Minerais
O que são minerais? Substância inorgânica  - excluem-se substâncias orgânicas  (compostos de C, H). Composição química definida  - a  composição química deve ser sempre a mesma; o mineral deve ser formado pelos mesmos elementos, combinados nas mesmas proporções (existem alguns desvios). Sólido e cristalino  – partículas com arranjo ordenado (água e mercúrio não são minerais; gelo glaciar pode ser). Natural  – não há intervenção humana
Propriedades físicas - ópticas Cor Muitos minerais mostram cor característica e própria – minerais idiocromáticos; Outros não apresentam cor constante – minerais alocromáticos. A diversidade de cores é devida à mistura de pequenas quantidades de certos elementos químicos.
Como a cor raramente é única para cada mineral e porque a verdadeira cor pode ser alterada, esta característica não constitui uma propriedade muito fiável na identificação de minerais.
Propriedades físicas - ópticas Risca ou traço A cor do mineral quando reduzido a pó. Mesmo que a cor do mineral varie, a risca, normalmente, mantém-se constante . Pode facilmente ser determinada friccionando o mineral sobre uma placa de porcelana fosca, que é muito dura. Se o mineral for menos duro que a porcelana, deixa sobre ela um traço constituído pelo pó do mesmo e cuja cor é facilmente identificável.
Quanto à risca os minerais podem subdividir-se em: Minerais brilho metálico e sub-metálico Regra geral produzem risca de cor escura. Por vezes de cor bastante diferente da do mineral. Ex. pirite amarelo-latão e risca quase preta.  Minerais de brilho não metálico e alocromáticos  Geralmente tem traço branco ou acinzentado.  Minerais de brilho não metálico e idiocromáticos   Traço da cor do mineral, em geral mais esbatida.
Brilho ou lustre efeito produzido  pela qualidade e intensidade de luz reflectida numa superfície de fractura recente do mineral. Podem ter brilho metálico e brilho não metálico ou vulgar. Brilho metálico Característico de determinados minerais que apresentam elevado índice de refracção, como por exemplo metais nativos (ouro, prata). Têm aparência brilhante dos metais. Brilho sub-metálico Brilho um pouco menos intenso que o metálico (exemplo, volframite. Brilho não metálico Característico dos minerais de cor clara , em geral transparentes ou translúcidos. Individualizam-se variedades dentro deste brilho: Vítreo  - semelhante, no aspecto ao vidro; Nacarado  - aspecto do das pérolas;  Gorduroso  - aspecto oleoso;  Sedoso  ou  acetinado-  semelhante ao da seda;  Adamantino  - aspecto semelhante ao do diamante, brilho intenso;  Resinoso  - aspecto da resina; Ceroso  – como o da cera.
 
Propriedades físicas - ópticas Clivagem e fractura Clivagem –  tendência de um mineral partir segundo direcções preferenciais, desenvolvendo-se superfícies de ruptura planas e brilhantes. Designa-se por  fractura  a maneira como certos minerais partem, esta rotura não tem direcções ou planos definidos  Clivagem  Fractura
 
Dureza é a resistência que o mineral oferece a ser riscado por outro mineral ou objecto alternativo. depende do tipo de ligações químicas presentes no mineral, ou seja, quanto mais fortes forem estas ligações maior dureza terá o mineral. Poderá ser avaliada comparando-a com a de certos minerais-padrão.
A escala de dureza mais vulgar constituída por minerais-padrão, é a  escala de Moh s, constituída por 10 graus correspondentes às durezas relativas de 10 minerais, ordenados por ordem crescente de dureza.  Cada um dos minerais desta escala risca o anterior, de dureza inferior, e é riscado pelo seguinte na escala, portanto de dureza superior. Quando se vai riscar um mineral mais duro com outro menos duro, este vai desgastar-se sobre o mais duro, à semelhança de quando se escreve com giz no quadro preto ou quando se escreve com o lápis no papel.
 
