SlideShare uma empresa Scribd logo
ANÁLISE DO
        COMÉRCIO INTERNACIONAL
        CATARINENSE 2012




Apoio              Realização
ANÁLISE DO COMÉRCIO INTERNACIONAL CATARINENSE 2012




Elaboração
Federação das Indústrias do Estado de Santa Catarina - FIESC
Diretoria de Relações Industriais - DRI
Centro Internacional de Negócios - CIN




Equipe Técnica
Henry Uliano Quaresma
Tatiani Leal
Daniel Tubino
Mauro Victor Silveira de Souza
Gisele de Andrade Polidoro Müller
Moacir Rohling Volpato



Consultoria editorial
Vladimir Brandão



Revisão
Sérgio Ribeiro



Direção de arte
Luiz Acácio de Souza



Edição de arte
João Henrique Moço



Todos os direitos reservados e protegidos pela Lei 5.988, de 14/12/73.




F293a     Federação das Indústrias do Estado de Santa Catarina - FIESC
            Análise do comércio internacional catarinense. / Federação
          das Indústrias do Estado de Santa Catarina - FIESC. –
          Florianópolis: FIESC, 2012.
            112 p. : il. color.



            1. Comércio internacional – Santa Catarina. 2. Economia – Santa Catarina – Dados
          estatísticos. I. Título.



                                                                                       CDD 382.021
                 Ficha catalográfica elaborada por Ana Claudia P O Silva CRB – 14/769




FIESC - Federação das Indústrias do Estado de Santa Catarina
Rodovia Admar Gonzaga, 2.765 - Itacorubi - Florianópolis/SC. CEP 88034-001
Fone: (48) 3231-4651 - Fax: (48) 3231-4669
e-mail: cin@fiescnet.com.br
www.fiescnet.com.br
ANÁLISE DO COMÉRCIO INTERNACIONAL CATARINENSE 2012



                                                                                                                                                                                           Sumário

Apresentação .................................................................................................................................................... 4

1. Contextualização ........................................................................................................................................ 6

2. Cenário Internacional ................................................................................................................................ 8
     2.1 A economia mundial e o comércio internacional em 2011 .........................................................................................................................11
     2.2 Perspectivas da economia mundial .............................................................................................................................................................................18
     2.3 O Brasil no comércio internacional...............................................................................................................................................................................24

3. Santa Catarina ............................................................................................................................................32
     3.1 Análise das importações catarinenses .......................................................................................................................................................................35
     3.2 Análise das exportações catarinenses ........................................................................................................................................................................39
     3.3 Desempenho exportador de Santa Catarina no mercado mundial ........................................................................................................49

4. Resultados da pesquisa ..........................................................................................................................53
     4.1 Caracterização das empresas ...........................................................................................................................................................................................53
     4.2 Análise das empresas exportadoras.............................................................................................................................................................................58
     4.3 Análise das empresas importadoras ............................................................................................................................................................................68
     4.4 Experiência das empresas na internacionalização..............................................................................................................................................75

5. Conclusões ..................................................................................................................................................80

6. Anexos ..........................................................................................................................................................86
     6.1 Principais premissas do cenário-base para as estimativas de 2012/2013 ............................................................................................86
     6.2 Os 50 principais produtos (SH4) importados por SC em 2011....................................................................................................................88
     6.3 Evolução das importações entre 2001 e 2011dos 50 produtos mais importados por SC em 2011....................................89
     6.4 Os 50 principais países importadores de SC em 2011 .....................................................................................................................................91
     6.5 Comparativo das exportações entre 2001-2011 para os principais países importadores de SC...........................................92
     6.6 Os 50 principais produtos exportados por SC em 2011..................................................................................................................................93
     6.7 Evolução das exportações entre 2001 e 2011 dos 50 produtos mais exportados por SC em 2011....................................94
     6.8 Evolução das exportações mundiais entre 2001 e 2010 dos 50 produtos mais exportados por SC em 2011 .............96
     6.9 Evolução das exportações mundiais entre 2006 e 2010 dos 50 produtos mais exportados por SC em 2011 .............98
     6.10 Produtos com maior potencial exportador no mercado mundial .....................................................................................................100
     6.11 Questionário Aplicado na Pesquisa ........................................................................................................................................................................104
     6.12 Listagem das Empresas Participantes da Pesquisa .......................................................................................................................................108


Lista de siglas
BACEN - Banco Central do Brasil
BRICS - Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul
CEI – Comunidade dos Estados Independentes
FIESC – Federação das Indústrias do Estado de Santa Catarina
FUNCEX – Fundação Estudos de Comércio Exterior
MDIC – Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior
OMC – Organização Mundial do Comércio
ONU – Organização das Nações Unidas
SECEX – Secretaria de Comércio Exterior
SH – Sistema Harmonizado
UNCTAD – Conferência das Nações Unidas para o Comércio e Desenvolvimento
ANÁLISE DO COMÉRCIO INTERNACIONAL CATARINENSE 2012



     Apresentação



    A “Análise do Comércio Internacional Catarinense” apresenta a trajetória e as transformações
    ocorridas no comércio internacional de Santa Catarina nos últimos dez anos, além de examinar
    o cenário recente e as perspectivas da economia mundial para os próximos anos.


    Abordando questões contemporâneas de forma aprofundada, com base em estatísticas de
    importação e exportação de bens no comércio global e em informações obtidas diretamente
    junto ao setor empresarial de Santa Catarina, a publicação tem o objetivo de contribuir para
    uma reflexão a respeito da necessidade de um redirecionamento das estratégias de interna-
    cionalização das empresas do Estado, visando ao melhor posicionamento da indústria catari-
    nense nesse mercado.


    Espera-se que a presente publicação possa auxiliar as decisões das indústrias que operam
    nesses mercados, proporcionando-lhes melhores condições de competitividade em um am-
    biente cada vez mais desafiador. Ao mesmo tempo, a FIESC utilizará os principais resultados e
    conclusões da publicação para buscar, junto às entidades intervenientes do comércio exterior
    brasileiro, soluções para os entraves que vêm prejudicando o processo de internacionalização
    do setor produtivo catarinense.


    Trabalhando com propósitos bem definidos, poderemos avançar em uma agenda que resul-
    tará em perspectivas mais promissoras para o comércio internacional de Santa Catarina, no
    médio e longo prazos.




                                                                    Glauco José Côrte
                                                                    PRESIDENTE DO SISTEMA FIESC




4   SISTEMA FIESC
?]klƒg ]kljYl†_a[Y    9 _]klƒg ]Ô[Yr gk k]jna…gk
                                                                                                YmYf]ajgk ] ] [ge†j[ag
                                                                              ]e ljYfkY…“]k     ]pl]jagj hg] ljYr]j eYak

                                                                               afl]jfY[agfYak   [geh]lalanaY] hYjY
                                                                                                kmY ]ehj]kY&
                                                                                                Fale com:
Trabalhe conosco: ey.com.br/carreiras




                                                                                                HYmdg ;]kYj EYjlafk NaYfY
                                                                                                <aj]lgj =p][mlang
                                                                                                 47 2111 0707

                                                                                                ey.com.br
     © 2012 EYGM Limited. Todos os direitos reservados.




                                                          œ Auditoria
                                                          œ Consultoria
                                                          œ Impostos
                                                          œ Transações
                                                                                                                              TM Rio 2016
ANÁLISE DO COMÉRCIO INTERNACIONAL CATARINENSE 2012



     1. Contextualização



                            Santa Catarina se tornou um estado diferenciado graças à força de sua indústria. À exceção de
                            Amazonas, que conta com a Zona Franca de Manaus, Santa Catarina é o estado brasileiro com
                            maior participação da indústria de transformação na composição do Produto Interno Bruto
                            (PIB)1. Com apenas 1% da área brasileira e cerca de 3% da população, o estado gera 4,0% do
                            PIB nacional. Diversificada e bem distribuída por todas as regiões do estado, a indústria foi
                            determinante para oferecer aos catarinenses a melhor qualidade de vida do país. O Índice de
                            Desenvolvimento Humano (IDH) de Santa Catarina é o mais elevado dentre os estados da Fe-
                            deração, ficando atrás somente do Distrito Federal, que possui características socioeconômicas
                            diferenciadas. A participação relevante de Santa Catarina no comércio internacional teve papel
                            determinante para a construção desse cenário.


                            A indústria catarinense começou a desenvolver seu perfil exportador nos anos 1970, quando
                            as exportações do estado representavam 2% do total nacional. Mas foi nos anos 80, a “década
                            perdida” do Brasil, quando o país enfrentava recessão econômica associada à inflação, que
                            a indústria de Santa Catarina vislumbrou oportunidades no mercado externo. Por conta do
                            empreendedorismo e do arrojo que são típicos do empresário catarinense, associados a um
                            eficiente trabalho de prospecção e abertura de novos mercados realizado com o suporte
                            de entidades públicas e privadas, como o próprio Sistema FIESC, a indústria deu um grande
                            passo no comércio mundial. Terminada a “década perdida”, Santa Catarina respondia por 6%
                            das vendas externas brasileiras. Sua pauta de exportações ficou muito mais diversificada.
                            Além de artigos têxteis e alimentícios, foram incluídos produtos como motocompressores,
                            papel kraft, pisos e azulejos, refrigeradores e calçados na pauta exportadora do estado. Mais
                            de 70% dos produtos exportados por Santa Catarina nesse período eram industrializados
                            ou semi-industrializados.


                            A inserção internacional de Santa Catarina foi fundamental para que suas indústrias – muitas
                            delas já de classe mundial – enfrentassem o processo de abertura comercial dos anos 90. A
                            queda de barreiras alfandegárias a produtos importados impactou fortemente vários setores
                            industriais brasileiros. As empresas que se mantiveram no mercado obtiveram ganhos de pro-
                            dutividade, incorporaram avanços tecnológicos, investiram em inovação e se tornaram mais
                            ágeis e flexíveis. A indústria catarinense atingiu um padrão de categoria mundial, o que per-
                            mitiu sua integração às novas cadeias produtivas globais que se organizavam. Suas principais
                            empresas mostravam-se aptas para a competição tanto com produtos importados em terri-
                            tório nacional quanto no exterior.


                            A chegada do século 21, entretanto, trouxe uma significativa mudança de cenário para o seg-
                            mento industrial do estado. A economia brasileira cresceu baseada no aumento do consumo
                            das famílias, porém a indústria não foi necessariamente beneficiada. Em decorrência do câm-
                            bio apreciado e da falta de competitividade sistêmica oriunda do “Custo Brasil”, o país ampliou
                            consideravelmente as importações de bens de consumo sem que a indústria nacional pudes-

                            1
                                32,8% em 2009, incluindo indústria de transformação, construção, geração e distribuição de energia, água e saneamento; excluindo indústria extrativa


6   SISTEMA FIESC
ANÁLISE DO COMÉRCIO INTERNACIONAL CATARINENSE 2012



                                                                         Contextualização




se, em muitos casos, competir em igualdade de condições. Daí decorre, em grande parte, o
tão discutido fenômeno da “desindustrialização”, que é a diminuição do peso da indústria na
formação total de riquezas do país. O equilíbrio das contas externas do período foi garantido
pela formidável elevação da exportação de commodities minerais e agrícolas, cuja demanda
foi puxada pelo acelerado crescimento da China.


Nesse cenário, Santa Catarina sofreu as consequências do novo arranjo econômico vigente.
Sendo um dos estados mais industrializados do país e sem contar com alta produção de com-
modities exportáveis, as possibilidades de aumento das vendas externas tornaram-se mais li-
mitadas. Aliado a isso, o baixo crescimento mundial decorrente da crise financeira global de
2008 e 2009 encolheu ainda mais as oportunidades em mercados consumidores de produtos
catarinenses, particularmente na União Europeia e nos Estados Unidos.


Mesmo com as dificuldades que os exportadores têm encontrado nos últimos anos, o novo
arranjo econômico global traz uma série de novas oportunidades de negócios. Se os merca-
dos tradicionais de Santa Catarina estão com suas economias estagnadas, há outros países em
processo de crescimento. Se alguns dos produtos catarinenses têm menores condições de
competitividade no exterior, outros produtos podem ser explorados para conquistar clientes
estrangeiros. Se há dificuldades em se lidar com a competição de produtos asiáticos, pode-
-se buscar concretizar mais negócios em países dessa região, muitos dos quais estão em as-
censão econômica. A Ásia não possui somente um grande mercado consumidor, mas suas
empresas também ofertam máquinas para modernizar o parque fabril catarinense e insumos
para agregar valor às nossas indústrias, além da possibilidade de complementação de linhas
de produção – o que já está sendo feito por algumas das mais bem-sucedidas empresas de
Santa Catarina da atualidade.


Esta publicação, realizada de modo pioneiro pelo Sistema FIESC, pretende apontar alguns des-
ses caminhos. Ao fazer uma análise aprofundada do comércio exterior, considerando uma série
histórica de 10 anos e um grande número de países e produtos, busca-se apresentar um mapa
das transformações do comércio internacional catarinense da última década. Com base nes-
sas informações, o industrial do estado poderá vislumbrar oportunidades em novos mercados
e/ou em novos nichos de negócios.


Além da análise histórica do comércio internacional de Santa Catarina, a FIESC ampliou o escopo
de seu tradicional “Diagnóstico do Setor Exportador Catarinense”, que anualmente apresentava
resultados de pesquisas realizadas com empresas exportadoras do estado sobre a evolução
e o desempenho no comércio exterior. Com novas e mais profundas questões, que remetem
ao período estudado neste documento, o Diagnóstico foi aqui incorporado, permitindo uma
abrangente visão dos desafios e oportunidades existentes para a indústria catarinense no ce-
nário mundial. Além de servir de orientação às empresas, espera-se que esta publicação contri-
bua para a formulação de políticas públicas destinadas ao fomento do comércio internacional
brasileiro e, particularmente, de Santa Catarina.

                                                                                  SISTEMA FIESC   7
ANÁLISE DO COMÉRCIO INTERNACIONAL CATARINENSE 2012



     2. Cenário Internacional

    Uma década de mudanças
    Desde o início do século 21 o mundo viveu uma notável expansão do comércio internacional. Entre 2001 e 2011 o volume
    de exportações globais triplicou, saindo da casa dos US$ 6 trilhões para US$ 18 trilhões. Números semelhantes ilustram
    a evolução das importações mundiais. O crescimento do comércio foi superior ao crescimento do Produto Interno Bruto
    global no período, quando este praticamente dobrou, chegando a US$ 70 trilhões em 2011.


    Nesse contexto de “boom” comercial, os países em desenvolvimento, liderados pelos chamados BRICs (Brasil, Rússia, Índia
    e China), ganharam peso econômico global ao longo do período, provocando mudanças nos padrões do comércio inter-
    nacional. Entre 1995 e 2010, a participação do conjunto dos países emergentes no volume do comércio mundial aumen-
    tou de 28,5% para 41,2%. No caso específico dos BRICs, o Brasil se firmou como um importante fornecedor mundial de
    alimentos, a Rússia de fontes de energia, a Índia de bens intensivos em mão de obra e a China de bens de alta tecnologia.


    Importando e exportando mais, o grupo de países elevou sua riqueza absoluta e relativa. Em 2010, os BRICs eram respon-
    sáveis por 16% da riqueza gerada no mundo, contra uma participação no PIB global de 8% na década anterior. Nesse ritmo,
    entre 2002 e 2011, a China passou de quinto maior exportador mundial de mercadorias para a primeira posição, deixando
    para trás os Estados Unidos. No caso das importações, a China galgou da sexta para a segunda posição, passando a deter
    quase 10% das importações globais. A Rússia passou da 17ª para a 9ª posição entre os exportadores no período, enquanto
    a Índia evoluiu da 31ª posição para a 19ª. Já o Brasil terminou 2011 como o 22° maior exportador mundial.


    Foi o bloco dos chamados países em desenvolvimento que garantiu a atenuação da crise econômica global iniciada em
    2008. Tais países mostraram-se mais resistentes à crise e dão sinais de que sua importância no comércio mundial tende a
    aumentar. Em 2011, lideraram a recuperação da demanda externa, contribuindo com metade do crescimento da importa-
    ção mundial, em comparação com 43% em média nos três anos anteriores à crise.


    A fraqueza acentuada da demanda de importações dos países desenvolvidos na sequência do colapso em 2008-2009 sur-
    ge de um declínio de uma década de sua predominância no comércio internacional. Entre 1995 e 2010, a sua quota de
    valor no comércio mundial de mercadorias declinou de 69% para 55%, enquanto que a dos países em desenvolvimento
    aumentou de 29% para 41%.




8   SISTEMA FIESC
ANÁLISE DO COMÉRCIO INTERNACIONAL CATARINENSE 2012



                                                                                                                                 Cenário Internacional



Ganhos e perdas nas participações do comércio internacional de mercadorias (%)1
    80

    70

    60

    50

    40

    30

    20

    10

     0
                  Países                         Países em                     Economias            Economias            China            Índia
               desenvolvidos                  desenvolvimento                 em transição         emergentes2
                                                                         1995            2000          2007       2010
Fonte: Nações Unidas/DESA, 2012
1
  Participação do total das exportações e importações nas exportações e importações mundiais
2
  Inclui Brasil, China, Índia, México, República da Coreia, Rússia e África do Sul


Durante este período de quinze anos, a participação da China sozinha aumentou quatro vezes – de 2,6% para cerca de 10%.
No mesmo período, a quota de mercado da América Latina e Caribe aumentou de 4,5% para 5,9%. O valor das exportações
de mercadorias da África subiu de US$ 100 bilhões em 1995 para US$ 560 bilhões em 2010, enquanto sua participação no
comércio mundial melhorou modestamente, de 2% para 3,2%.


Os padrões de mudança de comércio estão associados ao rápido crescimento industrial de uma gama de países em de-
senvolvimento. Mover-se da agricultura e de outros bens de produção primária para a manufatura tende a aumentar a
intensidade de importação da produção. Tome-se mais uma vez o caso da China, que ao longo da primeira década do
século 21 obteve uma taxa anual de crescimento do PIB próxima a 10%. Para sustentar o crescimento da infraestrutura e
da produção industrial, o país importa grandes quantidades de insumos, como minério de ferro e combustíveis. Tirando
milhões de pessoas da pobreza todos os anos, necessita importar alimentos. Na outra ponta, tornou-se em 2010 a maior
potência manufatureira do planeta, superando os Estados Unidos.


Além disso, o comércio global cada vez mais envolve cadeias de valor em diferentes localizações geográficas, contribuin-
do com várias partes para os processos de produção. Tais padrões de mudança no comércio, bem como o aumento da
demanda por produtos primários das economias em rápido crescimento, reforçou o comércio Sul-Sul, conforme verifica-
-se na figura a seguir.




                                                                                                                                            SISTEMA FIESC   9
ANÁLISE DO COMÉRCIO INTERNACIONAL CATARINENSE 2012



     Cenário Internacional



     Cotas bilaterais de economias desenvolvidas (Norte) e em desenvolvimento (Sul)1 nas exportações
     mundiais, 1995 e 2010 (%)
         60


         50


         40


         30


         20


         10


          0
                             Norte-Norte                                     Norte-Sul2                                      Sul-Norte3   Sul-Sul
                                                                                 1995                                2010
     Fonte: Cálculos do Secretariado da UNCTAD, baseado no UN Comtrade
     1
       Economias desenvolvidas (Norte) e economias em desenvolvimento (Sul) são baseadas na classificação de país da UNCTAD
     2
       Exportações do Norte para o Sul
     3
       Exportações do Sul para o Norte


     O Comércio Sul-Sul aumentou a uma taxa de 13,7% por ano entre 1995 e 2010, bem acima da média mundial de 8,7%. No
     mesmo período, as exportações de mercadorias do Sul para o Norte aumentaram 9,5% ao ano.


     Entretanto, enquanto a demanda de importação recente na maioria dos países em desenvolvimento manteve-se vigorosa,
     apenas alguns desses países conseguiram subir na cadeia de valor global e diversificar sua base de exportação para atender
     a mercados anteriormente dominados pelas economias desenvolvidas.


     Termos voláteis do comércio

     O comércio afeta a renda nacional através de três fatores: os preços das exportações, os preços das importações e o volume
     de demanda. Os termos internacionais de comércio (definidos como a razão do preço médio de exportação e os índices de
     preços de importação) fornecem uma medida sintética das relativas mudanças de preços ao longo do tempo. Estimativas
     preliminares para 2011 sugerem que os termos de troca das economias exportadoras de minérios e de petróleo continu-
     aram sua recuperação a partir da queda nos preços de exportação ocorrida em 2009.




10   SISTEMA FIESC
ANÁLISE DO COMÉRCIO INTERNACIONAL CATARINENSE 2012



                                                                                                                               Cenário Internacional



Termos de comércio de grupos selecionados de países, por estrutura exportadora, 2000-2013
Indicador: 2000=100
  240

  220

  200

  180

  160

  140

  120

  100

   80

   60
           2000         2001         2002         2003      2004      2005     2006      2007      2008      2009     2010     2011      2012      2013

        Exportadores de petróleo                Exportadores de minérios     Exportadores de produtos agrícolas     Exportadores de produtos manufaturados
Fonte: UNCTAD/Stat e Nações Unidas/DESA, 2012


Exportadores de minérios, incluindo petróleo, têm visto grandes choques de preços dramaticamente desde 2007. Ainda assim,
os preços do mercado mundial desses produtos parecem estar em uma tendência de alta no longo prazo. Em contraste, os
termos do comércio para as economias que predominantemente exportam bens manufaturados se deterioraram na média.


Economias com uma especialização mais diversificada de exportação enfrentaram choques de comércio mais suaves nos
últimos três anos e também têm receitas de exportação e níveis de demanda de importação mais estáveis, permitindo o
crescimento mais estável da produção. Um padrão semelhante é observado em países especializados na exportação de
manufaturados, que, apesar de terem sofrido um declínio em seus termos de comércio, também têm visto um crescimento
constante da demanda em suas exportações.



 2.1 A economia mundial e o comércio internacional em 2011

De acordo com a Conferência das Nações Unidas para Comércio e Desenvolvimento - UNCTAD - a economia mundial ainda
está em processo de recuperação da crise financeira recente. A taxa de crescimento da produção mundial caiu para 2,4%
em 2011, mais baixa que a taxa de 3,8% no ano anterior. A economia global foi afetada pela crise da dívida soberana em
curso na Europa, por interrupções na cadeia de fornecimento em virtude de desastres naturais no Japão e na Tailândia e
por conflitos nos países árabes. O ritmo de expansão ficou bem abaixo da média de 3,2% verificada ao longo dos 20 anos
que antecederam a crise financeira mundial de 2008.




