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Região de Aveiro, nessa altura um golfo enorme que ia de
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O Sal já era conhecido (em Portugal o primeiro documento
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a ser comercializado salgado.
Devido à excelente qualidade do nosso Sal, foi desde esses
tempos moeda de troca e posteriormente de negócios.
Os Vikings traziam o peixe seco que trocavam pelo sal e os
Vinhos da Bairrada. Foi-nos metido assim no paladar o gosto pelo
Bacalhau da Noruega.
Por causa do Bacalhau, concluiu-se que os Portugueses chegaram
à América 17 anos antes de Colombo.
Cerca de 1498, João Fernandes Lavrador e Pedro de Barcelos tiveram
autorização do Rei para procurar terras no Atlântico Norte,
dando o nome de Labrador a uma zona a Norte da Terra Nova.
Embora confundido por várias leituras, há quem
escreva terem sido Corte Real, pai, e Álvaro Martins Homem os
Descobridores da Terra Nova por volta de 1472. Em outras viagens
Corte Real explorou a costa americana desde as margens do Rio Hudson
até ao Canadá e Península do Labrador, tendo chegado à
Gronelândia.
João Alvares Fagundes, navegador e armador de Viana do Castelo
em 1521, faz o reconhecimento da costa nordeste americana.
Em 1504, já havia na Terra Nova colónias de Portugueses,
Pescadores de Aveiro e Viana do Castelo. Entre 1520 e 1525,
Colonos de Viana dedicavam-se à pesca e seca do peixe
entre Abril e Setembro.
Em 1303 um tal Afonso Martins em representação dos pescadores da
bairrada, estabelece um acordo com o Rei Eduardo II de Inglaterra para
pescar bacalhau nas costas Britânicas. Não consegui confirmar embora
noutro local haja uma referencia que naquele ano houve um acordo com
os Ingleses.
Em 1353, o Portuense Afonso Martins Alho fecha com a Rei Inglês
Eduardo III o primeiro tratado de Comércio de que há conhecimento. Daqui
nasceu a frase popular “Fino como um Alho”. Uma das cláusulas era a
utilização dos portos ingleses para a pesca. Daqui partiu-se para o Tratado
final de 1373, o mais antigo, activo, no mundo.
A rota da Terra Nova passou a ser dominada pelos Portugueses e de tal
importância era que o Rei D. Manuel I lançou um imposto sobre a Pesca
na Terra Nova, igual ao que incidia sobre o Bacalhau importado.
Em 1550 saíram cerca de 150 Naus, tendo contribuído o Porto de Aveiro
com 60. Era o maior Porto Português na altura.
Quando estivemos debaixo do domínio castelhano, Filipe III mandou
arregimentar toda a frota pesqueira para ser incluída na Armada
Invencível. Foi a destruição da pesca do Bacalhau.
Só voltaríamos à Terra Nova dois séculos depois.
Em 1830 foram criados incentivos à Pesca do Bacalhau
com a extinção dos dízimos e a construção de 19 barcos.
Esta saga histórica terminou praticamente nos princípios dos anos 70 do
século passado.
Hoje em dia a pesca é totalmente diferente e efectua-se em vários mares
do Atlântico e Pacífico Norte. Capturam-se várias espécies de
Bacalhau, mas a nossa preferência é para o verdadeiro Gadus Morhua
que habita regiões do Canadá e do Mar da Noruega
Gravura antiga da Terra Nova (New Found Land)
Pesca, descarga do Bacalhau e as várias fases da sua preparação
Esta Região terá sido descoberta cerca de 1472 por
João Vaz Corte-Real e Álvaro Martins Homem
Mais tarde será a João Alvares Fagundes que se deve o reconhecimento da Costa
Veleiros Portugueses da Pesca do Bacalhau.
Em 1938 estavam registados 51 navios, alguns já desactualizados
Haviam 2 com mais de 60 anos, 2 com mais de 50, 1 com mais de 30
anos.
