A
Apostila Digital
Língua Portuguesa
OO TTEEXXTTOO EEMM NNOOSSSSOO CCOOTTIIDDIIAANNOO
Caro aluno, seja bem-vindo!
Vamos dar início às nossas atividades discutindo alguns aspectos
interessantes a respeito da presença dos textos em nossa vida.
Você deve estar acostumado a ver e ouvir a palavra “texto”, seja no trabalho,
na faculdade, em livros, revistas etc. Então, aí vem a pergunta: você saberia dizer
quais são os conceitos, os significados e a importância do “texto” para o seu dia a
dia?
Talvez você tenha parado para pensar sobre o assunto e, no momento,
surgiram algumas dúvidas:
- Texto é um aglomerado de palavras e frases?
Roupas, caderno, lindo. Fui ontem ao cinema. O cinema do
shopping é muito bonito. No shopping tem muitas coisas para se
comprar. A compra da nossa casa não deu certo porque o banco não
aprovou o financiamento.
- Texto pode ser somente aquilo que escrevemos?
- Texto é o que a professora ou o professor pede para a gente elaborar na
aula de redação?
- Texto é aquilo que a gente lê no jornal, no livro, na internet etc.?
Nós levantamos muitas hipóteses a respeito do que é texto. Será que alguma
das perguntas acima seria a sua real definição?
Fiorin (1996, p.16) diz que texto “é um todo organizado de sentido”, ou seja,
nós não podemos entender que o texto seja apenas um conjunto de palavras ou
frases que se juntam de forma aleatória para constituí-lo, mas, sim, que essas
palavras e frases devam estar ligadas entre si para que haja uma continuidade
entre elas, a fim de que a sua totalidade forme uma unidade de sentido. Talvez,
você esteja dizendo: “mas isso é óbvio!”, entretanto, não é essa a noção de texto
que boa parte dos estudantes emprega na prática.
Na escola, quando o professor ou a professora pede para que seja elaborada
uma redação é comum os alunos lhe perguntarem: “com quantas linhas?” ou “em
quantas palavras?”. Perguntas desse tipo demonstram mais preocupação em
atender às exigências de números de linhas ou palavras, do que construir um texto
que faça sentido para quem o lê.
A produção textual, nesse caso, não é concebida como um todo com unidade
de sentido, isto é, uma organização de ideias com começo, meio e fim, mas como
uma somatória de linhas, um amontoado de palavras sucessivas. Pior é que essa
concepção de texto também está presente nas atividades de leitura. Muitas vezes,
lemos apenas parte de um texto e achamos que o entendemos em sua completude.
É isso o que ocorre quando o professor nos dá um romance para ler e lemos
apenas o resumo ou partes de capítulos, imaginando que a leitura parcial seja
suficiente para ter sucesso na avaliação. Veja o texto de Ricardo Ramos:
Circuito Fechado
Ricardo Ramos1
Chinelos, vaso, descarga. Pia, sabonete. Água. Escova, creme dental, água,
espuma, creme de barbear, pincel, espuma, gilete, água, cortina, sabonete, água
fria, água quente, toalha. Creme para cabelo; pente. Cueca, camisa, abotoaduras,
calça, meias, sapatos, gravata, paletó. Carteira, níqueis, documentos, caneta,
chaves, lenço, relógio, maços de cigarros, caixa de fósforos. Jornal. Mesa,
cadeiras, xícara e pires, prato, bule, talheres, guardanapos. Quadros. Pasta, carro.
Cigarro, fósforo. Mesa e poltrona, cadeira, cinzeiro, papéis, telefone, agenda, copo
com lápis, canetas, blocos de notas, espátula, pastas, caixas de entrada, de saída,
vaso com plantas, quadros, papéis, cigarro, fósforo. Bandeja, xícara pequena.
Cigarro e fósforo. Papéis, telefone, relatórios, cartas, notas, vales, cheques,
memorandos, bilhetes, telefone, papéis.(...)
1
Ricardo Ramos nasceu em Palmeira dos Índios, em 1929, ano em que o pai Graciliano Ramos
exercia a função de prefeito. Formado em Direito, destacou-se como homem da propaganda,
professor de comunicação, jornalista e escritor em São Paulo. Sua obra literária é extensa: contos,
romances e novelas, e representa, com destaque, a prosa contemporânea da literatura brasileira.
Apesar do texto, em uma primeira leitura não aparentar relação entre as
palavras, se você observar atentamente, poderá perceber que se trata do cotidiano
de um indivíduo, e é possível perceber sua rotina e até mesmo seu gênero: se é
masculino ou feminino. Leia o restante do texto que complementa nossa análise e
tente buscar outras informações importantes que o texto passa para o leitor:
(...) Relógio. Mesa, cavalete, cinzeiros, cadeiras, esboços de anúncios, fotos,
cigarro, fósforo, bloco de papel, caneta, projetos de filmes, xícara, cartaz,
lápis, cigarro, fósforo, quadro-negro, giz, papel. Mictório, pia, água. Táxi.
Mesa, toalha, cadeiras, copos, pratos, talheres, garrafa, guardanapo, xícara.
Maço de cigarros, caixa de fósforos. Escova de dentes, pasta, água. Mesa e
poltrona, papéis, telefone, revista, copo de papel, cigarro, fósforo, telefone
interno, externo, papéis, prova de anúncio, caneta e papel, relógio, papel,
pasta, cigarro, fósforo, papel e caneta, telefone, caneta e papel, telefone,
papéis, folheto, xícara, jornal, cigarro, fósforo, papel e caneta. Carro. Maço de
cigarros, caixa de fósforos. Paletó, gravata. Poltrona, copo, revista. Quadros.
Mesa, cadeiras, pratos, talheres, copos, guardanapos. Xícaras, cigarro e
fósforo. Poltrona, livro. Cigarro e fósforo. Televisor, poltrona. Cigarro e fósforo.
Abotoaduras, camisa, sapatos, meias, calça, cueca, pijama, espuma, água.
Chinelos. Coberta, cama, travesseiro.
Práticas como essas demonstram que precisamos rever o conceito de texto.
Observe o texto a seguir:
Esse texto é uma “tirinha” publicada no jornal Folha de São Paulo, em
1/12/2008. As tirinhas são textos curtos formados por quadrinhos de texto verbal e
visual dispostos linearmente na página do jornal. Essa tira, em particular, tem dois
quadrinhos. No primeiro, temos um coelho que ao passear num parque é elogiado
por duas garotas. Diante desse elogio, ele se sente insatisfeito e não aprecia os
adjetivos que lhe são atribuídos. Já no segundo quadro, temos, no mesmo parque,
coelhas que também o elogiam, todavia, esses elogios são apreciados pelo coelho.
Se fôssemos analisar esse texto, isolando cada quadro, não entenderíamos
o humor que ali se estabelece, isto é, ficaríamos apenas na observação que
fizemos acima, sem uma ligação entre um quadro e outro. Para depreendermos a
unidade de sentido, devemos observar a relação que se estabelece entre os
elementos que constituem a tira.
Além das observações já realizadas, precisamos levar em conta que são
meninas – seres humanos – que, no primeiro quadro, estão fazendo o elogio. Elas
se utilizam do sufixo diminutivo (–inho) para qualificar o animal. Portanto, a relação
que caberia aqui, não passaria de HUMANO x ANIMAL, sendo o animal apenas um
“objeto” de manuseio e admiração do humano. Essa é uma relação que não agrada
ao coelho. Já no segundo quadro, os elogios são dados por coelhas e elas se
utilizam do sufixo aumentativo (-ão) para caracterizar o ser da mesma espécie,
enaltecendo sua macheza e virilidade. Portanto, a relação que cabe aqui é
COELHO x COELHAS, de cunho sexual, o que traz satisfação ao coelho, pois é
esse tipo de relacionamento que o interessa. Diante disso, vemos que o riso só se
dá quando comparamos um quadro ao outro.
Dessa forma, podemos chegar à seguinte conclusão:
Um texto é um todo organizado de sentido, porque o significado de uma
parte depende das outras com que se relaciona de tal forma que
combinam entre si, a fim de gerar uma unidade.
Essa definição será fundamental para analisarmos e elaborarmos textos. Por
isso, tenham-na sempre em mente, pois já estamos de certa forma, condicionados
a analisarmos os textos de forma fragmentada, não observando todos os elementos
que estão ali presentes.
Vejamos se você compreendeu bem o que foi dito até aqui e se já conseguiu
direcionar a sua mente para entender que todos os elementos presentes no texto
são importantes para a depreensão de sentido e, para isso, vamos analisar mais
um exemplo:
Observe a propaganda a seguir retirada do site http://naweb.wordpress.com/.
Ela se constitui em três quadros. Faça a leitura mediante as questões abaixo.
a) Se você observar apenas o primeiro quadro, abaixo, qual o sentido que você
depreende?
b) Agora, observe o segundo quadro. Ele corresponde ao sentido que você
obteve do primeiro?
c) Vamos ao terceiro quadro. Ele é uma confirmação da leitura que você fez do
primeiro e segundo quadros ou somente quando você observou o terceiro
quadro é que houve um entendimento da propaganda?
Nesse momento, observe abaixo a propaganda toda.
Edson Baeta
http://naweb.wordpress.com/.
Acesso em 11/11/2009
Podemos perceber que a propaganda é um alerta acerca do consumo de
bebida alcoólica e do ato de dirigir, ou seja, os dois “não devem andar juntos”, pois
o álcool prejudica a atenção dos motoristas e aumenta a ocorrência de acidentes.
Essa leitura só é possível pela visualização e depreensão de sentido dos três
quadros juntos. Por isso, falamos que o texto é uma unidade de sentido e para
obter essa unidade é necessário observar e pensar em todos os aspectos que nele
estão envolvidos.
Mas, talvez você deva estar se perguntando: “A propaganda acima ou
mesmo a tirinha é um texto? Mas elas são compostas por poucas palavras.!!!!!”
Eis, então, a resposta: ELAS SÃO TEXTO, pois texto, também, é toda
manifestação linguística, paralinguística e imagética que transmite uma mensagem
ou um ato de comunicação a fim de obter uma interação com o outro. Por isso,
dizemos que existem três tipos de texto: verbal, não verbal e sincrético ou misto
(verbal e não verbal). Quando dizemos manifestação linguística falamos de
recursos expressos pela palavra (que pode ser oral ou escrita); o paralinguístico é
quando usamos gestos, olhares etc.; e o imagético é formado por imagens ou
figuras.
Cotidianamente as pessoas se deparam com uma grande variedade de
palavras e imagens que apresentam características diferentes e que são
elaboradas com objetivos bem distintos. Veremos a seguir produções que
relacionam elementos expressivos verbais, não verbais e mistos.
Texto verbal
Existem várias formas de comunicação. Quando o homem se utiliza da
palavra, ou seja, da linguagem oral ou escrita, dizemos que ele está utilizando uma
linguagem verbal, pois o código usado é a língua. Tal código está presente, quando
falamos com alguém, quando lemos ou quando escrevemos. A linguagem verbal é
a forma de comunicação mais presente em nosso cotidiano. Mediante a língua
falada ou escrita, expomos aos outros as nossas idéias e pensamentos,
comunicando-nos por meio desse código verbal imprescindível em nossas vidas.
Portanto, a linguagem verbal é aquela que tem as palavras como recurso
expressivo, como exemplo: textos orais ou escritos, em prosa ou em verso. Leia o
texto:
Resenha de filme: Crepúsculo
Luma Jatobá 18/01/2009
Baseado nos livros de Stephenie Meyer, Crepúsculo vem às
telonas contar a história da jovem Isabella Swan (Kristen Stewart)
que ao se mudar para a casa do pai em Forks, Washington, conhece
no colégio uma família diferente: os Cullen. Por serem anti-sociais e
muito reservados, são os estranhos da escola. Bella logo se
apaixona por Edward Cullen (Robert Pattinson) e ele por ela. Seria
algo lindo e normal se o rapaz não fosse um vampiro. E é deste
meado que se desenvolve a história: o romance proibido, o segredo
que não pode ser descoberto e a perseguição dos Cullen, após
James (Cam Gigandet), o vampiro sanguinário, descobrir o "namoro"
deles.
Agora os Cullen e a jovem Bella estão correndo perigo. A
corrida é contra o relógio para acabar com o vampiro antes que o pior
aconteça.
A história do filme é legal e prende do início ao fim, mas falta uma
trilha sonora de peso e abusa quando dão a desculpa de que
vampiros não saem ao sol porque brilham como diamantes. O livro
está no terceiro volume, Crepúsculo é apenas o primeiro da série que
ainda trás Lua nova e Eclipse. Dizem por aí que a nova adaptação de
Romeu e Julieta veio pra substituir o bruxinho Harry Potter, será?
(http://centralrocknet.com.br/index.php?news=677)
Observamos que o texto acima é uma resenha, cuja finalidade é descrever o
filme Crepúsculo, para que o leitor tenha uma visão da história, a fim de verificar se
é interessante assisti-lo. Para isso, o autor utilizou-se da linguagem verbal, pois
como vemos, utilizou-se a língua escrita para se comunicar.
Além da resenha, encontramos a linguagem verbal em textos de
propagandas; reportagens (jornais, revistas etc.); obras literárias e científicas; na
comunicação entre as pessoas; em discursos (do Presidente da República, dos
representantes de classe, de candidatos a cargos públicos etc.) e em várias outras
situações.
Texto não verbal
As pessoas não se comunicam apenas por palavras. Os movimentos faciais
e corporais, as cores, o desenho, a dança, os sons, os gestos, os olhares, a
entoação são também importantes: são os elementos não verbais da comunicação.
Os significados de determinados gestos e comportamentos variam muito de uma
cultura para outra e de época para época.
Portanto, o texto não verbal consiste no uso de imagens, figuras, símbolos,
tom de voz, postura corporal, pintura, música, mímica, escultura como meio de
comunicação. A linguagem não verbal pode ser até percebida nos animais. Quando
um cachorro balança a cauda quer dizer que está feliz e quando coloca a cauda
entre as pernas significa medo e tristeza. Outros exemplos: sinalização de trânsito,
semáforo, logotipos, bandeiras, uso de cores para chamar a atenção ou exprimir
uma mensagem.
Dessa forma, é muito interessante observar que para manter uma
comunicação não é preciso usar a fala e sim utilizar uma linguagem, seja ela verbal
ou não verbal.
Observe a figura ao lado. Se ela fosse
encontrada em um consultório médico, faríamos a
leitura de que, naquele local, as pessoas devem falar
baixo e, se possível, manter silêncio. A linguagem
utilizada é a não verbal, pois não utiliza a língua para
transmitir “silêncio”.
O semáforo, também, é um exemplo de texto
não verbal - um objeto cujo sentido das cores
comanda o trânsito e que é capaz de interferir na vida
do ser humano de forma extraordinária.
Texto Sincrético ou misto (verbal e não verbal)
Falamos em texto misto – verbal e não verbal – quando os dois recursos
expressivos são utilizados em conjunto. Isso ocorre, por exemplo, em história em
quadrinhos, propagandas, filmes e outras produções que utilizam ao mesmo tempo
palavras e imagens.
Observemos a charge:
Ao observarmos o que está expresso na superfície textual, ou seja, aquilo
que é visível notamos que esse texto é formado por um tema “trabalho escravo”;
logo a seguir, há uma imagem de homens que se subdividem em dois grupos:
possíveis cortadores de cana de açúcar e o “patrão”, com um chicote na mão, junto
aos seus capatazes armados; e abaixo da imagem, temos os dizeres: “Aquele que
ficar por aí inventando esse tipo de mentira já sabe: duzentas chibatadas!”
Percebemos, portanto, que por meio da linguagem verbal e não verbal, o
texto aborda a questão do trabalho escravo, tema muito discutido no Congresso
Nacional Brasileiro, na época de publicação da charge. O governo pretendia
combater esse tipo de crime, mas encontrava resistência por parte de alguns
deputados e senadores, porque esses parlamentares eram proprietários de
algumas das fazendas investigadas.
A charge ironiza justamente essa questão: a existência do trabalho escravo
de forma não assumida. O “patrão” diz que denunciar o trabalho escravo é inventar
mentira, mas, ao mesmo tempo, encontra-se com um chicote na mão como faziam
os senhores e feitores, na época da escravatura. É claro que essa leitura só será
possível se fizermos a junção dos dois tipos de imagens.
Portanto, o sentido desse texto, e de todos os outros que analisamos, ocorre
pela relação que um elemento mantém com os demais constituintes do todo. Esse
sentido do todo não é mera soma de partes, mas pelas várias relações que se
estabelecem entre si. Por isso, não podemos fazer a leitura somente da imagem ou
somente do que está escrito, é necessário fazermos a leitura do todo.
Além dessas questões tratadas até aqui, cabe dizer que todo texto é
produzido por um sujeito num determinado tempo e num determinado espaço.
Conforme diz Fiorin (1996, 17-18),
(...) esse sujeito, por pertencer a um grupo social num tempo e
num espaço, expõe em seus textos as idéias, os anseios, os
temores, as expectativas de seu tempo e de seu grupo social.
Todo texto tem um caráter histórico, não no sentido de que
narra fatos históricos, mas no de que revela os ideais e as
concepções de um grupo social numa determinada época.
Cada período histórico coloca para os homens certos
problemas e os textos pronunciam-se sobre eles.
Por isso, em um texto temos sempre a amostragem de um fato, ocorrido num
determinado momento, vista sob um ponto de vista social representado por um
sujeito. Dessa forma, ao analisarmos um texto, além de verificarmos a unidade
existente entre as partes, temos de observar o contexto.
Texto e Contexto
Quando analisamos a charge “Trabalho Escravo”, dissemos que esse
assunto estava sendo discutido no Congresso Nacional e que alguns parlamentares
apresentavam certa resistência para discutir o assunto. Ora, essas questões são
importantes para o entendimento da charge, mas elas não estão marcadas na
superfície textual. O seu sentido ocorrerá mediante o conhecimento de mundo do
leitor, em saber em que situação ela foi produzida, ou seja, levando em conta o
CONTEXTO.
Fiorin (1994, 12) define contexto como “uma unidade linguística maior onde
se encaixa uma unidade linguística menor”. Assim, a palavra encaixa-se no
contexto da frase, esta no contexto do parágrafo, o parágrafo encaixa-se no
contexto do capítulo, o capítulo no contexto da obra toda e a obra encaixa-se no
contexto social.
Fica mais clara a questão do contexto, quando adotamos a metáfora do
iceberg. Aquilo que visualizamos é chamado ponta do iceberg, pois, como o próprio
nome diz, é uma pequena parte que fica exposta na superfície da água. Contudo,
essa ponta se apóia numa imensa parte que fica submersa, a fim de dar
sustentação. Essa parte submersa é o que chamamos de contexto, pois é ele quem
dá sustentação ao texto, que é a ponta do iceberg. Observe o texto:
Para entender essa tirinha, precisamos considerar algumas questões que
não estão explícitas, mas que fazem sentido no contexto. Vivemos, hoje, um padrão
de beleza feminino em que a mulher tem de ser considerada magra. A dieta e a
“boa forma” são um dos assuntos mais comentados. Isso não significa que sempre
tenha sido dessa forma. Na época da Renascença, o padrão “gordinha” era
sinônimo de beleza, pois demonstrava que a família da referida mulher era
abastada. Na Idade Média, a ideia de fertilidade imposta como contraponto de uma
época de matanças ocorridas nas cruzadas, trazia uma mulher de quadril largo e
ventre avolumado. Em nossos dias a beleza, assim como a moda, está relacionada
a padrões de magreza impostos pela indústria da moda, para valorizar a roupa.
Portanto, em nossa época, quando um homem chama uma mulher de gorda, está
“comprando briga”. É o que ocorre na tirinha. E além de tudo, e o que é pior, ele
repetiu que ela havia engordado!!!!
Fiorin (1996), também traz um exemplo muito esclarecedor para
compreendermos a importância do contexto. Quando Lula disse a Collor no primeiro
debate do segundo turno das eleições presidenciais de 1989 “Eu sabia que você
era collorido por fora, mas caiado por dentro”, todos os brasileiros entenderam que
essa frase não queria dizer você tem cores por fora, mas é revestido de cal por
dentro, mas você apresentou um discurso moderno, de centro-esquerda, mas é
reacionário. Como foi possível entender a frase dessa maneira? Porque ela foi
colocada dentro do contexto dos discursos da campanha presidencial. Nele, o
adjetivo collorido significa relativo à Collor, “adepto de Collor”, ou seja, Collor
apresenta-se como um renovador, como alguém que pretendia modernizar o país,
melhorar a distribuição de renda, combater os privilégios dos mais favorecidos.
Havia também, na disputa, o candidato Ronaldo Caiado, de extrema direita que
defendia a manutenção do status quo. As frases ganham sentidos porque estão
correlacionadas umas às outras, dentro de uma situação comunicacional, que é o
contexto.
Portanto, diante do exposto, podemos entender que o contexto traz
informações importantes que acompanham o texto. Assim sendo, não basta a
leitura do texto, é preciso retomar os elementos do contexto, aqueles que estiveram
presentes na situação de sua construção. A produção e recepção de um texto estão
condicionadas à situação; daí a importância de o leitor conhecer as circunstâncias e
ambiente que motivaram a seleção e a organização dos aspectos linguísticos.
Podemos dizer que existem o contexto imediato e o situacional. O
contexto imediato relaciona-se com os elementos que seguem ou precedem o texto
imediatamente. São os chamados referentes textuais. O título de um poema pode
despertar determinadas decodificações. Esse contexto é aquele que
compreendemos em uma frase, quando a lemos no parágrafo; ou quando
entendemos o parágrafo, no momento em que lemos todo o texto. Leia o poema a
seguir:
O que se diz
Carlos Drummond de Andrade
Que frio! Que vento! Que calor! Que caro!
Que absurdo! Que bacana! Que tristeza! Que tarde! Que amor! Que besteira!
Que esperança! Que modos! Que noite! Que graça! Que horror! Que
doçura! Que novidade! Que susto! Que pão! Que vexame! Que mentira! Que
confusão! Que vida! Que talento! Que alívio! Que nada...
Assim, em plena floresta de exclamações, vai se tocando a vida
(http://www.portalimpacto.com.br/docs/JoanaVestF3Aula16_09.pdf)
Nesse poema, o seu sentido está tanto no título “o que se diz”, quanto no
último verso “Assim, em plena floresta de exclamações, vai se tocando a vida”, pois
são eles que nos faz compreender sobre o que poema está tratando: o fato de nós
exclamarmos todos os dias e muitas vezes não percebemos. Observe que os
elementos que nos dão sentido ao texto estão no próprio texto, por isso, falamos de
um CONTEXTO IMEDIATO.
O contexto situacional é formado por elementos exteriores ao texto. Esse
contexto acrescenta informações históricas, geográficas, sociológicas e literárias,
para maior eficácia da leitura que se imprime ao texto. Para isso, exige-se uma
postura ativa do leitor, ou seja, é necessário que ele tenha um conhecimento de
mundo, a fim de depreender o sentido exigido.
Esse conhecimento de mundo está ligado à nossa vivência, pois durante a
nossa vida, vamos armazenando informações que serão importantes para
entendermos e interpretarmos o mundo. Por isso, é fundamental a leitura,
assistirmos ao noticiário, irmos a museus, termos contato com pessoas que nos
acrescentarão conhecimento. Quando temos suporte para lermos um texto e
retirarmos dele o que está além dos seus aspectos linguísticos, a nossa leitura será
muito mais prazerosa e consequentemente, o texto será enriquecido, às vezes,
reinventado, e até recriado. Faça a leitura desta charge:
Qual a leitura que você fez? Você a compreendeu? Do que está tratando a
charge?
Para compreendê-la é necessário que você observe todos os aspectos que
estão envolvidos na construção dessa charge: o que está escrito na lousa, o
logotipo que está abaixo da lousa, as pessoas que estão nas carteiras, o que essas
pessoas carregam em sua cintura, o que está escrito no balão, a forma como a
pessoa que está ensinando diz etc. Quando a observamos, vemos que é uma
charge que trata das olimpíadas que ocorrerá no Rio de Janeiro em 2016. Hoje, o
Rio é conhecido como uma cidade violenta e há uma grande preocupação quanto à
segurança, quando houver as olimpíadas. Nessa charge, os bandidos estão já se
preparando para esse evento, pois quando forem “atuar”, farão na língua dos
estrangeiros. É claro que para entender isso, tivemos de ativar o nosso
conhecimento das línguas portuguesa e inglesa e do nosso conhecimento de
mundo, ou seja, recorremos ao CONTEXTO SITUACIONAL.
A compreensão de um texto vai além da simples compreensão de termos
nele impressos; não basta o simples reconhecimento de palavras, parágrafos, é
preciso levar em conta em que situação ele é produzido. A compreensão exige do
leitor uma sintonia com os fatos situados no seu dia a dia e que aparecem
subliminarmente impressos na mensagem textual.
Isso ocorre também em relação à produção textual, pois todas as vezes em
que se produz um texto, seja ele oral ou escrito, ele é determinado por uma série de
fatores que interferem, por exemplo, em sua estrutura e na organização de suas
informações. Um desses fatores é o interlocutor a quem se dirige o texto. Mesmo na
situação em que o indivíduo parece falar consigo mesmo (com os próprios botões),
a fala tem como interlocutor a representação de si mesmo que o indivíduo
construiu. Assim, sempre que se escreve e sempre que se fala isso é feito tendo em
vista um interlocutor, alguém que, obviamente, interfere na produção textual. Nas
situações reais de interação, as pessoas levam em conta, dentre outros, os
seguintes fatores:
Daí se vê que toda produção textual é construída a partir e em função
desses fatores que configuram o contexto enunciativo, ou seja, todas essas
produções textuais são marcadas e definidas pelos lugares/papéis sociais que
caracterizam, na situação de interação comunicativa.
Por que escrevo? Para quem escrevo?
De onde eu escrevo?
Que efeitos de sentido quero provocar?
Que efeitos de sentido NÃO quero provocar?
O que sei sobre o assunto de que vou tratar?
COMO INTERPRETAMOS UM TEXTO
Caro aluno,
Como tem sido as suas leituras? Você lê com frequência? Quando lê, você
consegue entender claramente o que o texto quer dizer?
Uma das maiores dificuldades encontradas pelos alunos, em relação ao
aprendizado de um conteúdo, é a deficiência na leitura e compreensão do sentido
dessa leitura. Isto quer dizer que muitos não conseguem entender o que leem ou
apenas reproduzem, com as mesmas palavras, o que está escrito na superfície
textual, ou seja, naquilo que está escrito ”literalmente” ou mostrado. Abaixo segue
uma crônica de Ignácio de L. Brandão, publicada no jornal O Estado de São Paulo.
Leia-a atentamente, para entender o que acabamos de falar:
Para quem não dorme de touca
Na infância, ele era diferente. Acreditava nos outros, acreditava nas coisas.
Quando alguém dizia:
- Por que não vai ver se estou na esquina?
Ele corria até a esquina, olhava, esperava um pouco, reconfirmava e voltava:
- Não tem ninguém na esquina.
- Quer dizer que voltei.
- Por que não me avisou que voltou?
- Voltei por outro caminho.
- Que outro caminho?
- O caminho das pedras. Não conhece o caminho das pedras?
- Não.
- Então não vai ser nada na vida.
Outra vez, numa discussão, alguém foi imperioso:
- Quer saber? Vá plantar batatas.
Ele correu no armazém, comprou um quilo de batatas e foi até o quintal, plantou
tudo. Não é que as batatas germinaram! Houve também aquele dia em que um
amigo convidou:
- Vamos matar o bicho?
- Onde o bicho está?
- Ali no bar.
- Que bicho? É perigoso? Me dê um minuto, passo em casa, pego a espingarda
do meu pai ...
- Espingarda? Venha com a sede.
- Não estou com sede.
- Matar o bicho, meu caro, é beber uma pinga.
Em outra ocasião, um primo perguntou:
- Você fez alguma coisa para a Mercedes?
- Não. Por quê?
- Ela passou por mim, está com a cara amarrada.
- Amarrada com barbante, com corda, com arame? Por que uma pessoa amarra
a cara da outra?
- Nada, esquece! Você ficou com a cara de mamão macho, me deixou com cara
de tacho. É um cara-de-pau e ainda fica aí me olhando com a mesma cara.
Outra vez, uma menina, que ele queria namorar, se encheu:
- Pára! Não me amole! Por que não vai pentear macaco?
Naquela tarde ele foi surpreendido no minizoológico do bairro, com um pente na
mão e tentando agarrar um macaco, a quem procurava seduzir com bananas. Uma
noite combinaram de jogar baralho e um dos parceiros propôs:
- Vai ser a dinheiro ou a leite de pato?
- Leite de pato, propuseram os jogadores.
Ele se levantou:
- Então, esperem um pouco. Trouxe dinheiro, mas não leito e de pato. Vou
providenciar.
- E onde vai buscar leite de pato?
- A Mirela, ali da esquina, tem um galinheiro enorme, está cheio de patos. Vou
ver o que arranjo.
Voltou meia hora depois:
- Não vou poder jogar. Os patos, me disse a Mirela, não estão dando leite faz
uma semana.
Riram e mandaram ele sentar e jogar. Em certo momento, um jogador se irritou,
porque o adversário, apesar de ingênuo e inocente, tinha muita sorte.
- Vou parar. Você está jogando com cartas marcadas.
- Claro que tem marca! É Copag, a melhor fábrica de baralhos. Boa marca, não
conheço outra.
- Está me fazendo de bobo, mas aí tem dente de coelho.
- Juro que não! Por que haveria de ter dente de coelho? Quem tirou o dente do
coelho?
- Além do mais, você mente com quantos dentes tem na boca. A gente precisa
ficar de orelha em pé.
- Não estou fazendo nada. Estou na minha, com meu joguinho, vocês é que
implicam.
- Desculpa de mau jogador.
- Não devo nada a ninguém aqui.
- Deve os olhos da cara.
- Devo? Não comprei os meus olhos. Nasceram comigo. Só se meus pais
compraram e não pagaram.
Todos provocaram, pagavam para ver.
- Não venha com conversa mole, pensa que dormimos de botina?
- Não penso nada. Aliás, nunca vi nenhum de vocês de botina.
- Melhor enrolar a língua, se não se enrosca todo.
- Não venha nos fazer a boca doce, que bem te conhecemos!
As conversas eram sempre assim. Pelo menos foram até meus 20 anos, quando
deixei a cidade. A essa altura, vocês podem estar pensando que ele era sonso,
imbecilizado. Garanto que não. Tanto que, hoje, é um empresário bem-sucedido,
fabrica lençóis, fronhas e edredons, é dono de uma marca bem conhecida, a Bem
Querer & Bem-Estar. Não sei se um de vocês já comprou. Se não, recomendo.
Claro, recomendo a quem não dorme de touca, quem não tem conversa mole para
boi dormir, quem não dorme no ponto, quem não dorme na portaria, para aqueles
que não dormem sobre louros. Enfim, para quem não dorme com um olho aberto e
o outro fechado.
(BRANDÃO, Ignácio de Loyola. O Estado de São Paulo, 8 jul. 2005. Caderno 2, p.
D14.)
Observamos que nessa crônica, o sujeito destacado pelo narrador somente
entendia as orações de forma literal, ou seja, ele não conseguia entender a
intenção proposta pelas pessoas, quando diziam algo. Você já vivenciou esse fato?
Essa história parece ser até ridícula; aparentemente nenhuma pessoa faria
isso, pois dentro da ação comunicativa, o indivíduo consegue entender que essas
expressões são formas de dizer, ou seja, elas são expressões populares, usadas
como figuras de linguagem para dizer algo com outro sentido.
Infelizmente, essa situação é muito comum durante o ato da leitura, porque,
muitas vezes, o leitor não consegue entender a intenção do autor. Ele começa a
pensar e a dizer algo que não está no texto.
Você já leu um texto, fez uma interpretação e quando foi ver a sua
interpretação não era a ideia central do texto? Por que será que isso ocorre?
Porque muitas vezes nós queremos entender o texto de forma literal, ou
então isolamos palavras ou frases e fazemos nossa análise sem olhar o todo.
Devemos entender que a totalidade de sentido de um texto não está somente
naquilo que está escrito, conhecido como superfície textual (o que é mostrado), mas
também está nos aspectos considerados não ditos.
No texto, podemos dizer que existem dois planos: aquilo que está mostrado
mediante as letras, palavras, figuras e gestos; e aquilo que está implícito, oculto,
ou seja, aquilo que está além dessas letras, palavras, figuras e gestos. É o que
acontece na crônica. Quando foi dito “Vai ver se eu estou na esquina” a pessoa não
Talvez, você esteja se perguntando: “Como assim?”
queria que o sujeito que recebeu essa informação fosse até à esquina a fim de
verificar essa informação, porque não haveria necessidade, uma vez que ela já
estava bem à sua frente. Na realidade, por meio desses dizeres, o desejo dessa
pessoa é que o outro parasse de perturbá-la.
No entanto, deverá surgir uma nova pergunta: “Será que eu tenho essas
mesmas atitudes em relação à interpretação dos textos?”
Infelizmente, muitos ainda têm. Quer fazer um teste? Leia a seguir a fábula
de Millôr Fernandes:
A RAPOSA E AS UVAS
De repente a raposa, esfomeada e gulosa, fome de quatro dias e gula de todos os
tempos, saiu do areal do deserto e caiu na sombra deliciosa do parreiral que descia
por um precipício a perder de vista. Olhou e viu, além de tudo, à altura de um salto,
cachos de uvas maravilhosos, uvas grandes, tentadoras. Armou o salto, retesou o
corpo, saltou, o focinho passou a um palmo das uvas. Caiu, tentou de novo, não
conseguiu. Descansou, encolheu mais o corpo, deu tudo o que tinha, não
conseguiu nem roçar as uvas gordas e redondas. Desistiu, dizendo entre dentes,
com raiva: “Ah, também, não tem importância. Estão muito verdes.” E foi descendo,
com cuidado, quando viu à sua frente uma pedra enorme. Com esforço empurrou a
pedra até o local em que estavam os cachos de uva, trepou na pedra,
perigosamente, pois o terreno era irregular e havia risco de despencar, esticou a
pata e... Conseguiu! Com avidez colocou na boca quase o cacho inteiro. E cuspiu.
Realmente as uvas estavam muito verdes!
MORAL: A frustração é uma forma de julgamento tão boa como qualquer outra.
Fonte: (FERNANDES, Millôr. Fábulas Fabulosas. Rio de Janeiro: Nórdica, 1991)
Se alguém lhe perguntasse “o que você
entendeu do texto?”, o que diria? Tente
formular, em sua mente, a interpretação do
texto. Talvez, tenha conseguido formular a
seguinte interpretação:
Essa fábula narra a história de uma raposa,
que não comia já há quatro dias e que,
portanto, estava com muita fome. Ela saiu do
areal do deserto e foi a um parreiral que descia
por um precipício. Ela olhou e viu que os
cachos de uvas eram grandes e maravilhosos.
A raposa tentou pegá-los por diversas vezes, mas como não conseguiu, desistiu,
dizendo que as uvas estavam muito verdes. Quando estava indo embora, se
deparou com uma pedra enorme. Com muito esforço empurrou a pedra até o local
em que estavam os cachos de uva, trepou na pedra e conseguiu pegá-lo. Colocou o
cacho inteiro na boca e o cuspiu imediatamente, por que as uvas estavam muito
verdes.
Se essa foi a sua interpretação, ela foi apenas uma reprodução do que está
na superfície do texto, ou seja, ela é muito parecida com o sujeito da crônica que
entendia tudo literalmente. Ao contar essa fábula, a intenção é muito maior do que
apenas narrar a história de uma raposa que estava com fome.
Então, qual seria a possibilidade de interpretação? Tente enxergar outros
significados que estão além das palavras. Por exemplo:
Observe que essas questões estão nos fazendo olhar não apenas para
aquilo que está dito, mas buscarmos significados que estão além do texto. Isso
deve ocorrer na interpretação de todo texto.
O que é uma fábula?
Qual a relação da fábula com a moral?
Ao analisar a fábula “A Raposa e as Uvas”, devemos primeiramente ter o
conhecimento de que uma fábula é uma narrativa figurada, na qual as personagens
são geralmente animais que possuem características humanas.
Pode ser escrita em prosa ou em verso e é sustentada sempre por uma lição
de moral, constatada na conclusão da história. Ela é muito utilizada com fins
educacionais. Muitos provérbios ou ditos populares vieram da moral contida nesta
narrativa alegórica, como por exemplo: “A pressa é inimiga da perfeição” na fábula
A lebre e a tartaruga e “Um amigo na hora da necessidade é um amigo de verdade”
em A cigarra e as Formigas. Portanto, sempre que alguém redige uma fábula ele
deve ter em mente um ensinamento. Além disso, observamos que na fábula a
raposa não tem procedimentos próprios de um animal, mas de ser humano, pois ela
falou, empurrou a pedra, armou toda uma estratégia para pegar as uvas etc.
Diante disso, uma vez que a fábula sempre procura trazer um ensinamento,
devemos analisar a relação que existe entre a narrativa e a moral. Num primeiro
momento, o texto parece ter um caráter
ingênuo, de uma narrativa aparentemente
infantil, conforme apontamos naquela
interpretação literal. Contudo, quando
observamos alguns elementos textuais que
estão presentes na fábula, ampliamos a
nossa leitura. Logo no início da narrativa é
colocada não uma necessidade fisiológica (a
fome da raposa), mas uma questão comportamental (a gula da personagem), dado
importante para reforçar a conclusão. Além
disso, aparecem várias tentativas do animal
em obter o objeto de desejo que alimentaria
sua gula, mesmo depois de vários fracassos.
Só então a raposa emite um juízo “Ah,
também não tem importância. Estão muito
verdes.” (É bom ressaltar que esse
enunciado é precedido das expressões
“entre dentes, com raiva”, que evidenciam as condições da raposa no momento em
que diz).
A partir daí, novos dizeres se apresentam no texto em virtude da intenção de
sentido. Ao se deparar com uma enorme pedra, a raposa é reanimada e tenta
novamente atingir seu objetivo, ignorando o que havia afirmado anteriormente,
premida pelas circunstâncias. Isso, aparentemente, comprova que as palavras da
personagem eram apenas tidas como desculpas por não ter conseguido a fruta
para saciar sua gula. Contudo, a raposa consegue, com muito esforço, o que
pretendia - apanhar as uvas - mas, ao contrário do que desejava, as uvas estavam
realmente verdes, expelindo-as de sua boca de tal forma que não as consumisse.
Nesse ponto, o texto amplia os horizontes do significado, determinando a
moral, cujo sentido está em confirmar a questão comportamental e não a
necessidade fisiológica. As uvas já se mostravam verdes e a raposa já havia
percebido, tanto que já o havia declarado anteriormente, mas o estado de gula era
tal, que se sobrepôs à razão. Somente no momento em que provou as uvas e
houve a confirmação do que já sabia é que veio a
consciência de não poder desfrutar daquela fruta,
daí, então, ocorre a frustração.
É claro que para fazer essa leitura e
interpretação, é necessário que o leitor comece a
perceber que aquilo que é visível num texto não é a
única leitura, mas a partir desses aspectos visíveis
associados a outros aspectos que já fazem parte da
vivência do leitor, essa leitura será ampliada.
Portanto, para compreender o que está além daquilo
que é visível, precisamos ativar o que chamamos de
conhecimento de mundo.
Mas, o que é esse conhecimento de mundo?
Durante a nossa vida, nós adquirimos vários tipos de conhecimentos que
ficam arquivados em nossa memória. Por isso, é fundamental que um indivíduo
tenha acesso à cultura, faça diversas leituras, ouça música, veja filmes, pois quanto
maior for a sua experiência, maior será o seu conhecimento.
Ao fazermos uma leitura ou uma interpretação de texto, nós ativamos esse
conhecimento de mundo, para estabelecer sentido ao texto. Por isso, a leitura é
uma atividade na qual se leva em conta as experiências e os conhecimentos do
leitor.
Koch e Elias (2007, 11) dizem que “a leitura de um texto exige do leitor bem
mais que o conhecimento do código linguístico, uma vez que o texto não é simples
produto da codificação de um emissor a ser decodificado por um receptor passivo.”
Isso quer dizer que quando lemos algo, não basta apenas conhecermos as
letras ou identificarmos as imagens, pois isso
caracterizaria uma leitura ingênua. Durante o
ato da leitura, não somos simples leitores num
estado de passividade, apenas recebendo
informação, mas, devemos ser pessoas ativas
nessa leitura, buscando preencher as
lacunas que o texto tem e procurando
descobrir a intenção que está por trás dessa “superfície
textual”. Essa ação é o que chamamos de
posicionamento crítico. Segundo os Parâmetros
Curriculares Nacionais
A leitura é o processo no qual o
leitor realiza um trabalho ativo de
compreensão e interpretação do
texto, a partir de seus objetivos, de
seu conhecimento sobre o assunto,
sobre o autor, de tudo o que sabe
sobre a linguagem etc. Não se trata
de extrair informação, decodificando
letra por letra, palavra por palavra. Trata-se de uma atividade
que implica estratégias de seleção, antecipação, inferência e
verificação, sem as quais não é possível proficiência. É o uso
desses procedimentos que possibilita controlar o que vai
sendo lido, permitindo tomar decisões diante de dificuldades
de compreensão, avançar na busca de esclarecimentos,
validar no texto suposições feitas.
(BRASIL. PCNS: terceiro e quarto ciclos do ensino
fundamental. Língua Portuguesa. Brasília: MEC/SEF, 1998,
pp. 69-70.)
Portanto, o nosso desafio é fazê-lo perceber que há níveis de leitura e
entendimento de um texto. Muitas vezes, uma pessoa fica somente no primeiro
nível, o da superfície do texto, sendo que o sentido do texto vai muito além. Para
ajudar ainda mais no entendimento desse sentido, é necessário saber, também,
que tudo é construído dentro de um aspecto ideológico.
Quando Millôr Fernandes escreveu a fábula “A Raposa e as Uvas” procurou,
conforme analisamos, trazer como ensinamento a repreensão à gula. Para isso, ele
parte do princípio que a gula é algo condenado socialmente, uma vez que ela
pertence aos sete pecados capitais. Dessa forma, essa fábula confirma os valores
sociais, mostrando a gula de forma depreciativa, passível de um julgamento.
Agora, suponhamos que uma empresa de alimentos fosse fazer uma propaganda.
Você acha que ela seria a favor ou contra a gula? Pegue como exemplo alguns
comerciais de alimentos, principalmente quando se trata de algum chocolate: neles,
normalmente, aparece uma criança toda lambuzada, pois ela come o doce com
tanto prazer, que acaba se sujando toda.
Agora me responda: a empresa que faz a propaganda tem a mesma visão
de gula presente na fábula ou uma visão contrária? Por que isso ocorre?
Percebemos que é uma visão contrária, pois o objetivo dessa empresa é
fazer que o leitor consuma o maior número possível de produtos, para que ela
obtenha lucros. Portanto, a gula não seria vista como algo maléfico, mas benéfico.
Agora, leia o poema a seguir:
Aspecto Ideológico? O que é isto?
A gula
Sorvo delícias em prazeres
que mal mastigo...
Compenso-me em torrões
mascavados de deleite
Repasto-me em trouxas
douradas de ovos moles
Degusto ostras
ovadas de luar
e empanturro-me
em iguarias às quais
não ofereço resistência
E confesso-me pecadora
e escrava desta gula,
que leva à mesa,
o banquete que me sacia,
meu regozijo e conforto,
prova das minhas fraquezas.
Maria Fernanda Reis Esteves
(http://www.luso-poemas.net)
Nesse poema, como é vista a gula? É vista como algo aceito ou condenado
pelo eu-lírico, ou seja, por aquele que está dizendo o poema? O que o faz ter esse
posicionamento?
Ao analisarmos o poema, vemos uma pessoa que se declara pecadora e
escrava da gula. Embora consciente de que a gula é algo condenado socialmente,
ela sente prazer no que faz. E parece não ligar por estar transgredindo os valores
sociais. Ela sabe que a gula é uma fraqueza dela, todavia, ela se sente confortável.
Essa consciência e esse conforto vêm marcados no poema pelos verbos
“sorvo”, “repasto”, “degusto” e “empanturro”, pois estão todos ligados a ação de
saborear algo. Esse posicionamento se mostra diferente da fábula e da empresa de
alimentos.
Então, o que nos leva a ter essas três visões diferenciadas da gula? São os
chamados pressupostos ideológicos de cada sujeito constituído no texto. Dessa
forma, cabe-nos ver um pouco sobre a questão da ideologia e a linguagem.
Segundo Marilena Chauí (O que é ideologia, p. 113),
“a ideologia é um conjunto lógico, sistemático e coerente de
representações (ideias e valores) e de normas e de regras (de
conduta) que indicam e prescrevem aos membros da
sociedade o que devem pensar e como devem pensar o que
devem valorizar e como devem sentir, o que devem fazer e
como devem fazer.”
Leia novamente essa definição e pense no que Marilena Chauí quer dizer.
Esse é um bom teste para ver o seu nível de leitura.
Se você for a um dicionário ou a um livro de filosofia, verá outras definições
de ideologia, todavia, essa definição dada por Chauí está bem apropriada ao que
estamos falando.
Um indivíduo, durante a sua formação vai adquirindo valores sociais, regras
de conduta que vão direcionar a sua vida. Ele buscará interpretar os fatos e se
expressar de acordo com essas ideias.
Por exemplo, se um indivíduo é de uma família em que certas palavras não
podem ser ditas porque são proibidas, esse indivíduo sempre as verá dessa forma,
por isso, procurará evitá-las.
Isso é o que ocorre nos textos, cuja temática é sobre a gula. O modo de ver
a gula e falar dela dependerá dessa questão de valores.
Esses valores, essas regras e normas são o que formam a ideologia,
portanto, o seu significado está ligado a um conjunto de ideias, de pensamentos,
das experiências de vida de um indivíduo e é por meio desta ideologia que o
indivídio interpreta seu mundo, os textos que lê e as informações que recebe por
meio de suas ações e linguagem.
Todavia, muitas vezes, a ideologia é utilizada dentro de um aspecto negativo,
porque ela pode ser usada como uma forma de mascarar a verdade. Por exemplo,
quando o patrão diz aos empregados que quanto mais eles produzirem, mais
pessoas dignas e de sucesso serão; na realidade, esse patrão está se utilizando
dos aspectos ideológicos nessa fala, pois, o que de fato deseja é a grande
produção para um maior faturamento. Na sua fala há uma intenção implícita que
não é condizente com o que ele está transmitindo. Isso é muito comum na
propaganda. Com o propósito de
vender um produto, a empresa
mostra todas as qualificações desse
produto, nos passando a ideia de que
ele é importantíssimo para o
consumidor e nós somos persuadidos
de tal forma que queremos adquiri-lo.
Veja esta propaganda antiga.
Em meados do século XX, a
enceradeira surgiu como uma
inovação tecnológica importante para
a dona de casa, pois muitas mulheres
enceravam a sua casa com um
escovão ou de joelho com um pano
na mão. Procure observar essa
propaganda e veja como ela procura
vender o produto “enceradeira”.
Se você nunca passou uma enceradeira, pergunte para sua mãe se era
dessa forma que ela encerava a casa: salto, cabelo escovado, saia e blusa, como
se fosse uma princesa. Tenho certeza de que não era assim.
Observe que a propaganda quer vender a ideia de que quem comprasse a
Enceradeira Arno Super iria ter prazer em fazer a faxina de casa e nem sentiria
cansaço. Todavia, essa ideia não é verdadeira. Portanto, a empresa se apropriou
dos aspectos ideológicos para camuflar a verdade.
Dessa forma, a realidade é distorcida a partir de um conjunto de
representações pelo qual os homens se utilizam para explicar e compreender sua
própria vida individual e social. Isso ocorre com todos os indivíduos, porque nós
somos governados por uma ordem social.
A ideologia, portanto, é um sinal de significação que está presente em
qualquer tipo de mensagem, pois, em toda mensagem sempre há por trás uma
intenção que normalmente não é claramente dita.
Desta forma podemos afirmar que todos nós deixamos nossa marca de visão
de mundo, dos nossos valores e crenças, e de INTENÇÃO, ou seja, de nossa
ideologia, no uso que fazemos da linguagem, pois nós recorremos a ela para
expressar nossos sentimentos, opiniões e desejos. E é por meio da linguagem que
interpretamos a realidade que nos cerca.
Porém, essa interpretação não é totalmente livre, pois ela é construída
historicamente a partir de uma série de aspectos ideológicos que todos nós temos,
mesmo sem nos darmos conta de sua existência.
Tomem como exemplo textos que valorizam a imagem da mulher como a
dona de casa perfeita, por exemplo, recorrem a um vocabulário que traduz as
características vistas como positivas, tais como, a mulher é a rainha do lar, o anjo
do lar, a mãe exemplar, a esposa perfeita, a santa senhora. Tais expressões eram
muito utilizadas nas propagandas das décadas de 40, 50 e 60. Elas funcionavam
para encobrir, na realidade, a verdadeira trabalhadora do lar, a qual deveria
manusear todos os eletrodomésticos para manter sua casa permanentemente limpa
para seu esposo.
Para entendermos ainda melhor os conceitos que estamos trabalhando, no
quadro a seguir, encontramos três músicas. Faça uma comparação entre elas e
veja qual é o perfil de juventude que encontramos nessas músicas. São os mesmos
perfis? A data da composição das músicas é importante para a concepção desses
perfis?
Toda essa questão parece ser muito complexa, pois é
muito conceitual. Então veremos a seguir como de fato a
ideologia se dá nos textos.
Alegria, Alegria
Caminhando contra o
vento
Sem lenço e sem
documento
No sol de quase
dezembro
Eu vou...
O sol se reparte em
crimes
Espaçonaves, guerrilhas
Em cardinales bonitas
Eu vou...
Em caras de presidentes
Em grandes beijos de
amor
Em dentes, pernas,
bandeiras
Bomba e Brigitte Bardot...
O sol nas bancas de
revista
Me enche de alegria e
preguiça
Quem lê tanta notícia
Eu vou...
Por entre fotos e nomes
Os olhos cheios de cores
O peito cheio de amores
vãos
Eu vou
Por que não? Por que
não?
Ela pensa em casamento
E eu nunca mais fui à
escola
Sem lenço e sem
documento,
Eu vou...
Eu tomo uma coca-cola
Ela pensa em casamento
E uma canção me consola
Como Nossos Pais
Não quero lhe falar,
Meu grande amor,
Das coisas que aprendi
Nos discos...
Quero lhe contar como eu
vivi
E tudo o que aconteceu
comigo
Viver é melhor que sonhar
Eu sei que o amor
É uma coisa boa
Mas também sei
Que qualquer canto
É menor do que a vida
De qualquer pessoa...
Por isso cuidado meu bem
Há perigo na esquina
Eles venceram e o sinal
Está fechado prá nós
Que somos jovens...
Para abraçar seu irmão
E beijar sua menina na
rua
É que se fez o seu braço,
O seu lábio e a sua voz...
Você me pergunta
Pela minha paixão
Digo que estou encantada
Como uma nova invenção
Eu vou ficar nesta cidade
Não vou voltar pro sertão
Pois vejo vir vindo no
vento
Cheiro de nova estação
Eu sei de tudo na ferida
viva
Do meu coração...
Já faz tempo
Eu vi você na rua
Cabelo ao vento
Gente jovem reunida
Na parede da memória
Essa lembrança
É o quadro que dói mais...
Geração Coca-Cola
Quando nascemos fomos
programados
A receber o que vocês
Nos empurraram com os
enlatados
Dos U.S.A., de nove as
seis.
Desde pequenos nós
comemos lixo
Comercial e industrial
Mas agora chegou nossa
vez
Vamos cuspir de volta o
lixo em cima de vocês
Somos os filhos da
revolução
Somos burgueses sem
religião
Somos o futuro da nação
Geração Coca-Cola
Depois de 20 anos na
escola
Não é difícil aprender
Todas as manhas do seu
jogo sujo
Não é assim que tem que
ser
Vamos fazer nosso dever
de casa
E aí então vocês vão ver
Suas crianças derrubando
reis
Fazer comédia no cinema
com as suas leis
Somos os filhos da
revolução
Somos burgueses sem
religião
Somos o futuro da nação
Geração Coca-Cola
Geração Coca-Cola
Geração Coca-Cola
Eu vou...
Por entre fotos e nomes
Sem livros e sem fuzil
Sem fome, sem telefone
No coração do Brasil...
Ela nem sabe até pensei
Em cantar na televisão
O sol é tão bonito
Eu vou...
Sem lenço, sem
documento
Nada no bolso ou nas
mãos
Eu quero seguir vivendo,
amor
Eu vou...
Por que não? Por que
não?
Caetano Veloso
Composição: Caetano
Veloso/ 1967
Minha dor é perceber
Que apesar de termos
Feito tudo o que fizemos
Ainda somos os mesmos
E vivemos
Ainda somos os mesmos
E vivemos
Como os nossos pais...
Nossos ídolos
Ainda são os mesmos
E as aparências
Não enganam não
Você diz que depois deles
Não apareceu mais
ninguém
Você pode até dizer
Que eu tô por fora
Ou então
Que eu tô inventando...
Mas é você
Que ama o passado
E que não vê
É você
Que ama o passado
E que não vê
Que o novo sempre vem...
Hoje eu sei
Que quem me deu a idéia
De uma nova consciência
E juventude
Tá em casa
Guardado por Deus
Contando vil metal...
Minha dor é perceber
Que apesar de termos
Feito tudo, tudo,
Tudo o que fizemos
Nós ainda somos
Os mesmos e vivemos
Ainda somos
Os mesmos e vivemos
Ainda somos
Os mesmos e vivemos
Como os nossos pais...
Elis Regina
Composição:Belchior1976
Geração Coca-Cola
Legião Urbana
Composição: Renato
Russo / Fê Lemos / 1985
Você percebeu que essas músicas foram compostas em três décadas
diferentes? A primeira em 1967, a segunda em 1976 e a terceira em 1985. Nelas,
encontramos diferenças nos perfis dos jovens que está intimamente ligada com a
ideologia dominante da época. Veja a análise!!!
Na primeira música, temos um jovem que vive a opressão sofrida nas ruas,
nos meios de comunicação, em sua cultura nativa, no seu próprio país na década
de 60. A letra denuncia o abuso de poder de forma metafórica: “caminhando contra
o vento/sem lenço e sem documento”; expressa a violência praticada pelo regime:
“sem livros e sem fuzil,/ sem fome, sem telefone, no coração do Brasil”; denuncia a
precariedade na educação brasileira proporcionada pela ditadura que queria
pessoas alienadas: “O sol nas bancas de revista /me enche de alegria e
preguiça/quem lê tanta notícia?”.
Na segunda música, a canção fala sobre o tempo e a juventude, a
maturidade e a impotência, a ilusão e a decepção, sobre ganhar e perder. Embora
as pessoas sejam tão previsíveis e as histórias, inclusive políticas, costumem
acabar praticamente sempre “em pizza”, como se costuma dizer no Brasil, o autor
nos alerta do quão é importante que façamos a nossa parte. É importante não
desistir.
Na terceira, temos uma geração marcada pelo consumismo, que procuram
para si a praticidade e os produtos importados. É uma juventude que se deixa
envolver pelo caminho mais fácil, deixando de lado ideais revolucionários.
Como se vê, as idéias produzidas num determinado tempo, numa dada
época estão sempre presentes no texto. Por isso, é preciso verificar as concepções
e fatos correntes na época e na sociedade em que o texto foi produzido, para
ajudar-nos a entender os aspectos ideológicos, ou seja, as crenças, valores e
pensamentos relacionados à época e, consequentemente, fazermos uma leitura
além da superfície de um texto.
Coesão e Coerência Textual
Uma das propriedades que distingue um texto de um amontoado de palavras ou frases é o
relacionamento existente entre si. De que trata, então, a coesão textual? Da ligação, da
relação, da conexão entre as palavras de um texto, através de elementos formais, que
assinalam o vínculo entre os seus componentes.
Uma das modalidades de coesão é a remissão. E a coesão pode desempenhar a função
de (re)ativação do referente. A reativação do referente no texto é realizada por meio da
referenciação anafórica ou catafórica, formando-se cadeias coesivas mais ou menos
longas.
A remissão anafórica (para trás) realiza-se por meio de pronomes pessoais de 3ª pessoa
(retos e oblíquos) e os demais pronomes; também por numerais, advérbios e artigos.
Exemplo: André e Pedro são fanáticos torcedores de futebol. Apesar disso, são
diferentes.Este não briga com quem torce para outro time; aquele o faz.
Explicação: O termo isso retoma o predicado são fanáticos torcedores de futebol; este
recupera a palavra Pedro; aquele , o termo André; o faz, o predicado briga com quem
torce para o outro time - são anafóricos.
A remissão catafórica (para a frente) realiza-se preferencialmente através de pronomes
demonstrativos ou indefinidos neutros, ou de nomes genéricos, mas também por meio das
demais espécies de pronomes, de advérbios e de numerais. Exemplos:
Exemplo: Qualquer que tivesse sido seu trabalho anterior, ele o abandonara, mudara de
profissão e passara pesadamente a ensinar no curso primário: era tudo o que sabíamos
dele, o professor, gordo e silencioso, de ombros contraídos.
Explicação: O pronome possessivo seu e o pronome pessoal reto ele antecipam a
expressão o professor - são catafóricos.
De que trata a coerência textual ? Da relação que se estabelece entre as diversas partes
do texto, criando uma unidade de sentido. Está, portanto, ligada ao entendimento, à
possibilidade de interpretação daquilo que se ouve ou lê.
Modelo de questão: coesão e coerência (AFRF-2003)
As questões de números 01 e 02 têm o texto abaixo como base.
Falar em direitos humanos pressupõe localizar a realidade que os faz emergir no contexto
sócio-político e histórico-estrutural do processo contraditório de criação das
sociedades.Implica, em suma, desvendar, a cada momento deste processo, o que venha a
resultar como direitos novos até então escondidos sob a lógica perversa de regimes
políticos, sociais e econômicos, injustos e comprometedores da liberdade humana.
Este ponto de vista referencial determina a dimensão do problema dos direitos humanos
na América Latina.
Neste contexto, a fiel abordagem acerca das condições presentes e dos caminhos futuros
dos direitos humanos passa, necessariamente, pela reflexão em torno das relações
econômicas internacionais entre países periféricos e países centrais.
As desarticulações que desta situação resultam não chegam a modificar a base estrutural
destas relações: a extrema dependência a que estão submetidos os países periféricos,
tanto no que concerne ao agravamento das condições de trabalho e de vida (degradação
dos salários e dos benefícios sociais), quanto na dependência tecnológica, cultural e
ideológica.
(Núcleo de estudos para a Paz e Direitos Humanos, UnB in: Introdução Crítica ao
Direito,com adaptações)
01. Assinale a opção que não estabelece uma continuidade coerente e
gramaticalmente correta para o texto
a) Nesta parte do mundo, imensas parcelas da população não têm minimamente garantida
sua sobrevivência material. Como, pois, reivindicar direitos fundamentais se a estrutura da
sociedade não permite o desenvolvimento da consciência em sua razão plena?
b) Por conseguinte, a questão dos Direitos tem significado político, enquanto realização
histórica de uma sociedade de plena superação das desigualdades, como organização
social da liberdade.
c) Assim, pois, a opressão substitui a liberdade. A percepção da complexidade da
realidade latino-americana remete diretamente a uma compreensão da questão do homem
ao substituí-lo pela questão da tecnologia.
d) Na América Latina, por isso, a luta pelos direitos humanos engloba e unifica em um
mesmo momento histórico, atual, a reivindicação dos direitos pessoais.
e) Não nos esqueçamos que a construção do autoritarismo, que marcou profundamente
nossas estruturas sociais, configurou o sistema político imprescindível para a manutenção
e reprodução dessa dependência.