                                                                                                                                                SISTEMA FIESC   11
ANÁLISE DO COMÉRCIO INTERNACIONAL CATARINENSE 2012



     Cenário Internacional



     Evolução anual do PIB e de comércio de mercadorias por região (%)
                                                                   PIB                         Exportações                      Importações
                                                        2009      2010     2011      2009         2010       2011     2009         2010       2011
      Mundial                                              -2,6      3,8      2,4      -12,0         13,8       5,0     -12,9         13,7       4,9
      América do Norte                                     -3,6      3,2      1,9      -14,8         14,9       6,2     -16,6         15,7       4,7
      Estados Unidos                                       -3,5      3,0      1,7      -14,0         15,4       7,2     -16,4         14,8       3,7
      Américas do Sul e Central 1                          -0,3      6,1      4,5       -8,1          5,6       5,3     -16,5         22,9      10,4
      Europa                                               -4,1      2,2      1,7      -14,1         10,9       5,0     -14,1          9,7       2,4
      União Europeia                                       -4,3      2,1      1,5      -14,5         11,5       5,2     -14,1          9,5       2,0
      Comunidades dos Estados
                                                           -6,9      4,7      4,6       -4,8          6,0       1,8     -28,0         18,6      16,7
      Independentes (CEI)
      África                                                2,2      4,6       2,3      -3,7          3,0      -8,3      -5,1          7,3       5,0
      Oriente Médio                                         1,0      4,5       4,9      -4,6          6,5       5,4      -7,7          7,5       5,3
      Ásia                                                 -0,1      6,4       3,5     -11,4         22,7       6,6      -7,7         18,2       6,4
      China                                                 9,2     10,4       9,2     -10,5         28,4       9,3       2,9         22,1       9,7
      Japão                                                -6,3      4,0      -0,5     -24,9         27,5      -0,5     -12,2         10,1       1,9
      Índia                                                 6,8     10,1       7,8      -6,0          22       16,1       3,6         22,7       6,6
      Economias recém-industrializadas 2                   -0,6      8,0       4,2      -5,7         20,9       6,0     -11,4         17,9       2,0
      Nota: Economias desenvolvidas                        -4,1      2,9       1,5     -15,1         13,0       4,7     -14,4         10,9       2,8
      Nota: Países em desenvolvimento e CEI                 2,2      7,2       5,7      -7,4         14,9       5,4     -10,5         18,1       7,9
     Fonte: Secretariado da OMC, 2012
     1
       Inclui o Caribe
     2
       Hong Kong, China, República da Coreia e Taiwan


     Os problemas presentes na economia global são múltiplos e interligados. Os desafios mais prementes a serem enfrentados
     são a contínua crise no emprego e perspectivas do crescimento econômico em declínio, especialmente nos países desen-
     volvidos. Como o desemprego permanece elevado, em cerca de 9%, e com os rendimentos estagnados, a recuperação é
     lenta no curto prazo, devido à falta de demanda agregada.


     A economia em rápido desaquecimento tem sido tanto uma causa como um efeito da crise da dívida soberana na zona
     do euro e dos problemas fiscais em outros países. A crise da dívida em vários países europeus piorou ainda mais em 2011
     e agravou deficiências já existentes no setor bancário. As medidas de austeridade fiscal tomadas em resposta estão enfra-
     quecendo ainda mais o crescimento e as perspectivas de emprego, tornando o ajuste fiscal e a reparação do balanço do
     setor financeiro ainda mais desafiadores.


     A economia dos Estados Unidos também está enfrentando um elevado e persistente nível de desemprego, o abalo da
     confiança das empresas e do consumidor e a fragilidade do setor financeiro. A União Europeia (UE) e os Estados Unidos
     são as duas maiores economias do mundo, que estão profundamente entrelaçadas. Seus problemas podem facilmente se
     retroalimentar e levar a outra recessão mundial. Os países em desenvolvimento, que se recuperaram fortemente da reces-
     são global de 2009, seriam atingidos através dos canais de comércio e financeiro.


     Além dos problemas nos Estados Unidos e União Europeia, o Japão enfrentou contração de 0,5% na produção em 2011, em
     função do terremoto catastrófico de março de 2011. Tudo somado, o crescimento das economias desenvolvidas em 2011
     foi de tímidos 1,5%. O crescimento do PIB nos Estados Unidos foi ligeiramente superior à média: ficou em 1,7%, enquanto
     o incremento na União Européia esteve em linha com a média de 1,5%.


     Os grandes e persistentes desequilíbrios externos na economia global que se desenvolveram na última década continu-
     am a ser um ponto de preocupação para os formuladores de políticas. Na prática, depois de um estreitamento substancial


12   SISTEMA FIESC
ANÁLISE DO COMÉRCIO INTERNACIONAL CATARINENSE 2012



                                                                                                Cenário Internacional



durante a Grande Recessão, os desequilíbrios externos das principais economias foram estabilizados em cerca de metade
do nível de pico pré-crise (em relação ao PIB) no período 2010-2011.


Os Estados Unidos continuaram sendo a maior economia deficitária, embora o déficit tenha caído substancialmente des-
de o pico registrado em 2006. Os superávits externos na China, Alemanha, Japão e um grupo de países exportadores de
petróleo, que formam a contrapartida do déficit dos Estados Unidos, estreitaram-se, embora em graus variados. Enquanto
o excedente da Alemanha manteve-se em cerca de 5% do PIB em 2011, a conta corrente na zona do euro como um todo
praticamente manteve-se em equilíbrio. Grandes excedentes, em relação ao PIB, foram ainda encontrados em países ex-
portadores de petróleo, atingindo 20% ou mais do PIB em alguns dos países exportadores de petróleo na Ásia Ocidental.


A maioria das economias desenvolvidas está sofrendo de impasses persistentes resultantes da crise financeira global. Os
bancos e as famílias ainda estão em processo de desalavancagem, o que está segurando o fornecimento de crédito. Os
déficits orçamentários e a dívida pública aumentaram, principalmente, por causa da crise e, em menor grau, em virtude
do estímulo fiscal. As políticas monetárias permanecem ajustadas com o uso de várias medidas não convencionais, mas
perderam a sua eficácia, devido à contínua fragilidade do setor financeiro e altos níveis de desemprego persistentes, que
estão segurando a demanda do consumidor e a de investimentos. Preocupações com altos níveis da dívida pública têm
levado os governos a agir com austeridade fiscal, o que deprime ainda mais a demanda agregada.


Os problemas econômicos em muitas nações desenvolvidas são um fator importante por trás da desaceleração nos países
em desenvolvimento. O PIB do Brasil, por exemplo, cresceu 3,7% em 2011, apenas metade da forte recuperação de 7,5%
em 2010. Países de baixa renda também têm experimentado desaceleração, ainda que leve. Em termos per capita, o cres-
cimento da renda desacelerou de 3,8% em 2010 para 3,5% em 2011.


Ainda assim, os países em desenvolvimento foram os que exibiram melhores resultados em 2011. As regiões de maior
crescimento foram o Oriente Médio (4,9%), seguido pela Comunidade dos Estados Independentes (4,6%) e pelas Américas
Central e do Sul (4,5%). O crescimento do PIB da África, de 2,3%, poderia ter sido maior se não tivessem ocorrido conflitos
na Líbia, na Tunísia, no Egito e em outros países da região.


Mais uma vez, o crescimento do PIB da China ultrapassou o do resto do mundo, atingindo 9,2%, mas o valor não foi supe-
rior ao que o país alcançou no pico da crise financeira global em 2009. Em contraste a esse desempenho, as economias
recém-industrializadas de Hong Kong, China, República da Coreia, Cingapura e Taiwan cresceram a menos da metade do
índice da China (4,2%). As economias em desenvolvimento e a Comunidades dos Estados Independentes juntas registra-
ram um aumento de 5,7% em 2011.

                                         Economias com maiores crescimentos em 2011 (%)
                                 Oriente Médio                                 4,9
                                 CEI                                           4,6
                                 Américas Central e do Sul                     4,5
                                 China                                         9,2

                                        Economias com menores crescimentos em 2011 (%)
                                 Japão                                       -0,5
                                 EUA                                          1,7
                                 União Europeia                               1,5
                                Fonte: Secretariado da OMC, 2012




                                                                                                             SISTEMA FIESC   13
ANÁLISE DO COMÉRCIO INTERNACIONAL CATARINENSE 2012



     Cenário Internacional



     Comércio Internacional

     A recuperação do comércio mundial foi tão vigorosa em 2010 como tinha sido seu declínio em 2009. Em 2011, no entanto,
     perdeu grande impulso. O crescimento do volume de comércio mundial desacelerou de 13,8% em 2010 para 6,6% no ano
     passado. Um crescimento mais fraco da economia mundial, especialmente entre as economias desenvolvidas, é o principal
     fator por trás da desaceleração. A figura a seguir mostra a relação entre o crescimento do volume de mercadorias transa-
     cionadas e o crescimento do PIB mundial.

     Variação do comércio mundial de mercadorias (volume) e do PIB (%)
      15
                                                                         Crescimento médio das exportações
      10
                                                                                    1991-2011


       5


       0

                                                                         Crescimento médio do PIB
      -5                                                                        1991 -2011

     -10


     -15
               2000            2001     2002   2003    2004       2005    2006         2007     2008         2009   2010   2011
                                                      Exportações                PIB
     Fonte: Secretariado da OMC, 2012


     A desaceleração do crescimento tanto do comércio quanto do produto mundial tinha sido prevista para 2011, mas diver-
     sos acontecimentos durante o ano – no Japão, na Tailândia e no norte da África, por exemplo – prejudicaram ainda mais a
     economia e o comércio mundial. Adicionalmente, a evolução negativa do PIB da União Europeia reduziu a demanda por
     mercadorias importadas no quarto trimestre do ano, quando a crise da dívida soberana do euro veio à tona. Como resul-
     tado, o crescimento global das exportações ficou abaixo da previsão inicial da OMC, de 5,8%.


     O crescimento do comércio mundial de mercadorias em 2011 esteve abaixo da média de 6% na pré-crise entre 1990-2008,
     e foi inferior à média dos últimos 20 anos, incluindo o período de colapso do comércio (5,4%). Como resultado, o volume
     do comércio esteve ainda mais longe de sua tendência de pré-crise ao final de 2011 do que foi no ano anterior. Na ver-
     dade, essa diferença deve continuar a aumentar na medida em que taxa de expansão comercial estiver aquém dos níveis
     anteriores, como demonstra a figura a seguir.




14   SISTEMA FIESC
ANÁLISE DO COMÉRCIO INTERNACIONAL CATARINENSE 2012



                                                                                                                                       Cenário Internacional



Volume das exportações mundiais de mercadorias (índice 1990=100)
  400


  350


  300


  250


  200


  150


  100


    50
         1990 1991 1992 1993 1994 1995 1996 1997 1998 1999 2000 2001 2002 2003 2004 2005 2006 2007 2008 2009 2010 2011
                                                               Volume de exportações                    Tendência (1990-2008)
Fonte: Secretariado da OMC, 2012


Flutuações significativas da taxa de câmbio ocorreram durante 2011, o que mudou as posições competitivas de alguns
grandes players mundiais e resultou em novas políticas em países como Suíça e Brasil. As flutuações foram conduzidas, em
grande parte, por atitudes de risco relacionadas à crise da dívida soberana do euro. O valor do dólar americano caiu 4,6%
em termos nominais, contra uma cesta ampla de moedas, de acordo com dados do Federal Reserve, e 4,9 % em termos reais,
de acordo com o Fundo Monetário Internacional, tornando os produtos norte-americanos, em geral, menos caros para a
exportação. A depreciação nominal do dólar também teria inflado o valor em dólares de algumas transações internacionais.


O valor total em dólares das exportações mundiais de mercadorias avançou 19%, para US$ 18,2 trilhões em 2011, como
demonstra a tabela abaixo. Esse aumento foi quase tão grande quanto o incremento de 22% em 2010. Ele foi impulsiona-
do em grande parte pelo aumento dos preços das commodities primárias. As exportações de serviços comerciais também
cresceram, a uma taxa de 11% em 2011, alcançando US$ 4,1 trilhões.

Exportações mundiais em 2011 e evolução anual
                                                                2011                            2009                   2010          2011        2005-11
                                                             US$ bilhões                         %                      %             %          % média
 Mercadorias                                                              18.217                               -22              22          19             10
 Serviços comerciais                                                       4.149                               -11              10          11              9
 Transporte                                                                  855                               -23              15           8              7
 Viagem                                                                    1.063                                -9               9          12              7
 Outros serviços comerciais                                                2.228                                -7               8          11             10
Fonte: Secretariado da OMC para Mercadorias e Secretariado da OMC e da UNCTAD para Serviços comerciais, 2012


Os preços das commodities aumentaram, mas continuam altamente voláteis. Para muitas commodities, a tendência de su-
bida dos preços, que começou em junho de 2010, estendeu-se em 2011. Após atingir o pico durante a primeira metade
do ano, os preços diminuíram ligeiramente. No entanto, no caso do petróleo, metais, matérias-primas agrícolas e bebidas
tropicais, os níveis de preço médio para o ano de 2011 como um todo ultrapassaram as médias recordes atingidas em 2008.


Exportadores de commodities que se beneficiaram da melhoria das condições de comércio nos dois últimos anos perma-
necem expostos a pressões de redução de preços, o que pode ser significativamente amplificado pela especulação finan-
ceira em caso de uma recessão.


                                                                                                                                                 SISTEMA FIESC   15
ANÁLISE DO COMÉRCIO INTERNACIONAL CATARINENSE 2012



     Cenário Internacional



     O comércio de serviços, por sua vez, está refletindo a evolução do comércio de mercadorias. Em 2010, o comércio de ser-
     viços voltou a um crescimento positivo em todas as regiões e grupos de países, especialmente nos países em desenvolvi-
     mento, particularmente naqueles menos desenvolvidos. Como o comércio de serviços mostrou menor sensibilidade para
     a crise financeira em comparação com o comércio de mercadorias, sua recuperação também foi menos pronunciada em
     2010 e 2011. Os países em desenvolvimento continuam sendo importadores líquidos de serviços, mas seu papel como ex-
     portadores de serviços está crescendo continuamente, especialmente nos setores de transporte e turismo.


     Durante a crise, o volume de importação dos países em desenvolvimento caiu para cerca de 13% abaixo da tendência, mas
     recuperou-se fortemente e quase totalmente com a tendência de rápido crescimento experimentada no início dos anos
     2000, como mostra a figura a seguir.

     Tendências divergentes no crescimento das importações mundiais, 2002-2013
        300




        250




        200




        150




        100
                  2002           2003    2004    2005       2006       2007   2008       2009           2010   2011      20121       20132
                 Tendências dos países          Nível de importações dos        Tendências dos países           Nível de importações
                 em desenvolvimento             países em desenvolvimento       desenvolvidos                   dos países desenvolvidos
                 (2001-2007)                    (2001=100)                      (2001-2007)                     (2001=100)
     Fonte: Nações Unidas/DESA, 2012
     1
       Parcialmente estimado
     2
       Projeções


     Entre as regiões em desenvolvimento, o Leste e o Sul da Ásia lideraram a recuperação da demanda externa, respondendo
     por cerca de três quartos do crescimento das importações das economias em desenvolvimento em 2010, seguidas pela
     América Latina e Caribe, responsáveis por 17%; a Ásia Ocidental e a África contribuíram com cerca de 7% e 2%, respecti-
     vamente. A China continua a ser o principal motor do crescimento das importações entre os países em desenvolvimento,
     representando 37% do crescimento das importações de todos os países em desenvolvimento em 2010.


     A recuperação abaixo da tendência do comércio mundial é quase totalmente explicada pela fraca demanda de importações
     nas economias desenvolvidas. A demanda de importação caiu para 21% abaixo da tendência até 2009 e não se recuperou
     depois. Espera-se que essa diferença aumente ainda mais, para 30% até 2013.


     Os cinco maiores exportadores de mercadorias em 2011 foram a China, os Estados Unidos, a Alemanha, o Japão e a Holanda.
     Os principais importadores foram os Estados Unidos, a China, a Alemanha, o Japão e a França. A tabela a seguir apresenta
     as exportações e importações dos principais países no cenário mundial, e sua participação no comércio global.




16   SISTEMA FIESC
ANÁLISE DO COMÉRCIO INTERNACIONAL CATARINENSE 2012



                                                                                                                                    Cenário Internacional



Principais exportadores e importadores de mercadorias em 2011
                                                     US$            Partic.*            Variação                                  US$      Partic.*      Variação
    Pos.           Exportadores                                                                     Pos.        Importadores
                                                   bilhões            %                 anual (%)                               bilhões      %           anual (%)
       1   China                                        1.899               10,4               20      1Estados Unidos             2.265        12,3            15
       2   Estados Unidos                               1.481                8,1               16      2China                      1.743         9,5            25
       3   Alemanha                                     1.474                8,1               17      3Alemanha                   1.254         6,8            19
       4   Japão                                          823                4,5                7      4Japão                        854         4,6            23
       5   Holanda                                        660                3,6               15      5França                       715         3,9            17
       6   França                                         597                3,3               14      6Reino Unido                  636         3,5            13
       7   República da Coreia                            555                  3               19      7Holanda                      597         3,2            16
       8   Itália                                         523                2,9               17      8Itália                       557           3            14
       9   Federação Russa                                522                2,9               30      9República da Coreia          524         2,9            23
      10   Bélgica                                        476                2,6               17     10Hong Kong, China             511         2,8            16
                                                                                                        Importações retidas          130         0,7            16
     11 Reino Unido                                      473                 2,6               17    11 Canadá1                      462         2,5            15
     12 Hong Kong, China                                 456                 2,5               14    12 Bélgica                      461         2,5            17
        Exportações domésticas                            17                 1,1               14
        Re-exportações                                   439                 2,4               14
     13 Canadá                                           452                 2,5               17     13 Índia                     4.513         2,5            29
     14 Cingapura                                        410                 2,2               16     14 Cingapura                   366           2            18
        Exportações domésticas                           224                 1,2               23        Importações retidas2        180           2            18
        Re-exportações                                   186                   1               10
     15 Reino da Arábia Saudita                          365                   2               45    15 Espanha                     362            2            11
        TOTAL ACIMA3                                  12.032               66,9                 -       TOTAL ACIMA3             16.130         67,1             -
        MUNDIAL                                       18.215                100                19       MUNDIAL                  18.380          100            19
1
  Importações em valores FOB
2
  As importações retidas em Cingapura significam importações menos re-exportações
3
  Incluem re-exportações ou importações para re-exportação substanciais
* Participação no total mundial.
Fonte: Secretariado da OMC, 2012


O quadro abaixo mostra os países que tiveram maiores crescimentos e quedas no comércio internacional em 2011:

                                                                       Exportações com maiores crescimentos (%)
                                                      Índia                                                       16,1
                                                      China                                                        9,2
                                                      EUA                                                          7,2

                                                                                   Exportações em declínio (%)
                                                      África                                                      -8,3
                                                      Japão                                                       -0,5
                                                      Filipinas                                                  -14,3

                                                                      Importações com maiores crescimentos (%)
                                                      China                                                        9,7
                                                      Índia                                                        6,6

                                                                                   Importações em declínio (%)
                                                      Grécia                                                em torno de -20
                                                      Taiwan                                                 em torno de -3
                                                     Fonte: Secretariado da OMC, 2012


Quanto ao comércio por grandes regiões do globo, o valor das exportações de mercadorias da América do Norte aumentou
16%, enquanto as importações cresceram 15%. Na Europa, as taxas foram parecidas: 17%, tanto para exportações quanto
para importações.


                                                                                                                                                      SISTEMA FIESC   17
ANÁLISE DO COMÉRCIO INTERNACIONAL CATARINENSE 2012



     Cenário Internacional



     No mesmo patamar ficaram as exportações da Ásia, que detém quase um terço do comércio mundial. Suas vendas exter-
     nas cresceram 18% e as importações, 23%. A África cresceu 17% e 18% nas exportações e importações, respectivamente.


     Já as outras regiões tiveram taxas de crescimento comercial em patamar superior. As exportações das Américas do Sul e
     Central avançaram 27%, impulsionadas por aumentos nos preços de produtos primários, enquanto as importações au-
     mentaram 24%. Na Comunidade dos Estados Independentes – CEI – o motor das exportações foi o aumento nos preços
     de energia. As exportações e importações cresceram, respectivamente, 34% e 30%. O aumento dos preços de petróleo
     fizeram as exportações do Oriente Médio elevarem-se 37% em 2011.


     Vale ressaltar que a participação das economias em desenvolvimento e da Comunidade dos Estados Independentes no
     total mundial subiu para 47% no lado das exportações e 42% no lado das importações, os maiores níveis já registrados em
     uma série de dados que remonta a 1948.


     O mapa a seguir resume as variações e a participação no comércio internacional das grandes regiões do globo.

     Exportações e importações de mercadorias por região em 2011
       AMÉRICA DO NORTE                 EUROPA                                                           COMUNIDADE
       Exportações                      Exportações                                                      DE ESTADOS
                                                                                                         INDEPENDENTES
                                                                                                         Exportações

       Importações                      Importações
                                                                                                         Importações




       AMÉRICAS DO                                                                                       ÁSIA
       SUL E CENTRAL                                                                                     Exportações
       Exportações


                                                                                                         Importações
       Importações


                                        ÁFRICA                                ORIENTE MÉDIO
                                        Exportações                           Exportações



                                        Importações                           Importações




     Fonte: Secretariado da OMC, 2012




      2.2 Perspectivas da economia mundial
     O cenário adotado como base pelas Nações Unidas para as pesrpectivas da economia é relativamente positivo, uma vez
     que assume como premissa um conjunto de condições otimistas, incluindo o pressuposto de que a crise da dívida sobe-
     rana na Europa será circunscrita a uma ou algumas poucas pequenas economias e que os problemas da dívida podem ser
     trabalhados de forma mais ou menos ordenada. O Anexo 6.1 deste estudo contém uma explicação a respeito dos pressu-
     postos assumidos pelas Nações Unidas para as estimativas do cenário-base para 2012 e 2013.




18   SISTEMA FIESC
ANÁLISE DO COMÉRCIO INTERNACIONAL CATARINENSE 2012



                                                                                                            Cenário Internacional



O cenário-base ainda assume que as políticas monetárias entre os principais países desenvolvidos permanecerão flexíveis,
enquanto a mudança para a austeridade fiscal na maioria deles não deverá envolver cortes mais profundos. O cenário tam-
bém indica que os preços das commodities-chave deverão cair ligeiramente, enquanto as taxas de câmbio entre as princi-
pais moedas flutuarão em torno dos níveis atuais, sem tornar esse tema ameaçador.


No cenário-base da ONU, o crescimento do PIB mundial atingirá 2,6% em 2012 e 3,2% em 2013. De qualquer maneira, isso
implica um rebaixamento significativo (em um ponto percentual) a partir da previsão inicial em meados de 2011, mas está
em linha com o cenário pessimista colocado ao final de 2010. A desaceleração já foi visível em 2011, quando a economia
global cresceu estimados 2,4%, ante os 3,8% alcançados em 2010.

