A Arte e o Tempo
E.E.Prof. Francisco Alves Brizola

Profª Rose Aparecida da Silva

Realização

Apoio

Patrocínio
Apresentação
• Pretendemos aguçar o olhar curioso, sensível e interativo com a
cidade, pois muitas vezes, devido as correria do dia-a-dia não
enxergamos os espaços que nos rodeiam; e também oportunizar que
pontos históricos e culturais da cidade de Bauru sejam instrumentos
de reflexão e estudo da arte.
• Para tanto, propomos uma aprendizagem que provoque o olhar sobre
o tempo e a nossa relação com ele na cidade, refletindo como
interagimos ou nos comunicamos com as intervenções artísticas no
espaço urbano da cidade de Bauru e como essas obras dialogam
conosco.
2
Justificativa
• As pessoas vivem embriagadas por suas funções e papéis sociais,
envoltas em suas microbolhas, focadas em suas preocupações,
horários, atribuições; e não têm tempo de olhar, de sentir a cidade
em que vivem. Precisamos de tempo para observar para que não nos
percamos em meio uma cidade que nos atropela, desequilibra o
natural e poda o olhar.
• Com o presente projeto pretendemos voltar nossas atenções para a
cidade que moramos, decifrando-a por meio das interações com as
manifestações artísticas que nela acontecem em influência mútua
com o tempo. Como também desejamos promover uma intervenção,
a decidir ação, com os alunos em algum espaço público da cidade.
3
Conteúdos
• Patrimônio material e imaterial do aluno a respeito da cidade;
• Arte pública e intervenções urbanas;
• Cultura visual na cidade;
• Diferentes noções do tempo na Arte

4
Metodologia
O projeto aconteceu de forma Rizomática
na perspectiva de Delleuze, em que a
organização dos momentos ou etapas não
segue linhas de subordinação hierárquica com uma base ou raíz dando origem a
múltiplos ramos, mas, pelo contrário,
qualquer situação pode afetar ou incidir em
qualquer outro; embasamos nosso trabalho
também na perspectiva do Pensamento
Complexo seguindo os princípios de Morin,
com múltiplas possibilidades de trânsito
entre os saberes e as linguagens da Arte de
forma dinâmica não linear do conhecimento;
e por fim, temos como referência também a
concepção Gestáltica sugerida por Miriam
Celeste e Gisa Picosque, como uma estrutura
mole que permite infinitos fluxos e trânsitos
entre os saberes que permeiam a Arte.

Não tínhamos como objetivo um
produto final, mas a possibilidade
de
inúmeros
produtos
que
geminariam
das
constantes
discussões e proposições dos
alunos. Pretendíamos provocar
inquietações, produções e reflexões
por meio da compreensão e
aquisição do olhar sensível da Arte,
quanto aos diálogos ou nãodiálogos na cidade por conta da
correria do dia-a-dia e o estresse do
cotidiano.

Vale ressaltar que o projeto não termina,
entra
em
um
momento
que
denominamos stand by, ou seja um
adormecimento, visto que, mesmo
desligado os princípios que regem os
ideais do projeto, se mantêm
energizados a espera de um comando
para recolocá-lo em funcionamento.

5
Mapa do projeto
1

2

Levantamento sobre o patrimônio
material e imaterial da cidade

Desenho = Construção de uma
cidade fictícia. A cidade dos
sonhos

Pintura do muro com
Referências de espaços da cidade

4

5
Poetizando o meu trajeto
com base em material
educativo da 30º bienal de
Artes de SP

3

Stand by

Mesa redonda para
discussão e análise
Produção Vídeo-arte
diálogos com o trajeto
10

