PLANTAS MEDICINAIS  E NUTRIÇÃO Priscila de Paula Piva Agosto de 2009
PLANTAS MEDICINAIS Histórico Conceitos Princípios ativos e  toxicidade Identificação de  plantas e  nomenclatura  científica Formas de  utilização  Legislações
HISTÓRICO Documentos suméricos e babilônicos -  3500 anos a.C.: alcaçuz, tomilho, papoula, açafrão, coentro, canela, p.ex. Egito – 2600 a.C. Mais de 700 compostos – papiro de Ebers. Ex. sabugueiro – ácido salicílico; mirra, cânhamo, babosa, absinto.
HISTÓRICO As antigas civilizações  da China e Índia, e nas Américas os tupis, maias, astecas e incas tinham conhecimentos profundos sobre plantas medicinais e tóxicas.
PLANTAS MEDICINAIS Medicina Tradicional Autêntica de det. grupos étnicos Práticas, abordagens, terapias espirituais e corporais, entre outros procedimentos Teorias, crenças e experiências passam por gerações Xamãs, pajés  “ Mateiros”
PLANTAS MEDICINAIS Medicina Popular Incorpora prática da medicina tradicional Mescla de informações Não vive dentro das matas Influência de várias culturas Sem resultados conclusivos Benzedeiras
Contexto Brasil Plantas medicinais são consideradas pela população como “naturais” e isentas de efeitos colaterais. Os usuários das Unidades de Saúde não referem uso de chás ou outras formas de utilização de plantas medicinais para os profissionais, principalmente médicos, e os profissionais também não perguntam.
Políticas Públicas OMS -  Estratégia  sobre medicina tradicional 2002 – 2005 .  Decreto nº 5.813, de 22 de junho de 2006.  Aprova a Política Nacional de Plantas Medicinais e Fitoterápicos. Lei Municipal Nº 14903/2009  -  Criação do Programa de Produção de Fitoterápicos e Plantas Medicinais no Município de São Paulo.
CONCEITOS “ Plantas Medicinais  são espécies de origem vegetal utilizadas com finalidade terapêutica, voltada para prevenção ou tratamento de doença ou para alívio de sintomas.”  (Di Stasi, 2007) Flores de  Passiflora alata  – maracujá-doce
CONCEITOS Fitoterapia:  prática terapêutica – uso de fitoterápicos Fitoterápicos:  produto de origem vegetal padronizado quanto a sua eficácia, segurança e controle de qualidade Medicamento Maytenus ilicifolia  gastrite, úlcera
RDC 17/ 2000 - ANVISA Droga vegetal :  planta ou suas partes, após processos de coleta, estabilização e secagem, podendo ser íntegra, rasurada, triturada ou pulverizada.
PRINCÍPIOS ATIVOS Metabolismo primário:  N, P, K, Ca, Mg, S = sobrevivência da planta Metabolismo secundário: Princípio ativo   Plantas medicinais defesa contra herbívoros e microorganismos proteção contra raios UV atração de animais para polinização
PRINCÍPIOS ATIVOS Variável para cada espécie, idade, parte  da planta, ciclo/ fase germinativa  Sinergias e  Antagonismos: alteração de  biodisponibilidade, complexo de subst.  Problemas com plantio  - espinheira  santa, guaco. Soja: mais isoflavonas quando orgânica.
Atuação  Conjunta Fitocomplexo: “ Conjunto de substâncias químicas, originadas tanto do metabolismo primário quanto secundário, responsáveis em conjunto pelos efeitos terapêuticos tradicionais de uma determinada droga vegetal ou fitoterápico” Princípios ativos Substâncias inertes: Exs.: clorofila,  proteínas, açúcares, lipídios . Ópio, alecrim (Fonte: Prof. Luis Carlos Marques – aula Fitoterapia, pdf, 2009 )
PRINCÍPIOS ATIVOS Resveratrol – polifenol :   encontrado em casca de uvas expostas a fungo cinza ou lesão mecânica - propriedades anti-inflamatórias, antivirais, neuroprotetoras e anticancerígenas.  Licopeno – carotenóide :   anticancerígeno, anti-inflamatório, antioxidante .