Crescimento previsto do PIB mundial (%)
     5

                4,1               4,0                              4,0
     4                                                                                                         Cenário otimista     4,0
     3                                                                           2,8                        3,9                     3,2
                                                                                                            2,6                se
                                                                                                                    Cenário-ba      2,2
     2                                                                              Cen
                                          1,5                                           ário
                                                                                               pes
     1                                                                                            sim
                                                                                                     ista
     0                                                                                                         0,5

    -1

    -2

    -3                                              -2,4
                2006              2007   2008       2009          2010           2011                       20121               20132
Fonte: Nações Unidas/DESA, 2012
1
  Estimativas
2
  Previsões das Nações Unidas


Os países em desenvolvimento e as economias em transição deverão continuar impulsionando o crescimento da econo-
mia mundial, com um incremento médio de 5,6% em 2012 e 5,9% em 2013, no cenário-base. Esses números estão bem
abaixo do ritmo de 7,5% alcançado em 2010, quando o crescimento da produção entre as maiores economias emergentes
na Ásia e América Latina, como Brasil, China e Índia, tinha sido particularmente robusto.


Estima-se que o crescimento do PIB da China e da Índia mantenha-se em nível alto, mas em desaceleração. Na China, o
crescimento abrandou de 10,4% em 2010 para 9,3% em 2011, e está projetado para ficar abaixo de 9% em 2012 e em 2013.
A economia da Índia deverá crescer entre 7,7 e 7,9 % em 2012 e, em 2013, abaixo dos 9% observados em 2010.


O Brasil e o México devem sofrer as desacelerações mais visíveis. A Organização das Nações Unidas – ONU – avalia que
o PIB brasileiro crescerá 2,7% em 2012, mas o desempenho da economia pode ser ainda menor que 2%, de acordo com
previsões mais recentes de mercado. A economia mexicana desacelerou de 5,8% em 2010 para 3,8% em 2011, e não deve
passar de 2,5% no cenário de referência para 2012.


Apesar da desaceleração global, os países mais pobres poderão ver o crescimento da renda média um pouco acima dessa
taxa em 2012 e 2013. O mesmo vale para o crescimento médio entre a categoria dos países menos desenvolvidos das Nações
Unidas. No entanto, o crescimento deverá manter-se abaixo de seu potencial na maior parte dessas economias. Em 2011 e
2012, o crescimento da renda per capita deverá atingir entre 2% e 2,5%, bem abaixo da média anual de 5% entre 2004 e 2007.


                                                                                                                                SISTEMA FIESC   19
ANÁLISE DO COMÉRCIO INTERNACIONAL CATARINENSE 2012



     Cenário Internacional



     Crescimento previsto do PIB por grupos de países (%)
      10

        8

        6

        4

        2

        0

       -2

       -4

       -6

       -8
                  2006              2007              2008             2009           2010            2011               20121           20132
            Economias desenvolvidas             Economias em transição        Economias em desenvolvimento             Economias menos desenvolvidas
     Fonte: Nações Unidas/DESA, 2012
     1
       Estimativas
     2
       Previsões das Nações Unidas


     Cenários base e pessimista de crescimento do PIB em 2012 (%)

                                México

                                  Brasil

                                  Índia

                                  China

                         África do Sul

                                Nigéria

      Países em desenvolvimento

                                 Rússia

             Economias em transição

                      União Europeia

                                 Japão

                      Estados Unidos

            Economias desenvolvidas

                               Mundo
                                           -4        -2             0               2            4                 6                8             10

                                                                    2012 Cenário pessimista          2012 Cenário-base
     Fonte: Nações Unidas/DESA, 2012




20   SISTEMA FIESC
ANÁLISE DO COMÉRCIO INTERNACIONAL CATARINENSE 2012



                                                                                                                                      Cenário Internacional



Evolução anual da produção mundial (%)
                                                                                                                                              Diferença das
                                                                                                                                           previsões atuais em
                                                                                                                                           relação às previsões
                                                                                                                                            de junho de 20114
                                          2005-2008 1              2009             2010 2          20113      20123         20133         2011              2012
 Mundo                                                 3,3                   -2,4            4,0         2,8           2,6           3,2          -0,5              -1,0
 Economias desenvolvidas                               1,9                   -4,0                        1,3           1,3           1,9          -0,7              -1,1
 Estados Unidos                                        1,8                   -3,5         3,0            1,7           1,5           2,0          -0,9              -1,3
 Japão                                                 1,3                   -6,3         4,0           -0,5           2,0           2,0          -1,2              -0,8
 União Europeia                                        2,2                    4,3         2,0            1,6           0,7           1,7          -0,1              -1.2
 Economias em transição                                7,1                   -6,6         4,1            4,1           3,9           4,1          -0,3              -0,7
 Rússia                                                7,1                   -7,8         4,0            4,0           3,9           4,0          -0,4              -0,7
 Economias em desenvolvimento                          6,9                    2,4         7,5            6,0           5,6           5,9          -0,2              -0,6
 África                                                5,4                    0,8         3,9            2,7           5,0           5,1           0,9               0,4
 China                                                11,9                    9,2        10,4            9,3           8,7           8,5           0,2              -0,2
 Índia                                                 9,0                    7,0         9,0            7,6           7,7           7,9          -0,5              -0,5
 Brasil                                                4,6                   -0,6         7,5            3,7           2,7           3,8          -1,4              -2,6
 México                                                3,2                   -6,3         5,8            3,8           2,5           3,6           0,1              -1,8
Fonte: Nações Unidas/DESA, 2012
1
  Evolução (%) anual
2
  Dado real ou estimativa mais recente
3
  Previsões, baseadas em parte no Projeto LINK das Nações Unidas/DESA
4
  Publicação “Situação econômica mundial e perspectivas de meados de 2011”


Riscos e incertezas

A fragilidade nas políticas formuladas, especialmente na Europa e nos Estados Unidos, para lidar com a crise do emprego e
evitar a escalada de problemas com a dívida soberana e com a fragilidade do setor financeiro, constitui o risco mais grave
para a economia global nas perspectivas para 2012-2013, com a possibilidade distinta de uma renovada recessão global.


As economias desenvolvidas estão à beira de uma espiral descendente impulsionada por quatro fraquezas que se reforçam
mutuamente: as incertezas causadas pela dívida soberana, frágeis setores bancários, fraca demanda agregada (associada
à elevada taxa de desemprego) e paralisia na política causada por impasses políticos e deficiências institucionais. Essas de-
ficiências já estão presentes, mas o agravamento de uma delas poderia desencadear um círculo vicioso que levaria a uma
grave crise financeira e a uma recessão econômica. Isso também afetaria seriamente mercados emergentes e outros países
em desenvolvimento.


As economias em desenvolvimento e as economias em transição provavelmente seriam negativamente afetadas. O impacto
iria variar de acordo com as ligações econômicas e financeiras desses países com as principais economias desenvolvidas. Pa-
íses asiáticos em desenvolvimento, particularmente os da Ásia Oriental, sofreriam principalmente através de uma queda em
suas exportações para as principais economias desenvolvidas, enquanto aqueles na África, América Latina e Ásia Ocidental,
juntamente com as principais economias em transição, seriam afetados pelo declínio dos preços das commodities primárias.


Comércio internacional

Por consequência de um fôlego pós-crise de 2009, o comércio internacional recuperou-se em 2010. Em 2011, entretanto,
o ritmo caiu para 5%. A Organização Mundial do Comércio – OMC – prevê uma nova desaceleração no volume de comér-
cio de mercadorias: 3,7% em 2012. Neste ano, as exportações deverão crescer 2% nos países desenvolvidos e 5,6% nas


                                                                                                                                                         SISTEMA FIESC     21
ANÁLISE DO COMÉRCIO INTERNACIONAL CATARINENSE 2012



     Cenário Internacional



     economias em desenvolvimento (incluindo a Comunidade dos Estados Independentes). No lado da importação, a OMC
     está projetando 1,9% de crescimento para os países desenvolvidos e 6,2% para as economias em desenvolvimento e a CEI,
     como apresenta a tabela abaixo.

     Evolução anual do comércio mundial de mercadorias e do PIB – 2008-2013 (%)
                                                 2008          2009           2010          2011         2012*         2013*
      Volume do comércio mundial
                                                        2,3       -12,0              13,8          5,0           3,7           5,6
      de mercadorias
      Exportação
      - Economias desenvolvidas                         0,9           -15,1          13,8          4,7           2,0           4,1
      - Economias em desenvolvimento e CEI              4,2            -7,5          14,9          5,4           5,6           7,2
      Importação
      - Economias desenvolvidas                         -1,1          -14,4          10,9          2,8           1,9           3,9
      - Economias em desenvolvimento e CEI               8,6          -10,5          18,1          7,9           6,2           7,8
      PIB real a taxas de câmbio de mercado              1,3           -2,6           3,8          2,4           2,1           2,7
      - Economias desenvolvidas                          0,0           -4,0           2,8          1,5           1,1           1,8
      - Economias em desenvolvimento e CEI               5,6            2,2           7,2          5,7           5,0           5,4
     Fonte: Secretariado da OMC, 2012
     * Os dados para 2012 e 2013 são projeções


     As estimativas do comércio global da OMC assumem um crescimento do PIB mundial de 2,1% em 2012, com as economias
     desenvolvidas avançando 1,1% e o resto do mundo crescendo a uma taxa de 5% ao ano. A projeção para 2013 assume
     uma aceleração do crescimento global para 2,7%, com as economias desenvolvidas crescendo 1,8% e o resto do mundo
     avançando 5,4%.


     Os dados relativos a 2013 são estimativas baseadas em suposições sobre a trajetória de longo prazo do PIB e devem ser
     interpretados com um grau adequado de cautela. Espera-se que o volume do comércio em 2013 se recupere, alcançando
     uma expansão de 5,6% sobre 2012. As exportações de países desenvolvidos e em desenvolvimento devem aumentar em
     4,1% e 7,2%, respectivamente. Do lado das importações, as economias desenvolvidas devem registrar um crescimento de
     3,9%, enquanto as economias em desenvolvimento devem avançar 7,8%.


     Mesmo com as hipóteses otimistas da linha de base, o comércio mundial continuaria evoluindo longe da tendência, con-
     forme demonstra a figura a seguir. Neste cenário, o volume do comércio mundial estaria 30% abaixo do nível que poderia
     ter sido alcançado se não houvesse a crise financeira global.




22   SISTEMA FIESC
ANÁLISE DO COMÉRCIO INTERNACIONAL CATARINENSE 2012



                                                                                                                    Cenário Internacional



 Crescimento abaixo da tendência do comércio mundial de mercadorias, 2002-2013
 %                                                                                                                                   US$ trilhões
15

                                                                                                                                               240
10
                                                                                                                                               220

 5                                                                                                                                             200


 0                                                                                                                                             180


                                                                                                                                               160
 -5
                                                                                                                                               140

-10
                                                                                                                                               120


-15                                                                                                                                            100
          2002        2003        2004       2005       2006       2007        2008        2009     2010     2011        20121      20132
      Volume de importação             Crescimento da produção          Tendência das importações mundiais    Nível das importações mundiais
      mundial (escala à esquerda)      mundial (escala à esquerda)      (escala à direita)                    (2001=100) (escala à direita)
 Fonte: Nações Unidas/DESA, 2012
 1
   Parcialmente estimado
 2
   Projeções


 Uma razoável recuperação depende de uma conformação de fatos positivos. Um cenário concebível seria presenciar os
 riscos da dívida soberana do euro sendo dissipados após a reestruturação ordenada da dívida do governo grego, e uma
 economia mais forte dos EUA sustentando a demanda global e aumentando as exportações das economias emergentes
 e em desenvolvimento. Isso levaria a um círculo virtuoso de melhoria das condições econômicas, com a consequente ex-
 pansão do comércio.


 No entanto, o panorama mais provável continua sendo de uma recessão moderada na Europa, um crescimento mais lento
 nos países em desenvolvimento e recuperações moderadas nos Estados Unidos e no Japão.


 Uma recessão mais profunda na zona do euro aumentaria os pagamentos de transferência social, privando os governos das
 tão necessárias receitas e lançando dúvidas sobre a capacidade e a vontade dos países em saldar suas dívidas. Isso elevaria
 os custos de empréstimos para países com finanças desafiadoras, o que poderia resultar em recessão.


 Os preços ascendentes das commodities também constituem um fator de risco, mas seus efeitos distributivos são mais
 ambíguos. Altos preços do petróleo, em particular, restringem a atividade econômica e estão associados a recessões nos
 países importadores. No entanto, os preços flutuantes também aumentam as receitas de exportação dos produtores des-
 ses recursos, que são desproporcionalmente economias emergentes e em desenvolvimento.




                                                                                                                                    SISTEMA FIESC    23
ANÁLISE DO COMÉRCIO INTERNACIONAL CATARINENSE 2012



     Cenário Internacional




                                                       ESTIMATIVAS PARA 2012




                                                          RISCOS PROVÁVEIS




                                                  CENÁRIO POSITIVO (menos provável)




     2.3 O Brasil no comércio internacional

     Conforme verifica-se na tabela e no gráfico a seguir, em 2011 o Brasil teve um saldo superavitário de US$ 29,7 bilhões, com
     US$ 256 bilhões em exportações (crescimento de 26,8% em relação a 2010) e importações totalizando US$ 226,2 bilhões
     (aumento de 24,5% no comparativo com 2010). A corrente de comércio (exportações + importações), por sua vez, totalizou
     US$ 482,3 bilhões, valor 25,7% maior ao obtido em 2010.


     O gráfico também demonstra que as importações vêm crescendo de forma mais acentuada que as exportações, ano após
     ano, com exceção de 2009, em função da crise econômica e financeira internacional ocorrida naquele período. Ainda as-
     sim, durante todos os anos analisados, a balança comercial brasileira tem se mantido superavitária, com um saldo recorde
     em 2006, quando o superávit foi da ordem de US$ 46,5 bilhões.




24   SISTEMA FIESC
ANÁLISE DO COMÉRCIO INTERNACIONAL CATARINENSE 2012



                                                                                                           Cenário Internacional



Balança comercial brasileira – US$ milhões - 2001 a 2011
                     Ano                  Exportação                      Importação                             Saldo
 2001                                                   58.286,6                         55.601,8                              2.684,8
 2002                                                   60.438,7                         47.242,7                             13.196,0
 2003                                                   73.203,2                         48.325,6                             24.877,7
 2004                                                   96.677,5                         62.835,6                             33.841,9
 2005                                                  118.529,2                         73.600,4                             44.928,8
 2006                                                  137.807,5                         91.350,8                             46.456,6
 2007                                                  160.649,1                        120.617,4                             40.031,6
 2008                                                  197.942,4                        172.984,8                             24.957,7
 2009                                                  152.994,7                        127.722,3                             25.272,4
 2010                                                  201.915,3                        181.768,4                             20.146,9
 2011                                                  256.039,6                        226.243,4                             29.796,2

   300


   250


   200


   150


   100


    50


     0
             2001          2002   2003   2004        2005      2006      2007          2008         2009       2010         2011
                                          Exportação        Importação      Saldo
Fonte: SECEX/MDIC, 2012


Para o comércio exterior brasileiro, a FUNCEX projeta para 2012 um superávit de US$ 15 bilhões na balança comercial, com
exportações da ordem de US$ 264 bilhões (incremento de 3,11% em relação a 2011) e importações totalizando US$ 249
bilhões (aumento de 10,06% sobre 2011). De acordo com a mesma Fundação, tanto as exportações quanto as importações
deverão apresentar estabilidade nos preços em 2012; assim, o crescimento deverá ser resultante da evolução positiva do
quantum exportado e importado.


Importações

Desde os anos 90, o Brasil iniciou um considerável processo de abertura comercial. No final dos anos 80, a alíquota média
nominal do imposto de importação no Brasil era próxima a 60%, tendo sido reduzida a menos de 14% em 2008, segundo
a Organização Mundial do Comércio – OMC. A partir de meados dos anos 90, com a estabilização da economia e a cres-
cente incorporação das camadas mais pobres da população ao mundo do consumo, um mercado de quase 200 milhões
de habitantes configurou-se no país. A elevada apreciação cambial observada nos últimos anos completou um quadro ex-
tremamente atraente para a entrada de artigos importados no país. Assim, num período de duas décadas, o Brasil dobrou
sua participação nas compras mundiais, passando de 0,63% do total em 1990 para 1,29% em 2011.




                                                                                                                         SISTEMA FIESC   25
ANÁLISE DO COMÉRCIO INTERNACIONAL CATARINENSE 2012



     Cenário Internacional



     Entre 2001 e 2011, as importações brasileiras foram de US$ 55,6 bilhões para US$ 226,2 bilhões, ou seja, quadruplicaram. É
     interessante notar as variações quanto às categorias de uso das importações. Em 2001, a parcela de compras de bens de
     consumo era de 12,8% do total importado, mas em 2011 essa categoria atingiria 17,7% do total das importações. A partici-
     pação de bens importados no mercado brasileiro de consumo atingiu o recorde 22% entre abril de 2011 e março de 2012.
     A proporção de combustíveis na pauta de importações também cresceu, ao passo que os bens de capital, assim como
     as matérias-primas, perderam participação. Ou seja, proporcionalmente, o Brasil comprou mais produtos prontos para o
     consumo e menos equipamentos e insumos para a produção local. Em números absolutos, entretanto, todos os bens im-
     portados cresceram significativamente.


     Especificamente em 2011, nas importações foram observadas evoluções positivas em todas as categorias de uso, mas os
     combustíveis e os bens de consumo duráveis se destacaram, com altas de 43,7% e 34,4% em relação a 2010, respectiva-
     mente. As demais categorias também tiveram crescimento significativo, embora bem mais fraco no caso dos bens de ca-
     pital (18,1%) e dos bens intermediários (20%).

     Importações brasileiras por categorias de uso (participação no total %)
                                                                                     Combustíveis e             Matérias-primas e
                     Ano           Bens de capital          Bens de consumo
                                                                                      lubrificantes          produtos intermediários
      2001                                           26,6                     12,8                    11,3                       49,3
      2002                                           24,7                     12,5                    13,2                       49,6
      2003                                           21,4                     11,5                    13,6                       53,5
      2004                                           19,4                     10,9                    16,4                       53,3
      2005                                           20,9                     11,6                    16,2                       51,3
      2006                                           20,7                     13,1                    16,6                       49,6
      2007                                           20,8                     13,3                    16,6                       49,3
      2008                                           20,8                     13,0                    18,2                       48,0
      2009                                           23,2                     16,9                    13,1                       46,8
      2010                                           22,6                     17,2                    14,0                       46,2
      2011                                           21,2                     17,7                    16,0                       45,1
     Fonte: SECEX/MDIC


     A tendência se manteve em 2011. A análise do crescimento no quantum importado permite esse vislumbre, pois ele foi lide-
     rado pela categoria de bens de consumo duráveis (27,1%) e não duráveis (15,3%). Os bens intermediários, que têm o maior
     peso na pauta, cresceram 6,5%. O gráfico a seguir apresenta a evolução do quantum das importações brasileiras em 2011
     segundo categorias de uso. Perceba-se que a base do gráfico é o mês de setembro de 2008. Assim, no caso dos bens de
     consumo duráveis, é possível deduzir que a quantidade de bens importados pelo país praticamente dobrou em três anos.




26   SISTEMA FIESC
ANÁLISE DO COMÉRCIO INTERNACIONAL CATARINENSE 2012



                                                                                                               Cenário Internacional



Quantum das importações brasileiras por categorias de uso – Média móvel de 12 meses (set/2008=100)
200
190
180
170
160
150
140
130
120
110
100
 90
 80
 70
        Nov/10 Dez/10         Jan/11   Fev/11 Mar/11      Abr/11    Mai/11 Jun/11 Jul/11   Ago/11 Set/11     Out/11    Nov/11 Dez/11
         Combustíveis                   Intermediários                 Bens de capital          Duráveis                Não duráveis
Fonte: FUNCEX, janeiro 2012


Exportações

Entre 2001 e 2011, o Brasil elevou suas exportações do patamar dos US$ 60 bilhões para US$ 256 bilhões. Com isso, am-
pliou sua participação nas exportações mundiais, que ficavam em torno de 1% do total, para 1,44% em 2011. No período,
houve um aumento na participação de produtos básicos diante do total exportado, em detrimento dos industrializados,
situação conhecida como “comoditização” da pauta de exportações brasileira. Em 2001, os básicos representavam cerca de
26% do total das vendas externas, enquanto os industrializados representavam 56,5%. Em 2011, a proporção era de quase
48% para os básicos e 36% para os industrializados, conforme demonstra a tabela a seguir.

Exportações brasileiras por fator agregado (participação no total %)
                 Ano                       Básicos                 Semimanufaturados        Manufaturados             Operações especiais
 2001                                                    26,4                      14,1                     56,5                            3,0
 2006                                                    29,2                      14,2                     54,4                            2,2
 2011                                                    47,7                      14,1                     36,1                            2,1
Fonte: SECEX/MDIC


Esta tendência parece também aprofundar-se recentemente. Os produtos básicos apresentaram em 2011 um aumento de
36,1% em relação ao valor exportado em 2010. Os produtos manufaturados e semimanufaturados cresceram 16% e 27,7%
no comparativo 2011/2010, respectivamente. A tabela a seguir apresenta o desempenho das exportações brasileiras por
setores da economia, de acordo com o código CNAE – Classificação Nacional de Atividades Econômicas.