Lugres, Escunas, Patachos. Até 1940 foram lançados à água
mais 15 navios. O número de arrastões subiu entre 1943-51
de 6 para 20
Santa Joana
O primeiro arrastão português
Lançado à água em 1936
Durante a 2ª Guerra Mundial, os barcos foram pintados de branco e
a Bandeira Nacional bem visível para evitar os ataques dos alemães.
Mesmo assim, alguns Bacalhoeiros foram afundados
O AVIZ ancorado no Cais do Bicalho, no Porto
A Bênção dos Bacalhoeiros
Concentrados em Lisboa a partir de 1937
antes de iniciarem a sua viagem de entre
5 e 6 meses
os Bacalhoeiros sofreram a propaganda do
regime ditatorial vigente com a bênção dos barcos.
Lançamento à água dos Dóris
Os Dóris eram pequenas embarcações de 4 a 5 metros, pesando entre 80 e 100 Kg.
Com um único tripulante eram lançados à água e cada Capitão procurava o seu pesqueiro.
Só regressavam ao Navio-Mãe quando o pequeno barco estivesse totalmente carregado de peixe.
Pescadores na faina nos seus Dóris
Os temporais, o frio, o nevoeiro e
também o cansaço eram os
inimigos
Muitos pescadores morreram e de
alguns nunca mais se soube
Descarga do Pescado dos Dóris para o Navio-Mãe.
À esquerda em baixo, preparando as linhas de anzóis, o Trol conforme lhe chamavam, que era arrumado em cestos.
Uma vez no local de pesca, eram largados com uma pequena âncora e espalhados por um espaço grande.
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do séc. 20
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O Pescado
Porto de Saint John’s
na Terra Nova
Navios ancorados
Era um ponto de
encontro e também
de assistência médica
e abastecimento dos
Barcos Portugueses
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1207
Gafanha da Nazaré
Lugres e Seca do Bacalhau
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O Lugre Creoula de 1937
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Bota-abaixo em Viana do Castelo
A Secagem Natural
Após a salga, é um dos mais primitivos processos
de preservação dos alimentos, tendo desde a
Antiguidade sido um dos recursos económicos mais
importantes das populações, sustentando o
desenvolvimento da pesca.
Este trabalho exigia muita mão d’obra quási sempre
Feminina. E paga miseravelmente.
Secas de Bacalhau em
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Cidade do Porto
1. Bacalhoeiros junto ao Cais do Bicalho
2. Bacalhoeiros descarregando no Cais da Estiva
na Ribeira
3. Transporte do Bacalhau para os armazéns
1 2
3
Antigo Armazém Frigorífico em Massarelos
O edifício branco à direita é a
Casa do Infante
que durante muitos anos
serviu de armazém
Só a partir de 1923 Barcos e Pescadores
começaram a receber assistência nos mares da
Terra Nova.
O primeiro barco com essa missão foi o
Carvalho Araújo, cruzador que tinha pertencido à
Armada Britânica. Breve foi essa sua missão por
não ter capacidade para tal. Exerceu outras e foi
abatido ao efectivo com afundamento ao largo de
Luanda em 1959, como navio-hidrográfico.
O segundo foi o cargueiro alemão Lahneck que
havia sido capturado. Transformado em estaleiros
Holandeses num barco-hospital esteve ao serviço
de 1927 a 1954. Recebeu o nome de Gil Eannes.
O terceiro navio-hospital recebeu o mesmo nome e
foi construído nos estaleiros de Viana do Castelo.
Entrou ao serviço em 1955 até à desactivação da
frota pesqueira do Bacalhau. Ficou a apodrecer nas
Docas de Lisboa até 1998
Gil Eannes
Navio-Hospital Gil Eannes
Foi resgatado à sucata em 1998, recuperado e é agora Museu.
É considerado Património Cultural da Cidade de Viana do Castelo
Reprodução de Bacalhoeiros em miniaturas
Museu das Pescas da
Estação Litoral da Aguda (Vila Nova de Gaia)
Casa do Barco, Vila do Conde
Espaços que me ajudaram e ensinaram a conhecer
a
História da Pesca do Bacalhau.
