SlideShare uma empresa Scribd logo
1 de 28
Baixar para ler offline
Nematóides
   Introdução
   forma e tamanho
   regiões e estrutura do corpo
   aparelho digestivo
   aparelho reprodutor
   reprodução/ ciclo de vida
   tipos de parasitismo
   fatores que afetam nematóides
   sintomas
   principais gêneros (2a aula)


http://www.ufrgs.br/agro/fitossan/AGR04002/nematoda.htm




Quem são os Nematóides ?
   Organismos fusiformes,
   não segmentados, de
   habitat essencialmente
   aquático, que vivem nas
   águas marinhas, águas
   doces e películas de
   água do solo




                                                          1
Nematóides

   Inclusão em diferentes filos (Aschelminthes,
   Nemathelminthes)
   Mais aceito no filo Nemata ou Nematoda

   Vida livre - bacteriófagos, micófagos,
   algívoros, etc.

   Nematóides fitoparasitas
     órgãos subterrâneos (raízes, rizomas, etc.)
     órgãos aéreos (caules, folhas, flores, frutos)




Forma e Tamanho

  organismos tubulares alongados, de diâmetro
  praticamente constante, afilando-se de maneira
  gradual ou abrupta nas extremidades.
  Macho e fêmea são semelhantes na maioria
  das espécies.
  Dimorfismo sexual: fêmeas de certos gêneros
  são mais largas e sedentárias/ machos esguios.
  Tamanho: (geralmente)
    1-2 mm de comprimento
    20-50 µm de diâmetro




                                                      2
Regiões do Corpo


     região esofagiana
       cavidade bucal
       esôfago
     região mediana
       intestino e gônadas
     região caudal




                             3
Estrutura do corpo

      cutícula
        função de exoesqueleto flexível e
        barreira protetora
        estrias transversais pouco evidentes
        família Criconematidae com anelação evidente
      hipoderme
        camada superficial que forma a cutícula
      musculatura somática
        é formada de grandes células fusiformes
        orientadas longitudinalmente, constituída de uma
        parte contrátil e outra não-contrátil.




Aparelho Digestivo

     Tubo que se estende da abertura oral ao
     ânus
     Regiões
       estomodeo (cavidade bucal e esôfago)
       mesêntero (intestino)
       proctodeo (reto)




                                                           4
Região labial e cavidade bucal

   fitoparasitas tem a região labial indivisa, por
   fusão completa dos lábios. Todos têm
   estilete.
   estruturas móveis (estiletes) ou imóveis
   (dentes)
   nematóides predadores: dentes, dentículos,
   placas cortantes
   bacteriófagos (Rhabditis): cavidade bucal
   cilíndrica,estreita e não armada




Tipos de Esôfago




                                                     5
Esôfago
   Intestino/ reto
   Aparelho respiratório
     não há.
     Trocas gasosas por difusão
   Órgãos sensoriais
     papilas labiais, anfídios, situados no corpo
     fasmídios na cauda
     receptores químicos e/ou táteis




Aparelho reprodutor

     feminino
       nematóide didelfo (2 úteros) ou monodelfo (1
       útero)
       ovos de 50 a 100 µm X 20 a 50 µm
     masculino
       testículo, vaso deferente e canal ejaculador que se
       abre ventralmente formando a cloaca
       órgãos de cópula (espículos,bolsa-de-cópula,
       papilas genitais)




                                                             6
Reprodução/ ciclo de vida
     anfimixia (reprodução cruzada)
     partenogênese (em algumas espécies os
     machos são inexistentes ou raros)
     hermafroditismo
     Nematóides são ovíparos
       Zooparasitas: Ascaris lumbricoides 200.000
       ovos/dia
       Uma fêmea de Meloidogyne pode produzir 2.800
       ovos
     Estádios juvenis (larvas) sofrem 4 ecdises




Dormência

     metabolismo baixo ou nulo
     sobrevivência por longo tempo sob condições
     adversas
     Anguina tritici - no interior de galhas do grão
     do trigo por até 35 anos
     Ditylenchus dipsaci - 23 anos




                                                       7
Tipos de parasitismo

    endoparasitas migradores
      Pratylenchus, Radopholus, etc.
    endoparasitas sedentários
      Meloidogyne, Nacobbus
    ectoparasitas sedentários
      Tylenchus, Heterodera,
      Globodera, etc.
    ectoparasitas migradores
      Maioria dos gêneros, tais como Xiphinema,
      Trichodorus, Rotylenchus, Helicotylenchus,
      Criconemella




Ectoparasita          e        endoparasita




                                                   8
Fatores que afetam nematóides
    Ambiente do solo
      maioria até 30 cm
      raízes que ficam no solo podem servir de
      hospedeiras por até 5 anos
      prejuízos maiores em solos arenosos
      Temperatura
         ótima: 15-30oC
         inativos; 5-15oC e 30-40oC
         letais: abaixo ou acima desses limites
      Umidade
         presença de água é essencial
         40-60% da capacidade de campo é ideal para eles




     Plantas hospedeiras
       exudações das raízes podem estimular ou inibir
       a reprodução
     Práticas culturais




                                                           9
Sintomas por nematóides

     ação traumática, espoliadora e tóxica
     tornam plantas mais suscetíveis a outros
     patógenos
     sintomas em “reboleiras”
     plantas menores, amareladas, produção
     reduzida e morte prematura




