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I-MUNDO INDUSTRIALIZADO NO SÉCULO XIX E XX
O mundo industrializado no século XIX
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 A Revolução industrial foi um conjunto de mudanças que
aconteceram na Europa (Inglaterra) nos séculos XVIII e XIX.
Fonte de energia: Vapor
 A principal particularidade dessa revolução foi a substituição do
trabalho artesanal pelo assalariado e com o uso das
máquinas
REVOLUÇÃO INDUSTRIAL
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 Até o final do século XVIII a maioria da população europeia vivia no campo e produzia
o que consumia. De maneira artesanal o produtor dominava todo o processo produtivo.
 Apesar da produção ser predominantemente artesanal
países como a França e a Inglaterra, possuíam manufaturas.
As manufaturas eram grandes oficinas onde diversos artesãos
realizavam as tarefas manualmente, dependentes do
proprietário da manufatura.
REVOLUÇÃO INDUSTRIAL
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A Inglaterra foi a pioneira na Revolução Industrial devido
a diversos fatores:
• A revolução agrícola,
• O crescimento populacional
• Forte do mercado interno
• O desenvolvimento dos transportes
REVOLUÇÃO INDUSTRIAL
potenciaram o aumento da
procura, exigindo mais produção o
que, por sua vez, estimulou as
invenções técnicas.
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 A Primeira etapa da Revolução Industrial - Entre 1760 a 1860
- Inglaterra
- aparecimento de indústrias de tecidos de algodão, com o uso do tear
mecânico.
- desenvolvimento das máquinas a vapor contribuiu para a
continuação da Revolução.
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 A Segunda Revolução Industrial - Entre 1850 a 1914
- Alemanha, França, Rússia e Itália também se industrializaram.
Evolução ao nível da utilização do:
 Aço,
 Petróleo
 Eletricidade
 Motor de explosão
Expande-se também para a América do Norte e para o Japão.
Estamos na Era do Capitalismo Financeiro.

7
 Na 2.ª Revolução Industrial as indústrias começaram a utilizar novas fontes de
energia e novas máquinas
• indústria tornou-se a principal atividade económica.
• importantes inovações nos transportes e comunicações:
- Alargamento das vias de comunicação;
- Construção de vias férreas
- Progressos a navegação
Acabou com o isolamento de muitas regiões
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Alargamento das vias de comunicação:
- Revolução dos Transportes dentro da Revolução Industrial
Aplicação da máquina a vapor à navegação e ao transporte ferroviário
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• Desenvolvimento de novos centros industriais;
• Criação de novos postos de trabalho;
• Aumento do tráfego de produtos e de passageiros;
• Criação de mercados nacionais;
• Aumento das trocas continentais.
Impacte da revolução dos transportes na
economia
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Como surgiram:
A Evolução nos caminhos de ferro
da junção de duas técnicas
Ferro + Máquina a Vapor
Aplicação da “ locomotiva” utilizando os carris
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Implicações económicas dos caminhos de ferro
• A agricultura encontrou novos mercados e pode vender géneros de
pequena
duração em zonas distanciadas, assim como especializar as suas
produções.
• Os centros urbanos foram abastecidos com regularidade, evitando-se
crises de fornecimento.
• Quantidades crescentes de ferro, carvão e madeira foram absorvidas,
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Implicações económicas dos caminhos de ferro
Impulsionou-se a siderurgia, facilitada pela invenção do conversor
Bessemer.
Assim se obteve o aço, muito mais resistente que o ferro e
simultaneamente
maleável.
• Favoreceram-se as operações financeiras, mediante o lançamento de
ações e
empréstimos por obrigações; construiu-se o aparelho bancário moderno;
criaram-se sociedades por ações, o tipo mais aperfeiçoado de empresa
capitalista no período da segunda revolução industrial.
• Facilitou-se o povoamento de vastas regiões, nos E.U.A. e na Rússia, por
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Implicações económicas dos caminhos de ferro
Surgiram novas profissões associadas ao setor ferroviário:
- Maquinistas, revisores, carregadores …
As distâncias encurtaram-se, circularam novas ideias.
As pessoas começaram a ter acesso a meios de
comunicação como os jornais, houve uma evolução no
conhecimento da população.
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 A Alemanha nos setores algodoeiro, siderúrgico, de material elétrico e
de produtos químicos;
 Os EUA nas indústrias agropecuária, siderúrgica e de material elétrico;
 • O Japão na construção naval e nos setores algodoeiro e têxtil.
APARECIMENTO DE NOVAS POTÊNCIAS
- Devido à 2ª revolução industrial
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 Desenvolvimento da economia ------nova doutrina
Liberalismo económico:
livre iniciativa (liberdade de produção e de circulação)
direito à propriedade privada
economia de mercado.
Liberalismo económico
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 Século XIX
• Aumento demográfico mundial
“Explosão Demográfica”
• Surto urbano – consequência da industrialização
As cidades cresceram a um ritmo muito acelerado
As alterações urbanas e sociais da industrialização
Extensão Quantidade de População
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 Fatores que contribuíram para este grande crescimento das cidades:
• Ao crescimento demográfico;
• Às alterações económicas provocadas pelas transformações nos campos e pela industrialização (a
mecanização dos campos e as alterações no tipo de propriedade contribuem para o desemprego rural. As
cidades, centros industriais e comerciais que oferecem maiores possibilidades de emprego, absorvem a mão-
de-obra que o campo liberta – êxodo rural);
• Ao incremento e desenvolvimento dos transportes, nomeadamente os caminhos-de-ferro;
• Ao fascínio que as modernidades e as comodidades que a vida citadina parecia oferecer, pela novidade das
realizações culturais e recreativas, correspondendo ao ideal de promoção social.
PROBLEMAS NAS
CIDADES
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• Da habitação:
o espaço torna-se pequeno para albergar uma população que cresce rapidamente;
• Da circulação:
o incremento dos transportes, aliado à elevada densidade populacional, cria problemas de
tráfego nas
antigas ruas estreitas e sinuosas;
• Do abastecimento:
de água (cujo consumo exigiu novos meios de captação, tratamento e distribuição), de
combustíveis
e de bens alimentares;
• Do saneamento e da saúde pública:
a forte densidade populacional e a insuficiência de infraestruturas de higiene e de saneamento
faziam
proliferar as epidemias (como a cólera e a tuberculose).
• Da delinquência e do desregramento (criminalidade, alcoolismo, violência doméstica, mendicidade,
prostituição), causados pela miséria extrema e pelo desenraizamento das populações que afluíam à
cidade.
PROBLEMAS NAS
CIDADES
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• No centro, onde se encontram os edifícios governamentais e de negócios, criam-se redes de
saneamento, pavimentam-se ruas, iluminam-se essas mesmas ruas (a gás ou a energia
elétrica), abrem-se espaços verdes, constroem-se áreas de lazer e de cultura;
• Os bairros adjacentes prolongam o centro, servindo de área residencial para os ricos, para
as elites urbanas;
• Os subúrbios, “dormitórios” dos operários, caracterizados pela insalubridade das
ruas e das habitações.
PROBLEMAS NAS
CIDADES
Intervenções
urbanísticas
que alteraram a fisionomia da cidade
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Migrações internas:
a) Deslocações sazonais: movimentos temporários de populações que percorriam várias regiões
atraídas por
trabalhos próprios de cada estação do ano e de cada região.
b) Êxodo rural: normalmente migrações definitivas do campo para a cidade, provocadas pela introdução
de
práticas capitalistas nos campos e pelo desejo individual de promoção social. Envolveu
sobretudo as camadas jovens, provocando enormes implicações como a diminuição da
população rural, o envelhecimento da população camponesa, o atraso e estagnação do
Séc. XIX Grandes fluxos Migratórios
Emigração – movimento de SAÍDA da população para outro país
Imigração – movimento de ENTRADA da população num outro país
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Migrações externas /Emigrações:
a) Dentro do espaço europeu, a tendência verificou-se sobretudo entre os países menos desenvolvidos e
os mais industrializados, embora a fuga de situações de conflito, assim como fatores de ordem política e
religiosa
pudessem acontecer.
b) Fora do espaço europeu, os EUA, país abundante em terras e oportunidades.
