2
A Revoluçãoindustrial foi um conjunto de mudanças que
aconteceram na Europa (Inglaterra) nos séculos XVIII e XIX.
Fonte de energia: Vapor
A principal particularidade dessa revolução foi a substituição do
trabalho artesanal pelo assalariado e com o uso das
máquinas
REVOLUÇÃO INDUSTRIAL
3.
3
Até ofinal do século XVIII a maioria da população europeia vivia no campo e produzia
o que consumia. De maneira artesanal o produtor dominava todo o processo produtivo.
Apesar da produção ser predominantemente artesanal
países como a França e a Inglaterra, possuíam manufaturas.
As manufaturas eram grandes oficinas onde diversos artesãos
realizavam as tarefas manualmente, dependentes do
proprietário da manufatura.
REVOLUÇÃO INDUSTRIAL
4.
4
A Inglaterra foia pioneira na Revolução Industrial devido
a diversos fatores:
• A revolução agrícola,
• O crescimento populacional
• Forte do mercado interno
• O desenvolvimento dos transportes
REVOLUÇÃO INDUSTRIAL
potenciaram o aumento da
procura, exigindo mais produção o
que, por sua vez, estimulou as
invenções técnicas.
5.
5
A Primeiraetapa da Revolução Industrial - Entre 1760 a 1860
- Inglaterra
- aparecimento de indústrias de tecidos de algodão, com o uso do tear
mecânico.
- desenvolvimento das máquinas a vapor contribuiu para a
continuação da Revolução.
6.
6
A SegundaRevolução Industrial - Entre 1850 a 1914
- Alemanha, França, Rússia e Itália também se industrializaram.
Evolução ao nível da utilização do:
Aço,
Petróleo
Eletricidade
Motor de explosão
Expande-se também para a América do Norte e para o Japão.
Estamos na Era do Capitalismo Financeiro.
7.
7
Na 2.ªRevolução Industrial as indústrias começaram a utilizar novas fontes de
energia e novas máquinas
• indústria tornou-se a principal atividade económica.
• importantes inovações nos transportes e comunicações:
- Alargamento das vias de comunicação;
- Construção de vias férreas
- Progressos a navegação
Acabou com o isolamento de muitas regiões
8.
8
Alargamento das viasde comunicação:
- Revolução dos Transportes dentro da Revolução Industrial
Aplicação da máquina a vapor à navegação e ao transporte ferroviário
9.
9
• Desenvolvimento denovos centros industriais;
• Criação de novos postos de trabalho;
• Aumento do tráfego de produtos e de passageiros;
• Criação de mercados nacionais;
• Aumento das trocas continentais.
Impacte da revolução dos transportes na
economia
10.
10
Como surgiram:
A Evoluçãonos caminhos de ferro
da junção de duas técnicas
Ferro + Máquina a Vapor
Aplicação da “ locomotiva” utilizando os carris
11.
11
Implicações económicas doscaminhos de ferro
• A agricultura encontrou novos mercados e pode vender géneros de
pequena
duração em zonas distanciadas, assim como especializar as suas
produções.
• Os centros urbanos foram abastecidos com regularidade, evitando-se
crises de fornecimento.
• Quantidades crescentes de ferro, carvão e madeira foram absorvidas,
12.
12
Implicações económicas doscaminhos de ferro
Impulsionou-se a siderurgia, facilitada pela invenção do conversor
Bessemer.
Assim se obteve o aço, muito mais resistente que o ferro e
simultaneamente
maleável.
• Favoreceram-se as operações financeiras, mediante o lançamento de
ações e
empréstimos por obrigações; construiu-se o aparelho bancário moderno;
criaram-se sociedades por ações, o tipo mais aperfeiçoado de empresa
capitalista no período da segunda revolução industrial.
• Facilitou-se o povoamento de vastas regiões, nos E.U.A. e na Rússia, por
13.
13
Implicações económicas doscaminhos de ferro
Surgiram novas profissões associadas ao setor ferroviário:
- Maquinistas, revisores, carregadores …
As distâncias encurtaram-se, circularam novas ideias.
As pessoas começaram a ter acesso a meios de
comunicação como os jornais, houve uma evolução no
conhecimento da população.
14.