DICAS: esse tipo de questão exige a capacidade de seleção das informações básicas do
texto e de percepção dos elementos de coesão constitutivos do último período e sua
interligação com o parágrafo subsequente; nesse caso, a opção que será marcada.
O texto trata dos direitos humanos - a realidade no contexto sócio- político e histórico
estrutural - processo de criação das sociedades; "as relações econômicas internacionais
entre países periféricos( a sua dependência) e países centrais".
O gabarito assinala a altern. C.
Justificativa: o comando da questão pede "a opção que não estabelece uma
continuidade..." , a alternativa C inicia, estabelecendo relação de conclusão ( "Assim,
pois,a opressão...") utilizando-se de elementos que não são citados no texto: opressão -
liberdade - tecnologia, caracterizando incoerência textual.Nas demais alternativas há
expressões que fazem menção às ideias do texto. Serão grifadas as palavras ou
expressões relacionadas ao texto:
*na altern.a)"... nessa parte do mundo..." (países periféricos),
* na altern.b)"... a questão dos Direitos tem significado político..." (parte inicial do texto),
*na altern. d) "Na América Latina, por isso, a luta pelos direitos humano..."
* na altern.e)"... o sistema político imprescindível para a manutenção e reprodução dessa
dependência." (tanto a letra d) quanto a e) fazem referência às informações básicas do
texto.
02. Assinale a opção em que, no texto, a expressão que antecede a barra não retoma
a ideia da segunda expressão que sucede a barra.
a) "realidade" (l.2) / " contexto sócio-político e histórico-estrutural do processo" (l.2 e 3)
b) "deste processo" (l.6) / " Processo contraditório de criação das sociedades" (l.3 e 4)
c) "Este ponto de vista referencial" (l.11) / "ideias expressas no primeiro parágrafo.
d) "Neste contexto" (l.14) / discussão sobre os direitos humanos na América Latina.
e) "desta situação" (l.20) / relações econômicas internacionais entre países periféricos e
países centrais.
GABARITO:A
DICAS: essa questão é típica de coesão textual que trata dos elementos anafóricos-
aqueles que retomam um elemento referencial(anterior). O objetivo do comando é "a
expressão que antecede a barra não retoma a ideia da segunda expressão. Se se
observar com atenção, a palavra "realidade" da altern. a) vem citada antes, no texto, que a
expressão "contexto sócio-político e histórico-estrutural do processo", portanto
corresponde ao que se pede. Daí, o gabarito apontar a altern a) como a indicada.
LINGUAGEM DENOTATIVA E LINGUAGEM CONOTATIVA:
QUANDO E POR QUE AS UTILIZAMOS
Você já pensou na importância que as palavras ou as frases têm quando
queremos expressar uma idéia ou escrever um texto? Pois é, ao escrever ou falar,
valemo-nos do significado das palavras, para propositalmente mostrarmos a nossa
intenção. Se quisermos ser objetivos no que redigimos ou falamos, precisamos
utilizar uma linguagem denotativa, a palavra ou sentença empregada está na sua
significação usual, literal, referindo-se a uma realidade concreta ou imaginária. Por
exemplo, a publicação da seguinte manchete no jornal: “NÃO CHOVE NO
NORDESTE HÁ DOIS MESES”. O verbo chover está sendo empregado numa
linguagem denotativa, pois a sua significação é literal, refere-se à precipitação
pluviométrica ou, trocando em miúdos, à água que cai do céu. Agora, se quisermos
evocar idéias por intermédio da emoção ou subjetividade, temos a linguagem
conotativa, que corresponde a uma transferência do significado usual para um
sentido figurado. Quando isso acontece, as figuras enriquecem o texto ou discurso.
Por exemplo, se lermos em um site de relacionamento a seguinte frase: “NÃO
CHOVE EM MINHA HORTA HÁ ALGUM TEMPO.”, o verbo chover, aqui, não está
num sentido literal, mas figurativo, porque o seu significado não dá a idéia de chuva
propriamente dita, mas de que faz algum tempo que uma pessoa que não tem
nenhum relacionamento com alguém.
Portanto, as palavras, expressões e enunciados da língua atuam
em dois planos distintos: a linguagem denotativa e a linguagem
conotativa. Vejamos cada uma delas com mais detalhes, para saber
quando e por que as usamos.
Linguagem denotativa
Leia o texto abaixo.
Há alguns anos, o Dr. Johnson O’ Connor, do Laboratório de Engenharia
Humana, de Boston, e do Instituto de Tecnologia, de Hoboken, Nova Jersey,
submeteu a um teste de vocabulário cem alunos de um curso de formação de
dirigentes de empresas industriais, os executivos. Cinco anos mais tarde,
verificou que os dez por cento que havia revelado maior conhecimento ocupavam
cargos de direção, ao passo que dos vinte e cinco por cento mais “fracos”
nenhum alcançara igual posição.
Isso não prova, entretanto, que, para “vencer na vida”, basta ter um bom
vocabulário; outras qualidades se fazem, evidentemente, necessárias. Mas
parece não restar dúvida de que, dispondo de palavras suficientes e adequadas à
expressão do pensamento de maneira clara, fiel e precisa, estamos em melhores
condições de assimilar conceitos, de refletir, de escolher, de julgar, do que outros
cujo acervo léxico seja insuficiente ou medíocre para tarefa vital da comunicação.
Pensamento e expressão são interdependentes, tanto é certo que as palavras
são o revestimento das idéias e que, sem elas, é praticamente impossível pensar.
Como pensar que “amanhã tenho uma aula às 8 horas”, se não prefiguro
mentalmente essa atividade por meio dessas ou outras palavras equivalentes?
Não há como se pensar no nada. A própria clareza das idéias (se é que a temos
sem palavras) está intimamente relacionada com a clareza e a precisão das
expressões que as traduzem. As próprias impressões colhidas em contato com o
mundo físico, através da experiência sensível, são tanto mais vivas quanto mais
capazes de serem traduzidas em palavras – e sem impressões vivas não haverá
expressão eficaz. É um círculo vicioso, sem dúvida: “... nossos hábitos
linguísticos afetam e são igualmente afetados pelo nosso comportamento, pelos
nossos hábitos físicos e mentais normais, tais como a observação, a percepção,
os sentimentos, a emoção, a imaginação”. De forma que um vocabulário escasso
e inadequado, incapaz de veicular impressões e concepções, mina o próprio
desenvolvimento mental, tolhe a imaginação e o poder criador, limitando a
capacidade de observar, compreender e até mesmo de sentir. (...)
Portanto, quanto mais variado e ativo é o vocabulário disponível, tanto mais claro,
tanto mais profundo e acurado é o processo mental da reflexão. Reciprocamente,
quanto mais escasso e impreciso, tanto mais dependentes estamos do grunhido,
do grito ou do gesto, formas rudimentares de comunicação capazes de traduzir
apenas expansões instintivas dos primitivos, dos infantes e... dos irracionais.
(GARCIA, Othon M. Comunicação em Prosa Moderna. 8 ed. Rio de Janeiro:
Fundação Getúlio Vargas, 1980, p. 155-56).
Otton M. Garcia, nesse texto, trata sobre a importância de termos um
vocabulário amplo, pois quanto mais palavras conhecermos, mais condições
teremos de nos expressar quando comunicamos. Todavia, se tivermos um
vocabulário escasso e inadequado, teremos grandes dificuldades em expor nossas
idéias e compreender o que outras pessoas dizem. Para expor essa temática da
importância do vocabulário, Garcia
utilizou-se de uma estatística feita
nos Estados Unidos, comprovando
que aquelas pessoas que tinham
revelado um maior vocabulário se
tornaram chefes de seus setores, no
entanto, entre aqueles que tinham
um vocabulário muito limitado,
nenhum chegou a ocupar tal posto.
As palavras usadas no texto por Garcia, para desenvolver este assunto, são,
na sua grande maioria, abstratas, tais como “conhecimento, posição, qualidade,
pensamento, expressão etc.”, pois fazem referência a conceitos, preservando seu
sentido literal.
Portanto, há linguagem denotativa quando tomamos a palavra no seu sentido
usual ou literal, isto é, naquele que lhe atribuem os dicionários; seu sentido é
objetivo, explícito. Ela designa ou denota determinado objeto, referindo-se a um
único sentido. Você se lembra do texto “Para quem não dorme de touca”, cuja
personagem entendia tudo literalmente? Segundo o entendimento dessa
personagem, a linguagem tem somente uma forma de expressão. Todavia, isso não
é verdade, pois ela pode ser conotativa também.
Linguagem Conotativa
Além do sentido literal, cada palavra remete a inúmeros outros sentidos
virtuais, conotativos, que são apenas sugeridos, evocando outras idéias
associadas de ordem abstrata, subjetiva. Leia o poema abaixo.
No Corpo
De que vale tentar reconstruir com palavras
o que o verão levou
entre nuvens e risos
junto com o jornal velho pelos ares?
O sonho na boca, o incêndio na cama,
o apelo na noite
agora são apenas esta
contração (este clarão)
de maxilar dentro do rosto
A poesia é o presente
Ferreira Gullar
Ao lermos esse poema, percebemos que as palavras não têm um sentido
literal, mas figurativo. O eu-lírico compara seu passado a um jornal velho levado
pelo vento. O seu passado é apenas uma memória. Ele começa a reviver esse
passado na segunda estrofe, principalmente a sua vivência amorosa (“incêndio na
cama”, “o apelo na noite”). Disso, o que ficou no momento (“agora”) são apenas as
boas lembranças, que lhes trazem um sorriso estampado no rosto (“(este clarão) de
maxilar dentro do rosto”).
É muito comum encontrarmos a linguagem conotativa em textos literários,
pois eles têm uma preocupação essencialmente estética. No entanto, a
encontramos também em propagandas, textos jornalísticos, histórias em
quadrinhos, charges e em outros gêneros textuais. Pois, por meio dessa linguagem
se exploram diversos significados de uma palavra, causando o interesse do leitor
para a manchete ou provocando o riso e o duplo sentido. Veja esta propaganda a
seguir:
O outdoor da Assistência Funeral SINAF “Como arrumar uma coroa” utiliza-se
tanto o verbo como o substantivo no seu sentido conotativo (arrumar = conseguir,
coroa = senhora idosa) e para contribuir com esse sentido é colocada a imagem de
um senhor idoso e jovial (um coroa esperto) ao lado da mensagem escrita. Porém,
com o auxílio da imagem (este senhor idoso) atrelada ao nome do produto
(Assistência Funeral) se faz uma outra leitura: o verbo arrumar e o substantivo
coroa passam a ter seu sentido original, denotativo (conseguir enfeite de flores
utilizados em funerais).
É preciso que o destinatário tenha um conhecimento linguístico e cultural para
perceber a brincadeira irônica feita
na mensagem publicitária como um
recurso suavizador do assunto
(morte) delicado para nós ocidentais.
A ambiguidade suaviza e dissimula a
mensagem, mas os dados precisam
estar armazenados na memória do
público alvo para que ele reconheça
o jogo da mensagem.
Os provérbios ou ditos
populares são também um outro
exemplo de exploração da linguagem
no seu uso conotativo. Assim,
"Quem está na chuva é para se
molhar" equivale a "Quando alguém opta por uma determinada experiência, deve
assumir todas as regras e consequências decorrentes dessa experiência". Do
mesmo modo, "Casa de ferreiro, espeto de pau" significa “O que a pessoa faz
fora de casa, para os outros, não faz em casa, para si mesma.”
Leia, agora, este texto jornalístico.
A seca está de volta
Um dia, em janeiro passado, anunciada pelo pau d’arco que não floriu,
pelo jabuti que não pôs, pelo pássaro João-de-barro que fez sua casa
com a porta virada para o nascente, a seca reapareceu no Nordeste e
plantou-se em Irecê, na Bahia. Dali, espalhou-se pelo centro do Estado:
consumiu terras de Ibitiba, Ibipeba, Jussara, Brumado, Barra do Mendes
e de mais 140 municípios. Com duas semanas, tomou Xique-Xique da
influência do rio São Francisco.
Depois saltou para o norte de Minas Gerais e apoderou-se de Janaúba,
Espinosa, Mato Verde, Porteirinha, Várzea de Palma e de mais de 35
cidades. Então retrocedeu, cortou o sul da Bahia e insinuou-se pelo
sudeste do Piauí. Dormiu por muitas noites em São Raimundo Nonato.
Acordou de outras tantas em São João do Piauí, Simplício Mendes,
Paulistana, Jaicós e Picos, onde era aguardada pelo antropólogo popular
João Feliciano da Silva Rego que, em dezembro do ano passado, no dia
de Santa Luzia, fizera a experiência das três pedrinhas de sal e
sentenciara para os incrédulos:
- A seca está chegando.
Ela ocupou Afrânio, Parnamirim, Bodocó, Trindade e Salgueiro, no oeste
de Pernambuco, e reduziu à metade o movimento comercial na rotineira
feira de gado de Ouricuri. Foi vista chegando em dias de março no oeste
do Rio Grande do Norte, onde permanece no Vale do Siridó, e no
sudoeste do Ceará, na região dos Inhamus, onde encontrou bom abrigo.
Trilhou depois os caminhos sertanejos da Paraíba e estimulou
agricultores a invadir três cidades. Alastrou-se em seguida pelo oeste de
Alagoas e está agora crescendo lentamente no nordeste de Sergipe. Já
engoliu até hoje 811 mil quilômetros quadrados de 736 municípios, 222
dos quais considerados irrecuperáveis em termos de produção agrícola.
E atinge direta e indiretamente 12 milhões de pessoas.
NOBLAT. Ricardo. A arte de fazer um jornal diário. São Paulo: Contexto,
2003. p.102-03
Nesse texto vemos que o objetivo do jornalista Ricardo Noblat é escrever
sobre a seca que devastou o Nordeste brasileiro. Para isso, ele não se utilizou da
linguagem denotativa, mas conotativa. Ele procura personificar a seca, ou seja, ele
atribui ações humanas para um elemento que não é humano. Essa personificação
ocorre mediante uma escolha cuidadosa dos verbos (reapareceu, plantou-se,
espalhou-se, consumiu, saltou, apoderou-se, retrocedeu, cortou, dormiu, acordou,
ocupou, trilhou, engoliu etc.). Além disso, observamos que o termo seca só aparece
uma vez no título e duas no corpo do texto (uma no primeiro parágrafo e a outra na
fala do antropólogo popular), ele procura nomeá-la por figuras verbais que remetem
à seca. Noblat recorre, também, aos pronomes (o pronome pessoal ela e o reflexivo
se), que ajudam a reforçar no leitor a idéia de um ser dotado de vontade própria,
que escolhe os caminhos por onde passará na sua viagem de destruição.
Embora se espere um caráter mais objetivo, mais literal, em um texto
jornalístico, a intenção de Noblat foi a de permitir que os leitores pudessem
construir uma imagem dos efeitos da passagem da seca pela região. Para isso,
precisava atribuir a esse fenômeno um comportamento quase humano, algo que só
pode ser obtido pela exploração do uso figurado de vários termos. O resultado é um
texto quase poético que nos permite visualizar as cidades flageladas e imaginar o
sofrimento de tantas pessoas afetadas.
Portanto, a conotação é a significação subjetiva e figurada da palavra; ocorre
quando um termo evoca outras realidades por associações que ele provoca.
O quadro abaixo sintetiza as diferenças fundamentais entre denotação e
conotação:
DENOTAÇÃO CONOTAÇÃO
palavra com significação restrita palavra com significação ampla
palavra com sentido comum do
dicionário
palavra cujos sentidos extrapolam
o sentido comum
palavra usada de modo
automatizado
palavra usada de modo criativo
linguagem comum linguagem rica e expressiva
Exemplos de conotação e denotação.
Nas receitas a seguir, as palavras têm, na primeira, um sentido objetivo,
explícito, constante; foram usadas denotativamente. Na segunda, apresentam
múltiplos sentidos, foram usadas conotativamente. Observa-se que os verbos que
ocorrem tanto em uma quanto em outra - dissolver, cortar, juntar, servir, retirar,
reservar - são aqueles que costumam ocorrer nas receitas; entretanto, o que faz a
diferença são as palavras com as quais os verbos combinam, combinações
esperadas no texto 1, combinações inusitadas no texto 2. Vejam a seguir e
compreendam melhor o que acabamos de expor.
TEXTO I
Bolo de arroz
3 xícaras de arroz
1 colher (sopa) de manteiga
1 gema
1 frango
1 cebola picada
TEXTO II
Receita
Ingredientes
2 conflitos de gerações
4 esperanças perdidas
3 litros de sangue fervido
5 sonhos eróticos
1colher (sopa) de molho inglês
1colher (sopa) de farinha de trigo
1 xícara de creme de leite
Salsa picadinha
Prepare o arroz branco, bem solto.
Ao mesmo tempo, faça o frango ao
molho, bem temperado e saboroso.
Quando pronto, retire os pedaços,
desosse e desfie. Reserve. Quando o
arroz estiver pronto, junte a gema, a
manteiga, coloque numa forma de
buraco e leve ao forno.
No caldo que sobrou do frango,
junte a cebola, o molho inglês, a
farinha de trigo e leve ao fogo para
engrossar. Retire do fogo e junte o
creme de leite. Vire o arroz, já assado,
num prato. Coloque o frango no meio
e despeje por cima o molho. Sirva
quente.
(Terezinha Terra)
2 canções dos Beatles
Modo de preparar
Dissolva os sonhos eróticos nos
dois litros de sangue fervido e deixe
gelar seu coração. Leve a mistura ao
fogo, adicionando dois conflitos de
gerações às esperanças perdidas.
Corte tudo em pedacinhos e repita
com as canções dos
Beatles o mesmo processo usado com
os sonhos eróticos, mas desta vez
deixe ferver um pouco mais e mexa
até dissolver.
Parte do sangue pode ser
substituída por suco de groselha, mas
os resultados
não serão os mesmos. Sirva o poema
simples ou com ilusões.
(Nicolas Behr)
Fonte: (http://acd.ufrj.br/~pead/tema04/denotacaoeconotacao.html)
Leia o poema “Profundamente” de Manuel Bandeira. Observe que ele trabalha
com um termo de forma denotativa e conotativa. Procure verificar que termo é
esse?
Profundamente
Quando ontem adormeci
Na noite de São João
Havia alegria e rumor
Vozes cantigas e risos
Ao pé das fogueiras acesas.
No meio da noite despertei
Não ouvi mais vozes nem risos
Apenas balões
Passavam errantes
Silenciosamente
Apenas de vez em quando
O ruído de um bonde
Cortava o silêncio
Como um túnel.
Onde estavam os que há pouco
Dançavam
Cantavam
E riam
Ao pé das fogueiras acesas?
— Estavam todos dormindo
Estavam todos deitados
Dormindo
Profundamente.
Quando eu tinha seis anos
Não pude ver o fim da festa de São João
Porque adormeci.
Hoje não ouço mais as vozes daquele tempo
Minha avó
Meu avô
Totônio Rodrigues
Tomásia
Rosa
Onde estão todos eles?
— Estão todos dormindo
Estão todos deitados
Dormindo
Profundamente.
Interpretando o poema, pode-se dizer que o eu-lírico se apresenta em dois
tempos distintos: o passado (quando tinha seis anos) e o presente (hoje); bem
destacados pelos advérbios que aparecem no início da 1ª (“ontem”) e da 6ª (“hoje”)
estrofes, respectivamente.
O início do texto mostra algumas lembranças do eu-lírico vividas na noite de
São João, quando ele tinha seis anos e não pôde ver o final da festa, porque tinha
adormecido. Então, ao acordar (possivelmente, no meio da madrugada), toda a
alegria produzida pelas músicas, risadas e brincadeiras do cotidiano das pessoas
daquela época tinha desaparecido, porque todos da casa estavam dormindo
profundamente (no sentido literal - denotativo). No entanto, a partir da 5ª estrofe,
percebe-se a mudança de tempo e a mesma angústia vivida pelo eu-lírico de não
ouvir mais as vozes daquele tempo e se questiona até perceber que eles não
estavam mais lá, pois haviam morrido (“dormido profundamente” no sentindo
conotativo).
É interessante a brincadeira que o poeta faz com as palavras em seu sentido
denotativo e conotativo (“dormir profundamente”- 4ª e 7ª estrofes); percebe-se,
portanto, que se trata de um bom entendedor das palavras que o cercam e que,
mediante um vocabulário simples, consegue atingir temas tão profundos como a
morte e a saudade.
Portanto, ao analisarmos um texto, temos que observar bem o significado das
palavras, a fim de depreendermos os sentidos que estão nele presentes. O que nos
ajudará muito entendermos se a palavra tem um sentido conotativo ou literal será o
contexto, conforme vimos nos capítulos anteriores.
Você conseguiu achar qual é o termo?
Sobre o que fala o poema?
ORTOGRAFIA OFICIAL
A palavra Ortografia é formada por "orto", elemento de origem grega, usado como prefixo, com o
significado de direito, reto, exato e "grafia", elemento de composição de origem grega com o significado de
ação de escrever; ortografia, então, significa ação de escrever direito. É fácil escrever direito? Não!! É, de
fato, muito difícil conhecer todas as regras de ortografia a fim de escrever com o mínimo de erros
ortográficos. Hoje tentaremos facilitar um pouco mais essa matéria. Abaixo seguem algumas frases com as
respectivas regras sobre o uso de ç, s, ss, z, x... Vamos a elas:
01) Uma das intenções da casa de detenção é levar o que cometeu graves infrações a alcançar a
introspecção, por intermédio da reeducação.
a) Usa-se ç em palavras derivadas de vocábulos terminados em TO:
intento = intenção
canto = canção
exceto = exceção
junto = junção
b) Usa-se ç em palavras terminadas em TENÇÃO referentes a verbos derivados de TER:
deter = detenção
reter = retenção
conter = contenção
manter = manutenção
c) Usa-se ç em palavras derivadas de vocábulos terminados em TOR:
infrator = infração
trator = tração
redator = redação
setor = seção
d) Usa-se ç em palavras derivadas de vocábulos terminados em TIVO:
introspectivo = introspecção
relativo = relação
ativo = ação
intuitivo – intuição
e) Usa-se ç em palavras derivadas de verbos dos quais se retira a desinência R:
reeducar = reeducação
importar = importação
repartir = repartição
fundir = fundição
f) Usa-se ç após ditongo quando houver som de s:
eleição
traição
02) A pretensa diversão de Creusa, a poetisa vencedora do concurso, implicou a sua expulsão, porque
pôs uma frase horrorosa sobre a diretora Luísa.
a) Usa-se s em palavras derivadas de verbos terminados em NDER ou NDIR:
pretender = pretensão, pretensa, pretensioso
defender = defesa, defensivo
compreender = compreensão, compreensivo
repreender = repreensão
expandir = expansão
fundir = fusão
confundir = confusão
b) Usa-se s em palavras derivadas de verbos terminados em ERTER ou ERTIR:
inverter = inversão
converter = conversão
perverter = perversão
divertir = diversão
c) Usa-se s após ditongo quando houver som de z:
Creusa
coisa
maisena
d) Usa-se s em palavras terminadas em ISA, substantivos femininos:
Luísa
Heloísa
Poetisa
Profetisa
Obs: Juíza escreve-se com z, por ser o feminino de juiz, que também se escreve com z.
e) Usa-se s em palavras derivadas de verbos terminados em CORRER ou PELIR:
concorrer = concurso
discorrer = discurso
expelir = expulso, expulsão
compelir = compulsório
f) Usa-se s na conjugação dos verbos PÔR, QUERER, USAR:
ele pôs
ele quis
ele usou
g) Usa-se s em palavras terminadas em ASE, ESE, ISE, OSE:
frase
tese
crise
osmose
• Exceções: deslize e gaze.
h) Usa-se s em palavras terminadas em OSO, OSA:
horrorosa
gostoso
• Exceção: gozo
03) I -Teresinha, a esposa do camponês inglês, avisou que cantaria de improviso.
II -Aterrorizada pela embriaguez do marido, a mulherzinha não fez a limpeza.
a) Usa-se o sufixo indicador de diminutivo INHO com s quando esta letra fizer parte do radical da palavra de
origem; com z quando a palavra de origem não tiver o radical terminado em s:
Teresa = Teresinha
Casa = casinha
Mulher = mulherzinha
Pão = pãozinho
b) Os verbos terminados em ISAR serão escritos com s quando esta letra fizer parte do radical da palavra
de origem; os terminados em IZAR serão escritos com z quando a palavra de origem não tiver o radical
terminado em s:
improviso = improvisar
análise = analisar
pesquisa = pesquisar
terror = aterrorizar
útil = utilizar
economia = economizar
c) As palavras terminadas em ÊS e ESA serão escritas com s quando indicarem nacionalidade, títulos ou
nomes próprios; as terminadas em EZ e EZA serão escritas com z quando forem substantivos abstratos
provindos de adjetivos, ou seja, quando indicarem qualidade:
Teresa
Camponês
Inglês
Embriaguez
Limpeza
04) O excesso de concessões dava a impressão de compromisso com o progresso.
a) Os verbos terminados em CEDER terão palavras derivadas escritas com CESS:
exceder = excesso, excessivo
conceder = concessão
proceder = processo
b) Os verbos terminados em PRIMIR terão palavras derivadas escritas com PRESS:
imprimir = impressão
deprimir = depressão
comprimir = compressa
c) Os verbos terminados em GREDIR terão palavras derivadas escritas com GRESS:
progredir = progresso
agredir = agressor, agressão, agressivo
transgredir = transgressão, transgressor
d) Os verbos terminados em METER terão palavras derivadas escritas com MISS ou MESS:
comprometer = compromisso
prometer = promessa
intrometer = intromissão
remeter = remessa
05) Para que os filhos se encorajem, o lojista come jiló com canjica.
a) Escreve-se com j a conjugação dos verbos terminados em JAR:
Viajar = espero que eles viajem
Encorajar = para que eles se encorajem
Enferrujar = que não se enferrujem as portas
b) Escrevem-se com j as palavras derivadas de vocábulos terminados em JA:
loja = lojista
canja = canjica
sarja = sarjeta
gorja = gorjeta
c) Escrevem com j as palavras de origem tupi-guarani.
Jiló
Jibóia
Jirau
06) O relógio que ele trouxe da viagem ao México em uma caixa de madeira caiu na enxurrada.
a) Escrevem-se com g as palavras terminadas em ÁGIO, ÉGIO, ÍGIO, ÓGIO, ÚGIO:
pedágio
sacrilégio
prestígio
relógio
refúgio
b) Escrevem-se com g os substantivos terminados em GEM:
a viagem
a coragem
a ferrugem
• Exceções: pajem, lambujem
c) Palavras iniciadas por ME serão escritas com x:
Mexerica
México
Mexilhão
Mexer
• Exceção: mecha de cabelos
d) As palavras iniciadas por EN serão escritas com x, a não ser que provenham de vocábulos
iniciados por ch:
Enxada
Enxerto
Enxurrada
Encher – provém de cheio
Enchumaçar – provém de chumaço
e) Usa-se x após ditongo:
ameixa
caixa
peixe
• Exceções: recauchutar, guache
Emprego das Letras
Emprego de Vogais
As vogais na língua portuguesa admitem certa variedade de pronúncia, dependendo de sua
intensidade (i. é, se são tônicas ou átonas). Com essa variação na pronúncia, nem sempre a memória,
baseada na audição, retém a forma correta da grafia. A lista a seguir não é exaustiva, mas procura incluir as
dificuldades mais correntes na redação oficial.
E ou I?
Palavras com E, e não I
acarear
acreano (ou acriano)
aéreo
ante- (pref.=antes)
antecipar
antevéspera
aqueduto
área
averigúe (f.v.)
beneficência
beneficente
betume
de antemão
deferir (conceder)
delação (denúncia)
demitir
derivar
descortinar
descrição
despender
despensa (onde se guardam comestíveis)
despesa
falsear
granjear
meteoro(logia)
nomear
oceano
palavreado
parêntese (ou parêntesis)
passeata
preferir
prevenir
quase
rarear
receoso
reentrância
boreal
cardeal
carestia
cedilha
cercear
cereal
continue (f.v.)
hastear
homogêneo
ideologia
indeferir (negar)
legítimo
lenimento (que suaviza)
menoridade
meteorito
sanear
se
senão
sequer
seringueiro
testemunha
vídeo
Palavras com I, e não E
aborígine
acrimônia
adiante
ansiar
anti- (pref.=contra)
argúi (f.v.)
arqui- (pref.)
artifício
atribui(s) (f.v.)
cai (f. v.)
calcário
cárie (Cariar)
chefiar
cordial
desigual
diante
diferir (divergir)
dilação (adiamento)
dilapidar
dilatar (alargar)
discrição (reserva)
discricionário
discriminar (discernir, separar)
dispêndio
dispensa (licença)
distinguir
distorção
dói (fl. v.)
feminino
frontispício
imbuir
imergir (mergulhar)
imigrar (entrar em país estrangeiro)
iminente (próximo)
imiscuir-se
inclinar
incorporar (encorpar)
incrustar (encrostar)
indigitar
infestar
influi(s) (f. v.)
inigualável
iniludível
inquirir (interrogar)
intitular
irrupção
júri
linimento (medicamento untuoso)
meritíssimo
miscigenação
parcimônia
possui(s) (f. v.)
premiar
presenciar
privilégio
remediar
requisito
sentenciar
silvícola
substitui(s) (f. v.)
verossímil
O ou U?
Palavras com O, e não U
abolir
agrícola
bobina
boletim
bússola
cobiçar(r)
comprido
comprimento (extensão)
concorrência
costume
encobrir
explodir
marajoara
mochila
(de) moto próprio (latim: motu próprio)
ocorrência
pitoresco
proeza
Romênia
romeno
silvícola
sortido (variado)
sotaque
tribo
veio (s. e f. v.)
vinícola
Palavras com U, e não O
acudir
bônus
cinqüenta
cumprimento (saudação)
cumprido (v. cumprir)
cúpula
Curitiba
elucubração
embutir
entabular
légua
lucubração
ônus
régua
súmula
surtir (resultar)
tábua
tonitruante
trégua
usufruto
vírgula
vírus
Encontros Vocálicos
EI ou E?
Palavras com EI, e não E
aleijado
alqueire
ameixa
cabeleireiro
ceifar
colheita
desleixo
madeireira
peixe
queijo
queixa(r-se)
reiterar
reivindicarseixo
treinar
treino
Palavras com E, e não EI
adrede
alameda
aldeamento (mas aldeia)
alhear (mas alheio)
almejar
azulejo
bandeja
calejar
caranguejo
carqueja
cereja
cortejo
despejar, despejo
drenar
embrear
embreagem
enfear
ensejar, ensejo
entrecho
estrear, estreante
frear, freada
igreja
lampejo
lugarejo
malfazejo
manejar,manejo
morcego
percevejo
recear,receoso
refrear
remanejo
sertanejo
tempero
varejo
OU ou O?
Palavras com OU, e não O
agourar
arroubo
cenoura
dourar
estourar
frouxo
lavoura
pouco
pousar
roubar
tesoura
tesouro
Palavras com O, e não OU
alcova
ampola
anchova (ou enchova)
arroba
arrochar, arrocho
arrojar, arrojo
barroco
cebola
desaforo
dose
empola
engodo
estojo
malograr,malogro
mofar,mofo
oco
posar
rebocar
Emprego de Consoantes
Assim como emprego de vogais provoca dúvidas, há algumas consoantes – especialmente as que
formam dígrafos (duas letras para representar um som), ou a muda (h), ou, ainda, as diferentes consoantes
que representam um mesmo som – constituem dificuldade adicional à correta grafia.
Se houver hesitação quanto ao emprego de determinada consoante, consulte a lista que segue.
Lembre-se de que a grafia das palavras tem estreita relação com sua história. Vocábulos derivados de
outras línguas, por exemplo, mantêm certa uniformidade nas adaptações que sofrem ao serem incorporados
ao português (do francêsgarage ao port. garagem; do latim actione, fractione ao port. ação, fração; etc.).
Palavras que provêm de outras palavras quase sempre mantêm a grafia do radical de origem (granjear:
granja; gasoso: gás, analisar: análise). Há, ainda, certas terminações que mantêm uniformidade de grafia (-
aça, -aço, -ecer, -ês, -esia, -izar, etc.).
Emprego do H: com H ou sem o H?
Haiti
halo
hangar
harmonia
haurir
Havana
Havaí
haxixe
hebdomadário
hebreu
hectare
hediondo
hedonismo
Hégira
Helesponto
hélice
hemi-(pref.=meio)
hemisfério
hemorragia
herança
herbáceo (mas erva)
herdar
herege
hermenêutica
hermético
herói
hesitar
hiato
híbrido
hidráulica
hidravião (hidroavião)
hidrogênio
hidro-(pref.=água)
hierarquia
hieróglifo (ou hieroglifo)
hífen
higiene
Himalaia
hindu
hino
hiper-(pref.=sobre)
hipo-(pref.=sob)
hipocrisia
hipoteca
hipotenusa
hipótese
hispanismo
histeria
hodierno
hoje
holandês
holofote
homenagear
homeopatia
homicida
homilia (ou homília)
homologar
homogeneidade
homogêneo
homônimo
honesto
honorários
honra
horário
horda
horizonte
horror
horta
hóspede
hospital
hostil
humano
humilde
humor
Hungria
O fonema /ž/: G ou J?
Palavras com G, e não J
adágio
agenda
agiota
algema
algibeira
apogeu
argila
auge
Bagé (mas bajeense)
Cartagena
digerir
digestão
efígie
égide
Egito
egrégio
estrangeiro
evangelho
exegese
falange
ferrugem
fuligem
garagem
geada
gelosia
gêmeo
gengiva
gesso
gesto
Gibraltar
gíria
giz
herege
impingir
ligeiro
miragem
monge
ogiva
rigidez
sugerir
tangente
viageiro
viagem
vigência
Palavras com J, e não G
ajeitar
encoraje (fl.v.)
enjeitar
enrijecer
gorjeta
granjear
injeção
interjeição
jeca
jeito
jenipapo
jerimum
jesuíta
lisonjear
lojista
majestade
majestoso
objeção
ojeriza
projeção
projetil (ou projétil)
rejeição
rejeitar
rijeza
sujeito
ultraje
eles viajem (f. v.)
O fonema /s/: C, Ç ou S ou SS ou X ou XC?
Palavras com C, Ç e não S ou SS nem SC
à beça
absorção
abstenção
açaí
açambarcar
acender (iluminar)
acento (tom de voz, símbolo
gráfico)
acepção
acessório
acerbo
acerto (ajuste)
acervo
aço (ferro temperado)
açodar (apressar)
açúcar
açude
adoção
afiançar
agradecer
alçar
alicerçar
alicerce
almaço
almoço
alvorecer
amadurecer
amanhecer
ameaçar
aparecer
apreçar (marcar preço)
apreço
aquecer
arrefecer
arruaça
asserção
assunção
babaçu
baço
balança
Barbacena
Barcelona
berço
caça
cacique
caçoar
caiçara
calça
calhamaço
cansaço
carecer
carroçaria (ou carroceria)
castiço
cebola
cê-cedilha
cédula
ceia
ceifar
célere
celeuma
cerne
cerração (nevoeiro)
cerrar (fechar, acabar)
cerro (morro)
certame
certeiro
certeza, certidão
certo
cessação (ato de cessar)
cessão (ato de ceder)
cessar (parar)
cesta
chacina
chance
chanceler
cicatriz
ciclo
ciclone
cifra
cifrão
cigarro
cilada
cimento
cimo
cingalês (do Ceilão)
Cingapura (tradicional: Singapura)
cínico
cinqüenta
cinza
cioso
ciranda
circuito
circunflexo
círio (vela)
cirurgia
cisão
cisterna
citação
cizânia
coação
cobiçar
cociente (ou quociente)
coerção
coercitivo
coleção
compunção
concelho (município)
concertar (ajustar, harmonizar)
concerto (- musical, acordo)
concessão
concílio (assembléia)
conjunção
consecução
Criciúma
decepção
decerto
descrição (ato de descrever)
desfaçatez
discrição (reserva)
disfarçar
exibição
expeço
extinção
falecer
fortalecer
Iguaçu
impeço
incerto (não certo)
incipiente (iniciante)
inserção
intercessão
isenção
laço
liça (luta)
licença
lucidez
lúcido
maçada (importunação)
maçante
maçar (importunar)
macerar
maciço
macio
maço (de cartas)
maçom (ou mação)
manutenção
menção
mencionar
muçulmano
noviço
obcecação (mas obsessão)
obcecar
opção
orçamento
orçar
paço (palácio)
panacéia
parecer
peça
penicilina
pinçar
poça, poço
prevenção
presunção
quiçá
recender
recensão
rechaçar
rechaço
remição (resgate)
resplandecer
roça
ruço (grisalho)
sanção (ato de sancionar)
soçobrar
súcia
sucinto
Suíça, suíço
taça
tapeçaria
célula
cem (cento)
cemitério
cenário
censo (recenseamento)
censura
centavo
cêntimo
centro
ceticismo
cético
cera
cerâmica
cerca
cercear
cereal
cérebro
distinção
distorção
docente (que ensina; corpo –: os
professores)
empobrecer
encenação
endereço
enrijecer
erupção
escaramuça
escocês
Escócia
esquecer
estilhaço
exceção
excepcional
tecelagem
tecelão
tecer
tecido
tenção (intenção)
terça
terço
terraço
vacilar
viço
vizinhança
Palavras com S, e não C ou SC, nem X
adensar
adversário
amanuense
ânsia, ansiar
apreensão
ascensão (subida)
autópsia
aversão
avulso
balsa
bolso
bom-senso
canhestro
cansaço
censo (recenseamento)
compreensão
compulsão
condensar
consecução
conselheiro (que aconselha)
conselho (aviso, parecer)
consenso
consentâneo
consertar (remendar)
contra-senso
contraversão
controvérsia
conversão
convulsão
Córsega
defensivo
defensor
descansar
descensão, descenso (descida)
desconsertar (desarranjar)
despensa (copa, armário)
despretensão
dimensão
dispensa(r)
dispersão
dissensão
distensão
diversão
excursão
expansão
expensas
extensão (mas estender)
extorsão
extrínseco
falsário
falso, falsidade
farsa
imersão
impulsionar
incompreensível
incursão
insinuar
insípido
insipiente (ignorante)
insolação
intensão (tensão)
intensivo
intrínseco
inversão
justapor
mansão
misto, mistura
obsessão (mas obcecação)
obsidiar
obsoleto
pensão
percurso
persa
Pérsia
persiana
perversão
precursor
pretensão
propensão
propulsão
pulsar
recensão
recensear, recenseamento
remorso
repreensão
repulsa
seção (ou secção)
seda
segar (ceifar, cortar)
sela (assento)
semear
semente
senado
senha
sênior
sensato
senso
série
seringa
sério
serra
seta
severo
seviciar
Sevilha
Sibéria
Sicília
siderurgia
sigilo
sigla
Silésia
silício
silo
sinagoga
Sinai
Singapura (tradicional; ocorre tb.
Cingapura)
singelo
singrar
sintoma
Síria
sismo
sito, situado
submersão
subsidiar
subsistência
suspensão
tensão (estado de tenso)
tergiversar
diverso
emersão
espoliar
estender (mas extensão)
estorno
estorricar
reverso
salsicha
Sansão
seara
sebe
sebo
Upsala (ou Upsália)
utensílio
versão
versátil, versáteis
Palavras com SS, e não C, Ç
Abissínia
acessível
admissão
aerossol
agressão
amassar (< massa)
apressar (<pressa)
argamassa
arremessar
assacar
assassinar
assear
assecla
assediar
assentar
assento (assentar)
asserção
asserto, assertiva (afirmação)
assessor
asseverar
assíduo
assimetria
assinar
Assíria
assolar
aterrissagem
atravessar
avassalar
avesso
bússola
cassar (anular)
cassino
cessão (ato de ceder)
comissão compasso
compressa
compromisso
concessão
condessa (fem. de conde)
confissão
cossaco
crasso
cromossomo
demissão
depressa
depressão
dessecar (secar bem)
devassar
dezesseis
dezessete
digressão
discussão
dissensão
dissertação
dissídio
dissimulação
dissipar
dissuadir
dossiê
ecossistema
eletrocussão
emissão
empossar (dar posse a)
endossar
escassear
escassez
escasso
excessivo
excesso
expressão
fissura
fosso
fracasso
gesso
grassar
idiossincrasia
imissão
impressão
imissão
impressão
ingressar
insosso
insubmissão
interesse
intromissão
macrossistema
massa
messe
messiânico
microssistema
missa
missionário
mocassim
necessidade
obsessão
opressão
pássaro
passear
passeata
passeio
passo (cf. paço)
permissão
pêssego
pessimismo
possessão
potássio
pressagiar, presságio
pressão, pressionar
processão (procedência)
procissão (préstito)
professo
profissão
progressão
progresso
promessa
promissor
promissória
regressar, regressivo
remessa
remissão (ato de remitir)
remissivo
repercussão
repressão, repressivo
ressalva(r)
ressarcir
ressentir
ressequir
ressonar
ressurreição
retrocesso
russo (da Rússia)
sanguessuga
secessão (separação)
sessão (reunião)
sessar (peneirar)
sobressalente (ou sobresselente)
sossego
submissão
sucessão
sucessivo
tessitura
tosse
travessa
travessão
uníssono
vassoura
verossímil
vicissitude
Palavras com SC, e não C, Ç, S, SS
abscesso
abscissa
acrescentar
acrescer, acréscimo
adolescente
apascentar
aquiescência
aquiescer
ascender
ascensão
asceta
condescendência
consciência
cônscio
convalescer
crescente
crescer
descendência
descender
descentralização
descer
descerrar
descida
discente (que aprende)
discernimento
disciplina(r)
discípulo
efervescência
fascículo
fascismo
florescer
imisção (mistura)
imiscível
imprescindível
intumescer
irascível
isóscele(s)
miscelânea
miscigenação
nascença
nascer
néscio
obsceno
onisciência
oscilar, oscilação
piscicultura
piscina
plebiscito
prescindir
recrudescer
remanescente
reminiscência
renascença
rescindir
rescisão
ressuscitar
seiscentésimo
seiscentos
suscetível
suscitar
transcendência
víscera
Palavras com X, e não S, SS
apoplexia
aproximar
auxílio
contexto
exclusivo
expectador (que tem esperança)
expectativa
expender
expensas
experiência
experimentar
experto (sabedor)
expiação
expiar (pagar, remir)
expirar (morrer)
explanar
expletivo
explicar
explícito
explorar
expoente
expor
êxtase, extático
extensão (mas estender)
extenuar
externo (exterior)
extirpar
extraordinário
extrapolar
extrato
extremado
extroversão
inexperiência
inextricável
máxima
próximo, proximidade
sexta
sextante
sexto (ordinal)
sintaxe
têxtil, têxteis
texto
textual
textura
Palavras com S, e não X
adestrar
contestar
destreza
destro
escavar
esclarecer
escorreito
escusa(r)
esdrúxulo
esfolar
esgotar
esgoto
esôfago
espectador (que vê)
esperteza
esperto
espiar (espreitar)
espirar (soprar, exalar)
esplanada
esplêndido
esplendor
espoliação
espontâneo
espraiar
espremer
esquisito
estagnar
estático (firme, contrário de
dinâmico)
estender, estendido
esterno (osso)
estirpe
estrangeiro
estranhar
estrato (camada)
estratosfera
estrema (marco, limite)
estremar (dividir, separar)
estremecer
estrutura
esvaecer
esvair-se
inesgotável
justapor, justaposição
misto
mistura
teste
Palavras com XC (entre vogais), com valor de /s/
exceção
excedente
exceder
excedível
excelência
excelente
excelso
excentricidade
excêntrico
excepcional
excerto
excesso
exceto
excetuar
excipiente
excitação
excitar
inexcedível
O fonema /z/: Z ou S ou X?
Palavras com Z, e não S
abalizado
abalizar
acidez
aduzir
agilizar
agonizar
agudez(a)
ajuizar
alcoolizar
algazarra
algoz
alteza
altivez
Amazonas
amenizar
americanizar
amizade
amortizar
anarquizar
andaluz
Andaluzia
antipatizar
apaziguar
aprazar
aprazível
aprendizado
arborizar
arcaizar
aridez
Arizona
armazém
aromatizar
arrazoar
arrazoado
arroz (al, -eiro)
aspereza
assaz
atemorizar
aterrorizar
atriz
atroz
atualizar
audaz
automatizar
autorizar
avalizar
avareza
avestruz
avidez
avizinhar
azar
azedar
dogmatizar
doze
dramatizar
dureza
duzentos
dúzia
economizar
eficaz
eletrizar
embaixatriz
embelezar
embriaguez
encolerizar
encruzilhada
enfatizar
enraizar
entronizar
escandalizar
escassez
escravizar
especializar
espezinhar
esquizofrenia
esterilizar
estigmatizar
estilizar
estranheza
estupidez
esvaziar
eternizar
evangelizar
exteriorizar
familiarizar
fazenda
fazer
feliz(ardo)
feroz
fertilizar
finalizar
fineza (delicadeza)
firmeza
fiscalizar
flacidez
fluidez
formalizar
fortaleza
foz
fraqueza
frieza
fugaz
fuzil(eiro), fuzilar
galvanizar
nobreza
noz (fruto da nogueira)
nudez
obstaculizar
ojeriza
oficializar
organizar
orizicultura
ozônio
palidez
parabenizar
particularizar
pasteurizar
paz
penalizar
pequenez
permeabilizar
perspicaz
pertinaz
placidez
pluralizar
pobreza
polidez
popularizar
pormenorizar
prazer, prazeroso
prazo
preconizar
prejuízo
pressurizar
presteza
prezado (estimado)
primaz(ia)
privatizar
produzir
proeza
profetizar
profundeza
pulverizar
pureza
quartzo (ou quarço)
racionalizar
raiz, raízes
rapaz
rapidez
rareza
razão
razoável
realeza
realizar
reconduzir
redondeza
azeite
azeitona
azimute
azul, azuis
baixeza
baliza
banalizar
barbarizar
bazar
bazuca
beleza
bel-prazer
bendizer
bezerro
bissetriz
Bizâncio
bizantino
bizarro
braveza, brabeza
burocratizar
cafezal
cafezeiro
cafezinho
cafuzo
canalizar
canonizar
capataz
capaz
capitalizar
caracterizar
carbonizar
cartaz
categorizar
catequizar (mas catequese)
cauterizar
celebrizar
centralizar
certeza
chafariz
chamariz
cicatriz(ar)
circunvizinho
civilizar
cizânia
clareza
climatizar
coalizão
colonizar
comezinho
concretizar
condizer
conduzir
confraternizar
conscientizar
contemporizar
contradizer
contumaz
corporizar
correnteza
cotizar
cozer (cozinhar)
cozido
cozinhar
gaze
gazear
gazeta
gazua
generalizar
gentileza
giz
gozar, gozo
grandeza
granizo
gravidez
harmonizar
higienizar
hipnotizar
honradez
horizonte
horrorizar
hospitalizar
hostilizar
humanizar
idealizar
imortalizar
imperatriz
impureza
imunizar
indenizar
individualizar
indizível
industrializar
induzir
infeliz
inferiorizar
inimizar
insipidez
inteireza
intelectualizar
internacionalizar
intrepidez
introduzir
inutilizar
invalidez
ironizar
jaez
jazida
jazigo
juiz, juízes
juízo
justeza
largueza
latinizar
lazer
legalizar
ligeireza
localizar
loquaz
ucidez
luz
maciez(a)
madureza
magazine
magnetizar
magreza
maldizer
reduzir
refazer
regozijo
regularizar
reluzir
reorganizar
responsabilizar
revezar
reza
ridicularizar
rigidez
rijeza
rispidez
rivalizar
robotizar
robustez
rodízio
rudez(a)
sagaz
satisfazer
sazão
sazonal
secularizar
reduzir
sensatez
sensibilizar
simbolizar
simpatizar
sincronizar
singularizar
sintetizar
sistematizar
sisudez
socializar
solenizar
solidez
sordidez
sozinho
suavizar
Suazilândia
Suez
surdez
sutileza
talvez
tenaz
tez
timidez
tiranizar
topázio
torpeza
totalizar
traduzir
tranqüilizar
trapézio
trazer
trezentos
tristeza
triz
turgidez
tzar (ou czar)
uniformizar
universalizar
urbanizar
cristalizar
cristianizar
crueza
cruzar, cruzeiro
cruzada
cupidez
czar (tzar)
deduzir
delicadeza
democratizar
desautorizar
desfaçatez
deslizar (escorregar)
deslize
desmazelo
desmoralizar
desprezar
destreza
dez
dezembro
dezena
dezenove
dezesseis
dezessete
dezoito
diretriz
divinizar
dizer
dizimar
dízimo
malfazer
martirizar
materializar
matiz(ar)
matriz
mazela
menosprezar
mercantilizar
meretriz
mesquinhez
mezinha(remédio)
militarizar
miudeza
mobilizar
modernizar
monopolizar
moralizar
morbidez
mordaz
motorizar
motriz
mudez
nacionalizar
nariz
naturalizar
natureza
Nazaré
nazismo
neutralizar
nitidez
utilizar
vagareza
valorizar
vaporizar
vasteza
vazante
vazar
vazio
veloz
Veneza, veneziana
Venezuela
verbalizar
verniz
vez
vezo
vileza
viuvez
vivaz
viveza
vizinho
vizir
volatizar
voraz
voz(es)
vulcanizar
vulgarizar
xadrez
ziguezague(ar)
Palavras com S, e não Z
aburguesar
abusar, abuso
aceso
acusar, acusativo
adesão, adesivo
afrancesar
agasalhar
aguarrás
aliás
alisar (mas deslizar)
amasiar-se
amnésia
analisar, análise
ananás
anestesia
apesar de
aportuguesar
após
aposentar
apoteose
apresar
aprisionar
ardósia
arquidiocese
arrasar
arrevesado
artesanato, artesão
ás (carta, aviador notável)
asa
Ásia
escocês
escusa(r)
esôfago
esotérico
esquisito
eutanásia
evasão
exclusive
êxtase
extravasar
extremoso
falésia
fantasia(r)
fase
ferro-gusa
finês
finlandês
formoso
framboesa
francês
frase
freguês
frisa(r)
friso
fusão
fuselagem
fusível
fuso
gás
gasogênio
paralisar
Paris
parmesão
pás (pl. de pá)
pau-brasil
pesadelo
pêsames
pesar, peso
pesquisar
pisar
Polinésia
português
pôs (verbo pôr)
precisão
precisar
preciso
presa
presente(ar)
preservar
presidente
presídio
presidir
presilha
princesa
profetisa
profusão
prosa
prosaico
prosélito
quadris
asilar, asilo
asteca
atrás
atrasar, atraso
através
avisar, aviso
azul-turquesa
baronesa
basalto
base(ar)
Basiléia
basílica
besouro
bis(ar)
bisavô
Biscaia
bisonho
brasa
brasão
Brasil
brasileiro
brisa
burguês, burguesia
busílis
Cádis
campesino
camponês
carmesim
casa(r)
casamento
casebre
caserna
caso
casual
casuísta
casulo
catálise, catalisar
catequese (mas catequizar)
centésimo
César
cesariana
chinês
cisão
coesão
coeso
coisa
colisão
comiserar
conciso, concisão
conclusão
consulesa
contusão
convés
cortês
cortesia
coser (costurar)
crase
crise
cútis
decisão
decisivo
defesa
demasia
gasolina
gasômetro
gasoso
gaulês
gêiser
gelosia
gênese (ou gênesis)
genovês
Goiás
gris, grisalho
groselha
guisa
guisar, guisado
guloso
heresia
hesitar
holandês
ileso
improvisar
incisão, incisivo
inclusive
incluso, inclusão
indefeso
infusão
inglês
intrusão, intruso
invasão, invasor
invés
irlandês
irresoluto
irrisão
irrisório
isenção
isolar
Israel
japonês
javanês
Jerusalém
jesuíta
Jesus
jus
jusante
lápis
lesão, lesionar
lesar, lesivo
lilás
liso
lisonja
lisura
losango
lousa
luso
magnésio
maisena
maltês
marquês
masoquismo
mausoléu
mês
mesa
mesário
mesóclise
Mesopotâmia
querosene
quesito
quis, quiseste, quiseram
(verbo querer)
raposa
raso
rasuro
recusa(r)
reclusão
repisar
repousar, repouso
represa(r)
represália
requisição
requisitar
requisito
rés
rês (gado)
rés-do-chão
resenha
reserva
reservista
residência
residir
resíduo
resignar
resina
resistir
resolução
resolver
resultar
resumir
retesar
retrovisor
revés, reveses
revisão, revisar
saudosismo
Silésia
síntese
sinusite
siso
sisudo
sobremesa
sopesar
sósia
surpresa
suserano
teimosia
televisão
televis(ion)ar
tese
teso
tesoura
tesouraria
tesouro
torquês
tosar
transação
transatlântico
transe
transido
transistor
trânsito
descamisar
descortês
desídia
desígnio
desinência
desistir
despesa
detrás
deusa
diagnose
diocese
divisar
divisível
divisor
doloso
dose, dosar
duquesa
eclesiástico
empresa
empresário
ênclise
enésimo
entrosar
envasar
enviesar
erisipela
mesquita
mesura
metamorfose
Micronésia
milanês
misantropo
miséria
misericórdia
montanhês
montês
mosaico
Mosela
música
Nagasáqui
narcisismo
nasal
náusea
norueguês
obesidade, obeso
obséquio
obtuso
ourives(aria)
ousar, ousadia
país
paisagem
parafuso
trás (prep., adv.)
traseira
través
três
tresandar
trigésimo
tris
trisavô
turquesa
usina
uso
usufruto
usura
usurpar
vasilha
vaso
vesícula
viés
vigésimo
visar
viseira
visionário
visita(r)
visível
visor
xis (letra x)
Palavras com X, e não Z ou S
exagero
exalar
exaltar
exame, examinar
exangue
exarar
exasperar
exato
exaurir, exausto
execução, executar
exegese
exemplo
exéquias
exeqüível
exercer
exercício
exército
exibir, exibição
exigir
exíguo, exigüidade
exílio, exilar
exímio
existir
êxito, exitoso
êxodo
exonerar
exorbitar
exortar
exótico
exuberante
exultar
exumar
inexato
inexaurível
inexistente
inexorável
O fonema /š/: X ou CH?
Palavras com X, e não CH
abacaxi
afrouxar
almoxarife, almoxarifado
ameixa
atarraxar (< tarraxa)
baixa
baixada
baixela
baixeza
baixo
bauxita
bexiga
caixão
caixeiro
caixote
capixaba
coxa
enxertar
enxofre
enxotar
enxovalhar
enxovia
enxugar
enxurrada
enxuto
esdrúxulo
faixa
faxina
faxineiro
feixe
frouxo
graxa
guanxuma
haxixe
orixá
paxá (governador turco)
praxe
puxar
relaxado, relaxar
remexer
repuxar, repuxo
rixa(r)
rouxinol
roxo
seixo
taxa (tipo de tributo, tarifa)
taxar (impor taxa)
taxativo
trouxa
vexado
vexame
coxear
coxo
deixar
desleixado
desleixo
elixir
encaixe
encaixotar
enfaixar
enfeixar
engraxar, engraxate
enxada
enxaguar
enxame
enxaqueca
enxergar
enxerir
Hiroxima
lagartixa
laxante
laxa
lixeiro
lixívia
lixo
luxação
luxar (deslocar)
Luxemburgo
luxo
luxúria
malgaxe (de Madagascar)
mexer
mexerico
mexilhão (molusco)
mixórdia
vexar
xá (da Pérsia)
xadrez
xampu
Xangai
xarope
xavante
xaxim
xenofobia
xeque (árabe)
xerife
xícara
xifópago
xiita
xingar
xis (letra x)
Palavras com CH, e não X
achacar, achaque
achincalhar
ancho
anchova, ou enchova
apetrecho
archote
arrochar, arrocho
azeviche
bacharel
belchior
beliche
bolacha
bolchevique
brecha
broche
brochura
bucha
cachaça
cacho
cachoeira
cambalacho
capacho
caramanchão
cartucheira
chá (planta, infusão de folhas)
chácara
chacina
chacoalhar
chacota
chafariz
chafurdar
chalaça
chalé
chaleira
chamariz
chambre
chaminé
charada
charco
charlatão
charolês
charque(ar)
charrua
chávena
cheque
chicória
chicote
chimarrão
chimpanzé ou chipanzé
chique
chiqueiro
choça
chocalho
chofre
choldra
chope
chuchu
chumaço
churrasco
chusma
chute, chutar
cochichar, cochicho
cochilar, cochilo
cocho (vasilha)
cochonilha
colcha
colchão
colchete
concha
conchavo
coqueluche
cupincha
debochar, deboche
desabrochar
desfechar
despachar, despacho
ducha
encharcar
encher
enchova (ou anchova)
escabeche
escarafunchar
escorchar
esguicho
espichar
estrebuchar
facho
fantoche
fechar, fecho
fetiche
ficha
flecha(r)
frincha
gancho
garrancho
garrucha
guache
guincho
iídiche
inchar
lancha
lanche
linchar
luchar (sujar)
machado
machucar
mochila
nicho
pecha
pechar
pechincha
penacho
piche, pichar
ponche
prancha
rachar
rancho
rechaçar, rechaço
ricochete(ar)
rocha
salsicha
sanduíche
tachar (censurar, acusar)
tocha
trapiche
trecho
trincheira
charuto fachada
O complexo /ks/: X ou CC, CÇ?
Palavras com X, e não CC ou CÇ
afluxo
amplexo
anexar, anexo
asfixia(r)
axila(r)
axioma
bórax
clímax
complexidade, complexo
conexão, conexo
convexidade, convexo
córtex
crucifixo
duplex
durex
empuxo
fixar, fixação
fixo
flexão, flexibilidade
flexionar
flexível
fluxo
empuxo
heterodoxia
heterodoxo
hexágono
índex
inflexível
intoxicar
látex
léxico
marxismo
marxista
maxila, maxilar
nexo
obnóxio
ônix
ortodoxia, ortodoxo
oxidar, óxido
oxítono
paradoxal, paradoxo
paralaxe
paroxítono
perplexidade, perplexo
pirex
profilaxia
prolixo
proparoxítono
proxeneta
reflexão
reflexibilidade
reflexivo
reflexo
refluxo
saxão
saxônio
sexagenário
sexagésimo
sexo, sexual
sílex
telex
telexograma
tórax
tóxico
toxicologia
toxina
triplex
xerox (ou xérox)
Palavras com CC, CÇ, e não X
cocção
cóccix (ou coccige)
confecção
confeccionar
convicção
defecção
dissecção
fa(c)ção
fa(c)cioso
ficção
fricção
friccionar
infe(c)ção
infe(c)cionar
inspe(c)ção
retrospe(c)ção
se(c)ção
se(c)cionar
EXERCÍCIOS - 01
1. Estão corretamente empregadas as palavras na frase:
a) Receba meus cumprimentos pelo seu aniversário.
b) Ele agiu com muita descrição.
c) O pião conseguiu o primeiro lugar na competição.
d) Ele cantou uma área belíssima.
e) Utilizamos as salas com exatidão.
