Estratégia
Brasileirinhas e Brasileirinhos Saudáveis
“Bebês e crianças pequenas
não são lousas das quais o
passado pode ser apagado
com um espanador ou
esponja,      mas     seres
humanos que trazem em
seu       íntimo       suas
experiências anteriores e
cujo comportamento no
presente é profundamente
afetado pelo que aconteceu
antes”
Bowlby,J., Maternal Care and Mental
Health, Genebra, 1961.
Ambiente como espaço relacional em transformação

•   O termo “ambiente” é apresentado em diferentes contextos teóricos
    com significações diversas como o que envolve os corpos por todos os
    lados, conjunto de substancias, circunstâncias ou condições em que
    existe determinado objeto ou em que ocorre uma ação.
•   Humberto Maturana apresenta o modo de operar da organização
    sistêmica dos seres vivos pautada por uma noção da biologia em que
    as emoções possuem um papel fundamental no desenvolvimento do
    sistema biótico. Os seres vivos são compreendidos como “entes
    dinâmicos autônomos em contínua transformação em coerência com
    suas circunstâncias de vida” .
•   Isto significa a criação/recriação do espaço relacional e de outros, e a
    criação/recriação do sistema em relação. Para Maturana é nessa
    relação criativa, “meio-sistema”, que emerge o social, o domínio de
    condutas relacionais fundadas na emoção originária da vida: o amor.
•
Ambiente Emocional Facilitador

Chamamos ambiente emocional facilitador ao
desenvolvimento saudável dos seres humanos ,
aquele que favorece a intensidade de
experiências de vida e a expressões de
criatividade e permite a superação dos fatores
geradores de mal-estar e sofrimento que
limitam e desqualificam o viver. Este ambiente
atravessa o conjunto dos determinantes sociais
da saúde, que englobam inúmeros fatores
relacionados à sua produção.
A mãe/figura substituta como ambiente facilitador

• Com o conceito de ambiente facilitador do crescimento
  e amadurecimento dos seres humanos, compreende-se
  que o ambiente inicial da vida de um novo ser coincide
  com o corpo-mente da mãe - incluindo suas vivências e
  imagens do pai, sua própria condição de existência,
  suas redes de sustentação, suas fantasias e desejos,
  suas construções imaginárias ou reais - como ambiente
  de suporte para o filho. Para Winnicott, a ‘mãe
  suficientemente boa’[i é aquela capaz de apresentar
  intuitivamente ao seu filho aquilo que ele necessita
  como provisão rumo ao seu crescimento e
  amadurecimento, inclusive as possíveis falhas nesse
                                   caminho.
  [i] Winnicott, D. W. O Gesto Espontâneo, São Paulo: Martins Fontes, 1990, 1ª Ed.
Teoria dos Círculos Sociais
                          Primeiro território
 Mãe (Pai) - Bebê             vivencial




Mãe suficientemente boa                             Escola, clube, distrito, país,
                                  Bebê
           Pai                                            mundo inteiro




           Ambiente Emocional Facilitador
                                  Rumo à Independência.
   Espaço potencial de            Amadurecimento individual socialmente
   Produção de Saúde              produtivo.
Determinantes Sociais da Saúde

“As atuações sobre os Determinantes Sociais da Saúde devem contar com a participação de
todo o poder público, a sociedade civil , as comunidades locais e o setor empresarial, fóruns e
organismos internacionais. .. O Ministro da Saúde e seu ministério, são essenciais para que
essa mudança mundial aconteça... Podem prestar seu apoio a outros ministérios na
formulação de políticas voltadas à promoção da equidade em saúde” Relatório Final da
CDSS, OMS,2008




                                                                               Modelo de DSS de
                                                                           Dahlgreen e Whitehead,
                                                                                            1990
A Primeira Infância na construção da cidadania

O estabelecimento de padrões saudáveis que qualificam a vida apresentam estreita relação com
um ambiente acolhedor de origem, na diversidade possível de arranjos familiares;


Este ambiente mostra-se vulnerável às manifestações da violência gerada pelas desigualdades
nestes determinantes, impactando e comprometendo a produção de saúde.


