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                         Dra.EmilyC.Gonçalv s
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                          Acupun u sa Fisiot r p ua
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                                      f io       f
As plantas medicinais fazem parte da cultura popular. São utilizadas para
prevenir e tratar doenças comuns, além de servir como bebida e alimento.



Medidas importantes para utilização de plantas medicinais:

      As plantas medicinais são constituídas por princípios ativos e estes são
responsáveis por sua ação terapêutica, desencadeando diversas reações nos
organismos vivos (vegetais animais e nos seres humanos).
      Por este motivo, não é recomendável misturar diversas plantas, evitando
interações dos seus constituintes químicos. O uso inadequado poderá provocar
efeitos indesejáveis.
     Bons procedimentos de cultivo, coleta, secagem e armazenagem garantem a
qualidade e a estabilidade dos princípios ativos das plantas.
    Cultivo ecológico de plantas medicinais, através de hortos, além de garantir a
qualidade, evita o extrativismo e preserva a biodiversidade.

Identificação das plantas medicinais: somente devem ser utilizadas plantas que
foram identificadas com segurança.

Coleta: colher em dias secos, logo após a evaporação do orvalho;
        somente plantas bem desenvolvidas e sadias;
        verificar se a planta não foi exposta a agrotóxicos;
        poeira ou outros poluentes;

Secagem: deve ser realizada em local seco, limpo, arejado e à sombra. Se for
utilizado forno ou estufa a temperatura não deverá ultrapassar 35°C.

Armazenagem: cada planta deve ser acondicionada em embalagem própria,
devidamente identificada (nome, data da colheita). Devendo ficar em local seco,
escuro, arejado, sem insetos, roedores ou outros animais, livre de poeira ou outras
substâncias poluentes. Para que a planta esteja própria para o consumo, deverá
estar livre de fungos (mofos, bolores), pois estes alteram os teores de princípio
ativo, podendo também provocar intoxicações.

Formas de preparo: o uso mais popular é na forma de chá, através de infusão ou
decocção.

       • Infusão: coloca-se a água fervendo sobre a planta medicinal, deixando-a
coberta por 10 minutos. É ideal para folhas e flores.
       • Decocção: consiste na fervura da planta com a água, por 3 a 5 minutos,
deixando-a em repouso por 2 minutos. São utilizados principalmente para raízes,
cascas, frutos secos, cipós e sementes.
       A utilização da mesma planta não deve ultrapassar um período maior que 15
dias. Quando houver necessidade de uso mais prolongado, devem ser feitos
intervalos de 1 semana para que o organismo possa responder aos estímulos.
Dosagem: usualmente são recomendadas as seguintes quantidades:
       • Planta verde: 20g (3 a 4 colheres de sopa) de planta picada, para 1 litro
de água;
       • Planta seca: 10g (5 colheres de sopa) de planta picada, para 1 litro de
água.
       Após o preparo, o chá deve ser consumido por, no máximo, 24 horas, pois
ocorrem reações químicas que podem transformar os princípios ativos em outras
substâncias prejudiciais à saúde.

OBS: Usar recipientes de louça, inox ou vidro, para o preparo do chá.



ANIS – ESTRELADO

Nome científico: lllicium verum Hook.f.
Família: Magnoliaceae
Sinônimos botânicos: lllicium san-ki Perr.
Nomes populares: anis-verdadeiro, anis-da-sibéria, badiana, badiana-de-
cheiro,funcho-da-china, anis star, badiane-anis, étoilé.
Parte utilizada: frutos
Propriedades medicinais: anti-séptica, aromática, calmante, estimulante,
expectorante.
Indicações: bronquite, cansaço, inflamação, tosses
Contra-indicações e cuidados: não encontrada na literatura utilizada

Modo de usar:
- infusão: uma colher das de café de anis estrelado em uma xícara de água. Deixar
esfriar e coar. Beber uma ou duas xícaras por dia.
- combinação com outros chás de maneira decorativa

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        Fig.1: Anis Estrelado                            Fig.2: Anis in Natura
AMOREIRA-NEGRA

Nome científico: Morus nigra L.
Família: Moraceaae.
Sinônimos botânicos: Morus.
Nomes populares: amora, mulberry ou blackberry (inglês), morena (espanhol),
murier noir (francês), mora (italiano), maulbeerbaum (alemão), moral (castelhano).
Parte utilizada: folhas, frutos e casca.
Propriedades      medicinais:     antioxidante,   hipotensora,    rejuvenescedora,
adstringente suave, antiinflamatória, cicatrizante, laxante.
Indicações: diurética, intestino, inflamação bucal (amigdalite, boca, garganta),
estômago.
NOTA: tem sido, nos últimos anos, muito usada como repositora hormonal natural,
para equilibrar as taxas hormonais, especialmente nos problemas de TPM e
menopausa.
Contra-indicações/cuidados: não encontrada na literatura utilizada

Modo de usar:

- infusão: usar 10 folhas frescas em um litro de água, coar e beber uma xícara ao
longo do dia.
- decocção: usar 15g de raiz e casca de amoreira, misturadas, em meio litro de
água. Ferver. Quando liquido ficar morno, filtrar e adoçar com mel. Beber metade
pela manhã, em jejum, e o restante à noite, antes de deitar (laxativa)
- outras maneiras de utilização: sucos (bochechos para inflamação na boca); xarope
(gargarejos); cataplasma da folhas (dermatoses, eczema e erupções cutâneas);
purê das frutas (cremes para pele).


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                         Fig.3 : Fruto Amora
BOLDO-BRASILEIRO

Nome científico: Plectranthus barbatus Andr.
Família: Lamiaceae
Sinônimos botânicos: Coleus barbatus Benth., Coleus forskohlii( Willd.).
Nomes populares: alumã, boldo-chileno, boldo-de-jardim, boldo-silvestre, malva-
amarga, Coleus (inglês), cóleo (espanhol), Coléus (francês).
Parte utilizada: folhas frescas, raízes.
Propriedades     medicinais: hiposecretora gástrica, estomática, hepática,
hipotensora tônica.
Indicações: fadiga do fígado, cólica e congestão do fígado, distúrbios intestinais,
ressaca alcoólica
Contra-indicações/cuidados: pessoas com úlceras, gastrites.
Efeitos colaterais: doses elevadas podem provocar irritação da mucosa do
estômago.

