Ainda
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Ana Carla
Ainda
Ana Carla
2018
Ainda
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Ana Carla
“Não perca tempo amor meu, venha com semblante de menina e a graça de uma
mulher..... Seja vigilante, não uma qualquer...”
Diegho Courtenbitter
Ainda
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Ana Carla
Dedicatória
Dedico todas as linhas
Deste livro tenaz
Escrita com as mãos
Dos meus sentimentos......
Ao amor tremulo de corações
Ainda não resvalados............
Tremulo como a quem
Se entrega inteiramente....
O seu imenso desejo.....
Ao amor ensejado
De todos os amantes
Ainda adolescentes.......
Vejo com o mesmo vibrar
Com que gotejas ferozmente
O teu amor químico e matemático......
Como a todos os dependentes químicos
Sobre seu adora de penitencia algébrica.......
Do amor louco com que os amantes
Devoram o coração de suas amadas......
E com a repetição com que denoto
O amor de uma mulher quase imaculada....
Que aos poucos tornara-me
Meio seco e muito vil.........
Ana Carla
Ainda
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Ana Carla
Livro: Ainda
Gênero: Poesia
Ano: 2018
Autor: Ana Carla Furtado Oliveira de Abrantes
Titularidade: Este é um Heterônimo de Roosevelt F. Abrantes
Editora: Editora Lascivinista / Produção e Publicação Independente
Coletânea: Uma Arte Lascivinista
Ano de Finalização Escritural da Obra: 2018
Data da Primeira Publicação deste Livro: 26 de Março de 2018
Contatos:
End.: Rua das Palmeiras, n° 09
Residencial Parque das Palmeiras
Vila Embratel – São Luís - Maranhão
Cep.: 65081-494 – São Luís – Ma
País.: Brasil / Região.: Nordeste
Tel.: (98) 9 9907-9243 / (98) 98545-4918
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Ana Carla
Autobiografia
Nome: Ana Carla Furtado Oliveira de Abrantes
Data de Nascimento: 06/06/1989
Cidade Natal: São Luís - MA
Nome do Pai: Júlio Celso Furtado Oliveira de Abrantes
Nome da Mãe: Maria Tereza Furtado Oliveira de Abrantes
Cônjuge: Rusgat Niccus Ferreira de Abrantes
Ocupação: Poetiza, Escritora, Contista, Cronista, Grafista, Fotografa e
Iluminarista
Profissão: Nutricionista e Arquiteta
Bairro onde Morou na Infância: Vila Embratel
Local onde Trabalhou: Restaurante Senac, Universidade Estácio, Prefeitura de
São Luís e Construtora ENESA
Formação Acadêmica: Graduada em Gestão de Recursos Humanos, Nutrição e
Arquitetura
Lugares onde Morou: São Luís, Piauí e Ceara
Ideologia Politica: Esquerda
Gosto Musical: Musica Gospel
Gosto Gastronômico: Carne Assada, Arroz Branco, Feijão e Ovos Fritos
Religião: Cristã
Altura: 1,65 mts
Etnia / Raça: Branco
Cor da Pele: Branca
Cor dos Olhos: Castanhos Claros e Pequenos
Cor dos Cabelos: Castanhos Claros, Lisos e Compridos
Postura Física: Esguia, Altura Mediana e Postura Levemente Intimista
Tipo Físico: Magra, Dedos Pequenos, Pés Pequenos e Pernas Compridas
Tipo Físico Facial: Nariz Pequeno e Afinado, Olhos Lisos e Atrevidos, Cabeça
Arredondada e Queixo Fino
Trajes Habituais: Chapéu longo e enlaçado, cabelos compridos e entrançados,
Vestido Longo e de Linho Colorido, Brincos de Argola Grandes e Compridos e
Sapatos Coturnos Chanel de Couro Preto
Idade Atual: 30 anos
Heterônimo: Ana Carla
Escritor: Roosevelt Ferreira Abrantes
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Ana Carla
“Será que tu nunca tens pena de mim, seu eu é que vivo e vivo para te amar,
então me der sinais de tua piedade.... me der sinais de teu afeto....
Diegho Courtenbitter
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Ana Carla
Prefacio
O livro de título “Ainda” e uma expressão drástica do amor exagerado, uma
liberação de desejos profundos, uma explosão de promiscuidade exógenas e
livres. A autora busca liberta as letras de sua composição fria, delineando mais
movimento as formas estáticas do pensamento. A forte lascividade dos poemas
ébrios, demostram em como estão incrustados a sua influência Byroniana,
Azevedista e Rusganista.
A beleza das formas estéticas, também revelam a inclinação a escrita rebuscada,
misturada a textos simples e curtos. A escritora deleitasse ao apelo lascivo da
promiscuidade exógena do sexualismo explicito. Revelando a ruptura estética e
dialética do papel da mulher nas letras e na vida pessoal.
A também uma imposição de atitude dialética na estilística dos poemas
construídos. Frases que formam linearmente uma sincronia nas disposições dos
poemas.
O relevo da profundidade poética revela também a intimidade da poeta com o seu
eu sexual, feminino, livre e questionador. Suas poesias deformam o senso
comum, destrói o formalismo e entrega-se a coesão literal dos sons.
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Ana Carla
Um Pouco Sobre a Escritora
Poeta e escritora, está romancista lascivinista, descreve muito bem os novos fatos
e casos que o amor visceral pode externa sobre os homens. As proeminências
efêmeras, destiladas em nossos dias atuais, promovem na vida das pessoas
paradoxos exógenos. Suas anuências artísticas também buscam entrelaçamentos
filosóficos volvidos a campos psicológicos e a gêneros de natureza morta, todas
denotadas a um presente vivo e atual de nossa febril literatura moderna.
Adepta ao movimento lascivinista, viu no cotidiano a inspiração para a sua arte e
poesia, adereços instrumentais, severamente vetantes ao novo mundo idealizado
pela artista, uma configuração, completamente conturbada e volvidos pelos os
seus personagens, sensivelmente afetados pelas imperícias do amor. Sua poesia
descreve com maestria as paixões que viveu e friccionou em seu coração. Suas
aplicações poéticas, vislumbra uma atenção vil sobres as formas materialista
impressa hoje no amor, assessoria que também são expressos na sua fotografia,
Iluminuras e grafismos.
A escritora Ana Carla Furtado Oliveira de Abrantes tem liberta a sua alma sobre o
Olimpo de Afrodite, e completamente intenta a confusão biltre do mundo moderno,
estando imersa a contemplação vil de um amor pós-moderno e ultrarromântico.
Naufragada sobre o seu próprio universo imaginativo, seu idealismo holístico,
perambula largamente pelo inanimado das paixões insanas e indubitavelmente
vociferada pelas vísceras emoções individuais de seu ser efêmero, mortaliza-se
sucumbida pelas paixões marginais. Seu gosto por vinhos róseos e amadeirados
revitalizar seu sentimento puramente excêntrico, sua perspicaz inteligência
acentua a sua dinâmica modernista, e a idolatria pelo mal do século que volvia os
amantes, faz do amor descrito em seu gênero literário um típico neoclássico
ultrarromântico.
Nascida em São Luís do Maranhão no dia 06 de Junho de 1989, sua vida literária
é marcada pela paixão as escritas ultrarromânticas de Lord Byron e Alvares de
Azevedo, seu amor pelas artes plásticas, principalmente aquelas reveladas pelas
as escolas Renascentistas, a intuíram na criação de seu gênero poético e plástico,
porém é o seu íntimo romance com o teatro, a música, e ao cinema, foi o que lhe
fez ter uma incrível fascinação pelos livros e pelo tema romanesco ditado pelos
românticos do século XVIII.
Sua história literária é também ligada ao amor pela escrita modernista de Carlos
Drummond de Andrade, e pela bela escrita de Clarice Lispector, agentes literários,
assim como ela, completamente apaixonados pela arte do escrever.
Ana Carla Furtado Oliveira de Abrantes também se propôs inicialmente a escrever
poemas de amor, pensamentos soltos, crônicas diversas e por último dedicou-se
integralmente aos romances registrados em poesias clássica, um fato que está até
hoje está impresso em sua maior paixão natural, os romances clássicos.
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Ana Carla
A sua escrita sempre se assemelhou às folhas secas de um outono trivial, sendo
ritualística em sua descrição textual. Compelida ao seu ensejo místico, e a
repetição paisagística da metalinguística, impressas em sua poesia. Uma boêmia
entre as artes, uma vil que transgredi a composição das formas inerentes a
retorica. Altruísta em sua prosa fácil, remete-se ao delírio partidário do prazer
tênue das formas nuas, uma refém de sua escrita promiscua, exaltada na poesia
sexualista dos amantes.
Notamos em suas obras, a expressão de textos poéticos tristes, rebuscados e
efêmeros, deposições contextuais fortes, exibições paradoxais exógenas, e um
refletido senso lírico, adornado sobre a sua métrica. Repertórios tênues,
ligeiramente compostos de uma coesão alegre, muitos deles envolvendo um
enredo romântico, inteligente, conflituoso, lascivo, firme, tenebroso, encantador e
tempestuoso.
Suas muitas facetas e diversificações literárias promovem um estado natural na
harmonia de sua poética, uma folha em branco tingida a cinzas em seus papeis
amarelados, um fel ácido compartilhado na métrica.
A sua escrita ainda que diferente e intensa, sugere a contemplação eximia das
formas e do conteúdo literário, exigências que exprimem uma consternação solta,
livre e breve de seus textos, ensejos épicos extraídos pela paixão e pelo o amor a
contornos simples das letras. Escritos devolvidos em poesia minimizadas,
fragmentos retorcidos em lampejos efêmeros, obras que deixo a cargo dos
leitores, devendo os mesmos colori-las, desbrava-las e conclui-las.
Metodicamente ficam sobre o papel em branco, uma boa parte de mim
debruçadas sobre os livros que leio e escrevo, outros recortes de minha
personalidade, ficam com aqueles que me leem desregradamente em silencio.
Roosevelt F. Abrantes
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Ana Carla
Lascivinismo
O Movimento Lascivinista nasce em fevereiro de 2001 inicialmente pelas mãos do
poeta Rusgat Niccus, um heterônimo do escritor e poeta Roosevelt F. Abrantes.
Em 2002 juntam-se ao movimento os poetas (heterônimos) Ana Carla, Diegho
Courtenbitter e Ubirani Yaraima. O poeta João Justina Liberto é o ultimo a entra
para o Movimento Lascivinista, contribuindo para a literatura lasciva no ano de
2003.
O Movimento Lascivinista é uma escola literária fortemente fundamentada a
corrente ideológica romântica. Um idealismo poético byroniano, forjado a partir dos
traços líricos do poeta Alvares de Azevedo. Uma idealidade poética motivada por
composições literárias densamente carregada de paixão, amor e desejo lírico.
Este movimento também possuir um forte apego ao carácter ultrarromântico
literário europeu, amplamente alicerçada no comportamento e nas inclinações dos
prazeres da vida, reveladas através de Dionísio.
Os poetas deste manifesto literário possuem uma escrita arduamente reflexiva,
despontada a altas doses tendenciosas de lubricidade amorosa, sentimentos
organizados pelas fortes formas insidiosas da volúpia artificiosa, sensualidade
exagerada e luxúria poética. As referências de seus textos detêm uma
característica única destinada à libido ou do que possui uma inclinação para a
sensualidade ou ao despudor de quem provoca a libidinagem coletiva das formas
escritas.
Os escritos destes poetas possuem uma propriedade provinciana voltada para
uma particularidade insensata, impressa em um comportamento puramente
lascivo. Os principais autores desta escola literária são os Poetas e Artistas:
Roosevelt F. Abrantes, Rusgat Niccus, Diegho Courtenbitter, Ana Carla Furtado,
Ubirani Yaraima e João Justina Liberto.
Estes seis escritores são os maiores expoentes desta poesia clássica e moderna.
Uma poesia que hoje encontra-se envolvida, disseminada e misturada aos meios
e as rotas digitais das redes sociais, fatores que tornam este movimento literário,
algo único, dialético e simplista, sendo um dos mais plurais, diversos e
importantes do Brasil.
O Lascivinismo, O Rusgatianismo, Movimento Lascivinista, ou Pensamento
Lascivinista, foi idealizado pelo poeta Maranhense Rusgat Niccus, um escritor
romântico e pós-modernista, considerado um dos maiores contemporâneo do Pós-
Ultraromantismo do século XXI. Os seus inúmeros textos sugerem um terreno fértil
para antigas perguntas relacionadas ao amor que ainda se encontram concretas e
incompletas no coração dos amantes e dos apaixonados. Rusgat Niccus é
considerado por muitos correligionários e ativistas Lascivinistas, como sendo o
último ultrarromântico vivo de influência byroniana e azevedista.
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Ana Carla
As suas poesias ultra exageradas sobre o amor, a paixão e o sexo, fez suscitar
novas ressignificações para os inúmeros questionamentos que são levantados a
respeito das inatas paixões humanas. Assuntos que abordam relatos sobre o amor
encarcerado, paixões reprimidas, sexo amordaçado e sexualidade rotulada.
Estes questionamentos realizaram uma espécie de renascimento do sentimento
ultrarromântico existente no século XVIII, ideias que somadas ao movimento
Lascivinista, expressaram muitas dualidades adversas sobre a realidade do
comportamento humano, principalmente sobre as crenças atuais vigentes que
mobilizam o nosso mundo, sobretudo em aspectos que permeiam o idealismo de
felicidade a qualquer custo, fatores que remontam novas premissas de um
inconsciente marginal sobre o amor, determinismos que mazelam e sucumbe o
homem neste novo contexto holístico de viver sobre as paixões.
O cotidiano é outra porta de entrada literária abordada por este novo movimento
poético e artístico, uma construção reflexiva que ver nas relações humanas a
inspiração para as suas construções textualistas e obras de caráter visual.
Estas afirmações literárias possibilitaram ao poeta Rusgat Niccus, lançar mãos de
um suporte mobilizador único e amplamente utilizado pela espécie humana,
mecanismos que acompanharam toda a nossa trajetória histórica pela terra,
percursos que fizeram as criaturas virarem criadores.
O movimento migratório do pensamento humano, sempre foi um mecanismo de
evolução muito importante para a composição do homem, um adereço de
desenvolvimento que nos acompanha desde os primórdios.
Este pensamento ordenado foi um combustível para a formação, consolidação e
disseminação do homem social como ser pensante e construtor de ideias, atuando
como uma força mágica nas relações societárias para obtenção das mudanças
desejadas, e é neste suporte que a fonte do seu pensamento lascivinista busca
forças para as proporções de idealidade de seus conceitos românticos.
Os fortes alicerces poéticos encontrados, nestas conjunturas, vinculam o homem
moderno ao mais antigo dos sentimentos humanos, vertentes intrinsecamente
rotuladas, pontuadas tanto ao amor verdadeiro, como a pratica do sexo absoluto,
fatores que interligam tudo a uma forma primitiva de realização de prazer,
mecanismo amplamente utilizado como porta de entrada para um prazer
sinestésico que viabiliza o encontro de si mesmo, com a existência do outro.
Textualidades ligadas a um objeto de prazer que nos aliança ao universo, as
estrelas, e ao criador, sentimentos tão adversos que apesar de antagônicos, nos
mantém em contato direto com a energia espiritual do nosso próprio mundo.
No entanto, esta corrente literária não tem a reserva, ou a predestinação de
explicar as aflições que assolam a alma dos homens humanos, nem busca
oferecer soluções para estes estigmas seculares. Sua textualização apenas
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Ana Carla
expõem as variantes, tornando-as iluminadas sobre o clarão da confraternização
homogenia vivenciada em nossa sociedade minimalista, sendo apenas um difusor
de ideias que as práticas literárias externam no exercício da comunhão do
pensamento, obras imaginarias que devem sempre ser livres.
No pensamento lascivinista, isto implica que quem escolhe viver em comunidade,
tem a possibilidade de torna-se livre e mais intenso, oportunizando viver o que
somente é vivido no primeiro amor primordial, volvendo-se a declarações
insubstituíveis, peças únicas em um mundo de repetições.
A inclusão destes pequenos atos comportamentais que nos revelam um viver
diferenciado, reverbera no sentimento humano uma fração garantidora de uma
grande sinergia multiplicadora, obliquidades que nos ajudam a ultrapassar
barreiras difíceis nesta curta e dura vida.
Observamos que este movimento literário e artístico não somente falar sobre o
amor, sobre a paixão e sobre o desejo ardente de lascividade, a sua
contextualização também visa divulgar amplamente outros ensejos intrínsecos a
alma humana, objetos de desejos internos extremamente essenciais,
prioritariamente necessários ao equilíbrio de nossas emoções, integralidades que
permanecem escondidas até dentro de nós mesmo.
O poeta em seu discurso lascivinista é extremamente enfático quando discorre de
maneira profunda em sua hermenêutica psicodélica do cotidiano humanista, onde
a sua escrita permeia-se como uma prosa feroz, vislumbrada pela ética errante
dos aspectos imorais que a solidão, a depressão e o estresse moderno conceitua
sobre as camadas de emoções mais superficiais, pré-estipulando e generalizando
arbitrariamente uma geração inteira de imediatistas, catalisando desta forma as
muitas descendências de apaixonados, mutiladas pela eficácia do existir
passional.
