SlideShare uma empresa Scribd logo
 
SoloSolo
SoloSolo
O solo é formado por rochas destruídas como
resultado de processos geológicos, hidrológicos e
biológicos.
Actualmente, o solo é , também, um sistema vivo,
uma vez que contém em si uma imensa quantidade de
formas de vida como: vírus, bactérias, fungos, algas,
protozoários, nematóides, anelídeos e artrópodes.
O solo é poroso e verticalmente estratificado
como resultado da percolação de água e dos processos
biológicos incluindo a produção e decomposição de
biomassa.
O solo é um sistema aberto que sofre continua
troca de matéria e energia com a atmosfera, hidrosfera e
biosfera.
Figura da esquerda - solo descuidado, desequilibrado
Figura da direita - solo protegido, em equilíbrio
EcossistemaEcossistema
   Os Ecossistemas são caracterizados pela diversidade de espécies. É
necessária a existência de organismos representantes dos três grupos
metabólicos (produtores, consumidores e decompositores), embora algumas
espécies predominem sobre as outras.
Funções Básicas do SoloFunções Básicas do Solo
no Ecossistemano Ecossistema
 Sustentar a actividade biológica, diversidade e
produtividade ;
 Degradar, imobilizar e detoxificar resíduos e
deposições atmosféricas;
 Armazenar e ciclar nutrientes e outros elementos
dentro da biosfera terrestre;
 Regular o fluxo de água e solutos;
 Prover o suporte de estruturas socio-económicas e
protecção para tesouros arqueológicos associados
com habitações humanas;
 Acção filtrante e protectora da qualidade da água.
Poluição do SoloPoluição do Solo
A poluição do solo consiste numa das formas de poluição, que afecta
particularmente a camada superficial da crosta terrestre, causando prejuízos
directos ou indirectos à vida humana, à natureza e ao meio ambiente em
geral. A poluição do solo pode ser de duas origens: urbana e agrícola.
Poluição de origem urbana: nas áreas urbanas o lixo jogado sobre
a superfície, sem o devido tratamento, são uma das principais causas dessa
poluição. A presença humana, lançando detritos e substâncias químicas,
como os derivados do petróleo, constitui-se num dos problemas ambientais
que necessitam de atenção das autoridades públicas e da sociedade.
Poluição de origem agrícola: a contaminação do solo, nas áreas
rurais, dá-se sobretudo pelo uso indevido de agrotóxicos, técnicas arcaicas
de produção.
PrincipaisPrincipais
Poluentes do SoloPoluentes do Solo
O solo recebe grandes quantidades de despejos. Uma grande parte do SO2 emitido como
resultado da combustão acaba como sulfato no solo. Óxidos nitrogenados de atmosfera são convertidos
em nitratos os que são depositados no solo. O solo absorve NO e NO2 e eles são oxidados para nitrato no
solo. O CO é convertido em CO2 pelas bactérias no solo.
O solo é o receptor de muitos despejos perigosos a partir de percolados de aterros sanitários e
em muitos casos o solo é usado como meio de tratamento de águas residuais.
As substâncias como benzeno, tolueno, xileno, diclorometano, tricloroetano e tricloroetileno
podem contaminar o solo em áreas industrializadas.
A nível da agricultura o solo recebe grandes quantidades de pesticidas.
As três vias principais de pelas quais os pesticidas são degradados pelo solo são degradação
química, reacções fotoquímicas e biodegradação.
Consequências da PoluiçãoConsequências da Poluição
do Solodo Solo
As substâncias como lixo, esgotos, agrotóxicos e outros tipos de poluentes produzidos pela acção do
homem, provocam sérios efeitos no meio ambiente.
Poluentes depositados no solo sem nenhum tipo de controle causam a contaminação dos lençóis
freáticos (ocasionando também a poluição das águas), produzem gases tóxicos, além de provocar sérias
alterações ambientais como, por exemplo, a chuvas ácidas.
Um outro problema grave que ocorre nestes aterros é a mistura do lixo tóxico com o lixo comum. Isto
ocorre pelo facto de não haver um processo de separação destes materiais. Como consequência disso, o
solo passa a receber produtos perigosos e com grande potencial de contaminação misturados com o lixo
comum
. Toda a estrutura do solo é que possibilita o desenvolvimento das mais diversas espécies de plantas
que conhecemos. É do solo que retiramos a maior parte de nossa alimentação directa ou indirectamente, se
este estiver contaminado, certamente nossa saúde estará em risco.
Lama: é uma mistura homogénea entre a terra e água.
De acordo com o decreto-lei n.º 118 de 21 de Junho de 2006
Lamas de Depuração:
 As lamas provenientes de estações de tratamento de águas residuais domésticas,
urbanas e de outras estações de tratamento de águas residuais de composição
similar às águas residuais domésticas e urbanas;
 As lamas de fossas sépticas e de outras instalações similares para o tratamento de
águas residuais;
 As lamas provenientes de estações de tratamento de águas residuais de
actividades agro-pecuárias.
Lamas de Composição Similar: lamas provenientes do
tratamento de efluentes de preparação e processamento de frutos, legumes,
cereais, óleos alimentares, cacau, café, chá e tabaco, da produção de conservas,
da produção de levedura e extracto de levedura e da preparação e fermentação de
melaços.
Lamas Tratadas: as lamas tratadas por via biológica, química ou
térmica, por armazenagem a longo prazo ou por qualquer outro processo;
Utilização de lamas de depuração em solos agrícolas,
provenientes de:
 Estações de tratamento de águas residuais domésticas e urbanas;
 Actividades agro-pecuárias;
 Fossas sépticas.
Apenas podem ser utilizadas lamas tratadas que
cumpram Valores limite de:
 metais pesados no solo e nas lamas
 quantidades anuais de metais pesados que podem ser
introduzidos no solo (média 10 anos)
 compostos orgânicos, dioxinas e agentes patogénicos
VALORES-LIMITE DE CONCENTRAÇÃO DE METAIS
PESADOS NOS SOLOS
(mg/kg de matéria seca )
 Aplicável a solos onde se efectuam culturas para fins comerciais e destinadas unicamente ao consumo
animal. As direcções regionais de agricultura indicarão o número e a natureza dos locais em causa.
Decreto-Lei nº 118/2006, de 21 de Junho
Utilizações Proibidas
 Aplicar lamas sob condições climatéricas adversas;
 Utilizar lamas em solos destinados a agricultura biológica;
 Injectar ou enterrar lamas no solo;
 Utilizar lamas em culturas forrageiras dentro das três semanas anteriores ao seu
consumo, em culturas hortícolas e hortofrutícolas durante o período vegetativo;
 Aplicar lamas em situações de concentrações excessivas de metais pesados nos
solos ou nas lamas;
 Aplicar lamas sem respeito pelas distâncias mínimas a margens ou linhas de água,