14
A Alemanhanos setores algodoeiro, siderúrgico, de material elétrico e
de produtos químicos;
Os EUA nas indústrias agropecuária, siderúrgica e de material elétrico;
• O Japão na construção naval e nos setores algodoeiro e têxtil.
APARECIMENTO DE NOVAS POTÊNCIAS
- Devido à 2ª revolução industrial
15.
15
Desenvolvimento daeconomia ------nova doutrina
Liberalismo económico:
livre iniciativa (liberdade de produção e de circulação)
direito à propriedade privada
economia de mercado.
Liberalismo económico
16.
16
Século XIX
•Aumento demográfico mundial
“Explosão Demográfica”
• Surto urbano – consequência da industrialização
As cidades cresceram a um ritmo muito acelerado
As alterações urbanas e sociais da industrialização
Extensão Quantidade de População
17.
17
Fatores quecontribuíram para este grande crescimento das cidades:
• Ao crescimento demográfico;
• Às alterações económicas provocadas pelas transformações nos campos e pela industrialização (a
mecanização dos campos e as alterações no tipo de propriedade contribuem para o desemprego rural. As
cidades, centros industriais e comerciais que oferecem maiores possibilidades de emprego, absorvem a mão-
de-obra que o campo liberta – êxodo rural);
• Ao incremento e desenvolvimento dos transportes, nomeadamente os caminhos-de-ferro;
• Ao fascínio que as modernidades e as comodidades que a vida citadina parecia oferecer, pela novidade das
realizações culturais e recreativas, correspondendo ao ideal de promoção social.
PROBLEMAS NAS
CIDADES
18.
18
• Da habitação:
oespaço torna-se pequeno para albergar uma população que cresce rapidamente;
• Da circulação:
o incremento dos transportes, aliado à elevada densidade populacional, cria problemas de
tráfego nas
antigas ruas estreitas e sinuosas;
• Do abastecimento:
de água (cujo consumo exigiu novos meios de captação, tratamento e distribuição), de
combustíveis
e de bens alimentares;
• Do saneamento e da saúde pública:
a forte densidade populacional e a insuficiência de infraestruturas de higiene e de saneamento
faziam
proliferar as epidemias (como a cólera e a tuberculose).
• Da delinquência e do desregramento (criminalidade, alcoolismo, violência doméstica, mendicidade,
prostituição), causados pela miséria extrema e pelo desenraizamento das populações que afluíam à
cidade.
PROBLEMAS NAS
CIDADES
19.
19
• No centro,onde se encontram os edifícios governamentais e de negócios, criam-se redes de
saneamento, pavimentam-se ruas, iluminam-se essas mesmas ruas (a gás ou a energia
elétrica), abrem-se espaços verdes, constroem-se áreas de lazer e de cultura;
• Os bairros adjacentes prolongam o centro, servindo de área residencial para os ricos, para
as elites urbanas;
• Os subúrbios, “dormitórios” dos operários, caracterizados pela insalubridade das
ruas e das habitações.
PROBLEMAS NAS
CIDADES
Intervenções
urbanísticas
que alteraram a fisionomia da cidade
20.
20
Migrações internas:
a) Deslocaçõessazonais: movimentos temporários de populações que percorriam várias regiões
atraídas por
trabalhos próprios de cada estação do ano e de cada região.
b) Êxodo rural: normalmente migrações definitivas do campo para a cidade, provocadas pela introdução
de
práticas capitalistas nos campos e pelo desejo individual de promoção social. Envolveu
sobretudo as camadas jovens, provocando enormes implicações como a diminuição da
população rural, o envelhecimento da população camponesa, o atraso e estagnação do
Séc. XIX Grandes fluxos Migratórios
Emigração – movimento de SAÍDA da população para outro país
Imigração – movimento de ENTRADA da população num outro país
21.
21
Migrações externas /Emigrações:
a)Dentro do espaço europeu, a tendência verificou-se sobretudo entre os países menos desenvolvidos e
os mais industrializados, embora a fuga de situações de conflito, assim como fatores de ordem política e
religiosa
pudessem acontecer.
b) Fora do espaço europeu, os EUA, país abundante em terras e oportunidades.
Séc. XIX Grandes fluxos Migratórios
Emigração – movimento de SAÍDA da população para outro país
Imigração – movimento de ENTRADA da população num outro país
22.