Séc. XIX Grandes fluxos Migratórios
Emigração – movimento de SAÍDA da população para outro país
Imigração – movimento de ENTRADA da população num outro país
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Condição operária
Proletariado - Classe operária que, sem meios de produção, vende a sua
força de trabalho em troca de um salário.
Os operários enfrentavam grandes problemas dentro e fora do seu local de
trabalho:
• Elevado risco de acidentes de trabalho e doenças;
• Ausência de medidas de apoio social (sem direito a férias, o horário era puxado,
não tinham subsídios de desemprego, velhice ou doença);
• Contratação de mão-de-obra infantil;
• Espaços de trabalho pouco saudáveis;
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• Espaços de habitação sobrelotados e insalubres;
• Pobreza e todos os problemas a estes associados (desnutrição, doenças,
prostituição, consumo elevado de bebidas alcoólicas, mendicidade).
Viviam Mal
Originou reações
Sindicalismo
Associativismo
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Originou reações
Sindicalismo
Associativismo
Criação de associações
que apoiavam os
operários mediante o
pagamento duma quota.
Os sindicatos utilizavam como meios de
pressão as manifestações e greves.
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Que direitos reivindicavam?
• A reivindicação do dia de trabalho de 8 horas;
• Melhoria dos salários;
• Direito ao descanso semanal.
Alcançados no final do século XIX
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Os novos modelos culturais do mundo industrializado
Século XIX
“Século da Ciência”
Positivismo defendido por Auguste Comte
segundo o qual os conhecimentos científicos eram aqueles que se
podiam demonstrar experimentalmente.
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Progressos Científicos do Século XIX
Ciências Naturais
estudos sobre as
células, a
hereditariedade e a
evolução
das espécies.
Física
estudos no campo da
termodinâmica, da
acústica e da
eletricidade,
que deram origem a
uma nova era nas
comunicações.
Medicina
descoberta dos
anestésicos, da vacina
contra a raiva e
isolamento
do bacilo da
tuberculose.
A ciência passou a dominar a vida
moderna
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Os novos modelos culturais do mundo industrializado
Século XIX
Romantismo
Um dos movimentos culturais de maior força do séc. XIX
No pensamento romântico, a atração pela natureza resulta de uma visão pessimista que se
tinha sobre o mundo moderno, urbanizado e civilizado, isto é, dominado pela
máquina, pela tecnologia, pelo materialismo.
As cidades do séc. XIX, sobrelotadas e marcadas pela desigualdade económica e
social, sujas e barulhentas, eram bem a imagem dessa decadência.
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Século XIX Romantismo
Um dos movimentos culturais de maior força do séc. XIX
Em contrapartida à cidade e à vida urbana, a natureza era encarada como o
espaço ideal associado à tranquilidade e à autenticidade da alma e da vida
humana.
Era também no mundo rural que ainda se podia encontrar a autenticidade
dos hábitos e costumes das pessoas.
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Século XIX Realismo
Um dos movimentos literários e artísticos do séc. XIX
Os escritores e os artistas da segunda metade do século XIX passaram a
interessar-se pela análise da realidade social, criticando os vícios da
sociedade burguesa.
O Realismo inspira-se na vida real e no quotidiano, quer da sociedade
burguesa quer da vida dos bairros populares. O romance realista constituiu
um poderoso instrumento de crítica à sociedade burguesa.
Eça de Queirós
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Eça de Queirós é o principal romancista
representante do realismo na
literatura; na sua obra Os Maias, Eça
retrata e denuncia os vícios da sociedade
portuguesa, especialmente da burguesia,
no final do século XIX.
Em Portugal
Eça de Queirós
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Os novos modelos culturais do mundo industrializado
Século XIX
Arquitetura
Novas tendências na construção, novos materiais, como o ferro, o cimento
armado e o vidro.
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Os novos modelos culturais do mundo industrializado
Século XIX
Belle Époque 1871 a 1914
Os “Loucos Anos 20” referem-se à época que abarca a década de 1920.
Durante a Belle Époque houve progressos na economia (indústria e comércio),
crescimento das cidades e melhoria das condições de vida. Nesse período
instalaram-se novos hábitos sociais, sobretudo entre a burguesia que
ostentava publicamente a sua riqueza, frequentava a ópera, cafés-concerto,
salões de chá, serões, acontecimentos desportivos, praias e termas.
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PORTUGAL ENTRE OS SÉCS. XIX E XX
Liberalismo
Idealogia política, social, económica e cultural difundida na Europa e na
América que destaca o papel do individuo sobre a sociedade.
O que defende o Liberalismo?
- a propriedade privada,
- a liberdade individual,
- a igualdade de todas as pessoas perante a lei,
- o respeito pelos direitos do cidadão.
primeira metade do século XIX
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PORTUGAL ENTRE OS SÉCS. XIX E XX
Liberalismo primeira metade do século XIX
Surgiu como consequência da ideologia das Luzes (Iluminismo) e das
Revoluções Liberais (Americana, Francesa).
• Opunha-se ao absolutismo ou qualquer outra forma de tirania política;
• Defendia a livre iniciativa;
• Promovia as classes burguesas.
A Emancipação da Mulher (séc. XX)
 Mudanças no papel da mulher;
 Luta por direitos;
 Maior participação na sociedade.
A Mulher e o Trabalho
 Entrada no mercado de trabalho;
 Trabalho durante as guerras;
 Autonomia económica;
 Direito ao voto;
 Acesso à educação;
 Igualdade de direitos.
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Direitos das Mulheres
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Rutura e Inovação na Arte e na Literatura
• Rejeição das
regras
tradicionais
• Novas
formas de
expressão
• Arte como
crítica
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Fauvismo
• USO DE CORES FORTES • EXPRESSÃO EMOCIONAL • SIMPLICIDADE DAS
FORMAS
41
Expressionismo
• Expressão de
sentimentos
• Deformação
da realidade
• Angústia e
emoção
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Cubismo
• Formas geométricas
• Vários pontos de vista
• Quebra da perspetiva tradicional
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Futurismo
• VALORIZAÇÃO DA
VELOCIDADE
• MÁQUINAS E
PROGRESSO
• MUNDO MODERNO
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Abstracionismo
• Ausência de figuras reais
• Formas e cores
• Liberdade artística
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Surrealismo
• Mundo dos sonhos
• Inconsciente
• Imaginação
 Mulher conquista direitos
 •Arte rompe com o passado
 •Sociedade em mudança
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Síntese Final
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Fontismo e Liberalismo em Portugal (séc. XIX)
Portugal tentou
modernizar-se para
acompanhar a
Europa;
Ligação ao
liberalismo
económico;
Forte aposta em
obras públicas.
O que foi o Fontismo?
 Política associada a Fontes Pereira de Melo;
 Desenvolvimento de infraestruturas;
 Crescimento económico artificial.
Fontes Pereira de Melo
 Caminhos-de-ferro;
 Estradas;
 Portos e comunicações.
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Principais obras do Fontismo
Problemas do Fontismo
 Endividamento externo;
 Dependência de empréstimos estrangeiros;
 Benefícios para as elites.
 Grave crise económica;
 Dívida externa elevada;
 Ultimato Inglês.
51
Crise Financeira de 1890
 Descontentamento popular;
 Crescimento do republicanismo;
 República em 1910.
(1910-1926)
52
Queda da Monarquia
I República Portuguesa (1910-1926)
 Instabilidade política
 Muitos governos
 Problemas económicos
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55
Principais Características da 1ª República
•Sistema Político:
•Parlamentarismo: Implementou um regime parlamentarista com
uma Constituição em 1911, poderes presidenciais reduzidos.
•Instabilidade: Caracterizada por constante mudança de governos,
conflitos partidários (principalmente entre democratas e
conservadores) e tentativas de golpe de estado, como o movimento
de 28 de maio de 1926.
56
Principais Características da 1ª República
.
•Religião e Estado (Laicização):
•Anticlericalismo: Forte anticlericalismo, com a separação do
Estado e da Igreja, expulsão de ordens religiosas, fim dos
conventos e restrição de privilégios católicos.
57
Principais Características da 1ª República
•Sociedade e Trabalho:
•Leis Sociais: Introdução de legislação avançada para a época,
como o direito à greve, descanso dominical, jornada de trabalho,
e o divórcio, embora a sua aplicação fosse dificultada.
•Educação: Reorganização do ensino e criação de novas
universidades (Lisboa e Porto).