A poesia lascivinista, neste aspecto, pode até causar um certo enclausurar do
pensamento moderno, porém não as tornando propriamente obsoletas de suas
objetividades literárias, um fator que deve propensa as pessoas, a um certo grau
de distanciamento de si mesma, tornando-as carcereiras de seu próprio ser,
escravas de um viver uniforme, musgos de um pensar incompleto, mais senhores
de um desejo manifesto de felicidade.
Nesta exterioridade literária, merecem destaques importantes, algumas
similaridades que ocorrem paralelas ao lascivinismo e que margeiam
igualitariamente o ultrarromantismo, principalmente sobre a ideia aparente da
presença destas primeiras patologias acima citadas, ordenamentos psicológicos,
ainda pré-existentes e muito forte no início de nosso século moderno, algo
comum, muito vivido pelos ultrarromânticos, contraposições que abriram portas
terríveis as novas vertentes de um novo e imperdoável "mal do século" em nosso
próprio tempo, uma ojeriza infeliz que se faz presente em todo o mundo hodierno
que conhecemos hoje, um verme patológico, absurdamente carente de
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Ana Carla
socialização, um senil cruel, sedento de integralização humana, um biltre que
definha prematuramente em seu próprio eu lírico, o “mal da depressão”, a solidão
coletiva, o nosso mal do século.
Infelizmente a corrente literária vigente, capitalizada e contra posicionada ao
lascivinismo, trabalha para contribuir com a solidão coletiva, o “mal da depressão”.
Esta corrente literária possuir aspectos intrínsecos figurados na subsistência do
necessário existir, um arque bolso falso e frágil que limita as pessoas a uma
vivencia rasa, niilista, materialista e consumista.
O Movimento Lascivinismo ainda tenta desconstruir as regras ditatórias da
literatura pop e comercial que existe no mundo, algo impositivamente ruim para as
liberdades poéticas, mas que aos poucos será substituída por novos conceitos
que melhor revitalize a alma humana dos poetas que nascerem no futuro, fatos
que iram se adequa ás novas evoluções da realidade do sofrimento poético atual,
e que daremos um nome inspirador e liberto, a chamaremos de Artelascivinista,
Artecotidianista, Lascivinismo ou simplesmente de Rusgatianismo, como preferir
grifa o escritor e criador deste movimento literário.
O Lascivinismo é um ideal literário que tem uma pretensão multiplicadora das
emoções humanas, exacerbando-as infinitamente dentro de seu contexto
existencial de ver o mundo e as pessoas, misturando o lascivo ao amor, o sexo a
paixão, o drama a realidade.
O Lascivinismo é uma arte de impactos tão estético, quanto sentimental, essa
vertente completamente diversificada, inova no campo da escrita poética,
romantiza o desejo libidinoso, focaliza o desejo lascivo e desmitifica o lirismo
tênue esquecidos ainda dentro de nós mesmos, uma ação retrógada que diminui o
pecado original do desejo carnal expresso nas paixões exageradas, atos que as
vezes estão encrespadas no outro, um o ensejo que nos aproxima do
desconhecido.
As inúmeras características dos afetos, muitas vezes aprofundadas e baseadas
nas raízes do amor verdadeiro, apesar de não serem um único viés para a
conjuntura de sua base como poesia e estética, faz-se fortemente presente em
outras correntes literárias, completamente adversas a seu pensamento, o que as
torna ainda mais irmãs e cumplices no ato do fazer literário.
Ainda que seus versos, rabiscos, traços e estilos fiquem inclinadamente fortes
para os acontecimentos e mazelas humanas, pormenoriza as condições do
homem em seu cotidiano de conflitos, e mesmo estando insegura da dualidade
entre os homens e os seus objetos de desejos, a beleza da mansidão holística do
lascivo, mistura-se com a imaginação do cotidiano.
A concepção da Artelascivinista, Artecotidianista, ou ainda o Rusgatianismo,
definições intituladas por alguns dos seguidores desta corrente literária, ver na
ótica de seu pensamento Lascivinista, um holístico padrão poético de suas formas,
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Ana Carla
atos conformes, vivencias estresidas, habilmente inspiradas das curvas e das
belezas do corpo feminino. Formas poéticas solidamente doutrinas pela razão das
paixões amor, indubitavelmente absorvidas pelo amor.
Fatos literários que outros artistas e poetas contemporâneos do Lascivinismo
conceituam como arte objeto do desejo, conceitos que possui em sua estética
simples, o rigor da aplicação pratica das ideias, visto que ambas são encontradas
principalmente no âmbito do cotidiano humano.
O aglomerado de imagens retratadas por esta corrente artística e poética, revela
muito bem a força com que as transmissões de nossas intrínsecas emoções são
repassadas aos objetos, veiculando nitidamente a simbologia das conexões
instituídas nos nossos atos primitivos.
As inúmeras fotografias, pinturas, desenhos estilizados, gravuras e construções
textuais, ilustram amplamente a identidade deste movimento. Outras imagens
inseridas neste contexto, idealizam também a proximidade com o lúdico e o
desejoso. Nesta amostra virtual, representada sobre este espaço atônito que é a
internet das coisas, vislumbra o retrato atual das emoções humanas, estratificadas
e capturadas pela alma dos poetas Lascivinistas, emoções únicas transferidas
para a contestação dos objetos humanos, uma observação artística que os
autores pretendem transfigurar como meta de seu estudo transcendental.
Os itens analisados neste novo conceito de arte moderna, permitem uma leitura
linear e mais direta das ideias da arte objeto (o ser humano), um silogismo
encontrado somente em pessoas sensíveis as artes, as figuras, aos objetos, aos
adereços e a outros materiais diversos. Imagens retratadas em ruas, edifícios,
praças, lugarejos, fontes, monumentos e inúmeros outros objetos de constatação
de natureza física ou orgânica.
Uma busca enervante pelas formas certas e perfeitas, um baluarte vislumbrado
pelo desejo dos objetos dignos de observação artística, sendo as nossas
concepções, uma espécie de arte intangível, vistas através das incalculáveis
lentes digitais, reprocessadas pelos os pinceis dos teclados tênues de um
computador, revisitados inconstantemente pelos lápis de cores amiúdes de seu
criador e criaturas, participando todas elas a um coagulado mistério da vida, sendo
transmitidas sobre as mãos tênues desse novo artista que nasce nas telas das
redes sociais.
A Arte Lascivinista ainda encontra o seu significado na personificação dos objetos,
no reinvestimos pratico da realidade abstrata, na transposição lógica dos materiais
intangíveis, e no mais plural dos estados cotidianos da arte estratificada da
realidade fictícia do caos, algo que se torna mais confuso, absurdo e imperfeito
sobre as artes.
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Ana Carla
Esta arte humano objeto ainda reproduz a surrealidade da vida em um
intemperismo constante de todas as formas materiais que o cerca, o artista não só
criar um conceito diferente de arte, como também a intelectualiza, a exacerba em
sua significância dentro de suas emoções. Neste intuito transporta o que enxerga
na dualidade da estética, na simplicidade da beleza, suplantada no visual
inconsciente de suas obras indeléveis, flexibilizando a cultura do bom senso,
tripartindo-a com a própria humanidade o desejo moderno de questionar a própria
vida...
Rusgat Niccus
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Ana Carla
“Ainda”
Acredite minha bela ninfa do mar
Ainda espero por ti a beira do cais....
Sei que os tempos aqui são outros
Que os corpos mudaram as formas
Que os amores transmutaram a fé
E o eterno virou um efêmero prazer...
Acredite minha bela demônio do mar
Ainda espero para ser devorado por ti....
O tempo nunca cessa
E o mar nunca recua...
A vida nunca volta para o seu começo
Como um big bag continuo e trajetória....
E um relógio intransigente da emoção
É uma máquina infernal do vil amor....
Uma conspiração do universo aleatório
Uma trama única as teorias das cordas
Mantidas sempre ao nosso eterno favor ....
Mas acredite meu pelo anjo de escamas
Ainda fico sentado a beiras das ondas....
A vida ficou distante
O amor teve ecos
O sono silencio....
Mas o amor continuou tênue
A paixão perdurou por vidas...
E via láctea íngreme ao sistema elíptico
Outra vez se fez ébria e derramou-se….
Acredite minha viajante dos setes mares
Eu ainda espero que meus ossos finos
Fiquem brancos em suas presas afiadas...
Não me culpe pela vil peleja
Não me negues o beijo térreo...
Ainda
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Ana Carla
Não me deixe sozinho nesta canoa fria
Não me queira mal a este ponta da vida...
O farol a beira do cais parece triste
E as ondas choram arrependidas
Por que sabem que eu te amo...
Não me negues um olha doce
Não finja amores por piedades....
As estrelas acima já me reconhecem
E os céus já me tem como um triste....
As ondas já descoloridas no mar de São Luís
Nunca ficaram tão ébrias neste Maranhão vil...
Por isso que em meu desejo um tanto fortuito
Que mal pode ter um druida como eu o sou....
Olha-la com profunda lascívia e desejo
O seu corpo inócuo, quente e fervente ....
Oh! Minha linda e amada sereia
Não espere que eu morra ébrio
Sem ter seu beijo selado e serro...
Nem que neste dia
Um dia não o tê-lo....
Oh! Órfã dos mil mares bálticos
Não espere que eu morra ébrio....
Sem que eu ao meu destino talvez cruel
Ouça o som de meus funerais agitados
Um som estalado de seu beijo esquio....
Tome conta de mim nesta beira de mar
Meu véu demônio de barbatanas e presas ...
Não me deixes um sozinho
Não me deixes a um fatigo...
Boiando triste e a esmo
Com rui garrafa de Rum ...
Não que a solidão
Não me caias bem...
Ainda
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Ana Carla
Não que a solidão
Seja um fardo ruim...
Eu só não quero morre na solidão
Não sozinho neste mar tão imenso...
Esperando invalido por você
Sem saber que um dia virá....
A solidão talvez sim
Sem vocês talvez não....
“Conversas Soturnas”
Sou um homem de muitas conversas
Um bicho intelectual de falar e prosa
Um biltre arquiteto da dúvida crua e nua
Um morador de rua na mente de teu teto...
As vezes um e outro ser espiritual
Me fazem diligências especificas
Algumas são inoportunas
Outras são prosa e poesia....
Em alguns destes ensaios fortuitos
Os dois conversam e me esquecem
Em outras visitas tentam me abstrair....
Em algumas destas oportunas visitas intimas
São as minhas conversas fixas que predomina
Mas sei que ambos apenas estão me analisando...
Há dias que as conversas são ótimas
Outras são apenas distrações ébrias....
Deus e o Diabo conversam comigo
Um vem pela manhã depois do sol
O outro vem a pino no meio da tarde...
Um tem o dialogo todo em prosa
O outro falar comigo em poesias...
Um é a plena mansidão em pessoa
O outro tem o caos em seu universo...
Ainda
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Ana Carla
O Diabo eu sei que não me quer bem nenhum...
E Deus eu sei que não me quer mal algum.........
Um apenas perturba a calmaria tênue
O outro não me ajuda e nem interfere......
Um dia me coloquei ao lado dos enlouquecidos
E estando Deus em minhas pobres memorias
Conversando francamente sobre o que é a vida
Percebi que não éramos seres tão diferentes....
Principalmente quando o assunto é mais tênue
E o tema abordado busca o autoconhecimento....
Discursos que nos obrigam a discorda do consenso
Dialogas que traduziam nossas angustias e tristezas….
As febres eram matinais e frouxas
E os pensamentos fundamentais
O que nos levava ao contrassenso...
Em outras poucas vezes
Em visitas a minha casa....
Um anjo guardava-me a esquerda
E um demônio me expiava a direita....
Estando os visitantes muito angustiados
Possibilitei a abertura de novas conversas
Vislumbrei um embuste com o Lúcifer
E um outro aleive ébrio com Jeová.......
O discurso era sobre os humanos
Um outro discurso sobre os anjos
E um outro discurso sobre mim.....
Mais nenhum deles quis o discurso pessoal
Falar sobre suas próprias existências eternas...
Lúcifer relatava relutante
O discurso da depreciação....
A raça humana é como um gado
São pedaços de carne inconscientes
E merecem ser abatidos no curral...
Ainda
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Ana Carla
Todos eles moribunda pelo mundo
São peças de um xadrez esquecido....
Bichos sarnentos preparados a uma caiçara
Cacas vazias de um involucro sujo e biltre....
Eles não sabem de sua importância virtuosa
Não valorizam as suas vis almas imortais......
Eles nunca pensam
Eles não vislumbram
E nem vivem a vida....
Deus, no entanto, apenas o escutar tacitamente
Ver que nem todas as suas criaturas são ébrias
Poucas se mostraram um biltre que traiçoeira....
As arvores estão plantadas no jardim
Mas nem todos os frutos vingará bem
Alguns nasceram de minha bel vontade
Mas nem todos serão como eu provir....
Nascer não foi uma escolha
E viver é uma opção tênue
Mas morrer é uma eleição...
As conversas e aquelas inúmeras visitas a noite
Foram todas fortuitas e magicamente ébrias.......
Algumas eram penalizantes a mente
Outras frustradas pelo amanhecer...
Todas tinham seus argumentos amargos
Outras muitas fundamentadas na culpa...
O Diabo me fez várias visitas durante a vida
Todas elas houveram conversas e bebidas....
O criado também se fez várias vezes presente
Mas seus diálogos foram sucintos e acanhados...
Um tinha a sem vergonha mentira impressa em sua cara
O outro possuía nas conversas um curto e grosso adeus...
Deus me deixou várias vezes sem respostas
Algumas nem foram proferidas em silencio fel...
Ainda
21
Ana Carla
O outro nem queria se explicar muito
Só desejava um dia possuir os céus....
“Vazio”
Tudo morre
Tudo passa...
E o mundo ébrio
Um dia passará...
Todas as pessoas
Um dia passaram....
E o mundo antes repleto de vida
Será como o vazio planeta Marte...
Um dia ele será um completo vazio
Uma montanha repleta de cadáveres....
Um vácuo no espaço vazio
Um silencio na eternidade....
“Coisas Escondidas”
Na vida algo precisa ser escondido
Na morte algo deve ser publicado
E na mente algo dever ser mantido...
Dentre muitos segredos
Entre as muitas renuncias...
Há duas coisas simples
Que nunca vou esconder...
O meu vil Ódio de você
E o meu Amor por você...
Ainda
22
Ana Carla
“Mulheres Imprimidas”
Porque de todas as mulheres que amei
Justo você a que mais fiz print´s online....
A que mais dowload´s
Baixei em meu book...
Por que logo você
Justamente a você...
Não a imprimir
Em minha vida...
“Ana Jara”
Minha enciclopédia feminina
Minha semideusa e rainha...
Minha ébria fênix eterna
Minha tez menina esquia...
Minha semente de liz vil
Minha insensatez veloz...
Minha má calmaria trol
Minha liquidez fugaz e vã...
Venha meu livro torpe
Venha minha Lilite vil...
“Simplesmente Infelicidade”
Eu simplesmente odeio gente feliz
Eu simplesmente odeio gente feliz...
Ainda mais quando o feliz não sou eu
Ainda mais quando o feliz é o meu algoz...
Eu odeio gente feliz
Eu odeio gente feliz...
Ainda
23
Ana Carla
Mas eu as odeio muito mais
Quando elas lembram-me
Do quanto eu estou infeliz.....
“Conversas Coesas”
A vida é verdadeiramente uma só
E a morte é absurdamente biltre....
É errado dizermos que se vive apenas uma vez
Mas vivemos necessariamente todos os dias
E morremos nitidamente uma única vez...........
Não existir, mas é uma lastima desprezível
Mas não viver também é uma agressão vil...
Portanto um recado aos viventes
É necessário saber viver a vida....
Não se pode passar apenas por ela
É preciso vivencia-la fortemente....
Aos tolos tenham uma vida breve e chata
Aos arrogantes vidas maçantes e abreviadas
Aos amantes uma vida plena e longa.........
Portanto que viver bem... Viveu
Quem viveu mau....... Não viveu...
Quem beijou......... Saboreou um ótimo sabor
Quem não beijou... Perdeu um primo sabor....
Quem se ariscou venceu na vida
Quem se acovardou fracassou....
Quem viveu............ Viveu
Quem não viveu... Morreu
Quem sofreu..... Sofreu
Quem sorriu....... Sorriu
Quem gozou........... Gozou
Quem não gozou... Perdeu
Ainda
24
Ana Carla
Portanto vivam o que há para se viver
Conseguinte sintam o que há para sentir...
Por que na vida nada é para ser sempre
Por que na vida o logo sempre se acaba...
Portanto na vida não há uma outra vida
Portanto não há uma segunda chance....
Então seja rápido
Então seja breve...
Por que a vida não espera
A vida passar bem veloz....
E ela não nos espera para vive-la
Ela simplesmente nos perpassar...
Então revise-se
E viva o agora...
“Ratos Desejáveis”
Alguns são ratos de esgotos
Outros são vis ratos de porão...
Alguns rastejam por cozinhas imundas
Outros caminham sorrateiros em lixões...
Diversos outros perambulam em hospitais ermos
Outros roem restos em supermercados biltres.....
Alguns poucos são ratos de laboratórios
Outros ainda hospedam-se em livrarias....
Outros almejam suportavelmente as lixeiras
Mas muitos na verdade estão em restaurantes...
Os ratos são mesmo seres horríveis
Os ratos são animais detestáveis
Os ratos são encéfalos desprezíveis....
