GBCBRASIL
C O N S T R U I N D O U M F U T U R O S U S T E N T Á V E L ANO2 / Nº4 / 2015
REVISTA
VIBEDITORA
2 15
ANUÁRIO
CERTIFICAÇÕES
ESPECIAL
Impacto dos Edifícios
Verdes nas crises hídrica
e energérica nacional
Internacionalização da
certificação LEED
Informações e
fichas técnicas dos
empreendimentos
G R E E N B U I L D I N G C O U N C I L
9772446970063
00415
ISSN2446-970X
EXEMPLARAVULSO:R$35,90
2 jul/15 rev/gbc/br
anuário GBC 2015
PERSPECTIVA ILUSTRADA DO COMPLEXO MULTIÚSO PARQUE DA CIDADE.
O projeto legal do empreendimento encontra-se aprovado na Prefeitura Municipal de São Paulo e registrado sob o R.3 da Matrícula nº 382.953, em 21/6/2012, no
11ºCartóriodeRegistrodeImóveisdeSãoPaulo.Considerandoqueocondomínioseráimplementadoemfases,asimagenseperspectivascontidasnestematerialsão
meramente ilustrativas, podendo sofrer modificações ao longo do projeto executivo até a implementação total do empreendimento. A vegetação representada nas
imagensémeramenteilustrativaerepresentaoporteadultodasespécies.Projetosexecutivo,arquitetônico,paisagísticoedecorativosujeitosaalteraçãosemprévioaviso
emdecorrênciadenecessidadestécnicas.TermodeautorizaçãodeusodamarcaMetrô-0314850014.Incorporadora:BMXRealizaçõesImobiliáriaseParticipaçõesS.A.
End.:RuaEngenheiroMesquitaSampaio,s/nº,ChácaraSantoAntônio,CEP04711-050.IntermediadoradeVendas:LPSBrasil-ConsultoriadeImóveisS/A.RuaEstados
Unidos,1.971,JardimAmérica,CEP01427-002,SãoPaulo/SP.Tel.:(11)3067.0000.Creci-SP.J-19585.www.lopes.com.br.Planejamento:TriumphoAssociadosConsultoria
de Imóveis Ltda., Av. Paulista, nº 1.294, 20º andar, conjunto A, Bela Vista, CEP 01310-915, tel.: (11) 3170-7700, CRECI/SP nº 10.091-J, www.triumpho.com.br.
PlanejamentoIntermediação
PERSPECTIVA ILUSTRADA DA SALA COMERCIAL DE 43 M2
- SUGESTÃO PARA ESCRITÓRIO DE INVESTIMENTOS
PREVISÃO DE ENTREGA SET/2015
TORRE OFFICE
TORRE CORPORATIVA
TORRE CORPORATIVA TORRE CORPORATIVA
TORRE RESIDENCIAL TORRE RESIDENCIAL
INVISTA EM SALAS COMERCIAIS
EM UM EMPREENDIMENTO COM SELO
DE CONSTRUÇÃO SUSTENTÁVEL.
SALAS COMERCIAIS
A PARTIR DE 39 M2
.
ÚNICA TORRE DE SALAS COMERCIAIS
DO PARQUE DA CIDADE.
revistagbcbrasil.com.br 3jul/15
anuário GBC 2015
UMA CIDADE
DENTRO DE UM PARQUE.
VISITE ESTANDE DE VENDAS E SALA
COMERCIAL DECORADA
Rua Antônio de Oliveira
Tel.: 3522-1800
www.parquedacidade.com.br
HOTEL CATEGORIA LUXOTORRE CORPORATIVA TORRE CORPORATIVA
SHOPPING
Estaimagempoderásofreralteraçõesaolongodoprojetoexecutivodecorrentesdenecessidadestécnicas.
UM EMPREENDIMENTO VOLTADO ÀS AÇÕES
DE SUSTENTABILIDADE QUE VALORIZAM
O MEIO AMBIENTE, AS PESSOAS E O SEU ENTORNO.
UM PROJETO QUE PRIVILEGIA A VIDA.
Um projeto com a Certificação LEED-ND
(Leadership in Energy and Environment Design
for Neighborhood Development), selo referência
em gestão ambiental e urbanismo. As torres
corporativas, o hotel e o shopping possuirão
a Certificação LEED, a Torre Office e os edifícios
residenciais serão certificados com o Selo AQUA.
4 jul/15 rev/gbc/br
Editorial
©BiancaWendhausen
Às vésperas da 6° Expo Greenbuilding, evento de maior im-
portância da construção sustentável do Brasil, a Revista GBC
Brasil traz a edição especial, o primeiro Anuário de Certifica-
ções GBC Brasil 2015, principal conteúdo da revista.
Neste trabalho pioneiro estamos destacando as principais
soluções sustentáveis desenvolvidas em cada empreendi-
mento certificado em 2014, dando um panorama bem amplo
sobre o mercado da construção sustentável.
A opinião dos players e de especialistas renomados no mer-
cado também integram essa edição, abordando alguns gra-
vse assuntos do momento e como os green buildings podem
fazere a diferença.
A concepção deste desta Edição Especial, tem por objetivo
disseminar cada vez mais a informação, canal essencial para
o desenvolvimento da sustentabilidade, no seu sentido mais
amplo. Esta é a primeira de muitas.
Boa leitura a todos!
Um trabalho
desafiador. E
recompensador.
LUIZ SAMPAIO
DIRETOR EXECUTIVO
VIB Editora
CONSELHO DE ADMINISTRAÇÃO
MEMBROS DO CONSELHO
Manoel Gameiro - Trane - Presidente
José Moulin Netto - Vice presidente
José Cattel - Alcoa
Celina Antunes - Cushman & Wakefield
Mark Pitt - Sherwin Williams
Hugo Rosa - Método
Carmen Birindelli - WTorre
Convidada: Thassanee Wanick - Fundadora
do GBC e Cônsul Geral da Tailândia no
Brasil
CONSELHO FISCAL
Renato Alahmar - 3M
Guido Petinelli
DIRETOR GERENTE
Felipe Faria
DIRETOR EXECUTIVO
Luiz Sampaio
lsampaio@vidaimobiliaria.com.br
REDAÇÃO
Bruna Dalto - MTb 72943
Verônica Soares - MTb 13093
Patrícia Braga
revistagbc@gbcbrasil.org.br
DIRETORA COMERCIAL
Cibele Oliveira
comercial@vidaimobiliaria.com.br
COMERCIAL
Taís Colares
revistagbc2@gbcbrasil.org.br
FINANCEIRO
Roseli Pereira
adm@vibcom.com.br
DESIGN GRÁFICO E EDITORIAL
VIB EDITORA
REDAÇÃO, ADMINISTRAÇÃO
VIDA IMOBILIÁRIA BRASIL - VIB EDITORA
Rua Apotribu, 139 - conj 93
Saúde - São Paulo - SP
CEP 04302-000
Tel/Fax: 11 5078 6109
www.vidaimobiliaria.com.br
RESPONSÁVEL DO GBC
Maíra Macedo
Capa: Criação Cibele Oliveira
VIBEDITORA
www.cushmanwakefield.com.br 11 3513-6775
A CUSHMAN & WAKEFIELD TEM A SOLUÇÃO COMPLETA
PARA COMBINAR EFICIÊNCIA E SUSTENTABILIDADE
EM TODAS AS ETAPAS DO SEU EMPREENDIMENTO.
A área de Gestão de Projetos Sustentáveis da Cushman & Wakefield cuida de forma
completa do seu empreendimento imobiliário, da configuração ao gerenciamento do produto.
Isso se traduz em encontrar os melhores fornecedores, controlar o budget e os prazos da obra.
E também garantir que o projeto seja sustentável desde o início, gerando economia por meio
do aumento da eficiência energética. Com o empreendimento já em operação, uma equipe
especializada administra o condomínio e maximiza a eficiência dos recursos. Ao contar com
a Cushman & Wakefield, o saldo é sempre positivo para você e para o meio ambiente.
6 jul/15 rev/gbc/br
índice
EDITORIAL...................................................> 4
COLUNA GBC..............................................> 9
	 GREEN PAGES
	 JOSH HORST......................................>12
PANORAMA DO LEED.......................................> 18
LEED NAS AMÉRICAS........................................> 24
CRISE ENERGÉTICA...........................................> 28
CRISE HÍDRICA...............................................................> 36
ESPECIAL PROCESSO DA CERTIFICAÇÃO........>40
	 SUSTENTAX, CTE, CUSHMAN E PETINELLI
SELO AZUL...........................................................> 62 	
	 ESPECIAL
	 ANUÁRIO DE CERTIFICAÇÕES.........> 66
HISTÓRIA LEED NO BRASIL .........................................> 68
ESTÁDIOS CERTIFICADOS...................................> 76
EMPRESAS EM DESTAQUE..................................> 83
CASES HISTÓRICOS............................................> 125
	 CASES ATUAIS 2014..................................> 159
GUIA DE SOLUÇÕES...........................................> 221
DIRETÓRIO DE MEMBROS..................................> 237
GBCBRASIL
C O N S T R U I N D O U M F U T U R O S U S T E N T Á V E L ANO2 / Nº4 / 2015
REVISTA
G R E E N B U I L D I N G C O U N C I L
8 jul/15 rev/gbc/br
anuário GBC 2015
revistagbcbrasil.com.br 9jul/15
anuário GBC 2015
O
Green Building Council Brasil é uma Organização
sem fins lucrativos, presente em 100 diferentes
países, com a missão de acelerar a transforma-
ção da indústria da construção civil em direção
a sustentabilidade. Criada em 2007, contamos
com 850 empresas suportando nossas atividades focadas
em capacitação profissional, disseminação da informação, re-
lação governamental e promoção das certificações, LEED e
Referencial GBC Brasil Casa.
Desde o início de nossas atividades, a certificação internacio-
nal LEED apresenta-se como a principal ferramenta para dire-
cionar a elevação do padrão técnico do mercado.
O LEED (Leadership in Energy and Environmental Design) é
um Sistema global, regional e local de certificação de edifícios
verdes, verificando a inserção de métricas e práticas, desde
sua fase de conceituação, projetos e construção, por uma Ter-
ceira parte. Adicionalmente o LEED também possui ferramenta
de certificação própria de readequação de edificações existen-
tes, operação e manutenção.
A ferramenta é usada para melhorar o ambiente construído,
criar edificações de alto desempenho, e melhorar questões de
saúde pública. Como demonstra inúmeros casos de suces-
so, a certificação internacional LEED é desenvolvida para ser
aplicada em diferentes localidades e tipologias de edificações,
respeitando condições climáticas e regulamentações locais.
Todos os dias, cerca de 158.000 metros quadrados são certifi-
cados LEED no mundo, em 150 países. O Brasil é TOP 5 com
o maior número de projetos registrados e certificados.
Com o suporte dos Comitês de Desenvolvimento Técnico e a
Mesa Redonda Internacional LEED, que conta com a participa-
ção de 30 países, a ferramenta de certificação apresenta um
processo continuo de optimização e aplicação para diferentes
tipos de edificações em todo mercado global.
Temos muito orgulho de celebrar junto aos nossos Membros
e parceiros o lançamento do primeiro anuário de edificações
certificadas LEED no Brasil.
O atual desafio energético e hídrico que assola o país por mo-
tivos diversos, dentre eles, efeitos de mudanças climáticas, en-
fatiza a importância de disseminarmos as boas práticas e os
casos de sucessos que despontam como a principal solução
para vencermos as dificuldades enfrentadas.
As edificações, soluções e serviços, destacadas neste Anuá-
rio estão alinhadas com os anseios e princípios norteadores
da economia verde, conceito que regerá a nova relação entre
homem e Planeta, portanto devem ser amplamente divulgadas
de modo a alcançar o efeito multiplicador da consciência e
prática sustentável.
O Green Building Council Brasil parabeniza e agradece todas
empresas, profissionais e clientes envolvidos. Os cases de su-
cesso representam uma resposta concreta às necessidades
do país e as demandas oriundas da sociedade civil Brasileira.
A força de transformação
dos green buildings
FELIPE FARIA,
DIRETOR
Green Building Council Brasil
10 jul/15 rev/gbc/br
anuário GBC 2015
revistagbcbrasil.com.br 11jul/15
anuário GBC 2015
12 dez/14 rev/gbc/br
inovação
GREEN PAGES
12 jul/15 rev/gbc/brdez/14
Scot HorstChief Product Officer, USGBC
ENTREVISTA
GREEN PAGES
revistagbcbrasil.com.br 13dez/14
inovação
revistagbcbrasil.com.br 13jul/15
Graduado em filosofia pela Oberlin College e
performance vocal pelo Oberlin Conservatory of Music,
antes de ingressar no USGBC, Scot foi presidente da
7group, uma empresa de consultoria líder edifício
verde, e do Athena Institute International, uma
organização sem fins lucrativos dedicada à avaliação
do ciclo de vida dos edifícios. Ele presidiu o Comitê
de Orientação do LEED 2005-2009, e serviu como
voluntário para o USGBC por dez anos. Foi supervisor
do LEED no US Green Building Council, coordenando o
desenvolvimento do LEED v4, e foi o inventor-chefe do
LEED Dynamic Plaque , um dispositivo de pontuação
para o desempenho do edifício inteiro. Scot foi também
o fomentador das estratégias de crescimento global,
regional e local, que inclui o LEED International
Roundtable, agora composta por trinta e oito países e
responsável pelo desenvolvimento técnico do LEED em
todo o mundo. Ele atua como diretor ou conselheiro
para a Aliança de Construção Sustentável em Paris,
Design Institute Resilient, Cradle to Cradle, e o Comitê
de Direção de Finanças e Retrofit de Edifícios do Fórum
Econômico Mundial. Atualmente, como responsável
por toda a pesquisa de produtos, desenvolvimento,
implementação e execução dentro do USGBC, Scot fala
à Revista GBC Brasil sobre o LEED v4 e o futuro da
construção verde e os desafios da posição de liderança do
Brasil neste mercado.
14 dez/14 rev/gbc/br
inovação
GREEN PAGES
14 jul/15 rev/gbc/br
Qual é a sua expectativa em relação ao
LEED V4? Como é lidar com a categoria
de Materiais e Recursos?
SH. O LEED v4 resume o que significa cons-
truir um edifício verde em 2015 e daqui para
frente. E é sempre importante para atualizar
o sistema. A categoria Materiais e Recursos
estava defasada. Com o LEED v4 estamos
ajudando projetistas e especificadores a en-
contrar maneiras de tomar melhores decisões
sobre materiais, com base no que importa
para eles e o conhecimento sobre o impacto
de um material. Por exemplo, o LEED v4 requer
a avaliação do ciclo de vida do edifício inteiro,
o que pode ter um enorme impacto sobre os
materiais na vida de um edifício. Isto significa
que o arquiteto e o engenheiro estrutural tem
a necessidade de trabalhar melhor em con-
junto para otimizar o dimensionamento dos
espaços, colunas, vigas etc. Você ficaria es-
pantado com a diferença que isso pode fazer.
Esta nova seção também inclui transparência
e EPDs, etc. A questão básica a ser mantida
em mente é que, à medida que aprendemos
novas maneiras de pensar sobre os materiais
significa que estamos tentando identificar os
melhores produtos a fim de orientar a produ-
ção de materiais de melhor qualidade e que
reflitam a preocupação com todos os nossos
recursos, desde as fontes de extração até a
saúde humana.
A próxima geração de edifícios verdes,
aponta para a certificação com foco no
desempenho do edifício. Quais são os
planos e projetos do LEED referentes a
uma ferramenta de certificação nesse
sentido?
SH. Sou apaixonado por medir os resultados
do nosso trabalho de maneiras significativas e
úteis. Eu não acredito que a certificação deve
ser dada apenas uma vez, mas que toda cer-
tificação deve ser contínua. Isto significa que
quando uma equipe de projeto é criada para
a construção de um edifício e/ou para utilizar
o sistema LEED para edifícios existentes, um
grupo inteiramente novo de pessoas deve ser
envolvida para operar o edifício na pós ocupa-
ção. Para isso nós precisamos de ferramentas
para os ocupantes se comunicarem com os
administradores e proprietários dos edifícios.
Precisamos de ferramentas e sistemas que
comuniquem se uma determinada estratégia
está funcionando ou não. A LEED Dynamic
Plaque foi concebida para este propósito.
Como a LEED Dynamic Plaque pode
apoiar as políticas públicas?
SH. Muitas das coisas em nossas vidas têm
mecanismos de feedback que nos ajudam a
entender como estamos agindo em relação
aos outros. O velocímetro do seu carro é um
grande exemplo. Ele ajuda você a entender se
está realmente mantendo a velocidade exigi-
da por lei. Uma vez que todos usam o mesmo
velocímetro isso funciona como uma maneira
para que nós todos saibamos como estamos
agindo. Não temos de adivinhar. Imagine um
livro de dieta que ajuda a melhorar a sua saú-
de e provavelmente você perderá peso. A es-
cala é o mecanismo de feedback que lhe diz
se você está ou não fazendo progressos, mas
não fornece estratégias de como conseguir a
perda de peso. é um mecanismo de feedback
que dá uma pontuação de desempenho da
edificação com base em dados reais. Desta
forma, ela traz pela primeira vez, um feedba-
ck e resultados do desempenho contínuo dos
edifícios. Pode ajudar a melhorar o seu edifí-
cio, os governos de várias maneiras. Uma vez
que é uma pontuação global de desempenho,
Irá possibilitar que os governos forneçam in-
centivos para empreendimentos que atingirem
determinada pontuação, ou faixa específica de
pontuações para diferentes edifícios por tipo
ou localização. Isso pode melhorar o desem-
penho, mesmo que não tenha nada a ver com
o código ou LEED.
revistagbcbrasil.com.br 15dez/14
inovação
revistagbcbrasil.com.br 15jul/15
A LEED Dynamic Plaque está disponível
no Brasil? Como é feito o processo de
registro?
SH. Sim! Na verdade, já existem as duas pri-
meiras Placas no Brasil. Para registrar, basta
acessar o site LEEDon.io. Mas se você preci-
sar de mais ajuda pode o GBC Brasil ou no
(11) 4191-7805.
O Brasil é “Top 5” com o maior número de
projetos registrado e certificados LEED
no mundo. Como você vê o movimento
de green building no cenário brasileiro a
nível global e regional?
SH. Quando eu era jovem eu estudei sobre
Brasília. Fiquei fascinado com a maneira que
uma nação poderia capturar a imaginação
do mundo, criando uma visão de utopia. Nie-
meyer criou uma das maiores obras-primas
do modernismo que já existiu. Para mim essa
visão mostrou o potencial do povo brasileiro
a vislumbrar a mudança e um novo futuro.
Claro, ele também nos ensinou que as ide-
ologias precisam ser flexíveis e mudar com
o povo. Uma das minhas reuniões favoritas
aconteceu em Brasília, onde o ministro dos
Transportes falou sobre a mudança de uma
cidade de carros para uma cidade de bici-
cletas. Era uma visão tão corajosa quanto à
origem da cidade e estava diretamente liga-
da ao novo estádio e como as pessoas se
conectam umas com as outras. Acredito que
o Brasil representa uma abordagem muito
original à forma como todos nós podemos
melhorar. O Brasil é carregado de pobreza e
corrupção. Mas está também em constante
mudança e lida vigorosamente com os seus
problemas de longa data. Eu vejo o movi-
mento dos green buildings no Brasil como
essencial para o resto do mundo. O Brasil é
capaz do melhor. E já provou isso. E mesmo
que haja tristeza nos escândalos de corrup-
ção atuais, parece que o Brasil utiliza os seus
problemas, a fim de aprender como se tornar
melhor. Eu sei que, se o Brasil pode continuar
a construir os melhores edifícios do mundo,
os edifícios em todos os outros lugares po-
dem mudar e serem melhores. Tudo o que é
necessário é liderança e fé. Fé é interminável.
A liderança é quando damos um passo para
ser o nosso melhor.
O que você mais gosta sobre o movimen-
to brasileiro de green buildings?
SH. Eu amo o movimento brasileiro de green
building da mesma forma que eu amo música
brasileira. Ele é infundido com lugar e bele-
za. Ele tem uma grande melodia que todos
podem cantar junto, mas é impulsionado por
uma poderosa batida percussiva. Todo mun-
do que eu conheci no Brasil no ramo da cons-
trução verde é alguém com quem eu quero
conversar mais e mais. Eu gosto que as pes-
soas sorriem e cantam e se preocupam com
suas famílias, seu país e o mundo, e querem
melhorá-lo e deixar o legado de um lugar me-
lhor. O Brasil é uma bela canção.
“Caros membros do
GBC Brasil: conti-
nuem cantando e
trabalhando para
construir os melho-
res edifícios de todos
os tempos. Inovem
além de seus sonhos e
conduzam com a sua
cabeça, seu coração e
sua voz.”
16 jul/15 rev/gbc/br
anuário GBC 2015
01
04
01 - 03 - Santader Data Center - Campinas, SP
02 - ECB Eco Commercial Building - São Paulo - SP
04 - Ponte Friedrich Bayer - São Paulo - SP
03
revistagbcbrasil.com.br 17jul/15
anuário GBC 2015
LOEBCAPOTE ARQUITETURA E URBANISMO
é um escritório de arquitetura liderado pelos arquitetos
Roberto Loeb e Luis Capote.
O escritório tem se concentrado nos últimos anos naO escritório tem se concentrado nos últimos anos na
concepção, desenvolvimento e implantação de projetos de
complexidade programática e tecnológica, atuando em
diversos segmentos. Estes projetos, coordenados e
compatibilizados pela equipe técnica do escritório incluem todas
as especialidades de engenharia que compõem o projeto
detalhado, incorporando em todas as fases de desenvolvimento
soluções de sustentabilidadesoluções de sustentabilidade.
Além da qualidade arquitetônica e técnica do projeto, nosso
escritório tem como norma a atenção e preocupação
permanente com custos orçamentários aprovados pelo cliente
e prazos de realização das obras, mantendo as verbas nos
limites programados e cronogramas de realização e início da
operação.
RobertoLoebeLuisCapote
Rua José Maria Lisboa, 1077 - Jardim Paulista - São Paulo
Tel: (11) 3081-6344
loebcapote@loebcapote.com
www.loebcapote.com
@loebcapote
www.facebook.com/loebcapotearquiteturaeurbanismo
02
LOEBCAPOTE ARQUITETURA E URBANISMO
é um escritório de arquitetura liderado pelos arquitetos
Roberto Loeb e Luis Capote.
O escritório tem se concentrado nos últimos anos naO escritório tem se concentrado nos últimos anos na
concepção, desenvolvimento e implantação de projetos de
complexidade programática e tecnológica, atuando em
diversos segmentos. Estes projetos, coordenados e
compatibilizados pela equipe técnica do escritório incluem todas
as especialidades de engenharia que compõem o projeto
detalhado, incorporando em todas as fases de desenvolvimento
soluções de sustentabilidadesoluções de sustentabilidade.
Além da qualidade arquitetônica e técnica do projeto, nosso
escritório tem como norma a atenção e preocupação
permanente com custos orçamentários aprovados pelo cliente
e prazos de realização das obras, mantendo as verbas nos
limites programados e cronogramas de realização e início da
operação.
01
RobertoLoebeLuisCapote
Rua José Maria Lisboa, 1077 - Jardim Paulista - São Paulo
Tel: (11) 3081-6344
loebcapote@loebcapote.com
www.loebcapote.com
@loebcapote
www.facebook.com/loebcapotearquiteturaeurbanismo
04
02
18 jul/15 rev/gbc/br
anuário GBC 2015
A
abrangência global do LEED se
estabelece na proposta de um
conjunto de normativas padrão
que inspiram um novo nível de
edifícios de qualidade. Essas nor-
mas facilitam a compreensão das
equipes de projeto em várias partes do mundo, de
diferentes culturas, a responderem à complexida-
de dos edifícios. Os profissionais envolvidos em
qualquer país facilmente entendem a questão da
ventilação ou do consumo de água nos créditos do
LEED e o entendimento destas e todas as demais
questões ultrapassa as fronteiras.
O LEED é um sistema único que é aplicado em
todo o mundo. Não existe um LEED diferente para
o Brasil e para a China, por exemplo. Em vez de
criar versões regionais do sistema de classificação,
o mercado usa o mesmo sistema em todo o mun-
do. Como forma de proporcionar o intercambio e o
desenvolvimento técnico entre os diferentes países,
foi criado o LEED International Roundtable. Forma-
do por um grupo de 38 organizações, a maioria
dos quais representam um país onde o LEED está
presente e atuante através de seus Green Building
Councils locais. As discussões giram em torno do
impacto e aplicação do sistema LEED por todos os
países. Cada um de seus componentes serve como
um grupo de auxilio do USGBC para o fomento e
adaptabilidade da Certificação LEED localmente,
com discussões de nível internacional. O LEED e
a sua equipe, através do USGBC, funcionam como
a inteligência central que une os conceitos, mas a
função das mesas redondas LEED é distribuir essa
inteligência para todos os outros países. Cada um
deles conhece a indústria da construção regional e
local e as práticas e normas que melhor funcionam
onde eles estão, contribuindo para melhorar a apli-
cabilidade das normas.
“O LEED trabalha nos níveis global, regional e local
de forma integrada. LEED é global, pois é o mesmo
sistema normatizado e padronizado que é utilizado
em todas as partes do mundo. Isso significa que
qualquer pessoa pode comparar um edifício em
São Paulo com um em Nova York ou Xangai ou
Estocolmo, com muita clareza” explica Scot Horst,
Chief Product Officer do USGBC.
UM PANORAMA DO LEED E
SUA INTERNACIONALIZAÇÃO
Um dos grandes legados de Scot Horst na sua lide-
rança dentro do USGBC foi a expansão das estraté-
gias de crescimento global do LEED.
O LEED é também regional. Através dos Alternati-
ve Compliance Paths, ou Métodos Alternativos de
Atendimento, que permitem que o LEED seja mais
flexível e aplicável aos projetos localmente, respei-
tando as individualidades locais. Porem todos os
itens devem ser aprovados pelo comitê Técnico do
LEED.
As ACPs oferecem abordagens adicionais para
créditos que tradicionalmente possam ser mais de-
safiadores para projetos fora dos Estados Unidos,
ao mesmo tempo em que mantem o rigor e a con-
sistência global da ferramenta. Em outras palavras,
a ferramenta LEED pode ser aplicada globalmen-
te, ao mesmo tempo em que respeita os métodos
alternativos exclusivos de cada país. Um exemplo
no Brasil é o Procel Edifica, reconhecido como pré-
-requisito para a pontuação no quesito Energia e
Ambiente.
E, finalmente, o LEED é local. É local, porque os
membros da Mesa Redonda Internacional LEED
e os usuários em 150 países são as pessoas que
representam o que está realmente acontecendo.
Todo edifício verde é local. O sistema LEED une a
todos, integrando todo o trabalho local num grande
movimento de impacto global.
PAÍSES REPRESENTADOS NO LEED
INTERNATIONAL ROUNDTABLE
revistagbcbrasil.com.br 19jul/15
anuário GBC 2015
SAIBA QUAL É A PRIMEIRA GARAGEM
DA AMÉRICA LATINA A RECEBER
O SELO LEED DE SUSTENTABILIDADE.
É com grande satisfação que a Sinco
Engenharia, em parceria com o grupo NSO,
entregou um projeto inovador para a nova
garagem da Companhia Urubupungá.
Com foco na sustentabilidade, sua construção
está comprometida com a proteção do meio
ambiente. Essa obra foi a primeira da América
Latina a receber o selo LEED, certificação
de sustentabilidade para edifícios com alto
desempenho ambiental.
Foto entrada principal
Resultados:
• Redução de 40% do consumo de água potável;
• Aquecimento solar economiza 86,4% de energia elétrica;
• Sistema de coleta e armazenamento de água da chuva;
• Estação de tratamento de esgoto;
• Monitoramento avançado de eficiência energética;
• Controle de contaminação, erosão e sedimentação do solo;
• 85% dos resíduos de obra encaminhados para reciclagem;
• 68% dos materiais utilizados na obra são produzidos na região;
• Aumento de produtividade pela satisfação dos colaboradores.
sincoengenharia.com.br
urubupunga.com.br
Saiba qual é a primeira garagem
da América Latina a receber
o selo Leed de Sustentabilidade.
Foto aérea
20 jul/15 rev/gbc/br
anuário GBC 2015
Normas para utilização local são
discutidas e aprovadas para o
Brasil
O USGBC (United States Green Building Council)
em conjunto com os membros e representantes da
América Latina como, GBC Argentina, GBC Brasil,
Chile GBC, Colômbia GBC e Peru GBC se reuniram
para discutir as barreiras técnicas e de mercado
existentes no LEED em cada um de seus merca-
dos locais propondo novas formas de atendimento
dos mesmos, através das Alternative Compliance
Paths (ACP).
Após uma rigorosa revisão das leis, normas e práti-
cas locais, alguns créditos foram aprovados como
ACP’s globais e outros como ACP’s específicas
para a América do Sul e Brasil. Ou seja, créditos
que podem ser atendidos de outra maneira, devido
a determinadas dificuldades dos mercados locais.
Entre as principais créditos aprovados na zona
América do Sul estão:
SS Credit 4.3: Alternative Transportation – Low-
-Emitting and Fuel-Efficient Vehicles
Muitos veículos disponíveis na América do Sul não
estão listados nos Guias de Classificação de Veí-
culos para as emissões de gases poluentes. Desta
forma, os projetos situados na América do Sul pos-
suíam dificuldades de identificar os veículos que
poderiam ser aprovados para o estacionamento
preferencial. Uma norma do LEED de 2012, permi-
tindo que veículos que possuam 4 estrelas no Pro-
grama Brasileiro de Etiquetagem do IBAMA Nota
Verde, fossem considerados como veículos de bai-
xa emissão e combustível eficiente para o propó-
sito deste credito. Essa norma LEED foi adaptada
em uma nova Alternative Compliance Path para to-
dos os projetos situados na América do Sul. Assim,
os projetos podem utilizar o programa Nota Verde
do governo Brasileiro para a equivalência de veícu-
los com baixa emissão de gases poluentes.
EA Prerequisite 2: Minimum Energy Performance
Os projetos no Brasil que sejam certificados nível
“A” pelo Programa Brasileiro de Etiquetagem de
Edifícios (PBE Edifica), para todos os sistemas ava-
liados (Envoltória, Sistema de Iluminação e Sistema
de Condicionamento de Ar), podem atender este
pré-requisito. Esta equivalência pode ser aplica-
da a todas as edificações comerciais, de serviços
e públicas, à exceção dos edifícios destinados à
assistência médica, data center, instalações indus-
triais, armazéns e laboratórios. O objetivo deste
pré-requisito é estabelecer um nível mínimo de efi-
ciência energética para a edificação e os sistemas
avaliados, visando reduzir os impactos ambientais
e econômicos associados ao uso excessivo da
energia.
EA Credit 6: Green Power
A América do Sul possui um potencial enorme para
desenvolver energia renovável para atender a ne-
cessidade crescente de demanda energética. De
acordo com o BID (Banco Interamericano de De-
senvolvimento), tecnologias de baixo carbono já
são prevalentes na região, ancoradas por recursos
hidrológicos substanciais. OLEED preconiza que
projetos possuam certificação do programa do
Green-e. Os projetos que desejavam atender este
crédito antes deveriam comprar energia renovável
dentro dos Estados Unidos, limitando o potencial
do crescimento de mercados de energia renovável.
Projetos na América do Sul podem utilizar o Certi-
ficado de Energia Renovável como uma alternativa
de atendimento ao Green-E. Este programa ras-
treia a geração e aquisição de energia renovável no
Brasil e certifica a compra voluntaria de energia por
meio da geração de Certificados de Energia Reno-
vável. O Certificado Brasileiro refere-se somente à
energia produzida no Brasil.
LEED EB O&M IEQc3.3: Green Cleaning – Pur-
chase of Sustainable Cleaning Products and
Materials
Este crédito exige a compra de materiais de limpe-
za que possuam o selo de Certificação Green Seal,
que não é utilizado no Brasil.
No Brasil, a ABNT e o Instituto Falcão Bauer são
entidades participantes do GEN e, portanto, se-
los para Green Cleaning emitidos por eles podem
atender os quesitos deste crédito.
Além dos ACPS, o LEED trabalha com o conceito
de ‘Créditos de Prioridade Regional’. Introduzido
no LEED 2009 para incentivar o atendimento de
créditos que se referem a prioridades ambientais
especificas conforme localização geográfica, estes
créditos são créditos existentes nos Rating Syste-
ms, que foram escolhidos pelo Comitê Nacional do
GBC Brasil (LEED AP’s e GA’s) e Internacional do
USGBC, como de particular importância para de-
revistagbcbrasil.com.br 21jul/15
anuário GBC 2015
A Racional Engenharia foi uma das empresas pioneiras
no desenvolvimento de construções sustentáveis no Brasil.
Obtivemos a certificação LEED para projetos
emblemáticos, como o primeiro edifício comercial
certificado no País, o Edifício Cidade Nova, e também
o primeiro datacenter da América Latina a receber esta
certificação, o Datacenter Telefônica Vivo.
Hoje, temos experiência e a confiança dos nossos clientes
para garantir projetos com a chancela LEED em diversos
segmentos, como datacenters, centros de inovação,
hospitais, hotéis, parques logísticos, plantas industriais
e shopping centers.
Exemplos concretos são o Centro Tecnológico Itaú,
o Hospital Israelita Albert Einstein, o edifício Morumbi
Corporate, o Tietê Plaza Shopping, todos com
a certificação LEED Gold.
Cada uma dessas realizações representa nosso
compromisso com nossos clientes, com o futuro
e com o meio ambiente.
Hospital Albert Einstein
(LEED Gold)
Datacenter Telefônica Vivo (LEED Gold)
Morumbi Corporate
(LEED Gold)
Tietê Plaza Shopping
(LEED Gold)
SUSTENTABILIDADE
SE CONSTRÓI
COM EXPERIÊNCIA
E COMPROMISSO.
22 jul/15 rev/gbc/br
anuário GBC 2015
terminadas áreas. O incentivo para o atendimento
deste crédito é o ganho de ponto bônus. Se um
crédito de prioridade regional é atendido, um ponto
bônus é ganho na somatória total de pontos final.
No LEED V4, esses créditos são acessíveis para
qualquer projeto, em qualquer parte do mundo.
Os ‘Créditos Pilotos’ possuem a intenção de facili-
tar a introdução de novos créditos dentro do LEED,
que possuam linguagem, métodos alternativos de
atendimento ou novas e inovadoras tecnologias
e conceitos. O processo permite que os projetos
testem créditos inovadores que ainda não tenham
sido avaliados completamente pelo comitê LEED,
não estando presentes dentro de nenhum Rating
System.
Para o Brasil, por meio dos comitês técnicos LEED
GA e AP, foram escolhidos 5 créditos pilotos com
particular relevância para serem utilizados no país.
Não existe o ganho extra de pontos, apenas uma
indicação de que o credito escolhido representa
uma boa escolha para o Brasil. Eles são listados
abaixo com a justificativa de escolha por alguns
dos participantes do comitê técnico:
Site development - protect or restore habitat
“No Brasil com a exploração dos recursos naturais e crescimento
populacional desenfreado torna-se fundamental conservar áreas
naturais existentes e restaurar áreas danificadas para promover a
biodiversidade.”
Agatha Carvalho
Walkable project site
“É unanimidade o problema de transporte nas grandes cidades
brasileiras, causando prejuízos incalculáveis. Esta questão não se
restringe somente aos grandes congestionamentos de veículos, in-
fluencia diretamente na qualidade de vida de toda a população. O
transtorno para se locomover causa problemas respiratórios para
as pessoas, onerando o sistema de saúde. Não possuímos um
padrão de calçadas, com uma infraestrutura mínima para que pos-
samos nos locomover a pé. Caso a opção seja utilizar a bicicleta,
o risco é ainda maior devido a pouca disponibilidade de ciclovias e
falta de consciência dos motoristas. Associado a este caos urbano,
a população é ainda carente de espaços coletivos para convivên-
cia, como parques e praças. Por estes motivos, a fim de promover
a qualidade de vida urbana, acredito que este Pilot Credit é muito
relevante para realidade do Brasil”.
Vitor Tosetto
Local food production
“Melhorar alimentação das pessoas, ensinar a valorizar os espaços
verdes e produtivos, reduzir consumo de comida industrializada,
reduzir emissão de carbono”.
Alessandra Caiado
Integrative process
“Ainda temos a tendência de tratar a certificação como acessório,
buscando soluções pontuais e o envolvimento de consultorias com
foco apenas para a documentação do processo.
Com os níveis atuais de ineficiência no processo de projeto, a va-
lorização desta fase possui grande potencial, inclusive de trazer
alinhamento à agenda sustentável, com redução do custo total do
empreendimento, resultando em maior planejamento e projeto, e
menor custo e impacto”.
Arthur Brito
Green training for contractors, trades, operators and service
workers
“O treinamento de staff pré-ocupação é extremamente importan-
te para assegurar que a edificação seja corretamente operada e
assistida, mantendo a performance e desempenho energético pre-
visto em projeto.”
Cintia Kawano
revistagbcbrasil.com.br 23jul/15
anuário GBC 2015
24 jul/15 rev/gbc/br
anuário GBC 2015
A
organização World Green Building
Council, tem como foco fortalecer
os conselhos de construção sus-
tentável nos países membros ao
defender sua liderança e conectá-
-los a uma rede de conhecimento,
inspiração e apoio prático.
A Rede Regional WorldGBC Américas (ARN) pos-
sui 23 conselhos Green Building (GBC) em toda a
América, do Canadá à Argentina, que trabalham vi-
sando a promoção da colaboração para o aumento
da construção verde. O principal objetivo é garantir,
através da forte coletividade, que os edifícios ver-
des e planejamento urbano façam parte das estra-
tégias nacionais com o intuito de reduzir o impacto
ambiental.
A ARN é liderada por um comitê diretivo de indi-
víduos comprometidos e líderes regionais, Alejan-
dra Cabrera do México AC, Felipe Faria do GBC
Brasil, Jennivine Kwan do USGBC, Thomas Mueller
do Canadá GBC, Belém Salomon de GBC Guate-
mala, Guillermo Simón-Padrós da Argentina GBC,
e presidido por Cristina Gamboa, CEO da Colôm-
bia GBC (Conselho Colombiano de Construção
Sustentável), a rede é formada pelos sucessos de
organizações confiáveis que foram transformando
ativamente seus mercados nacionais para a sus-
tentabilidade.
Dados WGBC
100 conselhos nacionais e 27.000 empresas as-
sociadas (membros), trabalhando juntos para
mudar a forma como edificações e comunida-
des são projetadas, construídas e executadas.
Construções sustentáveis:
•Redução de custo
•Geração de emprego
•Melhora a saúde e bem-estar
•Redução na emissão de gás
•Proteção dos recursos naturais
•Fornecer moradia acessível
•Aumentar produtividade
•Conectar as pessoas
Rede Regional das Américas
•GBCs em 19 países
•Mais de 18.000 membros
•33.000 construções sustentáveis registradas
•Mais de 885 milhões de m² de construção sus-
tentável
A CONQUISTA DA AMÉRICA
revistagbcbrasil.com.br 25jul/15
anuário GBC 2015
ARGENTINA GREEN BUILDING COUNCIL
www.argentinagbc.org.ar
• Fundada em 2007
• Conselho Estabelecido
• 85 membros
Mercado:
• Setor da construção contribui de 5,4% do PIB
• 1,5 milhões de postos de trabalho na indústria da
construção
• 253 mil m2
de área verde certificada
• 1.172.852 m2
de área verde registrada
• Incentivos e políticas de construção verde incluem
cidade, programas de eficiência energética, leis e
muitas outras iniciativas regionais e nacionais
GREEN BUILDING COUNCIL BRASIL
www.gbcbrasil.org.br
• Fundada em 2007
• Conselho Estabelecido
• 850 membros
• Referencial GBC Casa Brasil e LEED
Mercado:
• Construção no setor contribui com 5,4% do PIB
• 27 milhões de m2
certificados / registrados
• 981 projetos cadastrados / 237 projetos certificados
• Inclusão de incentivos e políticas de construção ver-
de, incentivos financeiros e fiscais, contratos públi-
cos, critérios e etiquetagem de eficiência energética
federais
GREEN BUILDING COUNCIL CANADÁ
• Fundada em 2002
• Conselho Estabelecido
• 4.098 membros
• Ferramenta de Avaliação: LEED Canadá
Mercado:
• 78 milhões de m2
de área certificada e registrada
• Crescimento substancial do mercado retrofit recen-
temente, em resposta à demanda do mercado
• Incentivo de mais cidades para edifícios verdes , pro-
víncias e em nível federal
CHILE GREN BUILDING COUNCIL
www.chilegbc.cl
• Fundada em 2009
• Conselho Estabelecido
• 100 membros
Mercado:
• Setor da construção contribui com 7,3% do PIB
• 105 certificados / 295 registrados
• 57,5 bilhões de dólares investidos em retrofit anual-
mente
• políticas de construções verdes incluem uma energia
renovável lei e o código de construção sustentável
COLÔMBIA GREEN BUILDING COUNCIL
www.cccs.org.co
• Fundada em 2008
• Conselho Estabelecido
• 210 membros
Mercado:
• Construção no setor contribui de 9,8% do PIB
• 54 certificados / 125 registrados
• 3,5 milhões m2
de área certificados / registrados
• Inclusão de incentivos e políticas de construção ver-
de, armazenamento de água obrigatório e de efici-
ência energética, orientações planos de mitigação, e
outros em desenvolvimento.
GREEN BUILDING COUNCIL COSTA RICA
www.gbccr.org
• Fundada em 2013
• Conselho em formação
• 20 membros
• Ferramenta de Avaliação: EDGE-CR (em desenvol-
vimento)
Mercado:
• Setor da construção contribui com 5% do PIB
• 22 certificados e 70 projetos cadastrados
• 70% do mercado está em construção nova
•Desenvolverincentivosdeconstruçãoverdeepolíticas
CATEGORIAS LEED
CaGBC NC
CaGBC CI
CaGBC CS
CaGBC EBOM
Retail NC
Retail CI
EBOM
CS
NC
CI
ND
HC
LEED for Schools
CANADÁ
0 	 1K 	 2K 	 3K
CATEGORIAS LEED
CS
NC
EBOM
CI
Retail CI
Retail NC
ND
HC
LEED for Schools
BRASIL
0 	 200	 400
CATEGORIAS LEED
NC
CS
CI
EBOM
Retail CI
HC
Retail NC
LEED for Schools
COLOMBIA
0	 20	 40	60	80
CATEGORIAS LEED
NC
CS
Retail CI
CI
LEED for Schools
EBOM
Retail NC
HC
CHILE
0	 50	 100	150
CATEGORIAS LEED
NC
CS
CI
EBOM
Retail CI
LEED for Schools
ARGENTINA
0	 20	40	60
CATEGORIAS LEED
NC
CI
CS
EBOM
LEED for Schools
Retail CI
COSTA RICA
0	 20	40
26 jul/15 rev/gbc/br
anuário GBC 2015
CATEGORIAS LEED
CS
NC
CI
Retail CI
LEED for Schools
EBOM
ND
PANAMÁ
0	10	20	 30	40
CATEGORIAS LEED
NC
CS
Retail NC
HC
CI
URUGUAI
0	5	10	15
PANAMÁ GREEN BUILDING COUNCIL
www.panamagbc.org
• Fundada em 2010
• Conselhos emergentes
• 127 membros
Mercado:
• Setor da construção contribui 13,3% do PIB
• 121.981 m2
de área certificados
• 2.056.729 m2
de área registrados
PERU GREEN BUILDING COUNCIL
www.perugbc.org.pe
• Fundada em 2010
• Conselho Estabelecido
• 108 membros
Mercado:
• 2.616.579 m2
de área registrados
• 113 projetos registrados
• 90% do mercado da construção verde é a nova cons-
trução
• Inclusão de incentivos e políticas de construção ver-
de, desenvolvimento de um código de construção
verde e incentivos para edifícios novos e existentes
URUGUAI GREEN BULDING COUNCIL
www.uygbc.org
• Fundada em 2009
• Conselho em formação
Mercado:
• Projetos de green building usam a certificação LEED
• Três projetos foram certificados
• Inclusão de incentivos e políticas de construção ver-
de, impostos, incentivos para projetos de negócios
que incorporam energia renovável
CATEGORIAS LEED
CS
NC
EBOM
Retail CI
CI
Retail NC
LEED for Schools
HC
PERU
0	20	40	60	80
GUATEMALAGREENBUILDINGCOUNCIL
www.guatemalagbc.org
• Fundada em 2010
• Conselhos emergentes
• 55 membros
Mercado:
• Setor da construção contribui com 2,9% do PIB
• 49.215 m2
certificados e 375.098 m2
registrados
• Inclusão de incentivos e políticas de construção
verde, iniciativas públicas de desenvolvimento para
controlar CO2
emissões e tratamento de água
PARA SUSTENTABILIDAD MÉXICO
www.sume.org.mx
• Fundada em 2011
• Conselhos emergentes
• 70 membros
• Ferramentas de Avaliação: LEED / Vida construção
Desafio / PAAS
Mercado:
• Setor da construção contribui 5% do PIB
• 11.266.864 m2
de área registrados
• 949 projetos registrados
• Inclusão de incentivos e políticas de construção ver-
de, um padrão voluntário para edifícios verdes
CATEGORIAS LEED
NC
CS
CI
EBOM
LEED for Schools
ND
Retail CI
HC
Retail NC
MÉXICO
0	 100	 200	300
CATEGORIAS LEED
CI
CS
NC
GUATEMALA
0	5	10
Fonte:WGBC
revistagbcbrasil.com.br 27jul/15
anuário GBC 2015
1.000
800
600
400
200
0
	 BRA 	 CAN 	 MEX 	 CHI 	 COL 	 PER 	 ARG 	 CRC 	 PAN 	 URU 	 GUA
REGISTRADOS ATÉ 2014
CERTIFICADOS ATÉ 2014
140
120
100
80
60
40
20
0
	 BRA 	 MEX 	 CAN 	 CHI 	 COL 	 CRC 	 PER	 PAN	 ARG 	 GUA 	 URU
REGISTRADOS EM 2014
CERTIFICADOS EM 2014
Líder global na fabricação de
películas de controle solar
e segurança para vidros
Acesse www.llumar.com.br
e encontre o representante mais próximo.
• Protegem sua família
• Conservam mobiliário e interiores
• Reduzem ofuscamento excessivo
• Melhoram a eficiência energética do ambiente
• Adicionam estilo à sua fachada
Bloqueia
mais de
99%
dos nocivos
raios UV
© 2013 Eastman Chemical Company. LLumar©
e o logotipo da LLumar©
são marcas comerciais da Eastman Chemical Company ou uma
de suas empresas subsidiárias. Tal como se utiliza neste documento,
® indica marca registrada somente dos EUA.
COMPARATIVO ENTRE OS PAÍSES. ATÉ 2014 E SOMENTE EM 2014
Fonte:WGBC
28 jul/15 rev/gbc/br
anuário GBC 2015
A contribuição dos “green buildings” pode fa-
zer a diferença diante da atual situação que o
Brasil vem passando quando se fala em con-
sumo de energia elétrica
Edificações no Brasil:
De “vilões” à principal solução
para a crise energética
E
videntemente que o
Brasil passa por um dos
principais desafios no
setor elétrico, uma crise
que tem causado con-
sequências bastante significativas
para a sociedade, meio ambiente e
economia do país. Muito se discute
quais são as medidas necessárias
para atravessar esta fase que atinge
o país inteiro.
Hoje, no Brasil, existem duas formas
básicas de se obter energia, que é
a produção de energia através de
mecanismos disponíveis na matriz
energética brasileira, como as hidro-
elétricas, termoelétricas, usinas nu-
cleares, dentre outros, ou otimização
racional do uso da energia disponí-
vel atualmente. A primeira solução
requer tempo e altos investimentos,
o que não resolveria a situação de
forma eficaz a curto e médio prazo,
além de contribuir para aumento das
tarifas de energia para o consumidor.
A solução mais adequada, de melhor
utilização da energia, é através de
projetos de eficiência energética, pois
estes necessitam de um investimento
menor obtendo resultados a curto e
médio prazo.
O movimento de construções eficien-
tes, tanto nas edificações residenciais
e comerciais, quanto industriais, ofe-
rece ao mercado a oportunidade de
responder a um dos desafios mais
importantes dos últimos tempos.
Através de soluções inovadoras que
visam à redução de energia elétrica
nas edificações bem como a gera-
ção de energia através de fontes al-
ternativas, privilegiando a eficiência
energética, será possível contribuir
fortemente com a mitigação do im-
pacto ao meio ambiente, economia
de recursos financeiros e a conscien-
tização da sociedade.
Visando a busca por melhores solu-
ções de eficiência energética o GBC
(Green Building Council) Brasil busca,
através parceiras com associações do
setor, agências reguladoras e órgãos
do governo, promover ações e cam-
panhas de incentivo para projetos de
construções sustentáveis como forma
de minimizar os impactos ambientais,
sociais e econômicos que a atual crise
vem causando ao país.
De acordo com dados do BEN 2015
(Balanço Energético Nacional), as
edificações no Brasil são considera-
das os “vilões na eficiência energé-
tica”, identificadas como a principal
demanda de eletricidade no país e
responsável por cerca de 50% no
consumo total. Todavia, através do
movimento de construção susten-
tável, onde a eficiência energética
desponta como um dos principais
temas, as edificações deixam de ser
apresentadas como grandes consu-
midores de energia, tornando-se a
principal solução do problema ener-
gético nacional.
Conforme estudo realizado pela ABES-
CO (Associação Brasileira das Empre-
sas de Serviços de Conservação de
Energia), somente em energia elétrica
há um desperdício anual no país de
52,6 TWh/ano em todos segmentos e
setores. Atualmente 50% do consumo
revistagbcbrasil.com.br 29jul/15
anuário GBC 2015
Prologis CCP Castelo 46
Rod. Pres. Castelo Branco, km 46 - Araçariguama/SP
Prologis CCP Cajamar III
Rod. Anhanguera, km 38 - Cajamar/SP
Prologis CCP Caxias
Avenida Beira Mar - Duque de Caxias/RJ
Prologis CCP Queimados
Rod. Presidente Dutra, km 200 - Queimados/RJ
UMA ESTRUTURA
DOTAMANHO
DO OBJETIVO
DA SUA EMPRESA.
EXCELENTE LOCALIZAÇÃO
E INFRAESTRUTURA
ALTO PADRÃO CONSTRUTIVO
GALPÕES ADEQUADOS
ÀS MAIS DIVERSAS
OPERAÇÕES LOGÍSTICAS
ATENDIMENTO GLOBAL
www.prologisccp.com.br
alugue@prologisccp.com.br
(11) 3018-6900
Condomínios logísticos de alto padrão.
30 jul/15 rev/gbc/br
anuário GBC 2015
brasileiro está em edificações, portan-
to 26,3 TWh é desperdiçado por pro-
cessos ineficientes ou obsoletos, que
equivale a mais de R$ 10 bilhões pa-
gos anualmente pelos consumidores
de forma desnecessária.
Para Rodrigo Aguiar, presidente da
ABESCO, um alinhamento de ações
entre o governo, agências e institui-
ções que atuam no setor energético é
primordial. “A ABESCO vem conver-
sando, desde o início deste ano, com
os diversos atores deste mercado e
procurando uniformizar agendas e
ações buscando este entendimento
para criação de políticas adequadas
ao setor. O país possui o PNEF – Pla-
no Nacional de Eficiência Energética,
que é um bom documento, mas é
apenas uma diretriz. Falta ser coloca-
do em prática dentro de uma visão de
curto, médio e longo prazo”, comple-
ta Aguiar.
Para corroborar com a implantação
de uma gestão eficaz, que agregue
valor ao projeto adotando políticas
operacionais coerentes, há uma
crescente mobilização de organiza-
ções e associações que trabalham
no incentivo a práticas de construção
sustentável e economia de energia
com objetivo de conquistar custos
operacionais atraentes e um menor
impacto ambiental.
Através de certificações que buscam
otimizar o uso de recursos naturais,
promover estratégias de regenera-
ção e restauração para edifícios já
existentes, minimizando as conse-
quências ambientais, faz com que a
construção de green buildings con-
tribua de forma muito positiva neste
momento de crise. Atualmente, as
certificações LEED no Brasil e o Selo
Procel Edificações e PBE Edifica, têm
ocupado um papel importante no
âmbito da construção de edificações
mais eficientes.
Atualmente são 252 edificações certi-
ficadas pelo LEED no Brasil e 11 edi-
ficações certificadas pelo Selo Procel
Edificações. De acordo com dados
do GBC (Green Building Council)
Brasil, considerando uma média de
economias comprovadas nestas
edificações é possível concluir que,
sem muitos esforços adicionais, as
edificações brasileiras apresentam
um potencial mínimo de redução de
mais de 30% no consumo de energia.
Ainda segundo o presidente da
ABESCO, a utilização de certifica-
ções é o caminho mais correto e
seguro, pois existem regras e uma
direção a ser seguida buscando a efi-
ciência em processos e a eliminação
de desperdícios. “Criar um arcabou-
ço de forma de contratação e de fi-
nanciamento dos investimentos é um
trabalho que a ABESCO vem elabo-
rando em parceria com alguns agen-
tes do governo e iniciativa privada. O
setor privado precisa criar a pressão,
portanto, a comunicação correta do
volume de desperdício, o potencial
de economia e a criação de linhas de
financiamento adequadas são pon-
tos essenciais para o sucesso deste
trabalho. Já para o setor público, a
medida ideal é a obrigatoriedade de,
num prazo pré-definido (7 anos, por
exemplo), todos prédios públicos no
país (esferas federal, estadual e mu-
nicipal) adquirirem o Selo A do Procel
Edifica”, afirma Rodrigo Aguiar.
Hoje, no país, existe a Norma Instru-
tiva 02/2014, que torna obrigatório o
PBE Edifica para edificações públi-
cas federais. De acordo com Renata
Falcão, superintendente da Eletro-
brás, o objetivo da norma é dispor re-
gras para a aquisição ou locação de
máquinas e aparelhos consumidores
de energia pela Administração Públi-
ca Federal direta, autárquica e fun-
dacional, e uso da Etiqueta Nacional
de Conservação de Energia (ENCE)
nos projetos e respectivas edifica-
ções públicas federais novas ou que
recebam retrofit. “Alguns benefícios
são esperados com a publicação
desta instrução, tais como: a redu-
ção do consumo de energia e dos
custos de operação das edificações
públicas federais; a antecipação do
Rodrigo Aguiar
Renata Falcão
revistagbcbrasil.com.br 31jul/15
anuário GBC 2015
Contudo, tão importante quanto à
evolução tecnológica no desenvol-
vimento de novos equipamentos, o
setor também evoluiu muito na área
de projetos e no uso e operação dos
edifícios. “Estimulamos também a
operação de forma eficiente, uma vez
que, a grande quantidade de consu-
mo irá ocorrer durante o uso e ope-
ração, pois no ciclo de vida de um
edifício, que é ao redor de 50 anos,
teremos 15% do valor total no projeto
e construção e 85% na operação e
alterações”, alerta Gameiro.
Para o cliente final é uma
redução de R$ 18 bilhões
onde o principal sistema
consumidor é o sistema
de climatização.
Considerando o total de energia elé-
trica disponibilizada no país, descon-
tadas as perdas, o consumo no Brasil
chega a 516,6 TWh (BEN-2015), sen-
do que 258 TWh, ou o equivalente a
R$60 bilhões são consumidas apenas
pelas edificações. Com a construção
de prédios eficientes, a redução no
consumo de energia é de cerca de
77,49 TWh, fomentado por uma po-
lítica pública integrada de eficiência
energética que englobe construção,
reforma e operação das edificações,
sem a necessidade grandes inves-
timentos adicionais garantindo um
payback significativo. Ou seja, pra-
ticamente o montante de energia
produzida pela Usina de Itaipu, se-
gundo levantamento realizado pelo
GBC Brasil. Tais medidas também
significariam reduzir em 65% o uso de
Termoelétricas, corroborando para a
redução de emissões poluentes bem
como economizando quantias finan-
ceiras relevantes aos cofres públicos.
No mercado é possível encontrar
diversas soluções e serviços espe-
cializados em eficiência energética,
sendo que as barreiras de mercado
como a falta de informação, visão
de curto prazo e falta de incentivos
podem facilmente ser superadas por
políticas públicas de fomento via in-
centivos intangíveis, mecanismos de
mercado, incentivos fiscais, financei-
ros e ao crédito além de legislação
de cunho mandatório.
Seguindo nesta direção foi desen-
volvido o EEGM (Mecanismo de
Garantia para Projetos de Eficiência
Energética), uma iniciativa apresen-
tada pelo Banco InterAmericano de
Desenvolvimento (BID) em parceria
com o Programa de Desenvolvimen-
to das Nações Unidas (PNUD), o Mi-
nistério do Meio Ambiente (MMA) e o
Fundo Global para o Meio Ambiente
(GEF) para contribuir na redução das
barreiras existentes nas operações
cumprimento da meta de etiqueta-
gem compulsória para as edificações
públicas, definida no Plano Nacional
de Eficiência Energética para 2021;
a adesão de outras esferas do po-
der público a estas disposições; e
a consequente indução do mercado
brasileiro de edificações de alta efici-
ência”, explica Renata.
Da mesma forma, o setor de fabrican-
tes de ar condicionado está ciente de
sua responsabilidade, uma vez que
os sistemas de climatização repre-
sentam 50% a 70% do consumo de
energia de uma edificação. “Assim
como fizemos na crise energética
em 2001, onde apresentamos ao
Governo Federal um documento com
sugestões, o setor está preparado
para atender essa demanda assim
como propor soluções e ideias para
reduzirmos drasticamente o consu-
mo de energia e água. A evolução
tecnológica já disponível no setor é
muito grande atingindo melhoras em
eficiência superiores a 40%”, afirma
Manoel Gameiro, Engenheiro e Vice-
-presidente de Eficiência Energética
da ABRAVA (Associação Brasileira
de Refrigeração, Ar-condicionado,
Ventilação e Aquecimento).
Para Gameiro, com a tecnologia
disponível hoje, é possível construir
edifícios que consumam 50% me-
nos energia que os convencionais.
Manoel Gameiro
32 jul/15 rev/gbc/br
anuário GBC 2015
de financiamento no mercado de
eficiência energética para edifícios
no Brasil. “Espera-se que o EEGM
aumente a eficiência energética dos
setores de edifícios comerciais e
públicos em cerca de 4 milhões de
MWh de eletricidade nos próximos
20 anos, gerando uma redução direta
de 2 milhões de toneladas equivalen-
tes de CO2 em emissões de gases
de efeito estufa durante o mesmo pe-
ríodo, com uma redução indireta de
emissões estimada em 9,6 milhões
de toneladas de CO2”, afirma Ludmi-
la Diniz consultora da PNUD e coor-
denadora técnica do projeto.
Em complemento ao EEGM foram ela-
borados modelos de diagnóstico ou
auditoria técnica de projetos de retro-
fit encaminhados para financiamento,
ferramentas estas desenvolvidas por
meio do diálogo com vários agen-
tes da eficiência energética no Brasil
(bancos, ESCOs, agentes públicos,
etc.) com vistas a facilitar o acesso a
financiamento de projetos de eficiência
energética. Ainda segundo Ludmila Di-
niz, a auditoria ou diagnóstico energéti-
co é a avaliação técnica preliminar que
define as principais oportunidades de
economia e medidas de melhor custo
benefício para a realização e financia-
mento do projeto.
A OTEC, responsável pela consul-
toria de diversas edificações, co-
merciais e industriais, pré-existentes
certificadas pelo LEED EBOM, vem
desenvolvendo um trabalho intensivo
na área de sustentabilidade e eficiên-
cia energética no país. É necessário
ter profundo conhecimento das insta-
lações prediais para prover um bom
projeto de eficiência energética. Com
um projeto correto, o resultado é al-
cançado facilmente. A certificação
LEED EB O&M, funciona como uma
mola propulsora de incentivo adicio-
nal à aplicação de medidas que pro-
movem a redução de custo operacio-
nal, não só de eficiência energética,
mas também associados aos demais
recursos como água, materiais e re-
síduos.
Para saber o potencial de redução
de consumo energético, é importan-
te entender o desempenho de cada
edificação como explica o fundador e
diretor de desenvolvimento da OTEC,
David Douek. “Os diagnósticos, de
maneira geral, permitem entender
esta dinâmica. No entanto, é impor-
tante considerar que, sem a respecti-
va aplicação de medidas de redução
de consumo energético, o diagnósti-
co limita-se à identificação de possi-
bilidades. É necessário o comprome-
timento do edifício com a prática para
se colher os resultados. De qualquer
forma, a nossa experiência tem dei-
xado muito claro que é muito difícil
encontrar um prédio que não tenha
potencial de redução de consumo
energético. Assim, um diagnóstico
permite quantificar este potencial.
Também é possível entender o im-
pacto financeiro de cada uma das
medidas a serem implantadas”.
O mercado de eficiência nas edifi-
cações possui vantagens sociais,
ambientais e principalmente econô-
micas. Em muitos casos a readequa-
ção energética, além de não envolver
grandes investimentos e, em todos
eles obter-se ótimos retornos econô-
micos, existem inúmeros benefícios
diretos e indiretos para o Governo,
iniciativa privada e sociedade.
Para o GBC Brasil, os proprietários
de imóveis devem se informar e estar
atentos ao fenômeno da crescente
conscientização dos ocupantes e
perda de competitividade perante os
novos empreendimentos que se dife-
renciam frente à eficiência operacio-
nal. Assim como o governo também
deve coordenar uma política pública
integrada mobilizando todos os Mi-
nistérios e Agências Reguladoras
para atuação alinhada com metas
audaciosas de eficiência energética
nas edificações brasileiras. Desta
forma, o país possuirá todas as con-
dições de superar os atuais desafios
energéticos tendo a eficiência como
principal solução.
Ludmila Diniz
David Douek
revistagbcbrasil.com.br 33jul/15
anuário GBC 2015
34 jul/15 rev/gbc/br
anuário GBC 2015
Outubro
Como se tornar um LEED GA (Green Associate) - Rio de Janeiro - 20 e 21/08
Paisagismo Sustentável e Técnicas Construtivas para Telhados e Paredes Verdes - São Paulo-
27 e 28/08
Agosto
Cursos GBC Brasil
Como se tornar um LEEDAP BD+C (Building Design + Construction) - São Paulo - 03 e 04/09
Referencial GBC Brasil Casa® - São Paulo- 14 e 15/09
Como se tornar um LEED GA (Green Associate) - São Paulo - 30/09 e 01/10
Setembro
Materiais Sustentáveis: LEED v3 e as novas demandas do LEED v4 - São Paulo - 01 e 02/10
Energias Renováveis em Edifícios Sustentáveis - São Paulo- 16/10
Como se tornar um LEEDAP BD+C (Building Design + Construction) - Porto Alegre - 16 e 17/10
Simulação Computaciona Termoenergética - EnergyPlus - São Paulo - 19, 20 e 21/10
Apoio:
Apoio:
Apoio:
gbcbrasil.org.br
Parceria:
revistagbcbrasil.com.br 35jul/15
anuário GBC 2015
O caminho para a
Construção Sustentável
passa por profissionais capacitados
Cursos com 98% de satisfação - Professores acreditados pelo LEED que atuam no mercado
36 jul/15 rev/gbc/br
anuário GBC 2015
A
cidade de São Paulo atravessa
uma das piores crises hídricas da
história, tendo que enfrentar um
dos maiores desafios no que tan-
ge o abastecimento de água na
cidade e região metropolitana. Me-
didas tomadas pelo governo como instalação de
novos sistemas, transposição de rios, despoluição e
proteção de mananciais requerem altos investimen-
tos e, consequentemente muito tempo para planeja-
mento e execução de obras, o que representa desa-
fios burocráticos, além da conciliação de interesses
entre municípios diversos, com sensíveis impactos
socioambientais. Isso fica claramente evidenciado
quando se fala da captação do volume morto em
Nazaré Paulista e Joanópolis, com investimentos de
R$ 80 milhões, bem como a transposição do Rio Pa-
raíba do Sul ao Sistema Cantareira com investimen-
to da ordem de R$ 500 milhões.
De acordo com dados divulgados pela SABESP
são produzidos 50,9 m³/s de água para abastecer
a região metropolitana de São Paulo, sendo que as
edificações residenciais, comerciais e públicas são
responsáveis por boa parte deste consumo.
Na RMSP, a Sabesp conta com oito sistemas pro-
dutores de água – Cantareira, Alto Cotia, Baixo Co-
tia, Guarapiranga, Rio Grande, Rio Claro, Alto Tietê
e Ribeirão da Estiva. São interligados por adutoras
de grande porte que compõem o Sistema Adutor
Prédios verdes
como solução
para a crise
hídrica no Brasil
Metropolitano (SAM), responsável pelo transporte
da água tratada até os reservatórios setoriais e,
deste ponto, para cerca de 20 milhões de pessoas
na Grande São Paulo. Com a queda vertiginosa do
volume armazenado do sistema Cantareira iniciada
em janeiro de 2014, uma das primeiras medidas
emergenciais adotadas foi a transferência de va-
zões de outros sistemas produtores para atender
regiões que, em condições normais, seriam abas-
tecidas somente pelo Cantareira, conforme dados
da própria Sabesp.
O desafio, no entanto é encontrar soluções céle-
res e econômicas para superar as dificuldades em
relação a este cenário, que preocupa a sociedade
como um todo e influencia o desenvolvimento eco-
nômico do país.
Hoje, a indústria da construção civil apresenta da-
dos significativos de impactos socioambientais,
sendo as edificações responsáveis por cerca de
21% do consumo de toda água tratada no Brasil,
número alarmante se identificarmos como princi-
pais razões para o alto consumo a ineficiência as
edificações do país que apresentam mau planeja-
mento, erros de projetos, falta de manutenção, falta
de capacitação em operação predial, falta de po-
líticas de fomento e informação frente a inúmeras
oportunidades com desdobramentos econômicos,
sociais e ambientais.
Através da mobilização de organizações e associa-
Um dos principais temas
debatidos na atualidade
no Brasil é o uso racio-
nal da água. Diante da
grave crise hídrica que
o país atravessa, com
elevados percentuais de
consumo de recursos
naturais, soluções sus-
tentáveis e econômicas
são prioridades tanto na
execução das edificações
quanto nas próprias
ações dos clientes consu-
midores de água.
revistagbcbrasil.com.br 37jul/15
anuário GBC 2015
ções, que vem crescendo cada vez mais no país, a busca por incentivos a
práticas sustentáveis tem sido medidas prioritárias que visam o uso racio-
nal da água bem como outras ações importantes para redução do impacto
ambiental. Em muitos setores da construção civil a presença do movimento
de construção sustentável, readequação energética e hídrica de edificações
existentes e certificação de edificações, como por exemplo, a certificação in-
ternacional LEED e o Selo Procel Edificações, tornou-se premissa unanime
nos novos empreendimentos e grandes retrofits.
Dentre as principais medidas adotadas para que se atinja um resultado posi-
tivo na gestão e consumo de água, está a criação de ações inovadoras e uti-
lização de materiais eficientes pelas organizações envolvidas neste setor. Um
exemplo disto é o Programa Deca PROÁGUA, lançado em julho de 2013 pela
Duratex/Deca, que visa reduzir o desperdício de água nas edificações, através
da mudança dos hábitos dos usuários e de uma série de ações planejadas,
com priorização da aplicação de produtos e dispositivos economizadores.
Segundo Osvaldo Barbosa de Oliveira Jr, engenheiro da Duratex/Deca, a prin-
cipal expectativa é esclarecer a sociedade que a eficiência no uso da água
no meio urbano só será de fato alcançada com a união entre a consciência
das pessoas e as ações e tecnologias voltadas ao tema. “As ações do Deca
PROÁGUA foram pensadas de tal forma a atingir os principais pontos onde
podem existir uso inadequado da água nos edifícios, quer seja por motivo
de desconhecimento das pessoas, quer seja por problemas que os produtos
e tecnologias instalados possam ocasionar. O primeiro projeto desenvolvido
sob o conceito do Deca PROÁGUA foi no Museu de Arte de São Paulo, o
MASP, onde com a troca de produtos convencionais por economizadores,
somados à capacitação da equipe de manutenção do museu, da instalação
de medidores de forma a setorizar o monitoramento do consumo e de ajustes
no sistema de ar condicionado, foi possível uma redução de mais de 40% no
consumo de água.Com isso a aplicação do conceito do Deca PROÁGUA trou-
revistagbcbrasil.com.br 37jul/15
anuário GBC 2015
38 jul/15 rev/gbc/br
anuário GBC 2015
a experiência de edificações novas e existentes,
certificadas pelo LEED no Brasil, foi possível apre-
sentar um potencial médio de redução no consumo
de água em torno de 40%, ou seja, 24 m³/s. Ado-
tando-se uma política integrada de uso eficiente de
água englobando construção, reforma e operação
de edificações, sem grandes investimentos e óti-
mas taxas de retorno, é possível devolver a região
metropolitana de São Paulo, quase UMA Cantareira
por ano. O volume de água potencialmente econo-
mizado é 77% do total do volume útil da Cantareira
(1,165 trilhões de litros), responsável pelo abasteci-
mento de água para 6,5 milhões de pessoas. Para
o cliente final é uma redução de MILHÕES de reais.
A necessidade da criação de uma política pública
integrada, que visa chamar a atenção das auto-
ridades públicas e líderes da iniciativa privada a
cerca das oportunidades dos projetos com foco
em eficiência no uso de água, deve ser pautada
em políticas e modelos de negócios que facilitam
a implementação destes projetos, compartilhan-
do resultados alcançados por cases de sucesso
no Brasil e ressaltando a contribuição dos green
buildings como parte importante da solução para
vencer os desafios hídricos do país.
Segundo Virginia Sodré, o país precisa de políticas
que incentivem as empresas, ao construírem edifí-
cios, a incorporar a redução do consumo de água
como item obrigatório, em contrapartida oferecen-
do redução de IPTU e isenção de impostos para
as empresas que fabricam equipamentos mais efi-
cientes. São exemplos de medidas que ajudariam
o governo a atingir os resultados em escala, e com
isso, reduzir a exploração de novos mananciais
cada vez mais distantes e evitando assim altos
investimentos que, consequentemente sairiam do
bolso do consumidor. “Se o governo criasse políti-
cas de incentivo, como está fazendo hoje com um
bônus, de 20%, que mostrou como é interessan-
te estimular a sociedade, ensinando o quanto se
pode ser eficiente quando se mexe no bolso das
pessoas, mas também quando são beneficiadas
elas trabalham para ajudar. É um exemplo claro
de como a gente precisa de políticas como essa.
Porém, só com o desconto temporário na conta,
eu não consigo ter o payback, mas se este estímu-
lo fosse contínuo conseguiríamos ter mais escala
nas ações, na busca dessas soluções. Se tiver uma
visão 360 graus o poder público vai entender que
precisa estimular essas ações”, pontua Virgínia.
consumo aumenta em 50%. Isto ocorre por várias
razões, mas o maior vilão é a falta de gestão”, des-
taca a especialista.
Sem grandes investimentos e
com ótimas taxas de retorno
conseguimos reduzir em até
40% o consumo médio de água
em nossas edificações.
Sem dúvida, a construção dos Green Buildings tem
muito a agregar e contribuir para o consumo racio-
nal de água, convertendo-se numa das vertentes
na busca por soluções eficazes no combate a cri-
se hídrica. Sem grandes investimentos adicionais,
os “prédios verdes” podem diminuir, em média, o
consumo de água em 30% a 50%, resultados extre-
mamente relevantes e fundamentais frente a atual
situação. Benefícios como capacitação dos pro-
fissionais do setor, conscientização dos usuários,
melhoria do bem estar e qualidade de vida, melho-
ria no aprendizado, diminuição dos custos opera-
cionais, valorização e diminuição do risco do inves-
timento, estímulo a políticas públicas de fomento,
geração de novos empregos e elevação do padrão
técnico do mercado são resultados concretos que
podem ser vistos através das práticas de constru-
ção sustentável. Além disso, todos estes fatores
proporcionam um ambiente saudável e adequado
para as pessoas desenvolverem suas atividades,
minimizando os impactos ambientais e preservan-
do os recursos naturais tanto na construção quanto
na operação, gerando resultados financeiros sus-
tentáveis para os negócios e promovendo o desen-
volvimento da sociedade.
Comparado a um baseline, a categoria Uso Efi-
ciente da Água tem como pré-requisito a redução
mínima de 20% no consumo de água, calculado
com base no consumo de uma edificação conven-
cional e pré-definida de acordo com os diferenciais
do projeto. No que tange à pontuação necessária
visando a certificação, reduzir em 50% ou eliminar
o uso de água potável na irrigação da edificação,
reduzir a produção de esgoto e o uso de água po-
tável, aumentar o desempenho no uso racional de
água em 30%, 35% ou 40% são práticas adicionais
requeridas.
Segundo o GBC (Green Building Council) Brasil,
entidade que regulamenta a certificação LEED
(Leadership in Energy and Environmental Design),
2014 fechou com 135 empreendimentos registra-
dos e 82 certificados com o selo. Considerando
xe redução de 20 a 30% para edifícios residenciais
e de mais de 40% para um edifício público, como o
MASP,” complementa o engenheiro.
A indústria brasileira evoluiu muito nos últimos anos
em relação à infraestrutura e materiais eficientes
disponíveis no mercado, afirma Virgínia Sodré, en-
genheira da Infinitytech, especialista em gestão e
uso racional da água. Para ela, em termos de me-
tais, o mercado possui hoje produtos tão eficien-
tes quanto os disponíveis nos países desenvolvi-
dos como a Alemanha e os Estados Unidos, e as
tecnologias estão cada vez mais acessíveis, tanto
na parte de tratamento de água quanto na dispo-
nibilidade de produtos eficientes com preços bem
menores se comparados há oito anos. “Atrelado a
isto, o importante é trabalhar com essas soluções
de forma casada. As soluções de engenharia e in-
fraestrutura devem vir de forma integrada para se
atingir a eficiência. Posso falar que houve um divi-
sor de águas com o Green Building Council, pois
ajudou a indústria a lançar novos produtos mais efi-
cientes, contribuindo para que as empresas do se-
tor começassem a pensar sobre a questão da água
com maior responsabilidade”, destaca Virgínia.
Para a especialista, o Green Building Council, atra-
vés da certificação LEED, tem uma visão muito
integrada em relação à gestão da água, o que con-
tribuiu fortemente para o desenvolvimento do mer-
cado, além da divulgação da eficiência do uso da
água nas edificações. Com a certificação, houve
uma disseminação maior desses conhecimentos.
“Como parte do Comitê do GBC Brasil, criamos o
primeiro curso, em 2009, sobre o Uso Racional da
Água na Construção Civil, que atraiu muitos pro-
fissionais justamente por abordar essa questão da
integração”, diz a especialista.
Gestão integrada é fundamental
Pensando em edificação sustentável, os green
buildings estimulam de várias formas a redução
do impactos socioambientais e econômicos. Exis-
te uma série de ações de engenharia e produtos
que buscam a adequação do edifício com o meio
ambiente, relata Virgínia Sodré. “O consumo de um
chuveiro corresponde de 35% a 40% do consu-
mo de uma edificação residencial. Se colocar um
redutor de vazão de 10 ou 12 litros por minuto, a
redução é de 30% a 40% sobre esse consumo de
água. Um dado da Sabesp: O consumo médio em
uma residência é de 150 litros pessoa/dia, se pas-
sar de uma residência para um edifício vertical esse
revistagbcbrasil.com.br 39jul/15
anuário GBC 2015
Plano de Segurança da Água
para Edificações e Indústrias
Tema também importante e de constante debate
no âmbito das certificações e práticas de uso ra-
cional da água é a preocupação com o tratamento
da água para captação e reuso. Segundo Marcos
d´Avila Bensoussan, presidente da SETRI, o Pla-
no de Segurança da Água para Edificações e In-
dústrias é uma ferramenta compreensiva para os
gestores das edificações poderem operar e tratar
os sistemas de água minimizando os riscos para
a saúde humana dos ocupantes do edifício e da
comunidade no entorno. Cada etapa do sistema de
água é avaliada e a captação de água de reuso é
muito importante, assim como todo o restante do
sistema de água. “Como dizemos, a captação da
água de reuso é o coração de todo o processo,
porque é ela que vai definir os passos seguintes,
desde o tratamento até os usos possíveis. É ava-
liando muito bem essa captação que seremos ca-
pazes de verificar quais perigos para a saúde estão
(ou não) sendo controlados e assim podemos pla-
nejar barreiras ou operações para minimizar todos
os perigos previsíveis”, completa Bensoussan.
No entanto, de acordo com o especialista, ainda
há muito que melhorar quando se pensa em uso
racional de água. São dois aspectos muito visa-
dos, o econômico e o impacto ao meio ambiente.
Contudo, a parte humana, ou seja, as consequên-
cias à saúde humana na interação com sistemas
de água ficam em segundo plano ou não são
considerados. “Muito se caminhou até agora em
sistemas mais eficientes, mais econômicos e mais
racionais, porém é necessário caminhar também na
direção da segurança da água que circula nos siste-
mas dos edifícios”, afirma o especialista.
Green Buildings e o PIB
Em 2013 a E&Y fez um estudo analisando o impacto
das edificações que buscam a certificação LEED no
PIB Nacional da Construção Civil e o resultado con-
cluiu que representa algo em torno de 10.5 %. Porém,
em termos de volume construtivo a participação das
edificações eficientes no uso da água ainda represen-
ta um percentual muito pequeno do mercado, estima-
do em menos de 3%.
40 jul/15 rev/gbc/br
anuário GBC 2015
C
onsolidado no Brasil desde 2007, o LEED é o principal selo
da construção sustentável em todo o mundo.
Através de seu sistema de classificação, de orientação glo-
bal, ele indica que um empreendimento que tenha obtido
o selo LEED, foi construído respeitando-se uma série de
normas e medidas, sejam de carater socioambiental, que
levam em conta o usuário final, os trabalhadores da construção e o respeito à
comunidade do entorno, sejam relacionadas mais especificamente a materiais
e tecnologias empregadas durante as obras.
Além de construir com base na sustentabilidade, são analisados todos os
processos da construção, o que inclui as ações realizadas antes, durante e
depois que a construção foi erguida.
O principal diferencial de um projeto certificado pelo LEED, além do reconheci-
mento e da credibilidade diante do mercado e da sociedade, tem a função de
comunicar de maneira clara os resultados obtidos. Isso encoraja o consumidor
no momento de decisão de compra ou locação do empreendimento, que se
apresenta comprovadamente com uma construção de qualidade. “A compra
de um imóvel, apesar de ser a maior aquisição na vida da maioria das pesso-
as, é geralmente realizada ‘às cegas’ no que se refere à eficiência energética,
uso de água e conforto térmico. A certificação surge para mudar isso”, declara
Sandra Pinho Pinheiro, sócia-diretora da Petinelli.
O processo de certificação tem sido de fundamental importância pois aju-
dam os clientes (ocupantes dos edifícios) a tomarem melhores decisões de
compra. O cliente médio, não consegue avaliar tecnicamente um edifício para
saber o seu desempenho, assim, a certificação é uma forma de se ter um
“parecer de especialistas” antes de tomar a decisão de compra ou locação.
Para auxiliar o processo de certificação de seus empreendimentos, a maioria
das empresas recorre ao serviços de uma consultoria especializada em pro-
cessos LEED. São elas que vão ajudar a validação e verificação dos dados
coletados garantindo a isenção ao processo. Essa avaliação do desempenho
ambiental do edifício realizada por uma terceira parte independente (não é
apenas uma auto-declaração que teria menor credibilidade) e que deve ter
uma grande credibilidade, garante ao cliente a lisura de todo o processo. Para
Anderson Benite, Diretor da Unidade de Sustentabilidade do CTE, “a certifica-
ção LEED tem um histórico de alto reconhecimento internacional e o Green
Building Council possui uma alta credibilidade por manter padrões elevados
de exigência e não dar abertura para flexibilizações que coloquem o processo
em dúvida.”
Pelo sistema LEED vigente, é necessária a obtenção de um mínimo de 40 pon-
tos (de um máximo de 110), bem como o atendimento a determinados pré-
-requisitos que são obrigatórios e variam entre as tipologias.
Eles são divididos entre 7 categorias:
	 Implantação Sustentável
	 Eficiência hídrica
	 Energia e Atmosfera
	 Materiais e Recursos
	 Conforto Ambiental
	 Inovação e projeto
	 Créditos Regionais
É feita uma análise diagnóstica para se ter a certeza de que um empreen-
dimento está apto a receber a certificação, de modo a verificar a viabilidade
economico-financeira o processo. Assim, avalia-se a possibilidade do projeto
atender aos pré-requisitos e ao mínimo de 40 pontos nos critérios do LEED.
“Acreditamos que deve-se analisar o Potencial Cliente de um empreendimento
para saber qual a melhor certificação, ou mesmo se é necessário. Não existe
uma receita pronta e igual para todos os tipos de construções. Este trabalho
junto ao cliente deve gerar valor para o Cliente e para o Investidor. Este mer-
cado já começou nas grandes cidades e conforme o consumidor for identifi-
cando, conhecendo e valorizando, este movimento irá se espalhar.” – Paola
Figueiredo, diretora do Grupo SustentaX
O processo d
revistagbcbrasil.com.br 41jul/15
anuário GBC 2015
Para que uma edificação adquira o selo LEED será preciso realizar o pedido
de certificação, que é o primeiro passo para obtê-la.
 Existem 8 modelos dife-
rentes de certificação, cada uma para um caso especifico, que geram um selo
dos seguintes selos:
LEED NC (New Constructions): Esse selo é voltado para novas cons-
truções e grandes projetos de renovação de edificações já existentes.
LEED ND (Neighborhood Design): Esta opção é para aqueles projetos
com o objetivo de desenvolvimento de bairros inteiros.
LEED CS (Core&Shell): O selo CS é para projetos de entorno das edifi-
cações e também para a parte central.
LEED CI (Commercial Interior): Projetos de interior ou edifícios comer-
ciais recebem essa certificação.
LEED EB_OM (Existing Building_ Operation&Maintenance): Ele foi
criado para iniciativas de manutenção de edifícios que já existem.
LEED Retail NC e CI: Foi criado para lojas de varejo.
LEED Schools: Foi desenvolvido para escolas e centros de ensino.
LEED Healthcare: Trata-se da opção de edificações desenvolvidas para
abrigar unidades de saúde.
O processo para solicitação inicia-se então com o registro junto ao USGBC.
Em seguida são exigidas a coleta de informações por todas as equipes partici-
pantes do projeto. Todas as atividades do projeto e a documentação de con-
formidade dos créditos, formulários, planilhas e documentação digital, como
projetos, memórias de cálculo, relatórios e registros fotográficos, etc são então
inseridas numa plataforma online de coleta de dados. Após a submissão de
toda essa documentação ela será analisada pelo GBCI, que vai revisar, checar,
podendo solicitar novas informações adicionais para esclarecimentos. Assim
que tiver sido concluída a análise, a equipe ainda pode solicitar a revisão ou
reavaliação de qualquer crédito individual. Uma vez finalizada e concluída a
análise, o projeto recebe então o nível de Certificação de acordo como a pon-
tuação atingida:
Certified: 40 a 49 pontos
Silver: 50 a 59 pontos
Gold: 60 a 79 pontos
Platinum: 80 a 110 pontos
A conclusão do processo pode se dar de 4 a 6 meses após a conclusão da
obra e envio da documentação.
O mais importante nesse caso tem sido verificar que, independentemente da
busca do reconhecimento através dos selos LEED, tem aumentado o interes-
se das empresas em aderirem ao modelo de construção sustentável. Essa
mudança significativa é a principal contribuição do processo de certificação
LEED para a maturidade do mercado e, de uma forma mais abrangente, que
contribui para o ambiente construído como um todo.
Para Eliza Mauro, Consultora de Sustentabilidade da Cushman & Wakefield,
“as estratégias de sustentabilidade, se forem bem geridas, não só reduzem
a pressão feita sobre os nossos recursos, como também os custos operacio-
nais. O ambiente de trabalho torna-se mais saudável e produtivo”.
a certificação
42 jul/15 rev/gbc/br
anuário GBC 2015
1º colocado em um ranking
de 32 estádios internacionais e
nacionais pelo Stadium Db com
134.000 votos
www.stadiumdb.com
revistagbcbrasil.com.br 43jul/15
anuário GBC 2015
CENTRO EMPRESARIAL SENADO - RJ
WT NAÇÕES UNIDAS - TORRES I E II TORRE III
PROJETANDO UM MUNDO
SUSTENTÁVEL
ARQUITETURA ARQUITETURA DE INTERIORES URBANISMO
44 jul/15 rev/gbc/br
anuário GBC 2015
A partir de uma visão do presidente da empresa,
Fábio Barbosa, em pesquisar quando eficiência
energética e sustentabilidade ambiental em edifi-
cações se uniam, a empresa começou a trabalhar
com o LEED. Após distribuir informações sobre a
Uma cultura sustentável
norma para toda a sua equipe estudar, marcou
uma reunião meses depois com estes funcionários
e com a equipe de projetos do antigo Banco Real
para apresentação de uma nova agência cujo de-
safio era fazê-la seguindo conceitos de sustenta-
bilidade. “Na época não se falava em construção
sustentável no Brasil. Nesta reunião mostramos à
equipe do banco que havíamos identificado e es-
tudado uma norma que poderia guiar o projeto de
construção no conceito estabelecido e que seria
reconhecido a nível internacional”, afirma Newton
Figueiredo, diretor presidente do Grupo SustentaX.
Juntos, Banco Real e SustentaX, decidiram con-
tinuar com o projeto pioneiro e, assim, em 2007,
a agência Granja Viana foi certificada como a pri-
meira construção sustentável da América Latina,
conquistando o LEED-NC (Novas Construções)
nível Prata.
No mesmo ano, a SustentaX prestou consultoria
para a pré-certificação do primeiro empreendimen-
to residencial na América do Sul, o Ecolife Indepen-
dência em São Paulo e, posteriormente, o Ecolife
Freguesia no Rio de Janeiro.
Ainda no segundo semestre de 2007, foi criada a
divisão PSSE - Projetos de Sustentabilidade Social
Empresarial, para trabalhar na minimização de ris-
cos sociais corporativos e também a HPGO – High
Performance Green Office, com o propósito de de-
senvolver ambientes de trabalho corporativos de
alta produtividade.
O
Grupo SustentaX, especia-
lizado em sustentabilidade
de negócios, empreendi-
mentos imobiliários, produ-
tos e serviços, iniciou suas
atividades em 1996 com
a criação da empresa Ally
Brasil e em seguida com a NewmarEnergia, que
projetou, comissionou, implantou e operou a pri-
meira central de energia em horário de ponta a gás
natural do Brasil, no Hotel Renaissance, em São
Paulo, tornando-se uma empresa especializada em
Gestão Energética Integrada.
Em 2006, a Ally Brasil entrou na área de sustenta-
bilidade de edificações, alterando seu nome para
SustentaX.
SustentaX
A Primeira Certificação
revistagbcbrasil.com.br 45jul/15
anuário GBC 2015
Em 2008, depois de dois anos de trabalho, a
SustentaX licenciou os primeiros produtos sus-
tentáveis, com o Selo SustentaX de Garantia de
Qualidade e Sustentabilidade para o mercado de
construção civil. O Selo trouxe para o mercado da
construção civil novos parâmetros para a avaliação
da sustentabilidade de produtos, com o objetivo de
atestar produtos produzidos com responsabilidade
socioambiental e qualidade comprovada por meio
de testes específicos e normas.
De acordo com a geógrafa e diretora do Grupo, Pa-
ola Figueiredo, os produtos, materiais, equipamen-
tos e serviços rotulados pelo Selo SustentaX são
analisados pelos critérios de Salubridade, Qualida-
de, Responsabilidade Social, Responsabilidade Am-
biental, Economia, Segurança, Comunicação com o
consumidor e Regularização jurídico-fiscal. “A ava-
liação se dá de forma transparente, sendo que todas
as etapas, desde a criação do programa de rotu-
lagem de cada produto, até a conclusão dos seus
respectivos materiais de divulgação, são validadas
de forma aberta no site do Selo SustentaX por meio
de consulta às partes interessadas”, afirma.
Em 2010, os procedimentos passaram a incorpo-
rar a orientação governamental para compras sus-
tentáveis. Assim, as avaliações dos produtos para
rotulagem do Selo SustentaX, passaram a incor-
porara as novas normativas relativas às compras
governamentais sustentáveis, como por exemplo a
IN 01/10 da SLTI/MPOG.
O Grupo SustentaX, também em 2008, passa a ofe-
recer a seus clientes, por meio da ECSus – Estra-
tégias Corporativas Sustentáveis, uma metodologia
pragmática para incorporar o tema sustentabilidade
empresarial no planejamento estratégico dos negó-
cios com visões de curto, médio e longo prazo.
O Brasil tem uma das populações mais preocupa-
das do mundo com as consequências das mudan-
ças climáticas e disposta a contribuir para melhoria
da qualidade de vida. As grandes corporações
já praticam ações socioambientais. A novidade é
que, cada vez mais frequente, essas ações farão
parte do planejamento estratégico visando a ren-
tabilidade e perenidade dos negócios. Serviços de
qualidade, com bom preço e ótimo atendimento
não serão o bastante.
Será preciso, também, que sejam produzidos por
empresas que demonstrarem relacionamentos
éticos, responsáveis com as questões sociais e,
principalmente, ambientais e com a melhoria de
qualidade de vida dos clientes.
Selo SustentaX
Sustentabilidade Pública e Corporativa:
•Avaliação da Sustentabilidade Corporativa;
•Plano para Gestão Estratégica da Sustentabilida-
de Corporativa;
•Plano de Comunicação Responsável com o Con-
sumidor;
•Programa de ecoeficência, redução e compensa-
ção sustentáveis de Gases de Efeito Estufa;
•Desenvolvimento de programas de mitigação de
riscos sociais corporativos.
Sustentabilidade Urbana e de Empreendi-
mentos:
•Sustentabilidade de empreendimentos novos e
existentes;
•Certificação de gestão sustentável de facilities;
•Otimização do desempenho energético e etique-
tagem de edificações;
•Desenvolvimento de ambientes corporativos de
alta produtividade;
•Concepção, implantação e operação de centrais
de geração de energia e utilidades.
Sustentabilidade de Produtos e Serviços:
•Rotulagem de sustentabilidade de produtos;
•Análise e avaliação de qualidade e sustentabilida-
de de materiais, produtos e equipamentos;
•Avaliação, formatação e implementação de sus-
tentabilidade em serviços;
•Planejamento, implantação e avaliação de sus-
tentabilidade de eventos;
•Programa de Sustentabilidade para fornecedores
e prestadores de serviços.
Serviços para todos
os segmentos
46 jul/15 rev/gbc/br
anuário GBC 2015
2007•	 Primeira certificação LEED da América Latina,
com a agência do Banco Real em Cotia, SP
2009•	 Passa a atuar junto à Casa Cor
•	 Lança o ‘Guia SustentaX de Comunicação
Responsável com o Consumidor’
2010•	 Reconhecido como uma das ‘50 Empresas
do Bem’, pela revista IstoÉ
•	 Contratada para assessorar o governo do
Distrito Federal em relação aos requisitos de
sustentabilidade urbana e de edificações para
a criação do novo bairro da capital: o Setor
Habitacional Noroeste
•	 Prestou consultoria para a certificação dos
escritórios da Braskem, da Unilever, do GBC
Brasil, além da Torre A do Complexo Rocha-
verá e do Parque Logístico Imigrantes Bracor.
Uma história de conquistas
•	 Em parceria com a ITC – Inteligência Empre-
sarial da Construção, criou o Prêmio de Sus-
tentabilidade
•	 Convidada a integrar as entidades que par-
ticipam do corpo de jurados do Prêmio
Fundação COGE na categoria de Ações de
Responsabilidade Ambiental, junto com a
ABEPPOLAR, CNDA, FIESP e FIRJAN.
2011•	 Condomínio CYK, conquista a 1ª certificação
LEED de Operação e Manutenção, no Brasil;
escritório do Banco Votorantim e o supermer-
cado do Pão de Açúcar na Vila Clementino
também foram certificados pelo critério LEED,
todos com projeto de sustentabilidade da
SustentaX
•	 Cria uma nova metodologia, intitulada Desen-
volvimento Integrado de Empreendimentos
Sustentáveis (D.I.E.S)
•	 Selo obtém o reconhecimento internacional
de sites especializados: norte-americano
(Ecolabelindex.com) e europeu (Brandosco-
pe.com)
•	 Estabeleceu convênio com a Associação de
Compras da Construção Civil no Estado de
São Paulo (Compracon)
2012•	 O edifício sede da Editora Abril, a indústria
Mate Leão, a Torre D do Complexo Rochave-
rá, a Universidade do Hambúrguer do McDo-
nalds e o estúdio e almoxarifado IJ da Record
foram certificados.
2013•	 Apresenta o projeto "Residência Sustentável"
2014•	 Lança livro que retrata o trabalho desenvolvi-
do no projeto "Residência Sustentável"
•	 Conquista a primeira certificação de Opera-
ção e Manutenção na América do Sul para a
fábrica da Coca-Cola, em Manaus
©AnaMello
©CBRE
©Sustentax
46 jul/15 rev/gbc/br
anuário GBC 2015
revistagbcbrasil.com.br 47jul/15
anuário GBC 2015
Incorporadora responsável: Ilha Pura 01 Empreendimento Imobiliário S.A.: Avenida Olof Palme, s/nº-, Lote 2, PAL 30.613, Rio de Janeiro (RJ). Memoriais de Incorporação
registrados sob o R-3 e AV-6 da matrícula nº- 384.067, o R-3 e AV-7 da matrícula nº- 384.183, o R-3 e AV-6 da matrícula nº- 384.066, o R-3 e AV-9 da matrícula nº- 384.070,
o R-3 e AV-6 da matrícula nº- 384.075, o R-3 e AV-6 da matrícula nº- 384.074 e o R-3 e AV-6 da matrícula nº- 384.190, todas do Cartório de 9º- Ofício de Registro de Imóveis
da Capital do Estado do Rio de Janeiro. Projeto de Arquitetura: Raiar Arquitetura-CREA 30739D RJ. PRPA: Maísa Tude Machado - CAU-RJ 114926-1 e Maria Idalina
Monteiro dos Santos Gatti - CAU-RJ 3248-4. Engenheiro responsável pela obra: Mauricio Cruz Lopes – CREA: 0511374321.
REalização E constRução:REalização, constRução, pRopRiEdadE
E dEsEnvolvimEnto uRbano:
Venha conhecer: Av. sAlvAdor Allende, 3.200
BArrA dA TijucA | rio de jAneiro
www.ilhApurA.com.Br
Respeito ao meio ambiente e às futuras
gerações. Características marcantes da
Carvalho Hosken e Odebrecht Realizações
Imobiliárias, que estão juntas pela primeira
vez para criar uma verdadeira cidade
sustentável no Rio de Janeiro.
Ilha Pura reúne as principais tendências
urbanísticas do mundo em um projeto que
respeita e preserva a natureza em todas
as suas etapas e se transforma em um dos
maiores legados dos jogos de 2016.
QuandO sustentabIlIdade
e tRansfORmaçãO
se enCOntRam, um baIRRO
PlaneJadO de altO PadRãO
dá lugaR a uma veRdadeIRa
CIdade sustentável.
Foto da lagoa da Barra da tijuca
aimagemdaregiãoémerareferênciaparalocalizaçãodoempreendimento.imagemmeramenteilustrativa.
sustentabilidade
transformação
-
48 jul/15 rev/gbc/br
anuário GBC 2015
O
s números de certificações no
mundo crescem de forma ace-
lerada e no Brasil isso não é
diferente, pois segue uma mu-
dança cultural que vem acon-
tecendo no mundo no sentido
da conscientização.
“Já não é mais possível desenvolver qualquer pro-
duto sem dar respostas às preocupações ambien-
tais, como a escassez de água, energia e outros
recursos naturais, além, é claro, dos altos e cres-
centes custos desses recursos para os seus usu-
ários”, afirma Anderson Benite, Diretor da Unidade
de Sustentabilidade do CTE. Na concepção de
edifícios, isso não é diferente e ainda é mais crítico
pois uma enorme parcela do consumo de recursos
naturais é utilizado nas edificações (tanto na cons-
trução quanto durante seu uso).
Nesse sentido, as certificações passaram a ganhar
cada vez mais força, pois são uma forma de com-
provar que a edificação tenha um desempenho
ambiental realmente eficiente.
O processo de certificação tem sido de fundamen-
tal importância pois ajudam os clientes (ocupantes
dos edifícios) a tomarem melhores decisões de
compra. O cliente médio, não consegue avaliar
tecnicamente um edifício para saber o seu desem-
penho, assim, a certificação é uma forma de se ter
um “parecer de especialistas” antes de tomar a de-
cisão de compra ou locação.
Considerando-se que existe uma dificuldade de
se ampliar a escala das certificações de forma a
englobar a imensa maioria dos edifícios, atualmen-
te, a certificação ainda acontece em uma pequena
parcela dos edifícios existentes ou em construção
e por empreendedores que acreditam nisso como
um diferencial do ponto de vista comercial (o que já
foi comprovado por diversas pesquisas).
“Acredito que o Brasil está no sentido certo e, in-
clusive, já desponta entre os 5 países com mais
certificações LEED no mundo. No entanto, faltam
mecanismos para incentivar esse crescimento de
forma acelerada” aponta Anderson.
Requisitos legais, sejam municipais, estaduais ou
federais que impliquem em uma pressão para se
desenvolver empreendimentos sustentáveis da-
riam celeridade nesse sentido. Além disso, meca-
nismos de incentivos financeiros (abatimento de
impostos, taxas de financiamento diferenciados,
etc.) para empreendimento sustentáveis ajudariam
a viabilizar os investimento adicionais necessários
em tecnologias (ex. aquecedores solares, sistemas
de reuso, etc.), incentivando o mercado.
O início, os anos 1990 a 2000
O CTE iniciou suas atividades em território nacional
desde 1990, desenvolvendo metodologias e tec-
nologias para a melhoria da gestão das empresas,
dos empreendimentos e das obras, estimulando e
promovendo a produtividade, a competitividade, a
CTE: pioneira e líder
em certificações LEED
Com mais de 24 anos de história e especializada em quali-
dade, tecnologia, gestão, sustentabilidade e inovação para o
setor da construção, o CTE - Centro de Tecnologia de Edi-
ficações é uma empresa de consultoria e gerenciamento res-
ponsável por mais de 100 certificações LEED no Brasil.
revistagbcbrasil.com.br 49jul/15
anuário GBC 2015
cultura diferenciada e o crescimento sustentável da
cadeia produtiva da construção.
Com uma diretriz básica de desenvolver um trabalho
aplicado à realidade da construção civil brasileira
com foco em tecnologias construtivas inovadoras,
ampliou seu foco para o desenvolvimento de meto-
dologias para implantação de sistemas de gestão
da qualidade e levou os conceitos da melhoria con-
tínua para as empresas brasileiras da construção.
Além disso, capacitou centenas de empresas e
profissionais, criando referências bibliográficas nos
temas qualidade, gestão e tecnologia.
Novo milênio, novos desafios
A história do CTE no que diz respeito aos proces-
sos de certificação remontam ao início dos anos
2000. Criando metodologias inovadoras de ge-
renciamento, planejamento e monitoramento de
projetos e obras, a empresa passou a investir no
desenvolvimento de softwares e aplicativos para a
construção AutoDoc, apontando a WEB como ins-
trumento do futuro.
Também pesquisou os conceitos de sustentabili-
dade e se antecipou no desenvolvimento de me-
todologias de gestão ambiental, sendo uma delas
a do Green Building. Foram criadas competências
com equipe de especialistas para a condução de
empreendimentos sustentáveis para diferentes ti-
pos de edificações, bem como nas áreas de estru-
turação e gestão de negócios imobiliários, promo-
vendo parcerias entre incorporadores, construtores
e fundos de investimento.
O CTE ainda promoveu vários encontros durante a
primeira década dos anos 2000, criando relaciona-
mento entre as empresas e profissionais do setor
com o objetivo de refletir sobre desafios e novas
oportunidades do mercado.
Em 2006 o CTE iniciou os primeiros trabalhos de
consultoria LEED por uma demanda de incorpo-
radores internacionais que queriam a certificação
LEED, que já tinham em seus edifícios no exterior,
fosse também aplicada em seus novos edifícios
que seriam construídos no Brasil.
“A partir disso, o CTE desenvolveu uma série de
estudos técnicos junto aos clientes para comprovar
que era possível sim obter tal certificação no Bra-
sil, convencendo-os e, a partir desse ponto com-
plementamos nossas competências e passamos
a fornecer mais esse serviço em nosso portfolio”
relembra Benite.
A esta altura, o CTE já trabalhava com sustentabili-
dade em diversos projetos de consultoria para cer-
tificação ISO14001 (norma que tem como foco o a
gestão ambiental) e já tinha ampla experiência em
processos de certificação ISO9001, OHSAS18001,
dentre outras.
Os primeiros registros de certificação LEED no
Brasil, realizados no ano de 2006, foram feitos pelo
CTE. Dos quatro projetos registrados naquele ano,
dois eram clientes do CTE, sendo que um deles, o
Eldorado Business Tower, foi o primeiro LEED Pla-
tinum do Brasil, certificado em 2009.
O CTE foi pioneiro na certifi-
cação no Brasil e iniciou seus
primeiros trabalhos de con-
sultoria LEED em 2006
Anderson Benite
Os anos 2010 até hoje
Durante a década seguinte, foram os anos de apri-
moramento de conhecimentos na área de inovação
e tecnologia da construção envolvendo os vários
agentes da cadeia produtiva da construção.
Novas metodologias e programas de capacitação
de empresas da construção para atendimento à
norma de desempenho foram criadas e a empresa
passou a atuar também em consultoria na área de
desenvolvimento urbano sustentável e em consul-
toria para certificação de materiais sustentáveis.
Desenvolveu e implantou metodologia para presta-
ção de serviços de comissionamento de sistemas
prediais e gestão da operação de empreendimen-
tos sustentáveis.
Em 2012 o CTE criou a plataforma EnRedes – En-
contros e Redes da Construção, visando promover
a criação de redes de relacionamento, negócios,
conhecimento, inovação e sustentabilidade entre
as empresas da cadeia produtiva da construção.
Em 2015, o CTE alcançou o 100º empreendimento
certificado LEED, o Edifício Paulista Star, LEED Sil-
ver (Core & Shell). Até hoje, já foram mais de 130
empreendimento em diversas tipologias nos refe-
renciais do LEED, AQUA e Procel, sendo 110 só
no LEED.
A tendência que se verifica atualmente é de um
crescimento constante do mercado de Greenbuil-
ding. “Isso será fruto do nível crescente de cons-
cientização das pessoas, cada vez mais acelerado,
seja por seus valores ou por um maior acesso às
informações na era digital ou ainda por estarem
sentindo na pele os impactos de séculos de des-
caso com o tema (falta de água, falta de energia,
tarifas estratosféricas, mudanças climáticas, pro-
blemas de saúde, etc.). Enfim, a sustentabilidade é
um caminho sem volta” conclui Anderson.
+de 130
certificações
em diversas
tipologias
110no LEED
50 jul/15 rev/gbc/br
anuário GBC 2015
O CTE oferece consultorias e serviços em quatro
áreas:
1) Sustentabilidade
Consultoria para o desenvolvimento de empre-
endimentos sustentáveis de alta performance,
com proposição das melhores soluções técni-
cas e introdução de inovações tecnológicas nos
projetos, nas atividades de obra e no período de
operação e manutenção predial.
2) Inovação & Tecnologia
Consultoria para atendimento à norma de de-
sempenho NBR 15575 e para implantação de
processos de gestão da inovação na produção,
no desenvolvimento de produtos e de novas
soluções tecnológicas, para aumentar as vanta-
gens competitivas, a produtividade e o desem-
penho das empresas e de seus materiais, siste-
mas construtivos e empreendimentos.
3) Qualidade & Processos
Consultoria para melhoria contínua da gestão
empresarial, buscando aumentar a eficiência dos
processos e a eficácia na obtenção dos resulta-
dos desejados, a fim de promover a qualidade,
responsabilidade socioambiental, produtividade
e competitividade e gerar valor para os negócios
da empresa e seus clientes finais.
4) Gerenciamento de Projetos & Obra
Gerenciamento de projetos e obras e assesso-
ria no desenvolvimento de negócios imobiliários
para minimizar riscos técnicos e garantir os me-
lhores resultados para investidores, incorpora-
dores, construtores, proprietários de imóveis e
demais agentes do mercado.
	
Proven Provider
CTE é acreditado pelo USGBC/GBCI como “Pro-
ven Provider para LEED BD+C (New Construction
e Core and Shell)” pela excelência na qualidade da
documentação de certificação de seus projetos.
O programa LEED Proven Provider foi criado para
premiar organizações que demonstram um desem-
penho bem-sucedido e consistente na submissão
de documentos de certificação de alta qualidade e
livres de erros.
O CTE é a primeira empresa brasileira e a primeira
empresa fora dos EUA a receber esse título
“ACREDITO QUE
O BRASIL ESTÁ NO
SENTIDO CERTO
E, INCLUSIVE, JÁ
DESPONTA ENTRE OS
5 PAÍSES COM MAIS
CERTIFICAÇÕES LEED
NO MUNDO. NO
ENTANTO, FALTAM
MECANISMOS PARA
INCENTIVAR ESSE
CRESCIMENTO DE
FORMA ACELERADA”
Anderson Benite,
CTE
9certified
37silver
48gold
6platinum
*Atualizados até jun/2015
CTE
em números das
100certificações*
1%ND
26%NC
4%EBO&M
55%CS
14%CI
revistagbcbrasil.com.br 51jul/15
anuário GBC 2015
2008
Delboni Auriemo Dumont Villares
Morgan Stanley
2009
Eldorado
Complexo WTJK Torres 1 e 2
Mc Donalds Riviera
Ventura Torre Leste
2010
Complexo WTJK Torre SP
Boehringer
CARN Edifício Demini
CARN Edifício Padauiri
Confidencial
Edifício Jatobá
Centro de Desenvolvimento Esportivo Finasa
2011
Vale Águas Claras
CD Avon Cabreúva
Azul Seguros
Kraft Food
Ventura Torre Oeste
Agência Bradesco Perdizes
2012
Rio Office Tower
Interface
Porto Brasilis
Cosan
Eco Berrini
I Tower
Einstein Perdizes
Data Center Vivo
Morumbi Business Center
Edifício Marques dos Reis
BB Pitiruba
Infinity
Barclays
Center Anel Bloco ADM
Center Anel Bloco A
Center Anel Bloco B
Center Anel Bloco C
GR Jundiaí Bloco 100
GR Jundiaí Bloco 200
GR Jundiaí Bloco 300 Administrativo
Stora Enso
2013
Pátio Malzoni
Faria Lima 4.440
Venâncio Green
Complexo WTJK Bloco E
Complexo WTJK Bloco D
GR Campinas 1 Galpão
GR Campinas 1 Administrativo
Garagem Urubupungá Administrativo
Garagem Urubupungá Manutenção
Goldman Sachs
The One
Centro Empresarial Senado
SESC Sorocaba
Venezuela 43
BD Retrofit SP Office
Alstom Power Aerogeradores
Centro Corpotativo Villa Lobos
Fecomércio
City Tower
SAS São Paulo Office
JK 1600
Alvino Slaviero
Complexo WTJK Torre 3
Google SP Pátio Malzoni
GR Campinas 2 Administrativo
Edifício Cidade Jardim
2014
FL Corporate
ABN AMRO
B2W Sacadura Cabral
Google SP 17th Pátio Malzoni
Edifício Manchete
BB Agência Messejana
Museu de Arte do Rio
Bunge Atrium Faria Lima Fase 2
Arena Pernambuco
Estádio Maracanã
EOSP Edifício Odebrecht SP
FL 3500
Bunge Atrium Faria Lima Fase 1
Data Center Santander Administrativo
Estádio Mineirão
Shopping Jardim Guadalupe
Parque Ana Costa
Data Center Santander Sul
Data Center Santander Norte
Estádio Beira-Rio
Green Towers Brasília Torre Sul
Unilever CD
Unilever Portaria
Unilever Descaracterização
Unilever Apoio Motorista
Edifício Corporate Plaza
Sky Corporate
Vila Olímpia Corporate Torre A
Vila Olímpia Corporate Torre B
Edifício Neo Corporate
Parque da Cidade Pré-certificação
Olímpia R. Yazbek
Paulista 2028
Praça Faria Lima
2015
Paulista Star
52 jul/15 rev/gbc/br
anuário GBC 2015
Economia no consumo total de água nos 100 pro-
jetos certificados (com exceção do LEED ND), em
comparação a edificações convencionais:
Nos dispositivos sanitários
(torneiras, bacias sanitárias,
mictórios e chuveiros):
12.700,91 m³/mês
Equivalente a aproximadamente 5 piscinas olímpi-
cas (cada piscina contém 25.000 m³)	
Equivalente a aproximadamente 500 caminhões-
-pipa (cada caminhão contém 25 m³)	
					
				
Na irrigação do paisagismo:
61.218,34 m³/mês
Equivalente a aproximadamente 24,5 piscinas olím-
picas (cada piscina contém 25.000 m³	
Equivalente a aproximadamente 2.450 caminhões-
-pipa (cada caminhão contém 25 m³)		
					
	
Nos dispositivos sanitários
e irrigação do paisagismo:
73.919,25 m³/mês
Equivalente a aproximadamente 29,5 piscinas olím-
picas (cada piscina contém 25.000 m³)
Equivalente a aproximadamente 2.950 caminhões-
-pipa (cada caminhão contém 25 m³)
Economia no consumo de água potável nos 100
projetos certificados (com exceção do LEED ND),
em comparação a edificações convencionais
(com o uso de água não potável)	
Nos dispositivos sanitários (torneiras, bacias
sanitárias, mictórios e chuveiros):
21.286,36 m³/mês		
Equivalente a aproximadamente 8,5 piscinas olímpi-
cas (cada piscina contém 25.000 m³
Equivalente a aproximadamente 850 caminhões-
-pipa (cada caminhão contém 25 m³)		
					
				
Na irrigação do paisagismo:
104.697,54 m³/mês	 	
Equivalente a aproximadamente 42 piscinas olímpi-
cas (cada piscina contém 25.000 m³	
Equivalente a aproximadamente 4.200 caminhões-
-pipa (cada caminhão contém 25 m³)	
	
Nos dispositivos sanitários e
irrigação do paisagismo:
125.983,90 m³/mês		
Equivalente a aproximadamente 50,5 piscinas olím-
picas (cada piscina contém 25.000 m³)
Equivalente a aproximadamente 5.050 caminhões-
-pipa (cada caminhão contém 25 m³)		
					
					
			
Economia no consumo total de energia nos 100
projetos certificados (com exceção dos LEED ND,
EB e CI), em comparação a edificações conven-
cionais				
Economia:	
11.191.794,78 kWh/mês		
Equivalente ao consumo de, aproximadamente,
44.770 residências de médio padrão
				
		
Dados de resíduos sólidos dos 100 projetos
certificados		
Mais de 511.145 m³
dos resíduos sólidos gerados nos canteiros dos
100 projetos certificados foram destinados para re-
ciclagem ou reaproveitados na obra		
	
Equivalente a 76,5%
do total de resíduos gerados
nos 100 projetos certificados	
Equivalente a geração mensal de resíduos sólidos
urbanos de um município com 730.200 habitantes
(Ex: São Bernardo do Campo)	 		
				
CTE
ECONOMIA das
100certificações*
Dados de água, energia e
resíduos sólidos dos 100
projetos certificados
revistagbcbrasil.com.br 53jul/15
anuário GBC 2015
54 jul/15 rev/gbc/br
anuário GBC 2015
F
undada em 1917, em Nova York, a Cushman & Wakefield é a
maior empresa privada de serviços imobiliários comerciais do
mundo, com aproximadamente 16 mil colaboradores e 250 es-
critórios em 60 países. Na América do Sul possui escritórios no
Brasil (sede da região), na Argentina, na Colômbia, no Peru e
no Chile. A C&W oferece uma gama completa de serviços para
todos os tipos de propriedade, incluindo consultoria Green Building: avalia-
ções e rastreamento de baseline, soluções em operações e manutenção, ges-
tão de energia, aquisição de produtos e serviços, Gestão de projetos, Serviços
de transações e Certificado de construção, no qual inclui-se o LEED.
Na opinião da arquiteta Eliza Mauro, Consultora de Sustentabilidade da C&W,
o mais importante da certificação LEED é definir os parâmetros do que se-
ria uma construção sustentável de forma global. “Esses parâmetros podem
ser atendidos em qualquer parte do mundo. Aqui no Brasil, como em outros
lugares, existe um trabalho de adequação para as peculiaridades locais, o
que faz a certificação LEED ter mais sentido em diferentes realidades. Mas no
final, o objetivo é sempre o mesmo: a definição de parâmetros sustentáveis
que podem ser aplicados e comparados com projetos de qualquer lugar do
planeta”, afirma.
A C&W trabalha com consultoria de certificação LEED desde que o assunto
começou a ser levantado no Brasil, em 2007. A empresa ainda é membro
fundador do GBC Brasil, sendo uma das pioneiras no mercado brasileiro de
consultoria de construção sustentável.
Ainda segundo Eliza, um novo empreendimento que deseja a certificação
LEED, deve ter seu projeto desenhado pensando na economia de energia,
água e recursos. Os materiais aplicados devem apresentar características
sustentáveis, como conteúdo reciclado, regional, rapidamente renovável e
reuso Os projetos luminotécnico, de ar condicionado, automação, elétrica,
hidráulica e arquitetura, devem exceder a eficiência definida pelas normas que
o LEED se apoia. Devem também prezar a qualidade do ar interna no empre-
endimento, além da etapa de construção que deve ser o menos impactante
possível ao meio ambiente.
Serviços
Gestão de Contas Corporativas
Locação de imóveis comerciais e industriais
Avaliação
Gerenciamento de Avaliação
Avaliação de Negócios
Continuidade de Negócios e Gerenciamento de Riscos
Práticas de Incentivos de Negócios
Gestão Financeira para Portfólios Imobiliários
Corretagem-brokerage
Gestão de Instalações
Análise e Estudos
Serviços Globais em Mercado de Varejo
Soluções Globais para Cadeias de Suprimentos
Green Building (Sustentabilidade e Certificações Ambientais)
Consultoria em Serviços Industriais
Investimentos Imobiliários
Estruturação de Operações Imobiliárias
Compra e venda de Imóveis Comerciais e Industriais
Administração de Locações Comerciais
Análise de Disputa & Suporte a Litígio
Soluções em Plataformas para Escritórios
Gestão e Avaliação de Portfólio
Gestão de Projetos (Project Management)
Gestão e Operação de Propriedades
Imposto sobre Imóveis
Consultoria de Imóveis de Varejo
Imóveis de Varejo
Investimentos - Vendas e Aquisições
Estruturação Financeira
Representação de Inquilinos
Transações e Investimento
Gestão de Negociações Comerciais
Avaliação Para Relatório Financeiro
Acesso a Mercados Mundiais
Cushman & Wakefield
10 milhões de metros
quadrados de propriedades
com a certificação LEED
revistagbcbrasil.com.br 55jul/15
anuário GBC 2015
Sérgio
Mendes
Diretor de Sustainable
Construction and Pro-
ject Management da
Cushman&Wakefield
Quais as grandes questões do mercado de
certificações?
Sergio Mendes. O maior desafio atualmente no
mercado de certificações sustentáveis é a falta de
conhecimento, consciência e comprometimento
dos envolvidos nos processos de certificações, o
que limita o desempenho dos edifícios. Muitas ve-
zes, os edifícios poderiam apresentar alta eficiência
energética com a adoção de estratégias relativa-
mente simples, como por exemplo, um desenho
de arquitetura inteligente e robusto, que proponha
soluções de sombreamento, combatendo a radia-
ção solar, diminuindo significativamente sua carga
térmica de resfriamento. No mercado brasileiro,
ainda não se vê que a qualidade do produto final
depende de uma atuação integrada de todos os
envolvidos, e não de competências isoladas. Além
disso, a consolidação das certificações ambien-
tais na construção brasileira está mostrando que,
diferentemente do que se falava há alguns anos,
o valor da obra não é expressivamente maior em
edifícios certificados. Podemos considerar que, o
investimento médio adicional gira em torno dos 5%,
podendo ser ainda menor se o desenvolvimento se-
guir essa visão integrada.
Como vocês veem isso no futuro?
SM. A C&W vê isso como um desafio que deve
ser enfrentado diariamente através da mudança
de mentalidade e da visão integrada dos serviços
e processos, o que não se muda de um dia para o
outro. De uma forma geral, a tendência é a demanda
para a certificação crescer, como já vem ocorrendo,
uma vez que as discussões ambientais vem ficando
cada vez mais frequentes e urgentes (vide a crise
da água no país). As certificações tem o papel im-
portante de comprovar e medir todas as estratégias
aplicadas o empreendimento.
Qual é o caminho do Brasil nesse mercado?
SM. O Brasil está acompanhando o mercado mun-
dial, apesar de ainda estarmos bem atrás. A mudan-
ça de mentalidade ainda é uma dificuldade por aqui.
A C&W foi pioneira na certificação LEED e hoje, é
ENTREVISTA
pioneira no desenvolvimento integrado de susten-
tabilidade em todas as etapas dos processos de
projeto, obra e operação no Brasil, o que torna o
processo mais consistente, fluido e consequente-
mente, mais sustentável.
O que esperar daqui pra frente?
SM. Daqui para frente a tendência é a promoção
da discussão e informação do público interessado,
seja dentro das empresas de projeto, construtoras,
incorporadoras e proprietários. O mercado tenderá
a valorizar mais iniciativas de gerenciamento inte-
grado agregado a soluções ligadas à sustentabili-
dade e eficiência energia e recursos naturais. Além
disso, a adaptação do mercado brasileiro para
as certificações, tanto a “tropicalização” do LEED
quanto o crescimento, já evidente há um tempo,
das certificações como AQUA e Procel. A tendên-
cia também é, cada vez mais, o governo dar in-
centivos e regras para os novos empreendimentos
reduzirem o impacto das suas obras e operações.
Imagem:DivulgaçãoCW
56 jul/15 rev/gbc/br
anuário GBC 2015
Até o momento, a C&W já participou da certificação de 15 empreendimentos:
Ed. Cidade Nova, 2008, RJ Torre Vargas, 2009, RJ Lab. Fleury Alphaville, 2010, SP
Lab. Fleury Rochaverá, 2010, SP Curitiba Office Park, 2011, PR Magnetti Morelli, 2011, Hortolandia, SP
Novo Auditório Odebrecht, 2011, BA New Hollande, 2012, Sorocaba, SP Shop. San Pelegrino, 2012, Caxias, RS
Mariano Torres 729, 2013, PR Arena Fonte Nova, 2014, BA Philips Innovation, 2014, SP
Ed. Pq. Cidade Corporate Brasilia, 2014, DF Ed. Cidade Nova III, 2015, RJECC Bayer, 2014, SP
Imagens:PortfolioDivulgaçãoCW
revistagbcbrasil.com.br 57jul/15
anuário GBC 2015
Projeto reconhecido
internacionalmente no
The Americas Property
Awards 2013-2014
foto: Luiz Machado
Jardim Anália Franco, São Paulo
RESIDENCIAL
KATHERINE
www.jjabrao.com.br | Rua Cantagalo, 256 - Tatuapé - São Paulo - SP | 11 2294 2052 | 11 2294 9141
58 jul/15 rev/gbc/br
anuário GBC 2015
T
ransformar a indústria da
construção civil através de
projetos sustentáveis de
alto padrão, conforto, cus-
to operacional reduzido,
com pouco ou nenhum
investimento adicional,
são algumas das missões
mais enraizadas no “DNA”
da Petinelli Consultoria.
A Petinelli, uma das principais empresas de consul-
toria sustentável no Brasil, foi fundada em 2009 por
Guido Petinelli, membro fundador do GBC Brasil e
ex-Diretor de Desenvolvimento para o World GBC
em parceria com Sandra Pinho Pinheiro, arquiteta e
pioneira na aplicação do LEED no Brasil. Com escri-
tórios localizado em Curitiba, Porto Alegre e Balne-
ário Camboriú, a Petinelli tem grande força e credi-
bilidade nos mais variados projetos da região sul do
país. Criada exclusivamente para ser uma empresa
de consultoria em sustentabilidade, a Petinelli incor-
pora em todos os seus projetos os critérios e con-
ceitos de construção sustentável, sempre visando
eficiência energética ou certificação, sem exceção.
Para garantir um projeto estruturado e bem pla-
nejado, todos os serviços de engenharia são
oferecidos a partir de um EVTE (Estudo de Viabi-
lidade Técnica e Econômica), que se tornam fer-
ramentas fundamentais na tomada de decisão,
através de cenários de investimento x redução de
custos x retorno financeiro. “Gostamos de dizer
que fazer menos com menos é o que o merca-
do já faz e fazer mais com mais, qualquer um
faz. Mas fazer mais e melhor com menos, isso
é o que a Petinelli faz. É como transformamos a
indústria da construção civil: demonstrando que
se existe e não custa mais caro, aqui no Brasil,
então não só é possível, mas não tem por que
fazer de outro jeito”, afirma Guido Petinelli, sócio-
-fundador da Petinelli Consultoria.
A busca pela transformação é meta fundamental
para empresa, seguindo como valores principais a
inovação, a qualidade e o atendimento, a Petinelli
agrega, cada vez mais, credibilidade e confiança à
sua marca diante do mercado e de seus clientes.
Tais princípios são fundamentais para construção
sustentável, através do desenvolvimento de no-
vos produtos e práticas inovadoras, construindo
de forma qualitativa e garantindo o envolvimento
do cliente ao projeto por meio de um atendimento
de qualidade. Alinhando estes conceitos de forma
sinérgica é possível alcançar resultados com em-
preendimentos competitivos e que superam as ex-
pectativas do cliente.
Para a empresa, demonstrar que “green building”
é uma nova abordagem, um modo mais eficiente
de conceber, projetar, construir e operar edifícios,
e que todos estes processos não precisam custar
mais caro, é buscar oportunidades e “trade offs”
que resultam em grandes economias na operação
com pouco ou nenhum investimento adicional da
obra, é “fazer mais e melhor com menos”.
“Isso exige uma quebra de paradigma junto a um
segmento tradicionalmente resistente a mudanças.
Para transformar o mercado, nada melhor do que
fornecer exemplos reais, de edifícios brasileiros,
que consomem 40 a 60% menos água e energia e
não custaram um centavo a mais para construir. É
isso que buscamos fazer todos os dias. Os resulta-
dos falam por si só”, reforça Guido.
Fazer mais e melhor com menos,
esta é a maior missão da
Petinelli Consultoria.
Inovação, qualidade e
atendimento, são valores
seguidos à risca por uma
empresa pioneira em um dos
temas mais importante da
atualidade.
Em termos globais, edifícios são responsáveis por
aproximadamente um terço do total da emissão
de dióxido de carbono e por 40% do consumo de
energia. Com base nesses dados é possível enten-
der que o setor da construção civil, seus profissio-
nais e suas empresas são fortes influenciadores e
consequentemente responsáveis na busca de um
planeta mais sustentável. Por este motivo que, para
a Petinelli, é essencial investir em um progressivo
desenvolvimento de práticas sustentáveis, pois o
benefício econômico é tão real e importante quan-
to, sendo determinante na viabilização dessas
práticas. As premissas utilizadas para se atingir pa-
drões de sustentabilidade são geralmente as mes-
mas que proporcionam redução nos custos iniciais
e operacionais do edifício, como por exemplo, a
redução do consumo de energia e água.
Projetos com certificação LEED
Como líder do mercado em toda região sul do país,
em termos de certificação LEED, a Petinelli é res-
ponsável por mais de 150 projetos de consultoria
desenvolvidos nos últimos cinco anos, que englo-
bam engenharia e certificação. Especificamente,
a empresa possui 10 projetos certificados, 80 em
processo de certificação, além de 13 profissionais
credenciados pelo LEED GA e AP. Os principais
“cases” de empreendimentos certificados têm sido
apresentados em inúmeras palestras para a inicia-
tiva privada e pública e, além de incentivar o mer-
cado à adoção dessas normas e novas práticas,
promove a conscientização de que não precisa
custar mais caro sua implementação.
“Como arquiteta, é um orgulho ter sido precursora
desse movimento em Curitiba, colaborando para
que seja hoje a 3ª cidade em metros quadrados
em certificação para uso corporativo/comercial no
âmbito nacional. Pautar a vida profissional na ex-
periência adquirida em 30 anos, mas em constan-
te capacitação com uma nova geração, aberta a
novos conceitos e tecnologias é fazer diferente, é
revistagbcbrasil.com.br 59jul/15
anuário GBC 2015
fazer a diferença. Como sócia e diretora da Petinelli,
fazê­la crescer com inovação e qualidade para im-
pulsionar o crescimento do mercado da construção
a novas práticas e perceber o reconhecimento dos
nossos clientes é ainda mais instigante! Vamos em
frente!”, orgulha-se Sandra Pinho Pinheiro.
Alguns dos projetos mais importantes desen-
volvidos pela empresa são:
•	 Colégio Positivo Internacional (LEED
FOR SCHOOLS nível Gold )
•	 Coca-Cola FEMSA Maringá (LEED NC
nível Gold)
•	 Eurobusiness (LEED– em processo de
certificação)Ecopark (LEED Ouro)
•	 Loja C&A (LEED CI nível Certified)
Dentre esses, existem os que se destacam de for-
ma mais significativa, como é o caso dos empreen-
dimentos Coca-Cola FEMSA Maringá e a Loja C&A,
localizada em Porto Alegre.
O projeto retrofit da Loja C&A, também conhecida
como a primeira Loja Eco C&A do Brasil, possui
imenso valor para a Petinelli. Se tratando do primei-
ro projeto sustentável desenvolvido pela empresa
a conquistar uma certificação o selo LEED Certi-
fied, é motivo de orgulho para a empresa. A loja,
certificada em 2013, contou com a experiência do
escritório Marcelo Braga Arquitetura em projetos de
interiores, e possui 6.500 metros quadrados distri-
buídos em 5 pavimentos.
Este empreendimento trata-se de um case de ex-
trema importância por duas razões, primeiramente
por demonstrar ser possível obter ganhos de efici-
ência de um edifício existente e em operação por
mais de 40 anos. A segunda razão é consequência
da primeira. Como a loja passou por uma reforma,
foi possível comparar os resultados antes e depois.
O sistema BMS existente possibilitou verificar uma
redução real de 35% no consumo de energia rela-
tivo ao ar condicionado, iluminação e equipamen-
tos. Desta forma, foi possível quantificar claramente
os benefícios obtidos com a certificação.
De acordo com o engenheiro responsável pela in-
fraestrutura da rede C&A, Carlos Duarte, certificar a
loja sem a necessidade de paralisação de suas ati-
vidades durante um retrofit, exigiu um esforço extra
de todos os envolvidos, mas os resultados obtidos
e economia gerada compensou todo esse esforço,
e foi além do esperado.
Outro projeto de destaque, considerado o maior de
todos os desafios da Petinelli, no que tange o consu-
mo energético, foi a fábrica da Coca-Cola FEMSA –
Maringá, construída em uma área de 33.390 metros
quadrados, que conquistou com louvor a certifica-
ção LEED NC Nível Gold para o edifício Portaria e
Vestiário e o LEED LEED NC nível Silver para a fa-
brica. Para um empreendimento industrial, onde as
cargas de processo ou o consumo de energia pelos
equipamentos industriais ultrapassam os 90% do
consumo total do empreendimento, foi necessário
um trabalho árduo a fim de comprovar e documen-
tar as reduções de consumo de energia alcançadas
através da incorporação de tecnologias ultramoder-
nas adquiridas pela Coca-Cola.
Foi necessário definir uma referência, um parâ-
metro de comparação, para atender a certificação
LEED. Deste modo, lançou-se mão de um recur-
so denominado “Exceptional Calculation Method”,
metodologia que definiu um benchmark para o pro-
cesso industrial, baseado no volume produzido e
energia consumida de outras três fábricas da mes-
ma empresa, as quais já estavam entre as cinco
mais eficientes do sistema Coca-Cola Brasil. Este
projeto foi sem dúvida um caso de sucesso para
a Petinelli, tendo como consequência a conquista
das certificações LEED NC nos níveis Gold e Silver
atribuído a um trabalho técnico completo e bem
fundamentado, o que fez da Coca-Cola FEMSA
Maringá a primeira unidade produtora de refrige-
rantes certificada do Brasil.
Para o diretor do Green Building Council Brasil, Fe-
lipe Faria, a certificação da fábrica da Coca-Cola
FEMSA Brasil em Maringá é mais um passo no
movimento de empresas em busca da construção
sustentável. "A unidade de Maringá tem sido refe-
rência no segmento de sustentabilidade e o Green
Building Council Brasil espera que outras lideran-
ças sigam seu exemplo e exalta a capacidade dos
profissionais envolvidos no projeto", declara o Dire-
tor Executivo do GBC Brasil.
A importância do Selo LEED
Para a Petinelli, além da credibilidade que um
empreendimento traz, diante de uma construção
sustentável e inovadora, também serve como fer-
ramenta de incentivo para que o mercado possa
adotar melhores práticas, fornecendo um meca-
nismo de medição e recompensa. A priori, a cer-
tificação estabelece critérios técnicos objetivos e
consistentes, que possibilitam avaliar e comparar
o desempenho de edificações.
Outras certificações
Além da certificação LEED, a Petinelli Consultoria
possui em seu acervo sustentável outras certifica-
ções, como o Selo Azul da Caixa, AQUA e Procel
Edifica, certificados tão importantes quando LEED
no Brasil, porém o ponto forte da empresa é a uti-
lização predominante da certificação concebida
pelo GBC. Esta predominância se dá através da
constante demanda de clientes que buscam como
critério um selo com amplo reconhecimento inter-
nacional baseado em normas adotadas também
por vários outros países.
+de 150
projetos de
consultoria.
Líder de mercado
na região Sul:
10 certificados
80 em processo
60 jul/15 rev/gbc/br
anuário GBC 2015
Um pouco da história dos idealizadores da Petinelli
A sustentabilidade deixou de ser um conceito para se tornar uma realidade no mercado da construção civil.
Por isso a Petinelli conta com a experiência de profissionais engajados e focados no que tange pensamento
sustentável, projetos eficientes e de qualidade e principalmente qualidade de vida para seus clientes.
Guido Petinelli atua na área de Desenvolvimento de
Negócios, com ampla experiência nacional e inter-
nacional, reunindo pessoas, organizações e recur-
sos com o objetivo de impulsionar a indústria da
construção civil em direção às práticas sustentá-
veis. Membro fundador do conselho fiscal do GBC
Brasil, Guido foi um dos primeiros profissionais
brasileiros a obter a credencial LEED AP. Além do
Brasil, atuou na certificação de edifícios no Canadá
e Oriente Médio com desenvolvimento de diversos
tipos de projetos. O de maior destaque, a primeira
fase do Dubai World Trade Center, é um dos maio-
res empreendimentos LEED do mundo com mais
de um milhão de metros quadrados construídos.
Como Diretor de Desenvolvimento para o Conselho
Mundial de Construção Sustentável (WorldGBC) foi
responsável pela expansão da rede de GBCs na
América do Norte e Sul, Europa, Norte da África e
Oriente Médio. Junto ao Conselho de Pesquisa do
Canadá (NRC) desenvolveu materiais educativos
sobre construções sustentáveis, certificação LEED,
integração de sistemas e utilização de ferramentas
de simulação de iluminação natural.
Já integrou vários comitês diretivos e técnicos
em diversas organizações voltadas ao tema sus-
tentabilidade e é frequentemente convidado a
compartilhar seu conhecimento e experiência em
construção sustentável por meio de palestras e
participações em eventos no Brasil e no exterior.
Com mais de 30 anos de experiência, a arquiteta
Sandra Pinho Pinheiro, sócia-diretora da Petinelli
e Consultora em Construções Sustentáveis é res-
ponsável por seguir o desenvolvimento do sistema
ambiental LEED e tendências em sustentabilidade.
Dada a sua expertise em saúde, é responsável pela
coordenação de consultoria que envolve estabele-
cimentos de saúde em todo Brasil.
Junto ao GBC Brasil, atua no comitê de regionaliza-
ção do Sistema LEED para o Brasil e no desenvolvi-
mento de referenciais técnicos para casas e condo-
mínios sustentáveis. É coordenadora do subcomitê
que desenvolve o tema de Materiais.	
Sandra é arquiteta e urbanista formada pela Univer-
sidade Federal do Paraná, aonde foi Professora de
Projetos do Curso de Arquitetura e Urbanismo por
dois anos. Atua ainda de forma voluntária em even-
tos de acessibilidade e palestras em Congressos
de Gerontologia.
Sandra PinheiroGuido Petinelli
revistagbcbrasil.com.br 61jul/15
anuário GBC 2015
A pioneira em construção
certificada tem muita
história para contar.
Agência do Banco REAL
(atual Santander), em Cotia.
Primeira Certificação
LEED do Brasil, 2007
www.triemeconstrucao.com.br
62 jul/15 rev/gbc/br
anuário GBC 2015
U
ma das principais preocupa-
ções, se não a principal, que se
tem abordado com muita ênfase
no Brasil, é a sustentabilidade. O
tema gera discussões e estudos
tanto nacionais e internacionais,
dada à situação atual e real em que se encontra
o planeta no tocante a assuntos relacionados com
eficiência energética, conscientização do consumo
de água potável, utilização de materiais e recursos
sem a necessidade de impactar o meio ambien-
te, além de outros inúmeros critérios, não menos
importantes, que circundam o campo da susten-
tabilidade.
As empresas e corporações se adéquam cada vez
mais a esta realidade. Com o planejamento de pro-
jetos autossuficientes, em alguns quesitos, como
geração de energia e captação e reaproveitamento
de água dentre outras inovações e soluções reno-
váveis que visam contribuir para a preservação do
meio ambiente e qualidade de vida dos usuários,
bem como a disseminação da responsabilidade
social ambiental.
Para que essas instituições atinjam alto desempe-
nho no que tange aos critérios de sustentabilidade,
existem algumas instituições que regulamentam os
processos de construção, desde o planejamento
do projeto até sua conclusão e, que garantem a
real eficiência destes projetos e sinaliza através de
certificações ligadas a cada critério exigido.
Um dos processos de certificações pioneiros
criados no país, voltado para sustentabilidade,
é o Selo Azul da Caixa, projeto desenvolvido por
equipe técnica especializada em processos sus-
tentáveis da Caixa Econômica Federal, que traduz
o compromisso da CAIXA com o meio ambiente,
incorporando medidas concretas para financiar o
desenvolvimento de cidades mais sustentáveis,
investindo em construção de sistemas de água e
esgoto, aterros sanitários, urbanização de favelas e
habitações regulares.
Criado em maio de 2010, o Selo Azul é o primeiro
sistema de classificação da sustentabilidade de
projetos originado no Brasil e que visa reconhecer
e incentivar as boas práticas de sustentabilidade
nos empreendimentos habitacionais financiados
pela CAIXA. Desta forma, considerando sua lide-
rança no mercado do financiamento habitacional
do país, a iniciativa do Selo está alinhada à mis-
são da Caixa em atuar na promoção da cidadania
e do desenvolvimento sustentável do País, como
instituição financeira, agente de políticas públicas
e parceira estratégica do Estado brasileiro. “Com
o Selo Casa Azul, a Caixa reconhece e incentiva as
melhores práticas de sustentabilidade na Habita-
ção que promovem a redução das despesas com
a manutenção das moradias e beneficiam toda a
sociedade.” Afirma Jean Rodrigues Benevides, Ge-
rente Nacional de Meio Ambiente da Caixa.
A metodologia de desenvolvimento do Selo, além
de contar com uma equipe da Caixa com vasta
experiência em projetos habitacionais e em gestão
ambiental, é formada por um grupo multidisciplinar
de professores da Escola Politécnica da Universi-
dade de São Paulo, Universidade Federal de Santa
Catarina e Universidade Estadual de Campinas,
que integravam uma rede de pesquisa financiada
Selo Azul da CAIXA:
Promovendo cidadania e consciência
social através da construção de um
país sustentável
Jean Rodrigues
Benevides,
Gerente Nacional
de Meio Ambiente
da Caixa
Imagem:DivulgaçãoCaixa
revistagbcbrasil.com.br 63jul/15
anuário GBC 2015
pelo Finep/Habitare1 e pela Caixa, atuando como
consultor e organizando Workshops com a partici-
pação de entidades representativas do mercado.
O Selo Azul da Caixa tem como principal objetivo
incentivar o uso racional de recursos naturais na
construção de empreendimentos habitacionais,
reduzir o custo de manutenção dos edifícios e as
despesas mensais de seus usuários, bem como
promover a conscientização de empreendedores
e moradores sobre as vantagens das construções
sustentáveis. Desta forma, ele se aplica a todos os
projetos apresentados à Caixa para financiamento
ou programa de repasse por empresas privadas,
poder público, empresas públicas de habitação,
cooperativas, associações e entidades represen-
tantes de movimentos sociais. Existem empreendi-
mentos já certificados que são enquadrados nas
seguintes modalidades: PAC, Programa Empresa
da Construção (PEC), PEC SBPE, Pró-moradia Ur-
banização de favelas, Alocação de recursos FGTS,
Financiamento à Produção SBPE, Imóvel na Planta
SBPE e Minha Casa, Minha Vida.
Um dos empreendimentos de maior destaque que
conquistou a certificação foram os Condomínios
“E” e “G” do Complexo Paraisópolis. Paraisópolis
é considerada a segunda maior favela da cidade
de São Paulo, com cerca de 60.000 moradores em
uma área de pouco mais de 1.000.000 metros qua-
drados. Estes dois Condomínios compreendem
171 unidades habitacionais. O projeto foi desenvol-
vido pelo escritório Elito Arquitetos e a construção
esteve a cargo do Consórcio formado pelas em-
presas Carioca Christiani-Nielsen Engenharia S.A e
Delta Construções S.A. Com o apoio técnico da
Imagens©AntonioMilena
64 jul/15 rev/gbc/br
anuário GBC 2015
Na gestão da água, o Selo visa controlar o con-
sumo de cada família por meio de medição indi-
vidualizada, busca a redução do consumo por
meio de dispositivos que consomem menos água
e reutilização de águas pluviais, bem como esti-
mula a recarga do lençol freático e a redução das
enchentes por meio da permeabilidade do solo e
caixas de retenção. Porém, as práticas do Selo não
poderiam ter efetivos resultados positivos sem a
conscientização dos atores envolvidos, desde os
empregados da obra até os moradores das comu-
nidades que, por meio de ações educativas, são
preparados para lidar de forma correta com todos
os itens previstos em projeto, assim como são es-
timulados a dar continuidade às ações, como no
caso da coleta seletiva, geração de renda, uso de
transporte alternativo, manutenção do paisagismo,
dentre outros.
De modo geral, a certificação Selo Azul da Caixa,
busca reconhecer projetos de empreendimentos
com potencial que demonstrem suas contribuições
para a redução de impactos ambientais, aprovei-
tando ao máximo as condições bioclimáticas e ge-
ográficas locais, estimulando o uso de construções
com baixo impacto ao meio ambiente, garantindo
a existência de áreas permeáveis e arborizadas,
e adotando técnicas de sistemas que contribuem
para o uso eficiente de água e energia e gestão
de resíduos.
Para tanto, é necessário que o empreendimento se
enquadre aos 53 critérios vinculados aos seguintes
temas: Qualidade urbana; Projeto e Conforto; Efici-
ência Energética; Conservação de Recursos Mate-
riais; Gestão de Água e Práticas Sociais.
Classificação do Projeto
A certificação Selo Azul da Caixa possui 3 classifi-
cações que são definidas da seguinte forma:
•	 Selo Ouro: Caso o projeto atinja 19 crité-
rios obrigatórios mais 12 facultativos de
livre escolha.
•	 Selo Prata: Caso o projeto atinja 19 cri-
térios obrigatórios mais 6 facultativos de
livre escolha.
•	 Selo Bronze: Caso o projeto atinja 19 cri-
térios obrigatórios.
Obtenção do Selo
Para concessão do Selo, a Caixa consiste em ve-
rificar a durante a análise de viabilidade técnica do
empreendimento, os cumprimentos aos critérios
estabelecidos para obtenção da certificação, que
estimula a adoção de práticas voltadas à sustenta-
bilidade dos empreendimentos habitacionais, onde
a habitação também deve ser duradoura, além de
adaptar-se às necessidades atuais e futuras de
seus moradores, criando desta forma um ambiente
confortável e saudável que contribui para a saúde e
o bem-estar da sociedade. Para obtenção do Selo
é necessário que o proponente manifeste o inte-
resse de adesão ao Selo Azul da Caixa, apresente
a documentação completa do projeto com todas
as informações técnicas do empreendimento refe-
rentes aos critérios exigidos pela certificação. Caso
haja necessidade, a Caixa poderá solicitar docu-
mentações complementares do projeto para que
seja concluída a análise de certificação. A partir daí
o responsável pela obra deverá atender todos os
itens previamente mencionados no projeto e, infor-
mar previamente à Caixa, qualquer alteração que
houver no projeto originalmente apresentado.
TR Ductor e da Arcadis Logos, foi elaborado o pla-
nejamento para difusão dos conceitos de susten-
tabilidade relativos aos procedimentos necessários
para a obtenção do selo socioambiental e na ca-
pacitação das equipes envolvidas da projetista e
da construtora. A certificação pioneira na área de
habitação popular foi entregue pela Caixa em sole-
nidade no último mês de junho de 2015.
“O diferencial destes empreendimentos foi o tra-
balho social que já era amplamente desenvolvido
pela SEHAB-PMSP na comunidade, resultando no
atendimento de todos os critérios da categoria prá-
ticas sociais que inclui a educação ambiental dos
empregados e moradores, participação da comu-
nidade no desenvolvimento do projeto, inclusão de
trabalhadores locais na construção contribuindo
para seu desenvolvimento e capacitação profis-
sional, além das ações para mitigação de riscos
sociais, incluindo aquelas voltadas à geração de
emprego e renda”, afirma Amilton Degani, enge-
nheiro da TR Ductor responsável pelo projeto do
Complexo Paraisópolis.
Na construção, o Selo busca reduzir o volume de
resíduos gerados pela obra, reduzir a quantidade
de materiais utilizados, assim como utilizar produ-
tos de melhor qualidade e certificados. Os impac-
tos positivos ao meio ambiente ficam evidentes em
cada indicador do Selo que procura minimizar a
expansão urbana por meio de incentivos da ocu-
pação de áreas dotadas de infraestrutura; propor-
cionar a redução do consumo de energia por meio
do projeto com melhor desempenho térmico, uso
de dispositivos que proporcionam economia de
energia e uso de fontes de alternativas de energia.
Amilton Degani,
TR Ductor
©Divulgação
revistagbcbrasil.com.br 65jul/15
anuário GBC 2015
TRANSFORMANDO PAISAGENS,
CONSTRUINDO SONHOS
DE FORMA SUSTENTÁVEL
Mais de 55 anos de experiência em serviços de
engenharia e desenvolvimento de negócios imobiliários
www.omarmaksoud.com.br
Infinity Tower
Itaim, São Paulo-SP
LEED Core & Shell, 2012
Sede Raizen Cosan
Piracicaba-SP
LEED Core & Shell, 2012
HL Faria Lima
Itaim, São Paulo-SP
LEED Core & Shell, 2015
SESC Sorocaba
Sorocaba-SP
LEED New Construction, 2013
66 jul/15 rev/gbc/br
anuário GBC 2015
2 15
ANUÁRIO
CERTIFICAÇÕES
CASESHISTÓRICOS
AGÊNCIA SANTANDER
EDIFÍCIO CIDADE NOVA
ROCHAVERÁ
ELDORADO
VENTURA TOWERS
WT NAÇÕES UNIDAS
MC DONALDS RIVIERA
CENTRO CULTURAL MAX FEFFER
PAVILHÃO VICKY E JOSEPH SAFRA
INTERFACE FLOOR
FÁBRICA MATTE LEÃO
MC DONALDS UNIVERSITY
VIVO TELEFONICA DATACENTER
GARAGEM URUBUPUNGÁ
CENTRO EMPRESARIAL SENADO
SESC SOROCABA
66 jul/15 rev/gbc/br
anuário GBC 2015
revistagbcbrasil.com.br 67jul/15
anuário GBC 2015
ILHA PURA
PAÇO DAS ÁGUAS
PROLOGIS CCP CAJAMAR
FÁBRICA COCA COLA FEMSA
CTC SANTANDER
PARQUE ANA COSTA
PROLOGIS CCP JUNDIAÍ
CEO
ECOPARK
PARQUE DA CIDADE
FL CORPORATE
COLÉGIO POSITIVO
MORUMBI CORPORATE
SKY CORPORATE
NEO CORPORATE
CYK
MINEIRÃO
ECB BAYER
VILLA MARESIAS
POSTO ECOEFICIENTE IPIRANGA
CASESDESTAQUE2014
revistagbcbrasil.com.br 67jul/15
anuário GBC 2015
68 jul/15 rev/gbc/br
anuário GBC 2015
A
fundação do GBC Brasil, bem como a conquista das primeiras certifica-
ções LEED no país, propiciaram a união de grandes empresas, de diver-
sos segmentos da construção civil, que passaram a atuar em conjunto,
independente das suas diferenças competitivas, em prol de um objetivo
comum. A elevação da capacidade técnica dos profissionais e empresas
associadas, o planejamento e a gestão da organização, e o momento do
mercado na época da fundação do conselho foram alguns dos postos-
-chaves que permitiram que a certificação LEED pudesse crescer de forma célere no Brasil.
Em 2007, ano de fundação, as primeiras edificações recebiam a certificação, sendo a pioneira
delas, que abriu caminho para o movimento green building no país, uma agência do Banco
Santander situada em Cotia, município da região metropolitana de São Paulo. Em seguida, o
laboratório Delboni Auriemo, na capital paulista, também conquistou a certificação. Ambos
projetos obtiveram a certificação LEED NC nível Silver e, na sequência, o banco Morgan Stan-
ley alcançou a certificação LEED CI nível Silver.
GBC celebra 8 anos de atuação no país e tra-
ta das conquistas e desafios do setor
Fotografia oficial do 1o Conselho Deliberativo do GBC Brasil
Data: Quinta-feira, 18 de junho de 2009
Local: sede Cushman & Wakefield São Paulo - Brasil
Panorama da certificação verde
em terras brasileiras
Fazendo História
68 jul/15 rev/gbc/br
anuário GBC 2015
revistagbcbrasil.com.br 69jul/15
anuário GBC 2015
Essas primeiras conquistas fazem parte do proces-
so de gestação e formação do GBC, que envolveu
31 empresas e fundadores estatutários como Thas-
sanee Wanick e José Moulin Netto; pessoas físicas
como Guido Petinelli, Roberto Teitelroit e Luciana
Rossi; o fundador honorário professor José Gol-
denberg, além do professor Siegbert Zanettini, que
foi o responsável por encabeçar o Programa Na-
cional de Educação do Conselho. Todas as institui-
ções presentes na fundação do GBC eram repre-
sentadas por seus diretores. “A partir de estudos
de mercado e conhecimento de tendências, este
grupo foi responsável por definir a promoção da
certificação internacional LEED como sendo uma
das áreas de atuação do GBC Brasil”, relembra Ce-
zar Velazquez, Gerente Financeiro e Administrativo
do Conselho.
Felipe Faria, Diretor Executivo do GBC Brasil, iden-
tifica na força da rede um dos motivos de sucesso
da instituição do país: “A principal justificativa para
o crescimento contínuo do Green Building Council
Brasil é a disponibilidade de angariar apoio irrestri-
to dos voluntários das empresas membros asso-
ciadas e fundadoras, além do suporte de associa-
ções, instituições e ONGs. A equipe executiva de
profissionais altamente dedicados e capacitados,
ao longo de 8 anos de atividade, fazem parte da
nossa história”.
Nesta caminhada, muitos foram os desafios. A falta
de informação é um dos principais problemas en-
frentados pelo GBC na transformação do mercado
em direção à sustentabilidade. Felipe Faria aponta
que os profissionais da construção civil desconhe-
ciam a verdadeira relação custo-benefício e dados
relacionados ao impacto de suas atividades ao
meio ambiente. De acordo com pesquisa realizada
pelo World Business Council for Sustainable Deve-
lopment (WBCSD) em 2008, na qual profissionais
do setor foram questionados sobre o nível de con-
tribuição da construção civil com as emissões de
CO2
no mundo, foi constatado que as emissões
globais provenientes do setor da construção che-
gam a 19%, enquanto os profissionais acreditam
que esse impacto seja bem menor.
Outra barreira é a falta de comunicação entre os
diversos profissionais responsáveis pela concep-
ção, construção e operação das edificações. “A
experiência demonstra que esta situação inibe o
desenvolvimento de projeto e construção de espa-
ços de forma integrada onde os investimentos em
eficiência, qualidade e mitigação de impactos são
maximizados”, critica Faria, que também destaca a
visão imediatista do setor e a falta de planejamento
de modelos de negócios como entraves à amplia-
ção das construções sustentáveis no país.
No entanto, todas as dificuldades não impediram
o Conselho de investir na área e apoiar iniciativas
de sucesso que hoje contribuem para ampliar a
atuação do GBC em todo o país. Um exemplo de
retorno do investimento, dentre os diversos cases,
é a fábrica da Coca-Cola na cidade de Maringá, no
Paraná, que obteve a certificação LEED NC nível
Gold (edifícios de portaria e vestiário) e LEED NC
nível Silver (fábrica). “O empreendimento obteve
uma economia anual estimada de 5.400.000 kWh,
devido à melhoria em eficiência energética, repre-
sentando o equivalente a R$ 1.080.000,00 a menos
na conta anual de energia”, celebra o diretor.
A fim de buscar soluções para esses desafios iden-
tificados, o GBC Brasil investe em comunicação
Felipe Faria, Diretor Executivo do GBC Brasil Cezar Velazquez, Gerente Financeiro e Admi-
nistrativo do Conselho
2007	 2008	2009	 2010	2011	2012	2013	 2014	 2015
1000
900
800
700
600
500
400
300
200
100
0
997
252
48
1
Projetos LEED Regitrados
Projetos LEED Certificados
até jul/15
70 jul/15 rev/gbc/br
anuário GBC 2015
Guilherme Del Nero, Coordenador de Comu-
nicação e Marketing do GBC Brasil
Para medir a importância dessas realizações, em
2013, a consultoria Ernst & Young realizou estudo
analisando o impacto das edificações que buscam
a certificação LEED no PIB Nacional da Construção
Civil e o resultado é que esse tipo de investimento
representa 10.5% do Produto Interno Bruto no se-
tor. A tendência do movimento é avançar para o
maior volume construtivo do país em casas e edifi-
cações residenciais.
Lares mais sustentáveis
Com o intuito de fornecer ferramentas necessárias
para projetar, construir e operar residências e edi-
fícios residenciais que possuam alto desempenho
e práticas sustentáveis, o Green Building Council
Brasil criou o Referencial GBC Brasil Casa®, que
aborda e avalia diferentes questões de sustentabi-
lidade em projetos de residências. Foi com a ajuda
voluntária de mais de 200 profissionais do setor
que esta iniciativa se tornou realidade. A organiza-
ção dos comitês técnicos teve início em meados de
2011, com a criação de grupos de discussões, que
abordavam as distintas áreas de sustentabilidade
de uma construção.
Em 2007, a pio-
neira, agência do
Banco Santander,
em Cotia - SP
2007
Edifício Cidade Nova –
Bracor - Primeira certifi-
cação no Rio de Janeiro,
edifício ocupado pela
Petrobras
2008
Rochavera Corporate
Towers - Torre B
Empreendimento ícone
do movimento da cons-
trução sustentável
2009
McDonalds - Riviera
São Lourenço
Primeiro restau-
-rante certificado
no Brasil
Eldorado Business
Tower, primeiro
Platinum do Brasil
para conscientizar o consumidor de edificações
sobre o custo considerando o ciclo de vida do em-
preendimento. O objetivo é formar um consumidor
exigente, mas também consciente no momento da
escolha e compra do imóvel inserindo os custos
operacionais na sua decisão de compra. “Sempre
buscamos exaurir os meios para disseminar a in-
formação, novas tecnologias e cases de sucesso.
Com isso, há crescente procura por nossas fer-
ramentas de comunicação pelos profissionais do
setor”, completa Guilherme Del Nero, Coordenador
de Comunicação e Marketing do GBC Brasil.
Um ponto crucial na história do GBC Brasil se dá
em 2011, quando houve aumento relevante de
projetos registrados: 192, mais do que o dobro do
que o Conselho vinha acompanhando em cada
ano anterior. Um dos fatores que justificaram este
avanço foi o aquecimento do mercado imobiliário
no período e o boom de lançamentos de lajes cor-
porativas, segmento em que a certificação interna-
cional LEED tornou-se padrão para todos os novos
empreendimentos, bem como para projetos de re-
forma de edificações existentes. Esta tipologia des-
ponta como a principal demanda pela certificação
internacional LEED e, atualmente, a certificação já
acompanha o fluxo de lançamento de edificações
comerciais corporativos, ou seja, havendo lança-
mento, há projeto registrado.
Crescimento anual
da Certificação LEED
A certificação LEED não se restringe às edificações
comerciais. Há grande diversidade de edificações
registradas e certificadas e a multiplicidade de ti-
pologias aumenta rapidamente. Destacam-se as
plantas industriais, centros de logística, data cen-
ters, lojas de varejo e instalações esportivas, ten-
do em vista o envolvimento do GBC Brasil com a
Copa do Mundo realizada no Brasil em 2014 e os
Jogos Olímpicos de 2016, no Rio de Janeiro. Mu-
seus, instituições de ensino, unidades de saúde,
bibliotecas, agências bancárias, supermercados,
shoppings center e planejamento urbano integra-
do também foram empreendimentos certificados
recentemente e que comprovam a expansão da
conscientização do mercado e a busca pelo aper-
feiçoamento com foco em eficiência.
revistagbcbrasil.com.br 71jul/15
anuário GBC 2015
Maria Carolina Fujihara, Coordenadora Téc-
nica do GBC Brasil
A fase piloto consistiu em avaliar, na prática, toda a
teoria desenvolvida, por meio do acompanhamen-
to da construção de nove casas. Foram inscritos
mais de 30 projetos em apenas um mês. Os pa-
râmetros de escolha dos projetos pilotos variaram
entre suas localizações em diferentes regiões do
Brasil, climas distintos, diferentes tipologias cons-
trutivas, padrões econômicos e padrões construti-
vos. Dois projetos do Referencial Casa® já foram
certificados: o Apartamento Sustentável e a Vila
Maresias. Atualmente, 10 projetos estão em pro-
cesso de Certificação, e sete dos projetos pilotos
ainda serão certificados. O Referencial Casa®
está aberto para inscrições de qualquer residência
que queira certificar seu projeto sob os parâmetros
de sustentabilidade definidos.
O ano de 2104 marcou a abertura da fase piloto
para condomínios residenciais verticais e horizon-
tais pelo Referencial Casa®, a partir da adaptação
das diretrizes criadas para residências e aplicadas
em condomínios considerados sustentáveis. Há
dois projetos pilotos em andamento, com tendên-
cia de exploração do tema, principalmente para a
massa de condomínios já construída que investe
Pao de Açúcar
Primeiro supermerca-
do certificado
Centro de Cultura Max
Feffer - Uso da madeira
e emprego da ventilação
natural.
2010
Sede GBC Brasil Pavilhão Vicky e
Joseph Safra, referência
nacional em complexo
hospitalar
em grandes reformas. Com as recentes preocupa-
ções com o consumo de água e energia no país, o
assunto se torna latente nas discussões interpes-
soais e cada vez mais aplicável no dia-a-dia das
pessoas. Outro foco importante desta adaptação
é a criação de diretrizes específicas para condomí-
nios de baixa renda e financiados por programas
públicos, como o “Minha Casa, Minha Vida”.
Diante deste cenário, Maria Carolina Fujihara,
Coordenadora Técnica do GBC Brasil, destaca a
aplicabilidade das iniciativas para residências. Ela
explica que a certificação criada é efetiva, com cri-
térios abrangentes, que tem referências nacionais
e internacionais, utilizando como base as normas
brasileiras: “Um dos focos principais é levar os
melhores conceitos de sustentabilidade para a
grande massa da população, para que possam ter
cada vez mais conhecimento e visão crítica sobre
o assunto, ao comprar ou reformar sua residência”,
completa.
Apoio governamental é funda-
mental para o avanço
Em qualquer lugar no mundo, o poder de compra
do Governo, no sentido de direcionar a econo-
mia, é muito impactante e no Brasil não é diferen-
te. Cerca de 17% dos negócios que movimentam
a economia do país são compras públicas. Neste
sentido, o Programa Compras Públicas Sustentá-
veis é um dos mecanismos mais relevantes para
acelerar a transformação com foco em sustenta-
bilidade. A chamada “licitação verde” no Brasil é
possível e encontra textos legislativos permissi-
vos ou impositivos para que estes preceitos se-
jam classificados como exigências.
Uma das áreas de atuação do Green Building
Council Brasil é Relações Institucionais e Gover-
namentais, justamente pelo entendimento de que
o movimento de transformação do mercado da
construção civil em direção à sustentabilidade
possui o ente público como o principal stakehol-
der para acelerar este processo. Desde sua fun-
dação, em 2007, o GBC iniciou diálogo com o
Poder Público sobre a possibilidade de certificar
72 jul/15 rev/gbc/br
anuário GBC 2015
Maíra Macedo, coordenadora de Relações
Institucionais e Governamentais, GBC Brasil
2011
2012
CYK - Primeiro
LEED EBOM
no Brasil
Starbucks Rio Sul - 1° empre-
endimento certificado LEED
Retail e o primeiro empre-
endimento certificado do
Starbucks
INTERFACE FLORCD Procter and
Gamble - Itatiaia
Fábrica Matte Leão,
em Curitiba, primeira
indústria certificada
obras públicas. Dentre as ações mais importantes
de colaboração está o convite do Comitê de Candi-
datura dos Jogos Olímpicos de 2016 para coope-
rar na elaboração dos critérios de sustentabilidade
que estão guiando a construção das instalações
responsáveis por sediar os Jogos Olímpicos de
2016.
O diretor Felipe Faria identifica que houve signifi-
cativos avanços nas legislações relacionadas ao
processo licitatório e à adoção de práticas de cons-
trução sustentável nos últimos anos, como o cres-
cimento da adoção da certificação internacional
pela iniciativa privada e a certificação dos primeiros
prédios públicos, como a sede da Prefeitura de Itu,
em São Paulo, a Escola Estadual Erich Walter Hei-
ne, em Santa Cruz, no Rio de Janeiro, e a biblioteca
pública Parque Estadual, também no Rio. “Um dos
mecanismos de mercado utilizados na iniciativa de
certificação dos estádios da Copa do Mundo, por
exemplo, foi a linha de financiamento do BNDES,
Pro Copa Arena, que elencava a certificação da
edificação por uma ferramenta de green building
como item mandatório”.
Maíra Macedo, coordenadora de Relações Institu-
cionais e Governamentais do GBC Brasil, reforça
que alguns municípios se destacam pela experi-
ência em construção sustentável ou planejamento
urbano integrado. No Rio de Janeiro, há um pro-
grama de resiliência e políticas públicas de incen-
tivo. São Paulo tem a quota ambiental prevista na
nova lei de zoneamento, além do IPTU verde. A
implementação das coberturas verdes em Reci-
fe e a cidade de Curitiba com o IPTU verde, são
outros dois importantes exemplos. “Mas entendo
que ainda faltam ações relevantes em matéria de
transformação das instalações públicas municipais
em edificações verdes”, opina.
Na visão de Felipe Faria, um dos cases de suces-
so altamente relevante para o atual momento são
os projetos de retrofit em água, realizados em par-
ceria com Prefeituras ou Secretarias e empresas
especializadas em soluções para uso eficiente da
água. “Destaco o retrofit realizado pela Docol em
50 escolas públicas do Estado de São Paulo e a
SABESP, onde a instalação de metais (torneiras)
anti vandalismo, com fluxo de água controlado e
controladores de vazão reduziu em 40% o consu-
mo destas escolas, certo que o investimento de
R$800.000,00 obteve o pay back de 4 meses”.
Segundo ele, esses são projetos que evidenciam
a oportunidade de adequarmos as edificações
existentes, e ao mesmo tempo expõem o quanto
somos ineficientes e desperdiçamos nossos recur-
sos naturais.
Educar para ampliar
Considerando que a falta de mão de obra espe-
cializada para a construção civil sustentável é um
entrave à ampliação do setor no Brasil, uma das
áreas de atuação do GBC Brasil é a Educação.
“Acreditamos que o conhecimento é a chave para
o aperfeiçoamento, atualização e formação do
profissional, bem como das empresas”, defende
Felipe Faria. O Conselho oferece capacitação pro-
fissional por meio do Programa Nacional de Educa-
ção, que já conta com a participação de mais de 70
mil profissionais de todo Brasil. Há oferta de cursos
presenciais e in company, dentre eles, treinamen-
tos voltados para projetos integrados, paisagismo
sustentável, Referencial GBC Brasil Casa®, uso
de materiais sustentáveis, energias renováveis,
revistagbcbrasil.com.br 73jul/15
anuário GBC 2015
Bruno Justo, Coordenador Operacional do
GBC Brasil.
Agatha Carvalho, arquiteta do departamen-
to técnico do GBC Brasil.
Thaís Giovana Lopes, assistente administra-
tiva do GBC Brasil
2013
VIVO Datacenter
Tambore
1° Datacenter
do Brasil
San Pelegrino
Shopping Mall
1° Shopping
certificado no Brasil
WTorre JK - Torre II Loja C&A
Primeira Loja
Varejo
Garagem Urubupunga
Centésimo projeto
Certificado
simulação computacional energética EnergyPlus,
análise de ciclo de vida e declaração ambiental de
produtos, e outros.
Atualmente, existem mais de 271 profissionais
credenciados LEED que operam no Brasil nos
setores de arquitetura, consultoria, construção e
paisagismo. São profissionais treinados e com
vasto conhecimento no processo da certificação.
“Em 2015, iremos capacitar cerca de 1.500 profis-
sionais que atuam ou buscam se engajar no se-
tor da construção sustentável. O crescimento do
Programa Nacional de Educação do GBC Brasil
deve-se à melhoria em nossos processos internos,
contratação de professores qualificados com lar-
ga experiência no mercado, mesclando conteúdo
prático e teórico. Não à toa, o nível de satisfação
dos participantes é de 98%”, analisa Bruno Justo,
Coordenador Operacional, GBC Brasil.
O treinamento é também uma oportunidade para
os que pretendem se destacar no mercado: devido
ao aumento exponencial do número de projetos re-
gistrados, há um vasto campo para os profissionais
que queiram trabalhar com a Certificação LEED.
O retorno em satisfação pode ser comprovado
também na relação dos colaboradores do GBC
com a própria empresa: “Entrei no GBC Brasil
como estagiária e quando me formei em Arquitetu-
ra fui efetivada. Foram diversos desafios, conquis-
tas, superações e amadurecimento. Fazer parte da
equipe do GBC Brasil é um eterno aprendizado e
um crescimento sem fim. As diversas áreas de atu-
ação e a busca constante pela disseminação de
práticas que promovem um mundo melhor fazem
desta organização uma inspiração”, declara Aga-
tha Carvalho, arquiteta do departamento técnico do
GBC Brasil.
Sua fala é corroborada por Thaís Giovana Lopes,
assistente administrativa, que acredita que traba-
lhar no GBC Brasil é uma oportunidade única: “O
conhecimento adquirido está nas diversas experi-
ências que nos são proporcionadas, exigindo de-
senvolvimento interdisciplinar, tanto na vida profis-
sional, quanto na vida pessoal”, relata.
Perspectivas positivas para o
mercado brasileiro
Em julho de 2015, o US Green Building Council
(USGBC) anunciou que o Brasil ocupa a quarta
posição no segundo ranking anual do USGBC dos
Top 10 Países da Certificação LEED, que contem-
pla mais de 150 países. O Brasil é um dos três pa-
íses do BRIC a integrar essa lista e o vasto merca-
do nacional em ascensão no segmento de green
building demonstra que somos também uma das
potências econômicas emergentes mais importan-
tes da comunidade internacional. Essa posição do
Brasil como um país na vanguarda do movimento
de sustentabilidade tem o potencial de provocar o
crescimento no mercado do LEED para as Améri-
cas do Sul e Central, devido à referência nacional
como modelo econômico e político regional para
os países vizinhos.
"Pela manutenção de uma forte posição de lideran-
ça nos movimentos de green buildings e sustenta-
bilidade ambiental baseados no uso generalizado
do LEED, o Brasil está demonstrando ao mundo
74 jul/15 rev/gbc/br
anuário GBC 2015
2013
2014
Paco Municipal
de Itu
Arena Castelão foi o
primeiro estádio a
receber a Certificação
Ambiental LEED.
Primeiro LEED ND,
Ilha Pura
SESC Sorocaba
1º SESC Certificado
1º certificação
com equivalência
LEED+Procel Edifica
Posto Ecoeficiente
Ipiranga
2015
que é possível buscar crescimento e desenvolvi-
mento econômico sem sacrificar o compromisso
de proteger o nosso planeta", disse Rick Fedrizzi ,
CEO e presidente fundador do USGBC". Sendo uma
das potências econômicas do novo século em as-
censão, o movimento da sustentabilidade brasileira
está ajudando a traçar um novo caminho, mais justo
e responsável para o progresso econômico e social.
"O que nos torna ainda mais orgulhosos e otimistas
é a diversidade de tipologias em nosso país. São
edifícios comerciais, plantas industriais, data cen-
ters, armazéns, shopping centers, lojas, escolas,
edifícios públicos, bibliotecas, museus, centros es-
portivos, projetos de bairros, edifícios residenciais,
edificações existentes... Diferentes stakeholders,
Associações, Instituições e ONGs estão envolvidas
colaborativamente, criando um grande exército
de promoção às práticas de green building. Esta
base robusta de projetos realizados que abrange
diferentes setores, somado com esta atmosfera
colaborativa positiva irá acelerar exponencialmente
a transformação que deve ser feita", disse Felipe
Faria, Diretor Executivo, GBC Brasil.
