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NEUROPATIAS PERIFÉRICAS
UNIVERSIDADE CATÓLICA DE PELOTAS
ESCOLA DE SAÚDE
Curso de Medicina
Prof. Antonio J. V. Pinho
Cga.neurologia.neuropatias perifericas (1)
Padrões
• Mononeuropatias: Grupo das lesões
isoladas de nervos periféricos. Podem ser:
- única: lesão de um único nervo.
- múltipla: lesões múltiplas isoladas.
• Polineuropatias: Grupo em que as
lesões manifestam distúrbios bilaterais
simétricos das funções motoras e sensitivas.
Cga.neurologia.neuropatias perifericas (1)
Fisiopatologia
• As lesões nos nervos podem ser por:
- Degeneração axonal (NEUROPATIA
AXONAL ou NEURONAL)
- Desmielinização paranodal ou segmentar
(NEUROPATIA DESMIELINIZANTE)
Cga.neurologia.neuropatias perifericas (1)
Cga.neurologia.neuropatias perifericas (1)
Neuropatias Axonais
• Velocidade de condução normal ou
levemente diminuída.
• Com denervação dos músculos envolvidos.
Neuropatias Desmielinizantes
• Velocidade de condução acentuadamente
reduzida ou abolida.
• Sem sinais de denervação muscular.
Cga.neurologia.neuropatias perifericas (1)
Cga.neurologia.neuropatias perifericas (1)
Sinais e Sintomas das Neuropatias
• Motricidade: Fraqueza muscular, atrofia
muscular, reflexos tendinosos diminuídos.
• Sensibilidades: Subjetivo: dores,
formigamento, dormências; Objetivo:
Hipoestesia total, hiperpatia.
• S. N. Autônomo: Pele vermelha, seca,
lisa, brilhante e fria.
Fibras dos nervos espinhais
• Fibras motoras somáticas
• Fibras motoras vegetativas
• Fibras sensitivas somáticas
• Fibras sensitivas vegetativas
Lesões: sinais e sintomas
• Das fibras motoras somáticas: Paresia, hipotonia e
hiporreflexia
• Das fibras motoras viscerais: Pele seca, lisa, brilhante e
vermelha
• Das fibras sensitivas somáticas:
- Subjetivo: dor, parestesias (formigamento, queimação,
etc) e dormência (hipoestesia)
- Objetivo: hipoestesia ou anestesia geral
• Das fibras sensitivas viscerais:
- Subjetivo: Dor e plenitude visceral
- Objetivo: Nada
Causas de Neuropatias
• Difteria, Lepra, Herpes Zoster, Mixedema,
Infecções, Diabete, Uremia, Amiloidose,
Hepatopatias, Leucemia, Carcinomas e
malignidade, Mieloma Múltiplo, Linfomas
e Hodgin, Drogas, Deficiência nutricional,
Alcoolismo, Intoxicações exógenas, Artrite
Reumatóide, Hereditariedade, Sarcoidose,
Poliarterite Nodosa, etc...
POLINEUROPATIAS
• Formas:
- Leve: com dor, dormência, formigamento, sem
paresia ou hipoestesia ou hiporeflexia.
- Moderada: somam-se a paresia, a hipoestesia
(em bota e em luva), hiporreflexia.
- Severa: somam-se a plegia, a anestesia, a
arreflexia, a pele vermelha, lisa, brilhante e seca,
impotência, bexiga atônica (retém), hipotensão ort.
Cga.neurologia.neuropatias perifericas (1)
Tratamento
• Remover a causa determinante.
• Terapia física: fisioterapia, proteger contra
queimaduras e traumatismos
• Terapia sintomática: analgésicos, carbamazepina,
fenitoina e drogas tricíclicas antidepressivas.
• Hipotensão ortostática: meias elásticas, a
fludocortisona, a midrodrina.
• Bexiga atônica: Cloreto de betanecol.
Síndrome De Guillain-Barré
• É uma polirradiculoneuropatia motora.
• Acompanhada de doença infecciosa, vacinas ou
procedimentos cirúrgicos.
• Manifesta-se por fraqueza progressiva, simétrica,
ascendente podendo atingir a respiração e a
deglutição.
• Líquor com aumento de proteína.
• Usar: plasmafarese, Imuglobulina, hospitalização,
medidas de suporte.
Cga.neurologia.neuropatias perifericas (1)
Polineuropatias Hereditárias
• Doença de Charcot-Marie-Tooth.
