MSc. Gesilene Mendonça de Oliveira
Resíduo de Pescado
(Zootecnista)
Resíduo de Pescado
Introdução
- 1/3 Captura mundial
OBS: O resíduo constitui cerca da metade do volume da matéria-
prima da indústria
- Qual a importância do aproveitamento resíduo?
Não é empregado no consumo direto
Elaboração de ração
resíduos
- Produção de produtos novos;
- Ganhos financeiros;
- Geração de empregos e rendas;
- Minimiza os problemas de produção;
- Fonte de nutrientes de baixo custo;
- Contribui para a preservação ambiental.
Resíduo de Pescado
O que é resíduo?
O termo refere-se as sobras oriundas do processamento do pescado e que
tem baixo valor comercial
- Alimentação humana
O resíduo – tipos de aproveitamento:
- Alimentação animal
- Fertilizantes
- Produtos químicos
Brasil – baixo aproveitamento resíduos!
- Indústria enlatadora – farinha de baixa qualidade
- Manejo inadequado dos resíduos
- Aproveitamento do resíduo = conservação adequada =
qualidade sanitária
Resíduo de Pescado
Tecnologias de Aproveitamento de subprodutos de
pescado
- Silagem – obtida pela hidrólise da proteína do pescado;
- Produto desidratado e moído com alto teor de proteínas que pode ou
não apresentar características organolépticas de acordo com o método
empregado
- Farinha de pescado – o resíduo é cozido, prensado, seco e moído. Rica
em proteínas, vitaminas e sais minerais;
- Patê – elaborado a partir das sobras rejeitadas da processamento do
atum enlatado;
- Surimi– extrato de proteínas miofibrilares com propriedades funcionais;
- Concentrado protéico de pescado (FPC) – produto altamente protéico
usado para suplementar dietas.
Concentrado Protéico de Peixe - FPC
O que é FPC?
Resíduo de Pescado
- Obter produto com elevado teor de proteína;
- Consiste na deslipidificação do pescado para concentrar a proteína.
Concentrado Protéico de Peixe - FPC
O que se pretende com a fabricação de FPC?
- Utilizar espécies de baixa aceitação e aproveitar os resíduos;
O Processo:
- Tipos de FPC mais produzidos: FPC tipo A e FPC tipo B
FPC tipo A
Características do produto:
- Produto em pó (esbranquiçado);
- % Umidade = 8%
- % Proteína = 60 a 88%
- % gordura = < 0,75%
Espécies adequadas ao processo: as magras ou pouco gordas
Processo de obtenção de concentrado protéico de pescado
FPC tipo A
Resíduo de Pescado
- Baixo valor comercial (cor escura, instável e contém produtos oxidados);
- < retenção de água;
FPC tipo A:
Recuperação da gordura:
Desvantagens do Processo:
- Aditivo de grande valor nutritivo para enriquecimento de outros produtos):
- < capacidade de geleificação;
- < capacidade de emulsificante;
Vantagens do Processo:
FPC tipo B
Características do produto:
- Produto em pó (acentuado sabor e aroma);
- % Umidade = 10%
- % Proteína = 70 a 75%
Espécies adequadas ao processo: as gordas
- % gordura = ≥ 10%
Processo de obtenção de
concentrado protéico de pescado
FPC tipo B
Processo de obtenção de
concentrados protéicos
texturizados de músculo de
pescado (Marinbeef)
Marinbeef:
- Elaborado no Japão;
- Usado na suplementação de
outros produtos – cárneos;
- Carece das características
organolépticas do pescado;
- Capacidade de reidratação =
textura;
Características do produto:
- Produto em pó (esbranquiçado);
- % Umidade = < 10%
- % Proteína = 88%
- % gordura = < 1%
Resíduo de Pescado
Óleos de Pescado
Importância:
- Depósito de gordura: peles, músculo, cavidade torácica e abdominal;
- Constituído de triacilgliceróis e AGI, susceptíveis a oxidação;
- Reservas lipídicas: variam ao longo do ano (espécie, alimentação e
fisiologia);
- Utilização dos lipídeos marinhos – fonte de AG família ômega 3.
