4
NOV. 2016
António
Figueiredo
Diretor
Nº 760
SEMANÁRIO 6ªF
1€ (IVA INCLUÍDO)
INDEPENDENTE • PLURAL REGIONAL • INOVADOR
PUB
Associação acolhe trabalho
voluntário na prestação de socorro
Cães
treinados
para salvar
pessoas
P.19 MANGUALDE
P.32 CULTURA
TEATRO DO
MONTEMURO
ESTREIA
“MONÓLOGOS”
P.35 CICLOCROSS
TAÇA DE
PORTUGAL
REGRESSA
AVOUZELA
P.20 CINFÃES
MUITOS
FOGOS
POR FALTA
DE“CASTIGO”
4
NOV. 2016
António
Figueiredo
Diretor
Nº 760
SEMANÁRIO
6ªF
INDEPENDENTE • PLURAL REGIONAL • INOVADOR
AO CENTRO P.4 / REGIÃO P.6 / ENTREVISTA P.17 / CULTURA P.30 / DESPORTO P.33 / OPINIÃO P.37 / CRÍTICA P.39
P.4 MUNICÍPIOS
Orçamentos crescem
em ano de eleições
Autarcas justificam aumento com verbas comunitárias
P.6 VISEU
Refeições escolares
com “satisfaz menos”Pais contestam ementas com hambúrgueres, douradinhos e atum
P.8 VISEU
IPV forma
trabalhadores
da IBM
P.17 ENTREVISTA
António Raposo Lima
Presidente executivo IBM Portugal
FotoGIOPS
4
4 NOV
AO CENTRO
ORÇAMENTOS APROVEITAM FUNDOS COMUNITÁRIOS E APOSTAM NA REQUALIFICAÇÃO URBANA, CONSTRUÇÃO DE ETAR’S E NA
ATIVIDADE EMPRESARIAL. AS AUTARQUIAS APRESENTARAM ESTA SEMANA OS RESPETIVOS DOCUMENTOS QUE ATÉ AO FINAL DO ANO
VÃO SER APROVADOS EM ASSEMBLEIA MUNICIPAL
ORÇAMENTOS MUNICIPAIS
Texto Sandra Rodrigues
Dinheiro vai para
parques industriais
e requalificações urbanas
Arequalificação urbana, a cons-
trução de estações de tratamen-
to de águas residuais (ETAR), a
criação e alargamento de zonas indus-
triais, a par das áreas da ação social e
educação são, para 2017, as grandes
apostas dos municípios que, na gene-
ralidade, aumentaram para o próxi-
mo ano os seus orçamentos munici-
pais. Nos documentos estão inscritos
os investimentos prioritários candi-
datados a financiamento pelos fundos
comunitários o que justifica, segundo
os autarcas, o crescimento em relação
ao ano anterior. Os presidentes de Câ-
mara rejeitam que se tratem de orça-
mentos “eleitorais”, apesar de 2017 ser
um ano de eleições autárquicas, e fa-
lam até em dificuldades na elaboração
dos documentos, uma vez que o atra-
so nos fundos comunitários “bara-
lhou as contas”. “Este crescimento re-
flete os fundos comunitários, de outra
forma não conseguíamos lá ir [ao au-
mento]”, esclareceu, a título de exem-
plo, o presidente da Câmara de Penal-
va do Castelo.
As funções sociais e de educação con-
tinuam a ter um grande peso na do-
tação orçamental, mas para 2017 as
obras emblemáticas, pelo menos o
seu arranque, vão estar divididas em
três áreas: a requalificação urbana, no
âmbito do PEDU (Plano Estratégico
de Desenvolvimento Urbano) e que
envolve as cidades; a criação e desen-
volvimento dos parques industriais e
empresarias e ainda o Ambiente com
a construção de novas ETAR’s e reabi-
litação das existentes.
Parquesurbanos,mobilidade
e zonasindustriais
Em Viseu, por exemplo, o orçamen-
to para 2017 teve um crescimento de
40 por cento face a 2016. A autarquia
anunciou um orçamento de 67 mi-
lhões de euros, verba que irá sofrer
uma revisão orçamental em abril com
o objetivo de integrar saldos do ano
corrente e a aprovação de novos pro-
jetos de investimento financiados pelo
programa Portugal 2020. As funções
sociais e económicas são as que têm
uma maior representação orçamen-
tal, na ordem dos 84 por cento. A au-
tarquia destaca ainda a aposta na edu-
cação, com a requalificação de escolas,
e os investimentos no âmbito do pla-
no “Mobilidade Urbana de Viseu”. A
proposta de orçamento municipal foi
aprovada com as abstenções dos ve-
readores do PS e o voto contra do ve-
reador do CDS/PP.
Para os socialistas, “o facto de termos
este horizonte de 2020 e os fundos co-
munitários não justificam essa dis-
crepância”, do aumento do orçamen-
to relativamente a 2016. Segundo o
vereador José Junqueiro, “há sempre
uma desculpa, mas as obras aparecem
sempre no ano de eleições”, sendo “o
financiamento tácito de uma campa-
nha eleitoral”. Já o vereador do CDS
explicou que o voto contra é justifica-
do com o facto da autarquia colocar a
hipótese de pedir empréstimo.
Em Lamego, cujo documento só vai
a aprovação do executivo municipal
na próxima semana, o orçamento é
de 27,5 milhões, enquanto que no ano
passado foi de 20,9 milhões. “Houve
subida porque no de 2016 não esta-
vam contempladas verbas no âmbito
dos fundos comunitários”, explica a
autarquia que aponta, como grandes
investimentos, a requalificação do an-
tigo matadouro para receber um cen-
tro cívico e a construção do parque ur-
bano da cidade. Também em S. Pedro
do Sul, parte dos 26,5 milhões de eu-
ros, será para a edificação do parque
da cidade.
Tondela, com um orçamento de 30
milhões de euros, assume como prio-
ridades a educação, a promoção da
qualidade de vida e a atratividade
empresarial. Obras emblemáticas, se-
gundo o presidente da Câmara, José
António Jesus, são a segunda fase do
parque industrial do Lajedo e a am-
pliação da zona industrial de Tondela.
Na maioria das autarquias do distri-
to de Viseu, a área ambiental também
envolve grandes investimentos. Os
municípios estão a aproveitar os pro-
gramas comunitários para reabilitar
a rede das estações de tratamento de
águas residuais. Em Penalva do Caste-
lo, Castro Daire, Tondela e Sátão estão
já anunciadas a construção de novos
equipamentos.
As funções sociais e de
educação continuam a ter
um grande peso na dotação
orçamental, mas para 2017
as obras emblemáticas, pelo
menos o seu arranque, vão
estar divididas em três áreas:
a requalificação urbana, a
criação e desenvolvimento
dos parques industriais e
ainda o Ambiente
VISEU
67 milhões de euros
-Apoio social e na área da
educação
- Requalificação das escolas
Grão Vasco e Viriato
- Plano de “Mobilidade Urba-
na de Viseu”
TONDELA
30,5 milhões
-Requalificação Urbana (PEDU)
-Ampliação da zonas indus-
triais do Lajedo e Tondela
-Construção de ETAR
SÁTÃO
12, 2 milhões
-Investimentonoâmbitodo
PARU(áreareabilitaçãourbana)
-Loja do Cidadão
-Construção de ETAR
CINFÃES
21 milhões
-Investimento nos parques
industriais
-Apoio para as áreas social e
de educação
S. COMBA DÃO
12, 6 milhões
-Construção da Unidade de
Saúde Familiar de S. João de
Areias
-Requalificação urbana da ci-
dade
-Recuperação da ribeira
CARREGAL DO SAL
7,6 milhões
-Parque Urbano
-Loja do Cidadão
-Centro Social de Cabanas
requalificação viária
MORTÁGUA
10 milhões
-Investimento no parque in-
dustrial
-Apoio florestal (plantação de
eucalipto)
-Área social e educação
AGUIAR DA BEIRA
12 milhões
-Obras emblemáticas: Cami-
nhos agrícolas
- Criação de uma academia
de música
CASTRO DAIRE
27 milhões
-Construção de duas novas
ETAR’s
-Apoio às famílias e associa-
ções
S. PEDRO DO SUL
26, 6 milhões
-Parque Urbano da Cidade
-Construção do Pavilhão de
Santa Cruz da Trapa.
-Passadiços de Manhouce e
S. João da Serra (S. Pedro do
Sul/Oliveira de Frades)TAROUCA
15 milhões
-Zona de desenvolvimento
industrial
-Apoio social e educação
5
4 NOV
AO CENTRO
MANGUALDE
21,7 milhões
-Regeneração urbana
-Acessibilidades
LAMEGO
27,5 milhões
-Parque Urbano de Lamego
-Requalificação do antigo Ma-
tadouro para receber Centro
Cívico.
TABUAÇO
12,3 milhões
- Loja do Cidadão
- Obras de saneamento
PENALVA DO CASTELO
11,3 milhões
-Construção de ETAR
-Requalificação dos Paços do
Concelho
-Rede viária
-Terminar zona industrial
VOUZELA
10, 9 milhões
-Regeneração urbana – 2.ª
fase
-Requalificação da Escola Se-
cundária
-Reabilitação do Cineteatro
OLIVEIRA DE FRADES
11,8 milhões
-Requalificação dos Paços do
Concelho
-Criação do Parque Urbano
-Construção de Praias Flu-
viais
S. JOÃO DA PESQUEIRA
12,2 milhões
-Recuperação da zona da fei-
ra e construção do heliporto
-Recuperação do centro his-
tórico e zona ribeirinha
-Construção de ciclovias
SERNANCELHE
9 milhões
- Regeneração urbana
- Terminar 1.ª fase da Zona In-
dustrial e início da 2.ª fase
MOIMENTA DA BEIRA
13,4 milhões
- Requalificação da Escola
Básica e Secundária
- Circular Externa Poente--
Troço 2
- Estudos e construção das
barragens de Regadio da
Nave e da Boavista
RESENDE
12 milhões
- Centro de Valorização das
Raças Autóctones
- Parque ampismo rural
NELAS
Ainda não tem Orçamento
feito porque foi feita uma
revisão ao Plano de Ajus-
tamento Financeiro e a
autarquia aguarda parecer
Municípios com maior orçamento
VISEU TONDELA LAMEGO ± CASTRO DAIRE S. PEDRO DO SUL
67milhões de euros
30milhões de euros
27,5milhões de euros
26milhões de euros
Rúbricas com mais dotações financeiras
Obras mais emblemáticas para 2017
1 – Ação social e educa�va 2 – A�vidade empresarial 3 – Ambiente
1 – Parques industriais 2 – Construção e reabilitação de
ETAR’s
3 – Requalificação Urbana 4 – Mobilidade
* Nota: os concelhos de Armamar, Penedono e Vila Nova de Paiva não disponibilizaram ainda os dados relativos aos orçamentos
6
4 NOV
HOMENS, MULHERES
E SALÁRIOS
Se colocarmos determinados assuntos
numa perspetiva diferente temos, por ve-
zes, melhores condições para as entender
claramente. Por exemplo, quando nos
falam do dia da libertação dos impostos,
significando com isso que até esse deter-
minado dia só trabalhámos para o Estado
(ou melhor, que tudo o que ganhámos
corresponde ao que o Estado nos leva em
impostos, taxas e taxinhas) verificamos a
barbaridade do que pagamos. Em Portu-
gal o dia de libertação dos impostos é a 6
de Junho, o que significa que o primeiro
semestre do nosso esforço (médio) tem
comodestinooMinistériodasFinanças.
Vem tudo isto a propósito de termos
passadoontem,dia3denovembro,umdia
de libertação – o da desigualdade salarial
entre homens e mulheres. Significa isto
que, se os homens tivessem deixado de
trabalhar e receber ontem, acabariam o
ano a ganhar tanto quanto às mulheres,
em média, claro. A diferença é, neste caso,
de 16,7% que os homens ganham a mais
doqueasmulheres.
A razão desta desigualdade, que tem preo-
cupado a maioria dos governos civilizados
e dos cidadãos informados, não é apenas
uma. As mulheres entraram no mercado
detrabalhoemforçaporcausadasguerras
mundiais, nomeadamente a II, e foram
durante muito tempo menos qualificadas
do que os homens, sendo que estes eram
escolhidos pelas famílias para sustentar
uma família ao passo que as mulheres
eram destinadas a entrar numa família
que as sustentasse. Apesar de nada disto
hoje fazer sentido e de as faculdades terem
muito mais mulheres do que homens
(refletindo o seu peso maioritário na so-
ciedade), a desigualdade continua e parece
perpetuar-se. Um estudo da Comissão
Europeia afirma que só lá para 2086 a
desigualdade terminará, caso continue a
resolver-seaoritmoatual.
Mas há um outro fator sobre o qual
poucos ou nenhuns estudos existem: a
desigualdade entre aqueles que entraram
há, digamos, mais de 15 ou 20 anos no
mercado de trabalho e os que entraram
depois disso. A desigualdade, quero crer,
será muito maior do que entre homens e
mulheres, sobretudo se falarmos de traba-
lho com qualificação média. Basta olhar
para o setor que, pessoalmente, conheço
bem, o jornalismo, para perceber que os
salários praticados hoje são quase metade,
em valor real, do que aqueles que existiam
quando comecei a trabalhar. Dentro das
empresas, as diferenças entre novos e
velhoscostumasermonumental.
O mundo é provavelmente assim. Ainda
não acabámos (nem perto estamos) de
resolver uma desigualdade e estão outras
tãomásoupioresanascer.Qualasolução?
Que sei eu! Dão-se alvíssaras a quem a
encontrar.
HENRIQUE MONTEIRO
Jornalista
HENRIQUE MONTEIRO
OPINIÃO
Pais de jardins de infância e
escolas do ensino básico de
Viseu estão descontentes
com a alimentação que é fornecida
por uma empresa de “catering” em
alguns estabelecimentos de ensino.
Queixam-se da quantidade mas,
acima de tudo, da qualidade. Dizem
que as ementas não são elaboradas
de acordo com as regras nutricio-
nais e que “raras são as semanas
em que o atum, o hambúrguer e os
douradidnhos não estão presentes”.
Pedem para que, na impossibilidade
de mudar a empresa responsável,
que pelo menos a nutricionista
afecta ao município faça uma
fiscalização.
As queixas já chegaram aos coorde-
nadores dos agrupamentos de esco-
las e à Câmara Municipal de Viseu.
“Os próprios miúdos chegam a casa
a queixarem-se que a comida não é
boa. As auxiliares também dizem o
mesmo e, inclusive, já pedimos um
parecer técnico a uma nutricionista”,
contou um dos pais que anunciou
ainda que o problema já tinha sido
levantado no ano passado. Em
causa, referem as associações de pais
contactadas pelo Jornal do Centro,
estão escolas de Vildemoinhos, S.
Salvador, Repeses, Jugueiros, entre
outras.
Segundo a autarquia, a situação
está a ser “vigiada”, mas rejeita que
exista “má qualidade” nas refeições
escolares e lança o desafio aos pais
para acompanharem os seus filhos e
almoçarem nas escolas.
“O Município tem estado vigilante a
algumas reclamações apresentadas
por pais e já as transmitiu à empresa
fornecedora, que por sua vez está
a reunir com os coordenadores
das escolas e os representantes das
associações de pais de modo a es-
clarecer as queixas apresentadas e a
encontrar uma resposta satisfatória”,
esclareceu fonte da autarquia.
A empresa em questão – a Uni-
self - fornece atualmente refeições
escolares a 40 estabelecimentos. As
restantes 28 escolas afetas ao muni-
cípio têm fornecimentos garantidos
por 18 associações locais.
A Câmara de Viseu anunciou ainda
que tem em vigor uma prestação de
serviço para o controlo da quali-
dade das refeições escolares, que é
prestado pela empresa Microchem.
“Esta empresa realiza mensalmen-
te uma avaliação quantitativa e
qualitativa das ementas e simulta-
neamente uma recolha de amostra
da refeição em todos os estabeleci-
mentos de ensino, sendo o resultado
remetido à empresa e associações
fornecedoras”, explicou. Uma
monitorização, avançou a mesma
fonte, que tem como objetivo o
de “despistar qualquer problema
causado por bactérias que possam
provocar intoxicações alimentares
e fiscalizar/controlar o cumpri-
mento das normas estabelecidas no
caderno de encargo do concurso de
refeições escolares”.
Petição pública
As queixas sobre a empresa que está
a fornecer as refeições não são novas.
Em outros pontos do país, nomea-
damente em Lisboa, já houve mais
pais a denunciar o mesmo problema.
Uma situação que levou também
à criação de uma petição pública
enviada ao Ministério da Educação
e autoridades de segurança alimen-
tar. Nela, os pais reclamam a “má
qualidade dos serviços prestados”,
a “comida insuficiente” e o “seu
mau aspeto”. “Em suma, os únicos
alimentos satisfatórios são as sopas
(mas nem sempre) e os iogurtes, o
que é manifestamente insuficiente
para uma alimentação equilibrada”,
lê-se na petição.
“Tendo em conta que, infelizmente
para algumas crianças esta é a única
refeição supostamente equilibrada
que têm durante o todo dia, torna-se
ainda mais gritante o exposto e a
consequente resolução dos mesmos”,
subscrevem.
Além das escolas, a “empresa encon-
tra-se presente em refeitórios escola-
res, hospitais, clínicas, organismos
oficiais e em refeitórios de empresas
privadas”, conforme se pode ler na
sua página da internet.
Contactada, a empresa não res-
pondeu em tempo útil às questões
colocadas pelo Jornal do Centro.
VISEU
Texto Sandra Rodrigues
PAISCONTESTAMQUALIDADE
DEREFEIÇÕESESCOLARES
A QUALIDADE DAS REFEIÇÕES EM ALGUMAS ESCOLAS DO CONCELHO DE VISEU
É QUESTIONADA POR PAIS E ENCARREGADOS DE EDUCAÇÃO QUE LAMENTAM A
FALTA DE “IMAGINAÇÃO” NA ELABORAÇÃO DAS EMENTAS
REGIÃO
Ementas relativas as semanas entre 31 de outubro e 11 de novembro
7
4 NOV
REGIÃO
NOVA
AUTOESTRADA
VISEU-
COIMBRA
EM ESTUDOS
Quanto ao dossier da nova
autoestrada Viseu-Coimbra a
empresa pública Infraestrutu-
ras de Portugal “tem em curso
os estudos necessários para o
lançamento do projeto e respe-
tiva calendarização”. O governo
também não poupa nas críticas
ao executivo de Pedro Passos
Coelho nesta matéria. Segundo
o Ministério das Infraestrutu-
ras e do Planeamento, quando o
governo tomou posse “para esta
via apenas existia uma série de
powerpoints, sem qualquer cor-
respondência com estudos ou
projetos efetivamente realiza-
dos”. “Recordamos ainda que o
acordo negociado pelo anterior
governo com a União Euro-
peia exclui as infraestruturas
rodoviárias do financiamento
através dos fundos europeus do
PT2020”, acrescentou a mesma
fonte governamental.
O antigo secretário de Estado
com a pasta da Obras Públicas,
Sérgio Monteiro, também não
quis comentar estas acusações
da tutela.
Em março deste ano, recorde-
-se, o executivo liderado por
António Costa anunciou ter
colocado na gaveta a constru-
ção da Via dos Duques por
falta de financiamento para
este investimento orçado em
cerca de 320 milhões de euros
e que o anterior governo tinha
decidido que seria suportado
unicamente à custa de dinhei-
ros privados.
FERROVIA
Texto José Ricardo Ferreira
CORREDORAVEIRO-MANGUALDE“DEFICIENTEMENTE
PROJETADOEFUNDAMENTADOPELOGOVERNOANTERIOR”
TUTELA TENCIONA
LANÇAR ESTE ANO NOVO
PROJETO PARA A OBRA.
INFRAESTRUTURAS DE
PORTUGAL TEM “EM CURSO
OS ESTUDOS NECESSÁRIOS
PARA O LANÇAMENTO”
DA AUTOESTRADA VISEU-
COIMBRA E “RESPETIVA
CALENDARIZAÇÃO”.
GOVERNO APONTA O DEDO
AO ANTERIOR EXECUTIVO
Ogoverno acusa o anterior
executivo chefiado por Pe-
dro Passos Coelho de ter
apresentado a Bruxelas o projeto de
construção da nova ligação ferroviá-
ria entre Aveiro e Mangualde com
deficiências e mal “fundamentado”, o
que levou à rejeição do investimento.
A obra que estava avaliada em 675,3
milhões de euros foi chumbada em
julho pela Comissão Europeia porque
a análise custo-benefício foi considera
negativa.
Fonte do Ministério das Infraestru-
turas e do Planeamento adiantou ao
Jornal do Centro que “ainda este ano,
o governo submeterá novamente ao
financiamento pelos fundos europeus
a construção do troço Aveiro-Man-
gualde”, considerado “fundamental
para a ligação dos portos de Aveiro
e Leixões à fronteira e dessa forma
apoiar o desenvolvimento da econo-
mia portuguesa, nomeadamente na
vertente das exportações”.
“Este projeto tinha sido deficiente-
mente projetado e fundamentado
pelo governo anterior, o que conduziu
à sua rejeição, já este ano, no âmbito
do programa Connecting Europe
Facility (CEF). Um projeto mais
detalhado e fundamentado será
submetido de novo pelo governo”,
acrescentou a mesma fonte.
Contactado Sérgio Monteiro, ex-se-
cretário de Estado das Obras Públicas
no executivo PSD-CDS, rejeitou fazer
qualquer comentário a esta acusação
feita pela atual tutela.
O Ministério das Infraestruturas e do
Planeamento acredita que à segunda
vai ser de vez e Bruxelas vai mesmo
aprovar o projeto de construção
do novo corredor ferroviário. Pelos
planos do executivo, se a obra tiver
luz verde os trabalhos deverão ir para
o terreno no final de 2018, estando
concluídos três anos depois. Recor-
de-se que este foi sempre o projeto
que o presidente da Câmara de Viseu,
Almeida Henriques, defendeu.
Linha da Beira Alta em obras
em 2017
Já no próximo ano terá início a requa-
lificação da Linha da Beira Alta, que
“visa melhorar a ligação ferroviária
do Norte e Centro de Portugal à
Europa, de modo a viabilizar um
transporte ferroviário de mercadorias
eficiente, permitindo a articulação
entre os portos do norte/centro e a
fronteira de Vilar Formoso”.
A empreitada orçada em 691 milhões
de euros deverá começar no segundo
trimestre de 2017 com a “eletrificação
do troço Covilhã-Guarda, da Linha
da Beira Baixa, de forma a que esta
[intervenção] esteja operacional e
possa reforçar o serviço durante a
obra que decorrerá posteriormente na
Linha da Beira Alta, a qual implicará
necessariamente condicionamentos
à circulação”, sublinha fonte do
governo .
De acordo com o Plano Ferrovia
2020, as obras nos corredores Pam-
pilhosa-Mangualde e Mangualde-
-Guarda arrancarão no primeiro
trimestre de 2018, estimando-se que
terminem dois anos depois.
675,3milhões de euros
Valor do orçamento
para a nova linha
férrea Aveiro-
Mangualde
8
4 NOV
REGIÃO
O Hospital S. Teotónio, em Viseu,
realizou até 1 de outubro deste
ano 219 interrupções voluntárias
da gravidez. Estes são os mais
recentes dados divulgados pela
própria instituição e que mostram
que as interrupções estão a dimi-
nuir na sua área de abrangência,
contrariamente ao que saiu na
edição 758 do Jornal do Centro.
Nelas, os números relativos a 2015
foram, por lapso, trocados com o
ano de 2014.
Assim, no ano passado regis-
taram-se 328 interrupções das
quais 310 foram por opção da
mulher. Em 2014 tinham sido 362
os casos em que a mulher optou
ou teve necessidade de recorrer
à interrupção da gravidez. Estes
números estão em consonância
com os dados a nível nacional que
apontam para uma diminuição,
nos últimos anos, do número de
interrupções.
Os relatórios anuais de Interrup-
ção de Gravidez (IG) são elabora-
dos a partir dos registos efetuados
na base informática sediada na
Direção-Geral da Saúde (DGS).
Em 2015 foram realizados 16454
abortos. Tal como já aconteceu em
anos anteriores, as IG por opção
da mulher nas primeiras 10 sema-
nas constituem cerca de 96,5% do
total das interrupções realizadas.
O segundo motivo mais frequente
de IG é: “grave doença ou malfor-
mação congénita do nascituro”
com 423 registos (2,6%).
INTERVENÇÕES ESTÃO A BAIXAR NOS ÚLTIMOS ANOS
NÚMERO DE INTERRUPÇÕES VOLUNTÁRIAS DE GRAVIDEZ DIMINUI NO HOSPITAL DE VISEU
Ocentro da IBM (SoftINSA) é
inaugurado na próxima terça
feira (a 8 de novembro), numa
cerimónia presidida pelo Presidente
da República. Marcelo Rebelo de Sou-
sa vai estar presente na apresentação
do novo centro de inovação tecnoló-
gica que vai ficar sediado no Parque
Industrial de Coimbrões.
A empresa vai também ter a fun-
cionar uma unidade no Instituto
Politécnico de Viseu (IPV) para
formação. “Conseguimos um es-
paço para 40 postos de trabalho. Já
estão [a IBM] a fazer o recrutamento
e vão avançar com a formação ainda
esta semana”, anunciou Fernando
Sebastião, presidente do IPV. O res-
ponsável mostra-se agradado com a
parceria estabelecida com a empresa
e frisou que o próprio Instituto vai
adequar a sua formação para as
necessidades que a empresa venha a
ter na área das tecnologias.
“Para o Instituto acaba de ser uma
mais valia porque, por um lado, é
uma forma de termos mais emprego
para os nossos estudantes. Por outro
lado, é o reconhecimento da quali-
dade do nosso Instituto”, salientou
Fernando Sebastião.
O novo centro de trabalho e compe-
tênciasdaSoftINSA(empresadaIBM)
vai abrir para 120 postos de trabalho
de caráter tecnológico (ver entrevista
ao presidente executivo do grupo,
António Raposo, na página 17).
Sobre este investimento, o presidente
da Câmara de Viseu, Almeida Hen-
riques, destacou a sua relevância.
“Acredito que este projeto, mais cedo
que tarde, arrastará outros projetos e
outras oportunidades”, disse.
A cerimónia inaugural do centro
estava para decorrer inicialmente
no IPV, mas acabou por ser mudada
para o Parque Industrial de Coim-
brões, mesmo depois de a institui-
ção de ensino ter disponibilizado a
Aula Magna com uma capacidade
para 400 pessoas. – SR
IPV CEDEU SALA DE FORMAÇÃO PARA 40 PESSOAS. UNIDADE RESULTA DE UMA PARCERIA ENTRE A EMPRESA E A
INSTITUIÇÃO. INAUGURAÇÃO DO CENTRO, CERIMÓNIA QUE ESTEVE PREVISTA PARA O IPV E MUDOU PARA PARQUE
EMPRESARIAL DE COIMBRÕES, ACONTECE A 8 DE NOVEMBRO COM A PRESENÇA DE MARCELO REBELO DE SOUSA
TECNOLOGIA
IBM COM PÓLO DE FORMAÇÃO NO POLITÉCNICO DE VISEU
120NÚMERO DE POSTOS
DE TRABALHO
QUE VÃO ABRIR NA
EMPRESA SOFTINSA
Centro Tecnológico de Tomar onde a IBM se instalou
9
4 NOV
REGIÃO
PUB
VISEU
Texto Sandra Rodrigues
ORÇAMENTOS PARTICIPATIVOS COM EXECUÇÃO
DE 75 POR CENTO
QUATRO DOS SETE PROJETOS VENCEDORES DO SEGUNDO ORÇAMENTO PARTICIPATIVO DE VISEU JÁ ESTÃO
CONCLUÍDOS. AUTARQUIA FAZ BALANÇO POSITIVO DESTA MEDIDA QUE DIZ DEIXAR FRUTOS PARA UMA NOVA
CULTURA DE PARTICIPAÇÃO DA COMUNIDADE
Oapeadeiro de Moselos, que
durante mais de 20 anos foi
o abrigo de uma família, está
agora requalificado e vai ser transfor-
madonumespaçodeculturadedicado
à memória do pintor Jorge Braga
da Cruz. Este é uma das obras que
resultou de uma proposta vencedora
do segundo Orçamento Participativo
de Viseu e que já está concluída. Com
uma dotação financeira de 30 mil eu-
ros, o espaço vai receber o espólio dei-
xado pelo pintor que morreu em 2015.
Numa visita que efetuou a algumas
dasobrasjáconcluídas,opresidenteda
CâmaradeViseu,AlmeidaHenriques,
anunciou que os projetos vencedores
do dois orçamentos participativos
apresentam uma execução orçamental
superior a 75 por cento. O autarca faz
um balanço positivo desta medida
que, diz, “é a semente com frutos de
uma nova cultura de participação
democrática na comunidade”.
Além do apeadeiro de Moselos, o
autarca inaugurou ainda o balneário
público na freguesia de Ribafeita e a
Escola de Artes de Silgueiros, espaço
que vai desenvolver uma progra-
mação regular nas áreas da música,
teatro, dança, pintura e artesanato.
“Estou muito satisfeito porque não
esperava chegar a esta fase e ter um
grau de execução tão elevado. Quan-
do chegármos ao final da votação do
terceiro orçamento já teremos a obra
do segundo toda inaugurada”, anun-
ciou Almeida Henriques, presidente
da Câmara de Viseu. Para o autarca,
estas “são obras que a população quer
e nas quais tomou decisão”. Das sete
propostas vencedoras, quatro estão
concluídas e a autarquia anunciou
que as restantes deverão entrar “mui-
to em breve” na sua fase de execução.
São os casos da recuperação da Escola
Dona Henriqueta, da reabilitaçao de
um moinho de água em Vildemoi-
nhos e requalificação de pisos das
escolas de Abraveses.
Laços com a Comunidade
No roteiro que Almeida Henriques
efetuou pelas obras já concluídas,
foi dado a conhecer os resutados
do projeto mais votado na segunda
edição. “Laços com a Comunidade”
está vocacionado para a inclusão
social de crianças, para o combate ao
insucesso escolar e de apoio a famílias
carenciadas nas freguesias de Orgens
e Repeses e S. Salvador. Professores,
psicólogos e assistentes sociais estão a
trabalhar com 30 famílias e cerca de
40 crianças, mas o projeto já sinalizou
120 famílias que podem ser apoiadas
a vários níveis, desde a integração e
aprendizagem dos alunos, até conse-
lhos sobre poupanças para os pais.
NOVO SUV PEUGEOT 3008
AUTO MARTINAUTO, S.A. CONCESSIONÁRIO PEUGEOT
Viseu - Recta do Caçador, Fragosela de Cima, 3505-577 - Tel.: 232 467 650 - geral@martinauto.pt - www.automartinauto.pt
Consumo combinado: 4,0 a 5,4 l/100 km. Emissões de CO2
: 104 a124 g/km.
peugeot.pt
Consumo combinado: 4,0 a 5,4 l/100 km. Emissões de CO2
: 104 a124 g/km.
DESCUBRA-O NO FIM DE SEMANA PORTAS ABERTAS
DE 4 A 6 DE NOVEMBRO
NOVO SUV
PEUGEOT 3008
NUNCA UM SUV FOI TÃO LONGE
PEUGEOT ASSISTANCE
8 ANOS ASSISTÊNCIA EM VIAGEM GRATUITA
O terceiro Orçamento
Participativo de Viseu
está a decorrer e é dirigido
ao público jovem escolar.
Mais de 9500 alunos de
13 escolas secundárias,
profissionais e do ensino
superior estão mobilizados
para apresentarem
propostas nas áreas da
inclusão social, cultura,
património e arte urbana,
educação e juventude,
entre outros. Vencedores
deverão ser conhecidos em
junho de 2017
10
4 NOV
REGIÃO
Viseu
No concelho de Viseu, o corte de
iluminação pública noturna não
se verifica e, segundo o presidente
da autarquia, com a mudança para
a hora de inverno, as luminárias
passaram a acender meia hora
mais cedo e a desligar também
meia hora mais tarde. Ou seja, em
vez de a luz ser desligada às 7h00
passaria a ser desligada às 7h30m.
No entanto, o Jornal do Centro
constatou que às 6h15m, as luzes
já estão desligadas, deixando a
cidade praticamente às escuras.
Segundo Almeida Henriques, a
medida de alargamento do tempo
de iluminação noturna deve-se ao
programa de eficiência energética
do município. “Nós já investimos
em 520 luminárias LED”, refere
o autarca que destaca os cerca de
seis milhões de euros de consumo
elétrico no concelho. Um dos
objetivos da Câmara de Viseu para
o futuro passa, segundo o edil,
pela aplicação de sensores porque,
como diz, “há estradas no muni-
cípio que não passa lá um carro
nem uma pessoa durante a noite
e outras que estão iluminadas e
não têm casas”. Nessas vias vão ser
aplicados sensores de movimento
nos postes de iluminação. Uma
medida que Almeida Henriques
considera de “boa gestão”.
Lamego
No concelho de Lamego a autarquia
começou por desligar a eletricidade
pública nas aldeias entre as 2h00 e
as 6h00, mas acabou por estabelecer
o corte entre as 2h00 e as 5h00.
Segundo o presidente do município,
Francisco Lopes, “o tipo de vida que
as populações fazem é compatível
com o horário de redução, não há
reclamações de maior e não há
aumento de criminalidade”. No que
diz respeito à redução de custos,
o autarca explica que no início foi
“muito significativa”. Como os
aumentos na eletricidade têm sido
constantes, o edil adianta que “essa
poupança tem vindo a esbater-se
mas a apesar de tudo continua a ser
uma medida com resultados muito
positivos”. Francisco Lopes fala
numa poupança de 14 mil euros por
mês. Dinheiro que “está a ser inves-
tido em iniciativas, equipamentos
e serviços bem mais importantes
para a população do que a ilumina-
ção pública ”, conclui. Uma medida
que, segundo o autarca de Lamego,
não tem “fim à vista”.
Tarouca
Também o concelho de Tarouca
fica às escuras entre as 2h30 e as
5h00. De acordo com o presidente
do município, a medida pode ter
os dias contados. “Até final do ano
vamos implementar 17 lâmpadas
Led” numa fase inicial, anuncia
Valdemar Pereira. O autarca acres-
centa que o objetivo é alargar a
tecnologia Led a todo o concelho já
no próximo ano. Cerca de cem mil
euros por ano é quanto o executivo
de Tarouca consegue poupar com o
corte da iluminação pública duran-
te a noite.
Tondela
No concelho de Tondela, o executi-
vo está também a apostar na tecno-
logia Led para minimizar os custos,
embora em 2012 tenha decidido
pelo corte parcial da eletricidade
pública. O presidente do município,
José António Jesus, fala num “pla-
no” que foi feito em que “algumas
luminárias em áreas menos sensí-
veis foram desativadas”. “Esse plano
tem vindo a ser reajustado, afirma.
O autarca refere que recentemente
um número significativo de postes
foi religado e afirma que “estamos a
trabalhar para aumentar o contin-
gente de luminárias ligadas, sempre
num princípio de melhor eficiência
e de boa gestão”.
No ano passado o município de
Tondela investiu na iluminação
em tecnologia Led. “Uma medida
que é para continuar até porque
pretendemos religar alguns pontos
de iluminação mas sem aumentar
a despesa”, adianta o autarca.
Segundo José António Jesus, é um
processo dinâmico “procurando
satisfazer os interesses, a qualidade
de vida, a segurança e proteção das
pessoas e ao mesmo tempo ter uma
gestão mais eficaz e adequada”.
Com o custo da electricidade sem-
pre a variar, o edil de Tondela fala
numa poupança de cerca de “150 a
200 mil euros por ano”.
FOI EM OUTUBRO DE 2011 QUE A TAXA DE IVA DA ELETRICIDADE PASSOU DOS 6 PARA OS 23 POR CENTO. UM
AUMENTO QUE LEVOU AS AUTARQUIAS A TOMAR MEDIDAS PARA REDUZIR OS CUSTOS. A ALTERNATIVA MAIS
CONSENSUAL FOI A REDUÇÃO DE HORAS NA ILUMINAÇÃO PÚBLICA NOTURNA. ASSIM ACONTECEU NO DISTRITO
DE VISEU, ONDE OS MUNICÍPIOS OPTARAM POR DESLIGAR AS LUMINÁRIAS TOTAL OU PARCIALMENTE NAS ZONAS
RURAIS E EM ALGUNS CASOS TAMBÉM NAS SEDES DE CONCELHO. NESTA EDIÇÃO FAZEMOS O PONTO DE SITUAÇÃO
DA MEDIDA NAS SETE CIDADES DO DISTRITO VISEENSE
NAS CIDADES DO DISTRITO DE VISEU
Texto Irene Ferreira
ILUMINAÇÃO PÚBLICA À NOITE É SÓ PARA ALGUNS
11
4 NOV
REGIÃO
PUB
Santa Comba Dão
Corte total em todo o concelho
entre as 2h30 e as 4h30 da manhã
é a medida decidida pelo executivo
de Santa Comba Dão, desde o início
de 2014. Uma decisão que está agora
em análise e a pensar numa possível
alteração. Para o presidente do
município, Leonel Gouveia, o corte
tem sido vantajoso para as contas
da autarquia, uma vez que na altura
da tomada de decisão, a câmara
estava “numa situação financeira
muito complicada e tivemos de
implementar medidas drásticas de
redução da despesa”. O autarca fala
numa poupança de “20 a 25 mil
euros anuais”. Segundo o presidente
de Santa Comba Dão, a situação
financeira actual da autarquia já
apresenta alguma sustentabilidade
mas como diz, “a medida é para
continuar, embora nos próximos
dias com o aproximar do inverno
teremos de reanalisar o processo”.
Mangualde
Quem já esteve quase cinco anos
sem eletricidade pública noturna
entre as 2h00 e as 5h00 e atualmente
conta com iluminação total é a
população do concelho de Mangual-
de. Desde o último verão que a
eletricidade foi religada. Segundo o
presidente da Câmara Municipal, o
corte “derivou de um problema fi-
nanceiro gravíssimo que a autarquia
tinha que era uma dificuldade de
tesouraria e a monstruosa dívida que
herdámos”. João Azevedo explica
que atualmente a situação financeira
do município já permite religar a
luz pública noturna. “Hoje não há
nenhum corte em iluminação públi-
ca em Mangualde, o que me deixa
muito satisfeito”, refere. O autarca
explica que a decisão em cortar na
iluminação pública foi difícil de
tomar, mas “tivemos que o fazer, as
pessoas interpretaram isso como
uma decisão corajosa e hoje temos a
possibilidade de dizer que consegui-
mos resolver o assunto com uma boa
gestão”. O presidente de Mangualde
fala em dezenas de milhares de euros
de poupança que “nos permite hoje
religar as luzes e ter uma situação
financeira mais estabilizada e que
nos permite também sonhar com
um concelho mais forte no futuro.
Um concelho de excelência”.
S. Pedro do Sul
Também no concelho de S. Pedro
do Sul as noites não sofrem qual-
quer corte na iluminação pública
mas nem sempre foi assim. Há
três anos o executivo avançou
para o corte em algumas centenas
de luminárias mas, segundo o
presidente do município, “com essa
experiência que fizemos chegámos
à conclusão que não estávamos a
tirar nenhum rendimento, os gastos
mantinham-se praticamente inal-
teráveis e a partir daí não fizemos
mais nenhum corte”. “Não estamos
a pensar fazer cortes noturnos de
iluminação pública”, refere Vítor
Figueiredo.
Esta semana as ruas da cidade de Viseu continuavam às escuras depois das 6h15m
12
4 NOV
EU PECADOR ME
CONFESSO 41
O PRINCÍPIO DA
INCERTEZA
A simbologia da alegoria da
caverna de Platão perpassa com
demasiada insistência e persis-
tência pelo meu pensamento.
Na verdade o viver quotidano
dos portugueses parece empur-
rar-nos, cada vez mais, para um
mundo de sombras no qual tudo
parece assemelhar-se ao real mas
que, de imediato, se revela fictício
e enganador. Tudo nos arrasta
para os caminhos duma incerte-
za doentia, transformando-nos
em tristes passageiros de um
comboio que desliza inexoravel-
mente para um descarrilamento
que não merecíamos.
Há por isso um enorme cansaço
por, durante muitos anos, os
portugueses sofrerem tratos de
polé, por parte de governantes,
com promessas de hoje e recusas
no dia imediato.
Como exemplo apenas lem-
bro,mais uma vez,que uma das
grandes promessas que os portu-
gueses desejavam ver cumprida
seria que a economia arrancasse
como nos foi incessantemente
prometido e ainda não cum-
prido. Faz-nos recordar, com
algum humor, um escrito de Rui
Barbosa no Diário de Notícias
em 8/8/1889 (século XIX) que de-
signava a situação da economia
de então como “ economia de
palitos e de bananas”.
Mudaram-se os tempos, os polí-
ticos e os governos, mas os com-
portamentos parecem imutáveis,
obedecendo a um fatalismo
crónico que urge vencer porque,
manda a verdade que se diga,
continuamos com uma economia
de” palitos e bananas”.
Não nutro qualquer simpatia
com esta e outras afirmações
do mesmo género que afectam
a auto estima e a estabilidade
emocional dos nossos cidadãos.
Não é desejável aceitar optimis-
mos ou pessimismos doentios
com a actual situação política,
embora retenha a afirmação de
um príncipe da medicina mun-
dial recentemente desaparecido,
João Lobo Antunes, que na sua
última entrevista em 27/10/2016
à jornalista do Expresso Lucia-
na Leiderfarb afirmou ser “ o
pessimismo uma profecia que se
cumpre”. Para meditar.
OPINIÃO
JOÃO PEDRO ANTAS DE BARROS
Professor do Ensino Superior
Cerca de duas centenas de pessoas
marcaram presença no X Capítulo
Geral de Entronização da Confraria
dos Saberes e Sabores da Beira ‘Grão
Vasco’. O evento recebeu mais de três
dezenas de Confrarias oriundas de vá-
rios pontos do país, num total de cerca
de duas centenas de participantes.
Na ocasião foram entronizados 10
comendadores e 18 cavaleiros, numa
cerimónia que contou com a presença
de diversas entidades, entre as quais se
destacam o vice-presidente da Câma-
ra de Viseu, Joaquim Seixas; Nelson
Almeida, empresário beirão radicado
no Brasil, em representação da Casa
do Distrito de Viseu no Rio de Janei-
ro, e Jorge Loureiro, vice-presidente
da Entidade de Turismo do Centro.
A cerimónia do Capítulo teve dois
momentos musicais. O primeiro com
Isabel Silvestre e o segundo com Cata-
rina Barros e Daniel Simões, nas vo-
zes, acompanhados por Anícia Costa,
ao piano, e Luís Peres, ao violino.
Depois do Capítulo, que decorreu na
IgrejadaMisericórdia,emViseu,ocor-
tejo percorreu as ruas do Centro Histó-
rico, tendo a comitiva sido recebida no
SalãoNobredaCâmaraMunicipal.
VISEU
X CAPÍTULO DA CONFRARIA GRÃO VASCO COM A PRESENÇA
DE MAIS 30 CONGÉNERES
Oartigo seis do regulamento
do concurso de apoio à
cultura “Viseu Terceiro”
está a levantar dúvidas em agentes
culturais da cidade. Em causa, o
facto de nas modalidades de apoio
estar explícito que não será atri-
buído apoio financeiro a “projetos
candidatos que sejam financiados
por estruturas ou equipamentos
apoiados pelo Município de Viseu”.
A “confusão” na interpretação
coloca-se ao nível das estruturas que
recebem já financiamento através do
orçamento municipal quer seja de
forma direta, como o Teatro Viriato,
ou indireta, como por exemplo os
casos onde existe disponibilização
de edifícios, isenção de rendas ou
outros subsídios. “É uma cláusula
de salvaguarda em que o município
exclui a possibilidade de refinanciar
ou duplicar financiamentos a entida-
des que já gozam de financiamento
na sua atividade regular”, esclarece
fonte da autarquia. A dúvida per-
manece, no entanto, se abrange pro-
jetos, cujas estruturas são apoiadas
indiretamente. Mas, para a autar-
quia viseense, o regulamento é claro
e este artigo evita que quem já tem
um apoio regular concorra “contra
projetos culturais independentes”.
APOIO À CULTURA
MODALIDADES DE APOIO NO CONCURSO
“VISEU TERCEIRO” GERAM DÚVIDAS
CONFUSÃO NA
INTERPRETAÇÃO
DO ARTIGO SOBRE AS
MODALIDADES DE APOIO.
AUTARQUIA ESCLARECE QUE
REGULAMENTO É CLARO E
EVITA CONCORRÊNCIA
REGIÃO
As candidaturas ao concurso muni-
cipal de apoio a projetos culturais e
criativos para 2017, que tem um or-
çamento de meio milhão de euros,
estão abertas até 15 de novembro.
O concurso mantém o orçamento
de 300 mil euros para projetos con-
solidados e de 200 mil euros para
projetos novos ou emergentes.
Uma das novidades deste ano é
o facto de as normas de acesso
“preverem a possibilidade de serem
pré-aprovados projetos plurianuais,
ainda que seja condicionada a apro-
vação da sua programação anual
específica”.
As normas de acesso estipulam
também que as entidades benefi-
ciárias que violem as obrigações
do concurso “ficam impedidas de
apresentar a sua candidatura aos
concursos do mesmo ano, bem
como nos dois anos civis seguintes”.
Estas foram algumas das medidas
introduzidas na terceira edição do
“Viseu Terceiro” e que também
foram discutidas no âmbito do
Fórum da Cultura, órgão no qual,
para agentes que anualmente con-
correm a este concurso, não deveria
ser debatido o regulamento, “uma
vez que dele fazem parte promoto-
res que concorrem”.
O apoio financeiro máximo a atri-
buir por candidatura mantém-se
nos 125 mil euros.
