Balada da união abril.maio.13

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Balada da união abril.maio.13

  1. 1. MARIA, A MULHER DA FÉ!...Estamos a viver o ANO DA Fé. Maria, a Mãe de Deus feitohomem, foi durante toda a sua vida a mulher que viveu daFé.Em Maria, como escreveu alguém, a luz da Fé, semelhanteà das estrelas, é uma claridade obscura. Só com muitahumildade,simplicidadeeamorcompreenderemoscomoMariaViveu no dia a dia a Sua Fé e teremos capacidade paraacreditarmos com ela. Pag. 2 B. U.XL ENCONTRO NACIONAL“VAI E ABRAÇA A FÉ”Como é já do conhecimento dos jovens e casais dosConvívios, o XL Encontro Nacional Animação domovimento realizar-se-á, como já é costume, nosantuário de Fátima, nos dias 14 e 15 de Setembrodeste ano. Submetido ao tema “Vai e abraça a Fé”, aele presidirá o Sr. Bispo de Coimbra D. VirgílioAntunes. Pag. 2 B. U.O SENHOR É MEU PASTOR,NADAME FALTA...Quem é tocado por Cristo, já não fica igual. É uma novavida que desperta, um novo tempo que começa a contar.Depois dum encontro com Cristo, jamais estamos sós!...(pag. 3 BU)PROMOVER A RENOVAÇÃO DA PASTORALDAIGREJAEMPORTUGALNo seguimento da última Visita ad limina Apostolorum, osBispos de Portugal decidiram promover um amplo movimentode auscultação junto do Povo de Deus em ordem à revitalizaçãodo tecido pastoral da Igreja em Portugal.Arecente eleição doPapa Francisco e as linhas pastorais que já nos traçou sãopara nós um alento de esperança a "viver a doce e reconfortantealegria De evangelizar." (pag. 4 BU)“OPAPAALERTAPARATRABALHO ESCRAVO”Segundo o Papa Francisco, há muitas pessoas em todo omundo que são vítimas deste tipo de "escravidão", na qual, éa pessoa humana que serve o trabalho e não o contrário.VISITADE ESTUDO À COMUNIDADETERAPÊUTICA43 alunos doAgrupamento de Escolas de Estarreja visitaram,na tarde do dia 11 de março, a Comunidade Terapêutica deSanta Marinha, dos Convívios Fraternos, acompanhados dealguns professores. (Pag 1 J. A.)ORGULHO NUM RECOMEÇO !...No passado dia 11 de abril, foi-me dada a grande oportunidadede experimentar algo que, sem sombras de dúvidas, fez-meabrir os olhos para uma realidade que, apesar de conhecer esaber da sua existência, nunca havia tido a hipótese de contactá-la de uma forma tão próxima e direta. (Pag 1 J. A.)FORMAÇÃO E PREVENÇÃOA formação humana, moral e religiosa dos jovens nestasociedade em que estamos inseridos e em que os jovens sentemtantas solicitações para situações de risco e em que, por vezes,a autoridade dos pais está tão enfraquecida, é uma preocupaçãoconstante dos agentes da formação e pastoral da juvenil.Convívios Fraternos, conscientes dos graves problemas quehoje enfrentam os nossos jovens, tentam em todas as diocesesonde o movimento está implantado organizar e motivar jovenspara fazerem a experiência de Deus num Convívio. Assim,nestes últimos 2 meses, aproveitando as férias de Páscoa ealguns feriados, realizaram-se, anivel nacional, 9 convívios-Fraternos em que participaram perto de 300 jovens. (Pag 2,3,4 e 5 J. A.)A força da famíliaem tempos de criseA família, um bem social1. Consideramos da maior oportunidade, no atualcontexto da sociedade portuguesa, atravessada por umacrise social e económica de particular gravidade, que setraduz para muitos em desalento e falta de perspetivasde futuro, colocar em relevo o bem insubstituível querepresenta a instituição familiar, "origem e patrimónioda humanidade" (Bento XVI).A família representa um bem público, um bem social.Podemos encará-la na perspetiva do seu relevo privado,como um bem para a realização pessoal, no planoafetivo, espiritual ou outros, de cada um dos seusmembros. Mas devemos também encará-la na perspetivado seu relevo social, do bem que representa para asociedade no seu todo. Podemos caracterizá-la como afonte básica do capital humano, social e espiritual deuma sociedade, a que assegura o seu futuro e o seucrescimento harmonioso. A saúde