Mas nem tudo neles
Devem causar pavor....
Ainda
25
Ana Carla
As suas narinas engraçadas
Regozijam-me desejos pueris
Seus olhares trêmulos e curiosos
Causam-me sorrisos afrouxados.....
Alguns são ratos a meia boca
Outros são ratos a meio tempo....
Concordo que eles são seres vis
Mas quem nunca os resignifico-os...
Alguns roem realmente as roupas do rei de Roma
Outros roedores roem literalmente o saber da vida....
Curiosamente tenho muito apreço a estes vis roedores
Gosto daqueles que possuem biltres gostos peculiares....
Sou completamente adepto
Aqueles tipos de roedores
Que fazem de um bom livro
O seu sublime jantar das seis....
Sou um rato com hábitos fortuitos
Sou um roedor das penumbras….
Há quem me julgue pelos dentes
Mas sou um rato de muitas ruas...
E muito fácil roer alguns livros
O difícil é não roer um amor....
Neste aspecto não desejável
Sou rato muito desajeitado
O meu coração se apaixonou
Ele realmente se empolgou....
Ela é uma rata de biblioteca
Uma rata que roubava livros
Uma rata que ruía muitos livros....
E nestes muitos roubos
E nestas muitas ruídas
Ela roubou o meu coração...
Ainda
26
Ana Carla
“Gente Egoísta”
Dizem que as pessoas solitárias são as mais felizes
Dizem que as pessoas casadas são as mais felizes
Dizem que as pessoas promiscuas são mais felizes.....
Sobre a felicidade é algo que não entendo
Sobre o amor é algo que entendo pouco
Sobre prazer é algo que entendo muito.....
Mas sobre o egoísmo
É algo pouco discutido....
As pessoas com pouco altruísmo sabem viver
As pessoas sem preocupações sabem viver....
O valor da felicidade está no biltre individualismo
A felicidade está em não se importar com o outro...
Pessoas egoístas vivem muito melhor
Pessoas egoístas sabem viver melhor...
Talvez a felicidade está no amor próprio
Talvez a felicidade está em pensar em si....
Nunca esteve ligado aos outros
Nunca esteve ligado a ninguém....
“O Mal uma Influência do Bem ”
O mal foi uma influência do bem e nasceu do bem
O bem influenciou o mau e cresceu dentro do bem...
A origem do bem tem a mesma origem do mal
O mal tem origem do bem e nunca esteve mal...
Sabemos que o bem existiu antes de vim o mal
Mas não sabemos a origem do existir de ambos....
A ignorância é um terrível fruto biltre
Um fruto vil que jamais deveria existir...
E a sabedoria e´ uma semente inócua
Que estando livre germina a tenuidade...
Ainda
27
Ana Carla
A vida é uma sublime criação
Uma criação mágica do divino...
E a existência de cada ser vivo
Organismos que vivem na terra...
Pautam-se na resiliência da existência
Curvam-se na eloquência tênue do vil...
A arvore da sabedoria
Guardiã de todo o ser
Privatiza todo o saber...
O saber é até hoje um dilema dialético
Um problema vil na ignorância alheia...
Um conhecimento que liberta
Uma liberdade que escraviza
Um desconhecer que aprisiona...
O saber é tão contemporaneamente perigoso
Quanto na época das grandes mil criações......
A maça do jardim do éden
A maça de Issac Newtow
A maça mordida da Apple...
Até hoje perturba a onisciência de ser
Ciência de que não se possuir em si...
O interessante
Em nós mesmos...
É que este mesmo conhecimento que liberta
É o mesmo conhecimento que nos escraviza...
O bem é a única forma de ética não benéfica
E o mal é o único paradoxo dialético da vida....
Mas se o mal é uma ordem inversa ao bem
Onde se originou o mal que habita a terra....
Muitos dos livros sagrados
E outros escritos apócrifos
Tentam culpar o anjo lucífer
Pela terrível tragédia épica
Entre a humanidade e Deus...
Ainda
28
Ana Carla
Mas se no início só havia o bem
E neste intercurso surgiu o mal
De onde veio o mal original.......
Onde nasceu o mal no coração de lucífer
Onde cresceu o bem no infinito dos céus...
O entendimento é que se o mal é possível
Este mal teve uma provável origem inicial...
O mal teve um criador
E o criador teve o mal...
É por culpa do mal
O mal ser do mal....
E por culpa do bem
O bem ser do bem...
E um anjo rebelde
É um demônio vil...
A mera desculpa de ser mal
A dupla culpa de não servir...
Ninguém serve a dois senhores
Mas quem é senhor de quem...
A verdade é que pode ser possível o mal
E a mentira é que nem pode existir o bem...
O bem pode ser originário do próprio bem
E o mal é originário do que mesmo afinal...
O bem é originário do próprio bem de Deus
E o mal poderá ter vindo também de Deus...
Lúcifer é um ser de existência malvada
E Deus um ser de existência benévola...
Então por algo impuro
Nascer de algo puro....
Pois se o anjo lucífer é a sua vil criação
E, portanto, subproduto de sua criação...
O que o fez ser extremamente mal
Se este originou-se do perfeito bem...
Ainda
29
Ana Carla
Se o mal foi possível existir no bem
O mal também já existia no criador...
E se o bem externou-se como luz
O mal se internalizou por lucífer...
Há quem acredite numa criação do mal
Mas nem tudo no éden foi de fato ruim...
Afinal de contas o que seria de Deus
Sem o seu extremado inimigo lucífer...
E as trevas sem a luz
E o calor sem o frio....
E as tempestades sem a calmaria
E o ódio sem o seu amor fraternal...
O que seria do Super Man sem o Lex Lutor
E o Homem Aranha sem o Doutro Octopus...
O que seria de mim sem o amor
E o amor sem alguém para amar...
O que seria do bem sem o mal
E todo esse mal sem o meu bem...
O bem somente existe
Porque existe o vil mal...
Há um contrato vil de equilíbrio
Um termo fel pré-estabelecido...
Um mal necessário para um bem primordial
Um bem irresoluto para um mal bem social....
Há a balança sombria de um universo em desequilíbrio
O bem e o mal de nossas próprias existências infinitas...
O anjo e o demônio de nossas crenças mais antigas
Deuses e demônios de nossos próprios destinos...
Somos nossos próprios mau em nosso vil bem
A vacina de nosso próprio veneno macabro….
Um deus caído na terra em pele de biltres demônio vis
Um demônio perverso na pele de um deus convencido...
Ainda
30
Ana Carla
Somos criação e criatura de um mesmo desejo torpe
Um desejo livre de ter seus próprios conhecimentos
Um ser livre de suas próprias amarravas e criações....
“Sem Sorte no Amor”
O amor vai ficar só nos meus livros
O amor inexiste para quem sonha....
O amor é uma mera ilusão
O amor é um ouro de tolo...
O sexo parece ótimo
Porque o amor dói...
Ele está para mim como a um abismo profundo
Como o conto de fadas está para os personagens....
Eu não tenho sorte para o amor
E o amor não ter sorte em ter-me...
Por que o universo me odeia tanto
Qual a razão de sua conspiração....
Eu me fiz intimo com a via láctea
Eu me fiz intimo com o infinito....
Mas no fim de tudo ela não quis
Então eu simplesmente sumir....
“Velhice”
A idade é um tormento
Mas do que envelhecer
A dor é um caminho vil.....
Tudo dói com a idade
Tudo cair com os anos
Tudo fica sem brilho.....
Ainda
31
Ana Carla
Posso sentir as dores do meu quadril quadrilátero
Posso sentir as dores da minha espinha vertebral
Posso sentir a minha dor de ouvido entupido
Posso sentir a minha dor em minha dor na dor....
Velhice
Velhice
Canalhice....
O veto dos fetos
O reto dos restos
O réu dos hereges....
Não vislumbro a quimera
Não regozijo o rei tempo...
Jazem mortos na primavera
A juventude de uma videira
Em um céu que não existe....
Vivem a velhice eterna
Vivem o fim de tudo....
“Trabalho Humano”
Quanto há hoje de trabalho escravo no mundo
Quanto há no mundo escravos do trabalho hoje...
Quantos zumbis há nas lúgubres oficinas vis
Quantos indigentes existem há nas fornalhas......
Quanto há hoje de vil escuridão na terra
E neste século do quase não luzes
Quanto há de vitalidade sobre os herdeiros....
Nunca houve tanta exploração do trabalho
Nunca houve tanto trabalho para realizar...
Nunca houve tantos humanos
Nunca houve tantas maquinas....
Nunca houve tantos recursos disponíveis
E nunca houve tantas desigualdades juntas...
Ainda
32
Ana Carla
Nunca houve tanta fartura na terra
E ao mesmo tempo e em penumbra
Nunca houve tanta fome e indigência...
Nunca houve tantas luzes sobre a litosfera
Como há hoje tanta escuridão no homem...
Nunca houve tantas religiões
E singularmente a espécie
Nunca houve tanta solidão....
Nunca houve tanta felicidade
E linearmente ao lado dela
Nunca houve tanta infelicidade...
Nunca houve tantos céus no ceu
Como há hoje sobre a terra fria
Nunca houve tantos infernos....
“Deus e o Diabo”
Um Deus que esta solicito
Um demônio que esta vil...
Um é andante de águas límpidas
Um exímio e ilustre velejador....
Outro é um biltre requeiro insensível
Um militar que luta por um céu vazio...
Um deseja caminhar sobre a sua terra
Mesmo que ela se mostre turbulenta...´
O outro já é dono temporário da terra
E almeja caminhar sobre crânios e fel...
Um é Deus por procedência e essência
O outro cobiça ser deus por opulência...
O primeiro lutar pela espada firme
O segundo briga como a um louco...
Um tem a essência de um leão
O outro a excreta de um cão....
Ainda
33
Ana Carla
Um possuir o seu brilho próprio
O outro deseja ser iluminado....
Na falta de ossos e carnes
O diabo sorrir contente....
Na extravagancia de almas e de luzes
Deus recria os seus jardins suspensos...
O mundo não quer orbitar em uma bolha
E a vida não está presa a uma varanda....
Os céus não são um bom pecúlio
Mas a terra não vem do paraíso.....
Deus até pode estar em você
Mas o diabo quer ter você....
A vida tem no princípio o infinito
Mas o infinito finita a nossa vida...
“Perdidos”
Uma humanidade perdida
Uma humanidade esguia....
Proletária
Riquíssima...
Majoritariamente enferma
Naufraga no meio do mar....
“Conversas bem Sacanas”
Deixa que eu te olhe bem nos olhos
Deixa eu te ousar em teus lábios.....
Deixa que eu te morda bem de jeito
Deixa eu te segurar forte pela mão...
Ainda
34
Ana Carla
Deixa que eu te aperte os seios róseos
Deixa eu te pega pelas partes intimas...
Deixa que eu te envolva em meus braços e beijos
Deixa que os meus dois dedos penetrem em você....
Vou esquenta uma banana nanica no fogo a lenha
E ela ainda aquecida irei lhe enfiar até você goza...
Deixe que eu te enfie um suquinho de morango
Sobre a pelves de tua vagina cor de rosa e vil....
E após gelada a tua vulva vil
Deixe que eu te sugue firme
Pela minha língua esguia.....
Plante bananeira como a uma criança travessa
E enquanto eu sendo malvado e muito desejoso
Surpreendo-lhe vilmente pegando pelas pernas
E sedento por sua vagina lhe faço um sexo oral...
Deixa que eu encha a tua vagina vil
Com vinho, cerveja ou uma tequila....
E estando a sua vil vulva rósea cheia
Deixe que eu flambe perversamente...
Para que eu ainda ébrio e louco de você
Possa beber-te de forma demoníaca......
Vem toca uma punheta agressiva em mim
Com os teus pés pequeno e bem travessos
Embebidos em leite, chocolate, mel e uva...
Deixa eu te queimar com cigarros
Deixa que te surre com um graveto
Deixa-me arrancar os pelos da vulva....
Deixa que eu te jogue cera quente e derretida
Sobre a tua vagina, bicos dos seios e umbigo
Enquanto te masturbo e te fodo gostosamente...
Deixa-me bela dana queimar-te os pelos da vagina
Com um isqueiro de bolso que tenho na cozinha....
Enquanto por outro lado o mundo se desmancha
Você estando em êxtase com um vibrado elétrico
Ainda
35
Ana Carla
Enfiado em sua vulva e queimando de prazer vil
Deixa-me sutilmente possui-la por traz de forma vil....
Deixa-me que eu te faça de prato típico
Denotativamente de uma refeição livre...
Onde eu simplesmente sobre o seu corpo nu
Degusto da melhor comida e bebida do mundo
Que é a sua boca
Que é a sua saliva
Que é o seu gozo
Que é o seu seio
Que é a sua vulva...
Deixei que eu faça de sua vulva rósea
Um sundae de chocolate e morangos...
Deixe que eu faça de tua periquita ébria
A minha biltre taça de sorvete individual
E com ela chupe até o final o teu clitóris...
“Preconceito”
Pior do que o preconceito.............
É o conceito sobre este assunto...
“Sono Sagrado”
Sou um ser inevitavelmente de muitas noites
Dormi depois das três é uma dadiva sagrada....
A insônia é algo que aproveito de madrugada
Uso meu distúrbio para escrever os meus dias....
Dormir muito é o mesmo que morrer
E viver de verdade é algo para poucos
Ainda
36
Ana Carla
E somente se vive estando acordado
Pois teremos a eternidade para dormir
Descansando morbidamente em talhes
Em nossa caixa fechada da eternidade.....
“Os Ratos de Schrodinger”
Esses são tempos estranhos
Um mundo tomado em solidão
Repleto por ruas e vielas vazias
Tomadas por casas silenciosas
Caladas pelos ruivos dos cães...
Nunca foi tão necessário ser
E nunca foi tão necessário ter...
A hoje uma buscar convivências tímidas
Buscas por novas experiências mentais
Projetada para outros mundos infinitos
Onde a paz seria menos difícil de viver.
Frequentemente descrevemos absurdos
Como é paradoxo a vivencia dos mudos
A vida que não nos é mais um habitual...
Como um ato empírico inebriado de luz
Que nos coloca como gato sujo de rua
Trancafiado em uma caixa de madeira
E exposto a um veneno mórbido e letal...
A vida nos tornou um carcereiro ébrio
Um soberbo de nossa própria liberdade
Um rufião de armas longas e mortais.....
Estamos realmente em um estado de vivo morto
Estamos sujeitos a uma experiência mortífera....
Exposto a algo tão insano e cruel
Que ainda não nos foi declarada...
Ainda
37
Ana Carla
Somos na verdade um gato numa caixa
A fazenda de formigas de uma criança
Um rato de laboratório de um cientista
Um big brother de um deus na televisão
Ou a triste experiência mental de alguém...
Mas o que somos realmente hoje
Que proposito temos neste plano
Quais lutas teremos que travamos
E onde queremos chegar com isso...
Somos um Gato de Schrodinger
Uma formiga atômica da Marvel
Ou somos sapos de sala de aula...
A China tem produzido milhares de vacinas
A Austrália tem produzido algumas vacinas
Os Estados Unidos da América do Norte
Têm produzidos milhares dessas vacinas
O Brasil produziu vários lotes de vacinas...
Mas a maioria das cobaias humanas
Estão tristemente em nosso vil país...
Assim como os países da África
Tem sido palco de experimentos
Testes medonhos de toda ordem
Usados por meio da cruz vermelha
E pelos os médicos sem fronteiras
Por razões que todos conhecem....
Doenças, pobreza, fome
E heranças colonialistas...
Somos hoje a vil ebola ébria
Os hospitais do sul da África...
O gado extremamente novo
Conduzido para a vil morte....
Um fato que me faz pensar
Um pensar que me faz fato....
Somos um observador de uma experiência
Somos redentores de uma brutal experiência
Ou seremos todos nós a experiência de alguém...
Ainda
38
Ana Carla
Como não contesta se sou atomato
Como não qualifica se não sou real
Se não sou uma ébria anedota triste...
Uma nota de cruzado
Um dobrão de níquel
Um vintém de esmola
Um euro de fraude
Um dólar de outrem...
“Guerras Externas”
As guerras não podem ser inutilizadas
Os combates não devem ser evanescidos
Nenhum soldado escapa das vis trincheiras
As balas não são ricocheteadas em meu relevo
Que paixões ébrias são deixadas em cartas
Quais campos vis estamos batalhando em fel
Não me vejo em guerra
Não me vejo longe de ti...
Aonde está o horizonte dos paraquedistas mortos
Quais tangues conseguiram ultrapassar a linha vil...
Os homens estão com bombas até o pescoço
As linhas do fronte proporcionam vis avanços
Alguns estão perdidos na relva negra do lago...
Alguns não se reconhecem mais como humanos
Outros penhorados a esmo por velas meio acesas
Perdem-se na mata angular do velho continente torpe....
Alguns estão volvidos ao caos da batalha insana
Entregues aos milhares de cadáveres sufragados...
Muitos não lembram de suas memorias humanizadas
Esquecidos pela pátria maldita que os enviou ao fronte
Morrem como baratas em meio aos tiros de granadas...
As lutas não podem um exclusivo viés
E as cerimonias as únicas alternativas...
Ainda
39
Ana Carla
A vida não é uma carruagem da morte
E mortos não são veículos de guerras...