aglomerados populacionais, habitações e captações de água.
Algumas medidas paraAlgumas medidas para
solucionar os problemas dasolucionar os problemas da
Poluição do SoloPoluição do Solo
 A elaboração de leis mais práticas e rigorosas que defendam as florestas, as
matas e todo o tipo de património ambiental, com penalizações severas para as
pessoas que continuarem devastando e poluindo o nosso ambiente;
 Elaboração de substitutos para os insecticidas;
 Campanhas educativas que alertem o perigo do uso dos agrotóxicos sem a
indicação técnica de um agrónomo especializado;
 Reforma Agrária;
 Divulgação e uso de técnicas avançadas na agricultura como o controle biológico
de pragas (técnica que utiliza outros animais que se alimentam daquele que é o
agente da praga, sem prejudicar os vegetais e o solo);
 Investimento e melhoria nos projectos de irrigação;
 Financiamentos para agricultura e para o homem do campo, dando-lhe condições
para viver e se sustentar no campo;
 Investimentos nos projectos de transposição das águas;
 Participação da população nas campanhas de reflorescimento;
 Saneamento básico para todos;
 Instalação de estações de tratamento e reciclagem de lixo;
 Incentivo para as empresas privadas investirem na colheta do lixo reciclável;
 Campanhas de consciencialização para a população consumir só o necessário.
Despoluição dos SolosDespoluição dos Solos
A despoluição dos solos é uma dessalinização e reajuste do pH e
equilíbrio mineral dos solos agrícolas; extracção de metais pesados e
outros poluentes sólidos e/ou tóxicos dos solos ocupados por indústrias
poluentes, sobretudo químicas, siderúrgicas e metalúrgicas;
descontaminação biológica e química de solos usados para a deposição de
resíduos urbanos e industriais;
Solo ContaminadoSolo Contaminado
Os níveis de contaminação são elevados devido ao uso da terra para centros
urbanos, para as actividades agrícola, pecuária e industrial. Esses usos referidos
associam-se, geralmente, descargas acidentais ou voluntárias de poluentes no solo e
águas, deposição não controlada de produtos que podem ser resíduos perigosos,
lixeiras e/ou aterros sanitários não controlados, deposições atmosféricas resultantes
das várias actividades, etc.
A contaminação do solo tem-se tornado uma das preocupações ambientais, uma
vez que, geralmente, a contaminação interfere no ambiente global da área afectada
(solo, águas superficiais e subterrâneas, ar, fauna e vegetação), podendo mesmo estar
na origem de problemas de saúde pública.
Tratamentos dos SolosTratamentos dos Solos
ContaminadosContaminados
Tratamento TérmicoTratamento Térmico
O tratamento térmico têm necessidades energéticas, são, normalmente,
bastante elevadas e são possíveis emissões de contaminantes perigosos. Alguns
situações, podem ser utilizadas temperaturas essencialmente baixas, levando a
consumos de energia relativamente escassos. Neste método de tratamento os
custos dependem, não só do processo em si, como também do teor de humidade,
tipo de solo e concentração de poluentes, bem como de medidas de segurança e
das regulamentações ambientais em vigor.
Tratamento Físico-QuímicoTratamento Físico-Químico
Os métodos actualmente mais usados baseiam-se na lavagem do solo. Estes métodos
fundamentam-se no princípio tecnológico da transferência de um contaminante do solo para um
aceitador de fase líquida ou gasosa. O processo específico de tratamento depende do tipo(s) de
contaminante(s), nomeadamente no que se refere ao tipo de ligação que estabelece com as
partículas do solo.
Para remover as ligações há que separar os contaminantes do solo e partículas do solo. A
fase seguinte consiste na separação do fluido, enriquecido em contaminantes das partículas de
solo limpas.
Tratamento BiológicoTratamento Biológico
Este tratamento baseiam-se no facto de que os microorganismos têm possibilidades
praticamente ilimitadas para metabolizar compostos químicos. Neste tratamento, os
microorganismos naturais, presentes na matriz, são estimulados para uma degradação controlada
dos contaminantes. Em determinadas situações (presença de poluentes muito persistentes), pode
ser necessário recorrer a microorganismos específicos ou a microorganismos geneticamente
modificados, de modo a conseguir uma optimização da biodegradação.
Actualmente as principais técnicas biológicas de tratamento incluem:
 Landfarming;
 Compostagem ;
 Descontaminação no local ;
 Reactores biológicos e outras técnicas inovadoras (cometabolismo, desnitrificação, etc).
Estas técnicas, à excepção do "Landfarming”, estão ainda numa fase de desenvolvimento.
Importância daImportância da
Conservação dosConservação dos
SolosSolos
O solo é um recurso básico que suporta toda a cobertura vegetal de terra, sem a qual os
seres vivos não poderiam existir.
O solo incluem-se não só as culturas, como também todos os tipos de árvores, gramíneas,
raízes e herbáceas que podem ser utilizadas pelo homem.
O solo é uma das maiores fontes de energia para o grande drama da vida que, geração
após geração de homens, plantas e animais, actuam na terra.
Quanto maior a variedade de solos que uma nação possui, maior a oportunidade de seu
povo encontrar melhor padrão de vida. É importante, porém, que as maiores áreas sejam
ocupadas por solos adaptados às grandes produções de alimentos e matérias-primas essenciais
à habitação, vestuário, transporte e indústria..
LegislaçãoLegislação
 Directiva n.º 86/278/CE, do Conselho, de 12 de Junho – tem por objectivo
regulamentar a utilização das lamas de depuração na agricultura, de modo a
evitar efeitos nocivos nos solos, na vegetação, nos animais e no homem,
encorajando ao mesmo tempo a sua correcta utilização.
 Decreto-lei n.º 118 de 21 de Junho de 2006 - estabelece o regime a que
obedece a utilização de lamas de depuração em solos agrícolas.
 Portaria n.º176 de 3 de Outubro de 1996 - estabelece os valores permitidos para a
concentração de metais pesados nos solos receptores de lamas e nas lamas para
utilização na agricultura como fertilizantes, bem como as quantidades máximas que
poderão ser introduzidas anualmente nos solos agrícolas.
 Decreto-lei n.º 794 de 5 de Novembro de1976 – Lei dos Solos - define os princípios
e as normas fundamentais da política dos solos.
 Decreto-lei n.º 313 de 19 de Agosto de 1980 – altera o art.º 5 do Decreto-lei n.º 794
de 5 de Novembro de1976 .
 Decreto-lei n.º 400 de 31 de Dezembro de 1984 – define o regime Jurídico das
Operações de Loteamento Urbano.
Trabalho elaborado por:
Carolina Correia, nº 3
“ Uma Nação que destrói o Solo,
destrói a si mesmo”