Colocar o interior como um territó-
rio mais competitivo é o segundo
eixo do Programa Nacional para
a Coesão Territorial que foi apresentado
pela Unidade de Missão de Valorização
do Interior. O programa contempla uma
série de medidas para desenvolver a três
anos. Neste campo, a aposta incide no
aproveitamento do turismo enquanto
fator diferenciador do território, assim
como na valorização da agricultura
enquanto área geradora de emprego. O
Programa Nacional para a Coesão Ter-
ritorial elenca mais de cento e sessenta
Medidas, maioritariamente de iniciativa
governamental, e uma Agenda para o
Interior que integra oito iniciativas de
caráter temático. Nesta edição, o Jornal
do Centro dá a conhecer as medidas nos
eixos + Competitivo e + Sustentável
DESTAQUE
Freguesias do concelho de
Viseu de baixa densidade
Municípios do Interior
As
medidas
para o
Interior
PARTE II
14
4 NOV
Imagem negativa do interior é entrave
à sua valorização
O grupo de trabalho que elaborou o Programa
Nacional para a Coesão Territorial afirma ser
“urgente” desconstruir a imagem “negativa”
que ainda existe sobre a interioridade. Esta
é uma das conclusões das reuniões que se
realizaram com os vários agentes que foram
auscultados para a elaboração deste programa
que contém várias medidas de valorização do
interior do país, nomeadamente as comunida-
des intermunicipais, as instituições de ensino
superior, os grupos de ação local e associações
empresariais.
Para um território mais competitivo e susten-
tável, o documento aponta uma série de cami-
nhos que passam por valorizar a agricultura en-
quanto posto de trabalho, mas também na sua
interação com o turismo, vertente que assume
um dos pontos fortes como marca do interior.
“Defendo que o interior do país, quer do
ponto de vista da competitividade, quer da
atratividade e da captação do investimento,
deve ter um tratamento positivo. Para isso,
é necessário que impostos e taxas sejam
diminuídos para uma maior atração do inves-
timento”, salienta Pedro Machado, presidente
do Turismo Centro de Portugal, entidade
que ainda aguarda a entrega “oficial” do pro-
grama para analisar todas as medidas. Nas
próximas páginas, algumas das propostas
contidas nos programa.
+ COMPETITIVO
Turismo e qualificação do setor
1 Revitalizar as termas de Portugal e os
programas de turismo termal, diversi-
ficando a oferta turística.
Retomar os programas de turismo
sénior e dinamizar as redes de aldeias
portuguesas, nomeadamente as Al-
deias Históricas, as Aldeias do Xisto
e as Aldeias Vinhateiras, são algumas
das propostas que visam uma revita-
lização sectorial do turismo. As pro-
postas passam ainda pela valorização
do mercado ibérico do turismo com o
foco no mercado interior alargado.
É ainda proposta a promoção de uma
campanha promocional, de âmbito na-
cional, com o intuito de projetar uma
nova imagem do território interior que
acabe com a ideia de atraso e subde-
senvolvimento que está associada ao
interior de Portugal. Criar uma marca
nacional para divulgação e certificação
pelo Instituto de Turismo de Portugal
dos empreendimentos turísticos do
Interior e, ao mesmo tempo, qualificar
e formar os profissionais de turismo,
com base na manutenção da rede de
escolas de hotelaria e turismo do Tu-
rismo de Portugal dispersas por todo
o país.
Apoiar um calendário de eventos
culturais com potencial turístico e
com impacto internacional reali-
zados nos territórios do interior e
promover a captação de congressos
internacionais e eventos, com uma
equipa especializada e plataforma de
divulgação, que permita a captação
de eventos para destinos regionais
desconcentrados.
2Emprego e incentivos à criação
Proceder à revisão da Portaria n.o
20-B/2014, de 30 de janeiro, para que
os Conselhos Diretivos dos Baldios
possam ser considerados entidades
promotoras de emprego
Disponibilizar, para todos os projetos
que representem a criação simultânea
de mais de 20 postos de trabalho, a
possibilidade de requerer ao Minis-
tério do Trabalho, Solidariedade e
Segurança Social a implementação de
um curso profissional de acordo com
as necessidades dos postos de trabalho
a criar.
Promover a ativação dos desemprega-
dos jovens e desempregados de longa
duração, e em especial dos trabalha-
dores mais velhos, contemplando: (i)
incentivos à contratação de jovens de-
sempregados ou à procura do primeiro
emprego; e, (ii) um apoio ao emprego
para as empresas que contratem, si-
multaneamente, jovens desempregados
ou à procura do primeiro emprego e
desempregados de longa duração.
Criar no âmbito do Programa “Semen-
te” um incentivo adicional para quem
investir no capital de uma “early seed”
ou de uma “startup” em territórios do
interior.
Os programas operacionais regionais
e temáticos promoverão periodica-
mente a abertura de avisos específi-
cos para territórios do interior, em
função das intenções de investimento
privado gerador de emprego, exis-
tentes e previamente inventariadas
pelas comunidades intermunicipais e
autarquias.
Em Portugal, 57 por cento da população reside em lugares
com menos de 10 000 habitantes
DESTAQUE
15
4 NOV
Agricultura e valorização
3 Criar um programa de formação
profissional agrícola, em cooperação
com as escolas agrícolas e escolas
superiores agrárias, visando o reju-
venescimento empresarial agrícola
e a recuperação da extensão rural.
Valorizar os produtos regionais e a
gastronomia local na oferta formativa
das Escolas de Hotelaria e Turismo e
em todas as entidades formadoras que
ministrem cursos na área da restaura-
ção, em articulação com o Programa
Portugal Sou eu.
Elevar de 25.000 para 40.000 euros o
montante máximo elegível dos proje-
tos de investimento para os pequenos
agricultores.
Aumentar de 500 para 600 euros o
pagamento mínimo por agricultor, no
âmbito do Regime da Pequena Agri-
cultura do I Pilar da Politica Agrícola
Comum.
Valorizar os circuitos curtos e a econo-
mia de proximidade, através da criação
de incentivos e da promoção de cam-
panhas para que as autarquias e outras
entidades locais (IPSS, lares, escolas)
consumam e promovam os produtos
regionais/locais.
Criação do estatuto de “Jovem Em-
presário Rural”. Com a consagração
deste estatuto pretende-se fomentar
benefícios/apoios/linhas de crédito/ou-
tros a conceder a jovens que se queiram
instalar em espaços rurais, designada-
mente em territórios do interior.
Tansformar Portugal num gran-
de destino mundial para rotas
pedestres e cicláveis através do
projeto-piloto “Cycling and
Walking”.
6 Um Interior para
pedalar e andar
A REDE RODOVIÁRIA
NACIONAL TOTAL
TEM 18 874 KM, DOS
QUAIS 3 087 KM SÃO
AUTOESTRADAS
(REDE RODOVIÁRIA
PRINCIPAL). A
DENSIDADE DA
REDE RODOVIÁRIA
NACIONAL É DE 0.161
KM/KM2 EM PORTUGAL
CONTINENTAL.
DOS 18 DISTRITOS,
9 TÊM DENSIDADES
SUPERIORES À MÉDIA, E
OS RESTANTES, TODOS
SITUADOS NO INTERIOR
DE PORTUGAL,
APRESENTAM VALORES
INFERIORES
4Ensino e institutos agrários
Apoiar a criação e desenvolvimento
de estruturas/equipamentos de base
tecnológica (Fab-Labs, Makers, etc)
nos territórios de interior, facilitadores
da transferência e intercâmbio de
conhecimento. Teste e prototipagem
de soluções e a criação de iniciativas
empreendedoras intensivas em fatores
avançados de competitividade.
Criar e desenvolver a rede de Experi-
mentação Agroindustrial, envolvendo
as oito escolas agrárias de Ensino
Superior Politécnico e o Instituto de
Investigação Agrária e Veterinária
(INIAV). (Escolas Superiores Agrárias:
Beja, Bragança, Castelo Branco, Coim-
bra, Portalegre, Santarém, Viana do
Castelo e Viseu)
Investimento e diáspora
5 Identificar os empresários da diáspora
portuguesa incentivando-os a promo-
ver o investimento nos territórios do
interior, facilitando a atividade econó-
mica entre mercados. Envolver os emi-
grantes portugueses na promoção dos
produtos regionais nacionais nos países
de residência (Emigrantes Embaixado-
res). Esta medida será articulada com
o Gabinete de Apoio ao Investidor da
Diáspora.
Assumir como objetivo estratégico o
aumento progressivo da localização em
territórios do interior do investimento
direto estrangeiro, a captar designada-
mente através da AICEP .
Divulgar informação relativa aos par-
ques e zonas industriais disponíveis,
bem como das condições concedidas
pelas autarquias, pelos mais variados
canais envolvendo a AICEP (Global
Parques) e o IAPMEI.
Divulgação e venda dos bens e ser-
viços produzidos no interior e com
matéria-prima produzida também no
interior, associada a uma loja on-line.
Estabelecer parcerias e realizar um
trabalho coletivo entre setores e insti-
tuições associados a marcas regionais
que ajude a organizar e a potenciar a
promoção das ofertas e dos respetivos
territórios.
Elevar de 25.000 para 40.000 euros o montante máximo elegível dos
projetos de investimento para os pequenos agricultores
DESTAQUE
16
4 NOV
Uma das propostas vertidas no
Programa Nacional para a Coesão
territorial envolve a criação de um
Banco de Terras que, segundo o do-
cumento, pretende contribuir para
a instalação de jovens agricultores,
nomeadamente em territórios do
interior, visando a dinamização
do tecido económico e do mercado
fundiário.
O nome muda, mas os objetivos são
iguais à Bolsa de Terras que já está
em curso. Um projeto que foi lança-
do em 2013 pelo anterior governo.
Até 30 de setembro, a Bolsa Nacio-
nal de terras disponibilizou, em
valores acumulados, uma oferta
total de 628 prédios/parcelas para
arrendamento e venda, totalizando
uma área disponibilizada de 16.449
hectares. No distrito de Viseu fo-
ram ocupados cinco terrenos, com
um total de 1,20 hectares, estando
disponíveis mais sete.
De Bolsa para Banco de Terras
3 Cultura
Reforço e valorização das redes
de museus, teatros, cineteatros,
bibliotecas municipais, arquivos
distritais e cineclubes, com vista
ao desenvolvimento de progra-
mas de formação, capacitação
e dotação das infraestruturas.
Apoio à cooperação e criação
de parcerias entre estruturas
nacionais e as estruturas muni-
cipais que permita melhorar os
modelos organizativos, estrutu-
rar, valorizar e promover redes
e comunidades de arquivos,
públicos e privados, e melhorar
e diversificar a programação,
conceção, produção e circulação
de exposições, itinerância dos
acervos, difusão dos espetáculos
e exibição de filmes.
Incentivos atribuídos anualmen-
te (as candidaturas decorrem
durante o mês de dezembro) a
bandas de música, filarmónicas,
escolas de música, tunas, fanfar-
ras, ranchos folclóricos e outras
agremiações culturais que se
dediquem à atividade musical,
que promovam a singularidade
regional.
Desenvolver ações de promoção
e fruição das reservas da bios-
fera e geoparques. Privilegiar
dinâmicas em rede para a va-
lorização e internacionalização
destes territórios reconhecidos
pela UNESCO.
1Paisagem e Floresta
Proceder à revisão e reativação dos
Planos Regionais de Ordenamento
Florestal (PROF).
Instituir um programa piloto de valori-
zação da paisagem rural apoiando a ex-
perimentação, a valorização, o estudo, a
replicação e a qualificação.
Promover uma maior presença de
vigilantes nos territórios das áreas
protegidas e matas nacionais, através
da reposição do efetivo de Vigilantes da
Natureza.
Desenvolver um mapa que identifique
os principais valores ambientais e cul-
turais e os roteiros viários (pedestres,
cicláveis, rodoviários e ferroviários),
proporcionando aos visitantes uma
experiência integrada, não só nas suas
origens e destinos mas também nas
vias que os ligam, criando uma rede
‘específica’ de elevado valor turístico
e que promova os territórios que são
servidos por estas infraestruturas de
transporte.
Rede de mobilidade elétrica alargada
2 Conclusão da primeira fase da rede
piloto MOBI.e (carros elétricos) e
lançamento da segunda fase com vista
à cobertura integral de todos os con-
celhos. Desenvolvimento das redes de
carregamento rápido, incluindo das vias
principais da rede nacional de estradas
do interior (ligação com Espanha).
+ SUSTENTÁVEL
NO INTERIOR
A REDE FERROVIÁRIA COM UMA EXTENSÃO TOTAL
DE 2 562 KM SEGUE O MESMO PADRÃO QUE A REDE
RODOVIÁRIA, COM DENSIDADES SUPERIORES NO
LITORAL. O TRANSPORTE AÉREO É ASSEGURADO POR
5 AEROPORTOS, 4 INTERNACIONAIS E 1 REGIONAL
(BRAGANÇA). A REDE DE AERÓDROMOS (18) COBRE
A TOTALIDADE DO PAÍS DE FORMA MAIS OU MENOS
HOMOGÉNEA
DESTAQUE
17
4 NOV
ENTREVISTA
ANTÓNIO RAPOSO LIMA, PRESIDENTE EXECUTIVO
Texto Sandra Rodrigues
IBM cria soluções para a banca
e comércio a partir de Viseu
AIBM Portugal abre a 8 de no-
vembro o seu centro de com-
petências no Parque Indus-
trialdeCoimbrões.Umacerimónia
que contará com a presença do Pre-
sidente da República. Ao Jornal do
Centro, o presidente executivo da
IBM Portugal, António Raposo de
Lima, anuncia que Viseu vai traba-
lhar com Salamanca e que o centro
vai dedicar-se ao desenvolvimento
de soluções para as áreas da banca,
da distribuição e do retalho
A IBM anunciou a abertura de um
centro de inovação e tecnologia em
Viseu. Na prática, o que este centro
vai desenvolver?
No dia 8 de novembro vamos inau-
gurar o Centro de Inovação Tecno-
lógica de Viseu, um centro gerido
pela Softinsa, empresa do Grupo
IBM, que é mais um exemplo da
aposta da IBM no nosso país.
Este é um novo centro multi-clien-
te e multi-tecnologia, com voca-
ção para trabalhar com clientes na-
cionais e internacionais, que visa a
prestação de serviços e desenvol-
vimento de soluções tecnológicas
inovadoras, com foco na área das
“smarter cities”.
Este centro faz parte de uma rede
nacional e internacional de centros
de inovação IBM, o que permite que
partilhem recursos, tirando partido
do conhecimento e das melhores
práticas na área das tecnologias.
Quando se fala em soluções tecnoló-
gicas inovadores, é o que concreta-
mente? São soluções para serem apli-
cadas a que níveis?
Este centro irá dedicar-se à presta-
ção de serviços, numa primeira fase
na área da banca, da distribuição,
retalho e das “smarter cities”, ten-
do também como objetivo alargar
o seu desenvolvimento a novas so-
luções, por exemplo no âmbito do
mobile, cloud, cognitivo, entre ou-
tras.
Abre com quantas pessoas inicial-
mente? São funcionários prove-
nientes exclusivamente da região
de Viseu?
Acreditamos que a esmagadora
maioria de colaboradores que ve-
nha a integrar este centro seja pro-
veniente da região de Viseu, e, des-
tes, uma parte significativa tenha
estudado no Politécnico da cida-
de, até porque esta instituição é um
parceiro privilegiado e estratégico
neste projeto. No momento inicial,
contamos com aproximadamente
40 colaboradores, incluindo profis-
sionais em formação, e esperamos a
médio prazo empregar 120 colabo-
radores.
Qual o valor do investimento
em Viseu?
Não é nossa prática discriminar va-
lores, mas o investimento em si não
é o mais importante. Reunimos as
condições standard para conseguir
arrancar com um projeto destes
que muito nos orgulha.
Que vantagens Viseu oferece relati-
vamente a outras cidades?
Viseu é uma cidade estrategicamen-
te localizada no centro de Portugal
Continental, entre o Porto e Lisboa, e
relativamente próxima de Salaman-
ca, onde o Grupo IBM dispõe de um
centro que irá trabalhar em parceria
com o centro de Viseu. A liderança, o
envolvimento, o esforço incansável e
o compromisso da Câmara Munici-
pal, também na pessoa do seu presi-
dente, fizeram claramente a diferença.
Adicionalmente, este projeto também
só se tornou possível devido à articu-
lação com o Instituto Politécnico de
Viseu que o apoiou, desde o primei-
ro momento, e que está ativamente a
suportar esta iniciativa, contribuindo
com muitas das competências e do ta-
lento/recursos que necessitamos para
um centro tecnológico como este.
Em Salamanca, o Grupo
IBM dispõe de um centro
que irá trabalhar em
parceria com o centro
de Viseu
Este centro irá dedicar-
se à prestação de
serviços, numa primeira
fase na área da banca,
da distribuição, retalho
e das “smarter cities”
18
4 NOV
REGIÃO
CARREGAL DO SAL
Texto Clemente António Pereira
LIMPEZAS EXTERIORES PARA “DIGNIFICAR”
CENTRO DE SAÚDE
MUNICÍPIO MOSTRA ABERTURA PARA PRESTAR APOIOS, DENTRO DAS SUAS POSSIBILIDADES E COMPETÊNCIAS, AO NÍVEL DA
MÃO-DE-OBRA, EQUIPAMENTOS E MATERIAIS PARA DAR OUTRA DIGNIFICAÇÃO AO CENTRO DE SAÚDE, BASTANDO QUE AS
ENTIDADES TUTELARES AVANCEM COM PEDIDOS
“ACâmara Municipal prima
por ter uma excelente e
profícua relação institu-
cional, estando disponível, sem se
imiscuir em atribuições que não
sejam as suas, para apoiar esta ou
aquela entidade que necessite dos
préstimos dos serviços camarários”.
Esta é a posição da autarquia de
Carregal do Sal em resposta a uma
nota divulgada há cerca de uma
semana por um grupo de cidadãos
e utentes sobre o que consideram
ser a “total degradação e aban-
dono do Centro de Saúde” local.
A autarquia, através dos serviços
municipais, têm estado a proceder
a ações de limpeza e de manutenção
do espaço ajardinado e passeios e
à reparação de candeeiros que se
encontravam tombados há algum
tempo.
Segundo o presidente da Câmara,
Rogério Abrantes, “é importante
referir que tais tarefas não são da
competência desta Câmara Muni-
cipal, competindo aos serviços da
Administração Central a gestão e
a manutenção do Centro de Saúde
e do espaço ajardinado, mas a ver-
dade é que já foram várias as vezes
em que os serviços municipalizados
intervieram naquele espaço para
levar a efeito ações similares”.
“Assim, imbuída nos atributos
inerentes à profícua relação institu-
cional atrás referida, irá continuar
a existir desta Câmara Municipal
a possibilidade de prestar apoios,
dentro das suas possibilidades,
designadamente ao nível de mão-
-de-obra, equipamentos e materiais,
bastando que a entidade promova
o respetivo ou respetivos pedidos”,
conclui uma nota de esclarecimento
divulgada pela Câmara Municipal
de Carregal do Sal.
O grupo de cidadãos, no documento
onde demonstrava o abandono do
Centro de Saúde, dava ainda conta
dos “poucos profissionais que ali
trabalham”. “Os médicos são pou-
cos para uma população a rondar
os 11 mil cidadãos, as filas de espera
para uma consulta são uma realida-
de, e se até aqui, ir à meia-noite para
a porta do Centro de Saúde era uma
opção, com o aproximar da inver-
nia, tal hipótese, é confrangedora”,
lê-se no documento.
Depois da legalização em 2013
por parte da Câmara Municipal,
o Bairro da Barragem de Vilar
em Moimenta da Beira continua a
trazer, dia a dia, ‘problemas’ para a
autarquia local. Tudo porque depois
de resolvidas as questões que se in-
seriam no regulamento há muito em
vigor, surgem regularmente novas
contendas relacionadas principal-
mente com heranças, situações essas
que o Município moimentense está a
analisar de forma individual porque
fogem do controlo das regras que se
instituem no bairro.
Questionado pelo Jornal do Centro
se iria ser criado um novo regula-
mento para resolver estas questões,
o presidente da Câmara Municipal
de Moimenta da Beira, José Eduardo
Ferreira, explicou que os estatutos
vão manter-se, estando a autarquia
empenhada a resolver os problemas
que estão a ser colocados: “Há um
conjunto de situações que saem das
previsões do regulamento e que têm
de ser resolvidas caso a caso. Existe
um regulamento muito antigo que
tem um conjunto de regras que o
próprio tempo ultrapassou, isto é,
tornou-se ineficaz. Agora é necessá-
rio tomar, caso a caso, um conjunto
de decisões. Todos os processos que
estão a chegar à Câmara Municipal
terão uma decisão individualizada
porque é isso de que se trata agora,
porque todas as que estavam inseri-
das no regulamento foram decididas
de uma vez, as que não se enquadrem
no regulamento o Município decidi-
-las-á uma a uma”, afirmou o autarca.
Construído na década de 50, o
Bairro da Barragem de Vilar cresceu
para receber os trabalhadores que
construíram aquela barragem no
rio Távora. Passados mais de 60
anos, a Câmara Municipal legalizou
e registou, há cerca de três anos, o
loteamento de todo o bairro consti-
tuído por 63 casas e nove lotes de ter-
reno para construção. José Eduardo
Ferreira admite que a autarquia não
conhece todos os casos que surgem:
“Há vários tipos de problemas que
nos colocam. Alguns dos proprietá-
rios originais das casas faleceram ou
ausentaram-se, noutros casos são as
heranças, os proprietários de deter-
minada casa têm agora vários her-
deiros, é preciso fazer a habilitação
de herdeiros e para tal é necessário
que a Câmara Municipal saiba quem
é o destinatário certo para cada casa.
São estes os inúmeros obstáculos que
vão aparecendo”, sublinhou o presi-
dente da autarquia que não avançou
com uma data para a resolução
definitiva destes problemas. – FF
MOIMENTA DA BEIRA
HERANÇAS COLOCAM PROBLEMAS DIÁRIOS NO BAIRRO DA BARRAGEM DO VILAR
19
4 NOV
REGIÃO
GIOPS – ASSOCIAÇÃO COM CAMPO DE TREINO EM ANTIGA MINA
Texto Irene Ferreira
CÃES TREINADOS EM MANGUALDE PARA ENCONTRAR
PESSOAS DESAPARECIDAS
VOLUNTÁRIOS COMPÕEM O K9V GRUPO DE INTERVENÇÃO EM OPERAÇÕES DE PROTEÇÃO E SOCORRO (GIOPS) QUE TRABALHA COM
CÃES E TEM COMO PRINCIPAL OBJETIVO O DE ENCONTRAR PESSOAS DESAPARECIDAS. UMA ASSOCIAÇÃO SEM FINS LUCRATIVOS
CRIADA EM 2015 COM SEDE EM MANGUALDE E QUE ATUA DE ACORDO COM A LEI DE BASES DA PROTEÇÃO CIVIL
OGIOPS - Grupo de Interven-
ção em Operações de Pro-
teção e Socorro é composto
por 25 elementos com formação
em diversas áreas que atuam em
situações de emergência médica e
que conta com equipas cinotécnicas
para salvamento em grandes ângulos
e resgate. As equipas são consti-
tuídas por voluntários de diversos
concelhos do distrito de Viseu. O 2º
comandante do K9V GIOPS, João
Costa, sublinha que 98 por cento dos
elementos ou são bombeiros no ativo
ou são bombeiros na reserva e antigos
operacionais. “ É uma mais valia e um
trunfo quando vamos para o teatro
de operações”, realça.
O GIOPS opera conjuntamente com
outros grupos de proteção civil a
nível de prevenção de acidentes quer
de origem natural ou tecnológica.
O desenvolvimento de atividades
através de ações de sensibilização é
um dos objetivos do grupo, que tem
percorrido escolas, lares e outras
instituições. O K9V GIOPS trabalha
inserido na lei de bases da proteção
civil e opera sempre que for solicitado
quer seja através do Comando Distri-
tal de Operações de Socorro (CDOS),
pelo comando dos bombeiros, pelo
comandante da proteção civil mu-
nicipal ou até mesmo por qualquer
cidadão que tenha conhecimento,
por exemplo, de algum caso de
desaparecimento.
Segundo João Costa, “o grupo sendo
uma entidade civil sem fins lucrativos
está ao serviço da população do
distrito de Viseu e não só. Podemos
ser acionados por qualquer pessoa
que necessite dos nossos préstimos”,
lembra. “Avançamos sempre para o
local com três pessoas, ou seja um
binómio (dois elementos e um cão)
e o socorrista com formação em
emergência pré hospitalar”, adianta.
O grupo conta com o apoio para já, de
cinco binómios operacionais e outros
seis cães estão na fase de iniciantes.
Tratam-se de animais que começam a
treinar a partir dos três meses na
ordem e obediência. “Só depois é que
avançam para o patamar seguinte
em que podem brincar e depois é que
seguem para outro patamar supe-
rior”, explica o responsável pelo K9V
GIOPS, adiantando que são cães de
venteio que atuam com o “nariz no ar
para captarem o odor vivo da vítima”.
Segundo João Costa, os animais do
grupo trabalham para encontrar
pessoas desaparecidas com vida.
Formaçãoemantigasminasdeurânio
No passado fim de semana o GIOPS
promoveu uma formação interna de
Guias de Cães de Busca, em parceria
com o GER Brasil. A iniciativa, que
contou com 16 elementos e oito cães
ativos e iniciantes, aconteceu nas an-
tigas minas de urânio de Espinho, no
concelho de Mangualde. Um espaço
quefoialvodeumarequalificaçãoam-
biental e que através de um protocolo
assinado com a Empresa de Desenvol-
vimento Mineiro (EDM) e a autarquia
mangualdense foi cedido à associação
para ser transformado num campo de
treino fixo das equipas cinotécnicas.
“Na última formação treinámos a
parte da cinotécnica e também o
salvamento em grande ângulo com
vítimas aéreas”, refere João Costa que
considera o terreno com 37 mil metros
quadrados “excelente”. “ Tem a verten-
tedeágua,avertentedasgrandesáreas
com campo aberto com mato e pinhal,
tem também a vertente dos escombros
para simular as derrocadas em prédios
e estamos a preparar uma zona de
soterrados”, conta
“TODAS AS RAÇAS SERVEM
PARA FAZER BUSCA E
SALVAMENTO”
João Costa conta que “tal e
qual como os humanos, há
cães com mais aptidões que
outros, mas há raças que são
mais aplicadas na busca e sal-
vamento”. O 2º comandante
do GIOSP destaca o labrador
que por ser “brincalhão vê o
trabalho de busca como uma
brincadeira em que depois de
encontrar a pessoa tem direi-
to a um prémio, que é o brin-
quedo que mais gosta”. Na
associação existem também
cães da raça pastor alemão,
loba checa, malinois e outras
raças indiferenciadas.
No último ano o
grupo atuou em três
desaparecimentos:
um em Satão e dois
no concelho de Santa
Comba Dão
20
4 NOV
REGIÃO
CINFÃES
Texto Francisco Favinha
“IMPUNIDADE LEVA AS PESSOAS A FAZEREM QUEIMADAS
EM PLENO MÊS DE AGOSTO”
MIGUEL MADUREIRA,
COMANDANTE DOS
BOMBEIROS VOLUNTÁRIOS
DE CINFÃES, FAZ UM
BALANÇO POSITIVO AO
COMBATE ÀS CHAMAS
APESAR DA QUANTIDADE DE
INCÊNDIOS NO CONCELHO
TER SIDO, NOVAMENTE, EM
GRANDE NÚMERO
Com o mês de outubro a marcar
o encerramento ‘fora de horas’
da Fase Charlie que teve a sua
data limite a 30 de setembro, Cinfães
voltou a ser fustigado pelos inúmeros
incêndios que marcaram o dia a dia
da população daquele concelho do
Norte do distrito de Viseu.
Ainda sem dados oficiais relativamen-
te à área ardida, Miguel Madureira,
comandante dos Bombeiros Volun-
tários de Cinfães. não tem grandes
dúvidas que este ano a zona afetada
pelas chamas aumentou contribuindo
para isso a grande quantidade de fogos
que deflagraram ao mesmo tempo e
em zonas de difícil acesso: “Se me per-
gunta se o combate às chamas correu
bem, eu digo-lhe que sim. O que cor-
reu mal foi a quantidade de incêndios
que ocorreram ao mesmo tempo e que
nos criou muitas dificuldades porque
os meios que temos são sempre reduzi-
dos. A localização também dificultou
porque este ano tivemos incêndios em
zonas com acessos terrestres quase im-
possíveis, e aí mesmo que haja meios
aéreos, também não temos homens
suficientes no terreno para chegar lá e
iniciar o combate”, adiantou.
O Centro de Saúde de Mortágua vai
entrar em obras antes do final do ano
e o investimento vai ser de quase 120
mil euros.
O concurso de execução da obra já
foi lançado e prevê-se para breve a
sua adjudicação. O edifício vai sofrer
obras significativas de remodelação,
a nível estrutural, que se traduzirão
na melhoria geral das instalações e do
bem-estar dos utentes.
Com esta intervenção pretende-se
travar o processo de degradação da
estrutura e prolongar a sua durabili-
dade, corrigindo algumas deficiên-
cias e patologias existentes, sobretudo
ao nível da cobertura, como seja
melhorar o sistema de impermeabi-
lização e evitar as infiltrações, que
causam danos nas instalações e equi-
pamentos. Prevê-se, nomeadamente,
a retirada da atual cobertura em
fibrocimento (amianto).
A intervenção contempla ainda a
repintura integral do edifício e muros
exteriores, a remodelação da ilumi-
nação envolvente, a reabilitação das
coberturas de acesso, e a melhoria do
conforto térmico.
Outra das intervenções a concre-
tizar no edifício será ao nível da
iluminação interior, que passará por
uma reconversão ao abrigo do Plano
Nacional de Ação para a Eficiência
Energética (PNAEE) com a substitui-
ção das lâmpadas convencionais por
novas luminárias de tecnologia led.
Segundo o presidente da Câmara
Municipal, Júlio Norte, a “obra
será custeada pela autarquia, que se
substitui ao Estado, pagando inclusi-
vamente o IVA de uma obra estatal,
apesar do financiamento de 85 por
cento do investimento total assegu-
rado por fundos comunitários com
base numa candidatura apresentada
pela Comunidade Intermunicipal de
Coimbra”.
Júlio Norte sublinhou que mais
importante do que o custo da obra
“está em primeiro lugar o bem-estar
do utentes e a qualidade do serviço de
atendimento dos cuidados primários
de saúde prestados aos doentes que
sem esta intervenção passariam frio
no inverno e quase morriam de calor
no verão”.
O Município de Mortágua e a Ad-
ministração Regional de Saúde do
Centro (ARSC) celebraram um
protocolo de cooperação técnica e
financeira para a execução da obra,
nos termos do qual caberá à Câmara
assegurar a comparticipação de 15
por cento no investimento a realizar,
sendo a parte restante financiada pelo
Programa Operacional Regional do
Centro 2020. – CAP
MORTÁGUA
CENTRO DE SAÚDE VAI ENTRAR EM OBRAS
Abordando a realidade de Cinfães, Mi-
guel Madureira aponta o que continua
a falhar, de ano para ano, para que este
seja um dos concelhos que mais incên-
dios regista: “Continua a faltar a pre-
venção, tem que ser algo que se comece
a trabalhar já para o próximo ano. Sem
limpeza tudo fica mais complicado. No
concelho de Cinfães continua a faltar
esse ponto, em pleno agosto e setembro
continua a haver pessoas a fazerem
queimadas porque ninguém lhes diz
nada, há impunidade e, por isso, como
ninguém faz nada, as pessoas seguem
em frente. No meu entender esta é
uma questão cultural e por isso deve-se
trabalhar nesse sentido, por exemplo,
com ações de sensibilização. Cinfães é
ummunicípioquetodososanosbateos
recordesdeignições”,afirmouaoJornal
doCentro.
Com cada vez menos homens no cor-
po de bombeiros, Miguel Madureira
não hesita quando lhe colocamos a
questão do que gostaria de ter para o
próximo ano e que lhe faltou neste:
“Mais meios humanos. Cada vez
são mais escassos no meu corpo de
bombeiros. Cada vez há menos gente
disponível, não há apoios para o vo-
luntário e o espirito já não é o mesmo
do que era há 20 anos. O que começo a
sentir é que me faltam homens. Tenho
cerca de 100 no corpo ativo, mas na
prática os que me aparecem no dia a
dia dependem das situações. Se tocar
a sirene de noite as caras que vejo são
umas, de dia são outras e, por isso,
tenho de ter muita gente para suprir
estas situações, até porque há pessoal
que só está em Cinfães ao fim de
semana. Há gente que só pode de noite
porque durante o dia as entidades
patronais não lhes permitem sair, tal
como outros que trabalham de noite e
aparecem de dia. Neste momento nós
conseguimos colocar num incêndio
florestal entre 30 a 50 homens. Esta é a
nossa lacuna.”
Já sobre o facto de Cinfães estar um-
bilicalmente ligado a casos de incen-
diários detidos e de pessoas que difi-
cultaram as operações dos bombeiros,
tal como aconteceu a 28 de agosto
em Covelo, freguesia de Ferreiro dos
Tendais, Miguel Madureira confirma
que esta não é uma boa montra para o
concelho: “Sabemos que para Cinfães
não é positivo ver o nome ligado a
estes casos mas se houvesse mais
gente detida e punida, os que andam
por aí pensariam duas vezes antes de
originarem mais incêndios.”
PUB
Já estamos no ar
98.8 FMe em
www.jornaldocentro.pt
a RÁDIO
da REGIÃO de VISEU
RÁDIO JORNAL DO CENTRO
22
4 NOV
REGIÃO
OLIVEIRA DE FRADES
Texto José Ricardo Ferreira
TRABALHOS DE REPOSIÇÃO DAS PRAIAS
FLUVIAIS EM ANDAMENTO
EDP VAI PAGAR OBRAS E TERRENOS. CÂMARA FICA ENCARREGUE DA EMPREITADA, MAS VAI
ENTREGAR GRANDE PARTE DAS EMPREITADAS
Já arrancaram as obras de res-
tituição das praias fluviais de
Sejães e de S. João da Serra, no
concelho de Oliveira de Frades, que
ficaram submersas pelas águas da
Barragem Ribeiradio-Ermida. O
município, que vai ser o responsável
pelas intervenções na sequência de
um protocolo assinado com a EDP,
está nesta altura a efetuar uma lim-
peza dos espaços e a cortar árvores
nos locais onde vão nascer as duas
infraestruturas, de forma a acelerar
todo o processo para que as valên-
cias estejam prontas o quanto antes.
“Andamos com as nossas máquinas
na retirada de toda a madeira, ou
seja tudo o que é eucalipto e pinho
está a ser abatido. As árvores são
dos proprietários, o município só
colabora no seu abate. Os carvalhos
e os sobreiros vão-se manter. Tam-
bém temos a nossa equipa de limpe-
za [no terreno] por forma a acelerar
todo o processo porque o nosso
objetivo é que na próxima época
balnear ambas as situações estejam
concluídas. Também já estamos a
trabalhar no campo burocrático, já
fizemos entrada de documentação
na CCDR e Agência Portuguesa do
Ambiente”, adiantou o presidente
da autarquia, Luís Vasconcelos, na
última reunião do executivo (28
outubro).
Para levar a cabo os projetos, a
EDP vai transferir para a autarquia
oliveirense cerca de dois milhões de
euros, fruto de uma negociação que
durou aproximadamente quatro
anos e que em alguns momentos
se revelou “difícil”. Para além das
obras, a empresa pagará ainda a
compra dos terrenos onde serão
instaladas as duas novas áreas de
lazer. A Câmara fica encarregue
das negociações. No caso de Sejães
todos os proprietários aceitaram
vender as parcelas, já em S. João
da Serra os contactos terão agora
início, mas o edil está confiante no
sucesso dos mesmos.
Os dois projetos de reposição são
completamente díspares. A antiga
escola primária de Sejães transfor-
mar-se-á num complexo de pisci-
nas, com equipamentos de apoio.
O espaço envolvente, com cerca de
quatro hectares, será igualmente
intervencionado. Já em S. João da
Serra será criada uma praia fluvial,
mas na localidade da Carriça com
estruturas para os veraneantes e
que deverá ter vigilância e bandeira
azul.
Oposição com reservas
O vereador do PS no município,
Porfírio Carvalho, congratulou-se
por as negociações entre a Câmara e
a EDP “terem chegado a bom porto”
apesar de terem “demorado algum
tempo”. O socialista mostrou-se
ainda preocupado por ser o muni-
cípio a fazer as obras, lembrando a
controvérsia que existiu a propósito
das estradas que a autarquia cons-
truiu também no seguimento de um
acordo com a EDP para repor vias
que ficaram submersas. “Não sei se
o município tem grandes ganhos ou
não, tenho reservas”, disse.
O presidente da Câmara, Luís
Vasconcelos, esclareceu que apesar
de a edilidade ser responsável pelas
intervenções isso não quer dizer que
as vá realizar. “Vamos é ser os donos
da obra. Vamos fazer movimenta-
ções de terra e pouco mais, o resto
entregamos porque não consegui-
mos fazer e vamos ser responsáveis
por ter todas as aprovações ao nível
burocrático”, explicou.
Pelo terceiro ano consecutivo, o
município de Aguiar da Beira junta-se
ao projeto “Família do Lado”, uma
iniciativa que visa promover a “criação
de novos mecanismos de aproximação
degrupos–comunidadesimigrantese
sociedade de acolhimento - enquanto
estratégia para a integração dos
imigrantes na sociedade portuguesa”,
como explicou a autarquia.
A ideia deste projeto, do Alto Co-
missariado para as Migrações, é que
as famílias do concelho de Aguiar
da Beira que queiram integrar a ini-
ciativa, recebam em suas casas uma
família que não conheçam, consti-
tuindo-se assim “pares de famílias
(uma imigrante e outra autóctone)
para a realização de um almoço-
-convívio típico da cultura da família
anfitriã, como forma de acolhimento
do ‘outro’”.
Todos os encontros decorrerão, obri-
gatoriamente, no mesmo dia, a 27 de
novembro e à mesma hora (13h00),
em todo o território nacional e demais
países que se associam à iniciativa.
Todos aqueles que pretendam parti-
cipar no “Família do Lado”, devem
dirigir-se ao serviço de atendimento
do município de Aguiar da Beira
e solicitar as fichas de inscrição ou
consultar o site do município.
O projeto “Família ao lado” foi criado
na República Checa, em 2004, na
altura com o conceito de Bairros
Inclusivos. A iniciativa chegou a
Portugal, pela primeira vez, em 2012,
e, desde então, é um dos países com
maior número de participantes.
AGUIAR DA BEIRA
PROJETO DE ACOLHIMENTO DE FAMÍLIAS ESTRANGEIRAS ESTÁ DE VOLTA
Antiga escola primária de Sejães vai ser transformada num complexo de piscinas
23
4 NOV
REGIÃO
No ativo desde 2001, a Associação
2000 de Apoio ao Desenvolvimento
(A2000) assinalou o primeiro
ano de existência no concelho de
Tabuaço. Com sede em Santa Marta
de Penaguião, mas já inserida em
outros dois concelhos viseenses
(Resende e Armamar), esta ins-
tituição de utilidade pública tem
por objetivo promover a inclusão
social e profissional de pessoas com
deficiência ou incapacidade.
Para tal, a A2000 arrancou há
precisamente 14 meses a primeira
formação em Tabuaço totalmen-
te destinada às áreas com saída
profissional neste concelho, tendo
atualmente já 22 alunos, separados
em duas turmas que em breve
entrarão no mercado de trabalho
local. Num trabalho exigente e
meticuloso, António José Ribeiro,
presidente da A2000, revelou ao
Jornal do Centro que a ajuda da au-
tarquia foi e continua a ser essencial
para o sucesso deste projeto: “Como
em todo o lado há sempre alguma
resistência na fase inicial. É normal,
como não somos de Tabuaço diga-
mos que amabilidade não ocorre de
imediato, exceção feita à Câmara
Municipal que desde a primeira
hora, em especial o seu presidente,
teve a visão para perceber qual era o
nosso propósito para nos receber e
dar-nos as condições que precisáva-
mos”, afirmou.
Com a primeira turma já colocada
em contexto real de trabalho, o
responsável pela A2000 garante que
mais de metade dos instruendos
terão trabalho no fim da formação
que dura dois anos: “Neste momen-
to em Tabuaço temos duas turmas.
A primeira que está ativa há 14
meses já se encontra num cenário
real de inclusão no mercado de tra-
balho. A segunda turma está ainda
em sala. No final garantimos que 65
por cento das pessoas têm trabalho.
É o que a nossa experiência noutros
concelhos nos diz.”
Sendo este projeto co-financiado
pelo Estado português e pela
União Europeia através do Pro-
grama 2020, António José Ribeiro
reforçou o balanço muito positivo
do primeiro ano em Tabuaço,
antevendo um futuro ainda mais
risonho, com mais formandos e
novas instalações: “Não temos
dúvidas que este é um projeto
com futuro, que vai consolidar-se
em Tabuaço. Além destas turmas
já referidas vamos iniciar outro
tipo de projeto, denominado de
formação contínua e na mesma di-
rigida a pessoas com deficiência ou
incapacidade, que vai começar em
março de 2017. Vamos apoiar mais
10 pessoas num total de 32. Esta-
mos em crescendo e tudo também
graças à Câmara Municipal que já
nos garantiu que até ao fim do ano
vamos mudar de instalações. Até
ao momento estamos na Junta de
Freguesia, mas vamos mudar para
outras mais acolhedoras, com mais
qualidade para desenvolvermos o
nosso trabalho”, referiu- FF
TABUAÇO
A2000 - HÁ UM ANO A PROMOVER A INCLUSÃO SOCIAL E PROFISSIONAL
SÁTÃO
Texto Micaela Costa
LOJA SOLIDÁRIA JÁ APOIOU “DEZENAS DE PESSOAS”
ESPAÇO DE APOIO SOCIAL
FOI CRIADO NO INÍCIO
DO PASSADO MÊS DE
OUTUBRO E TEM APOIADO,
SOBRETUDO, FAMÍLIAS
NUMEROSAS. COM A
CHEGADA DA ÉPOCA
NATALÍCIA, LOJA SOLIDÁRIA
DEVERÁ SER REFORÇADA.
JUNTA DE FREGUESIA QUER
ALARGAR APOIO A TODO O
CONCELHO
Desde que arrancou, no início
do passado mês de outubro,
a “Loja solidária” da Junta
de Freguesia de Sátão já apoiou “de-
zenas de pessoas”, afirmou ao Jornal
do Centro, António José Carvalho,
presidente da Junta de Sátão.
Segundo o autarca, este é um proje-
to que surge pela “vulnerabilidade
social que cada vez se torna mais
premente” e “a pensar nas pessoas
que neste momento vivem alguma
precariedade e alguma necessidade
económica”.
A Loja Solidária, que funciona nas
instalações da Junta de Freguesia de
Sátão, é uma das medidas do plano
de apoio social, daquela freguesia,
e que, no caso do espaço solidário,
está a ser levada a cabo com o apoio
de alguns voluntários.
Esta resposta social, que tem ajuda-
do neste primeiro mês de existência
sobretudo “famílias numerosas”,
vai ser mais reforçada na altura de
Natal, época em que a procura de
ajuda se intensifica, revelou Antó-
nio José Carvalho.
De acordo com o presidente da Jun-
ta, têm sido muitos os que têm con-
tribuído para a loja solidária. “Os
portugueses são um povo solidário
e estão a responder de forma parti-
cularmente forte”, referiu. Entre as
doações estão vestuário, brinque-
dos, material didático e, em menos
quantidade, bens alimentares, estes
últimos que, segundo o autarca,
“se espera que possam aparecer em
maiores quantidades”. Para isso,
António José Carvalho afirma que
vai ser feita mais “publicidade” de
forma a que mais gente possa aderir,
quer em doações, quer a requerer
apoio. O autarca espera ainda que
possam surgir, para além dos bens
sociais, donativos em dinheiro
para “apoiar no incumprimento de
liquidações de serviços por parte
das famílias carenciadas”.
Junta de Freguesia quer levar loja a
todo o concelho
Para já, a Loja Solidária apoia os
habitantes da freguesia de Sátão
mas a Junta de Freguesia quer alar-
gar este apoio a todo o concelho.
“Já transmiti [essa intenção] na
última Assembleia Municipal. Se
houver essa abertura da parte de
outras estruturas, a nível concelhio,
porque não? A loja solidária foi
criada como uma implementação
de políticas sociais. O importante
é ajudar alguém, rentabilizar os
recursos existentes e ao nível da
freguesia de Sátão temos feito essa
ajuda, se for possível ao nível do
concelho, tanto melhor”, afirmou
António José Carvalho.
Documentação exigida não causa
constrangimento
Para que o apoio seja prestado,
quem se deslocar à Loja Solidária
tem que apresentar alguma do-
cumentação que comprove ou os
baixos rendimentos ou situação
de vulnerabilidade social. Mas, se-
gundo António José Carvalho, esta
ação não causa “constrangimento”.
“Temos que ter algum critério de
identificação. Este projeto quer
apoiar pessoas carenciadas mas
que de facto o sejam.
Mas não tem trazido constrangi-
mentos. As pessoas têm noção que
têm que provar que estão numa si-
tuação mais vulnerável para terem
acesso aos bens. As voluntárias
também têm tido esse cuidado,
de manter sempre o anonimato”,
sublinhou
HORÁRIO
Loja Solidária
Terça-feira – 9h00 às 10h00
Quinta-feira – 9h00 às 10h00 e das 17h00 às 19h00
Na loja solidária
pode encontrar-se
vestuário, brinquedos,
material didático e
bens alimentares
24
4 NOV
REGIÃO
NELAS
Texto Clemente António Pereira
OPOSITORES INTERNOS DO PS
NÃO SE DEMITEM
BORGES DA SILVA, ATUAL PRESIDENTE DA CÂMARA DE NELAS E CANDIDATO ÀS
ELEIÇÕES DE 2017, VIU O APOIO SER REFORÇADO EM JANTAR QUE REUNIU DIRIGENTES
SOCIALISTAS E DEPUTADOS. PRESIDENTE DA CONCELHIA E ATUAL VEREADOR NÃO
APOIAM, MAS DIZEM QUE NÃO TÊM DE SE DEMITIR
“Borges da Silva é candidato
à reeleição em 2017 não só
porque essa é a orientação
do PS mas sobretudo pela qualidade
do trabalho efetuado e pelo apoio
popular que alcançou”. Foi assim que
o responsável máximo da Federação
Distrital do PS e deputado, António
Borges, legitimou a recandidatura
do atual autarca de Nelas eleito em
2013 pelo PS. Prevaleceu a posição
assumida no Congresso Nacional dos
Socialistas numa moção votada por
maioria absoluta e apresentada pelo
presidente Comissão Nacional do PS
e primeiro-ministro, António Costa,
e agora reforçada pela Federação
Distrital de Viseu do PS durante o
jantar convívio comemorativo do 3º
aniversário da tomada de posse do
presidente da Câmara de Nelas e que
conseguiureunir cercade200pessoas.