2. Todas as alternativas são verdadeiras quanto ao emprego da inicial maiúscula, exceto:
a) Nos nomes dos meses quando estiverem nas datas.
b) No começo de período, verso ou alguma citação direta.
c) Nos substantivos próprios de qualquer espécie
d) Nos nomes de fatos históricos dos povos em geral.
e) Nos nomes de escolas de qualquer natureza.
3. Indique a única seqüência em que todas as palavras estão grafadas corretamente:
a) fanatizar - analizar - frizar.
b) fanatisar - paralizar - frisar.
c) banalizar - analisar - paralisar.
d) realisar - analisar - paralizar.
e) utilizar - canalisar - vasamento.
4. A forma dual que apresenta o verbo grafado incorretamente é:
a) hidrólise - hidrolisar.
b) comércio - comercializar.
c) ironia - ironizar.
d) catequese - catequisar.
e) análise - analisar.
5. Quanto ao emprego de iniciais maiúsculas, assinale a alternativa em que não há erro de grafia:
a) A Baía de Guanabara é uma grande obra de arte da Natureza.
b) Na idade média, os povos da América do Sul não tinham laços de amizade com a Europa.
c) Diz um provérbio árabe: "a agulha veste os outros e vive nua."
d) "Chegam os magos do Oriente, com suas dádivas: ouro, incensos e mirra " (Manuel Bandeira).
e) A Avenida Afonso Pena, em Belo Horizonte, foi ornamentada na época de natal.
6. Marque a opção cm que todas as palavras estão grafadas corretamente:
a) enxotar - trouxa - chícara.
b) berinjela - jiló - gipe.
c) passos - discussão - arremesso.
d) certeza - empresa - defeza.
e) nervoso - desafio - atravez.
7. A alternativa que apresenta erro(s) de ortografia é:
a) O experto disse que fora óleo em excesso.
b) O assessor chegou à exaustão.
c) A fartura e a escassez são problemáticas.
d) Assintosamente apareceu enxarcado na sala.
e) Aceso o fogo, uma labareda ascendeu ao céu.
8. Assinale a opção cm que a palavra está incorretamente grafada:
a) duquesa.
b) magestade.
c) gorjeta.
d) francês.
e) estupidez.
9. Dos pares de palavras abaixo, aquele em que a segunda não se escreve com a mesma letra sublinhada na primeira
é:
a) vez / reve___ar.
b) propôs / pu__ eram.
c) atrás / retra __ ado.
d) cafezinho/ blu __ inha.
e) esvaziar / e___ tender.
10. Indique o item em que todas as palavras devem ser preenchidas com x:
a) pran__a / en__er / __adrez.
b) fei__e / pi__ar / bre__a.
c) __utar / frou__o / mo__ila.
d) fle__a / en__arcar / li__ar.
e) me__erico / en__ame / bru__a.
11. Todas as palavras estão com a grafia correta, exceto:
a) dejeto.
b) ogeriza.
c) vadear.
d) iminente.
e) vadiar.
12. A alternativa que apresenta palavra grafada incorretamente é:
a) fixação - rendição - paralisação.
b) exceção - discussão - concessão.
c) seção - admissão - distensão.
d) presunção - compreensão - submissão.
e) cessão - cassação - excurção.
13. Assinale a alternativa em que todas as palavras estão grafadas corretamente:
a) analizar - economizar - civilizar.
b) receoso - prazeirosamente - silvícola.
c) tábua - previlégio - marquês.
d) pretencioso - hérnia - majestade.
e) flecha - jeito - ojeriza.
14. Assinale a alternativa em que todas as palavras estão grafadas corretamente:
a) atrasado - princesa - paralisia.
b) poleiro - pagem - descrição.
c) criação - disenteria - impecilho.
d) enxergar - passeiar - pesquisar.
e) batizar - sintetizar - sintonisar.
15. Assinale a alternativa em que todas as palavras estão grafadas corretamente:
a) tijela - oscilação - ascenção.
b) richa - bruxa - bucha.
c) berinjela - lage - majestade.
d) enxada - mixto - bexiga.
e) gasolina - vaso - esplêndido.
16. Marque a única palavra que se escreve sem o h:
a) omeopatia.
b) umidade.
c) umor.
d) erdeiro.
e) iena.
17. (CFS/95) Assinalar o par de palavras parônimas:
a) céu - seu
b) paço - passo
c) eminente - evidente
d) descrição - discrição
18. (CFS/95) Assinalar a alternativa em que todas as palavras devem ser escritas com "j".
a) __irau, __ibóia, __egue
b) gor__eio, privilé__io, pa__em
c) ma__estoso, __esto, __enipapo
d) here__e, tre__eito, berin__ela
19. (CFC/95) Assinalar a alternativa que preenche corretamente as lacunas do seguinte período: "Em _____ plenária,
estudou-se a _____ de terras a _____ japoneses."
a) seção - cessão - emigrantes
b) cessão - sessão - imigrantes
c) sessão - secção - emigrantes
d) sessão - cessão - imigrantes
20. (CFC/95) Assinalar a alternativa que apresenta um erro de ortografia:
a) enxofre, exceção, ascensão
b) abóbada, asterisco, assunção
c) despender, previlégio, economizar
d) adivinhar, prazerosamente, beneficente
21. (CFC/95) Assinalar a alternativa que contém um erro de ortografia:
a) beleza, duquesa, francesa
b) estrupar, pretensioso, deslizar
c) esplêndido, meteorologia, hesitar
d) cabeleireiro, consciencioso, manteigueira
22. (CFC/96) Assinalar a alternativa correta quanto à grafia das palavras:
a) atraz - ele trás
b) atrás - ele traz
c) atrás - ele trás
d) atraz - ele traz
23. (CFS/96) Assinalar a palavra graficamente correta:
a) bandeija
b) mendingo
c) irrequieto
d) carangueijo
24. (CESD/97) Assinalar a alternativa que completa as lacunas da frase abaixo, na ordem em que aparecem. "O Brasil
de hoje é diferente, _____ os ideais de uma sociedade _____ justa ainda permanecem".
a) mas - mas
b) mais - mas
c) mas - mais
d) mais - mais
25. (CESD/98) Cauda/rabo, calda/açúcar derretido para doce. São, portanto, palavras homônimas. Associe as duas
colunas e assinale a alternativa com a seqüência correta.
1 - conserto ( ) valor pago
2 - concerto ( ) juízo claro
3 - censo ( ) reparo
4 - senso ( ) estatística
5 - taxa ( ) pequeno prego
6 - tacha ( ) apresentação musical
a) 5-4-1-3-6-2
b) 5-3-2-1-6-4
c) 4-2-6-1-3-5
d) 1-4-6-5-2-3
26. (CFC/98) Assinalar o par de palavras antônimas:
a) pavor - pânico
b) pânico - susto
c) dignidade - indecoro
d) dignidade - integridade
27. (CFS/97) O antônimo para a expressão "época de estiagem" é:
a) tempo quente
b) tempo de ventania
c) estação chuvosa
d) estação florida
28. (CFS/96) Quanto à sinonímia, associar a coluna da esquerda com a da direita e indicar a seqüência correta.
1 - insigne ( ) ignorante
2 - extático ( ) saliente
3 - insipiente ( ) absorto
4 - proeminente ( ) notável
a) 2-4-3-1
b) 3-4-2-1
c) 4-3-1-2
d) 3-2-4-1
29. (ITA/SP) Em que caso todos os vocábulos são grafados com "x" ?
a) __ícara, __ávena, pi__e, be__iga
b) __enófobo, en__erido, en__erto, __epa
c) li__ar, ta__ativo, sinta__e, bro__e
d) ê__tase, e__torquir, __u__u, __ilrear
GABARITO
1 A / 2 A / 3 C / 4 D / 5 D / 6 C / 7 D / 8 B / 9 D / 10 E / 11 B / 12 E / 13 E / 14 A / 15 E / 16 B / 17 D / 18 A / 19 D / 20 C /
21 B / 22 B / 23 C / 24 C / 25 A / 26 C / 27 C / 28 B / 29 B
EXERCÍCIOS - 02
1. (IBGE) Entre as opções abaixo, somente uma completa corretamente as lacunas apresentadas a seguir. Assinale-a:
Na cidade carente, os .......... resolveram .......... seus direitos, fazendo um .......... assustador.
a) mendingos; reivindicar; rebuliço
b) mindigos; reinvidicar, rebuliço
c) mindigos; reivindicar, reboliço
d) mendigos; reivindicar, rebuliço
e) mendigos; reivindicar, reboliço
2. (IBGE) Assinale a opção em que todas as palavras se completam adequadamente com a letra entre parênteses:
a) en.....aguar / pi.....e / mi.....to (x)
b) exce.....ão / Suí.....a / ma.....arico (ç)
c) mon.....e / su.....estão / re.....eitar (g)
d) búss.....la / eng.....lir / ch.....visco (u)
e) .....mpecilho / pr.....vilégio / s.....lvícola (i)
3. (TRE-SP) Foram insuficientes as ....... apresentadas, ....... de se esclarecerem os ...... .
a) escusas - a fim - mal-entendidos
b) excusas - afim - mal-entendidos
c) excusas - a fim - malentendidos
d) excusas - afim - malentendidos
e) escusas - afim - mal-entendidos
4. (TRE-SP) Este meu amigo .......... vai ..........-se para ter direito ao título de eleitor.
a) extrangeiro - naturalizar
b) estrangeiro - naturalisar
c) extranjeiro - naturalizar
d) estrangeiro - naturalizar
e) estranjeiro - naturalisar
5. (TTN) Assinale a alternativa em que todas as palavras estão corretamente grafadas:
a) quiseram, essência, impecílio
b) pretencioso, aspectos, sossego
c) assessores, exceção, incansável
d) excessivo, expontâneo, obseção
e) obsecado, reinvidicação, repercussão
6. (FT) A alternativa cujas palavras se escrevem respectivamente com -são e
-ção, como "expansão" e "sensação", é:
a) inven..... / coer.....
b) absten..... / asser.....
c) dimen..... / conver.....
d) disten..... / inser.....
e) preten..... / conver..
7. (U-UBERLÂNDIA) Das palavras abaixo relacionadas, uma não se escreve com h inicial. Assinale-a:
a) hélice
b) halo
c) haltere
d) herva
e) herdade
8. (EPCAR) Só não se completa com z:
a) repre( )ar
b) pra( )o
c) bali( )a
d) abali( )ado
e) despre( )ar
9. (EPCAR) Completam-se com g os vocábulos abaixo, menos:
a) here( )e
b) an( )élico
c) fuli( )em
d) berin( )ela
e) ti( )ela
10. (BB) Alternativa correta:
a) estemporanêo
b) escomungado
c) esterminado
d) espontâneo
e) espansivo
Gabarito:
1. D 6. D
2. B 7. D
3. A 8.A
4. D 9.D
5. C 10.D
PONTUAÇÃO
Há certos recursos da linguagem - pausa, melodia, entonação e até mesmo, silêncio - que só estão
presentes na oralidade. Na linguagem escrita, para substituir tais recursos, usamos os sinais de pontuação.
Estes são também usados para destacar palavras, expressões ou orações e esclarecer o sentido de frases,
a fim de dissipar qualquer tipo de ambigüidade.
• ponto:
Emprega-se o ponto, basicamente, para indicar o término de um frase declarativa de um período simples ou
composto.
Desejo-lhe uma feliz viagem.
A casa, quase sempre fechada, parecia abandonada, no entanto tudo no seu interior era conservado com
primor.
O ponto é também usado em quase todas as abreviaturas, por exemplo: fev. = fevereiro, hab. = habitante,
rod. = rodovia.
O ponto que é empregado para encerrar um texto escrito recebe o nome de ponto final.
• o ponto-e-vírgula:
Utiliza-se o ponto-e-vírgula para assinalar uma pausa maior do que a da vírgula, praticamente uma pausa
intermediária entre o ponto e a vírgula.
Geralmente, emprega-se o ponto-e-vírgula para:
a) separar orações coordenadas que tenham um certo sentido ou aquelas que já apresentam separação por
vírgula:
Criança, foi uma garota sapeca; moça, era inteligente e alegre; agora, mulher madura, tornou-se uma
doidivanas.
b) separar vários itens de uma enumeração:
Art. 206. O ensino será ministrado com base nos seguintes princípios:
I - igualdade de condições para o acesso e permanência na escola;
II - liberdade de aprender, ensinar, pesquisar e divulgar o pensamento, a arte e o saber;
III - pluralismo de idéias e de concepções, e coexistência de instituições públicas e privadas de ensino;
IV - gratuidade do ensino em estabelecimentos oficiais;
(Constituição da República Federativa do Brasil)
• dois-pontos:
Os dois-pontos são empregados para:
a) uma enumeração:
... Rubião recordou a sua entrada no escritório do Camacho, o modo porque falou: e daí tornou atrás, ao
próprio ato.
Estirado no gabinete, evocou a cena: o menino, o carro, os cavalos, o grito, o salto que deu, levado de um
ímpeto irresistível...
(Machado de Assis)
b) uma citação:
Visto que ela nada declarasse, o marido indagou:
- Afinal, o que houve?
c) um esclarecimento:
Joana conseguira enfim realizar seu desejo maior: seduzir Pedro. Não porque o amasse, mas para magoar
Lucila.
Observe que os dois-pontos são também usados na introdução de exemplos, notas ou observações.
Parônimos são vocábulos diferentes na significação e parecidos na forma. Exemplos: ratificar/retificar,
censo/senso, descriminar/discriminar etc.
Nota: A preposição per, considerada arcaica, somente é usada na frase de per si (= cada um por sua vez,
isoladamente).
Observação: Na linguagem coloquial pode-se aplicar o grau diminutivo a alguns advérbios: cedinho,
longinho, melhorzinho, pouquinho etc.
NOTA
A invocação em correspondência (social ou comercial) pode ser seguida de dois-pontos ou de vírgula:
Querida amiga:
Prezados senhores,
• ponto de interrogação:
O ponto de interrogação é empregado para indicar uma pergunta direta, ainda que esta não exija resposta:
O criado pediu licença para entrar:
- O senhor não precisa de mim?
- Não obrigado. A que horas janta-se?
- Às cinco, se o senhor não der outra ordem.
- Bem.
- O senhor sai a passeio depois do jantar? de carro ou a cavalo?
- Não.
(José de Alencar)
• ponto de exclamação:
O ponto de exclamação é empregado para marcar o fim de qualquer enunciado com entonação
exclamativa, que normalmente exprime admiração, surpresa, assombro, indignação etc.
- Viva o meu príncipe! Sim, senhor... Eis aqui um comedouro muito compreensível e muito repousante,
Jacinto!
- Então janta, homem!
(Eça de Queiroz)
NOTA
O ponto de exclamação é também usado com interjeições e locuções interjetivas:
Oh!
Valha-me Deus!
• O uso da vírgula:
Emprega-se a vírgula (uma breve pausa):
a) para separar os elementos mencionados numa relação:
A nossa empresa está contratando engenheiros, economistas, analistas de sistemas e secretárias.
O apartamento tem três quartos, sala de visitas, sala de jantar, área de serviço e dois banheiros.
Mesmo que o e venha repetido antes de cada um dos elementos da enumeração, a vírgula deve ser
empregada:
Rodrigo estava nervoso. Andava pelos cantos, e gesticulava, e falava em voz alta, e ria, e roía as unhas.
b) para isolar o vocativo:
Cristina, desligue já esse telefone!
Por favor, Ricardo, venha até o meu gabinete.
c) para isolar o aposto:
Dona Sílvia, aquela mexeriqueira do quarto andar, ficou presa no elevador.
Rafael, o gênio da pintura italiana, nasceu em Urbino.
d) para isolar palavras e expressões explicativas (a saber, por exemplo, isto é, ou melhor, aliás, além disso
etc.):
Gastamos R$ 5.000,00 na reforma do apartamento, isto é, tudo o que tínhamos economizado durante anos.
Eles viajaram para a América do Norte, aliás, para o Canadá.
e) para isolar o adjunto adverbial antecipado:
Lá no sertão, as noites são escuras e perigosas.
Ontem à noite, fomos todos jantar fora.
f) para isolar elementos repetidos:
O palácio, o palácio está destruído.
Estão todos cansados, cansados de dar dó!
g) para isolar, nas datas, o nome do lugar:
São Paulo, 22 de maio de 1995.
Roma, 13 de dezembro de 1995.
h) para isolar os adjuntos adverbiais:
A multidão foi, aos poucos, avançando para o palácio.
Os candidatos serão atendidos, das sete às onze, pelo próprio gerente.
i) para isolar as orações coordenadas, exceto as introduzidas pela conjunção e:
Ele já enganou várias pessoas, logo não é digno de confiança.
Você pode usar o meu carro, mas tome muito cuidado ao dirigir.
Não compareci ao trabalho ontem, pois estava doente.
j) para indicar a elipse de um elemento da oração:
Foi um grande escândalo. Às vezes gritava; outras, estrebuchava como um animal.
Não se sabe ao certo. Paulo diz que ela se suicidou, a irmã, que foi um acidente.
k) para separar o paralelismo de provérbios:
Ladrão de tostão, ladrão de milhão.
Ouvir cantar o galo, sem saber onde.
l) após a saudação em correspondência (social e comercial):
Com muito amor,
Respeitosamente,
m) para isolar as orações adjetivas explicativas:
Marina, que é uma criatura maldosa, "puxou o tapete" de Juliana lá no trabalho.
Vidas Secas, que é um romance contemporâneo, foi escrito por Graciliano Ramos.
n) para isolar orações intercaladas:
Não lhe posso garantir nada, respondi secamente.
O filme, disse ele, é fantástico.
ACENTUAÇÃO GRÁFICA
A acentuação é um dos requisitos que perfazem as regras estabelecidas pela Gramática Normativa. A mesma compõe-
se de algumas particularidades, às quais devemos estar atentos, procurando estabelecer uma relação de familiaridade
e, consequentemente, colocando-as em prática ao nos referirmos à linguagem escrita.
À medida que desenvolvemos o hábito da leitura e a prática de redigir, automaticamente aprimoramos essas
competências, e tão logo nos adequamos à forma padrão.
Em se tratando do referido assunto, devemos nos ater à questão das Novas Regras Ortográficas da Língua
Portuguesa, as quais entraram em vigor desde o dia 1º de janeiro de 2009. E como toda mudança implica em
adequação, o ideal é que façamos uso das mesmas o quanto antes.
O estudo exposto a seguir visa aprofundar nossos conhecimentos no que se refere à maneira correta de grafamos as
palavras, levando em consideração as regras de acentuação por elas utilizadas. Lembrando que as mesmas já estão
voltadas para o novo acordo ortográfico.
Regras básicas – Acentuação tônica
A acentuação tônica implica na intensidade como são pronunciadas as sílabas das palavras. Aquela que se dá de forma
mais acentuada, conceitua-se como sílaba tônica.
As demais, como são pronunciadas com menos intensidade, são denominadas de átonas.
De acordo com a tonicidade, as palavras são classificadas como:
Oxítonas – São aquelas cuja sílaba tônica recai sobre a última sílaba.
Ex: café – coração – cajá – atum – caju - papel
Paroxítonas – São aquelas em que a sílaba tônica se evidencia na penúltima sílaba.
Ex: útil – tórax – táxi – leque – retrato – passível
Proparoxítonas - São aquelas em que a silaba tônica se evidencia na antepenúltima sílaba.
Ex: lâmpada - câmara - tímpano - médico - ônibus
Como podemos observar, mediante todos os exemplos mencionados, os vocábulos possuem mais de uma sílaba, mas
em nossa língua existem aqueles com uma sílaba somente, são os chamados monossílabos, que, quando
pronunciados, há certa diferenciação quanto à intensidade.
Tal diferenciação só é percebida quando os pronunciamos em uma dada sequência de palavras. Como podemos
observar o exemplo a seguir:
“Sei que não vai dar em nada,
Seus segredos sei de cor”.
Os monossílabos ora em destaque, classificam-se como tônicos, os demais, como átonos (que, em, de).
Os acentos
# acento agudo (´) – Colocado sobre as letras a, i, u e sobre o e do grupo “em” indica que estas letras representam as
vogais tônicas de palavras como Amapá, caí, público, parabéns. Sobre as letras “e” e “o” indica, além da tonicidade,
timbre aberto.
Ex: herói – médico – céu
# acento circunflexo (^) – colocado sobre as letras “a”, “e” e “o”, indica além da tonicidade, timbre fechado:
tâmara – Atlântico – pêssego – supôs
# acento grave (`) – indica a fusão da preposição “a” com artigos e pronomes.
Ex: à, às, àquelas, àqueles
# O trema (¨) – De acordo com a nova regra, foi totalmente abolido das palavras. Apenas há uma exceção: Somente é
utilizado em palavras derivadas de nomes próprios estrangeiros.
Ex: mülleriano (de Müller)
# O til (~) – indica que as letras “a” e “o” representam vogais nasais.
Ex: coração – melão – órgão - ímã
Regras fundamentais:
Palavras oxítonas:
Acentuam-se todas as oxítonas terminadas em: a, e, o, em, seguidas ou não do plural(s)
Pará – café(s) – cipó(s) – armazém(s)
Essa regra também é aplicada aos seguintes casos:
Monossílabos tônicos terminados em a, e, o, seguidos ou não de “s”.
Ex: pá – pé – dó – crê – há
Formas verbais terminadas em a, e, o tônicos seguidas de lo, la, los, lãs.
respeitá-lo – percebê-lo – compô-lo
Paroxítonas:
Acentuam-se as palavras paroxítonas terminadas em:
- i, is
táxi – lápis – júri
- us, um, uns
vírus – álbuns – fórum
- l, n, r, x, ps
automóvel – elétron- cadáver – tórax – fórceps
- ã, ãs, ão, ãos
ímã – ímãs – órfão – órgãos
-ditongo oral, crescente ou decrescente, seguido ou não de “s”.
água – pônei – mágoa – jóquei
Regras especiais:
#Os ditongos de pronúncia aberta ei, oi, que antes eram acentuados, perderam o acento de acordo com a nova regra.
Ex:
Antes Agora
assembléia assembleia
idéia ideia
geléia geleia
jibóia jiboia
apóia (verbo apoiar) apoia
paranóico paranoico
Observação importante – O acento das palavras herói, anéis, fiéis ainda permanece.
# Quando a vogal do hiato for “i” ou “u” tônicos, acompanhados ou não de s, haverá acento
Ex: saída – faísca – baú – país – Luís
Observação importante:
Não serão mais acentuados “i” e “u” tônicos, formando hiato quando vierem depois de ditongo:
Ex:
Antes Agora
bocaiúva bocaiuva
feiúra feiura
Sauípe
# O acento pertencente aos hiatos “oo” e “ee” que antes existia, agora foi abolido.
Ex:
Antes Agora
crêem creem
lêem leem
vôo voo
enjôo enjoo
#Não se acentuam o i e o u que formam hiato quando seguidos, na mesma sílaba, de l, m, n, r ou z:
Ra-ul, ru-im, con-tri-bu-in-te, sa-ir-des, ju-iz
#Não se acentuam as letras i e u dos hiatos se estiverem seguidas do dígrafo nh:
ra-i-nha, vem-to-i-nha.
#Não se acentuam as letras i e u dos hiatos se vierem precedidas de vogal idêntica:
xi-i-ta, pa-ra-cu-u-ba
No entanto, se tratar de palavra proparoxítona haverá o acento, já que a regra de acentuação das proparoxítonas
prevalece sobre a dos hiatos:
fri-ís-si-mo, se-ri-ís-si-mo
# As formas verbais que possuíam o acento tônico na raiz, com (u) tônico precedido de (g) ou (q) e seguido de (e) ou (i)
não serão mais acentuadas.
Ex:
Antes Depois
apazigúe (apaziguar) apazigue
averigúe (averiguar) averigue
argúi (arguir) argui
# Acentuam-se os verbos pertencentes à terceira pessoa do plural de:
ele tem – eles têm
ele vem – eles vêm
# A regra prevalece também para os verbos conter, obter, reter, deter, abster.
ele contém – eles contêm
ele obtém – eles obtêm
ele retém – eles retêm
ele convém – eles convêm
# Não se acentuam mais as palavras homógrafas que antes eram acentuadas para diferenciar de outras semelhantes.
Apenas em algumas exceções como:
A forma verbal pôde (terceira pessoa do singular do pretérito perfeito do modo indicativo) ainda continua sendo
acentuada para diferenciar-se de pode (terceira pessoa do singular do presente do indicativo).
O mesmo ocorreu com o verbo pôr para diferenciar da preposição por.
Palavras homógrafas
pola (ô) substantivo – pola (ó) substantivo
polo (s) (substantivo) - polo(s) (contração de por + o)
pera (substantivo) - pera (preposição antiga)
para (verbo) - para (preposição)
pelo(s) (substantivo) - pelo (contração)
pelo (do verbo pelar) - pelo (contração)
pela, pelas (substantivo e verbo) - pela (contração)
Pronomes
É palavra variável em gênero, número e pessoa que substitui ou acompanha um substantivo, indicando-o
como pessoa do discurso.
A diferença entre pronome substantivo e pronome adjetivo pode ser atribuída a qualquer tipo de pronome,
podendo variar em função do contexto frasal. Assim, o pronome substantivo é aquele que substitui um
substantivo, representando-o. (Ele prestou socorro).
Já o pronome adjetivo é aquele que acompanha um substantivo, determinando-o. (Aquele rapaz é belo).
Os pronomes pessoais são sempre substantivos.
Quanto às pessoas do discurso, a língua portuguesa apresenta três pessoas:
1ª pessoa - aquele que fala, emissor;
2ª pessoa - aquele com quem se fala, receptor;
3ª pessoa - aquele de que ou de quem se fala, referente.
Pronome pessoal:
Indicam uma das três pessoas do discurso, substituindo um substantivo. Podem também representar,
quando na 3ª pessoa, uma forma nominal anteriormente expressa (A moça era a melhor secretária, ela
mesma agendava os compromissos do chefe).
A seguir um quadro com todas as formas do pronome pessoal:
Pronomes pessoais
Número Pessoa Pronomes retos
Pronomes oblíquos
Átonos Tônicos
singular
primeira
segunda
terceira
eu
tu
ele, ela
me
te
o, a, lhe, se
mim, comigo
ti, contigo
ele, ela, si, consigo
plural
primeira
segunda
terceira
nós
vós
eles, elas
nos
vos
os, as, lhes, se
nós, conosco
vós, convosco
eles, elas, si, consigo
Os pronomes pessoais apresentam variações de forma dependendo da função sintática que
exercem na frase. Os pronomes pessoais retos desempenham, normalmente, função de sujeito; enquanto
os oblíquos, geralmente, de complemento.
Os pronomes oblíquos tônicos devem vir regidos de preposição. Em comigo, contigo, conosco e
convosco, a preposição com já é parte integrante do pronome.
Os pronomes de tratamento estão enquadrados nos pronomes pessoais. São empregados como
referência à pessoa com quem se fala (2ª pessoa), entretanto, a concordância é feita com a 3ª pessoa.
Também são considerados pronomes de tratamento as formas você, vocês (provenientes da redução de
Vossa Mercê), Senhor, Senhora e Senhorita.
Quanto ao emprego, as formas oblíquas o, a, os, as completam verbos que não vêm regidos de
preposição; enquanto lhe e lhes para verbos regidos das preposições a ou para (não expressas).
Apesar de serem usadas pouco, as formas mo, to, no-lo, vo-lo, lho e flexões resultam da fusão de
dois objetos, representados por pronomes oblíquos (Ninguém mo disse = ninguém o disse a mim).
Os pronomes átonos o, a, os e as viram lo(a/s), quando associados a verbos terminados em r, s ou
z e viram no(a/s), se a terminação verbal for em ditongo nasal.
Os pronomes o/a (s), me, te, se, nos, vos desempenham função se sujeitos de infinitivo ou verbo no
gerúndio, junto ao verbo fazer, deixar, mandar, ouvir e ver (Mandei-o entrar / Eu o vi sair / Deixei-as
chorando).
A forma você, atualmente, é usada no lugar da 2ª pessoa (tu/vós), tanto no singular quanto no
plural, levando o verbo para a 3ª pessoa.
Já as formas de tratamento serão precedidas de Vossa, quando nos dirigirmos diretamente à
pessoa e de Sua, quando fizermos referência a ela. Troca-se na abreviatura o V. pelo S.
Quando precedidos de preposição, os pronomes retos (exceto eu e tu) passam a funcionar como
oblíquos. Eu e tu não podem vir precedidos de preposição, exceto se funcionarem como sujeito de um verbo
no infinitivo (Isto é para eu fazer ≠ para mim fazer).
Os pronomes acompanhados de só ou todos, ou seguido de numeral, assumem forma reta e podem
funcionar como objeto direto (Estava só ele no banco / Encontramos todos eles).
Os pronomes me, te, se, nos, vos podem ter valor reflexivo, enquanto se, nos, vos - podem ter valor
reflexivo e recíproco.
As formas si e consigo têm valor exclusivamente reflexivo e usados para a 3ª pessoa. Já conosco e
convosco devem aparecer na sua forma analítica (com nós e com vós) quando vierem com modificadores
(todos, outros, mesmos, próprios, numeral ou oração adjetiva).
Os pronomes pessoais retos podem desempenhar função de sujeito, predicativo do sujeito ou
vocativo, este último com tu e vós (Nós temos uma proposta / Eu sou eu e pronto / Ó, tu, Senhor Jesus).
Quanto ao uso das preposições junto aos pronomes, deve-se saber que não se pode contrair as
preposições de e em com pronomes que sejam sujeitos (Em vez de ele continuar, desistiu ≠ Vi as bolsas
dele bem aqui).
Os pronomes átonos podem assumir valor possessivo (Levaram-me o dinheiro / Pesavam-lhe os
olhos), enquanto alguns átonos são partes integrantes de verbos como suicidar-se, apiedar-se, condoer-se,
ufanar-se, queixar-se, vangloriar-se.
Já os pronomes oblíquos podem ser usados como expressão expletiva (Não me venha com essa).
Pronome possessivo:
Fazem referência às pessoas do discurso, apresentando-as como possuidoras de algo. Concordam
em gênero e número com a coisa possuída.
São pronomes possessivos da língua portuguesa as formas:
1ª pessoa: meu(s), minha(s) nosso(a/s);
2ª pessoa: teu(s), tua(s) vosso(a/s);
3ª pessoa: seu(s), sua(s) seu(s), sua(s).
Quanto ao emprego, normalmente, vem antes do nome a que se refere; podendo, também, vir
depois do substantivo que determina. Neste último caso, pode até alterar o sentido da frase.
O uso do possessivo seu (a/s) pode causar ambiguidade, para desfazê-la, deve-se preferir o uso do
dele (a/s) (Ele disse que Maria estava trancada em sua casa - casa de quem?); pode também indicar
aproximação numérica (ele tem lá seus 40 anos).
Já nas expressões do tipo "Seu João", seu não tem valor de posse por ser uma alteração fonética de
Senhor.
Pronome demonstrativo:
Indicam posição de algo em relação às pessoas do discurso, situando-o no tempo e/ou no espaço.
São: este (a/s), isto, esse (a/s), isso, aquele (a/s), aquilo. Isto, isso e aquilo são invariáveis e se
empregam exclusivamente como substitutos de substantivos.
As formas mesmo, próprio, semelhante, tal (s) e o (a/s) podem desempenhar papel de pronome
demonstrativo.
Quanto ao emprego, os pronomes demonstrativos apresentam-se da seguinte maneira:
• uso dêitico, indicando localização no espaço - este (aqui), esse (aí) e aquele (lá);
• uso dêitico, indicando localização temporal - este (presente), esse (passado próximo) e aquele
(passado remoto ou bastante vago);
• uso anafórico, em referência ao que já foi ou será dito - este (novo enunciado) e esse (retoma
informação);
• o, a, os, as são demonstrativos quando equivalem a aquele (a/s), isto (Leve o que lhe pertence);
• tal é demonstrativo se puder ser substituído por esse (a), este (a) ou aquele (a) e semelhante,
quando anteposto ao substantivo a que se refere e equivalente a "aquele", "idêntico" (O problema
ainda não foi resolvido, tal demora atrapalhou as negociações / Não brigue por semelhante causa);
• mesmo e próprio são demonstrativos, se precedidos de artigo, quando significarem "idêntico",
"igual" ou "exato". Concordam com o nome a que se referem (Separaram crianças de mesmas
séries);
• como referência a termos já citados, os pronomes aquele (a/s) e este (a/s) são usados para primeira
e segunda ocorrências, respectivamente, em apostos distributivos (O médico e a enfermeira
estavam calados: aquele amedrontado e esta calma / ou: esta calma e aquele amedrontado);
• pode ocorrer a contração das preposições a, de, em com os pronomes demonstrativos (Não
acreditei no que estava vendo / Fui àquela região de montanhas / Fez alusão à pessoa de azul e à
de branco);
• podem apresentar valor intensificador ou depreciativo, dependendo do contexto frasal (Ele estava
com aquela paciência / Aquilo é um marido de enfeite);
• nisso e nisto (em + pronome) podem ser usados com valor de "então" ou "nesse momento" (Nisso,
ela entrou triunfante - nisso = advérbio).
Pronome relativo:
Retoma um termo expresso anteriormente (antecedente) e introduz uma oração dependente,
adjetiva.
Os pronomes demonstrativos são: que, quem e onde - invariáveis; além de o qual (a/s), cujo (a/s) e
quanto (a/s).
Os relativos são chamados relativos indefinidos quando são empregados sem antecedente
expresso (Quem espera sempre alcança / Fez quanto pôde).
Quanto ao emprego, observa-se que os relativos são usados quando:
• o antecedente do relativo pode ser demonstrativo o (a/s) (O Brasil divide-se entre os que leem ou
não);
• como relativo, quanto refere-se ao antecedente tudo ou todo (Ouvia tudo quanto me interessava)
• quem será precedido de preposição se estiver relacionado a pessoas ou seres personificados
expressos;
• quem = relativo indefinido quando é empregado sem antecedente claro, não vindo precedido de
preposição;
• cujo (a/s) é empregado para dar a ideia de posse e não concorda com o antecedente e sim com seu
consequente. Ele tem sempre valor adjetivo e não pode ser acompanhado de artigo.
Pronome indefinido:
Referem-se à 3ª pessoa do discurso quando considerada de modo vago, impreciso ou genérico,
representando pessoas, coisas e lugares. Alguns também podem dar ideia de conjunto ou quantidade
indeterminada. Em função da quantidade de pronomes indefinidos, merece atenção sua identificação.
São pronomes indefinidos de:
• pessoas: quem, alguém, ninguém, outrem;
• lugares: onde, algures, alhures, nenhures;
• pessoas, lugares, coisas: que, qual, quais, algo, tudo, nada, todo (a/s), algum (a/s), vários (a),
nenhum (a/s), certo (a/s), outro (a/s), muito (a/s), pouco (a/s), quanto (a/s), um (a/s), qualquer (s),
cada.
Sobre o emprego dos indefinidos devemos atentar para:
• algum, após o substantivo a que se refere, assume valor negativo (= nenhum) (Computador algum
resolverá o problema);
• cada deve ser sempre seguido de um substantivo ou numeral (Elas receberam 3 balas cada uma);
• alguns pronomes indefinidos, se vierem depois do nome a que estiverem se referindo, passam a ser
adjetivos. (Certas pessoas deveriam ter seus lugares certos / Comprei várias balas de sabores
vários)
• bastante pode vir como adjetivo também, se estiver determinando algum substantivo, unindo-se a
ele por verbo de ligação (Isso é bastante para mim);
• o pronome outrem equivale a "qualquer pessoa";
• o pronome nada, colocado junto a verbos ou adjetivos, pode equivaler a advérbio (Ele não está
nada contente hoje);
• o pronome nada, colocado junto a verbos ou adjetivos, pode equivaler a advérbio (Ele não está
nada contente hoje);
• existem algumas locuções pronominais indefinidas - quem quer que, o que quer, seja quem for,
cada um etc.
• todo com valor indefinido antecede o substantivo, sem artigo (Toda cidade parou para ver a banda ≠
Toda a cidade parou para ver a banda).
Pronome interrogativo:
São os pronomes indefinidos que, quem, qual, quanto usados na formulação de uma pergunta direta ou
indireta. Referem-se à 3ª pessoa do discurso. (Quantos livros você tem? / Não sei quem lhe contou).
Alguns interrogativos podem ser adverbiais (Quando voltarão? / Onde encontrá-los? / Como foi tudo?).
COLOCAÇÃO PRONOMINAL
Em relação ao verbo os pronomes oblíquos átonos (me, nos, te, vos, o, a, os, as, lhe, lhes, se)
podem aparecer em três posições distintas:
Antes do verbo – PRÓCLISE;
No meio do verbo – MESÓCLISE;
Depois do verbo – ÊNCLISE.
PRÓCLISE
Esse tipo de colocação pronominal é utilizada quando há palavras que atraiam o pronome para antes do
verbo. Tais palavras são:
1 - Advérbio
Exemplo:
Não me arrependo de nada.
Advérbio
Hoje lhe contaram vários segredos.
Advérbio
2- Pronomes
(a) Relativos
Exemplo:
Saio com pessoas que me agradam.
(b)Indefinidos
Exemplo:
Ninguém me deu apoio.
(c) Demonstrativo
Exemplo:
Isso me deixou irritado.
Aquilo me dá arrepios.
3- Conjunções subordinativas
Exemplo:
Embora me interesse pelo carro, não posso comprá-lo.
4- Frases interrogativas
Exemplo:
Como se faz isso?
Quem lhe deu o caderno?
5- Frases exclamativas
Exemplo:
Isso me deixou feliz!
6- Frases optativas
Exemplo:
Deus o ilumine.
Existem casos que se pode utilizar tanto a próclise como a ênclise:
- Pronomes pessoais do caso reto. Se houver palavra atrativa, usa-se a próclise.
Exemplos:
Ele lhe entregou a carta.
Ele entregou-lhe a carta.
- Com infinitivo não flexionado precedido de palavra negativa ou preposição.
Exemplo:
Vim para te ajudar.
Vim para ajudar-te.
MESÓCLISE
Essa colocação pronominal é usada apenas com verbos no futuro do presente ou futuro do pretérito, desde
que não haja uma palavra que exija a próclise.
Contar-te-ei um grande segredo. (futuro do presente)
Jamais te contarei um grande segredo.
Palavra atrativa
Observação: nunca ocorrerá a ênclise quando a oração estiver no futuro do presente ou no futuro do
pretérito.
ÊNCLISE
Sempre ocorre ênclise nos casos abaixo:
1- A oração é iniciada por verbo, desde que não esteja no futuro.
Exemplo:
Informei-o sobre o resultado do vestibular.
Esperava-se mais desse computador.
2- Com o verbo no imperativo afirmativo.
Exemplo:
Levanta-te .
3- Orações reduzidas de infinitivo.
Exemplo:
Espero contar-lhe tudo.
ALTERAÇÕES SOFRIDAS PELOS PRONOMES O, A, OS, AS QUANDO COLOCADOS EM ÊNCLISE
Dependendo da terminação verbal os pronomes O, A, OS, AS, podem sofrer alterações em sua forma. Veja:
1- Quando o verbo terminar em vogal, os pronomes não sofrem alterações.
Exemplo:
Ouvindo-o
Partindo-o
2- Se o verbo terminar em R, S, ou Z, perde essas consoantes e os pronomes assumem a forma LO, LA,
LOS, LAS.
Exemplo:
Compôs » compô-lo.
Perder » perde-lo.
3- Se o verbo terminar em som nasal (am, em, -ão), os pronomes assumem a forma NO, NA, NOS, NAS.
Exemplo:
Praticam » praticam-nas.
Dispõe » dispõe-nos.
COLOCAÇÃO PRONOMINAL NAS LOCUÇÕES VERBAIS
Podem ocorrer as seguintes colocações pronominais:
1 – VERBO AUXILIAR + INFINITIVO OU GERÚNDIO
A- depois do verbo auxiliar, se não houver justificativa para o uso da próclise.
Exemplo:
Devo-lhe entregar a carta.
Vou-me arrastando pelos becos escuros.
B- depois do infinitivo ou gerúndio.
Exemplo:
Devo entregar-lhe a carta.
Vou arrastando-me pelos becos escuros.
Se houver alguma palavra que justifique a próclise, o pronome poderá ser colocado:
Antes do verbo auxiliar;
Depois do infinitivo ou gerúndio.
- antes do verbo auxiliar
Exemplo:
Não se deve jogar comida fora.
Não me vou arrastando pelos becos escuros.
- depois do infinitivo ou gerúndio.
Exemplo:
Não devo calar-me.
Não vou arrastando-me pelos becos escuros.
VERBO AUXILIAR + PARTICÍPIO
Se não houver palavras que justifique o uso da próclise, o pronome ficará depois do verbo auxiliar. Caso a
locução verbal não inicie a oração, pode-se colocar o pronome oblíquo em duas posições: antes do verbo
auxiliar ou entre os dois verbos. Não se coloca o pronome oblíquo após o particípio.
Exemplo:
Haviam-me ofertado um alto cargo executivo.
Não me haviam ofertado nada de bom.
CONCLUSÃO
Vimos nesse tutorial o assunto colocação pronominal, ou seja, a colocação dos pronomes átonos (o, a, os,
as) em relação ao verbo. Tal colocação pode aparecer em três posições distintas; a próclise que é a
colocação dos pronomes antes do verbo; a mesóclise que ocorre quando o pronome é colocado no meio do
verbo. Essa colocação só é utilizada no futuro do presente e no futuro do pretérito, desde que não haja uma
palavra que exija a próclise. Já a ênclise é usada depois do verbo, quando esse inicia uma oração, se o
verbo estiver no imperativo afirmativo e nas orações reduzidas de infinitivo.
Os pronomes átonos sofrem determinadas alterações quando colocados em ênclise tais como:
O verbo quando termina em R, S ou Z, o verbo perde essas consoantes e os pronomes assumem a forma
LO, LA, LOS, LAS;
Quando o verbo termina em som nasal os pronomes assumem as formas NO, NA, NOS, NAS.
Nas locuções verbais podem ocorrer as seguintes colocações:
Verbo auxiliar + infinitivo ou gerúndio;
Verbo auxiliar + particípio.
EXERCÍCIOS – 01
Para as perguntas de 1 a 28 você deverá assinalar com C o que estiver correto e com I os incorretos:
1) ( ) O presente é a bigorna onde se forja o futuro (próclise)
2) ( ) Nossa vocação molda-se às necessidades (ênclise)
3) ( ) Se não fosse a chuva, acompanhar-te-ia (mesóclise)
4) ( ) Macacos me mordam!
5) ( ) Caro amigo, muito lhe agradeço o favor...
6) ( ) Ninguém socorreu-nos naqueles momentos difíceis
7) ( ) As informações que se obtiveram, chocavam-se entre si
8) ( ) Quem te falou a respeito do caso?
9) ( ) Não foi trabalhar porque machucara- se na véspera
10) ( ) Não só me trouxe o livro, mas também me deu presente
11) ( ) Ele chegou e perguntou-me pelo filho
12) ( ) Em se tratando de esporte, prefere futebol
13) ( ) Vamos, amigos, cheguem-se aos bons
14) ( ) O torneio iniciar-se-á no próximo Domingo
15) ( ) Amanhã dizer-te-ei todas as novidades
16) ( ) Os alunos nos surpreendem com suas tiradas espirituosas
17) ( ) Os amigos chegaram e me esperam lá fora
18) ( ) O torneio iniciará-se no próximo domingo
19) ( ) oferecida-lhes as explicações, saíram felizes
20) ( ) Convido-te a fazeres-lhes, essa gentileza
21) ( ) Para não falar- lhe, resolveu sair cedo
22) ( ) É possível que o leitor nos não creia
23) ( ) A turma quer-lhe, fazer uma surpresa
24) ( ) A turma havia convidado-o para sair
25) ( ) Ninguém podia ajudar-nos naquela hora
26) ( ) Algumas haviam-nos contado a verdade
27) ( ) Todos se estão entendendo bem
28) ( ) As meninas não tinham nos convidado para sair
29) Assinale a frase com erro de colocação pronominal:
a) Tudo se acaba com a morte, menos a saudade
b) Com muito prazer, se soubesse, explicaria-lhe tudo
c) João tem-se interessado por suas novas atividades
d) Ele estava preparando-se para o vestibular de Direito
30) Assinale a frase com erro de colocação pronominal:
a) Tudo me era completamente indiferente
b) Ela não me deixou concluir a frase
c) Este casamento não deve realizar-se
d) Ninguém havia lembrado-me de fazer as reservas
31) Assinale a frase incorreta:
a) Nunca mais encontrei o colega que me emprestou o livro
b) Retiramo-nos do salão, deixando-os sós
c) Faça boa viagem! Deus proteja-o
d) Não quero magoar-te, porém não posso deixar de te dizer a verdade
32) O funcionário que se inscreve, fará prova amanhã:
1. Ocorre próclise em função do pronome relativo
2. Deveria ocorrer ênclise
3. A mesóclise é impraticável
4. Tanto a ênclise quanto a próclise são aceitáveis
a) Correta apenas a 1ª afirmativa
b) Apenas a 2ª é correta
c) São corretas a 1ª e a 3ª
d) A 4ª é a única correta
33) Assinale a colocação inaceitável:
a) Maria Oliva convidou-o
b) Se abre a porta da caleça por dentro
c) Situar-se-ia Orfeu numa gafieira?
d) D. Pedro II o convidou
34) O pronome pessoal oblíquo átono está bem colocado em um só dos períodos. Qual?
a) Isto me não diz respeito! Respondeu-me ele, afetadamente
b) Segundo deliberou-se na sessão, espero que todos apresentem-se na hora conveniente
c) Os conselhos que dão-nos os pais, levamo-los em conta mais tarde
d) Amanhã contar-lhe-ei por que peripécias consegui não envolver-me
35) Estas conservas são para nós __________ durante o inverno.
Assinale a alternativa que completa corretamente a lacuna:
a) alimentarmos- nos
b) alimentar- mo- nos
c) nos alimentarmos
d) nos alimentarmo- nos
36) Caso _______ lá, _______, para que não _______
Assinale a alternativa que completa corretamente as lacunas:
a) se demoram � avisem-nos � nos preocupemos
b) se demorem � avisem-nos � preocupemo-nos
c) demorem-se � nos avisem � preocupemo-nos
d) demorem-se � nos avisem � nos preocupemos
37) Do lugar onde _______, ______um belo panorama, em que o céu ________com a terra
a) se encontrava � se divisava � ligava-se
b) se encontravam � se divisava � ligava-se
c) se encontravam � divisava-se � se ligava
d) encontravam-se � divisava-se � se ligava
38) O pronome está mal colocado em apenas um dos períodos. Identifique-o:
a) Finalmente entendemos que aquela não era a estante onde deveriam-se colocar cristais
b) Ninguém nos falou, outrora, com tanta sinceridade
c) Não se vá, custa-lhe ficar um pouco mais?
d) A mão que te estendemos é amiga
Para as questões que seguem de 39 a 58, marcará com a letra C aquelas com o pronome oblíquo bem
colocado, obedecendo as normas da Língua Culta e com I assinalará as incorretas:
39) ( ) Quando se estudaram minuciosamente as propostas, descobriram- se todas as falhas
40) ( ) Segundo informaram- me na seção, já se encontram prontos os contracheques desta mês
41) ( ) Os papéis que remeteram-me estão em ordem, ainda hoje devolvê-los-ei como havia prometido-
lhes
42) ( ) Os professores haviam-nos instruído para as provas
43) ( ) Nada chegava a impressioná-la em sua passividade
44) ( ) Que Deus te acompanhe por toda a vida
45) ( ) Quando lhes entregariam as provas, era um mistério que não lhes era possível desvendar
46) ( ) A respeito daquelas fraudes, os auditores já haviam prevenido-os há muito tempo
47) ( ) Os amigos entreolharam- se emocionados, mas não lhes deram mais nenhuma informação
48) ( ) Aquele foi o livro que lhe eu dei como prova de admiração
49) ( ) Admirou-me a despesa porque não havias-me dito que o presente iria custar-te tão caro
50) ( ) Ainda não me havias falado essas injúrias
51) ( ) Já de pé, banhando-me, ouço-lhe os passos no corredor
52) ( ) Dir-se-ia que todos preferem-lhe ocultar os fatos
53) ( ) Os alunos não têm preocupado-se com as provas
54) ( ) Peça a dar- se- lhe- à o perdão
55) ( ) Causava-me admiração ver aqueles jovens dedicando-se aos estudos, enquanto outros não se
esforçavam nem um pouco
56) ( ) Nada se faria, se ficassem de braços cruzados
57) ( ) No caso de não cumprirem o horário das aulas, romperão-se as cláusulas contratuais
58) ( ) Assim que sentiu-se prejudicado, reclamou seus direitos
GABARITO
1) C 11) C 21) C 31) C 41) I 51) C
2) C 12) C 22) C 32) C 42) C 52) I
3) C 13) C 23) C 33) B 43) C 53) C
4) C 14) C 24) I 34) A 44) C 54) I
5) C 15) I 25) C 35) C 45) C 55) C
6) I 16) C 26) I 36) A 46) I 56) C
7) C 17) C 27) I 37) C 47) C 57) I
8) C 18) I 28) I 38) A 48) C 58) I
9) I 19) I 29) B 39) C 49) I
10) C 20) I 30) D 40) I 50) C
Tempos e modos verbais
Verbo
É a palavra variável que exprime um acontecimento representado no tempo, seja ação, estado ou fenômeno
da natureza.
Os verbos apresentam três conjugações. Em função da vogal temática, podem-se criar três paradigmas
verbais. De acordo com a relação dos verbos com esses paradigmas, obtém-se a seguinte classificação:
• regulares: seguem o paradigma verbal de sua conjugação;
• irregulares: não seguem o paradigma verbal da conjugação a que pertencem. As irregularidades
podem aparecer no radical ou nas desinências (ouvir - ouço/ouve, estar - estou/estão);
Entre os verbos irregulares, destacam-se os anômalos que apresentam profundas irregularidades. São
classificados como anômalos em todas as gramáticas os verbos ser e ir.
• defectivos: não são conjugados em determinadas pessoas, tempo ou modo (falir - no presente do
indicativo só apresenta a 1ª e a 2ª pessoa do plural). Os defectivos distribuem-se em três grupos:
impessoais, unipessoais (vozes ou ruídos de animais, só conjugados nas 3ª pessoas) por eufonia
ou possibilidade de confusão com outros verbos;
• abundantes - apresentam mais de uma forma para uma mesma flexão. Mais freqüente no particípio,
devendo-se usar o particípio regular com ter e haver; já o irregular com ser e estar (aceito/aceitado,
acendido/aceso - tenho/hei aceitado ≠ é/está aceito);
• auxiliares: juntam-se ao verbo principal ampliando sua significação. Presentes nos tempos
compostos e locuções verbais;
• certos verbos possuem pronomes pessoais átonos que se tornam partes integrantes deles. Nesses
casos, o pronome não tem função sintática (suicidar-se, apiedar-se, queixar-se etc.);
• formas rizotônicas (tonicidade no radical - eu canto) e formas arrizotônicas (tonicidade fora do
radical - nós cantaríamos).
Quanto à flexão verbal, temos:
• número: singular ou plural;
• pessoa gramatical: 1ª, 2ª ou 3ª;
• tempo: referência ao momento em que se fala (pretérito, presente ou futuro). O modo imperativo só
tem um tempo, o presente;
• voz: ativa, passiva e reflexiva;
• modo: indicativo (certeza de um fato ou estado), subjuntivo (possibilidade ou desejo de realização
de um fato ou incerteza do estado) e imperativo (expressa ordem, advertência ou pedido).
As três formas nominais do verbo (infinitivo, gerúndio e particípio) não possuem função exclusivamente
verbal. Infinitivo é antes substantivo, o particípio tem valor e forma de adjetivo, enquanto o gerúndio
equipara-se ao adjetivo ou advérbio pelas circunstâncias que exprime.
Quanto ao tempo verbal, eles apresentam os seguintes valores:
• presente do indicativo: indica um fato real situado no momento ou época em que se fala;
• presente do subjuntivo: indica um fato provável, duvidoso ou hipotético situado no momento ou
época em que se fala;
• pretérito perfeito do indicativo: indica um fato real cuja ação foi iniciada e concluída no passado;
• pretérito imperfeito do indicativo: indica um fato real cuja ação foi iniciada no passado, mas não
foi concluída ou era uma ação costumeira no passado;
• pretérito imperfeito do subjuntivo: indica um fato provável, duvidoso ou hipotético cuja ação foi
iniciada mas não concluída no passado;
• pretérito mais-que-perfeito do indicativo: indica um fato real cuja ação é anterior a outra ação já
passada;
• futuro do presente do indicativo: indica um fato real situado em momento ou época vindoura;
• futuro do pretérito do indicativo: indica um fato possível, hipotético, situado num momento futuro,
mas ligado a um momento passado;
• futuro do subjuntivo: indica um fato provável, duvidoso, hipotético, situado num momento ou
época futura;
Quanto à formação dos tempos, os chamados tempos simples podem ser primitivos (presente e pretérito
perfeito do indicativo e o infinitivo impessoal) e derivados:
São derivados do presente do indicativo:
• pretérito imperfeito do indicativo: TEMA do presente + VA (1ª conj.) ou IA (2ª e 3ª conj.) +
Desinência número pessoal (DNP);
• presente do subjuntivo: RAD da 1ª pessoa singular do presente + E (1ª conj.) ou A (2ª e 3ª conj.) +
DNP;
Os verbos em -ear têm duplo "e" em vez de "ei" na 1ª pessoa do plural (passeio, mas passeemos).
• imperativo negativo (todo derivado do presente do subjuntivo) e imperativo afirmativo (as 2ª pessoas
vêm do presente do indicativo sem S, as demais também vêm do presente do subjuntivo).
São derivados do pretérito perfeito do indicativo:
• pretérito mais-que-perfeito do indicativo: TEMA do perfeito + RA + DNP;
• pretérito imperfeito do subjuntivo: TEMA do perfeito + SSE + DNP;
• futuro do subjuntivo: TEMA do perfeito + R + DNP.
• São derivados do infinitivo impessoal:
• futuro do presente do indicativo: TEMA do infinitivo + RA + DNP;
• futuro do pretérito: TEMA do infinitivo + RIA + DNP;
• infinitivo pessoal: infinitivo impessoal + DNP (-ES - 2ª pessoa, -MOS, -DES, -EM)
• gerúndio: TEMA do infinitivo + -NDO;
• particípio regular: infinitivo impessoal sem vogal temática (VT) e R + ADO (1ª conjugação) ou IDO
(2ª e 3ª conjugação).
Quanto à formação, os tempos compostos da voz ativa constituem-se dos verbos auxiliares TER ou HAVER
+ particípio do verbo que se quer conjugar, dito principal.
No modo Indicativo, os tempos compostos são formados da seguinte maneira:
• pretérito perfeito: presente do indicativo do auxiliar + particípio do verbo principal (VP) [Tenho
falado];
• pretérito mais-que-perfeito: pretérito imperfeito do indicativo do auxiliar + particípio do VP (Tinha
falado);
• futuro do presente: futuro do presente do indicativo do auxiliar + particípio do VP (Terei falado);
• futuro do pretérito: futuro do pretérito indicativo do auxiliar + particípio do VP (Teria falado).
No modo Subjuntivo a formação se dá da seguinte maneira:
• pretérito perfeito: presente do subjuntivo do auxiliar + particípio do VP (Tenha falado);
• pretérito mais-que-perfeito: imperfeito do subjuntivo do auxiliar + particípio do VP (Tivesse falado);
• futuro composto: futuro do subjuntivo do auxiliar + particípio do VP (Tiver falado).
Quanto às formas nominais, elas são formadas da seguinte maneira:
• infinitivo composto: infinitivo pessoal ou impessoal do auxiliar + particípio do VP (Ter falado / Teres
falado);
• gerúndio composto: gerúndio do auxiliar + particípio do VP (Tendo falado).
O modo subjuntivo apresenta três pretéritos, sendo o imperfeito na forma simples e o perfeito e o mais-que-
perfeito nas formas compostas. Não há presente composto nem pretérito imperfeito composto
Quanto às vozes, os verbos apresentam a voz:
• ativa: sujeito é agente da ação verbal;
• passiva: sujeito é paciente da ação verbal;
A voz passiva pode ser analítica ou sintética:
• analítica: - verbo auxiliar + particípio do verbo principal;
• sintética: na 3ª pessoa do singular ou plural + SE (partícula apassivadora);
• reflexiva: sujeito é agente e paciente da ação verbal. Também pode ser recíproca ao mesmo tempo
(acréscimo de SE = pronome reflexivo, variável em função da pessoa do verbo);
Na transformação da voz ativa na passiva, a variação temporal é indicada pelo auxiliar (ser na maioria das
vezes), como notamos nos exemplos a seguir: Ele fez o trabalho - O trabalho foi feito por ele (mantido o
pretérito perfeito do indicativo) / O vento ia levando as folhas - As folhas iam sendo levadas pelas folhas
(mantido o gerúndio do verbo principal).
Alguns verbos da língua portuguesa apresentam problemas de conjugação. A seguir temos uma lista,
seguida de comentários sobre essas dificuldades de conjugação.
• Abolir (defectivo) - não possui a 1ª pessoa do singular do presente do indicativo, por isso não
possui presente do subjuntivo e o imperativo negativo. (= banir, carpir, colorir, delinqüir, demolir,
descomedir-se, emergir, exaurir, fremir, fulgir, haurir, retorquir, urgir)
• Acudir (alternância vocálica o/u) - presente do indicativo - acudo, acodes... e pretérito perfeito do
indicativo - com u (= bulir, consumir, cuspir, engolir, fugir) / Adequar (defectivo) - só possui a 1ª e a
2ª pessoa do plural no presente do indicativo
• Aderir (alternância vocálica e/i) - presente do indicativo - adiro, adere... (= advertir, cerzir, despir,
diferir, digerir, divergir, ferir, sugerir)
• Agir (acomodação gráfica g/j) - presente do indicativo - ajo, ages... (= afligir, coagir, erigir, espargir,
refulgir, restringir, transigir, urgir)
• Agredir (alternância vocálica e/i) - presente do indicativo - agrido, agrides, agride, agredimos,
agredis, agridem (= prevenir, progredir, regredir, transgredir) / Aguar (regular) - presente do
indicativo - águo, águas..., - pretérito perfeito do indicativo - agüei, aguaste, aguou, aguamos,
aguastes, aguaram (= desaguar, enxaguar, minguar)
• Aprazer (irregular) - presente do indicativo - aprazo, aprazes, apraz... / pretérito perfeito do
indicativo - aprouve, aprouveste, aprouve, aprouvemos, aprouvestes, aprouveram
• Argüir (irregular com alternância vocálica o/u) - presente do indicativo - arguo (ú), argúis, argúi,
argüimos, argüis, argúem - pretérito perfeito - argüi, argüiste... (com trema)
• Atrair (irregular) - presente do indicativo - atraio, atrais... / pretérito perfeito - atraí, atraíste... (=
abstrair, cair, distrair, sair, subtrair)
• Atribuir (irregular) - presente do indicativo - atribuo, atribuis, atribui, atribuímos, atribuís, atribuem -
pretérito perfeito - atribuí, atribuíste, atribuiu... (= afluir, concluir, destituir, excluir, instruir, possuir,
usufruir)
• Averiguar (alternância vocálica o/u) - presente do indicativo - averiguo (ú), averiguas (ú), averigua
(ú), averiguamos, averiguais, averiguam (ú) - pretérito perfeito - averigüei, averiguaste... - presente
do subjuntivo - averigúe, averigúes, averigúe... (= apaziguar)
• Cear (irregular) - presente do indicativo - ceio, ceias, ceia, ceamos, ceais, ceiam - pretérito perfeito
indicativo - ceei, ceaste, ceou, ceamos, ceastes, cearam (= verbos terminados em -ear: falsear,
passear... - alguns apresentam pronúncia aberta: estréio, estréia...)