Neles também encontrei as fotos que reproduzo.
http://maolmar.blogs.sapo.pt/
http://allburrica.blogspot.pt/2010/12/o-bacalha./
http://caxinas-a-freguesia.blogs.sapo.pt/
http://naviosavista.blogspot.pt/
http://museumaritimo.cm-ilhavo.pt/
http://marintimidades.blogspot.pt/2011/01/
http://restosdecoleccao.blogspot.pt/
http://lugardoreal.com/fotomemoria.pt/
http://www.fundacaogileannes.pt/
http://ler.letras.up.pt/uploads/ficheiros/8835.pdf
Wikipédia – a Pesca do Bacalhau pelos Portugueses
Muitas histórias de Pescadores e relatos de viagem
aos Mares Frios do Norte podem ser lidas e não só
nos espaços acima referidos.
Mas a História acaba no Prato e este Peixe bem
tratado faz a Delícia dos Portugueses.
E de quem nos visita.
Nada melhor para aguçar o apetite do que vai a seguir.
É só Bacalhau
A Região do
Porto
tem a fama de
maior consumidora
de Bacalhau de
Portugal
Mercearias
tradicionais
expõem-no
todo o ano
Hoje a maior parte do Bacalhau que consumimos
é importado “verde”.
A cura é-lhe dada em unidades fabris
de forma a que o seu processamento
mantenha o paladar que apreciamos.
Mas continua a ser do Mar do Norte a origem
da nossa preferência
1 2
3
1 – À Brás
2 – À Espanhola
3 – Assado com Broa de Milho
1 2
3
1 – Farrapo Velho
2 – À minha moda
3 – Caras cozidas
Espiritual
Assado no Forno
Assado na Brasa À Braga
1
3
1 – Assado na Brasa
2 – À Zé do Pipo
3 – À Gomes de Sá
2
Foto in net
Punheta com grão de Bico
Iscas da Ribeira do Porto
Bolinhos
Migas
Em Portugal
é muito antigo o dito popular de que há 1001 Maneiras de cozinhar Bacalhau.
E existe um livro de Receitas com esse título.
Oferto-vos este link onde encontrarão muitas receitas de Bacalhau
http://www.gastronomias.com/receitas/peixes.htm
No Brasil já era consumido desde os tempos do achamento, mas o seu consumo aumentou com
o acolhimento da Família Real por altura das Invasões Francesas.
Ainda no Brasil, veio a receber o nome de PORTO porque era desta Cidade Portuguesa importado.
Foi fundada uma empresa import-export à qual foi dada o nome de PORTO (COD PORTO)
que só importava o Cod Gadus Morhua, o verdadeiro Bacalhau.
Os Portos da descarga e a comercialização eram a partir de
Salvador e Rio.
O Bacalhau actualmente importado, no Brasil, é originário de vários Países.
Continuam a utilizar o COD PORTO mas a realidade é que a maior parte do peixe consumido é o
Cod Gadus Macrocephalus, o Bacalhau pescado no Pacífico.
Li o mesmo em vários sites brasileiros mas registo sé este onde
está escrito com todas as letras por um brasileiro a trabalhar em Portugal.
http://www.alvinews.com.br/coluna/Literatura/GilmarMoreira/Bacalhau/Verdadeiro_bacalhau.htm
Esta espécie de Bacalhau também se consome em Portugal,
e recebe o mesmo tipo de cura.
No entanto o paladar é bem diferente, embora o seu preço seja mais económico.
Em alguns supermercados está referenciado como
Bacalhau do Pacífico.