Modo de usar:
- Sumo: amassar 2 folhas frescas em 1 copo e completar com água. Aguardar 5 min.
e beber.




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   Fig.4 : Boldo in Natura                               Fig. 5: Boldo folhas Secas
CAMOMILA

Nome científico: Chamomilla recutita (L.) Rauschert.
Família: Asteraceae
Sinônimos botânicos: Chamomilla courrantiana (DC.) C. Koch; Matricaria
chamomilla.
Nomes populares: camomila-alemã, camomila-comum, camomilina, marcela-galega.
Parte utilizada: florais secos.
Propriedades medicinais: antiinflamatória tópica, analgésica, desinfetante, anti-
séptica, sedativa suave, calmante, antiespasmódica, cicatrizante.
Indicações: assadura, cefalalgias, ciáticas, cistite, cólicas em geral, diarréia
infantil, afecções na pele, gengivite
Contra-indicações/cuidados: grávidas ou em lactação, pode ocorrer rinite alergica
em pessoas sensíveis à camomila

Modo de usar:
- infusão: 1 colher de sopa para uma xícara
- compressa ou banho de assento



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   Fig.6: Camomila                               Fig.7: Camomila flores secas
CALÊNDULA

Nome científico: Caledula officialis L..
Família: Asteraceae
Nomes populares: bem-me-quer, malmequeres, margarida-dourada .
Parte utilizada: flores, folhas e caules.
Propriedades medicinais: bactericida, antifúngica, anti-séptica, analgésica,
calmante, anti-ceborreica, vasodilatadora
Indicações: abscesso do estômago, cólica menstrual, acne, eczema seborreico do
couro cabeludo, vulvovaginite
Contra-indicações/cuidados: não indicada para gestantes.

Modo de usar:

- infusão: 2 colheres das de sopa de flores para meio litro de água toma-se 1 xícara
antes das principais refeições, iniciando 8 dias antes da menstruação
-folhas e caule (salada verde)
-outras maneiras de utilização: cataplasma, pomada e tintura




   Fig.8: Calêndula                                Fig.9: Calêndula flores secas
CANELA

Nome científico: Cinnamomum zeylanicum Blume
Família: Lauraceae
Sinônimos botânicos: Cinnamomun zeylanicum Breyn
Nomes populares: pau-canela, caneleira, canela-de-ceilião .
Parte utilizada: casca desidratada
Propriedades medicinais: digestiva, afrodisíaca, cardiotônica, adstringente,
piolhicida
Indicações: calafrios, pressão baixa, extremidades frias, ulcerações da gengiva e
mucosa da boca, piolho
Contra-indicações/cuidados: gestantes.
Efeitos colaterais: irritação da pele

Modo de usar:

- combinação com outros chás de maneira decorativa ou como condimento
- infusão: 1 a 3 g de canela em uma xícara
- infusão piolhicida: ferver duas xícaras das de chá de água, colocar duas cascas de
canela, abafar por 15min. Lavar a cabeça com água e sabão, enxágüe com o infuso
de canela; secar o cabelo e passar o pente fino




                            Fig. 10: Calena em Pau
CARQUEJA

Nome científico: Baccharis trimera (Less.) DC..
Família: Asteraceae
Sinônimos botânicos: baccharis genisteiloides var. trimera (Less.) Baker.
Nomes populares: carque, carqueja-amarga, cacaia-amarga.
Parte utilizada: hastes (parte aérea).
Propriedades medicinais: diurético, hepatoprotetora, anti-helmintica, digestivo,
antibactericida, anti-séptica
Indicações: cirrose hepática, deficiência da circulação sanguínea, colesterol alto,
inflamação das vias urinarias, furunculose rebelde, pressão alta
Contra-indicações/cuidados: gestantes e pessoas hipotensas.

Modo de usar:

- infusão: 10 g das hastes por um litro de água, tomar uma xícara ao longo do dia




                             Fig. 11: Carqueja
CÁSCARA-SAGRADA

       Nome científico: Rhamnaceae purshiana D.C.
       Família: Rhamnaceae
       Nomes populares: sacred barck (inglês); cáscara sagrada (espanhol); cascara
       sagrada (frances); cascara sagrada (italiano); cascara amerikanische (alemão)
       Parte utilizada: casca seca ou em pó
       Propriedades medicinais: laxante, diurético, tônico purgativa, febrífugo
       Indicações: constipação (prisão de ventre) cônica, com ação laxativa e
       restabelecendo o tônus natural do cólon e não causa hábito, hemorróidas, fígado,
       estimula o peristaltismo intestinal, dispepsias
       Contra-indicações/cuidados: gestantes, nutrizes e pessoas q sofrem de dor de
       estomago, colite, obstrução intestinal, doenças inflamatórias agudas de intestino e
       apendicite, úlcera duodenal ou gástrica, refluxo do estomago, diverticulite
       Efeitos colaterais: pode induzir diarréia; se usada por mais de dois meses
       seguidos, provoca inflamações crônicas no intestino; cólicas intestinais; dores
       espasmódicas gastrintestinais e perda excessiva de água e sais minerais.