• Doença de Dejerine-Sottas.
• Ataxia de Friederich.
• Doença de Refsum
Doença de Charcot-Marie-Tooth
• Deformidade no pé ou distúrbio da marcha
na infância ou na puberdade.
• Mais tarde polineuropatia iniciando nos
MIS.
• Pode surgir tremor.
• Tipo I desmielinizante. Tipo II axonal.
• Diferençar da: Atrofia Muscular Espinhal
Progressiva Distal.
Doença de Dejerine-Sottas
• Manifesta uma Polineuropatia sensitivo-
motora. (Tipo III).
• A forma mais comum é a autossômica
recessiva, que começa na infância.
Ataxia de Friedreich
• Inicia na infância ou puberdade. Ataca
cerebelo, coluna lateral e posterior, gânglios
espinhais, fibras sensitivas, etc.
• Mostra ataxia e demais sinais cerebelares,
• Fraqueza nas pernas e Babinski,
• Perda das sensibilidades e reflexos
diminuídos,
Doença de Refsun
• Distúrbio do metabolismo do ácido fitânico.
• Mostra degeneração pigmentar da retina
com polineuropatia sensitivo-motora e
sinais cerebelares. (Tipo IV).
• Pode ter disfunção da audição,
cardiomiopatia e alterações cutâneas.
Polineuropatias dos distúrbios
sistêmicos e metabólicos
• Da diabete.
• Da uremia.
• Do alcoolismo.
• Da deficiência nutricional.
• Do Mieloma Múltiplo.
• Da macroglobulinemia.
• Da amiloidose.
Polineuropatia da diabete
• A polineuropatia sensorial é a mais
freqüente.
• Pode mostrar: polineuropatia mista,
neuropatia motora assimétrica, radiculopatia
tóraco-abdominal, neuropatia autonômica e
lesões isoladas de nervos.
• Tratamento: controle da diabete e da dor.
Polineuropatias Das Doenças
Inflamatórias
• Da Lepra.
• Da AIDS.
• Dos soro-positivos em HIV.
• Da Doença de Lyme.
• Da Sarcoidose.
• Da Poliarterite.
• Da Artrite reumatóide.
Outras Polineuropatias
• Associadas à doenças críticas.
• Tóxicas (pesticidas, etc).
• Das doenças malignas.
Mononeuropatias
• Do Mediano (Túnel do Carpo).
• Do Interósseo Anterior ou Pronador Redondo.
• Do Ulnar.
• Do Radial.
• Do Femural.
• Do Ciático.
• Do Peroneal Comum.
• Do Tibial Posterior (Canal do Tarso).
• Do Facial.
Síndrome Do Túnel Do Carpo
• Causa traumática, a maioria das vezes.
• Provocada pelo retináculo dos flexores.
• Compressão do nervo mediano.
• manifesta dor na mão, depois antebraço,
dificuldade da fechar a mão, hipoestesia na
face interna da mão.
• Tratamento cirúrgico
Cga.neurologia.neuropatias perifericas (1)
Síndrome do Interósseo Anterior
ou do Pronador Redondo
• Por lesão entre as duas cabeças do M.
Pronador Redondo.
• Fraqueza desse músculo e do flexor longo
do polegar e flexor profundo dos dedos para
o segundo e terceiro dedos, sem dor.
• Tratamento cirúrgico: descompressão.
Lesão Do Nervo Ulnar
• Ocorre no epicôndilo medial.
• Perda sensitiva do 5 e metade do 4 dedo, borda
medial da mão e antebraço.
• Fraqueza nos músculos flexor profundo dos dedos
e flexor ulnar do carpo, abdutor e flexor do dedo
mínimo, oponente do dedo mínimo, todos os
interósseos, terceiro e quarto lumbricais, o adutor
do polegar e o flexor curto do polegar (mão em
garra).
• Tratamento cirúrgico.
Cga.neurologia.neuropatias perifericas (1)
Lesão Do Nervo Radial
• Por muletas ou pendente nas costas das cadeiras e
deitar sobre o braço, no cotovelo, no antebraço e
no punho.
• Perda sensitiva nas costas da mão, entre o polegar
e o indicador, somente.
• Perdas motoras depende da altura da lesão. Em
axila perde a extensão do antebraço, do punho e
das falanges proximais e polegar.
• Tratamento: geralmente cirúrgico.