PRINCÍPIOS ATIVOS Óleos essenciais : aromatizantes, anti-sépticos, antiinflamatórios, digestivos, rubefaciente,  calmantes, sedativos. Temperos como:  alecrim (Rosmarinus officinalis), manjericão (Acimum basilicum),   erva-doce,  salsinha,  sálvia.
PRINCÍPIOS ATIVOS Glicosídeo – Flavonóides :  Fortalecem vasos capilares Antiinflamatório Antioxidantes Pigmento de flores amarelas como  camomila, calêndula. Chá verde, uvas, frutas, legumes. Taraxacum officinale   diurético, hepatoprotetor
PRINCÍPIOS ATIVOS Schinus terebinthifolius Aroeira Pimenta bras. “ Segredo de cozinheiros franceses”. Antimicrobiana Antiinflamatória Analgésico
TOXICIDADE Glicosídeos – antraquinônicos :  irritante intestinal se utilizado cronicamente. Sene ( Cassia angustifolia ) e cáscara sagrada ( Rhamnus purshiana )   . Solaninas :  produção de brotos e cor verde – defesa contra stress: irritante gástrico, náuseas, vômitos, cefaléia. Solanum tuberosum  – batata Solanum melongena  - beringela
TOXICIDADE EM USO INTERNO Utilização externa: Arnica  - contusões, antiinflamatória. Porém :   flores, raiz -  vômitos, vertigens, convulsões em uso interno. Confrei -  Symphytum   officinale   -cicatrizante / fístulas. Porém :  toda a planta -  paralisia nervosa,  hepatotóxica em uso interno.
TOXICIDADE Quantidade acima do indicado Risco de aborto, reações alérgicas na pele. Emenagoga, antiespasmódica Arruda Convulsões, transtornos nervosos.  Anti-séptica, tonificante, emenagoga Sálvia Delírio, convulsões: causados pela essência anetol Digestiva, carminativa Anis-estrelado Dose excessiva Indicação PLANTA Transtornos nervosos e renais; abortivo. Digestiva, emenagoga Açafrão
Identificação de Plantas Gênero + espécie BOLDO:  Plectranthus barbatus Coleus barbatus nome popular = tapete de Oxalá Boldo brasileiro: digestão, azia, “ressaca”. Não indicado para gestantes e uso contínuo.
Identificação de Plantas Boldo baiano Estomalina Vernonanthura  condensata Boldo rasteiro, boldinho –  Plectranthus neochilus  P. neochilus
Identificação de Plantas BOLDO DO CHILE : Peumus boldo Disfunções hepáticas Contra-indicar em: Litíase biliar Crianças, gestantes e lactantes Não utilizar cronicamente: alcalóides Farmácias
RESOLUÇÃO CFN Nº 402/2007   Regulamenta a prescrição fitoterápica pelo nutricionista de plantas in natura frescas, ou como droga vegetal nas suas diferentes formas farmacêuticas, e dá outras providências  Aloe vera –  Babosa Mucilagem – queimaduras, gastrite, hidratação capilar, imunoestimulante (?) K, T3, T4
RESOLUÇÃO CFN Nº 402/2007 Art. 4º  O Nutricionista terá total autonomia para prescrever os produtos objetos desta Resolução, quando julgar conveniente a necessidade de complementação da dieta de indivíduos ou grupos, atuando isoladamente ou como membro integrante de uma equipe multiprofissional de saúde.
RESOLUÇÃO CFN Nº 402/2007 Art. 2º  - define: Fitoterapia, Fitoterápico,  Plantas Medicinais, Droga Vegetal. Formas de preparo:   Infuso – folhas e flores Decocção – raízes, cascas, gravetos Macerado – álcool caseiro Tintura – diluição padronizada 1/5 álcool  70° - 50°
RESOLUÇÃO CFN Nº 402/2007 Art. 3º  - As formas farmacêuticas permitidas para o uso pelo profissional nutricionista são  exclusivamente as de uso oral.
RESOLUÇÃO CFN Nº 402/2007 Art. 3º   A Prescrição Fitoterápica é parte do procedimento realizado pelo Nutricionista na prescrição dietética que deverá conter, obrigatoriamente:  I - nomenclatura botânica, sendo opcional o nome popular;  II - parte usada;  III - forma farmacêutica/modo de preparo; IV - tempo de utilização;  V - dosagem;  VI - freqüência de uso;  VII - horários.