Um dos desafios do movimento de green building
com foco em certificação de edificações é garantir
o desempenho eficiente durante toda a operação
desta edificação, independentemente da mudança
de ocupação, troca de empresa responsável pelo
facility, entre outras situações que podem acarretar
na diminuição do desempenho dos green buildin-
gs. Sendo assim, a nova ferramenta de certificação
LEED v4 possui créditos específicos relacionados
a sistemas de medição e verificação do consumo
das edificações em fase de operação, bem como
cria a instituto da re-certificação para qualquer fer-
ramenta LEED, não estando mais restrita às edifi-
cações que conquistaram o LEED EBOM.
Outra iniciativa que causará impactos positivos é
o LEED Dynamic Plaque, ferramenta de monito-
ramento de consumo em tempo real, e compar-
tilhamento de informações sobre o uso de água,
energia, satisfação dos ocupantes, transporte e
resíduos. Considerando o feedback dos usuários
da edificação, vai permitir maior assertividade aos
responsáveis no sentido de prover melhorias com
foco na manutenção da contínua eficiência e ga-
nhos em bem estar e qualidade de vida.
O GBC Brasil também inicia sua atuação com
projetos sociais de alta relevância relacionados a
conscientização e educação com foco em cons-
trução sustentável. O primeiro “Projeto Legado” foi
lançado em parceria com o Instituto Ellos e o Instituto
Favela da Paz, que promove relevantes ações de cul-
tura de paz na comunidade Jardim Nakamura, zona
sul de São Paulo. Dentre as atividades, há promoção
e implantação de técnicas de construção sustentável
como ventilação natural, aquecedor solar, captação
de águas pluviais, reuso de materiais e tratamento do
resíduo orgânico para a produção de biogás.
“Saúde, bem-estar e produtividade passam a ser
conceitos chaves ao movimento de green buil-
ding”, aponta Felipe Faria. Além de uma pesquisa
sobre o tema, realizada em parceria com o Instituto
de Pesquisa Tecnológicas (IPT) da Universidade
de São Paulo (USP), o GBC Brasil promoverá a
certificação WELL Building Standard, administrada
pelo International WELL Building Institute (IWBI). “A
Certificação WELL é um sistema para mensurar,
monitorar e certificar o espaço construído e avaliar
o seu impacto para a saúde humana e o bem-estar,
através da análise dos fatores ar, água, nutrição,
iluminação, atividades físicas, conforto térmico e
mente”, conclui o diretor.
revistagbcbrasil.com.br 75jul/15
anuário GBC 2015
76 jul/15 rev/gbc/br
anuário GBC 2015
A
Copa do Mundo de 2014 trouxe
para o Brasil uma premissa fun-
damental no que tange à sus-
tentabilidade. Em um país mun-
dialmente considerado detentor
de um povo apaixonado pelo
esporte, principalmente pelo fu-
tebol, a preocupação em disseminar os princípios
sustentáveis corroborou para que a construção e
reformas dos estádios que sediaram a Copa do
Mundo fossem realizadas de acordo com proces-
sos que reduzem, de forma significativa, os impac-
tos sócio ambientais e auxiliam na diminuição de
utilização de recursos naturais.
O Brasil desponta em segundo lugar no ranking
mundial com estádios certificados pelo LEED.. Atu-
almente, o país possui 8 estádios certificados que
sediaram a Copa do Mundo. “Foi a primeira Copa
do Mundo FIFA com estádios certificados LEED,
ferramenta destacada por mensurar práticas de
construção sustentável desde a fase de concep-
ção de projeto, construção e início de operações”,
afirma Felipe Faria, Diretor do GBC Brasil.
Entre os estádios certificados da Copa no Brasil,
está o Maracanã, construído originalmente para
abrigar a Copa do Mundo da FIFA em 1950, que
através de um processo de retrofit, recebeu a cer-
tificação LEED NC Prata e, mais uma vez, teve a
função de anfitrião dos jogos da Copa de 2014.
Além disso, o espaço esportivo será utilizado para
cerimônias de abertura e fechamento dos Jogos
Olímpicos de 2016, bem como grandes eventos
esportivos.
Além dos estádios certificados para Copa, o país
possui mais dois complexos esportivos que con-
quistaram a certificação como, o Estádio Olímpico
(do Grêmio) e o Centro de Desenvolvimento Espor-
tivo em Osasco, o que contribuiu para que o país
ocupasse o segundo lugar no mundo em certifica-
ções desse tipo.
“Os resultados ultrapassam os benefícios diretos
com redução do consumo de recursos naturais,
mitigação dos impactos sócio ambientais e ga-
nhos econômicos na operação dos estádios. Esta
iniciativa orquestrada entre todos os profissionais
responsáveis pelo projeto e construção dos está-
dios, auxiliam a enfatizar o movimento de constru-
ção sustentável no setor de obras de infraestru-
tura, influenciam políticas públicas de fomento a
construção sustentável, elevam o padrão técnico
do setor da construção e podem contribuir com a
conscientização sobre o tema. Outrossim, impor-
tante ressaltar que a maximização dos resultados
requer o gerenciamento operacional crítico frente a
manutenção do conceito de eficiência e mitigação
de impactos consideradas durante a construção”.
Afirma Felipe Faria, Diretor do GBC Brasil
Brasil se torna o segundo país
do mundo com maior número de
estádios certificados pelo LEED
76 jul/15 rev/gbc/br
anuário GBC 2015
revistagbcbrasil.com.br 77jul/15
anuário GBC 2015
Os outros estádios que já receberam a certificação
LEED, e sediaram os jogos da Copa do Mundo da
FIFA de 2014 são a Arena Castelão, em Fortaleza
(LEED NC Certified), a Arena Fonte Nova, em Sal-
vador (LEED NC Silver), o Mineirão, em Belo Hori-
zonte (LEED NC Platinum), a Arena da Amazônia,
em Manaus (LEED NC Certified), Arena Dunas em
Natal (LEED NC Certified), Estádio Beira Rio em
Porto Alegre (LEED NC Silver) e a Arena Itaipava
Pernambuco, em Recife (LEED NC Silver).
"À medida que os olhos do mundo caem sobre o
Brasil, estes projetos estão demonstrando não só
a aplicabilidade e a adaptabilidade do sistema de
classificação do LEED no mundo inteiro, mas tam-
bém a posição de liderança do Brasil na vanguarda
do movimento para green buildings (construções
sustentáveis) de alta performance", disse Rick Fe-
drizzi, CEO e presidente fundador do USGBC.
Mineirão é o 1º estádio do país e o 2º do
mundo a receber selo LEED Platinum
Outras sete arenas brasileiras receberam selos
LEED, mas apenas o Mineirão alcançou a catego-
ria máxima da certificação internacional concedida
por instituição americana
Dentre todos os estádios brasileiros certificados,
o Mineirão é considerado um destaque, pois é o
primeiro estádio brasileiro e o segundo do mundo
a conquistar o selo Platinum, categoria máxima de
certificação ambiental do LEED. A premiação é re-
sultado de ações ambientalmente sustentáveis im-
plementadas desde o início das obras de moderni-
zação da nova arena, em janeiro de 2010, através
de um rigoroso controle dos documentos exigidos
pela empresa responsável pela certificação.
O estádio conquistou 81 dos 110 pontos con-
cedidos para a concessão do selo máximo e se
destacou em vários quesitos, como Eficiência da
Água (atendendo 10 dos 10 requisitos apontados)
e Energia e Atmosfera (completando 32 dos 35 re-
quisitos).
No tocante a eficiência no uso de água e energé-
tica, o estádio conta com importantes estratégias.
O reservatório de água, que possui uma capacida-
de para cinco milhões de litros de água de chuva
também contribuiu para a obtenção dos 81 pontos
da certificação LEED. A água captada é reutilizada
em serviços de manutenção do estádio, como irri-
gação do campo e mictórios, suportando até três
meses de estiagem. Com relação ao emprego de
energia limpa dentro do Mineirão, a Usina Solar Fo-
tovoltaica (USF) do estádio é outro exemplo de pio-
neirismo ambiental. Com uma potência instalada
de 1,42 MWp (megawatts-pico) e cerca de 6.000
módulos fotovoltaicos, a USF Mineirão é a maior
em cobertura do país e uma das maiores instala-
das em arenas esportivas no mundo. Pela primeira
vez, um jogo da Copa foi disputado em um estádio
com uma usina solar em funcionamento no dia do
confronto entre Colômbia e Grécia, em 17 de ju-
nho. Desde o dia 25 de abril, a USF do estádio está
injetando mais de 1 MW de energia no sistema de
distribuição da Cemig, o suficiente para abastecer
cerca de 1.200 residências.
Entre as ações adotadas na reforma e operação
que também se destacaram no Mineirão estão, o
sistema de lavagem de pneus que reduzem a su-
jeira e poeira nas vias públicas, onde a água des-
tinada para este sistema de lavagem é captada da
chuva através de calhas passando por um sistema
de tratamento e bombeada até uma caixa d’água,
o reaproveitamento de 90% dos resíduos gerados
durante a obra no estádio, o concreto foi utilizado na
pavimentação de ruas do município e a terra foi des-
tinada para fazer o aterro de Boulevard Arrudas, cen-
tro da capital mineira, a sucata metálica foi doada
a usinas recicladoras para emprego na indústria e
os antigos assentos também receberam destinação
ecológica. Cerca de 55 mil cadeiras foram doadas
a estádios e outros espaços esportivos do estado.
revistagbcbrasil.com.br 77jul/15
78 jul/15 rev/gbc/br
anuário GBC 2015
"Uma das nossas maiores preocupações sempre
foi o compromisso com o meio ambiente, então
fazemos tudo voltado para a eficiência energética
e não poluidora. Essa foi uma vitória, pois o novo
Mineirão foi todo pensado em cima da consciên-
cia ambiental", comemora Otávio Góes, gerente de
tecnologia da concessionária Minas Arena, respon-
sável pela administração do estádio.
Câmara de Sustentabilidade da Copa do
Mundo
Reconhecida como um dos sistemas de gover-
nança mais atuantes na Copa de 2014, a Câmara
Temática Nacional de Meio Ambiente e Sustenta-
bilidade (CTMAS), principal espaço de articulação
nacional da Agenda, foi de extrema importância
na sinergia entre as iniciativas do Brasil e os pro-
jetos de sustentabilidade capitaneados pela FIFA e
pelo Comitê Organizador Local da Copa de 2014.
Tendo como participantes o governo federal, esta-
dos, cidades-sede e parceiros, a CTMAS, com o
Plano Operacional de Meio Ambiente e Sustenta-
bilidade, teve como ponto de partida a definição
de cinco projetos prioritários organizados através
de núcleos temáticos, sendo eles: Certificação e
Gestão Sustentável das Arenas; Brasil Orgânico
e Sustentável; Gestão de Resíduos e Reciclagem;
Passaporte Verde; Mitigação e Compensação de
Emissões.
Alguns resultados dos estádios
certificados no Brasil
Arena Castelão: Redução de 67,6% no consumo potável, redu-
ção de 12,7% no consumo anual de energia, 97% dos resíduos
do projeto foram desviados do aterro sanitário, 100% das tintas,
selantes e colas com baixo teor de compostos orgânicos voláteis,
97,44% das estações de trabalho e 100% dos espaços comparti-
lhados possuem controle de iluminação.
Arena Fonte Nova: 20% dos materiais de construção feitos de
material reciclado, 75% dos resíduos do projeto de construção
desviados do aterro sanitário e 35% de sua energia provenien-
te de fontes renováveis como solar e eólica.
Arena Pernambuco: Utilizou Aço com 87% de matéria prima
reciclada e cimento com 30% de matéria prima reciclada, 17%
da energia é gerada por painéis fotovoltaicos reduzindo 142,81
t CO2
por ano.
Maracanã: Reduzirá 23% do custo operacional do consumo
com energia, 71,14% de redução do consumo de água potável
e 100% de redução de água potável na irrigação, 9% da ener-
gia está sendo gerada por painéis fotovoltaicos, amplo acesso
a transporte público (trens de superfície e mais de 60 linhas de
ônibus).
Mineirão: O estádio do Mineirão merece um destaque especial,
obteve a certificação máxima do LEED, conquistou 81 dos 110
pontos possíveis. Apenas o estádio do Mineirão e o estádio
Texas Apogee (localizado no campus da University of North
Texas) conseguiram este nível de certificação.
Arena da Amazônia: Utilização de 95% do material gerado du-
rante a obra
Arena Dunas: 99% do material de demolição foi utilizado na obra
78 jul/15 rev/gbc/br
revistagbcbrasil.com.br 79jul/15
anuário GBC 2015
canteiro de obra. Este item mostrou, na prática, que
a introdução dos processos sustentáveis pode sig-
nificar inclusive redução de custos durante a obra.
Creio que esse processo, somado ao fator de indu-
ção do bom exemplo, que levou inclusive arenas
que não estavam tomando recursos do BNDES a
decidir pelo caminho da certificação”, declara o co-
ordenador da Câmara de Sustentabilidade.
Ainda segundo Claudio Langone, a CTMAS teve
um papel importante na reta final, pois em vários
casos o processo de certificação sofreu prejuízos
em função do atraso nas obras, e também devido
a indefinições de responsabilidades entre os esta-
dos e os responsáveis pelas obras. A constituição
de uma agenda de trabalho entre o Ministério do
Esporte e o GBC, e de uma força tarefa específica
de análise dos processos pelo USGBC foi muito
importante para os resultados alcançados. Além
disso, a CTMAS trabalhou com a FIFA no sentido
de chamar a atenção para a necessidade de incor-
porar a sustentabilidade como um requisito impor-
tante na gestão das arenas pós-construção, para
garantir efetividade às medidas adotadas para fins
da certificação.
Sinergia entre organizações e
empresas privadas nas cons-
truções, além de reduzir o im-
pacto socioambiental contri-
bui para geração de emprego
Benefícios como geração de emprego e estrutura-
ção em sistemas de coleta são resultados que a
construção sustentável traz para o país. Uma das
ações sociais relevantes da Câmara de Sustenta-
bilidade foi a parceria envolvendo catadores e ins-
talações de quiosques e coletas nas cidades-sede.
Viabilizando o trabalho dos catadores de materiais
recicláveis, foi possível atingir uma sinergia positiva
entre a FIFA e o COL com o apoio da Coca Cola.
“O maior diferencial da CTMAS foi da definição
dos projetos prioritários, constituído coordena-
ções específica, através dos Núcleos Temáticos
de Projetos, colocando na liderança dos mesmos,
instituições afins aos temas tratados. Além disso, a
estrutura de governança nacional foi replicada no
âmbito local, com CTMAS’s locais e Núcleos Temá-
ticos, o que garantiu a adequação às especificida-
des locais e o protagonismo dos atores no âmbito
das cidades-sede. A governança foi fundamental
para garantir a implementação de uma agenda
com forte caráter multisetorial e que dependia de
uma intensa articulação federativa”, declara Clau-
dio Langone, coordenador Camâra de Sustentabi-
lidade da Copa do Mundo de 2014 pelo Ministério
dos Esportes.
O bom exemplo como fa-
tor primordial: Estádios que
não participaram da Copa do
Mundo de 2014 também bus-
caram a certificação
Para garantir a certificação nos estádios que se-
diaram a Copa do Mundo, a construção foi incre-
mentada com financiamento concedido pelo BN-
DES, investimento que foi condicionado ao padrão
mínimo de certificação em construção sustentável.
Segundo Claudio Langone, embora tenha havido
algumas resistências quanto à adoção dessas no-
vas práticas, sob a alegação de impacto de custo
das arenas, essa decisão obrigou os responsá-
veis pelos estádios a incorporarem essa questão.
“À medida que o tema foi sendo desmistificado, a
questão acabou conquistando as esquipes de pro-
jetos e construção. Acredito que o principal ponto
de desbloqueio foi a possibilidade de reciclagem
e utilização dos materiais de demolição no próprio
revistagbcbrasil.com.br 79jul/15
anuário GBC 2015
80 jul/15 rev/gbc/br
anuário GBC 2015
“Sabíamos que em termos operacionais, o Brasil
tinha plenas condições de ter uma boa gestão
dos serviços de limpeza e coleta na Copa”, afir-
ma Claudio Langone. Através da criação de um
projeto de contratação de catadores para atuar
nas arenas e em seu entorno imediato, dentro das
áreas de segurança, o governo federal apoiou as
cidades-sede a tomarem a mesma inciativa nas
áreas externas e nas Fan Fests.
Os catadores foram remunerados, além de rece-
berem capacitação, e todo o material reciclável foi
destinado às cooperativas e associações de reci-
clagem. A ação envolveu ao todo cerca de 2400
catadores nas 12 cidades-sede, e a iniciativa teve
grande visibilidade e aceitação por parte dos tor-
cedores. Além disso, o BNDES, através de uma
linha de financiamento a fundo perdido denomina-
da Cidades da Copa, apoiou várias cidades-sede
na estruturação permanente dos seus sistemas de
coleta seletiva, financiando a organização das co-
operativas, construção de galpões de reciclagem
e capacitação, de acordo com o coordenador do
CTMAS.
“Esta iniciativa motivada por uma linha de financia-
mento, assumida pelos engenheiros, arquitetos,
projetistas e consultores responsáveis e coorde-
nado pela Câmara de Sustentabilidade da Copa
de 2014, motivou a criação pelo GBC de um Comi-
tê Técnico internacional para analisar o tema com
base na experiência Brasil e estádios certificados
nos EUA, com objetivo de melhor entender a de-
manda de Arenas e Eventos esportivos em matéria
de construção sustentável”, comenta o diretor do
GBC Brasil Felipe Faria.
O estímulo à elevação do padrão técnico do mer-
cado, sem dúvida são resultados positivos consi-
derando a maior presença do movimento susten-
tável em obras de infraestrutura. Porém ainda há
alguns pontos importantes a serem levados em
consideração, ou até mesmo como legado. A de-
cisão voluntária do Brasil em certificar todas as
arenas da Copa 2014, mostrou que aderir a essas
práticas é plenamente viável, levando a FIFA a in-
corporar questão como exigências para as futuras
sedes. Em função da visibilidade do evento, foi
possível trazer uma contribuição importante em re-
lação à disseminação do tema. Outra contribuição
importante foi a criação de capacidade nas gran-
des construtoras e consultorias responsáveis pela
certificação em aderir processos abrangentes e
complexos, além do impacto positivo ao mercado
de matérias primas localizados na região, o que os
levou a incorporarem produtos eficientes em seu
portfólio. Porém para o coordenador do CTMAS, o
principal aspecto em relação foi a certificação além
da expectativa mínima exigida nas Arenas.
“Mas acho que o aspecto mais evidente do su-
cesso da certificação foi que em mais de 70%
dos casos, as Arenas acabaram obtendo níveis
de certificação superiores ao exigido pelo gover-
no brasileiro, que era o nível básico, inclusive com
um Certificado Nível Gold e outro Platinum. Além
disso, esse processo acabou induzindo mais duas
Arenas que não sediaram jogos da Copa (Grêmio
e Palmeiras) a conquistarem a certificação LEED”,
relata Cláudio Langone.
80 jul/15 rev/gbc/br
revistagbcbrasil.com.br 81jul/15
anuário GBC 2015
“Inovação, sustentabilidade e eficiência, combinados
aos anseios de nossos clientes, são objetivos
perseguidos incansavelmente por nossa equipe,
produzindo valor nos edifícios que projetamos e
qualificando o entorno em que estarão inseridos.”
Especializada em legislação urbanística, conformidade normativa, tecnologia e
processos construtivos, a Baggio Schiavon Arquitetura disponibiliza um escopo
completo de serviços voltados ao desenvolvimento de empreendimentos
imobiliários e empresariais, oferecendo consultoria desde as fases iniciais de
prospecção, passando pela criação de produtos e subsidiando a execução de obras.
Rua Pasteur, 804 - Água Verde - Curitiba-PR
Fone: +55 41 3013 1102 | Fax: +55 41 3323 3379
www.bpes.com.br residenciais | comerciais | multiuso | urbanismo
inovação, eficiência, sustentabilidade.
Corporate Jardim Botânico, Curitiba, PR - LEED Gold
Foto:GilbertoAbdallaRassi
82 jul/15 rev/gbc/br
anuário GBC 2015
䄀瘀⸀ 䄀渀最氀椀挀愀Ⰰ ㈀⸀㌀㤀㔀    簀    匀漀 倀愀甀氀漀    簀     ㄀㈀㈀㜀ⴀ㈀      簀    琀攀氀⸀ ⠀㄀㄀⤀ ㌀㄀㈀ ⴀ㘀㌀㄀ 
氀挀瀀䀀氀挀瀀挀漀渀猀琀爀甀挀漀攀猀⸀挀漀洀⸀戀爀         眀眀眀⸀氀挀瀀挀漀渀猀琀爀甀挀漀攀猀⸀挀漀洀⸀戀爀
琀眀椀琀琀攀爀⸀挀漀洀
⼀䰀䌀倀䔀渀最攀渀栀愀爀椀愀
昀愀挀攀戀漀漀欀⸀挀漀洀
⼀氀挀瀀挀漀渀猀琀爀甀挀漀攀猀
礀漀甀琀甀戀攀⸀挀漀洀
⼀䰀䌀倀攀渀最攀渀栀愀爀椀愀
䴀愀椀猀 搀漀 焀甀攀 甀洀 昀甀琀甀爀漀 猀甀猀琀攀渀琀瘀攀氀 挀漀渀猀琀爀甀椀洀漀猀 甀洀愀 挀漀渀猀挀椀渀挀椀愀 猀甀猀琀攀渀琀瘀攀氀
倀椀漀渀攀椀爀愀 渀愀 挀漀渀猀琀爀甀漀 爀攀猀椀搀攀渀挀椀愀氀 猀甀猀琀攀渀琀瘀攀氀 渀漀 䈀爀愀猀椀氀
刀䔀匀倀䔀䤀吀伀 䄀伀 
䴀䔀䤀伀 䄀䴀䈀䤀䔀一吀䔀
刀攀猀搀甀漀猀 ㄀  ─ 
爀攀挀椀挀氀瘀攀椀猀
䌀伀一䘀伀刀吀伀 
䄀䴀䈀䤀䔀一吀䄀䰀 
䤀猀漀氀愀洀攀渀琀漀 琀爀洀椀挀漀 攀 
愀挀切猀琀椀挀漀 搀攀 愀琀 㐀  搀䈀⼀昀愀挀攀
䔀䌀伀一伀䴀䤀䄀
刀攀搀甀漀 渀漀 挀漀渀猀甀洀漀 
搀攀 攀渀攀爀最椀愀 攀 最甀愀
匀䄀򂐀䐀䔀
一漀 瀀爀漀瀀愀最愀 
昀甀渀最漀猀 攀 戀愀挀琀爀椀愀猀
匀䔀䜀唀刀䄀一윀䄀
一漀 瀀爀漀瀀愀最愀 昀漀最漀Ⰰ 
一漀 瀀爀漀搀甀稀 最愀稀攀猀 琀砀椀挀漀猀 
瀀爀攀樀甀搀椀挀椀愀椀猀 愀漀猀 猀攀爀攀猀 
栀甀洀愀渀漀猀 攀 愀漀 洀攀椀漀 愀洀戀椀攀渀琀攀
䔀䘀䤀䌀䤀쨀一䌀䤀䄀
䐀椀洀椀渀甀椀漀 搀漀 琀攀洀瀀漀 
搀攀 攀砀攀挀甀漀 搀攀 漀戀爀愀猀 
攀洀 愀琀 㐀 ─
䌀漀渀猀琀爀甀愀 猀甀愀 挀愀猀愀 挀漀洀 爀愀瀀椀搀攀稀Ⰰ 攀攀挀椀渀挀椀愀 攀 攀挀漀渀漀洀椀愀 
伀戀爀愀猀 氀椀洀瀀愀猀 攀 猀攀最甀爀愀猀Ⰰ 愀甀搀椀琀愀搀愀猀 瀀漀爀 漀爀最愀渀椀稀愀攀猀 椀渀琀攀爀渀愀挀椀漀渀愀椀猀
䌀漀洀 漀 洀琀漀搀漀 挀漀渀猀琀爀甀琀椀瘀漀 挀漀渀猀椀搀攀爀愀搀漀 漀 洀愀椀猀 愀瘀愀渀愀搀漀 渀漀猀 
䔀猀琀愀搀漀猀 唀渀椀搀漀猀 攀 䔀甀爀漀瀀愀 ⠀匀䌀䤀倀⤀   
䄀琀攀渀搀攀渀搀漀 愀漀猀 瀀愀爀洀攀琀爀漀猀 椀渀琀攀爀渀愀挀椀漀渀愀椀猀 搀攀 挀攀爀琀椀椀挀愀漀 搀攀 
猀甀猀琀攀渀琀愀戀椀氀椀搀愀搀攀 愀洀戀椀攀渀琀愀氀Ⰰ 挀漀洀漀 䰀䔀䔀䐀글 攀 匀䬀䄀글 刀愀琀椀渀最 ⠀刀䤀䌀匀⤀
䌀䌀漀洀 甀洀愀 攀洀瀀爀攀猀愀 挀漀洀 洀愀椀猀 搀攀 ㌀  愀渀漀猀 搀攀 攀砀瀀攀爀椀渀挀椀愀Ⰰ 爀攀猀瀀漀渀猀瘀攀氀 
瀀攀氀愀 挀漀渀猀琀爀甀漀 搀愀 ㄀ꨀ 挀愀猀愀 挀攀爀琀椀椀挀愀搀愀 挀漀洀 漀 猀攀氀漀 刀攀昀攀爀攀渀挀椀愀氀 䜀䈀䌀 䈀爀愀猀椀氀 
䌀愀猀愀글 攀 攀洀 瀀爀漀挀攀猀猀漀 瀀愀爀愀 漀戀琀攀渀漀 搀漀 ㄀먀 挀攀爀琀椀椀挀愀搀漀 䰀䔀䔀䐀글 䘀伀刀 䠀伀䴀䔀匀 
⠀唀匀䜀䈀䌀⤀ 搀愀 䄀洀爀椀挀愀 䰀愀琀椀渀愀
䐀䄀 䌀䄀匀䄀 
䈀刀䄀匀䤀䰀䔀䤀刀䄀
䔀嘀伀䰀唀윀쌀伀
䌀伀一嘀䤀䐀䄀 嘀伀䌀쨀 
䄀 䌀伀一䠀䔀䌀䔀刀 䄀
䴀攀洀戀爀漀 伀伀挀椀愀氀
搀漀 䜀爀攀攀渀 䈀甀椀氀搀椀渀最
䌀漀甀渀挀椀氀 䈀爀愀猀椀氀
revistagbcbrasil.com.br 83jul/15
anuário GBC 2015
2 15
ANUÁRIO
CERTIFICAÇÕES
EMPRESASEMDESTAQUE
CYRELA COMMERCIAL
PROPERTIES/PROLOGIS......................... 84
AFLALO GASPERINI ARQUITETOS............ 90
PLAENGE INDUSTRIAL........................... 96
ODEBRECHT REALIZAÇÕES .................. 102
RACIONAL ENGENHARIA...................... 106
OMAR MAKSOUD ENGENHARIA............. 112
BAGGIO SCHIAVON ARQUITETOS........... 116
LOEB CAPOTE ARQUITETURA................ 118
EDO ROCHA ARQUITETURAS................. 120
revistagbcbrasil.com.br 83jul/15
anuário GBC 2015
84 jul/15 rev/gbc/br
anuário GBC 2015
L
ocalizado no número 105 da Avenida Engenheiro Luís Car-
los Berrini, um dos mais importantes eixos comerciais da
cidade de São Paulo, o edifício Thera Corporate está entre
os mais modernos do Brasil. Com 15 pavimentos, distribu-
ídos numa área total locável superior a 31 mil m², esse em-
preendimento traduz muito mais que o avanço funcional e
estético dos prédios comerciais contemporâneos. A forma
como foi desenvolvido e a maneira com que este edifício é
operado evidenciam o quanto as práticas de sustentabilidade estão impregna-
das na cultura da Cyrela Commercial Properties (CCP).
Considerada uma das principais empresas de desenvolvimento, aquisição, lo-
cação, venda e administração de imóveis comerciais do Brasil, a CCP foi quem
desenvolveu e inaugurou, em junho de 2014, o Thera Corporate. Registrada
para obter o selo LEED, a edificação é mais uma entre as várias proprieda-
des em que a companhia aplica com rigor uma regra: oferecer ao mercado
construções eficientes, com baixo impacto ambiental e garantias de condições
saudáveis de ocupação.
“Nosso compromisso é apoiar uma abordagem preventiva em torno dos desa-
fios ambientais, desenvolver iniciativas a fim de promover maior responsabilida-
de ambiental e incentivar o desenvolvimento e a difusão de tecnologias ambien-
talmente sustentáveis”, afirma o CEO da CCP, José Florêncio Rodrigues Neto.
Sua fala coincide diretamente com a decisão de, em 2008, tornar a CCP uma
das signatárias do Pacto Global da ONU, que compromete a empresa a ali-
nhar, em escala cada vez maior, suas estratégias e operações aos dez princí-
pios universalmente aceitos nas áreas de direitos humanos, direitos do traba-
lho, meio ambiente e combate à corrupção.
Presente em três segmentos de mercado – Edifícios Corporativos, Shopping
Centers e Centros Logísticos - a companhia tornou-se no mesmo ano de sua
fundação (2007) membro fundadora do Green Building Council Brasil (GBC
Brasil), instituição que promove a construção sustentável no país, apoiando
a transformação de toda a cadeia produtiva do setor. A associação brasileira
representa oficialmente o World Green Building Council (WGBC).
Em 2009, a CCP ampliou o raio de engajamento ao se filiar ao Conselho Brasi-
leiro de Construção Sustentável (CBCS), resultado da articulação entre lideran-
ças empresariais, pesquisadores, profissionais e formadores de opinião para
estimular o setor da construção a adotar práticas que melhorem a qualidade
de vida dos usuários, trabalhadores e ambiente que cerca as edificações. “A
melhor forma de apoiar a disseminação de práticas sustentáveis no segmento
em que atuamos é por meio da participação ativa em organizações compro-
metidas com essas causas”, diz Florêncio.
Cyrela Commercial Properties
Compromisso com a sustentabilidade
Oferecer aos seus clientes,
construções eficientes, com
baixo impacto ambiental
e garantias e condições
saudáveis de ocupação.
Esta é a missão da CCP.
Thera Corporate, SP
©RobertoAfetian
revistagbcbrasil.com.br 85jul/15
anuário GBC 2015
Cada vez mais orientada para um modelo de negócio focado na sustentabi-
lidade, a CCP instituiu como uma de suas metas a obtenção da certificação
LEED para todos os empreendimentos em desenvolvimento, alinhando-se
aos requisitos exigidos para o padrão de construção sustentável. Com isso,
tem conseguido contribuir com um nível de conscientização mais eficiente
junto ao público usuário, principalmente em função da credibilidade deste tipo
de certificação no mercado.
Na avaliação da CCP, a obtenção do certificado LEED representa uma série
de benefícios. “Entre o antes e o depois das certificações, percebemos, por
exemplo, a melhoria das condições de bem-estar e do conforto dos usuá-
rios, a valorização e o fortalecimento da imagem da empresa por tratar com
responsabilidade as questões que envolvem sustentabilidade e, também, a
diminuição de custos de operação dos empreendimentos”, diz o diretor de
Desenvolvimento e Construção Hilton Rejman. O executivo classifica a certifi-
cação como uma espécie de item de série para empreendimentos diferencia-
dos do mercado, além de representar um atributo já embutido na expectativa
do cliente. “No momento da escolha de um imóvel para uso, cada vez mais
há opções com certificações, o que acaba sendo uma vantagem competitiva
para o incorporador no sentido de conseguir uma velocidade maior nas co-
mercializações”, explica Rejman.
Mesmo antes de abrir o seu capital, em 2007, quando ainda era uma unida-
de da Cyrela, a CCP já desenvolvia um dos melhores portfólios de edifícios
corporativos da região metropolitana de São Paulo em termos de qualidade
construtiva, especificações técnicas e acabamentos. Com importante domínio
sobre a tecnologia e a arquitetura, a empresa gerencia edifícios de acordo
com os mais elevados padrões de sustentabilidade, o que reflete numa das
melhores taxas de ocupação física do mercado. É este alto padrão de qua-
lidade na gestão que tem permitido à empresa, por exemplo, firmar acordo
com parceiros internacionais, como a americana Prologis (líder em desenvol-
vimento e administração de propriedades logísticas em 21 países), a GIC Real
Estate (braço imobiliário do Government of Singapore Investment Corporation)
e a CPPIB (subsidiária do fundo de pensão canadense Canada Penson Plan).
EDIFÍCIOS CORPORATIVOS
Reconhecida como líder no segmento de escritórios comerciais padrão Triple
A, a CCP atua no desenvolvimento e na administração de edifícios corpora-
tivos sempre com propriedades de alta qualidade e em localizações estraté-
gicas. Esses fatores contribuem para um alto potencial de geração de valor
de locação.
Atualmente, mais de 80% do portfólio de edifícios corporativos da CCP estão
no padrão Triple A, conforme metodologia do Núcleo de Real Estate da Escola
Politécnica da Universidade São Paulo. Nesta lista constam sete empreen-
dimentos já entregues: o carioca CEO – Corporate Executive Offices, com
30 mil m² e entregue em 2013; e os paulistanos Thera Corporate (28 mil m²,
inaugurado em 2014), JK Financial Center (entregue no ano 2000, com 13 mil
m²), Faria Lima Financial Center (entregue em 2003, com 26 mil m²), Faria
Lima Square (inaugurado em 2006, com 22 mil m²), JK 1455 (inaugurado em
2008, com 22 mil m²) e Corporate Park (entregue em 2002, com 17 mil m²).
Além dos edifícios já em operação, a CCP entregará nos próximos dois anos
mais três empreendimentos também no padrão Triple A: Torre Matarazzo (22
mil m²) e edifício Miss Silvia Morizono (16 mil m²), ambos em São Paulo; e
Centro Empresarial Metropolitano (81 mil m²), no Rio de Janeiro.
O portfólio inclui, ainda, edifícios no padrão Classe A. Nesta categoria, são oito
empreendimentos: Nova São Paulo (SP), Verbo Divino (SP), Centro Empresa-
rial Faria Lima (SP), Brasílio Machado (SP), Suarez Trade (BA), Centro Empre-
sarial de São Paulo (SP), Leblon Corporate (SP) e ITM Centro Empresarial (SP).
Em termos de certificação, dentro da categoria LEED de Ope-
ração e Manutenção (EB O&M), o JK 1455 detém o selo Gold,
enquanto Faria Lima Square e JK Financial Center têm a certifi-
cação Silver. A Torre Matarazzo está pré-certificada com LEED
Gold e o Faria Lima Financial Center em etapa final de certifica-
ção para LEED Silver.
Os três edifícios certificados apresentam uma série de diferenciais sustentá-
veis. A promoção da mobilidade urbana, por exemplo, foi um critério rigorosa-
mente considerado no projeto. Prova disso é que JK 1455, Faria Lima Square
e JK Financial Center estão em endereços vizinhos a shoppings, mercados,
restaurantes e diversos tipos de comércio. Suas imediações são servidas por
várias modalidades de transporte público, incluindo corredores de ônibus, es-
tações de trens e ciclovias. Os empreendimentos estão equipados com bici-
cletário, sendo que nos casos específicos do Faria Lima Square e do JK 1455,
o número de vagas foi dobrado em menos de um ano devido à demanda de
usuários.
A eficiência no uso da água é outro indicador acompanhado de perto pela
gestão CCP. Uma das iniciativas, por exemplo, consiste no uso de arejadores
CEO Corporate Executive Offices, RJ
86 jul/15 rev/gbc/br
anuário GBC 2015
programas de conscientização. “Durante a certificação, notamos a importân-
cia do envolvimento dos usuários, não apenas dentro dos edifícios, mas mul-
tiplicando práticas sustentáveis também em suas residências”, diz Zanetti. A
iniciativa conta com campanhas de comunicação divulgadas por e-mail, em
canais multimídia nos elevadores, banners, eventos e outros meios possíveis.
“Nossa meta é o avanço permanente na operação dos edifícios para atingir-
mos níveis de excelência. Para isso, realizamos treinamentos constantes com
os colaboradores a fim de que nos ajudem a identificar pontos de melhoria e
inovações”, completa Zanetti.
SHOPPING CENTERS
O dia 30 de abril de 2015 tem um significado muito especial para a CCP. Nesta
data, a empresa inaugurou o Shopping Cidade São Paulo, um marco em ter-
mos de inovação na história da companhia. Com a abertura deste empreendi-
mento na Avenida Paulista, coração financeiro da principal capital brasileira, a
CCP mostrou que caminha firmemente para tornar-se um dos grandes players
nacionais no mercado de shopping centers.
Considerando a chegada do Shopping Cerrado, prevista para o segundo se-
mestre de 2015, em Goiânia, a empresa terá em seu portfólio o total de oito
empreendimentos em operação: Shopping Cidade São Paulo, Shopping D e
Tietê Plaza Shopping, em São Paulo; Grand Plaza Shopping, em Santo André,
no ABC paulista; Shopping Metropolitano Barra, no Rio de Janeiro; Parque
Shopping Belém, na capital do Pará; e Shopping Estação BH, em Belo Hori-
zonte. Juntos, representam quase 286 mil m² de Área Bruta Locável. Além de
localização estratégica, mix de lojas completo e fluxo de público constante,
outro atributo que esses centros de compras têm em comum é a gestão vol-
tada à sustentabilidade.
Um dos grandes e mais recentes exemplos é o Tietê Plaza Shopping. Inau-
gurado em 2013 na zona noroeste de São Paulo, o empreendimento con-
quistou em maio a certificação LEED Silver, na categoria Core & Shell. Quem
navega pelo site do shopping tem a chance de conhecer alguns indicadores
que justificam sua posição de um dos mais modernos dentro do conceito de
construção eficiente, com baixo impacto ambiental e garantias de condições
saudáveis de ocupação.
Do ponto de vista da mobilidade urbana, o shopping está a menos de 400
metros de uma estação de trem do sistema metropolitano e é servido por
cinco linhas de ônibus. Assim como os edifícios corporativos da CCP, o Tietê
Plaza Shopping mantém um bicicletário com mais de 200 vagas. Durante sua
obra, diversas práticas foram adotadas como forma de minimizar o impacto
ambiental. Uma delas foi selecionar fornecedores de mão de obra num raio
máximo de 400 km, proporcionando economia de combustível e baixa emis-
são de gases poluentes na atmosfera. Outra foi definir medidas de controle da
erosão, sedimentação e poluição do solo, tais como sistema de lava-rodas,
controle de materiais contaminantes e proteção de boca de lobo.
Na fase de construção foi implantado um Plano de Qualidade do Ar Interior
para garantir a saúde e a segurança dos operários. O empreendimento utili-
zou apenas adesivos, selantes, tintas e vernizes com baixa concentração de
de 1,8 lpm em todos os banheiros e de 3,6 lpm, nas copas, além de regulagem
do nível de água nas caixas acopladas. A maioria dos edifícios possui sistema
de captação de águas pluviais e estações de tratamento de água de reuso,
cuja finalidade é atender ao processo de resfriamento das torres do sistema
de ar-condicionado e irrigação de jardins. Nesse contexto, um diferencial do
JK 1455 em relação aos outros edifícios do mesmo porte é o uso do sistema
de esgoto a vácuo, que exige volume de água significativamente menor na
comparação com sistemas tradicionais.
À época da certificação, essas medidas promoveram uma redução de apro-
ximadamente 30% no consumo de água, incentivando ainda mais a empresa
a desenvolver um programa contínuo de verificação de novas oportunidades
de economia.
Motivo de preocupação para muitas empresas, o consumo de energia elétri-
ca também recebe atenção especial na CCP. “Investimos, principalmente, na
automação predial para controlar e evitar o uso desnecessário dos sistemas
de iluminação, ventilação e ar condicionado”, explica o gerente regional de
operações Sandro Zanetti.
No que se refere ao impacto ambiental decorrente do uso de determinados ma-
teriais, a empresa informa que, durante o período de certificação dos edifícios,
foi criada uma lista de produtos e fornecedores em conformidade com aspec-
tos exigidos pelo LEED. Essa lista tornou-se referência para todas as compras
efetuadas nos empreendimentos. Na hora de fechar qualquer negócio, um dos
critérios é o respeito ao meio ambiente, optando por itens mais sustentáveis,
como papéis recicláveis, madeira de reflorestamento, mobiliário com selo FSC,
eletrônicos com selo Procel nível A ou certificados pela Energy Star.
O tratamento e o descarte de resíduos também estão subordinados a um pro-
grama específico. Todos os volumes gerados nos prédios são encaminhados
a empresas especializadas que fazem a triagem ou reciclagem. Para garan-
tir um processo eficiente, que cumpra efetivamente o objetivo de preservar
o meio ambiente, a equipe técnica do edifício faz o acompanhamento dos
resíduos até o destinatário final, apoiada em relatórios de recebimento gerados
mensalmente. No caso de resíduos comuns, como papéis, plásticos, metais,
refugos de sanitários e orgânicos, a coleta é diária. Pilhas, baterias, lâmpadas
e toners, considerados resíduos específicos, são armazenados nos edifícios
até atingirem a quantidade mínima exigida pela empresa coletora, que faz o
descarte adequado.
A questão ambiental contempla o impacto na qualidade de vida de quem tra-
balha nos prédios certificados. Nesse sentido, há cuidados especiais, como o
uso de produtos de limpeza menos agressivos, controle de pragas à base de
insumos naturais e controle contínuo da qualidade do ar por meio do sistema
de automação, que controla a temperatura interna, considerando informações
dos fancoils e das caixas VAV´s distribuídas nas áreas privativas conforme
layout das empresas. Refrigerantes da família dos HCFCs, como o R-22, estão
vetados nos processos de refrigeração e climatização.
Promover a sustentabilidade, no entanto, é um desafio que extrapola os do-
mínios de quem gerencia um prédio certificado. É preciso que o usuário do
edifício também esteja engajado. Por esse motivo, a CCP trabalha fortemente
revistagbcbrasil.com.br 87jul/15
anuário GBC 2015
compostos orgânicos voláteis, contribuindo para uma melhor qualidade do
ambiente interior. O sistema de climatização foi instalado considerando a
aplicação da qualidade mínima necessária de fluído frigorigéneo, reduzindo
assim o potencial de contribuição para o aquecimento global e de redução
da camada de ozônio. O sistema de ventilação apresenta taxas de ar exter-
no superiores aos mínimos exigidos de modo a promover a qualidade na
renovação de ar.
No que se relaciona a recursos hídricos, o shopping é autossuficiente na
produção de água, sendo que 60% é proveniente de um sistema de abas-
tecimento de água potável que extrai água de dois poços profundos. Essa
água passa por uma estação de tratamento e, após ser potabilizada, é
enviada ao reservatório do shopping para consumo. Os outros 40% da
demanda são supridos com água de reuso, destinada a vasos sanitários,
mictórios, irrigação e torres de resfriamento.
Quanto à energia elétrica, um moderno sistema de controle e automação
funciona para que todos os recursos sejam utilizados em sua máxima efi-
ciência. Com as diversas soluções em eficiência energética, o Tietê Plaza
Shopping registra uma economia mensal de 20% nos gastos com energia
elétrica e 40% em água, se comparado a um shopping convencional.
Economia de recursos naturais é prioridade também no Shopping Cidade
São Paulo. Construído em conjunto com o edifício Torre Matarazzo, esse
empreendimento representa uma conquista inédita em São Paulo para um
prédio de uso misto: a certificação LEED, na categoria Core & Shell – nível
Gold, conferido pelo US Green Building Council. Mesmo com perfis distin-
tos de operação, Torre Matarazzo e Shopping Cidade São Paulo obtiveram,
conjuntamente, pré-certificação como construções com baixo impacto am-
biental e que asseguram condições saudáveis de ocupação. Na prática,
são empreendimentos que já nascem equipados com sistemas de auto-
mação favoráveis à efetiva redução de consumo de água e energia elétrica,
refletindo em menor impacto ambiental e menor despesa financeira.
Com fluxo diário de 1,5 milhão de pessoas, aproximadamente 2,4 mil carros
por hora, centenas de tubulações subterrâneas e uma interminável rede de
cabos para telecomunicação, a Avenida Paulista exigiu planejamento rigoroso.
Restrito à circulação de caminhões, o endereço impôs dificuldades logísticas,
como instalação de equipamentos pesados, recebimento de materiais e, prin-
cipalmente, remoção de terra. “Nossas escavações chegaram a 30 metros de
profundidade. Em volume de terra, retiramos aproximadamente 240 mil m³,
o equivalente a 90 piscinas olímpicas”, quantifica o arquiteto Hilton Rejman.
Acrescenta que para fazer o transporte de toda essa carga foram precisos
muitos cálculos para sincronizar prazos com as condições de circulação. O di-
retor da CCP relembra outro fato curioso da obra. “Como o túnel da linha verde
do Metrô passa em frente à área em que fizemos a escavação e fundação do
empreendimento, tivemos de instalar ao longo da Avenida Paulista dezenas de
sensores para monitorar, em tempo real, o comportamento da estrutura dos
túneis do Metrô durante a execução da obra”.
Erguer um prédio que recebe diariamente milhares de pessoas, implica alterar
parte do cotidiano de um espaço já fortemente afetado pela grande densi-
dade populacional. Para reduzir eventuais impactos de mobilidade urbana, o
empreendimento desenvolvido pela CCP entregou ao município uma série de
benefícios. Entre os mais importantes estão o alargamento das ruas Pamplona
e São Carlos do Pinhal, ambas contempladas com mais uma faixa de rolamen-
to; e a construção de dois acessos ao edifício (um exclusivo para pedestres, na
Avenida Paulista, e outro só para carros, na São Carlos do Pinhal, desafogando
o tráfego). “Contribuímos, também, com a implantação e revitalização de sina-
lização horizontal e vertical, a modernização e integração do sistema semafó-
rico, detetores de veículos, adequações geométricas, itens de acessibilidade,
iluminação e câmeras ao longo da Paulista”, acrescenta Rejman.
No aspecto ambiental, a população que circula na região ganhou um verda-
Tietê Plaza Shopping, SP
88 jul/15 rev/gbc/br
anuário GBC 2015
No Rio de Janeiro, o Shopping Metropolitano Barra administra diversas inicia-
tivas sustentáveis. Uma das mais impactantes é a construção de uma parede
verde externa de 1,6 mil m², considerada atualmente a maior da América Latina
e a segunda maior do mundo (a maior fica em Dubai, nos Emirados Árabes).
Chamado de Garden UP, o jardim vertical foi construído em três meses e insta-
lado no shopping em 20 dias. Entre as vantagens desse tipo de instalação está
a irrigação, feita por um sistema de microtubos de gotejamento que mantém
as plantas sempre úmidas e saudáveis, reduzindo assim o consumo de água,
além de promover um conforto ambiental, diminuindo a temperatura dentro e
fora do empreendimento.
Com aproximadamente 100 mil mudas de forrações e arbustos, espécies que
melhor se adaptam a esse sistema de instalação, a parede verde foi produzida
com material 100% sustentável a partir de garrafas pet recicladas. Ao todo,
a parede conta com seis espécies de plantas, como bromélias e zebrinas, e
2,7 mil módulos (tapetes retangulares que parecem camurça, mas são feitos
apenas de garrafas PET). A manutenção é semelhante à de um jardim comum,
mas feita pela técnica de rapel.
deiro jardim a céu aberto, com acesso livre que proporciona convivência e
integração. Com 2,4 mil m², o espaço conserva cerca de 60 árvores nativas e
abriga mais de uma centena de mudas, originárias da Mata Atlântica. Essas
mudas também foram plantadas em alguns pontos do Parque Trianon, locali-
zado próximo ao empreendimento.
Maior centro de compras da região do ABC, o Grand Plaza Shopping, de San-
to André, é outro empreendimento que exemplifica o compromisso da CCP
com o desenvolvimento sustentável. Com um fluxo de público mensal de 1,5
milhão de pessoas e ABL (72 mil m²) que o coloca entre os 20 maiores sho-
ppings do país, o Grand Plaza tem o mais avançado sistema de tratamento
de esgoto e de reuso de água do país dentro do seu segmento de atuação.
Sua infraestrutura permite que 100% do esgoto seja tratado quimicamente e
reaproveitado para rotinas operacionais, como lavagem de pátios de estacio-
namento, descargas em vasos sanitários, torres de resfriamento de ar-condi-
cionado e irrigação de jardim.
Instalado numa área de 178m² e capaz de tratar 10 milhões de litros por mês, o
sistema gerado economia de 48% no consumo de água. Tem como diferencial
a aplicação da chamada "osmose reversa", tecnologia que usa uma membrana
semipermeável para filtrar impurezas e, à base de pressão, fazer com que apenas
a água limpa flua para o sistema de alimentação. Classificada como a mais mo-
derna no gênero, essa tecnologia é empregada em mercados como Estados Uni-
dos, Europa, Japão, Israel e Singapura, regiões consideradas referência na área.
Atualmente, o volume de esgoto tratado e reutilizado pelo shopping corres-
ponde mensalmente a 8,3 milhões de litros. No acumulado do ano, representa
economia aproximada de 100 milhões de litros de água, suficiente para encher
36 piscinas olímpicas ou abastecer uma comunidade de 300 mil pessoas.
Em fase de projeto, esse mesmo sistema de reuso deverá equipar futuramente
outro shopping do grupo, o Shopping D, que em 2014 completou 20 anos de
operação e há muito tempo desenvolve práticas sustentáveis. Atualmente, o
centro de compras, localizado na zona norte da Capital, gerencia um sistema
de produção de água potável que capta recursos hídricos por meio de três
poços semiartesianos instalados a 300 metros de profundidade. Implantado
em 2011, o sistema produz água suficiente para todo o shopping. A iniciativa
resulta numa economia financeira mensal de 50% se comparado às tarifas
cobradas pela concessionária. Juntamente com este sistema, o Shopping D
desenvolve outras ações direcionadas à redução de consumo de água. Entre
elas está o acionamento automático e o controle de vazão nas torneiras e mic-
tórios, gerando economia de 80% no uso da água. Em breve, o centro de com-
pras planeja iniciar a construção da sua Estação de Tratamento de Efluentes.
Com tecnologia de ponta, o projeto vai permitir o tratamento de 100% do es-
goto, cujo volume será reaproveitado como água de reuso na lavagem de
pátios de estacionamento, descargas em vasos sanitários, mictórios e regas
de jardim. A implantação do sistema irá adicionar de 2 mil a 3 mil m³ de água,
ampliando ainda mais a independência do empreendimento em relação ao
fornecimento convencional.
Shopping Cidade São Paulo, SP
revistagbcbrasil.com.br 89jul/15
anuário GBC 2015
CENTROS LOGÍSTICOS
Com significativa expansão nos últimos anos no mercado brasileiro, a área de
Centros Logísticos tem importante participação nos negócios da CCP. Para ir
além neste segmento, a empresa firmou, em 2008, joint venture com a ameri-
cana Prologis, líder mundial em desenvolvimento de parques logísticos e uma
das 100 empresas mais sustentáveis do mundo. O objetivo da parceria, reno-
vada em 2013, é atender companhias que necessitam de galpões de altíssimo
padrão para suas operações logísticas, considerando a pouca oferta, no Bra-
sil, de imóveis com padrão Triple A.
Com a expertise local da CCP e o know-how da Prologis, a joint venture Prolo-
gis CCP consegue atuar no ciclo completo do empreendimento, que abrange a
compra do terreno, o desenvolvimento do projeto, construção, locação e admi-
nistração do imóvel.
Nos estados de São Paulo e Rio de Janeiro, a empresa já entregou os condomí-
nios Prologis CCP Cajamar I, Prologis CCP Cajamar II, Prologis CCP Dutra SP,
Prologis CCP Jundiaí e Prologis CCP Queimados, que, juntos, somam quase
600 mil m², além de 1,5 milhão de m² de capacidade futura. São imóveis estra-
tegicamente localizados em áreas de fácil acesso às principais rodovias, centros
comerciais e corredores de transporte no Rio de Janeiro e em São Paulo.
Em conformidade com especificações mundiais de armazenagem e distribui-
ção, o alto padrão construtivo é uma das vantagens competitivas da com-
panhia, que tem vários diferenciais: piso com capacidade para 5 toneladas
CCP Prologis Cajamar, SP
por m²; entrega de sistema de sprinkler completo; marquise sobre as docas
com seis metros de largura; mezanino para instalação de recepção e escritório
dentro do galpão, com área flexível para cada tipo de operação; luminárias
de alto desempenho que reduzem o consumo de energia elétrica; portas e
niveladoras importadas, que facilitam os processos de carga e descarga e
as operações na área de doca; e amplo pátio de manobras, com 38 metros
na frente das docas. Fatores como esses têm atraído algumas das maiores
empresas de atuação global.
A exemplo das outras unidades de negócio, a Prologis CCP dedica atenção
especial aos projetos de sustentabilidade, resultando na certificação de diver-
sos empreendimentos. No Prologis CCP Cajamar I, sete galpões receberam
o selo LEED nos últimos dois anos, enquanto no Prologis CCP Jundiaí foram
dois galpões. Prologis CCP Dutra SP e Prologis CCP Queimados também fa-
zem parte da lista de empreendimentos certificados.
Imagens:DivulgaçãoCCP
90 jul/15 rev/gbc/br
anuário GBC 2015
aflalo
gasperini
arquitetos
diversidade em projetar
Imagens:Divulgaçãoaflalo/gasperini
revistagbcbrasil.com.br 91jul/15
anuário GBC 2015
A
diversidade é uma característica mar-
cante da aflalo/gasperini. Sua capaci-
dade em desenvolver, desde projetos
simples até os mais complexos, com
foco em aspectos tecnológicos e ino-
vadores, faz com que se coloquem
em um patamar de forte credibilidade
no mercado da arquitetura. Agregado
a isso, a empresa busca imprimir em
seus projetos um fator imprescindível,
a comunicação transparente, sempre
com o objetivo de garantir melhores soluções para seus clientes.
Com 53 anos de história e experiência no mercado, o escritório de
arquitetura sempre teve como cultura a busca por inovação em tec-
nologias e soluções arquitetônicas eficientes. A empresa foi fundada
em 1962 pelos arquitetos Roberto Aflalo, Plínio Croce e Gian Carlo
Gasperini, e já está na terceira geração. Nos anos 80, Roberto Aflalo
Filho e Luiz Felipe Aflalo Herman, assumiram a condução do escritório
ao lado de Gian Carlo Gasperini. Em 2015, Grazzieli Gomes Rocha e
José Luiz Lemos passaram a compor a sociedade; além dos sócios-
-diretores a empresa possui uma diretora de processos e produção, e
mais 5 profissionais associados.
O compromisso da empresa com a atualidade não se restringe ape-
nas às soluções tecnológicas que o mercado disponibiliza, mas tam-
bém com o projetar sustentavelmente, com responsabilidade, visando
executar projetos mais eficientes e econômicos para as edificações.
Trata-se de uma cultura internalizada no escritório que é inerente à
atitude de todos os colaboradores e envolvidos nos projetos e que
leva para dentro da empresa a questão da sustentabilidade em todos
os sentidos. “Os edifícios corporativos, que sempre dependeram de
muita eficiência, foram o carro chefe disso, sempre nos demandando
maior conhecimento, um estudo do cenário internacional, de como
estava se trabalhando nesse setor em termos de energia, então, mui-
to antes de termos o LEED, ou outra certificação, todos os edifícios
marcaram épocas por busca de tecnologia”, afirma Luiz Felipe Aflalo
Herman, sócio-diretor da Aflalo/Gasperini.
A Aflalo/Gasperini tem como premissa a valorização do usuário, sem-
pre buscando projetar um ambiente agradável e confortável, seja
através de uma iluminação e temperatura ideais, ou de um paisagis-
mo, aliados à utilização de materiais mais eficientes que reduzam o
consumo de água e energia, contribuindo assim para a melhora na
produtividade deste usuário.
©AnaMello
92 jul/15 rev/gbc/br
anuário GBC 2015
Empreendimentos
certificados pelo LEED
A empresa é responsável pelo projeto arquitetô-
nico de inúmeros empreendimentos certificados
pelo LEED, ao todo são 24 empreendimentos en-
tre certificados e pré-certificados. As execuções
da aflalo/gasperini sempre foram pautadas em pa-
râmetros, de consumo energético, durabilidade e
longevidade, independente de certificação. Todas
essas questões já faziam parte da preocupação da
empresa que, também é a preocupação do clien-
te, performar em longo prazo. Muitos dos projetos
da empresa já estavam em desenvolvimento ou
em fase de conclusão quando surgiu o movimento
sustentável da organização Green Building Council
Brasil, e foram necessárias poucas adequações
aos projetos para que conquistassem certificações
como Gold e Platinum, as mais altas certificações
do GBC Brasil.
“Quando se trouxe de fato o processo de certifica-
ção para o Brasil, que nada mais é do que você
avaliar a performance de um edifício, muitos dos
nossos grandes projetos já estavam em desenvol-
vimento, ou praticamente concluídos, e optou-se
por buscar uma certificação, as alterações, os ajus-
tes nos projetos foram absolutamente marginais,
para atender complementações como tipo vagas
para automóveis com combustíveis alternativo, bi-
cicletários, vestiários, entre outros”, diz Roberto.
A empresa possui ampla experiência em diversos
segmentos no mercado, abrangendo os setores
comercial, de serviços, residencial, hoteleiro, públi-
co e social, recreacional e industrial, onde o traba-
lho vai desde a pesquisa e análise de restrições,
programação, pré-dimensionamento e planeja-
mento físico até o projeto arquitetônico completo,
que incluem reformas, planos urbanísticos e de
paisagismo, coordenação de projetos complemen-
tares, fiscalização e acompanhamento da obra e
desenhos de apresentação.“Trabalhamos em fun-
ção da predominância do mercado, das oportuni-
dades, determinadas por contatos específicos, por
demandas específicas. Na última década e meia,
podemos dizer que tivemos uma incidência bas-
tante grande de edifícios corporativos. De fato aca-
bamos nos envolvendo por conta dessa demanda
toda, o escritório trabalha com todos os tipos de
projetos, todas as tipologias, sempre trabalhou;
no nosso currículo tem escolas, áreas comerciais,
projetos de uso misto, residenciais, teatros, urba-
nismo”, pontua Roberto Aflalo Filho, sócio-diretor
da aflalo/gasperini.
Uma importante preocupação da aflalo/gasperini
no que tange a sustentabilidade é a cogeração de
energia. Mesmo antes da forte demanda em sus-
tentabilidade, com o advento das organizações e
movimentos voltados para este tema, o conceito de
executar projetos que visando à eficiência nos em-
preendimentos já se aplicava em vários países em
que se tem uma legislação própria relacionada à
sustentabilidade, garantindo que a energia cogera-
da seja devolvida para a rede. “Nós tentamos muito
isso no Brasil e até hoje não conseguimos fazê-la,
porque infelizmente, com todos os problemas ener-
géticos que passamos hoje, gerando energia com
óleo diesel, ainda continuamos sem uma legisla-
ção específica nesse sentido. Mas no momento em
que começou a surgiu as certificações no Brasil,
nós já migramos para um conhecimento específico
disso, desta certificação, que complementou então
esse processo tecnológico que a empresa já vinha
desenvolvendo”, destaca Luiz Felipe.
Dentre os principais projetos desenvol-
vidos pela empresa estão Rochaverá,
um complexo com quatro edifícios,
que conquistou o selo Gold em todas
as torres, Eldorado Business Towers, a
primeira edificação de grande porte do
Brasil a conquistar o selo Leed (2009),
e do tipo Platinum, maior classificação
da categoria, Ventura Corporate To-
wers, que garantiu o selo Gold em suas
duas torres, Ecoberrini, também cer-
tificado com o Leed Platinum, Infinity
Tower, que possui duas certificações,
selo Gold na categoria Core & Shell e
selo Platinum na categoria Comercial
Interiors.
Entre os certificados em 2014, estão
os empreendimentos FL Corporate,
Morumbi Corporate, que garantiram o
selo Gold na categoria Core & Shell,
além de um dos maiores ícones no
que tange a eficiência em 360 graus, o
Parque da Cidade, complexo com cin-
co prédios ainda em desenvolvimento,
mas que já conquistou a certificação
LEED Silver ND (Neighborhood Deve-
lopment), concedida aos empreendi-
mentos que trazem impactos positivos
ao seu entorno, além de um LEED Gold
(Torre C1) e um certificado AQUA (Tor-
re C2), para as torres que estão sendo
entregues em 2015.
Além destes empreendimentos a afla-
lo/gasperini conta com mais dez pro-
jetos certificados em seu portfólio, são
eles: Edifício Jatobá (Leed CS Gold);
Sede da Odebrecht (CS Gold); Morum-
bi Business Center (Cs Gold); Edifício
Cidade Jardim (CS Gold); JK 1600 (CS
Gold); Atrium Faria Lima(CI SIlver); WT
Morumbi, São Paulo Corporate, Torre
Matarazzo e Berrini One.
revistagbcbrasil.com.br 93jul/15
anuário GBC 2015
Projetos ícones
Referência na paisagem metropolitana de São
Paulo, o edifício Eldorado Business Towers é consi-
derado um dos projetos mais importantes na traje-
tória da aflalo/gasperini, levando em consideração
seu desempenho de uma forma geral, um projeto
ambicioso, que chama a atenção tanto pelo porte
quanto pela sua forma. A certificação conquistada,
o selo Platinum, maior certificação concedida pelo
GBC (Green Building Council) Brasil, reforça ainda
mais a experiência e capacidade que a empresa
possui em realizar projetos eficientes e de alta com-
plexidade.
A união de interesse entre empreendedor e fabri-
cante em desenvolver um empreendimento de per-
formance significativa, fez com que o projeto se via-
bilizasse de forma intensiva em relação à eficiência,
de modo que foi possível atingir a certificação má-
xima. “Teve um grande investimento em tecnologia,
foi um momento que casou interesses, tanto de um
fabricante de sistema de ar condicionado quanto
do empreendedor, interessado em investir nesse
sentido. Uniu-se uma solução que deveria ter um
performance significativa associada a um sistema
de avaliação de insolação, cortinas automatizadas
nas fachadas que independiam de manipulação,
ou seja, um conjunto de elementos inteligentes. Foi
o nosso primeiro Platinum”, orgulha-se Roberto.
Outro projeto arquitetônico desenvolvido pela em-
presa foi o Parque da Cidade. Único no Estado
de São Paulo a receber a certificação ND (Nei-
ghborhood Development) e o segundo no Brasil.
Este empreendimento se destaca principalmente
pela preocupação em interagir de forma eficiente
com seu entorno, um projeto que se caracteriza
pela sua dimensão e diversidade de itens incor-
porados a ele. Localizado em um terreno de mais
de 80 mil metros quadrados, conta com cerca de
500 mil metros quadrados de área construída que
contemplam torres corporativas e residenciais, ho-
tel, shopping, salas comerciais, o que traz um forte
conceito de cidade compacta. Agregado a todos
estes elementos, o complexo possui uma prefeita
integração entre espaços externos privativos e pú-
blicos, são 62 mil metros quadrados abertos ao pú-
blico que contam com um parque linear dotado de
restaurantes, passeios, ciclovias, espelhos d’água,
playground entre outros atrativos, integrado a uma
área verde de aproximadamente 22 mil metros
quadrados.
A linguagem arquitetônica é contemporânea e ca-
racteriza-se por volumes angulados em seu coroa-
mento. Estes têm alturas variadas e quando justa-
postos geram linhas ascendentes e descendentes,
no skyline da cidade. A forte identidade se faz do
conjunto e não dos prédios isolados. “Este projeto
que nos leva as últimas consequências deste pen-
samento, a forma como ele esta esquematizado,
como está localizado, se possui transporte real-
mente eficiente a 800 metros daquele ponto, se é
uma área urbanizada que possui com cruzamentos
de ruas que justifique esta obra estar ali. Vamos
entendendo aos poucos como é o funcionamento
deste conjunto, pois o interesse da urbanização é
ser compacto e estimular a diversidade. O LEED
vizinhança procura ter sinergia dos usos, ter uso
misto”, diz Luiz Felipe.
Imagens: Divulgação aflalo/gasperini
94 jul/15 rev/gbc/br
anuário GBC 2015
LEED: A união de prag-
matismo e liberdade
Para Roberto Aflalo, a certificação é uma forma
pragmática de avaliar certas questões. Trata-se
de uma proposta absolutamente real que oferece
parâmetros bastante próximos da realidade com
relação à eficiência nos edifícios. Todas as ques-
tões levantadas pela certificação são discutidas
de forma aprofundada não somente por técnicos
e projetistas envolvidos, mas também pelos clien-
tes no tocante ao custo benefício, bem como os
elementos que compõem um edifício. “Isso extra-
pola o projeto, tem a ver com a distância de onde
vêm os materiais, o quanto demanda de transporte
ou não, quantidade de entulho que se gera numa
obra, quão antecipadamente se pensou nessas
questões num processo de projeto. É um processo
bastante pragmático, que tenta colocar de forma
estruturada uma serie de questões que muitas ve-
zes são mais delicadas, mas ele cumpre seu papel
de dar um parâmetro, estabelecer um critério e que
isso possa ser comparado e de fato avaliado”, de-
fine Roberto Aflalo.
Já segundo Luiz Felipe Aflalo, este pragmatismo
está ligado diretamente ao conceito de liberdade.
A sustentabilidade é um tema de muita diversida-
de considerando todos os elementos que influem
nisso, e com a sinergia entre especialistas e várias
equipes com diferentes conhecimentos trabalhan-
do de forma estruturada através da utilização de
tecnologias e cálculos, com o intuito de se atingir
uma meta, é possível visualizar cenários bem pró-
ximos à realidade. Isso permite, de certa forma, a
possibilidade de visualizar as reais possibilidades
frente a um projeto. “A certificação pra mim esta
diretamente ligada à liberdade, pois veio numa
medida que o mundo estava sensível e precisá-
vamos fazer algo pelo planeta em relação à eco-
nomia dos recursos naturais, à conscientização,
pensar em como desenvolver de forma eficiente.
Mas para isso é importante que a certificação tenha
esse pragmatismo, pois assim se tem a condição
de avaliar melhor os processos utilizando de vá-
rios sistemas para fazer este balanço. Então neste
sentido a sustentabilidade traz muita liberdade, a
liberdade com responsabilidade dentro daqueles
critérios, para que possamos realmente fazer algu-
ma coisa para mudar esse curso do planeta”, com-
plementa Luiz Felipe.
A importância da simu-
lação energética
Uma dos pontos importantes que garantem de for-
ma significativa a eficiência de uma edificação é a
utilização de programas e expertise de simulações
energéticas, recursos estes que se tornam decisi-
vos na tomada de decisão do cliente. As simula-
ções trazem resultados aprimorados permitindo
que se possa projetar baseando-se em parâmetros
mais próximos a da realidade, além disso, possi-
bilitam avaliar diferentes situações como, escolha
de materiais, condições, localização, desempenho,
através de uma ampla visão do cenário em que
se está trabalhando. Para Roberto Aflalo, quando
se entra numa simulação talvez decisiva, onde o
cliente precisa tomar algumas decisões relativas a
investimentos é necessário ter números confiáveis,
“para nós quanto mais próxima de uma realidade
e quanto mais dados confiáveis nos der, melhor é
a condição de demonstrarmos as opções e con-
vencer o cliente das soluções arquitetônicas dos
elementos que estamos propondo”, completa ele.
Para Luiz Felipe Aflalo, as simulações, além de
serem fator fundamental para decisão do cliente,
são também importantes quando se fala no fator
“intuição”. O próprio arquiteto tendo uma visão
mais abrangente do projeto precisa cofirmar essa
intuição através de resultados concretos, o que é
possível através de cálculo e números confiáveis.
“Muitas vezes é intuitivo, e para que esta intuição
se comprove, precisa ter um cálculo, ter realmente
muita expertise, para que não se gaste com pro-
cessos ineficazes”, afirma Luiz Felipe Aflalo.
Garantia de
um espaço
que valorize
o usuário,
agregado
a soluções
eficientes
são metas
prioritárias
da empresa
revistagbcbrasil.com.br 95jul/15
anuário GBC 2015
96 jul/15 rev/gbc/br
anuário GBC 2015
A
Plaenge Industrial é a construtora líder em certificações de
obras industriais na tipologia LEED Novas Construções.
Com expertise em empreendimentos que atendem os
mais modernos critérios de sustentabilidade, a empresa
é responsável pela construção de três das oito indústrias
brasileiras certificadas nesta categoria, o que correspon-
de a 35% das certificações atuais, conforme informações
do site da GBC Brasil (Green Building Council), instituição responsável pelas
certificações. A tipologia Novas Construções refere-se a edificações que são
construídas desde o início de acordo com os critérios LEED (Leadership in
Energy and Environmental Design).
Fundada no início da década de 1970 através da construção de uma gráfica
e uma fábrica da Coca-Cola, a Plaenge Industrial soma mais de 1,5 milhão de
metros quadrados construídos em fábricas presentes em 19 estados brasi-
leiros e também na Venezuela. Referência no mercado de empreendimentos
sustentáveis, já recebeu quatro selos verdes LEED. O primeiro deles foi conce-
dido pela construção da Matte Leão na região de Curitiba. Já no ano seguinte
outra obra certificada foi a GEO Energética em Tamboara, no Paraná, reco-
nhecida como a primeira empresa geradora de energia do País a conseguir
a certificação. A fábrica da Coca-Cola em Maringá, concluída em agosto de
2012, recebeu dupla certificação: LEED GOLD no prédio de facilities e LEED
SILVER na planta industrial. Atualmente, a empresa constrói no Rio de Janeiro
um Centro de Distribuição da Coca-Cola de acordo com os critérios “verdes”.
“As conquistas consolidam a divisão industrial da Plaenge como empresa
qualificada e referência para oferecer soluções industriais sustentáveis ao se-
tor de construção civil empresarial”, diz o gerente da Plaenge Industrial, Ednel-
son Ivantes. Ele destaca que o investimento nas tecnologias que atendem os
critérios LEED decorre de uma necessidade do mercado, que busca constru-
toras com expertise para implementar soluções e executar obras dentro das
rigorosas exigências em relação à sustentabilidade. “Nos últimos cinco anos
houve um incremento de mais de 350% no número de projetos registrados
junto ao GBC Brasil, o que de forma acumulada, soma mais de 980 projetos
em busca da certificação”, relata.
é líder em obras certificadas na categoria
Novas Construções
Com foco na sustentabili-
dade, empresa já recebeu
três selos LEED em empre-
endimentos industriais, o
que corresponde a 35% das
certificações da categoria
no Brasil
PLAENGE INDUSTRIAL
Fábrica Matte Leão
1° indústria do Brasil
a obter certificação
(LEED NC Silver, 2012)
revistagbcbrasil.com.br 97jul/15
anuário GBC 2015
Ativo importante
No cenário atual, a eficiência operacional é um ati-
vo importante para garantir a sustentabilidade das
empresas, que buscam a certificação por questões
econômicas e socioambientais. “Os novos empre-
endimentos devem ser pensados como um todo,
buscando a redução dos impactos desde sua
concepção, construção e principalmente na opera-
ção”, avalia Ivantes.
Como exemplo prático em relação às questões
econômicas e ambientais solucionadas por uma
obra que atende aos critérios LEED, Ivantes cita a
redução no consumo de água e energia, gerando
maior eficiência quanto aos custos de operação
e redução no impacto frente ao uso de recursos
naturais. “Isto ganha grande relevância no atual
cenário econômico brasileiro, onde os recursos
naturais estão mais escassos e as tarifas tiveram
um aumento expressivo em seus valores”, pontua,
ressaltando ainda que a eficiência energética é
hoje mais que um diferencial na gestão de custos
e seus resultados passam a integrar outras estraté-
gias de negócio das companhias.
Em relação aos fatores mais difíceis de mensurar,
ele destaca que um empreendimento idealizado
pelos princípios adotados pelo GBC produz um
ambiente de trabalho mais favorável às condições
necessárias para o desenvolvimento das ativida-
des. “Isto, certamente, se reflete em aumento de
produtividade, menos absenteísmo e maior satisfa-
ção e bem-estar dos usuários”, defende.
Na prática, os ganhos com os projetos sustentá-
veis variam de acordo com a atividade econômica
de cada empresa. O gerente da Plaenge Industrial
destaca que em uma empresa do setor de bebidas,
por exemplo, o uso de água tem grande impacto
no processo. “As obras em acordo com os crité-
rios de certificação LEED permitem alcançar níveis
altos de economia neste recurso”, diz, lembrando
que vários outros ganhos são possíveis em um
empreendimento certificado, desde sua concep-
ção através de definições técnicas até a adoção de
medidas como fontes alternativas, menor emissão
de poluentes, utilização de materiais reciclados,
utilização de equipamentos com menor consumo.
“São soluções que promovem maior equilíbrio en-
tre o ser humano e o meio ambiente”, define.
Ivantes lembra que a certificação também beneficia
as comunidades envolvidas com a empresa. Um
dos quesitos avaliados para obtenção do selo é a
relação do empreendimento com o seu entorno,
o que inclui acesso através de transporte público
e alternativo, relação com a comunidade, consu-
mo de materiais locais, redução dos impactos na
construção e manutenção de áreas verdes, que
são sempre avaliados num processo de certifica-
ção LEED.
Os critérios adotados promovem, ainda, uma maior
inclusão social e aumento do senso de comunida-
de, incentivando a todos a terem maior responsa-
bilidade socioambiental, o que inclui fornecedores,
clientes e colaboradores.
Empresa aposta em projetos inova-
dores e eficientes
A Plaenge Industrial destaca-se no mercado por
oferecer projetos modernos, inovadores e eficien-
tes, preocupados com o meio ambiente, de qua-
lidade e que oferecem maior rentabilidade para o
negócio. Com sedes regionais em Londrina e Curi-
tiba, no Paraná, e mais quatro escritórios de apoio
em Cuiabá/MT, Campo Grande/MS, Joinville/SC e
Maringá/PR, possui versatilidade para atendimento
de seus clientes em todo território nacional.
A empresa é especializada em grandes corpora-
ções nacionais e estrangeiras que estão instaladas
ou em fase de instalação no País. Para isto, conta
com profissionais qualificados e um corpo técnico
altamente especializado e com grande experiência
na execução de empreendimentos industriais.
Agilidade e capacidade de mobilização são carac-
terísticas importantes da Plaenge Industrial, que
está localizada num raio de até mil quilômetros dos
mais importantes centros do País. Com experiência
em executar obras fora da sede, a empresa atua
em canteiros que são escritórios completos, total-
mente informatizados e com infraestrutura para dar
98 jul/15 rev/gbc/br
anuário GBC 2015
suporte aos engenheiros e aos funcionários administrativos. Além disso, a
Plaenge Industrial conta com elevado grau de informatização, com sistema
diferenciado, onde cada cliente pode acompanhar à distância, com acesso
restrito e mediante senha, o andamento de sua obra.
Outra expertise é a montagem de “salas limpas” com padrão Good Manufac-
turing Pratice (GMP). São plantas diferenciadas por suas instalações sanitá-
rias especiais, contendo diversas soluções técnicas como paredes de canto
arredondado, pisos antiácidos, forros térmicos, ambientes de baixa umidade
e climatizados com pressão positiva, além de tubulações e equipamentos em
aço inoxidável, entre outras.
No segmento residencial, Grupo Plaenge já entregou
mais de 300 torres
Fundado há 45 anos, o Grupo Plaenge atua no segmento da construção civil
em edificações imobiliárias e industriais. Fazem parte do Grupo as construto-
ras Plaenge, Vanguard Home e a Plaenge Industrial. Na área de empreendi-
mentos imobiliários, o Grupo está presente em sete cidades brasileiras, onde
já entregou mais de 300 torres. Desde 2009, iniciou suas operações também
no Chile, onde atua em 5 cidades ao sul daquele país. Londrina, Curitiba e
Maringá, no Paraná, Campo Grande (MS), Cuiabá (MT) e Joinville (SC) são
os municípios brasileiros que contam com empreendimentos residenciais do
Grupo Plaenge.
A trajetória da empresa tem outros números que impressionam. A estimati-
va é que, atualmente, cerca de 70 mil pessoas vivam em empreendimentos
Plaenge e Vanguard Home, o que equivale à população de uma cidade de
porte médio.
Apenas nos últimos dez anos foram executadas e entregues 200 novas tor-
res, resultado de ações que consideraram oportunidades de mercado, ex-
periência e gestão. No Chile, a empresa já entregou mais de mil unidades
habitacionais.
No mercado imobiliário, o Grupo Plaenge é reconhecido como um dos mais
importantes do País no segmento de construção civil. A construtora foi clas-
sificada pelo ranking “Valor 1000”, do jornal Valor Econômico, como a “maior
e melhor construtora do Sul do Brasil” e ranqueada entre as 500 maiores
empresas do País em todos os segmentos.
Plaenge Industrial conquista Selo LEED por obra da GEO
Energética
	 Fábrica foi classificada como um dos 50 edifícios
	 mais sustentáveis do mundo
A primeira empresa geradora de energia do País a conquistar a certificação
LEED foi a GEO Energética, em Tamboara, no Paraná. A obra foi construída
pela Plaenge Industrial, que recebeu o segundo selo verde em uma planta
industrial com esta edificação. A primeira foi a obra da Matte Leão, em Curi-
tiba. Pioneira e líder na produção de biogás a partir de resíduos de usinas
de açúcar e álcool, a GEO Energética destaca-se por ter desenvolvido um
processo biotecnológico único e inovador para a produção de biogás a partir
do reaproveitamento de resíduos da agroindústria.
revistagbcbrasil.com.br 99jul/15
anuário GBC 2015
biental gerado pelas matérias-primas utilizadas e
uso de materiais locais. Além da construção da
fábrica para produção e envase dos refrigerantes,
a Plaenge Industrial finalizou as obras de amplia-
ção dos galpões para estocagem de produtos
acabados, nova oficina de manutenção e expan-
são da malha viária interna, com ruas, estaciona-
mento e pátios de carga e descarga.
O resultado final permite a economia de 26,8 mi-
lhões de litros de água, anualmente, o que repre-
senta 64% do consumo anterior. Com relação à
energia elétrica, o projeto garante a economia de
5 milhões de kw/h por ano, ou 21% em relação
ao parâmetro anterior, o que seria suficiente para
abastecer 2.717 famílias de quatro pessoas. A
redução de consumo pelo sistema de ar condi-
cionado foi de 60%. Já o sistema de iluminação
alcançou economia de 52%. No processo indus-
trial, a economia é de 16%.
Também é destaque a preservação de 39% de
áreas verdes. O telhado verde foi projetado para
manter a temperatura interna dos ambientes re-
duzida, assim como os telhados brancos, evitan-
do o uso de ar-condicionado.
Mario Schafaschek, diretor industrial da Coca-Co-
la Femsa no Brasil, explicou que o planejamento
respeitou os princípios da bioarquitetura. “A fábri-
ca foi projetada para ser eco eficiente, ou seja,
gerar valor econômico e ecológico. A Plaenge In-
dustrial acompanhou todos os padrões exigidos
para a certificação, garantindo os ganhos am-
bientais previstos”, disse, destacando a eficiência
da construtora na construção em acordo com o
equilibra a utilização de luz artificial de acordo com
a incidência de luz natural.
Apesar do surgimento de novas soluções para a
área da construção civil, os valores investidos em
obras que atendam aos critérios para certificação
LEED ainda são superiores aos das construções
tradicionais. No entanto, a diferença tende a di-
minuir conforme o know-how da empresa no pro-
cesso de certificação. No caso da Plaenge, entre
o primeiro e o mais recente empreendimento exe-
cutado dentro dos critérios LEED, houve uma redu-
ção bastante significativa nos investimentos reali-
zados para conquista do selo de forma que, com
a eficiência obtida na operação, o pay back destes
investimentos são obtidos em um prazo cada vez
menor.
Fábrica da Coca-Cola é a primeira do
setor a receber dupla certificação
	 Obra foi construída pela Plaenge
	 Industrial de acordo com os mais
	 modernos critérios de sustentabilidade
A primeira fábrica de refrigerantes a receber o selo
verde LEED (Leadership in Energy and Environ-
mental Design) foi edificada pela Plaenge Indus-
trial. A planta da Coca-Cola Femsa em Maringá
(PR) recebeu a certificação no final 2014, na cate-
goria SILVER para a planta industrial e na categoria
GOLD para o prédio de utilidades/vestiários.
A obra soma 34 mil metros quadrados e busca
a economia de energia, redução no consumo de
água, menos desperdício, redução do impacto am-
Concebida para ser uma solução em sustentabili-
dade, a fábrica é pioneira em vários itens relacio-
nados à construção verde no Brasil. Pelo fato de
gerar 100% da energia que consome, por exemplo,
tornou-se o primeiro edifício LEED que também é
Net Zero Energy – outro conceito tido como refe-
rência internacional para designar aqueles edifí-
cios que produzem a própria energia por meio de
fontes renováveis, graças aos seus sistemas cons-
trutivos ou tecnológicos.
Com a pontuação atingida pelos critérios LEED, a
GEO Energética conquistou uma das mais altas
certificações: o selo GOLD. A obra foi classificada
como um dos 50 edifícios mais sustentáveis do
mundo, de acordo com a entidade certificadora. Isto
porque a empresa também obteve bom desempe-
nho em “espaços sustentáveis”, ao reservar 49% da
área do terreno para a vegetação nativa ou adapta-
da, onde foram plantadas várias espécies nativas.
Isso se reflete em bem-estar para os funcionários da
empresa, que têm vista para o verde onde quer que
estejam. A edificação foi projetada de modo a favo-
recer a iluminação natural dos ambientes – 97% dos
espaços internos têm luz natural –, o que também
proporciona conforto térmico e visual.
Com um sistema inteligente que desliga o ar con-
dicionado quando as janelas são abertas, e que
apaga as luminárias quando há claridade interna
suficiente, o projeto da GEO Energética possibilita
a redução de 73% do consumo energético. Os cál-
culos de pay back do empreendimento apontam
que, com a redução dos custos de consumo de
água e energia, em dez anos o investimento adi-
cional é zerado. “Dessa forma, além de proporcio-
nar menor impacto ao meio ambiente e promover
espaços mais agradáveis aos seus ocupantes e
comunidade do entorno, as obras com a certifica-
ção LEED também proporcionam retorno financei-
ro em médio prazo, em virtude do seu desempe-
nho em relação aos custos operacionais”, aponta
o diretor Evaldo Fabian.
Foram feitas simulações por computador para en-
tender os padrões de consumo energético, tornan-
do possível avaliar e quantificar esse padrão ainda
na fase de projeto. Além disso, o projeto buscou
soluções tecnológicas simples para obter ótimos
resultados, como por exemplo o aproveitamento
da água de chuva e sensor de iluminação, que
100 jul/15 rev/gbc/br
anuário GBC 2015
design necessário à economia de água e energia.
O diretor lembrou que o primeiro desafio imposto
às equipes foi o terreno. “Os critérios para certifica-
ção LEED orientam a interferir o mínimo possível na
geografia do terreno, por isso, a fábrica foi constru-
ída em três patamares”, contou.
Durante as obras, foram utilizados materiais reciclá-
veis, comprados num raio de até 800 quilômetros
da fábrica, reduzindo assim os gastos e poluição
com transporte. Toda a madeira utilizada tem selo
FSC de manejo responsável. Iniciativas sustentá-
veis foram estendidas à comunidade que circula
pela planta. Além da instalação de um bicicletá-
rio, têm direito a vagas especiais carros de baixa
emissão, carros utilizados para carona solidária e
os que têm proteção da radiação solar nas janelas.
Parceria
A parceria entre Plaenge Industrial e Coca-Cola
começou em 1971, quando a Plaenge Industrial
construiu a unidade de Cambé da fabricante de re-
frigerantes. De lá para cá, a empresa de engenha-
ria participou da construção de mais de 60% das
fábricas da Coca-Cola no Brasil, seja no projeto,
na construção ou na montagem das linhas de pro-
dução. A Plaenge Industrial também projetou duas
fábricas do refrigerante na Venezuela.
A divisão industrial da Plaenge iniciou este ano a
construção do novo Centro de Distribuição da Co-
ca-Cola Andina no Rio de Janeiro. A obra, de 8,5
mil metros quadrados de área construída, que tam-
bém será feita em conformidade com os critérios
do selo verde LEED, buscando grande eficiência
energética e reuso de águas pluviais, entre outras
iniciativas ambientalmente corretas. A previsão é
que a obra seja concluída em janeiro de 2016.
Primeira fábrica verde do País fica
em Curitiba
A fábrica da Matte Leão em Curitiba, reconhecida
como a primeira fábrica verde do Brasil, foi tam-
bém o primeiro empreendimento da Plaenge In-
dustrial a receber a certificação LEED. Executada
dentro dos critérios do “Selo Verde” e pertencente
ao Grupo Coca-Cola, a fábrica foi edificada por
meio de processos sustentáveis que incluem eco-
nomia de água e energia, menos desperdício, re-
dução do impacto ambiental gerado pelas maté-
rias-primas utilizadas e uso de materiais locais. O
selo foi concedido em 2012 na categoria SILVER.
Esta unidade foi a primeira do grupo Coca-Cola
na América Latina a receber a certificação. Com
área construída de 18 mil metros quadrados, a
planta tem ainda 53 mil metros de arruamentos,
calçadas, pátios e jardins. Em conformidade com
os critérios LEED, possui telhados verdes, estrutu-
ra de eucalipto, Iluminação zenital, ventilação cru-
zada, tintas com baixo nível de COV (Composto
Orgânico Volátil), tinta à base de terra, pavimentos
com baixo índice de absorção de calor, sistema
de reuso da água pluvial e telhado com alto índice
de refletância.
revistagbcbrasil.com.br 101jul/15
anuário GBC 2015
© 2015 Trane. Todos os direitos reservados
A Trane pertence à família de marcas da Ingersoll Rand, incluindo Club Car®, Ingersoll Rand® e Thermo King®.
A Ingersoll Rand é um líder mundial na criação e sustentação de ambientes seguros, confortáveis e eficientes.
Visite trane.com.br e confira como estamos construindo o futuro.
102 jul/15 rev/gbc/br
anuário GBC 2015
Odebrecht Realizações
Visão de longo prazo
com foco na sustentabilidade
A Odebrecht Realizações Imobiliárias (OR), em-
presa integrante da Organização Odebrecht, car-
rega a sustentabilidade como um dos principais
pilares de seu negócio. Em todas as etapas de de-
senvolvimento de todos os empreendimentos, desde
a sua concepção, essa busca visa criar as melhores
soluções para o meio ambiente e a sociedade – não
apenas até o término da obra, mas também na sua
continuidade e no papel que eles desempenham
para o entorno e para as comunidades onde estão
inseridos.
revistagbcbrasil.com.br 103jul/15
anuário GBC 2015
A
OR, criada em 2007, possui
uma visão de longo prazo
em seus produtos. Cuidar do
meio ambiente e do entorno
dos locais onde atua é fun-
damental para que as futuras
gerações possam usufruir os
empreendimentos constru-
ídos hoje. Para o negócio, de uma forma geral, o
investimento em sustentabilidade também resulta
em bons frutos. A consciência ambiental é cada vez
mais forte na sociedade e iniciativas nesse sentido
são vistas como um diferencial pelo mercado.
“A Odebrecht sempre fez projetos como oportuni-
dades dentro da construtora. E nesse processo de
desenvolvimento, ela trouxe um pouco do DNA e da
preocupação que o grupo tem em relação à susten-
tabilidade dentro dos grandes projetos. Enxergando
que esses projetos tinham que ter uma preocupa-
ção ambiental, junto com o desenvolvimento eco-
nômico, serem geradores de negócio e de opor-
tunidades de emprego, desenvolvimento social, e
principalmente a integração com o entorno”, afirma
Paulo Aridan Mingione, diretor regional da OR.
Todos esses conceitos em que a Odebrecht Rea-
lizações atua se exprime na execução de diversos
cases de sucesso nos quais são vistos claramente
a preocupação com os preceitos sustentáveis.
De todos os projetos certificados, o Parque da
Cidade é considerado um empreendimento úni-
co, onde a OR pode exercitar um pouco mais sua
criatividade, pelo tamanho da área e pelas possi-
bilidades que havia na região. Segundo Paulo Ari-
dan, através do estudo de viabilidade, adotando
um conceito forte em sustentabilidade, foi possível
fazer um projeto diferente, não somente pela ques-
tão ambiental, mas também pelo desenvolvimento
econômico e, principalmente, pela integração des-
te com o entorno do empreendimento. “Fizemos
um projeto diferente em uma região que está em
transformação, uma região tipicamente industrial
na década passada. Desta forma, o projeto contri-
bui fortemente para a transformação desta região”,
completa o diretor regional da OR.
São Paulo é uma metrópole que oferece grandes de-
safios e o Parque da Cidade foi o primeiro empreen-
dimento a ser elegível para a certificação LEED ND na
América do Sul. Cada detalhe do Parque da Cidade
foi cuidadosamente planejado para melhorar a vida
das pessoas que por lá circularão e trazer impactos
sociais e ambientais positivos para a região.
“O Parque da Cidade traduz o que a OR entende
por sustentabilidade ao conjugar preservação am-
biental e compromisso com a promoção do desen-
volvimento social e econômico. Receber a certifi-
cação LEED ND nível Silver, até então inédita na
América do Sul, é um importante reconhecimento
para todos aqueles que participam desse projeto
tão desafiador. A aquisição da certificação é o re-
conhecimento de que estamos no caminho certo.”
Declara Saulo Nunes, diretor de incorporação do
Parque da Cidade.
Parque da Cidade: com um conceito de cidade
compacta, oferece um mix de uso que contribui
para melhor qualidade de vida de seus usuários.
O empreendimento reúne um conjunto inédito de
soluções sustentáveis que observa os aspectos
ambientais, a qualidade de vida das pessoas e
os benefícios para a região. Juntas, elas propor-
cionarão uma redução substancial dos custos
da operação do empreendimento ao atender aos
parâmetros de gestão da água, da energia, dos
resíduos sólidos, de redução de CO2
, de otimiza-
ção do uso do solo, de transporte sustentável e de
Ao todo, a OR possui 13 empre-
endimentos desenvolvidos, ou em
desenvolvimento, que seguem as
normas de sustentabilidade para
adquirir a certificação internacional
LEED. Entre os empreendimentos
estão: I Tower, The One, Evolution
Corporate, Edifício Odebrecht SP,
Vila Olímpia Corporate, Central Vila
Olímpia, Praça São Paulo e Parque
da Cidade, em São Paulo; Hotel
Sheraton, em Pernambuco; Porto
Atlântico, Vila dos Atletas, Parque
Olímpico e Edifício Odebrecht RJ,
no Rio de Janeiro.
104 jul/15 rev/gbc/br
anuário GBC 2015
namentos; e programa de car sharing com incen-
tivo ao uso de carros elétricos, com vagas prefe-
renciais e pontos de recarga nos estacionamentos.
Diversas ações abordadas em sistemas integrados
reduzem a demanda de energia, promovem a con-
servação e o fornecimento adequado. Entre essas
ações estão, fachadas de alto desempenho, com
vidros de alta performance que minimizam o uso de
energia elétrica e ar condicionado, telhado verde,
sistemas de iluminação projetados para a máxima
utilização da luz natural, com controle de escureci-
mento automático. Também células fotoelétricas
para acionamento das luzes das áreas externas,
sensores de ocupação garantem que as luzes só
fiquem acesas em ambientes que estão em uso e
todos os sistemas de condicionamento de ar dota-
dos de equipamentos com refrigeração livre de cloro
e com eficiência, bem como captação de energia
solar para o aquecimento da água nos edifícios resi-
denciais, programa de educação e conscientização
em consumo energético para a população usuária
do Parque da Cidade. Além de todas estas medi-
das, as torres residenciais do empreendimento con-
tam com placas solares que são responsáveis por
parte do aquecimento de água nas unidades resi-
denciais e da piscina interna da área comum.
Além de programas que estimulam a reutilização e
reciclagem dos materiais, o Parque da Cidade con-
ta com tratamento de resíduos orgânicos e progra-
mas educacionais para reduzir ao máximo os resí-
duos destinados para aterros. Um dos diferenciais
é a utilização de um sistema que permite a coleta
através do sistema pneumático dos resíduos (cole-
ta a vácuo), com tubulações específicas para cada
tipo de resíduo. Também será promovida a recicla-
gem e o reuso de resíduos, a partir do lixo orgânico
e compostagem fora do site, minimizando assim a
emissão de gás metano na atmosfera. Com essas
e outras medidas, a expectativa é que haja uma re-
dução de 50% na geração dos resíduos que será
destinado aos aterros. Além disso, são utilizados
materiais de empresas localizados dentro de um
raio de 800 km do local do empreendimento, con-
forme exigido pelo LEED.
acessibilidade. Seu projeto está alinhado aos mais
modernos conceitos de sustentabilidade aplicados
nas maiores metrópoles do mundo. Além disso, o
paisagismo desempenha um papel fundamental
dentro do Parque da Cidade, com 22 mil m² de áre-
as verdes e 62 mil m2 de área aberta ao público.
“Este empreendimento tem o conceito de uma ci-
dade compacta, pois tem emprego, moradia, ser-
viços, espaços para escritório para prestação de
serviços, shopping, um parque com praças, res-
taurantes, hotel, ou seja, um mix de uso completo
com várias utilizações dentro do mesmo site, além
de ser totalmente aberto com opções de lazer e um
parque linear. Este é um grande diferencial que o
Parque da Cidade possui”, detalha Paulo Aridan.
O grande volume de chuvas que costuma cair so-
bre São Paulo determinou pontos importantes no
projeto paisagístico, criando-se o máximo de áreas
permeáveis, retendo um maior volume de águas
pluviais, o que alivia o próprio sistema da cidade e,
ao mesmo tempo, aumenta a captação para o reu-
so. O paisagismo do Parque da Cidade também é
dotado de um lago, com caixas de retardo amplia-
das para um maior acúmulo das águas, e calçadas
com biorretenção.
Características sustentáveis
Trata-se de um empreendimento permeável, aberto
à cidade, que ocupa uma área de aproximadamen-
te 82mil m², sendo 22 mil m² de área verde (com o
plantio de mais de mil árvores, de 30 espécies na-
tivas) que compõe um completo parque linear com
62 mil m². O projeto está totalmente comprometido
com a proposta de incentivar o uso do transporte
coletivo, estando perto de todas as modalidades,
como trem, metrô e ônibus. Ainda quanto à mobi-
lidade, vale destacar: ruas e calçadas amigáveis,
melhorando a acessibilidade para os pedestres e
estimulando as caminhadas; incentivo ao uso de
bicicletas com a criação de infraestrutura adequa-
da, como ciclovias, bicicletários e vestiários em
todas as torres do empreendimento e no parque;
incentivo ao programa de caronas compartilhadas
(carpoling), com vagas preferenciais nos estacio-
revistagbcbrasil.com.br 105jul/15
anuário GBC 2015
A configuração do terreno do Parque da Cidade
possibilitou que o projeto arquitetônico potenciali-
zasse a sustentabilidade a partir da localização e
orientação das torres. Ter um parque linear como
eixo ajudou a dividir o espaço, criando um volume
contínuo e preservando a unidade do empreendi-
mento.
Considerando as características de São Paulo, um
dos maiores desafios foi o de desenvolver ambien-
tes silenciosos e agradáveis dentro do complexo.
As áreas verdes permeáveis minimizam as ilhas de
calor, atuam como barreiras acústicas e de ventos
e favorecem a retenção de águas pluviais com os
jardins de chuva e bacias estendidas. As plantas
do projeto paisagístico – que compreendem o
plantio de mais de mil árvores de 30 espécies nati-
vas – foram dispostas como uma paleta de cores,
com gradações e tons diferentes, aumentando a
sua atratividade. Além do potencial contemplati-
vo, o paisagismo tem funcionalidades específicas.
Foram escolhidas espécies para a faixa próxima à
Marginal que funcionam como barreiras acústicas
e de vento. Para eliminar as ilhas de calor, o de-
senho de todo o projeto leva em consideração as
orientações das correntes de ar e o sombreamento
projetado pelas torres e pelas árvores.
Processos construtivos eficientes
Tendo em vista suas dimensões, a metodologia
construtiva adotada no Parque da Cidade consi-
dera a redução de impactos no trânsito e no meio
ambiente e a otimização do uso de mão de obra.
Para atender a estas questões, algumas medidas
foram adotadas: Para o Shopping, lajes alveolares
e sistemas pré-moldados serão entregues já pron-
tas no canteiro de obras, reduzindo assim o efetivo
de mão de obra dentro do canteiro por empresas
terceirizadas, otimizando o processo construtivo.
A utilização de sistemas construtivos industrializa-
dos, como painéis pré-moldados para fachadas,
sistema unitizado de caixilhos e vidros, sistemas
pré-moldados e pré-vigas e a montagem de uma
central de concreto usinado dentro do próprio can-
teiro de obras, reduzirão de forma significativa o
número de viagens de caminhões.
Para o Paulo Aridan, toda essa preocupação que a
OR tem desenvolvido para gerar o menor impacto
possível em geração de resíduo, em consumo de
água e em consumo de energia, acaba tendo cunho
pedagógico. “O Parque da Cidade foi desenhado
para ser um projeto onde haja essa preocupação
desde a construção. Hoje, nós temos um canteiro
dentro do canteiro de obras com preocupações
ecológicas, preocupação em minimizar o consumo
de recursos, de água, de energia. Porque essa pre-
ocupação acaba tendo um cunho pedagógico até
para os integrantes das nossas equipes, pois eles
começam a internalizar essa preocupação e, como
consequência, levam isso para casa”.
Ainda de acordo com Paulo, o ponto forte da cer-
tificação LEED é a conscientização, que traz este
processo pedagógico. A mensagem que se trans-
mite para o público interno e externo é a conscien-
tização para eles mesmos e, até mesmo, para as
futuras gerações. “No caso de certificação você
precisa ter certas preocupações no projeto, e a
equipe do projeto passa para a equipe da obra,
que passa para outra equipe que participou. É
o que começa formar uma conscientização nas
pessoas. Você tem ganhos tangíveis e intangíveis
que no futuro vão virar tangíveis. O intangível hoje
é essa questão da conscientização das equipes,
dos envolvidos com o projeto. Eu vejo isso como
um ganho principal”, finaliza Aridan.
106 jul/15 rev/gbc/br
anuário GBC 2015
O jeito RACIONAL
de trilhar o caminho
da sustentabilidade
Racional
Engenharia
revistagbcbrasil.com.br 107jul/15
anuário GBC 2015
Um pouco da história...
Consolidando uma cultura empresarial inédita, a
Racional Engenharia conquistou ao longo de sua
trajetória de 43 anos a confiança do mercado e
dos clientes, graças ao seu compromisso com
qualidade e prazos, aliado com seus princípios de
ética e transparência. Foi assim que a empresa,
fundada por Newton Simões em 1971, com sede
em São Paulo, consolidou-se como uma das em-
presas de engenharia e construção mais concei-
tuadas do País. A companhia atua no mercado
privado no Brasil para clientes não residenciais,
tendo executado mais de 560 obras, totalizando
cerca de 9 milhões de m² construídos. São Pro-
jetos emblemáticos em diversos mercados – in-
dustrial, shopping centers & varejo, edificações e
ciência & tecnologia.
Inicialmente, na década de 70, a Racional atuou for-
temente no mercado industrial, devido ao “boom”
que ocorreu no País com o grande investimento
do governo e verbas subsidiadas que fomentaram
o desenvolvimento da indústria nacional. Já no fi-
nal dos anos 70, com o fim da concessão de juros
subsidiados para a construção no setor industrial,
a empresa passou a diversificar sua atuação, iden-
tificando oportunidades em shopping centers, edi-
fícios corporativos, hospitais e hotéis. Hoje, a em-
presa se tornou um dos principais players no setor
da construção no País.
Segundo Marcos Santoro, vice-presidente do Nú-
cleo de Operações, “a Racional não atua unica-
mente em apenas um segmento mais fortemente.
Pode haver uma época que temos uma fatia maior
em shoppings; em outra que temos participação
maior em edifícios corporativos, por exemplo, ou
ainda podemos ter uma atuação mais expressi-
va em indústrias e centro logísticos. Depende do
momento da economia.” Atualmente, a carteira de
Projetos da empresa compreende mais obras nos
mercados de ciência & tecnologia, edificações e
shopping centers & varejo.
O agir sustentável como fundamento e princípio
O termo “Sustentabilidade” é uma denominação recente no mundo e, cada
vez mais vem conquistando um espaço maior nas empresas. Mas, apesar de
ser um conceito relativamente novo, a Racional tem em sua essência princí-
pios, atitudes e práticas alinhadas aos preceitos da sustentabilidade em suas
obras, tanto no aspecto econômico, quanto nos aspectos social e ambiental.
“Quando o tema de sustentabilidade ainda não estava devidamente estrutu-
rado no mundo corporativo, a Racional, orientada por seus princípios, sempre
desenvolveu ações voltadas para seus principais stakeholders – clientes, for-
necedores, comunidade e funcionários. Iniciativas que, anos depois, seriam
chamadas de sustentáveis”, afirma Santoro.
Pioneira por natureza, a Racional tem como princípio o agir sustentavelmen-
te. Independentemente do atendimento a certificações, selos, legislações e
normas, tais práticas fazem parte do DNA da companhia desde o início, das
pessoas, dos diretores e, principalmente do fundador.
Atualmente, a sustentabilidade é um tema amplamente disseminado e discu-
tido no mundo todo. Visando a máxima redução nos impactos causados ao
meio ambiente, além da forte aderência às soluções para geração de recursos
através de fontes renováveis, as empresas, cada vez mais engajadas com a
causa, percebem os benefícios tanto econômico quanto social e ambiental
através da construção de projetos executados de acordo com as normas sus-
tentáveis. Como incentivo para essas práticas, existem hoje certificações que,
além de diminuir os impactos ambientais, também agregam valor para a obra,
cliente, usuários e para o mercado, de forma geral.
Pioneirismo em ações de
responsabilidade socioambiental
está no DNA da Racional Engenharia
Marcos Santoro,
vice-presidente do Núcleo de
Operações da Racional Engenharia
Imagens:Divulgaçãoracional
108 jul/15 rev/gbc/br
anuário GBC 2015
O selo LEED (Leadership in Energy and Environ-
mental Design), concedido pelo Green Building
Council Institute (GBCI), e uma das certificações
mais conceituadas no Brasil e no mundo, tem de-
sempenhado muito bem este papel no que tange
ao incentivo das construções eficientes bem como
a conscientização das companhias.
Entendendo desde cedo esta necessidade, a Ra-
cional Engenharia aderiu à certificação LEED como
mais uma meta importante a ser atingida, e possui
hoje vários cases de sucesso. Entre eles se desta-
cam o Edifício Cidade Nova, no Rio de Janeiro (1°
edifício comercial a obter a certificação LEED no
Brasil), o Datacenter Telefônica/Vivo (1° Datacenter
da América Latina a obter a certificação LEED), o
Centro Tecnológico Itaú (maior datacenter da Amé-
rica Latina), o Tietê Plaza Shopping (1° shopping do
Estado de São Paulo a obter a certificação LEED e
3° shopping do Brasil). São dez empreendimentos
certificados pelo LEED e seis em processo de cer-
tificação.
A Racional conquistou a certificação LEED em
diversos mercados em que atua. Porém, para a
empresa um dos mais desafiadores, em todas as
fases do projeto, é o de hospitais, pois apresenta
uma grande complexidade pela característica do
projeto e quantidade de sistemas prediais que este
tipo de edificação exige. Bons exemplos são as
unidades Perdizes e Morumbi do Hospital Israelita
Albert Einstein.
Na visão da empresa, a certificação LEED contribui
muito para os projetos de construção civil mun-
dialmente, pois traz requisitos que, muitas vezes,
os projetistas e arquitetos não colocariam em pri-
meiro plano no desenvolvimento de um projeto ou
na execução de uma obra. “Existem centenas de
exemplos de quesitos que ajudam muito a orien-
tar o projeto, a construção e as práticas de obra
na direção da sustentabilidade. É o que no ‘final
do dia’ todo mundo quer: projetistas, construtores,
arquitetos, clientes, usuários. É o que o planeta
precisa. Não adianta fazer um edifício, um projeto
de construção maravilhoso, mas que tenha uma
matriz energética inadequada e agressiva com
emissão de carbono e que não contemple o uso de
transporte sustentável aos usuários do edifício, por
exemplo”, declara Marcos Santoro.
Ainda segundo o executivo da empresa, há uma per-
cepção equivocada de que haverá um investimento
muito alto para que o edifício seja certificado ou que
se submeta ao selo de certificação LEED. O investi-
mento do valor agregado é pequeno comparado ao
custo total de execução da obra. O que deve se colo-
car em perspectiva é o ciclo de vida do edifício, pois
ao mesmo tempo em que se tem um aporte maior
de recursos financeiros para atender os requisitos
da certificação, a economia que se gera em custos
e despesas operacionais no longo prazo traz benefí-
cios econômicos e socioambientais.
A Racional Engenharia atua desde o início do pro-
jeto, na etapa de pré-construção, que abrange
estudos de engenharia de valor, análise de cons-
trutibilidade, avaliação de impactos ambientais e
elaboração do orçamento de obra. Com esse di-
ferencial competitivo, alinhado à larga experiência
no mercado, a Racional aporta valor ao projeto e
para a obra no tocante à tecnologia e aspectos
de sustentabilidade, de modo que, quando o em-
preendimento for submetido à certificação, estará
muito mais preparado. “A Racional é totalmente
aderente às construções sustentáveis. Sempre que
possível, demonstramos para nossos clientes que
essa equação é positiva para o Projeto.”
Projetos da Racional com
certificação LEED
•Edifício Cidade Nova – 2008 –
Certified
•Ecopátio Bracor Imigrantes – 2010 –
LEED NC Gold
•Hospital Albert Einstein (Unidade
Perdizes) – 2012 – LEED NC Silver
•Hospital Albert Einstein (Unidade
Morumbi) – 2010 – LEED NC Gold
•Centeranel Raposo – 2012 – Cen-
teranel: Raposo Block B – LEED CS
Gold /Central Raposo Block C – LEED
CS Silver / Central Raposo Block A
- Gold
•Datacenter (Telefônica/Vivo) – 2012
– LEED NC Gold
•Morumbi Corporate – 2014 – LEED
CS Gold
•Centro Tecnológico Itaú – 2014 –
LEED NC Gold
•Tietê Plaza Shopping, 2015, LEED
NC Silver
•Torre Z – 2015 – LEED CS Gold
•Hotel Hilton Barra – LEED NC Gold
Projetos da Racional em proces-
so de certificação LEED:
•Pátio da Marítima – LEED NC Gold
•Datacenter (CONFIDENCIAL) –
Santana de Parnaíba - SP – LEED NC
Silver
•Centro de Pesquisa e Tecnologia
(CONFIDENCIAL) – Rio de Janeiro -
RJ – Silver
•Parque industrial (CONFIDENCIAL)
Itatiaia - RJ – Gold
revistagbcbrasil.com.br 109jul/15
anuário GBC 2015
A empresa criou seu próprio Modelo de Gestão
Em meados de 2002, a Racional se deparou com
um grande desafio: a certificação da empresa pelo
Sistema de Gestão Integrada ISO 9000 e 14000 e
OHSAS 18000, sistema que certifica a empresa nos
critérios de qualidade, meio ambiente, saúde e se-
gurança do trabalho, entre outros requisitos. A em-
presa se mobilizou por quase dois anos e conse-
guiu atingir seus objetivos, conquistando todas as
certificações do SGI (Sistema de Gestão Integra-
da). Durante três anos, a Racional obteve a recerti-
ficação, implementando esse Sistema em todas as
suas obras no País. Porém, atenta às necessidades
de seus clientes, a Racional desenvolveu seu pró-
prio Modelo de Gestão, trazendo ao seu modelo de
negócio mais flexibilidade e customização aos pro-
cessos. “Tomamos uma decisão corajosa, eu diria
até bastante arrojada para a época. Deixamos de
obter estas certificações para criarmos nosso pró-
prio Modelo de Gestão, tanto na área de qualidade
e meio ambiente, quanto na área de saúde e segu-
rança ocupacional. Implementamos os processos
que tínhamos orientados de acordo com as ISOs
e a OHSAS, dentro da realidade do nosso negócio
e das características do setor da construção civil
brasileiro. Estruturamos este Modelo durante dois
anos, quando então surgiu o que nós batizamos
de PRqd (Programa Racional de qualidade de de-
sempenho),” orgulha-se Marcos Santoro. A criação
do PRqd se deu através da revisitação de todos
os processos agregados à experiência adquirida
através das normas do SGI. Com isso, foi possí-
vel dar flexibilidade e dinamismo, adaptando os
processos de acordo com cada empreendimento.
O PRqd possibilita realizar a gestão dos Projetos
com êxito e disciplina e contempla totalmente os
quesitos de meio ambiente, qualidade, segurança
e saúde ocupacional.
Processo de Gestão Ambiental
Para o processo de certificação LEED, a Racional
conta com profissionais responsáveis pelas ques-
tões sociais e ambientais; e, normalmente, uma
consultoria externa contratada atua para garantir
os requisitos necessários para a certificação do
Projeto. A consultoria contratada participa desde
a etapa de pré-construção e de desenvolvimento
de todos os projetos até a etapa de construção,
visando prepará-la para a obtenção da certificação
de acordo com o objetivo do Projeto.
Os profissionais da Racional são estimulados a in-
cluir os aspectos sustentáveis em toda e qualquer
atividade com a mesma importância que se dá
quanto ao atendimento ao prazo e custo da obra,
por exemplo. Para isso, são realizados treinamen-
tos constantes e a participação ativa dos profis-
sionais de sustentabilidade acontece em todas as
áreas da empresa.
A empresa possui um processo de Gestão Am-
biental estruturado e classificado em 11 eixos
temáticos. São eles: Demolição; Terreno Conta-
minado; Supressão de Vegetação; Erosão e Sedi-
mentos; Qualidade do Ar; Ruído; Água e Energia;
Suprimentos; Planejamento e Orçamento; Projeto
de Canteiro de Obra; Resíduos de Obra. Tal pro-
cesso é desempenhado pela equipe da corporativa
juntamente com a equipe de obras, definindo as-
sim uma visão multidisciplinar ao elaborar o plano
de trabalho que visa atendimento aos requisitos
ambientais determinados para o produto.
Unindo um time de profissionais, engenheiros e
técnicos especializados até o líder da obra, são
traçados os planos que serão atribuídos àquele
projeto e, através do acompanhamento mensal da
Imagens:Divulgaçãoracional
110 jul/15 rev/gbc/br
anuário GBC 2015
suas boas práticas na categoria “gerenciamento
ambiental do entorno da obra”. “A Racional nunca
se preocupou em ter algum tipo de procedimento
visando ganhar um prêmio, apesar de ter sido pre-
miada diversas vezes. As premiações foram con-
sequências de uma atitude empresarial”, confirma
Santoro.
“Somos todos, em última instância, operá-
rios em construção”
Adotada como inspiração pela empresa, a frase
“Somos todos, em última instância, operários em
construção”, foi trazida há alguns anos pelo funda-
dor da Racional, Newton Simões, e remete à refle-
xão de que não se deve parar nunca de perseguir
a melhoria contínua, buscando alcançar o que não
se atingiu ainda. Esta inspiração faz parte da filo-
sofia empresarial da Racional.
“O ‘operário em construção’ é uma metáfora que
remete à inquietação pessoal de cada um em
buscar seu autodesenvolvimento. No âmbito da
empresa, isso deve repercutir em nossa forma
de agir, perseguindo a melhoria contínua, de que
estamos sempre em movimento, buscando algo
mais. A mensagem por trás desta metáfora tem
tudo a ver com a nossa atividade, pois remete à
ideia de que nada está pronto ou concluído, de
que podemos sempre fazer melhor. Isso vale para
tudo, na busca de novas soluções, de inovação
nos nossos processos e modelo de gestão, na for-
ma de nos relacionarmos com nossos principais
stakeholders e de olhar o tema de sustentabilida-
de”, conclui Newton Simões, presidente e funda-
dor da Racional Engenharia.
obra, garante que o planejamento seja atendido
nas questões socioambientais. “É dessa maneira
que temos conduzido nossos projetos. Independe
das obras buscarem certificações ambientais”, afir-
ma Nadia Oliveira, especialista em meio ambiente.
Compromisso Social
Os programas e ações sociais promovidos
pela Racional são exemplos de que a sustentabili-
dade e o compromisso social são valores presen-
tes na essência e na cultura da empresa há mui-
tos anos. Pioneira no setor, a Racional desenvolve
desde 1987 o Programa “Educar é Crescer”, que
promove cursos de alfabetização e de informática
aos colaboradores e prestadores de serviços que
atuam nos canteiros de obra. Com foco na valo-
rização da cidadania e na promoção da autoesti-
ma, o programa, que segue as diretrizes do EJA
(Educação para Jovens e Adultos) regulamentado
pelo MEC (Ministério da Educação), já formou mais
de 3.500 colaboradores analfabetos e semi-analfa-
betos. Outro projeto que vai de encontro ao tema
sustentabilidade é o Programa Empreendedores
da Construção, criado em 2013, realizado em par-
ceria com o SEBRAE-SP, SINDUSCON-SP e a con-
sultoria HM Segurança do Trabalho. O programa
tem como objetivo a profissionalização das micro
e pequenas empresas prestadoras de serviços de
mão de obra, oferecendo cursos de formação bási-
ca em gestão de negócios aos fornecedores, com-
posto pelos módulos de “Administração”, “Saúde
e Segurança”, “Finanças”, “Recursos Humanos”,
além de “Produção e Sustentabilidade”.
Prêmios conquistados
Durante toda sua trajetória, a empresa conquistou
importantes prêmios voltados à sustentabilidade no
mercado de construção civil. O primeiro deles foi o
Prêmio Top de Ecologia, nos anos de 2002 e 2003,
que reconheceu o importante trabalho da empre-
sa e confirmaram seu engajamento na busca de
soluções que minimizem o impacto ambiental das
obras. Em 2010, o Prêmio ITC Sustentax certificou
a Racional como a construtora mais sustentável do
mercado da construção civil do País. E, em 2014,
o Prêmio SECONCI-SP reconheceu a Racional por
revistagbcbrasil.com.br 111jul/15
anuário GBC 2015Quadrados grandes e pequenos,
planks e skinny planks.
VISTA A TODAS AS POSSIBILIDADES
NF400 e NF401 Cor Hemp
A Natureza nos mostra como despertar os sentidos a partir do piso. É a raiz da criatividade e do Bem-Estar. Convide a Natureza para entrar e seja
testemunha do seu poder para influenciar positivamente a motivação e a produtividade humana. Apresentamos a Coleção Near & Far™.
Para mais infirmação ligue para + 11 2196 0900
A Foundation For Beautiful Thinking.
beautifulthinkers.com
112 jul/15 rev/gbc/br
anuário GBC 2015
A
Omar Maksoud Engenharia, fundada em 1960 pelo engenhei-
ro Omar Maksoud, é uma empresa que incorpora em todos os
processos soluções inovadoras e customizadas para execu-
ção construtiva. Com experiência mais de 55 anos no setor da
construção civil, a empresa possui em seu portfólio mais de
250 empreendimentos, além de ser referência tanto no interior
de São Paulo quanto na Capital.
Como uma das líderes em seu segmento, a empresa se destaca pela execu-
ção de obras definitivas e que traduzem o avanço tecnológico, criatividade,
organização e capacidade de gerenciamento, sempre pautadas pelo compro-
misso com a sustentabilidade, uso racional de recursos naturais bem como a
valorização do componente humano, o que é uma marca da Omar Maksoud.
Com o foco em soluções sustentáveis, em conjunto com pesquisas e desen-
volvimentos tecnológicos, a empresa busca agregar procedimentos mais efi-
cientes, implementando soluções de alto desempenho para o planejamento
e execução dos projetos, sempre com o intuito de reduzir o impacto ao meio
ambiente bem como garantir a qualidade do empreendimento e qualidade de
vida a seus usuários.
A preocupação com os processos sustentáveis nos projetos da empresa sem-
pre foi uma premissa. Por isso, a Omar Maksoud, investe em profissionais qua-
lificados e especializados na área que acompanham e garantem o cumprimen-
to destes conceitos, além do trabalho em parceria com a Consultoria do CTE
para a execução dos projetos que visam à certificação.
Certificação LEED
Mais do que um diferencial, hoje é pré-requisito que as edificações no Brasil e
no mundo estejam alinhadas aos mais avançados critérios de qualidade am-
biental interna e eficiência no consumo de recursos naturais. Para garantir tal
eficiência nas obras, existem organizações que atestam esses projetos, como
por exemplo, o Green Building Council com a concessão do selo LEED em
uma série de categorias.
SESC Sorocaba
1° unidade do SESC
a obter certificação
(LEED NC Gold, 2013)
Omar Maksoud
Buscando soluções
para proteger
o meio ambiente
SESC Sorocaba - SP
revistagbcbrasil.com.br 113jul/15
anuário GBC 2015
A Omar Maksoud possui atualmente quatro certificações com o selo
LEED e dois projetos em desenvolvimento. Os empreendimentos que
já conquistaram a certificação são:
SESC Sorocaba, projeto de destaque que possui certificação LEED
New Construction Gold;
Infinity Tower, onde a Omar Maksoud participou do processo de de-
senvolvimento e incorporação do projeto, que conquistou a certifica-
ção LEED Core & Shell Gold;
Sede da Raizen Cosan, localizada em Piracicaba que garantiu a cer-
tificação LEED Core & Shell Gold;
HL Faria Lima, que conquistou recentemente certificação LEED Core
& Shell Gold.
Além destas conquistas a empresa busca mais duas certificações nas cate-
gorias CI (Commercial Interiors) e EB O&M (Existing Buildings – Operation and
Maintance) para o edifício da Nova Sede Qualicorp, empreendimento já certi-
ficado pelo LEED Core & Shell, o que incentivou a Qualicorp a investir integral-
mente nas instalações internas e operação do prédio. Sendo um dos únicos
edifícios em busca de 3 certificações para o prédio todo.
SESC Sorocaba: Primeiro SESC a receber a certificação LEED
A construção do SESC Sorocaba que, apesar originalmente não visar nenhuma
certificação, conquistou o selo LEED New Construction nível Gold, tornando-se
o primeiro SESC certificado pelo LEED e um dos maiores êxitos no que tange
a sustentabilidade. O projeto foi executado seguindo todos os processos e
procedimentos sustentáveis, processos estes que a Omar Maksoud adota em
suas obras. Vislumbrando o potencial do empreendimento para certificação
e a qualidade dos projetos desenvolvidos pelo arquiteto Sérgio Teperman, a
empresa em conjunto com a consultoria de sustentabilidade do CTE e o clien-
te, passou a realizar as adequações necessárias para que o empreendimento
fosse certificado.
A participação da CTE (Centro de Tecnologia de Edificações) foi de fundamen-
tal para que a Omar Maksoud garantisse mais assertividade durante o proces-
so, evitando assim perda de tempo e recursos com estratégias ineficientes.
“Foi um grande prazer fazer parte da equipe deste projeto. O SESC tem uma
grande qualidade de projeto e uma preocupação recorrente com as questões
de economia de água e energia em suas unidades. Algumas das estratégias
de sustentabilidade foram propostas pelo próprio cliente. A Omar Maksoud
teve um papel fundamental no projeto, viabilizando as estratégias de projeto
e em alguns casos, até melhorando o desempenho estabelecido na etapa de
projeto,” afirma Cristina Umetsu, Gerente de Consultoria de Projeto e Eficiência
Energética do CTE e consultora de sustentabilidade do projeto.
Um projeto com a complexidade de um grande centro sociocultural reque-
reu vasta experiência no desenvolvimento de diversos tipos de instalações,
inteligência e pesquisa que buscaram soluções inovadoras e mais eficientes.
Entres as instalações do complexo estão administração, salas múltiplo uso,
central de atendimento, loja SESC, teatro, café foyer, anfiteatro, comedoria,
espaço de brincar, espaço lúdico, laboratórios odontológicos, área de expo-
sição, internet livre, biblioteca, vestiários, piscinas com aquecimento solar,
solário, ginásio poliesportivo, quadra de futebol society, sala de ginástica e
expressão corporal, área de conveniência e estacionamentos.
Características diferenciadas do projeto
Se tratando de uma unidade múltiplo uso, que abriga diversas instalações,
o projeto do SESC Soracaba tornou-se um desafio para comparação com o
baseline da certificação LEED, devido as suas características diferenciadas se
comparadas a outros edifícios convencionais certificados. Foi necessário um
intenso trabalho para relação dos cálculos de eficiência energética e de outros
itens para comprovar a efetiva eficiência, uma vez que não havia parâmetros
práticos que pudessem ser utilizados como base.
Os principais diferencias foram os sistemas implementados para otimização
de eficiência energética e reaproveitamento de água de chuva com destaque
para capacidade destes sistemas do empreendimento para utilização máxima
de fontes renováveis reduzindo assim a utilização de energia elétrica para a
operação dos prédios.
Houve um intenso trabalho de escavação de rocha para executar o projeto
do arquiteto Sérgio Teperman. Visando a melhor eficiência no uso da água,
a unidade conta com dois inovadores sistema de coleta e polimento de água
da chuva que é utilizado para manutenção de jardins, através de um sistema
de irrigação automático, bem como nas descargas das bacias sanitárias e
mictórios. Foram também projetados wetlands, jardins ecológicos construídos
com uma série de tecnologias que utilizam vegetação aquática que retiram
as impurezas da água de forma natural. Agregado a estas medidas, o projeto
contempla a utilização de torneiras e chuveiros de vazão controlada, contri-
buindo, desta forma, para melhor eficiência na utilização deste recurso.
A implantação de um complexo projeto paisagístico também é uma importante
característica na unidade do SESC Sorocaba que foi contemplado com a cons-
trução de painéis verdes hidropônicos e modulares, onde as plantas ficam
Raizen Cosan, Piracicaba - SP
114 jul/15 rev/gbc/br
anuário GBC 2015
Através da adoção de todas essas medidas e estratégias sustentáveis na cons-
trução do SESC, foi possível atingir 66 pontos dos 110 exigidos pelo LEED,
com destaque para os critérios de eficiência no uso da água, créditos de prio-
ridade regional bem como no requisito de inovação e processos que atingiram
100% dos pontos. Além de atingir máxima pontuação nestes três critérios, o
projeto garantiu 17 pontos dos 35 exigidos em eficiência energética, 20 pontos
dos 26 exigidos em espaço sustentável e integração com o entorno da obra
e 6 pontos de 14 no critério materiais e recursos. Pontuações excelentes, se
tratando de um projeto que inicialmente não tinha como objetivo a certificação.
Nova sede da Qualicorp: Customização aliada à conscientização
A Omar Maksoud participou da customização do edifício que abriga a Nova
Sede da Qualicorp. Mantendo o conceito sustentável de um edifício previa-
mente certificado pelo LEED Core & Shell, focou na execução de projetos de
eficiência operacional e manutenção visando integrar ao empreendimento ou-
tras duas certificações do LEED, o selo CI (Commercial Interiors) e EB O&M
(Existing Buildings – Operation and Maintance).
O projeto conta com soluções inteligentes que garantem a utilização eficiente de
recursos energéticos, como sistema de automação completo, com dimerização
da iluminação, controle de presença setorizado, persianas automatizadas e sis-
tema de ar condicionado independente para salas fechadas. Além disso, edifício
possui uma Estação de Tratamento de Efluentes própria, o que contribui para
reutilização de água do prédio e garantindo a economia do recurso.
A Omar Maksoud, com a execução do projeto de customização do edifício,
também desenvolveu um importante trabalho de conscientização enfatizando
os valores sustentabilidade e operação do edifício a seus usuários. As prá-
ticas adotadas pela empresa garantem a eficiência em uma das fases mais
significativas do projeto, a operação e manutenção do edifício. Através das
campanhas de conscientização realizadas pela Qualicorp e Omar Maksoud,
proporcionou uma forte disseminação de melhores práticas sustentáveis. Ela-
boração de cartilhas de orientação, recados informativos, comunicação visual
fortemente trabalhada, placas com orientação de coleta seletiva e geração de
resíduos em todos os ambientes coletivos foram práticas adotadas pela em-
presa que garantem a eficácia desta conscientização.
enraizadas em mantas especiais além de contar com sistema de automação
de rega. Trata-se de um padrão de implantação que garante a durabilidade da
vegetação além de garantir menores custos de manutenção. É um sofisticado
elemento que contribui para a melhoria do ambiente, restaurando o ar, revitali-
zando e melhorando o conforto térmico. Além disso, a unidade conta com sis-
temas para captação de energia solar, sistema de reaproveitamento do calor
da água do chiller, e aquecimento a gás que tem por objetivo o aquecimento
da água da piscina, e um sistema de captação de energia solar para aqueci-
mento dos chuveiros, descartando em grande parte o consumo de energia
elétrica para estes fins. Também foi incorporado ao projeto vidros com fator
solar que proporcionam a incidência de calor nos ambientes, corroborando,
desta forma, para redução no consumo de energia elétrica e pelos equipamen-
tos de ar condicionado. Práticas também importantes adotadas na execução
do projeto, foi a seleção de materiais e resíduos com destinação adequada,
além de ações em conjunto com o município para melhorias na infraestrutura e
no transporte público alternativo com a inclusão de paraciclo com vagas para
bicicletas. Como destaque, o empreendimento abriga um dos mais completos
teatros de Sorocaba (275 lugares), com sistema de revestimento acústico que
inclui placas refletoras em gesso distribuídas sobre a plateia. Outro ponto de
destaque do projeto foi a disponibilização de tour-guides virtual, para garantir
aos usuários, de forma lúdica e explicativa, o conhecimento dos diferenciais
sustentáveis disponíveis no empreendimento.
No entanto, a marca registrada deste projeto é a passarela estaiada feito de
concreto branco, considerada um ícone do projeto, utilizada como elemento
principal para ligação dos dois edifícios do SESC. A passarela possui um pilar
de 31 metros de altura de concreto onde foi necessário uma equipe multi-
disciplinar de pesquisadores e engenheiros, além de um acompanhamento
tecnológico rigoroso de controle de qualidade para medições. Tais práticas
reforçam ainda mais a expertise da Omar Maksoud em executar projetos de
alta complexidade e customizados de acordo com cada empreendimento.
Com todas essas práticas contempladas, o complexo atingiu economia de
25,59% no consumo de energia em relação ao baseline do LEED e de 40%
no consumo de água potável, bem como garantiu que 81,43% dos resíduos
fossem desviados de aterro. Além disso, foram utilizados na execução da obra
87% de materiais com conteúdos reciclados e 59,25% de materiais provenien-
tes de fornecedores locais.
Edifício Fecomércio II – Nova sede da Qualicorp, São PauloInfinity, São Paulo
revistagbcbrasil.com.br 115jul/15
anuário GBC 2015
VA CASA NA PRAIA
L E E D P L A T I N U M
maior pontuação no Brasil
88 pontos
www.petinelli.com
116 jul/15 rev/gbc/br
anuário GBC 2015
O
mercado da construção civil
se torna cada vez mais amplo
quando se fala de soluções e
inovações sustentáveis, tan-
to nacional quanto internacio-
nalmente. Visando estes conceitos, a Baggio
Schiavon Arquitetura busca trazer para seus
projetos essa essência, agregando em cada
empreendimento processos inovadores, garan-
tindo o padrão de excelência a uma clientela
exigente, aderindo inovação, tecnologia e criati-
vidade, que garantem qualidade estética e com-
promisso com a sociedade.
A Baggio Schiavon Arquitetura, fundada em 1982
pelos arquitetos Manuel Marcos Baggio Pereira
e Flávio Appel Schiavon, acumulou ao longo de
sua trajetória grande experiência em projetos
urbanísticos e arquitetônicos, com foco em edi-
fícios residenciais, comerciais e corporativos.
Especializada em legislação urbanística, confor-
midade normativa, tecnologia e processos cons-
trutivos, a BSA disponibiliza um escopo comple-
to de serviços voltados ao desenvolvimento de
empreendimentos imobiliários e empresariais,
oferecendo consultoria desde as fases iniciais de
prospecção, passando pela criação de produtos
e subsidiando a execução de obras.
Com uma sólida e consagrada imagem no mer-
cado de projetos de arquitetura em Curitiba, e
atuante no mercado de construção há mais de
30 anos, a empresa se consolida como a mais
sólida da região no que tange a desenvolvimen-
to de projetos focados em inovação, qualidade e
preocupação com questões ambientais. “Inova-
ção, sustentabilidade e eficiência, combinados
aos anseios de nossos clientes, são objetivos
perseguidos incansavelmente por nossa equi-
pe, produzindo valor nos edifícios que projeta-
mos e qualificando o entorno em que estarão
inseridos.” afirma Flávio Appel Schiavon, sócio
da Baggio Schiavon Arquitetura.
O conceito de sustentabilidade sempre esteve
dentro dos projetos da empresa, tanto na utili-
zação de materiais de baixo impacto ambiental,
quanto na concepção de projetos visam maior
eficiência energética e reaproveitamento e reu-
so de água, entre outros. A introdução deste
conceito parte da empresa com o projeto de
arquitetura atrelado ao desejo do cliente, que
tem mente aberta para o planejamento de um
projeto sólido e de qualidade no mercado.
Segundo a BSA, o escritório é responsável por
praticamente 50% dos projetos comerciais certi-
ficados LEED na cidade de Curitiba. Conhecida
como “cidade ecológica”, Curitiba conta hoje
com 11 empreendimentos certificados, cinco dos
quais, projetos da BSA. Dos quase 30 projetos
cadastrados pelo LEED na capital paranaense,
um total de 11 são projetados pela empresa de
acordo com as normas de sustentabilidade, to-
dos em processo de desenvolvimento de projeto
ou obra.
Baggio Schiavon:
Sustentabilidade por essência
Inovação, sustentabilidade e
eficiência são prioridades para
Baggio Schiavon Arquitetura
Curitiba Office Park
1° certificado do Sul
do Brasil (LEED Silver
2011)
Mariano Torres 729
Corporate 1° certifi-
cado LEED Gold do
Paraná (2013)
revistagbcbrasil.com.br 117jul/15
anuário GBC 2015
Empreendimentos certificados da Baggio
Schiavon Arquitetura:
1° Curitiba Office Park – 1° certificado do Sul
do Brasil (LEED Silver)
2° Mariano Torres 729 Corporate – 1° certifica-
do LEED Gold do Paraná.
3° Aroeira Office Park – LEED Gold
4° NEO Corporate - LEED Gold
5° Corporate Jardim Botânico - LEED Gold
Apesar de a Baggio Schiavon Arquitetura sem-
pre ter enraizada em sua essência, a preocu-
pação com as questões ambientais e agregar
métodos de projetos visando a sustentabilida-
de, foi em 2008 que surgiu a oportunidade de
consolidar-se neste mercado de forma mais
concreta, com o desenvolvimento do projeto do
empreendimento Curitiba Office Park, que ga-
rantiu para a empresa a certificação LEED Silver
no ano de 2011. A partir daí, todos os projetos
desenvolvidos pela BSA vem buscando cada
vez mais métodos eficientes sustentavelmente,
garantindo assim maior credibilidade para em-
presa e para seus empreendimentos.
A importância do LEED
Para a BSA, o selo LEED dá a garantia de um
projeto desenvolvido com alta qualidade, com a
utilização de materiais de alta tecnologia, baixo
impacto ambiental, e garante a consolidação e
qualidade do projeto. A maior contribuição de
uma certificação LEED, é a evolução e a cons-
cientização das pessoas em relação às práticas
sustentáveis. A aceitação da sociedade diante
do tema ou de um projeto certificado é maior,
passam a conviver mais e entender com maior
discernimento quando se trata de assuntos re-
lacionados à sustentabilidade. A partir daí, a
questão econômica fica de certa forma em se-
gundo plano, uma vez que o usuário enxerga as
vantagens de um projeto feito com qualidade,
conforto, além de contribuir com a redução de
impacto ambiental. “Os desafios que passa-
mos com os primeiros projetos enquadrados
na Certificação LEED já se mostram superados
e em processo evolutivo a cada novo desafio
de projeto. Nossa preocupação, independente
da certificação, é com a qualidade, bem estar,
conforto do usuário e com a vida útil do edifício.
A seriedade do processo de certificação LEED
garante, tanto ao cliente quanto a toda equipe
envolvida até os usuários, a qualidade do pro-
duto final”, destaca Flávio Schiavon, da Baggio
Schiavon Arquitetura
Em se tratando de êxito nos quesitos de sus-
tentabilidade, a BSA teve sucesso em relação
ao empreendimento Corporate Jardim Botânico,
que foi registrado em 2011 e recebeu a certifica-
ção LEED Gold em março de 2015. O empreen-
dimento construído através de uma metodologia
de evolução e aperfeiçoamento dos processos,
juntamente com uma aceitação maior do clien-
te. O resultado foi a consequência de tudo que
já foi incorporado em outros projetos em relação
à implantação de processos e normas de sus-
tentabilidade. “Por ser o último projeto certifica-
do, ele apresenta melhores resultados por uma
soma de fatores e tecnologias que, hoje em dia,
são mais aceitas pelo cliente e facilmente apli-
cadas em nossos projetos e obra”, afirma Flávio
Schiavon.
Na visão de Manuel Marcos Baggio Pereira, só-
cio da Baggio Schiavon, a primeira e principal
diferença entre um projeto convencional e um
projeto desenvolvido seguindo as normas de
sustentabilidade é a consciência do mercado e
das pessoas. Mostrar que investir mais, cerca
de 10%, não é ter prejuízo e sim fazer com que
o cliente usufrua de um ambiente que gere mais
economia dentro das inovações sustentáveis e
tenha mais qualidade de vida em longo prazo.
Além da certificação LEED, que é o “carro che-
fe” quanto se trata de sustentabilidade, a BSA
possui outras certificações, como é o caso do
Selo Acqua, destinado essencialmente para os
empreendimentos residenciais, segmento em
que a empresa também atua fortemente. Os
conceitos desta certificação são bem mais acei-
tos pelos clientes deste segmento, apesar de
ser um processo mais lento, não em termos de
obra e construção, mas em termos de certifica-
ção. Porém, o foco principal das certificações é
o Selo LEED, usados nos demais projetos.
Arq. Manuel Marcos
Baggio Pereira
Arq. Flávio Appel
Schiavon
118 jul/15 rev/gbc/br
anuário GBC 2015
A
lém do foco na qualidade arquitetônico dos
projetos que visam o conforto e eficiência, o
escritório LoebCapote Arquitetura e Urbanis-
mo tem como norma prioritária a atenção e
preocupação permanente com custos orça-
mentários aprovados pelo cliente bem como
os prazos de realização de suas obras.
Todos os projetos desenvolvidos pela Loeb-
Capote são coordenados e compatibilizados
pela equipe técnica do escritório, incluindo todas as especialidades de
engenharia que compõem um projeto detalhado, incorporando em todas
as fases de desenvolvimento soluções de sustentabilidade. Este processo
de planejamento e execução é criteriosamente seguido pela equipe, o que
garante o desenvolvimento de uma obra eficiente sustentável e economi-
camente, além de garantir a qualidade da obra e otimizar prazo e custo em
todas as etapas do processo.
O escritório foi fundado em 1964 pelo arquiteto Roberto Loeb, e tem como
sócio, desde 2004, o arquiteto Luiz Capote, além de contar mais dois ar-
quitetos associados, Damiano Leite e Chantal Longo, ingressando do es-
critório de arquitetura em 2012. A empresa atua em diversos segmentos,
tais como, cultural, corporativo, urbanismo, institucionais e industriais. Nos
últimos anos, o escritório tem se preocupado na concepção e implantação
de projetos com alta complexidade programática e tecnológica com a atu-
ação nesta variedade de seguimentos. As principais atividades desenvolvi-
das pelo o escritório vão desde o planejamento dos projetos de arquitetura
até às devidas execuções e finalização da obra.
Sustentabilidade, qualidade
e complexidade.
LoebCapote
revistagbcbrasil.com.br 119jul/15
anuário GBC 2015
O portfólio da LoebCapote Arquitetura e Urbanismo conta com uma diver-
sidade de projetos desenvolvidos de acordo com as diretrizes de sustenta-
bilidade. Dentre eles, três importantes projetos conquistaram a certificação
internacional LEED, Eco Commercial Building, CD Avon e o Novo Data
Center Santander, considerados empreendimentos de altíssimo padrão
quanto se fala em sustentabilidade, qualidade e complexidade.
Eco Commercial Building: Primeiro empreendimento a conquis-
tar o selo Platinum no Brasil
Um dos principais projetos é o edifício EcoCommercial Building, primeiro
empreendimento no país a conquistar a certificação LEED New Construc-
tion no nível Platinum, certificação máxima. O Programa Eco Commercial
Building Brasil foi criado pela multinacional alemã, a Bayer, com o objeti-
vo de elaborar construções sustentáveis ao redor do mundo. Trata-se de
um centro de convivência e demonstração de seus produtos e baseia-se
no uso de materiais, sistemas e tecnologias inovadoras para edificações
adaptadas às condições climáticas locais, objetivando pequeno impacto
no meio ambiente e viabilidade econômica.
A implantação retangular da construção é demarcada por planos de po-
licarbonato translúcido, com o interior ocupado por diversas árvores. A
permeabilidade do solo deve-se a decks de madeira e pergolados. Além
disso, um espelho d'água de chuvas colabora na manutenção de umi-
dade e temperatura do ambiente. Os consumos de água e energia são
monitorados por um sistema de automação que controla, por exemplo, a
variação da iluminação interna conforme a entrada de luz natural.
Centro de Distribuição Avon: União em eficiência e conforto
Além do ECB, a LoebCapote também é responsável pelo projeto de ou-
tro empreendimento importante certificado pelo LEED, o Novo Centro de
Distribuição da Avon em Cabreúva, SP, é o maior Centro de distribuição
do mundo, com cerca de 94 mil metros quadrados. O empreendimen-
to conquistou o selo no nível Gold em 2011, também na categoria New
Construction. A certificação norteou uma série de medidas sustentáveis
do projeto, como por exemplo, as ações relacionadas à luminotécnica,
onde foram instalados diversos tipos de lâmpadas artificiais de alto de-
sempenho e baixo consumo energético, além de sensores de presença
destinados a cada uma das áreas do Centro de Distribuição. Além disso,
uma questão tomada como premissa para este projeto foi preocupação
com o conforto e bem estar dos usuários, através da utilização de siste-
mas e elementos eficientes como brise de madeira, telhados termoacús-
ticas, implantação de espelho d´água e paisagismo, garantindo desde o
conforto térmico interno até a qualidade visual.
Data Center Santander: Segurança e sustentabilidade
O Novo Data Center Santander, localizado em Campinas, interior de São
Paulo, também é um dos empreendimentos projetados pela LoebCapote
que adotou ações sustentáveis em sua execução. O projeto conta com
uma área construída de 80 mil metros quadrados que abriga três “Centros
de Processamentos de Dados” com características complexas, a julgar
pela sua necessidade de alto nível de segurança e estratégia operacional.
No que tange à temática sustentabilidade, foram abordadas no projeto prá-
ticas que visam à eficiência energética, minimização de gases efeito estufa,
economia de água, uso de materiais que reduzem o impacto ao meio am-
biente, além do incentivo à utilização de meio de transportes alternativos.
A junção destas práticas garantiram ao empreendimento três certificações
LEED em 2014, uma para cada CPD, sendo dois selos Gold e um Silver.
Ainda falando de sustentabilidade, através do desenvolvimento de projetos
que tem como diretriz a pontuação da certificação internacional do LEED
e com assistência e consultoria do laboratório de materiais e sustentabi-
lidade da USP (Universidade de São Paulo), a LoebCapote Arquitetura e
Urbanismo foi indicada para apresentação do projeto NEN – Novo Espaço
Natura no seminário de sustentabilidade, em 2014, organizado pela Univer-
sidade de Zurich (ETH) e a Fundação Holcim.
Além da participação no seminário de sustentabilidade, o escritório tam-
bém foi convidado pelo IAB, Instituto de Arquitetos do Brasil e Fundação
Bienal de São Paulo para participar com sala especial na 7ª Bienal Inter-
nacional de Arquitetura realizada em São Paulo /Brasil, inaugurada em 11
de novembro de 2007.
Data Center Santander Eco Commercial Building
Imagens:©Leonardo Finotti
120 jul/15 rev/gbc/br
anuário GBC 2015
N
os dias atuais é
difícil encontrar
um projeto de
uma edificação
que não esteja
embasado em
um programa de sustentabilidade.
O trabalho de sustentabilidade é
uma consciência que cresce cada
vez mais em toda a cadeia produtiva
da construção. Já é um pré-requisito
que as construções contemplem
este conceito em todas as fases do
projeto através da incorporação de
tecnologias e soluções eficientes,
buscando sempre conceber um em-
preendimento de qualidade, durabi-
lidade, que promova a qualidade de
vida a seus usuários e, principalmen-
te, que vão de encontro às diretrizes
de sustentabilidade. “Para mim, a
sustentabilidade tem um princípio
fundamental e básico: “conservação
de energia (elétrica e água) reduzin-
do o máximo possível a produção de
CO2
”, afirma Edo Rocha, presidente
a EDO Rocha Arquiteturas.
Os edifícios de escritórios são atual-
mente os maiores consumidores de
energia. Para Edo Rocha, a forma de
ser ter uma melhor racionalização do
uso da energia começa por onde as
pessoas trabalham, pois é onde se
tem o maior gasto. “Provocar a in-
dústria para produzir produtos mais
eficazes e menos produtores de CO2
é buscar fontes alternativas e renová-
veis de energia. Tudo isso somado,
sem dúvida trará grandes benefícios
para o Planeta”, completa o arquiteto.
Esta consciência norteou, desde o
início, os princípios do escritório Edo
Rocha Arquitetura, cujos projetos se
baseiam em três pontos básicos:
produzir uma arquitetura de valor,
que alie desenvolvimento e sustenta-
bilidade; elaborar projeto que integre
estética, inovação tecnológica e er-
gonomia, oferecendo conforto, bem-
-estar e maior produtividade aos usu-
ários; levar soluções que associam a
arquitetura à praticidade do business,
alavancando e preservando investi-
mentos dos clientes.
Na visão de Edo Rocha, a sustenta-
bilidade não é um objeto de marke-
ting simplesmente com o objetivo de
obter vantagens econômicas em rela-
ção ao mercado, mas sim, uma visão
conceitual de princípio, onde a sus-
tentabilidade ou inteligência de servi-
ços e projetos fazem parte do DNA
do projeto, pois na grande maioria
não é o incorporador quem se be-
neficia com um edifício com padrão
verde e sim o usuário. “É o usuário
que terá vantagens econômicas de
água e energia e serviços de um pré-
dio verde. Porém, é o meio ambiente
como um todo, ou o efeito global que
na verdade agradece esta tomada de
atitude”, complementa.
“Desde que me en-
tendo por arquiteto,
a sustentabilidade
faz parte do DNA
dos meus projetos”
Arquiteto Edo Rocha
EDO ROCHA
Pensar e projetar
revistagbcbrasil.com.br 121jul/15
anuário GBC 2015
O escritório Edo Rocha desenvol-
ve projetos nas diversas áreas das
arquiteturas: edificações, espaços
interiores, urbanismo, aeroportos,
shopping centers, arenas esporti-
vas, estádios, entre outros. Um dos
diferenciais da empresa é criar pro-
jetos que sejam sustentáveis e, ao
mesmo tempo, ofereçam viabilidade
econômico-financeira. Desde 1974, a
Edo Rocha Arquiteturas desenvolveu
mais de 970 projetos, totalizando cer-
ca de 15,5 milhões de m² projetados,
além dos planos de urbanismo e lote-
amentos. Sua equipe é composta por
experientes arquitetos e engenheiros,
que estão sempre em busca de ino-
vações que aliem estética, funcionali-
dade e sustentabilidade, reduzindo o
custo da obra e da sua manutenção.
No campo da sustentabilidade, a
Edo Rocha está sempre atenta à
conservação de três tipos de ener-
gia: a elétrica, a física-humana e a
das águas, cuidados que reduzem a
produção de CO2
na atmosfera, com
profissionais que estão sempre em
busca de soluções que restrinjam
o consumo das fontes energia não
renováveis e garantam mais saúde
e bem estar aos que convivem nos
ambientes corporativos, integrando a
arquitetura ao indivíduo.
Dentre os projetos desenvolvidos
pela empresa estão alguns empre-
endimentos que chamam a atenção
quanto à implementação dos con-
ceitos sustentáveis. Atualmente são
nove empreendimentos certificados
pelo LEED, selo verde concedido
pela organização Green Building
Council Brasil, e nove em fase de
desnvolvimento.
Centro Empresarial Senado
Um dos projetos mais importantes
desenvolvido pelo escritório de ar-
quitetura Edo Rocha foi o Centro
Empresarial Senado, da Petrobrás,
localizado no Rio de Janeiro, empre-
endimento que, com a participação
da consultoria de sustentabilidade
CTE (Centro Tecnológico de Edifica-
ções) garantiu a certificação Core &
Shell nível Silver em 2014. Este proje-
to tem como um grande diferencial a
revitalização do seu entorno. A cons-
trução do edifício incentivou uma re-
estruturação urbana em uma região
que já estava deteriorada.
Dentre todas as medidas adotadas
na construção, algumas principais fo-
ram a instalação de sistemas eficien-
tes visando à redução e consumo
racional dos recursos naturais, como
por exemplo, sistema de captação
de água de chuva, Estação de Tra-
tamento de Esgoto (ETE), fachadas
de vidros especiais que contribuem
para uma melhor iluminação natural
sem permitir a entradas do calor, ins-
talação de fachadas ventiladas com
cerâmica de dióxido de titânio que,
quando em contato com a luz ultra-
violeta, desencadeia o processo de
fotocatálise, reação que transforma
CO2
em oxigênio. Além disso, o pré-
dio também conta com um sistema de
cogeração de energia, onde a ener-
gia do processo d ar condicionado é
captada por um chiller de absorção e
enviada para os geradores. Porém um
dos principais pontos de atenção no
projeto é o fato de ele estar disposto
paralelamente aos edifícios existentes,
desta forma o prédio torna-se um pris-
ma, quase um elemento ótico, diferen-
temente das construções convencio-
nais executadas de forma estáticas ou
alinhadas à rua.
Centro Empresarial Senado
122 jul/15 rev/gbc/br
anuário GBC 2015
Edo Rocha - projetos certificados
•	 Banco Votorantim - LEED CI Gold
•	 Sede Green Building Brasil Council - LEED CI
Gold
•	 Wtorre Nações Unidas – Edifícios I e II - LEED
CS Silver
•	 Barclays - LEED CI Gold
•	 Recnov – Estúdios I e J - LEED NC Gold
•	 Vale – Prédio IV - LEED CS Prata
•	 Telefônica Vivo Data Center - LEED NC Gold
•	 WTorre Senado ‐RJ - LEED CS Silver
* Serasa - 1º Projeto Registrado no Brasil em 2004
Projetos em desenvolvimento
•	 Edifício Comercial – Alphaville - LEED CS
Platinum
•	 Edifício Alvino Slavieiro - LEED CS Silver
•	 Banco Santander - LEED CI – Em desenvol-
vimento
•	 WTorre Nações Unidas Edifício III - LEED CS
Gold
•	 JBS Friboi – Bloco 3 - LEED NC – Em desen-
volvimento
•	 J & F - LEED CI – Em desenvolvimento
•	 Arena Palmeiras - LEED NC – Em desenvol-
vimento
•	 Globo – Data Center - LEED NC – Em desen-
volvimento
•	 Qualicorp - LEED CI – Em desenvolvimento
bol, que em média tem 35 jogos por
ano, o retorno do investimento e sua
lucratividade ficam assegurados.
O Allianz Parque foi apontado pelo
site espanhol El Gol Digital como o
“mais espetacular” no ranking de
10 estádios escolhidos no mundo.
(publicado em 07/03/14). Com essa
qualidade arquitetônica, a Nova Are-
na acertou a venda dos seus “naming
rights” (direitos de nome) para a se-
guradora Allianz pelos próximos 20
anos e foi batizada de Allianz Parque.
O projeto desenvolvido segue os pa-
drões da FIFA.
“O maior desafio deste projeto foi o
espaço, desenvolver todo o projeto
mantendo a estrutura do clube e criar
uma fachada esteticamente forte, num
espaço de difícil visibilidade à distân-
cia. Daí a utilização do aço inox, ma-
terial que tornou possível fazer uma
trama, como se fosse uma trama de
vime para um grande cesto, ou um
grande ninho, essa que foi a inspira-
ção inicial. Foi utilizado o segmento
áureo em tudo, perfurações, largura
da chapa, distâncias entre as longa-
rinas, o que trouxe um efeito mágico
com a iluminação e uma ventilação
cruzada extremamente eficaz. Além
disso, o aço inox valorizou estetica-
mente o projeto, além de tornar fácil a
manutenção”, relata Edo Rocha.
Allianz Parque
Outro projeto de destaque é o Allianz
Parque, que está na lista dos estádios
registrados junto ao Green Building
Council Brasil para a obtenção da
certificação Leed, com destaque para
a gestão de resíduos, projeto de cole-
ta e utilização das águas das chuvas
e eficiência energética. A água das
chuvas será utilizada na irrigação do
gramado. Foram reaproveitados na
obra 20 mil metros cúbicos de con-
creto e quatro mil toneladas de aço
provenientes da demolição.
Localizada no bairro da Barra Funda
em São Paulo, o projeto inclui está-
dio (arena), prédio administrativo,
edifício de mídia, edifício de quadras,
vestiários e estacionamento, distribu-
ídos em 158.973 metros quadrados
de área construída. O estádio terá
cadeiras no anel inferior, dois níveis
intermediários de camarotes e cadei-
ras no anel superior. No local onde
foram preservadas as arquibancadas
originais, está projetado um anfiteatro
de eventos totalmente coberto que
tem como diferencial a flexibilidade:
quando houver um evento para até
15 mil pessoas, o palco poderá ser
montado concomitantemente à reali-
zação de uma partida de futebol. A
capacidade original do estádio mi-
grou de 27 mil pessoas para 45 mil,
podendo chegar a 55 mil pessoas em
shows, utilizando o gramado. Não fi-
cando seu uso exclusivo para o fute-
Allianz Parque
revistagbcbrasil.com.br 123jul/15
anuário GBC 2015
124 jul/15 rev/gbc/br
anuário GBC 2015
LIGUE E ASSINE: 11 5078 6109
ASSINATURAS
A PARTIR DE 3x
R$
49,90*
Fique por dentro do melhor conteúdo da construção sustentável
*Assinatura Anual (6 edições): R$ 149,90. Para Assinatura Corporate (3 exemplares x 6 edições): R$ 299,00 ou 3x R$ 99,90
A REVISTA
OFICIAL DO
GBC BRASIL.
SÓ TEM UMA.
revistagbcbrasil.com.br 125jul/15
anuário GBC 2015
2 15
ANUÁRIO
CERTIFICAÇÕES
CASESHISTÓRICOS
AGÊNCIA SANTANDER..................................... 126
EDIFÍCIO CIDADE NOVA.................................. 128
ROCHAVERÁ.................................................. 130
ELDORADO ................................................... 132
VENTURA TOWERS......................................... 134
WT NAÇÕES UNIDAS....................................... 136
MC DONALDS RIVIERA.................................... 138
CENTRO CULTURAL MAX FEFFER..................... 140
PAVILHÃO VICKY E JOSEPH SAFRA.................. 142
INTERFACE FLOOR......................................... 144
FÁBRICA MATTE LEÃO.................................... 146
MC DONALDS UNIVERSITY.............................. 148
VIVO TELEFONICA DATACENTER...................... 150
GARAGEM URUBUPUNGÁ................................ 152
CENTRO EMPRESARIAL SENADO...................... 154
SESC SOROCABA............................................ 156
revistagbcbrasil.com.br 125jul/15
anuário GBC 2015
126 jul/15 rev/gbc/br
anuário GBC 2015
A Agência do Santander, antiga Banco Real Granja
Viana, em Cotia, foi o primeiro empreendimento da
América do Sul a receber a certificação internacio-
nal LEED, conquistando o selo nível Silver em 2007.
Para a Trieme, construtora responsável, o projeto da
agência Granja Viana foi um grande aprendizado já
que fizeram todos os participantes, inclusive os ter-
ceirizados, seguirem os padrões sustentáveis.
No projeto foram adotadas todas as medidas pos-
síveis para que a agência contemplasse um am-
biente confortável e agradável aos usuários, além
de possuir sistemas e estratégias eficientes em
todos os requisitos sustentáveis exigidos pela certi-
ficação. Algumas das principais estratégias utiliza-
das na construção da agência, são os mecanismos
que contribuem para redução de água e energia.
Como medidas eficientes, o projeto se destacou
pelas estratégias e instalação de sistemas de cap-
tação de água bem como a implantação de trata-
mento de esgoto e água da chuva, utilização de
materiais sanitários eficientes que teve como resul-
tado a redução de cerca de 85% no consumo de
água. Além disso, o projeto conta placas fotovol-
taicas, sensores de presença de iluminação, além
de oferecer orientação aos usuários com relação à
operação e manutenção dos sistemas.
“A execução dessa obra foi um processo de apren-
dizagem, já conhecíamos a construção sustentá-
vel, mas nunca tivemos a oportunidade de fazer
algo tão completo. Inserir o conceito de Sustentabi-
lidade no cotidiano e popularizá-lo perante o usuá-
rio de um estabelecimento comercial, Industrial ou
residencial é o grande desafio da atualidade para
termos um mundo Sustentável”, afirma o engenhei-
ro Edson Gama, diretor comercial da Trieme.
A Trieme Construção e Gerenciamento Ltda atua
no ramo de construção desde 1980 e sempre pro-
curou acompanhar as solicitações de mercado e
de seus clientes. Sempre atenta às novas tendên-
cias de, conseguiu desenvolver métodos e unir-se
a colaboradores que visam um desenvolvimento
sustentável de suas obras. Atuando em parceria
com seus clientes conseguiu solidificar seu nome
em praticamente todos os seguimentos da cons-
trução civil no país.
AGÊNCIA
Obra:
Agência Santander Granja Viana
Cliente:
Banco Santander
Localização:
Rodovia Raposo Tavares, 700- km
23,3 – Cotia, SP
Área do terreno:
1.000 m²
Área construída:
600 m²
Certificação:
06/08/2007
Sistema e Nível da Certificação:
LEED NC Silver
Arquitetura:
Pierri, Perrone Arquitetos
Construção:
Trieme
Consultoria LEED:
SustentaX
Comissionamento:
SustentaX
SILVER
LEEDNC
Imagem:GoogleStreetView
revistagbcbrasil.com.br 127jul/15
anuário GBC 2015
Espaço Sustentável
A empresa se preocupou em contratar funcionários
que morem nas proximidades dos canteiros de ser-
viço. A circulação de mercadorias sempre leva em
conta a distância percorrida do ponto de venda até
sua descarga. Além disso, parte do terreno é ocu-
pado por área verde. Também foi incorporado ao
projeto um telhado verde que contribui para a me-
lhora do isolamento térmico e acústico. A escolha
foi feita com base em espécies nativas e que não
necessitam de grande demanda de água. Além
disso, o terreno está localizado estrategicamente
em uma região com infraestrutura e acessibilida-
de a transporte público, além de ter alta integração
com a comunidade. A agência conta também com
vagas preferenciais para veículos que praticam o
transporte solidário ou veículos com baixa emissão
e consumo eficiente
Eficiência no uso de água
Como estratégia para o uso racional da água fo-
ram adotas as seguintes medidas: Reguladores de
vazão nas torneias, bacias sanitárias como duplo
fluxo (3 e 6 litros), implantação de sistema de cap-
tação e reuso de águas pluviais que são destina-
das para irrigação e descargas, além da criação
de uma central de tratamento de água instalada
no subsolo do edifício como filtros biológicos e de
carvão de bambu, que serve para tratar o esgoto
e água da chuva. A incorporação de todas essas
medidas garantiram cerca de 85% de redução no
consumo de água.
Energia e Atmosfera
Foram utilizados sistemas e técnicas para a di-
minuição do uso de energia elétrica como placas
fotovoltaicas, projeto favorecendo a iluminação na-
tural, aplicação de película com filtro de radiação
solar diminuindo a temperatura interna entre outras.
Com as medidas adotadas o consumo de energia
é aproximadamente 30% menor em relação a uma
edificação convencional.
Materiais e Recursos
Entre os materiais utilizados com baixo impacto
ambiental estão: Cimento com adição de escoria
de alto forno, madeiras de reflorestamento ou de
manejo sustentável, tintas e vernizes a base de
água, materiais de revestimento com baixa emis-
sividade entre outros. Praticamente todo o entulho
gerado foi utilizado na própria obra. O entulho foi
aproveitado em enchimentos de piso, junto a ater-
ros necessários e junto com a brita no sistema de
drenagem dos jardins. A preocupação em se utili-
zar materiais de produção próxima à obra foi funda-
mental, assim foi possível diminuir as emissões de
gases nocivos à atmosfera.
Qualidade ambiental interna
O projeto priorizou a iluminação natural e o sistema
de climatização não foi feito por ar condicionado e
sim por um sistema evaporativo sendo mais econô-
mico e saudável. O controle interno de temperatura
ambiental foi feito através de troca constante de ar
externo. No ar condicionado foi utilizado sistema
evaporativo de última geração que utiliza gases
não poluentes e reduz significativamente os danos
ambientais, obtendo-se melhores custos operacio-
nais e sendo comandado por controles eletrônicos
de alta qualidade e precisão.
Inovação e Processos
Como prática constante existe sempre a preocu-
pação em associar-se a parceiros preocupados
em fornecer produtos e serviços de baixo impacto
ambiental.
SANTANDER
PRIMEIRA CERTIFICAÇÃO
LEED NO BRASIL
revistagbcbrasil.com.br 127jul/15
anuário GBC 2015
128 jul/15 rev/gbc/br
anuário GBC 2015
O edifício Cidade Nova, construído
em uma área de 52 mil m², localizado
no Rio de Janeiro, seguiu o sistema
“build–to-suit”. Foi o primeiro empre-
endimento da América Latina a con-
quistar, em 2008, a certificação LEED
Core & Shell nível Certified. O projeto
do edifício marcou o início de uma re-
vitalização do bairro Cidade Nova e
teve grande preocupação com o en-
torno da obra. O edifício é ocupado
pela Universidade Petrobras.	
Soluções inovadoras associadas a
uma engenharia de valores para a
otimização dos custos, contribuíram
para que o empreendimento se tor-
nasse um êxito em eficiência susten-
tável. O destaque inovador do em-
preendimento vai para as fachadas
envidraçadas que proporcionam um
maior aproveitamento da iluminação
natural, garantindo também o con-
forto acústico térmico e a eficiência
energética. Soluções como estas
garantiram ao empreendimento o re-
conhecimento pelas ASHRAE devido
a alta eficiência energética atingida.
Além disso, o sistema de ar condi-
CIDADE NOVA
cionado também contribuiu de forma
significativa para atingir a eficiência
do prédio. O empreendimento tam-
bém contempla todos os serviços
urbanos de uma grande metrópo-
le, aplicação de métodos rigorosos
para descontaminação do solo, além
dos cuidados tomados para esca-
vação do terreno, além priorizar o
uso de materiais recicláveis e com
baixa emissão de COV (Compostos
orgânicos voláteis) na execução da
obra. Programas de coleta seletiva
implantados na obra garantem o
descarte adequado do lixo e entulho
direcionando-os para empresas de
reciclagem credenciadas.
Analisando um balanço geral, com-
parado a um edifício convencional, o
grau de eficiência no Edifício Cidade
Nova atingiu um redução de 75% de
resíduos gerados na obra, 30% de
redução no consumo de energia, re-
dução de 35% em emissões de CO2
e redução no consumo de água entre
30% e 50%, além do desvio de ater-
ros de 89% dos resíduos gerados.
EDIFÍCIO
PRIMEIRO CORE&SHELL
DA AMÉRICA LATINA
128 jul/15 rev/gbc/br
anuário GBC 2015
revistagbcbrasil.com.br 129jul/15
anuário GBC 2015
Eficiência no uso de água
Foi feito um projeto para a coleta de
quase 100% da água de chuva, evi-
tando que sobrecarregue a rede pú-
blica de águas pluviais. O sistema de
irrigação é abastecido 100% por água
de reuso, louças e metais sanitários
eficientes foram instalados para redu-
zir a demanda de água potável. Toda
a água utilizada em bacias e mictó-
rios é de reuso, reduzindo 100% a uti-
lização de água potável para este fim.
Além disso, é realizado o tratamento
de esgoto e reutilização nas bacias e
mictórios e a água coletada de chuva
é utilizada para a irrigação do paisa-
gismo. Todas essas medidas contri-
buíram para uma redução de 30% a
50% no consumo de água.
Energia e Atmosfera
Os projetos com consumo de ener-
gia atendem aos mandatórios de nor-
mas americanas de eficiência ener-
gética. A fachada é dupla e permite
a iluminação natural dos ambientes.
O sistema de ar condicionado é con-
trolado individualmente por setores a
fim de otimizar o uso e reduzir o con-
sumo de energia. A refrigeração do
ar condicionado é feito de baixo para
cima. Com o máximo aproveitamen-
to de iluminação natural bem com o
controle do sistema de ar condicio-
nado foi possível atingir uma econo-
mia de 30% de energia.
Espaço Sustentável
A construção do empreendimento foi
realizada seguindo critérios nacionais
e internacionais de sustentabilidade
para prevenir a erosão e sedimenta-
ção do solo, além de causar pouco
impacto no seu entorno durante a
obra. Localizado em um terreno com
proximidade de no mínimo 10 servi-
ços básicos, incluindo banco, restau-
rante, lojas, farmácia e etc. Próximo
ao edifício tem transporte coletivo à
disposição para facilitar o acesso,
foram destinadas vagas preferenciais
para veículos que tenham consumo
eficiente e não poluentes. Os ocu-
pantes e seus visitantes tem a pos-
sibilidade de utilizar o bicicletário e
vestiários disponíveis.
Obra:
Edifício Cidade Nova
Cliente:
Confidere l Bracor VII Empreendi-
mentos Imobiliários
Localização:
Rua Visconde de Duprat, s/n – Rio de
Janeiro, RJ Rio de Janeiro - RJ
Área construída:
52.425 m²
Data de conclusão:
2008
Certificação:
20/10/2008
Sistema e Nível da Certificação:
LEED CS nível Certified
Arquitetura:
Ruy Rezende Arquitetura
Construção:
Racional Engenharia
Consultoria LEED:
Cushman & Wakefield
Gerenciamento:
Engineering
Elaboração e Coordenação de
Projetos:
Ruy Rezende Arquitetura
Materiais e Recursos
A empresa utilizou materiais em sua
fachada com alto índice de refletância
solar, contribuindo para a redução no
efeito ilha de calor. Durante a obra, 89%
dos resíduos foram desviados de aterro.
Qualidade ambiental interna
Com a utilização de um sistema de fa-
chada eficiente, foi possível aproveitar
a iluminação natural e 90% dos ocu-
pantes tem acesso a vista externa no
edifício, proporcionando um ambiente
mais agradável de trabalho. No edifí-
cio, 50% dos ocupantes tem acesso
aos controles de temperatura. O sis-
tema de ar condicionado foi projetado
sem o uso de fluidos refrigerantes que
agridem a camada de ozônio.
CERTIFIED
LEED CS
Imagens: Divulgação Racional
130 jul/15 rev/gbc/br
anuário GBC 2015
O complexo Rochaverá Corporate
Towers possui uma localização privile-
giada no novo eixo de desenvolvimen-
to urbano da cidade, o Eixo Berrini
- Chucri Zaidan, na zona sul de São
Paulo. A concepção do projeto des-
de sua implantação busca a integra-
ção com a cidade. Os edifícios estão
dispostos nas diagonais do terreno,
de forma a criar uma praça central e
outras três praças adjacentes junto
às vias públicas, delimitando assim
espaços semipúblicos, todos abertos
para a cidade, sem gradis.
São quatro torres com lajes corporati-
vas de 1.600 a 2.000 m², com alturas
diferentes que variam entre 42m, 75m
e 120m. No térreo, espaços para lo-
jas com acesso direto pela praça, as
grandes áreas verdes que abraçam os
edifícios somam 30.000 m².
O projeto possui alguns diferenciais
como o sistema próprio de co-ge-
ração de energia elétrica, capaz de
atender a 100% da carga de todo
o complexo, de forma ininterrupta.
Também foi o primeiro edifício da
América do Sul a obter a certificação
internacional LEED nível Gold, por-
tanto, tem baixo consumo de energia
e melhor qualidade do ar interno, o
que gera qualidade de vida aos usu-
ários e um melhor uso dos recursos
naturais. Além disso, possui áreas
verdes na cobertura.
CORPORATE TOWERS
ROCHAVERÁ
130 jul/15 rev/gbc/br
anuário GBC 2015
revistagbcbrasil.com.br 131jul/15
anuário GBC 2015
Espaço Sustentável:
O Projeto Rochaverá, está em uma
área inserida na região da opera-
ção urbana Água Espraiada, o novo
eixo de desenvolvimento da cidade.
Desde a implantação dos edifícios,
no qual foram criados espaços semi-
-publicos, sem gradis e integrados ao
entorno, facilitando a mobilidade das
pessoas. O incentivo a mobilidade de
pedestres neste projeto se dá ao fato
da criação das praças permeáveis
em todas as esquinas do lote, permi-
tindo que o pedestre circule livremen-
te por esse espaço semi-publico. É
uma região que faz parte de um novo
desenvolvimento de transporte cole-
tivo através de fácil acesso a trem,
linhas de ônibus, e breve o VLT bem
como ciclovias que chegarão direto
no quarteirão do empreendimento.
Eficiência no uso de água:
As medidas adotadas para redução
no consumo da água são: Coleta, tra-
tamento e reuso de água de chuva,
coberturas verdes, condensação do
sistema de ar condicionado, águas
de lavatórios, utilização de metais,
louças e dispositivos economizado-
res de água que garantem 30% de
economia de água. Além disso, o
empreendimento conta com filtragem
através de equipamento industrial
com atendimento aos parâmetros do
Leed.
Energia e Atmosfera:
Um diferencial deste empreendimen-
to é a cogeração de energia, que
atende 100% das necessidades do
condomínio, além disso, o empre-
endimento possui luminárias LED
que reduzem o consumo de energia,
sistemas de fachadas que inibem e
impendem a entrada e absorção de
calor, como vidros eficientes, siste-
mas de troca dissipação de ar quen-
te, rolos reflexivos e sistema de acio-
namento automático de luminárias
próximos às fachadas que permitem
a entrada da luz natural. Foram ins-
talado também sistema de geração e
possibilidade de inserção de energia
na rede pública. Importante ressaltar
a utilização de simulações energéti-
cas para entender o percentual de
entrada de calor e bem como seus
prejuízos nos ambientes internos.