Sintomas por nematóides (cont.)

     sistema radicular:
       muito pobre ou com excesso de raízes
       laterais, raízes amputadas (Trichodorus e
       Paratrichodorus)




                                                   10
Sintomas por nematóides (cont.)

         lesões internas de
         coloração escuras
         (Pratylenchus e
         Radopholus)




Sintomas por nematóides (cont.)

  galhas (Meloidogyne sp.)
  “rachaduras em batata-
  doce
  Cistos (sinal) (Heterodera)
   pipocas” em tubérculos e
  raízes




                                  11
Lesões necróticas em forma de V causadas por
Aphelenchoides ritsemabosi




 Nematóides
    Introdução
    forma e tamanho
    regiões e estrutura do corpo
    aparelho digestivo
    aparelho reprodutor
    reprodução/ ciclo de vida
    tipos de parasitismo
    fatores que afetam nematóides
    sintomas
    principais gêneros (2a aula)


 http://www.ufrgs.br/agro/fitossan/AGR04002/nematoda.htm




                                                           12
Meloidogyne

   Gênero criado no Brasil por Emilio Goeldi em
   1857. M. exigua em cafeeiro no Rio.
   Causam galhas
   + de 50 espécies descritas, porém 4 mais
   importantes:
     M. arenaria
     M. hapla           Ampla distribuição geográfica
     M. incognita       e alto grau de polifagismo
     M. javanica




Galhas causadas por Meloidogyne spp.




                                                        13
Galhas (M. incognita) em pimentão




Meloidogyne spp.




                                    14
Etapas do preparo de cortes perineais para
identificação de espécies de Meloidogyne




                                             15
A
          Meloidogyne incognita A     Meloidogyne arenaria




                                                                 A
                                  A                               A
            Meoidogyne javanica          Meloidogyne hapla


          Cortes das regiões perineais




Hospedeiros diferenciais usados na identificação de
espécies e raças de Meloidogyne




                                                                      16
Fases de Meloydogine


                                                      f
                                              e




   Ciclo de vida de Meloidogyne: a,b = ovos não segmentado e contendo
   juvenil; c,d = J2, infestante e parasito; e,f = fêmeas imatura e madura com
   ovos (ooteca); a b= macho em formação e já distendido
                   g,h
              h                d         g
                          c
   O juvenil infestante atravessa o parênquima cortical e se aloja na
   periferia do cilindro central, na endoderme/ periciclo, e ali incita a
   formação de 3 a 8 células nutridoras.




Células gigantes de Meloidogyne




       Núcleo alarga-se, torna-se poliplóide, sofre
         mitoses; citoplasma torna-se granular;
            novas células são incorporadas




                                                                                 17
Sintomas diretos

      Galhas: hiperplasia e principalmente
      hipertrofia no cilindro central. Em café são
      ausentes, em milho, arroz são muito
      pequenas, em batata são “pipocas”

      Redução no volume do sistema radicular
      Descolamento cortical
      Raízes digitadas
      rachaduras




Sintomas reflexos

     Tamanho desigual de plantas/ formação de
     “reboleiras”
     “Fome de minerais’
     Murchamento
       Comum em fumo e berinjela
     Desfolhamento
       Cafezais “envaretados”
     Mudanças em características varietais
     Diminuição na produção




                                                     18
Controle de meloidoginoses:

    evitar a introdução de nematóides em áreas
    isentas
    Rotação de culturas
    Resistência genética
    Incorporar matéria orgânica no solo
    Em canteiros pode-se usar nematicidas/
    fumigação/ solarização
    Plantio de Crotalaria spectabilis como cultura
    armadilha – Pessegueiro
    Nematicidas somente em casos extremos




Heterodera
   Nematóide dos cistos - Família Heteroderidae
   1992 – soja no Brasil – H. glycenes
   Não provocam galhas
   Migram até o cilindro central. Durante o crescimento dos
   juvenis, o nematóide rompe o córtex e a epiderme,
   expondo a parte posterior do corpo. Mantêm-se presas
   pelo pescoço
   Cisto pardo-escuros (aspecto de “couro”), onde os ovos
   podem permanecer por até 8 anos. Podem ser levados
   por vento, água de irrigação, maquinaria, animais, etc
   3-6 gerações por ciclo da soja
   Ataca diversas fabáceas




                                                              19
Nematóide dos cistos (Heterodera)




Cistos (fêmeas) de Heterodera




                                    20
Sintomas

    Nanismo amarelo: plantas de porte reduzido e
    cloróticas agrupadas em reboleiras
    Nodulação é reduzida
    Pode-se verificar as fêmeas com uma lupa


  Controle
    Rotação de culturas
    (ex. milho, milheto estimula o biocontrole natural)
    Semeadura direta
    Resistência: raça 3 (cv. Renascença)
    http://www.cnpso.embrapa.br/cistotec.htm




Pratylenchus

   2o gênero importante no Brasil
   ~10 espécies – Pratylenchidae
      P. brachyurus, P.coffeae, P. zeae
   Endoparasitas migradores
   Parênquima cortical
   Radicelas infestadas sofrem invasão
   por fungos e bactérias lesões escuras
   Sintomas: sistema radicular reduzido com
   áreas necrosadas nas radicelas
   reboleiras




                                                          21
Pratylenchus coffeae - Crescimento
desproporcional em laranja Valencia




Ciclo vital de Pratylenchus spp.