RESOLUÇÃO CFN Nº 402/2007 Art. 6º O Nutricionista não poderá prescrever aqueles produtos cuja legislação vigente exija prescrição médica. Art. 7º O Nutricionista somente poderá prescrever aqueles produtos que tenham indicações terapêuticas relacionadas ao seu campo de conhecimento específico. Art. 8º O Conselho Federal de Nutricionistas recomenda que o Nutricionista, que optar por utilizar em suas prescrições os produtos objetos desta Resolução, seja devidamente capacitado.
LEGISLAÇÃO - ANVISA RDC 277/2005 – café, cevada RDC 267/05 e 219/06 – chás RDC 360/2003 – rotulagem nutricional Resolução ANVISA - RE nº 89/ 2004 – Lista de registro simplificado de fitoterápicos Flor de laranjeira
CHÁS ALIMENTÍCIOS Tradicionais Herbais Flores/ Frutas “ Funcionais” MEDICINAIS INFUSÃO  (não deve ser chamado de chá)
CHÁS ALIMENTÍCIOS Não precisam de registro obrigatório. Lista de espécies vegetais para uso em  chás – RDC 267/05 e 219/06. Granel ou sachet. Não permite indicação ou  posologia. Não pode induzir consumidor sobre  efeitos terapêuticos.
Chás Alimentícios -  RDC 267/05 e 219/06 Frutas: Abacaxi,  Acerola, Ameixa, Amora,  Ananás,   Banana, Cassis ou groselha negra, Cereja, Damasco (sem semente), Framboesa, Groselha, Guaraná (sementes),  Laranja , Limão (frutos, cascas dos frutos, flores e folhas), Mamão, Manga, Maracujá (polpa das frutas), Marmelo, Mirtilo, Morango, Pêra, Pêssego (sem sementes), Pitanga (frutos e folhas), Tangerina , Tamarindo, Uva Legumes:  beterraba e cenoura Herbais e florais:  camomila, capim-limão, chás preto, verde ou branco, erva cidreira/melissa, mate, funcho e erva-doce (frutos), hibisco (flores), hortelã, menta, jasmim; boldo, carqueja, estévia, rosa silvestre ou mosqueta Chicória  - Cichorium intybus L.
Chás “Funcionais” Calmante – camomila, melissa Digestivo – hortelã, gengibre, laranja Anti-gripal –  gengibre + limão + mel + guaco; erva-doce, canela Estimulante – chá preto, canela, mate
Chá “funcional” ??? Descrição:  Chá Misto Boa Noite.    Ingredientes: Capítulos florais de camomila, folhas de capim-cidreira, folhas e outras partes do ramo de erva cidreira, folhas e outras partes do ramo de hortelã, polpa de maracujá desidratada, maçã desidratada e aromatizante.    
Procedência Descrição:  Chá Espinheira Santa Pacote 20g    Informação Nutricional - porção de 1g   Ingredientes: Espinheira Santa.