Materiais e Recursos:
A construção do empreendimento
utilizou madeira certificada FSC, ma-
teriais com baixa emissão de COV,
ou seja, solventes, produtos não
tóxicos, entre outros produtos e os
produtos foram adquiridos com a
menor distância possível de trans-
porte. Além disso, foram realizados
processos de acompanhamento jun-
to às operações e logística da obra,
fiscalização e orientação de empre-
sas especializadas, estudo e plane-
jamento da logística de geração de
resíduos e seus destinos bem como
a definição de descarte, organização
e coleta de materiais.
Qualidade ambiental interna
A realização de simulações de con-
forto lumínico, térmico e acústico foi
necessária para entendimento e so-
lução de eventuais problemas com
ambientes com pouca entrada de
luz natural, variação de temperatura
e barulho no entorno do edifício. A
automação nos sistemas de ar con-
dicionado para acionamento e re-
gulação nas temperaturas conforme
necessidade do ambiente e o contro-
le de qualidade do ar acabaram tam-
bém contribuindo de forma relevante
para redução de uso de energia.
Obra:
Rochaverá Corporate Towers
Incorporação:
Tishman Speyer
Localização:
Avenida Doutor Chucri Zaidan, 14171
São Paulo, SP
Área do terreno:
33.515 m²
Área construída:
233.704 m²
Certificação:
Torre B: 05/08/2009
Torre A: 02/12/2010
Torre D: 22/05/2012
Torre C: 25/10/2012
Sistema e Nível da Certificação:
LEED CS – Nível Gold (todas as torres)
Arquitetura:
aflalo/gasperini arquitetos
Construção:
Método
Consultoria LEED:
Sustentax
Comissionamento e Sim. Energética:
Sustentax
Elétrica e Hidráulica:
Ditec
Ar Condicionado:
Teknika
PRIMEIRA
CERTIFICAÇÃO
GOLD NO
BRASIL
GOLDLEED CS
Imagens:©DanielDucci
132 jul/15 rev/gbc/br
anuário GBC 2015
A localização na cidade foi a principal
inspiração do projeto de arquitetura
da Eldorado Business Tower. Situado
no terreno de um dos mais antigos e
tradicionais shoppings de São Paulo,
o edifício resultou da Operação Urba-
na Faria Lima, que permitiu idealizar
uma torre de 140 metros de altura,
com lajes de quase dois mil metros
quadrados de área. A implantação
do projeto ajustou seu porte monu-
mental à paisagem das marginais
do rio Pinheiros. Para isso, foi criada
uma base horizontal que acomoda o
grande volume vertical. O térreo foi
elevado, distanciando-se do intenso
movimento das avenidas e permitin-
do uma vista privilegiada do entorno.
Desta forma, o edifício se integra ao
shopping Eldorado, sem perder a sua
identidade.
A composição da torre com o emba-
samento permitiu integrar o lobby do
térreo a uma generosa praça suspen-
sa, voltada para o shopping e para
o nascer do sol. Desde os primeiros
andares, todos os trinta e dois pavi-
mentos usufruem vistas abertas. A
Torre foi dotada da mais moderna
tecnologia, com sofisticadas solu-
ções de ocupação e de circulação.
Tanto pelo seu porte quanto pela sua
forma, Eldorado Business Tower é
uma referência marcante na paisa-
gem metropolitana de São Paulo.
Além de todos esses diferenciais o
edifício, que conquistou em 2009 a
certificação máxima do Green Buil-
ding Council Brasil, o selo Platinum,
garantiu resultados importantes em
relação aos critérios de sustentabili-
dade exigidos para certificação.
BUSINESS TOWER
ELDORADO
PLATINUM
LEED CS
132 jul/15 rev/gbc/br
anuário GBC 2015
revistagbcbrasil.com.br 133jul/15
anuário GBC 2015
Espaço Sustentável
A empresa busca criar soluções que
integrem o edifício com seu entorno
e com a cidade, criando espaços de
qualidade para os usuários que tra-
balham ou simplesmente habitam a
região. O Projeto Eldorado, é um pro-
jeto de uma condição única, integra-
do a um shopping que possui todo
apoio de serviços e alimentação para
os usuários do edifício. Foi prevista
uma passarela do térreo do edifício
direto para dentro do shopping, faci-
litando também os usuários do shop-
ping que podem sair do shopping por
ela, pois a praça do térreo é aberta
ao público. Como incentivo à utiliza-
ção de transporte alternativo, o pro-
jeto possui uma conexão direta com
a estação de Trem, além da previsão
de instalação de bicicletários, área de
vestiários, vagas preferenciais para
veículos movidos a GNV.
Eficiência no uso de água
Com o objetivo de reduzir o consumo
de água no empreendimento foram
instalados sistemas de coleta, tra-
tamento e reuso de água de chuva,
coberturas verdes, fachada com vi-
dros de alta performance e águas de
lavatórios. A água da chuva coletada
através do sistema de captação é
destinada para irrigação, lavagem e
louças sanitárias. Também foram ins-
talados metais, louças e dispositivos
economizadores visando à redução
do destes recursos. Com a implan-
tação destas medidas, o empreen-
dimento garante uma economia de
33% no consumo de água se compa-
rado ao baseline. Outros resultados
significativos foram: Economia de
100% de água potável para irrigação
e redução de 25% no fluxo de água
lançado nas vias públicas durante o
período de chuva.
Energia e Atmosfera
Visando a redução no consumo de
energia, foram utilizados sistemas
de fachada que inibem ou impedem
a entrada e absorção de calor, como
vidros eficientes, sistemas de troca
dissipação de ar quente, rolos refle-
tivos, entre outros elementos. Foram
utilizados mecanismos como simula-
ções energéticas para o entendimen-
to do percentual de entrada de calor
bem como os prejuízos causados
nos ambientes internos. As práticas
adotadas resultaram em uma econo-
mia de 18% no consumo energetico;
Materiais e Recursos
Na construção foram utilizados mate-
riais considerados de baixo impacto
ambiental como, 95% madeira utiliza-
da é certificada FSC, materiais com
baixa emissão de compostos orgâ-
nicos voláteis, como solventes, pro-
dutos tóxicos, entre outros, utilização
de 50% de materiais provenientes
de fornecedores locais, destinação
adequada para 74% dos residuos
da obra, além de 30% dos materiais
utilizados serem reciclaveis. Além de
todas essas práticas, a obra contou
com processos de acompanhamen-
to junto às operações e logística da
obra, fiscalização e orientação de
empresas especializadas, além do
estudo e planejamento da logística
de geração de resíduos e seus des-
tinos, que definem as áreas de des-
carte, organização e coleta.
Qualidade ambiental interna
Com o intuito de melhorar a qualida-
de ambiental interna do edifício foram
realizadas simulações de conforto
lumínico, térmico e acústico para en-
tendimento e solução de eventuais
problemas com ambientes com pou-
ca entrada de luz natural, variação de
temperatura e barulho do/para o en-
torno, além de estudos, análise- es-
tudo, análise e criação de ambientes
externos naturais com vegetação e
sombreamento, gerando núcleos de
microclimas para conforto do usuá-
rio. A fachada tem 43% das paredes
de vidro, permitindo iluminação na-
tural nas áreas internas, reduzindo o
consumo de energia além dos am-
bientes possuírem cortinas rolos au-
tomáticas que se fecham conforme a
incidência solar. Há também automa-
ção nos sistemas de ar condicionado
para o acionamento e regulação nas
temperaturas conforme necessidade
do ambiente.
Inovação e Processos
As propostas arquitetônicas buscam
sempre qualificar os espaços, seja
na melhor posição em função da inci-
dência solar, dos ventos predominan-
tes, no dimensionamento do espaço.
Na integração entre os espaços
públicos e semi-públicos. Alem de
todo o incentivo de uso de transporte
ecologicamente corretos tais como
bicicletario, vagas com carro a base
de GNV, bagas para carros elétricos
dentre outros.
Obra:
Eldorado Business Tower
Incorporação:
Gafisa e São Carlos S.A.
Localização:
Avenida Nações Unidas , 8501
São Paulo, SP
Área do terreno:
10.000 m²
Área construída:
115.000 m²
Certificação:
19/08/2009
Sistema e Nível da Certificação:
LEED CS Platinum
Arquitetura:
aflalo/gasperini arquitetos
Construção:
Gafisa
Consultoria LEED e Simulação
Energética:
CTE
Comissionamento:
Alamo
Elétrica e Hidráulica:
Thermoplan e Enite
Ar Condicionado:
Thermoplan
Tratamento de água de Reuso:
Acqua Brailis
P R I M E I R A
C E R T I F I C A Ç Ã O
P L A T I N U M
N O B R A S I L
134 jul/15 rev/gbc/br
anuário GBC 2015
O empreendimento Ventura Corporate Towers, lo-
calizado na Avenida República do Chile, no Centro
do Rio de Janeiro, recebeu em 2009 a certificação
Core & Shell nível Gold, concebida pela organi-
zação Green Building Council Brasil. Foi um dos
primeiros empreendimento do país a receber a cer-
tificação de construção sustentável. A intenção de
obter a certificação surgiu após o início do projeto,
sendo necessárias apenas algumas adequações
pontuais para se garantir o selo, como por exem-
plo, medidas para aumentar a eficiência energéti-
ca e a inclusão de itens marginais como biciletário
e vagas preferenciais para veículos movidos por
combustíveis menos poluentes, não necessitando
de nenhuma readequação estrutural. Foi o primeiro
empreendimento comercial Triple A do Rio de Ja-
neiro a receber a certificação LEED.
O edifício conta com uma área construída de
169.411 metros quadrados em um terreno de
8.550,00 metros quadrados, e foi concebido a par-
tir da regulamentação urbanística definida pelo Pla-
no Diretor do Rio de Janeiro em referência a este
sitio que se localiza em frente à Praça da Catedral.
A implantação se caracteriza por um conjunto ar-
quitetônico formado por 2 torres da mesma altura
colocadas em uma plataforma elevada em relação
à Av. Republica do Chile, formando um embasa-
mento a ter desenvolvido uma extensão da qua-
dra. Na parte posterior do lote, foi localizado um
edifício de garagem com acesso pelo subsolo. As
duas torres constituídas urbanisticamente foram
objeto de um partido arquitetônico elaborado pela
empresa americana KPF conjugando as fachadas
com recuo e conceitos inclinados de forma a criar
maior interesse e integração com a Catedral, man-
tendo o conceito urbanístico implantado.
Eficiência no uso da água
Como estratégia adotada para garantir o uso ra-
cional da água, foram instalados dispositivos eco-
nômicos como, torneiras temporizadas, válvulas
de descarga seletiva para os sanitários e sensores
de presença para iluminação. Além disso, o em-
preendimento também conta com reservatórios de
águas pluviais e de reuso, garantindo assim uma
economia de 30% no consumo de água potável.
Energia e Atmosfera
Com o intuito de contribuir para maior eficiência
energética, o edifício possui sistema de iluminação
artificial que conta com a utilização de lâmpadas
econômicas e acionamento independente. Para
garantir maior aproveitamento da luz natural, o
prédio possui vãos de 7,5 a dez metros entre os
pilares periféricos e de até 12 metros no núcleo.
Entre as medidas de destaque está a instalação
de elementos translúcidos e opacos nas fachadas,
que controla a entrada da luminosidade otimizan-
do a operação dos sistemas de ar condicionado e
de iluminação.
Materiais e Recursos
Durante a obra do Ventura Corporate Towers foi
utilizado um alto percentual de materiais prove-
nientes de fornecedores da região, além da utiliza-
ção de produtos recicláveis. Além disso, a madeira
utilizada para construção é 100% reciclada.
Qualidade ambiental interna
Com o objetivo de garantir melhor desempenho
térmico, foi utilizado nos módulos de visão das
fachadas laminado refletivo verde de dez milíme-
tros, com PVB incolor de 0,38 milímetros, além de
cristal verde de quatro milímetros. A união destes
elementos oferecem ao empreendimento índice
de transmissão luminosa de 23,8%, coeficiente de
sombreamento de 0,38 e fator solar de 32,86%.
Nas frentes de laje, foi utilizado laminado refletivo
de 8 milímetros, PVB incolor de 0,38 e cristal verde
de 4 milímetros, garantido o bloqueio de calor nas
áreas internas. Além disso, os helipontos e facha-
das receberam pintura reflexiva contribuindo para
conforto térmico do ambiente.
GOLD
LEED CS
Imagens:©Leonardo Finotti
revistagbcbrasil.com.br 135jul/15
anuário GBC 2015
VENTURA
CORPORATE
TOWERS
Obra:
Ventura Corporate Towers
Incorporação:
Tishman Speyer/ Camargo Corrêa
Localização:
Avenida Republica do Chile, 300 -
Rio de Janeiro - RJ
Área terreno:
8.550,00 m²
Área construída:
169.411m²
Certificação:
24/08/2009
Sistema e Nível da Certificação:
LEED CS - Gold
Arquitetura:
aflalo/gasperini arquitetos
Construção:
Método
Consultoria LEED:
CTE
Agente comissionador:
Tishman Speyer – Hu
Simulação energética:
CTE
Hidráulica e Elétrica:
MHA
Ar condicionado:
Teknika
136 jul/15 rev/gbc/br
anuário GBC 2015
O Conjunto WT- Nações Unidas ca-
racteriza-se por ter conseguido aliar
um empreendimento comercial de
sucesso (100% locado no primeiro
ano) aos conceitos de green building,
tendo recebido a certificação LEED
CS nível Silver junto ao USGBC. O
Conjunto é formado por três edifícios
AAA. Lajes grandes (acima de 1.000
m²) e infraestrutura de instalações
prediais independentes por conjun-
to possibilitam arranjos diversos. No
caso temos a Torre 2 ocupada inte-
gralmente pela Accor, e a Torre 1 com
multiusuários, entre eles a Allianz.
O empreendimento está localizado
na Marginal do Rio Pinheiros, na ci-
dade de São Paulo, local de grande
visibilidade e região que já concen-
tra diversos edifícios corporativos. A
região é bem servida de serviços de
transporte, com linhas integradas de
trem, metrô e ônibus, além de gran-
des avenidas que facilitam o acesso
por automóvel. Apesar de próximo a
ruas comerciais, centros financeiros
e shopping centers, a área envoltória
do empreendimento é basicamente
composta de antigas casas, galpões
e oficinas, cenário que vem mudan-
do nos últimos anos e no qual está
inserido o empreendimento WTNU,
colaborando para uma significativa
requalificação do seu entorno.
Construídas em terreno de 9.000,00
m², bastante estreito, mas com uma
frente generosa sobre a avenida mar-
ginal, a torres possuem vistas privi-
legiadas para áreas arborizadas de
baixa densidade, para o Jockey Clube
de São Paulo e para a Universidade
de São Paulo – USP, os edifícios te-
rão garantidas a incidência direta da
luz solar e a vista panorâmica, mesmo
nos andares mais baixos. O formato
do terreno, as vistas e as restrições
legais e a flexibilidade de comerciali-
zação definiram o desenho final.
Espaço sustentável
Houve o favorecimento de áreas ver-
des abertas e áreas vegetadas na
concepção do projeto. Também fo-
ram adotadas medidas de prevenção
e controle da poluição do solo e do ar
durante a execução da obra. A utiliza-
ção de cobertura verde contribui para
a redução das ilhas de calor, propor-
ciona conforto termo-acústico, além
de auxiliar na filtragem e retardo das
águas pluviais antes do lançamento
na rede pública. A instalação de piso
drenante possui até 90% de perme-
abilidade. Além disso, a localização
empreendimento está próxima a
transporte público de qualidade (me-
trô e ônibus) incentivando este tipo de
transporte. Aliado a estas medidas, o
N A Ç Õ E S
U N I D A SWT
revistagbcbrasil.com.br 137jul/15
anuário GBC 2015
empreendimento conta com vagas
demarcadas priorizando veículos que
utilizam energia de base alternativa e
carona solidária.
Eficiência no uso da água
Visando o consumo racional da
água, foram instalados dispositivos
economizadores de água. 2,36% de
redução da vazão e volume de água
lançada na rede pública durante as
chuvas se comparado à situação
original do terreno. Além disso, foi
feita a utilização de vegetação local
adaptada ao regime pluviométrico,
que necessita de menor demanda de
água para rega.
Energia e Atmosfera
Foi incorporado ao empreendimento
sistemas que contribuem para a re-
dução no consumo de energia bem
como nos custos de operação e
manutenção. As três torres possuem
vidros de alto desempenho termo-
-acústico e coberturas do tipo Green-
-Roof e a torre 3 possui vidro insula-
do. Os edifícios também possuem
dispositivos economizadores de
energia como, lâmpadas eficientes
e de LED, elevadores com chamada
programada, além de ar condiciona-
do pelo piso.
Materiais e recursos
Foram disponibilizadas áreas para
depósito central de resíduos reciclá-
veis e não recicláveis devidamente
separados nos subsolos. As torres 1
e 2 possuem estrutura mista de con-
creto e aço, sendo que as estruturas
metálicas já contam com um per-
centual de material reciclado em sua
composição (4,5% de todo material
empregado na obra é de origem reci-
clada). Foi priorizada a utilização de
tintas, vernizes, adesivos e solventes
com baixa emissão de VOC. 52,59%
de todo o resíduo gerado durante a
obra foi desviado de aterros. Além
Obra:
Conjunto WTorre Nações Unidas
Localização:
Avenida das Nações Unidas, 7815
São Paulo - SP
Área do terreno:
14.011,15 m²
Área construída:
104.126,21 m²
Conclusão:
2012
Certificação:
25/08/2009
Sistema e Nível da Certificação:
LEED NC Silver
Arquitetura:
Edo Rocha Arquiteturas
Construção:
Wtorre Engenharia
Consultoria LEED:
CTE
Fundações:
Infraestrutura
Elétrica e Hidráulica:
ENIT
Paisagismo:
Luiz Portugal Albuquerque
Luminotécnica:
Foco Luz & Desenho
Interiores:
Edo Rocha Arquiteturas
Ar Condicionado:
Téknica
disso, 68,5% de todo o material ad-
quirido tem origem de fornecedores
localizados em até 800 km do local
da construção.
Qualidade ambiental interna
Com o objetivo de garantir os im-
pactos negativos na qualidade do ar
interno bem como promover o bem
estar aos ocupantes da edificação,
foi incorporado ao empreendimento
grande extensão de painel de ma-
deira especialmente tratado, que tem
como finalidade o isolamento térmi-
co. O acabamento da fachada pos-
sui vidro e ACM,um painel composto
por duas lâminas de alumínio com
núcleo de polietileno. Todos os mate-
riais utilizados na obra são recicláveis
e isolantes térmicos. Para garantir o
conforto visual dos ocupantes, todos
os ambientes de escritórios (abertos
e fechados), possuem visibilidade
para as paisagens externas.
Imagens:DivulgaçãoEdoRocha
revistagbcbrasil.com.br 137jul/15
anuário GBC 2015
SILVER
LEED NC
138 jul/15 rev/gbc/br
anuário GBC 2015
Localizado próximo à Riviera de São
Lourenço em Bertioga, São Paulo, o
restaurante McDonald’s, inaugurado
em 2008, representa um marco de
inovação para o McDonald’s. O em-
preendimento foi um dos primeiros
McDonald’s certificados no mundo e
o primeiro da América Latina conquis-
tando o selo LEED Certified na cate-
goria New Contruction em 2009.
Neste restaurante foram reunidas as
melhores práticas de sustentabilida-
de disponíveis no mercado na época
como, materiais sustentáveis com
baixo impacto para o meio ambien-
te – pastilhas de bambu e coco, ma-
deira teka certificada, placas de forro
feitas de resíduos de tubos de pasta
de dente, tintas solúveis com base
minerais entre outros, sistema de ar
condicionado inteligente, reuso da
água de chuva, placas fotovoltaicas
para aproveitamento da energia solar,
instalação de bicicletário, uso racional
da água, coleta seletiva de resíduos,
além da obra que teve gerenciamento
de seus resíduos.	
Todas as inaugurações de restauran-
tes novos incluem em seu projeto e
obra as melhores práticas apreendi-
das nas experiências dos edifícios
certificados. Além disso, foram im-
plantados sistemas de otimização
energética, aquecimento solar e reu-
so de água de ar condicionado, além
do retrofit do sistema de iluminação
para LED em uma série de restauran-
tes já existentes.
“A sustentabilidade norteia todo o
nosso negócio e cadeia produtiva,
pois sabemos da importância das
nossas decisões para a sociedade
e meio ambiente. A certificação do
Restaurante de Riviera nos enche
de orgulho e demonstra que pode-
mos exercer nosso papel em busca
do desenvolvimento sustentável,
aplicando as melhores práticas na
execução de novos projetos, sem-
pre promovendo melhorias com a
otimização de recursos”. Sergio An-
tonon de Souza, Diretor de Engenha-
ria da Arcos Dourados.
Espaço sustentável
No caso do Restaurante de Riviera,
além de estar localizado dentro de
um centro comercial com serviços
como, supermercado e farmácia,
possui vagas destinadas para bicicle-
tas no local mais próximo da entrada
do restaurante, privilegiando a utiliza-
ção do transporte alternativo.
Eficiência no uso da água
Para garantir a redução no consumo
de água foram instaladas bacias sa-
nitárias com válvulas dual flush em
todos os sanitários, torneiras com
temporizador atingindo uma redução
do consumo de água superior a 20%,
além da instalação de mictórios da
Urimat, que não necessitam do uso
de água. A água de chuva para uso
não potável é destinada para utiliza-
ção nas bacias, mictórios e lavagem
de pisos, reduzindo desta forma o
consumo de água potável, o impacto
sobre a rede de drenagem e volumes
de cheias (inundações), o que per-
mite a recarga dos lençóis freáticos
com excedente de uso. Este sistema
gera uma redução de consumo de
água de 217m3
/ano
Energia e Atmosfera
Foram instaladas no empreendimen-
to lâmpadas eficientes Led e T5 em
todas as luminárias. Também é feita
manutenção de grande área envi-
draçada protegida pelas marquises
que garantem luz natural no salão
de consumo, que associada a sen-
sores de luminosidade e automação
do sistema de energia permite o
desligamento parcial das luminárias,
em parte do dia, sem que se perca
o conforto luminoso gerando assim
economia de energia. Além disso, foi
instalado sistema integrado de aque-
cimento de água solar com ar condi-
cionado da sala de funcionários com
1,5TR através de energia renovável.
O projeto restaurante também conta
com a instalação de gerenciador de
energia com sensores luminosos e
de presença para acionamento auto-
mático das luminárias.
McDONALD’S
RIVIERA DE
SÃO LOURENÇO
revistagbcbrasil.com.br 139jul/15
anuário GBC 2015
Materiais e Recursos
Na construção foram utilizadas tintas
com baixos índices de VOC, mobili-
ário fabricado apenas com madeira
certifica pelo FSC e cimento Portland
de alto forno CP III, que utiliza de 35%
a 70% de escória que é o subproduto
da fundição de minério. Além disso,
os pisos são fabricados com material
reciclado: piso drenante megadreno
gergelim, fabricação brasto, feitos
de concreto e borracha para pas-
seio de pedestres com demarcação
para pessoas com deficiência; piso
intertravado concresock, fabricação
braston, para acesso e saída da pista
drive; piso concregrama armado mar-
roco, fabricação braston, para áreas
de estacionamento e bicicletário; piso
cerâmico rústico linha invecchiato, fa-
bricação lepri de reciclado de vidro
de bulbos de lâmpadas fluorescen-
tes. Todos os materiais utilizados na
obra civil foram adquiridos na região
do empreendimento.
Qualidade ambiental interna
Além do sistema de ar que garante
as trocas necessárias de ar dentro
do prédio, foram utilizadas tintas com
baixos índices de COV. O sistema de
ar condicionado, com a instalação
de máquinas Rooftop para as áreas
operacionais e os salões de consu-
mo, possuem fluido refrigerante eco-
lógico R410A que atendem aos requi-
sitos de eficiência da ASHRAE 90.1
em substituição do R22 que agride a
camada de ozônio num total de 30Tr
instalados. Além de sensores que
permitem a abertura da ventilação
natural caso a temperatura ambiente
esteja agradável.
Inovação e Processos
Foram implementados diversos sis-
temas otimizados nos restaurantes
– recém-inaugurados e retrofit em
alguns já existentes, como os já ci-
tados: lâmpadas eficientes – LED
e T5; reaproveitamento da água de
condensação do ar condicionada;
energia solar; uso de madeira certifi-
cada; torneiras com temporizadores
e arejadores; lixeiras para coleta se-
letiva. Além das iniciativas adotadas
nas obras, a empresa segue diver-
sas condutas que refletem a cons-
ciência de seu papel e impacto no
crescimento sustentável do Brasil,
tais como: adoção da política dos 3
Rs (Reduzir, Reaproveitar e Reciclar)
em toda a cadeia produtiva até os
restaurantes; conta com um código
de conduta para fornecedores, que
inclui a não exploração de mão de
obra infantil e escrava, o respeito ao
meio ambiente e às florestas tropicais
e o cuidado com o bem-estar dos
animais; prioriza o uso de materiais
recicláveis em todas as suas etapas
de operação. Além destas medidas
o McDonald’s assumiu publicamente
o compromisso de não comprar soja
cuja procedência fosse de áreas des-
matadas.
CERTIFIED
LEED NC
Obra:
McDonald's Riviera
Cliente:
Arcos Dourados
Localização:
Bertioga - SP
Área terreno:
1.900 m² (estádio)
Área construída:
320 m² (restaurante)
Certificação:
14/09/2009
Sistema e Nível da Certificação:
LEED NC Certified
Arquitetura:
Todescan Siciliano Arquitetura
Construção:
Enplatec Engenharia
Consultoria LEED e Simulação
Energética:
CTE
Comissionamento:
Outsource
Elétrica e Hidráulica:
Gera Engenharia
Ar Condicionado:
Fundament-ar
Paisagismo:
Cultivare
Imagens: Divulgação Arcos Dourados
PRIMEIRO RESTAURANTE
CERTIFICADO NO BRASIL
140 jul/15 rev/gbc/br
anuário GBC 2015
A construção do Centro de Cultura Max Feffer, lo-
calizado em Pardinho – SP, inicia seu compromisso
com uma história de sustentabilidade. Em 2010 o
empreendimento recebeu a certificação LEED nível
Gold na categoria New Construction. O aprovei-
tamento de uma infraestrutura pré-existente, uma
pequena construção numa praça, foi o ponto de
partida para o desenvolvimento deste projeto que
inclui biblioteca, sala para reuniões, sala de infor-
mática, espetáculos artísticos e oficinas, além de
contar com o declive natural da área externa capaz
de acomodar uma plateia ao ar livre.
A consideração dos princípios de sustentabilidade
como fator fundamental, incontornável, aos quais
todas as soluções arquitetônicas deveriam se
adaptar foi a premissa primordial do projeto. Bus-
cou-se utilizar as ferramentas da sustentabilidade
de forma didática, demonstrando o compromisso
da Arquitetura com esta causa. Além de ser um
partido coerente com o escritório Amima, julgou-se
que o espaço que abriga o Conselho Municipal de
Desenvolvimento Sustentável não poderia ser reali-
zado de outra maneira. O Instituto Jatobá, respon-
sável pelo Projeto de Desenvolvimento Sustentável
do Município, construiu o Centro de Cultura Max
Feffer para sediar encontros entre a comunidade,
empresários e membros do poder público.
Um grande diferencial do projeto é uma cobertu-
ra de bambu sobre a praça do piso superior, um
espaço aberto que interage com a vegetação do
entorno. A cobertura oferece um sombreamento ao
edifício, colaborando com o desempenho energé-
tico do mesmo. A concepção desse elemento em
bambu demonstra o potencial desse material culti-
vado pelo Instituto, tido como “aço vegetal”, com o
intuito de incentivar e expandir o conhecimento de
seu uso. Além deste diferencial, o espaço também
conta com informações sobre a construção, o que
torna o edifício uma referência em responsabilida-
de socioambiental, por reduzir o impacto ao meio
ambiente bem como proporcionar um local saudá-
vel e próspero.
Eficiência no uso da água
O Centro de Cultura possui sistemas de captação
de águas pluviais bem como sistema de tratamen-
to e reutilização de águas pluviais e águas cinzas.
Este sistema de tratamento é constituído por
um processo de filtragem física em brita e areia
e um bio-filtro compostos por plantas (zonas de
raízes). Além disso, foram utilizados na obra me-
tais hidrossanitários econômicos, mictório seco,
fibras vegetais de bambu e eucalipto na estrutura
da cobertura, criação de drenos que contribuem
para o aumento do índice de absorção do sitio,
uso do descarte da zona de raízes para irrigação
do jardim, além do plantio de 37 árvores de mé-
dio porte que colaboram com o aumento 	
da retenção de água.
Espaço sustentável
A construção possui uma área de ocupação li-
mitada a 15% do terreno e 63% desta área é
vegetada com espécies nativas e adaptada ao
clima, que colaboraram para a permeabilidade
do solo e redução do efeito de ilhas de calor. A
utilização de cores claras nos pisos e cobertura
branca do edifício também favorece o aumento
da reflexão solar. O espaço também conta com
bicicletário, como forma de incentivo do uso de
meio de transporte alternativo e que não agridem
o meio ambiente.
CENTRO DE
CULTURA
MAX FEFFER
revistagbcbrasil.com.br 141jul/15
anuário GBC 2015
Energia e Atmosfera
Para reduzir o consumo de energia foram insta-
lados sistemas de ventilação natural reduzindo o
uso de ar condicionado, controle de iluminação
artificial pelos usuários em função das necessi-
dades pessoais, sensores de presença para ilu-
minação, sensores de células fotoelétricas para
iluminação externa, células fotovoltaicas para
iluminação com Leds e iluminação Zenital. Com
a adoção destas medidas foi possível garantir
79,52 de iluminação por luz natural e redução
de 25,6% no consumo de energia elétrica com-
parado à construções convencionais.
Recursos e Materiais
Foi implantando um plano de prevenção da po-
luição da obra, reduzindo o assoreamento do lei-
to dos rios e da poluição do ar. A destinação dos
resíduos gerados na obra foi feita de acordo com
sua classificação: utilização própria ou encami-
nhamento para reciclagem, reduzindo a quanti-
dade enviada para aterros sanitários. Além disso,
foram utilizados materiais recicláveis que reduzem
os impactos de extração e produção de matérias
verdes: 80% de aço reciclado, telhas com 42% de
papelão reciclado. Através do uso de colas, sela-
dores, tintas a base d´água e vernizes com baixo
nível de emissão de compostos orgânicos voláteis
foi possível diminuir a probabilidade de problemas
respiratórios. A construção também conta com tijo-
los solo-cimento e tijolos de demolição para a alve-
naria aparente, caixilhos de madeira de demolição,
gradil de resuo de descarte de peças de ônibus,
bebedouros feitos com reuso de equipamentos
agrícolas, bancos feitos com reuso de resíduos de
construções, divisória de correr feita de reuso de
resíduo industrial, alvenaria revestida com placas
de concreto celular, além da utilização de materiais
rapidamente renováveis como bambu e eucalipto.
Qualidade ambiental interna
Com o intuito de garantir a qualidade ambiental
interna foram construídas paredes trombe para
aquecimento de ambientes, criação de espaços
para aumentar a ventilação natural, construção de
telhado branco que melhora o conforto térmico in-
terno, instalação de aparelhos que medem a quan-
tidade de CO2 nos ambientes contribuindo para o
controle da qualidade interna do ar, além de 95%
dos espaços possuírem visualização para o meio
externo.
Obra:
Centro de Cultura Max Feffer
Cliente:
Instituto Jatobá
Localização:
Praça Aldemir Rocha da Silva
Pardinho - SP
Área do terreno:
6.250 m²
Área construída:
1.570 m²
Projeto:
2008/2009
Conclusão:
2009
Certificação:
20/01/2010
Sistema e Nível da Certificação:
LEED NC Gold
Arquitetura:
Amima Arquitetura
Construção:
PPR /OMK (cobertura)
Consultoria LEED:
OTEC
Estrutura e Fundações:
Nathan Jacobsohn Levental
Elétrica e Hidráulica:
HPF Engenharia
Paisagismo e Luminotécnica:
Amima Arquitetura
Mobiliário:
Erika Cezarine Cardozo
Conforto:
Anesia Frota e Leonardo Monteiro
GOLDLEED NC
©RogerHSassaki
©RogerHSassaki
142 jul/15 rev/gbc/br
anuário GBC 2015
Construído em uma área de aproximadamente
70.000 m², o edifício do Hospital Albert Einstein no
Morumbi, em São Paulo, é um dos maiores proje-
tos hospitalares e, considerado um dos complexos
mais modernos do país quando se fala em edifica-
ções sustentáveis. O edifício conta com mais de
200 consultórios médicos, centro de diagnósticos
completo, centro cirúrgico de alta tecnologia, servi-
ços de endoscopia e oftalmologia.
Diante de sua característica complexa de constru-
ção, o edifício foi executado com êxito, pelas equi-
pes de engenharia das empresas SBIBAE, KAHN,
RACIONAL, no que tange às normas exigidas pela
certificação internacional LEED. Com isso, o proje-
to conquistou a certificação LEED NC, nível Gold,
tendo sido a maior construção hospitalar no mun-
do a receber a certificação neste nível.
Quanto à importância da construção de um edifício
hospitalar, seguindo normas de sustentabilidade,
PAVILHÃO VICKY
E JOSEPH SAFRA
Marcos Santoro, vice-presidente executivo da Ra-
cional Engenharia, afirma que “o Hospital de uma
maneira geral, tem uma complexidade importante
pela característica do projeto, pela quantidade de
sistemas que o prédio tem num hospital, como tu-
bos de gases medicinais nas paredes e nos forros, e
onde não pode falta água nem energia. Quase que,
um hospital, receberia um título de missão crítica.”
Espaço Sustentável
A escolha do terreno para construção do prédio ti-
rou proveito do acervo construído existente, além
de estar implantado em uma área urbana já de-
senvolvida, minimizando assim a demanda por ex-
pansão de infraestrutura urbana, abertura de novas
ruas e avenidas bem como redes de distribuição
de energia. Além desta característica, o edifício
conta com uma pequena estação rodoviária, com
localização próxima a entrada do hospital, com in-
tuito de promover a utilização de ônibus fretado do
hospital, bem como vagas preferenciais para fun-
cionários que optarem por participar de programas
como o “Carona Solidária”.
Eficiência no uso da água	
No tocante à questão da racionalização do uso de
água, as medidas instaladas no edifício buscaram
diminuir substancialmente a carga nos sistemas de
esgosto e águas pluviais com intuito de evitar en-
chentes visando ao máximo o reaproveitamento da
água. Para isso, foram projetados jardins em todas
as coberturas, o que ajuda a diminuir o volume de
água da chuva enviado a rede pública. A irrigação
dos jardins é feita por gotejamento, um sistema de
alto desempenho. Além disso, através da utilização
de plantas nativas adaptadas ao clima, garantem
baixa demanda de irrigação. A água de chuva pro-
veniente das áreas que não são ajardinadas e de
GOLD
LEEDNC
Fotos:©JúlioBittencourt
revistagbcbrasil.com.br 143jul/15
anuário GBC 2015
drenagem do lençol são filtradas, armazenadas
em tanques de reuso e utilizadas para irrigação
lavagem de pisos, sistema de climatização e re-
serva de combate a incêndio. O edifício também é
composto por peças sanitárias de baixo consumo
e alto rendimento com economizadores de água
em lavatórios e fechamento automático, torneiras e
chuveiros em geral. Com estas medidas, o edifício
garante aproximadamente 30% menos água, com-
parado a um edifício convencional.
Energia e Atmosfera
O novo prédio foi implantado em orientação Leste-
-Oeste, semelhante à opção feita pelos demais edi-
fícios da unidade. Desta forma, a edificação recebe
uma quantidade menor de insolação em suas aber-
turas, minimizando o ganho de carga térmica e, por
consequência minimizando a demanda por energia
para o ar condicionado. Além disso, os jardins nas
coberturas funcionam como filtro de calor mantendo
a laje do edifício em uma temperatura baixa, mesmo
nos dias de alta insolação. Outra medida importante
adotada são os sistemas de iluminação e climati-
zação que utilizam equipamentos de alto desem-
penho, como por exemplo, sensores de presença.
Com isso, através de uma estratégia integrada entre
medidas arquitetônicas e sistemas prediais, o edifí-
cio garante uma economia de 14% de energia elétri-
ca comparada a um edifício semelhante.
Materiais e Recursos
Durante toda a construção foram adotados con-
troles de poluição e transtornos gerados durante a
obra. A execução da obra também contou com um
plano eficaz de gerenciamento de erosão, assorea-
mento, poeira e ruídos, que contemplou ações pre-
ventivas para minimizar seus efeitos na vizinhança.
Além disso, foram utilizados materiais cuja extra-
ção, produção e transporte causem menor impac-
to possível, que tenham alto potencial de recicla-
gem e onde o impacto ambiental de um material
é avaliado em todo seu ciclo, desde a extração da
matéria-prima para sua produção até suas possi-
bilidades de reciclagem e condições de descarte.
Nesse sentido a obra contou com um programa
de reciclagem de entulho que evitou que 75% do
entulho fossem para aterros sanitários, tendo sido
reciclagem ou diretamente aproveitados em outras
funções. Também foi utilizado mais de 20% do ma-
terial reciclado na obra, além de praticamente toda
madeira implantada em marcenaria, portas entre
outros são certificadas.
Qualidade ambiental interna
Para garantir a qualidade interna do ar no edifício,
as entradas da tubulação de ar condicionado foram
monitoradas e fechadas durante a execução de
procedimentos geradores de poeira. As tintas im-
permeabilizantes utilizadas na obra são a base de
água, evitando assim a emissão de compostos or-
gânicos voláteis (COV). Também foram instalados
dispositivos eletrônicos posicionados ao lado do
interruptor de luz para que os usuários do edifício
possam ter o controle sobre o conforto térmico do
seu ambiente. Como forma de controle de poluição
interna, o edifício também conta com sistema de
exaustão dedicada e porta de fechamento automá-
tico em áreas como, depósito de material de lim-
peza, sala de Xerox e sala de resíduos e expurgos.
Outra característica importante para este critério é o
combate a fumaça de cigarro no interior do edifício,
sendo que, as áreas permitidas para fumantes são
isoladas e possuem sistemas mecânicos de venti-
lação e exaustão que garantem que a fumaça não
contamine as áreas adjacentes.
HOSPITAL
ALBERT
EINSTEIN
Obra:
Pavilhão Vicky e Joseph Safra, Unida-
de Morumbi
Cliente:
Hospital Israelita Albert Einstein
Localização:
São Paulo - SP
Área construída:
70.209 m²
Projeto (data):
2005
Conclusão da obra:
2009
Certificação:
12/08/2010
Sistema e Nível da Certificação:
LEED NC Gold
Arquitetura:
Albert Kahn Family of Companies /
Kahn do Brasil
Construção:
Racional Engenharia
Consultoria LEED:
Kahn do Brasil
Gerenciamento da Obra:
Kahn do Brasil
Estrutura de Concreto:
Escritório Técnico César Pereira Lopes
Estrutura Metálica (passarelas):
Andrade e Rezende Engenharia
Fundações e Contenções:
Infraestrutura Engenharia
Elétrica e Hidráulica:
MBM Engenharia
Ar Condicionado:
Clima Clean Engenharia
Luminotécnica:
Esther Stiller Consultoria
Paisagismo:
Alexandre Fabbri
Prevenção e Combate a Incêndio:
Engepoint
Terraplenagem:
Terramoto
Vidros:
Glassec
144 jul/15 rev/gbc/br
anuário GBC 2015
O escritório showroom da Interface,
localizado em um importante polo
comercial de São Paulo, próximo a
Avenida Engenheiro Luiz Carlos Berri-
ni e Marginal Pinheiros, é um espaço
projetado com o objetivo de propor-
cionar um ambiente acolhedor a seus
clientes e associados, com toda a
responsabilidade que a empresa tem
em relação ao menor impacto am-
biental e que representasse a mesma
coerência e atitude da empresa em
relação aos showrooms do mundo
todo que possuem a certificação
LEED.
Para atender a certificação, foram
adotadas para projeto estratégias e
tecnologias para redução do consumo
de água e energia, bem como um am-
biente interno mais saudável utilizando
materiais de construção ecológicos.
Através destas medidas, o empreendi-
mento que utiliza uma área construída
de 272,3 metros quadrados, garantiu a
certificação LEED Comercial Interiors
v.3. – nível Silverz 2012.
Sete metas foram pilares importantes
para a execução deste projeto, elimi-
nar desperdícios, eliminar emissões,
utilizar de energia renovável, fechar
ciclo, utilizar de recursos eficientes
para o transporte, sensibilizar da co-
munidade e redesenho do comércio.
São estes pontos que proporciona-
ram ao escritório showroom da Inter-
face, um ambiente aconchegante e
sustentável.
INTERFACE
INTERFACE
SILVER
LEED CI
revistagbcbrasil.com.br 145jul/15
anuário GBC 2015
Espaço Sustentável
O empreendimento, que foi projetado
para garantir a uma integração com
seu entorno, conta com diversas op-
ções de serviços básicos e transporte
público (estação de trem e pontos de
ônibus), o que facilita o deslocamen-
to até o local.
Eficiência no uso da água
Foram instalados dispositivos hidráu-
licos, inclusão de arejadores de 1,8L
nos lavatórios nos sanitários das áre-
as comuns.
Energia e Atmosfera
Para contribuir com a redução de ener-
gia no edifício foi implementado um
projeto de iluminação eficiente com a
utilização de lâmpadas LED. Também
foram aproveitadas as lâmpadas que
atendiam o critério de eficiência ener-
gética, reduzindo assim a geração de
resíduos. Além disso, foi realizada a
compra de certificado de energia limpa
- REC´S, incentivando e fomentando
o mercado para produção de fontes
de energia renováveis (Eólica). Houve
o máximo aproveitamento da ilumina-
ção natural, ou seja, mais de 75% dos
espaços contam com níveis de ilumi-
nação suficientes para suprir a neces-
sidade do edifício, sem o acionamento
da iluminação elétrica.
Materiais e Recursos
O edifício possui infraestrutura para
coleta seletiva e reciclagem dos re-
síduos, além da implementação do
plano de gestão de resíduos, que
incentiva a reciclagem entre os fun-
cionários. Mais de 95% dos resíduos
gerados da obra foram desviados de
aterros, através de triagem e da reu-
tilização na própria obra. Foi também
reutilizado todo o sistema de forros
e metade das luminárias existentes
diminuindo a quantidade de resíduos
gerados e extração de matéria-prima.
Além disso, para reduzir a emissão
de CO2
com transporte, a maioria do
material utilizado foi proveniente de
fábrica dentro de um raio de 800 km
de distância do empreendimento.
Qualidade ambiental interna
O projeto do Showroom foi desen-
volvido para maximizar vista para o
exterior do prédio além de permitir a
entrada de iluminação natural. Para
reduzir o desconforto devido à inci-
dência solar, os postos de trabalhos
foram instalados distante das facha-
das. Os pisos são certificados floors-
core e possuem certificação EPD. O
sistema de ar condicionado foi rea-
proveitado para atender a renovação
do ar externo, 30% acima da ASHRAE
90.1 – 2007, evitando assim alta con-
centração de CO2 no escritório. Além
disso, houve a implementação de um
Plano de Qualidade do AR durante a
construção, que garantiu um ambien-
te mais salubre para os trabalhadores
da obra. Agregado a isso houve um
forte trabalho de comunicação visual,
a fim de informar sobre a proibição de
fumar nas áreas internas do prédio.
Obra:
Escritório Administrativo Show Room
Cliente:
Interface
Localização:
Rua Surubim, 577, Edifício Igarassu –
São Paulo – SP
Área construída:
272,3 m²
Data de conclusão:
Janeiro de 2012
Investimento:
US$ 459.000,00
Certificação:
16/03/2012
Sistema e Nível da Certificação:
LEED CI v.3. – nível Silver
Arquitetura:
Sociedade Paulista de Arquitetura
Contemporânea
Construção:
Oficio Arquitetura
Consultoria LEED:
CTE
Comissionamento:
CTE
Gerenciamento:
Oficio Arquitetura
Iluminação:
Oficio Arquitetura
Ar Condicionado:
AKTEC AC
Fotos:DivulgaçãoInterface
146 jul/15 rev/gbc/br
anuário GBC 2015
A Matte Leão, localizada na região
metropolitana de Curitiba, é uma uni-
dade industrial para produção da linha
“seca”: chás a granel, em saquinhos
e solúvel. Foi concebida para aliar
produtividade ao bem estar dos cola-
boradores. Conta com áreas de con-
vivência amplas e salas de descanso,
leitura e passatempos. Reconhecida
como a primeira indústria verde do
Brasil, a fábrica, que pertence ao Gru-
po Coca-Cola, recebeu a certificação
LEED nível Silver no sistema New
Construction no ano de 2012. Cons-
truída em uma área de 18 mil metros
quadrados, a fábrica ainda conta com
53 mil metros de arruamentos, calça-
das, pátios e jardins.
O processo de construção foi reali-
zado de acordo com critérios susten-
táveis focando na redução do con-
sumo de água e energia, mitigação
do impacto ambiente gerado pela
utilização de matérias-primas, além
do uso de materiais de fornecedores
regionais. Além disso, o empreendi-
mento conta com telhados verdes,
estrutura de eucalipto, Iluminação
zenital, ventilação cruzada, tintas
com baixo nível de COV (Composto
Orgânico Volátil), tinta à base de ter-
ra, pavimentos com baixo índice de
absorção de calor, sistema de reuso
da água pluvial e telhado com alto
índice de refletância.
MATTELEÃO
FÁBRICA MATTE LEÃO
PRIMEIRA INDÚSTRIA
CERTIFICADA DO
BRASIL
Imagens: Divulgação Plaenge
revistagbcbrasil.com.br 147jul/15
anuário GBC 2015
Espaço Sustentável
Houve a preocupação em contratar
mão de obra local e utilizar o máxi-
mo de insumos regionais. Na saída
da obra foram instalados lava-rodas,
para evitar que os caminhões sujas-
sem a via pública. Também foi feita
uma gestão de materiais, para oti-
mizar o consumo, evitando desper-
dícios e permitindo a reciclagem de
alguns insumos. Além disso, a em-
presa disponibiliza ônibus exclusivos
aos seus funcionários e incentiva a
carona solidária.
Eficiência no uso de água
Foram instaladas torneiras com tem-
porizadores em todos os lavatórios e
também nos chuveiros. É feita a cole-
ta de toda a água pluvial do telhado e
enviada para uma cisterna, com filtros
para partículas sólidas. Esta água é
reutilizada nos sanitários e nas tornei-
ras de irrigação o que contribui para
uma economia água em torno de 36%.
Energia e Atmosfera
A cobertura possui iluminação zenital,
lâmpadas e equipamentos de baixo
consumo e alto desempenho, como
cabos de transmissão de alta perfor-
mance, o que colabora para minimizar
as perdas. Também foi instalado um
sistema de aquecimento de água por
energia solar, que alimenta os chu-
veiros dos vestiários e torneiras dos
laboratórios.
Materiais e Recursos
Nesta obra foram utilizados, nos pré-
dios sociais, refeitório e portaria, es-
trutura de eucalipto tratado, que é um
material renovável. Nas áreas inter-
nas da planta, foi utilizada tinta à base
de terra. Também foi criado um plano
de gestão de resíduos onde todo ma-
terial era separado ainda na obra. Os
recicláveis eram vendidos para em-
presas recicladoras e os orgânicos
e não recicláveis para empresas cre-
denciadas e licenciadas. Percebendo
que a região era produtora de tijolos
de barro, mas o projeto especificava
as paredes com blocos de concreto,
a Plaenge então propôs a substituição
por blocos cerâmicos, o que foi aceito
pelo cliente e pelo arquiteto.
Qualidade ambiental interna
Foi feito o controle de emissões ao
longo de toda obra. Utilizando méto-
dos de corte de piso com baixa emis-
são de poeira, tintas, vernizes e im-
permeabilizantes com baixa emissão
de COV, proibição do uso do cigarro
nos ambientes da obra e controle
de poeira nas áreas sem proteção
vegetal. A fábrica possui ventilação
cruzada, venezianas quer permitem a
entrada do ar frio, que empurra o ar
quente para cima, além de sistemas
de exaustão na cobertura que permi-
tem a expulsão do ar quente.
Inovação e Processos
Um grande diferencial é seu telhado
verde, o maior da América Latina.
Composto por vegetação adaptada
da região, ele cobre as áreas não
industriais da fábrica, como portaria,
escritórios, vestiários e refeitórios.
Sua funcionalidade é a melhoria do
conforto térmico tanto das áreas in-
ternas como externas, onde contribui
para reduzir o efeito ilha de calor, o
que evita ainda o consumo de ar con-
dicionado, mais um ponto que reflete
eficiência energética.
Obra:
Fábrica Matte Leão
Cliente:
SAAB Coca Cola
Localização:
Fazenda Rio Grande - PR
Área do terreno:
80.000 m²
Área construída:
18.000 m²
Investimento:
R$ 4 milhões
Certificação:
12/04/2012
Sistema e Nível da Certificação:
LEED NC – Nível Silver
Arquitetura:
Bopp arquitetura
Construção:
Plaenge Industrial
Consultoria LEED:
Sustentax
Projeto Elétrico:
Sérgio Bopp Filho
Projeto Hidráulico:
Barch Engenharia
SILVER
LEED NC
148 jul/15 rev/gbc/br
anuário GBC 2015
Obra:
Universidade do Hamburger
Cliente:
Arcos Dourados Comercio de Alimen-
tos Ltda
Localização:
Alameda Amazonas, 253, Alphaville
Barueri, SP
Área construída:
2.449 m2
Certificação:
02/07/2012
Sistema e Nível da Certificação:
LEED CI - nível Certified
Arquitetura:
Athie Wohnrath
Construção:
Easy Construtora
Consultoria LEED:
Sustentax
Comissionamento:
NewmarEnergia
Elétrica:
CTPF
Hidráulica:
Green
Luminotécnica:
Foco
Instaladores:
Motriz Elétromecânica
Anteriormente conhecida como
Universidade do Hamburguer, o
empreendimento McDonald’s Uni-
versity, Universidade Corporativa do
Mcdonald’s localizada em Alphaville,
Barueri, atende o público de funcio-
nários e franqueados de toda Améri-
ca Latina. São ao todo 7 universida-
des corporativas em todo o mundo,
cada uma atende o público de uma
região específica do mundo. Ela foi
inaugurada em 1997 e em 2010 pas-
sou por uma grande reforma finaliza-
da em abril de 2011.
A Mcdonald’s University é um es-
paço multiuso destinado ao treina-
mento e à formação da comunidade
McDonald’s e seus vizinhos e suas
instalações incluem salas de treina-
mento e reuniões, um auditório com
capacidade para 160 pessoas, bi-
blioteca, estações de trabalho, área
de convivência (lounge) e áreas de
apoio.
A certificação LEED CI (Commer-
cial Interiors), no nível Certified foi
conquistada em 2012, devido à na-
tureza da reforma. Os principais di-
ferenciais desta edificação são os
espaços flexíveis que contemplam a
acessibilidade universal, os sistemas
automatizados e individualizados
de iluminação e ar condicionado, a
estrutura preparada para favorecer
a separação de lixo, a economia de
água em suas instalações sanitárias
e o uso de materiais regionais e/ou
de baixo impacto ambiental.
“Por ser referência no mercado de ali-
mentação fora de casa, ao adotar ini-
ciativas sustentáveis em seus empre-
endimentos, o McDonald’s estimulou
que outras cadeias buscassem tam-
bém a adoção destas iniciativas e
que seus fornecedores procurassem
oferecer inovações continuas em
seus produtos”, declara a arquiteta e
gerente de projetos Bruna Benvenga.
Imagens:DivulgaçãoArcosDourados
revistagbcbrasil.com.br 149jul/15
anuário GBC 2015
Espaço Sustentável
O empreendimento está localizado em
uma região com oferta ampla de ser-
viços a menos de 800 metros e linhas
de ônibus a uma distância inferior a
400 metros. Além disso, foram sele-
cionadas vagas de estacionamento
prioritárias para funcionários que ofe-
reçam carona para seus colegas.
Eficiência no uso de água
Para redução no consumo de água
foram instaladas bacias sanitárias
com válvulas dual flush em todos os
sanitários, torneiras com temporiza-
dor atingindo uma redução do con-
sumo de água superior a 20%.
Energia e Atmosfera
Para otimização da eficiência energé-
tica foram utilizadas lâmpadas eficien-
tes Led e T5 em todas as luminárias
do empreendimento, as áreas de
circulação possuem densidade lumi-
nosa controlada e parte das estações
de trabalho possuem luminárias indi-
viduais. Com estas medidas o empre-
endimento garantiu uma redução de
20% na densidade de potência de ilu-
minação. Todos os equipamentos ins-
talados possuem o selo Energy Star
atestando sua eficiência energética e
os equipamentos de ar condicionado
não utilizam o gás r22, o que reduz o
impacto a camada de ozônio.
Materiais e Recursos
Os materiais utilizados – uma sele-
ção deles – são considerados de
baixo impacto ambiental: Tintas com
baixo índice de VOC; Mobiliário fa-
bricado apenas com madeira certi-
ficada pelo FSC; Carpete fabricado
com processos de baixo impacto –
certificado; Cadeiras fabricadas com
79% de material reciclado – modelo
Steelcase. Além disso, os resíduos
de obra foram selecionados e desti-
nados para reciclagem quando pos-
sível, atingindo um índice superior a
50% no desvio destes resíduos dos
aterros sanitários comuns. Os ma-
teriais utilizados na obra civil foram
adquiridos na região.
Qualidade ambiental interna
Além do sistema de ar que garante
as trocas necessárias de ar dentro
do prédio, foram utilizadas tintas
com baixos índices de COV. Todo o
sistema de ar condicionado foi refei-
to com caixas VAV e está integrado
ao sistema de automação do prédio.
Foram instalados novos equipamen-
tos que não utilizam o gás r22 no seu
sistema de refrigeração.
Inovação e Processos
Além das iniciativas adotadas nas
obras, a rede tem o compromisso
com o desenvolvimento do país e
com o respeito ao meio ambiente. É
por isso que a empresa segue diver-
sas condutas que refletem a cons-
ciência de seu papel e impacto no
crescimento sustentável do Brasil,
tais como: Adoção da política dos
3 Rs (Reduzir, Reaproveitar e Re-
ciclar) em toda a cadeia produtiva
até os restaurantes; Conta com um
código de conduta para fornece-
dores, que inclui a não exploração
de mão de obra infantil e escrava,
o respeito ao meio ambiente e às
florestas tropicais e o cuidado com
o bem-estar dos animais; Priorizar o
uso de materiais recicláveis em to-
das as suas etapas de operação; O
McDonald’s assumiu publicamente
o compromisso de não comprar
soja cuja procedência fosse de áre-
as desmatadas.
McDONALD’S
UNIVERSITY
CERTIFIED
LEED CI
150 jul/15 rev/gbc/br
anuário GBC 2015
Inaugurado em setembro de 2012, o Data Center
da Vivo Telefônica em Santana do Parnaíba (SP) é o
maior da América Latina, foi projetado e construído
visando a obtenção do selo LEED conquistando o
certificado nível Gold. A construção segue à risca
o projeto e que o empreendimento encontra-se
preparado para a realização de manutenções pre-
ventivas e corretivas sem que haja necessidade de
interromper por um segundo sequer as atividades
do empreendimento.
O prédio possui seis andares – dois deles técnicos,
onde ficam facilities e TI, com pé direito de oito me-
tros. Um mezanino e quatro pavimentos administra-
tivos completam as dependências do edifício, que
tem capacidade para 1.760 racks (equipamentos
para processamento e armazenagem de dados).
Ao todo são 33,258,10 mil m² de área construída
em um terreno de 70 mil m² com classificação Tier
III, que atende às infraestruturas de TI das opera-
ções fixa e móvel da companhia telefônica.
“A integração Telefônica Vivo, que já era uma re-
alidade no âmbito de marca, societário, dos cola-
boradores e produtos convergentes, chega ago-
ra à infraestrutura de TI, com o novo Data Center”,
diz Antonio Carlos Valente, presidente da empresa.
“O empreendimento é um marco das atividades
do Grupo Telefônica no Brasil, que coloca à dis-
posição os mais modernos recursos de tecnolo-
gia da informação disponíveis no mundo, além de
oferecer todas as garantias de sustentabilidade”,
complementa.
Cuidados rigorosos para minimizar eventuais im-
pactos ambientais foram práticas constantes em to-
das as etapas da elaboração do projeto e da cons-
trução, desde a terraplanagem, fundações, escolha
do material de construção até o acabamento. To-
dos esses cuidados foram fundamentais para que
o prédio, ambientalmente responsável e economi-
camente sustentável, seja também um lugar sau-
dável e confortável para as pessoas trabalharem.
Espaço Sustentável
Com o intuito de incentivar o uso de transporte al-
ternativo, o empreendimento conta com as seguin-
tes medidas: Vagas especiais para veículos de bai-
xa emissão e consumo eficiente para 5% do total
de vagas do edifício, demarcando as vagas com
comunicação visual.
Eficiência no uso da água	
O uso racional da água também mereceu atenção
em todas as etapas do projeto e execução das
obras. O empreendimento adota equipamentos
economizadores nos sanitários e outras dependên-
cias. Houve drástica redução do consumo para pai-
sagismo, com a escolha de plantas nativas que não
exigem irrigação contínua. Toda irrigação das áreas
verdes é feita por um sistema especial que assegu-
ra a coleta de água da chuva e a condensação do
sistema de ar-condicionado. Uma ETE (Estação de
Tratamento de Esgotos) torna possível a reutilização
de água não potável, incluída as captadas das chu-
vas, para descargas e limpeza em geral.
Energia e Atmosfera
Entre as características do projeto que tornaram o
edifício sustentável o bastante para obter o selo ver-
de está a eficiência energética 25% superior à média
mundial para data centers. Devido à eficiência cons-
trutiva e arquitetônica, além do uso de equipamen-
tos mais avançados, no prédio da Vivo para cada
1 watt de potência aplicada em TI, apenas 0,5 é
VIVO TELEFÔNICA
Obra:
Datacenter Vivo Telefônica
Cliente:
Vivo Telefônica
Localização:
Av. Marcos Penteado De Ulhoa Rodri-
gues, Quadra 68 - Lote PT
Santana do Parnaíba - SP
Área construída:
33.820m²
Investimento:
R$ 400 milhões
Certificação:
31/10/2012
Sistema e Nível da Certificação:
LEED NC – Nível Gold
Arquitetura:
Edo Rocha Arquiteturas
Construção:
Racional Engenharia
Consultoria LEED:
CTE
Comissionamento:
Outsource
Elétrica e Hidráulica:
L&M Engenharia
Automação e Ar Condicionado:
L&M Engenharia
Luminotécnica:
Godoy
revistagbcbrasil.com.br 151jul/15
anuário GBC 2015
usado em ar condicionado, iluminação, entre outras
atividades. Como estratégias adotadas, que garan-
tiram os pontos necessários neste requisito, foram
utilizados reatores eletrônicos, motores de alta efi-
ciência de acordo com a NBR-7094/2003, sistemas
de automação da iluminação para áreas externas e
fachadas, além da otimização da iluminação interna
e externa para atender as densidades mínimas re-
queridas de acordo com os itens estabelecidos pela
ASHRAE/IESNA 90.1-2007.
Materiais e Recursos
Durante a construção, a preocupação com as pe-
gadas ecológicas se refletiu desde a terraplana-
gem, fundações, escolha do material de constru-
ção até o acabamento. Todos os materiais usados
na obra tiveram seus compostos químicos iden-
tificados e seus níveis de poluição monitorados
por consultoria especializada. Além disso, houve
uma grande preocupação em reduzir os impactos
para a vizinhança durante a construção, como por
exemplo, os caminhões empregados no canteiro
de obras, que tinham os pneus lavados dentro do
canteiro, o que contribuiu para conservação e lim-
peza das ruas no entorno da obra.
Para a execução da estrutura e também da ve-
dação externa, a escolha recaiu sobre os pré-fa-
DATACENTER
bricados de concreto, que além de desempenho
apropriado para a aplicação, mostraram-se perti-
nentes também nesse contexto de atenção com a
sustentabilidade e o meio ambiente. Ao todo foram
utilizados 9.984,74 m³ de concreto pré-fabricado
na forma de elementos estruturais (pilares e vigas)
e escadas.
As esquadrias e portas também foram produzidas
com madeiras certificadas pela Forest Stewardship
Council (FSC), manejadas de forma ecologicamen-
te correta, segundo a legislação nacional e inter-
nacional, e o piso foi fabricado com madeira pro-
veniente de demolição. A cerâmica dos banheiros
também foi feita a partir de materiais reciclados. GOLD
LEED NC
Imagens: ©Jorge Hirata
PRIMEIRO
DATA CENTER
CERTIFICADO
NO BRASIL
152 jul/15 rev/gbc/br
anuário GBC 2015
Com a demanda crescente de ônibus circulando
na região de Santana de Parnaíba, a Urubupungá
decidiu construir uma garagem na região para pro-
porcionar melhor atendimento e mais agilidade na
operação de suas linhas. A empresa adotou diver-
sas estratégias durante toda a fase de projetos e
construção até a ocupação da garagem para po-
der viabilizar o desempenho ambiental do empre-
endimento. Esta filosofia de trabalho levou a optar
pela construção de uma nova garagem de alto de-
sempenho ambiental, que resultou na obtenção da
certificação LEED, em Santana de Parnaíba.
O terreno acomoda basicamente dois edifícios: um
para a manutenção e conservação da frota e outro
administrativo. Em função disso, não se reduziu
as áreas agricultáveis, tampouco o solo utilizado
como habitat natural de espécies animais. O ter-
reno escolhido contribuiu com estratégias de sus-
tentabilidade para ambos os prédios e conserva e
mantém uma APP – Área de Preservação Perma-
nente – ao redor do projeto.
A Sinco Engenharia, responsável pela construção
do projeto, já havia executado algumas obras de
edifícios comerciais com certificação LEED, porém
a Garagem da Auto Viação Urupupungá era um
desafio por ser implantada em uma área de 46.000
m2
, com 8.810 m2
de área construída, subdividido
em 6.898 m2
de área de garagem e 1.912 m2
de
área administrativa. Com os projetos executivos já
prontos, foi necessária uma revisão e alteração de
todos eles. Com o apoio do Grupo NSO (formado
pelas empresas Viação Santa Brígida, Viação Uru-
bupungá e Viação Caieiras) foi decidido pelo de-
safio de conseguir sua certificação. Não havia, na
época, nenhuma garagem certificada nas Améri-
cas, conforme informação do USGBC dada à CTE,
empresa de consultoria LEED contratada.
Durante a obra, para evitar a poluição gerada pe-
las atividades de construção, houve controles de
contaminação do solo, de erosão e sedimentação.
Foram implantados um sistema de lava-rodas e a
proteção das bocas de lobo.
“A Urubupungá possui mais de 40 anos no mer-
cado, mas estamos constantemente atentos as
evoluções do segmento de transporte de passa-
geiros. Seja por meio da incorporação de novas
tecnologias, adequação e especialização de
nossa equipe de profissionais e agora na evolu-
ção do uso das energias e recursos hídricos nas
instalações.” Antonio Carlos Lourenço Mar-
ques, diretor da Viação Urubupungá
“Neste trabalho constatamos que os diferenciais
de sustentabilidade agregados as edificações
executadas foram plenamente absorvidas pelo
Grupo NSO na pós-operação dos prédios. Como
benefício marginal constatamos que a Sinco e a
Viação Urubupungá puderam dar continuidade
na implementação em seus processos dos con-
ceitos de sustentabilidade e respeito ao meio
ambiente. Hoje, nós da Sinco Engenharia, com-
pramos, qualificamos os materiais e fornecedo-
res que sejam certificados, adotamos em nos-
sos canteiros com a visão de sustentabilidade e
integração com a vizinhança, resíduos são trata-
dos de forma a atender a preservação de nosso
meio ambiente e os projetos desenvolvidos com
preceitos básicos aderidos aos conceitos LEED
aprendidos”. Fernando Augusto Correa da Sil-
va, Diretor da Sinco Engenharia
Espaço sustentável
Na construção da garagem de ônibus da Viação
Urubupungá foram adotadas estratégias que con-
trolaram a geração sedimentos e erosões durante
a construção, como sistemas de lava-rodas e lava
bicas, proteção de boca de lobo, tanques de sedi-
mentação, proteção de taludes, desassoreamento
de córrego antes da construção. Foram refloresta-
dos mais de 10.000 m² de áreas de preservação
permanente, com a plantação de 1.000 mudas
para recuperação da APP. A pavimentação contou
com intertravados cinzas para controle de drena-
gem e diminuição de ilhas de calor. Além disso,
com o objetivo de incentivar o uso de transporte
alternativo foram criadas vagas preferenciais desti-
nadas a veículos com baixa emissão bem com ve-
ículos que oferecem carona, aliado a esta medida
também foi disponibilizada área de bicicletário e
vestiário aos usuários. A empresa conta com servi-
ços de transporte coletivo a menos de 200 metros
de distância do empreendimento, como mais de
cinco linhas diferentes.
Eficiência no uso de água
Com intuito de reduzir o consumo de água, foi
instalado um sistema de coleta e armazenamento
de água da chuva, torneiras projetadas com are-
jadores e fechamento automático, bacias sanitá-
rias com acionamento dual flush, como, também,
duchas com controle de vazão, máquinas de lavar
ônibus, sistema de tratamento de água residuária
e estação de tratamento de esgoto. Toda a água
que vem das coberturas é tratada e reutilizada nas
bacias e sanitários e a proveniente da lavagem de
ônibus é reaproveitada para lavagem de pisos.
Obra:
Garagem Urubupungá
Cliente:
Sinco Engenharia
Localização:
Rua Estrela D Alva, 6, Lote 3
Santana de Parnaíba – SP
Área construída:
29.089 m²
Certificação:
16/05/2013
Sistema e Nível da Certificação:
LEED NC – nível Gold (Galpão)/
Silver (Administração)
Arquitetura:
WW Arquitetura
Construtora:
Sinco Engenharia
Consultoria LEED:
CTE
Comissionamento:
CTE e A&F Partners
Elétrica e Hidráulica:
Engenisa
Luminotécnica:
Engenisa
Ar condicionado:
Thermtec
Paisagismo:
Maru Garden
100ª
CERTIFICAÇÃO
DO BRASIL
revistagbcbrasil.com.br 153jul/15
anuário GBC 2015
Para tais usos, foi executado, também, um reservatório enterrado para ar-
mazenamento de águas pluviais oriunda dos telhados com capacidade de
648 m³. Os efluentes gerados pelo empreendimento (águas-cinza) também
são tratados e utilizados na irrigação do paisagismo.
ETAR - Estação de Tratamento de Água Reutilizável - As águas utilizadas
nos processos industriais (lavagem de veículos e de peças) e na lavagem
dos pisos da área de manutenção abastecem caixas de armazenamento
destinadas ao tratamento e reuso pelas mesmas atividades, em sistema
de ciclo fechado, com perdas por arraste e evaporação repostas pelas
águas de chuva. A Estação possui uma capacidade máxima para tratar até
336.000 litros de água por dia.
ETE - Estação de Tratamento de Efluentes - Esta estação de tratamento foi
concebida de forma a melhorar a qualidade dos efluentes com sistema de
tratamento aeróbico de lodos ativados, que resulta em cerca de 90% de
eficiência de tratamento do esgoto lançado. A água que porventura não
é aproveitada para irrigação é lançada na rede pública somente após o
tratamento. O resultado foi uma redução de mais de 49% no consumo de
água potável.
Energia e Atmosfera
O edifício administrativo atingiu economia de energia de 13,5% em relação
à média de consumo estabelecida pelo LEED. Essa eficiência foi atingida
principalmente pelo uso de vidros refletivos, que bloqueiam a passagem de
calor por insolação, pela existência de interruptores acionados por sensores
de presença em todas as áreas de uso comum e pela opção de utilizar
um sistema de ar condicionado de alto desempenho e isento de gases no-
civos à camada de ozônio da atmosfera. Por seu lado, o edifício da ma-
nutenção obteve economia de 28,6%, em função de projeto arquitetônico
com previsão de grandes áreas iluminadas e ventiladas naturalmente, da
pavimentação do pátio com lajotas de concreto intertravadas que possuem
alto grau de refletância da luz do sol e da utilização de energia solar para
aquecimento da água dos chuveiros, com autonomia para aquecer 10.000
litros por dia.
Materiais e Recursos
Mais de 80% dos resíduos gerados durante a construção foram desviados
de aterro sanitário e voltaram à cadeia produtiva, hoje na operação existe
um sistema de gestão dos resíduos onde mais de 90% dos materiais são
reciclados. Cerca de 70% do custo total com materiais incluem materiais
regionais, extraídos e fabricados em locais próximos ao empreendimento,
sendo que 12% foram destinados a materiais reciclados.
Qualidade ambiental interna
Houve a preocupação com a qualidade do ar usando estratégias de prote-
ção dos materiais e produtos como, controle de poeira e materiais particu-
lados. Foi realizado também limpeza pós operação, flush out, dos sistema
de ar condicionado e o gás utilizado no sistema de ar condicionado não
agride a saúde humana e atmosfera. Além disso, o projeto contou com con-
trole de fumaça de tabaco e a utilização de tinta com baixo COV (composto
orgânico volátil).
Critério de Prioridade Regional
Controle de água, reutilização, comissionamento avançado.
URUBUPUNGÁGOLD&SILVER
LEED NC
MANUTENÇÃOADMINISTRAÇÃO
Imagens: Divulgação Urubupungá
154 jul/15 rev/gbc/br
anuário GBC 2015
Localizado na Lapa, bairro do Rio
de Janeiro que foi revitalizado com
esta grande obra, o Centro Empre-
sarial Senado (CES) é um conjunto
de torres comerciais corporativas de
alto padrão que tornou-se sede da
Petrobras.
A oportunidade de participar deste
empreendimento surgiu quando a Edo
Rocha foi convidada pela WTorre para
efetuar o projeto arquitetônico total. O
conjunto é o maior prédio em estrutu-
ra mista de aço e concreto do Brasil
está em um terreno de 18.322,65 m²,
atendendo também todos os pré-re-
quisitos para a certificação LEED. O
edifício foi certificado com selo Silver
na categoria Core & Shell.
A sustentabilidade, tão valorizada por
Edo Rocha, também se fez presente
neste projeto. A cerâmica da fachada,
em dióxido de titânio reage com a in-
cidência da luz ultravioleta e desenca-
deia o processo de fotocatálise com
o oxigênio e a umidade do ar. Cada
1.000 m² de superfície desta cerâmi-
ca equivalem ao efeito de 70 árvores.
Portanto, a fachada equivale a um jar-
dim vertical de 350 árvores.
Com 929 metros quadrados de área
construída, o átrio é seu grande pro-
tagonista unindo os blocos pela inser-
ção de três passarelas que além de in-
terligar os pavimentos tipo, tem áreas
de reuniões e espaços de convivência.
O empreendimento acomoda 10.000
colaboradores da Petrobrás.	
CENTRO
EMPRESARIAL
SENADO
SILVER
LEED CS
Imagens:DivulgaçãoEdoRocha
154 jul/15 rev/gbc/br
anuário GBC 2015
revistagbcbrasil.com.br 155jul/15
anuário GBC 2015
Espaço Sustentável
O prédio foi construído no Bairro da
Lapa um bairro tombado e que esta-
va em profunda deterioração. Com a
implantação do prédio foram restau-
rados vários dos imóveis do entorno
bem como uma série de serviços de
requalificação urbana no entorno como
iluminação pública câmeras de segu-
rança etc. Após o prédio pronto, vários
prédios tiveram uma valorização de vá-
rias vezes o valor inicial das edificações
lá existentes, além da implantação das
melhorias urbanas como, recuperação
e nova vocação urbana; preservação
do valor histórico da região; valoriza-
ção econômica do bairro; revitalização
do comércio e serviços; valorização ao
patrimônio e a cultura. A requalificação
urbana e uma consequência da função
e é um aspecto importante de Espaço
Sustentável.
Eficiência no uso da água
O edifício conta com uma Estação de
Tratamento de Esgoto (ETE) para tra-
tamento da água e esgoto, devolven-
do a água tratada para a rede públi-
ca. A construção conta também com
sistema de captação de chuva atra-
vés do telhado (a cobertura possui
cinco mil metros de laje) e das áreas
externas. A água captada é destina-
da para irrigação e lavagem de gara-
gem. A adoção de todas essas ações
foi possível atingir uma economia de
25% no consumo de água.
Energia e Atmosfera
Um dos destaques do empreendi-
mento foi a instalação do sistema
de cogeração de energia, no qual a
energia que sobre do processo de
ar condicionado é captada por um
chiller de absorção e enviada aos
geradores, contribuindo assim para o
consumo de energia elétrica. Vidros
de alta performance também foram
utilizados na construção, garantindo
maior luminosidade de luz natural,
e por se trará de um vidro eficientes
também contribui para redução do
calor nas áreas internas. Foram usa-
dos vidros laminados low-e e verde-
-azulados, de 10 ou 12 milímetros,
conforme a necessidade do projeto,
com transmissão luminosa de 30%,
fator solar de 24% e coeficiente de
sombreamento de 0,28. Desta forma
há uma utilização menor do ar con-
dicionado e de iluminação artificial,
reduzindo o consumo de energia elé-
trica. Além disso, o prédio possui um
parque de geradores a diesel e a gás
de rua, substituindo o sistema de uti-
lização de energia elétrica conectado
na rede pública, comportando assim
a demanda de energia utilizada ga-
rantindo uma operação mais barata
do edifício. Também por uma ques-
tão de eficiência energética, o projeto
do arquiteto Edo Rocha determinou o
isolamento entre o pilar e toda a área
de fachada, e a estrutura do prédio.
Este isolamento evita o aquecimento
do pilar e, consequentemente da es-
trutura. Parte dos pilares estruturais
fica aparente, tanto nas fachadas
externas como internas, compondo
frisos revestidos com painéis de alu-
mínio composto que marcam o edifí-
cio verticalmente.
Recursos e Materiais
O material utilizado nas esquadrias
é feito de alumínio reciclado e alumí-
nio novo. Todas as portas do edifício
também são construídas com ma-
deiramento reciclado. Visando mini-
mizar o impacto na vizinhança foram
utilizados equipamentos com baixa
geração de ruídos, além da utilização
de lava rodas e caçambas dos cami-
nhões evitando assim a poluição das
vias públicas. Além destas medidas,
foi implantado uma logística de ges-
tão de todos os resíduos gerados
durante a obra, enviando-os para o
destino adequado.
Qualidade ambiental interna
Foram utilizados na fachada um sis-
tema de vidro unitizado, tecnologia
que possui agilidade na montagem
e melhor vedação. A escolha do vi-
dro foi com base em seu tratamento
ionizado, está na transparência do
material e sombreamento de raios
solares, permitindo a passagem
da luz e evitando a entrada do ca-
lor. A fachada também é ventilada
com cerâmica em dióxido de titânio,
substância que reage a incidência
da luz ultravioleta, desencadeando o
processo de fotocatálise, reação de
transforma CO2 em oxigênio. Além
disso, o posicionamento de elevado-
res e banheiros nas fachadas, locais
com maior incidência solar permitiu o
bloqueio do sol. O edifício conta com
um grande número de janelas, e para
evitar a conglomeração, Edo Rocha
distribui um grande das aberturas no
átrio interno. No átrio, três passarelas
largas abrigam salas de convivência,
onde as pessoas podem aproveitar
uma excelente vista proporcionada
pelo pé direito.
Obra:
Centro Empresarial Senado
Cliente:
Petrobras
Localização:
Avenida Henrique Valadares, 28
Centro , Rio de Janeiro, RJ
Área do terreno:
18.322,65 m²
Área construída:
188.351,44 m²
Certificação:
03/06/2013
Sistema e Nível da Certificação:
LEED CS – nível Silver
Consultoria LEED:
CTE
Construção:
WTorre
Arquitetura:
Edo Rocha
Paisagismo:
Escritório Burle Marx
Fabricação e montagem:
Consórcio Italux
Fabricação e montagem estruturas:
Codeme Engenharia
Projeto estrutura metálica fachada,
cobertura e passarelas do átrio:
Kurkdjian Fruchtengarten Eng.
Estrutura de concreto:
Engeserj
156 jul/15 rev/gbc/br
anuário GBC 2015
O projeto do SESC, localizado na ci-
dade de Sorocaba, teve uma impor-
tante conquista no ano de 2013, a cer-
tificação LEED Gold na categoria New
Construction, tornando-se o primeiro
SESC a ser certificado. Por se tratar
de um complexo múltiplo uso, com
características diferenciadas foi ne-
cessário um trabalho específico para
comprovar a eficiência no processo
construtivo do edifício. É importante
ressaltar que o próprio SESC já possui
um elevado padrão de qualidade de
seus projetos, o que facilitou a certifi-
cação do empreendimento.
O SESC foi projetado inicialmente
sem o objetivo de alcançar nenhuma
certificação, mesmo assim sempre
teve como premissa executar uma
construção eficiente que contribui de
forma positiva com o meio ambiente.
Adotando sistemas tecnológicos ino-
vadores, a Omar Maksoud percebeu
o potencial do edifício para pleitear a
certificação LEED. Com a anuência
do SESC, a partir daí foram avaliados
todos os processos construtivos de-
senvolvidos, desde o início da obra,
para realizar as devidas adequações
e, juntamente com o CTE (Centro Tec-
nológicos de Edificações), foi possível
conquistar a certificação.
“Ao elaborarmos o projeto da unida-
de de Sorocaba não pensamos em
nenhum momento na certificação.
Simplesmente desenvolvemos o tra-
balho da forma natural com que en-
caramos todos os projetos. A expe-
riência mais importante que tivemos
foi na coordenação de 26 empresas
e consultores responsáveis por pro-
jetos complementares e consegui-
mos obter, através da integração de
todos esses elementos com o proje-
to de arquitetura, um conjunto har-
mônico compatível com um terreno
de topografia bastante acidentada.
Através de um jogo de diferentes
níveis dos blocos que compõem o
complexo, foi inclusive possível pro-
jetar um edifício totalmente acessí-
vel, desde as diversas entradas até
o ponto mais distante do prédio.
Realmente a certificação foi uma
vitória de todos os envolvidos, Ar-
quitetura, Omar Maksoud e SESC.”,
destaca Sérgio Teperman, arquiteto
responsável.
Localizado em um terreno de
12.099,56 m2
, o SESC conta com uma
área construída de 21.180,62 m2
, e
sua a obra envolveu um importante
trabalho de escavação de rocha para
a execução do projeto. Além disso,
possui uma série de instalações que o
torna um empreendimento complexo e
diferenciado. O espaço conta com ad-
ministração, salas múltiplo uso, central
de atendimento, loja SESC, teatro, café
foyer, anfiteatro, comedoria, espaço
de brincar, espaço lúdico, laboratórios
odontológicos, área de exposição,
internet livre, biblioteca, vestiários,
piscinas com aquecimento solar, so-
lário, ginásio poliesportivo, quadra de
futebol society, sala de ginástica e
expressão corporal além de área de
conveniência e estacionamentos para
os usuários. Porém, o título de marco
da construção vai para a passarela es-
taiada, que possui um pilar de 31 me-
tros de altura feito de concreto bran-
co, elemento que facilita a passagem
entre os dois edifícios do complexo. O
empreendimento conta com sistemas
inovadores de tratamento de água da
chuva utilizada nas instalações sanitá-
rias (descargas das bacias sanitárias)
SESCe paisagismo (sistema de irrigação
automatizado), o aquecimento das
piscinas é feito através de três siste-
mas, captação de energia solar, rea-
proveitamento do calor expedido pela
sistema de resfriamento (chiller) e um
sistema de aquecimento a gás. Tam-
bém foram utilizados vidros com fator
solar que proporciona a redução do
calor nos ambientes, torneiras e chu-
veiros de vazão controlada.
“As premissas do projeto do SESC
Sorocaba sempre teve o conceito
sustentável, porém um os pontos
mais importantes contemplados no
projeto foi a utilização consciente
dos recursos naturais, água e ener-
gia, de forma eficiente e inteligente.
Além disso, é importante ressaltar o
caráter educativo deste empreen-
dimento, através do Programa Per-
manente de Educação Ambiental”.
Rodrigo Oliveira Serio. Coordenador
de Manutenção e Infra-estrutura do
SESC Sorocaba.
SOROCABA
anuário GBC 2015
revistagbcbrasil.com.br 157jul/15
anuário GBC 2015
Espaço Sustentável
A Omar Maksoud em conjunto com o
SESC e o município de Sorocaba, im-
plantaram ações para melhorias na
infraestrutura e no transporte público
e alternativo. A ciclovia passa por
dentro do empreendimento e foi in-
cluído um paraciclo, com vagas para
bicicletas com o objetivo de reduzir o
impacto com o entorno da obra. Com
a ajuda de consultoria especializada
do CTE, foi desenvolvido um Plano
de Controle de Poluição da Obra que
continha estratégias para o controle
de saída de sedimentos dos limites
da obra, controle de contaminação
do solo, e recomendações para a or-
ganização geral do canteiro de obras.
Eficiência no uso de água
Por se tratar de uma unidade do
SESC, um dos maiores consumos
neste empreendimento é o de água
nos chuveiros nos meses de verão.
Os vestiários foram equipados com
duchas com restritores de vazão e
acionamento hidromecânico (tipo
pressmatic). Foram utilizados dispo-
sitivos economizadores nos demais
equipamentos sanitários: torneiras de
lavatório e bacias dual flush. O projeto
também possui um sistema diferen-
ciado de tratamento de água de chuva
para aproveitamento em sistema de
descarga: a wetland. Este sistema uti-
liza espécies vegetais para remoção
de contaminantes e microorganismo
da água. Com a adoção destas medi-
das houve uma economia de 40% em
relação ao baseline do LEED.
Energia e Atmosfera
Pontos de destaques foram os siste-
mas de captação de energia solar e o
trocador de calor para pré-aquecimen-
to da água da piscina com o sistema
de água de condensação do ar condi-
cionado do teatro. Além disso, existe
um sistema para aquecimento solar da
água dos chuveiros. Também foram in-
corporados ao projeto vidros com fator
solar que proporcionam a redução do
calor nos ambientes, gerando assim,
menor consumo de energia elétrica pe-
los equipamentos de ar-condicionado.
Materiais e Recursos
Foi priorizado o uso de materiais re-
gionais e com conteúdo reciclado
segundo o critério LEED além da in-
corporação de madeira certificada
FSC. Foi desenvolvido um Plano de
Gestão de Resíduos identificando os
resíduos que seriam gerados durante
a construção, a forma de segregação
e o destino correto dos mesmos. Com
isso, foi possível desviar 82% de todo
o resíduo gerado durante a obra. Além
destas medidas a Omar Maksoud
teve a preocupação em utilizar mate-
riais e fornecedores da região.
Qualidade ambiental interna
Para este critério foi desenvolvido um
Plano de Controle da Qualidade do Ar
durante a construção, e a Omar Mak-
soud executou criteriosamente esse
plano. Houve também uma preocu-
pação com a utilização de produtos
com baixa concentração de compos-
to orgânico volátil (COV).
Inovação e Processos
Um dos pontos de destaque do pro-
jeto foi a preocupação do SESC com
a Educação Ambiental e divulgação
das estratégias de Sustentabilidade
incorporadas nesta unidade. Logo
após a inauguração, o SESC dispo-
nibilizou um tour-guide virtual (com
o uso de áudio) para que os novos
usuários tivessem conhecimento
dos diferenciais sustentáveis des-
ta unidade. O próprio site do SESC
divulgou de forma lúdica e divertida
as estratégias de sustentabilidade do
empreendimento e deu dicas de uso
racional de água e energia.
Obra:
SESC Sorocaba
Cliente/Proprietário:
Serviço Social do Comércio
Localização:
Rua Barão de Piratininga, 555
Sorocaba - SP
Área do terreno:
12.099,56 m²
Área construída:
21.180,62 m²
Certificação:
06/06/2013
Sistema e Nível da Certificação:
LEED New Construction - nível Gold
Arquitetura:
Sergio Teperman Arquitetos
Construção:
Omar Maksoud Engenharia
Consultoria LEED e Simulação
Energética:
CTE
Comissionamento:
Novva Solutions
Gerenciamento:
SESC - GEI
Estruturas:
César Pereira Lopes
Fundação e Terraplanagem:
MAG
Automação Predial:
Bettoni
Instalações Elétricas e Hidráulicas:
KML
Acústica e Conforto Térmico:
Ambiental
Ar Condicionado:
Thermoplan
Luminotécnica:
Senzi
Drenagem:
LPE
Sistema Viário:
Michel Sola
Acessibilidade:
Terra
Impermeabilização:
Proassp
GOLD
LEEDNC
Imagens: ©Flávio Teperman
revistagbcbrasil.com.br 157jul/15
anuário GBC 2015
158 jul/15 rev/gbc/br
anuário GBC 2015
GrupoSustentaX.com.br
Diminua
• Riscos
• Custos
• Prazos de Aprovação
Aumente
• Valor Percebido
• Velocidade de Vendas
• Rentabilidade
Estruturação do
Negócio Imobiliário
Comercialização
Diferenciada
Gestão da
Implantação
Captação
Financeira
Desenvolvimento Imobiliário Sustentável
revistagbcbrasil.com.br 159jul/15
anuário GBC 2015
2 15
ANUÁRIO
CERTIFICAÇÕES
CERTIFICAÇÕES2014
NÚMEROS E ESTATÍSTICAS..........................................160
ILHA PURA.................................................................164
PAÇO DAS ÁGUAS.......................................................166
PROLOGIS CCP CAJAMAR............................................168
FÁBRICA COCA COLA FEMSA........................................170
CTC SANTANDER.........................................................174
PARQUE ANA COSTA....................................................178
PROLOGIS CCP JUNDIAÍ..............................................180
CEO...........................................................................182
ECOPARK...................................................................184
PARQUE DA CIDADE....................................................186
FL CORPORATE...........................................................188
COLÉGIO POSITIVO.....................................................190
MORUMBI CORPORATE................................................192
SKY CORPORATE.........................................................196
NEO CORPORATE.........................................................198
CYK...........................................................................200
MINEIRÃO..................................................................202
ECO COMMERCIAL BUILDING BAYER.............................204
VILLA MARESIAS........................................................206
POSTO ECOEFICIENTE IPIRANGA...................................208
Demais projetos.........................................................210
revistagbcbrasil.com.br 159jul/15
anuário GBC 2015
160 jul/15 rev/gbc/br
anuário GBC 2015
Anuário em números
certificações
em 2014
Quantos projetos
LEED CS foram
certificados no
ano passado?
82 33
27
193
CS
NC
EBOM
CI
Retail
ND
LEED for Schools
31
28
8
8
4
2
1
revistagbcbrasil.com.br 161jul/15
anuário GBC 2015
Onde estão localizados
os empreendimentos
certificados no Brasil
em 2014?
12428
4
4
3
2
2
2
2
1
Quantos escritó-
rios? e Quantas
indústrias? Shop-
pings?
Comerciais
C.Distribuição
Estádios
Indústrias
Escritórios
Públicos
Bancos
Bairros
VarejoRestaurantes
Shopping
Residenciais
162 jul/15 rev/gbc/br
anuário GBC 2015
Qual construtora
tem mais projetos
certificados? E qual
arquiteto?
Quais os prin-
cipais projetos
certificados?
Os principais proje-
tos estão nas pági-
nas deste Anuário.
Entre e confira.
O
primeiro Anuário de Certificações GBC Brasil é uma iniciativa pionei-
ra com o objetivo de juntar em um só documento, toda informação
sobre os empreendimentos certificados no Brasil e seus principais
players.
Este é sem dúvida um primeiro passo, onde reunimos uma série de
dados qualitativos e quantitativos, que aqui estão sendo apresenta-
dos como uma amostra do que esse projeto pode representar para o enriquecimento das
práticas sustentáveis na construção.
Além de mostrar ao mercado quem são as empresas que fazem parte desse segmento
da construção sustentável, desde o incorporador, a construtora, o arquiteto, os insta-
ladores, consultores, agentes comissionadores, até a grande indústria fornecedora de
materiais ou o pequeno empresário com suas soluções inovadoras, o grande objetivo é
agregar a todos e contribuir para o aprimoramento do mercado.
Nas próximas páginas, alguns dos projetos certificados em 2014 são apresentados e
dados a conhecer todos os envolvidos em cada um destes significativos projetos, rele-
vantes no seu traço em comum a todos: o foco na busca pelas melhores soluções que
transformarão a sociedade e o legado que deixaremos para as próximas gerações.
A todos os apoiadores desse primeiro Anuário, o nosso muito obrigado e aos que se
interessam pela causa sustentável, estamos interessados em connhecer os seus proje-
tos! Por hora, conheçam um pouco mais destes mais de 60 projetos que participaram
conosco suas preciosas informações*.
*As informações foram fornecidas através de questionários e entrevistas com os responsáveis de cada projeto.
LUIZ SAMPAIO
DIRETOR EXECUTIVO
VIB Editora
revistagbcbrasil.com.br 163jul/15
anuário GBC 2015
164 jul/15 rev/gbc/br
anuário GBC 2015
O bairro planejado Ilha Pura é o primeiro projeto
da América Latina a receber pré- certificação LEED
ND, foi certificado em 2014 na categoria de bair-
ros sustentáveis. Construído em uma área de mais
de 200 mil metros quadrados, o bairro possui 7
condomínios, totalizando 31 torres residenciais
e um Edifício Comercial. A concepção do projeto
foi planejada para atender aos mais altos padrões
de sustentabilidade, que abrigará os atletas olím-
picos e paraolímpicos das Olimpíadas Rio 2016.
Localizado no Rio de Janeiro, ao lado do Parque
da Pedra Branca e das lagoas da Barra da Tijuca,
cartões postais da cidade, o Ilha Pura foi planejado
com modernas tendências urbanísticas, e une se-
gurança, espaços de lazer, projetos paisagísticos
exuberantes, integração com a natureza que con-
tribui para qualidade de vida.
ILHA PURA
CERTIFIED
LEEDND
Imagens: Divulgação Ilha Pura
anuário GBC 2015
revistagbcbrasil.com.br 165jul/15
anuário GBC 2015
“Os moradores do Ilha Pura
contarão com uma feira de produtos
orgânicos no parque, estação de BRT
(Transporte Rápido de Ônibus, em
português) que fará ligação eficiente
com outros pontos da cidade e sistema
de gestão de resíduos, com reparação e
coleta seletiva.”
Maurício Cruz, Diretor Geral da Ilha Pura
Espaço Sustentável
Situado entre o Parque da Pedra Branca e as lagoas
da Barra da Tijuca, o Ilha Pura se destaca pelo alto
padrão visando a qualidade de vida e bem estar dos
futuros moradores. Sua localização contribui para o
desenvolvimento da mobilidade urbana na Barra da
Tijuca e a região ao redor. Próximo a grandes vias,
como a Transoeste, Transolímpica e Transcarioca,
reduz a distancia entre outros locais da cidade e oti-
miza o acesso a outras macrorregiões.
Eficiência do uso da água
O bairro contará com uma estação de tratamento
de águas cinzas (não industrial, a partir de pro-
cessos domésticos como tomar banho e lavar as
mãos) para reutilização nas bacias sanitárias de
todos os condomínios, irrigação do parque e repo-
sição da água dos lagos. A Estação de tratamento
produzirá 400m³ de água por dia, através de um
sistema de tratamento: Físico, Químico e membra-
nas de Nanofiltração, para garantir a qualidade da
água tratada.
Energia e Atmosfera
Com o intuito de reduzir o consumo de energia elé-
trica, o Ilha Pura conta com a substituição de lâm-
padas comuns por lâmpadas de LED nos halls dos
pavimentos tipos de todas as torres e nos postes e
balizadores do paisagismo, que são mais eficien-
tes, pois tem a mesma iluminância reduzindo o
consumo de energia. O bairro também possui um
projeto de automação, com sensores de presença,
ausência, temporizadores, entre outros. A cobertu-
ra do edifício comercial, contará com a instalação
de painéis fotovoltaicos, além de todos os condo-
mínios contarem com elevadores com sistema re-
generativo. A construção da Ilha Pura contabilizou
a sua pegada de carbono, calculando as emissões
de gases de efeito estufa gerados pela obra e pela
cadeia de suprimentos. Desde a extração da ma-
téria prima, até a operação dos edifícios. . Além de
desenvolver um plano de redução das emissões de
GEE (gases de efeito estufa) com metas e planos
de ação específicos.
Também foram instalados no canteiro do Ilha Pura
duas usinas de concreto, unidades de produção
para atender a demanda de concreto de obra. A
usina de concreto reduz o impacto da circulação
de caminhões no tráfego do entorno que reduzem
as emissões de CO2
me aproximadamente 1.200
toneladas.
Materiais e Recursos
Grande parte dos resíduos gerados durante a cons-
trução foi reutilizada dentro do canteiro de obra, em
relação aos resíduos Classe A, quase 100% dos
resíduos da fase de fundações e estrutura de con-
creto foram britados e aplicados em nos processos
de obra. Com uma caçamba-prensa, que reduz em
quase 75% o volume de resíduos transportados
não recicláveis, a obra reduziu o tráfego de cami-
nhões e consequentemente a emissão de gases
efeitos estufa. Todos os resíduos recicláveis são
enviados às cooperativas de reciclagem, enquanto
os resíduos orgânicos gerados durante a obra são
enviados a uma empresa parceira e transformados
em adubo, por meio de compostagem, que será
utilizado no paisagismo do parque do empreendi-
mento.
Obra:
Ilha Pura
Incorporação:
Carvalho Hosken e Odebrecht Reali-
zações Imobiliárias
Localização:
Avenida Salvador Allende e Avenida
Olof Palm, zona oeste do Rio de Janeiro
Área do terreno:
820.000 m²
Certificação:
09/04/2014
Sistema e Nível da Certificação:
LEED ND, Aqua-HQE Bairros e Lotea-
mentos e Aqua-HQE Habitacional e
Selo Azul da Caixa
Arquitetura:
Raiar
Consultoria LEED:
Sustentech
Simulação:
Sustentech
Estrutura:
Pasqua e Graziano, Knijnik, CEC,
Acosta
Fundação e Contenção:
Damasco Penna, Geoconsult, Zaclis
Falconi, Acosta
Instalações Prediais:
Projetar, Tesis, Knijnik, Cemope
Ar Condicionado e Exaustão:
Integrar, DW engenharia, N.A.
Paisagismo:
Sérgio Santana, Abbud, Burle Marx
Incêndio:
Shaft, N.A.
Impermeabilização:
Firmino
Esquadrias de alumínio:
QMD, N.A.
Estrutura metálica:
Augusto Costa
166 jul/15 rev/gbc/br
anuário GBC 2015
O condomínio residencial Paço das Águas foi a
primeira edificação vertical residencial do Brasil a
receber a certificação LEED. Localizado no bairro
Dionízio Torres, em Fortaleza (CE), o empreendi-
mento possui 66 unidades de 151 m² a 167 m². O
edifício registrado e pré-certificado em 2010 sob
a versão v2009 e referencial Core&Shell, adquiriu
a Certificação LEED em 2014 como LEED BD+C:
Core&Shell Certified. Além da certificação, o Paço
das Águas se destacou por ser o primeiro prédio
residencial do Brasil a conquistar a Etiqueta Na-
cional de Conservação de Energia (ENCE) da edi-
ficação Construída Nível “A” para áreas comuns
(PBE Edifica), acreditado pelo Instituto Nacional
de Metrologia, Normalização e Qualidade Industrial
(Inmetro).
As práticas e conceitos sustentáveis adotados pela
empresa culminaram na busca pela certificação
LEED. Além de ser a primeira construtora do Ce-
ará a produzir um inventário de emissão de Gases
de efeito Estufa (GEE), implantado justamente no
Paço das Águas. Para a obtenção da certificação
do empreendimento, a empresa criou um Grupo de
Pesquisa e Desenvolvimento que se adequou aos
pré-requisitos e créditos, desenvolvendo estraté-
gias para atender às exigências de forma indepen-
dente, contribuindo diretamente para agregação
de valor e superação das expectativas dos clientes.
Para o presidente da C. Rolim Engenharia, Pio Ro-
drigues Neto, a almejada etiqueta foi fruto de três
anos de trabalho da equipe de Pesquisa e Desen-
volvimento (P&D) da construtora, uma conquista
gerada através de pesquisas e desenvolvimentos
internos. “Vale ressaltar que esse prêmio foi obtido
com louvor, pois, além de sermos Nível “A” dentre
os possíveis níveis que vão até “E”, de forma similar
ao que vemos em equipamentos de ar-condiciona-
do, geladeiras, fogões e agora também em carros,
alcançamos este desafio sendo o primeiro prédio
residencial do Ceará, do Nordeste e do Brasil a re-
ceber a etiqueta”, esclarece Pio.
A certificação LEED se encaixou muito bem aos
objetivos sustentáveis da empresa, principalmente
porque já são adotadas, desde 2009, algumas das
práticas sugeridas pelo LEED em outros empreen-
dimentos. Com isso, o incremento no custo total
da obra diante da certificação LEED foi em torno
de 1,5%.
Espaço Sustentável
O Paço das Águas possui localiza-
ção que permite fácil acesso a uma
ampla rede de serviços básicos que
consta com mais de dez pontos em
sua proximidade, além de permitir
o acesso a mais de sete linhas de
ônibus. A preocupação também é
grande com a distância das áreas de
preservação ou de rios e lagos e in-
centivo a restauração das áreas ver-
des nos limites do terreno, trazendo
para o empreendimento um ambien-
tal mais agradável.
Eficiência do uso da água
O empreendimento possui sistema
para captação de água da chuva
através da cobertura para reuso na
irrigação e plano de gerenciamento
de águas pluviais. Este gerenciamen-
to busca minimizar impactos devido
à alta impermeabilização do terreno,
reduzindo assim a ocorrência de en-
chentes ou danificação das estrutu-
ras de drenagem. Com isso, o Paço
das Águas, além da conquista de to-
dos estes créditos, restaurou o habi-
tat com um vistoso e rico paisagismo
de plantas nativas e adaptadas ao
PAÇO DAS ÁGUAS
CERTIFIED
LEEDCS
Imagens:DivulgaçãoC.Rolim
revistagbcbrasil.com.br 167jul/15
anuário GBC 2015
PAÇODASÁGUAS
manufatura de matéria-prima em um
raio de 800 Km da obra. A madeira
utilizada no empreendimento possui
certificação ambiental FSC (Forest
Stewardship Conuncil), todas as por-
tas de madeira do empreendimento
possuem certificação FSC 100%,
além do direcionamento de pelo me-
nos 50% dos resíduos gerados na
obra para usinas de reciclagem ou
reaproveitamento.
Qualidade ambiental interna
Para qualidade e conforto ambiental
dos ocupantes, houve uma preocu-
pação, desde a fase inicial do projeto,
quanto aos sistemas de ventilação e
iluminação naturais do interior do edi-
fício. Os créditos também valorizam
a redução de emissão de compostos
tóxicos pelos materiais utilizados na
fase da construção (materiais de bai-
xo VOC), além de possuir detectores
de CO (monóxido de carbono) e CO2
(dióxido de carbono), que acionam,
respectivamente, os exaustores do
subsolo e os gabinetes de ventilação
dos ambientes climatizados, a fim de
garantir melhor qualidade do ar interno.
Inovação e Processos
A empresa possui um grupo de Pes-
quisa e Desenvolvimento voltados
para garantirem que os processos
sigam os conceitos sustentáveis.
Foram 4 créditos obtidos dentro dos
6 critérios de Inovação e Processos,
sendo que, 3 foram através de per-
formance exemplar e 1 pela participa-
ção de um LEED Accredited Profes-
sional na equipe de projetos.
Critérios de Prioridade Regional
O empreendimento Paço das Águas
conquistou 3 dos 4 créditos de Prio-
ridade Regional, são eles: Escolha
do terreno; Desenvolvimento do local
e conectividade da comunidade ao
redor e eficiência do uso de água no
paisagismo .
clima, não necessitando de irrigação
excessiva. A construção também
possui utilização de equipamentos
de baixo consumo, como chuveiros
reguladores de vazão que permitem
vazão máxima de 8L/minuto, tornei-
ras com arejadores para vazão de no
máximo 6L/minuto, além de todas as
bacias sanitárias possuírem aciona-
mento de duplo fluxo. Todas essas
medidas geraram uma economia em
torno de 24% no consumo de água
total. A utilização de plantas nativas
e adaptadas ao nosso clima, e de
baixo consumo de água, atrelada a
um sistema de irrigação inteligente
contribuíram para melhor reutilização
de água da chuva ou águas cinza,
armazenadas através do sistema de
captação do empreendimento.
Energia e Atmosfera
A redução do consumo de energia
é medida através da realização de
simulação energética seguindo o
método da ASHRAE 90.1 – 2007. O
objetivo é mostrar uma redução míni-
ma de 10% no consumo. Os sistemas
de refrigeração são isentos de fluidos
refrigerantes de CFC, minimizando
assim sua contribuição direta para o
aquecimento global e destruição da
camada de ozônio. Além do Paço
das Águas ser isento do CFC, por
conta do Protocolo Montreal, os sis-
temas de ar-condicionado utilizam o
fluido de R-410ª, considerado de po-
tencial aproximadamente NULO de
destruição da camada de ozônio. O
empreendimento conta também com
sensores de presença nas áreas co-
muns para utilização de iluminação
artificial seja utilizada somente quan-
do necessário, além de iluminação
externa controlada por fotocélulas.
Materiais e Recursos
Nesta etapa, o Paço das Águas
adquiriu seus créditos através da
utilização de materiais reciclados e
Obra:
Paço das Águas
Cliente:
C. Rolim Engenharia
Localização:
Fortaleza, CE
Área do terreno:
2.822,06m²
Área construída:
19.952,40m²
Projeto (data):
2009
Conclusão da obra:
2013
Certificação:
25/04/2014
Sistema e Nível da Certificação:
LEED CS v2009 Certified
Arquitetura:
Nasser Hissa Arquitetos Associados
Construção:
C. Rolim Engenharia
Consultoria LEED:
Acade Arquitetura e Consultoria
Comission. e Simulação Energética:
Novva Solutions
Gerenciamento:
C. Rolim Engenharia
Estrutura de Concreto:
Hepta – Engenharia Estrutural
Fundações e contenções:
TECNORD
Luminotécnica:
Arq. Pedro Portela Lima
Elétrica e Hidráulica:
Nohva Engenharia
Prevenção e Combate a Incêndio:
Nohva Engenharia
Ar Condicionado:
Newton Maranhão
Interiores:
Marcos Vinício Monteiro de Paula
Paisagismo:
Benedito Abbud
168 jul/15 rev/gbc/br
anuário GBC 2015
Entregue em 2011, o Prologis CCP
Cajamar I, condomínio desenvolvido
e administrado pela Prologis CCP é
considerado modelo no mercado
de centros logísticos no Brasil, ten-
do conquistado, em 2012, o Prêmio
Master Imobiliário na categoria Em-
preendimento Comercial, concedido
pelo Sindicato da Habitação de São
Paulo e pela Federação Internacional
das Profissões Imobiliárias. Grande
parte do sucesso se deve a uma po-
lítica de gestão fortemente orientada
para a responsabilidade socioam-
biental, cujos resultados contribuem
diretamente para o desempenho
crescente das operações. Localizado
em uma região estratégica, próximo
ao km 36 da rodovia Anhanguera e
com fácil acesso à Grande São Pau-
lo, o condomínio tem 185 mil m² de
área construída, distribuídos em um
terreno com 431 mil m².
Com iniciativas que reduzem polui-
ção, poupam recursos naturais e in-
centivam cada vez mais as práticas
sustentáveis, o Prologis CCP Cajamar
I alcançou, desde dezembro de 2013,
sete certificações entre LEED Silver e
LEED Certified. O bloco 400 foi certifi-
cado em janeiro de 2014 e os blocos
1100, 1200 e 1300 foram certificados
em novembro do mesmo. Em 2013,
outros três galpões (100, 200 e 300)
que integram o condomínio de sete
prédios já haviam sido certificados.
O padrão de empreendimento sus-
tentável está presente desde o início
do projeto, quando foi desenvolvido
um trabalho de gerenciamento da po-
luição ambiental durante a obra. Nes-
sa etapa foram adotadas diversas
estratégias para controle da poluição
do solo.
PROLOGIS
CAJAMAR
CCP
PROLOGIS CCP CAJAMAR I
Imagens:DivulgaçãoPrologis
revistagbcbrasil.com.br 169jul/15
anuário GBC 2015
Espaço Sustentável
Existem bicicletário e vestiários de
apoio, com chuveiros próximos à en-
trada do complexo a fim de incenti-
var os funcionários a usar a bicicleta
como meio de transporte, em vez do
carro, reduzindo o fluxo de veículos
e, por consequência, a emissão de
gases poluentes. O centro logístico
tem ainda 5% das vagas de estacio-
namento reservadas para veículos
eficientes, de baixo consumo e com
menor impacto ambiental.
Eficiência no uso de água
A infraestrutura conta com equipa-
mentos sanitários eficientes, que
permitem a redução do consumo de
água em cerca de 20%, além de sis-
tema de reuso para irrigação e paisa-
gismo, com a seleção de plantas de
baixo consumo de água.
Energia e Atmosfera
A economia de energia elétrica é pra-
ticada em diversas frentes, entre elas,
o uso de iluminação com dispositivos
para redução de consumo a partir da
automação de sistemas, lâmpadas
econômicas e iluminação zenital.
Materiais e Recursos
O Prologis CCP Cajamar I se destaca
pelo alto padrão construtivo, que in-
clui uma série de diferenciais estraté-
gicos. No aspecto ambiental, há, por
exemplo, uma área dedicada à se-
paração e coleta de resíduos reciclá-
veis, que atende a todos os galpões.
Fomentar o desenvolvimento do mer-
cado local e diminuir os reflexos cau-
sados pelo transporte também foram
objetivos estabelecidos e alcançados
a partir de uma política que visou uti-
lizar 20% de materiais com origem re-
gional, próxima ao condomínio.
SILVER & CERTIFIEDLEEDCSBLOCOS 300
E 400
BLOCOS 100, 200, 1100,
1200 E 1300
Obra:
Prologis CCP Cajamar I
Cliente:
Prologis CCP
Localização:
Avenida Marginal Ribeirão dos Cris-
tais, 200 – Cajamar/ SP
Certificação:
Bloco 400 em 13/01/2014
Blocos 1100, 1200, 1300 em
17/11/2014
Sistema e Nível da Certificação:
LEED Core & Shell Silver (Bloco 400)
LEED Core & Shell Certified (Blocos
1100, 1200 e 1300)
Arquitetura:
Athie Wohnrath
Construtora:
Libercon Engenharia Ltda.
Consultoria LEED:
OTEC
Comissionamento:
Command Commissioning Brasil
Simulação energética:
OTEC
Hidráulica e Elétrica:
Ramoska e Castellani
Ar condicionado:
Fundamentar
Paisagismo:
Ekf – Evani Kuperman Franco
Arquiteta e Paisagismo
170 jul/15 rev/gbc/br
anuário GBC 2015
A Fábrica da Coca Cola Maringá,
localizada no Paraná foi construída
através de conceitos de moderni-
dade, tecnologia de ponta e, tendo
como uma das principais premissas
ser um empreendimento ecologica-
mente correto. Seguindo estes con-
ceitos, garantiu em 2014 o selo LEED
New Construction (NC).
No processo de certificação da FEM-
SA em Maringá, o maior de todos os
desafios foi no consumo energético,
onde o LEED coloca como pré-requi-
sito uma redução mínima de 10% no
consumo geral do empreendimento.
Num prédio administrativo, ar condi-
cionado e iluminação representam
75% da carga total instalada, de modo
que o atendimento desta exigência
geralmente é facilitado ao se traba-
lhar com instalações mais eficientes.
Por outro lado, em uma indústria, as
cargas de processo ou a energia con-
sumida pelos equipamentos indus-
triais, superam os 90% do consumo
total. Neste caso, mesmo instalando
sistemas mais econômicos de ar con-
dicionado e de iluminação, o impacto
no consumo geral foi de 5,2%, prati-
camente metade dos 10% requeridos
pelo sistema LEED.
A partir daí, iniciou-se o árduo traba-
lho de comprovar e documentar as
reduções de consumo de energia
alcançadas resultante do emprego
de tecnologias ultramodernas adqui-
ridas pela Coca-Cola. Foi necessário
definir uma referência, um parâme-
tro de comparação, para atender o
LEED. Deste modo, lançou-se mão
de um recurso denominado “Excep-
tional Calculation Method”, metodo-
logia que definiu um benchmark para
o processo industrial, baseado no vo-
lume produzido e energia consumida
de outras três fábricas da mesma
empresa, as quais já estavam entre
as cinco mais eficientes do sistema
Coca-Cola Brasil.
Considerando ser fato extremamente
raro o reconhecimento de eficiência
energética de processos produtivos
pelo GBCI, este foi sem dúvida para
a Petinelli, um caso de sucesso, pois
obteve o aceite e a chancela em to-
das as argumentações documen-
tadas. Como consequência de um
trabalho técnico completo e bem
fundamentado, veio a recompensa
com as certificações LEED NC nível
Ouro e Prata, que fez da Coca-Cola
FEMSA Maringá a primeira unidade
produtora de refrigerantes certificada
do Brasil.
Para o diretor do Green Building
Council Brasil, Felipe Faria, a certifi-
cação da fábrica da Coca-Cola FEM-
SA Brasil em Maringá é mais um pas-
so no movimento de empresas em
busca da construção sustentável. "A
unidade de Maringá tem sido referên-
cia no segmento de sustentabilidade
e o Green Building Council Brasil es-
pera que outras lideranças sigam seu
exemplo e exalta a capacidade dos
profissionais envolvidos no projeto",
declara Felipe Faria.
FÁBRICADACOCACOLA
revistagbcbrasil.com.br 171jul/15
anuário GBC 2015
Espaço Sustentável
Como estratégia que incentiva o uso
de meios de transporte alternativo, o
empreendimento conta com bicicle-
tário, vestiários e vagas preferenciais
para carros eficientes e de baixa
emissão. Além disso, a cobertura do
Vestiário/Portaria é vegetada e o da
Fábrica é branco, ambos os telhados
evitam o efeito de ilha de calor. A área
permeável foi maximizada, de modo a
aumentar a absorção de água da chu-
va, evitando o escoamento, protegen-
do os leitos dos riachos que cruzam
o terreno, além de reabastecerem os
lençóis freáticos minimizando o im-
pacto da construção em seu entorno.
Eficiência no uso de água
Como medida para o uso eficiente de
água os dois edifícios (Portaria/Vesti-
ário e Fábrica) conquistaram a pontu-
ação máxima, nível ouro, dos créditos
de água mais os créditos regionais.
A redução de água foi de 43,02%
para o edifício Portaria e Vestiário e
de 90% para Fábrica. A utilização de
metais e louças eficientes represen-
tou uma economia de 38,7% (Porta-
ria/Vestiário) e 90% (Fábrica), além
do aproveitamento de água da chuva
e de água tratada nas descargas dos
vasos e mictórios, o que eleva esta
economia para 43,02% na Portaria e
Vestiário. No total, o complexo conse-
guiu alcançar uma economia de 75%
do total de água consumida anual-
mente, o equivalente a R$ 35.000.
Energia e Atmosfera
Com estrutura equiparada as mais
modernas plantas do mundo e cons-
truída dentro dos critérios LEED, o
empreendimento é 23% mais efi-
ciente em termos de energia, gra-
ças às características arquitetônicas
e às tecnologias eficientes adota-
das. A estimativa de economia é
de 5.400.000 kWh, o que equivale a
R$ 1.080.000,00 a menos na conta
anual de energia. Este resultado tão
expressivo foi obtido através da insta-
lação de sistemas mais econômicos
de ar condicionado (Portaria/Vestiário
- 62% e Fabrica – 60%), iluminação
(Portaria/Vestiário - 62% e Fábrica –
52%), aquecimento de água (63%
Portaria/Vestiário) e equipamentos do
processo industrial (16%).
As medidas de eficiência energética
implementadas foram: redução de
pressão de sopro de garrafas PET (foi
pioneira e apenas 17% das outras fa-
bricas tem essa tecnologia); Dissolu-
ção de açúcar a frio para preparo de
xarope (foi a segunda no Brasil); Enva-
se de bebida a temperatura ambiente
(37% das outras fabricas adotam esta
prática); Forno Ecoven para aqueci-
mento de pré-formas de garrafas PET
(foi a primeira no Brasil); Sistema de re-
cuperação de calor na expansão CO2
(apenas 15% das demais tem).
Ao concluir o cálculo de redução de
consumo de energia obtida, eviden-
ciaram-se ganhos expressivos nos
seguintes sistemas, que foram dire-
tamente impactados: refrigeração
47,3%, compressor de sopro 31,3%, li-
nha de envase 13,2% e caldeira 4,6%.
Materiais e Recursos
A arquitetura contribuiu para a cor-
reta especificação de materiais com
conteúdo reciclado e regionais, itens
que alcançaram resultados expres-
sivos. 21,29% de todos os materiais
utilizados para a construção são re-
gionais, ou seja, foram extraídos e
fabricados dentro de um raio de 800
km, ação que minimiza a quantidade
GOLD & SILVER
LEEDNC
PORTARIA +
VESTIÁRIO
FÁBRICA
FE
172 jul/15 rev/gbc/br
anuário GBC 2015
de emissões atmosféricas geradas
no transporte. Além disso, 80% da
madeira utilizada na construção são
certificadas de acordo com a Forest
Stewardship Council (FSC).
Qualidade ambiental interna
Para garantir a qualidade ambien-
tal interna foram utilizados materiais
de baixo teor VOC (Volatile Organic
Compounds), componentes quími-
cos prejudiciais à saúde. 81,69% das
áreas regularmente ocupadas pos-
suem iluminação natural acima de
500 LUX, aumentando assim o con-
forto dos ocupantes e o contato com
o ambiente externo. A construção da
Fábrica também teve a implementa-
ção do IAQ (Indoor Air Quality), redu-
zindo problemas de qualidade do ar
resultantes da construção e, propor-
cionando assim um maior conforto
para os funcionários da obra.
Inovação e Processos
Na categoria Inovação a Portaria/
Vestiário ganhou 5 dos 6 pontos pos-
síveis, atingindo Performance Exem-
plar em: 100% de utilização de água
não potável para descarga de vasos
e mictórios; Redução do consumo
geral de energia em 52%; Utilização
de energia verde em 75%. Além dis-
so, a obra possuiu acompanhamento
por um profissional LEED AP, imple-
mentação de um programa educativo
(Green Building Education Program)
para visitantes e funcionários. Já para
a Fábrica, esta categoria conquistou
todos os pontos possíveis, também
atingindo performance exemplar,
como por exemplo, a maximização
de espaços abertos em 60.73%, a uti-
lização de 100% de água não potável
para descarga de vasos e mictórios e
redução do consumo geral de Água
em 90%. Além disso, a obra possui
acompanhamento por um profissio-
nal LEED AP, implementação de um
programa educativo (Green building
Education Program) para visitantes
e funcionários e redução do nível de
mercúrio das lâmpadas, crédito ori-
ginado da categoria LEED EB:O&M.
Créditos de Prioridade Regional
A Coca Cola FEMSA possui os se-
guintes créditos de prioridade re-
gional: Dimensões do usa da água
para paisagismo Eficiente; Reuso
da água não potável na descarga de
vasos e mictórios; Redução geral do
consumo de água; Otimização da
performance de energia; Medição e
Verificação; Implementação de co-
missionamento da obra.
Obra:
Coca-Cola FEMSA Maringá
Cliente:
SPAIPA S/A
Localização:
Maringá – PR
Área construída:
33.390 m2
Projeto (data):
2008-2010
Conclusão da obra:
2012
Certificação:
LEED NC Gold: 11/09/2013
LEED NC Silver: 9/05/2014
Sistema e Nível da Certificação:
LEED NC 2009 Ouro para o edifício
Portaria/Vestiário e LEED NC 2009
Prata para a Fábrica
Arquitetura:
Bopp Arquitetura
Construção:
Plaenge Industrial
Consultoria LEED:
Petinelli
Comissionamento:
Outsource
Estrutura de Concreto e Metálica:
Engserj
Estrutura de Concreto Pré Moldado:
Precon / Premo
Automação e Sonorização:
MHA
Elétrica, Acústica e Alarme:
MHA
Hidráulica, Prev. e Comb. a Incêndio:
STE Engenharia
Ar Condicionado:
Conset Engenharia de Projetos
Luminotécnica:
Arquitetura e Luz
Imagens:DivulgaçãoCocaCola
revistagbcbrasil.com.br 173jul/15
anuário GBC 2015
Soluções de Revestimentos para
Superfícies Frias
A Arkema oferece resinas acrílicas elastoméricas (Encor® Flex) e fluoradas (Kynar ® Aquatec) para a
formulação de tintas de alta refletância e durabilidade com baixo nível de VOC, contribuindo para a
redução do consumo energético.
A n t e s
D e p o i s
M e m b r o d o
C o n s ó r c i o B r a s i l e i r o
d e S u p e r f í c i e s F r i a s
Arkema Química LTDA
Av. Ibirapuera 2033, 4º Andar – Moema
04029-901 – São Paulo - SP
Fone: (11)2148-8554
www.arkemacoatingresins.com
www.kynaraquatec.com
As soluções de revestimento da Arkema para
superfícies frias promovem:
•revestimento de alta refletância
•menor consumo energético
•maior durabilidade na superfície
•maior resistência à sujeira
•maior resistência à intemperes
•menor formação de biofilmes
R e d u ç ã o e m
2 5 % n o c o n s u m o
d e e l e t r i c i d a d e
174 jul/15 rev/gbc/br
anuário GBC 2015
O novo Centro Tecnológico de Campinas – CTC
- do Santander é um complexo de 85 mil metros
quadrados de área construída, localizado no distri-
to Barão Geraldo, centro tecnológico de Campinas,
São Paulo. É composto por 2 data centers, um pré-
dio administrativo (NOC – Núcleo Operacional de
Controle) e outro de manutenção, que concentram
todo o processamento e armazenamento de dados
do Banco Santander no Brasil. Suas instalações
têm capacidade de armazenar mais de 5 Petabytes
e monitorar cerca de 210 milhões de transações di-
árias, sendo o único no país a obter a certificação
Tier IV, a mais alta para definir condições de segu-
rança de data centers. 	
Com a construção dentro de critérios sustentá-
veis, o complexo conquistou a certificação LEED
em 2014, com dois selos Gold e um Silver. A fim
de reduzir os impactos ambientais na construção
e operação, os prédios do Data Center buscaram
a certificação LEED NC 2009 nível Gold, enquanto
que o NOC (Núcleo de Operações Centrais) alcan-
çou o nível Silver no mesmo referencial.
Para os Data Centers, a taxa de virtualização de
65,6% (10% superior ao praticado atualmente no
mercado), em conjunto com a seleção de equipa-
mentos de informática modernos, propiciou uma
redução do consumo de energia no sistema de TI
de 37,45%. A instalação de sistemas de condicio-
namento e iluminação eficientes também colabo-
rou para que cada prédio obtivesse um custo anual
de energia 34% inferior ao esperado para essa tipo-
logia de empreendimento.
Para minimizar o impacto do projeto nas mudan-
ças climáticas, 26 mil árvores nativas foram plantas
no terreno, promovendo a biodiversidade local e a
recuperação do solo, uma vez que o terreno era
anteriormente ocupado por pasto e eucaliptos. O
complexo contempla, ainda, um sistema integrado
de aproveitamento de águas pluviais, que abas-
tece os sanitários de todos os prédios, além do
sistema de irrigação automatizado do paisagismo
existente ao redor do NOC. Todas as demais áre-
as vegetadas foram concebidas com espécies que
não requerem irrigação regular, se o regime pluvio-
métrico seguir as condições normais da região de
Campinas. Além disso, uma ciclovia no interior do
terreno permite que os funcionários circulem entre
os prédios de forma rápida e com baixo impacto
ambiental. Além disso, um bicicletário central na
entrada do empreendimento é disponibilizado a to-
dos os usuários, juntamente com infraestrutura de
vestiários e chuveiros.
Espaço Sustentável:
O terreno em que fora construído era anteriormen-
te ocupado por uma área de pastagem e teve sua
biodiversidade significativamente ampliada pela
plantação de 26 mil árvores. Cerca de 57% das
áreas pavimentadas do complexo são compostas
por pisos claros, como brita, concreto e bloco inter-
travado, reduzindo os efeitos de ilha de calor. Essa
mesma problemática foi minimizada com a adoção
de pintura branca na cobertura dos edifícios. A fim
de diminuir as emissões de gases efeito estufa
pelo uso de transporte, o Santander desenvolveu
um plano de transporte privado, oferecido gratuita-
CTC SANTANDER
“A boa arquitetura é concebi-
da e desenvolvida e realizada
a partir do diálogo e colabora-
ção constante entre o cliente,
o arquiteto, os técnicos e o
construtor.”
Roberto Loeb e Luis Capote, Sócios Dire-
tores da LoebCapote
revistagbcbrasil.com.br 175jul/15
anuário GBC 2015
GOLD&SILVER
LEED NC
2DATACENTERSNUCLEOOPERARIONAL
Obra:
Novo Data Center Santander Brasil
Cliente:
Santander Brasil
Localização:
Avenida Josepp Máximo Scorfaro,
Gleba 75, Campinas - SP
Área do terreno:
700.000 m²
Área construída:
85.000 m²
Projeto (data):
2009
Conclusão da obra:
2013
Certificação:
25/06/2014 (NOC 1), 18/07/2014 (CTC
2) e 21/072014 (CTC 3)
Sistema e Nível da Certificação:
LEED NC – Silver (NOC 1) e Gold (CTC
2 e 3)
Arquitetura:
LoebCapote Arquitetura e Urbanismo
Construção:
Acciona Engenharia
Consultoria LEED:
CTE
Gerenciamento:
Typsa/Engecorps
Estrutura de Concreto:
Core Arquitetos Associados
Estrutura Metálica:
Carlos Freire
Estrutura/ Iluminação /Automação /
Ar Condicionado / Elétrica/ Hidráulica:
MHA
Luminotécnica:
Franco e Fortes
Paisagismo:
André Paoliello Paisagistas
Impermeabilização:
PROASSP
Terraplenagem:
Infra Estrutura Engenharia
Caixilhos:
Mário Newton Leme Consultoria
Imagens©LeonardoFinotti
175jul/15
anuário GBC 2015
176 jul/15 rev/gbc/br
anuário GBC 2015
mente para os funcionários do CTC. Composto por
micro-ônibus, o sistema de transporte leva os usu-
ários do complexo para os Terminais Rodoviários
de Campinas e da Barra Funda/SP, e vice-versa.
Além disso, o empreendimento conta com vagas
para bicicletas, ciclovias e vagas preferenciais para
veículos com baixa emissão e baixo consumo.
Eficiência no uso de água:
Um terraço agrícola foi construído para captar a
água de escoamento de todo o empreendimento,
potencializando a infiltração e retendo o volume adi-
cional ocasionado pelo aumento da impermeabilida-
de do terreno. Este sistema foi construído utilizando
valas e bacias permeáveis que permitem, também,
a retenção dos sólidos suspensos carreados pela
chuva.
A água pluvial coletada na cobertura dos Data Cen-
ters e NOC é direcionada para os reservatórios de
água não potável e aproveitada para abastecimento
das bacias, mictórios e irrigação, após passar pelo
sistema de filtragem. Cada Data Center possui um
conjunto de reservatórios que somam uma capaci-
dade de 300 m³. A água que extravasa do sistema
é bombeada para o reservatório central, que pos-
suir 20m³ de capacidade de armazenamento de
água não potável, abastecendo o NOC, o sistema
de irrigação e os prédios de apoio (manutenção,
bicicletário e portarias). A água coletada no NOC é
direcionada diretamente para o reservatório central.
Dispositivos economizadores foram instalados em
todo o empreendimento, incluindo bacias com du-
plo acionamento, mictórios com vazão de 0,7 l/acio-
namento, torneiras com fechamento hidromecânico
e vazão de 6l/min., chuveiros com vazão de 8,5l/
min., e torneiras de copa com vazão de 16,5l/min.
Energia e Atmosfera:
A eficiência energética nos Data Centers – DCs do
Santander é resultado da seleção cautelosa dos
equipamentos de TI, sistema de ar condicionado
e luminotécnica. A taxa de virtualização de 65,6%
- aproximadamente 10% superior ao praticado
no mercado atual -, juntamente com a seleção
de equipamentos de informática modernos, pro-
piciaram uma redução do consumo de energia
no sistema de TI de 37,45%. O uso de lâmpadas
fluorescentes pendentes e sensores de presença
nas salas com servidores contribuíram de forma
expressiva para que o desempenho do sistema de
luminotécnica nos DCs fosse 7% melhor se com-
parado ao proposto pela ASHRAE 90.1- 2007. Para
atender a todos os ambientes dos Data Centers,
duas centrais de água gelada no térreo podem
operar tanto em conjunto, como separadamente,
com 12 chillers de condensação a ar de 280TR por
Data Center. Para suprir a demanda de ar externo/
pressurização dos ambientes, foi instalado um sis-
tema de água gelada independente, com 01 Chiller
com condensação a ar de 85 TR e recuperador de
calor. Este sistema alimenta os climatizadores do
tipo fancoil, compostos por três serpentinas, sendo
a primeira e a segunda serpentina para resfriamen-
to e desumidificação, e a terceira serpentina de
reaquecimento, alimentada pela água quente do
sistema de Recuperação de Calor do Chiller. Desta
forma, não se gasta com energia de reaquecimen-
to. Ainda, para as salas de data center, foi instala-
do o sistema Free Cooling que permite a captação
de 100% de ar externo, quando a entalpia deste for
mais baixa que a do ar de retorno.
A adoção conjunta dessas estratégias é respon-
sável por garantir um custo anual de energia 34%
inferior ao esperado para empreendimentos com
essa tipologia. Já para o NOC, o ar condicionado
é composto por um sistema de água gelada que
contempla 3 chillers elétricos de 80TRs com com-
pressor de mancal magnético, e ciclo economiza-
dor para a sala de Command Center. Esses equi-
pamentos, em conjunto, foram os responsáveis
por toda a eficiência energética do prédio, a qual
atingiu a marca de 13,2%.
Materiais e Recursos:
O empreendimento conta com um depósito central
de resíduos localizado no edifício de manutenção.
Esta central contempla depósitos exclusivos para:
resíduos de obra; material perigoso; metal; plás-
tico; madeira; papel; lâmpadas e vidro; e orgâni-
cos. A área total de armazenamento de resíduos
da central é de 154,5m². Além disso, cada prédio
possui um depósito de resíduo recicláveis e não re-
cicláveis para armazenamento temporário. Em to-
dos os ambientes, há um sistema de comunicação
visual para orientar os usuários no correto descarte
dos resíduos. Durante a obra, a construtora elabo-
rou e implantou um Plano de Gestão de resíduos, a
fim de garantir a reciclagem do material gerado na
construção. As estratégias executadas consegui-
ram desviar de aterros sanitários, 92,3% dos resí-
duos gerados na obra, superando as expectativas
inicialmente estabelecidas.
O projeto utilizou produtos com extração, proces-
samento e manufatura regionais e com conteúdo
reciclado. Em relação ao conteúdo regional, todas
as torres do empreendimento atingiram a marca
de 75% do valor total de materiais incorporados na
obra. A estrutura em concreto e aço foram os prin-
cipais responsáveis para este resultado. Sobre o
conteúdo reciclado, o prédio do NOC totalizou um
montante de 20,25% do custo de materiais, enquan-
to que os DCs obtiveram um resultado de 22,7%. A
diferença de percentuais está no maior uso de vidro
com baixo conteúdo reciclado para o NOC.
Qualidade ambiental interna:
O projeto de climatização se preocupou em garan-
tir um acréscimo de 30% nas taxas de ventilação
para todos os ambientes ocupados, com base
nas vazões exigidas pela ASHRAE 62.1-2007. Para
garantir um ambiente de trabalho salubre, não é
permito o fumo em nenhum ambiente interno e ma-
teriais com baixa emissão de compostos orgânicos
voláteis foram selecionados sempre que possível
no empreendimento.
revistagbcbrasil.com.br 177jul/15
anuário GBC 2015
Há 27 anos, a DW Engenharia conso-
lidou-se como sinônimo de compe-
tência técnica. Foco no cliente, busca
permanente pela inovação, compe-
titividade global e solidez financeira
são os fundamentos da bem sucedida
história da empresa. Um histórico de
resultados e de compromisso com a
qualidade em projetos de engenha-
ria. DW Engenharia. Pronta para ven-
cer os desafios do futuro.
DW Engenharia.
Presente nos
principais projetos
sustentáveis do
Brasil
Av. Emb. Abelardo Bueno, 1340 / Gr. 603 - Rio de Janeiro, RJ - 22775-040
Tel: (21) 2439-3994 / Fax: (21) 2439-3957 / Skype dwenge12
www.dwengenharia.com.br
Soluções Integradas em Ar Condicionado,
Ventilação Mecânica, Automação Predial,
Geração e Conservação de Energia
ESTÁDIO DO MARACANÃ, RJ - 3.020 TR
TORRE OSCAR NIEMEYER - FGV, RJ - 1.680 TR
HOSPITAL UNIMED BARRA, RJ - 1.000 TR
BARTOLOMEU MITRE OFFICES, RJ - 300 TR
BIBLIOTECA PÚBLICA DO RJ, RJ - 587 TR
AMÉRICAS MEDICAL CITY, RJ - 3.110 TR
Hospital Samaritano e Hospital Vitória
©RenanBacellar
178 jul/15 rev/gbc/br
anuário GBC 2015
O Parque Ana Costa é o primeiro empreendimento da cidade de Santos a
receber a certificação LEED. Com o intuito de reduzir o impacto ambiental e
aumentar a qualidade de vida dos usuários o projeto teve toda a preocupação
desde sua concepção, bota fora da obra, aquisição de materiais e recursos,
até a entrega do projeto que conta com eficiência e conforto.
São duas torres independentes de 22 pavimentos com andares flexíveis de
827,60m², destacam-se como diferenciais o bicicletário com vestiários feminino
e masculino, depósito seletivo de lixo, refeitório, vestiários exclusivos para funcio-
nários e sala de segurança. O empreendimento tem as características de edifícios
AAA como o pé direito livre de 2,70 m, sistema de segurança central de gerencia-
mento predial, o Heliponto com capacidade para 4,5 toneladas e onze elevadores
inteligentes dotados por sistema de antecipação de destino de chamada.
Todos os diferenciais projetados ao longo do tempo foram compensados,
quando empresas como Maersk, Modec e CMA CGM, integrados com essa
consciência e conceito de sustentabilidade bem como entendendo essa rela-
ção custo x beneficio passaram a fazer parte do quadro de ocupantes.
Unindo o melhor na tradição imobiliária a soluções eficientes, desde sua fun-
dação em 2005, a SDI sempre teve foco no longo prazo, com a questão fren-
te os projetos que desenvolve. “Esta é uma premissa no mercado imobiliário
mundial e que está em voga no Brasil. Somos um dos países que mais está
adotando a certificação, mas ainda há muito no que se evoluir em auto gera-
ção de energia e controle de resíduos. Além dos benefícios sociais e ambien-
tes, a certificação LEED gera economia na operação do empreendimento com
o uso mais inteligente. Empreendimentos que decidem sair na frente e buscar
a sustentabilidade, excelência ambiental e atendimento a normas e legislações
vigentes em suas edificações, estão de certa forma entrando em um novo gru-
po que surge no mercado brasileiro, uma vez que muitas empresas e seus
funcionários exigem a certificação como prerrogativa para serem inquilinos”,
explica André de Abreu Pereira, Diretor da SDI.
A partir deste ponto, os empreendimentos que agora estão adotando estes
novos métodos de construção sustentável, melhor aproveitamento e utiliza-
ção de suas edificações estão auxiliando na conscientização não somente do
mercado, mas também do poder público, trazendo estímulo ao fomento da
construção sustentável no Brasil.
A SDI possui três projetos certificados e dois pré-certificados. O primeiro a ser
certificado foi o Edifício Faria Lima 4440 com o LEED Gold em 2008. A partir
daí a SDI executou os projetos FL Corporate, também certificado no nível Gold,
o Glória 122 e o Atlas Office Park, empreendimentos pré-certificados, além do
Parque Ana Costa que conquistou o selo no nível Silver em 2014.
PARQUE
SILVER
LEED CS
PARQUE ANA COSTA
Imagem: Divulgação SDI
revistagbcbrasil.com.br 179jul/15
anuário GBC 2015
Espaço Sustentável
Desde a escolha do terreno, que des-
ta maneira permitiu ao usuário ter nas
proximidades uma gama de oferta
dos mais variados estabelecimentos
comerciais e de serviços tais como:
bancos, restaurantes, shoppings, ho-
téis, farmácias, escolas entre outros.
Além disso, o edifício possui bicicletá-
rio com vestiário exclusivo para incen-
tivar o uso deste meio de transporte.
O intuito é que os usuários não preci-
sem utilizar veículos automotores para
itens do dia-a-dia reduzindo assim o
impacto frente a emissão de gases.
Eficiência no uso de água
As medidas adotadas para redução
no consumo de água são: torneiras
dos conjuntos e áreas comuns de
acionamento automático temporiza-
do, liberando apenas a quantidade
necessária. Estão sendo analisadas
alternativas de reuso para captação
da torre A. Existem temporizadores e
timers na irrigação de todo o jardim.
Quando chove, os timers são desli-
gados. Com a adoção destas estra-
tégias o edifício gera uma economia
de 70% no consumo de água.
Energia e Atmosfera
Para reduzir o consumo de energia
no empreendimento foram adotadas
medidas como: Sistema de ar condi-
cionado VRF (Fluxo Refrigerante Va-
riável); Vidros termo acústicos para
redução de consumo de energia; Pin-
tura refletiva no heliponto para menor
absorção de radiação solar na laje de
cobertura; Sistema por chamada an-
tecipada dos elevadores e toda a au-
tomação dos mesmos (estes equipa-
mentos são desligados parcialmente
aos finais de semana, só é mantido
um elevador em cada torre além do
elevador de serviço); Lâmpadas das
áreas comuns sendo gradativamente
substituídas por LEDs, visando maior
vida útil e economia. Além disso,
as garagens possuem sistema de
exaustão por ventilação natural e to-
dos os ambientes de área privativa
tem iluminação natural.
Materiais e Recursos
Na construção do edifício foram utiliza-
dos materiais certificados, como cerâ-
micas e madeiras de reflorestamento,
tintas com baixo teor de VOC. A se-
paração de resíduos de materiais da
obra foi feito através de coleta seletiva
e o descarte foi feito por empresa ha-
bilitada para tal operação, destinando
todos os materiais a aterros sanitários
que fazem o processamento de coleta
seletiva. Foram utilizados, de preferên-
cia, fornecedores próximos à região
para incentivar o desenvolvimento de
cidades e bairros do entorno e visan-
do economia com frete e reduzindo a
alta emissão de CO2. Isto foi premissa
do projeto e fez parte das considera-
ções para a certificação.
Qualidade ambiental interna
Durante a execução do empreendi-
mento foi usado controle de troca
de ar em ambientes confinados e
geração de poeira na obra, medida e
monitorada periodicamente por em-
presa de consultoria especializada no
assunto. Para o produto final foram
considerados filtros nas tomadas de
ar do sistema de ar condicionado. O
sistema de ar condicionado é auto-
matizado com controle de temperatu-
ra setorizado, o que permite regular a
temperatura interna de maneira mais
precisa de acordo com as necessi-
dades dos diversos setores em cada
pavimento do edifício, além de utilizar
gás refrigerante ecológico.
Inovação e Processos
Com intuito de se atualizar quanto às
práticas construtivas e de sustentabi-
lidade, os responsáveis pelo grupo
participam de feiras internacionais e
estão atentos a novas publicações
do mercado.
“A SDI é uma empresa privada brasileira de gestão e desenvolvimento
imobiliário com foco permanente em seus clientes e acionistas. Busca
por qualidade no desenvolvimento dos seus produtos reduzindo sem-
pre que possíveis emissões de carbono em suas obras e menor impacto
ambiental desde a demolição até a operação do empreendimento.”
André de Abreu Pereira, Diretor da SDI
ANA COSTA
Obra:
Parque Ana Costa
Cliente:
SDI Desenvolvimento Imobiliário
Localização:
Av. Ana Costa, 433, Santos - SP
Área do terreno:
2.800 m²
Área construída locável:
17.996,69 m²
Certificação:
18/07/2014
Sistema e Nível da Certificação:
LEED CS Silver
Arquitetura:
Cláudio Abdala
Construção:
BKO
Consultoria LEED:
CTE
Comissionamento:
CTE
Simulação Energética:
Temon Técnica de Montagens e
Construções LTDA
180 jul/15 rev/gbc/br
anuário GBC 2015
Distante 53 km do centro de São Paulo e 45 km
do Rodoanel Mário Covas, o condomínio Prologis
CCP Jundiaí foi planejado com foco no potencial
de oportunidades do mercado brasileiro. Hoje, é
uma das mais modernas alternativas do setor, ca-
racterizada pelo alto padrão construtivo, funciona-
lidade, flexibilidade e perfil alinhado a referências
internacionais de qualidade.
Desenvolvido pela Prologis CCP, o empreendimen-
to teve a sua primeira fase entregue em 2012 e,
agora, caminha para a conclusão da segunda eta-
pa, quando terá uma área construída total de 155
mil m², dentro de um terreno de 354 mil m².
Inaugurados na primeira fase, os blocos 100 e 200
do Prologis CCP Jundiaí reforçam a lista de cons-
truções certificadas na empresa: receberam o selo
no nível Silver em setembro de 2014. Além dos di-
ferenciais técnicos que colocam a Prologis CCP em
patamares superiores à concorrência, esse condo-
mínio chama a atenção por uma série de investi-
mentos direcionados à sustentabilidade, tanto na
fase de projeto como na construção, manutenção
e gestão da propriedade.
PROLOGIS
CCP
JUNDIAÍ
SILVER
LEED CS
BLOCOS100
E200
revistagbcbrasil.com.br 181jul/15
anuário GBC 2015
Espaço Sustentável
Os profissionais que trabalham no condomínio são
incentivados a usar bicicleta como meio de locomo-
ção, por isso o empreendimento conta com vagas es-
pecíficas para bicicletas e vestiários com chuveiros.
No estacionamento para carros é possível encontrar
espaços demarcados especialmente para os chama-
dos veículos eficientes, que poluem menos.
Energia e Atmosfera
O controle e a redução do consumo de energia elé-
trica, por exemplo, são algumas das prioridades.
O empreendimento conta com a instalação de um
sistema de automação da iluminação interna dos
galpões, o que maximiza o aproveitamento da luz
natural e diminui a necessidade de iluminação arti-
ficial, resultando em economia de energia elétrica.
De modo geral, o esforço realizado pelo centro lo-
gístico tem atingido, na prática, redução de 25% no
consumo de energia. É um ganho para a natureza
e também para quem opera no local.
Materiais e Recursos
Para restringir o nível de poluentes presentes no ar,
devido aos materiais de acabamento usados no in-
terior dos edifícios, o gerenciamento da obra prio-
rizou a utilização de itens com baixo teor de COV,
compostos orgânicos voláteis.
Como forma de inibir os efeitos das chamadas ilhas
de calor, o projeto foi desenvolvido com materiais
com alto índice de refletância na pavimentação. A
busca pelo menor impacto ambiental possível nor-
teou, inclusive, a implantação do canteiro de obras.
A exemplo de outros empreendimentos da com-
panhia, o Prologis CCP Jundiaí dedicou e dedica
atenção especial a iniciativas que aliviem o número
de viagens necessárias ao transporte. Entre essas
iniciativas está o uso de materiais com conteúdo
reciclável e provenientes de locais próximos ao em-
preendimento.
Quando o assunto é encaminhamento de resídu-
os a aterros sanitários, considerado um problema
grave no Brasil, o Prologis CCP Jundiaí responde
com uma queda de 99% no volume de destinação
de descartes. No quesito renovação de ar externo,
há um aumento de 30% nos ambientes permanen-
temente ocupados, conjugando sustentabilidade
com qualidade de vida no trabalho.
Obra:
Prologis CCP Jundiaí
Cliente:
Prologis CCP
Local:
Rodovia Vice Prefeito Hermenegildo
Tonolli, 2000 – Jundiaí/ SP
Certificação:
05/09/2014
Sistema e Nível da Certificação:
LEED Core&Shell Silver
Arquitetura:
Athié Wohnrath
Construtora:
Libercon Engenharia
Consultoria LEED:
OTEC
Comissionamento:
Outsource
Simulação energética:
OTEC
Hidráulica e Elétrica:
Ramoska Castellani
Ar condicionado:
TR Thermica
Paisagismo:
EKF
Imagem:DivulgaçãoPrologis
182 jul/15 rev/gbc/br
anuário GBC 2015
CORPORATE
EXECUTIVE
OFFICES
Um edifício inteligente, de alto padrão, completo
e localizado numa das regiões mais valorizadas e
importantes do Rio de Janeiro. Assim pode ser defi-
nido o CEO – Corporate Executive Offices, empreen-
dimento desenvolvido pela CCP e entregue em 2013
no bairro da Barra da Tijuca, zona oeste carioca.
Ocupando terreno com mais de 26 mil m², o CEO
apresenta uma organização estética contemporâ-
nea combinada à localização privilegiada da Barra,
garantindo atração de todos os olhares para as
torres. Com área privativa total superior a 70 mil
m², o complexo é formado por quatro torres, todas
certificadas em 2014 com o selo LEED Silver na ca-
tegoria Core & Shell.
Assinado pelos escritórios S&W Arquitetos Asso-
ciados e STA Arquitetura, o CEO apresenta uma
linguagem contemporânea, atribuindo imponência e
visibilidade às torres corporativas. Em síntese, é um
empreendimento que não fica a dever em nada para
os edifícios comerciais mais sofisticados do mundo,
reunindo num único espaço beleza, tecnologia, fun-
cionalidade, inteligência e práticas sustentáveis.
Toda essa infraestrutura está presente em lajes
com área locável de 1.588m² e 1.594m² por an-
dar. Os vãos livres de até 15 metros facilitam a
circulação e otimizam espaços. Do lado de fora,
o conceito paisagístico do CEO resulta de proje-
to de uma das mais conceituadas empresas dos
Estados Unidos, a EDSA (Edward D. Stone Jr. And
Associates), em parceria com o escritório brasileiro
Benedito Abbud. O objetivo é um só: conjugar a
natureza do local com a imponência arquitetônica
das fachadas.
CEO
Imagens:DivulgaçãoCCP
revistagbcbrasil.com.br 183jul/15
anuário GBC 2015
Espaço Sustentável
Primeiro empreendimento de padrão Triple A na
região, oferece uma série de diferencias e facilida-
des, como lojas preparadas inclusive para receber
restaurantes, Business Center com salas de reu-
nião, três auditórios que podem atender o volume
de 300 pessoas, bicicletário com 98 vagas, heli-
ponto com sky lobby e serviço de Concierge.
Eficiência no uso de água
Em termos de responsabilidade socioambiental,
o CEO tem como um dos diferenciais o reuso de
água proveniente de três fontes: água pluvial, água
de condensação do ar condicionado das torres e
água de lavatórios. Somam-se a esta iniciativa os
tratamentos de esgoto e de coleta seletiva, além
da existência de sala de lixo e tanque de lavagem
nos andares. Além disso, o paisagismo aproveita
a amplitude do complexo valorizando-o com áreas
verdes, que combinam múltiplas espécies de plan-
tas. Outro importante elemento do projeto é a água,
presente em espelhos e fontes.
Energia e Atmosfera
Para viabilizar economia de energia, o sistema elé-
trico que serve o complexo está equipado com uma
entrada de média tensão para as áreas comuns e
outra, de baixa tensão, para atender as áreas dos
escritórios. O empreendimento conta ainda com
grupos geradores para a área comum, capacita-
dos a desempenhar funções específicas em casos
de emergência. As torres corporativas, compostas,
cada uma, por 11 pavimentos, também são aten-
didas por elevadores de última geração. Trata-se
de equipamentos com sistema de antecipação e
chamadas, monitoramento e controle de tráfego.
Tanto o projeto elétrico quanto o projeto de incêndio
foram desenvolvidos de acordo com normas ame-
ricanas, mesma regra aplicada ao ar condicionado,
aparelhado com sistema de água de condensação
apto a suportar métodos diversos, conforme a pre-
ferência do usuário, incluindo cargas de 24 horas.
Além dessas medidas, os estacionamentos sub-
terrâneos contam com iluminação controlada por
sensores de movimento, evitando desperdício, re-
duzindo o consumo de energia e atendendo o con-
ceito de eficiência energética.
Qualidade ambiental interna
Praxe nos empreendimentos desenvolvidos pela
CCP, o CEO exibe fachadas revestidas com vidro
laminado e reflexivo, recurso construtivo que reduz
a entrada de calor no ambiente, agrega conforto
térmico e economiza a energia empregada no ar
condicionado. Além disso, a injeção de ar externo
nos ambientes está subordinada a monitoramen-
to específico. Nos estacionamentos subterrâneos,
por exemplo, há controle de circulação de monóxi-
do de carbono para ajuste da vazão de ar confor-
me o fluxo de veículos.
Inovação e Processos
Eficiência, aliás, é um substantivo que traduz bem
o caráter deste edifício. Sua infraestrutura abriga os
mais modernos recursos de telecomunicações. As
torres estão preparadas para receber suprimento
das redes de concessionárias locais, incluindo ca-
beamento e espaços exclusivos para usuários de
fibra óptica. O projeto contempla uma rede interna
com pontos de telefonia e dados, interconectada
com as redes de concessionárias, o que permi-
te disponibilizar serviços de última geração para
transmissão de voz, dados e imagem.
Obra:
CEO (Corporate Executives Offices)
Cliente:
Cyrela Commercial Properties
Localização:
Av. João Cabral de Mello Neto, 850,
Barra da Tijuca – Rio de Janeiro / RJ
Área do terreno:
26.774,20 m2
Área construída:
150.394,13 m2
Certificação:
24/11/2014
Sistema e Nível da Certificação:
LEED CS nível Silver
Arquitetura:
S&W Arquietos Associados /STA
Arquitetura
Construção:
RJZ Cyrela
Consultoria LEED:
ENE Consultores
Projeto de Estrutura:
Navarro Adler Projetos Estruturais
Consultoria em Fundações:
Consultrix
Projeto Instal. e Automação Predial:
AQ Projetos de Instalações
Consultoria de Instalações:
WRS Consultoria
Ar Condicionado:
Integrar Climatização
Consultoria Esquadria e Vidros:
Mario Newton Leme Consultoria
Paisagismo:
EDSA
SILVER
LEEDCS
184 jul/15 rev/gbc/br
anuário GBC 2015
Somando completa infraestrutura,
flexibilidade, segurança e inovação,
alinhados às práticas sustentáveis,
o empreendimento Ecopark foi o
primeiro condomínio logístico a con-
quistar o certificado LEED Gold no
Paraná, com o edifício Galpão. Já
o edifício Portaria e Administração
e o edifício Vestiários e Refeitório,
conquistaram o certificado LEED
SIlver. Trata-se de um dos condomí-
nios mais avançados no que tange
a construção sustentável no Brasil.
Projetado para atender empresas de
logística e indústrias leves, o Ecopark
possui galpões inteligentes e flexíveis
e está localizado em um terreno de
mais de 375 mil metros quadrados
na Cidade Industrial de Curitiba, com
uma área construída de 144.041 me-
tros quadrados.
Lançado pela Essex em parceria
com a HSL, o Ecopark foi construído
em local estratégico e privilegiado,
na principal rota de abastecimento
das regiões Sul e Sudeste do país,
entre os portos de Paranaguá e Itajaí,
além de estar a poucos quilômetros
do Aeroporto Internacional Afonso
Pena com fácil acesso ao Centro
de Curitiba. O empreendimento se
destaca pelo alto desempenho atin-
gido quanto aos critérios de susten-
tabilidade, que garantiram redução
de 48% de redução do consumo de
energia total e 70% no consumo de
água, índices que correspondem à
R$ 1.7 milhão economizados anual-
mente, resultados estes que tiveram
a participação fundamental da con-
sultoria de sustentabilidade Petinelli.
ECO
PARK
GOLD&SILVER
LEED CS
GALPÃOPORTARIA+ADMINISTRAÇÃO
EVESTIÁRIO+REFEITÓRIO
CENTRO
LOGÍSTICO
Obra:
Ecopark
Cliente/Proprietário:
REC SUL S.A
Local:
Curitiba - PR
Área construída:
144.041 m²
Área do terreno:
375.025 m²
Certificação:
01/12/2014
Sistema e Nível da Certificação:
LEED CS - nível Gold (Galpão); nível
Silver (Portaria e Vestiário)
Arquitetura:
Dell'agnese Arquitetos Associados
Construtora:
JCP Engenharia e Construção Ltda
Consultoria LEED:
Petinelli
Agente Comissionador e Simulação:
Petinelli
revistagbcbrasil.com.br 185jul/15
anuário GBC 2015
Espaço Sustentável
Através de um sistema integrado de
gestão de águas pluviais, é possível
minimizar os impactos da construção
em seu entorno. O sistema permite
reduzir a quantidade de enxurradas,
protege os leitos dos riachos que
cruzam o terreno além de reabaste-
cer os lençóis freáticos. Foram cria-
dos bicicletário, vestiários e vagas
preferenciais para carros eficientes e
de baixa emissão, o que incentiva o
uso de meio de transportes alterna-
tivos pelos usuários do condomínio,
contribuindo assim com a redução
do impacto ao meio ambiente.
Eficiência no uso de água
As medidas aplicadas para garantir
a redução no consumo de água po-
tável tiveram resultados excelentes na
construção do Ecopark. Através da
utilização de metais e louças eficien-
tes, o empreendimento conseguiu
atingir uma economia muito significa-
tiva no consumo de água, 41,5% de
redução no Galpão, 37,1% para Vesti-
ários e Refeitórios e 39,9% de redução
para Portaria. Agregando estas me-
didas ao reaproveitamento de água
da chuva nas descargas dos vasos e
mictórios esta economia se eleva para
94%, 49,9% e 91,4% respectivamente
em cada edifício. No total são 2.500
m³ economizados anualmente, o que
equivale a R$21.500.
Energia e Atmosfera
Quantos aos pontos relacionados à
eficiência energética, os resultados
atingidos foram excepcionais. No
empreendimento, 75,5% dos am-
bientes são iluminados naturalmente,
reduzindo a dependência de ilumi-
nação artificial, além dos custos de
operações.
Para o edifício Galpão, foi possível
atingir uma economia de energia total
anual de 46,7%, o que corresponde
a R$ 1,1 milhões. Grande parte deste
resultado se deve a redução do con-
sumo adquirido através do sistema
de iluminação, o equivalente a 64,9%
do total economizado.
Os edifícios Portaria e Administração
teve um consumo de energia 34%
menor do que o normal. Deste índice,
49,9% de redução é responsável pelo
sistema de iluminação, que é contro-
lado através de sensores de presença
em todos os ambientes, e redução de
17,4%, resultado obtido através da
implantação do sistema de ar condi-
cionado tipo VRF, que possui controle
individual de temperatura por ambien-
te e automoção para desligamento
automático durante as horas não
ocupadas. A adoção destas medidas
garantiu uma economia total anual de
34%, o equivalente a R$33.000,00.
Para os edifícios Vestiários e Refeitó-
rio, a redução total no consumo de
energia foi de 33,2%, equivalente a
uma economia anual de R$ 77.000.
Estes resultados se devem ao siste-
ma de aquecimento de água para ba-
nhos, com redução de 36,4% e con-
trole de iluminação feito por sensores
de presença em todos os ambientes,
com 43,5% de redução.
Materiais e Recursos
A arquitetura do empreendimento
contribuiu para a correta especifica-
ção de materiais com conteúdo reci-
clado e regionais, itens que alcança-
ram resultados expressivos. Durante a
construção do Ecopark, 73% dos resí-
duos foram reciclados ou reutilizados.
Isso significa que 412 m³ de resíduos
ganharam um novo uso e deixaram de
ser destinados a aterros. Além disso,
67,4% de todos os materiais utiliza-
dos para a construção do empreen-
dimento são regionais, ou seja, foram
extraídos e fabricados dentro de um
raio de 800 km, ação que minimiza a
quantidade de emissões atmosféricas
geradas no transporte.
Qualidade ambiental interna
Para garantir maior conforto am-
biental para os usuários, os edifícios
Galpão, Vestiários e refeitório foram
totalmente projetados para receber
ventilação natural, além de contar
com controle de qualidade do ar in-
terior durante a obra, as empresas
responsáveis pela arquitetura e cons-
trução mantiveram o controle de ade-
sivos e selantes aplicados, matérias
de baixa emissão de compostos or-
gânicos voláteis. Também foram pro-
jetados e instalados para os Edifícios
Portaria e Administração, sistema de
ar condicionado VRF que utiliza gás
ecológico, com controle individual de
temperatura por ambiente que permi-
te um maior conforto aos usuários.
Inovação e Processos
O empreendimento Ecopark con-
quistou quatro dos cinco pontos pos-
síveis, atingindo Performance Exem-
plar em: 100% de utilização de água
de chuva para descarga, redução do
consumo geral de água e utilização
de materiais regionais. Foi também
reduzido o nível de mercúrio das lâm-
padas, crédito originado da categoria
LEED EB O&M.
Créditos de Prioridade Regional
O Ecopark possui os seguintes cré-
ditos de prioridade regional: Paisa-
gismo Eficiente; Reuso da água de
chuva na descarga; Redução geral
do consumo de água; Otimização da
performance de energia.
Imagens:Petinelli
186 jul/15 rev/gbc/br
anuário GBC 2015
O Parque da Cidade é um complexo multiuso inspi-
rado no conceito de cidades compactas, que reúne
o que há de mais moderno em tecnologia sustentá-
vel. Por meio de um conjunto de soluções arquite-
tônicas e paisagísticas, o projeto foi concebido de
forma a diminuir os impactos ambientais, melhorar
a qualidade de vida das pessoas e produzir bene-
fícios para a região.
O empreendimento ocupa um terreno de aproxima-
damente 82 mil m² na zona sul da capital paulista,
dos quais 22 mil m² são de área verde, em com-
pleta harmonia com os planos de revitalização da
região da Chucri Zaidan estabelecidos pela Opera-
ção Urbana Água Espraiada, da Prefeitura Munici-
pal de São Paulo.
O projeto abrange cinco torres corporativas, uma
torre de salas comerciais, um hotel, um shopping
center, dois edifícios residenciais e um parque line-
ar de 62 mil m², aberto ao público e dotado de in-
fraestrutura de serviços e lazer, como restaurantes,
playground e ciclovia.
“O Parque da Cidade traduz o que a Odebrecht Re-
alizações Imobiliárias entende por sustentabilidade
ao conjugar preservação ambiental e compromisso
com a promoção do desenvolvimento social e eco-
nômico. Receber a certificação LEED ND nível Silver,
até então inédita na América do Sul, é um importante
reconhecimento para todos aqueles que participam
desse projeto tão desafiador.” Saulo Nunes, diretor
de incorporação do Parque da Cidade.
Espaço Sustentável
O empreendimento está localizado próximo a linhas
de transporte alternativo coletivo, como trem, metrô
e ônibus. As ruas e calçadas tem melhor acessibi-
lidade para uso de bicicletas e pedestres e contam
com bicicletário e vestiários em todas as torres do
empreendimento, programa de carona comparti-
lhada, com vagas destinadas para carros elétricos
com pontos de recarga nos estacionamentos.
Eficiência no uso de água
Como estratégias para o uso eficiente da água o
empreendimento se destaca pelas seguintes me-
didas: Captação de água da chuva; Construção
de Estação de Tratamento de Efluente; Tratamen-
to e reuso de águas residuais cinza; Paisagismo
estruturado para maximizar a retenção de águas
pluviais, através de telhado verde, calçada com
biorretenção; Bacias a vácuo, dual flush e mictó-
rios secos; Sistema de irrigação inteligente, com
estação meteorológica e medidores de umidade
do solo. Com as soluções adotadas pelo projeto
será possível atingir uma redução de até 50% do
consumo de água tratada.
Energia e Atmosfera
O empreendimento possui fachadas com vidros
de alta performance que minimizam o uso de
energia elétrica e ar condicionado; Telhado verde;
Sistemas de iluminação projetados para a máxima
utilização da luz natural, com controle de escureci-
mento automático; Células fotoelétricas para acio-
namento das luzes das áreas externas; Sensores
de ocupação garantem que as luzes só fiquem
acesas em ambientes que estão em uso; Progra-
ma de educação e conscientização em consumo
energético para a população usuária do Parque da
Cidade; Placas solares para aquecimento da água
nas torres residências.
Materiais e Recursos
O Parque da Cidade conta com tratamento de re-
síduos orgânicos e programas educacionais para
reduzir ao máximo os resíduos destinados para
aterros. A coleta é feita através de sistema pneu-
mático dos resíduos (coleta de vácuo), além da
reciclagem e reuso de resíduos, a partir do lixo or-
gânico e compostagem fora do site. Com a adoção
destas medidas, a expectativa de redução de ge-
ração de resíduos destinados a aterros é de 50%.
Além disso, foram utilizados materiais provenientes
de fornecedores e empresas localizadas dentro de
um raio de 800 km do local do empreendimento,
conforme exigido pelo LEED.
Qualidade ambiental interna
As torres corporativas foram dispostas em paralelo
ao parque linear, no sentido longitudinal, para per-
mitir maior iluminação natural e menos incidência
de calor nessas edificações, que terão suas facha-
PARQUE
DA
CIDADE
revistagbcbrasil.com.br 187jul/15
anuário GBC 2015
das mais amplas voltadas para o Norte e para o
Sul. No shopping e nos edifícios corporativos e de
escritórios do Parque da Cidade serão instalados
vidros com baixo fator solar. Esses vidros minimi-
zam a entrada de calor no edifício melhorando o
conforto dos usuários e reduzindo a quantidade de
energia consumida pelo sistema de ar-condiciona-
do para o resfriamento dos ambientes.
Inovação e Processos
Foram traçadas com medidas para este quesito:
Lajes alveolares e sistemas pré-moldados foram
utilizados nos canteiros, reduzindo a necessidade
de mão de obra, utilização de sistemas construídos
industrializados; Montagem de uma central de con-
creto usinado dentro do próprio canteiro, que reduz
o número de viagens de caminhões.
Crédito de Prioridade Regional
Os edifícios do Parque da Cidade estão buscando
os seguintes créditos de prioridade regional: Co-
missionamento avançado; Redução no consumo
de água; Medição e verificação; e Água potável
para paisagismo. Para a certificação LEED ND es-
tão sendo buscados os seguintes créditos de prio-
ridade regional: SLLc3 - Redução de dependência
de automóvel; NPDc9 - Acesso a espaços públi-
cos; NPDc14 - Sombreamento de ruas; e GIBc16
- Gestão de resíduos sólidos
Obra:
Parque da Cidade
Incorporação:
BMX Empreendimentos Imobiliários
Localização:
Av.NaçõesUnidas,14.401,SãoPaulo-SP
Área do terreno:
83.671,91 m²
Área construída:
Aproximadamente 650 mil m²
Certificação:
16/12/2014
Sistema e Nível da Certificação:
LEED ND - Neighborhood Develop-
ment v.2009
Arquitetura:
Aflalo e Gasperini Arquitetos
Construção:
Odebrecht Realizações Imobiliárias
Consultoria LEED:
CTE
Comissionamento:
Outsource
Simulação Energética:
CTE
Elétrica e Hidráulica:
Projetar
Ar Condicionado:
Thermoplan
Paisagismo:
Pamela Burton & Company e DW
Santana
SILVER
LEED ND
Imagem:DivulgaçãoOR
anuário GBC 2015
188 jul/15 rev/gbc/br
anuário GBC 2015
O FL 4300, conjunto ao qual a torre FL Corporate faz parte,
é um empreendimento de uso misto (residencial e comer-
cial) de condição urbanística única em São Paulo, cons-
tituído por três torres implantadas em formato de ‘U’, em
um terreno de 13.000 m². O terreno do conjunto é aberto
para três vias, sendo a mais importante delas a Av. Faria
Lima, endereço nobre e diferenciado no bairro Vila Olím-
pia, em São Paulo.
O volume corporativo se encontra no edifício frontal, de
lajes que variam entre 860m² a 1075m², já o central, com
um volume mais baixo, é destinado a pequenos conjun-
tos comerciais de 58m² a 94m². Por fim, a última torre,
disposta paralelamente à corporativa, é reservada à parte
residencial, com apartamentos de 1 dormitório de 35m² a
64m², com diversos serviços.
O espaço desenhado entre os três volumes permitiu a
criação de uma praça densamente arborizada, a FL Squa-
re, garantindo um espaço singular de moradia, trabalho
e convivência. A massa verde, de mais de 1.280 m², foi
criada para dar continuidade à praça do empreendimento
existente em frente ao terreno, formando um amplo espa-
ço diferenciado no bairro. No intuito de criar um ambiente
de quadra aberta, sem gradil, foi pensada a integração de
um charmoso restaurante aberto ao público.
O edifício FL Corporate, é o edifício mais emblemático do
conjunto FL 4300, localizado na Avenida Faria Lima em
São Paulo. As preocupações com as questões de susten-
tabilidade, condição inerente ao processo de concepção
arquitetônica, assumem relevância estratégica para o ar-
quiteto quando se depara com o desafio de estabelecer
FLCORPORATE
revistagbcbrasil.com.br 189jul/15
anuário GBC 2015
um conceito para um empreendimen-
to com grande potencial de trans-
formação urbana como o FL 4300.
Através da implantação destes con-
ceitos ao projeto, a torre corporativa,
FL Corporate, conquistou em 2014 a
certificação ambiental Leed, na cate-
goria Core & Shell nível Gold.
O FL Corporate possui uma lingua-
gem angulada em sua forma, ga-
rantindo à praça e a todo o conjunto
visibilidade e acesso para esta impor-
tante via. Esse DNA se propagou por
todo o complexo, criando um partido
arquitetônico de volumes prismáticos
e cartesianos, cortados por diago-
nais. A torre corporativa, que possui
uma área construída de mais de 30
mil metros quadrados, é recuada em
40 metros, abrindo espaço para uma
área de embarque e desembarque,
além de uma generosa praça pública,
tudo em um mesmo espaço.
Espaço Sustentável
A principal contribuição do FL Cor-
porate com o meio ambiente urbano,
e do projeto FL 4300 como um todo,
vem da sua implantação pensada de
maneira diversa às construções vizi-
nhas, em uma zona de transforma-
ção na cidade que era originalmente
ocupada por casas, e que hoje dá es-
paço hoje para grandes edificações.
Tal fenômeno é ocasionado principal-
mente pelo prolongamento da Ave-
nida Faria Lima e sua consequente
valorização imobiliária. No espaço
vazio formado entre as torres, dese-
nhou-se uma grande praça com três
mil e quinhentos metros quadrados
onde metade da área é destinada a
um espaço verde com espécies arbó-
reas de grande porte sobre solo natu-
ral. Com um pequeno restaurante o
espaço ganhou sentido de referência
e permanência humana. Este espaço
vazio, que é formado pela disposição
dos volumes, torna-se tão importante
para o sentido do conjunto como as
próprias edificações, já que confere
ao local a sensação de lugar, de es-
paço urbano formado pela composi-
ção arquitetônica.
Eficiência no uso da água
Há uma grande preocupação nos
dias de hoje com relação ao uso sus-
tentável da água, que foi no caso em
estudo abrangido através de reserva-
tórios de reuso para fins de irrigação
dos seus espaços verdes, que por
sua vez contribuem com a melhoria
do ambiente urbano com espécies
arbóreas de grande porte.
Energia e Atmosfera
A torre corporativa recebeu um sis-
tema de fachadas unitizada OffSet
Wall 120 milímetros que é composto
por módulos produzidos com vidros,
granito e brise. A caixilharia, fabrica-
da com perfis de alumínio de 120 mi-
límetros (pintura eletrostática na cor
cinza RAL 7.024 B, camada anódica
de 60 micra), recebeu vidros lamina-
dos de controle solar na cor azul, com
12 milímetros de espessura, fator de
proteção solar de 36%, coeficiente de
sombreamento de 0,41 e transmis-
são luminosa de 35%, que garantem
o equilíbrio entre a transparência e
reflexão, contribuindo para o conforto
térmico e eficiência energética.
Obra:
FL 4300 (FL Corporate)
Incorporação:
STAN / SDI / BRAMEX
Localização:
Av. Faria Lima esquina X Rua Elvira
Ferraz, São Paulo - SP
Área terreno:
13.000 m²
Área construída:
70.683 m² (30.674 m² Corporate)
Certificação:
01/04/2014
Sistema e Nível da Certificação:
LEED CS - Gold
Arquitetura:
aflalo/gasperini arquitetos
Construção:
RFM/Gafisa
Consultoria LEED:
CTE
Agente comissionador:
Outsource
Simulação energética:
CTE
Hidráulica e Elétrica:
PHE
Ar condicionado:
Thermoplan
GOLD
LEED CS
Imagens©AnaMello
190 jul/15 rev/gbc/br
anuário GBC 2015
O Colégio Positivo Internacional,
inaugurado em 2013 foi certificado
com o selo LEED em junho de 2014
na categoria Schools, tornando-se a
primeira escola nível ouro no Brasil.
Localizada em Curitiba/PR, o colégio
possui 7.000 m² compostos por dois
blocos de dois pavimentos. Projetado
pelo escritório Manoel Coelho Arqui-
tetura e Design, o colégio prevê a re-
dução de consumo de água potável
e energia elétrica em comparação
às escolas do mesmo porte que não
possuem padrão de construção sus-
tentável.
Investindo em uma proposta ino-
vadora e diferenciada, pautada em
seus valores sustentáveis, o Grupo
Positivo garantiu ao Colégio Positivo
Internacional um construção susten-
tável com a disseminação de práti-
cas totalmente voltadas ao consumo
racional dos recursos naturais, além
de garantir ambientes saudáveis para
professores e alunos, que passam
boa parte do dia dentro da escola.
O grande desafio do projeto, ao se
decidir pela construção de um empre-
endimento eficiente, foi a adequação
dos processos com um investimento
pré-estabelecido, sem a necessidade
de incremento financeiro, razão esta
que motivou o grupo a contratar um
consultoria especializada em cons-
truções sustentáveis. “Sugerimos a
oportunidade de conquistar o LEED
e eles estavam abertos para a opor-
tunidade. O desafio era fazê-lo sem
incrementar o investimento pré-es-
tabelecido. E nós conseguimos”. Se
orgulha Guido Petinelli, diretor Geral
da consultoria Petinelli.