• Coar (irregular) - presente do indicativo - côo, côas, côa, coamos, coais, coam - pretérito perfeito -
coei, coaste, coou... (= abençoar, magoar, perdoar) / Comerciar (regular) - presente do indicativo -
comercio, comercias... - pretérito perfeito - comerciei... (= verbos em -iar , exceto os seguintes
verbos: mediar, ansiar, remediar, incendiar, odiar)
• Compelir (alternância vocálica e/i) - presente do indicativo - compilo, compeles... - pretérito perfeito
indicativo - compeli, compeliste...
• Compilar (regular) - presente do indicativo - compilo, compilas, compila... - pretérito perfeito
indicativo - compilei, compilaste...
• Construir (irregular e abundante) - presente do indicativo - construo, constróis (ou construis),
constrói (ou construi), construímos, construís, constroem (ou construem) - pretérito perfeito
indicativo - construí, construíste...
• Crer (irregular) - presente do indicativo - creio, crês, crê, cremos, credes, crêem - pretérito perfeito
indicativo - cri, creste, creu, cremos, crestes, creram - imperfeito indicativo - cria, crias, cria, críamos,
críeis, criam
• Falir (defectivo) - presente do indicativo - falimos, falis - pretérito perfeito indicativo - fali, faliste... (=
aguerrir, combalir, foragir-se, remir, renhir)
• Frigir (acomodação gráfica g/j e alternância vocálica e/i) - presente do indicativo - frijo, freges, frege,
frigimos, frigis, fregem - pretérito perfeito indicativo - frigi, frigiste...
• Ir (irregular) - presente do indicativo - vou, vais, vai, vamos, ides, vão - pretérito perfeito indicativo -
fui, foste... - presente subjuntivo - vá, vás, vá, vamos, vades, vão
• Jazer (irregular) - presente do indicativo - jazo, jazes... - pretérito perfeito indicativo - jazi, jazeste,
jazeu...
• Mobiliar (irregular) - presente do indicativo - mobílio, mobílias, mobília, mobiliamos, mobiliais,
mobíliam - pretérito perfeito indicativo - mobiliei, mobiliaste... / Obstar (regular) - presente do
indicativo - obsto, obstas... - pretérito perfeito indicativo - obstei, obstaste...
• Pedir (irregular) - presente do indicativo - peço, pedes, pede, pedimos, pedis, pedem - pretérito
perfeito indicativo - pedi, pediste... (= despedir, expedir, medir) / Polir (alternância vocálica e/i) -
presente do indicativo - pulo, pules, pule, polimos, polis, pulem - pretérito perfeito indicativo - poli,
poliste...
• Precaver-se (defectivo e pronominal) - presente do indicativo - precavemo-nos, precaveis-vos -
pretérito perfeito indicativo - precavi-me, precaveste-te... / Prover (irregular) - presente do indicativo -
provejo, provês, provê, provemos, provedes, provêem - pretérito perfeito indicativo - provi, proveste,
proveu... / Reaver (defectivo) - presente do indicativo - reavemos, reaveis - pretérito perfeito
indicativo - reouve, reouveste, reouve... (verbo derivado do haver, mas só é conjugado nas formas
verbais com a letra v)
• Remir (defectivo) - presente do indicativo - remimos, remis - pretérito perfeito indicativo - remi,
remiste...
• Requerer (irregular) - presente do indicativo - requeiro, requeres... - pretérito perfeito indicativo -
requeri, requereste, requereu... (derivado do querer, diferindo dele na 1ª pessoa do singular do
presente do indicativo e no pretérito perfeito do indicativo e derivados, sendo regular)
• Rir (irregular) - presente do indicativo - rio, rir, ri, rimos, rides, riem - pretérito perfeito indicativo - ri,
riste... (= sorrir)
• Saudar (alternância vocálica) - presente do indicativo - saúdo, saúdas... - pretérito perfeito indicativo
- saudei, saudaste...
• Suar (regular) - presente do indicativo - suo, suas, sua... - pretérito perfeito indicativo - suei, suaste,
sou... (= atuar, continuar, habituar, individuar, recuar, situar)
• Valer (irregular) - presente do indicativo - valho, vales, vale... - pretérito perfeito indicativo - vali,
valeste, valeu...
Também merecem atenção os seguintes verbos irregulares:
• Pronominais: Apiedar-se, dignar-se, persignar-se, precaver-se
Caber
• presente do indicativo: caibo, cabes, cabe, cabemos, cabeis, cabem;
• presente do subjuntivo: caiba, caibas, caiba, caibamos, caibais, caibam;
• pretérito perfeito do indicativo: coube, coubeste, coube, coubemos, coubestes, couberam;
• pretérito mais-que-perfeito do indicativo: coubera, couberas, coubera, coubéramos, coubéreis,
couberam;
• pretérito imperfeito do subjuntivo: coubesse, coubesses, coubesse, coubéssemos, coubésseis,
coubessem;
• futuro do subjuntivo: couber, couberes, couber, coubermos, couberdes, couberem.
Dar
• presente do indicativo: dou, dás, dá, damos, dais, dão;
• presente do subjuntivo: dê, dês, dê, demos, deis, dêem;
• pretérito perfeito do indicativo: dei, deste, deu, demos, destes, deram;
• pretérito mais-que-perfeito do indicativo: dera, deras, dera, déramos, déreis, deram;
• pretérito imperfeito do subjuntivo: desse, desses, desse, déssemos, désseis, dessem;
• futuro do subjuntivo: der, deres, der, dermos, derdes, derem.
Dizer
• presente do indicativo: digo, dizes, diz, dizemos, dizeis, dizem;
• presente do subjuntivo: diga, digas, diga, digamos, digais, digam;
• pretérito perfeito do indicativo: disse, disseste, disse, dissemos, dissestes, disseram;
• pretérito mais-que-perfeito do indicativo: dissera, disseras, dissera, disséramos, disséreis,
disseram;
• futuro do presente: direi, dirás, dirá, etc.;
• futuro do pretérito: diria, dirias, diria, etc.;
• pretérito imperfeito do subjuntivo: dissesse, dissesses, dissesse, disséssemos, dissésseis,
dissessem;
• futuro do subjuntivo: disser, disseres, disser, dissermos, disserdes, disserem;
Seguem esse modelo os derivados bendizer, condizer, contradizer, desdizer, maldizer, predizer.
Os particípios desse verbo e seus derivados são irregulares: dito, bendito, contradito, etc.
Estar
• presente do indicativo: estou, estás, está, estamos, estais, estão;
• presente do subjuntivo: esteja, estejas, esteja, estejamos, estejais, estejam;
• pretérito perfeito do indicativo: estive, estiveste, esteve, estivemos, estivestes, estiveram;
• pretérito mais-que-perfeito do indicativo: estivera, estiveras, estivera, estivéramos, estivéreis,
estiveram;
• pretérito imperfeito do subjuntivo: estivesse, estivesses, estivesse, estivéssemos, estivésseis,
estivessem;
• futuro do subjuntivo: estiver, estiveres, estiver, estivermos, estiverdes, estiverem;
Fazer
• presente do indicativo: faço, fazes, faz, fazemos, fazeis, fazem;
• presente do subjuntivo: faça, faças, faça, façamos, façais, façam;
• pretérito perfeito do indicativo: fiz, fizeste, fez, fizemos, fizestes, fizeram;
• pretérito mais-que-perfeito do indicativo: fizera, fizeras, fizera, fizéramos, fizéreis, fizeram;
• pretérito imperfeito do subjuntivo: fizesse, fizesses, fizesse, fizéssemos, fizésseis, fizessem;
• futuro do subjuntivo: fizer, fizeres, fizer, fizermos, fizerdes, fizerem.
Seguem esse modelo desfazer, liquefazer e satisfazer.
Os particípios desse verbo e seus derivados são irregulares: feito, desfeito, liquefeito, satisfeito, etc.
Haver
• presente do indicativo: hei, hás, há, havemos, haveis, hão;
• presente do subjuntivo: haja, hajas, haja, hajamos, hajais, hajam;
• pretérito perfeito do indicativo: houve, houveste, houve, houvemos, houvestes, houveram;
• pretérito mais-que-perfeito do indicativo: houvera, houveras, houvera, houvéramos, houvéreis,
houveram;
• pretérito imperfeito do subjuntivo: houvesse, houvesses, houvesse, houvéssemos, houvésseis,
houvessem;
• futuro do subjuntivo: houver, houveres, houver, houvermos, houverdes, houverem.
Ir
• presente do indicativo: vou, vais, vai, vamos, ides, vão;
• presente do subjuntivo: vá, vás, vá, vamos, vades, vão;
• pretérito imperfeito do indicativo: ia, ias, ia, íamos, íeis, iam;
• pretérito perfeito do indicativo: fui, foste, foi, fomos, fostes, foram;
• pretérito mais-que-perfeito do indicativo: fora, foras, fora, fôramos, fôreis, foram;
• pretérito imperfeito do subjuntivo: fosse, fosses, fosse, fôssemos, fôsseis, fossem;
• futuro do subjuntivo: for, fores, for, formos, fordes, forem.
Poder
• presente do indicativo: posso, podes, pode, podemos, podeis, podem;
• presente do subjuntivo: possa, possas, possa, possamos, possais, possam;
• pretérito perfeito do indicativo: pude, pudeste, pôde, pudemos, pudestes, puderam;
• pretérito mais-que-perfeito do indicativo: pudera, puderas, pudera, pudéramos, pudéreis,
puderam;
• pretérito imperfeito do subjuntivo: pudesse, pudesses, pudesse, pudéssemos, pudésseis,
pudessem;
• futuro do subjuntivo: puder, puderes, puder, pudermos, puderdes, puderem.
Pôr
• presente do indicativo: ponho, pões, põe, pomos, pondes, põem;
• presente do subjuntivo: ponha, ponhas, ponha, ponhamos, ponhais, ponham;
• pretérito imperfeito do indicativo: punha, punhas, punha, púnhamos, púnheis, punham;
• pretérito perfeito do indicativo: pus, puseste, pôs, pusemos, pusestes, puseram;
• pretérito mais-que-perfeito do indicativo: pusera, puseras, pusera, puséramos, puséreis,
puseram;
• pretérito imperfeito do subjuntivo: pusesse, pusesses, pusesse, puséssemos, pusésseis,
pusessem;
• futuro do subjuntivo: puser, puseres, puser, pusermos, puserdes, puserem.
Todos os derivados do verbo pôr seguem exatamente esse modelo: antepor, compor, contrapor, decompor,
depor, descompor, dispor, expor, impor, indispor, interpor, opor, pospor, predispor, pressupor, propor,
recompor, repor, sobrepor, supor, transpor são alguns deles.
Querer
• presente do indicativo: quero, queres, quer, queremos, quereis, querem;
• presente do subjuntivo: queira, queiras, queira, queiramos, queirais, queiram;
• pretérito perfeito do indicativo: quis, quiseste, quis, quisemos, quisestes, quiseram;
• pretérito mais-que-perfeito do indicativo: quisera, quiseras, quisera, quiséramos, quiséreis,
quiseram;
• pretérito imperfeito do subjuntivo: quisesse, quisesses, quisesse, quiséssemos, quisésseis,
quisessem;
• futuro do subjuntivo: quiser, quiseres, quiser, quisermos, quiserdes, quiserem;
Saber
• presente do indicativo: sei, sabes, sabe, sabemos, sabeis, sabem;
• presente do subjuntivo: saiba, saibas, saiba, saibamos, saibais, saibam;
• pretérito perfeito do indicativo: soube, soubeste, soube, soubemos, soubestes, souberam;
• pretérito mais-que-perfeito do indicativo: soubera, souberas, soubera, soubéramos, soubéreis,
souberam;
• pretérito imperfeito do subjuntivo: soubesse, soubesses, soubesse, soubéssemos, soubésseis,
soubessem;
• futuro do subjuntivo: souber, souberes, souber, soubermos, souberdes, souberem.
Ser
• presente do indicativo: sou, és, é, somos, sois, são;
• presente do subjuntivo: seja, sejas, seja, sejamos, sejais, sejam;
• pretérito imperfeito do indicativo: era, eras, era, éramos, éreis, eram;
• pretérito perfeito do indicativo: fui, foste, foi, fomos, fostes, foram;
• pretérito mais-que-perfeito do indicativo: fora, foras, fora, fôramos, fôreis, foram;
• pretérito imperfeito do subjuntivo: fosse, fosses, fosse, fôssemos, fôsseis, fossem;
• futuro do subjuntivo: for, fores, for, formos, fordes, forem.
As segundas pessoas do imperativo afirmativo são: sê (tu) e sede (vós).
Ter
• presente do indicativo: tenho, tens, tem, temos, tendes, têm;
• presente do subjuntivo: tenha, tenhas, tenha, tenhamos, tenhais, tenham;
• pretérito imperfeito do indicativo: tinha, tinhas, tinha, tínhamos, tínheis, tinham;
• pretérito perfeito do indicativo: tive, tiveste, teve, tivemos, tivestes, tiveram;
• pretérito mais-que-perfeito do indicativo: tivera, tiveras, tivera, tivéramos, tivéreis, tiveram;
• pretérito imperfeito do subjuntivo: tivesse, tivesses, tivesse, tivéssemos, tivésseis, tivessem;
• futuro do subjuntivo: tiver, tiveres, tiver, tivermos, tiverdes, tiverem.
Seguem esse modelo os verbos ater, conter, deter, entreter, manter, reter.
Trazer
• presente do indicativo: trago, trazes, traz, trazemos, trazeis, trazem;
• presente do subjuntivo: traga, tragas, traga, tragamos, tragais, tragam;
• pretérito perfeito do indicativo: trouxe, trouxeste, trouxe, trouxemos, trouxestes, trouxeram;
• pretérito mais-que-perfeito do indicativo: trouxera, trouxeras, trouxera, trouxéramos, trouxéreis,
trouxeram;
• futuro do presente: trarei, trarás, trará, etc.;
• futuro do pretérito: traria, trarias, traria, etc.;
• pretérito imperfeito do subjuntivo: trouxesse, trouxesses, trouxesse, trouxéssemos, trouxésseis,
trouxessem;
• futuro do subjuntivo: trouxer, trouxeres, trouxer, trouxermos, trouxerdes, trouxerem.
Ver
• presente do indicativo: vejo, vês, vê, vemos, vedes, vêem;
• presente do subjuntivo: veja, vejas, veja, vejamos, vejais, vejam;
• pretérito perfeito do indicativo: vi, viste, viu, vimos, vistes, viram;
• pretérito mais-que-perfeito do indicativo: vira, viras, vira, víramos, víreis, viram;
• pretérito imperfeito do subjuntivo: visse, visses, visse, víssemos, vísseis, vissem;
• futuro do subjuntivo: vir, vires, vir, virmos, virdes, virem.
Seguem esse modelo os derivados antever, entrever, prever, rever. Prover segue o modelo acima apenas
no presente do indicativo e seus tempos derivados; nos demais tempos, comporta-se como um verbo
regular da segunda conjugação.
Vir
• presente do indicativo: venho, vens, vem, vimos, vindes, vêm;
• presente do subjuntivo: venha, venhas, venha, venhamos, venhais, venham;
• pretérito imperfeito do indicativo: vinha, vinhas, vinha, vínhamos, vínheis, vinham;
• pretérito perfeito do indicativo: vim, vieste, veio, viemos, viestes, vieram;
• pretérito mais-que-perfeito do indicativo: viera, vieras, viera, viéramos, viéreis, vieram;
• pretérito imperfeito do subjuntivo: viesse, viesses, viesse, viéssemos, viésseis, viessem;
• futuro do subjuntivo: vier, vieres, vier, viermos, vierdes, vierem;
• particípio e gerúndio: vindo.
Seguem esse modelo os verbos advir, convir, desavir-se, intervir, provir, sobrevir.
O emprego do infinitivo não obedece a regras bem definidas.
O impessoal é usado em sentido genérico ou indefinido, não relacionado a nenhuma pessoa, o pessoal
refere-se às pessoas do discurso, dependendo do contexto. Recomenda-se sempre o uso da forma pessoal
se for necessário dar à frase maior clareza e ênfase.
Usa-se o impessoal:
• sem referência a nenhum sujeito: É proibido fumar na sala;
• nas locuções verbais: Devemos avaliar a sua situação;
• quando o infinitivo exerce função de complemento de adjetivos: É um problema fácil de solucionar;
• quando o infinitivo possui valor de imperativo - Ele respondeu: "Marchar!"
Usa-se o pessoal:
• quando o sujeito do infinitivo é diferente do sujeito da oração principal: Eu não te culpo por saíres
daqui;
• quando, por meio de flexão, se quer realçar ou identificar a pessoa do sujeito: Foi um erro
responderes dessa maneira;
• quando queremos determinar o sujeito (usa-se a 3ª pessoa do plural): - Escutei baterem à porta.
Concordância Nominal
Concordância nominal nada mais é que o ajuste que fazemos aos demais termos da oração para que
concordem em gênero e número com o substantivo.
Teremos que alterar, portanto, o artigo, o adjetivo, o numeral e o pronome.
Além disso, temos também o verbo, que se flexionará à sua maneira, merecendo um estudo separado de
concordância verbal.
REGRA GERAL: O artigo, o adjetivo, o numeral e o pronome, concordam em gênero e número com o
substantivo.
- A pequena criança é uma gracinha.
- O garoto que encontrei era muito gentil e simpático.
CASOS ESPECIAIS: Veremos alguns casos que fogem à regra geral, mostrada acima.
a) Um adjetivo após vários substantivos
1 – Substantivos de mesmo gênero: adjetivo vai para o plural ou concorda com o substantivo mais próximo.
- Irmão e primo recém-chegado estiveram aqui.
- Irmão e primo recém-chegados estiveram aqui.
2 – Substantivos de gêneros diferentes: vai para o plural masculino ou concorda com o substantivo mais
próximo.
- Ela tem pai e mãe louros.
- Ela tem pai e mãe loura.
3 – Adjetivo funciona como predicativo: vai obrigatoriamente para o plural.
- O homem e o menino estavam perdidos.
- O homem e sua esposa estiveram hospedados aqui.
b) Um adjetivo anteposto a vários substantivos
1 – Adjetivo anteposto normalmente: concorda com o mais próximo.
Comi delicioso almoço e sobremesa.
Provei deliciosa fruta e suco.
2 – Adjetivo anteposto funcionando como predicativo: concorda com o mais próximo ou vai para o plural.
Estavam feridos o pai e os filhos.
Estava ferido o pai e os filhos.
c) Um substantivo e mais de um adjetivo
1- antecede todos os adjetivos com um artigo.
Falava fluentemente a língua inglesa e a espanhola.
2- coloca o substantivo no plural.
Falava fluentemente as línguas inglesa e espanhola.
d) Pronomes de tratamento
1 – sempre concordam com a 3ª pessoa.
Vossa santidade esteve no Brasil.
e) Anexo, incluso, próprio, obrigado
1 – Concordam com o substantivo a que se referem.
As cartas estão anexas.
A bebida está inclusa.
Precisamos de nomes próprios.
Obrigado, disse o rapaz.
f) Um(a) e outro(a), num(a) e noutro(a)
1 – Após essas expressões o substantivo fica sempre no singular e o adjetivo no plural.
Renato advogou um e outro caso fáceis.
Pusemos numa e noutra bandeja rasas o peixe.
g) É bom, é necessário, é proibido
1- Essas expressões não variam se o sujeito não vier precedido de artigo ou outro determinante.
Canja é bom. / A canja é boa.
É necessário sua presença. / É necessária a sua presença.
É proibido entrada de pessoas não autorizadas. / A entrada é proibida.
h) Muito, pouco, caro
1- Como adjetivos: seguem a regra geral.
Comi muitas frutas durante a viagem.
Pouco arroz é suficiente para mim.
Os sapatos estavam caros.
2- Como advérbios: são invariáveis.
Comi muito durante a viagem.
Pouco lutei, por isso perdi a batalha.
Comprei caro os sapatos.
i) Mesmo, bastante
1- Como advérbios: invariáveis
Preciso mesmo da sua ajuda.
Fiquei bastante contente com a proposta de emprego.
2- Como pronomes: seguem a regra geral.
Seus argumentos foram bastantes para me convencer.
Os mesmos argumentos que eu usei, você copiou.
j) Menos, alerta
1- Em todas as ocasiões são invariáveis.
Preciso de menos comida para perder peso.
Estamos alerta para com suas chamadas.
k) Tal Qual
1- “Tal” concorda com o antecedente, “qual” concorda com o conseqüente.
As garotas são vaidosas tais qual a tia.
Os pais vieram fantasiados tais quais os filhos.
l) Possível
1- Quando vem acompanhado de “mais”, “menos”, “melhor” ou “pior”, acompanha o artigo que precede as
expressões.
A mais possível das alternativas é a que você expôs.
Os melhores cargos possíveis estão neste setor da empresa.
As piores situações possíveis são encontradas nas favelas da cidade.
m) Meio
1- Como advérbio: invariável.
Estou meio insegura.
2- Como numeral: segue a regra geral.
Comi meia laranja pela manhã.
n) Só
1- apenas, somente (advérbio): invariável.
Só consegui comprar uma passagem.
2- sozinho (adjetivo): variável.
Estiveram sós durante horas.
Exercícios
Faça a Concordância Correta rasurando o termo incorreto.
01. Tenho [bastante / bastantes] razões para julgá-lo.
02. Viveram situações [bastante / bastantes] tensas.
03. Estavam [bastante / bastantes] preocupados.
04. Acolheu-me com palavras [meio / meias] tortas.
05. Os processos estão [incluso / inclusos] na pasta.
06. Estas casas custam [caras / caro].
07. Seguem [anexa /anexas] as faturas.
08. É [proibido / proibida] conversas no recinto.
09. Vocês estão [quite / quites] com a mensalidade?
10. Hoje temos [menas / menos] lições.
11. Água é [boa / bom] para rejuvenescer.
12. Ela caiu e ficou [meio / meia] tonta.
13. Elas estão [alerta / alertas].
14. As duplicatas [anexa / anexas] já foram resgatadas.
15. Quando cheguei era meio-dia e [meia / meio].
16. A lealdade é [necessária / necessário].
17. A decisão me custou muito [caro /cara].
18. As meninas me disseram [obrigada / obrigadas].
19. A porta ficou [meia / meio] aberta.
20. Em [anexo / anexos] vão os documentos.
21. É [permitido / permitida] entrada de crianças.
22. [Salvo / Salvos] os doentes, os demais partiram.
23. As camisas estão [caro / caras].
24. Seu pai já está [quite / quites] com o meu?
25. Escolhemos as cores mais vivas [possível / possíveis].
26. É [necessário / necessária] muita fé.
27. É [necessário / necessária] a ação da polícia.
28. A maçã é [boa / bom] para os dentes.
29. [Excetos / Exceto] os dois menores, todos entram.
30. A sala tinha [bastante / bastantes] carteiras.
31. Eram moças [bastante / bastantes] competentes.
32. Suas opiniões são [bastante / bastantes] discutidas.
33. João ficara a [sós / só].
34. É [proibido / proibida] a entrada neste recinto.
35. Bebida alcoólica não é [boa / bom] para o fígado.
36. Maçã é [bom / boa] para os dentes.
37. É [proibida / proibido] a permanência de veículos.
38. V. Exa. está [enganada / enganado], senhor vereador.
39. Está [incluso / inclusa] a comissão.
40. Tenho uma colega que é [meia / meio] ingênua.
41. Ela apareceu [meio / meia] nua.
42. Manuel está [meio / meia] gripado.
43. As crianças ficaram [meia / meio] gripadas.
44. Nunca fui pessoa de [meio / meia] palavra.
45. A casa estava [meia / meio] velha.
46. Quero [meio / meia] porção de fritas.
47. Vocês [só / sós] fizeram isso?
48. Fiquem [alerta / alertas] rapazes.
49. Esperava [menas / menos] pergunta na prova.
50. As certidões [anexa / anexas] devem ser seladas.
51. Mãe e filho moravam [junto / juntos].
52. As viagens ao nordeste estão [caro / caras].
53. Segue [anexo / anexa] a biografia que pediu.
54. Está [inclusas / inclusa] na nota a taxa de serviços.
55. Estou [quite / quites] com as crianças.
56. Procure comer [bastantes / bastante] frutos.
57. Os militares estão [alerta / alertas].
58. Muito [obrigada / obrigadas] disseram elas.
59. Pedro e Maria viajaram [sós / só].
60. Os rapazes disseram somente muito [obrigados / obrigado].
61. A lista vai [anexo / anexa] ao pacote.
62. É [necessário / necessária] a virtude dos bons.
63. Todos estão [salvos / salvo], exceto o barqueiro.
64. As janelas estavam [meio / meia] fechadas.
65. [Só / Sós] os dois enfrentaram a fera.
66. Examinamos [bastante / bastantes] planos.
67. Água de melissa é muito [bom / boa].
68. Para trabalho caseiro é [bom / boa] uma empregada.
69. Não é [permitido / permitida] a entrada de crianças.
70. Eles ficaram [sós / só] depois do baile.
71. Os cheques estão [anexo / anexos] aos documentos?
72. Examinamos [bastantes / bastante] projetos.
73. Os quadros eram os mais clássicos [possível / possíveis].
74. Os documentos vão [incluso / inclusos] na carta.
75. Seguem [anexas / anexos] três certidões.
76. Para quem esta entrada é [proibido / proibida]?
77. Coalhada é [boa / bom] para a saúde.
78. A coalhada dessa padaria é [bom / boa].
79. Maria passeou [sós / só] pelo bosque.
80. [Só / Sós] ela faria as lições.
81. Mais amor [menas / menos] confiança.
82. Hoje temos [menos / menas] lições.
83. O governo destinou [bastante / bastantes] recursos.
84. Eles faltaram [bastantes / bastante] vezes.
85. Tenho [bastantes / bastante] razões para ajudá-lo.
86. Seguem [inclusa / inclusas] a carta e a procuração.
87. As mordomias custam [cara / caro].
88. Esta viagem sairá [caro / cara].
89. As peras custam [cara / caro].
90. Aquelas mercadorias custaram [caro / cara].
91. Os mamões custaram muito [caros / caro].
92. As mercadorias eram [barata / barato].
93. Os mamões ficaram [caros / caro].
94. Não tinham [bastante / bastantes] motivos para faltar.
95. As crianças estavam [bastante / bastantes] crescidas.
96. O governo destinou [bastantes/ bastante] recursos.
97. Suas opiniões são [bastante / bastantes] discutidas.
98. Esta aveia é [boa / bom] para a saúde.
99. Pimenta é [boa / bom] para tempero.
100. É [proibido / proibida] a caça nesta reserva.
101. É [proibida / proibido] entrada.
102. A pimenta é [bom / boa] para tempero.
103. Água tônica é [bom / boa] para o estômago.
104. As crianças viajarão [junto / juntas] a mim.
105. Elas sempre chegam [junto / juntas].
106. Elas nunca saíram [juntas / junto].
107. A filha e o pai chegaram [junto / juntos].
108. Os fortes sentimentos vêm [junto / juntos].
109. Os alunos [mesmo / mesmos] darão à redação final.
110. Ela não sabia disso [mesmo / mesma].
111. Elas [mesmo / mesmas] fizeram a festa.
112. [Anexo / Anexos] estavam os documentos.
113. Estou [quite / quites] com a tesouraria.
114. Eles estão [quite / quites] com a mensalidade.
115 Ela está [quite / quites] com você?
116. A menina me disse [obrigado / obrigada].
117. Os computadores custam [caros / caro].
118. Permitam-me que eu as deixe [só / sós].
119. Eles ficaram [só / sós] depois do baile.
120. Agora é meio-dia e [meio / meia].
121. Bebida alcoólica não é [permitida / permitido].
122. Os guardas estavam [alertas / alerta].
123. Meu filho emagrecia a [olhos vistos / olho visto].
124. Vai [anexo / anexa] a declaração solicitada.
125. As certidões [anexos / anexas] devem ser seladas.
126. [Anexo / Anexos] seguem os formulários.
127. Os juros estão o mais elevado [possível / possíveis].
128. Enfrento problemas o mais difíceis [possível / possíveis].
129. Enfrento problemas os mais difíceis [possível / possíveis].
130. Visitamos os mais belos museus [possível / possíveis].
131. Nós [mesmo / mesmos] edificaremos a casa.
132. Eles são [mesmos / mesmo] responsáveis.
133. Ela [mesma / mesmo] agradeceu.
134. Tudo depende delas [mesmas / mesmo].
GABARITO
01. Tenho bastantes (muitas) razões para julgá-lo.
02. Viveram situações bastante (muito) tensas.
03. Estavam bastante preocupados.
04. Acolheu-me com palavras meio (um tanto) tortas.
05. Os processos estão inclusos na pasta.
06. Estas casas custam caro (invariável).
07. Seguem anexas as faturas.
08. É proibido (ñ artigo) conversas no recinto.
09. Vocês estão quites com a mensalidade?
10. Hoje temos menos (sempre) lições.
11. Água é bom (ñ artigo) para rejuvenescer.
12. Ela caiu e ficou meio (um tanto) tonta.
13. Elas estão alerta (sempre).
14. As duplicatas anexas já foram resgatadas.
15. Quando cheguei era meio-dia e meia (hora).
16. A lealdade é necessária (com artigo).
17. A decisão me custou muito caro.
18. As meninas me disseram obrigadas.
19. A porta ficou meio (um pouco) aberta.
20. Em anexo vão os documentos.
21. É permitido entrada de crianças.
22. Salvo (invariável) os doentes, os demais partiram.
23. As camisas estão caras (sem custar).
24. Seu pai já está quite com o meu?
25. Escolhemos as cores mais vivas possíveis.
26. É necessária muita fé.
27. É necessária a ação da polícia.
28. A maçã é boa para os dentes.
29. Exceto (sempre) os dois menores, todos entram.
30. A sala tinha bastantes carteiras
31. Eram moças bastante competentes.
32. Suas opiniões são bastante discutidas.
33. João ficara a sós.
34. É proibida a entrada neste recinto.
35. Bebida alcoólica não é bom para o fígado.
36. A maçã é boa para os dentes.
37. É proibida a permanência de veículos.
38. V. Exa. está enganado, senhor vereador.
39. Está inclusa a comissão.
40. Tenho uma colega que é meio ingênua.
41. Ela apareceu meio nua.
42. Manuel está meio gripado.
43. As crianças ficaram meio gripadas.
44. Nunca fui pessoa de meia (metade) palavras.
45. A casa estava meio velha.
46. Quero meia (= 44) porção de fritas.
47. Vocês só (somente) fizeram isso?
48. Fiquem alerta (sempre) rapazes.
49. Esperava menos (sempre) pergunta na prova.
50. As certidões anexas devem ser seladas.
51. Mãe e filho moravam juntos.
52. As viagens ao nordeste estão caras (sem custar).
53. Segue anexa a biografia que pediu.
54. Está inclusa na nota a taxa de serviços.
55. Estou quite com as crianças.
56. Procure comer bastantes frutos.
57. Os militares estão alerta.
58. Muito obrigadas disseram elas.
59. Pedro e Maria viajaram sós (sozinhos).
60. Os rapazes disseram somente muito obrigados
61. A lista vai anexa ao pacote.
62. É necessária a virtude dos bons
63. Todos estão salvos (salvados), exceto o barqueiro.
64. As janelas estavam meio fechadas.
65. Só (somente) os dois enfrentaram a fera.
66. Examinamos bastantes planos.
67. Água de melissa é muito bom.
68. Para trabalho caseiro é bom uma empregada.
69. Não é permitida a entrada de crianças.
70. Eles ficaram sós (sozinhos) depois do baile.
71. Os cheques estão anexos aos documentos?
72. Examinamos bastantes projetos.
73. Os quadros eram os mais clássicos possíveis.
74. Os documentos vão inclusos na carta.
75. Seguem anexas três (as) certidões.
76. Para quem esta entrada é proibida?
77. Coalhada é bom para a saúde.
78. A coalhada dessa padaria é boa.
79. Maria passeou só (somente) pelo bosque.
80. Só (= 79) ela faria as lições.
81. Mais amor menos confiança.
82. Hoje temos menos lições.
83. O governo destinou bastantes recursos.
84. Eles faltaram bastantes vezes.
85. Tenho bastantes razões para ajudá-lo.
86. Seguem inclusas a carta e a procuração.
87. As mordomias custam caro.
88. Esta viagem sairá cara.
89. As peras custam caro.
90. Aquelas mercadorias custaram caro.
91. Os mamões custaram muito caro.
92. As mercadorias eram baratas (= 88).
93. Os mamões ficaram caros.
94. Não tinham bastantes motivos para faltar.
95. As crianças estavam bastante crescidas.
96. O governo destinou bastantes recursos.
97. Suas opiniões são bastante discutidas.
98. Esta aveia é boa para a saúde.
99. Pimenta é bom para tempero.
100. É proibida a caça nesta reserva.
101. É proibido entrada.
102. A pimenta é boa para tempero.
103. Água tônica é bom para o estômago.
104. As crianças viajarão junto a mim.
105. Elas sempre chegam juntas.
106. Elas nunca saíram juntas.
107. A filha e o pai chegaram juntos.
108. Os fortes sentimentos vêm juntos.
109. Os alunos mesmos darão à redação final.
110. Ela não sabia disso mesmo (de fato).
111. Elas mesmas fizeram a festa.
112. Anexos estavam os documentos.
113. Estou quite com a tesouraria.
114. Eles estão quites com a mensalidade.
115. Ela está quite com você?
116. A menina me disse obrigada.
117. Os computadores custam caro.
118. Permitam-me que eu as deixe sós (sozinhas).
119. Eles ficaram sós (= 118) depois do baile.
120. Agora é meio-dia e meia.
121. Bebida alcoólica não é permitido.
122. Os guardas estavam alerta.
123. Meu filho emagrecia a olhos vistos.
124. Vai anexa a declaração solicitada.
125. As certidões anexas devem ser seladas.
126. Anexos seguem os formulários.
127. Os juros estão o mais elevado possível.
128. Enfrento problemas o mais difíceis possível.
129. Enfrento problemas os mais difíceis possíveis.
130. Visitamos os mais belos museus possíveis.
131. Nós mesmos edificaremos a casa.
132. Eles são mesmo (de fato) responsáveis.
133. Ela mesma agradeceu.
134. Tudo depende delas mesmo (de fato).
Concordância Verbal
SUJEITO CONSTITUÍDO PELOS PRONOMES QUE & QUEM
QUE: se o sujeito for o pronome relativo que, o verbo concorda com o antecedente do pronome relativo.
- Fui eu que falei. (eu falei)
- Fomos nós que falamos. (nós falamos)
QUEM: se o sujeito for o pronome relativo quem, o verbo ficará na terceira pessoa do singular ou
concordará com o antecedente do pronome (pouco usado).
- Fui eu quem falou. (ele (3ª pessoa) falou)
Obs: nas expressões “um dos que”, “uma das que”, o verbo deve ir para o plural. Porém, alguns estudiosos
e escritores aceitam ou usam a concordância no singular.
- João foi um dos que saíram.
PRONOME DE TRATAMENTO
O verbo fica sempre na 3ª pessoa (ele – eles).
- Vossa Alteza deve viajar.
- Vossas Altezas devem viajar.
DAR – BATER – SOAR (indicando horas)
Quando houver sujeito (relógio, sino) os verbos concordam normalmente com ele.
- O relógio deu onze horas.
- O Relógio: sujeito
Deu: concorda com o sujeito.
Quando não houver sujeito, o verbo concorda com as horas que passam a ser o sujeito da oração.
- Deram onze horas.
- Deram três horas no meu relógio.
SUJEITO COLETIVO (SUJEITO SIMPLES)
- O cardum- e escapou da rede.
- Os cardumes escaparam da rede.
Nesses dois exemplos o verbo concordou com o coletivo (sujeito simples).
Quando o sujeito é formado de um coletivo singular seguido de complemento no plural, admitem-se duas
concordâncias:
1ª) verbo no singular.
- O bando de passarinhos cantava no jardim.
- Um grupo de professores acompanhou os estudantes.
2ª) o verbo pode ficar no plural, nesse caso o verbo no plural dará ênfase ao complemento.
- O bando de passarinhos cantavam no jardim.
- Um grupo de professores acompanharam os estudantes
SE
Verbos transitivos diretos e verbos transitivos diretos e indiretos + – se:
Se o termo que recebe a ação estiver no plural, o verbo deve ir para o plural, se estiver no singular, o verbo
deve ir para o singular.
- Alugam-se cavalos.
“Alugar” é verbo transitivo direto.
“Cavalos” recebe a ação e está no plural, logo o verbo vai para o plural.
Aqui o “se” é chamado de partícula apassivadora (Cavalos são alugados).
Outros exemplos:
- Vendem-se casas.
- Alugam-se apartamentos.
- Exigem-se referências.
- Consertam-se pianos.
- Plastificam-se documentos.
- Entregou-se uma flor à mulher. (verbo transitivo direto e indireto)
OBS: Somente os verbos transitivos diretos têm voz passiva.
Qualquer outro tipo de verbo (transitivo indireto ou intransitivo) fica no singular.
- Precisa-se de professores. (Precisar é verbo transitivo indireto)
- Trabalha-se muito aqui. (trabalhar é verbo intransitivo)
Nesse caso, o “se” é chamado de índice de indeterminação do sujeito ou partícula indeterminadora do
sujeito.
HAVER – FAZER
“Haver” no sentido de “existir”, indicando “tempo” ou no sentido de “ocorrer” ficará na terceira pessoa do
singular. É impessoal, ou seja, não admite sujeito.
“Fazer” quando indica “tempo” ou “fenômenos da natureza”, também é impessoal e deverá ficar na terceira
pessoa do singular.
- Nesta sala há bons e maus alunos. (= existe)
- Já houve muitos acidentes aqui. (= ocorrer)
- Faz 10 anos que me formei. (= tempo decorrido)
SUJEITO COMPOSTO RESUMIDO POR UM INDEFINIDO
O verbo concordará com o indefinido.
- Tudo, jornais, revistas, TV, só trazia boas noticias.
- Ninguém, amigos, primos, irmãos veio visitá-lo.
- Amigos, irmãos, primos, todos foram viajar.
PESSOAS DIFERENTES
O verbo flexiona-se no plural na pessoa que prevalece (a 1ª sobre a 2ª e a 2ª sobre a 3ª).
Eu e tu: nós
Eu e você: nós
Ela e eu: nós
Tu e ele: vós
- Eu, tu e ele resolvemos o mistério. (1ª pessoa prevalece)
- O diretor, tu e eu saímos apressados. (1ª pessoa prevalece)
- O professor e eu fomos à reunião. (1ª pessoa prevalece)
- Tu e ele deveis fazer a tarefa. (2ª pessoa prevalece)
Obs: como a 2ª pessoa do plural (vós) é muito pouco usado na língua contemporânea , é preferível usar a
3ª pessoa quando ocorre a 2ª com a 3ª.
- Tu e ele riam à beça.
- Em que língua tu e ele falavam?
Podemos também substituir o “tu” por “você”.
- Você e ele: vocês
NOMES PRÓPRIOS NO PLURAL
Se o nome vier antecedido de artigo no plural, o verbo deverá concordar no plural.
- Os Andes ficam na América do Sul.
Se não houver artigo no plural, o verbo deverá concordar no singular.
- Santos fica em São Paulo.
- “Memórias Póstumas de Brás Cubas” consagrou Machado de Assis.
Obs 1: Com nome de obras artísticas, admite-se a concordância ideológica com a palavra “obra”, que está
implícita na frase.
- “Os Lusíadas” imortalizou Camões.
Obs 2: Com o verbo “ser” e o predicativo no singular, o verbo fica no singular.
“Os Lusíadas” é a maior obra da Literatura Portuguesa.
- Os EUA já foi o primeiro mercado consumidor.
SER
O verbo “ser” concordará com o predicativo quando o sujeito for o pronome interrogativo “que” ou “quem”.
- Quem são os eleitos?
- Que seriam aqueles ruídos estranhos?
- Que são dois meses?
- Que são células?
- Quem foram os responsáveis?
Quando o verbo “ser” indicar tempo, data, dias ou distância, deve concordar com a apalavra seguinte.
- É uma hora.
- São duas horas.
- São nove e quinze da noite.
- É um minuto para as três.
- Já são dez para uma.
- Da praia até a nossa casa, são cinco minutos.
- Hoje é ou são 14 de julho?
Em relação às datas, quando a palavra “dia” não está expressa, a concordância é facultativa.
Se um dos elementos (sujeito ou predicativo) for pronome pessoal, o verbo concordará com ele.
- Eu sou o chefe.
- Nós somos os responsáveis.
- Eu sou a diretora.
Quando o sujeito é um dos pronomes isto, isso, aquilo, o, tudo, o verbo “ser” concordará com o predicativo.
- Tudo são flores.
- Isso são lembranças de viagens.
Pode ocorrer também o verbo no singular concordando com o pronome (raro).
- Tudo é flores.
Quando o verbo “ser” aparece nas expressões “é muito”, “é bastante”, “é pouco”, “é suficiente” denotando
quantidade, distância, peso, etc ele ficará no singular.
- Oitocentos reais é muito.
- Cinco quilos é suficiente.
EXERCÍCIOS – 01
1. Assinale a opção em que há erro de conjugação verbal em relação à norma culta da língua:
a) Se ele vir o nosso trabalho, ficará muito doente.
b) Não desanimes; continua batalhando.
c) Meu pai interveio na discussão.
d) Se ele reouvesse o que havia perdido.
e) Quando eu requiser a segunda via do documento...
2. A única frase que NÃO apresenta desvio em relação à concordância verbal recomendada pela norma
culta é:
a) A lista brasileira de sítios arqueológicos, uma vez aceita pela Unesco, aumenta as chances de
preservação e sustentação por meio do ecoturismo.
b) Nenhum dos parlamentares que vinham defendendo o colega nos últimos dias inscreveram-se para falar
durante os trabalhos de ontem.
c) Segundo a assessoria, o problema do atraso foi resolvido em pouco mais de uma hora, e quem faria
conexão para outros Estados foram alojados em hotéis de Campinas.
d) Eles aprendem a andar com bengala longa, o equipamento que os auxilia a ir e vir de onde estiver para
onde entender.
e) Mas foram nas montagens do Kirov que ele conquistou fama, especialmente na cena “Reino das
Sombras”, o ponto mais alto desse trabalho.
3. A única frase em que as formas verbais estão corretamente empregadas é:
a) Especialistas temem que órgãos de outras espécies podem transmitir vírus perigosos.
b) Além disso, mesmo que for adotado algum tipo de ajuste fiscal imediato, o Brasil ainda estará muito longe
de tornar-se um participante ativo do jogo mundial.
c) O primeiro-ministro e o presidente devem ser do mesmo partido, embora nenhum fará a sociedade em
que eu acredito.
d) A inteligência é como um tigre solto pela casa e só não causará problema se o suprir de carne e o manter
na jaula.
e) O nome secreto de Deus era o princípio ativo da criação, mas dizê-lo por completo equivalia a um
sacrilégio, ao pecado de saber mais do que nos convinha.
4. (FUVEST) Complete as frases abaixo com as formas corretas dos verbos indicados entre parênteses.
a) Quando eu _________________ os livros, nunca mais os emprestarei. (reaver)
b) Os alienados sempre ______________ neutros. (manter-se)
c) As provas que _____________ mais erros seriam comentadas. (conter)
d) Quando ele _________________ uma canção de paz, poderá descansar. (compor)
5. (FGV) Nas questões abaixo, ocorrem espaços vazios. Para preenchê-los, escolha um dos seguintes
verbos: fazer, transpor, deter, ir. Utilize a forma verbal mais adequada.
1) Se _______________ dias frios no inverno, talvez as coisas fossem diferentes.
2) Quando o cavalo ________________ todos os obstáculos, a corrida terminará.
3) Se o cavalo _______________ mais facilmente os obstáculos, alcançaria com mais folga a linha de
chegada.
4) Se a equipe econômica não se __________________ nos aspectos regionais e considerar os aspectos
globais, a possibilidade de solução será maior.
5) Caso ela ______________ ao jogo amanhã, deverá pagar antecipadamente o ingresso.
6. (ENG. MACK) As formas que completariam o período “Pagando parte de suas dívidas anteriores, o
comerciante ________________ novamente seu armazém, sem que se __________ com seus credores,
para os quais voltou a merecer confiança”, seriam:
a) proveu – indispusesse
b) proviu – indispuzesse
c) proveio – indispuzesse
d) proveio – indispusesse
e) n.d.a.
7. (UFSCar) “O acordo não ______ as reivindicações, a não ser que ______ os nossos direitos e _____ da
luta.”
a) substitui – abdicamos – desistimos
b) substitue – abdicamos – desistimos
c) substitui – abdiquemos – desistamos
d) substitui – abidiquemos – desistimos
e) substitue – abdiquemos – desistamos
8. Complete os espaços com um dos verbos colocados nos parênteses:
a) ________________os filhos e o pai...
(chegou/chegaram)
b) Fomos nós que _______________ na questão.
(tocou/tocamos)
c) Não serei eu quem _________________ o dinheiro.
(recolherei/ recolherá)
d) Mais de um torcedor _______________________ estupidamente.
(agrediu-se/agrediram-se)
e) O fazendeiro com os peões __________________ a cerca.
(levantou/ levantaram)
9. Como no exercício anterior.
a) _____________ de haver algumas mudanças no seu governo. (há/ hão)
b) Sempre que ______________ alguns pedidos, procure atendê-los rapidamente. (houver/ houverem)
c) Pouco me _______________ as desculpas que ele chegar a dar. (importa/ importam)
d) Jamais ______________ tais pretensões por parte daquele funcionário. (existiu/ existiram)
e) Tudo estava calmo, como se não ________________ havido tantas reivindicações. (tivesse/ tivessem)
10. Complete os espaços com um dos verbos colocados nos parênteses.
a) Espero que se _________________ as taxas de juro. (mantenha/ mantenham)
b) É importante que se _______________ outras soluções para o problema. (busque/ busquem)
c) Não se ______________ em pessoas que não nos olham nos olhos. (confia/confiam)
d) Hoje já não se __________________ deste modelo de carro. (gosta/ gostam)
e) A verdade é que ________________ certos pormenores pouco convincentes. (observou/observaram)
Resolução:
01 - E
02 - A
03 - E
04 - a) reouver
b) mantêm / mantiveram
c) contivessem
d) compuser
05 - 1) fizessem
2) transpuser
3) transpusesse
4) detiver
5) vá
06 - A
07 - E
08 - a) Chegaram
b) tocamos
c) recolherá
d) agrediram-se
e) levantaram
09 - a) Há
b) houver
c) importam
d) existiram
e) tivesse
10 - a) mantenham
b) busque
c) confia
d) gosta
e) observaram
EXERCÍCIOS – 02
1 – (UFPR) – Observe a concordância verbal:
1 – Algum de vós conseguirei a bolsa de estudo?
2 – Sei que pelo menos um terço dos jogadores estavam dentro do campo naquela hora.
3 – Os Estados Unidos são um país muito rico.
4 – No relógio do Largo da Matriz bateu cinco horas: era o sinal esperado.
a) Somente a frase 1 está errada.
b) Somente a frase 2 está errada.
c) As frases 2 e 3 estão erradas.
d) As frases 1 e 4 estão erradas.
e) As frases 2 e 4 estão erradas.
Resposta: D
Quais de vós, quantos de nós, alguns de nós, etc. admitem as seguintes concordâncias: o verbo concorda
com o pronome indefinido ou interrogativo, ficando na 3ª pessoa do plural ou concorda com o pronome
pessoal. Porém, se o pronome estiver no singular o verbo ficará na 3ª pessoa do singular.
Na indicação de horas o verbo bater concorda com o número de horas, que normalmente é o sujeito. O
verbo bater pode ter outra palavra como sujeito, com a qual deve concordar.
2 – (UEPG – PR) - Assinale a alternativa incorreta, segundo a norma gramatical:
a) Os Estados Unidos, em 1941, declararam guerra à Alemanha.
b) Aqueles casais parecia viverem felizes.
c) Cancelamos o passeio, haja visto o mau tempo.
d) Mais de um dos candidatos se cumprimentaram.
e) Não tínhamos visto as crianças que faziam oito anos.
Resposta: C
Ocorrem as seguintes concordâncias: a expressão haja vista fica invariável quando equivalente a atente-se;
por exemplo.
O verbo haver varia quando equivale a vejam-se.
3 – (UFCE) – Como a frase “fui eu quem fez o casamento”, também estão corretos os períodos abaixo:
1. Fui eu que fiz o casamento.
2. Foi eu quem fez o casamento.
4. Fui eu que fez o casamento.
8. Foste tu que fizeste o casamento.
16. Foste tu quem fez o casamento.
32. Fostes vós que fez o casamento.
64. Fostes vós quem fez o casamento.
Resposta: 89
Quando o sujeito for o pronome relativo QUEM o verbo fica na 3ª pessoa do singular ou concorda com o
antecedente. Se o sujeito for o pronome relativo QUE o verbo concorda com o antecedente.
4 – (CESGRANRIO) – Há concordância inadequada em:
a) clima e terras desconhecidas.
b) clima e terra desconhecidos.
c) terras e clima desconhecidas.
d) terras e clima desconhecido.
e) terras e clima desconhecidos.
Resposta: C
O adjetivo posposto a dois ou mais substantivos há duas concordâncias:
O adjetivo concorda com o mais próximo ou vai para o plural. Se os gêneros são diferentes, prevalece o
masculino.
5 – (UEPG – PR) – Marque a frase absolutamente inaceitável, do ponto de vista da concordância nominal:
a) É necessária paciência.
b) Não é bonito ofendermos aos outros.
c) É bom bebermos cerveja.
d) Não é permitido presença de estranhos.
e) Água de Melissa é ótimo para os nervos.
Resposta: A
Há duas concordâncias para as expressões é bom, é necessário, etc.:
- fica invariável, portanto no masculino, se o sujeito não vem precedido de artigo ou outro elemento
determinante. Se vier precedido de artigo ou elemento determinante concorda com o sujeito.
6 – (CESCEM – SP) – Já ... anos, ... neste local árvores e flores. Hoje, só ... ervas daninhas.
a) fazem/havia/existe
b) fazem/havia/existe
c) fazem/haviam/existem
d) faz/havia/existem
e) faz/havia/existe
Resposta: D
Haver/fazer são verbos impessoais. São empregados apenas na 3ª pessoa do singular. Haver (sentido de
existir, ocorrer) e o verbo Fazer (na indicação de tempo). Existir é pessoal e concorda normalmente com o
sujeito.
7 – (UFPR) – Qual a alternativa em que as formas dos verbos bater, consertar e haver nas frases abaixo,
são usadas na concordância correta?
- As aulas começam quando ... oito horas.
- Nessa loja ... relógios de parede.
- Ontem ... ótimos programas na televisão.
a) batem – consertam-se – houve
b) bate – consertam-se – havia
c) bateram – conserta-se – houveram
d) batiam – conserta-se-ão – haverá
e) batem – consertarei – haviam
Resposta: A
Bater empregado com referência às horas concorda com o número de horas. Quando há sujeito, o verbo
concorda com ele.
A partícula SE na segunda oração é apassivadora; concorda com o sujeito da oração.
O verbo haver, no sentido de existir, ocorrer, conjuga-se na 3ª pessoa do singular.
8 – (PUCCAMP – SP) – Se a altíssimo corresponde alto, a celebérrimo, libérrimo, crudelíssimo, humílimo,
paupérrimo, respectivamente, há de corresponder:
a) célebre, líbero, cruel, úmido, pobre.
b) célebre, livre, cru, úmido, pobre.
c) célebre, livre, cruel, humilde, pau.
d) célebre, livre, cruel, humilde, pobre.
e) célebre, livre, cru, humilde, pobre.
Resposta: D
O superlativo absoluto expressa a qualidade de um ser, no seu grau mais elevado, sem comparação com
outro ser. Nesta questão temos exemplos de superlativo absoluto sintético. É formado pelo radical do
adjetivo + sufixo.
9 – (UFV-MG) – Em todos os itens o pronome SE é apassivador, EXCETO:
a) Sabe-se que ele é honesto.
b) Organizou-se, ontem, esta prova.
c) Não se deverá realizar mais a festa.
d) Nada mais se via.
e) Assistiu-se à cerimônia inteira.
Resposta: E
A oração E não pode ser passada para a voz passiva analítica, então, não pode ser pronome apassivador.
O “SE” é índice de indeterminação do sujeito. Quem assistiu à cerimônia? Não sabemos quem é o sujeito.
10 – (PUCCAMP-SP) – “Nunca chegará ao fim, por mais depressa que ande”.
A oração destacada é:
a) Subordinada adverbial causal.
b) Subordinada adverbial concessiva.
c) Subordinada adverbial condicional.
d) Subordinada adverbial consecutiva.
e) Subordinada adverbial comparativa.
Resposta: B
A Oração subordinada adverbial concessiva indica uma concessão às ações do verbo da oração principal,
isto é, há uma contradição ou um fato inesperado.
11 – (UFPR) – Julieta ficou à janela na esperança de que Romeu voltasse.
A oração em destaque é:
a) subordinada substantiva subjetiva.
b) subordinada substantiva completiva nominal.
c) subordinada substantiva predicativa.
d) subordinada adverbial causal.
e) subordinada adjetiva explicativa.
Resposta: B
A oração subordinada substantiva completiva nominal funciona como complemento nominal de um
substantivo, adjetivo ou advérbio da oração principal.
Regência Verbal
O estudo da regência verbal nos ajuda a escrever melhor.
Quanto à regência verbal, os verbos podem ser:
- Transitivo direto
- Transitivo indireto
- Transitivo direto e indireto
- Intransitivo
ASPIRAR
O verbo aspirar pode ser transitivo direto ou transitivo indireto.
Transitivo direto: quando significa “sorver”, “tragar”, “inspirar” e exige complemento sem preposição.
- Ela aspirou o aroma das flores.
- Todos nós gostamos de aspirar o ar do campo.
Transitivo indireto: quando significa “pretender”, “desejar”, “almejar” e exige complemento com a preposição
“a”.
- O candidato aspirava a uma posição de destaque.
- Ela sempre aspirou a esse emprego.
Obs: Quando é transitivo indireto não admite a substituição pelos pronomes lhe(s). Devemos substituir por
“a ele(s)”, “a ela(s)”.
- Aspiras a este cargo?
- Sim, aspiro a ele. (e não “aspiro-lhe”).
ASSISTIR
O verbo assistir pode ser transitivo indireto, transitivo direto e intransitivo.
Transitivo indireto: quando significa “ver”, “presenciar”, “caber”, “pertencer” e exige complemento com a
preposição “a”.
- Assisti a um filme. (ver)
- Ele assistiu ao jogo.
- Este direito assiste aos alunos. (caber)
Transitivo direto: quando significa “socorrer”, “ajudar” e exige complemento sem preposição.
- O médico assiste o ferido. (cuida)
Obs: Nesse caso o verbo “assistir” pode ser usado com a preposição “a”.
- Assistir ao paciente.
Intransitivo: quando significa “morar” exige a preposição “em”.
- O papa assiste no Vaticano. (no: em + o)
- Eu assisto no Rio de Janeiro.
“No Vaticano” e “no Rio de Janeiro” são adjuntos adverbiais de lugar.
CHAMAR
O verbo chamar pode ser transitivo direto ou transitivo indireto.
É transitivo direto quando significa “convocar”, “fazer vir” e exige complemento sem preposição.
- O professor chamou o aluno.
É transitivo indireto quando significa “invocar” e é usado com a preposição “por”.
- Ela chamava por Jesus.
Com o sentido de “apelidar” pode exigir ou não a preposição, ou seja, pode ser transitivo direto ou transitivo
indireto.
Admite as seguintes construções:
- Chamei Pedro de bobo. (chamei-o de bobo)
- Chamei a Pedro de bobo. (chamei-lhe de bobo)
- Chamei Pedro bobo. (chamei-o bobo)
- Chamei a Pedro bobo. (chamei-lhe bobo)
VISAR
Pode ser transitivo direto (sem preposição) ou transitivo indireto (com preposição).
Quando significa “dar visto” e “mirar” é transitivo direto.
- O funcionário já visou todos os cheques. (dar visto)
- O arqueiro visou o alvo e atirou. (mirar)
Quando significa “desejar”, “almejar”, “pretender”, “ter em vista” é transitivo indireto e exige a preposição “a”.
- Muitos visavam ao cargo.
- Ele visa ao poder.
Nesse caso não admite o pronome lhe(s) e deverá ser substituído por a ele(s), a ela(s). Ou seja, não se diz:
viso-lhe.
Obs: Quando o verbo “visar” é seguido por um infinitivo, a preposição é geralmente omitida.
- Ele visava atingir o posto de comando.
ESQUECER – LEMBRAR
- Lembrar algo – esquecer algo
- Lembrar-se de algo – esquecer-se de algo (pronominal)
No 1º caso, os verbos são transitivos diretos, ou seja exigem complemento sem preposição.
- Ele esqueceu o livro.
No 2º caso, os verbos são pronominais (-se, -me, etc) e exigem complemento com a preposição “de”. São,
portanto, transitivos indiretos.
- Ele se esqueceu do caderno.
- Eu me esqueci da chave.
- Eles se esqueceram da prova.
- Nós nos lembramos de tudo o que aconteceu.
Há uma construção em que a coisa esquecida ou lembrada passa a funcionar como sujeito e o verbo sofre
leve alteração de sentido. É uma construção muito rara na língua contemporânea , porém, é fácil encontrá-
la em textos clássicos tanto brasileiros como portugueses. Machado de Assis, por exemplo, fez uso dessa
construção várias vezes.
- Esqueceu-me a tragédia. (cair no esquecimento)
- Lembrou-me a festa. (vir à lembrança)
O verbo lembrar também pode ser transitivo direto e indireto (lembrar alguma coisa a alguém ou alguém de
alguma coisa).
PREFERIR
É transitivo direto e indireto, ou seja, possui um objeto direto (complemento sem preposição) e um objeto
indireto (complemento com preposição)
- Prefiro cinema a teatro.
- Prefiro passear a ver TV.
Não é correto dizer: “Prefiro cinema do que teatro”.
SIMPATIZAR
Ambos são transitivos indiretos e exigem a preposição “com”.
- Não simpatizei com os jurados.
