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Prova 91/1.ª Ch. • Página 1/ 13
Prova Final de Português
3.º Ciclo do Ensino Básico
Decreto-Lei n.º 139/2012, de 5 de julho
Prova 91/1.ª Chamada 13 Páginas
Duração da Prova: 90 minutos. Tolerância: 30 minutos.
2014
Utiliza apenas caneta ou esferográfica de tinta azul ou preta.
Não é permitida a consulta de dicionário.
Não é permitido o uso de corretor. Deves riscar aquilo que pretendes que não seja classificado.
Para cada resposta, identifica o grupo e o item.
Apresenta apenas uma resposta para cada item.
As cotações dos itens encontram-se no final do enunciado da prova.
Prova 91/1.ª Ch. • Página 2/ 13
GRUPO I
Lê o excerto de uma entrevista do jornalista Carlos Vaz Marques ao escritor Mário de Carvalho. Em caso
de necessidade, consulta as notas e o vocabulário apresentados.
1
5
10
15
20
25
30
35
40
O diálogo – travado no escritório despojado1 e escuro onde Mário de Carvalho continua a
ir regularmente, mesmo depois de ter abandonado a profissão de advogado – terá os seus
instantes sérios e os seus momentos de gargalhada, mas há de ser o leitor a moldar este barro
à medida dos seus humores. Tal como acontece nos livros de Mário de Carvalho, a graça e a
desgraça misturam-se numa trama complexa que cada um terá de desentrançar a seu modo.
O que é que o faz rir?
Eu não sou uma pessoa muito risonha. Tenho até hábitos um bocado sisudos2. Não
sou propriamente um conversador festivo. Agora, penso que tenho um sentido de humor
muito agudo. Apanho muito facilmente o lado ridículo das situações. Muito facilmente também
sou capaz de pôr em causa a solenidade3 das situações. Muitas vezes, quanto mais solenes
elas são, mais ridículas se tornam.
Essas situações costumam dar-lhe vontade de rir?
Talvez não me deem vontade de rir a mim, propriamente. Mas sou capaz de descobrir a
potencialidade que têm de fazer rir os outros.
Não lhe acontece rir-se a escrever uma determinada cena?
Já me aconteceu, mas há muitos anos. Em princípio, não me acho graça absolutamente
nenhuma. Até fico espantado quando as coisas que faço são consideradas engraçadas. Mas
aqui há muitos anos estava a escrever um livro chamado Casos do Beco das Sardinheiras e
recordo-me de que de vez em quando sorria, enquanto aquelas situações me iam ocorrendo.
Mais recentemente isso já não acontece?
Mais recentemente, não. Mesmo estas histórias que tenho escrito e que as pessoas
consideram muito irónicas e muito capazes de as fazer rir ou sorrir, a mim deixam-me,
francamente, um bocadinho indiferente.
Mas não se surpreende por elas provocarem nos leitores esse efeito.
Não. Não me surpreendo, desde que sejam os outros a rir-se. Eu não.
Está consciente do efeito que elas provocam, evidentemente.
Estou consciente de que certo tipo de situações são suscetíveis de provocar o riso. São
ridículas. Tenho ideia de que tenho alguma facilidade em captar esse aspeto.
O recurso ao humor faz de si um autor de certo modo sui generis4 na literatura
portuguesa dos nossos dias; do seu ponto de vista, porque é que ela é tão séria e tão
avessa ao riso?
Creio que isso tem que ver com a ligação da dignidade literária a uma certa solenidade.
Por outro lado, também a um certo desconhecimento de que grande parte da grande literatura
passa pela ironia, pela distância e pelo humor.
Na forma como encara o humor, a graça é de algum modo parente da desgraça?
Quem é que dizia que «uma comédia é uma tragédia que correu mal»? Era Peter Ustinov5,
uma vez, numa entrevista. Não sei se a frase é dele. «O homem é o único animal que ri», dizia
Eça de Queirós. Também é o único animal que tem consciência das suas desditas6 e que se
lamenta. Estes são dois dos pilares da condição humana.
Maio de 2010
Carlos Vaz Marques, Os Escritores (também) Têm Coisas a Dizer,
Lisboa, Tinta-da-china, 2013 (texto adaptado)
Prova 91/1.ª Ch. • Página 3/ 13
NOTAS E VOCABULÁRIO
1 despojado – simples; sem ornamentos.
2 sisudos – sérios.
3 solenidade – seriedade; respeitabilidade.
4 sui generis – especial; peculiar.
5 Peter Ustinov – ator inglês (1921-2004).
6 desditas – desgraças.
Responde aos itens que se seguem, de acordo com as orientações dadas.
1.  As afirmações apresentadas de (A) a (G) referem-se a Mário de Carvalho e baseiam-se em informações
do excerto da entrevista.
Escreve a sequência de letras que corresponde à ordem pela qual essas informações aparecem no texto.
Começa a sequência pela letra (E).
 (A) Pensa que o humor é um dos aspetos que surgem com frequência na grande literatura.