       Modo de usar:

       - infusão ou decocção: 1 colher das de sopa de cascara - sagrada, tomar uma xícara
       por dia. Seus efeitos são percebidos de 8 a 12 horas após ingestão, conforme a
       sensibilidade individual




Fig. 12: Cascas de Cascara Sagrada                    Fig. 13: Folhas Cascara Sagrada
CAPIM-LIMÃO

Nome científico: Cymbopogon citrus (DC) Stapf.
Família: Poaceae
Sinônimos botânicos: Citratus (DC.) Roberty
Nomes populares: capim-catinga, capim-cheiroso, capim-cidão, erva-cidreira,
falsa-erva-cidreira, sidró, grama-cidreira.
Parte utilizada: folhas, rizoma (Raízes) frescas ou secas.
Propriedades      medicinais:    analgésico   suave,    ansiolítico, antidiarréico,
antiespasmódico, antipirético, estomáquico, miorelaxante, estimulante lácteo,
vasodilatador
Indicações: anciedade, aumentar o sono, cefaléia, diminuir a atividade motora,
tensão muscular, cólicas menstruais e intestinais,
Contra-indicações/cuidados: para os casos de dor abdominal de causa
desconhecida e gastritre.
Efeitos colaterais: doses concentradas podem provocar aborto, baixar a pressão e
causar desmaios. O óleo tem ação irritante sobre a pele de animais. O hidrolato
das folhas (produto de destilação) provoca hipocinesia, ataxia, bradipnéia, perda
de postura sedação e defecação

Modo de usar:
- infusão: 10 g das folhas em meio litro de água. Tomar de 3 a 4 dias de xícaras por
dia
 - folhas batidas com água no liquidificador, coar e beber: refresco para dar ânimo
nos dias de calor




                            Fig. 13: Capim Limão
CAPÉU-DE-COURO

Nome científico: Echinodorus grandiflorus ( cham. .
Família: Alismataceae
Sinônimos botânicos: Echinodorus sellowianus Buchenau
Nomes populares: aguapé, erva-do-pântano, cha-de-campanha.
Parte utilizada: folhas, rizoma (Raízes).
Propriedades medicinais: duiretica, anti-hidropica, depurativa do sangue,
antinefritica, adstringente, hipotensora.
Indicações: acido úrico, gota, doenças renais, infecção urinaria
Contra-indicações/cuidados: não deve ser usada por pessoas de pressão arterial
baixa. Ela depuradora de águas contaminadas, logo se deve ter certeza que a planta
coletada não esta contaminada.

Modo de usar:

- infusão: de 20g de folhas verdes por litro de água. Tomar 3 a 4 xícaras ao dia




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                            Fig. 14: Chapéu de Couro
CRAVO-DA-ÍNDIA



Nome científico: Caryophyllus aromaticus L..
Família: Myrtaceae
Sinônimos botânicos: Eugenia aromática (L.)
Nomes populares: craveiro-da-índia, cravina-de-túnis, rosa-da-índia.
Parte utilizada: botões florais secos.
Propriedades medicinais: anti-séptica, repelente (inseto), sudorífero, bactericida,
excitante
Indicações: dor de dente, higiene bucal, micose de unha, vermes.
Modo de usar:

- usar de maneira decorativa ou em combinação com outros chás.
 - óleo acalma dor de dente, bochechos




   Fig.15: Cravo in Natura                      Fig.16: Cravo
MELISSA

Nome científico: Melissa biocornis Klok..
Família: Lamiaceae.
Sinônimos botânicos: Melissa biocornis Klok.
Nomes populares: melissa, cidreira-verdadeira, chá-da-frança, melissa-romana,
melissa-verdadeira.
Parte utilizada: folhas.
Propriedades medicinais: analgésico, ansiolítico, calmante, relaxante, sedativo
antiespasmódico, adstringente, antiinflamatório
Indicações: anciedade, melancolia, crise nervosa, depressão, fadiga, cansaço,
insônia, taquicardia, afecções gástricas, histerismo, debilidade geral.
Contra-indicações/cuidados: pessoas com hipersensibilidade á planta
Efeitos colaterais: diminuição da pulsaçãoe entorpecimento

Modo de usar:

- infusão: 25 a 50 g das folhas verdes em um litro de água. Tomar de 3 a 4 xícaras
por dia
 - aromatizantes em saladas de hortaliças e frutas, omelete, molhos e carnes




                        Fig.17: Melissa
ERVA-CIDREIRA

Nome científico: Lippia Alba (Mill) N.E.Brown..
Família: Verbenaceae.
Sinônimos botânicos: Lippia geminata Kunth.
Nomes populares: erva-cidreira-de-arbusto, cidreira-melissa, cidreira-brava,
cidró, cidreira-falsa, cidreira-crespa, erva-cidreira-falsa, falsa-melissa,
Parte utilizada: folhas.
Propriedades medicinais: diaforético, antigripal, desintoxicante, relaxante do
sistema nervoso, analgésico, ansiolítico, calmante, antiespasmódico, digestiva
Indicações: afecções da pele e mucosas, resfriados, dores reumáticas, catarro,
dores musculares, laringite
Contra-indicações/cuidados: não deve ser usada por hipotenso
Efeitos colaterais: diminuição da pulsação

Modo de usar:

- infusão: uma colher das de sopa de folhas frescas para cada meio litro de água.,
tomar 4 a 6 xícaras ao dia




                      Fig.18: Erva- Cidreira de arbusto
ESPINHEIRA-SANTA

    Nome científico: Maytenus ilicifolia (Schard.)Planch
    Família: Celastraceae.
    Sinônimos botânicos: Maytenus officinalis Mabb.
    Nomes populares: canceosa, cancorosa, cancorosa-de-sete-espinhos, espinheira-
    divina, pau-josé, salva-vidas.
    Parte utilizada: folhas, cascas e raizes
    Propriedades medicinais: antiumoral, antiulcerogenica, antiácida (poderosa),
    diurética fraca, cicatrizante, desinfetante, antiinflamatória, laxativa,
    Indicações: gastrite crônica, gases, meles hepáticos e renais, irritações
    estomacais, úlceras pépticas, azia, hiperacidez
    Contra-indicações/cuidados: não é recomenda a crianças, gestantes e lactantes.
    Evite o uso em casos de hipersensibilidade (detectada em um numero reduzido de
    pessoas).
    Efeitos colaterais: pode provocar contrações uterinas e reduzir a produção de
    leite nas mulheres.
    Nota: atualmente o tratamento de câncer é bastante estudado; uma pesquisa
    prévia revelou que a planta possui compostos antibióticos (maitesina e maiteno),
    com potente ação antiumoral, especialmente contra a leucemia
    Modo de usar:

    - infusão: 1 colher das de sopa de folhas frescas para cada meio litro de água.
    Tomar 4 a 6 xicaras ao dia


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Fig.19: Espinheira santa in Natura           Fig.20: Espinheira Santa folhas secas
GENGIBRE-SELVAGEM