Tema musical
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  • 1. Portugal O meu País O Bacalhau E como tudo começou A História A Pesca ou Faina Maior O Fiel Amigo no nosso prato Compilação e Formatação J. Portojo Dezembro de 2012
  • 2. Originário das águas frias dos mares que circundam o Polo Norte, o Bacalhau era já pescado pelos Vikings que no- -lo deram a conhecer . Provavelmente os pescadores portugueses já teriam conhecimento dessas pescas, pois a visita dos marinheiros daquelas paragens era frequente, principalmente à actual Região de Aveiro, nessa altura um golfo enorme que ia de Esmoriz a Norte até à Figueira da Foz a Sul. O Sal já era conhecido (em Portugal o primeiro documento que se lhe refere é de 959) e o pescado começou a ser comercializado salgado. Devido à excelente qualidade do nosso Sal, foi desde esses tempos moeda de troca e posteriormente de negócios. Os Vikings traziam o peixe seco que trocavam pelo sal e os Vinhos da Bairrada. Foi-nos metido assim no paladar o gosto pelo Bacalhau da Noruega. Por causa do Bacalhau, concluiu-se que os Portugueses chegaram à América 17 anos antes de Colombo. Cerca de 1498, João Fernandes Lavrador e Pedro de Barcelos tiveram autorização do Rei para procurar terras no Atlântico Norte, dando o nome de Labrador a uma zona a Norte da Terra Nova. Embora confundido por várias leituras, há quem escreva terem sido Corte Real, pai, e Álvaro Martins Homem os Descobridores da Terra Nova por volta de 1472. Em outras viagens Corte Real explorou a costa americana desde as margens do Rio Hudson até ao Canadá e Península do Labrador, tendo chegado à Gronelândia. João Alvares Fagundes, navegador e armador de Viana do Castelo em 1521, faz o reconhecimento da costa nordeste americana. Em 1504, já havia na Terra Nova colónias de Portugueses, Pescadores de Aveiro e Viana do Castelo. Entre 1520 e 1525, Colonos de Viana dedicavam-se à pesca e seca do peixe entre Abril e Setembro. Em 1303 um tal Afonso Martins em representação dos pescadores da bairrada, estabelece um acordo com o Rei Eduardo II de Inglaterra para pescar bacalhau nas costas Britânicas. Não consegui confirmar embora noutro local haja uma referencia que naquele ano houve um acordo com os Ingleses. Em 1353, o Portuense Afonso Martins Alho fecha com a Rei Inglês Eduardo III o primeiro tratado de Comércio de que há conhecimento. Daqui nasceu a frase popular “Fino como um Alho”. Uma das cláusulas era a utilização dos portos ingleses para a pesca. Daqui partiu-se para o Tratado final de 1373, o mais antigo, activo, no mundo. A rota da Terra Nova passou a ser dominada pelos Portugueses e de tal importância era que o Rei D. Manuel I lançou um imposto sobre a Pesca na Terra Nova, igual ao que incidia sobre o Bacalhau importado. Em 1550 saíram cerca de 150 Naus, tendo contribuído o Porto de Aveiro com 60. Era o maior Porto Português na altura. Quando estivemos debaixo do domínio castelhano, Filipe III mandou arregimentar toda a frota pesqueira para ser incluída na Armada Invencível. Foi a destruição da pesca do Bacalhau. Só voltaríamos à Terra Nova dois séculos depois. Em 1830 foram criados incentivos à Pesca do Bacalhau com a extinção dos dízimos e a construção de 19 barcos. Esta saga histórica terminou praticamente nos princípios dos anos 70 do século passado. Hoje em dia a pesca é totalmente diferente e efectua-se em vários mares do Atlântico e Pacífico Norte. Capturam-se várias espécies de Bacalhau, mas a nossa preferência é para o verdadeiro Gadus Morhua que habita regiões do Canadá e do Mar da Noruega
  • 3. Gravura antiga da Terra Nova (New Found Land) Pesca, descarga do Bacalhau e as várias fases da sua preparação Esta Região terá sido descoberta cerca de 1472 por João Vaz Corte-Real e Álvaro Martins Homem Mais tarde será a João Alvares Fagundes que se deve o reconhecimento da Costa
  • 4. Veleiros Portugueses da Pesca do Bacalhau. Em 1938 estavam registados 51 navios, alguns já desactualizados Haviam 2 com mais de 60 anos, 2 com mais de 50, 1 com mais de 30 anos.