 (B) Atribui ao riso um papel fundamental na condição humana.
 (C) Caracteriza-se como uma pessoa séria e reservada.
 (D) Admite já ter escrito um livro que o fez sorrir.
 (E) Continua a ir com regularidade ao seu escritório.
 (F) Faz duas citações para reforçar o seu ponto de vista.
 (G) Considera que as situações tendem a ser tanto mais ridículas quanto mais solenes.
2.  Para responderes a cada item (2.1. a 2.5.), seleciona a opção que permite obter uma afirmação adequada
ao sentido do texto.
Escreve o número do item e a letra que identifica a opção escolhida.
2.1.  Com as expressões «moldar este barro à medida dos seus humores» (linhas 3 e 4) e «desentrançar
a seu modo» (linha 5), chama-se a atenção para
 (A) a originalidade das obras do escritor Mário de Carvalho.
 (B) a atitude que o entrevistador deve adotar durante a entrevista.
 (C) a necessidade de se conhecer a biografia de Mário de Carvalho.
 (D) a forma como os leitores devem interpretar a entrevista.
Prova 91/1.ª Ch. • Página 4/ 13
2.2.  A palavra «Agora» (linha 8) exprime
 (A) causa.
 (B) contraste.
 (C) conclusão.
 (D) confirmação.
2.3.  Mário de Carvalho considera ter um sentido de humor «muito agudo» (linha 9), porque
 (A) se diverte ao escrever sobre determinados assuntos.
 (B) fica indiferente perante o ridículo das situações solenes.
 (C) identifica com facilidade situações que podem fazer rir.
 (D) se surpreende com a capacidade de rir dos seus leitores.
2.4.  Pela leitura do texto, é possível afirmar que Casos do Beco das Sardinheiras (linha 18) corresponde
 (A) à última obra que Mário de Carvalho escreveu.
 (B) a uma obra escrita por Mário de Carvalho no ano de 2010.
 (C) a uma obra escrita por Mário de Carvalho antes de 2010.
 (D) à obra que Mário de Carvalho está a escrever.
2.5.  Com a expressão «esse efeito» (linha 24), o entrevistador refere-se
 (A) à indiferença que o escritor manifesta.
 (B) ao desinteresse que as histórias suscitam.
 (C) à franqueza que o escritor acaba por revelar.
 (D) ao riso que as histórias podem despertar.
Prova 91/1.ª Ch. • Página 5/ 13
––––––––––––––––––––––––––––– Página em branco ––––––––––––––––––––––-–––––––
Prova 91/1.ª Ch. • Página 6/ 13
GRUPO II
Lê o texto e a nota que o antecede. Em caso de necessidade, consulta o vocabulário apresentado.
Nota prévia
O narrador e personagem principal, Brás Cubas, recorda um episódio da sua vida que ocorreu quando regressava a
Lisboa montado num burro, após ter terminado os estudos na Universidade de Coimbra. A certa altura da viagem, perdeu
o controlo do animal, foi sacudido para fora da sela e ficou com um pé preso num dos estribos. Foi socorrido por um
homem que conseguiu controlar o burro.
1
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10
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25
30
35
– Olhe do que vosmecê escapou – disse o almocreve1.
E era verdade; se o jumento corre por ali fora, contundia-me2 deveras, e não sei se a morte
não estaria no fim do desastre; cabeça partida, uma congestão, qualquer transtorno cá dentro,
lá se me ia a ciência em flor. O almocreve salvara-me talvez a vida; era positivo; eu sentia-o
no sangue que me agitava o coração. Bom almocreve! Enquanto eu tornava à consciência de
mim mesmo, ele cuidava de consertar os arreios do jumento, com muito zelo e arte. Resolvi
dar-lhe três moedas de ouro das cinco que trazia comigo; não porque tal fosse o preço da
minha vida – essa era inestimável; mas porque era uma recompensa digna da dedicação com
que ele me salvou. Está dito, dou-lhe as três moedas.
– Pronto – disse ele, apresentando-me a rédea da cavalgadura.
– Daqui a nada – respondi –; deixa-me, que ainda não estou em mim...
– Ora qual!
– Pois não é certo que ia morrendo?
– Se o jumento corre por aí fora, é possível; mas, com a ajuda do Senhor3, viu vosmecê que
não aconteceu nada.
Fui aos alforjes4, tirei um colete velho, em cujo bolso trazia as cinco moedas de ouro,
e durante esse tempo cogitei5 se não era excessiva a gratificação, se não bastavam duas
moedas. Talvez uma. Com efeito, uma moeda era bastante para lhe dar estremeções de
alegria. Examinei-lhe a roupa; era um pobre diabo, que nunca jamais vira uma moeda de
ouro. Portanto, uma moeda. Tirei-a, vi-a reluzir à luz do sol; não a viu o almocreve, porque eu
tinha-lhe voltado as costas; mas suspeitou-o talvez, entrou a falar ao jumento de um modo
significativo; dava-lhe conselhos, dizia-lhe que tomasse juízo, que o «senhor doutor» podia
castigá-lo; um monólogo paternal. Valha-me Deus! Até ouvi estalar um beijo: era o almocreve
que lhe beijava a testa.