Vereadores do PS assumem
divergências e não apoiam ninguém
Apesar do reforço da candidatura de
Borges da Silva pelo PS às Eleições
Autárquicas de 2017, os opositores
internos do PS Nelas e vereadores na
Câmara Municipal, Adelino Amaral
(quetambémépresidentedaconcelhia
do PS) e Alexandre Borges, (antigo vi-
ce-presidente de Borges da Silva), não
desarmam e assumem rutura total
com o atual presidente de Câmara.
Dizem que não vão apoiar ninguém e
assumem que não se demitem, porque
não existe motivo para tal.
Adelino Amaral esclareceu que só
discorda da forma de atuar do atual
presidente da Câmara, que “sempre
revelou falta de respeito pelo órgão
Câmara Municipal, pelos seus verea-
dores e pela democracia sempre que
resolvia impor decisões, por ele to-
madas, sem consultar mais ninguém”.
“Sempre acatei as decisões assumidas
pelos órgãos distritais e nacionais,
apesar de discordar de algumas de-
las e de assumir opiniões diferentes
em determinadas matérias e assun-
tos do foro interno”, sublinhou o
presidente da Concelhia do PS Nelas.
Adelino Amaral adiantou ainda que
perante isto “não há nenhuma razão
objetiva para se colocar a minha de-
missão, até porque mantive sempre
uma atitude discricionária, quando
me pediram reserva e recato, sobre
este processo.
O antigo vice-presidente da Câmara
de Nelas e vereador do PS, Alexan-
dre Borges sustenta que “a demissão
não faz qualquer sentido, já que fui
eleito para este cargo pela maioria
dos militantes e simpatizantes do
PS”. “Não vou defraudar a confiança
que em mim depositaram, quando
decidiram votar em mim e no Parti-
do Socialista”, concluiu.
A Comissão Coordenadora Dis-
trital do Bloco de Esquerda (BE)
anunciou que “jamais tentou ali-
ciar qualquer cidadão, autarca ou
não, para uma candidatura em
lista do partido ou de cidadãos”,
no âmbito das eleições autárqui-
cas a decorrer no próximo ano.
Uma posição que surge no se-
guimento da notícia, na última
edição do Jornal do Centro e que
dava conta que o atual vereador
do PS na Câmara de Nelas,
Alexandre Borges, foi “sondado”
para encabeçar uma eventual
candidatura deste partido às
eleições de 2017.
Em resposta, o Bloco emitiu um
esclarecimento onde afirma:
“Em face de rumores divulgados
pelo Jornal do Centro, relativa-
mente às próximas eleições au-
tárquicas no concelho de Nelas,
a Comissão Coordenadora Dis-
trital do BE de Viseu, vem por
este meio esclarecer que jamais
tentou «aliciar» qualquer cida-
dão, autarca ou não, para uma
candidatura em lista do partido
ou de cidadãos, no âmbito das
eleições autárquicas a decorrer
no próximo ano.
Não é assim que entendemos
conduzir o processo de consti-
tuição de listas para as referidas
eleições, uma vez que sendo ver-
dade que nacional e localmente
estamos abertos à constituição
de listas de cidadãos ou à par-
ticipação de independentes
nas nossas listas, não nos nor-
teia a fulanização de nenhuma
candidatura.
Guiamo-nos por princípios, con-
cretizados nos programas eleito-
rais a apresentar em cada círculo
e só o nosso entendimento da
pertinência desses programas
na defesa das populações a que
se destinam poderá determinar
o nosso apoio, enquanto força
política.
Não querendo portanto alimen-
tar qualquer polémica, nem
afunilar a discussão em torno
de nomes ou personalidades,
afirmamos que não serão pseudo
notícias que condicionarão as
decisões que em tempo oportuno
serão tornadas públicas”.
O Jornal do Centro reafirma
tudo o que escreve sobre o assun-
to da última edição.
BLOCO DE
ESQUERDA
NEGA TER
SONDADO
ALEXANDRE
BORGES
Adelino Amaral Alexandre Borges
Alexandre Borges
sustenta que “a demissão
não faz qualquer sentido,
já que fui eleito para este
cargo pela maioria dos
militantes e simpatizantes
do PS”
25
4 NOV
REGIÃO
LAMEGO
Texto Iolanda Vilar
MORADORES E COMERCIANTES QUEREM
REABERTURA AO TRÂNSITO DA ROTUNDA
DO SOLDADO DESCONHECIDO
ABAIXO ASSINADO ESTÁ
A CIRCULAR NA CIDADE
DE LAMEGO. GRUPO DE
CIDADÃOS, QUE TÊM
À CABEÇA EX-VICE-
PRESIDENTE DA AUTARQUIA
LAMECENSE, APELA À
REABERTURA DA ROTUNDA
PARA UMA MAIOR FLUIDEZ
DO TRÂNSITO
A rotunda do Soldado Des-
conhecido não vai reabrir.
Esta foi a garantia dada por
Francisco Lopes, presidente da Câmara
de Lamego, em resposta a uma moção
entregue na última sessão pública do
municípioporumgrupodemoradores
que pediu a reabertura daquele local ao
trânsitoautomóvel.
A transformação do espaço envolvente
da rotunda numa zona pedonal, com
a união das avenidas Alfredo de Sousa
e Visconde Guedes Teixeira, sempre
gerou forte contestação dos lamecenses,
que habituados a contorná-la para sair
da cidade, mostraram-se relutantes a
essa mudança. As duas avenidas foram
unidas e perdeu-se um espaço de esta-
cionamentonaszonaslaterais.
O edil lamecense perante a contestação,
sempre assumiu que esta alteração se
inseria “numa filosofia política e ba-
seada em estudos técnicos urbanísticos
que pretendem dar outra fluência ao
trânsito e melhorar as acessibilidades
rodoviárias”. O projeto está inserido
na requalificação urbana da cidade que
tem como estratégia a requalificação
urbanaeviáriadoEixodoBarroco.
Na última sessão pública da Câmara,
um grupo de cidadãos encabeçado por
um antigo vice-presidente da edilidade,
Amândio da Fonseca, levou a discussão
a necessidade da reabertura da rotunda
“para melhor fluidez do trânsito e repor
O Horto Monástico de S. João de
Tarouca vai acolher um projeto
denominado “cura mayr” que
pretende utilizar ervas aromáticas
para tratamento de “doenças do
corpo e da alma”. A Associação Ino-
vterr, impulsionadora desta ideia,
acredita que em 2017 tudo será uma
realidade.
Segundo Bruno Cardoso, presi-
dente da direção da Inovterra,
esta parceira pretende “revelar as
capacidades curativas de tudo que
produzimos no nosso horto monás-
tico”, aliados a uma cura natural,
desenvolvida pelo médico cubano
Gustavo Pezzini e criada por Franz
Raver Mayr. “A ideia é através de
terapias e ervas medicinais conse-
guir uma cura e desintoxicação do
organismo”, explica.
Em 2017 será uma realidade, ga-
rante Bruno Cardoso que com esta
parceira pretende dar a conhecer
Tarouca e S. João de Tarouca, e
assim mostrar ao mundo os be-
nefícios daquilo que produzimos
naturalmente”.
TAROUCA
NOVA TERAPIA EM ESPAÇO MONÁSTICO
uma situação que dia para dia se revela
um grave erro e que prejudica a quali-
dadedevidadoslamecenses”
Num comunicado distribuído pelos
espaços comerciais da cidade, os
subscritores do abaixo assinado
apelam à presença dos cidadãos na re-
união camarária, para que assim fosse
aprovada uma proposta de reabertura
daquele espaço.
No entanto, Francisco Lopes mantém
firme a sua posição e assume que “não
faz qualquer sentido reabrir a rotunda
pois, segundo o autarca, “o seu fecho
veio retirar do centro nevrálgico muito
trânsito e irradia-lo para as zonas peri-
féricas da cidade”. Ainda que se tenha
mostrado interessado em mandar
elaborar um estudo técnico que “avalie
anecessidadeounãodasuareabertura”,
o desligamento das duas avenidas não
aconteceránoseumandato,disse.
Em termos de regeneração de trânsito,
Francisco Lopes pretende encontrar
soluções para a mobilidade na rua Car-
doso Avelino, uma das entradas para
a cidade, e a construção de um túnel
por baixo do Escadório dos Remédios.
“Estas são as nossas prioridades e essas
sim irão resolver os problemas de mo-
bilidadedanossacidade”,assume.
Manifestaçãosemefeito
A união das duas avenidas já fez correr
muitos comentários nas redes sociais
e até foram criados grupos e paginas a
exigir o reenquadramento do Soldado
Desconhecido e que a circulação au-
tomóvel se mantivesse por aquele eixo.
Duranteotempoemqueaqueleespaço
esteve em obras, foram agendadas
manifestações, mas toda sem qualquer
efeito prático. Desde o colocar da pri-
meira pedra que esta obra gerou forte
polémica. “Perdeu-se estacionamento e
quando há algum problema, como um
carro avariado, nem há a possibilidade
de colocar uma viatura na berma”, são
algumas das queixas de comerciantes
que optaram por não se identificar”. “A
circulação acaba por ir em direção à
zona da grande superfície comercial
o que já de si é péssimo para nós”,
assumem.
Por seu lado o comum do cidadão
acaba por sofrer com esta alteração.
Quem o diz é Fernanda Santos, que
lamenta que para se dirigir ao hospital,
por exemplo, é obrigada a subir toda a
avenida, contorná-la e só assim seguir
para aquela unidade. Lamentou “o
tempoqueseperdeeagasolinagasta”.
Amândio da Fonseca relembra que
quando tinha responsabilidades na
área do Pelouro do Trânsito sempre
se mostrou contra essa união. “Não
há qualquer dúvida que o trânsito
automóvel não pode ser alterado”, fri-
sandoqueéumerro“defenderquesem
rotundaotrânsitofluimelhor”.
A castanha esgotou nos três
dias da festa dedicada a este
fruto realizada no passado
fim de semana em Sernance-
lhe. Segundo o vereador com
os pelouros do turismo e da
cultura no município local,
Armando Mateus, os produ-
tores presentes no certame
conseguiram vender tudo
o que levaram para o Expo
Salão. “Estamos numa fase
de arranque de campanha e
num ano com cerca de 50 por
cento de redução na produção
o que faz com que a castanha
seja mais escassa, daí que o
produto foi mais facilmente
esgotado”, explicou.
O responsável não tem núme-
ros concretos sobre a quanti-
dade de frutos comercializa-
dos, nem dos visitantes que
passaram pela 24ª edição da
Festa da Castanha porque
o município “não tem essa
preocupação”. Certo é que
houve “este ano um aumento
bastante alargado” do público
presente, em muito devido às
atividades paralelas realiza-
das e que “trouxeram milha-
res de pessoas a Sernancelhe”.
Devido ao sucesso destes
eventos que ocorreram inte-
grados no certame, o muni-
cípio tenciona reforçar essas
iniciativas em 2017. “Para o
ano estamos com uma preo-
cupação em aumentar a área
de oferta de entretenimento,
utilizando cada vez mais o
espaço exterior. Queremos
ampliar significativamente a
área gastronómica e realizar
mais atividades para garantir
que quem nos visita possa
usufruir de outras iniciativas
para além da Feira da Casta-
nha”, referiu ainda Armando
Mateus.
FEIRA COM MILHARES
DE VISITANTES
CASTANHA
ESGOTOU EM
SERNANCELHE
26
4 NOV
REGIÃOREGIÃO
A
Infraestruturas de Portugal
(IP) diz que tem vindo a
“efetuar pagamentos nos
processos de expropriação
de terrenos localizados em vários con-
celhos atravessados pela autoestrada
25. Segundo a empresa pública, os
pagamentos são agendados “imediata-
mente”apósosproprietários“comuni-
carem as atualizações e regularizações
dos registos dos prédios nas Finanças,
Conservatórias e/ou apresentem títu-
los, comprovando assim a titularidade
dos mesmos, condição imprescindí-
vel” para que se “possa proceder à for-
malização dos autos de expropriação”.
“Não pode por isso ser imputável à
IP, enquanto entidade expropriante, a
responsabilidade por eventuais atrasos
no pagamento. Tratam-se de situações
relativamente às quais a IP, sem a
colaboração dos proprietários, nada
pode fazer, nomeadamente pela falta
de documentação comprovativa da
respetiva titularidade dos bens abran-
gidos pela expropriação”, sublinha
num esclarecimento enviado ao Jornal
do Centro.
A Infraestruturas de Portugal diz
ainda que os casos de pagamentos
pendentes “estão praticamente redu-
zidos àqueles em que os proprietários
terão de atualizar documentalmente
os prédios”. “No entanto, em muitos
casos, o valor da regularização dos
registos dos prédios nas Finanças
e Conservatórias, incluindo toda a
regularização de registos e escrituras
necessárias, envolve um valor superior
ao valor da indemnização a receber
pela expropriação, o que acaba por
desmobilizar os proprietários”.
Sobre as queixas dos Baldios de
Vasconha que estão há dez anos à
espera de receber cerca de 150 mil
euros por parcelas entre os nós de
Ventosa e da Boaldeia na A25, a IP
esclarece que ainda não foi “possível
proceder ao seu pagamento, já que
se encontra pendente no Tribunal
Administrativo e Fiscal de Almada
uma ação de execução fiscal, relativa
ao pagamento de árvores existentes
nessas parcelas, indevidamente
movida pela também interessada
Direção Regional de Agricultura
da Beira Litoral”. “Permanecem
ainda pendentes questões de índole
documental que terão de ser ultra-
passadas pelos Baldios, situação que
é do pleno conhecimento da Assem-
bleia de Compartes”, explica ainda a
empresa pública.
VOUZELA
Texto José Ricardo Ferreira
PROPRIETÁRIOS TÊM CULPA NO ATRASO
DOS PAGAMENTOS DAS EXPROPRIAÇÕES
SEGUNDO A INFRAESTRUTURAS DE PORTUGAL, OS VALORES EM DÍVIDA NÃO SÃO SALDADOS PORQUE
OS DONOS DOS TERRENOS NÃO OS REGULARIZAM. MUITOS NÃO O FAZEM POR OS MONTANTES A
RECEBER SEREM INFERIORES AO QUE VÃO GASTAR NO PROCESSO DE LEGALIZAÇÃO
Com o objetivo de aumentar a
capacidade de recolha de resíduos re-
cicláveis e indiferenciados, a Câmara
Municipal de Sátão vai instalar vários
contentores subterrâneos – ilhas eco-
lógicas – na vila de Penedono.
A ideia é que com a colocação destas
ilhas (três para cartão, três para plás-
tico, três para vidro e quatro para os
resíduos indiferenciados) promovam
“uma melhor circulação de peões
nas vias atualmente ocupadas”, como
explicou a autarquia.
As ilhas ecológicas vão ser imple-
mentadas na Avenida Adriano de
Almeida, no centro da vila, e surgem
também com a intenção de se integra-
rem nos “sistemas eficientes de recolha
seletiva de resíduos” e para pautar pela
“qualidade e proteção do ambiente”.
Esta ação integra-se ainda na “atra-
tividade do território”, frisou a
autarquia. “A atratividade do nosso
território é, em boa parte, marcada
pela sua qualidade paisagística, pela
proximidade dos espaços naturais
que servem de enquadramento aos
aglomerados urbanos e pelo estilo de
vida saudável associado à qualidade
de vida do meio rural”, concluiu.
PENEDONO
VÃO “NASCER” ILHAS ECOLÓGICAS NO CENTRO DA VILA
A Câmara Municipal de Vila
Nova de Paiva vai avançar com a
recuperação do antigo “ciclo pre-
paratório”, entretanto convertido
em Centro Escolar. Com a requali-
ficação, este espaço vai passar a al-
bergar, a partir do próximo ano, as
crianças de Vila Cova à Coelheira.
O anúncio da candidatura para
a requalificação do edifício, foi
feito pelo presidente da Câmara de
Vila Nova de Paiva que aprovou
o assunto na última reunião do
executivo. José Morgado adiantou
que “tem garantidos 700 mil euros
em fundos comunitários”, que o
autarca espera ver reforçados. Ao
todo a obra deverá vir a custar
“cerca de um milhão e trezentos
mil euros e que em breve deverá
estar a concurso”.
O Centro Escolar de Vila Nova de
Paiva funciona nas instalações da
antiga “Escola Preparatória Aqui-
lino Ribeiro”. Com a deslocação
dos alunos para a escola básica de
segundo e terceiro ciclos, o velho
edifico ficou sem efeito. Mas foi
por pouco tempo, já que com o en-
cerramento há mais de doze anos
da escola primária de Vila Nova de
Paiva para dar lugar à instalação
da biblioteca municipal, ainda
por funcionar, a antiga escola
preparatória albergou os alunos do
primeiro ciclo do ensino básico de
Vila Nova de Paiva. Atualmente,
o velho edifício recebe também
as crianças de Alhais, Fráguas e
Queiriga depois destas freguesias
terem visto encerradas as suas
escolas por falta de alunos. Para
o ano tudo indica juntar-se-ão ao
Centro Escolar em Vila Nova de
Paiva, as crianças da freguesia de
Vila Cova a Coelheira.
Recentemente a autarquia tinha
mostrado vontade em construir
um centro escolar de raiz. No en-
tanto, o projeto foi cancelado pelo
presidente da Câmara, alegando
“tratar-se de um investimento
avultado para o concelho” e “não
existir necessidade para tal”. José
Morgado justificava que “em
substituição à construção de um
novo edifico para o centro escolar,
a autarquia deveria optar pela
requalificação do espaço existente
com as condições exigidas para o
efeito”. – PP
VILA NOVA DE PAIVA
REQUALIFICAÇÃO
DO CENTRO
ESCOLAR
VAI PERMITIR
RECEBER MAIS
ALUNOS
27
4 NOV
S. JOÃO DA PESQUEIRA
Texto Clemente António Pereira
ADESÃO À REDE DE JUDIARIAS AVANÇA
EM NOVEMBRO
LEVANTAMENTO E ESTUDOS DA PRESENÇA JUDAICA EM S. JOÃO DA PESQUEIRA VÃO
ESTENDER-SE ATÉ 2017
Aautarquia de S. João da Pes-
queira está a desenvolver es-
tudos no sentido de integrar
a Rede de Judiarias de Portugal. A
proposta vai ser levada a delibera-
ção da Assembleia Geral da Rede de
Judiarias já este mês.
Com um inegável passado histórico
visível a cada canto da vila, São
João da Pesqueira reflete ainda a
malha urbana existente no espaço
delimitado pela muralha medieval,
possui estruturas e tipologias das
pequenas edificações medievais
de cariz rural. Nas ruas estreitas e
muradas desta área periférica é que
se poderia localizar a Judiaria de
S. João da Pesqueira. Um local que
terá albergado no século XVI uma
comunidade judaica com fortes
características empresárias e de
dinamização comercial.
Segundo José Tulha, autarca pes-
queirense, a candidatura da vila
faz “todo o sentido pela relevância
dos vestígios encontrados e pela im-
portância histórica e turística que
representa para o concelho”. No
entanto, este projeto “nunca estará
terminado, independentemente
do processo de formalização de
entrada na Rede”. “O trabalho no
terreno é continuado, prevendo-se
que o levantamento esteja concluí-
do no primeiro semestre de 2017”,
assumiu o autarca.
A Rede de Judiarias de Portugal -
Rotas de Sefarad é uma associação
com carácter público mas de direito
privado e que tem por fim uma
atuação conjunta, na defesa do
património urbanístico, arquitetó-
nico, ambiental, histórico e cultural,
relacionado com a herança judaica .
Fundada em 17 de Março de 2011,
pretende conjugar a valorização
histórica e patrimonial com a pro-
moção turística, ação que ajudará
igualmente a descobrir uma forte
componente da identidade portu-
guesa e peninsular.
Uma quebra na ordem dos 30 por
cento é a cifra final da campanha
da maçã de 2016 em Armamar. São
cerca de 50 mil toneladas de maçã de
montanha que nos próximos meses
vai aparecer em várias superfícies
comerciais nacionais e internacionais
e de “excelente qualidade”, garante
a Associação de Fruticultores do
concelho.
José Maria Osório, presidente da As-
sociação de Fruticultores, garante que
finda a azáfama de várias semanas de
apanha de maçã “o balanço é extre-
mamente positivo”, tendo em conta
as toneladas apanhadas e o calibre
e qualidade deste fruto. “No início
tínhamos algum receio, uma vez que
as condições climatéricas adversas,
nomeadamente geadas e chuva fora
de tempo, pudessem ter um impacto
muito negativo na maçã”, mas subli-
nhou que “o tempo foi nosso amigo
e permitiu que o trabalho de um ano
inteiro fosse positivo”.
O responsável desta associação de
produtores recorda que esta atividade
“é uma das mais reconhecidas do
concelho”, relembrando que mais de
90 por cento das áreas agrícolas de
Armamar são de pomares. “Uma das
maiores percentagens de área cultiva-
da no país”, rematou José Osório.
ARMARMAR
MAÇÃ COM QUEBRA DE 30 POR CENTO
“ANÁLISE DOS
HOMICÍDIOS
RELACIONADOS COM A
VIOLÊNCIA DOMÉSTICA”
ANDRÉ M. DA CUNHA
Advogado
CONSULTÓRIO JURÍDICO
Ao abrigo do artigo 4.º- A da Lei
n.º 112/2009, de 16 de setembro,
alterada pelas Leis n.ºs 19/2013, de
21 de fevereiro, 82 -B/2014, de 31
de dezembro, e 129/2015, de 3 de
setembro, o Governo estabeleceu
a criação de uma equipa que tem
como missão proceder à análise
retrospetiva das situações de ho-
micídio ocorrido em contexto de
violência doméstica e que tenham
sido já objeto de decisão judicial
transitada em julgado ou de decisão
de arquivamento ou não pronúncia,
visando retirar conclusões que
permitam a implementação de
novas metodologias preventivas ao
nível dos procedimentos e, sempre
que se justificar, a produção de re-
comendações às entidades públicas
ou privadas com intervenção neste
domínio.
Os membros da equipa ficam obri-
gados a manter confidencialidade,
não revelando, por qualquer forma
ou meio, informação de que tenham
tido conhecimento no exercício das
suas funções. O acesso à informação
de saúde respeitante à vítima de
homicídio ou a terceiros processa-se
de acordo com o disposto na Lei n.º
12/2005, de 26 de janeiro, e é feito
através de médico designado pelo
Instituto Nacional de Medicina
Legal e Ciências Forenses, I. P. Os
relatórios finais de análise de casos
e as recomendações só podem ser
revelados a terceiros depois de
convenientemente anonimizados.
(e até lá?)
É nesta dimensão que se irão levan-
tar problemas quanto à reserva da
intimidade, da memória, do sigilo
e da sindicância quanto às decisões
finais dos processos e que de uma
forma ou de outra resultarão na
quebra do segredo de justiça.
O artigo 13.º, da portaria em presen-
ça, disciplina quanto à recolha de
depoimentos de familiares, amigos
ou terceiros que tenham privado
com intervenientes no homicídio
tentado ou consumado, ou a vítima
sobrevivente. Estes podem ser ouvi-
dos nas sessões de trabalho da uni-
dade de análise e estudo de casos,
desde que exista necessidade e uti-
lidade na sua audição, devidamente
fundamentada, e depois de obtido o
seu consentimento expresso.
Na verdade, esta medida carece de
justificação legislativa e coerência
normativa (constitucional) dados os
interesses que se vêm envolvidos.
REGIÃO
28
4 NOV
REGIÃOREGIÃO
Fartos de esperarem pela ligação
do saneamento básico instalado
em Pouves há 17 anos, alguns habi-
tantes da povoação que fica situada
mesmo às portas da cidade de S.
Pedro do Sul foram à última reu-
nião pública da Câmara Municipal
(31 outubro) pedir ao executivo que
faça “descargas gratuitas” às fossas
sépticas dos moradores da localida-
de. “É uma obrigação da Câmara”,
defendeu Alberto Francisco, por-
ta-voz do grupo de cidadãos, lem-
brando que o povo tem o sistema
instalado desde que Bandeira Pinho
(PS) esteve no poder.
O presidente da autarquia recusou
tal pretensão já que o próprio muni-
cípio, por não possuir uma cisterna,
está a pagar à União de Freguesias
de Carvalhais e Candal, que detém
o equipamento, para fazer as des-
cargas das fossas dos munícipes.
Vítor Figueiredo sublinhou, no en-
tanto, que o problema será resolvido
dentro de dois anos graças à cons-
trução da nova ETAR do Valgode e
dos respetivos emissários.
O autarca aproveitou ainda para
culpabilizar o anterior executivo
por nunca ter resolvido a situação
e ter deixado “estoirar” a cisterna e
ainda ter contraído 26 milhões de
euros de dívida. A oposição PSD
retorquiu, acusando Vítor Figuei-
redo de “demagogia” e lembrando
que a maioria PS também já podia
ter comprado uma nova cisterna
se não gastasse tanto dinheiro “em
festas”.
DUAS DÉCADAS À ESPERA DA LIGAÇÃO DO SANEAMENTO
S. PEDRO DO SUL
Texto José Ricardo Ferreira
CÂMARA COM “FUNCIONÁRIOS A MAIS” VOLTA
A CONTRATAR
OPOSIÇÃO QUESTIONA
CONTRATAÇÃO DE SEIS
NOVOS TRABALHADORES
E ACUSA O PRESIDENTE DE
ESTAR A PAGAR PROMESSAS
ELEITORAIS. VÍTOR
FIGUEIREDO LEMBRA QUE
JÁ SAÍRAM FUNCIONÁRIOS
E JUSTIFICA CONTRATAÇÃO
COM NECESSIDADES DOS
SERVIÇOS
Um ano depois de o presidente
da Câmara de S. Pedro do
Sul ter afirmado ao Jornal do
Centro que o município tinha 200
funcionários a mais, os ecos dessa
entrevista continuam a dar que
falar. A oposição PSD na autarquia
aproveitou as palavras do autarca
para pedir explicações sobre um
concurso aberto recentemente pela
edilidade para a contratação de mais
seis trabalhadores.
A questão foi levantada na última
reunião pública do executivo (31 de
outubro) pelo vereador Rogério Duar-
te que disse ter sido abordado na rua
por munícipes que não conseguiam
compreender este reforço do quadro
de pessoal. “Quer dizer tinham 200
[funcionários] a mais e já vai meter
mais. Pela boca morre o peixe. Manda
essas atoardas para o ar e depois
elas caiem-lhe em cima”, afirmou o
social-democrata.
Em particular, Rogério Duarte quis
saber as razões que levam a Câmara
a contratar mais um motorista de
transportes coletivos quando já tem
sete e apenas dois veículos do género.
O vereador do PSD acusou também o
edil de estar a empregar mais pessoas
para cumprir promessas feitas na
campanha eleitoral em 2013. “Tinha
200 funcionários a mais, agora vai ter
206, mas já vem mais qualquer coisa
para o próximo ano. Está-se a chegar
o período eleitoral e tem que resolver
estes compromissos de quando era o
‘Vítor das Finanças’ que andava em
campanha a prometer às pessoas o
posto de trabalho”, sustentou.
Maioria rejeita acusações
O presidente da Câmara devolveu as
críticas, acusando Rogério Duarte
de querer “tempo de antena” por
só intervir nas reuniões quando
está presente a comunicação social.
Vítor Figueiredo esclareceu depois
que tinha afirmado que a autarquia
possuía 200 funcionários a mais em
comparação com o município vizinho
de Arouca, que tendo a mesma área e
mais população tem menos trabalha-
dores. “Está agora preocupado com
a contratação de seis funcionários
e estamos a falar de pedreiros, car-
pinteiros e pessoas que trabalham
na rua quando já saíram mais de 40
em virtude de reformas, rescisões de
contratos e uma série de coisas. Quer
dizer saem 40 e tal e não podemos
contratar seis”, disse.
Sobre o caso concreto dos moto-
PUB
ristas, informou que a lei mudou
impedindo que os colaboradores
do município façam muitas horas
seguidas, para além de que ao traba-
lharem durante a semana e aos fins
de semana têm direito a folgas. A
somar a isto, a edilidade está agora
a efetuar alguns circuitos de trans-
portes escolares que eram operados
por privados. Há ainda o caso de um
funcionário que é árbitro de futebol
que tem direito a não trabalhar aos
sábados e domingos e outro com
mais de 60 anos que não pode con-
duzir veículos pesados.
Explicações que não convenceram
Rogério Duarte que acusou Vítor
Figueiredo de estar a fazer demagogia
e de estar a “atirar areia para os olhos”
das pessoas. O social-democrata
defendeu que a Câmara podia alocar
outros funcionários para as áreas
em falta e prometeu estar atento aos
resultados do concurso, denunciado
que o mesmo foi aberto já com os
candidatos selecionados.
A vereadora com o pelouro da Educa-
ção, Teresa Sobrinho, também inter-
veio, defendendo que Rogério Duarte
não podia estar a “colocar no mesmo
saco” a questão dos funcionários a
mais e a reafetação de trabalhadores
porque autarquia, ao contrário de
uma empresa, não pode colocar os
colaboradores onde quer por causa
das carreiras.
29
4 NOV
REGIÃO
TONDELA
Texto Clemente António Pereira
DEBORLA DE REGRESSO TRÊS ANOS DEPOIS
E VAI CRIAR 16 POSTOS DE TRABALHO
MEGA ESPAÇO COMERCIAL DEBORLA ESTÁ DE REGRESSO À CIDADE DE TONDELA
TRÊS ANOS DEPOIS DE TER ENCERRADO PORTAS. O INVESTIMENTO É DE 800 MIL
EUROS E VAI CRIAR 16 POSTOS DE TRABALHO
As obras de construção de
raiz do novo hipermercado
DeBorla estão praticamente
concluídas e correspondem a um
investimento de 800 mil euros. O
novo espaço, com uma área bruta
de 2.500 metros quadrados, fica
localizado à entrada da cidade de
Tondela no lado direito da nova
Avenida das Comunidades, logo a
seguir ao primeiro Nó do IP3 para
quem circula entre Santa Comba
Dão e Viseu. Prevê-se que o espaço
possa abrir ao público brevemente,
ainda durante a primeira quinzena
do mês de novembro.
Garantida está a criação de 16
novos postos de trabalho diretos,
numa cidade onde o DeBorla já
tinha sido uma aposta ganha. A
empresa quer retomar o caminho
do êxito alcançado e responder
às necessidades dos seus clientes
locais e que vivem na periferia da
cidade e da região, nos concelhos
limítrofes.
O novo espaço vai estar dividido
por quatro grandes áreas específi-
cas de comercialização: têxtil, lar,
decoração e cozinha.
O DeBorla saiu de Tondela em agos-
to de 2013 depois do espaço onde se
encontrava ter sido adquirido pelo
Continente e não ter conseguido
encontrar um espaço alternativo
para manter o negócio.
Segundo o diretor do Património
e Expansão do DeBorla, Ricardo
Dias, este regresso a Tondela justi-
fica-se porque “já existia essa von-
tade, tendo em conta que sempre
tivemos uma boa experiência pelo
volume de negócios que tivemos
neste mercado e onde nos sentimos
muito acarinhados e procurados
pelos nossos clientes locais”.
Ricardo Dias acredita no êxito da
empresa e acrescenta que “as ex-
pectativas são elevadas e esperamos
voltar a alcançar o sucesso que já
tínhamos alcançado no passado.
A autarquia de Resende aprovou
esta semana a criação de uma Loja
Social. O espaço estará a funcionar
até ao final do ano, nas instalações
do antigo posto da GNR.
À semelhança de outros concelhos
vizinhos este é, segundo a vereado-
ra da ação Social Maria José Dias,
“um projeto de intervenção e apoio
social aos mais necessitados preten-
de promover melhores condições
de vida às pessoas em situação de
maior vulnerabilidade ”.
A responsável pelo pelouro assumiu
que uma equipa multidisciplinar
na área social fará a filtragem das
famílias mais carenciadas, algumas
das quais já estão sinalizadas pelos
técnicos, e assim avaliará a forma
como essa ajuda será prestada
Como principal função, este espaço
visa disponibilizar às famílias
referenciadas bens alimentares,
vestuário ou até mesmo mobiliário,
sem qualquer valor pecuniário
envolvido. No futuro, Maria José
Dias não descarta a possibilidade
de alargar este trabalho a outras
entidades de cariz de solidariedade
social do concelho.
RESENDE
LOJA SOCIAL PARA APOIAR CARENCIADOS
TURISMO
O turismo em Portugal repre-
senta cerca de 6% do PIB, com-
parando com a média mundial
que se situa em 2,9% é bastante
significativo.
O turismo significa por isso uma
parte económica importante
para o nosso país e é preciso con-
tinuar a apostar com qualidade e
humildade.
Muitas das vezes os países gozam
de um estado de graça devido
aos meios de comunicação e aos
recursos que possuem, nesse
sentido é necessário mantermos
esse estado tentando ser bons
anfitriões e tratando os turistas
como nossos amigos.
Viseu também tem acompanha-
do esse estado de graça que o
País vive, tem criado atrações,
eventos e tem uma cadeia hote-
leira de meter inveja às cidades
do interior.
A câmara e as empresas locais
têm estado a criar sinergias po-
sitivas e trabalhado em conjunto
para colmatar pequenas lacunas,
o que denota a importância que o
turismo tem na nossa economia
local.
Mas é importante relembrar
que existe muito mau turismo
praticado por esse mundo fora
e Portugal não é exceção e o
principal erro que é cometido
é a diminuição da qualidade
dos serviços e o aumentando
os preços das dormidas e das
demais infraestruturas inerentes
ao turismo.
É necessário ter visão e tentar
guardar a galinha dos ovos de
ouro por muitos anos, tendo po-
líticas/práticas de bom turismo
e ao mesmo tempo crescendo
em qualidade e tendo preços
competitivos.
No nosso país ainda gozamos de
fatores que além da sua beleza na-
tural e das suas infraestruturas,
temos a sorte de não ter grande
risco de catástrofes naturais, de
guerra e de sermos um dos países
mais seguros do mundo.
Disto podemos concluir que
Portugal está na moda e Viseu
está na moda.
Vamos potenciar o que de me-
lhor temos….
OPINIÃO
ANDRÉ LEITE FERREIRA
Presidente da JEEC-AN
Portugal está na moda
e Viseu está na moda
30
4 NOV
MÚSICA
Texto Clemente António Pereira
CLARINETISTA DE SANTA COMBA DÃO
EM DIGRESSÃO PELOS GRANDES PALCOS DA EUROPA
É JÁ UM MÚSICO
DE REFERÊNCIA
INTERNACIONAL E COM
UMA AGENDA DE FAZER
INVEJA. OS CONVITES
SUCEDEM-SE PARA O
JOVEM CLARINETISTA
DE SANTA COMBA DÃO.
DEPOIS DO LESTE EUROPEU
E DE LONDRES ESPERAM-
NO OUTROS GRANDES
PALCOS, EM BUDAPESTE,
BIRMINGHAM E COLÓNIA
Ojovem clarinetista de Pinhei-
ro de Ázere de Santa Comba
Dão, Horácio Ferreira, atuou
na última semana no Bardican Cen-
tre, em Londres, perante meio mi-
lhar de pessoas e está agora concen-
trado nos próximos 15 concertos
agendados na Europa, nomeada-
mente, em Budapeste, Birmingham
e Colónia, entre outras cidades e ca-
pitais europeias. Esta digressão in-
ternacional termina a 12 de maio,
na Casa da Música, no Porto. Até ao
próximo verão, o músico assegura
que vai gravar o seu primeiro álbum.
Horácio Ferreira nasceu para a músi-
ca na Sociedade Filarmónica Lealda-
de Pinheirense, aos sete anos. Foi aí
que teve o primeiro contacto musical
e experimentou pela primeira vez o
clarinete. Desde então seguiu-se uma
longa viagem, sempre em progressão,
com um crescimento e uma evolução
rápida e sempre em alta.
A reação dos pais ao talento do fi-
lho foi num primeiro momento de
algum receio e isso aconteceu quan-
do decidiu ir estudar para a Escola
Profissional de Música de Espinho.
“Não foi fácil, porque a música não
era vista como uma opção profissio-
nal, mas sim como um hobbie - ain-
da acontece hoje, mas cada vez me-
nos -, naturalmente a minha mãe
tinha receio de uma mudança tão
radical como esta. Fui dos primei-
Está a decorrer até á próxima segun-
da-feira, 7 de novembro, na Bibliote-
ca municipal de Penalva do Castelo
a Exposição de Fotografia “PODER
NO FEMININO – Rostos, Testemu-
nhos e Igualdade”.
A iniciativa, que teve início a 24 de
outubro, pretende levar à reflexão
sobre a importância da inclusão do
princípio da Igualdade de Género
em todas as esferas da sociedade e,
em simultâneo, dar visibilidade a
algumas mulheres do concelho, ou
que no município ocupam cargos de
poder, ou desempenham profissões
tradicionalmente mais associadas
aos homens, de modo a desconstruí-
rem estereótipos no caminho pela
igualdade de género.
Esta exposição, enquadrada no âm-
bito da comemoração do Dia Muni-
cipal para a Igualdade, já assinalado
pelo Município de Penalva do Caste-
lo a 24 de outubro, alia ao trabalho
fotográfico à recolha de 11 opiniões
diferentes, de 11 mulheres sobre
questões ligadas à (des)igualdade de
género.
PENALVA DO CASTELO
O “PODER NO FEMININO – ROSTOS, TESTEMUNHOS E IGUALDADE”
ros músicos profissionais na minha
zona. Porém, sempre tive o apoio de
que precisava em casa e, por isso, es-
tou muito agradecido”, conta Horá-
cio Ferreira.
Depois do Conservatório e de fre-
quentar várias escolas de música,
optou por apostar em fazer mais
concertos e ter alguém que pontual-
mente o aconselhasse. Revela que es-
tá a ser aconselhado por Nicolas Bal-
deyrou, em Paris.
Justifica a intenção de ter que sair de
Portugal na tentativa de melhorar e
conhecer outros conceitos, ideias e es-
tarabertoanovosdesafios.Explicaque
não é por necessidade, “mas sim uma
busca para ganhar mais competên-
cias”.“Estudeinumaescoladereferên-
cia em Portugal, a Escola Superior de
Música, Artes e Espetáculo (ESMAE),
e após a conclusão da minha licencia-
tura,omelhorparamimseria,semdú-
vida, trocar de ares e seguir um novo
caminho. Não foi por isso uma prio-
ridade, mas sim uma opção” assume.
Momentos marcantes
O jovem, confessa que estudar com
Michel Arrignon (clarinetista fran-
cês) foi um marco importante para a
sua carreira. “Mudou muito a minha
forma de ver, não só o clarinete, como
também a música”, salienta.
O clarinetista adianta que seria injus-
to não falar em Luís Carvalho, já que
“foielequemefezveramúsicadeuma
forma mais profissional e soube mo-
tivar-me para ser cada vez melhor. E
claro, António Saiote, com quem ob-
tive o meu diploma na ESMAE. Pode
dizer-sequetodosforamconstruindo
o clarinetista e a pessoa que sou hoje”.
O músico de Santa Comba Dão des-
taca que em Portugal tem merecido
atenção de diversas pessoas e entida-
des, muito graças ao facto de ter sido
o Jovem Músico do Ano 2014.
No carro para além de música co-
mercial, costuma ouvir música eru-
dita, jazz, pop e alguma música rock
também. “Depende sempre do esta-
do de espírito. Tenho dois composi-
tores especiais, Mozart e Beethoven.
E destaca o Concerto de Clarinete
de Mozart e as sinfonias de Beetho-
ven. É difícil escolher porque gosto
de muitas coisas”, concluiu.
CULTURA
Até ao próximo verão, o
músico assegura que vai
gravar o seu primeiro
álbum
Orácio Ferreira está em digressão internacional
31
4 NOV
O primeiro fim de semana de novem-
bro na ACERT, em Tondela, é mar-
cado por uma “tournée” que vai pas-
sar pelos sítios nos quais a associação
e a companhia Trigo Limpo criaram
“afetos”. O roteiro começa com um
baile no edifício Cine-Tejá (4 de no-
vembro), arrancando no dia seguinte
para a Sociedade Musical de Instru-
ção e Recreio de Molelos. Aqui, será
lido um extrato do primeiro espetá-
culo do Trigo Limpo “O Povo Acor-
dou” pelos atores da companhia.
“Esteéum“roteiro”comumGPSafe-
tivo pelos espaços por onde a ACERT
passou, habitou e cresceu”, explica a
direção da ACERT. “Vamos palmi-
lhar alguns destes sinais de encontro
memoráveis”, acrescenta.
O roteiro dos afetos continua, a 6 de
novembro, com a apresentação do
espetáculo “20 Dizer” no edifício do
Hospital Velho, agora Lar da Santa
Casa da Misericórdia. Os encontros
terminam na Pensão Borges, onde foi
a primeira sede “formal” da ACERT,
com o visionamento do filme “Zero
de Conduta” de Jean Vigo. À volta da
fogueira do magusto, os intervenien-
tesvãofalardofuturo,40anosdepois
de ali se ter projetado o caminho des-
ta associação.
TONDELA
ACERT PERCORRE LOCAIS QUE JÁ FORAM
E CONTINUAM A SER A SUA CASA
CULTURA
PUB
Uma viagem ficcionada pelo
que poderia ter sido a vida
de um dos seus protagonis-
tas, caso tivesse ficado na terra on-
de nasceu, é a base da mais recente
criação da companhia Mala Voado-
ra. “Moçambique” é o nome da peça
que sobe ao palco do Teatro Viriato
(4 e 5 de novembro), em Viseu. Tra-
ta-se de um exercício teatral entre
o documentário e a ficção que põe
três dos membros da companhia a
inventar uma biografia pessoal al-
ternativa e, também, uma narrativa
nacional alternativa para o país que
Portugal descolonizou em 1975.
Neste espetáculo, a história parte
de um acontecimento real para se
chegar ao “o que poderia ter sido”.
Um casal perde dois filhos pequenos
num curto espaço de tempo. Uma
MALA VOADORA NO TEATRO VIRIATO
EM MOÇAMBIQUE E
EM PORTUGAL: A FICÇÃO
E A REALIDADE
A AUTOBIOGRAFIA
INVENTADA, MAS QUE
PODERIA TER SIDO REAL,
DE JORGE ANDRADE, ATOR
E DIRETOR DA COMPANHIA
MALA VOADORA
história trágica, real, que aconteceu
em Moçambique, e cuja mãe ten-
ta ultrapassar propondo a adoção
de um sobrinho. A irmã a viver em
Portugal com os dois filhos nega o
pedido à irmã. Caso tivesse aceite, a
vida do rapazito teria sido diferente,
teria herdado uma pequena fortuna.
Os três elementos mais antigos da
mala voadora nasceram em Mo-
çambique, sendo Jorge Andrade
um deles. Apesar de ter vindo pa-
ra Portugal com quatro anos, nes-
te espetáculo propõe-se construir
uma autobiografia como se tivesse
vivido em Moçambique toda a sua
vida e para que a sua história se tor-
ne credível, vai ter de impô-la à His-
tória do país.
“Parte de uma história verdadeira
e nós utilizamos essa história co-
mo pretexto para podermos inven-
tar uma nossa”, disse o ator e dire-
tor. Jorge Andrade refere que a peça
resulta de uma tentativa de “impor a
nossa ficção à história daquele país”.
“Moçambique é um terreno espe-
culativo para especularmos a nossa
realidade”, referiu o ator.
32
4 NOV
CASTRO DAIRE
Texto Francisco Favinha
TEATRO DO MONTEMURO ESTREIA NOVA
PEÇA “MONÓLOGOS DE UMA VIDA”
TRÊS HOMENS CONTAM A HISTÓRIA DE UMA PERSONAGEM QUE MISTURA AS
LINGUAGENS ARTÍSTICAS DE MÚSICO, UM BAILARINO E UM ATOR EM PALCO
“Monólogos de uma vida” é o
nome do novo projeto do
Teatro Regional da Serra do
Montemuro. Estreado em palco na se-
mana passada, primeiro num ensaio
aberto em ‘casa’, ou seja, no Espaço
Montemuro em Campo Benfeito, e de-
pois na Quinta da Caverneira na Maia,
este é o mais recente trabalho da com-
panhiadeteatrodoconcelhodeCastro
Dairequesomajá25anosdeexistência.
Com o diretor artístico Eduardo Cor-
reia também no papel de encenador,
“Monólogos de uma vida” tem texto de
Peter Cann, cenografia de Maria João
Castel e interpretação de Abel Duarte,
Carlos Cal e Filipe Moreira, o trio que
está em palco para contar a história de
uma só pessoa: “Tal como diz o nome
dapeça,trata-sedasmemóriasdeuma
vida, de uma personagem aqui da ter-
ra que toma várias decisões. No fundo
o espetáculo reflete a decisão, a capaci-
dadededecidir,nemsemprebem,mas
esse lado de termos de tomar decisões.
Fazemos uma viagem no tempo onde
ele (a personagem) recorda as suas me-
mórias, vai pautando esses momentos
através de alguns acontecimentos que
fazem parte da sua vida”, sublinhou
Eduardo Correia ao Jornal do Centro.
Dividida em três partes, esta é uma pe-
ça que conta com três diferentes tipos
de linguagens em cima do palco: “Es-
tamos a falar de três intérpretes, um
músico, um bailarino e um ator, que
se complementam. Procuramos que
estas três linguagens artísticas se fun-
dam e contem uma única história de
uma única pessoa, de uma única per-
sonagem”, reforçou o encenador des-
te projeto.
CULTURA
ANGOLA…MIX
MIX… ANGOLA
Tendo como ponto de parti-
da a localização geográfica da
minha atual atividade profis-
sional, Luanda, importa focar
algumas (outras) impressões
sobre o património e o turis-
mo angolano.
Em Luanda “provei” repetidas
vezes o Muzongué (caldo de
peixe condimentado com ba-
tata doce, mandioca, óleo de
palma e farofa com farinha de
pau).
Em Luanda “ provei” um do-
ce africano, loengo, típico do
Huambo, no formato também
em sorvete de loengo. Registo a
excelência dos gelados múcua,
(fruto do imbondeiro) prepara-
dos na Casa Gelati, sito nas Tor-
resEscom,nocentrodeLuanda.
