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Abelhas sem ferrão, maravilhas de Deus – Escriba de Cristo
FINALIDADE DESTA OBRA
Os materiais literários do autor não têm fins
lucrativos, nem lhe gera quaisquer tipo de receita. Os
custos do livro são unicamente para cobrir despesas com
produção, transporte, impostos e revendedores. Sua
satisfação consiste em contribuir para o bem da
educação, uma melhor qualidade de vida para todos os
homens e seres vivos, e para glorificar o único Deus
Todo-Poderoso.
AUTORIZAÇÃO
O livro pode ser reproduzido e distribuído por
quaisquer meios, usado e traduzido por qualquer entidade
religiosa, educacional ou cultural sem prévia autorização
do autor. Todos os meus livros são de domínio público.
2
Abelhas sem ferrão, maravilhas de Deus – Escriba de Cristo
AUTOR: Escriba de Cristo é licenciado em Ciências
Biológicas e História pela Universidade Metropolitana de Santos;
possui curso superior em Gestão de Empresas pela UNIMONTE de
Santos; é Bacharel em Teologia pela Faculdade das Assembleias de
Deus de Santos; tem formação Técnica em Polícia Judiciária pela
USP e dois diplomas de Harvard University dos EUA sobre Epístolas
Paulinas e Manuscritos da Idade Média. Radialista profissional pelo
Senac de Santos, reconhecido pelo Ministério do Trabalho. Nasceu
em Itabaiana/SE, em 1969. Em 1990 fundou o Centro de
Evangelismo Universal; hoje se dedica a escrever livros e ao
ministério de intercessão. Não tendo interesse em dar palestras ou
participar de eventos, evitando convívio social.
CONTATO:
https://www.facebook.com/centrodeevangelismouniversal/
https://www.facebook.com/escribade.cristo
3
SOLICITAÇÃO AOS LEITORES: Se você encontrar erros
gramaticais ou se você fala outro idioma e puder colaborar traduzindo
esta obra, em qualquer dos casos entre em contato com o autor pelo
facebook.
Abelhas sem ferrão, maravilhas de Deus – Escriba de Cristo
Dados Internacionais da Catalogação na Publicação (CIP)
4
M543 Escriba de Cristo, 1969 – 101 Abelhas
sem ferrão, maravilhas de Deus
Itabaiana/SE,
Amazon.com Clubedesautores.com.br, 2016
132 p. ; 21 cm
ISBN-13: 978-1540533814
ISBN-10: 1540533816
1. Biologia 2. Abelhas sem ferrão 3. Deus
4. Meliponicultura 4. Zoologia I - Titulo
CDD 577 / 590
CDU 574 / 59
Abelhas sem ferrão, maravilhas de Deus – Escriba de Cristo
CENTRO DE EVANGELISMO UNIVERSAL
-CGC 66.504.093/0001-08
SUMÁRIO
CLASSIFICAÇÃO E DISTRIBUIÇÃO
PAULO NOGUEIRA NETO
WARWICK ESTEVAM KERR
PADRE JESUS SANTIAGO MOURE
POLINIZAÇÃO
COLMÉIA
ABELHAS DA AMÉRICA
MELIPONAS SÃO MANSAS
5
Abelhas sem ferrão, maravilhas de Deus – Escriba de Cristo
AMEAÇAS AMBIENTAIS
EXTRAÇÃO PREDATÓRIA
MADEIRA PARA CAIXA
DIVISÓRIA DA CAIXA
PÓLEN
CERA
RESINA
GEOPRÓPOLIS
EXTRATO DE GEOPRÓPOLIS
MEL DAS MELINOPAS
FAVO DE MEL
URUÇU
JATAÍ
NINHOS DE JATAI
PRODUÇÃO DE JATAÍ
COLMÉIA DE JATAÍ
JATAÍ NÃO MUDA DE LUGAR
6
Abelhas sem ferrão, maravilhas de Deus – Escriba de Cristo
BRIGAS ENTRE JATAIS
DIVISÃO DE COLMEIA JATAÍ
CAIXA DE JATAÍ
MEL DE JATAÍ
PRÓPOLIS DE JATAÍ
MANDAÇAIA
ENTRE AS MELHORES PARA CRIAR
ONDE ENCONTRA-LAS
MORFOLOGIA
HABITAT E NINHO
CASTAS – OPERÁRIAS
RAINHAS
ZANGÕES (Machos)
MEL
ABELHA TUJUBA
ABELHA PLEBÉIA SAIQUI
ABELHA-LIMÃO
7
Abelhas sem ferrão, maravilhas de Deus – Escriba de Cristo
ABELHA GUIRIÇU
IDENTIFICANDO ENXAMES
CAPTURA DE ENXAME
ATRATIVO DE ABELHA
EXAME DAS ISCAS
ESTRUTURA DA COLMÉIA
REPRODUÇÃO
SISTEMA DE ORIENTAÇÃO
TRANSFERÊNCA DE COLMEIA
RAINHA
FORMAÇÃO DE RAINHAS
OPERÁRIAS
MULTIPLICAÇÃO DE ENXAMES
MELIPONÁRIO
CRIAR NO TOPO DO PRÉDIO
VALOR MEDICINAL
MEL E A BÍBLIA
8
Abelhas sem ferrão, maravilhas de Deus – Escriba de Cristo
INTRODUÇÃO
Deus é o Senhor da Vida, nada existe sem que
tenha sido fruto da sua soberana vontade o nada, o
imponderável, o absurdo, o improvável, a sorte ou o
acaso não criou coisa alguma. A teoria da evolução não
ofende Deus, e sim a inteligência humana. A vida provém
da vida, esta é a lei número um da biogênese. As
melíponas e trigonas são resultados na prancheta de
Deus. (Z)
Deus deu a cada espécie os seus limites para fazer
o seu habitat, algumas espécies de seres vivem em
lugares bem restritos quanto ao clima e ao bioma, outras
espécies, como o rei da Terra (os homens) são capazes
de sobreviverem em regiões de geleiras e desertos. As
9
Abelhas sem ferrão, maravilhas de Deus – Escriba de Cristo
melíponas e trigonas são dividas em várias tribos e
subespécies em que algumas não sobrevivem em climas
frios. Deus nos ensina a observar a natureza e respeita os
limites físicos e químicos de cada espécie. O
desenvolvimento da meliponicultura faz com que os
criadores escolham espécies mais apropriadas para sua
região. Como seria bom que no final dos tempos, pelo
menos uma parte da humanidade possa ter aprendido a
respeitar as leis biológicas que Deus estabeleceu... (z).
As abelhas sem ferrão são criaturas maravilhosas
de Deus e elas povoam nossas florestas. No sítio onde
vivo em Itariri possuo algumas caixas com jatais, todos os
dias vou até um ou outra caixa que tenho espalhada na
mata. Gosto especialmente nos dias de sol quando elas
estão em franca atividade, as campeiras chegando com
alimentos e as soldados fazendo a patrulha na entrada da
colmeia.
CLASSIFICAÇÃO E DISTRIBUIÇÃO
Essas abelhas se dividem em dois grupos distintos:
os Meliponini e os Trigonini. Essa separação é importante
para o entendimento de características específicas do
manejo que serão apresentadas mais adiante. As abelhas
sem ferrão, ou meliponíneos, ocorrem em grande parte
das regiões tropicais da Terra, ocupando praticamente
toda a América Latina e África, além do sudeste asiático e
norte da Austrália. Entretanto, é nas Américas que grande
10
Abelhas sem ferrão, maravilhas de Deus – Escriba de Cristo
parte da diversidade de espécies ocorre – são
aproximadamente 400 tipos descritos, conforme
catalogação recente – e que a cultura de criação destes
insetos se manifesta de forma mais intensa. (1)
Há centenas de espécies de abelhas sem ferrão
em regiões tropicais e subtropicais do mundo. Possuem
grande diversidade de formas, cores e tamanhos, com
exemplares medindo de 0,2 centímetro de comprimento
até próximo de 2 centímetros. Aqui, são conhecidas cerca
de 200 delas, destacando-se a jataí, a arapuá e a tiúba.
Também chamadas de meliponíneos, as abelhas sem
ferrão formam colônias perenes habitadas tanto por
algumas dezenas quanto por vários milhares de
indivíduos. Em geral, constroem os ninhos dentro de
cavidades já existentes, sendo que a maioria vive dentro
de ocos de árvores. Algumas espécies gostam de instalar
seus ninhos no solo, em cupinzeiros e em lugares altos.
(4)
É bom trocar algumas colmeias com criadores de
lugar diferentes, assim aumenta-se a variabilidade
genética. Sempre que tenho capturado enxames em iscas
de garrafa pet eu escolho árvores de maior diâmetro,
porque as abelhas receberam inteligência de Deus para
escolherem estruturas mais rígidas para suas colmeias.
Dentre as espécies de abelhas, um grupo que
merece destaque são os meliponíneos, cujos
11
Abelhas sem ferrão, maravilhas de Deus – Escriba de Cristo
componentes são conhecidos popularmente como
abelhas indígenas “sem ferrão”, por possuírem o ferrão
atrofiado (vestigial), perdendo a capacidade de ferroar. No
entanto, não perdem a capacidade de defesa de seus
ninhos, apresentando mecanismos variados para este fim,
como enrolar-se nos cabelos e pelos, beliscar a pele do
agressor ou invasor com as mandíbulas, podendo causar
até alguns ferimentos, entrar nas narinas e ouvidos dos
intrusos, assim como, depositar resinas vegetais ou
substâncias cáusticas sobre os seus pelos. Aquelas
espécies mais mansas procuram proteger seus ninhos
construindo-os em locais de difícil acesso, dentro de
formigueiros ou próximos a ninhos de abelhas bastante
defensivas, obtendo assim proteção para seus ninhos. (6)
Classe Insecta
Ordem Hymenoptera
Superfamília Apoidea
Família Apidae
Subfamília Apinae
Tribo Meliponini e Trigonini
Nome popular / Nome científico
12
Abelhas sem ferrão, maravilhas de Deus – Escriba de Cristo
Abelha cachorro Trigona fulviventris Guérin
Abelha do cupim Aparatrigona impunctata
Abelha limão /
Iratim
Lestrimelitta limao (Smith,
1863)
Abelha Raiz S/N
Aramã ni1
Beiço Melipona Eburnea Fuscopilosa
Bieira
Mourella caerulea (Friese,
1900)
Boca de renda Melipona Seminigra Merrillae
Boca de sapo
Partamona helleri (Friese,
1900)
Borá
Tetragona quadrangula
(Lepeletier, 1836)
Bugia, Tujuba Melipona Mondori
Bunda de Vaca
Trigona fulviventris fulviventris
GUERIN, 1853
Caga fogo
Oxytrigona tataira tataira
(Smith, 1863)
Canudo Scaptotrigona nigrohyrta
Canudo
Scaptotrigona depilis (Moure,
1942)
Cupira preta
Partamona cupira (Smith,
1863)
Feiticeira Trigona recursa (Holmberg)
Guaraipo
Melipona bicolor schenki
gribordo
Guaraipo amarela Melipona rufiventris dubia
Guarupu Melipona bicolor bicolor
Guaxupé Trigona hyalinata (Lepeletier)
13
Abelhas sem ferrão, maravilhas de Deus – Escriba de Cristo
Guira Geotrigona mombuca (Smith)
Guiruçú/ Mel do
chão
Schwarziana quadripunctata
Irai
Nannotrigona testaceicornis
(Lepeletier)
Irapuá Trigona spinipes (Fabricius)
Jandaira Melipona subnitida
Jandaira amarela melipona Crinita
Jatai
tetragonisca angustula
angustula
Jataí Acreana Tetragonisca weyrauchi
jatai da terra Paratrigona subnuda (Moure)
Jataí da terra
Paratrigona lineata (Lepeletier,
1836)
Jataí Negra Scaura latitarsis
Jupará
Melipona compressipes
manaosensis
Lábios de morena Leurotrigona pusila
Lambe olhos
Leurotrigona muelleri (Friese,
1900)
Mandaçaia
Melipona quadrifasciata
quadrifasciata
Mandaçaia
Melipona quadrifasciata
anthidioides
Mandaçaia da
terra
Melipona quinquefasciata
(Lepeletier)
Mandaguari Scaptotrigona postica
Mandaguari
amarela
Scaptotrigona xanthotricha
(Holmberg)
Manduri Melipona marginata Lepeletier,
14
Abelhas sem ferrão, maravilhas de Deus – Escriba de Cristo
1836
Manduri Melipona marginata carioca
Manduri amarela Melipona marginata Rufis?
Manduri do
Matogrosso
Melipona Favosa orbignyi
Guerin
Marmelada
amarela brava
Frieseomelitta varia
(Lepeletier)
Mirim
Plebeia droryana (Friese,
1900)
Mirim guaçú Plebeia remota
Mirim guaçú
amarela
Plebeia Remota Rufis
Mirim preguiça
Friesella schrottkyi (Friese,
1900)
Moça branca ou
mosquito
Frieseomelita tricocerata
Moça preta
Frieseomelitta silvestrii (Friese,
1902)
Mocinha Preta Friesiomelitta silvestre
Mombuca
carniceira
Trigona hypogea (Silvestri)
Mombucão
Cephalotrigona capitata
(Smith, 1854)
Monoeca Monoeca Xanthopyga
ninf Paratrigona peltata
Olho de Vidro Trigona Pallens
Pinto de Velho,
Nariz de Anta
Melipona Lateralis
Rajada Melipona asilvae
Saiqui Plebeia saiqui
15
Abelhas sem ferrão, maravilhas de Deus – Escriba de Cristo
Sanharão Trigona truculenta
Seminigra
pernigra
Melipona Seminigra Pernigra
Tiúba do
maranhão
Melipona compressipes
fasciculata (Smith, 1854)
Tubiba Scaptotrigona tubiba (Smith)
Tubuna
Scaptotrigona bipunctata
(lepeletier)
Uruçu amarela
preguiçosa
Melipona puncticollis
Uruçú Boca de
Renda
Melipona Seminigra Merrilae
Uruçu boi Melipona fuliginosa
Uruçu verdadeira Melipona scutellaris
Vorá Tetragona clavipes (fabricius)
Devemos ressaltar que as melíponas são
compostas por várias espécies, estima-se que cheguem
até a mais de mil, contando com as desconhecidas, mas a
espécie humana só existe uma, não existe subespécie, é
bom fazer esta distinção. Abelhas jataís vivem com jataís,
mandaçaias com mandaçaias, e assim
subsequentemente, mas os humanos é uma só espécie,
mesmo de nacionalidades e etnias diferentes, podemos
viver em uma mesma comunidade, gerar filhos e falar a
mesma língua. Portanto, as teorias racistas baseadas na
teoria da evolução, de espécies de humanos mais
desenvolvidos são malignas. (z)
16
Abelhas sem ferrão, maravilhas de Deus – Escriba de Cristo
PAULO NOGUEIRA NETO
Longe de mim considerar-se um especialista em
abelhas sem ferrão. Mesmo criando algumas colmeias,
sou um mero aprendiz. Mas alguns homens se
destacaram no Brasil no estudo das abelhas sem ferrão e
entre eles o Paulo Nogueira Neto. Quase toda literatura
de meliponicultura no Brasil faz citações dos seus textos.
Paulo Nogueira Neto o primeiro ambientalista
brasileiro considerado “pai dos ambientalistas”. Sem
sobra de dúvida é uma personalidade muito marcante um
grande ícone da conservação ambiental não apenas no
Brasil como no mundo. A palavra viva sobre o surgimento
do conceito “desenvolvimento sustentável”.
Trabalhou de maneira intensa em pesquisas
voltadas sobre o comportamento das Abelhas Sem Ferrão
17
Abelhas sem ferrão, maravilhas de Deus – Escriba de Cristo
(Meliponinae). Em 1963 tendo defendido Tese em
Doutoramento em arquitetura dos ninhos dessas abelhas.
Sendo o autor da “Bíblia” de consulta de todos
Meliponicultores o livro sagrado (Vida e Criação de
Abelhas Indígenas Sem Ferrão). O Livro tem estilo de
trabalhos científicos, comentando e expondo em
linguagem acessível informações sobre as principais
características dos Meliponíneos, informação e técnicas
necessárias para à criação das abelhas indígenas sem
ferrão e as medidas que os meliponicultores devem tomar
para o manejo correto, além de suas considerações sobre
o comportamento, divisão, criação de Meliponíneos,
toxicologia e genética entre outros temas.
Paulo Nogueira Neto começou a se interessar e
estudar sobra as Abelhas Indígenas Nativas Sem Ferrão
ao ganhar do seu sogro Manoel Joaquim Ribeiro do Valle
uma exame de Jataí (Tetragonisca angustula). (13)
18
Abelhas sem ferrão, maravilhas de Deus – Escriba de Cristo
WARWICK ESTEVAM KERR
Warwick Estevam Kerr pesquisador, geneticista e
biólogo; conhecido mundialmente como o maior
especialista em genética de abelhas do mundo. Warwick
Kerr tem 585 artigos publicados sendo desses 300
publicações sobre a genética das abelhas.
Em 1956; Warwick Estevam Kerr foi para África a
fins de pesquisas sobre a espécie de abelha existente na
África, onde em sua viagem ele trouxe 141 rainhas
africanas (Apis mellifera scutellata) sendo essa espécie
altamente produtiva e também altamente agressiva. Onde
19
Abelhas sem ferrão, maravilhas de Deus – Escriba de Cristo
das 141 rainhas trazidas apenas 51 rainhas chegaram
vivas ao Brasil durante a viagem e colocadas em
quarentena na floresta de Eucalipto na cidade de Rio
Claro em São Paulo.
As colmeias colocadas na mata eram fechadas
com uma malha especial onde apenas as operárias
conseguiam passar, mas não as abelhas rainhas devido o
abdômen muito desenvolvido. Como as abelhas
mostravam boa atividade acreditavam que retirar as
malhas por algum tempo não causaria problema.
Acabou que trinta abelhas enxamearam-se e
reproduziram-se e os pesquisadores perderam o controle
sobre elas a partir dai. Com o incidente, algumas pessoas
ao redor foram ferroadas houve até alguns casos de óbito
e vários apicultores por desconhecimento abandonaram a
apicultura na época, causando uma queda na produção
de mel no Brasil e o Warwick Estevam Kerr foi
responsabilizado por esse incidente.
A partir desse momento o Kerr incansavelmente se
dedicou em estudar a produção e a agressividade da
abelha com o apoio da Universidade de São Paulo e
conseguiu criar um híbrido das duas espécies europeias
que já era comum no Brasil com a africana (Apis mellifera
scutellata) trazida por Kerr.
Esse híbrido era muito manso e muito mais
produtivo que as europeias que existiam no Brasil sendo
20
Abelhas sem ferrão, maravilhas de Deus – Escriba de Cristo
ainda resistente à praga varroa (ácaros ectoparasitas) que
infestava abelhas do género Apis. Possibilitando aos
apicultores a produzirem o “Mel Orgânico”. Depois desse
grande avanço Warwick Estevam Kerr foi reconhecido
mundialmente e muito respeitado pelos apicultores até os
dias atuais.
Warwick Estevam Kerr ao lado de caixas da
Abelhas Tiúba no Maranhão
Graças ao Warwick Estevam Kerr o Brasil é hoje o
6° maior produtor de mel ficando atrás apenas dos países
como: (China, Estados Unidos, México, Argentina e
Canadá). Onde suas pesquisas com abelhas resultaram
em significantes aumentos na produtividade de mel no
Brasil e no mundo!
Kerr também ganhou destaque internacionalmente
no ano de 1950 quando desenvolveu um trabalho inédito
21
Abelhas sem ferrão, maravilhas de Deus – Escriba de Cristo
chamado: Determinação de Castas em Abelhas Sem
Ferrão. (13)
PADRE JESUS SANTIAGO MOURE
Padre Jesus Santiago Moure que veio a falecer em
10 de julho de 2010 aos seus 97 anos (1913-2010) uma
grande perda para o mundo.
Sendo considerado sem sobras de dúvidas um dos
maiores entomologistas do Brasil e um dos maiores
especialistas em abelhas do mundo conhecido como: o
papa das Abelhas! 68 anos dedicados a pesquisas
científicas no Departamento de Zoologia da Universidade
Federal do Paraná. A sala de número: 395 era
reverenciada como seu quartel general sempre aclamado
com o papa da taxonomia numérica.
Foto do Maior Entomologistas (Padre Jesus Santiago Moure)
22
Abelhas sem ferrão, maravilhas de Deus – Escriba de Cristo
Gabriel de Melo e Danúncia Urban na sala do Padre Jesus Santiago
Moure no Politécnico
O Padre Jesus Santiago Moure propôs 500 nomes
de abelhas sendo a primeira delas a Augochloropsis
liopelte no ano de 1940. Seu fichário de 12 mil itens
datilografado serve hoje de bíblia para entomólogos em
todo mundo.
Padre Jesus Santiago Moure ao lado de uma colmeia de
Frieseomelitta varia
23
Abelhas sem ferrão, maravilhas de Deus – Escriba de Cristo
O seu grande trabalho como cientista e dedicação
suprema ao desenvolvimento da expansão da ciência no
Brasil foram sempre reconhecido por vários
Departamentos: (CNPq, Embrapa, Sociedade Brasileira
de Entomologia, SBPC e Capes), sendo uma delas a
homenagem prestada pelo o Departamento de Zoologia
que em 1982 passou a reconhecer sua coleção de
Entomologia como “Coleção de Entomologia Prof. Pe.
Jesus Santiago Moure” e a inclusão no livro “Cientistas do
Brasil”. (13)
POLINIZAÇÃO
Deus criou as abelhas tendo como principal missão
a polinização das plantas. Então vamos entender porque
o desígnio divino planejou estes insetos:
Polinização é o ato da transferência de células
reprodutivas masculinas – ou seja, grãos de pólen que
estão localizados nas anteras de uma flor – para o
receptor feminino (ou estigma) de outra flor. Pode-se dizer
que a polinização é o ato sexual das plantas. Este
processo, em especial o transporte de pólen, é realizado
durante as visitas das abelhas às flores para coleta de
alimento. Sem polinização, as plantas não produziriam
sementes e frutos, e não se reproduziriam para garantir o
crescimento e a sobrevivência da vegetação nativa, ou a
produção de alimentos. Se por um lado as abelhas são
fundamentais para a sobrevivência das plantas, estas são
24
Abelhas sem ferrão, maravilhas de Deus – Escriba de Cristo
imprescindíveis para a sobrevivência das abelhas, já que
lhes oferecem alimentação e moradia. O pólen e o néctar
são os alimentos oferecidos pelas flores. O pólen é a
principal fonte de proteínas, lipídios e vitaminas para as
abelhas, enquanto o néctar – transformado em mel – é a
principal fonte de carboidratos e energia. (1)
Atribui-se a Albert Einstein a frase: “Acabe com
as abelhas e extinguiremos a vida na terra.” Deus, em
sua engenhosa mente brilhante criou um sofisticado
sistema de reprodução da vida em que o vento, os
pássaros, os insetos e em especial as abelhas
trabalham incansavelmente para polinizar as flores e
levar avante a renovação da flora, sem a qual a fauna
perece. (z)
COLMÉIA
25
Abelhas sem ferrão, maravilhas de Deus – Escriba de Cristo
Uma colônia de abelhas sem ferrão é construída
com diversos materiais. Alguns deles são retirados da
natureza – como o barro e o própolis – e outros são
produzidos ou processados dentro da colônia, como a
cera, o cerume e o geoprópolis. A maior parte das
estruturas internas de uma colônia é construída com
cerume, material formado pela mistura da cera branca
(pura) com o própolis. Sua cor pode variar de um amarelo
bem claro a uma cor quase negra, de acordo com a
quantidade e a qualidade do própolis utilizado na mistura.
