Pesquisa Avaliativa de Implantação da
Estratégia Brasileirinhas e Brasileirinhos Saudáveis


                                    Coordenação Geral: Corina Helena Figueira Mendes
 Instituto Nacional de Saúde da Criança, da Mulher e do Adolescente Fernandes Figueira
                                                                Fundação Oswaldo Cruz
                                                  Coordenação Executiva: Paula Ignácio
                       Equipe de Pesquisa: Lidianne Albernaz, Daniel de Souza Campos e
                                                          Cristiane Gonçalves da Rocha
                                                    Assessoria: Suely Ferreira Deslandes
 Instituto Nacional de Saúde da Criança, da Mulher e do Adolescente Fernandes Figueira
                                                                Fundação Oswaldo Cruz
Objetivo Geral

Produzir uma análise de implantação da Estratégia Brasileirinhas e Brasileirinhos
Saudáveis (EBBS) com o intuito de identificar potencialidades e limites da
intervenção.


Objetivos Específicos
 Analisar os contextos político institucionais da participação dos municípios
piloto e definição dos territórios na EBBS.

 Analisar as potencialidades e situações problema identificadas pelas ações da
EBBS em cada município piloto e nos territórios.

 Analisar os avanços, obstáculos e desafios durante as ações da EBBS em cada
município piloto e territórios.

 Analisar a função interventora da EBBS, no sentido de produção de
mudanças, em cada município piloto e territórios.

 Gerar recomendações a partir da análise da intervenção da EBBS nos
municípios piloto e territórios.
Abordagens Metodológicas

Avaliação da quarta geração, que propõe a avaliação como uma experiência de
trocas e tomada de decisões compartilhadas entre os envolvidos: trabalhadores,
usuários e gestores.

O desenho do estudo será baseado em uma metodologia participativa e de
construção de consenso apoiada pelas técnicas de grupo nominal (TGN) e
entrevista individual, além de seminários de pactuação e validação dos
resultados com os participantes.

A inclusão dos participantes se dará de modo a reunir um grupo heterogêneo
composto por gestores e técnicos federais, estaduais e municipais do setor
saúde, integrantes dos diferentes colegiados propostos pela EBBS, consultores,
facilitadores, apoiadora matricial, facilitadores, apoiadores locais e articuladores
da Estratégia, além de um conjunto de informantes privilegiados ligados a esfera
do governo federal na ocasião da concepção, formulação e operacionalização da
proposta da EBBS.
Análise de Implantação

Na teoria de avaliação, entende-se como implantação o processo de
acionamento concreto de uma intervenção dentro de um contexto preciso.
Assim, o processo de implantação tem lugar após a decisão de intervir
(Brousselle, Contadriopoulos, Champagne, Hartz, 2009; Denis, Champagne,
2000).



A análise de implantação visa identificar as condições de implantação das
intervenções e processos de produção de efeitos. Isto é, a análise de
implantação visa, sobretudo, o estudo das relações entre o contexto, as
variáveis na implantação e os efeitos provenientes da intervenção (Denis,
Champagne; 2000).
Análise de Implantação

Produz-se uma análise a partir do estudo de três componentes:

1. dos determinantes contextuais no grau de implantação das intervenções;

2. das variações da implantação em sua dimensão empírica;

3. da interação entre o contexto da implantação e a intervenção nos efeitos
observados.



O terceiro componente visa uma avaliação do processo, que é a explicação da
dinâmica interna da intervenção. Este último componente permite reconhecer os
fatores contextuais possíveis de contribuir para a realização do potencial da
intervenção. (Denis, Champagne; 2000).
Operacionalização da Pesquisa Avaliativa – Parte 1

1. Revisão bibliográfica correlacionada à Estratégia.

2. Levantamento histórico da EBBS aliado à construção de acervo da memória da
   intervenção.

3. Construção do modelo lógico-teórico da EBBS.

4. Organização de dimensões, parâmetros e ferramentas da avaliação.

5. Seminário de Pactuação da Pesquisa Avaliativa com construção de agenda do
   trabalho de campo nos municípios piloto.

6. Realização de grupos nominais com:

a) apoiadores locais, assistentes de pesquisa e articuladores de campo;

b) técnicos e gestores do MS e,

c) participantes e consultores da Coordenação Nacional da EBBS.
Operacionalização da Pesquisa Avaliativa - Parte 2

7.     Entrevistas individuais com:

        a) informantes privilegiados;

        b) gestores da saúde dos municípios piloto;

        c) profissionais da saúde dos territórios de intervenção nos municípios
           piloto e,

        d) participantes dos GEL dos municípios piloto.