Mais conteúdo relacionado

Mais procurados

Poluição do solo
Poluição do soloPoluição do solo
Poluição do solo
Ludimilla Albuquerque
 
Problemas ambientais campo e cidade
Problemas ambientais campo e cidade  Problemas ambientais campo e cidade
Problemas ambientais campo e cidade
Judson Malta
 
Poluição no Solo
Poluição no SoloPoluição no Solo
Poluição no Solo
AlineAiza
 
Poluição do solo(2)(1) ricardo e rui
Poluição do solo(2)(1) ricardo e ruiPoluição do solo(2)(1) ricardo e rui
Poluição do solo(2)(1) ricardo e rui
becresforte
 
A poluicao e degradacao do solo
A poluicao e degradacao do soloA poluicao e degradacao do solo
A poluicao e degradacao do solo
escolajoseaniceto
 
Poluição do solo 2
Poluição do solo 2Poluição do solo 2
Poluição do solo 2
Fátima Cunha Lopes
 
Biologia 12º ano - Unidade 5 (auxiliar do poster)
Biologia 12º ano - Unidade 5 (auxiliar do poster)Biologia 12º ano - Unidade 5 (auxiliar do poster)
Biologia 12º ano - Unidade 5 (auxiliar do poster)
Enoque Guedes
 
Problemas ambientais no campo
Problemas ambientais no campoProblemas ambientais no campo
Problemas ambientais no campo
Atividades Diversas Cláudia
 
Poluição dos solos
Poluição dos solosPoluição dos solos
Poluição dos solos
martanoval
 
Degradação do Solo devido ao Uso de Agrotoxicos
Degradação do Solo devido ao Uso de AgrotoxicosDegradação do Solo devido ao Uso de Agrotoxicos
Degradação do Solo devido ao Uso de Agrotoxicos
Lucash Martins
 
A poluição dos solos
A poluição dos solosA poluição dos solos
A poluição dos solos
Aninha Morais
 
Poluição de Solos
Poluição de SolosPoluição de Solos
Poluição de Solos
Luís Filipe Marinho
 
Catástrofes
CatástrofesCatástrofes
Catástrofes
Cristina Vitória
 
Poluição do solo e da água3002
Poluição do solo e da água3002Poluição do solo e da água3002
Poluição do solo e da água3002
cristbarb
 
Aula 05 auxiliar de mineração (mineração e meio ambiente) l
Aula 05 auxiliar de mineração (mineração e meio ambiente) lAula 05 auxiliar de mineração (mineração e meio ambiente) l
Aula 05 auxiliar de mineração (mineração e meio ambiente) l
Homero Alves de Lima
 
Aula 09 auxiliar de mineração (métodos de lavra) lll
Aula 09 auxiliar de mineração (métodos de lavra) lllAula 09 auxiliar de mineração (métodos de lavra) lll
Aula 09 auxiliar de mineração (métodos de lavra) lll
Homero Alves de Lima
 
POLUIÇÃO DO SOLO
POLUIÇÃO DO SOLOPOLUIÇÃO DO SOLO
POLUIÇÃO DO SOLO
Vicente Willians Nunes
 
Problemas Ambientais
Problemas AmbientaisProblemas Ambientais
Problemas Ambientais
Helena Rocha
 
Poluição dos solos
Poluição dos solosPoluição dos solos
Poluição dos solos
lisamarlenenicole
 
51.2.poluição e degradação de recursos2013.pol atmosférica
51.2.poluição e degradação de recursos2013.pol atmosférica51.2.poluição e degradação de recursos2013.pol atmosférica
51.2.poluição e degradação de recursos2013.pol atmosférica
Leonor Vaz Pereira
 

Mais procurados (20)

Poluição do solo
Poluição do soloPoluição do solo
Poluição do solo
 
Problemas ambientais campo e cidade
Problemas ambientais campo e cidade  Problemas ambientais campo e cidade
Problemas ambientais campo e cidade
 