Intervenção urbana -

grafite
Livro: Dona Lucí -

Memórias

7

9
Fichário em
transparência de Rizoma
urbano

8

Vídeos : Oscar
Niemeyer e Praça Rui
Barbosa - Memórias

6

6
Materiais
• Vídeo Oscar Niemeyer: O Arquiteto do século. Disponível em: Polo Arte na Escola
UNESP Bauru
• Praça Rui Barbosa - Memórias.
• Imagens: imagens da 30ª Bienal de Artes de São Paulo: (Linhareta, semicírculo,
três direções,Franz Walter; Contratempos, Runo Lagomarsino; Desejo Eremita ,
Rodrigo Braga; Foto do Clube Esperia, Waldemar Cordeiro; Ciudad Abierta ;
Minha cor favorita, Jiri Kovanda; Atalho 1, Fernando Ortega.)
• Site Sampa Graffite (vídeos)
• Papéis sulfite; Canetas hidrocor ponta grossa; 30 canetas retroprojetora
(Marcador CD/DVD Preto); fita adesiva dupla face larga; 30 lápis 4B E 6B; 2
pacotes de Transparência a4 50 folhas; Pincéis para pintura chato nºs 10 e 20; 30
cadernos Espiral Capa Plástica Médio Académie 70fls (Patrocínio Tilibra)

7
Etapa 1 - Arte Mural
Objetivos da Etapa:
• Deflagrar a atenção para os
espaços significativos da cidade.
• Criar uma ruptura no cotidiano das
pessoas, promovendo espaços de
apreciação e diálogos sobre a arte
e a cidade.
• Promover intervenção urbana na
escola.
• Debater sobre as manifestações
artísticas em espaços nãoconvencionais.

Alunas: Raissa Raquel Caetano, Paula Larissa,
Ketyn Horrana
8
Preparação do muro com seladora
Equipe escolar unida para preparar o muro

Professora Wlani de Português/ Inglês passando seladora no muro
9
Vamos começar os trabalhos?

10
Movimentando toda a escola, precisamos deixar o muro com a cara
da cidade que também é a nossa cara
11
Começam a surgir algumas formas

12
Identificando espaços da cidade representados no muro
Torre Eifel da Praça Nove de Julho

Aluna : Giovana Lacerda

Anfiteatro Vitória Régia

Aluna : Raissa Raquel Caetano

13
Identificando espaços da cidade representados no muro
Estação Ferroviária

Coreto da Praça rui Barbosa

14
Identificando espaços da cidade representados no muro
Templo Tenrikyo
Automóvel Clube de Bauru

Maior templo da América Latina

Aluna: Ketyn Horrana

15
Identificando espaços da cidade representados no muro
Praça Rui Barbosa

Igreja Matriz no centro da cidade

16
Identificando espaços da cidade representados no muro
Leão da Avenida Nações Unidas

Alunos: João vítor Oliveira e Karla Yasmim

Vista panorâmica do muro

Vista do muro

17
Ops! Perdemos a noção do tempo
O projeto envolveu de tal forma os alunos que esses começaram a vir em horários invertidos para dar continuidade em seus desenhos , pois se deram conta de que o
horário normal de aula não era suficiente. Houve um dia que era reunião de pais no Calendário Escolar e não haveria aula, no entanto, os alunos envolvidos na pintura
do muro compareceram às 7h da manhã e foram para casa já próximo das 20h .
Detalhe : só pararam de pintar porque já não conseguiam mais enxergar o desenho, visto que a iluminação do poste da rua não era adequada.

18
Postagem em rede social da aluna Paula Larissa sobre o projeto

19
Comentários em rede social sobre as fotos da Pintura do muro da escola

20
Proposição 2 - Discussões em sala sobre espaços da cidade e a desatenção das
pessoas sobre esses espaços

Objetivos da Etapa:
• Promover discussão sobre os
pontos da cidade pintados no
muro
• Compreender o que leva as
pessoas a não perceberem a
cidade em que vivem
• Refletir sobre a função da Arte
Urbana
Alunos: Gabriel Silva, Gabriel Ribeiro, Pâmela Rafaela,
Graziela Beatriz Silva, Jonas Silva, Fernando Campos

21
Proposição 3
Desenho : a cidade dos
sonhos
Cada aluno deverá fazer o desenho
de como enxerga a cidade.
Objetivo: promover a criação tendo como
enfoque a cidade.
Refletir sobre o conceito formação da cidade.