Cga.neurologia.neuropatias perifericas (1)
Lesão Do Nervo Femural
• Ocorre no diabete, por pressão do ligamento
inguinal, hematomas, neoplasias e
aneurismas retro-peritoniais.
• Perda sensitiva da face ântero-mediana da
coxa e em pequena faixa até o calcanhar.
• Fraqueza e atrofia do M. Quadríceps da
Coxa, perda do reflexo patelar.
Meralgia Parestésica
• Lesão do Nervo Cutâneo Femural Lateral.
• Em obesos, diabéticos ou na gestação.
• Manifesta dor, parestesias, hipoestesia ao
longo da face externa da coxa, unilateral e
melhora quando o paciente senta.
• Tratamento cirúrgico: descompressão do
nervo na altura do ligamento inguinal.
Cga.neurologia.neuropatias perifericas (1)
Lesão do Nervo Ciático
• Por injeções profundas, traumas. Incomum
a lesão completa.
• Perda da extensão da coxa, da flexão do
joelho e de todos os movimentos do pé e do
calcanhar.
• Perda das sensibilidades abaixo do joelho.
• Reflexo aquiliano perdido.
Lesão do Nervo Fibular Comum
• Lesão na cabeça e colo da fíbula.
• Perda da dorso-flexão e eversão do pé, que
resulta da queda do pé.
• Perda sensitiva no dorso do pé e face lateral
da perna.
Cga.neurologia.neuropatias perifericas (1)
Síndrome do Canal Tarsal
• O canal tarsal é na altura no maléolo
medial, onde passa o N. tibial posterior
(ramo do anterior).
• Manifesta dor, parestesias, hipoestesia na
parte inferior do pé, deixando de fora o
calcanhar. Pouca fraqueza muscular.
• Tratamento cirúrgico: descompressão.
Lesão Do Facial
• Ocorre no HIV, sarcoidose, Doença de
Lyme. Mais freqüente é a de Bell.
• Mostra paralisia dos músculos da hemiface
ipsilateral ao nervo lesado, com desvio da
boca para o outro lado, perda das rugas da
testa ipsilateral e fenda palpebral aberta.
• Tratamento: antiinflamatórios e fisioterapia.
Plexopatias
• Neuropatia do plexo braquial.
• Síndrome da Costela cervical.
• Neuropatia do Plexo lombo-sacro.
Neuropatia Do Plexo Braquial
• Ocorre por neoplasias, traumas, anomalias.
• A forma idiopática ataca C5 e C6, com
perdas motoras, sensitivas e reflexas.
- Pode haver atrofias.
- Causa desconhecida.
- Tratamento sintomático.
Cga.neurologia.neuropatias perifericas (1)
Síndrome Da Costela Cervical
• Comprime C8 e T1 ou tronco inferior.
• Provocado por costela em C7 ou processo
transverso longo.
• Dor no trajeto do nervo ulnar.
• Atrofia dos músculos intrínsecos da mão e
eminência tenar.
• Pulso radial diminuído ou obliterado ao respirar
fundo e virar a cabeça.
• Tratamento cirúrgico.
Lesão Do Plexo Lombo-Sacro
• Ocorre no diabete, câncer, hemorragias e
traumatismos ou de forma idiopática.
• Causa dor, fraqueza, alterações motoras,
sensitivas e reflexas.
• Depende da parte do plexo afetado.
Cga.neurologia.neuropatias perifericas (1)
Perfil laboratorial das neuropatias
• Eletro-diagnóstico
• Biópsia de nervo
• Exame do líquido cefalorraquidiano
Eletrodiagnóstico
• Eletroneurografia: Estuda a velocidade de
condução nervosa. Está diminuída nas
neuropatias
• Eletromiografia: Estuda o neurônio motor
inferior (neurônio motor somático, no corno
anterior da medula), as fibras motoras
(axônios desses neurônios), a placa motora
o os músculos esqueléticos
Biópsia do nervo
• Mostra as degenerações axonais ou da
mielina, assim como a evolução
Exame do líquor
• Importante nas polirradiculoneurites como a
de Guillain-Barré
Exame dos nervos
• Devem ser pesquisados:
- A sensibilidade
- A consistência
- a Forma
Sensibilidade dos nervos
• Pela palpação com pressão com os dedos
testa-se a sensibilidade, principalmente a
dor.