Poluição no Solo
Poluição no SoloPoluição no Solo
Poluição no Solo
 
Poluição do solo(2)(1) ricardo e rui
Poluição do solo(2)(1) ricardo e ruiPoluição do solo(2)(1) ricardo e rui
Poluição do solo(2)(1) ricardo e rui
 
A poluicao e degradacao do solo
A poluicao e degradacao do soloA poluicao e degradacao do solo
A poluicao e degradacao do solo
 
Poluição do solo 2
Poluição do solo 2Poluição do solo 2
Poluição do solo 2
 
Biologia 12º ano - Unidade 5 (auxiliar do poster)
Biologia 12º ano - Unidade 5 (auxiliar do poster)Biologia 12º ano - Unidade 5 (auxiliar do poster)
Biologia 12º ano - Unidade 5 (auxiliar do poster)
 
Problemas ambientais no campo
Problemas ambientais no campoProblemas ambientais no campo
Problemas ambientais no campo
 
Poluição dos solos
Poluição dos solosPoluição dos solos
Poluição dos solos
 
Degradação do Solo devido ao Uso de Agrotoxicos
Degradação do Solo devido ao Uso de AgrotoxicosDegradação do Solo devido ao Uso de Agrotoxicos
Degradação do Solo devido ao Uso de Agrotoxicos
 
A poluição dos solos
A poluição dos solosA poluição dos solos
A poluição dos solos
 
Poluição de Solos
Poluição de SolosPoluição de Solos
Poluição de Solos
 
Catástrofes
CatástrofesCatástrofes
Catástrofes
 
Poluição do solo e da água3002
Poluição do solo e da água3002Poluição do solo e da água3002
Poluição do solo e da água3002
 
Aula 05 auxiliar de mineração (mineração e meio ambiente) l
Aula 05 auxiliar de mineração (mineração e meio ambiente) lAula 05 auxiliar de mineração (mineração e meio ambiente) l
Aula 05 auxiliar de mineração (mineração e meio ambiente) l
 
Aula 09 auxiliar de mineração (métodos de lavra) lll
Aula 09 auxiliar de mineração (métodos de lavra) lllAula 09 auxiliar de mineração (métodos de lavra) lll
Aula 09 auxiliar de mineração (métodos de lavra) lll
 
POLUIÇÃO DO SOLO
POLUIÇÃO DO SOLOPOLUIÇÃO DO SOLO
POLUIÇÃO DO SOLO
 
Problemas Ambientais
Problemas AmbientaisProblemas Ambientais
Problemas Ambientais
 
Poluição dos solos
Poluição dos solosPoluição dos solos
Poluição dos solos
 
51.2.poluição e degradação de recursos2013.pol atmosférica
51.2.poluição e degradação de recursos2013.pol atmosférica51.2.poluição e degradação de recursos2013.pol atmosférica
51.2.poluição e degradação de recursos2013.pol atmosférica
 

Destaque

3.mód13 política de desenvolvimento rural
3.mód13    política de desenvolvimento rural3.mód13    política de desenvolvimento rural
3.mód13 política de desenvolvimento rural
Pelo Siro
 
29125
2912529125
29125
Pelo Siro
 
1262944517 agricultura
1262944517 agricultura1262944517 agricultura
1262944517 agricultura
Pelo Siro
 
2.mód13 fundo europeu agrícola de desenvolvimento rural (feader
2.mód13   fundo europeu agrícola de desenvolvimento rural (feader2.mód13   fundo europeu agrícola de desenvolvimento rural (feader
2.mód13 fundo europeu agrícola de desenvolvimento rural (feader
Pelo Siro
 
4. a diversidade de actividades na exploração agrícola mod13
4. a diversidade de actividades na exploração agrícola mod134. a diversidade de actividades na exploração agrícola mod13
4. a diversidade de actividades na exploração agrícola mod13
Pelo Siro
 
13549731 manutencao de_jardins_e_relvados_-_adubacao
13549731 manutencao de_jardins_e_relvados_-_adubacao13549731 manutencao de_jardins_e_relvados_-_adubacao
13549731 manutencao de_jardins_e_relvados_-_adubacao
Pelo Siro
 
1.mód 13 agricultura e desenvolvimento rural sustentável
1.mód 13   agricultura e desenvolvimento rural sustentável1.mód 13   agricultura e desenvolvimento rural sustentável
1.mód 13 agricultura e desenvolvimento rural sustentável
Pelo Siro
 

Destaque (7)

3.mód13 política de desenvolvimento rural
3.mód13    política de desenvolvimento rural3.mód13    política de desenvolvimento rural
3.mód13 política de desenvolvimento rural
 
29125
2912529125
29125
 
1262944517 agricultura
1262944517 agricultura1262944517 agricultura
1262944517 agricultura
 
2.mód13 fundo europeu agrícola de desenvolvimento rural (feader
2.mód13   fundo europeu agrícola de desenvolvimento rural (feader2.mód13   fundo europeu agrícola de desenvolvimento rural (feader
2.mód13 fundo europeu agrícola de desenvolvimento rural (feader
 
4. a diversidade de actividades na exploração agrícola mod13
4. a diversidade de actividades na exploração agrícola mod134. a diversidade de actividades na exploração agrícola mod13
4. a diversidade de actividades na exploração agrícola mod13
 
13549731 manutencao de_jardins_e_relvados_-_adubacao
13549731 manutencao de_jardins_e_relvados_-_adubacao13549731 manutencao de_jardins_e_relvados_-_adubacao
13549731 manutencao de_jardins_e_relvados_-_adubacao
 
1.mód 13 agricultura e desenvolvimento rural sustentável
1.mód 13   agricultura e desenvolvimento rural sustentável1.mód 13   agricultura e desenvolvimento rural sustentável
1.mód 13 agricultura e desenvolvimento rural sustentável
 