                                                                                                                               SISTEMA FIESC      27
ANÁLISE DO COMÉRCIO INTERNACIONAL CATARINENSE 2012



     Cenário Internacional



     Exportações brasileiras por setor em 2011
                                                                                                     Variação          Partic. s/ total
                                                         Setores                US$ milhões FOB
                                                                                                   2011/2010 (%)      exportações (%)
      Agricultura e pecuária                                                              32.236                40                  12,6
      Silvicultura e exploração florestal                                                     160              24,3                   0,1
      Pesca e aquicultura                                                                     21             -30,1                     0
      Extração de carvão mineral                                                              10                  *                    0
      Extração de petróleo                                                                21.632              32,8                   8,4
      Extração de minerais metálicos                                                      44.218              43,4                  17,3
      Extração de minerais não metálicos                                                     816                9,7                  0,3
      Produtos alimentícios e bebidas                                                     45.516              19,4                  17,8
      Produtos do fumo                                                                        57                1,9                    0
      Produtos têxteis                                                                     2.720              40,5                   1,1
      Confecção de artigos do vestuário e acessórios                                         218                4,8                  0,1
      Preparação de couros, seus artefatos e calçados                                      3.602                3,9                  1,4
      Produtos de madeira                                                                  1.905               -1,2                  0,7
      Celulose, papel e produtos de papel                                                  7.170                6,3                  2,8
      Edição, impressão e reprodução de gravações                                             88                4,5                    0
      Coque, refino de petróleo e combustíveis                                              6.179              41,6                   2,4
      Produtos químicos                                                                   13.337                 21                  5,2
      Artigos de borracha e plástico                                                       3.394              18,4                   1,3
      Produtos de minerais não metálicos                                                   1.697                0,9                  0,7
      Metalurgia básica                                                                   21.721              32,9                   8,5
      Produtos de metal                                                                    2.056              17,1                   0,8
      Máquinas e equipamentos                                                             10.803              25,8                   4,2
      Máquinas para escritório e de informática                                              406              17,5                   0,2
      Máquinas, aparelhos e materiais elétricos                                            3.503                9,4                  1,4
      Material eletrônico e de comunicações                                                1.458             -16,9                   0,6
      Equipamentos médico-hospitalares, de automação industrial e de precisão              1.012              18,2                   0,4
      Veículos automotores, reboques e carrocerias                                        15.781              13,9                   6,2
      Outros equipamentos de transporte                                                    7.249              17,5                   2,8
      Móveis e indústrias diversas                                                         1.427                6,3                  0,6
      TOTAL                                                                             256.040               26,8                  97,8
     Fonte: FUNCEX, janeiro 2012, a partir de dados da SECEX/MDIC


     De acordo com a tabela anterior, verifica-se que a concentração na pauta de exportações em poucos setores continua ele-
     vada, com apenas três setores representando 47,7% do total exportado em 2011: produtos alimentícios e bebidas, extra-
     ção de minerais metálicos e agricultura e pecuária. Ressalte-se a predominância de commodities agropecuárias e minerais
     neste conjunto. Os setores com melhores desempenhos na exportação no Brasil em 2011, e respectivas taxas de variação,
     foram, em ordem de importância:

     Melhores desempenhos nas exportações brasileiras em 2011
                                                                      Setores                                          Variação (%)
      Extração de minerais metálicos                                                                                                43,4
      Coque, refino de petróleo e combustíveis                                                                                       41,6
      Produtos têxteis                                                                                                              40,5
      Agricultura e pecuária                                                                                                          40
      Metalurgia básica                                                                                                             32,9




28   SISTEMA FIESC
Análise do Comércio Internacional Catarinense 2012
Análise do Comércio Internacional Catarinense 2012
Análise do Comércio Internacional Catarinense 2012
Análise do Comércio Internacional Catarinense 2012
Análise do Comércio Internacional Catarinense 2012
Análise do Comércio Internacional Catarinense 2012
Análise do Comércio Internacional Catarinense 2012
Análise do Comércio Internacional Catarinense 2012
Análise do Comércio Internacional Catarinense 2012
Análise do Comércio Internacional Catarinense 2012
Análise do Comércio Internacional Catarinense 2012
Análise do Comércio Internacional Catarinense 2012
Análise do Comércio Internacional Catarinense 2012
Análise do Comércio Internacional Catarinense 2012
Análise do Comércio Internacional Catarinense 2012
Análise do Comércio Internacional Catarinense 2012
Análise do Comércio Internacional Catarinense 2012
Análise do Comércio Internacional Catarinense 2012
Análise do Comércio Internacional Catarinense 2012
Análise do Comércio Internacional Catarinense 2012
Análise do Comércio Internacional Catarinense 2012
Análise do Comércio Internacional Catarinense 2012
Análise do Comércio Internacional Catarinense 2012
Análise do Comércio Internacional Catarinense 2012
Análise do Comércio Internacional Catarinense 2012
Análise do Comércio Internacional Catarinense 2012
Análise do Comércio Internacional Catarinense 2012
Análise do Comércio Internacional Catarinense 2012
Análise do Comércio Internacional Catarinense 2012
Análise do Comércio Internacional Catarinense 2012
Análise do Comércio Internacional Catarinense 2012
Análise do Comércio Internacional Catarinense 2012
Análise do Comércio Internacional Catarinense 2012
Análise do Comércio Internacional Catarinense 2012
Análise do Comércio Internacional Catarinense 2012
Análise do Comércio Internacional Catarinense 2012
Análise do Comércio Internacional Catarinense 2012
Análise do Comércio Internacional Catarinense 2012
Análise do Comércio Internacional Catarinense 2012
Análise do Comércio Internacional Catarinense 2012
Análise do Comércio Internacional Catarinense 2012
Análise do Comércio Internacional Catarinense 2012
Análise do Comércio Internacional Catarinense 2012
Análise do Comércio Internacional Catarinense 2012
Análise do Comércio Internacional Catarinense 2012
Análise do Comércio Internacional Catarinense 2012
Análise do Comércio Internacional Catarinense 2012
Análise do Comércio Internacional Catarinense 2012
Análise do Comércio Internacional Catarinense 2012
Análise do Comércio Internacional Catarinense 2012
Análise do Comércio Internacional Catarinense 2012
Análise do Comércio Internacional Catarinense 2012
Análise do Comércio Internacional Catarinense 2012
Análise do Comércio Internacional Catarinense 2012
Análise do Comércio Internacional Catarinense 2012
Análise do Comércio Internacional Catarinense 2012
Análise do Comércio Internacional Catarinense 2012
Análise do Comércio Internacional Catarinense 2012
Análise do Comércio Internacional Catarinense 2012
Análise do Comércio Internacional Catarinense 2012
Análise do Comércio Internacional Catarinense 2012
Análise do Comércio Internacional Catarinense 2012
Análise do Comércio Internacional Catarinense 2012
Análise do Comércio Internacional Catarinense 2012
Análise do Comércio Internacional Catarinense 2012
Análise do Comércio Internacional Catarinense 2012
Análise do Comércio Internacional Catarinense 2012
Análise do Comércio Internacional Catarinense 2012
Análise do Comércio Internacional Catarinense 2012
Análise do Comércio Internacional Catarinense 2012
Análise do Comércio Internacional Catarinense 2012
Análise do Comércio Internacional Catarinense 2012
Análise do Comércio Internacional Catarinense 2012
Análise do Comércio Internacional Catarinense 2012
Análise do Comércio Internacional Catarinense 2012
Análise do Comércio Internacional Catarinense 2012
Análise do Comércio Internacional Catarinense 2012
Análise do Comércio Internacional Catarinense 2012
Análise do Comércio Internacional Catarinense 2012
Análise do Comércio Internacional Catarinense 2012
Análise do Comércio Internacional Catarinense 2012
Análise do Comércio Internacional Catarinense 2012
Análise do Comércio Internacional Catarinense 2012
Análise do Comércio Internacional Catarinense 2012
Análise do Comércio Internacional Catarinense 2012
Análise do Comércio Internacional Catarinense 2012

Mais conteúdo relacionado

Mais procurados

Porto Alegre - Estudos de Engenharia e afins
Porto Alegre - Estudos de Engenharia e afinsPorto Alegre - Estudos de Engenharia e afins
Porto Alegre - Estudos de Engenharia e afins
Secretaria de Aviação Civil da Presidência da República
 
VIABILIDADE MERCADOLOGICA PARA ABERTURA DE HOTEIS
VIABILIDADE MERCADOLOGICA PARA ABERTURA DE HOTEISVIABILIDADE MERCADOLOGICA PARA ABERTURA DE HOTEIS
VIABILIDADE MERCADOLOGICA PARA ABERTURA DE HOTEIS
Fauser Pk
 
Florianópolis - Relatório econômico financeiro
Florianópolis  - Relatório econômico financeiroFlorianópolis  - Relatório econômico financeiro
Florianópolis - Relatório econômico financeiro
Secretaria de Aviação Civil da Presidência da República
 
Fipecafi port net
Fipecafi port netFipecafi port net
Fipecafi port net
Menanes
 
Salvador - Estudos de engenharia e afins
Salvador  - Estudos de engenharia e afinsSalvador  - Estudos de engenharia e afins
Salvador - Estudos de engenharia e afins
Secretaria de Aviação Civil da Presidência da República
 
Bo 22 02-2013-12_ii série
Bo 22 02-2013-12_ii sérieBo 22 02-2013-12_ii série
Bo 22 02-2013-12_ii série
Ministério Educação E Desporto
 
Relatorio Indicadores Minas Gerais 2009
Relatorio Indicadores Minas Gerais 2009Relatorio Indicadores Minas Gerais 2009
Relatorio Indicadores Minas Gerais 2009
SPTME SECTES
 
Jump! La guida pratica per trasferirsi in Inghilterra
Jump! La guida pratica per trasferirsi in InghilterraJump! La guida pratica per trasferirsi in Inghilterra
Jump! La guida pratica per trasferirsi in Inghilterra
iProspect
 
PDTIS Baía de Todos-os-Santos
PDTIS Baía de Todos-os-SantosPDTIS Baía de Todos-os-Santos
PDTIS Baía de Todos-os-Santos
Secretaria de Turismo da Bahia
 
Fortaleza - Estudos de engenharia e afins
Fortaleza - Estudos de engenharia e afinsFortaleza - Estudos de engenharia e afins
Fortaleza - Estudos de engenharia e afins
Secretaria de Aviação Civil da Presidência da República
 
Florianópolis - Estudos de engenharia e afins
Florianópolis  - Estudos de engenharia e afinsFlorianópolis  - Estudos de engenharia e afins
Florianópolis - Estudos de engenharia e afins
Secretaria de Aviação Civil da Presidência da República
 
101 Propostas para Modernização das Relações Trabalhistas
101 Propostas para Modernização das Relações Trabalhistas101 Propostas para Modernização das Relações Trabalhistas
101 Propostas para Modernização das Relações Trabalhistas
Confederação Nacional da Indústria
 
101 propostas para modernização trabalhista - www.relacoesdotrabalho.com.br
101 propostas para modernização trabalhista - www.relacoesdotrabalho.com.br101 propostas para modernização trabalhista - www.relacoesdotrabalho.com.br
101 propostas para modernização trabalhista - www.relacoesdotrabalho.com.br
radarrt
 
Bo 12 04-2013-21 (2)
Bo 12 04-2013-21 (2)Bo 12 04-2013-21 (2)
Bo 12 04-2013-21 (2)
Ministério Educação E Desporto
 
PDTIS Salvador e entorno
PDTIS Salvador e entornoPDTIS Salvador e entorno
PDTIS Salvador e entorno
Secretaria de Turismo da Bahia
 
O papel da auditoria interna nas instituicoes publicas - Monografia
O papel da auditoria interna nas instituicoes publicas - MonografiaO papel da auditoria interna nas instituicoes publicas - Monografia
O papel da auditoria interna nas instituicoes publicas - Monografia
Universidade Pedagogica
 
Contabilidade aula 01
Contabilidade aula 01Contabilidade aula 01
Contabilidade aula 01
zeramento contabil
 
Jump in UK - Sec. Edizione Giugno 2014
Jump in UK - Sec. Edizione Giugno 2014Jump in UK - Sec. Edizione Giugno 2014
Jump in UK - Sec. Edizione Giugno 2014
iProspect
 
Manual de-economia
Manual de-economiaManual de-economia
Manual de-economia
Conduril Sucursal Angola
 
Livro rotinas trab
Livro rotinas trabLivro rotinas trab
Livro rotinas trab
Monalliza88
 

Mais procurados (20)

Porto Alegre - Estudos de Engenharia e afins
Porto Alegre - Estudos de Engenharia e afinsPorto Alegre - Estudos de Engenharia e afins
Porto Alegre - Estudos de Engenharia e afins
 
VIABILIDADE MERCADOLOGICA PARA ABERTURA DE HOTEIS
VIABILIDADE MERCADOLOGICA PARA ABERTURA DE HOTEISVIABILIDADE MERCADOLOGICA PARA ABERTURA DE HOTEIS
VIABILIDADE MERCADOLOGICA PARA ABERTURA DE HOTEIS
 
Florianópolis - Relatório econômico financeiro
Florianópolis  - Relatório econômico financeiroFlorianópolis  - Relatório econômico financeiro
Florianópolis - Relatório econômico financeiro
 
Fipecafi port net
Fipecafi port netFipecafi port net
Fipecafi port net
 
Salvador - Estudos de engenharia e afins
Salvador  - Estudos de engenharia e afinsSalvador  - Estudos de engenharia e afins
Salvador - Estudos de engenharia e afins
 
Bo 22 02-2013-12_ii série
Bo 22 02-2013-12_ii sérieBo 22 02-2013-12_ii série
Bo 22 02-2013-12_ii série
 
Relatorio Indicadores Minas Gerais 2009
Relatorio Indicadores Minas Gerais 2009Relatorio Indicadores Minas Gerais 2009
Relatorio Indicadores Minas Gerais 2009
 
Jump! La guida pratica per trasferirsi in Inghilterra
Jump! La guida pratica per trasferirsi in InghilterraJump! La guida pratica per trasferirsi in Inghilterra
Jump! La guida pratica per trasferirsi in Inghilterra
 
PDTIS Baía de Todos-os-Santos
PDTIS Baía de Todos-os-SantosPDTIS Baía de Todos-os-Santos
PDTIS Baía de Todos-os-Santos
 
Fortaleza - Estudos de engenharia e afins
Fortaleza - Estudos de engenharia e afinsFortaleza - Estudos de engenharia e afins
Fortaleza - Estudos de engenharia e afins
 
Florianópolis - Estudos de engenharia e afins
Florianópolis  - Estudos de engenharia e afinsFlorianópolis  - Estudos de engenharia e afins
Florianópolis - Estudos de engenharia e afins
 
101 Propostas para Modernização das Relações Trabalhistas
101 Propostas para Modernização das Relações Trabalhistas101 Propostas para Modernização das Relações Trabalhistas
101 Propostas para Modernização das Relações Trabalhistas
 
101 propostas para modernização trabalhista - www.relacoesdotrabalho.com.br
101 propostas para modernização trabalhista - www.relacoesdotrabalho.com.br101 propostas para modernização trabalhista - www.relacoesdotrabalho.com.br
101 propostas para modernização trabalhista - www.relacoesdotrabalho.com.br
 
Bo 12 04-2013-21 (2)
Bo 12 04-2013-21 (2)Bo 12 04-2013-21 (2)
Bo 12 04-2013-21 (2)
 
PDTIS Salvador e entorno
PDTIS Salvador e entornoPDTIS Salvador e entorno
PDTIS Salvador e entorno
 
O papel da auditoria interna nas instituicoes publicas - Monografia
O papel da auditoria interna nas instituicoes publicas - MonografiaO papel da auditoria interna nas instituicoes publicas - Monografia
O papel da auditoria interna nas instituicoes publicas - Monografia
 
Contabilidade aula 01
Contabilidade aula 01Contabilidade aula 01
Contabilidade aula 01
 
Jump in UK - Sec. Edizione Giugno 2014
Jump in UK - Sec. Edizione Giugno 2014Jump in UK - Sec. Edizione Giugno 2014
Jump in UK - Sec. Edizione Giugno 2014
 
Manual de-economia
Manual de-economiaManual de-economia
Manual de-economia
 
Livro rotinas trab
Livro rotinas trabLivro rotinas trab
Livro rotinas trab
 

Destaque

A nova contabilidade social leda maria paulani e marcio bobik braga
A nova contabilidade social   leda maria paulani e marcio bobik bragaA nova contabilidade social   leda maria paulani e marcio bobik braga
A nova contabilidade social leda maria paulani e marcio bobik braga
FLSMantuani
 
Aula120 comercio internacional - aula 00
Aula120   comercio internacional - aula 00Aula120   comercio internacional - aula 00
Aula120 comercio internacional - aula 00
rafaellimadiniz
 
Resumo com-comercio internacional
Resumo com-comercio internacionalResumo com-comercio internacional
Resumo com-comercio internacional
Mik Sousa
 
Aula 56 economia política da proteção internacional
Aula 56   economia política da proteção internacionalAula 56   economia política da proteção internacional
Aula 56 economia política da proteção internacional
petecoslides
 
Aula 54 comércio internacional e desenvolvimento
Aula 54   comércio internacional e desenvolvimentoAula 54   comércio internacional e desenvolvimento
Aula 54 comércio internacional e desenvolvimento
petecoslides
 
Comércio internacional
Comércio internacionalComércio internacional
Comércio internacional
Ana Paula Balieiro Alves
 

Destaque (6)

A nova contabilidade social leda maria paulani e marcio bobik braga
A nova contabilidade social   leda maria paulani e marcio bobik bragaA nova contabilidade social   leda maria paulani e marcio bobik braga
A nova contabilidade social leda maria paulani e marcio bobik braga
 
Aula120 comercio internacional - aula 00
Aula120   comercio internacional - aula 00Aula120   comercio internacional - aula 00
Aula120 comercio internacional - aula 00
 
Resumo com-comercio internacional
Resumo com-comercio internacionalResumo com-comercio internacional
Resumo com-comercio internacional
 
Aula 56 economia política da proteção internacional
Aula 56   economia política da proteção internacionalAula 56   economia política da proteção internacional
Aula 56 economia política da proteção internacional
 
Aula 54 comércio internacional e desenvolvimento
Aula 54   comércio internacional e desenvolvimentoAula 54   comércio internacional e desenvolvimento
Aula 54 comércio internacional e desenvolvimento
 
Comércio internacional
Comércio internacionalComércio internacional
Comércio internacional
 

Semelhante a Análise do Comércio Internacional Catarinense 2012

2001 ceramica stamer sassuolo_castellon_criciuma
2001 ceramica stamer sassuolo_castellon_criciuma2001 ceramica stamer sassuolo_castellon_criciuma
2001 ceramica stamer sassuolo_castellon_criciuma
ConectaDEL
 
2001 ceramica stamer sassuolo_castellon_criciuma
2001 ceramica stamer sassuolo_castellon_criciuma2001 ceramica stamer sassuolo_castellon_criciuma
2001 ceramica stamer sassuolo_castellon_criciuma
ConectaDEL
 
Estudio comparativo: Cadena de Valor del Sector Cerámico en Sassuolo, Castell...
Estudio comparativo: Cadena de Valor del Sector Cerámico en Sassuolo, Castell...Estudio comparativo: Cadena de Valor del Sector Cerámico en Sassuolo, Castell...
Estudio comparativo: Cadena de Valor del Sector Cerámico en Sassuolo, Castell...
ConectaDEL
 
2001 ceramica stamer sassuolo_castellon_criciuma
2001 ceramica stamer sassuolo_castellon_criciuma2001 ceramica stamer sassuolo_castellon_criciuma
2001 ceramica stamer sassuolo_castellon_criciuma
ConectaDEL
 
Estudio de caso en Santa Catarina, Brasil
Estudio de caso en Santa Catarina, BrasilEstudio de caso en Santa Catarina, Brasil
Estudio de caso en Santa Catarina, Brasil
ConectaDEL
 
Manual caged 2010_versao_aci10-1
Manual caged 2010_versao_aci10-1Manual caged 2010_versao_aci10-1
Manual caged 2010_versao_aci10-1
Moisesaw07
 
Assistente administrativo
Assistente administrativoAssistente administrativo
Assistente administrativo
INTEC CURSOS PROFISSIONALIZANTES
 
Faemg (2006),Diagnostico da Pecuária Leiteira do Estado de Minas Gerais em 2005
Faemg (2006),Diagnostico da Pecuária Leiteira do Estado de  Minas Gerais em 2005Faemg (2006),Diagnostico da Pecuária Leiteira do Estado de  Minas Gerais em 2005
Faemg (2006),Diagnostico da Pecuária Leiteira do Estado de Minas Gerais em 2005
Samuel Campos
 
Relatório de Gestão Institucional do MPSC 2015
Relatório de Gestão Institucional do MPSC 2015Relatório de Gestão Institucional do MPSC 2015
Relatório de Gestão Institucional do MPSC 2015
Ministério Público de Santa Catarina
 
SC em Dados 2012
SC em Dados 2012SC em Dados 2012
SC em Dados 2012
FIESC
 
Plano de Negocios - PEC
Plano de Negocios -  PECPlano de Negocios -  PEC
Plano de Negocios - PEC
ngleite89
 
FECHANDO O CICLO Os benefícios da economia circular para os países em desen...
FECHANDO O CICLO Os benefícios da economia circular para os países em desen...FECHANDO O CICLO Os benefícios da economia circular para os países em desen...
FECHANDO O CICLO Os benefícios da economia circular para os países em desen...
Alexandre Fernandes
 
Manual pratico-de-como-gerir-um-museu
Manual pratico-de-como-gerir-um-museuManual pratico-de-como-gerir-um-museu
Manual pratico-de-como-gerir-um-museu
MichelleRP
 
Avaliação Ambiental Estratégica de alteração ao PDM da Figueira da Foz (Pla...
Avaliação Ambiental Estratégica  de alteração ao PDM da Figueira da Foz  (Pla...Avaliação Ambiental Estratégica  de alteração ao PDM da Figueira da Foz  (Pla...
Avaliação Ambiental Estratégica de alteração ao PDM da Figueira da Foz (Pla...
Cláudio Carneiro
 
NBCAS - Normas Brasileira de Contabilidade aplicadas ao setor público.
NBCAS - Normas Brasileira de Contabilidade aplicadas ao setor público.NBCAS - Normas Brasileira de Contabilidade aplicadas ao setor público.
NBCAS - Normas Brasileira de Contabilidade aplicadas ao setor público.
Profe Raul
 
Os 7 Cearás
Os 7 CearásOs 7 Cearás
Comex.
Comex.Comex.
Regulamento provas.e.exames 2020
Regulamento provas.e.exames 2020Regulamento provas.e.exames 2020
Regulamento provas.e.exames 2020
Maria André
 
Dep pessoal
Dep pessoalDep pessoal
Dep pessoal
zeramento contabil
 
Relatório de Inteligencia em Feiras - SBGAMES 2014
Relatório de Inteligencia em Feiras - SBGAMES 2014Relatório de Inteligencia em Feiras - SBGAMES 2014
Relatório de Inteligencia em Feiras - SBGAMES 2014
Samuel Moraes
 

Semelhante a Análise do Comércio Internacional Catarinense 2012 (20)

2001 ceramica stamer sassuolo_castellon_criciuma
2001 ceramica stamer sassuolo_castellon_criciuma2001 ceramica stamer sassuolo_castellon_criciuma
2001 ceramica stamer sassuolo_castellon_criciuma
 
2001 ceramica stamer sassuolo_castellon_criciuma
2001 ceramica stamer sassuolo_castellon_criciuma2001 ceramica stamer sassuolo_castellon_criciuma
2001 ceramica stamer sassuolo_castellon_criciuma
 
Estudio comparativo: Cadena de Valor del Sector Cerámico en Sassuolo, Castell...
Estudio comparativo: Cadena de Valor del Sector Cerámico en Sassuolo, Castell...Estudio comparativo: Cadena de Valor del Sector Cerámico en Sassuolo, Castell...
Estudio comparativo: Cadena de Valor del Sector Cerámico en Sassuolo, Castell...
 