O reconhecimento internacional sobre a importância deste período, em que a criança aprende
mais intensamente a ser, a fazer, a relacionar-se e a construir seus valores, justifica o foco numa
política integrada que sustente a caminhada destes pequenos brasileiros em direção à sua
cidadania.
                                         “Para mudar a vida é preciso mudar a forma de nascer.”
                                                                                    Michel Odent
LINHA DO TEMPO: a continuidade do cuidado para a vida

                   Concepção
                    biológica            Parto                   1 ano         3 anos         6 anos



Planejamento Familiar        Pré-natal           Puerpério ...           ...            ...



                                                   Primeira Infância
                                  Linha do Tempo EBBS



          • Transversal
          • Intersetorial
          • Baseada no vínculo entre todos os atores
LINHA DO TEMPO: Ambiente facilitador e a continuidade do cuidado para a vida

                   Concepção
                    biológica            Parto                   1 ano         3 anos         6 anos



Planejamento Familiar        Pré-natal           Puerpério ...           ...            ...


                                     IDADE, SEXO E
                                        FATORES           Primeira Infância
                                     HEREDITÁRIOS

                                  Linha do Tempo EBBS

          • Transversal
          • Intersetorial
          • Baseada no vínculo entre todos os atores
Arranjo de Gestão EBBS na Pesquisa - Intervenção
                                                   1.   Fórum de Estudos - Desenvolvimento
                                                        Emocional e Trabalho em Grupo
                                                   2.   Fórum de Indicadores e Avaliação

Grupo/Comitê Nacional        Fóruns de Estudo
                                                                • M.S./Coordenação Nacional EBBS
                              Oficinas Ampliadas               • Demais Ministérios
                             Oficinas com Apoiadores            • Sociedade Civil Organizada
                             GT Coordenadores EBBS              • Experiências de outros níveis de governo
Grupo Executivo Nacional                                        • Experiências Internacionais
                                                                • Organismos Internacionais
                                         Instâncias do MS
Grupos Executivos Locais                 CONASS/CONASEMS/Representantes da Sociedade Civil
                                         Coordenação Nacional EBBS

   Secretarias Municipais/Estaduais/MS
   À princípio convocação para protagonismo da Saúde (SMS)
   Sociedade Civil Organizada
   Outras Experiências.
   Organismos internacionais
                                      Chapéu Mangueira / Babilônia
   Recorte territorial: RJ  CAP 2.1  Santa Marta

                     Campo Grande  Grande Los Angeles
Brasileirinhos Saudáveis – Ações em desenvolvimento / MS
                                Monitoramento das ações              Política Nacional de
                                do PNI – Programa Nac.               Alimentação e Nutrição -
                                de imunização nos                    Controle das carências
                                                                     nutricionais. Adição de
 Implementar ações de           municípios prioritários              micronutrientes: ferro e ácido
 humanização nas                                                     fólico em farinhas; iodação do
 maternidades                                                        sal. Vitamina A. Regulação da
 Melhoria no acesso à                                                propaganda e comercialização
 cobertura e à                                                       de alimentos (principalmente
                                                                     para crianças). Rotulação de
 qualidade do                                                        alimentos com informações
 acompanhamento pré-                                                 nutricionais. Guia Alimentar,
 natal, da assistência ao               Brasileirinhos               com referências regionais.
 parto e puerpério às                     saudáveis                  Regulamentação de produtos
 gestantes e ao recém-                                               industrializados. Promoção
 nascido, incluindo                                                  do aleitamento materno.
 práticas de promoção                                                Alimentação saudável 2 a 5
 da saúde.                                                           anos