8.     Processamento dos dados das fontes primárias (grupos e entrevistas).

9.     Análise dos resultados (formulação das recomendações)

10.    Validação dos resultados e recomendações com os especialistas em saúde
       da criança e políticas públicas e divulgação do sumário executivo da
       pesquisa.

11.    Apresentação e divulgação final da pesquisa.
Atores Participantes

 1. Apoiadores locais, assistentes de pesquisa e articuladores locais da EBBS que
    atuam nos municípios piloto; número que compreende a totalidade dos
    participantes nestas funções.
 2. Informantes privilegiados, selecionados por suas participações decisivas na
    concepção, formulação e operacionalização da EBBS.
 3. Gestores municipais de saúde: o secretário de saúde ou um representante
    indicado de cada município piloto.
 4. Profissionais de saúde dos territórios da intervenção.
 5. Participantes dos Grupos Executivos Locais (GEL), um de cada município piloto,
    que sejam representativos da função intersetorial do grupo.
 6. Integrantes do Grupo Executivo Nacional (GEN).
 7. Consultores e membros da Coordenação Nacional da EBBS.
Cronograma

                                                                                   2011                            2012
                          ATIVIDADES
                                                                  JUL   AGO   SET    OUT NOV      DEZ   JAN   FEV    MAR ABR

Revisão Bibliográfica                                              x     x     x

Construção do modelo lógico-teórico da EBBS                              x     x          x   x

Seminário de Pactuação da Pesquisa Avaliativa                            x

TGN 1 - Grupo nominal Apoiadores                                         x     x                   x

Entrevistas individuais – Informantes privilegiados                            x          x   x
Entrevistas individuais - Profissionais da Saúde e GEL - Grupos
                                                                               x          x
Executivos Locais
TGN 2 - Grupo nominal GEN - Grupo Executivo Nacional                                      x

TGN 3 - Grupo nominal Coordenação Nacional EBBS                                               x

Processamento dos dados                                                                       x    x

Análise dos resultados                                                                             x     x                x

Seminário de validação dos resultados - Sumário Executivo                                                      x

Apresentação e divulgação final                                                                                               x
Esta pesquisa avaliativa situa-se em uma
etapa de conclusão da EBBS como intervenção piloto e de
              construção contribuições para
              a formulação e implantação da
Política Nacional de Atenção Integral a Saúde da Criança.
Obrigada pela atenção!