Em Luanda, registo o even-
to realizado recentemente (em
28 de outubro último), Festival
Caixa Luanda 16, evento cul-
tural, que marca já, na sua 2ª
edição, o cenário cultural de
Luanda.
No domínio turístico, Ango-
la apresenta potencialidades e
fragilidades. Apresenta poten-
cialidades, como por exemplo,
a existência de valioso e exten-
so património, nas condições
apresentadas para o turismo
natureza e nas oportunidades
possíveis para o turismo criati-
vo, filão a desenvolver. Contu-
do, apresenta igualmente fra-
gilidades, como por exemplo, a
reduzida divulgação de Ango-
la, enquanto destino turístico,
na degradação do património
cultural e natural, na falta de
parcerias potencializadoras, e
na falta de empresas turísticas.
Como exemplos curiosos, na
região do Uíge, registo a curio-
sa viatura Hummer HTt7 “Ma-
de in Angola” e, em Benguela, a
beleza e durabilidade das rosas
de porcelana.
Em Angola, a vida …
acontece!...
JOÃO JÚLIO CORREIA
Professor/Investigador
Património e turismo
OPINIÃO
“ASFIXIA”FINANCEIRACONTINUA
Num trabalho que promete esten-
der-se até ao próximo ano, Eduar-
do Correia fez um balanço de 2016
não deixando de enumerar as difi-
culdades financeiras por que o Tea-
trodoMontemurovivediariamente.
No que diz ser uma “asfixia” o dire-
tor artístico revela que para 2017 os
apoios do Estado vão manter-se: “A
asfixia financeira continua. O que se
passaéqueoTeatroRegionaldaSer-
radoMontemuroéumacompanhia
hámuitotempoapoiadapeloEstado
epeloquesabemosoatualSecretário
de Estado da Cultura, Miguel Hon-
rado, quer fazer uma série de altera-
ções na atribuição dos apoios e tudo
indica que vamos ter um ano zero.
Ouseja,oapoioquetivemosem2016
irá transitar para 2017. Nesse senti-
do temos tido imensas dificuldades,
felizmenteonossotrabalhotem-nos
garantido alguma almofada finan-
ceira através das digressões que te-
mos feito.”
Com orgulho nas raízes em Castro
Daire, o caminho do Teatro Regio-
nal da Serra do Montemuro está já
marcado com novas digressões na-
cionais, nas quais se vai inserir este
“Monólogos de uma vida” que pro-
metemostrarumanovafaceta,mais
plástica, desta companhia castrense.
Buenos Aires foi o local escolhido pa-
ra filmar um documentário realizado
pelo luso-argentino, Victor Lopes, so-
bre a vida e a história de Aristides de
Sousa Mendes.
O cônsul de Bordéus é, para o cineas-
ta,“umhomemcomoqualqueroutro,
simplesmente que numa dessas en-
cruzilhadas da vida não reagiu como
a maioria”. Victor Lopes é um argen-
tino com nacionalidade portuguesa e
confessa que avançou com este traba-
lho porque “assim como alguns por-
tugueses me dão vergonha e pelo qual
peço desculpa ao mundo inteiro, há
também outros, como Aristides de
Sousa Mendes, que são o orgulho de
um Portugal moderno e vigoroso que
respeita os direitos humanos e rejei-
ta qualquer tipo de autoritarismo e
ditadura”.
Levar ao ecrã do público americano a
história de Aristides de Sousa Mendes
é um dos objetivos do realizador com
uma equipe formada nas universida-
des argentinas de cinema, recorrendo
a um olhar atento de Paula Fossatti e
RamiroKlement,comosatoresMelis-
sa Zwanck e Nahuel Vec. O documen-
tarista vai apostar “o seu grãozinho de
areia”emostraroquefazaosquejárea-
lizavamdocumentárioshámuitomais
tempo,emdiversoslugaresdomundo,
como a alguns familiares, amigos e se-
guidores da causa de Aristides de Sou-
sa Mendes.
A estreia do documentário “Aristides
um Homem Bom” está prevista para o
final deste ano (2016) e será apresenta-
doemmarçode2017duranteoFestival
Internacional dos Direitos Humanos.
Victor Lopes reconhece que a propos-
tateveumaexcelentereceçãoquesupe-
rou todas as expetativas “por se tratar
dumahistóriapraticamentedesconhe-
cidaequeaindadespertaumacertapo-
lémica nos setores mais conservadores
da sociedade portuguesa”.
AristidesSousaMendeséumdosqua-
tro portugueses declarado “Justo entre
as nações” por salvar milhares de pes-
soas perseguidas pelos nazis durante o
holocausto.
Enquanto os argentinos preparavam o
início das filmagens do documentário
nacidadedeBuenosAires,oPresiden-
te da República Portuguesa, Marcelo
Rebelo de Sousa, anunciava em Nova
Iorque a vontade de condecorar Aris-
tides de Sousa Mendes com a “Grande
Cruz da Ordem da Liberdade”, ao re-
conhecerque“hojelhedevemosmuito
maisdoquesabíamosatéagora”.–CAP
CARREGAL DO SAL
DOCUMENTÁRIO FILMADO EM BUENOS AIRES CONTA FEITOS
DE ARISTIDES DE SOUSA MENDES
33
4 NOV
DESPORTO
ANTIGO CORREDOR DA
EQUIPA VELO CLUBE DO
CENTRO (ANICOLOR)
APANHADO EM TESTE DE
ANTIDOPAGEM. O CONTROLO
DECORREU NA VOLTA A
PORTUGAL DO FUTURO, ONDE
RUI CARVALHO ACABOU POR
VENCER A TERCEIRA ETAPA
QUE LIGAVA VISEU AO ALTO DE
S. MACÁRIO. ANTIGO CLUBE
AFASTA QUAISQUER LIGAÇÕES
AO CASO
CICLISMO
QUATRO ANOS DE SUSPENSÃO POR DOPING
PUB
DOMINGO, 6 DE NOVEMBRO - 15H00
ACOMPANHE O JOGO
ACADÉMICO DE VISEU - OLHANENSE
14ª Jornada
RELATO em 98.8 FM
Rádio Jornal do Centro/ Rede Mundial FM
SÁBADO, 5 DE NOVEMBRO - 16H00
ACOMPANHE O JOGO
ESTORIL PRAIA - CD TONDELA
10ª Jornada
RELATO em 98.8 FM
Rádio Jornal do Centro/ Rede Mundial FM
Rui Carvalho, antigo corredor
da equipa Velo Clube do Cen-
tro (Anicolor), de Mortágua,
está suspenso até julho de 2019.
O ciclista, de 22 anos, integra a lista
de58atletascastigadosdivulgadapela
União Ciclista Internacional (UCI).
Rui Carvalho, natural de S. Mame-
de, Penafiel, era considerado com
uma referência no escalão de sub-23
e a quem lhe eram atribuídas gran-
des qualidades como trepador.
O ciclista venceu a terceira etapa da
Volta a Portugal do Futuro, do ano
passado. No percurso que ligava Vi-
seu ao (rigoroso) alto de S.Macário.
E foi nessa prova, uma espécie de
montra das promessas do ciclismo,
O Pavilhão do Fontelo é palco, este do-
mingo, de um dérbi distrital no cam-
peonato da Terceira Divisão Nacio-
nal, Seniores Masculinos de Andebol.
Com o Académico de Viseu a receber
o Sporting de Lamego, em jogo da ter-
ceira jornada.
As duas equipas estão atualmente nas
duas últimas posições da tabela, sepa-
rados por um ponto. O Sporting de
Lamego na penúltima posição, com
dois pontos e o Académico em últi-
mo, com um ponto.
Já o Carregal do Sal recebe o Feiren-
se, em jogo que junta dois adversá-
rios diretos, separados por um pon-
to, com vantagem para o clube do
distrito de Viseu.
O Carregal do Sal é terceiro classificado
comquatropontos,menosdoisqueoslí-
deres,ÍlhavoeAssociaçãoAcadémicade
Coimbra.Jáoadversáriodestedomingo,
Feirense,équartocomtrêspontos.
Osjogosestãomarcadosparaas19h00.
ANDEBOL
ACADÉMICO DE VISEU RECEBE SPORTING DE LAMEGO
onde participam corredores sub-23,
que Rui Carvalho foi submetido a
um controlo antidoping, que aca-
bou por dar positivo.
O teste detetou o uso de esteroides
anabolizantes resultado que vai cus-
tar quatro anos de suspensão.
Antiga equipa afasta ligações
ao caso
Contactado, Pedro Silva, presidente
do Velo Clube do Centro (Anicolor),
equipa que Rui Carvalho representa-
va na altura, disse não querer comen-
tar o caso. O responsável remeteu es-
clarecimentos para o comunicado
que já havia lançado em abril deste
ano, quando foi conhecida a primei-
ra análise do controlo antidopagem.
Nesse comunicado podia ler-se que
a equipa de ciclismo sub-23, do Velo
Clube do Centro, tinha sido sur-
preendida pela notícia, e que a even-
tual violação das normas antidopa-
gem, que agora se confirma, “teria
acontecido à margem da iniciativa e
do conhecimento da equipa”.
No documento reafirmavam ain-
da o “compromisso por um despor-
to de formação baseado na ética, no
fair play e numa conduta irrepreen-
sível de todos os protagonistas, des-
de ciclistas, a treinadores, diretores
e elementos de staff”.
P J V E D
1 Portimonense 33 13 10 3 0
2 Desp. Aves 26 13 7 5 1
3 Santa Clara 26 13 8 2 3
4 Benfica B 24 13 7 3 3
5 Penafiel 22 13 6 4 3
6 Cova da Piedade 22 13 6 4 3
7 Académica 20 13 5 5 3
8 FC Porto B 19 13 5 4 4
9 Vizela 19 13 4 7 2
10 Sporting B 18 13 5 3 5
11 Gil Vicente 17 13 3 8 2
12 U. Madeira 17 13 4 5 4
13 Fafe 15 13 3 6 4
14 Braga B 14 13 2 8 3
15 Ac. Viseu 14 13 3 5 5
16 Sp. Covilhã 14 13 3 5 5
17 Guimarães B 13 13 4 1 8
18 Varzim 13 13 3 4 6
19 Famalicão 13 13 3 4 6
20 Leixões 9 13 1 6 6
21 Freamunde 9 13 1 6 6
22 Olhanense 2 13 0 2 11
Rui Carvalho venceu terceira etapa da Volta a Portugal do Futuro 2015
foto:futuro.volta-portugal.com
O Académico de Viseu regressa este do-
mingoacasacomopensamentonavitó-
ria que, a acontecer, será a segunda este
ano no Fontelo. Para já, os viseenses já
vencerammaisvezesfora–nosAçorese
em Matosinhos – do que em casa, onde
apenas bateram o Vitória de Guimarães
B, em seis partidas já jogadas no Fonte-
lo.Númerosalembraremoutrasépocas,
ondesechegouadizerqueoAcadémico
“tinhamedo”dejogaremcasa.
A verdade é que, em casa ou fora, os vi-
seenses precisam de pontuar para não
voltarem a cair na zona vermelha da ta-
bela e não dar espaço para que os adver-
sáriosdiretosganhemterreno.
Este domingo o Académico recebe o
Olhanense, último classificado, equipa
quenaúltimajornadaconseguiuroubar
pontosaoSportingB(2-2).
SEGUNDA LIGA
ACADÉMICO À
PROCURA DA
SEGUNDA VITÓRIA
EM CASA
34
4 NOV
DESPORTO
10ª JORNADA
V. Guimarães 4/11 – 20h30 Nacional
Estoril Praia 5/11 – 16h00 Tondela
Paços Ferreira 5/11 – 16h00 Chaves
Feirense 5/11 – 18h15 Belenenses
Rio Ave 5/11 – 20h30 Boavista
Moreirense 6/11 – 16h00 V. Setúbal
FC Porto 6/11 – 18h00 Benfica
Sporting 6/11 – 20h15 Arouca
Marítimo 6/11 – 20h30 Braga
P J V E D
1 Benfica 25 9 8 1 0
2 FC Porto 20 9 6 2 1
3 Braga 20 9 6 2 1
4 Sporting 18 9 5 3 1
5 V. Guimarães 17 9 5 2 2
6 Chaves 13 9 3 4 2
7 Rio Ave 11 9 3 2 4
8 Feirense 11 9 3 2 4
9 Marítimo 10 9 3 1 5
10 Boavista 10 9 2 4 3
11 V. Setúbal 10 9 2 4 3
12 Paços Ferreira 9 9 2 3 4
13 Belenenses 9 9 2 3 4
14 Estoril Praia 8 9 2 2 5
15 Arouca 8 9 2 2 5
16 Nacional 8 9 2 2 5
17 Moreirense 8 9 2 2 5
18 Tondela 6 9 1 3 5
Joga-se este fim de semana o segun-
do dérbi distrital da série C, da II
Divisão Nacional de futsal. Depois
do encontro entre Pedreles e Viseu
2001 no arranque do campeonato,
o ABC de Nelas recebe o Pedreles,
em jogo da sétima jornada. Um en-
contro entre duas equipas que tra-
çaram a manutenção como objeti-
vo, mas que continuam coladas aos
lugares da frente, e que dão acesso
à fase de subida e de manutenção
automática.
O jogo deste sábado, no Pavilhão de
Nelas, assinala também a contagem
decrescente para o final da primei-
ra ronda, que termina daqui a duas
jornadas. Três rondas que vão certa-
mente prender as atenções já que é o
momento de algumas formações do
topo da tabela se defrontarem entre
si. Começando já este fim de sema-
na com o jogo entre o ABC de Ne-
las, terceiro classificado e o Pedreles,
que é quarto. Entre os dois clubes
apenas dois pontos de diferença.
Na jornada seguinte outro dérbi dis-
trital com o Viseu 2001, atual líder
da série C, a receber o ABC de Nelas
e o Pedreles o Lamas Futsal, equipa
que partilha a liderança com os vi-
seenses. Na última jornada, da pri-
meira ronda, o Viseu 2001 vai a casa
do Lamas.
Mas antes dessas jornadas é preciso
cumprir, e se possível pontuar, nas
deste fim de semana. Para além des-
se ABC de Nelas – Pedreles, o Viseu
2001 viaja até Mira, para defrontar o
Domus Nostra.
FUTSAL
HÁ DÉRBI
DISTRITAL
EM NELAS
P J V E D
1 Viseu 2001 16 6 5 1 0
2 Lamas Futsal 16 6 5 1 0
3 ABC Nelas 14 6 4 2 0
4 Pedreles 12 6 4 0 2
5 Cariense 8 6 2 2 2
6 Ossela 6 6 2 0 4
7 Domus Nostra 4 5 1 1 3
8
Saavedra
Guedes
4 6 1 1 4
9
União de
Chelo
3 5 1 0 4
10 Casal Cinza 0 6 0 0 6
7ª JORNADA
União de
Chelo
5/11 – 18h00 Ossela
ABC Nelas 5/11 – 18h00 Pedreles
Cariense
5/11 – 18h00 Casal
Cinza
Domus Nostra 5/11 – 19h00 Viseu 2001
Lamas Futsal
5/11 – 21h00 Saavedra
Guedes
Serie C
P J V E D
1 Sanjoanense 19 8 6 1 1
2 SC Salgueiros 19 8 6 1 1
3 Sousense 13 8 4 1 3
4 SC Coimbrões 12 8 3 3 2
5 Estarreja 11 8 3 2 3
6 Oliveirense 11 8 3 2 3
7 Cinfães 9 8 3 0 5
8 Gondomar 8 8 2 2 4
9
Moimenta
da Beira
6 8 1 3 4
10 Cesarense 3 8 0 3 5
8ª JORNADA
SC Salgueiros 6/11-18h00 Gondomar
Oliveirense 6/11-18h00 Estarreja
SC
Coimbrões
6/11-18h00
Sousense
Moimenta
da Beira
6/11-18h00 Cesarense
Cinfães 6/11-18h00 Sanjoanense
Serie C
P J V E D
1 Gafanha 19 8 6 1 1
2 Anadia 16 8 4 4 0
3 Lusitano FCV 14 8 4 2 2
4 Águeda 11 8 3 2 3
5 CD Gouveia 11 8 3 2 3
6 Mortágua 10 8 2 4 2
7 Pampilhosa 8 8 2 2 4
8 ANogueirense 7 8 1 4 3
9 Tourizense 7 8 2 1 5
10 Académica 5 8 1 2 5
8ª JORNADA
Lusitano 6/11-18h00 Gouveia
Mortágua 6/11-18h00 Nogueirense
Gafanha 6/11-18h00 Tourizense
Académica 6/11-18h00 Águeda
Anadia 6/11-18h00 Pampilhosa
Serie D
Joga-se este fim de semana a oitava
jornada do Campeonato de Portu-
gal. Na série C, o destaque vai para
o jogo do Cinfães que recebe o lí-
der Sanjoanense, numa altura em
que restam duas jornadas para o fi-
nal da primeira ronda desta fase do
campeonato.
A equipa do norte do distrito re-
gressou na última jornada às vitó-
rias e pela frente terá um clube que
interrompeu o ciclo vitorioso com
o empate do último fim de semana
e que precisa de pontos para se po-
derdestacarnafrente.Masoscinfa-
nenses também não querem voltar
a tropeçar no campeonato, sobretu-
do em casa, frente aos seus adeptos.
Ainda na série C, o Moimenta rece-
be o Cesarense.
Já na série D, o Lusitano, que tam-
bém regressou aos resultados po-
sitivos na última jornada e que lhe
possibilitou a subida até ao terceiro
lugar,recebeoGouveia,oMortágua
defronta o Nogueirense.
Os jogos desta jornada estão marca-
dos para domingo, às 15h00.
CAMPEONATO
DE PORTUGAL DE FUTEBOL
CINFÃES
RECEBE LÍDER
APAGAR A (MÁ) IMAGEM DEIXADA NA ÚLTIMA JORNADA É
O OBJETIVO. EQUIPA ADMITE QUE PETIT TEVE RAZÃO NAS
CRÍTICAS E RECONHECE QUE A QUALIDADE E A CAPACIDADE
DO GRUPO É PARA FAZER MAIS E MELHOR
PRIMEIRA LIGA
Texto Micaela Costa
TONDELA NO ESTORIL
PARA “TRAZER OS TRÊS
PONTOS SEJA COMO FOR”
Depois do “puxão de orelhas”
de Petit aos seus jogadores,
após a derrota da última jor-
nada em casa frente ao Moreirense (1-
2), resta agora “olhar para a frente” e
“corrigir essa imagem”. A certeza é
dada por Miguel Cardoso, avançado
auriverde, que na antevisão ao jogo
deste sábado, frente ao Estoril, disse
que o Tondela vai “disputar o jogo e
trazer os três pontos seja como for”.
NofinaldapartidacomoMoreirense,
Petit não poupou criticas aos seus jo-
gadores dizendo que em campo ape-
nas estiveram as camisolas e que era
preciso ter mais respeito pelo traba-
lho feito durante a semana. Miguel
Cardoso assumiu que “o mister tem
razão no que diz” e que haviam sido
avisados da importância desse jogo
e que não tinham conseguido trans-
portar para dentro de campo o que
haviam treinado durante a semana.
Mas o grupo, afirma, está a reagir
como muito trabalho dentro de cam-
poparatentarcorrigiresseresultadoe
essa imagem. Mas de uma coisa tem a
certeza: a equipa tem “qualidade e ca-
pacidade para fazer mais e melhor” e
que “ainda há tempo para dar a volta”.
E esse tempo, alerta, tem que começar
jáestesábadonoterrenodeumadver-
sário direto, de quem o Tondela tem
uma diferença de menos dois pontos.
“Vaiserumjogocomplicado,comum
adversário direto, com os mesmos ob-
jetivos. Mas vamos para disputar o
jogo e trazer os três pontos seja como
for”, afirmou Miguel Cardoso.
O avançado não tem sido opção para
o “11”, depois de um arranque de épo-
camais“participada”masafirmoues-
tar a “trabalhar para merecer as opor-
tunidades”-naúltimajornadaentrou
aos 64 minutos para dar o lugar de
Wagner, autor do único golo do Ton-
dela nesse jogo.
E para esta jornada, a décima, resta
agora saber quais vão ser as opções de
Petit, já que na última jornada chegou
a dizer aos jogadores que a sua vonta-
de, ao intervalo, era mudar os 11.
Miguel
Cardoso (com
colete) fez
a antevisão
da próxima
jornada
FotoCDTondela
35
4 NOV
DESPORTO
Oração ao Senhor do Mundo
Senhor que em ti entrego toda a minha vida apoio único e infinita-
mente amigo que para além de um Pai és também o irmão, o amante
eterno de um amor único e insubstituível em que não buscas contra-
partidas nem recompensas. Dás a tua face, o teu carinho mesmo que
de mim só recebes esquecimentos pelas orações que não faço, pelos
agradecimentos que não dou, pelos pensamentos que vão para tudo e
para todos e não em primeiro lugar para ti Senhor. Sei que tu me per-
doas, que sou assim esquecida e mal agradecida, mas mesmo aí no teu
cantinho em que muitas vezes te encontras tão só, aí Senhor tu estas
sempre pensando em todos, em mim ingrata que sou.
Tantas vezes que desejo ir para o perto de ti, estar sentada e esqueci-
da de tudo só olhando-te e amando-te em silêncio, sem palavras, mas
tanta coisa se atravessa no meu caminho que logo me afasta dos meus
propósitos mais sinceros de correr para ti.
Às vezes sinto-me só, mas logo tu me sorris, me estendes a mão, és úni-
co Senhor. Estás sempre ao meu lado caminhando acompanhas todos
os meus passos. A minha Fé é o que de mais belo existe dentro de mim,
de mais real e mais fantástico na minha existência.
Como gostava que todos os seres humanos tivessem Fé, acreditassem
em Ti, vivessem a tua presença nas suas vidas como eu. Acredito que
seriam muito mais felizes.
Tudo à minha volta fala de Ti, o sol, o vento, a chuva, os campos flo-
ridos ou não...
Este mundo é uma caminhada que tem que ser percorrida enquanto
por cá andamos. Tem muitos espinhos mas também alegrias.
Mas nos momentos mais sombrios só tu os enches de luz límpida que
desvanece a tristeza que os envolve.
Tu és esse alguém que me guia, o teu coração está sempre aberto para
nós.
Obrigada Senhor porque me deste ao longo da vida, coisas que eu nun-
ca te pedi. Só tenho uma palavra para Ti, um obrigada do tamanho
do Mundo.
PUB
Vouzela vai ser palco pelo se-
gundo ano consecutivo da 1ª
Etapa da Taça de Portugal
de Ciclocrosse, uma prova integra-
da no calendário da Federação Por-
tuguesa de Ciclismo. Mais uma vez
a competição vai decorrer bem no
coração da vila, mais concretamen-
te no Parque da Liberdade e nos ter-
renos contíguos.
Face ao ano passado o figurino da
etapa vouzelense não sofreu gran-
des alterações fruto do sucesso que
teve na primeira edição. “O per-
curso vai ser idêntico. Vamos in-
troduzir elementos novos para ser
diferente, mas no geral vai ser do
mesmo género porque resultou
bem. Em termos logísticos se ca-
lhar seria mais fácil arranjarmos
um espaço mais aberto contudo,
como correu bem o ano passado
com o enquadramento da ponte e
PROVA ESTÁ MARCADA
PARA O DIA 13 DE
NOVEMBRO. ORGANIZAÇÃO
ESTÁ A CONTAR COM A
PRESENÇA DE PELO MENOS
150 CICLISTAS
CICLOCROSSE
TAÇA DE PORTUGAL VOLTA A ARRANCAR EM VOUZELA
O QUE É O CICLOCROSSE
O ciclocrosse é uma modali-
dade de inverno, com grande
popularidade em países como
a Holanda, Bélgica e Inglater-
ra. Em Portugal esta discipli-
na tem expressão sobretudo no
norte do país. Os praticantes
utilizam bicicletas muito pa-
recidas com as de corrida, mas
com outro tipo de pneus pre-
parados para pisos de terra e
lama. As provas decorrem num
circuito fechado, com distân-
cias que variam entre dois a
três quilómetros, e duram por
norma entre meia a uma hora.
No meio do percurso os corre-
dores encontram vários obstá-
culos, como escadas, caixas de
arreia ou até tábuas que têm
que ultrapassar muitas vezes
com a bicicleta “às costas”. Face
a estas características está cer-
tamente garantido um bom es-
petáculo desportivo para todos
os espetadores.
uma série de elementos à volta que
tornaram a prova única e como as
pessoas também estiveram presen-
tes, fazia todo o sentido que con-
tinuasse no mesmo sítio”, refere
Paulo Novo, presidente do Vasco-
nha BTT Vouzela, coletividade que
organiza a prova em parceria com
a Associação de Ciclismo de Viseu
com o apoio do município local.
A organização está a contar com a
presença de pelo menos uma cen-
tena e meia de atletas, superando
assim os números de 2015 em que
estiveram presentes cerca de 120 ci-
clistas. Mais uma vez deverão par-
ticipar também atletas oriundos de
Espanha. “O ano passado tivemos
uma boa participação. Foi a prova
mais disputada da Taça e este ano
contamos bater o record. O ano pas-
sado tivemos a presença de alguns
atletas da Galiza, vamos ver se te-
mos mais”, afirma Paulo Novo.
Vila vouzelense recebe primeira das cinco etapas da Taça de Ciclocrosse
36
4 NOV
OFERTAS
DE EMPREGO
A Estratégia Espacial para a Europa dá
resposta à crescente concorrência glo-
bal, fomentando a participação do se-
tor privado e promovendo importantes
mudançastecnológicas.
A Europa no seu conjunto (os Estados-
-Membros, a Agência Espacial Euro-
peia, a EUMETSAT- European Orga-
nisation for the Exploitation of Meteo-
rological Satellites e a União Europeia)
éumimportanteintervenientenosetor
espacialanívelmundial:
-temumaindústriaforteecompetitiva
de, por exemplo, satélites, lançadores e
operaçõeseserviçosconexos;
- a indústria espacial europeia empre-
ga mais de 230.000 profissionais e gera
um valor acrescentado estimado em
46-54milmilhõesdeeuros;
- um terço da produção mundial de sa-
téliteséfabricadonaEuropa;
- a indústria europeia tem obtido mui-
tos êxitos no domínio espacial, com
tecnologias de ponta e missões de ex-
ploração.
A Comissão Europeia propôs um con-
junto de medidas para que os europeus
possam aproveitar plenamente as van-
tagens oferecidas pelo setor espacial.
Pretende criar o enquadramento ade-
quado para que as empresas em fase
de arranque possam crescer, promo-
ver a liderança da Europa e aumentar a
sua parte nos mercados espaciais mun-
diais, nomeadamente através da pro-
moção de um setor espacial europeu
inovador e competitivo, manter a auto-
nomia estratégica da Europa reforçan-
do o seu papel no setor espacial mun-
dialedetiraromaiorproveitodoespa-
ço em prol da nossa sociedade e econo-
mia.
ESPAÇO PME EUROPA
NOVA POLÍTICA ESPACIAL
DA COMISSÃO EUROPEIA
COLOCA A TÓNICA NA MELHORIA
DA VIDA QUOTIDIANA DAS
PESSOAS E NO REFORÇO DA
COMPETITIVIDADE EUROPEIA
RECRUTAMENTO (mf)
A Luso Finsa - Industria e Comércio de Madeiras SA, pretende
reforçar a sua equipa com a contratação de:
o Operários Linhas de Produção
o Mecânicos (com ou sem experiência)
o Eléctricos (com ou sem experiência)
o Condutores de Empilhador
o Desenhadores (Projecto)
o Engenheiro Informático
o Engenheiro Mecânico
o Engenheiro Gestão Industrial e Produção
o Engenheiro Electrotécnico
o Estágios Profissionais nas áreas: Química, Florestal, Recursos
Humanos, Segurança e Ambiente, Electrotécnica e Mecânica
Envio de Curriculum Vitae actualizado para: ptselec@finsa.com
PUB
Os programas espaciais da União Europeia prestam serviços que
beneficiam milhões de pessoas: a indústria espacial europeia é forte e
competitiva, e gera emprego e oportunidades de negócio. A proposta da
Comissão Europeia para uma nova política espacial visa fomentar novos
serviços e promover a liderança europeia no espaço
PUB
FICHA TÉCNICA
Diretor António Figueiredo, C.P. n.º 2153 - a.figueiredo@jornaldocentro.pt • Redação (redaccao@jornaldocentro.pt) / Micaela Costa, C.P. n.º 10054 - micaela.costa@jornaldocentro.pt // Sandra Rodrigues, C.P. n.º 4367 - sandra.rodrigues@jornaldocentro.pt //
José Ricardo Ferreira, C.P. n.º8624 // Clemente António Pereira, C.P. n.º 9053 // Irene Ferreira, C.P. n.º 6350 • Cartoonista Ricardo Ferreira ricardoferreira.cartoon@gmail.com • Correspondentes / Colaboradores Pedro Pontes // Iolanda Vilar iolandavilar.
jornalista@gmail.com • Francisco Favinha, TE n.º 947 • Departamento Comercial (publicidade@jornaldocentro.pt) / Luís Duarte l.duarte@jornaldocentro.pt T. 967 475 664 / Daniela Cardoso (daniela.cardoso@jornaldocentro.pt) T. 969 331 055 // • Departamento
Gráfico (design@jornaldocento.pt) / Projeto Gráfico DPX Design /Paginação Tânia Ferreira • Impressão Coraze - Oliveira de Azeméis T. 910252676 / 910253116 / geral@coraze.com • Distribuição Vasp • Tiragem 5.300 ex. / edição • Sede e Redação Av. Alberto
Sampaio, 132 - 2º, 3510-028 Viseu • Contatos T. 232 431 311 / 969 331 031 / geral@jornaldocentro.pt • Propriedade Legenda Transparente, Lda. / Contribuinte Nº 510 803 636 / Capital Social €10.000 / Depósito Legal Nº 44 731 - 91 / Título registado na ERC sob o
nº 124 008 • Gerência João Rebelo Cotta / Francisco Rebelo dos Santos • O Estatuto Editorial do Jornal do Centro está disponível em www.jornaldocentro.pt
Contacto:
Enterprise Europe Network
CEC – Câmara de Comércio e Indústria do Centro
Tel.: +351 232 470 290 | Fax: +351 232 470 299
Email: fatima.figueiredo@cec.org.pt
Web: www.enterpriseeuropenetwork.pt
Nem a Comissão Europeia nem qualquer pessoa agindo em nome da Comissão Europeia é responsável pela utilização que possa ser
feita com as informações aqui contidas. Os pontos de vista nesta publicação são de responsabilidade dos autores e não refletem ne-
cessariamente as políticas da Comissão Europeia.
Mais informações:
Estratégia Espacial para a Europa - http://bit.ly/2eC6Tqh
Perguntas Frequentes - http://bit.ly/2f6UZq6
ANÚNCIO
DE EMPREGO
DONA LIMPEZA
232 429 154
PUB
37
4 NOV
OPINIÃO
CARTOON
RICARDO FERREIRA
Cartoonista
ANTÓNIO DINIS
Docente Universitário
CDS/PP
O DESAFIO AUTÁRQUICO
DO CDS EM 2017
O CDS/PP já foi um grande par-
tido autárquico no distrito, tendo
algumas das câmaras mais impor-
tantes lideradas pelos seus candi-
datos. Nas décadas de oitenta e
noventa, câmara após câmara, o
CDS/PP foi perdendo autarquias
e hoje só liderada câmaras em co-
ligação com o PSD. Os desafios e
as dificuldades são enormes para
todos os candidatos que se apre-
sentarão a sufrágio em 2017 nas
listas do CDS/PP. Os meios e as
condições são completamente de-
siguais em relação aos dois prin-
cipais partidos, mas nem por isso
os candidatos devem baixar os
braços. É possível, com a escolha
das pessoas certas para cada ór-
gão local, com propostas credí-
veis e programas bem elaborados,
conseguir vitórias e mais votos, e
ainda aumentar a implantação do
partido em todo o distrito.
Nas eleições de 2013, o CDS/PP
em Tondela conseguiu um gran-
de resultado. Com a vitória numa
junta, com vários eleitos nas as-
sembleias de freguesia (12) e na
assembleia municipal (2), o par-
tido conseguiu ganhar um espa-
ço de grande credibilidade como
oposição, com várias propostas
apresentadas de acordo com o
programa eleitoral então apresen-
tado. Em democracia a maioria é
quem aprova os respetivos pro-
gramas, orçamentos e medidas
para governarem os seus territó-
rios. À oposição cumpre apresen-
tar medidas alternativas, fiscali-
zar a ação dos executivos e lançar
as sementes de esperança para no-
vos desafios. Mas é preciso gran-
de coragem para aguentar as pres-
sões, as chantagens e as manobras
menos corretas de quem tem o po-
der. Não o será certamente em to-
dos os concelhos do distrito, mas
esta é a realidade em Tondela. Foi-
-o há três anos atrás, com ameaças
a possíveis candidatos do CDS/PP,
com pressões e chantagens, situa-
ções inaceitáveis em democra-
cia. Para as próximas eleições au-
tárquicas, estaremos ainda mais
atentos e denunciaremos, por to-
dos os meios, essas perversões
do sistema democrático. Vamos
conseguir excelentes candidatos
para os diferentes órgãos, e pro-
poremos um programa alternati-
vo para Tondela. Só pedimos um
pouco de ética na ação política.
PUB
Mas é preciso
grande coragem
para aguentar
as pressões, as
chantagens e as
manobras menos
corretas de quem
tem o poder
38
4 NOV
OPINIÃO
Desde o segundo dia deste mês que
está a decorrer a extensão de Viseu
do Desobedoc, uma mostra de ci-
nema insubmisso. Teve origem em
2014 no Porto onde, para além da
excelente selecção de filmes, abriu
novamente as portas do Batalha e
do Trindade ao cinema.
Em Viseu decorre no Carmo 81,
outrora casa de alfaias agrícolas,
recentemente recuperado para os
mais variados fins culturais, sen-
do durante estes dias a casa das
curtas, médias e longas metra-
gens, recentes e clássicas, que fa-
zem parte da programação.
Na escolha das projecções para es-
tes 4 dias houve o cuidado de abor-
dar várias inquietações: as migra-
ções e os refugiados que o velho
continente condena à morte e à
humilhação sem que se avizinhe
uma resolução; o direito à cidade,
ao trabalho e o emprego em tem-
pos de austeridade e as respos-
tas da mobilização cidadã para
enfrentar os ataques às conquis-
tas dos trabalhadores; a igualda-
de e as conquistas que desafiam o
patriarcado.
Mas nem só de filmes é feita esta
extensão do desobedoc. Sábado,
dia 5, recebe uma mini-feira do li-
vro a cargo da Livraria Alfarrabis-
ta Sidarta e da colecção da Carmo
81, uma oportunidade para conhe-
cer ou comprar livros e fanzines
que normalmente estão afastadas
das montras e destaques das gran-
des livrarias da cidade. E ainda a
apresentação do livro “Nada a Te-
mer” da autoria do artista Sama,
com foco nos problemas políticos
do Brasil.
Para terminar o dia 5, um jantar
com a participação do sociólogo e
deputado da AR José Soeiro segui-
do de uma festa com ‘A boy maned
Sue’, um dos melhores dj de rock n
roll a actuar em Portugal.
CARLOS COUTO
Produtor
BE
DESOBEDOC – CINEMA
INSUBMISSO
Ao anunciar-se, recentemente, o cum-
primento de 60% a 70% dos acordos de
esquerda (conceito de margem de erro
da esquerda), antes da discussão e vota-
çãodoOrçamentodeEstadopara2017,
não restam dúvidas que está em curso
uma mudança de narrativa por parte
do Governo. Esta mensagem não é, por
isso,ingénuaoucasuística.
Aestadistânciaenestaconjuntura,este
anúncio serve dois propósitos sublimi-
nares: o primeiro é condicionar, publi-
camente, os camaradas da geringon-
ça nos comentários e na aprovação do
O.E.2017. Como é que se pode colocar
em causa um Governo que já cumpriu
quase dois terços dos acordos em me-
nos de um ano de exercício, quando a
estabilidade é para uma legislatura de 4
anos?Osegundoécriarailusãoqueafi-
nalatéerafácil,rápidoeexequívelcum-
prir uma agenda de esquerda sem ca-
tástrofes ou demónios. Assim, cria-se a
ilusão de que o que falta cumprir estará
previsto no O.E.2017 e depois… cama-
radas, cuidem-se! Palavra dada terá de
serpalavrahonrada!
Toda esta narrativa faria sentido, não
fosse um pequeno pormenor chamado
realidade. Que, diga-se, não é de some-
nos relevância. Não fosse mesmo assim
e o Governo não teria escondido deli-
beradamente os mapas da previsão de
receitas e de despesa do O.E.2016. São
aquelessobreosquaisoMinistrodasfi-
nançasfezchacotaaoafirmarque:“Não
podemos dizer que há falta de núme-
ros, há é falta de números que agradem
à oposição”. Na verdade, analisados os
números da educação, uma pequena
ponta do iceberg, verifica-se que não
agradam a ninguém, não é apenas à
oposição. Fica clara a estratégia do em-
busteedotruque.
Mesmo tendo agora dados mais realis-
tas sobre as contas de 2016, não deixam
de ser de duvidosa credibilidade. É que
não nos podemos esquecer que toda
esta estratégia está alicerçada na intru-
jiceenapantominice,comoestoucerto
que iremos, uma vez mais, constatar lá
paramarçode2017.
Esta descarada falta de transparência
doGovernoéparadigmáticadoseureal
objetivo. É um Governo que esconde a
verdade dos portugueses para sobrevi-
vernodia-a-dia.ÉumGovernoqueilu-
de os portugueses para gerir o calendá-
rio eleitoral. É um Governo que oculta
ascontaspúblicasparadiminuiracapa-
cidadepolíticadaoposiçãoeacapacida-
decríticadosportugueses.ÉumGover-
no sem estratégia para o país que sabe
que este é o último Orçamento das Es-
querdas que apresenta aos portugueses
e nele tudo aposta como se o O.E. fosse
umjackpotnumcasino.
PEDRO ALVES
Deputado do PSD na Assembleia de República
PSD
O OE2017 NÃO É UMA
APOSTA DE CASINO
Houve o cuidado
de abordar várias
inquietações: as migrações
e os refugiados que o
velho continente condena
à morte e à humilhação
sem que se avizinhe
uma resolução; o direito
à cidade, ao trabalho e
o emprego em tempos
de austeridade e as
respostas da mobilização
cidadã para enfrentar os
ataques às conquistas dos
trabalhadores; a igualdade
e as conquistas que
desafiam o patriarcado
Analisados os números da
educação, uma pequena
ponta do iceberg, verifica-
se que não agradam a
ninguém, não é apenas
à oposição. Fica clara a
estratégia do embuste
e do truque
PUB
39
4 NOV
CRÍTICA
BENOIT PIOULARD
The Benoit Pioulard Listening
Matter [Kranky]
OS OUTROS SÃO A DOENÇA
Aspirante a uma vivência mais flo-
restal, Thomas Meluch vai traba-
lhando no restaurante panorâmi-
co rotativo no topo da torre Space
Needle, em Seattle, à entrada da
qual fotografou uma bolha espe-
lhada na qual aparece reflectido, e
que serve de capa ao sexto álbum
que registou como Benoit Pioulard.
Listening Matter é um disco de la-
cónicas faixas folk, nas quais se
destaca a voz firme e delicada de
Benoit, quase sempre acompa-
nhada por si própria nas vozes de
apoio, estabelecendo um efeito sin-
gular e aprazível. Outros atribu-
tos pouco habituais são a inclusão
de gravações de campo e o empre-
go de invulgar percussão, adornan-
do as graciosas canções que as de-
sencantadas inquietações de Benoit
inspiraram, mas cuja colorida mu-
sicalidade mal poderia denunciar.
A Ângela, a minha amiga pianis-
ta, leva muito a sério o exercício da
vida. Não a deixa por mãos alheias.
Até porque para ela, os outros são a
doença. A ameaça terrorista sempre
pronta a contaminar os nossos cami-
nhos. Os outros nunca nos perdoam
um triunfo, uma alegria, uma leve-
za de alma. Os outros espreitam-nos,
cercam-nos à espera de um fracasso,
de uma queda, de um ridículo. Os
outros exigem a nossa complacência,
a nossa submissão às suas ideias, às
suas opiniões, aos seus gostos, às suas
maledicências. Os outros alimen-
tam-se das nossas derrotas, dos nos-
sos desastres. Não o fazem por mal.
Nem sequer sabem desta sua triste
condição de carrascos. Desta marca
de Caim. É um caso de constituição
biológica. É esta a nossa massa origi-
nal. Só uma filosofia nos pode salvar.
Uma filosofia radical que nos liber-
te dos outros. Que os ponha no seu
devido lugar, à distância. A salvação
passa por nos protegermos portanto
da família, dos colegas, dos amigos,
das instituições, dos outros. Porque,
por mais que se faça, a mediocrida-
de alastra a sua doença sobre nós,
corrói-nos como ferrugem. E o mais
grave é que encontra aliados mesmo
dentro dos territórios mais priva-
dos. Pessoas, com quem gostaríamos
de viver luminosidades, teimam em
carregar cada gesto e cada palavra de
mau humor e estupidez.
A Ângela explica o seu ponto de vis-
ta nos intervalos do piano. Inclinada
sobre ele, as mãos como que dese-
nham geometrias imateriais sobre
as teclas. Esquece-se de mim duran-
te um tempo, são instantes sem peso,
sem medida, sem matéria. Depois
reinicia o uso das palavras, impreg-
nando-as da musicalidade da peça
tocada. E completa a sua filosofia de
vida: à casa de família, numa aldeia
não muito longe de Viseu, só vai de
quando em uma vez. E por poucos
dias, para não dar tempo ao azedu-
me ou ao ressentimento. Quanto aos
fins-de-semana, vai divertir-se para
o Porto. Gosta desta vida tripartida.
A família, o trabalho e a diversão, se-
parados por fronteiras claras. E pre-
fere que entre estas dimensões não
haja vasos comunicantes. São terri-
tórios independentes.
MÚSICA
VÍTOR COSTA
LEITURAS
DAVID BARBOSAJOANA ABREU
Psicóloga Clínica da Oficina de Psicologia
OPINIÃO
A VIDA SECRETA DO MEDO
Imagine que está a chegar a casa
tarde e assume que toda a gen-
te está a dormir. Quando entra
em casa, alguém salta por trás da
porta e prega-lhe um valente sus-
to. De imediato, apercebe-se que
tudo não passa de uma brinca-
deira e que está seguro, mas o seu
corpo demora algum tempo a re-
cuperar do sobressalto.
Para quem não percebe as respos-
tas fisiológicas ao medo, estas ex-
periências tornam-se ainda mais
aterradoras, levando a interpreta-
ções erradas acercas destas sensa-
ções corporais.
Então, o que é o medo e como se
manifesta?
O medo é, antes de mais, uma
emoção – um impulso neural que
move um organismo para a ação.
Ou seja, é uma reação do cérebro
que começa com um estímulo in-
terpretado como stressante e peri-
goso (como apanhar um susto, ver
uma aranha ou cantar em públi-
co) e que culmina no lançamen-
to de químicos que causam, por
exemplo, o aumento do batimen-
to cardíaco, alterações na respira-
ção, “frio no estômago”, tremores
ou tensão muscular. Nestas situa-
ções, algumas pessoas pensam
que estão a ter um ataque cardía-
co, que estão a perder o controlo
ou até que vão morrer, tal é a in-
tensidade destes sinais. Mas, na
verdade, o objetivo do cérebro é
claro: preparar o corpo para dar
uma resposta a esse estímulo in-
terpretado como perigoso, como
fugir ou lutar.
O medo está associado ao instinto
de sobrevivência, sendo, por isso,
adaptativo. Caso não sentíssemos
medo, não fugiríamos, por exem-
plo, se víssemos um leão a correr
na nossa direção para nos atacar.
Muitas das pessoas que procu-
ram ajuda de um Psicólogo tra-
zem questões relacionadas com
o medo, nomeadamente Fobias.
Nestes casos, procura-se que o
cliente interprete os sinais do
medo, bem como fazer o contro-
lo dos mesmos, através de estra-
tégias de contenção emocional e
de exposição ao estímulo que o
motiva.
JORGE MARQUES
Escritor e Consultor de Empresas
OPINIÃO
RÁDIO – APRENDER
A OUVIR
Hoje falamos de rádio a propósito
do nascimento da “Rádio Jornal do
Centro”…Votos de uma vida longa e
feliz!
Um grande mestre da comunica-
ção ensinou-me um dia que os di-
ferentes meios de comunicação
não são inimigos e nem se devo-
ram uns aos outros. Essa luta tra-
va-se dentro de cada um deles. Na
imprensa, como na rádio ou tele-
visão, os seus principais inimigos
são outras formas de as fazer, a
inovação permanente.
O aparecimento da televisão fez da
rádio uma espécie de sistema ner-
voso da informação e que só tem
paralelo na voz humana. Voz e rá-
dio são assim duas tecnologias hu-
manas poderosas. É ainda hoje a
rádio que provoca um movimento
mais rápido nos outros media, por-
que está sempre mais perto e chega
primeiro. Na rádio os nossos sen-
tidos não ficam prisioneiros, ape-
nas o ouvido está atento, por isso
as palavras ganham um sentido
mais fundo e mais rico. Há quem
diga que a rádio está para os me-
dia, como a valsa está para a dan-
ça palaciana, ambas procuram a
simplicidade e têm alguma coisa de
primitivo.
Mas talvez o maior mérito da rádio
seja outro, ela obriga o homem a via-
jar do individualismo para o colecti-
vo num retorno à tribo e à fuga dos
meios frios e centralizadores. Ela
preocupa-se com o que acontece na
proximidade, na região, na cidade,
fazendo do mundo uma aldeia onde
todos são tratados por igual. Faz até
das memórias uma tradição e trá-
-las para o presente. Na rádio não
nos sugam a atenção, tudo é uma ex-
periência que só nos pede o ouvido,
mas que nos obriga a uma aprendi-
zagem onde o saber ouvir é o princí-
pio da comunicação humana.
Brecht, num dos seus poemas, falava
assim da rádio:
Ao pé da minha cama, ao pé da mi-
nha dor,
As últimas vozes da noite, as primei-
ras da manhã,
Narrando-me as suas vitórias e as
minhas penas,
Promete-me que não te vais calar de
repente.