– Olé! – exclamei.
– Queira vosmecê perdoar, mas o diabo do bicho está a olhar para a gente com tanta graça...
Ri-me, hesitei, meti-lhe na mão um cruzado6 de prata, cavalguei o jumento, e segui a trote
largo, um pouco vexado7, melhor direi um pouco incerto do efeito da pratinha. Mas, a algumas
braças de distância, olhei para trás, o almocreve fazia-me grandes cortesias, com evidentes
mostras de contentamento. Adverti8 que devia ser assim mesmo; eu pagara-lhe bem, pagara-lhe
talvez demais. Meti os dedos no bolso do colete que trazia no corpo e senti umas moedas de
cobre; eram os vinténs que eu devera ter dado ao almocreve, em lugar do cruzado de prata.
Porque, enfim, ele não levou em mira nenhuma recompensa ou virtude, cedeu a um impulso
natural, ao temperamento, aos hábitos do ofício; acresce que a circunstância de estar não mais
adiante nem mais atrás, mas justamente no ponto do desastre, parecia constituí-lo simples
instrumento da Providência9; e, de um ou de outro modo, o mérito do ato era positivamente
nenhum. Fiquei desconsolado com esta reflexão, chamei-me pródigo10, lancei o cruzado à
conta das minhas dissipações11 antigas; tive (por que não direi tudo?), tive remorsos.
Machado de Assis, Memórias Póstumas de Brás Cubas (1881),
2.ª ed., Lisboa, Ulmeiro, 1999
Prova 91/1.ª Ch. • Página 7/ 13
VOCABULÁRIO
11 almocreve – vendedor especializado no transporte de mercadorias em animais de carga.
12 contundia-me – feria-me; lesionava-me.
13 Senhor – Deus; Jesus Cristo.
14 alforjes – alforges; sacos duplos que se usam no dorso de uma cavalgadura.
15 cogitei – refleti.
16 cruzado – tipo de moeda.
17 vexado – envergonhado.
18 Adverti – percebi.
19 Providência – ação pela qual Deus conduz os acontecimentos e as criaturas para o fim que lhes foi destinado.
10 pródigo – gastador; esbanjador.
11 dissipações – gastos inúteis ou exagerados.
Responde, de forma completa e bem estruturada, aos itens que se seguem.
1.  Identifica a recompensa que o narrador resolveu, inicialmente, atribuir ao almocreve e a recompensa que,
por fim, lhe deu.
2.  Indica a que se refere a expressão «um monólogo paternal» (linha 23), justificando a utilização do adjetivo
«paternal».
3.  Indica dois aspetos, um relativo à linguagem do almocreve e o outro relativo ao seu comportamento, que
evidenciem a diferença de estatuto social entre esta personagem e o narrador.
Justifica a tua resposta com expressões do texto.
4.  Explica o sentido da afirmação «o mérito do ato era positivamente nenhum» (linhas 36 e 37), referindo dois
motivos que levam o narrador a fazer essa afirmação.
5.  Escreve um comentário, com um mínimo de 80 e um máximo de 140 palavras, no qual expliques a mudança
que o narrador foi sofrendo ao longo da ação.
O teu texto deve incluir uma parte introdutória, uma parte de desenvolvimento e uma parte de conclusão.
Organiza a informação da forma que considerares mais pertinente, tratando os tópicos apresentados a
seguir.
•  Identificação do sentimento que o narrador revelou imediatamente após ter sido salvo pelo almocreve.
•  Referência a um aspeto que evidencie a presença desse sentimento, com base na leitura dos dois
primeiros parágrafos do texto (linhas 1 a 9).
•  Explicitação da alteração da atitude do narrador em relação ao almocreve, com base na leitura das
linhas 16 a 24.
•  Referência à justificação apresentada pelo narrador para essa alteração.
•  Indicação do motivo dos «remorsos» (linha 38) que o narrador admite ter tido.
•  Apresentação do teu ponto de vista sobre a mudança de atitude que, no final, o narrador revelou,
justificando a tua opinião.
Prova 91/1.ª Ch. • Página 8/ 13
Observações relativas ao item 5:
1. Para efeitos de contagem, considera-se uma palavra qualquer sequência delimitada por espaços em branco, mesmo
quando esta integre elementos ligados por hífen (exemplo: /di-lo-ei/). Qualquer número conta como uma única palavra,
independentemente dos algarismos que o constituam (exemplo: /2014/).
2. Relativamente ao desvio dos limites de extensão indicados – um mínimo de 80 e um máximo de 140 palavras –, há
que atender ao seguinte:
– um desvio dos limites de extensão requeridos implica uma desvalorização parcial (um ponto);
– um texto com extensão inferior a 26 palavras é classificado com 0 (zero) pontos.