22
Condição operária
Proletariado -Classe operária que, sem meios de produção, vende a sua
força de trabalho em troca de um salário.
Os operários enfrentavam grandes problemas dentro e fora do seu local de
trabalho:
• Elevado risco de acidentes de trabalho e doenças;
• Ausência de medidas de apoio social (sem direito a férias, o horário era puxado,
não tinham subsídios de desemprego, velhice ou doença);
• Contratação de mão-de-obra infantil;
• Espaços de trabalho pouco saudáveis;
23.
23
• Espaços dehabitação sobrelotados e insalubres;
• Pobreza e todos os problemas a estes associados (desnutrição, doenças,
prostituição, consumo elevado de bebidas alcoólicas, mendicidade).
Viviam Mal
Originou reações
Sindicalismo
Associativismo
25
Que direitos reivindicavam?
•A reivindicação do dia de trabalho de 8 horas;
• Melhoria dos salários;
• Direito ao descanso semanal.
Alcançados no final do século XIX
26.
26
Os novos modelosculturais do mundo industrializado
Século XIX
“Século da Ciência”
Positivismo defendido por Auguste Comte
segundo o qual os conhecimentos científicos eram aqueles que se
podiam demonstrar experimentalmente.
27.
27
Progressos Científicos doSéculo XIX
Ciências Naturais
estudos sobre as
células, a
hereditariedade e a
evolução
das espécies.
Física
estudos no campo da
termodinâmica, da
acústica e da
eletricidade,
que deram origem a
uma nova era nas
comunicações.
Medicina
descoberta dos
anestésicos, da vacina
contra a raiva e
isolamento
do bacilo da
tuberculose.
A ciência passou a dominar a vida
moderna
28.
28
Os novos modelosculturais do mundo industrializado
Século XIX
Romantismo
Um dos movimentos culturais de maior força do séc. XIX
No pensamento romântico, a atração pela natureza resulta de uma visão pessimista que se
tinha sobre o mundo moderno, urbanizado e civilizado, isto é, dominado pela
máquina, pela tecnologia, pelo materialismo.
As cidades do séc. XIX, sobrelotadas e marcadas pela desigualdade económica e
social, sujas e barulhentas, eram bem a imagem dessa decadência.
29.
29
Século XIX Romantismo
Umdos movimentos culturais de maior força do séc. XIX
Em contrapartida à cidade e à vida urbana, a natureza era encarada como o
espaço ideal associado à tranquilidade e à autenticidade da alma e da vida
humana.
Era também no mundo rural que ainda se podia encontrar a autenticidade
dos hábitos e costumes das pessoas.
30.
30
Século XIX Realismo
Umdos movimentos literários e artísticos do séc. XIX
Os escritores e os artistas da segunda metade do século XIX passaram a
interessar-se pela análise da realidade social, criticando os vícios da
sociedade burguesa.
O Realismo inspira-se na vida real e no quotidiano, quer da sociedade
burguesa quer da vida dos bairros populares. O romance realista constituiu
um poderoso instrumento de crítica à sociedade burguesa.
Eça de Queirós
31.
31
Eça de Queirósé o principal romancista
representante do realismo na
literatura; na sua obra Os Maias, Eça
retrata e denuncia os vícios da sociedade
portuguesa, especialmente da burguesia,
no final do século XIX.
Em Portugal
Eça de Queirós
32.
32
Os novos modelosculturais do mundo industrializado
Século XIX
Arquitetura
Novas tendências na construção, novos materiais, como o ferro, o cimento
armado e o vidro.
33.
33
Os novos modelosculturais do mundo industrializado
Século XIX
Belle Époque 1871 a 1914
Os “Loucos Anos 20” referem-se à época que abarca a década de 1920.
Durante a Belle Époque houve progressos na economia (indústria e comércio),
crescimento das cidades e melhoria das condições de vida. Nesse período
instalaram-se novos hábitos sociais, sobretudo entre a burguesia que
ostentava publicamente a sua riqueza, frequentava a ópera, cafés-concerto,
salões de chá, serões, acontecimentos desportivos, praias e termas.
34.