qualquer mineral da escala risca todos os que estão abaixo dele, não sendo riscado por eles. um mineral é mais duro que outro se, e só se, o riscar, sem se deixar riscar por ele; dois minerais têm a mesma dureza se se riscam ou não se riscam mutuamente; determina-se seleccionando-se uma aresta viva, com a qual se experimenta riscar os sucessivos termos da escala de Mohs; os termos da escala devem ser percorridos no sentido decrescente de dureza, para se evitar o constante desgaste dos minerais menos duros;
quando não se dispõe de uma escala de Mohs, podem utilizar-se diferentes materiais, como:
A utilização da escala de Mohs apenas proporciona  valores relativos  e não valores absolutos.  A determinação de valores absolutos de dureza é complexa e implica a utilização de  aparelhos muito especializados. Uma  desvantagem   da utilização da escala de Mohs é que o aumento da dureza absoluta entre os diferentes termos não é sempre o mesmo, fazendo-se de um modo descontínuo.
Escala de Mohs comparada com uma escala de dureza absoluta. A diferença de dureza absoluta entre o  corindo  e o  diamante  é muito maior do que aquela que existe entre o  topázio  e o  corindo .
Densidade A densidade absoluta, ou massa volúmica, de uma substância traduz a massa por unidade de volume.  A densidade depende da dureza das partículas (átomos ou iões) que constituem o mineral e do tipo de arranjo dessas partículas. Para a identificação dos minerais, recorre-se à  densidade relativa , podendo utilizar-se qualquer dos métodos usados em física.
Um dos  métodos possíveis para avaliar a densidade consiste em determinar: O peso do mineral no ar – P; O peso do mineral mergulhado na água – P’. A diferença P - P’ dá o valor da impulsão (I), ou seja, o valor do peso de um volume de água igual ao volume do mineral mergulhado. A densidade relativa é calculada através da seguinte fórmula:
No laboratório de Mineralogia recorre-se muitas vezes a um instrumento,  balança de Jolly . Funciona como um dinamómetro, permitindo determinar o peso de uma amostra de mineral pela deformação de uma mola. A densidade do mineral, consiste na relação entre o peso de um determinado volume do mineral e o peso de igual volume de água a 4 ºC.
Propriedades químicas Alguns testes podem ser utilizados para fazer o diagnóstico de minerais.  É o caso do teste do  sabor salgado  para a halite (NaCl) ou  da  efervescência produzida por acção do ácido clorídrico sobre a calcite.
A calcite e outros carbonatos reagem com o ácido clorídrico, fazendo efervescência devido à libertação de CO2 durante a reacção.  A calcite e a aragonite, reagem a frio de forma evidente, com efervescência abundante. Na dolomite, a efervescência só se verifica a quente ou quando o mineral é reduzido a pó. O calcário faz efervescência com os ácidos.
Determinadas as propriedades dos minerais, a sua identificação é possível utilizando  chaves dicotómicas  ou por  consulta de tabelas  em que estão registadas as principais características dos diferentes minerais. Actualmente existem também  programas de  software  que permitem a identificação de minerais, tendo em consideração as suas propriedades.
 
PIRITE FeS2   Dureza =6,0 a 6,5 Densidade =5,0 a 5,2 Brilho  = metálico Cor  = amarela de latão, pálida  Risca  = negra verdosa a acastanhada *Hábito  = cúbico com faces estriadas Fractura  = irregular a conchoidal *Outras características  = chispa e cheira a enxofre, quando percutida pelo aço. Uso  = É usado no fabrico de ácido sulfúrico. Pequenos cristais são usados em joalharia, sob a designação de marcassites. Ocorrência  = É o mais abundante dos sulfuretos; ocorre, em Portugal, na região de Aljustrel.