• Faz-se nos trajetos superficiais e nos
profundos, entre a musculatura
• A dor está presente nos processos
inflamatórios e traumáticos. Ex: o nervo
ciático é positivo a dor em caso de hérnia de
disco
Consistência do nervo
• A palpação revela uma consistência firme
nos normais
• A consistência está alterada nas neuropatias
A forma do nervo
• Forma normal: Cilíndrica e constante
• Presença de algumas bolinhas: Neuromas
no seu trajeto
• Presença de bolinhas generalizadas:
Neurofibromatose de Von Reckinghausen
FIM
2007
pinhopai@brturbo.com.br
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Cga.neurologia.neuropatias perifericas (1)

  • 1. NEUROPATIAS PERIFÉRICAS UNIVERSIDADE CATÓLICA DE PELOTAS ESCOLA DE SAÚDE Curso de Medicina Prof. Antonio J. V. Pinho
  • 3. Padrões • Mononeuropatias: Grupo das lesões isoladas de nervos periféricos. Podem ser: - única: lesão de um único nervo. - múltipla: lesões múltiplas isoladas. • Polineuropatias: Grupo em que as lesões manifestam distúrbios bilaterais simétricos das funções motoras e sensitivas.
  • 5. Fisiopatologia • As lesões nos nervos podem ser por: - Degeneração axonal (NEUROPATIA AXONAL ou NEURONAL) - Desmielinização paranodal ou segmentar (NEUROPATIA DESMIELINIZANTE)
  • 8. Neuropatias Axonais • Velocidade de condução normal ou levemente diminuída. • Com denervação dos músculos envolvidos.
  • 9. Neuropatias Desmielinizantes • Velocidade de condução acentuadamente reduzida ou abolida. • Sem sinais de denervação muscular.
  • 12. Sinais e Sintomas das Neuropatias • Motricidade: Fraqueza muscular, atrofia muscular, reflexos tendinosos diminuídos. • Sensibilidades: Subjetivo: dores, formigamento, dormências; Objetivo: Hipoestesia total, hiperpatia. • S. N. Autônomo: Pele vermelha, seca, lisa, brilhante e fria.
  • 13. Fibras dos nervos espinhais • Fibras motoras somáticas • Fibras motoras vegetativas • Fibras sensitivas somáticas • Fibras sensitivas vegetativas
  • 14. Lesões: sinais e sintomas • Das fibras motoras somáticas: Paresia, hipotonia e hiporreflexia • Das fibras motoras viscerais: Pele seca, lisa, brilhante e vermelha • Das fibras sensitivas somáticas: - Subjetivo: dor, parestesias (formigamento, queimação, etc) e dormência (hipoestesia) - Objetivo: hipoestesia ou anestesia geral • Das fibras sensitivas viscerais: - Subjetivo: Dor e plenitude visceral - Objetivo: Nada
  • 15. Causas de Neuropatias • Difteria, Lepra, Herpes Zoster, Mixedema, Infecções, Diabete, Uremia, Amiloidose, Hepatopatias, Leucemia, Carcinomas e malignidade, Mieloma Múltiplo, Linfomas e Hodgin, Drogas, Deficiência nutricional, Alcoolismo, Intoxicações exógenas, Artrite Reumatóide, Hereditariedade, Sarcoidose, Poliarterite Nodosa, etc...
  • 16. POLINEUROPATIAS • Formas: - Leve: com dor, dormência, formigamento, sem paresia ou hipoestesia ou hiporeflexia. - Moderada: somam-se a paresia, a hipoestesia (em bota e em luva), hiporreflexia. - Severa: somam-se a plegia, a anestesia, a arreflexia, a pele vermelha, lisa, brilhante e seca, impotência, bexiga atônica (retém), hipotensão ort.
  • 18. Tratamento • Remover a causa determinante. • Terapia física: fisioterapia, proteger contra queimaduras e traumatismos • Terapia sintomática: analgésicos, carbamazepina, fenitoina e drogas tricíclicas antidepressivas. • Hipotensão ortostática: meias elásticas, a fludocortisona, a midrodrina. • Bexiga atônica: Cloreto de betanecol.
  • 19. Síndrome De Guillain-Barré • É uma polirradiculoneuropatia motora. • Acompanhada de doença infecciosa, vacinas ou procedimentos cirúrgicos. • Manifesta-se por fraqueza progressiva, simétrica, ascendente podendo atingir a respiração e a deglutição. • Líquor com aumento de proteína. • Usar: plasmafarese, Imuglobulina, hospitalização, medidas de suporte.