    A. desenvolvimento; B. todas fases móveis infestantes; C-E. penetração nas raízes das
    plantas Formação das lesões cuticulares; F-I. formação das lesões cuticulares.




                                                                                            22
Ditylenchus dipsaci
  causa grande prejuízo em alho. Até 100 % de
  perdas na lavoura (SC)
  Nematóide da haste e do bulbo
  As plantas atacadas ficam com as cabeças
  esbranquiçadas, chochas e com as raízes
  danificadas. O controle é preventivo utilizando
  materiais sem contaminação, rotação de culturas e
  evasão da área.
  No Rio Grande do Sul, existe também a exigência,
  desde 1992, de Zero % de Ditylenchus dipsaci em
  bulbilhos sementes




Ciclo vital de D. dipsaci em alho

                                 A- bulbilho semente
                                 infestado;
                                 B-desenvolvimento
                                 a partir do ovo;
                                 C-L4 sai da
                                 dormência e migra
                                 na planta;
                                 D-machos e fêmeas
                                 na planta;
                                 E-migração dos
                                 nematóides
                                 intercelularmente;
                                 F-bulbo infestado;
                                 G-bulbilho infestado




                                                        23
Radopholus
 R. similis – nematóide cavernícola
   Ampla distribuição geográfica na cultura da
   banana
   Endoparasita migrador
   Dimorfismo sexual evidente
   Cada ciclo dura 3-4 semanas
   Lesões necróticas de cor avermelhada nas
   raízes e rizomas com áreas necróticas rasas.
   Tombamento de plantas (vento)
   Cachos pequenos
   Mudas infestadas




                                                  24
Tylenchulus
 T. semipenetrans – nematóide dos citros -
 Perdas de 10% - Não é nativo do Brasil
 Ectoparasitas sedentários
 Parasita poucas plantas (videira)
    A       B
                      C     T. Semipenetrans
                            parasitando citros:
                            A. Juvenil feminino;
            F     E         B,C. fêmeas imaturas;
                            D,E. fêmeas maduras
     D
                            sem e com ovos;
                            F. fêmea íntegra, fora
                            da raíz




                                                     25
Rotylenchulus
  R. reniformis – nematóide reniforme
  Algodão, soja, café, feijão, etc.
  Ectoparasita sedentário
  Sistema radicular pobre e raso
  Radicelas de tonalidade clara
                                        Fêmea
                                        sexualmente
                                        madura

                macho
      juvenil           Fêmea imatura




Aphelenchoides besseyi
  Ponta Branca do Arroz
  1969 – RS
  Atualmente em todas regiões produtoras – 10-46%
  de perdas, principalmente em arroz irrigado
  Clorose no ápice das folhas, que se torna
  esbranquiçado
  A semente é a principal via de disseminação
  Outras gramíneas - hospedeiros
  Tratamento químico das sementes
  Variedades resistentes




                                                      26
Ponta Branca da Folha do Arroz




    www.cca.ufsc.br/labfitop




                                 27
28

Mais conteúdo relacionado

Mais procurados

Platelmintos (Power Point)
Platelmintos (Power Point)Platelmintos (Power Point)
Platelmintos (Power Point)
Bio
 
Unidade 05 dormência de sementes
Unidade 05 dormência de sementesUnidade 05 dormência de sementes
Unidade 05 dormência de sementes
Bruno Rodrigues
 
Semente – Anatomia E Morfologia
Semente – Anatomia E MorfologiaSemente – Anatomia E Morfologia
Semente – Anatomia E Morfologia
profatatiana
 
Microbiologia do solo
Microbiologia do soloMicrobiologia do solo
Microbiologia do solo
Pessoal
 

Mais procurados (20)

Platelmintos (Power Point)
Platelmintos (Power Point)Platelmintos (Power Point)
Platelmintos (Power Point)
 
Ecologia de insetos
Ecologia de insetosEcologia de insetos
Ecologia de insetos
 
Entomologia
EntomologiaEntomologia
Entomologia
 
Aula 02 cultura do maracujá.
Aula 02  cultura do maracujá.Aula 02  cultura do maracujá.
Aula 02 cultura do maracujá.
 
Tipos de reprodução em insetos
Tipos de reprodução em insetosTipos de reprodução em insetos
Tipos de reprodução em insetos
 
NEMATOIDES E ÁCAROS NA SOJA
NEMATOIDES E ÁCAROS NA SOJANEMATOIDES E ÁCAROS NA SOJA
NEMATOIDES E ÁCAROS NA SOJA
 
Taxonomia, morfologia e sistemática de insetos-pragas
Taxonomia, morfologia e sistemática de insetos-pragasTaxonomia, morfologia e sistemática de insetos-pragas
Taxonomia, morfologia e sistemática de insetos-pragas
 
Unidade 05 dormência de sementes
Unidade 05 dormência de sementesUnidade 05 dormência de sementes
Unidade 05 dormência de sementes
 