Espaço sustentável
Com o intuito de proporcionar melhor
mobilidade às pessoas, visando as
práticas sustentáveis, foi introduzido
um Shuttle-bus que transporta os
ocupantes do colégio até o terminal
de ônibus mais próximo, o que faci-
lita o acesso ao transporte público
da região. Além desta medida, vagas
preferenciais para carros eficientes e
de baixa emissão foram projetadas
visando incentivar o uso de meios de
transportes alternativos que não agri-
dem o meio ambiente.
Eficiência do uso da água
A construção possui arejadores ins-
talados nas torneiras, misturando ar à
água para reduzir a evasão. Esta me-
dida contribuiu para uma redução de
6 litros de água por minuto para 1,8
litro por minuto. Foram implantadas
também 3 reservas com capacidade
de armazenagem de 5 mil litros de
água cada uma, medida importan-
te para o reaproveitamento de água
da chuva. Além disso, o projeto de
paisagismo foi projetado utilizando
plantas nativas do Paraná, evitando
assim o máximo de irrigação artificial
possível. Quando a irrigação é neces-
sária, são usadas as águas pluviais
armazenadas nas reservas.
Diante das medidas adotadas foi
possível garantir uma economia de
R$ 21.500,00 anualmente, o que sig-
nifica que os resultados obtidos su-
peram as expectativas, com redução
equivalente a 87% do consumo total
de água potável.
Energia e Atmosfera
Com o intuito de aproveitar ao má-
ximo a luz natural, houve a redução
de 12 luminárias para 9 em todas as
salas de aula. Além de a iluminação
ser controlada por vidros laminados,
também é monitorada pelas próprias
luminárias do local que possuem um
sensor que mede a quantidade de
luz vinda das janelas, possui tam-
bém uma central que controla todas
as luminárias, fornecendo apenas a
iluminação necessária para comple-
mentar a luz natural. Isso foi possível
devido a estudos luminotécnicos de-
talhadas para o projeto. Com a utili-
zação de equipamentos eficientes,
POSITIVO
COLÉGIO
revistagbcbrasil.com.br 191jul/15
anuário GBC 2015
foi possível reduzir a potência do sis-
tema de iluminação em 42%.
A densidade de potência de ilumi-
nação (DPI) que é de 8,43W/m² re-
presenta metade da potência das
demais escolas do Grupo Positivo
com 17,3W/m². Todas as salas, cor-
redores, banheiros e escritórios do
colégio possuem sensores de pre-
sença, o que aumenta a economia
de energia de 42% para 48%, o que
correspondente à R$ 42.000,00 de
redução anualmente.
Materiais e Recursos
Outra preocupação constante com a
construção foi a utilização de mate-
riais que possuem menos compostos
tóxicos voláteis. A tinta utilizada para
pintar as paredes internas não tem
cheiro. Durante a construção do colé-
gio, foram construídas bacias de con-
tenção ao redor da obra e instalados
filtros nos bueiros, esta medida evitou
que a terra e poeira produzidas se di-
rigissem ao lago localizado no terreno
da Universidade Positivo (UP), em que
o colégio está instalado. Foram colo-
cadas lixeiras coloridas para separa-
ção de lixo, uma cultura sustentável já
disseminada e praticada em todos os
estabelecimentos do Grupo Positivo.
Qualidade ambiental interna
Um dos principais diferenciais nas sa-
las de aulas é o conforto térmico ex-
perimentado, mesmo sem a presença
de ar condicionado, proporcionada
pela ventilação natural cruzada. Elas
possuem amplas janelas e portas em
lados opostos da sala, além de vidro
laminado com transmissão luminosa
de 30% nas janelas, capaz de permitir
a entrada da luz, mas não de calor. O
Colégio possui ainda telhado branco
em todo o prédio, que reflete raios so-
lares e inibe as ilhas de calor.
Há também um sistema de aqueci-
mento do piso, feito com água reapro-
veitada da chuva, aquecida a gás, que
circula em um circuito fechado. O calor
é irradiado para o ambiente, proporcio-
nando calefação quando necessário.
Todas as salas possuem um termosta-
to, que permite regular a temperatura.
Essas medidas adotadas resultaram
numa economia de 74% do consumo
de energia elétrica do prédio.
Inovação e Processos
Na categoria Inovação o Colégio Po-
sitivo Internacional ganhou todos os
pontos possíveis, atingindo Perfor-
mance Exemplar em: Redução do
consumo geral de água (Redução de
80% em relação ao padrão de mer-
cado), compra de energia verde e
criação de espaços abertos vegetá-
veis. Foi também reduzido o nível de
mercúrio das lâmpadas, crédito ori-
ginado da categoria LEED EB O&M.
Obra:
Colégio Positivo Internacional
Cliente:
Centro de Estudos Superiores Positivo
Localização:
Curitiba-PR
Área construída:
4.933,00 m2
Certificação:
11/06/2014
Sistema e Nível da Certificação:
LEED FOR SCHOOLS - Gold
Arquitetura:
MCA Manoel Coelho Arquitetura &
Design
Construção:
Ferreira Filho Engenharia Civil
Consultoria LEED:
Petinelli
Engenharia Estrutural:
Kalkulo Engenharia
Estrutura de Concreto:
Kalkulo Engenharia
Instalações Elétricas:
TecnEnge - RJ
Instalações Hidráulicas:
Jaguarê - PR
Interiores, Paisagismo e Comunica-
ção Visual:
MCA Manoel Coelho Arquitetura &
Design
GOLD
LEEDforSCHOOLS
Imagens © Guilherme Puppo
192 jul/15 rev/gbc/br
anuário GBC 2015
O empreendimento Morumbi Corporate, localizado no
novo eixo de expansão da Zona Sul de São Paulo, junto
ao tradicional Shopping Morumbi do Grupo Multiplan,
mesmo incorporador, é um edifício projetado dentro
dos mais altos padrões de sustentabilidade, uma ca-
racterística marcante da Racional Engenharia e aflalo/
gasperini, responsáveis pela construção e projeto arqui-
tetônico da obra. A preocupação em atingir todos os
requisitos sustentáveis propostos pelo LEED garantiu
ao edifício a certificação LEED nível Gold em 2014, na
categoria Core & Shell.
O complexo Triple A conta com 142,5 mil metros qua-
drados de área construída em duas torres corporati-
vas. A Golden Tower tem em cada pavimento-tipo uma
área construída de 1.475 m², totalizando 38.373 m² de
área total, com 26 andares. Já a Diamond Tower tem
18 pavimentos com área construída de 2.146 m², to-
talizando 38.642 m² de área. Ambas as torres estão
embasadas em quatro pavimentos de subsolo.
O conceito de urbanidade norteou o projeto desde o
princípio, desenvolver dois edifícios corporativos que
se integram entre si e com o entorno. Aberto para
cidade sem gradis, calçadas largas e espaços semi-
públicos levando em consideração a disposição dos
edifícios vizinhos. A partir daí a torre mais baixa consi-
derou o alinhamento do edifício vizinho e a torre mais
alta utilizou a referencia do alinhamento com a rua.
Um dos destaques do empreendimento é a praça ele-
vada, situada no mezanino, que interliga as duas torres
através de uma suave curvatura na fachada, com lo-
jas de conveniências e restaurantes, em um ambiente
com ampla incidência de luz natural, graças aos gene-
rosos vãos envidraçados, laterais e zenitais. O térreo
se abre completamente para o exterior integrado com
o paisagismo e conectado com a cidade.
O Morumbi Corporate tem como um dos principais
diferenciais os sistemas de energia, que foram sub-
metidos a um processo de comissionamento, a fim
de avaliar se os sistemas foram projetados, contra-
tados, instalados, testados, calibrados e apresentam
o desempenho conforme os requisitos de projeto do
proprietário. Os sistemas submetidos a tal avaliação
foram: instalações elétricas, iluminação e contro-
MORUM
GOLD
LEED CS
Imagem: Divulgação aflalo/gasperini
revistagbcbrasil.com.br 193jul/15
anuário GBC 2015
les associados, HVAC (aquecimento, ventilação,
exaustão e ar condicionado), BMS (automação e
supervisão predial) e sistemas eletrônicos. Além
deste quesito, o empreendimento apresentou per-
formance exemplar quanto á utilização de materiais
com conteúdo reciclado e priorização de materiais
regionais.
Espaço Sustentável
O empreendimento foi construído em um local com
alta densidade, com proximidade com várias linhas
de ônibus e trem, shoppings, farmácias, escolas,
escolas, o que além de melhorar a qualidade de
vida dos futuros ocupantes, reduz o uso de veícu-
los automotivos. Simulações de conforto térmico
e acústico são realizadas de forma a entender as
condições de permanência das pessoas que usu-
fruem estes espaços, normalmente servidos por
áreas de alimentação e lazer.
Além disso, para incentivar o uso de transporte
alternativo, o empreendimento possui bicicletário
com vestiários feminino, masculino e vaga prefe-
rencial para caronas e veículos com baixa emissão.
Faixas para circulação de bicicletas são desenha-
das de forma a serem conectadas com as malhas
públicas, ou existentes ou a serem projetadas.
Eficiência no uso da água	
O edifício foi projetado de modo a priorizar a ado-
ção de estratégias que proporcionam a redução
na demanda de água potável, a substituição do
fornecimento de água potável por água de reuso
não potável para suprimento de itens de consu-
mo secundários. O projeto conta com sistema de
captação de água da chuva nas coberturas das
edificações e do mall. Este volume é direcionado
para um sistema de tratamento que inclui filtragem
e cloração e em seguida segue para os reservató-
rios de reuso inferiores e superiores, tendo como
prioridade o fornecimento de água para irrigação
do paisagismo, que por sua vez foi concebido com
espécies nativas brasileiras e adaptadas com baixa
demanda hídrica. Além da escolha seletiva das es-
pécies, o projeto de irrigação conta com uma con-
troladora eficiente e com um sensor de chuva. O
volume excedente é destinado às bacias sanitárias
e mictórios dos vestiários localizados nos subsolos
e sanitários dos pavimentos tipos e, em seguida,
para as torres de resfriamento do sistema de con-
dicionamento de ar.
O abastecimento com água potável é realizado
apenas para as torneiras de lavatório, de copa e de
uso geral que por sua vez contam com dispositivos
economizadores. Os reservatórios de reuso são
abastecidos com água potável quando o volume
fica muito baixo a fim de não prejudicar o abas-
tecimento e consequente operação das torres de
resfriamento e dispositivos sanitários. Com a insta-
lação dos dispositivos sanitários economizadores,
o projeto obtém economia de mais de 40% quando
comparado ao consumo de dispositivos sanitários
de um edifício convencional. Com isso, o empre-
endimento atendeu 100% dos pontos possíveis em
tal categoria no LEED, não utilizando água potável
na irrigação e reaproveitando mais do que 50% da
água utilizada em outros fins.
Energia e Atmosfera
O edifício conta com estratégias de eficiência ener-
gética que possibilitaram uma economia no custo
anual total de energia de 16,5%, quando compara-
dos ao baseline. Atrelado a esta medida, o empre-
endimento também possui estratégias eficientes
como: Vidros reflexivos que apresentam um baixo
fator solar que contribuem para menor ganho de
BI CORPORATE
Imagem: Divulgação Racional
194 jul/15 rev/gbc/br
anuário GBC 2015
calor nas áreas internas; Utiliza apenas de gases e
refrigerantes nos condicionadores e climatizadores
que, minimizam ou eliminam a emissão de compo-
nentes prejudiciais a camada de ozônio; Recupera-
dores de calor com rodas entálpicas; Ventiladores
e sistema de filtragem para o fornecimento de ar
externo e exaustão; Utilização de filtros MREV 6
(ABNT G3) nos fancoils e tomadas de ar externo;
Instalação de luminárias e reatores nos conjuntos
privativos onde a densidade de potência não exce-
de 8,2 W/m², além de ser controladas por automa-
ção predial; A cobertura da edificação apresenta
superfície vegetada e pintura com material de alta
refletância, capazes de reduzir os ganhos de calor
e também reduzir o efeito de ilha de calor.
O projeto elétrico é dimensionado para atender ní-
veis de queda de tensão nos condutores alimenta-
dores, além de circuitos de distribuição, plano de
medição e verificação e alcance de eficiência ener-
gética durante a operação o que reduziu em 16% o
consumo de energia. Além disso, foi implementado
um Plano de Medição e Verificação, além de pro-
cedimentos de ações corretivas caso os resultados
do plano não fossem atingidos.
Materiais e Recursos
A equipe de campo, gestores e demais envolvidos,
foram responsáveis por garantir a correta segrega-
ção e destinação de todos os resíduos, resultando
no desvio de 77% do volume total gerado, passível
de reciclagem, de aterros sanitários.
O processo de aprovação e compra de materiais
necessários exigiu a qualificação dos fabricantes
e fornecedores que comprovavam conformidade
dos mesmos perante a legislação brasileira o que
resultou num alto índice de conteúdo reciclado e
regionalidade, representando pelo menos 26% e
30%, respectivamente, do custo de materiais do
empreendimento. Vale salientar que 85% do custo
atribuído à compra de madeira incorporada ao em-
preendimento foi voltado a produtos certificados
com o selo FSC (Forest Stewardship Council). Mais
de 30% do custo de materiais possuem conteúdo
reciclado; as madeiras possuem selo FSC o que
garante a cadeia de custódia. Mais de 50% dos re-
síduos gerados na obra foram encaminhados para
reciclagem. Além disso, a obra buscou parceria
com empresas na busca de reaproveitamento total
da madeira.
Qualidade ambiental interna
A preocupação com a manutenção da qualidade
do ar nos ambientes influenciou diretamente na
escolha de produtos químicos (tintas, vernizes,
selantes e revestimentos) que, por sua vez apre-
sentaram níveis de VOC aprovados pelo Green
Seal, SCAQMD e CRI Plus, o que proporcionou
um aumento na taxa de renovação de ar em pelo
menos 30% acima dos índices requeridos, para to-
dos os espaços ocupados. Todos os filtros de ar
do sistema de ar condicionado obedecem a classe
de filtragem tipo MERV 6, ou G3 de acordo com a
classificação NBR/ABNT, e não utilizam gases refri-
gerantes à base de CFC. Os equipamentos de ar
condicionado foram devidamente dimensionados e
balanceados para atender à temperatura conforto
térmico, em aproximadamente 24ºC e 55% de umi-
dade relativa do ar nos ambientes internos, além
disso a central de água gelada foi equipada com
chillers de alta eficiência energética.
Durante o período de obras, não foi permitido fumar
no interior da edificação e, atualmente, conforme
determinado pela legislação municipal, é proibido
fumar nos ambientes fechados de uso coletivo.
Inovação e Processos
Ao Morumbi Corporate foram concedidas bonifi-
cações pelo atendimento de créditos em nível de
performance exemplar. A excelente localização do
empreendimento proporciona aos seus ocupantes
diversas opções de acesso com transporte público.
Múltiplas linhas de ônibus e uma de trem estão dis-
poníveis dentro de um raio máximo de 800 metros.
Por fim, o projeto de concepção das fachadas das
áreas privativas e/ou regularmente ocupadas foi
concebido de forma a garantir aos ocupantes de
90% dessas áreas, acesso desobstruído e múltiplas
linhas de visão para os ambientes exteriores, garan-
tindo o aumento da produtividade, conforto e bem
estar dos usuários. O Morumbi Corporate desen-
volveu e implementou um programa de educação,
composto por um informativo eletrônico que expõe
os principais elementos do edifício sustentável.
Crédito de Prioridade Regional
Resultado do excelente desempenho do projeto
quanto à redução na demanda de água potável,
eficiência do uso de água destinado ao paisagis-
mo, implantação de tecnologias para redução da
geração de efluentes e comissionamento avança-
do dos sistemas de energia, o projeto cumpriu re-
quisitos de prioridade regional brasileiros.
Obra:
Morumbi Corporate
Cliente:
Multiplan Empreendimentos Imob.
Localização:
Rua Henri Dunant, 1383 - Vila S. Fran-
cisco, São Paulo – SP
Área terreno:
19.977 m²
Área construída:
142.500m²
Certificação:
19/09/2014
Sistema e Nível da Certificação:
LEED CS - Gold
Arquitetura:
aflalo/gasperini arquitetos
Arquitetura (projeto "as built"):
Budau-Gallo Associados
Construção:
Racional Engenharia
Consultoria LEED:
ENE Consultores
Comissionamento:
Outsource
Elétrica e Hidráulica:
Soenge Construção Hidroelétrica
Ar Condicionado:
Teknika
Instaladora:
Temon Técnica de Montagens
Imagem: Divulgação Racional
revistagbcbrasil.com.br 195jul/15
anuário GBC 2015
ARBORE
www.glassecviracon.com.br
PABX: +55 11 4597-8100
NAZARÉ PAULISTA, SP
JUNTOS CONSTRUINDO SOLUÇÕES
VIDROS LAMINADO • DUPLO INSULADO
SERIGRAFADO • TEMPERADO • BLINDATTO®
Design inovador, especificações para eficiência energética, segurança e
sustentabilidade. A GlassecViracon tem expertise, recursos tecnológicos
e uma ampla linha de produtos para oferecer soluções em
vidros que transformam suas ideias em realidade.
TRANSFORMAMOS VIDROS EM SOLUÇÕES SUSTENTÁVEIS
Camargo Corporate Towers
São Paulo, SP
Projeto: Pelli Clark Pelli e Aflalo | Gasperini Arquitetos
Produto: 25 mil m2
Insulado Controle Solar Neutro e
Laminado Opaco
196 jul/15 rev/gbc/br
anuário GBC 2015
Construído em uma área de mais de
46 mil metros quadrados, o edifício
Sky Corporate, localizado no bairro
Vila Olímpia, em São Paulo, possui
uma arquitetura inovadora concebida
pelo escritório Júlio Neves, e carac-
terização da fachada assinada pelo
escritório internacional Arquitectoni-
ca. Além da sofisticação e bom gosto
inseridos nos detalhes, o edifício con-
quistou a certificação LEED Gold em
2014, garantia de que a construção
foi realizada de acordo com os pro-
cessos de sustentabilidade previstos
pelo Green Building Council (GBC).
Com uma torre única de 120 metros
de altura, o Sky Corporate possui 26
pavimentos, com térreo mezanino
e andar tipo com 1.344 metros qua-
drados, além de contar com 5 pavi-
mentos de sobresolos, fazendo que
o 1° andar corresponda ao 7°, favo-
recendo ainda mais a vista da região.
O investimento no edifício foi de 110
milhões e sua área locável ultrapassa
os 25 mil metros quadrados.
O projeto possui infraestrutura com-
pleta possibilitando a utilização de
piso elevado, forro modulado com pé
direito de 3,00m, utilização de lumi-
nárias de alto rendimento, ampliação
de rede de ar condicionado, amplia-
ção dos sanitários com a utilização
de sistema de esgoto a vácuo. Para
as instalações de logica e telefonia e
energia o projeto prevê shafts próxi-
mos as escadas de emergência, já as
condensadoras de ar condicionado
estão distribuídas nos terraços téc-
nicos com acesso através da circula-
ção de serviço da unidade autônoma
e sobrecarga de 500Kg/m2
. Esta dis-
posição permite fácil acesso a manu-
tenção e controle dos equipamentos
sem qualquer interferência na rotina
dos escritórios.O compromisso com
as práticas ambientais foi constante
desde o projeto do Sky Corporate até
a finalização da obra, promovendo
sustentabilidade e proporcionando
a seus usuários inovação, conforto
e qualidade de vida. “A responsabi-
lidade ambiental deixou de ser ape-
nas um item de marketing e, além de
trazer valor agregado ao empreendi-
mento, tornou-se uma característica
intrínseca de nossos empreendimen-
tos, uma responsabilidade do setor
de projetos” afirma André Mouaccad,
diretor executivo da Five Steel Enge-
nharia e Sindico do empreendimento.
SKYCORPOR
Imagens: Divulgação Steel Engenharia
revistagbcbrasil.com.br 197jul/15
anuário GBC 2015
Espaço Sustentável
O Sky Corporate conta com 35 vagas
preferenciais, melhor localizadas,
para carros 100% álcool ou GNV,
além de disponibilizar bicicletário
com 42 vagas e vestiários com chu-
veiros, localizados no Pavimento Tér-
reo. Opção dada como incentivo ao
uso um meio de transporte que não
agride o meio ambiente.
Eficiência no uso de água
Como recursos para redução do
consumo de água, foram instalados
dispositivos economizadores de
água como bacias com caixa aco-
plada e sistema dual flush (3 e 6 lts),
prumadas de reuso que permitem a
reutilização de águas pluviais e con-
densação redirecionadas para acio-
namento das descargas, além da
reutilização de água proveniente de
condensação evaporadas, água de
precipitação das lajes e águas cinzas
dos lavatórios. Foram incorporadas
ao projeto paisagístico espécies de
plantas nativas que demandam me-
nor volume de água para irrigação,
localizadas na entrada do edifício e
interfaces em três pavimentos crian-
do novas paisagens, localizadas no
térreo, 6º pavimento e 26º pavimento.
Energia e Atmosfera
O empreendimento é autossuficien-
te e possui central de geração de
energia com geração total do edifí-
cio. O suprimento foi realizado pela
Eletropaulo em 34,5 KV.O sistema
de fachadas é unitizado com vidros
reflexivos com controle solar para o
máximo aproveitamento da luz na-
tural, garantido assim uma redução
considerável no consumo de ener-
gia. Além disso, equipamentos de
refrigeração foram instalados sem
uso do gás CFC. O sistema utilizado,
o VRV/F (volume variável de fluido
refrigerante), tem um desempenho
elevado de utilização e alta eficiência
energética contribuindo para o baixo
consumo de energia elétrica e alto
rendimento térmico. Os elevadores
possuem frenagem regenerativa e
chamada antecipada, o que garante
máxima eficiência do equipamento e
redução do consumo de energia.
Materiais e Recursos
O edifício conta com 25 metros qua-
drados de área de armazenamento
temporário de resíduos plásticos, pa-
pel, vidro e metal, que posteriormente
são encaminhados para reciclagem.
75% do total de resíduos e entulhos
gerados durante a obra, também fo-
ram desviados de aterros ou encami-
nhados para reciclagem. A utilização
de adesivos, selantes, tintas e revesti-
mentos sem nenhum composto orgâ-
nico volátil (VOC) contribuem para re-
dução de poluentes químicos. Além
destas medidas, todas as portas e
acabamentos são provenientes de
madeira FSC e certificada pelo Con-
selho Brasileiro de Manejo Florestal.
Qualidade ambiental interna
Pensando na melhor qualidade inter-
na do ar, além de não ser permitido
fumar no interior do edifício, apenas
é possível em locais com 8 metros de
distância das entradas de ar.
ATEObra:
Sky Corporate
Incorporação:
M5, Vivenda Nobre, Cury, AAM
Localização:
Rua Gomes de Carvalho, 1.996
Vila Olímpia - São Paulo - SP
Área do terreno:
5.796,40m²
Área construída:
46.680m²
Certificação:
03/10/2014
Sistema e Nível da Certificação:
LEED CS Gold
Arquitetura:
Júlio Neves (Concepção); Arquitecto-
nica (Caracterização da fachada)
Construção:
FIVE Steel Engenharia
Consultoria LEED:
CTE
Paisagismo:
Luiz Carlos Orsini
Decoração Áreas Comuns:
Arquitectonica
Comercialização:
CB Richard Ellis
Descrição Geral:
Torre única, 26 andares, 38 unidades
no total e 683 vagas de garagem
Descrição das unidades:
2 conjuntos por pavimento, com pos-
sibilidade de andares de até 1.344m²
Tamanho das unidades:
560, 574, 660, 672 m² privativos e
junções de até 2.652m² (laje inteira)
GOLDLEED CS
198 jul/15 rev/gbc/br
anuário GBC 2015
NEO CORPORATE
CORPORATE
NEO
GOLD
LEED CS
Construído no Centro Cívico, em Curitiba, o
edifício Neo Corporate chama a atenção não
somente pela sua arquitetura sofisticada e ino-
vadora que permite pleno acesso à paisagem
em torno do edifício, mas principalmente sua
flexibilidade. O edifício conta com salas comer-
ciais, lajes corporativas para atender às necessi-
dades de empresas que procuram localização
central sofisticada em instalação moderna.
Construído a partir de processos sustentáveis,
o empreendimento conquistou uma importante
certificação, o selo LEED Gold. Registrado em
2010 o edifício obteve sua certificação em 2014.
Unindo inovação, tecnologia e soluções susten-
táveis, a Baggio Schiavon Arquitetura, a Gafisa
e o CTE (Centro de Tecnologias de Edificações),
agregado ao alinhamento estratégico do Grupo
Noster, desenvolveram um projeto com o intuito
de ser uma referência como empreendimento
conceito, viver e trabalhar, valorizando o m² na
venda e locação e otimizando os custos de op-
eração.
Espaço Sustentável
A localização do empreendimento favorece
quem atua no ramo de negócios em Curitiba,
pois o prédio está próximo dos principais órgãos
públicos da cidade e cercado de boa infraes-
trutura de serviços de transporte. Contribuindo
cada vez mais para o transporte sustentável, o
prédio possui tomadas para recarga de veículos
elétricos em parte das vagas disponibilizadas,
além de privilegiar locais exclusivos para veícu-
los com baixa emissão de gases e consumo
de combustíveis. A região do edifício possui
cerca de 70 linhas de transporte coletivo que
facilita o acesso a várias regiões da cidade.
Outro diferencial é a instalação do bicicletário
com 20 vagas para abrigo de bicicletas, além
da disponibilização de vestiários com armários
e chuveiros, incentivando assim os usuários do
edifício optarem por este meio de transporte.
Eficiência do uso da água
Visando a redução do consumo de água, o
Neo Corporate conta com um complexo pro-
jeto paisagístico, com espelhos d’água que são
abastecidos com água da chuva, além da utili-
zação de jabuticabeiras e plantas nativas, que
não necessitam de alta demanda de irrigação.
Porém o edifício se destaca pelo sistema de co-
leta de água da chuva que são armazenadas
em cisternas, utilizadas para irrigação dos jar-
dins, que é controlado por um sistema especial
de gotejamento, limpeza das calçadas e tem
como principal objetivo a redução do consumo
de água e disseminação do uso conceito dos
recursos naturais. Outro diferencial importante
entre as características do empreendimento
que visa a redução do consumo de água são as
descargas de duplo acionamento de fluxo, que
permite a utilização de volumes diferenciados
de água.
Energia e Atmosfera
A entrada de energia em alta tensão com
medição única e tarifação do grupo traz uma
redução de 30% do consumo mensal de ener-
gia da unidade, uma alternativa econômica e
sustentável. O gerador atende a todas as áreas
©GilbertoAbdallaRassi
revistagbcbrasil.com.br 199jul/15
anuário GBC 2015
comuns do edifício e existe ainda a possibilidade
de locar uma das três áreas livres para instalar
seu gerador individual. O Neo Corporate possui
ainda, uma estrutura para sistema de ar-con-
dicionado não poluente com unidade tipo VRF
dutada de última geração. Os pisos vêm com
quatro máquinas nas opções quentes e frias,
compressores e controle remoto dando a op-
ção para cada ambiente escolher a temperatura
mais adequada. O edifício também conta com
sistema de acendimento automático de luzes
nas áreas comuns e áreas internas com baixa
utilização. Importante citar a solução inovadora
com elevadores, que possuem o sistema ADC
XXI (Antecipação de Destino e Chamada), siste-
ma inteligente que reúne em uma única viagem
as pessoas que tem como destino o mesmo
andar ou aproximados, reduzindo desta forma
o consumo de energia em até 30%.
Materiais e Recursos
O Neo Corporate também privilegia uso de eq-
uipamentos que promovem baixo consumo de
energia pelo edifício. Parte das lâmpadas de
iluminação, por exemplo, são do tipo LED, que
apresentam níveis de eficiência energética supe-
riores aos demais tipos existentes no mercado.
Buscando sempre a qualidade do ar nas áreas
internas do edifício, foram utilizados materiais
como, tintas, adesivos, selantes e revestimentos
com baixo VOC (Volatile Organic Compounds),
em português, Compostos Orgânicos Voláteis.
Além disso, 79,26% do custo total das materiais
utilizados na construção são de fornecedores
localizados dentro do raio de 800 quilômetros
do empreendimento.
Qualidade ambiental interna
Com vidros laminados de 433 mais 4mm de
Silver Gray 32, que barram a radiação térmica
nas fachadas, é possível permitir a entrada de
luz sem que haja reflexos nos prédios laterais,
a partir de índices de reflexão interna de 16% e
de reflexão externa de 11%. A flexibilização do
sistema de refrigeração contribui para o conforto
térmico por igual em todo o andar.
Inovação e Processos
O Neo Corporate dispõe de um sistema de
gestão de edifícios (BMS), devidamente monito-
rado por técnico treinado, que faz a análise inin-
terrupta dos sistemas elétricos do prédio. Esse
trabalho garante que quaisquer anormalidades
relacionadas ao consumo de energia pelas uni-
dades do edifício – que conta, com medidores
de consumo individualizados- sejam identifica-
das e corrigidas em tempo adequado.
Obra:
Neo Corporate
Cliente:
Grupo Noster
Localização:
Rua da Glória, 215 Curitiba - PR
Área do terreno:
7.657,15m2
Área construída:
59.493,45m2
Projeto (data):
2006-2009
Conclusão da obra:
2013
Certificação:
3/12/2014
Sistema e Nível da Certificação:
LEED CS Gold
Arquitetura:
Baggio & Schiavon Arquitetura
Autores: Arq. Flávio Appel Schiavon
e Arq. Manuel Marcos Baggio Pereira
Construção:
Gafisa
Consultoria LEED:
CTE
Coordenação e Gerenciamento:
Carvalho & Silveira Arquitetura
Estrutura de Concreto:
França & Associados
Automação:
Si2
Elétrica:
Liahona
Hidráulica:
NV Engenharia
Ar Condicionado / Pressurização :
Michelena Climatização
Interiores:
Janaina Leibovitch
Paisagismo:
Marcelo Faisal
©GilbertoAbdallaRassi
200 jul/15 rev/gbc/br
anuário GBC 2015
CYK
O Edifício CYK (Comendador Yerchanik Kissajikian),
conquistou a certificação do LEED em 2011 e teve
sua recertificação em 2014. O prédio, situado na
Avenida Paulista, 901, é composto por 24 pavi-
mentos, entre pavimentos tipos, subsolos e lojas
no piso Santos e Paulista. Construído em uma área
de 42.692,95 m², a edificação está totalmente loca-
da, com uma população fixa, estimada em 2.200
pessoas. Incorporado pelo Grupo Induscred, que
atua há mais de 40 anos no mercado, a edificação
se consolida como referência de práticas susten-
táveis no que tange aos quesitos da certificação
internacional LEED, principalmente nas práticas de
reaproveitamento e reuso de água e medidas ado-
tadas para melhor eficiência energética.
Segundo Gustavo Louveiro, Síndico do CYK, a
sociedade está cada vez mais preocupada com
a questão das práticas sustentáveis, e esta é uma
preocupação constante de toda a equipe. “O bene-
ficio do aculturamento da população do prédio no
que tange a sustentabilidade também é primordial,
a partir do momento que há uma preocupação por
parte da gestão predial em minimizar os impactos
ambientais da Operação do Edifício e a popula-
ção residente entende este principio que norteia o
LEED, todos se tornam multiplicadores das boas
praticam sustentáveis, levando estas para suas ca-
sas e círculo de amigos”, complementa.
Na visão da CBRE, empresa responsável pelo em-
preendimento CYK, a importância de adquirir a cer-
tificação LEED para o empreendimento represen-
ta a liderança do edifício verde, transformando a
maneira como pensamos sobre como os edifícios
e as comunidades são concebidos, construídos,
mantidos e operados. Edifícios certificados LEED
economizam dinheiro e recursos e tem um impacto
positivo sobre a saúde dos ocupantes e sociedade.
Espaço Sustentável
O edifício foi construído na Avenida Paulista, uma
região privilegiada quanto ao transporte público,
onde grande parte da população de São Paulo tra-
balha. Isso gerou a pontuação máxima no crédito
transporte alternativo. Como forma de incentivo à
utilização de transporte alternativo foi instalado bi-
cicletário e vaga para carro elétrico, com intuito de
incentivar práticas sustentáveis e ecologicamente
corretas.
Eficiência no uso de água
O CYK já possuía metais temporizados e areja-
dores com vazão de 1,8L/min. O sistema de cai-
xas acopladas foi trocado pelo sistema de duplo
acionamento com a opção de 3 e 6 litros. Estas
modificações adicionadas às campanhas contra o
desperdício fizeram com que o consumo de água
reduzisse em 40% a 50%, atingindo assim um de-
sempenho exemplar na eficiência nas instalações
hidrossanitárias. Atualmente são utilizados mictó-
rios a seco na área comum do prédio e alguns dos
locatários já aderiram à ideia. O projeto de sistema
de reuso da água da chuva, que irá atender 100%
no sistema de irrigação automática do jardim e o
setor de limpeza nos pisos externos, está em fase
de finalização. O recalque da água para a caixa su-
perior para criar a pressão por gravidade será efe-
tuado por bombas solares, neutralizando a emis-
são de CO2
para este tipo de mecanismo.
Energia e Atmosfera
Com a instalação do sistema de chamadas inte-
ligentes dos elevadores, um dos sistemas mais
avançados (Miconic), que possui software que gera
gráficos de eficiência das viagens dos elevadores,
o edifício garantiu uma economia de 15% a 30%
de energia destinada para este tipo de transporte.
Todo o sistema de iluminação da área comum é
automatizado via BMS, e possui programação ho-
rária. Já foram instaladas lâmpadas de Led em cer-
ca de 80% da área comum garantindo assim uma
maior economia. Também foram utilizados contro-
ladores de demanda para o acompanhamento do
consumo de energia em tempo integral nas áreas
comuns e no sistema de ar-condicionado. O set-
point do chiller também pode ser modificado de
acordo com a temperatura externa, o que garan-
te uma economia de 15% a 20% de energia. Para
a instalação do sistema de recalque da água de
reuso, serão utilizadas placas fotovoltaicas no for-
necimento de energia da bomba. É utilizado fluído
de refrigerante da família dos HFC’s no ar-condi-
cionado, pois em caso de fugas, não prejudica a
camada de ozônio.
COMENDADORYERCHANIKKISSAJIKIAN
Obra:
Edifício CYK
Localização:
Av. Paulista, 901 São Paulo - SP
Área construída:
42.700 m2
Conclusão da obra:
2003
Certificação:
10/12/2014
Sistema e Nível da Certificação:
LEED EB+OM Gold
Arquitetura:
Kogan, Villar & Associados
Construção:
Hochtieff, Marco Aurélio Monteiro
Consultoria LEED:
SustentaX
Estrutura de Concreto:
SVS
EDIFÍCIO CYK
GOLD
LEED EB+OM
revistagbcbrasil.com.br 201jul/15
anuário GBC 2015
Materiais e Recursos
Visando minimizar os impactos ambientais, o con-
domínio possui um processo de reciclagem prati-
cado no dia-a-dia que recicla entre 80% a 90% dos
resíduos provenientes do uso de suprimentos, feito
individualmente por cada locatário e pela equipe res-
ponsável pela área comum. Depois de separado e
pesado, a empresa especializada em reciclagem faz
a coleta e posteriormente emite o certificado com a
quantidade de resíduos reciclados. Em relação aos
resíduos gerados durante as reformas e ampliação
do condomínio, foi disponibilizado aos locatários
containers de pré-seleção e, após atingirem uma
quantidade determinada, os resíduos foram encami-
nhados para uma caçamba, retirado e vendido pela
empresa especializada. Foi disponibilizado também
containers de pré-seleção para lixos eletrônicos. A
empresa utilizou produtos com selo FSC, conside-
rados de baixo impacto ambiental, cartuchos de im-
pressão que possam ser reutilizados, tapetes com
cerca de 88% da composição de materiais reciclá-
veis, produtos com baixos níveis ou livres de COV,
além de produtos de limpeza com selo Green Seal,
dando preferência sempre por produtores e fornece-
dores localizados em um raio de 800 Km da região.
Qualidade ambiental interna
A temperatura interna do edifício é controlada por
VAV (Volume de Ar Variável) via BMS, no qual indica
a temperatura ambiente e a vazão de determinado
setor em tela gráfica, além de indicar informações
das temperaturas de retorno e ar externo. Esta cor-
reção é feita automaticamente pelo setpoint pré-
-estabelecido utilizando lógica PID.
Inovação e Processos
Todos são envolvidos e preocupados no que tange
a sustentabilidade. Foi implantado o Bituca Verde,
que recicla 100% das bitucas de cigarros coleta-
das no condomínio. A partir do momento em que
há uma preocupação por parte da gestão predial
em minimizar os impactos ambientais da opera-
ção do edifício e a população residente entende
este principio que norteia o LEED, todos se tornam
multiplicadores das boas praticas sustentáveis, le-
vando estas para suas casas e círculo de amigos.
No final, não se trata muito de estratégia e sim de
aculturamento sustentável.
Critérios de Prioridade regional
Os Critérios de Prioridade Regional são: Medição do
desempenho da água, Medidas e montagens eficien-
tes das tubulações água encanada, Eficiência ener-
gética de alto desempenho, Performance do Sistema
de Automação Predial.
Imagem:DivulgaçãoCBRE
202 jul/15 rev/gbc/br
anuário GBC 2015
Tombado como patrimônio histórico
da cidade, o Estádio do Mineirão, lo-
calizado em Belo Horizonte, possui
localização privilegiada com grandes
áreas verdes em seu entorno, próximo
a Lagoa da Pampulha. A construção da
esplanada, uma imensa praça de 80 mil
m² e uma nova área de lazer, integra-
da visualmente à lagoa da Pampulha,
garantiu conforto e tranquilidade para
entrar e sair do Mineirão. Além disso, a
área possui comércio, praças de con-
vivência, recebe eventos e até outras
modalidades esportivas.
Sua reforma seguindo os conceitos e
critérios sustentáveis garantiu ao pro-
jeto a certificação máxima do LEED, o
selo Platinum, fruto do esforço conjun-
to e da preocupação prioritária com a
sustentabilidade, além da interação en-
tre as equipes envolvidas no projeto de
obra, investimentos e busca constante
por melhores soluções com o intuito de
atingir resultados que vão muito além
do exigido para obter a certificação.
Grande parte da edificação existente foi
aproveitada nas obras de reforma e mo-
dernização. Todas as fachadas, arqui-
bancadas, a cobertura e lajes internas fo-
ram mantidas o que representa 86% do
total de áreas que existiam originalmen-
te. Entre os principais benefícios ambien-
tais adquiridos com a reforma do estádio
são redução de consumo energético
associado à demolição e transporte de
resíduos, além da redução no uso de no-
vos materiais de construção civil.
A empresa Minas Arena, responsável
pela obra, foi criada através da parti-
cipação societária entre as empresas
Egesa, Hap e Construcap, com intuito
exclusivo de gerenciamento do Estádio
do Mineirão, uma união que permitiu
trazer para o projeto soluções e tecno-
logias eficientes visando a economia de
recursos naturais, uma tendência natu-
ral que deve ser considerada nos novos
projetos da companhia, além de seguir
como referência para as empresas que
fazem parte do Consórcio em termos
de sustentabilidade. “Para a empresa é
uma honra ter conquistado o Selo LEED
e mais do que isso é uma forma de ins-
pirar e motivar outras empresas e pes-
soas para atitudes mais sustentáveis”,
declara Otávio Oliveira Goes, gerente
técnico da Minas Arena.
MINEIRÃO
ESTÁDIO DO
PLATINUM
LEED NC
ESTÁDIO DO MINEIRÃO
Imagem©Rodrigo Lima
revistagbcbrasil.com.br 203jul/15
anuário GBC 2015
Espaço Sustentável
O Estádio possui localização estratégi-
ca, próximo ao Centro tradicional (con-
solidado na zona Sul) e no caminho do
novo Centro Administrativo (catalisador
do recente desenvolvimento do vetor
norte), com boa infraestrutura, próximo
de serviços básicos como restaurantes,
farmácias e bancos. Além disso, está lo-
calizado próximo a pontos de ônibus que
permitem que os usuários se desloquem
com facilidade usando o transporte pú-
blico. Para incentivar o uso de transporte
alternativo, foi instalado um bicicletário
com 382 vagas e também vestiários
para uso do público e dos funcionários.
O Mineirão conta também com 135 va-
gas preferenciais para veículos de baixa
emissão e baixo consumo.
Eficiência no uso da água
Foram instalados dispositivos economi-
zadores de água bem como um sistema
de captação e aproveitamento de água
da chuva. O volume coletado é armaze-
nado em reservatórios com capacidade
para 5.125m³. A coleta é feita através da
cobertura do estádio, onde a tubulação
de chegada passa por sistemas de gra-
deamento, utilizado para retenção de de-
tritos, além de a água passar por um filtro
no reservatório que sofre coloração. Esta
reserva é utilizada nas bacias, mictórios,
irrigação do campo e recebe monitora-
mento constante.
O sistema de irrigação para paisagismo
é automatizado e embutido no gramado,
que é acionado por válvulas solenoides
de comando elétrico. Este sistema pos-
sui maior controle de automação que
permite regar de acordo com o sombre-
amento da área gramada conforme as
estações do ano. Além disso, também
foram instalados no sistema sensores
de chuva e de umidade. Tais medidas
garantem uma economia de 76% do
consumo de água potável em relação ao
baseline do certificado LEED.
Energia e Atmosfera
Algumas das principais estratégias de
eficiência energética adotadas para
o Mineirão são os sistemas eficientes
de ar condicionado (Central de água
gelada e VRF), além das baixas densi-
dades de potência e iluminação, que
permitiram uma economia no custo de
energia de 45,83% em relação ao ba-
seline. O gás refrigerante utilizado nos
equipamentos de condicionamento de
ar do Mineirão foi cuidadosamente se-
lecionado para minimizar o impacto na
camada de ozônio e no aquecimento
global. O estádio também possui uma
Usina Solar Fotovoltaica, com potência
de 1,42 MWp, com cerca de 6.000 mó-
dulos fotovoltaicos de silício cristalino
instalados na cobertura.
O projeto de instalação elétrica previu sis-
tema de medidores de energia capaz de
monitorar o consumo de energia de acor-
do com o uso final dos sistemas prediais.
Esses medidores estão ligados numa
central de automação para que a equipe
de operação possa monitorar o consumo
de energia em tempo real e tomar ações
corretivas no sistema, garantindo assim
que este esteja sempre dentro dos limites
previstos para o empreendimento.
Uma empresa de comissionamento
esteve envolvida desde a fase de pro-
jeto com o objetivo de garantir a fiel
execução dos sistemas prediais que
consomem energia em relação ao que
foi projetado. Além da análise crítica
dos projetos executivos de instalações,
foram realizados em obra testes e star-
tups dos equipamentos, com o objetivo
de assegurar seu correto funcionamen-
to e configurações. Estes mesmos pro-
fissionais participaram da contratação
das instaladoras, da elaboração dos
manuais dos sistemas e do treinamento
da equipe de manutenção predial. To-
das essas atividades contribuem para
a eficiência energética da edificação e
pra a redução dos problemas durante a
operação do edifício.
Materiais e Recursos
Os materiais utilizados para execução
da obra são provenientes de fornece-
dores e produtores localizados em um
raio de 800 km do empreendimento.
Dos materiais utilizados para execução
da obra, 12,96% possuíam conteúdo
reciclado e 49% foram extraídos de fon-
tes regionais. Alguns destes materiais
foram estruturais, como concreto, aço,
estrutura metálica e materiais de acaba-
mento como os assentos. Além disso, a
equipe de obra fez o controle de todos
os adesivos e selantes, tintas e acaba-
mentos utilizados na obra para que os
limites de compostos orgânicos voláteis
fossem atendidos.
Foi possível atingir, ao final da obra,
um índice de mais de 78% de aprovei-
tamento resíduos da demolição e cons-
trução, que foram reinseridos na cadeia
produtiva, poupando assim novas ex-
trações da natureza. Este resultado par-
tiu do processo de coleta seletiva nas
frentes de serviços até a identificação
de empresas especializadas e locais
que atuam com aproveitamento destes
resíduos.
Qualidade ambiental interna
O projeto de climatização se preocupou
em garantir taxas adequadas de ventila-
ção para todos os ambientes ocupados.
Além disso, para garantir um ambiente
salubre, não é permitido o fumo em ne-
nhum ambiente interno.
Inovação e Processos
Algumas soluções interessantes ade-
ridas durante obra foi o tratamento e o
destino dos resíduos gerados, como
por exemplo, o entulho de concreto
que, foram britados no próprio canteiro
de obras e doados para obras de pavi-
mentação de ruas e loteamentos da re-
gião. As antigas cadeiras da arquiban-
cada e o gramado retirado do campo,
também foram doados para estádios de
cidade do interior do Estado.
Créditos de Prioridade Regional
A empresa conquistou os seguintes
créditos de prioridade regional: Tecno-
logias inovadoras para efluentes; Redu-
ção no consumo de água; Otimização
da eficiência energética; Comissiona-
mento avançado.
Obra:
Estádio Governador Magalhães Pinto
Cliente:
DEOP-MG
Localização:
Av. Antônio Abrahão Caram, 1001
Belo Horizonte - MG
Área construída:
42.500 m² (estádio)
Projeto (data):
2008-2010
Conclusão da obra:
2012
Certificação:
27/06/2014
Sistema e Nível da Certificação:
LEED NC Platinum
Arquitetura:
Von Gerkan, Marg und Partners
(GMP); GMP Brasil; GMP Berlin; Gusta-
vo Penna Arquiteto & Associados
Construção:
Consórcio Minas Arena S.A. (Constru-
cap, Egesa e Hap)
Consultoria LEED:
CTE
Comissionamento:
Outsource
Estrutura de Concreto e Metálica:
Engserj
Estrutura de Concreto Pré Moldado:
Precon / Premo
Automação e Sonorização:
MHA
Elétrica, Acústica e Alarme:
MHA
Hidráulica, Prev. e Comb. a Incêndio:
STE Engenharia
Ar Condicionado:
Conset Engenharia de Projetos
Luminotécnica:
Arquitetura e Luz
Paisagismo e Supressão Vegetal:
HS Jardinagem / BCMF Arquitetos
Sistema Viário:
Tectran / Modelle
Terraplenagem:
Tempro
Topografia:
Gerais Topografia
204 jul/15 rev/gbc/br
anuário GBC 2015
ECB BAYER
ECOCOMMERCIAL
BUILDING
Edifício construído pela Bayer em
São Paulo, EcoCommercial Building
recebeu em 2014 o nível máximo da
certificação sustentável para novas
construções, o selo Platinum na ca-
tegoria New Construction concedido
da organização Green Building Coun-
cil Brasil. O empreendimento é um
espaço de encontro e reunião para
os 1800 colaboradores da empresa
Bayer e foi desenvolvido utilizando-
-se tecnologia de ponta relacionada
à sustentabilidade, além de preocu-
pação com conforto dos ocupantes.
Este é o sexto edifício deste tipo
construído pela Bayer no mundo que,
além de suas matérias-primas, con-
tou com soluções em sustentabilida-
de de mais 13 empresas parceiras
que atuam no país.
A grande diferença é que um edifício
tradicional do mesmo tamanho irá
eventualmente iniciar um processo
de degradação e demandar manu-
tenção, enquanto o ECB irá gerar
economia de recursos, uma vez que
será construído com materiais de lon-
ga durabilidade e irá consumir menos
água e energia durante seu ciclo de
vida. Em comparação com um edifí-
cio tradicional do mesmo tamanho,
o ECB consome 50% menos energia
além de fornecer 70% de água de
reuso. É estimado que entre 7 e 10
anos o investimento será recuperado.
O partido do projeto também se ba-
seou na permeabilidade das áreas.
O grande deck de madeira possibilita
a absorção da água de chuva pelo
solo. O edifício também conta com
um sistema de automação inovador
monitora e controla, em tempo real,
todo o consumo de água e energia
do edifício, bem como flutuações na
iluminação interna, comparada com
o ambiente externo. Além disso, toda
a geração de energia solar, consumo
de água e energia por tipo de uso,
volume de águas de chuvas captado
e emissões de CO2
evitadas são me-
didos e controlados em tempo real,
segundo a segundo, para evitar des-
perdícios. “Ainda na questão energé-
tica, em simulação, verificou-se que
o ECB poderá ser o primeiro prédio
do Brasil a gerar energia solar para
cobrir 100% de sua necessidade anu-
al. Os resultados serão verificados
na prática com um ano de medição,
o que vai acontecer em março de
2015”, afirma Fernando Resende, ge-
rente do Programa EcoCommercial
Building no Brasil.
Com projeto de arquitetura assinado
pelo renomado escritório de arquite-
tura Loeb Capote, o ECB Brasil se-
guiu o que há de mais moderno em
termos de construções sustentáveis,
sem deixar de lado a estética e o con-
forto de seus ocupantes.
“Estamos muito orgulhosos com
este reconhecimento. Soluções
como o ECB são muito importantes,
pois considerando as megatendên-
cias previstas para as próximas dé-
cadas - como a escassez de ener-
gia - edifícios como este podem se
tornar soluções de médio a longo
prazo, já que são capazes de gerar
toda sua energia e reduzir em até
80% o consumo“, reforça Fernando
Resende, gerente do Programa Eco-
Commercial Building no Brasil.
Eficiência no uso de água
Como medida adotada para redução
e consumo racional da água, o em-
preendimento conta com um espelho
d´água que armazena a água da
chuva, além de ser um elemento es-
tratégico para manter a temperatura
e umidade do ambiente agradável e,
consequentemente reduzindo a utili-
zação do ar condicionado. Além dis-
so, foram utilizados equipamentos de
baixo consumo bem como espécies
vegetais que necessitam de baixa de-
manda de irrigação. Com todas estas
práticas o empreendimento garante
uma economia de 94,8% no consu-
mo de água potável.
Energia e Atmosfera
Houve uma ampla utilização de ele-
mentos que contribuem para alta
eficiência energética, usando o cli-
ma brasileiro: O isolamento térmico
em tetos e paredes com poliuretano,
placas translúcidas de policarbonato
nas fachadas que bloqueiam o calor
e permitem a entrada de luz natural,
demando uma diminuição no con-
sumo de luz artificial. Além disso, o
edifício possui brises, persianas e
películas para proteção solar, diver-
sas aberturas para circulação de ar,
entre outros elementos, o que reduz
significativamente o consumo de
energia elétrica.
Materiais e Recursos
Foram utilizados produtos de alta efi-
ciência como, lâmpadas com ilumi-
nação LED, painéis de policarbonato
translúcidos, revestimento, adesivos
e selantes com baixa emissão de
VOCs (Componentes Orgânicos Vo-
láteis). Além disso, 97% de todos s
resíduos gerados pela obra foram
desviados de aterros sanitários e
destinados à reciclagem ou reapro-
veitamento.
Qualidade ambiental interna
A aplicação dos materiais translú-
cidos e com boa absorção no ECB
contribuem para o conforto térmico,
além de reduzir o consumo de ener-
gia. 100% dos espaços têm acesso
à luz e ventilação naturais, e apenas
5% dos espaços têm necessitam de
ar condicionado.
Imagens©LeonardoFinotti
revistagbcbrasil.com.br 205jul/15
anuário GBC 2015
BAYER
PLATINUM
LEED NC
Obra:
ECB – Eco Commercial Building
Cliente:
Bayer
Localização:
São Paulo - SP
Área construída:
400 m²
Certificação:
27/11/2014
Sistema e Nível da Certificação:
LEED NC Platinum
Arquitetura:
Loeb Capote
Construção e Terraplanagem:
JZ Engenharia
Consultoria LEED:
Cushman & Wakefield
Comissionamento:
Command Commissioning
Fundação:
Appogeo
Estrutura de Concreto e Metálica:
Grupo Dois Engenharia
Elétrica e Hidráulica:
Jpinha Engenharia
Automação:
Schneider Eletric
Paisagismo:
André Paoliello
Gerenciamento:
Equipe Engenharia Bayer
Iluminação:
Studio IX
revistagbcbrasil.com.br 205jul/15
anuário GBC 2015
206 jul/15 rev/gbc/br
anuário GBC 2015
Villa Maresias recebeu o primeiro Selo Nacional de
Sustentabilidade para uma residência. Um projeto
de uma residência unifamiliar localizada na praia
de Maresias, município de São Sebastião, SP, pos-
sui 1880m2
de área construída em um terreno de
3060 m2
. A residência obteve 55 pontos dentro de
um intervalo de 50 a 59 pontos, alcançando o ní-
vel PRATA da certificação Referencial GBC Brasil
Casa, do GBC Brasil. Para que esta pontuação fos-
se alcançada foram implantadas diversas medidas
que incorporadas ao projeto trouxeram sustentabi-
lidade a residência durante a execução das obras
e atual operação da residência.
É importante ressaltar que a sustentabilidade vai
além de utilizar os recursos naturais de maneira
responsável durante a construção, também inclui
a forma de como a residência se manterá ao longo
dos anos, educação de moradores, empregados
residenciais, empregados das obras e, principal-
mente, o que a residência sustentável significa para
os seus moradores.
Uma das medidas aplicadas, que contribuiu imen-
samente para a pontuação conseguida, foi a utili-
zação da tecnologia da Argamassa Armada com
Miolo de EPS (Poliestireno Expandido), conhecida
mundialmente como SCIP (Structural Concrete In-
sulated Panel). O material é considerado um dos
mais ecológicos no mercado e seu uso na cons-
trução civil é um dos menos comprometedores ao
meio ambiente, sendo reconhecido internacional-
mente como uma alternativa sustentável de suces-
so para construção, sendo indicado nos manuais
do LEED FOR HOMES e LEED COMERCIAL V4.
O projeto também conta com uma arquitetura ta-
lentosa que privilegiou a ventilação e iluminação
natural da residência, tendo autoria do Arquiteto
Luiz Paulo Machado de Almeida em primeira fase,
depois recebendo um aumento e interiores da Ar-
quitetos Fernanda Azevedo .
“A execução do Projeto Vila Maresias em
busca do 1º Referencial GBC Brasil Casa®
,
Selo Nacional do GBCBrasil, foi um grande
desafio, tivemos que enfrentar condições de
terreno péssimas, uma localização municipal
com ausência de recursos e infraestrutura
mínimos, distância máxima técnica entre os
pontos de fornecimento para o concreto,
várias alterações nos acabamentos por exi-
gência do proprietário, comuns no ramo re-
sidencial , sem esquecermos das forças da
natureza com quedas de barreiras nas serras
isolando a obra em vários momentos depois
de grandes tempestades. Com o uso de tec-
nologia adequada, fornecedores engajados,
união das equipes de obra, é possível cons-
truir no nicho residencial com qualidade de
entrega de produto final, além do fato de ter-
mos promovido e desenvolvido o conceito de
Sustentabilidade, reuso e reaproveitamento
de águas e uso racional de energia para toda
a região do litoral Norte de SP onde estes re-
curso são bem escassos e os fornecedores
locais limitados em sua carteira de produtos”.
Eng. Maria de Lourdes Cristina Delmonte
Printes, Sócia fundadora da LCP Engenha-
ria & Construções Ltda e da LPEngenharia e
Consultoria.
Espaço sustentável
Na compra do terreno foi priorizada a existência de
recursos comunitários básicos próximos à região,
transporte público próximo visando incentivar o uso
dos mesmos. É fornecido um manual do proprietá-
rio, com orientações de produtos de manutenção,
seja na limpeza do dia a dia ou na conservação
de sua propriedade, de acordo com indicações de
fabricantes e organizações internacionais, que pre-
zam o meio ambiente e a saúde do morador e da
raça humana como a OMS.
Eficiência no uso da água
Para o Projeto Vila Maresias, com dimensões gran-
des, foi instalado sistema de armazenamento e
reaproveitamento de águas pluviais recolhidas do
telhado, filtrada e encaminha para uma cisterna.
Após o tratamento, são reutilizadas nas bacias
sanitárias e no sistema de irrigação que é eficien-
te com gotejamento para um paisagismo que
escolheu plantas nativas com baixo consumo de
água e adaptadas à região e ao clima. Também
foram utilizados medidores de vazão setorizados;
metais eficientes para chuveiros e torneiras (com
vazão específica) e sanitários com duplo fluxo de
descargas (dualflux). Foi utilizado termofusão em
tubulações PP em toda a distribuição hidráulica,
minimizando ocorrências futuras de vazamentos e
imprimindo qualidade de água no uso final, livre e
protegida dos Poluentes Orgânicos Persistentes. O
Vila Maresias garantiu uma economia de 62% no
consumo de água potável.
VILLA
MARESIAS
revistagbcbrasil.com.br 207jul/15
anuário GBC 2015
Obra:
Villa Maresias
Local:
São Sebastião – SP
Conclusão:
2014
Área do terreno:
3.060 m²
Área construída:
1.880m²
Certificação:
05/08/2014
Sistema e Nível da Certificação:
Referencial Casa – nível Silver
Arquitetura:
Luis Paulo Machado de Almeida
Arquitetura
Construção:
LCP Engenharia e Construções
Consultoria LEED:
LP Engenharia e Projetos
Simulação Energética:
Acade
Engenharia Estrutural e Estrutura
de Concreto:
Engetreli Engenharia de Projetos
Gerenciamento/Coordenação:
LCP Engenharia e Construções
/ Luis Paulo Machado de Almeida
Arquitetura
Energia e Atmosfera
Foram instaladas lâmpadas LED, sistemas de pla-
cas fotovoltaicas (20 placas com capacidade de
gerar até 240W/placa) para produção de energia,
placas solares para aquecimento de água, painéis
estruturados de EPS (SCIP) na construção da resi-
dência assegurando o isolamento térmico e acús-
tico, e imprimindo um alto rendimento do sistema
de ar condicionado. Além disso, o projeto contou
com a utilização de eletrodomésticos mais eficien-
tes com tecnologia “Inverter” e selo de consumo
de energia, letra A. Os vidros contam com isola-
mento térmico e aplicação de película da 3M nos
pergolados, grandes aberturas para iluminação e
ventilação natural. Com a implantação destes mé-
todos foi possível garantir uma economia de 37%
no consumo de energia elétrica.
Materiais e Recursos
Um grande diferencial é o uso da tecnologia da Ar-
gamassa Armada com Miolo de EPS (SCIP) que
não gera o desperdício de água, energia, ou emis-
são de CO2
na sua fabricação, também reduzindo
em 90% a geração de resíduos durante as obras.
Toda a madeira legalizada e possui certificação.
Usou-se somente o cimento CP III que apresenta
maior impermeabilidade e durabilidade, além de
baixo calor de hidratação tem alta resistência à ex-
pansão e permitem uma construção rápida, eficien-
te e com economia da ordem de até 15% no preço
final da construção. Em Maresias foram desviados
de aterro 92% em volume de descarte de resíduo,
produzindo uma considerável economia na exe-
cução do projeto. Para o resíduo inevitável, foram
contratadas empresas especializadas na coleta.
No final da obra, 88% do total do resíduo gerado
foi reciclado. Lembrando que o isopor é 100% re-
ciclável.
Qualidade ambiental interna
A utilização dos Painéis de Argamassa Armada
com Miolo de EPS (SCIP) como paredes e lajes,
que possuem características estruturais, apresen-
tam significativa capacidade de isolamento tér-
mico e acústico, com índice de redução acústica
de 37dB. Além disto, o EPS é inerte à maioria dos
materiais utilizados para construção civil. Não ab-
sorve água, portanto não acumula umidade, não
propaga chamas e possui propriedades antifungi-
cidas. Outras medidas adotadas foram: janelas em
todos os banheiros, instalação de coifa na cozinha,
projeto arquitetônico com ventilação cruzada, utili-
zação do sistema de ar condicionado com desu-
midificadores. E a utilização de películas em todas
as janelas e portas que oferecem proteção contra
incidência solar.
Inovação e Processo
A empresa sempre inova em nossas construções
através do uso de tecnologias disponíveis no mer-
cado que garantem melhores resultados com rela-
ção à sustentabilidade da construção e o bem-estar
dos ocupantes do empreendimento. A tecnologia
do SCIP não pode ser considerada como inovação
tecnológica, pois já é muito empregada no exterior.
Atualmente são empregadas medidas adicionais
como a utilização de tubulação de polipropileno
(PP) e a termofusão na distribuição da malha hi-
dráulica garantindo qualidade de distribuição da
água (livre de POP(s) vinil e cloro) e minimizando
por completo a possibilidade de vazamentos nas
junções e uniões.
REFERENCIAL
GBC BRASIL CASA®
Imagens:DivulgaçãoLCP
208 jul/15 rev/gbc/br
anuário GBC 2015
O Posto Jardim Carioca, localizado na Ilha do Go-
vernador, Rio de Janeiro, faz parte da segunda
geração de Postos Ecoeficientes da Ipiranga e
conquistou a certificação LEED Retail Gold, com
64 pontos além de receber o Selo Procel Edifica-
ções. Foi o primeiro posto de serviços com essas
certificações no Brasil. O Posto Ecoeficiente Ipiran-
ga é um novo modelo de projeto que adotou uma
nova postura de preservação ambiental, de forma
economicamente viável a partir do uso de soluções
e técnicas construtivas que consomem menos re-
cursos naturais e geram menos resíduos, desde a
construção até a operação.
O Selo LEED tem muita importância para a Ipiranga,
agrega valor ao Posto Ecoeficiente por ser um gran-
de reconhecimento ao projeto. Além disso, mostra
aos seus clientes e revendedores, a importância em
se investir em sustentabilidade das edificações. No
mercado de distribuição de combustíveis, reduzir e
controlar custos operacionais de energia e água é
muito importante para a saúde do negócio.
Além da preservação dos recursos naturais, o Pos-
to Ecoeficiente tem como premissa a viabilidade
econômica e a capacidade de multiplicação por
todo o país. Ele atua nas gestões de energia, água,
materiais e resíduos, com iniciativas como coleta
da água da chuva, tratamento e reuso da água usa-
da na lavagem dos veículos, sistema de iluminação
eficiente, luz natural integrada à artificial, sistemas
de exaustão e sombreamento, utilização de siste-
mas construtivos que utilizam menos material, ge-
ram menos resíduos na obra e são mais rápidos
comparados aos métodos convencionais.
“Esse posto é o primeiro de uma nova geração de
Postos Ecoeficientes e, para a Ipiranga, as certifica-
ções representam o reconhecimento da eficiência
do projeto como um todo”, afirma Jeronimo San-
tos, Diretor de Varejo da Ipiranga.
Espaço Sustentável
O posto já se trata de um “estabelecimento de servi-
ço básico”, mas mesmo assim, como parte da sua
estratégia de diferenciação, a Ipiranga reúne diver-
sos serviços em seus postos, oferecendo ao consu-
midor uma solução completa, num único local.
Eficiência no uso de água
O posto possui um controle de consumo de água
através do uso de dispositivos que impedem o mau
uso, tais como: descargas sanitárias de baixo con-
sumo, além de torneiras e chuveiros com fecha-
mento automático. A captação da água da chuva
é feita através da cobertura da pista de abasteci-
mento, que é destinada para lavagem dos veículos.
Também possui a captação da água através do te-
lhado da edificação que é utilizada nas descargas
sanitárias. Além disso, o piso instalado no pátio é
impermeável e o projeto de paisagismo é adequa-
do ao regime local de chuvas evitando assim o uso
de água para rega.
Energia e Atmosfera
Como estratégias para redução no consumo de
energia, o empreendimento possui sistema de
iluminação artificial com tecnologia LED, uso de
dispositivo (domus) para captação de luz natural
para a loja de conveniência e escritório, sensor de
presença para iluminação de ambientes com maior
circulação (banheiros, vestiários e copa), sistema
de exaustão que retiram o calor de refrigeradores
e freezers das lojas, visando aliviar a carga de
calor ar-condicionado, através de exaustor solar.
Há também a captação de energia solar através
de painéis fotovoltaico e mini-gerador eólico, que
jogam a energia elétrica na rede concessionária,
além de ser utilizada para aquecer a água neces-
sária para suportar a operação da loja e dos ves-
tiários dos colaboradores, e com diferencial de ilu-
minação da imagem Ipiranga (testeira back light)
através de fotocélulas, minimizando assim o uso de
energia elétrica para esta finalidade.
POSTO JARDIM CARIOCA
IPIRANGA
POSTO ECOEFICIENTE
revistagbcbrasil.com.br 209jul/15
anuário GBC 2015
Materiais e Recursos
O empreendimento conta com utilização de siste-
mas racionais que oferecem mais rapidez, e que
sejam mais limpos e seguros através da construção
seca em edifícios – estrutura metálica. A cobertura
da pista é feita com uma estrutura pré-fabricada,
uma camada única que é aparafusada, não neces-
sitando de soldas. O uso de tinta à base de água,
que utiliza água como solvente reduz os impactos
ambientais em relação àquelas que usam solventes
voláteis. A condução da obra segue os preceitos da
Ecoeficiência: controle de consumo de recursos,
administração e destinação de resíduos, saúde
e segurança, reunidos em um Caderno de Diretri-
zes de Obra, que evita geração de resíduos pela
construção convencional e demolição. Além disso,
há um sistema de coleta seletiva de papeis, vidros,
plásticos e metais, do restante do lixo orgânico além
dos resíduos contaminados com combustível, pro-
movendo o descarte adequado para cada tipo de
resíduo. Todo o resíduo gerado na obra do Jardim
Carioca foi encaminhado para reciclagem.
Qualidade ambiental interna
Para garantir um melhor conforto nas áreas inter-
nas, a edificação conta com brise-soleil nas áreas
envidraçadas da loja e vidro verde na vitrine, que
filtra a radiação solar e reduz a incidência de raios
solares no interior do ambiente e, com isso, o uso
de ar-condicionado, oferecendo também um con-
forto visual. A solução de telhado branco para re-
flexão solar contribui para aliviar a carga térmica da
edificação, além de constar com isolamento térmi-
co no forro, garantindo melhor desempenho do ar
condicionado.
Inovação e Processos:
•Usoderevestimentosmodulares,comaplicaçãoseca.
•Construções Single Deck.
•Kit de Proteção Ambiental: um kit contendo ma-
teriais absorventes para serem utilizados em caso
de pequenos vazamentos de combustível na pista.
Obra:
Posto Ecoeficiente Jardim Carioca
Cliente:
Posto Ipiranga
Localização:
Rua Maiatuca, 125 - Rio de Janeiro-RJ
Área construída:
483,20 m²
Certificação:
03/03/2015
Sistema e Nível da Certificação:
LEED Retail Gold
Arquitetura:
Ipiranga Produtos de Petróleo
Construção:
FJS Construções
Consultoria LEED:
Casa do Futuro
Comissionamento:
Novva Solutions
Simulação Energética:
Casa do Futuro
Paisagismo:
Floraviva
Gerenciamento de sustentabilidade em
canteiro de obra:
Coletivo Consciente Sustentabilidade
GOLDLEED RETAIL
210 jul/15 rev/gbc/br
anuário GBC 2015
Starbucks
A conquista da certificação LEED reforça ainda mais o com-
promisso da Starbucks com a sustentabilidade. Contando
com uma equipe de consultoria LEED interna, responsável por
acompanhar todas as etapas do processo da certificação, a
Starbucks, desde 2010, tem a orientação mundial de construir
todas as suas lojas próprias com a certificação LEED. Em 2014
três lojas da rede foram certificadas devido à execução de
obra que visam à redução do impacto ambiental. As lojas certi-
ficadas são: Starbucks Via Parque Shopping, Starbucks Shop-
ping Metro Boulevard Tatuapé e Starbucks Sao Bernardo Plaza
Shopping. Todas as construções garantiram selo Certified na
categoria Retail. Entre os esforços contínuos para tornar as
lojas sustentáveis incluem uma combinação de elementos de
design e eficientes como, utilização de iluminação econômica
e ar condicionado com gás ecologicamente correto, utilização
de materiais menos tóxicos, torneiras e válvulas de baixo fluxo,
processo de reciclagem, utilização de materiais provenientes
de fornecedores regionais, além de promover a conscientiza-
ção através de mensagens de educação ambiental disponibili-
zadas nas lojas certificadas.
Obra: Loja Starbucks Via Parque Shopping
Local: Rio de Janeiro – RJ
Área construída: 189,00m2
Certificação: 09/01/2014
Sistema e Nível: LEED Retail Certified
Consultoria LEED: Cássia Pegoraro
Obra: Loja Starbucks Shopping Metro
Boulevard Tatuapé
Local: São Paulo -SP
Área construída: 74,00m2
Certificação: 18/06/2014
Sistema e Nível: LEED Retail Certified
Consultoria LEED: Cássia Pegoraro
Obra: Loja São Bernardo Plaza Shopping
Local: São Bernardo do Campo - SP
Área construída: 100,79m2
Certificação: 10/07/2014
Sistema e Nível: LEED Retail Certified
Consultoria LEED: Cássia PegoraroCERTIFIED
LEED CS
Arquitetura e Engenharia
Obra: Sede da Informov
Cliente: Informov Arquitetura
Local: São Paulo - SP
Área construída: 921m²
Certificação: 10/01/2014
Sistema e Nível: LEED CI Gold
Arquitetura e Construção: Informov
Consultoria LEED
e Comissionamento: Novva SolutionsInformov
GOLD
LEED CI
Projetado sob os conceitos, critérios e práticas
sustentável, o escritório Informov Engenharia + Ar-
quitetura garantiu em 2014 a certificação LEED, no
nível Gold. O escritório localizado em São Paulo con-
quistou visibilidade, credibilidade e visão global da
empresa como um todo sobre os impactos ao meio
ambiente. Para se adequar às exigências do selo, a
Informov desembolsou R$ 500.000, e já conta com
uma economia de mais de R$ 250.000 (água e luz),
o equivalente a 50% do investimento inicial. Mais do
que economia, a implantação da certificação garan-
tiu mudanças positivas no comportamento e entendi-
mento dos colaboradores (ser humano) para com os
outros e ao meio ambiente.
Obra: Edifício Jackson Tower
Cliente: Jackson Empreendimentos
Local: Tamboré - SP
Área do terreno: 3018 m²
Área construída: 8361 m²
Certificação: 15/01/2014
Sistema e Nível: LEED CS Silver
Arquitetura: Bottin e Rubin Arquitetura
Construtora: Ensul Engenharia
Consultoria LEED, Comissionamento
e Simulação Energética: Novva Solutions
Jackson Tower
O edifício Jackson Tower localizado em Tamboré (Alphaville), SP, conquistou a cer-
tificação LEED CS no nível Silver. Isso impactou em mudanças positivas no compor-
tamento dos colaboradores e no meio ambiente. O empreendimento adotou várias
medidas para garantir a certificação, tais como: Seleção de terreno em uma malha
urbana desenvolvida, com fácil acesso; Instalação de bicicletário e vestiários; Im-
plementação de sistema de captação das águas pluviais para reuso nas bacias
sanitárias e na irrigação do paisagismo; Redução do uso da água para irrigação em
61%; Utilização de louças e metais eficientes com uma economia de 44% de água
potável; Utilização da iluminação natural nos espaços internos e equipamentos de
HVAC de alta performance, iluminação e controles eficientes, com15,8% de econo-
mia no uso da energia; entre outras metas atingidas.
SILVER
LEED NC
revistagbcbrasil.com.br 211jul/15
anuário GBC 2015
Obra: Fábrica Borg Warner
Cliente: Borg Warner
Local: Itatiba – SP
Área construída: 18.000 m²
Conclusão: 2012
Certificação: 05/03; 09/04 ; 03/10/2014
Sistema e Nível: LEED NC Silver
Arquitetura: Bernardo Rosa Arquitetos
Construção: WM Engenharia
Consultoria LEED e Simulação
Energética: Acade Arq. e Consultoria
Construída em uma área de 18 mil m², a Fábrica da
Borg Warner, localizada em Itatiba no estado de São
Paulo, conquistou a certificação LEED NC nível Silver
para cada prédio que compõe o complexo: Entrada,
Refeitório e Engenharia. Com investimentos de R$ 70
milhões a Borg Warner construiu o empreendimento
de acordo com os requisitos sustentáveis, o que pro-
porcionou uma redução significativa no consumo de
água superior a 40% quando comparado ao baseline.
Outros resultados como, redução do consumo de ener-
gia superior a 10%, média de conteúdo reciclado dos
materiais utilizados superior a 15% e 50% provenientes
de produtores e fornecedores dentro de um raio de 500
km, foram fundamentais para conquista da certificação.
Fábrica
Borg
Warner
SILVER
LEED NC
Localizada em Joinville-SC, em uma área de 500 mil metros quadra-
dos, a nova fabrica da GM foi construída dentro dos mais avançados
conceitos de sustentabilidade. Seguindo os critérios de construção
sustentável do Green Building Council, o empreendimento garantiu
a certificação LEED NC nível Gold no ano de 2014, uma conquista
importante para o mercado sustentável. Os processos de projeto e
construção foram acompanhados pelo Comitê de Sustentabilidade
criado pela empresa em abril de 2011, que seguiu em linha com a
política mundial de preservação ao meio ambiente aderida pela GM.
O que tange à características sustentáveis, o empreendimento dife-
rencia-se principalmente pela tecnologia de tratamento de água por
Osmose Reserva, na busca máxima pela eficiência energética com
sistema de ar-condicionado sistema de aquecimento solar eficien-
tes e econômicos, além de materiais locais e reciclados extraídos
da região.
Fábrica da GM
GOLD
LEED NC
Obra: Nova Fábrica de Motores GM
Cliente: GM do Brasil
Local: Joinville - SCP
Área construída: 20.587,04m²
Certificação: 17/01/2014
Sistema e Nível: LEED NC Gold
Arquitetura e Construção: CESBE
Consultoria LEED: OTEC
Gereciamentoento: GM do Brasil
SP Headquarters
Torres Paulista
e Brigadeiro
Seguindo aos critérios internacionais de alto nível,
duas, Paulista e Brigadeiro, das quatro torres do em-
preendimento São Paulo Headquarters garantiram a
certificação Core & Shell no nível Silver em 2014. As tor-
res certificadas contam com lajes que variam de 1.100
m2
a 1.700 m2
de área locável. Foram implantadas na
construção algumas tecnologias e sistemas eficientes
que obtiverem resultados como, 35% a 50% no consu-
mo de energia em iluminação, 25 a 35% no consumo
de energia em elevadores e escadas rolantes, além da
redução no consumo de água de 30% nos sanitários e
60% na irrigação do paisagismo. Além disso, diversas
estratégias sustentáveis foram adotadas para garantir
uma construção, manutenção e operação eficientes na
edificação.
Obra: Edifício Headquarters torres
Paulista e Brigadeiro	
Local: São Paulo – SP
Área construída: 64.489, m²
Certificação: 13/02/2014
Sistema e Nível: LEED CS Silver
Arquitetura: KOM Arquitetura
Construção: Método Engenharia
Consultoria LEED: Sustentech
Paisagismo: Sérgio Santana
SILVER
LEED CS
Obra: Centro Empresarial Office Park - Bl. III
Cliente: Gomes Participações
Local: Florianópolis - SC
Área construída: 4.565 m²
Certificação: 06/03/2014
Sistema e Nível: LEED NC Silver
Arquitetura: MOS Arquitetos Associados
Construtora: Joal Teitelbaum
Consultoria LEED e Simulação
Energética: ENE Consultores
Comissionamento: CommandCommissioning
Primeiro edifício corporativo certificado LEED New Construction
v3, nível Silver de Santa Catarina, O Centro Empresarial Office Park
– Bloco III, construído para ser a sede regional do Operador Na-
cional do Sistema Elétrico. Um grande diferencial do edifício foi a
preocupação com estratégias para economia de água e redução
da demanda hídrica necessária à operação da edificação, medidas
que garantiram pontuação máxima na categoria ‘Uso Racional da
Água’. Dentre os sistemas principais projetados, destaque para a
captação da água de chuva da cobertura, a utilização de dispositi-
vos sanitários economizadores e o tratamento “on-site” de 100% de
todo o efluente gerado, viabilizando a alimentação do sistema de
irrigação, vasos sanitários e mictórios apenas com água de reuso.
Centro Empresarial Office Park Bloco III
SILVER
LEED NC
212 jul/15 rev/gbc/br
anuário GBC 2015
Localizado ao lado do complexo do Centro Empresarial
Nações Unidas (CENU), a Tower Bridge Corporate se
tornou uma nova referência para o segmento Triple A.
Concebido em linhas ousadas e funcionais, privilegian-
do o espaço e a luminosidade, o empreendimento está
em plena harmonia com o entorno. Além de uma ampla
gama de serviços, o edifício tem o apoio do complexo
CENU. O empreendimento possui o selo LEED CS nível
Gold, e tem cerca de 55.000 m² de área locável, entre
escritórios e espaços para lojas, distribuídos em 24 an-
dares. O projeto prima pela exploração dos espaços de
forma eficiente, valorizando o bem-estar dos ocupan-
tes. Uma amostra dessa preocupação foi a criação de
três terraços em cada um dos pavimentos. A fachada
do prédio possui vidro de alta performance que favore-
ce a iluminação natural interna, que aumenta o conforto
e o uso racional de energia. Entre as práticas de sus-
tentabilidade ambiental estão a instalação de sistema
de ar-condicionado central com termo-acumulação,
elevadores de alta performance e otimização de todos
os sistemas elétricos, a fim de obter uma economia sig-
nificativa de energia. Além disso, o edifício conta com
planta de geração de energia híbrida (gás e diesel) com
possibilidade de geração para todo o edifício (100% da
carga) incluindo as áreas privativas, reaproveitamento
das águas pluviais e dreno de ar condicionado para a
irrigação, disponibilização de carga de ar condiciona-
do (20 TR) para sistemas especiais (data center), o que
contribui para o aumento da eficiência do prédio.
Tower Bridge
Corporate
Obra: Tower Bridge Corporate
Cliente/proprietário: FII Tower Bridge
Local: São Paulo - SP
Área do terreno: 10.340 m²
Área construída: 45.895 m²
Certificação: 11/04/2014
Sistema e Nível: Leed CS Gold
Consultoria LEED: Sustentax
Arquitetura: Botti & Rubin
Construtora: Brookfiled
Agente comissionador: Sustentax
Simulação energética: Fortier
GOLD
LEED CS
Em 2014 o novo prédio da B2W, da Lojas Americanas
conquistou o selo LEED New Construction (NC) nível Sil-
ver. Para a construção da loja, localizada no Rio de Ja-
neiro, foram adotas medidas como: utilização de lâmpa-
das eficientes que garantem cerca de 5% de economia
de energia bem como utilização de sistema inteligente
de ar condicionado e biciletário e vestiários com equipa-
mentos economizadores de água, incentivando assim o
uso de transporte alternativo. Isso garantiu ao empreen-
dimento: Redução de 15% de energia; Redução de 61%
de água potável; 80% de resíduos desviados de aterros.
Mais, 65% da madeira utilizada é certificada FSC e 24%
dos materiais utilizados na obra foram provenientes de
fornecedores da região.
Obra: B2W Inovação e Tecnologia
Cliente: Lojas Americanas
Local: Rio de Janeiro - RJ
Área construída: 2.600 m²
Certificação: 22/04/2014
Sistema e Nível: LEED NC Silver
Arquitetura: JP Projetos
Construção: SGA
Consultoria LEED e Comissionamento: CTE
Ar Condicionado: PKK Engenharia
B2W
Lojas Americanas
SILVER
LEED NC
O prédio da sede da Amcham (Câmara Ameri-
cana de Comércio), em São Paulo, recebeu em
2014 o selo LEED, nível Gold com a maior pon-
tuação no Brasil (71 pontos). É a maior entre
os prédios já existentes adaptados às normas
de soluções sustentáveis do Green Building
Conuncil (GBC). Com a implantação de planos
e políticas internas, a Amcham contabilizou re-
sultados importantes em relação a fatores de
eficiência energética, economia de água entre
outros créditos determinados pelas regras do
LEED.
AMCHAM GOLD
LEED EB O&M
Obra: Sede AMCHAM
Cliente: AMCHAM Brasil
Local: São Paulo, SP
Área Construída: 5.681,69 m²
Certificação: 23/04/2014
Sistema e Nível : LEED-EB O&M Gold
Consultoria LEED: OTEC
Reformas e Ampliações: Cintec
Limpeza Sustentável: Grupo OIKOS
Gerenciamento de energia: ACS
revistagbcbrasil.com.br 213jul/15
anuário GBC 2015
Edifício Odebrecht
GOLD
LEED CS
O Edifício Odebrecht, em São Paulo, conquistou em 2014
o selo nível Gold na categoria Core & Shell. Como práticas
sustentáveis adotadas na obra como, instalação de uma
Estação de Tratamento de Água, utilização de lâmpadas
eficientes, sistema de iluminação que atua em conjunto
com a incidência de luz natural, além de possui a maior
parede verde do país, o edifício atingiu resultados signifi-
cativos em relação aos critérios exigidos pela certificação
como, economia de 15% no consumo de energia, 75%
dos resíduos gerados durante a obra foram desviados de
aterros, 20% dos materiais utilizados de fornecedores da
região, redução de 65% no consumo de água com dis-
positivos eficientes e 59% de redução para o paisagismo,
além de 52% de a madeira utilizada ser certificada FSC.
Obra: Edifício Odebrecht São Paulo
Cliente: Odebrecht Realizações
Local: São Paulo - SP
Área construída: 31.577,89 m²
Certificação: 15/05/2014
Sistema e Nível: LEED CS Gold
Arquitetura: aflalo/gasperini
Construção: Odebrecht S.A
Consultoria LEED: CTE
Comissionamento: Outsource
Ar condicionado: Thermoplan/Greenwatt
Agência Banco do Brasil Localizada em Fortaleza, a agência foi cons-
truída seguindo as diretrizes do Programa
Ecoeficiente do BB, que visa à construção das
agências com implantação de um conjunto de
soluções sustentáveis para redução do impac-
to ambiental. Através das medidas adotadas,
foi possível desviar de aterros 78% dos resídu-
os gerados durante a obra. 14% dos materiais
utilizados são de origem regional e 10% pos-
suem conteúdo reciclado. Foi possível ainda,
uma redução de 63% de água potável através
da utilização de dispositivos economizadores,
e de 20% no consumo de energia.
Obra: Agência Messejana BB
Cliente: Banco do Brasil
Local: Fortaleza – CE
Área construída: 1225,96 m²
Certificação: 27/05/2014
Sistema e Nível: LEED NC Silver
Arquitetura: Banco do Brasil
Construção: Treliça
Consultoria LEED: CTE
Comissionamento: Outsource
Messejana
SILVER
LEED NC
Localizado no Rio de Janeiro, na praia do Flamengo, o Edi-
fício Manchete recebeu a certificação LEED nível Silver na
categoria Core & Shell, garantindo ao edifício o status de
Triple A. O processo de retrofit foi desenvolvido por João
Niemeyer Arquitetura e pela Renta Engenharia onde foram
adotadas medidas que contribuem para a redução dos re-
cursos naturais, como água e energia, bem como a utiliza-
ção de materiais e processos eficientes. Alguns resultados
importantes: 9% de redução de energia; 60% de redução
através de dispositivos; economia de 100% de água para
irrigação; 80% de resíduos desviados de aterros.
Obra: Edifício Manchete
Cliente: Manchete
Local: Rio de Janeiro - RJ
Área construída: 26.045,93 m²
Certificação: 27/05/2014
Sistema e Nível: LEED CS Silver
Arquitetura: João Niemeyer Arquitetura e
Renta Engenharia
Construção: Dan-Herbert
Consultoria LEED: CTE
Edifício
Manchete
SILVER
LEED CS
Obra: Museu de Arte do Rio
Cliente: Fundação Roberto Marinho
Localização: Rio de Janeiro – RJ
Área total: 15.000 m²
Gerenciamento: Engineering
Arquitetura: Bernardes + Jacobsen Arq.
Construtora: Concrejato
Certificação: 28/05/2014
Sistema e Nível: LEED NC Silver
Consultoria LEED: CTE
Concepção estrutural: GOP
Museu de Arte do Rio
Promover sinergia entre educação e arte, imaginar o Rio
de Janeiro através de uma leitura transversal da história
da cidade valorizando o conceito de sustentabilidade são
alguns dos objetivos principais do Museu de Arte do Rio.
Inaugurado em 2013, o MAR, alcançou o certificado LEED
Silver em 2014, além de receber o título de melhor cons-
trução em 2013, na categoria museu, pelo voto popular do
maior prêmio internacional de arquitetura, o Architizer A +
Awards. Foi também a primeira entrega do Porto Maravilha,
amplo projeto de revitalização da Região Portuária do Rio
de Janeiro. Projeto pioneiro na obtenção da certificação
LEED para museus na América Latina.
SILVER
LEED NC
214 jul/15 rev/gbc/br
anuário GBC 2015
Construído dentro de critérios que representam o que há de
mais moderno em construções sustentáveis, mundialmen-
te. O edifício Atrium Faria Lima – Fase 2, localizado na re-
gião de Pinheiros, em São Paulo, conquistou a certificação
LEED nível Silver em 2014 Commercial Interiors. As medidas
adotadas para tornar o edifício mais eficiente, contribuíram
para alguns resultados significativos como: 36% de redu-
ção de água através do uso de dispositivos economizado-
res; 73,5% dos resíduos gerados na obra foram desviados
de aterros sanitários; 44% dos materiais utilizados na obra
possuem conteúdo reciclado.
Bunge
Atrium Faria Lima 2
SILVER
LEED CI
Obra: Atrium Faria Lima – Fase 2
Cliente: BUNGE
Local: São Paulo - SP
Área construída: 3.295,00 m²
Certificação: 29/05/2014
Sistema e Nível: LEED CI Silver
Arquitetura: Athié Wohnrath
Construtora: Libercon Engenharia
Consultoria LEED: CTE
Comissionamento: CTE
Luminotécnica: Foco Luz e Desenho
A Arena Grêmio é um moderno complexo esportivo mul-
tiuso. Inaugurado em 2012, recebeu a certificação LEED
em 2014, tendo como itens determinantes para a entrega
do certificado: prevenção ativa da poluição na constru-
ção; escolha do terreno; densidade de desenvolvimento
e envolvimento com a comunidade; redução no uso de
água e reaproveitamento de água da chuva; redução do
uso de energia; armazenamento e coleta de materiais re-
cicláveis; uso de materiais de fornecedores regionais e
inovação e design.
Arena Grêmio Obra: Arena do Grêmio
Cliente: Arena Porto-Alegrense S.A
Local: Porto Alegre - RS
Área do terreno: 175.219,33 m²
Área construída: 207.926 m²
Certificação: 02/06/2014
Sistema e Nível: LEED NC Silver
Arquitetura: Plarq Arquitetura
Construtora: OAS S.A
Consultoria LEED: Acade
Comissionameto: TUV Rheinland
©MFCOM
SILVER
LEED NC
Arena Pernambuco
O estádio Arena Pernambuco, localizada em
Recife – PE, conquistou em 2014, a certifica-
ção LEED Silver na categoria NC. Foram ado-
tadas para obra medidas como captação de
energia solar e de água da chuva, ventilação
natural, gestão de resíduos sólidos, além de
possuir a própria estação de tratamento de
esgoto, coleta seletiva e sistema lava-rodas.
Medidas como estas contribuíram para a redu-
ção de 32% de energia, 66% de água potável
e 100% para o paisagismo, 90% dos resíduos
foram desviados de aterros, além de 25% dos
materiais possuírem conteúdos reciclados e
30% provenientes de fornecedores regionais.
Obra: Arena Pernambuco
Cliente: Odebrecht
Local: Recife - PE
Área construída: 99.000 m²
Certificação: 10/06/2014
Sistema e Nível: LEED NC Silver
Consultoria LEED e Comission.: CTE
Arquitetura e Paisag.: Fernandes Arq. Ass.
Construção: Const. Norberto Odebrecht
Ar condicionado: Projetar
SILVER
LEED NC
Maracanã
SILVER
LEED NC
Construído em 1950, o Maracanã foi repaginado para se-
diar a Copa de 2014. Reformado de acordo com os critérios
sustentáveis, o estádio conquistou a certificação LEED New
Construction, nível Silver em 2014. O Maracanã é o terceiro
estádio entre os 12 do Mundial a receber a certificação. Den-
tre os critérios de avaliação para certificação, os que mais se
destacaram na construção foram, eficiência energética com
instalação de placas fotovoltaicas, que produz 400 mil kW/h
de energia por ano e é capaz de produzir energia equivalente
ao consumo de 240 residências e colabora para a redução
do consumo do estádio, além de dispositivos de captação de
água da chuva, que permitem uma economia de 40% de água
no geral.
Obra: Reforma Maracanã
Cliente: Odebrecht
Local: Rio de Janeiro - RJ
Área construída: 98.000 m²
Certificação: 11/06/2014
Sistema e Nível: LEED NC Silver
Consultoria LEED: CTE
Arquitetura: Fernandes Arquitetos & Ass.
Construção: Odebrecht Infraestrutura e
Andrade Guitierrez
revistagbcbrasil.com.br 215jul/15
anuário GBC 2015
Centro Empresarial
Antonio Peretti
Obra: Centro Empresarial Antonio Peretti
Local: Curitiba – PR
Área construída: 9.201,43 m²
Área locável: 5.500 m²
Certificação: 15/07/2014
Sistema e Nível: LEED Core & Shell Gold
Arquitetura: Realiza Arquitetura
Construtora: Hugo Peretti
Consultoria LEED: Petinelli INC
Comissionamento: Novva Solutions
A sustentabilidade tem papel importante para a Hugo
Peretti desde o início dos anos 1990, ganhando força
nos anos 2000, fazendo com que a empresa investisse
mais em pesquisa e desenvolvimento a partir de 2008.
Com a construção do Centro Empresarial Antonio Peret-
ti, localizado em Curitiba, um edifício corporativo inteli-
gente, cuja execução envolveu processo de engenharia
voltado para sustentabilidade, foi inevitável a conquista
de certificação LEED, no nível Gold. A certificação ocor-
reu em 2014 e atingiu pontuação máxima em alguns dos
critérios mais importantes para o processo. É um BTS
feito para atender a uma só empresa, que tem altos ní-
veis de exigência quanto a aspectos construtivos e de
impacto ambiental.GOLD
LEED CS
Localizado na zona norte do Rio de Janeiro com 218 lojas, 5 ci-
nemas e 1.476 vagas de estacionamento, o Shopping Jardim
Guadalupe conquistou em 2014 a certificação LEED, nível Certi-
fied, na categoria Core & Shell. Como práticas sustentáveis, foram
adotadas formas de reaproveitamento e economia de água como
sistema de captação de chuva para rega e limpeza. O Shopping
também possui uma Estação de Tratamento de Esgoto (ETE), que
separa a água não consumível, direcionando-a para sanitários e
sistema de ar-condicionado. As pias possuem temporizador e
arejador. Com relação à energia, a economia se dá através da
arquitetura do shopping, com claraboias que permitem iluminação
natural durante todo o dia e lâmpadas de led na área externa que
geram uma economia de até 5% no custo com a energia.
Shopping
Jardim Guadalupe
CERTIFIED
LEED CS
Obra: Shopping Jardim Guadalupe
Cliente: Saphyr Shopping Centers
Local: Rio de Janeiro - RJ
Área do terreno: 40.699,58 m²
Área construída: 91.714,30 m²
Certificação: 17/07/2014
Sistema e Nível: LEED CS Certified
Arquitetura: Design Corp / Bassichetto
Construtora: Afonso França
Consultoria LEED: CTE
Simulação energética: SENAP
Sétimo estádio a ser construído para Copa do
Mundo de 2014, a Arena Beira- Rio conquis-
tou a certificação LEED NC nível Silver em
2014. Através de medidas adotadas como a
implementação de um plano de prevenção
de poluição do solo e do ar, materiais que
reduzem as ilhas de calor, transformadores a
seco com potência total de 7,8 MVA, sistema
de coleta de água da chuva entre outras me-
didas eficientes foi possível atingir resultados
como: Redução de cerca de 21% de energia
e cerca de 70% no consumo de água.
Arena Beira Rio
SILVER
LEED NC
Obra: Arena Beira-Rio
Cliente: Andrade Gutierrez
Local: Porto Alegre - RS
Área construída: 58.550 m²
Certificação: 01/08/2014
Sistema e Nível: LEED NC Silver
Arquitetura: Santini & Rocha Arquitetos
Construção: Andrade Gutierrez
Consultoria LEED e Comission.: CTE
Automação: Jugend Controle Predial
Elétrica e Hidráulica: FB Assessoria e Projetos
Arena Amazônia
Certified
LEED NC
A Arena Amazônia, em Manaus, foi certificada em 2014
na categoria New Construction (NC) com o selo LEED
nível Certified. O estádio foi construído focando nos cri-
térios exigidos pelo LEED. Alguns diferenciais adotados
são: sistema de irrigação automatizado, instalação de
reservatórios para captação da água de chuva com ca-
pacidade de 120 mil litros, sistema de tratamento e reu-
tilização da água captada. Além destes itens o estádio
conta com cobertura translúcida que permite maior apro-
veitamento da iluminação natural e, consequentemente,
reduz o consumo de energia elétrica. A cobertura possui
uma membrana que reflete até 75% dos raios solares
contribuindo para conforto térmico do ambiente, sem a
necessidade de refrigeração. Importante também desta-
car que, 95% do material de demolição foi reaproveitado.
Obra: Arena Amazônia
Local: Manaus – AM
Área do terreno: 84.000 m²
Área construída: 170.000 m²
Certificação:12/06/2014
Sistema e Nível: LEED NC Certified
Consultoria LEED: Sustentech
Arquitetura: GMP e Grupo Stadia
Construção: Andrade Gutierrez
Iluminação: Acenda Projeto de Iluminação
Elétrica e Hidráulica: Soeng
Paisagismo: Marcelo Faisal
216 jul/15 rev/gbc/br
anuário GBC 2015
Localizado dentro do Setor de Autarquias Norte do Plano Piloto, o complexo será composto por três torres integradas com 16 andares de escritórios
cada, construídas em fases. A primeira torre, pronta no primeiro semestre de 2013, recebeu a certificação Leed for Core and Shell, no nível Gold em
2014. Sua localização privilegiada proporciona facilidade de acesso e promove a densidade urbana e conexão com o entorno, além de contar com
ampla área verde livre que qualifica e maximiza os espaços abertos favorecendo a drenagem natural de águas pluviais e reduzindo as ilhas de calor.
Também foram adotadas medidas como, instalação de sistemas de irrigação automatizados com controladores de tempo, utilização de dispositivos
economizadores de água nas áreas comuns, tratamento de águas pluviais para irrigação do paisagismo, e águas cinzas e de condensado para o reuso
em bacias sanitárias e mictórios, além utilização de espécies nativas ao clima da região entre outros itens, o que atingiu uma redução de cerca de 53%
no consumo da água. Outras importantes medidas adotadas foram, o alto percentual de utilização de materiais com conteúdo reciclado e provenientes
de fontes regionais, 100% da madeira incorporado é certificado pelo FSC, além de mais de 4.200 m³ de entulho, resíduos e embalagens serem destina-
dos à reciclagem. Como resultado, cerca de 80% do volume total de resíduos e entulho foram desviados dos aterros da região metropolitana do Distrito
Federal. Há ainda um Plano de Gestão de Resíduos e Coleta Seletiva permanente visando orientar e conscientizar os usuários.
Green Towers Brasília
GOLD
LEED CS
Obra: Green Towers Brasília
Cliente: Tishman Speyer e Via Engenharia
Local: Brasília - DF
Área do terreno: 9.600m²
Área construída: 163.378,84m²
Certificação: 02/09/2014
Sistema e Nível: LEED CS Gold
Consultoria sustentável: CTE
Comissionamento: CTE
Simulação energética: Vidaris
Arquitetura: Arquitectonica
Construtora: Via Engenharia
Centro de Distribuição de Pouso Alegre
GOLD
LEED NC
O Centro de Distribuição/Pouso Alegre – MG conquistou, em 2014, a certificação internacional LEED Gold para os prédios Galpão, Administrativo e Portaria, e LEED Silver
para os prédios de Descaracterização e Apoio de Motorista. O complexo foi projetado de acordo com as normas de sustentabilidade exigidas. Foram adotadas medidas
como controle para prevenção de poluição durante a fase de construção, além de possuir uma área vegetada com plantas nativas que corresponde a 56% da área do
terreno. Com a utilização de dispositivos sanitários eficientes, instalação de uma ETE com reuso de água tratada, e sistema de reaproveitamento de águas pluviais, foi
possível garantir uma redução significativa no consumo de água dos quatro blocos, chegando a uma economia de mais de 80% do consumo em alguns blocos. Visando
também a eficiência energética, o complexo conta com sistema de aquecimento solar, ventilação natural, sistema de fechamento especificados para redução da carga
térmica, iluminação interna e externa com densidade de potência luminosa reduzida, além da distribuição de medidores de energia por uso final na edificação. Além disso,
foram utilizados na obra materiais com conteúdo reciclado e madeira certificada FSC. Durante a construção, 98,19% dos resíduos gerados, foram desviados de aterros
sanitários, além de 30% do custo total de materiais serem provenientes de fornecedores
Obra: Centro de Distribuição/Pouso Alegre
(P10/P20, P30, P40 e P50)
Cliente: RB Capital
Local: Pouso Alegre/MG
Área do terreno: 518.019,00 m2
Área construída: 87.750,00 m2
Sistema e Nível: LEED NC Gold (Prédios P10/P20
e P30) e LEED NC Silver (P40 e P50)
Certificação: 03/09/2014
Arquitetura: Athie Wohnrath
Construção: Diase Construções Ltda.
Consultoria LEED: CTE
Comissionamento: Walter Lenzi
Simulação energética: CTE
SILVER
LEED NC
Galpão, Administrativo
e Portaria
Descaracterização e
Apoio
revistagbcbrasil.com.br 217jul/15
anuário GBC 2015
Obra: 740 Anastácio
Cliente: Hines
Local: São Paulo – SP
Área construída: 6.800 m²
Conclusão: 2013
Certificação: 01/10/2014
Sistema e Nível: LEED CS Certified
Arquitetura: Ricardo Julião
Consultoria LEED: OTEC
Climatização e AC: Teknika
Adaptado de acordo com os critérios de sustentabili-
dade do Green Building Council Brasil, o edifício 740
Anastácio, localizado no Parque São Domingos em São
Paulo, conquistou o certificado LEED CS no ano de
2014. A reforma assinada pela Ricardo Julião Arquitetu-
ra e Urbanismo, tem como destaque do projeto o con-
forto térmico proporcionado pela exploração da ventila-
ção cruzada. Além deste diferencial, o empreendimento
que possui uma área de 55,6 metros quadrados, conta
com luminárias de alta eficiência (T5) e sistema de ar-
-condicionado de última geração (VRF).
740 Anastácio
CERTIFIED
LEED CS
Obra: Corporate Plaza
Cliente: São Carlos S/A
Local: São Paulo - SP
Área construída:14.187,02 m²
Certificação: 15/09/2014
Sistema e Nível: LEED EB O&M Silver
Consultoria LEED: CTE
Administração Predial: CBRE
Manutenção Predial e
Ar condicionado: Quality Air
O edifício comercial Corporate Plaza, localizado em Santo
Amaro na cidade de São Paulo foi construído dentro dos
critérios sustentáveis exigidos para certificação LEED. O
prédio conquistou o selo nível Silver em 2014 na categoria
EB O&M, que atesta a eficiência operacional e de manu-
tenção em edifícios existentes. As medidas sustentáveis
adotadas garantiram uma economia geral de 40,5% em
relação à média nacional. 42,7% dos resíduos foram des-
viados de aterros sanitários, garantiu também 100% de
redução de água potável para o paisagismo.
Edifício
Corporate Plaza
SILVER
LEED EB O&M
Uma Biblioteca pública entregue à po-
pulação com alto nível de excelência e
sustentabilidade ambiental. O prédio
principal reformado, somado ao novo
anexo, totalizam aproximadamente
13.000 metros quadrados. Dentre to-
dos os critérios de sustentabilidade
atendidos para que a obtenção da
Certificação LEED nível Gold fosse
alcançada, ressaltamos os mais de
2.000 metros quadrados de telhados
verdes e o sistema de painéis fotovol-
taicos incorporados harmoniosamen-
te à arquitetura original da edificação.
Biblioteca
Parque Estadual RJ
GOLD
LEED NC
Obra: Biblioteca Parque Estadual do Rio de Janeiro
Cliente: Secretaria estadual de Cultura
Local: Rio de Janeiro - RJ
Área construída: 13.000 m²
Certificação: 18/11/2014
Sistema e Nível: LEED NC Gold
Arquitetura: Glauco Campelo
Construtora: Consórcio FW e Concremat
Consultoria LEED: Casa do Futuro
Agente comissionador: Novva Solutions
Simulação energética: Casa do Futuro
Construída em cerca de 26,3 mil metros quadrados, o edifí-
cio Torre Oscar Niemeyer, no Rio de Janeiro, que abriga do
Centro FGV, conquistou a certificação LEED nível Certified
em 2014. certificação de muita relevância no Brasil quando
se fala se construção sustentável. Entre os principais di-
ferenciais do projeto, além de sua arquitetura imponente,
estão o reaproveitamento da água, reduzindo o consumo
no local; a utilização de madeira certificada; a aquisição de
materiais vendidos próximos à obra – evitando, assim, gran-
des deslocamentos de veículos, minimizando a emissão de
carbono. Na fase final, o prédio ganhou mecanismos para
evitar o desperdício de luz, sistema eficiente de ar condicio-
nado, reaproveitamento de água e distribuição de energia
por barramentos para evitar perdas na distribuição.
FGV
Torre
Oscar
Niemeyer
Obra: Torre Oscar Niemeyer
Cliente: Fundação Getúlio Vargas
Local: Rio de Janeiro, RJ
Área do terreno: 8.579,74 m²
Área construída: 44.735,85 m²
Certificação: 12/12/2014
Sistema e Nível: LEED CS Certified
Arquitetura: Oscar Niemeyer e João Niemeyer
Construção: CCNE Carioca Engenharia
Consultoria LEED: Sustentax
Ar condicionado: DW
CERTIFIED
LEED CS
218 jul/15 rev/gbc/br
anuário GBC 2015
Inovação está no DNA da Nike que escolheu como Novo Hamburgo para receber sua primeira loja
sustentável no Brasil. Erguida com base nesse princípio, a NFS de Novo Hamburgo recebeu o selo
LEED nível Silver relativo às soluções sustentáveis implementadas em seu projeto. A certificação
avalia funcionalidade, design, construção, manutenção, operação e a eficácia dos edifícios. “A NFS
Novo Hamburgo é a primeira loja da Nike no Brasil a adotar práticas sustentáveis como as reque-
ridas pelo LEED, selo reconhecido globalmente, com presença em mais de 140 países”, explica
Andrea Gama, arquiteta e coordenadora do programa de Factory Store para a Nike do Brasil .
O processo para certificação teve início em junho de 2012 e foi concluído em setembro de 2013. A
loja com área total de 950 m² e 752.86m² de área de vendas possui algumas características “verdes”
que as diferenciam de outras lojas. Guiadas pelo critério da Sustentabilidade, as medidas foram
incorporadas ao projeto e à obra visando garantir transparência e qualidade nos processos. Na
opinião da arquiteta, “é uma ferramenta que beneficia o meio ambiente, melhora a performance dos
edifícios e interferete na qualidade de vida de nossos colaboradores e clientes”.
NIKE
Factory Store
Obra: Nike Factory Store -
Shopping Platinum
Cliente: Nike do Brasil
Local: Novo Hamburgo - RS
Área construída: 998.23m²
Certificação: 02/12/2014
Sistema e Nível: Leed Retail Silver
Consultoria LEED: Sustentech
Comissionamento: Patrick Murisset
Simulação energética: ProRac
Arquitetura: MPDM Arquitetos
Construtora: LAR
SILVER
LEED RETAIL
GOLD
LEED CS
O edifício Olímpia Business Tower, conquistou
a certificação LEED Core & Shell nível Gold no
ano de 2014, selo concedido pelo Green Buil-
ding Council Brasil. Através de medidas eficientes
adotadas durante a obra visando economia de
energia, água, redução de geração de resíduos
entre outros, o empreendimento atingiu ótimos re-
sultados como: 94,8% de resíduos desviados de
aterros, economia de 14,7% de energia elétrica,
53,1% de economia de água potável no paisagis-
mo, 31% de economia através de utilização de
dispositivos economizadores de água, além de
31% do terreno ser composto de área verde.
Olímpia
Business Tower
Obra: Olímpia Business Tower
Cliente: R. YAZBEK
Local: São Paulo - SP
Área construída: 19.325 m²
Certificação: 16/12/2014
Sistema e Nível: LEED CS Gold
Consultoria LEED e Comission.: CTE
Arquitetura: Itamar Berezin
Construção: R. YAZBEK
Paisagismo: Marcelo Novaes
Elétrica e Hidráulica: Projetar
revistagbcbrasil.com.br 219jul/15
anuário GBC 2015
Novo Escritorio do ABN AMRO	 São Paulo - SP	 LEED CI Certified	 06/01/2014	comercial
Deutsche Bank- Sao Paulo Phase II	 São Paulo - SP	 LEED CI Gold	 16/01/2014	escritórios
Arena Fonte Nova	 Salvador - BA	 LEED NC Silver	 10/02/2014	estádios
SABESP ETE Braganca Paulista	 Braganca Paulista - SP	 LEED NC Certified	 18/02/2014	Outros
CONFIDENCIAL	SP	LEED CI Gold	 17/03/2014	escritórios
Aroeira Office Park	 Curitiba - PR	 LEED CS Gold	 19/03/2014	comercial
CONFIDENCIAL	SP	LEED CI Platinum	 12/05/2014	escritórios
Coca-Cola BR Concentrate AD	 Manaus - AM	 LEED EB O&M Certified	 06/06/2014	industrial
Coca-Cola BR Concentrate PR	 Manaus - AM	 LEED EB O&M Certified	 06/06/2014	industrial
CONFIDENCIAL	RJ	LEED NC Gold	 13/06/2014	outros
CONFIDENCIAL	SP	LEED CI Certified	 20/06/2014	escritórios
CONFIDENCIAL	SP	LEED CI Silver	 01/07/2014	escritórios
Coca-Cola BR VONPAR Headoffice	 Porto Alegre - RS	 LEED EB O&M Gold	 15/08/2014	escritórios
CONFIDENCIAL	 Recife - PE	 LEED NC Certified	 01/09/2014	outros
CONFIDENCIAL	SP	LEED NC Gold	 03/09/2014	 Centro Distribuição
Parque Cidade Corporate - Torre A	 Brasilia - DF	 LEED EB O&M Certified	 13/10/2014	Comercial
Paulista 2028	 São Paulo - SP	 LEED CS Gold	 24/12/2014	Comercial
Edificio Panorama	 São Paulo - SP	 LEED CS Gold	 26/12/2014	Comercial
Apartamento Sustentável	 São Paulo - SP	 Referencial GBC Casa Gold	2014	 Residencial
Demais certificações de 2014
220 jul/15 rev/gbc/br
anuário GBC 2015
revistagbcbrasil.com.br 221jul/15
anuário GBC 2015
SOLUÇÕES
GUIA DE
Tecnologia, equipamentos e serviços para
o mercado da construção sustentável.
SUSTENTÁVEIS
GBCBRASIL
C O N S T R U I N D O U M F U T U R O S U S T E N T Á V E L
REVISTA
G R E E N B U I L D I N G C O U N C I L
ENCARTE ESPECIAL
Nesta Edição:
CONSTRUÇÃO SUSTENTÁVEL
CONSULTORIA & SERVIÇOS
ENGENHARIA & PROJETOS
ENERGIA E RENOVÁVEIS
ILUMINAÇÃO
SOLUÇÕES TECNOLÓGICAS
IRRIGAÇÃO
VIDROS E PELÍCULAS
E MUITO MAIS...
222 jul/15 rev/gbc/br
MATERIAIS & TECNOLOGIA
Empresa de consultoria, projetos de automação
predial, de detecção de incêndio e de sistemas
eletrônicos e serviços de comissionamento ten-
do como foco principal o mercado da constru-
ção sustentável, para novos empreendimentos
e construções existentes como shoppings cen-
ters, hotéis, aeroportos, indústrias, hipermerca-
dos entre outros.
Formada por profissionais com vasta experiên-
cia e tendo como foco o cumprimento dos obje-
tivos acordados com foco total no cliente.
Com o foco na eficiência, garantimos que os
sistemas instalados estejam em conformidade
com o projeto, tanto na especificação de equi-
pamentos, como em sua operação de forma
integrada.
São Paulo, SP
11 3042 8559
www.b2e.eco.br
B2e Engenharia nasce
com muita experiência
para o mercado
CONSULTORIA & SERVIÇOS
CONSTRUÇÃO SUSTENTÁVEL ENGENHARIA & PROJETOS
A Novva Solutions é uma empresa focada no
gerenciamento dos processos de certificação
LEED para edifícios novos e existentes, bem
como na elaboração de laudos de sustentabi-
lidade predial.
Oferece todos os serviços necessários para a
obtenção de uma certificação LEED, dentre eles
Consultoria em Sustentabilidade para projetos e
obras, Comissionamento, Simulações Energéti-
cas, Planos de Medição & Verificação e Geren-
ciamento documental junto ao GBCI.
Comissionamento e
consultoria em LEED
Services
revistagbcbrasil.com.br 223jul/15
certificações
No Brasil, processos de análise energética têm sido predominantemente emprega-
dos para obtenção de certificações como o LEED. Em grande parte dos casos, a
simulação é feita no final deste projeto quando já não poderá contribuir para eleva-
ção da eficiência energética do edifício.
Nossa proposta, baseada na experiência de mais de 1.300 projetos de condiciona-
mento de ar, é trazer já para o início do projeto a realização da análise energética.
Desta forma, logo no cálculo de carga térmica é possível simular como diferentes op-
ções de materiais construtivos, fachadas e iluminação, por exemplo, podem contribuir
para a redução do consumo de energia. Com esta estratégia, antes de um desenvol-
vimento maior nos projetos, é possível verificar onde poderão ser encontrados ganhos
significativos de eficiência energética, economizando assim trabalho de vários projetis-
tas envolvidos e redução de prazos. Integração, palavra chave de todos os processos
de certificação, é atingida de forma efetiva, com respostas rápidas e objetivas.
Nossa entrega da simulação energética final é feita de forma clara, com relatórios
nos formatos exigidos para o credenciamento LEED.
Eficiência energética deve ser acompanhada da obtenção de um ambiente de tra-
balho com condições ambientais adequadas e confortáveis, pois em um edifício de
escritório, aproximadamente 80% dos custos de uma empresa são relacionados
a salários, benefícios, e encargos com pessoal. A economia obtida com sistemas
extremamente eficientes de instalações não compensa a queda de receita causa-
da por condições ambientais inadequadas em um ambiente de trabalho. Não há,
portanto, como tratar o tema eficiência energética de forma independente do con-
forto ambiental. Afinal, do que serviria um edifício com índices baixos de consumo
energético com altos índices de absenteísmo e baixos índices de produtividade?
A Engenharia de Sistemas Térmicos pauta seus trabalhos na área de climatização
nesta ordem: indivíduo e eficiência energética.
A Systech tem por atividade a elaboração de projetos e
instalação de sistemas de: ar condicionado, ventilação e
exaustão, aquecimento e resfriamento, detecção e comba-
te a incêndio, instalações elétricas e hidráulicas e automa-
ção industrial e predial. Possui a missão de prestar servi-
ços com qualidade a preços justos, agregando valores de
transparência e espírito de parceria. É certificada ISO9001,
ISO14001 e OSHAS18001 e sócia do GBC Brasil (atuante
em Certificações LEED), demonstrando seu comprometi-
mento com a qualidade, meio ambiente, sustentabilidade,
saúde e segurança de todos seus colaboradores. Assim,
a Systech vem se destacando com muito sucesso e supe-
rando as expectativas de todos seus clientes. Para maiores
informações, acesse: www.systech-ac.com ou +55 (11)
3881-8550.
Systech atua nos mais
importantes projetos
quando o assunto é
projetos e instalação de
sistemas de climatização
Análise de eficiência
energética, fundamental
para a certificação LEED
Engenharia de Sistemas Térmicos S/S
SRTV-Sul, Quadra 701
Ed. Palácio do Rádio I
Bloco 3, sala 603
70340-901 - Brasília, DF
Tel.: +55 (61) 3322 2180
Fax: +55 (61) 3322 2724
raolino@estermic.com.br
www.estermic.com.br
Membro
224 jul/15 rev/gbc/br
MATERIAIS & TECNOLOGIA
A ThermoMix Brasil, empresa com foco em efi-
ciência energética, já está há 15 anos no mer-
cado de engenharia buscando as melhores
soluções sustentáveis para seus clientes. Com
o objetivo de oferecer o que há de mais avan-
çado em sistemas de tratamento de efluentes,
a EnviroMix, divisão de águas da ThermoMix,
criou a Estação de Reciclagem de Água (ERA),
que é capaz de reciclar e reaproveitar a água de
edifícios corporativos, fechando o ciclo da sus-
tentabilidade hídrica.
Vantagens exclusivas do sistema:
•	 Ocupa espaço equivalente a 01 vaga de
garagem.
•	 Não utiliza produtos químicos no processo.
•	 Processo 100% automatizado, sem manu-
tenção presencial.
Os projetos são desenvolvidos para reuso e
tratamento de águas rejeitadas de processos
industriais, de rejeito sanitário (água negra) e
de torneiras e chuveiros (água cinza). As águas
negras e cinzas passam pelo sistema de trata-
mento da EnviroMix e retornam ao edifício como
água não potável - em lavagem de pátios, gara-
gens, irrigação de jardins, no uso nas descargas
de vasos sanitários ou até mesmo na recupera-
ção de níveis de tanques de torres de resfria-
mento, presentes em empreendimentos que
possuem ar condicionado central. Em todos os
casos, o tratamento é feito para a reutilização, e
não despejo, oferecendo a economia e contri-
buindo com o meio ambiente.
Por meio de iniciativa própria ou de parcerias
com construtoras e projetistas, a EnviroMix colo-
ca seu know-how em prática e desenvolve pro-
jetos para prédios comerciais ainda na planta ou
em construção. É possível aplicar esse sistema
tanto em edifícios que estejam em fase de retro-
fit e que já obtenham a separação do esgoto de
água cinza (pia, chuveiro, hidromassagem) e de
água negra (vaso sanitário), como em edifícios
que possuam a alimentação dos vasos sanitá-
rios em tubulações separadas das que forne-
cem a água potável.
Entre em contato e solicite avaliação para seu
edifício: (11)4228-6226
www.thermomixbrasil.com.br
POUPALUZ
Eco Smart®
Ecologicamente
correto,
economicamente
viável
O dispositivo de filtragem POUPALUZ ECO
SMART® é composto pela instalação de dispo-
sitivos de reconhecimento e condução eletroe-
letrônicos de rede, que são estrategicamente
distribuídos de acordo com as cargas e tipos de
equipamentos que formam a rede elétrica que
se pretende atuar.
Os dispositivos de filtragem POUPALUZ ECO
SMART® são do tipo passivo, e composto por
um banco de multi componentes eletrônicos,
montado em caixa ABS, encapsulado em resina
unífoga (não propagadora de fogo),
OdispositivoPOUPALUZECOSMART®operanum
grande range de distorção, atua sempre no efeito
causado pela distorção de frequência da rede.
Finalidade:
A finalidade do dispositivo POUPALUZ ECO
SMART® é melhorar a qualidade da energia
elétrica da rede onde está instalado, eliminando
os efeitos causados por distorção de frequên-
cia, surtos de tensão e corrente, ruídos de qual-
quer espécie que circulem pela rede.
Benefícios:
•	 Redução de consumo em (kWh) em até
43% comprovada;
•	 Diminuição dos custos de manutenção de
equipamentos;
•	 Melhor rendimento de produtividade;
•	 Payback máximo 12 meses.
ENERGIA E RENOVÁVEIS
revistagbcbrasil.com.br 225jul/15
certificações
Projetos: Residenciais, Comercias e Industriais.
Modelos: Monofásicos, Bifásicos e Trifásicos.
Alimentação: 127 / 220 / 380 / 440 Vac. 50/60 Hz.
A instalação do dispositivo POUPALUZ ECO
SMART® não conflita com as normas em vigor
junto às concessionárias de energia elétrica, ar-
tigo 8 e 9 da portaria ANEEL n° 466 de 12/11/97
e resolução n° 456 de 29/11/2000, atendendo as
normas de instalação NBR 5410 e IEC 6143-1.
ILUMINAÇÃO
No cenário atual da energia no Brasil, seu preço alto vem assombrando empresários, diretores,
gerentes de empresas e todos de modo geral, de modo que a grande maioria das empresas estão
mudando seus sistemas de iluminação para tecnologia á LED. E é nesse cenário que as lâmpadas
e luminárias á LED aparecem como alternativa, pois são muito mais eficientes do que as lâmpadas
comuns, produzindo a mesma quantidade de luz e consumindo bem menos energia. Além de me-
lhorar a iluminação dos ambientes e também tornando as instalações ecologicamente corretas. O
desempenho das lâmpadas e a qualidade dessa tecnologia á LED pode proporcionar: baixo con-
sumo energia, robustez, cor, longa vida útil, não gera calor, não emite raio nocivos, não prejudica o
ambiente, seu descarte não depende de serviços terceirizados, resistência a uso severo, dispensa
uso de reatores. Sua substituição não demanda modificação em sua *instalação elétrica, e nesse
contesto a Uniled vem com seus especialistas em projetos de eficiência energética, mais especifi-
camente projetos que demandem LED para redução de custos de energia, apresentando soluções
para redução de consumo. Ligue agora mesmo para Uniled e fale com um consultor, nosso telefone
é 11 3806.0156 ou acesse nosso site www.uniled.com.br, teremos o imenso prazer em atendê-lo.
* A instalação elétrica precisa estar de acordo com as normas vigen-
tes estabelecidas, para que a lâmpada possa ter o seu desempenho
em 100% eficaz.
Lâmpadas LED
Economia e
durabilidade
que fazem
a diferença.
226 jul/15 rev/gbc/br
MATERIAIS & TECNOLOGIA
SOLUÇÕES TECNOLÓGICAS
A 3M oferece uma ampla opção de películas para vidros
que rejeitam o calor e bloqueiam até 97% dos raios infra-
vermelhos e 99% dos raios ultravioletas que são preju-
diciais à saúde. Por esta performance a linha Prestige é
recomendada pelo Skin Câncer Foundation.
Esta linha de películas foi especialmente desenvolvida
para aumentar o conforto térmico dentro dos ambientes
de trabalho ou residenciais, diminuindo os custos de
energia e reduzindo os efeitos nocivos causados pelos
raios do sol.
Esta película apresenta excelente controle solar sem alte-
ração da reflexão dos vidros e mantendo a luminosidade
natural dos ambientes. Além disso, sua composição não
contém metais e por isso não interfere nos sinais de equi-
pamentos, como telefones celulares e GPS, nem corroem
com o tempo.
Este excelente desempenho é conseguido através de
uma tecnologia que só a 3M tem, películas em multica-
madas construídas através de nanotecnologia.
Garantia de 15 anos, emitida pela própria 3M.
Soluções de Eficiência Energética
para fachadas envidraçadas
AB Garfilm	
Goiânia - GO	
(62) 3285-4744
Adeus Calor	
Olinda - PE	
(81) 8634-2028
Amazon Films &
Revestimentos	
Campinas - SP	
(19) 3241-7771
APG	
Quatro Barras - PR 	
(41) 3554-1231
Aplick Master	
São Paulo - SP	
(11) 5667-2882
Bahia Revest Film	
Salvador - BA	
(71) 3016-5555
Company Film	
São Bernardo do
Campo - SP	
(11) 4365-5661
Controle Solar Films	
Recife - PE	
(81) 3341-8682
DGA Fitas	
Porto Alegre - RS	
(51) 3337-4900
Ekoty	
São Paulo - SP	
(11) 5082-4033
J3 Filme	
Campinas - SP	
(19) 3251-8868
Lux Film - Rio de Janeiro	
Rio de Janeiro - RJ	
(21) 2552-5947
Luxglass - Belo Horizonte	
Belo Horizonte - MG	
(31) 3461-7888
Luxglass - Campinas	
Campinas - SP	
(19) 2511-0333
Safety Film	
Rio de Janeiro - RJ	
(21) 2501-5010
Signmaker
Comunicação Visual
São Paulo - SP	
(11) 5070-5070
Vettro	
Cariacica - ES	
(27) 3013-0645
Procure nosso aplicadores autorizados:
Películas para Vidros
revistagbcbrasil.com.br 227jul/15
certificações
Para quem procura uma maneira inteligente de
economizar energia sem comprometer a entra-
da de luz no ambiente, as películas para vidros
da 3M de redução de calor são uma excelente
alternativa.
Quando aplicada nas fachadas e janelas, esta
solução reduz o calor absorvido pelo prédio em
função da radiação solar, o que contribui para
minimizar pontos quentes, desbotamento de
móveis, reflexos em monitores, além de reduzir
de 99% a 99,9% a entrada dos raios UV prejudi-
ciais à saúde.
Com essa medida, o sistema de ar condiciona-
do é menos exigido, reduzindo assim o consu-
mo de energia elétrica, e o que é melhor, sem
afetar o nível de iluminação natural no ambiente.
A utilização da película pode ainda valer pontos
na certificação LEED (Leadership in Energy and
Environmental Design).
Películas para Vidros da 3M de
redução de calor proporcionam
economia de energia e mais conforto
A Ekoty, como aplicador autorizado da 3M,
desenvolve projetos para escolha da película
adequada para cada caso, baseada em estudo
da redução de carga térmica e ROI. A empresa
ainda fornece e instala o produto seguindo as
normas do fabricante, com uma equipe treinada
e qualificada para a realização do serviço.
Além dos inúmeros benefícios, a aplicação da
película não interfere nas características da fa-
chada, sendo uma solução eficaz e com ótima
relação custo/benefício.
Ekoty
A CenterSteel atende todo o Brasil e países do
Mercosul com projetos e fabricação de estrutu-
ras em Light Steel Frame para residências, co-
mércio e indústrias de até quatro pavimentos,
além de oferecer treinamento para mão de obra
especializada. O processo inicia com a pré-
-análise do projeto apresentando uma proposta
de fornecimento de toda a solução estrutural in-
cluindo, paredes, estruturas de entre piso, esca-
das, cobertura, com detalhamento respeitando
o projeto arquitetônico. O grande diferencial é
a fabricação de painéis com equipamento in-
teligente, já contendo as furações necessárias
para facilitar o processo de montagem. A fábrica
tem capacidade de produção de 12 toneladas
diárias, equivalente a nove casas populares de
quarenta metros quadrados em um único dia.
Mensalmente, a CenterSteel realiza o curso LSF
- Light Steel Frame - direcionado para profissio-
nais da construção civil, engenheiros, arquite-
tos, técnicos em edificações e demais profissio-
nais envolvidos no processo de construção em
steel frame.
CenterSteel
Solução em
Construção Seca
Rua Santos Dumont, 1481
Bairro Floresta
Porto Alegre-RS 90230-240
(51) 3086 4585 / 3022 6585
comercial@centersteel.com.br
228 jul/15 rev/gbc/br
MATERIAIS & TECNOLOGIA
Os Concretubos DIMIBU são muito mais eficien-
tes e sustentáveis do que as fôrmas tradicionais,
pois promovem uma economia de resíduos não
renováveis e garantem uma redução no tempo
de execução dos pilares de qualquer projeto.
As formas dispensam travamentos intermediá-
rios, o que reduz ainda mais o uso da madeira.
Após a retirada da forma, o material voltará a ca-
deia produtiva pois seu resíduo é 100% reciclá-
vel. Além disso, sua matéria-prima é reciclada, o
papelão utilizado conta com um baixíssimo teor
de material puro.
Toda composição técnica das formas é testada
e aprovada pelo Instituto de Pesquisas Tecnoló-
gicas da Universidade de São Paulo.
As peças são leves e fáceis de carregar, não
necessitam equipamentos motorizados para o
transbordo. A montagem é extremamente sim-
ples, rápida e não requer mão-de-obra especia-
lizada, as formas chegam à obra prontas para
a utilização.
As peças podem ter até 8m de comprimento
e são produzidas com as medidas solicitadas,
mesmo que sejam medidas especificas, isso
evita o desperdiço de material no canteiro de
obras. Os diâmetros variam de 15 cm a 1 m,
com o intervalo de 5cm.
O acabamento dos pilares fica perfeito e não
requer nenhum tipo de tratamento, ou seja, pro-
porciona uma grande economia de tempo e de
materiais auxiliares. É a melhor solução para as
colunas projetadas em concreto aparente.
A empresa é comprometida em cumprir os pra-
zos e a programação de cada obra. Para isso,
possui frota própria que atende toda região me-
tropolitana de São Paulo. Conta com o apoio de
diversas transportadoras que viabilizam a entre-
ga dos Concretubos para os outros estados.
Focada na Construção Civil, a DIMIBU está no
mercado há mais de 45 anos buscando solu-
ções em papelão que atendam as particularida-
des de cada cliente. Une tecnologia, compro-
misso, qualidade e tradição para atender obras
dos mais diferentes portes em todo o País.
Para conhecer essa solução, basta entrar em
contato com a empresa e informar a quantidade
de pilares, os diâmetros e os respectivos com-
primentos.
Formas cilíndricas de papelão:
economia de resíduos e de tempo
Rua Bento Quirino, 151
Vila Talarico - São Paulo - SP
CEP 03534-010 - Brasil
Fone + 55 11 2651-6719
Cel + 55 11 94028 2822
dimibu@dimibu.com.br
w w w . d i m i b u . c o m . b r
revistagbcbrasil.com.br 229jul/15
certificações
A Econoágua traz para o mercado, duchas e
acessórios sustentáveis que aumentam o seu
conforto e reduzem o consume de água e ener-
gia. Alguns de nossos produtos:
Arejadores: A Econoágua disponibiliza Arejado-
res com alta performance de economia e com
vazão de 1,8/L min a 9/L min diminuindo o con-
sumo da sua torneira de 60% a 80%.
Chuveiros: Um Chuveiro pode representar de
35% a 60% do consume de água de uma Re-
sidência, Hotel, Clube ou Fábrica. Com as Du-
chas Econoágua de alta pressão, geram con-
forto e economia com vazão de 6 a 15 litros/min
que podem diminuir o consumo do seu chuveiro
de 30% a 70%.
Vasos Sanitários: A Econoágua traz uma solu-
ção com vasos sanitários Econo Stealth projeta-
dos para ciclos mais precisos, eficientes e com
o uso de apenas 3 Litros mas com poder de 6
litros por Flush (descarga).
Descargas: A Econoágua traz o Fluxômetro Eco-
noSolis com acionamento automático, recarga
com luz solar ou luz ambiente, precisão nades-
carga e usando de 4,8 ou 6 litros por Flush.
EconoEsu: Automatize seu mictório e torne seu
banheiro mais moderno e eficiente. E não preci-
sa de ponto elétrico.
Torneiras: A torneira sensorizada EconoBasys,
com sensor de acionamento automático, bate-
ria recarregada com luz ambiente, sensor infra-
vermelhos com o recurso de ajuste automático,
acionamento quente e frio e com Vazão de 1,8 a
4 Litros, Design super Moderno.
Termostático: Ajuste no registro direito, a tem-
peratura desejada. Abra o volume de água no
registro esquerdo, pronto banho na temperatura
desejada, mesmo com possíveis variações das
temperaturas das águas quente e fria. Econo-
mia de tempo, Água e energia do aquecedor
que pode representar uma diminuição de 30%
a 50 % nas contas de Água e Energia, gás,
elétrica,diesel. Fácil instalação, não requerendo
quebradeiras Ideal para Hoteis, Moteis, Acade-
mias, Residências e clubes.
Economizar água ficou
ainda mais fácil
Trata-se de um sistema modular de proteção ao
solo, fabricado com 100% material plástico reci-
clado e reciclável, com alta resistência, P500 até
120 toneladas/m², P330 até 60 toneladas/m² e
Pi250 até 60 toneladas/m².
Ideal para áreas de estacionamentos, logísticas,
estoques, calçadas, câmaras frigoríficas, cozi-
nhas industriais, banheiros de clubes, acade-
mias e outros.
Feito com matéria prima altamente resistente,
leve, fácil de transportar, fácil de instalar, siste-
ma macho e fêmea.
Por se tratar de plástico reciclado e reciclável,
substitui com durabilidade, economia, estrados
de madeira e blocos de concreto, contribuindo
ao meio ambiente.
O piso ECOPLATE® é uma solução inovadora
altamente compatível com empreendimentos
que buscam o Selo Verde, (LEED), já que pos-
sui a certificado Green Building Council Brasil
(GBC).
Possui baixo índice de manutenção.
Saiba mais em www.ecoplatepisos.com.br
ECOPLATE®
, novo
produto no mercado
de pisos permeáveis e
antiderrapantes.
230 jul/15 rev/gbc/br
MATERIAIS & TECNOLOGIA
A Ecotop® é uma empresa 100% nacional, pioneira na tecnologia de re-
ciclagem de aparas pós industriais, tornando-se referência internacional
com seus produtos ecológicos. Os resíduos da fabricação de tubos de
pasta de dente que não possuíam um destino “politicamente correto”,
tornaram-se, desde 2003, material-prima para uma produção de extrema
qualidade de telhas, placas e cumeeiras.
Os produtos confeccionados com Tubos de Creme Dental não geram ne-
nhum tipo de efluente ou poluente atmosférico. São leves, impermeáveis,
com alta resitência Físico-Mecânica e isolantes termoacústicos. Subs-
tituem a madeira, aglomerados e afins, oferecendo grandes vantagens
para diversas áreas como: Construção Civil, Arquitetura, Decoração, Mo-
veleiro, Indústria Naval, Embalagens, Designers e outros.
Um ideia simples, de baixo custo para o consumidor e altamente lucrativa
para o planeta.
Mercado verde,
forte e consciente.
A GlassecViracon é uma das maiores e mais importantes
empresas transformadoras do vidro para a construção
civil do Brasil. Com 24 anos de atuação, desenvolve e
fornece soluções inovadoras e sustentáveis para proje-
tos arquitetônicos no país e no exterior. Entre os edifícios
que contam com suas soluções em vidros estão deze-
nas de empreendimentos comerciais e corporativos com
certificações Leed e Aqua em diferentes regiões do país.
Sua fábrica está localizada em Nazaré Paulista, a 60 mi-
nutos da cidade de São Paulo, onde produz vidros in-
sulados, laminados, serigrafados e temperados. Perten-
cente ao grupo Apogee, a empresa possui certificações
ISO 9001 e homologações de excelência como proces-
sadora de vidros de controle solar. Além disso, é a única
no mercado brasileiro que tem um Laboratório de Quali-
dade para controlar a homogeneidade da cor dos lotes
de vidros, a fim de garantir a uniformidade das fachadas.
Responsabilidade ambiental
Soluções
sustentáveis
em vidros
arquitetônicos
revistagbcbrasil.com.br 231jul/15
certificações
Com mais de 55 anos de experiência em produ-
ção e tecnologia de películas, a Eastman realiza in-
vestimentos contínuos em maquinário, tecnologia
e treinamento de funcionários para se manter na
vanguarda da indústria. Nossas películas LLumar
são fabricadas nos EUA e são construídas por pro-
cessos de tingimento de cor, sputtering, metaliza-
ção, óxidos cerâmicos, laminação e corte. Sendo o
maior fabricante, oferecemos a mais variada linha
de películas para tratamento de vidros no mercado.
Nossos produtos variam entre películas pigmenta-
das de vidro padrão até as películas de maior de-
sempenho, refletivas, de bombardeamento iônico,
metalizadas, privacidade, controle solar, seguran-
ça e especialmente películas para aplicações em
veículos, edifícios, decorativas e de segurança.
Empresa Certificada : ISO 9001: 2008 - Certificate
#FM 35957
Procure o instalador mais próximo.
Acesse www.llumiar.com.br
A sustentabilidade faz parte da governança cor-
porativa da GlassecViracon, em sintonia com
as práticas internacionais de responsabilidade
ambiental. O compromisso da empresa nesse
campo está presente tanto no processo de be-
neficiamento dos produtos, que inclui uma esta-
ção de tratamento de efluentes e a reciclagem
de materiais, quanto no desenvolvimento de
vidros sustentáveis, que contribuem com a re-
dução do consumo de energia nas edificações.
Com uma equipe de especialistas em especi-
ficação de vidros para arquitetura, a empresa
oferece um atendimento personalizado para
esclarecer as dúvidas dos clientes, que podem
solicitar amostras de vidros e trocar ideias sobre
a melhor solução para o seu projeto. O suporte
ao cliente se estende durante o desenvolvimen-
to da obra.
GlassecViracon
Rodovia Dom Pedro I, KM 58
Nazaré Paulista - SP
Tel: (11) 4597-8100
www.glassecviracon.com.br
contato@glassecviracon.com.br
Aproveitar água de chuva é uma necessidade
ecológica e econômica. A chuva está disponível
em abundância na maioria das cidades brasi-
leiras, porém, deve ser captada e armazenada
de maneira adequada. O Sistema de Aproveita-
mento de Água da Chuva da Acquasave/3P Te-
chnik conta com tecnologia Alemã, que é líder
de mercado, e disponibiliza ao mercado Brasi-
leiro uma grande quantidade de filtros e acessó-
rios que atendem a Norma ABNT 15.527/2007.
Disponibilizamos filtros e assessórios para pe-
quenas áreas de telhado a até grandes pavi-
lhões industriais. Buscado melhor atender nos-
sos clientes, contamos com uma grande rede
revendedores autorizados, espalhada por todo
o território nacional. Seja mais um cliente satis-
feito: “Aproveitar água de chuva é uma questão
de consciência e cidadania. Faça sua parte!”
Recurso que
cai do céu
Respeitada
mundialmente
como películas de
alta performance
para vidros.
Eastman Chemical do Brasil
Rua Alexandre Dumas, 1711 – Birmann 12 –
7º Andar – Cj. B
Chácara Santo Antônio – São Paulo – SP CEP
04717-004
232 jul/15 rev/gbc/br
MATERIAIS & TECNOLOGIA
Marca de revestimentos ecológicos, a Rivesti
(rivesti.com.br) apresenta ao mercado pastilha
produzida com PET reciclado (85%) e aditivos
minerais reaproveitados (15%).
Para desenvolver o produto, foram necessários
3 anos de pesquisa e 5,5 milhões de reais. Todo
esse investimento resultou na só na criação das
pastilhas Rivesti como em um processo de fa-
bricação sustentável, com baixo consumo de
energia elétrica, zero emissão de poluentes e
zero resíduos. Cada m² de pastilhas evita o lan-
çamento de 3Kg de CO2 na atmosfera e retira
66 garrafas PET do meio ambiente. Ou, ainda,
cada 40m² de pastilhas evitam que 1m³ de área
do planeta se transforme em depósito de lixo. E,
como são até 66% mais leves, a emissão de po-
luentes durante o transporte das pastilhas tam-
bém é reduzida. "O segmento de revestimentos
precisa ser mais sustentável”, afirma Rafael So-
rano, criador da pastilha ecológica.
Praticidade é outro conceito que se aplica à Ri-
vesti. As placas estruturadas são fáceis de insta-
lar e garantem o alinhamento perfeito das pasti-
lhas. A uniformidade visual é obtida por meio de
encaixes laterais exclusivos desenvolvidos pela
empresa. Graças a esse design, a instalação é
até 6 vezes mais rápida que a das concorrentes,
gerando economia em mão de obra. O design
da Rivesti também foi pensado para reduzir em
até 60% a quantidade de argamassa na instala-
ção e permitir, inclusive, a colagem com adesi-
vos recém-lançados no mercado.
Outra vantagem é que as pastilhas podem ser
aplicadas sobre alvenaria comum ou drywall,
em áreas secas e molhadas. "As pastilhas têm
0% de absorção de água e são fabricadas com
aditivos que protegem contra ação dos raios UV
e agentes químicos", garante Sorano. Já a co-
leção de cores apresenta tonalidades e efeitos
cromáticos inéditos. São 33 tons vibrantes no
catálogo permanente e ainda a possibilidade
de reproduzir qualquer cor da escala Pantone.
“Permitimos aos arquitetos novas possibilidade
de uso e liberdade criativa”, completa.
Desenvolvidas no Brasil com o apoio de em-
presas norte-americanas e europeias, as pasti-
lhas Rivesti foram testadas em laboratórios na
Alemanha. Ou seja, o produto já nasceu pronto
para atender ao exigente mercado externo. Hoje
as pastilhas são exportadas para a Europa e os
Estados Unidos. E, em breve, a Rivesti irá inau-
gurar uma unidade fabril na Suíça. No Brasil, a
empresa, sediada em São Paulo, comercializa
as pastilhas em boutiques de revestimento e na
rede Leroy Merlin, que tem mais de 30 home
centers só no país. Para o grupo francês, a par-
ceria com a Rivesti é estratégica pela inovação
e sustentabilidade.
Rivesti lança a
primeira pastilha
produzida com
PET reciclado
Uso
Inteligente
da Água
Rivesti Revestimentos Ecológicos
Rua Inácio Luís da Costa, 1850
Parque São Domingos
São Paulo - SP
05112-010
Tel.: +55 (11) 3644 7626
revistagbcbrasil.com.br 233jul/15
certificações
A Califórnia está enfrentando uma crise de água sem precedentes, com
98 por cento do estado experimentando algum nível de seca e 44% expe-
rimentando seca extrema. O recente decreto publicado pelo Governador
Brown aos californianos, instruindo sobre a redução do uso de água em
25%, trouxe ao primeiro plano de discussão uma antigo questão de cons-
ciência do estado e provavelmente de todo o mundo. A questão finalmen-
te deixou de ser sobre como podemos gastar menos água para como
devemos gastar menos água.
A Associação de Agências de Água da Califórnia (ACWA) afirma que mais
de 50% de todo o consumo de água residencial no estado da Califórnia
acontece do lado externo das casas. Além disso, o ACWA estima que os
californianos tendem a aplicar água em até 60% de excesso em plantas
ao ar livre e em gramados. Estas estatísticas indicam uma tremenda opor-
tunidade de usar este valioso recurso de forma mais eficiente em toda a
Califórnia e no resto do mundo.
O legado de conservação de água da Rain Bird
A situação atual da Califórnia golpeia de forma muito pessoal a mim e a
minha família. Nos primórdios de 1930, meus pais, Clem e Mary LaFetra,
fundaram a Rain Bird no celeiro da família em Glendora, Califórnia. Nosso
primeiro produto, o original aspersor de impacto, foi desenvolvido para
irrigar de forma mais eficiente pomares de citros nas proximidades. Hoje,
a Rain Bird é um líder global em irrigação eficiente, temos raízes profun-
das na Califórnia e continuamos sediados a apenas algumas milhas de
distância de onde tudo começou.
Declaração sobre as condições de seca da Califórnia
Anthony LaFetra, Presidente, Rain Bird Corporation
Décadas antes de o termo "restrições de água" tornar-se um vernáculo co-
mum, reconhecemos a necessidade de proteger e usar de forma eficiente
o recurso mais precioso do nosso mundo. Nossa filosofia de trabalho, O
Uso Inteligente da Água ™, continua a influenciar em todos os aspectos
do nosso negócio. A Rain Bird passou as últimas oito décadas desen-
volvendo a linha mais abrangente da indústria de soluções de irrigação
eficiente para todo tipo de uso, desde casas e escolas e até parques,
campos desportivos, campos de golfe e fazendas. Com eficientes pro-
dutos e práticas de irrigação, é absolutamente possível que um cidadão
médio da Califórnia consiga reduzir o consumo de água no externo de sua
casa em 25% ou mais sem ter que desistir das plantas, árvores e jardins
que agregam tanto para nossas vidas.
Defendendo a necessidade de mudança
Sabemos que produtos de irrigação eficientes representam apenas um
passo de um longo caminho em direção a uma mudança positiva. É por
isso que a Rain Bird também se concentra em ajudar as pessoas a apren-
der a usar a água com sabedoria e eficiência. Desde os nossos grupos de
liderança de treinamento na indústria, ao nossos profissionais de vendas
e engenharia, os funcionários em toda a nossa organização são com-
prometidos com o Uso Inteligente da Água ™. Todos os dias, a Rain Bird
ensina profissionais de irrigação a projetar, instalar e operar sistemas mais
eficientes e a educar os consumidores em todo o mundo sobre o uso
responsável da água.
Hoje, a Rain Bird e seus parceiros nos setores de irrigação e de gestão da
água tem a condição única e de destaque para fazer a diferença durante
este período de crise da água. Trabalhando em conjunto, podemos tornar
mais fácil a todos os californianos a missão de reduzir significativamente
o seu consumo de água e ainda desfrutar de muitos benefícios que os
espaços verdes têm para oferecer. A Rain Bird vai continuar a desenvol-
ver produtos e iniciativas que vão ajudar aos californianos a fazer esco-
lhas responsáveis, informadas sobre as maneiras que todos nós usamos
água. Tirando proveito de produtos e práticas de rega inteligentes hoje,
podemos inaugurar uma nova era de eficiência hídrica e uso sustentável
da água, e não apenas na Califórnia, mas em todo o mundo.
Rain Bird Brasil Ltda
Rua Piauí, 740 – Marta Helena
Uberlândia – MG - Brasil
38.402-020
Telefone: 34 3212 8484
Fax: 34 3212 5469
Mzlochevsky@rainbird.com.br
www.rainbird.com.br
Rain Bird Brasil Limitada
Rua Piauí, 740 – Marta Helena - Uberlândia – Minas Gerais - CEP. 38.402-020
CNPJ. 03.167.227/0001-14 IE. 702.024740.0042
Telefone: 34 3212 8484
Fax: 34 3212 5469
www.rainbird.com.br
Referências Bancárias
- Banco Itaú S/A – AG.: 3083, C.C.: 05006-6, Uberlândia/MG, Gerente: Sta. Cristhina Borges, Tel. (34) 4004-4506
- Banco do Brasil S/A – AG.: 2591-7, C.C.: 23516-4, Gerente: Cristina, Tel. (34) 3292-5300
Referências Comerciais
TRANS WAR TRANSPORTES LTDA ECO PIPE
Rua Ricardo Bassoli Cezari, 3880
Campinas-SP
Sr. Carlos Alberto
Tel. (34) 3232 8057
carlos.alberto@transwar.com.br
TG TRANSPORTES LTDA. GRUNDFOS
Rua da Lavoura, 2320, B. Minas Gerais Av. Humberto de Alencar Castelo Branco, 630
Uberlândia/MG Cep 38402-204 SP 09850-300 São Bernardo do Campo
Phone: (+ ) 55 11 4393 5533
234 jul/15 rev/gbc/br
MATERIAIS & TECNOLOGIA
A DW Engenharia atua de modo diferenciado não apenas porque utiliza
os melhores recursos humanos e tecnológicos. Mas porque busca solu-
ções novas, com tecnologias de ponta que - muitas vezes - ainda nem fo-
ram adotadas pelo mercado. Você percebe a diferença: na qualidade do
projeto, no cumprimento dos prazos, na transparência da relação.	
Parceria total com o cliente.
A DW Engenharia oferece assessoria total ao cliente, com soluções com-
pletas e personalizadas. Os projetos são customizados, apropriados às
especificidades de cada empreendimento. O cliente conta com Asses-
soria Técnica no planejamento estratégico da obra, bem como a Fiscali-
zação e o Comissionamento, garantindo a perfeita execução do projeto.
Além disso, a empresa realiza estudos de viabilidade técnico-econômica
na busca pelas melhores alternativas de sistemas de ar condicionado e
na definição do sistema mais adequado às necessidades do cliente.
Nosso compromisso é com a melhor relação custo x benefício.
Presente nos
principais projetos
sustentáveis
Soluções Integradas em Ar Condicionado, Ventilação
Mecânica, Automação Predial, Geração e Conservação
de Energia
Av. Emb. Abelardo Bueno, 1340 / Gr. 603
Rio de Janeiro, RJ - 22775-040
Tel:(21) 2439-3994 / Fax:(21) 2439-3957
Skype: dwenge12
www.dwengenharia.com.br
ESTÁDIO DO MARACANÃ, RJ - 3.020 TR
TORRE OSCAR NIEMEYER - FGV, RJ - 1.680 TR
BIBLIOTECA PÚBLICA DO RJ, RJ - 587 TR
©RenanBacellar
A madeira ecológica Madeplast é um produto com tecnologia inovadora e
exclusiva desenvolvida no Brasil. Além de ser um produto 100% ecológico, a
madeira plastificada oferece vantagens diferenciadas, que agrega sustentabi-
lidade e durabilidade à sua obra. A busca pela inovação e pela colaboração
com o meio ambiente foram os grandes motivadores do desenvolvimento do
produto, que serve como substituto da madeira convencional, reduzindo as-
sim a extração deste recurso natural.
A madeira ecológica tem o foco em instalações de áreas externas e atende
diversos perfis de produtos com a aplicação em decks, fachadas, revesti-
mentos, pergolados, píer, spa, passarelas, trilhas ecológicas, cercas, muros
e revestimentos ecológicos. Os principais diferenciais do produto são: Pos-
sui nanotecnologia; Dispensa de aplicação de verniz; Não sofre ataques de
fungos; Todas as sobras do produto podem ser recicladas após o consumo;
Aceita tinta de madeira; Pode ser cortada ou parafusada com ferramentas
de madeira; Não solta farpas; Fabricada com plástico reciclado e sobras de
resíduos de madeira. Além disso, a madeira ecológica Madeplast necessita
de baixa manutenção em relação à madeira convencional, o que é compen-
satório em relação ao custo x benefício do produto.
A madeira plastificada é composta com 70% de resíduos de madeira como,
restos de paletes, bobinas, armários, serragem e pó de serra e 30% plástico
de reciclagem proveniente de cooperativas especializadas em coleta seletiva,
evitando a utilização de plástico virgem no processo de fabricação. A MADE-
PLAST possui um padrão caracterizado por três filtros de análise de qualidade
do produto durante o processo de fabricação. Em cada filtro, são analisados
os critérios de qualidade do produto. Os critérios de análise da qualidade
são: visual, dimensional (largura, espessura e comprimento), integridade da
peça, acabamento e cor. Esses critérios são estabelecidos dentro de uma
faixa aceitável, de acordo com o padrão histórico de cada peça.
Um produto 100% ecológico com
tecnologia inovadora genuinamente
brasileira
MADEPLAST:
Madeira
plastificada
www.madeplast.com.br
revistagbcbrasil.com.br 235jul/15
certificações
Os chillers Sintesis fazem parte do portfólio de pro-
dutos Ingersoll Rand® EcoWise™, projetados para
reduzir o impacto ambiental com o uso de um gás
refrigerante de última geração e baixo potencial
de aquecimento global (GWP), combinado a uma
operação de alta eficiência.
"Com a disponibilidade deste portfólio, a Ingersoll
Rand está agindo de acordo com o compromis-
so em aumentar significativamente a eficiência
energética e reduzir o impacto ambiental de suas
operações em seuportfólio de produtos até 2020",
disse Dave Regnery, Presidente de Sistemas de
Aquecimento, Ventilação, Ar Condicionado (HVAC)
Comercial da Ingersoll Rand na América do Norte,
Europa, Oriente Médio eÁfrica. "Através do novo e
ampliado portfólio chiller Sintesis, a Trane agora
oferece aos proprietários de edifícios e empresas
mais opções em relação a como e quando reduzir
as emissões de gases de efeito estufa."
Os Resfriadores de Líquido Sintesis oferecem aos
clientes a opção de usar o R-134a ou o DuPont Op-
teon® XP10 (R-513A), um gás refrigerante de últi-
ma geração e baixo GWP para alcançar objetivos
sustentáveis.
Chilers resfriados a ar Trane Sintesis agora estão
disponíveis para o mercado
"Os chillers Sintesis são projetados para oferecer
eficiência energética e escolhas com uma varieda-
de de opções para atender a necessidades especí-
ficas", disse Jeff Moe, Líder Comercial e de Produ-
tos Aplicados da Trane. "Eficiência e combinações
acústicas provam a versatilidade do Trane Sintesis
e o torna adequado para todos os fins e aplicações
em edifícios, incluindo conforto e processo de res-
friamento, durante todo o ano e em todo o mundo".
Controles integrados de última geração oferecem
uma interface simples ao usuário - padrão em to-
dos os chillers Sintesis - proporcionando eficiência
e vantagens no desempenho. Os controles Tracer
AdaptiView™apresentam um display colorido tou-
ch-screen de 7 polegadas para status e navegação
intuitiva de simples operação.
Estratégias de controle comprovadas, como tem-
peratura integrada e lógica de fluxo, respondem a
uma grande variedade de condições e mantém a
operação do chiller confiável e eficiente. O Adapti-
ve Control™mantém o resfriador de líquido funcio-
nando de forma eficiente em condições extremas
- mesmo sob uma falha no sistema de automação
predial – para uma operação confiável quando ela
é mais necessária. O controle de configurações
dos chillers Sintesis oferece um recurso de arma-
zenamento de gelo exclusivo para resfriamento du-
rante picos de demanda.
Disponibilidade e Tamanho
Na América Latina, os chillers Síntesis (modelos
entre 115-500 toneladas de refrigeração) estarão
disponíveis durante todo o ano, começando com
os modelos de 115 a 215 TRs, já disponíveis no
mercado, seguido pelos modelos de 230 a 500
toneladas de refrigeração, que estarão disponíveis
no final de 2015.
Os Chillers resfriados a ar
Trane Sintesis™ agora estão
disponíveis para auxiliar a
reduzir a emissão de gases
de efeito estufa
Para saber mais sobre os chilers
resfriados a ar Trane Sintesis,
acesse www.trane.com/Sintesis
236 jul/15 rev/gbc/br
MATERIAIS & TECNOLOGIA
Tratamento
ecológico de água
em edificações
Isolamento Termo-Acústico
para coberturas e telhado em
geral com espuma rígida de
poliuretano
Para uso do isolamento térmico da construção ci-
vil, vale a exigência da economia de energia com
medidas de isolamento e para melhor proteção de
isolamenro e para melhor proteção de superfícies.
Espuma rígida é usada com isolante termo-acústi-
co e impermeabilizante para coberturas em geral,
tais como: telhados de fibro-cimento, telhados em
chapa de aço, telhados em alumínio, pré molda-
dos de concreto, lajes, elementos tipo sandwich,
câmaras frigoríficas, fabricação de containers,
enchimento do casco de barcos e demais isola-
mentos gerais em construções novas e reformas.
A WC utiliza métodos de aplicação tanto spray
como pintura, da mais alta tecnologia em poliu-
retano expandidi, há mais de 25 anos operando
no mercado nacional. Equipamentos modernos
de alta capacidade de produção, com excelente
produtividade e rapidez de aplicação. Pessoal al-
tamente especializado e experiência comprovada
Proteção
perfeita
para sua
cobertura
Somos uma consultoria especializada em resolver
problemas relativos à água, tais como, incrusta-
ções, reuso, descarte, captação e entre outros.
A H2X inova mais uma vez, sempre pensando no
Meio Ambiente e nos nossos clientes.
Nossa meta é apresentar sempre a melhor solu-
ção, viável economicamente e adequada tecnolo-
gicamente a cada tipo de necessidade do cliente,
sempre dentro dos padrões da Ecoeficiência, sen-
do eficaz no tratamento de água, maximizando o
processo de troca térmica. Dessa forma apresen-
tamos:
Nossos serviços:
•Tratamento de água dos sistemas de refrigeração
de edifícios comerciais e residenciais (sistema de
climatização / ar condicionado), torres de resfria-
mento, chillers de água gelada;
•Limpeza química em sistemas de refrigeração:
limpeza de trocador de calor, tubulação e torres de
resfriamento
•Tratamento de água cinza, água que sai da pia de
banheiros e cozinhas para reuso
•Economia de água (tratamento físico através de
nanotecnologia)
•Tratamento de água de poço mina e chuva para
utilização em reuso em geral
Com a mesma seriedade e compromisso que já
são a marca registrada da H2X, nossos equipa-
mentos integram o conceito de sustentabilidade,
buscando apresentar soluções eficazes e de baixo
impacto ao meio ambiente, trazemos uma série de
produtos para cada necessidade.
Através de nossa assessoria para a definição da
tecnologia e produtos a serem adotados (trata-
mento físico ou químico) e a quantidade e quais
equipamentos serão necessários para estabelecer
o perfeito funcionamento dos sistemas de resfria-
mento e aquecimentos da água, os equipamentos
são cedidos em regime de comodato não havendo
custo para nossos c clientes com a aquisição.
São produtos para filtragem de água, com a es-
colha do filtro mais adequado a necessidade da
água e seus usos como polarizadores magnéticos,
esterilização por ultra violeta (UV), filtros de areia,
cartucho, Bag, carvão ativado, etc.
Entre eles, o polarizador H2X (PMX) que atua com
nanotecnologia, modificando a estrutura das molé-
culas dos sais existentes na água, impedindo que
solidifiquem e incrustem. Com o PMX o tratamento
de água de água industrial torna-se eco eficiente.
Além disso, prestamos serviços de elaboração de
analises de água: portaria 2914, SS 65, Legionela,
DBO, DQO, Conama, etc.
revistagbcbrasil.com.br 237jul/15
anuário GBC 2015
MEMBROS GBC BRASIL 2015
BRESCO Investimentos S.A
SICTELL IND. E COM. DE...
24.7 arquitetura design
3M do Brasil
5tec - Projeto e Soluções...
à bloc Arquitetura &...
A e M ENGENHARIA
A Zero Engenharia LTDA
A.Azevedo Consulting -...
A2 Arquitetos
A2 Engenharia e Construções...
Ábaco Arquitetura e Design...
ABACUS EAG
Abili Assessoria Técnica...
Acade Arquitetura e...
ACE Engenharia
Acqua System
Acqua Systems Consultoria e...
Acquamatic do Brasil Ltda
Acquasave
Acropole Arquitetura Ltda
ACS Engenharia Ambiental
ACS Sistemas de Energia
ACV Sistemas de Energia Ltda....
Addere Engenharia LTDA
ADEMI RJ - Associação dos...
Aeroglass Brasileira S/A...
Aerothermika Sistemas de Ar...
Afaplan - planejamento e...
AFFA Engenharia
Afonso França Engenharia
AIRFAN - EXAUSTORES E...
AK 100 ESTETICA AUTOMOTIVA...
Akkerman - Acústica...
AKZONOBEL LTDA - Decorative...
Alcoa
Alcon Construtora e...
Alcon Construtora e...
Alemdaluz Iluminação
Alex Bonilha Arquitetura Ltda
Alianza Negócios Imobiliários...
Allume Arquitetura de...
ALPER ENERGIA S.A.
ALUCOMAXX INDUSTRIA E...
Amanco
AMATA S.A
AMBIANCH INDUSTRIAL LTDA
Ambiental Consultoria Ltda
AMBIENTE EFICIENTE...
AME ARQUITETURA E URBANISMO
AMES Arquitetura e...
Amora Obras, Reformas,...
Âncora Sistemas de Fixação
Andaluz Arquitetura e...
André Lacava Bailone
Andréa Juliana de Oliveira Sá...
AP Arquitetos
Aquarum Consultoria e...
Aquastock Captação...
AR SONDAR SERVIÇOS PARA...
Araruama Engenharia
ARC Chemical Produtos...
Ares Arquitetura Ltda
ARFLEX Ar Condicionado Ltda
Argollo & Martins Arquitetos...
Ariane Lima Arquitetura
ARKTECTUS ARQUITETURA E...
Arktectus Arquitetura...
Armacell Brasil Ltda
Armstrong World do Brasil...
Arq&Urb Projetos Ltda
ARQSOL Arquitetura e...
Arquitetura Kika Camasmie
ARQVX Arquitetura e Urbanismo
Artcons Indústria e Comércio...
ARTECH AR CONDICIONADO...
Arthem Madeiras Comércio
Arup
Asclépio Consultoria
ASF Construções...
ASM ALICERCE 1...
Aspiramaq - Locação de...
Assa Abloy Brasil Sistemas de...
Associação Brasileira de...
Associação de Cerâmica...
Associação Ecoinovação
Atena Incorporações
Athié Wohnrath Associados...
ATIVA CONSTRUÇÕES
ATMG Automação Sustentável
Atmos Engenharia
ATMOSFERA INCORPORAÇÕES E...
Aton-e Energia Importação e...
ATOS ARQUITETURA E...
Atrium Planejamento em...
Atualle Divisórias e...
Aubicon Industria e Comercio...
Ausec Automação e Segurança...
Autodesk do Brasil Ltda
Automatic House
Automatize Eficiência...
Autonomy Investimentos
Axion Construções
AZ Home Comércio de...
B3E Engenharia
Baggio & Schiavon Arquitetura...
Bamboofloor - Pisos e...
Banco Citibank S.A.
Baro Pintura Airless e...
Base Construções e...
BASF
Bayer S/A
BBB Ambiental - Consultoria e...
BBP Administradora de Bens e...
Beaulieu do Brasil Indústria...
Behome Automação Ltda
Bellevue - Skylights
Betumat Impermeabilizantes
BGF Consultoria em Engenharia...
BGM Comercio, Automação e...
BIGNOTTO CONSULTORIA EM...
bioiniciativa
Biomassa do Brasil
BIÓPOLIS Eco Controle de...
BIOTECNICA LAB SERVIÇOS...
Biozyme Brasil Ind. E Com. De...
Blu Comércio e Serviços...
Blumetal Ar Condicionado
BMS Engenharia de...
BN Construções Ltda
Bosch
Bouygues Construção Brasil
BR BUILD Soluções...
BR Properties
Bragenix LTDA - EPP
BRAKEY COMERCIO DE PRODUTOS...
BRANCORP CORPORAÇÕES LTDA
Brasus-Brasil Sustentável...
BRATO Automação Predial
BRCondos Franchising S.A
Brenv Investimentos Imob. e...
BRIAND ENERGIES DO BRASIL
BRICS Consultoria e Negócios...
Bronze Construção
BSPar Construções Ltda
BSPAR INCORPORAÇÕES LTDA
Building Incorporação
BV Arquitetura
BVST Environmental Systems
C - MAX ENGENHARIA LTDA
C. Rolim Engenharia
C2KR
CADARI
Camará Shopping Center
Caramez Engenharia Ltda
Cargo Load Lifting
Casa Dagua Materiais
Casa do Futuro
Casa Innovação
Casa3 Arquitetura Ltda
Castelatto
Castro Mello Arquitetos Ltda
Castro Projetos e Consultoria
CB Richard Ellis
CBTEC Engenharia
Cebrace
Celutrans - CPE Edificações
CenterSteel Engenharia em...
Centro Golfinho Rotador
Cerâmica City Ltda.
CERÂMICA TAGUA LTDA
CF I Logística Ltda
ChapmanBDSP
Charão Arquitetura e...
Chronos Serviços de...
CINEXPAN INDÚSTRIA E COMÉRCIO...
Ciplak Impermeabilizantes
CKC do Brasil (Fire...
CLA BRASIL COMÉRCIO DE...
Claudio D’Oliveira Tavares -...
CLEANIC AMBIENTAL - Limpeza...
Climapress Tecnologia em...
Climatizar Engenharia Térmica...
Clinton Climate Initiative
CLM+Arquitetos
Coca Cola Brasil
CODEPLAN - Consultoria de...
Colliers International
Comfort Door - Vedações...
Comis Engenharia Técnica LTDA
CONAD Consultoria e...
Conceito Ambiental
CONCRESTEEL - Pisos e...
CONCRETIZA SERVIÇOS DE...
Condix Engenharia Ltda
Condomínio do Centro...
Conexled
Conforlab Engenharia...
Construfácil Agropecuária...
Construtora Andrade Ribeiro...
Construtora DNA Framing
CONSTRUTORA E INCORPORADORA...
CONSTRUTORA E INCORPORADORA...
Construtora Vertical Ltda
Contech Engenharia Ltda
Control Tec Gerenciamento de...
Controlbio Assessoria Técnica...
Controle Prestação de...
Corpore Empreendimentos LTDA
Cotia Paper Industria e...
Council Press Assessoria LTDA
CPLUX CONSULTORIA E GESTÃO EM...
Creato Consultoria e Projetos...
CS Brasil
CSA Design
CSSE SOLUÇÕES DE ENGENHARIA...
CTE - Centro de Tecnologia de...
Cushman & Wakefield
CV Instalações Industria e...
238 jul/15 rev/gbc/br
anuário GBC 2015
Cyrela Commercial Properties...
Dagnese & Cia Ltda
Daikin Mcquay Ar Condicionado...
DALÍ Multi Serviços Ltda
DallOnder Laybauer Desenhos...
Dannenge Soluções de...
Davis Brody Bond
Deca | Hydra
Deli-ar Comercio e Manutenção...
Delpro Empreendimentos...
DELTA ADMINISTRAÇÃO E...
Demolidora FBI LTDA
DEMOLIDORA SANTOS LTDA
Denver Impermeabilizantes
Depaula e Depaula...
DHARO P
Dias de Sousa
Diase Construções
Dimibu Indústria de Artefatos...
DITEC ENGENHARIA E...
Div Design Divisórias...
DJR Construções
DL Construtora LTDA
DOCOL
Domoglass Comércio de...
Domus Urbanismo
Dow Brasil
Dox Planejamento, Gestão e...
DPG Plan - ARTELIA ...
DRYKO IMPERMEABILIZANTES
DryStore
DS Cálculos Estruturais Ltda
DTS Diversão Tecnologia e...
Ductor Implantacao de...
DuPont do Brasil
DURIGON HOMES
Duroshield Spray Systems
DutraLevi Construtora Ltda
e-Vertical Tecnologia
E.G.A ARQUITETURA E...
E.W. ENGENHARIA LTDA
E.W. ENGENHARIA LTDA
EAF Esquadrias
EAM Consultoria Ltda
Easy Gerenciamento e...
EBM Climatização e Instalação...
Echo Construtora Ltda
Ecoblock Indústria e Comércio...
Ecoconstruct Brazil Ltda
ECOGREEN
Ecohus
Ecojardim Franquias
Ecolibra Engenheria, Projetos...
Econoágua Comércio de...
Econoágua Comércio de...
Ecopak Telhas e Chapas...
ECOPANTANAL
Ecoplace decks ecológicos
Ecoplate - Pisos Plásticos...
Ecoquest do Brasil...
ECORLED - Lâmpadas e Postes...
Ecotech Arquitetura
Ecotech Thermal Engineering
Ecotech Thermal Engineering
Ecotelhado
ECOTOP Indústria e Comércio...
Ecowin Soluções Ecológicas
Efficens Eficiência em...
Eficacia Projetos e...
Ekatu intermediação de...
Ekohaus Esquadrias Eireli
Ekoty Soluções Visuais e...
Elasteq do Brasil
Eletro Zagonel LTDA
ELETROLINK
Elevadores Otis
EMBYÁ Paisagens &...
Empresarial Paulista de...
Energia Técnica
Engemon Comércio e Serviço...
Engenharia de Sistemas...
Engepred Serviços de...
Engetel
EnGGram Tecnologia e...
Engineering - A Hill...
Enova Solar
EPPO Saneamento Ambiental e...
EQUALIZE Consultoria em...
Esencial Indústria e Comércio...
ESM BH EMPRESA DE ENGENHARIA...
Espaço Interativo
Essence Projetos Sustentaveis
Estelle Dugachard Paisagismo
ETEC Engenharia LTDA
ETKA SYSTEMS
Everlast Brasil Pisos Ltda
EVOLLUAR COMÉRCIO E SERVIÇOS...
EVOQUIMICA INDUSTRIA E...
EXCENGE - EXCELÊNCIA EM...
Exim Sistemas de Iluminação...
EZY COLOR SC PROTEÇÃO E...
FABRIMAR S.A. INDÚSTRIA E...
Fatorágua Serviços e Soluções...
FBS Termoplásticos Ltda
Fênix Construtora e...
Fernandes Arquitetos...
Fibra Expert Empreendimento...
Five Star Painting Brasil
FL 17 EMPREENDIMENTO...
Flooring Indústria e Comércio...
Floraliz
Foccus Gerenciamento de...
FOCUS CLIMATIZAÇÃO
Folle Empreendimentos...
Forbo Pisos
FORMIA - ESTRUTURA...
Forte Clean - Limpeza de...
Fox Engenharia e Consultoria
Francisco Ramos Advogados...
FREITAS E LIMA SOLUÇÕES...
Fulwood Empreendimentos...
Furtado de Mendonça ABPS Ltda
Furukawa Industrial S.A
Gadia - Arquitetura,...
Gail Guarulhos Ind.e Com.Ltda
GB Eco Solutions
GB2 Engenharia
GBC Brasil
GBFOR - Green Building for...
General Water
Genergia Projetos...
Geração Renovável...
Geraissate Engenharia Ltda
Gerconsult Engenharia e...
Gerdau Aços Longos SA
GGM CLIMATIZAÇÃO EIRELI
GIL FIALHO PAISAGISMO
Global Consortium
Global Participações
Goincorp Incorporação e...
GOJO América Latina
Good Serv de Climatização...
Gotardo Construtora Ltda
GPA gerenciamento projetos...
GPBN PAULISTA SPE S/A
GR Properties
GRAICHE CONSTR. IMOB. LTDA
Green Building Council Brasil
Green Coatings Revestimentos...
GREEN FARM CO2FREE
Green Gold Engenharia...
Green Solutions
Green Studio Arquitetura +...
Greenwall Ceramic
Grit
Grupo Axion Ferramentas e...
GRUPO GRX SÃO PAULO
Grupo Oikos Soluções...
GRUPO STADIA
Gruska Péricles Automação...
GRX São Paulo Indústria e...
GRX São Paulo Indústria e...
Guardian
GV Demolidora e Locadora
Göbel Arquitetura Ltda
H Soluções
H. AIDAR PAVIMENTAÇÃO E OBRAS...
Habitat Comércio e Serviços...
Harmonia Acustica
Harmonia Arquitetura e...
HDA IND. E COM. COMP....
Heating e Cooling Tecnologia...
Henkel
Hersil Administração e...
Hidraulica Eficaz
HILTI DO BRASIL COMERCIAL...
Hines Interests
Hitachi Ar Condicionado do...
HOCHTIEF do Brasil
HONEYWELL DO BRASIL LTDA
HOSANNA RODRIGUES Arquitetos...
Hotel Sofitel Jequitimar LTDA
House Incorporadora e...
Hunter Douglas Ltda
HVACR-SERVIÇOS TECNICOS LTDA
Hydronorth S/A
i-Lumes Comércio de Artigos
IBEG Engenharia e Construções...
Ideal Home - Automação...
ideatek Engenharia e...
