A Escrita da História CA-Construir Argumentação/H4- Comparar pontos de vista expressos em diferentes fontes sobre determinado aspecto da cultura.(H14) A História é “feita” por homens exatamente do mesmo modo como a natureza é “feita” por Deus; conseqüentemente, a verdade histórica pode ser conhecida pode ser conhecida por homens, os autores da História. (Vico)
A História não explica, no sentido de que ela não pode deduzir e prever (só um sistema hipotético-dedutivo pode fazê-lo); essas explicações não são a volta a um princípio que tornaria o acontecimento inteligível, elas são o sentido que o historiador dá à narração. (“mostra o desenvolvimento da trama”) (Paul Veyne) “ Napoleão era muito ambicioso: de fato, cada um é livre de sê-lo, e aí está o Império explicado. Mas ele não foi colocado no trono pela burguesia? Então ela é a grande responsável pelo Império; ela é livre, já que responsável. O historiador não-factual fica indignado. Ele sabe que a História é feita de “coisas que poderiam ser outras”. Isso quer dizer que, em História, explicar é explicitar.” (Paul Veyne)
Texto 1 “ (...) O jornalista Moura fotografou a movimentação dos  boina-verde . (...) “Para você ter uma idéia. Che chegou parecia vivo, estava quente e apertando a mão na haste da maca. Ele foi executado mesmo”, relata Moura. As fotos de Moura mostram o Che com a mão agarrada na haste da maca, com as metades de bolas de futebol nos pés, o corpo sujo de terra e vestindo uma jaqueta com capuz. A foto feita pelo fotografo Freddy Alborta, que depois circulou no mundo, mostra um Che Guevara morto, com corpo limpo, sem camisa, com vários militares em volta apontando o furo da bala...”. (Revista Singular. Nº 13, junho de 2005)
Texto 2 “ Não disparem. Sou Che. Há quarenta anos, no dia 8 de outubro de 67 essa frase foi gritada por um guerrilheiro maltrapilho e sujo nos confins da Bolívia. (...) O Che que antes para os companheiros, era apenas “el chancho”, o porco, porque não gostava de banho e “tinha cheiro de rim fervido”. (...) Com suas fraquezas, sua maníaca necessidade de matar pessoas ... foi um ser desprezível. (...) Che tem lugar assegurado na mesma lata de lixo onde a história já arremessou há tempos outros teóricos e práticos do comunismo, como Lenin, Stalin, Trotsky, Mao e Fidel Castro. (...) Mário Terán encarregado de sua execução e Gary Prado responsável pela sua captura ... provenientes das mesmas fontes, merecem, portanto, idêntica credibilidade. (...) os exilados cubanos são vozes de maior credibilidade”.  (Revista Veja, outubro/2007)
Analisando o quadro da independência,  “O grito do Príncipe”  do pintor Pedro Américo, responda: a) Esse quadro representa a verdade histórica ou foi uma construção? ----------------------------------------------------------------------------------------------- ----------------------------------------------------------------------------------------------- b) Ao lado esquerdo do quadro, encontrasse um camponês observando D. Pedro com a tropa. Tendo como referência a realidade política e social do Brasil naquele momento histórico, tente em poucas palavras retratar o que passava pela cabeça do camponês.  ----------------------------------------------------------------------------------------------- ----------------------------------------------------------------------------------------------- c) Nossa independência tem um sentido particular dentro do quadro das independências latino-americanas. Explique. ----------------------------------------------------------------------------------------------- -----------------------------------------------------------------------------------------------
(UFC 2009.2) A imagem de D.Pedro I desembainhando a espada no alto do Ipiranga é uma das representações mais populares da história do Brasil. (...) Diante dela temos a impressão de sermos testemunhas do evento histórico, aceito naturalmente como “marco zero” da fundação da nação. No entanto, essa imagem é fruto da imaginação de um artista que nem mesmo tinha nascido no momento em que o episódio ocorreu. (MATTOS, Cláudia Valladão. A Invenção do Grito. In:  História Viva , ano V, n. 59, p.67, 2008). A citação faz referência a uma famosa obra, criada entre 1885 e 1888, pelo pintor paraibano Pedro Américo de Figueiredo e Melo. Responda o que se pede a seguir. a) Que “marco zero” da História do Brasil a obra busca legitimar? ___________________________________________________________________ b) Qual a representação simbólica que o pintor faz desse evento histórico? ______________________________________________________________________________________________________________________________________
c) Explique qual a conjuntura política do Segundo Reinado no momento de produção da obra. ________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________ d) Relacione a conjuntura política do Segundo Reinado e a representação feita por Pedro Américo.  ________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________
O NASCIMENTO DA HISTÓRIA NOVA: “A ESCOLA DOS ANNALES”  A revista de História, Annales d’Histoire Economique et Sociale, foi fundada em 1920, por Lucien Febvre e Marc Bloch. Depois de 1929, “nouvelle histoire” passa a ser um “espírito corporificado”, concreto. A Escola dos Annales reuniu professores e pesquisadores como: Fernand Braudel; Marc Ferro: Pierre Nora e Jacques Le Goff.