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Principais Características da 1ª República
•Economia:
•Crise Persistente: Dificuldades financeiras
herdadas da Monarquia, agravadas pela
participação na Primeira Guerra Mundial,
gerando descontentamento popular e
desconfiança no regime.
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Principais Características da 1ª República
•Voto e Participação:
•Voto Censitário: Sistema eleitoral excludente, onde apenas
homens alfabetizados acima de 21 anos podiam votar,
deixando a maioria da população (mulheres, analfabetos,
militares, clérigos) de fora.
•Partidos e Elites:
•Partidarismo: Domínio do Partido Republicano Português
(PRP), mas com divisões e surgimento de partidos
conservadores, e forte influência das elites regionais.
 Fim da I República
 Início da Ditadura Militar
 Procura de ordem
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Golpe Militar de 1926
O golpe militar que trouxe a ditadura
O que caracterizou a ditadura militar?
28 de maio de 1926
início da ditadura militar
Idealização da chegada do General Gomes da Costa a Lisboa, 26 de maio de 1926.
28 de maio de 1926
início da ditadura militar
• Golpe militar que pôs fim à
Primeira República.
• Começou em Braga e chegou
rapidamente à capital.
O golpe militar que trouxe a ditadura
O que caracterizou a ditadura militar?
Clicar na televisão para
ver o vídeo sobre o
Golpe de 28 de maio
de 1926.
[1:17-1:33]
Imprensa visada pela censura. Semanário
humorístico Sempre Fixe, 15/6/1926.
O golpe militar que trouxe a ditadura
O que caracterizou a ditadura militar?
28 de maio de 1926
início da ditadura militar
• Golpe militar que pôs fim à Primeira República.
• Começou em Braga e chegou rapidamente à capital.
• Censura à imprensa (junho).
• Os direitos dos cidadãos foram
suspensos.
• Fechou-se o parlamento.
• Proibiram-se os partidos políticos,
as manifestações e as greves.
• Deixou de haver oposição.
“Depois de amanhã, rua, que é
fresco”, caricatura alusiva ao
encerramento do Parlamento,
publicada no periódico Os
Ridículos, de 29 de maio de 1926.
A tranca da
ditadura
O golpe militar que trouxe a ditadura
O que caracterizou a ditadura militar?
• Gomes da Costa apenas
governou o país por um mês e
foi deposto e exilado nos
Açores.
• Mas foi condecorado marechal,
no exílio, tal era o seu prestígio!
Aqui ainda
eramos
amigos!
Governo provisório depois do golpe militar . Junho, 1926.
Óscar
Carmona
Embarque de Gomes da Costa e família para os Açores.
O golpe militar que trouxe a ditadura
O que caracterizou a ditadura militar?
• Com desconfiança e o medo.
• Houve momentos de revolta,
como no Porto, em fevereiro de
1927.
• A maioria dos portugueses
continuou a viver na miséria. Porto: revolta de fevereiro de 1927.
Sem-abrigo a ser abordado pelos guardas.
17 de fevereiro de 1929.
O golpe militar que trouxe a ditadura
Como passaram a viver os portugueses?
Salazar e o Estado Novo
Como chegou Salazar ao poder?
O país já está na
ordem! Mas as finanças
ainda não. Gostaria de
integrar este governo,
Prof. Salazar?
Sim, mas…
Teremos de sofrer em
vencimentos [salários]
diminuídos,
aumento de impostos,
carestia de vida.
Por convite de Óscar
Carmona.
Óscar Carmona Salazar
1. Cortou os apoios sociais
Salazar
2. Aumentou impostos e taxas
alfandegárias
3. Reduziu despesas de educação e
saúde
Salazar e o Estado Novo
Como chegou Salazar ao poder?
Salazar e o Estado Novo
Como se criou o Estado Novo? Constituição de 1933
• Aprovada em 1933, a Constituição
estabeleceu os pilares do Estado Novo.
• Abstenções contaram como SIM!
Clicar na televisão para
ver o vídeo sobre o
Governo de Salazar
[a partir de 0:23]
Educar para obedecer
Como eram educadas as crianças e os jovens? Orelhas de burro
Clicar na televisão para
ver o excerto do
documentário “Oficina
das Almas”, RTP, 2024.
[23:33-25:00]
Objetos de
madeira que
intimidavam e
magoavam
• Ponteiro para bater e apontar • Palmatória para bater • Régua para dar reguadas
Educar para obedecer
Como eram educadas as crianças e os jovens?
Trabalho e
simplicidade
Amor e
superioridade da
pátria
Família
tradicional
Moral católica
Educar para obedecer
Como eram educadas as crianças e os jovens?
Vigiar e controlar os costumes
Que comportamentos se esperava da população?
• A mulher era especialmente vigiada e
mandada no Estado Novo.
• Esperava-se que fosse uma esposa
obediente, boa cuidadora do lar, dos
filhos, pais e marido.
• Não tinha liberdade para se vestir como
queria, nem para trabalhar no que queria.
Mulheres
solteiras não
podiam votar!
Folheto de Salazar para orientar o sentido de
voto das mulheres casadas.
Concurso a dona de casa ideal, 1966. As mulheres deviam ser “fadas do lar” e,
para isso, a instrução primária era suficiente.
Documentário “Enfermeiras no Estado
Novo”, 2000.
As enfermeiras, não
podiam casar.
Podiam ser presas,
torturadas e expulsas
da profissão!
Só poderam casar
depois de 1962.
Propaganda e
livros
doutrinadores
Com regras, leis,
editais, …
Instigava as
queixinhas e o
clima de suspeição
Vigiar e controlar os costumes
Que comportamentos se esperava da população?
Da Constituição de 1933
• Poder executivo fortíssimo.
• Só havia a possibilidade de
ganhar o partido do poder
executivo (governo).
• Não havia a justa separação
de poderes.
Cartaz de Almada Negreiros
1. Presidente do Conselho
estava acima de todos
2. A União Nacional era o único
partido
3. Parlamento, Presidente da
República, tribunais têm pouco
poder
Autoritarismo, repressão e violência
De onde vinha tanto poder?
Autoritarismo, repressão e violência
Como se reprimiam as liberdades? Censura e Repressão
Liberdades condicionadas pela Constituição
Cartaz de Almada Negreiros
O Estado dizia como
pensar e qualquer
obra só era publicada
depois de visada pela
Censura.
Vigiava, reprimia, intimidava, prendia e torturava os opositores políticos.
As grandes obras públicas, como a
Ponte Salazar davam a ilusão de um
país próspero e desenvolvido.
Em termos materiais,
havia uma aparência de
bem-estar
Da aparência à realidade
Que aparências mascaravam a ditadura?
Clicar na televisão para
ver o vídeo sobre a
inauguração da Ponte
Salazar (Ponte 25 de
Abril), 1966.
[6:42-7:59]
Da aparência à realidade
Como viviam os portugueses?
A habitação era muito precária,
sobretudo no mundo rural.
Casa serrana, em Folgozinho, Gouveia, in Maria Lamas, “As mulheres do meu país”.
Não havia janelas
A ventilação e iluminação são naturais:
fazem-se pelo pequeno portão ou gateira.
Pobres, analfabetos, com frio e fome
Pobres, analfabetos, com frio e fome
Proibição de andar descalço.
As feridas nos pés eram
portas de entrada para
doenças como o tétano,
que matava.
Criaram-se sapatos
baratos – tamancos,
sólitas, alpercatas –
para calçar a
população de pé
descalço.
Hoje a vacina
contra o tétano é
obrigatória!
Quando vais
tomar a
próxima dose?
Os cuidados de saúde básicos eram insuficientes.
Crianças pobres e descalças,
furnas de Monsanto, 1960.
Da aparência à realidade
Como viviam os portugueses?
A alimentação dos mais pobres era escassa e
pouco variada.
Sopa de cavalo cansado, o
pequeno-almoço dos
trabalhadores rurais e
também das crianças.
Clicar na colher
para saber mais.
Sopa de cavalo cansado.
Da aparência à realidade
Como viviam os portugueses? Pobres, analfabetos, com frio e fome
Política colonial
Como justificava Salazar o colonialismo?
• ONU: depois da Segunda Guerra
Mundial, pressiona os países
colonizadores a dar
independência às colónias.
• Mas Salazar mantém-nas num
espírito de missão.