2001 ceramica stamer sassuolo_castellon_criciuma
2001 ceramica stamer sassuolo_castellon_criciuma2001 ceramica stamer sassuolo_castellon_criciuma
2001 ceramica stamer sassuolo_castellon_criciuma
 
Estudio de caso en Santa Catarina, Brasil
Estudio de caso en Santa Catarina, BrasilEstudio de caso en Santa Catarina, Brasil
Estudio de caso en Santa Catarina, Brasil
 
Manual caged 2010_versao_aci10-1
Manual caged 2010_versao_aci10-1Manual caged 2010_versao_aci10-1
Manual caged 2010_versao_aci10-1
 
Assistente administrativo
Assistente administrativoAssistente administrativo
Assistente administrativo
 
Faemg (2006),Diagnostico da Pecuária Leiteira do Estado de Minas Gerais em 2005
Faemg (2006),Diagnostico da Pecuária Leiteira do Estado de  Minas Gerais em 2005Faemg (2006),Diagnostico da Pecuária Leiteira do Estado de  Minas Gerais em 2005
Faemg (2006),Diagnostico da Pecuária Leiteira do Estado de Minas Gerais em 2005
 
Relatório de Gestão Institucional do MPSC 2015
Relatório de Gestão Institucional do MPSC 2015Relatório de Gestão Institucional do MPSC 2015
Relatório de Gestão Institucional do MPSC 2015
 
SC em Dados 2012
SC em Dados 2012SC em Dados 2012
SC em Dados 2012
 
Plano de Negocios - PEC
Plano de Negocios -  PECPlano de Negocios -  PEC
Plano de Negocios - PEC
 
FECHANDO O CICLO Os benefícios da economia circular para os países em desen...
FECHANDO O CICLO Os benefícios da economia circular para os países em desen...FECHANDO O CICLO Os benefícios da economia circular para os países em desen...
FECHANDO O CICLO Os benefícios da economia circular para os países em desen...
 
Manual pratico-de-como-gerir-um-museu
Manual pratico-de-como-gerir-um-museuManual pratico-de-como-gerir-um-museu
Manual pratico-de-como-gerir-um-museu
 
Avaliação Ambiental Estratégica de alteração ao PDM da Figueira da Foz (Pla...
Avaliação Ambiental Estratégica  de alteração ao PDM da Figueira da Foz  (Pla...Avaliação Ambiental Estratégica  de alteração ao PDM da Figueira da Foz  (Pla...
Avaliação Ambiental Estratégica de alteração ao PDM da Figueira da Foz (Pla...
 
NBCAS - Normas Brasileira de Contabilidade aplicadas ao setor público.
NBCAS - Normas Brasileira de Contabilidade aplicadas ao setor público.NBCAS - Normas Brasileira de Contabilidade aplicadas ao setor público.
NBCAS - Normas Brasileira de Contabilidade aplicadas ao setor público.
 
Os 7 Cearás
Os 7 CearásOs 7 Cearás
Os 7 Cearás
 
Comex.
Comex.Comex.
Comex.
 
Regulamento provas.e.exames 2020
Regulamento provas.e.exames 2020Regulamento provas.e.exames 2020
Regulamento provas.e.exames 2020
 
Dep pessoal
Dep pessoalDep pessoal
Dep pessoal
 
Relatório de Inteligencia em Feiras - SBGAMES 2014
Relatório de Inteligencia em Feiras - SBGAMES 2014Relatório de Inteligencia em Feiras - SBGAMES 2014
Relatório de Inteligencia em Feiras - SBGAMES 2014
 

Mais de FIESC

Relatório da jornada inovação e competitividade da indústria catarinense 2015
Relatório da jornada inovação e competitividade da indústria catarinense 2015Relatório da jornada inovação e competitividade da indústria catarinense 2015
Relatório da jornada inovação e competitividade da indústria catarinense 2015
FIESC
 
Relatório Campanha 65 anos
Relatório Campanha 65 anosRelatório Campanha 65 anos
Relatório Campanha 65 anos
FIESC
 
SENAI 60 anos - Futuro da Indústria por Daniela Manfroi
SENAI 60 anos - Futuro da Indústria por Daniela ManfroiSENAI 60 anos - Futuro da Indústria por Daniela Manfroi
SENAI 60 anos - Futuro da Indústria por Daniela Manfroi
FIESC
 
SENAI 60 anos - Futuro da Indústria por Julia Romero Schardosin Bassegio
SENAI 60 anos - Futuro da Indústria por Julia Romero Schardosin BassegioSENAI 60 anos - Futuro da Indústria por Julia Romero Schardosin Bassegio
SENAI 60 anos - Futuro da Indústria por Julia Romero Schardosin Bassegio
FIESC
 
SENAI 60 anos - Futuro da Indústria por Cláudia Wiltgen
SENAI 60 anos - Futuro da Indústria por Cláudia WiltgenSENAI 60 anos - Futuro da Indústria por Cláudia Wiltgen
SENAI 60 anos - Futuro da Indústria por Cláudia Wiltgen
FIESC
 
SENAI 60 anos - Futuro da Indústria por Eduardo Brum
SENAI 60 anos - Futuro da Indústria por Eduardo BrumSENAI 60 anos - Futuro da Indústria por Eduardo Brum
SENAI 60 anos - Futuro da Indústria por Eduardo Brum
FIESC
 
SENAI 60 anos - Futuro da Indústria por Carlos Gabriel Campo
SENAI 60 anos - Futuro da Indústria por Carlos Gabriel CampoSENAI 60 anos - Futuro da Indústria por Carlos Gabriel Campo
SENAI 60 anos - Futuro da Indústria por Carlos Gabriel Campo
FIESC
 
SENAI 60 anos - Futuro da Indústria por Gláucia Freiberger
SENAI 60 anos - Futuro da Indústria por Gláucia FreibergerSENAI 60 anos - Futuro da Indústria por Gláucia Freiberger
SENAI 60 anos - Futuro da Indústria por Gláucia Freiberger
FIESC
 
SENAI 60 anos - Futuro da Indústria por Marcos Dos Santos Lima
SENAI 60 anos - Futuro da Indústria por Marcos Dos Santos LimaSENAI 60 anos - Futuro da Indústria por Marcos Dos Santos Lima
SENAI 60 anos - Futuro da Indústria por Marcos Dos Santos Lima
FIESC
 
SENAI 60 anos - Futuro da Indústria por Davi Nícolas Rodrigues Martins
SENAI 60 anos - Futuro da Indústria por Davi Nícolas Rodrigues MartinsSENAI 60 anos - Futuro da Indústria por Davi Nícolas Rodrigues Martins
SENAI 60 anos - Futuro da Indústria por Davi Nícolas Rodrigues Martins
FIESC
 
SENAI 60 anos - Futuro da Indústria por Andressa Samara Sostisso
SENAI 60 anos - Futuro da Indústria por Andressa Samara SostissoSENAI 60 anos - Futuro da Indústria por Andressa Samara Sostisso
SENAI 60 anos - Futuro da Indústria por Andressa Samara Sostisso
FIESC
 
SENAI 60 anos - Futuro da Indústria por Maurício De Souza
SENAI 60 anos - Futuro da Indústria por Maurício De SouzaSENAI 60 anos - Futuro da Indústria por Maurício De Souza
SENAI 60 anos - Futuro da Indústria por Maurício De Souza
FIESC
 
SENAI 60 anos - Futuro da Indústria por Sérgio Cordeiro Righi
SENAI 60 anos - Futuro da Indústria por Sérgio Cordeiro RighiSENAI 60 anos - Futuro da Indústria por Sérgio Cordeiro Righi
SENAI 60 anos - Futuro da Indústria por Sérgio Cordeiro RighiFIESC
 
SENAI 60 anos - Futuro da Indústria por Julia Pereira
SENAI 60 anos - Futuro da Indústria por Julia PereiraSENAI 60 anos - Futuro da Indústria por Julia Pereira
SENAI 60 anos - Futuro da Indústria por Julia Pereira
FIESC
 
SENAI 60 anos - Futuro da Indústria por Tamili Martins Schneider
SENAI 60 anos - Futuro da Indústria por Tamili Martins SchneiderSENAI 60 anos - Futuro da Indústria por Tamili Martins Schneider
SENAI 60 anos - Futuro da Indústria por Tamili Martins Schneider
FIESC
 
SENAI 60 anos - Futuro da Indústria por Ana Paula Golunski
SENAI 60 anos - Futuro da Indústria por Ana Paula GolunskiSENAI 60 anos - Futuro da Indústria por Ana Paula Golunski
SENAI 60 anos - Futuro da Indústria por Ana Paula Golunski
FIESC
 
SENAI 60 anos - Futuro da Indústria por Pedro Ernesto Freita Boeira
SENAI 60 anos - Futuro da Indústria por Pedro Ernesto Freita BoeiraSENAI 60 anos - Futuro da Indústria por Pedro Ernesto Freita Boeira
SENAI 60 anos - Futuro da Indústria por Pedro Ernesto Freita Boeira
FIESC
 
SENAI
SENAISENAI
SENAI
FIESC
 
SENAI 60 anos - Futuro da Indústria por Natália Parente De Melo
SENAI 60 anos - Futuro da Indústria por Natália Parente De MeloSENAI 60 anos - Futuro da Indústria por Natália Parente De Melo
SENAI 60 anos - Futuro da Indústria por Natália Parente De Melo
FIESC
 
SENAI 60 anos - Futuro da Indústria por Hellen Fischer
SENAI 60 anos - Futuro da Indústria por Hellen FischerSENAI 60 anos - Futuro da Indústria por Hellen Fischer
SENAI 60 anos - Futuro da Indústria por Hellen Fischer
FIESC
 

Mais de FIESC (20)

Relatório da jornada inovação e competitividade da indústria catarinense 2015
Relatório da jornada inovação e competitividade da indústria catarinense 2015Relatório da jornada inovação e competitividade da indústria catarinense 2015
Relatório da jornada inovação e competitividade da indústria catarinense 2015
 
Relatório Campanha 65 anos
Relatório Campanha 65 anosRelatório Campanha 65 anos
Relatório Campanha 65 anos
 
SENAI 60 anos - Futuro da Indústria por Daniela Manfroi
SENAI 60 anos - Futuro da Indústria por Daniela ManfroiSENAI 60 anos - Futuro da Indústria por Daniela Manfroi
SENAI 60 anos - Futuro da Indústria por Daniela Manfroi
 
SENAI 60 anos - Futuro da Indústria por Julia Romero Schardosin Bassegio
SENAI 60 anos - Futuro da Indústria por Julia Romero Schardosin BassegioSENAI 60 anos - Futuro da Indústria por Julia Romero Schardosin Bassegio
SENAI 60 anos - Futuro da Indústria por Julia Romero Schardosin Bassegio
 
SENAI 60 anos - Futuro da Indústria por Cláudia Wiltgen
SENAI 60 anos - Futuro da Indústria por Cláudia WiltgenSENAI 60 anos - Futuro da Indústria por Cláudia Wiltgen
SENAI 60 anos - Futuro da Indústria por Cláudia Wiltgen
 
SENAI 60 anos - Futuro da Indústria por Eduardo Brum
SENAI 60 anos - Futuro da Indústria por Eduardo BrumSENAI 60 anos - Futuro da Indústria por Eduardo Brum
SENAI 60 anos - Futuro da Indústria por Eduardo Brum
 
SENAI 60 anos - Futuro da Indústria por Carlos Gabriel Campo
SENAI 60 anos - Futuro da Indústria por Carlos Gabriel CampoSENAI 60 anos - Futuro da Indústria por Carlos Gabriel Campo
SENAI 60 anos - Futuro da Indústria por Carlos Gabriel Campo
 
SENAI 60 anos - Futuro da Indústria por Gláucia Freiberger
SENAI 60 anos - Futuro da Indústria por Gláucia FreibergerSENAI 60 anos - Futuro da Indústria por Gláucia Freiberger
SENAI 60 anos - Futuro da Indústria por Gláucia Freiberger
 
SENAI 60 anos - Futuro da Indústria por Marcos Dos Santos Lima
SENAI 60 anos - Futuro da Indústria por Marcos Dos Santos LimaSENAI 60 anos - Futuro da Indústria por Marcos Dos Santos Lima
SENAI 60 anos - Futuro da Indústria por Marcos Dos Santos Lima
 
SENAI 60 anos - Futuro da Indústria por Davi Nícolas Rodrigues Martins
SENAI 60 anos - Futuro da Indústria por Davi Nícolas Rodrigues MartinsSENAI 60 anos - Futuro da Indústria por Davi Nícolas Rodrigues Martins
SENAI 60 anos - Futuro da Indústria por Davi Nícolas Rodrigues Martins
 
SENAI 60 anos - Futuro da Indústria por Andressa Samara Sostisso
SENAI 60 anos - Futuro da Indústria por Andressa Samara SostissoSENAI 60 anos - Futuro da Indústria por Andressa Samara Sostisso
SENAI 60 anos - Futuro da Indústria por Andressa Samara Sostisso
 
SENAI 60 anos - Futuro da Indústria por Maurício De Souza
SENAI 60 anos - Futuro da Indústria por Maurício De SouzaSENAI 60 anos - Futuro da Indústria por Maurício De Souza
SENAI 60 anos - Futuro da Indústria por Maurício De Souza
 
SENAI 60 anos - Futuro da Indústria por Sérgio Cordeiro Righi
SENAI 60 anos - Futuro da Indústria por Sérgio Cordeiro RighiSENAI 60 anos - Futuro da Indústria por Sérgio Cordeiro Righi
SENAI 60 anos - Futuro da Indústria por Sérgio Cordeiro Righi
 
SENAI 60 anos - Futuro da Indústria por Julia Pereira
SENAI 60 anos - Futuro da Indústria por Julia PereiraSENAI 60 anos - Futuro da Indústria por Julia Pereira
SENAI 60 anos - Futuro da Indústria por Julia Pereira
 
SENAI 60 anos - Futuro da Indústria por Tamili Martins Schneider
SENAI 60 anos - Futuro da Indústria por Tamili Martins SchneiderSENAI 60 anos - Futuro da Indústria por Tamili Martins Schneider
SENAI 60 anos - Futuro da Indústria por Tamili Martins Schneider
 
SENAI 60 anos - Futuro da Indústria por Ana Paula Golunski
SENAI 60 anos - Futuro da Indústria por Ana Paula GolunskiSENAI 60 anos - Futuro da Indústria por Ana Paula Golunski
SENAI 60 anos - Futuro da Indústria por Ana Paula Golunski
 
SENAI 60 anos - Futuro da Indústria por Pedro Ernesto Freita Boeira
SENAI 60 anos - Futuro da Indústria por Pedro Ernesto Freita BoeiraSENAI 60 anos - Futuro da Indústria por Pedro Ernesto Freita Boeira
SENAI 60 anos - Futuro da Indústria por Pedro Ernesto Freita Boeira
 
SENAI
SENAISENAI
SENAI
 
SENAI 60 anos - Futuro da Indústria por Natália Parente De Melo
SENAI 60 anos - Futuro da Indústria por Natália Parente De MeloSENAI 60 anos - Futuro da Indústria por Natália Parente De Melo
SENAI 60 anos - Futuro da Indústria por Natália Parente De Melo
 
SENAI 60 anos - Futuro da Indústria por Hellen Fischer
SENAI 60 anos - Futuro da Indústria por Hellen FischerSENAI 60 anos - Futuro da Indústria por Hellen Fischer
SENAI 60 anos - Futuro da Indústria por Hellen Fischer
 

Último

atividade 8º ano entrevista - com tirinha
atividade 8º ano entrevista - com tirinhaatividade 8º ano entrevista - com tirinha
atividade 8º ano entrevista - com tirinha
Suzy De Abreu Santana
 
759-fortaleza-resultado-definitivo-prova-objetiva-2024-05-28.pdf
759-fortaleza-resultado-definitivo-prova-objetiva-2024-05-28.pdf759-fortaleza-resultado-definitivo-prova-objetiva-2024-05-28.pdf
759-fortaleza-resultado-definitivo-prova-objetiva-2024-05-28.pdf
MessiasMarianoG
 
000. Para rezar o terço - Junho - mês do Sagrado Coração de Jesús.pdf
000. Para rezar o terço - Junho - mês do Sagrado Coração de Jesús.pdf000. Para rezar o terço - Junho - mês do Sagrado Coração de Jesús.pdf
000. Para rezar o terço - Junho - mês do Sagrado Coração de Jesús.pdf
YeniferGarcia36
 
Funções e Progressões - Livro completo prisma
Funções e Progressões - Livro completo prismaFunções e Progressões - Livro completo prisma
Funções e Progressões - Livro completo prisma
djincognito
 
epidemias endemia-pandemia-e-epidemia (1).ppt
epidemias endemia-pandemia-e-epidemia (1).pptepidemias endemia-pandemia-e-epidemia (1).ppt
epidemias endemia-pandemia-e-epidemia (1).ppt
MarceloMonteiro213738
 
Potenciação e Radiciação de Números Racionais
Potenciação e Radiciação de Números RacionaisPotenciação e Radiciação de Números Racionais
Potenciação e Radiciação de Números Racionais
wagnermorais28
 
UFCD_3546_Prevenção e primeiros socorros_geriatria.pdf
UFCD_3546_Prevenção e primeiros socorros_geriatria.pdfUFCD_3546_Prevenção e primeiros socorros_geriatria.pdf
UFCD_3546_Prevenção e primeiros socorros_geriatria.pdf
Manuais Formação
 
Redação e Leitura_7º ano_58_Produção de cordel .pptx
Redação e Leitura_7º ano_58_Produção de cordel .pptxRedação e Leitura_7º ano_58_Produção de cordel .pptx
Redação e Leitura_7º ano_58_Produção de cordel .pptx
DECIOMAURINARAMOS
 
Treinamento NR 38 - CORPO PRINCIPAL da NORMA.pptx
Treinamento NR 38 - CORPO PRINCIPAL da NORMA.pptxTreinamento NR 38 - CORPO PRINCIPAL da NORMA.pptx
Treinamento NR 38 - CORPO PRINCIPAL da NORMA.pptx
MarcosPaulo777883
 
Estrutura Pedagógica - Laboratório de Educação a Distância.ppt
Estrutura Pedagógica - Laboratório de Educação a Distância.pptEstrutura Pedagógica - Laboratório de Educação a Distância.ppt
Estrutura Pedagógica - Laboratório de Educação a Distância.ppt
livrosjovert
 
Sinais de pontuação
Sinais de pontuaçãoSinais de pontuação
Sinais de pontuação
Mary Alvarenga
 
cronograma-enem-2024-planejativo-estudos.pdf
cronograma-enem-2024-planejativo-estudos.pdfcronograma-enem-2024-planejativo-estudos.pdf
cronograma-enem-2024-planejativo-estudos.pdf
todorokillmepls
 
UFCD_10145_Enquadramento do setor farmacêutico_indice.pdf
UFCD_10145_Enquadramento do setor farmacêutico_indice.pdfUFCD_10145_Enquadramento do setor farmacêutico_indice.pdf
UFCD_10145_Enquadramento do setor farmacêutico_indice.pdf
Manuais Formação
 
GÊNERO TEXTUAL - POEMA.pptx
GÊNERO      TEXTUAL     -     POEMA.pptxGÊNERO      TEXTUAL     -     POEMA.pptx
GÊNERO TEXTUAL - POEMA.pptx
Marlene Cunhada
 
Folheto | Centro de Informação Europeia Jacques Delors (junho/2024)
Folheto | Centro de Informação Europeia Jacques Delors (junho/2024)Folheto | Centro de Informação Europeia Jacques Delors (junho/2024)
Folheto | Centro de Informação Europeia Jacques Delors (junho/2024)
Centro Jacques Delors
 
O que é um Ménage a Trois Contemporâneo .pdf
O que é um Ménage a Trois Contemporâneo .pdfO que é um Ménage a Trois Contemporâneo .pdf
O que é um Ménage a Trois Contemporâneo .pdf
Pastor Robson Colaço
 
347018542-PAULINA-CHIZIANE-Balada-de-Amor-ao-Vento-pdf.pdf
347018542-PAULINA-CHIZIANE-Balada-de-Amor-ao-Vento-pdf.pdf347018542-PAULINA-CHIZIANE-Balada-de-Amor-ao-Vento-pdf.pdf
347018542-PAULINA-CHIZIANE-Balada-de-Amor-ao-Vento-pdf.pdf
AntnioManuelAgdoma
 
Atividades de Inglês e Espanhol para Imprimir - Alfabetinho
Atividades de Inglês e Espanhol para Imprimir - AlfabetinhoAtividades de Inglês e Espanhol para Imprimir - Alfabetinho
Atividades de Inglês e Espanhol para Imprimir - Alfabetinho
MateusTavares54
 
Sistema de Bibliotecas UCS - Chronica do emperador Clarimundo, donde os reis ...
Sistema de Bibliotecas UCS - Chronica do emperador Clarimundo, donde os reis ...Sistema de Bibliotecas UCS - Chronica do emperador Clarimundo, donde os reis ...
Sistema de Bibliotecas UCS - Chronica do emperador Clarimundo, donde os reis ...
Biblioteca UCS
 
Vogais Ilustrados para alfabetização infantil
Vogais Ilustrados para alfabetização infantilVogais Ilustrados para alfabetização infantil
Vogais Ilustrados para alfabetização infantil
mamaeieby
 

Último (20)

atividade 8º ano entrevista - com tirinha
atividade 8º ano entrevista - com tirinhaatividade 8º ano entrevista - com tirinha
atividade 8º ano entrevista - com tirinha
 
759-fortaleza-resultado-definitivo-prova-objetiva-2024-05-28.pdf
759-fortaleza-resultado-definitivo-prova-objetiva-2024-05-28.pdf759-fortaleza-resultado-definitivo-prova-objetiva-2024-05-28.pdf
759-fortaleza-resultado-definitivo-prova-objetiva-2024-05-28.pdf
 
000. Para rezar o terço - Junho - mês do Sagrado Coração de Jesús.pdf
000. Para rezar o terço - Junho - mês do Sagrado Coração de Jesús.pdf000. Para rezar o terço - Junho - mês do Sagrado Coração de Jesús.pdf
000. Para rezar o terço - Junho - mês do Sagrado Coração de Jesús.pdf
 
Funções e Progressões - Livro completo prisma
Funções e Progressões - Livro completo prismaFunções e Progressões - Livro completo prisma
Funções e Progressões - Livro completo prisma
 
epidemias endemia-pandemia-e-epidemia (1).ppt
epidemias endemia-pandemia-e-epidemia (1).pptepidemias endemia-pandemia-e-epidemia (1).ppt
epidemias endemia-pandemia-e-epidemia (1).ppt
 
Potenciação e Radiciação de Números Racionais
Potenciação e Radiciação de Números RacionaisPotenciação e Radiciação de Números Racionais
Potenciação e Radiciação de Números Racionais
 