  • 21. Polineuropatias Hereditárias • Doença de Charcot-Marie-Tooth. • Doença de Dejerine-Sottas. • Ataxia de Friederich. • Doença de Refsum
  • 22. Doença de Charcot-Marie-Tooth • Deformidade no pé ou distúrbio da marcha na infância ou na puberdade. • Mais tarde polineuropatia iniciando nos MIS. • Pode surgir tremor. • Tipo I desmielinizante. Tipo II axonal. • Diferençar da: Atrofia Muscular Espinhal Progressiva Distal.
  • 23. Doença de Dejerine-Sottas • Manifesta uma Polineuropatia sensitivo- motora. (Tipo III). • A forma mais comum é a autossômica recessiva, que começa na infância.
  • 24. Ataxia de Friedreich • Inicia na infância ou puberdade. Ataca cerebelo, coluna lateral e posterior, gânglios espinhais, fibras sensitivas, etc. • Mostra ataxia e demais sinais cerebelares, • Fraqueza nas pernas e Babinski, • Perda das sensibilidades e reflexos diminuídos,
  • 25. Doença de Refsun • Distúrbio do metabolismo do ácido fitânico. • Mostra degeneração pigmentar da retina com polineuropatia sensitivo-motora e sinais cerebelares. (Tipo IV). • Pode ter disfunção da audição, cardiomiopatia e alterações cutâneas.
  • 26. Polineuropatias dos distúrbios sistêmicos e metabólicos • Da diabete. • Da uremia. • Do alcoolismo. • Da deficiência nutricional. • Do Mieloma Múltiplo. • Da macroglobulinemia. • Da amiloidose.
  • 27. Polineuropatia da diabete • A polineuropatia sensorial é a mais freqüente. • Pode mostrar: polineuropatia mista, neuropatia motora assimétrica, radiculopatia tóraco-abdominal, neuropatia autonômica e lesões isoladas de nervos. • Tratamento: controle da diabete e da dor.
  • 28. Polineuropatias Das Doenças Inflamatórias • Da Lepra. • Da AIDS. • Dos soro-positivos em HIV. • Da Doença de Lyme. • Da Sarcoidose. • Da Poliarterite. • Da Artrite reumatóide.
  • 29. Outras Polineuropatias • Associadas à doenças críticas. • Tóxicas (pesticidas, etc). • Das doenças malignas.
  • 30. Mononeuropatias • Do Mediano (Túnel do Carpo). • Do Interósseo Anterior ou Pronador Redondo. • Do Ulnar. • Do Radial. • Do Femural. • Do Ciático. • Do Peroneal Comum. • Do Tibial Posterior (Canal do Tarso). • Do Facial.
  • 31. Síndrome Do Túnel Do Carpo • Causa traumática, a maioria das vezes. • Provocada pelo retináculo dos flexores. • Compressão do nervo mediano. • manifesta dor na mão, depois antebraço, dificuldade da fechar a mão, hipoestesia na face interna da mão. • Tratamento cirúrgico
  • 33. Síndrome do Interósseo Anterior ou do Pronador Redondo • Por lesão entre as duas cabeças do M. Pronador Redondo. • Fraqueza desse músculo e do flexor longo do polegar e flexor profundo dos dedos para o segundo e terceiro dedos, sem dor. • Tratamento cirúrgico: descompressão.
  • 34. Lesão Do Nervo Ulnar • Ocorre no epicôndilo medial. • Perda sensitiva do 5 e metade do 4 dedo, borda medial da mão e antebraço. • Fraqueza nos músculos flexor profundo dos dedos e flexor ulnar do carpo, abdutor e flexor do dedo mínimo, oponente do dedo mínimo, todos os interósseos, terceiro e quarto lumbricais, o adutor do polegar e o flexor curto do polegar (mão em garra). • Tratamento cirúrgico.
  • 36. Lesão Do Nervo Radial • Por muletas ou pendente nas costas das cadeiras e deitar sobre o braço, no cotovelo, no antebraço e no punho. • Perda sensitiva nas costas da mão, entre o polegar e o indicador, somente. • Perdas motoras depende da altura da lesão. Em axila perde a extensão do antebraço, do punho e das falanges proximais e polegar. • Tratamento: geralmente cirúrgico.