(1)
ABELHAS DA AMÉRICA
Antes da chegada da abelha Apis mellifera no
continente americano, ou da exploração da cana para
fabricação de açúcar, o mel das abelhas nativas
caracterizava-se como principal adoçante natural, fonte de
energia indispensável em longas caçadas e caminhadas
que esses povos realizavam na busca por alimento. Muito
do conhecimento tradicional acumulado pela população
nativa foi gradativamente assimilado pelas diferentes
sociedades pós-colonização, tornando a domesticação
das abelhas sem ferrão uma tradição popular que se
difundiu principalmente nas regiões norte e nordeste do
Brasil. A herança indígena presente na atual lida com as
abelhas é evidenciada pelos nomes populares de muitas
espécies, como Jataí, Uruçu, Tiúba, Mombuca, Irapuá,
Tataíra, Jandaíra, Guarupu, Manduri e tantas outras. (1)
26
Abelhas sem ferrão, maravilhas de Deus – Escriba de Cristo
MELIPONAS SÃO MANSAS
Se o receio de levar ferroadas é o que impede de
se colocar em prática o interesse pela produção de mel,
alimento com demanda certa, por ser um produto
saudável e delicioso, uma boa alternativa é o manejo de
abelhas sem ferrão. Impossibilitadas de dar doloridas
picadas, elas não precisam de fumaça para ser
acalmadas nem que o apicultor use equipamentos de
proteção individual (EPIs), como macacão com máscara
conjugada, botas de borracha e luvas de nitrila. Atrofiado,
o ferrão não oferece risco à população, permitindo que
essas abelhas possam ser criadas em áreas próximas de
pessoas e animais, inclusive em ambientes urbanos. Mas
vale ressaltar que, quando se sentem ameaçadas, elas se
defendem mordendo geralmente olho, orelha, nariz e
cabelo do invasor. O uso de um véu, no entanto, é o
suficiente para proteger o rosto de algum ataque. (4)
Equipamentos
O trabalho com as abelhas nativas não precisa
daquele monte de coisa como macacão, botas, luvas, que
são necessários para se trabalhar com as abelhas de
ferrão. Para extrair o mel dela também não precisa
comprar centrífugas, decantadores. Dá para criar com um
investimento menor, pelo fato dela ser mansa e ter um
consumidor direto, em virtude de produzirem um mel com
características medicinais. (14)
27
Abelhas sem ferrão, maravilhas de Deus – Escriba de Cristo
AMEAÇAS AMBIENTAIS
Como reflexo da dependência dos meliponíneos
em relação à presença de cavidades para nidificação,
quer sejam em troncos ou galhos de árvores ou em
cavidades no solo, algumas espécies de Meliponini estão,
atualmente, com suas populações em declínio, devido,
principalmente, às constantes alterações ambientais,
sendo que os desmatamentos e usos indevidos do solo
são fatores importantes no processo de perda de
biodiversidade. Segundo Kerr (1997) e Kerr et al. (2001),
os meliponíneos brasileiros estão sendo dizimados em
velocidade mais rápida que a destruição das nossas
florestas, o que já ocasionou extinção local de algumas
espécies em regiões de vegetação de mata atlântica,
cerrado e caatinga (Nogueira-Neto, 1997; Kerr et al.,
2001). Os principais fatores que vêm ameaçando as
populações nativas de abelhas sociais são: o
desmatamento, as queimadas, a ação de “meleiros”, o
uso de agroquímicos, especialmente nas proximidades de
culturas de soja, algodão, fumo, laranja e tomate, que
afetam tanto os meliponários como as colônias naturais
de matas próximas, e, entre outros fatores, a ação de
grandes serrarias e lenhadoras que ao buscar por árvores
idosas dentro da floresta (com maior ocorrência de ocos),
acabam usurpando as casas potenciais de novos
enxames (Kerr, 1997; Kerr et al., 2001). (1)
28
Abelhas sem ferrão, maravilhas de Deus – Escriba de Cristo
O ser humano com tanta inteligência e
capacidade espiritual para se relacionar com Deus e
as demais criaturas do universo deve urgentemente
procurar criar abelhas sem ferrão e não somente criar
com fins econômico e ecológico, mas também deter
as ações humanas como o uso de agrotóxico para
preservar as espécies sensíveis ao uso de defensivos
agrícolas.
O Engenheiro agrônomo Francisco Chagas
adverte-nos para os cuidados com os inimigos das
abelhas nativas:
Os inimigos das abelhas
Forídeo
29
Abelhas sem ferrão, maravilhas de Deus – Escriba de Cristo
A primeira coisa que a gente vai observar é se não tem a
presença de pragas. E aí nas pragas, o grande problema das abelhas
sem ferrão, é o forídeo. É uma mosca pequena, ligeira, que caminha
entre as abelhas e que põem muitos ovos que geram as larvas, que
comem o samburá, os filhos e deixam um cheiro de azedo na caixa e
as abelhas acabam morrendo todas. Para se livrar delas tem que
fazer limpeza. Quando for colher o mel, onde ficou sujo, jogar terra ou
água. A cera que for utilizada, trazer para casa para aproveitar de
alguma forma e o samburá não deixar jogado no meliponário de jeito
nenhum. Se mesmo com estes cuidados ainda aparecer os forídeos,
você tem que tirar todos as larvas que você achar e queimar e depois
fazer a armadilha de vinagre, que é para capturar a mosca. É só
pegar uma vasilha que não ocupe muito espaço na caixa, como um
frasco de filme, colocar vinagre, que pode ser vinagre caseiro mesmo
ou industrializado, colocar mais ou menos dois terços de vinagre e
fechar com a tampa com um pequeno buraco que só caiba a mosca
do forídeo. Tampa e coloca dentro da caixa. A caixa que apresentar
30
Abelhas sem ferrão, maravilhas de Deus – Escriba de Cristo
qualquer sinal de forídeo você coloca na caixa e deixa. Na próxima
revisão, você vai ver que caiu muita mosca e morreu. Então você
destampa, joga aquela fora, dá uma lavada rápido na vasilha e coloca
outro vinagre de novo. Até que você sinta que não está mais pegando
mosca. Se for preciso, podemos colocar mais de uma armadilha.
Formiga
Para evitar formiga tem que ter limpeza, não deixar sujeira no
meliponário vai diminuir o ataque de formiga. Ter cuidado para não
colocar a caixa em cima do formigueiro. Ter o cuidado de fazer as
proteções, cavaletes com armadilhas para não deixar as formigas
subirem. Tem a da lata invertida, ou do vasilhame de refrigerante e
tem aquela de colocar esponjas, espumas que a gente usa em
colchões. Pode de tempos em tempos dar uma umidecida com óleo
queimado que dificulta um pouco a subida das formigas. É sempre
bom que perto do meliponário não tenha formigueiro.
Pássaros
Tem alguns passarinhos que gostam de fazer ninhos bem
pertinho da “boca” das abelhas. É uma forma de defesa que eles
encontram, principalmente quando fazem nas abelhas de ferrão. Mas
aí eles “se enganam” e fazem muito ninho perto das abelhas sem
ferrão também e isso não dá certo porque tem uns que comem
abelhas violentamente. Pica-pau, João-de-barro, Sabiá. Tem que tirar
os ninhos deles de lá. O pica-pau ele fura a caixa e tira os filhos para
se alimentar.
Outros animais
O papa-mel, a raposa, o tamanduá, eles alcançam inclusive
60 centímetros. Eles puxam e até derrubam as caixas. A aranha
também é outro problema. Tem que estar sempre destruindo as
casas de aranha, porque às vezes as aranhas fazem as teias na
31
Abelhas sem ferrão, maravilhas de Deus – Escriba de Cristo
entrada das caixas e todas as vezes que as abelhas saírem, elas
ficam presas na teia. A lagartixa é terrível também, elas comem todas
as abelhas, podem acabar com o enxame. (14)
EXTRAÇÃO PREDATÓRIA
A extração tradicional de mel e derivados pelos
“meleiros” ocorre muitas vezes de forma predatória,
quando as colmeias são abertas sem cuidados
específicos: os favos de cria são desmantelados, a cera é
retirada e os potes espremidos para a obtenção do mel.
Normalmente, as chances de que a colmeia explorada
dessa forma sobreviva são praticamente nulas, pois além
do ataque de formigas e forídeos, a abelha rainha
fisogástrica não tem a possibilidade de voar e os favos de
cria foram destruídos, inviabilizando o nascimento de
rainhas virgens e assim, a continuidade daquela colônia.
Mesmo as colmeias que não são totalmente destruídas
ficam suscetíveis ao ataque de predadores devido à
exposição pela abertura no fuste da árvore (Brilhante &
Mitoso, 2002). Ademais, a extração de mel sem cuidados
proporciona um mel com pouca qualidade, devido à
mistura com resíduos, contaminação por coliformes fecais
e outros microrganismos, água e pólen, dificultando a
armazenagem e comprometendo o preço da produção. A
capacitação em meliponicultura é uma estratégia
importante para reduzir a extração predatória, e
consequentemente, já contribui para a multiplicação de
colmeias na região. Estima-se que na região da Reserva
32
Abelhas sem ferrão, maravilhas de Deus – Escriba de Cristo
Amanã (RDSA), cada extrator, que é hoje um
meliponicultor, retirava em média, pelo menos, dois
ninhos por ano do ambiente natural antes do início das
atividades de capacitação e assessoria técnica para
meliponicultura (em 2009). (1)
MADEIRA PARA CAIXA
Com relação a madeira, não se tem muitas
restrições quanto a espécies. A madeira de eucaliptos
serve perfeitamente. Agora, como você no sul faz mais
frio que em São Paulo, então nos lugares frios procure
utilizar uma madeira de 3 cm de espessura, para isolar
bem a colmeia do ambiente externo.
Existem diversos modelos de caixas com tamanhos
diferentes. Algumas caixas servem para vários tipos de
abelhas. Os tamanhos geralmente mudam – as abelhas
que trabalham mais, geralmente você oferece caixas com
mais espaço. Quanto mais espessa a madeira, quanto
mais grossa for, melhor. Tem caixas de madeirite, de
compensado, e outros materiais. Uma coisa importante
nestas caixas é permitir que se colha o mel mexendo o
mínimo possível com o ninho das abelhas e não
destruindo a cera. A grande jogada na meliponicultura é a
mesma na apicultura, - colher o mel sem espremer a cera
porque para fazer um quilo de cera, as abelhas têm que
comer de oito a dez quilos de mel. Então o trabalho maior
dela não e nem fazer o mel, é fazer a cera. (14)
33
Abelhas sem ferrão, maravilhas de Deus – Escriba de Cristo
DIVISÓRIA DA CAIXA
Na minha caixa a divisória é de papel sim, mas
caso você tenha algum material tipo acrílico você pode
utilizar, é melhor que o papelão.
PÓLEN
O pólen é a fonte principal de proteína e vitaminas,
importante para o desenvolvimento completo das larvas,
abelhas recém-nascidas e da rainha (Kerr et al., 1996). O
pólen é o gameta masculino da flor e tem sido utilizado há
muito tempo, principalmente entre adeptos da
alimentação natural, como um suplemento da dieta
humana, provavelmente pela riqueza de proteínas,
lipídios, vitaminas e sais minerais (Silveira, 1996; Souza
et al., 2004) (6).
A abelha colhe esse pólen da parte masculina das
flores. É muito rico em proteínas, vitaminas (B1, B2, B3,
C, E, K, H, A), minerais (cálcio, ferro). O pólen é um
fortificante imbatível. Tem um alto teor de ferro. O pólen é
também um desintoxicante e tem flavonoide, que tem o
poder de dar elasticidade nas veias. Quem consome o
pólen, dificilmente tem um derrame. O pólen só tem valor
comercial se for de abelha com ferrão, pois o pólen da
maioria das abelhaS nativas é aquoso e difícil de fazer a
secagem pois precisa de estufa. A abelha jataí é uma
34
Abelhas sem ferrão, maravilhas de Deus – Escriba de Cristo
exceção, pois seu pólen não é aquoso e poder ser
desidratado ao ar livre.
Pólen é a vedete da meliponicultura e da apicultura.
É muito valoroso e é um alimento precioso para elas.
Toda criança precisa consumir pólen e também as
gestantes. Crianças na idade escolar precisam consumir
no mínimo um gramo por dia. (14)
CERA
A cera é produzida na própria colônia, secretada
por abelhas jovens através de glândulas existentes no
abdome. Nos meliponíneos, a cera é produzida pelas
operárias adultas jovens na região dorsal do abdome,
entre o III e o VI tergos (pelas glândulas ceríferas), e
mesclada com resinas vegetais formando o cerume
(Cavalcante et al., 2000), um dos principais materiais de
construção do ninho. A produção de cera está relacionada
com a divisão de tarefas e o desenvolvimento das
operárias dentro da colônia, sendo a fase em que estão
produzindo e cuidando dos favos de cria, quando mais
produzem cera. O cerume é utilizado para a construção
dos potes de alimentos e favos de cria. Há registros de
uso pelo homem de cera e cerume dos Meliponini para
confecção de velas, instrumentos musicais, massa de
calafetar embarcações, cola, conservação de produtos
agrícolas, benzimentos e rituais (Posey, 1983; Sampaio et
35
Abelhas sem ferrão, maravilhas de Deus – Escriba de Cristo
al., 2009), bem como para uso como vedante de cartucho
de armas de caça.
O própolis, por sua vez, vem da natureza, e é
constituído por resinas coletadas pelas abelhas nas
plantas. (1)
RESINA
Deus concedeu as abelhas o dom de produz
substancias que servem para vedar as suas colmeias e
até mesmo ao matar um predador grande dentro da
colmeia, elas o recobrem com esta resina, mumificando e
impedindo a proliferação de doenças. Cada espécie Deus
aparelhou com ferramentas técnicas para combaterem na
luta da vida.
Resina: As resinas são coletadas de diferentes
espécies de plantas e são utilizadas para produção, junto
com o barro, da geoprópolis, que é utilizada na vedação e
defesa de seus ninhos; ademais, as resinas também são
utilizadas para grudar e imobilizar invasores como
formigas e abelhas cleptobióticas. (1)
GEOPRÓPOLIS
O nome geopróplis vem de Geo = terra + propolis.
No caso da tapagem é um produto que cresce o seu valor
a cada dia no mercado e tem boa aceitação. Ainda tem
36
Abelhas sem ferrão, maravilhas de Deus – Escriba de Cristo
muita restrição pela falta de pesquisas, mas está abrindo
o mercado internacional. É importante que a gente
manipule essa geoprópolis e tenha produtos caseiros.
Própolis e geoprópolis os dois são tapagem de abelhas,
só que a abelha sem ferrão fazem da resina que elas
tiram das plantas junto com o barro e as de ferrão fazem
só da resina mas ai as propriedades medicinais da
geoprópolis são maiores. Ainda tem muita gente da
comunidade cientifica que não aceita as propriedades do
barro como medicinal, pois acham que o barro contamina
a própolis, mesmo pura, é mais utilizada in natura. Já a
geoprópolis quase ninguém consome in natura.
Devemos ser inteligentes e extrair da terra e das
criações de Deus tudo aquilo que pode nos trazer
saúde, prazer e benefícios, todavia evitando sempre
causar destruição e agindo de forma predatória.
Podemos retirar parte dos produtos das abelhas, mas
sem prejudicar a colmeia e a subsistência da colônia.
Deus nos deu as coisas para administrar e não para
destruir.
A maioria das própolis tem sabor desagradável,
quase todas são amargas. Dependendo das plantas pode
ter um sabor melhor ou pior. Ela pode ser usada nas
formas de tintura, que é o extrato de geoprópolis, e a
partir da tintura você pode fazer pomadas, spray.
Ultimamente a cotação da geoprópolis é de US$ 17,00
dólares por quilo, o que dá uns R$ 50,00 reais por quilo
37
Abelhas sem ferrão, maravilhas de Deus – Escriba de Cristo
para exportação. Vários criadores, principalmente de
tiúba, têm na geoprópolis o seu principal produto. Então a
gente pode comercializar. Um dos problemas é que o
mercado é controlado por alguns exportadores. (14)
EXTRATO DE GEOPRÓPOLIS
38
Abelhas sem ferrão, maravilhas de Deus – Escriba de Cristo
O engenheiro agrônomo Francisco Chagas Ribeiro
Filho nos ensina a fazer a tintura de geoprópolis da
seguinte forma:
Nós vamos preparar inicialmente a tintura de geoprópolis que
também é chamada de extrato de geoprópolis. Existem vários
métodos de se extrair o extrato de própolis e fazer esta tintura de
própolis. O melhor deles, um dos mais simples, é o que se faz com
álcool, utilizando apenas a geoprópolis e o álcool, lembrando que
nesse caso, obrigatoriamente tem que ser um álcool neutro, álcool de
cereal, que é próprio para se fazer remédios e bebidas. É sempre
bom usar um vidro de boca larga e a dosagem mais fácil de se
acertar é a que se faz por volume, ao invés de peso onde a gente usa
uma parte de geoprópolis e duas partes de álcool. Se for copo, então
são dois copos de álcool para um copo de geoprópolis. Se for litro,
são dois litros de álcool para um litro de geoprópolis, e assim por
diante. É comum vir sujeira, principalmente quando ela é tirada
raspando a caixa. Devemos retirar estas impurezas. O vidro deve ser
esterilizado, bem limpo. A esterilização deve ser feita com água
quente ou pode ser usado o álcool comum. A geoprópolis tem que
ser triturada. Quanto mais triturada, mais facilmente vão ser liberados
os princípios ativos. A colheita deve ser feita com material de inox
para não contaminar. Misturar, deixar descansar por no mínimo
quinze dias. Depois ela vai ficar escura. No fundo do vidro vai ficar
uma terra que eu tenho que coar. O bom mesmo é coar com aqueles
filtros de papel para coar café. O remédio é o líquido, mas essa borra,
eu posso usar para as criações. Precisa colocar uma etiqueta no
frasco com as informações sobre a data da mistura, o nome “extrato
de própolis”, as propriedades medicinais que tem. Se, no último caso
não tiver álcool de cereais, pode ser feito com álcool comum, só que
aí é só para uso externo. Não pode ser consumida. Como ela é
cicatrizante, pode ser usada com álcool comum. Em último caso,
você usa a cachaça. Mesmo quando é feito com álcool de cereais,
39
Abelhas sem ferrão, maravilhas de Deus – Escriba de Cristo
ele não pode ser consumido puro. É muito forte. Se tomar o extrato
puro ele tapa a respiração e pode até matar por asfixia. O extrato não
é consumido puro, pode ser usado para passar em algum ferimento.
Quando for ingerir, aí tem que diluir. Tem que usar a “propolina”, que
é o que tem no mercado. Para preparar a propolina é só usar uma
colher de sopa do extrato em um copo de água (120 ml). (14)
MEL DAS MELINOPAS
Em cativeiro, as abelhas sem ferrão são criadas em
caixas pequenas, que não exigem esforço físico e
ocupam menos espaço. Por outro lado, com uma
população reduzida, a produtividade da colônia da maioria
das espécies fornecem de 1 a 4 litros de mel por ano, é
menor se comparada com a das abelhas com ferrão, que
registra de 20 a 40 litros por ano. Contudo, além de ter
10% menos de açúcar, o mel de abelha sem ferrão
40
Abelhas sem ferrão, maravilhas de Deus – Escriba de Cristo
apresenta tipos diferentes de acordo com cada espécie
produtora, ampliando o leque de opções para o mercado
e agregando valor ao alimento, cujos preços no varejo
variam de R$ 30 a R$ 100 por litro. Enquanto alguns são
mais viscosos e doces, outros são mais líquidos e azedos.
(4)
O mel da abelha nativa é consumido desde os
tempos dos índios, nós temos a tradição de consumir só
para remédio. De uma certa forma é prejudicial porque a
maioria das pessoas consome mel das nativas apenas
como remédio, quando na verdade deveriam consumir
diariamente já que o mel das nativas é também um
alimento. O mel deveria ser consumido diariamente,
independente de estar ou não doente. (14)
FAVO DE MEL
O Favo de Mel é uma construção típica das apis
melíferas e não das melíponas que depositam o mel em
potes, mas cabe fazer uma breve citação das irmãs “apis
melíferas”: O favo de mel é uma maravilha de engenharia;
revela a incomparável sabedoria e capacidade do Criador,
de colocar tal instinto de “engenharia” e de construção na
abelha-de-mel. A forma hexagonal dos alvéolos é ideal
para conter a máxima quantidade de mel com o mínimo
de cera de abelha, material de que são feitas as paredes
dos alvéolos. Na construção do favo, a cera de abelha é
produzida em glândulas especiais no corpo dela. A cera
41
Abelhas sem ferrão, maravilhas de Deus – Escriba de Cristo
exsuda de poros no corpo, formando pequenas escamas
brancas. A abelha, com as pernas, leva essas escamas
às mandíbulas. Então mastiga a cera e a coloca na parte
do favo em construção. As paredes do favo têm a
espessura de apenas um terço de um milímetro, mas
podem sustentar um peso 30 vezes maior ao delas. As
abelhas constroem seus ninhos em lugares diversos,
inclusive árvores, rochas, e, num caso, mesmo a carcaça
dum animal, o qual evidentemente não era mais carniça,
mas secara ao sol. Esta foi a carcaça do leão da qual
Sansão comeu mel. — Jz 14:8, 9. (12)
URUÇU
Abelha nativa do nordeste brasileiro, merece
destaque na enciclopedia livre Wikipédia:
42
Abelhas sem ferrão, maravilhas de Deus – Escriba de Cristo
“Uruçu ou iruçu (do tupi eiru'su, de e'ira ou ira: 'mel,
que tem mel'; ou redução de ei'ruwa, 'abelha', e -uçu,
redução de gwa'su: 'grande') é a designação comum a
diversas espécies maiores de abelhas sociais, da
subfamília dos meliponídeos, que geralmente medem
mais de 10 mm de comprimento, tais como a Melipona
scutellaris (popularmente conhecida como uruçu
nordestina, uruçu-boi ou uruçu-de-caboclo), a Plebeia
(Schwarziana) quadripunctata (também conhecida como
abelha-mulata, uruçu-mineiro[2], guiruçu, mulatinha,
abelha-do-chão, papa-terra, iruçu-do-chão ) e a Melipona
bicolor Lepeletier (conhecida como guarupu, guaraipo,
guarubú, uruçu-pé-de-pau).” (9)
O Meliponário Rei da Mandaçaia localizado na
Bahia ressalta as qualidades desta abelha nativa:
43
Abelhas sem ferrão, maravilhas de Deus – Escriba de Cristo
“Abelha do litoral baiano e nordestino a uruçú se
destaca de outras abelhas da região pelo seu porte
avantajado, grande produção de mel e pela facilidade de
manejo. A palavra uruçú deriva do tupi "eiru'su", que
nessa língua indígena significa "abelha grande". O mel
dessas abelhas é muito saboroso em épocas de boa
florada, criada racionalmente a uruçú pode produzir até
10 litros/colônia/ano, sendo que em condições naturais a
média de produção é de 2,5-3 litros/ano. Apesar de ser
endêmica da região citada, essa abelha vem sendo criada
e com bons resultados por meliponicultores de outros
estados como São Paulo e Paraná. A uruçú tem um
temperamento muito dócil, podendo ser manejada até
mesmo por crianças. Porém, essa espécie vem
desaparecendo do seu habitat natural desde a chegada
dos portugueses ao Brasil e cada ano vê seu local de
origem, a Mata Atlântica, ser destruída.” (8)
A Empraba emitiu um comunicado técnico
propondo uma caixa racional para uruçu com abertura em
cima visando circulação do ar:
Com base na literatura (NOGUEIRA-NETO, 1970,
p.157; 1997, p.36; PORTUGAL-ARAÚJO, 1955, 1976;
OLIVEIRA; KERR, 2000), em estudo da arquitetura dos
ninhos encontrados no oco de árvores no nordeste
paraense e em experiências de campo acumuladas na
transferência de 15 colônias de ocos de árvores para
caixas de criação, foi idealizado um modelo de caixa para
44
Abelhas sem ferrão, maravilhas de Deus – Escriba de Cristo
a criação racional da espécie uruçu-amarela. Essa caixa
vem sendo empregada em projetos de difusão da
meliponicultura nos estados do Pará e Maranhão, áreas
de ocorrência natural e de vasta criação tradicional de
uruçu-amarela. Dentre os diversos modelos existentes,
decidiu-se tomar como base o modelo inicialmente
proposto pelo pesquisador angolano professor Virgílio
Potugal-Araújo (PORTUGAL-ARAÚJO, 1955, 1976). Esse
modelo de caixa, de seção quadrada, consiste em uma
área para o alojamento das crias, situada na base, e em
bandejas para o alojamento de potes de alimento; estas
últimas dispostas em cima da área destinada às crias.
Essa caixa, apesar de muito eficiente, é pouco conhecida
e, mesmo não tendo sido desenhada para as espécies
encontradas no continente americano, apresenta
soluções criativas que são muito úteis para a criação de
muitas espécies de meliponíneos, como um orifício
localizado na porção superior do ninho, um tubo de
entrada (chamado de “galeria” pelo citado autor) e,
principalmente, melgueiras móveis situadas na porção
superior, facilitando a colheita de mel e minimizando o
estresse ao restante da colônia (9)
O nome "uruçu" está relacionado com diversas
abelhas do mesmo gênero, encontradas não só no
Nordeste, mas também na região amazônica. A
tendência, porém, é a de reservar o termo "uruçu" para a
abelha da zona da mata do litoral baiano e nordestino,
45
Abelhas sem ferrão, maravilhas de Deus – Escriba de Cristo
que se destaca pelo tamanho avantajado (semelhante à
Apis), pela produção de mel expressiva entre os
meliponíneos e pela facilidade do manejo. Estudos
realizados em Pernambuco (Almeida 1974) mostraram o
relacionamento da uruçu com a mata úmida, que
apresenta as condições ideais para as abelhas
construírem seus ninhos, além de encontrarem, em
árvores de grande porte, espécies com floradas muito
abundantes que são seus principais recursos tróficos e
locais de nidificação. Na região de Taquaritinga (PE), no
Morro das Vertentes a 1100m de altura as abelhas uruçus
são nativas e criadas racionalmente. O Dr. Paulo
Nogueira Neto (1970) comenta: "Há referências (Moure &
Kerr 1950) de ocorrência da uruçu em localidades bem no
interior da Bahia e Pernambuco. Lamartine (1962) fez um
estudo sobre a distribuição dessa espécie, mostrando que
ela habita a região úmida do Nordeste. O Dr. Antonio
Franco Filho, de Sergipe afirmou que essa abelha não
vive na caatinga. Ao que sei, na Natureza, a referida
espécie reside somente em ocos de árvores."
46
Abelhas sem ferrão, maravilhas de Deus – Escriba de Cristo
A abelha uruçu do litoral baiano e nordestino se
destaca de outras abelhas da região pelo seu porte
avantajado (é do tamanho de Apis mellifera ou maior),
pela grande produção de mel e pela facilidade de manejo,
atividade que já era desenvolvida pelos povos nativos
antes da chegada dos colonizadores. Baseado nesses
conhecimentos, vários pesquisadores e meliponicultores
dessa abelha têm se dedicado com êxito, ao trabalho de
extensão e manejo, incentivando populações rurais,
assentados e curiosos na criação de abelhas nativas com
caixas e métodos de divisão simples. Os méis, que
podem ser comercializados em litros, são mais líquidos
que os de Apis. São usados como remédio, renda extra
ou mesmo um alimento melhor para essas famílias. Nos
trabalhos mais criteriosos, os criadores das abelhas são
47
Abelhas sem ferrão, maravilhas de Deus – Escriba de Cristo
incentivados a retirar o mel com bomba sugadora, o que
diminui o manuseio, o desperdício de mel no fundo das
caixas e evita a morte de ovos e larvas quando não se
inclina a colmeia para escorrer o mel.