22
vídeos
Oscar Niemeyer: O Arquiteto do século

Praça Rui Barbosa – Memórias

Disponível em: Polo Arte na Escola UNESP Bauru

Disponível em: http://www.youtube.com/watch?v=4vG1tweUJN0&hd=1

23
Esta proposição acontece em 5 momentos

Proposição 3
Poetizando o meu trajeto
Objetivo: Instigar no aluno o olhar poético para o trajeto que faz entre a escola e a sua casa

1º momento

2º
momento

3º
momento

4º
momento

5º
momento

Desenhar o
seu trajeto de
casa para a
escola

Responder a
pergunta:
O que acontece
quando você anda?

Relacionar com imagens
da 30ª Bienal de Artes de
São Paulo

Decifrar e conectar o
enigma ao trajeto

Responder a
pergunta:

(Linhareta, semicírculo, três
direções,Franz Walter;
Contratempos,Runo Lagomarsino;
Desejo eremita , Rodrigo Braga; Foto

do Clube Esperia, Waldemar
Cordeiro; Ciudad Abierta ; Minha
cor favorita, Jiri Kovanda; Atalho 1,
Fernando Ortega. Queda
Interrompida, Bas Jan Ader)

“Duas pessoas caminham pelas
ruas e enchem um saco de
folhas. Quando o saco está
cheio, uma delas fecha os olhos
e , guiada pela outra, esvazia o
saco folha por folha, até que
fique vazio. Trocando os papéis,
elas percorrem de volta a trilha
de folhas” Allan Kaprow. Fall
(1995)

O que representa
o meu trajeto
para mim?

24
Imagens referenciais para a proposição 4

1 Minha cor favorita, Jiri Kovanda; 2 Atalho 1, Fernando Ortega; 3 Desejo Eremita , Rodrigo Braga; 4 Ciudad Abierta;
5 Contratempos, Runo Lagomarsino ; 6 Queda Interrompida, Bas Jan Ader; 7 Linhareta, semicírculo, três direções,Franz Walter;
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Produção de vídeo
Como eu dialogo com meu trânsito?
Disponível em:
http://www.youtube.com/watch?v=pskcZhmJg5k&hd=1

Objetivos e referência poética
“Nas cidades a vida é
mais pequena que aqui
na minha casa no cimo
deste outeiro
Na cidades as grandes
casas fecham a vista a
chave
Tornam-nos pequenos
porque nos tiram o que
nossos olhos nos podem
dar...
e torna-nos pobres
porque a nossa única
riqueza é ver”
Alberto Caeiro

Nessa etapa os alunos
foram instigados a olhar
para o trajeto de casa para
a escola e se possível
filmar com o celular ,
observando coisas que
normalmente passariam
despercebidas.
Num
segundo momento esses
vídeos forma acelerados
de forma a provocar
inquietações
no
espectador,
que
pretendem olhar o trajeto
mas a correria
não
permite.
Rizoma Urbano
Conclusões parciais da professora sobre o
trajeto

“O trajeto de cada um é que forma a
cidade, ele é o caminho que me conduz
na cidade que me estabelece e me
vincula dentro do espaço urbano. O
trajeto direciona o meu olhar. Ele me
leva para algum lugar, e faz parte de
mim, das minhas narrativas, do meu
conhecimento.
Eu
só
conheço
verdadeiramente os caminhos pelos
quais percorri, ele me pertence de
alguma forma. O rizoma urbano nasce
da somatória de todos os trajetos, a
cidade só existe a partir de todos os
nossos caminhos juntos”

Pareceres dos alunos sobre o próprio
trajeto na cidade
“O sangue flui, o vento assopra e a cidade acorda” Mike Dornellas 2ºC
“ O fluxo da cidade e o nervosismo= passos demorados” Sarah de Lima
“No Ferradura: A enxurrada levou o meu barraco... Óia os home porra!” Rafael 2ºC
“Na cidade, os sons e os sinais da rua, o coração dispara e a ansiedade aumenta” Paula
Larissa
“Do barraco, passo pela Delírios e atravesso o pontilhão, a Febem é pertinho: pimenta
no c* dos outros é refresco!” Hudson 2ºC
“Em casa a chuva caiu e eu entrei no barril” Reinaldo
“Um longo trajeto para o caminho da felicidade” João Vitor Oliveira
“Na loja eu vou estar, dinheiro eu vou gastar, feliz eu vou ficar” Graziela Beatriz

“Na vida passa...nesse lugar eu passei” Mariana Vilela
“No trânsito insuportável, a um caminho sustentável, rumo a uma cidade insustentável”
Gabriel Bozza
“A vida passa e nós nem notamos o que tem ao redor” Graziele 2ºA
“Na vida, mesmo impossibilitado...feliz” Islane 1ºA
“Cada dia uma nova oportunidade, um jeito novo e diferente para começar de novo”
Bárbara Fernanda

27
Fichário rizoma Urbano
A partir da somatória dos trajetos dos alunos construímos o que eles enxergam da cidade de Bauru;
trata-se de uma narrativa singular de um público específico, com uma realidade muito particular e
íntima.