Cartaz de propaganda, divulgado aquando da Exposição do Mundo Português,
de 1940.
Portugal não é um
país pequeno
A guerra colonial
1961-1974
A guerra colonial:
• Durou 13 anos
• Matou mais de 8 mil portugueses
• Matou 45 000 africanos, no mínimo
• Mais de 15 mil portugueses ficaram feridos
• Manteve-se com Marcello Caetano
Estado Novo
 Regime autoritário
 Salazar
 Censura e repressão
https://ensina.rtp.pt/artigo/o-estado-novo/
António de Oliveira
Salazar
 Pobreza
 Emigração
 Medo e controlo social
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Vida no Estado Novo
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Guerra Colonial
• Conflitos em África
• Longa duração
• Desgaste do regime
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25 de Abril de 1974
• MFA
• Fim da ditadura
• Revolução pacífica
25 de Abril de
1974
25 de Abril de
1974
o que significou?
Vamos fazer
uma viagem
histórica até ao
Quando começaram a preparar? 1973
Quem preparou? Os Militares
criaram o Movimento das Forças
Armadas (MFA)
Objetivos?
• Fim da Ditadura
• Fim da Guerra Colonial
Anos antes
Preparação da Revolução
Posto de Comando (Pontinha)
Às 22h00 do dia 24 de abril de 1974, na Pontinha, em
Lisboa, fixa-se o Posto de Comando do Movimento das
Forças Armadas que comanda as operações no terreno.
Os militares comunicam através de códigos e seguem as
instruções do Posto de Comando.
https://youtu.be/K1VWtwZbrjk?si=7nSKiyz9Wqi_lRKh
Otelo Saraiva de Carvalho
Militar no Posto de comando da
Pontinha que comanda as operações.
1ª senha
 Nome: E Depois do Adeus
 Autor: Paulo de Carvalho
 Hora de transmissão: 22h55
2ª senha
 Nome: Grândola,Vila Morena
 Autor: Zeca Afonso
 Hora de transmissão: 00h20
A 2ª senha confirma o início da Revolução e os militares saem
dos Quartéis e ocupam pontos estratégicos como a Rádio, a RTP e o
Aeroporto na cidade de Lisboa.
Chegou o dia - Uma longa madrugada
https://youtu.be/ue3lWb_zn1A?si=_-eDHXERWlYavqIz
4h26: A Rádio Clube Português
transmite o primeiro comunicado do
Movimento das Forças Armadas.
Aqui Posto de Comando do Movimento das Forças Armadas. As
Forças Armadas Portuguesas apelam para todos os habitantes da
cidade de Lisboa no sentido de recolherem a suas casas nas quais se
devem conservar com a máxima calma.
6h00: Os militares ocupam o
Terreiro do Paço.
Ao longo de horas durante a madrugada
cada vez mais militares chegam a Lisboa e
ocupam diferentes pontos da cidade.
Chegou o dia - Uma longa madrugada
https://a25abril.pt/base-de-dados-historicos/locais-de-abril/locaisabril-local10/
Fernando Silva Pais (Diretor da
PIDE/DGS) telefona ao Presidente do
Conselho, Marcelo Caetano, informando:
“Senhor Presidente, a Revolução está na
rua! O caso é muito grave. Os revoltosos
ocuparam já as principais emissoras de
rádio e a Televisão e tomaram o Quartel
General da Região Militar de Lisboa”
Pouco depois em novo telefonema Silva
Pais recomenda: “É indispensável que
V.Exa. saia de casa com a maior urgência.
Vá para o quartel do Carmo que a GNR
está fixe.”
Quartel do Carmo, Lisboa
Para onde vai o Presidente do Conselho?
12h30: Os militares liderados pelo capitão Salgueiro
Maia cercam o Quartel do Carmo onde se encontra
Marcelo Caetano, Presidente do Conselho e exigem a sua
rendição.
15h10: Salgueiro Maia utiliza um megafone e dá um
prazo de 10 minutos para a rendição.
15h25: Começam os disparos em direção ao Quartel do
Carmo
Durante o dia
A tensão no Quartel do Carmo
https://youtu.be/FsDwJnIRxAc?si=TKh87joxBv8niOtv
Salgueiro Maia
17h00: O Capitão Salgueiro Maia entra e é recebido por
Marcelo Caetano que aceita render-se a um General.
18h30: O General Spínola entra e Marcelo Caetano rende-se.
Rendição de Marcelo Caetano ao General António de Spínola
“O Presidente do Conselho está pronto a entregar o Governo ao
General António de Spínola, e espera-o, para tal fim, no Quartel do
Carmo”
Durante o dia
A tensão no Quartel do Carmo
18h30: Marcelo Caetano rende-se e
sai do Quartel do Carmo numa viatura
militar (Chaimite).
Durante o dia
A tensão no Quartel do Carmo
20h00: A população dirige-se para a Rua
António Maria Cardoso onde estava sediada a
PIDE – DGS (Polícia Política) e exigem a sua
rendição. Ouve-se ‘’Morte à PIDE’’.
Porém, a PIDE não se rende e começa a
disparar sobre a população. Esses disparos atingem
algumas pessoas e quatro acabam mesmo por
morrer.
Morte à PIDE
DIA 27
Os presos políticos são
libertados da prisão de Peniche.
Dias seguintes - Continuação da luta
DIA 26
1h30: Os Militares falam na
Televisão e apresentam o seu
programa.
9h30: A PIDE rende-se.
Os presos políticos são
libertados da prisão de Caxias.
25 de Abril de
1974
Capitão Salgueiro Maia que cercou o
Quartel do Carmo e exigiu a rendição
de Marcelo Caetano
Militares ( Movimento das
Forças Armadas) que
organizaram a Revolução
Data da Revolução
Cravo colocado nas
espingardas dos militares
Significa liberdade e
Revolução
Chaimite
Veículo militar utilizado na Revolução
Símbolos da Revolução
25 de Abril de 1974, um dia a recordar para nunca esquecermos que a liberdade foi conquistada por aqueles que lutaram!
https://arquivos.rtp.pt/conteudos/somos-livres-uma-gaivota-voava-voava/
Com o 25 de Abril passou a ouvir-se ‘’somos livres!’’
117
Portugal Democrático
• Eleições livres
• Direitos e liberdades
• Constituição de 1976
118
Síntese Final
• Fontismo modernização com dívidas
→
• Crises instabilidade
→
• Ditadura falta de liberdade
→
• 25 de Abril democracia
→

apresentação modulo 6653 ensino profissional

  • 1.
    1 I-MUNDO INDUSTRIALIZADO NOSÉCULO XIX E XX O mundo industrializado no século XIX
  • 2.
    2  A Revoluçãoindustrial foi um conjunto de mudanças que aconteceram na Europa (Inglaterra) nos séculos XVIII e XIX. Fonte de energia: Vapor  A principal particularidade dessa revolução foi a substituição do trabalho artesanal pelo assalariado e com o uso das máquinas REVOLUÇÃO INDUSTRIAL
  • 3.
    3  Até ofinal do século XVIII a maioria da população europeia vivia no campo e produzia o que consumia. De maneira artesanal o produtor dominava todo o processo produtivo.  Apesar da produção ser predominantemente artesanal países como a França e a Inglaterra, possuíam manufaturas. As manufaturas eram grandes oficinas onde diversos artesãos realizavam as tarefas manualmente, dependentes do proprietário da manufatura. REVOLUÇÃO INDUSTRIAL
  • 4.
    4 A Inglaterra foia pioneira na Revolução Industrial devido a diversos fatores: • A revolução agrícola, • O crescimento populacional • Forte do mercado interno • O desenvolvimento dos transportes REVOLUÇÃO INDUSTRIAL potenciaram o aumento da procura, exigindo mais produção o que, por sua vez, estimulou as invenções técnicas.
  • 5.
    5  A Primeiraetapa da Revolução Industrial - Entre 1760 a 1860 - Inglaterra - aparecimento de indústrias de tecidos de algodão, com o uso do tear mecânico. - desenvolvimento das máquinas a vapor contribuiu para a continuação da Revolução.
  • 6.
    6  A SegundaRevolução Industrial - Entre 1850 a 1914 - Alemanha, França, Rússia e Itália também se industrializaram. Evolução ao nível da utilização do:  Aço,  Petróleo  Eletricidade  Motor de explosão Expande-se também para a América do Norte e para o Japão. Estamos na Era do Capitalismo Financeiro. 
