CONSTRUÇÃO SUSTENTÁVEL:
CENÁRIO ATUAL E TENDÊNCIAS




                             1
TEMAS



 1. Cenário Atual do Mercado da Construção Civil
 2. Tendências da Construção Sustentável
 3. Ecoeficiência (Gestão de Resíduos)
 4. Saúde e Segurança
 5. Gestão de Riscos na Subcontratação




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PARTICIPAÇÃO NA ECONOMIA
Setor representa mais de 5% do PIB e mais de 7% do
número total de empregos no Brasil




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CRESCIMENTO




Setor continua crescendo à frente do PIB   4
FORMALIDADE

Formalidade e produtividade
vem crescendo no setor da
construção civil




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DEMANDAS

Grandes programas demandam grande volume de
obras para os próximos anos
    Copa 2014
    Olimpíadas 2016
    Minha Casa Minha Vida
    PAC
    Pré Sal




Fonte: ENIC 2011
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DEMANDAS NÃO ATENDIDAS

Com todo este crescimento, o Brasil ainda apresenta os
seguintes indicadores:
    Apenas 46,2% da população é atendida por coleta de esgoto
    Apenas 37,9% do esgoto gerado recebe algum tratamento
    12,3 milhões de brasileiros vive em moradias precárias




Fonte: SNIS 2010 e Ministério das Cidades 2007

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IMPACTOS

Mundialmente os edifícios são responsáveis pelo
consumo de:
  50% das matérias-primas (e geram 50% dos resíduos sólidos)
  40% da energia gerada
  20% da água utilizada
  70% dos produtos de madeira




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UTILIZAÇÃO DE RECURSOS NATURAIS


You see, we should make use of the forces of nature and should
obtain all our power in this way. Sunshine is a form of energy,
wind and sea currents are manifestations of this energy. Do we
make use of them? Oh no! We burn forests and coal, like tenants
burning down our front door for heating. We live like wild settlers
and not as though these resources belong to us.
                                Thomas A.Edison, inventor of the tungsten lightbulb, quoted in 1916




                                                                                                  9
3R - REDUZIR

REDUZIR a demanda por recursos naturais:
  Economizar água e energia
  Combater o desperdício
  Consumo consciente




                ...E recusar, não
                usar nem descartar
                sacolinha plástica
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3R - REUTILIZAR E RECICLAR
REUTILIZAR
  Aproveitar edifícios, sistemas e componentes existentes
  Projetar para o desmonte



RECICLAR
  Implica no aporte de energia para transformação do material
  Depende de viabilidade econômica
  Pode haver perda de valor de uso em cada reciclagem:
   de papel branco a papel reciclado a papelão.
   No final fica sempre um resíduo = lixo

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DO BERÇO AO BERÇO

Na natureza não há lixo; todo resíduo é alimento.
A abordagem do berço ao berço elimina o conceito de
resíduo e a desvalorização do item reciclado




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CONCLUSÃO DO CENÁRIO ATUAL

A atividade da construção civil convencional não é
sustentável;
Existe necessidade de mudança do modelo;
Precisamos definir e implantar cidades e edifícios
verdes.




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1. Cenário Atual do Mercado da Construção Civil

2.Tendências da Construção Sustentável
3. Ecoeficiência (Gestão de Resíduos)
4. Saúde e Segurança
5. Gestão de Riscos na Subcontratação




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O QUE CARACTERIZA UM EDIFÍCIO VERDE

Uma edificação sustentável, ou edifício verde,
atende ao CONJUNTO dos objetivos abaixo:
 ✔ Menor impacto ambiental
 ✔ Economia da energia
 ✔ Economia de água
 ✔ Reduzir a emissão de CO2

 ✔ Menor custo operacional
 ✔ Valorização e durabilidade
 ✔ Retorno financeiro

 ✔ Saúde e conforto
 ✔ Beleza
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MENOR IMPACTO AMBIENTAL



                              Uso de   Resíduos
                   Emissões   ÁGUA     50-60%
                     CO2      30-50%
                     35%
       ENERGIA
            30%




FONTE GBC BRASIL
                                                  16
MENOR CUSTO OPERACIONAL

Na vida útil de um edifício:
  20% dos custos são referentes à construção
  80% são referentes à operação.


O menor impacto ambiental de um edifício verde
resulta em economia na operação ao longo da vida útil,
e deve ser verificado / melhorado através de:
  Monitoração do consumo de energia e água
  Avaliação pós ocupação / campanhas motivacionais


                                                         17
MAIOR RETORNO FINANCEIRO

Comparativamente, edifícios verdes proporcionam:
  Maior velocidade de venda
  Maior taxa de ocupação
  Maiores aluguéis




   FONTE: Doing Well by Doing Good
   2008, University of California, Berkeley



                                                   18
MAIOR BEM ESTAR E CONFORTO
  ESCOLAS          HOSPITAIS       ESCRITÓRIOS


          20% DE       PACIENTES      AUMENTO DE
         MELHORA        DEIXAM O         PRODU-
            NAS        HOSPITAL       TIVIDADE DE
          PROVAS       MAIS CEDO          2-16%



                   COMÉRCIO        MANUFATURAS


                        AUMENTO
                       DE VENDAS        AUMENTO
                       POR METRO          NA
                       QUADRADO        PRODUÇÃO



   Fonte: USGBC

                                                    19
BELEZA




         20
CONJUNTO PRUITT IGOE EM SAINT LOUIS




                                      21
CENTRO MAX FEFFER EM PARDINHO




                                22
QUANDO SE DEFINE UM EDIFÍCIO VERDE
A decisão e os objetivos devem ser definidos
no programa para início do projeto




                                               23
24
QUAL O VALOR DA DECISÃO




                          25
QUEM DEFINE O QUE É UM EDIFÍCIO VERDE

 Autodeclaração
 Declaração de Terceira Parte - Certificação
    ✔ Vantagens
       • Referências claras e previamente conhecidas
       • Respostas categorizadas e isentas
       • Permite comparar desempenho de edificações
    ✔ Desvantagens
       • Abrange hoje apenas uma parcela pequena dos edifícios
       • Exigências podem ser superadas por novas normas legais
 Norma Legal

                                                                  26
QUEM DEFINE O QUE É UM EDIFÍCIO VERDE

 Autodeclaração
 Declaração de Terceira Parte - Certificação
    ✔ Vantagens
       • Referências claras e previamente conhecidas
       • Respostas categorizadas e isentas
       • Permite comparar desempenho de edificações
    ✔ Desvantagens
       • Abrange hoje apenas uma parcela pequena dos edifícios
       • Exigências podem ser superadas por novas normas legais
 Norma Legal