UFCD_3546_Prevenção e primeiros socorros_geriatria.pdf
UFCD_3546_Prevenção e primeiros socorros_geriatria.pdfUFCD_3546_Prevenção e primeiros socorros_geriatria.pdf
UFCD_3546_Prevenção e primeiros socorros_geriatria.pdf
 
Redação e Leitura_7º ano_58_Produção de cordel .pptx
Redação e Leitura_7º ano_58_Produção de cordel .pptxRedação e Leitura_7º ano_58_Produção de cordel .pptx
Redação e Leitura_7º ano_58_Produção de cordel .pptx
 
Treinamento NR 38 - CORPO PRINCIPAL da NORMA.pptx
Treinamento NR 38 - CORPO PRINCIPAL da NORMA.pptxTreinamento NR 38 - CORPO PRINCIPAL da NORMA.pptx
Treinamento NR 38 - CORPO PRINCIPAL da NORMA.pptx
 
Estrutura Pedagógica - Laboratório de Educação a Distância.ppt
Estrutura Pedagógica - Laboratório de Educação a Distância.pptEstrutura Pedagógica - Laboratório de Educação a Distância.ppt
Estrutura Pedagógica - Laboratório de Educação a Distância.ppt
 
Sinais de pontuação
Sinais de pontuaçãoSinais de pontuação
Sinais de pontuação
 
cronograma-enem-2024-planejativo-estudos.pdf
cronograma-enem-2024-planejativo-estudos.pdfcronograma-enem-2024-planejativo-estudos.pdf
cronograma-enem-2024-planejativo-estudos.pdf
 
UFCD_10145_Enquadramento do setor farmacêutico_indice.pdf
UFCD_10145_Enquadramento do setor farmacêutico_indice.pdfUFCD_10145_Enquadramento do setor farmacêutico_indice.pdf
UFCD_10145_Enquadramento do setor farmacêutico_indice.pdf
 
GÊNERO TEXTUAL - POEMA.pptx
GÊNERO      TEXTUAL     -     POEMA.pptxGÊNERO      TEXTUAL     -     POEMA.pptx
GÊNERO TEXTUAL - POEMA.pptx
 
Folheto | Centro de Informação Europeia Jacques Delors (junho/2024)
Folheto | Centro de Informação Europeia Jacques Delors (junho/2024)Folheto | Centro de Informação Europeia Jacques Delors (junho/2024)
Folheto | Centro de Informação Europeia Jacques Delors (junho/2024)
 
O que é um Ménage a Trois Contemporâneo .pdf
O que é um Ménage a Trois Contemporâneo .pdfO que é um Ménage a Trois Contemporâneo .pdf
O que é um Ménage a Trois Contemporâneo .pdf
 
347018542-PAULINA-CHIZIANE-Balada-de-Amor-ao-Vento-pdf.pdf
347018542-PAULINA-CHIZIANE-Balada-de-Amor-ao-Vento-pdf.pdf347018542-PAULINA-CHIZIANE-Balada-de-Amor-ao-Vento-pdf.pdf
347018542-PAULINA-CHIZIANE-Balada-de-Amor-ao-Vento-pdf.pdf
 
Atividades de Inglês e Espanhol para Imprimir - Alfabetinho
Atividades de Inglês e Espanhol para Imprimir - AlfabetinhoAtividades de Inglês e Espanhol para Imprimir - Alfabetinho
Atividades de Inglês e Espanhol para Imprimir - Alfabetinho
 
Sistema de Bibliotecas UCS - Chronica do emperador Clarimundo, donde os reis ...
Sistema de Bibliotecas UCS - Chronica do emperador Clarimundo, donde os reis ...Sistema de Bibliotecas UCS - Chronica do emperador Clarimundo, donde os reis ...
Sistema de Bibliotecas UCS - Chronica do emperador Clarimundo, donde os reis ...
 
Vogais Ilustrados para alfabetização infantil
Vogais Ilustrados para alfabetização infantilVogais Ilustrados para alfabetização infantil
Vogais Ilustrados para alfabetização infantil
 