Tipos de óleos: óleo corporal e o óleo de fígado
Produção: obtido durante o processo de obtenção FPC tipo B
Características desse óleo:
- Manejo industrial – hidrogenação = gordura sólida (> estabilidade);
Processo de obtenção do azeite
de fígado de pescado
Resíduo de Pescado
Processo de endurecimento:
- Refinamento – trata o óleo com
solução alcalina (AGL e Mucilagens);
- Branqueamento – Argilas ativadas
(redução de pigmentos e
eliminação das mucilagens);
- Hidrogenação – óleo + H2 +
catalisador (Níquel 0,005 a 0,1%);
- 2º refinamento – melhorar a
estabilidade e aroma;
- Desodorização – eliminar
compostos voláteis por destilação;
Aplicação:
- Indústria de margarinas,
farmacêuticas, couro, pastelarias;
MSc. Gesilene Mendonça de Oliveira
Surimi e Derivados
(Zootecnista)
Surimi e Derivados
Introdução
Surimi
elaborado no Japão, século XII
significa músculo de peixe picado
apresenta propriedades funcionais – utilizado
como produto intermediário
- Consiste em eliminar tudo que não é funcional para obter somente
actomiosina e um conteúdo aquoso alto;
O Processo:
-Extrato de proteínas miofibrilares: geleificantes e emulsificantes.
-É diferenciado para espécies magras e gordas.
Espécies utilizadas: Badejo do Alasca; corvina; morena Japão;
várias sp. tubarões, linguados, merluza; bacalhau; cavala;
arenque; sardinhas e etc.
Surimi e Derivados
Etapas do processo de industrialização do surimi
- Cuidados anteriores ao
processamento
- Limpeza do pescado
Etapas:
- Separação mecânica da carne
- Ciclos de lavagem – objetivos:
Fatores que afetam a eficiência da lavagem:
Qualidade da matéria-prima
Armazenamento – 5°C
Remover subst. solúveis
Lipídeos, sangue e enzimas e
- Ciclos e tempo de lavagens
- Dureza da água
- pH e temperatura
Retenção de água
Operações envolvidas no processo de
elaboração do surimi. Modificado por
Suzuki (1987).
Após refino: carne esbranquiçada,
sem cheiro e resíduos
Surimi e Derivados
Etapas do processo de industrialização do surimi
- Eliminação do excesso de água – 75 a 80%U
- Refino – substâncias residuais (peles, escamas e espinhas)
- Adição de crioprotetores
Congelamento – miosina agrega
Crioprotetores: açúcares, aminoácidos,
ácidos carboxílicos, polifosfatos...
Misturador – Tª 10°C e tempo de
mistura de 30 minutos
5% sorbitol e 0,3% tripolifosfatos
Surimi: comercializado desidratado
Surimi e Derivados
Etapas do processo de industrialização do surimi
- Congelamento: -30°C
- Armazenamento: - 25°C; Estocagem: 6 meses a 1 ano
- O produto final: características
Carne branca, inodoro e sem resíduos = formulação de alimentos;
Umidade: 75 a 80%; proteínas: 12 a 17%; gordura: quase nulo
A pasta de surimi – aquecida + sal = gel (elástico e branco)
Propriedades físicas do gel = moldado
Vários tipos de géis = diferentes texturas
Surimi moldado = cozido, assado ou frito
Surimi e Derivados
Produtos elaborados a partir do surimi
- Salsichas: surimi congelado + carne suína, bovina, carneiro, atum.
- Hambúrguer: surimi + amido
- Kamaboko: pasta de peixe cozida
Chikuwa – surrimi moldado e assado
Agemono – surimi moldado e frito
Hapen – Surimi + carne de tubarão = cozido
Datemaki – Surimi + ovos / surimi + queijo
- Análogos de pernas de caranguejo – extrusão do surimi
- Flocos de caranguejo industrializado – fibras do surimi
- Camarão industrializado – fibras de surimi + pasta de surimi
Elaboração do Surimi a partir do
pescado gordo (Método da
Associação Japonesa de
Fabricantes de Surimi)
Operações implicadas no
processo de obtenção de
derivados do surimi

Apresentação Aula de Resíduo de Pescado.ppt

  • 1.