Você pode, então, interpretar. A Concepção Idealista veio contrapor a Concepção Teológica, e a Concepção Materialista veio contrapor a Concepção Idealista. Então, você pode, pergun­tar ao seu professor: “Se Marx conseguiu explicar tão bem de forma científica a evolução da sociedade, por que surgiu a Escola Francesa dos Annales?”  É preciso dizer que a História Nova não surgiu com o objetivo de contestar a interpretação Marxista da História. Ela também não se fundamenta nas análises econômicas e no conceito de modo de produção, que são idéias Marxistas.  A História Nova busca para uma melhor compreensão da sociedade entender melhor o cotidiano, a tradição e o fator psicossocial de um povo. Ela rom­pe definitivamente com aquela visão linear e simples da História tradicional defendendo uma “História – Problema”. Amplia as fontes históricas, não valorizando só aquelas fontes tradicionais como ossadas humanas, pinturas rupestres, utensílios, etc, mas passa a dar maior valorização aos documentos que se referem à vida cotidiana, como: cartas, atas, editais, listas de preços, salá­rios, testamentos, inventários, gráfico de votos, revistas, jornais e depoimentos. Defendem a “História – Total ou Global”, que seria a consideração de que “tudo é História”. Aproximaram a História da literatura, da sociologia e de geografia, defendendo uma maior “interdisciplinaridade” da História com outras ciências sociais para se ter uma compreensão mais profunda da sociedade. Dentro desse princípio, procura aproximar cada vez mais: música e História, cinema e História, poesia e História, textos e História, a arte em geral e História, e tudo que melhore a compreensão e estimule os interessados ao estudo da História.
EXERCITANDO HABILIDADES (UFC 1999 - MOD. ENEM-H4) Analise o texto abaixo:  “ E repare leitor como a língua portuguesa é engenhosa. Um contador de histórias é justamente o contrário do historiador, não sendo um historiador, afinal de contas, mais do que um contador de histórias. (...)”  (Fonte: ASSIS, Machado de apud CHALHOUB, S. e PEREIRA,L. A. de M. (Org) A História Contada. Rio de Janeiro:Nova Fronteira,1998, p.67.)  Ante as novas tendências interpretativas da História, há uma diferença entre o contador de histórias e o historiador, de acordo com a qual é correto afirmar que:  A) a literatura torna-se inexpressiva ao historiador, que se fundamenta nos documentos, manuscritos e impressos.  B) o contador de histórias recorre à ficção e o historiador envolve-se com o real, de acordo com a sua interpreta­ção e as práticas sociais consideradas.  C) a interpretação do historiador, apesar de valorizar a di­versidade de informações, deve limitar-se a do contador de histórias.  D) a história do cotidiano passou a ser depreciada pelos pro­fissionais da História por menosprezar a análise social.  E) a autenticidade dos fatos históricos exclui a força da subjetividade, presente na reconstrução do passado.
(UFPE 2003 ADAPTADA - MOD. ENEM-H4) A História é uma das áreas do conhecimento mais polêmicas. Pode-se atri­buir este caráter à História, porque, em sentido genérico, to­dos somos historiadores e, por outro lado, porque o aconteci­mento histórico é passível das mais diferentes interpretações.  a) No período de crescimento, a criança e o adolescente, através da convivência social, da escola e da cultura, formam de maneira quase natural uma visão do passa­do, do presente e do futuro. Constroem, assim, uma visão histórica imparcial em ressonância com o que seu grupo social ensinou-lhe.  b) A História, apesar de ser alvo de muitas polêmicas, es­tabelece verdades comprovadas, que têm como base os documentos. Por essa razão, é correto admitir, como fazem todos os autores, que a história da humanidade só se inicia com o uso da escrita.  c) A História é um saber científico e, portanto, não muda. Podemos comprovar que aquilo que aprendemos, muitas vezes, são verdades inquestionáveis através dos séculos. Essa característica da História garante-lhe um lugar entre as demais ciências.  d) Todos aqueles que defendem a História como um co­nhecimento possível de muitas inter-pretações contri­buem para fortalecer a idéia de que a História é um co­nhecimento certo e verdadeiro, construído a partir de documentos que não deixam margem a dúvidas.  e) O bombeiro atômico sobre as cidades japonesas em 1945, embora seja um fato inegável para alguns historia­dores, significou um genocídio injustifícavel; para outros, foi um ato necessário para evitar o prolongamento da II Guerra, o que revela o caráter interpretativo da História.
