INTERAÇÕES PREDAROR-
PRESA E SUAS
ESTRATÉGIAS
Diogo B. Provete
Fabrício J. Pereira
Júlio C. Noronha
Mario Sacramento
INTRODUÇÃO
• Tópicos a serem abordados
– Conceitos
– Estratégias utilizadas por presas e
predadores
– Mecanismos de grupos animais
selecionados frente à predação
INTRODUÇÃO
• Predadores: organismos ativos, carnívoros,
não parasitas, que consomem todo ou parte
de outro organismo vivo, retirando-o da
população, ou reduzindo o seu
desenvolvimento, fecundidade ou
sobrevivência.
• Tipos de predador: (Pinto-Coelho)
Não há um termo satisfatório para
descrever todos os “animais consumidores
de organismos vivos”
INTRODUÇÃO
• Predadores regulam a população de
suas presas;
• Predador eficiente = captura a presa
c/ < gasto de energia.
INTRODUÇÃO
• Defesa química
– Veneno (Pred & Pres)
– Impalatabilidade (Presas)
• Defesa comportamental
– Mimetismo (Pred & Pres)
– Camuflagem (Pred & Pres)
– Tanatose (Presas)
– Aposematismo (Pres & Pred)
– Fuga (Presas)
• Adaptações morfológicas (Pred & Pres)
DEFESA QUÍMICA
• Veneno => usado
para paralisar a
vítima do ataque.
DEFESA QUÍMICA
• O besouro bombardeiro
lança jatos de ácido
para afugentar os
predadores
• Impalatabilidade =>
girinos do gênero Bufo
são impalatáveis e por
isso têm
comportamento
agregário. Outro
exemplo seria vespas...
DEFESA COMPORTAMENTAL
• Camuflagem => Capacidade que têm
certos animais de adaptar-se
(confundir-se) à cor do ambiente ou
de outros seres ou objetos, para
passarem despercebidos de seus
predadores/presas. Comumente
encontrado em animais pouco ativos.
Dilema: defesa contra pred x atração
de parceiros, defesa de território.
Onde está Wally?
DEFESA COMPORTAMENTAL
• Mimetismo => habilidade que alguns animais
têm de imitar o comportamento ou o padrão
de coloração de outros. Muito comum em
insetos. Três tipos (p/ animais): Batesiana
(animais palatáveis que imitam o padrão de
cores daqueles impalatáveis/venenosos);
Mülleriana (quando tanto o “original” e o
mímico são impalatáveis) e agressiva (onde
uma espécie imita o comportamento ou a
coloração de uma outra a fim de predar).
Larva de
traça.
Mimicria
aposemática
Zangão.
Mimicria
agressiva
DEFESA COMPORTAMENTAL
• Tanatose =>
comportamento de
“fingir-se de morto”.
Isso ajuda a
afugentar predadores
que preferem
alimentar-se de
presas vivas ou ainda
frescas. Só que nem
sempre funciona...
DEFESA COMPORTAMENTAL
• Fuga => pernas pra
que te quero!!!
Geralmente este
artifício é utilizado
por animais de
pequeno porte
quando são
defrontados com
predadores
maiores.
DEFESA COMPORTAMENTAL
• Aposematismo=> coloração de aviso de
partes do corpo ou do corpo todo exibida por
animais venenosos ou que são impalatáveis.
Insetos aposemáticos normalmente vivem em
grupos, pois isto aumentaria a probabilidade
de sobrevivência.
BELAS E PERIGOSAS
Belas e perigosas
Adaptações morfológicas
• Percebe-se
tanto em
predadores e
presas; unhas,
garras,
espinhos...
DEFESA COMPORTAMENTAL
• Vigília => beneficia o
grupo como um todo.
Usado por animais que
vivem em estruturas
sociais.
DEFESA COMPORTAMENTAL
• Cardumes => têm
a função de
confundir o
predador.
CNIDÁRIOS
• Predadores formidáveis.
• Cnidócitos: defesa e captura de alimentos.
• Cápsula: o nematocisto - líquido tóxico e um
filamento, geralmente farpado, enrolado.
• Estimulação do cnidócito → evaginação do
filamento.
• O simples estímulo mecânico é suficiente?
ZOOPLÂNCTON
• Coluna d’água como seu habitat principal.