Semente – Anatomia E Morfologia
Semente – Anatomia E MorfologiaSemente – Anatomia E Morfologia
Semente – Anatomia E Morfologia
 
Hormônios Vegetais
Hormônios VegetaisHormônios Vegetais
Hormônios Vegetais
 
Animais nematoda
Animais   nematodaAnimais   nematoda
Animais nematoda
 
Aula tecidos vegetais
Aula tecidos vegetaisAula tecidos vegetais
Aula tecidos vegetais
 
Microbiologia do solo
Microbiologia do soloMicrobiologia do solo
Microbiologia do solo
 
Nematoides bioindicadores da qualidade do solo
Nematoides bioindicadores da qualidade do soloNematoides bioindicadores da qualidade do solo
Nematoides bioindicadores da qualidade do solo
 
INTRODUÇÃO À CULTURA DA SOJA
INTRODUÇÃO À CULTURA DA SOJAINTRODUÇÃO À CULTURA DA SOJA
INTRODUÇÃO À CULTURA DA SOJA
 
Aula de briófitas, pteridófitas, gimnospermas e angiospermas
Aula de briófitas, pteridófitas, gimnospermas e angiospermasAula de briófitas, pteridófitas, gimnospermas e angiospermas
Aula de briófitas, pteridófitas, gimnospermas e angiospermas
 
1 introdução à botânica
1 introdução à botânica1 introdução à botânica
1 introdução à botânica
 
Morfologia tegumento
Morfologia   tegumentoMorfologia   tegumento
Morfologia tegumento
 
Desenvolvimento de fitonematoides - efeitos da temperatura e umidade
Desenvolvimento de fitonematoides - efeitos da temperatura e umidadeDesenvolvimento de fitonematoides - efeitos da temperatura e umidade
Desenvolvimento de fitonematoides - efeitos da temperatura e umidade
 
Aula morfologia interna menu
Aula morfologia interna   menuAula morfologia interna   menu
Aula morfologia interna menu
 

Destaque

Filo Nematoda (Power Point)
Filo Nematoda (Power Point)Filo Nematoda (Power Point)
Filo Nematoda (Power Point)
Bio
 
Apresentação cafe 2012-nematoides controle alternativo
Apresentação cafe 2012-nematoides controle alternativoApresentação cafe 2012-nematoides controle alternativo
Apresentação cafe 2012-nematoides controle alternativo
Revista Cafeicultura
 
factors influencing of nematode population
factors influencing of nematode populationfactors influencing of nematode population
factors influencing of nematode population
Pramod Kulkarni
 
Poríferos Cnidários E Platelmeintos - 6a Série
Poríferos Cnidários E Platelmeintos - 6a SériePoríferos Cnidários E Platelmeintos - 6a Série
Poríferos Cnidários E Platelmeintos - 6a Série
gogoulart
 

Destaque (18)

Situação atual no controle de nematóides andré procafé
Situação atual no controle de nematóides andré procaféSituação atual no controle de nematóides andré procafé
Situação atual no controle de nematóides andré procafé
 
7 Nematodeos
7 Nematodeos7 Nematodeos
7 Nematodeos
 
Filo Nematoda (Power Point)
Filo Nematoda (Power Point)Filo Nematoda (Power Point)
Filo Nematoda (Power Point)
 
Apresentação cafe 2012-nematoides controle alternativo
Apresentação cafe 2012-nematoides controle alternativoApresentação cafe 2012-nematoides controle alternativo
Apresentação cafe 2012-nematoides controle alternativo
 
Nematoides de vida livre - Parte 2
Nematoides de vida livre - Parte 2Nematoides de vida livre - Parte 2
Nematoides de vida livre - Parte 2
 
Nematelmintos
NematelmintosNematelmintos
Nematelmintos
 
Platelmintos e nematelmintos
Platelmintos e nematelmintos Platelmintos e nematelmintos
Platelmintos e nematelmintos
 
Apostila nematoda
Apostila nematodaApostila nematoda
Apostila nematoda
 
factors influencing of nematode population
factors influencing of nematode populationfactors influencing of nematode population
factors influencing of nematode population
 
Apresentação tylenchulus
Apresentação tylenchulusApresentação tylenchulus
Apresentação tylenchulus
 
Meloidogyne spp.
Meloidogyne spp.Meloidogyne spp.
Meloidogyne spp.
 
Pronto
ProntoPronto
Pronto
 
Download
DownloadDownload
Download
 
Nematódeos
NematódeosNematódeos
Nematódeos
 
Poríferos Cnidários E Platelmeintos - 6a Série
Poríferos Cnidários E Platelmeintos - 6a SériePoríferos Cnidários E Platelmeintos - 6a Série
Poríferos Cnidários E Platelmeintos - 6a Série
 
Aves
AvesAves
Aves
 
Aves
AvesAves
Aves
 
Aves
AvesAves
Aves
 

Semelhante a Nematoides em pdf

Briofitas
BriofitasBriofitas
Briofitas
jcrrios
 
Reino vegetal aprofundamento
Reino vegetal aprofundamentoReino vegetal aprofundamento
Reino vegetal aprofundamento
letyap
 
Briofitas pteridofitas bioloja
Briofitas pteridofitas biolojaBriofitas pteridofitas bioloja
Briofitas pteridofitas bioloja
Joseane Pasini CB
 