Análise do Comércio Internacional Catarinense 2012

  • 1.
  • 2.
  • 3. ANÁLISE DO COMÉRCIO INTERNACIONAL CATARINENSE 2012 Apoio Realização
  • 4. ANÁLISE DO COMÉRCIO INTERNACIONAL CATARINENSE 2012 Elaboração Federação das Indústrias do Estado de Santa Catarina - FIESC Diretoria de Relações Industriais - DRI Centro Internacional de Negócios - CIN Equipe Técnica Henry Uliano Quaresma Tatiani Leal Daniel Tubino Mauro Victor Silveira de Souza Gisele de Andrade Polidoro Müller Moacir Rohling Volpato Consultoria editorial Vladimir Brandão Revisão Sérgio Ribeiro Direção de arte Luiz Acácio de Souza Edição de arte João Henrique Moço Todos os direitos reservados e protegidos pela Lei 5.988, de 14/12/73. F293a Federação das Indústrias do Estado de Santa Catarina - FIESC Análise do comércio internacional catarinense. / Federação das Indústrias do Estado de Santa Catarina - FIESC. – Florianópolis: FIESC, 2012. 112 p. : il. color. 1. Comércio internacional – Santa Catarina. 2. Economia – Santa Catarina – Dados estatísticos. I. Título. CDD 382.021 Ficha catalográfica elaborada por Ana Claudia P O Silva CRB – 14/769 FIESC - Federação das Indústrias do Estado de Santa Catarina Rodovia Admar Gonzaga, 2.765 - Itacorubi - Florianópolis/SC. CEP 88034-001 Fone: (48) 3231-4651 - Fax: (48) 3231-4669 e-mail: cin@fiescnet.com.br www.fiescnet.com.br
  • 5. ANÁLISE DO COMÉRCIO INTERNACIONAL CATARINENSE 2012 Sumário Apresentação .................................................................................................................................................... 4 1. Contextualização ........................................................................................................................................ 6 2. Cenário Internacional ................................................................................................................................ 8 2.1 A economia mundial e o comércio internacional em 2011 .........................................................................................................................11 2.2 Perspectivas da economia mundial .............................................................................................................................................................................18 2.3 O Brasil no comércio internacional...............................................................................................................................................................................24 3. Santa Catarina ............................................................................................................................................32 3.1 Análise das importações catarinenses .......................................................................................................................................................................35 3.2 Análise das exportações catarinenses ........................................................................................................................................................................39 3.3 Desempenho exportador de Santa Catarina no mercado mundial ........................................................................................................49 4. Resultados da pesquisa ..........................................................................................................................53 4.1 Caracterização das empresas ...........................................................................................................................................................................................53 4.2 Análise das empresas exportadoras.............................................................................................................................................................................58 4.3 Análise das empresas importadoras ............................................................................................................................................................................68 4.4 Experiência das empresas na internacionalização..............................................................................................................................................75 5. Conclusões ..................................................................................................................................................80 6. Anexos ..........................................................................................................................................................86 6.1 Principais premissas do cenário-base para as estimativas de 2012/2013 ............................................................................................86 6.2 Os 50 principais produtos (SH4) importados por SC em 2011....................................................................................................................88 6.3 Evolução das importações entre 2001 e 2011dos 50 produtos mais importados por SC em 2011....................................89 6.4 Os 50 principais países importadores de SC em 2011 .....................................................................................................................................91 6.5 Comparativo das exportações entre 2001-2011 para os principais países importadores de SC...........................................92 6.6 Os 50 principais produtos exportados por SC em 2011..................................................................................................................................93 6.7 Evolução das exportações entre 2001 e 2011 dos 50 produtos mais exportados por SC em 2011....................................94 6.8 Evolução das exportações mundiais entre 2001 e 2010 dos 50 produtos mais exportados por SC em 2011 .............96 6.9 Evolução das exportações mundiais entre 2006 e 2010 dos 50 produtos mais exportados por SC em 2011 .............98 6.10 Produtos com maior potencial exportador no mercado mundial .....................................................................................................100 6.11 Questionário Aplicado na Pesquisa ........................................................................................................................................................................104 6.12 Listagem das Empresas Participantes da Pesquisa .......................................................................................................................................108 Lista de siglas BACEN - Banco Central do Brasil BRICS - Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul CEI – Comunidade dos Estados Independentes FIESC – Federação das Indústrias do Estado de Santa Catarina FUNCEX – Fundação Estudos de Comércio Exterior MDIC – Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior OMC – Organização Mundial do Comércio ONU – Organização das Nações Unidas SECEX – Secretaria de Comércio Exterior SH – Sistema Harmonizado UNCTAD – Conferência das Nações Unidas para o Comércio e Desenvolvimento
  • 6. ANÁLISE DO COMÉRCIO INTERNACIONAL CATARINENSE 2012 Apresentação A “Análise do Comércio Internacional Catarinense” apresenta a trajetória e as transformações ocorridas no comércio internacional de Santa Catarina nos últimos dez anos, além de examinar o cenário recente e as perspectivas da economia mundial para os próximos anos. Abordando questões contemporâneas de forma aprofundada, com base em estatísticas de importação e exportação de bens no comércio global e em informações obtidas diretamente junto ao setor empresarial de Santa Catarina, a publicação tem o objetivo de contribuir para uma reflexão a respeito da necessidade de um redirecionamento das estratégias de interna- cionalização das empresas do Estado, visando ao melhor posicionamento da indústria catari- nense nesse mercado. Espera-se que a presente publicação possa auxiliar as decisões das indústrias que operam nesses mercados, proporcionando-lhes melhores condições de competitividade em um am- biente cada vez mais desafiador. Ao mesmo tempo, a FIESC utilizará os principais resultados e conclusões da publicação para buscar, junto às entidades intervenientes do comércio exterior brasileiro, soluções para os entraves que vêm prejudicando o processo de internacionalização do setor produtivo catarinense. Trabalhando com propósitos bem definidos, poderemos avançar em uma agenda que resul- tará em perspectivas mais promissoras para o comércio internacional de Santa Catarina, no médio e longo prazos. Glauco José Côrte PRESIDENTE DO SISTEMA FIESC 4 SISTEMA FIESC
  • 7. ?]klƒg ]kljYl†_a[Y 9 _]klƒg ]Ô[Yr gk k]jna…gk YmYf]ajgk ] ] [ge†j[ag ]e ljYfkY…“]k ]pl]jagj hg] ljYr]j eYak afl]jfY[agfYak [geh]lalanaY] hYjY kmY ]ehj]kY& Fale com: Trabalhe conosco: ey.com.br/carreiras HYmdg ;]kYj EYjlafk NaYfY <aj]lgj =p][mlang 47 2111 0707 ey.com.br © 2012 EYGM Limited. Todos os direitos reservados. œ Auditoria œ Consultoria œ Impostos œ Transações TM Rio 2016
  • 8. ANÁLISE DO COMÉRCIO INTERNACIONAL CATARINENSE 2012 1. Contextualização Santa Catarina se tornou um estado diferenciado graças à força de sua indústria. À exceção de Amazonas, que conta com a Zona Franca de Manaus, Santa Catarina é o estado brasileiro com maior participação da indústria de transformação na composição do Produto Interno Bruto (PIB)1. Com apenas 1% da área brasileira e cerca de 3% da população, o estado gera 4,0% do PIB nacional. Diversificada e bem distribuída por todas as regiões do estado, a indústria foi determinante para oferecer aos catarinenses a melhor qualidade de vida do país. O Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) de Santa Catarina é o mais elevado dentre os estados da Fe- deração, ficando atrás somente do Distrito Federal, que possui características socioeconômicas diferenciadas. A participação relevante de Santa Catarina no comércio internacional teve papel determinante para a construção desse cenário. A indústria catarinense começou a desenvolver seu perfil exportador nos anos 1970, quando as exportações do estado representavam 2% do total nacional. Mas foi nos anos 80, a “década perdida” do Brasil, quando o país enfrentava recessão econômica associada à inflação, que a indústria de Santa Catarina vislumbrou oportunidades no mercado externo. Por conta do empreendedorismo e do arrojo que são típicos do empresário catarinense, associados a um eficiente trabalho de prospecção e abertura de novos mercados realizado com o suporte de entidades públicas e privadas, como o próprio Sistema FIESC, a indústria deu um grande passo no comércio mundial. Terminada a “década perdida”, Santa Catarina respondia por 6% das vendas externas brasileiras. Sua pauta de exportações ficou muito mais diversificada. Além de artigos têxteis e alimentícios, foram incluídos produtos como motocompressores, papel kraft, pisos e azulejos, refrigeradores e calçados na pauta exportadora do estado. Mais de 70% dos produtos exportados por Santa Catarina nesse período eram industrializados ou semi-industrializados. A inserção internacional de Santa Catarina foi fundamental para que suas indústrias – muitas delas já de classe mundial – enfrentassem o processo de abertura comercial dos anos 90. A queda de barreiras alfandegárias a produtos importados impactou fortemente vários setores industriais brasileiros. As empresas que se mantiveram no mercado obtiveram ganhos de pro- dutividade, incorporaram avanços tecnológicos, investiram em inovação e se tornaram mais ágeis e flexíveis. A indústria catarinense atingiu um padrão de categoria mundial, o que per- mitiu sua integração às novas cadeias produtivas globais que se organizavam. Suas principais empresas mostravam-se aptas para a competição tanto com produtos importados em terri- tório nacional quanto no exterior. A chegada do século 21, entretanto, trouxe uma significativa mudança de cenário para o seg- mento industrial do estado. A economia brasileira cresceu baseada no aumento do consumo das famílias, porém a indústria não foi necessariamente beneficiada. Em decorrência do câm- bio apreciado e da falta de competitividade sistêmica oriunda do “Custo Brasil”, o país ampliou consideravelmente as importações de bens de consumo sem que a indústria nacional pudes- 1 32,8% em 2009, incluindo indústria de transformação, construção, geração e distribuição de energia, água e saneamento; excluindo indústria extrativa 6 SISTEMA FIESC
  • 9. ANÁLISE DO COMÉRCIO INTERNACIONAL CATARINENSE 2012 Contextualização se, em muitos casos, competir em igualdade de condições. Daí decorre, em grande parte, o tão discutido fenômeno da “desindustrialização”, que é a diminuição do peso da indústria na formação total de riquezas do país. O equilíbrio das contas externas do período foi garantido pela formidável elevação da exportação de commodities minerais e agrícolas, cuja demanda foi puxada pelo acelerado crescimento da China. Nesse cenário, Santa Catarina sofreu as consequências do novo arranjo econômico vigente. Sendo um dos estados mais industrializados do país e sem contar com alta produção de com- modities exportáveis, as possibilidades de aumento das vendas externas tornaram-se mais li- mitadas. Aliado a isso, o baixo crescimento mundial decorrente da crise financeira global de 2008 e 2009 encolheu ainda mais as oportunidades em mercados consumidores de produtos catarinenses, particularmente na União Europeia e nos Estados Unidos. Mesmo com as dificuldades que os exportadores têm encontrado nos últimos anos, o novo arranjo econômico global traz uma série de novas oportunidades de negócios. Se os merca- dos tradicionais de Santa Catarina estão com suas economias estagnadas, há outros países em processo de crescimento. Se alguns dos produtos catarinenses têm menores condições de competitividade no exterior, outros produtos podem ser explorados para conquistar clientes estrangeiros. Se há dificuldades em se lidar com a competição de produtos asiáticos, pode- -se buscar concretizar mais negócios em países dessa região, muitos dos quais estão em as- censão econômica. A Ásia não possui somente um grande mercado consumidor, mas suas empresas também ofertam máquinas para modernizar o parque fabril catarinense e insumos para agregar valor às nossas indústrias, além da possibilidade de complementação de linhas de produção – o que já está sendo feito por algumas das mais bem-sucedidas empresas de Santa Catarina da atualidade. Esta publicação, realizada de modo pioneiro pelo Sistema FIESC, pretende apontar alguns des- ses caminhos. Ao fazer uma análise aprofundada do comércio exterior, considerando uma série histórica de 10 anos e um grande número de países e produtos, busca-se apresentar um mapa das transformações do comércio internacional catarinense da última década. Com base nes- sas informações, o industrial do estado poderá vislumbrar oportunidades em novos mercados e/ou em novos nichos de negócios. Além da análise histórica do comércio internacional de Santa Catarina, a FIESC ampliou o escopo de seu tradicional “Diagnóstico do Setor Exportador Catarinense”, que anualmente apresentava resultados de pesquisas realizadas com empresas exportadoras do estado sobre a evolução e o desempenho no comércio exterior. Com novas e mais profundas questões, que remetem ao período estudado neste documento, o Diagnóstico foi aqui incorporado, permitindo uma abrangente visão dos desafios e oportunidades existentes para a indústria catarinense no ce- nário mundial. Além de servir de orientação às empresas, espera-se que esta publicação contri- bua para a formulação de políticas públicas destinadas ao fomento do comércio internacional brasileiro e, particularmente, de Santa Catarina. SISTEMA FIESC 7
  • 10. ANÁLISE DO COMÉRCIO INTERNACIONAL CATARINENSE 2012 2. Cenário Internacional Uma década de mudanças Desde o início do século 21 o mundo viveu uma notável expansão do comércio internacional. Entre 2001 e 2011 o volume de exportações globais triplicou, saindo da casa dos US$ 6 trilhões para US$ 18 trilhões. Números semelhantes ilustram a evolução das importações mundiais. O crescimento do comércio foi superior ao crescimento do Produto Interno Bruto global no período, quando este praticamente dobrou, chegando a US$ 70 trilhões em 2011. Nesse contexto de “boom” comercial, os países em desenvolvimento, liderados pelos chamados BRICs (Brasil, Rússia, Índia e China), ganharam peso econômico global ao longo do período, provocando mudanças nos padrões do comércio inter- nacional. Entre 1995 e 2010, a participação do conjunto dos países emergentes no volume do comércio mundial aumen- tou de 28,5% para 41,2%. No caso específico dos BRICs, o Brasil se firmou como um importante fornecedor mundial de alimentos, a Rússia de fontes de energia, a Índia de bens intensivos em mão de obra e a China de bens de alta tecnologia. Importando e exportando mais, o grupo de países elevou sua riqueza absoluta e relativa. Em 2010, os BRICs eram respon- sáveis por 16% da riqueza gerada no mundo, contra uma participação no PIB global de 8% na década anterior. Nesse ritmo, entre 2002 e 2011, a China passou de quinto maior exportador mundial de mercadorias para a primeira posição, deixando para trás os Estados Unidos. No caso das importações, a China galgou da sexta para a segunda posição, passando a deter quase 10% das importações globais. A Rússia passou da 17ª para a 9ª posição entre os exportadores no período, enquanto a Índia evoluiu da 31ª posição para a 19ª. Já o Brasil terminou 2011 como o 22° maior exportador mundial. Foi o bloco dos chamados países em desenvolvimento que garantiu a atenuação da crise econômica global iniciada em 2008. Tais países mostraram-se mais resistentes à crise e dão sinais de que sua importância no comércio mundial tende a aumentar. Em 2011, lideraram a recuperação da demanda externa, contribuindo com metade do crescimento da importa- ção mundial, em comparação com 43% em média nos três anos anteriores à crise. A fraqueza acentuada da demanda de importações dos países desenvolvidos na sequência do colapso em 2008-2009 sur- ge de um declínio de uma década de sua predominância no comércio internacional. Entre 1995 e 2010, a sua quota de valor no comércio mundial de mercadorias declinou de 69% para 55%, enquanto que a dos países em desenvolvimento aumentou de 29% para 41%. 8 SISTEMA FIESC
  • 11. ANÁLISE DO COMÉRCIO INTERNACIONAL CATARINENSE 2012 Cenário Internacional Ganhos e perdas nas participações do comércio internacional de mercadorias (%)1 80 70 60 50 40 30 20 10 0 Países Países em Economias Economias China Índia desenvolvidos desenvolvimento em transição emergentes2 1995 2000 2007 2010 Fonte: Nações Unidas/DESA, 2012 1 Participação do total das exportações e importações nas exportações e importações mundiais 2 Inclui Brasil, China, Índia, México, República da Coreia, Rússia e África do Sul Durante este período de quinze anos, a participação da China sozinha aumentou quatro vezes – de 2,6% para cerca de 10%. No mesmo período, a quota de mercado da América Latina e Caribe aumentou de 4,5% para 5,9%. O valor das exportações de mercadorias da África subiu de US$ 100 bilhões em 1995 para US$ 560 bilhões em 2010, enquanto sua participação no comércio mundial melhorou modestamente, de 2% para 3,2%. Os padrões de mudança de comércio estão associados ao rápido crescimento industrial de uma gama de países em de- senvolvimento. Mover-se da agricultura e de outros bens de produção primária para a manufatura tende a aumentar a intensidade de importação da produção. Tome-se mais uma vez o caso da China, que ao longo da primeira década do século 21 obteve uma taxa anual de crescimento do PIB próxima a 10%. Para sustentar o crescimento da infraestrutura e da produção industrial, o país importa grandes quantidades de insumos, como minério de ferro e combustíveis. Tirando milhões de pessoas da pobreza todos os anos, necessita importar alimentos. Na outra ponta, tornou-se em 2010 a maior potência manufatureira do planeta, superando os Estados Unidos. Além disso, o comércio global cada vez mais envolve cadeias de valor em diferentes localizações geográficas, contribuin- do com várias partes para os processos de produção. Tais padrões de mudança no comércio, bem como o aumento da demanda por produtos primários das economias em rápido crescimento, reforçou o comércio Sul-Sul, conforme verifica- -se na figura a seguir. SISTEMA FIESC 9
  • 12. ANÁLISE DO COMÉRCIO INTERNACIONAL CATARINENSE 2012 Cenário Internacional Cotas bilaterais de economias desenvolvidas (Norte) e em desenvolvimento (Sul)1 nas exportações mundiais, 1995 e 2010 (%) 60 50 40 30 20 10 0 Norte-Norte Norte-Sul2 Sul-Norte3 Sul-Sul 1995 2010 Fonte: Cálculos do Secretariado da UNCTAD, baseado no UN Comtrade 1 Economias desenvolvidas (Norte) e economias em desenvolvimento (Sul) são baseadas na classificação de país da UNCTAD 2 Exportações do Norte para o Sul 3 Exportações do Sul para o Norte O Comércio Sul-Sul aumentou a uma taxa de 13,7% por ano entre 1995 e 2010, bem acima da média mundial de 8,7%. No mesmo período, as exportações de mercadorias do Sul para o Norte aumentaram 9,5% ao ano. Entretanto, enquanto a demanda de importação recente na maioria dos países em desenvolvimento manteve-se vigorosa, apenas alguns desses países conseguiram subir na cadeia de valor global e diversificar sua base de exportação para atender a mercados anteriormente dominados pelas economias desenvolvidas. Termos voláteis do comércio O comércio afeta a renda nacional através de três fatores: os preços das exportações, os preços das importações e o volume de demanda. Os termos internacionais de comércio (definidos como a razão do preço médio de exportação e os índices de preços de importação) fornecem uma medida sintética das relativas mudanças de preços ao longo do tempo. Estimativas preliminares para 2011 sugerem que os termos de troca das economias exportadoras de minérios e de petróleo continu- aram sua recuperação a partir da queda nos preços de exportação ocorrida em 2009. 10 SISTEMA FIESC
  • 13. ANÁLISE DO COMÉRCIO INTERNACIONAL CATARINENSE 2012 Cenário Internacional Termos de comércio de grupos selecionados de países, por estrutura exportadora, 2000-2013 Indicador: 2000=100 240 220 200 180 160 140 120 100 80 60 2000 2001 2002 2003 2004 2005 2006 2007 2008 2009 2010 2011 2012 2013 Exportadores de petróleo Exportadores de minérios Exportadores de produtos agrícolas Exportadores de produtos manufaturados Fonte: UNCTAD/Stat e Nações Unidas/DESA, 2012 Exportadores de minérios, incluindo petróleo, têm visto grandes choques de preços dramaticamente desde 2007. Ainda assim, os preços do mercado mundial desses produtos parecem estar em uma tendência de alta no longo prazo. Em contraste, os termos do comércio para as economias que predominantemente exportam bens manufaturados se deterioraram na média. Economias com uma especialização mais diversificada de exportação enfrentaram choques de comércio mais suaves nos últimos três anos e também têm receitas de exportação e níveis de demanda de importação mais estáveis, permitindo o crescimento mais estável da produção. Um padrão semelhante é observado em países especializados na exportação de manufaturados, que, apesar de terem sofrido um declínio em seus termos de comércio, também têm visto um crescimento constante da demanda em suas exportações. 2.1 A economia mundial e o comércio internacional em 2011 De acordo com a Conferência das Nações Unidas para Comércio e Desenvolvimento - UNCTAD - a economia mundial ainda está em processo de recuperação da crise financeira recente. A taxa de crescimento da produção mundial caiu para 2,4% em 2011, mais baixa que a taxa de 3,8% no ano anterior. A economia global foi afetada pela crise da dívida soberana em curso na Europa, por interrupções na cadeia de fornecimento em virtude de desastres naturais no Japão e na Tailândia e por conflitos nos países árabes. O ritmo de expansão ficou bem abaixo da média de 3,2% verificada ao longo dos 20 anos que antecederam a crise financeira mundial de 2008. SISTEMA FIESC 11
  • 14. ANÁLISE DO COMÉRCIO INTERNACIONAL CATARINENSE 2012 Cenário Internacional Evolução anual do PIB e de comércio de mercadorias por região (%) PIB Exportações Importações 2009 2010 2011 2009 2010 2011 2009 2010 2011 Mundial -2,6 3,8 2,4 -12,0 13,8 5,0 -12,9 13,7 4,9 América do Norte -3,6 3,2 1,9 -14,8 14,9 6,2 -16,6 15,7 4,7 Estados Unidos -3,5 3,0 1,7 -14,0 15,4 7,2 -16,4 14,8 3,7 Américas do Sul e Central 1 -0,3 6,1 4,5 -8,1 5,6 5,3 -16,5 22,9 10,4 Europa -4,1 2,2 1,7 -14,1 10,9 5,0 -14,1 9,7 2,4 União Europeia -4,3 2,1 1,5 -14,5 11,5 5,2 -14,1 9,5 2,0 Comunidades dos Estados -6,9 4,7 4,6 -4,8 6,0 1,8 -28,0 18,6 16,7 Independentes (CEI) África 2,2 4,6 2,3 -3,7 3,0 -8,3 -5,1 7,3 5,0 Oriente Médio 1,0 4,5 4,9 -4,6 6,5 5,4 -7,7 7,5 5,3 Ásia -0,1 6,4 3,5 -11,4 22,7 6,6 -7,7 18,2 6,4 China 9,2 10,4 9,2 -10,5 28,4 9,3 2,9 22,1 9,7 Japão -6,3 4,0 -0,5 -24,9 27,5 -0,5 -12,2 10,1 1,9 Índia 6,8 10,1 7,8 -6,0 22 16,1 3,6 22,7 6,6 Economias recém-industrializadas 2 -0,6 8,0 4,2 -5,7 20,9 6,0 -11,4 17,9 2,0 Nota: Economias desenvolvidas -4,1 2,9 1,5 -15,1 13,0 4,7 -14,4 10,9 2,8 Nota: Países em desenvolvimento e CEI 2,2 7,2 5,7 -7,4 14,9 5,4 -10,5 18,1 7,9 Fonte: Secretariado da OMC, 2012 1 Inclui o Caribe 2 Hong Kong, China, República da Coreia e Taiwan Os problemas presentes na economia global são múltiplos e interligados. Os desafios mais prementes a serem enfrentados são a contínua crise no emprego e perspectivas do crescimento econômico em declínio, especialmente nos países desen- volvidos. Como o desemprego permanece elevado, em cerca de 9%, e com os rendimentos estagnados, a recuperação é lenta no curto prazo, devido à falta de demanda agregada. A economia em rápido desaquecimento tem sido tanto uma causa como um efeito da crise da dívida soberana na zona do euro e dos problemas fiscais em outros países. A crise da dívida em vários países europeus piorou ainda mais em 2011 e agravou deficiências já existentes no setor bancário. As medidas de austeridade fiscal tomadas em resposta estão enfra- quecendo ainda mais o crescimento e as perspectivas de emprego, tornando o ajuste fiscal e a reparação do balanço do setor financeiro ainda mais desafiadores. A economia dos Estados Unidos também está enfrentando um elevado e persistente nível de desemprego, o abalo da confiança das empresas e do consumidor e a fragilidade do setor financeiro. A União Europeia (UE) e os Estados Unidos são as duas maiores economias do mundo, que estão profundamente entrelaçadas. Seus problemas podem facilmente se retroalimentar e levar a outra recessão mundial. Os países em desenvolvimento, que se recuperaram fortemente da reces- são global de 2009, seriam atingidos através dos canais de comércio e financeiro. Além dos problemas nos Estados Unidos e União Europeia, o Japão enfrentou contração de 0,5% na produção em 2011, em função do terremoto catastrófico de março de 2011. Tudo somado, o crescimento das economias desenvolvidas em 2011 foi de tímidos 1,5%. O crescimento do PIB nos Estados Unidos foi ligeiramente superior à média: ficou em 1,7%, enquanto o incremento na União Européia esteve em linha com a média de 1,5%. Os grandes e persistentes desequilíbrios externos na economia global que se desenvolveram na última década continu- am a ser um ponto de preocupação para os formuladores de políticas. Na prática, depois de um estreitamento substancial 12 SISTEMA FIESC
  • 15. ANÁLISE DO COMÉRCIO INTERNACIONAL CATARINENSE 2012 Cenário Internacional durante a Grande Recessão, os desequilíbrios externos das principais economias foram estabilizados em cerca de metade do nível de pico pré-crise (em relação ao PIB) no período 2010-2011. Os Estados Unidos continuaram sendo a maior economia deficitária, embora o déficit tenha caído substancialmente des- de o pico registrado em 2006. Os superávits externos na China, Alemanha, Japão e um grupo de países exportadores de petróleo, que formam a contrapartida do déficit dos Estados Unidos, estreitaram-se, embora em graus variados. Enquanto o excedente da Alemanha manteve-se em cerca de 5% do PIB em 2011, a conta corrente na zona do euro como um todo praticamente manteve-se em equilíbrio. Grandes excedentes, em relação ao PIB, foram ainda encontrados em países ex- portadores de petróleo, atingindo 20% ou mais do PIB em alguns dos países exportadores de petróleo na Ásia Ocidental. A maioria das economias desenvolvidas está sofrendo de impasses persistentes resultantes da crise financeira global. Os bancos e as famílias ainda estão em processo de desalavancagem, o que está segurando o fornecimento de crédito. Os déficits orçamentários e a dívida pública aumentaram, principalmente, por causa da crise e, em menor grau, em virtude do estímulo fiscal. As políticas monetárias permanecem ajustadas com o uso de várias medidas não convencionais, mas perderam a sua eficácia, devido à contínua fragilidade do setor financeiro e altos níveis de desemprego persistentes, que estão segurando a demanda do consumidor e a de investimentos. Preocupações com altos níveis da dívida pública têm levado os governos a agir com austeridade fiscal, o que deprime ainda mais a demanda agregada. Os problemas econômicos em muitas nações desenvolvidas são um fator importante por trás da desaceleração nos países em desenvolvimento. O PIB do Brasil, por exemplo, cresceu 3,7% em 2011, apenas metade da forte recuperação de 7,5% em 2010. Países de baixa renda também têm experimentado desaceleração, ainda que leve. Em termos per capita, o cres- cimento da renda desacelerou de 3,8% em 2010 para 3,5% em 2011. Ainda assim, os países em desenvolvimento foram os que exibiram melhores resultados em 2011. As regiões de maior crescimento foram o Oriente Médio (4,9%), seguido pela Comunidade dos Estados Independentes (4,6%) e pelas Américas Central e do Sul (4,5%). O crescimento do PIB da África, de 2,3%, poderia ter sido maior se não tivessem ocorrido conflitos na Líbia, na Tunísia, no Egito e em outros países da região. Mais uma vez, o crescimento do PIB da China ultrapassou o do resto do mundo, atingindo 9,2%, mas o valor não foi supe- rior ao que o país alcançou no pico da crise financeira global em 2009. Em contraste a esse desempenho, as economias recém-industrializadas de Hong Kong, China, República da Coreia, Cingapura e Taiwan cresceram a menos da metade do índice da China (4,2%). As economias em desenvolvimento e a Comunidades dos Estados Independentes juntas registra- ram um aumento de 5,7% em 2011. Economias com maiores crescimentos em 2011 (%) Oriente Médio 4,9 CEI 4,6 Américas Central e do Sul 4,5 China 9,2 Economias com menores crescimentos em 2011 (%) Japão -0,5 EUA 1,7 União Europeia 1,5 Fonte: Secretariado da OMC, 2012 SISTEMA FIESC 13