e coesão de umasociedade dependem, por isso, da saúde e coesão dafamília.Sóafamíliaconcebidaapartirdocompromissodefinitivoentre um homem e uma mulher pode desempenhar estafunção social. As alterações legislativas que, entre nóscomo noutros países, vêm redefinindo o casamento deforma a nele incluir uniões de pessoas do mesmo sexo,esquecem esta verdade fundamental.A família é a primeira e mais básica das instituiçõessociais, antes de mais porque assegura a renovação dasgerações, sendo a primeira função de qualquercomunidade a de assegurar a sua própria sobrevivênciae renovação. E cumpre essa função porque representa ocontexto mais adequado e harmonioso para a educaçãodas novas gerações.A família é o santuário da vida e do amor, lugar damanifestação de "uma grande ternura, que não é a virtudedos fracos, antes pelo contrário denota fortaleza deânimo e capacidade de solicitude, de compaixão, deverdadeira abertura ao outro, de amor. Não devemos termedo da bondade, da ternura" (Papa Francisco).Nota Pastoral da Conferência Episcopal PortuguesaFátima, 11 de abril de 2013PROPRIEDADE: CONVÍVIOS FRATERNOS * DIRECTOR REDACTOR: P. VALENTE MATOS * PRÉ-IMPRESSÃO E IMPRESSÃO: FIG - INDÚSTRIAS GRÁFICAS, S.A. 239 499 922PUBLICAÇÃO BIMESTRAL- DEP. LEGALNº 6711/93 - ANO XXXIV- Nº 317 -ABRIL/MAIO 2013* ASSINATURAANUAL: 10 EUROS * TIRAGEM: 10.000 EXS. * PREÇO: 1 EUROO MEU AVIVAR DE COMPROMISSO"Deixo-vos a minha paz, a minha paz vos dou. Não vo-la dou como o mundo a dá. Não se turve o vosso coração nem seatemorize. Ouviste o que Eu disse :"vou mas voltarei para vós. Se Me amasseis certamente vos alegrarias por Eu ir. parao Pai, porque o Pai é maior do que Eu.Disse-vo-lo agora, antes que aconteça, para que acrediteis.
  2. 2. BALADA DA UNIÃOCONVÍVIOS RUMO AO FUTURONOS DIAS 25, 26 E 27 DE ABRIL DE 20131214 - Em Coimbra, para jovens desta diocese.1215 - Em Fátima, para jovens da diocese de Leiria1216 - No Seminário de Valadares, para jovens da diocese do Porto1217 - Na Casa de Retiros de Palmeiral, para jovens da diocese do Algarve.NOS DIAS 8,9 E 10 DE JUNHO De 20131219- Seminário do Fundão para Jovens da diocese da Guarda.NOS DIAS 14, 15 E 16 DE JULHO 20131220- Na casa de Retiros de Viseu para Jovens desta diocese.NOS DIAS 1, 2 e 3 DE AGOSTO 20131221- Eirol, Aveiro para jovens da diocese do Porto.CONVÍVIOS PARA CASAISNOS DIAS 8, 9 E 10 DE JUNHO DE 201340 - Em Eirol, Aveiro, para Casais da diocese do Porto. O encerramento será no salão Paroquialde S. Martinho da GândaraNOS DIAS 15, 16 E 17 DE AGOSTO DE 201341 - Em Eirol, Aveiro para Casais da diocese do Porto.Como é já do conhecimento dos jovens ecasais dos Convívios, o XL EncontroNacional Animação do movimentorealizar-se-á, como já é costume, nosantuário de Fátima, nos dias 14 e 15 deSetembro deste ano. Submetido ao tema“Vai e abraça a Fé”, a ele presidirá o Sr.Bispo de Coimbra D. VirgílioAntunes.Ainda na vivência do ano da fé e comoMaria,amulherqueviveutodaasuavida,em Belém, no Egito e em Nazaré, emintimidade profunda com Cristo, massempre alimentada e fortalecida pela Féde que o seu filho era também o Filho deDeus,tambémnós,quenonossoconvíviosentimos uma intimidade profunda emisteriosa com Cristo, precisamos dealimentar e fortalecer permanentementeesta sedução e intimidade com JesusCristo,alimentandoefortalecendoperma-nentemente a nossa Fé.É para essa jornada de Fé e deAmor quequeremos testemunhar no nossoEncontroNacional,quedesafiamostodosos jovens e casais do movimento, nesteanodaFé,paraquevãoaFátimaeabracemcom Maria, na intimidade da sua vida,pela fé Jesus Cristo, o grandeAmigo.Damos a conhecer o Programa danossa Peregrinação:Sábado, 14 de Setembro de 201314:30 -Acolhimento, no Centro PastoralPaulo VI.14:45-Celebraçãopenitencialcomunitáriaeindividual,noCentroPastoralPauloVI.17:00-Desfile,saudaçãoaNossaSenhorae Celebração da Palavra na Capelinha dasAparições(presidida pelos Convívios Fraternos).18:00-Oração,nacapeladamortedeJesus.21:30 - Rosário e procissão de velas; com• Recitação do 1º. mistério;• Meditação do rosário(Mistérios Gloriosos), por jovens domovimento.22:45 - Sarau conviva, no Centro PastoralPaulo VI.Domingo, 15 de Setembro de 201310:00 - Rosário, na Capelinha e procissãopara o altar do recinto com:• Recitação do 1º mistério, porum jovem do movimento• Meditação do Rosário(Mistérios Gloriosos), por elementos dosconvívios, bem como transporte do andorde Nossa Senhora.11:00 - Missa internacional, no altar dorecinto.