                                                                  27
SISTEMAS DE CERTIFICAÇÃO NO MUNDO

BREEAM        Grã Bretanha / Holanda
CASBEE        Japão
DGNB       Alemanha / Austria / Bulgaria / Dinamarca / Suiça
Green Star Australia / Nova Zelandia / Africa do Sul
HQE           França
IGBC          India
LEED          EUA / Canada / India




                                                               28
SISTEMAS DE CERTIFICAÇÃO NO BRASIL

LEED (63 edifícios certificados)
  Sistema norte-americano de âmbito global;
   admite créditos regionais
AQUA (10 edifícios certificados)
  Sistema adaptado para o Brasil a partir do HQE francês
SELO PROCEL EDIFICA (3 edifícios certificados)
  Selo nacional desenvolvido pelo LABEE UFSC / ELETROBRÁS
BREEAM (em implantação)
DGNB (em estudo)

                                                             29
PRIMEIRO GREEN BUILDING NO BRASIL

A agência Granja Viana foi o
primeiro edifício a ser certificado
pelo LEED na América do Sul
O LEED é uma metodologia
baseada em pré-requisitos e
créditos nas seguintes categorias:

   Sustentabilidade da implantação
   Racionalização do uso da água
   Eficiência energética
   Materiais e recursos
   Qualidade ambiental interna
   Inovação e processos
                                      30
AGÊNCIA GRANJA VIANA BANCO REAL




                                  31
SUSTENTABILIDADE DA IMPLANTAÇÃO
ESCOLHA DE TERRENO COM ALTA
CONECTIVIDADE COM A
COMUNIDADE
OFERTA DE TRANSPORTES COM 5
PONTOS DE ÔNIBUS A MENOS DE
400M.
23 TIPOS DE SERVIÇOS NO RAIO DE
800M COMO: POSTO DE GASOLINA,
SUPERMERCADO, RESTAURANTE,
FARMÁCIA, LOCADORA DE VIDEO
25,5% DE ÁREA VERDE NO TERRENO




                                  32
SUSTENTABILIDADE DA IMPLANTAÇÃO

 APROVEITAMENTO DE ÁGUA DE CHUVA :
REDUÇÃO DO CONSUMO DE ÁGUA POTÁVEL
REDUÇÃO DO RISCO DE ENCHENTES




                                      33
SUSTENTABILIDADE DA IMPLANTAÇÃO
             PLANO DE CONTROLE PARA
             SEDIMENTAÇÃO E EROSÃO
             REDUÇÃO DE ILHAS DE CALOR
             (TELHADO VERDE)




                                         34
RACIONALIZAÇÃO DO USO DA ÁGUA
            BACIAS SANITÁRIAS COM
            DUPLO FLUXO DE ACIONAMENTO
            TORNEIRAS DE FECHAMENTO AUTOMÁTICA
            REDUÇÃO DO CONSUMO DA ÁGUA
            ESTES DISPOSITIVOS PROPORCIONAM O
            ABASTECIMENTO DE ÁGUA DO SISTEMA
            EVAPORATIVO




                                                 35
RACIONALIZAÇÃO DO USO DA ÁGUA
             PAISAGISMO COM NECESSIDADE
             REDUZIDA DE IRRIGAÇÃO
             USO DE ÁGUA NÃO POTÁVEL PARA REGA




                                                 36
RACIONALIZAÇÃO DO USO DA ÁGUA
TECNOLOGIAS INOVADORAS COMO O SISTEMA
DE TRATAMENTO DO ESGOTO E REUSO DA ÁGUA
PARA IRRIGAÇÃO DOS JARDINS




                                          37
EFICIÊNCIA ENERGÉTICA

APROVEITAMENTO DE LUZ
NATURAL
CORRETA ORIENTAÇÃO
SOLAR DO PROJETO
SETORIZAÇÃO DA
ILUMINAÇÃO




                        38
EFICIÊNCIA ENERGÉTICA

USO DE ENERGIA FOTOVOLTAICA PARA
ILUMINAÇÃO DO AUTO ATENDIMENTO
EFICIÊNCIA ENERGÉTICA DOS SISTEMAS
E EQUIPAMENTOS ELÉTRICOS
UTILIZAÇÃO DE LUMINÁRIAS LED
COM BAIXO CONSUMO DE ENERGIA




                                     39
EFICIÊNCIA ENERGÉTICA
                   MEDIÇÃO E VERIFICAÇÃO DO CONSUMO
                   REDUÇÃO DE 30% EM RELAÇÃO À MÉDIA DE EDIFÍCIOS
                   CONVENCIONAIS
14.000

12.000

10.000

 8.000
                                                                                                               Granja Viana
 6.000

 4.000

 2.000

    0
         janeiro   fevereiro   março   abril   maio   junho   julho   agosto   setembro   outubro   novembro




                                                                                                                          40
SUSTENTABILIDADE DOS MATERIAIS

             USO DE MATERIAIS COM CONTEÚDO RECICLADO
             BLOCOS CERAMICOS
             FORMAS DE POLIETILENO REAPROVEITÁVEIS
             USO DE MATERIAIS FABRICADOS NA REGIÃO
             USO DE MADEIRA CERTIFICADA EM PORTAS,
             RODAPES E ESCADAS




                                                       41
SUSTENTABILIDADE DOS MATERIAIS
              PLANO DE GERENCIAMENTO DE
              RESÍDUOS NA CONSTRUÇÃO
              COLETA SELETIVA APÓS A OCUPAÇÃO
              MATERIAIS COM CONTEÚDO RECICLADO:
              BRITAS, AREIA E PISO INTERTRAVADO




                                                  42
SUSTENTABILIDADE DOS MATERIAIS

PISO TÁTIL COM
BORRACHA
RECICLADA
CONCRETO E
CIMENTO CP III
MADEIRA
RAPIDAMENTE
RENOVÁVEL
MOBILIÁRIO COM
MADEIRA
CERTIFICADA




                                 43
QUALIDADE AMBIENTAL INTERNA

SISTEMA DE AR CONDICIONADO
EVAPORATIVO, SEM UTILIZAÇÃO DE
GASES NOCIVOS E COM RENOVAÇÃO DE
100% DO AR INTERNO
PLANO DE GERENCIAMENTO DA
QUALIDADE DO AR DURANTE A OBRA E
ANTES DA OCUPAÇÃO




                                   44
QUALIDADE AMBIENTAL INTERNA

USO DE MATERIAIS COM BAIXA EMISSÃO DE COV:
TINTAS MINERAIS E À BASE DE ÁGUA
UTILIZAÇÃO DE MASSA CORRIDA DE BASE MINERAL
UTILIZAÇÃO DE TEXTURA MINERAL
UTILIZAÇÃO DE COLAS COM BAIXA EMISSÃO