Prova 91/1.ª Ch. • Página 9/ 13
GRUPO III
Responde aos itens que se seguem, de acordo com as orientações dadas.
1.  Os grupos que se seguem apresentam pares de palavras organizados de acordo com a relação semântica
que as palavras de cada par estabelecem entre si.
Associa cada par de palavras das alíneas a) a j) ao grupo que lhe corresponde.
Escreve o número de cada grupo e as alíneas correspondentes.
GRUPO 1 GRUPO 2 GRUPO 3 GRUPO 4
arte – literatura
árvore – pinheiro
comédia – tragédia
guerra – paz
contentamento – alegria
burro – jumento
flor – pétala
corpo – braço
a)	astro – estrela
b)	cidade – avenida
c)	arrogância – humildade
d)	livro – página
e)	recompensa – gratificação
f)	 metal – prata
g)	preço – valor
h)	sentimento – remorso
i)	 conhecimento – ignorância
j)	 colete – bolso
2.  Qual das frases seguintes contém a sequência de palavras cujas classes são «determinante – nome –
pronome – verbo – preposição – nome – verbo – determinante – nome – adjetivo»?
Escreve o número do item e a letra que identifica a opção escolhida.
 (A) As histórias que retratam o passado exigem uma pesquisa cuidada.
 (B) O ator que veio a Portugal deu uma entrevista polémica.
 (C) A capacidade de criticar com graça é uma qualidade rara.
 (D) Os escritores que usam a ironia revelam uma perspicácia notável.
Prova 91/1.ª Ch. • Página 10/ 13
3.  Transcreve a expressão que desempenha a função sintática de complemento oblíquo na frase seguinte.
O escritor tirou da estante um livro de banda desenhada.
4.  Reescreve as frases seguintes (4.1. e 4.2.), substituindo a expressão sublinhada pela forma adequada do
pronome pessoal.
Faz apenas as alterações necessárias.
4.1.  Aprecio autores que recorrem ao humor, quando usam o humor com inteligência.
4.2.  Como os nossos primos gostam de ler, ofereceremos alguns livros aos nossos primos.
5.  Qual das frases complexas seguintes contém uma oração subordinada adverbial concessiva?
Escreve o número do item e a letra que identifica a opção escolhida.
 (A) Sempre que releio o texto, divirto-me imenso com o sentido de humor do autor.
 (B) Desde que leias o texto com atenção, perceberás claramente a intenção crítica do autor.
 (C) Se bem que já conheça o texto, divirto-me sempre com o sentido de humor do autor.
 (D) Uma vez que leste o texto com atenção, podes explicar a intenção crítica do autor.
Prova 91/1.ª Ch. • Página 11/ 13
GRUPO IV
O humor pode ser usado não só para criar momentos de divertimento, como também para criticar o que
se considera errado na sociedade.
Escreve um texto no qual expresses a tua opinião sobre a função que o humor deve ter na sociedade,
apresentando razões que sustentem o teu ponto de vista e exemplos ilustrativos com base na tua experiência
de leitura.
O teu texto deve ter um mínimo de 180 e um máximo de 240 palavras.
Não assines o teu texto.
Observações relativas ao Grupo IV:
1. Para efeitos de contagem, considera-se uma palavra qualquer sequência delimitada por espaços em branco, mesmo
quando esta integre elementos ligados por hífen (exemplo: /di-lo-ei/). Qualquer número conta como uma única palavra,
independentemente dos algarismos que o constituam (exemplo: /2014/).
2. Relativamente ao desvio dos limites de extensão indicados – um mínimo de 180 e um máximo de 240 palavras –, há
que atender ao seguinte:
– um desvio dos limites de extensão requeridos implica uma desvalorização parcial (até dois pontos);
– um texto com extensão inferior a 60 palavras é classificado com 0 (zero) pontos.
FIM
Prova 91/1.ª Ch. • Página 12/ 13
––––––––––––––––––––––––––––– Página em branco ––––––––––––––––––––––-–––––––
Prova 91/1.ª Ch. • Página 13/ 13
COTAÇÕES
GRUPO I
1.	............................................................................................................	 5 pontos
2.
2.1.	 ...................................................................................................	 3 pontos
2.2.	 ...................................................................................................	 3 pontos
2.3.	 ...................................................................................................	 3 pontos
2.4.	 ...................................................................................................	 3 pontos
2.5.	 ...................................................................................................	 3 pontos
20 pontos
GRUPO II
1.	............................................................................................................	 4 pontos
2.	............................................................................................................	 5 pontos
3.	............................................................................................................	 5 pontos
4.	............................................................................................................	 6 pontos
5.	............................................................................................................	 10 pontos
30 pontos
GRUPO III
1.	............................................................................................................	 5 pontos
2.	............................................................................................................	 3 pontos
3.	............................................................................................................	 3 pontos
4.