A extração do mel é um momento delicado no
manuseio das colônias de abelhas, porque se este
manejo for realizado sem os cuidados devidos pode-
se matar a rainha, os ovos e larvas e por fim
contaminar a colmeia favorecendo a invasão de
predadores e infestação de doenças.
O mel dessas abelhas, além de muito saboroso,
pode ser produzido até 10 litros/ano/colônia em épocas
favoráveis, embora a média seja de 2,5-3 litros/ano. É
48
Abelhas sem ferrão, maravilhas de Deus – Escriba de Cristo
considerado medicinal principalmente pelas populações
regionais. Segundo Mariano-Filho (citado por Nogueira
Neto 1970, o mel dessa abelha é altamente balsâmico e
infinitamente mais rico em princípios aromáticos do que o
mel de Apis mellifera). Estudos feitos em laboratório
confirmaram os seu poder antibacteriano (Cortopassi-
Laurino & Gelli 1991 e Martins et al 1997). Devido ao alto
teor de água, eles devem ser armazenados em geladeira
ou freezer quando não forem consumidos imediatamente.
A análise da composição de mel de uruçu no município de
Pirpirituba (PB) foi realizada coletando o mel com
seringas de três potes fechados de dentro dos ninhos
instalados em caixas de madeira. Com auxílio de
refratômetro, foi analisado o teor de água desses méis.
Os méis apresentaram porcentagem de água
provavelmente influenciada pelas condições ambientais.
Nos meses secos de out/98-jan/99, os méis (número de
amostras=20) eram mais líquidos, com teores de água
variando de 27-29,7%, sendo que encontramos também
potes fechados com 92%, sugerindo que as abelhas
armazenam esse líquido. Ao contrário, nos meses mais
úmidos, de 2/99-6/99, os méis (número de amostras = 21)
continham menores teores de água, variando de 25-
26,3% (Cortopassi-Laurino & Aquino 2000).
49
Abelhas sem ferrão, maravilhas de Deus – Escriba de Cristo
Caixa para uruçu.
A atividade externa da abelha Uruçu (Melipona
scutellaris, Latreille 1811) (Apidae, Meliponinae) - O
movimento externo de uma colônia de uruçu instalada em
São Simão-SP, e algumas coletas do néctar regurgitado
das abelhas que retornavam do campo para a colmeia
foram observados. As observações sobre o movimento
externo começaram com os primeiros raios de luz,
quando já havia intensa coleta de pólen (19,8ºC, 91%,
6:07h). Após as 11:25h (26ºC e 70%) essa atividade
específica cessou totalmente, mas as atividades de voo
prolongaram-se até 18:15h (24,5ºC e 75%), ainda com
alguma penumbra. As atividades externas dessa mesma
espécie de abelha, no mês de outubro/93 pesquisadas
por Barros (1994), ocorreram desde as 5:00h da manhã
em Jaboticabal-SP e também indicaram pico de atividade
polínica, entre 19-21ºC e entre 59-61% de umidade às
50
Abelhas sem ferrão, maravilhas de Deus – Escriba de Cristo
7:00h. Os dados de temperatura coincidem com os
nossos resultados enquanto que os de umidade estão
muito aquém dos obtidos nas nossas observações.
Roubik & Buchmann (1984) verificaram que quatro
espécies de Melipona da floresta tropical do Panamá
também têm pico de coleta de pólen no início da manhã,
ou seja, entre 6-9 horas.
JATAÍ
CARACTERISTICAS DA JATAÍ
A abelha jatai esta entre as menores já conhecidas,
sociável e mansa, mede aproximadamente 5mm sua cor é
dourada, encontrada em quase todo o território nacional,
as colônias tem de 2.000 a 5.000 indivíduos, uma espécie
bem adaptada a vida urbana. As jataís voam num raio de
aproximadamente 300 metros. As jataís são muito
espertas, não saem para trabalhar no frio. Note que
conforme for esquentando elas começarão a trabalhar
novamente.
As abelhas jataí são encontradas em chácaras
sítios, fazendas, no mato, e até mesmo em casas
urbanas. Para as abelhinhas produzirem seu alimento,
que é constituído de pólen, néctar e mel, é necessário que
se tenha campo com flores melíferas, ou seja, de plantas
cítricas cabeludas, pitangueiras, jabuticabeiras, girassóis
51
Abelhas sem ferrão, maravilhas de Deus – Escriba de Cristo
eucaliptos, assa-peixes, onze-horas,gerânio, beijo e
tantas outras, isto é, plantas nectaríferas e poliníferas.
Entrada da colméia de Jataí em um oco de parede. A jataí
utiliza para construção de seu ninho e tubo de entrada uma mistura
de cera (produzida por ela) e própolis (coletado por ela em alguns
vegetais).
52
Abelhas sem ferrão, maravilhas de Deus – Escriba de Cristo
NINHOS DE JATAI
Os seus ninhos caso não violado, permanece por
mais de 30 anos no mesmo local, só as rainhas são
substituídas anualmente, enxameia e faz seus ninhos em
lugares diversos, ocos de árvores, na terra, em barranco,
em muros entre meio de pedras, Só não sobrevive em
metrópolis. (A jatai mora em meio as pedras, mas não
come pedra).
PRODUÇÃO DE JATAÍ
Produz de 300 ml a 1,5 litros de mel ao ano em
caixas racionais, um mel de ótima qualidade. O preço do
53
Abelhas sem ferrão, maravilhas de Deus – Escriba de Cristo
litro para venda esta em torno de R$- 60,00 a R$- 80,00,
mel saboroso com poderes curativos. Pertence a tribo
trigonini (trigona), para multiplicar é necessário localizar
uma realeira em formação. As jataí produzem pouco mel,
em média 300 ml por ano e por colmeia. Pode retirar uma
vez ou duas por ano se a florada for boa.
COLMÉIA DE JATAÍ
No orifício da entrada do ninho, fazem um tubo de
cera amarelada, onde sempre se encontra algumas
sentinelas, durante a noite é fechado o tubo de entrada
com cera de forma rendilhada. É normal a presença de
abelhas guardas que ficam voando em redor do tubo.
54
Abelhas sem ferrão, maravilhas de Deus – Escriba de Cristo
Entrada da colônia de jataí em uma caixa racional
O ninho apresenta invólucro de cerume abundante,
com várias camadas finas, o seu alimento é guardado em
potes ovóides, as células de crias são em forma de favos
arredondados, disposto um em cima do outro separado
com pequenos pilares. Os favos de crias (células) são
construídos em bateria para receber o alimento larval, e a
postura. (3)
JATAÍ NÃO MUDA DE LUGAR
Felipe Furtado Frigieri é um entendido em
meliponicultura e costuma dá orientação aos seus leitores
na internet como está aqui:
PERGUNTA: Há alguns dias (10
aproximadamente) achei um enxame de Jataí num cano
55
Abelhas sem ferrão, maravilhas de Deus – Escriba de Cristo
de uma casa demolida que estava enterrada. Elas estão
bem, mas moro na cidade e não tenho para onde levar a
caixa para longe. Gostaria de saber se existe algum
“repelente” para jataís para elas não voltarem ao antigo
lugar? (coloquei a caixa em outro lugar porque no antigo
há muitas formigas e grande incidência de sol) coloquei a
caixa a uns 10 metros longe do antigo ninho. O que posso
fazer para que elas não voltem mais ao local antigo?
Felipe Furtado Frigieri disse: 30/05/2014
Oi Jonathan, as jataí não mudam de lugar, quem
tem esse comportamento são as Apis. O as jataís fazem é
divisão de enxames. Basta que você impeça o acesso ao
“oco” que novos enxames não conseguirão ali se instalar.
(2)
BRIGAS ENTRE JATAIS
56
Abelhas sem ferrão, maravilhas de Deus – Escriba de Cristo
Isso é normal, principalmente quando alguns
enxames estão enxameando, porém as brigas não devem
durar muito tempo, caso elas ultrapassem o período de
duas semanas, recomendo a você mudar as caixas de
lugar, faça isso durante a noite.
DIVISÃO DE COLMEIA JATAÍ
A revista Globo Rural de 31/07/2011 trouxe uma
matéria esclarecedora sobre divisão de colmeia com as
explicações do Doutor Alexandre Coletto:
“Jataí é uma abelha nativa, sem ferrão, que dá um
mel muito apreciado. Saiba como fazer outras colmeias a
partir das que você já tem. Para a divisão é preciso ter
uma colmeia forte, com uma população forte estabilizada,
e uma caixa vazia, onde será colocado parte do material
biológico, no processo de multiplicação da colônia. “É
importante que, num primeiro momento, a gente abra a
colônia e localize uma célula especial, uma célula de cria,
que vai conter uma rainha, que vai nascer uma rainha,
para essa célula de cria a gente dá o nome de realeira ou
célula de cria real”, explica o biólogo Alexandre Coletto.
Primeiro, o doutor Alexandre retira, com a ajuda de um
instrumento usado por dentistas, o invólucro de cera e
resina que as abelhas fazem para proteger o ninho.
Tomando sempre cuidado para não furar os potes de mel
e pólen que estão em volta. Não demora muito e a gente
encontra o ninho, com seus discos de cria. Com eles em
57
Abelhas sem ferrão, maravilhas de Deus – Escriba de Cristo
mãos, doutor Alexandre procura o disco com a realeira. A
realeira é uma célula de cria até sete vezes maior do que
as outras. “É importante que a rainha oficial dessa
colmeia que a gente está dividindo fique nessa caixa, que
a gente vai chamar de mãe, ou doadora de favos e, para
filha, vá discos de cria nascentes e que contenham além
das células normais, que vão dar origem as operárias,
essa realeira aqui, essa célula de cria real. Na verdade eu
não posso usar todo esse material, a gente tem que usar
o bom senso, se eu tenho aqui, se eu tenho 10 discos
aqui, eu vou pegar metade deles, desde que a realeira vá
junto”, diz o biólogo.
Os discos são colocados do lado contrário ao furo
da caixa, que serve de porta de entrada para as abelhas.
“Praticamente eu já realizei a multiplicação, porque nesse
lado aqui, eu não vi a rainha, porque na hora que a gente
começou a movimentar, manipular a colmeia, ela já dá
um jeito de correr lá para baixo, para se proteger”. Para
finalizar o trabalho, doutor Alexandre transfere para a
caixa nova parte dos potes de mel e pólen da colmeia-
mãe, sempre tomando muito cuidado para não furá-los.
“A gente vai fixar esse material, para elas começarem a
construção, isso serve de estímulo para elas começarem
a construção. Se você conseguir tirar a metade, deixar a
metade aqui e a outra metade passar para lá melhor”. O
biólogo fecha a caixa e veda com uma fita adesiva. Ele
ainda transfere o tubo de cera que estava na entrada da
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Abelhas sem ferrão, maravilhas de Deus – Escriba de Cristo
colmeia-mãe para a colmeia-filha. A colmeia recém-
formada deve ser levada para o lugar da onde ficava a
colmeia-mãe, para que as abelhas não confundam as
colmeias e voltem para a caixa de onde saíram. Na hora
de manusear a caixa e os discos de cria, cuidado para
não vira-los. Mantenha-os sempre em pé, na posição
original. Caso contrário, você pode matar os ovos que
estão lá dentro.” (5)
CAIXA DE JATAÍ
Escolha também um local protegido da chuva para
colocar a caixa, ou então, use um tipo de telha para
protege-la. As abelhas precisam de um lugar seguro,
flores e água limpa para produzirem bastante mel!
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Abelhas sem ferrão, maravilhas de Deus – Escriba de Cristo
As várias formas de caixas racionais devem ter
tamanho compatível com a colônia. Uma colônia de
apis melífera exige caixas e estrutura maior, as
uruçus outra dimensão menor e as jatais outra menor
ainda, e se for da espécie plebeia saqui caixa racional
ainda mais menor. Imagine um casal morando em
uma casa de 20 quartos? O quanto será desgastante
eles manterem tudo limpo e arrumado. Então a casa
deve ser proporcional aos seus moradores. Colônias
com 50 mil membros exige mais espaço do que
aquelas colônias de espécie de dois mil membros. A
inteligência divina foi transmitida no DNA de cada
espécie para agirem de acordo com suas
necessidades.
60
Abelhas sem ferrão, maravilhas de Deus – Escriba de Cristo
61
Abelhas sem ferrão, maravilhas de Deus – Escriba de Cristo
A caixa deve ser colocada em locais isolados da
passagem de formigas, devido ao ataque desse inseto às
colônias ser muito frequente. Para evitar isso, pode-se
colocar as caixas em prateleiras e isola-las com graxa,
isso impedirá a passagem das formigas.
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Abelhas sem ferrão, maravilhas de Deus – Escriba de Cristo
Caixas colocadas em local protegido da chuva. Nota-se que a
prateleira é isolada com graxa para se evitar a passagem de
formigas.
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Abelhas sem ferrão, maravilhas de Deus – Escriba de Cristo
MEL DE JATAÍ
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Abelhas sem ferrão, maravilhas de Deus – Escriba de Cristo
Retirando mel de jataí com a utilização de uma
seringa esterelizada. Nunca retire todo o mel da caixa,
pois poderá deixar as abelhas sem alimento. Aproveite a
época da floração para retirar o mel, assim, ele será
reposto rapidamente.
PRÓPOLIS DE JATAÍ
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Abelhas sem ferrão, maravilhas de Deus – Escriba de Cristo
MANDAÇAIA
A abelha Mandaçaia (melipona quadrifaciata) é
encontrada ao longo da costa atlântica desde o Norte até
o Sul, sendo que a quadrifaciata é encontrada nas regiões
de São Paulo, Santa Catarina e Rio Grande do Sul, sendo
estas mais resistentes as baixas temperatura e umidade,
estando adaptadas ao clima.
A subespécie anthidioides ocupa as regiões ao
Norte, sendo que no Estado de São Paulo podemos
encontrar as duas subespécies. Esta subespécie é mais
adaptada a clima de temperaturas mais altas. A
Mandaçaia Melipona Quadrifaciata Quadrifaciata habita
regiões mais altas e mais frias, o comportamento externo
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Abelhas sem ferrão, maravilhas de Deus – Escriba de Cristo
dessa subspécie em relação a temperaturas baixas -14 e
- 16 graus, e umidade relativa alta 75 a 90% no verão no
horário das 8 a 11 horas é bem intenso o trabalho de
coleta. Devido ao seu tamanho avantajado, possui bom
controle de temperatura corporal, o que lhe permite viver
em lugares mais frios. (10)
ENTRE AS MELHORES PARA CRIAR
Abelha com características excelente para se criar
racionalmente, e por contar por uma incidência maior em
várias regiões do país, indo desde Rio Grande do Sul ao
Estado da Bahia.
Seu nome científico é: Melipona Quadrifaciata,
conhecida popularmente por Mandaçaia, que na
linguagem indígena significa vigia bonito (mandá: vigia e
çaia: bonito), fato este por se observar no orifício de
entrada da colmeia uma abelha sempre presente, ou seja,
a vigia.
ONDE ENCONTRA-LAS
A Melipona ( Quadrifaciata Quadrifaciata ) tem
preferência por regiões mais altas e mais frias, Resiste
bem a baixas temperaturas (-6), entre as 7 e 11 horas da
manhã no verão, a movimentação é bem intensa,
67
Abelhas sem ferrão, maravilhas de Deus – Escriba de Cristo
Devido ao seu tamanho avantajado, possui melhor
controle de temperatura corpóreo, o que lhe permite viver
em regiões frias (-6) e quentes (+40) lugares sombreados.
Nas regiões secas, principalmente na Bahia,
encontramos a subspécie Melipona Mandacaia,
praticamente com a mesma morfologia da acima citada,
porem de tamanho um pouco menor.
MORFOLOGIA
É uma abelha de cor negra, tendo em seu
abdômen quatro listas amarelas brilhantes transversais. A
região entre as antenas, geralmente possui pelos negros.
É uma abelha robusta e o seu tamanho mede entre 8 a 12
mm.
68
Abelhas sem ferrão, maravilhas de Deus – Escriba de Cristo
Esta abelha possui outras subespécies: A
Melipona quadrifaciata quadrifaciata, a Melipona
quadrifaciata anthidioides, Melipona Hibrida e a Melipona
mandaçaia.
A Melipona quadrifaciata anthidioides, possui suas
listras amarelas abdominais interrompidas na parte
mediana, enquanto que na subspécie quadrifaciata
quadrifaciata, estas listras são continuas; A mandaçaia
hibrida tem listras transversais marrom.
HABITAT E NINHO
A Mandaçaia constrói seu ninhos em ocos de
troncos de árvores, A calefação interna e feita com
geoprópolis, uma mistura de barro com resinas extraídas
das plantas, Normalmente na parte externa do orifício de
entrada elas constroem sulcos radiais convergentes com
barro, sendo que neste orifício passa só uma abelha por
vez, tem colônia da mesma espécie que não apresenta
este comportamento.
A partir do orifício de entrada, encontramos um
canal de acesso, o seu comprimento depende do espaço
interno da morada da colônia, também conhecido por
túnel de entrada que vai terminar próximo aos favos de
crias, os quais são envolvidos por lamelas de cerume
irregulares o qual é chamado de invólucro, que é
constituído de uma mistura de cera e própolis, cuja
69
Abelhas sem ferrão, maravilhas de Deus – Escriba de Cristo
finalidade é conservar a temperatura interna do ninho e
combater intrusos.
A parte interna do ninho é formado por favos de
crias sobrepostos no sentido horizontal, estes favos são
formados por células com aproximadamente 1 cm de
altura por 0,5cm de diâmetro. Confeccionado com
cerume, onde a rainha deposita seus ovos para
desenvolvimento das crias.
Constroem também com cerume, potes ovais,
medindo cerca de 2 a 5 cm de altura, por 1 a 2,5 de
diâmetro, ligados entre si. Estes potes são usados para
armazenar alimentos, mel e pólen, o mel e o pólen são
70
Abelhas sem ferrão, maravilhas de Deus – Escriba de Cristo
guardados em potes diferentes nunca misturados, e se
encontram geralmente acima ou dos lados dos favos de
crias.
O ninho desta abelha possui uma população bem
menor, em relação a apis melífera, de 300 a 500
(unidade) de abelhas.
A Mandaçaia é uma abelha muito mansa, mas
costuma repelir os intrusos com um movimento bastante
intenso em redor do possível inimigo, chegando a
mordiscar com suas fortes mandíbulas.
Meliponário Rei da Mandaçaia.
CASTAS - OPERÁRIAS
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Abelhas sem ferrão, maravilhas de Deus – Escriba de Cristo
Sendo um inseto socialmente desenvolvido, as
operárias desempenham várias funções na colmeia de
acordo com a sua idade. As mais jovens com a cor mais
clara, permanecem sempre na região dos favos
aquecendo as crias, num segundo estágio, faz o
aprovisionamento das células e se ocupam na construção
das mesmas. A medida que vão se desenvolvendo
trabalham na construção de potes de alimentos, limpeza,
guarda e recepção de alimentos. Quando chegam a um
estágio mais avançado se tornam campeiras (operárias),
sendo o néctar transportado na vesícula melífera (pré-
estômago) o pólen e cera na corbícula.
Vemos aqui a inteligência de Deus que tudo
criou e concedeu as abelhas um órgão especial: a
vesícula melífera para transportar o néctar. Dentro da
colmeia, as abelhas engenheiras sugam o néctar das
abelhas campeiras e através da mastigação do néctar,
enzimas contidas nas salivas das abelhas irão
converter os açucares no néctar no delicioso mel. As
abelhas como tudo que existe é produto de uma
mente brilhante: O Todo-Poderoso.
Em colônia de Mandaçaia, as operárias têm seus
ovários desenvolvidos e muitas vezes podem fazer
postura. Estas posturas podem ser efetuadas antes ou
após a postura da rainha. Geralmente os ovos de
operárias postos antes da postura da rainha, são
ingeridos pela mesma, e os ovos postos após a postura
72
Abelhas sem ferrão, maravilhas de Deus – Escriba de Cristo
da rainha darão origens a zangões (machos), isto porque
a larva do macho se desenvolve mais rápido comendo, o
ovo posto pela rainha, Estes ovos têm a mesma forma
dos ovos de rainha e mesmo os que são postos antes dos
da rainha, podem dar origem a machos.
Em colônia de mandaçaia, as operárias são
maiores dos que os machos. Este é um padrão que difere
da maioria das espécies de abelhas.
RAINHAS
Por ter seu abdômen bem desenvolvido, a rainha
caminha lentamente pelos favos de crias, é ai que se
encontra a rainha sempre acompanhada por algumas
operárias que lhe fazem a corte.
73
Abelhas sem ferrão, maravilhas de Deus – Escriba de Cristo
Deus nos ensina por meio da natureza das
abelhas e dos demais animais sociais que um
personagem central deve existir na sociedade para
comandar e liderar o grupo. Na família é o pai, no
trabalho é o chefe, na política o governador ou
prefeito. Na natureza vemos os machos e fêmeas alfas
em várias espécies. O anarquismo e cada um fazendo
o que quer só funciona em animais solitários, não
entre os humanos...
Não existe diferença entre células de rainha e de
operárias, Numa colônia normal sempre há eclosão de
rainhas virgens no entanto elas não nascem atrativas. Se
a colônia estiver com rainha fisogástrica (fecundada) em
boas condições, as rainhas virgens (princesas) serão logo
eliminadas pelas operárias.
Deus pelas abelhas nos ensina que a unidade
da colônia esta acima de tudo, de maneira que
somente uma rainha deve reinar soberanamente
sobre a colmeia e toda oposição e divisionismo
devem ser eliminados. Enquanto houve uma rainha
fisogástrica, as princesas que nascem regularmente
são logo eliminadas pelas operárias. Quando a rainha
morre as princesas que nascem lutam entre si e a que
vence, mata as outras e se torna rainha, começando
sua monarquia. O mais capaz deve governar e
reprimir com força os desordeiros.
74
Abelhas sem ferrão, maravilhas de Deus – Escriba de Cristo
Evidentemente pode ocorrer a substituição da
rainha fisogástrica, A rainha virgem (princesa), para ser
fecundada, voará, voltando já fecundada para a mesma
colônia e começa, após alguns dias, a fazer postura. As
rainhas virgens (princesas) são de fácil identificação, pois
não possuem as listras amarelas no abdômen, a cabeça é
relativamente menor, e a coloração do corpo é marron.
Após a fecundação o abdômen sofre um aumento
significativo, impossibilitando o seu voo.
ZANGÕES (Machos)
Os machos das abelhas mandaçaia, ao contrário
dos da apis melífera, podem realizar algum tipo de
trabalho, como por exemplo a desidratação do néctar,
mas sua principal função na colônia, é fecundar a rainha,
75
Abelhas sem ferrão, maravilhas de Deus – Escriba de Cristo
embora haja controvérsias, se a rainha acasala somente
com um zangão ou mais.
MEL
O mel produzido pela abelha Mandaçaia é
procurado pelo seu agradável sabor, não enjoativo. É
bastante liquefeito devido ao alto teor de umidade, fato
este que requer que o mesmo fique guardado em
geladeira para evitar a fermentação. Para ser armazenado
fora da geladeira pode ser feito a pasteurização, o mel é
aquecido a certa temperatura, deixa esfriar e depois
envasa. O mel contido nos copos natural no ninho não
estraga devido o trabalho de limpeza diária efetuado pelas
abelhas. A Abelha Mandaçaia criada racionalmente em
caixas apropriadas produz entre 2 a 4 quilos de mel por
ano. Se compararmos a produção por quantidade de
76
Abelhas sem ferrão, maravilhas de Deus – Escriba de Cristo
abelha à abelha Mandaçaia produz mais mel que a abelha
apis melífera (ou ab. africanizada). (10)
Em caixas racionais a Mandaçaia pode produzir de
1 a 4 litros de mel ao ano ou mais, dependendo das
floradas.
Mais uma contribuição do Felipe Furtado Frigieri:
PERGUNTA: Moro em Campo Grande (MS) e pelo
que andei pesquisando a mandaçaia é uma nativa daqui
(Melipona quadrifasciata quadrifasciata), certo? Eu
gostaria de atrair e criar uma colmeia de alguma espécie
meliponínea por curiosidade, mas também pra ajudar na
preservação delas e no equilíbrio ecológico. Essa seria
uma boa opção de espécie? É possível fazer a isca pet
para essa espécie também?
RESPOSTA DO FELIPE: Sim, é nativa. A
mandaçaia demanda um volume um pouco maior que a
pet de 2l. Faça com uma caixa de papelão com um
volume de 4l mais ou menos. Encape a caixa com um
saco de lixo ou uma lona preta. Passe o atrativo líquido da
mandaçaia. (2)
ABELHA TUJUBA
A Melipona mondury conhecida popularmente
como Uruçu-amarela ou Guaráipo-amarela, está
atualmente classificada como criticamente ameaçada de
77
Abelhas sem ferrão, maravilhas de Deus – Escriba de Cristo
extinção no Livro Vermelho da Fauna do Paraná, sofrendo
grande pressão através do desmatamento e da ação
ilegal de meleiros, nomeação dada as pessoas que
entram na mata e cortam arvores para retirar apenas o
mel deixando a colmeia exposta, condenando-as a morte.
78
Abelhas sem ferrão, maravilhas de Deus – Escriba de Cristo
ABELHA PLEBÉIA SAIQUI
Os ninhos são encontrados em diversos lugares,
utilizam desde árvores até barrancos, desde que os ocos
sejam de tamanho apropriado e não aquecidos pelo sol
em demasia (Nogueira-Neto, 1970). A entrada do ninho é
feita com própolis e é geralmente curta no exterior do
ninho (Nogueira-Neto, 1970). As abelhas não fecham a
entrada à noite. Favos de cria são horizontais ou
helicoidais e ocorrem células reais. Invólucro presente nos
favos de cria; construído com cerume.