As manhãs não devem se acostumar ao cinza do céu
E as noites não podem ser iluminadas pelas bombas...
As guerras são reflexos dos imaturos
E a violência é o dialogo dos asnos....
Não sejamos incrédulos a tola vida
Nem sejamos fanáticos pela morte...
Queira Deus que as guerras terminem sóbrias
Não somente quando travadas no vil horizonte
Mas que sejam tercias em suas verticalidades....
Bombas de hidrogênio
Bombas de mostradas
Bombas de hidroxilas...
Algumas vencidas
Algumas mostardas
Outras escondidas
Outras halogênicas...
Algumas ficam em nossas sociedades
Outras estão em nossas íntimas emoções...
Mas quando teremos hortênsias
E quando nasceram as roseiras
Quando julgaremos os traidores
Quem são os malfeitores do vilarejo...
Alguns são só biltres vitoriosos
Outros são infames derrotados
A maioria nem vingará na terra
A maioria nem na terra vingará...
Um dia para lutas
Um dia para amar...
Ainda
40
Ana Carla
“Elisangela Cardoso”
O outono quis vim mais cedo hoje
E o inverno fez chover um ar frio
O verão parece mais morno
E a primavera levou a flores...
Um jasmim inteiro de cheiros
Uma floresta vasta de vida
Um oceano inteiro de amor
Uma imensa biodiversidade....
Mais um dia se foi tremulo
Mais uma manhã floresceu
E mais um canto terminou....
Mas as sementes ficam latentes
A terra fértil espera a germinação
Seus brotos logo nasceram ébrios...
As boas sementes são eternas
As boas colheitas estão prontas
E as arvores geniosas frutificam....
Porque o domingo nasceu triste
Porque a segunda ficou tênue....
Uma flor perfeitamente negra
Uma Hortência bela e preta
Uma Rosa cor de laranja lima....
Uma flor do sol
Uma flor da lua
Uma flor da rua...
Uma forte mulher
Uma forte guerreira
Um fronte de guerra...
Uma aliada contra as injustiças sociais
Uma mitigadora de problema insolúveis...
Uma flor copta
Uma flor tépida
Uma flor tenaz
Uma flor liquida...
Ainda
41
Ana Carla
Um jasmim lividamente maduro
Um esguio vale de rosas solitário...
Hoje a sua pétala intrepidamente solida
Infelizmente nos deixou sem o seu cheiro...
Sua rama de verdades e luta
Nos deixou cardosos e silvas...
Sua bandeira tremulada
Nos deixou Elis e Zandras...
Sua essência intimidante
Tinha um ativismo febril
Sua voz rouca e voraz
Fluía como forças esmas
Dos trovões e das trovoadas...
Sua defesa em prol das crianças
Era uma música firme e eloquente
E sua luta pelos os adolescentes
Resplendia girassóis flamejantes....
Seu exemplo de fé motivava
Sua boa conduta se refletia
E sua dedicação ensinava...
Assim era o seu brilho tez
Assim era a sua luz vivida....
Assim era a sua explosão...
Suas ideias labutavam por causas bem nobres
Suas convicções tinham um direcionamento certo
Suas lutas eram daqueles que moram na periferia...
Sua vida foi um marco em sua grande historia
E sua história uma marca na vida das pessoas...
Ela foi um exemplo de mulher forte
Um arquétipo de mulher guerreira
Um padrão cálido de mulher negra...
Uma franco combatente da árdua fé
Uma contraventora das violências
Uma exigente do respeito mutuo
Em todos as suas formas e níveis...
Ainda
42
Ana Carla
O mundo ficou hoje mais triste
O mundo ficou hoje mais cinza
O mundo ficou hoje sem sua cor...
Uma batalha foi perdida
Uma peleja foi vencida
Mais a guerra ainda virá...
A vida perde hoje ao amanhecer
O arsenal vil que era a sua voz...
A vida perde hoje ao entardecer
O seu grito biltre de guerra sutil...
A vida perde hoje ao anoitecer
A sua militância feroz e tenaz...
Mas as suas ideias de luta estão vivas
As suas ideias militantes estão fortes...
Muitos eram contra a biltre discriminação
Algumas eram contra o abandono da ação...
Infelizmente as injustiças sociais
Deveram permanecer calcarizadas...
Infelizmente as injurias raciais
Deveram perdurar como a um vil...
Mas as lutas devem ser travadas
As guerras devem continuar vis
E homens devem deter as febres....
Vivemos várias rupturas misóginas
Algumas do direito social e humano
Outras do direito ambiental e religioso...
Estamos sendo destroçados
Pelas autoridades vigentes...
Estando multiplamente castrados
Pelas classes inertes deste país...
Há direitos sociais sendo violados
Há direitos humanos sendo rasgados...
Ainda
43
Ana Carla
Há um crescente aumento da violência contra mulher
Há direitos da infância e juventude sendo mutilados
Há direitos trabalhistas sendo pulverizado a tintas....
A juventude é vendida no país a segundo plano
As crianças sendo alocadas a níveis de animais
E as mulheres sendo mortas como biltres porcos...
Há milhares de jovens negros sendo caçados
Há milhares de jovens índios sendo caçados
Há milhares de jovens brancos sendo caçados
Há milhares de jovens brasileiros em caça...
Algumas vítimas de violência
Algumas vítimas de desemprego
Algumas sendo encarceradas......
E o mundo
E a terra
E a vida....
Estes estão fragilizados
Estes estão expostos
Estes estão sem proteção...
O mundo é verdadeiramente muito injusto
O mundo é uma pólvora de mentes sujas...
Por que os bons morrem jovens
Por que os bons são todos levados
Por que eles vão embora tão cedo....
Mas o seu exemplo fica
E a coragem permanece...
E a sua garra lembra a vil firmeza
E as suas sementes geram frutos...
Quem você deixou por aqui
Quem vai lembra de você
Quem cuidara da gente....
Somos todos nós
Somos eu e você
Uma única liga...
Ainda
44
Ana Carla
Vamos continuar a sua historia
Vamos prosseguir a sua luta......
Vamos minha querida
Terminar a sua guerra...
Vamos minha bela querida
Ser contra as desigualdades...
Vamos minha querida
Lutar contra as mazelas...
Vamos minha inoxidável querida
Lutar contra todo os preconceitos...
Vamos lutar pelas minorias
Vamos lutar pelos perdidos...
Vamos tentam impor a sua história
Vamos tentar impor a nossa história...
Uma luta que só tomou mais forças
Uma luta que só gerou mais raízes
Uma luta que só cresceu e frutificou...
Todos somos uma gravitação de sua alma
Sementes que estão loucas para crescer
Mudas que estão prontas para florescer...
Exemplos como os seus
Nunca deixam de germinar...
Exemplos como os seus
Nunca morrem no pomar...
As suas ideias vão correr pelas vielas
As suas ideias vão sussurra pelas ruas
As suas ideias multiplicaram coragens...
Vamos fazer vingar as suas lutas
Vamos fazer vingar as suas ideias
Vamos fazer vingar os seus sonhos
Vamos fazer vingar as suas ambições...
Vamos fazer vingar novas Elisangelas
Vamos fazer vingar novos Joãos e Joses
Vamos fazer vingar novas Joanas e Terezas
Ainda
45
Ana Carla
Vamos frutificar um mundo com novos Ricardos
Vamos frutificar um mundo com novas Marias...
Que o seu exemplo sirva de arma social
Que o seu exemplo sirva de arma cultural
Que o seu exemplo sirva de arma cuidadora...
Que a sua resistência viva
Contra as injustiças sociais
Que a sua resiliência viva
Contra quem ainda oprime
Que a sua mitigação viva
Contra quem nos afasta...
Uma luta para o povo
Uma luta com o povo
Uma luta e um só povo...
Devemos ser como esta guerreira
Devemos ser como esta lutadora
Devemos ser como esta liderança...
Ela nos ensinou que devemos lutar
Ela nos ensinou que devemos brigar
Ela nos ensinou que devemos resistir...
Um povo como senhores de nossa própria historia
Um povo como mandatários de sua própria jornada
Um povo livre de seus jagunços e de suas armas....
Ela é a minha plebeia
Ela é a minha princesa
Ela é a minha vil rainha
Ela é a minha inspiração...
Você ainda vive em mim
Voce ainda vive em nós
Você ainda está entre nós...
Você vive em suas crias
Você vive em seu legado
Você vive em nossa alma...
Você vive em nossas belas alegrias
Você vive em nossas recordações...
Ainda
46
Ana Carla
Você está em muitos dos nossos jovens
Você está na vida da vil Vila Embratel....
Ela está em muitos lugares
Ela está em muitos caminhos
Ela está em muitos corações...
Aonde você deixou semente
Aonde você deixou a vida
Aonde você quis nos deixa....
Você vive em sua historia
Você vive em seu exemplo
Você vive em nosso registro...
Ela está viva
Ela está solta
Ela germina
Ela espalhou-se
Ela está pronta
Dentro de todos nós....
“Réplicas Matemáticas”
Não sejamos nestes tempos difíceis
Um rato dócil de experiência mental...
Não deseje a um inseto dissidente
Algo que o seu para-brisa esmague...
Não sejamos cobaias inúteis
Em um miserável laboratório....
Não queira minha doce jovem
Está presa eloquentemente
A minha infeliz má sorte.........
Não permitamos o exequível vil prologo
O estado inerte de um vórtice repetido
Pertencentes inequivocamente a tríade
A fazenda de formigas de um louco....
Não sejamos uma frequência quântica
Algo terminantemente amiudada a luz...
Ainda
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Ana Carla
Não sejamos um fronte de guerra
Alinhados a uma fila de pesquisas...
Não permita que um fato tolo
Descrevido por ato paradoxal
Delimite nossa linha de tempo...
Em nosso tempo
Em tempo nosso
Em pouco período
Em ocasião rara...
Não deixemos que a vida
Também inoportunamente
Procure pelas ilustrações
De um tempo inesperado...
Não sejamos biltres irresponsáveis
As muitas interpretações dessa vida...
Sejamos sobre a eterna terra
Simples regras matemáticas....
Complicações quânticas
Aplicadas a imaginação....
Objetos do nosso dia
Recorrências da noite
Réplicas do dia-a-dia...
“Minha Via Láctea”
Um amor sem sorte
Sem sorte no amor...
Minha via láctea colorida
Um universo sem cores...
O amor vai ficar só nos meus sonhos
O amor inexiste para quem não sonha....
O amor é uma mera quimera
O amor é um metal infantil.....
Ainda
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Ana Carla
O sexo parece excelente
Porque o amor dolorido...
Um amor sem sorte
Sem sorte no amor...
Minha via láctea colorida
Um universo sem cores...
O amor está para minha vida
Como a um abismo profundo...
Como um conto de fadas
Está para os personagens....
Eu não tenho sorte para o amor
E o amor não tem sorte em ter-me...
Por que o universo me odeia tanto
Qual a razão de sua conspiração....
Um amor sem sorte
Sem sorte no amor...
Minha via láctea colorida
Um universo sem cores...
Eu me fiz intimo com a via láctea
Eu me fiz intimo com o infinito....
Mas no fim de tudo ela não quis
Então eu simplesmente sumir....
“Minha Profissão”
Dizem que a profissão de um escritor
É algo sucintamente solitária e vazia...
Dizem que a vida de um poeta
É essencialmente deserta e vil...
Dizem que o existencialismo de um pintor
É promiscuamente descolorida e muito biltre...
Ainda
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Ana Carla
Dizem que um fotografo
É despossuído de alma....
E consideram um grafista
É um ordinário niilista......
Falam que um ilustrador
Não consegue se registra...
Um comunista não é um herói
Um socialista não é um salvador
E um capitalista é só um metre...
A vida de um bom artista
É essencialmente vazia...
A vida de um romântico
É precoce e solitária......
Algumas de minhas amadas amantes
Alguns de meus e vis amargos inimigos...
Dizem que eu passo muito tempo comigo mesmo
Dizem que passo muito tempo com o meu cérebro...
E muitos dizem que ele é uma péssima companhia
Uma influência do mal para a minha vida simplória...
Minha profissão pode ser vazia
Minha vida pode até ser vazia....
Mais envolta de meus pinces
Mais envolta de meus papeis
Mais envolta de uma máquina fotográfica
Mais envolta de um computador sansung...
Observo que não estou sozinho
Estou sempre bem acompanhado
Existindo não existência de alguém
Existindo não mente vil de outrem...
Mesmo estando essencialmente solitário
Deus e o diabo me fazem companhia.......
Escrevendo para o bem ou para mal
Anotando para Deus ou para o Diabo...
Ainda
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Ana Carla
Caminho o meu trançado dedilhado
Caçando minhas próprias emoções...
“Fado ou Fardo”
Tanto lugar para Deus me colocar no mundo
Tantos países lindos para ele me jogar desnudo
Tantas cidades gloriosas para mim imprimir velado...
Tantas cores para ele me pinta em aquarela
Tantos rostos bonitinhos para me presentear
Tantas classes sociais para ele me alocar
Tantas sociedades para ele me pulveriza....
Ele fez ao contrario
Ele fez em distraído
Ele fez sem pensar...
Ele insistiu em me ver pobre
Ele insistiu em me ver preto...
Ele insistir em me ver suburbano
Ele insistiu em me ver periférico...
Ele insistiu em ver muito feio
Em insistiu em me ver infeliz....
Cada um tem a vida que merece ser imprimida
Cada um vive a vida miserável que Deus concedeu
Cada um vive da forma que lhe parecer conveniente
Cada um rega as plantas que lhe forem vil frutíferas...
O homem se fez classe social
O homem se fez cores raciais
O homem se fez Deus na terra
O homem se fez um vil desigual...
Não posso agradecer a vida que Deus me deu
Não posso agradecer a vida miserável que tenho
Não posso agradecer as desigualdades que sofri
Não posso agradecer as oportunidades que não tive...
Até por que agradecer pela vida
É algo superficial e incoerente...
Ainda
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Ana Carla
Até por que agradecer por misérias
É algo desnecessário e estupido....
Vida em estado mórbido
Vida em estado inerte....
Até um verme tem vida
Até um vírus tem vida
Até um fungo tem vida...
Um protozoário tem vida
Uma minhoca tem vida
Uma lavar possuir vida...
Eu até tenho uma vida
Eu até tive um amor
Eu até tive felicidade...
Só que tudo que tenho
Só que tudo que possuo
Em toda a minha vivencia
Foi algo sofrível e miserável...
Tenho uma vida pequena
Tenho uma vida de nada...
Mas ela é minúscula
Mas ela é miserável...
Obrigado minha vida
Obrigado meu Deus
Obrigado por nada....
“Um Amor Dedicado”
Um amor dedicado em linhas
Um amor todo fluido em filas...
Um amor de livro tenaz
Um amor de filme fugaz...
Escrita com as mãos
Dos meus sentimentos......
Ainda
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Ana Carla
Ao amor tremulo de corações
Ainda não resvalados............
Tremulo como a quem
Se entrega inteiramente....
O seu imenso desejo.....
Ao amor ensejado
De todos os amantes
Ainda adolescentes.......
Vejo com o mesmo vibrar
Com que gotejas ferozmente
O teu amor químico e matemático......
Como a todos os dependentes químicos
Sobre seu adora de penitencia algébrica.......
Do amor louco com que os amantes
Devoram o coração de suas amadas......
E com a repetição com que denoto
O amor de uma mulher quase imaculada....
Que aos poucos tornara-me
Meio seco e muito vil.........
Fim
Ainda
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Ana Carla
Agradecimentos
A todos os meus amigos e colegas que leram este
Livro antes de sua impressão, que elogiaram e criticaram
Suas entrelinhas, que deram muitas sugestões importantes
E às vezes até compactuaram comigo em recitações ao ar livre
Na embriaguez da companhia de um bom e velho vinho.
Ainda
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Ana Carla
Memorial
Em memória de um amor
Que ficou no passado
Ao amor de minha vida...
Ainda que este amor não seja
Por mim público
Como devia o ser
Tanto a mim
Quanto a ela...
Esteja aqui está declaração
Em seu dignifico nome
Oh! Minha amada bendita...
E mesmo que ainda esteja
No anonimato completo
Meu amor por você Alrac
Ainda continuará no espaço...
Percorrendo o infinito
Como o brilho de bilhões
De estrelas mortas nos céus
Que insistem em te focalizar...
Isto sim meu amor
É apenas amar-te....
Ainda
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Ana Carla
Nota do Autor
Este livro revela todas as ansiedades de liberação
de pensamento, transfere toda a dramaticidade que é expor
os nossos sentimentos e as nossas raízes ideológicas a cortejos pessoais que
nunca tínhamos vivido como amantes do ser amado.
Estas letras fazem declarações de sentimentos intimistas, revelam como o amor,
o desejo, a ternura, a saudade, a dedicação, a paixão e o tempo, nos revolvem as
perdas recolhidas do passado.
Estes escritos também revelam a pessoa amada como um ser austero, um
permanecer integro do tempo entregue aos julgamentos, uma crítica do amor aos
possíveis insultos que como amantes e amados teremos de sofre por escolher
amar invés de amor.
As paixões colocam-nos irremediavelmente na guilhotina dos medos, puxa-nos a
alça que libera a laminar da ingratidão, altera o mínimo do sofre aterrado em
nossos sentimentos.