(MOD. ENEM-H9)  PÃO  Wagner Castro  O menino de rua limpa pára-brisa  Pra ganhar o pão  O poeta faz poesia  Pra ganhar pão  O craque vende habilidade  Pra ganhar pão  O mendigo mendiga  Pra ganhar pão  O traficante vende droga  Pra ganhar o pão  Alguns vendem medicina  Outros o conhecimento da filosofia  Mas todo mundo vende alguma coisa na vida  Pra ganhar o pão de cada dia  Pão, pão, pão, pão, pão
A menina se prostituiu na vida  Pra ganhar o pão  O cantor canta a canção  Pra ganhar pão  O lixeiro pega lixo todo dia  Pra ganhar pão  O professor professa idéias  Pra ganhar pão  O pastor vende fé  Pra ganhar pão  Alguns fabricam armas  Outros usam da política  Mas todo mundo vende alguma coisa na vida  Pra ganhar o pão de cada dia  Pão, pão, pão, pão, pão  O padeiro faz pão  Pra ganhar pão
Analisando a letra e a realidade brasileira, pode­-se inferir:  A) Qualquer forma de ganhar a vida é um direito de cada homem protegido pela Declaração dos Direitos do Homem e do Cidadão.  B) Todo trabalho é digno, mesmo aqueles que são consi­derados pela sociedade como desumanos.  C) Vendendo armas, o corpo, drogas ou o saber o que im­porta para a sociedade é o que se é, não o que se tem.  D) O êxodo rural, o desemprego, a miséria e a falta de espe­cialização são fatores que aumentam a violência urbana. E) O pão é uma condição natural de sobrevivência, por isso todo cidadão no socialismo tem que vender algo para sobreviver.

A escrita da história

  • 1.
    A Escrita daHistória CA-Construir Argumentação/H4- Comparar pontos de vista expressos em diferentes fontes sobre determinado aspecto da cultura.(H14) A História é “feita” por homens exatamente do mesmo modo como a natureza é “feita” por Deus; conseqüentemente, a verdade histórica pode ser conhecida pode ser conhecida por homens, os autores da História. (Vico)
  • 2.
    A História nãoexplica, no sentido de que ela não pode deduzir e prever (só um sistema hipotético-dedutivo pode fazê-lo); essas explicações não são a volta a um princípio que tornaria o acontecimento inteligível, elas são o sentido que o historiador dá à narração. (“mostra o desenvolvimento da trama”) (Paul Veyne) “ Napoleão era muito ambicioso: de fato, cada um é livre de sê-lo, e aí está o Império explicado. Mas ele não foi colocado no trono pela burguesia? Então ela é a grande responsável pelo Império; ela é livre, já que responsável. O historiador não-factual fica indignado. Ele sabe que a História é feita de “coisas que poderiam ser outras”. Isso quer dizer que, em História, explicar é explicitar.” (Paul Veyne)
  • 3.
    Texto 1 “(...) O jornalista Moura fotografou a movimentação dos boina-verde . (...) “Para você ter uma idéia. Che chegou parecia vivo, estava quente e apertando a mão na haste da maca. Ele foi executado mesmo”, relata Moura. As fotos de Moura mostram o Che com a mão agarrada na haste da maca, com as metades de bolas de futebol nos pés, o corpo sujo de terra e vestindo uma jaqueta com capuz. A foto feita pelo fotografo Freddy Alborta, que depois circulou no mundo, mostra um Che Guevara morto, com corpo limpo, sem camisa, com vários militares em volta apontando o furo da bala...”. (Revista Singular. Nº 13, junho de 2005)
  • 4.