Semelhante a 1650

02 poluição do solo e da água3002
02 poluição do solo e da água300202 poluição do solo e da água3002
02 poluição do solo e da água3002
cristbarb
 
Tipos de Poluição
Tipos de PoluiçãoTipos de Poluição
Tipos de Poluição
StephanyChaiben
 
Tipos de Poluição
Tipos de PoluiçãoTipos de Poluição
Tipos de Poluição
StephanyChaiben
 
A poluição dos mares e solos temas
A poluição dos mares e solos temas A poluição dos mares e solos temas
A poluição dos mares e solos temas
nanasimao
 
Poluição dos solos apresentação
Poluição dos solos apresentaçãoPoluição dos solos apresentação
Poluição dos solos apresentação
Maria Paredes
 
Normas de higiene_segurana_e_ambiente
Normas de higiene_segurana_e_ambienteNormas de higiene_segurana_e_ambiente
Normas de higiene_segurana_e_ambiente
Pelo Siro
 
Poluicao_Solo_8oC (1).ppt
Poluicao_Solo_8oC (1).pptPoluicao_Solo_8oC (1).ppt
Poluicao_Solo_8oC (1).ppt
jucimar3
 
Poluicao_Solo_8oC.ppt
Poluicao_Solo_8oC.pptPoluicao_Solo_8oC.ppt
Poluicao_Solo_8oC.ppt
Briam Christian
 
Poluicao_Solo.ppt
Poluicao_Solo.pptPoluicao_Solo.ppt
Poluicao_Solo.ppt
NunesMelo1
 
Poluicao_Solo_8oC.ppt
Poluicao_Solo_8oC.pptPoluicao_Solo_8oC.ppt
Poluicao_Solo_8oC.ppt
IurSeahlagamRuiMagal
 
Meio ambiente
Meio ambienteMeio ambiente
Meio ambiente
coldplay
 
Agrotoxicos 140925085114-phpapp01
Agrotoxicos 140925085114-phpapp01Agrotoxicos 140925085114-phpapp01
Agrotoxicos 140925085114-phpapp01
Vaniria Fátima Mendes de Lima
 
Aula 21 recuperação de áreas degradadas
Aula 21 recuperação de áreas degradadasAula 21 recuperação de áreas degradadas
Aula 21 recuperação de áreas degradadas
Homero Alves de Lima
 
Apostila de areas degradadas
Apostila de areas degradadasApostila de areas degradadas
Apostila de areas degradadas
Dalvino Jose de Moura
 
Apostila de areas degradadas
Apostila de areas degradadasApostila de areas degradadas
Apostila de areas degradadas
Rômulo Magno
 
Meio ambiente ENSL
Meio ambiente ENSLMeio ambiente ENSL
Meio ambiente ENSL
Matheus Cerqueira
 
Meioambiente 110606072456-phpapp01
Meioambiente 110606072456-phpapp01Meioambiente 110606072456-phpapp01
Meioambiente 110606072456-phpapp01
Andreia Oliveira
 
Impacto da contaminação no solo, na água e na atmosfera
Impacto da contaminação no solo, na água e na atmosferaImpacto da contaminação no solo, na água e na atmosfera
Impacto da contaminação no solo, na água e na atmosfera
Grupo2apcm
 
Aula para o Turma de 7 ano iv unidade Problemas Ambientais
Aula para o Turma de 7 ano iv unidade Problemas AmbientaisAula para o Turma de 7 ano iv unidade Problemas Ambientais
Aula para o Turma de 7 ano iv unidade Problemas Ambientais
Nazael Araujo Pessoa
 

Semelhante a 1650 (20)

02 poluição do solo e da água3002
02 poluição do solo e da água300202 poluição do solo e da água3002
02 poluição do solo e da água3002
 
Tipos de Poluição
Tipos de PoluiçãoTipos de Poluição
Tipos de Poluição
 
Tipos de Poluição
Tipos de PoluiçãoTipos de Poluição
Tipos de Poluição
 
A poluição dos mares e solos temas
A poluição dos mares e solos temas A poluição dos mares e solos temas
A poluição dos mares e solos temas
 
Poluição dos solos apresentação
Poluição dos solos apresentaçãoPoluição dos solos apresentação
Poluição dos solos apresentação
 
Normas de higiene_segurana_e_ambiente
Normas de higiene_segurana_e_ambienteNormas de higiene_segurana_e_ambiente
Normas de higiene_segurana_e_ambiente
 
Poluicao_Solo_8oC (1).ppt
Poluicao_Solo_8oC (1).pptPoluicao_Solo_8oC (1).ppt
Poluicao_Solo_8oC (1).ppt
 
Poluicao_Solo_8oC.ppt
Poluicao_Solo_8oC.pptPoluicao_Solo_8oC.ppt
Poluicao_Solo_8oC.ppt
 
Poluicao_Solo.ppt
Poluicao_Solo.pptPoluicao_Solo.ppt
Poluicao_Solo.ppt
 
Poluicao_Solo_8oC.ppt
Poluicao_Solo_8oC.pptPoluicao_Solo_8oC.ppt
Poluicao_Solo_8oC.ppt
 
Palestra sobre impactos ambientais urbanos
Palestra sobre impactos ambientais urbanosPalestra sobre impactos ambientais urbanos
Palestra sobre impactos ambientais urbanos
 
Meio ambiente
Meio ambienteMeio ambiente
Meio ambiente
 
Agrotoxicos 140925085114-phpapp01
Agrotoxicos 140925085114-phpapp01Agrotoxicos 140925085114-phpapp01
Agrotoxicos 140925085114-phpapp01
 
Aula 21 recuperação de áreas degradadas
Aula 21 recuperação de áreas degradadasAula 21 recuperação de áreas degradadas
Aula 21 recuperação de áreas degradadas
 