RE 98/2004 LISTA DE REGISTRO SIMPLIFICADO DE FITOTERÁPICOS   Venda sem prescrição médica  Restrição de uso  Tópico  Via de Administração  8,8-17,6 mg de flavonóides  Dose Diária   Cicatrizante, anti-inflamatório  Indicações / Ações terapêuticas  Tintura, extratos  Formas de uso  Flavonóides totais expressos em quercetina ou hiperosídeos;   Padronização/Marcador  Flores   Parte usada  Calêndula   Nome popular  5  Calendula officinalis  L.  Nomenclatura botânica  
RE 98/2004 LISTA DE REGISTRO SIMPLIFICADO DE FITOTERÁPICOS   Vermelho:  autoria do  Prof. Luis C. Marques Contra-indicado em gravidez e lactação Obs 2. Venda sem prescrição médica  Restrição de uso  Distúrbios gastrointestinais, alergias Efeitos colaterais Contra-indicado em colelitíase Obs 1. Promove a diminuição de colesterol sanguíneo Obs 3. Oral  Via de Administração  7,5 mg a 12,5 mg de cinarina ou derivados  Dose Diária   Colerético, colagogo Indicações /Ações terapêuticas  Tintura, extratos   Formas de uso  Cinarina ou Derivados do ácido cafeoilquínico expressos em Ácido Clorogênico  Padronização/Marcador  Folhas    (não utilizar extrato seco) Parte usada  Alcachofra   Nome popular  8  Cynara scolymus  L.  Nomenclatura botânica  
Fonte: Prof. Luis Carlos Marques – aula Fitoterapia, pdf, 2009
RE 98/2004 LISTA DE REGISTRO SIMPLIFICADO DE FITOTERÁPICOS Sem prescrição médica Aesculus hippocastanum  L.   Castanha da Índia  Allium sativum  L.   Alho   Matricaria recutita  L.   Camomila    Maytenus ilicifolia      Espinheira-Santa Melissa officinalis  L.    Melissa, Erva-cidreira   Mentha piperita  L.    Hortelã-pimenta Panax ginseng  C. A. Mey.   Ginseng  (máx. 3 meses) Passiflora incarnata  L.    Maracujá - Folhas  Paullinia cupana  H.B.&K .  Guaraná   Peumus boldus  Molina     Boldo, Boldo-do-Chile  Pimpinella anisum  L.     Erva-doce, Anis  Rhamnus purshiana  DC.    Cáscara Sagrada   Salix alba  L.     Salgueiro branco  Senna alexandrina  Mill.     Sene   Zingiber officinale  Rosc.    Gengibre  Mikania glomerata Spreng  Guaco  Hamamelis virginiana    Hamamelis - oral e tópico Polygala senega     Polígala - “resfriado” Eucalyptus globulus    Eucalipto 
 
Regulamentações diversas  Alimentos Decreto-lei nº986:Institui normas básicas sobre alimentos.  Resolução 16/99:Registro de alimentos e ou novos ingredientes. Resolução 18/99:Diretrizes básicas para análise e comprovação de propriedades funcionais e ou de saúde alegadas em rotulagem de alimentos. Resolução 19/99:Registro de alimento com alegação de propriedades funcionais e ou de saúde em sua rotulagem .
OBRIGADA [email_address] http://nutricaoefito.blogspot.com/

Plantas Medicinais E NutriçãO

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    PLANTAS MEDICINAIS E NUTRIÇÃO Priscila de Paula Piva Agosto de 2009
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    PLANTAS MEDICINAIS HistóricoConceitos Princípios ativos e toxicidade Identificação de plantas e nomenclatura científica Formas de utilização Legislações
  • 3.
    HISTÓRICO Documentos suméricose babilônicos - 3500 anos a.C.: alcaçuz, tomilho, papoula, açafrão, coentro, canela, p.ex. Egito – 2600 a.C. Mais de 700 compostos – papiro de Ebers. Ex. sabugueiro – ácido salicílico; mirra, cânhamo, babosa, absinto.
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    HISTÓRICO As antigascivilizações da China e Índia, e nas Américas os tupis, maias, astecas e incas tinham conhecimentos profundos sobre plantas medicinais e tóxicas.
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    PLANTAS MEDICINAIS MedicinaTradicional Autêntica de det. grupos étnicos Práticas, abordagens, terapias espirituais e corporais, entre outros procedimentos Teorias, crenças e experiências passam por gerações Xamãs, pajés “ Mateiros”
  • 6.
    PLANTAS MEDICINAIS MedicinaPopular Incorpora prática da medicina tradicional Mescla de informações Não vive dentro das matas Influência de várias culturas Sem resultados conclusivos Benzedeiras
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    Contexto Brasil Plantasmedicinais são consideradas pela população como “naturais” e isentas de efeitos colaterais. Os usuários das Unidades de Saúde não referem uso de chás ou outras formas de utilização de plantas medicinais para os profissionais, principalmente médicos, e os profissionais também não perguntam.
  • 8.
    Políticas Públicas OMS- Estratégia sobre medicina tradicional 2002 – 2005 . Decreto nº 5.813, de 22 de junho de 2006. Aprova a Política Nacional de Plantas Medicinais e Fitoterápicos. Lei Municipal Nº 14903/2009 - Criação do Programa de Produção de Fitoterápicos e Plantas Medicinais no Município de São Paulo.
  • 9.