    MSc. Gesilene Mendonçade Oliveira Resíduo de Pescado (Zootecnista)
  • 2.
    Resíduo de Pescado Introdução -1/3 Captura mundial OBS: O resíduo constitui cerca da metade do volume da matéria- prima da indústria - Qual a importância do aproveitamento resíduo? Não é empregado no consumo direto Elaboração de ração resíduos - Produção de produtos novos; - Ganhos financeiros; - Geração de empregos e rendas; - Minimiza os problemas de produção; - Fonte de nutrientes de baixo custo; - Contribui para a preservação ambiental.
  • 3.
    Resíduo de Pescado Oque é resíduo? O termo refere-se as sobras oriundas do processamento do pescado e que tem baixo valor comercial - Alimentação humana O resíduo – tipos de aproveitamento: - Alimentação animal - Fertilizantes - Produtos químicos Brasil – baixo aproveitamento resíduos! - Indústria enlatadora – farinha de baixa qualidade - Manejo inadequado dos resíduos - Aproveitamento do resíduo = conservação adequada = qualidade sanitária
  • 4.
    Resíduo de Pescado Tecnologiasde Aproveitamento de subprodutos de pescado - Silagem – obtida pela hidrólise da proteína do pescado; - Produto desidratado e moído com alto teor de proteínas que pode ou não apresentar características organolépticas de acordo com o método empregado - Farinha de pescado – o resíduo é cozido, prensado, seco e moído. Rica em proteínas, vitaminas e sais minerais; - Patê – elaborado a partir das sobras rejeitadas da processamento do atum enlatado; - Surimi– extrato de proteínas miofibrilares com propriedades funcionais; - Concentrado protéico de pescado (FPC) – produto altamente protéico usado para suplementar dietas. Concentrado Protéico de Peixe - FPC O que é FPC?
  • 5.
    Resíduo de Pescado -Obter produto com elevado teor de proteína; - Consiste na deslipidificação do pescado para concentrar a proteína. Concentrado Protéico de Peixe - FPC O que se pretende com a fabricação de FPC? - Utilizar espécies de baixa aceitação e aproveitar os resíduos; O Processo: - Tipos de FPC mais produzidos: FPC tipo A e FPC tipo B FPC tipo A Características do produto: - Produto em pó (esbranquiçado); - % Umidade = 8% - % Proteína = 60 a 88% - % gordura = < 0,75% Espécies adequadas ao processo: as magras ou pouco gordas
  • 6.
    Processo de obtençãode concentrado protéico de pescado FPC tipo A
  • 7.
    Resíduo de Pescado -Baixo valor comercial (cor escura, instável e contém produtos oxidados); - < retenção de água; FPC tipo A: Recuperação da gordura: Desvantagens do Processo: - Aditivo de grande valor nutritivo para enriquecimento de outros produtos): - < capacidade de geleificação; - < capacidade de emulsificante; Vantagens do Processo: FPC tipo B Características do produto: - Produto em pó (acentuado sabor e aroma); - % Umidade = 10% - % Proteína = 70 a 75% Espécies adequadas ao processo: as gordas - % gordura = ≥ 10%
  • 8.
    Processo de obtençãode concentrado protéico de pescado FPC tipo B
  • 9.
    Processo de obtençãode concentrados protéicos texturizados de músculo de pescado (Marinbeef) Marinbeef: - Elaborado no Japão; - Usado na suplementação de outros produtos – cárneos; - Carece das características organolépticas do pescado; - Capacidade de reidratação = textura; Características do produto: - Produto em pó (esbranquiçado); - % Umidade = < 10% - % Proteína = 88% - % gordura = < 1%
  • 10.
    Resíduo de Pescado Óleosde Pescado Importância: - Depósito de gordura: peles, músculo, cavidade torácica e abdominal; - Constituído de triacilgliceróis e AGI, susceptíveis a oxidação; - Reservas lipídicas: variam ao longo do ano (espécie, alimentação e fisiologia); - Utilização dos lipídeos marinhos – fonte de AG família ômega 3. Tipos de óleos: óleo corporal e o óleo de fígado Produção: obtido durante o processo de obtenção FPC tipo B Características desse óleo: - Manejo industrial – hidrogenação = gordura sólida (> estabilidade);
  • 11.