• Na Liturgia da Palavra, sepossível, um jovem do Movimento, faráumaleitura;•Apresentação de uma intenção própria, aenviar ao Santuário, para a OraçãoUniversal;• Encenação no momento da Acção deGraças de uma prece de consagração aNossa Senhora, por todas as diocesespresentes.14:00 - Despedida no Parque nº. 2, nosmesmosmoldesdoanoanterior:sempalcoecomacolocaçãodeumpontodeluzparapodermos ligar a nossa aparelhagem desom, até às 16 horas.XLEncontro NacionalAnimação do movimento“Vai e abraça a Fé”Maria, a Mãe de Deus, foi durante toda a suavida a mulher que viveu da Fé.EstamosnomêsdeMaio.Mêsqueanaturezaentre nós premiou com a beleza e forçarenovadoradaprimavera.Oscamposcobrem-se de flores, as plantas vestem-se de tenrasfolhagens, as aves, chilreando, fazem seusninhos e toda a natureza se engalanafestivamente.Foi este mês, considerado dos mais belos doano, que a devoção do povo escolheu paradedicar, dum modo especial, a louvar NossaSenhora cognominando-o de Mês de Maria.O mês de Maio ocupa, por isso, na devoçãomariana do povo português, um lugar muitoespecial.FoitambémnomêsdeMaiode1917queNossaSenhora,comoprofetizadosnovostempos,setornouvisívelaostrêspastorinhosna Cova da Iria para lhes lembrar - e neles atodoomundo-quesóvivendoaBoaNovadeseu Filho os homens seriam felizes eencontrariam a verdadeira paz que tãoansiosamenteprocuravam.Como nós, ela viveu da fé.No decorrer da sua peregrinação terrena,caminha como todos nós, numa estradailuminada e ao mesmo tempo tenebrosa.EmMaria,comoescreveualguém,aluzdafé,semelhanteàdasestrelas,éumaclaridadeob-scura.Sócommuitahumildade,simplicidadeeamorcompreenderemoscomoMariaviveunodiaadiaasuaféeteremoscapacidadeparaacreditarcomoela.Maria é, de facto, a mulher que sempreacreditou. Após o anúncio do anjo, crê quealgo de extraordinário nela acontecerá. Nãocompreende,masaceita.Vê nascer seu filho como qualquer criança,emboraemcircunstânciasespeciais,portodosos esquecidos e abandonados.Acolhe os pastores no presépio, dialoga comos sábios do Oriente e recebe seus presentes,mas no seu filho, que leva ao templo paraofereceraoPai,nadamaisdescobrealémdumacriançanormalqueresgataporumparderolas.Purifica-secomoqualquermulherjudaicaquedá à luz e não compreende as palavras dovelho Simeão nem da profetisa Ana... que"guarda no seu coração". Mas acredita napalavradoanjo;"oquedetinasceráéobradoEspírito Santo".FogecomJoséparaoEgitoparaqueomeninonão seja presa da ira de Herodes.Regressa a Nazaré onde vive e vê seu Filhocrescerem"sabedoriaeidade"diantedeDeuse dos homens, como qualquer outra criançaquebrinca,reza,canta,trabalhaeobedececomamor.Leva-O ao templo, perde-O, procura-Oansiosamente e, quando o repreende. Eleresponde: "porque me procuráveis, não sabeisque devo ocupar-me das coisas de meu Pai".Não compreende tal afirmação mas "conservatodas estas coisas no seu coração".Vêseufilho,colaborarnaslidesdacasa,ajudarS. José na carpintaria, brincar com osadolescentes de sua terra, viver a vida normaldos outros jovens da sua rua, partilhar dasrefeiçõessimplesdoLardaNazaré,necessitandodos mesmos cuidados e preocupações de todosos outros.AfédeMariafoiprovada,masnuncahesitante.Quando seu filho abandona o lar para iniciar oanúncio da Boa Nova, vai ao seu encontro eàqueles que anunciam a sua presença a Jesus,ouve estas palavras: Vai e diz-lhes que "Minhamãeemeusirmãoséfazeravontadedemeupaique está no céu.Não fica desolada, embora triste, "guarda estaspalavras no seu coração"Acredita.Noiníciodasuavidapúblicafoiconvidadocomsua mãe para umas bodas de casamento, denoivosamigos,deCaná,daGalileia.Mariasentequeovinhovai-seesgotar.Acreditaaomesmotempoqueseufilhotemplenopoderpara solucionar o problema poupando o jovemcasalaumsériovexame.