QUERER
Pode ser transitivo direto (no sentido de “desejar”) ou transitivo indireto ( no sentido de “ter afeto”, “estimar”).
- A criança quer sorvete.
- Quero a meus pais.
NAMORAR
É transitivo direto, ou seja, não admite preposição.
- Maria namora João.
Obs: Não é correto dizer: “Maria namora com João”.
OBEDECER
É transitivo indireto, ou seja, exige complemento com a preposição “a” (obedecer a).
- Devemos obedecer aos pais.
Obs: embora seja transitivo indireto, esse verbo pode ser usado na voz passiva.
- A fila não foi obedecida.
VER
É transitivo direto, ou seja, não exige preposição.
- Ele viu o filme.
Exercícios – 01
1. (IBGE) Assinale a opção que apresenta a regência verbal incorreta, de acordo com a norma culta da
língua:
a) Os sertanejos aspiram a uma vida mais confortável.
b) Obedeceu rigorosamente ao horário de trabalho do corte de cana.
c) O rapaz presenciou o trabalho dos canavieiros.
d) O fazendeiro agrediu-lhe sem necessidade.
e) Ao assinar o contrato, o usineiro visou, apenas, ao lucro pretendido.
2. (IBGE) Assinale a opção que contém os pronomes relativos, regidos ou não de preposição, que
completam corretamente as frase abaixo: Os navios negreiros, ....... donos eram traficantes, foram
revistados. Ninguém conhecia o traficante ....... o fazendeiro negociava.
a) nos quais / que
b) cujos / com quem
c) que / cujo
d) de cujos / com quem
e) cujos / de quem
3. (IBGE) Assinale a opção em que as duas frases se completam corretamente com o pronome lhe:
a) Não ..... amo mais. / O filho não ..... obedecia.
b) Espero-..... há anos. / Eu já ..... conheço bem.
c) Nós ..... queremos muito bem. / Nunca ..... perdoarei, João.
d) Ainda não ..... encontrei trabalhando, rapaz. / Desejou-..... felicidades.
e) Sempre ..... vejo no mesmo lugar. / Chamou-..... de tolo.
4. (IBGE) Assinale a opção em que todos os adjetivos devem ser seguidos pela mesma preposição:
a) ávido / bom / inconseqüente
b) indigno / odioso / perito
c) leal / limpo / oneroso
d) orgulhoso / rico / sedento
e) oposto / pálido / sábio
5. (UF-FLUMINENSE) Assinale a frase em que está usado indevidamente um dos pronomes seguintes: o,
lhe.
a) Não lhe agrada semelhante providência?
b) A resposta do professor não o satisfez.
c) Ajudá-lo-ei a preparar as aulas.
d) O poeta assistiu-a nas horas amargas, com extrema dedicação.
e) Vou visitar-lhe na próxima semana.
6. (BB) Regência imprópria:
a) Não o via desde o ano passado.
b) Fomos à cidade pela manhã.
c) Informou ao cliente que o aviso chegara.
d) Respondeu à carta no mesmo dia.
e) Avisamos-lhe de que o cheque foi pago.
7. (BB) Alternativa correta:
a) Precisei de que fosses comigo.
b) Avisei-lhe da mudança de horário.
c) Imcumbiu-me para realizar o negócio.
d) Recusei-me em fazer os exames.
e) Convenceu-se nos erros cometidos.
8. (EPCAR) O que devidamente empregado só não seria regido de preposição na opção:
a) O cargo ....... aspiro depende de concurso.
b) Eis a razão ....... não compareci.
c) Rui é o orador ....... mais admiro.
d) O jovem ....... te referiste foi reprovado.
e) Ali está o abrigo ....... necessitamos.
9. (UNIFIC) Os encargos ....... nos obrigaram são aqueles ....... o diretor se referia.
a) de que - que
b) a cujos - cujos
c) por que - que
d) cujos - cujo
e) a que - a que
10. (FTM-ARACAJU) As mulheres da noite ....... o poeta faz alusão ajudam a colorir Aracaju, ....... coração
bate de noite, no silêncio.
A alternativa que completa corretamente as lacunas da frase acima é:
a) as quais / de cujo o
b) a que / no qual
c) de que / o qual
d) às quais / cujo
e) que / em cujo
GABARITO:
1. D
2. D
3. C
4. D
5. E
6. E
7. A
8. E
9. E
10. D
Regência Nominal
A regência verbal ou nominal determina se os seus complementos são acompanhados por
preposição.
Os nomes pedem complemento nominal; e os verbos, objetos diretos ou indiretos.
Exemplo:
- Ela tem necessidade de roupa.
Quem tem necessidade, tem necessidade “de” alguma coisa.
De roupa: complemento nominal.
- Fiz uma referência a um escritor famoso.
Quem faz referência faz referência “a” alguma coisa.
A um escritor famoso: complemento nominal
Na verdade, não existem regras. Cada palavra exige um complemento e rege uma preposição.
Muitas regências nós aprendemos de tanto escutá-las, porém não significa que todas estejam corretas.
“Prefiro mais cinema do que teatro.”
Escutamos esta frase quase todos os dias.
Preferir mais, não existe, pois ninguém prefere menos. É, portanto, uma redundância.
Quem prefere prefere alguma coisa “a” outra. A frase ficaria correta desta forma: “Prefiro cinema a teatro”.
O verbo preferir é transitivo direto e indireto e o objeto indireto deve vir com a preposição. “a”.
“Prefiro isso do que aquilo.”
Do que é uma regência popular e deve ser evitada em provas, redações e concursos.
“Prefiro ir à praia a estudar.” (Preferir a + a praia: a + a: à – veja Crase).
Acessível a
Acostumado a ou com
Alheio a
Alusão a
Ansioso por
Atenção a ou para
Atento a ou em
Benéfico a
Compatível com
Cuidadoso com
Desacostumado a ou com
Desatento a
Desfavorável a
Desrespeito a
Estranho a
Favorável a
Fiel a
Grato a
Hábil em
Habituado a
Inacessível a
Indeciso em
Invasão de
Junto a ou de
Leal a
Maior de
Morador em
Natural de
Necessário a
Necessidade de
Nocivo a
Ódio a ou contra
Odioso a ou para
Posterior a
Preferência a ou por
Preferível a
Prejudicial a
Próprio de ou para
Próximo a ou de
Querido de ou por
Residente em
Respeito a ou por
Sensível a
Simpatia por
Simpático a
Útil a ou para
Versado em

Apostila portugues

  • 1.
  • 2.
    OO TTEEXXTTOO EEMMNNOOSSSSOO CCOOTTIIDDIIAANNOO Caro aluno, seja bem-vindo! Vamos dar início às nossas atividades discutindo alguns aspectos interessantes a respeito da presença dos textos em nossa vida. Você deve estar acostumado a ver e ouvir a palavra “texto”, seja no trabalho, na faculdade, em livros, revistas etc. Então, aí vem a pergunta: você saberia dizer quais são os conceitos, os significados e a importância do “texto” para o seu dia a dia? Talvez você tenha parado para pensar sobre o assunto e, no momento, surgiram algumas dúvidas: - Texto é um aglomerado de palavras e frases? Roupas, caderno, lindo. Fui ontem ao cinema. O cinema do shopping é muito bonito. No shopping tem muitas coisas para se comprar. A compra da nossa casa não deu certo porque o banco não aprovou o financiamento. - Texto pode ser somente aquilo que escrevemos?
  • 3.
    - Texto éo que a professora ou o professor pede para a gente elaborar na aula de redação? - Texto é aquilo que a gente lê no jornal, no livro, na internet etc.? Nós levantamos muitas hipóteses a respeito do que é texto. Será que alguma das perguntas acima seria a sua real definição? Fiorin (1996, p.16) diz que texto “é um todo organizado de sentido”, ou seja, nós não podemos entender que o texto seja apenas um conjunto de palavras ou frases que se juntam de forma aleatória para constituí-lo, mas, sim, que essas palavras e frases devam estar ligadas entre si para que haja uma continuidade entre elas, a fim de que a sua totalidade forme uma unidade de sentido. Talvez, você esteja dizendo: “mas isso é óbvio!”, entretanto, não é essa a noção de texto que boa parte dos estudantes emprega na prática.
  • 4.
    Na escola, quandoo professor ou a professora pede para que seja elaborada uma redação é comum os alunos lhe perguntarem: “com quantas linhas?” ou “em quantas palavras?”. Perguntas desse tipo demonstram mais preocupação em atender às exigências de números de linhas ou palavras, do que construir um texto que faça sentido para quem o lê. A produção textual, nesse caso, não é concebida como um todo com unidade de sentido, isto é, uma organização de ideias com começo, meio e fim, mas como uma somatória de linhas, um amontoado de palavras sucessivas. Pior é que essa concepção de texto também está presente nas atividades de leitura. Muitas vezes, lemos apenas parte de um texto e achamos que o entendemos em sua completude. É isso o que ocorre quando o professor nos dá um romance para ler e lemos apenas o resumo ou partes de capítulos, imaginando que a leitura parcial seja suficiente para ter sucesso na avaliação. Veja o texto de Ricardo Ramos: Circuito Fechado Ricardo Ramos1 Chinelos, vaso, descarga. Pia, sabonete. Água. Escova, creme dental, água, espuma, creme de barbear, pincel, espuma, gilete, água, cortina, sabonete, água fria, água quente, toalha. Creme para cabelo; pente. Cueca, camisa, abotoaduras, calça, meias, sapatos, gravata, paletó. Carteira, níqueis, documentos, caneta, chaves, lenço, relógio, maços de cigarros, caixa de fósforos. Jornal. Mesa, cadeiras, xícara e pires, prato, bule, talheres, guardanapos. Quadros. Pasta, carro. Cigarro, fósforo. Mesa e poltrona, cadeira, cinzeiro, papéis, telefone, agenda, copo com lápis, canetas, blocos de notas, espátula, pastas, caixas de entrada, de saída, vaso com plantas, quadros, papéis, cigarro, fósforo. Bandeja, xícara pequena. Cigarro e fósforo. Papéis, telefone, relatórios, cartas, notas, vales, cheques, memorandos, bilhetes, telefone, papéis.(...) 1 Ricardo Ramos nasceu em Palmeira dos Índios, em 1929, ano em que o pai Graciliano Ramos exercia a função de prefeito. Formado em Direito, destacou-se como homem da propaganda, professor de comunicação, jornalista e escritor em São Paulo. Sua obra literária é extensa: contos, romances e novelas, e representa, com destaque, a prosa contemporânea da literatura brasileira.
  • 5.
    Apesar do texto,em uma primeira leitura não aparentar relação entre as palavras, se você observar atentamente, poderá perceber que se trata do cotidiano de um indivíduo, e é possível perceber sua rotina e até mesmo seu gênero: se é masculino ou feminino. Leia o restante do texto que complementa nossa análise e tente buscar outras informações importantes que o texto passa para o leitor: (...) Relógio. Mesa, cavalete, cinzeiros, cadeiras, esboços de anúncios, fotos, cigarro, fósforo, bloco de papel, caneta, projetos de filmes, xícara, cartaz, lápis, cigarro, fósforo, quadro-negro, giz, papel. Mictório, pia, água. Táxi. Mesa, toalha, cadeiras, copos, pratos, talheres, garrafa, guardanapo, xícara. Maço de cigarros, caixa de fósforos. Escova de dentes, pasta, água. Mesa e poltrona, papéis, telefone, revista, copo de papel, cigarro, fósforo, telefone interno, externo, papéis, prova de anúncio, caneta e papel, relógio, papel, pasta, cigarro, fósforo, papel e caneta, telefone, caneta e papel, telefone, papéis, folheto, xícara, jornal, cigarro, fósforo, papel e caneta. Carro. Maço de cigarros, caixa de fósforos. Paletó, gravata. Poltrona, copo, revista. Quadros. Mesa, cadeiras, pratos, talheres, copos, guardanapos. Xícaras, cigarro e fósforo. Poltrona, livro. Cigarro e fósforo. Televisor, poltrona. Cigarro e fósforo. Abotoaduras, camisa, sapatos, meias, calça, cueca, pijama, espuma, água. Chinelos. Coberta, cama, travesseiro. Práticas como essas demonstram que precisamos rever o conceito de texto. Observe o texto a seguir:
  • 6.
    Esse texto éuma “tirinha” publicada no jornal Folha de São Paulo, em 1/12/2008. As tirinhas são textos curtos formados por quadrinhos de texto verbal e visual dispostos linearmente na página do jornal. Essa tira, em particular, tem dois quadrinhos. No primeiro, temos um coelho que ao passear num parque é elogiado por duas garotas. Diante desse elogio, ele se sente insatisfeito e não aprecia os adjetivos que lhe são atribuídos. Já no segundo quadro, temos, no mesmo parque, coelhas que também o elogiam, todavia, esses elogios são apreciados pelo coelho. Se fôssemos analisar esse texto, isolando cada quadro, não entenderíamos o humor que ali se estabelece, isto é, ficaríamos apenas na observação que fizemos acima, sem uma ligação entre um quadro e outro. Para depreendermos a unidade de sentido, devemos observar a relação que se estabelece entre os elementos que constituem a tira. Além das observações já realizadas, precisamos levar em conta que são meninas – seres humanos – que, no primeiro quadro, estão fazendo o elogio. Elas se utilizam do sufixo diminutivo (–inho) para qualificar o animal. Portanto, a relação que caberia aqui, não passaria de HUMANO x ANIMAL, sendo o animal apenas um “objeto” de manuseio e admiração do humano. Essa é uma relação que não agrada ao coelho. Já no segundo quadro, os elogios são dados por coelhas e elas se utilizam do sufixo aumentativo (-ão) para caracterizar o ser da mesma espécie, enaltecendo sua macheza e virilidade. Portanto, a relação que cabe aqui é COELHO x COELHAS, de cunho sexual, o que traz satisfação ao coelho, pois é esse tipo de relacionamento que o interessa. Diante disso, vemos que o riso só se dá quando comparamos um quadro ao outro. Dessa forma, podemos chegar à seguinte conclusão: Um texto é um todo organizado de sentido, porque o significado de uma parte depende das outras com que se relaciona de tal forma que combinam entre si, a fim de gerar uma unidade.
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    Essa definição seráfundamental para analisarmos e elaborarmos textos. Por isso, tenham-na sempre em mente, pois já estamos de certa forma, condicionados a analisarmos os textos de forma fragmentada, não observando todos os elementos que estão ali presentes. Vejamos se você compreendeu bem o que foi dito até aqui e se já conseguiu direcionar a sua mente para entender que todos os elementos presentes no texto são importantes para a depreensão de sentido e, para isso, vamos analisar mais um exemplo: Observe a propaganda a seguir retirada do site http://naweb.wordpress.com/. Ela se constitui em três quadros. Faça a leitura mediante as questões abaixo. a) Se você observar apenas o primeiro quadro, abaixo, qual o sentido que você depreende? b) Agora, observe o segundo quadro. Ele corresponde ao sentido que você obteve do primeiro?
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    c) Vamos aoterceiro quadro. Ele é uma confirmação da leitura que você fez do primeiro e segundo quadros ou somente quando você observou o terceiro quadro é que houve um entendimento da propaganda? Nesse momento, observe abaixo a propaganda toda. Edson Baeta http://naweb.wordpress.com/. Acesso em 11/11/2009 Podemos perceber que a propaganda é um alerta acerca do consumo de bebida alcoólica e do ato de dirigir, ou seja, os dois “não devem andar juntos”, pois o álcool prejudica a atenção dos motoristas e aumenta a ocorrência de acidentes. Essa leitura só é possível pela visualização e depreensão de sentido dos três quadros juntos. Por isso, falamos que o texto é uma unidade de sentido e para obter essa unidade é necessário observar e pensar em todos os aspectos que nele estão envolvidos.
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    Mas, talvez vocêdeva estar se perguntando: “A propaganda acima ou mesmo a tirinha é um texto? Mas elas são compostas por poucas palavras.!!!!!” Eis, então, a resposta: ELAS SÃO TEXTO, pois texto, também, é toda manifestação linguística, paralinguística e imagética que transmite uma mensagem ou um ato de comunicação a fim de obter uma interação com o outro. Por isso, dizemos que existem três tipos de texto: verbal, não verbal e sincrético ou misto (verbal e não verbal). Quando dizemos manifestação linguística falamos de recursos expressos pela palavra (que pode ser oral ou escrita); o paralinguístico é quando usamos gestos, olhares etc.; e o imagético é formado por imagens ou figuras. Cotidianamente as pessoas se deparam com uma grande variedade de palavras e imagens que apresentam características diferentes e que são elaboradas com objetivos bem distintos. Veremos a seguir produções que relacionam elementos expressivos verbais, não verbais e mistos. Texto verbal Existem várias formas de comunicação. Quando o homem se utiliza da palavra, ou seja, da linguagem oral ou escrita, dizemos que ele está utilizando uma linguagem verbal, pois o código usado é a língua. Tal código está presente, quando falamos com alguém, quando lemos ou quando escrevemos. A linguagem verbal é a forma de comunicação mais presente em nosso cotidiano. Mediante a língua falada ou escrita, expomos aos outros as nossas idéias e pensamentos, comunicando-nos por meio desse código verbal imprescindível em nossas vidas. Portanto, a linguagem verbal é aquela que tem as palavras como recurso expressivo, como exemplo: textos orais ou escritos, em prosa ou em verso. Leia o texto:
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    Resenha de filme:Crepúsculo Luma Jatobá 18/01/2009 Baseado nos livros de Stephenie Meyer, Crepúsculo vem às telonas contar a história da jovem Isabella Swan (Kristen Stewart) que ao se mudar para a casa do pai em Forks, Washington, conhece no colégio uma família diferente: os Cullen. Por serem anti-sociais e muito reservados, são os estranhos da escola. Bella logo se apaixona por Edward Cullen (Robert Pattinson) e ele por ela. Seria algo lindo e normal se o rapaz não fosse um vampiro. E é deste meado que se desenvolve a história: o romance proibido, o segredo que não pode ser descoberto e a perseguição dos Cullen, após James (Cam Gigandet), o vampiro sanguinário, descobrir o "namoro" deles. Agora os Cullen e a jovem Bella estão correndo perigo. A corrida é contra o relógio para acabar com o vampiro antes que o pior aconteça. A história do filme é legal e prende do início ao fim, mas falta uma trilha sonora de peso e abusa quando dão a desculpa de que vampiros não saem ao sol porque brilham como diamantes. O livro está no terceiro volume, Crepúsculo é apenas o primeiro da série que ainda trás Lua nova e Eclipse. Dizem por aí que a nova adaptação de Romeu e Julieta veio pra substituir o bruxinho Harry Potter, será? (http://centralrocknet.com.br/index.php?news=677) Observamos que o texto acima é uma resenha, cuja finalidade é descrever o filme Crepúsculo, para que o leitor tenha uma visão da história, a fim de verificar se é interessante assisti-lo. Para isso, o autor utilizou-se da linguagem verbal, pois como vemos, utilizou-se a língua escrita para se comunicar. Além da resenha, encontramos a linguagem verbal em textos de propagandas; reportagens (jornais, revistas etc.); obras literárias e científicas; na comunicação entre as pessoas; em discursos (do Presidente da República, dos representantes de classe, de candidatos a cargos públicos etc.) e em várias outras situações.
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    Texto não verbal Aspessoas não se comunicam apenas por palavras. Os movimentos faciais e corporais, as cores, o desenho, a dança, os sons, os gestos, os olhares, a entoação são também importantes: são os elementos não verbais da comunicação. Os significados de determinados gestos e comportamentos variam muito de uma cultura para outra e de época para época. Portanto, o texto não verbal consiste no uso de imagens, figuras, símbolos, tom de voz, postura corporal, pintura, música, mímica, escultura como meio de comunicação. A linguagem não verbal pode ser até percebida nos animais. Quando um cachorro balança a cauda quer dizer que está feliz e quando coloca a cauda entre as pernas significa medo e tristeza. Outros exemplos: sinalização de trânsito, semáforo, logotipos, bandeiras, uso de cores para chamar a atenção ou exprimir uma mensagem. Dessa forma, é muito interessante observar que para manter uma comunicação não é preciso usar a fala e sim utilizar uma linguagem, seja ela verbal ou não verbal. Observe a figura ao lado. Se ela fosse encontrada em um consultório médico, faríamos a leitura de que, naquele local, as pessoas devem falar baixo e, se possível, manter silêncio. A linguagem utilizada é a não verbal, pois não utiliza a língua para transmitir “silêncio”. O semáforo, também, é um exemplo de texto não verbal - um objeto cujo sentido das cores comanda o trânsito e que é capaz de interferir na vida do ser humano de forma extraordinária.
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    Texto Sincrético oumisto (verbal e não verbal) Falamos em texto misto – verbal e não verbal – quando os dois recursos expressivos são utilizados em conjunto. Isso ocorre, por exemplo, em história em quadrinhos, propagandas, filmes e outras produções que utilizam ao mesmo tempo palavras e imagens. Observemos a charge: Ao observarmos o que está expresso na superfície textual, ou seja, aquilo que é visível notamos que esse texto é formado por um tema “trabalho escravo”; logo a seguir, há uma imagem de homens que se subdividem em dois grupos: possíveis cortadores de cana de açúcar e o “patrão”, com um chicote na mão, junto aos seus capatazes armados; e abaixo da imagem, temos os dizeres: “Aquele que ficar por aí inventando esse tipo de mentira já sabe: duzentas chibatadas!” Percebemos, portanto, que por meio da linguagem verbal e não verbal, o texto aborda a questão do trabalho escravo, tema muito discutido no Congresso Nacional Brasileiro, na época de publicação da charge. O governo pretendia combater esse tipo de crime, mas encontrava resistência por parte de alguns deputados e senadores, porque esses parlamentares eram proprietários de algumas das fazendas investigadas. A charge ironiza justamente essa questão: a existência do trabalho escravo de forma não assumida. O “patrão” diz que denunciar o trabalho escravo é inventar mentira, mas, ao mesmo tempo, encontra-se com um chicote na mão como faziam
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    os senhores efeitores, na época da escravatura. É claro que essa leitura só será possível se fizermos a junção dos dois tipos de imagens. Portanto, o sentido desse texto, e de todos os outros que analisamos, ocorre pela relação que um elemento mantém com os demais constituintes do todo. Esse sentido do todo não é mera soma de partes, mas pelas várias relações que se estabelecem entre si. Por isso, não podemos fazer a leitura somente da imagem ou somente do que está escrito, é necessário fazermos a leitura do todo. Além dessas questões tratadas até aqui, cabe dizer que todo texto é produzido por um sujeito num determinado tempo e num determinado espaço. Conforme diz Fiorin (1996, 17-18), (...) esse sujeito, por pertencer a um grupo social num tempo e num espaço, expõe em seus textos as idéias, os anseios, os temores, as expectativas de seu tempo e de seu grupo social. Todo texto tem um caráter histórico, não no sentido de que narra fatos históricos, mas no de que revela os ideais e as concepções de um grupo social numa determinada época. Cada período histórico coloca para os homens certos problemas e os textos pronunciam-se sobre eles. Por isso, em um texto temos sempre a amostragem de um fato, ocorrido num determinado momento, vista sob um ponto de vista social representado por um sujeito. Dessa forma, ao analisarmos um texto, além de verificarmos a unidade existente entre as partes, temos de observar o contexto. Texto e Contexto Quando analisamos a charge “Trabalho Escravo”, dissemos que esse assunto estava sendo discutido no Congresso Nacional e que alguns parlamentares apresentavam certa resistência para discutir o assunto. Ora, essas questões são importantes para o entendimento da charge, mas elas não estão marcadas na superfície textual. O seu sentido ocorrerá mediante o conhecimento de mundo do
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    leitor, em saberem que situação ela foi produzida, ou seja, levando em conta o CONTEXTO. Fiorin (1994, 12) define contexto como “uma unidade linguística maior onde se encaixa uma unidade linguística menor”. Assim, a palavra encaixa-se no contexto da frase, esta no contexto do parágrafo, o parágrafo encaixa-se no contexto do capítulo, o capítulo no contexto da obra toda e a obra encaixa-se no contexto social. Fica mais clara a questão do contexto, quando adotamos a metáfora do iceberg. Aquilo que visualizamos é chamado ponta do iceberg, pois, como o próprio nome diz, é uma pequena parte que fica exposta na superfície da água. Contudo, essa ponta se apóia numa imensa parte que fica submersa, a fim de dar sustentação. Essa parte submersa é o que chamamos de contexto, pois é ele quem dá sustentação ao texto, que é a ponta do iceberg. Observe o texto: Para entender essa tirinha, precisamos considerar algumas questões que não estão explícitas, mas que fazem sentido no contexto. Vivemos, hoje, um padrão de beleza feminino em que a mulher tem de ser considerada magra. A dieta e a “boa forma” são um dos assuntos mais comentados. Isso não significa que sempre tenha sido dessa forma. Na época da Renascença, o padrão “gordinha” era sinônimo de beleza, pois demonstrava que a família da referida mulher era abastada. Na Idade Média, a ideia de fertilidade imposta como contraponto de uma época de matanças ocorridas nas cruzadas, trazia uma mulher de quadril largo e ventre avolumado. Em nossos dias a beleza, assim como a moda, está relacionada a padrões de magreza impostos pela indústria da moda, para valorizar a roupa.
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    Portanto, em nossaépoca, quando um homem chama uma mulher de gorda, está “comprando briga”. É o que ocorre na tirinha. E além de tudo, e o que é pior, ele repetiu que ela havia engordado!!!! Fiorin (1996), também traz um exemplo muito esclarecedor para compreendermos a importância do contexto. Quando Lula disse a Collor no primeiro debate do segundo turno das eleições presidenciais de 1989 “Eu sabia que você era collorido por fora, mas caiado por dentro”, todos os brasileiros entenderam que essa frase não queria dizer você tem cores por fora, mas é revestido de cal por dentro, mas você apresentou um discurso moderno, de centro-esquerda, mas é reacionário. Como foi possível entender a frase dessa maneira? Porque ela foi colocada dentro do contexto dos discursos da campanha presidencial. Nele, o adjetivo collorido significa relativo à Collor, “adepto de Collor”, ou seja, Collor apresenta-se como um renovador, como alguém que pretendia modernizar o país, melhorar a distribuição de renda, combater os privilégios dos mais favorecidos. Havia também, na disputa, o candidato Ronaldo Caiado, de extrema direita que defendia a manutenção do status quo. As frases ganham sentidos porque estão correlacionadas umas às outras, dentro de uma situação comunicacional, que é o contexto. Portanto, diante do exposto, podemos entender que o contexto traz informações importantes que acompanham o texto. Assim sendo, não basta a leitura do texto, é preciso retomar os elementos do contexto, aqueles que estiveram presentes na situação de sua construção. A produção e recepção de um texto estão condicionadas à situação; daí a importância de o leitor conhecer as circunstâncias e ambiente que motivaram a seleção e a organização dos aspectos linguísticos. Podemos dizer que existem o contexto imediato e o situacional. O contexto imediato relaciona-se com os elementos que seguem ou precedem o texto imediatamente. São os chamados referentes textuais. O título de um poema pode despertar determinadas decodificações. Esse contexto é aquele que compreendemos em uma frase, quando a lemos no parágrafo; ou quando entendemos o parágrafo, no momento em que lemos todo o texto. Leia o poema a seguir:
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    O que sediz Carlos Drummond de Andrade Que frio! Que vento! Que calor! Que caro! Que absurdo! Que bacana! Que tristeza! Que tarde! Que amor! Que besteira! Que esperança! Que modos! Que noite! Que graça! Que horror! Que doçura! Que novidade! Que susto! Que pão! Que vexame! Que mentira! Que confusão! Que vida! Que talento! Que alívio! Que nada... Assim, em plena floresta de exclamações, vai se tocando a vida (http://www.portalimpacto.com.br/docs/JoanaVestF3Aula16_09.pdf) Nesse poema, o seu sentido está tanto no título “o que se diz”, quanto no último verso “Assim, em plena floresta de exclamações, vai se tocando a vida”, pois são eles que nos faz compreender sobre o que poema está tratando: o fato de nós exclamarmos todos os dias e muitas vezes não percebemos. Observe que os elementos que nos dão sentido ao texto estão no próprio texto, por isso, falamos de um CONTEXTO IMEDIATO. O contexto situacional é formado por elementos exteriores ao texto. Esse contexto acrescenta informações históricas, geográficas, sociológicas e literárias, para maior eficácia da leitura que se imprime ao texto. Para isso, exige-se uma postura ativa do leitor, ou seja, é necessário que ele tenha um conhecimento de mundo, a fim de depreender o sentido exigido. Esse conhecimento de mundo está ligado à nossa vivência, pois durante a nossa vida, vamos armazenando informações que serão importantes para entendermos e interpretarmos o mundo. Por isso, é fundamental a leitura, assistirmos ao noticiário, irmos a museus, termos contato com pessoas que nos acrescentarão conhecimento. Quando temos suporte para lermos um texto e retirarmos dele o que está além dos seus aspectos linguísticos, a nossa leitura será muito mais prazerosa e consequentemente, o texto será enriquecido, às vezes, reinventado, e até recriado. Faça a leitura desta charge:
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    Qual a leituraque você fez? Você a compreendeu? Do que está tratando a charge? Para compreendê-la é necessário que você observe todos os aspectos que estão envolvidos na construção dessa charge: o que está escrito na lousa, o logotipo que está abaixo da lousa, as pessoas que estão nas carteiras, o que essas pessoas carregam em sua cintura, o que está escrito no balão, a forma como a pessoa que está ensinando diz etc. Quando a observamos, vemos que é uma charge que trata das olimpíadas que ocorrerá no Rio de Janeiro em 2016. Hoje, o Rio é conhecido como uma cidade violenta e há uma grande preocupação quanto à segurança, quando houver as olimpíadas. Nessa charge, os bandidos estão já se preparando para esse evento, pois quando forem “atuar”, farão na língua dos estrangeiros. É claro que para entender isso, tivemos de ativar o nosso conhecimento das línguas portuguesa e inglesa e do nosso conhecimento de mundo, ou seja, recorremos ao CONTEXTO SITUACIONAL. A compreensão de um texto vai além da simples compreensão de termos nele impressos; não basta o simples reconhecimento de palavras, parágrafos, é preciso levar em conta em que situação ele é produzido. A compreensão exige do
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    leitor uma sintoniacom os fatos situados no seu dia a dia e que aparecem subliminarmente impressos na mensagem textual. Isso ocorre também em relação à produção textual, pois todas as vezes em que se produz um texto, seja ele oral ou escrito, ele é determinado por uma série de fatores que interferem, por exemplo, em sua estrutura e na organização de suas informações. Um desses fatores é o interlocutor a quem se dirige o texto. Mesmo na situação em que o indivíduo parece falar consigo mesmo (com os próprios botões), a fala tem como interlocutor a representação de si mesmo que o indivíduo construiu. Assim, sempre que se escreve e sempre que se fala isso é feito tendo em vista um interlocutor, alguém que, obviamente, interfere na produção textual. Nas situações reais de interação, as pessoas levam em conta, dentre outros, os seguintes fatores: Daí se vê que toda produção textual é construída a partir e em função desses fatores que configuram o contexto enunciativo, ou seja, todas essas produções textuais são marcadas e definidas pelos lugares/papéis sociais que caracterizam, na situação de interação comunicativa. Por que escrevo? Para quem escrevo? De onde eu escrevo? Que efeitos de sentido quero provocar? Que efeitos de sentido NÃO quero provocar? O que sei sobre o assunto de que vou tratar?
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    COMO INTERPRETAMOS UMTEXTO Caro aluno, Como tem sido as suas leituras? Você lê com frequência? Quando lê, você consegue entender claramente o que o texto quer dizer? Uma das maiores dificuldades encontradas pelos alunos, em relação ao aprendizado de um conteúdo, é a deficiência na leitura e compreensão do sentido dessa leitura. Isto quer dizer que muitos não conseguem entender o que leem ou apenas reproduzem, com as mesmas palavras, o que está escrito na superfície textual, ou seja, naquilo que está escrito ”literalmente” ou mostrado. Abaixo segue uma crônica de Ignácio de L. Brandão, publicada no jornal O Estado de São Paulo. Leia-a atentamente, para entender o que acabamos de falar: Para quem não dorme de touca Na infância, ele era diferente. Acreditava nos outros, acreditava nas coisas. Quando alguém dizia: - Por que não vai ver se estou na esquina? Ele corria até a esquina, olhava, esperava um pouco, reconfirmava e voltava: - Não tem ninguém na esquina. - Quer dizer que voltei. - Por que não me avisou que voltou? - Voltei por outro caminho. - Que outro caminho? - O caminho das pedras. Não conhece o caminho das pedras? - Não. - Então não vai ser nada na vida. Outra vez, numa discussão, alguém foi imperioso: - Quer saber? Vá plantar batatas. Ele correu no armazém, comprou um quilo de batatas e foi até o quintal, plantou tudo. Não é que as batatas germinaram! Houve também aquele dia em que um amigo convidou: - Vamos matar o bicho? - Onde o bicho está? - Ali no bar. - Que bicho? É perigoso? Me dê um minuto, passo em casa, pego a espingarda do meu pai ... - Espingarda? Venha com a sede. - Não estou com sede. - Matar o bicho, meu caro, é beber uma pinga.
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    Em outra ocasião,um primo perguntou: - Você fez alguma coisa para a Mercedes? - Não. Por quê? - Ela passou por mim, está com a cara amarrada. - Amarrada com barbante, com corda, com arame? Por que uma pessoa amarra a cara da outra? - Nada, esquece! Você ficou com a cara de mamão macho, me deixou com cara de tacho. É um cara-de-pau e ainda fica aí me olhando com a mesma cara. Outra vez, uma menina, que ele queria namorar, se encheu: - Pára! Não me amole! Por que não vai pentear macaco? Naquela tarde ele foi surpreendido no minizoológico do bairro, com um pente na mão e tentando agarrar um macaco, a quem procurava seduzir com bananas. Uma noite combinaram de jogar baralho e um dos parceiros propôs: - Vai ser a dinheiro ou a leite de pato? - Leite de pato, propuseram os jogadores. Ele se levantou: - Então, esperem um pouco. Trouxe dinheiro, mas não leito e de pato. Vou providenciar. - E onde vai buscar leite de pato? - A Mirela, ali da esquina, tem um galinheiro enorme, está cheio de patos. Vou ver o que arranjo. Voltou meia hora depois: - Não vou poder jogar. Os patos, me disse a Mirela, não estão dando leite faz uma semana. Riram e mandaram ele sentar e jogar. Em certo momento, um jogador se irritou, porque o adversário, apesar de ingênuo e inocente, tinha muita sorte. - Vou parar. Você está jogando com cartas marcadas. - Claro que tem marca! É Copag, a melhor fábrica de baralhos. Boa marca, não conheço outra. - Está me fazendo de bobo, mas aí tem dente de coelho. - Juro que não! Por que haveria de ter dente de coelho? Quem tirou o dente do coelho? - Além do mais, você mente com quantos dentes tem na boca. A gente precisa ficar de orelha em pé. - Não estou fazendo nada. Estou na minha, com meu joguinho, vocês é que implicam. - Desculpa de mau jogador. - Não devo nada a ninguém aqui. - Deve os olhos da cara. - Devo? Não comprei os meus olhos. Nasceram comigo. Só se meus pais compraram e não pagaram. Todos provocaram, pagavam para ver. - Não venha com conversa mole, pensa que dormimos de botina? - Não penso nada. Aliás, nunca vi nenhum de vocês de botina. - Melhor enrolar a língua, se não se enrosca todo. - Não venha nos fazer a boca doce, que bem te conhecemos! As conversas eram sempre assim. Pelo menos foram até meus 20 anos, quando deixei a cidade. A essa altura, vocês podem estar pensando que ele era sonso, imbecilizado. Garanto que não. Tanto que, hoje, é um empresário bem-sucedido,
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    fabrica lençóis, fronhase edredons, é dono de uma marca bem conhecida, a Bem Querer & Bem-Estar. Não sei se um de vocês já comprou. Se não, recomendo. Claro, recomendo a quem não dorme de touca, quem não tem conversa mole para boi dormir, quem não dorme no ponto, quem não dorme na portaria, para aqueles que não dormem sobre louros. Enfim, para quem não dorme com um olho aberto e o outro fechado. (BRANDÃO, Ignácio de Loyola. O Estado de São Paulo, 8 jul. 2005. Caderno 2, p. D14.) Observamos que nessa crônica, o sujeito destacado pelo narrador somente entendia as orações de forma literal, ou seja, ele não conseguia entender a intenção proposta pelas pessoas, quando diziam algo. Você já vivenciou esse fato? Essa história parece ser até ridícula; aparentemente nenhuma pessoa faria isso, pois dentro da ação comunicativa, o indivíduo consegue entender que essas expressões são formas de dizer, ou seja, elas são expressões populares, usadas como figuras de linguagem para dizer algo com outro sentido. Infelizmente, essa situação é muito comum durante o ato da leitura, porque, muitas vezes, o leitor não consegue entender a intenção do autor. Ele começa a pensar e a dizer algo que não está no texto. Você já leu um texto, fez uma interpretação e quando foi ver a sua interpretação não era a ideia central do texto? Por que será que isso ocorre? Porque muitas vezes nós queremos entender o texto de forma literal, ou então isolamos palavras ou frases e fazemos nossa análise sem olhar o todo. Devemos entender que a totalidade de sentido de um texto não está somente naquilo que está escrito, conhecido como superfície textual (o que é mostrado), mas também está nos aspectos considerados não ditos. No texto, podemos dizer que existem dois planos: aquilo que está mostrado mediante as letras, palavras, figuras e gestos; e aquilo que está implícito, oculto, ou seja, aquilo que está além dessas letras, palavras, figuras e gestos. É o que acontece na crônica. Quando foi dito “Vai ver se eu estou na esquina” a pessoa não Talvez, você esteja se perguntando: “Como assim?”
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    queria que osujeito que recebeu essa informação fosse até à esquina a fim de verificar essa informação, porque não haveria necessidade, uma vez que ela já estava bem à sua frente. Na realidade, por meio desses dizeres, o desejo dessa pessoa é que o outro parasse de perturbá-la. No entanto, deverá surgir uma nova pergunta: “Será que eu tenho essas mesmas atitudes em relação à interpretação dos textos?” Infelizmente, muitos ainda têm. Quer fazer um teste? Leia a seguir a fábula de Millôr Fernandes: A RAPOSA E AS UVAS De repente a raposa, esfomeada e gulosa, fome de quatro dias e gula de todos os tempos, saiu do areal do deserto e caiu na sombra deliciosa do parreiral que descia por um precipício a perder de vista. Olhou e viu, além de tudo, à altura de um salto, cachos de uvas maravilhosos, uvas grandes, tentadoras. Armou o salto, retesou o corpo, saltou, o focinho passou a um palmo das uvas. Caiu, tentou de novo, não conseguiu. Descansou, encolheu mais o corpo, deu tudo o que tinha, não conseguiu nem roçar as uvas gordas e redondas. Desistiu, dizendo entre dentes, com raiva: “Ah, também, não tem importância. Estão muito verdes.” E foi descendo, com cuidado, quando viu à sua frente uma pedra enorme. Com esforço empurrou a pedra até o local em que estavam os cachos de uva, trepou na pedra, perigosamente, pois o terreno era irregular e havia risco de despencar, esticou a pata e... Conseguiu! Com avidez colocou na boca quase o cacho inteiro. E cuspiu. Realmente as uvas estavam muito verdes! MORAL: A frustração é uma forma de julgamento tão boa como qualquer outra. Fonte: (FERNANDES, Millôr. Fábulas Fabulosas. Rio de Janeiro: Nórdica, 1991) Se alguém lhe perguntasse “o que você entendeu do texto?”, o que diria? Tente formular, em sua mente, a interpretação do texto. Talvez, tenha conseguido formular a seguinte interpretação: Essa fábula narra a história de uma raposa, que não comia já há quatro dias e que, portanto, estava com muita fome. Ela saiu do areal do deserto e foi a um parreiral que descia por um precipício. Ela olhou e viu que os cachos de uvas eram grandes e maravilhosos.
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    A raposa tentoupegá-los por diversas vezes, mas como não conseguiu, desistiu, dizendo que as uvas estavam muito verdes. Quando estava indo embora, se deparou com uma pedra enorme. Com muito esforço empurrou a pedra até o local em que estavam os cachos de uva, trepou na pedra e conseguiu pegá-lo. Colocou o cacho inteiro na boca e o cuspiu imediatamente, por que as uvas estavam muito verdes. Se essa foi a sua interpretação, ela foi apenas uma reprodução do que está na superfície do texto, ou seja, ela é muito parecida com o sujeito da crônica que entendia tudo literalmente. Ao contar essa fábula, a intenção é muito maior do que apenas narrar a história de uma raposa que estava com fome. Então, qual seria a possibilidade de interpretação? Tente enxergar outros significados que estão além das palavras. Por exemplo: Observe que essas questões estão nos fazendo olhar não apenas para aquilo que está dito, mas buscarmos significados que estão além do texto. Isso deve ocorrer na interpretação de todo texto. O que é uma fábula? Qual a relação da fábula com a moral?
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    Ao analisar afábula “A Raposa e as Uvas”, devemos primeiramente ter o conhecimento de que uma fábula é uma narrativa figurada, na qual as personagens são geralmente animais que possuem características humanas. Pode ser escrita em prosa ou em verso e é sustentada sempre por uma lição de moral, constatada na conclusão da história. Ela é muito utilizada com fins educacionais. Muitos provérbios ou ditos populares vieram da moral contida nesta narrativa alegórica, como por exemplo: “A pressa é inimiga da perfeição” na fábula A lebre e a tartaruga e “Um amigo na hora da necessidade é um amigo de verdade” em A cigarra e as Formigas. Portanto, sempre que alguém redige uma fábula ele deve ter em mente um ensinamento. Além disso, observamos que na fábula a raposa não tem procedimentos próprios de um animal, mas de ser humano, pois ela falou, empurrou a pedra, armou toda uma estratégia para pegar as uvas etc. Diante disso, uma vez que a fábula sempre procura trazer um ensinamento, devemos analisar a relação que existe entre a narrativa e a moral. Num primeiro momento, o texto parece ter um caráter ingênuo, de uma narrativa aparentemente infantil, conforme apontamos naquela interpretação literal. Contudo, quando observamos alguns elementos textuais que estão presentes na fábula, ampliamos a nossa leitura. Logo no início da narrativa é colocada não uma necessidade fisiológica (a fome da raposa), mas uma questão comportamental (a gula da personagem), dado importante para reforçar a conclusão. Além disso, aparecem várias tentativas do animal em obter o objeto de desejo que alimentaria sua gula, mesmo depois de vários fracassos. Só então a raposa emite um juízo “Ah, também não tem importância. Estão muito verdes.” (É bom ressaltar que esse enunciado é precedido das expressões “entre dentes, com raiva”, que evidenciam as condições da raposa no momento em que diz).
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    A partir daí,novos dizeres se apresentam no texto em virtude da intenção de sentido. Ao se deparar com uma enorme pedra, a raposa é reanimada e tenta novamente atingir seu objetivo, ignorando o que havia afirmado anteriormente, premida pelas circunstâncias. Isso, aparentemente, comprova que as palavras da personagem eram apenas tidas como desculpas por não ter conseguido a fruta para saciar sua gula. Contudo, a raposa consegue, com muito esforço, o que pretendia - apanhar as uvas - mas, ao contrário do que desejava, as uvas estavam realmente verdes, expelindo-as de sua boca de tal forma que não as consumisse. Nesse ponto, o texto amplia os horizontes do significado, determinando a moral, cujo sentido está em confirmar a questão comportamental e não a necessidade fisiológica. As uvas já se mostravam verdes e a raposa já havia percebido, tanto que já o havia declarado anteriormente, mas o estado de gula era tal, que se sobrepôs à razão. Somente no momento em que provou as uvas e houve a confirmação do que já sabia é que veio a consciência de não poder desfrutar daquela fruta, daí, então, ocorre a frustração. É claro que para fazer essa leitura e interpretação, é necessário que o leitor comece a perceber que aquilo que é visível num texto não é a única leitura, mas a partir desses aspectos visíveis associados a outros aspectos que já fazem parte da vivência do leitor, essa leitura será ampliada. Portanto, para compreender o que está além daquilo que é visível, precisamos ativar o que chamamos de conhecimento de mundo. Mas, o que é esse conhecimento de mundo?
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    Durante a nossavida, nós adquirimos vários tipos de conhecimentos que ficam arquivados em nossa memória. Por isso, é fundamental que um indivíduo tenha acesso à cultura, faça diversas leituras, ouça música, veja filmes, pois quanto maior for a sua experiência, maior será o seu conhecimento. Ao fazermos uma leitura ou uma interpretação de texto, nós ativamos esse conhecimento de mundo, para estabelecer sentido ao texto. Por isso, a leitura é uma atividade na qual se leva em conta as experiências e os conhecimentos do leitor. Koch e Elias (2007, 11) dizem que “a leitura de um texto exige do leitor bem mais que o conhecimento do código linguístico, uma vez que o texto não é simples produto da codificação de um emissor a ser decodificado por um receptor passivo.” Isso quer dizer que quando lemos algo, não basta apenas conhecermos as letras ou identificarmos as imagens, pois isso caracterizaria uma leitura ingênua. Durante o ato da leitura, não somos simples leitores num estado de passividade, apenas recebendo informação, mas, devemos ser pessoas ativas nessa leitura, buscando preencher as lacunas que o texto tem e procurando descobrir a intenção que está por trás dessa “superfície textual”. Essa ação é o que chamamos de posicionamento crítico. Segundo os Parâmetros Curriculares Nacionais A leitura é o processo no qual o leitor realiza um trabalho ativo de compreensão e interpretação do texto, a partir de seus objetivos, de seu conhecimento sobre o assunto, sobre o autor, de tudo o que sabe sobre a linguagem etc. Não se trata de extrair informação, decodificando letra por letra, palavra por palavra. Trata-se de uma atividade que implica estratégias de seleção, antecipação, inferência e verificação, sem as quais não é possível proficiência. É o uso desses procedimentos que possibilita controlar o que vai sendo lido, permitindo tomar decisões diante de dificuldades
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    de compreensão, avançarna busca de esclarecimentos, validar no texto suposições feitas. (BRASIL. PCNS: terceiro e quarto ciclos do ensino fundamental. Língua Portuguesa. Brasília: MEC/SEF, 1998, pp. 69-70.) Portanto, o nosso desafio é fazê-lo perceber que há níveis de leitura e entendimento de um texto. Muitas vezes, uma pessoa fica somente no primeiro nível, o da superfície do texto, sendo que o sentido do texto vai muito além. Para ajudar ainda mais no entendimento desse sentido, é necessário saber, também, que tudo é construído dentro de um aspecto ideológico. Quando Millôr Fernandes escreveu a fábula “A Raposa e as Uvas” procurou, conforme analisamos, trazer como ensinamento a repreensão à gula. Para isso, ele parte do princípio que a gula é algo condenado socialmente, uma vez que ela pertence aos sete pecados capitais. Dessa forma, essa fábula confirma os valores sociais, mostrando a gula de forma depreciativa, passível de um julgamento. Agora, suponhamos que uma empresa de alimentos fosse fazer uma propaganda. Você acha que ela seria a favor ou contra a gula? Pegue como exemplo alguns comerciais de alimentos, principalmente quando se trata de algum chocolate: neles, normalmente, aparece uma criança toda lambuzada, pois ela come o doce com tanto prazer, que acaba se sujando toda. Agora me responda: a empresa que faz a propaganda tem a mesma visão de gula presente na fábula ou uma visão contrária? Por que isso ocorre? Percebemos que é uma visão contrária, pois o objetivo dessa empresa é fazer que o leitor consuma o maior número possível de produtos, para que ela obtenha lucros. Portanto, a gula não seria vista como algo maléfico, mas benéfico. Agora, leia o poema a seguir: Aspecto Ideológico? O que é isto?
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    A gula Sorvo delíciasem prazeres que mal mastigo... Compenso-me em torrões mascavados de deleite Repasto-me em trouxas douradas de ovos moles Degusto ostras ovadas de luar e empanturro-me em iguarias às quais não ofereço resistência E confesso-me pecadora e escrava desta gula, que leva à mesa, o banquete que me sacia, meu regozijo e conforto, prova das minhas fraquezas. Maria Fernanda Reis Esteves (http://www.luso-poemas.net) Nesse poema, como é vista a gula? É vista como algo aceito ou condenado pelo eu-lírico, ou seja, por aquele que está dizendo o poema? O que o faz ter esse posicionamento? Ao analisarmos o poema, vemos uma pessoa que se declara pecadora e escrava da gula. Embora consciente de que a gula é algo condenado socialmente, ela sente prazer no que faz. E parece não ligar por estar transgredindo os valores sociais. Ela sabe que a gula é uma fraqueza dela, todavia, ela se sente confortável. Essa consciência e esse conforto vêm marcados no poema pelos verbos “sorvo”, “repasto”, “degusto” e “empanturro”, pois estão todos ligados a ação de
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    saborear algo. Esseposicionamento se mostra diferente da fábula e da empresa de alimentos. Então, o que nos leva a ter essas três visões diferenciadas da gula? São os chamados pressupostos ideológicos de cada sujeito constituído no texto. Dessa forma, cabe-nos ver um pouco sobre a questão da ideologia e a linguagem. Segundo Marilena Chauí (O que é ideologia, p. 113), “a ideologia é um conjunto lógico, sistemático e coerente de representações (ideias e valores) e de normas e de regras (de conduta) que indicam e prescrevem aos membros da sociedade o que devem pensar e como devem pensar o que devem valorizar e como devem sentir, o que devem fazer e como devem fazer.” Leia novamente essa definição e pense no que Marilena Chauí quer dizer. Esse é um bom teste para ver o seu nível de leitura. Se você for a um dicionário ou a um livro de filosofia, verá outras definições de ideologia, todavia, essa definição dada por Chauí está bem apropriada ao que estamos falando. Um indivíduo, durante a sua formação vai adquirindo valores sociais, regras de conduta que vão direcionar a sua vida. Ele buscará interpretar os fatos e se expressar de acordo com essas ideias. Por exemplo, se um indivíduo é de uma família em que certas palavras não podem ser ditas porque são proibidas, esse indivíduo sempre as verá dessa forma, por isso, procurará evitá-las. Isso é o que ocorre nos textos, cuja temática é sobre a gula. O modo de ver a gula e falar dela dependerá dessa questão de valores. Esses valores, essas regras e normas são o que formam a ideologia, portanto, o seu significado está ligado a um conjunto de ideias, de pensamentos, das experiências de vida de um indivíduo e é por meio desta ideologia que o indivídio interpreta seu mundo, os textos que lê e as informações que recebe por meio de suas ações e linguagem. Todavia, muitas vezes, a ideologia é utilizada dentro de um aspecto negativo, porque ela pode ser usada como uma forma de mascarar a verdade. Por exemplo, quando o patrão diz aos empregados que quanto mais eles produzirem, mais
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    pessoas dignas ede sucesso serão; na realidade, esse patrão está se utilizando dos aspectos ideológicos nessa fala, pois, o que de fato deseja é a grande produção para um maior faturamento. Na sua fala há uma intenção implícita que não é condizente com o que ele está transmitindo. Isso é muito comum na propaganda. Com o propósito de vender um produto, a empresa mostra todas as qualificações desse produto, nos passando a ideia de que ele é importantíssimo para o consumidor e nós somos persuadidos de tal forma que queremos adquiri-lo. Veja esta propaganda antiga. Em meados do século XX, a enceradeira surgiu como uma inovação tecnológica importante para a dona de casa, pois muitas mulheres enceravam a sua casa com um escovão ou de joelho com um pano na mão. Procure observar essa propaganda e veja como ela procura vender o produto “enceradeira”. Se você nunca passou uma enceradeira, pergunte para sua mãe se era dessa forma que ela encerava a casa: salto, cabelo escovado, saia e blusa, como se fosse uma princesa. Tenho certeza de que não era assim. Observe que a propaganda quer vender a ideia de que quem comprasse a Enceradeira Arno Super iria ter prazer em fazer a faxina de casa e nem sentiria cansaço. Todavia, essa ideia não é verdadeira. Portanto, a empresa se apropriou dos aspectos ideológicos para camuflar a verdade. Dessa forma, a realidade é distorcida a partir de um conjunto de representações pelo qual os homens se utilizam para explicar e compreender sua própria vida individual e social. Isso ocorre com todos os indivíduos, porque nós somos governados por uma ordem social.
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    A ideologia, portanto,é um sinal de significação que está presente em qualquer tipo de mensagem, pois, em toda mensagem sempre há por trás uma intenção que normalmente não é claramente dita. Desta forma podemos afirmar que todos nós deixamos nossa marca de visão de mundo, dos nossos valores e crenças, e de INTENÇÃO, ou seja, de nossa ideologia, no uso que fazemos da linguagem, pois nós recorremos a ela para expressar nossos sentimentos, opiniões e desejos. E é por meio da linguagem que interpretamos a realidade que nos cerca. Porém, essa interpretação não é totalmente livre, pois ela é construída historicamente a partir de uma série de aspectos ideológicos que todos nós temos, mesmo sem nos darmos conta de sua existência. Tomem como exemplo textos que valorizam a imagem da mulher como a dona de casa perfeita, por exemplo, recorrem a um vocabulário que traduz as características vistas como positivas, tais como, a mulher é a rainha do lar, o anjo do lar, a mãe exemplar, a esposa perfeita, a santa senhora. Tais expressões eram muito utilizadas nas propagandas das décadas de 40, 50 e 60. Elas funcionavam para encobrir, na realidade, a verdadeira trabalhadora do lar, a qual deveria manusear todos os eletrodomésticos para manter sua casa permanentemente limpa para seu esposo. Para entendermos ainda melhor os conceitos que estamos trabalhando, no quadro a seguir, encontramos três músicas. Faça uma comparação entre elas e veja qual é o perfil de juventude que encontramos nessas músicas. São os mesmos perfis? A data da composição das músicas é importante para a concepção desses perfis? Toda essa questão parece ser muito complexa, pois é muito conceitual. Então veremos a seguir como de fato a ideologia se dá nos textos.
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    Alegria, Alegria Caminhando contrao vento Sem lenço e sem documento No sol de quase dezembro Eu vou... O sol se reparte em crimes Espaçonaves, guerrilhas Em cardinales bonitas Eu vou... Em caras de presidentes Em grandes beijos de amor Em dentes, pernas, bandeiras Bomba e Brigitte Bardot... O sol nas bancas de revista Me enche de alegria e preguiça Quem lê tanta notícia Eu vou... Por entre fotos e nomes Os olhos cheios de cores O peito cheio de amores vãos Eu vou Por que não? Por que não? Ela pensa em casamento E eu nunca mais fui à escola Sem lenço e sem documento, Eu vou... Eu tomo uma coca-cola Ela pensa em casamento E uma canção me consola Como Nossos Pais Não quero lhe falar, Meu grande amor, Das coisas que aprendi Nos discos... Quero lhe contar como eu vivi E tudo o que aconteceu comigo Viver é melhor que sonhar Eu sei que o amor É uma coisa boa Mas também sei Que qualquer canto É menor do que a vida De qualquer pessoa... Por isso cuidado meu bem Há perigo na esquina Eles venceram e o sinal Está fechado prá nós Que somos jovens... Para abraçar seu irmão E beijar sua menina na rua É que se fez o seu braço, O seu lábio e a sua voz... Você me pergunta Pela minha paixão Digo que estou encantada Como uma nova invenção Eu vou ficar nesta cidade Não vou voltar pro sertão Pois vejo vir vindo no vento Cheiro de nova estação Eu sei de tudo na ferida viva Do meu coração... Já faz tempo Eu vi você na rua Cabelo ao vento Gente jovem reunida Na parede da memória Essa lembrança É o quadro que dói mais... Geração Coca-Cola Quando nascemos fomos programados A receber o que vocês Nos empurraram com os enlatados Dos U.S.A., de nove as seis. Desde pequenos nós comemos lixo Comercial e industrial Mas agora chegou nossa vez Vamos cuspir de volta o lixo em cima de vocês Somos os filhos da revolução Somos burgueses sem religião Somos o futuro da nação Geração Coca-Cola Depois de 20 anos na escola Não é difícil aprender Todas as manhas do seu jogo sujo Não é assim que tem que ser Vamos fazer nosso dever de casa E aí então vocês vão ver Suas crianças derrubando reis Fazer comédia no cinema com as suas leis Somos os filhos da revolução Somos burgueses sem religião Somos o futuro da nação Geração Coca-Cola Geração Coca-Cola Geração Coca-Cola
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    Eu vou... Por entrefotos e nomes Sem livros e sem fuzil Sem fome, sem telefone No coração do Brasil... Ela nem sabe até pensei Em cantar na televisão O sol é tão bonito Eu vou... Sem lenço, sem documento Nada no bolso ou nas mãos Eu quero seguir vivendo, amor Eu vou... Por que não? Por que não? Caetano Veloso Composição: Caetano Veloso/ 1967 Minha dor é perceber Que apesar de termos Feito tudo o que fizemos Ainda somos os mesmos E vivemos Ainda somos os mesmos E vivemos Como os nossos pais... Nossos ídolos Ainda são os mesmos E as aparências Não enganam não Você diz que depois deles Não apareceu mais ninguém Você pode até dizer Que eu tô por fora Ou então Que eu tô inventando... Mas é você Que ama o passado E que não vê É você Que ama o passado E que não vê Que o novo sempre vem... Hoje eu sei Que quem me deu a idéia De uma nova consciência E juventude Tá em casa Guardado por Deus Contando vil metal... Minha dor é perceber Que apesar de termos Feito tudo, tudo, Tudo o que fizemos Nós ainda somos Os mesmos e vivemos Ainda somos Os mesmos e vivemos Ainda somos Os mesmos e vivemos Como os nossos pais... Elis Regina Composição:Belchior1976 Geração Coca-Cola Legião Urbana Composição: Renato Russo / Fê Lemos / 1985
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    Você percebeu queessas músicas foram compostas em três décadas diferentes? A primeira em 1967, a segunda em 1976 e a terceira em 1985. Nelas, encontramos diferenças nos perfis dos jovens que está intimamente ligada com a ideologia dominante da época. Veja a análise!!! Na primeira música, temos um jovem que vive a opressão sofrida nas ruas, nos meios de comunicação, em sua cultura nativa, no seu próprio país na década de 60. A letra denuncia o abuso de poder de forma metafórica: “caminhando contra o vento/sem lenço e sem documento”; expressa a violência praticada pelo regime: “sem livros e sem fuzil,/ sem fome, sem telefone, no coração do Brasil”; denuncia a precariedade na educação brasileira proporcionada pela ditadura que queria pessoas alienadas: “O sol nas bancas de revista /me enche de alegria e preguiça/quem lê tanta notícia?”. Na segunda música, a canção fala sobre o tempo e a juventude, a maturidade e a impotência, a ilusão e a decepção, sobre ganhar e perder. Embora as pessoas sejam tão previsíveis e as histórias, inclusive políticas, costumem acabar praticamente sempre “em pizza”, como se costuma dizer no Brasil, o autor nos alerta do quão é importante que façamos a nossa parte. É importante não desistir. Na terceira, temos uma geração marcada pelo consumismo, que procuram para si a praticidade e os produtos importados. É uma juventude que se deixa envolver pelo caminho mais fácil, deixando de lado ideais revolucionários. Como se vê, as idéias produzidas num determinado tempo, numa dada época estão sempre presentes no texto. Por isso, é preciso verificar as concepções e fatos correntes na época e na sociedade em que o texto foi produzido, para ajudar-nos a entender os aspectos ideológicos, ou seja, as crenças, valores e pensamentos relacionados à época e, consequentemente, fazermos uma leitura além da superfície de um texto.