    CONCEITOS “ PlantasMedicinais são espécies de origem vegetal utilizadas com finalidade terapêutica, voltada para prevenção ou tratamento de doença ou para alívio de sintomas.” (Di Stasi, 2007) Flores de Passiflora alata – maracujá-doce
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    CONCEITOS Fitoterapia: prática terapêutica – uso de fitoterápicos Fitoterápicos: produto de origem vegetal padronizado quanto a sua eficácia, segurança e controle de qualidade Medicamento Maytenus ilicifolia gastrite, úlcera
  • 11.
    RDC 17/ 2000- ANVISA Droga vegetal : planta ou suas partes, após processos de coleta, estabilização e secagem, podendo ser íntegra, rasurada, triturada ou pulverizada.
  • 12.
    PRINCÍPIOS ATIVOS Metabolismoprimário: N, P, K, Ca, Mg, S = sobrevivência da planta Metabolismo secundário: Princípio ativo Plantas medicinais defesa contra herbívoros e microorganismos proteção contra raios UV atração de animais para polinização
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    PRINCÍPIOS ATIVOS Variávelpara cada espécie, idade, parte da planta, ciclo/ fase germinativa Sinergias e Antagonismos: alteração de biodisponibilidade, complexo de subst. Problemas com plantio - espinheira santa, guaco. Soja: mais isoflavonas quando orgânica.
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    Atuação ConjuntaFitocomplexo: “ Conjunto de substâncias químicas, originadas tanto do metabolismo primário quanto secundário, responsáveis em conjunto pelos efeitos terapêuticos tradicionais de uma determinada droga vegetal ou fitoterápico” Princípios ativos Substâncias inertes: Exs.: clorofila, proteínas, açúcares, lipídios . Ópio, alecrim (Fonte: Prof. Luis Carlos Marques – aula Fitoterapia, pdf, 2009 )
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    PRINCÍPIOS ATIVOS Resveratrol– polifenol : encontrado em casca de uvas expostas a fungo cinza ou lesão mecânica - propriedades anti-inflamatórias, antivirais, neuroprotetoras e anticancerígenas. Licopeno – carotenóide : anticancerígeno, anti-inflamatório, antioxidante .
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    PRINCÍPIOS ATIVOS Óleosessenciais : aromatizantes, anti-sépticos, antiinflamatórios, digestivos, rubefaciente, calmantes, sedativos. Temperos como: alecrim (Rosmarinus officinalis), manjericão (Acimum basilicum), erva-doce, salsinha, sálvia.
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    PRINCÍPIOS ATIVOS Glicosídeo– Flavonóides : Fortalecem vasos capilares Antiinflamatório Antioxidantes Pigmento de flores amarelas como camomila, calêndula. Chá verde, uvas, frutas, legumes. Taraxacum officinale diurético, hepatoprotetor
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    PRINCÍPIOS ATIVOS Schinusterebinthifolius Aroeira Pimenta bras. “ Segredo de cozinheiros franceses”. Antimicrobiana Antiinflamatória Analgésico
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    TOXICIDADE Glicosídeos –antraquinônicos : irritante intestinal se utilizado cronicamente. Sene ( Cassia angustifolia ) e cáscara sagrada ( Rhamnus purshiana ) . Solaninas : produção de brotos e cor verde – defesa contra stress: irritante gástrico, náuseas, vômitos, cefaléia. Solanum tuberosum – batata Solanum melongena - beringela
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    TOXICIDADE EM USOINTERNO Utilização externa: Arnica - contusões, antiinflamatória. Porém : flores, raiz - vômitos, vertigens, convulsões em uso interno. Confrei - Symphytum officinale -cicatrizante / fístulas. Porém : toda a planta - paralisia nervosa, hepatotóxica em uso interno.
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    TOXICIDADE Quantidade acimado indicado Risco de aborto, reações alérgicas na pele. Emenagoga, antiespasmódica Arruda Convulsões, transtornos nervosos. Anti-séptica, tonificante, emenagoga Sálvia Delírio, convulsões: causados pela essência anetol Digestiva, carminativa Anis-estrelado Dose excessiva Indicação PLANTA Transtornos nervosos e renais; abortivo. Digestiva, emenagoga Açafrão
  • 22.
    Identificação de PlantasGênero + espécie BOLDO: Plectranthus barbatus Coleus barbatus nome popular = tapete de Oxalá Boldo brasileiro: digestão, azia, “ressaca”. Não indicado para gestantes e uso contínuo.