 corinamendes@iff.fiocruz.br

Corina - Apresentação Projeto Avaliação EBBS

  • 1.
    Pesquisa Avaliativa deImplantação da Estratégia Brasileirinhas e Brasileirinhos Saudáveis Coordenação Geral: Corina Helena Figueira Mendes Instituto Nacional de Saúde da Criança, da Mulher e do Adolescente Fernandes Figueira Fundação Oswaldo Cruz Coordenação Executiva: Paula Ignácio Equipe de Pesquisa: Lidianne Albernaz, Daniel de Souza Campos e Cristiane Gonçalves da Rocha Assessoria: Suely Ferreira Deslandes Instituto Nacional de Saúde da Criança, da Mulher e do Adolescente Fernandes Figueira Fundação Oswaldo Cruz
  • 2.
    Objetivo Geral Produzir umaanálise de implantação da Estratégia Brasileirinhas e Brasileirinhos Saudáveis (EBBS) com o intuito de identificar potencialidades e limites da intervenção. Objetivos Específicos  Analisar os contextos político institucionais da participação dos municípios piloto e definição dos territórios na EBBS.  Analisar as potencialidades e situações problema identificadas pelas ações da EBBS em cada município piloto e nos territórios.  Analisar os avanços, obstáculos e desafios durante as ações da EBBS em cada município piloto e territórios.  Analisar a função interventora da EBBS, no sentido de produção de mudanças, em cada município piloto e territórios.  Gerar recomendações a partir da análise da intervenção da EBBS nos municípios piloto e territórios.
  • 3.
    Abordagens Metodológicas Avaliação daquarta geração, que propõe a avaliação como uma experiência de trocas e tomada de decisões compartilhadas entre os envolvidos: trabalhadores, usuários e gestores. O desenho do estudo será baseado em uma metodologia participativa e de construção de consenso apoiada pelas técnicas de grupo nominal (TGN) e entrevista individual, além de seminários de pactuação e validação dos resultados com os participantes. A inclusão dos participantes se dará de modo a reunir um grupo heterogêneo composto por gestores e técnicos federais, estaduais e municipais do setor saúde, integrantes dos diferentes colegiados propostos pela EBBS, consultores, facilitadores, apoiadora matricial, facilitadores, apoiadores locais e articuladores da Estratégia, além de um conjunto de informantes privilegiados ligados a esfera do governo federal na ocasião da concepção, formulação e operacionalização da proposta da EBBS.
  • 4.
    Análise de Implantação Nateoria de avaliação, entende-se como implantação o processo de acionamento concreto de uma intervenção dentro de um contexto preciso. Assim, o processo de implantação tem lugar após a decisão de intervir (Brousselle, Contadriopoulos, Champagne, Hartz, 2009; Denis, Champagne, 2000). A análise de implantação visa identificar as condições de implantação das intervenções e processos de produção de efeitos. Isto é, a análise de implantação visa, sobretudo, o estudo das relações entre o contexto, as variáveis na implantação e os efeitos provenientes da intervenção (Denis, Champagne; 2000).
  • 5.
    Análise de Implantação Produz-seuma análise a partir do estudo de três componentes: 1. dos determinantes contextuais no grau de implantação das intervenções; 2. das variações da implantação em sua dimensão empírica; 3. da interação entre o contexto da implantação e a intervenção nos efeitos observados. O terceiro componente visa uma avaliação do processo, que é a explicação da dinâmica interna da intervenção. Este último componente permite reconhecer os fatores contextuais possíveis de contribuir para a realização do potencial da intervenção. (Denis, Champagne; 2000).
  • 6.
    Operacionalização da PesquisaAvaliativa – Parte 1 1. Revisão bibliográfica correlacionada à Estratégia. 2. Levantamento histórico da EBBS aliado à construção de acervo da memória da intervenção. 3. Construção do modelo lógico-teórico da EBBS. 4. Organização de dimensões, parâmetros e ferramentas da avaliação. 5. Seminário de Pactuação da Pesquisa Avaliativa com construção de agenda do trabalho de campo nos municípios piloto. 6. Realização de grupos nominais com: a) apoiadores locais, assistentes de pesquisa e articuladores de campo; b) técnicos e gestores do MS e, c) participantes e consultores da Coordenação Nacional da EBBS.
  • 7.
    Operacionalização da PesquisaAvaliativa - Parte 2 7. Entrevistas individuais com: a) informantes privilegiados; b) gestores da saúde dos municípios piloto; c) profissionais da saúde dos territórios de intervenção nos municípios piloto e, d) participantes dos GEL dos municípios piloto. 8. Processamento dos dados das fontes primárias (grupos e entrevistas). 9. Análise dos resultados (formulação das recomendações) 10. Validação dos resultados e recomendações com os especialistas em saúde da criança e políticas públicas e divulgação do sumário executivo da pesquisa. 11. Apresentação e divulgação final da pesquisa.
  • 8.
    Atores Participantes 1.Apoiadores locais, assistentes de pesquisa e articuladores locais da EBBS que atuam nos municípios piloto; número que compreende a totalidade dos participantes nestas funções. 2. Informantes privilegiados, selecionados por suas participações decisivas na concepção, formulação e operacionalização da EBBS. 3. Gestores municipais de saúde: o secretário de saúde ou um representante indicado de cada município piloto. 4. Profissionais de saúde dos territórios da intervenção. 5. Participantes dos Grupos Executivos Locais (GEL), um de cada município piloto, que sejam representativos da função intersetorial do grupo. 6. Integrantes do Grupo Executivo Nacional (GEN). 7. Consultores e membros da Coordenação Nacional da EBBS.
  • 9.
    Cronograma 2011 2012 ATIVIDADES JUL AGO SET OUT NOV DEZ JAN FEV MAR ABR Revisão Bibliográfica x x x Construção do modelo lógico-teórico da EBBS x x x x Seminário de Pactuação da Pesquisa Avaliativa x TGN 1 - Grupo nominal Apoiadores x x x Entrevistas individuais – Informantes privilegiados x x x Entrevistas individuais - Profissionais da Saúde e GEL - Grupos x x Executivos Locais TGN 2 - Grupo nominal GEN - Grupo Executivo Nacional x TGN 3 - Grupo nominal Coordenação Nacional EBBS x Processamento dos dados x x Análise dos resultados x x x Seminário de validação dos resultados - Sumário Executivo x Apresentação e divulgação final x
  • 10.
    Esta pesquisa avaliativasitua-se em uma etapa de conclusão da EBBS como intervenção piloto e de construção contribuições para a formulação e implantação da Política Nacional de Atenção Integral a Saúde da Criança.
  • 11.
    Obrigada pela atenção! corinamendes@iff.fiocruz.br