VANGELIS
Rosetta [Decca]
Aos 73 anos o grego Evangelos
Odysseas Papathanassiou reafir-
ma a sua posição como figura que
abalou e estendeu o horizonte mu-
sical a um nível sem o seu contri-
buto inatingível. A música total que
idealiza parece ser mais do que ins-
pirada pelo misticismo, mas parte
integrante da experiência mística
que é a condição humana, recor-
dando um elo entre a vida, o que
a antecedeu, e o que lhe sucede-
rá. Com uma vasta discografia que
percorre mais de quatro décadas,
na qual se destaca Blade Runner,
uma das bandas sonoras para ci-
nema que elaborou, regressa ago-
ra à temática da exploração do uni-
verso. Em 2004 a Agência Espacial
Europeia lançou Rosetta, a primei-
ra sonda que viria a aterrar num
cometa, no dia 30 de Setembro do
presente ano. Uma conversa entre
André Kuipers, a partir da Estação
Espacial Internacional, e o compo-
sitor grego, conduziu a este disco,
que mais uma vez alia tensão e alí-
vio, emoções entre as quais a vida
aparenta balançar.
O medo está associado
ao instinto de
sobrevivência, sendo,
por isso, adaptativo
Os outros alimentam-se
das nossas derrotas, dos
nossos desastres
Jornal do Centro
OPINIÃO
9 QUA.
12º / 0º
4 SEX.
20º / 12º
5 SÁB.
13º / 11º
7 SEG.
11º / 3º
6 DOM.
12º / 2º
8 TER.
11º / 4º
TEMPO
10 QUI.
13º / 0º
NÚMEROS NETSONDA
(Fonte: INE)
4.287
Portugueses com mais de 100 anos
em 2015, um aumento de 107%
desde 2011
(Fonte: IDC)
52%
Queda das vendas de smartwatches
no último trimestre quando comparado
com o período homólogo
(in Bloomberg)
$85.400.000.000
Valor pelo qual a AT&T vai adquirir
a Time Warner, dona de canais como
a CNN ou HBO
Olho de Gato
JOAQUIM ALEXANDRE RODRIGUES
VISEU, CIDADE DAS HISTÓRIAS
PUB
1. Há exactamente três anos, este jornal fez uma sema-
na de pausa para reformulação, o que deixou um Olho
de Gato só em edição electrónica. Para que haja também
edição em papel, com algumas adaptações e tesourações,
retomo agora esse texto que na altura foi escrito na for-
ma de uma carta a António Almeida Henriques que ti-
nha acabado de tomar posse.
2. Caro presidente da câmara municipal de Viseu:
No seu discurso de tomada de posse disse que “Viseu
reúne condições para ser um ‘Destino de Eventos’, uma
‘Cidade de Estórias’ e um pólo de actividades criativas e
fixação de talentos.”
Sem dúvida: a cultura pode ser “um investimento e não
um custo” e temos uma “espontânea geração de criado-
res, programadores e artistas aqui radicados”.
Contudo, saber/fazer/promover cultura como fazem
os nossos agentes culturais não é o mesmo que ter uma
política cultural, isto é: ter uma acção no espaço públi-
co e com recursos públicos capaz de promover o bem co-
mum. Isso compete aos políticos eleitos.
Não podendo nem devendo um município assumir o pa-
pel de operador de gosto, ele deve, ainda assim, ter uma
visão integradora, abrangente, desinibida e cosmopolita
do que quer na cultura.
Numa iniciativa da campanha do PS das últimas autár-
quicas defendi que toda a actividade cultural do municí-
pio devia ser pensada e integrada no lema “Viseu, cidade
das histórias”.
Quando, no seu discurso, referiu “Cidade de Estórias”
parecia apontar nessa direcção. Penso que esta ideia —
“Viseu, cidade das histórias” — tem pernas para andar e
pode ser uma nossa marca distintiva, tornando-nos co-
nhecidos no país e no mundo, se as coisas forem feitas
com profissionalismo, competência e talento.
Por duas razões: (i) porque é original, não conheço ne-
nhum município com essa visão global para a sua ofer-
ta cultural; (ii) porque toda a gente, de todas as idades e
condições sociais, gosta de histórias, e todas as activida-
des culturais contam histórias.
NO MUNDO
HÁ DUAS DÉCADAS A SALVAR VIDAS
EM VISEU
Acácio Ribeiro
O médico brasileiro Acácio Ribeiro está
em Portugal há 22 anos. Veio “atrás de
[uma] melhor perspetiva de vida e por
ser um país mais calmo”. Desde que che-
gou só viveu em Viseu. Já trabalhou no
Hospital, num dos Centros de Saúde
da cidade e no de Penalva do Castelo.
Atualmente está no INEM. Há 15 anos
que é um dos clínicos afetos à Viatura
Médica de Emergência e Reanimação
(VMER) que está estacionada no
Hospital de S. Teotónio.
Com Acácio Ribeiro veio também a fa-
mília. A primeira impressão que teve
da cidade de Viriato “foi boa”, ainda
assim a mudança “foi difícil” e não es-
conde que se sentiu “marginalizado no
início”. Hoje tanto ele como o resto do
agregado familiar está perfeitamen-
te adaptado à realidade viseense e to-
dos gostam “de estar cá”. “A adaptação
no início foi difícil, apesar de ter vindo
com a minha família, senti falta do ca-
rinho e amizade de outros familiares e
amigos, do calor humano das pessoas.
E também pela mudança de clima e
costumes”, conta.
O que mais gosta de Viseu e de Portugal
é mesmo do “sossego”. A grande razão
de queixa são os impostos que, defende,
são “muito altos”.
Ao Brasil tem regressado, mas “só para
passear”. É lá que mata as saudades do
mar que de resto é o que sente mais falta
do país natal. Voltar para Terras de Vera
Cruz está fora dos planos deste médico
que desde que chegou já salvou a vida a
muitos habitantes da região de Viseu.

760 4-11-nov-2016

  • 1.
    4 NOV. 2016 António Figueiredo Diretor Nº 760 SEMANÁRIO6ªF 1€ (IVA INCLUÍDO) INDEPENDENTE • PLURAL REGIONAL • INOVADOR
  • 2.
  • 3.
    Associação acolhe trabalho voluntáriona prestação de socorro Cães treinados para salvar pessoas P.19 MANGUALDE P.32 CULTURA TEATRO DO MONTEMURO ESTREIA “MONÓLOGOS” P.35 CICLOCROSS TAÇA DE PORTUGAL REGRESSA AVOUZELA P.20 CINFÃES MUITOS FOGOS POR FALTA DE“CASTIGO” 4 NOV. 2016 António Figueiredo Diretor Nº 760 SEMANÁRIO 6ªF INDEPENDENTE • PLURAL REGIONAL • INOVADOR AO CENTRO P.4 / REGIÃO P.6 / ENTREVISTA P.17 / CULTURA P.30 / DESPORTO P.33 / OPINIÃO P.37 / CRÍTICA P.39 P.4 MUNICÍPIOS Orçamentos crescem em ano de eleições Autarcas justificam aumento com verbas comunitárias P.6 VISEU Refeições escolares com “satisfaz menos”Pais contestam ementas com hambúrgueres, douradinhos e atum P.8 VISEU IPV forma trabalhadores da IBM P.17 ENTREVISTA António Raposo Lima Presidente executivo IBM Portugal FotoGIOPS
  • 4.
    4 4 NOV AO CENTRO ORÇAMENTOSAPROVEITAM FUNDOS COMUNITÁRIOS E APOSTAM NA REQUALIFICAÇÃO URBANA, CONSTRUÇÃO DE ETAR’S E NA ATIVIDADE EMPRESARIAL. AS AUTARQUIAS APRESENTARAM ESTA SEMANA OS RESPETIVOS DOCUMENTOS QUE ATÉ AO FINAL DO ANO VÃO SER APROVADOS EM ASSEMBLEIA MUNICIPAL ORÇAMENTOS MUNICIPAIS Texto Sandra Rodrigues Dinheiro vai para parques industriais e requalificações urbanas Arequalificação urbana, a cons- trução de estações de tratamen- to de águas residuais (ETAR), a criação e alargamento de zonas indus- triais, a par das áreas da ação social e educação são, para 2017, as grandes apostas dos municípios que, na gene- ralidade, aumentaram para o próxi- mo ano os seus orçamentos munici- pais. Nos documentos estão inscritos os investimentos prioritários candi- datados a financiamento pelos fundos comunitários o que justifica, segundo os autarcas, o crescimento em relação ao ano anterior. Os presidentes de Câ- mara rejeitam que se tratem de orça- mentos “eleitorais”, apesar de 2017 ser um ano de eleições autárquicas, e fa- lam até em dificuldades na elaboração dos documentos, uma vez que o atra- so nos fundos comunitários “bara- lhou as contas”. “Este crescimento re- flete os fundos comunitários, de outra forma não conseguíamos lá ir [ao au- mento]”, esclareceu, a título de exem- plo, o presidente da Câmara de Penal- va do Castelo. As funções sociais e de educação con- tinuam a ter um grande peso na do- tação orçamental, mas para 2017 as obras emblemáticas, pelo menos o seu arranque, vão estar divididas em três áreas: a requalificação urbana, no âmbito do PEDU (Plano Estratégico de Desenvolvimento Urbano) e que envolve as cidades; a criação e desen- volvimento dos parques industriais e empresarias e ainda o Ambiente com a construção de novas ETAR’s e reabi- litação das existentes. Parquesurbanos,mobilidade e zonasindustriais Em Viseu, por exemplo, o orçamen- to para 2017 teve um crescimento de 40 por cento face a 2016. A autarquia anunciou um orçamento de 67 mi- lhões de euros, verba que irá sofrer uma revisão orçamental em abril com o objetivo de integrar saldos do ano corrente e a aprovação de novos pro- jetos de investimento financiados pelo programa Portugal 2020. As funções sociais e económicas são as que têm uma maior representação orçamen- tal, na ordem dos 84 por cento. A au- tarquia destaca ainda a aposta na edu- cação, com a requalificação de escolas, e os investimentos no âmbito do pla- no “Mobilidade Urbana de Viseu”. A proposta de orçamento municipal foi aprovada com as abstenções dos ve- readores do PS e o voto contra do ve- reador do CDS/PP. Para os socialistas, “o facto de termos este horizonte de 2020 e os fundos co- munitários não justificam essa dis- crepância”, do aumento do orçamen- to relativamente a 2016. Segundo o vereador José Junqueiro, “há sempre uma desculpa, mas as obras aparecem sempre no ano de eleições”, sendo “o financiamento tácito de uma campa- nha eleitoral”. Já o vereador do CDS explicou que o voto contra é justifica- do com o facto da autarquia colocar a hipótese de pedir empréstimo. Em Lamego, cujo documento só vai a aprovação do executivo municipal na próxima semana, o orçamento é de 27,5 milhões, enquanto que no ano passado foi de 20,9 milhões. “Houve subida porque no de 2016 não esta- vam contempladas verbas no âmbito dos fundos comunitários”, explica a autarquia que aponta, como grandes investimentos, a requalificação do an- tigo matadouro para receber um cen- tro cívico e a construção do parque ur- bano da cidade. Também em S. Pedro do Sul, parte dos 26,5 milhões de eu- ros, será para a edificação do parque da cidade. Tondela, com um orçamento de 30 milhões de euros, assume como prio- ridades a educação, a promoção da qualidade de vida e a atratividade empresarial. Obras emblemáticas, se- gundo o presidente da Câmara, José António Jesus, são a segunda fase do parque industrial do Lajedo e a am- pliação da zona industrial de Tondela. Na maioria das autarquias do distri- to de Viseu, a área ambiental também envolve grandes investimentos. Os municípios estão a aproveitar os pro- gramas comunitários para reabilitar a rede das estações de tratamento de águas residuais. Em Penalva do Caste- lo, Castro Daire, Tondela e Sátão estão já anunciadas a construção de novos equipamentos. As funções sociais e de educação continuam a ter um grande peso na dotação orçamental, mas para 2017 as obras emblemáticas, pelo menos o seu arranque, vão estar divididas em três áreas: a requalificação urbana, a criação e desenvolvimento dos parques industriais e ainda o Ambiente VISEU 67 milhões de euros -Apoio social e na área da educação - Requalificação das escolas Grão Vasco e Viriato - Plano de “Mobilidade Urba- na de Viseu” TONDELA 30,5 milhões -Requalificação Urbana (PEDU) -Ampliação da zonas indus- triais do Lajedo e Tondela -Construção de ETAR SÁTÃO 12, 2 milhões -Investimentonoâmbitodo PARU(áreareabilitaçãourbana) -Loja do Cidadão -Construção de ETAR CINFÃES 21 milhões -Investimento nos parques industriais -Apoio para as áreas social e de educação S. COMBA DÃO 12, 6 milhões -Construção da Unidade de Saúde Familiar de S. João de Areias -Requalificação urbana da ci- dade -Recuperação da ribeira CARREGAL DO SAL 7,6 milhões -Parque Urbano -Loja do Cidadão -Centro Social de Cabanas requalificação viária MORTÁGUA 10 milhões -Investimento no parque in- dustrial -Apoio florestal (plantação de eucalipto) -Área social e educação AGUIAR DA BEIRA 12 milhões -Obras emblemáticas: Cami- nhos agrícolas - Criação de uma academia de música CASTRO DAIRE 27 milhões -Construção de duas novas ETAR’s -Apoio às famílias e associa- ções S. PEDRO DO SUL 26, 6 milhões -Parque Urbano da Cidade -Construção do Pavilhão de Santa Cruz da Trapa. -Passadiços de Manhouce e S. João da Serra (S. Pedro do Sul/Oliveira de Frades)TAROUCA 15 milhões -Zona de desenvolvimento industrial -Apoio social e educação
  • 5.
    5 4 NOV AO CENTRO MANGUALDE 21,7milhões -Regeneração urbana -Acessibilidades LAMEGO 27,5 milhões -Parque Urbano de Lamego -Requalificação do antigo Ma- tadouro para receber Centro Cívico. TABUAÇO 12,3 milhões - Loja do Cidadão - Obras de saneamento PENALVA DO CASTELO 11,3 milhões -Construção de ETAR -Requalificação dos Paços do Concelho -Rede viária -Terminar zona industrial VOUZELA 10, 9 milhões -Regeneração urbana – 2.ª fase -Requalificação da Escola Se- cundária -Reabilitação do Cineteatro OLIVEIRA DE FRADES 11,8 milhões -Requalificação dos Paços do Concelho -Criação do Parque Urbano -Construção de Praias Flu- viais S. JOÃO DA PESQUEIRA 12,2 milhões -Recuperação da zona da fei- ra e construção do heliporto -Recuperação do centro his- tórico e zona ribeirinha -Construção de ciclovias SERNANCELHE 9 milhões - Regeneração urbana - Terminar 1.ª fase da Zona In- dustrial e início da 2.ª fase MOIMENTA DA BEIRA 13,4 milhões - Requalificação da Escola Básica e Secundária - Circular Externa Poente-- Troço 2 - Estudos e construção das barragens de Regadio da Nave e da Boavista RESENDE 12 milhões - Centro de Valorização das Raças Autóctones - Parque ampismo rural NELAS Ainda não tem Orçamento feito porque foi feita uma revisão ao Plano de Ajus- tamento Financeiro e a autarquia aguarda parecer Municípios com maior orçamento VISEU TONDELA LAMEGO ± CASTRO DAIRE S. PEDRO DO SUL 67milhões de euros 30milhões de euros 27,5milhões de euros 26milhões de euros Rúbricas com mais dotações financeiras Obras mais emblemáticas para 2017 1 – Ação social e educa�va 2 – A�vidade empresarial 3 – Ambiente 1 – Parques industriais 2 – Construção e reabilitação de ETAR’s 3 – Requalificação Urbana 4 – Mobilidade * Nota: os concelhos de Armamar, Penedono e Vila Nova de Paiva não disponibilizaram ainda os dados relativos aos orçamentos
  • 6.
    6 4 NOV HOMENS, MULHERES ESALÁRIOS Se colocarmos determinados assuntos numa perspetiva diferente temos, por ve- zes, melhores condições para as entender claramente. Por exemplo, quando nos falam do dia da libertação dos impostos, significando com isso que até esse deter- minado dia só trabalhámos para o Estado (ou melhor, que tudo o que ganhámos corresponde ao que o Estado nos leva em impostos, taxas e taxinhas) verificamos a barbaridade do que pagamos. Em Portu- gal o dia de libertação dos impostos é a 6 de Junho, o que significa que o primeiro semestre do nosso esforço (médio) tem comodestinooMinistériodasFinanças. Vem tudo isto a propósito de termos passadoontem,dia3denovembro,umdia de libertação – o da desigualdade salarial entre homens e mulheres. Significa isto que, se os homens tivessem deixado de trabalhar e receber ontem, acabariam o ano a ganhar tanto quanto às mulheres, em média, claro. A diferença é, neste caso, de 16,7% que os homens ganham a mais doqueasmulheres. A razão desta desigualdade, que tem preo- cupado a maioria dos governos civilizados e dos cidadãos informados, não é apenas uma. As mulheres entraram no mercado detrabalhoemforçaporcausadasguerras mundiais, nomeadamente a II, e foram durante muito tempo menos qualificadas do que os homens, sendo que estes eram escolhidos pelas famílias para sustentar uma família ao passo que as mulheres eram destinadas a entrar numa família que as sustentasse. Apesar de nada disto hoje fazer sentido e de as faculdades terem muito mais mulheres do que homens (refletindo o seu peso maioritário na so- ciedade), a desigualdade continua e parece perpetuar-se. Um estudo da Comissão Europeia afirma que só lá para 2086 a desigualdade terminará, caso continue a resolver-seaoritmoatual. Mas há um outro fator sobre o qual poucos ou nenhuns estudos existem: a desigualdade entre aqueles que entraram há, digamos, mais de 15 ou 20 anos no mercado de trabalho e os que entraram depois disso. A desigualdade, quero crer, será muito maior do que entre homens e mulheres, sobretudo se falarmos de traba- lho com qualificação média. Basta olhar para o setor que, pessoalmente, conheço bem, o jornalismo, para perceber que os salários praticados hoje são quase metade, em valor real, do que aqueles que existiam quando comecei a trabalhar. Dentro das empresas, as diferenças entre novos e velhoscostumasermonumental. O mundo é provavelmente assim. Ainda não acabámos (nem perto estamos) de resolver uma desigualdade e estão outras tãomásoupioresanascer.Qualasolução? Que sei eu! Dão-se alvíssaras a quem a encontrar. HENRIQUE MONTEIRO Jornalista HENRIQUE MONTEIRO OPINIÃO Pais de jardins de infância e escolas do ensino básico de Viseu estão descontentes com a alimentação que é fornecida por uma empresa de “catering” em alguns estabelecimentos de ensino. Queixam-se da quantidade mas, acima de tudo, da qualidade. Dizem que as ementas não são elaboradas de acordo com as regras nutricio- nais e que “raras são as semanas em que o atum, o hambúrguer e os douradidnhos não estão presentes”. Pedem para que, na impossibilidade de mudar a empresa responsável, que pelo menos a nutricionista afecta ao município faça uma fiscalização. As queixas já chegaram aos coorde- nadores dos agrupamentos de esco- las e à Câmara Municipal de Viseu. “Os próprios miúdos chegam a casa a queixarem-se que a comida não é boa. As auxiliares também dizem o mesmo e, inclusive, já pedimos um parecer técnico a uma nutricionista”, contou um dos pais que anunciou ainda que o problema já tinha sido levantado no ano passado. Em causa, referem as associações de pais contactadas pelo Jornal do Centro, estão escolas de Vildemoinhos, S. Salvador, Repeses, Jugueiros, entre outras. Segundo a autarquia, a situação está a ser “vigiada”, mas rejeita que exista “má qualidade” nas refeições escolares e lança o desafio aos pais para acompanharem os seus filhos e almoçarem nas escolas. “O Município tem estado vigilante a algumas reclamações apresentadas por pais e já as transmitiu à empresa fornecedora, que por sua vez está a reunir com os coordenadores das escolas e os representantes das associações de pais de modo a es- clarecer as queixas apresentadas e a encontrar uma resposta satisfatória”, esclareceu fonte da autarquia. A empresa em questão – a Uni- self - fornece atualmente refeições escolares a 40 estabelecimentos. As restantes 28 escolas afetas ao muni- cípio têm fornecimentos garantidos por 18 associações locais. A Câmara de Viseu anunciou ainda que tem em vigor uma prestação de serviço para o controlo da quali- dade das refeições escolares, que é prestado pela empresa Microchem. “Esta empresa realiza mensalmen- te uma avaliação quantitativa e qualitativa das ementas e simulta- neamente uma recolha de amostra da refeição em todos os estabeleci- mentos de ensino, sendo o resultado remetido à empresa e associações fornecedoras”, explicou. Uma monitorização, avançou a mesma fonte, que tem como objetivo o de “despistar qualquer problema causado por bactérias que possam provocar intoxicações alimentares e fiscalizar/controlar o cumpri- mento das normas estabelecidas no caderno de encargo do concurso de refeições escolares”. Petição pública As queixas sobre a empresa que está a fornecer as refeições não são novas. Em outros pontos do país, nomea- damente em Lisboa, já houve mais pais a denunciar o mesmo problema. Uma situação que levou também à criação de uma petição pública enviada ao Ministério da Educação e autoridades de segurança alimen- tar. Nela, os pais reclamam a “má qualidade dos serviços prestados”, a “comida insuficiente” e o “seu mau aspeto”. “Em suma, os únicos alimentos satisfatórios são as sopas (mas nem sempre) e os iogurtes, o que é manifestamente insuficiente para uma alimentação equilibrada”, lê-se na petição. “Tendo em conta que, infelizmente para algumas crianças esta é a única refeição supostamente equilibrada que têm durante o todo dia, torna-se ainda mais gritante o exposto e a consequente resolução dos mesmos”, subscrevem. Além das escolas, a “empresa encon- tra-se presente em refeitórios escola- res, hospitais, clínicas, organismos oficiais e em refeitórios de empresas privadas”, conforme se pode ler na sua página da internet. Contactada, a empresa não res- pondeu em tempo útil às questões colocadas pelo Jornal do Centro. VISEU Texto Sandra Rodrigues PAISCONTESTAMQUALIDADE DEREFEIÇÕESESCOLARES A QUALIDADE DAS REFEIÇÕES EM ALGUMAS ESCOLAS DO CONCELHO DE VISEU É QUESTIONADA POR PAIS E ENCARREGADOS DE EDUCAÇÃO QUE LAMENTAM A FALTA DE “IMAGINAÇÃO” NA ELABORAÇÃO DAS EMENTAS REGIÃO Ementas relativas as semanas entre 31 de outubro e 11 de novembro
  • 7.
    7 4 NOV REGIÃO NOVA AUTOESTRADA VISEU- COIMBRA EM ESTUDOS Quantoao dossier da nova autoestrada Viseu-Coimbra a empresa pública Infraestrutu- ras de Portugal “tem em curso os estudos necessários para o lançamento do projeto e respe- tiva calendarização”. O governo também não poupa nas críticas ao executivo de Pedro Passos Coelho nesta matéria. Segundo o Ministério das Infraestrutu- ras e do Planeamento, quando o governo tomou posse “para esta via apenas existia uma série de powerpoints, sem qualquer cor- respondência com estudos ou projetos efetivamente realiza- dos”. “Recordamos ainda que o acordo negociado pelo anterior governo com a União Euro- peia exclui as infraestruturas rodoviárias do financiamento através dos fundos europeus do PT2020”, acrescentou a mesma fonte governamental. O antigo secretário de Estado com a pasta da Obras Públicas, Sérgio Monteiro, também não quis comentar estas acusações da tutela. Em março deste ano, recorde- -se, o executivo liderado por António Costa anunciou ter colocado na gaveta a constru- ção da Via dos Duques por falta de financiamento para este investimento orçado em cerca de 320 milhões de euros e que o anterior governo tinha decidido que seria suportado unicamente à custa de dinhei- ros privados. FERROVIA Texto José Ricardo Ferreira CORREDORAVEIRO-MANGUALDE“DEFICIENTEMENTE PROJETADOEFUNDAMENTADOPELOGOVERNOANTERIOR” TUTELA TENCIONA LANÇAR ESTE ANO NOVO PROJETO PARA A OBRA. INFRAESTRUTURAS DE PORTUGAL TEM “EM CURSO OS ESTUDOS NECESSÁRIOS PARA O LANÇAMENTO” DA AUTOESTRADA VISEU- COIMBRA E “RESPETIVA CALENDARIZAÇÃO”. GOVERNO APONTA O DEDO AO ANTERIOR EXECUTIVO Ogoverno acusa o anterior executivo chefiado por Pe- dro Passos Coelho de ter apresentado a Bruxelas o projeto de construção da nova ligação ferroviá- ria entre Aveiro e Mangualde com deficiências e mal “fundamentado”, o que levou à rejeição do investimento. A obra que estava avaliada em 675,3 milhões de euros foi chumbada em julho pela Comissão Europeia porque a análise custo-benefício foi considera negativa. Fonte do Ministério das Infraestru- turas e do Planeamento adiantou ao Jornal do Centro que “ainda este ano, o governo submeterá novamente ao financiamento pelos fundos europeus a construção do troço Aveiro-Man- gualde”, considerado “fundamental para a ligação dos portos de Aveiro e Leixões à fronteira e dessa forma apoiar o desenvolvimento da econo- mia portuguesa, nomeadamente na vertente das exportações”. “Este projeto tinha sido deficiente- mente projetado e fundamentado pelo governo anterior, o que conduziu à sua rejeição, já este ano, no âmbito do programa Connecting Europe Facility (CEF). Um projeto mais detalhado e fundamentado será submetido de novo pelo governo”, acrescentou a mesma fonte. Contactado Sérgio Monteiro, ex-se- cretário de Estado das Obras Públicas no executivo PSD-CDS, rejeitou fazer qualquer comentário a esta acusação feita pela atual tutela. O Ministério das Infraestruturas e do Planeamento acredita que à segunda vai ser de vez e Bruxelas vai mesmo aprovar o projeto de construção do novo corredor ferroviário. Pelos planos do executivo, se a obra tiver luz verde os trabalhos deverão ir para o terreno no final de 2018, estando concluídos três anos depois. Recor- de-se que este foi sempre o projeto que o presidente da Câmara de Viseu, Almeida Henriques, defendeu. Linha da Beira Alta em obras em 2017 Já no próximo ano terá início a requa- lificação da Linha da Beira Alta, que “visa melhorar a ligação ferroviária do Norte e Centro de Portugal à Europa, de modo a viabilizar um transporte ferroviário de mercadorias eficiente, permitindo a articulação entre os portos do norte/centro e a fronteira de Vilar Formoso”. A empreitada orçada em 691 milhões de euros deverá começar no segundo trimestre de 2017 com a “eletrificação do troço Covilhã-Guarda, da Linha da Beira Baixa, de forma a que esta [intervenção] esteja operacional e possa reforçar o serviço durante a obra que decorrerá posteriormente na Linha da Beira Alta, a qual implicará necessariamente condicionamentos à circulação”, sublinha fonte do governo . De acordo com o Plano Ferrovia 2020, as obras nos corredores Pam- pilhosa-Mangualde e Mangualde- -Guarda arrancarão no primeiro trimestre de 2018, estimando-se que terminem dois anos depois. 675,3milhões de euros Valor do orçamento para a nova linha férrea Aveiro- Mangualde
  • 8.
    8 4 NOV REGIÃO O HospitalS. Teotónio, em Viseu, realizou até 1 de outubro deste ano 219 interrupções voluntárias da gravidez. Estes são os mais recentes dados divulgados pela própria instituição e que mostram que as interrupções estão a dimi- nuir na sua área de abrangência, contrariamente ao que saiu na edição 758 do Jornal do Centro. Nelas, os números relativos a 2015 foram, por lapso, trocados com o ano de 2014. Assim, no ano passado regis- taram-se 328 interrupções das quais 310 foram por opção da mulher. Em 2014 tinham sido 362 os casos em que a mulher optou ou teve necessidade de recorrer à interrupção da gravidez. Estes números estão em consonância com os dados a nível nacional que apontam para uma diminuição, nos últimos anos, do número de interrupções. Os relatórios anuais de Interrup- ção de Gravidez (IG) são elabora- dos a partir dos registos efetuados na base informática sediada na Direção-Geral da Saúde (DGS). Em 2015 foram realizados 16454 abortos. Tal como já aconteceu em anos anteriores, as IG por opção da mulher nas primeiras 10 sema- nas constituem cerca de 96,5% do total das interrupções realizadas. O segundo motivo mais frequente de IG é: “grave doença ou malfor- mação congénita do nascituro” com 423 registos (2,6%). INTERVENÇÕES ESTÃO A BAIXAR NOS ÚLTIMOS ANOS NÚMERO DE INTERRUPÇÕES VOLUNTÁRIAS DE GRAVIDEZ DIMINUI NO HOSPITAL DE VISEU Ocentro da IBM (SoftINSA) é inaugurado na próxima terça feira (a 8 de novembro), numa cerimónia presidida pelo Presidente da República. Marcelo Rebelo de Sou- sa vai estar presente na apresentação do novo centro de inovação tecnoló- gica que vai ficar sediado no Parque Industrial de Coimbrões. A empresa vai também ter a fun- cionar uma unidade no Instituto Politécnico de Viseu (IPV) para formação. “Conseguimos um es- paço para 40 postos de trabalho. Já estão [a IBM] a fazer o recrutamento e vão avançar com a formação ainda esta semana”, anunciou Fernando Sebastião, presidente do IPV. O res- ponsável mostra-se agradado com a parceria estabelecida com a empresa e frisou que o próprio Instituto vai adequar a sua formação para as necessidades que a empresa venha a ter na área das tecnologias. “Para o Instituto acaba de ser uma mais valia porque, por um lado, é uma forma de termos mais emprego para os nossos estudantes. Por outro lado, é o reconhecimento da quali- dade do nosso Instituto”, salientou Fernando Sebastião. O novo centro de trabalho e compe- tênciasdaSoftINSA(empresadaIBM) vai abrir para 120 postos de trabalho de caráter tecnológico (ver entrevista ao presidente executivo do grupo, António Raposo, na página 17). Sobre este investimento, o presidente da Câmara de Viseu, Almeida Hen- riques, destacou a sua relevância. “Acredito que este projeto, mais cedo que tarde, arrastará outros projetos e outras oportunidades”, disse. A cerimónia inaugural do centro estava para decorrer inicialmente no IPV, mas acabou por ser mudada para o Parque Industrial de Coim- brões, mesmo depois de a institui- ção de ensino ter disponibilizado a Aula Magna com uma capacidade para 400 pessoas. – SR IPV CEDEU SALA DE FORMAÇÃO PARA 40 PESSOAS. UNIDADE RESULTA DE UMA PARCERIA ENTRE A EMPRESA E A INSTITUIÇÃO. INAUGURAÇÃO DO CENTRO, CERIMÓNIA QUE ESTEVE PREVISTA PARA O IPV E MUDOU PARA PARQUE EMPRESARIAL DE COIMBRÕES, ACONTECE A 8 DE NOVEMBRO COM A PRESENÇA DE MARCELO REBELO DE SOUSA TECNOLOGIA IBM COM PÓLO DE FORMAÇÃO NO POLITÉCNICO DE VISEU 120NÚMERO DE POSTOS DE TRABALHO QUE VÃO ABRIR NA EMPRESA SOFTINSA Centro Tecnológico de Tomar onde a IBM se instalou
  • 9.
    9 4 NOV REGIÃO PUB VISEU Texto SandraRodrigues ORÇAMENTOS PARTICIPATIVOS COM EXECUÇÃO DE 75 POR CENTO QUATRO DOS SETE PROJETOS VENCEDORES DO SEGUNDO ORÇAMENTO PARTICIPATIVO DE VISEU JÁ ESTÃO CONCLUÍDOS. AUTARQUIA FAZ BALANÇO POSITIVO DESTA MEDIDA QUE DIZ DEIXAR FRUTOS PARA UMA NOVA CULTURA DE PARTICIPAÇÃO DA COMUNIDADE Oapeadeiro de Moselos, que durante mais de 20 anos foi o abrigo de uma família, está agora requalificado e vai ser transfor- madonumespaçodeculturadedicado à memória do pintor Jorge Braga da Cruz. Este é uma das obras que resultou de uma proposta vencedora do segundo Orçamento Participativo de Viseu e que já está concluída. Com uma dotação financeira de 30 mil eu- ros, o espaço vai receber o espólio dei- xado pelo pintor que morreu em 2015. Numa visita que efetuou a algumas dasobrasjáconcluídas,opresidenteda CâmaradeViseu,AlmeidaHenriques, anunciou que os projetos vencedores do dois orçamentos participativos apresentam uma execução orçamental superior a 75 por cento. O autarca faz um balanço positivo desta medida que, diz, “é a semente com frutos de uma nova cultura de participação democrática na comunidade”. Além do apeadeiro de Moselos, o autarca inaugurou ainda o balneário público na freguesia de Ribafeita e a Escola de Artes de Silgueiros, espaço que vai desenvolver uma progra- mação regular nas áreas da música, teatro, dança, pintura e artesanato. “Estou muito satisfeito porque não esperava chegar a esta fase e ter um grau de execução tão elevado. Quan- do chegármos ao final da votação do terceiro orçamento já teremos a obra do segundo toda inaugurada”, anun- ciou Almeida Henriques, presidente da Câmara de Viseu. Para o autarca, estas “são obras que a população quer e nas quais tomou decisão”. Das sete propostas vencedoras, quatro estão concluídas e a autarquia anunciou que as restantes deverão entrar “mui- to em breve” na sua fase de execução. São os casos da recuperação da Escola Dona Henriqueta, da reabilitaçao de um moinho de água em Vildemoi- nhos e requalificação de pisos das escolas de Abraveses. Laços com a Comunidade No roteiro que Almeida Henriques efetuou pelas obras já concluídas, foi dado a conhecer os resutados do projeto mais votado na segunda edição. “Laços com a Comunidade” está vocacionado para a inclusão social de crianças, para o combate ao insucesso escolar e de apoio a famílias carenciadas nas freguesias de Orgens e Repeses e S. Salvador. Professores, psicólogos e assistentes sociais estão a trabalhar com 30 famílias e cerca de 40 crianças, mas o projeto já sinalizou 120 famílias que podem ser apoiadas a vários níveis, desde a integração e aprendizagem dos alunos, até conse- lhos sobre poupanças para os pais. NOVO SUV PEUGEOT 3008 AUTO MARTINAUTO, S.A. CONCESSIONÁRIO PEUGEOT Viseu - Recta do Caçador, Fragosela de Cima, 3505-577 - Tel.: 232 467 650 - geral@martinauto.pt - www.automartinauto.pt Consumo combinado: 4,0 a 5,4 l/100 km. Emissões de CO2 : 104 a124 g/km. peugeot.pt Consumo combinado: 4,0 a 5,4 l/100 km. Emissões de CO2 : 104 a124 g/km. DESCUBRA-O NO FIM DE SEMANA PORTAS ABERTAS DE 4 A 6 DE NOVEMBRO NOVO SUV PEUGEOT 3008 NUNCA UM SUV FOI TÃO LONGE PEUGEOT ASSISTANCE 8 ANOS ASSISTÊNCIA EM VIAGEM GRATUITA O terceiro Orçamento Participativo de Viseu está a decorrer e é dirigido ao público jovem escolar. Mais de 9500 alunos de 13 escolas secundárias, profissionais e do ensino superior estão mobilizados para apresentarem propostas nas áreas da inclusão social, cultura, património e arte urbana, educação e juventude, entre outros. Vencedores deverão ser conhecidos em junho de 2017
  • 10.
    10 4 NOV REGIÃO Viseu No concelhode Viseu, o corte de iluminação pública noturna não se verifica e, segundo o presidente da autarquia, com a mudança para a hora de inverno, as luminárias passaram a acender meia hora mais cedo e a desligar também meia hora mais tarde. Ou seja, em vez de a luz ser desligada às 7h00 passaria a ser desligada às 7h30m. No entanto, o Jornal do Centro constatou que às 6h15m, as luzes já estão desligadas, deixando a cidade praticamente às escuras. Segundo Almeida Henriques, a medida de alargamento do tempo de iluminação noturna deve-se ao programa de eficiência energética do município. “Nós já investimos em 520 luminárias LED”, refere o autarca que destaca os cerca de seis milhões de euros de consumo elétrico no concelho. Um dos objetivos da Câmara de Viseu para o futuro passa, segundo o edil, pela aplicação de sensores porque, como diz, “há estradas no muni- cípio que não passa lá um carro nem uma pessoa durante a noite e outras que estão iluminadas e não têm casas”. Nessas vias vão ser aplicados sensores de movimento nos postes de iluminação. Uma medida que Almeida Henriques considera de “boa gestão”. Lamego No concelho de Lamego a autarquia começou por desligar a eletricidade pública nas aldeias entre as 2h00 e as 6h00, mas acabou por estabelecer o corte entre as 2h00 e as 5h00. Segundo o presidente do município, Francisco Lopes, “o tipo de vida que as populações fazem é compatível com o horário de redução, não há reclamações de maior e não há aumento de criminalidade”. No que diz respeito à redução de custos, o autarca explica que no início foi “muito significativa”. Como os aumentos na eletricidade têm sido constantes, o edil adianta que “essa poupança tem vindo a esbater-se mas a apesar de tudo continua a ser uma medida com resultados muito positivos”. Francisco Lopes fala numa poupança de 14 mil euros por mês. Dinheiro que “está a ser inves- tido em iniciativas, equipamentos e serviços bem mais importantes para a população do que a ilumina- ção pública ”, conclui. Uma medida que, segundo o autarca de Lamego, não tem “fim à vista”. Tarouca Também o concelho de Tarouca fica às escuras entre as 2h30 e as 5h00. De acordo com o presidente do município, a medida pode ter os dias contados. “Até final do ano vamos implementar 17 lâmpadas Led” numa fase inicial, anuncia Valdemar Pereira. O autarca acres- centa que o objetivo é alargar a tecnologia Led a todo o concelho já no próximo ano. Cerca de cem mil euros por ano é quanto o executivo de Tarouca consegue poupar com o corte da iluminação pública duran- te a noite. Tondela No concelho de Tondela, o executi- vo está também a apostar na tecno- logia Led para minimizar os custos, embora em 2012 tenha decidido pelo corte parcial da eletricidade pública. O presidente do município, José António Jesus, fala num “pla- no” que foi feito em que “algumas luminárias em áreas menos sensí- veis foram desativadas”. “Esse plano tem vindo a ser reajustado, afirma. O autarca refere que recentemente um número significativo de postes foi religado e afirma que “estamos a trabalhar para aumentar o contin- gente de luminárias ligadas, sempre num princípio de melhor eficiência e de boa gestão”. No ano passado o município de Tondela investiu na iluminação em tecnologia Led. “Uma medida que é para continuar até porque pretendemos religar alguns pontos de iluminação mas sem aumentar a despesa”, adianta o autarca. Segundo José António Jesus, é um processo dinâmico “procurando satisfazer os interesses, a qualidade de vida, a segurança e proteção das pessoas e ao mesmo tempo ter uma gestão mais eficaz e adequada”. Com o custo da electricidade sem- pre a variar, o edil de Tondela fala numa poupança de cerca de “150 a 200 mil euros por ano”. FOI EM OUTUBRO DE 2011 QUE A TAXA DE IVA DA ELETRICIDADE PASSOU DOS 6 PARA OS 23 POR CENTO. UM AUMENTO QUE LEVOU AS AUTARQUIAS A TOMAR MEDIDAS PARA REDUZIR OS CUSTOS. A ALTERNATIVA MAIS CONSENSUAL FOI A REDUÇÃO DE HORAS NA ILUMINAÇÃO PÚBLICA NOTURNA. ASSIM ACONTECEU NO DISTRITO DE VISEU, ONDE OS MUNICÍPIOS OPTARAM POR DESLIGAR AS LUMINÁRIAS TOTAL OU PARCIALMENTE NAS ZONAS RURAIS E EM ALGUNS CASOS TAMBÉM NAS SEDES DE CONCELHO. NESTA EDIÇÃO FAZEMOS O PONTO DE SITUAÇÃO DA MEDIDA NAS SETE CIDADES DO DISTRITO VISEENSE NAS CIDADES DO DISTRITO DE VISEU Texto Irene Ferreira ILUMINAÇÃO PÚBLICA À NOITE É SÓ PARA ALGUNS
  • 11.
    11 4 NOV REGIÃO PUB Santa CombaDão Corte total em todo o concelho entre as 2h30 e as 4h30 da manhã é a medida decidida pelo executivo de Santa Comba Dão, desde o início de 2014. Uma decisão que está agora em análise e a pensar numa possível alteração. Para o presidente do município, Leonel Gouveia, o corte tem sido vantajoso para as contas da autarquia, uma vez que na altura da tomada de decisão, a câmara estava “numa situação financeira muito complicada e tivemos de implementar medidas drásticas de redução da despesa”. O autarca fala numa poupança de “20 a 25 mil euros anuais”. Segundo o presidente de Santa Comba Dão, a situação financeira actual da autarquia já apresenta alguma sustentabilidade mas como diz, “a medida é para continuar, embora nos próximos dias com o aproximar do inverno teremos de reanalisar o processo”. Mangualde Quem já esteve quase cinco anos sem eletricidade pública noturna entre as 2h00 e as 5h00 e atualmente conta com iluminação total é a população do concelho de Mangual- de. Desde o último verão que a eletricidade foi religada. Segundo o presidente da Câmara Municipal, o corte “derivou de um problema fi- nanceiro gravíssimo que a autarquia tinha que era uma dificuldade de tesouraria e a monstruosa dívida que herdámos”. João Azevedo explica que atualmente a situação financeira do município já permite religar a luz pública noturna. “Hoje não há nenhum corte em iluminação públi- ca em Mangualde, o que me deixa muito satisfeito”, refere. O autarca explica que a decisão em cortar na iluminação pública foi difícil de tomar, mas “tivemos que o fazer, as pessoas interpretaram isso como uma decisão corajosa e hoje temos a possibilidade de dizer que consegui- mos resolver o assunto com uma boa gestão”. O presidente de Mangualde fala em dezenas de milhares de euros de poupança que “nos permite hoje religar as luzes e ter uma situação financeira mais estabilizada e que nos permite também sonhar com um concelho mais forte no futuro. Um concelho de excelência”. S. Pedro do Sul Também no concelho de S. Pedro do Sul as noites não sofrem qual- quer corte na iluminação pública mas nem sempre foi assim. Há três anos o executivo avançou para o corte em algumas centenas de luminárias mas, segundo o presidente do município, “com essa experiência que fizemos chegámos à conclusão que não estávamos a tirar nenhum rendimento, os gastos mantinham-se praticamente inal- teráveis e a partir daí não fizemos mais nenhum corte”. “Não estamos a pensar fazer cortes noturnos de iluminação pública”, refere Vítor Figueiredo. Esta semana as ruas da cidade de Viseu continuavam às escuras depois das 6h15m
  • 12.
    12 4 NOV EU PECADORME CONFESSO 41 O PRINCÍPIO DA INCERTEZA A simbologia da alegoria da caverna de Platão perpassa com demasiada insistência e persis- tência pelo meu pensamento. Na verdade o viver quotidano dos portugueses parece empur- rar-nos, cada vez mais, para um mundo de sombras no qual tudo parece assemelhar-se ao real mas que, de imediato, se revela fictício e enganador. Tudo nos arrasta para os caminhos duma incerte- za doentia, transformando-nos em tristes passageiros de um comboio que desliza inexoravel- mente para um descarrilamento que não merecíamos. Há por isso um enorme cansaço por, durante muitos anos, os portugueses sofrerem tratos de polé, por parte de governantes, com promessas de hoje e recusas no dia imediato. Como exemplo apenas lem- bro,mais uma vez,que uma das grandes promessas que os portu- gueses desejavam ver cumprida seria que a economia arrancasse como nos foi incessantemente prometido e ainda não cum- prido. Faz-nos recordar, com algum humor, um escrito de Rui Barbosa no Diário de Notícias em 8/8/1889 (século XIX) que de- signava a situação da economia de então como “ economia de palitos e de bananas”. Mudaram-se os tempos, os polí- ticos e os governos, mas os com- portamentos parecem imutáveis, obedecendo a um fatalismo crónico que urge vencer porque, manda a verdade que se diga, continuamos com uma economia de” palitos e bananas”. Não nutro qualquer simpatia com esta e outras afirmações do mesmo género que afectam a auto estima e a estabilidade emocional dos nossos cidadãos. Não é desejável aceitar optimis- mos ou pessimismos doentios com a actual situação política, embora retenha a afirmação de um príncipe da medicina mun- dial recentemente desaparecido, João Lobo Antunes, que na sua última entrevista em 27/10/2016 à jornalista do Expresso Lucia- na Leiderfarb afirmou ser “ o pessimismo uma profecia que se cumpre”. Para meditar. OPINIÃO JOÃO PEDRO ANTAS DE BARROS Professor do Ensino Superior Cerca de duas centenas de pessoas marcaram presença no X Capítulo Geral de Entronização da Confraria dos Saberes e Sabores da Beira ‘Grão Vasco’. O evento recebeu mais de três dezenas de Confrarias oriundas de vá- rios pontos do país, num total de cerca de duas centenas de participantes. Na ocasião foram entronizados 10 comendadores e 18 cavaleiros, numa cerimónia que contou com a presença de diversas entidades, entre as quais se destacam o vice-presidente da Câma- ra de Viseu, Joaquim Seixas; Nelson Almeida, empresário beirão radicado no Brasil, em representação da Casa do Distrito de Viseu no Rio de Janei- ro, e Jorge Loureiro, vice-presidente da Entidade de Turismo do Centro. A cerimónia do Capítulo teve dois momentos musicais. O primeiro com Isabel Silvestre e o segundo com Cata- rina Barros e Daniel Simões, nas vo- zes, acompanhados por Anícia Costa, ao piano, e Luís Peres, ao violino. Depois do Capítulo, que decorreu na IgrejadaMisericórdia,emViseu,ocor- tejo percorreu as ruas do Centro Histó- rico, tendo a comitiva sido recebida no SalãoNobredaCâmaraMunicipal. VISEU X CAPÍTULO DA CONFRARIA GRÃO VASCO COM A PRESENÇA DE MAIS 30 CONGÉNERES Oartigo seis do regulamento do concurso de apoio à cultura “Viseu Terceiro” está a levantar dúvidas em agentes culturais da cidade. Em causa, o facto de nas modalidades de apoio estar explícito que não será atri- buído apoio financeiro a “projetos candidatos que sejam financiados por estruturas ou equipamentos apoiados pelo Município de Viseu”. A “confusão” na interpretação coloca-se ao nível das estruturas que recebem já financiamento através do orçamento municipal quer seja de forma direta, como o Teatro Viriato, ou indireta, como por exemplo os casos onde existe disponibilização de edifícios, isenção de rendas ou outros subsídios. “É uma cláusula de salvaguarda em que o município exclui a possibilidade de refinanciar ou duplicar financiamentos a entida- des que já gozam de financiamento na sua atividade regular”, esclarece fonte da autarquia. A dúvida per- manece, no entanto, se abrange pro- jetos, cujas estruturas são apoiadas indiretamente. Mas, para a autar- quia viseense, o regulamento é claro e este artigo evita que quem já tem um apoio regular concorra “contra projetos culturais independentes”. APOIO À CULTURA MODALIDADES DE APOIO NO CONCURSO “VISEU TERCEIRO” GERAM DÚVIDAS CONFUSÃO NA INTERPRETAÇÃO DO ARTIGO SOBRE AS MODALIDADES DE APOIO. AUTARQUIA ESCLARECE QUE REGULAMENTO É CLARO E EVITA CONCORRÊNCIA REGIÃO As candidaturas ao concurso muni- cipal de apoio a projetos culturais e criativos para 2017, que tem um or- çamento de meio milhão de euros, estão abertas até 15 de novembro. O concurso mantém o orçamento de 300 mil euros para projetos con- solidados e de 200 mil euros para projetos novos ou emergentes. Uma das novidades deste ano é o facto de as normas de acesso “preverem a possibilidade de serem pré-aprovados projetos plurianuais, ainda que seja condicionada a apro- vação da sua programação anual específica”. As normas de acesso estipulam também que as entidades benefi- ciárias que violem as obrigações do concurso “ficam impedidas de apresentar a sua candidatura aos concursos do mesmo ano, bem como nos dois anos civis seguintes”. Estas foram algumas das medidas introduzidas na terceira edição do “Viseu Terceiro” e que também foram discutidas no âmbito do Fórum da Cultura, órgão no qual, para agentes que anualmente con- correm a este concurso, não deveria ser debatido o regulamento, “uma vez que dele fazem parte promoto- res que concorrem”. O apoio financeiro máximo a atri- buir por candidatura mantém-se nos 125 mil euros.