         Cursos de atenção a urgência
           e emergência obstétrica
                                                Expansão das ações
                                              de planejamento familiar
Entrosamento das ações entre os diferentes Ministérios
Educação (Ex. Saúde na Escola), Assistência Social (ex: SUAS, CRAS, CREAS), Trabalho, Justiça,
Esportes e Lazer, Direitos Humanos, Políticas para as Mulheres,etc. de modo a unir esforços
já instituídos por medidas legais, pactos, redes e acordos intersetoriais nos três níveis de
governo e com sociedade civil que expressem estes mesmos objetivos, como os anunciados
nos considerados da Portaria GM 2395.
Viabilização de ações locais
Pesquisa coordenada pelo IFF/Fiocruz: implantação do projeto piloto em seis municípios das
cinco macrorregiões brasileiras: Rio de Janeiro, Rio Branco, Florianópolis, Campo Grande, Santa
Filomena e Araripina no Sertão do Araripe.
   IDH do Brasil em 2009: 0,813

                                                                   Sertão do Araripe - PE


                                                                           (IDH PE: 0,718)
 Rio Branco
   (IDH AC: 0,751)



              Campo Grande
                                                               Rio de Janeiro           (IDH RJ: 0,832)
                     (IDH MS: 0,802)


                                                       Florianópolis
                                                                           (IDH SC: 0,840)
                               Dados do IBGE 2005
Arranjo de Gestão EBBS – Arcabouço Legal

• Grupos Executivos Locais

 Atualmente há Comitês formados nos seis municípios – polos da EBBS
 Estes grupos realizam encontros mensais para discussão e articulação
 de ações voltadas ao Desenvolvimento da Primeira Infância no
 Município.

• Termo de Adesão/Compromisso do Município

  Publicados no Diário Oficial da União, constituem um acordo de
  participação entre o Ministério da Saúde e cada município nas
  atividades desenvolvidas pela EBBS.
Diretriz Cartográfica: formulação do plano de implantação


       Cartografia: Ministério da Saúde, outros Ministérios, marcos legais e
                 experiências exitosas nacionais e internacionais




               PLANO DE IMPLANTAÇÃO DA EBBS NO MUNICÍPIO


                   Cartografia do município para cada fase

     Coordenação Nacional:

     • Grupos Balint-Paidéia                                    • Potencialidades
     • Fóruns Virtuais: Desenvolvimento Emocional e             • Desafios
      Avaliação e Indicadores
Grupo como Ambiente Facilitador




• Espaço potencial de trocas             • Ampliação das rodas de conversa
• Experiência compartilhada              • Contrato vinculado à demanda
• Inserção (inclusão) das diferenças       operativa do grupo
• Novas Experimentações (construção em   • Caixa de ferramentas conceituais
  grupo)                                   (ofertas teóricas)
• Mobilização (co-responsabilidade com
  protagonismo dos sujeitos)
• Mudança de mentalidades (desafio)
Grupos Balint - Paidéia

Método inspirado em duas experiências bem sucedidas na área de saúde em
contextos diferentes.


    - Os Grupos Balint - Michael Balint, psicanalista hungaro, Inglaterra, 1950,
    voltados inicialmente para cuidados na atenção básica do Sistema Nacional de
    Saúde Britânico.

    - O Método Paidéia para a cogestão de coletivos, opera com o conceito
    ampliado de Gestão como “função gerencial, política, pedagógica e
    “terapêutica”.

Obs.: Formulação teórica do método por Gastão Wagner S. Campos, médico,
psicanalista e filósofo da atualidade e desenvolvido por Gustavo Tenório
Cunha/UNICAMP/SP
Grupos Balint – Paidéia e a Função Apoiador