O tamanho das colônias é médio. As abelhas
dessa espécie são inteiramente mansas. A construção
79
Abelhas sem ferrão, maravilhas de Deus – Escriba de Cristo
dos favos de cria é suspensa no inverno ou em uma parte
dele no Estado de São Paulo. Apresenta os conceitos
pertencentes ao ninho da espécie de abelha denominada
Plebéia Saiqui. O invólucro interno é disposto em várias
camadas finas de cerume claro, onde há muitas ligações
entre as lamelas, o que favorece a livre circulação.
ABELHA-LIMÃO
Existe uma abelha muito rara que é um excelente
indicador de equilíbrio ecológico. É a limão (Lestrimelitta
limão). Ela não tem corbícola, não podendo carregar
pólen. Ela vive de roubar pólen no caminho. Ela só existe
onde tem bastante abelha de quem ela pode roubar o
80
Abelhas sem ferrão, maravilhas de Deus – Escriba de Cristo
pólen. Onde tem ela é um indicativo que ali é bom para a
criação de abelha em geral. (14)
A Lestrimelitta limao é popularmente conhecida
como Iraxim, Iratim, Arancim, Aratim, Canudo, Sete-
Portas, Limão, Limão-Canudo e Abelha-Limão (por exalar
um notável cheiro de limão). É uma abelha social da
subfamília dos meliponíneos. Constrói um grande ninho
de barro, preso entre os galhos, com entrada tubiforme.
O sucesso no ataque a outras colônias dá-se por
liberação de terpenoides voláteis, das secreções cefálicas
(das glândulas mandibulares), que provocam a dispersão
dos indivíduos da colônia hospedeira e a consequente
pilhagem. Por isso, o cheiro semelhante a limão que estas
abelhas exalam, que a faz receber o nome popular de
Abelha-Limão. (17)
É uma espécie de abelha pilhadora, vivendo
exclusivamente do saque a outros ninhos. A Abelha-
Limão só sobrevive em áreas onde haja grande
densidade de ninhos de outras espécies. Algumas
coisas que Deus criou parecem imorais, mas não é.
Ainda que a violência e a força bruta seja uma regra
constante na natureza. A abelha-limão não provoca
extinção, uma vez que só existe em áreas com grande
densidade de outras abelhas. Mais pilhador que os
humanos não há, uma vez que comendo tudo, fungos,
plantas, carne, leite de outros mamíferos e mel das
81
Abelhas sem ferrão, maravilhas de Deus – Escriba de Cristo
abelhas. Deus privou esta espécie de corbicula
(órgão) que serve como cesto para as abelhas
transportarem pólen. Então, autorizou-a a explorar o
alimento de outras espécies.
Mais uma contribuição do Felipe Furtado Frigieri:
PERGUNTA: As abelhas Jatai fizeram um ninho na
parede do quintal, (acho lindinhas) Porém quando elas
nascem e começam a trabalhar chega uma invasão de
umas abelhas pretas (Jatai Negras??) que acaba
matando as Jatais amarelinhas e entrando no ninho, fico
muito triste quando vejo elas morrendo. Não quero essas
pretas invadindo o ninho delas, já faz uns 2 anos que elas
fizeram ninho na parede e agora essas pretas matam e
vão embora, as amarelinhas refazem tudo novamente e
vem as pretas novamente... Porque ocorre isso? Tem
algo que posso fazer para proteger elas dessas pretas?
Se for algo super natural prefiro retirar esse ninho, odeio
vê-las lutando e morrendo.!
RESPOSTA: pode ser que a abelha que você
chamou de “preta” seja uma abelha conhecida
popularmente por “abelha-limão”, por que quando
pressiona ela libera um odor parecido com o do limão. A
abelha-limão tem o hábito de pegar alimento de outras
colmeias. (2)
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Abelhas sem ferrão, maravilhas de Deus – Escriba de Cristo
ABELHAS GUIRUÇU (SCHWARZIANA
QUADRIPUNCTATA)
A Guiruçu é popularmente conhecida como
Abelha-Mulata, Mulatinha, Abelha-do-Chão, Papa-Terra e
Iruçu-do-Chão. É uma abelha social, da subfamília dos
meliponíneos. É uma espécie muito mansa, visitante da
copa das árvores. A Schwarziana quadripunctata nidifica
no solo, em buracos no chão, ou em ninhos de
formigueiros abandonados. Os ninhos da Guiruçu tanto
podem ser encontrados a 30 cm do solo, como a 1,5m
deste. Por isso, essa abelha precisa de uma melhor
termorregulação de seu ninho para controlar a sua
temperatura interna.
Ocorrência
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Abelhas sem ferrão, maravilhas de Deus – Escriba de Cristo
Esta espécie de abelha pode ser encontrada no Rio
Grande do Sul, em Santa Catarina, no Paraná, em São
Paulo, no Rio de Janeiro, em Minas Gerais, no Goiás, no
Espírito Santo e na Bahia.
Morfologia
A abelha Guiruçu mede cerca de 17 mm de
comprimento e possui coloração negra, com abdômen
frequentemente avermelhado.
Ninho
Com já mencionado, a abelha Guiruçu nidifica no
solo. A entrada do ninho é um pequeno buraco no solo,
podendo ter uma pequena elevação de barro.
Internamente, a entrada é revestida de cerume. O ninho
todo é circundado por um invólucro que tem uma forma
84
Abelhas sem ferrão, maravilhas de Deus – Escriba de Cristo
característica. Os favos são em espiral ou paralelos. As
células de cria são construídas sucessivamente, ou seja,
ao mesmo tempo, há células em construção em vários
estágios, desde iniciais até o estágio final. Em colônias
fortes, até 13 células são construídas simultaneamente.
Uma característica interessante dessa espécie é
que há rainhas pequenas, médias e grandes. Em outras
palavras, as rainhas podem ser criadas em células
normais e/ou em células reais. Os machos podem
aparecer em grande quantidade, permanecendo
agrupados nos locais aquecidos do ninho. O alimento,
como o mel e o pólen, é colocado em potes ovoides, de
3cm de altura. O mel é muito saboroso. Alguns
consumidores deste mel deixam o ninho enterrado no seu
local de origem e de quando em quando recolhem o mel
produzido.
Mel
A Guiruçu produz um mel de excelente qualidade e
muito saboroso. Alguns meliponicultores deixam o ninho
enterrado em seu local de origem, recolhendo o mel
produzido periodicamente. (15)
IDENTIFICANDO ENXAMES
Mais uma contribuição do Felipe Furtado Frigieri:
85
Abelhas sem ferrão, maravilhas de Deus – Escriba de Cristo
PERGUNTA: Como posso identificar se um
enxame é forte, médio ou fraco, quais as características?
Por exemplo, número de abelhas, tamanho dos discos de
cria, número de abelhas que ficam na entrada da
colmeia?
RESPOSTA: Número de discos acima de 8-9,
melgueira forte, boa movimentação das abelhas. (2)
CAPTURA DE ENXAME
MANUSEANDO ISCA
Você deve encapar a garrafa com jornal para
manter a temperatura e com saco de lixo preto. Coloque
86
Abelhas sem ferrão, maravilhas de Deus – Escriba de Cristo
cera na tampinha da garrafa também. Coloque a garrafa
em lugar protegido da chuva e que receba sol durante a
manha e pegue sombra a tarde. Evite mexer na sua isca
no período em que as jatais estivem visitando. Pode levar
alguns meses até que a colônia se instale definitivamente
na sua isca, durante este período as operárias ficam
construindo a colmeia até a chegada da rainha já
fecundada.
ÉPOCA DE ISCA
A melhor época para montar sua isca é o início de
setembro. Se quiser pode colocar algum objeto para
proteger sua isca da chuva. Amarre bem a isca, para
evitar que ela caia.
Mais uma contribuição do Felipe Furtado Frigieri:
PERGUNTA de Daniel: A uns 5 dias um enxame de
abelhas Jataí começou a colonizar em um pilar de
eucalipto tratado do quiosque em casa. Parece não ser
um enxame muito grande pela quantidade… fiz uma caixa
de madeira de uns 30 X 15 cm e um furinho de entrada
com uma broca de 0,5 cm.. Na entrada eu borrifei aquele
mel com própolis que encontra-se em farmácias… faz 2
dias que deixei essa caixinha a um palmo de distância do
pilar onde elas estão… as vezes uma ou outra entra na
caixa mas logo sai… há algo que eu possa fazer para
captura-las com mais precisão??? Acredito que o
eucalipto onde elas estão não tenha um oco muito
87
Abelhas sem ferrão, maravilhas de Deus – Escriba de Cristo
grande, por isso fiz a caixa… quero somente cria-la por
hobby, não tenho interesse em colher mel… Grato
Resposta de Felipe Furtado Frigieri disse:
15/07/2014
Com relação a captura de enxames, é o seguinte.
As abelhas nativas não mudam de lugar, ou seja, uma vez
em que um ninho é instado num determinado local, ele irá
permanecer lá por vários anos, há relatos de ninho com
mais de 50 anos num mesmo local. De maneira a
expandir e colonizar novos ambientes, as abelhas nativas
sem ferrão tem a capacidade de dividir o enxame, ou seja,
uma colmeia da origem a uma nova e assim por diante. E
é esta nova colmeia gerada que tem a capacidade de
migrar para outros locais. E aí que entram as iscas, elas
permitem capturar esses enxames que se dividem. No
seu caso, ao instalar a isca o que poderá acontecer é a
captura de um enxame excedente, portando, a colmeia
que possuí no oco do (muro, churrasqueira, caixa de
energia, etc.) permanecerá onde se encontra. Se tudo der
certo com a isca, você terá dois enxames. A única forma
de obter o enxame do (muro, churrasqueira, caixa de
energia, etc.) é passando-o para uma caixa, ou seja,
realizar a transferência do mesmo para uma caixa. (2)
ATRATIVO DE ABELHA
Um artifício que facilita muito a atração das abelhas
indígenas sem ferrão é diluir o própolis ou o cerume em
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Abelhas sem ferrão, maravilhas de Deus – Escriba de Cristo
álcool de cereais ou comum e, passar essa mistura ao
redor do orifício do bambu e, derramar um pouco em seu
interior, para que exale o cheiro característico da colônia.
O Eng.º Agr.º Jean Louis Jullien, grande criador de Jataí,
costuma passar o própolis puro das mesmas, ao redor do
orifício de entrada de suas caixas iscas, atraindo as
abelhas e evitando a aproximação das formigas, já que o
mesmo é grudento. Obs.: Se desejar capturar colônias de
abelhas Jataí, então deve-se utilizar a mistura de própolis
ou cerume da mesma espécie.
EXAME DAS ISCAS
É muito importante que se faça revisões nas iscas
para a retirada de formigas, aranhas e outros insetos, que
impeçam a nidificação dos meliponíneos.
ESTRUTURA DA COLMÉIA
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Abelhas sem ferrão, maravilhas de Deus – Escriba de Cristo
Uma colônia de abelhas sem ferrão é constituída
por dois elementos principais: o ninho e os potes de
alimento; além de estruturas auxiliares, como o invólucro,
o batume, a entrada e o túnel de ingresso. Os potes de
alimento geralmente são elipsóides (em formato de ovo),
construídos de cerume, e podem apresentar tamanhos
variados conforme a espécie. Pólen e mel são
armazenados separadamente. Portanto, em uma colônia
de abelhas sem ferrão, podemos encontrar dois tipos de
potes de alimento: potes de pólen e potes de me (1)
REPRODUÇÃO
Processo reprodutivo
Nas melíponas, as rainhas são facilmente
substituídas. Elas têm um batalhão, um exército de 25 %
delas que podem virar rainha a qualquer hora. Na
90
Abelhas sem ferrão, maravilhas de Deus – Escriba de Cristo
reprodução das melíponas ocorre o nascimento de
rainhas apenas pela alimentação. As fêmeas podem ser
operárias ou rainhas, o que vai determinar a função é a
alimentação que elas receberem. Nas trigonas, a
determinação da função é genética. Rainha é rainha,
operária é operária e o macho decorre de um ovo não
fecundado. O processo de substituição de rainhas é
bastante complicado. Nas épocas de floradas fortes,
sempre tem realeira, sendo fácil de substituir a rainha; nas
épocas de escassez de alimento, dificilmente tem realeira,
e se a rainha morrer nesse período o enxame vai
fracassar.
- deve ter no mínimo 44 enxames num raio de 3 km
para não ter consanguinidade,
- quando são gerados machos diplóides as abelhas
operárias não os deixam nascer, a filiação fica toda
comida ou descartada;
91
Abelhas sem ferrão, maravilhas de Deus – Escriba de Cristo
- é necessário fazer resfriamento de sangue com a
troca de enxame entre criadores ou a fecundação em
outros locais. (14)
SISTEMA DE ORIENTAÇÃO
A abelha africanizada tem um “computador”
ligado na antena. Então ela olha para o sol e o
“computador” dela dá o angulo e ela diz: “minha casa
é para cá e da tantos quilômetros.” Se você arrancar
os olhos delas elas vão bater encima porque na
antena tem um radar, que enxerga tudo em um
determinado raio de distancia, no caso das abelhas é
de três quilômetros. Deus criou as antenas na apis
como os homens constróem antenas como meio de
comunicação. Antenas foram projetadas ou evoluíram
sozinhas depois de milhões de anos?
As abelhas sem ferrão dos dois gêneros elas se
orientam diferente, elas não conseguem gravar a casa
onde elas moram. Todo dia elas têm que marcar o
caminho delas, toda vez que ela sai para o mato ela tem
que marcar o caminho Ela se orienta não é através de
olhar para o sol como fazem as africanizada. É através de
baforadas de feromônio que ela solta. Quando está
voando para o mato, a cada 10 metros ela solta uma
baforada de feromônio, como se fosse um “pum”, ela solta
um cheiro no ar e ai pega nas folhas, e quando ela volta,
92
Abelhas sem ferrão, maravilhas de Deus – Escriba de Cristo
ela volta farejando aquelas folhas que estão com aquele
cheiro. (14)
TRANSFERÊNCA DE COLMEIA
Com relação a melhor época para fazer a
transferência, como você vai apenas transferir a colmeia e
não dividi-la a época não interessa muito. Mas para evitar
qualquer problema, procure fazer isso quando estiver
mais quente, no frio as abelhas não saem muito para o
campo. Quando for dividir, faça isso por volta das 12h.
Nesse horário as abelhas estão no campo, isso facilita o
manejo. Recomenda-se este tipo de atividade no verão,
onde o calor e a disponibilidade de alimento são maiores.
93
Abelhas sem ferrão, maravilhas de Deus – Escriba de Cristo
Kalhil, do Meliponário do sertão, localizado em
Mossoró, no Rio Grande do Norte que criam abelhas há
três gerações nos ensina o seguinte sobre a
desorientação de campeiras durante mudança do local do
enxame:
“É muito comum eu receber pedidos de
informações de como proceder para mudar a caixa de
lugar, tanto para distâncias pequenas como para grandes
distâncias. Antes de adentrar no assunto cabe aqui uma
informação pessoal. A literatura científica sobre essas
abelhas afirma que nas espécies maiores (meliponas) o
raio de atuação seria algo em torno de 3 km, já para as
menores (trigonas) essa distância seria mais ou menos
1km. Pessoalmente, acredito que a Jandaíra não chega a
tamanha distância assim, já observei jandaíras coletando
polén a 900 metros de distância do meliponário, mas
nunca a tamanha distância. Todavia acredito que Uruçu,
pelo seu porte e capacidade, certamente é capaz de até
94
Abelhas sem ferrão, maravilhas de Deus – Escriba de Cristo
ultrapassar os 3 Km. Mesmo sendo capazes de
percorrerem grandes distância é preciso esclarecer que
as abelhas ao saírem ao campo para forragear possuem
nas suas cabeças um mapa gráfico com indicativos já
pré-determinados da localização exata do enxame. Dessa
maneira qualquer pequena alteração por menor que seja
na localização exata da entrada do ninho pode provocar
uma certa desorientação nas abelhas. Por isso não
recomendo que se façam mudanças de localização dos
enxames em pequenas distâncias. A maneira correta de
mudar um enxame de lugar, por menor que seja a
distância do local de origem é levar primeiramente o
enxame para um lugar bem distante além de 1km. A essa
distância as abelhas ao sairem da caixa não terão
nenhuma referência de orientação e imediatamente farão
um primeiro voo de orientação em busca de novos sinais
gráficos que possam facilitar o novo endereço. Deixe a
caixa nesse novo local por pelo menos 15 dias, isso é
tempo suficiente para que as abelhas esqueçam todas as
referências do antigo endereço e passem a decorar o
local exato do novo lar. Depois desse tempo o enxame
pode retornar para o local escolhido onde as abelhas
farão novamente todo o processo de memorização dos
"novos" indicativos de referência para sua orientação.”
95
Abelhas sem ferrão, maravilhas de Deus – Escriba de Cristo
RAINHA
As rainhas poedeiras realizam a postura dos ovos
que dão origem a todos os tipos de abelhas. São também
96
Abelhas sem ferrão, maravilhas de Deus – Escriba de Cristo
responsáveis pela organização da colônia, comandada
por um complexo sistema de comunicação baseado no
uso de feromônios. Normalmente uma colônia possui
apenas uma rainha poedeira, mas existem relatos da
existência de colônias e espécies com duas ou mais.
FORMAÇÃO DE RAINHAS
O mecanismo de formação das rainhas é a
principal diferença entre os Meliponini e os Trigonini Entre
os cientistas, existem diferentes conceitos sobre o
processo biológico que determina o nascimento de
rainhas em colônias de meliponíneos. Entre as diferentes
espécies, inclusive da mesma tribo, também há pequenas
variações. Entretanto, existe um parâmetro básico que
define a formação de rainhas e determina a principal
diferença entre os grupos Meliponini e Trigonini. Nas
espécies da tribo Meliponini, não há construção de células
reais. Todas as células de cria são iguais. A determinação
do número de rainhas que nasce, entre todos os ovos
disponíveis, é definida por uma proporção genética. Já as
abelhas da tribo Trigonini constroem células reais, que
possuem tamanho bem maior que as células comuns. Por
conta deste tamanho, as larvas que se desenvolvem
nesse tipo de célula recebem mais alimento, o que
determina a formação de uma nova rainha virgem. Essa
diferença deve ser assimilada pelo meliponicultor
97
Abelhas sem ferrão, maravilhas de Deus – Escriba de Cristo
principalmente na aplicação dos métodos de divisão
artificial de colônias (1)
OPERÁRIAS
As operárias são responsáveis pela grande força
de trabalho da colônia. Elas cuidam da defesa, manipulam
os materiais de construção, coletam e processam o
alimento. Representam a maior parte das abelhas de uma
colônia, podendo chegar a mais de 80% dos indivíduos.
As operárias são os indivíduos mais abundantes na
população de uma colônia, pois cabe a elas todo o
esforço de trabalho. Uma operária é facilmente
reconhecida pela presença da corbícula, localizada no
terceiro par de pernas, a qual é utilizada para o transporte
do pólen, resina e outros materiais de construção
98
Abelhas sem ferrão, maravilhas de Deus – Escriba de Cristo
coletados nas flores, outras partes das plantas ou
diferentes materiais como barro.
A corbícula é formada por uma depressão na tíbia
cercada por cerdas especiais (e às vezes pelos
plumosos), que no conjunto ajudam a segurar o pólen e
outros materiais durante seu transporte. As operárias ao
nascer são quase brancas, mas à medida que vão
envelhecendo adquirem uma pigmentação de acordo com
sua espécie. Elas são responsáveis por todas as
atividades de manutenção da colônia, tais como: cuidado
com as crias, coleta e processamento do alimento,
cuidado com a própria higiene para evitar doenças,
construção dos favos de cria, potes de armazenamento,
invólucro, limpeza do ninho, defesa da colônia e da
rainha, dentre outras atividades. As tarefas desenvolvidas
99
Abelhas sem ferrão, maravilhas de Deus – Escriba de Cristo
pelas operárias variam de acordo com a idade e as
necessidades da própria colônia, sendo que em média
estes indivíduos vivem de 30 a 40 dias (Sakagami, 1982;
Wille, 1983). Em algumas espécies de Meliponini, as
operárias podem realizar postura de ovos, seja na
presença ou na ausência de rainha fisogástrica, e, como
esses ovos são haploides, somente dão origem aos
zangões (num fenômeno biológico conhecido como
partenogênese) (Sakagami et al., 1963; Sakagami 1982).
Esses ovos postos pelas operárias podem servir de
alimento para a rainha, e, por isso, são chamados de
“ovos tróficos” (Wilson, 1971). (6)
MULTIPLICAÇÃO DE ENXAMES
O engenheiro Agrônomo Francisco das Chagas
Ribeiro Filho nos ensina o seguinte sobre multiplicação de
enxames de abelhas sem ferrão:
“Se eu não tenho nenhum enxame, se eu vou começar, aí eu
vou ter que capturar no mato. Se eu já tenho de um para frente, eu
posso fazer a multiplicação desses enxames. Hoje o ideal é você
pegar dois enxames e fazer um terceiro enxame a partir desses dois.
Eu vou pegar parte desses dois enxames e vou fazer um terceiro
enxame. Vamos dizer quer eu tenha duas caixas que estejam com
enxames, eles tenham abelhas e eu pego uma caixa que está vazia.
Então a partir desses dois enxames, eu quero obter um terceiro
enxame. Então eu tenho duas rainhas, uma em cada caixa. Eu vou
sair de dois enxames e vou chegar a três enxames, então vou
precisar de três rainhas. Então eu preciso das duas rainhas e tem que
nascer mais uma rainha, porque se não, não chega a três enxames.
100
Abelhas sem ferrão, maravilhas de Deus – Escriba de Cristo
Nas meliponinis, 25% das abelhas já tem potencial genético para
rainha, só precisa da alimentação. Ou seja, ser alimentada com geleia
real para virar rainha. Tem esse exercito de rainha de reserva, então
qualquer tempo eu faço essa divisão. Nos trigonini eu só posso fazer
essa multiplicação se tiver célula real. A realeira é o lugar onde nasce
a rainha, é uma célula maior, uma célula mais desenvolvida. Então eu
abro as 2 caixas que vão ser as mães. Se pelo menos uma das duas
tiver a realeira, aí eu continuo o serviço e faço a multiplicação. Se não
tiver em nenhuma das duas eu fecho novamente e deixo para outro
dia.” (14)
Multiplicação de trigonini
Para a multiplicação de trigonini (Jataí, Iraí, Mandaguari, Tubi,
Mirim, Mirim preguiça, Moça-branca etc.), é necessário que, nos
favos, exista uma ou mais realeiras, de preferência prestes a emergir
a rainha, que tem uma cor clara. Primeiro devemos observar na área
dos discos cria se existem realeiras, células maiores localizadas na
periferia do disco de favo podendo ser uma, duas ou mais realeiras,
geralmente dispostas em discos diferentes. Se tiver muitas realeiras,
mais de 7, pode ser um mau sinal, ou seja, de que a família está
instável ou a rainha mãe está muito velha. Estas realeiras, que
aparecem temporariamente (primavera e verão), são as únicas
células que darão origem às rainhas. Se já existir uma rainha,
poderão ser descartadas ou a colônia entrar em divisão espontânea.
A divisão artificial é um método forçado. Depois devemos transferir o
disco com realeira para uma nova caixa e mais 2 a 3 discos de outras
colônias de coloração mais clara e de fundo escuro (favos de cria
nascente – o fundo escuro é o cocô das pupas). Arrumar estes
discos, procurando estabelecer um pequeno espaço entre eles – o
espaço abelha – basta colocar uma bolinha de cerume entre eles.
Revestir todo o ninho com invólucro de cerume ou, caso não
disponha, com lâmina de cera alveolada de africanizada. Devemos
então levar a colônia-mãe, que ficou com a rainha velha, para um
101
Abelhas sem ferrão, maravilhas de Deus – Escriba de Cristo
local distante de 100 metros ou mais da colônia-filha e colocar a nova
colônia em seu lugar. Desta forma, reforçamos a nova caixa com a
chegada das forrageiras (campeiras) que estavam trabalhando no
campo. (14)
MELIPONÁRIO
Cristiano Menezes é pesquisador da Embrapa
Amazônia Oriental, e deu as seguintes explicações para
montar um meliponário:
“Mãos à obra
>>> INÍCIO Embora comprar de outros criadores
seja mais prático, é possível capturar abelhas sem ferrão
da natureza por meio de ninhos-armadilhas ou outros
métodos que não prejudiquem o meio ambiente. Para
isso, é necessário obter permissão do órgão ambiental
competente da região. Meliponários com menos de 50
colônias precisam se inscrever no Cadastro Técnico
Federal do Instituto do Meio Ambiente e dos Recursos
Naturais Renováveis (Ibama). Além do cadastro,
meliponários com 50 ou mais colônias devem solicitar
autorização em órgãos ambientais estaduais.
>>> EXPANSÃO Para aumentar o plantel, o
criador pode optar pela divisão de uma colônia forte em
duas novas. Para receber as abelhas que estão voando,
basta colocar a metade dos favos da criação em uma
caixa vazia e instalá-la no lugar onde está a caixa-mãe.
102
Abelhas sem ferrão, maravilhas de Deus – Escriba de Cristo
Enquanto a rainha que está botando permanece na
colônia-mãe, uma nova nascerá na colônia-filha.
Acompanhe e alimente ambas a cada semana até que se
fortaleçam novamente.
>>> INSTALAÇÕES Os ninhos são feitos com
caixas rústicas de madeira e em vários tamanhos.
Cabaças, cortiços e outros materiais também podem ser
usados. Em prateleiras, mantenha cada unidade distante
0,5 metro entre si e, em cavaletes individuais, 1,5 metro.
