensamos nossos planos pedagógicos, nem sempre conseguimos êxito em unir nossa prática e especificidades de disciplina à realidade do todo ou a uma experiência capaz de transformar nosso aluno enquanto indivíduo e membro da sociedade. Por isso, é necessário que reflitamos sobre ações estratégicas e políticas públicas que fortaleçam o papel do professor do século XXI. Abaixo, seguem algumas reflexões para que isso se torne possível: Disponibilizar cursos de capacitação de professores para que se conscientizem da complexidade do conhecimento; Ter uma semana ao início de cada bimestre para que os professores pensem, por áreas e como um todo, em estratégias para a concretização do ensino pertinente; Diminuir o número de alunos por sala de aula; Viabilizar tecnologias – vídeos, televisões, computadores com acesso à internet, livros impressos e eletrônicos, etc. – como ferramentas pedagógicas; Capacitar os docentes para o uso de TIC’s.   A aquisição da capacidade de se comunicar, de trabalhar com os outros, de gerir e de resolver conflitos estão relacionados ao fazer de nosso aluno. O professor do século XXI já não pode mais querer preparar seus alunos para ações profissionais de rotina e de robotização. Assim, a qualificação social deve sobrepor-se à qualificação profissional mediante a produção mais intelectual, mais mental, para que a relação entre a matéria e a técnica seja contemplada com aptidão para as relações interpessoais. É importante notar, no entanto, que a atual conjetura de nosso país requer que a aprendizagem se destine a uma participação formal ou informal no desenvolvimento, já que nem todos serão assalariados e farão parte da economia de subsistência. Dessa forma, o nosso fazer pedagógico tem que ser capaz de proporcionar uma qualificação formal e informal cada vez mais abrangente. Para isso, além das reflexões sobre políticas públicas e das estratégias traçadas sobre o conhecimento pertinente para o fortalecimento do papel do professor do século XXI, é fundamental que tenhamos a qualificação social/profissional na concretização do ensino do todo pelas partes mediante a interdisciplinaridade.
  • 5.
    A Condição Planetária - Aprendendo a Viver Junto Ao nos depararmos com a globalização, torna-se indispensável, segundo Edgar Morin, ensinar a história da era planetária. Esta teve início com o estabelecimento da comunicação entre todos os continentes no século XVI, percorrendo por todo histórico de opressão e domínio sobre a humanidade e que até hoje, não desapareceram. Os problemas importantes do planeta não se encontram de forma separada, mas todos são amarrados uns aos outros. Todos os seres humanos deparam-se com os mesmo problemas e partilham de um destino comum. Ao analisarmos a sociedade atual, percebemos que um dos grandes entraves para o bom convívio social está resumido em uma palavra: violência. Nos deparamos com os seus mais diversos tipos: contra crianças, mulheres, idosos, animais, água, ar, solo, etc. Eis o questionamento de Delors: Será que “podemos conceber uma educação capaz de evitar os conflitos, ou de resolver de maneira pacífica, desenvolvendo o conhecimento dos outros, das suas culturas, da sua espiritualidade?” Ao longo dos anos, vimos que a violência é algo que já faz parte do ser humano. Possuídos pela supervalorização das próprias qualidades e das do grupo a que pertence, o ser humano nutre preconceitos desfavoráveis em relação aos que lhes são estranhos. O mundo globalizado e competitivo, que valoriza e destaca somente os atributos individuais, contribuem em muito para o crescimento e avanço desta violência. Segundo Delors, para a mudança deste panorama não basta somente promover a aproximação de grupos diferentes, mas sim, procurar promover esse encontro de forma mais igualitária, buscando os objetivos que sejam comuns à descoberta progressiva do outro. A educação tem por missão não só transmitir conhecimentos sobre a diversidade das espécies humanas, mas ressaltar as semelhanças existentes, estabelecendo as relações de interdependência entre os seres humanos. É preciso descobrir o outro, mas é fundamental que cada indivíduo se descubra, se reconheça e entenda qual é o seu papel dentro da coletividade. Referências:   DELORS, Jacques et al., (orgs) (1996). Educação um tesouro a descobrir. Relatório para a UNESCO da Comissão Internacional sobre a Educação para o século XXI. Rio Tinto: Edições ASA.   MORIN, E. Os sete saberes necessários à educação do futuro. São Paulo, SP: Cortez; Brasilía, DF: UNESCO, 2000 www.educacaoonline.pro.br, disponível em 08/06/10, às 16h22. www.serprofessoruniversitario.pro.br, disponível em 08/06/10. www.conteudoescola.com.br, disponível em 08/06/10, às 16h34