Disponível em: http://www.youtube.com/watch?v=v-6gqL0N820&hd=1

28
Etapa 9: Dona Lucí – memórias
Nesta etapa chegamos a conclusão de que mais importante que o patrimônio
arquitetônico e natural das cidades são as pessoas que nela moram, com suas
memórias, histórias e imaginários. A cidade por excelência em meio a toda
estrutura social atropela o humano, o particular e torna-nos de certa forma
homogêneos e invisíveis.
Pretendemos voltar nosso olhar para as pessoas e suas histórias; ouvi-las e
reconta-las por meio da sensibilidade artística de cada aluno envolvido no
projeto.
Trabalhamos por meio de ações diretas multidisciplinares, somando o potencial
artístico de todos os alunos envolvidos, para que possamos construir uma obra
comum dedicada a Cidade de Bauru, ressaltando a importância que esta cidade
tem
para
nós
bauruenses.
Voltamos a Arte a serviço do bem comum, de acesso a todos, construindo a
cidadania muitas vezes ignorada, pela vida agitada que não olha para o lado.
Enfatizamos que mesmo neste ritmo alucinado das cidades, com desequilíbrios
sociais e realidades antagônicas, também existe vida pulsante, vida que inspira
e que se refaz a cada novo traçar de trajeto, de história e de Arte.
Para escolha do nosso personagem tínhamos que identificar uma pessoa que
nos fosse comum, todos devíamos conhecê-la para criarmos uma identidade
emotiva com o produto final. Para ilustrar, iniciamos tecendo um rizoma dos
nossos contatos via rede social, utilizamos o Facebook e descobrimos que a
pessoa que está conectada a todos nós é uma senhora muito querida por todos
, a doce Dona Lucy, inspetora de alunos, a partir da escolha do personagem
iniciamos o trabalho.

Aluna : Raissa Raquel Caetano ilustrando página do livro

29
Imagens do processo de construção do livro
Grafite e diálogos na cidade
Nessa etapa Celso Oliveira, aluno da UNESP e tutor do projeto, se ofereceu gentilmente para grafitar no muro da escola e
proferir uma conversa sobre Arte e Intervenção urbana, apresentando o grafite como um instrumento de comunicação na
cidade.
Avaliação

Referências
• HERNÁNDEZ. Fernando. Catadores da Cultura Visual – Proposta
Para uma Nova Narrativa Educacional. Ed.Mediação. Coleção
Educação e Arte. Ed. Mediação. 2007
• DELEUZE, Gilles & Guattari,Félix. “Mil Platôs”. São Paulo. Editora
34, 1997

Participação, elaboração,
execução e conclusão no projeto

• MORIN, Edgar. Os Sete Saberes Necessários à Educação do
Futuro / Edgar Morin ; tradução de Catarina Eleonora F . da Silva e
Jeanne Sawaya ; revisão técnica de Edgard de Assis Carvalho. – 2.
ed. – São Paulo : Cortez ; Brasília, DF : UNESCO, 2000.
• LINCH, Kevin. A Imagem da Cidade. Ed.Martins Fontes. São
Paulo.1997
• São Paulo (Estado) Secretaria da Educação.Currículo do Estado de
São Paulo: Linguagens, códigos e suas tecnologias / Secretaria da
Educação; coordenação geral, Maria Inês Fini; coordenação de
área, Alice Vieira. – 2. ed. – São Paulo: SEE. 2011. 260 p
• Material educativo . XXX Bienal de São Paulo. 2013
• enquadro - episósio 1 : Domingas . Disponível em
http://www.youtube.com/watch?v=ACyPpmnCLDs&hd=1
http://casadalapa.blogspot.com.br/p/projetos.html
• http://www.sampagraffiti.com
32