- "Não têm vinho"..., lembra a teu filho!...- "Que temos nós a ver com isso", responde-lhe Jesus.Mais uma vez a fé de Maria é posta à prova,masjamaisextinta.- "Fazeitudooqueelevosdisser".EastalhassãocheiasdeáguaqueaumapalavradoSenhor,se transformam em bom vinho.Depois Maria, de acordo com o Evangelho,apenas acompanha seu filho, reduzido à maiordos sofrimentos, até ao alto do calvário. Masela acredita que aquele que foi trocado porBarrabásequecomocriminosocaminhavergadosobopesodacruzparaacrucifixão,éoFilhodeDeus e seu filho.A fé de Maria, depois da morte de Jesus, é aúnica que não vacila mas que vive a alegria deesperança. Todos os discípulos duvidam e seinterrogam sobre a ressurreição do Senhor, sóMaria vive tal certeza.Por isso o Evangelho não regista qualqueraparição do ressuscitado a sua mãe. Ela estevesempre com Ele na "realidade" da ressurreiçãosem nunca dEle se afastar.PorissoaIgreja,quenascenodiadoPentecostes,com Maria também presente percorrerá ocaminhodosséculoseaHistóriadahumanidadeatravés da fé no Ressuscitado.Por isso Ela e a mãe da Igreja. É a rainha doscrentes.Ela, de facto, é a mulher da fé, o modelo de todosos crentes, neste ano da Fé que estamos a viver.Maria, mulher de Fé2 Abril/Maio 2013
  3. 3. Ainda o rescaldo da visita do núcleo dePsicologia da Universidade de AveiroNo passado dia 8 de Março, foi-me dada agrande oportunidade de experienciar algoque, sem sombra de dúvidas, fez-me abriros olhos para uma realidade que, apesar deconhecer e saber da sua existência, nuncahavia tido a hipótese de contactá-la de umaforma tão próxima e direta.Numa visita de estudo, organizada peloNúcleo de Psicologia da Universidade deAveiro (ao qual, desde já, agradeço o seuempenho em proporcionar novasexperiencias a todos os estudantes destaárea, permitindo-nos crescer como futurospsicólogos) nós, alunos de PsicologiafizemosumavisitaguiadapeloCentroSocialde Apoio a Toxicodependentes ConvíviosFraternos II, de Avanca, orientada pelo Sr.Padre Valente de Matos e técnicos.Para além de nos terem proporcionado umareunião com todos os utentes, foi-nosapresentado o palácio e anexos, dentro dosquais passam os seus dias.Confesso ter ficado surpreendida com todoo conforto e recursos que haviamdisponíveis, revelando-me, eu mesma,preconceituosa, achando que, pelo passadode quem aqui vivia, não deveriam ter ao seudispor tal conforto e regalias a que, se calhar,uma grande parte da população não temacesso. No entanto, apercebi-me, deimediato, de todo o fundamento que haviapor detrás, que vejo agora como sendo detodo correto.Depois do complexo habitacionalconhecido,chegouaalturadeconhecertodosos técnicos e habitantes, sendo que, estefoi, irrefutavelmente, o momento que maisficará gravado em todos nós.Neste dia não conhecemostoxicodependentes, não conhecemosninguém louco por ter um grama de droga,não vimos ninguém descontrolado,desequilibrado, violento, marginal, etc... ouseja, não vimos nada do que a maior parteda sociedade pensa serem as característicasdo carácter de alguém que no passado sedeixou cair no consumo e vício em drogas.Quem ler isto, poderá até ficar espantado,mas o que vi, foi sim, grandiosas pessoascom uma força invejável, com um enormeconceito de interajuda e com uma vontadede vencer na vida incrível. Digo mais! Secada pessoa deste mundo pudesse ter estadofrente a frente com estes seres, teria crescidoeaprendidomuitocomalguémque,secalhar,até julgavam inferiores a si!Teriam refletido,talcomoeu,eminúmerasquestõesquenuncapensaram ter a passar pela sua mente. Quemnunca fez uma má escolha na vida? Quemnunca