• Protozoários (flagelados, sarcodinas e
ciliados) e metazoários, destacando-se os
rotíferos, cladóceros e copépodos
(crustáceos) e larvas de dípteros (insetos)
da família Chaoboridae.
ROTÍFEROS
• Presença do mástax e da corona.
Duas estratégias principais para predação:
1 - Tipo “Fórceps”: peças do mástax têm a
forma de um par de pinças. Exemplo:
Asplanchna priodonta pode se alimentar tanto
de rotíferos como Keratella, quanto de algas
grandes como Dinobryon.
2 - Tipo “sugador”: um órgão em forma de dedos
que segura e suga os alimentos e um outro
órgão em forma de estilete, o mástax que
perfura a presa e suga-a.
CLADÓCEROS
• Mais freqüentes em água doce: Sididae,
Daphnidae, Bosmidae e Chydoridae.
• Distribuição heterogênea na coluna d’água:
dia e noite.
• São por excelência filtradores. Somente os
Polyphemidae e Leptodoride são
predadores.
• Ciclomorfose: variação de formas e
tamanhos durante o desenvolvimento. Ex: D.
cucullata no lago Fure (Dinamarca), em
determinadas épocas do ano possuem um
grande elmo - defesa contra predadores.
• Apoio: distribuição dos grupos que
sofrem ciclomorfose acentuada (Daphnia
e Bosmina) coincidente com a
distribuição de seu maior predador, a
forma jovem do peixe Coregonus.
• Alongamento do corpo dos cladóceros:
mecanismo de defesa - transparência.
COPÉPODOS
• Formam com os cladóceros os organismos
mais típicos do chamado plâncton de rede.
• Corpo alongado.
• Principais ordens: Cyclopoida, Calanoida e
Harpacticoida.
• Calanóides: filtradores.
• Ciclopóides: são carnívoros (microcrustáceos,
larvas de dípteros e oligoquetas). Ex:
Mesocyclops preda seletivamente
copepoditos de Diaptomus e espécies de
cladóceros. Espécies carnívoras são maiores
que as herbívoras
Predação de peixes sobre o
zooplâncton
• Alta densidade de peixes predadores →
baixa densidade de organismos
zooplanctônicos de grande porte como
Daphnia e alta de pequeno porte como
Bosmina, Ceriodaphnia, Chydorus e rotíferos.
• Duas estratégias de predação: a predação
visual e a filtração.
• Predação visual: diurna, presas móveis e de
grande tamanho.
• Pigmentação das presas (olhos em Cladocera):
mais visíveis
• Filtração: por deslocamento ou bombeamento
(evitada por presas mais fugazes)
 Os cladóceros de maior tamanho são
selecionados preferencialmente aos
copépodos: natação rápida e mudança
freqüente de direção.
• Durante o dia: maior predação → migração do
zooplâncton.
Adaptações anatômicas:
 Desenvolvimento de estruturas pouco visíveis,
como elmos;
 Aumento do tamanho real sem contudo
aumentar sua visibilidade(compressão lateral
em Daphnia);
 Polimorfismo (mudanças de formas) nos
cladóceros.
Predação de invertebrados
aquáticos sobre o zooplâncton
• Larva de Diptera (Chaoborus): copépodos,
cladóceros e alguns animais bentônicos.
• Cyclopoida: selecionam suas presas pelo
tamanho, velocidade de nado e
comportamento. Preferem as formas
alongadas dos Diaphanossoma ou dos
copepoditos de Calonoida.
• Bosmina: dobra suas antenas num sulco, em
seguida afundando passivamente →
estratégia.
ANELÍDEOS
• Poliquetas tubículas: abrigo protetor e/ou
como uma cova para capturarem as presas
• Onufídeos (Diopatra e Onuphis): tubos
ornamentados → refúgio críptico e
detecção de possíveis predadores ou presas
→ quimiorreceptores monitoram a
corrente d’água.
• Presas: pequenos invertebrados capturados
por uma faringe eversível.
• Oligoquetas: maioria detritívoros
• Gênero Chaetogaster: (pequenos oligoquetos
comensais de caramujos de água doce) são
predadores e capturam amebas, ciliados,
rotíferos e larvas de trematódeos por meio
da ação aspiratória da faringe.
• Sanguessugas: Erpobdellidae →
sanguessugas predadoras (vermes,
caramujos e larvas de insetos) → presa
engolida inteira.
• Glossifonídeos (Rhynchobdellida) → sugam
todas as partes moles da presa.