Para atrair as abelhas, acomode dentro dos ninhos um
pouco de cerume e resina extraídos de outras colônias.
>>> AMBIENTE É importante ter plantas no
entorno da criação, pois os produtos que fabricam
dependem da disponibilidade de flores na vizinhança.
Apesar de as abelhas serem resistentes às oscilações de
temperatura, proteja os ninhos da exposição ao sol, à
103
Abelhas sem ferrão, maravilhas de Deus – Escriba de Cristo
chuva e de ventos fortes. Certifique-se de que haja água
limpa nas proximidades.
>>> CUIDADOS Com óleo queimado, graxa ou
outros produtos, pincele o suporte das colônias recém-
formadas, ou fracas, para impedir o acesso de formigas.
Pequenas moscas ligeiras (forídeos), que botam ovos nos
potes de pólen, enfraquecendo os enxames, podem ser
evitadas vedando as colônias com fita adesiva.
104
Abelhas sem ferrão, maravilhas de Deus – Escriba de Cristo
>>> ALIMENTAÇÃO Oferecidos pelas flores, o
néctar, fonte de açúcares, e o pólen, de proteína,
vitaminas e minerais, são os principais alimentos das
abelhas. Em época de pouca florada, forneça, de uma a
duas vezes por semana, uma mistura de açúcar com
água na proporção de um para um, fervida ou batida no
liquidificador. Coloque em copinhos de café com alguns
palitos de picolé para que não se afoguem.
>>> coleta A primeira coleta poderá ser feita em
menos de um ano após o início da atividade. Com 20
colônias, é possível produzir de 20 a 80 litros de mel por
ano, dependendo da espécie e da disponibilidade de
flores no entorno.
RAIO X
105
ABELHAS SEM FERRÃO - MARAVILHAS DE DEUS
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ABELHAS SEM FERRÃO - MARAVILHAS DE DEUS

  • 1. 1
  • 2. Abelhas sem ferrão, maravilhas de Deus – Escriba de Cristo FINALIDADE DESTA OBRA Os materiais literários do autor não têm fins lucrativos, nem lhe gera quaisquer tipo de receita. Os custos do livro são unicamente para cobrir despesas com produção, transporte, impostos e revendedores. Sua satisfação consiste em contribuir para o bem da educação, uma melhor qualidade de vida para todos os homens e seres vivos, e para glorificar o único Deus Todo-Poderoso. AUTORIZAÇÃO O livro pode ser reproduzido e distribuído por quaisquer meios, usado e traduzido por qualquer entidade religiosa, educacional ou cultural sem prévia autorização do autor. Todos os meus livros são de domínio público. 2
  • 3. Abelhas sem ferrão, maravilhas de Deus – Escriba de Cristo AUTOR: Escriba de Cristo é licenciado em Ciências Biológicas e História pela Universidade Metropolitana de Santos; possui curso superior em Gestão de Empresas pela UNIMONTE de Santos; é Bacharel em Teologia pela Faculdade das Assembleias de Deus de Santos; tem formação Técnica em Polícia Judiciária pela USP e dois diplomas de Harvard University dos EUA sobre Epístolas Paulinas e Manuscritos da Idade Média. Radialista profissional pelo Senac de Santos, reconhecido pelo Ministério do Trabalho. Nasceu em Itabaiana/SE, em 1969. Em 1990 fundou o Centro de Evangelismo Universal; hoje se dedica a escrever livros e ao ministério de intercessão. Não tendo interesse em dar palestras ou participar de eventos, evitando convívio social. CONTATO: https://www.facebook.com/centrodeevangelismouniversal/ https://www.facebook.com/escribade.cristo 3 SOLICITAÇÃO AOS LEITORES: Se você encontrar erros gramaticais ou se você fala outro idioma e puder colaborar traduzindo esta obra, em qualquer dos casos entre em contato com o autor pelo facebook.
  • 4. Abelhas sem ferrão, maravilhas de Deus – Escriba de Cristo Dados Internacionais da Catalogação na Publicação (CIP) 4 M543 Escriba de Cristo, 1969 – 101 Abelhas sem ferrão, maravilhas de Deus Itabaiana/SE, Amazon.com Clubedesautores.com.br, 2016 132 p. ; 21 cm ISBN-13: 978-1540533814 ISBN-10: 1540533816 1. Biologia 2. Abelhas sem ferrão 3. Deus 4. Meliponicultura 4. Zoologia I - Titulo CDD 577 / 590 CDU 574 / 59
  • 5. Abelhas sem ferrão, maravilhas de Deus – Escriba de Cristo CENTRO DE EVANGELISMO UNIVERSAL -CGC 66.504.093/0001-08 SUMÁRIO CLASSIFICAÇÃO E DISTRIBUIÇÃO PAULO NOGUEIRA NETO WARWICK ESTEVAM KERR PADRE JESUS SANTIAGO MOURE POLINIZAÇÃO COLMÉIA ABELHAS DA AMÉRICA MELIPONAS SÃO MANSAS 5
  • 6. Abelhas sem ferrão, maravilhas de Deus – Escriba de Cristo AMEAÇAS AMBIENTAIS EXTRAÇÃO PREDATÓRIA MADEIRA PARA CAIXA DIVISÓRIA DA CAIXA PÓLEN CERA RESINA GEOPRÓPOLIS EXTRATO DE GEOPRÓPOLIS MEL DAS MELINOPAS FAVO DE MEL URUÇU JATAÍ NINHOS DE JATAI PRODUÇÃO DE JATAÍ COLMÉIA DE JATAÍ JATAÍ NÃO MUDA DE LUGAR 6
  • 7. Abelhas sem ferrão, maravilhas de Deus – Escriba de Cristo BRIGAS ENTRE JATAIS DIVISÃO DE COLMEIA JATAÍ CAIXA DE JATAÍ MEL DE JATAÍ PRÓPOLIS DE JATAÍ MANDAÇAIA ENTRE AS MELHORES PARA CRIAR ONDE ENCONTRA-LAS MORFOLOGIA HABITAT E NINHO CASTAS – OPERÁRIAS RAINHAS ZANGÕES (Machos) MEL ABELHA TUJUBA ABELHA PLEBÉIA SAIQUI ABELHA-LIMÃO 7
  • 8. Abelhas sem ferrão, maravilhas de Deus – Escriba de Cristo ABELHA GUIRIÇU IDENTIFICANDO ENXAMES CAPTURA DE ENXAME ATRATIVO DE ABELHA EXAME DAS ISCAS ESTRUTURA DA COLMÉIA REPRODUÇÃO SISTEMA DE ORIENTAÇÃO TRANSFERÊNCA DE COLMEIA RAINHA FORMAÇÃO DE RAINHAS OPERÁRIAS MULTIPLICAÇÃO DE ENXAMES MELIPONÁRIO CRIAR NO TOPO DO PRÉDIO VALOR MEDICINAL MEL E A BÍBLIA 8
  • 9. Abelhas sem ferrão, maravilhas de Deus – Escriba de Cristo INTRODUÇÃO Deus é o Senhor da Vida, nada existe sem que tenha sido fruto da sua soberana vontade o nada, o imponderável, o absurdo, o improvável, a sorte ou o acaso não criou coisa alguma. A teoria da evolução não ofende Deus, e sim a inteligência humana. A vida provém da vida, esta é a lei número um da biogênese. As melíponas e trigonas são resultados na prancheta de Deus. (Z) Deus deu a cada espécie os seus limites para fazer o seu habitat, algumas espécies de seres vivem em lugares bem restritos quanto ao clima e ao bioma, outras espécies, como o rei da Terra (os homens) são capazes de sobreviverem em regiões de geleiras e desertos. As 9
  • 10. Abelhas sem ferrão, maravilhas de Deus – Escriba de Cristo melíponas e trigonas são dividas em várias tribos e subespécies em que algumas não sobrevivem em climas frios. Deus nos ensina a observar a natureza e respeita os limites físicos e químicos de cada espécie. O desenvolvimento da meliponicultura faz com que os criadores escolham espécies mais apropriadas para sua região. Como seria bom que no final dos tempos, pelo menos uma parte da humanidade possa ter aprendido a respeitar as leis biológicas que Deus estabeleceu... (z). As abelhas sem ferrão são criaturas maravilhosas de Deus e elas povoam nossas florestas. No sítio onde vivo em Itariri possuo algumas caixas com jatais, todos os dias vou até um ou outra caixa que tenho espalhada na mata. Gosto especialmente nos dias de sol quando elas estão em franca atividade, as campeiras chegando com alimentos e as soldados fazendo a patrulha na entrada da colmeia. CLASSIFICAÇÃO E DISTRIBUIÇÃO Essas abelhas se dividem em dois grupos distintos: os Meliponini e os Trigonini. Essa separação é importante para o entendimento de características específicas do manejo que serão apresentadas mais adiante. As abelhas sem ferrão, ou meliponíneos, ocorrem em grande parte das regiões tropicais da Terra, ocupando praticamente toda a América Latina e África, além do sudeste asiático e norte da Austrália. Entretanto, é nas Américas que grande 10
  • 11. Abelhas sem ferrão, maravilhas de Deus – Escriba de Cristo parte da diversidade de espécies ocorre – são aproximadamente 400 tipos descritos, conforme catalogação recente – e que a cultura de criação destes insetos se manifesta de forma mais intensa. (1) Há centenas de espécies de abelhas sem ferrão em regiões tropicais e subtropicais do mundo. Possuem grande diversidade de formas, cores e tamanhos, com exemplares medindo de 0,2 centímetro de comprimento até próximo de 2 centímetros. Aqui, são conhecidas cerca de 200 delas, destacando-se a jataí, a arapuá e a tiúba. Também chamadas de meliponíneos, as abelhas sem ferrão formam colônias perenes habitadas tanto por algumas dezenas quanto por vários milhares de indivíduos. Em geral, constroem os ninhos dentro de cavidades já existentes, sendo que a maioria vive dentro de ocos de árvores. Algumas espécies gostam de instalar seus ninhos no solo, em cupinzeiros e em lugares altos. (4) É bom trocar algumas colmeias com criadores de lugar diferentes, assim aumenta-se a variabilidade genética. Sempre que tenho capturado enxames em iscas de garrafa pet eu escolho árvores de maior diâmetro, porque as abelhas receberam inteligência de Deus para escolherem estruturas mais rígidas para suas colmeias. Dentre as espécies de abelhas, um grupo que merece destaque são os meliponíneos, cujos 11
  • 12. Abelhas sem ferrão, maravilhas de Deus – Escriba de Cristo componentes são conhecidos popularmente como abelhas indígenas “sem ferrão”, por possuírem o ferrão atrofiado (vestigial), perdendo a capacidade de ferroar. No entanto, não perdem a capacidade de defesa de seus ninhos, apresentando mecanismos variados para este fim, como enrolar-se nos cabelos e pelos, beliscar a pele do agressor ou invasor com as mandíbulas, podendo causar até alguns ferimentos, entrar nas narinas e ouvidos dos intrusos, assim como, depositar resinas vegetais ou substâncias cáusticas sobre os seus pelos. Aquelas espécies mais mansas procuram proteger seus ninhos construindo-os em locais de difícil acesso, dentro de formigueiros ou próximos a ninhos de abelhas bastante defensivas, obtendo assim proteção para seus ninhos. (6) Classe Insecta Ordem Hymenoptera Superfamília Apoidea Família Apidae Subfamília Apinae Tribo Meliponini e Trigonini Nome popular / Nome científico 12
  • 13. Abelhas sem ferrão, maravilhas de Deus – Escriba de Cristo Abelha cachorro Trigona fulviventris Guérin Abelha do cupim Aparatrigona impunctata Abelha limão / Iratim Lestrimelitta limao (Smith, 1863) Abelha Raiz S/N Aramã ni1 Beiço Melipona Eburnea Fuscopilosa Bieira Mourella caerulea (Friese, 1900) Boca de renda Melipona Seminigra Merrillae Boca de sapo Partamona helleri (Friese, 1900) Borá Tetragona quadrangula (Lepeletier, 1836) Bugia, Tujuba Melipona Mondori Bunda de Vaca Trigona fulviventris fulviventris GUERIN, 1853 Caga fogo Oxytrigona tataira tataira (Smith, 1863) Canudo Scaptotrigona nigrohyrta Canudo Scaptotrigona depilis (Moure, 1942) Cupira preta Partamona cupira (Smith, 1863) Feiticeira Trigona recursa (Holmberg) Guaraipo Melipona bicolor schenki gribordo Guaraipo amarela Melipona rufiventris dubia Guarupu Melipona bicolor bicolor Guaxupé Trigona hyalinata (Lepeletier) 13
  • 14. Abelhas sem ferrão, maravilhas de Deus – Escriba de Cristo Guira Geotrigona mombuca (Smith) Guiruçú/ Mel do chão Schwarziana quadripunctata Irai Nannotrigona testaceicornis (Lepeletier) Irapuá Trigona spinipes (Fabricius) Jandaira Melipona subnitida Jandaira amarela melipona Crinita Jatai tetragonisca angustula angustula Jataí Acreana Tetragonisca weyrauchi jatai da terra Paratrigona subnuda (Moure) Jataí da terra Paratrigona lineata (Lepeletier, 1836) Jataí Negra Scaura latitarsis Jupará Melipona compressipes manaosensis Lábios de morena Leurotrigona pusila Lambe olhos Leurotrigona muelleri (Friese, 1900) Mandaçaia Melipona quadrifasciata quadrifasciata Mandaçaia Melipona quadrifasciata anthidioides Mandaçaia da terra Melipona quinquefasciata (Lepeletier) Mandaguari Scaptotrigona postica Mandaguari amarela Scaptotrigona xanthotricha (Holmberg) Manduri Melipona marginata Lepeletier, 14
  • 15. Abelhas sem ferrão, maravilhas de Deus – Escriba de Cristo 1836 Manduri Melipona marginata carioca Manduri amarela Melipona marginata Rufis? Manduri do Matogrosso Melipona Favosa orbignyi Guerin Marmelada amarela brava Frieseomelitta varia (Lepeletier) Mirim Plebeia droryana (Friese, 1900) Mirim guaçú Plebeia remota Mirim guaçú amarela Plebeia Remota Rufis Mirim preguiça Friesella schrottkyi (Friese, 1900) Moça branca ou mosquito Frieseomelita tricocerata Moça preta Frieseomelitta silvestrii (Friese, 1902) Mocinha Preta Friesiomelitta silvestre Mombuca carniceira Trigona hypogea (Silvestri) Mombucão Cephalotrigona capitata (Smith, 1854) Monoeca Monoeca Xanthopyga ninf Paratrigona peltata Olho de Vidro Trigona Pallens Pinto de Velho, Nariz de Anta Melipona Lateralis Rajada Melipona asilvae Saiqui Plebeia saiqui 15
  • 16. Abelhas sem ferrão, maravilhas de Deus – Escriba de Cristo Sanharão Trigona truculenta Seminigra pernigra Melipona Seminigra Pernigra Tiúba do maranhão Melipona compressipes fasciculata (Smith, 1854) Tubiba Scaptotrigona tubiba (Smith) Tubuna Scaptotrigona bipunctata (lepeletier) Uruçu amarela preguiçosa Melipona puncticollis Uruçú Boca de Renda Melipona Seminigra Merrilae Uruçu boi Melipona fuliginosa Uruçu verdadeira Melipona scutellaris Vorá Tetragona clavipes (fabricius) Devemos ressaltar que as melíponas são compostas por várias espécies, estima-se que cheguem até a mais de mil, contando com as desconhecidas, mas a espécie humana só existe uma, não existe subespécie, é bom fazer esta distinção. Abelhas jataís vivem com jataís, mandaçaias com mandaçaias, e assim subsequentemente, mas os humanos é uma só espécie, mesmo de nacionalidades e etnias diferentes, podemos viver em uma mesma comunidade, gerar filhos e falar a mesma língua. Portanto, as teorias racistas baseadas na teoria da evolução, de espécies de humanos mais desenvolvidos são malignas. (z) 16
  • 17. Abelhas sem ferrão, maravilhas de Deus – Escriba de Cristo PAULO NOGUEIRA NETO Longe de mim considerar-se um especialista em abelhas sem ferrão. Mesmo criando algumas colmeias, sou um mero aprendiz. Mas alguns homens se destacaram no Brasil no estudo das abelhas sem ferrão e entre eles o Paulo Nogueira Neto. Quase toda literatura de meliponicultura no Brasil faz citações dos seus textos. Paulo Nogueira Neto o primeiro ambientalista brasileiro considerado “pai dos ambientalistas”. Sem sobra de dúvida é uma personalidade muito marcante um grande ícone da conservação ambiental não apenas no Brasil como no mundo. A palavra viva sobre o surgimento do conceito “desenvolvimento sustentável”. Trabalhou de maneira intensa em pesquisas voltadas sobre o comportamento das Abelhas Sem Ferrão 17
  • 18. Abelhas sem ferrão, maravilhas de Deus – Escriba de Cristo (Meliponinae). Em 1963 tendo defendido Tese em Doutoramento em arquitetura dos ninhos dessas abelhas. Sendo o autor da “Bíblia” de consulta de todos Meliponicultores o livro sagrado (Vida e Criação de Abelhas Indígenas Sem Ferrão). O Livro tem estilo de trabalhos científicos, comentando e expondo em linguagem acessível informações sobre as principais características dos Meliponíneos, informação e técnicas necessárias para à criação das abelhas indígenas sem ferrão e as medidas que os meliponicultores devem tomar para o manejo correto, além de suas considerações sobre o comportamento, divisão, criação de Meliponíneos, toxicologia e genética entre outros temas. Paulo Nogueira Neto começou a se interessar e estudar sobra as Abelhas Indígenas Nativas Sem Ferrão ao ganhar do seu sogro Manoel Joaquim Ribeiro do Valle uma exame de Jataí (Tetragonisca angustula). (13) 18
  • 19. Abelhas sem ferrão, maravilhas de Deus – Escriba de Cristo WARWICK ESTEVAM KERR Warwick Estevam Kerr pesquisador, geneticista e biólogo; conhecido mundialmente como o maior especialista em genética de abelhas do mundo. Warwick Kerr tem 585 artigos publicados sendo desses 300 publicações sobre a genética das abelhas. Em 1956; Warwick Estevam Kerr foi para África a fins de pesquisas sobre a espécie de abelha existente na África, onde em sua viagem ele trouxe 141 rainhas africanas (Apis mellifera scutellata) sendo essa espécie altamente produtiva e também altamente agressiva. Onde 19
  • 20. Abelhas sem ferrão, maravilhas de Deus – Escriba de Cristo das 141 rainhas trazidas apenas 51 rainhas chegaram vivas ao Brasil durante a viagem e colocadas em quarentena na floresta de Eucalipto na cidade de Rio Claro em São Paulo. As colmeias colocadas na mata eram fechadas com uma malha especial onde apenas as operárias conseguiam passar, mas não as abelhas rainhas devido o abdômen muito desenvolvido. Como as abelhas mostravam boa atividade acreditavam que retirar as malhas por algum tempo não causaria problema. Acabou que trinta abelhas enxamearam-se e reproduziram-se e os pesquisadores perderam o controle sobre elas a partir dai. Com o incidente, algumas pessoas ao redor foram ferroadas houve até alguns casos de óbito e vários apicultores por desconhecimento abandonaram a apicultura na época, causando uma queda na produção de mel no Brasil e o Warwick Estevam Kerr foi responsabilizado por esse incidente. A partir desse momento o Kerr incansavelmente se dedicou em estudar a produção e a agressividade da abelha com o apoio da Universidade de São Paulo e conseguiu criar um híbrido das duas espécies europeias que já era comum no Brasil com a africana (Apis mellifera scutellata) trazida por Kerr. Esse híbrido era muito manso e muito mais produtivo que as europeias que existiam no Brasil sendo 20
  • 21. Abelhas sem ferrão, maravilhas de Deus – Escriba de Cristo ainda resistente à praga varroa (ácaros ectoparasitas) que infestava abelhas do género Apis. Possibilitando aos apicultores a produzirem o “Mel Orgânico”. Depois desse grande avanço Warwick Estevam Kerr foi reconhecido mundialmente e muito respeitado pelos apicultores até os dias atuais. Warwick Estevam Kerr ao lado de caixas da Abelhas Tiúba no Maranhão Graças ao Warwick Estevam Kerr o Brasil é hoje o 6° maior produtor de mel ficando atrás apenas dos países como: (China, Estados Unidos, México, Argentina e Canadá). Onde suas pesquisas com abelhas resultaram em significantes aumentos na produtividade de mel no Brasil e no mundo! Kerr também ganhou destaque internacionalmente no ano de 1950 quando desenvolveu um trabalho inédito 21
  • 22. Abelhas sem ferrão, maravilhas de Deus – Escriba de Cristo chamado: Determinação de Castas em Abelhas Sem Ferrão. (13) PADRE JESUS SANTIAGO MOURE Padre Jesus Santiago Moure que veio a falecer em 10 de julho de 2010 aos seus 97 anos (1913-2010) uma grande perda para o mundo. Sendo considerado sem sobras de dúvidas um dos maiores entomologistas do Brasil e um dos maiores especialistas em abelhas do mundo conhecido como: o papa das Abelhas! 68 anos dedicados a pesquisas científicas no Departamento de Zoologia da Universidade Federal do Paraná. A sala de número: 395 era reverenciada como seu quartel general sempre aclamado com o papa da taxonomia numérica. Foto do Maior Entomologistas (Padre Jesus Santiago Moure) 22
  • 23. Abelhas sem ferrão, maravilhas de Deus – Escriba de Cristo Gabriel de Melo e Danúncia Urban na sala do Padre Jesus Santiago Moure no Politécnico O Padre Jesus Santiago Moure propôs 500 nomes de abelhas sendo a primeira delas a Augochloropsis liopelte no ano de 1940. Seu fichário de 12 mil itens datilografado serve hoje de bíblia para entomólogos em todo mundo. Padre Jesus Santiago Moure ao lado de uma colmeia de Frieseomelitta varia 23
  • 24. Abelhas sem ferrão, maravilhas de Deus – Escriba de Cristo O seu grande trabalho como cientista e dedicação suprema ao desenvolvimento da expansão da ciência no Brasil foram sempre reconhecido por vários Departamentos: (CNPq, Embrapa, Sociedade Brasileira de Entomologia, SBPC e Capes), sendo uma delas a homenagem prestada pelo o Departamento de Zoologia que em 1982 passou a reconhecer sua coleção de Entomologia como “Coleção de Entomologia Prof. Pe. Jesus Santiago Moure” e a inclusão no livro “Cientistas do Brasil”. (13) POLINIZAÇÃO Deus criou as abelhas tendo como principal missão a polinização das plantas. Então vamos entender porque o desígnio divino planejou estes insetos: Polinização é o ato da transferência de células reprodutivas masculinas – ou seja, grãos de pólen que estão localizados nas anteras de uma flor – para o receptor feminino (ou estigma) de outra flor. Pode-se dizer que a polinização é o ato sexual das plantas. Este processo, em especial o transporte de pólen, é realizado durante as visitas das abelhas às flores para coleta de alimento. Sem polinização, as plantas não produziriam sementes e frutos, e não se reproduziriam para garantir o crescimento e a sobrevivência da vegetação nativa, ou a produção de alimentos. Se por um lado as abelhas são fundamentais para a sobrevivência das plantas, estas são 24
  • 25. Abelhas sem ferrão, maravilhas de Deus – Escriba de Cristo imprescindíveis para a sobrevivência das abelhas, já que lhes oferecem alimentação e moradia. O pólen e o néctar são os alimentos oferecidos pelas flores. O pólen é a principal fonte de proteínas, lipídios e vitaminas para as abelhas, enquanto o néctar – transformado em mel – é a principal fonte de carboidratos e energia. (1) Atribui-se a Albert Einstein a frase: “Acabe com as abelhas e extinguiremos a vida na terra.” Deus, em sua engenhosa mente brilhante criou um sofisticado sistema de reprodução da vida em que o vento, os pássaros, os insetos e em especial as abelhas trabalham incansavelmente para polinizar as flores e levar avante a renovação da flora, sem a qual a fauna perece. (z) COLMÉIA 25
  • 26. Abelhas sem ferrão, maravilhas de Deus – Escriba de Cristo Uma colônia de abelhas sem ferrão é construída com diversos materiais. Alguns deles são retirados da natureza – como o barro e o própolis – e outros são produzidos ou processados dentro da colônia, como a cera, o cerume e o geoprópolis. A maior parte das estruturas internas de uma colônia é construída com cerume, material formado pela mistura da cera branca (pura) com o própolis. Sua cor pode variar de um amarelo bem claro a uma cor quase negra, de acordo com a quantidade e a qualidade do própolis utilizado na mistura. (1) ABELHAS DA AMÉRICA Antes da chegada da abelha Apis mellifera no continente americano, ou da exploração da cana para fabricação de açúcar, o mel das abelhas nativas caracterizava-se como principal adoçante natural, fonte de energia indispensável em longas caçadas e caminhadas que esses povos realizavam na busca por alimento. Muito do conhecimento tradicional acumulado pela população nativa foi gradativamente assimilado pelas diferentes sociedades pós-colonização, tornando a domesticação das abelhas sem ferrão uma tradição popular que se difundiu principalmente nas regiões norte e nordeste do Brasil. A herança indígena presente na atual lida com as abelhas é evidenciada pelos nomes populares de muitas espécies, como Jataí, Uruçu, Tiúba, Mombuca, Irapuá, Tataíra, Jandaíra, Guarupu, Manduri e tantas outras. (1) 26
  • 27. Abelhas sem ferrão, maravilhas de Deus – Escriba de Cristo MELIPONAS SÃO MANSAS Se o receio de levar ferroadas é o que impede de se colocar em prática o interesse pela produção de mel, alimento com demanda certa, por ser um produto saudável e delicioso, uma boa alternativa é o manejo de abelhas sem ferrão. Impossibilitadas de dar doloridas picadas, elas não precisam de fumaça para ser acalmadas nem que o apicultor use equipamentos de proteção individual (EPIs), como macacão com máscara conjugada, botas de borracha e luvas de nitrila. Atrofiado, o ferrão não oferece risco à população, permitindo que essas abelhas possam ser criadas em áreas próximas de pessoas e animais, inclusive em ambientes urbanos. Mas vale ressaltar que, quando se sentem ameaçadas, elas se defendem mordendo geralmente olho, orelha, nariz e cabelo do invasor. O uso de um véu, no entanto, é o suficiente para proteger o rosto de algum ataque. (4) Equipamentos O trabalho com as abelhas nativas não precisa daquele monte de coisa como macacão, botas, luvas, que são necessários para se trabalhar com as abelhas de ferrão. Para extrair o mel dela também não precisa comprar centrífugas, decantadores. Dá para criar com um investimento menor, pelo fato dela ser mansa e ter um consumidor direto, em virtude de produzirem um mel com características medicinais. (14) 27