                                              45
QUALIDADE AMBIENTAL INTERNA

             NÃO USO DE PVC PARA TUBULAÇÕES DE ÁGUA
             USO DE TUBULAÇÃO PET PARA ESGOTO
             USO DE TUBULAÇÃO EM POLIPROPILENO
             FIOS ELÉTRICOS SEM METAIS PESADOS NA
             PIGMENTAÇÃO




                                                      46
INOVAÇÃO
           PURIFICAÇÃO E
           DESCONTAMINAÇÃO DE ÁGUAS
           PLUVIAIS E DE REUSO
           MATERIAIS ATÓXICOS E
           BIOCOMPATÍVEIS
           MATERIAIS NATURAIS
           RENOVÁVEIS E DE BAIXO
           IMPACTO AMBIENTAL




                                   47
RESULTADOS


        O Consumo de energia da agência Granja Viana ficou
        30% abaixo da média de outras agências

4.000

2.000

0.000

8.000
                                                                                                               Granja Viana
6.000

4.000

2.000

   0
         janeiro   fevereiro   março   abril   maio   junho   julho   agosto   setembro   outubro   novembro

                                                                                                                     48
RESULTADOS




             Segundo dados de 2007, o
             fornecimento de piso intertravado
             para o Banco Real desviou 50 T de
             areia de fundição do processo de
             descarte, com 50% de redução na
             emissão de CO²


                                             49
MERCADO DE EDIFÍCIOS VERDES NO BRASIL

Número de empreendimentos que buscam selo verde
já chega a 588 no Brasil, o equivalente a 24 milhões de
m², com valor estimado de mercado de mais de
R$ 70 bilhões.
Em 2.011, a construção sustentável representou,
aproximadamente, 7% do PIB relativo ao setor de
Edificações (aproximadamente 3,5% do PIB Total).
Projeções indicam que devemos encerrar o ano de
2012 com participação superior a 10% e, em 2016,
teremos uma participação superior a 15%.

    Fonte: Nelson Kawakami, C2KR, no Greenbuilding 2012

                                                          50
MERCADO DE EDIFÍCIOS VERDES NO BRASIL

Se nos focarmos no mercado de “Edifícios para
Escritórios”, em 2.011 tivemos uma participação próximo
de 30% do PIB deste subsetor e encerraremos 2.012 com
participação superior a 50%, alinhado com os números
da pesquisa da Cushman & Wakefield, onde quase
metade dos lançamentos de imóveis comerciais no Rio
de Janeiro nos próximos dois anos será de edifícios
verdes. Devem responder a 40,8% das novas salas
comerciais no Rio, 47,2% em São Paulo e 48,3% em
Curitiba até 2013.

    Fonte: Nelson Kawakami, C2KR, no Greenbuilding 2012

                                                          51
MERCADO DE MATERIAIS VERDES NO BRASIL

A indústria da construção incorporou o tema e vem
apresentando novos produtos e conceitos:
  Tinta com baixa emissão de COV comprovada
  Soluções de iluminação com tecnologia LED
  Ar condicionado com gás refrigerante R 407 ou R 410
  Madeira de manejo sustentável certificada pelo FSC
  Aço Gerdau certificado pelo Selo Ecológico Falcão Bauer
  Selo Sustentax de produtos e materiais




                                                             52
PROTÓTIPOS E MODELOS

Duas grandes indústrias químicas – BASF e BAYER -
estão executando cada qual sua casa modelo, para
demonstração de produtos e tecnologias verdes.




                                                    53
DESAFIOS

Apesar dos avanços, ainda é preciso:
  Fomentar a utilização da Análise de Ciclo de Vida para
   avaliação de materiais
  Vencer resistências culturais em relação a produtos
   reciclados ou que tenham conteúdo reciclado
  Garantir e normatizar a qualidade de novos materiais
  Treinar a mão de obra para aplicação correta de novos
   materiais




                                                            54
LEGISLAÇÃO

Cresce o número de instrumentos legais relacionados à
sustentabilidade na construção civil:
  Política Nacional de Resíduos Sólidos
  Lei Municipal de Gerenciamento de Resíduos de Construção
   Civil em São Paulo, Curitiba, Recife
  Política Municipal Sobre Mudança de Clima (São Paulo) –
   Seção V
  Compras Sustentáveis x lei 8666




                                                              55
POLÍTICA MUNICIPAL SOBRE MUDANÇA DE
CLIMA
Seção V
Construção
Art. 14. As edificações novas a serem construídas no Município
deverão obedecer critérios de eficiência energética,
sustentabilidade ambiental, qualidade e eficiência de materiais,
conforme definição em regulamentos específicos.
Art. 15. As construções existentes, quando submetidas a projetos
de reforma e ampliação, deverão obedecer critérios de eficiência
energética, arquitetura sustentável e sustentabilidade de
materiais, conforme definições em regulamentos específicos.


                                                                   56
LEIS E PROGRAMAS DE INCENTIVO

Programas que oferecem benefícios edílicos e/ou fiscais
às construções verdes
  IPTU verde Guarulhos
  Qualiverde RJ




                                                      57
INCLUSÃO SOCIAL

Agência na Comunidade




                                          58
1. Cenário Atual do Mercado da Construção Civil
2. Tendências da Construção Sustentável

3.Ecoeficiência (Gestão de Resíduos)
4. Saúde e Segurança
5. Gestão de Riscos na Subcontratação




                                                  59
TENDÊNCIAS


Pelos dados do censo 2010,
a população brasileira cresce
a uma taxa de 1,17% ao ano
Geração de lixo aumenta em 6,8%
Coleta seletiva cresce 1,6%


   O que fazer? Como reverter
   esta tendência?