MOLLUSCA
• Características gerais do grupo.
• Principais grupos de moluscos predadores:
• Cephalopoda - adaptações - velocidade,
desenvolvimento cerebral, estratégias, tentáculos, bico,
olhos, veneno. Predam animais desde invertebrados ou
vertebrados inclusive nadantes
• Gastropoda - rádula com dentes, formas canibais e
predadores de animais sésseis, veneno.
• Potenciais presas - são predados por: equinodermos,
crustáceos, peixes, aves, repteis, mamíferos etc.
• Cefalopodos evitam ataques com fuga rápida e
liberação de tinta. Podem ainda mimetizar o ambiente
mudando padrão de cores, com ação de músculos e
mudança instantânea de cor.
• Gastrópodos podem evitar ataques com
suas conchas, caracterizando proteção
mecânica.
• As conchas podem gerar padrões de
ornamentação que evitam ataques pelo
aumento do tamanho das mesmas, espinhos,
incrustações etc.
• Padrões de coloração em conchas podem
mimetizar e esconder os moluscos dos
potenciais predadores.
• Pode ocorrer isolamento interno da concha
total ou parcial.
ARTRHOPODA - CRUSTACEA
• Crustacea, Chelicerata e Unirramia são os filos que
que formam o grupo dos artrópodos.
• Características gerais e ambientes que se
encontram.
• Principais predadores - Malacostracos
• Grupo Hoplocarida: tamburatacas, apêndices
subquelados, golpes extremamente fortes, garras
cortantes, impactos de armas de calibre 0.22.
• Decapoda: grande maioria dos crustáceos
predadores, formas com diferentes estratégias para
ataques, velocidade de locomoção, apêndices
quelados.
• São predadores de invertebrados e pequenos peixes,
canibalismo.
• Podem ser predados por peixes e outros
vertebrados e invertebrados.
• Para defesa podem exibir exoesqueleto
calcificado.
• Podem exibir camuflagem e mimetismo,
comportamento criptico.
• Formas do zooplâncton exibem espinhos para
defesa.
• O caranguejo paguro aproveita conchas de
gastropodos.
ARTRHOPODA - CHELICETRATA
• Maioria formas predadoras, quelíceras, digestão
extra-oral, sem mandíbulas.
• As formas predadoras podem exibir: quelas,
quelíceras, veneno, dentes, cerdas etc.
• Os límulos, predam moluscos e poliquetos, possuem
gnatobases e moela para triturar as presas.
• Os Pycnogona, possuem dentes, cerdas e
mecansimo para faringe sugar a presa. Predam
esponjas, cnidários e briozoários.
• Os Arachnida formam 98% dos chelicerados.
Predadores de insetos basicamente.
• Quelicerados predam predominantemente insetos.
• Aranhas - aparelho de produção e inoculação de
veneno, produção de seda, teias com formas
variadas para capturar presa.
• Comportamentos complexos para captura de presa.
• Canibalismo com a fêmea devorando o macho
depois da cópula, e filhotes depois do nascimento.
• Podem ser presas de: repteis, aves, mamíferos ou
outros artropodos.
• Defesas - velocidade, coloração aposemática,
comportamento criptico, algumas aranhas
desprendem pernas para possibilitar a fuga.
• Machos de aranhas desenvolveram formas de
evitar a predação.
ARTRHOPODA - UNIRRAMIA
• Características gerais.
• Predadores - os chilopodos e insetos das ordens:
Orthoptera, Hymenoptera, Odonata e Coleoptera.
• Podem usar quelas e sub-quelas, veneno, ferrões,
aparelho bucal, espinhos entre outras adaptações para
caça.
• Possuem comportamentos variados para captura da
presa.
• São presas de vários grupos animais.
• Para evitar a predação podem apresentar nos
miriapodos calcificação do exoesqueleto e presença de
glândulas repugnatórias que expelem complexas
misturas e inclusive HCN.
• Em insetos: defesas químicas produzidas pelo
animal principalmente no grupo dos
Hymenopteros, com ácido formico.
• Besouros Brachinus podem expelir jatos de
spray contendo misturas complexas,
acompanhado de barulho, à temperaturas de
100ºC.
• outros grupos adquirem veneno pela
alimentação.
• Podem exibir coloração aposemática,
comportamento criptico, mimetismo de bates
ou müleriano, mimetismo do ambiente.