Semelhante a Nematoides em pdf (20)

Microbiologia Agrícola UFMT - Aula 003
Microbiologia Agrícola UFMT - Aula 003Microbiologia Agrícola UFMT - Aula 003
Microbiologia Agrícola UFMT - Aula 003
 
Protozo+ürios
Protozo+üriosProtozo+ürios
Protozo+ürios
 
Pr+ütica filo nematoda
Pr+ütica filo nematodaPr+ütica filo nematoda
Pr+ütica filo nematoda
 
Classificação do reino plantae
Classificação do reino plantaeClassificação do reino plantae
Classificação do reino plantae
 
Apostila protozo+ürios floresta
Apostila protozo+ürios florestaApostila protozo+ürios floresta
Apostila protozo+ürios floresta
 
Aula grupos vegetais pre
Aula grupos vegetais preAula grupos vegetais pre
Aula grupos vegetais pre
 
Bri
BriBri
Bri
 
Briofitas
BriofitasBriofitas
Briofitas
 
Botânica
Botânica Botânica
Botânica
 
Protozo+ürios aplicados +ç floresta
Protozo+ürios aplicados +ç florestaProtozo+ürios aplicados +ç floresta
Protozo+ürios aplicados +ç floresta
 
Reino vegetal aprofundamento
Reino vegetal aprofundamentoReino vegetal aprofundamento
Reino vegetal aprofundamento
 
Aula 11 fungos
Aula   11 fungosAula   11 fungos
Aula 11 fungos
 
Os Fungos
Os FungosOs Fungos
Os Fungos
 
www.TutoresReforcoEscolar.Com.Br - Biologia - Classificação dos Seres Vivos
www.TutoresReforcoEscolar.Com.Br - Biologia -  Classificação dos Seres Vivoswww.TutoresReforcoEscolar.Com.Br - Biologia -  Classificação dos Seres Vivos
www.TutoresReforcoEscolar.Com.Br - Biologia - Classificação dos Seres Vivos
 
www.AulasParticularesApoio.Com.Br - Biologia - Classificação dos Seres Vivos
www.AulasParticularesApoio.Com.Br - Biologia -  Classificação dos Seres Vivoswww.AulasParticularesApoio.Com.Br - Biologia -  Classificação dos Seres Vivos
www.AulasParticularesApoio.Com.Br - Biologia - Classificação dos Seres Vivos
 
www.aulasapoio.com - Biologia - Classificação dos Seres Vivos
www.aulasapoio.com  - Biologia -  Classificação dos Seres Vivoswww.aulasapoio.com  - Biologia -  Classificação dos Seres Vivos
www.aulasapoio.com - Biologia - Classificação dos Seres Vivos
 
Reino plantae
Reino plantaeReino plantae
Reino plantae
 
www.aulasdebiologiaapoio.com - Biologia - Classificação dos Seres Vivos
www.aulasdebiologiaapoio.com - Biologia -  Classificação dos Seres Vivoswww.aulasdebiologiaapoio.com - Biologia -  Classificação dos Seres Vivos
www.aulasdebiologiaapoio.com - Biologia - Classificação dos Seres Vivos
 
Briofitas pteridofitas bioloja
Briofitas pteridofitas biolojaBriofitas pteridofitas bioloja
Briofitas pteridofitas bioloja
 
plantae
plantaeplantae
plantae
 

Mais de Rogger Wins

Relatório de estágio
Relatório de estágioRelatório de estágio
Relatório de estágio
Rogger Wins
 
Tensiometro dispositivo-pratico-para-controle-da-irrigacao
Tensiometro dispositivo-pratico-para-controle-da-irrigacaoTensiometro dispositivo-pratico-para-controle-da-irrigacao
Tensiometro dispositivo-pratico-para-controle-da-irrigacao
Rogger Wins
 
Roteiro de diagnstico_e_avaliao_de_produo
Roteiro de diagnstico_e_avaliao_de_produoRoteiro de diagnstico_e_avaliao_de_produo
Roteiro de diagnstico_e_avaliao_de_produo
Rogger Wins
 
Química e fertilidade do solo unidades
Química e fertilidade do solo  unidadesQuímica e fertilidade do solo  unidades
Química e fertilidade do solo unidades
Rogger Wins
 
Parecer técnico suinocultura
Parecer técnico suinoculturaParecer técnico suinocultura
Parecer técnico suinocultura
Rogger Wins
 
Padrao respostas discursivas_agronomia_2010
Padrao respostas discursivas_agronomia_2010Padrao respostas discursivas_agronomia_2010
Padrao respostas discursivas_agronomia_2010
Rogger Wins
 
Normalizacao monografia bib_iel_122008
Normalizacao monografia bib_iel_122008Normalizacao monografia bib_iel_122008
Normalizacao monografia bib_iel_122008
Rogger Wins
 
Manual de adubacao_2004_versao_internet
Manual de adubacao_2004_versao_internetManual de adubacao_2004_versao_internet
Manual de adubacao_2004_versao_internet
Rogger Wins
 
Parecer técnico suinocultura
Parecer técnico suinoculturaParecer técnico suinocultura
Parecer técnico suinocultura
Rogger Wins
 