  Nome científico: Asarum canadense L.
  Família: Aristolochiaceae.
  Sinônimos botânicos: Asarum acuminatum (Ashe) E.P. Bicknell
  Nomes populares: indian ginger (inglês), jengibre silvestre (espanhol), gingembre
  sauvage (francês), kanadische haselwurz (alemão),
  Parte utilizada: rizoma.
  Propriedades medicinais: anestésica local, expectorante, broncoespasmodica,
  estimulante, tônico
  Indicações: estrimulante de apetite, asma, bronquite, catarro, tosse, resfriado
  rescete, atonia e congestão do útero, estimulantedo parto,
  Contra-indicações/cuidados: gestantes e nutrizes. Pode causar náuses, queimação
  na língua, gastroenterite

  Modo de usar:

  - infusão morna de 8 g do pó em 250 ml de água por meia hora. Tomar em doses de
  uma a quatro colheres de sopa cheia de trinta em trinta minutos
  - maceração: estimula eliminação de catarro




Fig.21: Gengibre                               Fig.22: Gengibre in Natura
HORTELÃ

Nome científico: Mentha rotindifolia (L.) Huds.
Família: Lamiaceae.
Sinônimos botânicos: Mentha spicata var. rotundifolia L.
Nomes populares: hortelã-cheirosa, hortelã-de –folha-redonda, hortelã comum
Parte utilizada: folhas.
Propriedades medicinais: tônica, vermífuga, carminativa, aromática, calmante.
Indicações: flatulência, cólicas, vermes.

Modo de usar:

- mastigação folhas frescas (rouquidão e inflamação de boca e garganta?)
- xarope: 30 a 40 folhas frescas em 100 ml de água e 150 a 200g de açúcar. Ferver
e coar. Tomar colher das de sopa de xarope 3 a 5 vezes ao dia.
- inalação: vapor oriundo da decoçao
- aromatizantes em saladas de hortaliças e frutas.




                         Fig.23: Hortelã
GUACO

Nome científico: Mikania glomerata Spreng.
Família: Asteraceae.
Sinônimos botânicos: Willoughbya glomerata (Spreng.) Kuntze.
Nomes populares: cipó-caatinga, guape, guaco-trepador, guaco-liso, guaco-de-
cheiro
Parte utilizada: folhas (preferencialmente as mais jovens), planta florida, frescas
ou secas.
Propriedades medicinais: antiasmáticas, antigripal, antiinflamatória, ntimicrobiana,
anti-septica das vias respiratórias, broncodilatadora,expectorante, hipotensora
(folhas secas), sedativa, cicatrizante
Indicações: afecções do trato respiratório, asma, bronquite, inflamaçao de
garganta, rouquidão, resfriado febril, tosses.

Modo de usar:

- xarope: 15 a 20 folhas de guaco, duas colheres de sopa de poejo ou assa-peixe e 1
colhre de chá de gengibre ralado, em 100ml de água. Cobrir e deixe esfriar; 150 a
200g de açúcar ou rapadura dissolver Tomar 1 a 2 colheres das de sopa 2 a 3
vezes ao dia. Para crianças reduzir pela metade. ( crise de tosse, asma e bronquite)
-infusao: duas xicaras de café de folha fresca em meio litro de água. Tomar 1
xicara de cha 4 vezes ao dia




                            Fig.24: Guaco



COMBINAÇOES DE CHÁ:
Em algumas combinações de chá, podem ser utilizadas: cascas, raízes e frutas.
Vejam algumas delas:

Para dias frios:

-hortelã,
-capim-limão,
-cravo da índia, canela ou anis estrelado,
-rodela de laranja ou limão,
-mel.



-calêndula,
-camomila,
-canela,
-mel.



-maçã desitradada,
-erva doce,
-canela,
-mel.



Dias quentes:

- Suchas:

-hortelã com capim limão em chá,
-batidos com polpa de maracujá,
-mel.



-hisbisco com maçã desidratada em chá,
-batido com morango,
-mel



-erva cidreira com melissa em chá,
-batido com melão,
-canela
Bibliografia:
-Caran,M.Ervas Medicinais.Cultivo e Uso Prático.Plantas
cultivadas e silvestres.[S.l.s.n],[199-].Apostila.
-Martins,E.R.; Castro,D.M.; Castellani,D.C.; Dias,J.E. Plantas
Medicinais. Viçosa: UFV, 2000, p. 106-107.
-Panizza,S. Cheiro de Mato. Plantas Que Curam. São Paulo:
Ibrasa, 1998.
-Sanguinetti,E.E. Plantas Que Curam. Porto Alegre: Rígel,
2ªedição, 1989.
-Teske,M.; Trenttini,A.M.M. Compêndio de Fitoterapia.
Paraná: Herbarium, 3ªedição, 1997.




Bibliografias:
-Balbach,A. As plantas Que Curam. São Paulo: Vida Plena,
1997, 2ªedição, p.83-85.
-Caribé,J.; Campos,J.M. Plantas Que Ajudam o Homem. São
Paulo: Pensamento, 11ªedição, 1999, p.145-146.
-Sanguinetti,E.E. Plantas Que Curam. Porto Alegre: Rígel, 2ª
edição, 1989, p. 80.
-Côrrea,A.D.; Batista,R.S.; Quintas,L.M. Do Cultivo à
Terapêutica.Plantas Medicinais. Petrópolis: Vozes, 1998,
p.101-102.
-Júnior,C.C.; Ming,L.C.; Scheffer,M.C. Cultivo de Plantas
Medicinais, Condimentares e Aromáticas. Jaboticabal:
Unesp/Funep, 2ªedição, 1994, p.90.
-Tesk,M.; Trenttini, A.M.M. Compêndio de Fitoterapia. Paraná:
Herbarium, 3ªedição, 1997, p. 85-86.
-Kissmann,K.G.; Groth,D. Plantas Infestantes e Nocivas. São
Paulo: BASF, 1ªedição, 1992, p.186-189.




Bibliografia:
-Caribé,J.;Campos,J.M.Plantas Que Ajudam o Homem.São
Paulo: Pensamento,11ªedição,1999.
-Martins,E.R.;Castro,D.M.;Castellani,D.C.;Dias,J.E.Plantas
Medicinais.Viçosa: UFV, 2000.