  • 7.
    7  Na 2.ªRevolução Industrial as indústrias começaram a utilizar novas fontes de energia e novas máquinas • indústria tornou-se a principal atividade económica. • importantes inovações nos transportes e comunicações: - Alargamento das vias de comunicação; - Construção de vias férreas - Progressos a navegação Acabou com o isolamento de muitas regiões
  • 8.
    8 Alargamento das viasde comunicação: - Revolução dos Transportes dentro da Revolução Industrial Aplicação da máquina a vapor à navegação e ao transporte ferroviário
  • 9.
    9 • Desenvolvimento denovos centros industriais; • Criação de novos postos de trabalho; • Aumento do tráfego de produtos e de passageiros; • Criação de mercados nacionais; • Aumento das trocas continentais. Impacte da revolução dos transportes na economia
  • 10.
    10 Como surgiram: A Evoluçãonos caminhos de ferro da junção de duas técnicas Ferro + Máquina a Vapor Aplicação da “ locomotiva” utilizando os carris
  • 11.
    11 Implicações económicas doscaminhos de ferro • A agricultura encontrou novos mercados e pode vender géneros de pequena duração em zonas distanciadas, assim como especializar as suas produções. • Os centros urbanos foram abastecidos com regularidade, evitando-se crises de fornecimento. • Quantidades crescentes de ferro, carvão e madeira foram absorvidas,
  • 12.
    12 Implicações económicas doscaminhos de ferro Impulsionou-se a siderurgia, facilitada pela invenção do conversor Bessemer. Assim se obteve o aço, muito mais resistente que o ferro e simultaneamente maleável. • Favoreceram-se as operações financeiras, mediante o lançamento de ações e empréstimos por obrigações; construiu-se o aparelho bancário moderno; criaram-se sociedades por ações, o tipo mais aperfeiçoado de empresa capitalista no período da segunda revolução industrial. • Facilitou-se o povoamento de vastas regiões, nos E.U.A. e na Rússia, por
  • 13.
    13 Implicações económicas doscaminhos de ferro Surgiram novas profissões associadas ao setor ferroviário: - Maquinistas, revisores, carregadores … As distâncias encurtaram-se, circularam novas ideias. As pessoas começaram a ter acesso a meios de comunicação como os jornais, houve uma evolução no conhecimento da população.
  • 14.
    14  A Alemanhanos setores algodoeiro, siderúrgico, de material elétrico e de produtos químicos;  Os EUA nas indústrias agropecuária, siderúrgica e de material elétrico;  • O Japão na construção naval e nos setores algodoeiro e têxtil. APARECIMENTO DE NOVAS POTÊNCIAS - Devido à 2ª revolução industrial
  • 15.
    15  Desenvolvimento daeconomia ------nova doutrina Liberalismo económico: livre iniciativa (liberdade de produção e de circulação) direito à propriedade privada economia de mercado. Liberalismo económico
  • 16.
    16  Século XIX •Aumento demográfico mundial “Explosão Demográfica” • Surto urbano – consequência da industrialização As cidades cresceram a um ritmo muito acelerado As alterações urbanas e sociais da industrialização Extensão Quantidade de População
  • 17.
    17  Fatores quecontribuíram para este grande crescimento das cidades: • Ao crescimento demográfico; • Às alterações económicas provocadas pelas transformações nos campos e pela industrialização (a mecanização dos campos e as alterações no tipo de propriedade contribuem para o desemprego rural. As cidades, centros industriais e comerciais que oferecem maiores possibilidades de emprego, absorvem a mão- de-obra que o campo liberta – êxodo rural); • Ao incremento e desenvolvimento dos transportes, nomeadamente os caminhos-de-ferro; • Ao fascínio que as modernidades e as comodidades que a vida citadina parecia oferecer, pela novidade das realizações culturais e recreativas, correspondendo ao ideal de promoção social. PROBLEMAS NAS CIDADES
  • 18.
    18 • Da habitação: oespaço torna-se pequeno para albergar uma população que cresce rapidamente; • Da circulação: o incremento dos transportes, aliado à elevada densidade populacional, cria problemas de tráfego nas antigas ruas estreitas e sinuosas; • Do abastecimento: de água (cujo consumo exigiu novos meios de captação, tratamento e distribuição), de combustíveis e de bens alimentares; • Do saneamento e da saúde pública: a forte densidade populacional e a insuficiência de infraestruturas de higiene e de saneamento faziam proliferar as epidemias (como a cólera e a tuberculose). • Da delinquência e do desregramento (criminalidade, alcoolismo, violência doméstica, mendicidade, prostituição), causados pela miséria extrema e pelo desenraizamento das populações que afluíam à cidade. PROBLEMAS NAS CIDADES
  • 19.
    19 • No centro,onde se encontram os edifícios governamentais e de negócios, criam-se redes de saneamento, pavimentam-se ruas, iluminam-se essas mesmas ruas (a gás ou a energia elétrica), abrem-se espaços verdes, constroem-se áreas de lazer e de cultura; • Os bairros adjacentes prolongam o centro, servindo de área residencial para os ricos, para as elites urbanas; • Os subúrbios, “dormitórios” dos operários, caracterizados pela insalubridade das ruas e das habitações. PROBLEMAS NAS CIDADES Intervenções urbanísticas que alteraram a fisionomia da cidade
  • 20.
    20 Migrações internas: a) Deslocaçõessazonais: movimentos temporários de populações que percorriam várias regiões atraídas por trabalhos próprios de cada estação do ano e de cada região. b) Êxodo rural: normalmente migrações definitivas do campo para a cidade, provocadas pela introdução de práticas capitalistas nos campos e pelo desejo individual de promoção social. Envolveu sobretudo as camadas jovens, provocando enormes implicações como a diminuição da população rural, o envelhecimento da população camponesa, o atraso e estagnação do Séc. XIX Grandes fluxos Migratórios Emigração – movimento de SAÍDA da população para outro país Imigração – movimento de ENTRADA da população num outro país
  • 21.
    21 Migrações externas /Emigrações: a)Dentro do espaço europeu, a tendência verificou-se sobretudo entre os países menos desenvolvidos e os mais industrializados, embora a fuga de situações de conflito, assim como fatores de ordem política e religiosa pudessem acontecer. b) Fora do espaço europeu, os EUA, país abundante em terras e oportunidades. Séc. XIX Grandes fluxos Migratórios Emigração – movimento de SAÍDA da população para outro país Imigração – movimento de ENTRADA da população num outro país
  • 22.
    22 Condição operária Proletariado -Classe operária que, sem meios de produção, vende a sua força de trabalho em troca de um salário. Os operários enfrentavam grandes problemas dentro e fora do seu local de trabalho: • Elevado risco de acidentes de trabalho e doenças; • Ausência de medidas de apoio social (sem direito a férias, o horário era puxado, não tinham subsídios de desemprego, velhice ou doença); • Contratação de mão-de-obra infantil; • Espaços de trabalho pouco saudáveis;
  • 23.
    23 • Espaços dehabitação sobrelotados e insalubres; • Pobreza e todos os problemas a estes associados (desnutrição, doenças, prostituição, consumo elevado de bebidas alcoólicas, mendicidade). Viviam Mal Originou reações Sindicalismo Associativismo
  • 24.
    24 Originou reações Sindicalismo Associativismo Criação deassociações que apoiavam os operários mediante o pagamento duma quota. Os sindicatos utilizavam como meios de pressão as manifestações e greves.
  • 25.
    25 Que direitos reivindicavam? •A reivindicação do dia de trabalho de 8 horas; • Melhoria dos salários; • Direito ao descanso semanal. Alcançados no final do século XIX
  • 26.
    26 Os novos modelosculturais do mundo industrializado Século XIX “Século da Ciência” Positivismo defendido por Auguste Comte segundo o qual os conhecimentos científicos eram aqueles que se podiam demonstrar experimentalmente.
  • 27.
    27 Progressos Científicos doSéculo XIX Ciências Naturais estudos sobre as células, a hereditariedade e a evolução das espécies. Física estudos no campo da termodinâmica, da acústica e da eletricidade, que deram origem a uma nova era nas comunicações. Medicina descoberta dos anestésicos, da vacina contra a raiva e isolamento do bacilo da tuberculose. A ciência passou a dominar a vida moderna
  • 28.