Afinal todos os poetas, todos os amantes e todos os amados a partir da data de
Publicações de seus livros, de suas paixões e de seus amores tornam-se de certa
forma parte do patrimônio cultural, material e emocional de nós mesmos na
humanidade, uma insanidade absurda, uma contradição do amor.
Pertencendo cada sentimento hermético a uma total comunhão distribuídas
aos leitores, aos amados e aos amantes, expor-se é mesmo um tanto complicado,
atender a todas as expectativas de quem nos devora, pagina por pagina, boca em
boca, corpo por corpo é como estar-se preparado para trincha uma verdadeira
guerra oblíqua, onde as armas é o que menos importa, mas não nos
incomodamos em travá-la ou em ama-las.
O vinho tem sido um belo companheiro, sugiro aos leitores que o tome como
hospede inato em suas vidas, e o regozije em tamanha amplitude e gozo, na
Intenção de tomá-lo e recitar estas poesias na companhia de bons e velhos
Amigos, bem como também de uma bela, doce e jovem mulher.
Rusgat Niccus

Ainda (poesia)

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  • 2.
    Ainda 2 Ana Carla “Não percatempo amor meu, venha com semblante de menina e a graça de uma mulher..... Seja vigilante, não uma qualquer...” Diegho Courtenbitter
  • 3.
    Ainda 3 Ana Carla Dedicatória Dedico todasas linhas Deste livro tenaz Escrita com as mãos Dos meus sentimentos...... Ao amor tremulo de corações Ainda não resvalados............ Tremulo como a quem Se entrega inteiramente.... O seu imenso desejo..... Ao amor ensejado De todos os amantes Ainda adolescentes....... Vejo com o mesmo vibrar Com que gotejas ferozmente O teu amor químico e matemático...... Como a todos os dependentes químicos Sobre seu adora de penitencia algébrica....... Do amor louco com que os amantes Devoram o coração de suas amadas...... E com a repetição com que denoto O amor de uma mulher quase imaculada.... Que aos poucos tornara-me Meio seco e muito vil......... Ana Carla
  • 4.
    Ainda 4 Ana Carla Livro: Ainda Gênero:Poesia Ano: 2018 Autor: Ana Carla Furtado Oliveira de Abrantes Titularidade: Este é um Heterônimo de Roosevelt F. Abrantes Editora: Editora Lascivinista / Produção e Publicação Independente Coletânea: Uma Arte Lascivinista Ano de Finalização Escritural da Obra: 2018 Data da Primeira Publicação deste Livro: 26 de Março de 2018 Contatos: End.: Rua das Palmeiras, n° 09 Residencial Parque das Palmeiras Vila Embratel – São Luís - Maranhão Cep.: 65081-494 – São Luís – Ma País.: Brasil / Região.: Nordeste Tel.: (98) 9 9907-9243 / (98) 98545-4918 WhatsApp.: (98) 9 8545-4918 G-mail.: abrantesroosevelt@gmail.com Redes Sociais: Facebook.: https://www.facebook.com/rooseveltfabrantes Twitter.: https://twitter.com/rooseveltabrant Linkendin.: https://www.linkedin.com/in/roosevelt-f-abrantes-0b1b2426/ Instagran.: https://www.instagram.com/abrantesroosevelt/ Hotmail.: rooseveltabrantes@outlook.com Blogger: http://movimentolascivinista.blogspot.com/ Site.: http://movimentolascivinista.com
  • 5.
    Ainda 5 Ana Carla Autobiografia Nome: AnaCarla Furtado Oliveira de Abrantes Data de Nascimento: 06/06/1989 Cidade Natal: São Luís - MA Nome do Pai: Júlio Celso Furtado Oliveira de Abrantes Nome da Mãe: Maria Tereza Furtado Oliveira de Abrantes Cônjuge: Rusgat Niccus Ferreira de Abrantes Ocupação: Poetiza, Escritora, Contista, Cronista, Grafista, Fotografa e Iluminarista Profissão: Nutricionista e Arquiteta Bairro onde Morou na Infância: Vila Embratel Local onde Trabalhou: Restaurante Senac, Universidade Estácio, Prefeitura de São Luís e Construtora ENESA Formação Acadêmica: Graduada em Gestão de Recursos Humanos, Nutrição e Arquitetura Lugares onde Morou: São Luís, Piauí e Ceara Ideologia Politica: Esquerda Gosto Musical: Musica Gospel Gosto Gastronômico: Carne Assada, Arroz Branco, Feijão e Ovos Fritos Religião: Cristã Altura: 1,65 mts Etnia / Raça: Branco Cor da Pele: Branca Cor dos Olhos: Castanhos Claros e Pequenos Cor dos Cabelos: Castanhos Claros, Lisos e Compridos Postura Física: Esguia, Altura Mediana e Postura Levemente Intimista Tipo Físico: Magra, Dedos Pequenos, Pés Pequenos e Pernas Compridas Tipo Físico Facial: Nariz Pequeno e Afinado, Olhos Lisos e Atrevidos, Cabeça Arredondada e Queixo Fino Trajes Habituais: Chapéu longo e enlaçado, cabelos compridos e entrançados, Vestido Longo e de Linho Colorido, Brincos de Argola Grandes e Compridos e Sapatos Coturnos Chanel de Couro Preto Idade Atual: 30 anos Heterônimo: Ana Carla Escritor: Roosevelt Ferreira Abrantes
  • 6.
    Ainda 6 Ana Carla “Será quetu nunca tens pena de mim, seu eu é que vivo e vivo para te amar, então me der sinais de tua piedade.... me der sinais de teu afeto.... Diegho Courtenbitter
  • 7.
    Ainda 7 Ana Carla Prefacio O livrode título “Ainda” e uma expressão drástica do amor exagerado, uma liberação de desejos profundos, uma explosão de promiscuidade exógenas e livres. A autora busca liberta as letras de sua composição fria, delineando mais movimento as formas estáticas do pensamento. A forte lascividade dos poemas ébrios, demostram em como estão incrustados a sua influência Byroniana, Azevedista e Rusganista. A beleza das formas estéticas, também revelam a inclinação a escrita rebuscada, misturada a textos simples e curtos. A escritora deleitasse ao apelo lascivo da promiscuidade exógena do sexualismo explicito. Revelando a ruptura estética e dialética do papel da mulher nas letras e na vida pessoal. A também uma imposição de atitude dialética na estilística dos poemas construídos. Frases que formam linearmente uma sincronia nas disposições dos poemas. O relevo da profundidade poética revela também a intimidade da poeta com o seu eu sexual, feminino, livre e questionador. Suas poesias deformam o senso comum, destrói o formalismo e entrega-se a coesão literal dos sons.
  • 8.
    Ainda 8 Ana Carla Um PoucoSobre a Escritora Poeta e escritora, está romancista lascivinista, descreve muito bem os novos fatos e casos que o amor visceral pode externa sobre os homens. As proeminências efêmeras, destiladas em nossos dias atuais, promovem na vida das pessoas paradoxos exógenos. Suas anuências artísticas também buscam entrelaçamentos filosóficos volvidos a campos psicológicos e a gêneros de natureza morta, todas denotadas a um presente vivo e atual de nossa febril literatura moderna. Adepta ao movimento lascivinista, viu no cotidiano a inspiração para a sua arte e poesia, adereços instrumentais, severamente vetantes ao novo mundo idealizado pela artista, uma configuração, completamente conturbada e volvidos pelos os seus personagens, sensivelmente afetados pelas imperícias do amor. Sua poesia descreve com maestria as paixões que viveu e friccionou em seu coração. Suas aplicações poéticas, vislumbra uma atenção vil sobres as formas materialista impressa hoje no amor, assessoria que também são expressos na sua fotografia, Iluminuras e grafismos. A escritora Ana Carla Furtado Oliveira de Abrantes tem liberta a sua alma sobre o Olimpo de Afrodite, e completamente intenta a confusão biltre do mundo moderno, estando imersa a contemplação vil de um amor pós-moderno e ultrarromântico. Naufragada sobre o seu próprio universo imaginativo, seu idealismo holístico, perambula largamente pelo inanimado das paixões insanas e indubitavelmente vociferada pelas vísceras emoções individuais de seu ser efêmero, mortaliza-se sucumbida pelas paixões marginais. Seu gosto por vinhos róseos e amadeirados revitalizar seu sentimento puramente excêntrico, sua perspicaz inteligência acentua a sua dinâmica modernista, e a idolatria pelo mal do século que volvia os amantes, faz do amor descrito em seu gênero literário um típico neoclássico ultrarromântico. Nascida em São Luís do Maranhão no dia 06 de Junho de 1989, sua vida literária é marcada pela paixão as escritas ultrarromânticas de Lord Byron e Alvares de Azevedo, seu amor pelas artes plásticas, principalmente aquelas reveladas pelas as escolas Renascentistas, a intuíram na criação de seu gênero poético e plástico, porém é o seu íntimo romance com o teatro, a música, e ao cinema, foi o que lhe fez ter uma incrível fascinação pelos livros e pelo tema romanesco ditado pelos românticos do século XVIII. Sua história literária é também ligada ao amor pela escrita modernista de Carlos Drummond de Andrade, e pela bela escrita de Clarice Lispector, agentes literários, assim como ela, completamente apaixonados pela arte do escrever. Ana Carla Furtado Oliveira de Abrantes também se propôs inicialmente a escrever poemas de amor, pensamentos soltos, crônicas diversas e por último dedicou-se integralmente aos romances registrados em poesias clássica, um fato que está até hoje está impresso em sua maior paixão natural, os romances clássicos.
  • 9.
    Ainda 9 Ana Carla A suaescrita sempre se assemelhou às folhas secas de um outono trivial, sendo ritualística em sua descrição textual. Compelida ao seu ensejo místico, e a repetição paisagística da metalinguística, impressas em sua poesia. Uma boêmia entre as artes, uma vil que transgredi a composição das formas inerentes a retorica. Altruísta em sua prosa fácil, remete-se ao delírio partidário do prazer tênue das formas nuas, uma refém de sua escrita promiscua, exaltada na poesia sexualista dos amantes. Notamos em suas obras, a expressão de textos poéticos tristes, rebuscados e efêmeros, deposições contextuais fortes, exibições paradoxais exógenas, e um refletido senso lírico, adornado sobre a sua métrica. Repertórios tênues, ligeiramente compostos de uma coesão alegre, muitos deles envolvendo um enredo romântico, inteligente, conflituoso, lascivo, firme, tenebroso, encantador e tempestuoso. Suas muitas facetas e diversificações literárias promovem um estado natural na harmonia de sua poética, uma folha em branco tingida a cinzas em seus papeis amarelados, um fel ácido compartilhado na métrica. A sua escrita ainda que diferente e intensa, sugere a contemplação eximia das formas e do conteúdo literário, exigências que exprimem uma consternação solta, livre e breve de seus textos, ensejos épicos extraídos pela paixão e pelo o amor a contornos simples das letras. Escritos devolvidos em poesia minimizadas, fragmentos retorcidos em lampejos efêmeros, obras que deixo a cargo dos leitores, devendo os mesmos colori-las, desbrava-las e conclui-las. Metodicamente ficam sobre o papel em branco, uma boa parte de mim debruçadas sobre os livros que leio e escrevo, outros recortes de minha personalidade, ficam com aqueles que me leem desregradamente em silencio. Roosevelt F. Abrantes
  • 10.
    Ainda 10 Ana Carla Lascivinismo O MovimentoLascivinista nasce em fevereiro de 2001 inicialmente pelas mãos do poeta Rusgat Niccus, um heterônimo do escritor e poeta Roosevelt F. Abrantes. Em 2002 juntam-se ao movimento os poetas (heterônimos) Ana Carla, Diegho Courtenbitter e Ubirani Yaraima. O poeta João Justina Liberto é o ultimo a entra para o Movimento Lascivinista, contribuindo para a literatura lasciva no ano de 2003. O Movimento Lascivinista é uma escola literária fortemente fundamentada a corrente ideológica romântica. Um idealismo poético byroniano, forjado a partir dos traços líricos do poeta Alvares de Azevedo. Uma idealidade poética motivada por composições literárias densamente carregada de paixão, amor e desejo lírico. Este movimento também possuir um forte apego ao carácter ultrarromântico literário europeu, amplamente alicerçada no comportamento e nas inclinações dos prazeres da vida, reveladas através de Dionísio. Os poetas deste manifesto literário possuem uma escrita arduamente reflexiva, despontada a altas doses tendenciosas de lubricidade amorosa, sentimentos organizados pelas fortes formas insidiosas da volúpia artificiosa, sensualidade exagerada e luxúria poética. As referências de seus textos detêm uma característica única destinada à libido ou do que possui uma inclinação para a sensualidade ou ao despudor de quem provoca a libidinagem coletiva das formas escritas. Os escritos destes poetas possuem uma propriedade provinciana voltada para uma particularidade insensata, impressa em um comportamento puramente lascivo. Os principais autores desta escola literária são os Poetas e Artistas: Roosevelt F. Abrantes, Rusgat Niccus, Diegho Courtenbitter, Ana Carla Furtado, Ubirani Yaraima e João Justina Liberto. Estes seis escritores são os maiores expoentes desta poesia clássica e moderna. Uma poesia que hoje encontra-se envolvida, disseminada e misturada aos meios e as rotas digitais das redes sociais, fatores que tornam este movimento literário, algo único, dialético e simplista, sendo um dos mais plurais, diversos e importantes do Brasil. O Lascivinismo, O Rusgatianismo, Movimento Lascivinista, ou Pensamento Lascivinista, foi idealizado pelo poeta Maranhense Rusgat Niccus, um escritor romântico e pós-modernista, considerado um dos maiores contemporâneo do Pós- Ultraromantismo do século XXI. Os seus inúmeros textos sugerem um terreno fértil para antigas perguntas relacionadas ao amor que ainda se encontram concretas e incompletas no coração dos amantes e dos apaixonados. Rusgat Niccus é considerado por muitos correligionários e ativistas Lascivinistas, como sendo o último ultrarromântico vivo de influência byroniana e azevedista.
  • 11.
    Ainda 11 Ana Carla As suaspoesias ultra exageradas sobre o amor, a paixão e o sexo, fez suscitar novas ressignificações para os inúmeros questionamentos que são levantados a respeito das inatas paixões humanas. Assuntos que abordam relatos sobre o amor encarcerado, paixões reprimidas, sexo amordaçado e sexualidade rotulada. Estes questionamentos realizaram uma espécie de renascimento do sentimento ultrarromântico existente no século XVIII, ideias que somadas ao movimento Lascivinista, expressaram muitas dualidades adversas sobre a realidade do comportamento humano, principalmente sobre as crenças atuais vigentes que mobilizam o nosso mundo, sobretudo em aspectos que permeiam o idealismo de felicidade a qualquer custo, fatores que remontam novas premissas de um inconsciente marginal sobre o amor, determinismos que mazelam e sucumbe o homem neste novo contexto holístico de viver sobre as paixões. O cotidiano é outra porta de entrada literária abordada por este novo movimento poético e artístico, uma construção reflexiva que ver nas relações humanas a inspiração para as suas construções textualistas e obras de caráter visual. Estas afirmações literárias possibilitaram ao poeta Rusgat Niccus, lançar mãos de um suporte mobilizador único e amplamente utilizado pela espécie humana, mecanismos que acompanharam toda a nossa trajetória histórica pela terra, percursos que fizeram as criaturas virarem criadores. O movimento migratório do pensamento humano, sempre foi um mecanismo de evolução muito importante para a composição do homem, um adereço de desenvolvimento que nos acompanha desde os primórdios. Este pensamento ordenado foi um combustível para a formação, consolidação e disseminação do homem social como ser pensante e construtor de ideias, atuando como uma força mágica nas relações societárias para obtenção das mudanças desejadas, e é neste suporte que a fonte do seu pensamento lascivinista busca forças para as proporções de idealidade de seus conceitos românticos. Os fortes alicerces poéticos encontrados, nestas conjunturas, vinculam o homem moderno ao mais antigo dos sentimentos humanos, vertentes intrinsecamente rotuladas, pontuadas tanto ao amor verdadeiro, como a pratica do sexo absoluto, fatores que interligam tudo a uma forma primitiva de realização de prazer, mecanismo amplamente utilizado como porta de entrada para um prazer sinestésico que viabiliza o encontro de si mesmo, com a existência do outro. Textualidades ligadas a um objeto de prazer que nos aliança ao universo, as estrelas, e ao criador, sentimentos tão adversos que apesar de antagônicos, nos mantém em contato direto com a energia espiritual do nosso próprio mundo. No entanto, esta corrente literária não tem a reserva, ou a predestinação de explicar as aflições que assolam a alma dos homens humanos, nem busca oferecer soluções para estes estigmas seculares. Sua textualização apenas
  • 12.
