Logística

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Logística

  1. 1. . ⁄ . ⁄ . ●  ●  ,  º  ● -  97 Gerenciamento da cadeia de suprimentos     *   ** Resumo ● Atualmente o grande obje tivo das empresas é minimizar custos e principalme nte me lhorar a e ficiência no atendimento ao cliente. Um fator determinante para que esses objetivos se concretizem é o Supply Chain Management (SCM). O p resente t rabalho visa a apresentar o conceito de Supply Chain Management (Gerenciamento da Cadeia d e Suprimentos), s uas ferrame ntas de apoio, parcerias q ue o auxiliam e a importância da logística integrada.C om base em pesquisa bibliog ráfica,a dot ou-se o seguinte conceit o: Supply Chain Manag ement é uma forma integ rada de planejar, controlar e ot imizar o fluxo de b ens ou produtos, informações e recursos, desde os f ornecedores até o cliente final, administ rando as relações na cadeia logíst ica. Desta forma, as organizações q ue optarem pelo Supply Chain Management terão fatores q ue irão diferenciá-las das ou tras empresas, pois elas estarão em sincronia com a ca deia produtiva, não criando estoques desnecessár ios, gerando baixos cust os de produtos e conseqüe ntemente aumento na satisfação dos clientes quant o a preço e disponibilidade. Palavras-chave ● cadeia de suprimentos, gerenciamento, logíst ica. Title ● Supply chain manag eme nt Abstract ● Nowadays the great goal of companies is minimizing costs, esp ecially by imp roving efficiency in servic es to cust ome rs. Supply Chain Manageme nt is a decisive fa ctor to reach this g oal. The present work aims at p resenting the concept o f Supply Chain Management, its supporting tools, par tnerships that help it, and the imp ortance of the integ rated lo gistics. Through bib liographical research, we reached the follow ing concept: Supply Chain Management is an integ rated form of drifting, to control and optimize the flow of goods or products, information and resources, from s uppliers to final cust ome rs, administ ering the relat ionships in the chain lo gistics. T hus, the org anizations that elect Supply Chain Management w ill ha ve factors that will differentiate the m from other companies, because they w ill be in sync hronism w ith the productive chain, not cr eating unnecessary stocks, generating lo w costs of products, and consequently generating an increase in cust ome rs’ satisfa ction concerning p ric e as well as readiness of goods and products. Keywords ● supply chain, management, logist ics..  conquistar e manter, de alguma forma, os futuros e atuais clientes fiéis a sua empresa. Uma formaPesquisas revelam que o custo para a empresa eficaz de se obter esta vantagem competitiva,conquistar um novo cliente é de cinco a sete vezes entre as empresas, é oferecer e proporcionar amaior que aquele gasto na manutenção de um seus clientes o conforto, o melhor preço e a segu-cliente antigo. Por isso, em tempo de competição rança de entrega, em tempo hábil, do produto queacirrada entre as empresas, o grande objetivo é está sendo oferecido. Para que isso tudo aconteça, é preciso que haja a integração desde a fabricação e o abastecimento da matéria-prima, até a entrega do produto aca-Data de recebimento: 09/09/2002.Data de aceitação: 27/09/2002. bado ao cliente final. Uma forma eficaz de acom-* Bacharel em Administração de Empresas e Negócios pela panhar esses fatores, primordiais às empresas, éUni versidade d o Vale do Par aíba. Atualmente empresário d o ramode compo nentes eletrônicos. Vencedor do V Encontro de Iniciação utilizar o Supply Chain Management (Gerencia-Científica (2001), na área de Ciências So ciais Aplica das, promovid o mento da Cadeia de Suprimentos). O Supply Chainpela Uni versidade d o Vale do Par aíba.E-mail: washingto n.tarzan@terra.com.br. Management é uma forma integrada de planejar,** Engenheiro mecânico e mestre em Engenhar ia da Produção p ela controlar e otimizar o fluxo de bens ou produtos,USP, finalizando o d outorado na USP (São Paulo). Gerente da áreade Planejamento de M ateriais da Embraer Brasil. informações e recursos, desde os fornecedores atéE-mail: nilson.sant in@embraer.com.br. o cliente final,administrando as relações de logística