    28 Os novos modelosculturais do mundo industrializado Século XIX Romantismo Um dos movimentos culturais de maior força do séc. XIX No pensamento romântico, a atração pela natureza resulta de uma visão pessimista que se tinha sobre o mundo moderno, urbanizado e civilizado, isto é, dominado pela máquina, pela tecnologia, pelo materialismo. As cidades do séc. XIX, sobrelotadas e marcadas pela desigualdade económica e social, sujas e barulhentas, eram bem a imagem dessa decadência.
  • 29.
    29 Século XIX Romantismo Umdos movimentos culturais de maior força do séc. XIX Em contrapartida à cidade e à vida urbana, a natureza era encarada como o espaço ideal associado à tranquilidade e à autenticidade da alma e da vida humana. Era também no mundo rural que ainda se podia encontrar a autenticidade dos hábitos e costumes das pessoas.
  • 30.
    30 Século XIX Realismo Umdos movimentos literários e artísticos do séc. XIX Os escritores e os artistas da segunda metade do século XIX passaram a interessar-se pela análise da realidade social, criticando os vícios da sociedade burguesa. O Realismo inspira-se na vida real e no quotidiano, quer da sociedade burguesa quer da vida dos bairros populares. O romance realista constituiu um poderoso instrumento de crítica à sociedade burguesa. Eça de Queirós
  • 31.
    31 Eça de Queirósé o principal romancista representante do realismo na literatura; na sua obra Os Maias, Eça retrata e denuncia os vícios da sociedade portuguesa, especialmente da burguesia, no final do século XIX. Em Portugal Eça de Queirós
  • 32.
    32 Os novos modelosculturais do mundo industrializado Século XIX Arquitetura Novas tendências na construção, novos materiais, como o ferro, o cimento armado e o vidro.
  • 33.
    33 Os novos modelosculturais do mundo industrializado Século XIX Belle Époque 1871 a 1914 Os “Loucos Anos 20” referem-se à época que abarca a década de 1920. Durante a Belle Époque houve progressos na economia (indústria e comércio), crescimento das cidades e melhoria das condições de vida. Nesse período instalaram-se novos hábitos sociais, sobretudo entre a burguesia que ostentava publicamente a sua riqueza, frequentava a ópera, cafés-concerto, salões de chá, serões, acontecimentos desportivos, praias e termas.
  • 34.
    34 PORTUGAL ENTRE OSSÉCS. XIX E XX Liberalismo Idealogia política, social, económica e cultural difundida na Europa e na América que destaca o papel do individuo sobre a sociedade. O que defende o Liberalismo? - a propriedade privada, - a liberdade individual, - a igualdade de todas as pessoas perante a lei, - o respeito pelos direitos do cidadão. primeira metade do século XIX
  • 35.
    35 PORTUGAL ENTRE OSSÉCS. XIX E XX Liberalismo primeira metade do século XIX Surgiu como consequência da ideologia das Luzes (Iluminismo) e das Revoluções Liberais (Americana, Francesa). • Opunha-se ao absolutismo ou qualquer outra forma de tirania política; • Defendia a livre iniciativa; • Promovia as classes burguesas.
  • 36.
    A Emancipação daMulher (séc. XX)  Mudanças no papel da mulher;  Luta por direitos;  Maior participação na sociedade.
  • 37.
    A Mulher eo Trabalho  Entrada no mercado de trabalho;  Trabalho durante as guerras;  Autonomia económica;
  • 38.
     Direito aovoto;  Acesso à educação;  Igualdade de direitos. 38 Direitos das Mulheres
  • 39.
    39 Rutura e Inovaçãona Arte e na Literatura • Rejeição das regras tradicionais • Novas formas de expressão • Arte como crítica
  • 40.
    40 Fauvismo • USO DECORES FORTES • EXPRESSÃO EMOCIONAL • SIMPLICIDADE DAS FORMAS
  • 41.
    41 Expressionismo • Expressão de sentimentos •Deformação da realidade • Angústia e emoção
  • 42.
    42 Cubismo • Formas geométricas •Vários pontos de vista • Quebra da perspetiva tradicional
  • 43.
    43 Futurismo • VALORIZAÇÃO DA VELOCIDADE •MÁQUINAS E PROGRESSO • MUNDO MODERNO
  • 44.
    44 Abstracionismo • Ausência defiguras reais • Formas e cores • Liberdade artística
  • 45.
    45 Surrealismo • Mundo dossonhos • Inconsciente • Imaginação
  • 46.
     Mulher conquistadireitos  •Arte rompe com o passado  •Sociedade em mudança 46 Síntese Final
  • 47.
    47 Fontismo e Liberalismoem Portugal (séc. XIX) Portugal tentou modernizar-se para acompanhar a Europa; Ligação ao liberalismo económico; Forte aposta em obras públicas.
  • 48.
    O que foio Fontismo?  Política associada a Fontes Pereira de Melo;  Desenvolvimento de infraestruturas;  Crescimento económico artificial. Fontes Pereira de Melo
  • 49.
     Caminhos-de-ferro;  Estradas; Portos e comunicações. 49 Principais obras do Fontismo
  • 50.
    Problemas do Fontismo Endividamento externo;  Dependência de empréstimos estrangeiros;  Benefícios para as elites.
  • 51.
     Grave criseeconómica;  Dívida externa elevada;  Ultimato Inglês. 51 Crise Financeira de 1890
  • 52.
     Descontentamento popular; Crescimento do republicanismo;  República em 1910. (1910-1926) 52 Queda da Monarquia
  • 53.
    I República Portuguesa(1910-1926)  Instabilidade política  Muitos governos  Problemas económicos
  • 54.
  • 55.
    55 Principais Características da1ª República •Sistema Político: •Parlamentarismo: Implementou um regime parlamentarista com uma Constituição em 1911, poderes presidenciais reduzidos. •Instabilidade: Caracterizada por constante mudança de governos, conflitos partidários (principalmente entre democratas e conservadores) e tentativas de golpe de estado, como o movimento de 28 de maio de 1926.
  • 56.
    56 Principais Características da1ª República . •Religião e Estado (Laicização): •Anticlericalismo: Forte anticlericalismo, com a separação do Estado e da Igreja, expulsão de ordens religiosas, fim dos conventos e restrição de privilégios católicos.
  • 57.
    57 Principais Características da1ª República •Sociedade e Trabalho: •Leis Sociais: Introdução de legislação avançada para a época, como o direito à greve, descanso dominical, jornada de trabalho, e o divórcio, embora a sua aplicação fosse dificultada. •Educação: Reorganização do ensino e criação de novas universidades (Lisboa e Porto).
  • 58.
    58 Principais Características da1ª República •Economia: •Crise Persistente: Dificuldades financeiras herdadas da Monarquia, agravadas pela participação na Primeira Guerra Mundial, gerando descontentamento popular e desconfiança no regime.
  • 59.
    59 Principais Características da1ª República •Voto e Participação: •Voto Censitário: Sistema eleitoral excludente, onde apenas homens alfabetizados acima de 21 anos podiam votar, deixando a maioria da população (mulheres, analfabetos, militares, clérigos) de fora. •Partidos e Elites: •Partidarismo: Domínio do Partido Republicano Português (PRP), mas com divisões e surgimento de partidos conservadores, e forte influência das elites regionais.
  • 60.
     Fim daI República  Início da Ditadura Militar  Procura de ordem 60 Golpe Militar de 1926
  • 61.
    O golpe militarque trouxe a ditadura O que caracterizou a ditadura militar? 28 de maio de 1926 início da ditadura militar Idealização da chegada do General Gomes da Costa a Lisboa, 26 de maio de 1926.
  • 62.
    28 de maiode 1926 início da ditadura militar • Golpe militar que pôs fim à Primeira República. • Começou em Braga e chegou rapidamente à capital. O golpe militar que trouxe a ditadura O que caracterizou a ditadura militar? Clicar na televisão para ver o vídeo sobre o Golpe de 28 de maio de 1926. [1:17-1:33]
  • 63.
    Imprensa visada pelacensura. Semanário humorístico Sempre Fixe, 15/6/1926. O golpe militar que trouxe a ditadura O que caracterizou a ditadura militar? 28 de maio de 1926 início da ditadura militar • Golpe militar que pôs fim à Primeira República. • Começou em Braga e chegou rapidamente à capital. • Censura à imprensa (junho).