4.1.	 ...................................................................................................	 3 pontos
4.2.	 ...................................................................................................	 3 pontos
5.	............................................................................................................	 3 pontos
20 pontos
GRUPO IV
................................................................................................................	 30 pontos
30 pontos
	TOTAL..........................................  100 pontos

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  • 1. Prova 91/1.ª Ch. • Página 1/ 13 Prova Final de Português 3.º Ciclo do Ensino Básico Decreto-Lei n.º 139/2012, de 5 de julho Prova 91/1.ª Chamada 13 Páginas Duração da Prova: 90 minutos. Tolerância: 30 minutos. 2014 Utiliza apenas caneta ou esferográfica de tinta azul ou preta. Não é permitida a consulta de dicionário. Não é permitido o uso de corretor. Deves riscar aquilo que pretendes que não seja classificado. Para cada resposta, identifica o grupo e o item. Apresenta apenas uma resposta para cada item. As cotações dos itens encontram-se no final do enunciado da prova.
  • 2. Prova 91/1.ª Ch. • Página 2/ 13 GRUPO I Lê o excerto de uma entrevista do jornalista Carlos Vaz Marques ao escritor Mário de Carvalho. Em caso de necessidade, consulta as notas e o vocabulário apresentados. 1 5 10 15 20 25 30 35 40 O diálogo – travado no escritório despojado1 e escuro onde Mário de Carvalho continua a ir regularmente, mesmo depois de ter abandonado a profissão de advogado – terá os seus instantes sérios e os seus momentos de gargalhada, mas há de ser o leitor a moldar este barro à medida dos seus humores. Tal como acontece nos livros de Mário de Carvalho, a graça e a desgraça misturam-se numa trama complexa que cada um terá de desentrançar a seu modo. O que é que o faz rir? Eu não sou uma pessoa muito risonha. Tenho até hábitos um bocado sisudos2. Não sou propriamente um conversador festivo. Agora, penso que tenho um sentido de humor muito agudo. Apanho muito facilmente o lado ridículo das situações. Muito facilmente também sou capaz de pôr em causa a solenidade3 das situações. Muitas vezes, quanto mais solenes elas são, mais ridículas se tornam. Essas situações costumam dar-lhe vontade de rir? Talvez não me deem vontade de rir a mim, propriamente. Mas sou capaz de descobrir a potencialidade que têm de fazer rir os outros. Não lhe acontece rir-se a escrever uma determinada cena? Já me aconteceu, mas há muitos anos. Em princípio, não me acho graça absolutamente nenhuma. Até fico espantado quando as coisas que faço são consideradas engraçadas. Mas aqui há muitos anos estava a escrever um livro chamado Casos do Beco das Sardinheiras e recordo-me de que de vez em quando sorria, enquanto aquelas situações me iam ocorrendo. Mais recentemente isso já não acontece? Mais recentemente, não. Mesmo estas histórias que tenho escrito e que as pessoas consideram muito irónicas e muito capazes de as fazer rir ou sorrir, a mim deixam-me, francamente, um bocadinho indiferente. Mas não se surpreende por elas provocarem nos leitores esse efeito. Não. Não me surpreendo, desde que sejam os outros a rir-se. Eu não. Está consciente do efeito que elas provocam, evidentemente. Estou consciente de que certo tipo de situações são suscetíveis de provocar o riso. São ridículas. Tenho ideia de que tenho alguma facilidade em captar esse aspeto. O recurso ao humor faz de si um autor de certo modo sui generis4 na literatura portuguesa dos nossos dias; do seu ponto de vista, porque é que ela é tão séria e tão avessa ao riso? Creio que isso tem que ver com a ligação da dignidade literária a uma certa solenidade. Por outro lado, também a um certo desconhecimento de que grande parte da grande literatura passa pela ironia, pela distância e pelo humor. Na forma como encara o humor, a graça é de algum modo parente da desgraça? Quem é que dizia que «uma comédia é uma tragédia que correu mal»? Era Peter Ustinov5, uma vez, numa entrevista. Não sei se a frase é dele. «O homem é o único animal que ri», dizia Eça de Queirós. Também é o único animal que tem consciência das suas desditas6 e que se lamenta. Estes são dois dos pilares da condição humana. Maio de 2010 Carlos Vaz Marques, Os Escritores (também) Têm Coisas a Dizer, Lisboa, Tinta-da-china, 2013 (texto adaptado)
  • 3. Prova 91/1.ª Ch. • Página 3/ 13 NOTAS E VOCABULÁRIO 1 despojado – simples; sem ornamentos. 2 sisudos – sérios. 3 solenidade – seriedade; respeitabilidade. 4 sui generis – especial; peculiar. 5 Peter Ustinov – ator inglês (1921-2004). 6 desditas – desgraças. Responde aos itens que se seguem, de acordo com as orientações dadas. 1.  As afirmações apresentadas de (A) a (G) referem-se a Mário de Carvalho e baseiam-se em informações do excerto da entrevista. Escreve a sequência de letras que corresponde à ordem pela qual essas informações aparecem no texto. Começa a sequência pela letra (E).  (A) Pensa que o humor é um dos aspetos que surgem com frequência na grande literatura.  (B) Atribui ao riso um papel fundamental na condição humana.  (C) Caracteriza-se como uma pessoa séria e reservada.  (D) Admite já ter escrito um livro que o fez sorrir.  (E) Continua a ir com regularidade ao seu escritório.  (F) Faz duas citações para reforçar o seu ponto de vista.  (G) Considera que as situações tendem a ser tanto mais ridículas quanto mais solenes. 2.  Para responderes a cada item (2.1. a 2.5.), seleciona a opção que permite obter uma afirmação adequada ao sentido do texto. Escreve o número do item e a letra que identifica a opção escolhida. 2.1.  Com as expressões «moldar este barro à medida dos seus humores» (linhas 3 e 4) e «desentrançar a seu modo» (linha 5), chama-se a atenção para  (A) a originalidade das obras do escritor Mário de Carvalho.  (B) a atitude que o entrevistador deve adotar durante a entrevista.  (C) a necessidade de se conhecer a biografia de Mário de Carvalho.  (D) a forma como os leitores devem interpretar a entrevista.