  2. 2. 98     ● Cadeia de s uprimentosna cadeia de suprimentos, que representa uma produto, com o intuito de otimizar custos pararede de organizações, liga das nos dois sentidos, o fabricante e agregar maiores valores ao consu-e os diferentes processos e atividades que produ- midor final, por meio de funções que atendamzem valor na forma de produtos e serviços que as suas necessidades. Tudo isso deve acontecersão postos nas mãos do consumidor final. com um rápido tempo de resposta, desde o aten- Christopher (1997) mostra que Arch Shaw, dimento do pedido até a entrega do produto.escrevendo em 1915, já dizia que: Segundo Yoshizaki (1999), há duas visões para o conceito de Supply Chain Management. as r elações entre as atividades de criação de Uma é a visão intra-organizacional, a outra é a demanda e o suprimento físico ilustram a exis- visão interorganizacional. tência dos princípios de interdependência e equi- Considerando a visão intra-organizacional, líbrio. Uma falta de coordenação de qualquer um o SCM envolve tanto as operações de logística destes p rincípios ou ênfase ou dispêndio como as de manufatura, ou seja, seria o mesmo ind evido com qualquer um deles vai certamente que integrar logística com manufatura (produção) perturbar o equilíb rio de forças que representa dentro de uma única organização. Já na visão uma distribuição eficiente. A distribuição física interorganizacional, o Supply Chain Management, das mercadorias é um problema distinto da cria- além de desenvolver a visão intra-organizacional, ção de demanda. Não são poucas as falhas nas necessita selecionar e organizar parcerias que operações d e distribuição devido à falta de coor- aceitem o desafio do trabalho integrado, permi- denação entre a criação da demanda e o forneci- tindo a integração mútua das organizações e mento físico. Ao invés de se r um problema propiciando, no final da cadeia produtiva, a satis- subseqüent e, essa questão do fornecimento deve fação do cliente final. ser enfrentada e respondida antes de começar o À medida que os objetivos vão se concreti- trabalho de distribuição. zando, novos potenciais de sinergia vão apare- cendo entre as partes da cadeia produtiva, de O desdobramento deste trabalho irá mostrar forma que se atenda o consumidor final mais efici-alguns princípios fundamentais para a compreen- entemente, tanto pela redução de custos, comosão e o entendimento da importância do SCM, pela adição de mais valor aos prod utos finais.e a utilização dos principais conceitos de funcio- A Figura 1 ilustra a composição e o funciona-namento e ferramentas que o compõem. mento da cadeia de suprimentos. Figura 1..    As reduções de custos aparecem claramente com a diminuição do volume de transações, deO principal objetivo do SCM é integrar todos os informações e papéis, dos custos de transporteprocessos desde a fabricação até a distribuição do e estocagem, e da variabilidade da demanda de
  3. 3. . ⁄ . ⁄ . ●  ●  ,  º  ● -  99produtos e serviços, entre outros fatores. Mais Com os avanços tecnológicos da informática,valor tem sido adicionado aos produtos, por meio aumentaram as oportunidades de desenvolvi-da criação de bens e serviços customizados, do mento de novas ferramentas que informam a todadesenvolvimento conjunto de competências dis- empresa o seu andamento. Antigamente estas tecno-tintas através da cadeia produtiva, e dos esforços logias eram limitadas a algumas informações. Histo-para que tanto fornecedores como clientes aumen- ricamente se sabe que essas tecnologias tiveramtem mutuamente a lucratividade. como pioneirismo a divulgação de informações relacionadas às transações contábeis da empresa..     A partir da década de 1960, durante aproximada-   mente 30 anos, esta evolução da TI esteve dire- cionada ao controle de estoque e o planejamentoPráticas comumente utilizadas no SCM auxiliam das necessidades de materiais (MRP I e II —e facilitam o bom funcionamento da cadeia de Management Requirement Planning, softwaressuprimentos. Veja abaixo alguns exemplos: desenvolvidos para as necessidades da época). No início da década de 1990, houve uma grande 1. Reestruturação e consolidação do número movimentação a respeito da implementação de de fornecedores e clientes, o que significa sistemas de gestão empresarial, e aí os sistemas reduzir o número e aprofundar as relações chamados ERP, do inglês Enterprise Resource Plan- de parcerias com o conjunto de empresas com ning (Planejamento de Recursos para Empreen- que se deseja desenvolver um relacionamento dimentos), vieram como mais um apoio para o colaborativo e de resultado