    Texto 2 “Não disparem. Sou Che. Há quarenta anos, no dia 8 de outubro de 67 essa frase foi gritada por um guerrilheiro maltrapilho e sujo nos confins da Bolívia. (...) O Che que antes para os companheiros, era apenas “el chancho”, o porco, porque não gostava de banho e “tinha cheiro de rim fervido”. (...) Com suas fraquezas, sua maníaca necessidade de matar pessoas ... foi um ser desprezível. (...) Che tem lugar assegurado na mesma lata de lixo onde a história já arremessou há tempos outros teóricos e práticos do comunismo, como Lenin, Stalin, Trotsky, Mao e Fidel Castro. (...) Mário Terán encarregado de sua execução e Gary Prado responsável pela sua captura ... provenientes das mesmas fontes, merecem, portanto, idêntica credibilidade. (...) os exilados cubanos são vozes de maior credibilidade”. (Revista Veja, outubro/2007)
  • 5.
    Analisando o quadroda independência, “O grito do Príncipe” do pintor Pedro Américo, responda: a) Esse quadro representa a verdade histórica ou foi uma construção? ----------------------------------------------------------------------------------------------- ----------------------------------------------------------------------------------------------- b) Ao lado esquerdo do quadro, encontrasse um camponês observando D. Pedro com a tropa. Tendo como referência a realidade política e social do Brasil naquele momento histórico, tente em poucas palavras retratar o que passava pela cabeça do camponês. ----------------------------------------------------------------------------------------------- ----------------------------------------------------------------------------------------------- c) Nossa independência tem um sentido particular dentro do quadro das independências latino-americanas. Explique. ----------------------------------------------------------------------------------------------- -----------------------------------------------------------------------------------------------
  • 6.
    (UFC 2009.2) Aimagem de D.Pedro I desembainhando a espada no alto do Ipiranga é uma das representações mais populares da história do Brasil. (...) Diante dela temos a impressão de sermos testemunhas do evento histórico, aceito naturalmente como “marco zero” da fundação da nação. No entanto, essa imagem é fruto da imaginação de um artista que nem mesmo tinha nascido no momento em que o episódio ocorreu. (MATTOS, Cláudia Valladão. A Invenção do Grito. In: História Viva , ano V, n. 59, p.67, 2008). A citação faz referência a uma famosa obra, criada entre 1885 e 1888, pelo pintor paraibano Pedro Américo de Figueiredo e Melo. Responda o que se pede a seguir. a) Que “marco zero” da História do Brasil a obra busca legitimar? ___________________________________________________________________ b) Qual a representação simbólica que o pintor faz desse evento histórico? ______________________________________________________________________________________________________________________________________
  • 7.
    c) Explique quala conjuntura política do Segundo Reinado no momento de produção da obra. ________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________ d) Relacione a conjuntura política do Segundo Reinado e a representação feita por Pedro Américo. ________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________
  • 8.
    O NASCIMENTO DAHISTÓRIA NOVA: “A ESCOLA DOS ANNALES” A revista de História, Annales d’Histoire Economique et Sociale, foi fundada em 1920, por Lucien Febvre e Marc Bloch. Depois de 1929, “nouvelle histoire” passa a ser um “espírito corporificado”, concreto. A Escola dos Annales reuniu professores e pesquisadores como: Fernand Braudel; Marc Ferro: Pierre Nora e Jacques Le Goff.
  • 9.
    Você pode, então,interpretar. A Concepção Idealista veio contrapor a Concepção Teológica, e a Concepção Materialista veio contrapor a Concepção Idealista. Então, você pode, pergun­tar ao seu professor: “Se Marx conseguiu explicar tão bem de forma científica a evolução da sociedade, por que surgiu a Escola Francesa dos Annales?” É preciso dizer que a História Nova não surgiu com o objetivo de contestar a interpretação Marxista da História. Ela também não se fundamenta nas análises econômicas e no conceito de modo de produção, que são idéias Marxistas. A História Nova busca para uma melhor compreensão da sociedade entender melhor o cotidiano, a tradição e o fator psicossocial de um povo. Ela rom­pe definitivamente com aquela visão linear e simples da História tradicional defendendo uma “História – Problema”. Amplia as fontes históricas, não valorizando só aquelas fontes tradicionais como ossadas humanas, pinturas rupestres, utensílios, etc, mas passa a dar maior valorização aos documentos que se referem à vida cotidiana, como: cartas, atas, editais, listas de preços, salá­rios, testamentos, inventários, gráfico de votos, revistas, jornais e depoimentos. Defendem a “História – Total ou Global”, que seria a consideração de que “tudo é História”. Aproximaram a História da literatura, da sociologia e de geografia, defendendo uma maior “interdisciplinaridade” da História com outras ciências sociais para se ter uma compreensão mais profunda da sociedade. Dentro desse princípio, procura aproximar cada vez mais: música e História, cinema e História, poesia e História, textos e História, a arte em geral e História, e tudo que melhore a compreensão e estimule os interessados ao estudo da História.