   Dados sobre lixo e coleta seletiva - Fonte: O Estado de São Paulo, 26/04/2011
                                                                                   60
VOLUME DE RESÍDUOS DE CONSTRUÇÃO

Os resíduos de construção representam mais da
metade dos resíduos urbanos em volume




   Fonte: Manual de Gestão de Resíduos Sinduscon, 2005

                                                         61
GERENCIAMENTO DE RESÍDUOS

Determinado pela Política Nacional de
Resíduos Sólidos e leis municipais sobre
resíduos de construção civil em São Paulo,
Curitiba, Recife, entre outros
Regulamentado pela resolução 307 (2002),
431(2011) e 448(2012) do CONAMA
Estas normas objetivam reduzir a geração
de resíduos, mas não fixam metas para
reutilização ou reciclagem
Elas diferenciam grandes geradores de
pequenos geradores de resíduos
                                             62
PLANO DE GERENCIAMENTO

A norma obriga o grande gerador a elaborar em cada
obra um plano de gerenciamento de Resíduos de
Construção e Demolição (PGRCD)
Etapas do plano que devem ser gerenciadas:
  Caracterização
  Triagem
  Acondicionamento
  Transporte
  Destinação


                                                     63
CLASSIFICAÇÃO DOS RESÍDUOS
  Classe A – resíduos reutilizáveis ou recicláveis como
   agregados, tais como componentes cerâmicos (blocos,
   telhas, placas de revestimento), argamassa e concreto, pré-
   moldados em concreto.
  Classe B – resíduos recicláveis para outras destinações, como
   plásticos, papel, papelão, metais, vidros, madeiras e gesso
  Classe C – resíduos para os quais ainda não foram
   desenvolvidas tecnologias ou aplicações economicamente
   viáveis que permitam sua reciclagem
  Classe D – resíduos perigosos, como tintas, solventes, óleos e
   outros, resíduos contaminados oriundos de demolições e
   reformas em clínicas radiológicas, instalações industriais e
   outros
                                                                 64
RESULTADOS

Em 2008 implantamos no Banco Real a obrigatoriedade
do PGRCD para as grandes obras.
Volume médio de resíduos por obra: 125 m³
  Reuso / reciclagem de resíduos classe A: 7,5%
    (concreto, alvenaria, cerâmica, terra)
  Reuso / reciclagem de resíduos classe B: 43,1%
    (madeira, aço, plástico, papel, gesso)




                                                      65
RESULTADOS

Tabulação dos dados do PGRCD 2008




                                    66
RESULTADOS

Vantagens
  Ferramenta de produtividade
  Mitigação de risco
Dificuldades
  Não adequação dos municípios às exigências legais




    Fonte: Manual de Gestão de Resíduos Sinduscon, 2005   67
NÃO GERAÇÃO DE RESÍDUOS

O melhor resíduo é aquele que nunca foi gerado.
Algumas estratégias para conservação de recursos
materiais e não geração de resíduos:
  Projetar para o desmonte
  BIM (Building Integrated Management)
  Coordenação modular
  Componentes industrializados ou pré-fabricados
  Fôrmas e escoras reutilizáveis
  Concreto com dosagem otimizada
  Treinamento da mão de obra (inclusive   o engenheiro)
                                                           68
1. Cenário Atual do Mercado da Construção Civil
2. Tendências da Construção Sustentável
3. Ecoeficiência (Gestão de Resíduos)

4.Saúde e Segurança
5. Gestão de Riscos na Subcontratação




                                                  69
SÍNDROME DO EDIFÍCIO DOENTE

Fatores de risco:
  Ambientes com temperaturas extremas
  Atmosfera com muitas partículas
  Atopia
  Troca de ar insatisfatória
  Prédio com mais de 15 anos ou menos de 1 ano de uso
  Áreas grandes cobertas com carpete ou tecidos
  Sistemas de Climatização Artificial

   Passamos 90% do nosso tempo dentro de edifícios.

                                                         70
BEM ESTAR E CONFORTO

Um edifício verde visa o bem estar de seus ocupantes e
do entorno, abrangendo:
  Conforto ambiental – térmico, luminoso e acústico
  Qualidade do ar
  Toxicidade de materiais




                                                         71
CONFORTO AMBIENTAL

Integrar no projeto soluções que
garantam níveis adequados de:
  Iluminação
  Temperatura
  Acústica
Prever ainda:
  Recursos para controle das
   condições de conforto pelo
   usuário
  Janelas para contato visual
   com o ambiente externo          Masdar City – Foster + Partners

                                                                     72
QUALIDADE DO AR

Procedimento para controle da qualidade do ar
durante a obra
Procedimento para limpeza de dutos na entrega de
obra, com troca de filtros
Monitoração e controle de poluentes, níveis de CO² e
fumaça de cigarro
Utilização de gás refrigerante R 407 ou R 410 nos
equipamentos de ar condicionado, visando:
  Menor potencial de depleção da camada de ozônio
  Menor potencial de aquecimento global

                                                       73
TOXICIDADE DE MATERIAIS

Utilizar nos acabamentos internos materiais com baixa
emissão de COV
   Tintas com baixa emissão de COV e à base de água
   Adesivos e selantes à base de água
   Carpetes com baixa emissão de COV
   Produtos de madeira isentos de formaldeído
Compostos orgânicos voláteis (COV) são compostos que contêm carbono,
facilmente vaporizados em condições de temperatura e pressão ambiente e
que reagem fotoquimicamente na atmosfera.
Afetam a saúde humana em função da toxicidade e efeito cancerígeno;
formam o ozônio troposférico, que fica concentrado nas baixas camadas da
atmosfera.
                                                                           74
SEGURANÇA DO TRABALHO

A construção civil responde por 50% dos acidentes de
trabalho fatais no Brasil




                                        Fonte – IGT 2007   75
PREVENÇÃO
A NR-18 estabelece diretrizes administrativas, de planejamento e
de organização para implementar medidas de controle e sistemas
preventivos de segurança nos processos, nas condições e no
meio ambiente de trabalho na indústria da construção
Programa de Condições e Meio Ambiente de Trabalho na
Indústria da Construção (PCMAT)
Programa de Prevenção de Riscos Ambientais (PPRA)
   NR-4: Engenharia de Segurança e Medicina do Trabalho
   NR-5: CIPA
   NR-6: Equipamentos de Proteção Individual (EPI)
   NR-7: Controle Médico de Saúde Ocupacional
   NR-9: Programa de Prevenção de Riscos Ambientais
                                                               76
GESTÃO DE SEGURANÇA

  Planejamento
  Organização
  Comunicação
  Treinamento




                      77
1. Cenário Atual do Mercado da Construção Civil
2. Tendências da Construção Sustentável
3. Ecoeficiência (Gestão de Resíduos)
4. Saúde e Segurança

5.Gestão de Riscos na Subcontratação




                                                  78
RISCOS SOCIAIS NA CONSTRUÇÃO CIVIL

A construção civil representa 7,8% dos ocupados no
Brasil, abrigando 6,8 milhões de trabalhadores em 2009
É o setor com a segunda menor participação na
educação profissional, depois da agricultura
É o setor de maior risco ocupacional
Muitas atividades em obra são terceirizadas devido à
especialidade ou por motivos organizacionais
A responsabilidade é solidária em questões trabalhistas,
mesmo em se tratando de terceiros subcontratados
Danos à imagem do contratante
                                       Fonte – fgv.br/cps/construcao 2011   79
RISCOS AMBIENTAIS NA CONSTRUÇÃO CIVIL

