AMBIENTES VIRTUAIS<br />Os ambientes virtuais criam um poderoso sentido de imersão dentro de um modelo computorizado. Os participantes estão imersos e rodeados por informação tridimensional. O interface é de uso muito intuitivo quando se explora um tal ambiente, na medida em que as pessoas tendem a criar uma realidade virtual, a reproduzir os movimentos do mundo real. Quando querem olhar numa direcção diferente, viram a cabeça, como o fazem em espaços reais. Ou seja, desenvolvem-se os sentidos como se estivessem na realidade dentro do modelo. Quanto mais realistas forem as representações virtuais, mais \"
real\"
 é esse sentimento de realidade, daí muitas vezes ser utilizado o termo de hiperrealidade. <br />É vulgar ouvir as pessoas que estão a passar por tal experiência fazerem comentários do género: \"
O que é que estará por detrás daquela porta?\"
, ou \"
Já me perdi. tenho que voltar para trás\"
, ou ainda, depois de terminada a experiência, \"
Quando lá estava...\"
.<br />As pessoas sentem-se como se na realidade lá estivessem. Nenhuns outros media, quer o cinema, quer a televisão, os livros, a música, são capazes de gerar impressões tão vivas de efectivamente estar nesse local.<br />Para que a simulação seja perfeita, são necessários aparelhos que reproduzam o andar, o olhar, e mesmo o sentir, através, por exemplo, das DataGlove, ou luvas sensitivas, que já permitem fazer operações cirúrgicas à distância, bem como manejar vários instrumentos, através de uma presença que apenas existe em termos cibernéticos.<br />Embora seja claro que os interfaces virtuais podem criar a ilusão de estar presente num modelo computorizado, pouco se sabe sobre a representatividade dos espaços virtuais em relação aos reais. Os componentes tecnológicos são todos desenhados para simular espaços de modo a que sejam apercebidos da mesma forma que os espaços reais: os Eyephones apresentam o modelo em 3D, os dispositivos de localização de posição marcam o ponto de vista do observador à escala real, acompanhando os movimentos da sua cabeça. É porém ainda difícil afirmar que os espaços virtual e real são apercebidos de maneira semelhante, se forem semelhantes.<br />

Ambientes virtuais

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    AMBIENTES VIRTUAIS<br />Osambientes virtuais criam um poderoso sentido de imersão dentro de um modelo computorizado. Os participantes estão imersos e rodeados por informação tridimensional. O interface é de uso muito intuitivo quando se explora um tal ambiente, na medida em que as pessoas tendem a criar uma realidade virtual, a reproduzir os movimentos do mundo real. Quando querem olhar numa direcção diferente, viram a cabeça, como o fazem em espaços reais. Ou seja, desenvolvem-se os sentidos como se estivessem na realidade dentro do modelo. Quanto mais realistas forem as representações virtuais, mais \" real\" é esse sentimento de realidade, daí muitas vezes ser utilizado o termo de hiperrealidade. <br />É vulgar ouvir as pessoas que estão a passar por tal experiência fazerem comentários do género: \" O que é que estará por detrás daquela porta?\" , ou \" Já me perdi. tenho que voltar para trás\" , ou ainda, depois de terminada a experiência, \" Quando lá estava...\" .<br />As pessoas sentem-se como se na realidade lá estivessem. Nenhuns outros media, quer o cinema, quer a televisão, os livros, a música, são capazes de gerar impressões tão vivas de efectivamente estar nesse local.<br />Para que a simulação seja perfeita, são necessários aparelhos que reproduzam o andar, o olhar, e mesmo o sentir, através, por exemplo, das DataGlove, ou luvas sensitivas, que já permitem fazer operações cirúrgicas à distância, bem como manejar vários instrumentos, através de uma presença que apenas existe em termos cibernéticos.<br />Embora seja claro que os interfaces virtuais podem criar a ilusão de estar presente num modelo computorizado, pouco se sabe sobre a representatividade dos espaços virtuais em relação aos reais. Os componentes tecnológicos são todos desenhados para simular espaços de modo a que sejam apercebidos da mesma forma que os espaços reais: os Eyephones apresentam o modelo em 3D, os dispositivos de localização de posição marcam o ponto de vista do observador à escala real, acompanhando os movimentos da sua cabeça. É porém ainda difícil afirmar que os espaços virtual e real são apercebidos de maneira semelhante, se forem semelhantes.<br />