  • 10.
    EXERCITANDO HABILIDADES (UFC1999 - MOD. ENEM-H4) Analise o texto abaixo: “ E repare leitor como a língua portuguesa é engenhosa. Um contador de histórias é justamente o contrário do historiador, não sendo um historiador, afinal de contas, mais do que um contador de histórias. (...)” (Fonte: ASSIS, Machado de apud CHALHOUB, S. e PEREIRA,L. A. de M. (Org) A História Contada. Rio de Janeiro:Nova Fronteira,1998, p.67.) Ante as novas tendências interpretativas da História, há uma diferença entre o contador de histórias e o historiador, de acordo com a qual é correto afirmar que: A) a literatura torna-se inexpressiva ao historiador, que se fundamenta nos documentos, manuscritos e impressos. B) o contador de histórias recorre à ficção e o historiador envolve-se com o real, de acordo com a sua interpreta­ção e as práticas sociais consideradas. C) a interpretação do historiador, apesar de valorizar a di­versidade de informações, deve limitar-se a do contador de histórias. D) a história do cotidiano passou a ser depreciada pelos pro­fissionais da História por menosprezar a análise social. E) a autenticidade dos fatos históricos exclui a força da subjetividade, presente na reconstrução do passado.
  • 11.
    (UFPE 2003 ADAPTADA- MOD. ENEM-H4) A História é uma das áreas do conhecimento mais polêmicas. Pode-se atri­buir este caráter à História, porque, em sentido genérico, to­dos somos historiadores e, por outro lado, porque o aconteci­mento histórico é passível das mais diferentes interpretações. a) No período de crescimento, a criança e o adolescente, através da convivência social, da escola e da cultura, formam de maneira quase natural uma visão do passa­do, do presente e do futuro. Constroem, assim, uma visão histórica imparcial em ressonância com o que seu grupo social ensinou-lhe. b) A História, apesar de ser alvo de muitas polêmicas, es­tabelece verdades comprovadas, que têm como base os documentos. Por essa razão, é correto admitir, como fazem todos os autores, que a história da humanidade só se inicia com o uso da escrita. c) A História é um saber científico e, portanto, não muda. Podemos comprovar que aquilo que aprendemos, muitas vezes, são verdades inquestionáveis através dos séculos. Essa característica da História garante-lhe um lugar entre as demais ciências. d) Todos aqueles que defendem a História como um co­nhecimento possível de muitas inter-pretações contri­buem para fortalecer a idéia de que a História é um co­nhecimento certo e verdadeiro, construído a partir de documentos que não deixam margem a dúvidas. e) O bombeiro atômico sobre as cidades japonesas em 1945, embora seja um fato inegável para alguns historia­dores, significou um genocídio injustifícavel; para outros, foi um ato necessário para evitar o prolongamento da II Guerra, o que revela o caráter interpretativo da História.
  • 12.
    (MOD. ENEM-H9) PÃO Wagner Castro O menino de rua limpa pára-brisa Pra ganhar o pão O poeta faz poesia Pra ganhar pão O craque vende habilidade Pra ganhar pão O mendigo mendiga Pra ganhar pão O traficante vende droga Pra ganhar o pão Alguns vendem medicina Outros o conhecimento da filosofia Mas todo mundo vende alguma coisa na vida Pra ganhar o pão de cada dia Pão, pão, pão, pão, pão
  • 13.
    A menina seprostituiu na vida Pra ganhar o pão O cantor canta a canção Pra ganhar pão O lixeiro pega lixo todo dia Pra ganhar pão O professor professa idéias Pra ganhar pão O pastor vende fé Pra ganhar pão Alguns fabricam armas Outros usam da política Mas todo mundo vende alguma coisa na vida Pra ganhar o pão de cada dia Pão, pão, pão, pão, pão O padeiro faz pão Pra ganhar pão
  • 14.
    Analisando a letrae a realidade brasileira, pode­-se inferir: A) Qualquer forma de ganhar a vida é um direito de cada homem protegido pela Declaração dos Direitos do Homem e do Cidadão. B) Todo trabalho é digno, mesmo aqueles que são consi­derados pela sociedade como desumanos. C) Vendendo armas, o corpo, drogas ou o saber o que im­porta para a sociedade é o que se é, não o que se tem. D) O êxodo rural, o desemprego, a miséria e a falta de espe­cialização são fatores que aumentam a violência urbana. E) O pão é uma condição natural de sobrevivência, por isso todo cidadão no socialismo tem que vender algo para sobreviver.