Virus como agentes de doencas de plantas em pdf
Virus como agentes de doencas de plantas em pdfVirus como agentes de doencas de plantas em pdf
Virus como agentes de doencas de plantas em pdf
Rogger Wins
 
Variabilidade fenotipica soja
Variabilidade fenotipica sojaVariabilidade fenotipica soja
Variabilidade fenotipica soja
Rogger Wins
 
Soja artigo insetos
Soja artigo insetosSoja artigo insetos
Soja artigo insetos
Rogger Wins
 
Seminário aditivos ftpa pronto
Seminário aditivos ftpa prontoSeminário aditivos ftpa pronto
Seminário aditivos ftpa pronto
Rogger Wins
 
Reprodução das bactérias
Reprodução das bactériasReprodução das bactérias
Reprodução das bactérias
Rogger Wins
 
Referencias bibliograficas
Referencias bibliograficasReferencias bibliograficas
Referencias bibliograficas
Rogger Wins
 

Mais de Rogger Wins (20)

Relatório de estágio
Relatório de estágioRelatório de estágio
Relatório de estágio
 
Tensiometro dispositivo-pratico-para-controle-da-irrigacao
Tensiometro dispositivo-pratico-para-controle-da-irrigacaoTensiometro dispositivo-pratico-para-controle-da-irrigacao
Tensiometro dispositivo-pratico-para-controle-da-irrigacao
 
Roteiro de diagnstico_e_avaliao_de_produo
Roteiro de diagnstico_e_avaliao_de_produoRoteiro de diagnstico_e_avaliao_de_produo
Roteiro de diagnstico_e_avaliao_de_produo
 
Química e fertilidade do solo unidades
Química e fertilidade do solo  unidadesQuímica e fertilidade do solo  unidades
Química e fertilidade do solo unidades
 
Prova n2
Prova n2Prova n2
Prova n2
 
Parecer técnico suinocultura
Parecer técnico suinoculturaParecer técnico suinocultura
Parecer técnico suinocultura
 
Padrao respostas discursivas_agronomia_2010
Padrao respostas discursivas_agronomia_2010Padrao respostas discursivas_agronomia_2010
Padrao respostas discursivas_agronomia_2010
 
Normalizacao monografia bib_iel_122008
Normalizacao monografia bib_iel_122008Normalizacao monografia bib_iel_122008
Normalizacao monografia bib_iel_122008
 
Manual de adubacao_2004_versao_internet
Manual de adubacao_2004_versao_internetManual de adubacao_2004_versao_internet
Manual de adubacao_2004_versao_internet
 
Parecer técnico suinocultura
Parecer técnico suinoculturaParecer técnico suinocultura
Parecer técnico suinocultura
 
Agronomia 2010
Agronomia 2010Agronomia 2010
Agronomia 2010
 
Virus como agentes de doencas de plantas em pdf
Virus como agentes de doencas de plantas em pdfVirus como agentes de doencas de plantas em pdf
Virus como agentes de doencas de plantas em pdf
 
Variabilidade fenotipica soja
Variabilidade fenotipica sojaVariabilidade fenotipica soja
Variabilidade fenotipica soja
 
V53n4a16
V53n4a16V53n4a16
V53n4a16
 
V31n4a15
V31n4a15V31n4a15
V31n4a15
 
Soja artigo insetos
Soja artigo insetosSoja artigo insetos
Soja artigo insetos
 
Seminário aditivos ftpa pronto
Seminário aditivos ftpa prontoSeminário aditivos ftpa pronto
Seminário aditivos ftpa pronto
 
Rt60001
Rt60001Rt60001
Rt60001
 
Reprodução das bactérias
Reprodução das bactériasReprodução das bactérias
Reprodução das bactérias
 
Referencias bibliograficas
Referencias bibliograficasReferencias bibliograficas
Referencias bibliograficas
 