  • 13.
    Colocar o interiorcomo um territó- rio mais competitivo é o segundo eixo do Programa Nacional para a Coesão Territorial que foi apresentado pela Unidade de Missão de Valorização do Interior. O programa contempla uma série de medidas para desenvolver a três anos. Neste campo, a aposta incide no aproveitamento do turismo enquanto fator diferenciador do território, assim como na valorização da agricultura enquanto área geradora de emprego. O Programa Nacional para a Coesão Ter- ritorial elenca mais de cento e sessenta Medidas, maioritariamente de iniciativa governamental, e uma Agenda para o Interior que integra oito iniciativas de caráter temático. Nesta edição, o Jornal do Centro dá a conhecer as medidas nos eixos + Competitivo e + Sustentável DESTAQUE Freguesias do concelho de Viseu de baixa densidade Municípios do Interior As medidas para o Interior PARTE II
  • 14.
    14 4 NOV Imagem negativado interior é entrave à sua valorização O grupo de trabalho que elaborou o Programa Nacional para a Coesão Territorial afirma ser “urgente” desconstruir a imagem “negativa” que ainda existe sobre a interioridade. Esta é uma das conclusões das reuniões que se realizaram com os vários agentes que foram auscultados para a elaboração deste programa que contém várias medidas de valorização do interior do país, nomeadamente as comunida- des intermunicipais, as instituições de ensino superior, os grupos de ação local e associações empresariais. Para um território mais competitivo e susten- tável, o documento aponta uma série de cami- nhos que passam por valorizar a agricultura en- quanto posto de trabalho, mas também na sua interação com o turismo, vertente que assume um dos pontos fortes como marca do interior. “Defendo que o interior do país, quer do ponto de vista da competitividade, quer da atratividade e da captação do investimento, deve ter um tratamento positivo. Para isso, é necessário que impostos e taxas sejam diminuídos para uma maior atração do inves- timento”, salienta Pedro Machado, presidente do Turismo Centro de Portugal, entidade que ainda aguarda a entrega “oficial” do pro- grama para analisar todas as medidas. Nas próximas páginas, algumas das propostas contidas nos programa. + COMPETITIVO Turismo e qualificação do setor 1 Revitalizar as termas de Portugal e os programas de turismo termal, diversi- ficando a oferta turística. Retomar os programas de turismo sénior e dinamizar as redes de aldeias portuguesas, nomeadamente as Al- deias Históricas, as Aldeias do Xisto e as Aldeias Vinhateiras, são algumas das propostas que visam uma revita- lização sectorial do turismo. As pro- postas passam ainda pela valorização do mercado ibérico do turismo com o foco no mercado interior alargado. É ainda proposta a promoção de uma campanha promocional, de âmbito na- cional, com o intuito de projetar uma nova imagem do território interior que acabe com a ideia de atraso e subde- senvolvimento que está associada ao interior de Portugal. Criar uma marca nacional para divulgação e certificação pelo Instituto de Turismo de Portugal dos empreendimentos turísticos do Interior e, ao mesmo tempo, qualificar e formar os profissionais de turismo, com base na manutenção da rede de escolas de hotelaria e turismo do Tu- rismo de Portugal dispersas por todo o país. Apoiar um calendário de eventos culturais com potencial turístico e com impacto internacional reali- zados nos territórios do interior e promover a captação de congressos internacionais e eventos, com uma equipa especializada e plataforma de divulgação, que permita a captação de eventos para destinos regionais desconcentrados. 2Emprego e incentivos à criação Proceder à revisão da Portaria n.o 20-B/2014, de 30 de janeiro, para que os Conselhos Diretivos dos Baldios possam ser considerados entidades promotoras de emprego Disponibilizar, para todos os projetos que representem a criação simultânea de mais de 20 postos de trabalho, a possibilidade de requerer ao Minis- tério do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social a implementação de um curso profissional de acordo com as necessidades dos postos de trabalho a criar. Promover a ativação dos desemprega- dos jovens e desempregados de longa duração, e em especial dos trabalha- dores mais velhos, contemplando: (i) incentivos à contratação de jovens de- sempregados ou à procura do primeiro emprego; e, (ii) um apoio ao emprego para as empresas que contratem, si- multaneamente, jovens desempregados ou à procura do primeiro emprego e desempregados de longa duração. Criar no âmbito do Programa “Semen- te” um incentivo adicional para quem investir no capital de uma “early seed” ou de uma “startup” em territórios do interior. Os programas operacionais regionais e temáticos promoverão periodica- mente a abertura de avisos específi- cos para territórios do interior, em função das intenções de investimento privado gerador de emprego, exis- tentes e previamente inventariadas pelas comunidades intermunicipais e autarquias. Em Portugal, 57 por cento da população reside em lugares com menos de 10 000 habitantes DESTAQUE
  • 15.
    15 4 NOV Agricultura evalorização 3 Criar um programa de formação profissional agrícola, em cooperação com as escolas agrícolas e escolas superiores agrárias, visando o reju- venescimento empresarial agrícola e a recuperação da extensão rural. Valorizar os produtos regionais e a gastronomia local na oferta formativa das Escolas de Hotelaria e Turismo e em todas as entidades formadoras que ministrem cursos na área da restaura- ção, em articulação com o Programa Portugal Sou eu. Elevar de 25.000 para 40.000 euros o montante máximo elegível dos proje- tos de investimento para os pequenos agricultores. Aumentar de 500 para 600 euros o pagamento mínimo por agricultor, no âmbito do Regime da Pequena Agri- cultura do I Pilar da Politica Agrícola Comum. Valorizar os circuitos curtos e a econo- mia de proximidade, através da criação de incentivos e da promoção de cam- panhas para que as autarquias e outras entidades locais (IPSS, lares, escolas) consumam e promovam os produtos regionais/locais. Criação do estatuto de “Jovem Em- presário Rural”. Com a consagração deste estatuto pretende-se fomentar benefícios/apoios/linhas de crédito/ou- tros a conceder a jovens que se queiram instalar em espaços rurais, designada- mente em territórios do interior. Tansformar Portugal num gran- de destino mundial para rotas pedestres e cicláveis através do projeto-piloto “Cycling and Walking”. 6 Um Interior para pedalar e andar A REDE RODOVIÁRIA NACIONAL TOTAL TEM 18 874 KM, DOS QUAIS 3 087 KM SÃO AUTOESTRADAS (REDE RODOVIÁRIA PRINCIPAL). A DENSIDADE DA REDE RODOVIÁRIA NACIONAL É DE 0.161 KM/KM2 EM PORTUGAL CONTINENTAL. DOS 18 DISTRITOS, 9 TÊM DENSIDADES SUPERIORES À MÉDIA, E OS RESTANTES, TODOS SITUADOS NO INTERIOR DE PORTUGAL, APRESENTAM VALORES INFERIORES 4Ensino e institutos agrários Apoiar a criação e desenvolvimento de estruturas/equipamentos de base tecnológica (Fab-Labs, Makers, etc) nos territórios de interior, facilitadores da transferência e intercâmbio de conhecimento. Teste e prototipagem de soluções e a criação de iniciativas empreendedoras intensivas em fatores avançados de competitividade. Criar e desenvolver a rede de Experi- mentação Agroindustrial, envolvendo as oito escolas agrárias de Ensino Superior Politécnico e o Instituto de Investigação Agrária e Veterinária (INIAV). (Escolas Superiores Agrárias: Beja, Bragança, Castelo Branco, Coim- bra, Portalegre, Santarém, Viana do Castelo e Viseu) Investimento e diáspora 5 Identificar os empresários da diáspora portuguesa incentivando-os a promo- ver o investimento nos territórios do interior, facilitando a atividade econó- mica entre mercados. Envolver os emi- grantes portugueses na promoção dos produtos regionais nacionais nos países de residência (Emigrantes Embaixado- res). Esta medida será articulada com o Gabinete de Apoio ao Investidor da Diáspora. Assumir como objetivo estratégico o aumento progressivo da localização em territórios do interior do investimento direto estrangeiro, a captar designada- mente através da AICEP . Divulgar informação relativa aos par- ques e zonas industriais disponíveis, bem como das condições concedidas pelas autarquias, pelos mais variados canais envolvendo a AICEP (Global Parques) e o IAPMEI. Divulgação e venda dos bens e ser- viços produzidos no interior e com matéria-prima produzida também no interior, associada a uma loja on-line. Estabelecer parcerias e realizar um trabalho coletivo entre setores e insti- tuições associados a marcas regionais que ajude a organizar e a potenciar a promoção das ofertas e dos respetivos territórios. Elevar de 25.000 para 40.000 euros o montante máximo elegível dos projetos de investimento para os pequenos agricultores DESTAQUE
  • 16.
    16 4 NOV Uma daspropostas vertidas no Programa Nacional para a Coesão territorial envolve a criação de um Banco de Terras que, segundo o do- cumento, pretende contribuir para a instalação de jovens agricultores, nomeadamente em territórios do interior, visando a dinamização do tecido económico e do mercado fundiário. O nome muda, mas os objetivos são iguais à Bolsa de Terras que já está em curso. Um projeto que foi lança- do em 2013 pelo anterior governo. Até 30 de setembro, a Bolsa Nacio- nal de terras disponibilizou, em valores acumulados, uma oferta total de 628 prédios/parcelas para arrendamento e venda, totalizando uma área disponibilizada de 16.449 hectares. No distrito de Viseu fo- ram ocupados cinco terrenos, com um total de 1,20 hectares, estando disponíveis mais sete. De Bolsa para Banco de Terras 3 Cultura Reforço e valorização das redes de museus, teatros, cineteatros, bibliotecas municipais, arquivos distritais e cineclubes, com vista ao desenvolvimento de progra- mas de formação, capacitação e dotação das infraestruturas. Apoio à cooperação e criação de parcerias entre estruturas nacionais e as estruturas muni- cipais que permita melhorar os modelos organizativos, estrutu- rar, valorizar e promover redes e comunidades de arquivos, públicos e privados, e melhorar e diversificar a programação, conceção, produção e circulação de exposições, itinerância dos acervos, difusão dos espetáculos e exibição de filmes. Incentivos atribuídos anualmen- te (as candidaturas decorrem durante o mês de dezembro) a bandas de música, filarmónicas, escolas de música, tunas, fanfar- ras, ranchos folclóricos e outras agremiações culturais que se dediquem à atividade musical, que promovam a singularidade regional. Desenvolver ações de promoção e fruição das reservas da bios- fera e geoparques. Privilegiar dinâmicas em rede para a va- lorização e internacionalização destes territórios reconhecidos pela UNESCO. 1Paisagem e Floresta Proceder à revisão e reativação dos Planos Regionais de Ordenamento Florestal (PROF). Instituir um programa piloto de valori- zação da paisagem rural apoiando a ex- perimentação, a valorização, o estudo, a replicação e a qualificação. Promover uma maior presença de vigilantes nos territórios das áreas protegidas e matas nacionais, através da reposição do efetivo de Vigilantes da Natureza. Desenvolver um mapa que identifique os principais valores ambientais e cul- turais e os roteiros viários (pedestres, cicláveis, rodoviários e ferroviários), proporcionando aos visitantes uma experiência integrada, não só nas suas origens e destinos mas também nas vias que os ligam, criando uma rede ‘específica’ de elevado valor turístico e que promova os territórios que são servidos por estas infraestruturas de transporte. Rede de mobilidade elétrica alargada 2 Conclusão da primeira fase da rede piloto MOBI.e (carros elétricos) e lançamento da segunda fase com vista à cobertura integral de todos os con- celhos. Desenvolvimento das redes de carregamento rápido, incluindo das vias principais da rede nacional de estradas do interior (ligação com Espanha). + SUSTENTÁVEL NO INTERIOR A REDE FERROVIÁRIA COM UMA EXTENSÃO TOTAL DE 2 562 KM SEGUE O MESMO PADRÃO QUE A REDE RODOVIÁRIA, COM DENSIDADES SUPERIORES NO LITORAL. O TRANSPORTE AÉREO É ASSEGURADO POR 5 AEROPORTOS, 4 INTERNACIONAIS E 1 REGIONAL (BRAGANÇA). A REDE DE AERÓDROMOS (18) COBRE A TOTALIDADE DO PAÍS DE FORMA MAIS OU MENOS HOMOGÉNEA DESTAQUE
  • 17.
    17 4 NOV ENTREVISTA ANTÓNIO RAPOSOLIMA, PRESIDENTE EXECUTIVO Texto Sandra Rodrigues IBM cria soluções para a banca e comércio a partir de Viseu AIBM Portugal abre a 8 de no- vembro o seu centro de com- petências no Parque Indus- trialdeCoimbrões.Umacerimónia que contará com a presença do Pre- sidente da República. Ao Jornal do Centro, o presidente executivo da IBM Portugal, António Raposo de Lima, anuncia que Viseu vai traba- lhar com Salamanca e que o centro vai dedicar-se ao desenvolvimento de soluções para as áreas da banca, da distribuição e do retalho A IBM anunciou a abertura de um centro de inovação e tecnologia em Viseu. Na prática, o que este centro vai desenvolver? No dia 8 de novembro vamos inau- gurar o Centro de Inovação Tecno- lógica de Viseu, um centro gerido pela Softinsa, empresa do Grupo IBM, que é mais um exemplo da aposta da IBM no nosso país. Este é um novo centro multi-clien- te e multi-tecnologia, com voca- ção para trabalhar com clientes na- cionais e internacionais, que visa a prestação de serviços e desenvol- vimento de soluções tecnológicas inovadoras, com foco na área das “smarter cities”. Este centro faz parte de uma rede nacional e internacional de centros de inovação IBM, o que permite que partilhem recursos, tirando partido do conhecimento e das melhores práticas na área das tecnologias. Quando se fala em soluções tecnoló- gicas inovadores, é o que concreta- mente? São soluções para serem apli- cadas a que níveis? Este centro irá dedicar-se à presta- ção de serviços, numa primeira fase na área da banca, da distribuição, retalho e das “smarter cities”, ten- do também como objetivo alargar o seu desenvolvimento a novas so- luções, por exemplo no âmbito do mobile, cloud, cognitivo, entre ou- tras. Abre com quantas pessoas inicial- mente? São funcionários prove- nientes exclusivamente da região de Viseu? Acreditamos que a esmagadora maioria de colaboradores que ve- nha a integrar este centro seja pro- veniente da região de Viseu, e, des- tes, uma parte significativa tenha estudado no Politécnico da cida- de, até porque esta instituição é um parceiro privilegiado e estratégico neste projeto. No momento inicial, contamos com aproximadamente 40 colaboradores, incluindo profis- sionais em formação, e esperamos a médio prazo empregar 120 colabo- radores. Qual o valor do investimento em Viseu? Não é nossa prática discriminar va- lores, mas o investimento em si não é o mais importante. Reunimos as condições standard para conseguir arrancar com um projeto destes que muito nos orgulha. Que vantagens Viseu oferece relati- vamente a outras cidades? Viseu é uma cidade estrategicamen- te localizada no centro de Portugal Continental, entre o Porto e Lisboa, e relativamente próxima de Salaman- ca, onde o Grupo IBM dispõe de um centro que irá trabalhar em parceria com o centro de Viseu. A liderança, o envolvimento, o esforço incansável e o compromisso da Câmara Munici- pal, também na pessoa do seu presi- dente, fizeram claramente a diferença. Adicionalmente, este projeto também só se tornou possível devido à articu- lação com o Instituto Politécnico de Viseu que o apoiou, desde o primei- ro momento, e que está ativamente a suportar esta iniciativa, contribuindo com muitas das competências e do ta- lento/recursos que necessitamos para um centro tecnológico como este. Em Salamanca, o Grupo IBM dispõe de um centro que irá trabalhar em parceria com o centro de Viseu Este centro irá dedicar- se à prestação de serviços, numa primeira fase na área da banca, da distribuição, retalho e das “smarter cities”
  • 18.
    18 4 NOV REGIÃO CARREGAL DOSAL Texto Clemente António Pereira LIMPEZAS EXTERIORES PARA “DIGNIFICAR” CENTRO DE SAÚDE MUNICÍPIO MOSTRA ABERTURA PARA PRESTAR APOIOS, DENTRO DAS SUAS POSSIBILIDADES E COMPETÊNCIAS, AO NÍVEL DA MÃO-DE-OBRA, EQUIPAMENTOS E MATERIAIS PARA DAR OUTRA DIGNIFICAÇÃO AO CENTRO DE SAÚDE, BASTANDO QUE AS ENTIDADES TUTELARES AVANCEM COM PEDIDOS “ACâmara Municipal prima por ter uma excelente e profícua relação institu- cional, estando disponível, sem se imiscuir em atribuições que não sejam as suas, para apoiar esta ou aquela entidade que necessite dos préstimos dos serviços camarários”. Esta é a posição da autarquia de Carregal do Sal em resposta a uma nota divulgada há cerca de uma semana por um grupo de cidadãos e utentes sobre o que consideram ser a “total degradação e aban- dono do Centro de Saúde” local. A autarquia, através dos serviços municipais, têm estado a proceder a ações de limpeza e de manutenção do espaço ajardinado e passeios e à reparação de candeeiros que se encontravam tombados há algum tempo. Segundo o presidente da Câmara, Rogério Abrantes, “é importante referir que tais tarefas não são da competência desta Câmara Muni- cipal, competindo aos serviços da Administração Central a gestão e a manutenção do Centro de Saúde e do espaço ajardinado, mas a ver- dade é que já foram várias as vezes em que os serviços municipalizados intervieram naquele espaço para levar a efeito ações similares”. “Assim, imbuída nos atributos inerentes à profícua relação institu- cional atrás referida, irá continuar a existir desta Câmara Municipal a possibilidade de prestar apoios, dentro das suas possibilidades, designadamente ao nível de mão- -de-obra, equipamentos e materiais, bastando que a entidade promova o respetivo ou respetivos pedidos”, conclui uma nota de esclarecimento divulgada pela Câmara Municipal de Carregal do Sal. O grupo de cidadãos, no documento onde demonstrava o abandono do Centro de Saúde, dava ainda conta dos “poucos profissionais que ali trabalham”. “Os médicos são pou- cos para uma população a rondar os 11 mil cidadãos, as filas de espera para uma consulta são uma realida- de, e se até aqui, ir à meia-noite para a porta do Centro de Saúde era uma opção, com o aproximar da inver- nia, tal hipótese, é confrangedora”, lê-se no documento. Depois da legalização em 2013 por parte da Câmara Municipal, o Bairro da Barragem de Vilar em Moimenta da Beira continua a trazer, dia a dia, ‘problemas’ para a autarquia local. Tudo porque depois de resolvidas as questões que se in- seriam no regulamento há muito em vigor, surgem regularmente novas contendas relacionadas principal- mente com heranças, situações essas que o Município moimentense está a analisar de forma individual porque fogem do controlo das regras que se instituem no bairro. Questionado pelo Jornal do Centro se iria ser criado um novo regula- mento para resolver estas questões, o presidente da Câmara Municipal de Moimenta da Beira, José Eduardo Ferreira, explicou que os estatutos vão manter-se, estando a autarquia empenhada a resolver os problemas que estão a ser colocados: “Há um conjunto de situações que saem das previsões do regulamento e que têm de ser resolvidas caso a caso. Existe um regulamento muito antigo que tem um conjunto de regras que o próprio tempo ultrapassou, isto é, tornou-se ineficaz. Agora é necessá- rio tomar, caso a caso, um conjunto de decisões. Todos os processos que estão a chegar à Câmara Municipal terão uma decisão individualizada porque é isso de que se trata agora, porque todas as que estavam inseri- das no regulamento foram decididas de uma vez, as que não se enquadrem no regulamento o Município decidi- -las-á uma a uma”, afirmou o autarca. Construído na década de 50, o Bairro da Barragem de Vilar cresceu para receber os trabalhadores que construíram aquela barragem no rio Távora. Passados mais de 60 anos, a Câmara Municipal legalizou e registou, há cerca de três anos, o loteamento de todo o bairro consti- tuído por 63 casas e nove lotes de ter- reno para construção. José Eduardo Ferreira admite que a autarquia não conhece todos os casos que surgem: “Há vários tipos de problemas que nos colocam. Alguns dos proprietá- rios originais das casas faleceram ou ausentaram-se, noutros casos são as heranças, os proprietários de deter- minada casa têm agora vários her- deiros, é preciso fazer a habilitação de herdeiros e para tal é necessário que a Câmara Municipal saiba quem é o destinatário certo para cada casa. São estes os inúmeros obstáculos que vão aparecendo”, sublinhou o presi- dente da autarquia que não avançou com uma data para a resolução definitiva destes problemas. – FF MOIMENTA DA BEIRA HERANÇAS COLOCAM PROBLEMAS DIÁRIOS NO BAIRRO DA BARRAGEM DO VILAR
  • 19.
    19 4 NOV REGIÃO GIOPS –ASSOCIAÇÃO COM CAMPO DE TREINO EM ANTIGA MINA Texto Irene Ferreira CÃES TREINADOS EM MANGUALDE PARA ENCONTRAR PESSOAS DESAPARECIDAS VOLUNTÁRIOS COMPÕEM O K9V GRUPO DE INTERVENÇÃO EM OPERAÇÕES DE PROTEÇÃO E SOCORRO (GIOPS) QUE TRABALHA COM CÃES E TEM COMO PRINCIPAL OBJETIVO O DE ENCONTRAR PESSOAS DESAPARECIDAS. UMA ASSOCIAÇÃO SEM FINS LUCRATIVOS CRIADA EM 2015 COM SEDE EM MANGUALDE E QUE ATUA DE ACORDO COM A LEI DE BASES DA PROTEÇÃO CIVIL OGIOPS - Grupo de Interven- ção em Operações de Pro- teção e Socorro é composto por 25 elementos com formação em diversas áreas que atuam em situações de emergência médica e que conta com equipas cinotécnicas para salvamento em grandes ângulos e resgate. As equipas são consti- tuídas por voluntários de diversos concelhos do distrito de Viseu. O 2º comandante do K9V GIOPS, João Costa, sublinha que 98 por cento dos elementos ou são bombeiros no ativo ou são bombeiros na reserva e antigos operacionais. “ É uma mais valia e um trunfo quando vamos para o teatro de operações”, realça. O GIOPS opera conjuntamente com outros grupos de proteção civil a nível de prevenção de acidentes quer de origem natural ou tecnológica. O desenvolvimento de atividades através de ações de sensibilização é um dos objetivos do grupo, que tem percorrido escolas, lares e outras instituições. O K9V GIOPS trabalha inserido na lei de bases da proteção civil e opera sempre que for solicitado quer seja através do Comando Distri- tal de Operações de Socorro (CDOS), pelo comando dos bombeiros, pelo comandante da proteção civil mu- nicipal ou até mesmo por qualquer cidadão que tenha conhecimento, por exemplo, de algum caso de desaparecimento. Segundo João Costa, “o grupo sendo uma entidade civil sem fins lucrativos está ao serviço da população do distrito de Viseu e não só. Podemos ser acionados por qualquer pessoa que necessite dos nossos préstimos”, lembra. “Avançamos sempre para o local com três pessoas, ou seja um binómio (dois elementos e um cão) e o socorrista com formação em emergência pré hospitalar”, adianta. O grupo conta com o apoio para já, de cinco binómios operacionais e outros seis cães estão na fase de iniciantes. Tratam-se de animais que começam a treinar a partir dos três meses na ordem e obediência. “Só depois é que avançam para o patamar seguinte em que podem brincar e depois é que seguem para outro patamar supe- rior”, explica o responsável pelo K9V GIOPS, adiantando que são cães de venteio que atuam com o “nariz no ar para captarem o odor vivo da vítima”. Segundo João Costa, os animais do grupo trabalham para encontrar pessoas desaparecidas com vida. Formaçãoemantigasminasdeurânio No passado fim de semana o GIOPS promoveu uma formação interna de Guias de Cães de Busca, em parceria com o GER Brasil. A iniciativa, que contou com 16 elementos e oito cães ativos e iniciantes, aconteceu nas an- tigas minas de urânio de Espinho, no concelho de Mangualde. Um espaço quefoialvodeumarequalificaçãoam- biental e que através de um protocolo assinado com a Empresa de Desenvol- vimento Mineiro (EDM) e a autarquia mangualdense foi cedido à associação para ser transformado num campo de treino fixo das equipas cinotécnicas. “Na última formação treinámos a parte da cinotécnica e também o salvamento em grande ângulo com vítimas aéreas”, refere João Costa que considera o terreno com 37 mil metros quadrados “excelente”. “ Tem a verten- tedeágua,avertentedasgrandesáreas com campo aberto com mato e pinhal, tem também a vertente dos escombros para simular as derrocadas em prédios e estamos a preparar uma zona de soterrados”, conta “TODAS AS RAÇAS SERVEM PARA FAZER BUSCA E SALVAMENTO” João Costa conta que “tal e qual como os humanos, há cães com mais aptidões que outros, mas há raças que são mais aplicadas na busca e sal- vamento”. O 2º comandante do GIOSP destaca o labrador que por ser “brincalhão vê o trabalho de busca como uma brincadeira em que depois de encontrar a pessoa tem direi- to a um prémio, que é o brin- quedo que mais gosta”. Na associação existem também cães da raça pastor alemão, loba checa, malinois e outras raças indiferenciadas. No último ano o grupo atuou em três desaparecimentos: um em Satão e dois no concelho de Santa Comba Dão
  • 20.
    20 4 NOV REGIÃO CINFÃES Texto FranciscoFavinha “IMPUNIDADE LEVA AS PESSOAS A FAZEREM QUEIMADAS EM PLENO MÊS DE AGOSTO” MIGUEL MADUREIRA, COMANDANTE DOS BOMBEIROS VOLUNTÁRIOS DE CINFÃES, FAZ UM BALANÇO POSITIVO AO COMBATE ÀS CHAMAS APESAR DA QUANTIDADE DE INCÊNDIOS NO CONCELHO TER SIDO, NOVAMENTE, EM GRANDE NÚMERO Com o mês de outubro a marcar o encerramento ‘fora de horas’ da Fase Charlie que teve a sua data limite a 30 de setembro, Cinfães voltou a ser fustigado pelos inúmeros incêndios que marcaram o dia a dia da população daquele concelho do Norte do distrito de Viseu. Ainda sem dados oficiais relativamen- te à área ardida, Miguel Madureira, comandante dos Bombeiros Volun- tários de Cinfães. não tem grandes dúvidas que este ano a zona afetada pelas chamas aumentou contribuindo para isso a grande quantidade de fogos que deflagraram ao mesmo tempo e em zonas de difícil acesso: “Se me per- gunta se o combate às chamas correu bem, eu digo-lhe que sim. O que cor- reu mal foi a quantidade de incêndios que ocorreram ao mesmo tempo e que nos criou muitas dificuldades porque os meios que temos são sempre reduzi- dos. A localização também dificultou porque este ano tivemos incêndios em zonas com acessos terrestres quase im- possíveis, e aí mesmo que haja meios aéreos, também não temos homens suficientes no terreno para chegar lá e iniciar o combate”, adiantou. O Centro de Saúde de Mortágua vai entrar em obras antes do final do ano e o investimento vai ser de quase 120 mil euros. O concurso de execução da obra já foi lançado e prevê-se para breve a sua adjudicação. O edifício vai sofrer obras significativas de remodelação, a nível estrutural, que se traduzirão na melhoria geral das instalações e do bem-estar dos utentes. Com esta intervenção pretende-se travar o processo de degradação da estrutura e prolongar a sua durabili- dade, corrigindo algumas deficiên- cias e patologias existentes, sobretudo ao nível da cobertura, como seja melhorar o sistema de impermeabi- lização e evitar as infiltrações, que causam danos nas instalações e equi- pamentos. Prevê-se, nomeadamente, a retirada da atual cobertura em fibrocimento (amianto). A intervenção contempla ainda a repintura integral do edifício e muros exteriores, a remodelação da ilumi- nação envolvente, a reabilitação das coberturas de acesso, e a melhoria do conforto térmico. Outra das intervenções a concre- tizar no edifício será ao nível da iluminação interior, que passará por uma reconversão ao abrigo do Plano Nacional de Ação para a Eficiência Energética (PNAEE) com a substitui- ção das lâmpadas convencionais por novas luminárias de tecnologia led. Segundo o presidente da Câmara Municipal, Júlio Norte, a “obra será custeada pela autarquia, que se substitui ao Estado, pagando inclusi- vamente o IVA de uma obra estatal, apesar do financiamento de 85 por cento do investimento total assegu- rado por fundos comunitários com base numa candidatura apresentada pela Comunidade Intermunicipal de Coimbra”. Júlio Norte sublinhou que mais importante do que o custo da obra “está em primeiro lugar o bem-estar do utentes e a qualidade do serviço de atendimento dos cuidados primários de saúde prestados aos doentes que sem esta intervenção passariam frio no inverno e quase morriam de calor no verão”. O Município de Mortágua e a Ad- ministração Regional de Saúde do Centro (ARSC) celebraram um protocolo de cooperação técnica e financeira para a execução da obra, nos termos do qual caberá à Câmara assegurar a comparticipação de 15 por cento no investimento a realizar, sendo a parte restante financiada pelo Programa Operacional Regional do Centro 2020. – CAP MORTÁGUA CENTRO DE SAÚDE VAI ENTRAR EM OBRAS Abordando a realidade de Cinfães, Mi- guel Madureira aponta o que continua a falhar, de ano para ano, para que este seja um dos concelhos que mais incên- dios regista: “Continua a faltar a pre- venção, tem que ser algo que se comece a trabalhar já para o próximo ano. Sem limpeza tudo fica mais complicado. No concelho de Cinfães continua a faltar esse ponto, em pleno agosto e setembro continua a haver pessoas a fazerem queimadas porque ninguém lhes diz nada, há impunidade e, por isso, como ninguém faz nada, as pessoas seguem em frente. No meu entender esta é uma questão cultural e por isso deve-se trabalhar nesse sentido, por exemplo, com ações de sensibilização. Cinfães é ummunicípioquetodososanosbateos recordesdeignições”,afirmouaoJornal doCentro. Com cada vez menos homens no cor- po de bombeiros, Miguel Madureira não hesita quando lhe colocamos a questão do que gostaria de ter para o próximo ano e que lhe faltou neste: “Mais meios humanos. Cada vez são mais escassos no meu corpo de bombeiros. Cada vez há menos gente disponível, não há apoios para o vo- luntário e o espirito já não é o mesmo do que era há 20 anos. O que começo a sentir é que me faltam homens. Tenho cerca de 100 no corpo ativo, mas na prática os que me aparecem no dia a dia dependem das situações. Se tocar a sirene de noite as caras que vejo são umas, de dia são outras e, por isso, tenho de ter muita gente para suprir estas situações, até porque há pessoal que só está em Cinfães ao fim de semana. Há gente que só pode de noite porque durante o dia as entidades patronais não lhes permitem sair, tal como outros que trabalham de noite e aparecem de dia. Neste momento nós conseguimos colocar num incêndio florestal entre 30 a 50 homens. Esta é a nossa lacuna.” Já sobre o facto de Cinfães estar um- bilicalmente ligado a casos de incen- diários detidos e de pessoas que difi- cultaram as operações dos bombeiros, tal como aconteceu a 28 de agosto em Covelo, freguesia de Ferreiro dos Tendais, Miguel Madureira confirma que esta não é uma boa montra para o concelho: “Sabemos que para Cinfães não é positivo ver o nome ligado a estes casos mas se houvesse mais gente detida e punida, os que andam por aí pensariam duas vezes antes de originarem mais incêndios.”
  • 21.
    PUB Já estamos noar 98.8 FMe em www.jornaldocentro.pt a RÁDIO da REGIÃO de VISEU RÁDIO JORNAL DO CENTRO
  • 22.
    22 4 NOV REGIÃO OLIVEIRA DEFRADES Texto José Ricardo Ferreira TRABALHOS DE REPOSIÇÃO DAS PRAIAS FLUVIAIS EM ANDAMENTO EDP VAI PAGAR OBRAS E TERRENOS. CÂMARA FICA ENCARREGUE DA EMPREITADA, MAS VAI ENTREGAR GRANDE PARTE DAS EMPREITADAS Já arrancaram as obras de res- tituição das praias fluviais de Sejães e de S. João da Serra, no concelho de Oliveira de Frades, que ficaram submersas pelas águas da Barragem Ribeiradio-Ermida. O município, que vai ser o responsável pelas intervenções na sequência de um protocolo assinado com a EDP, está nesta altura a efetuar uma lim- peza dos espaços e a cortar árvores nos locais onde vão nascer as duas infraestruturas, de forma a acelerar todo o processo para que as valên- cias estejam prontas o quanto antes. “Andamos com as nossas máquinas na retirada de toda a madeira, ou seja tudo o que é eucalipto e pinho está a ser abatido. As árvores são dos proprietários, o município só colabora no seu abate. Os carvalhos e os sobreiros vão-se manter. Tam- bém temos a nossa equipa de limpe- za [no terreno] por forma a acelerar todo o processo porque o nosso objetivo é que na próxima época balnear ambas as situações estejam concluídas. Também já estamos a trabalhar no campo burocrático, já fizemos entrada de documentação na CCDR e Agência Portuguesa do Ambiente”, adiantou o presidente da autarquia, Luís Vasconcelos, na última reunião do executivo (28 outubro). Para levar a cabo os projetos, a EDP vai transferir para a autarquia oliveirense cerca de dois milhões de euros, fruto de uma negociação que durou aproximadamente quatro anos e que em alguns momentos se revelou “difícil”. Para além das obras, a empresa pagará ainda a compra dos terrenos onde serão instaladas as duas novas áreas de lazer. A Câmara fica encarregue das negociações. No caso de Sejães todos os proprietários aceitaram vender as parcelas, já em S. João da Serra os contactos terão agora início, mas o edil está confiante no sucesso dos mesmos. Os dois projetos de reposição são completamente díspares. A antiga escola primária de Sejães transfor- mar-se-á num complexo de pisci- nas, com equipamentos de apoio. O espaço envolvente, com cerca de quatro hectares, será igualmente intervencionado. Já em S. João da Serra será criada uma praia fluvial, mas na localidade da Carriça com estruturas para os veraneantes e que deverá ter vigilância e bandeira azul. Oposição com reservas O vereador do PS no município, Porfírio Carvalho, congratulou-se por as negociações entre a Câmara e a EDP “terem chegado a bom porto” apesar de terem “demorado algum tempo”. O socialista mostrou-se ainda preocupado por ser o muni- cípio a fazer as obras, lembrando a controvérsia que existiu a propósito das estradas que a autarquia cons- truiu também no seguimento de um acordo com a EDP para repor vias que ficaram submersas. “Não sei se o município tem grandes ganhos ou não, tenho reservas”, disse. O presidente da Câmara, Luís Vasconcelos, esclareceu que apesar de a edilidade ser responsável pelas intervenções isso não quer dizer que as vá realizar. “Vamos é ser os donos da obra. Vamos fazer movimenta- ções de terra e pouco mais, o resto entregamos porque não consegui- mos fazer e vamos ser responsáveis por ter todas as aprovações ao nível burocrático”, explicou. Pelo terceiro ano consecutivo, o município de Aguiar da Beira junta-se ao projeto “Família do Lado”, uma iniciativa que visa promover a “criação de novos mecanismos de aproximação degrupos–comunidadesimigrantese sociedade de acolhimento - enquanto estratégia para a integração dos imigrantes na sociedade portuguesa”, como explicou a autarquia. A ideia deste projeto, do Alto Co- missariado para as Migrações, é que as famílias do concelho de Aguiar da Beira que queiram integrar a ini- ciativa, recebam em suas casas uma família que não conheçam, consti- tuindo-se assim “pares de famílias (uma imigrante e outra autóctone) para a realização de um almoço- -convívio típico da cultura da família anfitriã, como forma de acolhimento do ‘outro’”. Todos os encontros decorrerão, obri- gatoriamente, no mesmo dia, a 27 de novembro e à mesma hora (13h00), em todo o território nacional e demais países que se associam à iniciativa. Todos aqueles que pretendam parti- cipar no “Família do Lado”, devem dirigir-se ao serviço de atendimento do município de Aguiar da Beira e solicitar as fichas de inscrição ou consultar o site do município. O projeto “Família ao lado” foi criado na República Checa, em 2004, na altura com o conceito de Bairros Inclusivos. A iniciativa chegou a Portugal, pela primeira vez, em 2012, e, desde então, é um dos países com maior número de participantes. AGUIAR DA BEIRA PROJETO DE ACOLHIMENTO DE FAMÍLIAS ESTRANGEIRAS ESTÁ DE VOLTA Antiga escola primária de Sejães vai ser transformada num complexo de piscinas
  • 23.
    23 4 NOV REGIÃO No ativodesde 2001, a Associação 2000 de Apoio ao Desenvolvimento (A2000) assinalou o primeiro ano de existência no concelho de Tabuaço. Com sede em Santa Marta de Penaguião, mas já inserida em outros dois concelhos viseenses (Resende e Armamar), esta ins- tituição de utilidade pública tem por objetivo promover a inclusão social e profissional de pessoas com deficiência ou incapacidade. Para tal, a A2000 arrancou há precisamente 14 meses a primeira formação em Tabuaço totalmen- te destinada às áreas com saída profissional neste concelho, tendo atualmente já 22 alunos, separados em duas turmas que em breve entrarão no mercado de trabalho local. Num trabalho exigente e meticuloso, António José Ribeiro, presidente da A2000, revelou ao Jornal do Centro que a ajuda da au- tarquia foi e continua a ser essencial para o sucesso deste projeto: “Como em todo o lado há sempre alguma resistência na fase inicial. É normal, como não somos de Tabuaço diga- mos que amabilidade não ocorre de imediato, exceção feita à Câmara Municipal que desde a primeira hora, em especial o seu presidente, teve a visão para perceber qual era o nosso propósito para nos receber e dar-nos as condições que precisáva- mos”, afirmou. Com a primeira turma já colocada em contexto real de trabalho, o responsável pela A2000 garante que mais de metade dos instruendos terão trabalho no fim da formação que dura dois anos: “Neste momen- to em Tabuaço temos duas turmas. A primeira que está ativa há 14 meses já se encontra num cenário real de inclusão no mercado de tra- balho. A segunda turma está ainda em sala. No final garantimos que 65 por cento das pessoas têm trabalho. É o que a nossa experiência noutros concelhos nos diz.” Sendo este projeto co-financiado pelo Estado português e pela União Europeia através do Pro- grama 2020, António José Ribeiro reforçou o balanço muito positivo do primeiro ano em Tabuaço, antevendo um futuro ainda mais risonho, com mais formandos e novas instalações: “Não temos dúvidas que este é um projeto com futuro, que vai consolidar-se em Tabuaço. Além destas turmas já referidas vamos iniciar outro tipo de projeto, denominado de formação contínua e na mesma di- rigida a pessoas com deficiência ou incapacidade, que vai começar em março de 2017. Vamos apoiar mais 10 pessoas num total de 32. Esta- mos em crescendo e tudo também graças à Câmara Municipal que já nos garantiu que até ao fim do ano vamos mudar de instalações. Até ao momento estamos na Junta de Freguesia, mas vamos mudar para outras mais acolhedoras, com mais qualidade para desenvolvermos o nosso trabalho”, referiu- FF TABUAÇO A2000 - HÁ UM ANO A PROMOVER A INCLUSÃO SOCIAL E PROFISSIONAL SÁTÃO Texto Micaela Costa LOJA SOLIDÁRIA JÁ APOIOU “DEZENAS DE PESSOAS” ESPAÇO DE APOIO SOCIAL FOI CRIADO NO INÍCIO DO PASSADO MÊS DE OUTUBRO E TEM APOIADO, SOBRETUDO, FAMÍLIAS NUMEROSAS. COM A CHEGADA DA ÉPOCA NATALÍCIA, LOJA SOLIDÁRIA DEVERÁ SER REFORÇADA. JUNTA DE FREGUESIA QUER ALARGAR APOIO A TODO O CONCELHO Desde que arrancou, no início do passado mês de outubro, a “Loja solidária” da Junta de Freguesia de Sátão já apoiou “de- zenas de pessoas”, afirmou ao Jornal do Centro, António José Carvalho, presidente da Junta de Sátão. Segundo o autarca, este é um proje- to que surge pela “vulnerabilidade social que cada vez se torna mais premente” e “a pensar nas pessoas que neste momento vivem alguma precariedade e alguma necessidade económica”. A Loja Solidária, que funciona nas instalações da Junta de Freguesia de Sátão, é uma das medidas do plano de apoio social, daquela freguesia, e que, no caso do espaço solidário, está a ser levada a cabo com o apoio de alguns voluntários. Esta resposta social, que tem ajuda- do neste primeiro mês de existência sobretudo “famílias numerosas”, vai ser mais reforçada na altura de Natal, época em que a procura de ajuda se intensifica, revelou Antó- nio José Carvalho. De acordo com o presidente da Jun- ta, têm sido muitos os que têm con- tribuído para a loja solidária. “Os portugueses são um povo solidário e estão a responder de forma parti- cularmente forte”, referiu. Entre as doações estão vestuário, brinque- dos, material didático e, em menos quantidade, bens alimentares, estes últimos que, segundo o autarca, “se espera que possam aparecer em maiores quantidades”. Para isso, António José Carvalho afirma que vai ser feita mais “publicidade” de forma a que mais gente possa aderir, quer em doações, quer a requerer apoio. O autarca espera ainda que possam surgir, para além dos bens sociais, donativos em dinheiro para “apoiar no incumprimento de liquidações de serviços por parte das famílias carenciadas”. Junta de Freguesia quer levar loja a todo o concelho Para já, a Loja Solidária apoia os habitantes da freguesia de Sátão mas a Junta de Freguesia quer alar- gar este apoio a todo o concelho. “Já transmiti [essa intenção] na última Assembleia Municipal. Se houver essa abertura da parte de outras estruturas, a nível concelhio, porque não? A loja solidária foi criada como uma implementação de políticas sociais. O importante é ajudar alguém, rentabilizar os recursos existentes e ao nível da freguesia de Sátão temos feito essa ajuda, se for possível ao nível do concelho, tanto melhor”, afirmou António José Carvalho. Documentação exigida não causa constrangimento Para que o apoio seja prestado, quem se deslocar à Loja Solidária tem que apresentar alguma do- cumentação que comprove ou os baixos rendimentos ou situação de vulnerabilidade social. Mas, se- gundo António José Carvalho, esta ação não causa “constrangimento”. “Temos que ter algum critério de identificação. Este projeto quer apoiar pessoas carenciadas mas que de facto o sejam. Mas não tem trazido constrangi- mentos. As pessoas têm noção que têm que provar que estão numa si- tuação mais vulnerável para terem acesso aos bens. As voluntárias também têm tido esse cuidado, de manter sempre o anonimato”, sublinhou HORÁRIO Loja Solidária Terça-feira – 9h00 às 10h00 Quinta-feira – 9h00 às 10h00 e das 17h00 às 19h00 Na loja solidária pode encontrar-se vestuário, brinquedos, material didático e bens alimentares
  • 24.