sinérgico. A partir gerenciamento da cadeia de suprimentos. de então, é possível estreitar o relacionamento A mais importante função desses sistemas entre ambas as partes, proporcionando novas (ERP) é integrar processos de gerenciamento e oportunidades de desenvolvimento mútuo às negócios, proporcionando uma visão global da empresas, beneficiando diretamente os envol- organização, e sua grande vantagem é armazenar vidos na cadeia de suprimentos e, por conse- vários tipos de informações em um único banco qüência, gerando maior valor agregado do de dados. Ou seja, este sistema consegue compilar produto ao cliente. simultaneamente várias informações vindas de 2. Aplicação do sistema EDI — Electronic Data várias partes dos sistemas da empresa, utilizando Interchange (Intercâmbio de Dados Eletrônicos): um idioma comum entre as fontes de informação integração de sistemas computacionais entre (vide Figura 2). fornecedores, clientes e operadores logísticos. 3. Implantação do sistema ECR — Efficient Consumer Response (Resposta Eficiente ao Nível Pl anej amento E s tratégic o Estratégico Consumidor): este conceito preza a integração entre todos os participantes da cadeia produ- Nível Tático Analít ico ER P tiva, garantindo a reposição automática dos Nível produtos na prateleira. Transacio nal Operacional Suprimentos Operações Log ís tic a Demanda.      Figura 2.Considerando uma visão industrial, uma das fer-ramentas que auxiliam o SCM são os sistemas de Por exemplo, se uma empresa possui váriasinformações (SIs). Os SIs estão diretamente ligados unidades espalhadas por vários países, o ERPà Tecnologia da Informação (TI), que por sua vez é consegue integrar todas as informações vindasapresentada por meio de softwares que permitem às de todas as partes do mundo, de uma formaempresas “falarem entre si a mesma língua”. homogênea, facilitando o gerenciamento e as
  4. 4. 100     ● Cadeia de s uprimentospráticas operacionais entre todas as unidades. As ferramentas de ECR são hoje aplicadas naCom isso, a agilidade nos resultados é bem maior, Europa, Ásia, América do Norte e na América Latinaquando se faz a comparação com sistemas que por quase todos os países com alguma expressãotenham vários bancos de dados, pois eles, além econômica. No Brasil, o ECR reúne cerca de 120da função de compilar os dados, precisam ainda empresas, entre elas, indústrias como Unilever,traduzir para uma linguagem única as informa- Nestlé, Coca-Cola, varejistas como Grupo Pão deções captadas pelas partes da empresa. Açúcar, Sé Supermercados e empresas de serviços Agregado a esses atributos, o ERP oferece uma como, por exemplo, Itaú, Bradesco e Microsoft.economia financeira maior em relação a desen- Existe no Brasil, a Associação ECR Brasil, quevolver internamente uma arquitetura de sistemas tem o objetivo de atuar como um fórum técnicoigualmente eficientes e integrados. de discussões e uma facilitadora do processo: Para um contexto mais abrangente do SCM, agregar as empresas interessadas, formar comitêsexiste a prática e a aplicação do ECR — Efficient de trabalho sobre cada um dos temas de desen-Consumer Response (Resposta Eficiente ao Cliente). volvimento prioritários, divulgar informações eEste conceito busca a integração total entre forne- resultados, promover cursos e palestras para difun-cedor, produtor, distribuidor, varejista e consu- dir os conceitos e qualificar profisionais, e outrasmidor final. Esta integração tem início quando o atividades relacionadas ao ECR.consumidor final adquire um produto no varejo, Com todas essas ferramentas e conceitos, rela-e automaticamente, em tempo real, as informações cionados ao bom andamento da cadeia de supri-relativas a essa compra são compartilhadas com mentos, não se pode esquecer a importância datodos os componentes da cadeia de suprimentos. logística integrada. Essas informações iniciam-se no caixa do vare- Nos anos que antecederam a Segunda Guerrajista quando é dada baixa na mercadoria por meio Mundial (antes de 1940), pouco se falava ou sedos códigos de barras, caracterizando o check out. importava com o bom andamento da logística.Automaticamente o distribuidor recebe a infor- Não havia uma filosofia ou conceito que guiassemação de que precisa repor aquele determinado este processo. As responsabilidades da logísticaproduto ao varejista. Simultaneamente o distri- dentro das empresas eram distribuídas pelas