 Instrumento gerencial para equipes que lidam com situações complexas e
  questões de relacionamento no trabalho.
 É a atenção ao vínculo nas relações estabelecidas e o que isso desperta que
  importa para o estudo dos casos.
 Discussão de casos clínicos/institucionais pela equipe de Atenção Básica mediada
  por um gestor/apoiador no sentido de ofertar:
   o Espaço de trabalho protegido
   o Ambiente favorável à troca de idéias
   o Discussão teórico – conceitual e produção de conhecimento
   o Grupalidade solidária
   o Ampliação da capacidade de análise e intervenção
   o Compartilhamento de dificuldades e soluções
   o Ampliação do autoconhecimento
   o Manejo de questões subjetivas.
Alguns resultados esperados com as contribuições da EBBS
• Entendimento da importância do ambiente facilitador nos processos do cuidar
  por parte dos atores que trabalham e apoiam projetos estratégicos;

• Produção e divulgação de conhecimento;

• Capacitação e qualificação dos cuidadores dentro e fora das famílias;

• Sensibilização da sociedade para ampliação de iniciativas intersetoriais
  voltadas para a mulher – criança – família – redes ( Ex.: Semana do Bebê) ;

• Produção de novos arranjos e processos de trabalho nesta lógica

• Elaboração de uma Linha de Cuidado Integral para a Primeira Infância para todo
  o território Nacional

• Contribuição para elaboração de uma Política Pública voltada para os
  cuidados com a Primeira Infância no Brasil.
Política de Atenção Integral à Saúde da Criança Brasileirinhas e Brasileirinhos Saudáveis




   A EBBS atualmente contribui junto à Área Técnica de Saúde da Criança e
   Aleitamento Materno / DAPES/ SAS/ MS para a construção de uma política
   pública nacional voltada aos cuidados com a Infância ( zero a dez anos
   incompletos) pela garantia e qualificação da vida de cada brasileirinha e
   brasileirinho.
“ Está claro que todas estas ações demandam uma tomada de
posição dos governantes, dos gestores públicos e da
sociedade civil, uma vez que não se trata apenas de discutir
adequação de financiamento setorial às cartas de intenção.
Para além disso, exige a compreensão de todos para a
importância desta etapa da vida na produção de saúde dos
cidadãos brasileiros, e da saúde, como categoria central para o
crescimento e desenvolvimento –            de cada indivíduo, e do
país”. - Trecho da conclusão dO Futuro Hoje – Estratégia Brasileirinhas e
Brasileirinhos Saudáveis – Primeiros passos para o desenvolvimento
nacional.
Nossas Brasileirinhas e
Brasileirinhos agradecem.


