APOSEMATISMO
     Animais não-palatatáveis, tóxicos ou
  venenosos frequentemente anunciam sua
impalatabilidade através de coloração de alerta,
   conhecida como coloração aposemática.
 Espécies que possuem este display incluem
   muitas rãs venenosas (Dendrobatidae),
 salamandras (Salamandridae), o venenoso
    Mostro de Gila (Helodermatidae) e as
    serpentes coral e marinha (Elapidae).
Aposematismo e Mimetismo
    As espécies aposemáticas são, com
    freqüência, modelos em sistemas de
mimetismo por convergência a um padrão de
coloração comum em espécies que, de resto,
           não são semelhantes.
Os predadores que são visualmente orientados
   podem ser responsáveis pela origem e a
   manutenção de polimorfismo balanceado
     produzido por seleção aposemática,
polimorfismo para a camuflagem, polimorfismo
  mimético do tipo batesiano ou mulleriano e
    polimorfismo de animais aposemáticos.
MIMETISMO
     Consiste na presença, por parte de
   determinados organismos denominados
     mímicos, de características que os
     confundem com um outro grupo de
          organismos, os modelos.
Essa semelhança pode se dar principalmente
  no padrão de coloração, textura, forma do
   corpo, comportamento e características
  químicas, e deve conferir ao mímico uma
            vantagem adaptativa
MIMETISMO
 O mimetismo é comumente confundido com
              a camuflagem.
No entanto, a distinção entre esses processos
 se dá pelo fato de que o mimetismo consiste
    na semelhança com um organismo em
  específico, enquanto a camuflagem ocorre
  quando determinado organismo possui um
   padrão de coloração semelhante ao seu
      entorno, dificultando sua detecção.
MIMETISMO DEFENSIVO
 Tem como alvo os predadores do mímico.
 Quando um organismo (perigoso ou não)
mimetiza outro organismo perigoso. Como o
 mimetismo batesiano, onde uma espécie
inofensiva mimetiza uma espécie perigosa




         Pseudoautomeris hubneri (Boisduval, 1875)
    Asas posteriores miméricas com os olhos de pássaros.
Mimetismo Batesiano
O mímico compartilha
caracterísiticas similares
  ao modelo, mas não
 possui as habilidades
 que conferem defesa
 contra os predadores

                        Mímicos da vespa – possuem o mesmo
                      padrão de cor, mas são incapazes de ferroar
Mimetismo de diversas espécies de borboleta em relação às espécies modelo
                         do gênero Dismorphia
Mimetismo da cobra Naja pela espécie Malpolon moilensis, que apesar de
           possuir um veneno moderado não é peçonhenta
Mimetismo da cobra Coral pela espécie Lampropeltis triangulum, que ao
           contrário da espécie modelo não é peçonhenta
Mimetismo Mülleriano
Duas ou mais espécies
     compartilham
caracterísiticas similares
     e possuem as
    habilidades que
conferem defesa contra
     os predadores

        Borboletas Monarcas (Danaus plexippus) e Borboletas Vice-rei (Limenitis
               archippus) compartilham semelhanças e impalatabilidade
MIMETISMO AGRESSIVO
    Tem como alvo a presa do mímico.
Organismos perigosos que imitam situações
               inofensivas




       Myrmarachne plataleoides - Fêmea da espécie de
               aranha que mimetiza formigas.
MIMETISMO AGRESSIVO




   Humpback anglerfish usa uma espinha dorsal
  modificada como uma “isca” bioluminescente para
               capturar suas presas
MIMETISMO REPRODUTIVO
Muito comum em plantas, que mimetizam a
 fêmea de algumas espécies de inseto e se
beneficiam da tentativa de cópula do macho
           para sua polinização.
Ophrys insectifera - Espécie de orquídea que depende
da polinização de machos de moscas e abelhas que a
              confundem com a fêmea.
CAMUFLAGEM
   Conjunto de técnicas e métodos que
 permitem a um dado organismo ou objeto
 permanecer indistinto do ambiente que o
                 cerca.
  Têm-se como exemplos desde as cores
 amadeiradas do bicho-pau até as manchas
verdes-marrons nos uniformes dos soldados
               modernos.
Rã camuflada entre ervilhas-d'água
CAMUFLAGEM
A camuflagem pode ocorrer pela cor, forma ou
         tipo de cobertura do animal.
    Como o objetivo final da camuflagem é
  esconder o animal de outros, a fisiologia e o
   comportamento de seus predadores ou de
     suas presas é altamente significante.
 Por exemplo, não há sentido em um animal
 replicar a cor de seu meio ambiente se o seu
  principal predador for insensível às cores. O
   fator mais importante é o meio ambiente.
Bicho-pau se camuflando como outro objeto
Linguado se camuflando com as pedras do fundo do mar
Camaleão se camuflando por adaptação da pigmentação ao meio
Camaleão se camuflando por adaptação da pigmentação ao meio
Camaleão é o nome dado a todos
os animais pertencentes à família
Chamaeleonidae, uma das mais
conhecidas famílias de lagartos.
Há cerca de 80 espécies de
camaleões, a maior parte delas na
África, ao sul do Saara, estando
também presentes em Portugal e
em Espanha.
Os camaleões distinguem-se de
outros lagartos pela habilidade de
algumas espécies em trocar de
cor, por sua língua rápida e
alongada, por seus olhos, que
podem ser movidos
independentemente um do outro,
tendo alguns membros da família
cauda preênsil. A família teve
origem há mais de 100 milhões de
anos, quando se separou da
família Agamidae, de acordo com o
registo fóssil.