34
PORTUGAL ENTRE OSSÉCS. XIX E XX
Liberalismo
Idealogia política, social, económica e cultural difundida na Europa e na
América que destaca o papel do individuo sobre a sociedade.
O que defende o Liberalismo?
- a propriedade privada,
- a liberdade individual,
- a igualdade de todas as pessoas perante a lei,
- o respeito pelos direitos do cidadão.
primeira metade do século XIX
35.
35
PORTUGAL ENTRE OSSÉCS. XIX E XX
Liberalismo primeira metade do século XIX
Surgiu como consequência da ideologia das Luzes (Iluminismo) e das
Revoluções Liberais (Americana, Francesa).
• Opunha-se ao absolutismo ou qualquer outra forma de tirania política;
• Defendia a livre iniciativa;
• Promovia as classes burguesas.
36.
A Emancipação daMulher (séc. XX)
Mudanças no papel da mulher;
Luta por direitos;
Maior participação na sociedade.
37.
A Mulher eo Trabalho
Entrada no mercado de trabalho;
Trabalho durante as guerras;
Autonomia económica;
38.
Direito aovoto;
Acesso à educação;
Igualdade de direitos.
38
Direitos das Mulheres
39.
39
Rutura e Inovaçãona Arte e na Literatura
• Rejeição das
regras
tradicionais
• Novas
formas de
expressão
• Arte como
crítica
40.
40
Fauvismo
• USO DECORES FORTES • EXPRESSÃO EMOCIONAL • SIMPLICIDADE DAS
FORMAS
Mulher conquistadireitos
•Arte rompe com o passado
•Sociedade em mudança
46
Síntese Final
47.
47
Fontismo e Liberalismoem Portugal (séc. XIX)
Portugal tentou
modernizar-se para
acompanhar a
Europa;
Ligação ao
liberalismo
económico;
Forte aposta em
obras públicas.
48.
O que foio Fontismo?
Política associada a Fontes Pereira de Melo;
Desenvolvimento de infraestruturas;
Crescimento económico artificial.
Fontes Pereira de Melo
55
Principais Características da1ª República
•Sistema Político:
•Parlamentarismo: Implementou um regime parlamentarista com
uma Constituição em 1911, poderes presidenciais reduzidos.
•Instabilidade: Caracterizada por constante mudança de governos,
conflitos partidários (principalmente entre democratas e
conservadores) e tentativas de golpe de estado, como o movimento
de 28 de maio de 1926.
56.
56
Principais Características da1ª República
.
•Religião e Estado (Laicização):
•Anticlericalismo: Forte anticlericalismo, com a separação do
Estado e da Igreja, expulsão de ordens religiosas, fim dos
conventos e restrição de privilégios católicos.
57.
57
Principais Características da1ª República
•Sociedade e Trabalho:
•Leis Sociais: Introdução de legislação avançada para a época,
como o direito à greve, descanso dominical, jornada de trabalho,
e o divórcio, embora a sua aplicação fosse dificultada.
•Educação: Reorganização do ensino e criação de novas
universidades (Lisboa e Porto).
58.
58
Principais Características da1ª República
•Economia:
•Crise Persistente: Dificuldades financeiras
herdadas da Monarquia, agravadas pela
participação na Primeira Guerra Mundial,
gerando descontentamento popular e
desconfiança no regime.
59.
59
Principais Características da1ª República
•Voto e Participação:
•Voto Censitário: Sistema eleitoral excludente, onde apenas
homens alfabetizados acima de 21 anos podiam votar,
deixando a maioria da população (mulheres, analfabetos,
militares, clérigos) de fora.
•Partidos e Elites:
•Partidarismo: Domínio do Partido Republicano Português
(PRP), mas com divisões e surgimento de partidos
conservadores, e forte influência das elites regionais.
60.
Fim daI República
Início da Ditadura Militar
Procura de ordem
60
Golpe Militar de 1926
61.
O golpe militarque trouxe a ditadura
O que caracterizou a ditadura militar?
28 de maio de 1926
início da ditadura militar
Idealização da chegada do General Gomes da Costa a Lisboa, 26 de maio de 1926.
62.
28 de maiode 1926
início da ditadura militar
• Golpe militar que pôs fim à
Primeira República.
• Começou em Braga e chegou
rapidamente à capital.
