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Texto 1
Quem compare, por exemplo, o regime do trabalho das velhas corporações e grêmios de
artesãos com a ‘escravidão dos salários’ nas usinas modernas tem um elemento precioso para o
julgamento da inquietação social dos nossos dias. Nas velhas corporações, o mestre e seus
aprendizes e jornaleiros formavam como uma só família, cujos membros se sujeitavam a uma
hierarquia natural, mas que partilhavam das mesmas privações e confortos. Foi o moderno
sistema industrial que, separando os empregadores e empregados nos processos de manufatura e
diferenciando cada vez mais suas funções, suprimiu a atmosfera de intimidade que reinava entre
uns e outros e estimulou o antagonismo de classe. O novo regime tornava mais fácil, além disso,
ao capitalista, explorar o trabalho de seus empregados, a troco de salários ínfimos.
Para o empregador moderno – assinala um sociólogo norte-americano, o empregado
transforma-se em um simples número: a relação humana desapareceu. A produção em larga
escala, a organização de grandes massas de trabalho e complicados mecanismos para colossais
rendimentos, acentuou, aparentemente, e exacerbou a separação das classes produtoras,
tornando inevitável um sentimento de irresponsabilidade, da porte dos que dirigem, pela vida dos
trabalhadores manuais.
BUARQUE DE HOLLANDA, Sérgio. Raízes do Brasil. São Paulo: Companhia das Letras, 1995, 26 a edição, p. 142
Texto 2
O que constitui a alienação do trabalho? Primeiramente, ser o trabalho externo ao
trabalhador, não fazer parte de sua natureza, e por conseguinte, ele não se realizar em seu
trabalho mas negar a si mesmo, ter um sentimento de sofrimento em vez de bem-estar, não
desenvolver livremente suas energias mentais e físicas mas ficar fisicamente exausto e
mentalmente deprimido. O trabalhador, portanto, só se sente à vontade em seu tempo de folga,
enquanto no trabalho se sente contrafeito. Seu trabalho não é voluntário, porém imposto, é
trabalho forçado. Ele não é a satisfação de uma necessidade, mas apenas um meio para satisfazer
outras necessidades. Seu caráter alienado é claramente atestado pelo fato, de logo que não haja
compulsão física ou outra qualquer, ser evitado como uma praga. O trabalho exteriorizado,
trabalho em que o homem se aliena a si mesmo, é um trabalho de sacrifício próprio, de
mortificação. Por fim, o caráter exteriorizado do trabalho para o trabalhador é demonstrado por
não ser o trabalho dele mesmo, mas trabalho para outrem, por no trabalho ele não se pertencer a
si mesmo mas sim a outra pessoa.(…) É atividade de outrem e a perda de si mesmo.
MARX, Karl. O trabalho alienado. In: http://pcb.org.br/fdr/index.php? option=com_content&view=article&id=164:o- trabalho-alienado-de-
marx&catid=8:biblioteca-comunista
RedaCEM
20.13
Ano/Série: 2ª Ensino Médio Entrega: 28/05/2017
Tema: A exploração trabalhista na sociedade moderna
Texto 3
O conselho da cidade de Gotemburgo, na Suécia, aprovou uma experiência que reduzirá para
seis horas a jornada de trabalho diária de parte dos funcionários públicos e deixará outra parte
com as oito horas atuais, mantendo os mesmos salários, segundo informou o jornal The
Independent.
Com duração de um ano, o teste servirá para avaliar se uma jornada de trabalho menor pode
diminuir o número de faltas por problemas de saúde e até melhorar a produtividade.
Experimentos do tipo já foram feitos em outros lugares do mundo e mostraram que após um
tempo os trabalhadores acabam cansados, mesmo com a jornada reduzida”. Suécia fará teste com
6h diárias de trabalho e salário igual.
In: http://economia.terra.com.br/suecia-fara-teste- com-6h-diarias-de-trabalho-e-salario-
igual,febf41a4ef645410VgnVCM3000009af154d0RCRD.html
Proposta de Redação
A partir da leitura dos textos motivadores e com base nos conhecimentos construídos ao
longo de sua formação, produza um texto dissertativo-argumentativo em norma padrão da língua
portuguesa sobre o tema A exploração trabalhista na sociedade moderna, apresentando
proposta de intervenção, que respeite os direitos humanos. Selecione, organize e relacione, de
forma coerente e coesa, argumentos e fatos para defesa de seu ponto de vista.