  Coordenadora Técnica
  Liliane Mendes Penello

  Coordenadora Adjunta
  LilianaLugarinho


  Visite nosso site:
  www.estrategiabrasileirinhos.com.br

2 Mesa Liliane Apresentação BSB 21092011

  • 1.
  • 2.
    “Bebês e criançaspequenas não são lousas das quais o passado pode ser apagado com um espanador ou esponja, mas seres humanos que trazem em seu íntimo suas experiências anteriores e cujo comportamento no presente é profundamente afetado pelo que aconteceu antes” Bowlby,J., Maternal Care and Mental Health, Genebra, 1961.
  • 3.
    Ambiente como espaçorelacional em transformação • O termo “ambiente” é apresentado em diferentes contextos teóricos com significações diversas como o que envolve os corpos por todos os lados, conjunto de substancias, circunstâncias ou condições em que existe determinado objeto ou em que ocorre uma ação. • Humberto Maturana apresenta o modo de operar da organização sistêmica dos seres vivos pautada por uma noção da biologia em que as emoções possuem um papel fundamental no desenvolvimento do sistema biótico. Os seres vivos são compreendidos como “entes dinâmicos autônomos em contínua transformação em coerência com suas circunstâncias de vida” . • Isto significa a criação/recriação do espaço relacional e de outros, e a criação/recriação do sistema em relação. Para Maturana é nessa relação criativa, “meio-sistema”, que emerge o social, o domínio de condutas relacionais fundadas na emoção originária da vida: o amor. •
  • 4.
    Ambiente Emocional Facilitador Chamamosambiente emocional facilitador ao desenvolvimento saudável dos seres humanos , aquele que favorece a intensidade de experiências de vida e a expressões de criatividade e permite a superação dos fatores geradores de mal-estar e sofrimento que limitam e desqualificam o viver. Este ambiente atravessa o conjunto dos determinantes sociais da saúde, que englobam inúmeros fatores relacionados à sua produção.
  • 5.
    A mãe/figura substitutacomo ambiente facilitador • Com o conceito de ambiente facilitador do crescimento e amadurecimento dos seres humanos, compreende-se que o ambiente inicial da vida de um novo ser coincide com o corpo-mente da mãe - incluindo suas vivências e imagens do pai, sua própria condição de existência, suas redes de sustentação, suas fantasias e desejos, suas construções imaginárias ou reais - como ambiente de suporte para o filho. Para Winnicott, a ‘mãe suficientemente boa’[i é aquela capaz de apresentar intuitivamente ao seu filho aquilo que ele necessita como provisão rumo ao seu crescimento e amadurecimento, inclusive as possíveis falhas nesse caminho. [i] Winnicott, D. W. O Gesto Espontâneo, São Paulo: Martins Fontes, 1990, 1ª Ed.
  • 6.
    Teoria dos CírculosSociais Primeiro território Mãe (Pai) - Bebê vivencial Mãe suficientemente boa Escola, clube, distrito, país, Bebê Pai mundo inteiro Ambiente Emocional Facilitador Rumo à Independência. Espaço potencial de Amadurecimento individual socialmente Produção de Saúde produtivo.
  • 7.
    Determinantes Sociais daSaúde “As atuações sobre os Determinantes Sociais da Saúde devem contar com a participação de todo o poder público, a sociedade civil , as comunidades locais e o setor empresarial, fóruns e organismos internacionais. .. O Ministro da Saúde e seu ministério, são essenciais para que essa mudança mundial aconteça... Podem prestar seu apoio a outros ministérios na formulação de políticas voltadas à promoção da equidade em saúde” Relatório Final da CDSS, OMS,2008 Modelo de DSS de Dahlgreen e Whitehead, 1990
  • 8.
    A Primeira Infânciana construção da cidadania O estabelecimento de padrões saudáveis que qualificam a vida apresentam estreita relação com um ambiente acolhedor de origem, na diversidade possível de arranjos familiares; Este ambiente mostra-se vulnerável às manifestações da violência gerada pelas desigualdades nestes determinantes, impactando e comprometendo a produção de saúde. O reconhecimento internacional sobre a importância deste período, em que a criança aprende mais intensamente a ser, a fazer, a relacionar-se e a construir seus valores, justifica o foco numa política integrada que sustente a caminhada destes pequenos brasileiros em direção à sua cidadania. “Para mudar a vida é preciso mudar a forma de nascer.” Michel Odent