Idoeta Arquitetura
Impakto Sistemas de Limpeza e...
IN SERVICE Limpeza Verde de...
Indeco Energia Águas e...
Indústria e Comércio Paulista...
Infinitytech Engenharia e...
Informov Engenharia +...
INOTUS - Conforto Ambiental
Inova Glass - Blindagem...
InSinkErator
Instituto do PVC
Instituto EDP
Instituto Muda
INTELICON CONSTRUÇÕES...
Intéling Domótica e...
Interface Flooring Systems...
Interplan
IRIS Gestão de Imóveis...
ISA Sul América
Ising - Construções,...
Isoeste Indústria e Comércio...
ISOVER
ISOWATT ENGENHARIA
Itaim Iluminação
Itambé Administradora
ItsClub
ITT Performance - Unisinos
J.J.Abrão Arquitetura e...
Jaguarê Projetos Ltda
Jam Engenharia Ltda
JBN Electronics I. C. Ltda
revistagbcbrasil.com.br 239jul/15
anuário GBC 2015
JCG CONSTRUTORA E...
JETRA CONSTRUTORA LTDA
JHSF
JJ Design Ltda
JK Arquitetura e Ambiente...
JK Engenharia Ltda
JLG Projetos de Arquitetura
JLL
JNV Empreendimentos...
Joal Teitelbaum Escritório de...
Johnson Controls
Josinha Pacheco Consultoria...
Jovic Engenharia SS Ltda
JR DEMOLIÇÃO LOCAÇÃO E...
K&M Climatização Ltda
K3 Consultoria Industrial
Kahn
Karakorum Arte & Soluções em...
KEMP OFICINA DE PROJETOS E...
KEMPER BRASIL COMERCIO DE...
KERN Engenharia LTDA
Key Consultoria e Treinamento...
Kiir Indústria Comercio e...
Kimberly-Clark do Brasil
Knauf AMF Forros do Brasil...
KOEDDERMANN CONSULTORIAS LTDA
Kom Arquitetura e...
Krieger Metalúrgica Ltda
Kzk Arquitetura e Consultoria
Körper Equipamentos...
L DE O MARTINS
La Lampe
LAAGER COM. IMP. EXP. DE...
Laboratórios B Braun SA
Lacoma Solutions Ltda
Lafem Engenharia
Lampadas Golden
LarVerdeLar Projetos...
Lavitta Engenharia Civil
LAX Engenharia e Sistemas...
LCF | INFINITAS ARQUITETURA
LCP Engenharia & Construções
LCS LINK ENGENHARIA LTDA
LDBW - Luiz Deusdara Building...
Led Depot Iluminação Ltda
Leddy Concept
LEDIX - Importação e Comércio...
Lepri Produtos Ceramicos Ltda
LEVITARE - EVOLUÇÃO DO PISO...
LG Electronics do Brasil LTDA
Libercon Engenharia Ltda
Lifelong Education Institute...
Lightbrax Iluminacao Ltda.
Lima & Lima Arquitetos
Limpidus Sistemas Avancados...
LINDEM CONSTRUTORA E...
LINK MISSÃO CRTICA -...
LLG Construtora e...
Locarlimpo Remoção de...
Locarlimpo Remoção de...
Lock Engenharia
LOEBCAPOTE Arquitetura e...
LOG COMMERCIAL PROPERTIES E...
Logbras Participações e...
Loggia Arquitetura Ltda
Luminae Energia e Iluminação
Luminárias Projeto
Lutron Electronics - Lutron...
LuxGlass - Películas para...
LUZ & FORMA ARQUITETURA
Lyon Engenharia Comercial...
M J Lopes
M Vituzzo Construtora e...
M. Ançay & A. Ançay Ltda...
M.M.Requião
Madeplast Indústria e...
Magis Incorporações e...
Manah Construções e...
Manati Engenharia e...
MARIELA FELIPPETTI...
Markarquitetura Gerenciamento...
Masisa do Brasil Ltda
Master Ambiental
Matumbi Com. de Art. de...
Maxiagua Produtos Para Água...
MB Fabricação de Venezianas e...
MB3000 SEGURANCA ELETRONICA...
MBP ISOBLOCK SISTEMAS...
MC Construções Ltda
MDarq Arquitetura -...
Medabil Soluções Construtivas...
Melhoramentos Papéis Ltda
Melo Teixeira
Memu Arquitetura e Design...
Mendes Lima Engenharia Ltda
Mendes Pinto Empreendimentos...
MEPS ENGENHARIA LTDA
MERKANT
Método Engenharia
MGD
MH
MHA Engenharia
Midea Carrier
Mil Madeiras Preciosas
MLM Brasil
mmcité 8
MO ARQUITETURA LTDA
Modulo Arquitetura...
Moema Wertheimer Arquitetura...
Movinord do Brasil
MSA Projetos e Consultoria...
Muda Arquitetura e...
Multivac
MURDOCH & SODRÉ
MURITEC Tecnologia...
Mutual Construções Ltda
MV Escritório de Projetos...
MVituzzo
MYR projetos estratégicos e...
Nalco
Nanotech do Brasil Indústria...
Neohabitat - Arquitetura e...
New Eco Piso
Newset Ar Condicionado
Norte Arquitetura e Urbanismo...
Norte Engenharia Ltda
Nortech Engenharia do Brasil
Nova Opersan - Opersan...
Novaes Engenharia Ltda
NOVVA SOLUTIONS
NTC Brasil
NTEC TECNOLOGIA EM...
NWo Arquitetura
O3 Engenharia
OCC EMPREENDIMENTOS
Occa Construtora
Odebrecht Realizações...
Oliveira Cotta Arquitetura e...
Onoda Engenharia
Onyx Solar Energy S.L.
OPA Oficina da Paisagem
OPERATIVA GESTÃO PREDIAL E...
Orange Arquitetura,...
Orion Telecomunicações...
OSRAM do Brasil Lâmpadas...
OTEC + eficiência, +...
Outsource Engenharia
Owa Brasil Produtos...
Owens Corning
PADO SA - Industrial,...
Pailon Comunicação Visual...
PANO DE PAREDE ®
Parque Torino Imóveis S/A
Pedra Branca Empreendimentos...
Películas EcoLogic l ...
Películas LLumar - Solutia do...
PELLET BRASIL COMERCIO DE...
PEMAC Engenharia &...
Personal Green...
Pescatori Souza Instalações...
Petinelli Inc.
Petróleo Brasileiro S/A
Ph Master
PIERRE - Engenharia Civil,...
Piracuama Empreendimentos...
PIRATININGA ARQUITETOS...
Pisotron Indústria e Comércio...
PlacLux Inovações em...
Plaenge Industrial LTDA
PLANTT Comercial Importadora...
Plaslatina Indústria Plástica...
PlastPrime
Plotec Engenharia e...
POLIPLAS SELANTES E FIXADORES...
Poliplás Selantes e Fixadores...
Porte Construtora Ltda
POUPALUZ IND. E COM. DE...
PPG Industrial do Brasil...
Prátil
Precon Engenharia
Presto Blocos e Pisos de...
PricewaterhouseCoopers
PROCOBRE
PROGE 5 CONSTRUTORA LTDA
Projecto Engenharia
Projetoal
Projetta - Projetos &...
PROJEXC - PROJETOS,...
Propark Paisagismo e Ambiente...
PSP INCORPORADORA
PW Construções
QLED
QMD Consultoria
Quadrante Arquitetura e...
Qualiaço Estruturas Metalicas...
Quared Engenharia
QUIMICRYL S/A
R&P Green Solutions
R.D.Ewald
R.S. Engenharia de Ar...
R3CICLO
RAC Engenharia e Comercio...
Racional Engenharia Ltda
RAF Arquitetura e...
Rain Bird Brasil Ltda
RAMALHO PRODUTOS TÉCNICOS
RBW SERVIÇOS DE SEGURANÇA...
RCWS Bio Construções Ltda
Recinert Ambientale...
Recomservice Compressores e...
Regatec Sistemas de Irrigação...
Regecon Administração de...
Reis Arquitetura SS
RELEVARE Revestimentos...
Resecom Construtora LTDA
RESERMAX RESERVATÓRIOS LTDA
Retro Plate
Revestimentos Vivos
Rewood: Madeira Plástica
RFM CONSTRUTORA LTDA
RGS Rede de Gestão da...
240 jul/15 rev/gbc/br
anuário GBC 2015
VG Arquitetura
Viapol Ltda
VIÁVEL CONSULTORIA
Vibia Engenharia
VIKINGS Sistemas de Limpeza
VIOBRÁS CONSTRUÇÕES LTDA
Vipdoor Solution
Visio Consultoria
VistoPredial - Serviços de...
Vita Instalações
Vivante
Vivian Regina Brasil Ltda.
VL Indústria Elétrica e de...
Votorantim Cimentos S/A
VOTORANTIM METAIS
VRF Engenharia de...
W Energy Consultoria Gestão e...
W V Construtora Ltda
W&R Lenzi Ltda....
WALSYWA INDUSTRIA E COMERCIO...
Wash2Go - Lavagem ecológica a...
WC Isolamento Térmico Ltda
Weiku do Brasil
WH ENGENHARIA E MANUTENÇÃO...
Willer Arquitetos Associados...
Windeo Green Futur Brasil...
WM Engenharia Comércio e...
WNez Planejamento e...
Wolpac Sistemas de Controle...
WTorre Properties
www.eurusystem.com
Yovel Projetos e Consultoria...
Zadock Technology S.A
Zaffarani Gerenciamento e...
ZANCANELLA ASSESSORIA
Zanettini Arquitetura...
ZENNI ALZAMORA ARQUITETURA
Zinner Consultants
SUL BRASIL AQUECIMENTO SOLAR...
SunEdison Brasil
SUNEDISON BRASIL
SUNLYX BRASIL
Supporte Engenharia e...
Susplan Gerenciamento e...
SUSTENTA ALIMENTOS EIRELI
Sustentábille Automação Ltda
SUSTENTAR ENGENHARIA LTDA
SUSTENTATIVA Eficiência na...
Sustentax
Sustentech Desenvolvimento...
SVO ENGENHARIA E SERVIÇOS S/A
SYSTECH TECNOLOGIA TÉRMICA...
Tatiana Doro - Arquitetura e...
Tavola Engenharia e Com de...
Tech-Chiller, Climatização,...
Techem do Brasil Serviços de...
Techni Consultoria Ltda
Tecno Engenharia e...
Tecno Fluídos Sistemas de...
TECNOLACH INDUSTRIAL LTDA
TecnoLirb - Tecnologia em...
TENSOFACE FACHADAS VENTILADAS...
TENSOR EMPREENDIMENTOS LTDA
TERMACON PROJETOS E...
Térmica Brasil Comércio e...
TERMOELEC BRASIL LTDA.
TERRACOR - TINTAS DA TERRA...
Tetra Base Engenharia e...
THERMOLEX REVESTIMENTOS LTDA
ThermoMix Sistemas...
ThyssenKrupp Elevadores SA
Tishman Speyer
TM5 Arquitetura e Design
TOBIAS LUMINOSOS LTDA
Topázio Engenharia e...
Torres Commissioning...
Torres Miranda Arquitetura
Total Engenharia Ltda
Total Green Comercial Ltda
Toto do Brasil
TRANE
Trasix Soluções Ambientais
TRATTO ENGENHARIA LTDA
TREVO INDUSTRIAL DE...
Trinia Arquitetura
Tritom Construções Ltda
TROX TECHNIK
TRX Investimentos...
Tubos Tigre - ADS do Brasil
Turner & Townsend Consultoria...
TÜV Rheinland do Brasil LTDA
UK Trade & Investment Brazil
UL do Brasil
Ullmann Dick Investimentos,...
UNI. arquitetos
Unicontrols - Building...
Uniflex
Unikap do Brasil
Uniled do Brasil
UNIQUE Controle e Gestão de...
Universo LED
UNIVERSO VITREO LTDA
Up Keep Serviços Condominiais...
URBANE Planejamento Urbano
V2 Construções Ltda
Valeman Perfis Metálicos Ltda
VANIA DEEKE
VEDACIT
VEKA do Brasil Ltda
Vendecasa Empreendimentos...
Verdex Distribuidora...
Versatil Engenharia
RHÖN
Ricardo Pinheiro Pisos e...
Rivesti Revestimentos...
Rizzato Correia Construtora...
RK PROJETOS
RL Arquitetura e Interiores
RMS Áudio, Vídeo e iluminação
Robert´s Sistemas de...
Roca
Roll-on - Marko Sistemas...
Rossi Residencial
RR Compacta Engenharia
RSA Incorporação e...
RSF Empreendimentos e...
Ruy Rezende Arquitetura
RV Arquitetura
S&A Engenharia -...
S. A. FABRIL SCAVONE
Saber Sustentavel Construções...
SABIC
Saimel Engenharia Ltda
Saint Gobain - Brasilit
Saint-Gobain Canalização
Sanerg Conexão e Produtos...
Santa Luzia
Santander
São Bento Soluções e Obras...
SAVASSI GREEN ARQUITETURA E...
SBUS-Automação e Eletrônicos...
Schew Construções Ltda
SCHMIDT ARQUITETURA LTDA
SCHNEIDER ELECTRIC BRASIL
Scom CPC Ltda
SDI Desenvolvimento...
Segal Vissotto Arquitetos
SEMPRE Engenharia &...
Senzi Lihting Consultants
SEPTRA PROJETOS &...
Serra Engenharia
SERVSUL TERCEIRIZAÇÃO DE...
SETRI Consultoria em...
Sharewater Projetos,...
Shelter Consultoria Técnica...
Sherwin-Williams do Brasil...
Sictron Ar Condicionado Ltda
SIEMENS LTDA
Sika S.A.
Simpex Construção e...
SINDIPRO SERVIÇOS LTDA
SKF - Sun Kim Films
SKO Laminas de Segurança Ltda
Skygarden Telhados Verdes e...
Smart Sistemas Construtivos
Solar Energy do Brasil
Solar Energy do Brasil
Solar Reflex
SOLIDA SP...
Somfy Brasil
Speck Construções
Sprink Segurança Contra...
SR Indústria e Comércio de...
Stancati Arquitetura
STAR CENTER SOLUÇÕES EM...
Starvai Comércio e Serviços...
StraubJunqueira
Studio Arthur Casas
Studio Juliana Pellegrini
Studio MK27
STUDIO TABA ARQUITETURA
Studio Terra Telhados Verde -...
StudioQ - Áudio, Vídeo e...
STYLOS ENGENHARIA S/A
STYLUX BRASIL SISTEMAS DE...
revistagbcbrasil.com.br 241jul/15
anuário GBC 2015
De 30 de agosto a 2 de setembro
A RosadosVentos
da Indústria Imobiliária
30/8 - Domingo
Abertura oficial - Apresentação do maestro
João Carlos Martins e Camerata Bachiana
Visita técnica
31/8 - Segunda-feira
Panorama político-econômico
Real Estate Showcase
2/9 - Quarta-feira
Panorama do Mercado Imobiliário do Interior
Momento Imobiliário Internacional
1º/9 - Terça-feira
Fórum Urbanístico Internacional
Confira alguns destaques do evento:
*Programação sujeita a alterações. Confira o conteúdo
completo no site do evento.
Quais estratégias
empresariais adotar
diante de um cenário
tão imprevisível?
Descubra
na Convenção
Secovi 2015
+55 (11) 5591-1306
www.convencaosecovi.com.br
Secovi-SP: Rua Dr. Bacelar, 1.043
Vila Mariana - São Paulo
(estacionamento: Rua Luís Góis, 2.100)
Informações:
Vale pontos (Consulte o site do evento)Acesse pelo celular
www.convencaosecovi.com.brBaixe o aplicativo Secovi-SP.
Media Partner:
Patrocínio Especial:Patrocínio Standard:
Hotel Oficial:
Realização:
Patrocínio Premium:Patrocínio Premium Top:
Agência Oficial:
242 jul/15 rev/gbc/br
anuário GBC 2015
GBCBRASILREVISTA
2 16
ANUÁRIO
CERTIFICAÇÕES
QUANTO MAIS CEDO VOCÊ GARANTIR
SUA PRESENÇA, MAIS DIFÍCIL VAI SER O
SEU CONCORRENTE ACHAR ESPAÇO AQUI
LIGUE: 11 5078 6109 ou atraves do email
anuario2016@vibcom.com.br
AGORA OS ESPAÇOS AINDA
ESTÃO DISPONÍVEIS.
PARTICIPE DA EDIÇÃO 2016
DO ANUÁRIO DE CERTIFI-
CAÇÕES GBC BRASIL.
JÁ ESTAMOS PREPARANDO
A PRÓXIMA EDIÇÃO COM
AINDA MAIS INFORMAÇÃO.
E SUA EMPRESA NÃO PODE
DEIXAR DE ESTAR AQUI.
A MAIS COMPLETA INFORMAÇÃO
DO MERCADO
VIBEDITORA
revistagbcbrasil.com.br 243jul/15
anuário GBC 2015
40
m2
=A CADA 40 M² DE MATERIAL MADEPLAST, UMA ÁRVORE É POUPADA
Mais árvores ao planeta. Mais sofisticação e praticidade ao seu ambiente.
As madeiras ecológicas Madeplast têm exclusiva composição de sobras de
madeira e resíduos de plástico. O resultado é um aspecto natural que
combina durabilidade e beleza ao seu espaço.
Acesse madeplast.com.br e descubra todas as vantagens
DECK . PERGOLADO . FACHADA . PIER . PASSARELA
Anuário GBC Brasil 2015

Anuário GBC Brasil 2015

  • 1.
    GBCBRASIL C O NS T R U I N D O U M F U T U R O S U S T E N T Á V E L ANO2 / Nº4 / 2015 REVISTA VIBEDITORA 2 15 ANUÁRIO CERTIFICAÇÕES ESPECIAL Impacto dos Edifícios Verdes nas crises hídrica e energérica nacional Internacionalização da certificação LEED Informações e fichas técnicas dos empreendimentos G R E E N B U I L D I N G C O U N C I L 9772446970063 00415 ISSN2446-970X EXEMPLARAVULSO:R$35,90
  • 2.
    2 jul/15 rev/gbc/br anuárioGBC 2015 PERSPECTIVA ILUSTRADA DO COMPLEXO MULTIÚSO PARQUE DA CIDADE. O projeto legal do empreendimento encontra-se aprovado na Prefeitura Municipal de São Paulo e registrado sob o R.3 da Matrícula nº 382.953, em 21/6/2012, no 11ºCartóriodeRegistrodeImóveisdeSãoPaulo.Considerandoqueocondomínioseráimplementadoemfases,asimagenseperspectivascontidasnestematerialsão meramente ilustrativas, podendo sofrer modificações ao longo do projeto executivo até a implementação total do empreendimento. A vegetação representada nas imagensémeramenteilustrativaerepresentaoporteadultodasespécies.Projetosexecutivo,arquitetônico,paisagísticoedecorativosujeitosaalteraçãosemprévioaviso emdecorrênciadenecessidadestécnicas.TermodeautorizaçãodeusodamarcaMetrô-0314850014.Incorporadora:BMXRealizaçõesImobiliáriaseParticipaçõesS.A. End.:RuaEngenheiroMesquitaSampaio,s/nº,ChácaraSantoAntônio,CEP04711-050.IntermediadoradeVendas:LPSBrasil-ConsultoriadeImóveisS/A.RuaEstados Unidos,1.971,JardimAmérica,CEP01427-002,SãoPaulo/SP.Tel.:(11)3067.0000.Creci-SP.J-19585.www.lopes.com.br.Planejamento:TriumphoAssociadosConsultoria de Imóveis Ltda., Av. Paulista, nº 1.294, 20º andar, conjunto A, Bela Vista, CEP 01310-915, tel.: (11) 3170-7700, CRECI/SP nº 10.091-J, www.triumpho.com.br. PlanejamentoIntermediação PERSPECTIVA ILUSTRADA DA SALA COMERCIAL DE 43 M2 - SUGESTÃO PARA ESCRITÓRIO DE INVESTIMENTOS PREVISÃO DE ENTREGA SET/2015 TORRE OFFICE TORRE CORPORATIVA TORRE CORPORATIVA TORRE CORPORATIVA TORRE RESIDENCIAL TORRE RESIDENCIAL INVISTA EM SALAS COMERCIAIS EM UM EMPREENDIMENTO COM SELO DE CONSTRUÇÃO SUSTENTÁVEL. SALAS COMERCIAIS A PARTIR DE 39 M2 . ÚNICA TORRE DE SALAS COMERCIAIS DO PARQUE DA CIDADE.
  • 3.
    revistagbcbrasil.com.br 3jul/15 anuário GBC2015 UMA CIDADE DENTRO DE UM PARQUE. VISITE ESTANDE DE VENDAS E SALA COMERCIAL DECORADA Rua Antônio de Oliveira Tel.: 3522-1800 www.parquedacidade.com.br HOTEL CATEGORIA LUXOTORRE CORPORATIVA TORRE CORPORATIVA SHOPPING Estaimagempoderásofreralteraçõesaolongodoprojetoexecutivodecorrentesdenecessidadestécnicas. UM EMPREENDIMENTO VOLTADO ÀS AÇÕES DE SUSTENTABILIDADE QUE VALORIZAM O MEIO AMBIENTE, AS PESSOAS E O SEU ENTORNO. UM PROJETO QUE PRIVILEGIA A VIDA. Um projeto com a Certificação LEED-ND (Leadership in Energy and Environment Design for Neighborhood Development), selo referência em gestão ambiental e urbanismo. As torres corporativas, o hotel e o shopping possuirão a Certificação LEED, a Torre Office e os edifícios residenciais serão certificados com o Selo AQUA.
  • 4.
    4 jul/15 rev/gbc/br Editorial ©BiancaWendhausen Àsvésperas da 6° Expo Greenbuilding, evento de maior im- portância da construção sustentável do Brasil, a Revista GBC Brasil traz a edição especial, o primeiro Anuário de Certifica- ções GBC Brasil 2015, principal conteúdo da revista. Neste trabalho pioneiro estamos destacando as principais soluções sustentáveis desenvolvidas em cada empreendi- mento certificado em 2014, dando um panorama bem amplo sobre o mercado da construção sustentável. A opinião dos players e de especialistas renomados no mer- cado também integram essa edição, abordando alguns gra- vse assuntos do momento e como os green buildings podem fazere a diferença. A concepção deste desta Edição Especial, tem por objetivo disseminar cada vez mais a informação, canal essencial para o desenvolvimento da sustentabilidade, no seu sentido mais amplo. Esta é a primeira de muitas. Boa leitura a todos! Um trabalho desafiador. E recompensador. LUIZ SAMPAIO DIRETOR EXECUTIVO VIB Editora CONSELHO DE ADMINISTRAÇÃO MEMBROS DO CONSELHO Manoel Gameiro - Trane - Presidente José Moulin Netto - Vice presidente José Cattel - Alcoa Celina Antunes - Cushman & Wakefield Mark Pitt - Sherwin Williams Hugo Rosa - Método Carmen Birindelli - WTorre Convidada: Thassanee Wanick - Fundadora do GBC e Cônsul Geral da Tailândia no Brasil CONSELHO FISCAL Renato Alahmar - 3M Guido Petinelli DIRETOR GERENTE Felipe Faria DIRETOR EXECUTIVO Luiz Sampaio lsampaio@vidaimobiliaria.com.br REDAÇÃO Bruna Dalto - MTb 72943 Verônica Soares - MTb 13093 Patrícia Braga revistagbc@gbcbrasil.org.br DIRETORA COMERCIAL Cibele Oliveira comercial@vidaimobiliaria.com.br COMERCIAL Taís Colares revistagbc2@gbcbrasil.org.br FINANCEIRO Roseli Pereira adm@vibcom.com.br DESIGN GRÁFICO E EDITORIAL VIB EDITORA REDAÇÃO, ADMINISTRAÇÃO VIDA IMOBILIÁRIA BRASIL - VIB EDITORA Rua Apotribu, 139 - conj 93 Saúde - São Paulo - SP CEP 04302-000 Tel/Fax: 11 5078 6109 www.vidaimobiliaria.com.br RESPONSÁVEL DO GBC Maíra Macedo Capa: Criação Cibele Oliveira VIBEDITORA
  • 5.
    www.cushmanwakefield.com.br 11 3513-6775 ACUSHMAN & WAKEFIELD TEM A SOLUÇÃO COMPLETA PARA COMBINAR EFICIÊNCIA E SUSTENTABILIDADE EM TODAS AS ETAPAS DO SEU EMPREENDIMENTO. A área de Gestão de Projetos Sustentáveis da Cushman & Wakefield cuida de forma completa do seu empreendimento imobiliário, da configuração ao gerenciamento do produto. Isso se traduz em encontrar os melhores fornecedores, controlar o budget e os prazos da obra. E também garantir que o projeto seja sustentável desde o início, gerando economia por meio do aumento da eficiência energética. Com o empreendimento já em operação, uma equipe especializada administra o condomínio e maximiza a eficiência dos recursos. Ao contar com a Cushman & Wakefield, o saldo é sempre positivo para você e para o meio ambiente.
  • 6.
    6 jul/15 rev/gbc/br índice EDITORIAL...................................................>4 COLUNA GBC..............................................> 9 GREEN PAGES JOSH HORST......................................>12 PANORAMA DO LEED.......................................> 18 LEED NAS AMÉRICAS........................................> 24 CRISE ENERGÉTICA...........................................> 28 CRISE HÍDRICA...............................................................> 36 ESPECIAL PROCESSO DA CERTIFICAÇÃO........>40 SUSTENTAX, CTE, CUSHMAN E PETINELLI SELO AZUL...........................................................> 62 ESPECIAL ANUÁRIO DE CERTIFICAÇÕES.........> 66 HISTÓRIA LEED NO BRASIL .........................................> 68 ESTÁDIOS CERTIFICADOS...................................> 76 EMPRESAS EM DESTAQUE..................................> 83 CASES HISTÓRICOS............................................> 125 CASES ATUAIS 2014..................................> 159 GUIA DE SOLUÇÕES...........................................> 221 DIRETÓRIO DE MEMBROS..................................> 237 GBCBRASIL C O N S T R U I N D O U M F U T U R O S U S T E N T Á V E L ANO2 / Nº4 / 2015 REVISTA G R E E N B U I L D I N G C O U N C I L
  • 8.
  • 9.
    revistagbcbrasil.com.br 9jul/15 anuário GBC2015 O Green Building Council Brasil é uma Organização sem fins lucrativos, presente em 100 diferentes países, com a missão de acelerar a transforma- ção da indústria da construção civil em direção a sustentabilidade. Criada em 2007, contamos com 850 empresas suportando nossas atividades focadas em capacitação profissional, disseminação da informação, re- lação governamental e promoção das certificações, LEED e Referencial GBC Brasil Casa. Desde o início de nossas atividades, a certificação internacio- nal LEED apresenta-se como a principal ferramenta para dire- cionar a elevação do padrão técnico do mercado. O LEED (Leadership in Energy and Environmental Design) é um Sistema global, regional e local de certificação de edifícios verdes, verificando a inserção de métricas e práticas, desde sua fase de conceituação, projetos e construção, por uma Ter- ceira parte. Adicionalmente o LEED também possui ferramenta de certificação própria de readequação de edificações existen- tes, operação e manutenção. A ferramenta é usada para melhorar o ambiente construído, criar edificações de alto desempenho, e melhorar questões de saúde pública. Como demonstra inúmeros casos de suces- so, a certificação internacional LEED é desenvolvida para ser aplicada em diferentes localidades e tipologias de edificações, respeitando condições climáticas e regulamentações locais. Todos os dias, cerca de 158.000 metros quadrados são certifi- cados LEED no mundo, em 150 países. O Brasil é TOP 5 com o maior número de projetos registrados e certificados. Com o suporte dos Comitês de Desenvolvimento Técnico e a Mesa Redonda Internacional LEED, que conta com a participa- ção de 30 países, a ferramenta de certificação apresenta um processo continuo de optimização e aplicação para diferentes tipos de edificações em todo mercado global. Temos muito orgulho de celebrar junto aos nossos Membros e parceiros o lançamento do primeiro anuário de edificações certificadas LEED no Brasil. O atual desafio energético e hídrico que assola o país por mo- tivos diversos, dentre eles, efeitos de mudanças climáticas, en- fatiza a importância de disseminarmos as boas práticas e os casos de sucessos que despontam como a principal solução para vencermos as dificuldades enfrentadas. As edificações, soluções e serviços, destacadas neste Anuá- rio estão alinhadas com os anseios e princípios norteadores da economia verde, conceito que regerá a nova relação entre homem e Planeta, portanto devem ser amplamente divulgadas de modo a alcançar o efeito multiplicador da consciência e prática sustentável. O Green Building Council Brasil parabeniza e agradece todas empresas, profissionais e clientes envolvidos. Os cases de su- cesso representam uma resposta concreta às necessidades do país e as demandas oriundas da sociedade civil Brasileira. A força de transformação dos green buildings FELIPE FARIA, DIRETOR Green Building Council Brasil
  • 10.
  • 11.
  • 12.
    12 dez/14 rev/gbc/br inovação GREENPAGES 12 jul/15 rev/gbc/brdez/14 Scot HorstChief Product Officer, USGBC ENTREVISTA GREEN PAGES
  • 13.
    revistagbcbrasil.com.br 13dez/14 inovação revistagbcbrasil.com.br 13jul/15 Graduadoem filosofia pela Oberlin College e performance vocal pelo Oberlin Conservatory of Music, antes de ingressar no USGBC, Scot foi presidente da 7group, uma empresa de consultoria líder edifício verde, e do Athena Institute International, uma organização sem fins lucrativos dedicada à avaliação do ciclo de vida dos edifícios. Ele presidiu o Comitê de Orientação do LEED 2005-2009, e serviu como voluntário para o USGBC por dez anos. Foi supervisor do LEED no US Green Building Council, coordenando o desenvolvimento do LEED v4, e foi o inventor-chefe do LEED Dynamic Plaque , um dispositivo de pontuação para o desempenho do edifício inteiro. Scot foi também o fomentador das estratégias de crescimento global, regional e local, que inclui o LEED International Roundtable, agora composta por trinta e oito países e responsável pelo desenvolvimento técnico do LEED em todo o mundo. Ele atua como diretor ou conselheiro para a Aliança de Construção Sustentável em Paris, Design Institute Resilient, Cradle to Cradle, e o Comitê de Direção de Finanças e Retrofit de Edifícios do Fórum Econômico Mundial. Atualmente, como responsável por toda a pesquisa de produtos, desenvolvimento, implementação e execução dentro do USGBC, Scot fala à Revista GBC Brasil sobre o LEED v4 e o futuro da construção verde e os desafios da posição de liderança do Brasil neste mercado.
  • 14.
    14 dez/14 rev/gbc/br inovação GREENPAGES 14 jul/15 rev/gbc/br Qual é a sua expectativa em relação ao LEED V4? Como é lidar com a categoria de Materiais e Recursos? SH. O LEED v4 resume o que significa cons- truir um edifício verde em 2015 e daqui para frente. E é sempre importante para atualizar o sistema. A categoria Materiais e Recursos estava defasada. Com o LEED v4 estamos ajudando projetistas e especificadores a en- contrar maneiras de tomar melhores decisões sobre materiais, com base no que importa para eles e o conhecimento sobre o impacto de um material. Por exemplo, o LEED v4 requer a avaliação do ciclo de vida do edifício inteiro, o que pode ter um enorme impacto sobre os materiais na vida de um edifício. Isto significa que o arquiteto e o engenheiro estrutural tem a necessidade de trabalhar melhor em con- junto para otimizar o dimensionamento dos espaços, colunas, vigas etc. Você ficaria es- pantado com a diferença que isso pode fazer. Esta nova seção também inclui transparência e EPDs, etc. A questão básica a ser mantida em mente é que, à medida que aprendemos novas maneiras de pensar sobre os materiais significa que estamos tentando identificar os melhores produtos a fim de orientar a produ- ção de materiais de melhor qualidade e que reflitam a preocupação com todos os nossos recursos, desde as fontes de extração até a saúde humana. A próxima geração de edifícios verdes, aponta para a certificação com foco no desempenho do edifício. Quais são os planos e projetos do LEED referentes a uma ferramenta de certificação nesse sentido? SH. Sou apaixonado por medir os resultados do nosso trabalho de maneiras significativas e úteis. Eu não acredito que a certificação deve ser dada apenas uma vez, mas que toda cer- tificação deve ser contínua. Isto significa que quando uma equipe de projeto é criada para a construção de um edifício e/ou para utilizar o sistema LEED para edifícios existentes, um grupo inteiramente novo de pessoas deve ser envolvida para operar o edifício na pós ocupa- ção. Para isso nós precisamos de ferramentas para os ocupantes se comunicarem com os administradores e proprietários dos edifícios. Precisamos de ferramentas e sistemas que comuniquem se uma determinada estratégia está funcionando ou não. A LEED Dynamic Plaque foi concebida para este propósito. Como a LEED Dynamic Plaque pode apoiar as políticas públicas? SH. Muitas das coisas em nossas vidas têm mecanismos de feedback que nos ajudam a entender como estamos agindo em relação aos outros. O velocímetro do seu carro é um grande exemplo. Ele ajuda você a entender se está realmente mantendo a velocidade exigi- da por lei. Uma vez que todos usam o mesmo velocímetro isso funciona como uma maneira para que nós todos saibamos como estamos agindo. Não temos de adivinhar. Imagine um livro de dieta que ajuda a melhorar a sua saú- de e provavelmente você perderá peso. A es- cala é o mecanismo de feedback que lhe diz se você está ou não fazendo progressos, mas não fornece estratégias de como conseguir a perda de peso. é um mecanismo de feedback que dá uma pontuação de desempenho da edificação com base em dados reais. Desta forma, ela traz pela primeira vez, um feedba- ck e resultados do desempenho contínuo dos edifícios. Pode ajudar a melhorar o seu edifí- cio, os governos de várias maneiras. Uma vez que é uma pontuação global de desempenho, Irá possibilitar que os governos forneçam in- centivos para empreendimentos que atingirem determinada pontuação, ou faixa específica de pontuações para diferentes edifícios por tipo ou localização. Isso pode melhorar o desem- penho, mesmo que não tenha nada a ver com o código ou LEED.
  • 15.
    revistagbcbrasil.com.br 15dez/14 inovação revistagbcbrasil.com.br 15jul/15 ALEED Dynamic Plaque está disponível no Brasil? Como é feito o processo de registro? SH. Sim! Na verdade, já existem as duas pri- meiras Placas no Brasil. Para registrar, basta acessar o site LEEDon.io. Mas se você preci- sar de mais ajuda pode o GBC Brasil ou no (11) 4191-7805. O Brasil é “Top 5” com o maior número de projetos registrado e certificados LEED no mundo. Como você vê o movimento de green building no cenário brasileiro a nível global e regional? SH. Quando eu era jovem eu estudei sobre Brasília. Fiquei fascinado com a maneira que uma nação poderia capturar a imaginação do mundo, criando uma visão de utopia. Nie- meyer criou uma das maiores obras-primas do modernismo que já existiu. Para mim essa visão mostrou o potencial do povo brasileiro a vislumbrar a mudança e um novo futuro. Claro, ele também nos ensinou que as ide- ologias precisam ser flexíveis e mudar com o povo. Uma das minhas reuniões favoritas aconteceu em Brasília, onde o ministro dos Transportes falou sobre a mudança de uma cidade de carros para uma cidade de bici- cletas. Era uma visão tão corajosa quanto à origem da cidade e estava diretamente liga- da ao novo estádio e como as pessoas se conectam umas com as outras. Acredito que o Brasil representa uma abordagem muito original à forma como todos nós podemos melhorar. O Brasil é carregado de pobreza e corrupção. Mas está também em constante mudança e lida vigorosamente com os seus problemas de longa data. Eu vejo o movi- mento dos green buildings no Brasil como essencial para o resto do mundo. O Brasil é capaz do melhor. E já provou isso. E mesmo que haja tristeza nos escândalos de corrup- ção atuais, parece que o Brasil utiliza os seus problemas, a fim de aprender como se tornar melhor. Eu sei que, se o Brasil pode continuar a construir os melhores edifícios do mundo, os edifícios em todos os outros lugares po- dem mudar e serem melhores. Tudo o que é necessário é liderança e fé. Fé é interminável. A liderança é quando damos um passo para ser o nosso melhor. O que você mais gosta sobre o movimen- to brasileiro de green buildings? SH. Eu amo o movimento brasileiro de green building da mesma forma que eu amo música brasileira. Ele é infundido com lugar e bele- za. Ele tem uma grande melodia que todos podem cantar junto, mas é impulsionado por uma poderosa batida percussiva. Todo mun- do que eu conheci no Brasil no ramo da cons- trução verde é alguém com quem eu quero conversar mais e mais. Eu gosto que as pes- soas sorriem e cantam e se preocupam com suas famílias, seu país e o mundo, e querem melhorá-lo e deixar o legado de um lugar me- lhor. O Brasil é uma bela canção. “Caros membros do GBC Brasil: conti- nuem cantando e trabalhando para construir os melho- res edifícios de todos os tempos. Inovem além de seus sonhos e conduzam com a sua cabeça, seu coração e sua voz.”
  • 16.
    16 jul/15 rev/gbc/br anuárioGBC 2015 01 04 01 - 03 - Santader Data Center - Campinas, SP 02 - ECB Eco Commercial Building - São Paulo - SP 04 - Ponte Friedrich Bayer - São Paulo - SP 03
  • 17.
    revistagbcbrasil.com.br 17jul/15 anuário GBC2015 LOEBCAPOTE ARQUITETURA E URBANISMO é um escritório de arquitetura liderado pelos arquitetos Roberto Loeb e Luis Capote. O escritório tem se concentrado nos últimos anos naO escritório tem se concentrado nos últimos anos na concepção, desenvolvimento e implantação de projetos de complexidade programática e tecnológica, atuando em diversos segmentos. Estes projetos, coordenados e compatibilizados pela equipe técnica do escritório incluem todas as especialidades de engenharia que compõem o projeto detalhado, incorporando em todas as fases de desenvolvimento soluções de sustentabilidadesoluções de sustentabilidade. Além da qualidade arquitetônica e técnica do projeto, nosso escritório tem como norma a atenção e preocupação permanente com custos orçamentários aprovados pelo cliente e prazos de realização das obras, mantendo as verbas nos limites programados e cronogramas de realização e início da operação. RobertoLoebeLuisCapote Rua José Maria Lisboa, 1077 - Jardim Paulista - São Paulo Tel: (11) 3081-6344 loebcapote@loebcapote.com www.loebcapote.com @loebcapote www.facebook.com/loebcapotearquiteturaeurbanismo 02 LOEBCAPOTE ARQUITETURA E URBANISMO é um escritório de arquitetura liderado pelos arquitetos Roberto Loeb e Luis Capote. O escritório tem se concentrado nos últimos anos naO escritório tem se concentrado nos últimos anos na concepção, desenvolvimento e implantação de projetos de complexidade programática e tecnológica, atuando em diversos segmentos. Estes projetos, coordenados e compatibilizados pela equipe técnica do escritório incluem todas as especialidades de engenharia que compõem o projeto detalhado, incorporando em todas as fases de desenvolvimento soluções de sustentabilidadesoluções de sustentabilidade. Além da qualidade arquitetônica e técnica do projeto, nosso escritório tem como norma a atenção e preocupação permanente com custos orçamentários aprovados pelo cliente e prazos de realização das obras, mantendo as verbas nos limites programados e cronogramas de realização e início da operação. 01 RobertoLoebeLuisCapote Rua José Maria Lisboa, 1077 - Jardim Paulista - São Paulo Tel: (11) 3081-6344 loebcapote@loebcapote.com www.loebcapote.com @loebcapote www.facebook.com/loebcapotearquiteturaeurbanismo 04 02
  • 18.
    18 jul/15 rev/gbc/br anuárioGBC 2015 A abrangência global do LEED se estabelece na proposta de um conjunto de normativas padrão que inspiram um novo nível de edifícios de qualidade. Essas nor- mas facilitam a compreensão das equipes de projeto em várias partes do mundo, de diferentes culturas, a responderem à complexida- de dos edifícios. Os profissionais envolvidos em qualquer país facilmente entendem a questão da ventilação ou do consumo de água nos créditos do LEED e o entendimento destas e todas as demais questões ultrapassa as fronteiras. O LEED é um sistema único que é aplicado em todo o mundo. Não existe um LEED diferente para o Brasil e para a China, por exemplo. Em vez de criar versões regionais do sistema de classificação, o mercado usa o mesmo sistema em todo o mun- do. Como forma de proporcionar o intercambio e o desenvolvimento técnico entre os diferentes países, foi criado o LEED International Roundtable. Forma- do por um grupo de 38 organizações, a maioria dos quais representam um país onde o LEED está presente e atuante através de seus Green Building Councils locais. As discussões giram em torno do impacto e aplicação do sistema LEED por todos os países. Cada um de seus componentes serve como um grupo de auxilio do USGBC para o fomento e adaptabilidade da Certificação LEED localmente, com discussões de nível internacional. O LEED e a sua equipe, através do USGBC, funcionam como a inteligência central que une os conceitos, mas a função das mesas redondas LEED é distribuir essa inteligência para todos os outros países. Cada um deles conhece a indústria da construção regional e local e as práticas e normas que melhor funcionam onde eles estão, contribuindo para melhorar a apli- cabilidade das normas. “O LEED trabalha nos níveis global, regional e local de forma integrada. LEED é global, pois é o mesmo sistema normatizado e padronizado que é utilizado em todas as partes do mundo. Isso significa que qualquer pessoa pode comparar um edifício em São Paulo com um em Nova York ou Xangai ou Estocolmo, com muita clareza” explica Scot Horst, Chief Product Officer do USGBC. UM PANORAMA DO LEED E SUA INTERNACIONALIZAÇÃO Um dos grandes legados de Scot Horst na sua lide- rança dentro do USGBC foi a expansão das estraté- gias de crescimento global do LEED. O LEED é também regional. Através dos Alternati- ve Compliance Paths, ou Métodos Alternativos de Atendimento, que permitem que o LEED seja mais flexível e aplicável aos projetos localmente, respei- tando as individualidades locais. Porem todos os itens devem ser aprovados pelo comitê Técnico do LEED. As ACPs oferecem abordagens adicionais para créditos que tradicionalmente possam ser mais de- safiadores para projetos fora dos Estados Unidos, ao mesmo tempo em que mantem o rigor e a con- sistência global da ferramenta. Em outras palavras, a ferramenta LEED pode ser aplicada globalmen- te, ao mesmo tempo em que respeita os métodos alternativos exclusivos de cada país. Um exemplo no Brasil é o Procel Edifica, reconhecido como pré- -requisito para a pontuação no quesito Energia e Ambiente. E, finalmente, o LEED é local. É local, porque os membros da Mesa Redonda Internacional LEED e os usuários em 150 países são as pessoas que representam o que está realmente acontecendo. Todo edifício verde é local. O sistema LEED une a todos, integrando todo o trabalho local num grande movimento de impacto global. PAÍSES REPRESENTADOS NO LEED INTERNATIONAL ROUNDTABLE
  • 19.
    revistagbcbrasil.com.br 19jul/15 anuário GBC2015 SAIBA QUAL É A PRIMEIRA GARAGEM DA AMÉRICA LATINA A RECEBER O SELO LEED DE SUSTENTABILIDADE. É com grande satisfação que a Sinco Engenharia, em parceria com o grupo NSO, entregou um projeto inovador para a nova garagem da Companhia Urubupungá. Com foco na sustentabilidade, sua construção está comprometida com a proteção do meio ambiente. Essa obra foi a primeira da América Latina a receber o selo LEED, certificação de sustentabilidade para edifícios com alto desempenho ambiental. Foto entrada principal Resultados: • Redução de 40% do consumo de água potável; • Aquecimento solar economiza 86,4% de energia elétrica; • Sistema de coleta e armazenamento de água da chuva; • Estação de tratamento de esgoto; • Monitoramento avançado de eficiência energética; • Controle de contaminação, erosão e sedimentação do solo; • 85% dos resíduos de obra encaminhados para reciclagem; • 68% dos materiais utilizados na obra são produzidos na região; • Aumento de produtividade pela satisfação dos colaboradores. sincoengenharia.com.br urubupunga.com.br Saiba qual é a primeira garagem da América Latina a receber o selo Leed de Sustentabilidade. Foto aérea
  • 20.
    20 jul/15 rev/gbc/br anuárioGBC 2015 Normas para utilização local são discutidas e aprovadas para o Brasil O USGBC (United States Green Building Council) em conjunto com os membros e representantes da América Latina como, GBC Argentina, GBC Brasil, Chile GBC, Colômbia GBC e Peru GBC se reuniram para discutir as barreiras técnicas e de mercado existentes no LEED em cada um de seus merca- dos locais propondo novas formas de atendimento dos mesmos, através das Alternative Compliance Paths (ACP). Após uma rigorosa revisão das leis, normas e práti- cas locais, alguns créditos foram aprovados como ACP’s globais e outros como ACP’s específicas para a América do Sul e Brasil. Ou seja, créditos que podem ser atendidos de outra maneira, devido a determinadas dificuldades dos mercados locais. Entre as principais créditos aprovados na zona América do Sul estão: SS Credit 4.3: Alternative Transportation – Low- -Emitting and Fuel-Efficient Vehicles Muitos veículos disponíveis na América do Sul não estão listados nos Guias de Classificação de Veí- culos para as emissões de gases poluentes. Desta forma, os projetos situados na América do Sul pos- suíam dificuldades de identificar os veículos que poderiam ser aprovados para o estacionamento preferencial. Uma norma do LEED de 2012, permi- tindo que veículos que possuam 4 estrelas no Pro- grama Brasileiro de Etiquetagem do IBAMA Nota Verde, fossem considerados como veículos de bai- xa emissão e combustível eficiente para o propó- sito deste credito. Essa norma LEED foi adaptada em uma nova Alternative Compliance Path para to- dos os projetos situados na América do Sul. Assim, os projetos podem utilizar o programa Nota Verde do governo Brasileiro para a equivalência de veícu- los com baixa emissão de gases poluentes. EA Prerequisite 2: Minimum Energy Performance Os projetos no Brasil que sejam certificados nível “A” pelo Programa Brasileiro de Etiquetagem de Edifícios (PBE Edifica), para todos os sistemas ava- liados (Envoltória, Sistema de Iluminação e Sistema de Condicionamento de Ar), podem atender este pré-requisito. Esta equivalência pode ser aplica- da a todas as edificações comerciais, de serviços e públicas, à exceção dos edifícios destinados à assistência médica, data center, instalações indus- triais, armazéns e laboratórios. O objetivo deste pré-requisito é estabelecer um nível mínimo de efi- ciência energética para a edificação e os sistemas avaliados, visando reduzir os impactos ambientais e econômicos associados ao uso excessivo da energia. EA Credit 6: Green Power A América do Sul possui um potencial enorme para desenvolver energia renovável para atender a ne- cessidade crescente de demanda energética. De acordo com o BID (Banco Interamericano de De- senvolvimento), tecnologias de baixo carbono já são prevalentes na região, ancoradas por recursos hidrológicos substanciais. OLEED preconiza que projetos possuam certificação do programa do Green-e. Os projetos que desejavam atender este crédito antes deveriam comprar energia renovável dentro dos Estados Unidos, limitando o potencial do crescimento de mercados de energia renovável. Projetos na América do Sul podem utilizar o Certi- ficado de Energia Renovável como uma alternativa de atendimento ao Green-E. Este programa ras- treia a geração e aquisição de energia renovável no Brasil e certifica a compra voluntaria de energia por meio da geração de Certificados de Energia Reno- vável. O Certificado Brasileiro refere-se somente à energia produzida no Brasil. LEED EB O&M IEQc3.3: Green Cleaning – Pur- chase of Sustainable Cleaning Products and Materials Este crédito exige a compra de materiais de limpe- za que possuam o selo de Certificação Green Seal, que não é utilizado no Brasil. No Brasil, a ABNT e o Instituto Falcão Bauer são entidades participantes do GEN e, portanto, se- los para Green Cleaning emitidos por eles podem atender os quesitos deste crédito. Além dos ACPS, o LEED trabalha com o conceito de ‘Créditos de Prioridade Regional’. Introduzido no LEED 2009 para incentivar o atendimento de créditos que se referem a prioridades ambientais especificas conforme localização geográfica, estes créditos são créditos existentes nos Rating Syste- ms, que foram escolhidos pelo Comitê Nacional do GBC Brasil (LEED AP’s e GA’s) e Internacional do USGBC, como de particular importância para de-
  • 21.
    revistagbcbrasil.com.br 21jul/15 anuário GBC2015 A Racional Engenharia foi uma das empresas pioneiras no desenvolvimento de construções sustentáveis no Brasil. Obtivemos a certificação LEED para projetos emblemáticos, como o primeiro edifício comercial certificado no País, o Edifício Cidade Nova, e também o primeiro datacenter da América Latina a receber esta certificação, o Datacenter Telefônica Vivo. Hoje, temos experiência e a confiança dos nossos clientes para garantir projetos com a chancela LEED em diversos segmentos, como datacenters, centros de inovação, hospitais, hotéis, parques logísticos, plantas industriais e shopping centers. Exemplos concretos são o Centro Tecnológico Itaú, o Hospital Israelita Albert Einstein, o edifício Morumbi Corporate, o Tietê Plaza Shopping, todos com a certificação LEED Gold. Cada uma dessas realizações representa nosso compromisso com nossos clientes, com o futuro e com o meio ambiente. Hospital Albert Einstein (LEED Gold) Datacenter Telefônica Vivo (LEED Gold) Morumbi Corporate (LEED Gold) Tietê Plaza Shopping (LEED Gold) SUSTENTABILIDADE SE CONSTRÓI COM EXPERIÊNCIA E COMPROMISSO.
  • 22.
    22 jul/15 rev/gbc/br anuárioGBC 2015 terminadas áreas. O incentivo para o atendimento deste crédito é o ganho de ponto bônus. Se um crédito de prioridade regional é atendido, um ponto bônus é ganho na somatória total de pontos final. No LEED V4, esses créditos são acessíveis para qualquer projeto, em qualquer parte do mundo. Os ‘Créditos Pilotos’ possuem a intenção de facili- tar a introdução de novos créditos dentro do LEED, que possuam linguagem, métodos alternativos de atendimento ou novas e inovadoras tecnologias e conceitos. O processo permite que os projetos testem créditos inovadores que ainda não tenham sido avaliados completamente pelo comitê LEED, não estando presentes dentro de nenhum Rating System. Para o Brasil, por meio dos comitês técnicos LEED GA e AP, foram escolhidos 5 créditos pilotos com particular relevância para serem utilizados no país. Não existe o ganho extra de pontos, apenas uma indicação de que o credito escolhido representa uma boa escolha para o Brasil. Eles são listados abaixo com a justificativa de escolha por alguns dos participantes do comitê técnico: Site development - protect or restore habitat “No Brasil com a exploração dos recursos naturais e crescimento populacional desenfreado torna-se fundamental conservar áreas naturais existentes e restaurar áreas danificadas para promover a biodiversidade.” Agatha Carvalho Walkable project site “É unanimidade o problema de transporte nas grandes cidades brasileiras, causando prejuízos incalculáveis. Esta questão não se restringe somente aos grandes congestionamentos de veículos, in- fluencia diretamente na qualidade de vida de toda a população. O transtorno para se locomover causa problemas respiratórios para as pessoas, onerando o sistema de saúde. Não possuímos um padrão de calçadas, com uma infraestrutura mínima para que pos- samos nos locomover a pé. Caso a opção seja utilizar a bicicleta, o risco é ainda maior devido a pouca disponibilidade de ciclovias e falta de consciência dos motoristas. Associado a este caos urbano, a população é ainda carente de espaços coletivos para convivên- cia, como parques e praças. Por estes motivos, a fim de promover a qualidade de vida urbana, acredito que este Pilot Credit é muito relevante para realidade do Brasil”. Vitor Tosetto Local food production “Melhorar alimentação das pessoas, ensinar a valorizar os espaços verdes e produtivos, reduzir consumo de comida industrializada, reduzir emissão de carbono”. Alessandra Caiado Integrative process “Ainda temos a tendência de tratar a certificação como acessório, buscando soluções pontuais e o envolvimento de consultorias com foco apenas para a documentação do processo. Com os níveis atuais de ineficiência no processo de projeto, a va- lorização desta fase possui grande potencial, inclusive de trazer alinhamento à agenda sustentável, com redução do custo total do empreendimento, resultando em maior planejamento e projeto, e menor custo e impacto”. Arthur Brito Green training for contractors, trades, operators and service workers “O treinamento de staff pré-ocupação é extremamente importan- te para assegurar que a edificação seja corretamente operada e assistida, mantendo a performance e desempenho energético pre- visto em projeto.” Cintia Kawano
  • 23.
  • 24.
    24 jul/15 rev/gbc/br anuárioGBC 2015 A organização World Green Building Council, tem como foco fortalecer os conselhos de construção sus- tentável nos países membros ao defender sua liderança e conectá- -los a uma rede de conhecimento, inspiração e apoio prático. A Rede Regional WorldGBC Américas (ARN) pos- sui 23 conselhos Green Building (GBC) em toda a América, do Canadá à Argentina, que trabalham vi- sando a promoção da colaboração para o aumento da construção verde. O principal objetivo é garantir, através da forte coletividade, que os edifícios ver- des e planejamento urbano façam parte das estra- tégias nacionais com o intuito de reduzir o impacto ambiental. A ARN é liderada por um comitê diretivo de indi- víduos comprometidos e líderes regionais, Alejan- dra Cabrera do México AC, Felipe Faria do GBC Brasil, Jennivine Kwan do USGBC, Thomas Mueller do Canadá GBC, Belém Salomon de GBC Guate- mala, Guillermo Simón-Padrós da Argentina GBC, e presidido por Cristina Gamboa, CEO da Colôm- bia GBC (Conselho Colombiano de Construção Sustentável), a rede é formada pelos sucessos de organizações confiáveis que foram transformando ativamente seus mercados nacionais para a sus- tentabilidade. Dados WGBC 100 conselhos nacionais e 27.000 empresas as- sociadas (membros), trabalhando juntos para mudar a forma como edificações e comunida- des são projetadas, construídas e executadas. Construções sustentáveis: •Redução de custo •Geração de emprego •Melhora a saúde e bem-estar •Redução na emissão de gás •Proteção dos recursos naturais •Fornecer moradia acessível •Aumentar produtividade •Conectar as pessoas Rede Regional das Américas •GBCs em 19 países •Mais de 18.000 membros •33.000 construções sustentáveis registradas •Mais de 885 milhões de m² de construção sus- tentável A CONQUISTA DA AMÉRICA
  • 25.
    revistagbcbrasil.com.br 25jul/15 anuário GBC2015 ARGENTINA GREEN BUILDING COUNCIL www.argentinagbc.org.ar • Fundada em 2007 • Conselho Estabelecido • 85 membros Mercado: • Setor da construção contribui de 5,4% do PIB • 1,5 milhões de postos de trabalho na indústria da construção • 253 mil m2 de área verde certificada • 1.172.852 m2 de área verde registrada • Incentivos e políticas de construção verde incluem cidade, programas de eficiência energética, leis e muitas outras iniciativas regionais e nacionais GREEN BUILDING COUNCIL BRASIL www.gbcbrasil.org.br • Fundada em 2007 • Conselho Estabelecido • 850 membros • Referencial GBC Casa Brasil e LEED Mercado: • Construção no setor contribui com 5,4% do PIB • 27 milhões de m2 certificados / registrados • 981 projetos cadastrados / 237 projetos certificados • Inclusão de incentivos e políticas de construção ver- de, incentivos financeiros e fiscais, contratos públi- cos, critérios e etiquetagem de eficiência energética federais GREEN BUILDING COUNCIL CANADÁ • Fundada em 2002 • Conselho Estabelecido • 4.098 membros • Ferramenta de Avaliação: LEED Canadá Mercado: • 78 milhões de m2 de área certificada e registrada • Crescimento substancial do mercado retrofit recen- temente, em resposta à demanda do mercado • Incentivo de mais cidades para edifícios verdes , pro- víncias e em nível federal CHILE GREN BUILDING COUNCIL www.chilegbc.cl • Fundada em 2009 • Conselho Estabelecido • 100 membros Mercado: • Setor da construção contribui com 7,3% do PIB • 105 certificados / 295 registrados • 57,5 bilhões de dólares investidos em retrofit anual- mente • políticas de construções verdes incluem uma energia renovável lei e o código de construção sustentável COLÔMBIA GREEN BUILDING COUNCIL www.cccs.org.co • Fundada em 2008 • Conselho Estabelecido • 210 membros Mercado: • Construção no setor contribui de 9,8% do PIB • 54 certificados / 125 registrados • 3,5 milhões m2 de área certificados / registrados • Inclusão de incentivos e políticas de construção ver- de, armazenamento de água obrigatório e de efici- ência energética, orientações planos de mitigação, e outros em desenvolvimento. GREEN BUILDING COUNCIL COSTA RICA www.gbccr.org • Fundada em 2013 • Conselho em formação • 20 membros • Ferramenta de Avaliação: EDGE-CR (em desenvol- vimento) Mercado: • Setor da construção contribui com 5% do PIB • 22 certificados e 70 projetos cadastrados • 70% do mercado está em construção nova •Desenvolverincentivosdeconstruçãoverdeepolíticas CATEGORIAS LEED CaGBC NC CaGBC CI CaGBC CS CaGBC EBOM Retail NC Retail CI EBOM CS NC CI ND HC LEED for Schools CANADÁ 0 1K 2K 3K CATEGORIAS LEED CS NC EBOM CI Retail CI Retail NC ND HC LEED for Schools BRASIL 0 200 400 CATEGORIAS LEED NC CS CI EBOM Retail CI HC Retail NC LEED for Schools COLOMBIA 0 20 40 60 80 CATEGORIAS LEED NC CS Retail CI CI LEED for Schools EBOM Retail NC HC CHILE 0 50 100 150 CATEGORIAS LEED NC CS CI EBOM Retail CI LEED for Schools ARGENTINA 0 20 40 60 CATEGORIAS LEED NC CI CS EBOM LEED for Schools Retail CI COSTA RICA 0 20 40
  • 26.
    26 jul/15 rev/gbc/br anuárioGBC 2015 CATEGORIAS LEED CS NC CI Retail CI LEED for Schools EBOM ND PANAMÁ 0 10 20 30 40 CATEGORIAS LEED NC CS Retail NC HC CI URUGUAI 0 5 10 15 PANAMÁ GREEN BUILDING COUNCIL www.panamagbc.org • Fundada em 2010 • Conselhos emergentes • 127 membros Mercado: • Setor da construção contribui 13,3% do PIB • 121.981 m2 de área certificados • 2.056.729 m2 de área registrados PERU GREEN BUILDING COUNCIL www.perugbc.org.pe • Fundada em 2010 • Conselho Estabelecido • 108 membros Mercado: • 2.616.579 m2 de área registrados • 113 projetos registrados • 90% do mercado da construção verde é a nova cons- trução • Inclusão de incentivos e políticas de construção ver- de, desenvolvimento de um código de construção verde e incentivos para edifícios novos e existentes URUGUAI GREEN BULDING COUNCIL www.uygbc.org • Fundada em 2009 • Conselho em formação Mercado: • Projetos de green building usam a certificação LEED • Três projetos foram certificados • Inclusão de incentivos e políticas de construção ver- de, impostos, incentivos para projetos de negócios que incorporam energia renovável CATEGORIAS LEED CS NC EBOM Retail CI CI Retail NC LEED for Schools HC PERU 0 20 40 60 80 GUATEMALAGREENBUILDINGCOUNCIL www.guatemalagbc.org • Fundada em 2010 • Conselhos emergentes • 55 membros Mercado: • Setor da construção contribui com 2,9% do PIB • 49.215 m2 certificados e 375.098 m2 registrados • Inclusão de incentivos e políticas de construção verde, iniciativas públicas de desenvolvimento para controlar CO2 emissões e tratamento de água PARA SUSTENTABILIDAD MÉXICO www.sume.org.mx • Fundada em 2011 • Conselhos emergentes • 70 membros • Ferramentas de Avaliação: LEED / Vida construção Desafio / PAAS Mercado: • Setor da construção contribui 5% do PIB • 11.266.864 m2 de área registrados • 949 projetos registrados • Inclusão de incentivos e políticas de construção ver- de, um padrão voluntário para edifícios verdes CATEGORIAS LEED NC CS CI EBOM LEED for Schools ND Retail CI HC Retail NC MÉXICO 0 100 200 300 CATEGORIAS LEED CI CS NC GUATEMALA 0 5 10 Fonte:WGBC
  • 27.
    revistagbcbrasil.com.br 27jul/15 anuário GBC2015 1.000 800 600 400 200 0 BRA CAN MEX CHI COL PER ARG CRC PAN URU GUA REGISTRADOS ATÉ 2014 CERTIFICADOS ATÉ 2014 140 120 100 80 60 40 20 0 BRA MEX CAN CHI COL CRC PER PAN ARG GUA URU REGISTRADOS EM 2014 CERTIFICADOS EM 2014 Líder global na fabricação de películas de controle solar e segurança para vidros Acesse www.llumar.com.br e encontre o representante mais próximo. • Protegem sua família • Conservam mobiliário e interiores • Reduzem ofuscamento excessivo • Melhoram a eficiência energética do ambiente • Adicionam estilo à sua fachada Bloqueia mais de 99% dos nocivos raios UV © 2013 Eastman Chemical Company. LLumar© e o logotipo da LLumar© são marcas comerciais da Eastman Chemical Company ou uma de suas empresas subsidiárias. Tal como se utiliza neste documento, ® indica marca registrada somente dos EUA. COMPARATIVO ENTRE OS PAÍSES. ATÉ 2014 E SOMENTE EM 2014 Fonte:WGBC
  • 28.
    28 jul/15 rev/gbc/br anuárioGBC 2015 A contribuição dos “green buildings” pode fa- zer a diferença diante da atual situação que o Brasil vem passando quando se fala em con- sumo de energia elétrica Edificações no Brasil: De “vilões” à principal solução para a crise energética E videntemente que o Brasil passa por um dos principais desafios no setor elétrico, uma crise que tem causado con- sequências bastante significativas para a sociedade, meio ambiente e economia do país. Muito se discute quais são as medidas necessárias para atravessar esta fase que atinge o país inteiro. Hoje, no Brasil, existem duas formas básicas de se obter energia, que é a produção de energia através de mecanismos disponíveis na matriz energética brasileira, como as hidro- elétricas, termoelétricas, usinas nu- cleares, dentre outros, ou otimização racional do uso da energia disponí- vel atualmente. A primeira solução requer tempo e altos investimentos, o que não resolveria a situação de forma eficaz a curto e médio prazo, além de contribuir para aumento das tarifas de energia para o consumidor. A solução mais adequada, de melhor utilização da energia, é através de projetos de eficiência energética, pois estes necessitam de um investimento menor obtendo resultados a curto e médio prazo. O movimento de construções eficien- tes, tanto nas edificações residenciais e comerciais, quanto industriais, ofe- rece ao mercado a oportunidade de responder a um dos desafios mais importantes dos últimos tempos. Através de soluções inovadoras que visam à redução de energia elétrica nas edificações bem como a gera- ção de energia através de fontes al- ternativas, privilegiando a eficiência energética, será possível contribuir fortemente com a mitigação do im- pacto ao meio ambiente, economia de recursos financeiros e a conscien- tização da sociedade. Visando a busca por melhores solu- ções de eficiência energética o GBC (Green Building Council) Brasil busca, através parceiras com associações do setor, agências reguladoras e órgãos do governo, promover ações e cam- panhas de incentivo para projetos de construções sustentáveis como forma de minimizar os impactos ambientais, sociais e econômicos que a atual crise vem causando ao país. De acordo com dados do BEN 2015 (Balanço Energético Nacional), as edificações no Brasil são considera- das os “vilões na eficiência energé- tica”, identificadas como a principal demanda de eletricidade no país e responsável por cerca de 50% no consumo total. Todavia, através do movimento de construção susten- tável, onde a eficiência energética desponta como um dos principais temas, as edificações deixam de ser apresentadas como grandes consu- midores de energia, tornando-se a principal solução do problema ener- gético nacional. Conforme estudo realizado pela ABES- CO (Associação Brasileira das Empre- sas de Serviços de Conservação de Energia), somente em energia elétrica há um desperdício anual no país de 52,6 TWh/ano em todos segmentos e setores. Atualmente 50% do consumo
  • 29.
    revistagbcbrasil.com.br 29jul/15 anuário GBC2015 Prologis CCP Castelo 46 Rod. Pres. Castelo Branco, km 46 - Araçariguama/SP Prologis CCP Cajamar III Rod. Anhanguera, km 38 - Cajamar/SP Prologis CCP Caxias Avenida Beira Mar - Duque de Caxias/RJ Prologis CCP Queimados Rod. Presidente Dutra, km 200 - Queimados/RJ UMA ESTRUTURA DOTAMANHO DO OBJETIVO DA SUA EMPRESA. EXCELENTE LOCALIZAÇÃO E INFRAESTRUTURA ALTO PADRÃO CONSTRUTIVO GALPÕES ADEQUADOS ÀS MAIS DIVERSAS OPERAÇÕES LOGÍSTICAS ATENDIMENTO GLOBAL www.prologisccp.com.br alugue@prologisccp.com.br (11) 3018-6900 Condomínios logísticos de alto padrão.
  • 30.
    30 jul/15 rev/gbc/br anuárioGBC 2015 brasileiro está em edificações, portan- to 26,3 TWh é desperdiçado por pro- cessos ineficientes ou obsoletos, que equivale a mais de R$ 10 bilhões pa- gos anualmente pelos consumidores de forma desnecessária. Para Rodrigo Aguiar, presidente da ABESCO, um alinhamento de ações entre o governo, agências e institui- ções que atuam no setor energético é primordial. “A ABESCO vem conver- sando, desde o início deste ano, com os diversos atores deste mercado e procurando uniformizar agendas e ações buscando este entendimento para criação de políticas adequadas ao setor. O país possui o PNEF – Pla- no Nacional de Eficiência Energética, que é um bom documento, mas é apenas uma diretriz. Falta ser coloca- do em prática dentro de uma visão de curto, médio e longo prazo”, comple- ta Aguiar. Para corroborar com a implantação de uma gestão eficaz, que agregue valor ao projeto adotando políticas operacionais coerentes, há uma crescente mobilização de organiza- ções e associações que trabalham no incentivo a práticas de construção sustentável e economia de energia com objetivo de conquistar custos operacionais atraentes e um menor impacto ambiental. Através de certificações que buscam otimizar o uso de recursos naturais, promover estratégias de regenera- ção e restauração para edifícios já existentes, minimizando as conse- quências ambientais, faz com que a construção de green buildings con- tribua de forma muito positiva neste momento de crise. Atualmente, as certificações LEED no Brasil e o Selo Procel Edificações e PBE Edifica, têm ocupado um papel importante no âmbito da construção de edificações mais eficientes. Atualmente são 252 edificações certi- ficadas pelo LEED no Brasil e 11 edi- ficações certificadas pelo Selo Procel Edificações. De acordo com dados do GBC (Green Building Council) Brasil, considerando uma média de economias comprovadas nestas edificações é possível concluir que, sem muitos esforços adicionais, as edificações brasileiras apresentam um potencial mínimo de redução de mais de 30% no consumo de energia. Ainda segundo o presidente da ABESCO, a utilização de certifica- ções é o caminho mais correto e seguro, pois existem regras e uma direção a ser seguida buscando a efi- ciência em processos e a eliminação de desperdícios. “Criar um arcabou- ço de forma de contratação e de fi- nanciamento dos investimentos é um trabalho que a ABESCO vem elabo- rando em parceria com alguns agen- tes do governo e iniciativa privada. O setor privado precisa criar a pressão, portanto, a comunicação correta do volume de desperdício, o potencial de economia e a criação de linhas de financiamento adequadas são pon- tos essenciais para o sucesso deste trabalho. Já para o setor público, a medida ideal é a obrigatoriedade de, num prazo pré-definido (7 anos, por exemplo), todos prédios públicos no país (esferas federal, estadual e mu- nicipal) adquirirem o Selo A do Procel Edifica”, afirma Rodrigo Aguiar. Hoje, no país, existe a Norma Instru- tiva 02/2014, que torna obrigatório o PBE Edifica para edificações públi- cas federais. De acordo com Renata Falcão, superintendente da Eletro- brás, o objetivo da norma é dispor re- gras para a aquisição ou locação de máquinas e aparelhos consumidores de energia pela Administração Públi- ca Federal direta, autárquica e fun- dacional, e uso da Etiqueta Nacional de Conservação de Energia (ENCE) nos projetos e respectivas edifica- ções públicas federais novas ou que recebam retrofit. “Alguns benefícios são esperados com a publicação desta instrução, tais como: a redu- ção do consumo de energia e dos custos de operação das edificações públicas federais; a antecipação do Rodrigo Aguiar Renata Falcão
  • 31.
    revistagbcbrasil.com.br 31jul/15 anuário GBC2015 Contudo, tão importante quanto à evolução tecnológica no desenvol- vimento de novos equipamentos, o setor também evoluiu muito na área de projetos e no uso e operação dos edifícios. “Estimulamos também a operação de forma eficiente, uma vez que, a grande quantidade de consu- mo irá ocorrer durante o uso e ope- ração, pois no ciclo de vida de um edifício, que é ao redor de 50 anos, teremos 15% do valor total no projeto e construção e 85% na operação e alterações”, alerta Gameiro. Para o cliente final é uma redução de R$ 18 bilhões onde o principal sistema consumidor é o sistema de climatização. Considerando o total de energia elé- trica disponibilizada no país, descon- tadas as perdas, o consumo no Brasil chega a 516,6 TWh (BEN-2015), sen- do que 258 TWh, ou o equivalente a R$60 bilhões são consumidas apenas pelas edificações. Com a construção de prédios eficientes, a redução no consumo de energia é de cerca de 77,49 TWh, fomentado por uma po- lítica pública integrada de eficiência energética que englobe construção, reforma e operação das edificações, sem a necessidade grandes inves- timentos adicionais garantindo um payback significativo. Ou seja, pra- ticamente o montante de energia produzida pela Usina de Itaipu, se- gundo levantamento realizado pelo GBC Brasil. Tais medidas também significariam reduzir em 65% o uso de Termoelétricas, corroborando para a redução de emissões poluentes bem como economizando quantias finan- ceiras relevantes aos cofres públicos. No mercado é possível encontrar diversas soluções e serviços espe- cializados em eficiência energética, sendo que as barreiras de mercado como a falta de informação, visão de curto prazo e falta de incentivos podem facilmente ser superadas por políticas públicas de fomento via in- centivos intangíveis, mecanismos de mercado, incentivos fiscais, financei- ros e ao crédito além de legislação de cunho mandatório. Seguindo nesta direção foi desen- volvido o EEGM (Mecanismo de Garantia para Projetos de Eficiência Energética), uma iniciativa apresen- tada pelo Banco InterAmericano de Desenvolvimento (BID) em parceria com o Programa de Desenvolvimen- to das Nações Unidas (PNUD), o Mi- nistério do Meio Ambiente (MMA) e o Fundo Global para o Meio Ambiente (GEF) para contribuir na redução das barreiras existentes nas operações cumprimento da meta de etiqueta- gem compulsória para as edificações públicas, definida no Plano Nacional de Eficiência Energética para 2021; a adesão de outras esferas do po- der público a estas disposições; e a consequente indução do mercado brasileiro de edificações de alta efici- ência”, explica Renata. Da mesma forma, o setor de fabrican- tes de ar condicionado está ciente de sua responsabilidade, uma vez que os sistemas de climatização repre- sentam 50% a 70% do consumo de energia de uma edificação. “Assim como fizemos na crise energética em 2001, onde apresentamos ao Governo Federal um documento com sugestões, o setor está preparado para atender essa demanda assim como propor soluções e ideias para reduzirmos drasticamente o consu- mo de energia e água. A evolução tecnológica já disponível no setor é muito grande atingindo melhoras em eficiência superiores a 40%”, afirma Manoel Gameiro, Engenheiro e Vice- -presidente de Eficiência Energética da ABRAVA (Associação Brasileira de Refrigeração, Ar-condicionado, Ventilação e Aquecimento). Para Gameiro, com a tecnologia disponível hoje, é possível construir edifícios que consumam 50% me- nos energia que os convencionais. Manoel Gameiro
  • 32.
    32 jul/15 rev/gbc/br anuárioGBC 2015 de financiamento no mercado de eficiência energética para edifícios no Brasil. “Espera-se que o EEGM aumente a eficiência energética dos setores de edifícios comerciais e públicos em cerca de 4 milhões de MWh de eletricidade nos próximos 20 anos, gerando uma redução direta de 2 milhões de toneladas equivalen- tes de CO2 em emissões de gases de efeito estufa durante o mesmo pe- ríodo, com uma redução indireta de emissões estimada em 9,6 milhões de toneladas de CO2”, afirma Ludmi- la Diniz consultora da PNUD e coor- denadora técnica do projeto. Em complemento ao EEGM foram ela- borados modelos de diagnóstico ou auditoria técnica de projetos de retro- fit encaminhados para financiamento, ferramentas estas desenvolvidas por meio do diálogo com vários agen- tes da eficiência energética no Brasil (bancos, ESCOs, agentes públicos, etc.) com vistas a facilitar o acesso a financiamento de projetos de eficiência energética. Ainda segundo Ludmila Di- niz, a auditoria ou diagnóstico energéti- co é a avaliação técnica preliminar que define as principais oportunidades de economia e medidas de melhor custo benefício para a realização e financia- mento do projeto. A OTEC, responsável pela consul- toria de diversas edificações, co- merciais e industriais, pré-existentes certificadas pelo LEED EBOM, vem desenvolvendo um trabalho intensivo na área de sustentabilidade e eficiên- cia energética no país. É necessário ter profundo conhecimento das insta- lações prediais para prover um bom projeto de eficiência energética. Com um projeto correto, o resultado é al- cançado facilmente. A certificação LEED EB O&M, funciona como uma mola propulsora de incentivo adicio- nal à aplicação de medidas que pro- movem a redução de custo operacio- nal, não só de eficiência energética, mas também associados aos demais recursos como água, materiais e re- síduos. Para saber o potencial de redução de consumo energético, é importan- te entender o desempenho de cada edificação como explica o fundador e diretor de desenvolvimento da OTEC, David Douek. “Os diagnósticos, de maneira geral, permitem entender esta dinâmica. No entanto, é impor- tante considerar que, sem a respecti- va aplicação de medidas de redução de consumo energético, o diagnósti- co limita-se à identificação de possi- bilidades. É necessário o comprome- timento do edifício com a prática para se colher os resultados. De qualquer forma, a nossa experiência tem dei- xado muito claro que é muito difícil encontrar um prédio que não tenha potencial de redução de consumo energético. Assim, um diagnóstico permite quantificar este potencial. Também é possível entender o im- pacto financeiro de cada uma das medidas a serem implantadas”. O mercado de eficiência nas edifi- cações possui vantagens sociais, ambientais e principalmente econô- micas. Em muitos casos a readequa- ção energética, além de não envolver grandes investimentos e, em todos eles obter-se ótimos retornos econô- micos, existem inúmeros benefícios diretos e indiretos para o Governo, iniciativa privada e sociedade. Para o GBC Brasil, os proprietários de imóveis devem se informar e estar atentos ao fenômeno da crescente conscientização dos ocupantes e perda de competitividade perante os novos empreendimentos que se dife- renciam frente à eficiência operacio- nal. Assim como o governo também deve coordenar uma política pública integrada mobilizando todos os Mi- nistérios e Agências Reguladoras para atuação alinhada com metas audaciosas de eficiência energética nas edificações brasileiras. Desta forma, o país possuirá todas as con- dições de superar os atuais desafios energéticos tendo a eficiência como principal solução. Ludmila Diniz David Douek
  • 33.
  • 34.
    34 jul/15 rev/gbc/br anuárioGBC 2015 Outubro Como se tornar um LEED GA (Green Associate) - Rio de Janeiro - 20 e 21/08 Paisagismo Sustentável e Técnicas Construtivas para Telhados e Paredes Verdes - São Paulo- 27 e 28/08 Agosto Cursos GBC Brasil Como se tornar um LEEDAP BD+C (Building Design + Construction) - São Paulo - 03 e 04/09 Referencial GBC Brasil Casa® - São Paulo- 14 e 15/09 Como se tornar um LEED GA (Green Associate) - São Paulo - 30/09 e 01/10 Setembro Materiais Sustentáveis: LEED v3 e as novas demandas do LEED v4 - São Paulo - 01 e 02/10 Energias Renováveis em Edifícios Sustentáveis - São Paulo- 16/10 Como se tornar um LEEDAP BD+C (Building Design + Construction) - Porto Alegre - 16 e 17/10 Simulação Computaciona Termoenergética - EnergyPlus - São Paulo - 19, 20 e 21/10 Apoio: Apoio: Apoio: gbcbrasil.org.br Parceria:
  • 35.
    revistagbcbrasil.com.br 35jul/15 anuário GBC2015 O caminho para a Construção Sustentável passa por profissionais capacitados Cursos com 98% de satisfação - Professores acreditados pelo LEED que atuam no mercado
  • 36.
    36 jul/15 rev/gbc/br anuárioGBC 2015 A cidade de São Paulo atravessa uma das piores crises hídricas da história, tendo que enfrentar um dos maiores desafios no que tan- ge o abastecimento de água na cidade e região metropolitana. Me- didas tomadas pelo governo como instalação de novos sistemas, transposição de rios, despoluição e proteção de mananciais requerem altos investimen- tos e, consequentemente muito tempo para planeja- mento e execução de obras, o que representa desa- fios burocráticos, além da conciliação de interesses entre municípios diversos, com sensíveis impactos socioambientais. Isso fica claramente evidenciado quando se fala da captação do volume morto em Nazaré Paulista e Joanópolis, com investimentos de R$ 80 milhões, bem como a transposição do Rio Pa- raíba do Sul ao Sistema Cantareira com investimen- to da ordem de R$ 500 milhões. De acordo com dados divulgados pela SABESP são produzidos 50,9 m³/s de água para abastecer a região metropolitana de São Paulo, sendo que as edificações residenciais, comerciais e públicas são responsáveis por boa parte deste consumo. Na RMSP, a Sabesp conta com oito sistemas pro- dutores de água – Cantareira, Alto Cotia, Baixo Co- tia, Guarapiranga, Rio Grande, Rio Claro, Alto Tietê e Ribeirão da Estiva. São interligados por adutoras de grande porte que compõem o Sistema Adutor Prédios verdes como solução para a crise hídrica no Brasil Metropolitano (SAM), responsável pelo transporte da água tratada até os reservatórios setoriais e, deste ponto, para cerca de 20 milhões de pessoas na Grande São Paulo. Com a queda vertiginosa do volume armazenado do sistema Cantareira iniciada em janeiro de 2014, uma das primeiras medidas emergenciais adotadas foi a transferência de va- zões de outros sistemas produtores para atender regiões que, em condições normais, seriam abas- tecidas somente pelo Cantareira, conforme dados da própria Sabesp. O desafio, no entanto é encontrar soluções céle- res e econômicas para superar as dificuldades em relação a este cenário, que preocupa a sociedade como um todo e influencia o desenvolvimento eco- nômico do país. Hoje, a indústria da construção civil apresenta da- dos significativos de impactos socioambientais, sendo as edificações responsáveis por cerca de 21% do consumo de toda água tratada no Brasil, número alarmante se identificarmos como princi- pais razões para o alto consumo a ineficiência as edificações do país que apresentam mau planeja- mento, erros de projetos, falta de manutenção, falta de capacitação em operação predial, falta de po- líticas de fomento e informação frente a inúmeras oportunidades com desdobramentos econômicos, sociais e ambientais. Através da mobilização de organizações e associa- Um dos principais temas debatidos na atualidade no Brasil é o uso racio- nal da água. Diante da grave crise hídrica que o país atravessa, com elevados percentuais de consumo de recursos naturais, soluções sus- tentáveis e econômicas são prioridades tanto na execução das edificações quanto nas próprias ações dos clientes consu- midores de água.
  • 37.
    revistagbcbrasil.com.br 37jul/15 anuário GBC2015 ções, que vem crescendo cada vez mais no país, a busca por incentivos a práticas sustentáveis tem sido medidas prioritárias que visam o uso racio- nal da água bem como outras ações importantes para redução do impacto ambiental. Em muitos setores da construção civil a presença do movimento de construção sustentável, readequação energética e hídrica de edificações existentes e certificação de edificações, como por exemplo, a certificação in- ternacional LEED e o Selo Procel Edificações, tornou-se premissa unanime nos novos empreendimentos e grandes retrofits. Dentre as principais medidas adotadas para que se atinja um resultado posi- tivo na gestão e consumo de água, está a criação de ações inovadoras e uti- lização de materiais eficientes pelas organizações envolvidas neste setor. Um exemplo disto é o Programa Deca PROÁGUA, lançado em julho de 2013 pela Duratex/Deca, que visa reduzir o desperdício de água nas edificações, através da mudança dos hábitos dos usuários e de uma série de ações planejadas, com priorização da aplicação de produtos e dispositivos economizadores. Segundo Osvaldo Barbosa de Oliveira Jr, engenheiro da Duratex/Deca, a prin- cipal expectativa é esclarecer a sociedade que a eficiência no uso da água no meio urbano só será de fato alcançada com a união entre a consciência das pessoas e as ações e tecnologias voltadas ao tema. “As ações do Deca PROÁGUA foram pensadas de tal forma a atingir os principais pontos onde podem existir uso inadequado da água nos edifícios, quer seja por motivo de desconhecimento das pessoas, quer seja por problemas que os produtos e tecnologias instalados possam ocasionar. O primeiro projeto desenvolvido sob o conceito do Deca PROÁGUA foi no Museu de Arte de São Paulo, o MASP, onde com a troca de produtos convencionais por economizadores, somados à capacitação da equipe de manutenção do museu, da instalação de medidores de forma a setorizar o monitoramento do consumo e de ajustes no sistema de ar condicionado, foi possível uma redução de mais de 40% no consumo de água.Com isso a aplicação do conceito do Deca PROÁGUA trou- revistagbcbrasil.com.br 37jul/15 anuário GBC 2015
  • 38.
    38 jul/15 rev/gbc/br anuárioGBC 2015 a experiência de edificações novas e existentes, certificadas pelo LEED no Brasil, foi possível apre- sentar um potencial médio de redução no consumo de água em torno de 40%, ou seja, 24 m³/s. Ado- tando-se uma política integrada de uso eficiente de água englobando construção, reforma e operação de edificações, sem grandes investimentos e óti- mas taxas de retorno, é possível devolver a região metropolitana de São Paulo, quase UMA Cantareira por ano. O volume de água potencialmente econo- mizado é 77% do total do volume útil da Cantareira (1,165 trilhões de litros), responsável pelo abasteci- mento de água para 6,5 milhões de pessoas. Para o cliente final é uma redução de MILHÕES de reais. A necessidade da criação de uma política pública integrada, que visa chamar a atenção das auto- ridades públicas e líderes da iniciativa privada a cerca das oportunidades dos projetos com foco em eficiência no uso de água, deve ser pautada em políticas e modelos de negócios que facilitam a implementação destes projetos, compartilhan- do resultados alcançados por cases de sucesso no Brasil e ressaltando a contribuição dos green buildings como parte importante da solução para vencer os desafios hídricos do país. Segundo Virginia Sodré, o país precisa de políticas que incentivem as empresas, ao construírem edifí- cios, a incorporar a redução do consumo de água como item obrigatório, em contrapartida oferecen- do redução de IPTU e isenção de impostos para as empresas que fabricam equipamentos mais efi- cientes. São exemplos de medidas que ajudariam o governo a atingir os resultados em escala, e com isso, reduzir a exploração de novos mananciais cada vez mais distantes e evitando assim altos investimentos que, consequentemente sairiam do bolso do consumidor. “Se o governo criasse políti- cas de incentivo, como está fazendo hoje com um bônus, de 20%, que mostrou como é interessan- te estimular a sociedade, ensinando o quanto se pode ser eficiente quando se mexe no bolso das pessoas, mas também quando são beneficiadas elas trabalham para ajudar. É um exemplo claro de como a gente precisa de políticas como essa. Porém, só com o desconto temporário na conta, eu não consigo ter o payback, mas se este estímu- lo fosse contínuo conseguiríamos ter mais escala nas ações, na busca dessas soluções. Se tiver uma visão 360 graus o poder público vai entender que precisa estimular essas ações”, pontua Virgínia. consumo aumenta em 50%. Isto ocorre por várias razões, mas o maior vilão é a falta de gestão”, des- taca a especialista. Sem grandes investimentos e com ótimas taxas de retorno conseguimos reduzir em até 40% o consumo médio de água em nossas edificações. Sem dúvida, a construção dos Green Buildings tem muito a agregar e contribuir para o consumo racio- nal de água, convertendo-se numa das vertentes na busca por soluções eficazes no combate a cri- se hídrica. Sem grandes investimentos adicionais, os “prédios verdes” podem diminuir, em média, o consumo de água em 30% a 50%, resultados extre- mamente relevantes e fundamentais frente a atual situação. Benefícios como capacitação dos pro- fissionais do setor, conscientização dos usuários, melhoria do bem estar e qualidade de vida, melho- ria no aprendizado, diminuição dos custos opera- cionais, valorização e diminuição do risco do inves- timento, estímulo a políticas públicas de fomento, geração de novos empregos e elevação do padrão técnico do mercado são resultados concretos que podem ser vistos através das práticas de constru- ção sustentável. Além disso, todos estes fatores proporcionam um ambiente saudável e adequado para as pessoas desenvolverem suas atividades, minimizando os impactos ambientais e preservan- do os recursos naturais tanto na construção quanto na operação, gerando resultados financeiros sus- tentáveis para os negócios e promovendo o desen- volvimento da sociedade. Comparado a um baseline, a categoria Uso Efi- ciente da Água tem como pré-requisito a redução mínima de 20% no consumo de água, calculado com base no consumo de uma edificação conven- cional e pré-definida de acordo com os diferenciais do projeto. No que tange à pontuação necessária visando a certificação, reduzir em 50% ou eliminar o uso de água potável na irrigação da edificação, reduzir a produção de esgoto e o uso de água po- tável, aumentar o desempenho no uso racional de água em 30%, 35% ou 40% são práticas adicionais requeridas. Segundo o GBC (Green Building Council) Brasil, entidade que regulamenta a certificação LEED (Leadership in Energy and Environmental Design), 2014 fechou com 135 empreendimentos registra- dos e 82 certificados com o selo. Considerando xe redução de 20 a 30% para edifícios residenciais e de mais de 40% para um edifício público, como o MASP,” complementa o engenheiro. A indústria brasileira evoluiu muito nos últimos anos em relação à infraestrutura e materiais eficientes disponíveis no mercado, afirma Virgínia Sodré, en- genheira da Infinitytech, especialista em gestão e uso racional da água. Para ela, em termos de me- tais, o mercado possui hoje produtos tão eficien- tes quanto os disponíveis nos países desenvolvi- dos como a Alemanha e os Estados Unidos, e as tecnologias estão cada vez mais acessíveis, tanto na parte de tratamento de água quanto na dispo- nibilidade de produtos eficientes com preços bem menores se comparados há oito anos. “Atrelado a isto, o importante é trabalhar com essas soluções de forma casada. As soluções de engenharia e in- fraestrutura devem vir de forma integrada para se atingir a eficiência. Posso falar que houve um divi- sor de águas com o Green Building Council, pois ajudou a indústria a lançar novos produtos mais efi- cientes, contribuindo para que as empresas do se- tor começassem a pensar sobre a questão da água com maior responsabilidade”, destaca Virgínia. Para a especialista, o Green Building Council, atra- vés da certificação LEED, tem uma visão muito integrada em relação à gestão da água, o que con- tribuiu fortemente para o desenvolvimento do mer- cado, além da divulgação da eficiência do uso da água nas edificações. Com a certificação, houve uma disseminação maior desses conhecimentos. “Como parte do Comitê do GBC Brasil, criamos o primeiro curso, em 2009, sobre o Uso Racional da Água na Construção Civil, que atraiu muitos pro- fissionais justamente por abordar essa questão da integração”, diz a especialista. Gestão integrada é fundamental Pensando em edificação sustentável, os green buildings estimulam de várias formas a redução do impactos socioambientais e econômicos. Exis- te uma série de ações de engenharia e produtos que buscam a adequação do edifício com o meio ambiente, relata Virgínia Sodré. “O consumo de um chuveiro corresponde de 35% a 40% do consu- mo de uma edificação residencial. Se colocar um redutor de vazão de 10 ou 12 litros por minuto, a redução é de 30% a 40% sobre esse consumo de água. Um dado da Sabesp: O consumo médio em uma residência é de 150 litros pessoa/dia, se pas- sar de uma residência para um edifício vertical esse
  • 39.
    revistagbcbrasil.com.br 39jul/15 anuário GBC2015 Plano de Segurança da Água para Edificações e Indústrias Tema também importante e de constante debate no âmbito das certificações e práticas de uso ra- cional da água é a preocupação com o tratamento da água para captação e reuso. Segundo Marcos d´Avila Bensoussan, presidente da SETRI, o Pla- no de Segurança da Água para Edificações e In- dústrias é uma ferramenta compreensiva para os gestores das edificações poderem operar e tratar os sistemas de água minimizando os riscos para a saúde humana dos ocupantes do edifício e da comunidade no entorno. Cada etapa do sistema de água é avaliada e a captação de água de reuso é muito importante, assim como todo o restante do sistema de água. “Como dizemos, a captação da água de reuso é o coração de todo o processo, porque é ela que vai definir os passos seguintes, desde o tratamento até os usos possíveis. É ava- liando muito bem essa captação que seremos ca- pazes de verificar quais perigos para a saúde estão (ou não) sendo controlados e assim podemos pla- nejar barreiras ou operações para minimizar todos os perigos previsíveis”, completa Bensoussan. No entanto, de acordo com o especialista, ainda há muito que melhorar quando se pensa em uso racional de água. São dois aspectos muito visa- dos, o econômico e o impacto ao meio ambiente. Contudo, a parte humana, ou seja, as consequên- cias à saúde humana na interação com sistemas de água ficam em segundo plano ou não são considerados. “Muito se caminhou até agora em sistemas mais eficientes, mais econômicos e mais racionais, porém é necessário caminhar também na direção da segurança da água que circula nos siste- mas dos edifícios”, afirma o especialista. Green Buildings e o PIB Em 2013 a E&Y fez um estudo analisando o impacto das edificações que buscam a certificação LEED no PIB Nacional da Construção Civil e o resultado con- cluiu que representa algo em torno de 10.5 %. Porém, em termos de volume construtivo a participação das edificações eficientes no uso da água ainda represen- ta um percentual muito pequeno do mercado, estima- do em menos de 3%.
  • 40.
    40 jul/15 rev/gbc/br anuárioGBC 2015 C onsolidado no Brasil desde 2007, o LEED é o principal selo da construção sustentável em todo o mundo. Através de seu sistema de classificação, de orientação glo- bal, ele indica que um empreendimento que tenha obtido o selo LEED, foi construído respeitando-se uma série de normas e medidas, sejam de carater socioambiental, que levam em conta o usuário final, os trabalhadores da construção e o respeito à comunidade do entorno, sejam relacionadas mais especificamente a materiais e tecnologias empregadas durante as obras. Além de construir com base na sustentabilidade, são analisados todos os processos da construção, o que inclui as ações realizadas antes, durante e depois que a construção foi erguida. O principal diferencial de um projeto certificado pelo LEED, além do reconheci- mento e da credibilidade diante do mercado e da sociedade, tem a função de comunicar de maneira clara os resultados obtidos. Isso encoraja o consumidor no momento de decisão de compra ou locação do empreendimento, que se apresenta comprovadamente com uma construção de qualidade. “A compra de um imóvel, apesar de ser a maior aquisição na vida da maioria das pesso- as, é geralmente realizada ‘às cegas’ no que se refere à eficiência energética, uso de água e conforto térmico. A certificação surge para mudar isso”, declara Sandra Pinho Pinheiro, sócia-diretora da Petinelli. O processo de certificação tem sido de fundamental importância pois aju- dam os clientes (ocupantes dos edifícios) a tomarem melhores decisões de compra. O cliente médio, não consegue avaliar tecnicamente um edifício para saber o seu desempenho, assim, a certificação é uma forma de se ter um “parecer de especialistas” antes de tomar a decisão de compra ou locação. Para auxiliar o processo de certificação de seus empreendimentos, a maioria das empresas recorre ao serviços de uma consultoria especializada em pro- cessos LEED. São elas que vão ajudar a validação e verificação dos dados coletados garantindo a isenção ao processo. Essa avaliação do desempenho ambiental do edifício realizada por uma terceira parte independente (não é apenas uma auto-declaração que teria menor credibilidade) e que deve ter uma grande credibilidade, garante ao cliente a lisura de todo o processo. Para Anderson Benite, Diretor da Unidade de Sustentabilidade do CTE, “a certifica- ção LEED tem um histórico de alto reconhecimento internacional e o Green Building Council possui uma alta credibilidade por manter padrões elevados de exigência e não dar abertura para flexibilizações que coloquem o processo em dúvida.” Pelo sistema LEED vigente, é necessária a obtenção de um mínimo de 40 pon- tos (de um máximo de 110), bem como o atendimento a determinados pré- -requisitos que são obrigatórios e variam entre as tipologias. Eles são divididos entre 7 categorias: Implantação Sustentável Eficiência hídrica Energia e Atmosfera Materiais e Recursos Conforto Ambiental Inovação e projeto Créditos Regionais É feita uma análise diagnóstica para se ter a certeza de que um empreen- dimento está apto a receber a certificação, de modo a verificar a viabilidade economico-financeira o processo. Assim, avalia-se a possibilidade do projeto atender aos pré-requisitos e ao mínimo de 40 pontos nos critérios do LEED. “Acreditamos que deve-se analisar o Potencial Cliente de um empreendimento para saber qual a melhor certificação, ou mesmo se é necessário. Não existe uma receita pronta e igual para todos os tipos de construções. Este trabalho junto ao cliente deve gerar valor para o Cliente e para o Investidor. Este mer- cado já começou nas grandes cidades e conforme o consumidor for identifi- cando, conhecendo e valorizando, este movimento irá se espalhar.” – Paola Figueiredo, diretora do Grupo SustentaX O processo d
  • 41.
    revistagbcbrasil.com.br 41jul/15 anuário GBC2015 Para que uma edificação adquira o selo LEED será preciso realizar o pedido de certificação, que é o primeiro passo para obtê-la.
 Existem 8 modelos dife- rentes de certificação, cada uma para um caso especifico, que geram um selo dos seguintes selos: LEED NC (New Constructions): Esse selo é voltado para novas cons- truções e grandes projetos de renovação de edificações já existentes. LEED ND (Neighborhood Design): Esta opção é para aqueles projetos com o objetivo de desenvolvimento de bairros inteiros. LEED CS (Core&Shell): O selo CS é para projetos de entorno das edifi- cações e também para a parte central. LEED CI (Commercial Interior): Projetos de interior ou edifícios comer- ciais recebem essa certificação. LEED EB_OM (Existing Building_ Operation&Maintenance): Ele foi criado para iniciativas de manutenção de edifícios que já existem. LEED Retail NC e CI: Foi criado para lojas de varejo. LEED Schools: Foi desenvolvido para escolas e centros de ensino. LEED Healthcare: Trata-se da opção de edificações desenvolvidas para abrigar unidades de saúde. O processo para solicitação inicia-se então com o registro junto ao USGBC. Em seguida são exigidas a coleta de informações por todas as equipes partici- pantes do projeto. Todas as atividades do projeto e a documentação de con- formidade dos créditos, formulários, planilhas e documentação digital, como projetos, memórias de cálculo, relatórios e registros fotográficos, etc são então inseridas numa plataforma online de coleta de dados. Após a submissão de toda essa documentação ela será analisada pelo GBCI, que vai revisar, checar, podendo solicitar novas informações adicionais para esclarecimentos. Assim que tiver sido concluída a análise, a equipe ainda pode solicitar a revisão ou reavaliação de qualquer crédito individual. Uma vez finalizada e concluída a análise, o projeto recebe então o nível de Certificação de acordo como a pon- tuação atingida: Certified: 40 a 49 pontos Silver: 50 a 59 pontos Gold: 60 a 79 pontos Platinum: 80 a 110 pontos A conclusão do processo pode se dar de 4 a 6 meses após a conclusão da obra e envio da documentação. O mais importante nesse caso tem sido verificar que, independentemente da busca do reconhecimento através dos selos LEED, tem aumentado o interes- se das empresas em aderirem ao modelo de construção sustentável. Essa mudança significativa é a principal contribuição do processo de certificação LEED para a maturidade do mercado e, de uma forma mais abrangente, que contribui para o ambiente construído como um todo. Para Eliza Mauro, Consultora de Sustentabilidade da Cushman & Wakefield, “as estratégias de sustentabilidade, se forem bem geridas, não só reduzem a pressão feita sobre os nossos recursos, como também os custos operacio- nais. O ambiente de trabalho torna-se mais saudável e produtivo”. a certificação
  • 42.
    42 jul/15 rev/gbc/br anuárioGBC 2015 1º colocado em um ranking de 32 estádios internacionais e nacionais pelo Stadium Db com 134.000 votos www.stadiumdb.com
  • 43.
    revistagbcbrasil.com.br 43jul/15 anuário GBC2015 CENTRO EMPRESARIAL SENADO - RJ WT NAÇÕES UNIDAS - TORRES I E II TORRE III PROJETANDO UM MUNDO SUSTENTÁVEL ARQUITETURA ARQUITETURA DE INTERIORES URBANISMO
  • 44.
    44 jul/15 rev/gbc/br anuárioGBC 2015 A partir de uma visão do presidente da empresa, Fábio Barbosa, em pesquisar quando eficiência energética e sustentabilidade ambiental em edifi- cações se uniam, a empresa começou a trabalhar com o LEED. Após distribuir informações sobre a Uma cultura sustentável norma para toda a sua equipe estudar, marcou uma reunião meses depois com estes funcionários e com a equipe de projetos do antigo Banco Real para apresentação de uma nova agência cujo de- safio era fazê-la seguindo conceitos de sustenta- bilidade. “Na época não se falava em construção sustentável no Brasil. Nesta reunião mostramos à equipe do banco que havíamos identificado e es- tudado uma norma que poderia guiar o projeto de construção no conceito estabelecido e que seria reconhecido a nível internacional”, afirma Newton Figueiredo, diretor presidente do Grupo SustentaX. Juntos, Banco Real e SustentaX, decidiram con- tinuar com o projeto pioneiro e, assim, em 2007, a agência Granja Viana foi certificada como a pri- meira construção sustentável da América Latina, conquistando o LEED-NC (Novas Construções) nível Prata. No mesmo ano, a SustentaX prestou consultoria para a pré-certificação do primeiro empreendimen- to residencial na América do Sul, o Ecolife Indepen- dência em São Paulo e, posteriormente, o Ecolife Freguesia no Rio de Janeiro. Ainda no segundo semestre de 2007, foi criada a divisão PSSE - Projetos de Sustentabilidade Social Empresarial, para trabalhar na minimização de ris- cos sociais corporativos e também a HPGO – High Performance Green Office, com o propósito de de- senvolver ambientes de trabalho corporativos de alta produtividade. O Grupo SustentaX, especia- lizado em sustentabilidade de negócios, empreendi- mentos imobiliários, produ- tos e serviços, iniciou suas atividades em 1996 com a criação da empresa Ally Brasil e em seguida com a NewmarEnergia, que projetou, comissionou, implantou e operou a pri- meira central de energia em horário de ponta a gás natural do Brasil, no Hotel Renaissance, em São Paulo, tornando-se uma empresa especializada em Gestão Energética Integrada. Em 2006, a Ally Brasil entrou na área de sustenta- bilidade de edificações, alterando seu nome para SustentaX. SustentaX A Primeira Certificação
  • 45.
    revistagbcbrasil.com.br 45jul/15 anuário GBC2015 Em 2008, depois de dois anos de trabalho, a SustentaX licenciou os primeiros produtos sus- tentáveis, com o Selo SustentaX de Garantia de Qualidade e Sustentabilidade para o mercado de construção civil. O Selo trouxe para o mercado da construção civil novos parâmetros para a avaliação da sustentabilidade de produtos, com o objetivo de atestar produtos produzidos com responsabilidade socioambiental e qualidade comprovada por meio de testes específicos e normas. De acordo com a geógrafa e diretora do Grupo, Pa- ola Figueiredo, os produtos, materiais, equipamen- tos e serviços rotulados pelo Selo SustentaX são analisados pelos critérios de Salubridade, Qualida- de, Responsabilidade Social, Responsabilidade Am- biental, Economia, Segurança, Comunicação com o consumidor e Regularização jurídico-fiscal. “A ava- liação se dá de forma transparente, sendo que todas as etapas, desde a criação do programa de rotu- lagem de cada produto, até a conclusão dos seus respectivos materiais de divulgação, são validadas de forma aberta no site do Selo SustentaX por meio de consulta às partes interessadas”, afirma. Em 2010, os procedimentos passaram a incorpo- rar a orientação governamental para compras sus- tentáveis. Assim, as avaliações dos produtos para rotulagem do Selo SustentaX, passaram a incor- porara as novas normativas relativas às compras governamentais sustentáveis, como por exemplo a IN 01/10 da SLTI/MPOG. O Grupo SustentaX, também em 2008, passa a ofe- recer a seus clientes, por meio da ECSus – Estra- tégias Corporativas Sustentáveis, uma metodologia pragmática para incorporar o tema sustentabilidade empresarial no planejamento estratégico dos negó- cios com visões de curto, médio e longo prazo. O Brasil tem uma das populações mais preocupa- das do mundo com as consequências das mudan- ças climáticas e disposta a contribuir para melhoria da qualidade de vida. As grandes corporações já praticam ações socioambientais. A novidade é que, cada vez mais frequente, essas ações farão parte do planejamento estratégico visando a ren- tabilidade e perenidade dos negócios. Serviços de qualidade, com bom preço e ótimo atendimento não serão o bastante. Será preciso, também, que sejam produzidos por empresas que demonstrarem relacionamentos éticos, responsáveis com as questões sociais e, principalmente, ambientais e com a melhoria de qualidade de vida dos clientes. Selo SustentaX Sustentabilidade Pública e Corporativa: •Avaliação da Sustentabilidade Corporativa; •Plano para Gestão Estratégica da Sustentabilida- de Corporativa; •Plano de Comunicação Responsável com o Con- sumidor; •Programa de ecoeficência, redução e compensa- ção sustentáveis de Gases de Efeito Estufa; •Desenvolvimento de programas de mitigação de riscos sociais corporativos. Sustentabilidade Urbana e de Empreendi- mentos: •Sustentabilidade de empreendimentos novos e existentes; •Certificação de gestão sustentável de facilities; •Otimização do desempenho energético e etique- tagem de edificações; •Desenvolvimento de ambientes corporativos de alta produtividade; •Concepção, implantação e operação de centrais de geração de energia e utilidades. Sustentabilidade de Produtos e Serviços: •Rotulagem de sustentabilidade de produtos; •Análise e avaliação de qualidade e sustentabilida- de de materiais, produtos e equipamentos; •Avaliação, formatação e implementação de sus- tentabilidade em serviços; •Planejamento, implantação e avaliação de sus- tentabilidade de eventos; •Programa de Sustentabilidade para fornecedores e prestadores de serviços. Serviços para todos os segmentos
  • 46.
    46 jul/15 rev/gbc/br anuárioGBC 2015 2007• Primeira certificação LEED da América Latina, com a agência do Banco Real em Cotia, SP 2009• Passa a atuar junto à Casa Cor • Lança o ‘Guia SustentaX de Comunicação Responsável com o Consumidor’ 2010• Reconhecido como uma das ‘50 Empresas do Bem’, pela revista IstoÉ • Contratada para assessorar o governo do Distrito Federal em relação aos requisitos de sustentabilidade urbana e de edificações para a criação do novo bairro da capital: o Setor Habitacional Noroeste • Prestou consultoria para a certificação dos escritórios da Braskem, da Unilever, do GBC Brasil, além da Torre A do Complexo Rocha- verá e do Parque Logístico Imigrantes Bracor. Uma história de conquistas • Em parceria com a ITC – Inteligência Empre- sarial da Construção, criou o Prêmio de Sus- tentabilidade • Convidada a integrar as entidades que par- ticipam do corpo de jurados do Prêmio Fundação COGE na categoria de Ações de Responsabilidade Ambiental, junto com a ABEPPOLAR, CNDA, FIESP e FIRJAN. 2011• Condomínio CYK, conquista a 1ª certificação LEED de Operação e Manutenção, no Brasil; escritório do Banco Votorantim e o supermer- cado do Pão de Açúcar na Vila Clementino também foram certificados pelo critério LEED, todos com projeto de sustentabilidade da SustentaX • Cria uma nova metodologia, intitulada Desen- volvimento Integrado de Empreendimentos Sustentáveis (D.I.E.S) • Selo obtém o reconhecimento internacional de sites especializados: norte-americano (Ecolabelindex.com) e europeu (Brandosco- pe.com) • Estabeleceu convênio com a Associação de Compras da Construção Civil no Estado de São Paulo (Compracon) 2012• O edifício sede da Editora Abril, a indústria Mate Leão, a Torre D do Complexo Rochave- rá, a Universidade do Hambúrguer do McDo- nalds e o estúdio e almoxarifado IJ da Record foram certificados. 2013• Apresenta o projeto "Residência Sustentável" 2014• Lança livro que retrata o trabalho desenvolvi- do no projeto "Residência Sustentável" • Conquista a primeira certificação de Opera- ção e Manutenção na América do Sul para a fábrica da Coca-Cola, em Manaus ©AnaMello ©CBRE ©Sustentax 46 jul/15 rev/gbc/br anuário GBC 2015
  • 47.
    revistagbcbrasil.com.br 47jul/15 anuário GBC2015 Incorporadora responsável: Ilha Pura 01 Empreendimento Imobiliário S.A.: Avenida Olof Palme, s/nº-, Lote 2, PAL 30.613, Rio de Janeiro (RJ). Memoriais de Incorporação registrados sob o R-3 e AV-6 da matrícula nº- 384.067, o R-3 e AV-7 da matrícula nº- 384.183, o R-3 e AV-6 da matrícula nº- 384.066, o R-3 e AV-9 da matrícula nº- 384.070, o R-3 e AV-6 da matrícula nº- 384.075, o R-3 e AV-6 da matrícula nº- 384.074 e o R-3 e AV-6 da matrícula nº- 384.190, todas do Cartório de 9º- Ofício de Registro de Imóveis da Capital do Estado do Rio de Janeiro. Projeto de Arquitetura: Raiar Arquitetura-CREA 30739D RJ. PRPA: Maísa Tude Machado - CAU-RJ 114926-1 e Maria Idalina Monteiro dos Santos Gatti - CAU-RJ 3248-4. Engenheiro responsável pela obra: Mauricio Cruz Lopes – CREA: 0511374321. REalização E constRução:REalização, constRução, pRopRiEdadE E dEsEnvolvimEnto uRbano: Venha conhecer: Av. sAlvAdor Allende, 3.200 BArrA dA TijucA | rio de jAneiro www.ilhApurA.com.Br Respeito ao meio ambiente e às futuras gerações. Características marcantes da Carvalho Hosken e Odebrecht Realizações Imobiliárias, que estão juntas pela primeira vez para criar uma verdadeira cidade sustentável no Rio de Janeiro. Ilha Pura reúne as principais tendências urbanísticas do mundo em um projeto que respeita e preserva a natureza em todas as suas etapas e se transforma em um dos maiores legados dos jogos de 2016. QuandO sustentabIlIdade e tRansfORmaçãO se enCOntRam, um baIRRO PlaneJadO de altO PadRãO dá lugaR a uma veRdadeIRa CIdade sustentável. Foto da lagoa da Barra da tijuca aimagemdaregiãoémerareferênciaparalocalizaçãodoempreendimento.imagemmeramenteilustrativa. sustentabilidade transformação -
  • 48.
    48 jul/15 rev/gbc/br anuárioGBC 2015 O s números de certificações no mundo crescem de forma ace- lerada e no Brasil isso não é diferente, pois segue uma mu- dança cultural que vem acon- tecendo no mundo no sentido da conscientização. “Já não é mais possível desenvolver qualquer pro- duto sem dar respostas às preocupações ambien- tais, como a escassez de água, energia e outros recursos naturais, além, é claro, dos altos e cres- centes custos desses recursos para os seus usu- ários”, afirma Anderson Benite, Diretor da Unidade de Sustentabilidade do CTE. Na concepção de edifícios, isso não é diferente e ainda é mais crítico pois uma enorme parcela do consumo de recursos naturais é utilizado nas edificações (tanto na cons- trução quanto durante seu uso). Nesse sentido, as certificações passaram a ganhar cada vez mais força, pois são uma forma de com- provar que a edificação tenha um desempenho ambiental realmente eficiente. O processo de certificação tem sido de fundamen- tal importância pois ajudam os clientes (ocupantes dos edifícios) a tomarem melhores decisões de compra. O cliente médio, não consegue avaliar tecnicamente um edifício para saber o seu desem- penho, assim, a certificação é uma forma de se ter um “parecer de especialistas” antes de tomar a de- cisão de compra ou locação. Considerando-se que existe uma dificuldade de se ampliar a escala das certificações de forma a englobar a imensa maioria dos edifícios, atualmen- te, a certificação ainda acontece em uma pequena parcela dos edifícios existentes ou em construção e por empreendedores que acreditam nisso como um diferencial do ponto de vista comercial (o que já foi comprovado por diversas pesquisas). “Acredito que o Brasil está no sentido certo e, in- clusive, já desponta entre os 5 países com mais certificações LEED no mundo. No entanto, faltam mecanismos para incentivar esse crescimento de forma acelerada” aponta Anderson. Requisitos legais, sejam municipais, estaduais ou federais que impliquem em uma pressão para se desenvolver empreendimentos sustentáveis da- riam celeridade nesse sentido. Além disso, meca- nismos de incentivos financeiros (abatimento de impostos, taxas de financiamento diferenciados, etc.) para empreendimento sustentáveis ajudariam a viabilizar os investimento adicionais necessários em tecnologias (ex. aquecedores solares, sistemas de reuso, etc.), incentivando o mercado. O início, os anos 1990 a 2000 O CTE iniciou suas atividades em território nacional desde 1990, desenvolvendo metodologias e tec- nologias para a melhoria da gestão das empresas, dos empreendimentos e das obras, estimulando e promovendo a produtividade, a competitividade, a CTE: pioneira e líder em certificações LEED Com mais de 24 anos de história e especializada em quali- dade, tecnologia, gestão, sustentabilidade e inovação para o setor da construção, o CTE - Centro de Tecnologia de Edi- ficações é uma empresa de consultoria e gerenciamento res- ponsável por mais de 100 certificações LEED no Brasil.
  • 49.
    revistagbcbrasil.com.br 49jul/15 anuário GBC2015 cultura diferenciada e o crescimento sustentável da cadeia produtiva da construção. Com uma diretriz básica de desenvolver um trabalho aplicado à realidade da construção civil brasileira com foco em tecnologias construtivas inovadoras, ampliou seu foco para o desenvolvimento de meto- dologias para implantação de sistemas de gestão da qualidade e levou os conceitos da melhoria con- tínua para as empresas brasileiras da construção. Além disso, capacitou centenas de empresas e profissionais, criando referências bibliográficas nos temas qualidade, gestão e tecnologia. Novo milênio, novos desafios A história do CTE no que diz respeito aos proces- sos de certificação remontam ao início dos anos 2000. Criando metodologias inovadoras de ge- renciamento, planejamento e monitoramento de projetos e obras, a empresa passou a investir no desenvolvimento de softwares e aplicativos para a construção AutoDoc, apontando a WEB como ins- trumento do futuro. Também pesquisou os conceitos de sustentabili- dade e se antecipou no desenvolvimento de me- todologias de gestão ambiental, sendo uma delas a do Green Building. Foram criadas competências com equipe de especialistas para a condução de empreendimentos sustentáveis para diferentes ti- pos de edificações, bem como nas áreas de estru- turação e gestão de negócios imobiliários, promo- vendo parcerias entre incorporadores, construtores e fundos de investimento. O CTE ainda promoveu vários encontros durante a primeira década dos anos 2000, criando relaciona- mento entre as empresas e profissionais do setor com o objetivo de refletir sobre desafios e novas oportunidades do mercado. Em 2006 o CTE iniciou os primeiros trabalhos de consultoria LEED por uma demanda de incorpo- radores internacionais que queriam a certificação LEED, que já tinham em seus edifícios no exterior, fosse também aplicada em seus novos edifícios que seriam construídos no Brasil. “A partir disso, o CTE desenvolveu uma série de estudos técnicos junto aos clientes para comprovar que era possível sim obter tal certificação no Bra- sil, convencendo-os e, a partir desse ponto com- plementamos nossas competências e passamos a fornecer mais esse serviço em nosso portfolio” relembra Benite. A esta altura, o CTE já trabalhava com sustentabili- dade em diversos projetos de consultoria para cer- tificação ISO14001 (norma que tem como foco o a gestão ambiental) e já tinha ampla experiência em processos de certificação ISO9001, OHSAS18001, dentre outras. Os primeiros registros de certificação LEED no Brasil, realizados no ano de 2006, foram feitos pelo CTE. Dos quatro projetos registrados naquele ano, dois eram clientes do CTE, sendo que um deles, o Eldorado Business Tower, foi o primeiro LEED Pla- tinum do Brasil, certificado em 2009. O CTE foi pioneiro na certifi- cação no Brasil e iniciou seus primeiros trabalhos de con- sultoria LEED em 2006 Anderson Benite Os anos 2010 até hoje Durante a década seguinte, foram os anos de apri- moramento de conhecimentos na área de inovação e tecnologia da construção envolvendo os vários agentes da cadeia produtiva da construção. Novas metodologias e programas de capacitação de empresas da construção para atendimento à norma de desempenho foram criadas e a empresa passou a atuar também em consultoria na área de desenvolvimento urbano sustentável e em consul- toria para certificação de materiais sustentáveis. Desenvolveu e implantou metodologia para presta- ção de serviços de comissionamento de sistemas prediais e gestão da operação de empreendimen- tos sustentáveis. Em 2012 o CTE criou a plataforma EnRedes – En- contros e Redes da Construção, visando promover a criação de redes de relacionamento, negócios, conhecimento, inovação e sustentabilidade entre as empresas da cadeia produtiva da construção. Em 2015, o CTE alcançou o 100º empreendimento certificado LEED, o Edifício Paulista Star, LEED Sil- ver (Core & Shell). Até hoje, já foram mais de 130 empreendimento em diversas tipologias nos refe- renciais do LEED, AQUA e Procel, sendo 110 só no LEED. A tendência que se verifica atualmente é de um crescimento constante do mercado de Greenbuil- ding. “Isso será fruto do nível crescente de cons- cientização das pessoas, cada vez mais acelerado, seja por seus valores ou por um maior acesso às informações na era digital ou ainda por estarem sentindo na pele os impactos de séculos de des- caso com o tema (falta de água, falta de energia, tarifas estratosféricas, mudanças climáticas, pro- blemas de saúde, etc.). Enfim, a sustentabilidade é um caminho sem volta” conclui Anderson. +de 130 certificações em diversas tipologias 110no LEED
  • 50.
    50 jul/15 rev/gbc/br anuárioGBC 2015 O CTE oferece consultorias e serviços em quatro áreas: 1) Sustentabilidade Consultoria para o desenvolvimento de empre- endimentos sustentáveis de alta performance, com proposição das melhores soluções técni- cas e introdução de inovações tecnológicas nos projetos, nas atividades de obra e no período de operação e manutenção predial. 2) Inovação & Tecnologia Consultoria para atendimento à norma de de- sempenho NBR 15575 e para implantação de processos de gestão da inovação na produção, no desenvolvimento de produtos e de novas soluções tecnológicas, para aumentar as vanta- gens competitivas, a produtividade e o desem- penho das empresas e de seus materiais, siste- mas construtivos e empreendimentos. 3) Qualidade & Processos Consultoria para melhoria contínua da gestão empresarial, buscando aumentar a eficiência dos processos e a eficácia na obtenção dos resulta- dos desejados, a fim de promover a qualidade, responsabilidade socioambiental, produtividade e competitividade e gerar valor para os negócios da empresa e seus clientes finais. 4) Gerenciamento de Projetos & Obra Gerenciamento de projetos e obras e assesso- ria no desenvolvimento de negócios imobiliários para minimizar riscos técnicos e garantir os me- lhores resultados para investidores, incorpora- dores, construtores, proprietários de imóveis e demais agentes do mercado. Proven Provider CTE é acreditado pelo USGBC/GBCI como “Pro- ven Provider para LEED BD+C (New Construction e Core and Shell)” pela excelência na qualidade da documentação de certificação de seus projetos. O programa LEED Proven Provider foi criado para premiar organizações que demonstram um desem- penho bem-sucedido e consistente na submissão de documentos de certificação de alta qualidade e livres de erros. O CTE é a primeira empresa brasileira e a primeira empresa fora dos EUA a receber esse título “ACREDITO QUE O BRASIL ESTÁ NO SENTIDO CERTO E, INCLUSIVE, JÁ DESPONTA ENTRE OS 5 PAÍSES COM MAIS CERTIFICAÇÕES LEED NO MUNDO. NO ENTANTO, FALTAM MECANISMOS PARA INCENTIVAR ESSE CRESCIMENTO DE FORMA ACELERADA” Anderson Benite, CTE 9certified 37silver 48gold 6platinum *Atualizados até jun/2015 CTE em números das 100certificações* 1%ND 26%NC 4%EBO&M 55%CS 14%CI
  • 51.
    revistagbcbrasil.com.br 51jul/15 anuário GBC2015 2008 Delboni Auriemo Dumont Villares Morgan Stanley 2009 Eldorado Complexo WTJK Torres 1 e 2 Mc Donalds Riviera Ventura Torre Leste 2010 Complexo WTJK Torre SP Boehringer CARN Edifício Demini CARN Edifício Padauiri Confidencial Edifício Jatobá Centro de Desenvolvimento Esportivo Finasa 2011 Vale Águas Claras CD Avon Cabreúva Azul Seguros Kraft Food Ventura Torre Oeste Agência Bradesco Perdizes 2012 Rio Office Tower Interface Porto Brasilis Cosan Eco Berrini I Tower Einstein Perdizes Data Center Vivo Morumbi Business Center Edifício Marques dos Reis BB Pitiruba Infinity Barclays Center Anel Bloco ADM Center Anel Bloco A Center Anel Bloco B Center Anel Bloco C GR Jundiaí Bloco 100 GR Jundiaí Bloco 200 GR Jundiaí Bloco 300 Administrativo Stora Enso 2013 Pátio Malzoni Faria Lima 4.440 Venâncio Green Complexo WTJK Bloco E Complexo WTJK Bloco D GR Campinas 1 Galpão GR Campinas 1 Administrativo Garagem Urubupungá Administrativo Garagem Urubupungá Manutenção Goldman Sachs The One Centro Empresarial Senado SESC Sorocaba Venezuela 43 BD Retrofit SP Office Alstom Power Aerogeradores Centro Corpotativo Villa Lobos Fecomércio City Tower SAS São Paulo Office JK 1600 Alvino Slaviero Complexo WTJK Torre 3 Google SP Pátio Malzoni GR Campinas 2 Administrativo Edifício Cidade Jardim 2014 FL Corporate ABN AMRO B2W Sacadura Cabral Google SP 17th Pátio Malzoni Edifício Manchete BB Agência Messejana Museu de Arte do Rio Bunge Atrium Faria Lima Fase 2 Arena Pernambuco Estádio Maracanã EOSP Edifício Odebrecht SP FL 3500 Bunge Atrium Faria Lima Fase 1 Data Center Santander Administrativo Estádio Mineirão Shopping Jardim Guadalupe Parque Ana Costa Data Center Santander Sul Data Center Santander Norte Estádio Beira-Rio Green Towers Brasília Torre Sul Unilever CD Unilever Portaria Unilever Descaracterização Unilever Apoio Motorista Edifício Corporate Plaza Sky Corporate Vila Olímpia Corporate Torre A Vila Olímpia Corporate Torre B Edifício Neo Corporate Parque da Cidade Pré-certificação Olímpia R. Yazbek Paulista 2028 Praça Faria Lima 2015 Paulista Star
  • 52.
    52 jul/15 rev/gbc/br anuárioGBC 2015 Economia no consumo total de água nos 100 pro- jetos certificados (com exceção do LEED ND), em comparação a edificações convencionais: Nos dispositivos sanitários (torneiras, bacias sanitárias, mictórios e chuveiros): 12.700,91 m³/mês Equivalente a aproximadamente 5 piscinas olímpi- cas (cada piscina contém 25.000 m³) Equivalente a aproximadamente 500 caminhões- -pipa (cada caminhão contém 25 m³) Na irrigação do paisagismo: 61.218,34 m³/mês Equivalente a aproximadamente 24,5 piscinas olím- picas (cada piscina contém 25.000 m³ Equivalente a aproximadamente 2.450 caminhões- -pipa (cada caminhão contém 25 m³) Nos dispositivos sanitários e irrigação do paisagismo: 73.919,25 m³/mês Equivalente a aproximadamente 29,5 piscinas olím- picas (cada piscina contém 25.000 m³) Equivalente a aproximadamente 2.950 caminhões- -pipa (cada caminhão contém 25 m³) Economia no consumo de água potável nos 100 projetos certificados (com exceção do LEED ND), em comparação a edificações convencionais (com o uso de água não potável) Nos dispositivos sanitários (torneiras, bacias sanitárias, mictórios e chuveiros): 21.286,36 m³/mês Equivalente a aproximadamente 8,5 piscinas olímpi- cas (cada piscina contém 25.000 m³ Equivalente a aproximadamente 850 caminhões- -pipa (cada caminhão contém 25 m³) Na irrigação do paisagismo: 104.697,54 m³/mês Equivalente a aproximadamente 42 piscinas olímpi- cas (cada piscina contém 25.000 m³ Equivalente a aproximadamente 4.200 caminhões- -pipa (cada caminhão contém 25 m³) Nos dispositivos sanitários e irrigação do paisagismo: 125.983,90 m³/mês Equivalente a aproximadamente 50,5 piscinas olím- picas (cada piscina contém 25.000 m³) Equivalente a aproximadamente 5.050 caminhões- -pipa (cada caminhão contém 25 m³) Economia no consumo total de energia nos 100 projetos certificados (com exceção dos LEED ND, EB e CI), em comparação a edificações conven- cionais Economia: 11.191.794,78 kWh/mês Equivalente ao consumo de, aproximadamente, 44.770 residências de médio padrão Dados de resíduos sólidos dos 100 projetos certificados Mais de 511.145 m³ dos resíduos sólidos gerados nos canteiros dos 100 projetos certificados foram destinados para re- ciclagem ou reaproveitados na obra Equivalente a 76,5% do total de resíduos gerados nos 100 projetos certificados Equivalente a geração mensal de resíduos sólidos urbanos de um município com 730.200 habitantes (Ex: São Bernardo do Campo) CTE ECONOMIA das 100certificações* Dados de água, energia e resíduos sólidos dos 100 projetos certificados
  • 53.
  • 54.
    54 jul/15 rev/gbc/br anuárioGBC 2015 F undada em 1917, em Nova York, a Cushman & Wakefield é a maior empresa privada de serviços imobiliários comerciais do mundo, com aproximadamente 16 mil colaboradores e 250 es- critórios em 60 países. Na América do Sul possui escritórios no Brasil (sede da região), na Argentina, na Colômbia, no Peru e no Chile. A C&W oferece uma gama completa de serviços para todos os tipos de propriedade, incluindo consultoria Green Building: avalia- ções e rastreamento de baseline, soluções em operações e manutenção, ges- tão de energia, aquisição de produtos e serviços, Gestão de projetos, Serviços de transações e Certificado de construção, no qual inclui-se o LEED. Na opinião da arquiteta Eliza Mauro, Consultora de Sustentabilidade da C&W, o mais importante da certificação LEED é definir os parâmetros do que se- ria uma construção sustentável de forma global. “Esses parâmetros podem ser atendidos em qualquer parte do mundo. Aqui no Brasil, como em outros lugares, existe um trabalho de adequação para as peculiaridades locais, o que faz a certificação LEED ter mais sentido em diferentes realidades. Mas no final, o objetivo é sempre o mesmo: a definição de parâmetros sustentáveis que podem ser aplicados e comparados com projetos de qualquer lugar do planeta”, afirma. A C&W trabalha com consultoria de certificação LEED desde que o assunto começou a ser levantado no Brasil, em 2007. A empresa ainda é membro fundador do GBC Brasil, sendo uma das pioneiras no mercado brasileiro de consultoria de construção sustentável. Ainda segundo Eliza, um novo empreendimento que deseja a certificação LEED, deve ter seu projeto desenhado pensando na economia de energia, água e recursos. Os materiais aplicados devem apresentar características sustentáveis, como conteúdo reciclado, regional, rapidamente renovável e reuso Os projetos luminotécnico, de ar condicionado, automação, elétrica, hidráulica e arquitetura, devem exceder a eficiência definida pelas normas que o LEED se apoia. Devem também prezar a qualidade do ar interna no empre- endimento, além da etapa de construção que deve ser o menos impactante possível ao meio ambiente. Serviços Gestão de Contas Corporativas Locação de imóveis comerciais e industriais Avaliação Gerenciamento de Avaliação Avaliação de Negócios Continuidade de Negócios e Gerenciamento de Riscos Práticas de Incentivos de Negócios Gestão Financeira para Portfólios Imobiliários Corretagem-brokerage Gestão de Instalações Análise e Estudos Serviços Globais em Mercado de Varejo Soluções Globais para Cadeias de Suprimentos Green Building (Sustentabilidade e Certificações Ambientais) Consultoria em Serviços Industriais Investimentos Imobiliários Estruturação de Operações Imobiliárias Compra e venda de Imóveis Comerciais e Industriais Administração de Locações Comerciais Análise de Disputa & Suporte a Litígio Soluções em Plataformas para Escritórios Gestão e Avaliação de Portfólio Gestão de Projetos (Project Management) Gestão e Operação de Propriedades Imposto sobre Imóveis Consultoria de Imóveis de Varejo Imóveis de Varejo Investimentos - Vendas e Aquisições Estruturação Financeira Representação de Inquilinos Transações e Investimento Gestão de Negociações Comerciais Avaliação Para Relatório Financeiro Acesso a Mercados Mundiais Cushman & Wakefield 10 milhões de metros quadrados de propriedades com a certificação LEED
  • 55.
    revistagbcbrasil.com.br 55jul/15 anuário GBC2015 Sérgio Mendes Diretor de Sustainable Construction and Pro- ject Management da Cushman&Wakefield Quais as grandes questões do mercado de certificações? Sergio Mendes. O maior desafio atualmente no mercado de certificações sustentáveis é a falta de conhecimento, consciência e comprometimento dos envolvidos nos processos de certificações, o que limita o desempenho dos edifícios. Muitas ve- zes, os edifícios poderiam apresentar alta eficiência energética com a adoção de estratégias relativa- mente simples, como por exemplo, um desenho de arquitetura inteligente e robusto, que proponha soluções de sombreamento, combatendo a radia- ção solar, diminuindo significativamente sua carga térmica de resfriamento. No mercado brasileiro, ainda não se vê que a qualidade do produto final depende de uma atuação integrada de todos os envolvidos, e não de competências isoladas. Além disso, a consolidação das certificações ambien- tais na construção brasileira está mostrando que, diferentemente do que se falava há alguns anos, o valor da obra não é expressivamente maior em edifícios certificados. Podemos considerar que, o investimento médio adicional gira em torno dos 5%, podendo ser ainda menor se o desenvolvimento se- guir essa visão integrada. Como vocês veem isso no futuro? SM. A C&W vê isso como um desafio que deve ser enfrentado diariamente através da mudança de mentalidade e da visão integrada dos serviços e processos, o que não se muda de um dia para o outro. De uma forma geral, a tendência é a demanda para a certificação crescer, como já vem ocorrendo, uma vez que as discussões ambientais vem ficando cada vez mais frequentes e urgentes (vide a crise da água no país). As certificações tem o papel im- portante de comprovar e medir todas as estratégias aplicadas o empreendimento. Qual é o caminho do Brasil nesse mercado? SM. O Brasil está acompanhando o mercado mun- dial, apesar de ainda estarmos bem atrás. A mudan- ça de mentalidade ainda é uma dificuldade por aqui. A C&W foi pioneira na certificação LEED e hoje, é ENTREVISTA pioneira no desenvolvimento integrado de susten- tabilidade em todas as etapas dos processos de projeto, obra e operação no Brasil, o que torna o processo mais consistente, fluido e consequente- mente, mais sustentável. O que esperar daqui pra frente? SM. Daqui para frente a tendência é a promoção da discussão e informação do público interessado, seja dentro das empresas de projeto, construtoras, incorporadoras e proprietários. O mercado tenderá a valorizar mais iniciativas de gerenciamento inte- grado agregado a soluções ligadas à sustentabili- dade e eficiência energia e recursos naturais. Além disso, a adaptação do mercado brasileiro para as certificações, tanto a “tropicalização” do LEED quanto o crescimento, já evidente há um tempo, das certificações como AQUA e Procel. A tendên- cia também é, cada vez mais, o governo dar in- centivos e regras para os novos empreendimentos reduzirem o impacto das suas obras e operações. Imagem:DivulgaçãoCW
  • 56.
    56 jul/15 rev/gbc/br anuárioGBC 2015 Até o momento, a C&W já participou da certificação de 15 empreendimentos: Ed. Cidade Nova, 2008, RJ Torre Vargas, 2009, RJ Lab. Fleury Alphaville, 2010, SP Lab. Fleury Rochaverá, 2010, SP Curitiba Office Park, 2011, PR Magnetti Morelli, 2011, Hortolandia, SP Novo Auditório Odebrecht, 2011, BA New Hollande, 2012, Sorocaba, SP Shop. San Pelegrino, 2012, Caxias, RS Mariano Torres 729, 2013, PR Arena Fonte Nova, 2014, BA Philips Innovation, 2014, SP Ed. Pq. Cidade Corporate Brasilia, 2014, DF Ed. Cidade Nova III, 2015, RJECC Bayer, 2014, SP Imagens:PortfolioDivulgaçãoCW
  • 57.
    revistagbcbrasil.com.br 57jul/15 anuário GBC2015 Projeto reconhecido internacionalmente no The Americas Property Awards 2013-2014 foto: Luiz Machado Jardim Anália Franco, São Paulo RESIDENCIAL KATHERINE www.jjabrao.com.br | Rua Cantagalo, 256 - Tatuapé - São Paulo - SP | 11 2294 2052 | 11 2294 9141
  • 58.
    58 jul/15 rev/gbc/br anuárioGBC 2015 T ransformar a indústria da construção civil através de projetos sustentáveis de alto padrão, conforto, cus- to operacional reduzido, com pouco ou nenhum investimento adicional, são algumas das missões mais enraizadas no “DNA” da Petinelli Consultoria. A Petinelli, uma das principais empresas de consul- toria sustentável no Brasil, foi fundada em 2009 por Guido Petinelli, membro fundador do GBC Brasil e ex-Diretor de Desenvolvimento para o World GBC em parceria com Sandra Pinho Pinheiro, arquiteta e pioneira na aplicação do LEED no Brasil. Com escri- tórios localizado em Curitiba, Porto Alegre e Balne- ário Camboriú, a Petinelli tem grande força e credi- bilidade nos mais variados projetos da região sul do país. Criada exclusivamente para ser uma empresa de consultoria em sustentabilidade, a Petinelli incor- pora em todos os seus projetos os critérios e con- ceitos de construção sustentável, sempre visando eficiência energética ou certificação, sem exceção. Para garantir um projeto estruturado e bem pla- nejado, todos os serviços de engenharia são oferecidos a partir de um EVTE (Estudo de Viabi- lidade Técnica e Econômica), que se tornam fer- ramentas fundamentais na tomada de decisão, através de cenários de investimento x redução de custos x retorno financeiro. “Gostamos de dizer que fazer menos com menos é o que o merca- do já faz e fazer mais com mais, qualquer um faz. Mas fazer mais e melhor com menos, isso é o que a Petinelli faz. É como transformamos a indústria da construção civil: demonstrando que se existe e não custa mais caro, aqui no Brasil, então não só é possível, mas não tem por que fazer de outro jeito”, afirma Guido Petinelli, sócio- -fundador da Petinelli Consultoria. A busca pela transformação é meta fundamental para empresa, seguindo como valores principais a inovação, a qualidade e o atendimento, a Petinelli agrega, cada vez mais, credibilidade e confiança à sua marca diante do mercado e de seus clientes. Tais princípios são fundamentais para construção sustentável, através do desenvolvimento de no- vos produtos e práticas inovadoras, construindo de forma qualitativa e garantindo o envolvimento do cliente ao projeto por meio de um atendimento de qualidade. Alinhando estes conceitos de forma sinérgica é possível alcançar resultados com em- preendimentos competitivos e que superam as ex- pectativas do cliente. Para a empresa, demonstrar que “green building” é uma nova abordagem, um modo mais eficiente de conceber, projetar, construir e operar edifícios, e que todos estes processos não precisam custar mais caro, é buscar oportunidades e “trade offs” que resultam em grandes economias na operação com pouco ou nenhum investimento adicional da obra, é “fazer mais e melhor com menos”. “Isso exige uma quebra de paradigma junto a um segmento tradicionalmente resistente a mudanças. Para transformar o mercado, nada melhor do que fornecer exemplos reais, de edifícios brasileiros, que consomem 40 a 60% menos água e energia e não custaram um centavo a mais para construir. É isso que buscamos fazer todos os dias. Os resulta- dos falam por si só”, reforça Guido. Fazer mais e melhor com menos, esta é a maior missão da Petinelli Consultoria. Inovação, qualidade e atendimento, são valores seguidos à risca por uma empresa pioneira em um dos temas mais importante da atualidade. Em termos globais, edifícios são responsáveis por aproximadamente um terço do total da emissão de dióxido de carbono e por 40% do consumo de energia. Com base nesses dados é possível enten- der que o setor da construção civil, seus profissio- nais e suas empresas são fortes influenciadores e consequentemente responsáveis na busca de um planeta mais sustentável. Por este motivo que, para a Petinelli, é essencial investir em um progressivo desenvolvimento de práticas sustentáveis, pois o benefício econômico é tão real e importante quan- to, sendo determinante na viabilização dessas práticas. As premissas utilizadas para se atingir pa- drões de sustentabilidade são geralmente as mes- mas que proporcionam redução nos custos iniciais e operacionais do edifício, como por exemplo, a redução do consumo de energia e água. Projetos com certificação LEED Como líder do mercado em toda região sul do país, em termos de certificação LEED, a Petinelli é res- ponsável por mais de 150 projetos de consultoria desenvolvidos nos últimos cinco anos, que englo- bam engenharia e certificação. Especificamente, a empresa possui 10 projetos certificados, 80 em processo de certificação, além de 13 profissionais credenciados pelo LEED GA e AP. Os principais “cases” de empreendimentos certificados têm sido apresentados em inúmeras palestras para a inicia- tiva privada e pública e, além de incentivar o mer- cado à adoção dessas normas e novas práticas, promove a conscientização de que não precisa custar mais caro sua implementação. “Como arquiteta, é um orgulho ter sido precursora desse movimento em Curitiba, colaborando para que seja hoje a 3ª cidade em metros quadrados em certificação para uso corporativo/comercial no âmbito nacional. Pautar a vida profissional na ex- periência adquirida em 30 anos, mas em constan- te capacitação com uma nova geração, aberta a novos conceitos e tecnologias é fazer diferente, é
  • 59.
    revistagbcbrasil.com.br 59jul/15 anuário GBC2015 fazer a diferença. Como sócia e diretora da Petinelli, fazê­la crescer com inovação e qualidade para im- pulsionar o crescimento do mercado da construção a novas práticas e perceber o reconhecimento dos nossos clientes é ainda mais instigante! Vamos em frente!”, orgulha-se Sandra Pinho Pinheiro. Alguns dos projetos mais importantes desen- volvidos pela empresa são: • Colégio Positivo Internacional (LEED FOR SCHOOLS nível Gold ) • Coca-Cola FEMSA Maringá (LEED NC nível Gold) • Eurobusiness (LEED– em processo de certificação)Ecopark (LEED Ouro) • Loja C&A (LEED CI nível Certified) Dentre esses, existem os que se destacam de for- ma mais significativa, como é o caso dos empreen- dimentos Coca-Cola FEMSA Maringá e a Loja C&A, localizada em Porto Alegre. O projeto retrofit da Loja C&A, também conhecida como a primeira Loja Eco C&A do Brasil, possui imenso valor para a Petinelli. Se tratando do primei- ro projeto sustentável desenvolvido pela empresa a conquistar uma certificação o selo LEED Certi- fied, é motivo de orgulho para a empresa. A loja, certificada em 2013, contou com a experiência do escritório Marcelo Braga Arquitetura em projetos de interiores, e possui 6.500 metros quadrados distri- buídos em 5 pavimentos. Este empreendimento trata-se de um case de ex- trema importância por duas razões, primeiramente por demonstrar ser possível obter ganhos de efici- ência de um edifício existente e em operação por mais de 40 anos. A segunda razão é consequência da primeira. Como a loja passou por uma reforma, foi possível comparar os resultados antes e depois. O sistema BMS existente possibilitou verificar uma redução real de 35% no consumo de energia rela- tivo ao ar condicionado, iluminação e equipamen- tos. Desta forma, foi possível quantificar claramente os benefícios obtidos com a certificação. De acordo com o engenheiro responsável pela in- fraestrutura da rede C&A, Carlos Duarte, certificar a loja sem a necessidade de paralisação de suas ati- vidades durante um retrofit, exigiu um esforço extra de todos os envolvidos, mas os resultados obtidos e economia gerada compensou todo esse esforço, e foi além do esperado. Outro projeto de destaque, considerado o maior de todos os desafios da Petinelli, no que tange o consu- mo energético, foi a fábrica da Coca-Cola FEMSA – Maringá, construída em uma área de 33.390 metros quadrados, que conquistou com louvor a certifica- ção LEED NC Nível Gold para o edifício Portaria e Vestiário e o LEED LEED NC nível Silver para a fa- brica. Para um empreendimento industrial, onde as cargas de processo ou o consumo de energia pelos equipamentos industriais ultrapassam os 90% do consumo total do empreendimento, foi necessário um trabalho árduo a fim de comprovar e documen- tar as reduções de consumo de energia alcançadas através da incorporação de tecnologias ultramoder- nas adquiridas pela Coca-Cola. Foi necessário definir uma referência, um parâ- metro de comparação, para atender a certificação LEED. Deste modo, lançou-se mão de um recur- so denominado “Exceptional Calculation Method”, metodologia que definiu um benchmark para o pro- cesso industrial, baseado no volume produzido e energia consumida de outras três fábricas da mes- ma empresa, as quais já estavam entre as cinco mais eficientes do sistema Coca-Cola Brasil. Este projeto foi sem dúvida um caso de sucesso para a Petinelli, tendo como consequência a conquista das certificações LEED NC nos níveis Gold e Silver atribuído a um trabalho técnico completo e bem fundamentado, o que fez da Coca-Cola FEMSA Maringá a primeira unidade produtora de refrige- rantes certificada do Brasil. Para o diretor do Green Building Council Brasil, Fe- lipe Faria, a certificação da fábrica da Coca-Cola FEMSA Brasil em Maringá é mais um passo no movimento de empresas em busca da construção sustentável. "A unidade de Maringá tem sido refe- rência no segmento de sustentabilidade e o Green Building Council Brasil espera que outras lideran- ças sigam seu exemplo e exalta a capacidade dos profissionais envolvidos no projeto", declara o Dire- tor Executivo do GBC Brasil. A importância do Selo LEED Para a Petinelli, além da credibilidade que um empreendimento traz, diante de uma construção sustentável e inovadora, também serve como fer- ramenta de incentivo para que o mercado possa adotar melhores práticas, fornecendo um meca- nismo de medição e recompensa. A priori, a cer- tificação estabelece critérios técnicos objetivos e consistentes, que possibilitam avaliar e comparar o desempenho de edificações. Outras certificações Além da certificação LEED, a Petinelli Consultoria possui em seu acervo sustentável outras certifica- ções, como o Selo Azul da Caixa, AQUA e Procel Edifica, certificados tão importantes quando LEED no Brasil, porém o ponto forte da empresa é a uti- lização predominante da certificação concebida pelo GBC. Esta predominância se dá através da constante demanda de clientes que buscam como critério um selo com amplo reconhecimento inter- nacional baseado em normas adotadas também por vários outros países. +de 150 projetos de consultoria. Líder de mercado na região Sul: 10 certificados 80 em processo
  • 60.
    60 jul/15 rev/gbc/br anuárioGBC 2015 Um pouco da história dos idealizadores da Petinelli A sustentabilidade deixou de ser um conceito para se tornar uma realidade no mercado da construção civil. Por isso a Petinelli conta com a experiência de profissionais engajados e focados no que tange pensamento sustentável, projetos eficientes e de qualidade e principalmente qualidade de vida para seus clientes. Guido Petinelli atua na área de Desenvolvimento de Negócios, com ampla experiência nacional e inter- nacional, reunindo pessoas, organizações e recur- sos com o objetivo de impulsionar a indústria da construção civil em direção às práticas sustentá- veis. Membro fundador do conselho fiscal do GBC Brasil, Guido foi um dos primeiros profissionais brasileiros a obter a credencial LEED AP. Além do Brasil, atuou na certificação de edifícios no Canadá e Oriente Médio com desenvolvimento de diversos tipos de projetos. O de maior destaque, a primeira fase do Dubai World Trade Center, é um dos maio- res empreendimentos LEED do mundo com mais de um milhão de metros quadrados construídos. Como Diretor de Desenvolvimento para o Conselho Mundial de Construção Sustentável (WorldGBC) foi responsável pela expansão da rede de GBCs na América do Norte e Sul, Europa, Norte da África e Oriente Médio. Junto ao Conselho de Pesquisa do Canadá (NRC) desenvolveu materiais educativos sobre construções sustentáveis, certificação LEED, integração de sistemas e utilização de ferramentas de simulação de iluminação natural. Já integrou vários comitês diretivos e técnicos em diversas organizações voltadas ao tema sus- tentabilidade e é frequentemente convidado a compartilhar seu conhecimento e experiência em construção sustentável por meio de palestras e participações em eventos no Brasil e no exterior. Com mais de 30 anos de experiência, a arquiteta Sandra Pinho Pinheiro, sócia-diretora da Petinelli e Consultora em Construções Sustentáveis é res- ponsável por seguir o desenvolvimento do sistema ambiental LEED e tendências em sustentabilidade. Dada a sua expertise em saúde, é responsável pela coordenação de consultoria que envolve estabele- cimentos de saúde em todo Brasil. Junto ao GBC Brasil, atua no comitê de regionaliza- ção do Sistema LEED para o Brasil e no desenvolvi- mento de referenciais técnicos para casas e condo- mínios sustentáveis. É coordenadora do subcomitê que desenvolve o tema de Materiais. Sandra é arquiteta e urbanista formada pela Univer- sidade Federal do Paraná, aonde foi Professora de Projetos do Curso de Arquitetura e Urbanismo por dois anos. Atua ainda de forma voluntária em even- tos de acessibilidade e palestras em Congressos de Gerontologia. Sandra PinheiroGuido Petinelli
  • 61.
    revistagbcbrasil.com.br 61jul/15 anuário GBC2015 A pioneira em construção certificada tem muita história para contar. Agência do Banco REAL (atual Santander), em Cotia. Primeira Certificação LEED do Brasil, 2007 www.triemeconstrucao.com.br
  • 62.
    62 jul/15 rev/gbc/br anuárioGBC 2015 U ma das principais preocupa- ções, se não a principal, que se tem abordado com muita ênfase no Brasil, é a sustentabilidade. O tema gera discussões e estudos tanto nacionais e internacionais, dada à situação atual e real em que se encontra o planeta no tocante a assuntos relacionados com eficiência energética, conscientização do consumo de água potável, utilização de materiais e recursos sem a necessidade de impactar o meio ambien- te, além de outros inúmeros critérios, não menos importantes, que circundam o campo da susten- tabilidade. As empresas e corporações se adéquam cada vez mais a esta realidade. Com o planejamento de pro- jetos autossuficientes, em alguns quesitos, como geração de energia e captação e reaproveitamento de água dentre outras inovações e soluções reno- váveis que visam contribuir para a preservação do meio ambiente e qualidade de vida dos usuários, bem como a disseminação da responsabilidade social ambiental. Para que essas instituições atinjam alto desempe- nho no que tange aos critérios de sustentabilidade, existem algumas instituições que regulamentam os processos de construção, desde o planejamento do projeto até sua conclusão e, que garantem a real eficiência destes projetos e sinaliza através de certificações ligadas a cada critério exigido. Um dos processos de certificações pioneiros criados no país, voltado para sustentabilidade, é o Selo Azul da Caixa, projeto desenvolvido por equipe técnica especializada em processos sus- tentáveis da Caixa Econômica Federal, que traduz o compromisso da CAIXA com o meio ambiente, incorporando medidas concretas para financiar o desenvolvimento de cidades mais sustentáveis, investindo em construção de sistemas de água e esgoto, aterros sanitários, urbanização de favelas e habitações regulares. Criado em maio de 2010, o Selo Azul é o primeiro sistema de classificação da sustentabilidade de projetos originado no Brasil e que visa reconhecer e incentivar as boas práticas de sustentabilidade nos empreendimentos habitacionais financiados pela CAIXA. Desta forma, considerando sua lide- rança no mercado do financiamento habitacional do país, a iniciativa do Selo está alinhada à mis- são da Caixa em atuar na promoção da cidadania e do desenvolvimento sustentável do País, como instituição financeira, agente de políticas públicas e parceira estratégica do Estado brasileiro. “Com o Selo Casa Azul, a Caixa reconhece e incentiva as melhores práticas de sustentabilidade na Habita- ção que promovem a redução das despesas com a manutenção das moradias e beneficiam toda a sociedade.” Afirma Jean Rodrigues Benevides, Ge- rente Nacional de Meio Ambiente da Caixa. A metodologia de desenvolvimento do Selo, além de contar com uma equipe da Caixa com vasta experiência em projetos habitacionais e em gestão ambiental, é formada por um grupo multidisciplinar de professores da Escola Politécnica da Universi- dade de São Paulo, Universidade Federal de Santa Catarina e Universidade Estadual de Campinas, que integravam uma rede de pesquisa financiada Selo Azul da CAIXA: Promovendo cidadania e consciência social através da construção de um país sustentável Jean Rodrigues Benevides, Gerente Nacional de Meio Ambiente da Caixa Imagem:DivulgaçãoCaixa
  • 63.
    revistagbcbrasil.com.br 63jul/15 anuário GBC2015 pelo Finep/Habitare1 e pela Caixa, atuando como consultor e organizando Workshops com a partici- pação de entidades representativas do mercado. O Selo Azul da Caixa tem como principal objetivo incentivar o uso racional de recursos naturais na construção de empreendimentos habitacionais, reduzir o custo de manutenção dos edifícios e as despesas mensais de seus usuários, bem como promover a conscientização de empreendedores e moradores sobre as vantagens das construções sustentáveis. Desta forma, ele se aplica a todos os projetos apresentados à Caixa para financiamento ou programa de repasse por empresas privadas, poder público, empresas públicas de habitação, cooperativas, associações e entidades represen- tantes de movimentos sociais. Existem empreendi- mentos já certificados que são enquadrados nas seguintes modalidades: PAC, Programa Empresa da Construção (PEC), PEC SBPE, Pró-moradia Ur- banização de favelas, Alocação de recursos FGTS, Financiamento à Produção SBPE, Imóvel na Planta SBPE e Minha Casa, Minha Vida. Um dos empreendimentos de maior destaque que conquistou a certificação foram os Condomínios “E” e “G” do Complexo Paraisópolis. Paraisópolis é considerada a segunda maior favela da cidade de São Paulo, com cerca de 60.000 moradores em uma área de pouco mais de 1.000.000 metros qua- drados. Estes dois Condomínios compreendem 171 unidades habitacionais. O projeto foi desenvol- vido pelo escritório Elito Arquitetos e a construção esteve a cargo do Consórcio formado pelas em- presas Carioca Christiani-Nielsen Engenharia S.A e Delta Construções S.A. Com o apoio técnico da Imagens©AntonioMilena
  • 64.
    64 jul/15 rev/gbc/br anuárioGBC 2015 Na gestão da água, o Selo visa controlar o con- sumo de cada família por meio de medição indi- vidualizada, busca a redução do consumo por meio de dispositivos que consomem menos água e reutilização de águas pluviais, bem como esti- mula a recarga do lençol freático e a redução das enchentes por meio da permeabilidade do solo e caixas de retenção. Porém, as práticas do Selo não poderiam ter efetivos resultados positivos sem a conscientização dos atores envolvidos, desde os empregados da obra até os moradores das comu- nidades que, por meio de ações educativas, são preparados para lidar de forma correta com todos os itens previstos em projeto, assim como são es- timulados a dar continuidade às ações, como no caso da coleta seletiva, geração de renda, uso de transporte alternativo, manutenção do paisagismo, dentre outros. De modo geral, a certificação Selo Azul da Caixa, busca reconhecer projetos de empreendimentos com potencial que demonstrem suas contribuições para a redução de impactos ambientais, aprovei- tando ao máximo as condições bioclimáticas e ge- ográficas locais, estimulando o uso de construções com baixo impacto ao meio ambiente, garantindo a existência de áreas permeáveis e arborizadas, e adotando técnicas de sistemas que contribuem para o uso eficiente de água e energia e gestão de resíduos. Para tanto, é necessário que o empreendimento se enquadre aos 53 critérios vinculados aos seguintes temas: Qualidade urbana; Projeto e Conforto; Efici- ência Energética; Conservação de Recursos Mate- riais; Gestão de Água e Práticas Sociais. Classificação do Projeto A certificação Selo Azul da Caixa possui 3 classifi- cações que são definidas da seguinte forma: • Selo Ouro: Caso o projeto atinja 19 crité- rios obrigatórios mais 12 facultativos de livre escolha. • Selo Prata: Caso o projeto atinja 19 cri- térios obrigatórios mais 6 facultativos de livre escolha. • Selo Bronze: Caso o projeto atinja 19 cri- térios obrigatórios. Obtenção do Selo Para concessão do Selo, a Caixa consiste em ve- rificar a durante a análise de viabilidade técnica do empreendimento, os cumprimentos aos critérios estabelecidos para obtenção da certificação, que estimula a adoção de práticas voltadas à sustenta- bilidade dos empreendimentos habitacionais, onde a habitação também deve ser duradoura, além de adaptar-se às necessidades atuais e futuras de seus moradores, criando desta forma um ambiente confortável e saudável que contribui para a saúde e o bem-estar da sociedade. Para obtenção do Selo é necessário que o proponente manifeste o inte- resse de adesão ao Selo Azul da Caixa, apresente a documentação completa do projeto com todas as informações técnicas do empreendimento refe- rentes aos critérios exigidos pela certificação. Caso haja necessidade, a Caixa poderá solicitar docu- mentações complementares do projeto para que seja concluída a análise de certificação. A partir daí o responsável pela obra deverá atender todos os itens previamente mencionados no projeto e, infor- mar previamente à Caixa, qualquer alteração que houver no projeto originalmente apresentado. TR Ductor e da Arcadis Logos, foi elaborado o pla- nejamento para difusão dos conceitos de susten- tabilidade relativos aos procedimentos necessários para a obtenção do selo socioambiental e na ca- pacitação das equipes envolvidas da projetista e da construtora. A certificação pioneira na área de habitação popular foi entregue pela Caixa em sole- nidade no último mês de junho de 2015. “O diferencial destes empreendimentos foi o tra- balho social que já era amplamente desenvolvido pela SEHAB-PMSP na comunidade, resultando no atendimento de todos os critérios da categoria prá- ticas sociais que inclui a educação ambiental dos empregados e moradores, participação da comu- nidade no desenvolvimento do projeto, inclusão de trabalhadores locais na construção contribuindo para seu desenvolvimento e capacitação profis- sional, além das ações para mitigação de riscos sociais, incluindo aquelas voltadas à geração de emprego e renda”, afirma Amilton Degani, enge- nheiro da TR Ductor responsável pelo projeto do Complexo Paraisópolis. Na construção, o Selo busca reduzir o volume de resíduos gerados pela obra, reduzir a quantidade de materiais utilizados, assim como utilizar produ- tos de melhor qualidade e certificados. Os impac- tos positivos ao meio ambiente ficam evidentes em cada indicador do Selo que procura minimizar a expansão urbana por meio de incentivos da ocu- pação de áreas dotadas de infraestrutura; propor- cionar a redução do consumo de energia por meio do projeto com melhor desempenho térmico, uso de dispositivos que proporcionam economia de energia e uso de fontes de alternativas de energia. Amilton Degani, TR Ductor ©Divulgação
  • 65.
    revistagbcbrasil.com.br 65jul/15 anuário GBC2015 TRANSFORMANDO PAISAGENS, CONSTRUINDO SONHOS DE FORMA SUSTENTÁVEL Mais de 55 anos de experiência em serviços de engenharia e desenvolvimento de negócios imobiliários www.omarmaksoud.com.br Infinity Tower Itaim, São Paulo-SP LEED Core & Shell, 2012 Sede Raizen Cosan Piracicaba-SP LEED Core & Shell, 2012 HL Faria Lima Itaim, São Paulo-SP LEED Core & Shell, 2015 SESC Sorocaba Sorocaba-SP LEED New Construction, 2013
  • 66.
    66 jul/15 rev/gbc/br anuárioGBC 2015 2 15 ANUÁRIO CERTIFICAÇÕES CASESHISTÓRICOS AGÊNCIA SANTANDER EDIFÍCIO CIDADE NOVA ROCHAVERÁ ELDORADO VENTURA TOWERS WT NAÇÕES UNIDAS MC DONALDS RIVIERA CENTRO CULTURAL MAX FEFFER PAVILHÃO VICKY E JOSEPH SAFRA INTERFACE FLOOR FÁBRICA MATTE LEÃO MC DONALDS UNIVERSITY VIVO TELEFONICA DATACENTER GARAGEM URUBUPUNGÁ CENTRO EMPRESARIAL SENADO SESC SOROCABA 66 jul/15 rev/gbc/br anuário GBC 2015
  • 67.
    revistagbcbrasil.com.br 67jul/15 anuário GBC2015 ILHA PURA PAÇO DAS ÁGUAS PROLOGIS CCP CAJAMAR FÁBRICA COCA COLA FEMSA CTC SANTANDER PARQUE ANA COSTA PROLOGIS CCP JUNDIAÍ CEO ECOPARK PARQUE DA CIDADE FL CORPORATE COLÉGIO POSITIVO MORUMBI CORPORATE SKY CORPORATE NEO CORPORATE CYK MINEIRÃO ECB BAYER VILLA MARESIAS POSTO ECOEFICIENTE IPIRANGA CASESDESTAQUE2014 revistagbcbrasil.com.br 67jul/15 anuário GBC 2015
  • 68.
    68 jul/15 rev/gbc/br anuárioGBC 2015 A fundação do GBC Brasil, bem como a conquista das primeiras certifica- ções LEED no país, propiciaram a união de grandes empresas, de diver- sos segmentos da construção civil, que passaram a atuar em conjunto, independente das suas diferenças competitivas, em prol de um objetivo comum. A elevação da capacidade técnica dos profissionais e empresas associadas, o planejamento e a gestão da organização, e o momento do mercado na época da fundação do conselho foram alguns dos postos- -chaves que permitiram que a certificação LEED pudesse crescer de forma célere no Brasil. Em 2007, ano de fundação, as primeiras edificações recebiam a certificação, sendo a pioneira delas, que abriu caminho para o movimento green building no país, uma agência do Banco Santander situada em Cotia, município da região metropolitana de São Paulo. Em seguida, o laboratório Delboni Auriemo, na capital paulista, também conquistou a certificação. Ambos projetos obtiveram a certificação LEED NC nível Silver e, na sequência, o banco Morgan Stan- ley alcançou a certificação LEED CI nível Silver. GBC celebra 8 anos de atuação no país e tra- ta das conquistas e desafios do setor Fotografia oficial do 1o Conselho Deliberativo do GBC Brasil Data: Quinta-feira, 18 de junho de 2009 Local: sede Cushman & Wakefield São Paulo - Brasil Panorama da certificação verde em terras brasileiras Fazendo História 68 jul/15 rev/gbc/br anuário GBC 2015
  • 69.
    revistagbcbrasil.com.br 69jul/15 anuário GBC2015 Essas primeiras conquistas fazem parte do proces- so de gestação e formação do GBC, que envolveu 31 empresas e fundadores estatutários como Thas- sanee Wanick e José Moulin Netto; pessoas físicas como Guido Petinelli, Roberto Teitelroit e Luciana Rossi; o fundador honorário professor José Gol- denberg, além do professor Siegbert Zanettini, que foi o responsável por encabeçar o Programa Na- cional de Educação do Conselho. Todas as institui- ções presentes na fundação do GBC eram repre- sentadas por seus diretores. “A partir de estudos de mercado e conhecimento de tendências, este grupo foi responsável por definir a promoção da certificação internacional LEED como sendo uma das áreas de atuação do GBC Brasil”, relembra Ce- zar Velazquez, Gerente Financeiro e Administrativo do Conselho. Felipe Faria, Diretor Executivo do GBC Brasil, iden- tifica na força da rede um dos motivos de sucesso da instituição do país: “A principal justificativa para o crescimento contínuo do Green Building Council Brasil é a disponibilidade de angariar apoio irrestri- to dos voluntários das empresas membros asso- ciadas e fundadoras, além do suporte de associa- ções, instituições e ONGs. A equipe executiva de profissionais altamente dedicados e capacitados, ao longo de 8 anos de atividade, fazem parte da nossa história”. Nesta caminhada, muitos foram os desafios. A falta de informação é um dos principais problemas en- frentados pelo GBC na transformação do mercado em direção à sustentabilidade. Felipe Faria aponta que os profissionais da construção civil desconhe- ciam a verdadeira relação custo-benefício e dados relacionados ao impacto de suas atividades ao meio ambiente. De acordo com pesquisa realizada pelo World Business Council for Sustainable Deve- lopment (WBCSD) em 2008, na qual profissionais do setor foram questionados sobre o nível de con- tribuição da construção civil com as emissões de CO2 no mundo, foi constatado que as emissões globais provenientes do setor da construção che- gam a 19%, enquanto os profissionais acreditam que esse impacto seja bem menor. Outra barreira é a falta de comunicação entre os diversos profissionais responsáveis pela concep- ção, construção e operação das edificações. “A experiência demonstra que esta situação inibe o desenvolvimento de projeto e construção de espa- ços de forma integrada onde os investimentos em eficiência, qualidade e mitigação de impactos são maximizados”, critica Faria, que também destaca a visão imediatista do setor e a falta de planejamento de modelos de negócios como entraves à amplia- ção das construções sustentáveis no país. No entanto, todas as dificuldades não impediram o Conselho de investir na área e apoiar iniciativas de sucesso que hoje contribuem para ampliar a atuação do GBC em todo o país. Um exemplo de retorno do investimento, dentre os diversos cases, é a fábrica da Coca-Cola na cidade de Maringá, no Paraná, que obteve a certificação LEED NC nível Gold (edifícios de portaria e vestiário) e LEED NC nível Silver (fábrica). “O empreendimento obteve uma economia anual estimada de 5.400.000 kWh, devido à melhoria em eficiência energética, repre- sentando o equivalente a R$ 1.080.000,00 a menos na conta anual de energia”, celebra o diretor. A fim de buscar soluções para esses desafios iden- tificados, o GBC Brasil investe em comunicação Felipe Faria, Diretor Executivo do GBC Brasil Cezar Velazquez, Gerente Financeiro e Admi- nistrativo do Conselho 2007 2008 2009 2010 2011 2012 2013 2014 2015 1000 900 800 700 600 500 400 300 200 100 0 997 252 48 1 Projetos LEED Regitrados Projetos LEED Certificados até jul/15
  • 70.
    70 jul/15 rev/gbc/br anuárioGBC 2015 Guilherme Del Nero, Coordenador de Comu- nicação e Marketing do GBC Brasil Para medir a importância dessas realizações, em 2013, a consultoria Ernst & Young realizou estudo analisando o impacto das edificações que buscam a certificação LEED no PIB Nacional da Construção Civil e o resultado é que esse tipo de investimento representa 10.5% do Produto Interno Bruto no se- tor. A tendência do movimento é avançar para o maior volume construtivo do país em casas e edifi- cações residenciais. Lares mais sustentáveis Com o intuito de fornecer ferramentas necessárias para projetar, construir e operar residências e edi- fícios residenciais que possuam alto desempenho e práticas sustentáveis, o Green Building Council Brasil criou o Referencial GBC Brasil Casa®, que aborda e avalia diferentes questões de sustentabi- lidade em projetos de residências. Foi com a ajuda voluntária de mais de 200 profissionais do setor que esta iniciativa se tornou realidade. A organiza- ção dos comitês técnicos teve início em meados de 2011, com a criação de grupos de discussões, que abordavam as distintas áreas de sustentabilidade de uma construção. Em 2007, a pio- neira, agência do Banco Santander, em Cotia - SP 2007 Edifício Cidade Nova – Bracor - Primeira certifi- cação no Rio de Janeiro, edifício ocupado pela Petrobras 2008 Rochavera Corporate Towers - Torre B Empreendimento ícone do movimento da cons- trução sustentável 2009 McDonalds - Riviera São Lourenço Primeiro restau- -rante certificado no Brasil Eldorado Business Tower, primeiro Platinum do Brasil para conscientizar o consumidor de edificações sobre o custo considerando o ciclo de vida do em- preendimento. O objetivo é formar um consumidor exigente, mas também consciente no momento da escolha e compra do imóvel inserindo os custos operacionais na sua decisão de compra. “Sempre buscamos exaurir os meios para disseminar a in- formação, novas tecnologias e cases de sucesso. Com isso, há crescente procura por nossas fer- ramentas de comunicação pelos profissionais do setor”, completa Guilherme Del Nero, Coordenador de Comunicação e Marketing do GBC Brasil. Um ponto crucial na história do GBC Brasil se dá em 2011, quando houve aumento relevante de projetos registrados: 192, mais do que o dobro do que o Conselho vinha acompanhando em cada ano anterior. Um dos fatores que justificaram este avanço foi o aquecimento do mercado imobiliário no período e o boom de lançamentos de lajes cor- porativas, segmento em que a certificação interna- cional LEED tornou-se padrão para todos os novos empreendimentos, bem como para projetos de re- forma de edificações existentes. Esta tipologia des- ponta como a principal demanda pela certificação internacional LEED e, atualmente, a certificação já acompanha o fluxo de lançamento de edificações comerciais corporativos, ou seja, havendo lança- mento, há projeto registrado. Crescimento anual da Certificação LEED A certificação LEED não se restringe às edificações comerciais. Há grande diversidade de edificações registradas e certificadas e a multiplicidade de ti- pologias aumenta rapidamente. Destacam-se as plantas industriais, centros de logística, data cen- ters, lojas de varejo e instalações esportivas, ten- do em vista o envolvimento do GBC Brasil com a Copa do Mundo realizada no Brasil em 2014 e os Jogos Olímpicos de 2016, no Rio de Janeiro. Mu- seus, instituições de ensino, unidades de saúde, bibliotecas, agências bancárias, supermercados, shoppings center e planejamento urbano integra- do também foram empreendimentos certificados recentemente e que comprovam a expansão da conscientização do mercado e a busca pelo aper- feiçoamento com foco em eficiência.
  • 71.
    revistagbcbrasil.com.br 71jul/15 anuário GBC2015 Maria Carolina Fujihara, Coordenadora Téc- nica do GBC Brasil A fase piloto consistiu em avaliar, na prática, toda a teoria desenvolvida, por meio do acompanhamen- to da construção de nove casas. Foram inscritos mais de 30 projetos em apenas um mês. Os pa- râmetros de escolha dos projetos pilotos variaram entre suas localizações em diferentes regiões do Brasil, climas distintos, diferentes tipologias cons- trutivas, padrões econômicos e padrões construti- vos. Dois projetos do Referencial Casa® já foram certificados: o Apartamento Sustentável e a Vila Maresias. Atualmente, 10 projetos estão em pro- cesso de Certificação, e sete dos projetos pilotos ainda serão certificados. O Referencial Casa® está aberto para inscrições de qualquer residência que queira certificar seu projeto sob os parâmetros de sustentabilidade definidos. O ano de 2104 marcou a abertura da fase piloto para condomínios residenciais verticais e horizon- tais pelo Referencial Casa®, a partir da adaptação das diretrizes criadas para residências e aplicadas em condomínios considerados sustentáveis. Há dois projetos pilotos em andamento, com tendên- cia de exploração do tema, principalmente para a massa de condomínios já construída que investe Pao de Açúcar Primeiro supermerca- do certificado Centro de Cultura Max Feffer - Uso da madeira e emprego da ventilação natural. 2010 Sede GBC Brasil Pavilhão Vicky e Joseph Safra, referência nacional em complexo hospitalar em grandes reformas. Com as recentes preocupa- ções com o consumo de água e energia no país, o assunto se torna latente nas discussões interpes- soais e cada vez mais aplicável no dia-a-dia das pessoas. Outro foco importante desta adaptação é a criação de diretrizes específicas para condomí- nios de baixa renda e financiados por programas públicos, como o “Minha Casa, Minha Vida”. Diante deste cenário, Maria Carolina Fujihara, Coordenadora Técnica do GBC Brasil, destaca a aplicabilidade das iniciativas para residências. Ela explica que a certificação criada é efetiva, com cri- térios abrangentes, que tem referências nacionais e internacionais, utilizando como base as normas brasileiras: “Um dos focos principais é levar os melhores conceitos de sustentabilidade para a grande massa da população, para que possam ter cada vez mais conhecimento e visão crítica sobre o assunto, ao comprar ou reformar sua residência”, completa. Apoio governamental é funda- mental para o avanço Em qualquer lugar no mundo, o poder de compra do Governo, no sentido de direcionar a econo- mia, é muito impactante e no Brasil não é diferen- te. Cerca de 17% dos negócios que movimentam a economia do país são compras públicas. Neste sentido, o Programa Compras Públicas Sustentá- veis é um dos mecanismos mais relevantes para acelerar a transformação com foco em sustenta- bilidade. A chamada “licitação verde” no Brasil é possível e encontra textos legislativos permissi- vos ou impositivos para que estes preceitos se- jam classificados como exigências. Uma das áreas de atuação do Green Building Council Brasil é Relações Institucionais e Gover- namentais, justamente pelo entendimento de que o movimento de transformação do mercado da construção civil em direção à sustentabilidade possui o ente público como o principal stakehol- der para acelerar este processo. Desde sua fun- dação, em 2007, o GBC iniciou diálogo com o Poder Público sobre a possibilidade de certificar
  • 72.