Apostila Cha

  • 1.
    Apr ca ochá só é possív numa atmo f r de ei r el sea amizad ,praz re socia d d .O chá simb z a e e bili a e oli a comunic ç oedu a a a harmonia civilizad e a aã c d , a amizadsinc r . e ea Dra.EmilyC.Gonçalv s eReia Acupun u sa Fisiot r p ua t ri te e a et Cre ft– 65240- f io f
  • 2.
    As plantas medicinaisfazem parte da cultura popular. São utilizadas para prevenir e tratar doenças comuns, além de servir como bebida e alimento. Medidas importantes para utilização de plantas medicinais: As plantas medicinais são constituídas por princípios ativos e estes são responsáveis por sua ação terapêutica, desencadeando diversas reações nos organismos vivos (vegetais animais e nos seres humanos). Por este motivo, não é recomendável misturar diversas plantas, evitando interações dos seus constituintes químicos. O uso inadequado poderá provocar efeitos indesejáveis. Bons procedimentos de cultivo, coleta, secagem e armazenagem garantem a qualidade e a estabilidade dos princípios ativos das plantas. Cultivo ecológico de plantas medicinais, através de hortos, além de garantir a qualidade, evita o extrativismo e preserva a biodiversidade. Identificação das plantas medicinais: somente devem ser utilizadas plantas que foram identificadas com segurança. Coleta: colher em dias secos, logo após a evaporação do orvalho; somente plantas bem desenvolvidas e sadias; verificar se a planta não foi exposta a agrotóxicos; poeira ou outros poluentes; Secagem: deve ser realizada em local seco, limpo, arejado e à sombra. Se for utilizado forno ou estufa a temperatura não deverá ultrapassar 35°C. Armazenagem: cada planta deve ser acondicionada em embalagem própria, devidamente identificada (nome, data da colheita). Devendo ficar em local seco, escuro, arejado, sem insetos, roedores ou outros animais, livre de poeira ou outras substâncias poluentes. Para que a planta esteja própria para o consumo, deverá estar livre de fungos (mofos, bolores), pois estes alteram os teores de princípio ativo, podendo também provocar intoxicações. Formas de preparo: o uso mais popular é na forma de chá, através de infusão ou decocção. • Infusão: coloca-se a água fervendo sobre a planta medicinal, deixando-a coberta por 10 minutos. É ideal para folhas e flores. • Decocção: consiste na fervura da planta com a água, por 3 a 5 minutos, deixando-a em repouso por 2 minutos. São utilizados principalmente para raízes, cascas, frutos secos, cipós e sementes. A utilização da mesma planta não deve ultrapassar um período maior que 15 dias. Quando houver necessidade de uso mais prolongado, devem ser feitos
  • 3.
    intervalos de 1semana para que o organismo possa responder aos estímulos. Dosagem: usualmente são recomendadas as seguintes quantidades: • Planta verde: 20g (3 a 4 colheres de sopa) de planta picada, para 1 litro de água; • Planta seca: 10g (5 colheres de sopa) de planta picada, para 1 litro de água. Após o preparo, o chá deve ser consumido por, no máximo, 24 horas, pois ocorrem reações químicas que podem transformar os princípios ativos em outras substâncias prejudiciais à saúde. OBS: Usar recipientes de louça, inox ou vidro, para o preparo do chá. ANIS – ESTRELADO Nome científico: lllicium verum Hook.f. Família: Magnoliaceae Sinônimos botânicos: lllicium san-ki Perr. Nomes populares: anis-verdadeiro, anis-da-sibéria, badiana, badiana-de- cheiro,funcho-da-china, anis star, badiane-anis, étoilé. Parte utilizada: frutos Propriedades medicinais: anti-séptica, aromática, calmante, estimulante, expectorante. Indicações: bronquite, cansaço, inflamação, tosses Contra-indicações e cuidados: não encontrada na literatura utilizada Modo de usar: - infusão: uma colher das de café de anis estrelado em uma xícara de água. Deixar esfriar e coar. Beber uma ou duas xícaras por dia. - combinação com outros chás de maneira decorativa http://www.fzrm.com/herbextract/ herbalimage/herbimage/Illicium Ve rum Hook. F .jpg Fig.1: Anis Estrelado Fig.2: Anis in Natura
  • 4.
    AMOREIRA-NEGRA Nome científico: Morusnigra L. Família: Moraceaae. Sinônimos botânicos: Morus. Nomes populares: amora, mulberry ou blackberry (inglês), morena (espanhol), murier noir (francês), mora (italiano), maulbeerbaum (alemão), moral (castelhano). Parte utilizada: folhas, frutos e casca. Propriedades medicinais: antioxidante, hipotensora, rejuvenescedora, adstringente suave, antiinflamatória, cicatrizante, laxante. Indicações: diurética, intestino, inflamação bucal (amigdalite, boca, garganta), estômago. NOTA: tem sido, nos últimos anos, muito usada como repositora hormonal natural, para equilibrar as taxas hormonais, especialmente nos problemas de TPM e menopausa. Contra-indicações/cuidados: não encontrada na literatura utilizada Modo de usar: - infusão: usar 10 folhas frescas em um litro de água, coar e beber uma xícara ao longo do dia. - decocção: usar 15g de raiz e casca de amoreira, misturadas, em meio litro de água. Ferver. Quando liquido ficar morno, filtrar e adoçar com mel. Beber metade pela manhã, em jejum, e o restante à noite, antes de deitar (laxativa) - outras maneiras de utilização: sucos (bochechos para inflamação na boca); xarope (gargarejos); cataplasma da folhas (dermatoses, eczema e erupções cutâneas); purê das frutas (cremes para pele). http://ventorfox.blogs.sapo.pt/arquivo/jun,27-o l 052.jpg Fig.3 : Fruto Amora