quis uma nova oportunidade? Quemnunca quis recomeçar? E quantosconseguirião viverem isolados de tudo e detodos, distante dos que mais ama, lutandocontra um vicio e vivendo seguindo umconjunto de normas com as quais sãofamiliares ou não, com as quais concordamou não, mas têm que as cumprir seja comofor? Será que seriam suficientemente fortespara o conseguirem? Os Homens queconheci neste dia são tão fortes quanto tudoisto! Superaram-se, recomeçaram, mudarame agora querem uma nova oportunidade dasociedade!Se bem repararam, nunca falei destaspessoas como toxicodependentes, pois sãobem mais do que isso!Está na hora de, tal como eu, a sociedadeabrir os olhos e ver mais além. Ver além dasaparências, ver além do preconceito, veralém do passado de alguém e sim olhar cadapessoa pelo que ela é no presente, tendo emconta tudo o que ela passou ao longo davida, e como cresceu com isso.Da minha parte só me resta agradecer portudo o que me ensinaram e por se teremexposto de uma forma tão transparente,perante alguém que nem conhecem.A vós, Homens com um grande "H", quandovos perguntarem o que foram no passadonão o retratem com vergonha, mas sim comorgulho, pois foi tudo pelo que passaramque vos tornou estes seres fortes e incríveisque são hoje!A todos muito obrigado,Daniela ValenteOrgulho num recomeçoQuarenta e três alunos do Agrupamentoda Escolas de Estarreja visitaram na tardedo dia 11 de Março a comunidadeTerapêutica de Santa Marinha do centroSocial Convívios Fraternos acompanhadosde alguns professores.Ao entrar na comunidade foi notória aalegria, o sonho, a esperança no futuro e afelicidade daqueles jovens a cresceremnuma sociedade, se calhar, para eles menosesperançosa pelas dificuldades eperspetivas do seu futuro.Divididos em dois grupos e orientados portécnicos da comunidade visitaram commuito interesse e curiosidade as suasdependências tendo recebido durante avisita respostas a algumas interrogações ecuriosidade pelo que iam observando, edesfazendo e destruindo a ideia de que umacomunidade para jovens com problemasde toxicodependência tenha uma estruturamuito rígida, austera e desconfortável.Terminada a visita às instalações os doisgrupos encontraram-se na sala de reuniõesonde lhes foi explicado o método detratamento dos visitados e a sua aceitação,a disciplina da casa e seus problemas, edada a resposta a muitas dúvidas ecuriosidades.A 2ª parte desta reunião teve já a presençados residentes, maiores e menores, quelivremente se quiseram associar aosvisitantes.Esta parte das visitas à comunidade é amais rica e proveitosa para os jovens quea visitam porque um alerta muito grande emuito grave aqueles que, por ventura, jáexperimentaram ou consumiram drogaschamadas leves, "canabinoides", eprevenção muito eficaz para a maioria dosque ainda não tiveram quaisquerexperiências deste género.Foram dados, por alguns menores - estaVisita de alunos da Escola Secundáriaà comunidade Terapêutica de Santa Marinhacomunidade tem de momento umapercentagem na sua população de 50% demenores-, o testemunho da sua vivência nasdrogaserespectivasconsequênciasnasuavidaescolar, familiar e social. Destruição total dosseus anos de adolescência.Igualmente dois residentes adultos, já com 38anos, testemunharam a sua caminhada dedrogas desde os 14 e 13 anos, até ao momentoactual com os seus dramas, a sua destruiçãototal em todos os sectores da sua vida. Todoo mal a que a sua vida de drogas os conduziu,as dificuldades tremendas em delas selibertarem, e a esperança de que estetratamento que estão a fazer não seja maisum, mas seja um encontro da felicidadeperdida na libertação das drogas, o seurenascer.Várias perguntas pelos jovens foram feitasaos residentes menores e adultos sobre muitosproblemas relacionados com a vida das drogase suas consequências.Todas se concretizaram em duas:Os menores afirmaram e alertaram osvisitantes para terem a certeza de que osconsumos de "drogas