    Ainda 12 Ana Carla expõem asvariantes, tornando-as iluminadas sobre o clarão da confraternização homogenia vivenciada em nossa sociedade minimalista, sendo apenas um difusor de ideias que as práticas literárias externam no exercício da comunhão do pensamento, obras imaginarias que devem sempre ser livres. No pensamento lascivinista, isto implica que quem escolhe viver em comunidade, tem a possibilidade de torna-se livre e mais intenso, oportunizando viver o que somente é vivido no primeiro amor primordial, volvendo-se a declarações insubstituíveis, peças únicas em um mundo de repetições. A inclusão destes pequenos atos comportamentais que nos revelam um viver diferenciado, reverbera no sentimento humano uma fração garantidora de uma grande sinergia multiplicadora, obliquidades que nos ajudam a ultrapassar barreiras difíceis nesta curta e dura vida. Observamos que este movimento literário e artístico não somente falar sobre o amor, sobre a paixão e sobre o desejo ardente de lascividade, a sua contextualização também visa divulgar amplamente outros ensejos intrínsecos a alma humana, objetos de desejos internos extremamente essenciais, prioritariamente necessários ao equilíbrio de nossas emoções, integralidades que permanecem escondidas até dentro de nós mesmo. O poeta em seu discurso lascivinista é extremamente enfático quando discorre de maneira profunda em sua hermenêutica psicodélica do cotidiano humanista, onde a sua escrita permeia-se como uma prosa feroz, vislumbrada pela ética errante dos aspectos imorais que a solidão, a depressão e o estresse moderno conceitua sobre as camadas de emoções mais superficiais, pré-estipulando e generalizando arbitrariamente uma geração inteira de imediatistas, catalisando desta forma as muitas descendências de apaixonados, mutiladas pela eficácia do existir passional. A poesia lascivinista, neste aspecto, pode até causar um certo enclausurar do pensamento moderno, porém não as tornando propriamente obsoletas de suas objetividades literárias, um fator que deve propensa as pessoas, a um certo grau de distanciamento de si mesma, tornando-as carcereiras de seu próprio ser, escravas de um viver uniforme, musgos de um pensar incompleto, mais senhores de um desejo manifesto de felicidade. Nesta exterioridade literária, merecem destaques importantes, algumas similaridades que ocorrem paralelas ao lascivinismo e que margeiam igualitariamente o ultrarromantismo, principalmente sobre a ideia aparente da presença destas primeiras patologias acima citadas, ordenamentos psicológicos, ainda pré-existentes e muito forte no início de nosso século moderno, algo comum, muito vivido pelos ultrarromânticos, contraposições que abriram portas terríveis as novas vertentes de um novo e imperdoável "mal do século" em nosso próprio tempo, uma ojeriza infeliz que se faz presente em todo o mundo hodierno que conhecemos hoje, um verme patológico, absurdamente carente de
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    Ainda 13 Ana Carla socialização, umsenil cruel, sedento de integralização humana, um biltre que definha prematuramente em seu próprio eu lírico, o “mal da depressão”, a solidão coletiva, o nosso mal do século. Infelizmente a corrente literária vigente, capitalizada e contra posicionada ao lascivinismo, trabalha para contribuir com a solidão coletiva, o “mal da depressão”. Esta corrente literária possuir aspectos intrínsecos figurados na subsistência do necessário existir, um arque bolso falso e frágil que limita as pessoas a uma vivencia rasa, niilista, materialista e consumista. O Movimento Lascivinismo ainda tenta desconstruir as regras ditatórias da literatura pop e comercial que existe no mundo, algo impositivamente ruim para as liberdades poéticas, mas que aos poucos será substituída por novos conceitos que melhor revitalize a alma humana dos poetas que nascerem no futuro, fatos que iram se adequa ás novas evoluções da realidade do sofrimento poético atual, e que daremos um nome inspirador e liberto, a chamaremos de Artelascivinista, Artecotidianista, Lascivinismo ou simplesmente de Rusgatianismo, como preferir grifa o escritor e criador deste movimento literário. O Lascivinismo é um ideal literário que tem uma pretensão multiplicadora das emoções humanas, exacerbando-as infinitamente dentro de seu contexto existencial de ver o mundo e as pessoas, misturando o lascivo ao amor, o sexo a paixão, o drama a realidade. O Lascivinismo é uma arte de impactos tão estético, quanto sentimental, essa vertente completamente diversificada, inova no campo da escrita poética, romantiza o desejo libidinoso, focaliza o desejo lascivo e desmitifica o lirismo tênue esquecidos ainda dentro de nós mesmos, uma ação retrógada que diminui o pecado original do desejo carnal expresso nas paixões exageradas, atos que as vezes estão encrespadas no outro, um o ensejo que nos aproxima do desconhecido. As inúmeras características dos afetos, muitas vezes aprofundadas e baseadas nas raízes do amor verdadeiro, apesar de não serem um único viés para a conjuntura de sua base como poesia e estética, faz-se fortemente presente em outras correntes literárias, completamente adversas a seu pensamento, o que as torna ainda mais irmãs e cumplices no ato do fazer literário. Ainda que seus versos, rabiscos, traços e estilos fiquem inclinadamente fortes para os acontecimentos e mazelas humanas, pormenoriza as condições do homem em seu cotidiano de conflitos, e mesmo estando insegura da dualidade entre os homens e os seus objetos de desejos, a beleza da mansidão holística do lascivo, mistura-se com a imaginação do cotidiano. A concepção da Artelascivinista, Artecotidianista, ou ainda o Rusgatianismo, definições intituladas por alguns dos seguidores desta corrente literária, ver na ótica de seu pensamento Lascivinista, um holístico padrão poético de suas formas,
  • 14.
    Ainda 14 Ana Carla atos conformes,vivencias estresidas, habilmente inspiradas das curvas e das belezas do corpo feminino. Formas poéticas solidamente doutrinas pela razão das paixões amor, indubitavelmente absorvidas pelo amor. Fatos literários que outros artistas e poetas contemporâneos do Lascivinismo conceituam como arte objeto do desejo, conceitos que possui em sua estética simples, o rigor da aplicação pratica das ideias, visto que ambas são encontradas principalmente no âmbito do cotidiano humano. O aglomerado de imagens retratadas por esta corrente artística e poética, revela muito bem a força com que as transmissões de nossas intrínsecas emoções são repassadas aos objetos, veiculando nitidamente a simbologia das conexões instituídas nos nossos atos primitivos. As inúmeras fotografias, pinturas, desenhos estilizados, gravuras e construções textuais, ilustram amplamente a identidade deste movimento. Outras imagens inseridas neste contexto, idealizam também a proximidade com o lúdico e o desejoso. Nesta amostra virtual, representada sobre este espaço atônito que é a internet das coisas, vislumbra o retrato atual das emoções humanas, estratificadas e capturadas pela alma dos poetas Lascivinistas, emoções únicas transferidas para a contestação dos objetos humanos, uma observação artística que os autores pretendem transfigurar como meta de seu estudo transcendental. Os itens analisados neste novo conceito de arte moderna, permitem uma leitura linear e mais direta das ideias da arte objeto (o ser humano), um silogismo encontrado somente em pessoas sensíveis as artes, as figuras, aos objetos, aos adereços e a outros materiais diversos. Imagens retratadas em ruas, edifícios, praças, lugarejos, fontes, monumentos e inúmeros outros objetos de constatação de natureza física ou orgânica. Uma busca enervante pelas formas certas e perfeitas, um baluarte vislumbrado pelo desejo dos objetos dignos de observação artística, sendo as nossas concepções, uma espécie de arte intangível, vistas através das incalculáveis lentes digitais, reprocessadas pelos os pinceis dos teclados tênues de um computador, revisitados inconstantemente pelos lápis de cores amiúdes de seu criador e criaturas, participando todas elas a um coagulado mistério da vida, sendo transmitidas sobre as mãos tênues desse novo artista que nasce nas telas das redes sociais. A Arte Lascivinista ainda encontra o seu significado na personificação dos objetos, no reinvestimos pratico da realidade abstrata, na transposição lógica dos materiais intangíveis, e no mais plural dos estados cotidianos da arte estratificada da realidade fictícia do caos, algo que se torna mais confuso, absurdo e imperfeito sobre as artes.
  • 15.
    Ainda 15 Ana Carla Esta artehumano objeto ainda reproduz a surrealidade da vida em um intemperismo constante de todas as formas materiais que o cerca, o artista não só criar um conceito diferente de arte, como também a intelectualiza, a exacerba em sua significância dentro de suas emoções. Neste intuito transporta o que enxerga na dualidade da estética, na simplicidade da beleza, suplantada no visual inconsciente de suas obras indeléveis, flexibilizando a cultura do bom senso, tripartindo-a com a própria humanidade o desejo moderno de questionar a própria vida... Rusgat Niccus
  • 16.
    Ainda 16 Ana Carla “Ainda” Acredite minhabela ninfa do mar Ainda espero por ti a beira do cais.... Sei que os tempos aqui são outros Que os corpos mudaram as formas Que os amores transmutaram a fé E o eterno virou um efêmero prazer... Acredite minha bela demônio do mar Ainda espero para ser devorado por ti.... O tempo nunca cessa E o mar nunca recua... A vida nunca volta para o seu começo Como um big bag continuo e trajetória.... E um relógio intransigente da emoção É uma máquina infernal do vil amor.... Uma conspiração do universo aleatório Uma trama única as teorias das cordas Mantidas sempre ao nosso eterno favor .... Mas acredite meu pelo anjo de escamas Ainda fico sentado a beiras das ondas.... A vida ficou distante O amor teve ecos O sono silencio.... Mas o amor continuou tênue A paixão perdurou por vidas... E via láctea íngreme ao sistema elíptico Outra vez se fez ébria e derramou-se…. Acredite minha viajante dos setes mares Eu ainda espero que meus ossos finos Fiquem brancos em suas presas afiadas... Não me culpe pela vil peleja Não me negues o beijo térreo...
  • 17.
    Ainda 17 Ana Carla Não medeixe sozinho nesta canoa fria Não me queira mal a este ponta da vida... O farol a beira do cais parece triste E as ondas choram arrependidas Por que sabem que eu te amo... Não me negues um olha doce Não finja amores por piedades.... As estrelas acima já me reconhecem E os céus já me tem como um triste.... As ondas já descoloridas no mar de São Luís Nunca ficaram tão ébrias neste Maranhão vil... Por isso que em meu desejo um tanto fortuito Que mal pode ter um druida como eu o sou.... Olha-la com profunda lascívia e desejo O seu corpo inócuo, quente e fervente .... Oh! Minha linda e amada sereia Não espere que eu morra ébrio Sem ter seu beijo selado e serro... Nem que neste dia Um dia não o tê-lo.... Oh! Órfã dos mil mares bálticos Não espere que eu morra ébrio.... Sem que eu ao meu destino talvez cruel Ouça o som de meus funerais agitados Um som estalado de seu beijo esquio.... Tome conta de mim nesta beira de mar Meu véu demônio de barbatanas e presas ... Não me deixes um sozinho Não me deixes a um fatigo... Boiando triste e a esmo Com rui garrafa de Rum ... Não que a solidão Não me caias bem...
  • 18.
    Ainda 18 Ana Carla Não quea solidão Seja um fardo ruim... Eu só não quero morre na solidão Não sozinho neste mar tão imenso... Esperando invalido por você Sem saber que um dia virá.... A solidão talvez sim Sem vocês talvez não.... “Conversas Soturnas” Sou um homem de muitas conversas Um bicho intelectual de falar e prosa Um biltre arquiteto da dúvida crua e nua Um morador de rua na mente de teu teto... As vezes um e outro ser espiritual Me fazem diligências especificas Algumas são inoportunas Outras são prosa e poesia.... Em alguns destes ensaios fortuitos Os dois conversam e me esquecem Em outras visitas tentam me abstrair.... Em algumas destas oportunas visitas intimas São as minhas conversas fixas que predomina Mas sei que ambos apenas estão me analisando... Há dias que as conversas são ótimas Outras são apenas distrações ébrias.... Deus e o Diabo conversam comigo Um vem pela manhã depois do sol O outro vem a pino no meio da tarde... Um tem o dialogo todo em prosa O outro falar comigo em poesias... Um é a plena mansidão em pessoa O outro tem o caos em seu universo...
  • 19.
    Ainda 19 Ana Carla O Diaboeu sei que não me quer bem nenhum... E Deus eu sei que não me quer mal algum......... Um apenas perturba a calmaria tênue O outro não me ajuda e nem interfere...... Um dia me coloquei ao lado dos enlouquecidos E estando Deus em minhas pobres memorias Conversando francamente sobre o que é a vida Percebi que não éramos seres tão diferentes.... Principalmente quando o assunto é mais tênue E o tema abordado busca o autoconhecimento.... Discursos que nos obrigam a discorda do consenso Dialogas que traduziam nossas angustias e tristezas…. As febres eram matinais e frouxas E os pensamentos fundamentais O que nos levava ao contrassenso... Em outras poucas vezes Em visitas a minha casa.... Um anjo guardava-me a esquerda E um demônio me expiava a direita.... Estando os visitantes muito angustiados Possibilitei a abertura de novas conversas Vislumbrei um embuste com o Lúcifer E um outro aleive ébrio com Jeová....... O discurso era sobre os humanos Um outro discurso sobre os anjos E um outro discurso sobre mim..... Mais nenhum deles quis o discurso pessoal Falar sobre suas próprias existências eternas... Lúcifer relatava relutante O discurso da depreciação.... A raça humana é como um gado São pedaços de carne inconscientes E merecem ser abatidos no curral...
  • 20.
    Ainda 20 Ana Carla Todos elesmoribunda pelo mundo São peças de um xadrez esquecido.... Bichos sarnentos preparados a uma caiçara Cacas vazias de um involucro sujo e biltre.... Eles não sabem de sua importância virtuosa Não valorizam as suas vis almas imortais...... Eles nunca pensam Eles não vislumbram E nem vivem a vida.... Deus, no entanto, apenas o escutar tacitamente Ver que nem todas as suas criaturas são ébrias Poucas se mostraram um biltre que traiçoeira.... As arvores estão plantadas no jardim Mas nem todos os frutos vingará bem Alguns nasceram de minha bel vontade Mas nem todos serão como eu provir.... Nascer não foi uma escolha E viver é uma opção tênue Mas morrer é uma eleição... As conversas e aquelas inúmeras visitas a noite Foram todas fortuitas e magicamente ébrias....... Algumas eram penalizantes a mente Outras frustradas pelo amanhecer... Todas tinham seus argumentos amargos Outras muitas fundamentadas na culpa... O Diabo me fez várias visitas durante a vida Todas elas houveram conversas e bebidas.... O criado também se fez várias vezes presente Mas seus diálogos foram sucintos e acanhados... Um tinha a sem vergonha mentira impressa em sua cara O outro possuía nas conversas um curto e grosso adeus... Deus me deixou várias vezes sem respostas Algumas nem foram proferidas em silencio fel...
  • 21.
    Ainda 21 Ana Carla O outronem queria se explicar muito Só desejava um dia possuir os céus.... “Vazio” Tudo morre Tudo passa... E o mundo ébrio Um dia passará... Todas as pessoas Um dia passaram.... E o mundo antes repleto de vida Será como o vazio planeta Marte... Um dia ele será um completo vazio Uma montanha repleta de cadáveres.... Um vácuo no espaço vazio Um silencio na eternidade.... “Coisas Escondidas” Na vida algo precisa ser escondido Na morte algo deve ser publicado E na mente algo dever ser mantido... Dentre muitos segredos Entre as muitas renuncias... Há duas coisas simples Que nunca vou esconder... O meu vil Ódio de você E o meu Amor por você...
  • 22.
    Ainda 22 Ana Carla “Mulheres Imprimidas” Porquede todas as mulheres que amei Justo você a que mais fiz print´s online.... A que mais dowload´s Baixei em meu book... Por que logo você Justamente a você... Não a imprimir Em minha vida... “Ana Jara” Minha enciclopédia feminina Minha semideusa e rainha... Minha ébria fênix eterna Minha tez menina esquia... Minha semente de liz vil Minha insensatez veloz... Minha má calmaria trol Minha liquidez fugaz e vã... Venha meu livro torpe Venha minha Lilite vil... “Simplesmente Infelicidade” Eu simplesmente odeio gente feliz Eu simplesmente odeio gente feliz... Ainda mais quando o feliz não sou eu Ainda mais quando o feliz é o meu algoz... Eu odeio gente feliz Eu odeio gente feliz...
  • 23.
    Ainda 23 Ana Carla Mas euas odeio muito mais Quando elas lembram-me Do quanto eu estou infeliz..... “Conversas Coesas” A vida é verdadeiramente uma só E a morte é absurdamente biltre.... É errado dizermos que se vive apenas uma vez Mas vivemos necessariamente todos os dias E morremos nitidamente uma única vez........... Não existir, mas é uma lastima desprezível Mas não viver também é uma agressão vil... Portanto um recado aos viventes É necessário saber viver a vida.... Não se pode passar apenas por ela É preciso vivencia-la fortemente.... Aos tolos tenham uma vida breve e chata Aos arrogantes vidas maçantes e abreviadas Aos amantes uma vida plena e longa......... Portanto que viver bem... Viveu Quem viveu mau....... Não viveu... Quem beijou......... Saboreou um ótimo sabor Quem não beijou... Perdeu um primo sabor.... Quem se ariscou venceu na vida Quem se acovardou fracassou.... Quem viveu............ Viveu Quem não viveu... Morreu Quem sofreu..... Sofreu Quem sorriu....... Sorriu Quem gozou........... Gozou Quem não gozou... Perdeu
  • 24.