  • 64.
    • Os direitosdos cidadãos foram suspensos. • Fechou-se o parlamento. • Proibiram-se os partidos políticos, as manifestações e as greves. • Deixou de haver oposição. “Depois de amanhã, rua, que é fresco”, caricatura alusiva ao encerramento do Parlamento, publicada no periódico Os Ridículos, de 29 de maio de 1926. A tranca da ditadura O golpe militar que trouxe a ditadura O que caracterizou a ditadura militar?
  • 65.
    • Gomes daCosta apenas governou o país por um mês e foi deposto e exilado nos Açores. • Mas foi condecorado marechal, no exílio, tal era o seu prestígio! Aqui ainda eramos amigos! Governo provisório depois do golpe militar . Junho, 1926. Óscar Carmona Embarque de Gomes da Costa e família para os Açores. O golpe militar que trouxe a ditadura O que caracterizou a ditadura militar?
  • 66.
    • Com desconfiançae o medo. • Houve momentos de revolta, como no Porto, em fevereiro de 1927. • A maioria dos portugueses continuou a viver na miséria. Porto: revolta de fevereiro de 1927. Sem-abrigo a ser abordado pelos guardas. 17 de fevereiro de 1929. O golpe militar que trouxe a ditadura Como passaram a viver os portugueses?
  • 67.
    Salazar e oEstado Novo Como chegou Salazar ao poder? O país já está na ordem! Mas as finanças ainda não. Gostaria de integrar este governo, Prof. Salazar? Sim, mas… Teremos de sofrer em vencimentos [salários] diminuídos, aumento de impostos, carestia de vida. Por convite de Óscar Carmona. Óscar Carmona Salazar
  • 68.
    1. Cortou osapoios sociais Salazar 2. Aumentou impostos e taxas alfandegárias 3. Reduziu despesas de educação e saúde Salazar e o Estado Novo Como chegou Salazar ao poder?
  • 69.
    Salazar e oEstado Novo Como se criou o Estado Novo? Constituição de 1933 • Aprovada em 1933, a Constituição estabeleceu os pilares do Estado Novo. • Abstenções contaram como SIM! Clicar na televisão para ver o vídeo sobre o Governo de Salazar [a partir de 0:23]
  • 70.
    Educar para obedecer Comoeram educadas as crianças e os jovens? Orelhas de burro Clicar na televisão para ver o excerto do documentário “Oficina das Almas”, RTP, 2024. [23:33-25:00]
  • 71.
    Objetos de madeira que intimidavame magoavam • Ponteiro para bater e apontar • Palmatória para bater • Régua para dar reguadas Educar para obedecer Como eram educadas as crianças e os jovens?
  • 72.
    Trabalho e simplicidade Amor e superioridadeda pátria Família tradicional Moral católica Educar para obedecer Como eram educadas as crianças e os jovens?
  • 73.
    Vigiar e controlaros costumes Que comportamentos se esperava da população? • A mulher era especialmente vigiada e mandada no Estado Novo. • Esperava-se que fosse uma esposa obediente, boa cuidadora do lar, dos filhos, pais e marido. • Não tinha liberdade para se vestir como queria, nem para trabalhar no que queria. Mulheres solteiras não podiam votar! Folheto de Salazar para orientar o sentido de voto das mulheres casadas. Concurso a dona de casa ideal, 1966. As mulheres deviam ser “fadas do lar” e, para isso, a instrução primária era suficiente. Documentário “Enfermeiras no Estado Novo”, 2000. As enfermeiras, não podiam casar. Podiam ser presas, torturadas e expulsas da profissão! Só poderam casar depois de 1962.
  • 74.
    Propaganda e livros doutrinadores Com regras,leis, editais, … Instigava as queixinhas e o clima de suspeição Vigiar e controlar os costumes Que comportamentos se esperava da população?
  • 75.
    Da Constituição de1933 • Poder executivo fortíssimo. • Só havia a possibilidade de ganhar o partido do poder executivo (governo). • Não havia a justa separação de poderes. Cartaz de Almada Negreiros 1. Presidente do Conselho estava acima de todos 2. A União Nacional era o único partido 3. Parlamento, Presidente da República, tribunais têm pouco poder Autoritarismo, repressão e violência De onde vinha tanto poder?
  • 76.
    Autoritarismo, repressão eviolência Como se reprimiam as liberdades? Censura e Repressão Liberdades condicionadas pela Constituição Cartaz de Almada Negreiros O Estado dizia como pensar e qualquer obra só era publicada depois de visada pela Censura. Vigiava, reprimia, intimidava, prendia e torturava os opositores políticos.
  • 77.
    As grandes obraspúblicas, como a Ponte Salazar davam a ilusão de um país próspero e desenvolvido. Em termos materiais, havia uma aparência de bem-estar Da aparência à realidade Que aparências mascaravam a ditadura? Clicar na televisão para ver o vídeo sobre a inauguração da Ponte Salazar (Ponte 25 de Abril), 1966. [6:42-7:59]
  • 78.
    Da aparência àrealidade Como viviam os portugueses? A habitação era muito precária, sobretudo no mundo rural. Casa serrana, em Folgozinho, Gouveia, in Maria Lamas, “As mulheres do meu país”. Não havia janelas A ventilação e iluminação são naturais: fazem-se pelo pequeno portão ou gateira. Pobres, analfabetos, com frio e fome
  • 79.
    Pobres, analfabetos, comfrio e fome Proibição de andar descalço. As feridas nos pés eram portas de entrada para doenças como o tétano, que matava. Criaram-se sapatos baratos – tamancos, sólitas, alpercatas – para calçar a população de pé descalço. Hoje a vacina contra o tétano é obrigatória! Quando vais tomar a próxima dose? Os cuidados de saúde básicos eram insuficientes. Crianças pobres e descalças, furnas de Monsanto, 1960. Da aparência à realidade Como viviam os portugueses?
  • 80.
    A alimentação dosmais pobres era escassa e pouco variada. Sopa de cavalo cansado, o pequeno-almoço dos trabalhadores rurais e também das crianças. Clicar na colher para saber mais. Sopa de cavalo cansado. Da aparência à realidade Como viviam os portugueses? Pobres, analfabetos, com frio e fome
  • 81.
    Política colonial Como justificavaSalazar o colonialismo? • ONU: depois da Segunda Guerra Mundial, pressiona os países colonizadores a dar independência às colónias. • Mas Salazar mantém-nas num espírito de missão. Cartaz de propaganda, divulgado aquando da Exposição do Mundo Português, de 1940. Portugal não é um país pequeno
  • 82.
  • 83.
    A guerra colonial: •Durou 13 anos • Matou mais de 8 mil portugueses • Matou 45 000 africanos, no mínimo • Mais de 15 mil portugueses ficaram feridos • Manteve-se com Marcello Caetano
  • 84.
    Estado Novo  Regimeautoritário  Salazar  Censura e repressão https://ensina.rtp.pt/artigo/o-estado-novo/ António de Oliveira Salazar
  • 85.
     Pobreza  Emigração Medo e controlo social 97 Vida no Estado Novo
  • 86.
    98 Guerra Colonial • Conflitosem África • Longa duração • Desgaste do regime
  • 87.
    99 25 de Abrilde 1974 • MFA • Fim da ditadura • Revolução pacífica
  • 88.
    25 de Abrilde 1974
  • 89.
    25 de Abrilde 1974 o que significou?
  • 90.
  • 91.
    Quando começaram apreparar? 1973 Quem preparou? Os Militares criaram o Movimento das Forças Armadas (MFA) Objetivos? • Fim da Ditadura • Fim da Guerra Colonial Anos antes Preparação da Revolução
  • 92.
    Posto de Comando(Pontinha) Às 22h00 do dia 24 de abril de 1974, na Pontinha, em Lisboa, fixa-se o Posto de Comando do Movimento das Forças Armadas que comanda as operações no terreno. Os militares comunicam através de códigos e seguem as instruções do Posto de Comando. https://youtu.be/K1VWtwZbrjk?si=7nSKiyz9Wqi_lRKh Otelo Saraiva de Carvalho Militar no Posto de comando da Pontinha que comanda as operações.
  • 93.