  • 28. Abelhas sem ferrão, maravilhas de Deus – Escriba de Cristo AMEAÇAS AMBIENTAIS Como reflexo da dependência dos meliponíneos em relação à presença de cavidades para nidificação, quer sejam em troncos ou galhos de árvores ou em cavidades no solo, algumas espécies de Meliponini estão, atualmente, com suas populações em declínio, devido, principalmente, às constantes alterações ambientais, sendo que os desmatamentos e usos indevidos do solo são fatores importantes no processo de perda de biodiversidade. Segundo Kerr (1997) e Kerr et al. (2001), os meliponíneos brasileiros estão sendo dizimados em velocidade mais rápida que a destruição das nossas florestas, o que já ocasionou extinção local de algumas espécies em regiões de vegetação de mata atlântica, cerrado e caatinga (Nogueira-Neto, 1997; Kerr et al., 2001). Os principais fatores que vêm ameaçando as populações nativas de abelhas sociais são: o desmatamento, as queimadas, a ação de “meleiros”, o uso de agroquímicos, especialmente nas proximidades de culturas de soja, algodão, fumo, laranja e tomate, que afetam tanto os meliponários como as colônias naturais de matas próximas, e, entre outros fatores, a ação de grandes serrarias e lenhadoras que ao buscar por árvores idosas dentro da floresta (com maior ocorrência de ocos), acabam usurpando as casas potenciais de novos enxames (Kerr, 1997; Kerr et al., 2001). (1) 28
  • 29. Abelhas sem ferrão, maravilhas de Deus – Escriba de Cristo O ser humano com tanta inteligência e capacidade espiritual para se relacionar com Deus e as demais criaturas do universo deve urgentemente procurar criar abelhas sem ferrão e não somente criar com fins econômico e ecológico, mas também deter as ações humanas como o uso de agrotóxico para preservar as espécies sensíveis ao uso de defensivos agrícolas. O Engenheiro agrônomo Francisco Chagas adverte-nos para os cuidados com os inimigos das abelhas nativas: Os inimigos das abelhas Forídeo 29
  • 30. Abelhas sem ferrão, maravilhas de Deus – Escriba de Cristo A primeira coisa que a gente vai observar é se não tem a presença de pragas. E aí nas pragas, o grande problema das abelhas sem ferrão, é o forídeo. É uma mosca pequena, ligeira, que caminha entre as abelhas e que põem muitos ovos que geram as larvas, que comem o samburá, os filhos e deixam um cheiro de azedo na caixa e as abelhas acabam morrendo todas. Para se livrar delas tem que fazer limpeza. Quando for colher o mel, onde ficou sujo, jogar terra ou água. A cera que for utilizada, trazer para casa para aproveitar de alguma forma e o samburá não deixar jogado no meliponário de jeito nenhum. Se mesmo com estes cuidados ainda aparecer os forídeos, você tem que tirar todos as larvas que você achar e queimar e depois fazer a armadilha de vinagre, que é para capturar a mosca. É só pegar uma vasilha que não ocupe muito espaço na caixa, como um frasco de filme, colocar vinagre, que pode ser vinagre caseiro mesmo ou industrializado, colocar mais ou menos dois terços de vinagre e fechar com a tampa com um pequeno buraco que só caiba a mosca do forídeo. Tampa e coloca dentro da caixa. A caixa que apresentar 30
  • 31. Abelhas sem ferrão, maravilhas de Deus – Escriba de Cristo qualquer sinal de forídeo você coloca na caixa e deixa. Na próxima revisão, você vai ver que caiu muita mosca e morreu. Então você destampa, joga aquela fora, dá uma lavada rápido na vasilha e coloca outro vinagre de novo. Até que você sinta que não está mais pegando mosca. Se for preciso, podemos colocar mais de uma armadilha. Formiga Para evitar formiga tem que ter limpeza, não deixar sujeira no meliponário vai diminuir o ataque de formiga. Ter cuidado para não colocar a caixa em cima do formigueiro. Ter o cuidado de fazer as proteções, cavaletes com armadilhas para não deixar as formigas subirem. Tem a da lata invertida, ou do vasilhame de refrigerante e tem aquela de colocar esponjas, espumas que a gente usa em colchões. Pode de tempos em tempos dar uma umidecida com óleo queimado que dificulta um pouco a subida das formigas. É sempre bom que perto do meliponário não tenha formigueiro. Pássaros Tem alguns passarinhos que gostam de fazer ninhos bem pertinho da “boca” das abelhas. É uma forma de defesa que eles encontram, principalmente quando fazem nas abelhas de ferrão. Mas aí eles “se enganam” e fazem muito ninho perto das abelhas sem ferrão também e isso não dá certo porque tem uns que comem abelhas violentamente. Pica-pau, João-de-barro, Sabiá. Tem que tirar os ninhos deles de lá. O pica-pau ele fura a caixa e tira os filhos para se alimentar. Outros animais O papa-mel, a raposa, o tamanduá, eles alcançam inclusive 60 centímetros. Eles puxam e até derrubam as caixas. A aranha também é outro problema. Tem que estar sempre destruindo as casas de aranha, porque às vezes as aranhas fazem as teias na 31
  • 32. Abelhas sem ferrão, maravilhas de Deus – Escriba de Cristo entrada das caixas e todas as vezes que as abelhas saírem, elas ficam presas na teia. A lagartixa é terrível também, elas comem todas as abelhas, podem acabar com o enxame. (14) EXTRAÇÃO PREDATÓRIA A extração tradicional de mel e derivados pelos “meleiros” ocorre muitas vezes de forma predatória, quando as colmeias são abertas sem cuidados específicos: os favos de cria são desmantelados, a cera é retirada e os potes espremidos para a obtenção do mel. Normalmente, as chances de que a colmeia explorada dessa forma sobreviva são praticamente nulas, pois além do ataque de formigas e forídeos, a abelha rainha fisogástrica não tem a possibilidade de voar e os favos de cria foram destruídos, inviabilizando o nascimento de rainhas virgens e assim, a continuidade daquela colônia. Mesmo as colmeias que não são totalmente destruídas ficam suscetíveis ao ataque de predadores devido à exposição pela abertura no fuste da árvore (Brilhante & Mitoso, 2002). Ademais, a extração de mel sem cuidados proporciona um mel com pouca qualidade, devido à mistura com resíduos, contaminação por coliformes fecais e outros microrganismos, água e pólen, dificultando a armazenagem e comprometendo o preço da produção. A capacitação em meliponicultura é uma estratégia importante para reduzir a extração predatória, e consequentemente, já contribui para a multiplicação de colmeias na região. Estima-se que na região da Reserva 32
  • 33. Abelhas sem ferrão, maravilhas de Deus – Escriba de Cristo Amanã (RDSA), cada extrator, que é hoje um meliponicultor, retirava em média, pelo menos, dois ninhos por ano do ambiente natural antes do início das atividades de capacitação e assessoria técnica para meliponicultura (em 2009). (1) MADEIRA PARA CAIXA Com relação a madeira, não se tem muitas restrições quanto a espécies. A madeira de eucaliptos serve perfeitamente. Agora, como você no sul faz mais frio que em São Paulo, então nos lugares frios procure utilizar uma madeira de 3 cm de espessura, para isolar bem a colmeia do ambiente externo. Existem diversos modelos de caixas com tamanhos diferentes. Algumas caixas servem para vários tipos de abelhas. Os tamanhos geralmente mudam – as abelhas que trabalham mais, geralmente você oferece caixas com mais espaço. Quanto mais espessa a madeira, quanto mais grossa for, melhor. Tem caixas de madeirite, de compensado, e outros materiais. Uma coisa importante nestas caixas é permitir que se colha o mel mexendo o mínimo possível com o ninho das abelhas e não destruindo a cera. A grande jogada na meliponicultura é a mesma na apicultura, - colher o mel sem espremer a cera porque para fazer um quilo de cera, as abelhas têm que comer de oito a dez quilos de mel. Então o trabalho maior dela não e nem fazer o mel, é fazer a cera. (14) 33
  • 34. Abelhas sem ferrão, maravilhas de Deus – Escriba de Cristo DIVISÓRIA DA CAIXA Na minha caixa a divisória é de papel sim, mas caso você tenha algum material tipo acrílico você pode utilizar, é melhor que o papelão. PÓLEN O pólen é a fonte principal de proteína e vitaminas, importante para o desenvolvimento completo das larvas, abelhas recém-nascidas e da rainha (Kerr et al., 1996). O pólen é o gameta masculino da flor e tem sido utilizado há muito tempo, principalmente entre adeptos da alimentação natural, como um suplemento da dieta humana, provavelmente pela riqueza de proteínas, lipídios, vitaminas e sais minerais (Silveira, 1996; Souza et al., 2004) (6). A abelha colhe esse pólen da parte masculina das flores. É muito rico em proteínas, vitaminas (B1, B2, B3, C, E, K, H, A), minerais (cálcio, ferro). O pólen é um fortificante imbatível. Tem um alto teor de ferro. O pólen é também um desintoxicante e tem flavonoide, que tem o poder de dar elasticidade nas veias. Quem consome o pólen, dificilmente tem um derrame. O pólen só tem valor comercial se for de abelha com ferrão, pois o pólen da maioria das abelhaS nativas é aquoso e difícil de fazer a secagem pois precisa de estufa. A abelha jataí é uma 34
  • 35. Abelhas sem ferrão, maravilhas de Deus – Escriba de Cristo exceção, pois seu pólen não é aquoso e poder ser desidratado ao ar livre. Pólen é a vedete da meliponicultura e da apicultura. É muito valoroso e é um alimento precioso para elas. Toda criança precisa consumir pólen e também as gestantes. Crianças na idade escolar precisam consumir no mínimo um gramo por dia. (14) CERA A cera é produzida na própria colônia, secretada por abelhas jovens através de glândulas existentes no abdome. Nos meliponíneos, a cera é produzida pelas operárias adultas jovens na região dorsal do abdome, entre o III e o VI tergos (pelas glândulas ceríferas), e mesclada com resinas vegetais formando o cerume (Cavalcante et al., 2000), um dos principais materiais de construção do ninho. A produção de cera está relacionada com a divisão de tarefas e o desenvolvimento das operárias dentro da colônia, sendo a fase em que estão produzindo e cuidando dos favos de cria, quando mais produzem cera. O cerume é utilizado para a construção dos potes de alimentos e favos de cria. Há registros de uso pelo homem de cera e cerume dos Meliponini para confecção de velas, instrumentos musicais, massa de calafetar embarcações, cola, conservação de produtos agrícolas, benzimentos e rituais (Posey, 1983; Sampaio et 35
  • 36. Abelhas sem ferrão, maravilhas de Deus – Escriba de Cristo al., 2009), bem como para uso como vedante de cartucho de armas de caça. O própolis, por sua vez, vem da natureza, e é constituído por resinas coletadas pelas abelhas nas plantas. (1) RESINA Deus concedeu as abelhas o dom de produz substancias que servem para vedar as suas colmeias e até mesmo ao matar um predador grande dentro da colmeia, elas o recobrem com esta resina, mumificando e impedindo a proliferação de doenças. Cada espécie Deus aparelhou com ferramentas técnicas para combaterem na luta da vida. Resina: As resinas são coletadas de diferentes espécies de plantas e são utilizadas para produção, junto com o barro, da geoprópolis, que é utilizada na vedação e defesa de seus ninhos; ademais, as resinas também são utilizadas para grudar e imobilizar invasores como formigas e abelhas cleptobióticas. (1) GEOPRÓPOLIS O nome geopróplis vem de Geo = terra + propolis. No caso da tapagem é um produto que cresce o seu valor a cada dia no mercado e tem boa aceitação. Ainda tem 36
  • 37. Abelhas sem ferrão, maravilhas de Deus – Escriba de Cristo muita restrição pela falta de pesquisas, mas está abrindo o mercado internacional. É importante que a gente manipule essa geoprópolis e tenha produtos caseiros. Própolis e geoprópolis os dois são tapagem de abelhas, só que a abelha sem ferrão fazem da resina que elas tiram das plantas junto com o barro e as de ferrão fazem só da resina mas ai as propriedades medicinais da geoprópolis são maiores. Ainda tem muita gente da comunidade cientifica que não aceita as propriedades do barro como medicinal, pois acham que o barro contamina a própolis, mesmo pura, é mais utilizada in natura. Já a geoprópolis quase ninguém consome in natura. Devemos ser inteligentes e extrair da terra e das criações de Deus tudo aquilo que pode nos trazer saúde, prazer e benefícios, todavia evitando sempre causar destruição e agindo de forma predatória. Podemos retirar parte dos produtos das abelhas, mas sem prejudicar a colmeia e a subsistência da colônia. Deus nos deu as coisas para administrar e não para destruir. A maioria das própolis tem sabor desagradável, quase todas são amargas. Dependendo das plantas pode ter um sabor melhor ou pior. Ela pode ser usada nas formas de tintura, que é o extrato de geoprópolis, e a partir da tintura você pode fazer pomadas, spray. Ultimamente a cotação da geoprópolis é de US$ 17,00 dólares por quilo, o que dá uns R$ 50,00 reais por quilo 37
  • 38. Abelhas sem ferrão, maravilhas de Deus – Escriba de Cristo para exportação. Vários criadores, principalmente de tiúba, têm na geoprópolis o seu principal produto. Então a gente pode comercializar. Um dos problemas é que o mercado é controlado por alguns exportadores. (14) EXTRATO DE GEOPRÓPOLIS 38
  • 39. Abelhas sem ferrão, maravilhas de Deus – Escriba de Cristo O engenheiro agrônomo Francisco Chagas Ribeiro Filho nos ensina a fazer a tintura de geoprópolis da seguinte forma: Nós vamos preparar inicialmente a tintura de geoprópolis que também é chamada de extrato de geoprópolis. Existem vários métodos de se extrair o extrato de própolis e fazer esta tintura de própolis. O melhor deles, um dos mais simples, é o que se faz com álcool, utilizando apenas a geoprópolis e o álcool, lembrando que nesse caso, obrigatoriamente tem que ser um álcool neutro, álcool de cereal, que é próprio para se fazer remédios e bebidas. É sempre bom usar um vidro de boca larga e a dosagem mais fácil de se acertar é a que se faz por volume, ao invés de peso onde a gente usa uma parte de geoprópolis e duas partes de álcool. Se for copo, então são dois copos de álcool para um copo de geoprópolis. Se for litro, são dois litros de álcool para um litro de geoprópolis, e assim por diante. É comum vir sujeira, principalmente quando ela é tirada raspando a caixa. Devemos retirar estas impurezas. O vidro deve ser esterilizado, bem limpo. A esterilização deve ser feita com água quente ou pode ser usado o álcool comum. A geoprópolis tem que ser triturada. Quanto mais triturada, mais facilmente vão ser liberados os princípios ativos. A colheita deve ser feita com material de inox para não contaminar. Misturar, deixar descansar por no mínimo quinze dias. Depois ela vai ficar escura. No fundo do vidro vai ficar uma terra que eu tenho que coar. O bom mesmo é coar com aqueles filtros de papel para coar café. O remédio é o líquido, mas essa borra, eu posso usar para as criações. Precisa colocar uma etiqueta no frasco com as informações sobre a data da mistura, o nome “extrato de própolis”, as propriedades medicinais que tem. Se, no último caso não tiver álcool de cereais, pode ser feito com álcool comum, só que aí é só para uso externo. Não pode ser consumida. Como ela é cicatrizante, pode ser usada com álcool comum. Em último caso, você usa a cachaça. Mesmo quando é feito com álcool de cereais, 39
  • 40. Abelhas sem ferrão, maravilhas de Deus – Escriba de Cristo ele não pode ser consumido puro. É muito forte. Se tomar o extrato puro ele tapa a respiração e pode até matar por asfixia. O extrato não é consumido puro, pode ser usado para passar em algum ferimento. Quando for ingerir, aí tem que diluir. Tem que usar a “propolina”, que é o que tem no mercado. Para preparar a propolina é só usar uma colher de sopa do extrato em um copo de água (120 ml). (14) MEL DAS MELINOPAS Em cativeiro, as abelhas sem ferrão são criadas em caixas pequenas, que não exigem esforço físico e ocupam menos espaço. Por outro lado, com uma população reduzida, a produtividade da colônia da maioria das espécies fornecem de 1 a 4 litros de mel por ano, é menor se comparada com a das abelhas com ferrão, que registra de 20 a 40 litros por ano. Contudo, além de ter 10% menos de açúcar, o mel de abelha sem ferrão 40
  • 41. Abelhas sem ferrão, maravilhas de Deus – Escriba de Cristo apresenta tipos diferentes de acordo com cada espécie produtora, ampliando o leque de opções para o mercado e agregando valor ao alimento, cujos preços no varejo variam de R$ 30 a R$ 100 por litro. Enquanto alguns são mais viscosos e doces, outros são mais líquidos e azedos. (4) O mel da abelha nativa é consumido desde os tempos dos índios, nós temos a tradição de consumir só para remédio. De uma certa forma é prejudicial porque a maioria das pessoas consome mel das nativas apenas como remédio, quando na verdade deveriam consumir diariamente já que o mel das nativas é também um alimento. O mel deveria ser consumido diariamente, independente de estar ou não doente. (14) FAVO DE MEL O Favo de Mel é uma construção típica das apis melíferas e não das melíponas que depositam o mel em potes, mas cabe fazer uma breve citação das irmãs “apis melíferas”: O favo de mel é uma maravilha de engenharia; revela a incomparável sabedoria e capacidade do Criador, de colocar tal instinto de “engenharia” e de construção na abelha-de-mel. A forma hexagonal dos alvéolos é ideal para conter a máxima quantidade de mel com o mínimo de cera de abelha, material de que são feitas as paredes dos alvéolos. Na construção do favo, a cera de abelha é produzida em glândulas especiais no corpo dela. A cera 41
  • 42. Abelhas sem ferrão, maravilhas de Deus – Escriba de Cristo exsuda de poros no corpo, formando pequenas escamas brancas. A abelha, com as pernas, leva essas escamas às mandíbulas. Então mastiga a cera e a coloca na parte do favo em construção. As paredes do favo têm a espessura de apenas um terço de um milímetro, mas podem sustentar um peso 30 vezes maior ao delas. As abelhas constroem seus ninhos em lugares diversos, inclusive árvores, rochas, e, num caso, mesmo a carcaça dum animal, o qual evidentemente não era mais carniça, mas secara ao sol. Esta foi a carcaça do leão da qual Sansão comeu mel. — Jz 14:8, 9. (12) URUÇU Abelha nativa do nordeste brasileiro, merece destaque na enciclopedia livre Wikipédia: 42
  • 43. Abelhas sem ferrão, maravilhas de Deus – Escriba de Cristo “Uruçu ou iruçu (do tupi eiru'su, de e'ira ou ira: 'mel, que tem mel'; ou redução de ei'ruwa, 'abelha', e -uçu, redução de gwa'su: 'grande') é a designação comum a diversas espécies maiores de abelhas sociais, da subfamília dos meliponídeos, que geralmente medem mais de 10 mm de comprimento, tais como a Melipona scutellaris (popularmente conhecida como uruçu nordestina, uruçu-boi ou uruçu-de-caboclo), a Plebeia (Schwarziana) quadripunctata (também conhecida como abelha-mulata, uruçu-mineiro[2], guiruçu, mulatinha, abelha-do-chão, papa-terra, iruçu-do-chão ) e a Melipona bicolor Lepeletier (conhecida como guarupu, guaraipo, guarubú, uruçu-pé-de-pau).” (9) O Meliponário Rei da Mandaçaia localizado na Bahia ressalta as qualidades desta abelha nativa: 43
  • 44. Abelhas sem ferrão, maravilhas de Deus – Escriba de Cristo “Abelha do litoral baiano e nordestino a uruçú se destaca de outras abelhas da região pelo seu porte avantajado, grande produção de mel e pela facilidade de manejo. A palavra uruçú deriva do tupi "eiru'su", que nessa língua indígena significa "abelha grande". O mel dessas abelhas é muito saboroso em épocas de boa florada, criada racionalmente a uruçú pode produzir até 10 litros/colônia/ano, sendo que em condições naturais a média de produção é de 2,5-3 litros/ano. Apesar de ser endêmica da região citada, essa abelha vem sendo criada e com bons resultados por meliponicultores de outros estados como São Paulo e Paraná. A uruçú tem um temperamento muito dócil, podendo ser manejada até mesmo por crianças. Porém, essa espécie vem desaparecendo do seu habitat natural desde a chegada dos portugueses ao Brasil e cada ano vê seu local de origem, a Mata Atlântica, ser destruída.” (8) A Empraba emitiu um comunicado técnico propondo uma caixa racional para uruçu com abertura em cima visando circulação do ar: Com base na literatura (NOGUEIRA-NETO, 1970, p.157; 1997, p.36; PORTUGAL-ARAÚJO, 1955, 1976; OLIVEIRA; KERR, 2000), em estudo da arquitetura dos ninhos encontrados no oco de árvores no nordeste paraense e em experiências de campo acumuladas na transferência de 15 colônias de ocos de árvores para caixas de criação, foi idealizado um modelo de caixa para 44
  • 45. Abelhas sem ferrão, maravilhas de Deus – Escriba de Cristo a criação racional da espécie uruçu-amarela. Essa caixa vem sendo empregada em projetos de difusão da meliponicultura nos estados do Pará e Maranhão, áreas de ocorrência natural e de vasta criação tradicional de uruçu-amarela. Dentre os diversos modelos existentes, decidiu-se tomar como base o modelo inicialmente proposto pelo pesquisador angolano professor Virgílio Potugal-Araújo (PORTUGAL-ARAÚJO, 1955, 1976). Esse modelo de caixa, de seção quadrada, consiste em uma área para o alojamento das crias, situada na base, e em bandejas para o alojamento de potes de alimento; estas últimas dispostas em cima da área destinada às crias. Essa caixa, apesar de muito eficiente, é pouco conhecida e, mesmo não tendo sido desenhada para as espécies encontradas no continente americano, apresenta soluções criativas que são muito úteis para a criação de muitas espécies de meliponíneos, como um orifício localizado na porção superior do ninho, um tubo de entrada (chamado de “galeria” pelo citado autor) e, principalmente, melgueiras móveis situadas na porção superior, facilitando a colheita de mel e minimizando o estresse ao restante da colônia (9) O nome "uruçu" está relacionado com diversas abelhas do mesmo gênero, encontradas não só no Nordeste, mas também na região amazônica. A tendência, porém, é a de reservar o termo "uruçu" para a abelha da zona da mata do litoral baiano e nordestino, 45
  • 46. Abelhas sem ferrão, maravilhas de Deus – Escriba de Cristo que se destaca pelo tamanho avantajado (semelhante à Apis), pela produção de mel expressiva entre os meliponíneos e pela facilidade do manejo. Estudos realizados em Pernambuco (Almeida 1974) mostraram o relacionamento da uruçu com a mata úmida, que apresenta as condições ideais para as abelhas construírem seus ninhos, além de encontrarem, em árvores de grande porte, espécies com floradas muito abundantes que são seus principais recursos tróficos e locais de nidificação. Na região de Taquaritinga (PE), no Morro das Vertentes a 1100m de altura as abelhas uruçus são nativas e criadas racionalmente. O Dr. Paulo Nogueira Neto (1970) comenta: "Há referências (Moure & Kerr 1950) de ocorrência da uruçu em localidades bem no interior da Bahia e Pernambuco. Lamartine (1962) fez um estudo sobre a distribuição dessa espécie, mostrando que ela habita a região úmida do Nordeste. O Dr. Antonio Franco Filho, de Sergipe afirmou que essa abelha não vive na caatinga. Ao que sei, na Natureza, a referida espécie reside somente em ocos de árvores." 46
  • 47. Abelhas sem ferrão, maravilhas de Deus – Escriba de Cristo A abelha uruçu do litoral baiano e nordestino se destaca de outras abelhas da região pelo seu porte avantajado (é do tamanho de Apis mellifera ou maior), pela grande produção de mel e pela facilidade de manejo, atividade que já era desenvolvida pelos povos nativos antes da chegada dos colonizadores. Baseado nesses conhecimentos, vários pesquisadores e meliponicultores dessa abelha têm se dedicado com êxito, ao trabalho de extensão e manejo, incentivando populações rurais, assentados e curiosos na criação de abelhas nativas com caixas e métodos de divisão simples. Os méis, que podem ser comercializados em litros, são mais líquidos que os de Apis. São usados como remédio, renda extra ou mesmo um alimento melhor para essas famílias. Nos trabalhos mais criteriosos, os criadores das abelhas são 47
  • 48. Abelhas sem ferrão, maravilhas de Deus – Escriba de Cristo incentivados a retirar o mel com bomba sugadora, o que diminui o manuseio, o desperdício de mel no fundo das caixas e evita a morte de ovos e larvas quando não se inclina a colmeia para escorrer o mel. A extração do mel é um momento delicado no manuseio das colônias de abelhas, porque se este manejo for realizado sem os cuidados devidos pode- se matar a rainha, os ovos e larvas e por fim contaminar a colmeia favorecendo a invasão de predadores e infestação de doenças. O mel dessas abelhas, além de muito saboroso, pode ser produzido até 10 litros/ano/colônia em épocas favoráveis, embora a média seja de 2,5-3 litros/ano. É 48