  • 9.
    LINHA DO TEMPO:a continuidade do cuidado para a vida Concepção biológica Parto 1 ano 3 anos 6 anos Planejamento Familiar Pré-natal Puerpério ... ... ... Primeira Infância Linha do Tempo EBBS • Transversal • Intersetorial • Baseada no vínculo entre todos os atores
  • 10.
    LINHA DO TEMPO:Ambiente facilitador e a continuidade do cuidado para a vida Concepção biológica Parto 1 ano 3 anos 6 anos Planejamento Familiar Pré-natal Puerpério ... ... ... IDADE, SEXO E FATORES Primeira Infância HEREDITÁRIOS Linha do Tempo EBBS • Transversal • Intersetorial • Baseada no vínculo entre todos os atores
  • 11.
    Arranjo de GestãoEBBS na Pesquisa - Intervenção 1. Fórum de Estudos - Desenvolvimento Emocional e Trabalho em Grupo 2. Fórum de Indicadores e Avaliação Grupo/Comitê Nacional Fóruns de Estudo • M.S./Coordenação Nacional EBBS Oficinas Ampliadas  • Demais Ministérios Oficinas com Apoiadores • Sociedade Civil Organizada GT Coordenadores EBBS • Experiências de outros níveis de governo Grupo Executivo Nacional • Experiências Internacionais • Organismos Internacionais Instâncias do MS Grupos Executivos Locais CONASS/CONASEMS/Representantes da Sociedade Civil Coordenação Nacional EBBS Secretarias Municipais/Estaduais/MS À princípio convocação para protagonismo da Saúde (SMS) Sociedade Civil Organizada Outras Experiências. Organismos internacionais Chapéu Mangueira / Babilônia Recorte territorial: RJ  CAP 2.1 Santa Marta Campo Grande  Grande Los Angeles
  • 12.
    Brasileirinhos Saudáveis –Ações em desenvolvimento / MS Monitoramento das ações Política Nacional de do PNI – Programa Nac. Alimentação e Nutrição - de imunização nos Controle das carências nutricionais. Adição de Implementar ações de municípios prioritários micronutrientes: ferro e ácido humanização nas fólico em farinhas; iodação do maternidades sal. Vitamina A. Regulação da Melhoria no acesso à propaganda e comercialização cobertura e à de alimentos (principalmente para crianças). Rotulação de qualidade do alimentos com informações acompanhamento pré- nutricionais. Guia Alimentar, natal, da assistência ao Brasileirinhos com referências regionais. parto e puerpério às saudáveis Regulamentação de produtos gestantes e ao recém- industrializados. Promoção nascido, incluindo do aleitamento materno. práticas de promoção Alimentação saudável 2 a 5 da saúde. anos Cursos de atenção a urgência e emergência obstétrica Expansão das ações de planejamento familiar
  • 13.
    Entrosamento das açõesentre os diferentes Ministérios Educação (Ex. Saúde na Escola), Assistência Social (ex: SUAS, CRAS, CREAS), Trabalho, Justiça, Esportes e Lazer, Direitos Humanos, Políticas para as Mulheres,etc. de modo a unir esforços já instituídos por medidas legais, pactos, redes e acordos intersetoriais nos três níveis de governo e com sociedade civil que expressem estes mesmos objetivos, como os anunciados nos considerados da Portaria GM 2395.
  • 14.
    Viabilização de açõeslocais Pesquisa coordenada pelo IFF/Fiocruz: implantação do projeto piloto em seis municípios das cinco macrorregiões brasileiras: Rio de Janeiro, Rio Branco, Florianópolis, Campo Grande, Santa Filomena e Araripina no Sertão do Araripe. IDH do Brasil em 2009: 0,813 Sertão do Araripe - PE (IDH PE: 0,718) Rio Branco (IDH AC: 0,751) Campo Grande Rio de Janeiro (IDH RJ: 0,832) (IDH MS: 0,802) Florianópolis (IDH SC: 0,840) Dados do IBGE 2005
  • 15.
    Arranjo de GestãoEBBS – Arcabouço Legal • Grupos Executivos Locais Atualmente há Comitês formados nos seis municípios – polos da EBBS Estes grupos realizam encontros mensais para discussão e articulação de ações voltadas ao Desenvolvimento da Primeira Infância no Município. • Termo de Adesão/Compromisso do Município Publicados no Diário Oficial da União, constituem um acordo de participação entre o Ministério da Saúde e cada município nas atividades desenvolvidas pela EBBS.
  • 16.