Apostila de areas degradadas
Apostila de areas degradadasApostila de areas degradadas
Apostila de areas degradadas
 
Apostila de areas degradadas
Apostila de areas degradadasApostila de areas degradadas
Apostila de areas degradadas
 
Meio ambiente ENSL
Meio ambiente ENSLMeio ambiente ENSL
Meio ambiente ENSL
 
Meioambiente 110606072456-phpapp01
Meioambiente 110606072456-phpapp01Meioambiente 110606072456-phpapp01
Meioambiente 110606072456-phpapp01
 
Impacto da contaminação no solo, na água e na atmosfera
Impacto da contaminação no solo, na água e na atmosferaImpacto da contaminação no solo, na água e na atmosfera
Impacto da contaminação no solo, na água e na atmosfera
 
Aula para o Turma de 7 ano iv unidade Problemas Ambientais
Aula para o Turma de 7 ano iv unidade Problemas AmbientaisAula para o Turma de 7 ano iv unidade Problemas Ambientais
Aula para o Turma de 7 ano iv unidade Problemas Ambientais
 

Mais de Pelo Siro

1195593414 substancias quimicas
1195593414 substancias quimicas1195593414 substancias quimicas
1195593414 substancias quimicas
Pelo Siro
 
11955889 121.derrames 1
11955889 121.derrames 111955889 121.derrames 1
11955889 121.derrames 1
Pelo Siro
 
1196259117 primeiros socorros
1196259117 primeiros socorros1196259117 primeiros socorros
1196259117 primeiros socorros
Pelo Siro
 
1199995673 riscos profissionais
1199995673 riscos profissionais1199995673 riscos profissionais
1199995673 riscos profissionais
Pelo Siro
 
119625756 motsser2
119625756 motsser2119625756 motsser2
119625756 motsser2
Pelo Siro
 
119999888 revisoes
119999888 revisoes119999888 revisoes
119999888 revisoes
Pelo Siro
 
119558341 123.avaliacao de_riscos
119558341 123.avaliacao de_riscos119558341 123.avaliacao de_riscos
119558341 123.avaliacao de_riscos
Pelo Siro
 
2146
21462146
2146
Pelo Siro
 
2079
20792079
2079
Pelo Siro
 
2080
20802080
2080
Pelo Siro
 
2064
20642064
2064
Pelo Siro
 
2061
20612061
2061
Pelo Siro
 
2060
20602060
2060
Pelo Siro
 
2032
20322032
2032
Pelo Siro
 
2031
20312031
2031
Pelo Siro
 
2019
20192019
2019
Pelo Siro
 
2018
20182018
2018
Pelo Siro
 
2017
20172017
2017
Pelo Siro
 
2015
20152015
2015
Pelo Siro
 
2014
20142014
2014
Pelo Siro
 

Mais de Pelo Siro (20)

1195593414 substancias quimicas
1195593414 substancias quimicas1195593414 substancias quimicas
1195593414 substancias quimicas
 
11955889 121.derrames 1
11955889 121.derrames 111955889 121.derrames 1
11955889 121.derrames 1
 
1196259117 primeiros socorros
1196259117 primeiros socorros1196259117 primeiros socorros
1196259117 primeiros socorros
 
1199995673 riscos profissionais
1199995673 riscos profissionais1199995673 riscos profissionais
1199995673 riscos profissionais
 
119625756 motsser2
119625756 motsser2119625756 motsser2
119625756 motsser2
 
119999888 revisoes
119999888 revisoes119999888 revisoes
119999888 revisoes
 
119558341 123.avaliacao de_riscos
119558341 123.avaliacao de_riscos119558341 123.avaliacao de_riscos
119558341 123.avaliacao de_riscos
 