A arte e o tempo pdf

  • 1.
    A Arte eo Tempo E.E.Prof. Francisco Alves Brizola Profª Rose Aparecida da Silva Realização Apoio Patrocínio
  • 2.
    Apresentação • Pretendemos aguçaro olhar curioso, sensível e interativo com a cidade, pois muitas vezes, devido as correria do dia-a-dia não enxergamos os espaços que nos rodeiam; e também oportunizar que pontos históricos e culturais da cidade de Bauru sejam instrumentos de reflexão e estudo da arte. • Para tanto, propomos uma aprendizagem que provoque o olhar sobre o tempo e a nossa relação com ele na cidade, refletindo como interagimos ou nos comunicamos com as intervenções artísticas no espaço urbano da cidade de Bauru e como essas obras dialogam conosco. 2
  • 3.
    Justificativa • As pessoasvivem embriagadas por suas funções e papéis sociais, envoltas em suas microbolhas, focadas em suas preocupações, horários, atribuições; e não têm tempo de olhar, de sentir a cidade em que vivem. Precisamos de tempo para observar para que não nos percamos em meio uma cidade que nos atropela, desequilibra o natural e poda o olhar. • Com o presente projeto pretendemos voltar nossas atenções para a cidade que moramos, decifrando-a por meio das interações com as manifestações artísticas que nela acontecem em influência mútua com o tempo. Como também desejamos promover uma intervenção, a decidir ação, com os alunos em algum espaço público da cidade. 3
  • 4.
    Conteúdos • Patrimônio materiale imaterial do aluno a respeito da cidade; • Arte pública e intervenções urbanas; • Cultura visual na cidade; • Diferentes noções do tempo na Arte 4
  • 5.
    Metodologia O projeto aconteceude forma Rizomática na perspectiva de Delleuze, em que a organização dos momentos ou etapas não segue linhas de subordinação hierárquica com uma base ou raíz dando origem a múltiplos ramos, mas, pelo contrário, qualquer situação pode afetar ou incidir em qualquer outro; embasamos nosso trabalho também na perspectiva do Pensamento Complexo seguindo os princípios de Morin, com múltiplas possibilidades de trânsito entre os saberes e as linguagens da Arte de forma dinâmica não linear do conhecimento; e por fim, temos como referência também a concepção Gestáltica sugerida por Miriam Celeste e Gisa Picosque, como uma estrutura mole que permite infinitos fluxos e trânsitos entre os saberes que permeiam a Arte. Não tínhamos como objetivo um produto final, mas a possibilidade de inúmeros produtos que geminariam das constantes discussões e proposições dos alunos. Pretendíamos provocar inquietações, produções e reflexões por meio da compreensão e aquisição do olhar sensível da Arte, quanto aos diálogos ou nãodiálogos na cidade por conta da correria do dia-a-dia e o estresse do cotidiano. Vale ressaltar que o projeto não termina, entra em um momento que denominamos stand by, ou seja um adormecimento, visto que, mesmo desligado os princípios que regem os ideais do projeto, se mantêm energizados a espera de um comando para recolocá-lo em funcionamento. 5
  • 6.
    Mapa do projeto 1 2 Levantamentosobre o patrimônio material e imaterial da cidade Desenho = Construção de uma cidade fictícia. A cidade dos sonhos Pintura do muro com Referências de espaços da cidade 4 5 Poetizando o meu trajeto com base em material educativo da 30º bienal de Artes de SP 3 Stand by Mesa redonda para discussão e análise Produção Vídeo-arte diálogos com o trajeto 10 Intervenção urbana - grafite Livro: Dona Lucí - Memórias 7 9 Fichário em transparência de Rizoma urbano 8 Vídeos : Oscar Niemeyer e Praça Rui Barbosa - Memórias 6 6
  • 7.