  • 5.
    BOLDO-BRASILEIRO Nome científico: Plectranthusbarbatus Andr. Família: Lamiaceae Sinônimos botânicos: Coleus barbatus Benth., Coleus forskohlii( Willd.). Nomes populares: alumã, boldo-chileno, boldo-de-jardim, boldo-silvestre, malva- amarga, Coleus (inglês), cóleo (espanhol), Coléus (francês). Parte utilizada: folhas frescas, raízes. Propriedades medicinais: hiposecretora gástrica, estomática, hepática, hipotensora tônica. Indicações: fadiga do fígado, cólica e congestão do fígado, distúrbios intestinais, ressaca alcoólica Contra-indicações/cuidados: pessoas com úlceras, gastrites. Efeitos colaterais: doses elevadas podem provocar irritação da mucosa do estômago. Modo de usar: - Sumo: amassar 2 folhas frescas em 1 copo e completar com água. Aguardar 5 min. e beber. http://www.naturezadivina.com.br/loja/im ages/fotos 015.jpg Fig.4 : Boldo in Natura Fig. 5: Boldo folhas Secas
  • 6.
    CAMOMILA Nome científico: Chamomillarecutita (L.) Rauschert. Família: Asteraceae Sinônimos botânicos: Chamomilla courrantiana (DC.) C. Koch; Matricaria chamomilla. Nomes populares: camomila-alemã, camomila-comum, camomilina, marcela-galega. Parte utilizada: florais secos. Propriedades medicinais: antiinflamatória tópica, analgésica, desinfetante, anti- séptica, sedativa suave, calmante, antiespasmódica, cicatrizante. Indicações: assadura, cefalalgias, ciáticas, cistite, cólicas em geral, diarréia infantil, afecções na pele, gengivite Contra-indicações/cuidados: grávidas ou em lactação, pode ocorrer rinite alergica em pessoas sensíveis à camomila Modo de usar: - infusão: 1 colher de sopa para uma xícara - compressa ou banho de assento http://www.naturezadivina.com.br/loja/images/fot os 014.jpg Fig.6: Camomila Fig.7: Camomila flores secas
  • 7.
    CALÊNDULA Nome científico: Caledulaofficialis L.. Família: Asteraceae Nomes populares: bem-me-quer, malmequeres, margarida-dourada . Parte utilizada: flores, folhas e caules. Propriedades medicinais: bactericida, antifúngica, anti-séptica, analgésica, calmante, anti-ceborreica, vasodilatadora Indicações: abscesso do estômago, cólica menstrual, acne, eczema seborreico do couro cabeludo, vulvovaginite Contra-indicações/cuidados: não indicada para gestantes. Modo de usar: - infusão: 2 colheres das de sopa de flores para meio litro de água toma-se 1 xícara antes das principais refeições, iniciando 8 dias antes da menstruação -folhas e caule (salada verde) -outras maneiras de utilização: cataplasma, pomada e tintura Fig.8: Calêndula Fig.9: Calêndula flores secas
  • 8.
    CANELA Nome científico: Cinnamomumzeylanicum Blume Família: Lauraceae Sinônimos botânicos: Cinnamomun zeylanicum Breyn Nomes populares: pau-canela, caneleira, canela-de-ceilião . Parte utilizada: casca desidratada Propriedades medicinais: digestiva, afrodisíaca, cardiotônica, adstringente, piolhicida Indicações: calafrios, pressão baixa, extremidades frias, ulcerações da gengiva e mucosa da boca, piolho Contra-indicações/cuidados: gestantes. Efeitos colaterais: irritação da pele Modo de usar: - combinação com outros chás de maneira decorativa ou como condimento - infusão: 1 a 3 g de canela em uma xícara - infusão piolhicida: ferver duas xícaras das de chá de água, colocar duas cascas de canela, abafar por 15min. Lavar a cabeça com água e sabão, enxágüe com o infuso de canela; secar o cabelo e passar o pente fino Fig. 10: Calena em Pau
  • 9.
    CARQUEJA Nome científico: Baccharistrimera (Less.) DC.. Família: Asteraceae Sinônimos botânicos: baccharis genisteiloides var. trimera (Less.) Baker. Nomes populares: carque, carqueja-amarga, cacaia-amarga. Parte utilizada: hastes (parte aérea). Propriedades medicinais: diurético, hepatoprotetora, anti-helmintica, digestivo, antibactericida, anti-séptica Indicações: cirrose hepática, deficiência da circulação sanguínea, colesterol alto, inflamação das vias urinarias, furunculose rebelde, pressão alta Contra-indicações/cuidados: gestantes e pessoas hipotensas. Modo de usar: - infusão: 10 g das hastes por um litro de água, tomar uma xícara ao longo do dia Fig. 11: Carqueja
  • 10.
    CÁSCARA-SAGRADA Nome científico: Rhamnaceae purshiana D.C. Família: Rhamnaceae Nomes populares: sacred barck (inglês); cáscara sagrada (espanhol); cascara sagrada (frances); cascara sagrada (italiano); cascara amerikanische (alemão) Parte utilizada: casca seca ou em pó Propriedades medicinais: laxante, diurético, tônico purgativa, febrífugo Indicações: constipação (prisão de ventre) cônica, com ação laxativa e restabelecendo o tônus natural do cólon e não causa hábito, hemorróidas, fígado, estimula o peristaltismo intestinal, dispepsias Contra-indicações/cuidados: gestantes, nutrizes e pessoas q sofrem de dor de estomago, colite, obstrução intestinal, doenças inflamatórias agudas de intestino e apendicite, úlcera duodenal ou gástrica, refluxo do estomago, diverticulite Efeitos colaterais: pode induzir diarréia; se usada por mais de dois meses seguidos, provoca inflamações crônicas no intestino; cólicas intestinais; dores espasmódicas gastrintestinais e perda excessiva de água e sais minerais. Modo de usar: - infusão ou decocção: 1 colher das de sopa de cascara - sagrada, tomar uma xícara por dia. Seus efeitos são percebidos de 8 a 12 horas após ingestão, conforme a sensibilidade individual Fig. 12: Cascas de Cascara Sagrada Fig. 13: Folhas Cascara Sagrada