váriasbuidor gera uma necessidade ao produtor, infor- áreas de serviços, causando conflitos entre as áreasmando-lhe que é necessário prod uzir mais e os processos. Dentro desse período, Arch Shaw eprodutos daquele determinado modelo. Por sua Fred Clark começaram a desmistificar e a com-vez, estes dados recebidos pelo produtor acionam preender a importância da logística para as em-o seu planejamento de produção, informando-lhe presas. Desta forma, por volta do ano de 1945,as novas necessidades de produção da empresa. já com o final da Segunda Guerra Mundial, algu-Os softwares de planejamento de necessidades de mas empresas começaram a centralizar o controlemateriais compilam estas informações, dando conta da logística em uma única gerência.aos seus fornecedores da necessidade de matéria- Entre as décadas de 1950 e 1970, com umprima. De forma sucinta, é assim que acontece a ambiente voltado para novidades na área admi-integração de toda a cadeia de suprimentos. nistrativa, realmente houve a decolagem da teoria O Efficient Consumer Response é um movimento e prática da logística. Ainda durante essas décadasglobal no qual empresas industriais e comerciais, o termo logística não tinha tanta importância emjuntamente com os demais integrantes da cadeia algumas empresas e instituições de ensino.de abastecimeto (operadores logísticos, bancos, Só muito tempo depois é que se percebeu umfabricantes de equipamentos e veículos, empresas fator primordial para a transformação da logísticade informática, etc.), trabalham em conjunto na empresarial em uma disciplina, um estudo orientadobusca de padrões comuns e processos eficientes para fixar qual o papel que o transporte aéreo desem-que permitam minimizar os custos e otimizar a penharia na distribuição física. Algumas variáveisprodutividade em suas relações (vide Figura 3). contribuíram para o desenvolvimento da logística:
  5. 5. . ⁄ . ⁄ . ●  ●  ,  º  ● -  101Figura 3. 1. Alterações nos padrões e atitudes da deman- o controle dos fluxos físicos de materiais e de pro- da dos consumidores, dutos finais entre os pontos de origem e os pontos 2. Pressão por custos nas indústrias, de uso, com o objetivo de atender às exigências 3. Avanços na tecnologia de informática, dos clientes e de lucrar com esse atendimento. Seu 4. Experiência militar. principal papel está em coordenar as atividades dos fornecedores, agentes de compra, fabricantes, Após a década de 70 a logística passou a ganhar profissionais de marketing, integrantes dos canaismais espaço no mundo empresarial, pois seus e clientes. Os principais ganhos na eficiênciaconceitos começaram a apresentar resultados signi- logística advêm dos avanços na tecnologia da infor-ficativos para algumas empresas. No entanto, outras mação. Embora os custos da logística possam serorganizações continuavam insistindo contra sua altos, um programa bem planejado de logísticapriorização, uma vez que o principal objetivo era de mercado pode ser uma potente ferramenta nogerar lucro, e não controlar ou fazer gestão dos marketing competitivo. A meta final da logísticacustos. Ainda na década de 70, com a flexibilidade é atender às exigências dos clientes de maneirados sistemas de produção e o desenvolvimento da eficiente e lucrativa.informática, o conceito da logística pôde ser real- Suas atividades são divididas da seguinte forma:mente disseminado e entendido como um fatorimportante nas organizações. 1. Atividades primárias: essenciais para o cum- A partir da década de 80, o desenvolvimento da primento da função logística, contribuem comlogística tornou-se revolucionário em virtude de o maior montante do custo total da logística.fatores como explosão da tecnologia da informa- 1.1. Transporte: são as formas de movimen-ção, alterações estruturais surgidas nos negócios e tar os produtos aos clientes por meio dosna economia dos países emergentes, formação de transportes aéreo, ferroviário, rodoviárioblocos econômicos e o fenômeno da globalização. e marítimo. Após toda essa história da logística, no decorrer 1.2. Gestão de estoque: dependendo do se-dos anos, vale relembrar o verdadeiro conceito da tor em que a empresa atua e da sazona-logística e seu papel dentro da cadeia de suprimentos. lidade, é necessário um nível mínimo de Segundo K OTLER (2000), a logística está defi- estoque que aja como amortecedor entrenida como o planejamento, a implementação e oferta e demanda.