Responsabilidade cível em crimes ambientais
  Não depende da definição de dolo ou culpa
  Princípio do poluidor pagador
Valor econômico x recurso natural
  O dano pode ser irreversível do ponto de vista natural




                                                            80
CONTRATOS E CONTROLES

Ferramentas para gestão de risco:
  Avaliação de Risco Socioambiental
  Gestão de fornecedores
  Contratos
  Controles documentais
  Fiscalização


   Formar parcerias e prevenir riscos


                                        81
CONTATO


  ROBERTO ORANJE
  Arquiteto e consultor LEED AP


  FONE (11) 99103-1832


  EMAIL roranje@susplan.com.br



                                  82

Apresentação 02out2012

  • 1.
  • 2.
    TEMAS 1. CenárioAtual do Mercado da Construção Civil 2. Tendências da Construção Sustentável 3. Ecoeficiência (Gestão de Resíduos) 4. Saúde e Segurança 5. Gestão de Riscos na Subcontratação 2
  • 3.
    PARTICIPAÇÃO NA ECONOMIA Setorrepresenta mais de 5% do PIB e mais de 7% do número total de empregos no Brasil 3
  • 4.
  • 5.
    FORMALIDADE Formalidade e produtividade vemcrescendo no setor da construção civil 5
  • 6.
    DEMANDAS Grandes programas demandamgrande volume de obras para os próximos anos  Copa 2014  Olimpíadas 2016  Minha Casa Minha Vida  PAC  Pré Sal Fonte: ENIC 2011 6
  • 7.
    DEMANDAS NÃO ATENDIDAS Comtodo este crescimento, o Brasil ainda apresenta os seguintes indicadores:  Apenas 46,2% da população é atendida por coleta de esgoto  Apenas 37,9% do esgoto gerado recebe algum tratamento  12,3 milhões de brasileiros vive em moradias precárias Fonte: SNIS 2010 e Ministério das Cidades 2007 7
  • 8.
    IMPACTOS Mundialmente os edifíciossão responsáveis pelo consumo de:  50% das matérias-primas (e geram 50% dos resíduos sólidos)  40% da energia gerada  20% da água utilizada  70% dos produtos de madeira 8
  • 9.
    UTILIZAÇÃO DE RECURSOSNATURAIS You see, we should make use of the forces of nature and should obtain all our power in this way. Sunshine is a form of energy, wind and sea currents are manifestations of this energy. Do we make use of them? Oh no! We burn forests and coal, like tenants burning down our front door for heating. We live like wild settlers and not as though these resources belong to us. Thomas A.Edison, inventor of the tungsten lightbulb, quoted in 1916 9
  • 10.
    3R - REDUZIR REDUZIRa demanda por recursos naturais:  Economizar água e energia  Combater o desperdício  Consumo consciente ...E recusar, não usar nem descartar sacolinha plástica 10
  • 11.
    3R - REUTILIZARE RECICLAR REUTILIZAR  Aproveitar edifícios, sistemas e componentes existentes  Projetar para o desmonte RECICLAR  Implica no aporte de energia para transformação do material  Depende de viabilidade econômica  Pode haver perda de valor de uso em cada reciclagem: de papel branco a papel reciclado a papelão. No final fica sempre um resíduo = lixo 11
  • 12.
    DO BERÇO AOBERÇO Na natureza não há lixo; todo resíduo é alimento. A abordagem do berço ao berço elimina o conceito de resíduo e a desvalorização do item reciclado 12
  • 13.
    CONCLUSÃO DO CENÁRIOATUAL A atividade da construção civil convencional não é sustentável; Existe necessidade de mudança do modelo; Precisamos definir e implantar cidades e edifícios verdes. 13
  • 14.
    1. Cenário Atualdo Mercado da Construção Civil 2.Tendências da Construção Sustentável 3. Ecoeficiência (Gestão de Resíduos) 4. Saúde e Segurança 5. Gestão de Riscos na Subcontratação 14
  • 15.
    O QUE CARACTERIZAUM EDIFÍCIO VERDE Uma edificação sustentável, ou edifício verde, atende ao CONJUNTO dos objetivos abaixo: ✔ Menor impacto ambiental ✔ Economia da energia ✔ Economia de água ✔ Reduzir a emissão de CO2 ✔ Menor custo operacional ✔ Valorização e durabilidade ✔ Retorno financeiro ✔ Saúde e conforto ✔ Beleza 15
  • 16.
    MENOR IMPACTO AMBIENTAL Uso de Resíduos Emissões ÁGUA 50-60% CO2 30-50% 35% ENERGIA 30% FONTE GBC BRASIL 16
  • 17.
    MENOR CUSTO OPERACIONAL Navida útil de um edifício:  20% dos custos são referentes à construção  80% são referentes à operação. O menor impacto ambiental de um edifício verde resulta em economia na operação ao longo da vida útil, e deve ser verificado / melhorado através de:  Monitoração do consumo de energia e água  Avaliação pós ocupação / campanhas motivacionais 17
  • 18.
    MAIOR RETORNO FINANCEIRO Comparativamente,edifícios verdes proporcionam:  Maior velocidade de venda  Maior taxa de ocupação  Maiores aluguéis FONTE: Doing Well by Doing Good 2008, University of California, Berkeley 18
  • 19.
    MAIOR BEM ESTARE CONFORTO ESCOLAS HOSPITAIS ESCRITÓRIOS 20% DE PACIENTES AUMENTO DE MELHORA DEIXAM O PRODU- NAS HOSPITAL TIVIDADE DE PROVAS MAIS CEDO 2-16% COMÉRCIO MANUFATURAS AUMENTO DE VENDAS AUMENTO POR METRO NA QUADRADO PRODUÇÃO Fonte: USGBC 19
  • 20.
  • 21.
    CONJUNTO PRUITT IGOEEM SAINT LOUIS 21
  • 22.
    CENTRO MAX FEFFEREM PARDINHO 22
  • 23.
    QUANDO SE DEFINEUM EDIFÍCIO VERDE A decisão e os objetivos devem ser definidos no programa para início do projeto 23
  • 24.
  • 25.
    QUAL O VALORDA DECISÃO 25
  • 26.