  • 49. Abelhas sem ferrão, maravilhas de Deus – Escriba de Cristo considerado medicinal principalmente pelas populações regionais. Segundo Mariano-Filho (citado por Nogueira Neto 1970, o mel dessa abelha é altamente balsâmico e infinitamente mais rico em princípios aromáticos do que o mel de Apis mellifera). Estudos feitos em laboratório confirmaram os seu poder antibacteriano (Cortopassi- Laurino & Gelli 1991 e Martins et al 1997). Devido ao alto teor de água, eles devem ser armazenados em geladeira ou freezer quando não forem consumidos imediatamente. A análise da composição de mel de uruçu no município de Pirpirituba (PB) foi realizada coletando o mel com seringas de três potes fechados de dentro dos ninhos instalados em caixas de madeira. Com auxílio de refratômetro, foi analisado o teor de água desses méis. Os méis apresentaram porcentagem de água provavelmente influenciada pelas condições ambientais. Nos meses secos de out/98-jan/99, os méis (número de amostras=20) eram mais líquidos, com teores de água variando de 27-29,7%, sendo que encontramos também potes fechados com 92%, sugerindo que as abelhas armazenam esse líquido. Ao contrário, nos meses mais úmidos, de 2/99-6/99, os méis (número de amostras = 21) continham menores teores de água, variando de 25- 26,3% (Cortopassi-Laurino & Aquino 2000). 49
  • 50. Abelhas sem ferrão, maravilhas de Deus – Escriba de Cristo Caixa para uruçu. A atividade externa da abelha Uruçu (Melipona scutellaris, Latreille 1811) (Apidae, Meliponinae) - O movimento externo de uma colônia de uruçu instalada em São Simão-SP, e algumas coletas do néctar regurgitado das abelhas que retornavam do campo para a colmeia foram observados. As observações sobre o movimento externo começaram com os primeiros raios de luz, quando já havia intensa coleta de pólen (19,8ºC, 91%, 6:07h). Após as 11:25h (26ºC e 70%) essa atividade específica cessou totalmente, mas as atividades de voo prolongaram-se até 18:15h (24,5ºC e 75%), ainda com alguma penumbra. As atividades externas dessa mesma espécie de abelha, no mês de outubro/93 pesquisadas por Barros (1994), ocorreram desde as 5:00h da manhã em Jaboticabal-SP e também indicaram pico de atividade polínica, entre 19-21ºC e entre 59-61% de umidade às 50
  • 51. Abelhas sem ferrão, maravilhas de Deus – Escriba de Cristo 7:00h. Os dados de temperatura coincidem com os nossos resultados enquanto que os de umidade estão muito aquém dos obtidos nas nossas observações. Roubik & Buchmann (1984) verificaram que quatro espécies de Melipona da floresta tropical do Panamá também têm pico de coleta de pólen no início da manhã, ou seja, entre 6-9 horas. JATAÍ CARACTERISTICAS DA JATAÍ A abelha jatai esta entre as menores já conhecidas, sociável e mansa, mede aproximadamente 5mm sua cor é dourada, encontrada em quase todo o território nacional, as colônias tem de 2.000 a 5.000 indivíduos, uma espécie bem adaptada a vida urbana. As jataís voam num raio de aproximadamente 300 metros. As jataís são muito espertas, não saem para trabalhar no frio. Note que conforme for esquentando elas começarão a trabalhar novamente. As abelhas jataí são encontradas em chácaras sítios, fazendas, no mato, e até mesmo em casas urbanas. Para as abelhinhas produzirem seu alimento, que é constituído de pólen, néctar e mel, é necessário que se tenha campo com flores melíferas, ou seja, de plantas cítricas cabeludas, pitangueiras, jabuticabeiras, girassóis 51
  • 52. Abelhas sem ferrão, maravilhas de Deus – Escriba de Cristo eucaliptos, assa-peixes, onze-horas,gerânio, beijo e tantas outras, isto é, plantas nectaríferas e poliníferas. Entrada da colméia de Jataí em um oco de parede. A jataí utiliza para construção de seu ninho e tubo de entrada uma mistura de cera (produzida por ela) e própolis (coletado por ela em alguns vegetais). 52
  • 53. Abelhas sem ferrão, maravilhas de Deus – Escriba de Cristo NINHOS DE JATAI Os seus ninhos caso não violado, permanece por mais de 30 anos no mesmo local, só as rainhas são substituídas anualmente, enxameia e faz seus ninhos em lugares diversos, ocos de árvores, na terra, em barranco, em muros entre meio de pedras, Só não sobrevive em metrópolis. (A jatai mora em meio as pedras, mas não come pedra). PRODUÇÃO DE JATAÍ Produz de 300 ml a 1,5 litros de mel ao ano em caixas racionais, um mel de ótima qualidade. O preço do 53
  • 54. Abelhas sem ferrão, maravilhas de Deus – Escriba de Cristo litro para venda esta em torno de R$- 60,00 a R$- 80,00, mel saboroso com poderes curativos. Pertence a tribo trigonini (trigona), para multiplicar é necessário localizar uma realeira em formação. As jataí produzem pouco mel, em média 300 ml por ano e por colmeia. Pode retirar uma vez ou duas por ano se a florada for boa. COLMÉIA DE JATAÍ No orifício da entrada do ninho, fazem um tubo de cera amarelada, onde sempre se encontra algumas sentinelas, durante a noite é fechado o tubo de entrada com cera de forma rendilhada. É normal a presença de abelhas guardas que ficam voando em redor do tubo. 54
  • 55. Abelhas sem ferrão, maravilhas de Deus – Escriba de Cristo Entrada da colônia de jataí em uma caixa racional O ninho apresenta invólucro de cerume abundante, com várias camadas finas, o seu alimento é guardado em potes ovóides, as células de crias são em forma de favos arredondados, disposto um em cima do outro separado com pequenos pilares. Os favos de crias (células) são construídos em bateria para receber o alimento larval, e a postura. (3) JATAÍ NÃO MUDA DE LUGAR Felipe Furtado Frigieri é um entendido em meliponicultura e costuma dá orientação aos seus leitores na internet como está aqui: PERGUNTA: Há alguns dias (10 aproximadamente) achei um enxame de Jataí num cano 55
  • 56. Abelhas sem ferrão, maravilhas de Deus – Escriba de Cristo de uma casa demolida que estava enterrada. Elas estão bem, mas moro na cidade e não tenho para onde levar a caixa para longe. Gostaria de saber se existe algum “repelente” para jataís para elas não voltarem ao antigo lugar? (coloquei a caixa em outro lugar porque no antigo há muitas formigas e grande incidência de sol) coloquei a caixa a uns 10 metros longe do antigo ninho. O que posso fazer para que elas não voltem mais ao local antigo? Felipe Furtado Frigieri disse: 30/05/2014 Oi Jonathan, as jataí não mudam de lugar, quem tem esse comportamento são as Apis. O as jataís fazem é divisão de enxames. Basta que você impeça o acesso ao “oco” que novos enxames não conseguirão ali se instalar. (2) BRIGAS ENTRE JATAIS 56
  • 57. Abelhas sem ferrão, maravilhas de Deus – Escriba de Cristo Isso é normal, principalmente quando alguns enxames estão enxameando, porém as brigas não devem durar muito tempo, caso elas ultrapassem o período de duas semanas, recomendo a você mudar as caixas de lugar, faça isso durante a noite. DIVISÃO DE COLMEIA JATAÍ A revista Globo Rural de 31/07/2011 trouxe uma matéria esclarecedora sobre divisão de colmeia com as explicações do Doutor Alexandre Coletto: “Jataí é uma abelha nativa, sem ferrão, que dá um mel muito apreciado. Saiba como fazer outras colmeias a partir das que você já tem. Para a divisão é preciso ter uma colmeia forte, com uma população forte estabilizada, e uma caixa vazia, onde será colocado parte do material biológico, no processo de multiplicação da colônia. “É importante que, num primeiro momento, a gente abra a colônia e localize uma célula especial, uma célula de cria, que vai conter uma rainha, que vai nascer uma rainha, para essa célula de cria a gente dá o nome de realeira ou célula de cria real”, explica o biólogo Alexandre Coletto. Primeiro, o doutor Alexandre retira, com a ajuda de um instrumento usado por dentistas, o invólucro de cera e resina que as abelhas fazem para proteger o ninho. Tomando sempre cuidado para não furar os potes de mel e pólen que estão em volta. Não demora muito e a gente encontra o ninho, com seus discos de cria. Com eles em 57
  • 58. Abelhas sem ferrão, maravilhas de Deus – Escriba de Cristo mãos, doutor Alexandre procura o disco com a realeira. A realeira é uma célula de cria até sete vezes maior do que as outras. “É importante que a rainha oficial dessa colmeia que a gente está dividindo fique nessa caixa, que a gente vai chamar de mãe, ou doadora de favos e, para filha, vá discos de cria nascentes e que contenham além das células normais, que vão dar origem as operárias, essa realeira aqui, essa célula de cria real. Na verdade eu não posso usar todo esse material, a gente tem que usar o bom senso, se eu tenho aqui, se eu tenho 10 discos aqui, eu vou pegar metade deles, desde que a realeira vá junto”, diz o biólogo. Os discos são colocados do lado contrário ao furo da caixa, que serve de porta de entrada para as abelhas. “Praticamente eu já realizei a multiplicação, porque nesse lado aqui, eu não vi a rainha, porque na hora que a gente começou a movimentar, manipular a colmeia, ela já dá um jeito de correr lá para baixo, para se proteger”. Para finalizar o trabalho, doutor Alexandre transfere para a caixa nova parte dos potes de mel e pólen da colmeia- mãe, sempre tomando muito cuidado para não furá-los. “A gente vai fixar esse material, para elas começarem a construção, isso serve de estímulo para elas começarem a construção. Se você conseguir tirar a metade, deixar a metade aqui e a outra metade passar para lá melhor”. O biólogo fecha a caixa e veda com uma fita adesiva. Ele ainda transfere o tubo de cera que estava na entrada da 58
  • 59. Abelhas sem ferrão, maravilhas de Deus – Escriba de Cristo colmeia-mãe para a colmeia-filha. A colmeia recém- formada deve ser levada para o lugar da onde ficava a colmeia-mãe, para que as abelhas não confundam as colmeias e voltem para a caixa de onde saíram. Na hora de manusear a caixa e os discos de cria, cuidado para não vira-los. Mantenha-os sempre em pé, na posição original. Caso contrário, você pode matar os ovos que estão lá dentro.” (5) CAIXA DE JATAÍ Escolha também um local protegido da chuva para colocar a caixa, ou então, use um tipo de telha para protege-la. As abelhas precisam de um lugar seguro, flores e água limpa para produzirem bastante mel! 59
  • 60. Abelhas sem ferrão, maravilhas de Deus – Escriba de Cristo As várias formas de caixas racionais devem ter tamanho compatível com a colônia. Uma colônia de apis melífera exige caixas e estrutura maior, as uruçus outra dimensão menor e as jatais outra menor ainda, e se for da espécie plebeia saqui caixa racional ainda mais menor. Imagine um casal morando em uma casa de 20 quartos? O quanto será desgastante eles manterem tudo limpo e arrumado. Então a casa deve ser proporcional aos seus moradores. Colônias com 50 mil membros exige mais espaço do que aquelas colônias de espécie de dois mil membros. A inteligência divina foi transmitida no DNA de cada espécie para agirem de acordo com suas necessidades. 60
  • 61. Abelhas sem ferrão, maravilhas de Deus – Escriba de Cristo 61
  • 62. Abelhas sem ferrão, maravilhas de Deus – Escriba de Cristo A caixa deve ser colocada em locais isolados da passagem de formigas, devido ao ataque desse inseto às colônias ser muito frequente. Para evitar isso, pode-se colocar as caixas em prateleiras e isola-las com graxa, isso impedirá a passagem das formigas. 62
  • 63. Abelhas sem ferrão, maravilhas de Deus – Escriba de Cristo Caixas colocadas em local protegido da chuva. Nota-se que a prateleira é isolada com graxa para se evitar a passagem de formigas. 63
  • 64. Abelhas sem ferrão, maravilhas de Deus – Escriba de Cristo MEL DE JATAÍ 64
  • 65. Abelhas sem ferrão, maravilhas de Deus – Escriba de Cristo Retirando mel de jataí com a utilização de uma seringa esterelizada. Nunca retire todo o mel da caixa, pois poderá deixar as abelhas sem alimento. Aproveite a época da floração para retirar o mel, assim, ele será reposto rapidamente. PRÓPOLIS DE JATAÍ 65
  • 66. Abelhas sem ferrão, maravilhas de Deus – Escriba de Cristo MANDAÇAIA A abelha Mandaçaia (melipona quadrifaciata) é encontrada ao longo da costa atlântica desde o Norte até o Sul, sendo que a quadrifaciata é encontrada nas regiões de São Paulo, Santa Catarina e Rio Grande do Sul, sendo estas mais resistentes as baixas temperatura e umidade, estando adaptadas ao clima. A subespécie anthidioides ocupa as regiões ao Norte, sendo que no Estado de São Paulo podemos encontrar as duas subespécies. Esta subespécie é mais adaptada a clima de temperaturas mais altas. A Mandaçaia Melipona Quadrifaciata Quadrifaciata habita regiões mais altas e mais frias, o comportamento externo 66
  • 67. Abelhas sem ferrão, maravilhas de Deus – Escriba de Cristo dessa subspécie em relação a temperaturas baixas -14 e - 16 graus, e umidade relativa alta 75 a 90% no verão no horário das 8 a 11 horas é bem intenso o trabalho de coleta. Devido ao seu tamanho avantajado, possui bom controle de temperatura corporal, o que lhe permite viver em lugares mais frios. (10) ENTRE AS MELHORES PARA CRIAR Abelha com características excelente para se criar racionalmente, e por contar por uma incidência maior em várias regiões do país, indo desde Rio Grande do Sul ao Estado da Bahia. Seu nome científico é: Melipona Quadrifaciata, conhecida popularmente por Mandaçaia, que na linguagem indígena significa vigia bonito (mandá: vigia e çaia: bonito), fato este por se observar no orifício de entrada da colmeia uma abelha sempre presente, ou seja, a vigia. ONDE ENCONTRA-LAS A Melipona ( Quadrifaciata Quadrifaciata ) tem preferência por regiões mais altas e mais frias, Resiste bem a baixas temperaturas (-6), entre as 7 e 11 horas da manhã no verão, a movimentação é bem intensa, 67
  • 68. Abelhas sem ferrão, maravilhas de Deus – Escriba de Cristo Devido ao seu tamanho avantajado, possui melhor controle de temperatura corpóreo, o que lhe permite viver em regiões frias (-6) e quentes (+40) lugares sombreados. Nas regiões secas, principalmente na Bahia, encontramos a subspécie Melipona Mandacaia, praticamente com a mesma morfologia da acima citada, porem de tamanho um pouco menor. MORFOLOGIA É uma abelha de cor negra, tendo em seu abdômen quatro listas amarelas brilhantes transversais. A região entre as antenas, geralmente possui pelos negros. É uma abelha robusta e o seu tamanho mede entre 8 a 12 mm. 68
  • 69. Abelhas sem ferrão, maravilhas de Deus – Escriba de Cristo Esta abelha possui outras subespécies: A Melipona quadrifaciata quadrifaciata, a Melipona quadrifaciata anthidioides, Melipona Hibrida e a Melipona mandaçaia. A Melipona quadrifaciata anthidioides, possui suas listras amarelas abdominais interrompidas na parte mediana, enquanto que na subspécie quadrifaciata quadrifaciata, estas listras são continuas; A mandaçaia hibrida tem listras transversais marrom. HABITAT E NINHO A Mandaçaia constrói seu ninhos em ocos de troncos de árvores, A calefação interna e feita com geoprópolis, uma mistura de barro com resinas extraídas das plantas, Normalmente na parte externa do orifício de entrada elas constroem sulcos radiais convergentes com barro, sendo que neste orifício passa só uma abelha por vez, tem colônia da mesma espécie que não apresenta este comportamento. A partir do orifício de entrada, encontramos um canal de acesso, o seu comprimento depende do espaço interno da morada da colônia, também conhecido por túnel de entrada que vai terminar próximo aos favos de crias, os quais são envolvidos por lamelas de cerume irregulares o qual é chamado de invólucro, que é constituído de uma mistura de cera e própolis, cuja 69
  • 70. Abelhas sem ferrão, maravilhas de Deus – Escriba de Cristo finalidade é conservar a temperatura interna do ninho e combater intrusos. A parte interna do ninho é formado por favos de crias sobrepostos no sentido horizontal, estes favos são formados por células com aproximadamente 1 cm de altura por 0,5cm de diâmetro. Confeccionado com cerume, onde a rainha deposita seus ovos para desenvolvimento das crias. Constroem também com cerume, potes ovais, medindo cerca de 2 a 5 cm de altura, por 1 a 2,5 de diâmetro, ligados entre si. Estes potes são usados para armazenar alimentos, mel e pólen, o mel e o pólen são 70
  • 71. Abelhas sem ferrão, maravilhas de Deus – Escriba de Cristo guardados em potes diferentes nunca misturados, e se encontram geralmente acima ou dos lados dos favos de crias. O ninho desta abelha possui uma população bem menor, em relação a apis melífera, de 300 a 500 (unidade) de abelhas. A Mandaçaia é uma abelha muito mansa, mas costuma repelir os intrusos com um movimento bastante intenso em redor do possível inimigo, chegando a mordiscar com suas fortes mandíbulas. Meliponário Rei da Mandaçaia. CASTAS - OPERÁRIAS 71
  • 72. Abelhas sem ferrão, maravilhas de Deus – Escriba de Cristo Sendo um inseto socialmente desenvolvido, as operárias desempenham várias funções na colmeia de acordo com a sua idade. As mais jovens com a cor mais clara, permanecem sempre na região dos favos aquecendo as crias, num segundo estágio, faz o aprovisionamento das células e se ocupam na construção das mesmas. A medida que vão se desenvolvendo trabalham na construção de potes de alimentos, limpeza, guarda e recepção de alimentos. Quando chegam a um estágio mais avançado se tornam campeiras (operárias), sendo o néctar transportado na vesícula melífera (pré- estômago) o pólen e cera na corbícula. Vemos aqui a inteligência de Deus que tudo criou e concedeu as abelhas um órgão especial: a vesícula melífera para transportar o néctar. Dentro da colmeia, as abelhas engenheiras sugam o néctar das abelhas campeiras e através da mastigação do néctar, enzimas contidas nas salivas das abelhas irão converter os açucares no néctar no delicioso mel. As abelhas como tudo que existe é produto de uma mente brilhante: O Todo-Poderoso. Em colônia de Mandaçaia, as operárias têm seus ovários desenvolvidos e muitas vezes podem fazer postura. Estas posturas podem ser efetuadas antes ou após a postura da rainha. Geralmente os ovos de operárias postos antes da postura da rainha, são ingeridos pela mesma, e os ovos postos após a postura 72
  • 73. Abelhas sem ferrão, maravilhas de Deus – Escriba de Cristo da rainha darão origens a zangões (machos), isto porque a larva do macho se desenvolve mais rápido comendo, o ovo posto pela rainha, Estes ovos têm a mesma forma dos ovos de rainha e mesmo os que são postos antes dos da rainha, podem dar origem a machos. Em colônia de mandaçaia, as operárias são maiores dos que os machos. Este é um padrão que difere da maioria das espécies de abelhas. RAINHAS Por ter seu abdômen bem desenvolvido, a rainha caminha lentamente pelos favos de crias, é ai que se encontra a rainha sempre acompanhada por algumas operárias que lhe fazem a corte. 73
  • 74. Abelhas sem ferrão, maravilhas de Deus – Escriba de Cristo Deus nos ensina por meio da natureza das abelhas e dos demais animais sociais que um personagem central deve existir na sociedade para comandar e liderar o grupo. Na família é o pai, no trabalho é o chefe, na política o governador ou prefeito. Na natureza vemos os machos e fêmeas alfas em várias espécies. O anarquismo e cada um fazendo o que quer só funciona em animais solitários, não entre os humanos... Não existe diferença entre células de rainha e de operárias, Numa colônia normal sempre há eclosão de rainhas virgens no entanto elas não nascem atrativas. Se a colônia estiver com rainha fisogástrica (fecundada) em boas condições, as rainhas virgens (princesas) serão logo eliminadas pelas operárias. Deus pelas abelhas nos ensina que a unidade da colônia esta acima de tudo, de maneira que somente uma rainha deve reinar soberanamente sobre a colmeia e toda oposição e divisionismo devem ser eliminados. Enquanto houve uma rainha fisogástrica, as princesas que nascem regularmente são logo eliminadas pelas operárias. Quando a rainha morre as princesas que nascem lutam entre si e a que vence, mata as outras e se torna rainha, começando sua monarquia. O mais capaz deve governar e reprimir com força os desordeiros. 74
  • 75. Abelhas sem ferrão, maravilhas de Deus – Escriba de Cristo Evidentemente pode ocorrer a substituição da rainha fisogástrica, A rainha virgem (princesa), para ser fecundada, voará, voltando já fecundada para a mesma colônia e começa, após alguns dias, a fazer postura. As rainhas virgens (princesas) são de fácil identificação, pois não possuem as listras amarelas no abdômen, a cabeça é relativamente menor, e a coloração do corpo é marron. Após a fecundação o abdômen sofre um aumento significativo, impossibilitando o seu voo. ZANGÕES (Machos) Os machos das abelhas mandaçaia, ao contrário dos da apis melífera, podem realizar algum tipo de trabalho, como por exemplo a desidratação do néctar, mas sua principal função na colônia, é fecundar a rainha, 75
  • 76. Abelhas sem ferrão, maravilhas de Deus – Escriba de Cristo embora haja controvérsias, se a rainha acasala somente com um zangão ou mais. MEL O mel produzido pela abelha Mandaçaia é procurado pelo seu agradável sabor, não enjoativo. É bastante liquefeito devido ao alto teor de umidade, fato este que requer que o mesmo fique guardado em geladeira para evitar a fermentação. Para ser armazenado fora da geladeira pode ser feito a pasteurização, o mel é aquecido a certa temperatura, deixa esfriar e depois envasa. O mel contido nos copos natural no ninho não estraga devido o trabalho de limpeza diária efetuado pelas abelhas. A Abelha Mandaçaia criada racionalmente em caixas apropriadas produz entre 2 a 4 quilos de mel por ano. Se compararmos a produção por quantidade de 76
  • 77. Abelhas sem ferrão, maravilhas de Deus – Escriba de Cristo abelha à abelha Mandaçaia produz mais mel que a abelha apis melífera (ou ab. africanizada). (10) Em caixas racionais a Mandaçaia pode produzir de 1 a 4 litros de mel ao ano ou mais, dependendo das floradas. Mais uma contribuição do Felipe Furtado Frigieri: PERGUNTA: Moro em Campo Grande (MS) e pelo que andei pesquisando a mandaçaia é uma nativa daqui (Melipona quadrifasciata quadrifasciata), certo? Eu gostaria de atrair e criar uma colmeia de alguma espécie meliponínea por curiosidade, mas também pra ajudar na preservação delas e no equilíbrio ecológico. Essa seria uma boa opção de espécie? É possível fazer a isca pet para essa espécie também? RESPOSTA DO FELIPE: Sim, é nativa. A mandaçaia demanda um volume um pouco maior que a pet de 2l. Faça com uma caixa de papelão com um volume de 4l mais ou menos. Encape a caixa com um saco de lixo ou uma lona preta. Passe o atrativo líquido da mandaçaia. (2) ABELHA TUJUBA A Melipona mondury conhecida popularmente como Uruçu-amarela ou Guaráipo-amarela, está atualmente classificada como criticamente ameaçada de 77
  • 78. Abelhas sem ferrão, maravilhas de Deus – Escriba de Cristo extinção no Livro Vermelho da Fauna do Paraná, sofrendo grande pressão através do desmatamento e da ação ilegal de meleiros, nomeação dada as pessoas que entram na mata e cortam arvores para retirar apenas o mel deixando a colmeia exposta, condenando-as a morte. 78
  • 79. Abelhas sem ferrão, maravilhas de Deus – Escriba de Cristo ABELHA PLEBÉIA SAIQUI Os ninhos são encontrados em diversos lugares, utilizam desde árvores até barrancos, desde que os ocos sejam de tamanho apropriado e não aquecidos pelo sol em demasia (Nogueira-Neto, 1970). A entrada do ninho é feita com própolis e é geralmente curta no exterior do ninho (Nogueira-Neto, 1970). As abelhas não fecham a entrada à noite. Favos de cria são horizontais ou helicoidais e ocorrem células reais. Invólucro presente nos favos de cria; construído com cerume. O tamanho das colônias é médio. As abelhas dessa espécie são inteiramente mansas. A construção 79
  • 80. Abelhas sem ferrão, maravilhas de Deus – Escriba de Cristo dos favos de cria é suspensa no inverno ou em uma parte dele no Estado de São Paulo. Apresenta os conceitos pertencentes ao ninho da espécie de abelha denominada Plebéia Saiqui. O invólucro interno é disposto em várias camadas finas de cerume claro, onde há muitas ligações entre as lamelas, o que favorece a livre circulação. ABELHA-LIMÃO Existe uma abelha muito rara que é um excelente indicador de equilíbrio ecológico. É a limão (Lestrimelitta limão). Ela não tem corbícola, não podendo carregar pólen. Ela vive de roubar pólen no caminho. Ela só existe onde tem bastante abelha de quem ela pode roubar o 80