  6. 6. 102     ● Cadeia de s uprimentos 1.3. Processamento de pedidos: determina recursos para levar cada novo parceiro à curva de o tempo necessário para a entrega de bens aprendizado; (4) tempo e custos altos para desen- e serviços aos clientes. volver e/ou adaptar versões de sistemas de infor- 2. Atividades secundárias: exercem a função de mação; (5) falta de mão-de-obra especializada. apoio às atividades primárias na obtenção dos Hoje, a cadeia logística como um todo evoluiu níveis de bens e serviços aos clientes. a tal ponto, que as indústrias de autopeças, que 2.1. Armazenagem: envolvem as questões antes ficavam concentradas em poucos estados, relativas ao espaço físico necessário para hoje viajam com as montadoras para onde elas estocar os produtos. fixam endereço. Um exemplo claro do sucesso 2.2. Manuseio de materiais: referem-se à da integração do SCM é o caso da nova unidade da movimentação dos produtos no local de Ford Automóveis implantada na Bahia, pois 33 armazenagem. fornecedores se instalaram e acompanharam a 2.3. Programação de produtos: progra- Ford no projeto da nova unidade. Trazendo juntos, mação da necessidade de produção e seus para os consumidores, o aumento na produti- respectivos itens da lista de materiais. vidade da fábrica, preços mais baixos e mais qua- 2.4. Manutenção de informação: ter uma lidade e durabilidade do veículo. base de dados para o planejamento e o Portanto, é necessário que as empresas façam controle da logística. um estudo de viabilidade dos recursos a serem implementados, pois, para que haja um bom Com todas estas práticas e ferramentas, é pos- sistema de informação, ligado a um bom trabalhosível inicializar um processo de Gestão da Cadeia de logística, gerenciados ambos por recursos dede Suprimentos ou o Supply Chain Management. informática, é necessário um alto investimento inicial e de manutenção. Por isso um bom planeja-.  mento das ações, embasadas em estudos e análise, permitirá às empresas optar pelo melhor caminhoDe forma simples, pode-se dizer que o escopo do junto com sua cadeia de suprimentos.SCM vai além da gestão dos processos logísticos,na verdade, ele ainda abrange as atividades epráticas referentes à fase de desenvolvimento e Referências bibliográficasgestão das relações com clientes. No entanto, o bom desempenho do supply CHING, H.Y. Gestão de estoques na cadeia de logísticachain depende principalmente de quatro variáveis: integrada. São Paulo: Atlas, 1999. CHRISTOPHER, M. Logíst ica e gerenciame nto da cadeia de(1) capacidade de resposta às demandas dos suprimentos . São Paulo: Pio neira, 1997.clientes; (2) qualidade de produtos e serviços; KOTLER, P. Administração de mar keting . São Paulo:(3) velocidade, qualidade e tempo hábil da ino- Prentice-Hal l, 2000.vação dos produtos; (4) efetividade dos custos NETO, J.A. Manufatura classe mundial. São Paulo:e serviços de produção e entrega. Atlas, 2001. POIRIER, C. & REITER, S. Otimizando sua rede de negócios. Com relação às ferramentas de apoio ao SCM São Paulo: Futura, 1997.(ERP, ECR, logística, etc.), alguns fatores devem RAMIRO, D. “A maior ap osta da Ford”. In: Veja, maio,receber atenção para que se possam minimizar os 2002, pp. 108-111.riscos de sua implantação. São eles: (1) falta decomprometimento da cúpula das empresas emestimular mudanças nas práticas de negócios; (2)falta de conhecimento dos parceiros e integrantesem potencial a respeito de oportunidades, benefí-cios e princípios das ferramentas a serem implan-tadas; (3) necessidade de investimento em tempo e

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