  • 11.
    CAPIM-LIMÃO Nome científico: Cymbopogoncitrus (DC) Stapf. Família: Poaceae Sinônimos botânicos: Citratus (DC.) Roberty Nomes populares: capim-catinga, capim-cheiroso, capim-cidão, erva-cidreira, falsa-erva-cidreira, sidró, grama-cidreira. Parte utilizada: folhas, rizoma (Raízes) frescas ou secas. Propriedades medicinais: analgésico suave, ansiolítico, antidiarréico, antiespasmódico, antipirético, estomáquico, miorelaxante, estimulante lácteo, vasodilatador Indicações: anciedade, aumentar o sono, cefaléia, diminuir a atividade motora, tensão muscular, cólicas menstruais e intestinais, Contra-indicações/cuidados: para os casos de dor abdominal de causa desconhecida e gastritre. Efeitos colaterais: doses concentradas podem provocar aborto, baixar a pressão e causar desmaios. O óleo tem ação irritante sobre a pele de animais. O hidrolato das folhas (produto de destilação) provoca hipocinesia, ataxia, bradipnéia, perda de postura sedação e defecação Modo de usar: - infusão: 10 g das folhas em meio litro de água. Tomar de 3 a 4 dias de xícaras por dia - folhas batidas com água no liquidificador, coar e beber: refresco para dar ânimo nos dias de calor Fig. 13: Capim Limão
  • 12.
    CAPÉU-DE-COURO Nome científico: Echinodorusgrandiflorus ( cham. . Família: Alismataceae Sinônimos botânicos: Echinodorus sellowianus Buchenau Nomes populares: aguapé, erva-do-pântano, cha-de-campanha. Parte utilizada: folhas, rizoma (Raízes). Propriedades medicinais: duiretica, anti-hidropica, depurativa do sangue, antinefritica, adstringente, hipotensora. Indicações: acido úrico, gota, doenças renais, infecção urinaria Contra-indicações/cuidados: não deve ser usada por pessoas de pressão arterial baixa. Ela depuradora de águas contaminadas, logo se deve ter certeza que a planta coletada não esta contaminada. Modo de usar: - infusão: de 20g de folhas verdes por litro de água. Tomar 3 a 4 xícaras ao dia http://www.ioc.fiocruz.br/ pages/informerede/corpo/i nformeemail/2007/2607/D SC_0659a1 copy.JPG Fig. 14: Chapéu de Couro
  • 13.
    CRAVO-DA-ÍNDIA Nome científico: Caryophyllusaromaticus L.. Família: Myrtaceae Sinônimos botânicos: Eugenia aromática (L.) Nomes populares: craveiro-da-índia, cravina-de-túnis, rosa-da-índia. Parte utilizada: botões florais secos. Propriedades medicinais: anti-séptica, repelente (inseto), sudorífero, bactericida, excitante Indicações: dor de dente, higiene bucal, micose de unha, vermes. Modo de usar: - usar de maneira decorativa ou em combinação com outros chás. - óleo acalma dor de dente, bochechos Fig.15: Cravo in Natura Fig.16: Cravo
  • 14.
    MELISSA Nome científico: Melissabiocornis Klok.. Família: Lamiaceae. Sinônimos botânicos: Melissa biocornis Klok. Nomes populares: melissa, cidreira-verdadeira, chá-da-frança, melissa-romana, melissa-verdadeira. Parte utilizada: folhas. Propriedades medicinais: analgésico, ansiolítico, calmante, relaxante, sedativo antiespasmódico, adstringente, antiinflamatório Indicações: anciedade, melancolia, crise nervosa, depressão, fadiga, cansaço, insônia, taquicardia, afecções gástricas, histerismo, debilidade geral. Contra-indicações/cuidados: pessoas com hipersensibilidade á planta Efeitos colaterais: diminuição da pulsaçãoe entorpecimento Modo de usar: - infusão: 25 a 50 g das folhas verdes em um litro de água. Tomar de 3 a 4 xícaras por dia - aromatizantes em saladas de hortaliças e frutas, omelete, molhos e carnes Fig.17: Melissa
  • 15.
    ERVA-CIDREIRA Nome científico: LippiaAlba (Mill) N.E.Brown.. Família: Verbenaceae. Sinônimos botânicos: Lippia geminata Kunth. Nomes populares: erva-cidreira-de-arbusto, cidreira-melissa, cidreira-brava, cidró, cidreira-falsa, cidreira-crespa, erva-cidreira-falsa, falsa-melissa, Parte utilizada: folhas. Propriedades medicinais: diaforético, antigripal, desintoxicante, relaxante do sistema nervoso, analgésico, ansiolítico, calmante, antiespasmódico, digestiva Indicações: afecções da pele e mucosas, resfriados, dores reumáticas, catarro, dores musculares, laringite Contra-indicações/cuidados: não deve ser usada por hipotenso Efeitos colaterais: diminuição da pulsação Modo de usar: - infusão: uma colher das de sopa de folhas frescas para cada meio litro de água., tomar 4 a 6 xícaras ao dia Fig.18: Erva- Cidreira de arbusto
  • 16.
    ESPINHEIRA-SANTA Nome científico: Maytenus ilicifolia (Schard.)Planch Família: Celastraceae. Sinônimos botânicos: Maytenus officinalis Mabb. Nomes populares: canceosa, cancorosa, cancorosa-de-sete-espinhos, espinheira- divina, pau-josé, salva-vidas. Parte utilizada: folhas, cascas e raizes Propriedades medicinais: antiumoral, antiulcerogenica, antiácida (poderosa), diurética fraca, cicatrizante, desinfetante, antiinflamatória, laxativa, Indicações: gastrite crônica, gases, meles hepáticos e renais, irritações estomacais, úlceras pépticas, azia, hiperacidez Contra-indicações/cuidados: não é recomenda a crianças, gestantes e lactantes. Evite o uso em casos de hipersensibilidade (detectada em um numero reduzido de pessoas). Efeitos colaterais: pode provocar contrações uterinas e reduzir a produção de leite nas mulheres. Nota: atualmente o tratamento de câncer é bastante estudado; uma pesquisa prévia revelou que a planta possui compostos antibióticos (maitesina e maiteno), com potente ação antiumoral, especialmente contra a leucemia Modo de usar: - infusão: 1 colher das de sopa de folhas frescas para cada meio litro de água. Tomar 4 a 6 xicaras ao dia http://www.naturezadivina.com.br/loja/images/fo tos 021.jpg Fig.19: Espinheira santa in Natura Fig.20: Espinheira Santa folhas secas