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    Coesão e CoerênciaTextual Uma das propriedades que distingue um texto de um amontoado de palavras ou frases é o relacionamento existente entre si. De que trata, então, a coesão textual? Da ligação, da relação, da conexão entre as palavras de um texto, através de elementos formais, que assinalam o vínculo entre os seus componentes. Uma das modalidades de coesão é a remissão. E a coesão pode desempenhar a função de (re)ativação do referente. A reativação do referente no texto é realizada por meio da referenciação anafórica ou catafórica, formando-se cadeias coesivas mais ou menos longas. A remissão anafórica (para trás) realiza-se por meio de pronomes pessoais de 3ª pessoa (retos e oblíquos) e os demais pronomes; também por numerais, advérbios e artigos. Exemplo: André e Pedro são fanáticos torcedores de futebol. Apesar disso, são diferentes.Este não briga com quem torce para outro time; aquele o faz. Explicação: O termo isso retoma o predicado são fanáticos torcedores de futebol; este recupera a palavra Pedro; aquele , o termo André; o faz, o predicado briga com quem torce para o outro time - são anafóricos. A remissão catafórica (para a frente) realiza-se preferencialmente através de pronomes demonstrativos ou indefinidos neutros, ou de nomes genéricos, mas também por meio das demais espécies de pronomes, de advérbios e de numerais. Exemplos: Exemplo: Qualquer que tivesse sido seu trabalho anterior, ele o abandonara, mudara de profissão e passara pesadamente a ensinar no curso primário: era tudo o que sabíamos dele, o professor, gordo e silencioso, de ombros contraídos. Explicação: O pronome possessivo seu e o pronome pessoal reto ele antecipam a expressão o professor - são catafóricos. De que trata a coerência textual ? Da relação que se estabelece entre as diversas partes do texto, criando uma unidade de sentido. Está, portanto, ligada ao entendimento, à possibilidade de interpretação daquilo que se ouve ou lê. Modelo de questão: coesão e coerência (AFRF-2003) As questões de números 01 e 02 têm o texto abaixo como base. Falar em direitos humanos pressupõe localizar a realidade que os faz emergir no contexto sócio-político e histórico-estrutural do processo contraditório de criação das sociedades.Implica, em suma, desvendar, a cada momento deste processo, o que venha a resultar como direitos novos até então escondidos sob a lógica perversa de regimes políticos, sociais e econômicos, injustos e comprometedores da liberdade humana.
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    Este ponto devista referencial determina a dimensão do problema dos direitos humanos na América Latina. Neste contexto, a fiel abordagem acerca das condições presentes e dos caminhos futuros dos direitos humanos passa, necessariamente, pela reflexão em torno das relações econômicas internacionais entre países periféricos e países centrais. As desarticulações que desta situação resultam não chegam a modificar a base estrutural destas relações: a extrema dependência a que estão submetidos os países periféricos, tanto no que concerne ao agravamento das condições de trabalho e de vida (degradação dos salários e dos benefícios sociais), quanto na dependência tecnológica, cultural e ideológica. (Núcleo de estudos para a Paz e Direitos Humanos, UnB in: Introdução Crítica ao Direito,com adaptações) 01. Assinale a opção que não estabelece uma continuidade coerente e gramaticalmente correta para o texto a) Nesta parte do mundo, imensas parcelas da população não têm minimamente garantida sua sobrevivência material. Como, pois, reivindicar direitos fundamentais se a estrutura da sociedade não permite o desenvolvimento da consciência em sua razão plena? b) Por conseguinte, a questão dos Direitos tem significado político, enquanto realização histórica de uma sociedade de plena superação das desigualdades, como organização social da liberdade. c) Assim, pois, a opressão substitui a liberdade. A percepção da complexidade da realidade latino-americana remete diretamente a uma compreensão da questão do homem ao substituí-lo pela questão da tecnologia. d) Na América Latina, por isso, a luta pelos direitos humanos engloba e unifica em um mesmo momento histórico, atual, a reivindicação dos direitos pessoais. e) Não nos esqueçamos que a construção do autoritarismo, que marcou profundamente nossas estruturas sociais, configurou o sistema político imprescindível para a manutenção e reprodução dessa dependência. DICAS: esse tipo de questão exige a capacidade de seleção das informações básicas do texto e de percepção dos elementos de coesão constitutivos do último período e sua interligação com o parágrafo subsequente; nesse caso, a opção que será marcada. O texto trata dos direitos humanos - a realidade no contexto sócio- político e histórico estrutural - processo de criação das sociedades; "as relações econômicas internacionais entre países periféricos( a sua dependência) e países centrais". O gabarito assinala a altern. C.
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    Justificativa: o comandoda questão pede "a opção que não estabelece uma continuidade..." , a alternativa C inicia, estabelecendo relação de conclusão ( "Assim, pois,a opressão...") utilizando-se de elementos que não são citados no texto: opressão - liberdade - tecnologia, caracterizando incoerência textual.Nas demais alternativas há expressões que fazem menção às ideias do texto. Serão grifadas as palavras ou expressões relacionadas ao texto: *na altern.a)"... nessa parte do mundo..." (países periféricos), * na altern.b)"... a questão dos Direitos tem significado político..." (parte inicial do texto), *na altern. d) "Na América Latina, por isso, a luta pelos direitos humano..." * na altern.e)"... o sistema político imprescindível para a manutenção e reprodução dessa dependência." (tanto a letra d) quanto a e) fazem referência às informações básicas do texto. 02. Assinale a opção em que, no texto, a expressão que antecede a barra não retoma a ideia da segunda expressão que sucede a barra. a) "realidade" (l.2) / " contexto sócio-político e histórico-estrutural do processo" (l.2 e 3) b) "deste processo" (l.6) / " Processo contraditório de criação das sociedades" (l.3 e 4) c) "Este ponto de vista referencial" (l.11) / "ideias expressas no primeiro parágrafo. d) "Neste contexto" (l.14) / discussão sobre os direitos humanos na América Latina. e) "desta situação" (l.20) / relações econômicas internacionais entre países periféricos e países centrais. GABARITO:A DICAS: essa questão é típica de coesão textual que trata dos elementos anafóricos- aqueles que retomam um elemento referencial(anterior). O objetivo do comando é "a expressão que antecede a barra não retoma a ideia da segunda expressão. Se se observar com atenção, a palavra "realidade" da altern. a) vem citada antes, no texto, que a expressão "contexto sócio-político e histórico-estrutural do processo", portanto corresponde ao que se pede. Daí, o gabarito apontar a altern a) como a indicada.
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    LINGUAGEM DENOTATIVA ELINGUAGEM CONOTATIVA: QUANDO E POR QUE AS UTILIZAMOS Você já pensou na importância que as palavras ou as frases têm quando queremos expressar uma idéia ou escrever um texto? Pois é, ao escrever ou falar, valemo-nos do significado das palavras, para propositalmente mostrarmos a nossa intenção. Se quisermos ser objetivos no que redigimos ou falamos, precisamos utilizar uma linguagem denotativa, a palavra ou sentença empregada está na sua significação usual, literal, referindo-se a uma realidade concreta ou imaginária. Por exemplo, a publicação da seguinte manchete no jornal: “NÃO CHOVE NO NORDESTE HÁ DOIS MESES”. O verbo chover está sendo empregado numa linguagem denotativa, pois a sua significação é literal, refere-se à precipitação pluviométrica ou, trocando em miúdos, à água que cai do céu. Agora, se quisermos evocar idéias por intermédio da emoção ou subjetividade, temos a linguagem conotativa, que corresponde a uma transferência do significado usual para um sentido figurado. Quando isso acontece, as figuras enriquecem o texto ou discurso. Por exemplo, se lermos em um site de relacionamento a seguinte frase: “NÃO CHOVE EM MINHA HORTA HÁ ALGUM TEMPO.”, o verbo chover, aqui, não está num sentido literal, mas figurativo, porque o seu significado não dá a idéia de chuva propriamente dita, mas de que faz algum tempo que uma pessoa que não tem nenhum relacionamento com alguém. Portanto, as palavras, expressões e enunciados da língua atuam em dois planos distintos: a linguagem denotativa e a linguagem conotativa. Vejamos cada uma delas com mais detalhes, para saber quando e por que as usamos.
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    Linguagem denotativa Leia otexto abaixo. Há alguns anos, o Dr. Johnson O’ Connor, do Laboratório de Engenharia Humana, de Boston, e do Instituto de Tecnologia, de Hoboken, Nova Jersey, submeteu a um teste de vocabulário cem alunos de um curso de formação de dirigentes de empresas industriais, os executivos. Cinco anos mais tarde, verificou que os dez por cento que havia revelado maior conhecimento ocupavam cargos de direção, ao passo que dos vinte e cinco por cento mais “fracos” nenhum alcançara igual posição. Isso não prova, entretanto, que, para “vencer na vida”, basta ter um bom vocabulário; outras qualidades se fazem, evidentemente, necessárias. Mas parece não restar dúvida de que, dispondo de palavras suficientes e adequadas à expressão do pensamento de maneira clara, fiel e precisa, estamos em melhores condições de assimilar conceitos, de refletir, de escolher, de julgar, do que outros cujo acervo léxico seja insuficiente ou medíocre para tarefa vital da comunicação. Pensamento e expressão são interdependentes, tanto é certo que as palavras são o revestimento das idéias e que, sem elas, é praticamente impossível pensar. Como pensar que “amanhã tenho uma aula às 8 horas”, se não prefiguro mentalmente essa atividade por meio dessas ou outras palavras equivalentes? Não há como se pensar no nada. A própria clareza das idéias (se é que a temos sem palavras) está intimamente relacionada com a clareza e a precisão das expressões que as traduzem. As próprias impressões colhidas em contato com o mundo físico, através da experiência sensível, são tanto mais vivas quanto mais capazes de serem traduzidas em palavras – e sem impressões vivas não haverá expressão eficaz. É um círculo vicioso, sem dúvida: “... nossos hábitos linguísticos afetam e são igualmente afetados pelo nosso comportamento, pelos nossos hábitos físicos e mentais normais, tais como a observação, a percepção, os sentimentos, a emoção, a imaginação”. De forma que um vocabulário escasso e inadequado, incapaz de veicular impressões e concepções, mina o próprio desenvolvimento mental, tolhe a imaginação e o poder criador, limitando a capacidade de observar, compreender e até mesmo de sentir. (...) Portanto, quanto mais variado e ativo é o vocabulário disponível, tanto mais claro, tanto mais profundo e acurado é o processo mental da reflexão. Reciprocamente, quanto mais escasso e impreciso, tanto mais dependentes estamos do grunhido, do grito ou do gesto, formas rudimentares de comunicação capazes de traduzir apenas expansões instintivas dos primitivos, dos infantes e... dos irracionais. (GARCIA, Othon M. Comunicação em Prosa Moderna. 8 ed. Rio de Janeiro: Fundação Getúlio Vargas, 1980, p. 155-56).
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    Otton M. Garcia,nesse texto, trata sobre a importância de termos um vocabulário amplo, pois quanto mais palavras conhecermos, mais condições teremos de nos expressar quando comunicamos. Todavia, se tivermos um vocabulário escasso e inadequado, teremos grandes dificuldades em expor nossas idéias e compreender o que outras pessoas dizem. Para expor essa temática da importância do vocabulário, Garcia utilizou-se de uma estatística feita nos Estados Unidos, comprovando que aquelas pessoas que tinham revelado um maior vocabulário se tornaram chefes de seus setores, no entanto, entre aqueles que tinham um vocabulário muito limitado, nenhum chegou a ocupar tal posto. As palavras usadas no texto por Garcia, para desenvolver este assunto, são, na sua grande maioria, abstratas, tais como “conhecimento, posição, qualidade, pensamento, expressão etc.”, pois fazem referência a conceitos, preservando seu sentido literal. Portanto, há linguagem denotativa quando tomamos a palavra no seu sentido usual ou literal, isto é, naquele que lhe atribuem os dicionários; seu sentido é objetivo, explícito. Ela designa ou denota determinado objeto, referindo-se a um único sentido. Você se lembra do texto “Para quem não dorme de touca”, cuja personagem entendia tudo literalmente? Segundo o entendimento dessa personagem, a linguagem tem somente uma forma de expressão. Todavia, isso não é verdade, pois ela pode ser conotativa também.
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    Linguagem Conotativa Além dosentido literal, cada palavra remete a inúmeros outros sentidos virtuais, conotativos, que são apenas sugeridos, evocando outras idéias associadas de ordem abstrata, subjetiva. Leia o poema abaixo. No Corpo De que vale tentar reconstruir com palavras o que o verão levou entre nuvens e risos junto com o jornal velho pelos ares? O sonho na boca, o incêndio na cama, o apelo na noite agora são apenas esta contração (este clarão) de maxilar dentro do rosto A poesia é o presente Ferreira Gullar Ao lermos esse poema, percebemos que as palavras não têm um sentido literal, mas figurativo. O eu-lírico compara seu passado a um jornal velho levado pelo vento. O seu passado é apenas uma memória. Ele começa a reviver esse passado na segunda estrofe, principalmente a sua vivência amorosa (“incêndio na cama”, “o apelo na noite”). Disso, o que ficou no momento (“agora”) são apenas as boas lembranças, que lhes trazem um sorriso estampado no rosto (“(este clarão) de maxilar dentro do rosto”). É muito comum encontrarmos a linguagem conotativa em textos literários, pois eles têm uma preocupação essencialmente estética. No entanto, a encontramos também em propagandas, textos jornalísticos, histórias em quadrinhos, charges e em outros gêneros textuais. Pois, por meio dessa linguagem se exploram diversos significados de uma palavra, causando o interesse do leitor para a manchete ou provocando o riso e o duplo sentido. Veja esta propaganda a seguir:
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    O outdoor daAssistência Funeral SINAF “Como arrumar uma coroa” utiliza-se tanto o verbo como o substantivo no seu sentido conotativo (arrumar = conseguir, coroa = senhora idosa) e para contribuir com esse sentido é colocada a imagem de um senhor idoso e jovial (um coroa esperto) ao lado da mensagem escrita. Porém, com o auxílio da imagem (este senhor idoso) atrelada ao nome do produto (Assistência Funeral) se faz uma outra leitura: o verbo arrumar e o substantivo coroa passam a ter seu sentido original, denotativo (conseguir enfeite de flores utilizados em funerais). É preciso que o destinatário tenha um conhecimento linguístico e cultural para perceber a brincadeira irônica feita na mensagem publicitária como um recurso suavizador do assunto (morte) delicado para nós ocidentais. A ambiguidade suaviza e dissimula a mensagem, mas os dados precisam estar armazenados na memória do público alvo para que ele reconheça o jogo da mensagem. Os provérbios ou ditos populares são também um outro exemplo de exploração da linguagem no seu uso conotativo. Assim, "Quem está na chuva é para se
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    molhar" equivale a"Quando alguém opta por uma determinada experiência, deve assumir todas as regras e consequências decorrentes dessa experiência". Do mesmo modo, "Casa de ferreiro, espeto de pau" significa “O que a pessoa faz fora de casa, para os outros, não faz em casa, para si mesma.” Leia, agora, este texto jornalístico. A seca está de volta Um dia, em janeiro passado, anunciada pelo pau d’arco que não floriu, pelo jabuti que não pôs, pelo pássaro João-de-barro que fez sua casa com a porta virada para o nascente, a seca reapareceu no Nordeste e plantou-se em Irecê, na Bahia. Dali, espalhou-se pelo centro do Estado: consumiu terras de Ibitiba, Ibipeba, Jussara, Brumado, Barra do Mendes e de mais 140 municípios. Com duas semanas, tomou Xique-Xique da influência do rio São Francisco. Depois saltou para o norte de Minas Gerais e apoderou-se de Janaúba, Espinosa, Mato Verde, Porteirinha, Várzea de Palma e de mais de 35 cidades. Então retrocedeu, cortou o sul da Bahia e insinuou-se pelo sudeste do Piauí. Dormiu por muitas noites em São Raimundo Nonato. Acordou de outras tantas em São João do Piauí, Simplício Mendes, Paulistana, Jaicós e Picos, onde era aguardada pelo antropólogo popular João Feliciano da Silva Rego que, em dezembro do ano passado, no dia de Santa Luzia, fizera a experiência das três pedrinhas de sal e sentenciara para os incrédulos: - A seca está chegando. Ela ocupou Afrânio, Parnamirim, Bodocó, Trindade e Salgueiro, no oeste de Pernambuco, e reduziu à metade o movimento comercial na rotineira feira de gado de Ouricuri. Foi vista chegando em dias de março no oeste do Rio Grande do Norte, onde permanece no Vale do Siridó, e no
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    sudoeste do Ceará,na região dos Inhamus, onde encontrou bom abrigo. Trilhou depois os caminhos sertanejos da Paraíba e estimulou agricultores a invadir três cidades. Alastrou-se em seguida pelo oeste de Alagoas e está agora crescendo lentamente no nordeste de Sergipe. Já engoliu até hoje 811 mil quilômetros quadrados de 736 municípios, 222 dos quais considerados irrecuperáveis em termos de produção agrícola. E atinge direta e indiretamente 12 milhões de pessoas. NOBLAT. Ricardo. A arte de fazer um jornal diário. São Paulo: Contexto, 2003. p.102-03 Nesse texto vemos que o objetivo do jornalista Ricardo Noblat é escrever sobre a seca que devastou o Nordeste brasileiro. Para isso, ele não se utilizou da linguagem denotativa, mas conotativa. Ele procura personificar a seca, ou seja, ele atribui ações humanas para um elemento que não é humano. Essa personificação ocorre mediante uma escolha cuidadosa dos verbos (reapareceu, plantou-se, espalhou-se, consumiu, saltou, apoderou-se, retrocedeu, cortou, dormiu, acordou, ocupou, trilhou, engoliu etc.). Além disso, observamos que o termo seca só aparece uma vez no título e duas no corpo do texto (uma no primeiro parágrafo e a outra na fala do antropólogo popular), ele procura nomeá-la por figuras verbais que remetem à seca. Noblat recorre, também, aos pronomes (o pronome pessoal ela e o reflexivo se), que ajudam a reforçar no leitor a idéia de um ser dotado de vontade própria, que escolhe os caminhos por onde passará na sua viagem de destruição. Embora se espere um caráter mais objetivo, mais literal, em um texto jornalístico, a intenção de Noblat foi a de permitir que os leitores pudessem construir uma imagem dos efeitos da passagem da seca pela região. Para isso, precisava atribuir a esse fenômeno um comportamento quase humano, algo que só pode ser obtido pela exploração do uso figurado de vários termos. O resultado é um texto quase poético que nos permite visualizar as cidades flageladas e imaginar o sofrimento de tantas pessoas afetadas.
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    Portanto, a conotaçãoé a significação subjetiva e figurada da palavra; ocorre quando um termo evoca outras realidades por associações que ele provoca. O quadro abaixo sintetiza as diferenças fundamentais entre denotação e conotação: DENOTAÇÃO CONOTAÇÃO palavra com significação restrita palavra com significação ampla palavra com sentido comum do dicionário palavra cujos sentidos extrapolam o sentido comum palavra usada de modo automatizado palavra usada de modo criativo linguagem comum linguagem rica e expressiva Exemplos de conotação e denotação. Nas receitas a seguir, as palavras têm, na primeira, um sentido objetivo, explícito, constante; foram usadas denotativamente. Na segunda, apresentam múltiplos sentidos, foram usadas conotativamente. Observa-se que os verbos que ocorrem tanto em uma quanto em outra - dissolver, cortar, juntar, servir, retirar, reservar - são aqueles que costumam ocorrer nas receitas; entretanto, o que faz a diferença são as palavras com as quais os verbos combinam, combinações esperadas no texto 1, combinações inusitadas no texto 2. Vejam a seguir e compreendam melhor o que acabamos de expor. TEXTO I Bolo de arroz 3 xícaras de arroz 1 colher (sopa) de manteiga 1 gema 1 frango 1 cebola picada TEXTO II Receita Ingredientes 2 conflitos de gerações 4 esperanças perdidas 3 litros de sangue fervido 5 sonhos eróticos
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    1colher (sopa) demolho inglês 1colher (sopa) de farinha de trigo 1 xícara de creme de leite Salsa picadinha Prepare o arroz branco, bem solto. Ao mesmo tempo, faça o frango ao molho, bem temperado e saboroso. Quando pronto, retire os pedaços, desosse e desfie. Reserve. Quando o arroz estiver pronto, junte a gema, a manteiga, coloque numa forma de buraco e leve ao forno. No caldo que sobrou do frango, junte a cebola, o molho inglês, a farinha de trigo e leve ao fogo para engrossar. Retire do fogo e junte o creme de leite. Vire o arroz, já assado, num prato. Coloque o frango no meio e despeje por cima o molho. Sirva quente. (Terezinha Terra) 2 canções dos Beatles Modo de preparar Dissolva os sonhos eróticos nos dois litros de sangue fervido e deixe gelar seu coração. Leve a mistura ao fogo, adicionando dois conflitos de gerações às esperanças perdidas. Corte tudo em pedacinhos e repita com as canções dos Beatles o mesmo processo usado com os sonhos eróticos, mas desta vez deixe ferver um pouco mais e mexa até dissolver. Parte do sangue pode ser substituída por suco de groselha, mas os resultados não serão os mesmos. Sirva o poema simples ou com ilusões. (Nicolas Behr) Fonte: (http://acd.ufrj.br/~pead/tema04/denotacaoeconotacao.html) Leia o poema “Profundamente” de Manuel Bandeira. Observe que ele trabalha com um termo de forma denotativa e conotativa. Procure verificar que termo é esse? Profundamente
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    Quando ontem adormeci Nanoite de São João Havia alegria e rumor Vozes cantigas e risos Ao pé das fogueiras acesas. No meio da noite despertei Não ouvi mais vozes nem risos Apenas balões Passavam errantes Silenciosamente Apenas de vez em quando O ruído de um bonde Cortava o silêncio Como um túnel. Onde estavam os que há pouco Dançavam Cantavam E riam Ao pé das fogueiras acesas? — Estavam todos dormindo Estavam todos deitados Dormindo Profundamente. Quando eu tinha seis anos Não pude ver o fim da festa de São João Porque adormeci. Hoje não ouço mais as vozes daquele tempo Minha avó Meu avô Totônio Rodrigues Tomásia Rosa Onde estão todos eles? — Estão todos dormindo Estão todos deitados Dormindo Profundamente.
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    Interpretando o poema,pode-se dizer que o eu-lírico se apresenta em dois tempos distintos: o passado (quando tinha seis anos) e o presente (hoje); bem destacados pelos advérbios que aparecem no início da 1ª (“ontem”) e da 6ª (“hoje”) estrofes, respectivamente. O início do texto mostra algumas lembranças do eu-lírico vividas na noite de São João, quando ele tinha seis anos e não pôde ver o final da festa, porque tinha adormecido. Então, ao acordar (possivelmente, no meio da madrugada), toda a alegria produzida pelas músicas, risadas e brincadeiras do cotidiano das pessoas daquela época tinha desaparecido, porque todos da casa estavam dormindo profundamente (no sentido literal - denotativo). No entanto, a partir da 5ª estrofe, percebe-se a mudança de tempo e a mesma angústia vivida pelo eu-lírico de não ouvir mais as vozes daquele tempo e se questiona até perceber que eles não estavam mais lá, pois haviam morrido (“dormido profundamente” no sentindo conotativo). É interessante a brincadeira que o poeta faz com as palavras em seu sentido denotativo e conotativo (“dormir profundamente”- 4ª e 7ª estrofes); percebe-se, portanto, que se trata de um bom entendedor das palavras que o cercam e que, mediante um vocabulário simples, consegue atingir temas tão profundos como a morte e a saudade. Portanto, ao analisarmos um texto, temos que observar bem o significado das palavras, a fim de depreendermos os sentidos que estão nele presentes. O que nos ajudará muito entendermos se a palavra tem um sentido conotativo ou literal será o contexto, conforme vimos nos capítulos anteriores. Você conseguiu achar qual é o termo? Sobre o que fala o poema?
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    ORTOGRAFIA OFICIAL A palavraOrtografia é formada por "orto", elemento de origem grega, usado como prefixo, com o significado de direito, reto, exato e "grafia", elemento de composição de origem grega com o significado de ação de escrever; ortografia, então, significa ação de escrever direito. É fácil escrever direito? Não!! É, de fato, muito difícil conhecer todas as regras de ortografia a fim de escrever com o mínimo de erros ortográficos. Hoje tentaremos facilitar um pouco mais essa matéria. Abaixo seguem algumas frases com as respectivas regras sobre o uso de ç, s, ss, z, x... Vamos a elas: 01) Uma das intenções da casa de detenção é levar o que cometeu graves infrações a alcançar a introspecção, por intermédio da reeducação. a) Usa-se ç em palavras derivadas de vocábulos terminados em TO: intento = intenção canto = canção exceto = exceção junto = junção b) Usa-se ç em palavras terminadas em TENÇÃO referentes a verbos derivados de TER: deter = detenção reter = retenção conter = contenção manter = manutenção c) Usa-se ç em palavras derivadas de vocábulos terminados em TOR: infrator = infração trator = tração redator = redação setor = seção d) Usa-se ç em palavras derivadas de vocábulos terminados em TIVO: introspectivo = introspecção relativo = relação ativo = ação intuitivo – intuição e) Usa-se ç em palavras derivadas de verbos dos quais se retira a desinência R: reeducar = reeducação importar = importação repartir = repartição fundir = fundição f) Usa-se ç após ditongo quando houver som de s: eleição traição 02) A pretensa diversão de Creusa, a poetisa vencedora do concurso, implicou a sua expulsão, porque pôs uma frase horrorosa sobre a diretora Luísa. a) Usa-se s em palavras derivadas de verbos terminados em NDER ou NDIR: pretender = pretensão, pretensa, pretensioso defender = defesa, defensivo compreender = compreensão, compreensivo repreender = repreensão
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    expandir = expansão fundir= fusão confundir = confusão b) Usa-se s em palavras derivadas de verbos terminados em ERTER ou ERTIR: inverter = inversão converter = conversão perverter = perversão divertir = diversão c) Usa-se s após ditongo quando houver som de z: Creusa coisa maisena d) Usa-se s em palavras terminadas em ISA, substantivos femininos: Luísa Heloísa Poetisa Profetisa Obs: Juíza escreve-se com z, por ser o feminino de juiz, que também se escreve com z. e) Usa-se s em palavras derivadas de verbos terminados em CORRER ou PELIR: concorrer = concurso discorrer = discurso expelir = expulso, expulsão compelir = compulsório f) Usa-se s na conjugação dos verbos PÔR, QUERER, USAR: ele pôs ele quis ele usou g) Usa-se s em palavras terminadas em ASE, ESE, ISE, OSE: frase tese crise osmose • Exceções: deslize e gaze. h) Usa-se s em palavras terminadas em OSO, OSA: horrorosa gostoso • Exceção: gozo 03) I -Teresinha, a esposa do camponês inglês, avisou que cantaria de improviso. II -Aterrorizada pela embriaguez do marido, a mulherzinha não fez a limpeza. a) Usa-se o sufixo indicador de diminutivo INHO com s quando esta letra fizer parte do radical da palavra de origem; com z quando a palavra de origem não tiver o radical terminado em s: Teresa = Teresinha Casa = casinha Mulher = mulherzinha Pão = pãozinho b) Os verbos terminados em ISAR serão escritos com s quando esta letra fizer parte do radical da palavra de origem; os terminados em IZAR serão escritos com z quando a palavra de origem não tiver o radical terminado em s:
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    improviso = improvisar análise= analisar pesquisa = pesquisar terror = aterrorizar útil = utilizar economia = economizar c) As palavras terminadas em ÊS e ESA serão escritas com s quando indicarem nacionalidade, títulos ou nomes próprios; as terminadas em EZ e EZA serão escritas com z quando forem substantivos abstratos provindos de adjetivos, ou seja, quando indicarem qualidade: Teresa Camponês Inglês Embriaguez Limpeza 04) O excesso de concessões dava a impressão de compromisso com o progresso. a) Os verbos terminados em CEDER terão palavras derivadas escritas com CESS: exceder = excesso, excessivo conceder = concessão proceder = processo b) Os verbos terminados em PRIMIR terão palavras derivadas escritas com PRESS: imprimir = impressão deprimir = depressão comprimir = compressa c) Os verbos terminados em GREDIR terão palavras derivadas escritas com GRESS: progredir = progresso agredir = agressor, agressão, agressivo transgredir = transgressão, transgressor d) Os verbos terminados em METER terão palavras derivadas escritas com MISS ou MESS: comprometer = compromisso prometer = promessa intrometer = intromissão remeter = remessa 05) Para que os filhos se encorajem, o lojista come jiló com canjica. a) Escreve-se com j a conjugação dos verbos terminados em JAR: Viajar = espero que eles viajem Encorajar = para que eles se encorajem Enferrujar = que não se enferrujem as portas b) Escrevem-se com j as palavras derivadas de vocábulos terminados em JA: loja = lojista canja = canjica sarja = sarjeta gorja = gorjeta c) Escrevem com j as palavras de origem tupi-guarani. Jiló Jibóia Jirau
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    06) O relógioque ele trouxe da viagem ao México em uma caixa de madeira caiu na enxurrada. a) Escrevem-se com g as palavras terminadas em ÁGIO, ÉGIO, ÍGIO, ÓGIO, ÚGIO: pedágio sacrilégio prestígio relógio refúgio b) Escrevem-se com g os substantivos terminados em GEM: a viagem a coragem a ferrugem • Exceções: pajem, lambujem c) Palavras iniciadas por ME serão escritas com x: Mexerica México Mexilhão Mexer • Exceção: mecha de cabelos d) As palavras iniciadas por EN serão escritas com x, a não ser que provenham de vocábulos iniciados por ch: Enxada Enxerto Enxurrada Encher – provém de cheio Enchumaçar – provém de chumaço e) Usa-se x após ditongo: ameixa caixa peixe • Exceções: recauchutar, guache Emprego das Letras Emprego de Vogais As vogais na língua portuguesa admitem certa variedade de pronúncia, dependendo de sua intensidade (i. é, se são tônicas ou átonas). Com essa variação na pronúncia, nem sempre a memória, baseada na audição, retém a forma correta da grafia. A lista a seguir não é exaustiva, mas procura incluir as dificuldades mais correntes na redação oficial. E ou I? Palavras com E, e não I acarear acreano (ou acriano) aéreo ante- (pref.=antes) antecipar antevéspera aqueduto área averigúe (f.v.) beneficência beneficente betume de antemão deferir (conceder) delação (denúncia) demitir derivar descortinar descrição despender despensa (onde se guardam comestíveis) despesa falsear granjear meteoro(logia) nomear oceano palavreado parêntese (ou parêntesis) passeata preferir prevenir quase rarear receoso reentrância
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    boreal cardeal carestia cedilha cercear cereal continue (f.v.) hastear homogêneo ideologia indeferir (negar) legítimo lenimento(que suaviza) menoridade meteorito sanear se senão sequer seringueiro testemunha vídeo Palavras com I, e não E aborígine acrimônia adiante ansiar anti- (pref.=contra) argúi (f.v.) arqui- (pref.) artifício atribui(s) (f.v.) cai (f. v.) calcário cárie (Cariar) chefiar cordial desigual diante diferir (divergir) dilação (adiamento) dilapidar dilatar (alargar) discrição (reserva) discricionário discriminar (discernir, separar) dispêndio dispensa (licença) distinguir distorção dói (fl. v.) feminino frontispício imbuir imergir (mergulhar) imigrar (entrar em país estrangeiro) iminente (próximo) imiscuir-se inclinar incorporar (encorpar) incrustar (encrostar) indigitar infestar influi(s) (f. v.) inigualável iniludível inquirir (interrogar) intitular irrupção júri linimento (medicamento untuoso) meritíssimo miscigenação parcimônia possui(s) (f. v.) premiar presenciar privilégio remediar requisito sentenciar silvícola substitui(s) (f. v.) verossímil O ou U? Palavras com O, e não U abolir agrícola bobina boletim bússola cobiçar(r) comprido comprimento (extensão) concorrência costume encobrir explodir marajoara mochila (de) moto próprio (latim: motu próprio) ocorrência pitoresco proeza Romênia romeno silvícola sortido (variado) sotaque tribo veio (s. e f. v.) vinícola Palavras com U, e não O acudir bônus cinqüenta cumprimento (saudação) cumprido (v. cumprir) cúpula Curitiba elucubração embutir entabular légua lucubração ônus régua súmula surtir (resultar) tábua tonitruante trégua usufruto vírgula vírus
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    Encontros Vocálicos EI ouE? Palavras com EI, e não E aleijado alqueire ameixa cabeleireiro ceifar colheita desleixo madeireira peixe queijo queixa(r-se) reiterar reivindicarseixo treinar treino Palavras com E, e não EI adrede alameda aldeamento (mas aldeia) alhear (mas alheio) almejar azulejo bandeja calejar caranguejo carqueja cereja cortejo despejar, despejo drenar embrear embreagem enfear ensejar, ensejo entrecho estrear, estreante frear, freada igreja lampejo lugarejo malfazejo manejar,manejo morcego percevejo recear,receoso refrear remanejo sertanejo tempero varejo OU ou O? Palavras com OU, e não O agourar arroubo cenoura dourar estourar frouxo lavoura pouco pousar roubar tesoura tesouro Palavras com O, e não OU alcova ampola anchova (ou enchova) arroba arrochar, arrocho arrojar, arrojo barroco cebola desaforo dose empola engodo estojo malograr,malogro mofar,mofo oco posar rebocar Emprego de Consoantes Assim como emprego de vogais provoca dúvidas, há algumas consoantes – especialmente as que formam dígrafos (duas letras para representar um som), ou a muda (h), ou, ainda, as diferentes consoantes que representam um mesmo som – constituem dificuldade adicional à correta grafia. Se houver hesitação quanto ao emprego de determinada consoante, consulte a lista que segue. Lembre-se de que a grafia das palavras tem estreita relação com sua história. Vocábulos derivados de outras línguas, por exemplo, mantêm certa uniformidade nas adaptações que sofrem ao serem incorporados ao português (do francêsgarage ao port. garagem; do latim actione, fractione ao port. ação, fração; etc.). Palavras que provêm de outras palavras quase sempre mantêm a grafia do radical de origem (granjear:
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    granja; gasoso: gás,analisar: análise). Há, ainda, certas terminações que mantêm uniformidade de grafia (- aça, -aço, -ecer, -ês, -esia, -izar, etc.). Emprego do H: com H ou sem o H? Haiti halo hangar harmonia haurir Havana Havaí haxixe hebdomadário hebreu hectare hediondo hedonismo Hégira Helesponto hélice hemi-(pref.=meio) hemisfério hemorragia herança herbáceo (mas erva) herdar herege hermenêutica hermético herói hesitar hiato híbrido hidráulica hidravião (hidroavião) hidrogênio hidro-(pref.=água) hierarquia hieróglifo (ou hieroglifo) hífen higiene Himalaia hindu hino hiper-(pref.=sobre) hipo-(pref.=sob) hipocrisia hipoteca hipotenusa hipótese hispanismo histeria hodierno hoje holandês holofote homenagear homeopatia homicida homilia (ou homília) homologar homogeneidade homogêneo homônimo honesto honorários honra horário horda horizonte horror horta hóspede hospital hostil humano humilde humor Hungria O fonema /ž/: G ou J? Palavras com G, e não J adágio agenda agiota algema algibeira apogeu argila auge Bagé (mas bajeense) Cartagena digerir digestão efígie égide Egito egrégio estrangeiro evangelho exegese falange ferrugem fuligem garagem geada gelosia gêmeo gengiva gesso gesto Gibraltar gíria giz herege impingir ligeiro miragem monge ogiva rigidez sugerir tangente viageiro viagem vigência Palavras com J, e não G ajeitar encoraje (fl.v.) enjeitar enrijecer gorjeta granjear injeção interjeição jeca jeito jenipapo jerimum jesuíta lisonjear lojista majestade majestoso objeção ojeriza projeção projetil (ou projétil) rejeição rejeitar rijeza sujeito ultraje eles viajem (f. v.)
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    O fonema /s/:C, Ç ou S ou SS ou X ou XC? Palavras com C, Ç e não S ou SS nem SC à beça absorção abstenção açaí açambarcar acender (iluminar) acento (tom de voz, símbolo gráfico) acepção acessório acerbo acerto (ajuste) acervo aço (ferro temperado) açodar (apressar) açúcar açude adoção afiançar agradecer alçar alicerçar alicerce almaço almoço alvorecer amadurecer amanhecer ameaçar aparecer apreçar (marcar preço) apreço aquecer arrefecer arruaça asserção assunção babaçu baço balança Barbacena Barcelona berço caça cacique caçoar caiçara calça calhamaço cansaço carecer carroçaria (ou carroceria) castiço cebola cê-cedilha cédula ceia ceifar célere celeuma cerne cerração (nevoeiro) cerrar (fechar, acabar) cerro (morro) certame certeiro certeza, certidão certo cessação (ato de cessar) cessão (ato de ceder) cessar (parar) cesta chacina chance chanceler cicatriz ciclo ciclone cifra cifrão cigarro cilada cimento cimo cingalês (do Ceilão) Cingapura (tradicional: Singapura) cínico cinqüenta cinza cioso ciranda circuito circunflexo círio (vela) cirurgia cisão cisterna citação cizânia coação cobiçar cociente (ou quociente) coerção coercitivo coleção compunção concelho (município) concertar (ajustar, harmonizar) concerto (- musical, acordo) concessão concílio (assembléia) conjunção consecução Criciúma decepção decerto descrição (ato de descrever) desfaçatez discrição (reserva) disfarçar exibição expeço extinção falecer fortalecer Iguaçu impeço incerto (não certo) incipiente (iniciante) inserção intercessão isenção laço liça (luta) licença lucidez lúcido maçada (importunação) maçante maçar (importunar) macerar maciço macio maço (de cartas) maçom (ou mação) manutenção menção mencionar muçulmano noviço obcecação (mas obsessão) obcecar opção orçamento orçar paço (palácio) panacéia parecer peça penicilina pinçar poça, poço prevenção presunção quiçá recender recensão rechaçar rechaço remição (resgate) resplandecer roça ruço (grisalho) sanção (ato de sancionar) soçobrar súcia sucinto Suíça, suíço taça tapeçaria
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    célula cem (cento) cemitério cenário censo (recenseamento) censura centavo cêntimo centro ceticismo cético cera cerâmica cerca cercear cereal cérebro distinção distorção docente(que ensina; corpo –: os professores) empobrecer encenação endereço enrijecer erupção escaramuça escocês Escócia esquecer estilhaço exceção excepcional tecelagem tecelão tecer tecido tenção (intenção) terça terço terraço vacilar viço vizinhança Palavras com S, e não C ou SC, nem X adensar adversário amanuense ânsia, ansiar apreensão ascensão (subida) autópsia aversão avulso balsa bolso bom-senso canhestro cansaço censo (recenseamento) compreensão compulsão condensar consecução conselheiro (que aconselha) conselho (aviso, parecer) consenso consentâneo consertar (remendar) contra-senso contraversão controvérsia conversão convulsão Córsega defensivo defensor descansar descensão, descenso (descida) desconsertar (desarranjar) despensa (copa, armário) despretensão dimensão dispensa(r) dispersão dissensão distensão diversão excursão expansão expensas extensão (mas estender) extorsão extrínseco falsário falso, falsidade farsa imersão impulsionar incompreensível incursão insinuar insípido insipiente (ignorante) insolação intensão (tensão) intensivo intrínseco inversão justapor mansão misto, mistura obsessão (mas obcecação) obsidiar obsoleto pensão percurso persa Pérsia persiana perversão precursor pretensão propensão propulsão pulsar recensão recensear, recenseamento remorso repreensão repulsa seção (ou secção) seda segar (ceifar, cortar) sela (assento) semear semente senado senha sênior sensato senso série seringa sério serra seta severo seviciar Sevilha Sibéria Sicília siderurgia sigilo sigla Silésia silício silo sinagoga Sinai Singapura (tradicional; ocorre tb. Cingapura) singelo singrar sintoma Síria sismo sito, situado submersão subsidiar subsistência suspensão tensão (estado de tenso) tergiversar
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    diverso emersão espoliar estender (mas extensão) estorno estorricar reverso salsicha Sansão seara sebe sebo Upsala(ou Upsália) utensílio versão versátil, versáteis Palavras com SS, e não C, Ç Abissínia acessível admissão aerossol agressão amassar (< massa) apressar (<pressa) argamassa arremessar assacar assassinar assear assecla assediar assentar assento (assentar) asserção asserto, assertiva (afirmação) assessor asseverar assíduo assimetria assinar Assíria assolar aterrissagem atravessar avassalar avesso bússola cassar (anular) cassino cessão (ato de ceder) comissão compasso compressa compromisso concessão condessa (fem. de conde) confissão cossaco crasso cromossomo demissão depressa depressão dessecar (secar bem) devassar dezesseis dezessete digressão discussão dissensão dissertação dissídio dissimulação dissipar dissuadir dossiê ecossistema eletrocussão emissão empossar (dar posse a) endossar escassear escassez escasso excessivo excesso expressão fissura fosso fracasso gesso grassar idiossincrasia imissão impressão imissão impressão ingressar insosso insubmissão interesse intromissão macrossistema massa messe messiânico microssistema missa missionário mocassim necessidade obsessão opressão pássaro passear passeata passeio passo (cf. paço) permissão pêssego pessimismo possessão potássio pressagiar, presságio pressão, pressionar processão (procedência) procissão (préstito) professo profissão progressão progresso promessa promissor promissória regressar, regressivo remessa remissão (ato de remitir) remissivo repercussão repressão, repressivo ressalva(r) ressarcir ressentir ressequir ressonar ressurreição retrocesso russo (da Rússia) sanguessuga secessão (separação) sessão (reunião) sessar (peneirar) sobressalente (ou sobresselente) sossego submissão sucessão sucessivo tessitura tosse travessa travessão uníssono vassoura verossímil vicissitude Palavras com SC, e não C, Ç, S, SS
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    abscesso abscissa acrescentar acrescer, acréscimo adolescente apascentar aquiescência aquiescer ascender ascensão asceta condescendência consciência cônscio convalescer crescente crescer descendência descender descentralização descer descerrar descida discente (queaprende) discernimento disciplina(r) discípulo efervescência fascículo fascismo florescer imisção (mistura) imiscível imprescindível intumescer irascível isóscele(s) miscelânea miscigenação nascença nascer néscio obsceno onisciência oscilar, oscilação piscicultura piscina plebiscito prescindir recrudescer remanescente reminiscência renascença rescindir rescisão ressuscitar seiscentésimo seiscentos suscetível suscitar transcendência víscera Palavras com X, e não S, SS apoplexia aproximar auxílio contexto exclusivo expectador (que tem esperança) expectativa expender expensas experiência experimentar experto (sabedor) expiação expiar (pagar, remir) expirar (morrer) explanar expletivo explicar explícito explorar expoente expor êxtase, extático extensão (mas estender) extenuar externo (exterior) extirpar extraordinário extrapolar extrato extremado extroversão inexperiência inextricável máxima próximo, proximidade sexta sextante sexto (ordinal) sintaxe têxtil, têxteis texto textual textura Palavras com S, e não X adestrar contestar destreza destro escavar esclarecer escorreito escusa(r) esdrúxulo esfolar esgotar esgoto esôfago espectador (que vê) esperteza esperto espiar (espreitar) espirar (soprar, exalar) esplanada esplêndido esplendor espoliação espontâneo espraiar espremer esquisito estagnar estático (firme, contrário de dinâmico) estender, estendido esterno (osso) estirpe estrangeiro estranhar estrato (camada) estratosfera estrema (marco, limite) estremar (dividir, separar) estremecer estrutura esvaecer esvair-se inesgotável justapor, justaposição misto mistura teste Palavras com XC (entre vogais), com valor de /s/
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    exceção excedente exceder excedível excelência excelente excelso excentricidade excêntrico excepcional excerto excesso exceto excetuar excipiente excitação excitar inexcedível O fonema /z/:Z ou S ou X? Palavras com Z, e não S abalizado abalizar acidez aduzir agilizar agonizar agudez(a) ajuizar alcoolizar algazarra algoz alteza altivez Amazonas amenizar americanizar amizade amortizar anarquizar andaluz Andaluzia antipatizar apaziguar aprazar aprazível aprendizado arborizar arcaizar aridez Arizona armazém aromatizar arrazoar arrazoado arroz (al, -eiro) aspereza assaz atemorizar aterrorizar atriz atroz atualizar audaz automatizar autorizar avalizar avareza avestruz avidez avizinhar azar azedar dogmatizar doze dramatizar dureza duzentos dúzia economizar eficaz eletrizar embaixatriz embelezar embriaguez encolerizar encruzilhada enfatizar enraizar entronizar escandalizar escassez escravizar especializar espezinhar esquizofrenia esterilizar estigmatizar estilizar estranheza estupidez esvaziar eternizar evangelizar exteriorizar familiarizar fazenda fazer feliz(ardo) feroz fertilizar finalizar fineza (delicadeza) firmeza fiscalizar flacidez fluidez formalizar fortaleza foz fraqueza frieza fugaz fuzil(eiro), fuzilar galvanizar nobreza noz (fruto da nogueira) nudez obstaculizar ojeriza oficializar organizar orizicultura ozônio palidez parabenizar particularizar pasteurizar paz penalizar pequenez permeabilizar perspicaz pertinaz placidez pluralizar pobreza polidez popularizar pormenorizar prazer, prazeroso prazo preconizar prejuízo pressurizar presteza prezado (estimado) primaz(ia) privatizar produzir proeza profetizar profundeza pulverizar pureza quartzo (ou quarço) racionalizar raiz, raízes rapaz rapidez rareza razão razoável realeza realizar reconduzir redondeza
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    azeite azeitona azimute azul, azuis baixeza baliza banalizar barbarizar bazar bazuca beleza bel-prazer bendizer bezerro bissetriz Bizâncio bizantino bizarro braveza, brabeza burocratizar cafezal cafezeiro cafezinho cafuzo canalizar canonizar capataz capaz capitalizar caracterizar carbonizar cartaz categorizar catequizar(mas catequese) cauterizar celebrizar centralizar certeza chafariz chamariz cicatriz(ar) circunvizinho civilizar cizânia clareza climatizar coalizão colonizar comezinho concretizar condizer conduzir confraternizar conscientizar contemporizar contradizer contumaz corporizar correnteza cotizar cozer (cozinhar) cozido cozinhar gaze gazear gazeta gazua generalizar gentileza giz gozar, gozo grandeza granizo gravidez harmonizar higienizar hipnotizar honradez horizonte horrorizar hospitalizar hostilizar humanizar idealizar imortalizar imperatriz impureza imunizar indenizar individualizar indizível industrializar induzir infeliz inferiorizar inimizar insipidez inteireza intelectualizar internacionalizar intrepidez introduzir inutilizar invalidez ironizar jaez jazida jazigo juiz, juízes juízo justeza largueza latinizar lazer legalizar ligeireza localizar loquaz ucidez luz maciez(a) madureza magazine magnetizar magreza maldizer reduzir refazer regozijo regularizar reluzir reorganizar responsabilizar revezar reza ridicularizar rigidez rijeza rispidez rivalizar robotizar robustez rodízio rudez(a) sagaz satisfazer sazão sazonal secularizar reduzir sensatez sensibilizar simbolizar simpatizar sincronizar singularizar sintetizar sistematizar sisudez socializar solenizar solidez sordidez sozinho suavizar Suazilândia Suez surdez sutileza talvez tenaz tez timidez tiranizar topázio torpeza totalizar traduzir tranqüilizar trapézio trazer trezentos tristeza triz turgidez tzar (ou czar) uniformizar universalizar urbanizar
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    cristalizar cristianizar crueza cruzar, cruzeiro cruzada cupidez czar (tzar) deduzir delicadeza democratizar desautorizar desfaçatez deslizar(escorregar) deslize desmazelo desmoralizar desprezar destreza dez dezembro dezena dezenove dezesseis dezessete dezoito diretriz divinizar dizer dizimar dízimo malfazer martirizar materializar matiz(ar) matriz mazela menosprezar mercantilizar meretriz mesquinhez mezinha(remédio) militarizar miudeza mobilizar modernizar monopolizar moralizar morbidez mordaz motorizar motriz mudez nacionalizar nariz naturalizar natureza Nazaré nazismo neutralizar nitidez utilizar vagareza valorizar vaporizar vasteza vazante vazar vazio veloz Veneza, veneziana Venezuela verbalizar verniz vez vezo vileza viuvez vivaz viveza vizinho vizir volatizar voraz voz(es) vulcanizar vulgarizar xadrez ziguezague(ar) Palavras com S, e não Z aburguesar abusar, abuso aceso acusar, acusativo adesão, adesivo afrancesar agasalhar aguarrás aliás alisar (mas deslizar) amasiar-se amnésia analisar, análise ananás anestesia apesar de aportuguesar após aposentar apoteose apresar aprisionar ardósia arquidiocese arrasar arrevesado artesanato, artesão ás (carta, aviador notável) asa Ásia escocês escusa(r) esôfago esotérico esquisito eutanásia evasão exclusive êxtase extravasar extremoso falésia fantasia(r) fase ferro-gusa finês finlandês formoso framboesa francês frase freguês frisa(r) friso fusão fuselagem fusível fuso gás gasogênio paralisar Paris parmesão pás (pl. de pá) pau-brasil pesadelo pêsames pesar, peso pesquisar pisar Polinésia português pôs (verbo pôr) precisão precisar preciso presa presente(ar) preservar presidente presídio presidir presilha princesa profetisa profusão prosa prosaico prosélito quadris
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    asilar, asilo asteca atrás atrasar, atraso através avisar,aviso azul-turquesa baronesa basalto base(ar) Basiléia basílica besouro bis(ar) bisavô Biscaia bisonho brasa brasão Brasil brasileiro brisa burguês, burguesia busílis Cádis campesino camponês carmesim casa(r) casamento casebre caserna caso casual casuísta casulo catálise, catalisar catequese (mas catequizar) centésimo César cesariana chinês cisão coesão coeso coisa colisão comiserar conciso, concisão conclusão consulesa contusão convés cortês cortesia coser (costurar) crase crise cútis decisão decisivo defesa demasia gasolina gasômetro gasoso gaulês gêiser gelosia gênese (ou gênesis) genovês Goiás gris, grisalho groselha guisa guisar, guisado guloso heresia hesitar holandês ileso improvisar incisão, incisivo inclusive incluso, inclusão indefeso infusão inglês intrusão, intruso invasão, invasor invés irlandês irresoluto irrisão irrisório isenção isolar Israel japonês javanês Jerusalém jesuíta Jesus jus jusante lápis lesão, lesionar lesar, lesivo lilás liso lisonja lisura losango lousa luso magnésio maisena maltês marquês masoquismo mausoléu mês mesa mesário mesóclise Mesopotâmia querosene quesito quis, quiseste, quiseram (verbo querer) raposa raso rasuro recusa(r) reclusão repisar repousar, repouso represa(r) represália requisição requisitar requisito rés rês (gado) rés-do-chão resenha reserva reservista residência residir resíduo resignar resina resistir resolução resolver resultar resumir retesar retrovisor revés, reveses revisão, revisar saudosismo Silésia síntese sinusite siso sisudo sobremesa sopesar sósia surpresa suserano teimosia televisão televis(ion)ar tese teso tesoura tesouraria tesouro torquês tosar transação transatlântico transe transido transistor trânsito
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    descamisar descortês desídia desígnio desinência desistir despesa detrás deusa diagnose diocese divisar divisível divisor doloso dose, dosar duquesa eclesiástico empresa empresário ênclise enésimo entrosar envasar enviesar erisipela mesquita mesura metamorfose Micronésia milanês misantropo miséria misericórdia montanhês montês mosaico Mosela música Nagasáqui narcisismo nasal náusea norueguês obesidade, obeso obséquio obtuso ourives(aria) ousar,ousadia país paisagem parafuso trás (prep., adv.) traseira través três tresandar trigésimo tris trisavô turquesa usina uso usufruto usura usurpar vasilha vaso vesícula viés vigésimo visar viseira visionário visita(r) visível visor xis (letra x) Palavras com X, e não Z ou S exagero exalar exaltar exame, examinar exangue exarar exasperar exato exaurir, exausto execução, executar exegese exemplo exéquias exeqüível exercer exercício exército exibir, exibição exigir exíguo, exigüidade exílio, exilar exímio existir êxito, exitoso êxodo exonerar exorbitar exortar exótico exuberante exultar exumar inexato inexaurível inexistente inexorável O fonema /š/: X ou CH? Palavras com X, e não CH abacaxi afrouxar almoxarife, almoxarifado ameixa atarraxar (< tarraxa) baixa baixada baixela baixeza baixo bauxita bexiga caixão caixeiro caixote capixaba coxa enxertar enxofre enxotar enxovalhar enxovia enxugar enxurrada enxuto esdrúxulo faixa faxina faxineiro feixe frouxo graxa guanxuma haxixe orixá paxá (governador turco) praxe puxar relaxado, relaxar remexer repuxar, repuxo rixa(r) rouxinol roxo seixo taxa (tipo de tributo, tarifa) taxar (impor taxa) taxativo trouxa vexado vexame
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    coxear coxo deixar desleixado desleixo elixir encaixe encaixotar enfaixar enfeixar engraxar, engraxate enxada enxaguar enxame enxaqueca enxergar enxerir Hiroxima lagartixa laxante laxa lixeiro lixívia lixo luxação luxar (deslocar) Luxemburgo luxo luxúria malgaxe(de Madagascar) mexer mexerico mexilhão (molusco) mixórdia vexar xá (da Pérsia) xadrez xampu Xangai xarope xavante xaxim xenofobia xeque (árabe) xerife xícara xifópago xiita xingar xis (letra x) Palavras com CH, e não X achacar, achaque achincalhar ancho anchova, ou enchova apetrecho archote arrochar, arrocho azeviche bacharel belchior beliche bolacha bolchevique brecha broche brochura bucha cachaça cacho cachoeira cambalacho capacho caramanchão cartucheira chá (planta, infusão de folhas) chácara chacina chacoalhar chacota chafariz chafurdar chalaça chalé chaleira chamariz chambre chaminé charada charco charlatão charolês charque(ar) charrua chávena cheque chicória chicote chimarrão chimpanzé ou chipanzé chique chiqueiro choça chocalho chofre choldra chope chuchu chumaço churrasco chusma chute, chutar cochichar, cochicho cochilar, cochilo cocho (vasilha) cochonilha colcha colchão colchete concha conchavo coqueluche cupincha debochar, deboche desabrochar desfechar despachar, despacho ducha encharcar encher enchova (ou anchova) escabeche escarafunchar escorchar esguicho espichar estrebuchar facho fantoche fechar, fecho fetiche ficha flecha(r) frincha gancho garrancho garrucha guache guincho iídiche inchar lancha lanche linchar luchar (sujar) machado machucar mochila nicho pecha pechar pechincha penacho piche, pichar ponche prancha rachar rancho rechaçar, rechaço ricochete(ar) rocha salsicha sanduíche tachar (censurar, acusar) tocha trapiche trecho trincheira
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    charuto fachada O complexo/ks/: X ou CC, CÇ? Palavras com X, e não CC ou CÇ afluxo amplexo anexar, anexo asfixia(r) axila(r) axioma bórax clímax complexidade, complexo conexão, conexo convexidade, convexo córtex crucifixo duplex durex empuxo fixar, fixação fixo flexão, flexibilidade flexionar flexível fluxo empuxo heterodoxia heterodoxo hexágono índex inflexível intoxicar látex léxico marxismo marxista maxila, maxilar nexo obnóxio ônix ortodoxia, ortodoxo oxidar, óxido oxítono paradoxal, paradoxo paralaxe paroxítono perplexidade, perplexo pirex profilaxia prolixo proparoxítono proxeneta reflexão reflexibilidade reflexivo reflexo refluxo saxão saxônio sexagenário sexagésimo sexo, sexual sílex telex telexograma tórax tóxico toxicologia toxina triplex xerox (ou xérox) Palavras com CC, CÇ, e não X cocção cóccix (ou coccige) confecção confeccionar convicção defecção dissecção fa(c)ção fa(c)cioso ficção fricção friccionar infe(c)ção infe(c)cionar inspe(c)ção retrospe(c)ção se(c)ção se(c)cionar EXERCÍCIOS - 01 1. Estão corretamente empregadas as palavras na frase: a) Receba meus cumprimentos pelo seu aniversário. b) Ele agiu com muita descrição. c) O pião conseguiu o primeiro lugar na competição. d) Ele cantou uma área belíssima. e) Utilizamos as salas com exatidão. 2. Todas as alternativas são verdadeiras quanto ao emprego da inicial maiúscula, exceto: a) Nos nomes dos meses quando estiverem nas datas. b) No começo de período, verso ou alguma citação direta. c) Nos substantivos próprios de qualquer espécie d) Nos nomes de fatos históricos dos povos em geral. e) Nos nomes de escolas de qualquer natureza. 3. Indique a única seqüência em que todas as palavras estão grafadas corretamente: a) fanatizar - analizar - frizar. b) fanatisar - paralizar - frisar. c) banalizar - analisar - paralisar. d) realisar - analisar - paralizar. e) utilizar - canalisar - vasamento.
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    4. A formadual que apresenta o verbo grafado incorretamente é: a) hidrólise - hidrolisar. b) comércio - comercializar. c) ironia - ironizar. d) catequese - catequisar. e) análise - analisar. 5. Quanto ao emprego de iniciais maiúsculas, assinale a alternativa em que não há erro de grafia: a) A Baía de Guanabara é uma grande obra de arte da Natureza. b) Na idade média, os povos da América do Sul não tinham laços de amizade com a Europa. c) Diz um provérbio árabe: "a agulha veste os outros e vive nua." d) "Chegam os magos do Oriente, com suas dádivas: ouro, incensos e mirra " (Manuel Bandeira). e) A Avenida Afonso Pena, em Belo Horizonte, foi ornamentada na época de natal. 6. Marque a opção cm que todas as palavras estão grafadas corretamente: a) enxotar - trouxa - chícara. b) berinjela - jiló - gipe. c) passos - discussão - arremesso. d) certeza - empresa - defeza. e) nervoso - desafio - atravez. 7. A alternativa que apresenta erro(s) de ortografia é: a) O experto disse que fora óleo em excesso. b) O assessor chegou à exaustão. c) A fartura e a escassez são problemáticas. d) Assintosamente apareceu enxarcado na sala. e) Aceso o fogo, uma labareda ascendeu ao céu. 8. Assinale a opção cm que a palavra está incorretamente grafada: a) duquesa. b) magestade. c) gorjeta. d) francês. e) estupidez. 9. Dos pares de palavras abaixo, aquele em que a segunda não se escreve com a mesma letra sublinhada na primeira é: a) vez / reve___ar. b) propôs / pu__ eram. c) atrás / retra __ ado. d) cafezinho/ blu __ inha. e) esvaziar / e___ tender. 10. Indique o item em que todas as palavras devem ser preenchidas com x: a) pran__a / en__er / __adrez. b) fei__e / pi__ar / bre__a. c) __utar / frou__o / mo__ila. d) fle__a / en__arcar / li__ar. e) me__erico / en__ame / bru__a. 11. Todas as palavras estão com a grafia correta, exceto: a) dejeto. b) ogeriza. c) vadear. d) iminente. e) vadiar. 12. A alternativa que apresenta palavra grafada incorretamente é: a) fixação - rendição - paralisação. b) exceção - discussão - concessão.