    72 jul/15 rev/gbc/br anuárioGBC 2015 Maíra Macedo, coordenadora de Relações Institucionais e Governamentais, GBC Brasil 2011 2012 CYK - Primeiro LEED EBOM no Brasil Starbucks Rio Sul - 1° empre- endimento certificado LEED Retail e o primeiro empre- endimento certificado do Starbucks INTERFACE FLORCD Procter and Gamble - Itatiaia Fábrica Matte Leão, em Curitiba, primeira indústria certificada obras públicas. Dentre as ações mais importantes de colaboração está o convite do Comitê de Candi- datura dos Jogos Olímpicos de 2016 para coope- rar na elaboração dos critérios de sustentabilidade que estão guiando a construção das instalações responsáveis por sediar os Jogos Olímpicos de 2016. O diretor Felipe Faria identifica que houve signifi- cativos avanços nas legislações relacionadas ao processo licitatório e à adoção de práticas de cons- trução sustentável nos últimos anos, como o cres- cimento da adoção da certificação internacional pela iniciativa privada e a certificação dos primeiros prédios públicos, como a sede da Prefeitura de Itu, em São Paulo, a Escola Estadual Erich Walter Hei- ne, em Santa Cruz, no Rio de Janeiro, e a biblioteca pública Parque Estadual, também no Rio. “Um dos mecanismos de mercado utilizados na iniciativa de certificação dos estádios da Copa do Mundo, por exemplo, foi a linha de financiamento do BNDES, Pro Copa Arena, que elencava a certificação da edificação por uma ferramenta de green building como item mandatório”. Maíra Macedo, coordenadora de Relações Institu- cionais e Governamentais do GBC Brasil, reforça que alguns municípios se destacam pela experi- ência em construção sustentável ou planejamento urbano integrado. No Rio de Janeiro, há um pro- grama de resiliência e políticas públicas de incen- tivo. São Paulo tem a quota ambiental prevista na nova lei de zoneamento, além do IPTU verde. A implementação das coberturas verdes em Reci- fe e a cidade de Curitiba com o IPTU verde, são outros dois importantes exemplos. “Mas entendo que ainda faltam ações relevantes em matéria de transformação das instalações públicas municipais em edificações verdes”, opina. Na visão de Felipe Faria, um dos cases de suces- so altamente relevante para o atual momento são os projetos de retrofit em água, realizados em par- ceria com Prefeituras ou Secretarias e empresas especializadas em soluções para uso eficiente da água. “Destaco o retrofit realizado pela Docol em 50 escolas públicas do Estado de São Paulo e a SABESP, onde a instalação de metais (torneiras) anti vandalismo, com fluxo de água controlado e controladores de vazão reduziu em 40% o consu- mo destas escolas, certo que o investimento de R$800.000,00 obteve o pay back de 4 meses”. Segundo ele, esses são projetos que evidenciam a oportunidade de adequarmos as edificações existentes, e ao mesmo tempo expõem o quanto somos ineficientes e desperdiçamos nossos recur- sos naturais. Educar para ampliar Considerando que a falta de mão de obra espe- cializada para a construção civil sustentável é um entrave à ampliação do setor no Brasil, uma das áreas de atuação do GBC Brasil é a Educação. “Acreditamos que o conhecimento é a chave para o aperfeiçoamento, atualização e formação do profissional, bem como das empresas”, defende Felipe Faria. O Conselho oferece capacitação pro- fissional por meio do Programa Nacional de Educa- ção, que já conta com a participação de mais de 70 mil profissionais de todo Brasil. Há oferta de cursos presenciais e in company, dentre eles, treinamen- tos voltados para projetos integrados, paisagismo sustentável, Referencial GBC Brasil Casa®, uso de materiais sustentáveis, energias renováveis,
  • 73.
    revistagbcbrasil.com.br 73jul/15 anuário GBC2015 Bruno Justo, Coordenador Operacional do GBC Brasil. Agatha Carvalho, arquiteta do departamen- to técnico do GBC Brasil. Thaís Giovana Lopes, assistente administra- tiva do GBC Brasil 2013 VIVO Datacenter Tambore 1° Datacenter do Brasil San Pelegrino Shopping Mall 1° Shopping certificado no Brasil WTorre JK - Torre II Loja C&A Primeira Loja Varejo Garagem Urubupunga Centésimo projeto Certificado simulação computacional energética EnergyPlus, análise de ciclo de vida e declaração ambiental de produtos, e outros. Atualmente, existem mais de 271 profissionais credenciados LEED que operam no Brasil nos setores de arquitetura, consultoria, construção e paisagismo. São profissionais treinados e com vasto conhecimento no processo da certificação. “Em 2015, iremos capacitar cerca de 1.500 profis- sionais que atuam ou buscam se engajar no se- tor da construção sustentável. O crescimento do Programa Nacional de Educação do GBC Brasil deve-se à melhoria em nossos processos internos, contratação de professores qualificados com lar- ga experiência no mercado, mesclando conteúdo prático e teórico. Não à toa, o nível de satisfação dos participantes é de 98%”, analisa Bruno Justo, Coordenador Operacional, GBC Brasil. O treinamento é também uma oportunidade para os que pretendem se destacar no mercado: devido ao aumento exponencial do número de projetos re- gistrados, há um vasto campo para os profissionais que queiram trabalhar com a Certificação LEED. O retorno em satisfação pode ser comprovado também na relação dos colaboradores do GBC com a própria empresa: “Entrei no GBC Brasil como estagiária e quando me formei em Arquitetu- ra fui efetivada. Foram diversos desafios, conquis- tas, superações e amadurecimento. Fazer parte da equipe do GBC Brasil é um eterno aprendizado e um crescimento sem fim. As diversas áreas de atu- ação e a busca constante pela disseminação de práticas que promovem um mundo melhor fazem desta organização uma inspiração”, declara Aga- tha Carvalho, arquiteta do departamento técnico do GBC Brasil. Sua fala é corroborada por Thaís Giovana Lopes, assistente administrativa, que acredita que traba- lhar no GBC Brasil é uma oportunidade única: “O conhecimento adquirido está nas diversas experi- ências que nos são proporcionadas, exigindo de- senvolvimento interdisciplinar, tanto na vida profis- sional, quanto na vida pessoal”, relata. Perspectivas positivas para o mercado brasileiro Em julho de 2015, o US Green Building Council (USGBC) anunciou que o Brasil ocupa a quarta posição no segundo ranking anual do USGBC dos Top 10 Países da Certificação LEED, que contem- pla mais de 150 países. O Brasil é um dos três pa- íses do BRIC a integrar essa lista e o vasto merca- do nacional em ascensão no segmento de green building demonstra que somos também uma das potências econômicas emergentes mais importan- tes da comunidade internacional. Essa posição do Brasil como um país na vanguarda do movimento de sustentabilidade tem o potencial de provocar o crescimento no mercado do LEED para as Améri- cas do Sul e Central, devido à referência nacional como modelo econômico e político regional para os países vizinhos. "Pela manutenção de uma forte posição de lideran- ça nos movimentos de green buildings e sustenta- bilidade ambiental baseados no uso generalizado do LEED, o Brasil está demonstrando ao mundo
  • 74.
    74 jul/15 rev/gbc/br anuárioGBC 2015 2013 2014 Paco Municipal de Itu Arena Castelão foi o primeiro estádio a receber a Certificação Ambiental LEED. Primeiro LEED ND, Ilha Pura SESC Sorocaba 1º SESC Certificado 1º certificação com equivalência LEED+Procel Edifica Posto Ecoeficiente Ipiranga 2015 que é possível buscar crescimento e desenvolvi- mento econômico sem sacrificar o compromisso de proteger o nosso planeta", disse Rick Fedrizzi , CEO e presidente fundador do USGBC". Sendo uma das potências econômicas do novo século em as- censão, o movimento da sustentabilidade brasileira está ajudando a traçar um novo caminho, mais justo e responsável para o progresso econômico e social. "O que nos torna ainda mais orgulhosos e otimistas é a diversidade de tipologias em nosso país. São edifícios comerciais, plantas industriais, data cen- ters, armazéns, shopping centers, lojas, escolas, edifícios públicos, bibliotecas, museus, centros es- portivos, projetos de bairros, edifícios residenciais, edificações existentes... Diferentes stakeholders, Associações, Instituições e ONGs estão envolvidas colaborativamente, criando um grande exército de promoção às práticas de green building. Esta base robusta de projetos realizados que abrange diferentes setores, somado com esta atmosfera colaborativa positiva irá acelerar exponencialmente a transformação que deve ser feita", disse Felipe Faria, Diretor Executivo, GBC Brasil. Um dos desafios do movimento de green building com foco em certificação de edificações é garantir o desempenho eficiente durante toda a operação desta edificação, independentemente da mudança de ocupação, troca de empresa responsável pelo facility, entre outras situações que podem acarretar na diminuição do desempenho dos green buildin- gs. Sendo assim, a nova ferramenta de certificação LEED v4 possui créditos específicos relacionados a sistemas de medição e verificação do consumo das edificações em fase de operação, bem como cria a instituto da re-certificação para qualquer fer- ramenta LEED, não estando mais restrita às edifi- cações que conquistaram o LEED EBOM. Outra iniciativa que causará impactos positivos é o LEED Dynamic Plaque, ferramenta de monito- ramento de consumo em tempo real, e compar- tilhamento de informações sobre o uso de água, energia, satisfação dos ocupantes, transporte e resíduos. Considerando o feedback dos usuários da edificação, vai permitir maior assertividade aos responsáveis no sentido de prover melhorias com foco na manutenção da contínua eficiência e ga- nhos em bem estar e qualidade de vida. O GBC Brasil também inicia sua atuação com projetos sociais de alta relevância relacionados a conscientização e educação com foco em cons- trução sustentável. O primeiro “Projeto Legado” foi lançado em parceria com o Instituto Ellos e o Instituto Favela da Paz, que promove relevantes ações de cul- tura de paz na comunidade Jardim Nakamura, zona sul de São Paulo. Dentre as atividades, há promoção e implantação de técnicas de construção sustentável como ventilação natural, aquecedor solar, captação de águas pluviais, reuso de materiais e tratamento do resíduo orgânico para a produção de biogás. “Saúde, bem-estar e produtividade passam a ser conceitos chaves ao movimento de green buil- ding”, aponta Felipe Faria. Além de uma pesquisa sobre o tema, realizada em parceria com o Instituto de Pesquisa Tecnológicas (IPT) da Universidade de São Paulo (USP), o GBC Brasil promoverá a certificação WELL Building Standard, administrada pelo International WELL Building Institute (IWBI). “A Certificação WELL é um sistema para mensurar, monitorar e certificar o espaço construído e avaliar o seu impacto para a saúde humana e o bem-estar, através da análise dos fatores ar, água, nutrição, iluminação, atividades físicas, conforto térmico e mente”, conclui o diretor.
  • 75.
  • 76.
    76 jul/15 rev/gbc/br anuárioGBC 2015 A Copa do Mundo de 2014 trouxe para o Brasil uma premissa fun- damental no que tange à sus- tentabilidade. Em um país mun- dialmente considerado detentor de um povo apaixonado pelo esporte, principalmente pelo fu- tebol, a preocupação em disseminar os princípios sustentáveis corroborou para que a construção e reformas dos estádios que sediaram a Copa do Mundo fossem realizadas de acordo com proces- sos que reduzem, de forma significativa, os impac- tos sócio ambientais e auxiliam na diminuição de utilização de recursos naturais. O Brasil desponta em segundo lugar no ranking mundial com estádios certificados pelo LEED.. Atu- almente, o país possui 8 estádios certificados que sediaram a Copa do Mundo. “Foi a primeira Copa do Mundo FIFA com estádios certificados LEED, ferramenta destacada por mensurar práticas de construção sustentável desde a fase de concep- ção de projeto, construção e início de operações”, afirma Felipe Faria, Diretor do GBC Brasil. Entre os estádios certificados da Copa no Brasil, está o Maracanã, construído originalmente para abrigar a Copa do Mundo da FIFA em 1950, que através de um processo de retrofit, recebeu a cer- tificação LEED NC Prata e, mais uma vez, teve a função de anfitrião dos jogos da Copa de 2014. Além disso, o espaço esportivo será utilizado para cerimônias de abertura e fechamento dos Jogos Olímpicos de 2016, bem como grandes eventos esportivos. Além dos estádios certificados para Copa, o país possui mais dois complexos esportivos que con- quistaram a certificação como, o Estádio Olímpico (do Grêmio) e o Centro de Desenvolvimento Espor- tivo em Osasco, o que contribuiu para que o país ocupasse o segundo lugar no mundo em certifica- ções desse tipo. “Os resultados ultrapassam os benefícios diretos com redução do consumo de recursos naturais, mitigação dos impactos sócio ambientais e ga- nhos econômicos na operação dos estádios. Esta iniciativa orquestrada entre todos os profissionais responsáveis pelo projeto e construção dos está- dios, auxiliam a enfatizar o movimento de constru- ção sustentável no setor de obras de infraestru- tura, influenciam políticas públicas de fomento a construção sustentável, elevam o padrão técnico do setor da construção e podem contribuir com a conscientização sobre o tema. Outrossim, impor- tante ressaltar que a maximização dos resultados requer o gerenciamento operacional crítico frente a manutenção do conceito de eficiência e mitigação de impactos consideradas durante a construção”. Afirma Felipe Faria, Diretor do GBC Brasil Brasil se torna o segundo país do mundo com maior número de estádios certificados pelo LEED 76 jul/15 rev/gbc/br anuário GBC 2015
  • 77.
    revistagbcbrasil.com.br 77jul/15 anuário GBC2015 Os outros estádios que já receberam a certificação LEED, e sediaram os jogos da Copa do Mundo da FIFA de 2014 são a Arena Castelão, em Fortaleza (LEED NC Certified), a Arena Fonte Nova, em Sal- vador (LEED NC Silver), o Mineirão, em Belo Hori- zonte (LEED NC Platinum), a Arena da Amazônia, em Manaus (LEED NC Certified), Arena Dunas em Natal (LEED NC Certified), Estádio Beira Rio em Porto Alegre (LEED NC Silver) e a Arena Itaipava Pernambuco, em Recife (LEED NC Silver). "À medida que os olhos do mundo caem sobre o Brasil, estes projetos estão demonstrando não só a aplicabilidade e a adaptabilidade do sistema de classificação do LEED no mundo inteiro, mas tam- bém a posição de liderança do Brasil na vanguarda do movimento para green buildings (construções sustentáveis) de alta performance", disse Rick Fe- drizzi, CEO e presidente fundador do USGBC. Mineirão é o 1º estádio do país e o 2º do mundo a receber selo LEED Platinum Outras sete arenas brasileiras receberam selos LEED, mas apenas o Mineirão alcançou a catego- ria máxima da certificação internacional concedida por instituição americana Dentre todos os estádios brasileiros certificados, o Mineirão é considerado um destaque, pois é o primeiro estádio brasileiro e o segundo do mundo a conquistar o selo Platinum, categoria máxima de certificação ambiental do LEED. A premiação é re- sultado de ações ambientalmente sustentáveis im- plementadas desde o início das obras de moderni- zação da nova arena, em janeiro de 2010, através de um rigoroso controle dos documentos exigidos pela empresa responsável pela certificação. O estádio conquistou 81 dos 110 pontos con- cedidos para a concessão do selo máximo e se destacou em vários quesitos, como Eficiência da Água (atendendo 10 dos 10 requisitos apontados) e Energia e Atmosfera (completando 32 dos 35 re- quisitos). No tocante a eficiência no uso de água e energé- tica, o estádio conta com importantes estratégias. O reservatório de água, que possui uma capacida- de para cinco milhões de litros de água de chuva também contribuiu para a obtenção dos 81 pontos da certificação LEED. A água captada é reutilizada em serviços de manutenção do estádio, como irri- gação do campo e mictórios, suportando até três meses de estiagem. Com relação ao emprego de energia limpa dentro do Mineirão, a Usina Solar Fo- tovoltaica (USF) do estádio é outro exemplo de pio- neirismo ambiental. Com uma potência instalada de 1,42 MWp (megawatts-pico) e cerca de 6.000 módulos fotovoltaicos, a USF Mineirão é a maior em cobertura do país e uma das maiores instala- das em arenas esportivas no mundo. Pela primeira vez, um jogo da Copa foi disputado em um estádio com uma usina solar em funcionamento no dia do confronto entre Colômbia e Grécia, em 17 de ju- nho. Desde o dia 25 de abril, a USF do estádio está injetando mais de 1 MW de energia no sistema de distribuição da Cemig, o suficiente para abastecer cerca de 1.200 residências. Entre as ações adotadas na reforma e operação que também se destacaram no Mineirão estão, o sistema de lavagem de pneus que reduzem a su- jeira e poeira nas vias públicas, onde a água des- tinada para este sistema de lavagem é captada da chuva através de calhas passando por um sistema de tratamento e bombeada até uma caixa d’água, o reaproveitamento de 90% dos resíduos gerados durante a obra no estádio, o concreto foi utilizado na pavimentação de ruas do município e a terra foi des- tinada para fazer o aterro de Boulevard Arrudas, cen- tro da capital mineira, a sucata metálica foi doada a usinas recicladoras para emprego na indústria e os antigos assentos também receberam destinação ecológica. Cerca de 55 mil cadeiras foram doadas a estádios e outros espaços esportivos do estado. revistagbcbrasil.com.br 77jul/15
  • 78.
    78 jul/15 rev/gbc/br anuárioGBC 2015 "Uma das nossas maiores preocupações sempre foi o compromisso com o meio ambiente, então fazemos tudo voltado para a eficiência energética e não poluidora. Essa foi uma vitória, pois o novo Mineirão foi todo pensado em cima da consciên- cia ambiental", comemora Otávio Góes, gerente de tecnologia da concessionária Minas Arena, respon- sável pela administração do estádio. Câmara de Sustentabilidade da Copa do Mundo Reconhecida como um dos sistemas de gover- nança mais atuantes na Copa de 2014, a Câmara Temática Nacional de Meio Ambiente e Sustenta- bilidade (CTMAS), principal espaço de articulação nacional da Agenda, foi de extrema importância na sinergia entre as iniciativas do Brasil e os pro- jetos de sustentabilidade capitaneados pela FIFA e pelo Comitê Organizador Local da Copa de 2014. Tendo como participantes o governo federal, esta- dos, cidades-sede e parceiros, a CTMAS, com o Plano Operacional de Meio Ambiente e Sustenta- bilidade, teve como ponto de partida a definição de cinco projetos prioritários organizados através de núcleos temáticos, sendo eles: Certificação e Gestão Sustentável das Arenas; Brasil Orgânico e Sustentável; Gestão de Resíduos e Reciclagem; Passaporte Verde; Mitigação e Compensação de Emissões. Alguns resultados dos estádios certificados no Brasil Arena Castelão: Redução de 67,6% no consumo potável, redu- ção de 12,7% no consumo anual de energia, 97% dos resíduos do projeto foram desviados do aterro sanitário, 100% das tintas, selantes e colas com baixo teor de compostos orgânicos voláteis, 97,44% das estações de trabalho e 100% dos espaços comparti- lhados possuem controle de iluminação. Arena Fonte Nova: 20% dos materiais de construção feitos de material reciclado, 75% dos resíduos do projeto de construção desviados do aterro sanitário e 35% de sua energia provenien- te de fontes renováveis como solar e eólica. Arena Pernambuco: Utilizou Aço com 87% de matéria prima reciclada e cimento com 30% de matéria prima reciclada, 17% da energia é gerada por painéis fotovoltaicos reduzindo 142,81 t CO2 por ano. Maracanã: Reduzirá 23% do custo operacional do consumo com energia, 71,14% de redução do consumo de água potável e 100% de redução de água potável na irrigação, 9% da ener- gia está sendo gerada por painéis fotovoltaicos, amplo acesso a transporte público (trens de superfície e mais de 60 linhas de ônibus). Mineirão: O estádio do Mineirão merece um destaque especial, obteve a certificação máxima do LEED, conquistou 81 dos 110 pontos possíveis. Apenas o estádio do Mineirão e o estádio Texas Apogee (localizado no campus da University of North Texas) conseguiram este nível de certificação. Arena da Amazônia: Utilização de 95% do material gerado du- rante a obra Arena Dunas: 99% do material de demolição foi utilizado na obra 78 jul/15 rev/gbc/br
  • 79.
    revistagbcbrasil.com.br 79jul/15 anuário GBC2015 canteiro de obra. Este item mostrou, na prática, que a introdução dos processos sustentáveis pode sig- nificar inclusive redução de custos durante a obra. Creio que esse processo, somado ao fator de indu- ção do bom exemplo, que levou inclusive arenas que não estavam tomando recursos do BNDES a decidir pelo caminho da certificação”, declara o co- ordenador da Câmara de Sustentabilidade. Ainda segundo Claudio Langone, a CTMAS teve um papel importante na reta final, pois em vários casos o processo de certificação sofreu prejuízos em função do atraso nas obras, e também devido a indefinições de responsabilidades entre os esta- dos e os responsáveis pelas obras. A constituição de uma agenda de trabalho entre o Ministério do Esporte e o GBC, e de uma força tarefa específica de análise dos processos pelo USGBC foi muito importante para os resultados alcançados. Além disso, a CTMAS trabalhou com a FIFA no sentido de chamar a atenção para a necessidade de incor- porar a sustentabilidade como um requisito impor- tante na gestão das arenas pós-construção, para garantir efetividade às medidas adotadas para fins da certificação. Sinergia entre organizações e empresas privadas nas cons- truções, além de reduzir o im- pacto socioambiental contri- bui para geração de emprego Benefícios como geração de emprego e estrutura- ção em sistemas de coleta são resultados que a construção sustentável traz para o país. Uma das ações sociais relevantes da Câmara de Sustenta- bilidade foi a parceria envolvendo catadores e ins- talações de quiosques e coletas nas cidades-sede. Viabilizando o trabalho dos catadores de materiais recicláveis, foi possível atingir uma sinergia positiva entre a FIFA e o COL com o apoio da Coca Cola. “O maior diferencial da CTMAS foi da definição dos projetos prioritários, constituído coordena- ções específica, através dos Núcleos Temáticos de Projetos, colocando na liderança dos mesmos, instituições afins aos temas tratados. Além disso, a estrutura de governança nacional foi replicada no âmbito local, com CTMAS’s locais e Núcleos Temá- ticos, o que garantiu a adequação às especificida- des locais e o protagonismo dos atores no âmbito das cidades-sede. A governança foi fundamental para garantir a implementação de uma agenda com forte caráter multisetorial e que dependia de uma intensa articulação federativa”, declara Clau- dio Langone, coordenador Camâra de Sustentabi- lidade da Copa do Mundo de 2014 pelo Ministério dos Esportes. O bom exemplo como fa- tor primordial: Estádios que não participaram da Copa do Mundo de 2014 também bus- caram a certificação Para garantir a certificação nos estádios que se- diaram a Copa do Mundo, a construção foi incre- mentada com financiamento concedido pelo BN- DES, investimento que foi condicionado ao padrão mínimo de certificação em construção sustentável. Segundo Claudio Langone, embora tenha havido algumas resistências quanto à adoção dessas no- vas práticas, sob a alegação de impacto de custo das arenas, essa decisão obrigou os responsá- veis pelos estádios a incorporarem essa questão. “À medida que o tema foi sendo desmistificado, a questão acabou conquistando as esquipes de pro- jetos e construção. Acredito que o principal ponto de desbloqueio foi a possibilidade de reciclagem e utilização dos materiais de demolição no próprio revistagbcbrasil.com.br 79jul/15 anuário GBC 2015
  • 80.
    80 jul/15 rev/gbc/br anuárioGBC 2015 “Sabíamos que em termos operacionais, o Brasil tinha plenas condições de ter uma boa gestão dos serviços de limpeza e coleta na Copa”, afir- ma Claudio Langone. Através da criação de um projeto de contratação de catadores para atuar nas arenas e em seu entorno imediato, dentro das áreas de segurança, o governo federal apoiou as cidades-sede a tomarem a mesma inciativa nas áreas externas e nas Fan Fests. Os catadores foram remunerados, além de rece- berem capacitação, e todo o material reciclável foi destinado às cooperativas e associações de reci- clagem. A ação envolveu ao todo cerca de 2400 catadores nas 12 cidades-sede, e a iniciativa teve grande visibilidade e aceitação por parte dos tor- cedores. Além disso, o BNDES, através de uma linha de financiamento a fundo perdido denomina- da Cidades da Copa, apoiou várias cidades-sede na estruturação permanente dos seus sistemas de coleta seletiva, financiando a organização das co- operativas, construção de galpões de reciclagem e capacitação, de acordo com o coordenador do CTMAS. “Esta iniciativa motivada por uma linha de financia- mento, assumida pelos engenheiros, arquitetos, projetistas e consultores responsáveis e coorde- nado pela Câmara de Sustentabilidade da Copa de 2014, motivou a criação pelo GBC de um Comi- tê Técnico internacional para analisar o tema com base na experiência Brasil e estádios certificados nos EUA, com objetivo de melhor entender a de- manda de Arenas e Eventos esportivos em matéria de construção sustentável”, comenta o diretor do GBC Brasil Felipe Faria. O estímulo à elevação do padrão técnico do mer- cado, sem dúvida são resultados positivos consi- derando a maior presença do movimento susten- tável em obras de infraestrutura. Porém ainda há alguns pontos importantes a serem levados em consideração, ou até mesmo como legado. A de- cisão voluntária do Brasil em certificar todas as arenas da Copa 2014, mostrou que aderir a essas práticas é plenamente viável, levando a FIFA a in- corporar questão como exigências para as futuras sedes. Em função da visibilidade do evento, foi possível trazer uma contribuição importante em re- lação à disseminação do tema. Outra contribuição importante foi a criação de capacidade nas gran- des construtoras e consultorias responsáveis pela certificação em aderir processos abrangentes e complexos, além do impacto positivo ao mercado de matérias primas localizados na região, o que os levou a incorporarem produtos eficientes em seu portfólio. Porém para o coordenador do CTMAS, o principal aspecto em relação foi a certificação além da expectativa mínima exigida nas Arenas. “Mas acho que o aspecto mais evidente do su- cesso da certificação foi que em mais de 70% dos casos, as Arenas acabaram obtendo níveis de certificação superiores ao exigido pelo gover- no brasileiro, que era o nível básico, inclusive com um Certificado Nível Gold e outro Platinum. Além disso, esse processo acabou induzindo mais duas Arenas que não sediaram jogos da Copa (Grêmio e Palmeiras) a conquistarem a certificação LEED”, relata Cláudio Langone. 80 jul/15 rev/gbc/br
  • 81.
    revistagbcbrasil.com.br 81jul/15 anuário GBC2015 “Inovação, sustentabilidade e eficiência, combinados aos anseios de nossos clientes, são objetivos perseguidos incansavelmente por nossa equipe, produzindo valor nos edifícios que projetamos e qualificando o entorno em que estarão inseridos.” Especializada em legislação urbanística, conformidade normativa, tecnologia e processos construtivos, a Baggio Schiavon Arquitetura disponibiliza um escopo completo de serviços voltados ao desenvolvimento de empreendimentos imobiliários e empresariais, oferecendo consultoria desde as fases iniciais de prospecção, passando pela criação de produtos e subsidiando a execução de obras. Rua Pasteur, 804 - Água Verde - Curitiba-PR Fone: +55 41 3013 1102 | Fax: +55 41 3323 3379 www.bpes.com.br residenciais | comerciais | multiuso | urbanismo inovação, eficiência, sustentabilidade. Corporate Jardim Botânico, Curitiba, PR - LEED Gold Foto:GilbertoAbdallaRassi
  • 82.
    82 jul/15 rev/gbc/br anuárioGBC 2015 䄀瘀⸀ 䄀渀最氀椀挀愀Ⰰ ㈀⸀㌀㤀㔀    簀    匀漀 倀愀甀氀漀    簀     ㄀㈀㈀㜀ⴀ㈀      簀    琀攀氀⸀ ⠀㄀㄀⤀ ㌀㄀㈀ ⴀ㘀㌀㄀  氀挀瀀䀀氀挀瀀挀漀渀猀琀爀甀挀漀攀猀⸀挀漀洀⸀戀爀         眀眀眀⸀氀挀瀀挀漀渀猀琀爀甀挀漀攀猀⸀挀漀洀⸀戀爀 琀眀椀琀琀攀爀⸀挀漀洀 ⼀䰀䌀倀䔀渀最攀渀栀愀爀椀愀 昀愀挀攀戀漀漀欀⸀挀漀洀 ⼀氀挀瀀挀漀渀猀琀爀甀挀漀攀猀 礀漀甀琀甀戀攀⸀挀漀洀 ⼀䰀䌀倀攀渀最攀渀栀愀爀椀愀 䴀愀椀猀 搀漀 焀甀攀 甀洀 昀甀琀甀爀漀 猀甀猀琀攀渀琀瘀攀氀 挀漀渀猀琀爀甀椀洀漀猀 甀洀愀 挀漀渀猀挀椀渀挀椀愀 猀甀猀琀攀渀琀瘀攀氀 倀椀漀渀攀椀爀愀 渀愀 挀漀渀猀琀爀甀漀 爀攀猀椀搀攀渀挀椀愀氀 猀甀猀琀攀渀琀瘀攀氀 渀漀 䈀爀愀猀椀氀 刀䔀匀倀䔀䤀吀伀 䄀伀  䴀䔀䤀伀 䄀䴀䈀䤀䔀一吀䔀 刀攀猀搀甀漀猀 ㄀  ─  爀攀挀椀挀氀瘀攀椀猀 䌀伀一䘀伀刀吀伀  䄀䴀䈀䤀䔀一吀䄀䰀  䤀猀漀氀愀洀攀渀琀漀 琀爀洀椀挀漀 攀  愀挀切猀琀椀挀漀 搀攀 愀琀 㐀  搀䈀⼀昀愀挀攀 䔀䌀伀一伀䴀䤀䄀 刀攀搀甀漀 渀漀 挀漀渀猀甀洀漀  搀攀 攀渀攀爀最椀愀 攀 最甀愀 匀䄀򂐀䐀䔀 一漀 瀀爀漀瀀愀最愀  昀甀渀最漀猀 攀 戀愀挀琀爀椀愀猀 匀䔀䜀唀刀䄀一윀䄀 一漀 瀀爀漀瀀愀最愀 昀漀最漀Ⰰ  一漀 瀀爀漀搀甀稀 最愀稀攀猀 琀砀椀挀漀猀  瀀爀攀樀甀搀椀挀椀愀椀猀 愀漀猀 猀攀爀攀猀  栀甀洀愀渀漀猀 攀 愀漀 洀攀椀漀 愀洀戀椀攀渀琀攀 䔀䘀䤀䌀䤀쨀一䌀䤀䄀 䐀椀洀椀渀甀椀漀 搀漀 琀攀洀瀀漀  搀攀 攀砀攀挀甀漀 搀攀 漀戀爀愀猀  攀洀 愀琀 㐀 ─ 䌀漀渀猀琀爀甀愀 猀甀愀 挀愀猀愀 挀漀洀 爀愀瀀椀搀攀稀Ⰰ 攀攀挀椀渀挀椀愀 攀 攀挀漀渀漀洀椀愀  伀戀爀愀猀 氀椀洀瀀愀猀 攀 猀攀最甀爀愀猀Ⰰ 愀甀搀椀琀愀搀愀猀 瀀漀爀 漀爀最愀渀椀稀愀攀猀 椀渀琀攀爀渀愀挀椀漀渀愀椀猀 䌀漀洀 漀 洀琀漀搀漀 挀漀渀猀琀爀甀琀椀瘀漀 挀漀渀猀椀搀攀爀愀搀漀 漀 洀愀椀猀 愀瘀愀渀愀搀漀 渀漀猀  䔀猀琀愀搀漀猀 唀渀椀搀漀猀 攀 䔀甀爀漀瀀愀 ⠀匀䌀䤀倀⤀    䄀琀攀渀搀攀渀搀漀 愀漀猀 瀀愀爀洀攀琀爀漀猀 椀渀琀攀爀渀愀挀椀漀渀愀椀猀 搀攀 挀攀爀琀椀椀挀愀漀 搀攀  猀甀猀琀攀渀琀愀戀椀氀椀搀愀搀攀 愀洀戀椀攀渀琀愀氀Ⰰ 挀漀洀漀 䰀䔀䔀䐀글 攀 匀䬀䄀글 刀愀琀椀渀最 ⠀刀䤀䌀匀⤀ 䌀䌀漀洀 甀洀愀 攀洀瀀爀攀猀愀 挀漀洀 洀愀椀猀 搀攀 ㌀  愀渀漀猀 搀攀 攀砀瀀攀爀椀渀挀椀愀Ⰰ 爀攀猀瀀漀渀猀瘀攀氀  瀀攀氀愀 挀漀渀猀琀爀甀漀 搀愀 ㄀ꨀ 挀愀猀愀 挀攀爀琀椀椀挀愀搀愀 挀漀洀 漀 猀攀氀漀 刀攀昀攀爀攀渀挀椀愀氀 䜀䈀䌀 䈀爀愀猀椀氀  䌀愀猀愀글 攀 攀洀 瀀爀漀挀攀猀猀漀 瀀愀爀愀 漀戀琀攀渀漀 搀漀 ㄀먀 挀攀爀琀椀椀挀愀搀漀 䰀䔀䔀䐀글 䘀伀刀 䠀伀䴀䔀匀  ⠀唀匀䜀䈀䌀⤀ 搀愀 䄀洀爀椀挀愀 䰀愀琀椀渀愀 䐀䄀 䌀䄀匀䄀  䈀刀䄀匀䤀䰀䔀䤀刀䄀 䔀嘀伀䰀唀윀쌀伀 䌀伀一嘀䤀䐀䄀 嘀伀䌀쨀  䄀 䌀伀一䠀䔀䌀䔀刀 䄀 䴀攀洀戀爀漀 伀伀挀椀愀氀 搀漀 䜀爀攀攀渀 䈀甀椀氀搀椀渀最 䌀漀甀渀挀椀氀 䈀爀愀猀椀氀
  • 83.
    revistagbcbrasil.com.br 83jul/15 anuário GBC2015 2 15 ANUÁRIO CERTIFICAÇÕES EMPRESASEMDESTAQUE CYRELA COMMERCIAL PROPERTIES/PROLOGIS......................... 84 AFLALO GASPERINI ARQUITETOS............ 90 PLAENGE INDUSTRIAL........................... 96 ODEBRECHT REALIZAÇÕES .................. 102 RACIONAL ENGENHARIA...................... 106 OMAR MAKSOUD ENGENHARIA............. 112 BAGGIO SCHIAVON ARQUITETOS........... 116 LOEB CAPOTE ARQUITETURA................ 118 EDO ROCHA ARQUITETURAS................. 120 revistagbcbrasil.com.br 83jul/15 anuário GBC 2015
  • 84.
    84 jul/15 rev/gbc/br anuárioGBC 2015 L ocalizado no número 105 da Avenida Engenheiro Luís Car- los Berrini, um dos mais importantes eixos comerciais da cidade de São Paulo, o edifício Thera Corporate está entre os mais modernos do Brasil. Com 15 pavimentos, distribu- ídos numa área total locável superior a 31 mil m², esse em- preendimento traduz muito mais que o avanço funcional e estético dos prédios comerciais contemporâneos. A forma como foi desenvolvido e a maneira com que este edifício é operado evidenciam o quanto as práticas de sustentabilidade estão impregna- das na cultura da Cyrela Commercial Properties (CCP). Considerada uma das principais empresas de desenvolvimento, aquisição, lo- cação, venda e administração de imóveis comerciais do Brasil, a CCP foi quem desenvolveu e inaugurou, em junho de 2014, o Thera Corporate. Registrada para obter o selo LEED, a edificação é mais uma entre as várias proprieda- des em que a companhia aplica com rigor uma regra: oferecer ao mercado construções eficientes, com baixo impacto ambiental e garantias de condições saudáveis de ocupação. “Nosso compromisso é apoiar uma abordagem preventiva em torno dos desa- fios ambientais, desenvolver iniciativas a fim de promover maior responsabilida- de ambiental e incentivar o desenvolvimento e a difusão de tecnologias ambien- talmente sustentáveis”, afirma o CEO da CCP, José Florêncio Rodrigues Neto. Sua fala coincide diretamente com a decisão de, em 2008, tornar a CCP uma das signatárias do Pacto Global da ONU, que compromete a empresa a ali- nhar, em escala cada vez maior, suas estratégias e operações aos dez princí- pios universalmente aceitos nas áreas de direitos humanos, direitos do traba- lho, meio ambiente e combate à corrupção. Presente em três segmentos de mercado – Edifícios Corporativos, Shopping Centers e Centros Logísticos - a companhia tornou-se no mesmo ano de sua fundação (2007) membro fundadora do Green Building Council Brasil (GBC Brasil), instituição que promove a construção sustentável no país, apoiando a transformação de toda a cadeia produtiva do setor. A associação brasileira representa oficialmente o World Green Building Council (WGBC). Em 2009, a CCP ampliou o raio de engajamento ao se filiar ao Conselho Brasi- leiro de Construção Sustentável (CBCS), resultado da articulação entre lideran- ças empresariais, pesquisadores, profissionais e formadores de opinião para estimular o setor da construção a adotar práticas que melhorem a qualidade de vida dos usuários, trabalhadores e ambiente que cerca as edificações. “A melhor forma de apoiar a disseminação de práticas sustentáveis no segmento em que atuamos é por meio da participação ativa em organizações compro- metidas com essas causas”, diz Florêncio. Cyrela Commercial Properties Compromisso com a sustentabilidade Oferecer aos seus clientes, construções eficientes, com baixo impacto ambiental e garantias e condições saudáveis de ocupação. Esta é a missão da CCP. Thera Corporate, SP ©RobertoAfetian
  • 85.
    revistagbcbrasil.com.br 85jul/15 anuário GBC2015 Cada vez mais orientada para um modelo de negócio focado na sustentabi- lidade, a CCP instituiu como uma de suas metas a obtenção da certificação LEED para todos os empreendimentos em desenvolvimento, alinhando-se aos requisitos exigidos para o padrão de construção sustentável. Com isso, tem conseguido contribuir com um nível de conscientização mais eficiente junto ao público usuário, principalmente em função da credibilidade deste tipo de certificação no mercado. Na avaliação da CCP, a obtenção do certificado LEED representa uma série de benefícios. “Entre o antes e o depois das certificações, percebemos, por exemplo, a melhoria das condições de bem-estar e do conforto dos usuá- rios, a valorização e o fortalecimento da imagem da empresa por tratar com responsabilidade as questões que envolvem sustentabilidade e, também, a diminuição de custos de operação dos empreendimentos”, diz o diretor de Desenvolvimento e Construção Hilton Rejman. O executivo classifica a certifi- cação como uma espécie de item de série para empreendimentos diferencia- dos do mercado, além de representar um atributo já embutido na expectativa do cliente. “No momento da escolha de um imóvel para uso, cada vez mais há opções com certificações, o que acaba sendo uma vantagem competitiva para o incorporador no sentido de conseguir uma velocidade maior nas co- mercializações”, explica Rejman. Mesmo antes de abrir o seu capital, em 2007, quando ainda era uma unida- de da Cyrela, a CCP já desenvolvia um dos melhores portfólios de edifícios corporativos da região metropolitana de São Paulo em termos de qualidade construtiva, especificações técnicas e acabamentos. Com importante domínio sobre a tecnologia e a arquitetura, a empresa gerencia edifícios de acordo com os mais elevados padrões de sustentabilidade, o que reflete numa das melhores taxas de ocupação física do mercado. É este alto padrão de qua- lidade na gestão que tem permitido à empresa, por exemplo, firmar acordo com parceiros internacionais, como a americana Prologis (líder em desenvol- vimento e administração de propriedades logísticas em 21 países), a GIC Real Estate (braço imobiliário do Government of Singapore Investment Corporation) e a CPPIB (subsidiária do fundo de pensão canadense Canada Penson Plan). EDIFÍCIOS CORPORATIVOS Reconhecida como líder no segmento de escritórios comerciais padrão Triple A, a CCP atua no desenvolvimento e na administração de edifícios corpora- tivos sempre com propriedades de alta qualidade e em localizações estraté- gicas. Esses fatores contribuem para um alto potencial de geração de valor de locação. Atualmente, mais de 80% do portfólio de edifícios corporativos da CCP estão no padrão Triple A, conforme metodologia do Núcleo de Real Estate da Escola Politécnica da Universidade São Paulo. Nesta lista constam sete empreen- dimentos já entregues: o carioca CEO – Corporate Executive Offices, com 30 mil m² e entregue em 2013; e os paulistanos Thera Corporate (28 mil m², inaugurado em 2014), JK Financial Center (entregue no ano 2000, com 13 mil m²), Faria Lima Financial Center (entregue em 2003, com 26 mil m²), Faria Lima Square (inaugurado em 2006, com 22 mil m²), JK 1455 (inaugurado em 2008, com 22 mil m²) e Corporate Park (entregue em 2002, com 17 mil m²). Além dos edifícios já em operação, a CCP entregará nos próximos dois anos mais três empreendimentos também no padrão Triple A: Torre Matarazzo (22 mil m²) e edifício Miss Silvia Morizono (16 mil m²), ambos em São Paulo; e Centro Empresarial Metropolitano (81 mil m²), no Rio de Janeiro. O portfólio inclui, ainda, edifícios no padrão Classe A. Nesta categoria, são oito empreendimentos: Nova São Paulo (SP), Verbo Divino (SP), Centro Empresa- rial Faria Lima (SP), Brasílio Machado (SP), Suarez Trade (BA), Centro Empre- sarial de São Paulo (SP), Leblon Corporate (SP) e ITM Centro Empresarial (SP). Em termos de certificação, dentro da categoria LEED de Ope- ração e Manutenção (EB O&M), o JK 1455 detém o selo Gold, enquanto Faria Lima Square e JK Financial Center têm a certifi- cação Silver. A Torre Matarazzo está pré-certificada com LEED Gold e o Faria Lima Financial Center em etapa final de certifica- ção para LEED Silver. Os três edifícios certificados apresentam uma série de diferenciais sustentá- veis. A promoção da mobilidade urbana, por exemplo, foi um critério rigorosa- mente considerado no projeto. Prova disso é que JK 1455, Faria Lima Square e JK Financial Center estão em endereços vizinhos a shoppings, mercados, restaurantes e diversos tipos de comércio. Suas imediações são servidas por várias modalidades de transporte público, incluindo corredores de ônibus, es- tações de trens e ciclovias. Os empreendimentos estão equipados com bici- cletário, sendo que nos casos específicos do Faria Lima Square e do JK 1455, o número de vagas foi dobrado em menos de um ano devido à demanda de usuários. A eficiência no uso da água é outro indicador acompanhado de perto pela gestão CCP. Uma das iniciativas, por exemplo, consiste no uso de arejadores CEO Corporate Executive Offices, RJ
  • 86.
    86 jul/15 rev/gbc/br anuárioGBC 2015 programas de conscientização. “Durante a certificação, notamos a importân- cia do envolvimento dos usuários, não apenas dentro dos edifícios, mas mul- tiplicando práticas sustentáveis também em suas residências”, diz Zanetti. A iniciativa conta com campanhas de comunicação divulgadas por e-mail, em canais multimídia nos elevadores, banners, eventos e outros meios possíveis. “Nossa meta é o avanço permanente na operação dos edifícios para atingir- mos níveis de excelência. Para isso, realizamos treinamentos constantes com os colaboradores a fim de que nos ajudem a identificar pontos de melhoria e inovações”, completa Zanetti. SHOPPING CENTERS O dia 30 de abril de 2015 tem um significado muito especial para a CCP. Nesta data, a empresa inaugurou o Shopping Cidade São Paulo, um marco em ter- mos de inovação na história da companhia. Com a abertura deste empreendi- mento na Avenida Paulista, coração financeiro da principal capital brasileira, a CCP mostrou que caminha firmemente para tornar-se um dos grandes players nacionais no mercado de shopping centers. Considerando a chegada do Shopping Cerrado, prevista para o segundo se- mestre de 2015, em Goiânia, a empresa terá em seu portfólio o total de oito empreendimentos em operação: Shopping Cidade São Paulo, Shopping D e Tietê Plaza Shopping, em São Paulo; Grand Plaza Shopping, em Santo André, no ABC paulista; Shopping Metropolitano Barra, no Rio de Janeiro; Parque Shopping Belém, na capital do Pará; e Shopping Estação BH, em Belo Hori- zonte. Juntos, representam quase 286 mil m² de Área Bruta Locável. Além de localização estratégica, mix de lojas completo e fluxo de público constante, outro atributo que esses centros de compras têm em comum é a gestão vol- tada à sustentabilidade. Um dos grandes e mais recentes exemplos é o Tietê Plaza Shopping. Inau- gurado em 2013 na zona noroeste de São Paulo, o empreendimento con- quistou em maio a certificação LEED Silver, na categoria Core & Shell. Quem navega pelo site do shopping tem a chance de conhecer alguns indicadores que justificam sua posição de um dos mais modernos dentro do conceito de construção eficiente, com baixo impacto ambiental e garantias de condições saudáveis de ocupação. Do ponto de vista da mobilidade urbana, o shopping está a menos de 400 metros de uma estação de trem do sistema metropolitano e é servido por cinco linhas de ônibus. Assim como os edifícios corporativos da CCP, o Tietê Plaza Shopping mantém um bicicletário com mais de 200 vagas. Durante sua obra, diversas práticas foram adotadas como forma de minimizar o impacto ambiental. Uma delas foi selecionar fornecedores de mão de obra num raio máximo de 400 km, proporcionando economia de combustível e baixa emis- são de gases poluentes na atmosfera. Outra foi definir medidas de controle da erosão, sedimentação e poluição do solo, tais como sistema de lava-rodas, controle de materiais contaminantes e proteção de boca de lobo. Na fase de construção foi implantado um Plano de Qualidade do Ar Interior para garantir a saúde e a segurança dos operários. O empreendimento utili- zou apenas adesivos, selantes, tintas e vernizes com baixa concentração de de 1,8 lpm em todos os banheiros e de 3,6 lpm, nas copas, além de regulagem do nível de água nas caixas acopladas. A maioria dos edifícios possui sistema de captação de águas pluviais e estações de tratamento de água de reuso, cuja finalidade é atender ao processo de resfriamento das torres do sistema de ar-condicionado e irrigação de jardins. Nesse contexto, um diferencial do JK 1455 em relação aos outros edifícios do mesmo porte é o uso do sistema de esgoto a vácuo, que exige volume de água significativamente menor na comparação com sistemas tradicionais. À época da certificação, essas medidas promoveram uma redução de apro- ximadamente 30% no consumo de água, incentivando ainda mais a empresa a desenvolver um programa contínuo de verificação de novas oportunidades de economia. Motivo de preocupação para muitas empresas, o consumo de energia elétri- ca também recebe atenção especial na CCP. “Investimos, principalmente, na automação predial para controlar e evitar o uso desnecessário dos sistemas de iluminação, ventilação e ar condicionado”, explica o gerente regional de operações Sandro Zanetti. No que se refere ao impacto ambiental decorrente do uso de determinados ma- teriais, a empresa informa que, durante o período de certificação dos edifícios, foi criada uma lista de produtos e fornecedores em conformidade com aspec- tos exigidos pelo LEED. Essa lista tornou-se referência para todas as compras efetuadas nos empreendimentos. Na hora de fechar qualquer negócio, um dos critérios é o respeito ao meio ambiente, optando por itens mais sustentáveis, como papéis recicláveis, madeira de reflorestamento, mobiliário com selo FSC, eletrônicos com selo Procel nível A ou certificados pela Energy Star. O tratamento e o descarte de resíduos também estão subordinados a um pro- grama específico. Todos os volumes gerados nos prédios são encaminhados a empresas especializadas que fazem a triagem ou reciclagem. Para garan- tir um processo eficiente, que cumpra efetivamente o objetivo de preservar o meio ambiente, a equipe técnica do edifício faz o acompanhamento dos resíduos até o destinatário final, apoiada em relatórios de recebimento gerados mensalmente. No caso de resíduos comuns, como papéis, plásticos, metais, refugos de sanitários e orgânicos, a coleta é diária. Pilhas, baterias, lâmpadas e toners, considerados resíduos específicos, são armazenados nos edifícios até atingirem a quantidade mínima exigida pela empresa coletora, que faz o descarte adequado. A questão ambiental contempla o impacto na qualidade de vida de quem tra- balha nos prédios certificados. Nesse sentido, há cuidados especiais, como o uso de produtos de limpeza menos agressivos, controle de pragas à base de insumos naturais e controle contínuo da qualidade do ar por meio do sistema de automação, que controla a temperatura interna, considerando informações dos fancoils e das caixas VAV´s distribuídas nas áreas privativas conforme layout das empresas. Refrigerantes da família dos HCFCs, como o R-22, estão vetados nos processos de refrigeração e climatização. Promover a sustentabilidade, no entanto, é um desafio que extrapola os do- mínios de quem gerencia um prédio certificado. É preciso que o usuário do edifício também esteja engajado. Por esse motivo, a CCP trabalha fortemente
  • 87.
    revistagbcbrasil.com.br 87jul/15 anuário GBC2015 compostos orgânicos voláteis, contribuindo para uma melhor qualidade do ambiente interior. O sistema de climatização foi instalado considerando a aplicação da qualidade mínima necessária de fluído frigorigéneo, reduzindo assim o potencial de contribuição para o aquecimento global e de redução da camada de ozônio. O sistema de ventilação apresenta taxas de ar exter- no superiores aos mínimos exigidos de modo a promover a qualidade na renovação de ar. No que se relaciona a recursos hídricos, o shopping é autossuficiente na produção de água, sendo que 60% é proveniente de um sistema de abas- tecimento de água potável que extrai água de dois poços profundos. Essa água passa por uma estação de tratamento e, após ser potabilizada, é enviada ao reservatório do shopping para consumo. Os outros 40% da demanda são supridos com água de reuso, destinada a vasos sanitários, mictórios, irrigação e torres de resfriamento. Quanto à energia elétrica, um moderno sistema de controle e automação funciona para que todos os recursos sejam utilizados em sua máxima efi- ciência. Com as diversas soluções em eficiência energética, o Tietê Plaza Shopping registra uma economia mensal de 20% nos gastos com energia elétrica e 40% em água, se comparado a um shopping convencional. Economia de recursos naturais é prioridade também no Shopping Cidade São Paulo. Construído em conjunto com o edifício Torre Matarazzo, esse empreendimento representa uma conquista inédita em São Paulo para um prédio de uso misto: a certificação LEED, na categoria Core & Shell – nível Gold, conferido pelo US Green Building Council. Mesmo com perfis distin- tos de operação, Torre Matarazzo e Shopping Cidade São Paulo obtiveram, conjuntamente, pré-certificação como construções com baixo impacto am- biental e que asseguram condições saudáveis de ocupação. Na prática, são empreendimentos que já nascem equipados com sistemas de auto- mação favoráveis à efetiva redução de consumo de água e energia elétrica, refletindo em menor impacto ambiental e menor despesa financeira. Com fluxo diário de 1,5 milhão de pessoas, aproximadamente 2,4 mil carros por hora, centenas de tubulações subterrâneas e uma interminável rede de cabos para telecomunicação, a Avenida Paulista exigiu planejamento rigoroso. Restrito à circulação de caminhões, o endereço impôs dificuldades logísticas, como instalação de equipamentos pesados, recebimento de materiais e, prin- cipalmente, remoção de terra. “Nossas escavações chegaram a 30 metros de profundidade. Em volume de terra, retiramos aproximadamente 240 mil m³, o equivalente a 90 piscinas olímpicas”, quantifica o arquiteto Hilton Rejman. Acrescenta que para fazer o transporte de toda essa carga foram precisos muitos cálculos para sincronizar prazos com as condições de circulação. O di- retor da CCP relembra outro fato curioso da obra. “Como o túnel da linha verde do Metrô passa em frente à área em que fizemos a escavação e fundação do empreendimento, tivemos de instalar ao longo da Avenida Paulista dezenas de sensores para monitorar, em tempo real, o comportamento da estrutura dos túneis do Metrô durante a execução da obra”. Erguer um prédio que recebe diariamente milhares de pessoas, implica alterar parte do cotidiano de um espaço já fortemente afetado pela grande densi- dade populacional. Para reduzir eventuais impactos de mobilidade urbana, o empreendimento desenvolvido pela CCP entregou ao município uma série de benefícios. Entre os mais importantes estão o alargamento das ruas Pamplona e São Carlos do Pinhal, ambas contempladas com mais uma faixa de rolamen- to; e a construção de dois acessos ao edifício (um exclusivo para pedestres, na Avenida Paulista, e outro só para carros, na São Carlos do Pinhal, desafogando o tráfego). “Contribuímos, também, com a implantação e revitalização de sina- lização horizontal e vertical, a modernização e integração do sistema semafó- rico, detetores de veículos, adequações geométricas, itens de acessibilidade, iluminação e câmeras ao longo da Paulista”, acrescenta Rejman. No aspecto ambiental, a população que circula na região ganhou um verda- Tietê Plaza Shopping, SP
  • 88.
    88 jul/15 rev/gbc/br anuárioGBC 2015 No Rio de Janeiro, o Shopping Metropolitano Barra administra diversas inicia- tivas sustentáveis. Uma das mais impactantes é a construção de uma parede verde externa de 1,6 mil m², considerada atualmente a maior da América Latina e a segunda maior do mundo (a maior fica em Dubai, nos Emirados Árabes). Chamado de Garden UP, o jardim vertical foi construído em três meses e insta- lado no shopping em 20 dias. Entre as vantagens desse tipo de instalação está a irrigação, feita por um sistema de microtubos de gotejamento que mantém as plantas sempre úmidas e saudáveis, reduzindo assim o consumo de água, além de promover um conforto ambiental, diminuindo a temperatura dentro e fora do empreendimento. Com aproximadamente 100 mil mudas de forrações e arbustos, espécies que melhor se adaptam a esse sistema de instalação, a parede verde foi produzida com material 100% sustentável a partir de garrafas pet recicladas. Ao todo, a parede conta com seis espécies de plantas, como bromélias e zebrinas, e 2,7 mil módulos (tapetes retangulares que parecem camurça, mas são feitos apenas de garrafas PET). A manutenção é semelhante à de um jardim comum, mas feita pela técnica de rapel. deiro jardim a céu aberto, com acesso livre que proporciona convivência e integração. Com 2,4 mil m², o espaço conserva cerca de 60 árvores nativas e abriga mais de uma centena de mudas, originárias da Mata Atlântica. Essas mudas também foram plantadas em alguns pontos do Parque Trianon, locali- zado próximo ao empreendimento. Maior centro de compras da região do ABC, o Grand Plaza Shopping, de San- to André, é outro empreendimento que exemplifica o compromisso da CCP com o desenvolvimento sustentável. Com um fluxo de público mensal de 1,5 milhão de pessoas e ABL (72 mil m²) que o coloca entre os 20 maiores sho- ppings do país, o Grand Plaza tem o mais avançado sistema de tratamento de esgoto e de reuso de água do país dentro do seu segmento de atuação. Sua infraestrutura permite que 100% do esgoto seja tratado quimicamente e reaproveitado para rotinas operacionais, como lavagem de pátios de estacio- namento, descargas em vasos sanitários, torres de resfriamento de ar-condi- cionado e irrigação de jardim. Instalado numa área de 178m² e capaz de tratar 10 milhões de litros por mês, o sistema gerado economia de 48% no consumo de água. Tem como diferencial a aplicação da chamada "osmose reversa", tecnologia que usa uma membrana semipermeável para filtrar impurezas e, à base de pressão, fazer com que apenas a água limpa flua para o sistema de alimentação. Classificada como a mais mo- derna no gênero, essa tecnologia é empregada em mercados como Estados Uni- dos, Europa, Japão, Israel e Singapura, regiões consideradas referência na área. Atualmente, o volume de esgoto tratado e reutilizado pelo shopping corres- ponde mensalmente a 8,3 milhões de litros. No acumulado do ano, representa economia aproximada de 100 milhões de litros de água, suficiente para encher 36 piscinas olímpicas ou abastecer uma comunidade de 300 mil pessoas. Em fase de projeto, esse mesmo sistema de reuso deverá equipar futuramente outro shopping do grupo, o Shopping D, que em 2014 completou 20 anos de operação e há muito tempo desenvolve práticas sustentáveis. Atualmente, o centro de compras, localizado na zona norte da Capital, gerencia um sistema de produção de água potável que capta recursos hídricos por meio de três poços semiartesianos instalados a 300 metros de profundidade. Implantado em 2011, o sistema produz água suficiente para todo o shopping. A iniciativa resulta numa economia financeira mensal de 50% se comparado às tarifas cobradas pela concessionária. Juntamente com este sistema, o Shopping D desenvolve outras ações direcionadas à redução de consumo de água. Entre elas está o acionamento automático e o controle de vazão nas torneiras e mic- tórios, gerando economia de 80% no uso da água. Em breve, o centro de com- pras planeja iniciar a construção da sua Estação de Tratamento de Efluentes. Com tecnologia de ponta, o projeto vai permitir o tratamento de 100% do es- goto, cujo volume será reaproveitado como água de reuso na lavagem de pátios de estacionamento, descargas em vasos sanitários, mictórios e regas de jardim. A implantação do sistema irá adicionar de 2 mil a 3 mil m³ de água, ampliando ainda mais a independência do empreendimento em relação ao fornecimento convencional. Shopping Cidade São Paulo, SP
  • 89.
    revistagbcbrasil.com.br 89jul/15 anuário GBC2015 CENTROS LOGÍSTICOS Com significativa expansão nos últimos anos no mercado brasileiro, a área de Centros Logísticos tem importante participação nos negócios da CCP. Para ir além neste segmento, a empresa firmou, em 2008, joint venture com a ameri- cana Prologis, líder mundial em desenvolvimento de parques logísticos e uma das 100 empresas mais sustentáveis do mundo. O objetivo da parceria, reno- vada em 2013, é atender companhias que necessitam de galpões de altíssimo padrão para suas operações logísticas, considerando a pouca oferta, no Bra- sil, de imóveis com padrão Triple A. Com a expertise local da CCP e o know-how da Prologis, a joint venture Prolo- gis CCP consegue atuar no ciclo completo do empreendimento, que abrange a compra do terreno, o desenvolvimento do projeto, construção, locação e admi- nistração do imóvel. Nos estados de São Paulo e Rio de Janeiro, a empresa já entregou os condomí- nios Prologis CCP Cajamar I, Prologis CCP Cajamar II, Prologis CCP Dutra SP, Prologis CCP Jundiaí e Prologis CCP Queimados, que, juntos, somam quase 600 mil m², além de 1,5 milhão de m² de capacidade futura. São imóveis estra- tegicamente localizados em áreas de fácil acesso às principais rodovias, centros comerciais e corredores de transporte no Rio de Janeiro e em São Paulo. Em conformidade com especificações mundiais de armazenagem e distribui- ção, o alto padrão construtivo é uma das vantagens competitivas da com- panhia, que tem vários diferenciais: piso com capacidade para 5 toneladas CCP Prologis Cajamar, SP por m²; entrega de sistema de sprinkler completo; marquise sobre as docas com seis metros de largura; mezanino para instalação de recepção e escritório dentro do galpão, com área flexível para cada tipo de operação; luminárias de alto desempenho que reduzem o consumo de energia elétrica; portas e niveladoras importadas, que facilitam os processos de carga e descarga e as operações na área de doca; e amplo pátio de manobras, com 38 metros na frente das docas. Fatores como esses têm atraído algumas das maiores empresas de atuação global. A exemplo das outras unidades de negócio, a Prologis CCP dedica atenção especial aos projetos de sustentabilidade, resultando na certificação de diver- sos empreendimentos. No Prologis CCP Cajamar I, sete galpões receberam o selo LEED nos últimos dois anos, enquanto no Prologis CCP Jundiaí foram dois galpões. Prologis CCP Dutra SP e Prologis CCP Queimados também fa- zem parte da lista de empreendimentos certificados. Imagens:DivulgaçãoCCP
  • 90.
    90 jul/15 rev/gbc/br anuárioGBC 2015 aflalo gasperini arquitetos diversidade em projetar Imagens:Divulgaçãoaflalo/gasperini
  • 91.
    revistagbcbrasil.com.br 91jul/15 anuário GBC2015 A diversidade é uma característica mar- cante da aflalo/gasperini. Sua capaci- dade em desenvolver, desde projetos simples até os mais complexos, com foco em aspectos tecnológicos e ino- vadores, faz com que se coloquem em um patamar de forte credibilidade no mercado da arquitetura. Agregado a isso, a empresa busca imprimir em seus projetos um fator imprescindível, a comunicação transparente, sempre com o objetivo de garantir melhores soluções para seus clientes. Com 53 anos de história e experiência no mercado, o escritório de arquitetura sempre teve como cultura a busca por inovação em tec- nologias e soluções arquitetônicas eficientes. A empresa foi fundada em 1962 pelos arquitetos Roberto Aflalo, Plínio Croce e Gian Carlo Gasperini, e já está na terceira geração. Nos anos 80, Roberto Aflalo Filho e Luiz Felipe Aflalo Herman, assumiram a condução do escritório ao lado de Gian Carlo Gasperini. Em 2015, Grazzieli Gomes Rocha e José Luiz Lemos passaram a compor a sociedade; além dos sócios- -diretores a empresa possui uma diretora de processos e produção, e mais 5 profissionais associados. O compromisso da empresa com a atualidade não se restringe ape- nas às soluções tecnológicas que o mercado disponibiliza, mas tam- bém com o projetar sustentavelmente, com responsabilidade, visando executar projetos mais eficientes e econômicos para as edificações. Trata-se de uma cultura internalizada no escritório que é inerente à atitude de todos os colaboradores e envolvidos nos projetos e que leva para dentro da empresa a questão da sustentabilidade em todos os sentidos. “Os edifícios corporativos, que sempre dependeram de muita eficiência, foram o carro chefe disso, sempre nos demandando maior conhecimento, um estudo do cenário internacional, de como estava se trabalhando nesse setor em termos de energia, então, mui- to antes de termos o LEED, ou outra certificação, todos os edifícios marcaram épocas por busca de tecnologia”, afirma Luiz Felipe Aflalo Herman, sócio-diretor da Aflalo/Gasperini. A Aflalo/Gasperini tem como premissa a valorização do usuário, sem- pre buscando projetar um ambiente agradável e confortável, seja através de uma iluminação e temperatura ideais, ou de um paisagis- mo, aliados à utilização de materiais mais eficientes que reduzam o consumo de água e energia, contribuindo assim para a melhora na produtividade deste usuário. ©AnaMello
  • 92.
    92 jul/15 rev/gbc/br anuárioGBC 2015 Empreendimentos certificados pelo LEED A empresa é responsável pelo projeto arquitetô- nico de inúmeros empreendimentos certificados pelo LEED, ao todo são 24 empreendimentos en- tre certificados e pré-certificados. As execuções da aflalo/gasperini sempre foram pautadas em pa- râmetros, de consumo energético, durabilidade e longevidade, independente de certificação. Todas essas questões já faziam parte da preocupação da empresa que, também é a preocupação do clien- te, performar em longo prazo. Muitos dos projetos da empresa já estavam em desenvolvimento ou em fase de conclusão quando surgiu o movimento sustentável da organização Green Building Council Brasil, e foram necessárias poucas adequações aos projetos para que conquistassem certificações como Gold e Platinum, as mais altas certificações do GBC Brasil. “Quando se trouxe de fato o processo de certifica- ção para o Brasil, que nada mais é do que você avaliar a performance de um edifício, muitos dos nossos grandes projetos já estavam em desenvol- vimento, ou praticamente concluídos, e optou-se por buscar uma certificação, as alterações, os ajus- tes nos projetos foram absolutamente marginais, para atender complementações como tipo vagas para automóveis com combustíveis alternativo, bi- cicletários, vestiários, entre outros”, diz Roberto. A empresa possui ampla experiência em diversos segmentos no mercado, abrangendo os setores comercial, de serviços, residencial, hoteleiro, públi- co e social, recreacional e industrial, onde o traba- lho vai desde a pesquisa e análise de restrições, programação, pré-dimensionamento e planeja- mento físico até o projeto arquitetônico completo, que incluem reformas, planos urbanísticos e de paisagismo, coordenação de projetos complemen- tares, fiscalização e acompanhamento da obra e desenhos de apresentação.“Trabalhamos em fun- ção da predominância do mercado, das oportuni- dades, determinadas por contatos específicos, por demandas específicas. Na última década e meia, podemos dizer que tivemos uma incidência bas- tante grande de edifícios corporativos. De fato aca- bamos nos envolvendo por conta dessa demanda toda, o escritório trabalha com todos os tipos de projetos, todas as tipologias, sempre trabalhou; no nosso currículo tem escolas, áreas comerciais, projetos de uso misto, residenciais, teatros, urba- nismo”, pontua Roberto Aflalo Filho, sócio-diretor da aflalo/gasperini. Uma importante preocupação da aflalo/gasperini no que tange a sustentabilidade é a cogeração de energia. Mesmo antes da forte demanda em sus- tentabilidade, com o advento das organizações e movimentos voltados para este tema, o conceito de executar projetos que visando à eficiência nos em- preendimentos já se aplicava em vários países em que se tem uma legislação própria relacionada à sustentabilidade, garantindo que a energia cogera- da seja devolvida para a rede. “Nós tentamos muito isso no Brasil e até hoje não conseguimos fazê-la, porque infelizmente, com todos os problemas ener- géticos que passamos hoje, gerando energia com óleo diesel, ainda continuamos sem uma legisla- ção específica nesse sentido. Mas no momento em que começou a surgiu as certificações no Brasil, nós já migramos para um conhecimento específico disso, desta certificação, que complementou então esse processo tecnológico que a empresa já vinha desenvolvendo”, destaca Luiz Felipe. Dentre os principais projetos desenvol- vidos pela empresa estão Rochaverá, um complexo com quatro edifícios, que conquistou o selo Gold em todas as torres, Eldorado Business Towers, a primeira edificação de grande porte do Brasil a conquistar o selo Leed (2009), e do tipo Platinum, maior classificação da categoria, Ventura Corporate To- wers, que garantiu o selo Gold em suas duas torres, Ecoberrini, também cer- tificado com o Leed Platinum, Infinity Tower, que possui duas certificações, selo Gold na categoria Core & Shell e selo Platinum na categoria Comercial Interiors. Entre os certificados em 2014, estão os empreendimentos FL Corporate, Morumbi Corporate, que garantiram o selo Gold na categoria Core & Shell, além de um dos maiores ícones no que tange a eficiência em 360 graus, o Parque da Cidade, complexo com cin- co prédios ainda em desenvolvimento, mas que já conquistou a certificação LEED Silver ND (Neighborhood Deve- lopment), concedida aos empreendi- mentos que trazem impactos positivos ao seu entorno, além de um LEED Gold (Torre C1) e um certificado AQUA (Tor- re C2), para as torres que estão sendo entregues em 2015. Além destes empreendimentos a afla- lo/gasperini conta com mais dez pro- jetos certificados em seu portfólio, são eles: Edifício Jatobá (Leed CS Gold); Sede da Odebrecht (CS Gold); Morum- bi Business Center (Cs Gold); Edifício Cidade Jardim (CS Gold); JK 1600 (CS Gold); Atrium Faria Lima(CI SIlver); WT Morumbi, São Paulo Corporate, Torre Matarazzo e Berrini One.
  • 93.
    revistagbcbrasil.com.br 93jul/15 anuário GBC2015 Projetos ícones Referência na paisagem metropolitana de São Paulo, o edifício Eldorado Business Towers é consi- derado um dos projetos mais importantes na traje- tória da aflalo/gasperini, levando em consideração seu desempenho de uma forma geral, um projeto ambicioso, que chama a atenção tanto pelo porte quanto pela sua forma. A certificação conquistada, o selo Platinum, maior certificação concedida pelo GBC (Green Building Council) Brasil, reforça ainda mais a experiência e capacidade que a empresa possui em realizar projetos eficientes e de alta com- plexidade. A união de interesse entre empreendedor e fabri- cante em desenvolver um empreendimento de per- formance significativa, fez com que o projeto se via- bilizasse de forma intensiva em relação à eficiência, de modo que foi possível atingir a certificação má- xima. “Teve um grande investimento em tecnologia, foi um momento que casou interesses, tanto de um fabricante de sistema de ar condicionado quanto do empreendedor, interessado em investir nesse sentido. Uniu-se uma solução que deveria ter um performance significativa associada a um sistema de avaliação de insolação, cortinas automatizadas nas fachadas que independiam de manipulação, ou seja, um conjunto de elementos inteligentes. Foi o nosso primeiro Platinum”, orgulha-se Roberto. Outro projeto arquitetônico desenvolvido pela em- presa foi o Parque da Cidade. Único no Estado de São Paulo a receber a certificação ND (Nei- ghborhood Development) e o segundo no Brasil. Este empreendimento se destaca principalmente pela preocupação em interagir de forma eficiente com seu entorno, um projeto que se caracteriza pela sua dimensão e diversidade de itens incor- porados a ele. Localizado em um terreno de mais de 80 mil metros quadrados, conta com cerca de 500 mil metros quadrados de área construída que contemplam torres corporativas e residenciais, ho- tel, shopping, salas comerciais, o que traz um forte conceito de cidade compacta. Agregado a todos estes elementos, o complexo possui uma prefeita integração entre espaços externos privativos e pú- blicos, são 62 mil metros quadrados abertos ao pú- blico que contam com um parque linear dotado de restaurantes, passeios, ciclovias, espelhos d’água, playground entre outros atrativos, integrado a uma área verde de aproximadamente 22 mil metros quadrados. A linguagem arquitetônica é contemporânea e ca- racteriza-se por volumes angulados em seu coroa- mento. Estes têm alturas variadas e quando justa- postos geram linhas ascendentes e descendentes, no skyline da cidade. A forte identidade se faz do conjunto e não dos prédios isolados. “Este projeto que nos leva as últimas consequências deste pen- samento, a forma como ele esta esquematizado, como está localizado, se possui transporte real- mente eficiente a 800 metros daquele ponto, se é uma área urbanizada que possui com cruzamentos de ruas que justifique esta obra estar ali. Vamos entendendo aos poucos como é o funcionamento deste conjunto, pois o interesse da urbanização é ser compacto e estimular a diversidade. O LEED vizinhança procura ter sinergia dos usos, ter uso misto”, diz Luiz Felipe. Imagens: Divulgação aflalo/gasperini
  • 94.
    94 jul/15 rev/gbc/br anuárioGBC 2015 LEED: A união de prag- matismo e liberdade Para Roberto Aflalo, a certificação é uma forma pragmática de avaliar certas questões. Trata-se de uma proposta absolutamente real que oferece parâmetros bastante próximos da realidade com relação à eficiência nos edifícios. Todas as ques- tões levantadas pela certificação são discutidas de forma aprofundada não somente por técnicos e projetistas envolvidos, mas também pelos clien- tes no tocante ao custo benefício, bem como os elementos que compõem um edifício. “Isso extra- pola o projeto, tem a ver com a distância de onde vêm os materiais, o quanto demanda de transporte ou não, quantidade de entulho que se gera numa obra, quão antecipadamente se pensou nessas questões num processo de projeto. É um processo bastante pragmático, que tenta colocar de forma estruturada uma serie de questões que muitas ve- zes são mais delicadas, mas ele cumpre seu papel de dar um parâmetro, estabelecer um critério e que isso possa ser comparado e de fato avaliado”, de- fine Roberto Aflalo. Já segundo Luiz Felipe Aflalo, este pragmatismo está ligado diretamente ao conceito de liberdade. A sustentabilidade é um tema de muita diversida- de considerando todos os elementos que influem nisso, e com a sinergia entre especialistas e várias equipes com diferentes conhecimentos trabalhan- do de forma estruturada através da utilização de tecnologias e cálculos, com o intuito de se atingir uma meta, é possível visualizar cenários bem pró- ximos à realidade. Isso permite, de certa forma, a possibilidade de visualizar as reais possibilidades frente a um projeto. “A certificação pra mim esta diretamente ligada à liberdade, pois veio numa medida que o mundo estava sensível e precisá- vamos fazer algo pelo planeta em relação à eco- nomia dos recursos naturais, à conscientização, pensar em como desenvolver de forma eficiente. Mas para isso é importante que a certificação tenha esse pragmatismo, pois assim se tem a condição de avaliar melhor os processos utilizando de vá- rios sistemas para fazer este balanço. Então neste sentido a sustentabilidade traz muita liberdade, a liberdade com responsabilidade dentro daqueles critérios, para que possamos realmente fazer algu- ma coisa para mudar esse curso do planeta”, com- plementa Luiz Felipe. A importância da simu- lação energética Uma dos pontos importantes que garantem de for- ma significativa a eficiência de uma edificação é a utilização de programas e expertise de simulações energéticas, recursos estes que se tornam decisi- vos na tomada de decisão do cliente. As simula- ções trazem resultados aprimorados permitindo que se possa projetar baseando-se em parâmetros mais próximos a da realidade, além disso, possi- bilitam avaliar diferentes situações como, escolha de materiais, condições, localização, desempenho, através de uma ampla visão do cenário em que se está trabalhando. Para Roberto Aflalo, quando se entra numa simulação talvez decisiva, onde o cliente precisa tomar algumas decisões relativas a investimentos é necessário ter números confiáveis, “para nós quanto mais próxima de uma realidade e quanto mais dados confiáveis nos der, melhor é a condição de demonstrarmos as opções e con- vencer o cliente das soluções arquitetônicas dos elementos que estamos propondo”, completa ele. Para Luiz Felipe Aflalo, as simulações, além de serem fator fundamental para decisão do cliente, são também importantes quando se fala no fator “intuição”. O próprio arquiteto tendo uma visão mais abrangente do projeto precisa cofirmar essa intuição através de resultados concretos, o que é possível através de cálculo e números confiáveis. “Muitas vezes é intuitivo, e para que esta intuição se comprove, precisa ter um cálculo, ter realmente muita expertise, para que não se gaste com pro- cessos ineficazes”, afirma Luiz Felipe Aflalo. Garantia de um espaço que valorize o usuário, agregado a soluções eficientes são metas prioritárias da empresa
  • 95.
  • 96.
    96 jul/15 rev/gbc/br anuárioGBC 2015 A Plaenge Industrial é a construtora líder em certificações de obras industriais na tipologia LEED Novas Construções. Com expertise em empreendimentos que atendem os mais modernos critérios de sustentabilidade, a empresa é responsável pela construção de três das oito indústrias brasileiras certificadas nesta categoria, o que correspon- de a 35% das certificações atuais, conforme informações do site da GBC Brasil (Green Building Council), instituição responsável pelas certificações. A tipologia Novas Construções refere-se a edificações que são construídas desde o início de acordo com os critérios LEED (Leadership in Energy and Environmental Design). Fundada no início da década de 1970 através da construção de uma gráfica e uma fábrica da Coca-Cola, a Plaenge Industrial soma mais de 1,5 milhão de metros quadrados construídos em fábricas presentes em 19 estados brasi- leiros e também na Venezuela. Referência no mercado de empreendimentos sustentáveis, já recebeu quatro selos verdes LEED. O primeiro deles foi conce- dido pela construção da Matte Leão na região de Curitiba. Já no ano seguinte outra obra certificada foi a GEO Energética em Tamboara, no Paraná, reco- nhecida como a primeira empresa geradora de energia do País a conseguir a certificação. A fábrica da Coca-Cola em Maringá, concluída em agosto de 2012, recebeu dupla certificação: LEED GOLD no prédio de facilities e LEED SILVER na planta industrial. Atualmente, a empresa constrói no Rio de Janeiro um Centro de Distribuição da Coca-Cola de acordo com os critérios “verdes”. “As conquistas consolidam a divisão industrial da Plaenge como empresa qualificada e referência para oferecer soluções industriais sustentáveis ao se- tor de construção civil empresarial”, diz o gerente da Plaenge Industrial, Ednel- son Ivantes. Ele destaca que o investimento nas tecnologias que atendem os critérios LEED decorre de uma necessidade do mercado, que busca constru- toras com expertise para implementar soluções e executar obras dentro das rigorosas exigências em relação à sustentabilidade. “Nos últimos cinco anos houve um incremento de mais de 350% no número de projetos registrados junto ao GBC Brasil, o que de forma acumulada, soma mais de 980 projetos em busca da certificação”, relata. é líder em obras certificadas na categoria Novas Construções Com foco na sustentabili- dade, empresa já recebeu três selos LEED em empre- endimentos industriais, o que corresponde a 35% das certificações da categoria no Brasil PLAENGE INDUSTRIAL Fábrica Matte Leão 1° indústria do Brasil a obter certificação (LEED NC Silver, 2012)
  • 97.
    revistagbcbrasil.com.br 97jul/15 anuário GBC2015 Ativo importante No cenário atual, a eficiência operacional é um ati- vo importante para garantir a sustentabilidade das empresas, que buscam a certificação por questões econômicas e socioambientais. “Os novos empre- endimentos devem ser pensados como um todo, buscando a redução dos impactos desde sua concepção, construção e principalmente na opera- ção”, avalia Ivantes. Como exemplo prático em relação às questões econômicas e ambientais solucionadas por uma obra que atende aos critérios LEED, Ivantes cita a redução no consumo de água e energia, gerando maior eficiência quanto aos custos de operação e redução no impacto frente ao uso de recursos naturais. “Isto ganha grande relevância no atual cenário econômico brasileiro, onde os recursos naturais estão mais escassos e as tarifas tiveram um aumento expressivo em seus valores”, pontua, ressaltando ainda que a eficiência energética é hoje mais que um diferencial na gestão de custos e seus resultados passam a integrar outras estraté- gias de negócio das companhias. Em relação aos fatores mais difíceis de mensurar, ele destaca que um empreendimento idealizado pelos princípios adotados pelo GBC produz um ambiente de trabalho mais favorável às condições necessárias para o desenvolvimento das ativida- des. “Isto, certamente, se reflete em aumento de produtividade, menos absenteísmo e maior satisfa- ção e bem-estar dos usuários”, defende. Na prática, os ganhos com os projetos sustentá- veis variam de acordo com a atividade econômica de cada empresa. O gerente da Plaenge Industrial destaca que em uma empresa do setor de bebidas, por exemplo, o uso de água tem grande impacto no processo. “As obras em acordo com os crité- rios de certificação LEED permitem alcançar níveis altos de economia neste recurso”, diz, lembrando que vários outros ganhos são possíveis em um empreendimento certificado, desde sua concep- ção através de definições técnicas até a adoção de medidas como fontes alternativas, menor emissão de poluentes, utilização de materiais reciclados, utilização de equipamentos com menor consumo. “São soluções que promovem maior equilíbrio en- tre o ser humano e o meio ambiente”, define. Ivantes lembra que a certificação também beneficia as comunidades envolvidas com a empresa. Um dos quesitos avaliados para obtenção do selo é a relação do empreendimento com o seu entorno, o que inclui acesso através de transporte público e alternativo, relação com a comunidade, consu- mo de materiais locais, redução dos impactos na construção e manutenção de áreas verdes, que são sempre avaliados num processo de certifica- ção LEED. Os critérios adotados promovem, ainda, uma maior inclusão social e aumento do senso de comunida- de, incentivando a todos a terem maior responsa- bilidade socioambiental, o que inclui fornecedores, clientes e colaboradores. Empresa aposta em projetos inova- dores e eficientes A Plaenge Industrial destaca-se no mercado por oferecer projetos modernos, inovadores e eficien- tes, preocupados com o meio ambiente, de qua- lidade e que oferecem maior rentabilidade para o negócio. Com sedes regionais em Londrina e Curi- tiba, no Paraná, e mais quatro escritórios de apoio em Cuiabá/MT, Campo Grande/MS, Joinville/SC e Maringá/PR, possui versatilidade para atendimento de seus clientes em todo território nacional. A empresa é especializada em grandes corpora- ções nacionais e estrangeiras que estão instaladas ou em fase de instalação no País. Para isto, conta com profissionais qualificados e um corpo técnico altamente especializado e com grande experiência na execução de empreendimentos industriais. Agilidade e capacidade de mobilização são carac- terísticas importantes da Plaenge Industrial, que está localizada num raio de até mil quilômetros dos mais importantes centros do País. Com experiência em executar obras fora da sede, a empresa atua em canteiros que são escritórios completos, total- mente informatizados e com infraestrutura para dar
  • 98.
    98 jul/15 rev/gbc/br anuárioGBC 2015 suporte aos engenheiros e aos funcionários administrativos. Além disso, a Plaenge Industrial conta com elevado grau de informatização, com sistema diferenciado, onde cada cliente pode acompanhar à distância, com acesso restrito e mediante senha, o andamento de sua obra. Outra expertise é a montagem de “salas limpas” com padrão Good Manufac- turing Pratice (GMP). São plantas diferenciadas por suas instalações sanitá- rias especiais, contendo diversas soluções técnicas como paredes de canto arredondado, pisos antiácidos, forros térmicos, ambientes de baixa umidade e climatizados com pressão positiva, além de tubulações e equipamentos em aço inoxidável, entre outras. No segmento residencial, Grupo Plaenge já entregou mais de 300 torres Fundado há 45 anos, o Grupo Plaenge atua no segmento da construção civil em edificações imobiliárias e industriais. Fazem parte do Grupo as construto- ras Plaenge, Vanguard Home e a Plaenge Industrial. Na área de empreendi- mentos imobiliários, o Grupo está presente em sete cidades brasileiras, onde já entregou mais de 300 torres. Desde 2009, iniciou suas operações também no Chile, onde atua em 5 cidades ao sul daquele país. Londrina, Curitiba e Maringá, no Paraná, Campo Grande (MS), Cuiabá (MT) e Joinville (SC) são os municípios brasileiros que contam com empreendimentos residenciais do Grupo Plaenge. A trajetória da empresa tem outros números que impressionam. A estimati- va é que, atualmente, cerca de 70 mil pessoas vivam em empreendimentos Plaenge e Vanguard Home, o que equivale à população de uma cidade de porte médio. Apenas nos últimos dez anos foram executadas e entregues 200 novas tor- res, resultado de ações que consideraram oportunidades de mercado, ex- periência e gestão. No Chile, a empresa já entregou mais de mil unidades habitacionais. No mercado imobiliário, o Grupo Plaenge é reconhecido como um dos mais importantes do País no segmento de construção civil. A construtora foi clas- sificada pelo ranking “Valor 1000”, do jornal Valor Econômico, como a “maior e melhor construtora do Sul do Brasil” e ranqueada entre as 500 maiores empresas do País em todos os segmentos. Plaenge Industrial conquista Selo LEED por obra da GEO Energética Fábrica foi classificada como um dos 50 edifícios mais sustentáveis do mundo A primeira empresa geradora de energia do País a conquistar a certificação LEED foi a GEO Energética, em Tamboara, no Paraná. A obra foi construída pela Plaenge Industrial, que recebeu o segundo selo verde em uma planta industrial com esta edificação. A primeira foi a obra da Matte Leão, em Curi- tiba. Pioneira e líder na produção de biogás a partir de resíduos de usinas de açúcar e álcool, a GEO Energética destaca-se por ter desenvolvido um processo biotecnológico único e inovador para a produção de biogás a partir do reaproveitamento de resíduos da agroindústria.
  • 99.
    revistagbcbrasil.com.br 99jul/15 anuário GBC2015 biental gerado pelas matérias-primas utilizadas e uso de materiais locais. Além da construção da fábrica para produção e envase dos refrigerantes, a Plaenge Industrial finalizou as obras de amplia- ção dos galpões para estocagem de produtos acabados, nova oficina de manutenção e expan- são da malha viária interna, com ruas, estaciona- mento e pátios de carga e descarga. O resultado final permite a economia de 26,8 mi- lhões de litros de água, anualmente, o que repre- senta 64% do consumo anterior. Com relação à energia elétrica, o projeto garante a economia de 5 milhões de kw/h por ano, ou 21% em relação ao parâmetro anterior, o que seria suficiente para abastecer 2.717 famílias de quatro pessoas. A redução de consumo pelo sistema de ar condi- cionado foi de 60%. Já o sistema de iluminação alcançou economia de 52%. No processo indus- trial, a economia é de 16%. Também é destaque a preservação de 39% de áreas verdes. O telhado verde foi projetado para manter a temperatura interna dos ambientes re- duzida, assim como os telhados brancos, evitan- do o uso de ar-condicionado. Mario Schafaschek, diretor industrial da Coca-Co- la Femsa no Brasil, explicou que o planejamento respeitou os princípios da bioarquitetura. “A fábri- ca foi projetada para ser eco eficiente, ou seja, gerar valor econômico e ecológico. A Plaenge In- dustrial acompanhou todos os padrões exigidos para a certificação, garantindo os ganhos am- bientais previstos”, disse, destacando a eficiência da construtora na construção em acordo com o equilibra a utilização de luz artificial de acordo com a incidência de luz natural. Apesar do surgimento de novas soluções para a área da construção civil, os valores investidos em obras que atendam aos critérios para certificação LEED ainda são superiores aos das construções tradicionais. No entanto, a diferença tende a di- minuir conforme o know-how da empresa no pro- cesso de certificação. No caso da Plaenge, entre o primeiro e o mais recente empreendimento exe- cutado dentro dos critérios LEED, houve uma redu- ção bastante significativa nos investimentos reali- zados para conquista do selo de forma que, com a eficiência obtida na operação, o pay back destes investimentos são obtidos em um prazo cada vez menor. Fábrica da Coca-Cola é a primeira do setor a receber dupla certificação Obra foi construída pela Plaenge Industrial de acordo com os mais modernos critérios de sustentabilidade A primeira fábrica de refrigerantes a receber o selo verde LEED (Leadership in Energy and Environ- mental Design) foi edificada pela Plaenge Indus- trial. A planta da Coca-Cola Femsa em Maringá (PR) recebeu a certificação no final 2014, na cate- goria SILVER para a planta industrial e na categoria GOLD para o prédio de utilidades/vestiários. A obra soma 34 mil metros quadrados e busca a economia de energia, redução no consumo de água, menos desperdício, redução do impacto am- Concebida para ser uma solução em sustentabili- dade, a fábrica é pioneira em vários itens relacio- nados à construção verde no Brasil. Pelo fato de gerar 100% da energia que consome, por exemplo, tornou-se o primeiro edifício LEED que também é Net Zero Energy – outro conceito tido como refe- rência internacional para designar aqueles edifí- cios que produzem a própria energia por meio de fontes renováveis, graças aos seus sistemas cons- trutivos ou tecnológicos. Com a pontuação atingida pelos critérios LEED, a GEO Energética conquistou uma das mais altas certificações: o selo GOLD. A obra foi classificada como um dos 50 edifícios mais sustentáveis do mundo, de acordo com a entidade certificadora. Isto porque a empresa também obteve bom desempe- nho em “espaços sustentáveis”, ao reservar 49% da área do terreno para a vegetação nativa ou adapta- da, onde foram plantadas várias espécies nativas. Isso se reflete em bem-estar para os funcionários da empresa, que têm vista para o verde onde quer que estejam. A edificação foi projetada de modo a favo- recer a iluminação natural dos ambientes – 97% dos espaços internos têm luz natural –, o que também proporciona conforto térmico e visual. Com um sistema inteligente que desliga o ar con- dicionado quando as janelas são abertas, e que apaga as luminárias quando há claridade interna suficiente, o projeto da GEO Energética possibilita a redução de 73% do consumo energético. Os cál- culos de pay back do empreendimento apontam que, com a redução dos custos de consumo de água e energia, em dez anos o investimento adi- cional é zerado. “Dessa forma, além de proporcio- nar menor impacto ao meio ambiente e promover espaços mais agradáveis aos seus ocupantes e comunidade do entorno, as obras com a certifica- ção LEED também proporcionam retorno financei- ro em médio prazo, em virtude do seu desempe- nho em relação aos custos operacionais”, aponta o diretor Evaldo Fabian. Foram feitas simulações por computador para en- tender os padrões de consumo energético, tornan- do possível avaliar e quantificar esse padrão ainda na fase de projeto. Além disso, o projeto buscou soluções tecnológicas simples para obter ótimos resultados, como por exemplo o aproveitamento da água de chuva e sensor de iluminação, que
  • 100.
    100 jul/15 rev/gbc/br anuárioGBC 2015 design necessário à economia de água e energia. O diretor lembrou que o primeiro desafio imposto às equipes foi o terreno. “Os critérios para certifica- ção LEED orientam a interferir o mínimo possível na geografia do terreno, por isso, a fábrica foi constru- ída em três patamares”, contou. Durante as obras, foram utilizados materiais reciclá- veis, comprados num raio de até 800 quilômetros da fábrica, reduzindo assim os gastos e poluição com transporte. Toda a madeira utilizada tem selo FSC de manejo responsável. Iniciativas sustentá- veis foram estendidas à comunidade que circula pela planta. Além da instalação de um bicicletá- rio, têm direito a vagas especiais carros de baixa emissão, carros utilizados para carona solidária e os que têm proteção da radiação solar nas janelas. Parceria A parceria entre Plaenge Industrial e Coca-Cola começou em 1971, quando a Plaenge Industrial construiu a unidade de Cambé da fabricante de re- frigerantes. De lá para cá, a empresa de engenha- ria participou da construção de mais de 60% das fábricas da Coca-Cola no Brasil, seja no projeto, na construção ou na montagem das linhas de pro- dução. A Plaenge Industrial também projetou duas fábricas do refrigerante na Venezuela. A divisão industrial da Plaenge iniciou este ano a construção do novo Centro de Distribuição da Co- ca-Cola Andina no Rio de Janeiro. A obra, de 8,5 mil metros quadrados de área construída, que tam- bém será feita em conformidade com os critérios do selo verde LEED, buscando grande eficiência energética e reuso de águas pluviais, entre outras iniciativas ambientalmente corretas. A previsão é que a obra seja concluída em janeiro de 2016. Primeira fábrica verde do País fica em Curitiba A fábrica da Matte Leão em Curitiba, reconhecida como a primeira fábrica verde do Brasil, foi tam- bém o primeiro empreendimento da Plaenge In- dustrial a receber a certificação LEED. Executada dentro dos critérios do “Selo Verde” e pertencente ao Grupo Coca-Cola, a fábrica foi edificada por meio de processos sustentáveis que incluem eco- nomia de água e energia, menos desperdício, re- dução do impacto ambiental gerado pelas maté- rias-primas utilizadas e uso de materiais locais. O selo foi concedido em 2012 na categoria SILVER. Esta unidade foi a primeira do grupo Coca-Cola na América Latina a receber a certificação. Com área construída de 18 mil metros quadrados, a planta tem ainda 53 mil metros de arruamentos, calçadas, pátios e jardins. Em conformidade com os critérios LEED, possui telhados verdes, estrutu- ra de eucalipto, Iluminação zenital, ventilação cru- zada, tintas com baixo nível de COV (Composto Orgânico Volátil), tinta à base de terra, pavimentos com baixo índice de absorção de calor, sistema de reuso da água pluvial e telhado com alto índice de refletância.
  • 101.
    revistagbcbrasil.com.br 101jul/15 anuário GBC2015 © 2015 Trane. Todos os direitos reservados A Trane pertence à família de marcas da Ingersoll Rand, incluindo Club Car®, Ingersoll Rand® e Thermo King®. A Ingersoll Rand é um líder mundial na criação e sustentação de ambientes seguros, confortáveis e eficientes. Visite trane.com.br e confira como estamos construindo o futuro.
  • 102.
    102 jul/15 rev/gbc/br anuárioGBC 2015 Odebrecht Realizações Visão de longo prazo com foco na sustentabilidade A Odebrecht Realizações Imobiliárias (OR), em- presa integrante da Organização Odebrecht, car- rega a sustentabilidade como um dos principais pilares de seu negócio. Em todas as etapas de de- senvolvimento de todos os empreendimentos, desde a sua concepção, essa busca visa criar as melhores soluções para o meio ambiente e a sociedade – não apenas até o término da obra, mas também na sua continuidade e no papel que eles desempenham para o entorno e para as comunidades onde estão inseridos.
  • 103.
    revistagbcbrasil.com.br 103jul/15 anuário GBC2015 A OR, criada em 2007, possui uma visão de longo prazo em seus produtos. Cuidar do meio ambiente e do entorno dos locais onde atua é fun- damental para que as futuras gerações possam usufruir os empreendimentos constru- ídos hoje. Para o negócio, de uma forma geral, o investimento em sustentabilidade também resulta em bons frutos. A consciência ambiental é cada vez mais forte na sociedade e iniciativas nesse sentido são vistas como um diferencial pelo mercado. “A Odebrecht sempre fez projetos como oportuni- dades dentro da construtora. E nesse processo de desenvolvimento, ela trouxe um pouco do DNA e da preocupação que o grupo tem em relação à susten- tabilidade dentro dos grandes projetos. Enxergando que esses projetos tinham que ter uma preocupa- ção ambiental, junto com o desenvolvimento eco- nômico, serem geradores de negócio e de opor- tunidades de emprego, desenvolvimento social, e principalmente a integração com o entorno”, afirma Paulo Aridan Mingione, diretor regional da OR. Todos esses conceitos em que a Odebrecht Rea- lizações atua se exprime na execução de diversos cases de sucesso nos quais são vistos claramente a preocupação com os preceitos sustentáveis. De todos os projetos certificados, o Parque da Cidade é considerado um empreendimento úni- co, onde a OR pode exercitar um pouco mais sua criatividade, pelo tamanho da área e pelas possi- bilidades que havia na região. Segundo Paulo Ari- dan, através do estudo de viabilidade, adotando um conceito forte em sustentabilidade, foi possível fazer um projeto diferente, não somente pela ques- tão ambiental, mas também pelo desenvolvimento econômico e, principalmente, pela integração des- te com o entorno do empreendimento. “Fizemos um projeto diferente em uma região que está em transformação, uma região tipicamente industrial na década passada. Desta forma, o projeto contri- bui fortemente para a transformação desta região”, completa o diretor regional da OR. São Paulo é uma metrópole que oferece grandes de- safios e o Parque da Cidade foi o primeiro empreen- dimento a ser elegível para a certificação LEED ND na América do Sul. Cada detalhe do Parque da Cidade foi cuidadosamente planejado para melhorar a vida das pessoas que por lá circularão e trazer impactos sociais e ambientais positivos para a região. “O Parque da Cidade traduz o que a OR entende por sustentabilidade ao conjugar preservação am- biental e compromisso com a promoção do desen- volvimento social e econômico. Receber a certifi- cação LEED ND nível Silver, até então inédita na América do Sul, é um importante reconhecimento para todos aqueles que participam desse projeto tão desafiador. A aquisição da certificação é o re- conhecimento de que estamos no caminho certo.” Declara Saulo Nunes, diretor de incorporação do Parque da Cidade. Parque da Cidade: com um conceito de cidade compacta, oferece um mix de uso que contribui para melhor qualidade de vida de seus usuários. O empreendimento reúne um conjunto inédito de soluções sustentáveis que observa os aspectos ambientais, a qualidade de vida das pessoas e os benefícios para a região. Juntas, elas propor- cionarão uma redução substancial dos custos da operação do empreendimento ao atender aos parâmetros de gestão da água, da energia, dos resíduos sólidos, de redução de CO2 , de otimiza- ção do uso do solo, de transporte sustentável e de Ao todo, a OR possui 13 empre- endimentos desenvolvidos, ou em desenvolvimento, que seguem as normas de sustentabilidade para adquirir a certificação internacional LEED. Entre os empreendimentos estão: I Tower, The One, Evolution Corporate, Edifício Odebrecht SP, Vila Olímpia Corporate, Central Vila Olímpia, Praça São Paulo e Parque da Cidade, em São Paulo; Hotel Sheraton, em Pernambuco; Porto Atlântico, Vila dos Atletas, Parque Olímpico e Edifício Odebrecht RJ, no Rio de Janeiro.
  • 104.
    104 jul/15 rev/gbc/br anuárioGBC 2015 namentos; e programa de car sharing com incen- tivo ao uso de carros elétricos, com vagas prefe- renciais e pontos de recarga nos estacionamentos. Diversas ações abordadas em sistemas integrados reduzem a demanda de energia, promovem a con- servação e o fornecimento adequado. Entre essas ações estão, fachadas de alto desempenho, com vidros de alta performance que minimizam o uso de energia elétrica e ar condicionado, telhado verde, sistemas de iluminação projetados para a máxima utilização da luz natural, com controle de escureci- mento automático. Também células fotoelétricas para acionamento das luzes das áreas externas, sensores de ocupação garantem que as luzes só fiquem acesas em ambientes que estão em uso e todos os sistemas de condicionamento de ar dota- dos de equipamentos com refrigeração livre de cloro e com eficiência, bem como captação de energia solar para o aquecimento da água nos edifícios resi- denciais, programa de educação e conscientização em consumo energético para a população usuária do Parque da Cidade. Além de todas estas medi- das, as torres residenciais do empreendimento con- tam com placas solares que são responsáveis por parte do aquecimento de água nas unidades resi- denciais e da piscina interna da área comum. Além de programas que estimulam a reutilização e reciclagem dos materiais, o Parque da Cidade con- ta com tratamento de resíduos orgânicos e progra- mas educacionais para reduzir ao máximo os resí- duos destinados para aterros. Um dos diferenciais é a utilização de um sistema que permite a coleta através do sistema pneumático dos resíduos (cole- ta a vácuo), com tubulações específicas para cada tipo de resíduo. Também será promovida a recicla- gem e o reuso de resíduos, a partir do lixo orgânico e compostagem fora do site, minimizando assim a emissão de gás metano na atmosfera. Com essas e outras medidas, a expectativa é que haja uma re- dução de 50% na geração dos resíduos que será destinado aos aterros. Além disso, são utilizados materiais de empresas localizados dentro de um raio de 800 km do local do empreendimento, con- forme exigido pelo LEED. acessibilidade. Seu projeto está alinhado aos mais modernos conceitos de sustentabilidade aplicados nas maiores metrópoles do mundo. Além disso, o paisagismo desempenha um papel fundamental dentro do Parque da Cidade, com 22 mil m² de áre- as verdes e 62 mil m2 de área aberta ao público. “Este empreendimento tem o conceito de uma ci- dade compacta, pois tem emprego, moradia, ser- viços, espaços para escritório para prestação de serviços, shopping, um parque com praças, res- taurantes, hotel, ou seja, um mix de uso completo com várias utilizações dentro do mesmo site, além de ser totalmente aberto com opções de lazer e um parque linear. Este é um grande diferencial que o Parque da Cidade possui”, detalha Paulo Aridan. O grande volume de chuvas que costuma cair so- bre São Paulo determinou pontos importantes no projeto paisagístico, criando-se o máximo de áreas permeáveis, retendo um maior volume de águas pluviais, o que alivia o próprio sistema da cidade e, ao mesmo tempo, aumenta a captação para o reu- so. O paisagismo do Parque da Cidade também é dotado de um lago, com caixas de retardo amplia- das para um maior acúmulo das águas, e calçadas com biorretenção. Características sustentáveis Trata-se de um empreendimento permeável, aberto à cidade, que ocupa uma área de aproximadamen- te 82mil m², sendo 22 mil m² de área verde (com o plantio de mais de mil árvores, de 30 espécies na- tivas) que compõe um completo parque linear com 62 mil m². O projeto está totalmente comprometido com a proposta de incentivar o uso do transporte coletivo, estando perto de todas as modalidades, como trem, metrô e ônibus. Ainda quanto à mobi- lidade, vale destacar: ruas e calçadas amigáveis, melhorando a acessibilidade para os pedestres e estimulando as caminhadas; incentivo ao uso de bicicletas com a criação de infraestrutura adequa- da, como ciclovias, bicicletários e vestiários em todas as torres do empreendimento e no parque; incentivo ao programa de caronas compartilhadas (carpoling), com vagas preferenciais nos estacio-
  • 105.
    revistagbcbrasil.com.br 105jul/15 anuário GBC2015 A configuração do terreno do Parque da Cidade possibilitou que o projeto arquitetônico potenciali- zasse a sustentabilidade a partir da localização e orientação das torres. Ter um parque linear como eixo ajudou a dividir o espaço, criando um volume contínuo e preservando a unidade do empreendi- mento. Considerando as características de São Paulo, um dos maiores desafios foi o de desenvolver ambien- tes silenciosos e agradáveis dentro do complexo. As áreas verdes permeáveis minimizam as ilhas de calor, atuam como barreiras acústicas e de ventos e favorecem a retenção de águas pluviais com os jardins de chuva e bacias estendidas. As plantas do projeto paisagístico – que compreendem o plantio de mais de mil árvores de 30 espécies nati- vas – foram dispostas como uma paleta de cores, com gradações e tons diferentes, aumentando a sua atratividade. Além do potencial contemplati- vo, o paisagismo tem funcionalidades específicas. Foram escolhidas espécies para a faixa próxima à Marginal que funcionam como barreiras acústicas e de vento. Para eliminar as ilhas de calor, o de- senho de todo o projeto leva em consideração as orientações das correntes de ar e o sombreamento projetado pelas torres e pelas árvores. Processos construtivos eficientes Tendo em vista suas dimensões, a metodologia construtiva adotada no Parque da Cidade consi- dera a redução de impactos no trânsito e no meio ambiente e a otimização do uso de mão de obra. Para atender a estas questões, algumas medidas foram adotadas: Para o Shopping, lajes alveolares e sistemas pré-moldados serão entregues já pron- tas no canteiro de obras, reduzindo assim o efetivo de mão de obra dentro do canteiro por empresas terceirizadas, otimizando o processo construtivo. A utilização de sistemas construtivos industrializa- dos, como painéis pré-moldados para fachadas, sistema unitizado de caixilhos e vidros, sistemas pré-moldados e pré-vigas e a montagem de uma central de concreto usinado dentro do próprio can- teiro de obras, reduzirão de forma significativa o número de viagens de caminhões. Para o Paulo Aridan, toda essa preocupação que a OR tem desenvolvido para gerar o menor impacto possível em geração de resíduo, em consumo de água e em consumo de energia, acaba tendo cunho pedagógico. “O Parque da Cidade foi desenhado para ser um projeto onde haja essa preocupação desde a construção. Hoje, nós temos um canteiro dentro do canteiro de obras com preocupações ecológicas, preocupação em minimizar o consumo de recursos, de água, de energia. Porque essa pre- ocupação acaba tendo um cunho pedagógico até para os integrantes das nossas equipes, pois eles começam a internalizar essa preocupação e, como consequência, levam isso para casa”. Ainda de acordo com Paulo, o ponto forte da cer- tificação LEED é a conscientização, que traz este processo pedagógico. A mensagem que se trans- mite para o público interno e externo é a conscien- tização para eles mesmos e, até mesmo, para as futuras gerações. “No caso de certificação você precisa ter certas preocupações no projeto, e a equipe do projeto passa para a equipe da obra, que passa para outra equipe que participou. É o que começa formar uma conscientização nas pessoas. Você tem ganhos tangíveis e intangíveis que no futuro vão virar tangíveis. O intangível hoje é essa questão da conscientização das equipes, dos envolvidos com o projeto. Eu vejo isso como um ganho principal”, finaliza Aridan.
  • 106.
    106 jul/15 rev/gbc/br anuárioGBC 2015 O jeito RACIONAL de trilhar o caminho da sustentabilidade Racional Engenharia
  • 107.
    revistagbcbrasil.com.br 107jul/15 anuário GBC2015 Um pouco da história... Consolidando uma cultura empresarial inédita, a Racional Engenharia conquistou ao longo de sua trajetória de 43 anos a confiança do mercado e dos clientes, graças ao seu compromisso com qualidade e prazos, aliado com seus princípios de ética e transparência. Foi assim que a empresa, fundada por Newton Simões em 1971, com sede em São Paulo, consolidou-se como uma das em- presas de engenharia e construção mais concei- tuadas do País. A companhia atua no mercado privado no Brasil para clientes não residenciais, tendo executado mais de 560 obras, totalizando cerca de 9 milhões de m² construídos. São Pro- jetos emblemáticos em diversos mercados – in- dustrial, shopping centers & varejo, edificações e ciência & tecnologia. Inicialmente, na década de 70, a Racional atuou for- temente no mercado industrial, devido ao “boom” que ocorreu no País com o grande investimento do governo e verbas subsidiadas que fomentaram o desenvolvimento da indústria nacional. Já no fi- nal dos anos 70, com o fim da concessão de juros subsidiados para a construção no setor industrial, a empresa passou a diversificar sua atuação, iden- tificando oportunidades em shopping centers, edi- fícios corporativos, hospitais e hotéis. Hoje, a em- presa se tornou um dos principais players no setor da construção no País. Segundo Marcos Santoro, vice-presidente do Nú- cleo de Operações, “a Racional não atua unica- mente em apenas um segmento mais fortemente. Pode haver uma época que temos uma fatia maior em shoppings; em outra que temos participação maior em edifícios corporativos, por exemplo, ou ainda podemos ter uma atuação mais expressi- va em indústrias e centro logísticos. Depende do momento da economia.” Atualmente, a carteira de Projetos da empresa compreende mais obras nos mercados de ciência & tecnologia, edificações e shopping centers & varejo. O agir sustentável como fundamento e princípio O termo “Sustentabilidade” é uma denominação recente no mundo e, cada vez mais vem conquistando um espaço maior nas empresas. Mas, apesar de ser um conceito relativamente novo, a Racional tem em sua essência princí- pios, atitudes e práticas alinhadas aos preceitos da sustentabilidade em suas obras, tanto no aspecto econômico, quanto nos aspectos social e ambiental. “Quando o tema de sustentabilidade ainda não estava devidamente estrutu- rado no mundo corporativo, a Racional, orientada por seus princípios, sempre desenvolveu ações voltadas para seus principais stakeholders – clientes, for- necedores, comunidade e funcionários. Iniciativas que, anos depois, seriam chamadas de sustentáveis”, afirma Santoro. Pioneira por natureza, a Racional tem como princípio o agir sustentavelmen- te. Independentemente do atendimento a certificações, selos, legislações e normas, tais práticas fazem parte do DNA da companhia desde o início, das pessoas, dos diretores e, principalmente do fundador. Atualmente, a sustentabilidade é um tema amplamente disseminado e discu- tido no mundo todo. Visando a máxima redução nos impactos causados ao meio ambiente, além da forte aderência às soluções para geração de recursos através de fontes renováveis, as empresas, cada vez mais engajadas com a causa, percebem os benefícios tanto econômico quanto social e ambiental através da construção de projetos executados de acordo com as normas sus- tentáveis. Como incentivo para essas práticas, existem hoje certificações que, além de diminuir os impactos ambientais, também agregam valor para a obra, cliente, usuários e para o mercado, de forma geral. Pioneirismo em ações de responsabilidade socioambiental está no DNA da Racional Engenharia Marcos Santoro, vice-presidente do Núcleo de Operações da Racional Engenharia Imagens:Divulgaçãoracional
  • 108.
    108 jul/15 rev/gbc/br anuárioGBC 2015 O selo LEED (Leadership in Energy and Environ- mental Design), concedido pelo Green Building Council Institute (GBCI), e uma das certificações mais conceituadas no Brasil e no mundo, tem de- sempenhado muito bem este papel no que tange ao incentivo das construções eficientes bem como a conscientização das companhias. Entendendo desde cedo esta necessidade, a Ra- cional Engenharia aderiu à certificação LEED como mais uma meta importante a ser atingida, e possui hoje vários cases de sucesso. Entre eles se desta- cam o Edifício Cidade Nova, no Rio de Janeiro (1° edifício comercial a obter a certificação LEED no Brasil), o Datacenter Telefônica/Vivo (1° Datacenter da América Latina a obter a certificação LEED), o Centro Tecnológico Itaú (maior datacenter da Amé- rica Latina), o Tietê Plaza Shopping (1° shopping do Estado de São Paulo a obter a certificação LEED e 3° shopping do Brasil). São dez empreendimentos certificados pelo LEED e seis em processo de cer- tificação. A Racional conquistou a certificação LEED em diversos mercados em que atua. Porém, para a empresa um dos mais desafiadores, em todas as fases do projeto, é o de hospitais, pois apresenta uma grande complexidade pela característica do projeto e quantidade de sistemas prediais que este tipo de edificação exige. Bons exemplos são as unidades Perdizes e Morumbi do Hospital Israelita Albert Einstein. Na visão da empresa, a certificação LEED contribui muito para os projetos de construção civil mun- dialmente, pois traz requisitos que, muitas vezes, os projetistas e arquitetos não colocariam em pri- meiro plano no desenvolvimento de um projeto ou na execução de uma obra. “Existem centenas de exemplos de quesitos que ajudam muito a orien- tar o projeto, a construção e as práticas de obra na direção da sustentabilidade. É o que no ‘final do dia’ todo mundo quer: projetistas, construtores, arquitetos, clientes, usuários. É o que o planeta precisa. Não adianta fazer um edifício, um projeto de construção maravilhoso, mas que tenha uma matriz energética inadequada e agressiva com emissão de carbono e que não contemple o uso de transporte sustentável aos usuários do edifício, por exemplo”, declara Marcos Santoro. Ainda segundo o executivo da empresa, há uma per- cepção equivocada de que haverá um investimento muito alto para que o edifício seja certificado ou que se submeta ao selo de certificação LEED. O investi- mento do valor agregado é pequeno comparado ao custo total de execução da obra. O que deve se colo- car em perspectiva é o ciclo de vida do edifício, pois ao mesmo tempo em que se tem um aporte maior de recursos financeiros para atender os requisitos da certificação, a economia que se gera em custos e despesas operacionais no longo prazo traz benefí- cios econômicos e socioambientais. A Racional Engenharia atua desde o início do pro- jeto, na etapa de pré-construção, que abrange estudos de engenharia de valor, análise de cons- trutibilidade, avaliação de impactos ambientais e elaboração do orçamento de obra. Com esse di- ferencial competitivo, alinhado à larga experiência no mercado, a Racional aporta valor ao projeto e para a obra no tocante à tecnologia e aspectos de sustentabilidade, de modo que, quando o em- preendimento for submetido à certificação, estará muito mais preparado. “A Racional é totalmente aderente às construções sustentáveis. Sempre que possível, demonstramos para nossos clientes que essa equação é positiva para o Projeto.” Projetos da Racional com certificação LEED •Edifício Cidade Nova – 2008 – Certified •Ecopátio Bracor Imigrantes – 2010 – LEED NC Gold •Hospital Albert Einstein (Unidade Perdizes) – 2012 – LEED NC Silver •Hospital Albert Einstein (Unidade Morumbi) – 2010 – LEED NC Gold •Centeranel Raposo – 2012 – Cen- teranel: Raposo Block B – LEED CS Gold /Central Raposo Block C – LEED CS Silver / Central Raposo Block A - Gold •Datacenter (Telefônica/Vivo) – 2012 – LEED NC Gold •Morumbi Corporate – 2014 – LEED CS Gold •Centro Tecnológico Itaú – 2014 – LEED NC Gold •Tietê Plaza Shopping, 2015, LEED NC Silver •Torre Z – 2015 – LEED CS Gold •Hotel Hilton Barra – LEED NC Gold Projetos da Racional em proces- so de certificação LEED: •Pátio da Marítima – LEED NC Gold •Datacenter (CONFIDENCIAL) – Santana de Parnaíba - SP – LEED NC Silver •Centro de Pesquisa e Tecnologia (CONFIDENCIAL) – Rio de Janeiro - RJ – Silver •Parque industrial (CONFIDENCIAL) Itatiaia - RJ – Gold
  • 109.
    revistagbcbrasil.com.br 109jul/15 anuário GBC2015 A empresa criou seu próprio Modelo de Gestão Em meados de 2002, a Racional se deparou com um grande desafio: a certificação da empresa pelo Sistema de Gestão Integrada ISO 9000 e 14000 e OHSAS 18000, sistema que certifica a empresa nos critérios de qualidade, meio ambiente, saúde e se- gurança do trabalho, entre outros requisitos. A em- presa se mobilizou por quase dois anos e conse- guiu atingir seus objetivos, conquistando todas as certificações do SGI (Sistema de Gestão Integra- da). Durante três anos, a Racional obteve a recerti- ficação, implementando esse Sistema em todas as suas obras no País. Porém, atenta às necessidades de seus clientes, a Racional desenvolveu seu pró- prio Modelo de Gestão, trazendo ao seu modelo de negócio mais flexibilidade e customização aos pro- cessos. “Tomamos uma decisão corajosa, eu diria até bastante arrojada para a época. Deixamos de obter estas certificações para criarmos nosso pró- prio Modelo de Gestão, tanto na área de qualidade e meio ambiente, quanto na área de saúde e segu- rança ocupacional. Implementamos os processos que tínhamos orientados de acordo com as ISOs e a OHSAS, dentro da realidade do nosso negócio e das características do setor da construção civil brasileiro. Estruturamos este Modelo durante dois anos, quando então surgiu o que nós batizamos de PRqd (Programa Racional de qualidade de de- sempenho),” orgulha-se Marcos Santoro. A criação do PRqd se deu através da revisitação de todos os processos agregados à experiência adquirida através das normas do SGI. Com isso, foi possí- vel dar flexibilidade e dinamismo, adaptando os processos de acordo com cada empreendimento. O PRqd possibilita realizar a gestão dos Projetos com êxito e disciplina e contempla totalmente os quesitos de meio ambiente, qualidade, segurança e saúde ocupacional. Processo de Gestão Ambiental Para o processo de certificação LEED, a Racional conta com profissionais responsáveis pelas ques- tões sociais e ambientais; e, normalmente, uma consultoria externa contratada atua para garantir os requisitos necessários para a certificação do Projeto. A consultoria contratada participa desde a etapa de pré-construção e de desenvolvimento de todos os projetos até a etapa de construção, visando prepará-la para a obtenção da certificação de acordo com o objetivo do Projeto. Os profissionais da Racional são estimulados a in- cluir os aspectos sustentáveis em toda e qualquer atividade com a mesma importância que se dá quanto ao atendimento ao prazo e custo da obra, por exemplo. Para isso, são realizados treinamen- tos constantes e a participação ativa dos profis- sionais de sustentabilidade acontece em todas as áreas da empresa. A empresa possui um processo de Gestão Am- biental estruturado e classificado em 11 eixos temáticos. São eles: Demolição; Terreno Conta- minado; Supressão de Vegetação; Erosão e Sedi- mentos; Qualidade do Ar; Ruído; Água e Energia; Suprimentos; Planejamento e Orçamento; Projeto de Canteiro de Obra; Resíduos de Obra. Tal pro- cesso é desempenhado pela equipe da corporativa juntamente com a equipe de obras, definindo as- sim uma visão multidisciplinar ao elaborar o plano de trabalho que visa atendimento aos requisitos ambientais determinados para o produto. Unindo um time de profissionais, engenheiros e técnicos especializados até o líder da obra, são traçados os planos que serão atribuídos àquele projeto e, através do acompanhamento mensal da Imagens:Divulgaçãoracional
  • 110.
    110 jul/15 rev/gbc/br anuárioGBC 2015 suas boas práticas na categoria “gerenciamento ambiental do entorno da obra”. “A Racional nunca se preocupou em ter algum tipo de procedimento visando ganhar um prêmio, apesar de ter sido pre- miada diversas vezes. As premiações foram con- sequências de uma atitude empresarial”, confirma Santoro. “Somos todos, em última instância, operá- rios em construção” Adotada como inspiração pela empresa, a frase “Somos todos, em última instância, operários em construção”, foi trazida há alguns anos pelo funda- dor da Racional, Newton Simões, e remete à refle- xão de que não se deve parar nunca de perseguir a melhoria contínua, buscando alcançar o que não se atingiu ainda. Esta inspiração faz parte da filo- sofia empresarial da Racional. “O ‘operário em construção’ é uma metáfora que remete à inquietação pessoal de cada um em buscar seu autodesenvolvimento. No âmbito da empresa, isso deve repercutir em nossa forma de agir, perseguindo a melhoria contínua, de que estamos sempre em movimento, buscando algo mais. A mensagem por trás desta metáfora tem tudo a ver com a nossa atividade, pois remete à ideia de que nada está pronto ou concluído, de que podemos sempre fazer melhor. Isso vale para tudo, na busca de novas soluções, de inovação nos nossos processos e modelo de gestão, na for- ma de nos relacionarmos com nossos principais stakeholders e de olhar o tema de sustentabilida- de”, conclui Newton Simões, presidente e funda- dor da Racional Engenharia. obra, garante que o planejamento seja atendido nas questões socioambientais. “É dessa maneira que temos conduzido nossos projetos. Independe das obras buscarem certificações ambientais”, afir- ma Nadia Oliveira, especialista em meio ambiente. Compromisso Social Os programas e ações sociais promovidos pela Racional são exemplos de que a sustentabili- dade e o compromisso social são valores presen- tes na essência e na cultura da empresa há mui- tos anos. Pioneira no setor, a Racional desenvolve desde 1987 o Programa “Educar é Crescer”, que promove cursos de alfabetização e de informática aos colaboradores e prestadores de serviços que atuam nos canteiros de obra. Com foco na valo- rização da cidadania e na promoção da autoesti- ma, o programa, que segue as diretrizes do EJA (Educação para Jovens e Adultos) regulamentado pelo MEC (Ministério da Educação), já formou mais de 3.500 colaboradores analfabetos e semi-analfa- betos. Outro projeto que vai de encontro ao tema sustentabilidade é o Programa Empreendedores da Construção, criado em 2013, realizado em par- ceria com o SEBRAE-SP, SINDUSCON-SP e a con- sultoria HM Segurança do Trabalho. O programa tem como objetivo a profissionalização das micro e pequenas empresas prestadoras de serviços de mão de obra, oferecendo cursos de formação bási- ca em gestão de negócios aos fornecedores, com- posto pelos módulos de “Administração”, “Saúde e Segurança”, “Finanças”, “Recursos Humanos”, além de “Produção e Sustentabilidade”. Prêmios conquistados Durante toda sua trajetória, a empresa conquistou importantes prêmios voltados à sustentabilidade no mercado de construção civil. O primeiro deles foi o Prêmio Top de Ecologia, nos anos de 2002 e 2003, que reconheceu o importante trabalho da empre- sa e confirmaram seu engajamento na busca de soluções que minimizem o impacto ambiental das obras. Em 2010, o Prêmio ITC Sustentax certificou a Racional como a construtora mais sustentável do mercado da construção civil do País. E, em 2014, o Prêmio SECONCI-SP reconheceu a Racional por
  • 111.
    revistagbcbrasil.com.br 111jul/15 anuário GBC2015Quadrados grandes e pequenos, planks e skinny planks. VISTA A TODAS AS POSSIBILIDADES NF400 e NF401 Cor Hemp A Natureza nos mostra como despertar os sentidos a partir do piso. É a raiz da criatividade e do Bem-Estar. Convide a Natureza para entrar e seja testemunha do seu poder para influenciar positivamente a motivação e a produtividade humana. Apresentamos a Coleção Near & Far™. Para mais infirmação ligue para + 11 2196 0900 A Foundation For Beautiful Thinking. beautifulthinkers.com
  • 112.
    112 jul/15 rev/gbc/br anuárioGBC 2015 A Omar Maksoud Engenharia, fundada em 1960 pelo engenhei- ro Omar Maksoud, é uma empresa que incorpora em todos os processos soluções inovadoras e customizadas para execu- ção construtiva. Com experiência mais de 55 anos no setor da construção civil, a empresa possui em seu portfólio mais de 250 empreendimentos, além de ser referência tanto no interior de São Paulo quanto na Capital. Como uma das líderes em seu segmento, a empresa se destaca pela execu- ção de obras definitivas e que traduzem o avanço tecnológico, criatividade, organização e capacidade de gerenciamento, sempre pautadas pelo compro- misso com a sustentabilidade, uso racional de recursos naturais bem como a valorização do componente humano, o que é uma marca da Omar Maksoud. Com o foco em soluções sustentáveis, em conjunto com pesquisas e desen- volvimentos tecnológicos, a empresa busca agregar procedimentos mais efi- cientes, implementando soluções de alto desempenho para o planejamento e execução dos projetos, sempre com o intuito de reduzir o impacto ao meio ambiente bem como garantir a qualidade do empreendimento e qualidade de vida a seus usuários. A preocupação com os processos sustentáveis nos projetos da empresa sem- pre foi uma premissa. Por isso, a Omar Maksoud, investe em profissionais qua- lificados e especializados na área que acompanham e garantem o cumprimen- to destes conceitos, além do trabalho em parceria com a Consultoria do CTE para a execução dos projetos que visam à certificação. Certificação LEED Mais do que um diferencial, hoje é pré-requisito que as edificações no Brasil e no mundo estejam alinhadas aos mais avançados critérios de qualidade am- biental interna e eficiência no consumo de recursos naturais. Para garantir tal eficiência nas obras, existem organizações que atestam esses projetos, como por exemplo, o Green Building Council com a concessão do selo LEED em uma série de categorias. SESC Sorocaba 1° unidade do SESC a obter certificação (LEED NC Gold, 2013) Omar Maksoud Buscando soluções para proteger o meio ambiente SESC Sorocaba - SP
  • 113.
    revistagbcbrasil.com.br 113jul/15 anuário GBC2015 A Omar Maksoud possui atualmente quatro certificações com o selo LEED e dois projetos em desenvolvimento. Os empreendimentos que já conquistaram a certificação são: SESC Sorocaba, projeto de destaque que possui certificação LEED New Construction Gold; Infinity Tower, onde a Omar Maksoud participou do processo de de- senvolvimento e incorporação do projeto, que conquistou a certifica- ção LEED Core & Shell Gold; Sede da Raizen Cosan, localizada em Piracicaba que garantiu a cer- tificação LEED Core & Shell Gold; HL Faria Lima, que conquistou recentemente certificação LEED Core & Shell Gold. Além destas conquistas a empresa busca mais duas certificações nas cate- gorias CI (Commercial Interiors) e EB O&M (Existing Buildings – Operation and Maintance) para o edifício da Nova Sede Qualicorp, empreendimento já certi- ficado pelo LEED Core & Shell, o que incentivou a Qualicorp a investir integral- mente nas instalações internas e operação do prédio. Sendo um dos únicos edifícios em busca de 3 certificações para o prédio todo. SESC Sorocaba: Primeiro SESC a receber a certificação LEED A construção do SESC Sorocaba que, apesar originalmente não visar nenhuma certificação, conquistou o selo LEED New Construction nível Gold, tornando-se o primeiro SESC certificado pelo LEED e um dos maiores êxitos no que tange a sustentabilidade. O projeto foi executado seguindo todos os processos e procedimentos sustentáveis, processos estes que a Omar Maksoud adota em suas obras. Vislumbrando o potencial do empreendimento para certificação e a qualidade dos projetos desenvolvidos pelo arquiteto Sérgio Teperman, a empresa em conjunto com a consultoria de sustentabilidade do CTE e o clien- te, passou a realizar as adequações necessárias para que o empreendimento fosse certificado. A participação da CTE (Centro de Tecnologia de Edificações) foi de fundamen- tal para que a Omar Maksoud garantisse mais assertividade durante o proces- so, evitando assim perda de tempo e recursos com estratégias ineficientes. “Foi um grande prazer fazer parte da equipe deste projeto. O SESC tem uma grande qualidade de projeto e uma preocupação recorrente com as questões de economia de água e energia em suas unidades. Algumas das estratégias de sustentabilidade foram propostas pelo próprio cliente. A Omar Maksoud teve um papel fundamental no projeto, viabilizando as estratégias de projeto e em alguns casos, até melhorando o desempenho estabelecido na etapa de projeto,” afirma Cristina Umetsu, Gerente de Consultoria de Projeto e Eficiência Energética do CTE e consultora de sustentabilidade do projeto. Um projeto com a complexidade de um grande centro sociocultural reque- reu vasta experiência no desenvolvimento de diversos tipos de instalações, inteligência e pesquisa que buscaram soluções inovadoras e mais eficientes. Entres as instalações do complexo estão administração, salas múltiplo uso, central de atendimento, loja SESC, teatro, café foyer, anfiteatro, comedoria, espaço de brincar, espaço lúdico, laboratórios odontológicos, área de expo- sição, internet livre, biblioteca, vestiários, piscinas com aquecimento solar, solário, ginásio poliesportivo, quadra de futebol society, sala de ginástica e expressão corporal, área de conveniência e estacionamentos. Características diferenciadas do projeto Se tratando de uma unidade múltiplo uso, que abriga diversas instalações, o projeto do SESC Soracaba tornou-se um desafio para comparação com o baseline da certificação LEED, devido as suas características diferenciadas se comparadas a outros edifícios convencionais certificados. Foi necessário um intenso trabalho para relação dos cálculos de eficiência energética e de outros itens para comprovar a efetiva eficiência, uma vez que não havia parâmetros práticos que pudessem ser utilizados como base. Os principais diferencias foram os sistemas implementados para otimização de eficiência energética e reaproveitamento de água de chuva com destaque para capacidade destes sistemas do empreendimento para utilização máxima de fontes renováveis reduzindo assim a utilização de energia elétrica para a operação dos prédios. Houve um intenso trabalho de escavação de rocha para executar o projeto do arquiteto Sérgio Teperman. Visando a melhor eficiência no uso da água, a unidade conta com dois inovadores sistema de coleta e polimento de água da chuva que é utilizado para manutenção de jardins, através de um sistema de irrigação automático, bem como nas descargas das bacias sanitárias e mictórios. Foram também projetados wetlands, jardins ecológicos construídos com uma série de tecnologias que utilizam vegetação aquática que retiram as impurezas da água de forma natural. Agregado a estas medidas, o projeto contempla a utilização de torneiras e chuveiros de vazão controlada, contri- buindo, desta forma, para melhor eficiência na utilização deste recurso. A implantação de um complexo projeto paisagístico também é uma importante característica na unidade do SESC Sorocaba que foi contemplado com a cons- trução de painéis verdes hidropônicos e modulares, onde as plantas ficam Raizen Cosan, Piracicaba - SP
  • 114.
    114 jul/15 rev/gbc/br anuárioGBC 2015 Através da adoção de todas essas medidas e estratégias sustentáveis na cons- trução do SESC, foi possível atingir 66 pontos dos 110 exigidos pelo LEED, com destaque para os critérios de eficiência no uso da água, créditos de prio- ridade regional bem como no requisito de inovação e processos que atingiram 100% dos pontos. Além de atingir máxima pontuação nestes três critérios, o projeto garantiu 17 pontos dos 35 exigidos em eficiência energética, 20 pontos dos 26 exigidos em espaço sustentável e integração com o entorno da obra e 6 pontos de 14 no critério materiais e recursos. Pontuações excelentes, se tratando de um projeto que inicialmente não tinha como objetivo a certificação. Nova sede da Qualicorp: Customização aliada à conscientização A Omar Maksoud participou da customização do edifício que abriga a Nova Sede da Qualicorp. Mantendo o conceito sustentável de um edifício previa- mente certificado pelo LEED Core & Shell, focou na execução de projetos de eficiência operacional e manutenção visando integrar ao empreendimento ou- tras duas certificações do LEED, o selo CI (Commercial Interiors) e EB O&M (Existing Buildings – Operation and Maintance). O projeto conta com soluções inteligentes que garantem a utilização eficiente de recursos energéticos, como sistema de automação completo, com dimerização da iluminação, controle de presença setorizado, persianas automatizadas e sis- tema de ar condicionado independente para salas fechadas. Além disso, edifício possui uma Estação de Tratamento de Efluentes própria, o que contribui para reutilização de água do prédio e garantindo a economia do recurso. A Omar Maksoud, com a execução do projeto de customização do edifício, também desenvolveu um importante trabalho de conscientização enfatizando os valores sustentabilidade e operação do edifício a seus usuários. As prá- ticas adotadas pela empresa garantem a eficiência em uma das fases mais significativas do projeto, a operação e manutenção do edifício. Através das campanhas de conscientização realizadas pela Qualicorp e Omar Maksoud, proporcionou uma forte disseminação de melhores práticas sustentáveis. Ela- boração de cartilhas de orientação, recados informativos, comunicação visual fortemente trabalhada, placas com orientação de coleta seletiva e geração de resíduos em todos os ambientes coletivos foram práticas adotadas pela em- presa que garantem a eficácia desta conscientização. enraizadas em mantas especiais além de contar com sistema de automação de rega. Trata-se de um padrão de implantação que garante a durabilidade da vegetação além de garantir menores custos de manutenção. É um sofisticado elemento que contribui para a melhoria do ambiente, restaurando o ar, revitali- zando e melhorando o conforto térmico. Além disso, a unidade conta com sis- temas para captação de energia solar, sistema de reaproveitamento do calor da água do chiller, e aquecimento a gás que tem por objetivo o aquecimento da água da piscina, e um sistema de captação de energia solar para aqueci- mento dos chuveiros, descartando em grande parte o consumo de energia elétrica para estes fins. Também foi incorporado ao projeto vidros com fator solar que proporcionam a incidência de calor nos ambientes, corroborando, desta forma, para redução no consumo de energia elétrica e pelos equipamen- tos de ar condicionado. Práticas também importantes adotadas na execução do projeto, foi a seleção de materiais e resíduos com destinação adequada, além de ações em conjunto com o município para melhorias na infraestrutura e no transporte público alternativo com a inclusão de paraciclo com vagas para bicicletas. Como destaque, o empreendimento abriga um dos mais completos teatros de Sorocaba (275 lugares), com sistema de revestimento acústico que inclui placas refletoras em gesso distribuídas sobre a plateia. Outro ponto de destaque do projeto foi a disponibilização de tour-guides virtual, para garantir aos usuários, de forma lúdica e explicativa, o conhecimento dos diferenciais sustentáveis disponíveis no empreendimento. No entanto, a marca registrada deste projeto é a passarela estaiada feito de concreto branco, considerada um ícone do projeto, utilizada como elemento principal para ligação dos dois edifícios do SESC. A passarela possui um pilar de 31 metros de altura de concreto onde foi necessário uma equipe multi- disciplinar de pesquisadores e engenheiros, além de um acompanhamento tecnológico rigoroso de controle de qualidade para medições. Tais práticas reforçam ainda mais a expertise da Omar Maksoud em executar projetos de alta complexidade e customizados de acordo com cada empreendimento. Com todas essas práticas contempladas, o complexo atingiu economia de 25,59% no consumo de energia em relação ao baseline do LEED e de 40% no consumo de água potável, bem como garantiu que 81,43% dos resíduos fossem desviados de aterro. Além disso, foram utilizados na execução da obra 87% de materiais com conteúdos reciclados e 59,25% de materiais provenien- tes de fornecedores locais. Edifício Fecomércio II – Nova sede da Qualicorp, São PauloInfinity, São Paulo
  • 115.
    revistagbcbrasil.com.br 115jul/15 anuário GBC2015 VA CASA NA PRAIA L E E D P L A T I N U M maior pontuação no Brasil 88 pontos www.petinelli.com
  • 116.
    116 jul/15 rev/gbc/br anuárioGBC 2015 O mercado da construção civil se torna cada vez mais amplo quando se fala de soluções e inovações sustentáveis, tan- to nacional quanto internacio- nalmente. Visando estes conceitos, a Baggio Schiavon Arquitetura busca trazer para seus projetos essa essência, agregando em cada empreendimento processos inovadores, garan- tindo o padrão de excelência a uma clientela exigente, aderindo inovação, tecnologia e criati- vidade, que garantem qualidade estética e com- promisso com a sociedade. A Baggio Schiavon Arquitetura, fundada em 1982 pelos arquitetos Manuel Marcos Baggio Pereira e Flávio Appel Schiavon, acumulou ao longo de sua trajetória grande experiência em projetos urbanísticos e arquitetônicos, com foco em edi- fícios residenciais, comerciais e corporativos. Especializada em legislação urbanística, confor- midade normativa, tecnologia e processos cons- trutivos, a BSA disponibiliza um escopo comple- to de serviços voltados ao desenvolvimento de empreendimentos imobiliários e empresariais, oferecendo consultoria desde as fases iniciais de prospecção, passando pela criação de produtos e subsidiando a execução de obras. Com uma sólida e consagrada imagem no mer- cado de projetos de arquitetura em Curitiba, e atuante no mercado de construção há mais de 30 anos, a empresa se consolida como a mais sólida da região no que tange a desenvolvimen- to de projetos focados em inovação, qualidade e preocupação com questões ambientais. “Inova- ção, sustentabilidade e eficiência, combinados aos anseios de nossos clientes, são objetivos perseguidos incansavelmente por nossa equi- pe, produzindo valor nos edifícios que projeta- mos e qualificando o entorno em que estarão inseridos.” afirma Flávio Appel Schiavon, sócio da Baggio Schiavon Arquitetura. O conceito de sustentabilidade sempre esteve dentro dos projetos da empresa, tanto na utili- zação de materiais de baixo impacto ambiental, quanto na concepção de projetos visam maior eficiência energética e reaproveitamento e reu- so de água, entre outros. A introdução deste conceito parte da empresa com o projeto de arquitetura atrelado ao desejo do cliente, que tem mente aberta para o planejamento de um projeto sólido e de qualidade no mercado. Segundo a BSA, o escritório é responsável por praticamente 50% dos projetos comerciais certi- ficados LEED na cidade de Curitiba. Conhecida como “cidade ecológica”, Curitiba conta hoje com 11 empreendimentos certificados, cinco dos quais, projetos da BSA. Dos quase 30 projetos cadastrados pelo LEED na capital paranaense, um total de 11 são projetados pela empresa de acordo com as normas de sustentabilidade, to- dos em processo de desenvolvimento de projeto ou obra. Baggio Schiavon: Sustentabilidade por essência Inovação, sustentabilidade e eficiência são prioridades para Baggio Schiavon Arquitetura Curitiba Office Park 1° certificado do Sul do Brasil (LEED Silver 2011) Mariano Torres 729 Corporate 1° certifi- cado LEED Gold do Paraná (2013)
  • 117.
    revistagbcbrasil.com.br 117jul/15 anuário GBC2015 Empreendimentos certificados da Baggio Schiavon Arquitetura: 1° Curitiba Office Park – 1° certificado do Sul do Brasil (LEED Silver) 2° Mariano Torres 729 Corporate – 1° certifica- do LEED Gold do Paraná. 3° Aroeira Office Park – LEED Gold 4° NEO Corporate - LEED Gold 5° Corporate Jardim Botânico - LEED Gold Apesar de a Baggio Schiavon Arquitetura sem- pre ter enraizada em sua essência, a preocu- pação com as questões ambientais e agregar métodos de projetos visando a sustentabilida- de, foi em 2008 que surgiu a oportunidade de consolidar-se neste mercado de forma mais concreta, com o desenvolvimento do projeto do empreendimento Curitiba Office Park, que ga- rantiu para a empresa a certificação LEED Silver no ano de 2011. A partir daí, todos os projetos desenvolvidos pela BSA vem buscando cada vez mais métodos eficientes sustentavelmente, garantindo assim maior credibilidade para em- presa e para seus empreendimentos. A importância do LEED Para a BSA, o selo LEED dá a garantia de um projeto desenvolvido com alta qualidade, com a utilização de materiais de alta tecnologia, baixo impacto ambiental, e garante a consolidação e qualidade do projeto. A maior contribuição de uma certificação LEED, é a evolução e a cons- cientização das pessoas em relação às práticas sustentáveis. A aceitação da sociedade diante do tema ou de um projeto certificado é maior, passam a conviver mais e entender com maior discernimento quando se trata de assuntos re- lacionados à sustentabilidade. A partir daí, a questão econômica fica de certa forma em se- gundo plano, uma vez que o usuário enxerga as vantagens de um projeto feito com qualidade, conforto, além de contribuir com a redução de impacto ambiental. “Os desafios que passa- mos com os primeiros projetos enquadrados na Certificação LEED já se mostram superados e em processo evolutivo a cada novo desafio de projeto. Nossa preocupação, independente da certificação, é com a qualidade, bem estar, conforto do usuário e com a vida útil do edifício. A seriedade do processo de certificação LEED garante, tanto ao cliente quanto a toda equipe envolvida até os usuários, a qualidade do pro- duto final”, destaca Flávio Schiavon, da Baggio Schiavon Arquitetura Em se tratando de êxito nos quesitos de sus- tentabilidade, a BSA teve sucesso em relação ao empreendimento Corporate Jardim Botânico, que foi registrado em 2011 e recebeu a certifica- ção LEED Gold em março de 2015. O empreen- dimento construído através de uma metodologia de evolução e aperfeiçoamento dos processos, juntamente com uma aceitação maior do clien- te. O resultado foi a consequência de tudo que já foi incorporado em outros projetos em relação à implantação de processos e normas de sus- tentabilidade. “Por ser o último projeto certifica- do, ele apresenta melhores resultados por uma soma de fatores e tecnologias que, hoje em dia, são mais aceitas pelo cliente e facilmente apli- cadas em nossos projetos e obra”, afirma Flávio Schiavon. Na visão de Manuel Marcos Baggio Pereira, só- cio da Baggio Schiavon, a primeira e principal diferença entre um projeto convencional e um projeto desenvolvido seguindo as normas de sustentabilidade é a consciência do mercado e das pessoas. Mostrar que investir mais, cerca de 10%, não é ter prejuízo e sim fazer com que o cliente usufrua de um ambiente que gere mais economia dentro das inovações sustentáveis e tenha mais qualidade de vida em longo prazo. Além da certificação LEED, que é o “carro che- fe” quanto se trata de sustentabilidade, a BSA possui outras certificações, como é o caso do Selo Acqua, destinado essencialmente para os empreendimentos residenciais, segmento em que a empresa também atua fortemente. Os conceitos desta certificação são bem mais acei- tos pelos clientes deste segmento, apesar de ser um processo mais lento, não em termos de obra e construção, mas em termos de certifica- ção. Porém, o foco principal das certificações é o Selo LEED, usados nos demais projetos. Arq. Manuel Marcos Baggio Pereira Arq. Flávio Appel Schiavon
  • 118.
    118 jul/15 rev/gbc/br anuárioGBC 2015 A lém do foco na qualidade arquitetônico dos projetos que visam o conforto e eficiência, o escritório LoebCapote Arquitetura e Urbanis- mo tem como norma prioritária a atenção e preocupação permanente com custos orça- mentários aprovados pelo cliente bem como os prazos de realização de suas obras. Todos os projetos desenvolvidos pela Loeb- Capote são coordenados e compatibilizados pela equipe técnica do escritório, incluindo todas as especialidades de engenharia que compõem um projeto detalhado, incorporando em todas as fases de desenvolvimento soluções de sustentabilidade. Este processo de planejamento e execução é criteriosamente seguido pela equipe, o que garante o desenvolvimento de uma obra eficiente sustentável e economi- camente, além de garantir a qualidade da obra e otimizar prazo e custo em todas as etapas do processo. O escritório foi fundado em 1964 pelo arquiteto Roberto Loeb, e tem como sócio, desde 2004, o arquiteto Luiz Capote, além de contar mais dois ar- quitetos associados, Damiano Leite e Chantal Longo, ingressando do es- critório de arquitetura em 2012. A empresa atua em diversos segmentos, tais como, cultural, corporativo, urbanismo, institucionais e industriais. Nos últimos anos, o escritório tem se preocupado na concepção e implantação de projetos com alta complexidade programática e tecnológica com a atu- ação nesta variedade de seguimentos. As principais atividades desenvolvi- das pelo o escritório vão desde o planejamento dos projetos de arquitetura até às devidas execuções e finalização da obra. Sustentabilidade, qualidade e complexidade. LoebCapote
  • 119.
    revistagbcbrasil.com.br 119jul/15 anuário GBC2015 O portfólio da LoebCapote Arquitetura e Urbanismo conta com uma diver- sidade de projetos desenvolvidos de acordo com as diretrizes de sustenta- bilidade. Dentre eles, três importantes projetos conquistaram a certificação internacional LEED, Eco Commercial Building, CD Avon e o Novo Data Center Santander, considerados empreendimentos de altíssimo padrão quanto se fala em sustentabilidade, qualidade e complexidade. Eco Commercial Building: Primeiro empreendimento a conquis- tar o selo Platinum no Brasil Um dos principais projetos é o edifício EcoCommercial Building, primeiro empreendimento no país a conquistar a certificação LEED New Construc- tion no nível Platinum, certificação máxima. O Programa Eco Commercial Building Brasil foi criado pela multinacional alemã, a Bayer, com o objeti- vo de elaborar construções sustentáveis ao redor do mundo. Trata-se de um centro de convivência e demonstração de seus produtos e baseia-se no uso de materiais, sistemas e tecnologias inovadoras para edificações adaptadas às condições climáticas locais, objetivando pequeno impacto no meio ambiente e viabilidade econômica. A implantação retangular da construção é demarcada por planos de po- licarbonato translúcido, com o interior ocupado por diversas árvores. A permeabilidade do solo deve-se a decks de madeira e pergolados. Além disso, um espelho d'água de chuvas colabora na manutenção de umi- dade e temperatura do ambiente. Os consumos de água e energia são monitorados por um sistema de automação que controla, por exemplo, a variação da iluminação interna conforme a entrada de luz natural. Centro de Distribuição Avon: União em eficiência e conforto Além do ECB, a LoebCapote também é responsável pelo projeto de ou- tro empreendimento importante certificado pelo LEED, o Novo Centro de Distribuição da Avon em Cabreúva, SP, é o maior Centro de distribuição do mundo, com cerca de 94 mil metros quadrados. O empreendimen- to conquistou o selo no nível Gold em 2011, também na categoria New Construction. A certificação norteou uma série de medidas sustentáveis do projeto, como por exemplo, as ações relacionadas à luminotécnica, onde foram instalados diversos tipos de lâmpadas artificiais de alto de- sempenho e baixo consumo energético, além de sensores de presença destinados a cada uma das áreas do Centro de Distribuição. Além disso, uma questão tomada como premissa para este projeto foi preocupação com o conforto e bem estar dos usuários, através da utilização de siste- mas e elementos eficientes como brise de madeira, telhados termoacús- ticas, implantação de espelho d´água e paisagismo, garantindo desde o conforto térmico interno até a qualidade visual. Data Center Santander: Segurança e sustentabilidade O Novo Data Center Santander, localizado em Campinas, interior de São Paulo, também é um dos empreendimentos projetados pela LoebCapote que adotou ações sustentáveis em sua execução. O projeto conta com uma área construída de 80 mil metros quadrados que abriga três “Centros de Processamentos de Dados” com características complexas, a julgar pela sua necessidade de alto nível de segurança e estratégia operacional. No que tange à temática sustentabilidade, foram abordadas no projeto prá- ticas que visam à eficiência energética, minimização de gases efeito estufa, economia de água, uso de materiais que reduzem o impacto ao meio am- biente, além do incentivo à utilização de meio de transportes alternativos. A junção destas práticas garantiram ao empreendimento três certificações LEED em 2014, uma para cada CPD, sendo dois selos Gold e um Silver. Ainda falando de sustentabilidade, através do desenvolvimento de projetos que tem como diretriz a pontuação da certificação internacional do LEED e com assistência e consultoria do laboratório de materiais e sustentabi- lidade da USP (Universidade de São Paulo), a LoebCapote Arquitetura e Urbanismo foi indicada para apresentação do projeto NEN – Novo Espaço Natura no seminário de sustentabilidade, em 2014, organizado pela Univer- sidade de Zurich (ETH) e a Fundação Holcim. Além da participação no seminário de sustentabilidade, o escritório tam- bém foi convidado pelo IAB, Instituto de Arquitetos do Brasil e Fundação Bienal de São Paulo para participar com sala especial na 7ª Bienal Inter- nacional de Arquitetura realizada em São Paulo /Brasil, inaugurada em 11 de novembro de 2007. Data Center Santander Eco Commercial Building Imagens:©Leonardo Finotti
  • 120.
    120 jul/15 rev/gbc/br anuárioGBC 2015 N os dias atuais é difícil encontrar um projeto de uma edificação que não esteja embasado em um programa de sustentabilidade. O trabalho de sustentabilidade é uma consciência que cresce cada vez mais em toda a cadeia produtiva da construção. Já é um pré-requisito que as construções contemplem este conceito em todas as fases do projeto através da incorporação de tecnologias e soluções eficientes, buscando sempre conceber um em- preendimento de qualidade, durabi- lidade, que promova a qualidade de vida a seus usuários e, principalmen- te, que vão de encontro às diretrizes de sustentabilidade. “Para mim, a sustentabilidade tem um princípio fundamental e básico: “conservação de energia (elétrica e água) reduzin- do o máximo possível a produção de CO2 ”, afirma Edo Rocha, presidente a EDO Rocha Arquiteturas. Os edifícios de escritórios são atual- mente os maiores consumidores de energia. Para Edo Rocha, a forma de ser ter uma melhor racionalização do uso da energia começa por onde as pessoas trabalham, pois é onde se tem o maior gasto. “Provocar a in- dústria para produzir produtos mais eficazes e menos produtores de CO2 é buscar fontes alternativas e renová- veis de energia. Tudo isso somado, sem dúvida trará grandes benefícios para o Planeta”, completa o arquiteto. Esta consciência norteou, desde o início, os princípios do escritório Edo Rocha Arquitetura, cujos projetos se baseiam em três pontos básicos: produzir uma arquitetura de valor, que alie desenvolvimento e sustenta- bilidade; elaborar projeto que integre estética, inovação tecnológica e er- gonomia, oferecendo conforto, bem- -estar e maior produtividade aos usu- ários; levar soluções que associam a arquitetura à praticidade do business, alavancando e preservando investi- mentos dos clientes. Na visão de Edo Rocha, a sustenta- bilidade não é um objeto de marke- ting simplesmente com o objetivo de obter vantagens econômicas em rela- ção ao mercado, mas sim, uma visão conceitual de princípio, onde a sus- tentabilidade ou inteligência de servi- ços e projetos fazem parte do DNA do projeto, pois na grande maioria não é o incorporador quem se be- neficia com um edifício com padrão verde e sim o usuário. “É o usuário que terá vantagens econômicas de água e energia e serviços de um pré- dio verde. Porém, é o meio ambiente como um todo, ou o efeito global que na verdade agradece esta tomada de atitude”, complementa. “Desde que me en- tendo por arquiteto, a sustentabilidade faz parte do DNA dos meus projetos” Arquiteto Edo Rocha EDO ROCHA Pensar e projetar
  • 121.
    revistagbcbrasil.com.br 121jul/15 anuário GBC2015 O escritório Edo Rocha desenvol- ve projetos nas diversas áreas das arquiteturas: edificações, espaços interiores, urbanismo, aeroportos, shopping centers, arenas esporti- vas, estádios, entre outros. Um dos diferenciais da empresa é criar pro- jetos que sejam sustentáveis e, ao mesmo tempo, ofereçam viabilidade econômico-financeira. Desde 1974, a Edo Rocha Arquiteturas desenvolveu mais de 970 projetos, totalizando cer- ca de 15,5 milhões de m² projetados, além dos planos de urbanismo e lote- amentos. Sua equipe é composta por experientes arquitetos e engenheiros, que estão sempre em busca de ino- vações que aliem estética, funcionali- dade e sustentabilidade, reduzindo o custo da obra e da sua manutenção. No campo da sustentabilidade, a Edo Rocha está sempre atenta à conservação de três tipos de ener- gia: a elétrica, a física-humana e a das águas, cuidados que reduzem a produção de CO2 na atmosfera, com profissionais que estão sempre em busca de soluções que restrinjam o consumo das fontes energia não renováveis e garantam mais saúde e bem estar aos que convivem nos ambientes corporativos, integrando a arquitetura ao indivíduo. Dentre os projetos desenvolvidos pela empresa estão alguns empre- endimentos que chamam a atenção quanto à implementação dos con- ceitos sustentáveis. Atualmente são nove empreendimentos certificados pelo LEED, selo verde concedido pela organização Green Building Council Brasil, e nove em fase de desnvolvimento. Centro Empresarial Senado Um dos projetos mais importantes desenvolvido pelo escritório de ar- quitetura Edo Rocha foi o Centro Empresarial Senado, da Petrobrás, localizado no Rio de Janeiro, empre- endimento que, com a participação da consultoria de sustentabilidade CTE (Centro Tecnológico de Edifica- ções) garantiu a certificação Core & Shell nível Silver em 2014. Este proje- to tem como um grande diferencial a revitalização do seu entorno. A cons- trução do edifício incentivou uma re- estruturação urbana em uma região que já estava deteriorada. Dentre todas as medidas adotadas na construção, algumas principais fo- ram a instalação de sistemas eficien- tes visando à redução e consumo racional dos recursos naturais, como por exemplo, sistema de captação de água de chuva, Estação de Tra- tamento de Esgoto (ETE), fachadas de vidros especiais que contribuem para uma melhor iluminação natural sem permitir a entradas do calor, ins- talação de fachadas ventiladas com cerâmica de dióxido de titânio que, quando em contato com a luz ultra- violeta, desencadeia o processo de fotocatálise, reação que transforma CO2 em oxigênio. Além disso, o pré- dio também conta com um sistema de cogeração de energia, onde a ener- gia do processo d ar condicionado é captada por um chiller de absorção e enviada para os geradores. Porém um dos principais pontos de atenção no projeto é o fato de ele estar disposto paralelamente aos edifícios existentes, desta forma o prédio torna-se um pris- ma, quase um elemento ótico, diferen- temente das construções convencio- nais executadas de forma estáticas ou alinhadas à rua. Centro Empresarial Senado
  • 122.
    122 jul/15 rev/gbc/br anuárioGBC 2015 Edo Rocha - projetos certificados • Banco Votorantim - LEED CI Gold • Sede Green Building Brasil Council - LEED CI Gold • Wtorre Nações Unidas – Edifícios I e II - LEED CS Silver • Barclays - LEED CI Gold • Recnov – Estúdios I e J - LEED NC Gold • Vale – Prédio IV - LEED CS Prata • Telefônica Vivo Data Center - LEED NC Gold • WTorre Senado ‐RJ - LEED CS Silver * Serasa - 1º Projeto Registrado no Brasil em 2004 Projetos em desenvolvimento • Edifício Comercial – Alphaville - LEED CS Platinum • Edifício Alvino Slavieiro - LEED CS Silver • Banco Santander - LEED CI – Em desenvol- vimento • WTorre Nações Unidas Edifício III - LEED CS Gold • JBS Friboi – Bloco 3 - LEED NC – Em desen- volvimento • J & F - LEED CI – Em desenvolvimento • Arena Palmeiras - LEED NC – Em desenvol- vimento • Globo – Data Center - LEED NC – Em desen- volvimento • Qualicorp - LEED CI – Em desenvolvimento bol, que em média tem 35 jogos por ano, o retorno do investimento e sua lucratividade ficam assegurados. O Allianz Parque foi apontado pelo site espanhol El Gol Digital como o “mais espetacular” no ranking de 10 estádios escolhidos no mundo. (publicado em 07/03/14). Com essa qualidade arquitetônica, a Nova Are- na acertou a venda dos seus “naming rights” (direitos de nome) para a se- guradora Allianz pelos próximos 20 anos e foi batizada de Allianz Parque. O projeto desenvolvido segue os pa- drões da FIFA. “O maior desafio deste projeto foi o espaço, desenvolver todo o projeto mantendo a estrutura do clube e criar uma fachada esteticamente forte, num espaço de difícil visibilidade à distân- cia. Daí a utilização do aço inox, ma- terial que tornou possível fazer uma trama, como se fosse uma trama de vime para um grande cesto, ou um grande ninho, essa que foi a inspira- ção inicial. Foi utilizado o segmento áureo em tudo, perfurações, largura da chapa, distâncias entre as longa- rinas, o que trouxe um efeito mágico com a iluminação e uma ventilação cruzada extremamente eficaz. Além disso, o aço inox valorizou estetica- mente o projeto, além de tornar fácil a manutenção”, relata Edo Rocha. Allianz Parque Outro projeto de destaque é o Allianz Parque, que está na lista dos estádios registrados junto ao Green Building Council Brasil para a obtenção da certificação Leed, com destaque para a gestão de resíduos, projeto de cole- ta e utilização das águas das chuvas e eficiência energética. A água das chuvas será utilizada na irrigação do gramado. Foram reaproveitados na obra 20 mil metros cúbicos de con- creto e quatro mil toneladas de aço provenientes da demolição. Localizada no bairro da Barra Funda em São Paulo, o projeto inclui está- dio (arena), prédio administrativo, edifício de mídia, edifício de quadras, vestiários e estacionamento, distribu- ídos em 158.973 metros quadrados de área construída. O estádio terá cadeiras no anel inferior, dois níveis intermediários de camarotes e cadei- ras no anel superior. No local onde foram preservadas as arquibancadas originais, está projetado um anfiteatro de eventos totalmente coberto que tem como diferencial a flexibilidade: quando houver um evento para até 15 mil pessoas, o palco poderá ser montado concomitantemente à reali- zação de uma partida de futebol. A capacidade original do estádio mi- grou de 27 mil pessoas para 45 mil, podendo chegar a 55 mil pessoas em shows, utilizando o gramado. Não fi- cando seu uso exclusivo para o fute- Allianz Parque
  • 123.
  • 124.
    124 jul/15 rev/gbc/br anuárioGBC 2015 LIGUE E ASSINE: 11 5078 6109 ASSINATURAS A PARTIR DE 3x R$ 49,90* Fique por dentro do melhor conteúdo da construção sustentável *Assinatura Anual (6 edições): R$ 149,90. Para Assinatura Corporate (3 exemplares x 6 edições): R$ 299,00 ou 3x R$ 99,90 A REVISTA OFICIAL DO GBC BRASIL. SÓ TEM UMA.
  • 125.
    revistagbcbrasil.com.br 125jul/15 anuário GBC2015 2 15 ANUÁRIO CERTIFICAÇÕES CASESHISTÓRICOS AGÊNCIA SANTANDER..................................... 126 EDIFÍCIO CIDADE NOVA.................................. 128 ROCHAVERÁ.................................................. 130 ELDORADO ................................................... 132 VENTURA TOWERS......................................... 134 WT NAÇÕES UNIDAS....................................... 136 MC DONALDS RIVIERA.................................... 138 CENTRO CULTURAL MAX FEFFER..................... 140 PAVILHÃO VICKY E JOSEPH SAFRA.................. 142 INTERFACE FLOOR......................................... 144 FÁBRICA MATTE LEÃO.................................... 146 MC DONALDS UNIVERSITY.............................. 148 VIVO TELEFONICA DATACENTER...................... 150 GARAGEM URUBUPUNGÁ................................ 152 CENTRO EMPRESARIAL SENADO...................... 154 SESC SOROCABA............................................ 156 revistagbcbrasil.com.br 125jul/15 anuário GBC 2015
  • 126.
    126 jul/15 rev/gbc/br anuárioGBC 2015 A Agência do Santander, antiga Banco Real Granja Viana, em Cotia, foi o primeiro empreendimento da América do Sul a receber a certificação internacio- nal LEED, conquistando o selo nível Silver em 2007. Para a Trieme, construtora responsável, o projeto da agência Granja Viana foi um grande aprendizado já que fizeram todos os participantes, inclusive os ter- ceirizados, seguirem os padrões sustentáveis. No projeto foram adotadas todas as medidas pos- síveis para que a agência contemplasse um am- biente confortável e agradável aos usuários, além de possuir sistemas e estratégias eficientes em todos os requisitos sustentáveis exigidos pela certi- ficação. Algumas das principais estratégias utiliza- das na construção da agência, são os mecanismos que contribuem para redução de água e energia. Como medidas eficientes, o projeto se destacou pelas estratégias e instalação de sistemas de cap- tação de água bem como a implantação de trata- mento de esgoto e água da chuva, utilização de materiais sanitários eficientes que teve como resul- tado a redução de cerca de 85% no consumo de água. Além disso, o projeto conta placas fotovol- taicas, sensores de presença de iluminação, além de oferecer orientação aos usuários com relação à operação e manutenção dos sistemas. “A execução dessa obra foi um processo de apren- dizagem, já conhecíamos a construção sustentá- vel, mas nunca tivemos a oportunidade de fazer algo tão completo. Inserir o conceito de Sustentabi- lidade no cotidiano e popularizá-lo perante o usuá- rio de um estabelecimento comercial, Industrial ou residencial é o grande desafio da atualidade para termos um mundo Sustentável”, afirma o engenhei- ro Edson Gama, diretor comercial da Trieme. A Trieme Construção e Gerenciamento Ltda atua no ramo de construção desde 1980 e sempre pro- curou acompanhar as solicitações de mercado e de seus clientes. Sempre atenta às novas tendên- cias de, conseguiu desenvolver métodos e unir-se a colaboradores que visam um desenvolvimento sustentável de suas obras. Atuando em parceria com seus clientes conseguiu solidificar seu nome em praticamente todos os seguimentos da cons- trução civil no país. AGÊNCIA Obra: Agência Santander Granja Viana Cliente: Banco Santander Localização: Rodovia Raposo Tavares, 700- km 23,3 – Cotia, SP Área do terreno: 1.000 m² Área construída: 600 m² Certificação: 06/08/2007 Sistema e Nível da Certificação: LEED NC Silver Arquitetura: Pierri, Perrone Arquitetos Construção: Trieme Consultoria LEED: SustentaX Comissionamento: SustentaX SILVER LEEDNC Imagem:GoogleStreetView
  • 127.
    revistagbcbrasil.com.br 127jul/15 anuário GBC2015 Espaço Sustentável A empresa se preocupou em contratar funcionários que morem nas proximidades dos canteiros de ser- viço. A circulação de mercadorias sempre leva em conta a distância percorrida do ponto de venda até sua descarga. Além disso, parte do terreno é ocu- pado por área verde. Também foi incorporado ao projeto um telhado verde que contribui para a me- lhora do isolamento térmico e acústico. A escolha foi feita com base em espécies nativas e que não necessitam de grande demanda de água. Além disso, o terreno está localizado estrategicamente em uma região com infraestrutura e acessibilida- de a transporte público, além de ter alta integração com a comunidade. A agência conta também com vagas preferenciais para veículos que praticam o transporte solidário ou veículos com baixa emissão e consumo eficiente Eficiência no uso de água Como estratégia para o uso racional da água fo- ram adotas as seguintes medidas: Reguladores de vazão nas torneias, bacias sanitárias como duplo fluxo (3 e 6 litros), implantação de sistema de cap- tação e reuso de águas pluviais que são destina- das para irrigação e descargas, além da criação de uma central de tratamento de água instalada no subsolo do edifício como filtros biológicos e de carvão de bambu, que serve para tratar o esgoto e água da chuva. A incorporação de todas essas medidas garantiram cerca de 85% de redução no consumo de água. Energia e Atmosfera Foram utilizados sistemas e técnicas para a di- minuição do uso de energia elétrica como placas fotovoltaicas, projeto favorecendo a iluminação na- tural, aplicação de película com filtro de radiação solar diminuindo a temperatura interna entre outras. Com as medidas adotadas o consumo de energia é aproximadamente 30% menor em relação a uma edificação convencional. Materiais e Recursos Entre os materiais utilizados com baixo impacto ambiental estão: Cimento com adição de escoria de alto forno, madeiras de reflorestamento ou de manejo sustentável, tintas e vernizes a base de água, materiais de revestimento com baixa emis- sividade entre outros. Praticamente todo o entulho gerado foi utilizado na própria obra. O entulho foi aproveitado em enchimentos de piso, junto a ater- ros necessários e junto com a brita no sistema de drenagem dos jardins. A preocupação em se utili- zar materiais de produção próxima à obra foi funda- mental, assim foi possível diminuir as emissões de gases nocivos à atmosfera. Qualidade ambiental interna O projeto priorizou a iluminação natural e o sistema de climatização não foi feito por ar condicionado e sim por um sistema evaporativo sendo mais econô- mico e saudável. O controle interno de temperatura ambiental foi feito através de troca constante de ar externo. No ar condicionado foi utilizado sistema evaporativo de última geração que utiliza gases não poluentes e reduz significativamente os danos ambientais, obtendo-se melhores custos operacio- nais e sendo comandado por controles eletrônicos de alta qualidade e precisão. Inovação e Processos Como prática constante existe sempre a preocu- pação em associar-se a parceiros preocupados em fornecer produtos e serviços de baixo impacto ambiental. SANTANDER PRIMEIRA CERTIFICAÇÃO LEED NO BRASIL revistagbcbrasil.com.br 127jul/15 anuário GBC 2015
  • 128.
    128 jul/15 rev/gbc/br anuárioGBC 2015 O edifício Cidade Nova, construído em uma área de 52 mil m², localizado no Rio de Janeiro, seguiu o sistema “build–to-suit”. Foi o primeiro empre- endimento da América Latina a con- quistar, em 2008, a certificação LEED Core & Shell nível Certified. O projeto do edifício marcou o início de uma re- vitalização do bairro Cidade Nova e teve grande preocupação com o en- torno da obra. O edifício é ocupado pela Universidade Petrobras. Soluções inovadoras associadas a uma engenharia de valores para a otimização dos custos, contribuíram para que o empreendimento se tor- nasse um êxito em eficiência susten- tável. O destaque inovador do em- preendimento vai para as fachadas envidraçadas que proporcionam um maior aproveitamento da iluminação natural, garantindo também o con- forto acústico térmico e a eficiência energética. Soluções como estas garantiram ao empreendimento o re- conhecimento pelas ASHRAE devido a alta eficiência energética atingida. Além disso, o sistema de ar condi- CIDADE NOVA cionado também contribuiu de forma significativa para atingir a eficiência do prédio. O empreendimento tam- bém contempla todos os serviços urbanos de uma grande metrópo- le, aplicação de métodos rigorosos para descontaminação do solo, além dos cuidados tomados para esca- vação do terreno, além priorizar o uso de materiais recicláveis e com baixa emissão de COV (Compostos orgânicos voláteis) na execução da obra. Programas de coleta seletiva implantados na obra garantem o descarte adequado do lixo e entulho direcionando-os para empresas de reciclagem credenciadas. Analisando um balanço geral, com- parado a um edifício convencional, o grau de eficiência no Edifício Cidade Nova atingiu um redução de 75% de resíduos gerados na obra, 30% de redução no consumo de energia, re- dução de 35% em emissões de CO2 e redução no consumo de água entre 30% e 50%, além do desvio de ater- ros de 89% dos resíduos gerados. EDIFÍCIO PRIMEIRO CORE&SHELL DA AMÉRICA LATINA 128 jul/15 rev/gbc/br anuário GBC 2015
  • 129.
    revistagbcbrasil.com.br 129jul/15 anuário GBC2015 Eficiência no uso de água Foi feito um projeto para a coleta de quase 100% da água de chuva, evi- tando que sobrecarregue a rede pú- blica de águas pluviais. O sistema de irrigação é abastecido 100% por água de reuso, louças e metais sanitários eficientes foram instalados para redu- zir a demanda de água potável. Toda a água utilizada em bacias e mictó- rios é de reuso, reduzindo 100% a uti- lização de água potável para este fim. Além disso, é realizado o tratamento de esgoto e reutilização nas bacias e mictórios e a água coletada de chuva é utilizada para a irrigação do paisa- gismo. Todas essas medidas contri- buíram para uma redução de 30% a 50% no consumo de água. Energia e Atmosfera Os projetos com consumo de ener- gia atendem aos mandatórios de nor- mas americanas de eficiência ener- gética. A fachada é dupla e permite a iluminação natural dos ambientes. O sistema de ar condicionado é con- trolado individualmente por setores a fim de otimizar o uso e reduzir o con- sumo de energia. A refrigeração do ar condicionado é feito de baixo para cima. Com o máximo aproveitamen- to de iluminação natural bem com o controle do sistema de ar condicio- nado foi possível atingir uma econo- mia de 30% de energia. Espaço Sustentável A construção do empreendimento foi realizada seguindo critérios nacionais e internacionais de sustentabilidade para prevenir a erosão e sedimenta- ção do solo, além de causar pouco impacto no seu entorno durante a obra. Localizado em um terreno com proximidade de no mínimo 10 servi- ços básicos, incluindo banco, restau- rante, lojas, farmácia e etc. Próximo ao edifício tem transporte coletivo à disposição para facilitar o acesso, foram destinadas vagas preferenciais para veículos que tenham consumo eficiente e não poluentes. Os ocu- pantes e seus visitantes tem a pos- sibilidade de utilizar o bicicletário e vestiários disponíveis. Obra: Edifício Cidade Nova Cliente: Confidere l Bracor VII Empreendi- mentos Imobiliários Localização: Rua Visconde de Duprat, s/n – Rio de Janeiro, RJ Rio de Janeiro - RJ Área construída: 52.425 m² Data de conclusão: 2008 Certificação: 20/10/2008 Sistema e Nível da Certificação: LEED CS nível Certified Arquitetura: Ruy Rezende Arquitetura Construção: Racional Engenharia Consultoria LEED: Cushman & Wakefield Gerenciamento: Engineering Elaboração e Coordenação de Projetos: Ruy Rezende Arquitetura Materiais e Recursos A empresa utilizou materiais em sua fachada com alto índice de refletância solar, contribuindo para a redução no efeito ilha de calor. Durante a obra, 89% dos resíduos foram desviados de aterro. Qualidade ambiental interna Com a utilização de um sistema de fa- chada eficiente, foi possível aproveitar a iluminação natural e 90% dos ocu- pantes tem acesso a vista externa no edifício, proporcionando um ambiente mais agradável de trabalho. No edifí- cio, 50% dos ocupantes tem acesso aos controles de temperatura. O sis- tema de ar condicionado foi projetado sem o uso de fluidos refrigerantes que agridem a camada de ozônio. CERTIFIED LEED CS Imagens: Divulgação Racional
  • 130.