O golpe militar que trouxe a ditadura
O que caracterizou a ditadura militar?
Clicar na televisão para
ver o vídeo sobre o
Golpe de 28 de maio
de 1926.
[1:17-1:33]
63.
Imprensa visada pelacensura. Semanário
humorístico Sempre Fixe, 15/6/1926.
O golpe militar que trouxe a ditadura
O que caracterizou a ditadura militar?
28 de maio de 1926
início da ditadura militar
• Golpe militar que pôs fim à Primeira República.
• Começou em Braga e chegou rapidamente à capital.
• Censura à imprensa (junho).
64.
• Os direitosdos cidadãos foram
suspensos.
• Fechou-se o parlamento.
• Proibiram-se os partidos políticos,
as manifestações e as greves.
• Deixou de haver oposição.
“Depois de amanhã, rua, que é
fresco”, caricatura alusiva ao
encerramento do Parlamento,
publicada no periódico Os
Ridículos, de 29 de maio de 1926.
A tranca da
ditadura
O golpe militar que trouxe a ditadura
O que caracterizou a ditadura militar?
65.
• Gomes daCosta apenas
governou o país por um mês e
foi deposto e exilado nos
Açores.
• Mas foi condecorado marechal,
no exílio, tal era o seu prestígio!
Aqui ainda
eramos
amigos!
Governo provisório depois do golpe militar . Junho, 1926.
Óscar
Carmona
Embarque de Gomes da Costa e família para os Açores.
O golpe militar que trouxe a ditadura
O que caracterizou a ditadura militar?
66.
• Com desconfiançae o medo.
• Houve momentos de revolta,
como no Porto, em fevereiro de
1927.
• A maioria dos portugueses
continuou a viver na miséria. Porto: revolta de fevereiro de 1927.
Sem-abrigo a ser abordado pelos guardas.
17 de fevereiro de 1929.
O golpe militar que trouxe a ditadura
Como passaram a viver os portugueses?
67.
Salazar e oEstado Novo
Como chegou Salazar ao poder?
O país já está na
ordem! Mas as finanças
ainda não. Gostaria de
integrar este governo,
Prof. Salazar?
Sim, mas…
Teremos de sofrer em
vencimentos [salários]
diminuídos,
aumento de impostos,
carestia de vida.
Por convite de Óscar
Carmona.
Óscar Carmona Salazar
68.
1. Cortou osapoios sociais
Salazar
2. Aumentou impostos e taxas
alfandegárias
3. Reduziu despesas de educação e
saúde
Salazar e o Estado Novo
Como chegou Salazar ao poder?
69.
Salazar e oEstado Novo
Como se criou o Estado Novo? Constituição de 1933
• Aprovada em 1933, a Constituição
estabeleceu os pilares do Estado Novo.
• Abstenções contaram como SIM!
Clicar na televisão para
ver o vídeo sobre o
Governo de Salazar
[a partir de 0:23]
70.
Educar para obedecer
Comoeram educadas as crianças e os jovens? Orelhas de burro
Clicar na televisão para
ver o excerto do
documentário “Oficina
das Almas”, RTP, 2024.
[23:33-25:00]
71.
Objetos de
madeira que
intimidavame
magoavam
• Ponteiro para bater e apontar • Palmatória para bater • Régua para dar reguadas
Educar para obedecer
Como eram educadas as crianças e os jovens?
Vigiar e controlaros costumes
Que comportamentos se esperava da população?
• A mulher era especialmente vigiada e
mandada no Estado Novo.
• Esperava-se que fosse uma esposa
obediente, boa cuidadora do lar, dos
filhos, pais e marido.
• Não tinha liberdade para se vestir como
queria, nem para trabalhar no que queria.
Mulheres
solteiras não
podiam votar!
Folheto de Salazar para orientar o sentido de
voto das mulheres casadas.
Concurso a dona de casa ideal, 1966. As mulheres deviam ser “fadas do lar” e,
para isso, a instrução primária era suficiente.
Documentário “Enfermeiras no Estado
Novo”, 2000.
As enfermeiras, não
podiam casar.
Podiam ser presas,
torturadas e expulsas
da profissão!
Só poderam casar
depois de 1962.
74.