    24 4 NOV REGIÃO NELAS Texto ClementeAntónio Pereira OPOSITORES INTERNOS DO PS NÃO SE DEMITEM BORGES DA SILVA, ATUAL PRESIDENTE DA CÂMARA DE NELAS E CANDIDATO ÀS ELEIÇÕES DE 2017, VIU O APOIO SER REFORÇADO EM JANTAR QUE REUNIU DIRIGENTES SOCIALISTAS E DEPUTADOS. PRESIDENTE DA CONCELHIA E ATUAL VEREADOR NÃO APOIAM, MAS DIZEM QUE NÃO TÊM DE SE DEMITIR “Borges da Silva é candidato à reeleição em 2017 não só porque essa é a orientação do PS mas sobretudo pela qualidade do trabalho efetuado e pelo apoio popular que alcançou”. Foi assim que o responsável máximo da Federação Distrital do PS e deputado, António Borges, legitimou a recandidatura do atual autarca de Nelas eleito em 2013 pelo PS. Prevaleceu a posição assumida no Congresso Nacional dos Socialistas numa moção votada por maioria absoluta e apresentada pelo presidente Comissão Nacional do PS e primeiro-ministro, António Costa, e agora reforçada pela Federação Distrital de Viseu do PS durante o jantar convívio comemorativo do 3º aniversário da tomada de posse do presidente da Câmara de Nelas e que conseguiureunir cercade200pessoas. Vereadores do PS assumem divergências e não apoiam ninguém Apesar do reforço da candidatura de Borges da Silva pelo PS às Eleições Autárquicas de 2017, os opositores internos do PS Nelas e vereadores na Câmara Municipal, Adelino Amaral (quetambémépresidentedaconcelhia do PS) e Alexandre Borges, (antigo vi- ce-presidente de Borges da Silva), não desarmam e assumem rutura total com o atual presidente de Câmara. Dizem que não vão apoiar ninguém e assumem que não se demitem, porque não existe motivo para tal. Adelino Amaral esclareceu que só discorda da forma de atuar do atual presidente da Câmara, que “sempre revelou falta de respeito pelo órgão Câmara Municipal, pelos seus verea- dores e pela democracia sempre que resolvia impor decisões, por ele to- madas, sem consultar mais ninguém”. “Sempre acatei as decisões assumidas pelos órgãos distritais e nacionais, apesar de discordar de algumas de- las e de assumir opiniões diferentes em determinadas matérias e assun- tos do foro interno”, sublinhou o presidente da Concelhia do PS Nelas. Adelino Amaral adiantou ainda que perante isto “não há nenhuma razão objetiva para se colocar a minha de- missão, até porque mantive sempre uma atitude discricionária, quando me pediram reserva e recato, sobre este processo. O antigo vice-presidente da Câmara de Nelas e vereador do PS, Alexan- dre Borges sustenta que “a demissão não faz qualquer sentido, já que fui eleito para este cargo pela maioria dos militantes e simpatizantes do PS”. “Não vou defraudar a confiança que em mim depositaram, quando decidiram votar em mim e no Parti- do Socialista”, concluiu. A Comissão Coordenadora Dis- trital do Bloco de Esquerda (BE) anunciou que “jamais tentou ali- ciar qualquer cidadão, autarca ou não, para uma candidatura em lista do partido ou de cidadãos”, no âmbito das eleições autárqui- cas a decorrer no próximo ano. Uma posição que surge no se- guimento da notícia, na última edição do Jornal do Centro e que dava conta que o atual vereador do PS na Câmara de Nelas, Alexandre Borges, foi “sondado” para encabeçar uma eventual candidatura deste partido às eleições de 2017. Em resposta, o Bloco emitiu um esclarecimento onde afirma: “Em face de rumores divulgados pelo Jornal do Centro, relativa- mente às próximas eleições au- tárquicas no concelho de Nelas, a Comissão Coordenadora Dis- trital do BE de Viseu, vem por este meio esclarecer que jamais tentou «aliciar» qualquer cida- dão, autarca ou não, para uma candidatura em lista do partido ou de cidadãos, no âmbito das eleições autárquicas a decorrer no próximo ano. Não é assim que entendemos conduzir o processo de consti- tuição de listas para as referidas eleições, uma vez que sendo ver- dade que nacional e localmente estamos abertos à constituição de listas de cidadãos ou à par- ticipação de independentes nas nossas listas, não nos nor- teia a fulanização de nenhuma candidatura. Guiamo-nos por princípios, con- cretizados nos programas eleito- rais a apresentar em cada círculo e só o nosso entendimento da pertinência desses programas na defesa das populações a que se destinam poderá determinar o nosso apoio, enquanto força política. Não querendo portanto alimen- tar qualquer polémica, nem afunilar a discussão em torno de nomes ou personalidades, afirmamos que não serão pseudo notícias que condicionarão as decisões que em tempo oportuno serão tornadas públicas”. O Jornal do Centro reafirma tudo o que escreve sobre o assun- to da última edição. BLOCO DE ESQUERDA NEGA TER SONDADO ALEXANDRE BORGES Adelino Amaral Alexandre Borges Alexandre Borges sustenta que “a demissão não faz qualquer sentido, já que fui eleito para este cargo pela maioria dos militantes e simpatizantes do PS”
  • 25.
    25 4 NOV REGIÃO LAMEGO Texto IolandaVilar MORADORES E COMERCIANTES QUEREM REABERTURA AO TRÂNSITO DA ROTUNDA DO SOLDADO DESCONHECIDO ABAIXO ASSINADO ESTÁ A CIRCULAR NA CIDADE DE LAMEGO. GRUPO DE CIDADÃOS, QUE TÊM À CABEÇA EX-VICE- PRESIDENTE DA AUTARQUIA LAMECENSE, APELA À REABERTURA DA ROTUNDA PARA UMA MAIOR FLUIDEZ DO TRÂNSITO A rotunda do Soldado Des- conhecido não vai reabrir. Esta foi a garantia dada por Francisco Lopes, presidente da Câmara de Lamego, em resposta a uma moção entregue na última sessão pública do municípioporumgrupodemoradores que pediu a reabertura daquele local ao trânsitoautomóvel. A transformação do espaço envolvente da rotunda numa zona pedonal, com a união das avenidas Alfredo de Sousa e Visconde Guedes Teixeira, sempre gerou forte contestação dos lamecenses, que habituados a contorná-la para sair da cidade, mostraram-se relutantes a essa mudança. As duas avenidas foram unidas e perdeu-se um espaço de esta- cionamentonaszonaslaterais. O edil lamecense perante a contestação, sempre assumiu que esta alteração se inseria “numa filosofia política e ba- seada em estudos técnicos urbanísticos que pretendem dar outra fluência ao trânsito e melhorar as acessibilidades rodoviárias”. O projeto está inserido na requalificação urbana da cidade que tem como estratégia a requalificação urbanaeviáriadoEixodoBarroco. Na última sessão pública da Câmara, um grupo de cidadãos encabeçado por um antigo vice-presidente da edilidade, Amândio da Fonseca, levou a discussão a necessidade da reabertura da rotunda “para melhor fluidez do trânsito e repor O Horto Monástico de S. João de Tarouca vai acolher um projeto denominado “cura mayr” que pretende utilizar ervas aromáticas para tratamento de “doenças do corpo e da alma”. A Associação Ino- vterr, impulsionadora desta ideia, acredita que em 2017 tudo será uma realidade. Segundo Bruno Cardoso, presi- dente da direção da Inovterra, esta parceira pretende “revelar as capacidades curativas de tudo que produzimos no nosso horto monás- tico”, aliados a uma cura natural, desenvolvida pelo médico cubano Gustavo Pezzini e criada por Franz Raver Mayr. “A ideia é através de terapias e ervas medicinais conse- guir uma cura e desintoxicação do organismo”, explica. Em 2017 será uma realidade, ga- rante Bruno Cardoso que com esta parceira pretende dar a conhecer Tarouca e S. João de Tarouca, e assim mostrar ao mundo os be- nefícios daquilo que produzimos naturalmente”. TAROUCA NOVA TERAPIA EM ESPAÇO MONÁSTICO uma situação que dia para dia se revela um grave erro e que prejudica a quali- dadedevidadoslamecenses” Num comunicado distribuído pelos espaços comerciais da cidade, os subscritores do abaixo assinado apelam à presença dos cidadãos na re- união camarária, para que assim fosse aprovada uma proposta de reabertura daquele espaço. No entanto, Francisco Lopes mantém firme a sua posição e assume que “não faz qualquer sentido reabrir a rotunda pois, segundo o autarca, “o seu fecho veio retirar do centro nevrálgico muito trânsito e irradia-lo para as zonas peri- féricas da cidade”. Ainda que se tenha mostrado interessado em mandar elaborar um estudo técnico que “avalie anecessidadeounãodasuareabertura”, o desligamento das duas avenidas não aconteceránoseumandato,disse. Em termos de regeneração de trânsito, Francisco Lopes pretende encontrar soluções para a mobilidade na rua Car- doso Avelino, uma das entradas para a cidade, e a construção de um túnel por baixo do Escadório dos Remédios. “Estas são as nossas prioridades e essas sim irão resolver os problemas de mo- bilidadedanossacidade”,assume. Manifestaçãosemefeito A união das duas avenidas já fez correr muitos comentários nas redes sociais e até foram criados grupos e paginas a exigir o reenquadramento do Soldado Desconhecido e que a circulação au- tomóvel se mantivesse por aquele eixo. Duranteotempoemqueaqueleespaço esteve em obras, foram agendadas manifestações, mas toda sem qualquer efeito prático. Desde o colocar da pri- meira pedra que esta obra gerou forte polémica. “Perdeu-se estacionamento e quando há algum problema, como um carro avariado, nem há a possibilidade de colocar uma viatura na berma”, são algumas das queixas de comerciantes que optaram por não se identificar”. “A circulação acaba por ir em direção à zona da grande superfície comercial o que já de si é péssimo para nós”, assumem. Por seu lado o comum do cidadão acaba por sofrer com esta alteração. Quem o diz é Fernanda Santos, que lamenta que para se dirigir ao hospital, por exemplo, é obrigada a subir toda a avenida, contorná-la e só assim seguir para aquela unidade. Lamentou “o tempoqueseperdeeagasolinagasta”. Amândio da Fonseca relembra que quando tinha responsabilidades na área do Pelouro do Trânsito sempre se mostrou contra essa união. “Não há qualquer dúvida que o trânsito automóvel não pode ser alterado”, fri- sandoqueéumerro“defenderquesem rotundaotrânsitofluimelhor”. A castanha esgotou nos três dias da festa dedicada a este fruto realizada no passado fim de semana em Sernance- lhe. Segundo o vereador com os pelouros do turismo e da cultura no município local, Armando Mateus, os produ- tores presentes no certame conseguiram vender tudo o que levaram para o Expo Salão. “Estamos numa fase de arranque de campanha e num ano com cerca de 50 por cento de redução na produção o que faz com que a castanha seja mais escassa, daí que o produto foi mais facilmente esgotado”, explicou. O responsável não tem núme- ros concretos sobre a quanti- dade de frutos comercializa- dos, nem dos visitantes que passaram pela 24ª edição da Festa da Castanha porque o município “não tem essa preocupação”. Certo é que houve “este ano um aumento bastante alargado” do público presente, em muito devido às atividades paralelas realiza- das e que “trouxeram milha- res de pessoas a Sernancelhe”. Devido ao sucesso destes eventos que ocorreram inte- grados no certame, o muni- cípio tenciona reforçar essas iniciativas em 2017. “Para o ano estamos com uma preo- cupação em aumentar a área de oferta de entretenimento, utilizando cada vez mais o espaço exterior. Queremos ampliar significativamente a área gastronómica e realizar mais atividades para garantir que quem nos visita possa usufruir de outras iniciativas para além da Feira da Casta- nha”, referiu ainda Armando Mateus. FEIRA COM MILHARES DE VISITANTES CASTANHA ESGOTOU EM SERNANCELHE
  • 26.
    26 4 NOV REGIÃOREGIÃO A Infraestruturas dePortugal (IP) diz que tem vindo a “efetuar pagamentos nos processos de expropriação de terrenos localizados em vários con- celhos atravessados pela autoestrada 25. Segundo a empresa pública, os pagamentos são agendados “imediata- mente”apósosproprietários“comuni- carem as atualizações e regularizações dos registos dos prédios nas Finanças, Conservatórias e/ou apresentem títu- los, comprovando assim a titularidade dos mesmos, condição imprescindí- vel” para que se “possa proceder à for- malização dos autos de expropriação”. “Não pode por isso ser imputável à IP, enquanto entidade expropriante, a responsabilidade por eventuais atrasos no pagamento. Tratam-se de situações relativamente às quais a IP, sem a colaboração dos proprietários, nada pode fazer, nomeadamente pela falta de documentação comprovativa da respetiva titularidade dos bens abran- gidos pela expropriação”, sublinha num esclarecimento enviado ao Jornal do Centro. A Infraestruturas de Portugal diz ainda que os casos de pagamentos pendentes “estão praticamente redu- zidos àqueles em que os proprietários terão de atualizar documentalmente os prédios”. “No entanto, em muitos casos, o valor da regularização dos registos dos prédios nas Finanças e Conservatórias, incluindo toda a regularização de registos e escrituras necessárias, envolve um valor superior ao valor da indemnização a receber pela expropriação, o que acaba por desmobilizar os proprietários”. Sobre as queixas dos Baldios de Vasconha que estão há dez anos à espera de receber cerca de 150 mil euros por parcelas entre os nós de Ventosa e da Boaldeia na A25, a IP esclarece que ainda não foi “possível proceder ao seu pagamento, já que se encontra pendente no Tribunal Administrativo e Fiscal de Almada uma ação de execução fiscal, relativa ao pagamento de árvores existentes nessas parcelas, indevidamente movida pela também interessada Direção Regional de Agricultura da Beira Litoral”. “Permanecem ainda pendentes questões de índole documental que terão de ser ultra- passadas pelos Baldios, situação que é do pleno conhecimento da Assem- bleia de Compartes”, explica ainda a empresa pública. VOUZELA Texto José Ricardo Ferreira PROPRIETÁRIOS TÊM CULPA NO ATRASO DOS PAGAMENTOS DAS EXPROPRIAÇÕES SEGUNDO A INFRAESTRUTURAS DE PORTUGAL, OS VALORES EM DÍVIDA NÃO SÃO SALDADOS PORQUE OS DONOS DOS TERRENOS NÃO OS REGULARIZAM. MUITOS NÃO O FAZEM POR OS MONTANTES A RECEBER SEREM INFERIORES AO QUE VÃO GASTAR NO PROCESSO DE LEGALIZAÇÃO Com o objetivo de aumentar a capacidade de recolha de resíduos re- cicláveis e indiferenciados, a Câmara Municipal de Sátão vai instalar vários contentores subterrâneos – ilhas eco- lógicas – na vila de Penedono. A ideia é que com a colocação destas ilhas (três para cartão, três para plás- tico, três para vidro e quatro para os resíduos indiferenciados) promovam “uma melhor circulação de peões nas vias atualmente ocupadas”, como explicou a autarquia. As ilhas ecológicas vão ser imple- mentadas na Avenida Adriano de Almeida, no centro da vila, e surgem também com a intenção de se integra- rem nos “sistemas eficientes de recolha seletiva de resíduos” e para pautar pela “qualidade e proteção do ambiente”. Esta ação integra-se ainda na “atra- tividade do território”, frisou a autarquia. “A atratividade do nosso território é, em boa parte, marcada pela sua qualidade paisagística, pela proximidade dos espaços naturais que servem de enquadramento aos aglomerados urbanos e pelo estilo de vida saudável associado à qualidade de vida do meio rural”, concluiu. PENEDONO VÃO “NASCER” ILHAS ECOLÓGICAS NO CENTRO DA VILA A Câmara Municipal de Vila Nova de Paiva vai avançar com a recuperação do antigo “ciclo pre- paratório”, entretanto convertido em Centro Escolar. Com a requali- ficação, este espaço vai passar a al- bergar, a partir do próximo ano, as crianças de Vila Cova à Coelheira. O anúncio da candidatura para a requalificação do edifício, foi feito pelo presidente da Câmara de Vila Nova de Paiva que aprovou o assunto na última reunião do executivo. José Morgado adiantou que “tem garantidos 700 mil euros em fundos comunitários”, que o autarca espera ver reforçados. Ao todo a obra deverá vir a custar “cerca de um milhão e trezentos mil euros e que em breve deverá estar a concurso”. O Centro Escolar de Vila Nova de Paiva funciona nas instalações da antiga “Escola Preparatória Aqui- lino Ribeiro”. Com a deslocação dos alunos para a escola básica de segundo e terceiro ciclos, o velho edifico ficou sem efeito. Mas foi por pouco tempo, já que com o en- cerramento há mais de doze anos da escola primária de Vila Nova de Paiva para dar lugar à instalação da biblioteca municipal, ainda por funcionar, a antiga escola preparatória albergou os alunos do primeiro ciclo do ensino básico de Vila Nova de Paiva. Atualmente, o velho edifício recebe também as crianças de Alhais, Fráguas e Queiriga depois destas freguesias terem visto encerradas as suas escolas por falta de alunos. Para o ano tudo indica juntar-se-ão ao Centro Escolar em Vila Nova de Paiva, as crianças da freguesia de Vila Cova a Coelheira. Recentemente a autarquia tinha mostrado vontade em construir um centro escolar de raiz. No en- tanto, o projeto foi cancelado pelo presidente da Câmara, alegando “tratar-se de um investimento avultado para o concelho” e “não existir necessidade para tal”. José Morgado justificava que “em substituição à construção de um novo edifico para o centro escolar, a autarquia deveria optar pela requalificação do espaço existente com as condições exigidas para o efeito”. – PP VILA NOVA DE PAIVA REQUALIFICAÇÃO DO CENTRO ESCOLAR VAI PERMITIR RECEBER MAIS ALUNOS
  • 27.
    27 4 NOV S. JOÃODA PESQUEIRA Texto Clemente António Pereira ADESÃO À REDE DE JUDIARIAS AVANÇA EM NOVEMBRO LEVANTAMENTO E ESTUDOS DA PRESENÇA JUDAICA EM S. JOÃO DA PESQUEIRA VÃO ESTENDER-SE ATÉ 2017 Aautarquia de S. João da Pes- queira está a desenvolver es- tudos no sentido de integrar a Rede de Judiarias de Portugal. A proposta vai ser levada a delibera- ção da Assembleia Geral da Rede de Judiarias já este mês. Com um inegável passado histórico visível a cada canto da vila, São João da Pesqueira reflete ainda a malha urbana existente no espaço delimitado pela muralha medieval, possui estruturas e tipologias das pequenas edificações medievais de cariz rural. Nas ruas estreitas e muradas desta área periférica é que se poderia localizar a Judiaria de S. João da Pesqueira. Um local que terá albergado no século XVI uma comunidade judaica com fortes características empresárias e de dinamização comercial. Segundo José Tulha, autarca pes- queirense, a candidatura da vila faz “todo o sentido pela relevância dos vestígios encontrados e pela im- portância histórica e turística que representa para o concelho”. No entanto, este projeto “nunca estará terminado, independentemente do processo de formalização de entrada na Rede”. “O trabalho no terreno é continuado, prevendo-se que o levantamento esteja concluí- do no primeiro semestre de 2017”, assumiu o autarca. A Rede de Judiarias de Portugal - Rotas de Sefarad é uma associação com carácter público mas de direito privado e que tem por fim uma atuação conjunta, na defesa do património urbanístico, arquitetó- nico, ambiental, histórico e cultural, relacionado com a herança judaica . Fundada em 17 de Março de 2011, pretende conjugar a valorização histórica e patrimonial com a pro- moção turística, ação que ajudará igualmente a descobrir uma forte componente da identidade portu- guesa e peninsular. Uma quebra na ordem dos 30 por cento é a cifra final da campanha da maçã de 2016 em Armamar. São cerca de 50 mil toneladas de maçã de montanha que nos próximos meses vai aparecer em várias superfícies comerciais nacionais e internacionais e de “excelente qualidade”, garante a Associação de Fruticultores do concelho. José Maria Osório, presidente da As- sociação de Fruticultores, garante que finda a azáfama de várias semanas de apanha de maçã “o balanço é extre- mamente positivo”, tendo em conta as toneladas apanhadas e o calibre e qualidade deste fruto. “No início tínhamos algum receio, uma vez que as condições climatéricas adversas, nomeadamente geadas e chuva fora de tempo, pudessem ter um impacto muito negativo na maçã”, mas subli- nhou que “o tempo foi nosso amigo e permitiu que o trabalho de um ano inteiro fosse positivo”. O responsável desta associação de produtores recorda que esta atividade “é uma das mais reconhecidas do concelho”, relembrando que mais de 90 por cento das áreas agrícolas de Armamar são de pomares. “Uma das maiores percentagens de área cultiva- da no país”, rematou José Osório. ARMARMAR MAÇÃ COM QUEBRA DE 30 POR CENTO “ANÁLISE DOS HOMICÍDIOS RELACIONADOS COM A VIOLÊNCIA DOMÉSTICA” ANDRÉ M. DA CUNHA Advogado CONSULTÓRIO JURÍDICO Ao abrigo do artigo 4.º- A da Lei n.º 112/2009, de 16 de setembro, alterada pelas Leis n.ºs 19/2013, de 21 de fevereiro, 82 -B/2014, de 31 de dezembro, e 129/2015, de 3 de setembro, o Governo estabeleceu a criação de uma equipa que tem como missão proceder à análise retrospetiva das situações de ho- micídio ocorrido em contexto de violência doméstica e que tenham sido já objeto de decisão judicial transitada em julgado ou de decisão de arquivamento ou não pronúncia, visando retirar conclusões que permitam a implementação de novas metodologias preventivas ao nível dos procedimentos e, sempre que se justificar, a produção de re- comendações às entidades públicas ou privadas com intervenção neste domínio. Os membros da equipa ficam obri- gados a manter confidencialidade, não revelando, por qualquer forma ou meio, informação de que tenham tido conhecimento no exercício das suas funções. O acesso à informação de saúde respeitante à vítima de homicídio ou a terceiros processa-se de acordo com o disposto na Lei n.º 12/2005, de 26 de janeiro, e é feito através de médico designado pelo Instituto Nacional de Medicina Legal e Ciências Forenses, I. P. Os relatórios finais de análise de casos e as recomendações só podem ser revelados a terceiros depois de convenientemente anonimizados. (e até lá?) É nesta dimensão que se irão levan- tar problemas quanto à reserva da intimidade, da memória, do sigilo e da sindicância quanto às decisões finais dos processos e que de uma forma ou de outra resultarão na quebra do segredo de justiça. O artigo 13.º, da portaria em presen- ça, disciplina quanto à recolha de depoimentos de familiares, amigos ou terceiros que tenham privado com intervenientes no homicídio tentado ou consumado, ou a vítima sobrevivente. Estes podem ser ouvi- dos nas sessões de trabalho da uni- dade de análise e estudo de casos, desde que exista necessidade e uti- lidade na sua audição, devidamente fundamentada, e depois de obtido o seu consentimento expresso. Na verdade, esta medida carece de justificação legislativa e coerência normativa (constitucional) dados os interesses que se vêm envolvidos. REGIÃO
  • 28.
    28 4 NOV REGIÃOREGIÃO Fartos deesperarem pela ligação do saneamento básico instalado em Pouves há 17 anos, alguns habi- tantes da povoação que fica situada mesmo às portas da cidade de S. Pedro do Sul foram à última reu- nião pública da Câmara Municipal (31 outubro) pedir ao executivo que faça “descargas gratuitas” às fossas sépticas dos moradores da localida- de. “É uma obrigação da Câmara”, defendeu Alberto Francisco, por- ta-voz do grupo de cidadãos, lem- brando que o povo tem o sistema instalado desde que Bandeira Pinho (PS) esteve no poder. O presidente da autarquia recusou tal pretensão já que o próprio muni- cípio, por não possuir uma cisterna, está a pagar à União de Freguesias de Carvalhais e Candal, que detém o equipamento, para fazer as des- cargas das fossas dos munícipes. Vítor Figueiredo sublinhou, no en- tanto, que o problema será resolvido dentro de dois anos graças à cons- trução da nova ETAR do Valgode e dos respetivos emissários. O autarca aproveitou ainda para culpabilizar o anterior executivo por nunca ter resolvido a situação e ter deixado “estoirar” a cisterna e ainda ter contraído 26 milhões de euros de dívida. A oposição PSD retorquiu, acusando Vítor Figuei- redo de “demagogia” e lembrando que a maioria PS também já podia ter comprado uma nova cisterna se não gastasse tanto dinheiro “em festas”. DUAS DÉCADAS À ESPERA DA LIGAÇÃO DO SANEAMENTO S. PEDRO DO SUL Texto José Ricardo Ferreira CÂMARA COM “FUNCIONÁRIOS A MAIS” VOLTA A CONTRATAR OPOSIÇÃO QUESTIONA CONTRATAÇÃO DE SEIS NOVOS TRABALHADORES E ACUSA O PRESIDENTE DE ESTAR A PAGAR PROMESSAS ELEITORAIS. VÍTOR FIGUEIREDO LEMBRA QUE JÁ SAÍRAM FUNCIONÁRIOS E JUSTIFICA CONTRATAÇÃO COM NECESSIDADES DOS SERVIÇOS Um ano depois de o presidente da Câmara de S. Pedro do Sul ter afirmado ao Jornal do Centro que o município tinha 200 funcionários a mais, os ecos dessa entrevista continuam a dar que falar. A oposição PSD na autarquia aproveitou as palavras do autarca para pedir explicações sobre um concurso aberto recentemente pela edilidade para a contratação de mais seis trabalhadores. A questão foi levantada na última reunião pública do executivo (31 de outubro) pelo vereador Rogério Duar- te que disse ter sido abordado na rua por munícipes que não conseguiam compreender este reforço do quadro de pessoal. “Quer dizer tinham 200 [funcionários] a mais e já vai meter mais. Pela boca morre o peixe. Manda essas atoardas para o ar e depois elas caiem-lhe em cima”, afirmou o social-democrata. Em particular, Rogério Duarte quis saber as razões que levam a Câmara a contratar mais um motorista de transportes coletivos quando já tem sete e apenas dois veículos do género. O vereador do PSD acusou também o edil de estar a empregar mais pessoas para cumprir promessas feitas na campanha eleitoral em 2013. “Tinha 200 funcionários a mais, agora vai ter 206, mas já vem mais qualquer coisa para o próximo ano. Está-se a chegar o período eleitoral e tem que resolver estes compromissos de quando era o ‘Vítor das Finanças’ que andava em campanha a prometer às pessoas o posto de trabalho”, sustentou. Maioria rejeita acusações O presidente da Câmara devolveu as críticas, acusando Rogério Duarte de querer “tempo de antena” por só intervir nas reuniões quando está presente a comunicação social. Vítor Figueiredo esclareceu depois que tinha afirmado que a autarquia possuía 200 funcionários a mais em comparação com o município vizinho de Arouca, que tendo a mesma área e mais população tem menos trabalha- dores. “Está agora preocupado com a contratação de seis funcionários e estamos a falar de pedreiros, car- pinteiros e pessoas que trabalham na rua quando já saíram mais de 40 em virtude de reformas, rescisões de contratos e uma série de coisas. Quer dizer saem 40 e tal e não podemos contratar seis”, disse. Sobre o caso concreto dos moto- PUB ristas, informou que a lei mudou impedindo que os colaboradores do município façam muitas horas seguidas, para além de que ao traba- lharem durante a semana e aos fins de semana têm direito a folgas. A somar a isto, a edilidade está agora a efetuar alguns circuitos de trans- portes escolares que eram operados por privados. Há ainda o caso de um funcionário que é árbitro de futebol que tem direito a não trabalhar aos sábados e domingos e outro com mais de 60 anos que não pode con- duzir veículos pesados. Explicações que não convenceram Rogério Duarte que acusou Vítor Figueiredo de estar a fazer demagogia e de estar a “atirar areia para os olhos” das pessoas. O social-democrata defendeu que a Câmara podia alocar outros funcionários para as áreas em falta e prometeu estar atento aos resultados do concurso, denunciado que o mesmo foi aberto já com os candidatos selecionados. A vereadora com o pelouro da Educa- ção, Teresa Sobrinho, também inter- veio, defendendo que Rogério Duarte não podia estar a “colocar no mesmo saco” a questão dos funcionários a mais e a reafetação de trabalhadores porque autarquia, ao contrário de uma empresa, não pode colocar os colaboradores onde quer por causa das carreiras.
  • 29.
    29 4 NOV REGIÃO TONDELA Texto ClementeAntónio Pereira DEBORLA DE REGRESSO TRÊS ANOS DEPOIS E VAI CRIAR 16 POSTOS DE TRABALHO MEGA ESPAÇO COMERCIAL DEBORLA ESTÁ DE REGRESSO À CIDADE DE TONDELA TRÊS ANOS DEPOIS DE TER ENCERRADO PORTAS. O INVESTIMENTO É DE 800 MIL EUROS E VAI CRIAR 16 POSTOS DE TRABALHO As obras de construção de raiz do novo hipermercado DeBorla estão praticamente concluídas e correspondem a um investimento de 800 mil euros. O novo espaço, com uma área bruta de 2.500 metros quadrados, fica localizado à entrada da cidade de Tondela no lado direito da nova Avenida das Comunidades, logo a seguir ao primeiro Nó do IP3 para quem circula entre Santa Comba Dão e Viseu. Prevê-se que o espaço possa abrir ao público brevemente, ainda durante a primeira quinzena do mês de novembro. Garantida está a criação de 16 novos postos de trabalho diretos, numa cidade onde o DeBorla já tinha sido uma aposta ganha. A empresa quer retomar o caminho do êxito alcançado e responder às necessidades dos seus clientes locais e que vivem na periferia da cidade e da região, nos concelhos limítrofes. O novo espaço vai estar dividido por quatro grandes áreas específi- cas de comercialização: têxtil, lar, decoração e cozinha. O DeBorla saiu de Tondela em agos- to de 2013 depois do espaço onde se encontrava ter sido adquirido pelo Continente e não ter conseguido encontrar um espaço alternativo para manter o negócio. Segundo o diretor do Património e Expansão do DeBorla, Ricardo Dias, este regresso a Tondela justi- fica-se porque “já existia essa von- tade, tendo em conta que sempre tivemos uma boa experiência pelo volume de negócios que tivemos neste mercado e onde nos sentimos muito acarinhados e procurados pelos nossos clientes locais”. Ricardo Dias acredita no êxito da empresa e acrescenta que “as ex- pectativas são elevadas e esperamos voltar a alcançar o sucesso que já tínhamos alcançado no passado. A autarquia de Resende aprovou esta semana a criação de uma Loja Social. O espaço estará a funcionar até ao final do ano, nas instalações do antigo posto da GNR. À semelhança de outros concelhos vizinhos este é, segundo a vereado- ra da ação Social Maria José Dias, “um projeto de intervenção e apoio social aos mais necessitados preten- de promover melhores condições de vida às pessoas em situação de maior vulnerabilidade ”. A responsável pelo pelouro assumiu que uma equipa multidisciplinar na área social fará a filtragem das famílias mais carenciadas, algumas das quais já estão sinalizadas pelos técnicos, e assim avaliará a forma como essa ajuda será prestada Como principal função, este espaço visa disponibilizar às famílias referenciadas bens alimentares, vestuário ou até mesmo mobiliário, sem qualquer valor pecuniário envolvido. No futuro, Maria José Dias não descarta a possibilidade de alargar este trabalho a outras entidades de cariz de solidariedade social do concelho. RESENDE LOJA SOCIAL PARA APOIAR CARENCIADOS TURISMO O turismo em Portugal repre- senta cerca de 6% do PIB, com- parando com a média mundial que se situa em 2,9% é bastante significativo. O turismo significa por isso uma parte económica importante para o nosso país e é preciso con- tinuar a apostar com qualidade e humildade. Muitas das vezes os países gozam de um estado de graça devido aos meios de comunicação e aos recursos que possuem, nesse sentido é necessário mantermos esse estado tentando ser bons anfitriões e tratando os turistas como nossos amigos. Viseu também tem acompanha- do esse estado de graça que o País vive, tem criado atrações, eventos e tem uma cadeia hote- leira de meter inveja às cidades do interior. A câmara e as empresas locais têm estado a criar sinergias po- sitivas e trabalhado em conjunto para colmatar pequenas lacunas, o que denota a importância que o turismo tem na nossa economia local. Mas é importante relembrar que existe muito mau turismo praticado por esse mundo fora e Portugal não é exceção e o principal erro que é cometido é a diminuição da qualidade dos serviços e o aumentando os preços das dormidas e das demais infraestruturas inerentes ao turismo. É necessário ter visão e tentar guardar a galinha dos ovos de ouro por muitos anos, tendo po- líticas/práticas de bom turismo e ao mesmo tempo crescendo em qualidade e tendo preços competitivos. No nosso país ainda gozamos de fatores que além da sua beleza na- tural e das suas infraestruturas, temos a sorte de não ter grande risco de catástrofes naturais, de guerra e de sermos um dos países mais seguros do mundo. Disto podemos concluir que Portugal está na moda e Viseu está na moda. Vamos potenciar o que de me- lhor temos…. OPINIÃO ANDRÉ LEITE FERREIRA Presidente da JEEC-AN Portugal está na moda e Viseu está na moda
  • 30.
    30 4 NOV MÚSICA Texto ClementeAntónio Pereira CLARINETISTA DE SANTA COMBA DÃO EM DIGRESSÃO PELOS GRANDES PALCOS DA EUROPA É JÁ UM MÚSICO DE REFERÊNCIA INTERNACIONAL E COM UMA AGENDA DE FAZER INVEJA. OS CONVITES SUCEDEM-SE PARA O JOVEM CLARINETISTA DE SANTA COMBA DÃO. DEPOIS DO LESTE EUROPEU E DE LONDRES ESPERAM- NO OUTROS GRANDES PALCOS, EM BUDAPESTE, BIRMINGHAM E COLÓNIA Ojovem clarinetista de Pinhei- ro de Ázere de Santa Comba Dão, Horácio Ferreira, atuou na última semana no Bardican Cen- tre, em Londres, perante meio mi- lhar de pessoas e está agora concen- trado nos próximos 15 concertos agendados na Europa, nomeada- mente, em Budapeste, Birmingham e Colónia, entre outras cidades e ca- pitais europeias. Esta digressão in- ternacional termina a 12 de maio, na Casa da Música, no Porto. Até ao próximo verão, o músico assegura que vai gravar o seu primeiro álbum. Horácio Ferreira nasceu para a músi- ca na Sociedade Filarmónica Lealda- de Pinheirense, aos sete anos. Foi aí que teve o primeiro contacto musical e experimentou pela primeira vez o clarinete. Desde então seguiu-se uma longa viagem, sempre em progressão, com um crescimento e uma evolução rápida e sempre em alta. A reação dos pais ao talento do fi- lho foi num primeiro momento de algum receio e isso aconteceu quan- do decidiu ir estudar para a Escola Profissional de Música de Espinho. “Não foi fácil, porque a música não era vista como uma opção profissio- nal, mas sim como um hobbie - ain- da acontece hoje, mas cada vez me- nos -, naturalmente a minha mãe tinha receio de uma mudança tão radical como esta. Fui dos primei- Está a decorrer até á próxima segun- da-feira, 7 de novembro, na Bibliote- ca municipal de Penalva do Castelo a Exposição de Fotografia “PODER NO FEMININO – Rostos, Testemu- nhos e Igualdade”. A iniciativa, que teve início a 24 de outubro, pretende levar à reflexão sobre a importância da inclusão do princípio da Igualdade de Género em todas as esferas da sociedade e, em simultâneo, dar visibilidade a algumas mulheres do concelho, ou que no município ocupam cargos de poder, ou desempenham profissões tradicionalmente mais associadas aos homens, de modo a desconstruí- rem estereótipos no caminho pela igualdade de género. Esta exposição, enquadrada no âm- bito da comemoração do Dia Muni- cipal para a Igualdade, já assinalado pelo Município de Penalva do Caste- lo a 24 de outubro, alia ao trabalho fotográfico à recolha de 11 opiniões diferentes, de 11 mulheres sobre questões ligadas à (des)igualdade de género. PENALVA DO CASTELO O “PODER NO FEMININO – ROSTOS, TESTEMUNHOS E IGUALDADE” ros músicos profissionais na minha zona. Porém, sempre tive o apoio de que precisava em casa e, por isso, es- tou muito agradecido”, conta Horá- cio Ferreira. Depois do Conservatório e de fre- quentar várias escolas de música, optou por apostar em fazer mais concertos e ter alguém que pontual- mente o aconselhasse. Revela que es- tá a ser aconselhado por Nicolas Bal- deyrou, em Paris. Justifica a intenção de ter que sair de Portugal na tentativa de melhorar e conhecer outros conceitos, ideias e es- tarabertoanovosdesafios.Explicaque não é por necessidade, “mas sim uma busca para ganhar mais competên- cias”.“Estudeinumaescoladereferên- cia em Portugal, a Escola Superior de Música, Artes e Espetáculo (ESMAE), e após a conclusão da minha licencia- tura,omelhorparamimseria,semdú- vida, trocar de ares e seguir um novo caminho. Não foi por isso uma prio- ridade, mas sim uma opção” assume. Momentos marcantes O jovem, confessa que estudar com Michel Arrignon (clarinetista fran- cês) foi um marco importante para a sua carreira. “Mudou muito a minha forma de ver, não só o clarinete, como também a música”, salienta. O clarinetista adianta que seria injus- to não falar em Luís Carvalho, já que “foielequemefezveramúsicadeuma forma mais profissional e soube mo- tivar-me para ser cada vez melhor. E claro, António Saiote, com quem ob- tive o meu diploma na ESMAE. Pode dizer-sequetodosforamconstruindo o clarinetista e a pessoa que sou hoje”. O músico de Santa Comba Dão des- taca que em Portugal tem merecido atenção de diversas pessoas e entida- des, muito graças ao facto de ter sido o Jovem Músico do Ano 2014. No carro para além de música co- mercial, costuma ouvir música eru- dita, jazz, pop e alguma música rock também. “Depende sempre do esta- do de espírito. Tenho dois composi- tores especiais, Mozart e Beethoven. E destaca o Concerto de Clarinete de Mozart e as sinfonias de Beetho- ven. É difícil escolher porque gosto de muitas coisas”, concluiu. CULTURA Até ao próximo verão, o músico assegura que vai gravar o seu primeiro álbum Orácio Ferreira está em digressão internacional
  • 31.
    31 4 NOV O primeirofim de semana de novem- bro na ACERT, em Tondela, é mar- cado por uma “tournée” que vai pas- sar pelos sítios nos quais a associação e a companhia Trigo Limpo criaram “afetos”. O roteiro começa com um baile no edifício Cine-Tejá (4 de no- vembro), arrancando no dia seguinte para a Sociedade Musical de Instru- ção e Recreio de Molelos. Aqui, será lido um extrato do primeiro espetá- culo do Trigo Limpo “O Povo Acor- dou” pelos atores da companhia. “Esteéum“roteiro”comumGPSafe- tivo pelos espaços por onde a ACERT passou, habitou e cresceu”, explica a direção da ACERT. “Vamos palmi- lhar alguns destes sinais de encontro memoráveis”, acrescenta. O roteiro dos afetos continua, a 6 de novembro, com a apresentação do espetáculo “20 Dizer” no edifício do Hospital Velho, agora Lar da Santa Casa da Misericórdia. Os encontros terminam na Pensão Borges, onde foi a primeira sede “formal” da ACERT, com o visionamento do filme “Zero de Conduta” de Jean Vigo. À volta da fogueira do magusto, os intervenien- tesvãofalardofuturo,40anosdepois de ali se ter projetado o caminho des- ta associação. TONDELA ACERT PERCORRE LOCAIS QUE JÁ FORAM E CONTINUAM A SER A SUA CASA CULTURA PUB Uma viagem ficcionada pelo que poderia ter sido a vida de um dos seus protagonis- tas, caso tivesse ficado na terra on- de nasceu, é a base da mais recente criação da companhia Mala Voado- ra. “Moçambique” é o nome da peça que sobe ao palco do Teatro Viriato (4 e 5 de novembro), em Viseu. Tra- ta-se de um exercício teatral entre o documentário e a ficção que põe três dos membros da companhia a inventar uma biografia pessoal al- ternativa e, também, uma narrativa nacional alternativa para o país que Portugal descolonizou em 1975. Neste espetáculo, a história parte de um acontecimento real para se chegar ao “o que poderia ter sido”. Um casal perde dois filhos pequenos num curto espaço de tempo. Uma MALA VOADORA NO TEATRO VIRIATO EM MOÇAMBIQUE E EM PORTUGAL: A FICÇÃO E A REALIDADE A AUTOBIOGRAFIA INVENTADA, MAS QUE PODERIA TER SIDO REAL, DE JORGE ANDRADE, ATOR E DIRETOR DA COMPANHIA MALA VOADORA história trágica, real, que aconteceu em Moçambique, e cuja mãe ten- ta ultrapassar propondo a adoção de um sobrinho. A irmã a viver em Portugal com os dois filhos nega o pedido à irmã. Caso tivesse aceite, a vida do rapazito teria sido diferente, teria herdado uma pequena fortuna. Os três elementos mais antigos da mala voadora nasceram em Mo- çambique, sendo Jorge Andrade um deles. Apesar de ter vindo pa- ra Portugal com quatro anos, nes- te espetáculo propõe-se construir uma autobiografia como se tivesse vivido em Moçambique toda a sua vida e para que a sua história se tor- ne credível, vai ter de impô-la à His- tória do país. “Parte de uma história verdadeira e nós utilizamos essa história co- mo pretexto para podermos inven- tar uma nossa”, disse o ator e dire- tor. Jorge Andrade refere que a peça resulta de uma tentativa de “impor a nossa ficção à história daquele país”. “Moçambique é um terreno espe- culativo para especularmos a nossa realidade”, referiu o ator.
  • 32.
    32 4 NOV CASTRO DAIRE TextoFrancisco Favinha TEATRO DO MONTEMURO ESTREIA NOVA PEÇA “MONÓLOGOS DE UMA VIDA” TRÊS HOMENS CONTAM A HISTÓRIA DE UMA PERSONAGEM QUE MISTURA AS LINGUAGENS ARTÍSTICAS DE MÚSICO, UM BAILARINO E UM ATOR EM PALCO “Monólogos de uma vida” é o nome do novo projeto do Teatro Regional da Serra do Montemuro. Estreado em palco na se- mana passada, primeiro num ensaio aberto em ‘casa’, ou seja, no Espaço Montemuro em Campo Benfeito, e de- pois na Quinta da Caverneira na Maia, este é o mais recente trabalho da com- panhiadeteatrodoconcelhodeCastro Dairequesomajá25anosdeexistência. Com o diretor artístico Eduardo Cor- reia também no papel de encenador, “Monólogos de uma vida” tem texto de Peter Cann, cenografia de Maria João Castel e interpretação de Abel Duarte, Carlos Cal e Filipe Moreira, o trio que está em palco para contar a história de uma só pessoa: “Tal como diz o nome dapeça,trata-sedasmemóriasdeuma vida, de uma personagem aqui da ter- ra que toma várias decisões. No fundo o espetáculo reflete a decisão, a capaci- dadededecidir,nemsemprebem,mas esse lado de termos de tomar decisões. Fazemos uma viagem no tempo onde ele (a personagem) recorda as suas me- mórias, vai pautando esses momentos através de alguns acontecimentos que fazem parte da sua vida”, sublinhou Eduardo Correia ao Jornal do Centro. Dividida em três partes, esta é uma pe- ça que conta com três diferentes tipos de linguagens em cima do palco: “Es- tamos a falar de três intérpretes, um músico, um bailarino e um ator, que se complementam. Procuramos que estas três linguagens artísticas se fun- dam e contem uma única história de uma única pessoa, de uma única per- sonagem”, reforçou o encenador des- te projeto. CULTURA ANGOLA…MIX MIX… ANGOLA Tendo como ponto de parti- da a localização geográfica da minha atual atividade profis- sional, Luanda, importa focar algumas (outras) impressões sobre o património e o turis- mo angolano. Em Luanda “provei” repetidas vezes o Muzongué (caldo de peixe condimentado com ba- tata doce, mandioca, óleo de palma e farofa com farinha de pau). Em Luanda “ provei” um do- ce africano, loengo, típico do Huambo, no formato também em sorvete de loengo. Registo a excelência dos gelados múcua, (fruto do imbondeiro) prepara- dos na Casa Gelati, sito nas Tor- resEscom,nocentrodeLuanda. Em Luanda, registo o even- to realizado recentemente (em 28 de outubro último), Festival Caixa Luanda 16, evento cul- tural, que marca já, na sua 2ª edição, o cenário cultural de Luanda. No domínio turístico, Ango- la apresenta potencialidades e fragilidades. Apresenta poten- cialidades, como por exemplo, a existência de valioso e exten- so património, nas condições apresentadas para o turismo natureza e nas oportunidades possíveis para o turismo criati- vo, filão a desenvolver. Contu- do, apresenta igualmente fra- gilidades, como por exemplo, a reduzida divulgação de Ango- la, enquanto destino turístico, na degradação do património cultural e natural, na falta de parcerias potencializadoras, e na falta de empresas turísticas. Como exemplos curiosos, na região do Uíge, registo a curio- sa viatura Hummer HTt7 “Ma- de in Angola” e, em Benguela, a beleza e durabilidade das rosas de porcelana. Em Angola, a vida … acontece!... JOÃO JÚLIO CORREIA Professor/Investigador Património e turismo OPINIÃO “ASFIXIA”FINANCEIRACONTINUA Num trabalho que promete esten- der-se até ao próximo ano, Eduar- do Correia fez um balanço de 2016 não deixando de enumerar as difi- culdades financeiras por que o Tea- trodoMontemurovivediariamente. No que diz ser uma “asfixia” o dire- tor artístico revela que para 2017 os apoios do Estado vão manter-se: “A asfixia financeira continua. O que se passaéqueoTeatroRegionaldaSer- radoMontemuroéumacompanhia hámuitotempoapoiadapeloEstado epeloquesabemosoatualSecretário de Estado da Cultura, Miguel Hon- rado, quer fazer uma série de altera- ções na atribuição dos apoios e tudo indica que vamos ter um ano zero. Ouseja,oapoioquetivemosem2016 irá transitar para 2017. Nesse senti- do temos tido imensas dificuldades, felizmenteonossotrabalhotem-nos garantido alguma almofada finan- ceira através das digressões que te- mos feito.” Com orgulho nas raízes em Castro Daire, o caminho do Teatro Regio- nal da Serra do Montemuro está já marcado com novas digressões na- cionais, nas quais se vai inserir este “Monólogos de uma vida” que pro- metemostrarumanovafaceta,mais plástica, desta companhia castrense. Buenos Aires foi o local escolhido pa- ra filmar um documentário realizado pelo luso-argentino, Victor Lopes, so- bre a vida e a história de Aristides de Sousa Mendes. O cônsul de Bordéus é, para o cineas- ta,“umhomemcomoqualqueroutro, simplesmente que numa dessas en- cruzilhadas da vida não reagiu como a maioria”. Victor Lopes é um argen- tino com nacionalidade portuguesa e confessa que avançou com este traba- lho porque “assim como alguns por- tugueses me dão vergonha e pelo qual peço desculpa ao mundo inteiro, há também outros, como Aristides de Sousa Mendes, que são o orgulho de um Portugal moderno e vigoroso que respeita os direitos humanos e rejei- ta qualquer tipo de autoritarismo e ditadura”. Levar ao ecrã do público americano a história de Aristides de Sousa Mendes é um dos objetivos do realizador com uma equipe formada nas universida- des argentinas de cinema, recorrendo a um olhar atento de Paula Fossatti e RamiroKlement,comosatoresMelis- sa Zwanck e Nahuel Vec. O documen- tarista vai apostar “o seu grãozinho de areia”emostraroquefazaosquejárea- lizavamdocumentárioshámuitomais tempo,emdiversoslugaresdomundo, como a alguns familiares, amigos e se- guidores da causa de Aristides de Sou- sa Mendes. A estreia do documentário “Aristides um Homem Bom” está prevista para o final deste ano (2016) e será apresenta- doemmarçode2017duranteoFestival Internacional dos Direitos Humanos. Victor Lopes reconhece que a propos- tateveumaexcelentereceçãoquesupe- rou todas as expetativas “por se tratar dumahistóriapraticamentedesconhe- cidaequeaindadespertaumacertapo- lémica nos setores mais conservadores da sociedade portuguesa”. AristidesSousaMendeséumdosqua- tro portugueses declarado “Justo entre as nações” por salvar milhares de pes- soas perseguidas pelos nazis durante o holocausto. Enquanto os argentinos preparavam o início das filmagens do documentário nacidadedeBuenosAires,oPresiden- te da República Portuguesa, Marcelo Rebelo de Sousa, anunciava em Nova Iorque a vontade de condecorar Aris- tides de Sousa Mendes com a “Grande Cruz da Ordem da Liberdade”, ao re- conhecerque“hojelhedevemosmuito maisdoquesabíamosatéagora”.–CAP CARREGAL DO SAL DOCUMENTÁRIO FILMADO EM BUENOS AIRES CONTA FEITOS DE ARISTIDES DE SOUSA MENDES
  • 33.