    Materiais • Vídeo OscarNiemeyer: O Arquiteto do século. Disponível em: Polo Arte na Escola UNESP Bauru • Praça Rui Barbosa - Memórias. • Imagens: imagens da 30ª Bienal de Artes de São Paulo: (Linhareta, semicírculo, três direções,Franz Walter; Contratempos, Runo Lagomarsino; Desejo Eremita , Rodrigo Braga; Foto do Clube Esperia, Waldemar Cordeiro; Ciudad Abierta ; Minha cor favorita, Jiri Kovanda; Atalho 1, Fernando Ortega.) • Site Sampa Graffite (vídeos) • Papéis sulfite; Canetas hidrocor ponta grossa; 30 canetas retroprojetora (Marcador CD/DVD Preto); fita adesiva dupla face larga; 30 lápis 4B E 6B; 2 pacotes de Transparência a4 50 folhas; Pincéis para pintura chato nºs 10 e 20; 30 cadernos Espiral Capa Plástica Médio Académie 70fls (Patrocínio Tilibra) 7
  • 8.
    Etapa 1 -Arte Mural Objetivos da Etapa: • Deflagrar a atenção para os espaços significativos da cidade. • Criar uma ruptura no cotidiano das pessoas, promovendo espaços de apreciação e diálogos sobre a arte e a cidade. • Promover intervenção urbana na escola. • Debater sobre as manifestações artísticas em espaços nãoconvencionais. Alunas: Raissa Raquel Caetano, Paula Larissa, Ketyn Horrana 8
  • 9.
    Preparação do murocom seladora Equipe escolar unida para preparar o muro Professora Wlani de Português/ Inglês passando seladora no muro 9
  • 10.
    Vamos começar ostrabalhos? 10
  • 11.
    Movimentando toda aescola, precisamos deixar o muro com a cara da cidade que também é a nossa cara 11
  • 12.
    Começam a surgiralgumas formas 12
  • 13.
    Identificando espaços dacidade representados no muro Torre Eifel da Praça Nove de Julho Aluna : Giovana Lacerda Anfiteatro Vitória Régia Aluna : Raissa Raquel Caetano 13
  • 14.
    Identificando espaços dacidade representados no muro Estação Ferroviária Coreto da Praça rui Barbosa 14
  • 15.
    Identificando espaços dacidade representados no muro Templo Tenrikyo Automóvel Clube de Bauru Maior templo da América Latina Aluna: Ketyn Horrana 15
  • 16.
    Identificando espaços dacidade representados no muro Praça Rui Barbosa Igreja Matriz no centro da cidade 16
  • 17.
    Identificando espaços dacidade representados no muro Leão da Avenida Nações Unidas Alunos: João vítor Oliveira e Karla Yasmim Vista panorâmica do muro Vista do muro 17
  • 18.
    Ops! Perdemos anoção do tempo O projeto envolveu de tal forma os alunos que esses começaram a vir em horários invertidos para dar continuidade em seus desenhos , pois se deram conta de que o horário normal de aula não era suficiente. Houve um dia que era reunião de pais no Calendário Escolar e não haveria aula, no entanto, os alunos envolvidos na pintura do muro compareceram às 7h da manhã e foram para casa já próximo das 20h . Detalhe : só pararam de pintar porque já não conseguiam mais enxergar o desenho, visto que a iluminação do poste da rua não era adequada. 18
  • 19.
    Postagem em redesocial da aluna Paula Larissa sobre o projeto 19
  • 20.
    Comentários em redesocial sobre as fotos da Pintura do muro da escola 20
  • 21.
    Proposição 2 -Discussões em sala sobre espaços da cidade e a desatenção das pessoas sobre esses espaços Objetivos da Etapa: • Promover discussão sobre os pontos da cidade pintados no muro • Compreender o que leva as pessoas a não perceberem a cidade em que vivem • Refletir sobre a função da Arte Urbana Alunos: Gabriel Silva, Gabriel Ribeiro, Pâmela Rafaela, Graziela Beatriz Silva, Jonas Silva, Fernando Campos 21
  • 22.
    Proposição 3 Desenho :a cidade dos sonhos Cada aluno deverá fazer o desenho de como enxerga a cidade. Objetivo: promover a criação tendo como enfoque a cidade. Refletir sobre o conceito formação da cidade. 22
  • 23.