Propaganda e
livros
doutrinadores
Com regras,leis,
editais, …
Instigava as
queixinhas e o
clima de suspeição
Vigiar e controlar os costumes
Que comportamentos se esperava da população?
75.
Da Constituição de1933
• Poder executivo fortíssimo.
• Só havia a possibilidade de
ganhar o partido do poder
executivo (governo).
• Não havia a justa separação
de poderes.
Cartaz de Almada Negreiros
1. Presidente do Conselho
estava acima de todos
2. A União Nacional era o único
partido
3. Parlamento, Presidente da
República, tribunais têm pouco
poder
Autoritarismo, repressão e violência
De onde vinha tanto poder?
76.
Autoritarismo, repressão eviolência
Como se reprimiam as liberdades? Censura e Repressão
Liberdades condicionadas pela Constituição
Cartaz de Almada Negreiros
O Estado dizia como
pensar e qualquer
obra só era publicada
depois de visada pela
Censura.
Vigiava, reprimia, intimidava, prendia e torturava os opositores políticos.
77.
As grandes obraspúblicas, como a
Ponte Salazar davam a ilusão de um
país próspero e desenvolvido.
Em termos materiais,
havia uma aparência de
bem-estar
Da aparência à realidade
Que aparências mascaravam a ditadura?
Clicar na televisão para
ver o vídeo sobre a
inauguração da Ponte
Salazar (Ponte 25 de
Abril), 1966.
[6:42-7:59]
78.
Da aparência àrealidade
Como viviam os portugueses?
A habitação era muito precária,
sobretudo no mundo rural.
Casa serrana, em Folgozinho, Gouveia, in Maria Lamas, “As mulheres do meu país”.
Não havia janelas
A ventilação e iluminação são naturais:
fazem-se pelo pequeno portão ou gateira.
Pobres, analfabetos, com frio e fome
79.
Pobres, analfabetos, comfrio e fome
Proibição de andar descalço.
As feridas nos pés eram
portas de entrada para
doenças como o tétano,
que matava.
Criaram-se sapatos
baratos – tamancos,
sólitas, alpercatas –
para calçar a
população de pé
descalço.
Hoje a vacina
contra o tétano é
obrigatória!
Quando vais
tomar a
próxima dose?
Os cuidados de saúde básicos eram insuficientes.
Crianças pobres e descalças,
furnas de Monsanto, 1960.
Da aparência à realidade
Como viviam os portugueses?
80.
A alimentação dosmais pobres era escassa e
pouco variada.
Sopa de cavalo cansado, o
pequeno-almoço dos
trabalhadores rurais e
também das crianças.
Clicar na colher
para saber mais.
Sopa de cavalo cansado.
Da aparência à realidade
Como viviam os portugueses? Pobres, analfabetos, com frio e fome
81.
Política colonial
Como justificavaSalazar o colonialismo?
• ONU: depois da Segunda Guerra
Mundial, pressiona os países
colonizadores a dar
independência às colónias.
• Mas Salazar mantém-nas num
espírito de missão.
Cartaz de propaganda, divulgado aquando da Exposição do Mundo Português,
de 1940.
Portugal não é um
país pequeno
A guerra colonial:
•Durou 13 anos
• Matou mais de 8 mil portugueses
• Matou 45 000 africanos, no mínimo
• Mais de 15 mil portugueses ficaram feridos
• Manteve-se com Marcello Caetano
84.
Estado Novo
Regimeautoritário
Salazar
Censura e repressão
https://ensina.rtp.pt/artigo/o-estado-novo/
António de Oliveira
Salazar
Quando começaram apreparar? 1973
Quem preparou? Os Militares
criaram o Movimento das Forças
Armadas (MFA)
Objetivos?
• Fim da Ditadura
• Fim da Guerra Colonial
Anos antes
Preparação da Revolução
92.
Posto de Comando(Pontinha)
Às 22h00 do dia 24 de abril de 1974, na Pontinha, em
Lisboa, fixa-se o Posto de Comando do Movimento das
Forças Armadas que comanda as operações no terreno.
Os militares comunicam através de códigos e seguem as
instruções do Posto de Comando.
https://youtu.be/K1VWtwZbrjk?si=7nSKiyz9Wqi_lRKh
Otelo Saraiva de Carvalho
Militar no Posto de comando da
Pontinha que comanda as operações.