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    c) seção -admissão - distensão. d) presunção - compreensão - submissão. e) cessão - cassação - excurção. 13. Assinale a alternativa em que todas as palavras estão grafadas corretamente: a) analizar - economizar - civilizar. b) receoso - prazeirosamente - silvícola. c) tábua - previlégio - marquês. d) pretencioso - hérnia - majestade. e) flecha - jeito - ojeriza. 14. Assinale a alternativa em que todas as palavras estão grafadas corretamente: a) atrasado - princesa - paralisia. b) poleiro - pagem - descrição. c) criação - disenteria - impecilho. d) enxergar - passeiar - pesquisar. e) batizar - sintetizar - sintonisar. 15. Assinale a alternativa em que todas as palavras estão grafadas corretamente: a) tijela - oscilação - ascenção. b) richa - bruxa - bucha. c) berinjela - lage - majestade. d) enxada - mixto - bexiga. e) gasolina - vaso - esplêndido. 16. Marque a única palavra que se escreve sem o h: a) omeopatia. b) umidade. c) umor. d) erdeiro. e) iena. 17. (CFS/95) Assinalar o par de palavras parônimas: a) céu - seu b) paço - passo c) eminente - evidente d) descrição - discrição 18. (CFS/95) Assinalar a alternativa em que todas as palavras devem ser escritas com "j". a) __irau, __ibóia, __egue b) gor__eio, privilé__io, pa__em c) ma__estoso, __esto, __enipapo d) here__e, tre__eito, berin__ela 19. (CFC/95) Assinalar a alternativa que preenche corretamente as lacunas do seguinte período: "Em _____ plenária, estudou-se a _____ de terras a _____ japoneses." a) seção - cessão - emigrantes b) cessão - sessão - imigrantes c) sessão - secção - emigrantes d) sessão - cessão - imigrantes 20. (CFC/95) Assinalar a alternativa que apresenta um erro de ortografia: a) enxofre, exceção, ascensão b) abóbada, asterisco, assunção c) despender, previlégio, economizar d) adivinhar, prazerosamente, beneficente 21. (CFC/95) Assinalar a alternativa que contém um erro de ortografia: a) beleza, duquesa, francesa b) estrupar, pretensioso, deslizar
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    c) esplêndido, meteorologia,hesitar d) cabeleireiro, consciencioso, manteigueira 22. (CFC/96) Assinalar a alternativa correta quanto à grafia das palavras: a) atraz - ele trás b) atrás - ele traz c) atrás - ele trás d) atraz - ele traz 23. (CFS/96) Assinalar a palavra graficamente correta: a) bandeija b) mendingo c) irrequieto d) carangueijo 24. (CESD/97) Assinalar a alternativa que completa as lacunas da frase abaixo, na ordem em que aparecem. "O Brasil de hoje é diferente, _____ os ideais de uma sociedade _____ justa ainda permanecem". a) mas - mas b) mais - mas c) mas - mais d) mais - mais 25. (CESD/98) Cauda/rabo, calda/açúcar derretido para doce. São, portanto, palavras homônimas. Associe as duas colunas e assinale a alternativa com a seqüência correta. 1 - conserto ( ) valor pago 2 - concerto ( ) juízo claro 3 - censo ( ) reparo 4 - senso ( ) estatística 5 - taxa ( ) pequeno prego 6 - tacha ( ) apresentação musical a) 5-4-1-3-6-2 b) 5-3-2-1-6-4 c) 4-2-6-1-3-5 d) 1-4-6-5-2-3 26. (CFC/98) Assinalar o par de palavras antônimas: a) pavor - pânico b) pânico - susto c) dignidade - indecoro d) dignidade - integridade 27. (CFS/97) O antônimo para a expressão "época de estiagem" é: a) tempo quente b) tempo de ventania c) estação chuvosa d) estação florida 28. (CFS/96) Quanto à sinonímia, associar a coluna da esquerda com a da direita e indicar a seqüência correta. 1 - insigne ( ) ignorante 2 - extático ( ) saliente 3 - insipiente ( ) absorto 4 - proeminente ( ) notável a) 2-4-3-1 b) 3-4-2-1 c) 4-3-1-2 d) 3-2-4-1 29. (ITA/SP) Em que caso todos os vocábulos são grafados com "x" ?
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    a) __ícara, __ávena,pi__e, be__iga b) __enófobo, en__erido, en__erto, __epa c) li__ar, ta__ativo, sinta__e, bro__e d) ê__tase, e__torquir, __u__u, __ilrear GABARITO 1 A / 2 A / 3 C / 4 D / 5 D / 6 C / 7 D / 8 B / 9 D / 10 E / 11 B / 12 E / 13 E / 14 A / 15 E / 16 B / 17 D / 18 A / 19 D / 20 C / 21 B / 22 B / 23 C / 24 C / 25 A / 26 C / 27 C / 28 B / 29 B EXERCÍCIOS - 02 1. (IBGE) Entre as opções abaixo, somente uma completa corretamente as lacunas apresentadas a seguir. Assinale-a: Na cidade carente, os .......... resolveram .......... seus direitos, fazendo um .......... assustador. a) mendingos; reivindicar; rebuliço b) mindigos; reinvidicar, rebuliço c) mindigos; reivindicar, reboliço d) mendigos; reivindicar, rebuliço e) mendigos; reivindicar, reboliço 2. (IBGE) Assinale a opção em que todas as palavras se completam adequadamente com a letra entre parênteses: a) en.....aguar / pi.....e / mi.....to (x) b) exce.....ão / Suí.....a / ma.....arico (ç) c) mon.....e / su.....estão / re.....eitar (g) d) búss.....la / eng.....lir / ch.....visco (u) e) .....mpecilho / pr.....vilégio / s.....lvícola (i) 3. (TRE-SP) Foram insuficientes as ....... apresentadas, ....... de se esclarecerem os ...... . a) escusas - a fim - mal-entendidos b) excusas - afim - mal-entendidos c) excusas - a fim - malentendidos d) excusas - afim - malentendidos e) escusas - afim - mal-entendidos 4. (TRE-SP) Este meu amigo .......... vai ..........-se para ter direito ao título de eleitor. a) extrangeiro - naturalizar b) estrangeiro - naturalisar c) extranjeiro - naturalizar d) estrangeiro - naturalizar e) estranjeiro - naturalisar 5. (TTN) Assinale a alternativa em que todas as palavras estão corretamente grafadas: a) quiseram, essência, impecílio b) pretencioso, aspectos, sossego c) assessores, exceção, incansável d) excessivo, expontâneo, obseção e) obsecado, reinvidicação, repercussão 6. (FT) A alternativa cujas palavras se escrevem respectivamente com -são e -ção, como "expansão" e "sensação", é: a) inven..... / coer..... b) absten..... / asser..... c) dimen..... / conver..... d) disten..... / inser..... e) preten..... / conver.. 7. (U-UBERLÂNDIA) Das palavras abaixo relacionadas, uma não se escreve com h inicial. Assinale-a:
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    a) hélice b) halo c)haltere d) herva e) herdade 8. (EPCAR) Só não se completa com z: a) repre( )ar b) pra( )o c) bali( )a d) abali( )ado e) despre( )ar 9. (EPCAR) Completam-se com g os vocábulos abaixo, menos: a) here( )e b) an( )élico c) fuli( )em d) berin( )ela e) ti( )ela 10. (BB) Alternativa correta: a) estemporanêo b) escomungado c) esterminado d) espontâneo e) espansivo Gabarito: 1. D 6. D 2. B 7. D 3. A 8.A 4. D 9.D 5. C 10.D
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    PONTUAÇÃO Há certos recursosda linguagem - pausa, melodia, entonação e até mesmo, silêncio - que só estão presentes na oralidade. Na linguagem escrita, para substituir tais recursos, usamos os sinais de pontuação. Estes são também usados para destacar palavras, expressões ou orações e esclarecer o sentido de frases, a fim de dissipar qualquer tipo de ambigüidade. • ponto: Emprega-se o ponto, basicamente, para indicar o término de um frase declarativa de um período simples ou composto. Desejo-lhe uma feliz viagem. A casa, quase sempre fechada, parecia abandonada, no entanto tudo no seu interior era conservado com primor. O ponto é também usado em quase todas as abreviaturas, por exemplo: fev. = fevereiro, hab. = habitante, rod. = rodovia. O ponto que é empregado para encerrar um texto escrito recebe o nome de ponto final. • o ponto-e-vírgula: Utiliza-se o ponto-e-vírgula para assinalar uma pausa maior do que a da vírgula, praticamente uma pausa intermediária entre o ponto e a vírgula. Geralmente, emprega-se o ponto-e-vírgula para: a) separar orações coordenadas que tenham um certo sentido ou aquelas que já apresentam separação por vírgula: Criança, foi uma garota sapeca; moça, era inteligente e alegre; agora, mulher madura, tornou-se uma doidivanas. b) separar vários itens de uma enumeração: Art. 206. O ensino será ministrado com base nos seguintes princípios: I - igualdade de condições para o acesso e permanência na escola; II - liberdade de aprender, ensinar, pesquisar e divulgar o pensamento, a arte e o saber; III - pluralismo de idéias e de concepções, e coexistência de instituições públicas e privadas de ensino; IV - gratuidade do ensino em estabelecimentos oficiais; (Constituição da República Federativa do Brasil) • dois-pontos: Os dois-pontos são empregados para: a) uma enumeração: ... Rubião recordou a sua entrada no escritório do Camacho, o modo porque falou: e daí tornou atrás, ao próprio ato. Estirado no gabinete, evocou a cena: o menino, o carro, os cavalos, o grito, o salto que deu, levado de um ímpeto irresistível... (Machado de Assis) b) uma citação:
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    Visto que elanada declarasse, o marido indagou: - Afinal, o que houve? c) um esclarecimento: Joana conseguira enfim realizar seu desejo maior: seduzir Pedro. Não porque o amasse, mas para magoar Lucila. Observe que os dois-pontos são também usados na introdução de exemplos, notas ou observações. Parônimos são vocábulos diferentes na significação e parecidos na forma. Exemplos: ratificar/retificar, censo/senso, descriminar/discriminar etc. Nota: A preposição per, considerada arcaica, somente é usada na frase de per si (= cada um por sua vez, isoladamente). Observação: Na linguagem coloquial pode-se aplicar o grau diminutivo a alguns advérbios: cedinho, longinho, melhorzinho, pouquinho etc. NOTA A invocação em correspondência (social ou comercial) pode ser seguida de dois-pontos ou de vírgula: Querida amiga: Prezados senhores, • ponto de interrogação: O ponto de interrogação é empregado para indicar uma pergunta direta, ainda que esta não exija resposta: O criado pediu licença para entrar: - O senhor não precisa de mim? - Não obrigado. A que horas janta-se? - Às cinco, se o senhor não der outra ordem. - Bem. - O senhor sai a passeio depois do jantar? de carro ou a cavalo? - Não. (José de Alencar) • ponto de exclamação: O ponto de exclamação é empregado para marcar o fim de qualquer enunciado com entonação exclamativa, que normalmente exprime admiração, surpresa, assombro, indignação etc. - Viva o meu príncipe! Sim, senhor... Eis aqui um comedouro muito compreensível e muito repousante, Jacinto! - Então janta, homem! (Eça de Queiroz) NOTA O ponto de exclamação é também usado com interjeições e locuções interjetivas: Oh! Valha-me Deus!
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    • O usoda vírgula: Emprega-se a vírgula (uma breve pausa): a) para separar os elementos mencionados numa relação: A nossa empresa está contratando engenheiros, economistas, analistas de sistemas e secretárias. O apartamento tem três quartos, sala de visitas, sala de jantar, área de serviço e dois banheiros. Mesmo que o e venha repetido antes de cada um dos elementos da enumeração, a vírgula deve ser empregada: Rodrigo estava nervoso. Andava pelos cantos, e gesticulava, e falava em voz alta, e ria, e roía as unhas. b) para isolar o vocativo: Cristina, desligue já esse telefone! Por favor, Ricardo, venha até o meu gabinete. c) para isolar o aposto: Dona Sílvia, aquela mexeriqueira do quarto andar, ficou presa no elevador. Rafael, o gênio da pintura italiana, nasceu em Urbino. d) para isolar palavras e expressões explicativas (a saber, por exemplo, isto é, ou melhor, aliás, além disso etc.): Gastamos R$ 5.000,00 na reforma do apartamento, isto é, tudo o que tínhamos economizado durante anos. Eles viajaram para a América do Norte, aliás, para o Canadá. e) para isolar o adjunto adverbial antecipado: Lá no sertão, as noites são escuras e perigosas. Ontem à noite, fomos todos jantar fora. f) para isolar elementos repetidos: O palácio, o palácio está destruído. Estão todos cansados, cansados de dar dó! g) para isolar, nas datas, o nome do lugar: São Paulo, 22 de maio de 1995. Roma, 13 de dezembro de 1995. h) para isolar os adjuntos adverbiais: A multidão foi, aos poucos, avançando para o palácio. Os candidatos serão atendidos, das sete às onze, pelo próprio gerente. i) para isolar as orações coordenadas, exceto as introduzidas pela conjunção e: Ele já enganou várias pessoas, logo não é digno de confiança. Você pode usar o meu carro, mas tome muito cuidado ao dirigir.
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    Não compareci aotrabalho ontem, pois estava doente. j) para indicar a elipse de um elemento da oração: Foi um grande escândalo. Às vezes gritava; outras, estrebuchava como um animal. Não se sabe ao certo. Paulo diz que ela se suicidou, a irmã, que foi um acidente. k) para separar o paralelismo de provérbios: Ladrão de tostão, ladrão de milhão. Ouvir cantar o galo, sem saber onde. l) após a saudação em correspondência (social e comercial): Com muito amor, Respeitosamente, m) para isolar as orações adjetivas explicativas: Marina, que é uma criatura maldosa, "puxou o tapete" de Juliana lá no trabalho. Vidas Secas, que é um romance contemporâneo, foi escrito por Graciliano Ramos. n) para isolar orações intercaladas: Não lhe posso garantir nada, respondi secamente. O filme, disse ele, é fantástico.
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    ACENTUAÇÃO GRÁFICA A acentuaçãoé um dos requisitos que perfazem as regras estabelecidas pela Gramática Normativa. A mesma compõe- se de algumas particularidades, às quais devemos estar atentos, procurando estabelecer uma relação de familiaridade e, consequentemente, colocando-as em prática ao nos referirmos à linguagem escrita. À medida que desenvolvemos o hábito da leitura e a prática de redigir, automaticamente aprimoramos essas competências, e tão logo nos adequamos à forma padrão. Em se tratando do referido assunto, devemos nos ater à questão das Novas Regras Ortográficas da Língua Portuguesa, as quais entraram em vigor desde o dia 1º de janeiro de 2009. E como toda mudança implica em adequação, o ideal é que façamos uso das mesmas o quanto antes. O estudo exposto a seguir visa aprofundar nossos conhecimentos no que se refere à maneira correta de grafamos as palavras, levando em consideração as regras de acentuação por elas utilizadas. Lembrando que as mesmas já estão voltadas para o novo acordo ortográfico. Regras básicas – Acentuação tônica A acentuação tônica implica na intensidade como são pronunciadas as sílabas das palavras. Aquela que se dá de forma mais acentuada, conceitua-se como sílaba tônica. As demais, como são pronunciadas com menos intensidade, são denominadas de átonas. De acordo com a tonicidade, as palavras são classificadas como: Oxítonas – São aquelas cuja sílaba tônica recai sobre a última sílaba. Ex: café – coração – cajá – atum – caju - papel Paroxítonas – São aquelas em que a sílaba tônica se evidencia na penúltima sílaba. Ex: útil – tórax – táxi – leque – retrato – passível Proparoxítonas - São aquelas em que a silaba tônica se evidencia na antepenúltima sílaba. Ex: lâmpada - câmara - tímpano - médico - ônibus Como podemos observar, mediante todos os exemplos mencionados, os vocábulos possuem mais de uma sílaba, mas em nossa língua existem aqueles com uma sílaba somente, são os chamados monossílabos, que, quando pronunciados, há certa diferenciação quanto à intensidade. Tal diferenciação só é percebida quando os pronunciamos em uma dada sequência de palavras. Como podemos observar o exemplo a seguir: “Sei que não vai dar em nada, Seus segredos sei de cor”. Os monossílabos ora em destaque, classificam-se como tônicos, os demais, como átonos (que, em, de). Os acentos # acento agudo (´) – Colocado sobre as letras a, i, u e sobre o e do grupo “em” indica que estas letras representam as vogais tônicas de palavras como Amapá, caí, público, parabéns. Sobre as letras “e” e “o” indica, além da tonicidade, timbre aberto. Ex: herói – médico – céu # acento circunflexo (^) – colocado sobre as letras “a”, “e” e “o”, indica além da tonicidade, timbre fechado: tâmara – Atlântico – pêssego – supôs # acento grave (`) – indica a fusão da preposição “a” com artigos e pronomes. Ex: à, às, àquelas, àqueles # O trema (¨) – De acordo com a nova regra, foi totalmente abolido das palavras. Apenas há uma exceção: Somente é utilizado em palavras derivadas de nomes próprios estrangeiros.
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    Ex: mülleriano (deMüller) # O til (~) – indica que as letras “a” e “o” representam vogais nasais. Ex: coração – melão – órgão - ímã Regras fundamentais: Palavras oxítonas: Acentuam-se todas as oxítonas terminadas em: a, e, o, em, seguidas ou não do plural(s) Pará – café(s) – cipó(s) – armazém(s) Essa regra também é aplicada aos seguintes casos: Monossílabos tônicos terminados em a, e, o, seguidos ou não de “s”. Ex: pá – pé – dó – crê – há Formas verbais terminadas em a, e, o tônicos seguidas de lo, la, los, lãs. respeitá-lo – percebê-lo – compô-lo Paroxítonas: Acentuam-se as palavras paroxítonas terminadas em: - i, is táxi – lápis – júri - us, um, uns vírus – álbuns – fórum - l, n, r, x, ps automóvel – elétron- cadáver – tórax – fórceps - ã, ãs, ão, ãos ímã – ímãs – órfão – órgãos -ditongo oral, crescente ou decrescente, seguido ou não de “s”. água – pônei – mágoa – jóquei Regras especiais: #Os ditongos de pronúncia aberta ei, oi, que antes eram acentuados, perderam o acento de acordo com a nova regra. Ex: Antes Agora assembléia assembleia idéia ideia geléia geleia jibóia jiboia apóia (verbo apoiar) apoia paranóico paranoico Observação importante – O acento das palavras herói, anéis, fiéis ainda permanece. # Quando a vogal do hiato for “i” ou “u” tônicos, acompanhados ou não de s, haverá acento Ex: saída – faísca – baú – país – Luís Observação importante:
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    Não serão maisacentuados “i” e “u” tônicos, formando hiato quando vierem depois de ditongo: Ex: Antes Agora bocaiúva bocaiuva feiúra feiura Sauípe # O acento pertencente aos hiatos “oo” e “ee” que antes existia, agora foi abolido. Ex: Antes Agora crêem creem lêem leem vôo voo enjôo enjoo #Não se acentuam o i e o u que formam hiato quando seguidos, na mesma sílaba, de l, m, n, r ou z: Ra-ul, ru-im, con-tri-bu-in-te, sa-ir-des, ju-iz #Não se acentuam as letras i e u dos hiatos se estiverem seguidas do dígrafo nh: ra-i-nha, vem-to-i-nha. #Não se acentuam as letras i e u dos hiatos se vierem precedidas de vogal idêntica: xi-i-ta, pa-ra-cu-u-ba No entanto, se tratar de palavra proparoxítona haverá o acento, já que a regra de acentuação das proparoxítonas prevalece sobre a dos hiatos: fri-ís-si-mo, se-ri-ís-si-mo # As formas verbais que possuíam o acento tônico na raiz, com (u) tônico precedido de (g) ou (q) e seguido de (e) ou (i) não serão mais acentuadas. Ex: Antes Depois apazigúe (apaziguar) apazigue averigúe (averiguar) averigue argúi (arguir) argui # Acentuam-se os verbos pertencentes à terceira pessoa do plural de: ele tem – eles têm ele vem – eles vêm # A regra prevalece também para os verbos conter, obter, reter, deter, abster. ele contém – eles contêm ele obtém – eles obtêm ele retém – eles retêm ele convém – eles convêm # Não se acentuam mais as palavras homógrafas que antes eram acentuadas para diferenciar de outras semelhantes. Apenas em algumas exceções como: A forma verbal pôde (terceira pessoa do singular do pretérito perfeito do modo indicativo) ainda continua sendo acentuada para diferenciar-se de pode (terceira pessoa do singular do presente do indicativo). O mesmo ocorreu com o verbo pôr para diferenciar da preposição por. Palavras homógrafas pola (ô) substantivo – pola (ó) substantivo polo (s) (substantivo) - polo(s) (contração de por + o) pera (substantivo) - pera (preposição antiga) para (verbo) - para (preposição)
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    pelo(s) (substantivo) -pelo (contração) pelo (do verbo pelar) - pelo (contração) pela, pelas (substantivo e verbo) - pela (contração)
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    Pronomes É palavra variávelem gênero, número e pessoa que substitui ou acompanha um substantivo, indicando-o como pessoa do discurso. A diferença entre pronome substantivo e pronome adjetivo pode ser atribuída a qualquer tipo de pronome, podendo variar em função do contexto frasal. Assim, o pronome substantivo é aquele que substitui um substantivo, representando-o. (Ele prestou socorro). Já o pronome adjetivo é aquele que acompanha um substantivo, determinando-o. (Aquele rapaz é belo). Os pronomes pessoais são sempre substantivos. Quanto às pessoas do discurso, a língua portuguesa apresenta três pessoas: 1ª pessoa - aquele que fala, emissor; 2ª pessoa - aquele com quem se fala, receptor; 3ª pessoa - aquele de que ou de quem se fala, referente. Pronome pessoal: Indicam uma das três pessoas do discurso, substituindo um substantivo. Podem também representar, quando na 3ª pessoa, uma forma nominal anteriormente expressa (A moça era a melhor secretária, ela mesma agendava os compromissos do chefe). A seguir um quadro com todas as formas do pronome pessoal: Pronomes pessoais Número Pessoa Pronomes retos Pronomes oblíquos Átonos Tônicos singular primeira segunda terceira eu tu ele, ela me te o, a, lhe, se mim, comigo ti, contigo ele, ela, si, consigo plural primeira segunda terceira nós vós eles, elas nos vos os, as, lhes, se nós, conosco vós, convosco eles, elas, si, consigo Os pronomes pessoais apresentam variações de forma dependendo da função sintática que exercem na frase. Os pronomes pessoais retos desempenham, normalmente, função de sujeito; enquanto os oblíquos, geralmente, de complemento. Os pronomes oblíquos tônicos devem vir regidos de preposição. Em comigo, contigo, conosco e convosco, a preposição com já é parte integrante do pronome. Os pronomes de tratamento estão enquadrados nos pronomes pessoais. São empregados como referência à pessoa com quem se fala (2ª pessoa), entretanto, a concordância é feita com a 3ª pessoa. Também são considerados pronomes de tratamento as formas você, vocês (provenientes da redução de Vossa Mercê), Senhor, Senhora e Senhorita. Quanto ao emprego, as formas oblíquas o, a, os, as completam verbos que não vêm regidos de
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    preposição; enquanto lhee lhes para verbos regidos das preposições a ou para (não expressas). Apesar de serem usadas pouco, as formas mo, to, no-lo, vo-lo, lho e flexões resultam da fusão de dois objetos, representados por pronomes oblíquos (Ninguém mo disse = ninguém o disse a mim). Os pronomes átonos o, a, os e as viram lo(a/s), quando associados a verbos terminados em r, s ou z e viram no(a/s), se a terminação verbal for em ditongo nasal. Os pronomes o/a (s), me, te, se, nos, vos desempenham função se sujeitos de infinitivo ou verbo no gerúndio, junto ao verbo fazer, deixar, mandar, ouvir e ver (Mandei-o entrar / Eu o vi sair / Deixei-as chorando). A forma você, atualmente, é usada no lugar da 2ª pessoa (tu/vós), tanto no singular quanto no plural, levando o verbo para a 3ª pessoa. Já as formas de tratamento serão precedidas de Vossa, quando nos dirigirmos diretamente à pessoa e de Sua, quando fizermos referência a ela. Troca-se na abreviatura o V. pelo S. Quando precedidos de preposição, os pronomes retos (exceto eu e tu) passam a funcionar como oblíquos. Eu e tu não podem vir precedidos de preposição, exceto se funcionarem como sujeito de um verbo no infinitivo (Isto é para eu fazer ≠ para mim fazer). Os pronomes acompanhados de só ou todos, ou seguido de numeral, assumem forma reta e podem funcionar como objeto direto (Estava só ele no banco / Encontramos todos eles). Os pronomes me, te, se, nos, vos podem ter valor reflexivo, enquanto se, nos, vos - podem ter valor reflexivo e recíproco. As formas si e consigo têm valor exclusivamente reflexivo e usados para a 3ª pessoa. Já conosco e convosco devem aparecer na sua forma analítica (com nós e com vós) quando vierem com modificadores (todos, outros, mesmos, próprios, numeral ou oração adjetiva). Os pronomes pessoais retos podem desempenhar função de sujeito, predicativo do sujeito ou vocativo, este último com tu e vós (Nós temos uma proposta / Eu sou eu e pronto / Ó, tu, Senhor Jesus). Quanto ao uso das preposições junto aos pronomes, deve-se saber que não se pode contrair as preposições de e em com pronomes que sejam sujeitos (Em vez de ele continuar, desistiu ≠ Vi as bolsas dele bem aqui). Os pronomes átonos podem assumir valor possessivo (Levaram-me o dinheiro / Pesavam-lhe os olhos), enquanto alguns átonos são partes integrantes de verbos como suicidar-se, apiedar-se, condoer-se, ufanar-se, queixar-se, vangloriar-se. Já os pronomes oblíquos podem ser usados como expressão expletiva (Não me venha com essa). Pronome possessivo: Fazem referência às pessoas do discurso, apresentando-as como possuidoras de algo. Concordam em gênero e número com a coisa possuída. São pronomes possessivos da língua portuguesa as formas: 1ª pessoa: meu(s), minha(s) nosso(a/s); 2ª pessoa: teu(s), tua(s) vosso(a/s); 3ª pessoa: seu(s), sua(s) seu(s), sua(s). Quanto ao emprego, normalmente, vem antes do nome a que se refere; podendo, também, vir depois do substantivo que determina. Neste último caso, pode até alterar o sentido da frase. O uso do possessivo seu (a/s) pode causar ambiguidade, para desfazê-la, deve-se preferir o uso do dele (a/s) (Ele disse que Maria estava trancada em sua casa - casa de quem?); pode também indicar aproximação numérica (ele tem lá seus 40 anos). Já nas expressões do tipo "Seu João", seu não tem valor de posse por ser uma alteração fonética de Senhor. Pronome demonstrativo: Indicam posição de algo em relação às pessoas do discurso, situando-o no tempo e/ou no espaço.
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    São: este (a/s),isto, esse (a/s), isso, aquele (a/s), aquilo. Isto, isso e aquilo são invariáveis e se empregam exclusivamente como substitutos de substantivos. As formas mesmo, próprio, semelhante, tal (s) e o (a/s) podem desempenhar papel de pronome demonstrativo. Quanto ao emprego, os pronomes demonstrativos apresentam-se da seguinte maneira: • uso dêitico, indicando localização no espaço - este (aqui), esse (aí) e aquele (lá); • uso dêitico, indicando localização temporal - este (presente), esse (passado próximo) e aquele (passado remoto ou bastante vago); • uso anafórico, em referência ao que já foi ou será dito - este (novo enunciado) e esse (retoma informação); • o, a, os, as são demonstrativos quando equivalem a aquele (a/s), isto (Leve o que lhe pertence); • tal é demonstrativo se puder ser substituído por esse (a), este (a) ou aquele (a) e semelhante, quando anteposto ao substantivo a que se refere e equivalente a "aquele", "idêntico" (O problema ainda não foi resolvido, tal demora atrapalhou as negociações / Não brigue por semelhante causa); • mesmo e próprio são demonstrativos, se precedidos de artigo, quando significarem "idêntico", "igual" ou "exato". Concordam com o nome a que se referem (Separaram crianças de mesmas séries); • como referência a termos já citados, os pronomes aquele (a/s) e este (a/s) são usados para primeira e segunda ocorrências, respectivamente, em apostos distributivos (O médico e a enfermeira estavam calados: aquele amedrontado e esta calma / ou: esta calma e aquele amedrontado); • pode ocorrer a contração das preposições a, de, em com os pronomes demonstrativos (Não acreditei no que estava vendo / Fui àquela região de montanhas / Fez alusão à pessoa de azul e à de branco); • podem apresentar valor intensificador ou depreciativo, dependendo do contexto frasal (Ele estava com aquela paciência / Aquilo é um marido de enfeite); • nisso e nisto (em + pronome) podem ser usados com valor de "então" ou "nesse momento" (Nisso, ela entrou triunfante - nisso = advérbio). Pronome relativo: Retoma um termo expresso anteriormente (antecedente) e introduz uma oração dependente, adjetiva. Os pronomes demonstrativos são: que, quem e onde - invariáveis; além de o qual (a/s), cujo (a/s) e quanto (a/s). Os relativos são chamados relativos indefinidos quando são empregados sem antecedente expresso (Quem espera sempre alcança / Fez quanto pôde). Quanto ao emprego, observa-se que os relativos são usados quando: • o antecedente do relativo pode ser demonstrativo o (a/s) (O Brasil divide-se entre os que leem ou não); • como relativo, quanto refere-se ao antecedente tudo ou todo (Ouvia tudo quanto me interessava) • quem será precedido de preposição se estiver relacionado a pessoas ou seres personificados expressos; • quem = relativo indefinido quando é empregado sem antecedente claro, não vindo precedido de preposição; • cujo (a/s) é empregado para dar a ideia de posse e não concorda com o antecedente e sim com seu consequente. Ele tem sempre valor adjetivo e não pode ser acompanhado de artigo. Pronome indefinido: Referem-se à 3ª pessoa do discurso quando considerada de modo vago, impreciso ou genérico, representando pessoas, coisas e lugares. Alguns também podem dar ideia de conjunto ou quantidade indeterminada. Em função da quantidade de pronomes indefinidos, merece atenção sua identificação. São pronomes indefinidos de: • pessoas: quem, alguém, ninguém, outrem; • lugares: onde, algures, alhures, nenhures; • pessoas, lugares, coisas: que, qual, quais, algo, tudo, nada, todo (a/s), algum (a/s), vários (a), nenhum (a/s), certo (a/s), outro (a/s), muito (a/s), pouco (a/s), quanto (a/s), um (a/s), qualquer (s),
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    cada. Sobre o empregodos indefinidos devemos atentar para: • algum, após o substantivo a que se refere, assume valor negativo (= nenhum) (Computador algum resolverá o problema); • cada deve ser sempre seguido de um substantivo ou numeral (Elas receberam 3 balas cada uma); • alguns pronomes indefinidos, se vierem depois do nome a que estiverem se referindo, passam a ser adjetivos. (Certas pessoas deveriam ter seus lugares certos / Comprei várias balas de sabores vários) • bastante pode vir como adjetivo também, se estiver determinando algum substantivo, unindo-se a ele por verbo de ligação (Isso é bastante para mim); • o pronome outrem equivale a "qualquer pessoa"; • o pronome nada, colocado junto a verbos ou adjetivos, pode equivaler a advérbio (Ele não está nada contente hoje); • o pronome nada, colocado junto a verbos ou adjetivos, pode equivaler a advérbio (Ele não está nada contente hoje); • existem algumas locuções pronominais indefinidas - quem quer que, o que quer, seja quem for, cada um etc. • todo com valor indefinido antecede o substantivo, sem artigo (Toda cidade parou para ver a banda ≠ Toda a cidade parou para ver a banda). Pronome interrogativo: São os pronomes indefinidos que, quem, qual, quanto usados na formulação de uma pergunta direta ou indireta. Referem-se à 3ª pessoa do discurso. (Quantos livros você tem? / Não sei quem lhe contou). Alguns interrogativos podem ser adverbiais (Quando voltarão? / Onde encontrá-los? / Como foi tudo?).
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    COLOCAÇÃO PRONOMINAL Em relaçãoao verbo os pronomes oblíquos átonos (me, nos, te, vos, o, a, os, as, lhe, lhes, se) podem aparecer em três posições distintas: Antes do verbo – PRÓCLISE; No meio do verbo – MESÓCLISE; Depois do verbo – ÊNCLISE. PRÓCLISE Esse tipo de colocação pronominal é utilizada quando há palavras que atraiam o pronome para antes do verbo. Tais palavras são: 1 - Advérbio Exemplo: Não me arrependo de nada. Advérbio Hoje lhe contaram vários segredos. Advérbio 2- Pronomes (a) Relativos Exemplo: Saio com pessoas que me agradam. (b)Indefinidos Exemplo: Ninguém me deu apoio. (c) Demonstrativo Exemplo: Isso me deixou irritado. Aquilo me dá arrepios. 3- Conjunções subordinativas Exemplo: Embora me interesse pelo carro, não posso comprá-lo. 4- Frases interrogativas Exemplo: Como se faz isso? Quem lhe deu o caderno? 5- Frases exclamativas Exemplo:
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    Isso me deixoufeliz! 6- Frases optativas Exemplo: Deus o ilumine. Existem casos que se pode utilizar tanto a próclise como a ênclise: - Pronomes pessoais do caso reto. Se houver palavra atrativa, usa-se a próclise. Exemplos: Ele lhe entregou a carta. Ele entregou-lhe a carta. - Com infinitivo não flexionado precedido de palavra negativa ou preposição. Exemplo: Vim para te ajudar. Vim para ajudar-te. MESÓCLISE Essa colocação pronominal é usada apenas com verbos no futuro do presente ou futuro do pretérito, desde que não haja uma palavra que exija a próclise. Contar-te-ei um grande segredo. (futuro do presente) Jamais te contarei um grande segredo. Palavra atrativa Observação: nunca ocorrerá a ênclise quando a oração estiver no futuro do presente ou no futuro do pretérito. ÊNCLISE Sempre ocorre ênclise nos casos abaixo: 1- A oração é iniciada por verbo, desde que não esteja no futuro. Exemplo: Informei-o sobre o resultado do vestibular. Esperava-se mais desse computador. 2- Com o verbo no imperativo afirmativo. Exemplo: Levanta-te . 3- Orações reduzidas de infinitivo. Exemplo: Espero contar-lhe tudo. ALTERAÇÕES SOFRIDAS PELOS PRONOMES O, A, OS, AS QUANDO COLOCADOS EM ÊNCLISE Dependendo da terminação verbal os pronomes O, A, OS, AS, podem sofrer alterações em sua forma. Veja:
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    1- Quando overbo terminar em vogal, os pronomes não sofrem alterações. Exemplo: Ouvindo-o Partindo-o 2- Se o verbo terminar em R, S, ou Z, perde essas consoantes e os pronomes assumem a forma LO, LA, LOS, LAS. Exemplo: Compôs » compô-lo. Perder » perde-lo. 3- Se o verbo terminar em som nasal (am, em, -ão), os pronomes assumem a forma NO, NA, NOS, NAS. Exemplo: Praticam » praticam-nas. Dispõe » dispõe-nos. COLOCAÇÃO PRONOMINAL NAS LOCUÇÕES VERBAIS Podem ocorrer as seguintes colocações pronominais: 1 – VERBO AUXILIAR + INFINITIVO OU GERÚNDIO A- depois do verbo auxiliar, se não houver justificativa para o uso da próclise. Exemplo: Devo-lhe entregar a carta. Vou-me arrastando pelos becos escuros. B- depois do infinitivo ou gerúndio. Exemplo: Devo entregar-lhe a carta. Vou arrastando-me pelos becos escuros. Se houver alguma palavra que justifique a próclise, o pronome poderá ser colocado: Antes do verbo auxiliar; Depois do infinitivo ou gerúndio. - antes do verbo auxiliar Exemplo: Não se deve jogar comida fora. Não me vou arrastando pelos becos escuros. - depois do infinitivo ou gerúndio. Exemplo: Não devo calar-me. Não vou arrastando-me pelos becos escuros.
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    VERBO AUXILIAR +PARTICÍPIO Se não houver palavras que justifique o uso da próclise, o pronome ficará depois do verbo auxiliar. Caso a locução verbal não inicie a oração, pode-se colocar o pronome oblíquo em duas posições: antes do verbo auxiliar ou entre os dois verbos. Não se coloca o pronome oblíquo após o particípio. Exemplo: Haviam-me ofertado um alto cargo executivo. Não me haviam ofertado nada de bom. CONCLUSÃO Vimos nesse tutorial o assunto colocação pronominal, ou seja, a colocação dos pronomes átonos (o, a, os, as) em relação ao verbo. Tal colocação pode aparecer em três posições distintas; a próclise que é a colocação dos pronomes antes do verbo; a mesóclise que ocorre quando o pronome é colocado no meio do verbo. Essa colocação só é utilizada no futuro do presente e no futuro do pretérito, desde que não haja uma palavra que exija a próclise. Já a ênclise é usada depois do verbo, quando esse inicia uma oração, se o verbo estiver no imperativo afirmativo e nas orações reduzidas de infinitivo. Os pronomes átonos sofrem determinadas alterações quando colocados em ênclise tais como: O verbo quando termina em R, S ou Z, o verbo perde essas consoantes e os pronomes assumem a forma LO, LA, LOS, LAS; Quando o verbo termina em som nasal os pronomes assumem as formas NO, NA, NOS, NAS. Nas locuções verbais podem ocorrer as seguintes colocações: Verbo auxiliar + infinitivo ou gerúndio; Verbo auxiliar + particípio. EXERCÍCIOS – 01 Para as perguntas de 1 a 28 você deverá assinalar com C o que estiver correto e com I os incorretos: 1) ( ) O presente é a bigorna onde se forja o futuro (próclise) 2) ( ) Nossa vocação molda-se às necessidades (ênclise) 3) ( ) Se não fosse a chuva, acompanhar-te-ia (mesóclise) 4) ( ) Macacos me mordam! 5) ( ) Caro amigo, muito lhe agradeço o favor... 6) ( ) Ninguém socorreu-nos naqueles momentos difíceis 7) ( ) As informações que se obtiveram, chocavam-se entre si 8) ( ) Quem te falou a respeito do caso? 9) ( ) Não foi trabalhar porque machucara- se na véspera 10) ( ) Não só me trouxe o livro, mas também me deu presente 11) ( ) Ele chegou e perguntou-me pelo filho 12) ( ) Em se tratando de esporte, prefere futebol 13) ( ) Vamos, amigos, cheguem-se aos bons 14) ( ) O torneio iniciar-se-á no próximo Domingo 15) ( ) Amanhã dizer-te-ei todas as novidades 16) ( ) Os alunos nos surpreendem com suas tiradas espirituosas 17) ( ) Os amigos chegaram e me esperam lá fora 18) ( ) O torneio iniciará-se no próximo domingo 19) ( ) oferecida-lhes as explicações, saíram felizes 20) ( ) Convido-te a fazeres-lhes, essa gentileza 21) ( ) Para não falar- lhe, resolveu sair cedo 22) ( ) É possível que o leitor nos não creia 23) ( ) A turma quer-lhe, fazer uma surpresa 24) ( ) A turma havia convidado-o para sair 25) ( ) Ninguém podia ajudar-nos naquela hora 26) ( ) Algumas haviam-nos contado a verdade 27) ( ) Todos se estão entendendo bem
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    28) ( )As meninas não tinham nos convidado para sair 29) Assinale a frase com erro de colocação pronominal: a) Tudo se acaba com a morte, menos a saudade b) Com muito prazer, se soubesse, explicaria-lhe tudo c) João tem-se interessado por suas novas atividades d) Ele estava preparando-se para o vestibular de Direito 30) Assinale a frase com erro de colocação pronominal: a) Tudo me era completamente indiferente b) Ela não me deixou concluir a frase c) Este casamento não deve realizar-se d) Ninguém havia lembrado-me de fazer as reservas 31) Assinale a frase incorreta: a) Nunca mais encontrei o colega que me emprestou o livro b) Retiramo-nos do salão, deixando-os sós c) Faça boa viagem! Deus proteja-o d) Não quero magoar-te, porém não posso deixar de te dizer a verdade 32) O funcionário que se inscreve, fará prova amanhã: 1. Ocorre próclise em função do pronome relativo 2. Deveria ocorrer ênclise 3. A mesóclise é impraticável 4. Tanto a ênclise quanto a próclise são aceitáveis a) Correta apenas a 1ª afirmativa b) Apenas a 2ª é correta c) São corretas a 1ª e a 3ª d) A 4ª é a única correta 33) Assinale a colocação inaceitável: a) Maria Oliva convidou-o b) Se abre a porta da caleça por dentro c) Situar-se-ia Orfeu numa gafieira? d) D. Pedro II o convidou 34) O pronome pessoal oblíquo átono está bem colocado em um só dos períodos. Qual? a) Isto me não diz respeito! Respondeu-me ele, afetadamente b) Segundo deliberou-se na sessão, espero que todos apresentem-se na hora conveniente c) Os conselhos que dão-nos os pais, levamo-los em conta mais tarde d) Amanhã contar-lhe-ei por que peripécias consegui não envolver-me 35) Estas conservas são para nós __________ durante o inverno. Assinale a alternativa que completa corretamente a lacuna: a) alimentarmos- nos b) alimentar- mo- nos c) nos alimentarmos d) nos alimentarmo- nos 36) Caso _______ lá, _______, para que não _______ Assinale a alternativa que completa corretamente as lacunas: a) se demoram � avisem-nos � nos preocupemos
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    b) se demorem� avisem-nos � preocupemo-nos c) demorem-se � nos avisem � preocupemo-nos d) demorem-se � nos avisem � nos preocupemos 37) Do lugar onde _______, ______um belo panorama, em que o céu ________com a terra a) se encontrava � se divisava � ligava-se b) se encontravam � se divisava � ligava-se c) se encontravam � divisava-se � se ligava d) encontravam-se � divisava-se � se ligava 38) O pronome está mal colocado em apenas um dos períodos. Identifique-o: a) Finalmente entendemos que aquela não era a estante onde deveriam-se colocar cristais b) Ninguém nos falou, outrora, com tanta sinceridade c) Não se vá, custa-lhe ficar um pouco mais? d) A mão que te estendemos é amiga Para as questões que seguem de 39 a 58, marcará com a letra C aquelas com o pronome oblíquo bem colocado, obedecendo as normas da Língua Culta e com I assinalará as incorretas: 39) ( ) Quando se estudaram minuciosamente as propostas, descobriram- se todas as falhas 40) ( ) Segundo informaram- me na seção, já se encontram prontos os contracheques desta mês 41) ( ) Os papéis que remeteram-me estão em ordem, ainda hoje devolvê-los-ei como havia prometido- lhes 42) ( ) Os professores haviam-nos instruído para as provas 43) ( ) Nada chegava a impressioná-la em sua passividade 44) ( ) Que Deus te acompanhe por toda a vida 45) ( ) Quando lhes entregariam as provas, era um mistério que não lhes era possível desvendar 46) ( ) A respeito daquelas fraudes, os auditores já haviam prevenido-os há muito tempo 47) ( ) Os amigos entreolharam- se emocionados, mas não lhes deram mais nenhuma informação 48) ( ) Aquele foi o livro que lhe eu dei como prova de admiração 49) ( ) Admirou-me a despesa porque não havias-me dito que o presente iria custar-te tão caro 50) ( ) Ainda não me havias falado essas injúrias 51) ( ) Já de pé, banhando-me, ouço-lhe os passos no corredor 52) ( ) Dir-se-ia que todos preferem-lhe ocultar os fatos 53) ( ) Os alunos não têm preocupado-se com as provas 54) ( ) Peça a dar- se- lhe- à o perdão 55) ( ) Causava-me admiração ver aqueles jovens dedicando-se aos estudos, enquanto outros não se esforçavam nem um pouco 56) ( ) Nada se faria, se ficassem de braços cruzados 57) ( ) No caso de não cumprirem o horário das aulas, romperão-se as cláusulas contratuais 58) ( ) Assim que sentiu-se prejudicado, reclamou seus direitos GABARITO 1) C 11) C 21) C 31) C 41) I 51) C 2) C 12) C 22) C 32) C 42) C 52) I 3) C 13) C 23) C 33) B 43) C 53) C 4) C 14) C 24) I 34) A 44) C 54) I 5) C 15) I 25) C 35) C 45) C 55) C 6) I 16) C 26) I 36) A 46) I 56) C 7) C 17) C 27) I 37) C 47) C 57) I 8) C 18) I 28) I 38) A 48) C 58) I 9) I 19) I 29) B 39) C 49) I 10) C 20) I 30) D 40) I 50) C
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    Tempos e modosverbais Verbo É a palavra variável que exprime um acontecimento representado no tempo, seja ação, estado ou fenômeno da natureza. Os verbos apresentam três conjugações. Em função da vogal temática, podem-se criar três paradigmas verbais. De acordo com a relação dos verbos com esses paradigmas, obtém-se a seguinte classificação: • regulares: seguem o paradigma verbal de sua conjugação; • irregulares: não seguem o paradigma verbal da conjugação a que pertencem. As irregularidades podem aparecer no radical ou nas desinências (ouvir - ouço/ouve, estar - estou/estão); Entre os verbos irregulares, destacam-se os anômalos que apresentam profundas irregularidades. São classificados como anômalos em todas as gramáticas os verbos ser e ir. • defectivos: não são conjugados em determinadas pessoas, tempo ou modo (falir - no presente do indicativo só apresenta a 1ª e a 2ª pessoa do plural). Os defectivos distribuem-se em três grupos: impessoais, unipessoais (vozes ou ruídos de animais, só conjugados nas 3ª pessoas) por eufonia ou possibilidade de confusão com outros verbos; • abundantes - apresentam mais de uma forma para uma mesma flexão. Mais freqüente no particípio, devendo-se usar o particípio regular com ter e haver; já o irregular com ser e estar (aceito/aceitado, acendido/aceso - tenho/hei aceitado ≠ é/está aceito); • auxiliares: juntam-se ao verbo principal ampliando sua significação. Presentes nos tempos compostos e locuções verbais; • certos verbos possuem pronomes pessoais átonos que se tornam partes integrantes deles. Nesses casos, o pronome não tem função sintática (suicidar-se, apiedar-se, queixar-se etc.); • formas rizotônicas (tonicidade no radical - eu canto) e formas arrizotônicas (tonicidade fora do radical - nós cantaríamos). Quanto à flexão verbal, temos: • número: singular ou plural; • pessoa gramatical: 1ª, 2ª ou 3ª; • tempo: referência ao momento em que se fala (pretérito, presente ou futuro). O modo imperativo só tem um tempo, o presente; • voz: ativa, passiva e reflexiva; • modo: indicativo (certeza de um fato ou estado), subjuntivo (possibilidade ou desejo de realização de um fato ou incerteza do estado) e imperativo (expressa ordem, advertência ou pedido). As três formas nominais do verbo (infinitivo, gerúndio e particípio) não possuem função exclusivamente verbal. Infinitivo é antes substantivo, o particípio tem valor e forma de adjetivo, enquanto o gerúndio equipara-se ao adjetivo ou advérbio pelas circunstâncias que exprime. Quanto ao tempo verbal, eles apresentam os seguintes valores: • presente do indicativo: indica um fato real situado no momento ou época em que se fala; • presente do subjuntivo: indica um fato provável, duvidoso ou hipotético situado no momento ou época em que se fala; • pretérito perfeito do indicativo: indica um fato real cuja ação foi iniciada e concluída no passado; • pretérito imperfeito do indicativo: indica um fato real cuja ação foi iniciada no passado, mas não foi concluída ou era uma ação costumeira no passado; • pretérito imperfeito do subjuntivo: indica um fato provável, duvidoso ou hipotético cuja ação foi iniciada mas não concluída no passado; • pretérito mais-que-perfeito do indicativo: indica um fato real cuja ação é anterior a outra ação já passada; • futuro do presente do indicativo: indica um fato real situado em momento ou época vindoura; • futuro do pretérito do indicativo: indica um fato possível, hipotético, situado num momento futuro, mas ligado a um momento passado; • futuro do subjuntivo: indica um fato provável, duvidoso, hipotético, situado num momento ou época futura; Quanto à formação dos tempos, os chamados tempos simples podem ser primitivos (presente e pretérito
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    perfeito do indicativoe o infinitivo impessoal) e derivados: São derivados do presente do indicativo: • pretérito imperfeito do indicativo: TEMA do presente + VA (1ª conj.) ou IA (2ª e 3ª conj.) + Desinência número pessoal (DNP); • presente do subjuntivo: RAD da 1ª pessoa singular do presente + E (1ª conj.) ou A (2ª e 3ª conj.) + DNP; Os verbos em -ear têm duplo "e" em vez de "ei" na 1ª pessoa do plural (passeio, mas passeemos). • imperativo negativo (todo derivado do presente do subjuntivo) e imperativo afirmativo (as 2ª pessoas vêm do presente do indicativo sem S, as demais também vêm do presente do subjuntivo). São derivados do pretérito perfeito do indicativo: • pretérito mais-que-perfeito do indicativo: TEMA do perfeito + RA + DNP; • pretérito imperfeito do subjuntivo: TEMA do perfeito + SSE + DNP; • futuro do subjuntivo: TEMA do perfeito + R + DNP. • São derivados do infinitivo impessoal: • futuro do presente do indicativo: TEMA do infinitivo + RA + DNP; • futuro do pretérito: TEMA do infinitivo + RIA + DNP; • infinitivo pessoal: infinitivo impessoal + DNP (-ES - 2ª pessoa, -MOS, -DES, -EM) • gerúndio: TEMA do infinitivo + -NDO; • particípio regular: infinitivo impessoal sem vogal temática (VT) e R + ADO (1ª conjugação) ou IDO (2ª e 3ª conjugação). Quanto à formação, os tempos compostos da voz ativa constituem-se dos verbos auxiliares TER ou HAVER + particípio do verbo que se quer conjugar, dito principal. No modo Indicativo, os tempos compostos são formados da seguinte maneira: • pretérito perfeito: presente do indicativo do auxiliar + particípio do verbo principal (VP) [Tenho falado]; • pretérito mais-que-perfeito: pretérito imperfeito do indicativo do auxiliar + particípio do VP (Tinha falado); • futuro do presente: futuro do presente do indicativo do auxiliar + particípio do VP (Terei falado); • futuro do pretérito: futuro do pretérito indicativo do auxiliar + particípio do VP (Teria falado). No modo Subjuntivo a formação se dá da seguinte maneira: • pretérito perfeito: presente do subjuntivo do auxiliar + particípio do VP (Tenha falado); • pretérito mais-que-perfeito: imperfeito do subjuntivo do auxiliar + particípio do VP (Tivesse falado); • futuro composto: futuro do subjuntivo do auxiliar + particípio do VP (Tiver falado). Quanto às formas nominais, elas são formadas da seguinte maneira: • infinitivo composto: infinitivo pessoal ou impessoal do auxiliar + particípio do VP (Ter falado / Teres falado); • gerúndio composto: gerúndio do auxiliar + particípio do VP (Tendo falado). O modo subjuntivo apresenta três pretéritos, sendo o imperfeito na forma simples e o perfeito e o mais-que- perfeito nas formas compostas. Não há presente composto nem pretérito imperfeito composto Quanto às vozes, os verbos apresentam a voz: • ativa: sujeito é agente da ação verbal; • passiva: sujeito é paciente da ação verbal; A voz passiva pode ser analítica ou sintética: • analítica: - verbo auxiliar + particípio do verbo principal; • sintética: na 3ª pessoa do singular ou plural + SE (partícula apassivadora); • reflexiva: sujeito é agente e paciente da ação verbal. Também pode ser recíproca ao mesmo tempo (acréscimo de SE = pronome reflexivo, variável em função da pessoa do verbo); Na transformação da voz ativa na passiva, a variação temporal é indicada pelo auxiliar (ser na maioria das vezes), como notamos nos exemplos a seguir: Ele fez o trabalho - O trabalho foi feito por ele (mantido o pretérito perfeito do indicativo) / O vento ia levando as folhas - As folhas iam sendo levadas pelas folhas (mantido o gerúndio do verbo principal).