    Diretriz Cartográfica: formulaçãodo plano de implantação Cartografia: Ministério da Saúde, outros Ministérios, marcos legais e experiências exitosas nacionais e internacionais PLANO DE IMPLANTAÇÃO DA EBBS NO MUNICÍPIO Cartografia do município para cada fase Coordenação Nacional: • Grupos Balint-Paidéia • Potencialidades • Fóruns Virtuais: Desenvolvimento Emocional e • Desafios Avaliação e Indicadores
  • 17.
    Grupo como AmbienteFacilitador • Espaço potencial de trocas • Ampliação das rodas de conversa • Experiência compartilhada • Contrato vinculado à demanda • Inserção (inclusão) das diferenças operativa do grupo • Novas Experimentações (construção em • Caixa de ferramentas conceituais grupo) (ofertas teóricas) • Mobilização (co-responsabilidade com protagonismo dos sujeitos) • Mudança de mentalidades (desafio)
  • 18.
    Grupos Balint -Paidéia Método inspirado em duas experiências bem sucedidas na área de saúde em contextos diferentes. - Os Grupos Balint - Michael Balint, psicanalista hungaro, Inglaterra, 1950, voltados inicialmente para cuidados na atenção básica do Sistema Nacional de Saúde Britânico. - O Método Paidéia para a cogestão de coletivos, opera com o conceito ampliado de Gestão como “função gerencial, política, pedagógica e “terapêutica”. Obs.: Formulação teórica do método por Gastão Wagner S. Campos, médico, psicanalista e filósofo da atualidade e desenvolvido por Gustavo Tenório Cunha/UNICAMP/SP
  • 19.
    Grupos Balint –Paidéia e a Função Apoiador  Instrumento gerencial para equipes que lidam com situações complexas e questões de relacionamento no trabalho.  É a atenção ao vínculo nas relações estabelecidas e o que isso desperta que importa para o estudo dos casos.  Discussão de casos clínicos/institucionais pela equipe de Atenção Básica mediada por um gestor/apoiador no sentido de ofertar: o Espaço de trabalho protegido o Ambiente favorável à troca de idéias o Discussão teórico – conceitual e produção de conhecimento o Grupalidade solidária o Ampliação da capacidade de análise e intervenção o Compartilhamento de dificuldades e soluções o Ampliação do autoconhecimento o Manejo de questões subjetivas.
  • 20.
    Alguns resultados esperadoscom as contribuições da EBBS • Entendimento da importância do ambiente facilitador nos processos do cuidar por parte dos atores que trabalham e apoiam projetos estratégicos; • Produção e divulgação de conhecimento; • Capacitação e qualificação dos cuidadores dentro e fora das famílias; • Sensibilização da sociedade para ampliação de iniciativas intersetoriais voltadas para a mulher – criança – família – redes ( Ex.: Semana do Bebê) ; • Produção de novos arranjos e processos de trabalho nesta lógica • Elaboração de uma Linha de Cuidado Integral para a Primeira Infância para todo o território Nacional • Contribuição para elaboração de uma Política Pública voltada para os cuidados com a Primeira Infância no Brasil.
  • 21.
    Política de AtençãoIntegral à Saúde da Criança Brasileirinhas e Brasileirinhos Saudáveis A EBBS atualmente contribui junto à Área Técnica de Saúde da Criança e Aleitamento Materno / DAPES/ SAS/ MS para a construção de uma política pública nacional voltada aos cuidados com a Infância ( zero a dez anos incompletos) pela garantia e qualificação da vida de cada brasileirinha e brasileirinho.
  • 22.
    “ Está claroque todas estas ações demandam uma tomada de posição dos governantes, dos gestores públicos e da sociedade civil, uma vez que não se trata apenas de discutir adequação de financiamento setorial às cartas de intenção. Para além disso, exige a compreensão de todos para a importância desta etapa da vida na produção de saúde dos cidadãos brasileiros, e da saúde, como categoria central para o crescimento e desenvolvimento – de cada indivíduo, e do país”. - Trecho da conclusão dO Futuro Hoje – Estratégia Brasileirinhas e Brasileirinhos Saudáveis – Primeiros passos para o desenvolvimento nacional.
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    Nossas Brasileirinhas e Brasileirinhosagradecem. Coordenadora Técnica Liliane Mendes Penello Coordenadora Adjunta LilianaLugarinho Visite nosso site: www.estrategiabrasileirinhos.com.br