93.
1ª senha
Nome:E Depois do Adeus
Autor: Paulo de Carvalho
Hora de transmissão: 22h55
2ª senha
Nome: Grândola,Vila Morena
Autor: Zeca Afonso
Hora de transmissão: 00h20
A 2ª senha confirma o início da Revolução e os militares saem
dos Quartéis e ocupam pontos estratégicos como a Rádio, a RTP e o
Aeroporto na cidade de Lisboa.
Chegou o dia - Uma longa madrugada
https://youtu.be/ue3lWb_zn1A?si=_-eDHXERWlYavqIz
94.
4h26: A RádioClube Português
transmite o primeiro comunicado do
Movimento das Forças Armadas.
Aqui Posto de Comando do Movimento das Forças Armadas. As
Forças Armadas Portuguesas apelam para todos os habitantes da
cidade de Lisboa no sentido de recolherem a suas casas nas quais se
devem conservar com a máxima calma.
6h00: Os militares ocupam o
Terreiro do Paço.
Ao longo de horas durante a madrugada
cada vez mais militares chegam a Lisboa e
ocupam diferentes pontos da cidade.
Chegou o dia - Uma longa madrugada
https://a25abril.pt/base-de-dados-historicos/locais-de-abril/locaisabril-local10/
95.
Fernando Silva Pais(Diretor da
PIDE/DGS) telefona ao Presidente do
Conselho, Marcelo Caetano, informando:
“Senhor Presidente, a Revolução está na
rua! O caso é muito grave. Os revoltosos
ocuparam já as principais emissoras de
rádio e a Televisão e tomaram o Quartel
General da Região Militar de Lisboa”
Pouco depois em novo telefonema Silva
Pais recomenda: “É indispensável que
V.Exa. saia de casa com a maior urgência.
Vá para o quartel do Carmo que a GNR
está fixe.”
Quartel do Carmo, Lisboa
Para onde vai o Presidente do Conselho?
96.
12h30: Os militaresliderados pelo capitão Salgueiro
Maia cercam o Quartel do Carmo onde se encontra
Marcelo Caetano, Presidente do Conselho e exigem a sua
rendição.
15h10: Salgueiro Maia utiliza um megafone e dá um
prazo de 10 minutos para a rendição.
15h25: Começam os disparos em direção ao Quartel do
Carmo
Durante o dia
A tensão no Quartel do Carmo
https://youtu.be/FsDwJnIRxAc?si=TKh87joxBv8niOtv
Salgueiro Maia
97.
17h00: O CapitãoSalgueiro Maia entra e é recebido por
Marcelo Caetano que aceita render-se a um General.
18h30: O General Spínola entra e Marcelo Caetano rende-se.
Rendição de Marcelo Caetano ao General António de Spínola
“O Presidente do Conselho está pronto a entregar o Governo ao
General António de Spínola, e espera-o, para tal fim, no Quartel do
Carmo”
Durante o dia
A tensão no Quartel do Carmo
98.
18h30: Marcelo Caetanorende-se e
sai do Quartel do Carmo numa viatura
militar (Chaimite).
Durante o dia
A tensão no Quartel do Carmo
99.
20h00: A populaçãodirige-se para a Rua
António Maria Cardoso onde estava sediada a
PIDE – DGS (Polícia Política) e exigem a sua
rendição. Ouve-se ‘’Morte à PIDE’’.
Porém, a PIDE não se rende e começa a
disparar sobre a população. Esses disparos atingem
algumas pessoas e quatro acabam mesmo por
morrer.
Morte à PIDE
100.
DIA 27
Os presospolíticos são
libertados da prisão de Peniche.
Dias seguintes - Continuação da luta
DIA 26
1h30: Os Militares falam na
Televisão e apresentam o seu
programa.
9h30: A PIDE rende-se.
Os presos políticos são
libertados da prisão de Caxias.
101.
25 de Abrilde
1974
Capitão Salgueiro Maia que cercou o
Quartel do Carmo e exigiu a rendição
de Marcelo Caetano
Militares ( Movimento das
Forças Armadas) que
organizaram a Revolução
Data da Revolução
Cravo colocado nas
espingardas dos militares
Significa liberdade e
Revolução
Chaimite
Veículo militar utilizado na Revolução
Símbolos da Revolução
102.