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    O que sãominerais? Substância inorgânica - excluem-se substâncias orgânicas (compostos de C, H). Composição química definida - a composição química deve ser sempre a mesma; o mineral deve ser formado pelos mesmos elementos, combinados nas mesmas proporções (existem alguns desvios). Sólido e cristalino – partículas com arranjo ordenado (água e mercúrio não são minerais; gelo glaciar pode ser). Natural – não há intervenção humana
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    Propriedades físicas -ópticas Cor Muitos minerais mostram cor característica e própria – minerais idiocromáticos; Outros não apresentam cor constante – minerais alocromáticos. A diversidade de cores é devida à mistura de pequenas quantidades de certos elementos químicos.
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    Como a corraramente é única para cada mineral e porque a verdadeira cor pode ser alterada, esta característica não constitui uma propriedade muito fiável na identificação de minerais.
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    Propriedades físicas -ópticas Risca ou traço A cor do mineral quando reduzido a pó. Mesmo que a cor do mineral varie, a risca, normalmente, mantém-se constante . Pode facilmente ser determinada friccionando o mineral sobre uma placa de porcelana fosca, que é muito dura. Se o mineral for menos duro que a porcelana, deixa sobre ela um traço constituído pelo pó do mesmo e cuja cor é facilmente identificável.
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    Quanto à riscaos minerais podem subdividir-se em: Minerais brilho metálico e sub-metálico Regra geral produzem risca de cor escura. Por vezes de cor bastante diferente da do mineral. Ex. pirite amarelo-latão e risca quase preta. Minerais de brilho não metálico e alocromáticos Geralmente tem traço branco ou acinzentado. Minerais de brilho não metálico e idiocromáticos Traço da cor do mineral, em geral mais esbatida.
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    Brilho ou lustreefeito produzido pela qualidade e intensidade de luz reflectida numa superfície de fractura recente do mineral. Podem ter brilho metálico e brilho não metálico ou vulgar. Brilho metálico Característico de determinados minerais que apresentam elevado índice de refracção, como por exemplo metais nativos (ouro, prata). Têm aparência brilhante dos metais. Brilho sub-metálico Brilho um pouco menos intenso que o metálico (exemplo, volframite. Brilho não metálico Característico dos minerais de cor clara , em geral transparentes ou translúcidos. Individualizam-se variedades dentro deste brilho: Vítreo - semelhante, no aspecto ao vidro; Nacarado - aspecto do das pérolas; Gorduroso - aspecto oleoso; Sedoso ou acetinado- semelhante ao da seda; Adamantino - aspecto semelhante ao do diamante, brilho intenso; Resinoso - aspecto da resina; Ceroso – como o da cera.
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    Propriedades físicas -ópticas Clivagem e fractura Clivagem – tendência de um mineral partir segundo direcções preferenciais, desenvolvendo-se superfícies de ruptura planas e brilhantes. Designa-se por fractura a maneira como certos minerais partem, esta rotura não tem direcções ou planos definidos Clivagem Fractura
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    Dureza é aresistência que o mineral oferece a ser riscado por outro mineral ou objecto alternativo. depende do tipo de ligações químicas presentes no mineral, ou seja, quanto mais fortes forem estas ligações maior dureza terá o mineral. Poderá ser avaliada comparando-a com a de certos minerais-padrão.
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    A escala dedureza mais vulgar constituída por minerais-padrão, é a escala de Moh s, constituída por 10 graus correspondentes às durezas relativas de 10 minerais, ordenados por ordem crescente de dureza. Cada um dos minerais desta escala risca o anterior, de dureza inferior, e é riscado pelo seguinte na escala, portanto de dureza superior. Quando se vai riscar um mineral mais duro com outro menos duro, este vai desgastar-se sobre o mais duro, à semelhança de quando se escreve com giz no quadro preto ou quando se escreve com o lápis no papel.
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    qualquer mineral daescala risca todos os que estão abaixo dele, não sendo riscado por eles. um mineral é mais duro que outro se, e só se, o riscar, sem se deixar riscar por ele; dois minerais têm a mesma dureza se se riscam ou não se riscam mutuamente; determina-se seleccionando-se uma aresta viva, com a qual se experimenta riscar os sucessivos termos da escala de Mohs; os termos da escala devem ser percorridos no sentido decrescente de dureza, para se evitar o constante desgaste dos minerais menos duros;
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    quando não sedispõe de uma escala de Mohs, podem utilizar-se diferentes materiais, como:
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    A utilização daescala de Mohs apenas proporciona valores relativos e não valores absolutos. A determinação de valores absolutos de dureza é complexa e implica a utilização de aparelhos muito especializados. Uma desvantagem da utilização da escala de Mohs é que o aumento da dureza absoluta entre os diferentes termos não é sempre o mesmo, fazendo-se de um modo descontínuo.
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    Escala de Mohscomparada com uma escala de dureza absoluta. A diferença de dureza absoluta entre o corindo e o diamante é muito maior do que aquela que existe entre o topázio e o corindo .
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    Densidade A densidadeabsoluta, ou massa volúmica, de uma substância traduz a massa por unidade de volume. A densidade depende da dureza das partículas (átomos ou iões) que constituem o mineral e do tipo de arranjo dessas partículas. Para a identificação dos minerais, recorre-se à densidade relativa , podendo utilizar-se qualquer dos métodos usados em física.
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    Um dos métodos possíveis para avaliar a densidade consiste em determinar: O peso do mineral no ar – P; O peso do mineral mergulhado na água – P’. A diferença P - P’ dá o valor da impulsão (I), ou seja, o valor do peso de um volume de água igual ao volume do mineral mergulhado. A densidade relativa é calculada através da seguinte fórmula:
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    No laboratório deMineralogia recorre-se muitas vezes a um instrumento, balança de Jolly . Funciona como um dinamómetro, permitindo determinar o peso de uma amostra de mineral pela deformação de uma mola. A densidade do mineral, consiste na relação entre o peso de um determinado volume do mineral e o peso de igual volume de água a 4 ºC.
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    Propriedades químicas Algunstestes podem ser utilizados para fazer o diagnóstico de minerais. É o caso do teste do sabor salgado para a halite (NaCl) ou da efervescência produzida por acção do ácido clorídrico sobre a calcite.
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    A calcite eoutros carbonatos reagem com o ácido clorídrico, fazendo efervescência devido à libertação de CO2 durante a reacção. A calcite e a aragonite, reagem a frio de forma evidente, com efervescência abundante. Na dolomite, a efervescência só se verifica a quente ou quando o mineral é reduzido a pó. O calcário faz efervescência com os ácidos.
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    Determinadas as propriedadesdos minerais, a sua identificação é possível utilizando chaves dicotómicas ou por consulta de tabelas em que estão registadas as principais características dos diferentes minerais. Actualmente existem também programas de software que permitem a identificação de minerais, tendo em consideração as suas propriedades.
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    PIRITE FeS2 Dureza =6,0 a 6,5 Densidade =5,0 a 5,2 Brilho = metálico Cor = amarela de latão, pálida Risca = negra verdosa a acastanhada *Hábito = cúbico com faces estriadas Fractura = irregular a conchoidal *Outras características = chispa e cheira a enxofre, quando percutida pelo aço. Uso = É usado no fabrico de ácido sulfúrico. Pequenos cristais são usados em joalharia, sob a designação de marcassites. Ocorrência = É o mais abundante dos sulfuretos; ocorre, em Portugal, na região de Aljustrel.