  • 38. Lesão Do Nervo Femural • Ocorre no diabete, por pressão do ligamento inguinal, hematomas, neoplasias e aneurismas retro-peritoniais. • Perda sensitiva da face ântero-mediana da coxa e em pequena faixa até o calcanhar. • Fraqueza e atrofia do M. Quadríceps da Coxa, perda do reflexo patelar.
  • 39. Meralgia Parestésica • Lesão do Nervo Cutâneo Femural Lateral. • Em obesos, diabéticos ou na gestação. • Manifesta dor, parestesias, hipoestesia ao longo da face externa da coxa, unilateral e melhora quando o paciente senta. • Tratamento cirúrgico: descompressão do nervo na altura do ligamento inguinal.
  • 41. Lesão do Nervo Ciático • Por injeções profundas, traumas. Incomum a lesão completa. • Perda da extensão da coxa, da flexão do joelho e de todos os movimentos do pé e do calcanhar. • Perda das sensibilidades abaixo do joelho. • Reflexo aquiliano perdido.
  • 42. Lesão do Nervo Fibular Comum • Lesão na cabeça e colo da fíbula. • Perda da dorso-flexão e eversão do pé, que resulta da queda do pé. • Perda sensitiva no dorso do pé e face lateral da perna.
  • 44. Síndrome do Canal Tarsal • O canal tarsal é na altura no maléolo medial, onde passa o N. tibial posterior (ramo do anterior). • Manifesta dor, parestesias, hipoestesia na parte inferior do pé, deixando de fora o calcanhar. Pouca fraqueza muscular. • Tratamento cirúrgico: descompressão.
  • 45. Lesão Do Facial • Ocorre no HIV, sarcoidose, Doença de Lyme. Mais freqüente é a de Bell. • Mostra paralisia dos músculos da hemiface ipsilateral ao nervo lesado, com desvio da boca para o outro lado, perda das rugas da testa ipsilateral e fenda palpebral aberta. • Tratamento: antiinflamatórios e fisioterapia.
  • 46. Plexopatias • Neuropatia do plexo braquial. • Síndrome da Costela cervical. • Neuropatia do Plexo lombo-sacro.
  • 47. Neuropatia Do Plexo Braquial • Ocorre por neoplasias, traumas, anomalias. • A forma idiopática ataca C5 e C6, com perdas motoras, sensitivas e reflexas. - Pode haver atrofias. - Causa desconhecida. - Tratamento sintomático.
  • 49. Síndrome Da Costela Cervical • Comprime C8 e T1 ou tronco inferior. • Provocado por costela em C7 ou processo transverso longo. • Dor no trajeto do nervo ulnar. • Atrofia dos músculos intrínsecos da mão e eminência tenar. • Pulso radial diminuído ou obliterado ao respirar fundo e virar a cabeça. • Tratamento cirúrgico.
  • 50. Lesão Do Plexo Lombo-Sacro • Ocorre no diabete, câncer, hemorragias e traumatismos ou de forma idiopática. • Causa dor, fraqueza, alterações motoras, sensitivas e reflexas. • Depende da parte do plexo afetado.
  • 52. Perfil laboratorial das neuropatias • Eletro-diagnóstico • Biópsia de nervo • Exame do líquido cefalorraquidiano
  • 53. Eletrodiagnóstico • Eletroneurografia: Estuda a velocidade de condução nervosa. Está diminuída nas neuropatias • Eletromiografia: Estuda o neurônio motor inferior (neurônio motor somático, no corno anterior da medula), as fibras motoras (axônios desses neurônios), a placa motora o os músculos esqueléticos
  • 54. Biópsia do nervo • Mostra as degenerações axonais ou da mielina, assim como a evolução
  • 55. Exame do líquor • Importante nas polirradiculoneurites como a de Guillain-Barré
  • 56. Exame dos nervos • Devem ser pesquisados: - A sensibilidade - A consistência - a Forma
  • 57. Sensibilidade dos nervos • Pela palpação com pressão com os dedos testa-se a sensibilidade, principalmente a dor. • Faz-se nos trajetos superficiais e nos profundos, entre a musculatura • A dor está presente nos processos inflamatórios e traumáticos. Ex: o nervo ciático é positivo a dor em caso de hérnia de disco
  • 58. Consistência do nervo • A palpação revela uma consistência firme nos normais • A consistência está alterada nas neuropatias
  • 59. A forma do nervo • Forma normal: Cilíndrica e constante • Presença de algumas bolinhas: Neuromas no seu trajeto • Presença de bolinhas generalizadas: Neurofibromatose de Von Reckinghausen