25 de Abrilde 1974, um dia a recordar para nunca esquecermos que a liberdade foi conquistada por aqueles que lutaram!
https://arquivos.rtp.pt/conteudos/somos-livres-uma-gaivota-voava-voava/
Com o 25 de Abril passou a ouvir-se ‘’somos livres!’’
118
Síntese Final
• Fontismomodernização com dívidas
→
• Crises instabilidade
→
• Ditadura falta de liberdade
→
• 25 de Abril democracia
→
Notas do Editor
#36 Começa por explicar que durante muito tempo a mulher tinha poucos direitos.
No século XX isso começa a mudar de forma gradual.
#37 Explica que as guerras obrigaram as mulheres a trabalhar fora de casa.
Isso deu mais autonomia e visibilidade.
#38 Refere que os direitos não surgiram todos ao mesmo tempo.
Foram conquistas obtidas com luta.
#39 Explica que os artistas queriam romper com o passado.
Não aprofundes teoria: foca a ideia de mudança.
#40 Diz que o mais importante são as cores intensas.
Não é realista.
#41 Explica que os artistas mostravam emoções, não a realidade tal como é.
#42 Refere Picasso como exemplo.
Diz que os objetos são mostrados de vários ângulos.
#43 Liga à industrialização e às máquinas.
Arte ligada ao futuro.
#44 Explica que não representa a realidade.
Cada pessoa interpreta de forma diferente.
#45 Refere que mistura sonho e realidade.
Diz que parece estranho de propósito.
#46 Fecha o tema.
Prepara a ligação à revisão do módulo.
#47 Explica que Portugal estava atrasado em relação à Europa industrializada.
O Fontismo surge como tentativa de modernização rápida, mas com custos elevados.
#48 Diz que o Fontismo acreditava que obras públicas trariam progresso.
Explica que nem toda a população beneficiou destas políticas.
#49 Mostra como os transportes ajudaram a economia.
Liga aos conteúdos da Revolução Industrial estudados anteriormente.
#50 Explica que o Estado gastou mais do que podia.
Refere que a população comum pouco beneficiou.
#51 Explica de forma simples o Ultimato Inglês.
Diz que afetou o orgulho nacional e aumentou o descontentamento.
#52 Explica que a crise e a instabilidade enfraqueceram a Monarquia.
A República surge como esperança de mudança.
#53 Refere que apesar das boas intenções, a República falhou em estabilizar o país. Regime parlamentarista instável, intensas reformas sociais e laicização do Estado, mas também por grande conflito político, crises financeiras e a exclusão de grande parte da população do voto, culminando na sua queda pela ditadura militar em 1926
#60 Explica que a população aceitava menos liberdade em troca de estabilidade.
Instabilidade da I República.
Golpe de 28 de maio de 1926.
Início da Ditadura Militar.
Suspensão da Constituição e limitação das liberdades.
Ideia-chave: instabilidade leva ao autoritarismo.
#61 1928: Ministro das Finanças.
Equilíbrio financeiro.
1932: Presidente do Conselho.
1933: Constituição do Estado Novo.
#67 1928: Ministro das Finanças.
Equilíbrio financeiro.
1932: Presidente do Conselho.
1933: Constituição do Estado Novo.
#68 Regime autoritário.
Partido único.
Nacionalismo e conservadorismo.
Ausência de liberdades políticas.
#76 Censura.
PIDE/DGS.
Prisões políticas.
Vigilância da população.
#84 Início em 1961.
Desgaste económico e humano.
Descontentamento militar.
Causa do 25 de Abril.
#96 Explica que o Estado Novo controlava a sociedade.
Refere a ausência de liberdade política.
#97 Diz que muitas famílias viviam com dificuldades.
A emigração era vista como única solução.
#98 Explica que a guerra foi cara e longa.
Os militares começaram a contestar o regime.
#99 Explica que foi um golpe militar com apoio popular.
Realça que quase não houve violência.
#117 Explica que Portugal passa a ser uma democracia.
Liga aos direitos atuais dos alunos.
#118 Resume todo o percurso histórico.
Prepara os alunos para a avaliação final.