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    Identificação de PlantasBoldo baiano Estomalina Vernonanthura condensata Boldo rasteiro, boldinho – Plectranthus neochilus P. neochilus
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    Identificação de PlantasBOLDO DO CHILE : Peumus boldo Disfunções hepáticas Contra-indicar em: Litíase biliar Crianças, gestantes e lactantes Não utilizar cronicamente: alcalóides Farmácias
  • 25.
    RESOLUÇÃO CFN Nº402/2007 Regulamenta a prescrição fitoterápica pelo nutricionista de plantas in natura frescas, ou como droga vegetal nas suas diferentes formas farmacêuticas, e dá outras providências Aloe vera – Babosa Mucilagem – queimaduras, gastrite, hidratação capilar, imunoestimulante (?) K, T3, T4
  • 26.
    RESOLUÇÃO CFN Nº402/2007 Art. 4º O Nutricionista terá total autonomia para prescrever os produtos objetos desta Resolução, quando julgar conveniente a necessidade de complementação da dieta de indivíduos ou grupos, atuando isoladamente ou como membro integrante de uma equipe multiprofissional de saúde.
  • 27.
    RESOLUÇÃO CFN Nº402/2007 Art. 2º - define: Fitoterapia, Fitoterápico, Plantas Medicinais, Droga Vegetal. Formas de preparo: Infuso – folhas e flores Decocção – raízes, cascas, gravetos Macerado – álcool caseiro Tintura – diluição padronizada 1/5 álcool 70° - 50°
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    RESOLUÇÃO CFN Nº402/2007 Art. 3º - As formas farmacêuticas permitidas para o uso pelo profissional nutricionista são exclusivamente as de uso oral.
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    RESOLUÇÃO CFN Nº402/2007 Art. 3º A Prescrição Fitoterápica é parte do procedimento realizado pelo Nutricionista na prescrição dietética que deverá conter, obrigatoriamente: I - nomenclatura botânica, sendo opcional o nome popular; II - parte usada; III - forma farmacêutica/modo de preparo; IV - tempo de utilização; V - dosagem; VI - freqüência de uso; VII - horários.
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    RESOLUÇÃO CFN Nº402/2007 Art. 6º O Nutricionista não poderá prescrever aqueles produtos cuja legislação vigente exija prescrição médica. Art. 7º O Nutricionista somente poderá prescrever aqueles produtos que tenham indicações terapêuticas relacionadas ao seu campo de conhecimento específico. Art. 8º O Conselho Federal de Nutricionistas recomenda que o Nutricionista, que optar por utilizar em suas prescrições os produtos objetos desta Resolução, seja devidamente capacitado.
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    LEGISLAÇÃO - ANVISARDC 277/2005 – café, cevada RDC 267/05 e 219/06 – chás RDC 360/2003 – rotulagem nutricional Resolução ANVISA - RE nº 89/ 2004 – Lista de registro simplificado de fitoterápicos Flor de laranjeira
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    CHÁS ALIMENTÍCIOS TradicionaisHerbais Flores/ Frutas “ Funcionais” MEDICINAIS INFUSÃO (não deve ser chamado de chá)
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    CHÁS ALIMENTÍCIOS Nãoprecisam de registro obrigatório. Lista de espécies vegetais para uso em chás – RDC 267/05 e 219/06. Granel ou sachet. Não permite indicação ou posologia. Não pode induzir consumidor sobre efeitos terapêuticos.
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    Chás Alimentícios - RDC 267/05 e 219/06 Frutas: Abacaxi,  Acerola, Ameixa, Amora, Ananás,   Banana, Cassis ou groselha negra, Cereja, Damasco (sem semente), Framboesa, Groselha, Guaraná (sementes),  Laranja , Limão (frutos, cascas dos frutos, flores e folhas), Mamão, Manga, Maracujá (polpa das frutas), Marmelo, Mirtilo, Morango, Pêra, Pêssego (sem sementes), Pitanga (frutos e folhas), Tangerina , Tamarindo, Uva Legumes: beterraba e cenoura Herbais e florais: camomila, capim-limão, chás preto, verde ou branco, erva cidreira/melissa, mate, funcho e erva-doce (frutos), hibisco (flores), hortelã, menta, jasmim; boldo, carqueja, estévia, rosa silvestre ou mosqueta Chicória - Cichorium intybus L.