    Ainda 24 Ana Carla Portanto vivamo que há para se viver Conseguinte sintam o que há para sentir... Por que na vida nada é para ser sempre Por que na vida o logo sempre se acaba... Portanto na vida não há uma outra vida Portanto não há uma segunda chance.... Então seja rápido Então seja breve... Por que a vida não espera A vida passar bem veloz.... E ela não nos espera para vive-la Ela simplesmente nos perpassar... Então revise-se E viva o agora... “Ratos Desejáveis” Alguns são ratos de esgotos Outros são vis ratos de porão... Alguns rastejam por cozinhas imundas Outros caminham sorrateiros em lixões... Diversos outros perambulam em hospitais ermos Outros roem restos em supermercados biltres..... Alguns poucos são ratos de laboratórios Outros ainda hospedam-se em livrarias.... Outros almejam suportavelmente as lixeiras Mas muitos na verdade estão em restaurantes... Os ratos são mesmo seres horríveis Os ratos são animais detestáveis Os ratos são encéfalos desprezíveis.... Mas nem tudo neles Devem causar pavor....
  • 25.
    Ainda 25 Ana Carla As suasnarinas engraçadas Regozijam-me desejos pueris Seus olhares trêmulos e curiosos Causam-me sorrisos afrouxados..... Alguns são ratos a meia boca Outros são ratos a meio tempo.... Concordo que eles são seres vis Mas quem nunca os resignifico-os... Alguns roem realmente as roupas do rei de Roma Outros roedores roem literalmente o saber da vida.... Curiosamente tenho muito apreço a estes vis roedores Gosto daqueles que possuem biltres gostos peculiares.... Sou completamente adepto Aqueles tipos de roedores Que fazem de um bom livro O seu sublime jantar das seis.... Sou um rato com hábitos fortuitos Sou um roedor das penumbras…. Há quem me julgue pelos dentes Mas sou um rato de muitas ruas... E muito fácil roer alguns livros O difícil é não roer um amor.... Neste aspecto não desejável Sou rato muito desajeitado O meu coração se apaixonou Ele realmente se empolgou.... Ela é uma rata de biblioteca Uma rata que roubava livros Uma rata que ruía muitos livros.... E nestes muitos roubos E nestas muitas ruídas Ela roubou o meu coração...
  • 26.
    Ainda 26 Ana Carla “Gente Egoísta” Dizemque as pessoas solitárias são as mais felizes Dizem que as pessoas casadas são as mais felizes Dizem que as pessoas promiscuas são mais felizes..... Sobre a felicidade é algo que não entendo Sobre o amor é algo que entendo pouco Sobre prazer é algo que entendo muito..... Mas sobre o egoísmo É algo pouco discutido.... As pessoas com pouco altruísmo sabem viver As pessoas sem preocupações sabem viver.... O valor da felicidade está no biltre individualismo A felicidade está em não se importar com o outro... Pessoas egoístas vivem muito melhor Pessoas egoístas sabem viver melhor... Talvez a felicidade está no amor próprio Talvez a felicidade está em pensar em si.... Nunca esteve ligado aos outros Nunca esteve ligado a ninguém.... “O Mal uma Influência do Bem ” O mal foi uma influência do bem e nasceu do bem O bem influenciou o mau e cresceu dentro do bem... A origem do bem tem a mesma origem do mal O mal tem origem do bem e nunca esteve mal... Sabemos que o bem existiu antes de vim o mal Mas não sabemos a origem do existir de ambos.... A ignorância é um terrível fruto biltre Um fruto vil que jamais deveria existir... E a sabedoria e´ uma semente inócua Que estando livre germina a tenuidade...
  • 27.
    Ainda 27 Ana Carla A vidaé uma sublime criação Uma criação mágica do divino... E a existência de cada ser vivo Organismos que vivem na terra... Pautam-se na resiliência da existência Curvam-se na eloquência tênue do vil... A arvore da sabedoria Guardiã de todo o ser Privatiza todo o saber... O saber é até hoje um dilema dialético Um problema vil na ignorância alheia... Um conhecimento que liberta Uma liberdade que escraviza Um desconhecer que aprisiona... O saber é tão contemporaneamente perigoso Quanto na época das grandes mil criações...... A maça do jardim do éden A maça de Issac Newtow A maça mordida da Apple... Até hoje perturba a onisciência de ser Ciência de que não se possuir em si... O interessante Em nós mesmos... É que este mesmo conhecimento que liberta É o mesmo conhecimento que nos escraviza... O bem é a única forma de ética não benéfica E o mal é o único paradoxo dialético da vida.... Mas se o mal é uma ordem inversa ao bem Onde se originou o mal que habita a terra.... Muitos dos livros sagrados E outros escritos apócrifos Tentam culpar o anjo lucífer Pela terrível tragédia épica Entre a humanidade e Deus...
  • 28.
    Ainda 28 Ana Carla Mas seno início só havia o bem E neste intercurso surgiu o mal De onde veio o mal original....... Onde nasceu o mal no coração de lucífer Onde cresceu o bem no infinito dos céus... O entendimento é que se o mal é possível Este mal teve uma provável origem inicial... O mal teve um criador E o criador teve o mal... É por culpa do mal O mal ser do mal.... E por culpa do bem O bem ser do bem... E um anjo rebelde É um demônio vil... A mera desculpa de ser mal A dupla culpa de não servir... Ninguém serve a dois senhores Mas quem é senhor de quem... A verdade é que pode ser possível o mal E a mentira é que nem pode existir o bem... O bem pode ser originário do próprio bem E o mal é originário do que mesmo afinal... O bem é originário do próprio bem de Deus E o mal poderá ter vindo também de Deus... Lúcifer é um ser de existência malvada E Deus um ser de existência benévola... Então por algo impuro Nascer de algo puro.... Pois se o anjo lucífer é a sua vil criação E, portanto, subproduto de sua criação... O que o fez ser extremamente mal Se este originou-se do perfeito bem...
  • 29.
    Ainda 29 Ana Carla Se omal foi possível existir no bem O mal também já existia no criador... E se o bem externou-se como luz O mal se internalizou por lucífer... Há quem acredite numa criação do mal Mas nem tudo no éden foi de fato ruim... Afinal de contas o que seria de Deus Sem o seu extremado inimigo lucífer... E as trevas sem a luz E o calor sem o frio.... E as tempestades sem a calmaria E o ódio sem o seu amor fraternal... O que seria do Super Man sem o Lex Lutor E o Homem Aranha sem o Doutro Octopus... O que seria de mim sem o amor E o amor sem alguém para amar... O que seria do bem sem o mal E todo esse mal sem o meu bem... O bem somente existe Porque existe o vil mal... Há um contrato vil de equilíbrio Um termo fel pré-estabelecido... Um mal necessário para um bem primordial Um bem irresoluto para um mal bem social.... Há a balança sombria de um universo em desequilíbrio O bem e o mal de nossas próprias existências infinitas... O anjo e o demônio de nossas crenças mais antigas Deuses e demônios de nossos próprios destinos... Somos nossos próprios mau em nosso vil bem A vacina de nosso próprio veneno macabro…. Um deus caído na terra em pele de biltres demônio vis Um demônio perverso na pele de um deus convencido...
  • 30.
    Ainda 30 Ana Carla Somos criaçãoe criatura de um mesmo desejo torpe Um desejo livre de ter seus próprios conhecimentos Um ser livre de suas próprias amarravas e criações.... “Sem Sorte no Amor” O amor vai ficar só nos meus livros O amor inexiste para quem sonha.... O amor é uma mera ilusão O amor é um ouro de tolo... O sexo parece ótimo Porque o amor dói... Ele está para mim como a um abismo profundo Como o conto de fadas está para os personagens.... Eu não tenho sorte para o amor E o amor não ter sorte em ter-me... Por que o universo me odeia tanto Qual a razão de sua conspiração.... Eu me fiz intimo com a via láctea Eu me fiz intimo com o infinito.... Mas no fim de tudo ela não quis Então eu simplesmente sumir.... “Velhice” A idade é um tormento Mas do que envelhecer A dor é um caminho vil..... Tudo dói com a idade Tudo cair com os anos Tudo fica sem brilho.....
  • 31.
    Ainda 31 Ana Carla Posso sentiras dores do meu quadril quadrilátero Posso sentir as dores da minha espinha vertebral Posso sentir a minha dor de ouvido entupido Posso sentir a minha dor em minha dor na dor.... Velhice Velhice Canalhice.... O veto dos fetos O reto dos restos O réu dos hereges.... Não vislumbro a quimera Não regozijo o rei tempo... Jazem mortos na primavera A juventude de uma videira Em um céu que não existe.... Vivem a velhice eterna Vivem o fim de tudo.... “Trabalho Humano” Quanto há hoje de trabalho escravo no mundo Quanto há no mundo escravos do trabalho hoje... Quantos zumbis há nas lúgubres oficinas vis Quantos indigentes existem há nas fornalhas...... Quanto há hoje de vil escuridão na terra E neste século do quase não luzes Quanto há de vitalidade sobre os herdeiros.... Nunca houve tanta exploração do trabalho Nunca houve tanto trabalho para realizar... Nunca houve tantos humanos Nunca houve tantas maquinas.... Nunca houve tantos recursos disponíveis E nunca houve tantas desigualdades juntas...
  • 32.
    Ainda 32 Ana Carla Nunca houvetanta fartura na terra E ao mesmo tempo e em penumbra Nunca houve tanta fome e indigência... Nunca houve tantas luzes sobre a litosfera Como há hoje tanta escuridão no homem... Nunca houve tantas religiões E singularmente a espécie Nunca houve tanta solidão.... Nunca houve tanta felicidade E linearmente ao lado dela Nunca houve tanta infelicidade... Nunca houve tantos céus no ceu Como há hoje sobre a terra fria Nunca houve tantos infernos.... “Deus e o Diabo” Um Deus que esta solicito Um demônio que esta vil... Um é andante de águas límpidas Um exímio e ilustre velejador.... Outro é um biltre requeiro insensível Um militar que luta por um céu vazio... Um deseja caminhar sobre a sua terra Mesmo que ela se mostre turbulenta...´ O outro já é dono temporário da terra E almeja caminhar sobre crânios e fel... Um é Deus por procedência e essência O outro cobiça ser deus por opulência... O primeiro lutar pela espada firme O segundo briga como a um louco... Um tem a essência de um leão O outro a excreta de um cão....
  • 33.
    Ainda 33 Ana Carla Um possuiro seu brilho próprio O outro deseja ser iluminado.... Na falta de ossos e carnes O diabo sorrir contente.... Na extravagancia de almas e de luzes Deus recria os seus jardins suspensos... O mundo não quer orbitar em uma bolha E a vida não está presa a uma varanda.... Os céus não são um bom pecúlio Mas a terra não vem do paraíso..... Deus até pode estar em você Mas o diabo quer ter você.... A vida tem no princípio o infinito Mas o infinito finita a nossa vida... “Perdidos” Uma humanidade perdida Uma humanidade esguia.... Proletária Riquíssima... Majoritariamente enferma Naufraga no meio do mar.... “Conversas bem Sacanas” Deixa que eu te olhe bem nos olhos Deixa eu te ousar em teus lábios..... Deixa que eu te morda bem de jeito Deixa eu te segurar forte pela mão...
  • 34.
    Ainda 34 Ana Carla Deixa queeu te aperte os seios róseos Deixa eu te pega pelas partes intimas... Deixa que eu te envolva em meus braços e beijos Deixa que os meus dois dedos penetrem em você.... Vou esquenta uma banana nanica no fogo a lenha E ela ainda aquecida irei lhe enfiar até você goza... Deixe que eu te enfie um suquinho de morango Sobre a pelves de tua vagina cor de rosa e vil.... E após gelada a tua vulva vil Deixe que eu te sugue firme Pela minha língua esguia..... Plante bananeira como a uma criança travessa E enquanto eu sendo malvado e muito desejoso Surpreendo-lhe vilmente pegando pelas pernas E sedento por sua vagina lhe faço um sexo oral... Deixa que eu encha a tua vagina vil Com vinho, cerveja ou uma tequila.... E estando a sua vil vulva rósea cheia Deixe que eu flambe perversamente... Para que eu ainda ébrio e louco de você Possa beber-te de forma demoníaca...... Vem toca uma punheta agressiva em mim Com os teus pés pequeno e bem travessos Embebidos em leite, chocolate, mel e uva... Deixa eu te queimar com cigarros Deixa que te surre com um graveto Deixa-me arrancar os pelos da vulva.... Deixa que eu te jogue cera quente e derretida Sobre a tua vagina, bicos dos seios e umbigo Enquanto te masturbo e te fodo gostosamente... Deixa-me bela dana queimar-te os pelos da vagina Com um isqueiro de bolso que tenho na cozinha.... Enquanto por outro lado o mundo se desmancha Você estando em êxtase com um vibrado elétrico
  • 35.
    Ainda 35 Ana Carla Enfiado emsua vulva e queimando de prazer vil Deixa-me sutilmente possui-la por traz de forma vil.... Deixa-me que eu te faça de prato típico Denotativamente de uma refeição livre... Onde eu simplesmente sobre o seu corpo nu Degusto da melhor comida e bebida do mundo Que é a sua boca Que é a sua saliva Que é o seu gozo Que é o seu seio Que é a sua vulva... Deixei que eu faça de sua vulva rósea Um sundae de chocolate e morangos... Deixe que eu faça de tua periquita ébria A minha biltre taça de sorvete individual E com ela chupe até o final o teu clitóris... “Preconceito” Pior do que o preconceito............. É o conceito sobre este assunto... “Sono Sagrado” Sou um ser inevitavelmente de muitas noites Dormi depois das três é uma dadiva sagrada.... A insônia é algo que aproveito de madrugada Uso meu distúrbio para escrever os meus dias.... Dormir muito é o mesmo que morrer E viver de verdade é algo para poucos
  • 36.
    Ainda 36 Ana Carla E somentese vive estando acordado Pois teremos a eternidade para dormir Descansando morbidamente em talhes Em nossa caixa fechada da eternidade..... “Os Ratos de Schrodinger” Esses são tempos estranhos Um mundo tomado em solidão Repleto por ruas e vielas vazias Tomadas por casas silenciosas Caladas pelos ruivos dos cães... Nunca foi tão necessário ser E nunca foi tão necessário ter... A hoje uma buscar convivências tímidas Buscas por novas experiências mentais Projetada para outros mundos infinitos Onde a paz seria menos difícil de viver. Frequentemente descrevemos absurdos Como é paradoxo a vivencia dos mudos A vida que não nos é mais um habitual... Como um ato empírico inebriado de luz Que nos coloca como gato sujo de rua Trancafiado em uma caixa de madeira E exposto a um veneno mórbido e letal... A vida nos tornou um carcereiro ébrio Um soberbo de nossa própria liberdade Um rufião de armas longas e mortais..... Estamos realmente em um estado de vivo morto Estamos sujeitos a uma experiência mortífera.... Exposto a algo tão insano e cruel Que ainda não nos foi declarada...
  • 37.
    Ainda 37 Ana Carla Somos naverdade um gato numa caixa A fazenda de formigas de uma criança Um rato de laboratório de um cientista Um big brother de um deus na televisão Ou a triste experiência mental de alguém... Mas o que somos realmente hoje Que proposito temos neste plano Quais lutas teremos que travamos E onde queremos chegar com isso... Somos um Gato de Schrodinger Uma formiga atômica da Marvel Ou somos sapos de sala de aula... A China tem produzido milhares de vacinas A Austrália tem produzido algumas vacinas Os Estados Unidos da América do Norte Têm produzidos milhares dessas vacinas O Brasil produziu vários lotes de vacinas... Mas a maioria das cobaias humanas Estão tristemente em nosso vil país... Assim como os países da África Tem sido palco de experimentos Testes medonhos de toda ordem Usados por meio da cruz vermelha E pelos os médicos sem fronteiras Por razões que todos conhecem.... Doenças, pobreza, fome E heranças colonialistas... Somos hoje a vil ebola ébria Os hospitais do sul da África... O gado extremamente novo Conduzido para a vil morte.... Um fato que me faz pensar Um pensar que me faz fato.... Somos um observador de uma experiência Somos redentores de uma brutal experiência Ou seremos todos nós a experiência de alguém...
  • 38.
    Ainda 38 Ana Carla Como nãocontesta se sou atomato Como não qualifica se não sou real Se não sou uma ébria anedota triste... Uma nota de cruzado Um dobrão de níquel Um vintém de esmola Um euro de fraude Um dólar de outrem... “Guerras Externas” As guerras não podem ser inutilizadas Os combates não devem ser evanescidos Nenhum soldado escapa das vis trincheiras As balas não são ricocheteadas em meu relevo Que paixões ébrias são deixadas em cartas Quais campos vis estamos batalhando em fel Não me vejo em guerra Não me vejo longe de ti... Aonde está o horizonte dos paraquedistas mortos Quais tangues conseguiram ultrapassar a linha vil... Os homens estão com bombas até o pescoço As linhas do fronte proporcionam vis avanços Alguns estão perdidos na relva negra do lago... Alguns não se reconhecem mais como humanos Outros penhorados a esmo por velas meio acesas Perdem-se na mata angular do velho continente torpe.... Alguns estão volvidos ao caos da batalha insana Entregues aos milhares de cadáveres sufragados... Muitos não lembram de suas memorias humanizadas Esquecidos pela pátria maldita que os enviou ao fronte Morrem como baratas em meio aos tiros de granadas... As lutas não podem um exclusivo viés E as cerimonias as únicas alternativas...
  • 39.