ECHINODERMATA
• Características gerais.
• Única classe predadora é a Asteroidea,
eversão do estômago.
• Podem ser predados por alguns animais,
possuem defesas como as pedicelárias,
produção de veneno, espinhos destacáveis, e
calcificação da parte externa.
VERTEBRADOS
Grande variedade de modos e estratégias.
Forte pressão seletiva do meio.
Evolução e aprimoramento;
Aspectos:
-Estruturais e morfológicos;
-Comportamentais (complexidade do SNC);
-Ecológicos.
Adaptação e especialização.
PEIXES
ANFÍBIOS
RÉPTEIS
COMO PREDADORES:
• Língua viscosa e protrátil (Ex: camaleão).
• Camuflagem agressiva.
• Engodo caudal (Ex: spp de cobra-cipó da Mata Atlântica).
• Saliva com bactérias mortais (Ex: dragão de komôdo).
• Afogamento (Ex; crocodilos).
COMO PRESAS:
• Cascos e couraças (Ex: quelônios e crocodilianos).
• Alerta sonoro (Ex; guiso de crotalídeos).
• Mimetismo (Ex: corais falsa e verdadeira).
• Achatamento do corpo (Ex: boipeva).
• Descarga cloacal.
• Tanatose.
• Chicoteio com a cauda.
• Uso de dentes e garras.
AVES
COMO PREDADORES:
• Camuflagem
• Anexos córneos (Ex: bicos; garras; etc).
• Visão aguçada (Ex: rapinantes).
COMO PRESAS:
• Camuflagem defensiva (Ex: urutau; fêmeas no ninho; padrão de
pintas e manchas nos ovos;spp que trocam de coloração no
inverno; etc).
• Imobilidade (Ex: fêmeas no ninho; urutau; curiango).
• Grito de intimidação.
• Eriçamento das penas.
• Uso do bico e das garras.
• Desprendimento das penas.
• Regurgitação e descarga cloacal.
Mamíferos
REFERÊNCIAS
• BARNES, R.S.K; CALOW, P; OLIVE, R.J.W;
Os invertebrados uma nova síntese, São
Paulo, Atheneu, 1995, 526p.
• RICKLEFS, R.E; A economia da Natureza,
3ª ed., Rio de Janeiro, Guanabara Koogan,
1996, 470p.

Interações predador-presa

  • 1.
    INTERAÇÕES PREDAROR- PRESA ESUAS ESTRATÉGIAS Diogo B. Provete Fabrício J. Pereira Júlio C. Noronha Mario Sacramento
  • 2.
    INTRODUÇÃO • Tópicos aserem abordados – Conceitos – Estratégias utilizadas por presas e predadores – Mecanismos de grupos animais selecionados frente à predação
  • 3.
    INTRODUÇÃO • Predadores: organismosativos, carnívoros, não parasitas, que consomem todo ou parte de outro organismo vivo, retirando-o da população, ou reduzindo o seu desenvolvimento, fecundidade ou sobrevivência. • Tipos de predador: (Pinto-Coelho) Não há um termo satisfatório para descrever todos os “animais consumidores de organismos vivos”
  • 4.
    INTRODUÇÃO • Predadores regulama população de suas presas; • Predador eficiente = captura a presa c/ < gasto de energia.
  • 5.
    INTRODUÇÃO • Defesa química –Veneno (Pred & Pres) – Impalatabilidade (Presas) • Defesa comportamental – Mimetismo (Pred & Pres) – Camuflagem (Pred & Pres) – Tanatose (Presas) – Aposematismo (Pres & Pred) – Fuga (Presas) • Adaptações morfológicas (Pred & Pres)
  • 6.
    DEFESA QUÍMICA • Veneno=> usado para paralisar a vítima do ataque.
  • 7.
    DEFESA QUÍMICA • Obesouro bombardeiro lança jatos de ácido para afugentar os predadores • Impalatabilidade => girinos do gênero Bufo são impalatáveis e por isso têm comportamento agregário. Outro exemplo seria vespas...
  • 8.
    DEFESA COMPORTAMENTAL • Camuflagem=> Capacidade que têm certos animais de adaptar-se (confundir-se) à cor do ambiente ou de outros seres ou objetos, para passarem despercebidos de seus predadores/presas. Comumente encontrado em animais pouco ativos. Dilema: defesa contra pred x atração de parceiros, defesa de território.