  • 5. Lugres, Escunas, Patachos. Até 1940 foram lançados à água mais 15 navios. O número de arrastões subiu entre 1943-51 de 6 para 20 Santa Joana O primeiro arrastão português Lançado à água em 1936 Durante a 2ª Guerra Mundial, os barcos foram pintados de branco e a Bandeira Nacional bem visível para evitar os ataques dos alemães. Mesmo assim, alguns Bacalhoeiros foram afundados
  • 6. O AVIZ ancorado no Cais do Bicalho, no Porto
  • 7. A Bênção dos Bacalhoeiros Concentrados em Lisboa a partir de 1937 antes de iniciarem a sua viagem de entre 5 e 6 meses os Bacalhoeiros sofreram a propaganda do regime ditatorial vigente com a bênção dos barcos.
  • 8. Lançamento à água dos Dóris Os Dóris eram pequenas embarcações de 4 a 5 metros, pesando entre 80 e 100 Kg. Com um único tripulante eram lançados à água e cada Capitão procurava o seu pesqueiro. Só regressavam ao Navio-Mãe quando o pequeno barco estivesse totalmente carregado de peixe.
  • 9. Pescadores na faina nos seus Dóris Os temporais, o frio, o nevoeiro e também o cansaço eram os inimigos Muitos pescadores morreram e de alguns nunca mais se soube
  • 10. Descarga do Pescado dos Dóris para o Navio-Mãe. À esquerda em baixo, preparando as linhas de anzóis, o Trol conforme lhe chamavam, que era arrumado em cestos. Uma vez no local de pesca, eram largados com uma pequena âncora e espalhados por um espaço grande.
  • 11. Trabalho a Bordo O Trote, o Parte-Cabeças, a Escala, a Lavagem, a Salga e a Canja A Epopeia dos Bacalhaus Francisco Manso e Óscar Cruz
  • 12. Trabalho e momentos de descontração
  • 13. Imagens dos anos 60 do séc. 20 O Veleiro e os Dóris O Pescado Porto de Saint John’s na Terra Nova Navios ancorados Era um ponto de encontro e também de assistência médica e abastecimento dos Barcos Portugueses
  • 16. Gafanha da Nazaré Lugres e Seca do Bacalhau Arquivo pessoal de Ana Maria Lopes
  • 17. O Lugre Creoula de 1937 Agora é Escola de futuros mareantes Bota-abaixo em Viana do Castelo
  • 18. A Secagem Natural Após a salga, é um dos mais primitivos processos de preservação dos alimentos, tendo desde a Antiguidade sido um dos recursos económicos mais importantes das populações, sustentando o desenvolvimento da pesca. Este trabalho exigia muita mão d’obra quási sempre Feminina. E paga miseravelmente. Secas de Bacalhau em Viana do Castelo e Vila do Conde
  • 19. Cidade do Porto 1. Bacalhoeiros junto ao Cais do Bicalho 2. Bacalhoeiros descarregando no Cais da Estiva na Ribeira 3. Transporte do Bacalhau para os armazéns 1 2 3 Antigo Armazém Frigorífico em Massarelos O edifício branco à direita é a Casa do Infante que durante muitos anos serviu de armazém
  • 20. Só a partir de 1923 Barcos e Pescadores começaram a receber assistência nos mares da Terra Nova. O primeiro barco com essa missão foi o Carvalho Araújo, cruzador que tinha pertencido à Armada Britânica. Breve foi essa sua missão por não ter capacidade para tal. Exerceu outras e foi abatido ao efectivo com afundamento ao largo de Luanda em 1959, como navio-hidrográfico. O segundo foi o cargueiro alemão Lahneck que havia sido capturado. Transformado em estaleiros Holandeses num barco-hospital esteve ao serviço de 1927 a 1954. Recebeu o nome de Gil Eannes. O terceiro navio-hospital recebeu o mesmo nome e foi construído nos estaleiros de Viana do Castelo. Entrou ao serviço em 1955 até à desactivação da frota pesqueira do Bacalhau. Ficou a apodrecer nas Docas de Lisboa até 1998 Gil Eannes