  • 4. Prova 91/1.ª Ch. • Página 4/ 13 2.2.  A palavra «Agora» (linha 8) exprime  (A) causa.  (B) contraste.  (C) conclusão.  (D) confirmação. 2.3.  Mário de Carvalho considera ter um sentido de humor «muito agudo» (linha 9), porque  (A) se diverte ao escrever sobre determinados assuntos.  (B) fica indiferente perante o ridículo das situações solenes.  (C) identifica com facilidade situações que podem fazer rir.  (D) se surpreende com a capacidade de rir dos seus leitores. 2.4.  Pela leitura do texto, é possível afirmar que Casos do Beco das Sardinheiras (linha 18) corresponde  (A) à última obra que Mário de Carvalho escreveu.  (B) a uma obra escrita por Mário de Carvalho no ano de 2010.  (C) a uma obra escrita por Mário de Carvalho antes de 2010.  (D) à obra que Mário de Carvalho está a escrever. 2.5.  Com a expressão «esse efeito» (linha 24), o entrevistador refere-se  (A) à indiferença que o escritor manifesta.  (B) ao desinteresse que as histórias suscitam.  (C) à franqueza que o escritor acaba por revelar.  (D) ao riso que as histórias podem despertar.
  • 5. Prova 91/1.ª Ch. • Página 5/ 13 ––––––––––––––––––––––––––––– Página em branco ––––––––––––––––––––––-–––––––
  • 6. Prova 91/1.ª Ch. • Página 6/ 13 GRUPO II Lê o texto e a nota que o antecede. Em caso de necessidade, consulta o vocabulário apresentado. Nota prévia O narrador e personagem principal, Brás Cubas, recorda um episódio da sua vida que ocorreu quando regressava a Lisboa montado num burro, após ter terminado os estudos na Universidade de Coimbra. A certa altura da viagem, perdeu o controlo do animal, foi sacudido para fora da sela e ficou com um pé preso num dos estribos. Foi socorrido por um homem que conseguiu controlar o burro. 1 5 10 15 20 25 30 35 – Olhe do que vosmecê escapou – disse o almocreve1. E era verdade; se o jumento corre por ali fora, contundia-me2 deveras, e não sei se a morte não estaria no fim do desastre; cabeça partida, uma congestão, qualquer transtorno cá dentro, lá se me ia a ciência em flor. O almocreve salvara-me talvez a vida; era positivo; eu sentia-o no sangue que me agitava o coração. Bom almocreve! Enquanto eu tornava à consciência de mim mesmo, ele cuidava de consertar os arreios do jumento, com muito zelo e arte. Resolvi dar-lhe três moedas de ouro das cinco que trazia comigo; não porque tal fosse o preço da minha vida – essa era inestimável; mas porque era uma recompensa digna da dedicação com que ele me salvou. Está dito, dou-lhe as três moedas. – Pronto – disse ele, apresentando-me a rédea da cavalgadura. – Daqui a nada – respondi –; deixa-me, que ainda não estou em mim... – Ora qual! – Pois não é certo que ia morrendo? – Se o jumento corre por aí fora, é possível; mas, com a ajuda do Senhor3, viu vosmecê que não aconteceu nada. Fui aos alforjes4, tirei um colete velho, em cujo bolso trazia as cinco moedas de ouro, e durante esse tempo cogitei5 se não era excessiva a gratificação, se não bastavam duas moedas. Talvez uma. Com efeito, uma moeda era bastante para lhe dar estremeções de alegria. Examinei-lhe a roupa; era um pobre diabo, que nunca jamais vira uma moeda de ouro. Portanto, uma moeda. Tirei-a, vi-a reluzir à luz do sol; não a viu o almocreve, porque eu tinha-lhe voltado as costas; mas suspeitou-o talvez, entrou a falar ao jumento de um modo significativo; dava-lhe conselhos, dizia-lhe que tomasse juízo, que o «senhor doutor» podia castigá-lo; um monólogo paternal. Valha-me Deus! Até ouvi estalar um beijo: era o almocreve que lhe beijava a testa. – Olé! – exclamei. – Queira vosmecê perdoar, mas o diabo do bicho está a olhar para a gente com tanta graça... Ri-me, hesitei, meti-lhe na mão um cruzado6 de prata, cavalguei o jumento, e segui a trote largo, um pouco vexado7, melhor direi um pouco incerto do efeito da pratinha. Mas, a algumas braças de distância, olhei para trás, o almocreve fazia-me grandes cortesias, com