Nematoides em pdf

  • 1. Nematóides Introdução forma e tamanho regiões e estrutura do corpo aparelho digestivo aparelho reprodutor reprodução/ ciclo de vida tipos de parasitismo fatores que afetam nematóides sintomas principais gêneros (2a aula) http://www.ufrgs.br/agro/fitossan/AGR04002/nematoda.htm Quem são os Nematóides ? Organismos fusiformes, não segmentados, de habitat essencialmente aquático, que vivem nas águas marinhas, águas doces e películas de água do solo 1
  • 2. Nematóides Inclusão em diferentes filos (Aschelminthes, Nemathelminthes) Mais aceito no filo Nemata ou Nematoda Vida livre - bacteriófagos, micófagos, algívoros, etc. Nematóides fitoparasitas órgãos subterrâneos (raízes, rizomas, etc.) órgãos aéreos (caules, folhas, flores, frutos) Forma e Tamanho organismos tubulares alongados, de diâmetro praticamente constante, afilando-se de maneira gradual ou abrupta nas extremidades. Macho e fêmea são semelhantes na maioria das espécies. Dimorfismo sexual: fêmeas de certos gêneros são mais largas e sedentárias/ machos esguios. Tamanho: (geralmente) 1-2 mm de comprimento 20-50 µm de diâmetro 2
  • 3. Regiões do Corpo região esofagiana cavidade bucal esôfago região mediana intestino e gônadas região caudal 3
  • 4. Estrutura do corpo cutícula função de exoesqueleto flexível e barreira protetora estrias transversais pouco evidentes família Criconematidae com anelação evidente hipoderme camada superficial que forma a cutícula musculatura somática é formada de grandes células fusiformes orientadas longitudinalmente, constituída de uma parte contrátil e outra não-contrátil. Aparelho Digestivo Tubo que se estende da abertura oral ao ânus Regiões estomodeo (cavidade bucal e esôfago) mesêntero (intestino) proctodeo (reto) 4
  • 5. Região labial e cavidade bucal fitoparasitas tem a região labial indivisa, por fusão completa dos lábios. Todos têm estilete. estruturas móveis (estiletes) ou imóveis (dentes) nematóides predadores: dentes, dentículos, placas cortantes bacteriófagos (Rhabditis): cavidade bucal cilíndrica,estreita e não armada Tipos de Esôfago 5
  • 6. Esôfago Intestino/ reto Aparelho respiratório não há. Trocas gasosas por difusão Órgãos sensoriais papilas labiais, anfídios, situados no corpo fasmídios na cauda receptores químicos e/ou táteis Aparelho reprodutor feminino nematóide didelfo (2 úteros) ou monodelfo (1 útero) ovos de 50 a 100 µm X 20 a 50 µm masculino testículo, vaso deferente e canal ejaculador que se abre ventralmente formando a cloaca órgãos de cópula (espículos,bolsa-de-cópula, papilas genitais) 6
  • 7. Reprodução/ ciclo de vida anfimixia (reprodução cruzada) partenogênese (em algumas espécies os machos são inexistentes ou raros) hermafroditismo Nematóides são ovíparos Zooparasitas: Ascaris lumbricoides 200.000 ovos/dia Uma fêmea de Meloidogyne pode produzir 2.800 ovos Estádios juvenis (larvas) sofrem 4 ecdises Dormência metabolismo baixo ou nulo sobrevivência por longo tempo sob condições adversas Anguina tritici - no interior de galhas do grão do trigo por até 35 anos Ditylenchus dipsaci - 23 anos 7
  • 8. Tipos de parasitismo endoparasitas migradores Pratylenchus, Radopholus, etc. endoparasitas sedentários Meloidogyne, Nacobbus ectoparasitas sedentários Tylenchus, Heterodera, Globodera, etc. ectoparasitas migradores Maioria dos gêneros, tais como Xiphinema, Trichodorus, Rotylenchus, Helicotylenchus, Criconemella Ectoparasita e endoparasita 8
  • 9. Fatores que afetam nematóides Ambiente do solo maioria até 30 cm raízes que ficam no solo podem servir de hospedeiras por até 5 anos prejuízos maiores em solos arenosos Temperatura ótima: 15-30oC inativos; 5-15oC e 30-40oC letais: abaixo ou acima desses limites Umidade presença de água é essencial 40-60% da capacidade de campo é ideal para eles Plantas hospedeiras exudações das raízes podem estimular ou inibir a reprodução Práticas culturais 9
  • 10. Sintomas por nematóides ação traumática, espoliadora e tóxica tornam plantas mais suscetíveis a outros patógenos sintomas em “reboleiras” plantas menores, amareladas, produção reduzida e morte prematura Sintomas por nematóides (cont.) sistema radicular: muito pobre ou com excesso de raízes laterais, raízes amputadas (Trichodorus e Paratrichodorus) 10
  • 11. Sintomas por nematóides (cont.) lesões internas de coloração escuras (Pratylenchus e Radopholus) Sintomas por nematóides (cont.) galhas (Meloidogyne sp.) “rachaduras em batata- doce Cistos (sinal) (Heterodera) pipocas” em tubérculos e raízes 11
  • 12. Lesões necróticas em forma de V causadas por Aphelenchoides ritsemabosi Nematóides Introdução forma e tamanho regiões e estrutura do corpo aparelho digestivo aparelho reprodutor reprodução/ ciclo de vida tipos de parasitismo fatores que afetam nematóides sintomas principais gêneros (2a aula) http://www.ufrgs.br/agro/fitossan/AGR04002/nematoda.htm 12
  • 13. Meloidogyne Gênero criado no Brasil por Emilio Goeldi em 1857. M. exigua em cafeeiro no Rio. Causam galhas + de 50 espécies descritas, porém 4 mais importantes: M. arenaria M. hapla Ampla distribuição geográfica M. incognita e alto grau de polifagismo M. javanica Galhas causadas por Meloidogyne spp. 13
  • 14. Galhas (M. incognita) em pimentão Meloidogyne spp. 14