  • 9.
  • 10.
    DEFESA COMPORTAMENTAL • Mimetismo=> habilidade que alguns animais têm de imitar o comportamento ou o padrão de coloração de outros. Muito comum em insetos. Três tipos (p/ animais): Batesiana (animais palatáveis que imitam o padrão de cores daqueles impalatáveis/venenosos); Mülleriana (quando tanto o “original” e o mímico são impalatáveis) e agressiva (onde uma espécie imita o comportamento ou a coloração de uma outra a fim de predar).
  • 11.
  • 12.
    DEFESA COMPORTAMENTAL • Tanatose=> comportamento de “fingir-se de morto”. Isso ajuda a afugentar predadores que preferem alimentar-se de presas vivas ou ainda frescas. Só que nem sempre funciona...
  • 13.
    DEFESA COMPORTAMENTAL • Fuga=> pernas pra que te quero!!! Geralmente este artifício é utilizado por animais de pequeno porte quando são defrontados com predadores maiores.
  • 14.
    DEFESA COMPORTAMENTAL • Aposematismo=>coloração de aviso de partes do corpo ou do corpo todo exibida por animais venenosos ou que são impalatáveis. Insetos aposemáticos normalmente vivem em grupos, pois isto aumentaria a probabilidade de sobrevivência.
  • 15.
  • 16.
  • 17.
    Adaptações morfológicas • Percebe-se tantoem predadores e presas; unhas, garras, espinhos...
  • 18.
    DEFESA COMPORTAMENTAL • Vigília=> beneficia o grupo como um todo. Usado por animais que vivem em estruturas sociais.
  • 19.
    DEFESA COMPORTAMENTAL • Cardumes=> têm a função de confundir o predador.
  • 20.
    CNIDÁRIOS • Predadores formidáveis. •Cnidócitos: defesa e captura de alimentos. • Cápsula: o nematocisto - líquido tóxico e um filamento, geralmente farpado, enrolado. • Estimulação do cnidócito → evaginação do filamento. • O simples estímulo mecânico é suficiente?
  • 22.
    ZOOPLÂNCTON • Coluna d’águacomo seu habitat principal. • Protozoários (flagelados, sarcodinas e ciliados) e metazoários, destacando-se os rotíferos, cladóceros e copépodos (crustáceos) e larvas de dípteros (insetos) da família Chaoboridae.
  • 23.
    ROTÍFEROS • Presença domástax e da corona. Duas estratégias principais para predação: 1 - Tipo “Fórceps”: peças do mástax têm a forma de um par de pinças. Exemplo: Asplanchna priodonta pode se alimentar tanto de rotíferos como Keratella, quanto de algas grandes como Dinobryon. 2 - Tipo “sugador”: um órgão em forma de dedos que segura e suga os alimentos e um outro órgão em forma de estilete, o mástax que perfura a presa e suga-a.
  • 24.
    CLADÓCEROS • Mais freqüentesem água doce: Sididae, Daphnidae, Bosmidae e Chydoridae. • Distribuição heterogênea na coluna d’água: dia e noite. • São por excelência filtradores. Somente os Polyphemidae e Leptodoride são predadores. • Ciclomorfose: variação de formas e tamanhos durante o desenvolvimento. Ex: D. cucullata no lago Fure (Dinamarca), em determinadas épocas do ano possuem um grande elmo - defesa contra predadores.
  • 26.
    • Apoio: distribuiçãodos grupos que sofrem ciclomorfose acentuada (Daphnia e Bosmina) coincidente com a distribuição de seu maior predador, a forma jovem do peixe Coregonus. • Alongamento do corpo dos cladóceros: mecanismo de defesa - transparência.
  • 27.
    COPÉPODOS • Formam comos cladóceros os organismos mais típicos do chamado plâncton de rede. • Corpo alongado. • Principais ordens: Cyclopoida, Calanoida e Harpacticoida. • Calanóides: filtradores. • Ciclopóides: são carnívoros (microcrustáceos, larvas de dípteros e oligoquetas). Ex: Mesocyclops preda seletivamente copepoditos de Diaptomus e espécies de cladóceros. Espécies carnívoras são maiores que as herbívoras
  • 28.
