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Educação para a mudança
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A proposta
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Temas geradores
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Conteúdo programático dialógico
Aula dialógica
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Motivação
De onde vem essa proposta?
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Paulo Freire: Educação para a mudança - Nathan Carvalho Pinheiro
Motivação
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Opressores X Oprimidos
Prejudica tanto oprimidos como...
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O Diálogo: A dinâmica  da educação libertadora
É mais que “uma conversação estabelecida entre duas ou mais pessoas” (Wikip...
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Conteúdos são narrados, não problematizados
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Organizada em círculo de cultura
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À práxis!
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Em que  podemos aproveitar essa proposta na nossa realidade? Em que posso aproveitar essa proposta na minha aula...
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Paulo freire, educação para a mudança (versao do Zumbi)

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Essa é a versão que foi utilizada no 1° Encontro de Formação do Pré-vestibular Popular Zumbi dos Palmares, em Viamão, região metropolitana de Porto Alegre, em dez/2010.
Mais informações: http://zumbidospalmares-cp.blogspot.com/

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Paulo freire, educação para a mudança (versao do Zumbi)

  1. 1. Paulo Freire Educação para a mudança A presente obra encontra-se licenciada sob a licença CreativeCommonsAttribution-NonCommercial-ShareAlike 3.0 Unported. Para visualizar uma cópia da licença, visite http://creativecommons.org/licenses/by-nc-sa/3.0/ ou mande uma carta para: CreativeCommons, 171 SecondStreet, Suite 300, San Francisco, California, 94105, USA.
  2. 2. Plano Motivação A proposta Diálogo Temas geradores A prática Conteúdo programático dialógico Aula dialógica Discussão dez de 2010 2 Paulo Freire: Educação para a mudança - Nathan Carvalho Pinheiro
  3. 3. Motivação De onde vem essa proposta? dez de 2010 3 Paulo Freire: Educação para a mudança - Nathan Carvalho Pinheiro
  4. 4. Motivação Contradição fundamental na sociedade: Relações de opressão Opressores X Oprimidos Prejudica tanto oprimidos como também opressores Superação da contradição Deve partir dos oprimidos Não é apenas dar poder aos oprimidos, mas mudar a estrutura de opressão Do contrário apenas transformamos o oprimido em opressor Depende de uma práxis revolucionária A práxis do educador deve: levar os oprimidos a refletirem criticamente sobre sua opressão Engajá-los na luta Engajá-los na luta Práxis TEORIA PRÁTICA Conceito marxista que se refere à uma atuação teórica e prática para transformar a realidade. Com isso Marx foge do idealismo e do materialismo ingênuo. "[...] é ação e reflexão dos homens sobre o mundo para transformá-lo“ (Freire em Pedagogia do Oprimido, p.40) dez de 2010 4 Paulo Freire: Educação para a mudança - Nathan Carvalho Pinheiro
  5. 5. A proposta Educação libertadora? Educação emancipadora? Educação transformadora? Educação problematizadora? Educação dialógica! dez de 2010 5 Paulo Freire: Educação para a mudança - Nathan Carvalho Pinheiro
  6. 6. O Diálogo: A dinâmica da educação libertadora É mais que “uma conversação estabelecida entre duas ou mais pessoas” (Wikipedia) Encontro de seres humanos mediatizados pelo meio É mais que falar, é práxis “Existir, humanamente, é pronunciar o mundo, é modificá-lo. O mundo pronunciado, por sua vez, se volta problematizado aos sujeitos pronunciantes, a exigir deles novo pronunciar.” (Pedagogia do Oprimido, p. 90) Ao dialogar sobre o mundo tomo consciência nele, consciência que me mobiliza a mudá-lo Não mudo o mundo sozinho. Preciso dialogar com os outros É horizontal: Não há diálogo onde há opressão É a conquista do mundo, não do outro É uma criação conjunta Não é depósito de idéias de um noutro (monólogo) Não é troca de idéias dez de 2010 6 Paulo Freire: Educação para a mudança - Nathan Carvalho Pinheiro
  7. 7. Educação Dialógica X educação bancária Nossa educação é bancária Conteúdos são narrados, não problematizados São colocados como estáticos: Como as coisas são, não como poderiam ser, ou como poderiam mudar Bom aluno é o que aceita, não o que questiona Alunos vão recebendo os “depósitos” de conhecimento (memorização) Professor fala, aluno escuta Professor decide, alunos acompanham O conteúdo, as regras disciplinares Professor sabe, aluno não sabe Professores e alunos reconhecem isso como razão da existência do professor Alvo da educação é “a cabeça” do aluno, não a realidade As situações concretas são o fim da educação, não seu meio Não se pode usar educação bancária para libertar “[...] se pretendemos a libertação dos homens não podemos começar por aliená-los ou por mantê-los alienados. A libertação autêntica, que é a humanização em processo, não é uma coisa que se deposita nos homens. Não é uma palavra a mais, oca, mitificante. É práxis, que implica a ação e a reflexão dos homens sobre o mundo para transformá-lo.” (Pedagogia do Oprimido, p. 77) Dicotomia professor aluno dez de 2010 7 Paulo Freire: Educação para a mudança - Nathan Carvalho Pinheiro