    vídeos Oscar Niemeyer: OArquiteto do século Praça Rui Barbosa – Memórias Disponível em: Polo Arte na Escola UNESP Bauru Disponível em: http://www.youtube.com/watch?v=4vG1tweUJN0&hd=1 23
  • 24.
    Esta proposição aconteceem 5 momentos Proposição 3 Poetizando o meu trajeto Objetivo: Instigar no aluno o olhar poético para o trajeto que faz entre a escola e a sua casa 1º momento 2º momento 3º momento 4º momento 5º momento Desenhar o seu trajeto de casa para a escola Responder a pergunta: O que acontece quando você anda? Relacionar com imagens da 30ª Bienal de Artes de São Paulo Decifrar e conectar o enigma ao trajeto Responder a pergunta: (Linhareta, semicírculo, três direções,Franz Walter; Contratempos,Runo Lagomarsino; Desejo eremita , Rodrigo Braga; Foto do Clube Esperia, Waldemar Cordeiro; Ciudad Abierta ; Minha cor favorita, Jiri Kovanda; Atalho 1, Fernando Ortega. Queda Interrompida, Bas Jan Ader) “Duas pessoas caminham pelas ruas e enchem um saco de folhas. Quando o saco está cheio, uma delas fecha os olhos e , guiada pela outra, esvazia o saco folha por folha, até que fique vazio. Trocando os papéis, elas percorrem de volta a trilha de folhas” Allan Kaprow. Fall (1995) O que representa o meu trajeto para mim? 24
  • 25.
    Imagens referenciais paraa proposição 4 1 Minha cor favorita, Jiri Kovanda; 2 Atalho 1, Fernando Ortega; 3 Desejo Eremita , Rodrigo Braga; 4 Ciudad Abierta; 5 Contratempos, Runo Lagomarsino ; 6 Queda Interrompida, Bas Jan Ader; 7 Linhareta, semicírculo, três direções,Franz Walter; 25
  • 26.
    Produção de vídeo Comoeu dialogo com meu trânsito? Disponível em: http://www.youtube.com/watch?v=pskcZhmJg5k&hd=1 Objetivos e referência poética “Nas cidades a vida é mais pequena que aqui na minha casa no cimo deste outeiro Na cidades as grandes casas fecham a vista a chave Tornam-nos pequenos porque nos tiram o que nossos olhos nos podem dar... e torna-nos pobres porque a nossa única riqueza é ver” Alberto Caeiro Nessa etapa os alunos foram instigados a olhar para o trajeto de casa para a escola e se possível filmar com o celular , observando coisas que normalmente passariam despercebidas. Num segundo momento esses vídeos forma acelerados de forma a provocar inquietações no espectador, que pretendem olhar o trajeto mas a correria não permite.
  • 27.
    Rizoma Urbano Conclusões parciaisda professora sobre o trajeto “O trajeto de cada um é que forma a cidade, ele é o caminho que me conduz na cidade que me estabelece e me vincula dentro do espaço urbano. O trajeto direciona o meu olhar. Ele me leva para algum lugar, e faz parte de mim, das minhas narrativas, do meu conhecimento. Eu só conheço verdadeiramente os caminhos pelos quais percorri, ele me pertence de alguma forma. O rizoma urbano nasce da somatória de todos os trajetos, a cidade só existe a partir de todos os nossos caminhos juntos” Pareceres dos alunos sobre o próprio trajeto na cidade “O sangue flui, o vento assopra e a cidade acorda” Mike Dornellas 2ºC “ O fluxo da cidade e o nervosismo= passos demorados” Sarah de Lima “No Ferradura: A enxurrada levou o meu barraco... Óia os home porra!” Rafael 2ºC “Na cidade, os sons e os sinais da rua, o coração dispara e a ansiedade aumenta” Paula Larissa “Do barraco, passo pela Delírios e atravesso o pontilhão, a Febem é pertinho: pimenta no c* dos outros é refresco!” Hudson 2ºC “Em casa a chuva caiu e eu entrei no barril” Reinaldo “Um longo trajeto para o caminho da felicidade” João Vitor Oliveira “Na loja eu vou estar, dinheiro eu vou gastar, feliz eu vou ficar” Graziela Beatriz “Na vida passa...nesse lugar eu passei” Mariana Vilela “No trânsito insuportável, a um caminho sustentável, rumo a uma cidade insustentável” Gabriel Bozza “A vida passa e nós nem notamos o que tem ao redor” Graziele 2ºA “Na vida, mesmo impossibilitado...feliz” Islane 1ºA “Cada dia uma nova oportunidade, um jeito novo e diferente para começar de novo” Bárbara Fernanda 27