    130 jul/15 rev/gbc/br anuárioGBC 2015 O complexo Rochaverá Corporate Towers possui uma localização privile- giada no novo eixo de desenvolvimen- to urbano da cidade, o Eixo Berrini - Chucri Zaidan, na zona sul de São Paulo. A concepção do projeto des- de sua implantação busca a integra- ção com a cidade. Os edifícios estão dispostos nas diagonais do terreno, de forma a criar uma praça central e outras três praças adjacentes junto às vias públicas, delimitando assim espaços semipúblicos, todos abertos para a cidade, sem gradis. São quatro torres com lajes corporati- vas de 1.600 a 2.000 m², com alturas diferentes que variam entre 42m, 75m e 120m. No térreo, espaços para lo- jas com acesso direto pela praça, as grandes áreas verdes que abraçam os edifícios somam 30.000 m². O projeto possui alguns diferenciais como o sistema próprio de co-ge- ração de energia elétrica, capaz de atender a 100% da carga de todo o complexo, de forma ininterrupta. Também foi o primeiro edifício da América do Sul a obter a certificação internacional LEED nível Gold, por- tanto, tem baixo consumo de energia e melhor qualidade do ar interno, o que gera qualidade de vida aos usu- ários e um melhor uso dos recursos naturais. Além disso, possui áreas verdes na cobertura. CORPORATE TOWERS ROCHAVERÁ 130 jul/15 rev/gbc/br anuário GBC 2015
  • 131.
    revistagbcbrasil.com.br 131jul/15 anuário GBC2015 Espaço Sustentável: O Projeto Rochaverá, está em uma área inserida na região da opera- ção urbana Água Espraiada, o novo eixo de desenvolvimento da cidade. Desde a implantação dos edifícios, no qual foram criados espaços semi- -publicos, sem gradis e integrados ao entorno, facilitando a mobilidade das pessoas. O incentivo a mobilidade de pedestres neste projeto se dá ao fato da criação das praças permeáveis em todas as esquinas do lote, permi- tindo que o pedestre circule livremen- te por esse espaço semi-publico. É uma região que faz parte de um novo desenvolvimento de transporte cole- tivo através de fácil acesso a trem, linhas de ônibus, e breve o VLT bem como ciclovias que chegarão direto no quarteirão do empreendimento. Eficiência no uso de água: As medidas adotadas para redução no consumo da água são: Coleta, tra- tamento e reuso de água de chuva, coberturas verdes, condensação do sistema de ar condicionado, águas de lavatórios, utilização de metais, louças e dispositivos economizado- res de água que garantem 30% de economia de água. Além disso, o empreendimento conta com filtragem através de equipamento industrial com atendimento aos parâmetros do Leed. Energia e Atmosfera: Um diferencial deste empreendimen- to é a cogeração de energia, que atende 100% das necessidades do condomínio, além disso, o empre- endimento possui luminárias LED que reduzem o consumo de energia, sistemas de fachadas que inibem e impendem a entrada e absorção de calor, como vidros eficientes, siste- mas de troca dissipação de ar quen- te, rolos reflexivos e sistema de acio- namento automático de luminárias próximos às fachadas que permitem a entrada da luz natural. Foram ins- talado também sistema de geração e possibilidade de inserção de energia na rede pública. Importante ressaltar a utilização de simulações energéti- cas para entender o percentual de entrada de calor e bem como seus prejuízos nos ambientes internos. Materiais e Recursos: A construção do empreendimento utilizou madeira certificada FSC, ma- teriais com baixa emissão de COV, ou seja, solventes, produtos não tóxicos, entre outros produtos e os produtos foram adquiridos com a menor distância possível de trans- porte. Além disso, foram realizados processos de acompanhamento jun- to às operações e logística da obra, fiscalização e orientação de empre- sas especializadas, estudo e plane- jamento da logística de geração de resíduos e seus destinos bem como a definição de descarte, organização e coleta de materiais. Qualidade ambiental interna A realização de simulações de con- forto lumínico, térmico e acústico foi necessária para entendimento e so- lução de eventuais problemas com ambientes com pouca entrada de luz natural, variação de temperatura e barulho no entorno do edifício. A automação nos sistemas de ar con- dicionado para acionamento e re- gulação nas temperaturas conforme necessidade do ambiente e o contro- le de qualidade do ar acabaram tam- bém contribuindo de forma relevante para redução de uso de energia. Obra: Rochaverá Corporate Towers Incorporação: Tishman Speyer Localização: Avenida Doutor Chucri Zaidan, 14171 São Paulo, SP Área do terreno: 33.515 m² Área construída: 233.704 m² Certificação: Torre B: 05/08/2009 Torre A: 02/12/2010 Torre D: 22/05/2012 Torre C: 25/10/2012 Sistema e Nível da Certificação: LEED CS – Nível Gold (todas as torres) Arquitetura: aflalo/gasperini arquitetos Construção: Método Consultoria LEED: Sustentax Comissionamento e Sim. Energética: Sustentax Elétrica e Hidráulica: Ditec Ar Condicionado: Teknika PRIMEIRA CERTIFICAÇÃO GOLD NO BRASIL GOLDLEED CS Imagens:©DanielDucci
  • 132.
    132 jul/15 rev/gbc/br anuárioGBC 2015 A localização na cidade foi a principal inspiração do projeto de arquitetura da Eldorado Business Tower. Situado no terreno de um dos mais antigos e tradicionais shoppings de São Paulo, o edifício resultou da Operação Urba- na Faria Lima, que permitiu idealizar uma torre de 140 metros de altura, com lajes de quase dois mil metros quadrados de área. A implantação do projeto ajustou seu porte monu- mental à paisagem das marginais do rio Pinheiros. Para isso, foi criada uma base horizontal que acomoda o grande volume vertical. O térreo foi elevado, distanciando-se do intenso movimento das avenidas e permitin- do uma vista privilegiada do entorno. Desta forma, o edifício se integra ao shopping Eldorado, sem perder a sua identidade. A composição da torre com o emba- samento permitiu integrar o lobby do térreo a uma generosa praça suspen- sa, voltada para o shopping e para o nascer do sol. Desde os primeiros andares, todos os trinta e dois pavi- mentos usufruem vistas abertas. A Torre foi dotada da mais moderna tecnologia, com sofisticadas solu- ções de ocupação e de circulação. Tanto pelo seu porte quanto pela sua forma, Eldorado Business Tower é uma referência marcante na paisa- gem metropolitana de São Paulo. Além de todos esses diferenciais o edifício, que conquistou em 2009 a certificação máxima do Green Buil- ding Council Brasil, o selo Platinum, garantiu resultados importantes em relação aos critérios de sustentabili- dade exigidos para certificação. BUSINESS TOWER ELDORADO PLATINUM LEED CS 132 jul/15 rev/gbc/br anuário GBC 2015
  • 133.
    revistagbcbrasil.com.br 133jul/15 anuário GBC2015 Espaço Sustentável A empresa busca criar soluções que integrem o edifício com seu entorno e com a cidade, criando espaços de qualidade para os usuários que tra- balham ou simplesmente habitam a região. O Projeto Eldorado, é um pro- jeto de uma condição única, integra- do a um shopping que possui todo apoio de serviços e alimentação para os usuários do edifício. Foi prevista uma passarela do térreo do edifício direto para dentro do shopping, faci- litando também os usuários do shop- ping que podem sair do shopping por ela, pois a praça do térreo é aberta ao público. Como incentivo à utiliza- ção de transporte alternativo, o pro- jeto possui uma conexão direta com a estação de Trem, além da previsão de instalação de bicicletários, área de vestiários, vagas preferenciais para veículos movidos a GNV. Eficiência no uso de água Com o objetivo de reduzir o consumo de água no empreendimento foram instalados sistemas de coleta, tra- tamento e reuso de água de chuva, coberturas verdes, fachada com vi- dros de alta performance e águas de lavatórios. A água da chuva coletada através do sistema de captação é destinada para irrigação, lavagem e louças sanitárias. Também foram ins- talados metais, louças e dispositivos economizadores visando à redução do destes recursos. Com a implan- tação destas medidas, o empreen- dimento garante uma economia de 33% no consumo de água se compa- rado ao baseline. Outros resultados significativos foram: Economia de 100% de água potável para irrigação e redução de 25% no fluxo de água lançado nas vias públicas durante o período de chuva. Energia e Atmosfera Visando a redução no consumo de energia, foram utilizados sistemas de fachada que inibem ou impedem a entrada e absorção de calor, como vidros eficientes, sistemas de troca dissipação de ar quente, rolos refle- tivos, entre outros elementos. Foram utilizados mecanismos como simula- ções energéticas para o entendimen- to do percentual de entrada de calor bem como os prejuízos causados nos ambientes internos. As práticas adotadas resultaram em uma econo- mia de 18% no consumo energetico; Materiais e Recursos Na construção foram utilizados mate- riais considerados de baixo impacto ambiental como, 95% madeira utiliza- da é certificada FSC, materiais com baixa emissão de compostos orgâ- nicos voláteis, como solventes, pro- dutos tóxicos, entre outros, utilização de 50% de materiais provenientes de fornecedores locais, destinação adequada para 74% dos residuos da obra, além de 30% dos materiais utilizados serem reciclaveis. Além de todas essas práticas, a obra contou com processos de acompanhamen- to junto às operações e logística da obra, fiscalização e orientação de empresas especializadas, além do estudo e planejamento da logística de geração de resíduos e seus des- tinos, que definem as áreas de des- carte, organização e coleta. Qualidade ambiental interna Com o intuito de melhorar a qualida- de ambiental interna do edifício foram realizadas simulações de conforto lumínico, térmico e acústico para en- tendimento e solução de eventuais problemas com ambientes com pou- ca entrada de luz natural, variação de temperatura e barulho do/para o en- torno, além de estudos, análise- es- tudo, análise e criação de ambientes externos naturais com vegetação e sombreamento, gerando núcleos de microclimas para conforto do usuá- rio. A fachada tem 43% das paredes de vidro, permitindo iluminação na- tural nas áreas internas, reduzindo o consumo de energia além dos am- bientes possuírem cortinas rolos au- tomáticas que se fecham conforme a incidência solar. Há também automa- ção nos sistemas de ar condicionado para o acionamento e regulação nas temperaturas conforme necessidade do ambiente. Inovação e Processos As propostas arquitetônicas buscam sempre qualificar os espaços, seja na melhor posição em função da inci- dência solar, dos ventos predominan- tes, no dimensionamento do espaço. Na integração entre os espaços públicos e semi-públicos. Alem de todo o incentivo de uso de transporte ecologicamente corretos tais como bicicletario, vagas com carro a base de GNV, bagas para carros elétricos dentre outros. Obra: Eldorado Business Tower Incorporação: Gafisa e São Carlos S.A. Localização: Avenida Nações Unidas , 8501 São Paulo, SP Área do terreno: 10.000 m² Área construída: 115.000 m² Certificação: 19/08/2009 Sistema e Nível da Certificação: LEED CS Platinum Arquitetura: aflalo/gasperini arquitetos Construção: Gafisa Consultoria LEED e Simulação Energética: CTE Comissionamento: Alamo Elétrica e Hidráulica: Thermoplan e Enite Ar Condicionado: Thermoplan Tratamento de água de Reuso: Acqua Brailis P R I M E I R A C E R T I F I C A Ç Ã O P L A T I N U M N O B R A S I L
  • 134.
    134 jul/15 rev/gbc/br anuárioGBC 2015 O empreendimento Ventura Corporate Towers, lo- calizado na Avenida República do Chile, no Centro do Rio de Janeiro, recebeu em 2009 a certificação Core & Shell nível Gold, concebida pela organi- zação Green Building Council Brasil. Foi um dos primeiros empreendimento do país a receber a cer- tificação de construção sustentável. A intenção de obter a certificação surgiu após o início do projeto, sendo necessárias apenas algumas adequações pontuais para se garantir o selo, como por exem- plo, medidas para aumentar a eficiência energéti- ca e a inclusão de itens marginais como biciletário e vagas preferenciais para veículos movidos por combustíveis menos poluentes, não necessitando de nenhuma readequação estrutural. Foi o primeiro empreendimento comercial Triple A do Rio de Ja- neiro a receber a certificação LEED. O edifício conta com uma área construída de 169.411 metros quadrados em um terreno de 8.550,00 metros quadrados, e foi concebido a par- tir da regulamentação urbanística definida pelo Pla- no Diretor do Rio de Janeiro em referência a este sitio que se localiza em frente à Praça da Catedral. A implantação se caracteriza por um conjunto ar- quitetônico formado por 2 torres da mesma altura colocadas em uma plataforma elevada em relação à Av. Republica do Chile, formando um embasa- mento a ter desenvolvido uma extensão da qua- dra. Na parte posterior do lote, foi localizado um edifício de garagem com acesso pelo subsolo. As duas torres constituídas urbanisticamente foram objeto de um partido arquitetônico elaborado pela empresa americana KPF conjugando as fachadas com recuo e conceitos inclinados de forma a criar maior interesse e integração com a Catedral, man- tendo o conceito urbanístico implantado. Eficiência no uso da água Como estratégia adotada para garantir o uso ra- cional da água, foram instalados dispositivos eco- nômicos como, torneiras temporizadas, válvulas de descarga seletiva para os sanitários e sensores de presença para iluminação. Além disso, o em- preendimento também conta com reservatórios de águas pluviais e de reuso, garantindo assim uma economia de 30% no consumo de água potável. Energia e Atmosfera Com o intuito de contribuir para maior eficiência energética, o edifício possui sistema de iluminação artificial que conta com a utilização de lâmpadas econômicas e acionamento independente. Para garantir maior aproveitamento da luz natural, o prédio possui vãos de 7,5 a dez metros entre os pilares periféricos e de até 12 metros no núcleo. Entre as medidas de destaque está a instalação de elementos translúcidos e opacos nas fachadas, que controla a entrada da luminosidade otimizan- do a operação dos sistemas de ar condicionado e de iluminação. Materiais e Recursos Durante a obra do Ventura Corporate Towers foi utilizado um alto percentual de materiais prove- nientes de fornecedores da região, além da utiliza- ção de produtos recicláveis. Além disso, a madeira utilizada para construção é 100% reciclada. Qualidade ambiental interna Com o objetivo de garantir melhor desempenho térmico, foi utilizado nos módulos de visão das fachadas laminado refletivo verde de dez milíme- tros, com PVB incolor de 0,38 milímetros, além de cristal verde de quatro milímetros. A união destes elementos oferecem ao empreendimento índice de transmissão luminosa de 23,8%, coeficiente de sombreamento de 0,38 e fator solar de 32,86%. Nas frentes de laje, foi utilizado laminado refletivo de 8 milímetros, PVB incolor de 0,38 e cristal verde de 4 milímetros, garantido o bloqueio de calor nas áreas internas. Além disso, os helipontos e facha- das receberam pintura reflexiva contribuindo para conforto térmico do ambiente. GOLD LEED CS Imagens:©Leonardo Finotti
  • 135.
    revistagbcbrasil.com.br 135jul/15 anuário GBC2015 VENTURA CORPORATE TOWERS Obra: Ventura Corporate Towers Incorporação: Tishman Speyer/ Camargo Corrêa Localização: Avenida Republica do Chile, 300 - Rio de Janeiro - RJ Área terreno: 8.550,00 m² Área construída: 169.411m² Certificação: 24/08/2009 Sistema e Nível da Certificação: LEED CS - Gold Arquitetura: aflalo/gasperini arquitetos Construção: Método Consultoria LEED: CTE Agente comissionador: Tishman Speyer – Hu Simulação energética: CTE Hidráulica e Elétrica: MHA Ar condicionado: Teknika
  • 136.
    136 jul/15 rev/gbc/br anuárioGBC 2015 O Conjunto WT- Nações Unidas ca- racteriza-se por ter conseguido aliar um empreendimento comercial de sucesso (100% locado no primeiro ano) aos conceitos de green building, tendo recebido a certificação LEED CS nível Silver junto ao USGBC. O Conjunto é formado por três edifícios AAA. Lajes grandes (acima de 1.000 m²) e infraestrutura de instalações prediais independentes por conjun- to possibilitam arranjos diversos. No caso temos a Torre 2 ocupada inte- gralmente pela Accor, e a Torre 1 com multiusuários, entre eles a Allianz. O empreendimento está localizado na Marginal do Rio Pinheiros, na ci- dade de São Paulo, local de grande visibilidade e região que já concen- tra diversos edifícios corporativos. A região é bem servida de serviços de transporte, com linhas integradas de trem, metrô e ônibus, além de gran- des avenidas que facilitam o acesso por automóvel. Apesar de próximo a ruas comerciais, centros financeiros e shopping centers, a área envoltória do empreendimento é basicamente composta de antigas casas, galpões e oficinas, cenário que vem mudan- do nos últimos anos e no qual está inserido o empreendimento WTNU, colaborando para uma significativa requalificação do seu entorno. Construídas em terreno de 9.000,00 m², bastante estreito, mas com uma frente generosa sobre a avenida mar- ginal, a torres possuem vistas privi- legiadas para áreas arborizadas de baixa densidade, para o Jockey Clube de São Paulo e para a Universidade de São Paulo – USP, os edifícios te- rão garantidas a incidência direta da luz solar e a vista panorâmica, mesmo nos andares mais baixos. O formato do terreno, as vistas e as restrições legais e a flexibilidade de comerciali- zação definiram o desenho final. Espaço sustentável Houve o favorecimento de áreas ver- des abertas e áreas vegetadas na concepção do projeto. Também fo- ram adotadas medidas de prevenção e controle da poluição do solo e do ar durante a execução da obra. A utiliza- ção de cobertura verde contribui para a redução das ilhas de calor, propor- ciona conforto termo-acústico, além de auxiliar na filtragem e retardo das águas pluviais antes do lançamento na rede pública. A instalação de piso drenante possui até 90% de perme- abilidade. Além disso, a localização empreendimento está próxima a transporte público de qualidade (me- trô e ônibus) incentivando este tipo de transporte. Aliado a estas medidas, o N A Ç Õ E S U N I D A SWT
  • 137.
    revistagbcbrasil.com.br 137jul/15 anuário GBC2015 empreendimento conta com vagas demarcadas priorizando veículos que utilizam energia de base alternativa e carona solidária. Eficiência no uso da água Visando o consumo racional da água, foram instalados dispositivos economizadores de água. 2,36% de redução da vazão e volume de água lançada na rede pública durante as chuvas se comparado à situação original do terreno. Além disso, foi feita a utilização de vegetação local adaptada ao regime pluviométrico, que necessita de menor demanda de água para rega. Energia e Atmosfera Foi incorporado ao empreendimento sistemas que contribuem para a re- dução no consumo de energia bem como nos custos de operação e manutenção. As três torres possuem vidros de alto desempenho termo- -acústico e coberturas do tipo Green- -Roof e a torre 3 possui vidro insula- do. Os edifícios também possuem dispositivos economizadores de energia como, lâmpadas eficientes e de LED, elevadores com chamada programada, além de ar condiciona- do pelo piso. Materiais e recursos Foram disponibilizadas áreas para depósito central de resíduos reciclá- veis e não recicláveis devidamente separados nos subsolos. As torres 1 e 2 possuem estrutura mista de con- creto e aço, sendo que as estruturas metálicas já contam com um per- centual de material reciclado em sua composição (4,5% de todo material empregado na obra é de origem reci- clada). Foi priorizada a utilização de tintas, vernizes, adesivos e solventes com baixa emissão de VOC. 52,59% de todo o resíduo gerado durante a obra foi desviado de aterros. Além Obra: Conjunto WTorre Nações Unidas Localização: Avenida das Nações Unidas, 7815 São Paulo - SP Área do terreno: 14.011,15 m² Área construída: 104.126,21 m² Conclusão: 2012 Certificação: 25/08/2009 Sistema e Nível da Certificação: LEED NC Silver Arquitetura: Edo Rocha Arquiteturas Construção: Wtorre Engenharia Consultoria LEED: CTE Fundações: Infraestrutura Elétrica e Hidráulica: ENIT Paisagismo: Luiz Portugal Albuquerque Luminotécnica: Foco Luz & Desenho Interiores: Edo Rocha Arquiteturas Ar Condicionado: Téknica disso, 68,5% de todo o material ad- quirido tem origem de fornecedores localizados em até 800 km do local da construção. Qualidade ambiental interna Com o objetivo de garantir os im- pactos negativos na qualidade do ar interno bem como promover o bem estar aos ocupantes da edificação, foi incorporado ao empreendimento grande extensão de painel de ma- deira especialmente tratado, que tem como finalidade o isolamento térmi- co. O acabamento da fachada pos- sui vidro e ACM,um painel composto por duas lâminas de alumínio com núcleo de polietileno. Todos os mate- riais utilizados na obra são recicláveis e isolantes térmicos. Para garantir o conforto visual dos ocupantes, todos os ambientes de escritórios (abertos e fechados), possuem visibilidade para as paisagens externas. Imagens:DivulgaçãoEdoRocha revistagbcbrasil.com.br 137jul/15 anuário GBC 2015 SILVER LEED NC
  • 138.
    138 jul/15 rev/gbc/br anuárioGBC 2015 Localizado próximo à Riviera de São Lourenço em Bertioga, São Paulo, o restaurante McDonald’s, inaugurado em 2008, representa um marco de inovação para o McDonald’s. O em- preendimento foi um dos primeiros McDonald’s certificados no mundo e o primeiro da América Latina conquis- tando o selo LEED Certified na cate- goria New Contruction em 2009. Neste restaurante foram reunidas as melhores práticas de sustentabilida- de disponíveis no mercado na época como, materiais sustentáveis com baixo impacto para o meio ambien- te – pastilhas de bambu e coco, ma- deira teka certificada, placas de forro feitas de resíduos de tubos de pasta de dente, tintas solúveis com base minerais entre outros, sistema de ar condicionado inteligente, reuso da água de chuva, placas fotovoltaicas para aproveitamento da energia solar, instalação de bicicletário, uso racional da água, coleta seletiva de resíduos, além da obra que teve gerenciamento de seus resíduos. Todas as inaugurações de restauran- tes novos incluem em seu projeto e obra as melhores práticas apreendi- das nas experiências dos edifícios certificados. Além disso, foram im- plantados sistemas de otimização energética, aquecimento solar e reu- so de água de ar condicionado, além do retrofit do sistema de iluminação para LED em uma série de restauran- tes já existentes. “A sustentabilidade norteia todo o nosso negócio e cadeia produtiva, pois sabemos da importância das nossas decisões para a sociedade e meio ambiente. A certificação do Restaurante de Riviera nos enche de orgulho e demonstra que pode- mos exercer nosso papel em busca do desenvolvimento sustentável, aplicando as melhores práticas na execução de novos projetos, sem- pre promovendo melhorias com a otimização de recursos”. Sergio An- tonon de Souza, Diretor de Engenha- ria da Arcos Dourados. Espaço sustentável No caso do Restaurante de Riviera, além de estar localizado dentro de um centro comercial com serviços como, supermercado e farmácia, possui vagas destinadas para bicicle- tas no local mais próximo da entrada do restaurante, privilegiando a utiliza- ção do transporte alternativo. Eficiência no uso da água Para garantir a redução no consumo de água foram instaladas bacias sa- nitárias com válvulas dual flush em todos os sanitários, torneiras com temporizador atingindo uma redução do consumo de água superior a 20%, além da instalação de mictórios da Urimat, que não necessitam do uso de água. A água de chuva para uso não potável é destinada para utiliza- ção nas bacias, mictórios e lavagem de pisos, reduzindo desta forma o consumo de água potável, o impacto sobre a rede de drenagem e volumes de cheias (inundações), o que per- mite a recarga dos lençóis freáticos com excedente de uso. Este sistema gera uma redução de consumo de água de 217m3 /ano Energia e Atmosfera Foram instaladas no empreendimen- to lâmpadas eficientes Led e T5 em todas as luminárias. Também é feita manutenção de grande área envi- draçada protegida pelas marquises que garantem luz natural no salão de consumo, que associada a sen- sores de luminosidade e automação do sistema de energia permite o desligamento parcial das luminárias, em parte do dia, sem que se perca o conforto luminoso gerando assim economia de energia. Além disso, foi instalado sistema integrado de aque- cimento de água solar com ar condi- cionado da sala de funcionários com 1,5TR através de energia renovável. O projeto restaurante também conta com a instalação de gerenciador de energia com sensores luminosos e de presença para acionamento auto- mático das luminárias. McDONALD’S RIVIERA DE SÃO LOURENÇO
  • 139.
    revistagbcbrasil.com.br 139jul/15 anuário GBC2015 Materiais e Recursos Na construção foram utilizadas tintas com baixos índices de VOC, mobili- ário fabricado apenas com madeira certifica pelo FSC e cimento Portland de alto forno CP III, que utiliza de 35% a 70% de escória que é o subproduto da fundição de minério. Além disso, os pisos são fabricados com material reciclado: piso drenante megadreno gergelim, fabricação brasto, feitos de concreto e borracha para pas- seio de pedestres com demarcação para pessoas com deficiência; piso intertravado concresock, fabricação braston, para acesso e saída da pista drive; piso concregrama armado mar- roco, fabricação braston, para áreas de estacionamento e bicicletário; piso cerâmico rústico linha invecchiato, fa- bricação lepri de reciclado de vidro de bulbos de lâmpadas fluorescen- tes. Todos os materiais utilizados na obra civil foram adquiridos na região do empreendimento. Qualidade ambiental interna Além do sistema de ar que garante as trocas necessárias de ar dentro do prédio, foram utilizadas tintas com baixos índices de COV. O sistema de ar condicionado, com a instalação de máquinas Rooftop para as áreas operacionais e os salões de consu- mo, possuem fluido refrigerante eco- lógico R410A que atendem aos requi- sitos de eficiência da ASHRAE 90.1 em substituição do R22 que agride a camada de ozônio num total de 30Tr instalados. Além de sensores que permitem a abertura da ventilação natural caso a temperatura ambiente esteja agradável. Inovação e Processos Foram implementados diversos sis- temas otimizados nos restaurantes – recém-inaugurados e retrofit em alguns já existentes, como os já ci- tados: lâmpadas eficientes – LED e T5; reaproveitamento da água de condensação do ar condicionada; energia solar; uso de madeira certifi- cada; torneiras com temporizadores e arejadores; lixeiras para coleta se- letiva. Além das iniciativas adotadas nas obras, a empresa segue diver- sas condutas que refletem a cons- ciência de seu papel e impacto no crescimento sustentável do Brasil, tais como: adoção da política dos 3 Rs (Reduzir, Reaproveitar e Reciclar) em toda a cadeia produtiva até os restaurantes; conta com um código de conduta para fornecedores, que inclui a não exploração de mão de obra infantil e escrava, o respeito ao meio ambiente e às florestas tropicais e o cuidado com o bem-estar dos animais; prioriza o uso de materiais recicláveis em todas as suas etapas de operação. Além destas medidas o McDonald’s assumiu publicamente o compromisso de não comprar soja cuja procedência fosse de áreas des- matadas. CERTIFIED LEED NC Obra: McDonald's Riviera Cliente: Arcos Dourados Localização: Bertioga - SP Área terreno: 1.900 m² (estádio) Área construída: 320 m² (restaurante) Certificação: 14/09/2009 Sistema e Nível da Certificação: LEED NC Certified Arquitetura: Todescan Siciliano Arquitetura Construção: Enplatec Engenharia Consultoria LEED e Simulação Energética: CTE Comissionamento: Outsource Elétrica e Hidráulica: Gera Engenharia Ar Condicionado: Fundament-ar Paisagismo: Cultivare Imagens: Divulgação Arcos Dourados PRIMEIRO RESTAURANTE CERTIFICADO NO BRASIL
  • 140.
    140 jul/15 rev/gbc/br anuárioGBC 2015 A construção do Centro de Cultura Max Feffer, lo- calizado em Pardinho – SP, inicia seu compromisso com uma história de sustentabilidade. Em 2010 o empreendimento recebeu a certificação LEED nível Gold na categoria New Construction. O aprovei- tamento de uma infraestrutura pré-existente, uma pequena construção numa praça, foi o ponto de partida para o desenvolvimento deste projeto que inclui biblioteca, sala para reuniões, sala de infor- mática, espetáculos artísticos e oficinas, além de contar com o declive natural da área externa capaz de acomodar uma plateia ao ar livre. A consideração dos princípios de sustentabilidade como fator fundamental, incontornável, aos quais todas as soluções arquitetônicas deveriam se adaptar foi a premissa primordial do projeto. Bus- cou-se utilizar as ferramentas da sustentabilidade de forma didática, demonstrando o compromisso da Arquitetura com esta causa. Além de ser um partido coerente com o escritório Amima, julgou-se que o espaço que abriga o Conselho Municipal de Desenvolvimento Sustentável não poderia ser reali- zado de outra maneira. O Instituto Jatobá, respon- sável pelo Projeto de Desenvolvimento Sustentável do Município, construiu o Centro de Cultura Max Feffer para sediar encontros entre a comunidade, empresários e membros do poder público. Um grande diferencial do projeto é uma cobertu- ra de bambu sobre a praça do piso superior, um espaço aberto que interage com a vegetação do entorno. A cobertura oferece um sombreamento ao edifício, colaborando com o desempenho energé- tico do mesmo. A concepção desse elemento em bambu demonstra o potencial desse material culti- vado pelo Instituto, tido como “aço vegetal”, com o intuito de incentivar e expandir o conhecimento de seu uso. Além deste diferencial, o espaço também conta com informações sobre a construção, o que torna o edifício uma referência em responsabilida- de socioambiental, por reduzir o impacto ao meio ambiente bem como proporcionar um local saudá- vel e próspero. Eficiência no uso da água O Centro de Cultura possui sistemas de captação de águas pluviais bem como sistema de tratamen- to e reutilização de águas pluviais e águas cinzas. Este sistema de tratamento é constituído por um processo de filtragem física em brita e areia e um bio-filtro compostos por plantas (zonas de raízes). Além disso, foram utilizados na obra me- tais hidrossanitários econômicos, mictório seco, fibras vegetais de bambu e eucalipto na estrutura da cobertura, criação de drenos que contribuem para o aumento do índice de absorção do sitio, uso do descarte da zona de raízes para irrigação do jardim, além do plantio de 37 árvores de mé- dio porte que colaboram com o aumento da retenção de água. Espaço sustentável A construção possui uma área de ocupação li- mitada a 15% do terreno e 63% desta área é vegetada com espécies nativas e adaptada ao clima, que colaboraram para a permeabilidade do solo e redução do efeito de ilhas de calor. A utilização de cores claras nos pisos e cobertura branca do edifício também favorece o aumento da reflexão solar. O espaço também conta com bicicletário, como forma de incentivo do uso de meio de transporte alternativo e que não agridem o meio ambiente. CENTRO DE CULTURA MAX FEFFER
  • 141.
    revistagbcbrasil.com.br 141jul/15 anuário GBC2015 Energia e Atmosfera Para reduzir o consumo de energia foram insta- lados sistemas de ventilação natural reduzindo o uso de ar condicionado, controle de iluminação artificial pelos usuários em função das necessi- dades pessoais, sensores de presença para ilu- minação, sensores de células fotoelétricas para iluminação externa, células fotovoltaicas para iluminação com Leds e iluminação Zenital. Com a adoção destas medidas foi possível garantir 79,52 de iluminação por luz natural e redução de 25,6% no consumo de energia elétrica com- parado à construções convencionais. Recursos e Materiais Foi implantando um plano de prevenção da po- luição da obra, reduzindo o assoreamento do lei- to dos rios e da poluição do ar. A destinação dos resíduos gerados na obra foi feita de acordo com sua classificação: utilização própria ou encami- nhamento para reciclagem, reduzindo a quanti- dade enviada para aterros sanitários. Além disso, foram utilizados materiais recicláveis que reduzem os impactos de extração e produção de matérias verdes: 80% de aço reciclado, telhas com 42% de papelão reciclado. Através do uso de colas, sela- dores, tintas a base d´água e vernizes com baixo nível de emissão de compostos orgânicos voláteis foi possível diminuir a probabilidade de problemas respiratórios. A construção também conta com tijo- los solo-cimento e tijolos de demolição para a alve- naria aparente, caixilhos de madeira de demolição, gradil de resuo de descarte de peças de ônibus, bebedouros feitos com reuso de equipamentos agrícolas, bancos feitos com reuso de resíduos de construções, divisória de correr feita de reuso de resíduo industrial, alvenaria revestida com placas de concreto celular, além da utilização de materiais rapidamente renováveis como bambu e eucalipto. Qualidade ambiental interna Com o intuito de garantir a qualidade ambiental interna foram construídas paredes trombe para aquecimento de ambientes, criação de espaços para aumentar a ventilação natural, construção de telhado branco que melhora o conforto térmico in- terno, instalação de aparelhos que medem a quan- tidade de CO2 nos ambientes contribuindo para o controle da qualidade interna do ar, além de 95% dos espaços possuírem visualização para o meio externo. Obra: Centro de Cultura Max Feffer Cliente: Instituto Jatobá Localização: Praça Aldemir Rocha da Silva Pardinho - SP Área do terreno: 6.250 m² Área construída: 1.570 m² Projeto: 2008/2009 Conclusão: 2009 Certificação: 20/01/2010 Sistema e Nível da Certificação: LEED NC Gold Arquitetura: Amima Arquitetura Construção: PPR /OMK (cobertura) Consultoria LEED: OTEC Estrutura e Fundações: Nathan Jacobsohn Levental Elétrica e Hidráulica: HPF Engenharia Paisagismo e Luminotécnica: Amima Arquitetura Mobiliário: Erika Cezarine Cardozo Conforto: Anesia Frota e Leonardo Monteiro GOLDLEED NC ©RogerHSassaki ©RogerHSassaki
  • 142.
    142 jul/15 rev/gbc/br anuárioGBC 2015 Construído em uma área de aproximadamente 70.000 m², o edifício do Hospital Albert Einstein no Morumbi, em São Paulo, é um dos maiores proje- tos hospitalares e, considerado um dos complexos mais modernos do país quando se fala em edifica- ções sustentáveis. O edifício conta com mais de 200 consultórios médicos, centro de diagnósticos completo, centro cirúrgico de alta tecnologia, servi- ços de endoscopia e oftalmologia. Diante de sua característica complexa de constru- ção, o edifício foi executado com êxito, pelas equi- pes de engenharia das empresas SBIBAE, KAHN, RACIONAL, no que tange às normas exigidas pela certificação internacional LEED. Com isso, o proje- to conquistou a certificação LEED NC, nível Gold, tendo sido a maior construção hospitalar no mun- do a receber a certificação neste nível. Quanto à importância da construção de um edifício hospitalar, seguindo normas de sustentabilidade, PAVILHÃO VICKY E JOSEPH SAFRA Marcos Santoro, vice-presidente executivo da Ra- cional Engenharia, afirma que “o Hospital de uma maneira geral, tem uma complexidade importante pela característica do projeto, pela quantidade de sistemas que o prédio tem num hospital, como tu- bos de gases medicinais nas paredes e nos forros, e onde não pode falta água nem energia. Quase que, um hospital, receberia um título de missão crítica.” Espaço Sustentável A escolha do terreno para construção do prédio ti- rou proveito do acervo construído existente, além de estar implantado em uma área urbana já de- senvolvida, minimizando assim a demanda por ex- pansão de infraestrutura urbana, abertura de novas ruas e avenidas bem como redes de distribuição de energia. Além desta característica, o edifício conta com uma pequena estação rodoviária, com localização próxima a entrada do hospital, com in- tuito de promover a utilização de ônibus fretado do hospital, bem como vagas preferenciais para fun- cionários que optarem por participar de programas como o “Carona Solidária”. Eficiência no uso da água No tocante à questão da racionalização do uso de água, as medidas instaladas no edifício buscaram diminuir substancialmente a carga nos sistemas de esgosto e águas pluviais com intuito de evitar en- chentes visando ao máximo o reaproveitamento da água. Para isso, foram projetados jardins em todas as coberturas, o que ajuda a diminuir o volume de água da chuva enviado a rede pública. A irrigação dos jardins é feita por gotejamento, um sistema de alto desempenho. Além disso, através da utilização de plantas nativas adaptadas ao clima, garantem baixa demanda de irrigação. A água de chuva pro- veniente das áreas que não são ajardinadas e de GOLD LEEDNC Fotos:©JúlioBittencourt
  • 143.
    revistagbcbrasil.com.br 143jul/15 anuário GBC2015 drenagem do lençol são filtradas, armazenadas em tanques de reuso e utilizadas para irrigação lavagem de pisos, sistema de climatização e re- serva de combate a incêndio. O edifício também é composto por peças sanitárias de baixo consumo e alto rendimento com economizadores de água em lavatórios e fechamento automático, torneiras e chuveiros em geral. Com estas medidas, o edifício garante aproximadamente 30% menos água, com- parado a um edifício convencional. Energia e Atmosfera O novo prédio foi implantado em orientação Leste- -Oeste, semelhante à opção feita pelos demais edi- fícios da unidade. Desta forma, a edificação recebe uma quantidade menor de insolação em suas aber- turas, minimizando o ganho de carga térmica e, por consequência minimizando a demanda por energia para o ar condicionado. Além disso, os jardins nas coberturas funcionam como filtro de calor mantendo a laje do edifício em uma temperatura baixa, mesmo nos dias de alta insolação. Outra medida importante adotada são os sistemas de iluminação e climati- zação que utilizam equipamentos de alto desem- penho, como por exemplo, sensores de presença. Com isso, através de uma estratégia integrada entre medidas arquitetônicas e sistemas prediais, o edifí- cio garante uma economia de 14% de energia elétri- ca comparada a um edifício semelhante. Materiais e Recursos Durante toda a construção foram adotados con- troles de poluição e transtornos gerados durante a obra. A execução da obra também contou com um plano eficaz de gerenciamento de erosão, assorea- mento, poeira e ruídos, que contemplou ações pre- ventivas para minimizar seus efeitos na vizinhança. Além disso, foram utilizados materiais cuja extra- ção, produção e transporte causem menor impac- to possível, que tenham alto potencial de recicla- gem e onde o impacto ambiental de um material é avaliado em todo seu ciclo, desde a extração da matéria-prima para sua produção até suas possi- bilidades de reciclagem e condições de descarte. Nesse sentido a obra contou com um programa de reciclagem de entulho que evitou que 75% do entulho fossem para aterros sanitários, tendo sido reciclagem ou diretamente aproveitados em outras funções. Também foi utilizado mais de 20% do ma- terial reciclado na obra, além de praticamente toda madeira implantada em marcenaria, portas entre outros são certificadas. Qualidade ambiental interna Para garantir a qualidade interna do ar no edifício, as entradas da tubulação de ar condicionado foram monitoradas e fechadas durante a execução de procedimentos geradores de poeira. As tintas im- permeabilizantes utilizadas na obra são a base de água, evitando assim a emissão de compostos or- gânicos voláteis (COV). Também foram instalados dispositivos eletrônicos posicionados ao lado do interruptor de luz para que os usuários do edifício possam ter o controle sobre o conforto térmico do seu ambiente. Como forma de controle de poluição interna, o edifício também conta com sistema de exaustão dedicada e porta de fechamento automá- tico em áreas como, depósito de material de lim- peza, sala de Xerox e sala de resíduos e expurgos. Outra característica importante para este critério é o combate a fumaça de cigarro no interior do edifício, sendo que, as áreas permitidas para fumantes são isoladas e possuem sistemas mecânicos de venti- lação e exaustão que garantem que a fumaça não contamine as áreas adjacentes. HOSPITAL ALBERT EINSTEIN Obra: Pavilhão Vicky e Joseph Safra, Unida- de Morumbi Cliente: Hospital Israelita Albert Einstein Localização: São Paulo - SP Área construída: 70.209 m² Projeto (data): 2005 Conclusão da obra: 2009 Certificação: 12/08/2010 Sistema e Nível da Certificação: LEED NC Gold Arquitetura: Albert Kahn Family of Companies / Kahn do Brasil Construção: Racional Engenharia Consultoria LEED: Kahn do Brasil Gerenciamento da Obra: Kahn do Brasil Estrutura de Concreto: Escritório Técnico César Pereira Lopes Estrutura Metálica (passarelas): Andrade e Rezende Engenharia Fundações e Contenções: Infraestrutura Engenharia Elétrica e Hidráulica: MBM Engenharia Ar Condicionado: Clima Clean Engenharia Luminotécnica: Esther Stiller Consultoria Paisagismo: Alexandre Fabbri Prevenção e Combate a Incêndio: Engepoint Terraplenagem: Terramoto Vidros: Glassec
  • 144.
    144 jul/15 rev/gbc/br anuárioGBC 2015 O escritório showroom da Interface, localizado em um importante polo comercial de São Paulo, próximo a Avenida Engenheiro Luiz Carlos Berri- ni e Marginal Pinheiros, é um espaço projetado com o objetivo de propor- cionar um ambiente acolhedor a seus clientes e associados, com toda a responsabilidade que a empresa tem em relação ao menor impacto am- biental e que representasse a mesma coerência e atitude da empresa em relação aos showrooms do mundo todo que possuem a certificação LEED. Para atender a certificação, foram adotadas para projeto estratégias e tecnologias para redução do consumo de água e energia, bem como um am- biente interno mais saudável utilizando materiais de construção ecológicos. Através destas medidas, o empreendi- mento que utiliza uma área construída de 272,3 metros quadrados, garantiu a certificação LEED Comercial Interiors v.3. – nível Silverz 2012. Sete metas foram pilares importantes para a execução deste projeto, elimi- nar desperdícios, eliminar emissões, utilizar de energia renovável, fechar ciclo, utilizar de recursos eficientes para o transporte, sensibilizar da co- munidade e redesenho do comércio. São estes pontos que proporciona- ram ao escritório showroom da Inter- face, um ambiente aconchegante e sustentável. INTERFACE INTERFACE SILVER LEED CI
  • 145.
    revistagbcbrasil.com.br 145jul/15 anuário GBC2015 Espaço Sustentável O empreendimento, que foi projetado para garantir a uma integração com seu entorno, conta com diversas op- ções de serviços básicos e transporte público (estação de trem e pontos de ônibus), o que facilita o deslocamen- to até o local. Eficiência no uso da água Foram instalados dispositivos hidráu- licos, inclusão de arejadores de 1,8L nos lavatórios nos sanitários das áre- as comuns. Energia e Atmosfera Para contribuir com a redução de ener- gia no edifício foi implementado um projeto de iluminação eficiente com a utilização de lâmpadas LED. Também foram aproveitadas as lâmpadas que atendiam o critério de eficiência ener- gética, reduzindo assim a geração de resíduos. Além disso, foi realizada a compra de certificado de energia limpa - REC´S, incentivando e fomentando o mercado para produção de fontes de energia renováveis (Eólica). Houve o máximo aproveitamento da ilumina- ção natural, ou seja, mais de 75% dos espaços contam com níveis de ilumi- nação suficientes para suprir a neces- sidade do edifício, sem o acionamento da iluminação elétrica. Materiais e Recursos O edifício possui infraestrutura para coleta seletiva e reciclagem dos re- síduos, além da implementação do plano de gestão de resíduos, que incentiva a reciclagem entre os fun- cionários. Mais de 95% dos resíduos gerados da obra foram desviados de aterros, através de triagem e da reu- tilização na própria obra. Foi também reutilizado todo o sistema de forros e metade das luminárias existentes diminuindo a quantidade de resíduos gerados e extração de matéria-prima. Além disso, para reduzir a emissão de CO2 com transporte, a maioria do material utilizado foi proveniente de fábrica dentro de um raio de 800 km de distância do empreendimento. Qualidade ambiental interna O projeto do Showroom foi desen- volvido para maximizar vista para o exterior do prédio além de permitir a entrada de iluminação natural. Para reduzir o desconforto devido à inci- dência solar, os postos de trabalhos foram instalados distante das facha- das. Os pisos são certificados floors- core e possuem certificação EPD. O sistema de ar condicionado foi rea- proveitado para atender a renovação do ar externo, 30% acima da ASHRAE 90.1 – 2007, evitando assim alta con- centração de CO2 no escritório. Além disso, houve a implementação de um Plano de Qualidade do AR durante a construção, que garantiu um ambien- te mais salubre para os trabalhadores da obra. Agregado a isso houve um forte trabalho de comunicação visual, a fim de informar sobre a proibição de fumar nas áreas internas do prédio. Obra: Escritório Administrativo Show Room Cliente: Interface Localização: Rua Surubim, 577, Edifício Igarassu – São Paulo – SP Área construída: 272,3 m² Data de conclusão: Janeiro de 2012 Investimento: US$ 459.000,00 Certificação: 16/03/2012 Sistema e Nível da Certificação: LEED CI v.3. – nível Silver Arquitetura: Sociedade Paulista de Arquitetura Contemporânea Construção: Oficio Arquitetura Consultoria LEED: CTE Comissionamento: CTE Gerenciamento: Oficio Arquitetura Iluminação: Oficio Arquitetura Ar Condicionado: AKTEC AC Fotos:DivulgaçãoInterface
  • 146.
    146 jul/15 rev/gbc/br anuárioGBC 2015 A Matte Leão, localizada na região metropolitana de Curitiba, é uma uni- dade industrial para produção da linha “seca”: chás a granel, em saquinhos e solúvel. Foi concebida para aliar produtividade ao bem estar dos cola- boradores. Conta com áreas de con- vivência amplas e salas de descanso, leitura e passatempos. Reconhecida como a primeira indústria verde do Brasil, a fábrica, que pertence ao Gru- po Coca-Cola, recebeu a certificação LEED nível Silver no sistema New Construction no ano de 2012. Cons- truída em uma área de 18 mil metros quadrados, a fábrica ainda conta com 53 mil metros de arruamentos, calça- das, pátios e jardins. O processo de construção foi reali- zado de acordo com critérios susten- táveis focando na redução do con- sumo de água e energia, mitigação do impacto ambiente gerado pela utilização de matérias-primas, além do uso de materiais de fornecedores regionais. Além disso, o empreendi- mento conta com telhados verdes, estrutura de eucalipto, Iluminação zenital, ventilação cruzada, tintas com baixo nível de COV (Composto Orgânico Volátil), tinta à base de ter- ra, pavimentos com baixo índice de absorção de calor, sistema de reuso da água pluvial e telhado com alto índice de refletância. MATTELEÃO FÁBRICA MATTE LEÃO PRIMEIRA INDÚSTRIA CERTIFICADA DO BRASIL Imagens: Divulgação Plaenge
  • 147.
    revistagbcbrasil.com.br 147jul/15 anuário GBC2015 Espaço Sustentável Houve a preocupação em contratar mão de obra local e utilizar o máxi- mo de insumos regionais. Na saída da obra foram instalados lava-rodas, para evitar que os caminhões sujas- sem a via pública. Também foi feita uma gestão de materiais, para oti- mizar o consumo, evitando desper- dícios e permitindo a reciclagem de alguns insumos. Além disso, a em- presa disponibiliza ônibus exclusivos aos seus funcionários e incentiva a carona solidária. Eficiência no uso de água Foram instaladas torneiras com tem- porizadores em todos os lavatórios e também nos chuveiros. É feita a cole- ta de toda a água pluvial do telhado e enviada para uma cisterna, com filtros para partículas sólidas. Esta água é reutilizada nos sanitários e nas tornei- ras de irrigação o que contribui para uma economia água em torno de 36%. Energia e Atmosfera A cobertura possui iluminação zenital, lâmpadas e equipamentos de baixo consumo e alto desempenho, como cabos de transmissão de alta perfor- mance, o que colabora para minimizar as perdas. Também foi instalado um sistema de aquecimento de água por energia solar, que alimenta os chu- veiros dos vestiários e torneiras dos laboratórios. Materiais e Recursos Nesta obra foram utilizados, nos pré- dios sociais, refeitório e portaria, es- trutura de eucalipto tratado, que é um material renovável. Nas áreas inter- nas da planta, foi utilizada tinta à base de terra. Também foi criado um plano de gestão de resíduos onde todo ma- terial era separado ainda na obra. Os recicláveis eram vendidos para em- presas recicladoras e os orgânicos e não recicláveis para empresas cre- denciadas e licenciadas. Percebendo que a região era produtora de tijolos de barro, mas o projeto especificava as paredes com blocos de concreto, a Plaenge então propôs a substituição por blocos cerâmicos, o que foi aceito pelo cliente e pelo arquiteto. Qualidade ambiental interna Foi feito o controle de emissões ao longo de toda obra. Utilizando méto- dos de corte de piso com baixa emis- são de poeira, tintas, vernizes e im- permeabilizantes com baixa emissão de COV, proibição do uso do cigarro nos ambientes da obra e controle de poeira nas áreas sem proteção vegetal. A fábrica possui ventilação cruzada, venezianas quer permitem a entrada do ar frio, que empurra o ar quente para cima, além de sistemas de exaustão na cobertura que permi- tem a expulsão do ar quente. Inovação e Processos Um grande diferencial é seu telhado verde, o maior da América Latina. Composto por vegetação adaptada da região, ele cobre as áreas não industriais da fábrica, como portaria, escritórios, vestiários e refeitórios. Sua funcionalidade é a melhoria do conforto térmico tanto das áreas in- ternas como externas, onde contribui para reduzir o efeito ilha de calor, o que evita ainda o consumo de ar con- dicionado, mais um ponto que reflete eficiência energética. Obra: Fábrica Matte Leão Cliente: SAAB Coca Cola Localização: Fazenda Rio Grande - PR Área do terreno: 80.000 m² Área construída: 18.000 m² Investimento: R$ 4 milhões Certificação: 12/04/2012 Sistema e Nível da Certificação: LEED NC – Nível Silver Arquitetura: Bopp arquitetura Construção: Plaenge Industrial Consultoria LEED: Sustentax Projeto Elétrico: Sérgio Bopp Filho Projeto Hidráulico: Barch Engenharia SILVER LEED NC
  • 148.
    148 jul/15 rev/gbc/br anuárioGBC 2015 Obra: Universidade do Hamburger Cliente: Arcos Dourados Comercio de Alimen- tos Ltda Localização: Alameda Amazonas, 253, Alphaville Barueri, SP Área construída: 2.449 m2 Certificação: 02/07/2012 Sistema e Nível da Certificação: LEED CI - nível Certified Arquitetura: Athie Wohnrath Construção: Easy Construtora Consultoria LEED: Sustentax Comissionamento: NewmarEnergia Elétrica: CTPF Hidráulica: Green Luminotécnica: Foco Instaladores: Motriz Elétromecânica Anteriormente conhecida como Universidade do Hamburguer, o empreendimento McDonald’s Uni- versity, Universidade Corporativa do Mcdonald’s localizada em Alphaville, Barueri, atende o público de funcio- nários e franqueados de toda Améri- ca Latina. São ao todo 7 universida- des corporativas em todo o mundo, cada uma atende o público de uma região específica do mundo. Ela foi inaugurada em 1997 e em 2010 pas- sou por uma grande reforma finaliza- da em abril de 2011. A Mcdonald’s University é um es- paço multiuso destinado ao treina- mento e à formação da comunidade McDonald’s e seus vizinhos e suas instalações incluem salas de treina- mento e reuniões, um auditório com capacidade para 160 pessoas, bi- blioteca, estações de trabalho, área de convivência (lounge) e áreas de apoio. A certificação LEED CI (Commer- cial Interiors), no nível Certified foi conquistada em 2012, devido à na- tureza da reforma. Os principais di- ferenciais desta edificação são os espaços flexíveis que contemplam a acessibilidade universal, os sistemas automatizados e individualizados de iluminação e ar condicionado, a estrutura preparada para favorecer a separação de lixo, a economia de água em suas instalações sanitárias e o uso de materiais regionais e/ou de baixo impacto ambiental. “Por ser referência no mercado de ali- mentação fora de casa, ao adotar ini- ciativas sustentáveis em seus empre- endimentos, o McDonald’s estimulou que outras cadeias buscassem tam- bém a adoção destas iniciativas e que seus fornecedores procurassem oferecer inovações continuas em seus produtos”, declara a arquiteta e gerente de projetos Bruna Benvenga. Imagens:DivulgaçãoArcosDourados
  • 149.
    revistagbcbrasil.com.br 149jul/15 anuário GBC2015 Espaço Sustentável O empreendimento está localizado em uma região com oferta ampla de ser- viços a menos de 800 metros e linhas de ônibus a uma distância inferior a 400 metros. Além disso, foram sele- cionadas vagas de estacionamento prioritárias para funcionários que ofe- reçam carona para seus colegas. Eficiência no uso de água Para redução no consumo de água foram instaladas bacias sanitárias com válvulas dual flush em todos os sanitários, torneiras com temporiza- dor atingindo uma redução do con- sumo de água superior a 20%. Energia e Atmosfera Para otimização da eficiência energé- tica foram utilizadas lâmpadas eficien- tes Led e T5 em todas as luminárias do empreendimento, as áreas de circulação possuem densidade lumi- nosa controlada e parte das estações de trabalho possuem luminárias indi- viduais. Com estas medidas o empre- endimento garantiu uma redução de 20% na densidade de potência de ilu- minação. Todos os equipamentos ins- talados possuem o selo Energy Star atestando sua eficiência energética e os equipamentos de ar condicionado não utilizam o gás r22, o que reduz o impacto a camada de ozônio. Materiais e Recursos Os materiais utilizados – uma sele- ção deles – são considerados de baixo impacto ambiental: Tintas com baixo índice de VOC; Mobiliário fa- bricado apenas com madeira certi- ficada pelo FSC; Carpete fabricado com processos de baixo impacto – certificado; Cadeiras fabricadas com 79% de material reciclado – modelo Steelcase. Além disso, os resíduos de obra foram selecionados e desti- nados para reciclagem quando pos- sível, atingindo um índice superior a 50% no desvio destes resíduos dos aterros sanitários comuns. Os ma- teriais utilizados na obra civil foram adquiridos na região. Qualidade ambiental interna Além do sistema de ar que garante as trocas necessárias de ar dentro do prédio, foram utilizadas tintas com baixos índices de COV. Todo o sistema de ar condicionado foi refei- to com caixas VAV e está integrado ao sistema de automação do prédio. Foram instalados novos equipamen- tos que não utilizam o gás r22 no seu sistema de refrigeração. Inovação e Processos Além das iniciativas adotadas nas obras, a rede tem o compromisso com o desenvolvimento do país e com o respeito ao meio ambiente. É por isso que a empresa segue diver- sas condutas que refletem a cons- ciência de seu papel e impacto no crescimento sustentável do Brasil, tais como: Adoção da política dos 3 Rs (Reduzir, Reaproveitar e Re- ciclar) em toda a cadeia produtiva até os restaurantes; Conta com um código de conduta para fornece- dores, que inclui a não exploração de mão de obra infantil e escrava, o respeito ao meio ambiente e às florestas tropicais e o cuidado com o bem-estar dos animais; Priorizar o uso de materiais recicláveis em to- das as suas etapas de operação; O McDonald’s assumiu publicamente o compromisso de não comprar soja cuja procedência fosse de áre- as desmatadas. McDONALD’S UNIVERSITY CERTIFIED LEED CI
  • 150.
    150 jul/15 rev/gbc/br anuárioGBC 2015 Inaugurado em setembro de 2012, o Data Center da Vivo Telefônica em Santana do Parnaíba (SP) é o maior da América Latina, foi projetado e construído visando a obtenção do selo LEED conquistando o certificado nível Gold. A construção segue à risca o projeto e que o empreendimento encontra-se preparado para a realização de manutenções pre- ventivas e corretivas sem que haja necessidade de interromper por um segundo sequer as atividades do empreendimento. O prédio possui seis andares – dois deles técnicos, onde ficam facilities e TI, com pé direito de oito me- tros. Um mezanino e quatro pavimentos administra- tivos completam as dependências do edifício, que tem capacidade para 1.760 racks (equipamentos para processamento e armazenagem de dados). Ao todo são 33,258,10 mil m² de área construída em um terreno de 70 mil m² com classificação Tier III, que atende às infraestruturas de TI das opera- ções fixa e móvel da companhia telefônica. “A integração Telefônica Vivo, que já era uma re- alidade no âmbito de marca, societário, dos cola- boradores e produtos convergentes, chega ago- ra à infraestrutura de TI, com o novo Data Center”, diz Antonio Carlos Valente, presidente da empresa. “O empreendimento é um marco das atividades do Grupo Telefônica no Brasil, que coloca à dis- posição os mais modernos recursos de tecnolo- gia da informação disponíveis no mundo, além de oferecer todas as garantias de sustentabilidade”, complementa. Cuidados rigorosos para minimizar eventuais im- pactos ambientais foram práticas constantes em to- das as etapas da elaboração do projeto e da cons- trução, desde a terraplanagem, fundações, escolha do material de construção até o acabamento. To- dos esses cuidados foram fundamentais para que o prédio, ambientalmente responsável e economi- camente sustentável, seja também um lugar sau- dável e confortável para as pessoas trabalharem. Espaço Sustentável Com o intuito de incentivar o uso de transporte al- ternativo, o empreendimento conta com as seguin- tes medidas: Vagas especiais para veículos de bai- xa emissão e consumo eficiente para 5% do total de vagas do edifício, demarcando as vagas com comunicação visual. Eficiência no uso da água O uso racional da água também mereceu atenção em todas as etapas do projeto e execução das obras. O empreendimento adota equipamentos economizadores nos sanitários e outras dependên- cias. Houve drástica redução do consumo para pai- sagismo, com a escolha de plantas nativas que não exigem irrigação contínua. Toda irrigação das áreas verdes é feita por um sistema especial que assegu- ra a coleta de água da chuva e a condensação do sistema de ar-condicionado. Uma ETE (Estação de Tratamento de Esgotos) torna possível a reutilização de água não potável, incluída as captadas das chu- vas, para descargas e limpeza em geral. Energia e Atmosfera Entre as características do projeto que tornaram o edifício sustentável o bastante para obter o selo ver- de está a eficiência energética 25% superior à média mundial para data centers. Devido à eficiência cons- trutiva e arquitetônica, além do uso de equipamen- tos mais avançados, no prédio da Vivo para cada 1 watt de potência aplicada em TI, apenas 0,5 é VIVO TELEFÔNICA Obra: Datacenter Vivo Telefônica Cliente: Vivo Telefônica Localização: Av. Marcos Penteado De Ulhoa Rodri- gues, Quadra 68 - Lote PT Santana do Parnaíba - SP Área construída: 33.820m² Investimento: R$ 400 milhões Certificação: 31/10/2012 Sistema e Nível da Certificação: LEED NC – Nível Gold Arquitetura: Edo Rocha Arquiteturas Construção: Racional Engenharia Consultoria LEED: CTE Comissionamento: Outsource Elétrica e Hidráulica: L&M Engenharia Automação e Ar Condicionado: L&M Engenharia Luminotécnica: Godoy
  • 151.
    revistagbcbrasil.com.br 151jul/15 anuário GBC2015 usado em ar condicionado, iluminação, entre outras atividades. Como estratégias adotadas, que garan- tiram os pontos necessários neste requisito, foram utilizados reatores eletrônicos, motores de alta efi- ciência de acordo com a NBR-7094/2003, sistemas de automação da iluminação para áreas externas e fachadas, além da otimização da iluminação interna e externa para atender as densidades mínimas re- queridas de acordo com os itens estabelecidos pela ASHRAE/IESNA 90.1-2007. Materiais e Recursos Durante a construção, a preocupação com as pe- gadas ecológicas se refletiu desde a terraplana- gem, fundações, escolha do material de constru- ção até o acabamento. Todos os materiais usados na obra tiveram seus compostos químicos iden- tificados e seus níveis de poluição monitorados por consultoria especializada. Além disso, houve uma grande preocupação em reduzir os impactos para a vizinhança durante a construção, como por exemplo, os caminhões empregados no canteiro de obras, que tinham os pneus lavados dentro do canteiro, o que contribuiu para conservação e lim- peza das ruas no entorno da obra. Para a execução da estrutura e também da ve- dação externa, a escolha recaiu sobre os pré-fa- DATACENTER bricados de concreto, que além de desempenho apropriado para a aplicação, mostraram-se perti- nentes também nesse contexto de atenção com a sustentabilidade e o meio ambiente. Ao todo foram utilizados 9.984,74 m³ de concreto pré-fabricado na forma de elementos estruturais (pilares e vigas) e escadas. As esquadrias e portas também foram produzidas com madeiras certificadas pela Forest Stewardship Council (FSC), manejadas de forma ecologicamen- te correta, segundo a legislação nacional e inter- nacional, e o piso foi fabricado com madeira pro- veniente de demolição. A cerâmica dos banheiros também foi feita a partir de materiais reciclados. GOLD LEED NC Imagens: ©Jorge Hirata PRIMEIRO DATA CENTER CERTIFICADO NO BRASIL
  • 152.
    152 jul/15 rev/gbc/br anuárioGBC 2015 Com a demanda crescente de ônibus circulando na região de Santana de Parnaíba, a Urubupungá decidiu construir uma garagem na região para pro- porcionar melhor atendimento e mais agilidade na operação de suas linhas. A empresa adotou diver- sas estratégias durante toda a fase de projetos e construção até a ocupação da garagem para po- der viabilizar o desempenho ambiental do empre- endimento. Esta filosofia de trabalho levou a optar pela construção de uma nova garagem de alto de- sempenho ambiental, que resultou na obtenção da certificação LEED, em Santana de Parnaíba. O terreno acomoda basicamente dois edifícios: um para a manutenção e conservação da frota e outro administrativo. Em função disso, não se reduziu as áreas agricultáveis, tampouco o solo utilizado como habitat natural de espécies animais. O ter- reno escolhido contribuiu com estratégias de sus- tentabilidade para ambos os prédios e conserva e mantém uma APP – Área de Preservação Perma- nente – ao redor do projeto. A Sinco Engenharia, responsável pela construção do projeto, já havia executado algumas obras de edifícios comerciais com certificação LEED, porém a Garagem da Auto Viação Urupupungá era um desafio por ser implantada em uma área de 46.000 m2 , com 8.810 m2 de área construída, subdividido em 6.898 m2 de área de garagem e 1.912 m2 de área administrativa. Com os projetos executivos já prontos, foi necessária uma revisão e alteração de todos eles. Com o apoio do Grupo NSO (formado pelas empresas Viação Santa Brígida, Viação Uru- bupungá e Viação Caieiras) foi decidido pelo de- safio de conseguir sua certificação. Não havia, na época, nenhuma garagem certificada nas Améri- cas, conforme informação do USGBC dada à CTE, empresa de consultoria LEED contratada. Durante a obra, para evitar a poluição gerada pe- las atividades de construção, houve controles de contaminação do solo, de erosão e sedimentação. Foram implantados um sistema de lava-rodas e a proteção das bocas de lobo. “A Urubupungá possui mais de 40 anos no mer- cado, mas estamos constantemente atentos as evoluções do segmento de transporte de passa- geiros. Seja por meio da incorporação de novas tecnologias, adequação e especialização de nossa equipe de profissionais e agora na evolu- ção do uso das energias e recursos hídricos nas instalações.” Antonio Carlos Lourenço Mar- ques, diretor da Viação Urubupungá “Neste trabalho constatamos que os diferenciais de sustentabilidade agregados as edificações executadas foram plenamente absorvidas pelo Grupo NSO na pós-operação dos prédios. Como benefício marginal constatamos que a Sinco e a Viação Urubupungá puderam dar continuidade na implementação em seus processos dos con- ceitos de sustentabilidade e respeito ao meio ambiente. Hoje, nós da Sinco Engenharia, com- pramos, qualificamos os materiais e fornecedo- res que sejam certificados, adotamos em nos- sos canteiros com a visão de sustentabilidade e integração com a vizinhança, resíduos são trata- dos de forma a atender a preservação de nosso meio ambiente e os projetos desenvolvidos com preceitos básicos aderidos aos conceitos LEED aprendidos”. Fernando Augusto Correa da Sil- va, Diretor da Sinco Engenharia Espaço sustentável Na construção da garagem de ônibus da Viação Urubupungá foram adotadas estratégias que con- trolaram a geração sedimentos e erosões durante a construção, como sistemas de lava-rodas e lava bicas, proteção de boca de lobo, tanques de sedi- mentação, proteção de taludes, desassoreamento de córrego antes da construção. Foram refloresta- dos mais de 10.000 m² de áreas de preservação permanente, com a plantação de 1.000 mudas para recuperação da APP. A pavimentação contou com intertravados cinzas para controle de drena- gem e diminuição de ilhas de calor. Além disso, com o objetivo de incentivar o uso de transporte alternativo foram criadas vagas preferenciais desti- nadas a veículos com baixa emissão bem com ve- ículos que oferecem carona, aliado a esta medida também foi disponibilizada área de bicicletário e vestiário aos usuários. A empresa conta com servi- ços de transporte coletivo a menos de 200 metros de distância do empreendimento, como mais de cinco linhas diferentes. Eficiência no uso de água Com intuito de reduzir o consumo de água, foi instalado um sistema de coleta e armazenamento de água da chuva, torneiras projetadas com are- jadores e fechamento automático, bacias sanitá- rias com acionamento dual flush, como, também, duchas com controle de vazão, máquinas de lavar ônibus, sistema de tratamento de água residuária e estação de tratamento de esgoto. Toda a água que vem das coberturas é tratada e reutilizada nas bacias e sanitários e a proveniente da lavagem de ônibus é reaproveitada para lavagem de pisos. Obra: Garagem Urubupungá Cliente: Sinco Engenharia Localização: Rua Estrela D Alva, 6, Lote 3 Santana de Parnaíba – SP Área construída: 29.089 m² Certificação: 16/05/2013 Sistema e Nível da Certificação: LEED NC – nível Gold (Galpão)/ Silver (Administração) Arquitetura: WW Arquitetura Construtora: Sinco Engenharia Consultoria LEED: CTE Comissionamento: CTE e A&F Partners Elétrica e Hidráulica: Engenisa Luminotécnica: Engenisa Ar condicionado: Thermtec Paisagismo: Maru Garden 100ª CERTIFICAÇÃO DO BRASIL
  • 153.
    revistagbcbrasil.com.br 153jul/15 anuário GBC2015 Para tais usos, foi executado, também, um reservatório enterrado para ar- mazenamento de águas pluviais oriunda dos telhados com capacidade de 648 m³. Os efluentes gerados pelo empreendimento (águas-cinza) também são tratados e utilizados na irrigação do paisagismo. ETAR - Estação de Tratamento de Água Reutilizável - As águas utilizadas nos processos industriais (lavagem de veículos e de peças) e na lavagem dos pisos da área de manutenção abastecem caixas de armazenamento destinadas ao tratamento e reuso pelas mesmas atividades, em sistema de ciclo fechado, com perdas por arraste e evaporação repostas pelas águas de chuva. A Estação possui uma capacidade máxima para tratar até 336.000 litros de água por dia. ETE - Estação de Tratamento de Efluentes - Esta estação de tratamento foi concebida de forma a melhorar a qualidade dos efluentes com sistema de tratamento aeróbico de lodos ativados, que resulta em cerca de 90% de eficiência de tratamento do esgoto lançado. A água que porventura não é aproveitada para irrigação é lançada na rede pública somente após o tratamento. O resultado foi uma redução de mais de 49% no consumo de água potável. Energia e Atmosfera O edifício administrativo atingiu economia de energia de 13,5% em relação à média de consumo estabelecida pelo LEED. Essa eficiência foi atingida principalmente pelo uso de vidros refletivos, que bloqueiam a passagem de calor por insolação, pela existência de interruptores acionados por sensores de presença em todas as áreas de uso comum e pela opção de utilizar um sistema de ar condicionado de alto desempenho e isento de gases no- civos à camada de ozônio da atmosfera. Por seu lado, o edifício da ma- nutenção obteve economia de 28,6%, em função de projeto arquitetônico com previsão de grandes áreas iluminadas e ventiladas naturalmente, da pavimentação do pátio com lajotas de concreto intertravadas que possuem alto grau de refletância da luz do sol e da utilização de energia solar para aquecimento da água dos chuveiros, com autonomia para aquecer 10.000 litros por dia. Materiais e Recursos Mais de 80% dos resíduos gerados durante a construção foram desviados de aterro sanitário e voltaram à cadeia produtiva, hoje na operação existe um sistema de gestão dos resíduos onde mais de 90% dos materiais são reciclados. Cerca de 70% do custo total com materiais incluem materiais regionais, extraídos e fabricados em locais próximos ao empreendimento, sendo que 12% foram destinados a materiais reciclados. Qualidade ambiental interna Houve a preocupação com a qualidade do ar usando estratégias de prote- ção dos materiais e produtos como, controle de poeira e materiais particu- lados. Foi realizado também limpeza pós operação, flush out, dos sistema de ar condicionado e o gás utilizado no sistema de ar condicionado não agride a saúde humana e atmosfera. Além disso, o projeto contou com con- trole de fumaça de tabaco e a utilização de tinta com baixo COV (composto orgânico volátil). Critério de Prioridade Regional Controle de água, reutilização, comissionamento avançado. URUBUPUNGÁGOLD&SILVER LEED NC MANUTENÇÃOADMINISTRAÇÃO Imagens: Divulgação Urubupungá
  • 154.
    154 jul/15 rev/gbc/br anuárioGBC 2015 Localizado na Lapa, bairro do Rio de Janeiro que foi revitalizado com esta grande obra, o Centro Empre- sarial Senado (CES) é um conjunto de torres comerciais corporativas de alto padrão que tornou-se sede da Petrobras. A oportunidade de participar deste empreendimento surgiu quando a Edo Rocha foi convidada pela WTorre para efetuar o projeto arquitetônico total. O conjunto é o maior prédio em estrutu- ra mista de aço e concreto do Brasil está em um terreno de 18.322,65 m², atendendo também todos os pré-re- quisitos para a certificação LEED. O edifício foi certificado com selo Silver na categoria Core & Shell. A sustentabilidade, tão valorizada por Edo Rocha, também se fez presente neste projeto. A cerâmica da fachada, em dióxido de titânio reage com a in- cidência da luz ultravioleta e desenca- deia o processo de fotocatálise com o oxigênio e a umidade do ar. Cada 1.000 m² de superfície desta cerâmi- ca equivalem ao efeito de 70 árvores. Portanto, a fachada equivale a um jar- dim vertical de 350 árvores. Com 929 metros quadrados de área construída, o átrio é seu grande pro- tagonista unindo os blocos pela inser- ção de três passarelas que além de in- terligar os pavimentos tipo, tem áreas de reuniões e espaços de convivência. O empreendimento acomoda 10.000 colaboradores da Petrobrás. CENTRO EMPRESARIAL SENADO SILVER LEED CS Imagens:DivulgaçãoEdoRocha 154 jul/15 rev/gbc/br anuário GBC 2015
  • 155.
    revistagbcbrasil.com.br 155jul/15 anuário GBC2015 Espaço Sustentável O prédio foi construído no Bairro da Lapa um bairro tombado e que esta- va em profunda deterioração. Com a implantação do prédio foram restau- rados vários dos imóveis do entorno bem como uma série de serviços de requalificação urbana no entorno como iluminação pública câmeras de segu- rança etc. Após o prédio pronto, vários prédios tiveram uma valorização de vá- rias vezes o valor inicial das edificações lá existentes, além da implantação das melhorias urbanas como, recuperação e nova vocação urbana; preservação do valor histórico da região; valoriza- ção econômica do bairro; revitalização do comércio e serviços; valorização ao patrimônio e a cultura. A requalificação urbana e uma consequência da função e é um aspecto importante de Espaço Sustentável. Eficiência no uso da água O edifício conta com uma Estação de Tratamento de Esgoto (ETE) para tra- tamento da água e esgoto, devolven- do a água tratada para a rede públi- ca. A construção conta também com sistema de captação de chuva atra- vés do telhado (a cobertura possui cinco mil metros de laje) e das áreas externas. A água captada é destina- da para irrigação e lavagem de gara- gem. A adoção de todas essas ações foi possível atingir uma economia de 25% no consumo de água. Energia e Atmosfera Um dos destaques do empreendi- mento foi a instalação do sistema de cogeração de energia, no qual a energia que sobre do processo de ar condicionado é captada por um chiller de absorção e enviada aos geradores, contribuindo assim para o consumo de energia elétrica. Vidros de alta performance também foram utilizados na construção, garantindo maior luminosidade de luz natural, e por se trará de um vidro eficientes também contribui para redução do calor nas áreas internas. Foram usa- dos vidros laminados low-e e verde- -azulados, de 10 ou 12 milímetros, conforme a necessidade do projeto, com transmissão luminosa de 30%, fator solar de 24% e coeficiente de sombreamento de 0,28. Desta forma há uma utilização menor do ar con- dicionado e de iluminação artificial, reduzindo o consumo de energia elé- trica. Além disso, o prédio possui um parque de geradores a diesel e a gás de rua, substituindo o sistema de uti- lização de energia elétrica conectado na rede pública, comportando assim a demanda de energia utilizada ga- rantindo uma operação mais barata do edifício. Também por uma ques- tão de eficiência energética, o projeto do arquiteto Edo Rocha determinou o isolamento entre o pilar e toda a área de fachada, e a estrutura do prédio. Este isolamento evita o aquecimento do pilar e, consequentemente da es- trutura. Parte dos pilares estruturais fica aparente, tanto nas fachadas externas como internas, compondo frisos revestidos com painéis de alu- mínio composto que marcam o edifí- cio verticalmente. Recursos e Materiais O material utilizado nas esquadrias é feito de alumínio reciclado e alumí- nio novo. Todas as portas do edifício também são construídas com ma- deiramento reciclado. Visando mini- mizar o impacto na vizinhança foram utilizados equipamentos com baixa geração de ruídos, além da utilização de lava rodas e caçambas dos cami- nhões evitando assim a poluição das vias públicas. Além destas medidas, foi implantado uma logística de ges- tão de todos os resíduos gerados durante a obra, enviando-os para o destino adequado. Qualidade ambiental interna Foram utilizados na fachada um sis- tema de vidro unitizado, tecnologia que possui agilidade na montagem e melhor vedação. A escolha do vi- dro foi com base em seu tratamento ionizado, está na transparência do material e sombreamento de raios solares, permitindo a passagem da luz e evitando a entrada do ca- lor. A fachada também é ventilada com cerâmica em dióxido de titânio, substância que reage a incidência da luz ultravioleta, desencadeando o processo de fotocatálise, reação de transforma CO2 em oxigênio. Além disso, o posicionamento de elevado- res e banheiros nas fachadas, locais com maior incidência solar permitiu o bloqueio do sol. O edifício conta com um grande número de janelas, e para evitar a conglomeração, Edo Rocha distribui um grande das aberturas no átrio interno. No átrio, três passarelas largas abrigam salas de convivência, onde as pessoas podem aproveitar uma excelente vista proporcionada pelo pé direito. Obra: Centro Empresarial Senado Cliente: Petrobras Localização: Avenida Henrique Valadares, 28 Centro , Rio de Janeiro, RJ Área do terreno: 18.322,65 m² Área construída: 188.351,44 m² Certificação: 03/06/2013 Sistema e Nível da Certificação: LEED CS – nível Silver Consultoria LEED: CTE Construção: WTorre Arquitetura: Edo Rocha Paisagismo: Escritório Burle Marx Fabricação e montagem: Consórcio Italux Fabricação e montagem estruturas: Codeme Engenharia Projeto estrutura metálica fachada, cobertura e passarelas do átrio: Kurkdjian Fruchtengarten Eng. Estrutura de concreto: Engeserj
  • 156.
    156 jul/15 rev/gbc/br anuárioGBC 2015 O projeto do SESC, localizado na ci- dade de Sorocaba, teve uma impor- tante conquista no ano de 2013, a cer- tificação LEED Gold na categoria New Construction, tornando-se o primeiro SESC a ser certificado. Por se tratar de um complexo múltiplo uso, com características diferenciadas foi ne- cessário um trabalho específico para comprovar a eficiência no processo construtivo do edifício. É importante ressaltar que o próprio SESC já possui um elevado padrão de qualidade de seus projetos, o que facilitou a certifi- cação do empreendimento. O SESC foi projetado inicialmente sem o objetivo de alcançar nenhuma certificação, mesmo assim sempre teve como premissa executar uma construção eficiente que contribui de forma positiva com o meio ambiente. Adotando sistemas tecnológicos ino- vadores, a Omar Maksoud percebeu o potencial do edifício para pleitear a certificação LEED. Com a anuência do SESC, a partir daí foram avaliados todos os processos construtivos de- senvolvidos, desde o início da obra, para realizar as devidas adequações e, juntamente com o CTE (Centro Tec- nológicos de Edificações), foi possível conquistar a certificação. “Ao elaborarmos o projeto da unida- de de Sorocaba não pensamos em nenhum momento na certificação. Simplesmente desenvolvemos o tra- balho da forma natural com que en- caramos todos os projetos. A expe- riência mais importante que tivemos foi na coordenação de 26 empresas e consultores responsáveis por pro- jetos complementares e consegui- mos obter, através da integração de todos esses elementos com o proje- to de arquitetura, um conjunto har- mônico compatível com um terreno de topografia bastante acidentada. Através de um jogo de diferentes níveis dos blocos que compõem o complexo, foi inclusive possível pro- jetar um edifício totalmente acessí- vel, desde as diversas entradas até o ponto mais distante do prédio. Realmente a certificação foi uma vitória de todos os envolvidos, Ar- quitetura, Omar Maksoud e SESC.”, destaca Sérgio Teperman, arquiteto responsável. Localizado em um terreno de 12.099,56 m2 , o SESC conta com uma área construída de 21.180,62 m2 , e sua a obra envolveu um importante trabalho de escavação de rocha para a execução do projeto. Além disso, possui uma série de instalações que o torna um empreendimento complexo e diferenciado. O espaço conta com ad- ministração, salas múltiplo uso, central de atendimento, loja SESC, teatro, café foyer, anfiteatro, comedoria, espaço de brincar, espaço lúdico, laboratórios odontológicos, área de exposição, internet livre, biblioteca, vestiários, piscinas com aquecimento solar, so- lário, ginásio poliesportivo, quadra de futebol society, sala de ginástica e expressão corporal além de área de conveniência e estacionamentos para os usuários. Porém, o título de marco da construção vai para a passarela es- taiada, que possui um pilar de 31 me- tros de altura feito de concreto bran- co, elemento que facilita a passagem entre os dois edifícios do complexo. O empreendimento conta com sistemas inovadores de tratamento de água da chuva utilizada nas instalações sanitá- rias (descargas das bacias sanitárias) SESCe paisagismo (sistema de irrigação automatizado), o aquecimento das piscinas é feito através de três siste- mas, captação de energia solar, rea- proveitamento do calor expedido pela sistema de resfriamento (chiller) e um sistema de aquecimento a gás. Tam- bém foram utilizados vidros com fator solar que proporciona a redução do calor nos ambientes, torneiras e chu- veiros de vazão controlada. “As premissas do projeto do SESC Sorocaba sempre teve o conceito sustentável, porém um os pontos mais importantes contemplados no projeto foi a utilização consciente dos recursos naturais, água e ener- gia, de forma eficiente e inteligente. Além disso, é importante ressaltar o caráter educativo deste empreen- dimento, através do Programa Per- manente de Educação Ambiental”. Rodrigo Oliveira Serio. Coordenador de Manutenção e Infra-estrutura do SESC Sorocaba. SOROCABA anuário GBC 2015
  • 157.
    revistagbcbrasil.com.br 157jul/15 anuário GBC2015 Espaço Sustentável A Omar Maksoud em conjunto com o SESC e o município de Sorocaba, im- plantaram ações para melhorias na infraestrutura e no transporte público e alternativo. A ciclovia passa por dentro do empreendimento e foi in- cluído um paraciclo, com vagas para bicicletas com o objetivo de reduzir o impacto com o entorno da obra. Com a ajuda de consultoria especializada do CTE, foi desenvolvido um Plano de Controle de Poluição da Obra que continha estratégias para o controle de saída de sedimentos dos limites da obra, controle de contaminação do solo, e recomendações para a or- ganização geral do canteiro de obras. Eficiência no uso de água Por se tratar de uma unidade do SESC, um dos maiores consumos neste empreendimento é o de água nos chuveiros nos meses de verão. Os vestiários foram equipados com duchas com restritores de vazão e acionamento hidromecânico (tipo pressmatic). Foram utilizados dispo- sitivos economizadores nos demais equipamentos sanitários: torneiras de lavatório e bacias dual flush. O projeto também possui um sistema diferen- ciado de tratamento de água de chuva para aproveitamento em sistema de descarga: a wetland. Este sistema uti- liza espécies vegetais para remoção de contaminantes e microorganismo da água. Com a adoção destas medi- das houve uma economia de 40% em relação ao baseline do LEED. Energia e Atmosfera Pontos de destaques foram os siste- mas de captação de energia solar e o trocador de calor para pré-aquecimen- to da água da piscina com o sistema de água de condensação do ar condi- cionado do teatro. Além disso, existe um sistema para aquecimento solar da água dos chuveiros. Também foram in- corporados ao projeto vidros com fator solar que proporcionam a redução do calor nos ambientes, gerando assim, menor consumo de energia elétrica pe- los equipamentos de ar-condicionado. Materiais e Recursos Foi priorizado o uso de materiais re- gionais e com conteúdo reciclado segundo o critério LEED além da in- corporação de madeira certificada FSC. Foi desenvolvido um Plano de Gestão de Resíduos identificando os resíduos que seriam gerados durante a construção, a forma de segregação e o destino correto dos mesmos. Com isso, foi possível desviar 82% de todo o resíduo gerado durante a obra. Além destas medidas a Omar Maksoud teve a preocupação em utilizar mate- riais e fornecedores da região. Qualidade ambiental interna Para este critério foi desenvolvido um Plano de Controle da Qualidade do Ar durante a construção, e a Omar Mak- soud executou criteriosamente esse plano. Houve também uma preocu- pação com a utilização de produtos com baixa concentração de compos- to orgânico volátil (COV). Inovação e Processos Um dos pontos de destaque do pro- jeto foi a preocupação do SESC com a Educação Ambiental e divulgação das estratégias de Sustentabilidade incorporadas nesta unidade. Logo após a inauguração, o SESC dispo- nibilizou um tour-guide virtual (com o uso de áudio) para que os novos usuários tivessem conhecimento dos diferenciais sustentáveis des- ta unidade. O próprio site do SESC divulgou de forma lúdica e divertida as estratégias de sustentabilidade do empreendimento e deu dicas de uso racional de água e energia. Obra: SESC Sorocaba Cliente/Proprietário: Serviço Social do Comércio Localização: Rua Barão de Piratininga, 555 Sorocaba - SP Área do terreno: 12.099,56 m² Área construída: 21.180,62 m² Certificação: 06/06/2013 Sistema e Nível da Certificação: LEED New Construction - nível Gold Arquitetura: Sergio Teperman Arquitetos Construção: Omar Maksoud Engenharia Consultoria LEED e Simulação Energética: CTE Comissionamento: Novva Solutions Gerenciamento: SESC - GEI Estruturas: César Pereira Lopes Fundação e Terraplanagem: MAG Automação Predial: Bettoni Instalações Elétricas e Hidráulicas: KML Acústica e Conforto Térmico: Ambiental Ar Condicionado: Thermoplan Luminotécnica: Senzi Drenagem: LPE Sistema Viário: Michel Sola Acessibilidade: Terra Impermeabilização: Proassp GOLD LEEDNC Imagens: ©Flávio Teperman revistagbcbrasil.com.br 157jul/15 anuário GBC 2015
  • 158.
    158 jul/15 rev/gbc/br anuárioGBC 2015 GrupoSustentaX.com.br Diminua • Riscos • Custos • Prazos de Aprovação Aumente • Valor Percebido • Velocidade de Vendas • Rentabilidade Estruturação do Negócio Imobiliário Comercialização Diferenciada Gestão da Implantação Captação Financeira Desenvolvimento Imobiliário Sustentável
  • 159.
    revistagbcbrasil.com.br 159jul/15 anuário GBC2015 2 15 ANUÁRIO CERTIFICAÇÕES CERTIFICAÇÕES2014 NÚMEROS E ESTATÍSTICAS..........................................160 ILHA PURA.................................................................164 PAÇO DAS ÁGUAS.......................................................166 PROLOGIS CCP CAJAMAR............................................168 FÁBRICA COCA COLA FEMSA........................................170 CTC SANTANDER.........................................................174 PARQUE ANA COSTA....................................................178 PROLOGIS CCP JUNDIAÍ..............................................180 CEO...........................................................................182 ECOPARK...................................................................184 PARQUE DA CIDADE....................................................186 FL CORPORATE...........................................................188 COLÉGIO POSITIVO.....................................................190 MORUMBI CORPORATE................................................192 SKY CORPORATE.........................................................196 NEO CORPORATE.........................................................198 CYK...........................................................................200 MINEIRÃO..................................................................202 ECO COMMERCIAL BUILDING BAYER.............................204 VILLA MARESIAS........................................................206 POSTO ECOEFICIENTE IPIRANGA...................................208 Demais projetos.........................................................210 revistagbcbrasil.com.br 159jul/15 anuário GBC 2015
  • 160.
    160 jul/15 rev/gbc/br anuárioGBC 2015 Anuário em números certificações em 2014 Quantos projetos LEED CS foram certificados no ano passado? 82 33 27 193 CS NC EBOM CI Retail ND LEED for Schools 31 28 8 8 4 2 1
  • 161.
    revistagbcbrasil.com.br 161jul/15 anuário GBC2015 Onde estão localizados os empreendimentos certificados no Brasil em 2014? 12428 4 4 3 2 2 2 2 1 Quantos escritó- rios? e Quantas indústrias? Shop- pings? Comerciais C.Distribuição Estádios Indústrias Escritórios Públicos Bancos Bairros VarejoRestaurantes Shopping Residenciais
  • 162.
    162 jul/15 rev/gbc/br anuárioGBC 2015 Qual construtora tem mais projetos certificados? E qual arquiteto? Quais os prin- cipais projetos certificados? Os principais proje- tos estão nas pági- nas deste Anuário. Entre e confira. O primeiro Anuário de Certificações GBC Brasil é uma iniciativa pionei- ra com o objetivo de juntar em um só documento, toda informação sobre os empreendimentos certificados no Brasil e seus principais players. Este é sem dúvida um primeiro passo, onde reunimos uma série de dados qualitativos e quantitativos, que aqui estão sendo apresenta- dos como uma amostra do que esse projeto pode representar para o enriquecimento das práticas sustentáveis na construção. Além de mostrar ao mercado quem são as empresas que fazem parte desse segmento da construção sustentável, desde o incorporador, a construtora, o arquiteto, os insta- ladores, consultores, agentes comissionadores, até a grande indústria fornecedora de materiais ou o pequeno empresário com suas soluções inovadoras, o grande objetivo é agregar a todos e contribuir para o aprimoramento do mercado. Nas próximas páginas, alguns dos projetos certificados em 2014 são apresentados e dados a conhecer todos os envolvidos em cada um destes significativos projetos, rele- vantes no seu traço em comum a todos: o foco na busca pelas melhores soluções que transformarão a sociedade e o legado que deixaremos para as próximas gerações. A todos os apoiadores desse primeiro Anuário, o nosso muito obrigado e aos que se interessam pela causa sustentável, estamos interessados em connhecer os seus proje- tos! Por hora, conheçam um pouco mais destes mais de 60 projetos que participaram conosco suas preciosas informações*. *As informações foram fornecidas através de questionários e entrevistas com os responsáveis de cada projeto. LUIZ SAMPAIO DIRETOR EXECUTIVO VIB Editora
  • 163.
  • 164.
    164 jul/15 rev/gbc/br anuárioGBC 2015 O bairro planejado Ilha Pura é o primeiro projeto da América Latina a receber pré- certificação LEED ND, foi certificado em 2014 na categoria de bair- ros sustentáveis. Construído em uma área de mais de 200 mil metros quadrados, o bairro possui 7 condomínios, totalizando 31 torres residenciais e um Edifício Comercial. A concepção do projeto foi planejada para atender aos mais altos padrões de sustentabilidade, que abrigará os atletas olím- picos e paraolímpicos das Olimpíadas Rio 2016. Localizado no Rio de Janeiro, ao lado do Parque da Pedra Branca e das lagoas da Barra da Tijuca, cartões postais da cidade, o Ilha Pura foi planejado com modernas tendências urbanísticas, e une se- gurança, espaços de lazer, projetos paisagísticos exuberantes, integração com a natureza que con- tribui para qualidade de vida. ILHA PURA CERTIFIED LEEDND Imagens: Divulgação Ilha Pura anuário GBC 2015
  • 165.
    revistagbcbrasil.com.br 165jul/15 anuário GBC2015 “Os moradores do Ilha Pura contarão com uma feira de produtos orgânicos no parque, estação de BRT (Transporte Rápido de Ônibus, em português) que fará ligação eficiente com outros pontos da cidade e sistema de gestão de resíduos, com reparação e coleta seletiva.” Maurício Cruz, Diretor Geral da Ilha Pura Espaço Sustentável Situado entre o Parque da Pedra Branca e as lagoas da Barra da Tijuca, o Ilha Pura se destaca pelo alto padrão visando a qualidade de vida e bem estar dos futuros moradores. Sua localização contribui para o desenvolvimento da mobilidade urbana na Barra da Tijuca e a região ao redor. Próximo a grandes vias, como a Transoeste, Transolímpica e Transcarioca, reduz a distancia entre outros locais da cidade e oti- miza o acesso a outras macrorregiões. Eficiência do uso da água O bairro contará com uma estação de tratamento de águas cinzas (não industrial, a partir de pro- cessos domésticos como tomar banho e lavar as mãos) para reutilização nas bacias sanitárias de todos os condomínios, irrigação do parque e repo- sição da água dos lagos. A Estação de tratamento produzirá 400m³ de água por dia, através de um sistema de tratamento: Físico, Químico e membra- nas de Nanofiltração, para garantir a qualidade da água tratada. Energia e Atmosfera Com o intuito de reduzir o consumo de energia elé- trica, o Ilha Pura conta com a substituição de lâm- padas comuns por lâmpadas de LED nos halls dos pavimentos tipos de todas as torres e nos postes e balizadores do paisagismo, que são mais eficien- tes, pois tem a mesma iluminância reduzindo o consumo de energia. O bairro também possui um projeto de automação, com sensores de presença, ausência, temporizadores, entre outros. A cobertu- ra do edifício comercial, contará com a instalação de painéis fotovoltaicos, além de todos os condo- mínios contarem com elevadores com sistema re- generativo. A construção da Ilha Pura contabilizou a sua pegada de carbono, calculando as emissões de gases de efeito estufa gerados pela obra e pela cadeia de suprimentos. Desde a extração da ma- téria prima, até a operação dos edifícios. . Além de desenvolver um plano de redução das emissões de GEE (gases de efeito estufa) com metas e planos de ação específicos. Também foram instalados no canteiro do Ilha Pura duas usinas de concreto, unidades de produção para atender a demanda de concreto de obra. A usina de concreto reduz o impacto da circulação de caminhões no tráfego do entorno que reduzem as emissões de CO2 me aproximadamente 1.200 toneladas. Materiais e Recursos Grande parte dos resíduos gerados durante a cons- trução foi reutilizada dentro do canteiro de obra, em relação aos resíduos Classe A, quase 100% dos resíduos da fase de fundações e estrutura de con- creto foram britados e aplicados em nos processos de obra. Com uma caçamba-prensa, que reduz em quase 75% o volume de resíduos transportados não recicláveis, a obra reduziu o tráfego de cami- nhões e consequentemente a emissão de gases efeitos estufa. Todos os resíduos recicláveis são enviados às cooperativas de reciclagem, enquanto os resíduos orgânicos gerados durante a obra são enviados a uma empresa parceira e transformados em adubo, por meio de compostagem, que será utilizado no paisagismo do parque do empreendi- mento. Obra: Ilha Pura Incorporação: Carvalho Hosken e Odebrecht Reali- zações Imobiliárias Localização: Avenida Salvador Allende e Avenida Olof Palm, zona oeste do Rio de Janeiro Área do terreno: 820.000 m² Certificação: 09/04/2014 Sistema e Nível da Certificação: LEED ND, Aqua-HQE Bairros e Lotea- mentos e Aqua-HQE Habitacional e Selo Azul da Caixa Arquitetura: Raiar Consultoria LEED: Sustentech Simulação: Sustentech Estrutura: Pasqua e Graziano, Knijnik, CEC, Acosta Fundação e Contenção: Damasco Penna, Geoconsult, Zaclis Falconi, Acosta Instalações Prediais: Projetar, Tesis, Knijnik, Cemope Ar Condicionado e Exaustão: Integrar, DW engenharia, N.A. Paisagismo: Sérgio Santana, Abbud, Burle Marx Incêndio: Shaft, N.A. Impermeabilização: Firmino Esquadrias de alumínio: QMD, N.A. Estrutura metálica: Augusto Costa
  • 166.
    166 jul/15 rev/gbc/br anuárioGBC 2015 O condomínio residencial Paço das Águas foi a primeira edificação vertical residencial do Brasil a receber a certificação LEED. Localizado no bairro Dionízio Torres, em Fortaleza (CE), o empreendi- mento possui 66 unidades de 151 m² a 167 m². O edifício registrado e pré-certificado em 2010 sob a versão v2009 e referencial Core&Shell, adquiriu a Certificação LEED em 2014 como LEED BD+C: Core&Shell Certified. Além da certificação, o Paço das Águas se destacou por ser o primeiro prédio residencial do Brasil a conquistar a Etiqueta Na- cional de Conservação de Energia (ENCE) da edi- ficação Construída Nível “A” para áreas comuns (PBE Edifica), acreditado pelo Instituto Nacional de Metrologia, Normalização e Qualidade Industrial (Inmetro). As práticas e conceitos sustentáveis adotados pela empresa culminaram na busca pela certificação LEED. Além de ser a primeira construtora do Ce- ará a produzir um inventário de emissão de Gases de efeito Estufa (GEE), implantado justamente no Paço das Águas. Para a obtenção da certificação do empreendimento, a empresa criou um Grupo de Pesquisa e Desenvolvimento que se adequou aos pré-requisitos e créditos, desenvolvendo estraté- gias para atender às exigências de forma indepen- dente, contribuindo diretamente para agregação de valor e superação das expectativas dos clientes. Para o presidente da C. Rolim Engenharia, Pio Ro- drigues Neto, a almejada etiqueta foi fruto de três anos de trabalho da equipe de Pesquisa e Desen- volvimento (P&D) da construtora, uma conquista gerada através de pesquisas e desenvolvimentos internos. “Vale ressaltar que esse prêmio foi obtido com louvor, pois, além de sermos Nível “A” dentre os possíveis níveis que vão até “E”, de forma similar ao que vemos em equipamentos de ar-condiciona- do, geladeiras, fogões e agora também em carros, alcançamos este desafio sendo o primeiro prédio residencial do Ceará, do Nordeste e do Brasil a re- ceber a etiqueta”, esclarece Pio. A certificação LEED se encaixou muito bem aos objetivos sustentáveis da empresa, principalmente porque já são adotadas, desde 2009, algumas das práticas sugeridas pelo LEED em outros empreen- dimentos. Com isso, o incremento no custo total da obra diante da certificação LEED foi em torno de 1,5%. Espaço Sustentável O Paço das Águas possui localiza- ção que permite fácil acesso a uma ampla rede de serviços básicos que consta com mais de dez pontos em sua proximidade, além de permitir o acesso a mais de sete linhas de ônibus. A preocupação também é grande com a distância das áreas de preservação ou de rios e lagos e in- centivo a restauração das áreas ver- des nos limites do terreno, trazendo para o empreendimento um ambien- tal mais agradável. Eficiência do uso da água O empreendimento possui sistema para captação de água da chuva através da cobertura para reuso na irrigação e plano de gerenciamento de águas pluviais. Este gerenciamen- to busca minimizar impactos devido à alta impermeabilização do terreno, reduzindo assim a ocorrência de en- chentes ou danificação das estrutu- ras de drenagem. Com isso, o Paço das Águas, além da conquista de to- dos estes créditos, restaurou o habi- tat com um vistoso e rico paisagismo de plantas nativas e adaptadas ao PAÇO DAS ÁGUAS CERTIFIED LEEDCS Imagens:DivulgaçãoC.Rolim
  • 167.
    revistagbcbrasil.com.br 167jul/15 anuário GBC2015 PAÇODASÁGUAS manufatura de matéria-prima em um raio de 800 Km da obra. A madeira utilizada no empreendimento possui certificação ambiental FSC (Forest Stewardship Conuncil), todas as por- tas de madeira do empreendimento possuem certificação FSC 100%, além do direcionamento de pelo me- nos 50% dos resíduos gerados na obra para usinas de reciclagem ou reaproveitamento. Qualidade ambiental interna Para qualidade e conforto ambiental dos ocupantes, houve uma preocu- pação, desde a fase inicial do projeto, quanto aos sistemas de ventilação e iluminação naturais do interior do edi- fício. Os créditos também valorizam a redução de emissão de compostos tóxicos pelos materiais utilizados na fase da construção (materiais de bai- xo VOC), além de possuir detectores de CO (monóxido de carbono) e CO2 (dióxido de carbono), que acionam, respectivamente, os exaustores do subsolo e os gabinetes de ventilação dos ambientes climatizados, a fim de garantir melhor qualidade do ar interno. Inovação e Processos A empresa possui um grupo de Pes- quisa e Desenvolvimento voltados para garantirem que os processos sigam os conceitos sustentáveis. Foram 4 créditos obtidos dentro dos 6 critérios de Inovação e Processos, sendo que, 3 foram através de per- formance exemplar e 1 pela participa- ção de um LEED Accredited Profes- sional na equipe de projetos. Critérios de Prioridade Regional O empreendimento Paço das Águas conquistou 3 dos 4 créditos de Prio- ridade Regional, são eles: Escolha do terreno; Desenvolvimento do local e conectividade da comunidade ao redor e eficiência do uso de água no paisagismo . clima, não necessitando de irrigação excessiva. A construção também possui utilização de equipamentos de baixo consumo, como chuveiros reguladores de vazão que permitem vazão máxima de 8L/minuto, tornei- ras com arejadores para vazão de no máximo 6L/minuto, além de todas as bacias sanitárias possuírem aciona- mento de duplo fluxo. Todas essas medidas geraram uma economia em torno de 24% no consumo de água total. A utilização de plantas nativas e adaptadas ao nosso clima, e de baixo consumo de água, atrelada a um sistema de irrigação inteligente contribuíram para melhor reutilização de água da chuva ou águas cinza, armazenadas através do sistema de captação do empreendimento. Energia e Atmosfera A redução do consumo de energia é medida através da realização de simulação energética seguindo o método da ASHRAE 90.1 – 2007. O objetivo é mostrar uma redução míni- ma de 10% no consumo. Os sistemas de refrigeração são isentos de fluidos refrigerantes de CFC, minimizando assim sua contribuição direta para o aquecimento global e destruição da camada de ozônio. Além do Paço das Águas ser isento do CFC, por conta do Protocolo Montreal, os sis- temas de ar-condicionado utilizam o fluido de R-410ª, considerado de po- tencial aproximadamente NULO de destruição da camada de ozônio. O empreendimento conta também com sensores de presença nas áreas co- muns para utilização de iluminação artificial seja utilizada somente quan- do necessário, além de iluminação externa controlada por fotocélulas. Materiais e Recursos Nesta etapa, o Paço das Águas adquiriu seus créditos através da utilização de materiais reciclados e Obra: Paço das Águas Cliente: C. Rolim Engenharia Localização: Fortaleza, CE Área do terreno: 2.822,06m² Área construída: 19.952,40m² Projeto (data): 2009 Conclusão da obra: 2013 Certificação: 25/04/2014 Sistema e Nível da Certificação: LEED CS v2009 Certified Arquitetura: Nasser Hissa Arquitetos Associados Construção: C. Rolim Engenharia Consultoria LEED: Acade Arquitetura e Consultoria Comission. e Simulação Energética: Novva Solutions Gerenciamento: C. Rolim Engenharia Estrutura de Concreto: Hepta – Engenharia Estrutural Fundações e contenções: TECNORD Luminotécnica: Arq. Pedro Portela Lima Elétrica e Hidráulica: Nohva Engenharia Prevenção e Combate a Incêndio: Nohva Engenharia Ar Condicionado: Newton Maranhão Interiores: Marcos Vinício Monteiro de Paula Paisagismo: Benedito Abbud
  • 168.
    168 jul/15 rev/gbc/br anuárioGBC 2015 Entregue em 2011, o Prologis CCP Cajamar I, condomínio desenvolvido e administrado pela Prologis CCP é considerado modelo no mercado de centros logísticos no Brasil, ten- do conquistado, em 2012, o Prêmio Master Imobiliário na categoria Em- preendimento Comercial, concedido pelo Sindicato da Habitação de São Paulo e pela Federação Internacional das Profissões Imobiliárias. Grande parte do sucesso se deve a uma po- lítica de gestão fortemente orientada para a responsabilidade socioam- biental, cujos resultados contribuem diretamente para o desempenho crescente das operações. Localizado em uma região estratégica, próximo ao km 36 da rodovia Anhanguera e com fácil acesso à Grande São Pau- lo, o condomínio tem 185 mil m² de área construída, distribuídos em um terreno com 431 mil m². Com iniciativas que reduzem polui- ção, poupam recursos naturais e in- centivam cada vez mais as práticas sustentáveis, o Prologis CCP Cajamar I alcançou, desde dezembro de 2013, sete certificações entre LEED Silver e LEED Certified. O bloco 400 foi certifi- cado em janeiro de 2014 e os blocos 1100, 1200 e 1300 foram certificados em novembro do mesmo. Em 2013, outros três galpões (100, 200 e 300) que integram o condomínio de sete prédios já haviam sido certificados. O padrão de empreendimento sus- tentável está presente desde o início do projeto, quando foi desenvolvido um trabalho de gerenciamento da po- luição ambiental durante a obra. Nes- sa etapa foram adotadas diversas estratégias para controle da poluição do solo. PROLOGIS CAJAMAR CCP PROLOGIS CCP CAJAMAR I Imagens:DivulgaçãoPrologis
  • 169.
    revistagbcbrasil.com.br 169jul/15 anuário GBC2015 Espaço Sustentável Existem bicicletário e vestiários de apoio, com chuveiros próximos à en- trada do complexo a fim de incenti- var os funcionários a usar a bicicleta como meio de transporte, em vez do carro, reduzindo o fluxo de veículos e, por consequência, a emissão de gases poluentes. O centro logístico tem ainda 5% das vagas de estacio- namento reservadas para veículos eficientes, de baixo consumo e com menor impacto ambiental. Eficiência no uso de água A infraestrutura conta com equipa- mentos sanitários eficientes, que permitem a redução do consumo de água em cerca de 20%, além de sis- tema de reuso para irrigação e paisa- gismo, com a seleção de plantas de baixo consumo de água. Energia e Atmosfera A economia de energia elétrica é pra- ticada em diversas frentes, entre elas, o uso de iluminação com dispositivos para redução de consumo a partir da automação de sistemas, lâmpadas econômicas e iluminação zenital. Materiais e Recursos O Prologis CCP Cajamar I se destaca pelo alto padrão construtivo, que in- clui uma série de diferenciais estraté- gicos. No aspecto ambiental, há, por exemplo, uma área dedicada à se- paração e coleta de resíduos reciclá- veis, que atende a todos os galpões. Fomentar o desenvolvimento do mer- cado local e diminuir os reflexos cau- sados pelo transporte também foram objetivos estabelecidos e alcançados a partir de uma política que visou uti- lizar 20% de materiais com origem re- gional, próxima ao condomínio. SILVER & CERTIFIEDLEEDCSBLOCOS 300 E 400 BLOCOS 100, 200, 1100, 1200 E 1300 Obra: Prologis CCP Cajamar I Cliente: Prologis CCP Localização: Avenida Marginal Ribeirão dos Cris- tais, 200 – Cajamar/ SP Certificação: Bloco 400 em 13/01/2014 Blocos 1100, 1200, 1300 em 17/11/2014 Sistema e Nível da Certificação: LEED Core & Shell Silver (Bloco 400) LEED Core & Shell Certified (Blocos 1100, 1200 e 1300) Arquitetura: Athie Wohnrath Construtora: Libercon Engenharia Ltda. Consultoria LEED: OTEC Comissionamento: Command Commissioning Brasil Simulação energética: OTEC Hidráulica e Elétrica: Ramoska e Castellani Ar condicionado: Fundamentar Paisagismo: Ekf – Evani Kuperman Franco Arquiteta e Paisagismo
  • 170.
    170 jul/15 rev/gbc/br anuárioGBC 2015 A Fábrica da Coca Cola Maringá, localizada no Paraná foi construída através de conceitos de moderni- dade, tecnologia de ponta e, tendo como uma das principais premissas ser um empreendimento ecologica- mente correto. Seguindo estes con- ceitos, garantiu em 2014 o selo LEED New Construction (NC). No processo de certificação da FEM- SA em Maringá, o maior de todos os desafios foi no consumo energético, onde o LEED coloca como pré-requi- sito uma redução mínima de 10% no consumo geral do empreendimento. Num prédio administrativo, ar condi- cionado e iluminação representam 75% da carga total instalada, de modo que o atendimento desta exigência geralmente é facilitado ao se traba- lhar com instalações mais eficientes. Por outro lado, em uma indústria, as cargas de processo ou a energia con- sumida pelos equipamentos indus- triais, superam os 90% do consumo total. Neste caso, mesmo instalando sistemas mais econômicos de ar con- dicionado e de iluminação, o impacto no consumo geral foi de 5,2%, prati- camente metade dos 10% requeridos pelo sistema LEED. A partir daí, iniciou-se o árduo traba- lho de comprovar e documentar as reduções de consumo de energia alcançadas resultante do emprego de tecnologias ultramodernas adqui- ridas pela Coca-Cola. Foi necessário definir uma referência, um parâme- tro de comparação, para atender o LEED. Deste modo, lançou-se mão de um recurso denominado “Excep- tional Calculation Method”, metodo- logia que definiu um benchmark para o processo industrial, baseado no vo- lume produzido e energia consumida de outras três fábricas da mesma empresa, as quais já estavam entre as cinco mais eficientes do sistema Coca-Cola Brasil. Considerando ser fato extremamente raro o reconhecimento de eficiência energética de processos produtivos pelo GBCI, este foi sem dúvida para a Petinelli, um caso de sucesso, pois obteve o aceite e a chancela em to- das as argumentações documen- tadas. Como consequência de um trabalho técnico completo e bem fundamentado, veio a recompensa com as certificações LEED NC nível Ouro e Prata, que fez da Coca-Cola FEMSA Maringá a primeira unidade produtora de refrigerantes certificada do Brasil. Para o diretor do Green Building Council Brasil, Felipe Faria, a certifi- cação da fábrica da Coca-Cola FEM- SA Brasil em Maringá é mais um pas- so no movimento de empresas em busca da construção sustentável. "A unidade de Maringá tem sido referên- cia no segmento de sustentabilidade e o Green Building Council Brasil es- pera que outras lideranças sigam seu exemplo e exalta a capacidade dos profissionais envolvidos no projeto", declara Felipe Faria. FÁBRICADACOCACOLA
  • 171.
    revistagbcbrasil.com.br 171jul/15 anuário GBC2015 Espaço Sustentável Como estratégia que incentiva o uso de meios de transporte alternativo, o empreendimento conta com bicicle- tário, vestiários e vagas preferenciais para carros eficientes e de baixa emissão. Além disso, a cobertura do Vestiário/Portaria é vegetada e o da Fábrica é branco, ambos os telhados evitam o efeito de ilha de calor. A área permeável foi maximizada, de modo a aumentar a absorção de água da chu- va, evitando o escoamento, protegen- do os leitos dos riachos que cruzam o terreno, além de reabastecerem os lençóis freáticos minimizando o im- pacto da construção em seu entorno. Eficiência no uso de água Como medida para o uso eficiente de água os dois edifícios (Portaria/Vesti- ário e Fábrica) conquistaram a pontu- ação máxima, nível ouro, dos créditos de água mais os créditos regionais. A redução de água foi de 43,02% para o edifício Portaria e Vestiário e de 90% para Fábrica. A utilização de metais e louças eficientes represen- tou uma economia de 38,7% (Porta- ria/Vestiário) e 90% (Fábrica), além do aproveitamento de água da chuva e de água tratada nas descargas dos vasos e mictórios, o que eleva esta economia para 43,02% na Portaria e Vestiário. No total, o complexo conse- guiu alcançar uma economia de 75% do total de água consumida anual- mente, o equivalente a R$ 35.000. Energia e Atmosfera Com estrutura equiparada as mais modernas plantas do mundo e cons- truída dentro dos critérios LEED, o empreendimento é 23% mais efi- ciente em termos de energia, gra- ças às características arquitetônicas e às tecnologias eficientes adota- das. A estimativa de economia é de 5.400.000 kWh, o que equivale a R$ 1.080.000,00 a menos na conta anual de energia. Este resultado tão expressivo foi obtido através da insta- lação de sistemas mais econômicos de ar condicionado (Portaria/Vestiário - 62% e Fabrica – 60%), iluminação (Portaria/Vestiário - 62% e Fábrica – 52%), aquecimento de água (63% Portaria/Vestiário) e equipamentos do processo industrial (16%). As medidas de eficiência energética implementadas foram: redução de pressão de sopro de garrafas PET (foi pioneira e apenas 17% das outras fa- bricas tem essa tecnologia); Dissolu- ção de açúcar a frio para preparo de xarope (foi a segunda no Brasil); Enva- se de bebida a temperatura ambiente (37% das outras fabricas adotam esta prática); Forno Ecoven para aqueci- mento de pré-formas de garrafas PET (foi a primeira no Brasil); Sistema de re- cuperação de calor na expansão CO2 (apenas 15% das demais tem). Ao concluir o cálculo de redução de consumo de energia obtida, eviden- ciaram-se ganhos expressivos nos seguintes sistemas, que foram dire- tamente impactados: refrigeração 47,3%, compressor de sopro 31,3%, li- nha de envase 13,2% e caldeira 4,6%. Materiais e Recursos A arquitetura contribuiu para a cor- reta especificação de materiais com conteúdo reciclado e regionais, itens que alcançaram resultados expres- sivos. 21,29% de todos os materiais utilizados para a construção são re- gionais, ou seja, foram extraídos e fabricados dentro de um raio de 800 km, ação que minimiza a quantidade GOLD & SILVER LEEDNC PORTARIA + VESTIÁRIO FÁBRICA FE
  • 172.
    172 jul/15 rev/gbc/br anuárioGBC 2015 de emissões atmosféricas geradas no transporte. Além disso, 80% da madeira utilizada na construção são certificadas de acordo com a Forest Stewardship Council (FSC). Qualidade ambiental interna Para garantir a qualidade ambien- tal interna foram utilizados materiais de baixo teor VOC (Volatile Organic Compounds), componentes quími- cos prejudiciais à saúde. 81,69% das áreas regularmente ocupadas pos- suem iluminação natural acima de 500 LUX, aumentando assim o con- forto dos ocupantes e o contato com o ambiente externo. A construção da Fábrica também teve a implementa- ção do IAQ (Indoor Air Quality), redu- zindo problemas de qualidade do ar resultantes da construção e, propor- cionando assim um maior conforto para os funcionários da obra. Inovação e Processos Na categoria Inovação a Portaria/ Vestiário ganhou 5 dos 6 pontos pos- síveis, atingindo Performance Exem- plar em: 100% de utilização de água não potável para descarga de vasos e mictórios; Redução do consumo geral de energia em 52%; Utilização de energia verde em 75%. Além dis- so, a obra possuiu acompanhamento por um profissional LEED AP, imple- mentação de um programa educativo (Green Building Education Program) para visitantes e funcionários. Já para a Fábrica, esta categoria conquistou todos os pontos possíveis, também atingindo performance exemplar, como por exemplo, a maximização de espaços abertos em 60.73%, a uti- lização de 100% de água não potável para descarga de vasos e mictórios e redução do consumo geral de Água em 90%. Além disso, a obra possui acompanhamento por um profissio- nal LEED AP, implementação de um programa educativo (Green building Education Program) para visitantes e funcionários e redução do nível de mercúrio das lâmpadas, crédito ori- ginado da categoria LEED EB:O&M. Créditos de Prioridade Regional A Coca Cola FEMSA possui os se- guintes créditos de prioridade re- gional: Dimensões do usa da água para paisagismo Eficiente; Reuso da água não potável na descarga de vasos e mictórios; Redução geral do consumo de água; Otimização da performance de energia; Medição e Verificação; Implementação de co- missionamento da obra. Obra: Coca-Cola FEMSA Maringá Cliente: SPAIPA S/A Localização: Maringá – PR Área construída: 33.390 m2 Projeto (data): 2008-2010 Conclusão da obra: 2012 Certificação: LEED NC Gold: 11/09/2013 LEED NC Silver: 9/05/2014 Sistema e Nível da Certificação: LEED NC 2009 Ouro para o edifício Portaria/Vestiário e LEED NC 2009 Prata para a Fábrica Arquitetura: Bopp Arquitetura Construção: Plaenge Industrial Consultoria LEED: Petinelli Comissionamento: Outsource Estrutura de Concreto e Metálica: Engserj Estrutura de Concreto Pré Moldado: Precon / Premo Automação e Sonorização: MHA Elétrica, Acústica e Alarme: MHA Hidráulica, Prev. e Comb. a Incêndio: STE Engenharia Ar Condicionado: Conset Engenharia de Projetos Luminotécnica: Arquitetura e Luz Imagens:DivulgaçãoCocaCola
  • 173.
    revistagbcbrasil.com.br 173jul/15 anuário GBC2015 Soluções de Revestimentos para Superfícies Frias A Arkema oferece resinas acrílicas elastoméricas (Encor® Flex) e fluoradas (Kynar ® Aquatec) para a formulação de tintas de alta refletância e durabilidade com baixo nível de VOC, contribuindo para a redução do consumo energético. A n t e s D e p o i s M e m b r o d o C o n s ó r c i o B r a s i l e i r o d e S u p e r f í c i e s F r i a s Arkema Química LTDA Av. Ibirapuera 2033, 4º Andar – Moema 04029-901 – São Paulo - SP Fone: (11)2148-8554 www.arkemacoatingresins.com www.kynaraquatec.com As soluções de revestimento da Arkema para superfícies frias promovem: •revestimento de alta refletância •menor consumo energético •maior durabilidade na superfície •maior resistência à sujeira •maior resistência à intemperes •menor formação de biofilmes R e d u ç ã o e m 2 5 % n o c o n s u m o d e e l e t r i c i d a d e
  • 174.
    174 jul/15 rev/gbc/br anuárioGBC 2015 O novo Centro Tecnológico de Campinas – CTC - do Santander é um complexo de 85 mil metros quadrados de área construída, localizado no distri- to Barão Geraldo, centro tecnológico de Campinas, São Paulo. É composto por 2 data centers, um pré- dio administrativo (NOC – Núcleo Operacional de Controle) e outro de manutenção, que concentram todo o processamento e armazenamento de dados do Banco Santander no Brasil. Suas instalações têm capacidade de armazenar mais de 5 Petabytes e monitorar cerca de 210 milhões de transações di- árias, sendo o único no país a obter a certificação Tier IV, a mais alta para definir condições de segu- rança de data centers. Com a construção dentro de critérios sustentá- veis, o complexo conquistou a certificação LEED em 2014, com dois selos Gold e um Silver. A fim de reduzir os impactos ambientais na construção e operação, os prédios do Data Center buscaram a certificação LEED NC 2009 nível Gold, enquanto que o NOC (Núcleo de Operações Centrais) alcan- çou o nível Silver no mesmo referencial. Para os Data Centers, a taxa de virtualização de 65,6% (10% superior ao praticado atualmente no mercado), em conjunto com a seleção de equipa- mentos de informática modernos, propiciou uma redução do consumo de energia no sistema de TI de 37,45%. A instalação de sistemas de condicio- namento e iluminação eficientes também colabo- rou para que cada prédio obtivesse um custo anual de energia 34% inferior ao esperado para essa tipo- logia de empreendimento. Para minimizar o impacto do projeto nas mudan- ças climáticas, 26 mil árvores nativas foram plantas no terreno, promovendo a biodiversidade local e a recuperação do solo, uma vez que o terreno era anteriormente ocupado por pasto e eucaliptos. O complexo contempla, ainda, um sistema integrado de aproveitamento de águas pluviais, que abas- tece os sanitários de todos os prédios, além do sistema de irrigação automatizado do paisagismo existente ao redor do NOC. Todas as demais áre- as vegetadas foram concebidas com espécies que não requerem irrigação regular, se o regime pluvio- métrico seguir as condições normais da região de Campinas. Além disso, uma ciclovia no interior do terreno permite que os funcionários circulem entre os prédios de forma rápida e com baixo impacto ambiental. Além disso, um bicicletário central na entrada do empreendimento é disponibilizado a to- dos os usuários, juntamente com infraestrutura de vestiários e chuveiros. Espaço Sustentável: O terreno em que fora construído era anteriormen- te ocupado por uma área de pastagem e teve sua biodiversidade significativamente ampliada pela plantação de 26 mil árvores. Cerca de 57% das áreas pavimentadas do complexo são compostas por pisos claros, como brita, concreto e bloco inter- travado, reduzindo os efeitos de ilha de calor. Essa mesma problemática foi minimizada com a adoção de pintura branca na cobertura dos edifícios. A fim de diminuir as emissões de gases efeito estufa pelo uso de transporte, o Santander desenvolveu um plano de transporte privado, oferecido gratuita- CTC SANTANDER “A boa arquitetura é concebi- da e desenvolvida e realizada a partir do diálogo e colabora- ção constante entre o cliente, o arquiteto, os técnicos e o construtor.” Roberto Loeb e Luis Capote, Sócios Dire- tores da LoebCapote
  • 175.
    revistagbcbrasil.com.br 175jul/15 anuário GBC2015 GOLD&SILVER LEED NC 2DATACENTERSNUCLEOOPERARIONAL Obra: Novo Data Center Santander Brasil Cliente: Santander Brasil Localização: Avenida Josepp Máximo Scorfaro, Gleba 75, Campinas - SP Área do terreno: 700.000 m² Área construída: 85.000 m² Projeto (data): 2009 Conclusão da obra: 2013 Certificação: 25/06/2014 (NOC 1), 18/07/2014 (CTC 2) e 21/072014 (CTC 3) Sistema e Nível da Certificação: LEED NC – Silver (NOC 1) e Gold (CTC 2 e 3) Arquitetura: LoebCapote Arquitetura e Urbanismo Construção: Acciona Engenharia Consultoria LEED: CTE Gerenciamento: Typsa/Engecorps Estrutura de Concreto: Core Arquitetos Associados Estrutura Metálica: Carlos Freire Estrutura/ Iluminação /Automação / Ar Condicionado / Elétrica/ Hidráulica: MHA Luminotécnica: Franco e Fortes Paisagismo: André Paoliello Paisagistas Impermeabilização: PROASSP Terraplenagem: Infra Estrutura Engenharia Caixilhos: Mário Newton Leme Consultoria Imagens©LeonardoFinotti 175jul/15 anuário GBC 2015
  • 176.
    176 jul/15 rev/gbc/br anuárioGBC 2015 mente para os funcionários do CTC. Composto por micro-ônibus, o sistema de transporte leva os usu- ários do complexo para os Terminais Rodoviários de Campinas e da Barra Funda/SP, e vice-versa. Além disso, o empreendimento conta com vagas para bicicletas, ciclovias e vagas preferenciais para veículos com baixa emissão e baixo consumo. Eficiência no uso de água: Um terraço agrícola foi construído para captar a água de escoamento de todo o empreendimento, potencializando a infiltração e retendo o volume adi- cional ocasionado pelo aumento da impermeabilida- de do terreno. Este sistema foi construído utilizando valas e bacias permeáveis que permitem, também, a retenção dos sólidos suspensos carreados pela chuva. A água pluvial coletada na cobertura dos Data Cen- ters e NOC é direcionada para os reservatórios de água não potável e aproveitada para abastecimento das bacias, mictórios e irrigação, após passar pelo sistema de filtragem. Cada Data Center possui um conjunto de reservatórios que somam uma capaci- dade de 300 m³. A água que extravasa do sistema é bombeada para o reservatório central, que pos- suir 20m³ de capacidade de armazenamento de água não potável, abastecendo o NOC, o sistema de irrigação e os prédios de apoio (manutenção, bicicletário e portarias). A água coletada no NOC é direcionada diretamente para o reservatório central. Dispositivos economizadores foram instalados em todo o empreendimento, incluindo bacias com du- plo acionamento, mictórios com vazão de 0,7 l/acio- namento, torneiras com fechamento hidromecânico e vazão de 6l/min., chuveiros com vazão de 8,5l/ min., e torneiras de copa com vazão de 16,5l/min. Energia e Atmosfera: A eficiência energética nos Data Centers – DCs do Santander é resultado da seleção cautelosa dos equipamentos de TI, sistema de ar condicionado e luminotécnica. A taxa de virtualização de 65,6% - aproximadamente 10% superior ao praticado no mercado atual -, juntamente com a seleção de equipamentos de informática modernos, pro- piciaram uma redução do consumo de energia no sistema de TI de 37,45%. O uso de lâmpadas fluorescentes pendentes e sensores de presença nas salas com servidores contribuíram de forma expressiva para que o desempenho do sistema de luminotécnica nos DCs fosse 7% melhor se com- parado ao proposto pela ASHRAE 90.1- 2007. Para atender a todos os ambientes dos Data Centers, duas centrais de água gelada no térreo podem operar tanto em conjunto, como separadamente, com 12 chillers de condensação a ar de 280TR por Data Center. Para suprir a demanda de ar externo/ pressurização dos ambientes, foi instalado um sis- tema de água gelada independente, com 01 Chiller com condensação a ar de 85 TR e recuperador de calor. Este sistema alimenta os climatizadores do tipo fancoil, compostos por três serpentinas, sendo a primeira e a segunda serpentina para resfriamen- to e desumidificação, e a terceira serpentina de reaquecimento, alimentada pela água quente do sistema de Recuperação de Calor do Chiller. Desta forma, não se gasta com energia de reaquecimen- to. Ainda, para as salas de data center, foi instala- do o sistema Free Cooling que permite a captação de 100% de ar externo, quando a entalpia deste for mais baixa que a do ar de retorno. A adoção conjunta dessas estratégias é respon- sável por garantir um custo anual de energia 34% inferior ao esperado para empreendimentos com essa tipologia. Já para o NOC, o ar condicionado é composto por um sistema de água gelada que contempla 3 chillers elétricos de 80TRs com com- pressor de mancal magnético, e ciclo economiza- dor para a sala de Command Center. Esses equi- pamentos, em conjunto, foram os responsáveis por toda a eficiência energética do prédio, a qual atingiu a marca de 13,2%. Materiais e Recursos: O empreendimento conta com um depósito central de resíduos localizado no edifício de manutenção. Esta central contempla depósitos exclusivos para: resíduos de obra; material perigoso; metal; plás- tico; madeira; papel; lâmpadas e vidro; e orgâni- cos. A área total de armazenamento de resíduos da central é de 154,5m². Além disso, cada prédio possui um depósito de resíduo recicláveis e não re- cicláveis para armazenamento temporário. Em to- dos os ambientes, há um sistema de comunicação visual para orientar os usuários no correto descarte dos resíduos. Durante a obra, a construtora elabo- rou e implantou um Plano de Gestão de resíduos, a fim de garantir a reciclagem do material gerado na construção. As estratégias executadas consegui- ram desviar de aterros sanitários, 92,3% dos resí- duos gerados na obra, superando as expectativas inicialmente estabelecidas. O projeto utilizou produtos com extração, proces- samento e manufatura regionais e com conteúdo reciclado. Em relação ao conteúdo regional, todas as torres do empreendimento atingiram a marca de 75% do valor total de materiais incorporados na obra. A estrutura em concreto e aço foram os prin- cipais responsáveis para este resultado. Sobre o conteúdo reciclado, o prédio do NOC totalizou um montante de 20,25% do custo de materiais, enquan- to que os DCs obtiveram um resultado de 22,7%. A diferença de percentuais está no maior uso de vidro com baixo conteúdo reciclado para o NOC. Qualidade ambiental interna: O projeto de climatização se preocupou em garan- tir um acréscimo de 30% nas taxas de ventilação para todos os ambientes ocupados, com base nas vazões exigidas pela ASHRAE 62.1-2007. Para garantir um ambiente de trabalho salubre, não é permito o fumo em nenhum ambiente interno e ma- teriais com baixa emissão de compostos orgânicos voláteis foram selecionados sempre que possível no empreendimento.
  • 177.
    revistagbcbrasil.com.br 177jul/15 anuário GBC2015 Há 27 anos, a DW Engenharia conso- lidou-se como sinônimo de compe- tência técnica. Foco no cliente, busca permanente pela inovação, compe- titividade global e solidez financeira são os fundamentos da bem sucedida história da empresa. Um histórico de resultados e de compromisso com a qualidade em projetos de engenha- ria. DW Engenharia. Pronta para ven- cer os desafios do futuro. DW Engenharia. Presente nos principais projetos sustentáveis do Brasil Av. Emb. Abelardo Bueno, 1340 / Gr. 603 - Rio de Janeiro, RJ - 22775-040 Tel: (21) 2439-3994 / Fax: (21) 2439-3957 / Skype dwenge12 www.dwengenharia.com.br Soluções Integradas em Ar Condicionado, Ventilação Mecânica, Automação Predial, Geração e Conservação de Energia ESTÁDIO DO MARACANÃ, RJ - 3.020 TR TORRE OSCAR NIEMEYER - FGV, RJ - 1.680 TR HOSPITAL UNIMED BARRA, RJ - 1.000 TR BARTOLOMEU MITRE OFFICES, RJ - 300 TR BIBLIOTECA PÚBLICA DO RJ, RJ - 587 TR AMÉRICAS MEDICAL CITY, RJ - 3.110 TR Hospital Samaritano e Hospital Vitória ©RenanBacellar
  • 178.
    178 jul/15 rev/gbc/br anuárioGBC 2015 O Parque Ana Costa é o primeiro empreendimento da cidade de Santos a receber a certificação LEED. Com o intuito de reduzir o impacto ambiental e aumentar a qualidade de vida dos usuários o projeto teve toda a preocupação desde sua concepção, bota fora da obra, aquisição de materiais e recursos, até a entrega do projeto que conta com eficiência e conforto. São duas torres independentes de 22 pavimentos com andares flexíveis de 827,60m², destacam-se como diferenciais o bicicletário com vestiários feminino e masculino, depósito seletivo de lixo, refeitório, vestiários exclusivos para funcio- nários e sala de segurança. O empreendimento tem as características de edifícios AAA como o pé direito livre de 2,70 m, sistema de segurança central de gerencia- mento predial, o Heliponto com capacidade para 4,5 toneladas e onze elevadores inteligentes dotados por sistema de antecipação de destino de chamada. Todos os diferenciais projetados ao longo do tempo foram compensados, quando empresas como Maersk, Modec e CMA CGM, integrados com essa consciência e conceito de sustentabilidade bem como entendendo essa rela- ção custo x beneficio passaram a fazer parte do quadro de ocupantes. Unindo o melhor na tradição imobiliária a soluções eficientes, desde sua fun- dação em 2005, a SDI sempre teve foco no longo prazo, com a questão fren- te os projetos que desenvolve. “Esta é uma premissa no mercado imobiliário mundial e que está em voga no Brasil. Somos um dos países que mais está adotando a certificação, mas ainda há muito no que se evoluir em auto gera- ção de energia e controle de resíduos. Além dos benefícios sociais e ambien- tes, a certificação LEED gera economia na operação do empreendimento com o uso mais inteligente. Empreendimentos que decidem sair na frente e buscar a sustentabilidade, excelência ambiental e atendimento a normas e legislações vigentes em suas edificações, estão de certa forma entrando em um novo gru- po que surge no mercado brasileiro, uma vez que muitas empresas e seus funcionários exigem a certificação como prerrogativa para serem inquilinos”, explica André de Abreu Pereira, Diretor da SDI. A partir deste ponto, os empreendimentos que agora estão adotando estes novos métodos de construção sustentável, melhor aproveitamento e utiliza- ção de suas edificações estão auxiliando na conscientização não somente do mercado, mas também do poder público, trazendo estímulo ao fomento da construção sustentável no Brasil. A SDI possui três projetos certificados e dois pré-certificados. O primeiro a ser certificado foi o Edifício Faria Lima 4440 com o LEED Gold em 2008. A partir daí a SDI executou os projetos FL Corporate, também certificado no nível Gold, o Glória 122 e o Atlas Office Park, empreendimentos pré-certificados, além do Parque Ana Costa que conquistou o selo no nível Silver em 2014. PARQUE SILVER LEED CS PARQUE ANA COSTA Imagem: Divulgação SDI
  • 179.
    revistagbcbrasil.com.br 179jul/15 anuário GBC2015 Espaço Sustentável Desde a escolha do terreno, que des- ta maneira permitiu ao usuário ter nas proximidades uma gama de oferta dos mais variados estabelecimentos comerciais e de serviços tais como: bancos, restaurantes, shoppings, ho- téis, farmácias, escolas entre outros. Além disso, o edifício possui bicicletá- rio com vestiário exclusivo para incen- tivar o uso deste meio de transporte. O intuito é que os usuários não preci- sem utilizar veículos automotores para itens do dia-a-dia reduzindo assim o impacto frente a emissão de gases. Eficiência no uso de água As medidas adotadas para redução no consumo de água são: torneiras dos conjuntos e áreas comuns de acionamento automático temporiza- do, liberando apenas a quantidade necessária. Estão sendo analisadas alternativas de reuso para captação da torre A. Existem temporizadores e timers na irrigação de todo o jardim. Quando chove, os timers são desli- gados. Com a adoção destas estra- tégias o edifício gera uma economia de 70% no consumo de água. Energia e Atmosfera Para reduzir o consumo de energia no empreendimento foram adotadas medidas como: Sistema de ar condi- cionado VRF (Fluxo Refrigerante Va- riável); Vidros termo acústicos para redução de consumo de energia; Pin- tura refletiva no heliponto para menor absorção de radiação solar na laje de cobertura; Sistema por chamada an- tecipada dos elevadores e toda a au- tomação dos mesmos (estes equipa- mentos são desligados parcialmente aos finais de semana, só é mantido um elevador em cada torre além do elevador de serviço); Lâmpadas das áreas comuns sendo gradativamente substituídas por LEDs, visando maior vida útil e economia. Além disso, as garagens possuem sistema de exaustão por ventilação natural e to- dos os ambientes de área privativa tem iluminação natural. Materiais e Recursos Na construção do edifício foram utiliza- dos materiais certificados, como cerâ- micas e madeiras de reflorestamento, tintas com baixo teor de VOC. A se- paração de resíduos de materiais da obra foi feito através de coleta seletiva e o descarte foi feito por empresa ha- bilitada para tal operação, destinando todos os materiais a aterros sanitários que fazem o processamento de coleta seletiva. Foram utilizados, de preferên- cia, fornecedores próximos à região para incentivar o desenvolvimento de cidades e bairros do entorno e visan- do economia com frete e reduzindo a alta emissão de CO2. Isto foi premissa do projeto e fez parte das considera- ções para a certificação. Qualidade ambiental interna Durante a execução do empreendi- mento foi usado controle de troca de ar em ambientes confinados e geração de poeira na obra, medida e monitorada periodicamente por em- presa de consultoria especializada no assunto. Para o produto final foram considerados filtros nas tomadas de ar do sistema de ar condicionado. O sistema de ar condicionado é auto- matizado com controle de temperatu- ra setorizado, o que permite regular a temperatura interna de maneira mais precisa de acordo com as necessi- dades dos diversos setores em cada pavimento do edifício, além de utilizar gás refrigerante ecológico. Inovação e Processos Com intuito de se atualizar quanto às práticas construtivas e de sustentabi- lidade, os responsáveis pelo grupo participam de feiras internacionais e estão atentos a novas publicações do mercado. “A SDI é uma empresa privada brasileira de gestão e desenvolvimento imobiliário com foco permanente em seus clientes e acionistas. Busca por qualidade no desenvolvimento dos seus produtos reduzindo sem- pre que possíveis emissões de carbono em suas obras e menor impacto ambiental desde a demolição até a operação do empreendimento.” André de Abreu Pereira, Diretor da SDI ANA COSTA Obra: Parque Ana Costa Cliente: SDI Desenvolvimento Imobiliário Localização: Av. Ana Costa, 433, Santos - SP Área do terreno: 2.800 m² Área construída locável: 17.996,69 m² Certificação: 18/07/2014 Sistema e Nível da Certificação: LEED CS Silver Arquitetura: Cláudio Abdala Construção: BKO Consultoria LEED: CTE Comissionamento: CTE Simulação Energética: Temon Técnica de Montagens e Construções LTDA
  • 180.
    180 jul/15 rev/gbc/br anuárioGBC 2015 Distante 53 km do centro de São Paulo e 45 km do Rodoanel Mário Covas, o condomínio Prologis CCP Jundiaí foi planejado com foco no potencial de oportunidades do mercado brasileiro. Hoje, é uma das mais modernas alternativas do setor, ca- racterizada pelo alto padrão construtivo, funciona- lidade, flexibilidade e perfil alinhado a referências internacionais de qualidade. Desenvolvido pela Prologis CCP, o empreendimen- to teve a sua primeira fase entregue em 2012 e, agora, caminha para a conclusão da segunda eta- pa, quando terá uma área construída total de 155 mil m², dentro de um terreno de 354 mil m². Inaugurados na primeira fase, os blocos 100 e 200 do Prologis CCP Jundiaí reforçam a lista de cons- truções certificadas na empresa: receberam o selo no nível Silver em setembro de 2014. Além dos di- ferenciais técnicos que colocam a Prologis CCP em patamares superiores à concorrência, esse condo- mínio chama a atenção por uma série de investi- mentos direcionados à sustentabilidade, tanto na fase de projeto como na construção, manutenção e gestão da propriedade. PROLOGIS CCP JUNDIAÍ SILVER LEED CS BLOCOS100 E200
  • 181.
    revistagbcbrasil.com.br 181jul/15 anuário GBC2015 Espaço Sustentável Os profissionais que trabalham no condomínio são incentivados a usar bicicleta como meio de locomo- ção, por isso o empreendimento conta com vagas es- pecíficas para bicicletas e vestiários com chuveiros. No estacionamento para carros é possível encontrar espaços demarcados especialmente para os chama- dos veículos eficientes, que poluem menos. Energia e Atmosfera O controle e a redução do consumo de energia elé- trica, por exemplo, são algumas das prioridades. O empreendimento conta com a instalação de um sistema de automação da iluminação interna dos galpões, o que maximiza o aproveitamento da luz natural e diminui a necessidade de iluminação arti- ficial, resultando em economia de energia elétrica. De modo geral, o esforço realizado pelo centro lo- gístico tem atingido, na prática, redução de 25% no consumo de energia. É um ganho para a natureza e também para quem opera no local. Materiais e Recursos Para restringir o nível de poluentes presentes no ar, devido aos materiais de acabamento usados no in- terior dos edifícios, o gerenciamento da obra prio- rizou a utilização de itens com baixo teor de COV, compostos orgânicos voláteis. Como forma de inibir os efeitos das chamadas ilhas de calor, o projeto foi desenvolvido com materiais com alto índice de refletância na pavimentação. A busca pelo menor impacto ambiental possível nor- teou, inclusive, a implantação do canteiro de obras. A exemplo de outros empreendimentos da com- panhia, o Prologis CCP Jundiaí dedicou e dedica atenção especial a iniciativas que aliviem o número de viagens necessárias ao transporte. Entre essas iniciativas está o uso de materiais com conteúdo reciclável e provenientes de locais próximos ao em- preendimento. Quando o assunto é encaminhamento de resídu- os a aterros sanitários, considerado um problema grave no Brasil, o Prologis CCP Jundiaí responde com uma queda de 99% no volume de destinação de descartes. No quesito renovação de ar externo, há um aumento de 30% nos ambientes permanen- temente ocupados, conjugando sustentabilidade com qualidade de vida no trabalho. Obra: Prologis CCP Jundiaí Cliente: Prologis CCP Local: Rodovia Vice Prefeito Hermenegildo Tonolli, 2000 – Jundiaí/ SP Certificação: 05/09/2014 Sistema e Nível da Certificação: LEED Core&Shell Silver Arquitetura: Athié Wohnrath Construtora: Libercon Engenharia Consultoria LEED: OTEC Comissionamento: Outsource Simulação energética: OTEC Hidráulica e Elétrica: Ramoska Castellani Ar condicionado: TR Thermica Paisagismo: EKF Imagem:DivulgaçãoPrologis
  • 182.
    182 jul/15 rev/gbc/br anuárioGBC 2015 CORPORATE EXECUTIVE OFFICES Um edifício inteligente, de alto padrão, completo e localizado numa das regiões mais valorizadas e importantes do Rio de Janeiro. Assim pode ser defi- nido o CEO – Corporate Executive Offices, empreen- dimento desenvolvido pela CCP e entregue em 2013 no bairro da Barra da Tijuca, zona oeste carioca. Ocupando terreno com mais de 26 mil m², o CEO apresenta uma organização estética contemporâ- nea combinada à localização privilegiada da Barra, garantindo atração de todos os olhares para as torres. Com área privativa total superior a 70 mil m², o complexo é formado por quatro torres, todas certificadas em 2014 com o selo LEED Silver na ca- tegoria Core & Shell. Assinado pelos escritórios S&W Arquitetos Asso- ciados e STA Arquitetura, o CEO apresenta uma linguagem contemporânea, atribuindo imponência e visibilidade às torres corporativas. Em síntese, é um empreendimento que não fica a dever em nada para os edifícios comerciais mais sofisticados do mundo, reunindo num único espaço beleza, tecnologia, fun- cionalidade, inteligência e práticas sustentáveis. Toda essa infraestrutura está presente em lajes com área locável de 1.588m² e 1.594m² por an- dar. Os vãos livres de até 15 metros facilitam a circulação e otimizam espaços. Do lado de fora, o conceito paisagístico do CEO resulta de proje- to de uma das mais conceituadas empresas dos Estados Unidos, a EDSA (Edward D. Stone Jr. And Associates), em parceria com o escritório brasileiro Benedito Abbud. O objetivo é um só: conjugar a natureza do local com a imponência arquitetônica das fachadas. CEO Imagens:DivulgaçãoCCP
  • 183.
    revistagbcbrasil.com.br 183jul/15 anuário GBC2015 Espaço Sustentável Primeiro empreendimento de padrão Triple A na região, oferece uma série de diferencias e facilida- des, como lojas preparadas inclusive para receber restaurantes, Business Center com salas de reu- nião, três auditórios que podem atender o volume de 300 pessoas, bicicletário com 98 vagas, heli- ponto com sky lobby e serviço de Concierge. Eficiência no uso de água Em termos de responsabilidade socioambiental, o CEO tem como um dos diferenciais o reuso de água proveniente de três fontes: água pluvial, água de condensação do ar condicionado das torres e água de lavatórios. Somam-se a esta iniciativa os tratamentos de esgoto e de coleta seletiva, além da existência de sala de lixo e tanque de lavagem nos andares. Além disso, o paisagismo aproveita a amplitude do complexo valorizando-o com áreas verdes, que combinam múltiplas espécies de plan- tas. Outro importante elemento do projeto é a água, presente em espelhos e fontes. Energia e Atmosfera Para viabilizar economia de energia, o sistema elé- trico que serve o complexo está equipado com uma entrada de média tensão para as áreas comuns e outra, de baixa tensão, para atender as áreas dos escritórios. O empreendimento conta ainda com grupos geradores para a área comum, capacita- dos a desempenhar funções específicas em casos de emergência. As torres corporativas, compostas, cada uma, por 11 pavimentos, também são aten- didas por elevadores de última geração. Trata-se de equipamentos com sistema de antecipação e chamadas, monitoramento e controle de tráfego. Tanto o projeto elétrico quanto o projeto de incêndio foram desenvolvidos de acordo com normas ame- ricanas, mesma regra aplicada ao ar condicionado, aparelhado com sistema de água de condensação apto a suportar métodos diversos, conforme a pre- ferência do usuário, incluindo cargas de 24 horas. Além dessas medidas, os estacionamentos sub- terrâneos contam com iluminação controlada por sensores de movimento, evitando desperdício, re- duzindo o consumo de energia e atendendo o con- ceito de eficiência energética. Qualidade ambiental interna Praxe nos empreendimentos desenvolvidos pela CCP, o CEO exibe fachadas revestidas com vidro laminado e reflexivo, recurso construtivo que reduz a entrada de calor no ambiente, agrega conforto térmico e economiza a energia empregada no ar condicionado. Além disso, a injeção de ar externo nos ambientes está subordinada a monitoramen- to específico. Nos estacionamentos subterrâneos, por exemplo, há controle de circulação de monóxi- do de carbono para ajuste da vazão de ar confor- me o fluxo de veículos. Inovação e Processos Eficiência, aliás, é um substantivo que traduz bem o caráter deste edifício. Sua infraestrutura abriga os mais modernos recursos de telecomunicações. As torres estão preparadas para receber suprimento das redes de concessionárias locais, incluindo ca- beamento e espaços exclusivos para usuários de fibra óptica. O projeto contempla uma rede interna com pontos de telefonia e dados, interconectada com as redes de concessionárias, o que permi- te disponibilizar serviços de última geração para transmissão de voz, dados e imagem. Obra: CEO (Corporate Executives Offices) Cliente: Cyrela Commercial Properties Localização: Av. João Cabral de Mello Neto, 850, Barra da Tijuca – Rio de Janeiro / RJ Área do terreno: 26.774,20 m2 Área construída: 150.394,13 m2 Certificação: 24/11/2014 Sistema e Nível da Certificação: LEED CS nível Silver Arquitetura: S&W Arquietos Associados /STA Arquitetura Construção: RJZ Cyrela Consultoria LEED: ENE Consultores Projeto de Estrutura: Navarro Adler Projetos Estruturais Consultoria em Fundações: Consultrix Projeto Instal. e Automação Predial: AQ Projetos de Instalações Consultoria de Instalações: WRS Consultoria Ar Condicionado: Integrar Climatização Consultoria Esquadria e Vidros: Mario Newton Leme Consultoria Paisagismo: EDSA SILVER LEEDCS
  • 184.
    184 jul/15 rev/gbc/br anuárioGBC 2015 Somando completa infraestrutura, flexibilidade, segurança e inovação, alinhados às práticas sustentáveis, o empreendimento Ecopark foi o primeiro condomínio logístico a con- quistar o certificado LEED Gold no Paraná, com o edifício Galpão. Já o edifício Portaria e Administração e o edifício Vestiários e Refeitório, conquistaram o certificado LEED SIlver. Trata-se de um dos condomí- nios mais avançados no que tange a construção sustentável no Brasil. Projetado para atender empresas de logística e indústrias leves, o Ecopark possui galpões inteligentes e flexíveis e está localizado em um terreno de mais de 375 mil metros quadrados na Cidade Industrial de Curitiba, com uma área construída de 144.041 me- tros quadrados. Lançado pela Essex em parceria com a HSL, o Ecopark foi construído em local estratégico e privilegiado, na principal rota de abastecimento das regiões Sul e Sudeste do país, entre os portos de Paranaguá e Itajaí, além de estar a poucos quilômetros do Aeroporto Internacional Afonso Pena com fácil acesso ao Centro de Curitiba. O empreendimento se destaca pelo alto desempenho atin- gido quanto aos critérios de susten- tabilidade, que garantiram redução de 48% de redução do consumo de energia total e 70% no consumo de água, índices que correspondem à R$ 1.7 milhão economizados anual- mente, resultados estes que tiveram a participação fundamental da con- sultoria de sustentabilidade Petinelli. ECO PARK GOLD&SILVER LEED CS GALPÃOPORTARIA+ADMINISTRAÇÃO EVESTIÁRIO+REFEITÓRIO CENTRO LOGÍSTICO Obra: Ecopark Cliente/Proprietário: REC SUL S.A Local: Curitiba - PR Área construída: 144.041 m² Área do terreno: 375.025 m² Certificação: 01/12/2014 Sistema e Nível da Certificação: LEED CS - nível Gold (Galpão); nível Silver (Portaria e Vestiário) Arquitetura: Dell'agnese Arquitetos Associados Construtora: JCP Engenharia e Construção Ltda Consultoria LEED: Petinelli Agente Comissionador e Simulação: Petinelli
  • 185.
    revistagbcbrasil.com.br 185jul/15 anuário GBC2015 Espaço Sustentável Através de um sistema integrado de gestão de águas pluviais, é possível minimizar os impactos da construção em seu entorno. O sistema permite reduzir a quantidade de enxurradas, protege os leitos dos riachos que cruzam o terreno além de reabaste- cer os lençóis freáticos. Foram cria- dos bicicletário, vestiários e vagas preferenciais para carros eficientes e de baixa emissão, o que incentiva o uso de meio de transportes alterna- tivos pelos usuários do condomínio, contribuindo assim com a redução do impacto ao meio ambiente. Eficiência no uso de água As medidas aplicadas para garantir a redução no consumo de água po- tável tiveram resultados excelentes na construção do Ecopark. Através da utilização de metais e louças eficien- tes, o empreendimento conseguiu atingir uma economia muito significa- tiva no consumo de água, 41,5% de redução no Galpão, 37,1% para Vesti- ários e Refeitórios e 39,9% de redução para Portaria. Agregando estas me- didas ao reaproveitamento de água da chuva nas descargas dos vasos e mictórios esta economia se eleva para 94%, 49,9% e 91,4% respectivamente em cada edifício. No total são 2.500 m³ economizados anualmente, o que equivale a R$21.500. Energia e Atmosfera Quantos aos pontos relacionados à eficiência energética, os resultados atingidos foram excepcionais. No empreendimento, 75,5% dos am- bientes são iluminados naturalmente, reduzindo a dependência de ilumi- nação artificial, além dos custos de operações. Para o edifício Galpão, foi possível atingir uma economia de energia total anual de 46,7%, o que corresponde a R$ 1,1 milhões. Grande parte deste resultado se deve a redução do con- sumo adquirido através do sistema de iluminação, o equivalente a 64,9% do total economizado. Os edifícios Portaria e Administração teve um consumo de energia 34% menor do que o normal. Deste índice, 49,9% de redução é responsável pelo sistema de iluminação, que é contro- lado através de sensores de presença em todos os ambientes, e redução de 17,4%, resultado obtido através da implantação do sistema de ar condi- cionado tipo VRF, que possui controle individual de temperatura por ambien- te e automoção para desligamento automático durante as horas não ocupadas. A adoção destas medidas garantiu uma economia total anual de 34%, o equivalente a R$33.000,00. Para os edifícios Vestiários e Refeitó- rio, a redução total no consumo de energia foi de 33,2%, equivalente a uma economia anual de R$ 77.000. Estes resultados se devem ao siste- ma de aquecimento de água para ba- nhos, com redução de 36,4% e con- trole de iluminação feito por sensores de presença em todos os ambientes, com 43,5% de redução. Materiais e Recursos A arquitetura do empreendimento contribuiu para a correta especifica- ção de materiais com conteúdo reci- clado e regionais, itens que alcança- ram resultados expressivos. Durante a construção do Ecopark, 73% dos resí- duos foram reciclados ou reutilizados. Isso significa que 412 m³ de resíduos ganharam um novo uso e deixaram de ser destinados a aterros. Além disso, 67,4% de todos os materiais utiliza- dos para a construção do empreen- dimento são regionais, ou seja, foram extraídos e fabricados dentro de um raio de 800 km, ação que minimiza a quantidade de emissões atmosféricas geradas no transporte. Qualidade ambiental interna Para garantir maior conforto am- biental para os usuários, os edifícios Galpão, Vestiários e refeitório foram totalmente projetados para receber ventilação natural, além de contar com controle de qualidade do ar in- terior durante a obra, as empresas responsáveis pela arquitetura e cons- trução mantiveram o controle de ade- sivos e selantes aplicados, matérias de baixa emissão de compostos or- gânicos voláteis. Também foram pro- jetados e instalados para os Edifícios Portaria e Administração, sistema de ar condicionado VRF que utiliza gás ecológico, com controle individual de temperatura por ambiente que permi- te um maior conforto aos usuários. Inovação e Processos O empreendimento Ecopark con- quistou quatro dos cinco pontos pos- síveis, atingindo Performance Exem- plar em: 100% de utilização de água de chuva para descarga, redução do consumo geral de água e utilização de materiais regionais. Foi também reduzido o nível de mercúrio das lâm- padas, crédito originado da categoria LEED EB O&M. Créditos de Prioridade Regional O Ecopark possui os seguintes cré- ditos de prioridade regional: Paisa- gismo Eficiente; Reuso da água de chuva na descarga; Redução geral do consumo de água; Otimização da performance de energia. Imagens:Petinelli
  • 186.
    186 jul/15 rev/gbc/br anuárioGBC 2015 O Parque da Cidade é um complexo multiuso inspi- rado no conceito de cidades compactas, que reúne o que há de mais moderno em tecnologia sustentá- vel. Por meio de um conjunto de soluções arquite- tônicas e paisagísticas, o projeto foi concebido de forma a diminuir os impactos ambientais, melhorar a qualidade de vida das pessoas e produzir bene- fícios para a região. O empreendimento ocupa um terreno de aproxima- damente 82 mil m² na zona sul da capital paulista, dos quais 22 mil m² são de área verde, em com- pleta harmonia com os planos de revitalização da região da Chucri Zaidan estabelecidos pela Opera- ção Urbana Água Espraiada, da Prefeitura Munici- pal de São Paulo. O projeto abrange cinco torres corporativas, uma torre de salas comerciais, um hotel, um shopping center, dois edifícios residenciais e um parque line- ar de 62 mil m², aberto ao público e dotado de in- fraestrutura de serviços e lazer, como restaurantes, playground e ciclovia. “O Parque da Cidade traduz o que a Odebrecht Re- alizações Imobiliárias entende por sustentabilidade ao conjugar preservação ambiental e compromisso com a promoção do desenvolvimento social e eco- nômico. Receber a certificação LEED ND nível Silver, até então inédita na América do Sul, é um importante reconhecimento para todos aqueles que participam desse projeto tão desafiador.” Saulo Nunes, diretor de incorporação do Parque da Cidade. Espaço Sustentável O empreendimento está localizado próximo a linhas de transporte alternativo coletivo, como trem, metrô e ônibus. As ruas e calçadas tem melhor acessibi- lidade para uso de bicicletas e pedestres e contam com bicicletário e vestiários em todas as torres do empreendimento, programa de carona comparti- lhada, com vagas destinadas para carros elétricos com pontos de recarga nos estacionamentos. Eficiência no uso de água Como estratégias para o uso eficiente da água o empreendimento se destaca pelas seguintes me- didas: Captação de água da chuva; Construção de Estação de Tratamento de Efluente; Tratamen- to e reuso de águas residuais cinza; Paisagismo estruturado para maximizar a retenção de águas pluviais, através de telhado verde, calçada com biorretenção; Bacias a vácuo, dual flush e mictó- rios secos; Sistema de irrigação inteligente, com estação meteorológica e medidores de umidade do solo. Com as soluções adotadas pelo projeto será possível atingir uma redução de até 50% do consumo de água tratada. Energia e Atmosfera O empreendimento possui fachadas com vidros de alta performance que minimizam o uso de energia elétrica e ar condicionado; Telhado verde; Sistemas de iluminação projetados para a máxima utilização da luz natural, com controle de escureci- mento automático; Células fotoelétricas para acio- namento das luzes das áreas externas; Sensores de ocupação garantem que as luzes só fiquem acesas em ambientes que estão em uso; Progra- ma de educação e conscientização em consumo energético para a população usuária do Parque da Cidade; Placas solares para aquecimento da água nas torres residências. Materiais e Recursos O Parque da Cidade conta com tratamento de re- síduos orgânicos e programas educacionais para reduzir ao máximo os resíduos destinados para aterros. A coleta é feita através de sistema pneu- mático dos resíduos (coleta de vácuo), além da reciclagem e reuso de resíduos, a partir do lixo or- gânico e compostagem fora do site. Com a adoção destas medidas, a expectativa de redução de ge- ração de resíduos destinados a aterros é de 50%. Além disso, foram utilizados materiais provenientes de fornecedores e empresas localizadas dentro de um raio de 800 km do local do empreendimento, conforme exigido pelo LEED. Qualidade ambiental interna As torres corporativas foram dispostas em paralelo ao parque linear, no sentido longitudinal, para per- mitir maior iluminação natural e menos incidência de calor nessas edificações, que terão suas facha- PARQUE DA CIDADE
  • 187.
    revistagbcbrasil.com.br 187jul/15 anuário GBC2015 das mais amplas voltadas para o Norte e para o Sul. No shopping e nos edifícios corporativos e de escritórios do Parque da Cidade serão instalados vidros com baixo fator solar. Esses vidros minimi- zam a entrada de calor no edifício melhorando o conforto dos usuários e reduzindo a quantidade de energia consumida pelo sistema de ar-condiciona- do para o resfriamento dos ambientes. Inovação e Processos Foram traçadas com medidas para este quesito: Lajes alveolares e sistemas pré-moldados foram utilizados nos canteiros, reduzindo a necessidade de mão de obra, utilização de sistemas construídos industrializados; Montagem de uma central de con- creto usinado dentro do próprio canteiro, que reduz o número de viagens de caminhões. Crédito de Prioridade Regional Os edifícios do Parque da Cidade estão buscando os seguintes créditos de prioridade regional: Co- missionamento avançado; Redução no consumo de água; Medição e verificação; e Água potável para paisagismo. Para a certificação LEED ND es- tão sendo buscados os seguintes créditos de prio- ridade regional: SLLc3 - Redução de dependência de automóvel; NPDc9 - Acesso a espaços públi- cos; NPDc14 - Sombreamento de ruas; e GIBc16 - Gestão de resíduos sólidos Obra: Parque da Cidade Incorporação: BMX Empreendimentos Imobiliários Localização: Av.NaçõesUnidas,14.401,SãoPaulo-SP Área do terreno: 83.671,91 m² Área construída: Aproximadamente 650 mil m² Certificação: 16/12/2014 Sistema e Nível da Certificação: LEED ND - Neighborhood Develop- ment v.2009 Arquitetura: Aflalo e Gasperini Arquitetos Construção: Odebrecht Realizações Imobiliárias Consultoria LEED: CTE Comissionamento: Outsource Simulação Energética: CTE Elétrica e Hidráulica: Projetar Ar Condicionado: Thermoplan Paisagismo: Pamela Burton & Company e DW Santana SILVER LEED ND Imagem:DivulgaçãoOR anuário GBC 2015
  • 188.
    188 jul/15 rev/gbc/br anuárioGBC 2015 O FL 4300, conjunto ao qual a torre FL Corporate faz parte, é um empreendimento de uso misto (residencial e comer- cial) de condição urbanística única em São Paulo, cons- tituído por três torres implantadas em formato de ‘U’, em um terreno de 13.000 m². O terreno do conjunto é aberto para três vias, sendo a mais importante delas a Av. Faria Lima, endereço nobre e diferenciado no bairro Vila Olím- pia, em São Paulo. O volume corporativo se encontra no edifício frontal, de lajes que variam entre 860m² a 1075m², já o central, com um volume mais baixo, é destinado a pequenos conjun- tos comerciais de 58m² a 94m². Por fim, a última torre, disposta paralelamente à corporativa, é reservada à parte residencial, com apartamentos de 1 dormitório de 35m² a 64m², com diversos serviços. O espaço desenhado entre os três volumes permitiu a criação de uma praça densamente arborizada, a FL Squa- re, garantindo um espaço singular de moradia, trabalho e convivência. A massa verde, de mais de 1.280 m², foi criada para dar continuidade à praça do empreendimento existente em frente ao terreno, formando um amplo espa- ço diferenciado no bairro. No intuito de criar um ambiente de quadra aberta, sem gradil, foi pensada a integração de um charmoso restaurante aberto ao público. O edifício FL Corporate, é o edifício mais emblemático do conjunto FL 4300, localizado na Avenida Faria Lima em São Paulo. As preocupações com as questões de susten- tabilidade, condição inerente ao processo de concepção arquitetônica, assumem relevância estratégica para o ar- quiteto quando se depara com o desafio de estabelecer FLCORPORATE
  • 189.
    revistagbcbrasil.com.br 189jul/15 anuário GBC2015 um conceito para um empreendimen- to com grande potencial de trans- formação urbana como o FL 4300. Através da implantação destes con- ceitos ao projeto, a torre corporativa, FL Corporate, conquistou em 2014 a certificação ambiental Leed, na cate- goria Core & Shell nível Gold. O FL Corporate possui uma lingua- gem angulada em sua forma, ga- rantindo à praça e a todo o conjunto visibilidade e acesso para esta impor- tante via. Esse DNA se propagou por todo o complexo, criando um partido arquitetônico de volumes prismáticos e cartesianos, cortados por diago- nais. A torre corporativa, que possui uma área construída de mais de 30 mil metros quadrados, é recuada em 40 metros, abrindo espaço para uma área de embarque e desembarque, além de uma generosa praça pública, tudo em um mesmo espaço. Espaço Sustentável A principal contribuição do FL Cor- porate com o meio ambiente urbano, e do projeto FL 4300 como um todo, vem da sua implantação pensada de maneira diversa às construções vizi- nhas, em uma zona de transforma- ção na cidade que era originalmente ocupada por casas, e que hoje dá es- paço hoje para grandes edificações. Tal fenômeno é ocasionado principal- mente pelo prolongamento da Ave- nida Faria Lima e sua consequente valorização imobiliária. No espaço vazio formado entre as torres, dese- nhou-se uma grande praça com três mil e quinhentos metros quadrados onde metade da área é destinada a um espaço verde com espécies arbó- reas de grande porte sobre solo natu- ral. Com um pequeno restaurante o espaço ganhou sentido de referência e permanência humana. Este espaço vazio, que é formado pela disposição dos volumes, torna-se tão importante para o sentido do conjunto como as próprias edificações, já que confere ao local a sensação de lugar, de es- paço urbano formado pela composi- ção arquitetônica. Eficiência no uso da água Há uma grande preocupação nos dias de hoje com relação ao uso sus- tentável da água, que foi no caso em estudo abrangido através de reserva- tórios de reuso para fins de irrigação dos seus espaços verdes, que por sua vez contribuem com a melhoria do ambiente urbano com espécies arbóreas de grande porte. Energia e Atmosfera A torre corporativa recebeu um sis- tema de fachadas unitizada OffSet Wall 120 milímetros que é composto por módulos produzidos com vidros, granito e brise. A caixilharia, fabrica- da com perfis de alumínio de 120 mi- límetros (pintura eletrostática na cor cinza RAL 7.024 B, camada anódica de 60 micra), recebeu vidros lamina- dos de controle solar na cor azul, com 12 milímetros de espessura, fator de proteção solar de 36%, coeficiente de sombreamento de 0,41 e transmis- são luminosa de 35%, que garantem o equilíbrio entre a transparência e reflexão, contribuindo para o conforto térmico e eficiência energética. Obra: FL 4300 (FL Corporate) Incorporação: STAN / SDI / BRAMEX Localização: Av. Faria Lima esquina X Rua Elvira Ferraz, São Paulo - SP Área terreno: 13.000 m² Área construída: 70.683 m² (30.674 m² Corporate) Certificação: 01/04/2014 Sistema e Nível da Certificação: LEED CS - Gold Arquitetura: aflalo/gasperini arquitetos Construção: RFM/Gafisa Consultoria LEED: CTE Agente comissionador: Outsource Simulação energética: CTE Hidráulica e Elétrica: PHE Ar condicionado: Thermoplan GOLD LEED CS Imagens©AnaMello
  • 190.
    190 jul/15 rev/gbc/br anuárioGBC 2015 O Colégio Positivo Internacional, inaugurado em 2013 foi certificado com o selo LEED em junho de 2014 na categoria Schools, tornando-se a primeira escola nível ouro no Brasil. Localizada em Curitiba/PR, o colégio possui 7.000 m² compostos por dois blocos de dois pavimentos. Projetado pelo escritório Manoel Coelho Arqui- tetura e Design, o colégio prevê a re- dução de consumo de água potável e energia elétrica em comparação às escolas do mesmo porte que não possuem padrão de construção sus- tentável. Investindo em uma proposta ino- vadora e diferenciada, pautada em seus valores sustentáveis, o Grupo Positivo garantiu ao Colégio Positivo Internacional um construção susten- tável com a disseminação de práti- cas totalmente voltadas ao consumo racional dos recursos naturais, além de garantir ambientes saudáveis para professores e alunos, que passam boa parte do dia dentro da escola. O grande desafio do projeto, ao se decidir pela construção de um empre- endimento eficiente, foi a adequação dos processos com um investimento pré-estabelecido, sem a necessidade de incremento financeiro, razão esta que motivou o grupo a contratar um consultoria especializada em cons- truções sustentáveis. “Sugerimos a oportunidade de conquistar o LEED e eles estavam abertos para a opor- tunidade. O desafio era fazê-lo sem incrementar o investimento pré-es- tabelecido. E nós conseguimos”. Se orgulha Guido Petinelli, diretor Geral da consultoria Petinelli. Espaço sustentável Com o intuito de proporcionar melhor mobilidade às pessoas, visando as práticas sustentáveis, foi introduzido um Shuttle-bus que transporta os ocupantes do colégio até o terminal de ônibus mais próximo, o que faci- lita o acesso ao transporte público da região. Além desta medida, vagas preferenciais para carros eficientes e de baixa emissão foram projetadas visando incentivar o uso de meios de transportes alternativos que não agri- dem o meio ambiente. Eficiência do uso da água A construção possui arejadores ins- talados nas torneiras, misturando ar à água para reduzir a evasão. Esta me- dida contribuiu para uma redução de 6 litros de água por minuto para 1,8 litro por minuto. Foram implantadas também 3 reservas com capacidade de armazenagem de 5 mil litros de água cada uma, medida importan- te para o reaproveitamento de água da chuva. Além disso, o projeto de paisagismo foi projetado utilizando plantas nativas do Paraná, evitando assim o máximo de irrigação artificial possível. Quando a irrigação é neces- sária, são usadas as águas pluviais armazenadas nas reservas. Diante das medidas adotadas foi possível garantir uma economia de R$ 21.500,00 anualmente, o que sig- nifica que os resultados obtidos su- peram as expectativas, com redução equivalente a 87% do consumo total de água potável. Energia e Atmosfera Com o intuito de aproveitar ao má- ximo a luz natural, houve a redução de 12 luminárias para 9 em todas as salas de aula. Além de a iluminação ser controlada por vidros laminados, também é monitorada pelas próprias luminárias do local que possuem um sensor que mede a quantidade de luz vinda das janelas, possui tam- bém uma central que controla todas as luminárias, fornecendo apenas a iluminação necessária para comple- mentar a luz natural. Isso foi possível devido a estudos luminotécnicos de- talhadas para o projeto. Com a utili- zação de equipamentos eficientes, POSITIVO COLÉGIO
  • 191.
    revistagbcbrasil.com.br 191jul/15 anuário GBC2015 foi possível reduzir a potência do sis- tema de iluminação em 42%. A densidade de potência de ilumi- nação (DPI) que é de 8,43W/m² re- presenta metade da potência das demais escolas do Grupo Positivo com 17,3W/m². Todas as salas, cor- redores, banheiros e escritórios do colégio possuem sensores de pre- sença, o que aumenta a economia de energia de 42% para 48%, o que correspondente à R$ 42.000,00 de redução anualmente. Materiais e Recursos Outra preocupação constante com a construção foi a utilização de mate- riais que possuem menos compostos tóxicos voláteis. A tinta utilizada para pintar as paredes internas não tem cheiro. Durante a construção do colé- gio, foram construídas bacias de con- tenção ao redor da obra e instalados filtros nos bueiros, esta medida evitou que a terra e poeira produzidas se di- rigissem ao lago localizado no terreno da Universidade Positivo (UP), em que o colégio está instalado. Foram colo- cadas lixeiras coloridas para separa- ção de lixo, uma cultura sustentável já disseminada e praticada em todos os estabelecimentos do Grupo Positivo. Qualidade ambiental interna Um dos principais diferenciais nas sa- las de aulas é o conforto térmico ex- perimentado, mesmo sem a presença de ar condicionado, proporcionada pela ventilação natural cruzada. Elas possuem amplas janelas e portas em lados opostos da sala, além de vidro laminado com transmissão luminosa de 30% nas janelas, capaz de permitir a entrada da luz, mas não de calor. O Colégio possui ainda telhado branco em todo o prédio, que reflete raios so- lares e inibe as ilhas de calor. Há também um sistema de aqueci- mento do piso, feito com água reapro- veitada da chuva, aquecida a gás, que circula em um circuito fechado. O calor é irradiado para o ambiente, proporcio- nando calefação quando necessário. Todas as salas possuem um termosta- to, que permite regular a temperatura. Essas medidas adotadas resultaram numa economia de 74% do consumo de energia elétrica do prédio. Inovação e Processos Na categoria Inovação o Colégio Po- sitivo Internacional ganhou todos os pontos possíveis, atingindo Perfor- mance Exemplar em: Redução do consumo geral de água (Redução de 80% em relação ao padrão de mer- cado), compra de energia verde e criação de espaços abertos vegetá- veis. Foi também reduzido o nível de mercúrio das lâmpadas, crédito ori- ginado da categoria LEED EB O&M. Obra: Colégio Positivo Internacional Cliente: Centro de Estudos Superiores Positivo Localização: Curitiba-PR Área construída: 4.933,00 m2 Certificação: 11/06/2014 Sistema e Nível da Certificação: LEED FOR SCHOOLS - Gold Arquitetura: MCA Manoel Coelho Arquitetura & Design Construção: Ferreira Filho Engenharia Civil Consultoria LEED: Petinelli Engenharia Estrutural: Kalkulo Engenharia Estrutura de Concreto: Kalkulo Engenharia Instalações Elétricas: TecnEnge - RJ Instalações Hidráulicas: Jaguarê - PR Interiores, Paisagismo e Comunica- ção Visual: MCA Manoel Coelho Arquitetura & Design GOLD LEEDforSCHOOLS Imagens © Guilherme Puppo
  • 192.