1° Ano Mimetismo Aposematismo Camuflagem

  • 1.
    APOSEMATISMO Animais não-palatatáveis, tóxicos ou venenosos frequentemente anunciam sua impalatabilidade através de coloração de alerta, conhecida como coloração aposemática. Espécies que possuem este display incluem muitas rãs venenosas (Dendrobatidae), salamandras (Salamandridae), o venenoso Mostro de Gila (Helodermatidae) e as serpentes coral e marinha (Elapidae).
  • 3.
    Aposematismo e Mimetismo As espécies aposemáticas são, com freqüência, modelos em sistemas de mimetismo por convergência a um padrão de coloração comum em espécies que, de resto, não são semelhantes. Os predadores que são visualmente orientados podem ser responsáveis pela origem e a manutenção de polimorfismo balanceado produzido por seleção aposemática, polimorfismo para a camuflagem, polimorfismo mimético do tipo batesiano ou mulleriano e polimorfismo de animais aposemáticos.
  • 4.
    MIMETISMO Consiste na presença, por parte de determinados organismos denominados mímicos, de características que os confundem com um outro grupo de organismos, os modelos. Essa semelhança pode se dar principalmente no padrão de coloração, textura, forma do corpo, comportamento e características químicas, e deve conferir ao mímico uma vantagem adaptativa
  • 5.
    MIMETISMO O mimetismoé comumente confundido com a camuflagem. No entanto, a distinção entre esses processos se dá pelo fato de que o mimetismo consiste na semelhança com um organismo em específico, enquanto a camuflagem ocorre quando determinado organismo possui um padrão de coloração semelhante ao seu entorno, dificultando sua detecção.
  • 6.
    MIMETISMO DEFENSIVO Temcomo alvo os predadores do mímico. Quando um organismo (perigoso ou não) mimetiza outro organismo perigoso. Como o mimetismo batesiano, onde uma espécie inofensiva mimetiza uma espécie perigosa Pseudoautomeris hubneri (Boisduval, 1875) Asas posteriores miméricas com os olhos de pássaros.
  • 7.
    Mimetismo Batesiano O mímicocompartilha caracterísiticas similares ao modelo, mas não possui as habilidades que conferem defesa contra os predadores Mímicos da vespa – possuem o mesmo padrão de cor, mas são incapazes de ferroar
  • 8.
    Mimetismo de diversasespécies de borboleta em relação às espécies modelo do gênero Dismorphia
  • 9.
    Mimetismo da cobraNaja pela espécie Malpolon moilensis, que apesar de possuir um veneno moderado não é peçonhenta
  • 10.
    Mimetismo da cobraCoral pela espécie Lampropeltis triangulum, que ao contrário da espécie modelo não é peçonhenta
  • 11.
    Mimetismo Mülleriano Duas oumais espécies compartilham caracterísiticas similares e possuem as habilidades que conferem defesa contra os predadores Borboletas Monarcas (Danaus plexippus) e Borboletas Vice-rei (Limenitis archippus) compartilham semelhanças e impalatabilidade
  • 12.
    MIMETISMO AGRESSIVO Tem como alvo a presa do mímico. Organismos perigosos que imitam situações inofensivas Myrmarachne plataleoides - Fêmea da espécie de aranha que mimetiza formigas.
  • 13.
    MIMETISMO AGRESSIVO Humpback anglerfish usa uma espinha dorsal modificada como uma “isca” bioluminescente para capturar suas presas
  • 14.
    MIMETISMO REPRODUTIVO Muito comumem plantas, que mimetizam a fêmea de algumas espécies de inseto e se beneficiam da tentativa de cópula do macho para sua polinização.
  • 15.
    Ophrys insectifera -Espécie de orquídea que depende da polinização de machos de moscas e abelhas que a confundem com a fêmea.
  • 16.
    CAMUFLAGEM Conjunto de técnicas e métodos que permitem a um dado organismo ou objeto permanecer indistinto do ambiente que o cerca. Têm-se como exemplos desde as cores amadeiradas do bicho-pau até as manchas verdes-marrons nos uniformes dos soldados modernos.
  • 17.
    Rã camuflada entreervilhas-d'água
  • 18.
    CAMUFLAGEM A camuflagem podeocorrer pela cor, forma ou tipo de cobertura do animal. Como o objetivo final da camuflagem é esconder o animal de outros, a fisiologia e o comportamento de seus predadores ou de suas presas é altamente significante. Por exemplo, não há sentido em um animal replicar a cor de seu meio ambiente se o seu principal predador for insensível às cores. O fator mais importante é o meio ambiente.
  • 19.
    Bicho-pau se camuflandocomo outro objeto
  • 20.
    Linguado se camuflandocom as pedras do fundo do mar
  • 21.
    Camaleão se camuflandopor adaptação da pigmentação ao meio
  • 22.
    Camaleão se camuflandopor adaptação da pigmentação ao meio
  • 23.
    Camaleão é onome dado a todos os animais pertencentes à família Chamaeleonidae, uma das mais conhecidas famílias de lagartos. Há cerca de 80 espécies de camaleões, a maior parte delas na África, ao sul do Saara, estando também presentes em Portugal e em Espanha. Os camaleões distinguem-se de outros lagartos pela habilidade de algumas espécies em trocar de cor, por sua língua rápida e alongada, por seus olhos, que podem ser movidos independentemente um do outro, tendo alguns membros da família cauda preênsil. A família teve origem há mais de 100 milhões de anos, quando se separou da família Agamidae, de acordo com o registo fóssil.