    QUEM DEFINE OQUE É UM EDIFÍCIO VERDE  Autodeclaração  Declaração de Terceira Parte - Certificação ✔ Vantagens • Referências claras e previamente conhecidas • Respostas categorizadas e isentas • Permite comparar desempenho de edificações ✔ Desvantagens • Abrange hoje apenas uma parcela pequena dos edifícios • Exigências podem ser superadas por novas normas legais  Norma Legal 26
  • 27.
    QUEM DEFINE OQUE É UM EDIFÍCIO VERDE  Autodeclaração  Declaração de Terceira Parte - Certificação ✔ Vantagens • Referências claras e previamente conhecidas • Respostas categorizadas e isentas • Permite comparar desempenho de edificações ✔ Desvantagens • Abrange hoje apenas uma parcela pequena dos edifícios • Exigências podem ser superadas por novas normas legais  Norma Legal 27
  • 28.
    SISTEMAS DE CERTIFICAÇÃONO MUNDO BREEAM Grã Bretanha / Holanda CASBEE Japão DGNB Alemanha / Austria / Bulgaria / Dinamarca / Suiça Green Star Australia / Nova Zelandia / Africa do Sul HQE França IGBC India LEED EUA / Canada / India 28
  • 29.
    SISTEMAS DE CERTIFICAÇÃONO BRASIL LEED (63 edifícios certificados)  Sistema norte-americano de âmbito global; admite créditos regionais AQUA (10 edifícios certificados)  Sistema adaptado para o Brasil a partir do HQE francês SELO PROCEL EDIFICA (3 edifícios certificados)  Selo nacional desenvolvido pelo LABEE UFSC / ELETROBRÁS BREEAM (em implantação) DGNB (em estudo) 29
  • 30.
    PRIMEIRO GREEN BUILDINGNO BRASIL A agência Granja Viana foi o primeiro edifício a ser certificado pelo LEED na América do Sul O LEED é uma metodologia baseada em pré-requisitos e créditos nas seguintes categorias:  Sustentabilidade da implantação  Racionalização do uso da água  Eficiência energética  Materiais e recursos  Qualidade ambiental interna  Inovação e processos 30
  • 31.
    AGÊNCIA GRANJA VIANABANCO REAL 31
  • 32.
    SUSTENTABILIDADE DA IMPLANTAÇÃO ESCOLHADE TERRENO COM ALTA CONECTIVIDADE COM A COMUNIDADE OFERTA DE TRANSPORTES COM 5 PONTOS DE ÔNIBUS A MENOS DE 400M. 23 TIPOS DE SERVIÇOS NO RAIO DE 800M COMO: POSTO DE GASOLINA, SUPERMERCADO, RESTAURANTE, FARMÁCIA, LOCADORA DE VIDEO 25,5% DE ÁREA VERDE NO TERRENO 32
  • 33.
    SUSTENTABILIDADE DA IMPLANTAÇÃO APROVEITAMENTO DE ÁGUA DE CHUVA : REDUÇÃO DO CONSUMO DE ÁGUA POTÁVEL REDUÇÃO DO RISCO DE ENCHENTES 33
  • 34.
    SUSTENTABILIDADE DA IMPLANTAÇÃO PLANO DE CONTROLE PARA SEDIMENTAÇÃO E EROSÃO REDUÇÃO DE ILHAS DE CALOR (TELHADO VERDE) 34
  • 35.
    RACIONALIZAÇÃO DO USODA ÁGUA BACIAS SANITÁRIAS COM DUPLO FLUXO DE ACIONAMENTO TORNEIRAS DE FECHAMENTO AUTOMÁTICA REDUÇÃO DO CONSUMO DA ÁGUA ESTES DISPOSITIVOS PROPORCIONAM O ABASTECIMENTO DE ÁGUA DO SISTEMA EVAPORATIVO 35
  • 36.
    RACIONALIZAÇÃO DO USODA ÁGUA PAISAGISMO COM NECESSIDADE REDUZIDA DE IRRIGAÇÃO USO DE ÁGUA NÃO POTÁVEL PARA REGA 36
  • 37.
    RACIONALIZAÇÃO DO USODA ÁGUA TECNOLOGIAS INOVADORAS COMO O SISTEMA DE TRATAMENTO DO ESGOTO E REUSO DA ÁGUA PARA IRRIGAÇÃO DOS JARDINS 37
  • 38.
    EFICIÊNCIA ENERGÉTICA APROVEITAMENTO DELUZ NATURAL CORRETA ORIENTAÇÃO SOLAR DO PROJETO SETORIZAÇÃO DA ILUMINAÇÃO 38
  • 39.
    EFICIÊNCIA ENERGÉTICA USO DEENERGIA FOTOVOLTAICA PARA ILUMINAÇÃO DO AUTO ATENDIMENTO EFICIÊNCIA ENERGÉTICA DOS SISTEMAS E EQUIPAMENTOS ELÉTRICOS UTILIZAÇÃO DE LUMINÁRIAS LED COM BAIXO CONSUMO DE ENERGIA 39
  • 40.
    EFICIÊNCIA ENERGÉTICA MEDIÇÃO E VERIFICAÇÃO DO CONSUMO REDUÇÃO DE 30% EM RELAÇÃO À MÉDIA DE EDIFÍCIOS CONVENCIONAIS 14.000 12.000 10.000 8.000 Granja Viana 6.000 4.000 2.000 0 janeiro fevereiro março abril maio junho julho agosto setembro outubro novembro 40
  • 41.
    SUSTENTABILIDADE DOS MATERIAIS USO DE MATERIAIS COM CONTEÚDO RECICLADO BLOCOS CERAMICOS FORMAS DE POLIETILENO REAPROVEITÁVEIS USO DE MATERIAIS FABRICADOS NA REGIÃO USO DE MADEIRA CERTIFICADA EM PORTAS, RODAPES E ESCADAS 41
  • 42.
    SUSTENTABILIDADE DOS MATERIAIS PLANO DE GERENCIAMENTO DE RESÍDUOS NA CONSTRUÇÃO COLETA SELETIVA APÓS A OCUPAÇÃO MATERIAIS COM CONTEÚDO RECICLADO: BRITAS, AREIA E PISO INTERTRAVADO 42
  • 43.
    SUSTENTABILIDADE DOS MATERIAIS PISOTÁTIL COM BORRACHA RECICLADA CONCRETO E CIMENTO CP III MADEIRA RAPIDAMENTE RENOVÁVEL MOBILIÁRIO COM MADEIRA CERTIFICADA 43
  • 44.
    QUALIDADE AMBIENTAL INTERNA SISTEMADE AR CONDICIONADO EVAPORATIVO, SEM UTILIZAÇÃO DE GASES NOCIVOS E COM RENOVAÇÃO DE 100% DO AR INTERNO PLANO DE GERENCIAMENTO DA QUALIDADE DO AR DURANTE A OBRA E ANTES DA OCUPAÇÃO 44
  • 45.
    QUALIDADE AMBIENTAL INTERNA USODE MATERIAIS COM BAIXA EMISSÃO DE COV: TINTAS MINERAIS E À BASE DE ÁGUA UTILIZAÇÃO DE MASSA CORRIDA DE BASE MINERAL UTILIZAÇÃO DE TEXTURA MINERAL UTILIZAÇÃO DE COLAS COM BAIXA EMISSÃO 45
  • 46.
    QUALIDADE AMBIENTAL INTERNA NÃO USO DE PVC PARA TUBULAÇÕES DE ÁGUA USO DE TUBULAÇÃO PET PARA ESGOTO USO DE TUBULAÇÃO EM POLIPROPILENO FIOS ELÉTRICOS SEM METAIS PESADOS NA PIGMENTAÇÃO 46
  • 47.
    INOVAÇÃO PURIFICAÇÃO E DESCONTAMINAÇÃO DE ÁGUAS PLUVIAIS E DE REUSO MATERIAIS ATÓXICOS E BIOCOMPATÍVEIS MATERIAIS NATURAIS RENOVÁVEIS E DE BAIXO IMPACTO AMBIENTAL 47
  • 48.
    RESULTADOS O Consumo de energia da agência Granja Viana ficou 30% abaixo da média de outras agências 4.000 2.000 0.000 8.000 Granja Viana 6.000 4.000 2.000 0 janeiro fevereiro março abril maio junho julho agosto setembro outubro novembro 48
  • 49.
    RESULTADOS Segundo dados de 2007, o fornecimento de piso intertravado para o Banco Real desviou 50 T de areia de fundição do processo de descarte, com 50% de redução na emissão de CO² 49