  • 17.
    GENGIBRE-SELVAGEM Nomecientífico: Asarum canadense L. Família: Aristolochiaceae. Sinônimos botânicos: Asarum acuminatum (Ashe) E.P. Bicknell Nomes populares: indian ginger (inglês), jengibre silvestre (espanhol), gingembre sauvage (francês), kanadische haselwurz (alemão), Parte utilizada: rizoma. Propriedades medicinais: anestésica local, expectorante, broncoespasmodica, estimulante, tônico Indicações: estrimulante de apetite, asma, bronquite, catarro, tosse, resfriado rescete, atonia e congestão do útero, estimulantedo parto, Contra-indicações/cuidados: gestantes e nutrizes. Pode causar náuses, queimação na língua, gastroenterite Modo de usar: - infusão morna de 8 g do pó em 250 ml de água por meia hora. Tomar em doses de uma a quatro colheres de sopa cheia de trinta em trinta minutos - maceração: estimula eliminação de catarro Fig.21: Gengibre Fig.22: Gengibre in Natura
  • 18.
    HORTELÃ Nome científico: Mentharotindifolia (L.) Huds. Família: Lamiaceae. Sinônimos botânicos: Mentha spicata var. rotundifolia L. Nomes populares: hortelã-cheirosa, hortelã-de –folha-redonda, hortelã comum Parte utilizada: folhas. Propriedades medicinais: tônica, vermífuga, carminativa, aromática, calmante. Indicações: flatulência, cólicas, vermes. Modo de usar: - mastigação folhas frescas (rouquidão e inflamação de boca e garganta?) - xarope: 30 a 40 folhas frescas em 100 ml de água e 150 a 200g de açúcar. Ferver e coar. Tomar colher das de sopa de xarope 3 a 5 vezes ao dia. - inalação: vapor oriundo da decoçao - aromatizantes em saladas de hortaliças e frutas. Fig.23: Hortelã
  • 19.
    GUACO Nome científico: Mikaniaglomerata Spreng. Família: Asteraceae. Sinônimos botânicos: Willoughbya glomerata (Spreng.) Kuntze. Nomes populares: cipó-caatinga, guape, guaco-trepador, guaco-liso, guaco-de- cheiro Parte utilizada: folhas (preferencialmente as mais jovens), planta florida, frescas ou secas. Propriedades medicinais: antiasmáticas, antigripal, antiinflamatória, ntimicrobiana, anti-septica das vias respiratórias, broncodilatadora,expectorante, hipotensora (folhas secas), sedativa, cicatrizante Indicações: afecções do trato respiratório, asma, bronquite, inflamaçao de garganta, rouquidão, resfriado febril, tosses. Modo de usar: - xarope: 15 a 20 folhas de guaco, duas colheres de sopa de poejo ou assa-peixe e 1 colhre de chá de gengibre ralado, em 100ml de água. Cobrir e deixe esfriar; 150 a 200g de açúcar ou rapadura dissolver Tomar 1 a 2 colheres das de sopa 2 a 3 vezes ao dia. Para crianças reduzir pela metade. ( crise de tosse, asma e bronquite) -infusao: duas xicaras de café de folha fresca em meio litro de água. Tomar 1 xicara de cha 4 vezes ao dia Fig.24: Guaco COMBINAÇOES DE CHÁ:
  • 20.
    Em algumas combinaçõesde chá, podem ser utilizadas: cascas, raízes e frutas. Vejam algumas delas: Para dias frios: -hortelã, -capim-limão, -cravo da índia, canela ou anis estrelado, -rodela de laranja ou limão, -mel. -calêndula, -camomila, -canela, -mel. -maçã desitradada, -erva doce, -canela, -mel. Dias quentes: - Suchas: -hortelã com capim limão em chá, -batidos com polpa de maracujá, -mel. -hisbisco com maçã desidratada em chá, -batido com morango, -mel -erva cidreira com melissa em chá, -batido com melão, -canela
  • 21.
    Bibliografia: -Caran,M.Ervas Medicinais.Cultivo eUso Prático.Plantas cultivadas e silvestres.[S.l.s.n],[199-].Apostila. -Martins,E.R.; Castro,D.M.; Castellani,D.C.; Dias,J.E. Plantas Medicinais. Viçosa: UFV, 2000, p. 106-107. -Panizza,S. Cheiro de Mato. Plantas Que Curam. São Paulo: Ibrasa, 1998. -Sanguinetti,E.E. Plantas Que Curam. Porto Alegre: Rígel, 2ªedição, 1989. -Teske,M.; Trenttini,A.M.M. Compêndio de Fitoterapia. Paraná: Herbarium, 3ªedição, 1997. Bibliografias: -Balbach,A. As plantas Que Curam. São Paulo: Vida Plena, 1997, 2ªedição, p.83-85. -Caribé,J.; Campos,J.M. Plantas Que Ajudam o Homem. São Paulo: Pensamento, 11ªedição, 1999, p.145-146. -Sanguinetti,E.E. Plantas Que Curam. Porto Alegre: Rígel, 2ª edição, 1989, p. 80. -Côrrea,A.D.; Batista,R.S.; Quintas,L.M. Do Cultivo à Terapêutica.Plantas Medicinais. Petrópolis: Vozes, 1998, p.101-102. -Júnior,C.C.; Ming,L.C.; Scheffer,M.C. Cultivo de Plantas Medicinais, Condimentares e Aromáticas. Jaboticabal: Unesp/Funep, 2ªedição, 1994, p.90. -Tesk,M.; Trenttini, A.M.M. Compêndio de Fitoterapia. Paraná: Herbarium, 3ªedição, 1997, p. 85-86.
  • 22.
    -Kissmann,K.G.; Groth,D. PlantasInfestantes e Nocivas. São Paulo: BASF, 1ªedição, 1992, p.186-189. Bibliografia: -Caribé,J.;Campos,J.M.Plantas Que Ajudam o Homem.São Paulo: Pensamento,11ªedição,1999. -Martins,E.R.;Castro,D.M.;Castellani,D.C.;Dias,J.E.Plantas Medicinais.Viçosa: UFV, 2000.