    33 4 NOV DESPORTO ANTIGO CORREDORDA EQUIPA VELO CLUBE DO CENTRO (ANICOLOR) APANHADO EM TESTE DE ANTIDOPAGEM. O CONTROLO DECORREU NA VOLTA A PORTUGAL DO FUTURO, ONDE RUI CARVALHO ACABOU POR VENCER A TERCEIRA ETAPA QUE LIGAVA VISEU AO ALTO DE S. MACÁRIO. ANTIGO CLUBE AFASTA QUAISQUER LIGAÇÕES AO CASO CICLISMO QUATRO ANOS DE SUSPENSÃO POR DOPING PUB DOMINGO, 6 DE NOVEMBRO - 15H00 ACOMPANHE O JOGO ACADÉMICO DE VISEU - OLHANENSE 14ª Jornada RELATO em 98.8 FM Rádio Jornal do Centro/ Rede Mundial FM SÁBADO, 5 DE NOVEMBRO - 16H00 ACOMPANHE O JOGO ESTORIL PRAIA - CD TONDELA 10ª Jornada RELATO em 98.8 FM Rádio Jornal do Centro/ Rede Mundial FM Rui Carvalho, antigo corredor da equipa Velo Clube do Cen- tro (Anicolor), de Mortágua, está suspenso até julho de 2019. O ciclista, de 22 anos, integra a lista de58atletascastigadosdivulgadapela União Ciclista Internacional (UCI). Rui Carvalho, natural de S. Mame- de, Penafiel, era considerado com uma referência no escalão de sub-23 e a quem lhe eram atribuídas gran- des qualidades como trepador. O ciclista venceu a terceira etapa da Volta a Portugal do Futuro, do ano passado. No percurso que ligava Vi- seu ao (rigoroso) alto de S.Macário. E foi nessa prova, uma espécie de montra das promessas do ciclismo, O Pavilhão do Fontelo é palco, este do- mingo, de um dérbi distrital no cam- peonato da Terceira Divisão Nacio- nal, Seniores Masculinos de Andebol. Com o Académico de Viseu a receber o Sporting de Lamego, em jogo da ter- ceira jornada. As duas equipas estão atualmente nas duas últimas posições da tabela, sepa- rados por um ponto. O Sporting de Lamego na penúltima posição, com dois pontos e o Académico em últi- mo, com um ponto. Já o Carregal do Sal recebe o Feiren- se, em jogo que junta dois adversá- rios diretos, separados por um pon- to, com vantagem para o clube do distrito de Viseu. O Carregal do Sal é terceiro classificado comquatropontos,menosdoisqueoslí- deres,ÍlhavoeAssociaçãoAcadémicade Coimbra.Jáoadversáriodestedomingo, Feirense,équartocomtrêspontos. Osjogosestãomarcadosparaas19h00. ANDEBOL ACADÉMICO DE VISEU RECEBE SPORTING DE LAMEGO onde participam corredores sub-23, que Rui Carvalho foi submetido a um controlo antidoping, que aca- bou por dar positivo. O teste detetou o uso de esteroides anabolizantes resultado que vai cus- tar quatro anos de suspensão. Antiga equipa afasta ligações ao caso Contactado, Pedro Silva, presidente do Velo Clube do Centro (Anicolor), equipa que Rui Carvalho representa- va na altura, disse não querer comen- tar o caso. O responsável remeteu es- clarecimentos para o comunicado que já havia lançado em abril deste ano, quando foi conhecida a primei- ra análise do controlo antidopagem. Nesse comunicado podia ler-se que a equipa de ciclismo sub-23, do Velo Clube do Centro, tinha sido sur- preendida pela notícia, e que a even- tual violação das normas antidopa- gem, que agora se confirma, “teria acontecido à margem da iniciativa e do conhecimento da equipa”. No documento reafirmavam ain- da o “compromisso por um despor- to de formação baseado na ética, no fair play e numa conduta irrepreen- sível de todos os protagonistas, des- de ciclistas, a treinadores, diretores e elementos de staff”. P J V E D 1 Portimonense 33 13 10 3 0 2 Desp. Aves 26 13 7 5 1 3 Santa Clara 26 13 8 2 3 4 Benfica B 24 13 7 3 3 5 Penafiel 22 13 6 4 3 6 Cova da Piedade 22 13 6 4 3 7 Académica 20 13 5 5 3 8 FC Porto B 19 13 5 4 4 9 Vizela 19 13 4 7 2 10 Sporting B 18 13 5 3 5 11 Gil Vicente 17 13 3 8 2 12 U. Madeira 17 13 4 5 4 13 Fafe 15 13 3 6 4 14 Braga B 14 13 2 8 3 15 Ac. Viseu 14 13 3 5 5 16 Sp. Covilhã 14 13 3 5 5 17 Guimarães B 13 13 4 1 8 18 Varzim 13 13 3 4 6 19 Famalicão 13 13 3 4 6 20 Leixões 9 13 1 6 6 21 Freamunde 9 13 1 6 6 22 Olhanense 2 13 0 2 11 Rui Carvalho venceu terceira etapa da Volta a Portugal do Futuro 2015 foto:futuro.volta-portugal.com O Académico de Viseu regressa este do- mingoacasacomopensamentonavitó- ria que, a acontecer, será a segunda este ano no Fontelo. Para já, os viseenses já vencerammaisvezesfora–nosAçorese em Matosinhos – do que em casa, onde apenas bateram o Vitória de Guimarães B, em seis partidas já jogadas no Fonte- lo.Númerosalembraremoutrasépocas, ondesechegouadizerqueoAcadémico “tinhamedo”dejogaremcasa. A verdade é que, em casa ou fora, os vi- seenses precisam de pontuar para não voltarem a cair na zona vermelha da ta- bela e não dar espaço para que os adver- sáriosdiretosganhemterreno. Este domingo o Académico recebe o Olhanense, último classificado, equipa quenaúltimajornadaconseguiuroubar pontosaoSportingB(2-2). SEGUNDA LIGA ACADÉMICO À PROCURA DA SEGUNDA VITÓRIA EM CASA
  • 34.
    34 4 NOV DESPORTO 10ª JORNADA V.Guimarães 4/11 – 20h30 Nacional Estoril Praia 5/11 – 16h00 Tondela Paços Ferreira 5/11 – 16h00 Chaves Feirense 5/11 – 18h15 Belenenses Rio Ave 5/11 – 20h30 Boavista Moreirense 6/11 – 16h00 V. Setúbal FC Porto 6/11 – 18h00 Benfica Sporting 6/11 – 20h15 Arouca Marítimo 6/11 – 20h30 Braga P J V E D 1 Benfica 25 9 8 1 0 2 FC Porto 20 9 6 2 1 3 Braga 20 9 6 2 1 4 Sporting 18 9 5 3 1 5 V. Guimarães 17 9 5 2 2 6 Chaves 13 9 3 4 2 7 Rio Ave 11 9 3 2 4 8 Feirense 11 9 3 2 4 9 Marítimo 10 9 3 1 5 10 Boavista 10 9 2 4 3 11 V. Setúbal 10 9 2 4 3 12 Paços Ferreira 9 9 2 3 4 13 Belenenses 9 9 2 3 4 14 Estoril Praia 8 9 2 2 5 15 Arouca 8 9 2 2 5 16 Nacional 8 9 2 2 5 17 Moreirense 8 9 2 2 5 18 Tondela 6 9 1 3 5 Joga-se este fim de semana o segun- do dérbi distrital da série C, da II Divisão Nacional de futsal. Depois do encontro entre Pedreles e Viseu 2001 no arranque do campeonato, o ABC de Nelas recebe o Pedreles, em jogo da sétima jornada. Um en- contro entre duas equipas que tra- çaram a manutenção como objeti- vo, mas que continuam coladas aos lugares da frente, e que dão acesso à fase de subida e de manutenção automática. O jogo deste sábado, no Pavilhão de Nelas, assinala também a contagem decrescente para o final da primei- ra ronda, que termina daqui a duas jornadas. Três rondas que vão certa- mente prender as atenções já que é o momento de algumas formações do topo da tabela se defrontarem entre si. Começando já este fim de sema- na com o jogo entre o ABC de Ne- las, terceiro classificado e o Pedreles, que é quarto. Entre os dois clubes apenas dois pontos de diferença. Na jornada seguinte outro dérbi dis- trital com o Viseu 2001, atual líder da série C, a receber o ABC de Nelas e o Pedreles o Lamas Futsal, equipa que partilha a liderança com os vi- seenses. Na última jornada, da pri- meira ronda, o Viseu 2001 vai a casa do Lamas. Mas antes dessas jornadas é preciso cumprir, e se possível pontuar, nas deste fim de semana. Para além des- se ABC de Nelas – Pedreles, o Viseu 2001 viaja até Mira, para defrontar o Domus Nostra. FUTSAL HÁ DÉRBI DISTRITAL EM NELAS P J V E D 1 Viseu 2001 16 6 5 1 0 2 Lamas Futsal 16 6 5 1 0 3 ABC Nelas 14 6 4 2 0 4 Pedreles 12 6 4 0 2 5 Cariense 8 6 2 2 2 6 Ossela 6 6 2 0 4 7 Domus Nostra 4 5 1 1 3 8 Saavedra Guedes 4 6 1 1 4 9 União de Chelo 3 5 1 0 4 10 Casal Cinza 0 6 0 0 6 7ª JORNADA União de Chelo 5/11 – 18h00 Ossela ABC Nelas 5/11 – 18h00 Pedreles Cariense 5/11 – 18h00 Casal Cinza Domus Nostra 5/11 – 19h00 Viseu 2001 Lamas Futsal 5/11 – 21h00 Saavedra Guedes Serie C P J V E D 1 Sanjoanense 19 8 6 1 1 2 SC Salgueiros 19 8 6 1 1 3 Sousense 13 8 4 1 3 4 SC Coimbrões 12 8 3 3 2 5 Estarreja 11 8 3 2 3 6 Oliveirense 11 8 3 2 3 7 Cinfães 9 8 3 0 5 8 Gondomar 8 8 2 2 4 9 Moimenta da Beira 6 8 1 3 4 10 Cesarense 3 8 0 3 5 8ª JORNADA SC Salgueiros 6/11-18h00 Gondomar Oliveirense 6/11-18h00 Estarreja SC Coimbrões 6/11-18h00 Sousense Moimenta da Beira 6/11-18h00 Cesarense Cinfães 6/11-18h00 Sanjoanense Serie C P J V E D 1 Gafanha 19 8 6 1 1 2 Anadia 16 8 4 4 0 3 Lusitano FCV 14 8 4 2 2 4 Águeda 11 8 3 2 3 5 CD Gouveia 11 8 3 2 3 6 Mortágua 10 8 2 4 2 7 Pampilhosa 8 8 2 2 4 8 ANogueirense 7 8 1 4 3 9 Tourizense 7 8 2 1 5 10 Académica 5 8 1 2 5 8ª JORNADA Lusitano 6/11-18h00 Gouveia Mortágua 6/11-18h00 Nogueirense Gafanha 6/11-18h00 Tourizense Académica 6/11-18h00 Águeda Anadia 6/11-18h00 Pampilhosa Serie D Joga-se este fim de semana a oitava jornada do Campeonato de Portu- gal. Na série C, o destaque vai para o jogo do Cinfães que recebe o lí- der Sanjoanense, numa altura em que restam duas jornadas para o fi- nal da primeira ronda desta fase do campeonato. A equipa do norte do distrito re- gressou na última jornada às vitó- rias e pela frente terá um clube que interrompeu o ciclo vitorioso com o empate do último fim de semana e que precisa de pontos para se po- derdestacarnafrente.Masoscinfa- nenses também não querem voltar a tropeçar no campeonato, sobretu- do em casa, frente aos seus adeptos. Ainda na série C, o Moimenta rece- be o Cesarense. Já na série D, o Lusitano, que tam- bém regressou aos resultados po- sitivos na última jornada e que lhe possibilitou a subida até ao terceiro lugar,recebeoGouveia,oMortágua defronta o Nogueirense. Os jogos desta jornada estão marca- dos para domingo, às 15h00. CAMPEONATO DE PORTUGAL DE FUTEBOL CINFÃES RECEBE LÍDER APAGAR A (MÁ) IMAGEM DEIXADA NA ÚLTIMA JORNADA É O OBJETIVO. EQUIPA ADMITE QUE PETIT TEVE RAZÃO NAS CRÍTICAS E RECONHECE QUE A QUALIDADE E A CAPACIDADE DO GRUPO É PARA FAZER MAIS E MELHOR PRIMEIRA LIGA Texto Micaela Costa TONDELA NO ESTORIL PARA “TRAZER OS TRÊS PONTOS SEJA COMO FOR” Depois do “puxão de orelhas” de Petit aos seus jogadores, após a derrota da última jor- nada em casa frente ao Moreirense (1- 2), resta agora “olhar para a frente” e “corrigir essa imagem”. A certeza é dada por Miguel Cardoso, avançado auriverde, que na antevisão ao jogo deste sábado, frente ao Estoril, disse que o Tondela vai “disputar o jogo e trazer os três pontos seja como for”. NofinaldapartidacomoMoreirense, Petit não poupou criticas aos seus jo- gadores dizendo que em campo ape- nas estiveram as camisolas e que era preciso ter mais respeito pelo traba- lho feito durante a semana. Miguel Cardoso assumiu que “o mister tem razão no que diz” e que haviam sido avisados da importância desse jogo e que não tinham conseguido trans- portar para dentro de campo o que haviam treinado durante a semana. Mas o grupo, afirma, está a reagir como muito trabalho dentro de cam- poparatentarcorrigiresseresultadoe essa imagem. Mas de uma coisa tem a certeza: a equipa tem “qualidade e ca- pacidade para fazer mais e melhor” e que “ainda há tempo para dar a volta”. E esse tempo, alerta, tem que começar jáestesábadonoterrenodeumadver- sário direto, de quem o Tondela tem uma diferença de menos dois pontos. “Vaiserumjogocomplicado,comum adversário direto, com os mesmos ob- jetivos. Mas vamos para disputar o jogo e trazer os três pontos seja como for”, afirmou Miguel Cardoso. O avançado não tem sido opção para o “11”, depois de um arranque de épo- camais“participada”masafirmoues- tar a “trabalhar para merecer as opor- tunidades”-naúltimajornadaentrou aos 64 minutos para dar o lugar de Wagner, autor do único golo do Ton- dela nesse jogo. E para esta jornada, a décima, resta agora saber quais vão ser as opções de Petit, já que na última jornada chegou a dizer aos jogadores que a sua vonta- de, ao intervalo, era mudar os 11. Miguel Cardoso (com colete) fez a antevisão da próxima jornada FotoCDTondela
  • 35.
    35 4 NOV DESPORTO Oração aoSenhor do Mundo Senhor que em ti entrego toda a minha vida apoio único e infinita- mente amigo que para além de um Pai és também o irmão, o amante eterno de um amor único e insubstituível em que não buscas contra- partidas nem recompensas. Dás a tua face, o teu carinho mesmo que de mim só recebes esquecimentos pelas orações que não faço, pelos agradecimentos que não dou, pelos pensamentos que vão para tudo e para todos e não em primeiro lugar para ti Senhor. Sei que tu me per- doas, que sou assim esquecida e mal agradecida, mas mesmo aí no teu cantinho em que muitas vezes te encontras tão só, aí Senhor tu estas sempre pensando em todos, em mim ingrata que sou. Tantas vezes que desejo ir para o perto de ti, estar sentada e esqueci- da de tudo só olhando-te e amando-te em silêncio, sem palavras, mas tanta coisa se atravessa no meu caminho que logo me afasta dos meus propósitos mais sinceros de correr para ti. Às vezes sinto-me só, mas logo tu me sorris, me estendes a mão, és úni- co Senhor. Estás sempre ao meu lado caminhando acompanhas todos os meus passos. A minha Fé é o que de mais belo existe dentro de mim, de mais real e mais fantástico na minha existência. Como gostava que todos os seres humanos tivessem Fé, acreditassem em Ti, vivessem a tua presença nas suas vidas como eu. Acredito que seriam muito mais felizes. Tudo à minha volta fala de Ti, o sol, o vento, a chuva, os campos flo- ridos ou não... Este mundo é uma caminhada que tem que ser percorrida enquanto por cá andamos. Tem muitos espinhos mas também alegrias. Mas nos momentos mais sombrios só tu os enches de luz límpida que desvanece a tristeza que os envolve. Tu és esse alguém que me guia, o teu coração está sempre aberto para nós. Obrigada Senhor porque me deste ao longo da vida, coisas que eu nun- ca te pedi. Só tenho uma palavra para Ti, um obrigada do tamanho do Mundo. PUB Vouzela vai ser palco pelo se- gundo ano consecutivo da 1ª Etapa da Taça de Portugal de Ciclocrosse, uma prova integra- da no calendário da Federação Por- tuguesa de Ciclismo. Mais uma vez a competição vai decorrer bem no coração da vila, mais concretamen- te no Parque da Liberdade e nos ter- renos contíguos. Face ao ano passado o figurino da etapa vouzelense não sofreu gran- des alterações fruto do sucesso que teve na primeira edição. “O per- curso vai ser idêntico. Vamos in- troduzir elementos novos para ser diferente, mas no geral vai ser do mesmo género porque resultou bem. Em termos logísticos se ca- lhar seria mais fácil arranjarmos um espaço mais aberto contudo, como correu bem o ano passado com o enquadramento da ponte e PROVA ESTÁ MARCADA PARA O DIA 13 DE NOVEMBRO. ORGANIZAÇÃO ESTÁ A CONTAR COM A PRESENÇA DE PELO MENOS 150 CICLISTAS CICLOCROSSE TAÇA DE PORTUGAL VOLTA A ARRANCAR EM VOUZELA O QUE É O CICLOCROSSE O ciclocrosse é uma modali- dade de inverno, com grande popularidade em países como a Holanda, Bélgica e Inglater- ra. Em Portugal esta discipli- na tem expressão sobretudo no norte do país. Os praticantes utilizam bicicletas muito pa- recidas com as de corrida, mas com outro tipo de pneus pre- parados para pisos de terra e lama. As provas decorrem num circuito fechado, com distân- cias que variam entre dois a três quilómetros, e duram por norma entre meia a uma hora. No meio do percurso os corre- dores encontram vários obstá- culos, como escadas, caixas de arreia ou até tábuas que têm que ultrapassar muitas vezes com a bicicleta “às costas”. Face a estas características está cer- tamente garantido um bom es- petáculo desportivo para todos os espetadores. uma série de elementos à volta que tornaram a prova única e como as pessoas também estiveram presen- tes, fazia todo o sentido que con- tinuasse no mesmo sítio”, refere Paulo Novo, presidente do Vasco- nha BTT Vouzela, coletividade que organiza a prova em parceria com a Associação de Ciclismo de Viseu com o apoio do município local. A organização está a contar com a presença de pelo menos uma cen- tena e meia de atletas, superando assim os números de 2015 em que estiveram presentes cerca de 120 ci- clistas. Mais uma vez deverão par- ticipar também atletas oriundos de Espanha. “O ano passado tivemos uma boa participação. Foi a prova mais disputada da Taça e este ano contamos bater o record. O ano pas- sado tivemos a presença de alguns atletas da Galiza, vamos ver se te- mos mais”, afirma Paulo Novo. Vila vouzelense recebe primeira das cinco etapas da Taça de Ciclocrosse
  • 36.
    36 4 NOV OFERTAS DE EMPREGO AEstratégia Espacial para a Europa dá resposta à crescente concorrência glo- bal, fomentando a participação do se- tor privado e promovendo importantes mudançastecnológicas. A Europa no seu conjunto (os Estados- -Membros, a Agência Espacial Euro- peia, a EUMETSAT- European Orga- nisation for the Exploitation of Meteo- rological Satellites e a União Europeia) éumimportanteintervenientenosetor espacialanívelmundial: -temumaindústriaforteecompetitiva de, por exemplo, satélites, lançadores e operaçõeseserviçosconexos; - a indústria espacial europeia empre- ga mais de 230.000 profissionais e gera um valor acrescentado estimado em 46-54milmilhõesdeeuros; - um terço da produção mundial de sa- téliteséfabricadonaEuropa; - a indústria europeia tem obtido mui- tos êxitos no domínio espacial, com tecnologias de ponta e missões de ex- ploração. A Comissão Europeia propôs um con- junto de medidas para que os europeus possam aproveitar plenamente as van- tagens oferecidas pelo setor espacial. Pretende criar o enquadramento ade- quado para que as empresas em fase de arranque possam crescer, promo- ver a liderança da Europa e aumentar a sua parte nos mercados espaciais mun- diais, nomeadamente através da pro- moção de um setor espacial europeu inovador e competitivo, manter a auto- nomia estratégica da Europa reforçan- do o seu papel no setor espacial mun- dialedetiraromaiorproveitodoespa- ço em prol da nossa sociedade e econo- mia. ESPAÇO PME EUROPA NOVA POLÍTICA ESPACIAL DA COMISSÃO EUROPEIA COLOCA A TÓNICA NA MELHORIA DA VIDA QUOTIDIANA DAS PESSOAS E NO REFORÇO DA COMPETITIVIDADE EUROPEIA RECRUTAMENTO (mf) A Luso Finsa - Industria e Comércio de Madeiras SA, pretende reforçar a sua equipa com a contratação de: o Operários Linhas de Produção o Mecânicos (com ou sem experiência) o Eléctricos (com ou sem experiência) o Condutores de Empilhador o Desenhadores (Projecto) o Engenheiro Informático o Engenheiro Mecânico o Engenheiro Gestão Industrial e Produção o Engenheiro Electrotécnico o Estágios Profissionais nas áreas: Química, Florestal, Recursos Humanos, Segurança e Ambiente, Electrotécnica e Mecânica Envio de Curriculum Vitae actualizado para: ptselec@finsa.com PUB Os programas espaciais da União Europeia prestam serviços que beneficiam milhões de pessoas: a indústria espacial europeia é forte e competitiva, e gera emprego e oportunidades de negócio. A proposta da Comissão Europeia para uma nova política espacial visa fomentar novos serviços e promover a liderança europeia no espaço PUB FICHA TÉCNICA Diretor António Figueiredo, C.P. n.º 2153 - a.figueiredo@jornaldocentro.pt • Redação (redaccao@jornaldocentro.pt) / Micaela Costa, C.P. n.º 10054 - micaela.costa@jornaldocentro.pt // Sandra Rodrigues, C.P. n.º 4367 - sandra.rodrigues@jornaldocentro.pt // José Ricardo Ferreira, C.P. n.º8624 // Clemente António Pereira, C.P. n.º 9053 // Irene Ferreira, C.P. n.º 6350 • Cartoonista Ricardo Ferreira ricardoferreira.cartoon@gmail.com • Correspondentes / Colaboradores Pedro Pontes // Iolanda Vilar iolandavilar. jornalista@gmail.com • Francisco Favinha, TE n.º 947 • Departamento Comercial (publicidade@jornaldocentro.pt) / Luís Duarte l.duarte@jornaldocentro.pt T. 967 475 664 / Daniela Cardoso (daniela.cardoso@jornaldocentro.pt) T. 969 331 055 // • Departamento Gráfico (design@jornaldocento.pt) / Projeto Gráfico DPX Design /Paginação Tânia Ferreira • Impressão Coraze - Oliveira de Azeméis T. 910252676 / 910253116 / geral@coraze.com • Distribuição Vasp • Tiragem 5.300 ex. / edição • Sede e Redação Av. Alberto Sampaio, 132 - 2º, 3510-028 Viseu • Contatos T. 232 431 311 / 969 331 031 / geral@jornaldocentro.pt • Propriedade Legenda Transparente, Lda. / Contribuinte Nº 510 803 636 / Capital Social €10.000 / Depósito Legal Nº 44 731 - 91 / Título registado na ERC sob o nº 124 008 • Gerência João Rebelo Cotta / Francisco Rebelo dos Santos • O Estatuto Editorial do Jornal do Centro está disponível em www.jornaldocentro.pt Contacto: Enterprise Europe Network CEC – Câmara de Comércio e Indústria do Centro Tel.: +351 232 470 290 | Fax: +351 232 470 299 Email: fatima.figueiredo@cec.org.pt Web: www.enterpriseeuropenetwork.pt Nem a Comissão Europeia nem qualquer pessoa agindo em nome da Comissão Europeia é responsável pela utilização que possa ser feita com as informações aqui contidas. Os pontos de vista nesta publicação são de responsabilidade dos autores e não refletem ne- cessariamente as políticas da Comissão Europeia. Mais informações: Estratégia Espacial para a Europa - http://bit.ly/2eC6Tqh Perguntas Frequentes - http://bit.ly/2f6UZq6 ANÚNCIO DE EMPREGO DONA LIMPEZA 232 429 154 PUB
  • 37.
    37 4 NOV OPINIÃO CARTOON RICARDO FERREIRA Cartoonista ANTÓNIODINIS Docente Universitário CDS/PP O DESAFIO AUTÁRQUICO DO CDS EM 2017 O CDS/PP já foi um grande par- tido autárquico no distrito, tendo algumas das câmaras mais impor- tantes lideradas pelos seus candi- datos. Nas décadas de oitenta e noventa, câmara após câmara, o CDS/PP foi perdendo autarquias e hoje só liderada câmaras em co- ligação com o PSD. Os desafios e as dificuldades são enormes para todos os candidatos que se apre- sentarão a sufrágio em 2017 nas listas do CDS/PP. Os meios e as condições são completamente de- siguais em relação aos dois prin- cipais partidos, mas nem por isso os candidatos devem baixar os braços. É possível, com a escolha das pessoas certas para cada ór- gão local, com propostas credí- veis e programas bem elaborados, conseguir vitórias e mais votos, e ainda aumentar a implantação do partido em todo o distrito. Nas eleições de 2013, o CDS/PP em Tondela conseguiu um gran- de resultado. Com a vitória numa junta, com vários eleitos nas as- sembleias de freguesia (12) e na assembleia municipal (2), o par- tido conseguiu ganhar um espa- ço de grande credibilidade como oposição, com várias propostas apresentadas de acordo com o programa eleitoral então apresen- tado. Em democracia a maioria é quem aprova os respetivos pro- gramas, orçamentos e medidas para governarem os seus territó- rios. À oposição cumpre apresen- tar medidas alternativas, fiscali- zar a ação dos executivos e lançar as sementes de esperança para no- vos desafios. Mas é preciso gran- de coragem para aguentar as pres- sões, as chantagens e as manobras menos corretas de quem tem o po- der. Não o será certamente em to- dos os concelhos do distrito, mas esta é a realidade em Tondela. Foi- -o há três anos atrás, com ameaças a possíveis candidatos do CDS/PP, com pressões e chantagens, situa- ções inaceitáveis em democra- cia. Para as próximas eleições au- tárquicas, estaremos ainda mais atentos e denunciaremos, por to- dos os meios, essas perversões do sistema democrático. Vamos conseguir excelentes candidatos para os diferentes órgãos, e pro- poremos um programa alternati- vo para Tondela. Só pedimos um pouco de ética na ação política. PUB Mas é preciso grande coragem para aguentar as pressões, as chantagens e as manobras menos corretas de quem tem o poder
  • 38.
    38 4 NOV OPINIÃO Desde osegundo dia deste mês que está a decorrer a extensão de Viseu do Desobedoc, uma mostra de ci- nema insubmisso. Teve origem em 2014 no Porto onde, para além da excelente selecção de filmes, abriu novamente as portas do Batalha e do Trindade ao cinema. Em Viseu decorre no Carmo 81, outrora casa de alfaias agrícolas, recentemente recuperado para os mais variados fins culturais, sen- do durante estes dias a casa das curtas, médias e longas metra- gens, recentes e clássicas, que fa- zem parte da programação. Na escolha das projecções para es- tes 4 dias houve o cuidado de abor- dar várias inquietações: as migra- ções e os refugiados que o velho continente condena à morte e à humilhação sem que se avizinhe uma resolução; o direito à cidade, ao trabalho e o emprego em tem- pos de austeridade e as respos- tas da mobilização cidadã para enfrentar os ataques às conquis- tas dos trabalhadores; a igualda- de e as conquistas que desafiam o patriarcado. Mas nem só de filmes é feita esta extensão do desobedoc. Sábado, dia 5, recebe uma mini-feira do li- vro a cargo da Livraria Alfarrabis- ta Sidarta e da colecção da Carmo 81, uma oportunidade para conhe- cer ou comprar livros e fanzines que normalmente estão afastadas das montras e destaques das gran- des livrarias da cidade. E ainda a apresentação do livro “Nada a Te- mer” da autoria do artista Sama, com foco nos problemas políticos do Brasil. Para terminar o dia 5, um jantar com a participação do sociólogo e deputado da AR José Soeiro segui- do de uma festa com ‘A boy maned Sue’, um dos melhores dj de rock n roll a actuar em Portugal. CARLOS COUTO Produtor BE DESOBEDOC – CINEMA INSUBMISSO Ao anunciar-se, recentemente, o cum- primento de 60% a 70% dos acordos de esquerda (conceito de margem de erro da esquerda), antes da discussão e vota- çãodoOrçamentodeEstadopara2017, não restam dúvidas que está em curso uma mudança de narrativa por parte do Governo. Esta mensagem não é, por isso,ingénuaoucasuística. Aestadistânciaenestaconjuntura,este anúncio serve dois propósitos sublimi- nares: o primeiro é condicionar, publi- camente, os camaradas da geringon- ça nos comentários e na aprovação do O.E.2017. Como é que se pode colocar em causa um Governo que já cumpriu quase dois terços dos acordos em me- nos de um ano de exercício, quando a estabilidade é para uma legislatura de 4 anos?Osegundoécriarailusãoqueafi- nalatéerafácil,rápidoeexequívelcum- prir uma agenda de esquerda sem ca- tástrofes ou demónios. Assim, cria-se a ilusão de que o que falta cumprir estará previsto no O.E.2017 e depois… cama- radas, cuidem-se! Palavra dada terá de serpalavrahonrada! Toda esta narrativa faria sentido, não fosse um pequeno pormenor chamado realidade. Que, diga-se, não é de some- nos relevância. Não fosse mesmo assim e o Governo não teria escondido deli- beradamente os mapas da previsão de receitas e de despesa do O.E.2016. São aquelessobreosquaisoMinistrodasfi- nançasfezchacotaaoafirmarque:“Não podemos dizer que há falta de núme- ros, há é falta de números que agradem à oposição”. Na verdade, analisados os números da educação, uma pequena ponta do iceberg, verifica-se que não agradam a ninguém, não é apenas à oposição. Fica clara a estratégia do em- busteedotruque. Mesmo tendo agora dados mais realis- tas sobre as contas de 2016, não deixam de ser de duvidosa credibilidade. É que não nos podemos esquecer que toda esta estratégia está alicerçada na intru- jiceenapantominice,comoestoucerto que iremos, uma vez mais, constatar lá paramarçode2017. Esta descarada falta de transparência doGovernoéparadigmáticadoseureal objetivo. É um Governo que esconde a verdade dos portugueses para sobrevi- vernodia-a-dia.ÉumGovernoqueilu- de os portugueses para gerir o calendá- rio eleitoral. É um Governo que oculta ascontaspúblicasparadiminuiracapa- cidadepolíticadaoposiçãoeacapacida- decríticadosportugueses.ÉumGover- no sem estratégia para o país que sabe que este é o último Orçamento das Es- querdas que apresenta aos portugueses e nele tudo aposta como se o O.E. fosse umjackpotnumcasino. PEDRO ALVES Deputado do PSD na Assembleia de República PSD O OE2017 NÃO É UMA APOSTA DE CASINO Houve o cuidado de abordar várias inquietações: as migrações e os refugiados que o velho continente condena à morte e à humilhação sem que se avizinhe uma resolução; o direito à cidade, ao trabalho e o emprego em tempos de austeridade e as respostas da mobilização cidadã para enfrentar os ataques às conquistas dos trabalhadores; a igualdade e as conquistas que desafiam o patriarcado Analisados os números da educação, uma pequena ponta do iceberg, verifica- se que não agradam a ninguém, não é apenas à oposição. Fica clara a estratégia do embuste e do truque PUB
  • 39.
    39 4 NOV CRÍTICA BENOIT PIOULARD TheBenoit Pioulard Listening Matter [Kranky] OS OUTROS SÃO A DOENÇA Aspirante a uma vivência mais flo- restal, Thomas Meluch vai traba- lhando no restaurante panorâmi- co rotativo no topo da torre Space Needle, em Seattle, à entrada da qual fotografou uma bolha espe- lhada na qual aparece reflectido, e que serve de capa ao sexto álbum que registou como Benoit Pioulard. Listening Matter é um disco de la- cónicas faixas folk, nas quais se destaca a voz firme e delicada de Benoit, quase sempre acompa- nhada por si própria nas vozes de apoio, estabelecendo um efeito sin- gular e aprazível. Outros atribu- tos pouco habituais são a inclusão de gravações de campo e o empre- go de invulgar percussão, adornan- do as graciosas canções que as de- sencantadas inquietações de Benoit inspiraram, mas cuja colorida mu- sicalidade mal poderia denunciar. A Ângela, a minha amiga pianis- ta, leva muito a sério o exercício da vida. Não a deixa por mãos alheias. Até porque para ela, os outros são a doença. A ameaça terrorista sempre pronta a contaminar os nossos cami- nhos. Os outros nunca nos perdoam um triunfo, uma alegria, uma leve- za de alma. Os outros espreitam-nos, cercam-nos à espera de um fracasso, de uma queda, de um ridículo. Os outros exigem a nossa complacência, a nossa submissão às suas ideias, às suas opiniões, aos seus gostos, às suas maledicências. Os outros alimen- tam-se das nossas derrotas, dos nos- sos desastres. Não o fazem por mal. Nem sequer sabem desta sua triste condição de carrascos. Desta marca de Caim. É um caso de constituição biológica. É esta a nossa massa origi- nal. Só uma filosofia nos pode salvar. Uma filosofia radical que nos liber- te dos outros. Que os ponha no seu devido lugar, à distância. A salvação passa por nos protegermos portanto da família, dos colegas, dos amigos, das instituições, dos outros. Porque, por mais que se faça, a mediocrida- de alastra a sua doença sobre nós, corrói-nos como ferrugem. E o mais grave é que encontra aliados mesmo dentro dos territórios mais priva- dos. Pessoas, com quem gostaríamos de viver luminosidades, teimam em carregar cada gesto e cada palavra de mau humor e estupidez. A Ângela explica o seu ponto de vis- ta nos intervalos do piano. Inclinada sobre ele, as mãos como que dese- nham geometrias imateriais sobre as teclas. Esquece-se de mim duran- te um tempo, são instantes sem peso, sem medida, sem matéria. Depois reinicia o uso das palavras, impreg- nando-as da musicalidade da peça tocada. E completa a sua filosofia de vida: à casa de família, numa aldeia não muito longe de Viseu, só vai de quando em uma vez. E por poucos dias, para não dar tempo ao azedu- me ou ao ressentimento. Quanto aos fins-de-semana, vai divertir-se para o Porto. Gosta desta vida tripartida. A família, o trabalho e a diversão, se- parados por fronteiras claras. E pre- fere que entre estas dimensões não haja vasos comunicantes. São terri- tórios independentes. MÚSICA VÍTOR COSTA LEITURAS DAVID BARBOSAJOANA ABREU Psicóloga Clínica da Oficina de Psicologia OPINIÃO A VIDA SECRETA DO MEDO Imagine que está a chegar a casa tarde e assume que toda a gen- te está a dormir. Quando entra em casa, alguém salta por trás da porta e prega-lhe um valente sus- to. De imediato, apercebe-se que tudo não passa de uma brinca- deira e que está seguro, mas o seu corpo demora algum tempo a re- cuperar do sobressalto. Para quem não percebe as respos- tas fisiológicas ao medo, estas ex- periências tornam-se ainda mais aterradoras, levando a interpreta- ções erradas acercas destas sensa- ções corporais. Então, o que é o medo e como se manifesta? O medo é, antes de mais, uma emoção – um impulso neural que move um organismo para a ação. Ou seja, é uma reação do cérebro que começa com um estímulo in- terpretado como stressante e peri- goso (como apanhar um susto, ver uma aranha ou cantar em públi- co) e que culmina no lançamen- to de químicos que causam, por exemplo, o aumento do batimen- to cardíaco, alterações na respira- ção, “frio no estômago”, tremores ou tensão muscular. Nestas situa- ções, algumas pessoas pensam que estão a ter um ataque cardía- co, que estão a perder o controlo ou até que vão morrer, tal é a in- tensidade destes sinais. Mas, na verdade, o objetivo do cérebro é claro: preparar o corpo para dar uma resposta a esse estímulo in- terpretado como perigoso, como fugir ou lutar. O medo está associado ao instinto de sobrevivência, sendo, por isso, adaptativo. Caso não sentíssemos medo, não fugiríamos, por exem- plo, se víssemos um leão a correr na nossa direção para nos atacar. Muitas das pessoas que procu- ram ajuda de um Psicólogo tra- zem questões relacionadas com o medo, nomeadamente Fobias. Nestes casos, procura-se que o cliente interprete os sinais do medo, bem como fazer o contro- lo dos mesmos, através de estra- tégias de contenção emocional e de exposição ao estímulo que o motiva. JORGE MARQUES Escritor e Consultor de Empresas OPINIÃO RÁDIO – APRENDER A OUVIR Hoje falamos de rádio a propósito do nascimento da “Rádio Jornal do Centro”…Votos de uma vida longa e feliz! Um grande mestre da comunica- ção ensinou-me um dia que os di- ferentes meios de comunicação não são inimigos e nem se devo- ram uns aos outros. Essa luta tra- va-se dentro de cada um deles. Na imprensa, como na rádio ou tele- visão, os seus principais inimigos são outras formas de as fazer, a inovação permanente. O aparecimento da televisão fez da rádio uma espécie de sistema ner- voso da informação e que só tem paralelo na voz humana. Voz e rá- dio são assim duas tecnologias hu- manas poderosas. É ainda hoje a rádio que provoca um movimento mais rápido nos outros media, por- que está sempre mais perto e chega primeiro. Na rádio os nossos sen- tidos não ficam prisioneiros, ape- nas o ouvido está atento, por isso as palavras ganham um sentido mais fundo e mais rico. Há quem diga que a rádio está para os me- dia, como a valsa está para a dan- ça palaciana, ambas procuram a simplicidade e têm alguma coisa de primitivo. Mas talvez o maior mérito da rádio seja outro, ela obriga o homem a via- jar do individualismo para o colecti- vo num retorno à tribo e à fuga dos meios frios e centralizadores. Ela preocupa-se com o que acontece na proximidade, na região, na cidade, fazendo do mundo uma aldeia onde todos são tratados por igual. Faz até das memórias uma tradição e trá- -las para o presente. Na rádio não nos sugam a atenção, tudo é uma ex- periência que só nos pede o ouvido, mas que nos obriga a uma aprendi- zagem onde o saber ouvir é o princí- pio da comunicação humana. Brecht, num dos seus poemas, falava assim da rádio: Ao pé da minha cama, ao pé da mi- nha dor, As últimas vozes da noite, as primei- ras da manhã, Narrando-me as suas vitórias e as minhas penas, Promete-me que não te vais calar de repente. VANGELIS Rosetta [Decca] Aos 73 anos o grego Evangelos Odysseas Papathanassiou reafir- ma a sua posição como figura que abalou e estendeu o horizonte mu- sical a um nível sem o seu contri- buto inatingível. A música total que idealiza parece ser mais do que ins- pirada pelo misticismo, mas parte integrante da experiência mística que é a condição humana, recor- dando um elo entre a vida, o que a antecedeu, e o que lhe sucede- rá. Com uma vasta discografia que percorre mais de quatro décadas, na qual se destaca Blade Runner, uma das bandas sonoras para ci- nema que elaborou, regressa ago- ra à temática da exploração do uni- verso. Em 2004 a Agência Espacial Europeia lançou Rosetta, a primei- ra sonda que viria a aterrar num cometa, no dia 30 de Setembro do presente ano. Uma conversa entre André Kuipers, a partir da Estação Espacial Internacional, e o compo- sitor grego, conduziu a este disco, que mais uma vez alia tensão e alí- vio, emoções entre as quais a vida aparenta balançar. O medo está associado ao instinto de sobrevivência, sendo, por isso, adaptativo Os outros alimentam-se das nossas derrotas, dos nossos desastres
  • 40.
    Jornal do Centro OPINIÃO 9QUA. 12º / 0º 4 SEX. 20º / 12º 5 SÁB. 13º / 11º 7 SEG. 11º / 3º 6 DOM. 12º / 2º 8 TER. 11º / 4º TEMPO 10 QUI. 13º / 0º NÚMEROS NETSONDA (Fonte: INE) 4.287 Portugueses com mais de 100 anos em 2015, um aumento de 107% desde 2011 (Fonte: IDC) 52% Queda das vendas de smartwatches no último trimestre quando comparado com o período homólogo (in Bloomberg) $85.400.000.000 Valor pelo qual a AT&T vai adquirir a Time Warner, dona de canais como a CNN ou HBO Olho de Gato JOAQUIM ALEXANDRE RODRIGUES VISEU, CIDADE DAS HISTÓRIAS PUB 1. Há exactamente três anos, este jornal fez uma sema- na de pausa para reformulação, o que deixou um Olho de Gato só em edição electrónica. Para que haja também edição em papel, com algumas adaptações e tesourações, retomo agora esse texto que na altura foi escrito na for- ma de uma carta a António Almeida Henriques que ti- nha acabado de tomar posse. 2. Caro presidente da câmara municipal de Viseu: No seu discurso de tomada de posse disse que “Viseu reúne condições para ser um ‘Destino de Eventos’, uma ‘Cidade de Estórias’ e um pólo de actividades criativas e fixação de talentos.” Sem dúvida: a cultura pode ser “um investimento e não um custo” e temos uma “espontânea geração de criado- res, programadores e artistas aqui radicados”. Contudo, saber/fazer/promover cultura como fazem os nossos agentes culturais não é o mesmo que ter uma política cultural, isto é: ter uma acção no espaço públi- co e com recursos públicos capaz de promover o bem co- mum. Isso compete aos políticos eleitos. Não podendo nem devendo um município assumir o pa- pel de operador de gosto, ele deve, ainda assim, ter uma visão integradora, abrangente, desinibida e cosmopolita do que quer na cultura. Numa iniciativa da campanha do PS das últimas autár- quicas defendi que toda a actividade cultural do municí- pio devia ser pensada e integrada no lema “Viseu, cidade das histórias”. Quando, no seu discurso, referiu “Cidade de Estórias” parecia apontar nessa direcção. Penso que esta ideia — “Viseu, cidade das histórias” — tem pernas para andar e pode ser uma nossa marca distintiva, tornando-nos co- nhecidos no país e no mundo, se as coisas forem feitas com profissionalismo, competência e talento. Por duas razões: (i) porque é original, não conheço ne- nhum município com essa visão global para a sua ofer- ta cultural; (ii) porque toda a gente, de todas as idades e condições sociais, gosta de histórias, e todas as activida- des culturais contam histórias. NO MUNDO HÁ DUAS DÉCADAS A SALVAR VIDAS EM VISEU Acácio Ribeiro O médico brasileiro Acácio Ribeiro está em Portugal há 22 anos. Veio “atrás de [uma] melhor perspetiva de vida e por ser um país mais calmo”. Desde que che- gou só viveu em Viseu. Já trabalhou no Hospital, num dos Centros de Saúde da cidade e no de Penalva do Castelo. Atualmente está no INEM. Há 15 anos que é um dos clínicos afetos à Viatura Médica de Emergência e Reanimação (VMER) que está estacionada no Hospital de S. Teotónio. Com Acácio Ribeiro veio também a fa- mília. A primeira impressão que teve da cidade de Viriato “foi boa”, ainda assim a mudança “foi difícil” e não es- conde que se sentiu “marginalizado no início”. Hoje tanto ele como o resto do agregado familiar está perfeitamen- te adaptado à realidade viseense e to- dos gostam “de estar cá”. “A adaptação no início foi difícil, apesar de ter vindo com a minha família, senti falta do ca- rinho e amizade de outros familiares e amigos, do calor humano das pessoas. E também pela mudança de clima e costumes”, conta. O que mais gosta de Viseu e de Portugal é mesmo do “sossego”. A grande razão de queixa são os impostos que, defende, são “muito altos”. Ao Brasil tem regressado, mas “só para passear”. É lá que mata as saudades do mar que de resto é o que sente mais falta do país natal. Voltar para Terras de Vera Cruz está fora dos planos deste médico que desde que chegou já salvou a vida a muitos habitantes da região de Viseu.