    Predação de peixessobre o zooplâncton • Alta densidade de peixes predadores → baixa densidade de organismos zooplanctônicos de grande porte como Daphnia e alta de pequeno porte como Bosmina, Ceriodaphnia, Chydorus e rotíferos. • Duas estratégias de predação: a predação visual e a filtração. • Predação visual: diurna, presas móveis e de grande tamanho. • Pigmentação das presas (olhos em Cladocera): mais visíveis
  • 30.
    • Filtração: pordeslocamento ou bombeamento (evitada por presas mais fugazes)  Os cladóceros de maior tamanho são selecionados preferencialmente aos copépodos: natação rápida e mudança freqüente de direção. • Durante o dia: maior predação → migração do zooplâncton. Adaptações anatômicas:  Desenvolvimento de estruturas pouco visíveis, como elmos;  Aumento do tamanho real sem contudo aumentar sua visibilidade(compressão lateral em Daphnia);  Polimorfismo (mudanças de formas) nos cladóceros.
  • 31.
    Predação de invertebrados aquáticossobre o zooplâncton • Larva de Diptera (Chaoborus): copépodos, cladóceros e alguns animais bentônicos. • Cyclopoida: selecionam suas presas pelo tamanho, velocidade de nado e comportamento. Preferem as formas alongadas dos Diaphanossoma ou dos copepoditos de Calonoida. • Bosmina: dobra suas antenas num sulco, em seguida afundando passivamente → estratégia.
  • 32.
    ANELÍDEOS • Poliquetas tubículas:abrigo protetor e/ou como uma cova para capturarem as presas • Onufídeos (Diopatra e Onuphis): tubos ornamentados → refúgio críptico e detecção de possíveis predadores ou presas → quimiorreceptores monitoram a corrente d’água. • Presas: pequenos invertebrados capturados por uma faringe eversível.
  • 33.
    • Oligoquetas: maioriadetritívoros • Gênero Chaetogaster: (pequenos oligoquetos comensais de caramujos de água doce) são predadores e capturam amebas, ciliados, rotíferos e larvas de trematódeos por meio da ação aspiratória da faringe. • Sanguessugas: Erpobdellidae → sanguessugas predadoras (vermes, caramujos e larvas de insetos) → presa engolida inteira. • Glossifonídeos (Rhynchobdellida) → sugam todas as partes moles da presa.
  • 34.
    MOLLUSCA • Características geraisdo grupo. • Principais grupos de moluscos predadores: • Cephalopoda - adaptações - velocidade, desenvolvimento cerebral, estratégias, tentáculos, bico, olhos, veneno. Predam animais desde invertebrados ou vertebrados inclusive nadantes • Gastropoda - rádula com dentes, formas canibais e predadores de animais sésseis, veneno. • Potenciais presas - são predados por: equinodermos, crustáceos, peixes, aves, repteis, mamíferos etc. • Cefalopodos evitam ataques com fuga rápida e liberação de tinta. Podem ainda mimetizar o ambiente mudando padrão de cores, com ação de músculos e mudança instantânea de cor.
  • 35.
    • Gastrópodos podemevitar ataques com suas conchas, caracterizando proteção mecânica. • As conchas podem gerar padrões de ornamentação que evitam ataques pelo aumento do tamanho das mesmas, espinhos, incrustações etc. • Padrões de coloração em conchas podem mimetizar e esconder os moluscos dos potenciais predadores. • Pode ocorrer isolamento interno da concha total ou parcial.
  • 36.
    ARTRHOPODA - CRUSTACEA •Crustacea, Chelicerata e Unirramia são os filos que que formam o grupo dos artrópodos. • Características gerais e ambientes que se encontram. • Principais predadores - Malacostracos • Grupo Hoplocarida: tamburatacas, apêndices subquelados, golpes extremamente fortes, garras cortantes, impactos de armas de calibre 0.22. • Decapoda: grande maioria dos crustáceos predadores, formas com diferentes estratégias para ataques, velocidade de locomoção, apêndices quelados. • São predadores de invertebrados e pequenos peixes, canibalismo.
  • 38.
    • Podem serpredados por peixes e outros vertebrados e invertebrados. • Para defesa podem exibir exoesqueleto calcificado. • Podem exibir camuflagem e mimetismo, comportamento criptico. • Formas do zooplâncton exibem espinhos para defesa. • O caranguejo paguro aproveita conchas de gastropodos.
  • 39.