evidentes mostras de contentamento. Adverti8 que devia ser assim mesmo; eu pagara-lhe bem, pagara-lhe talvez demais. Meti os dedos no bolso do colete que trazia no corpo e senti umas moedas de cobre; eram os vinténs que eu devera ter dado ao almocreve, em lugar do cruzado de prata. Porque, enfim, ele não levou em mira nenhuma recompensa ou virtude, cedeu a um impulso natural, ao temperamento, aos hábitos do ofício; acresce que a circunstância de estar não mais adiante nem mais atrás, mas justamente no ponto do desastre, parecia constituí-lo simples instrumento da Providência9; e, de um ou de outro modo, o mérito do ato era positivamente nenhum. Fiquei desconsolado com esta reflexão, chamei-me pródigo10, lancei o cruzado à conta das minhas dissipações11 antigas; tive (por que não direi tudo?), tive remorsos. Machado de Assis, Memórias Póstumas de Brás Cubas (1881), 2.ª ed., Lisboa, Ulmeiro, 1999
  • 7. Prova 91/1.ª Ch. • Página 7/ 13 VOCABULÁRIO 11 almocreve – vendedor especializado no transporte de mercadorias em animais de carga. 12 contundia-me – feria-me; lesionava-me. 13 Senhor – Deus; Jesus Cristo. 14 alforjes – alforges; sacos duplos que se usam no dorso de uma cavalgadura. 15 cogitei – refleti. 16 cruzado – tipo de moeda. 17 vexado – envergonhado. 18 Adverti – percebi. 19 Providência – ação pela qual Deus conduz os acontecimentos e as criaturas para o fim que lhes foi destinado. 10 pródigo – gastador; esbanjador. 11 dissipações – gastos inúteis ou exagerados. Responde, de forma completa e bem estruturada, aos itens que se seguem. 1.  Identifica a recompensa que o narrador resolveu, inicialmente, atribuir ao almocreve e a recompensa que, por fim, lhe deu. 2.  Indica a que se refere a expressão «um monólogo paternal» (linha 23), justificando a utilização do adjetivo «paternal». 3.  Indica dois aspetos, um relativo à linguagem do almocreve e o outro relativo ao seu comportamento, que evidenciem a diferença de estatuto social entre esta personagem e o narrador. Justifica a tua resposta com expressões do texto. 4.  Explica o sentido da afirmação «o mérito do ato era positivamente nenhum» (linhas 36 e 37), referindo dois motivos que levam o narrador a fazer essa afirmação. 5.  Escreve um comentário, com um mínimo de 80 e um máximo de 140 palavras, no qual expliques a mudança que o narrador foi sofrendo ao longo da ação. O teu texto deve incluir uma parte introdutória, uma parte de desenvolvimento e uma parte de conclusão. Organiza a informação da forma que considerares mais pertinente, tratando os tópicos apresentados a seguir. •  Identificação do sentimento que o narrador revelou imediatamente após ter sido salvo pelo almocreve. •  Referência a um aspeto que evidencie a presença desse sentimento, com base na leitura dos dois primeiros parágrafos do texto (linhas 1 a 9). •  Explicitação da alteração da atitude do narrador em relação ao almocreve, com base na leitura das linhas 16 a 24. •  Referência à justificação apresentada pelo narrador para essa alteração. •  Indicação do motivo dos «remorsos» (linha 38) que o narrador admite ter tido. •  Apresentação do teu ponto de vista sobre a mudança de atitude que, no final, o narrador revelou, justificando a tua opinião.
  • 8. Prova 91/1.ª Ch. • Página 8/ 13 Observações relativas ao item 5: 1. Para efeitos de contagem, considera-se uma palavra qualquer sequência delimitada por espaços em branco, mesmo quando esta integre elementos ligados por hífen (exemplo: /di-lo-ei/). Qualquer número conta como uma única palavra, independentemente dos algarismos que o constituam (exemplo: /2014/). 2. Relativamente ao desvio dos limites de extensão indicados – um mínimo de 80 e um máximo de 140 palavras –, há que atender ao seguinte: – um desvio dos limites de extensão requeridos implica uma desvalorização parcial (um ponto); – um texto com extensão inferior a 26 palavras é classificado com 0 (zero) pontos.