  8. 8. Conteúdo programático dialógico: Temas geradores Universo temático “Uma unidade epocal se caracteriza pelo conjunto de idéias, de concepções, esperanças, dúvidas, valores, desafios, em interação dialética com seus contrários, buscando plenitude. A representação concreta de muitas destas idéias, destes valores, destas concepções e esperanças, como também os obstáculos ao ser mais dos homens, constituem os temas da época.Estes, não somente implicam outros que são seus contrários, às vezes antagônicos, mas também indicam tarefas a serem realizadas e cumpridas.” (Pedagogia do Oprimido, p.107) Temas estão relacionados com problemas da comunidade naquele momento histórico Podem ser universais ou particulares Temas geradores: temas que possam se desmembrar em vários outros do universo temático dez de 2010 8 Paulo Freire: Educação para a mudança - Nathan Carvalho Pinheiro
  9. 9. A prática Como operacionalizar idéias tão ousadas? dez de 2010 9 Paulo Freire: Educação para a mudança - Nathan Carvalho Pinheiro
  10. 10. A Pesquisa dostemas geradores É dialógica: Parte dos educandos de forma desestruturada, e é devolvido a eles de forma estruturada e problemática Não é uma pesquisa sobre os educandos, mas uma pesquisacom esses das representações que eles têm de sua situação concreta Não é uma pesquisa objetiva, uma vez que os temas não têm existência objetiva, só existem na relação dos sujeitos com os objetos Já é parte do processo formativo Conscientização dos problemas Dois processos essenciais: Análise Decodificação Abstrato Concreto Codificação Síntese dez de 2010 10 Paulo Freire: Educação para a mudança - Nathan Carvalho Pinheiro
  11. 11. A Pesquisa dos temas geradores Primeira aproximação Primeira reunião Esclarecer proposta Conseguir pessoas da comunidade para participar da equipe Visitas informais e compreensivas à comunidade Início da decodificação da realidade codificada Redação de um relatório de achados Reunião de avaliação (na comunidade) Prosseguimento da decodificação e elaboração de nova síntese Resultado: levantamento inicial de temas Falta ainda estudar a percepção que os sujeitos têm desses dez de 2010 11 Paulo Freire: Educação para a mudança - Nathan Carvalho Pinheiro
  12. 12. A Pesquisa dos temas geradores Primeira aproximação Codificação Codificação de temas escolhidos em equipe. Uma codificação deve: Representar situações conhecidas É necessário que se identifiquem com a situação Não podem ser explícitas nem implícitas demais Representem problemas que evoquem outros dez de 2010 12 Paulo Freire: Educação para a mudança - Nathan Carvalho Pinheiro
  13. 13. A Pesquisa dos temas geradores Primeira aproximação Codificação Círculos de investigação temática No máximo 20 pessoas Papel do mediador: auxiliar a decodificação e problematizar Reuniões gravadas e analisadas com equipe, membros dos círculos e especialistas (sociólogo e psicólogo) dez de 2010 13 Paulo Freire: Educação para a mudança - Nathan Carvalho Pinheiro
  14. 14. A Pesquisa dos temas geradores Primeira aproximação Codificação Círculos de investigação temática Estudo sistemático interdisciplinar Listagem de temas implícitos e explícitos Especialistas em cada tema apresentam projetos de “redução” Unidades de aprendizagem Acréscimo de temas Não é negação do diálogo Redação de material de apoio Codificação dez de 2010 14 Paulo Freire: Educação para a mudança - Nathan Carvalho Pinheiro
  15. 15. A Aula dialógica: Círculo de Cultura Organizada em círculo de cultura Parte da codificação do tema Essa problematizada, decodificada, em uma dinâmica dialógica Todos falam Todos se comunicam uns com os outros, não apenas com o educador (círculo) Não cabe ao educador dizer o que é certo e o que é errado Não impõe a versão científica professoral. Ela é colocada e também problematizada “[...] não podemos, a não ser ingenuamente, esperar resultados positivos de um programa, seja educativo num sentido mais técnico ou de ação política, se, desrespeitando a visão particular do mundo que tenha ou esteja tendo o povo, se constitui numa espécie de ‘invasão cultural’, ainda que feita com a melhor das intenções. Mas ‘invasão cultural’ sempre.” Educadores e educandos se educam mutuamente É feita nova síntese e recodificação em novos contextos dez de 2010 15 Paulo Freire: Educação para a mudança - Nathan Carvalho Pinheiro
  16. 16. Discussão À práxis! dez de 2010 16 Paulo Freire: Educação para a mudança - Nathan Carvalho Pinheiro
  17. 17. Discussão Em que podemos aproveitar essa proposta na nossa realidade? Em que posso aproveitar essa proposta na minha aula? Podemos transformar a aula de Cultura e Cidadania em um Círculo de Cultura? dez de 2010 Paulo Freire: Educação para a mudança - Nathan Carvalho Pinheiro 17
  18. 18. Obrigado! Contato: naasso@gmail.com nathan.pinheiro@ufrgs.br Livros, textos e filmes do Paulo Freire de graça: http://zumbidospalmares-cp.blogspot.com/2010/11/acervo-de-livros-videos-de-audios-do-e.html dez de 2010 18 Paulo Freire: Educação para a mudança - Nathan Carvalho Pinheiro

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