  • 28.
    Fichário rizoma Urbano Apartir da somatória dos trajetos dos alunos construímos o que eles enxergam da cidade de Bauru; trata-se de uma narrativa singular de um público específico, com uma realidade muito particular e íntima. Disponível em: http://www.youtube.com/watch?v=v-6gqL0N820&hd=1 28
  • 29.
    Etapa 9: DonaLucí – memórias Nesta etapa chegamos a conclusão de que mais importante que o patrimônio arquitetônico e natural das cidades são as pessoas que nela moram, com suas memórias, histórias e imaginários. A cidade por excelência em meio a toda estrutura social atropela o humano, o particular e torna-nos de certa forma homogêneos e invisíveis. Pretendemos voltar nosso olhar para as pessoas e suas histórias; ouvi-las e reconta-las por meio da sensibilidade artística de cada aluno envolvido no projeto. Trabalhamos por meio de ações diretas multidisciplinares, somando o potencial artístico de todos os alunos envolvidos, para que possamos construir uma obra comum dedicada a Cidade de Bauru, ressaltando a importância que esta cidade tem para nós bauruenses. Voltamos a Arte a serviço do bem comum, de acesso a todos, construindo a cidadania muitas vezes ignorada, pela vida agitada que não olha para o lado. Enfatizamos que mesmo neste ritmo alucinado das cidades, com desequilíbrios sociais e realidades antagônicas, também existe vida pulsante, vida que inspira e que se refaz a cada novo traçar de trajeto, de história e de Arte. Para escolha do nosso personagem tínhamos que identificar uma pessoa que nos fosse comum, todos devíamos conhecê-la para criarmos uma identidade emotiva com o produto final. Para ilustrar, iniciamos tecendo um rizoma dos nossos contatos via rede social, utilizamos o Facebook e descobrimos que a pessoa que está conectada a todos nós é uma senhora muito querida por todos , a doce Dona Lucy, inspetora de alunos, a partir da escolha do personagem iniciamos o trabalho. Aluna : Raissa Raquel Caetano ilustrando página do livro 29
  • 30.
    Imagens do processode construção do livro
  • 31.
    Grafite e diálogosna cidade Nessa etapa Celso Oliveira, aluno da UNESP e tutor do projeto, se ofereceu gentilmente para grafitar no muro da escola e proferir uma conversa sobre Arte e Intervenção urbana, apresentando o grafite como um instrumento de comunicação na cidade.
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    Avaliação Referências • HERNÁNDEZ. Fernando.Catadores da Cultura Visual – Proposta Para uma Nova Narrativa Educacional. Ed.Mediação. Coleção Educação e Arte. Ed. Mediação. 2007 • DELEUZE, Gilles & Guattari,Félix. “Mil Platôs”. São Paulo. Editora 34, 1997 Participação, elaboração, execução e conclusão no projeto • MORIN, Edgar. Os Sete Saberes Necessários à Educação do Futuro / Edgar Morin ; tradução de Catarina Eleonora F . da Silva e Jeanne Sawaya ; revisão técnica de Edgard de Assis Carvalho. – 2. ed. – São Paulo : Cortez ; Brasília, DF : UNESCO, 2000. • LINCH, Kevin. A Imagem da Cidade. Ed.Martins Fontes. São Paulo.1997 • São Paulo (Estado) Secretaria da Educação.Currículo do Estado de São Paulo: Linguagens, códigos e suas tecnologias / Secretaria da Educação; coordenação geral, Maria Inês Fini; coordenação de área, Alice Vieira. – 2. ed. – São Paulo: SEE. 2011. 260 p • Material educativo . XXX Bienal de São Paulo. 2013 • enquadro - episósio 1 : Domingas . Disponível em http://www.youtube.com/watch?v=ACyPpmnCLDs&hd=1 http://casadalapa.blogspot.com.br/p/projetos.html • http://www.sampagraffiti.com 32