    Ainda 39 Ana Carla A vidanão é uma carruagem da morte E mortos não são veículos de guerras... As manhãs não devem se acostumar ao cinza do céu E as noites não podem ser iluminadas pelas bombas... As guerras são reflexos dos imaturos E a violência é o dialogo dos asnos.... Não sejamos incrédulos a tola vida Nem sejamos fanáticos pela morte... Queira Deus que as guerras terminem sóbrias Não somente quando travadas no vil horizonte Mas que sejam tercias em suas verticalidades.... Bombas de hidrogênio Bombas de mostradas Bombas de hidroxilas... Algumas vencidas Algumas mostardas Outras escondidas Outras halogênicas... Algumas ficam em nossas sociedades Outras estão em nossas íntimas emoções... Mas quando teremos hortênsias E quando nasceram as roseiras Quando julgaremos os traidores Quem são os malfeitores do vilarejo... Alguns são só biltres vitoriosos Outros são infames derrotados A maioria nem vingará na terra A maioria nem na terra vingará... Um dia para lutas Um dia para amar...
  • 40.
    Ainda 40 Ana Carla “Elisangela Cardoso” Ooutono quis vim mais cedo hoje E o inverno fez chover um ar frio O verão parece mais morno E a primavera levou a flores... Um jasmim inteiro de cheiros Uma floresta vasta de vida Um oceano inteiro de amor Uma imensa biodiversidade.... Mais um dia se foi tremulo Mais uma manhã floresceu E mais um canto terminou.... Mas as sementes ficam latentes A terra fértil espera a germinação Seus brotos logo nasceram ébrios... As boas sementes são eternas As boas colheitas estão prontas E as arvores geniosas frutificam.... Porque o domingo nasceu triste Porque a segunda ficou tênue.... Uma flor perfeitamente negra Uma Hortência bela e preta Uma Rosa cor de laranja lima.... Uma flor do sol Uma flor da lua Uma flor da rua... Uma forte mulher Uma forte guerreira Um fronte de guerra... Uma aliada contra as injustiças sociais Uma mitigadora de problema insolúveis... Uma flor copta Uma flor tépida Uma flor tenaz Uma flor liquida...
  • 41.
    Ainda 41 Ana Carla Um jasmimlividamente maduro Um esguio vale de rosas solitário... Hoje a sua pétala intrepidamente solida Infelizmente nos deixou sem o seu cheiro... Sua rama de verdades e luta Nos deixou cardosos e silvas... Sua bandeira tremulada Nos deixou Elis e Zandras... Sua essência intimidante Tinha um ativismo febril Sua voz rouca e voraz Fluía como forças esmas Dos trovões e das trovoadas... Sua defesa em prol das crianças Era uma música firme e eloquente E sua luta pelos os adolescentes Resplendia girassóis flamejantes.... Seu exemplo de fé motivava Sua boa conduta se refletia E sua dedicação ensinava... Assim era o seu brilho tez Assim era a sua luz vivida.... Assim era a sua explosão... Suas ideias labutavam por causas bem nobres Suas convicções tinham um direcionamento certo Suas lutas eram daqueles que moram na periferia... Sua vida foi um marco em sua grande historia E sua história uma marca na vida das pessoas... Ela foi um exemplo de mulher forte Um arquétipo de mulher guerreira Um padrão cálido de mulher negra... Uma franco combatente da árdua fé Uma contraventora das violências Uma exigente do respeito mutuo Em todos as suas formas e níveis...
  • 42.
    Ainda 42 Ana Carla O mundoficou hoje mais triste O mundo ficou hoje mais cinza O mundo ficou hoje sem sua cor... Uma batalha foi perdida Uma peleja foi vencida Mais a guerra ainda virá... A vida perde hoje ao amanhecer O arsenal vil que era a sua voz... A vida perde hoje ao entardecer O seu grito biltre de guerra sutil... A vida perde hoje ao anoitecer A sua militância feroz e tenaz... Mas as suas ideias de luta estão vivas As suas ideias militantes estão fortes... Muitos eram contra a biltre discriminação Algumas eram contra o abandono da ação... Infelizmente as injustiças sociais Deveram permanecer calcarizadas... Infelizmente as injurias raciais Deveram perdurar como a um vil... Mas as lutas devem ser travadas As guerras devem continuar vis E homens devem deter as febres.... Vivemos várias rupturas misóginas Algumas do direito social e humano Outras do direito ambiental e religioso... Estamos sendo destroçados Pelas autoridades vigentes... Estando multiplamente castrados Pelas classes inertes deste país... Há direitos sociais sendo violados Há direitos humanos sendo rasgados...
  • 43.
    Ainda 43 Ana Carla Há umcrescente aumento da violência contra mulher Há direitos da infância e juventude sendo mutilados Há direitos trabalhistas sendo pulverizado a tintas.... A juventude é vendida no país a segundo plano As crianças sendo alocadas a níveis de animais E as mulheres sendo mortas como biltres porcos... Há milhares de jovens negros sendo caçados Há milhares de jovens índios sendo caçados Há milhares de jovens brancos sendo caçados Há milhares de jovens brasileiros em caça... Algumas vítimas de violência Algumas vítimas de desemprego Algumas sendo encarceradas...... E o mundo E a terra E a vida.... Estes estão fragilizados Estes estão expostos Estes estão sem proteção... O mundo é verdadeiramente muito injusto O mundo é uma pólvora de mentes sujas... Por que os bons morrem jovens Por que os bons são todos levados Por que eles vão embora tão cedo.... Mas o seu exemplo fica E a coragem permanece... E a sua garra lembra a vil firmeza E as suas sementes geram frutos... Quem você deixou por aqui Quem vai lembra de você Quem cuidara da gente.... Somos todos nós Somos eu e você Uma única liga...
  • 44.
    Ainda 44 Ana Carla Vamos continuara sua historia Vamos prosseguir a sua luta...... Vamos minha querida Terminar a sua guerra... Vamos minha bela querida Ser contra as desigualdades... Vamos minha querida Lutar contra as mazelas... Vamos minha inoxidável querida Lutar contra todo os preconceitos... Vamos lutar pelas minorias Vamos lutar pelos perdidos... Vamos tentam impor a sua história Vamos tentar impor a nossa história... Uma luta que só tomou mais forças Uma luta que só gerou mais raízes Uma luta que só cresceu e frutificou... Todos somos uma gravitação de sua alma Sementes que estão loucas para crescer Mudas que estão prontas para florescer... Exemplos como os seus Nunca deixam de germinar... Exemplos como os seus Nunca morrem no pomar... As suas ideias vão correr pelas vielas As suas ideias vão sussurra pelas ruas As suas ideias multiplicaram coragens... Vamos fazer vingar as suas lutas Vamos fazer vingar as suas ideias Vamos fazer vingar os seus sonhos Vamos fazer vingar as suas ambições... Vamos fazer vingar novas Elisangelas Vamos fazer vingar novos Joãos e Joses Vamos fazer vingar novas Joanas e Terezas
  • 45.
    Ainda 45 Ana Carla Vamos frutificarum mundo com novos Ricardos Vamos frutificar um mundo com novas Marias... Que o seu exemplo sirva de arma social Que o seu exemplo sirva de arma cultural Que o seu exemplo sirva de arma cuidadora... Que a sua resistência viva Contra as injustiças sociais Que a sua resiliência viva Contra quem ainda oprime Que a sua mitigação viva Contra quem nos afasta... Uma luta para o povo Uma luta com o povo Uma luta e um só povo... Devemos ser como esta guerreira Devemos ser como esta lutadora Devemos ser como esta liderança... Ela nos ensinou que devemos lutar Ela nos ensinou que devemos brigar Ela nos ensinou que devemos resistir... Um povo como senhores de nossa própria historia Um povo como mandatários de sua própria jornada Um povo livre de seus jagunços e de suas armas.... Ela é a minha plebeia Ela é a minha princesa Ela é a minha vil rainha Ela é a minha inspiração... Você ainda vive em mim Voce ainda vive em nós Você ainda está entre nós... Você vive em suas crias Você vive em seu legado Você vive em nossa alma... Você vive em nossas belas alegrias Você vive em nossas recordações...
  • 46.
    Ainda 46 Ana Carla Você estáem muitos dos nossos jovens Você está na vida da vil Vila Embratel.... Ela está em muitos lugares Ela está em muitos caminhos Ela está em muitos corações... Aonde você deixou semente Aonde você deixou a vida Aonde você quis nos deixa.... Você vive em sua historia Você vive em seu exemplo Você vive em nosso registro... Ela está viva Ela está solta Ela germina Ela espalhou-se Ela está pronta Dentro de todos nós.... “Réplicas Matemáticas” Não sejamos nestes tempos difíceis Um rato dócil de experiência mental... Não deseje a um inseto dissidente Algo que o seu para-brisa esmague... Não sejamos cobaias inúteis Em um miserável laboratório.... Não queira minha doce jovem Está presa eloquentemente A minha infeliz má sorte......... Não permitamos o exequível vil prologo O estado inerte de um vórtice repetido Pertencentes inequivocamente a tríade A fazenda de formigas de um louco.... Não sejamos uma frequência quântica Algo terminantemente amiudada a luz...
  • 47.
    Ainda 47 Ana Carla Não sejamosum fronte de guerra Alinhados a uma fila de pesquisas... Não permita que um fato tolo Descrevido por ato paradoxal Delimite nossa linha de tempo... Em nosso tempo Em tempo nosso Em pouco período Em ocasião rara... Não deixemos que a vida Também inoportunamente Procure pelas ilustrações De um tempo inesperado... Não sejamos biltres irresponsáveis As muitas interpretações dessa vida... Sejamos sobre a eterna terra Simples regras matemáticas.... Complicações quânticas Aplicadas a imaginação.... Objetos do nosso dia Recorrências da noite Réplicas do dia-a-dia... “Minha Via Láctea” Um amor sem sorte Sem sorte no amor... Minha via láctea colorida Um universo sem cores... O amor vai ficar só nos meus sonhos O amor inexiste para quem não sonha.... O amor é uma mera quimera O amor é um metal infantil.....
  • 48.
    Ainda 48 Ana Carla O sexoparece excelente Porque o amor dolorido... Um amor sem sorte Sem sorte no amor... Minha via láctea colorida Um universo sem cores... O amor está para minha vida Como a um abismo profundo... Como um conto de fadas Está para os personagens.... Eu não tenho sorte para o amor E o amor não tem sorte em ter-me... Por que o universo me odeia tanto Qual a razão de sua conspiração.... Um amor sem sorte Sem sorte no amor... Minha via láctea colorida Um universo sem cores... Eu me fiz intimo com a via láctea Eu me fiz intimo com o infinito.... Mas no fim de tudo ela não quis Então eu simplesmente sumir.... “Minha Profissão” Dizem que a profissão de um escritor É algo sucintamente solitária e vazia... Dizem que a vida de um poeta É essencialmente deserta e vil... Dizem que o existencialismo de um pintor É promiscuamente descolorida e muito biltre...
  • 49.
    Ainda 49 Ana Carla Dizem queum fotografo É despossuído de alma.... E consideram um grafista É um ordinário niilista...... Falam que um ilustrador Não consegue se registra... Um comunista não é um herói Um socialista não é um salvador E um capitalista é só um metre... A vida de um bom artista É essencialmente vazia... A vida de um romântico É precoce e solitária...... Algumas de minhas amadas amantes Alguns de meus e vis amargos inimigos... Dizem que eu passo muito tempo comigo mesmo Dizem que passo muito tempo com o meu cérebro... E muitos dizem que ele é uma péssima companhia Uma influência do mal para a minha vida simplória... Minha profissão pode ser vazia Minha vida pode até ser vazia.... Mais envolta de meus pinces Mais envolta de meus papeis Mais envolta de uma máquina fotográfica Mais envolta de um computador sansung... Observo que não estou sozinho Estou sempre bem acompanhado Existindo não existência de alguém Existindo não mente vil de outrem... Mesmo estando essencialmente solitário Deus e o diabo me fazem companhia....... Escrevendo para o bem ou para mal Anotando para Deus ou para o Diabo...
  • 50.
    Ainda 50 Ana Carla Caminho omeu trançado dedilhado Caçando minhas próprias emoções... “Fado ou Fardo” Tanto lugar para Deus me colocar no mundo Tantos países lindos para ele me jogar desnudo Tantas cidades gloriosas para mim imprimir velado... Tantas cores para ele me pinta em aquarela Tantos rostos bonitinhos para me presentear Tantas classes sociais para ele me alocar Tantas sociedades para ele me pulveriza.... Ele fez ao contrario Ele fez em distraído Ele fez sem pensar... Ele insistiu em me ver pobre Ele insistiu em me ver preto... Ele insistir em me ver suburbano Ele insistiu em me ver periférico... Ele insistiu em ver muito feio Em insistiu em me ver infeliz.... Cada um tem a vida que merece ser imprimida Cada um vive a vida miserável que Deus concedeu Cada um vive da forma que lhe parecer conveniente Cada um rega as plantas que lhe forem vil frutíferas... O homem se fez classe social O homem se fez cores raciais O homem se fez Deus na terra O homem se fez um vil desigual... Não posso agradecer a vida que Deus me deu Não posso agradecer a vida miserável que tenho Não posso agradecer as desigualdades que sofri Não posso agradecer as oportunidades que não tive... Até por que agradecer pela vida É algo superficial e incoerente...
  • 51.
    Ainda 51 Ana Carla Até porque agradecer por misérias É algo desnecessário e estupido.... Vida em estado mórbido Vida em estado inerte.... Até um verme tem vida Até um vírus tem vida Até um fungo tem vida... Um protozoário tem vida Uma minhoca tem vida Uma lavar possuir vida... Eu até tenho uma vida Eu até tive um amor Eu até tive felicidade... Só que tudo que tenho Só que tudo que possuo Em toda a minha vivencia Foi algo sofrível e miserável... Tenho uma vida pequena Tenho uma vida de nada... Mas ela é minúscula Mas ela é miserável... Obrigado minha vida Obrigado meu Deus Obrigado por nada.... “Um Amor Dedicado” Um amor dedicado em linhas Um amor todo fluido em filas... Um amor de livro tenaz Um amor de filme fugaz... Escrita com as mãos Dos meus sentimentos......
  • 52.
    Ainda 52 Ana Carla Ao amortremulo de corações Ainda não resvalados............ Tremulo como a quem Se entrega inteiramente.... O seu imenso desejo..... Ao amor ensejado De todos os amantes Ainda adolescentes....... Vejo com o mesmo vibrar Com que gotejas ferozmente O teu amor químico e matemático...... Como a todos os dependentes químicos Sobre seu adora de penitencia algébrica....... Do amor louco com que os amantes Devoram o coração de suas amadas...... E com a repetição com que denoto O amor de uma mulher quase imaculada.... Que aos poucos tornara-me Meio seco e muito vil......... Fim
  • 53.
    Ainda 53 Ana Carla Agradecimentos A todosos meus amigos e colegas que leram este Livro antes de sua impressão, que elogiaram e criticaram Suas entrelinhas, que deram muitas sugestões importantes E às vezes até compactuaram comigo em recitações ao ar livre Na embriaguez da companhia de um bom e velho vinho.
  • 54.
    Ainda 54 Ana Carla Memorial Em memóriade um amor Que ficou no passado Ao amor de minha vida... Ainda que este amor não seja Por mim público Como devia o ser Tanto a mim Quanto a ela... Esteja aqui está declaração Em seu dignifico nome Oh! Minha amada bendita... E mesmo que ainda esteja No anonimato completo Meu amor por você Alrac Ainda continuará no espaço... Percorrendo o infinito Como o brilho de bilhões De estrelas mortas nos céus Que insistem em te focalizar... Isto sim meu amor É apenas amar-te....
  • 55.
    Ainda 55 Ana Carla Nota doAutor Este livro revela todas as ansiedades de liberação de pensamento, transfere toda a dramaticidade que é expor os nossos sentimentos e as nossas raízes ideológicas a cortejos pessoais que nunca tínhamos vivido como amantes do ser amado. Estas letras fazem declarações de sentimentos intimistas, revelam como o amor, o desejo, a ternura, a saudade, a dedicação, a paixão e o tempo, nos revolvem as perdas recolhidas do passado. Estes escritos também revelam a pessoa amada como um ser austero, um permanecer integro do tempo entregue aos julgamentos, uma crítica do amor aos possíveis insultos que como amantes e amados teremos de sofre por escolher amar invés de amor. As paixões colocam-nos irremediavelmente na guilhotina dos medos, puxa-nos a alça que libera a laminar da ingratidão, altera o mínimo do sofre aterrado em nossos sentimentos. Afinal todos os poetas, todos os amantes e todos os amados a partir da data de Publicações de seus livros, de suas paixões e de seus amores tornam-se de certa forma parte do patrimônio cultural, material e emocional de nós mesmos na humanidade, uma insanidade absurda, uma contradição do amor. Pertencendo cada sentimento hermético a uma total comunhão distribuídas aos leitores, aos amados e aos amantes, expor-se é mesmo um tanto complicado, atender a todas as expectativas de quem nos devora, pagina por pagina, boca em boca, corpo por corpo é como estar-se preparado para trincha uma verdadeira guerra oblíqua, onde as armas é o que menos importa, mas não nos incomodamos em travá-la ou em ama-las. O vinho tem sido um belo companheiro, sugiro aos leitores que o tome como hospede inato em suas vidas, e o regozije em tamanha amplitude e gozo, na Intenção de tomá-lo e recitar estas poesias na companhia de bons e velhos Amigos, bem como também de uma bela, doce e jovem mulher. Rusgat Niccus