    192 jul/15 rev/gbc/br anuárioGBC 2015 O empreendimento Morumbi Corporate, localizado no novo eixo de expansão da Zona Sul de São Paulo, junto ao tradicional Shopping Morumbi do Grupo Multiplan, mesmo incorporador, é um edifício projetado dentro dos mais altos padrões de sustentabilidade, uma ca- racterística marcante da Racional Engenharia e aflalo/ gasperini, responsáveis pela construção e projeto arqui- tetônico da obra. A preocupação em atingir todos os requisitos sustentáveis propostos pelo LEED garantiu ao edifício a certificação LEED nível Gold em 2014, na categoria Core & Shell. O complexo Triple A conta com 142,5 mil metros qua- drados de área construída em duas torres corporati- vas. A Golden Tower tem em cada pavimento-tipo uma área construída de 1.475 m², totalizando 38.373 m² de área total, com 26 andares. Já a Diamond Tower tem 18 pavimentos com área construída de 2.146 m², to- talizando 38.642 m² de área. Ambas as torres estão embasadas em quatro pavimentos de subsolo. O conceito de urbanidade norteou o projeto desde o princípio, desenvolver dois edifícios corporativos que se integram entre si e com o entorno. Aberto para cidade sem gradis, calçadas largas e espaços semi- públicos levando em consideração a disposição dos edifícios vizinhos. A partir daí a torre mais baixa consi- derou o alinhamento do edifício vizinho e a torre mais alta utilizou a referencia do alinhamento com a rua. Um dos destaques do empreendimento é a praça ele- vada, situada no mezanino, que interliga as duas torres através de uma suave curvatura na fachada, com lo- jas de conveniências e restaurantes, em um ambiente com ampla incidência de luz natural, graças aos gene- rosos vãos envidraçados, laterais e zenitais. O térreo se abre completamente para o exterior integrado com o paisagismo e conectado com a cidade. O Morumbi Corporate tem como um dos principais diferenciais os sistemas de energia, que foram sub- metidos a um processo de comissionamento, a fim de avaliar se os sistemas foram projetados, contra- tados, instalados, testados, calibrados e apresentam o desempenho conforme os requisitos de projeto do proprietário. Os sistemas submetidos a tal avaliação foram: instalações elétricas, iluminação e contro- MORUM GOLD LEED CS Imagem: Divulgação aflalo/gasperini
  • 193.
    revistagbcbrasil.com.br 193jul/15 anuário GBC2015 les associados, HVAC (aquecimento, ventilação, exaustão e ar condicionado), BMS (automação e supervisão predial) e sistemas eletrônicos. Além deste quesito, o empreendimento apresentou per- formance exemplar quanto á utilização de materiais com conteúdo reciclado e priorização de materiais regionais. Espaço Sustentável O empreendimento foi construído em um local com alta densidade, com proximidade com várias linhas de ônibus e trem, shoppings, farmácias, escolas, escolas, o que além de melhorar a qualidade de vida dos futuros ocupantes, reduz o uso de veícu- los automotivos. Simulações de conforto térmico e acústico são realizadas de forma a entender as condições de permanência das pessoas que usu- fruem estes espaços, normalmente servidos por áreas de alimentação e lazer. Além disso, para incentivar o uso de transporte alternativo, o empreendimento possui bicicletário com vestiários feminino, masculino e vaga prefe- rencial para caronas e veículos com baixa emissão. Faixas para circulação de bicicletas são desenha- das de forma a serem conectadas com as malhas públicas, ou existentes ou a serem projetadas. Eficiência no uso da água O edifício foi projetado de modo a priorizar a ado- ção de estratégias que proporcionam a redução na demanda de água potável, a substituição do fornecimento de água potável por água de reuso não potável para suprimento de itens de consu- mo secundários. O projeto conta com sistema de captação de água da chuva nas coberturas das edificações e do mall. Este volume é direcionado para um sistema de tratamento que inclui filtragem e cloração e em seguida segue para os reservató- rios de reuso inferiores e superiores, tendo como prioridade o fornecimento de água para irrigação do paisagismo, que por sua vez foi concebido com espécies nativas brasileiras e adaptadas com baixa demanda hídrica. Além da escolha seletiva das es- pécies, o projeto de irrigação conta com uma con- troladora eficiente e com um sensor de chuva. O volume excedente é destinado às bacias sanitárias e mictórios dos vestiários localizados nos subsolos e sanitários dos pavimentos tipos e, em seguida, para as torres de resfriamento do sistema de con- dicionamento de ar. O abastecimento com água potável é realizado apenas para as torneiras de lavatório, de copa e de uso geral que por sua vez contam com dispositivos economizadores. Os reservatórios de reuso são abastecidos com água potável quando o volume fica muito baixo a fim de não prejudicar o abas- tecimento e consequente operação das torres de resfriamento e dispositivos sanitários. Com a insta- lação dos dispositivos sanitários economizadores, o projeto obtém economia de mais de 40% quando comparado ao consumo de dispositivos sanitários de um edifício convencional. Com isso, o empre- endimento atendeu 100% dos pontos possíveis em tal categoria no LEED, não utilizando água potável na irrigação e reaproveitando mais do que 50% da água utilizada em outros fins. Energia e Atmosfera O edifício conta com estratégias de eficiência ener- gética que possibilitaram uma economia no custo anual total de energia de 16,5%, quando compara- dos ao baseline. Atrelado a esta medida, o empre- endimento também possui estratégias eficientes como: Vidros reflexivos que apresentam um baixo fator solar que contribuem para menor ganho de BI CORPORATE Imagem: Divulgação Racional
  • 194.
    194 jul/15 rev/gbc/br anuárioGBC 2015 calor nas áreas internas; Utiliza apenas de gases e refrigerantes nos condicionadores e climatizadores que, minimizam ou eliminam a emissão de compo- nentes prejudiciais a camada de ozônio; Recupera- dores de calor com rodas entálpicas; Ventiladores e sistema de filtragem para o fornecimento de ar externo e exaustão; Utilização de filtros MREV 6 (ABNT G3) nos fancoils e tomadas de ar externo; Instalação de luminárias e reatores nos conjuntos privativos onde a densidade de potência não exce- de 8,2 W/m², além de ser controladas por automa- ção predial; A cobertura da edificação apresenta superfície vegetada e pintura com material de alta refletância, capazes de reduzir os ganhos de calor e também reduzir o efeito de ilha de calor. O projeto elétrico é dimensionado para atender ní- veis de queda de tensão nos condutores alimenta- dores, além de circuitos de distribuição, plano de medição e verificação e alcance de eficiência ener- gética durante a operação o que reduziu em 16% o consumo de energia. Além disso, foi implementado um Plano de Medição e Verificação, além de pro- cedimentos de ações corretivas caso os resultados do plano não fossem atingidos. Materiais e Recursos A equipe de campo, gestores e demais envolvidos, foram responsáveis por garantir a correta segrega- ção e destinação de todos os resíduos, resultando no desvio de 77% do volume total gerado, passível de reciclagem, de aterros sanitários. O processo de aprovação e compra de materiais necessários exigiu a qualificação dos fabricantes e fornecedores que comprovavam conformidade dos mesmos perante a legislação brasileira o que resultou num alto índice de conteúdo reciclado e regionalidade, representando pelo menos 26% e 30%, respectivamente, do custo de materiais do empreendimento. Vale salientar que 85% do custo atribuído à compra de madeira incorporada ao em- preendimento foi voltado a produtos certificados com o selo FSC (Forest Stewardship Council). Mais de 30% do custo de materiais possuem conteúdo reciclado; as madeiras possuem selo FSC o que garante a cadeia de custódia. Mais de 50% dos re- síduos gerados na obra foram encaminhados para reciclagem. Além disso, a obra buscou parceria com empresas na busca de reaproveitamento total da madeira. Qualidade ambiental interna A preocupação com a manutenção da qualidade do ar nos ambientes influenciou diretamente na escolha de produtos químicos (tintas, vernizes, selantes e revestimentos) que, por sua vez apre- sentaram níveis de VOC aprovados pelo Green Seal, SCAQMD e CRI Plus, o que proporcionou um aumento na taxa de renovação de ar em pelo menos 30% acima dos índices requeridos, para to- dos os espaços ocupados. Todos os filtros de ar do sistema de ar condicionado obedecem a classe de filtragem tipo MERV 6, ou G3 de acordo com a classificação NBR/ABNT, e não utilizam gases refri- gerantes à base de CFC. Os equipamentos de ar condicionado foram devidamente dimensionados e balanceados para atender à temperatura conforto térmico, em aproximadamente 24ºC e 55% de umi- dade relativa do ar nos ambientes internos, além disso a central de água gelada foi equipada com chillers de alta eficiência energética. Durante o período de obras, não foi permitido fumar no interior da edificação e, atualmente, conforme determinado pela legislação municipal, é proibido fumar nos ambientes fechados de uso coletivo. Inovação e Processos Ao Morumbi Corporate foram concedidas bonifi- cações pelo atendimento de créditos em nível de performance exemplar. A excelente localização do empreendimento proporciona aos seus ocupantes diversas opções de acesso com transporte público. Múltiplas linhas de ônibus e uma de trem estão dis- poníveis dentro de um raio máximo de 800 metros. Por fim, o projeto de concepção das fachadas das áreas privativas e/ou regularmente ocupadas foi concebido de forma a garantir aos ocupantes de 90% dessas áreas, acesso desobstruído e múltiplas linhas de visão para os ambientes exteriores, garan- tindo o aumento da produtividade, conforto e bem estar dos usuários. O Morumbi Corporate desen- volveu e implementou um programa de educação, composto por um informativo eletrônico que expõe os principais elementos do edifício sustentável. Crédito de Prioridade Regional Resultado do excelente desempenho do projeto quanto à redução na demanda de água potável, eficiência do uso de água destinado ao paisagis- mo, implantação de tecnologias para redução da geração de efluentes e comissionamento avança- do dos sistemas de energia, o projeto cumpriu re- quisitos de prioridade regional brasileiros. Obra: Morumbi Corporate Cliente: Multiplan Empreendimentos Imob. Localização: Rua Henri Dunant, 1383 - Vila S. Fran- cisco, São Paulo – SP Área terreno: 19.977 m² Área construída: 142.500m² Certificação: 19/09/2014 Sistema e Nível da Certificação: LEED CS - Gold Arquitetura: aflalo/gasperini arquitetos Arquitetura (projeto "as built"): Budau-Gallo Associados Construção: Racional Engenharia Consultoria LEED: ENE Consultores Comissionamento: Outsource Elétrica e Hidráulica: Soenge Construção Hidroelétrica Ar Condicionado: Teknika Instaladora: Temon Técnica de Montagens Imagem: Divulgação Racional
  • 195.
    revistagbcbrasil.com.br 195jul/15 anuário GBC2015 ARBORE www.glassecviracon.com.br PABX: +55 11 4597-8100 NAZARÉ PAULISTA, SP JUNTOS CONSTRUINDO SOLUÇÕES VIDROS LAMINADO • DUPLO INSULADO SERIGRAFADO • TEMPERADO • BLINDATTO® Design inovador, especificações para eficiência energética, segurança e sustentabilidade. A GlassecViracon tem expertise, recursos tecnológicos e uma ampla linha de produtos para oferecer soluções em vidros que transformam suas ideias em realidade. TRANSFORMAMOS VIDROS EM SOLUÇÕES SUSTENTÁVEIS Camargo Corporate Towers São Paulo, SP Projeto: Pelli Clark Pelli e Aflalo | Gasperini Arquitetos Produto: 25 mil m2 Insulado Controle Solar Neutro e Laminado Opaco
  • 196.
    196 jul/15 rev/gbc/br anuárioGBC 2015 Construído em uma área de mais de 46 mil metros quadrados, o edifício Sky Corporate, localizado no bairro Vila Olímpia, em São Paulo, possui uma arquitetura inovadora concebida pelo escritório Júlio Neves, e carac- terização da fachada assinada pelo escritório internacional Arquitectoni- ca. Além da sofisticação e bom gosto inseridos nos detalhes, o edifício con- quistou a certificação LEED Gold em 2014, garantia de que a construção foi realizada de acordo com os pro- cessos de sustentabilidade previstos pelo Green Building Council (GBC). Com uma torre única de 120 metros de altura, o Sky Corporate possui 26 pavimentos, com térreo mezanino e andar tipo com 1.344 metros qua- drados, além de contar com 5 pavi- mentos de sobresolos, fazendo que o 1° andar corresponda ao 7°, favo- recendo ainda mais a vista da região. O investimento no edifício foi de 110 milhões e sua área locável ultrapassa os 25 mil metros quadrados. O projeto possui infraestrutura com- pleta possibilitando a utilização de piso elevado, forro modulado com pé direito de 3,00m, utilização de lumi- nárias de alto rendimento, ampliação de rede de ar condicionado, amplia- ção dos sanitários com a utilização de sistema de esgoto a vácuo. Para as instalações de logica e telefonia e energia o projeto prevê shafts próxi- mos as escadas de emergência, já as condensadoras de ar condicionado estão distribuídas nos terraços téc- nicos com acesso através da circula- ção de serviço da unidade autônoma e sobrecarga de 500Kg/m2 . Esta dis- posição permite fácil acesso a manu- tenção e controle dos equipamentos sem qualquer interferência na rotina dos escritórios.O compromisso com as práticas ambientais foi constante desde o projeto do Sky Corporate até a finalização da obra, promovendo sustentabilidade e proporcionando a seus usuários inovação, conforto e qualidade de vida. “A responsabi- lidade ambiental deixou de ser ape- nas um item de marketing e, além de trazer valor agregado ao empreendi- mento, tornou-se uma característica intrínseca de nossos empreendimen- tos, uma responsabilidade do setor de projetos” afirma André Mouaccad, diretor executivo da Five Steel Enge- nharia e Sindico do empreendimento. SKYCORPOR Imagens: Divulgação Steel Engenharia
  • 197.
    revistagbcbrasil.com.br 197jul/15 anuário GBC2015 Espaço Sustentável O Sky Corporate conta com 35 vagas preferenciais, melhor localizadas, para carros 100% álcool ou GNV, além de disponibilizar bicicletário com 42 vagas e vestiários com chu- veiros, localizados no Pavimento Tér- reo. Opção dada como incentivo ao uso um meio de transporte que não agride o meio ambiente. Eficiência no uso de água Como recursos para redução do consumo de água, foram instalados dispositivos economizadores de água como bacias com caixa aco- plada e sistema dual flush (3 e 6 lts), prumadas de reuso que permitem a reutilização de águas pluviais e con- densação redirecionadas para acio- namento das descargas, além da reutilização de água proveniente de condensação evaporadas, água de precipitação das lajes e águas cinzas dos lavatórios. Foram incorporadas ao projeto paisagístico espécies de plantas nativas que demandam me- nor volume de água para irrigação, localizadas na entrada do edifício e interfaces em três pavimentos crian- do novas paisagens, localizadas no térreo, 6º pavimento e 26º pavimento. Energia e Atmosfera O empreendimento é autossuficien- te e possui central de geração de energia com geração total do edifí- cio. O suprimento foi realizado pela Eletropaulo em 34,5 KV.O sistema de fachadas é unitizado com vidros reflexivos com controle solar para o máximo aproveitamento da luz na- tural, garantido assim uma redução considerável no consumo de ener- gia. Além disso, equipamentos de refrigeração foram instalados sem uso do gás CFC. O sistema utilizado, o VRV/F (volume variável de fluido refrigerante), tem um desempenho elevado de utilização e alta eficiência energética contribuindo para o baixo consumo de energia elétrica e alto rendimento térmico. Os elevadores possuem frenagem regenerativa e chamada antecipada, o que garante máxima eficiência do equipamento e redução do consumo de energia. Materiais e Recursos O edifício conta com 25 metros qua- drados de área de armazenamento temporário de resíduos plásticos, pa- pel, vidro e metal, que posteriormente são encaminhados para reciclagem. 75% do total de resíduos e entulhos gerados durante a obra, também fo- ram desviados de aterros ou encami- nhados para reciclagem. A utilização de adesivos, selantes, tintas e revesti- mentos sem nenhum composto orgâ- nico volátil (VOC) contribuem para re- dução de poluentes químicos. Além destas medidas, todas as portas e acabamentos são provenientes de madeira FSC e certificada pelo Con- selho Brasileiro de Manejo Florestal. Qualidade ambiental interna Pensando na melhor qualidade inter- na do ar, além de não ser permitido fumar no interior do edifício, apenas é possível em locais com 8 metros de distância das entradas de ar. ATEObra: Sky Corporate Incorporação: M5, Vivenda Nobre, Cury, AAM Localização: Rua Gomes de Carvalho, 1.996 Vila Olímpia - São Paulo - SP Área do terreno: 5.796,40m² Área construída: 46.680m² Certificação: 03/10/2014 Sistema e Nível da Certificação: LEED CS Gold Arquitetura: Júlio Neves (Concepção); Arquitecto- nica (Caracterização da fachada) Construção: FIVE Steel Engenharia Consultoria LEED: CTE Paisagismo: Luiz Carlos Orsini Decoração Áreas Comuns: Arquitectonica Comercialização: CB Richard Ellis Descrição Geral: Torre única, 26 andares, 38 unidades no total e 683 vagas de garagem Descrição das unidades: 2 conjuntos por pavimento, com pos- sibilidade de andares de até 1.344m² Tamanho das unidades: 560, 574, 660, 672 m² privativos e junções de até 2.652m² (laje inteira) GOLDLEED CS
  • 198.
    198 jul/15 rev/gbc/br anuárioGBC 2015 NEO CORPORATE CORPORATE NEO GOLD LEED CS Construído no Centro Cívico, em Curitiba, o edifício Neo Corporate chama a atenção não somente pela sua arquitetura sofisticada e ino- vadora que permite pleno acesso à paisagem em torno do edifício, mas principalmente sua flexibilidade. O edifício conta com salas comer- ciais, lajes corporativas para atender às necessi- dades de empresas que procuram localização central sofisticada em instalação moderna. Construído a partir de processos sustentáveis, o empreendimento conquistou uma importante certificação, o selo LEED Gold. Registrado em 2010 o edifício obteve sua certificação em 2014. Unindo inovação, tecnologia e soluções susten- táveis, a Baggio Schiavon Arquitetura, a Gafisa e o CTE (Centro de Tecnologias de Edificações), agregado ao alinhamento estratégico do Grupo Noster, desenvolveram um projeto com o intuito de ser uma referência como empreendimento conceito, viver e trabalhar, valorizando o m² na venda e locação e otimizando os custos de op- eração. Espaço Sustentável A localização do empreendimento favorece quem atua no ramo de negócios em Curitiba, pois o prédio está próximo dos principais órgãos públicos da cidade e cercado de boa infraes- trutura de serviços de transporte. Contribuindo cada vez mais para o transporte sustentável, o prédio possui tomadas para recarga de veículos elétricos em parte das vagas disponibilizadas, além de privilegiar locais exclusivos para veícu- los com baixa emissão de gases e consumo de combustíveis. A região do edifício possui cerca de 70 linhas de transporte coletivo que facilita o acesso a várias regiões da cidade. Outro diferencial é a instalação do bicicletário com 20 vagas para abrigo de bicicletas, além da disponibilização de vestiários com armários e chuveiros, incentivando assim os usuários do edifício optarem por este meio de transporte. Eficiência do uso da água Visando a redução do consumo de água, o Neo Corporate conta com um complexo pro- jeto paisagístico, com espelhos d’água que são abastecidos com água da chuva, além da utili- zação de jabuticabeiras e plantas nativas, que não necessitam de alta demanda de irrigação. Porém o edifício se destaca pelo sistema de co- leta de água da chuva que são armazenadas em cisternas, utilizadas para irrigação dos jar- dins, que é controlado por um sistema especial de gotejamento, limpeza das calçadas e tem como principal objetivo a redução do consumo de água e disseminação do uso conceito dos recursos naturais. Outro diferencial importante entre as características do empreendimento que visa a redução do consumo de água são as descargas de duplo acionamento de fluxo, que permite a utilização de volumes diferenciados de água. Energia e Atmosfera A entrada de energia em alta tensão com medição única e tarifação do grupo traz uma redução de 30% do consumo mensal de ener- gia da unidade, uma alternativa econômica e sustentável. O gerador atende a todas as áreas ©GilbertoAbdallaRassi
  • 199.
    revistagbcbrasil.com.br 199jul/15 anuário GBC2015 comuns do edifício e existe ainda a possibilidade de locar uma das três áreas livres para instalar seu gerador individual. O Neo Corporate possui ainda, uma estrutura para sistema de ar-con- dicionado não poluente com unidade tipo VRF dutada de última geração. Os pisos vêm com quatro máquinas nas opções quentes e frias, compressores e controle remoto dando a op- ção para cada ambiente escolher a temperatura mais adequada. O edifício também conta com sistema de acendimento automático de luzes nas áreas comuns e áreas internas com baixa utilização. Importante citar a solução inovadora com elevadores, que possuem o sistema ADC XXI (Antecipação de Destino e Chamada), siste- ma inteligente que reúne em uma única viagem as pessoas que tem como destino o mesmo andar ou aproximados, reduzindo desta forma o consumo de energia em até 30%. Materiais e Recursos O Neo Corporate também privilegia uso de eq- uipamentos que promovem baixo consumo de energia pelo edifício. Parte das lâmpadas de iluminação, por exemplo, são do tipo LED, que apresentam níveis de eficiência energética supe- riores aos demais tipos existentes no mercado. Buscando sempre a qualidade do ar nas áreas internas do edifício, foram utilizados materiais como, tintas, adesivos, selantes e revestimentos com baixo VOC (Volatile Organic Compounds), em português, Compostos Orgânicos Voláteis. Além disso, 79,26% do custo total das materiais utilizados na construção são de fornecedores localizados dentro do raio de 800 quilômetros do empreendimento. Qualidade ambiental interna Com vidros laminados de 433 mais 4mm de Silver Gray 32, que barram a radiação térmica nas fachadas, é possível permitir a entrada de luz sem que haja reflexos nos prédios laterais, a partir de índices de reflexão interna de 16% e de reflexão externa de 11%. A flexibilização do sistema de refrigeração contribui para o conforto térmico por igual em todo o andar. Inovação e Processos O Neo Corporate dispõe de um sistema de gestão de edifícios (BMS), devidamente monito- rado por técnico treinado, que faz a análise inin- terrupta dos sistemas elétricos do prédio. Esse trabalho garante que quaisquer anormalidades relacionadas ao consumo de energia pelas uni- dades do edifício – que conta, com medidores de consumo individualizados- sejam identifica- das e corrigidas em tempo adequado. Obra: Neo Corporate Cliente: Grupo Noster Localização: Rua da Glória, 215 Curitiba - PR Área do terreno: 7.657,15m2 Área construída: 59.493,45m2 Projeto (data): 2006-2009 Conclusão da obra: 2013 Certificação: 3/12/2014 Sistema e Nível da Certificação: LEED CS Gold Arquitetura: Baggio & Schiavon Arquitetura Autores: Arq. Flávio Appel Schiavon e Arq. Manuel Marcos Baggio Pereira Construção: Gafisa Consultoria LEED: CTE Coordenação e Gerenciamento: Carvalho & Silveira Arquitetura Estrutura de Concreto: França & Associados Automação: Si2 Elétrica: Liahona Hidráulica: NV Engenharia Ar Condicionado / Pressurização : Michelena Climatização Interiores: Janaina Leibovitch Paisagismo: Marcelo Faisal ©GilbertoAbdallaRassi
  • 200.
    200 jul/15 rev/gbc/br anuárioGBC 2015 CYK O Edifício CYK (Comendador Yerchanik Kissajikian), conquistou a certificação do LEED em 2011 e teve sua recertificação em 2014. O prédio, situado na Avenida Paulista, 901, é composto por 24 pavi- mentos, entre pavimentos tipos, subsolos e lojas no piso Santos e Paulista. Construído em uma área de 42.692,95 m², a edificação está totalmente loca- da, com uma população fixa, estimada em 2.200 pessoas. Incorporado pelo Grupo Induscred, que atua há mais de 40 anos no mercado, a edificação se consolida como referência de práticas susten- táveis no que tange aos quesitos da certificação internacional LEED, principalmente nas práticas de reaproveitamento e reuso de água e medidas ado- tadas para melhor eficiência energética. Segundo Gustavo Louveiro, Síndico do CYK, a sociedade está cada vez mais preocupada com a questão das práticas sustentáveis, e esta é uma preocupação constante de toda a equipe. “O bene- ficio do aculturamento da população do prédio no que tange a sustentabilidade também é primordial, a partir do momento que há uma preocupação por parte da gestão predial em minimizar os impactos ambientais da Operação do Edifício e a popula- ção residente entende este principio que norteia o LEED, todos se tornam multiplicadores das boas praticam sustentáveis, levando estas para suas ca- sas e círculo de amigos”, complementa. Na visão da CBRE, empresa responsável pelo em- preendimento CYK, a importância de adquirir a cer- tificação LEED para o empreendimento represen- ta a liderança do edifício verde, transformando a maneira como pensamos sobre como os edifícios e as comunidades são concebidos, construídos, mantidos e operados. Edifícios certificados LEED economizam dinheiro e recursos e tem um impacto positivo sobre a saúde dos ocupantes e sociedade. Espaço Sustentável O edifício foi construído na Avenida Paulista, uma região privilegiada quanto ao transporte público, onde grande parte da população de São Paulo tra- balha. Isso gerou a pontuação máxima no crédito transporte alternativo. Como forma de incentivo à utilização de transporte alternativo foi instalado bi- cicletário e vaga para carro elétrico, com intuito de incentivar práticas sustentáveis e ecologicamente corretas. Eficiência no uso de água O CYK já possuía metais temporizados e areja- dores com vazão de 1,8L/min. O sistema de cai- xas acopladas foi trocado pelo sistema de duplo acionamento com a opção de 3 e 6 litros. Estas modificações adicionadas às campanhas contra o desperdício fizeram com que o consumo de água reduzisse em 40% a 50%, atingindo assim um de- sempenho exemplar na eficiência nas instalações hidrossanitárias. Atualmente são utilizados mictó- rios a seco na área comum do prédio e alguns dos locatários já aderiram à ideia. O projeto de sistema de reuso da água da chuva, que irá atender 100% no sistema de irrigação automática do jardim e o setor de limpeza nos pisos externos, está em fase de finalização. O recalque da água para a caixa su- perior para criar a pressão por gravidade será efe- tuado por bombas solares, neutralizando a emis- são de CO2 para este tipo de mecanismo. Energia e Atmosfera Com a instalação do sistema de chamadas inte- ligentes dos elevadores, um dos sistemas mais avançados (Miconic), que possui software que gera gráficos de eficiência das viagens dos elevadores, o edifício garantiu uma economia de 15% a 30% de energia destinada para este tipo de transporte. Todo o sistema de iluminação da área comum é automatizado via BMS, e possui programação ho- rária. Já foram instaladas lâmpadas de Led em cer- ca de 80% da área comum garantindo assim uma maior economia. Também foram utilizados contro- ladores de demanda para o acompanhamento do consumo de energia em tempo integral nas áreas comuns e no sistema de ar-condicionado. O set- point do chiller também pode ser modificado de acordo com a temperatura externa, o que garan- te uma economia de 15% a 20% de energia. Para a instalação do sistema de recalque da água de reuso, serão utilizadas placas fotovoltaicas no for- necimento de energia da bomba. É utilizado fluído de refrigerante da família dos HFC’s no ar-condi- cionado, pois em caso de fugas, não prejudica a camada de ozônio. COMENDADORYERCHANIKKISSAJIKIAN Obra: Edifício CYK Localização: Av. Paulista, 901 São Paulo - SP Área construída: 42.700 m2 Conclusão da obra: 2003 Certificação: 10/12/2014 Sistema e Nível da Certificação: LEED EB+OM Gold Arquitetura: Kogan, Villar & Associados Construção: Hochtieff, Marco Aurélio Monteiro Consultoria LEED: SustentaX Estrutura de Concreto: SVS EDIFÍCIO CYK GOLD LEED EB+OM
  • 201.
    revistagbcbrasil.com.br 201jul/15 anuário GBC2015 Materiais e Recursos Visando minimizar os impactos ambientais, o con- domínio possui um processo de reciclagem prati- cado no dia-a-dia que recicla entre 80% a 90% dos resíduos provenientes do uso de suprimentos, feito individualmente por cada locatário e pela equipe res- ponsável pela área comum. Depois de separado e pesado, a empresa especializada em reciclagem faz a coleta e posteriormente emite o certificado com a quantidade de resíduos reciclados. Em relação aos resíduos gerados durante as reformas e ampliação do condomínio, foi disponibilizado aos locatários containers de pré-seleção e, após atingirem uma quantidade determinada, os resíduos foram encami- nhados para uma caçamba, retirado e vendido pela empresa especializada. Foi disponibilizado também containers de pré-seleção para lixos eletrônicos. A empresa utilizou produtos com selo FSC, conside- rados de baixo impacto ambiental, cartuchos de im- pressão que possam ser reutilizados, tapetes com cerca de 88% da composição de materiais reciclá- veis, produtos com baixos níveis ou livres de COV, além de produtos de limpeza com selo Green Seal, dando preferência sempre por produtores e fornece- dores localizados em um raio de 800 Km da região. Qualidade ambiental interna A temperatura interna do edifício é controlada por VAV (Volume de Ar Variável) via BMS, no qual indica a temperatura ambiente e a vazão de determinado setor em tela gráfica, além de indicar informações das temperaturas de retorno e ar externo. Esta cor- reção é feita automaticamente pelo setpoint pré- -estabelecido utilizando lógica PID. Inovação e Processos Todos são envolvidos e preocupados no que tange a sustentabilidade. Foi implantado o Bituca Verde, que recicla 100% das bitucas de cigarros coleta- das no condomínio. A partir do momento em que há uma preocupação por parte da gestão predial em minimizar os impactos ambientais da opera- ção do edifício e a população residente entende este principio que norteia o LEED, todos se tornam multiplicadores das boas praticas sustentáveis, le- vando estas para suas casas e círculo de amigos. No final, não se trata muito de estratégia e sim de aculturamento sustentável. Critérios de Prioridade regional Os Critérios de Prioridade Regional são: Medição do desempenho da água, Medidas e montagens eficien- tes das tubulações água encanada, Eficiência ener- gética de alto desempenho, Performance do Sistema de Automação Predial. Imagem:DivulgaçãoCBRE
  • 202.
    202 jul/15 rev/gbc/br anuárioGBC 2015 Tombado como patrimônio histórico da cidade, o Estádio do Mineirão, lo- calizado em Belo Horizonte, possui localização privilegiada com grandes áreas verdes em seu entorno, próximo a Lagoa da Pampulha. A construção da esplanada, uma imensa praça de 80 mil m² e uma nova área de lazer, integra- da visualmente à lagoa da Pampulha, garantiu conforto e tranquilidade para entrar e sair do Mineirão. Além disso, a área possui comércio, praças de con- vivência, recebe eventos e até outras modalidades esportivas. Sua reforma seguindo os conceitos e critérios sustentáveis garantiu ao pro- jeto a certificação máxima do LEED, o selo Platinum, fruto do esforço conjun- to e da preocupação prioritária com a sustentabilidade, além da interação en- tre as equipes envolvidas no projeto de obra, investimentos e busca constante por melhores soluções com o intuito de atingir resultados que vão muito além do exigido para obter a certificação. Grande parte da edificação existente foi aproveitada nas obras de reforma e mo- dernização. Todas as fachadas, arqui- bancadas, a cobertura e lajes internas fo- ram mantidas o que representa 86% do total de áreas que existiam originalmen- te. Entre os principais benefícios ambien- tais adquiridos com a reforma do estádio são redução de consumo energético associado à demolição e transporte de resíduos, além da redução no uso de no- vos materiais de construção civil. A empresa Minas Arena, responsável pela obra, foi criada através da parti- cipação societária entre as empresas Egesa, Hap e Construcap, com intuito exclusivo de gerenciamento do Estádio do Mineirão, uma união que permitiu trazer para o projeto soluções e tecno- logias eficientes visando a economia de recursos naturais, uma tendência natu- ral que deve ser considerada nos novos projetos da companhia, além de seguir como referência para as empresas que fazem parte do Consórcio em termos de sustentabilidade. “Para a empresa é uma honra ter conquistado o Selo LEED e mais do que isso é uma forma de ins- pirar e motivar outras empresas e pes- soas para atitudes mais sustentáveis”, declara Otávio Oliveira Goes, gerente técnico da Minas Arena. MINEIRÃO ESTÁDIO DO PLATINUM LEED NC ESTÁDIO DO MINEIRÃO Imagem©Rodrigo Lima
  • 203.
    revistagbcbrasil.com.br 203jul/15 anuário GBC2015 Espaço Sustentável O Estádio possui localização estratégi- ca, próximo ao Centro tradicional (con- solidado na zona Sul) e no caminho do novo Centro Administrativo (catalisador do recente desenvolvimento do vetor norte), com boa infraestrutura, próximo de serviços básicos como restaurantes, farmácias e bancos. Além disso, está lo- calizado próximo a pontos de ônibus que permitem que os usuários se desloquem com facilidade usando o transporte pú- blico. Para incentivar o uso de transporte alternativo, foi instalado um bicicletário com 382 vagas e também vestiários para uso do público e dos funcionários. O Mineirão conta também com 135 va- gas preferenciais para veículos de baixa emissão e baixo consumo. Eficiência no uso da água Foram instalados dispositivos economi- zadores de água bem como um sistema de captação e aproveitamento de água da chuva. O volume coletado é armaze- nado em reservatórios com capacidade para 5.125m³. A coleta é feita através da cobertura do estádio, onde a tubulação de chegada passa por sistemas de gra- deamento, utilizado para retenção de de- tritos, além de a água passar por um filtro no reservatório que sofre coloração. Esta reserva é utilizada nas bacias, mictórios, irrigação do campo e recebe monitora- mento constante. O sistema de irrigação para paisagismo é automatizado e embutido no gramado, que é acionado por válvulas solenoides de comando elétrico. Este sistema pos- sui maior controle de automação que permite regar de acordo com o sombre- amento da área gramada conforme as estações do ano. Além disso, também foram instalados no sistema sensores de chuva e de umidade. Tais medidas garantem uma economia de 76% do consumo de água potável em relação ao baseline do certificado LEED. Energia e Atmosfera Algumas das principais estratégias de eficiência energética adotadas para o Mineirão são os sistemas eficientes de ar condicionado (Central de água gelada e VRF), além das baixas densi- dades de potência e iluminação, que permitiram uma economia no custo de energia de 45,83% em relação ao ba- seline. O gás refrigerante utilizado nos equipamentos de condicionamento de ar do Mineirão foi cuidadosamente se- lecionado para minimizar o impacto na camada de ozônio e no aquecimento global. O estádio também possui uma Usina Solar Fotovoltaica, com potência de 1,42 MWp, com cerca de 6.000 mó- dulos fotovoltaicos de silício cristalino instalados na cobertura. O projeto de instalação elétrica previu sis- tema de medidores de energia capaz de monitorar o consumo de energia de acor- do com o uso final dos sistemas prediais. Esses medidores estão ligados numa central de automação para que a equipe de operação possa monitorar o consumo de energia em tempo real e tomar ações corretivas no sistema, garantindo assim que este esteja sempre dentro dos limites previstos para o empreendimento. Uma empresa de comissionamento esteve envolvida desde a fase de pro- jeto com o objetivo de garantir a fiel execução dos sistemas prediais que consomem energia em relação ao que foi projetado. Além da análise crítica dos projetos executivos de instalações, foram realizados em obra testes e star- tups dos equipamentos, com o objetivo de assegurar seu correto funcionamen- to e configurações. Estes mesmos pro- fissionais participaram da contratação das instaladoras, da elaboração dos manuais dos sistemas e do treinamento da equipe de manutenção predial. To- das essas atividades contribuem para a eficiência energética da edificação e pra a redução dos problemas durante a operação do edifício. Materiais e Recursos Os materiais utilizados para execução da obra são provenientes de fornece- dores e produtores localizados em um raio de 800 km do empreendimento. Dos materiais utilizados para execução da obra, 12,96% possuíam conteúdo reciclado e 49% foram extraídos de fon- tes regionais. Alguns destes materiais foram estruturais, como concreto, aço, estrutura metálica e materiais de acaba- mento como os assentos. Além disso, a equipe de obra fez o controle de todos os adesivos e selantes, tintas e acaba- mentos utilizados na obra para que os limites de compostos orgânicos voláteis fossem atendidos. Foi possível atingir, ao final da obra, um índice de mais de 78% de aprovei- tamento resíduos da demolição e cons- trução, que foram reinseridos na cadeia produtiva, poupando assim novas ex- trações da natureza. Este resultado par- tiu do processo de coleta seletiva nas frentes de serviços até a identificação de empresas especializadas e locais que atuam com aproveitamento destes resíduos. Qualidade ambiental interna O projeto de climatização se preocupou em garantir taxas adequadas de ventila- ção para todos os ambientes ocupados. Além disso, para garantir um ambiente salubre, não é permitido o fumo em ne- nhum ambiente interno. Inovação e Processos Algumas soluções interessantes ade- ridas durante obra foi o tratamento e o destino dos resíduos gerados, como por exemplo, o entulho de concreto que, foram britados no próprio canteiro de obras e doados para obras de pavi- mentação de ruas e loteamentos da re- gião. As antigas cadeiras da arquiban- cada e o gramado retirado do campo, também foram doados para estádios de cidade do interior do Estado. Créditos de Prioridade Regional A empresa conquistou os seguintes créditos de prioridade regional: Tecno- logias inovadoras para efluentes; Redu- ção no consumo de água; Otimização da eficiência energética; Comissiona- mento avançado. Obra: Estádio Governador Magalhães Pinto Cliente: DEOP-MG Localização: Av. Antônio Abrahão Caram, 1001 Belo Horizonte - MG Área construída: 42.500 m² (estádio) Projeto (data): 2008-2010 Conclusão da obra: 2012 Certificação: 27/06/2014 Sistema e Nível da Certificação: LEED NC Platinum Arquitetura: Von Gerkan, Marg und Partners (GMP); GMP Brasil; GMP Berlin; Gusta- vo Penna Arquiteto & Associados Construção: Consórcio Minas Arena S.A. (Constru- cap, Egesa e Hap) Consultoria LEED: CTE Comissionamento: Outsource Estrutura de Concreto e Metálica: Engserj Estrutura de Concreto Pré Moldado: Precon / Premo Automação e Sonorização: MHA Elétrica, Acústica e Alarme: MHA Hidráulica, Prev. e Comb. a Incêndio: STE Engenharia Ar Condicionado: Conset Engenharia de Projetos Luminotécnica: Arquitetura e Luz Paisagismo e Supressão Vegetal: HS Jardinagem / BCMF Arquitetos Sistema Viário: Tectran / Modelle Terraplenagem: Tempro Topografia: Gerais Topografia
  • 204.
    204 jul/15 rev/gbc/br anuárioGBC 2015 ECB BAYER ECOCOMMERCIAL BUILDING Edifício construído pela Bayer em São Paulo, EcoCommercial Building recebeu em 2014 o nível máximo da certificação sustentável para novas construções, o selo Platinum na ca- tegoria New Construction concedido da organização Green Building Coun- cil Brasil. O empreendimento é um espaço de encontro e reunião para os 1800 colaboradores da empresa Bayer e foi desenvolvido utilizando- -se tecnologia de ponta relacionada à sustentabilidade, além de preocu- pação com conforto dos ocupantes. Este é o sexto edifício deste tipo construído pela Bayer no mundo que, além de suas matérias-primas, con- tou com soluções em sustentabilida- de de mais 13 empresas parceiras que atuam no país. A grande diferença é que um edifício tradicional do mesmo tamanho irá eventualmente iniciar um processo de degradação e demandar manu- tenção, enquanto o ECB irá gerar economia de recursos, uma vez que será construído com materiais de lon- ga durabilidade e irá consumir menos água e energia durante seu ciclo de vida. Em comparação com um edifí- cio tradicional do mesmo tamanho, o ECB consome 50% menos energia além de fornecer 70% de água de reuso. É estimado que entre 7 e 10 anos o investimento será recuperado. O partido do projeto também se ba- seou na permeabilidade das áreas. O grande deck de madeira possibilita a absorção da água de chuva pelo solo. O edifício também conta com um sistema de automação inovador monitora e controla, em tempo real, todo o consumo de água e energia do edifício, bem como flutuações na iluminação interna, comparada com o ambiente externo. Além disso, toda a geração de energia solar, consumo de água e energia por tipo de uso, volume de águas de chuvas captado e emissões de CO2 evitadas são me- didos e controlados em tempo real, segundo a segundo, para evitar des- perdícios. “Ainda na questão energé- tica, em simulação, verificou-se que o ECB poderá ser o primeiro prédio do Brasil a gerar energia solar para cobrir 100% de sua necessidade anu- al. Os resultados serão verificados na prática com um ano de medição, o que vai acontecer em março de 2015”, afirma Fernando Resende, ge- rente do Programa EcoCommercial Building no Brasil. Com projeto de arquitetura assinado pelo renomado escritório de arquite- tura Loeb Capote, o ECB Brasil se- guiu o que há de mais moderno em termos de construções sustentáveis, sem deixar de lado a estética e o con- forto de seus ocupantes. “Estamos muito orgulhosos com este reconhecimento. Soluções como o ECB são muito importantes, pois considerando as megatendên- cias previstas para as próximas dé- cadas - como a escassez de ener- gia - edifícios como este podem se tornar soluções de médio a longo prazo, já que são capazes de gerar toda sua energia e reduzir em até 80% o consumo“, reforça Fernando Resende, gerente do Programa Eco- Commercial Building no Brasil. Eficiência no uso de água Como medida adotada para redução e consumo racional da água, o em- preendimento conta com um espelho d´água que armazena a água da chuva, além de ser um elemento es- tratégico para manter a temperatura e umidade do ambiente agradável e, consequentemente reduzindo a utili- zação do ar condicionado. Além dis- so, foram utilizados equipamentos de baixo consumo bem como espécies vegetais que necessitam de baixa de- manda de irrigação. Com todas estas práticas o empreendimento garante uma economia de 94,8% no consu- mo de água potável. Energia e Atmosfera Houve uma ampla utilização de ele- mentos que contribuem para alta eficiência energética, usando o cli- ma brasileiro: O isolamento térmico em tetos e paredes com poliuretano, placas translúcidas de policarbonato nas fachadas que bloqueiam o calor e permitem a entrada de luz natural, demando uma diminuição no con- sumo de luz artificial. Além disso, o edifício possui brises, persianas e películas para proteção solar, diver- sas aberturas para circulação de ar, entre outros elementos, o que reduz significativamente o consumo de energia elétrica. Materiais e Recursos Foram utilizados produtos de alta efi- ciência como, lâmpadas com ilumi- nação LED, painéis de policarbonato translúcidos, revestimento, adesivos e selantes com baixa emissão de VOCs (Componentes Orgânicos Vo- láteis). Além disso, 97% de todos s resíduos gerados pela obra foram desviados de aterros sanitários e destinados à reciclagem ou reapro- veitamento. Qualidade ambiental interna A aplicação dos materiais translú- cidos e com boa absorção no ECB contribuem para o conforto térmico, além de reduzir o consumo de ener- gia. 100% dos espaços têm acesso à luz e ventilação naturais, e apenas 5% dos espaços têm necessitam de ar condicionado. Imagens©LeonardoFinotti
  • 205.
    revistagbcbrasil.com.br 205jul/15 anuário GBC2015 BAYER PLATINUM LEED NC Obra: ECB – Eco Commercial Building Cliente: Bayer Localização: São Paulo - SP Área construída: 400 m² Certificação: 27/11/2014 Sistema e Nível da Certificação: LEED NC Platinum Arquitetura: Loeb Capote Construção e Terraplanagem: JZ Engenharia Consultoria LEED: Cushman & Wakefield Comissionamento: Command Commissioning Fundação: Appogeo Estrutura de Concreto e Metálica: Grupo Dois Engenharia Elétrica e Hidráulica: Jpinha Engenharia Automação: Schneider Eletric Paisagismo: André Paoliello Gerenciamento: Equipe Engenharia Bayer Iluminação: Studio IX revistagbcbrasil.com.br 205jul/15 anuário GBC 2015
  • 206.
    206 jul/15 rev/gbc/br anuárioGBC 2015 Villa Maresias recebeu o primeiro Selo Nacional de Sustentabilidade para uma residência. Um projeto de uma residência unifamiliar localizada na praia de Maresias, município de São Sebastião, SP, pos- sui 1880m2 de área construída em um terreno de 3060 m2 . A residência obteve 55 pontos dentro de um intervalo de 50 a 59 pontos, alcançando o ní- vel PRATA da certificação Referencial GBC Brasil Casa, do GBC Brasil. Para que esta pontuação fos- se alcançada foram implantadas diversas medidas que incorporadas ao projeto trouxeram sustentabi- lidade a residência durante a execução das obras e atual operação da residência. É importante ressaltar que a sustentabilidade vai além de utilizar os recursos naturais de maneira responsável durante a construção, também inclui a forma de como a residência se manterá ao longo dos anos, educação de moradores, empregados residenciais, empregados das obras e, principal- mente, o que a residência sustentável significa para os seus moradores. Uma das medidas aplicadas, que contribuiu imen- samente para a pontuação conseguida, foi a utili- zação da tecnologia da Argamassa Armada com Miolo de EPS (Poliestireno Expandido), conhecida mundialmente como SCIP (Structural Concrete In- sulated Panel). O material é considerado um dos mais ecológicos no mercado e seu uso na cons- trução civil é um dos menos comprometedores ao meio ambiente, sendo reconhecido internacional- mente como uma alternativa sustentável de suces- so para construção, sendo indicado nos manuais do LEED FOR HOMES e LEED COMERCIAL V4. O projeto também conta com uma arquitetura ta- lentosa que privilegiou a ventilação e iluminação natural da residência, tendo autoria do Arquiteto Luiz Paulo Machado de Almeida em primeira fase, depois recebendo um aumento e interiores da Ar- quitetos Fernanda Azevedo . “A execução do Projeto Vila Maresias em busca do 1º Referencial GBC Brasil Casa® , Selo Nacional do GBCBrasil, foi um grande desafio, tivemos que enfrentar condições de terreno péssimas, uma localização municipal com ausência de recursos e infraestrutura mínimos, distância máxima técnica entre os pontos de fornecimento para o concreto, várias alterações nos acabamentos por exi- gência do proprietário, comuns no ramo re- sidencial , sem esquecermos das forças da natureza com quedas de barreiras nas serras isolando a obra em vários momentos depois de grandes tempestades. Com o uso de tec- nologia adequada, fornecedores engajados, união das equipes de obra, é possível cons- truir no nicho residencial com qualidade de entrega de produto final, além do fato de ter- mos promovido e desenvolvido o conceito de Sustentabilidade, reuso e reaproveitamento de águas e uso racional de energia para toda a região do litoral Norte de SP onde estes re- curso são bem escassos e os fornecedores locais limitados em sua carteira de produtos”. Eng. Maria de Lourdes Cristina Delmonte Printes, Sócia fundadora da LCP Engenha- ria & Construções Ltda e da LPEngenharia e Consultoria. Espaço sustentável Na compra do terreno foi priorizada a existência de recursos comunitários básicos próximos à região, transporte público próximo visando incentivar o uso dos mesmos. É fornecido um manual do proprietá- rio, com orientações de produtos de manutenção, seja na limpeza do dia a dia ou na conservação de sua propriedade, de acordo com indicações de fabricantes e organizações internacionais, que pre- zam o meio ambiente e a saúde do morador e da raça humana como a OMS. Eficiência no uso da água Para o Projeto Vila Maresias, com dimensões gran- des, foi instalado sistema de armazenamento e reaproveitamento de águas pluviais recolhidas do telhado, filtrada e encaminha para uma cisterna. Após o tratamento, são reutilizadas nas bacias sanitárias e no sistema de irrigação que é eficien- te com gotejamento para um paisagismo que escolheu plantas nativas com baixo consumo de água e adaptadas à região e ao clima. Também foram utilizados medidores de vazão setorizados; metais eficientes para chuveiros e torneiras (com vazão específica) e sanitários com duplo fluxo de descargas (dualflux). Foi utilizado termofusão em tubulações PP em toda a distribuição hidráulica, minimizando ocorrências futuras de vazamentos e imprimindo qualidade de água no uso final, livre e protegida dos Poluentes Orgânicos Persistentes. O Vila Maresias garantiu uma economia de 62% no consumo de água potável. VILLA MARESIAS
  • 207.
    revistagbcbrasil.com.br 207jul/15 anuário GBC2015 Obra: Villa Maresias Local: São Sebastião – SP Conclusão: 2014 Área do terreno: 3.060 m² Área construída: 1.880m² Certificação: 05/08/2014 Sistema e Nível da Certificação: Referencial Casa – nível Silver Arquitetura: Luis Paulo Machado de Almeida Arquitetura Construção: LCP Engenharia e Construções Consultoria LEED: LP Engenharia e Projetos Simulação Energética: Acade Engenharia Estrutural e Estrutura de Concreto: Engetreli Engenharia de Projetos Gerenciamento/Coordenação: LCP Engenharia e Construções / Luis Paulo Machado de Almeida Arquitetura Energia e Atmosfera Foram instaladas lâmpadas LED, sistemas de pla- cas fotovoltaicas (20 placas com capacidade de gerar até 240W/placa) para produção de energia, placas solares para aquecimento de água, painéis estruturados de EPS (SCIP) na construção da resi- dência assegurando o isolamento térmico e acús- tico, e imprimindo um alto rendimento do sistema de ar condicionado. Além disso, o projeto contou com a utilização de eletrodomésticos mais eficien- tes com tecnologia “Inverter” e selo de consumo de energia, letra A. Os vidros contam com isola- mento térmico e aplicação de película da 3M nos pergolados, grandes aberturas para iluminação e ventilação natural. Com a implantação destes mé- todos foi possível garantir uma economia de 37% no consumo de energia elétrica. Materiais e Recursos Um grande diferencial é o uso da tecnologia da Ar- gamassa Armada com Miolo de EPS (SCIP) que não gera o desperdício de água, energia, ou emis- são de CO2 na sua fabricação, também reduzindo em 90% a geração de resíduos durante as obras. Toda a madeira legalizada e possui certificação. Usou-se somente o cimento CP III que apresenta maior impermeabilidade e durabilidade, além de baixo calor de hidratação tem alta resistência à ex- pansão e permitem uma construção rápida, eficien- te e com economia da ordem de até 15% no preço final da construção. Em Maresias foram desviados de aterro 92% em volume de descarte de resíduo, produzindo uma considerável economia na exe- cução do projeto. Para o resíduo inevitável, foram contratadas empresas especializadas na coleta. No final da obra, 88% do total do resíduo gerado foi reciclado. Lembrando que o isopor é 100% re- ciclável. Qualidade ambiental interna A utilização dos Painéis de Argamassa Armada com Miolo de EPS (SCIP) como paredes e lajes, que possuem características estruturais, apresen- tam significativa capacidade de isolamento tér- mico e acústico, com índice de redução acústica de 37dB. Além disto, o EPS é inerte à maioria dos materiais utilizados para construção civil. Não ab- sorve água, portanto não acumula umidade, não propaga chamas e possui propriedades antifungi- cidas. Outras medidas adotadas foram: janelas em todos os banheiros, instalação de coifa na cozinha, projeto arquitetônico com ventilação cruzada, utili- zação do sistema de ar condicionado com desu- midificadores. E a utilização de películas em todas as janelas e portas que oferecem proteção contra incidência solar. Inovação e Processo A empresa sempre inova em nossas construções através do uso de tecnologias disponíveis no mer- cado que garantem melhores resultados com rela- ção à sustentabilidade da construção e o bem-estar dos ocupantes do empreendimento. A tecnologia do SCIP não pode ser considerada como inovação tecnológica, pois já é muito empregada no exterior. Atualmente são empregadas medidas adicionais como a utilização de tubulação de polipropileno (PP) e a termofusão na distribuição da malha hi- dráulica garantindo qualidade de distribuição da água (livre de POP(s) vinil e cloro) e minimizando por completo a possibilidade de vazamentos nas junções e uniões. REFERENCIAL GBC BRASIL CASA® Imagens:DivulgaçãoLCP
  • 208.
    208 jul/15 rev/gbc/br anuárioGBC 2015 O Posto Jardim Carioca, localizado na Ilha do Go- vernador, Rio de Janeiro, faz parte da segunda geração de Postos Ecoeficientes da Ipiranga e conquistou a certificação LEED Retail Gold, com 64 pontos além de receber o Selo Procel Edifica- ções. Foi o primeiro posto de serviços com essas certificações no Brasil. O Posto Ecoeficiente Ipiran- ga é um novo modelo de projeto que adotou uma nova postura de preservação ambiental, de forma economicamente viável a partir do uso de soluções e técnicas construtivas que consomem menos re- cursos naturais e geram menos resíduos, desde a construção até a operação. O Selo LEED tem muita importância para a Ipiranga, agrega valor ao Posto Ecoeficiente por ser um gran- de reconhecimento ao projeto. Além disso, mostra aos seus clientes e revendedores, a importância em se investir em sustentabilidade das edificações. No mercado de distribuição de combustíveis, reduzir e controlar custos operacionais de energia e água é muito importante para a saúde do negócio. Além da preservação dos recursos naturais, o Pos- to Ecoeficiente tem como premissa a viabilidade econômica e a capacidade de multiplicação por todo o país. Ele atua nas gestões de energia, água, materiais e resíduos, com iniciativas como coleta da água da chuva, tratamento e reuso da água usa- da na lavagem dos veículos, sistema de iluminação eficiente, luz natural integrada à artificial, sistemas de exaustão e sombreamento, utilização de siste- mas construtivos que utilizam menos material, ge- ram menos resíduos na obra e são mais rápidos comparados aos métodos convencionais. “Esse posto é o primeiro de uma nova geração de Postos Ecoeficientes e, para a Ipiranga, as certifica- ções representam o reconhecimento da eficiência do projeto como um todo”, afirma Jeronimo San- tos, Diretor de Varejo da Ipiranga. Espaço Sustentável O posto já se trata de um “estabelecimento de servi- ço básico”, mas mesmo assim, como parte da sua estratégia de diferenciação, a Ipiranga reúne diver- sos serviços em seus postos, oferecendo ao consu- midor uma solução completa, num único local. Eficiência no uso de água O posto possui um controle de consumo de água através do uso de dispositivos que impedem o mau uso, tais como: descargas sanitárias de baixo con- sumo, além de torneiras e chuveiros com fecha- mento automático. A captação da água da chuva é feita através da cobertura da pista de abasteci- mento, que é destinada para lavagem dos veículos. Também possui a captação da água através do te- lhado da edificação que é utilizada nas descargas sanitárias. Além disso, o piso instalado no pátio é impermeável e o projeto de paisagismo é adequa- do ao regime local de chuvas evitando assim o uso de água para rega. Energia e Atmosfera Como estratégias para redução no consumo de energia, o empreendimento possui sistema de iluminação artificial com tecnologia LED, uso de dispositivo (domus) para captação de luz natural para a loja de conveniência e escritório, sensor de presença para iluminação de ambientes com maior circulação (banheiros, vestiários e copa), sistema de exaustão que retiram o calor de refrigeradores e freezers das lojas, visando aliviar a carga de calor ar-condicionado, através de exaustor solar. Há também a captação de energia solar através de painéis fotovoltaico e mini-gerador eólico, que jogam a energia elétrica na rede concessionária, além de ser utilizada para aquecer a água neces- sária para suportar a operação da loja e dos ves- tiários dos colaboradores, e com diferencial de ilu- minação da imagem Ipiranga (testeira back light) através de fotocélulas, minimizando assim o uso de energia elétrica para esta finalidade. POSTO JARDIM CARIOCA IPIRANGA POSTO ECOEFICIENTE
  • 209.
    revistagbcbrasil.com.br 209jul/15 anuário GBC2015 Materiais e Recursos O empreendimento conta com utilização de siste- mas racionais que oferecem mais rapidez, e que sejam mais limpos e seguros através da construção seca em edifícios – estrutura metálica. A cobertura da pista é feita com uma estrutura pré-fabricada, uma camada única que é aparafusada, não neces- sitando de soldas. O uso de tinta à base de água, que utiliza água como solvente reduz os impactos ambientais em relação àquelas que usam solventes voláteis. A condução da obra segue os preceitos da Ecoeficiência: controle de consumo de recursos, administração e destinação de resíduos, saúde e segurança, reunidos em um Caderno de Diretri- zes de Obra, que evita geração de resíduos pela construção convencional e demolição. Além disso, há um sistema de coleta seletiva de papeis, vidros, plásticos e metais, do restante do lixo orgânico além dos resíduos contaminados com combustível, pro- movendo o descarte adequado para cada tipo de resíduo. Todo o resíduo gerado na obra do Jardim Carioca foi encaminhado para reciclagem. Qualidade ambiental interna Para garantir um melhor conforto nas áreas inter- nas, a edificação conta com brise-soleil nas áreas envidraçadas da loja e vidro verde na vitrine, que filtra a radiação solar e reduz a incidência de raios solares no interior do ambiente e, com isso, o uso de ar-condicionado, oferecendo também um con- forto visual. A solução de telhado branco para re- flexão solar contribui para aliviar a carga térmica da edificação, além de constar com isolamento térmi- co no forro, garantindo melhor desempenho do ar condicionado. Inovação e Processos: •Usoderevestimentosmodulares,comaplicaçãoseca. •Construções Single Deck. •Kit de Proteção Ambiental: um kit contendo ma- teriais absorventes para serem utilizados em caso de pequenos vazamentos de combustível na pista. Obra: Posto Ecoeficiente Jardim Carioca Cliente: Posto Ipiranga Localização: Rua Maiatuca, 125 - Rio de Janeiro-RJ Área construída: 483,20 m² Certificação: 03/03/2015 Sistema e Nível da Certificação: LEED Retail Gold Arquitetura: Ipiranga Produtos de Petróleo Construção: FJS Construções Consultoria LEED: Casa do Futuro Comissionamento: Novva Solutions Simulação Energética: Casa do Futuro Paisagismo: Floraviva Gerenciamento de sustentabilidade em canteiro de obra: Coletivo Consciente Sustentabilidade GOLDLEED RETAIL
  • 210.
    210 jul/15 rev/gbc/br anuárioGBC 2015 Starbucks A conquista da certificação LEED reforça ainda mais o com- promisso da Starbucks com a sustentabilidade. Contando com uma equipe de consultoria LEED interna, responsável por acompanhar todas as etapas do processo da certificação, a Starbucks, desde 2010, tem a orientação mundial de construir todas as suas lojas próprias com a certificação LEED. Em 2014 três lojas da rede foram certificadas devido à execução de obra que visam à redução do impacto ambiental. As lojas certi- ficadas são: Starbucks Via Parque Shopping, Starbucks Shop- ping Metro Boulevard Tatuapé e Starbucks Sao Bernardo Plaza Shopping. Todas as construções garantiram selo Certified na categoria Retail. Entre os esforços contínuos para tornar as lojas sustentáveis incluem uma combinação de elementos de design e eficientes como, utilização de iluminação econômica e ar condicionado com gás ecologicamente correto, utilização de materiais menos tóxicos, torneiras e válvulas de baixo fluxo, processo de reciclagem, utilização de materiais provenientes de fornecedores regionais, além de promover a conscientiza- ção através de mensagens de educação ambiental disponibili- zadas nas lojas certificadas. Obra: Loja Starbucks Via Parque Shopping Local: Rio de Janeiro – RJ Área construída: 189,00m2 Certificação: 09/01/2014 Sistema e Nível: LEED Retail Certified Consultoria LEED: Cássia Pegoraro Obra: Loja Starbucks Shopping Metro Boulevard Tatuapé Local: São Paulo -SP Área construída: 74,00m2 Certificação: 18/06/2014 Sistema e Nível: LEED Retail Certified Consultoria LEED: Cássia Pegoraro Obra: Loja São Bernardo Plaza Shopping Local: São Bernardo do Campo - SP Área construída: 100,79m2 Certificação: 10/07/2014 Sistema e Nível: LEED Retail Certified Consultoria LEED: Cássia PegoraroCERTIFIED LEED CS Arquitetura e Engenharia Obra: Sede da Informov Cliente: Informov Arquitetura Local: São Paulo - SP Área construída: 921m² Certificação: 10/01/2014 Sistema e Nível: LEED CI Gold Arquitetura e Construção: Informov Consultoria LEED e Comissionamento: Novva SolutionsInformov GOLD LEED CI Projetado sob os conceitos, critérios e práticas sustentável, o escritório Informov Engenharia + Ar- quitetura garantiu em 2014 a certificação LEED, no nível Gold. O escritório localizado em São Paulo con- quistou visibilidade, credibilidade e visão global da empresa como um todo sobre os impactos ao meio ambiente. Para se adequar às exigências do selo, a Informov desembolsou R$ 500.000, e já conta com uma economia de mais de R$ 250.000 (água e luz), o equivalente a 50% do investimento inicial. Mais do que economia, a implantação da certificação garan- tiu mudanças positivas no comportamento e entendi- mento dos colaboradores (ser humano) para com os outros e ao meio ambiente. Obra: Edifício Jackson Tower Cliente: Jackson Empreendimentos Local: Tamboré - SP Área do terreno: 3018 m² Área construída: 8361 m² Certificação: 15/01/2014 Sistema e Nível: LEED CS Silver Arquitetura: Bottin e Rubin Arquitetura Construtora: Ensul Engenharia Consultoria LEED, Comissionamento e Simulação Energética: Novva Solutions Jackson Tower O edifício Jackson Tower localizado em Tamboré (Alphaville), SP, conquistou a cer- tificação LEED CS no nível Silver. Isso impactou em mudanças positivas no compor- tamento dos colaboradores e no meio ambiente. O empreendimento adotou várias medidas para garantir a certificação, tais como: Seleção de terreno em uma malha urbana desenvolvida, com fácil acesso; Instalação de bicicletário e vestiários; Im- plementação de sistema de captação das águas pluviais para reuso nas bacias sanitárias e na irrigação do paisagismo; Redução do uso da água para irrigação em 61%; Utilização de louças e metais eficientes com uma economia de 44% de água potável; Utilização da iluminação natural nos espaços internos e equipamentos de HVAC de alta performance, iluminação e controles eficientes, com15,8% de econo- mia no uso da energia; entre outras metas atingidas. SILVER LEED NC
  • 211.
    revistagbcbrasil.com.br 211jul/15 anuário GBC2015 Obra: Fábrica Borg Warner Cliente: Borg Warner Local: Itatiba – SP Área construída: 18.000 m² Conclusão: 2012 Certificação: 05/03; 09/04 ; 03/10/2014 Sistema e Nível: LEED NC Silver Arquitetura: Bernardo Rosa Arquitetos Construção: WM Engenharia Consultoria LEED e Simulação Energética: Acade Arq. e Consultoria Construída em uma área de 18 mil m², a Fábrica da Borg Warner, localizada em Itatiba no estado de São Paulo, conquistou a certificação LEED NC nível Silver para cada prédio que compõe o complexo: Entrada, Refeitório e Engenharia. Com investimentos de R$ 70 milhões a Borg Warner construiu o empreendimento de acordo com os requisitos sustentáveis, o que pro- porcionou uma redução significativa no consumo de água superior a 40% quando comparado ao baseline. Outros resultados como, redução do consumo de ener- gia superior a 10%, média de conteúdo reciclado dos materiais utilizados superior a 15% e 50% provenientes de produtores e fornecedores dentro de um raio de 500 km, foram fundamentais para conquista da certificação. Fábrica Borg Warner SILVER LEED NC Localizada em Joinville-SC, em uma área de 500 mil metros quadra- dos, a nova fabrica da GM foi construída dentro dos mais avançados conceitos de sustentabilidade. Seguindo os critérios de construção sustentável do Green Building Council, o empreendimento garantiu a certificação LEED NC nível Gold no ano de 2014, uma conquista importante para o mercado sustentável. Os processos de projeto e construção foram acompanhados pelo Comitê de Sustentabilidade criado pela empresa em abril de 2011, que seguiu em linha com a política mundial de preservação ao meio ambiente aderida pela GM. O que tange à características sustentáveis, o empreendimento dife- rencia-se principalmente pela tecnologia de tratamento de água por Osmose Reserva, na busca máxima pela eficiência energética com sistema de ar-condicionado sistema de aquecimento solar eficien- tes e econômicos, além de materiais locais e reciclados extraídos da região. Fábrica da GM GOLD LEED NC Obra: Nova Fábrica de Motores GM Cliente: GM do Brasil Local: Joinville - SCP Área construída: 20.587,04m² Certificação: 17/01/2014 Sistema e Nível: LEED NC Gold Arquitetura e Construção: CESBE Consultoria LEED: OTEC Gereciamentoento: GM do Brasil SP Headquarters Torres Paulista e Brigadeiro Seguindo aos critérios internacionais de alto nível, duas, Paulista e Brigadeiro, das quatro torres do em- preendimento São Paulo Headquarters garantiram a certificação Core & Shell no nível Silver em 2014. As tor- res certificadas contam com lajes que variam de 1.100 m2 a 1.700 m2 de área locável. Foram implantadas na construção algumas tecnologias e sistemas eficientes que obtiverem resultados como, 35% a 50% no consu- mo de energia em iluminação, 25 a 35% no consumo de energia em elevadores e escadas rolantes, além da redução no consumo de água de 30% nos sanitários e 60% na irrigação do paisagismo. Além disso, diversas estratégias sustentáveis foram adotadas para garantir uma construção, manutenção e operação eficientes na edificação. Obra: Edifício Headquarters torres Paulista e Brigadeiro Local: São Paulo – SP Área construída: 64.489, m² Certificação: 13/02/2014 Sistema e Nível: LEED CS Silver Arquitetura: KOM Arquitetura Construção: Método Engenharia Consultoria LEED: Sustentech Paisagismo: Sérgio Santana SILVER LEED CS Obra: Centro Empresarial Office Park - Bl. III Cliente: Gomes Participações Local: Florianópolis - SC Área construída: 4.565 m² Certificação: 06/03/2014 Sistema e Nível: LEED NC Silver Arquitetura: MOS Arquitetos Associados Construtora: Joal Teitelbaum Consultoria LEED e Simulação Energética: ENE Consultores Comissionamento: CommandCommissioning Primeiro edifício corporativo certificado LEED New Construction v3, nível Silver de Santa Catarina, O Centro Empresarial Office Park – Bloco III, construído para ser a sede regional do Operador Na- cional do Sistema Elétrico. Um grande diferencial do edifício foi a preocupação com estratégias para economia de água e redução da demanda hídrica necessária à operação da edificação, medidas que garantiram pontuação máxima na categoria ‘Uso Racional da Água’. Dentre os sistemas principais projetados, destaque para a captação da água de chuva da cobertura, a utilização de dispositi- vos sanitários economizadores e o tratamento “on-site” de 100% de todo o efluente gerado, viabilizando a alimentação do sistema de irrigação, vasos sanitários e mictórios apenas com água de reuso. Centro Empresarial Office Park Bloco III SILVER LEED NC
  • 212.
    212 jul/15 rev/gbc/br anuárioGBC 2015 Localizado ao lado do complexo do Centro Empresarial Nações Unidas (CENU), a Tower Bridge Corporate se tornou uma nova referência para o segmento Triple A. Concebido em linhas ousadas e funcionais, privilegian- do o espaço e a luminosidade, o empreendimento está em plena harmonia com o entorno. Além de uma ampla gama de serviços, o edifício tem o apoio do complexo CENU. O empreendimento possui o selo LEED CS nível Gold, e tem cerca de 55.000 m² de área locável, entre escritórios e espaços para lojas, distribuídos em 24 an- dares. O projeto prima pela exploração dos espaços de forma eficiente, valorizando o bem-estar dos ocupan- tes. Uma amostra dessa preocupação foi a criação de três terraços em cada um dos pavimentos. A fachada do prédio possui vidro de alta performance que favore- ce a iluminação natural interna, que aumenta o conforto e o uso racional de energia. Entre as práticas de sus- tentabilidade ambiental estão a instalação de sistema de ar-condicionado central com termo-acumulação, elevadores de alta performance e otimização de todos os sistemas elétricos, a fim de obter uma economia sig- nificativa de energia. Além disso, o edifício conta com planta de geração de energia híbrida (gás e diesel) com possibilidade de geração para todo o edifício (100% da carga) incluindo as áreas privativas, reaproveitamento das águas pluviais e dreno de ar condicionado para a irrigação, disponibilização de carga de ar condiciona- do (20 TR) para sistemas especiais (data center), o que contribui para o aumento da eficiência do prédio. Tower Bridge Corporate Obra: Tower Bridge Corporate Cliente/proprietário: FII Tower Bridge Local: São Paulo - SP Área do terreno: 10.340 m² Área construída: 45.895 m² Certificação: 11/04/2014 Sistema e Nível: Leed CS Gold Consultoria LEED: Sustentax Arquitetura: Botti & Rubin Construtora: Brookfiled Agente comissionador: Sustentax Simulação energética: Fortier GOLD LEED CS Em 2014 o novo prédio da B2W, da Lojas Americanas conquistou o selo LEED New Construction (NC) nível Sil- ver. Para a construção da loja, localizada no Rio de Ja- neiro, foram adotas medidas como: utilização de lâmpa- das eficientes que garantem cerca de 5% de economia de energia bem como utilização de sistema inteligente de ar condicionado e biciletário e vestiários com equipa- mentos economizadores de água, incentivando assim o uso de transporte alternativo. Isso garantiu ao empreen- dimento: Redução de 15% de energia; Redução de 61% de água potável; 80% de resíduos desviados de aterros. Mais, 65% da madeira utilizada é certificada FSC e 24% dos materiais utilizados na obra foram provenientes de fornecedores da região. Obra: B2W Inovação e Tecnologia Cliente: Lojas Americanas Local: Rio de Janeiro - RJ Área construída: 2.600 m² Certificação: 22/04/2014 Sistema e Nível: LEED NC Silver Arquitetura: JP Projetos Construção: SGA Consultoria LEED e Comissionamento: CTE Ar Condicionado: PKK Engenharia B2W Lojas Americanas SILVER LEED NC O prédio da sede da Amcham (Câmara Ameri- cana de Comércio), em São Paulo, recebeu em 2014 o selo LEED, nível Gold com a maior pon- tuação no Brasil (71 pontos). É a maior entre os prédios já existentes adaptados às normas de soluções sustentáveis do Green Building Conuncil (GBC). Com a implantação de planos e políticas internas, a Amcham contabilizou re- sultados importantes em relação a fatores de eficiência energética, economia de água entre outros créditos determinados pelas regras do LEED. AMCHAM GOLD LEED EB O&M Obra: Sede AMCHAM Cliente: AMCHAM Brasil Local: São Paulo, SP Área Construída: 5.681,69 m² Certificação: 23/04/2014 Sistema e Nível : LEED-EB O&M Gold Consultoria LEED: OTEC Reformas e Ampliações: Cintec Limpeza Sustentável: Grupo OIKOS Gerenciamento de energia: ACS
  • 213.
    revistagbcbrasil.com.br 213jul/15 anuário GBC2015 Edifício Odebrecht GOLD LEED CS O Edifício Odebrecht, em São Paulo, conquistou em 2014 o selo nível Gold na categoria Core & Shell. Como práticas sustentáveis adotadas na obra como, instalação de uma Estação de Tratamento de Água, utilização de lâmpadas eficientes, sistema de iluminação que atua em conjunto com a incidência de luz natural, além de possui a maior parede verde do país, o edifício atingiu resultados signifi- cativos em relação aos critérios exigidos pela certificação como, economia de 15% no consumo de energia, 75% dos resíduos gerados durante a obra foram desviados de aterros, 20% dos materiais utilizados de fornecedores da região, redução de 65% no consumo de água com dis- positivos eficientes e 59% de redução para o paisagismo, além de 52% de a madeira utilizada ser certificada FSC. Obra: Edifício Odebrecht São Paulo Cliente: Odebrecht Realizações Local: São Paulo - SP Área construída: 31.577,89 m² Certificação: 15/05/2014 Sistema e Nível: LEED CS Gold Arquitetura: aflalo/gasperini Construção: Odebrecht S.A Consultoria LEED: CTE Comissionamento: Outsource Ar condicionado: Thermoplan/Greenwatt Agência Banco do Brasil Localizada em Fortaleza, a agência foi cons- truída seguindo as diretrizes do Programa Ecoeficiente do BB, que visa à construção das agências com implantação de um conjunto de soluções sustentáveis para redução do impac- to ambiental. Através das medidas adotadas, foi possível desviar de aterros 78% dos resídu- os gerados durante a obra. 14% dos materiais utilizados são de origem regional e 10% pos- suem conteúdo reciclado. Foi possível ainda, uma redução de 63% de água potável através da utilização de dispositivos economizadores, e de 20% no consumo de energia. Obra: Agência Messejana BB Cliente: Banco do Brasil Local: Fortaleza – CE Área construída: 1225,96 m² Certificação: 27/05/2014 Sistema e Nível: LEED NC Silver Arquitetura: Banco do Brasil Construção: Treliça Consultoria LEED: CTE Comissionamento: Outsource Messejana SILVER LEED NC Localizado no Rio de Janeiro, na praia do Flamengo, o Edi- fício Manchete recebeu a certificação LEED nível Silver na categoria Core & Shell, garantindo ao edifício o status de Triple A. O processo de retrofit foi desenvolvido por João Niemeyer Arquitetura e pela Renta Engenharia onde foram adotadas medidas que contribuem para a redução dos re- cursos naturais, como água e energia, bem como a utiliza- ção de materiais e processos eficientes. Alguns resultados importantes: 9% de redução de energia; 60% de redução através de dispositivos; economia de 100% de água para irrigação; 80% de resíduos desviados de aterros. Obra: Edifício Manchete Cliente: Manchete Local: Rio de Janeiro - RJ Área construída: 26.045,93 m² Certificação: 27/05/2014 Sistema e Nível: LEED CS Silver Arquitetura: João Niemeyer Arquitetura e Renta Engenharia Construção: Dan-Herbert Consultoria LEED: CTE Edifício Manchete SILVER LEED CS Obra: Museu de Arte do Rio Cliente: Fundação Roberto Marinho Localização: Rio de Janeiro – RJ Área total: 15.000 m² Gerenciamento: Engineering Arquitetura: Bernardes + Jacobsen Arq. Construtora: Concrejato Certificação: 28/05/2014 Sistema e Nível: LEED NC Silver Consultoria LEED: CTE Concepção estrutural: GOP Museu de Arte do Rio Promover sinergia entre educação e arte, imaginar o Rio de Janeiro através de uma leitura transversal da história da cidade valorizando o conceito de sustentabilidade são alguns dos objetivos principais do Museu de Arte do Rio. Inaugurado em 2013, o MAR, alcançou o certificado LEED Silver em 2014, além de receber o título de melhor cons- trução em 2013, na categoria museu, pelo voto popular do maior prêmio internacional de arquitetura, o Architizer A + Awards. Foi também a primeira entrega do Porto Maravilha, amplo projeto de revitalização da Região Portuária do Rio de Janeiro. Projeto pioneiro na obtenção da certificação LEED para museus na América Latina. SILVER LEED NC
  • 214.
    214 jul/15 rev/gbc/br anuárioGBC 2015 Construído dentro de critérios que representam o que há de mais moderno em construções sustentáveis, mundialmen- te. O edifício Atrium Faria Lima – Fase 2, localizado na re- gião de Pinheiros, em São Paulo, conquistou a certificação LEED nível Silver em 2014 Commercial Interiors. As medidas adotadas para tornar o edifício mais eficiente, contribuíram para alguns resultados significativos como: 36% de redu- ção de água através do uso de dispositivos economizado- res; 73,5% dos resíduos gerados na obra foram desviados de aterros sanitários; 44% dos materiais utilizados na obra possuem conteúdo reciclado. Bunge Atrium Faria Lima 2 SILVER LEED CI Obra: Atrium Faria Lima – Fase 2 Cliente: BUNGE Local: São Paulo - SP Área construída: 3.295,00 m² Certificação: 29/05/2014 Sistema e Nível: LEED CI Silver Arquitetura: Athié Wohnrath Construtora: Libercon Engenharia Consultoria LEED: CTE Comissionamento: CTE Luminotécnica: Foco Luz e Desenho A Arena Grêmio é um moderno complexo esportivo mul- tiuso. Inaugurado em 2012, recebeu a certificação LEED em 2014, tendo como itens determinantes para a entrega do certificado: prevenção ativa da poluição na constru- ção; escolha do terreno; densidade de desenvolvimento e envolvimento com a comunidade; redução no uso de água e reaproveitamento de água da chuva; redução do uso de energia; armazenamento e coleta de materiais re- cicláveis; uso de materiais de fornecedores regionais e inovação e design. Arena Grêmio Obra: Arena do Grêmio Cliente: Arena Porto-Alegrense S.A Local: Porto Alegre - RS Área do terreno: 175.219,33 m² Área construída: 207.926 m² Certificação: 02/06/2014 Sistema e Nível: LEED NC Silver Arquitetura: Plarq Arquitetura Construtora: OAS S.A Consultoria LEED: Acade Comissionameto: TUV Rheinland ©MFCOM SILVER LEED NC Arena Pernambuco O estádio Arena Pernambuco, localizada em Recife – PE, conquistou em 2014, a certifica- ção LEED Silver na categoria NC. Foram ado- tadas para obra medidas como captação de energia solar e de água da chuva, ventilação natural, gestão de resíduos sólidos, além de possuir a própria estação de tratamento de esgoto, coleta seletiva e sistema lava-rodas. Medidas como estas contribuíram para a redu- ção de 32% de energia, 66% de água potável e 100% para o paisagismo, 90% dos resíduos foram desviados de aterros, além de 25% dos materiais possuírem conteúdos reciclados e 30% provenientes de fornecedores regionais. Obra: Arena Pernambuco Cliente: Odebrecht Local: Recife - PE Área construída: 99.000 m² Certificação: 10/06/2014 Sistema e Nível: LEED NC Silver Consultoria LEED e Comission.: CTE Arquitetura e Paisag.: Fernandes Arq. Ass. Construção: Const. Norberto Odebrecht Ar condicionado: Projetar SILVER LEED NC Maracanã SILVER LEED NC Construído em 1950, o Maracanã foi repaginado para se- diar a Copa de 2014. Reformado de acordo com os critérios sustentáveis, o estádio conquistou a certificação LEED New Construction, nível Silver em 2014. O Maracanã é o terceiro estádio entre os 12 do Mundial a receber a certificação. Den- tre os critérios de avaliação para certificação, os que mais se destacaram na construção foram, eficiência energética com instalação de placas fotovoltaicas, que produz 400 mil kW/h de energia por ano e é capaz de produzir energia equivalente ao consumo de 240 residências e colabora para a redução do consumo do estádio, além de dispositivos de captação de água da chuva, que permitem uma economia de 40% de água no geral. Obra: Reforma Maracanã Cliente: Odebrecht Local: Rio de Janeiro - RJ Área construída: 98.000 m² Certificação: 11/06/2014 Sistema e Nível: LEED NC Silver Consultoria LEED: CTE Arquitetura: Fernandes Arquitetos & Ass. Construção: Odebrecht Infraestrutura e Andrade Guitierrez
  • 215.
    revistagbcbrasil.com.br 215jul/15 anuário GBC2015 Centro Empresarial Antonio Peretti Obra: Centro Empresarial Antonio Peretti Local: Curitiba – PR Área construída: 9.201,43 m² Área locável: 5.500 m² Certificação: 15/07/2014 Sistema e Nível: LEED Core & Shell Gold Arquitetura: Realiza Arquitetura Construtora: Hugo Peretti Consultoria LEED: Petinelli INC Comissionamento: Novva Solutions A sustentabilidade tem papel importante para a Hugo Peretti desde o início dos anos 1990, ganhando força nos anos 2000, fazendo com que a empresa investisse mais em pesquisa e desenvolvimento a partir de 2008. Com a construção do Centro Empresarial Antonio Peret- ti, localizado em Curitiba, um edifício corporativo inteli- gente, cuja execução envolveu processo de engenharia voltado para sustentabilidade, foi inevitável a conquista de certificação LEED, no nível Gold. A certificação ocor- reu em 2014 e atingiu pontuação máxima em alguns dos critérios mais importantes para o processo. É um BTS feito para atender a uma só empresa, que tem altos ní- veis de exigência quanto a aspectos construtivos e de impacto ambiental.GOLD LEED CS Localizado na zona norte do Rio de Janeiro com 218 lojas, 5 ci- nemas e 1.476 vagas de estacionamento, o Shopping Jardim Guadalupe conquistou em 2014 a certificação LEED, nível Certi- fied, na categoria Core & Shell. Como práticas sustentáveis, foram adotadas formas de reaproveitamento e economia de água como sistema de captação de chuva para rega e limpeza. O Shopping também possui uma Estação de Tratamento de Esgoto (ETE), que separa a água não consumível, direcionando-a para sanitários e sistema de ar-condicionado. As pias possuem temporizador e arejador. Com relação à energia, a economia se dá através da arquitetura do shopping, com claraboias que permitem iluminação natural durante todo o dia e lâmpadas de led na área externa que geram uma economia de até 5% no custo com a energia. Shopping Jardim Guadalupe CERTIFIED LEED CS Obra: Shopping Jardim Guadalupe Cliente: Saphyr Shopping Centers Local: Rio de Janeiro - RJ Área do terreno: 40.699,58 m² Área construída: 91.714,30 m² Certificação: 17/07/2014 Sistema e Nível: LEED CS Certified Arquitetura: Design Corp / Bassichetto Construtora: Afonso França Consultoria LEED: CTE Simulação energética: SENAP Sétimo estádio a ser construído para Copa do Mundo de 2014, a Arena Beira- Rio conquis- tou a certificação LEED NC nível Silver em 2014. Através de medidas adotadas como a implementação de um plano de prevenção de poluição do solo e do ar, materiais que reduzem as ilhas de calor, transformadores a seco com potência total de 7,8 MVA, sistema de coleta de água da chuva entre outras me- didas eficientes foi possível atingir resultados como: Redução de cerca de 21% de energia e cerca de 70% no consumo de água. Arena Beira Rio SILVER LEED NC Obra: Arena Beira-Rio Cliente: Andrade Gutierrez Local: Porto Alegre - RS Área construída: 58.550 m² Certificação: 01/08/2014 Sistema e Nível: LEED NC Silver Arquitetura: Santini & Rocha Arquitetos Construção: Andrade Gutierrez Consultoria LEED e Comission.: CTE Automação: Jugend Controle Predial Elétrica e Hidráulica: FB Assessoria e Projetos Arena Amazônia Certified LEED NC A Arena Amazônia, em Manaus, foi certificada em 2014 na categoria New Construction (NC) com o selo LEED nível Certified. O estádio foi construído focando nos cri- térios exigidos pelo LEED. Alguns diferenciais adotados são: sistema de irrigação automatizado, instalação de reservatórios para captação da água de chuva com ca- pacidade de 120 mil litros, sistema de tratamento e reu- tilização da água captada. Além destes itens o estádio conta com cobertura translúcida que permite maior apro- veitamento da iluminação natural e, consequentemente, reduz o consumo de energia elétrica. A cobertura possui uma membrana que reflete até 75% dos raios solares contribuindo para conforto térmico do ambiente, sem a necessidade de refrigeração. Importante também desta- car que, 95% do material de demolição foi reaproveitado. Obra: Arena Amazônia Local: Manaus – AM Área do terreno: 84.000 m² Área construída: 170.000 m² Certificação:12/06/2014 Sistema e Nível: LEED NC Certified Consultoria LEED: Sustentech Arquitetura: GMP e Grupo Stadia Construção: Andrade Gutierrez Iluminação: Acenda Projeto de Iluminação Elétrica e Hidráulica: Soeng Paisagismo: Marcelo Faisal
  • 216.
    216 jul/15 rev/gbc/br anuárioGBC 2015 Localizado dentro do Setor de Autarquias Norte do Plano Piloto, o complexo será composto por três torres integradas com 16 andares de escritórios cada, construídas em fases. A primeira torre, pronta no primeiro semestre de 2013, recebeu a certificação Leed for Core and Shell, no nível Gold em 2014. Sua localização privilegiada proporciona facilidade de acesso e promove a densidade urbana e conexão com o entorno, além de contar com ampla área verde livre que qualifica e maximiza os espaços abertos favorecendo a drenagem natural de águas pluviais e reduzindo as ilhas de calor. Também foram adotadas medidas como, instalação de sistemas de irrigação automatizados com controladores de tempo, utilização de dispositivos economizadores de água nas áreas comuns, tratamento de águas pluviais para irrigação do paisagismo, e águas cinzas e de condensado para o reuso em bacias sanitárias e mictórios, além utilização de espécies nativas ao clima da região entre outros itens, o que atingiu uma redução de cerca de 53% no consumo da água. Outras importantes medidas adotadas foram, o alto percentual de utilização de materiais com conteúdo reciclado e provenientes de fontes regionais, 100% da madeira incorporado é certificado pelo FSC, além de mais de 4.200 m³ de entulho, resíduos e embalagens serem destina- dos à reciclagem. Como resultado, cerca de 80% do volume total de resíduos e entulho foram desviados dos aterros da região metropolitana do Distrito Federal. Há ainda um Plano de Gestão de Resíduos e Coleta Seletiva permanente visando orientar e conscientizar os usuários. Green Towers Brasília GOLD LEED CS Obra: Green Towers Brasília Cliente: Tishman Speyer e Via Engenharia Local: Brasília - DF Área do terreno: 9.600m² Área construída: 163.378,84m² Certificação: 02/09/2014 Sistema e Nível: LEED CS Gold Consultoria sustentável: CTE Comissionamento: CTE Simulação energética: Vidaris Arquitetura: Arquitectonica Construtora: Via Engenharia Centro de Distribuição de Pouso Alegre GOLD LEED NC O Centro de Distribuição/Pouso Alegre – MG conquistou, em 2014, a certificação internacional LEED Gold para os prédios Galpão, Administrativo e Portaria, e LEED Silver para os prédios de Descaracterização e Apoio de Motorista. O complexo foi projetado de acordo com as normas de sustentabilidade exigidas. Foram adotadas medidas como controle para prevenção de poluição durante a fase de construção, além de possuir uma área vegetada com plantas nativas que corresponde a 56% da área do terreno. Com a utilização de dispositivos sanitários eficientes, instalação de uma ETE com reuso de água tratada, e sistema de reaproveitamento de águas pluviais, foi possível garantir uma redução significativa no consumo de água dos quatro blocos, chegando a uma economia de mais de 80% do consumo em alguns blocos. Visando também a eficiência energética, o complexo conta com sistema de aquecimento solar, ventilação natural, sistema de fechamento especificados para redução da carga térmica, iluminação interna e externa com densidade de potência luminosa reduzida, além da distribuição de medidores de energia por uso final na edificação. Além disso, foram utilizados na obra materiais com conteúdo reciclado e madeira certificada FSC. Durante a construção, 98,19% dos resíduos gerados, foram desviados de aterros sanitários, além de 30% do custo total de materiais serem provenientes de fornecedores Obra: Centro de Distribuição/Pouso Alegre (P10/P20, P30, P40 e P50) Cliente: RB Capital Local: Pouso Alegre/MG Área do terreno: 518.019,00 m2 Área construída: 87.750,00 m2 Sistema e Nível: LEED NC Gold (Prédios P10/P20 e P30) e LEED NC Silver (P40 e P50) Certificação: 03/09/2014 Arquitetura: Athie Wohnrath Construção: Diase Construções Ltda. Consultoria LEED: CTE Comissionamento: Walter Lenzi Simulação energética: CTE SILVER LEED NC Galpão, Administrativo e Portaria Descaracterização e Apoio
  • 217.
    revistagbcbrasil.com.br 217jul/15 anuário GBC2015 Obra: 740 Anastácio Cliente: Hines Local: São Paulo – SP Área construída: 6.800 m² Conclusão: 2013 Certificação: 01/10/2014 Sistema e Nível: LEED CS Certified Arquitetura: Ricardo Julião Consultoria LEED: OTEC Climatização e AC: Teknika Adaptado de acordo com os critérios de sustentabili- dade do Green Building Council Brasil, o edifício 740 Anastácio, localizado no Parque São Domingos em São Paulo, conquistou o certificado LEED CS no ano de 2014. A reforma assinada pela Ricardo Julião Arquitetu- ra e Urbanismo, tem como destaque do projeto o con- forto térmico proporcionado pela exploração da ventila- ção cruzada. Além deste diferencial, o empreendimento que possui uma área de 55,6 metros quadrados, conta com luminárias de alta eficiência (T5) e sistema de ar- -condicionado de última geração (VRF). 740 Anastácio CERTIFIED LEED CS Obra: Corporate Plaza Cliente: São Carlos S/A Local: São Paulo - SP Área construída:14.187,02 m² Certificação: 15/09/2014 Sistema e Nível: LEED EB O&M Silver Consultoria LEED: CTE Administração Predial: CBRE Manutenção Predial e Ar condicionado: Quality Air O edifício comercial Corporate Plaza, localizado em Santo Amaro na cidade de São Paulo foi construído dentro dos critérios sustentáveis exigidos para certificação LEED. O prédio conquistou o selo nível Silver em 2014 na categoria EB O&M, que atesta a eficiência operacional e de manu- tenção em edifícios existentes. As medidas sustentáveis adotadas garantiram uma economia geral de 40,5% em relação à média nacional. 42,7% dos resíduos foram des- viados de aterros sanitários, garantiu também 100% de redução de água potável para o paisagismo. Edifício Corporate Plaza SILVER LEED EB O&M Uma Biblioteca pública entregue à po- pulação com alto nível de excelência e sustentabilidade ambiental. O prédio principal reformado, somado ao novo anexo, totalizam aproximadamente 13.000 metros quadrados. Dentre to- dos os critérios de sustentabilidade atendidos para que a obtenção da Certificação LEED nível Gold fosse alcançada, ressaltamos os mais de 2.000 metros quadrados de telhados verdes e o sistema de painéis fotovol- taicos incorporados harmoniosamen- te à arquitetura original da edificação. Biblioteca Parque Estadual RJ GOLD LEED NC Obra: Biblioteca Parque Estadual do Rio de Janeiro Cliente: Secretaria estadual de Cultura Local: Rio de Janeiro - RJ Área construída: 13.000 m² Certificação: 18/11/2014 Sistema e Nível: LEED NC Gold Arquitetura: Glauco Campelo Construtora: Consórcio FW e Concremat Consultoria LEED: Casa do Futuro Agente comissionador: Novva Solutions Simulação energética: Casa do Futuro Construída em cerca de 26,3 mil metros quadrados, o edifí- cio Torre Oscar Niemeyer, no Rio de Janeiro, que abriga do Centro FGV, conquistou a certificação LEED nível Certified em 2014. certificação de muita relevância no Brasil quando se fala se construção sustentável. Entre os principais di- ferenciais do projeto, além de sua arquitetura imponente, estão o reaproveitamento da água, reduzindo o consumo no local; a utilização de madeira certificada; a aquisição de materiais vendidos próximos à obra – evitando, assim, gran- des deslocamentos de veículos, minimizando a emissão de carbono. Na fase final, o prédio ganhou mecanismos para evitar o desperdício de luz, sistema eficiente de ar condicio- nado, reaproveitamento de água e distribuição de energia por barramentos para evitar perdas na distribuição. FGV Torre Oscar Niemeyer Obra: Torre Oscar Niemeyer Cliente: Fundação Getúlio Vargas Local: Rio de Janeiro, RJ Área do terreno: 8.579,74 m² Área construída: 44.735,85 m² Certificação: 12/12/2014 Sistema e Nível: LEED CS Certified Arquitetura: Oscar Niemeyer e João Niemeyer Construção: CCNE Carioca Engenharia Consultoria LEED: Sustentax Ar condicionado: DW CERTIFIED LEED CS
  • 218.
    218 jul/15 rev/gbc/br anuárioGBC 2015 Inovação está no DNA da Nike que escolheu como Novo Hamburgo para receber sua primeira loja sustentável no Brasil. Erguida com base nesse princípio, a NFS de Novo Hamburgo recebeu o selo LEED nível Silver relativo às soluções sustentáveis implementadas em seu projeto. A certificação avalia funcionalidade, design, construção, manutenção, operação e a eficácia dos edifícios. “A NFS Novo Hamburgo é a primeira loja da Nike no Brasil a adotar práticas sustentáveis como as reque- ridas pelo LEED, selo reconhecido globalmente, com presença em mais de 140 países”, explica Andrea Gama, arquiteta e coordenadora do programa de Factory Store para a Nike do Brasil . O processo para certificação teve início em junho de 2012 e foi concluído em setembro de 2013. A loja com área total de 950 m² e 752.86m² de área de vendas possui algumas características “verdes” que as diferenciam de outras lojas. Guiadas pelo critério da Sustentabilidade, as medidas foram incorporadas ao projeto e à obra visando garantir transparência e qualidade nos processos. Na opinião da arquiteta, “é uma ferramenta que beneficia o meio ambiente, melhora a performance dos edifícios e interferete na qualidade de vida de nossos colaboradores e clientes”. NIKE Factory Store Obra: Nike Factory Store - Shopping Platinum Cliente: Nike do Brasil Local: Novo Hamburgo - RS Área construída: 998.23m² Certificação: 02/12/2014 Sistema e Nível: Leed Retail Silver Consultoria LEED: Sustentech Comissionamento: Patrick Murisset Simulação energética: ProRac Arquitetura: MPDM Arquitetos Construtora: LAR SILVER LEED RETAIL GOLD LEED CS O edifício Olímpia Business Tower, conquistou a certificação LEED Core & Shell nível Gold no ano de 2014, selo concedido pelo Green Buil- ding Council Brasil. Através de medidas eficientes adotadas durante a obra visando economia de energia, água, redução de geração de resíduos entre outros, o empreendimento atingiu ótimos re- sultados como: 94,8% de resíduos desviados de aterros, economia de 14,7% de energia elétrica, 53,1% de economia de água potável no paisagis- mo, 31% de economia através de utilização de dispositivos economizadores de água, além de 31% do terreno ser composto de área verde. Olímpia Business Tower Obra: Olímpia Business Tower Cliente: R. YAZBEK Local: São Paulo - SP Área construída: 19.325 m² Certificação: 16/12/2014 Sistema e Nível: LEED CS Gold Consultoria LEED e Comission.: CTE Arquitetura: Itamar Berezin Construção: R. YAZBEK Paisagismo: Marcelo Novaes Elétrica e Hidráulica: Projetar
  • 219.
    revistagbcbrasil.com.br 219jul/15 anuário GBC2015 Novo Escritorio do ABN AMRO São Paulo - SP LEED CI Certified 06/01/2014 comercial Deutsche Bank- Sao Paulo Phase II São Paulo - SP LEED CI Gold 16/01/2014 escritórios Arena Fonte Nova Salvador - BA LEED NC Silver 10/02/2014 estádios SABESP ETE Braganca Paulista Braganca Paulista - SP LEED NC Certified 18/02/2014 Outros CONFIDENCIAL SP LEED CI Gold 17/03/2014 escritórios Aroeira Office Park Curitiba - PR LEED CS Gold 19/03/2014 comercial CONFIDENCIAL SP LEED CI Platinum 12/05/2014 escritórios Coca-Cola BR Concentrate AD Manaus - AM LEED EB O&M Certified 06/06/2014 industrial Coca-Cola BR Concentrate PR Manaus - AM LEED EB O&M Certified 06/06/2014 industrial CONFIDENCIAL RJ LEED NC Gold 13/06/2014 outros CONFIDENCIAL SP LEED CI Certified 20/06/2014 escritórios CONFIDENCIAL SP LEED CI Silver 01/07/2014 escritórios Coca-Cola BR VONPAR Headoffice Porto Alegre - RS LEED EB O&M Gold 15/08/2014 escritórios CONFIDENCIAL Recife - PE LEED NC Certified 01/09/2014 outros CONFIDENCIAL SP LEED NC Gold 03/09/2014 Centro Distribuição Parque Cidade Corporate - Torre A Brasilia - DF LEED EB O&M Certified 13/10/2014 Comercial Paulista 2028 São Paulo - SP LEED CS Gold 24/12/2014 Comercial Edificio Panorama São Paulo - SP LEED CS Gold 26/12/2014 Comercial Apartamento Sustentável São Paulo - SP Referencial GBC Casa Gold 2014 Residencial Demais certificações de 2014
  • 220.
  • 221.
    revistagbcbrasil.com.br 221jul/15 anuário GBC2015 SOLUÇÕES GUIA DE Tecnologia, equipamentos e serviços para o mercado da construção sustentável. SUSTENTÁVEIS GBCBRASIL C O N S T R U I N D O U M F U T U R O S U S T E N T Á V E L REVISTA G R E E N B U I L D I N G C O U N C I L ENCARTE ESPECIAL Nesta Edição: CONSTRUÇÃO SUSTENTÁVEL CONSULTORIA & SERVIÇOS ENGENHARIA & PROJETOS ENERGIA E RENOVÁVEIS ILUMINAÇÃO SOLUÇÕES TECNOLÓGICAS IRRIGAÇÃO VIDROS E PELÍCULAS E MUITO MAIS...
  • 222.
    222 jul/15 rev/gbc/br MATERIAIS& TECNOLOGIA Empresa de consultoria, projetos de automação predial, de detecção de incêndio e de sistemas eletrônicos e serviços de comissionamento ten- do como foco principal o mercado da constru- ção sustentável, para novos empreendimentos e construções existentes como shoppings cen- ters, hotéis, aeroportos, indústrias, hipermerca- dos entre outros. Formada por profissionais com vasta experiên- cia e tendo como foco o cumprimento dos obje- tivos acordados com foco total no cliente. Com o foco na eficiência, garantimos que os sistemas instalados estejam em conformidade com o projeto, tanto na especificação de equi- pamentos, como em sua operação de forma integrada. São Paulo, SP 11 3042 8559 www.b2e.eco.br B2e Engenharia nasce com muita experiência para o mercado CONSULTORIA & SERVIÇOS CONSTRUÇÃO SUSTENTÁVEL ENGENHARIA & PROJETOS A Novva Solutions é uma empresa focada no gerenciamento dos processos de certificação LEED para edifícios novos e existentes, bem como na elaboração de laudos de sustentabi- lidade predial. Oferece todos os serviços necessários para a obtenção de uma certificação LEED, dentre eles Consultoria em Sustentabilidade para projetos e obras, Comissionamento, Simulações Energéti- cas, Planos de Medição & Verificação e Geren- ciamento documental junto ao GBCI. Comissionamento e consultoria em LEED Services
  • 223.
    revistagbcbrasil.com.br 223jul/15 certificações No Brasil,processos de análise energética têm sido predominantemente emprega- dos para obtenção de certificações como o LEED. Em grande parte dos casos, a simulação é feita no final deste projeto quando já não poderá contribuir para eleva- ção da eficiência energética do edifício. Nossa proposta, baseada na experiência de mais de 1.300 projetos de condiciona- mento de ar, é trazer já para o início do projeto a realização da análise energética. Desta forma, logo no cálculo de carga térmica é possível simular como diferentes op- ções de materiais construtivos, fachadas e iluminação, por exemplo, podem contribuir para a redução do consumo de energia. Com esta estratégia, antes de um desenvol- vimento maior nos projetos, é possível verificar onde poderão ser encontrados ganhos significativos de eficiência energética, economizando assim trabalho de vários projetis- tas envolvidos e redução de prazos. Integração, palavra chave de todos os processos de certificação, é atingida de forma efetiva, com respostas rápidas e objetivas. Nossa entrega da simulação energética final é feita de forma clara, com relatórios nos formatos exigidos para o credenciamento LEED. Eficiência energética deve ser acompanhada da obtenção de um ambiente de tra- balho com condições ambientais adequadas e confortáveis, pois em um edifício de escritório, aproximadamente 80% dos custos de uma empresa são relacionados a salários, benefícios, e encargos com pessoal. A economia obtida com sistemas extremamente eficientes de instalações não compensa a queda de receita causa- da por condições ambientais inadequadas em um ambiente de trabalho. Não há, portanto, como tratar o tema eficiência energética de forma independente do con- forto ambiental. Afinal, do que serviria um edifício com índices baixos de consumo energético com altos índices de absenteísmo e baixos índices de produtividade? A Engenharia de Sistemas Térmicos pauta seus trabalhos na área de climatização nesta ordem: indivíduo e eficiência energética. A Systech tem por atividade a elaboração de projetos e instalação de sistemas de: ar condicionado, ventilação e exaustão, aquecimento e resfriamento, detecção e comba- te a incêndio, instalações elétricas e hidráulicas e automa- ção industrial e predial. Possui a missão de prestar servi- ços com qualidade a preços justos, agregando valores de transparência e espírito de parceria. É certificada ISO9001, ISO14001 e OSHAS18001 e sócia do GBC Brasil (atuante em Certificações LEED), demonstrando seu comprometi- mento com a qualidade, meio ambiente, sustentabilidade, saúde e segurança de todos seus colaboradores. Assim, a Systech vem se destacando com muito sucesso e supe- rando as expectativas de todos seus clientes. Para maiores informações, acesse: www.systech-ac.com ou +55 (11) 3881-8550. Systech atua nos mais importantes projetos quando o assunto é projetos e instalação de sistemas de climatização Análise de eficiência energética, fundamental para a certificação LEED Engenharia de Sistemas Térmicos S/S SRTV-Sul, Quadra 701 Ed. Palácio do Rádio I Bloco 3, sala 603 70340-901 - Brasília, DF Tel.: +55 (61) 3322 2180 Fax: +55 (61) 3322 2724 raolino@estermic.com.br www.estermic.com.br Membro
  • 224.
    224 jul/15 rev/gbc/br MATERIAIS& TECNOLOGIA A ThermoMix Brasil, empresa com foco em efi- ciência energética, já está há 15 anos no mer- cado de engenharia buscando as melhores soluções sustentáveis para seus clientes. Com o objetivo de oferecer o que há de mais avan- çado em sistemas de tratamento de efluentes, a EnviroMix, divisão de águas da ThermoMix, criou a Estação de Reciclagem de Água (ERA), que é capaz de reciclar e reaproveitar a água de edifícios corporativos, fechando o ciclo da sus- tentabilidade hídrica. Vantagens exclusivas do sistema: • Ocupa espaço equivalente a 01 vaga de garagem. • Não utiliza produtos químicos no processo. • Processo 100% automatizado, sem manu- tenção presencial. Os projetos são desenvolvidos para reuso e tratamento de águas rejeitadas de processos industriais, de rejeito sanitário (água negra) e de torneiras e chuveiros (água cinza). As águas negras e cinzas passam pelo sistema de trata- mento da EnviroMix e retornam ao edifício como água não potável - em lavagem de pátios, gara- gens, irrigação de jardins, no uso nas descargas de vasos sanitários ou até mesmo na recupera- ção de níveis de tanques de torres de resfria- mento, presentes em empreendimentos que possuem ar condicionado central. Em todos os casos, o tratamento é feito para a reutilização, e não despejo, oferecendo a economia e contri- buindo com o meio ambiente. Por meio de iniciativa própria ou de parcerias com construtoras e projetistas, a EnviroMix colo- ca seu know-how em prática e desenvolve pro- jetos para prédios comerciais ainda na planta ou em construção. É possível aplicar esse sistema tanto em edifícios que estejam em fase de retro- fit e que já obtenham a separação do esgoto de água cinza (pia, chuveiro, hidromassagem) e de água negra (vaso sanitário), como em edifícios que possuam a alimentação dos vasos sanitá- rios em tubulações separadas das que forne- cem a água potável. Entre em contato e solicite avaliação para seu edifício: (11)4228-6226 www.thermomixbrasil.com.br POUPALUZ Eco Smart® Ecologicamente correto, economicamente viável O dispositivo de filtragem POUPALUZ ECO SMART® é composto pela instalação de dispo- sitivos de reconhecimento e condução eletroe- letrônicos de rede, que são estrategicamente distribuídos de acordo com as cargas e tipos de equipamentos que formam a rede elétrica que se pretende atuar. Os dispositivos de filtragem POUPALUZ ECO SMART® são do tipo passivo, e composto por um banco de multi componentes eletrônicos, montado em caixa ABS, encapsulado em resina unífoga (não propagadora de fogo), OdispositivoPOUPALUZECOSMART®operanum grande range de distorção, atua sempre no efeito causado pela distorção de frequência da rede. Finalidade: A finalidade do dispositivo POUPALUZ ECO SMART® é melhorar a qualidade da energia elétrica da rede onde está instalado, eliminando os efeitos causados por distorção de frequên- cia, surtos de tensão e corrente, ruídos de qual- quer espécie que circulem pela rede. Benefícios: • Redução de consumo em (kWh) em até 43% comprovada; • Diminuição dos custos de manutenção de equipamentos; • Melhor rendimento de produtividade; • Payback máximo 12 meses. ENERGIA E RENOVÁVEIS
  • 225.
    revistagbcbrasil.com.br 225jul/15 certificações Projetos: Residenciais,Comercias e Industriais. Modelos: Monofásicos, Bifásicos e Trifásicos. Alimentação: 127 / 220 / 380 / 440 Vac. 50/60 Hz. A instalação do dispositivo POUPALUZ ECO SMART® não conflita com as normas em vigor junto às concessionárias de energia elétrica, ar- tigo 8 e 9 da portaria ANEEL n° 466 de 12/11/97 e resolução n° 456 de 29/11/2000, atendendo as normas de instalação NBR 5410 e IEC 6143-1. ILUMINAÇÃO No cenário atual da energia no Brasil, seu preço alto vem assombrando empresários, diretores, gerentes de empresas e todos de modo geral, de modo que a grande maioria das empresas estão mudando seus sistemas de iluminação para tecnologia á LED. E é nesse cenário que as lâmpadas e luminárias á LED aparecem como alternativa, pois são muito mais eficientes do que as lâmpadas comuns, produzindo a mesma quantidade de luz e consumindo bem menos energia. Além de me- lhorar a iluminação dos ambientes e também tornando as instalações ecologicamente corretas. O desempenho das lâmpadas e a qualidade dessa tecnologia á LED pode proporcionar: baixo con- sumo energia, robustez, cor, longa vida útil, não gera calor, não emite raio nocivos, não prejudica o ambiente, seu descarte não depende de serviços terceirizados, resistência a uso severo, dispensa uso de reatores. Sua substituição não demanda modificação em sua *instalação elétrica, e nesse contesto a Uniled vem com seus especialistas em projetos de eficiência energética, mais especifi- camente projetos que demandem LED para redução de custos de energia, apresentando soluções para redução de consumo. Ligue agora mesmo para Uniled e fale com um consultor, nosso telefone é 11 3806.0156 ou acesse nosso site www.uniled.com.br, teremos o imenso prazer em atendê-lo. * A instalação elétrica precisa estar de acordo com as normas vigen- tes estabelecidas, para que a lâmpada possa ter o seu desempenho em 100% eficaz. Lâmpadas LED Economia e durabilidade que fazem a diferença.
  • 226.
    226 jul/15 rev/gbc/br MATERIAIS& TECNOLOGIA SOLUÇÕES TECNOLÓGICAS A 3M oferece uma ampla opção de películas para vidros que rejeitam o calor e bloqueiam até 97% dos raios infra- vermelhos e 99% dos raios ultravioletas que são preju- diciais à saúde. Por esta performance a linha Prestige é recomendada pelo Skin Câncer Foundation. Esta linha de películas foi especialmente desenvolvida para aumentar o conforto térmico dentro dos ambientes de trabalho ou residenciais, diminuindo os custos de energia e reduzindo os efeitos nocivos causados pelos raios do sol. Esta película apresenta excelente controle solar sem alte- ração da reflexão dos vidros e mantendo a luminosidade natural dos ambientes. Além disso, sua composição não contém metais e por isso não interfere nos sinais de equi- pamentos, como telefones celulares e GPS, nem corroem com o tempo. Este excelente desempenho é conseguido através de uma tecnologia que só a 3M tem, películas em multica- madas construídas através de nanotecnologia. Garantia de 15 anos, emitida pela própria 3M. Soluções de Eficiência Energética para fachadas envidraçadas AB Garfilm Goiânia - GO (62) 3285-4744 Adeus Calor Olinda - PE (81) 8634-2028 Amazon Films & Revestimentos Campinas - SP (19) 3241-7771 APG Quatro Barras - PR (41) 3554-1231 Aplick Master São Paulo - SP (11) 5667-2882 Bahia Revest Film Salvador - BA (71) 3016-5555 Company Film São Bernardo do Campo - SP (11) 4365-5661 Controle Solar Films Recife - PE (81) 3341-8682 DGA Fitas Porto Alegre - RS (51) 3337-4900 Ekoty São Paulo - SP (11) 5082-4033 J3 Filme Campinas - SP (19) 3251-8868 Lux Film - Rio de Janeiro Rio de Janeiro - RJ (21) 2552-5947 Luxglass - Belo Horizonte Belo Horizonte - MG (31) 3461-7888 Luxglass - Campinas Campinas - SP (19) 2511-0333 Safety Film Rio de Janeiro - RJ (21) 2501-5010 Signmaker Comunicação Visual São Paulo - SP (11) 5070-5070 Vettro Cariacica - ES (27) 3013-0645 Procure nosso aplicadores autorizados: Películas para Vidros
  • 227.
    revistagbcbrasil.com.br 227jul/15 certificações Para quemprocura uma maneira inteligente de economizar energia sem comprometer a entra- da de luz no ambiente, as películas para vidros da 3M de redução de calor são uma excelente alternativa. Quando aplicada nas fachadas e janelas, esta solução reduz o calor absorvido pelo prédio em função da radiação solar, o que contribui para minimizar pontos quentes, desbotamento de móveis, reflexos em monitores, além de reduzir de 99% a 99,9% a entrada dos raios UV prejudi- ciais à saúde. Com essa medida, o sistema de ar condiciona- do é menos exigido, reduzindo assim o consu- mo de energia elétrica, e o que é melhor, sem afetar o nível de iluminação natural no ambiente. A utilização da película pode ainda valer pontos na certificação LEED (Leadership in Energy and Environmental Design). Películas para Vidros da 3M de redução de calor proporcionam economia de energia e mais conforto A Ekoty, como aplicador autorizado da 3M, desenvolve projetos para escolha da película adequada para cada caso, baseada em estudo da redução de carga térmica e ROI. A empresa ainda fornece e instala o produto seguindo as normas do fabricante, com uma equipe treinada e qualificada para a realização do serviço. Além dos inúmeros benefícios, a aplicação da película não interfere nas características da fa- chada, sendo uma solução eficaz e com ótima relação custo/benefício. Ekoty A CenterSteel atende todo o Brasil e países do Mercosul com projetos e fabricação de estrutu- ras em Light Steel Frame para residências, co- mércio e indústrias de até quatro pavimentos, além de oferecer treinamento para mão de obra especializada. O processo inicia com a pré- -análise do projeto apresentando uma proposta de fornecimento de toda a solução estrutural in- cluindo, paredes, estruturas de entre piso, esca- das, cobertura, com detalhamento respeitando o projeto arquitetônico. O grande diferencial é a fabricação de painéis com equipamento in- teligente, já contendo as furações necessárias para facilitar o processo de montagem. A fábrica tem capacidade de produção de 12 toneladas diárias, equivalente a nove casas populares de quarenta metros quadrados em um único dia. Mensalmente, a CenterSteel realiza o curso LSF - Light Steel Frame - direcionado para profissio- nais da construção civil, engenheiros, arquite- tos, técnicos em edificações e demais profissio- nais envolvidos no processo de construção em steel frame. CenterSteel Solução em Construção Seca Rua Santos Dumont, 1481 Bairro Floresta Porto Alegre-RS 90230-240 (51) 3086 4585 / 3022 6585 comercial@centersteel.com.br
  • 228.
    228 jul/15 rev/gbc/br MATERIAIS& TECNOLOGIA Os Concretubos DIMIBU são muito mais eficien- tes e sustentáveis do que as fôrmas tradicionais, pois promovem uma economia de resíduos não renováveis e garantem uma redução no tempo de execução dos pilares de qualquer projeto. As formas dispensam travamentos intermediá- rios, o que reduz ainda mais o uso da madeira. Após a retirada da forma, o material voltará a ca- deia produtiva pois seu resíduo é 100% reciclá- vel. Além disso, sua matéria-prima é reciclada, o papelão utilizado conta com um baixíssimo teor de material puro. Toda composição técnica das formas é testada e aprovada pelo Instituto de Pesquisas Tecnoló- gicas da Universidade de São Paulo. As peças são leves e fáceis de carregar, não necessitam equipamentos motorizados para o transbordo. A montagem é extremamente sim- ples, rápida e não requer mão-de-obra especia- lizada, as formas chegam à obra prontas para a utilização. As peças podem ter até 8m de comprimento e são produzidas com as medidas solicitadas, mesmo que sejam medidas especificas, isso evita o desperdiço de material no canteiro de obras. Os diâmetros variam de 15 cm a 1 m, com o intervalo de 5cm. O acabamento dos pilares fica perfeito e não requer nenhum tipo de tratamento, ou seja, pro- porciona uma grande economia de tempo e de materiais auxiliares. É a melhor solução para as colunas projetadas em concreto aparente. A empresa é comprometida em cumprir os pra- zos e a programação de cada obra. Para isso, possui frota própria que atende toda região me- tropolitana de São Paulo. Conta com o apoio de diversas transportadoras que viabilizam a entre- ga dos Concretubos para os outros estados. Focada na Construção Civil, a DIMIBU está no mercado há mais de 45 anos buscando solu- ções em papelão que atendam as particularida- des de cada cliente. Une tecnologia, compro- misso, qualidade e tradição para atender obras dos mais diferentes portes em todo o País. Para conhecer essa solução, basta entrar em contato com a empresa e informar a quantidade de pilares, os diâmetros e os respectivos com- primentos. Formas cilíndricas de papelão: economia de resíduos e de tempo Rua Bento Quirino, 151 Vila Talarico - São Paulo - SP CEP 03534-010 - Brasil Fone + 55 11 2651-6719 Cel + 55 11 94028 2822 dimibu@dimibu.com.br w w w . d i m i b u . c o m . b r
  • 229.
    revistagbcbrasil.com.br 229jul/15 certificações A Econoáguatraz para o mercado, duchas e acessórios sustentáveis que aumentam o seu conforto e reduzem o consume de água e ener- gia. Alguns de nossos produtos: Arejadores: A Econoágua disponibiliza Arejado- res com alta performance de economia e com vazão de 1,8/L min a 9/L min diminuindo o con- sumo da sua torneira de 60% a 80%. Chuveiros: Um Chuveiro pode representar de 35% a 60% do consume de água de uma Re- sidência, Hotel, Clube ou Fábrica. Com as Du- chas Econoágua de alta pressão, geram con- forto e economia com vazão de 6 a 15 litros/min que podem diminuir o consumo do seu chuveiro de 30% a 70%. Vasos Sanitários: A Econoágua traz uma solu- ção com vasos sanitários Econo Stealth projeta- dos para ciclos mais precisos, eficientes e com o uso de apenas 3 Litros mas com poder de 6 litros por Flush (descarga). Descargas: A Econoágua traz o Fluxômetro Eco- noSolis com acionamento automático, recarga com luz solar ou luz ambiente, precisão nades- carga e usando de 4,8 ou 6 litros por Flush. EconoEsu: Automatize seu mictório e torne seu banheiro mais moderno e eficiente. E não preci- sa de ponto elétrico. Torneiras: A torneira sensorizada EconoBasys, com sensor de acionamento automático, bate- ria recarregada com luz ambiente, sensor infra- vermelhos com o recurso de ajuste automático, acionamento quente e frio e com Vazão de 1,8 a 4 Litros, Design super Moderno. Termostático: Ajuste no registro direito, a tem- peratura desejada. Abra o volume de água no registro esquerdo, pronto banho na temperatura desejada, mesmo com possíveis variações das temperaturas das águas quente e fria. Econo- mia de tempo, Água e energia do aquecedor que pode representar uma diminuição de 30% a 50 % nas contas de Água e Energia, gás, elétrica,diesel. Fácil instalação, não requerendo quebradeiras Ideal para Hoteis, Moteis, Acade- mias, Residências e clubes. Economizar água ficou ainda mais fácil Trata-se de um sistema modular de proteção ao solo, fabricado com 100% material plástico reci- clado e reciclável, com alta resistência, P500 até 120 toneladas/m², P330 até 60 toneladas/m² e Pi250 até 60 toneladas/m². Ideal para áreas de estacionamentos, logísticas, estoques, calçadas, câmaras frigoríficas, cozi- nhas industriais, banheiros de clubes, acade- mias e outros. Feito com matéria prima altamente resistente, leve, fácil de transportar, fácil de instalar, siste- ma macho e fêmea. Por se tratar de plástico reciclado e reciclável, substitui com durabilidade, economia, estrados de madeira e blocos de concreto, contribuindo ao meio ambiente. O piso ECOPLATE® é uma solução inovadora altamente compatível com empreendimentos que buscam o Selo Verde, (LEED), já que pos- sui a certificado Green Building Council Brasil (GBC). Possui baixo índice de manutenção. Saiba mais em www.ecoplatepisos.com.br ECOPLATE® , novo produto no mercado de pisos permeáveis e antiderrapantes.
  • 230.
    230 jul/15 rev/gbc/br MATERIAIS& TECNOLOGIA A Ecotop® é uma empresa 100% nacional, pioneira na tecnologia de re- ciclagem de aparas pós industriais, tornando-se referência internacional com seus produtos ecológicos. Os resíduos da fabricação de tubos de pasta de dente que não possuíam um destino “politicamente correto”, tornaram-se, desde 2003, material-prima para uma produção de extrema qualidade de telhas, placas e cumeeiras. Os produtos confeccionados com Tubos de Creme Dental não geram ne- nhum tipo de efluente ou poluente atmosférico. São leves, impermeáveis, com alta resitência Físico-Mecânica e isolantes termoacústicos. Subs- tituem a madeira, aglomerados e afins, oferecendo grandes vantagens para diversas áreas como: Construção Civil, Arquitetura, Decoração, Mo- veleiro, Indústria Naval, Embalagens, Designers e outros. Um ideia simples, de baixo custo para o consumidor e altamente lucrativa para o planeta. Mercado verde, forte e consciente. A GlassecViracon é uma das maiores e mais importantes empresas transformadoras do vidro para a construção civil do Brasil. Com 24 anos de atuação, desenvolve e fornece soluções inovadoras e sustentáveis para proje- tos arquitetônicos no país e no exterior. Entre os edifícios que contam com suas soluções em vidros estão deze- nas de empreendimentos comerciais e corporativos com certificações Leed e Aqua em diferentes regiões do país. Sua fábrica está localizada em Nazaré Paulista, a 60 mi- nutos da cidade de São Paulo, onde produz vidros in- sulados, laminados, serigrafados e temperados. Perten- cente ao grupo Apogee, a empresa possui certificações ISO 9001 e homologações de excelência como proces- sadora de vidros de controle solar. Além disso, é a única no mercado brasileiro que tem um Laboratório de Quali- dade para controlar a homogeneidade da cor dos lotes de vidros, a fim de garantir a uniformidade das fachadas. Responsabilidade ambiental Soluções sustentáveis em vidros arquitetônicos
  • 231.
    revistagbcbrasil.com.br 231jul/15 certificações Com maisde 55 anos de experiência em produ- ção e tecnologia de películas, a Eastman realiza in- vestimentos contínuos em maquinário, tecnologia e treinamento de funcionários para se manter na vanguarda da indústria. Nossas películas LLumar são fabricadas nos EUA e são construídas por pro- cessos de tingimento de cor, sputtering, metaliza- ção, óxidos cerâmicos, laminação e corte. Sendo o maior fabricante, oferecemos a mais variada linha de películas para tratamento de vidros no mercado. Nossos produtos variam entre películas pigmenta- das de vidro padrão até as películas de maior de- sempenho, refletivas, de bombardeamento iônico, metalizadas, privacidade, controle solar, seguran- ça e especialmente películas para aplicações em veículos, edifícios, decorativas e de segurança. Empresa Certificada : ISO 9001: 2008 - Certificate #FM 35957 Procure o instalador mais próximo. Acesse www.llumiar.com.br A sustentabilidade faz parte da governança cor- porativa da GlassecViracon, em sintonia com as práticas internacionais de responsabilidade ambiental. O compromisso da empresa nesse campo está presente tanto no processo de be- neficiamento dos produtos, que inclui uma esta- ção de tratamento de efluentes e a reciclagem de materiais, quanto no desenvolvimento de vidros sustentáveis, que contribuem com a re- dução do consumo de energia nas edificações. Com uma equipe de especialistas em especi- ficação de vidros para arquitetura, a empresa oferece um atendimento personalizado para esclarecer as dúvidas dos clientes, que podem solicitar amostras de vidros e trocar ideias sobre a melhor solução para o seu projeto. O suporte ao cliente se estende durante o desenvolvimen- to da obra. GlassecViracon Rodovia Dom Pedro I, KM 58 Nazaré Paulista - SP Tel: (11) 4597-8100 www.glassecviracon.com.br contato@glassecviracon.com.br Aproveitar água de chuva é uma necessidade ecológica e econômica. A chuva está disponível em abundância na maioria das cidades brasi- leiras, porém, deve ser captada e armazenada de maneira adequada. O Sistema de Aproveita- mento de Água da Chuva da Acquasave/3P Te- chnik conta com tecnologia Alemã, que é líder de mercado, e disponibiliza ao mercado Brasi- leiro uma grande quantidade de filtros e acessó- rios que atendem a Norma ABNT 15.527/2007. Disponibilizamos filtros e assessórios para pe- quenas áreas de telhado a até grandes pavi- lhões industriais. Buscado melhor atender nos- sos clientes, contamos com uma grande rede revendedores autorizados, espalhada por todo o território nacional. Seja mais um cliente satis- feito: “Aproveitar água de chuva é uma questão de consciência e cidadania. Faça sua parte!” Recurso que cai do céu Respeitada mundialmente como películas de alta performance para vidros. Eastman Chemical do Brasil Rua Alexandre Dumas, 1711 – Birmann 12 – 7º Andar – Cj. B Chácara Santo Antônio – São Paulo – SP CEP 04717-004
  • 232.
    232 jul/15 rev/gbc/br MATERIAIS& TECNOLOGIA Marca de revestimentos ecológicos, a Rivesti (rivesti.com.br) apresenta ao mercado pastilha produzida com PET reciclado (85%) e aditivos minerais reaproveitados (15%). Para desenvolver o produto, foram necessários 3 anos de pesquisa e 5,5 milhões de reais. Todo esse investimento resultou na só na criação das pastilhas Rivesti como em um processo de fa- bricação sustentável, com baixo consumo de energia elétrica, zero emissão de poluentes e zero resíduos. Cada m² de pastilhas evita o lan- çamento de 3Kg de CO2 na atmosfera e retira 66 garrafas PET do meio ambiente. Ou, ainda, cada 40m² de pastilhas evitam que 1m³ de área do planeta se transforme em depósito de lixo. E, como são até 66% mais leves, a emissão de po- luentes durante o transporte das pastilhas tam- bém é reduzida. "O segmento de revestimentos precisa ser mais sustentável”, afirma Rafael So- rano, criador da pastilha ecológica. Praticidade é outro conceito que se aplica à Ri- vesti. As placas estruturadas são fáceis de insta- lar e garantem o alinhamento perfeito das pasti- lhas. A uniformidade visual é obtida por meio de encaixes laterais exclusivos desenvolvidos pela empresa. Graças a esse design, a instalação é até 6 vezes mais rápida que a das concorrentes, gerando economia em mão de obra. O design da Rivesti também foi pensado para reduzir em até 60% a quantidade de argamassa na instala- ção e permitir, inclusive, a colagem com adesi- vos recém-lançados no mercado. Outra vantagem é que as pastilhas podem ser aplicadas sobre alvenaria comum ou drywall, em áreas secas e molhadas. "As pastilhas têm 0% de absorção de água e são fabricadas com aditivos que protegem contra ação dos raios UV e agentes químicos", garante Sorano. Já a co- leção de cores apresenta tonalidades e efeitos cromáticos inéditos. São 33 tons vibrantes no catálogo permanente e ainda a possibilidade de reproduzir qualquer cor da escala Pantone. “Permitimos aos arquitetos novas possibilidade de uso e liberdade criativa”, completa. Desenvolvidas no Brasil com o apoio de em- presas norte-americanas e europeias, as pasti- lhas Rivesti foram testadas em laboratórios na Alemanha. Ou seja, o produto já nasceu pronto para atender ao exigente mercado externo. Hoje as pastilhas são exportadas para a Europa e os Estados Unidos. E, em breve, a Rivesti irá inau- gurar uma unidade fabril na Suíça. No Brasil, a empresa, sediada em São Paulo, comercializa as pastilhas em boutiques de revestimento e na rede Leroy Merlin, que tem mais de 30 home centers só no país. Para o grupo francês, a par- ceria com a Rivesti é estratégica pela inovação e sustentabilidade. Rivesti lança a primeira pastilha produzida com PET reciclado Uso Inteligente da Água Rivesti Revestimentos Ecológicos Rua Inácio Luís da Costa, 1850 Parque São Domingos São Paulo - SP 05112-010 Tel.: +55 (11) 3644 7626
  • 233.
    revistagbcbrasil.com.br 233jul/15 certificações A Califórniaestá enfrentando uma crise de água sem precedentes, com 98 por cento do estado experimentando algum nível de seca e 44% expe- rimentando seca extrema. O recente decreto publicado pelo Governador Brown aos californianos, instruindo sobre a redução do uso de água em 25%, trouxe ao primeiro plano de discussão uma antigo questão de cons- ciência do estado e provavelmente de todo o mundo. A questão finalmen- te deixou de ser sobre como podemos gastar menos água para como devemos gastar menos água. A Associação de Agências de Água da Califórnia (ACWA) afirma que mais de 50% de todo o consumo de água residencial no estado da Califórnia acontece do lado externo das casas. Além disso, o ACWA estima que os californianos tendem a aplicar água em até 60% de excesso em plantas ao ar livre e em gramados. Estas estatísticas indicam uma tremenda opor- tunidade de usar este valioso recurso de forma mais eficiente em toda a Califórnia e no resto do mundo. O legado de conservação de água da Rain Bird A situação atual da Califórnia golpeia de forma muito pessoal a mim e a minha família. Nos primórdios de 1930, meus pais, Clem e Mary LaFetra, fundaram a Rain Bird no celeiro da família em Glendora, Califórnia. Nosso primeiro produto, o original aspersor de impacto, foi desenvolvido para irrigar de forma mais eficiente pomares de citros nas proximidades. Hoje, a Rain Bird é um líder global em irrigação eficiente, temos raízes profun- das na Califórnia e continuamos sediados a apenas algumas milhas de distância de onde tudo começou. Declaração sobre as condições de seca da Califórnia Anthony LaFetra, Presidente, Rain Bird Corporation Décadas antes de o termo "restrições de água" tornar-se um vernáculo co- mum, reconhecemos a necessidade de proteger e usar de forma eficiente o recurso mais precioso do nosso mundo. Nossa filosofia de trabalho, O Uso Inteligente da Água ™, continua a influenciar em todos os aspectos do nosso negócio. A Rain Bird passou as últimas oito décadas desen- volvendo a linha mais abrangente da indústria de soluções de irrigação eficiente para todo tipo de uso, desde casas e escolas e até parques, campos desportivos, campos de golfe e fazendas. Com eficientes pro- dutos e práticas de irrigação, é absolutamente possível que um cidadão médio da Califórnia consiga reduzir o consumo de água no externo de sua casa em 25% ou mais sem ter que desistir das plantas, árvores e jardins que agregam tanto para nossas vidas. Defendendo a necessidade de mudança Sabemos que produtos de irrigação eficientes representam apenas um passo de um longo caminho em direção a uma mudança positiva. É por isso que a Rain Bird também se concentra em ajudar as pessoas a apren- der a usar a água com sabedoria e eficiência. Desde os nossos grupos de liderança de treinamento na indústria, ao nossos profissionais de vendas e engenharia, os funcionários em toda a nossa organização são com- prometidos com o Uso Inteligente da Água ™. Todos os dias, a Rain Bird ensina profissionais de irrigação a projetar, instalar e operar sistemas mais eficientes e a educar os consumidores em todo o mundo sobre o uso responsável da água. Hoje, a Rain Bird e seus parceiros nos setores de irrigação e de gestão da água tem a condição única e de destaque para fazer a diferença durante este período de crise da água. Trabalhando em conjunto, podemos tornar mais fácil a todos os californianos a missão de reduzir significativamente o seu consumo de água e ainda desfrutar de muitos benefícios que os espaços verdes têm para oferecer. A Rain Bird vai continuar a desenvol- ver produtos e iniciativas que vão ajudar aos californianos a fazer esco- lhas responsáveis, informadas sobre as maneiras que todos nós usamos água. Tirando proveito de produtos e práticas de rega inteligentes hoje, podemos inaugurar uma nova era de eficiência hídrica e uso sustentável da água, e não apenas na Califórnia, mas em todo o mundo. Rain Bird Brasil Ltda Rua Piauí, 740 – Marta Helena Uberlândia – MG - Brasil 38.402-020 Telefone: 34 3212 8484 Fax: 34 3212 5469 Mzlochevsky@rainbird.com.br www.rainbird.com.br Rain Bird Brasil Limitada Rua Piauí, 740 – Marta Helena - Uberlândia – Minas Gerais - CEP. 38.402-020 CNPJ. 03.167.227/0001-14 IE. 702.024740.0042 Telefone: 34 3212 8484 Fax: 34 3212 5469 www.rainbird.com.br Referências Bancárias - Banco Itaú S/A – AG.: 3083, C.C.: 05006-6, Uberlândia/MG, Gerente: Sta. Cristhina Borges, Tel. (34) 4004-4506 - Banco do Brasil S/A – AG.: 2591-7, C.C.: 23516-4, Gerente: Cristina, Tel. (34) 3292-5300 Referências Comerciais TRANS WAR TRANSPORTES LTDA ECO PIPE Rua Ricardo Bassoli Cezari, 3880 Campinas-SP Sr. Carlos Alberto Tel. (34) 3232 8057 carlos.alberto@transwar.com.br TG TRANSPORTES LTDA. GRUNDFOS Rua da Lavoura, 2320, B. Minas Gerais Av. Humberto de Alencar Castelo Branco, 630 Uberlândia/MG Cep 38402-204 SP 09850-300 São Bernardo do Campo Phone: (+ ) 55 11 4393 5533
  • 234.
    234 jul/15 rev/gbc/br MATERIAIS& TECNOLOGIA A DW Engenharia atua de modo diferenciado não apenas porque utiliza os melhores recursos humanos e tecnológicos. Mas porque busca solu- ções novas, com tecnologias de ponta que - muitas vezes - ainda nem fo- ram adotadas pelo mercado. Você percebe a diferença: na qualidade do projeto, no cumprimento dos prazos, na transparência da relação. Parceria total com o cliente. A DW Engenharia oferece assessoria total ao cliente, com soluções com- pletas e personalizadas. Os projetos são customizados, apropriados às especificidades de cada empreendimento. O cliente conta com Asses- soria Técnica no planejamento estratégico da obra, bem como a Fiscali- zação e o Comissionamento, garantindo a perfeita execução do projeto. Além disso, a empresa realiza estudos de viabilidade técnico-econômica na busca pelas melhores alternativas de sistemas de ar condicionado e na definição do sistema mais adequado às necessidades do cliente. Nosso compromisso é com a melhor relação custo x benefício. Presente nos principais projetos sustentáveis Soluções Integradas em Ar Condicionado, Ventilação Mecânica, Automação Predial, Geração e Conservação de Energia Av. Emb. Abelardo Bueno, 1340 / Gr. 603 Rio de Janeiro, RJ - 22775-040 Tel:(21) 2439-3994 / Fax:(21) 2439-3957 Skype: dwenge12 www.dwengenharia.com.br ESTÁDIO DO MARACANÃ, RJ - 3.020 TR TORRE OSCAR NIEMEYER - FGV, RJ - 1.680 TR BIBLIOTECA PÚBLICA DO RJ, RJ - 587 TR ©RenanBacellar A madeira ecológica Madeplast é um produto com tecnologia inovadora e exclusiva desenvolvida no Brasil. Além de ser um produto 100% ecológico, a madeira plastificada oferece vantagens diferenciadas, que agrega sustentabi- lidade e durabilidade à sua obra. A busca pela inovação e pela colaboração com o meio ambiente foram os grandes motivadores do desenvolvimento do produto, que serve como substituto da madeira convencional, reduzindo as- sim a extração deste recurso natural. A madeira ecológica tem o foco em instalações de áreas externas e atende diversos perfis de produtos com a aplicação em decks, fachadas, revesti- mentos, pergolados, píer, spa, passarelas, trilhas ecológicas, cercas, muros e revestimentos ecológicos. Os principais diferenciais do produto são: Pos- sui nanotecnologia; Dispensa de aplicação de verniz; Não sofre ataques de fungos; Todas as sobras do produto podem ser recicladas após o consumo; Aceita tinta de madeira; Pode ser cortada ou parafusada com ferramentas de madeira; Não solta farpas; Fabricada com plástico reciclado e sobras de resíduos de madeira. Além disso, a madeira ecológica Madeplast necessita de baixa manutenção em relação à madeira convencional, o que é compen- satório em relação ao custo x benefício do produto. A madeira plastificada é composta com 70% de resíduos de madeira como, restos de paletes, bobinas, armários, serragem e pó de serra e 30% plástico de reciclagem proveniente de cooperativas especializadas em coleta seletiva, evitando a utilização de plástico virgem no processo de fabricação. A MADE- PLAST possui um padrão caracterizado por três filtros de análise de qualidade do produto durante o processo de fabricação. Em cada filtro, são analisados os critérios de qualidade do produto. Os critérios de análise da qualidade são: visual, dimensional (largura, espessura e comprimento), integridade da peça, acabamento e cor. Esses critérios são estabelecidos dentro de uma faixa aceitável, de acordo com o padrão histórico de cada peça. Um produto 100% ecológico com tecnologia inovadora genuinamente brasileira MADEPLAST: Madeira plastificada www.madeplast.com.br
  • 235.
    revistagbcbrasil.com.br 235jul/15 certificações Os chillersSintesis fazem parte do portfólio de pro- dutos Ingersoll Rand® EcoWise™, projetados para reduzir o impacto ambiental com o uso de um gás refrigerante de última geração e baixo potencial de aquecimento global (GWP), combinado a uma operação de alta eficiência. "Com a disponibilidade deste portfólio, a Ingersoll Rand está agindo de acordo com o compromis- so em aumentar significativamente a eficiência energética e reduzir o impacto ambiental de suas operações em seuportfólio de produtos até 2020", disse Dave Regnery, Presidente de Sistemas de Aquecimento, Ventilação, Ar Condicionado (HVAC) Comercial da Ingersoll Rand na América do Norte, Europa, Oriente Médio eÁfrica. "Através do novo e ampliado portfólio chiller Sintesis, a Trane agora oferece aos proprietários de edifícios e empresas mais opções em relação a como e quando reduzir as emissões de gases de efeito estufa." Os Resfriadores de Líquido Sintesis oferecem aos clientes a opção de usar o R-134a ou o DuPont Op- teon® XP10 (R-513A), um gás refrigerante de últi- ma geração e baixo GWP para alcançar objetivos sustentáveis. Chilers resfriados a ar Trane Sintesis agora estão disponíveis para o mercado "Os chillers Sintesis são projetados para oferecer eficiência energética e escolhas com uma varieda- de de opções para atender a necessidades especí- ficas", disse Jeff Moe, Líder Comercial e de Produ- tos Aplicados da Trane. "Eficiência e combinações acústicas provam a versatilidade do Trane Sintesis e o torna adequado para todos os fins e aplicações em edifícios, incluindo conforto e processo de res- friamento, durante todo o ano e em todo o mundo". Controles integrados de última geração oferecem uma interface simples ao usuário - padrão em to- dos os chillers Sintesis - proporcionando eficiência e vantagens no desempenho. Os controles Tracer AdaptiView™apresentam um display colorido tou- ch-screen de 7 polegadas para status e navegação intuitiva de simples operação. Estratégias de controle comprovadas, como tem- peratura integrada e lógica de fluxo, respondem a uma grande variedade de condições e mantém a operação do chiller confiável e eficiente. O Adapti- ve Control™mantém o resfriador de líquido funcio- nando de forma eficiente em condições extremas - mesmo sob uma falha no sistema de automação predial – para uma operação confiável quando ela é mais necessária. O controle de configurações dos chillers Sintesis oferece um recurso de arma- zenamento de gelo exclusivo para resfriamento du- rante picos de demanda. Disponibilidade e Tamanho Na América Latina, os chillers Síntesis (modelos entre 115-500 toneladas de refrigeração) estarão disponíveis durante todo o ano, começando com os modelos de 115 a 215 TRs, já disponíveis no mercado, seguido pelos modelos de 230 a 500 toneladas de refrigeração, que estarão disponíveis no final de 2015. Os Chillers resfriados a ar Trane Sintesis™ agora estão disponíveis para auxiliar a reduzir a emissão de gases de efeito estufa Para saber mais sobre os chilers resfriados a ar Trane Sintesis, acesse www.trane.com/Sintesis
  • 236.
    236 jul/15 rev/gbc/br MATERIAIS& TECNOLOGIA Tratamento ecológico de água em edificações Isolamento Termo-Acústico para coberturas e telhado em geral com espuma rígida de poliuretano Para uso do isolamento térmico da construção ci- vil, vale a exigência da economia de energia com medidas de isolamento e para melhor proteção de isolamenro e para melhor proteção de superfícies. Espuma rígida é usada com isolante termo-acústi- co e impermeabilizante para coberturas em geral, tais como: telhados de fibro-cimento, telhados em chapa de aço, telhados em alumínio, pré molda- dos de concreto, lajes, elementos tipo sandwich, câmaras frigoríficas, fabricação de containers, enchimento do casco de barcos e demais isola- mentos gerais em construções novas e reformas. A WC utiliza métodos de aplicação tanto spray como pintura, da mais alta tecnologia em poliu- retano expandidi, há mais de 25 anos operando no mercado nacional. Equipamentos modernos de alta capacidade de produção, com excelente produtividade e rapidez de aplicação. Pessoal al- tamente especializado e experiência comprovada Proteção perfeita para sua cobertura Somos uma consultoria especializada em resolver problemas relativos à água, tais como, incrusta- ções, reuso, descarte, captação e entre outros. A H2X inova mais uma vez, sempre pensando no Meio Ambiente e nos nossos clientes. Nossa meta é apresentar sempre a melhor solu- ção, viável economicamente e adequada tecnolo- gicamente a cada tipo de necessidade do cliente, sempre dentro dos padrões da Ecoeficiência, sen- do eficaz no tratamento de água, maximizando o processo de troca térmica. Dessa forma apresen- tamos: Nossos serviços: •Tratamento de água dos sistemas de refrigeração de edifícios comerciais e residenciais (sistema de climatização / ar condicionado), torres de resfria- mento, chillers de água gelada; •Limpeza química em sistemas de refrigeração: limpeza de trocador de calor, tubulação e torres de resfriamento •Tratamento de água cinza, água que sai da pia de banheiros e cozinhas para reuso •Economia de água (tratamento físico através de nanotecnologia) •Tratamento de água de poço mina e chuva para utilização em reuso em geral Com a mesma seriedade e compromisso que já são a marca registrada da H2X, nossos equipa- mentos integram o conceito de sustentabilidade, buscando apresentar soluções eficazes e de baixo impacto ao meio ambiente, trazemos uma série de produtos para cada necessidade. Através de nossa assessoria para a definição da tecnologia e produtos a serem adotados (trata- mento físico ou químico) e a quantidade e quais equipamentos serão necessários para estabelecer o perfeito funcionamento dos sistemas de resfria- mento e aquecimentos da água, os equipamentos são cedidos em regime de comodato não havendo custo para nossos c clientes com a aquisição. São produtos para filtragem de água, com a es- colha do filtro mais adequado a necessidade da água e seus usos como polarizadores magnéticos, esterilização por ultra violeta (UV), filtros de areia, cartucho, Bag, carvão ativado, etc. Entre eles, o polarizador H2X (PMX) que atua com nanotecnologia, modificando a estrutura das molé- culas dos sais existentes na água, impedindo que solidifiquem e incrustem. Com o PMX o tratamento de água de água industrial torna-se eco eficiente. Além disso, prestamos serviços de elaboração de analises de água: portaria 2914, SS 65, Legionela, DBO, DQO, Conama, etc.
  • 237.
    revistagbcbrasil.com.br 237jul/15 anuário GBC2015 MEMBROS GBC BRASIL 2015 BRESCO Investimentos S.A SICTELL IND. E COM. DE... 24.7 arquitetura design 3M do Brasil 5tec - Projeto e Soluções... à bloc Arquitetura &... A e M ENGENHARIA A Zero Engenharia LTDA A.Azevedo Consulting -... A2 Arquitetos A2 Engenharia e Construções... Ábaco Arquitetura e Design... ABACUS EAG Abili Assessoria Técnica... Acade Arquitetura e... ACE Engenharia Acqua System Acqua Systems Consultoria e... Acquamatic do Brasil Ltda Acquasave Acropole Arquitetura Ltda ACS Engenharia Ambiental ACS Sistemas de Energia ACV Sistemas de Energia Ltda.... Addere Engenharia LTDA ADEMI RJ - Associação dos... Aeroglass Brasileira S/A... Aerothermika Sistemas de Ar... Afaplan - planejamento e... AFFA Engenharia Afonso França Engenharia AIRFAN - EXAUSTORES E... AK 100 ESTETICA AUTOMOTIVA... Akkerman - Acústica... AKZONOBEL LTDA - Decorative... Alcoa Alcon Construtora e... Alcon Construtora e... Alemdaluz Iluminação Alex Bonilha Arquitetura Ltda Alianza Negócios Imobiliários... Allume Arquitetura de... ALPER ENERGIA S.A. ALUCOMAXX INDUSTRIA E... Amanco AMATA S.A AMBIANCH INDUSTRIAL LTDA Ambiental Consultoria Ltda AMBIENTE EFICIENTE... AME ARQUITETURA E URBANISMO AMES Arquitetura e... Amora Obras, Reformas,... Âncora Sistemas de Fixação Andaluz Arquitetura e... André Lacava Bailone Andréa Juliana de Oliveira Sá... AP Arquitetos Aquarum Consultoria e... Aquastock Captação... AR SONDAR SERVIÇOS PARA... Araruama Engenharia ARC Chemical Produtos... Ares Arquitetura Ltda ARFLEX Ar Condicionado Ltda Argollo & Martins Arquitetos... Ariane Lima Arquitetura ARKTECTUS ARQUITETURA E... Arktectus Arquitetura... Armacell Brasil Ltda Armstrong World do Brasil... Arq&Urb Projetos Ltda ARQSOL Arquitetura e... Arquitetura Kika Camasmie ARQVX Arquitetura e Urbanismo Artcons Indústria e Comércio... ARTECH AR CONDICIONADO... Arthem Madeiras Comércio Arup Asclépio Consultoria ASF Construções... ASM ALICERCE 1... Aspiramaq - Locação de... Assa Abloy Brasil Sistemas de... Associação Brasileira de... Associação de Cerâmica... Associação Ecoinovação Atena Incorporações Athié Wohnrath Associados... ATIVA CONSTRUÇÕES ATMG Automação Sustentável Atmos Engenharia ATMOSFERA INCORPORAÇÕES E... Aton-e Energia Importação e... ATOS ARQUITETURA E... Atrium Planejamento em... Atualle Divisórias e... Aubicon Industria e Comercio... Ausec Automação e Segurança... Autodesk do Brasil Ltda Automatic House Automatize Eficiência... Autonomy Investimentos Axion Construções AZ Home Comércio de... B3E Engenharia Baggio & Schiavon Arquitetura... Bamboofloor - Pisos e... Banco Citibank S.A. Baro Pintura Airless e... Base Construções e... BASF Bayer S/A BBB Ambiental - Consultoria e... BBP Administradora de Bens e... Beaulieu do Brasil Indústria... Behome Automação Ltda Bellevue - Skylights Betumat Impermeabilizantes BGF Consultoria em Engenharia... BGM Comercio, Automação e... BIGNOTTO CONSULTORIA EM... bioiniciativa Biomassa do Brasil BIÓPOLIS Eco Controle de... BIOTECNICA LAB SERVIÇOS... Biozyme Brasil Ind. E Com. De... Blu Comércio e Serviços... Blumetal Ar Condicionado BMS Engenharia de... BN Construções Ltda Bosch Bouygues Construção Brasil BR BUILD Soluções... BR Properties Bragenix LTDA - EPP BRAKEY COMERCIO DE PRODUTOS... BRANCORP CORPORAÇÕES LTDA Brasus-Brasil Sustentável... BRATO Automação Predial BRCondos Franchising S.A Brenv Investimentos Imob. e... BRIAND ENERGIES DO BRASIL BRICS Consultoria e Negócios... Bronze Construção BSPar Construções Ltda BSPAR INCORPORAÇÕES LTDA Building Incorporação BV Arquitetura BVST Environmental Systems C - MAX ENGENHARIA LTDA C. Rolim Engenharia C2KR CADARI Camará Shopping Center Caramez Engenharia Ltda Cargo Load Lifting Casa Dagua Materiais Casa do Futuro Casa Innovação Casa3 Arquitetura Ltda Castelatto Castro Mello Arquitetos Ltda Castro Projetos e Consultoria CB Richard Ellis CBTEC Engenharia Cebrace Celutrans - CPE Edificações CenterSteel Engenharia em... Centro Golfinho Rotador Cerâmica City Ltda. CERÂMICA TAGUA LTDA CF I Logística Ltda ChapmanBDSP Charão Arquitetura e... Chronos Serviços de... CINEXPAN INDÚSTRIA E COMÉRCIO... Ciplak Impermeabilizantes CKC do Brasil (Fire... CLA BRASIL COMÉRCIO DE... Claudio D’Oliveira Tavares -... CLEANIC AMBIENTAL - Limpeza... Climapress Tecnologia em... Climatizar Engenharia Térmica... Clinton Climate Initiative CLM+Arquitetos Coca Cola Brasil CODEPLAN - Consultoria de... Colliers International Comfort Door - Vedações... Comis Engenharia Técnica LTDA CONAD Consultoria e... Conceito Ambiental CONCRESTEEL - Pisos e... CONCRETIZA SERVIÇOS DE... Condix Engenharia Ltda Condomínio do Centro... Conexled Conforlab Engenharia... Construfácil Agropecuária... Construtora Andrade Ribeiro... Construtora DNA Framing CONSTRUTORA E INCORPORADORA... CONSTRUTORA E INCORPORADORA... Construtora Vertical Ltda Contech Engenharia Ltda Control Tec Gerenciamento de... Controlbio Assessoria Técnica... Controle Prestação de... Corpore Empreendimentos LTDA Cotia Paper Industria e... Council Press Assessoria LTDA CPLUX CONSULTORIA E GESTÃO EM... Creato Consultoria e Projetos... CS Brasil CSA Design CSSE SOLUÇÕES DE ENGENHARIA... CTE - Centro de Tecnologia de... Cushman & Wakefield CV Instalações Industria e...
  • 238.
    238 jul/15 rev/gbc/br anuárioGBC 2015 Cyrela Commercial Properties... Dagnese & Cia Ltda Daikin Mcquay Ar Condicionado... DALÍ Multi Serviços Ltda DallOnder Laybauer Desenhos... Dannenge Soluções de... Davis Brody Bond Deca | Hydra Deli-ar Comercio e Manutenção... Delpro Empreendimentos... DELTA ADMINISTRAÇÃO E... Demolidora FBI LTDA DEMOLIDORA SANTOS LTDA Denver Impermeabilizantes Depaula e Depaula... DHARO P Dias de Sousa Diase Construções Dimibu Indústria de Artefatos... DITEC ENGENHARIA E... Div Design Divisórias... DJR Construções DL Construtora LTDA DOCOL Domoglass Comércio de... Domus Urbanismo Dow Brasil Dox Planejamento, Gestão e... DPG Plan - ARTELIA ... DRYKO IMPERMEABILIZANTES DryStore DS Cálculos Estruturais Ltda DTS Diversão Tecnologia e... Ductor Implantacao de... DuPont do Brasil DURIGON HOMES Duroshield Spray Systems DutraLevi Construtora Ltda e-Vertical Tecnologia E.G.A ARQUITETURA E... E.W. ENGENHARIA LTDA E.W. ENGENHARIA LTDA EAF Esquadrias EAM Consultoria Ltda Easy Gerenciamento e... EBM Climatização e Instalação... Echo Construtora Ltda Ecoblock Indústria e Comércio... Ecoconstruct Brazil Ltda ECOGREEN Ecohus Ecojardim Franquias Ecolibra Engenheria, Projetos... Econoágua Comércio de... Econoágua Comércio de... Ecopak Telhas e Chapas... ECOPANTANAL Ecoplace decks ecológicos Ecoplate - Pisos Plásticos... Ecoquest do Brasil... ECORLED - Lâmpadas e Postes... Ecotech Arquitetura Ecotech Thermal Engineering Ecotech Thermal Engineering Ecotelhado ECOTOP Indústria e Comércio... Ecowin Soluções Ecológicas Efficens Eficiência em... Eficacia Projetos e... Ekatu intermediação de... Ekohaus Esquadrias Eireli Ekoty Soluções Visuais e... Elasteq do Brasil Eletro Zagonel LTDA ELETROLINK Elevadores Otis EMBYÁ Paisagens &... Empresarial Paulista de... Energia Técnica Engemon Comércio e Serviço... Engenharia de Sistemas... Engepred Serviços de... Engetel EnGGram Tecnologia e... Engineering - A Hill... Enova Solar EPPO Saneamento Ambiental e... EQUALIZE Consultoria em... Esencial Indústria e Comércio... ESM BH EMPRESA DE ENGENHARIA... Espaço Interativo Essence Projetos Sustentaveis Estelle Dugachard Paisagismo ETEC Engenharia LTDA ETKA SYSTEMS Everlast Brasil Pisos Ltda EVOLLUAR COMÉRCIO E SERVIÇOS... EVOQUIMICA INDUSTRIA E... EXCENGE - EXCELÊNCIA EM... Exim Sistemas de Iluminação... EZY COLOR SC PROTEÇÃO E... FABRIMAR S.A. INDÚSTRIA E... Fatorágua Serviços e Soluções... FBS Termoplásticos Ltda Fênix Construtora e... Fernandes Arquitetos... Fibra Expert Empreendimento... Five Star Painting Brasil FL 17 EMPREENDIMENTO... Flooring Indústria e Comércio... Floraliz Foccus Gerenciamento de... FOCUS CLIMATIZAÇÃO Folle Empreendimentos... Forbo Pisos FORMIA - ESTRUTURA... Forte Clean - Limpeza de... Fox Engenharia e Consultoria Francisco Ramos Advogados... FREITAS E LIMA SOLUÇÕES... Fulwood Empreendimentos... Furtado de Mendonça ABPS Ltda Furukawa Industrial S.A Gadia - Arquitetura,... Gail Guarulhos Ind.e Com.Ltda GB Eco Solutions GB2 Engenharia GBC Brasil GBFOR - Green Building for... General Water Genergia Projetos... Geração Renovável... Geraissate Engenharia Ltda Gerconsult Engenharia e... Gerdau Aços Longos SA GGM CLIMATIZAÇÃO EIRELI GIL FIALHO PAISAGISMO Global Consortium Global Participações Goincorp Incorporação e... GOJO América Latina Good Serv de Climatização... Gotardo Construtora Ltda GPA gerenciamento projetos... GPBN PAULISTA SPE S/A GR Properties GRAICHE CONSTR. IMOB. LTDA Green Building Council Brasil Green Coatings Revestimentos... GREEN FARM CO2FREE Green Gold Engenharia... Green Solutions Green Studio Arquitetura +... Greenwall Ceramic Grit Grupo Axion Ferramentas e... GRUPO GRX SÃO PAULO Grupo Oikos Soluções... GRUPO STADIA Gruska Péricles Automação... GRX São Paulo Indústria e... GRX São Paulo Indústria e... Guardian GV Demolidora e Locadora Göbel Arquitetura Ltda H Soluções H. AIDAR PAVIMENTAÇÃO E OBRAS... Habitat Comércio e Serviços... Harmonia Acustica Harmonia Arquitetura e... HDA IND. E COM. COMP.... Heating e Cooling Tecnologia... Henkel Hersil Administração e... Hidraulica Eficaz HILTI DO BRASIL COMERCIAL... Hines Interests Hitachi Ar Condicionado do... HOCHTIEF do Brasil HONEYWELL DO BRASIL LTDA HOSANNA RODRIGUES Arquitetos... Hotel Sofitel Jequitimar LTDA House Incorporadora e... Hunter Douglas Ltda HVACR-SERVIÇOS TECNICOS LTDA Hydronorth S/A i-Lumes Comércio de Artigos IBEG Engenharia e Construções... Ideal Home - Automação... ideatek Engenharia e... Idoeta Arquitetura Impakto Sistemas de Limpeza e... IN SERVICE Limpeza Verde de... Indeco Energia Águas e... Indústria e Comércio Paulista... Infinitytech Engenharia e... Informov Engenharia +... INOTUS - Conforto Ambiental Inova Glass - Blindagem... InSinkErator Instituto do PVC Instituto EDP Instituto Muda INTELICON CONSTRUÇÕES... Intéling Domótica e... Interface Flooring Systems... Interplan IRIS Gestão de Imóveis... ISA Sul América Ising - Construções,... Isoeste Indústria e Comércio... ISOVER ISOWATT ENGENHARIA Itaim Iluminação Itambé Administradora ItsClub ITT Performance - Unisinos J.J.Abrão Arquitetura e... Jaguarê Projetos Ltda Jam Engenharia Ltda JBN Electronics I. C. Ltda
  • 239.
    revistagbcbrasil.com.br 239jul/15 anuário GBC2015 JCG CONSTRUTORA E... JETRA CONSTRUTORA LTDA JHSF JJ Design Ltda JK Arquitetura e Ambiente... JK Engenharia Ltda JLG Projetos de Arquitetura JLL JNV Empreendimentos... Joal Teitelbaum Escritório de... Johnson Controls Josinha Pacheco Consultoria... Jovic Engenharia SS Ltda JR DEMOLIÇÃO LOCAÇÃO E... K&M Climatização Ltda K3 Consultoria Industrial Kahn Karakorum Arte & Soluções em... KEMP OFICINA DE PROJETOS E... KEMPER BRASIL COMERCIO DE... KERN Engenharia LTDA Key Consultoria e Treinamento... Kiir Indústria Comercio e... Kimberly-Clark do Brasil Knauf AMF Forros do Brasil... KOEDDERMANN CONSULTORIAS LTDA Kom Arquitetura e... Krieger Metalúrgica Ltda Kzk Arquitetura e Consultoria Körper Equipamentos... L DE O MARTINS La Lampe LAAGER COM. IMP. EXP. DE... Laboratórios B Braun SA Lacoma Solutions Ltda Lafem Engenharia Lampadas Golden LarVerdeLar Projetos... Lavitta Engenharia Civil LAX Engenharia e Sistemas... LCF | INFINITAS ARQUITETURA LCP Engenharia & Construções LCS LINK ENGENHARIA LTDA LDBW - Luiz Deusdara Building... Led Depot Iluminação Ltda Leddy Concept LEDIX - Importação e Comércio... Lepri Produtos Ceramicos Ltda LEVITARE - EVOLUÇÃO DO PISO... LG Electronics do Brasil LTDA Libercon Engenharia Ltda Lifelong Education Institute... Lightbrax Iluminacao Ltda. Lima & Lima Arquitetos Limpidus Sistemas Avancados... LINDEM CONSTRUTORA E... LINK MISSÃO CRTICA -... LLG Construtora e... Locarlimpo Remoção de... Locarlimpo Remoção de... Lock Engenharia LOEBCAPOTE Arquitetura e... LOG COMMERCIAL PROPERTIES E... Logbras Participações e... Loggia Arquitetura Ltda Luminae Energia e Iluminação Luminárias Projeto Lutron Electronics - Lutron... LuxGlass - Películas para... LUZ & FORMA ARQUITETURA Lyon Engenharia Comercial... M J Lopes M Vituzzo Construtora e... M. Ançay & A. Ançay Ltda... M.M.Requião Madeplast Indústria e... Magis Incorporações e... Manah Construções e... Manati Engenharia e... MARIELA FELIPPETTI... Markarquitetura Gerenciamento... Masisa do Brasil Ltda Master Ambiental Matumbi Com. de Art. de... Maxiagua Produtos Para Água... MB Fabricação de Venezianas e... MB3000 SEGURANCA ELETRONICA... MBP ISOBLOCK SISTEMAS... MC Construções Ltda MDarq Arquitetura -... Medabil Soluções Construtivas... Melhoramentos Papéis Ltda Melo Teixeira Memu Arquitetura e Design... Mendes Lima Engenharia Ltda Mendes Pinto Empreendimentos... MEPS ENGENHARIA LTDA MERKANT Método Engenharia MGD MH MHA Engenharia Midea Carrier Mil Madeiras Preciosas MLM Brasil mmcité 8 MO ARQUITETURA LTDA Modulo Arquitetura... Moema Wertheimer Arquitetura... Movinord do Brasil MSA Projetos e Consultoria... Muda Arquitetura e... Multivac MURDOCH & SODRÉ MURITEC Tecnologia... Mutual Construções Ltda MV Escritório de Projetos... MVituzzo MYR projetos estratégicos e... Nalco Nanotech do Brasil Indústria... Neohabitat - Arquitetura e... New Eco Piso Newset Ar Condicionado Norte Arquitetura e Urbanismo... Norte Engenharia Ltda Nortech Engenharia do Brasil Nova Opersan - Opersan... Novaes Engenharia Ltda NOVVA SOLUTIONS NTC Brasil NTEC TECNOLOGIA EM... NWo Arquitetura O3 Engenharia OCC EMPREENDIMENTOS Occa Construtora Odebrecht Realizações... Oliveira Cotta Arquitetura e... Onoda Engenharia Onyx Solar Energy S.L. OPA Oficina da Paisagem OPERATIVA GESTÃO PREDIAL E... Orange Arquitetura,... Orion Telecomunicações... OSRAM do Brasil Lâmpadas... OTEC + eficiência, +... Outsource Engenharia Owa Brasil Produtos... Owens Corning PADO SA - Industrial,... Pailon Comunicação Visual... PANO DE PAREDE ® Parque Torino Imóveis S/A Pedra Branca Empreendimentos... Películas EcoLogic l ... Películas LLumar - Solutia do... PELLET BRASIL COMERCIO DE... PEMAC Engenharia &... Personal Green... Pescatori Souza Instalações... Petinelli Inc. Petróleo Brasileiro S/A Ph Master PIERRE - Engenharia Civil,... Piracuama Empreendimentos... PIRATININGA ARQUITETOS... Pisotron Indústria e Comércio... PlacLux Inovações em... Plaenge Industrial LTDA PLANTT Comercial Importadora... Plaslatina Indústria Plástica... PlastPrime Plotec Engenharia e... POLIPLAS SELANTES E FIXADORES... Poliplás Selantes e Fixadores... Porte Construtora Ltda POUPALUZ IND. E COM. DE... PPG Industrial do Brasil... Prátil Precon Engenharia Presto Blocos e Pisos de... PricewaterhouseCoopers PROCOBRE PROGE 5 CONSTRUTORA LTDA Projecto Engenharia Projetoal Projetta - Projetos &... PROJEXC - PROJETOS,... Propark Paisagismo e Ambiente... PSP INCORPORADORA PW Construções QLED QMD Consultoria Quadrante Arquitetura e... Qualiaço Estruturas Metalicas... Quared Engenharia QUIMICRYL S/A R&P Green Solutions R.D.Ewald R.S. Engenharia de Ar... R3CICLO RAC Engenharia e Comercio... Racional Engenharia Ltda RAF Arquitetura e... Rain Bird Brasil Ltda RAMALHO PRODUTOS TÉCNICOS RBW SERVIÇOS DE SEGURANÇA... RCWS Bio Construções Ltda Recinert Ambientale... Recomservice Compressores e... Regatec Sistemas de Irrigação... Regecon Administração de... Reis Arquitetura SS RELEVARE Revestimentos... Resecom Construtora LTDA RESERMAX RESERVATÓRIOS LTDA Retro Plate Revestimentos Vivos Rewood: Madeira Plástica RFM CONSTRUTORA LTDA RGS Rede de Gestão da...
  • 240.
    240 jul/15 rev/gbc/br anuárioGBC 2015 VG Arquitetura Viapol Ltda VIÁVEL CONSULTORIA Vibia Engenharia VIKINGS Sistemas de Limpeza VIOBRÁS CONSTRUÇÕES LTDA Vipdoor Solution Visio Consultoria VistoPredial - Serviços de... Vita Instalações Vivante Vivian Regina Brasil Ltda. VL Indústria Elétrica e de... Votorantim Cimentos S/A VOTORANTIM METAIS VRF Engenharia de... W Energy Consultoria Gestão e... W V Construtora Ltda W&R Lenzi Ltda.... WALSYWA INDUSTRIA E COMERCIO... Wash2Go - Lavagem ecológica a... WC Isolamento Térmico Ltda Weiku do Brasil WH ENGENHARIA E MANUTENÇÃO... Willer Arquitetos Associados... Windeo Green Futur Brasil... WM Engenharia Comércio e... WNez Planejamento e... Wolpac Sistemas de Controle... WTorre Properties www.eurusystem.com Yovel Projetos e Consultoria... Zadock Technology S.A Zaffarani Gerenciamento e... ZANCANELLA ASSESSORIA Zanettini Arquitetura... ZENNI ALZAMORA ARQUITETURA Zinner Consultants SUL BRASIL AQUECIMENTO SOLAR... SunEdison Brasil SUNEDISON BRASIL SUNLYX BRASIL Supporte Engenharia e... Susplan Gerenciamento e... SUSTENTA ALIMENTOS EIRELI Sustentábille Automação Ltda SUSTENTAR ENGENHARIA LTDA SUSTENTATIVA Eficiência na... Sustentax Sustentech Desenvolvimento... SVO ENGENHARIA E SERVIÇOS S/A SYSTECH TECNOLOGIA TÉRMICA... Tatiana Doro - Arquitetura e... Tavola Engenharia e Com de... Tech-Chiller, Climatização,... Techem do Brasil Serviços de... Techni Consultoria Ltda Tecno Engenharia e... Tecno Fluídos Sistemas de... TECNOLACH INDUSTRIAL LTDA TecnoLirb - Tecnologia em... TENSOFACE FACHADAS VENTILADAS... TENSOR EMPREENDIMENTOS LTDA TERMACON PROJETOS E... Térmica Brasil Comércio e... TERMOELEC BRASIL LTDA. TERRACOR - TINTAS DA TERRA... Tetra Base Engenharia e... THERMOLEX REVESTIMENTOS LTDA ThermoMix Sistemas... ThyssenKrupp Elevadores SA Tishman Speyer TM5 Arquitetura e Design TOBIAS LUMINOSOS LTDA Topázio Engenharia e... Torres Commissioning... Torres Miranda Arquitetura Total Engenharia Ltda Total Green Comercial Ltda Toto do Brasil TRANE Trasix Soluções Ambientais TRATTO ENGENHARIA LTDA TREVO INDUSTRIAL DE... Trinia Arquitetura Tritom Construções Ltda TROX TECHNIK TRX Investimentos... Tubos Tigre - ADS do Brasil Turner & Townsend Consultoria... TÜV Rheinland do Brasil LTDA UK Trade & Investment Brazil UL do Brasil Ullmann Dick Investimentos,... UNI. arquitetos Unicontrols - Building... Uniflex Unikap do Brasil Uniled do Brasil UNIQUE Controle e Gestão de... Universo LED UNIVERSO VITREO LTDA Up Keep Serviços Condominiais... URBANE Planejamento Urbano V2 Construções Ltda Valeman Perfis Metálicos Ltda VANIA DEEKE VEDACIT VEKA do Brasil Ltda Vendecasa Empreendimentos... Verdex Distribuidora... Versatil Engenharia RHÖN Ricardo Pinheiro Pisos e... Rivesti Revestimentos... Rizzato Correia Construtora... RK PROJETOS RL Arquitetura e Interiores RMS Áudio, Vídeo e iluminação Robert´s Sistemas de... Roca Roll-on - Marko Sistemas... Rossi Residencial RR Compacta Engenharia RSA Incorporação e... RSF Empreendimentos e... Ruy Rezende Arquitetura RV Arquitetura S&A Engenharia -... S. A. FABRIL SCAVONE Saber Sustentavel Construções... SABIC Saimel Engenharia Ltda Saint Gobain - Brasilit Saint-Gobain Canalização Sanerg Conexão e Produtos... Santa Luzia Santander São Bento Soluções e Obras... SAVASSI GREEN ARQUITETURA E... SBUS-Automação e Eletrônicos... Schew Construções Ltda SCHMIDT ARQUITETURA LTDA SCHNEIDER ELECTRIC BRASIL Scom CPC Ltda SDI Desenvolvimento... Segal Vissotto Arquitetos SEMPRE Engenharia &... Senzi Lihting Consultants SEPTRA PROJETOS &... Serra Engenharia SERVSUL TERCEIRIZAÇÃO DE... SETRI Consultoria em... Sharewater Projetos,... Shelter Consultoria Técnica... Sherwin-Williams do Brasil... Sictron Ar Condicionado Ltda SIEMENS LTDA Sika S.A. Simpex Construção e... SINDIPRO SERVIÇOS LTDA SKF - Sun Kim Films SKO Laminas de Segurança Ltda Skygarden Telhados Verdes e... Smart Sistemas Construtivos Solar Energy do Brasil Solar Energy do Brasil Solar Reflex SOLIDA SP... Somfy Brasil Speck Construções Sprink Segurança Contra... SR Indústria e Comércio de... Stancati Arquitetura STAR CENTER SOLUÇÕES EM... Starvai Comércio e Serviços... StraubJunqueira Studio Arthur Casas Studio Juliana Pellegrini Studio MK27 STUDIO TABA ARQUITETURA Studio Terra Telhados Verde -... StudioQ - Áudio, Vídeo e... STYLOS ENGENHARIA S/A STYLUX BRASIL SISTEMAS DE...
  • 241.
    revistagbcbrasil.com.br 241jul/15 anuário GBC2015 De 30 de agosto a 2 de setembro A RosadosVentos da Indústria Imobiliária 30/8 - Domingo Abertura oficial - Apresentação do maestro João Carlos Martins e Camerata Bachiana Visita técnica 31/8 - Segunda-feira Panorama político-econômico Real Estate Showcase 2/9 - Quarta-feira Panorama do Mercado Imobiliário do Interior Momento Imobiliário Internacional 1º/9 - Terça-feira Fórum Urbanístico Internacional Confira alguns destaques do evento: *Programação sujeita a alterações. Confira o conteúdo completo no site do evento. Quais estratégias empresariais adotar diante de um cenário tão imprevisível? Descubra na Convenção Secovi 2015 +55 (11) 5591-1306 www.convencaosecovi.com.br Secovi-SP: Rua Dr. Bacelar, 1.043 Vila Mariana - São Paulo (estacionamento: Rua Luís Góis, 2.100) Informações: Vale pontos (Consulte o site do evento)Acesse pelo celular www.convencaosecovi.com.brBaixe o aplicativo Secovi-SP. Media Partner: Patrocínio Especial:Patrocínio Standard: Hotel Oficial: Realização: Patrocínio Premium:Patrocínio Premium Top: Agência Oficial:
  • 242.
    242 jul/15 rev/gbc/br anuárioGBC 2015 GBCBRASILREVISTA 2 16 ANUÁRIO CERTIFICAÇÕES QUANTO MAIS CEDO VOCÊ GARANTIR SUA PRESENÇA, MAIS DIFÍCIL VAI SER O SEU CONCORRENTE ACHAR ESPAÇO AQUI LIGUE: 11 5078 6109 ou atraves do email anuario2016@vibcom.com.br AGORA OS ESPAÇOS AINDA ESTÃO DISPONÍVEIS. PARTICIPE DA EDIÇÃO 2016 DO ANUÁRIO DE CERTIFI- CAÇÕES GBC BRASIL. JÁ ESTAMOS PREPARANDO A PRÓXIMA EDIÇÃO COM AINDA MAIS INFORMAÇÃO. E SUA EMPRESA NÃO PODE DEIXAR DE ESTAR AQUI. A MAIS COMPLETA INFORMAÇÃO DO MERCADO VIBEDITORA
  • 243.
    revistagbcbrasil.com.br 243jul/15 anuário GBC2015 40 m2 =A CADA 40 M² DE MATERIAL MADEPLAST, UMA ÁRVORE É POUPADA Mais árvores ao planeta. Mais sofisticação e praticidade ao seu ambiente. As madeiras ecológicas Madeplast têm exclusiva composição de sobras de madeira e resíduos de plástico. O resultado é um aspecto natural que combina durabilidade e beleza ao seu espaço. Acesse madeplast.com.br e descubra todas as vantagens DECK . PERGOLADO . FACHADA . PIER . PASSARELA