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A exploração do trabalho

  • 1. Texto 1 Quem compare, por exemplo, o regime do trabalho das velhas corporações e grêmios de artesãos com a ‘escravidão dos salários’ nas usinas modernas tem um elemento precioso para o julgamento da inquietação social dos nossos dias. Nas velhas corporações, o mestre e seus aprendizes e jornaleiros formavam como uma só família, cujos membros se sujeitavam a uma hierarquia natural, mas que partilhavam das mesmas privações e confortos. Foi o moderno sistema industrial que, separando os empregadores e empregados nos processos de manufatura e diferenciando cada vez mais suas funções, suprimiu a atmosfera de intimidade que reinava entre uns e outros e estimulou o antagonismo de classe. O novo regime tornava mais fácil, além disso, ao capitalista, explorar o trabalho de seus empregados, a troco de salários ínfimos. Para o empregador moderno – assinala um sociólogo norte-americano, o empregado transforma-se em um simples número: a relação humana desapareceu. A produção em larga escala, a organização de grandes massas de trabalho e complicados mecanismos para colossais rendimentos, acentuou, aparentemente, e exacerbou a separação das classes produtoras, tornando inevitável um sentimento de irresponsabilidade, da porte dos que dirigem, pela vida dos trabalhadores manuais. BUARQUE DE HOLLANDA, Sérgio. Raízes do Brasil. São Paulo: Companhia das Letras, 1995, 26 a edição, p. 142 Texto 2 O que constitui a alienação do trabalho? Primeiramente, ser o trabalho externo ao trabalhador, não fazer parte de sua natureza, e por conseguinte, ele não se realizar em seu trabalho mas negar a si mesmo, ter um sentimento de sofrimento em vez de bem-estar, não desenvolver livremente suas energias mentais e físicas mas ficar fisicamente exausto e mentalmente deprimido. O trabalhador, portanto, só se sente à vontade em seu tempo de folga, enquanto no trabalho se sente contrafeito. Seu trabalho não é voluntário, porém imposto, é trabalho forçado. Ele não é a satisfação de uma necessidade, mas apenas um meio para satisfazer outras necessidades. Seu caráter alienado é claramente atestado pelo fato, de logo que não haja compulsão física ou outra qualquer, ser evitado como uma praga. O trabalho exteriorizado, trabalho em que o homem se aliena a si mesmo, é um trabalho de sacrifício próprio, de mortificação. Por fim, o caráter exteriorizado do trabalho para o trabalhador é demonstrado por não ser o trabalho dele mesmo, mas trabalho para outrem, por no trabalho ele não se pertencer a si mesmo mas sim a outra pessoa.(…) É atividade de outrem e a perda de si mesmo. MARX, Karl. O trabalho alienado. In: http://pcb.org.br/fdr/index.php? option=com_content&view=article&id=164:o- trabalho-alienado-de- marx&catid=8:biblioteca-comunista RedaCEM 20.13 Ano/Série: 2ª Ensino Médio Entrega: 28/05/2017 Tema: A exploração trabalhista na sociedade moderna
  • 2. Texto 3 O conselho da cidade de Gotemburgo, na Suécia, aprovou uma experiência que reduzirá para seis horas a jornada de trabalho diária de parte dos funcionários públicos e deixará outra parte com as oito horas atuais, mantendo os mesmos salários, segundo informou o jornal The Independent. Com duração de um ano, o teste servirá para avaliar se uma jornada de trabalho menor pode diminuir o número de faltas por problemas de saúde e até melhorar a produtividade. Experimentos do tipo já foram feitos em outros lugares do mundo e mostraram que após um tempo os trabalhadores acabam cansados, mesmo com a jornada reduzida”. Suécia fará teste com 6h diárias de trabalho e salário igual. In: http://economia.terra.com.br/suecia-fara-teste- com-6h-diarias-de-trabalho-e-salario- igual,febf41a4ef645410VgnVCM3000009af154d0RCRD.html Proposta de Redação A partir da leitura dos textos motivadores e com base nos conhecimentos construídos ao longo de sua formação, produza um texto dissertativo-argumentativo em norma padrão da língua portuguesa sobre o tema A exploração trabalhista na sociedade moderna, apresentando proposta de intervenção, que respeite os direitos humanos. Selecione, organize e relacione, de forma coerente e coesa, argumentos e fatos para defesa de seu ponto de vista.