  • 50.
    MERCADO DE EDIFÍCIOSVERDES NO BRASIL Número de empreendimentos que buscam selo verde já chega a 588 no Brasil, o equivalente a 24 milhões de m², com valor estimado de mercado de mais de R$ 70 bilhões. Em 2.011, a construção sustentável representou, aproximadamente, 7% do PIB relativo ao setor de Edificações (aproximadamente 3,5% do PIB Total). Projeções indicam que devemos encerrar o ano de 2012 com participação superior a 10% e, em 2016, teremos uma participação superior a 15%. Fonte: Nelson Kawakami, C2KR, no Greenbuilding 2012 50
  • 51.
    MERCADO DE EDIFÍCIOSVERDES NO BRASIL Se nos focarmos no mercado de “Edifícios para Escritórios”, em 2.011 tivemos uma participação próximo de 30% do PIB deste subsetor e encerraremos 2.012 com participação superior a 50%, alinhado com os números da pesquisa da Cushman & Wakefield, onde quase metade dos lançamentos de imóveis comerciais no Rio de Janeiro nos próximos dois anos será de edifícios verdes. Devem responder a 40,8% das novas salas comerciais no Rio, 47,2% em São Paulo e 48,3% em Curitiba até 2013. Fonte: Nelson Kawakami, C2KR, no Greenbuilding 2012 51
  • 52.
    MERCADO DE MATERIAISVERDES NO BRASIL A indústria da construção incorporou o tema e vem apresentando novos produtos e conceitos:  Tinta com baixa emissão de COV comprovada  Soluções de iluminação com tecnologia LED  Ar condicionado com gás refrigerante R 407 ou R 410  Madeira de manejo sustentável certificada pelo FSC  Aço Gerdau certificado pelo Selo Ecológico Falcão Bauer  Selo Sustentax de produtos e materiais 52
  • 53.
    PROTÓTIPOS E MODELOS Duasgrandes indústrias químicas – BASF e BAYER - estão executando cada qual sua casa modelo, para demonstração de produtos e tecnologias verdes. 53
  • 54.
    DESAFIOS Apesar dos avanços,ainda é preciso:  Fomentar a utilização da Análise de Ciclo de Vida para avaliação de materiais  Vencer resistências culturais em relação a produtos reciclados ou que tenham conteúdo reciclado  Garantir e normatizar a qualidade de novos materiais  Treinar a mão de obra para aplicação correta de novos materiais 54
  • 55.
    LEGISLAÇÃO Cresce o númerode instrumentos legais relacionados à sustentabilidade na construção civil:  Política Nacional de Resíduos Sólidos  Lei Municipal de Gerenciamento de Resíduos de Construção Civil em São Paulo, Curitiba, Recife  Política Municipal Sobre Mudança de Clima (São Paulo) – Seção V  Compras Sustentáveis x lei 8666 55
  • 56.
    POLÍTICA MUNICIPAL SOBREMUDANÇA DE CLIMA Seção V Construção Art. 14. As edificações novas a serem construídas no Município deverão obedecer critérios de eficiência energética, sustentabilidade ambiental, qualidade e eficiência de materiais, conforme definição em regulamentos específicos. Art. 15. As construções existentes, quando submetidas a projetos de reforma e ampliação, deverão obedecer critérios de eficiência energética, arquitetura sustentável e sustentabilidade de materiais, conforme definições em regulamentos específicos. 56
  • 57.
    LEIS E PROGRAMASDE INCENTIVO Programas que oferecem benefícios edílicos e/ou fiscais às construções verdes  IPTU verde Guarulhos  Qualiverde RJ 57
  • 58.
  • 59.
    1. Cenário Atualdo Mercado da Construção Civil 2. Tendências da Construção Sustentável 3.Ecoeficiência (Gestão de Resíduos) 4. Saúde e Segurança 5. Gestão de Riscos na Subcontratação 59
  • 60.
    TENDÊNCIAS Pelos dados docenso 2010, a população brasileira cresce a uma taxa de 1,17% ao ano Geração de lixo aumenta em 6,8% Coleta seletiva cresce 1,6% O que fazer? Como reverter esta tendência? Dados sobre lixo e coleta seletiva - Fonte: O Estado de São Paulo, 26/04/2011 60
  • 61.
    VOLUME DE RESÍDUOSDE CONSTRUÇÃO Os resíduos de construção representam mais da metade dos resíduos urbanos em volume Fonte: Manual de Gestão de Resíduos Sinduscon, 2005 61
  • 62.
    GERENCIAMENTO DE RESÍDUOS Determinadopela Política Nacional de Resíduos Sólidos e leis municipais sobre resíduos de construção civil em São Paulo, Curitiba, Recife, entre outros Regulamentado pela resolução 307 (2002), 431(2011) e 448(2012) do CONAMA Estas normas objetivam reduzir a geração de resíduos, mas não fixam metas para reutilização ou reciclagem Elas diferenciam grandes geradores de pequenos geradores de resíduos 62
  • 63.
    PLANO DE GERENCIAMENTO Anorma obriga o grande gerador a elaborar em cada obra um plano de gerenciamento de Resíduos de Construção e Demolição (PGRCD) Etapas do plano que devem ser gerenciadas:  Caracterização  Triagem  Acondicionamento  Transporte  Destinação 63
  • 64.
    CLASSIFICAÇÃO DOS RESÍDUOS  Classe A – resíduos reutilizáveis ou recicláveis como agregados, tais como componentes cerâmicos (blocos, telhas, placas de revestimento), argamassa e concreto, pré- moldados em concreto.  Classe B – resíduos recicláveis para outras destinações, como plásticos, papel, papelão, metais, vidros, madeiras e gesso  Classe C – resíduos para os quais ainda não foram desenvolvidas tecnologias ou aplicações economicamente viáveis que permitam sua reciclagem  Classe D – resíduos perigosos, como tintas, solventes, óleos e outros, resíduos contaminados oriundos de demolições e reformas em clínicas radiológicas, instalações industriais e outros 64