    1ª senha  Nome:E Depois do Adeus  Autor: Paulo de Carvalho  Hora de transmissão: 22h55 2ª senha  Nome: Grândola,Vila Morena  Autor: Zeca Afonso  Hora de transmissão: 00h20 A 2ª senha confirma o início da Revolução e os militares saem dos Quartéis e ocupam pontos estratégicos como a Rádio, a RTP e o Aeroporto na cidade de Lisboa. Chegou o dia - Uma longa madrugada https://youtu.be/ue3lWb_zn1A?si=_-eDHXERWlYavqIz
  • 94.
    4h26: A RádioClube Português transmite o primeiro comunicado do Movimento das Forças Armadas. Aqui Posto de Comando do Movimento das Forças Armadas. As Forças Armadas Portuguesas apelam para todos os habitantes da cidade de Lisboa no sentido de recolherem a suas casas nas quais se devem conservar com a máxima calma. 6h00: Os militares ocupam o Terreiro do Paço. Ao longo de horas durante a madrugada cada vez mais militares chegam a Lisboa e ocupam diferentes pontos da cidade. Chegou o dia - Uma longa madrugada https://a25abril.pt/base-de-dados-historicos/locais-de-abril/locaisabril-local10/
  • 95.
    Fernando Silva Pais(Diretor da PIDE/DGS) telefona ao Presidente do Conselho, Marcelo Caetano, informando: “Senhor Presidente, a Revolução está na rua! O caso é muito grave. Os revoltosos ocuparam já as principais emissoras de rádio e a Televisão e tomaram o Quartel General da Região Militar de Lisboa” Pouco depois em novo telefonema Silva Pais recomenda: “É indispensável que V.Exa. saia de casa com a maior urgência. Vá para o quartel do Carmo que a GNR está fixe.” Quartel do Carmo, Lisboa Para onde vai o Presidente do Conselho?
  • 96.
    12h30: Os militaresliderados pelo capitão Salgueiro Maia cercam o Quartel do Carmo onde se encontra Marcelo Caetano, Presidente do Conselho e exigem a sua rendição. 15h10: Salgueiro Maia utiliza um megafone e dá um prazo de 10 minutos para a rendição. 15h25: Começam os disparos em direção ao Quartel do Carmo Durante o dia A tensão no Quartel do Carmo https://youtu.be/FsDwJnIRxAc?si=TKh87joxBv8niOtv Salgueiro Maia
  • 97.
    17h00: O CapitãoSalgueiro Maia entra e é recebido por Marcelo Caetano que aceita render-se a um General. 18h30: O General Spínola entra e Marcelo Caetano rende-se. Rendição de Marcelo Caetano ao General António de Spínola “O Presidente do Conselho está pronto a entregar o Governo ao General António de Spínola, e espera-o, para tal fim, no Quartel do Carmo” Durante o dia A tensão no Quartel do Carmo
  • 98.
    18h30: Marcelo Caetanorende-se e sai do Quartel do Carmo numa viatura militar (Chaimite). Durante o dia A tensão no Quartel do Carmo
  • 99.
    20h00: A populaçãodirige-se para a Rua António Maria Cardoso onde estava sediada a PIDE – DGS (Polícia Política) e exigem a sua rendição. Ouve-se ‘’Morte à PIDE’’. Porém, a PIDE não se rende e começa a disparar sobre a população. Esses disparos atingem algumas pessoas e quatro acabam mesmo por morrer. Morte à PIDE
  • 100.
    DIA 27 Os presospolíticos são libertados da prisão de Peniche. Dias seguintes - Continuação da luta DIA 26 1h30: Os Militares falam na Televisão e apresentam o seu programa. 9h30: A PIDE rende-se. Os presos políticos são libertados da prisão de Caxias.
  • 101.
    25 de Abrilde 1974 Capitão Salgueiro Maia que cercou o Quartel do Carmo e exigiu a rendição de Marcelo Caetano Militares ( Movimento das Forças Armadas) que organizaram a Revolução Data da Revolução Cravo colocado nas espingardas dos militares Significa liberdade e Revolução Chaimite Veículo militar utilizado na Revolução Símbolos da Revolução
  • 102.
    25 de Abrilde 1974, um dia a recordar para nunca esquecermos que a liberdade foi conquistada por aqueles que lutaram! https://arquivos.rtp.pt/conteudos/somos-livres-uma-gaivota-voava-voava/ Com o 25 de Abril passou a ouvir-se ‘’somos livres!’’
  • 103.
    117 Portugal Democrático • Eleiçõeslivres • Direitos e liberdades • Constituição de 1976
  • 104.
    118 Síntese Final • Fontismomodernização com dívidas → • Crises instabilidade → • Ditadura falta de liberdade → • 25 de Abril democracia →

Notas do Editor

  • #36 Começa por explicar que durante muito tempo a mulher tinha poucos direitos. No século XX isso começa a mudar de forma gradual.
  • #37 Explica que as guerras obrigaram as mulheres a trabalhar fora de casa. Isso deu mais autonomia e visibilidade.
  • #38 Refere que os direitos não surgiram todos ao mesmo tempo. Foram conquistas obtidas com luta.
  • #39 Explica que os artistas queriam romper com o passado. Não aprofundes teoria: foca a ideia de mudança.
  • #40 Diz que o mais importante são as cores intensas. Não é realista.
  • #41 Explica que os artistas mostravam emoções, não a realidade tal como é.
  • #42 Refere Picasso como exemplo. Diz que os objetos são mostrados de vários ângulos.
  • #43 Liga à industrialização e às máquinas. Arte ligada ao futuro.
  • #44 Explica que não representa a realidade. Cada pessoa interpreta de forma diferente.
  • #45 Refere que mistura sonho e realidade. Diz que parece estranho de propósito.
  • #46 Fecha o tema. Prepara a ligação à revisão do módulo.
  • #47 Explica que Portugal estava atrasado em relação à Europa industrializada. O Fontismo surge como tentativa de modernização rápida, mas com custos elevados.
  • #48 Diz que o Fontismo acreditava que obras públicas trariam progresso. Explica que nem toda a população beneficiou destas políticas.
  • #49 Mostra como os transportes ajudaram a economia. Liga aos conteúdos da Revolução Industrial estudados anteriormente.
  • #50 Explica que o Estado gastou mais do que podia. Refere que a população comum pouco beneficiou.
  • #51 Explica de forma simples o Ultimato Inglês. Diz que afetou o orgulho nacional e aumentou o descontentamento.
  • #52 Explica que a crise e a instabilidade enfraqueceram a Monarquia. A República surge como esperança de mudança.
  • #53 Refere que apesar das boas intenções, a República falhou em estabilizar o país. Regime parlamentarista instável, intensas reformas sociais e laicização do Estado, mas também por grande conflito político, crises financeiras e a exclusão de grande parte da população do voto, culminando na sua queda pela ditadura militar em 1926
  • #60 Explica que a população aceitava menos liberdade em troca de estabilidade. Instabilidade da I República. Golpe de 28 de maio de 1926. Início da Ditadura Militar. Suspensão da Constituição e limitação das liberdades. Ideia-chave: instabilidade leva ao autoritarismo.
  • #61 1928: Ministro das Finanças. Equilíbrio financeiro. 1932: Presidente do Conselho. 1933: Constituição do Estado Novo.
  • #67 1928: Ministro das Finanças. Equilíbrio financeiro. 1932: Presidente do Conselho. 1933: Constituição do Estado Novo.
  • #68 Regime autoritário. Partido único. Nacionalismo e conservadorismo. Ausência de liberdades políticas.
  • #76 Censura. PIDE/DGS. Prisões políticas. Vigilância da população.
  • #84 Início em 1961. Desgaste económico e humano. Descontentamento militar. Causa do 25 de Abril.
  • #96 Explica que o Estado Novo controlava a sociedade. Refere a ausência de liberdade política.
  • #97 Diz que muitas famílias viviam com dificuldades. A emigração era vista como única solução.
  • #98 Explica que a guerra foi cara e longa. Os militares começaram a contestar o regime.
  • #99 Explica que foi um golpe militar com apoio popular. Realça que quase não houve violência.
  • #117 Explica que Portugal passa a ser uma democracia. Liga aos direitos atuais dos alunos.
  • #118 Resume todo o percurso histórico. Prepara os alunos para a avaliação final.