    Processo de obtençãodo azeite de fígado de pescado Resíduo de Pescado Processo de endurecimento: - Refinamento – trata o óleo com solução alcalina (AGL e Mucilagens); - Branqueamento – Argilas ativadas (redução de pigmentos e eliminação das mucilagens); - Hidrogenação – óleo + H2 + catalisador (Níquel 0,005 a 0,1%); - 2º refinamento – melhorar a estabilidade e aroma; - Desodorização – eliminar compostos voláteis por destilação; Aplicação: - Indústria de margarinas, farmacêuticas, couro, pastelarias;
  • 12.
    MSc. Gesilene Mendonçade Oliveira Surimi e Derivados (Zootecnista)
  • 13.
    Surimi e Derivados Introdução Surimi elaboradono Japão, século XII significa músculo de peixe picado apresenta propriedades funcionais – utilizado como produto intermediário - Consiste em eliminar tudo que não é funcional para obter somente actomiosina e um conteúdo aquoso alto; O Processo: -Extrato de proteínas miofibrilares: geleificantes e emulsificantes. -É diferenciado para espécies magras e gordas. Espécies utilizadas: Badejo do Alasca; corvina; morena Japão; várias sp. tubarões, linguados, merluza; bacalhau; cavala; arenque; sardinhas e etc.
  • 14.
    Surimi e Derivados Etapasdo processo de industrialização do surimi - Cuidados anteriores ao processamento - Limpeza do pescado Etapas: - Separação mecânica da carne - Ciclos de lavagem – objetivos: Fatores que afetam a eficiência da lavagem: Qualidade da matéria-prima Armazenamento – 5°C Remover subst. solúveis Lipídeos, sangue e enzimas e - Ciclos e tempo de lavagens - Dureza da água - pH e temperatura Retenção de água
  • 15.
    Operações envolvidas noprocesso de elaboração do surimi. Modificado por Suzuki (1987). Após refino: carne esbranquiçada, sem cheiro e resíduos Surimi e Derivados Etapas do processo de industrialização do surimi - Eliminação do excesso de água – 75 a 80%U - Refino – substâncias residuais (peles, escamas e espinhas) - Adição de crioprotetores Congelamento – miosina agrega Crioprotetores: açúcares, aminoácidos, ácidos carboxílicos, polifosfatos... Misturador – Tª 10°C e tempo de mistura de 30 minutos 5% sorbitol e 0,3% tripolifosfatos
  • 16.
    Surimi: comercializado desidratado Surimie Derivados Etapas do processo de industrialização do surimi - Congelamento: -30°C - Armazenamento: - 25°C; Estocagem: 6 meses a 1 ano - O produto final: características Carne branca, inodoro e sem resíduos = formulação de alimentos; Umidade: 75 a 80%; proteínas: 12 a 17%; gordura: quase nulo A pasta de surimi – aquecida + sal = gel (elástico e branco) Propriedades físicas do gel = moldado Vários tipos de géis = diferentes texturas Surimi moldado = cozido, assado ou frito
  • 17.
    Surimi e Derivados Produtoselaborados a partir do surimi - Salsichas: surimi congelado + carne suína, bovina, carneiro, atum. - Hambúrguer: surimi + amido - Kamaboko: pasta de peixe cozida Chikuwa – surrimi moldado e assado Agemono – surimi moldado e frito Hapen – Surimi + carne de tubarão = cozido Datemaki – Surimi + ovos / surimi + queijo - Análogos de pernas de caranguejo – extrusão do surimi - Flocos de caranguejo industrializado – fibras do surimi - Camarão industrializado – fibras de surimi + pasta de surimi
  • 18.
    Elaboração do Surimia partir do pescado gordo (Método da Associação Japonesa de Fabricantes de Surimi) Operações implicadas no processo de obtenção de derivados do surimi