2146
21462146
2146
 
2079
20792079
2079
 
2080
20802080
2080
 
2064
20642064
2064
 
2061
20612061
2061
 
2060
20602060
2060
 
2032
20322032
2032
 
2031
20312031
2031
 
2019
20192019
2019
 
2018
20182018
2018
 
2017
20172017
2017
 
2015
20152015
2015
 
2014
20142014
2014
 

1650

  • 2. SoloSolo O solo é formado por rochas destruídas como resultado de processos geológicos, hidrológicos e biológicos. Actualmente, o solo é , também, um sistema vivo, uma vez que contém em si uma imensa quantidade de formas de vida como: vírus, bactérias, fungos, algas, protozoários, nematóides, anelídeos e artrópodes. O solo é poroso e verticalmente estratificado como resultado da percolação de água e dos processos biológicos incluindo a produção e decomposição de biomassa. O solo é um sistema aberto que sofre continua troca de matéria e energia com a atmosfera, hidrosfera e biosfera. Figura da esquerda - solo descuidado, desequilibrado Figura da direita - solo protegido, em equilíbrio
  • 3. EcossistemaEcossistema    Os Ecossistemas são caracterizados pela diversidade de espécies. É necessária a existência de organismos representantes dos três grupos metabólicos (produtores, consumidores e decompositores), embora algumas espécies predominem sobre as outras.
  • 4. Funções Básicas do SoloFunções Básicas do Solo no Ecossistemano Ecossistema  Sustentar a actividade biológica, diversidade e produtividade ;  Degradar, imobilizar e detoxificar resíduos e deposições atmosféricas;  Armazenar e ciclar nutrientes e outros elementos dentro da biosfera terrestre;  Regular o fluxo de água e solutos;  Prover o suporte de estruturas socio-económicas e protecção para tesouros arqueológicos associados com habitações humanas;  Acção filtrante e protectora da qualidade da água.
  • 5. Poluição do SoloPoluição do Solo A poluição do solo consiste numa das formas de poluição, que afecta particularmente a camada superficial da crosta terrestre, causando prejuízos directos ou indirectos à vida humana, à natureza e ao meio ambiente em geral. A poluição do solo pode ser de duas origens: urbana e agrícola. Poluição de origem urbana: nas áreas urbanas o lixo jogado sobre a superfície, sem o devido tratamento, são uma das principais causas dessa poluição. A presença humana, lançando detritos e substâncias químicas, como os derivados do petróleo, constitui-se num dos problemas ambientais que necessitam de atenção das autoridades públicas e da sociedade. Poluição de origem agrícola: a contaminação do solo, nas áreas rurais, dá-se sobretudo pelo uso indevido de agrotóxicos, técnicas arcaicas de produção.
  • 6. PrincipaisPrincipais Poluentes do SoloPoluentes do Solo O solo recebe grandes quantidades de despejos. Uma grande parte do SO2 emitido como resultado da combustão acaba como sulfato no solo. Óxidos nitrogenados de atmosfera são convertidos em nitratos os que são depositados no solo. O solo absorve NO e NO2 e eles são oxidados para nitrato no solo. O CO é convertido em CO2 pelas bactérias no solo. O solo é o receptor de muitos despejos perigosos a partir de percolados de aterros sanitários e em muitos casos o solo é usado como meio de tratamento de águas residuais. As substâncias como benzeno, tolueno, xileno, diclorometano, tricloroetano e tricloroetileno podem contaminar o solo em áreas industrializadas. A nível da agricultura o solo recebe grandes quantidades de pesticidas. As três vias principais de pelas quais os pesticidas são degradados pelo solo são degradação química, reacções fotoquímicas e biodegradação.
  • 7. Consequências da PoluiçãoConsequências da Poluição do Solodo Solo As substâncias como lixo, esgotos, agrotóxicos e outros tipos de poluentes produzidos pela acção do homem, provocam sérios efeitos no meio ambiente. Poluentes depositados no solo sem nenhum tipo de controle causam a contaminação dos lençóis freáticos (ocasionando também a poluição das águas), produzem gases tóxicos, além de provocar sérias alterações ambientais como, por exemplo, a chuvas ácidas. Um outro problema grave que ocorre nestes aterros é a mistura do lixo tóxico com o lixo comum. Isto ocorre pelo facto de não haver um processo de separação destes materiais. Como consequência disso, o solo passa a receber produtos perigosos e com grande potencial de contaminação misturados com o lixo comum . Toda a estrutura do solo é que possibilita o desenvolvimento das mais diversas espécies de plantas que conhecemos. É do solo que retiramos a maior parte de nossa alimentação directa ou indirectamente, se este estiver contaminado, certamente nossa saúde estará em risco.
  • 8. Lama: é uma mistura homogénea entre a terra e água. De acordo com o decreto-lei n.º 118 de 21 de Junho de 2006 Lamas de Depuração:  As lamas provenientes de estações de tratamento de águas residuais domésticas, urbanas e de outras estações de tratamento de águas residuais de composição similar às águas residuais domésticas e urbanas;  As lamas de fossas sépticas e de outras instalações similares para o tratamento de águas residuais;  As lamas provenientes de estações de tratamento de águas residuais de actividades agro-pecuárias.
  • 9. Lamas de Composição Similar: lamas provenientes do tratamento de efluentes de preparação e processamento de frutos, legumes, cereais, óleos alimentares, cacau, café, chá e tabaco, da produção de conservas, da produção de levedura e extracto de levedura e da preparação e fermentação de melaços. Lamas Tratadas: as lamas tratadas por via biológica, química ou térmica, por armazenagem a longo prazo ou por qualquer outro processo;
  • 10. Utilização de lamas de depuração em solos agrícolas, provenientes de:  Estações de tratamento de águas residuais domésticas e urbanas;  Actividades agro-pecuárias;  Fossas sépticas. Apenas podem ser utilizadas lamas tratadas que cumpram Valores limite de:  metais pesados no solo e nas lamas  quantidades anuais de metais pesados que podem ser introduzidos no solo (média 10 anos)  compostos orgânicos, dioxinas e agentes patogénicos
  • 11. VALORES-LIMITE DE CONCENTRAÇÃO DE METAIS PESADOS NOS SOLOS (mg/kg de matéria seca )  Aplicável a solos onde se efectuam culturas para fins comerciais e destinadas unicamente ao consumo animal. As direcções regionais de agricultura indicarão o número e a natureza dos locais em causa.
  • 12. Decreto-Lei nº 118/2006, de 21 de Junho Utilizações Proibidas  Aplicar lamas sob condições climatéricas adversas;  Utilizar lamas em solos destinados a agricultura biológica;  Injectar ou enterrar lamas no solo;  Utilizar lamas em culturas forrageiras dentro das três semanas anteriores ao seu consumo, em culturas hortícolas e hortofrutícolas durante o período vegetativo;  Aplicar lamas em situações de concentrações excessivas de metais pesados nos solos ou nas lamas;  Aplicar lamas sem respeito pelas distâncias mínimas a margens ou linhas de água, aglomerados populacionais, habitações e captações de água.