  • 65.
    RESULTADOS Em 2008 implantamosno Banco Real a obrigatoriedade do PGRCD para as grandes obras. Volume médio de resíduos por obra: 125 m³  Reuso / reciclagem de resíduos classe A: 7,5% (concreto, alvenaria, cerâmica, terra)  Reuso / reciclagem de resíduos classe B: 43,1% (madeira, aço, plástico, papel, gesso) 65
  • 66.
  • 67.
    RESULTADOS Vantagens  Ferramentade produtividade  Mitigação de risco Dificuldades  Não adequação dos municípios às exigências legais Fonte: Manual de Gestão de Resíduos Sinduscon, 2005 67
  • 68.
    NÃO GERAÇÃO DERESÍDUOS O melhor resíduo é aquele que nunca foi gerado. Algumas estratégias para conservação de recursos materiais e não geração de resíduos:  Projetar para o desmonte  BIM (Building Integrated Management)  Coordenação modular  Componentes industrializados ou pré-fabricados  Fôrmas e escoras reutilizáveis  Concreto com dosagem otimizada  Treinamento da mão de obra (inclusive o engenheiro) 68
  • 69.
    1. Cenário Atualdo Mercado da Construção Civil 2. Tendências da Construção Sustentável 3. Ecoeficiência (Gestão de Resíduos) 4.Saúde e Segurança 5. Gestão de Riscos na Subcontratação 69
  • 70.
    SÍNDROME DO EDIFÍCIODOENTE Fatores de risco:  Ambientes com temperaturas extremas  Atmosfera com muitas partículas  Atopia  Troca de ar insatisfatória  Prédio com mais de 15 anos ou menos de 1 ano de uso  Áreas grandes cobertas com carpete ou tecidos  Sistemas de Climatização Artificial Passamos 90% do nosso tempo dentro de edifícios. 70
  • 71.
    BEM ESTAR ECONFORTO Um edifício verde visa o bem estar de seus ocupantes e do entorno, abrangendo:  Conforto ambiental – térmico, luminoso e acústico  Qualidade do ar  Toxicidade de materiais 71
  • 72.
    CONFORTO AMBIENTAL Integrar noprojeto soluções que garantam níveis adequados de:  Iluminação  Temperatura  Acústica Prever ainda:  Recursos para controle das condições de conforto pelo usuário  Janelas para contato visual com o ambiente externo Masdar City – Foster + Partners 72
  • 73.
    QUALIDADE DO AR Procedimentopara controle da qualidade do ar durante a obra Procedimento para limpeza de dutos na entrega de obra, com troca de filtros Monitoração e controle de poluentes, níveis de CO² e fumaça de cigarro Utilização de gás refrigerante R 407 ou R 410 nos equipamentos de ar condicionado, visando:  Menor potencial de depleção da camada de ozônio  Menor potencial de aquecimento global 73
  • 74.
    TOXICIDADE DE MATERIAIS Utilizarnos acabamentos internos materiais com baixa emissão de COV  Tintas com baixa emissão de COV e à base de água  Adesivos e selantes à base de água  Carpetes com baixa emissão de COV  Produtos de madeira isentos de formaldeído Compostos orgânicos voláteis (COV) são compostos que contêm carbono, facilmente vaporizados em condições de temperatura e pressão ambiente e que reagem fotoquimicamente na atmosfera. Afetam a saúde humana em função da toxicidade e efeito cancerígeno; formam o ozônio troposférico, que fica concentrado nas baixas camadas da atmosfera. 74
  • 75.
    SEGURANÇA DO TRABALHO Aconstrução civil responde por 50% dos acidentes de trabalho fatais no Brasil Fonte – IGT 2007 75
  • 76.
    PREVENÇÃO A NR-18 estabelecediretrizes administrativas, de planejamento e de organização para implementar medidas de controle e sistemas preventivos de segurança nos processos, nas condições e no meio ambiente de trabalho na indústria da construção Programa de Condições e Meio Ambiente de Trabalho na Indústria da Construção (PCMAT) Programa de Prevenção de Riscos Ambientais (PPRA)  NR-4: Engenharia de Segurança e Medicina do Trabalho  NR-5: CIPA  NR-6: Equipamentos de Proteção Individual (EPI)  NR-7: Controle Médico de Saúde Ocupacional  NR-9: Programa de Prevenção de Riscos Ambientais 76
  • 77.
    GESTÃO DE SEGURANÇA  Planejamento  Organização  Comunicação  Treinamento 77
  • 78.
    1. Cenário Atualdo Mercado da Construção Civil 2. Tendências da Construção Sustentável 3. Ecoeficiência (Gestão de Resíduos) 4. Saúde e Segurança 5.Gestão de Riscos na Subcontratação 78
  • 79.
    RISCOS SOCIAIS NACONSTRUÇÃO CIVIL A construção civil representa 7,8% dos ocupados no Brasil, abrigando 6,8 milhões de trabalhadores em 2009 É o setor com a segunda menor participação na educação profissional, depois da agricultura É o setor de maior risco ocupacional Muitas atividades em obra são terceirizadas devido à especialidade ou por motivos organizacionais A responsabilidade é solidária em questões trabalhistas, mesmo em se tratando de terceiros subcontratados Danos à imagem do contratante Fonte – fgv.br/cps/construcao 2011 79
  • 80.
    RISCOS AMBIENTAIS NACONSTRUÇÃO CIVIL Responsabilidade cível em crimes ambientais  Não depende da definição de dolo ou culpa  Princípio do poluidor pagador Valor econômico x recurso natural  O dano pode ser irreversível do ponto de vista natural 80
  • 81.
    CONTRATOS E CONTROLES Ferramentaspara gestão de risco:  Avaliação de Risco Socioambiental  Gestão de fornecedores  Contratos  Controles documentais  Fiscalização Formar parcerias e prevenir riscos 81
  • 82.
    CONTATO ROBERTOORANJE Arquiteto e consultor LEED AP FONE (11) 99103-1832 EMAIL roranje@susplan.com.br 82