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    Alguns verbos dalíngua portuguesa apresentam problemas de conjugação. A seguir temos uma lista, seguida de comentários sobre essas dificuldades de conjugação. • Abolir (defectivo) - não possui a 1ª pessoa do singular do presente do indicativo, por isso não possui presente do subjuntivo e o imperativo negativo. (= banir, carpir, colorir, delinqüir, demolir, descomedir-se, emergir, exaurir, fremir, fulgir, haurir, retorquir, urgir) • Acudir (alternância vocálica o/u) - presente do indicativo - acudo, acodes... e pretérito perfeito do indicativo - com u (= bulir, consumir, cuspir, engolir, fugir) / Adequar (defectivo) - só possui a 1ª e a 2ª pessoa do plural no presente do indicativo • Aderir (alternância vocálica e/i) - presente do indicativo - adiro, adere... (= advertir, cerzir, despir, diferir, digerir, divergir, ferir, sugerir) • Agir (acomodação gráfica g/j) - presente do indicativo - ajo, ages... (= afligir, coagir, erigir, espargir, refulgir, restringir, transigir, urgir) • Agredir (alternância vocálica e/i) - presente do indicativo - agrido, agrides, agride, agredimos, agredis, agridem (= prevenir, progredir, regredir, transgredir) / Aguar (regular) - presente do indicativo - águo, águas..., - pretérito perfeito do indicativo - agüei, aguaste, aguou, aguamos, aguastes, aguaram (= desaguar, enxaguar, minguar) • Aprazer (irregular) - presente do indicativo - aprazo, aprazes, apraz... / pretérito perfeito do indicativo - aprouve, aprouveste, aprouve, aprouvemos, aprouvestes, aprouveram • Argüir (irregular com alternância vocálica o/u) - presente do indicativo - arguo (ú), argúis, argúi, argüimos, argüis, argúem - pretérito perfeito - argüi, argüiste... (com trema) • Atrair (irregular) - presente do indicativo - atraio, atrais... / pretérito perfeito - atraí, atraíste... (= abstrair, cair, distrair, sair, subtrair) • Atribuir (irregular) - presente do indicativo - atribuo, atribuis, atribui, atribuímos, atribuís, atribuem - pretérito perfeito - atribuí, atribuíste, atribuiu... (= afluir, concluir, destituir, excluir, instruir, possuir, usufruir) • Averiguar (alternância vocálica o/u) - presente do indicativo - averiguo (ú), averiguas (ú), averigua (ú), averiguamos, averiguais, averiguam (ú) - pretérito perfeito - averigüei, averiguaste... - presente do subjuntivo - averigúe, averigúes, averigúe... (= apaziguar) • Cear (irregular) - presente do indicativo - ceio, ceias, ceia, ceamos, ceais, ceiam - pretérito perfeito indicativo - ceei, ceaste, ceou, ceamos, ceastes, cearam (= verbos terminados em -ear: falsear, passear... - alguns apresentam pronúncia aberta: estréio, estréia...) • Coar (irregular) - presente do indicativo - côo, côas, côa, coamos, coais, coam - pretérito perfeito - coei, coaste, coou... (= abençoar, magoar, perdoar) / Comerciar (regular) - presente do indicativo - comercio, comercias... - pretérito perfeito - comerciei... (= verbos em -iar , exceto os seguintes verbos: mediar, ansiar, remediar, incendiar, odiar) • Compelir (alternância vocálica e/i) - presente do indicativo - compilo, compeles... - pretérito perfeito indicativo - compeli, compeliste... • Compilar (regular) - presente do indicativo - compilo, compilas, compila... - pretérito perfeito indicativo - compilei, compilaste... • Construir (irregular e abundante) - presente do indicativo - construo, constróis (ou construis), constrói (ou construi), construímos, construís, constroem (ou construem) - pretérito perfeito indicativo - construí, construíste... • Crer (irregular) - presente do indicativo - creio, crês, crê, cremos, credes, crêem - pretérito perfeito indicativo - cri, creste, creu, cremos, crestes, creram - imperfeito indicativo - cria, crias, cria, críamos, críeis, criam • Falir (defectivo) - presente do indicativo - falimos, falis - pretérito perfeito indicativo - fali, faliste... (= aguerrir, combalir, foragir-se, remir, renhir) • Frigir (acomodação gráfica g/j e alternância vocálica e/i) - presente do indicativo - frijo, freges, frege, frigimos, frigis, fregem - pretérito perfeito indicativo - frigi, frigiste... • Ir (irregular) - presente do indicativo - vou, vais, vai, vamos, ides, vão - pretérito perfeito indicativo - fui, foste... - presente subjuntivo - vá, vás, vá, vamos, vades, vão • Jazer (irregular) - presente do indicativo - jazo, jazes... - pretérito perfeito indicativo - jazi, jazeste, jazeu... • Mobiliar (irregular) - presente do indicativo - mobílio, mobílias, mobília, mobiliamos, mobiliais, mobíliam - pretérito perfeito indicativo - mobiliei, mobiliaste... / Obstar (regular) - presente do indicativo - obsto, obstas... - pretérito perfeito indicativo - obstei, obstaste... • Pedir (irregular) - presente do indicativo - peço, pedes, pede, pedimos, pedis, pedem - pretérito perfeito indicativo - pedi, pediste... (= despedir, expedir, medir) / Polir (alternância vocálica e/i) - presente do indicativo - pulo, pules, pule, polimos, polis, pulem - pretérito perfeito indicativo - poli, poliste... • Precaver-se (defectivo e pronominal) - presente do indicativo - precavemo-nos, precaveis-vos -
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    pretérito perfeito indicativo- precavi-me, precaveste-te... / Prover (irregular) - presente do indicativo - provejo, provês, provê, provemos, provedes, provêem - pretérito perfeito indicativo - provi, proveste, proveu... / Reaver (defectivo) - presente do indicativo - reavemos, reaveis - pretérito perfeito indicativo - reouve, reouveste, reouve... (verbo derivado do haver, mas só é conjugado nas formas verbais com a letra v) • Remir (defectivo) - presente do indicativo - remimos, remis - pretérito perfeito indicativo - remi, remiste... • Requerer (irregular) - presente do indicativo - requeiro, requeres... - pretérito perfeito indicativo - requeri, requereste, requereu... (derivado do querer, diferindo dele na 1ª pessoa do singular do presente do indicativo e no pretérito perfeito do indicativo e derivados, sendo regular) • Rir (irregular) - presente do indicativo - rio, rir, ri, rimos, rides, riem - pretérito perfeito indicativo - ri, riste... (= sorrir) • Saudar (alternância vocálica) - presente do indicativo - saúdo, saúdas... - pretérito perfeito indicativo - saudei, saudaste... • Suar (regular) - presente do indicativo - suo, suas, sua... - pretérito perfeito indicativo - suei, suaste, sou... (= atuar, continuar, habituar, individuar, recuar, situar) • Valer (irregular) - presente do indicativo - valho, vales, vale... - pretérito perfeito indicativo - vali, valeste, valeu... Também merecem atenção os seguintes verbos irregulares: • Pronominais: Apiedar-se, dignar-se, persignar-se, precaver-se Caber • presente do indicativo: caibo, cabes, cabe, cabemos, cabeis, cabem; • presente do subjuntivo: caiba, caibas, caiba, caibamos, caibais, caibam; • pretérito perfeito do indicativo: coube, coubeste, coube, coubemos, coubestes, couberam; • pretérito mais-que-perfeito do indicativo: coubera, couberas, coubera, coubéramos, coubéreis, couberam; • pretérito imperfeito do subjuntivo: coubesse, coubesses, coubesse, coubéssemos, coubésseis, coubessem; • futuro do subjuntivo: couber, couberes, couber, coubermos, couberdes, couberem. Dar • presente do indicativo: dou, dás, dá, damos, dais, dão; • presente do subjuntivo: dê, dês, dê, demos, deis, dêem; • pretérito perfeito do indicativo: dei, deste, deu, demos, destes, deram; • pretérito mais-que-perfeito do indicativo: dera, deras, dera, déramos, déreis, deram; • pretérito imperfeito do subjuntivo: desse, desses, desse, déssemos, désseis, dessem; • futuro do subjuntivo: der, deres, der, dermos, derdes, derem. Dizer • presente do indicativo: digo, dizes, diz, dizemos, dizeis, dizem; • presente do subjuntivo: diga, digas, diga, digamos, digais, digam; • pretérito perfeito do indicativo: disse, disseste, disse, dissemos, dissestes, disseram; • pretérito mais-que-perfeito do indicativo: dissera, disseras, dissera, disséramos, disséreis, disseram; • futuro do presente: direi, dirás, dirá, etc.; • futuro do pretérito: diria, dirias, diria, etc.; • pretérito imperfeito do subjuntivo: dissesse, dissesses, dissesse, disséssemos, dissésseis, dissessem; • futuro do subjuntivo: disser, disseres, disser, dissermos, disserdes, disserem; Seguem esse modelo os derivados bendizer, condizer, contradizer, desdizer, maldizer, predizer. Os particípios desse verbo e seus derivados são irregulares: dito, bendito, contradito, etc. Estar • presente do indicativo: estou, estás, está, estamos, estais, estão; • presente do subjuntivo: esteja, estejas, esteja, estejamos, estejais, estejam; • pretérito perfeito do indicativo: estive, estiveste, esteve, estivemos, estivestes, estiveram; • pretérito mais-que-perfeito do indicativo: estivera, estiveras, estivera, estivéramos, estivéreis,
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    estiveram; • pretérito imperfeitodo subjuntivo: estivesse, estivesses, estivesse, estivéssemos, estivésseis, estivessem; • futuro do subjuntivo: estiver, estiveres, estiver, estivermos, estiverdes, estiverem; Fazer • presente do indicativo: faço, fazes, faz, fazemos, fazeis, fazem; • presente do subjuntivo: faça, faças, faça, façamos, façais, façam; • pretérito perfeito do indicativo: fiz, fizeste, fez, fizemos, fizestes, fizeram; • pretérito mais-que-perfeito do indicativo: fizera, fizeras, fizera, fizéramos, fizéreis, fizeram; • pretérito imperfeito do subjuntivo: fizesse, fizesses, fizesse, fizéssemos, fizésseis, fizessem; • futuro do subjuntivo: fizer, fizeres, fizer, fizermos, fizerdes, fizerem. Seguem esse modelo desfazer, liquefazer e satisfazer. Os particípios desse verbo e seus derivados são irregulares: feito, desfeito, liquefeito, satisfeito, etc. Haver • presente do indicativo: hei, hás, há, havemos, haveis, hão; • presente do subjuntivo: haja, hajas, haja, hajamos, hajais, hajam; • pretérito perfeito do indicativo: houve, houveste, houve, houvemos, houvestes, houveram; • pretérito mais-que-perfeito do indicativo: houvera, houveras, houvera, houvéramos, houvéreis, houveram; • pretérito imperfeito do subjuntivo: houvesse, houvesses, houvesse, houvéssemos, houvésseis, houvessem; • futuro do subjuntivo: houver, houveres, houver, houvermos, houverdes, houverem. Ir • presente do indicativo: vou, vais, vai, vamos, ides, vão; • presente do subjuntivo: vá, vás, vá, vamos, vades, vão; • pretérito imperfeito do indicativo: ia, ias, ia, íamos, íeis, iam; • pretérito perfeito do indicativo: fui, foste, foi, fomos, fostes, foram; • pretérito mais-que-perfeito do indicativo: fora, foras, fora, fôramos, fôreis, foram; • pretérito imperfeito do subjuntivo: fosse, fosses, fosse, fôssemos, fôsseis, fossem; • futuro do subjuntivo: for, fores, for, formos, fordes, forem. Poder • presente do indicativo: posso, podes, pode, podemos, podeis, podem; • presente do subjuntivo: possa, possas, possa, possamos, possais, possam; • pretérito perfeito do indicativo: pude, pudeste, pôde, pudemos, pudestes, puderam; • pretérito mais-que-perfeito do indicativo: pudera, puderas, pudera, pudéramos, pudéreis, puderam; • pretérito imperfeito do subjuntivo: pudesse, pudesses, pudesse, pudéssemos, pudésseis, pudessem; • futuro do subjuntivo: puder, puderes, puder, pudermos, puderdes, puderem. Pôr • presente do indicativo: ponho, pões, põe, pomos, pondes, põem; • presente do subjuntivo: ponha, ponhas, ponha, ponhamos, ponhais, ponham; • pretérito imperfeito do indicativo: punha, punhas, punha, púnhamos, púnheis, punham; • pretérito perfeito do indicativo: pus, puseste, pôs, pusemos, pusestes, puseram; • pretérito mais-que-perfeito do indicativo: pusera, puseras, pusera, puséramos, puséreis, puseram; • pretérito imperfeito do subjuntivo: pusesse, pusesses, pusesse, puséssemos, pusésseis, pusessem; • futuro do subjuntivo: puser, puseres, puser, pusermos, puserdes, puserem. Todos os derivados do verbo pôr seguem exatamente esse modelo: antepor, compor, contrapor, decompor, depor, descompor, dispor, expor, impor, indispor, interpor, opor, pospor, predispor, pressupor, propor, recompor, repor, sobrepor, supor, transpor são alguns deles. Querer
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    • presente doindicativo: quero, queres, quer, queremos, quereis, querem; • presente do subjuntivo: queira, queiras, queira, queiramos, queirais, queiram; • pretérito perfeito do indicativo: quis, quiseste, quis, quisemos, quisestes, quiseram; • pretérito mais-que-perfeito do indicativo: quisera, quiseras, quisera, quiséramos, quiséreis, quiseram; • pretérito imperfeito do subjuntivo: quisesse, quisesses, quisesse, quiséssemos, quisésseis, quisessem; • futuro do subjuntivo: quiser, quiseres, quiser, quisermos, quiserdes, quiserem; Saber • presente do indicativo: sei, sabes, sabe, sabemos, sabeis, sabem; • presente do subjuntivo: saiba, saibas, saiba, saibamos, saibais, saibam; • pretérito perfeito do indicativo: soube, soubeste, soube, soubemos, soubestes, souberam; • pretérito mais-que-perfeito do indicativo: soubera, souberas, soubera, soubéramos, soubéreis, souberam; • pretérito imperfeito do subjuntivo: soubesse, soubesses, soubesse, soubéssemos, soubésseis, soubessem; • futuro do subjuntivo: souber, souberes, souber, soubermos, souberdes, souberem. Ser • presente do indicativo: sou, és, é, somos, sois, são; • presente do subjuntivo: seja, sejas, seja, sejamos, sejais, sejam; • pretérito imperfeito do indicativo: era, eras, era, éramos, éreis, eram; • pretérito perfeito do indicativo: fui, foste, foi, fomos, fostes, foram; • pretérito mais-que-perfeito do indicativo: fora, foras, fora, fôramos, fôreis, foram; • pretérito imperfeito do subjuntivo: fosse, fosses, fosse, fôssemos, fôsseis, fossem; • futuro do subjuntivo: for, fores, for, formos, fordes, forem. As segundas pessoas do imperativo afirmativo são: sê (tu) e sede (vós). Ter • presente do indicativo: tenho, tens, tem, temos, tendes, têm; • presente do subjuntivo: tenha, tenhas, tenha, tenhamos, tenhais, tenham; • pretérito imperfeito do indicativo: tinha, tinhas, tinha, tínhamos, tínheis, tinham; • pretérito perfeito do indicativo: tive, tiveste, teve, tivemos, tivestes, tiveram; • pretérito mais-que-perfeito do indicativo: tivera, tiveras, tivera, tivéramos, tivéreis, tiveram; • pretérito imperfeito do subjuntivo: tivesse, tivesses, tivesse, tivéssemos, tivésseis, tivessem; • futuro do subjuntivo: tiver, tiveres, tiver, tivermos, tiverdes, tiverem. Seguem esse modelo os verbos ater, conter, deter, entreter, manter, reter. Trazer • presente do indicativo: trago, trazes, traz, trazemos, trazeis, trazem; • presente do subjuntivo: traga, tragas, traga, tragamos, tragais, tragam; • pretérito perfeito do indicativo: trouxe, trouxeste, trouxe, trouxemos, trouxestes, trouxeram; • pretérito mais-que-perfeito do indicativo: trouxera, trouxeras, trouxera, trouxéramos, trouxéreis, trouxeram; • futuro do presente: trarei, trarás, trará, etc.; • futuro do pretérito: traria, trarias, traria, etc.; • pretérito imperfeito do subjuntivo: trouxesse, trouxesses, trouxesse, trouxéssemos, trouxésseis, trouxessem; • futuro do subjuntivo: trouxer, trouxeres, trouxer, trouxermos, trouxerdes, trouxerem. Ver • presente do indicativo: vejo, vês, vê, vemos, vedes, vêem; • presente do subjuntivo: veja, vejas, veja, vejamos, vejais, vejam; • pretérito perfeito do indicativo: vi, viste, viu, vimos, vistes, viram; • pretérito mais-que-perfeito do indicativo: vira, viras, vira, víramos, víreis, viram; • pretérito imperfeito do subjuntivo: visse, visses, visse, víssemos, vísseis, vissem; • futuro do subjuntivo: vir, vires, vir, virmos, virdes, virem.
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    Seguem esse modeloos derivados antever, entrever, prever, rever. Prover segue o modelo acima apenas no presente do indicativo e seus tempos derivados; nos demais tempos, comporta-se como um verbo regular da segunda conjugação. Vir • presente do indicativo: venho, vens, vem, vimos, vindes, vêm; • presente do subjuntivo: venha, venhas, venha, venhamos, venhais, venham; • pretérito imperfeito do indicativo: vinha, vinhas, vinha, vínhamos, vínheis, vinham; • pretérito perfeito do indicativo: vim, vieste, veio, viemos, viestes, vieram; • pretérito mais-que-perfeito do indicativo: viera, vieras, viera, viéramos, viéreis, vieram; • pretérito imperfeito do subjuntivo: viesse, viesses, viesse, viéssemos, viésseis, viessem; • futuro do subjuntivo: vier, vieres, vier, viermos, vierdes, vierem; • particípio e gerúndio: vindo. Seguem esse modelo os verbos advir, convir, desavir-se, intervir, provir, sobrevir. O emprego do infinitivo não obedece a regras bem definidas. O impessoal é usado em sentido genérico ou indefinido, não relacionado a nenhuma pessoa, o pessoal refere-se às pessoas do discurso, dependendo do contexto. Recomenda-se sempre o uso da forma pessoal se for necessário dar à frase maior clareza e ênfase. Usa-se o impessoal: • sem referência a nenhum sujeito: É proibido fumar na sala; • nas locuções verbais: Devemos avaliar a sua situação; • quando o infinitivo exerce função de complemento de adjetivos: É um problema fácil de solucionar; • quando o infinitivo possui valor de imperativo - Ele respondeu: "Marchar!" Usa-se o pessoal: • quando o sujeito do infinitivo é diferente do sujeito da oração principal: Eu não te culpo por saíres daqui; • quando, por meio de flexão, se quer realçar ou identificar a pessoa do sujeito: Foi um erro responderes dessa maneira; • quando queremos determinar o sujeito (usa-se a 3ª pessoa do plural): - Escutei baterem à porta.
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    Concordância Nominal Concordância nominalnada mais é que o ajuste que fazemos aos demais termos da oração para que concordem em gênero e número com o substantivo. Teremos que alterar, portanto, o artigo, o adjetivo, o numeral e o pronome. Além disso, temos também o verbo, que se flexionará à sua maneira, merecendo um estudo separado de concordância verbal. REGRA GERAL: O artigo, o adjetivo, o numeral e o pronome, concordam em gênero e número com o substantivo. - A pequena criança é uma gracinha. - O garoto que encontrei era muito gentil e simpático. CASOS ESPECIAIS: Veremos alguns casos que fogem à regra geral, mostrada acima. a) Um adjetivo após vários substantivos 1 – Substantivos de mesmo gênero: adjetivo vai para o plural ou concorda com o substantivo mais próximo. - Irmão e primo recém-chegado estiveram aqui. - Irmão e primo recém-chegados estiveram aqui. 2 – Substantivos de gêneros diferentes: vai para o plural masculino ou concorda com o substantivo mais próximo. - Ela tem pai e mãe louros. - Ela tem pai e mãe loura. 3 – Adjetivo funciona como predicativo: vai obrigatoriamente para o plural. - O homem e o menino estavam perdidos. - O homem e sua esposa estiveram hospedados aqui. b) Um adjetivo anteposto a vários substantivos 1 – Adjetivo anteposto normalmente: concorda com o mais próximo. Comi delicioso almoço e sobremesa. Provei deliciosa fruta e suco. 2 – Adjetivo anteposto funcionando como predicativo: concorda com o mais próximo ou vai para o plural. Estavam feridos o pai e os filhos. Estava ferido o pai e os filhos. c) Um substantivo e mais de um adjetivo 1- antecede todos os adjetivos com um artigo. Falava fluentemente a língua inglesa e a espanhola. 2- coloca o substantivo no plural. Falava fluentemente as línguas inglesa e espanhola. d) Pronomes de tratamento 1 – sempre concordam com a 3ª pessoa. Vossa santidade esteve no Brasil.
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    e) Anexo, incluso,próprio, obrigado 1 – Concordam com o substantivo a que se referem. As cartas estão anexas. A bebida está inclusa. Precisamos de nomes próprios. Obrigado, disse o rapaz. f) Um(a) e outro(a), num(a) e noutro(a) 1 – Após essas expressões o substantivo fica sempre no singular e o adjetivo no plural. Renato advogou um e outro caso fáceis. Pusemos numa e noutra bandeja rasas o peixe. g) É bom, é necessário, é proibido 1- Essas expressões não variam se o sujeito não vier precedido de artigo ou outro determinante. Canja é bom. / A canja é boa. É necessário sua presença. / É necessária a sua presença. É proibido entrada de pessoas não autorizadas. / A entrada é proibida. h) Muito, pouco, caro 1- Como adjetivos: seguem a regra geral. Comi muitas frutas durante a viagem. Pouco arroz é suficiente para mim. Os sapatos estavam caros. 2- Como advérbios: são invariáveis. Comi muito durante a viagem. Pouco lutei, por isso perdi a batalha. Comprei caro os sapatos. i) Mesmo, bastante 1- Como advérbios: invariáveis Preciso mesmo da sua ajuda. Fiquei bastante contente com a proposta de emprego. 2- Como pronomes: seguem a regra geral. Seus argumentos foram bastantes para me convencer. Os mesmos argumentos que eu usei, você copiou. j) Menos, alerta 1- Em todas as ocasiões são invariáveis. Preciso de menos comida para perder peso. Estamos alerta para com suas chamadas. k) Tal Qual 1- “Tal” concorda com o antecedente, “qual” concorda com o conseqüente. As garotas são vaidosas tais qual a tia. Os pais vieram fantasiados tais quais os filhos.
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    l) Possível 1- Quandovem acompanhado de “mais”, “menos”, “melhor” ou “pior”, acompanha o artigo que precede as expressões. A mais possível das alternativas é a que você expôs. Os melhores cargos possíveis estão neste setor da empresa. As piores situações possíveis são encontradas nas favelas da cidade. m) Meio 1- Como advérbio: invariável. Estou meio insegura. 2- Como numeral: segue a regra geral. Comi meia laranja pela manhã. n) Só 1- apenas, somente (advérbio): invariável. Só consegui comprar uma passagem. 2- sozinho (adjetivo): variável. Estiveram sós durante horas. Exercícios Faça a Concordância Correta rasurando o termo incorreto. 01. Tenho [bastante / bastantes] razões para julgá-lo. 02. Viveram situações [bastante / bastantes] tensas. 03. Estavam [bastante / bastantes] preocupados. 04. Acolheu-me com palavras [meio / meias] tortas. 05. Os processos estão [incluso / inclusos] na pasta. 06. Estas casas custam [caras / caro]. 07. Seguem [anexa /anexas] as faturas. 08. É [proibido / proibida] conversas no recinto. 09. Vocês estão [quite / quites] com a mensalidade? 10. Hoje temos [menas / menos] lições. 11. Água é [boa / bom] para rejuvenescer. 12. Ela caiu e ficou [meio / meia] tonta. 13. Elas estão [alerta / alertas]. 14. As duplicatas [anexa / anexas] já foram resgatadas. 15. Quando cheguei era meio-dia e [meia / meio]. 16. A lealdade é [necessária / necessário]. 17. A decisão me custou muito [caro /cara]. 18. As meninas me disseram [obrigada / obrigadas]. 19. A porta ficou [meia / meio] aberta. 20. Em [anexo / anexos] vão os documentos. 21. É [permitido / permitida] entrada de crianças. 22. [Salvo / Salvos] os doentes, os demais partiram. 23. As camisas estão [caro / caras]. 24. Seu pai já está [quite / quites] com o meu? 25. Escolhemos as cores mais vivas [possível / possíveis]. 26. É [necessário / necessária] muita fé. 27. É [necessário / necessária] a ação da polícia. 28. A maçã é [boa / bom] para os dentes. 29. [Excetos / Exceto] os dois menores, todos entram. 30. A sala tinha [bastante / bastantes] carteiras. 31. Eram moças [bastante / bastantes] competentes.
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    32. Suas opiniõessão [bastante / bastantes] discutidas. 33. João ficara a [sós / só]. 34. É [proibido / proibida] a entrada neste recinto. 35. Bebida alcoólica não é [boa / bom] para o fígado. 36. Maçã é [bom / boa] para os dentes. 37. É [proibida / proibido] a permanência de veículos. 38. V. Exa. está [enganada / enganado], senhor vereador. 39. Está [incluso / inclusa] a comissão. 40. Tenho uma colega que é [meia / meio] ingênua. 41. Ela apareceu [meio / meia] nua. 42. Manuel está [meio / meia] gripado. 43. As crianças ficaram [meia / meio] gripadas. 44. Nunca fui pessoa de [meio / meia] palavra. 45. A casa estava [meia / meio] velha. 46. Quero [meio / meia] porção de fritas. 47. Vocês [só / sós] fizeram isso? 48. Fiquem [alerta / alertas] rapazes. 49. Esperava [menas / menos] pergunta na prova. 50. As certidões [anexa / anexas] devem ser seladas. 51. Mãe e filho moravam [junto / juntos]. 52. As viagens ao nordeste estão [caro / caras]. 53. Segue [anexo / anexa] a biografia que pediu. 54. Está [inclusas / inclusa] na nota a taxa de serviços. 55. Estou [quite / quites] com as crianças. 56. Procure comer [bastantes / bastante] frutos. 57. Os militares estão [alerta / alertas]. 58. Muito [obrigada / obrigadas] disseram elas. 59. Pedro e Maria viajaram [sós / só]. 60. Os rapazes disseram somente muito [obrigados / obrigado]. 61. A lista vai [anexo / anexa] ao pacote. 62. É [necessário / necessária] a virtude dos bons. 63. Todos estão [salvos / salvo], exceto o barqueiro. 64. As janelas estavam [meio / meia] fechadas. 65. [Só / Sós] os dois enfrentaram a fera. 66. Examinamos [bastante / bastantes] planos. 67. Água de melissa é muito [bom / boa]. 68. Para trabalho caseiro é [bom / boa] uma empregada. 69. Não é [permitido / permitida] a entrada de crianças. 70. Eles ficaram [sós / só] depois do baile. 71. Os cheques estão [anexo / anexos] aos documentos? 72. Examinamos [bastantes / bastante] projetos. 73. Os quadros eram os mais clássicos [possível / possíveis]. 74. Os documentos vão [incluso / inclusos] na carta. 75. Seguem [anexas / anexos] três certidões. 76. Para quem esta entrada é [proibido / proibida]? 77. Coalhada é [boa / bom] para a saúde. 78. A coalhada dessa padaria é [bom / boa]. 79. Maria passeou [sós / só] pelo bosque. 80. [Só / Sós] ela faria as lições. 81. Mais amor [menas / menos] confiança. 82. Hoje temos [menos / menas] lições. 83. O governo destinou [bastante / bastantes] recursos. 84. Eles faltaram [bastantes / bastante] vezes. 85. Tenho [bastantes / bastante] razões para ajudá-lo. 86. Seguem [inclusa / inclusas] a carta e a procuração. 87. As mordomias custam [cara / caro]. 88. Esta viagem sairá [caro / cara]. 89. As peras custam [cara / caro]. 90. Aquelas mercadorias custaram [caro / cara]. 91. Os mamões custaram muito [caros / caro]. 92. As mercadorias eram [barata / barato]. 93. Os mamões ficaram [caros / caro]. 94. Não tinham [bastante / bastantes] motivos para faltar.
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    95. As criançasestavam [bastante / bastantes] crescidas. 96. O governo destinou [bastantes/ bastante] recursos. 97. Suas opiniões são [bastante / bastantes] discutidas. 98. Esta aveia é [boa / bom] para a saúde. 99. Pimenta é [boa / bom] para tempero. 100. É [proibido / proibida] a caça nesta reserva. 101. É [proibida / proibido] entrada. 102. A pimenta é [bom / boa] para tempero. 103. Água tônica é [bom / boa] para o estômago. 104. As crianças viajarão [junto / juntas] a mim. 105. Elas sempre chegam [junto / juntas]. 106. Elas nunca saíram [juntas / junto]. 107. A filha e o pai chegaram [junto / juntos]. 108. Os fortes sentimentos vêm [junto / juntos]. 109. Os alunos [mesmo / mesmos] darão à redação final. 110. Ela não sabia disso [mesmo / mesma]. 111. Elas [mesmo / mesmas] fizeram a festa. 112. [Anexo / Anexos] estavam os documentos. 113. Estou [quite / quites] com a tesouraria. 114. Eles estão [quite / quites] com a mensalidade. 115 Ela está [quite / quites] com você? 116. A menina me disse [obrigado / obrigada]. 117. Os computadores custam [caros / caro]. 118. Permitam-me que eu as deixe [só / sós]. 119. Eles ficaram [só / sós] depois do baile. 120. Agora é meio-dia e [meio / meia]. 121. Bebida alcoólica não é [permitida / permitido]. 122. Os guardas estavam [alertas / alerta]. 123. Meu filho emagrecia a [olhos vistos / olho visto]. 124. Vai [anexo / anexa] a declaração solicitada. 125. As certidões [anexos / anexas] devem ser seladas. 126. [Anexo / Anexos] seguem os formulários. 127. Os juros estão o mais elevado [possível / possíveis]. 128. Enfrento problemas o mais difíceis [possível / possíveis]. 129. Enfrento problemas os mais difíceis [possível / possíveis]. 130. Visitamos os mais belos museus [possível / possíveis]. 131. Nós [mesmo / mesmos] edificaremos a casa. 132. Eles são [mesmos / mesmo] responsáveis. 133. Ela [mesma / mesmo] agradeceu. 134. Tudo depende delas [mesmas / mesmo]. GABARITO 01. Tenho bastantes (muitas) razões para julgá-lo. 02. Viveram situações bastante (muito) tensas. 03. Estavam bastante preocupados. 04. Acolheu-me com palavras meio (um tanto) tortas. 05. Os processos estão inclusos na pasta. 06. Estas casas custam caro (invariável). 07. Seguem anexas as faturas. 08. É proibido (ñ artigo) conversas no recinto. 09. Vocês estão quites com a mensalidade? 10. Hoje temos menos (sempre) lições. 11. Água é bom (ñ artigo) para rejuvenescer.
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    12. Ela caiue ficou meio (um tanto) tonta. 13. Elas estão alerta (sempre). 14. As duplicatas anexas já foram resgatadas. 15. Quando cheguei era meio-dia e meia (hora). 16. A lealdade é necessária (com artigo). 17. A decisão me custou muito caro. 18. As meninas me disseram obrigadas. 19. A porta ficou meio (um pouco) aberta. 20. Em anexo vão os documentos. 21. É permitido entrada de crianças. 22. Salvo (invariável) os doentes, os demais partiram. 23. As camisas estão caras (sem custar). 24. Seu pai já está quite com o meu? 25. Escolhemos as cores mais vivas possíveis. 26. É necessária muita fé. 27. É necessária a ação da polícia. 28. A maçã é boa para os dentes. 29. Exceto (sempre) os dois menores, todos entram. 30. A sala tinha bastantes carteiras 31. Eram moças bastante competentes. 32. Suas opiniões são bastante discutidas. 33. João ficara a sós. 34. É proibida a entrada neste recinto. 35. Bebida alcoólica não é bom para o fígado. 36. A maçã é boa para os dentes. 37. É proibida a permanência de veículos. 38. V. Exa. está enganado, senhor vereador. 39. Está inclusa a comissão. 40. Tenho uma colega que é meio ingênua. 41. Ela apareceu meio nua. 42. Manuel está meio gripado. 43. As crianças ficaram meio gripadas. 44. Nunca fui pessoa de meia (metade) palavras. 45. A casa estava meio velha. 46. Quero meia (= 44) porção de fritas. 47. Vocês só (somente) fizeram isso? 48. Fiquem alerta (sempre) rapazes. 49. Esperava menos (sempre) pergunta na prova. 50. As certidões anexas devem ser seladas. 51. Mãe e filho moravam juntos. 52. As viagens ao nordeste estão caras (sem custar). 53. Segue anexa a biografia que pediu. 54. Está inclusa na nota a taxa de serviços. 55. Estou quite com as crianças. 56. Procure comer bastantes frutos. 57. Os militares estão alerta. 58. Muito obrigadas disseram elas. 59. Pedro e Maria viajaram sós (sozinhos). 60. Os rapazes disseram somente muito obrigados 61. A lista vai anexa ao pacote. 62. É necessária a virtude dos bons 63. Todos estão salvos (salvados), exceto o barqueiro. 64. As janelas estavam meio fechadas. 65. Só (somente) os dois enfrentaram a fera. 66. Examinamos bastantes planos. 67. Água de melissa é muito bom.
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    68. Para trabalhocaseiro é bom uma empregada. 69. Não é permitida a entrada de crianças. 70. Eles ficaram sós (sozinhos) depois do baile. 71. Os cheques estão anexos aos documentos? 72. Examinamos bastantes projetos. 73. Os quadros eram os mais clássicos possíveis. 74. Os documentos vão inclusos na carta. 75. Seguem anexas três (as) certidões. 76. Para quem esta entrada é proibida? 77. Coalhada é bom para a saúde. 78. A coalhada dessa padaria é boa. 79. Maria passeou só (somente) pelo bosque. 80. Só (= 79) ela faria as lições. 81. Mais amor menos confiança. 82. Hoje temos menos lições. 83. O governo destinou bastantes recursos. 84. Eles faltaram bastantes vezes. 85. Tenho bastantes razões para ajudá-lo. 86. Seguem inclusas a carta e a procuração. 87. As mordomias custam caro. 88. Esta viagem sairá cara. 89. As peras custam caro. 90. Aquelas mercadorias custaram caro. 91. Os mamões custaram muito caro. 92. As mercadorias eram baratas (= 88). 93. Os mamões ficaram caros. 94. Não tinham bastantes motivos para faltar. 95. As crianças estavam bastante crescidas. 96. O governo destinou bastantes recursos. 97. Suas opiniões são bastante discutidas. 98. Esta aveia é boa para a saúde. 99. Pimenta é bom para tempero. 100. É proibida a caça nesta reserva. 101. É proibido entrada. 102. A pimenta é boa para tempero. 103. Água tônica é bom para o estômago. 104. As crianças viajarão junto a mim. 105. Elas sempre chegam juntas. 106. Elas nunca saíram juntas. 107. A filha e o pai chegaram juntos. 108. Os fortes sentimentos vêm juntos. 109. Os alunos mesmos darão à redação final. 110. Ela não sabia disso mesmo (de fato). 111. Elas mesmas fizeram a festa. 112. Anexos estavam os documentos. 113. Estou quite com a tesouraria. 114. Eles estão quites com a mensalidade. 115. Ela está quite com você? 116. A menina me disse obrigada. 117. Os computadores custam caro. 118. Permitam-me que eu as deixe sós (sozinhas). 119. Eles ficaram sós (= 118) depois do baile. 120. Agora é meio-dia e meia. 121. Bebida alcoólica não é permitido. 122. Os guardas estavam alerta. 123. Meu filho emagrecia a olhos vistos. 124. Vai anexa a declaração solicitada. 125. As certidões anexas devem ser seladas. 126. Anexos seguem os formulários. 127. Os juros estão o mais elevado possível. 128. Enfrento problemas o mais difíceis possível. 129. Enfrento problemas os mais difíceis possíveis. 130. Visitamos os mais belos museus possíveis.
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    131. Nós mesmosedificaremos a casa. 132. Eles são mesmo (de fato) responsáveis. 133. Ela mesma agradeceu. 134. Tudo depende delas mesmo (de fato).
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    Concordância Verbal SUJEITO CONSTITUÍDOPELOS PRONOMES QUE & QUEM QUE: se o sujeito for o pronome relativo que, o verbo concorda com o antecedente do pronome relativo. - Fui eu que falei. (eu falei) - Fomos nós que falamos. (nós falamos) QUEM: se o sujeito for o pronome relativo quem, o verbo ficará na terceira pessoa do singular ou concordará com o antecedente do pronome (pouco usado). - Fui eu quem falou. (ele (3ª pessoa) falou) Obs: nas expressões “um dos que”, “uma das que”, o verbo deve ir para o plural. Porém, alguns estudiosos e escritores aceitam ou usam a concordância no singular. - João foi um dos que saíram. PRONOME DE TRATAMENTO O verbo fica sempre na 3ª pessoa (ele – eles). - Vossa Alteza deve viajar. - Vossas Altezas devem viajar. DAR – BATER – SOAR (indicando horas) Quando houver sujeito (relógio, sino) os verbos concordam normalmente com ele. - O relógio deu onze horas. - O Relógio: sujeito Deu: concorda com o sujeito. Quando não houver sujeito, o verbo concorda com as horas que passam a ser o sujeito da oração. - Deram onze horas. - Deram três horas no meu relógio. SUJEITO COLETIVO (SUJEITO SIMPLES) - O cardum- e escapou da rede. - Os cardumes escaparam da rede. Nesses dois exemplos o verbo concordou com o coletivo (sujeito simples). Quando o sujeito é formado de um coletivo singular seguido de complemento no plural, admitem-se duas concordâncias: 1ª) verbo no singular. - O bando de passarinhos cantava no jardim. - Um grupo de professores acompanhou os estudantes. 2ª) o verbo pode ficar no plural, nesse caso o verbo no plural dará ênfase ao complemento. - O bando de passarinhos cantavam no jardim. - Um grupo de professores acompanharam os estudantes SE Verbos transitivos diretos e verbos transitivos diretos e indiretos + – se: Se o termo que recebe a ação estiver no plural, o verbo deve ir para o plural, se estiver no singular, o verbo deve ir para o singular. - Alugam-se cavalos.
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    “Alugar” é verbotransitivo direto. “Cavalos” recebe a ação e está no plural, logo o verbo vai para o plural. Aqui o “se” é chamado de partícula apassivadora (Cavalos são alugados). Outros exemplos: - Vendem-se casas. - Alugam-se apartamentos. - Exigem-se referências. - Consertam-se pianos. - Plastificam-se documentos. - Entregou-se uma flor à mulher. (verbo transitivo direto e indireto) OBS: Somente os verbos transitivos diretos têm voz passiva. Qualquer outro tipo de verbo (transitivo indireto ou intransitivo) fica no singular. - Precisa-se de professores. (Precisar é verbo transitivo indireto) - Trabalha-se muito aqui. (trabalhar é verbo intransitivo) Nesse caso, o “se” é chamado de índice de indeterminação do sujeito ou partícula indeterminadora do sujeito. HAVER – FAZER “Haver” no sentido de “existir”, indicando “tempo” ou no sentido de “ocorrer” ficará na terceira pessoa do singular. É impessoal, ou seja, não admite sujeito. “Fazer” quando indica “tempo” ou “fenômenos da natureza”, também é impessoal e deverá ficar na terceira pessoa do singular. - Nesta sala há bons e maus alunos. (= existe) - Já houve muitos acidentes aqui. (= ocorrer) - Faz 10 anos que me formei. (= tempo decorrido) SUJEITO COMPOSTO RESUMIDO POR UM INDEFINIDO O verbo concordará com o indefinido. - Tudo, jornais, revistas, TV, só trazia boas noticias. - Ninguém, amigos, primos, irmãos veio visitá-lo. - Amigos, irmãos, primos, todos foram viajar. PESSOAS DIFERENTES O verbo flexiona-se no plural na pessoa que prevalece (a 1ª sobre a 2ª e a 2ª sobre a 3ª). Eu e tu: nós Eu e você: nós Ela e eu: nós Tu e ele: vós - Eu, tu e ele resolvemos o mistério. (1ª pessoa prevalece) - O diretor, tu e eu saímos apressados. (1ª pessoa prevalece) - O professor e eu fomos à reunião. (1ª pessoa prevalece) - Tu e ele deveis fazer a tarefa. (2ª pessoa prevalece) Obs: como a 2ª pessoa do plural (vós) é muito pouco usado na língua contemporânea , é preferível usar a 3ª pessoa quando ocorre a 2ª com a 3ª. - Tu e ele riam à beça. - Em que língua tu e ele falavam? Podemos também substituir o “tu” por “você”. - Você e ele: vocês
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    NOMES PRÓPRIOS NOPLURAL Se o nome vier antecedido de artigo no plural, o verbo deverá concordar no plural. - Os Andes ficam na América do Sul. Se não houver artigo no plural, o verbo deverá concordar no singular. - Santos fica em São Paulo. - “Memórias Póstumas de Brás Cubas” consagrou Machado de Assis. Obs 1: Com nome de obras artísticas, admite-se a concordância ideológica com a palavra “obra”, que está implícita na frase. - “Os Lusíadas” imortalizou Camões. Obs 2: Com o verbo “ser” e o predicativo no singular, o verbo fica no singular. “Os Lusíadas” é a maior obra da Literatura Portuguesa. - Os EUA já foi o primeiro mercado consumidor. SER O verbo “ser” concordará com o predicativo quando o sujeito for o pronome interrogativo “que” ou “quem”. - Quem são os eleitos? - Que seriam aqueles ruídos estranhos? - Que são dois meses? - Que são células? - Quem foram os responsáveis? Quando o verbo “ser” indicar tempo, data, dias ou distância, deve concordar com a apalavra seguinte. - É uma hora. - São duas horas. - São nove e quinze da noite. - É um minuto para as três. - Já são dez para uma. - Da praia até a nossa casa, são cinco minutos. - Hoje é ou são 14 de julho? Em relação às datas, quando a palavra “dia” não está expressa, a concordância é facultativa. Se um dos elementos (sujeito ou predicativo) for pronome pessoal, o verbo concordará com ele. - Eu sou o chefe. - Nós somos os responsáveis. - Eu sou a diretora. Quando o sujeito é um dos pronomes isto, isso, aquilo, o, tudo, o verbo “ser” concordará com o predicativo. - Tudo são flores. - Isso são lembranças de viagens. Pode ocorrer também o verbo no singular concordando com o pronome (raro). - Tudo é flores. Quando o verbo “ser” aparece nas expressões “é muito”, “é bastante”, “é pouco”, “é suficiente” denotando quantidade, distância, peso, etc ele ficará no singular. - Oitocentos reais é muito. - Cinco quilos é suficiente. EXERCÍCIOS – 01 1. Assinale a opção em que há erro de conjugação verbal em relação à norma culta da língua:
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    a) Se elevir o nosso trabalho, ficará muito doente. b) Não desanimes; continua batalhando. c) Meu pai interveio na discussão. d) Se ele reouvesse o que havia perdido. e) Quando eu requiser a segunda via do documento... 2. A única frase que NÃO apresenta desvio em relação à concordância verbal recomendada pela norma culta é: a) A lista brasileira de sítios arqueológicos, uma vez aceita pela Unesco, aumenta as chances de preservação e sustentação por meio do ecoturismo. b) Nenhum dos parlamentares que vinham defendendo o colega nos últimos dias inscreveram-se para falar durante os trabalhos de ontem. c) Segundo a assessoria, o problema do atraso foi resolvido em pouco mais de uma hora, e quem faria conexão para outros Estados foram alojados em hotéis de Campinas. d) Eles aprendem a andar com bengala longa, o equipamento que os auxilia a ir e vir de onde estiver para onde entender. e) Mas foram nas montagens do Kirov que ele conquistou fama, especialmente na cena “Reino das Sombras”, o ponto mais alto desse trabalho. 3. A única frase em que as formas verbais estão corretamente empregadas é: a) Especialistas temem que órgãos de outras espécies podem transmitir vírus perigosos. b) Além disso, mesmo que for adotado algum tipo de ajuste fiscal imediato, o Brasil ainda estará muito longe de tornar-se um participante ativo do jogo mundial. c) O primeiro-ministro e o presidente devem ser do mesmo partido, embora nenhum fará a sociedade em que eu acredito. d) A inteligência é como um tigre solto pela casa e só não causará problema se o suprir de carne e o manter na jaula. e) O nome secreto de Deus era o princípio ativo da criação, mas dizê-lo por completo equivalia a um sacrilégio, ao pecado de saber mais do que nos convinha. 4. (FUVEST) Complete as frases abaixo com as formas corretas dos verbos indicados entre parênteses. a) Quando eu _________________ os livros, nunca mais os emprestarei. (reaver) b) Os alienados sempre ______________ neutros. (manter-se) c) As provas que _____________ mais erros seriam comentadas. (conter) d) Quando ele _________________ uma canção de paz, poderá descansar. (compor) 5. (FGV) Nas questões abaixo, ocorrem espaços vazios. Para preenchê-los, escolha um dos seguintes verbos: fazer, transpor, deter, ir. Utilize a forma verbal mais adequada. 1) Se _______________ dias frios no inverno, talvez as coisas fossem diferentes. 2) Quando o cavalo ________________ todos os obstáculos, a corrida terminará. 3) Se o cavalo _______________ mais facilmente os obstáculos, alcançaria com mais folga a linha de chegada. 4) Se a equipe econômica não se __________________ nos aspectos regionais e considerar os aspectos globais, a possibilidade de solução será maior. 5) Caso ela ______________ ao jogo amanhã, deverá pagar antecipadamente o ingresso. 6. (ENG. MACK) As formas que completariam o período “Pagando parte de suas dívidas anteriores, o comerciante ________________ novamente seu armazém, sem que se __________ com seus credores, para os quais voltou a merecer confiança”, seriam: a) proveu – indispusesse b) proviu – indispuzesse
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    c) proveio –indispuzesse d) proveio – indispusesse e) n.d.a. 7. (UFSCar) “O acordo não ______ as reivindicações, a não ser que ______ os nossos direitos e _____ da luta.” a) substitui – abdicamos – desistimos b) substitue – abdicamos – desistimos c) substitui – abdiquemos – desistamos d) substitui – abidiquemos – desistimos e) substitue – abdiquemos – desistamos 8. Complete os espaços com um dos verbos colocados nos parênteses: a) ________________os filhos e o pai... (chegou/chegaram) b) Fomos nós que _______________ na questão. (tocou/tocamos) c) Não serei eu quem _________________ o dinheiro. (recolherei/ recolherá) d) Mais de um torcedor _______________________ estupidamente. (agrediu-se/agrediram-se) e) O fazendeiro com os peões __________________ a cerca. (levantou/ levantaram) 9. Como no exercício anterior. a) _____________ de haver algumas mudanças no seu governo. (há/ hão) b) Sempre que ______________ alguns pedidos, procure atendê-los rapidamente. (houver/ houverem) c) Pouco me _______________ as desculpas que ele chegar a dar. (importa/ importam) d) Jamais ______________ tais pretensões por parte daquele funcionário. (existiu/ existiram) e) Tudo estava calmo, como se não ________________ havido tantas reivindicações. (tivesse/ tivessem) 10. Complete os espaços com um dos verbos colocados nos parênteses. a) Espero que se _________________ as taxas de juro. (mantenha/ mantenham) b) É importante que se _______________ outras soluções para o problema. (busque/ busquem) c) Não se ______________ em pessoas que não nos olham nos olhos. (confia/confiam) d) Hoje já não se __________________ deste modelo de carro. (gosta/ gostam) e) A verdade é que ________________ certos pormenores pouco convincentes. (observou/observaram) Resolução: 01 - E 02 - A 03 - E 04 - a) reouver b) mantêm / mantiveram c) contivessem d) compuser
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    05 - 1)fizessem 2) transpuser 3) transpusesse 4) detiver 5) vá 06 - A 07 - E 08 - a) Chegaram b) tocamos c) recolherá d) agrediram-se e) levantaram 09 - a) Há b) houver c) importam d) existiram e) tivesse 10 - a) mantenham b) busque c) confia d) gosta e) observaram EXERCÍCIOS – 02 1 – (UFPR) – Observe a concordância verbal: 1 – Algum de vós conseguirei a bolsa de estudo? 2 – Sei que pelo menos um terço dos jogadores estavam dentro do campo naquela hora. 3 – Os Estados Unidos são um país muito rico. 4 – No relógio do Largo da Matriz bateu cinco horas: era o sinal esperado. a) Somente a frase 1 está errada. b) Somente a frase 2 está errada. c) As frases 2 e 3 estão erradas. d) As frases 1 e 4 estão erradas. e) As frases 2 e 4 estão erradas. Resposta: D Quais de vós, quantos de nós, alguns de nós, etc. admitem as seguintes concordâncias: o verbo concorda com o pronome indefinido ou interrogativo, ficando na 3ª pessoa do plural ou concorda com o pronome pessoal. Porém, se o pronome estiver no singular o verbo ficará na 3ª pessoa do singular. Na indicação de horas o verbo bater concorda com o número de horas, que normalmente é o sujeito. O verbo bater pode ter outra palavra como sujeito, com a qual deve concordar. 2 – (UEPG – PR) - Assinale a alternativa incorreta, segundo a norma gramatical: a) Os Estados Unidos, em 1941, declararam guerra à Alemanha. b) Aqueles casais parecia viverem felizes. c) Cancelamos o passeio, haja visto o mau tempo. d) Mais de um dos candidatos se cumprimentaram. e) Não tínhamos visto as crianças que faziam oito anos.
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    Resposta: C Ocorrem asseguintes concordâncias: a expressão haja vista fica invariável quando equivalente a atente-se; por exemplo. O verbo haver varia quando equivale a vejam-se. 3 – (UFCE) – Como a frase “fui eu quem fez o casamento”, também estão corretos os períodos abaixo: 1. Fui eu que fiz o casamento. 2. Foi eu quem fez o casamento. 4. Fui eu que fez o casamento. 8. Foste tu que fizeste o casamento. 16. Foste tu quem fez o casamento. 32. Fostes vós que fez o casamento. 64. Fostes vós quem fez o casamento. Resposta: 89 Quando o sujeito for o pronome relativo QUEM o verbo fica na 3ª pessoa do singular ou concorda com o antecedente. Se o sujeito for o pronome relativo QUE o verbo concorda com o antecedente. 4 – (CESGRANRIO) – Há concordância inadequada em: a) clima e terras desconhecidas. b) clima e terra desconhecidos. c) terras e clima desconhecidas. d) terras e clima desconhecido. e) terras e clima desconhecidos. Resposta: C O adjetivo posposto a dois ou mais substantivos há duas concordâncias: O adjetivo concorda com o mais próximo ou vai para o plural. Se os gêneros são diferentes, prevalece o masculino. 5 – (UEPG – PR) – Marque a frase absolutamente inaceitável, do ponto de vista da concordância nominal: a) É necessária paciência. b) Não é bonito ofendermos aos outros. c) É bom bebermos cerveja. d) Não é permitido presença de estranhos. e) Água de Melissa é ótimo para os nervos. Resposta: A Há duas concordâncias para as expressões é bom, é necessário, etc.: - fica invariável, portanto no masculino, se o sujeito não vem precedido de artigo ou outro elemento determinante. Se vier precedido de artigo ou elemento determinante concorda com o sujeito. 6 – (CESCEM – SP) – Já ... anos, ... neste local árvores e flores. Hoje, só ... ervas daninhas.
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    a) fazem/havia/existe b) fazem/havia/existe c)fazem/haviam/existem d) faz/havia/existem e) faz/havia/existe Resposta: D Haver/fazer são verbos impessoais. São empregados apenas na 3ª pessoa do singular. Haver (sentido de existir, ocorrer) e o verbo Fazer (na indicação de tempo). Existir é pessoal e concorda normalmente com o sujeito. 7 – (UFPR) – Qual a alternativa em que as formas dos verbos bater, consertar e haver nas frases abaixo, são usadas na concordância correta? - As aulas começam quando ... oito horas. - Nessa loja ... relógios de parede. - Ontem ... ótimos programas na televisão. a) batem – consertam-se – houve b) bate – consertam-se – havia c) bateram – conserta-se – houveram d) batiam – conserta-se-ão – haverá e) batem – consertarei – haviam Resposta: A Bater empregado com referência às horas concorda com o número de horas. Quando há sujeito, o verbo concorda com ele. A partícula SE na segunda oração é apassivadora; concorda com o sujeito da oração. O verbo haver, no sentido de existir, ocorrer, conjuga-se na 3ª pessoa do singular. 8 – (PUCCAMP – SP) – Se a altíssimo corresponde alto, a celebérrimo, libérrimo, crudelíssimo, humílimo, paupérrimo, respectivamente, há de corresponder: a) célebre, líbero, cruel, úmido, pobre. b) célebre, livre, cru, úmido, pobre. c) célebre, livre, cruel, humilde, pau. d) célebre, livre, cruel, humilde, pobre. e) célebre, livre, cru, humilde, pobre. Resposta: D O superlativo absoluto expressa a qualidade de um ser, no seu grau mais elevado, sem comparação com outro ser. Nesta questão temos exemplos de superlativo absoluto sintético. É formado pelo radical do adjetivo + sufixo. 9 – (UFV-MG) – Em todos os itens o pronome SE é apassivador, EXCETO: a) Sabe-se que ele é honesto. b) Organizou-se, ontem, esta prova.
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    c) Não sedeverá realizar mais a festa. d) Nada mais se via. e) Assistiu-se à cerimônia inteira. Resposta: E A oração E não pode ser passada para a voz passiva analítica, então, não pode ser pronome apassivador. O “SE” é índice de indeterminação do sujeito. Quem assistiu à cerimônia? Não sabemos quem é o sujeito. 10 – (PUCCAMP-SP) – “Nunca chegará ao fim, por mais depressa que ande”. A oração destacada é: a) Subordinada adverbial causal. b) Subordinada adverbial concessiva. c) Subordinada adverbial condicional. d) Subordinada adverbial consecutiva. e) Subordinada adverbial comparativa. Resposta: B A Oração subordinada adverbial concessiva indica uma concessão às ações do verbo da oração principal, isto é, há uma contradição ou um fato inesperado. 11 – (UFPR) – Julieta ficou à janela na esperança de que Romeu voltasse. A oração em destaque é: a) subordinada substantiva subjetiva. b) subordinada substantiva completiva nominal. c) subordinada substantiva predicativa. d) subordinada adverbial causal. e) subordinada adjetiva explicativa. Resposta: B A oração subordinada substantiva completiva nominal funciona como complemento nominal de um substantivo, adjetivo ou advérbio da oração principal.
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    Regência Verbal O estudoda regência verbal nos ajuda a escrever melhor. Quanto à regência verbal, os verbos podem ser: - Transitivo direto - Transitivo indireto - Transitivo direto e indireto - Intransitivo ASPIRAR O verbo aspirar pode ser transitivo direto ou transitivo indireto. Transitivo direto: quando significa “sorver”, “tragar”, “inspirar” e exige complemento sem preposição. - Ela aspirou o aroma das flores. - Todos nós gostamos de aspirar o ar do campo. Transitivo indireto: quando significa “pretender”, “desejar”, “almejar” e exige complemento com a preposição “a”. - O candidato aspirava a uma posição de destaque. - Ela sempre aspirou a esse emprego. Obs: Quando é transitivo indireto não admite a substituição pelos pronomes lhe(s). Devemos substituir por “a ele(s)”, “a ela(s)”. - Aspiras a este cargo? - Sim, aspiro a ele. (e não “aspiro-lhe”). ASSISTIR O verbo assistir pode ser transitivo indireto, transitivo direto e intransitivo. Transitivo indireto: quando significa “ver”, “presenciar”, “caber”, “pertencer” e exige complemento com a preposição “a”. - Assisti a um filme. (ver) - Ele assistiu ao jogo. - Este direito assiste aos alunos. (caber) Transitivo direto: quando significa “socorrer”, “ajudar” e exige complemento sem preposição. - O médico assiste o ferido. (cuida) Obs: Nesse caso o verbo “assistir” pode ser usado com a preposição “a”. - Assistir ao paciente. Intransitivo: quando significa “morar” exige a preposição “em”. - O papa assiste no Vaticano. (no: em + o) - Eu assisto no Rio de Janeiro. “No Vaticano” e “no Rio de Janeiro” são adjuntos adverbiais de lugar. CHAMAR O verbo chamar pode ser transitivo direto ou transitivo indireto. É transitivo direto quando significa “convocar”, “fazer vir” e exige complemento sem preposição. - O professor chamou o aluno.
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    É transitivo indiretoquando significa “invocar” e é usado com a preposição “por”. - Ela chamava por Jesus. Com o sentido de “apelidar” pode exigir ou não a preposição, ou seja, pode ser transitivo direto ou transitivo indireto. Admite as seguintes construções: - Chamei Pedro de bobo. (chamei-o de bobo) - Chamei a Pedro de bobo. (chamei-lhe de bobo) - Chamei Pedro bobo. (chamei-o bobo) - Chamei a Pedro bobo. (chamei-lhe bobo) VISAR Pode ser transitivo direto (sem preposição) ou transitivo indireto (com preposição). Quando significa “dar visto” e “mirar” é transitivo direto. - O funcionário já visou todos os cheques. (dar visto) - O arqueiro visou o alvo e atirou. (mirar) Quando significa “desejar”, “almejar”, “pretender”, “ter em vista” é transitivo indireto e exige a preposição “a”. - Muitos visavam ao cargo. - Ele visa ao poder. Nesse caso não admite o pronome lhe(s) e deverá ser substituído por a ele(s), a ela(s). Ou seja, não se diz: viso-lhe. Obs: Quando o verbo “visar” é seguido por um infinitivo, a preposição é geralmente omitida. - Ele visava atingir o posto de comando. ESQUECER – LEMBRAR - Lembrar algo – esquecer algo - Lembrar-se de algo – esquecer-se de algo (pronominal) No 1º caso, os verbos são transitivos diretos, ou seja exigem complemento sem preposição. - Ele esqueceu o livro. No 2º caso, os verbos são pronominais (-se, -me, etc) e exigem complemento com a preposição “de”. São, portanto, transitivos indiretos. - Ele se esqueceu do caderno. - Eu me esqueci da chave. - Eles se esqueceram da prova. - Nós nos lembramos de tudo o que aconteceu. Há uma construção em que a coisa esquecida ou lembrada passa a funcionar como sujeito e o verbo sofre leve alteração de sentido. É uma construção muito rara na língua contemporânea , porém, é fácil encontrá- la em textos clássicos tanto brasileiros como portugueses. Machado de Assis, por exemplo, fez uso dessa construção várias vezes. - Esqueceu-me a tragédia. (cair no esquecimento) - Lembrou-me a festa. (vir à lembrança) O verbo lembrar também pode ser transitivo direto e indireto (lembrar alguma coisa a alguém ou alguém de alguma coisa). PREFERIR É transitivo direto e indireto, ou seja, possui um objeto direto (complemento sem preposição) e um objeto indireto (complemento com preposição)
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    - Prefiro cinemaa teatro. - Prefiro passear a ver TV. Não é correto dizer: “Prefiro cinema do que teatro”. SIMPATIZAR Ambos são transitivos indiretos e exigem a preposição “com”. - Não simpatizei com os jurados. QUERER Pode ser transitivo direto (no sentido de “desejar”) ou transitivo indireto ( no sentido de “ter afeto”, “estimar”). - A criança quer sorvete. - Quero a meus pais. NAMORAR É transitivo direto, ou seja, não admite preposição. - Maria namora João. Obs: Não é correto dizer: “Maria namora com João”. OBEDECER É transitivo indireto, ou seja, exige complemento com a preposição “a” (obedecer a). - Devemos obedecer aos pais. Obs: embora seja transitivo indireto, esse verbo pode ser usado na voz passiva. - A fila não foi obedecida. VER É transitivo direto, ou seja, não exige preposição. - Ele viu o filme. Exercícios – 01 1. (IBGE) Assinale a opção que apresenta a regência verbal incorreta, de acordo com a norma culta da língua: a) Os sertanejos aspiram a uma vida mais confortável. b) Obedeceu rigorosamente ao horário de trabalho do corte de cana. c) O rapaz presenciou o trabalho dos canavieiros. d) O fazendeiro agrediu-lhe sem necessidade. e) Ao assinar o contrato, o usineiro visou, apenas, ao lucro pretendido. 2. (IBGE) Assinale a opção que contém os pronomes relativos, regidos ou não de preposição, que completam corretamente as frase abaixo: Os navios negreiros, ....... donos eram traficantes, foram revistados. Ninguém conhecia o traficante ....... o fazendeiro negociava. a) nos quais / que b) cujos / com quem c) que / cujo d) de cujos / com quem e) cujos / de quem 3. (IBGE) Assinale a opção em que as duas frases se completam corretamente com o pronome lhe:
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    a) Não .....amo mais. / O filho não ..... obedecia. b) Espero-..... há anos. / Eu já ..... conheço bem. c) Nós ..... queremos muito bem. / Nunca ..... perdoarei, João. d) Ainda não ..... encontrei trabalhando, rapaz. / Desejou-..... felicidades. e) Sempre ..... vejo no mesmo lugar. / Chamou-..... de tolo. 4. (IBGE) Assinale a opção em que todos os adjetivos devem ser seguidos pela mesma preposição: a) ávido / bom / inconseqüente b) indigno / odioso / perito c) leal / limpo / oneroso d) orgulhoso / rico / sedento e) oposto / pálido / sábio 5. (UF-FLUMINENSE) Assinale a frase em que está usado indevidamente um dos pronomes seguintes: o, lhe. a) Não lhe agrada semelhante providência? b) A resposta do professor não o satisfez. c) Ajudá-lo-ei a preparar as aulas. d) O poeta assistiu-a nas horas amargas, com extrema dedicação. e) Vou visitar-lhe na próxima semana. 6. (BB) Regência imprópria: a) Não o via desde o ano passado. b) Fomos à cidade pela manhã. c) Informou ao cliente que o aviso chegara. d) Respondeu à carta no mesmo dia. e) Avisamos-lhe de que o cheque foi pago. 7. (BB) Alternativa correta: a) Precisei de que fosses comigo. b) Avisei-lhe da mudança de horário. c) Imcumbiu-me para realizar o negócio. d) Recusei-me em fazer os exames. e) Convenceu-se nos erros cometidos. 8. (EPCAR) O que devidamente empregado só não seria regido de preposição na opção: a) O cargo ....... aspiro depende de concurso. b) Eis a razão ....... não compareci. c) Rui é o orador ....... mais admiro. d) O jovem ....... te referiste foi reprovado. e) Ali está o abrigo ....... necessitamos. 9. (UNIFIC) Os encargos ....... nos obrigaram são aqueles ....... o diretor se referia. a) de que - que b) a cujos - cujos c) por que - que d) cujos - cujo e) a que - a que 10. (FTM-ARACAJU) As mulheres da noite ....... o poeta faz alusão ajudam a colorir Aracaju, ....... coração bate de noite, no silêncio. A alternativa que completa corretamente as lacunas da frase acima é: a) as quais / de cujo o b) a que / no qual c) de que / o qual d) às quais / cujo e) que / em cujo
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    GABARITO: 1. D 2. D 3.C 4. D 5. E 6. E 7. A 8. E 9. E 10. D
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    Regência Nominal A regênciaverbal ou nominal determina se os seus complementos são acompanhados por preposição. Os nomes pedem complemento nominal; e os verbos, objetos diretos ou indiretos. Exemplo: - Ela tem necessidade de roupa. Quem tem necessidade, tem necessidade “de” alguma coisa. De roupa: complemento nominal. - Fiz uma referência a um escritor famoso. Quem faz referência faz referência “a” alguma coisa. A um escritor famoso: complemento nominal Na verdade, não existem regras. Cada palavra exige um complemento e rege uma preposição. Muitas regências nós aprendemos de tanto escutá-las, porém não significa que todas estejam corretas. “Prefiro mais cinema do que teatro.” Escutamos esta frase quase todos os dias. Preferir mais, não existe, pois ninguém prefere menos. É, portanto, uma redundância. Quem prefere prefere alguma coisa “a” outra. A frase ficaria correta desta forma: “Prefiro cinema a teatro”. O verbo preferir é transitivo direto e indireto e o objeto indireto deve vir com a preposição. “a”. “Prefiro isso do que aquilo.” Do que é uma regência popular e deve ser evitada em provas, redações e concursos. “Prefiro ir à praia a estudar.” (Preferir a + a praia: a + a: à – veja Crase). Acessível a Acostumado a ou com Alheio a Alusão a Ansioso por Atenção a ou para Atento a ou em Benéfico a Compatível com Cuidadoso com Desacostumado a ou com Desatento a Desfavorável a Desrespeito a Estranho a Favorável a Fiel a Grato a Hábil em
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    Habituado a Inacessível a Indecisoem Invasão de Junto a ou de Leal a Maior de Morador em Natural de Necessário a Necessidade de Nocivo a Ódio a ou contra Odioso a ou para Posterior a Preferência a ou por Preferível a Prejudicial a Próprio de ou para Próximo a ou de Querido de ou por Residente em Respeito a ou por Sensível a Simpatia por Simpático a Útil a ou para Versado em