    ARTRHOPODA - CHELICETRATA •Maioria formas predadoras, quelíceras, digestão extra-oral, sem mandíbulas. • As formas predadoras podem exibir: quelas, quelíceras, veneno, dentes, cerdas etc. • Os límulos, predam moluscos e poliquetos, possuem gnatobases e moela para triturar as presas. • Os Pycnogona, possuem dentes, cerdas e mecansimo para faringe sugar a presa. Predam esponjas, cnidários e briozoários. • Os Arachnida formam 98% dos chelicerados. Predadores de insetos basicamente.
  • 41.
    • Quelicerados predampredominantemente insetos. • Aranhas - aparelho de produção e inoculação de veneno, produção de seda, teias com formas variadas para capturar presa. • Comportamentos complexos para captura de presa. • Canibalismo com a fêmea devorando o macho depois da cópula, e filhotes depois do nascimento. • Podem ser presas de: repteis, aves, mamíferos ou outros artropodos. • Defesas - velocidade, coloração aposemática, comportamento criptico, algumas aranhas desprendem pernas para possibilitar a fuga. • Machos de aranhas desenvolveram formas de evitar a predação.
  • 42.
    ARTRHOPODA - UNIRRAMIA •Características gerais. • Predadores - os chilopodos e insetos das ordens: Orthoptera, Hymenoptera, Odonata e Coleoptera. • Podem usar quelas e sub-quelas, veneno, ferrões, aparelho bucal, espinhos entre outras adaptações para caça. • Possuem comportamentos variados para captura da presa. • São presas de vários grupos animais. • Para evitar a predação podem apresentar nos miriapodos calcificação do exoesqueleto e presença de glândulas repugnatórias que expelem complexas misturas e inclusive HCN.
  • 44.
    • Em insetos:defesas químicas produzidas pelo animal principalmente no grupo dos Hymenopteros, com ácido formico. • Besouros Brachinus podem expelir jatos de spray contendo misturas complexas, acompanhado de barulho, à temperaturas de 100ºC. • outros grupos adquirem veneno pela alimentação. • Podem exibir coloração aposemática, comportamento criptico, mimetismo de bates ou müleriano, mimetismo do ambiente.
  • 45.
    ECHINODERMATA • Características gerais. •Única classe predadora é a Asteroidea, eversão do estômago. • Podem ser predados por alguns animais, possuem defesas como as pedicelárias, produção de veneno, espinhos destacáveis, e calcificação da parte externa.
  • 47.
    VERTEBRADOS Grande variedade demodos e estratégias. Forte pressão seletiva do meio. Evolução e aprimoramento; Aspectos: -Estruturais e morfológicos; -Comportamentais (complexidade do SNC); -Ecológicos. Adaptação e especialização.
  • 48.
  • 50.
  • 51.
    RÉPTEIS COMO PREDADORES: • Línguaviscosa e protrátil (Ex: camaleão). • Camuflagem agressiva. • Engodo caudal (Ex: spp de cobra-cipó da Mata Atlântica). • Saliva com bactérias mortais (Ex: dragão de komôdo). • Afogamento (Ex; crocodilos). COMO PRESAS: • Cascos e couraças (Ex: quelônios e crocodilianos). • Alerta sonoro (Ex; guiso de crotalídeos). • Mimetismo (Ex: corais falsa e verdadeira). • Achatamento do corpo (Ex: boipeva). • Descarga cloacal. • Tanatose. • Chicoteio com a cauda. • Uso de dentes e garras.
  • 54.
    AVES COMO PREDADORES: • Camuflagem •Anexos córneos (Ex: bicos; garras; etc). • Visão aguçada (Ex: rapinantes). COMO PRESAS: • Camuflagem defensiva (Ex: urutau; fêmeas no ninho; padrão de pintas e manchas nos ovos;spp que trocam de coloração no inverno; etc). • Imobilidade (Ex: fêmeas no ninho; urutau; curiango). • Grito de intimidação. • Eriçamento das penas. • Uso do bico e das garras. • Desprendimento das penas. • Regurgitação e descarga cloacal.
  • 56.
  • 58.
    REFERÊNCIAS • BARNES, R.S.K;CALOW, P; OLIVE, R.J.W; Os invertebrados uma nova síntese, São Paulo, Atheneu, 1995, 526p. • RICKLEFS, R.E; A economia da Natureza, 3ª ed., Rio de Janeiro, Guanabara Koogan, 1996, 470p.