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    Chás “Funcionais” Calmante– camomila, melissa Digestivo – hortelã, gengibre, laranja Anti-gripal – gengibre + limão + mel + guaco; erva-doce, canela Estimulante – chá preto, canela, mate
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    Chá “funcional” ???Descrição: Chá Misto Boa Noite.   Ingredientes: Capítulos florais de camomila, folhas de capim-cidreira, folhas e outras partes do ramo de erva cidreira, folhas e outras partes do ramo de hortelã, polpa de maracujá desidratada, maçã desidratada e aromatizante.  
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    Procedência Descrição: Chá Espinheira Santa Pacote 20g   Informação Nutricional - porção de 1g Ingredientes: Espinheira Santa.
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    RE 98/2004 LISTADE REGISTRO SIMPLIFICADO DE FITOTERÁPICOS   Venda sem prescrição médica  Restrição de uso  Tópico  Via de Administração  8,8-17,6 mg de flavonóides  Dose Diária   Cicatrizante, anti-inflamatório  Indicações / Ações terapêuticas  Tintura, extratos  Formas de uso  Flavonóides totais expressos em quercetina ou hiperosídeos;   Padronização/Marcador  Flores   Parte usada  Calêndula   Nome popular  5  Calendula officinalis L.  Nomenclatura botânica  
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    RE 98/2004 LISTADE REGISTRO SIMPLIFICADO DE FITOTERÁPICOS   Vermelho: autoria do Prof. Luis C. Marques Contra-indicado em gravidez e lactação Obs 2. Venda sem prescrição médica  Restrição de uso  Distúrbios gastrointestinais, alergias Efeitos colaterais Contra-indicado em colelitíase Obs 1. Promove a diminuição de colesterol sanguíneo Obs 3. Oral  Via de Administração  7,5 mg a 12,5 mg de cinarina ou derivados  Dose Diária   Colerético, colagogo Indicações /Ações terapêuticas  Tintura, extratos   Formas de uso  Cinarina ou Derivados do ácido cafeoilquínico expressos em Ácido Clorogênico  Padronização/Marcador  Folhas   (não utilizar extrato seco) Parte usada  Alcachofra   Nome popular  8  Cynara scolymus L.  Nomenclatura botânica  
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    Fonte: Prof. LuisCarlos Marques – aula Fitoterapia, pdf, 2009
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    RE 98/2004 LISTADE REGISTRO SIMPLIFICADO DE FITOTERÁPICOS Sem prescrição médica Aesculus hippocastanum L.  Castanha da Índia  Allium sativum L.  Alho   Matricaria recutita L.  Camomila   Maytenus ilicifolia    Espinheira-Santa Melissa officinalis L.   Melissa, Erva-cidreira   Mentha piperita L.   Hortelã-pimenta Panax ginseng C. A. Mey. Ginseng  (máx. 3 meses) Passiflora incarnata L.   Maracujá - Folhas  Paullinia cupana H.B.&K . Guaraná   Peumus boldus Molina    Boldo, Boldo-do-Chile  Pimpinella anisum L.    Erva-doce, Anis  Rhamnus purshiana DC.   Cáscara Sagrada   Salix alba L.    Salgueiro branco  Senna alexandrina Mill.    Sene   Zingiber officinale Rosc.   Gengibre Mikania glomerata Spreng Guaco  Hamamelis virginiana   Hamamelis - oral e tópico Polygala senega    Polígala - “resfriado” Eucalyptus globulus   Eucalipto 
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    Regulamentações diversas Alimentos Decreto-lei nº986:Institui normas básicas sobre alimentos. Resolução 16/99:Registro de alimentos e ou novos ingredientes. Resolução 18/99:Diretrizes básicas para análise e comprovação de propriedades funcionais e ou de saúde alegadas em rotulagem de alimentos. Resolução 19/99:Registro de alimento com alegação de propriedades funcionais e ou de saúde em sua rotulagem .
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Notas do Editor

  • #22 Emenagoga – faz descer menstruação Carminativa – gases intestinais
  • #39 RESOLUÇÃO