  • 16. ANÁLISE DO COMÉRCIO INTERNACIONAL CATARINENSE 2012 Cenário Internacional Comércio Internacional A recuperação do comércio mundial foi tão vigorosa em 2010 como tinha sido seu declínio em 2009. Em 2011, no entanto, perdeu grande impulso. O crescimento do volume de comércio mundial desacelerou de 13,8% em 2010 para 6,6% no ano passado. Um crescimento mais fraco da economia mundial, especialmente entre as economias desenvolvidas, é o principal fator por trás da desaceleração. A figura a seguir mostra a relação entre o crescimento do volume de mercadorias transa- cionadas e o crescimento do PIB mundial. Variação do comércio mundial de mercadorias (volume) e do PIB (%) 15 Crescimento médio das exportações 10 1991-2011 5 0 Crescimento médio do PIB -5 1991 -2011 -10 -15 2000 2001 2002 2003 2004 2005 2006 2007 2008 2009 2010 2011 Exportações PIB Fonte: Secretariado da OMC, 2012 A desaceleração do crescimento tanto do comércio quanto do produto mundial tinha sido prevista para 2011, mas diver- sos acontecimentos durante o ano – no Japão, na Tailândia e no norte da África, por exemplo – prejudicaram ainda mais a economia e o comércio mundial. Adicionalmente, a evolução negativa do PIB da União Europeia reduziu a demanda por mercadorias importadas no quarto trimestre do ano, quando a crise da dívida soberana do euro veio à tona. Como resul- tado, o crescimento global das exportações ficou abaixo da previsão inicial da OMC, de 5,8%. O crescimento do comércio mundial de mercadorias em 2011 esteve abaixo da média de 6% na pré-crise entre 1990-2008, e foi inferior à média dos últimos 20 anos, incluindo o período de colapso do comércio (5,4%). Como resultado, o volume do comércio esteve ainda mais longe de sua tendência de pré-crise ao final de 2011 do que foi no ano anterior. Na ver- dade, essa diferença deve continuar a aumentar na medida em que taxa de expansão comercial estiver aquém dos níveis anteriores, como demonstra a figura a seguir. 14 SISTEMA FIESC
  • 17. ANÁLISE DO COMÉRCIO INTERNACIONAL CATARINENSE 2012 Cenário Internacional Volume das exportações mundiais de mercadorias (índice 1990=100) 400 350 300 250 200 150 100 50 1990 1991 1992 1993 1994 1995 1996 1997 1998 1999 2000 2001 2002 2003 2004 2005 2006 2007 2008 2009 2010 2011 Volume de exportações Tendência (1990-2008) Fonte: Secretariado da OMC, 2012 Flutuações significativas da taxa de câmbio ocorreram durante 2011, o que mudou as posições competitivas de alguns grandes players mundiais e resultou em novas políticas em países como Suíça e Brasil. As flutuações foram conduzidas, em grande parte, por atitudes de risco relacionadas à crise da dívida soberana do euro. O valor do dólar americano caiu 4,6% em termos nominais, contra uma cesta ampla de moedas, de acordo com dados do Federal Reserve, e 4,9 % em termos reais, de acordo com o Fundo Monetário Internacional, tornando os produtos norte-americanos, em geral, menos caros para a exportação. A depreciação nominal do dólar também teria inflado o valor em dólares de algumas transações internacionais. O valor total em dólares das exportações mundiais de mercadorias avançou 19%, para US$ 18,2 trilhões em 2011, como demonstra a tabela abaixo. Esse aumento foi quase tão grande quanto o incremento de 22% em 2010. Ele foi impulsiona- do em grande parte pelo aumento dos preços das commodities primárias. As exportações de serviços comerciais também cresceram, a uma taxa de 11% em 2011, alcançando US$ 4,1 trilhões. Exportações mundiais em 2011 e evolução anual 2011 2009 2010 2011 2005-11 US$ bilhões % % % % média Mercadorias 18.217 -22 22 19 10 Serviços comerciais 4.149 -11 10 11 9 Transporte 855 -23 15 8 7 Viagem 1.063 -9 9 12 7 Outros serviços comerciais 2.228 -7 8 11 10 Fonte: Secretariado da OMC para Mercadorias e Secretariado da OMC e da UNCTAD para Serviços comerciais, 2012 Os preços das commodities aumentaram, mas continuam altamente voláteis. Para muitas commodities, a tendência de su- bida dos preços, que começou em junho de 2010, estendeu-se em 2011. Após atingir o pico durante a primeira metade do ano, os preços diminuíram ligeiramente. No entanto, no caso do petróleo, metais, matérias-primas agrícolas e bebidas tropicais, os níveis de preço médio para o ano de 2011 como um todo ultrapassaram as médias recordes atingidas em 2008. Exportadores de commodities que se beneficiaram da melhoria das condições de comércio nos dois últimos anos perma- necem expostos a pressões de redução de preços, o que pode ser significativamente amplificado pela especulação finan- ceira em caso de uma recessão. SISTEMA FIESC 15
  • 18. ANÁLISE DO COMÉRCIO INTERNACIONAL CATARINENSE 2012 Cenário Internacional O comércio de serviços, por sua vez, está refletindo a evolução do comércio de mercadorias. Em 2010, o comércio de ser- viços voltou a um crescimento positivo em todas as regiões e grupos de países, especialmente nos países em desenvolvi- mento, particularmente naqueles menos desenvolvidos. Como o comércio de serviços mostrou menor sensibilidade para a crise financeira em comparação com o comércio de mercadorias, sua recuperação também foi menos pronunciada em 2010 e 2011. Os países em desenvolvimento continuam sendo importadores líquidos de serviços, mas seu papel como ex- portadores de serviços está crescendo continuamente, especialmente nos setores de transporte e turismo. Durante a crise, o volume de importação dos países em desenvolvimento caiu para cerca de 13% abaixo da tendência, mas recuperou-se fortemente e quase totalmente com a tendência de rápido crescimento experimentada no início dos anos 2000, como mostra a figura a seguir. Tendências divergentes no crescimento das importações mundiais, 2002-2013 300 250 200 150 100 2002 2003 2004 2005 2006 2007 2008 2009 2010 2011 20121 20132 Tendências dos países Nível de importações dos Tendências dos países Nível de importações em desenvolvimento países em desenvolvimento desenvolvidos dos países desenvolvidos (2001-2007) (2001=100) (2001-2007) (2001=100) Fonte: Nações Unidas/DESA, 2012 1 Parcialmente estimado 2 Projeções Entre as regiões em desenvolvimento, o Leste e o Sul da Ásia lideraram a recuperação da demanda externa, respondendo por cerca de três quartos do crescimento das importações das economias em desenvolvimento em 2010, seguidas pela América Latina e Caribe, responsáveis por 17%; a Ásia Ocidental e a África contribuíram com cerca de 7% e 2%, respecti- vamente. A China continua a ser o principal motor do crescimento das importações entre os países em desenvolvimento, representando 37% do crescimento das importações de todos os países em desenvolvimento em 2010. A recuperação abaixo da tendência do comércio mundial é quase totalmente explicada pela fraca demanda de importações nas economias desenvolvidas. A demanda de importação caiu para 21% abaixo da tendência até 2009 e não se recuperou depois. Espera-se que essa diferença aumente ainda mais, para 30% até 2013. Os cinco maiores exportadores de mercadorias em 2011 foram a China, os Estados Unidos, a Alemanha, o Japão e a Holanda. Os principais importadores foram os Estados Unidos, a China, a Alemanha, o Japão e a França. A tabela a seguir apresenta as exportações e importações dos principais países no cenário mundial, e sua participação no comércio global. 16 SISTEMA FIESC
  • 19. ANÁLISE DO COMÉRCIO INTERNACIONAL CATARINENSE 2012 Cenário Internacional Principais exportadores e importadores de mercadorias em 2011 US$ Partic.* Variação US$ Partic.* Variação Pos. Exportadores Pos. Importadores bilhões % anual (%) bilhões % anual (%) 1 China 1.899 10,4 20 1Estados Unidos 2.265 12,3 15 2 Estados Unidos 1.481 8,1 16 2China 1.743 9,5 25 3 Alemanha 1.474 8,1 17 3Alemanha 1.254 6,8 19 4 Japão 823 4,5 7 4Japão 854 4,6 23 5 Holanda 660 3,6 15 5França 715 3,9 17 6 França 597 3,3 14 6Reino Unido 636 3,5 13 7 República da Coreia 555 3 19 7Holanda 597 3,2 16 8 Itália 523 2,9 17 8Itália 557 3 14 9 Federação Russa 522 2,9 30 9República da Coreia 524 2,9 23 10 Bélgica 476 2,6 17 10Hong Kong, China 511 2,8 16 Importações retidas 130 0,7 16 11 Reino Unido 473 2,6 17 11 Canadá1 462 2,5 15 12 Hong Kong, China 456 2,5 14 12 Bélgica 461 2,5 17 Exportações domésticas 17 1,1 14 Re-exportações 439 2,4 14 13 Canadá 452 2,5 17 13 Índia 4.513 2,5 29 14 Cingapura 410 2,2 16 14 Cingapura 366 2 18 Exportações domésticas 224 1,2 23 Importações retidas2 180 2 18 Re-exportações 186 1 10 15 Reino da Arábia Saudita 365 2 45 15 Espanha 362 2 11 TOTAL ACIMA3 12.032 66,9 - TOTAL ACIMA3 16.130 67,1 - MUNDIAL 18.215 100 19 MUNDIAL 18.380 100 19 1 Importações em valores FOB 2 As importações retidas em Cingapura significam importações menos re-exportações 3 Incluem re-exportações ou importações para re-exportação substanciais * Participação no total mundial. Fonte: Secretariado da OMC, 2012 O quadro abaixo mostra os países que tiveram maiores crescimentos e quedas no comércio internacional em 2011: Exportações com maiores crescimentos (%) Índia 16,1 China 9,2 EUA 7,2 Exportações em declínio (%) África -8,3 Japão -0,5 Filipinas -14,3 Importações com maiores crescimentos (%) China 9,7 Índia 6,6 Importações em declínio (%) Grécia em torno de -20 Taiwan em torno de -3 Fonte: Secretariado da OMC, 2012 Quanto ao comércio por grandes regiões do globo, o valor das exportações de mercadorias da América do Norte aumentou 16%, enquanto as importações cresceram 15%. Na Europa, as taxas foram parecidas: 17%, tanto para exportações quanto para importações. SISTEMA FIESC 17
  • 20. ANÁLISE DO COMÉRCIO INTERNACIONAL CATARINENSE 2012 Cenário Internacional No mesmo patamar ficaram as exportações da Ásia, que detém quase um terço do comércio mundial. Suas vendas exter- nas cresceram 18% e as importações, 23%. A África cresceu 17% e 18% nas exportações e importações, respectivamente. Já as outras regiões tiveram taxas de crescimento comercial em patamar superior. As exportações das Américas do Sul e Central avançaram 27%, impulsionadas por aumentos nos preços de produtos primários, enquanto as importações au- mentaram 24%. Na Comunidade dos Estados Independentes – CEI – o motor das exportações foi o aumento nos preços de energia. As exportações e importações cresceram, respectivamente, 34% e 30%. O aumento dos preços de petróleo fizeram as exportações do Oriente Médio elevarem-se 37% em 2011. Vale ressaltar que a participação das economias em desenvolvimento e da Comunidade dos Estados Independentes no total mundial subiu para 47% no lado das exportações e 42% no lado das importações, os maiores níveis já registrados em uma série de dados que remonta a 1948. O mapa a seguir resume as variações e a participação no comércio internacional das grandes regiões do globo. Exportações e importações de mercadorias por região em 2011 AMÉRICA DO NORTE EUROPA COMUNIDADE Exportações Exportações DE ESTADOS INDEPENDENTES Exportações Importações Importações Importações AMÉRICAS DO ÁSIA SUL E CENTRAL Exportações Exportações Importações Importações ÁFRICA ORIENTE MÉDIO Exportações Exportações Importações Importações Fonte: Secretariado da OMC, 2012 2.2 Perspectivas da economia mundial O cenário adotado como base pelas Nações Unidas para as pesrpectivas da economia é relativamente positivo, uma vez que assume como premissa um conjunto de condições otimistas, incluindo o pressuposto de que a crise da dívida sobe- rana na Europa será circunscrita a uma ou algumas poucas pequenas economias e que os problemas da dívida podem ser trabalhados de forma mais ou menos ordenada. O Anexo 6.1 deste estudo contém uma explicação a respeito dos pressu- postos assumidos pelas Nações Unidas para as estimativas do cenário-base para 2012 e 2013. 18 SISTEMA FIESC
  • 21. ANÁLISE DO COMÉRCIO INTERNACIONAL CATARINENSE 2012 Cenário Internacional O cenário-base ainda assume que as políticas monetárias entre os principais países desenvolvidos permanecerão flexíveis, enquanto a mudança para a austeridade fiscal na maioria deles não deverá envolver cortes mais profundos. O cenário tam- bém indica que os preços das commodities-chave deverão cair ligeiramente, enquanto as taxas de câmbio entre as princi- pais moedas flutuarão em torno dos níveis atuais, sem tornar esse tema ameaçador. No cenário-base da ONU, o crescimento do PIB mundial atingirá 2,6% em 2012 e 3,2% em 2013. De qualquer maneira, isso implica um rebaixamento significativo (em um ponto percentual) a partir da previsão inicial em meados de 2011, mas está em linha com o cenário pessimista colocado ao final de 2010. A desaceleração já foi visível em 2011, quando a economia global cresceu estimados 2,4%, ante os 3,8% alcançados em 2010. Crescimento previsto do PIB mundial (%) 5 4,1 4,0 4,0 4 Cenário otimista 4,0 3 2,8 3,9 3,2 2,6 se Cenário-ba 2,2 2 Cen 1,5 ário pes 1 sim ista 0 0,5 -1 -2 -3 -2,4 2006 2007 2008 2009 2010 2011 20121 20132 Fonte: Nações Unidas/DESA, 2012 1 Estimativas 2 Previsões das Nações Unidas Os países em desenvolvimento e as economias em transição deverão continuar impulsionando o crescimento da econo- mia mundial, com um incremento médio de 5,6% em 2012 e 5,9% em 2013, no cenário-base. Esses números estão bem abaixo do ritmo de 7,5% alcançado em 2010, quando o crescimento da produção entre as maiores economias emergentes na Ásia e América Latina, como Brasil, China e Índia, tinha sido particularmente robusto. Estima-se que o crescimento do PIB da China e da Índia mantenha-se em nível alto, mas em desaceleração. Na China, o crescimento abrandou de 10,4% em 2010 para 9,3% em 2011, e está projetado para ficar abaixo de 9% em 2012 e em 2013. A economia da Índia deverá crescer entre 7,7 e 7,9 % em 2012 e, em 2013, abaixo dos 9% observados em 2010. O Brasil e o México devem sofrer as desacelerações mais visíveis. A Organização das Nações Unidas – ONU – avalia que o PIB brasileiro crescerá 2,7% em 2012, mas o desempenho da economia pode ser ainda menor que 2%, de acordo com previsões mais recentes de mercado. A economia mexicana desacelerou de 5,8% em 2010 para 3,8% em 2011, e não deve passar de 2,5% no cenário de referência para 2012. Apesar da desaceleração global, os países mais pobres poderão ver o crescimento da renda média um pouco acima dessa taxa em 2012 e 2013. O mesmo vale para o crescimento médio entre a categoria dos países menos desenvolvidos das Nações Unidas. No entanto, o crescimento deverá manter-se abaixo de seu potencial na maior parte dessas economias. Em 2011 e 2012, o crescimento da renda per capita deverá atingir entre 2% e 2,5%, bem abaixo da média anual de 5% entre 2004 e 2007. SISTEMA FIESC 19
  • 22. ANÁLISE DO COMÉRCIO INTERNACIONAL CATARINENSE 2012 Cenário Internacional Crescimento previsto do PIB por grupos de países (%) 10 8 6 4 2 0 -2 -4 -6 -8 2006 2007 2008 2009 2010 2011 20121 20132 Economias desenvolvidas Economias em transição Economias em desenvolvimento Economias menos desenvolvidas Fonte: Nações Unidas/DESA, 2012 1 Estimativas 2 Previsões das Nações Unidas Cenários base e pessimista de crescimento do PIB em 2012 (%) México Brasil Índia China África do Sul Nigéria Países em desenvolvimento Rússia Economias em transição União Europeia Japão Estados Unidos Economias desenvolvidas Mundo -4 -2 0 2 4 6 8 10 2012 Cenário pessimista 2012 Cenário-base Fonte: Nações Unidas/DESA, 2012 20 SISTEMA FIESC
  • 23. ANÁLISE DO COMÉRCIO INTERNACIONAL CATARINENSE 2012 Cenário Internacional Evolução anual da produção mundial (%) Diferença das previsões atuais em relação às previsões de junho de 20114 2005-2008 1 2009 2010 2 20113 20123 20133 2011 2012 Mundo 3,3 -2,4 4,0 2,8 2,6 3,2 -0,5 -1,0 Economias desenvolvidas 1,9 -4,0 1,3 1,3 1,9 -0,7 -1,1 Estados Unidos 1,8 -3,5 3,0 1,7 1,5 2,0 -0,9 -1,3 Japão 1,3 -6,3 4,0 -0,5 2,0 2,0 -1,2 -0,8 União Europeia 2,2 4,3 2,0 1,6 0,7 1,7 -0,1 -1.2 Economias em transição 7,1 -6,6 4,1 4,1 3,9 4,1 -0,3 -0,7 Rússia 7,1 -7,8 4,0 4,0 3,9 4,0 -0,4 -0,7 Economias em desenvolvimento 6,9 2,4 7,5 6,0 5,6 5,9 -0,2 -0,6 África 5,4 0,8 3,9 2,7 5,0 5,1 0,9 0,4 China 11,9 9,2 10,4 9,3 8,7 8,5 0,2 -0,2 Índia 9,0 7,0 9,0 7,6 7,7 7,9 -0,5 -0,5 Brasil 4,6 -0,6 7,5 3,7 2,7 3,8 -1,4 -2,6 México 3,2 -6,3 5,8 3,8 2,5 3,6 0,1 -1,8 Fonte: Nações Unidas/DESA, 2012 1 Evolução (%) anual 2 Dado real ou estimativa mais recente 3 Previsões, baseadas em parte no Projeto LINK das Nações Unidas/DESA 4 Publicação “Situação econômica mundial e perspectivas de meados de 2011” Riscos e incertezas A fragilidade nas políticas formuladas, especialmente na Europa e nos Estados Unidos, para lidar com a crise do emprego e evitar a escalada de problemas com a dívida soberana e com a fragilidade do setor financeiro, constitui o risco mais grave para a economia global nas perspectivas para 2012-2013, com a possibilidade distinta de uma renovada recessão global. As economias desenvolvidas estão à beira de uma espiral descendente impulsionada por quatro fraquezas que se reforçam mutuamente: as incertezas causadas pela dívida soberana, frágeis setores bancários, fraca demanda agregada (associada à elevada taxa de desemprego) e paralisia na política causada por impasses políticos e deficiências institucionais. Essas de- ficiências já estão presentes, mas o agravamento de uma delas poderia desencadear um círculo vicioso que levaria a uma grave crise financeira e a uma recessão econômica. Isso também afetaria seriamente mercados emergentes e outros países em desenvolvimento. As economias em desenvolvimento e as economias em transição provavelmente seriam negativamente afetadas. O impacto iria variar de acordo com as ligações econômicas e financeiras desses países com as principais economias desenvolvidas. Pa- íses asiáticos em desenvolvimento, particularmente os da Ásia Oriental, sofreriam principalmente através de uma queda em suas exportações para as principais economias desenvolvidas, enquanto aqueles na África, América Latina e Ásia Ocidental, juntamente com as principais economias em transição, seriam afetados pelo declínio dos preços das commodities primárias. Comércio internacional Por consequência de um fôlego pós-crise de 2009, o comércio internacional recuperou-se em 2010. Em 2011, entretanto, o ritmo caiu para 5%. A Organização Mundial do Comércio – OMC – prevê uma nova desaceleração no volume de comér- cio de mercadorias: 3,7% em 2012. Neste ano, as exportações deverão crescer 2% nos países desenvolvidos e 5,6% nas SISTEMA FIESC 21
  • 24. ANÁLISE DO COMÉRCIO INTERNACIONAL CATARINENSE 2012 Cenário Internacional economias em desenvolvimento (incluindo a Comunidade dos Estados Independentes). No lado da importação, a OMC está projetando 1,9% de crescimento para os países desenvolvidos e 6,2% para as economias em desenvolvimento e a CEI, como apresenta a tabela abaixo. Evolução anual do comércio mundial de mercadorias e do PIB – 2008-2013 (%) 2008 2009 2010 2011 2012* 2013* Volume do comércio mundial 2,3 -12,0 13,8 5,0 3,7 5,6 de mercadorias Exportação - Economias desenvolvidas 0,9 -15,1 13,8 4,7 2,0 4,1 - Economias em desenvolvimento e CEI 4,2 -7,5 14,9 5,4 5,6 7,2 Importação - Economias desenvolvidas -1,1 -14,4 10,9 2,8 1,9 3,9 - Economias em desenvolvimento e CEI 8,6 -10,5 18,1 7,9 6,2 7,8 PIB real a taxas de câmbio de mercado 1,3 -2,6 3,8 2,4 2,1 2,7 - Economias desenvolvidas 0,0 -4,0 2,8 1,5 1,1 1,8 - Economias em desenvolvimento e CEI 5,6 2,2 7,2 5,7 5,0 5,4 Fonte: Secretariado da OMC, 2012 * Os dados para 2012 e 2013 são projeções As estimativas do comércio global da OMC assumem um crescimento do PIB mundial de 2,1% em 2012, com as economias desenvolvidas avançando 1,1% e o resto do mundo crescendo a uma taxa de 5% ao ano. A projeção para 2013 assume uma aceleração do crescimento global para 2,7%, com as economias desenvolvidas crescendo 1,8% e o resto do mundo avançando 5,4%. Os dados relativos a 2013 são estimativas baseadas em suposições sobre a trajetória de longo prazo do PIB e devem ser interpretados com um grau adequado de cautela. Espera-se que o volume do comércio em 2013 se recupere, alcançando uma expansão de 5,6% sobre 2012. As exportações de países desenvolvidos e em desenvolvimento devem aumentar em 4,1% e 7,2%, respectivamente. Do lado das importações, as economias desenvolvidas devem registrar um crescimento de 3,9%, enquanto as economias em desenvolvimento devem avançar 7,8%. Mesmo com as hipóteses otimistas da linha de base, o comércio mundial continuaria evoluindo longe da tendência, con- forme demonstra a figura a seguir. Neste cenário, o volume do comércio mundial estaria 30% abaixo do nível que poderia ter sido alcançado se não houvesse a crise financeira global. 22 SISTEMA FIESC
  • 25. ANÁLISE DO COMÉRCIO INTERNACIONAL CATARINENSE 2012 Cenário Internacional Crescimento abaixo da tendência do comércio mundial de mercadorias, 2002-2013 % US$ trilhões 15 240 10 220 5 200 0 180 160 -5 140 -10 120 -15 100 2002 2003 2004 2005 2006 2007 2008 2009 2010 2011 20121 20132 Volume de importação Crescimento da produção Tendência das importações mundiais Nível das importações mundiais mundial (escala à esquerda) mundial (escala à esquerda) (escala à direita) (2001=100) (escala à direita) Fonte: Nações Unidas/DESA, 2012 1 Parcialmente estimado 2 Projeções Uma razoável recuperação depende de uma conformação de fatos positivos. Um cenário concebível seria presenciar os riscos da dívida soberana do euro sendo dissipados após a reestruturação ordenada da dívida do governo grego, e uma economia mais forte dos EUA sustentando a demanda global e aumentando as exportações das economias emergentes e em desenvolvimento. Isso levaria a um círculo virtuoso de melhoria das condições econômicas, com a consequente ex- pansão do comércio. No entanto, o panorama mais provável continua sendo de uma recessão moderada na Europa, um crescimento mais lento nos países em desenvolvimento e recuperações moderadas nos Estados Unidos e no Japão. Uma recessão mais profunda na zona do euro aumentaria os pagamentos de transferência social, privando os governos das tão necessárias receitas e lançando dúvidas sobre a capacidade e a vontade dos países em saldar suas dívidas. Isso elevaria os custos de empréstimos para países com finanças desafiadoras, o que poderia resultar em recessão. Os preços ascendentes das commodities também constituem um fator de risco, mas seus efeitos distributivos são mais ambíguos. Altos preços do petróleo, em particular, restringem a atividade econômica e estão associados a recessões nos países importadores. No entanto, os preços flutuantes também aumentam as receitas de exportação dos produtores des- ses recursos, que são desproporcionalmente economias emergentes e em desenvolvimento. SISTEMA FIESC 23
  • 26. ANÁLISE DO COMÉRCIO INTERNACIONAL CATARINENSE 2012 Cenário Internacional ESTIMATIVAS PARA 2012 RISCOS PROVÁVEIS CENÁRIO POSITIVO (menos provável) 2.3 O Brasil no comércio internacional Conforme verifica-se na tabela e no gráfico a seguir, em 2011 o Brasil teve um saldo superavitário de US$ 29,7 bilhões, com US$ 256 bilhões em exportações (crescimento de 26,8% em relação a 2010) e importações totalizando US$ 226,2 bilhões (aumento de 24,5% no comparativo com 2010). A corrente de comércio (exportações + importações), por sua vez, totalizou US$ 482,3 bilhões, valor 25,7% maior ao obtido em 2010. O gráfico também demonstra que as importações vêm crescendo de forma mais acentuada que as exportações, ano após ano, com exceção de 2009, em função da crise econômica e financeira internacional ocorrida naquele período. Ainda as- sim, durante todos os anos analisados, a balança comercial brasileira tem se mantido superavitária, com um saldo recorde em 2006, quando o superávit foi da ordem de US$ 46,5 bilhões. 24 SISTEMA FIESC
  • 27. ANÁLISE DO COMÉRCIO INTERNACIONAL CATARINENSE 2012 Cenário Internacional Balança comercial brasileira – US$ milhões - 2001 a 2011 Ano Exportação Importação Saldo 2001 58.286,6 55.601,8 2.684,8 2002 60.438,7 47.242,7 13.196,0 2003 73.203,2 48.325,6 24.877,7 2004 96.677,5 62.835,6 33.841,9 2005 118.529,2 73.600,4 44.928,8 2006 137.807,5 91.350,8 46.456,6 2007 160.649,1 120.617,4 40.031,6 2008 197.942,4 172.984,8 24.957,7 2009 152.994,7 127.722,3 25.272,4 2010 201.915,3 181.768,4 20.146,9 2011 256.039,6 226.243,4 29.796,2 300 250 200 150 100 50 0 2001 2002 2003 2004 2005 2006 2007 2008 2009 2010 2011 Exportação Importação Saldo Fonte: SECEX/MDIC, 2012 Para o comércio exterior brasileiro, a FUNCEX projeta para 2012 um superávit de US$ 15 bilhões na balança comercial, com exportações da ordem de US$ 264 bilhões (incremento de 3,11% em relação a 2011) e importações totalizando US$ 249 bilhões (aumento de 10,06% sobre 2011). De acordo com a mesma Fundação, tanto as exportações quanto as importações deverão apresentar estabilidade nos preços em 2012; assim, o crescimento deverá ser resultante da evolução positiva do quantum exportado e importado. Importações Desde os anos 90, o Brasil iniciou um considerável processo de abertura comercial. No final dos anos 80, a alíquota média nominal do imposto de importação no Brasil era próxima a 60%, tendo sido reduzida a menos de 14% em 2008, segundo a Organização Mundial do Comércio – OMC. A partir de meados dos anos 90, com a estabilização da economia e a cres- cente incorporação das camadas mais pobres da população ao mundo do consumo, um mercado de quase 200 milhões de habitantes configurou-se no país. A elevada apreciação cambial observada nos últimos anos completou um quadro ex- tremamente atraente para a entrada de artigos importados no país. Assim, num período de duas décadas, o Brasil dobrou sua participação nas compras mundiais, passando de 0,63% do total em 1990 para 1,29% em 2011. SISTEMA FIESC 25
  • 28. ANÁLISE DO COMÉRCIO INTERNACIONAL CATARINENSE 2012 Cenário Internacional Entre 2001 e 2011, as importações brasileiras foram de US$ 55,6 bilhões para US$ 226,2 bilhões, ou seja, quadruplicaram. É interessante notar as variações quanto às categorias de uso das importações. Em 2001, a parcela de compras de bens de consumo era de 12,8% do total importado, mas em 2011 essa categoria atingiria 17,7% do total das importações. A partici- pação de bens importados no mercado brasileiro de consumo atingiu o recorde 22% entre abril de 2011 e março de 2012. A proporção de combustíveis na pauta de importações também cresceu, ao passo que os bens de capital, assim como as matérias-primas, perderam participação. Ou seja, proporcionalmente, o Brasil comprou mais produtos prontos para o consumo e menos equipamentos e insumos para a produção local. Em números absolutos, entretanto, todos os bens im- portados cresceram significativamente. Especificamente em 2011, nas importações foram observadas evoluções positivas em todas as categorias de uso, mas os combustíveis e os bens de consumo duráveis se destacaram, com altas de 43,7% e 34,4% em relação a 2010, respectiva- mente. As demais categorias também tiveram crescimento significativo, embora bem mais fraco no caso dos bens de ca- pital (18,1%) e dos bens intermediários (20%). Importações brasileiras por categorias de uso (participação no total %) Combustíveis e Matérias-primas e Ano Bens de capital Bens de consumo lubrificantes produtos intermediários 2001 26,6 12,8 11,3 49,3 2002 24,7 12,5 13,2 49,6 2003 21,4 11,5 13,6 53,5 2004 19,4 10,9 16,4 53,3 2005 20,9 11,6 16,2 51,3 2006 20,7 13,1 16,6 49,6 2007 20,8 13,3 16,6 49,3 2008 20,8 13,0 18,2 48,0 2009 23,2 16,9 13,1 46,8 2010 22,6 17,2 14,0 46,2 2011 21,2 17,7 16,0 45,1 Fonte: SECEX/MDIC A tendência se manteve em 2011. A análise do crescimento no quantum importado permite esse vislumbre, pois ele foi lide- rado pela categoria de bens de consumo duráveis (27,1%) e não duráveis (15,3%). Os bens intermediários, que têm o maior peso na pauta, cresceram 6,5%. O gráfico a seguir apresenta a evolução do quantum das importações brasileiras em 2011 segundo categorias de uso. Perceba-se que a base do gráfico é o mês de setembro de 2008. Assim, no caso dos bens de consumo duráveis, é possível deduzir que a quantidade de bens importados pelo país praticamente dobrou em três anos. 26 SISTEMA FIESC
  • 29. ANÁLISE DO COMÉRCIO INTERNACIONAL CATARINENSE 2012 Cenário Internacional Quantum das importações brasileiras por categorias de uso – Média móvel de 12 meses (set/2008=100) 200 190 180 170 160 150 140 130 120 110 100 90 80 70 Nov/10 Dez/10 Jan/11 Fev/11 Mar/11 Abr/11 Mai/11 Jun/11 Jul/11 Ago/11 Set/11 Out/11 Nov/11 Dez/11 Combustíveis Intermediários Bens de capital Duráveis Não duráveis Fonte: FUNCEX, janeiro 2012 Exportações Entre 2001 e 2011, o Brasil elevou suas exportações do patamar dos US$ 60 bilhões para US$ 256 bilhões. Com isso, am- pliou sua participação nas exportações mundiais, que ficavam em torno de 1% do total, para 1,44% em 2011. No período, houve um aumento na participação de produtos básicos diante do total exportado, em detrimento dos industrializados, situação conhecida como “comoditização” da pauta de exportações brasileira. Em 2001, os básicos representavam cerca de 26% do total das vendas externas, enquanto os industrializados representavam 56,5%. Em 2011, a proporção era de quase 48% para os básicos e 36% para os industrializados, conforme demonstra a tabela a seguir. Exportações brasileiras por fator agregado (participação no total %) Ano Básicos Semimanufaturados Manufaturados Operações especiais 2001 26,4 14,1 56,5 3,0 2006 29,2 14,2 54,4 2,2 2011 47,7 14,1 36,1 2,1 Fonte: SECEX/MDIC Esta tendência parece também aprofundar-se recentemente. Os produtos básicos apresentaram em 2011 um aumento de 36,1% em relação ao valor exportado em 2010. Os produtos manufaturados e semimanufaturados cresceram 16% e 27,7% no comparativo 2011/2010, respectivamente. A tabela a seguir apresenta o desempenho das exportações brasileiras por setores da economia, de acordo com o código CNAE – Classificação Nacional de Atividades Econômicas. SISTEMA FIESC 27
  • 30. ANÁLISE DO COMÉRCIO INTERNACIONAL CATARINENSE 2012 Cenário Internacional Exportações brasileiras por setor em 2011 Variação Partic. s/ total Setores US$ milhões FOB 2011/2010 (%) exportações (%) Agricultura e pecuária 32.236 40 12,6 Silvicultura e exploração florestal 160 24,3 0,1 Pesca e aquicultura 21 -30,1 0 Extração de carvão mineral 10 * 0 Extração de petróleo 21.632 32,8 8,4 Extração de minerais metálicos 44.218 43,4 17,3 Extração de minerais não metálicos 816 9,7 0,3 Produtos alimentícios e bebidas 45.516 19,4 17,8 Produtos do fumo 57 1,9 0 Produtos têxteis 2.720 40,5 1,1 Confecção de artigos do vestuário e acessórios 218 4,8 0,1 Preparação de couros, seus artefatos e calçados 3.602 3,9 1,4 Produtos de madeira 1.905 -1,2 0,7 Celulose, papel e produtos de papel 7.170 6,3 2,8 Edição, impressão e reprodução de gravações 88 4,5 0 Coque, refino de petróleo e combustíveis 6.179 41,6 2,4 Produtos químicos 13.337 21 5,2 Artigos de borracha e plástico 3.394 18,4 1,3 Produtos de minerais não metálicos 1.697 0,9 0,7 Metalurgia básica 21.721 32,9 8,5 Produtos de metal 2.056 17,1 0,8 Máquinas e equipamentos 10.803 25,8 4,2 Máquinas para escritório e de informática 406 17,5 0,2 Máquinas, aparelhos e materiais elétricos 3.503 9,4 1,4 Material eletrônico e de comunicações 1.458 -16,9 0,6 Equipamentos médico-hospitalares, de automação industrial e de precisão 1.012 18,2 0,4 Veículos automotores, reboques e carrocerias 15.781 13,9 6,2 Outros equipamentos de transporte 7.249 17,5 2,8 Móveis e indústrias diversas 1.427 6,3 0,6 TOTAL 256.040 26,8 97,8 Fonte: FUNCEX, janeiro 2012, a partir de dados da SECEX/MDIC De acordo com a tabela anterior, verifica-se que a concentração na pauta de exportações em poucos setores continua ele- vada, com apenas três setores representando 47,7% do total exportado em 2011: produtos alimentícios e bebidas, extra- ção de minerais metálicos e agricultura e pecuária. Ressalte-se a predominância de commodities agropecuárias e minerais neste conjunto. Os setores com melhores desempenhos na exportação no Brasil em 2011, e respectivas taxas de variação, foram, em ordem de importância: Melhores desempenhos nas exportações brasileiras em 2011 Setores Variação (%) Extração de minerais metálicos 43,4 Coque, refino de petróleo e combustíveis 41,6 Produtos têxteis 40,5 Agricultura e pecuária 40 Metalurgia básica 32,9 28 SISTEMA FIESC