  • 81. Abelhas sem ferrão, maravilhas de Deus – Escriba de Cristo pólen. Onde tem ela é um indicativo que ali é bom para a criação de abelha em geral. (14) A Lestrimelitta limao é popularmente conhecida como Iraxim, Iratim, Arancim, Aratim, Canudo, Sete- Portas, Limão, Limão-Canudo e Abelha-Limão (por exalar um notável cheiro de limão). É uma abelha social da subfamília dos meliponíneos. Constrói um grande ninho de barro, preso entre os galhos, com entrada tubiforme. O sucesso no ataque a outras colônias dá-se por liberação de terpenoides voláteis, das secreções cefálicas (das glândulas mandibulares), que provocam a dispersão dos indivíduos da colônia hospedeira e a consequente pilhagem. Por isso, o cheiro semelhante a limão que estas abelhas exalam, que a faz receber o nome popular de Abelha-Limão. (17) É uma espécie de abelha pilhadora, vivendo exclusivamente do saque a outros ninhos. A Abelha- Limão só sobrevive em áreas onde haja grande densidade de ninhos de outras espécies. Algumas coisas que Deus criou parecem imorais, mas não é. Ainda que a violência e a força bruta seja uma regra constante na natureza. A abelha-limão não provoca extinção, uma vez que só existe em áreas com grande densidade de outras abelhas. Mais pilhador que os humanos não há, uma vez que comendo tudo, fungos, plantas, carne, leite de outros mamíferos e mel das 81
  • 82. Abelhas sem ferrão, maravilhas de Deus – Escriba de Cristo abelhas. Deus privou esta espécie de corbicula (órgão) que serve como cesto para as abelhas transportarem pólen. Então, autorizou-a a explorar o alimento de outras espécies. Mais uma contribuição do Felipe Furtado Frigieri: PERGUNTA: As abelhas Jatai fizeram um ninho na parede do quintal, (acho lindinhas) Porém quando elas nascem e começam a trabalhar chega uma invasão de umas abelhas pretas (Jatai Negras??) que acaba matando as Jatais amarelinhas e entrando no ninho, fico muito triste quando vejo elas morrendo. Não quero essas pretas invadindo o ninho delas, já faz uns 2 anos que elas fizeram ninho na parede e agora essas pretas matam e vão embora, as amarelinhas refazem tudo novamente e vem as pretas novamente... Porque ocorre isso? Tem algo que posso fazer para proteger elas dessas pretas? Se for algo super natural prefiro retirar esse ninho, odeio vê-las lutando e morrendo.! RESPOSTA: pode ser que a abelha que você chamou de “preta” seja uma abelha conhecida popularmente por “abelha-limão”, por que quando pressiona ela libera um odor parecido com o do limão. A abelha-limão tem o hábito de pegar alimento de outras colmeias. (2) 82
  • 83. Abelhas sem ferrão, maravilhas de Deus – Escriba de Cristo ABELHAS GUIRUÇU (SCHWARZIANA QUADRIPUNCTATA) A Guiruçu é popularmente conhecida como Abelha-Mulata, Mulatinha, Abelha-do-Chão, Papa-Terra e Iruçu-do-Chão. É uma abelha social, da subfamília dos meliponíneos. É uma espécie muito mansa, visitante da copa das árvores. A Schwarziana quadripunctata nidifica no solo, em buracos no chão, ou em ninhos de formigueiros abandonados. Os ninhos da Guiruçu tanto podem ser encontrados a 30 cm do solo, como a 1,5m deste. Por isso, essa abelha precisa de uma melhor termorregulação de seu ninho para controlar a sua temperatura interna. Ocorrência 83
  • 84. Abelhas sem ferrão, maravilhas de Deus – Escriba de Cristo Esta espécie de abelha pode ser encontrada no Rio Grande do Sul, em Santa Catarina, no Paraná, em São Paulo, no Rio de Janeiro, em Minas Gerais, no Goiás, no Espírito Santo e na Bahia. Morfologia A abelha Guiruçu mede cerca de 17 mm de comprimento e possui coloração negra, com abdômen frequentemente avermelhado. Ninho Com já mencionado, a abelha Guiruçu nidifica no solo. A entrada do ninho é um pequeno buraco no solo, podendo ter uma pequena elevação de barro. Internamente, a entrada é revestida de cerume. O ninho todo é circundado por um invólucro que tem uma forma 84
  • 85. Abelhas sem ferrão, maravilhas de Deus – Escriba de Cristo característica. Os favos são em espiral ou paralelos. As células de cria são construídas sucessivamente, ou seja, ao mesmo tempo, há células em construção em vários estágios, desde iniciais até o estágio final. Em colônias fortes, até 13 células são construídas simultaneamente. Uma característica interessante dessa espécie é que há rainhas pequenas, médias e grandes. Em outras palavras, as rainhas podem ser criadas em células normais e/ou em células reais. Os machos podem aparecer em grande quantidade, permanecendo agrupados nos locais aquecidos do ninho. O alimento, como o mel e o pólen, é colocado em potes ovoides, de 3cm de altura. O mel é muito saboroso. Alguns consumidores deste mel deixam o ninho enterrado no seu local de origem e de quando em quando recolhem o mel produzido. Mel A Guiruçu produz um mel de excelente qualidade e muito saboroso. Alguns meliponicultores deixam o ninho enterrado em seu local de origem, recolhendo o mel produzido periodicamente. (15) IDENTIFICANDO ENXAMES Mais uma contribuição do Felipe Furtado Frigieri: 85
  • 86. Abelhas sem ferrão, maravilhas de Deus – Escriba de Cristo PERGUNTA: Como posso identificar se um enxame é forte, médio ou fraco, quais as características? Por exemplo, número de abelhas, tamanho dos discos de cria, número de abelhas que ficam na entrada da colmeia? RESPOSTA: Número de discos acima de 8-9, melgueira forte, boa movimentação das abelhas. (2) CAPTURA DE ENXAME MANUSEANDO ISCA Você deve encapar a garrafa com jornal para manter a temperatura e com saco de lixo preto. Coloque 86
  • 87. Abelhas sem ferrão, maravilhas de Deus – Escriba de Cristo cera na tampinha da garrafa também. Coloque a garrafa em lugar protegido da chuva e que receba sol durante a manha e pegue sombra a tarde. Evite mexer na sua isca no período em que as jatais estivem visitando. Pode levar alguns meses até que a colônia se instale definitivamente na sua isca, durante este período as operárias ficam construindo a colmeia até a chegada da rainha já fecundada. ÉPOCA DE ISCA A melhor época para montar sua isca é o início de setembro. Se quiser pode colocar algum objeto para proteger sua isca da chuva. Amarre bem a isca, para evitar que ela caia. Mais uma contribuição do Felipe Furtado Frigieri: PERGUNTA de Daniel: A uns 5 dias um enxame de abelhas Jataí começou a colonizar em um pilar de eucalipto tratado do quiosque em casa. Parece não ser um enxame muito grande pela quantidade… fiz uma caixa de madeira de uns 30 X 15 cm e um furinho de entrada com uma broca de 0,5 cm.. Na entrada eu borrifei aquele mel com própolis que encontra-se em farmácias… faz 2 dias que deixei essa caixinha a um palmo de distância do pilar onde elas estão… as vezes uma ou outra entra na caixa mas logo sai… há algo que eu possa fazer para captura-las com mais precisão??? Acredito que o eucalipto onde elas estão não tenha um oco muito 87
  • 88. Abelhas sem ferrão, maravilhas de Deus – Escriba de Cristo grande, por isso fiz a caixa… quero somente cria-la por hobby, não tenho interesse em colher mel… Grato Resposta de Felipe Furtado Frigieri disse: 15/07/2014 Com relação a captura de enxames, é o seguinte. As abelhas nativas não mudam de lugar, ou seja, uma vez em que um ninho é instado num determinado local, ele irá permanecer lá por vários anos, há relatos de ninho com mais de 50 anos num mesmo local. De maneira a expandir e colonizar novos ambientes, as abelhas nativas sem ferrão tem a capacidade de dividir o enxame, ou seja, uma colmeia da origem a uma nova e assim por diante. E é esta nova colmeia gerada que tem a capacidade de migrar para outros locais. E aí que entram as iscas, elas permitem capturar esses enxames que se dividem. No seu caso, ao instalar a isca o que poderá acontecer é a captura de um enxame excedente, portando, a colmeia que possuí no oco do (muro, churrasqueira, caixa de energia, etc.) permanecerá onde se encontra. Se tudo der certo com a isca, você terá dois enxames. A única forma de obter o enxame do (muro, churrasqueira, caixa de energia, etc.) é passando-o para uma caixa, ou seja, realizar a transferência do mesmo para uma caixa. (2) ATRATIVO DE ABELHA Um artifício que facilita muito a atração das abelhas indígenas sem ferrão é diluir o própolis ou o cerume em 88
  • 89. Abelhas sem ferrão, maravilhas de Deus – Escriba de Cristo álcool de cereais ou comum e, passar essa mistura ao redor do orifício do bambu e, derramar um pouco em seu interior, para que exale o cheiro característico da colônia. O Eng.º Agr.º Jean Louis Jullien, grande criador de Jataí, costuma passar o própolis puro das mesmas, ao redor do orifício de entrada de suas caixas iscas, atraindo as abelhas e evitando a aproximação das formigas, já que o mesmo é grudento. Obs.: Se desejar capturar colônias de abelhas Jataí, então deve-se utilizar a mistura de própolis ou cerume da mesma espécie. EXAME DAS ISCAS É muito importante que se faça revisões nas iscas para a retirada de formigas, aranhas e outros insetos, que impeçam a nidificação dos meliponíneos. ESTRUTURA DA COLMÉIA 89
  • 90. Abelhas sem ferrão, maravilhas de Deus – Escriba de Cristo Uma colônia de abelhas sem ferrão é constituída por dois elementos principais: o ninho e os potes de alimento; além de estruturas auxiliares, como o invólucro, o batume, a entrada e o túnel de ingresso. Os potes de alimento geralmente são elipsóides (em formato de ovo), construídos de cerume, e podem apresentar tamanhos variados conforme a espécie. Pólen e mel são armazenados separadamente. Portanto, em uma colônia de abelhas sem ferrão, podemos encontrar dois tipos de potes de alimento: potes de pólen e potes de me (1) REPRODUÇÃO Processo reprodutivo Nas melíponas, as rainhas são facilmente substituídas. Elas têm um batalhão, um exército de 25 % delas que podem virar rainha a qualquer hora. Na 90
  • 91. Abelhas sem ferrão, maravilhas de Deus – Escriba de Cristo reprodução das melíponas ocorre o nascimento de rainhas apenas pela alimentação. As fêmeas podem ser operárias ou rainhas, o que vai determinar a função é a alimentação que elas receberem. Nas trigonas, a determinação da função é genética. Rainha é rainha, operária é operária e o macho decorre de um ovo não fecundado. O processo de substituição de rainhas é bastante complicado. Nas épocas de floradas fortes, sempre tem realeira, sendo fácil de substituir a rainha; nas épocas de escassez de alimento, dificilmente tem realeira, e se a rainha morrer nesse período o enxame vai fracassar. - deve ter no mínimo 44 enxames num raio de 3 km para não ter consanguinidade, - quando são gerados machos diplóides as abelhas operárias não os deixam nascer, a filiação fica toda comida ou descartada; 91
  • 92. Abelhas sem ferrão, maravilhas de Deus – Escriba de Cristo - é necessário fazer resfriamento de sangue com a troca de enxame entre criadores ou a fecundação em outros locais. (14) SISTEMA DE ORIENTAÇÃO A abelha africanizada tem um “computador” ligado na antena. Então ela olha para o sol e o “computador” dela dá o angulo e ela diz: “minha casa é para cá e da tantos quilômetros.” Se você arrancar os olhos delas elas vão bater encima porque na antena tem um radar, que enxerga tudo em um determinado raio de distancia, no caso das abelhas é de três quilômetros. Deus criou as antenas na apis como os homens constróem antenas como meio de comunicação. Antenas foram projetadas ou evoluíram sozinhas depois de milhões de anos? As abelhas sem ferrão dos dois gêneros elas se orientam diferente, elas não conseguem gravar a casa onde elas moram. Todo dia elas têm que marcar o caminho delas, toda vez que ela sai para o mato ela tem que marcar o caminho Ela se orienta não é através de olhar para o sol como fazem as africanizada. É através de baforadas de feromônio que ela solta. Quando está voando para o mato, a cada 10 metros ela solta uma baforada de feromônio, como se fosse um “pum”, ela solta um cheiro no ar e ai pega nas folhas, e quando ela volta, 92
  • 93. Abelhas sem ferrão, maravilhas de Deus – Escriba de Cristo ela volta farejando aquelas folhas que estão com aquele cheiro. (14) TRANSFERÊNCA DE COLMEIA Com relação a melhor época para fazer a transferência, como você vai apenas transferir a colmeia e não dividi-la a época não interessa muito. Mas para evitar qualquer problema, procure fazer isso quando estiver mais quente, no frio as abelhas não saem muito para o campo. Quando for dividir, faça isso por volta das 12h. Nesse horário as abelhas estão no campo, isso facilita o manejo. Recomenda-se este tipo de atividade no verão, onde o calor e a disponibilidade de alimento são maiores. 93
  • 94. Abelhas sem ferrão, maravilhas de Deus – Escriba de Cristo Kalhil, do Meliponário do sertão, localizado em Mossoró, no Rio Grande do Norte que criam abelhas há três gerações nos ensina o seguinte sobre a desorientação de campeiras durante mudança do local do enxame: “É muito comum eu receber pedidos de informações de como proceder para mudar a caixa de lugar, tanto para distâncias pequenas como para grandes distâncias. Antes de adentrar no assunto cabe aqui uma informação pessoal. A literatura científica sobre essas abelhas afirma que nas espécies maiores (meliponas) o raio de atuação seria algo em torno de 3 km, já para as menores (trigonas) essa distância seria mais ou menos 1km. Pessoalmente, acredito que a Jandaíra não chega a tamanha distância assim, já observei jandaíras coletando polén a 900 metros de distância do meliponário, mas nunca a tamanha distância. Todavia acredito que Uruçu, pelo seu porte e capacidade, certamente é capaz de até 94
  • 95. Abelhas sem ferrão, maravilhas de Deus – Escriba de Cristo ultrapassar os 3 Km. Mesmo sendo capazes de percorrerem grandes distância é preciso esclarecer que as abelhas ao saírem ao campo para forragear possuem nas suas cabeças um mapa gráfico com indicativos já pré-determinados da localização exata do enxame. Dessa maneira qualquer pequena alteração por menor que seja na localização exata da entrada do ninho pode provocar uma certa desorientação nas abelhas. Por isso não recomendo que se façam mudanças de localização dos enxames em pequenas distâncias. A maneira correta de mudar um enxame de lugar, por menor que seja a distância do local de origem é levar primeiramente o enxame para um lugar bem distante além de 1km. A essa distância as abelhas ao sairem da caixa não terão nenhuma referência de orientação e imediatamente farão um primeiro voo de orientação em busca de novos sinais gráficos que possam facilitar o novo endereço. Deixe a caixa nesse novo local por pelo menos 15 dias, isso é tempo suficiente para que as abelhas esqueçam todas as referências do antigo endereço e passem a decorar o local exato do novo lar. Depois desse tempo o enxame pode retornar para o local escolhido onde as abelhas farão novamente todo o processo de memorização dos "novos" indicativos de referência para sua orientação.” 95
  • 96. Abelhas sem ferrão, maravilhas de Deus – Escriba de Cristo RAINHA As rainhas poedeiras realizam a postura dos ovos que dão origem a todos os tipos de abelhas. São também 96
  • 97. Abelhas sem ferrão, maravilhas de Deus – Escriba de Cristo responsáveis pela organização da colônia, comandada por um complexo sistema de comunicação baseado no uso de feromônios. Normalmente uma colônia possui apenas uma rainha poedeira, mas existem relatos da existência de colônias e espécies com duas ou mais. FORMAÇÃO DE RAINHAS O mecanismo de formação das rainhas é a principal diferença entre os Meliponini e os Trigonini Entre os cientistas, existem diferentes conceitos sobre o processo biológico que determina o nascimento de rainhas em colônias de meliponíneos. Entre as diferentes espécies, inclusive da mesma tribo, também há pequenas variações. Entretanto, existe um parâmetro básico que define a formação de rainhas e determina a principal diferença entre os grupos Meliponini e Trigonini. Nas espécies da tribo Meliponini, não há construção de células reais. Todas as células de cria são iguais. A determinação do número de rainhas que nasce, entre todos os ovos disponíveis, é definida por uma proporção genética. Já as abelhas da tribo Trigonini constroem células reais, que possuem tamanho bem maior que as células comuns. Por conta deste tamanho, as larvas que se desenvolvem nesse tipo de célula recebem mais alimento, o que determina a formação de uma nova rainha virgem. Essa diferença deve ser assimilada pelo meliponicultor 97
  • 98. Abelhas sem ferrão, maravilhas de Deus – Escriba de Cristo principalmente na aplicação dos métodos de divisão artificial de colônias (1) OPERÁRIAS As operárias são responsáveis pela grande força de trabalho da colônia. Elas cuidam da defesa, manipulam os materiais de construção, coletam e processam o alimento. Representam a maior parte das abelhas de uma colônia, podendo chegar a mais de 80% dos indivíduos. As operárias são os indivíduos mais abundantes na população de uma colônia, pois cabe a elas todo o esforço de trabalho. Uma operária é facilmente reconhecida pela presença da corbícula, localizada no terceiro par de pernas, a qual é utilizada para o transporte do pólen, resina e outros materiais de construção 98
  • 99. Abelhas sem ferrão, maravilhas de Deus – Escriba de Cristo coletados nas flores, outras partes das plantas ou diferentes materiais como barro. A corbícula é formada por uma depressão na tíbia cercada por cerdas especiais (e às vezes pelos plumosos), que no conjunto ajudam a segurar o pólen e outros materiais durante seu transporte. As operárias ao nascer são quase brancas, mas à medida que vão envelhecendo adquirem uma pigmentação de acordo com sua espécie. Elas são responsáveis por todas as atividades de manutenção da colônia, tais como: cuidado com as crias, coleta e processamento do alimento, cuidado com a própria higiene para evitar doenças, construção dos favos de cria, potes de armazenamento, invólucro, limpeza do ninho, defesa da colônia e da rainha, dentre outras atividades. As tarefas desenvolvidas 99
  • 100. Abelhas sem ferrão, maravilhas de Deus – Escriba de Cristo pelas operárias variam de acordo com a idade e as necessidades da própria colônia, sendo que em média estes indivíduos vivem de 30 a 40 dias (Sakagami, 1982; Wille, 1983). Em algumas espécies de Meliponini, as operárias podem realizar postura de ovos, seja na presença ou na ausência de rainha fisogástrica, e, como esses ovos são haploides, somente dão origem aos zangões (num fenômeno biológico conhecido como partenogênese) (Sakagami et al., 1963; Sakagami 1982). Esses ovos postos pelas operárias podem servir de alimento para a rainha, e, por isso, são chamados de “ovos tróficos” (Wilson, 1971). (6) MULTIPLICAÇÃO DE ENXAMES O engenheiro Agrônomo Francisco das Chagas Ribeiro Filho nos ensina o seguinte sobre multiplicação de enxames de abelhas sem ferrão: “Se eu não tenho nenhum enxame, se eu vou começar, aí eu vou ter que capturar no mato. Se eu já tenho de um para frente, eu posso fazer a multiplicação desses enxames. Hoje o ideal é você pegar dois enxames e fazer um terceiro enxame a partir desses dois. Eu vou pegar parte desses dois enxames e vou fazer um terceiro enxame. Vamos dizer quer eu tenha duas caixas que estejam com enxames, eles tenham abelhas e eu pego uma caixa que está vazia. Então a partir desses dois enxames, eu quero obter um terceiro enxame. Então eu tenho duas rainhas, uma em cada caixa. Eu vou sair de dois enxames e vou chegar a três enxames, então vou precisar de três rainhas. Então eu preciso das duas rainhas e tem que nascer mais uma rainha, porque se não, não chega a três enxames. 100
  • 101. Abelhas sem ferrão, maravilhas de Deus – Escriba de Cristo Nas meliponinis, 25% das abelhas já tem potencial genético para rainha, só precisa da alimentação. Ou seja, ser alimentada com geleia real para virar rainha. Tem esse exercito de rainha de reserva, então qualquer tempo eu faço essa divisão. Nos trigonini eu só posso fazer essa multiplicação se tiver célula real. A realeira é o lugar onde nasce a rainha, é uma célula maior, uma célula mais desenvolvida. Então eu abro as 2 caixas que vão ser as mães. Se pelo menos uma das duas tiver a realeira, aí eu continuo o serviço e faço a multiplicação. Se não tiver em nenhuma das duas eu fecho novamente e deixo para outro dia.” (14) Multiplicação de trigonini Para a multiplicação de trigonini (Jataí, Iraí, Mandaguari, Tubi, Mirim, Mirim preguiça, Moça-branca etc.), é necessário que, nos favos, exista uma ou mais realeiras, de preferência prestes a emergir a rainha, que tem uma cor clara. Primeiro devemos observar na área dos discos cria se existem realeiras, células maiores localizadas na periferia do disco de favo podendo ser uma, duas ou mais realeiras, geralmente dispostas em discos diferentes. Se tiver muitas realeiras, mais de 7, pode ser um mau sinal, ou seja, de que a família está instável ou a rainha mãe está muito velha. Estas realeiras, que aparecem temporariamente (primavera e verão), são as únicas células que darão origem às rainhas. Se já existir uma rainha, poderão ser descartadas ou a colônia entrar em divisão espontânea. A divisão artificial é um método forçado. Depois devemos transferir o disco com realeira para uma nova caixa e mais 2 a 3 discos de outras colônias de coloração mais clara e de fundo escuro (favos de cria nascente – o fundo escuro é o cocô das pupas). Arrumar estes discos, procurando estabelecer um pequeno espaço entre eles – o espaço abelha – basta colocar uma bolinha de cerume entre eles. Revestir todo o ninho com invólucro de cerume ou, caso não disponha, com lâmina de cera alveolada de africanizada. Devemos então levar a colônia-mãe, que ficou com a rainha velha, para um 101
  • 102. Abelhas sem ferrão, maravilhas de Deus – Escriba de Cristo local distante de 100 metros ou mais da colônia-filha e colocar a nova colônia em seu lugar. Desta forma, reforçamos a nova caixa com a chegada das forrageiras (campeiras) que estavam trabalhando no campo. (14) MELIPONÁRIO Cristiano Menezes é pesquisador da Embrapa Amazônia Oriental, e deu as seguintes explicações para montar um meliponário: “Mãos à obra >>> INÍCIO Embora comprar de outros criadores seja mais prático, é possível capturar abelhas sem ferrão da natureza por meio de ninhos-armadilhas ou outros métodos que não prejudiquem o meio ambiente. Para isso, é necessário obter permissão do órgão ambiental competente da região. Meliponários com menos de 50 colônias precisam se inscrever no Cadastro Técnico Federal do Instituto do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama). Além do cadastro, meliponários com 50 ou mais colônias devem solicitar autorização em órgãos ambientais estaduais. >>> EXPANSÃO Para aumentar o plantel, o criador pode optar pela divisão de uma colônia forte em duas novas. Para receber as abelhas que estão voando, basta colocar a metade dos favos da criação em uma caixa vazia e instalá-la no lugar onde está a caixa-mãe. 102
  • 103. Abelhas sem ferrão, maravilhas de Deus – Escriba de Cristo Enquanto a rainha que está botando permanece na colônia-mãe, uma nova nascerá na colônia-filha. Acompanhe e alimente ambas a cada semana até que se fortaleçam novamente. >>> INSTALAÇÕES Os ninhos são feitos com caixas rústicas de madeira e em vários tamanhos. Cabaças, cortiços e outros materiais também podem ser usados. Em prateleiras, mantenha cada unidade distante 0,5 metro entre si e, em cavaletes individuais, 1,5 metro. Para atrair as abelhas, acomode dentro dos ninhos um pouco de cerume e resina extraídos de outras colônias. >>> AMBIENTE É importante ter plantas no entorno da criação, pois os produtos que fabricam dependem da disponibilidade de flores na vizinhança. Apesar de as abelhas serem resistentes às oscilações de temperatura, proteja os ninhos da exposição ao sol, à 103
  • 104. Abelhas sem ferrão, maravilhas de Deus – Escriba de Cristo chuva e de ventos fortes. Certifique-se de que haja água limpa nas proximidades. >>> CUIDADOS Com óleo queimado, graxa ou outros produtos, pincele o suporte das colônias recém- formadas, ou fracas, para impedir o acesso de formigas. Pequenas moscas ligeiras (forídeos), que botam ovos nos potes de pólen, enfraquecendo os enxames, podem ser evitadas vedando as colônias com fita adesiva. 104
  • 105. Abelhas sem ferrão, maravilhas de Deus – Escriba de Cristo >>> ALIMENTAÇÃO Oferecidos pelas flores, o néctar, fonte de açúcares, e o pólen, de proteína, vitaminas e minerais, são os principais alimentos das abelhas. Em época de pouca florada, forneça, de uma a duas vezes por semana, uma mistura de açúcar com água na proporção de um para um, fervida ou batida no liquidificador. Coloque em copinhos de café com alguns palitos de picolé para que não se afoguem. >>> coleta A primeira coleta poderá ser feita em menos de um ano após o início da atividade. Com 20 colônias, é possível produzir de 20 a 80 litros de mel por ano, dependendo da espécie e da disponibilidade de flores no entorno. RAIO X 105