  • 21. Navio-Hospital Gil Eannes Foi resgatado à sucata em 1998, recuperado e é agora Museu. É considerado Património Cultural da Cidade de Viana do Castelo
  • 22. Reprodução de Bacalhoeiros em miniaturas Museu das Pescas da Estação Litoral da Aguda (Vila Nova de Gaia) Casa do Barco, Vila do Conde
  • 23. Espaços que me ajudaram e ensinaram a conhecer a História da Pesca do Bacalhau. Neles também encontrei as fotos que reproduzo. http://maolmar.blogs.sapo.pt/ http://allburrica.blogspot.pt/2010/12/o-bacalha./ http://caxinas-a-freguesia.blogs.sapo.pt/ http://naviosavista.blogspot.pt/ http://museumaritimo.cm-ilhavo.pt/ http://marintimidades.blogspot.pt/2011/01/ http://restosdecoleccao.blogspot.pt/ http://lugardoreal.com/fotomemoria.pt/ http://www.fundacaogileannes.pt/ http://ler.letras.up.pt/uploads/ficheiros/8835.pdf Wikipédia – a Pesca do Bacalhau pelos Portugueses Muitas histórias de Pescadores e relatos de viagem aos Mares Frios do Norte podem ser lidas e não só nos espaços acima referidos. Mas a História acaba no Prato e este Peixe bem tratado faz a Delícia dos Portugueses. E de quem nos visita. Nada melhor para aguçar o apetite do que vai a seguir. É só Bacalhau
  • 24. A Região do Porto tem a fama de maior consumidora de Bacalhau de Portugal Mercearias tradicionais expõem-no todo o ano
  • 25. Hoje a maior parte do Bacalhau que consumimos é importado “verde”. A cura é-lhe dada em unidades fabris de forma a que o seu processamento mantenha o paladar que apreciamos. Mas continua a ser do Mar do Norte a origem da nossa preferência
  • 26. 1 2 3 1 – À Brás 2 – À Espanhola 3 – Assado com Broa de Milho
  • 27. 1 2 3 1 – Farrapo Velho 2 – À minha moda 3 – Caras cozidas
  • 29. 1 3 1 – Assado na Brasa 2 – À Zé do Pipo 3 – À Gomes de Sá 2 Foto in net
  • 30. Punheta com grão de Bico Iscas da Ribeira do Porto Bolinhos Migas
  • 31. Em Portugal é muito antigo o dito popular de que há 1001 Maneiras de cozinhar Bacalhau. E existe um livro de Receitas com esse título. Oferto-vos este link onde encontrarão muitas receitas de Bacalhau http://www.gastronomias.com/receitas/peixes.htm No Brasil já era consumido desde os tempos do achamento, mas o seu consumo aumentou com o acolhimento da Família Real por altura das Invasões Francesas. Ainda no Brasil, veio a receber o nome de PORTO porque era desta Cidade Portuguesa importado. Foi fundada uma empresa import-export à qual foi dada o nome de PORTO (COD PORTO) que só importava o Cod Gadus Morhua, o verdadeiro Bacalhau. Os Portos da descarga e a comercialização eram a partir de Salvador e Rio. O Bacalhau actualmente importado, no Brasil, é originário de vários Países. Continuam a utilizar o COD PORTO mas a realidade é que a maior parte do peixe consumido é o Cod Gadus Macrocephalus, o Bacalhau pescado no Pacífico. Li o mesmo em vários sites brasileiros mas registo sé este onde está escrito com todas as letras por um brasileiro a trabalhar em Portugal. http://www.alvinews.com.br/coluna/Literatura/GilmarMoreira/Bacalhau/Verdadeiro_bacalhau.htm Esta espécie de Bacalhau também se consome em Portugal, e recebe o mesmo tipo de cura. No entanto o paladar é bem diferente, embora o seu preço seja mais económico. Em alguns supermercados está referenciado como Bacalhau do Pacífico.
  • 32. Tema musical Ó Gente da Minha Terra Voz Mariza Algumas imagens e recolha de textos Internet Outras Fotos e formatação J. Portojo http://portojofotos.blogspot.pt portojo@gmail.com