  • 9. Prova 91/1.ª Ch. • Página 9/ 13 GRUPO III Responde aos itens que se seguem, de acordo com as orientações dadas. 1.  Os grupos que se seguem apresentam pares de palavras organizados de acordo com a relação semântica que as palavras de cada par estabelecem entre si. Associa cada par de palavras das alíneas a) a j) ao grupo que lhe corresponde. Escreve o número de cada grupo e as alíneas correspondentes. GRUPO 1 GRUPO 2 GRUPO 3 GRUPO 4 arte – literatura árvore – pinheiro comédia – tragédia guerra – paz contentamento – alegria burro – jumento flor – pétala corpo – braço a) astro – estrela b) cidade – avenida c) arrogância – humildade d) livro – página e) recompensa – gratificação f) metal – prata g) preço – valor h) sentimento – remorso i) conhecimento – ignorância j) colete – bolso 2.  Qual das frases seguintes contém a sequência de palavras cujas classes são «determinante – nome – pronome – verbo – preposição – nome – verbo – determinante – nome – adjetivo»? Escreve o número do item e a letra que identifica a opção escolhida.  (A) As histórias que retratam o passado exigem uma pesquisa cuidada.  (B) O ator que veio a Portugal deu uma entrevista polémica.  (C) A capacidade de criticar com graça é uma qualidade rara.  (D) Os escritores que usam a ironia revelam uma perspicácia notável.
  • 10. Prova 91/1.ª Ch. • Página 10/ 13 3.  Transcreve a expressão que desempenha a função sintática de complemento oblíquo na frase seguinte. O escritor tirou da estante um livro de banda desenhada. 4.  Reescreve as frases seguintes (4.1. e 4.2.), substituindo a expressão sublinhada pela forma adequada do pronome pessoal. Faz apenas as alterações necessárias. 4.1.  Aprecio autores que recorrem ao humor, quando usam o humor com inteligência. 4.2.  Como os nossos primos gostam de ler, ofereceremos alguns livros aos nossos primos. 5.  Qual das frases complexas seguintes contém uma oração subordinada adverbial concessiva? Escreve o número do item e a letra que identifica a opção escolhida.  (A) Sempre que releio o texto, divirto-me imenso com o sentido de humor do autor.  (B) Desde que leias o texto com atenção, perceberás claramente a intenção crítica do autor.  (C) Se bem que já conheça o texto, divirto-me sempre com o sentido de humor do autor.  (D) Uma vez que leste o texto com atenção, podes explicar a intenção crítica do autor.
  • 11. Prova 91/1.ª Ch. • Página 11/ 13 GRUPO IV O humor pode ser usado não só para criar momentos de divertimento, como também para criticar o que se considera errado na sociedade. Escreve um texto no qual expresses a tua opinião sobre a função que o humor deve ter na sociedade, apresentando razões que sustentem o teu ponto de vista e exemplos ilustrativos com base na tua experiência de leitura. O teu texto deve ter um mínimo de 180 e um máximo de 240 palavras. Não assines o teu texto. Observações relativas ao Grupo IV: 1. Para efeitos de contagem, considera-se uma palavra qualquer sequência delimitada por espaços em branco, mesmo quando esta integre elementos ligados por hífen (exemplo: /di-lo-ei/). Qualquer número conta como uma única palavra, independentemente dos algarismos que o constituam (exemplo: /2014/). 2. Relativamente ao desvio dos limites de extensão indicados – um mínimo de 180 e um máximo de 240 palavras –, há que atender ao seguinte: – um desvio dos limites de extensão requeridos implica uma desvalorização parcial (até dois pontos); – um texto com extensão inferior a 60 palavras é classificado com 0 (zero) pontos. FIM
  • 12. Prova 91/1.ª Ch. • Página 12/ 13 ––––––––––––––––––––––––––––– Página em branco ––––––––––––––––––––––-–––––––
  • 13. Prova 91/1.ª Ch. • Página 13/ 13 COTAÇÕES GRUPO I 1. ............................................................................................................ 5 pontos 2. 2.1. ................................................................................................... 3 pontos 2.2. ................................................................................................... 3 pontos 2.3. ................................................................................................... 3 pontos 2.4. ................................................................................................... 3 pontos 2.5. ................................................................................................... 3 pontos 20 pontos GRUPO II 1. ............................................................................................................ 4 pontos 2. ............................................................................................................ 5 pontos 3. ............................................................................................................ 5 pontos 4. ............................................................................................................ 6 pontos 5. ............................................................................................................ 10 pontos 30 pontos GRUPO III 1. ............................................................................................................ 5 pontos 2. ............................................................................................................ 3 pontos 3. ............................................................................................................ 3 pontos 4. 4.1. ................................................................................................... 3 pontos 4.2. ................................................................................................... 3 pontos 5. ............................................................................................................ 3 pontos 20 pontos GRUPO IV ................................................................................................................ 30 pontos 30 pontos TOTAL..........................................  100 pontos