  • 13. Algumas medidas paraAlgumas medidas para solucionar os problemas dasolucionar os problemas da Poluição do SoloPoluição do Solo  A elaboração de leis mais práticas e rigorosas que defendam as florestas, as matas e todo o tipo de património ambiental, com penalizações severas para as pessoas que continuarem devastando e poluindo o nosso ambiente;  Elaboração de substitutos para os insecticidas;  Campanhas educativas que alertem o perigo do uso dos agrotóxicos sem a indicação técnica de um agrónomo especializado;  Reforma Agrária;  Divulgação e uso de técnicas avançadas na agricultura como o controle biológico de pragas (técnica que utiliza outros animais que se alimentam daquele que é o agente da praga, sem prejudicar os vegetais e o solo);
  • 14.  Investimento e melhoria nos projectos de irrigação;  Financiamentos para agricultura e para o homem do campo, dando-lhe condições para viver e se sustentar no campo;  Investimentos nos projectos de transposição das águas;  Participação da população nas campanhas de reflorescimento;  Saneamento básico para todos;  Instalação de estações de tratamento e reciclagem de lixo;  Incentivo para as empresas privadas investirem na colheta do lixo reciclável;  Campanhas de consciencialização para a população consumir só o necessário.
  • 15. Despoluição dos SolosDespoluição dos Solos A despoluição dos solos é uma dessalinização e reajuste do pH e equilíbrio mineral dos solos agrícolas; extracção de metais pesados e outros poluentes sólidos e/ou tóxicos dos solos ocupados por indústrias poluentes, sobretudo químicas, siderúrgicas e metalúrgicas; descontaminação biológica e química de solos usados para a deposição de resíduos urbanos e industriais;
  • 16. Solo ContaminadoSolo Contaminado Os níveis de contaminação são elevados devido ao uso da terra para centros urbanos, para as actividades agrícola, pecuária e industrial. Esses usos referidos associam-se, geralmente, descargas acidentais ou voluntárias de poluentes no solo e águas, deposição não controlada de produtos que podem ser resíduos perigosos, lixeiras e/ou aterros sanitários não controlados, deposições atmosféricas resultantes das várias actividades, etc. A contaminação do solo tem-se tornado uma das preocupações ambientais, uma vez que, geralmente, a contaminação interfere no ambiente global da área afectada (solo, águas superficiais e subterrâneas, ar, fauna e vegetação), podendo mesmo estar na origem de problemas de saúde pública.
  • 17. Tratamentos dos SolosTratamentos dos Solos ContaminadosContaminados
  • 18. Tratamento TérmicoTratamento Térmico O tratamento térmico têm necessidades energéticas, são, normalmente, bastante elevadas e são possíveis emissões de contaminantes perigosos. Alguns situações, podem ser utilizadas temperaturas essencialmente baixas, levando a consumos de energia relativamente escassos. Neste método de tratamento os custos dependem, não só do processo em si, como também do teor de humidade, tipo de solo e concentração de poluentes, bem como de medidas de segurança e das regulamentações ambientais em vigor.
  • 19. Tratamento Físico-QuímicoTratamento Físico-Químico Os métodos actualmente mais usados baseiam-se na lavagem do solo. Estes métodos fundamentam-se no princípio tecnológico da transferência de um contaminante do solo para um aceitador de fase líquida ou gasosa. O processo específico de tratamento depende do tipo(s) de contaminante(s), nomeadamente no que se refere ao tipo de ligação que estabelece com as partículas do solo. Para remover as ligações há que separar os contaminantes do solo e partículas do solo. A fase seguinte consiste na separação do fluido, enriquecido em contaminantes das partículas de solo limpas.
  • 20. Tratamento BiológicoTratamento Biológico Este tratamento baseiam-se no facto de que os microorganismos têm possibilidades praticamente ilimitadas para metabolizar compostos químicos. Neste tratamento, os microorganismos naturais, presentes na matriz, são estimulados para uma degradação controlada dos contaminantes. Em determinadas situações (presença de poluentes muito persistentes), pode ser necessário recorrer a microorganismos específicos ou a microorganismos geneticamente modificados, de modo a conseguir uma optimização da biodegradação. Actualmente as principais técnicas biológicas de tratamento incluem:  Landfarming;  Compostagem ;  Descontaminação no local ;  Reactores biológicos e outras técnicas inovadoras (cometabolismo, desnitrificação, etc). Estas técnicas, à excepção do "Landfarming”, estão ainda numa fase de desenvolvimento.
  • 21. Importância daImportância da Conservação dosConservação dos SolosSolos O solo é um recurso básico que suporta toda a cobertura vegetal de terra, sem a qual os seres vivos não poderiam existir. O solo incluem-se não só as culturas, como também todos os tipos de árvores, gramíneas, raízes e herbáceas que podem ser utilizadas pelo homem. O solo é uma das maiores fontes de energia para o grande drama da vida que, geração após geração de homens, plantas e animais, actuam na terra. Quanto maior a variedade de solos que uma nação possui, maior a oportunidade de seu povo encontrar melhor padrão de vida. É importante, porém, que as maiores áreas sejam ocupadas por solos adaptados às grandes produções de alimentos e matérias-primas essenciais à habitação, vestuário, transporte e indústria..
  • 22. LegislaçãoLegislação  Directiva n.º 86/278/CE, do Conselho, de 12 de Junho – tem por objectivo regulamentar a utilização das lamas de depuração na agricultura, de modo a evitar efeitos nocivos nos solos, na vegetação, nos animais e no homem, encorajando ao mesmo tempo a sua correcta utilização.  Decreto-lei n.º 118 de 21 de Junho de 2006 - estabelece o regime a que obedece a utilização de lamas de depuração em solos agrícolas.
  • 23.  Portaria n.º176 de 3 de Outubro de 1996 - estabelece os valores permitidos para a concentração de metais pesados nos solos receptores de lamas e nas lamas para utilização na agricultura como fertilizantes, bem como as quantidades máximas que poderão ser introduzidas anualmente nos solos agrícolas.  Decreto-lei n.º 794 de 5 de Novembro de1976 – Lei dos Solos - define os princípios e as normas fundamentais da política dos solos.  Decreto-lei n.º 313 de 19 de Agosto de 1980 – altera o art.º 5 do Decreto-lei n.º 794 de 5 de Novembro de1976 .  Decreto-lei n.º 400 de 31 de Dezembro de 1984 – define o regime Jurídico das Operações de Loteamento Urbano.
  • 25. “ Uma Nação que destrói o Solo, destrói a si mesmo”