  • 15. Etapas do preparo de cortes perineais para identificação de espécies de Meloidogyne 15
  • 16. A Meloidogyne incognita A Meloidogyne arenaria A A A Meoidogyne javanica Meloidogyne hapla Cortes das regiões perineais Hospedeiros diferenciais usados na identificação de espécies e raças de Meloidogyne 16
  • 17. Fases de Meloydogine f e Ciclo de vida de Meloidogyne: a,b = ovos não segmentado e contendo juvenil; c,d = J2, infestante e parasito; e,f = fêmeas imatura e madura com ovos (ooteca); a b= macho em formação e já distendido g,h h d g c O juvenil infestante atravessa o parênquima cortical e se aloja na periferia do cilindro central, na endoderme/ periciclo, e ali incita a formação de 3 a 8 células nutridoras. Células gigantes de Meloidogyne Núcleo alarga-se, torna-se poliplóide, sofre mitoses; citoplasma torna-se granular; novas células são incorporadas 17
  • 18. Sintomas diretos Galhas: hiperplasia e principalmente hipertrofia no cilindro central. Em café são ausentes, em milho, arroz são muito pequenas, em batata são “pipocas” Redução no volume do sistema radicular Descolamento cortical Raízes digitadas rachaduras Sintomas reflexos Tamanho desigual de plantas/ formação de “reboleiras” “Fome de minerais’ Murchamento Comum em fumo e berinjela Desfolhamento Cafezais “envaretados” Mudanças em características varietais Diminuição na produção 18
  • 19. Controle de meloidoginoses: evitar a introdução de nematóides em áreas isentas Rotação de culturas Resistência genética Incorporar matéria orgânica no solo Em canteiros pode-se usar nematicidas/ fumigação/ solarização Plantio de Crotalaria spectabilis como cultura armadilha – Pessegueiro Nematicidas somente em casos extremos Heterodera Nematóide dos cistos - Família Heteroderidae 1992 – soja no Brasil – H. glycenes Não provocam galhas Migram até o cilindro central. Durante o crescimento dos juvenis, o nematóide rompe o córtex e a epiderme, expondo a parte posterior do corpo. Mantêm-se presas pelo pescoço Cisto pardo-escuros (aspecto de “couro”), onde os ovos podem permanecer por até 8 anos. Podem ser levados por vento, água de irrigação, maquinaria, animais, etc 3-6 gerações por ciclo da soja Ataca diversas fabáceas 19
  • 20. Nematóide dos cistos (Heterodera) Cistos (fêmeas) de Heterodera 20
  • 21. Sintomas Nanismo amarelo: plantas de porte reduzido e cloróticas agrupadas em reboleiras Nodulação é reduzida Pode-se verificar as fêmeas com uma lupa Controle Rotação de culturas (ex. milho, milheto estimula o biocontrole natural) Semeadura direta Resistência: raça 3 (cv. Renascença) http://www.cnpso.embrapa.br/cistotec.htm Pratylenchus 2o gênero importante no Brasil ~10 espécies – Pratylenchidae P. brachyurus, P.coffeae, P. zeae Endoparasitas migradores Parênquima cortical Radicelas infestadas sofrem invasão por fungos e bactérias lesões escuras Sintomas: sistema radicular reduzido com áreas necrosadas nas radicelas reboleiras 21
  • 22. Pratylenchus coffeae - Crescimento desproporcional em laranja Valencia Ciclo vital de Pratylenchus spp. A. desenvolvimento; B. todas fases móveis infestantes; C-E. penetração nas raízes das plantas Formação das lesões cuticulares; F-I. formação das lesões cuticulares. 22
  • 23. Ditylenchus dipsaci causa grande prejuízo em alho. Até 100 % de perdas na lavoura (SC) Nematóide da haste e do bulbo As plantas atacadas ficam com as cabeças esbranquiçadas, chochas e com as raízes danificadas. O controle é preventivo utilizando materiais sem contaminação, rotação de culturas e evasão da área. No Rio Grande do Sul, existe também a exigência, desde 1992, de Zero % de Ditylenchus dipsaci em bulbilhos sementes Ciclo vital de D. dipsaci em alho A- bulbilho semente infestado; B-desenvolvimento a partir do ovo; C-L4 sai da dormência e migra na planta; D-machos e fêmeas na planta; E-migração dos nematóides intercelularmente; F-bulbo infestado; G-bulbilho infestado 23
  • 24. Radopholus R. similis – nematóide cavernícola Ampla distribuição geográfica na cultura da banana Endoparasita migrador Dimorfismo sexual evidente Cada ciclo dura 3-4 semanas Lesões necróticas de cor avermelhada nas raízes e rizomas com áreas necróticas rasas. Tombamento de plantas (vento) Cachos pequenos Mudas infestadas 24
  • 25. Tylenchulus T. semipenetrans – nematóide dos citros - Perdas de 10% - Não é nativo do Brasil Ectoparasitas sedentários Parasita poucas plantas (videira) A B C T. Semipenetrans parasitando citros: A. Juvenil feminino; F E B,C. fêmeas imaturas; D,E. fêmeas maduras D sem e com ovos; F. fêmea íntegra, fora da raíz 25
  • 26. Rotylenchulus R. reniformis – nematóide reniforme Algodão, soja, café, feijão, etc. Ectoparasita sedentário Sistema radicular pobre e raso Radicelas de tonalidade clara Fêmea sexualmente madura macho juvenil Fêmea imatura Aphelenchoides besseyi Ponta Branca do Arroz 1969 – RS Atualmente em todas regiões produtoras – 10-46% de perdas, principalmente em arroz irrigado Clorose no ápice das folhas, que se torna esbranquiçado A semente é a principal via de disseminação Outras gramíneas - hospedeiros Tratamento químico das sementes Variedades resistentes 26
  • 27. Ponta Branca da Folha do Arroz www.cca.ufsc.br/labfitop 27
  • 28. 28