leves, … os charros etc,destruíramanormalidadedasuavidaem todosos sentidos, influenciaram e todo o seucomportamento, e que agora não era tão fácil,como julgavam, delas se libertarem.Nas respostas dos adultos foi-lhes transmitidaesta certeza: "as drogas, quando nelasentramos e tomamos consciência dos seusefeitos destruidores, ou acabamos com elasradicalmente de uma vez para sempre oudificilmente delas nos conseguimos libertarna vida.E porque é muito difícil nos libertarmos delas,elas acabarão por nos destruir totalmente."Conselho dado por todos os residentes a todosos visitantes: se quereis ser felizes, nuncaexperimenteis qualquer droga.Ao aproximar-se o fim do ano escolar emque o Centro Social Convivios-Fraternos,em parceria com o Instituto de SegurançaSocialecomaEscolaEB2.3/SProf.Dr.EgasMoniz, em Avanca, organizaram um PlanoIntegrado de Educação e Formação (PIEF)com duas turmas frequentadas por 21menores desta Instituição, é tempo de avaliaros seus resultados, as dificuldades eproblemas encontrados e perspetivar epreparar o novo ano para que ele possa sermais calmo e proveitoso para dar respostaao problema escolar destes menores muitoproblemáticos e de difícil socialização. Paramelhor se inteirarem do ambiente social efamiliar e pedagógico onde se encontram emtratamento e dos graves problemas quemarcaram e afectaram gravemente a sua vidade jovens, quiseram visitar a Comunidadede Santa Marinha, no dia 8 de Maio o Diretordo Agrupamento de Escolas de Estarreja,Prof. Jorge Ventura, e no dia 20 de Maio oCorpo Docente dos PIEF. Foi enriquecedorpara os visitantes e para os técnicos dainstituição o diálogo estabelecido sobre avivência destes menores na comunidade esobre as suas reações ao programaterapêutico que lhes é oferecido.Sobressaiu, ao fim das visitas, o desejo e apromessa de uma colaboração mais próximae atenta entre a escola e a instituição.VISITAS À COMUNIDADEDE SANTAMARINHA
  4. 4. JOVENS EM ALERTAComo explicar o inexplicável? Comoalguém disse, "Não se explica, sente-se".Então, nada melhor do que exprimir aquiloque senti, ao longo de três dias tãointensos, tão vividos!No primeiro dia, estava tudo a correr comoeu previa. Estávamo-nos a conhecer unsaos outros, a descobrir opiniões evivências comuns, ou até mesmodivergentes, mas estava realmente tudo acorrer muito bem!No segundo dia, as coisas começaram amudardefigura,começaramaganharoutradimensão, outro impacto, outraintensidade. Parece que me foram abrindoo coração aos poucos, de forma gradual.Ainda a porta do meu coração estavaentreaberta, quando, ao ouvir umtestemunho, veio uma "rajada de vento",que abriu a porta por inteiro, assim derepente, com toda a força. E, quando doupor mim, não conseguia parar de chorar…as lágrimas eram mais que muitas, mas oalívio é cada vez maior. Ao chorar e aodesabafar, sentia que todas as minhasangústias, que há tanto me perturbavam,abandonavam o meu peito, apesar de ser apasso lento. No final deste dia, uma vezperdoada por Cristo, numa eucaristia,comunguei, algo que não me lembrava dequando tinha sido a última vez que o tinhafeito. E, assim que a hóstia se começa adissolver na minha boca, senti um"booom", um arrepio que percorreu todoo meu corpo num instante. E quando deipor mim, tinha os olhos carregados delágrimas, lá estava eu a chorar, outra vez, ea pensar: "Mas, o que foi isto?". E aEncontrei-me e Encontrei-Oresposta não tardou a aparecer…Finalmente encontrei e senti Jesus Cristodentro de mim! Foi este encontro com Elee o Seu perdão, que me fizeram perdoar-me a mim mesma, e voltar a encontrar-me!Antes do Convívio Fraterno, sentia-mecomo um "poço", cheia de coisas que nãoserviam para nada, não tinham interesse, eaos poucos, durante aqueles 3 dias, essascoisas foram desaparecendo, dando lugara uma paz, uma serenidade e a umsentimento de pertença muito grande.Porque não há nada melhor do quesentirmos que quem nos está a ouvir, nãonos julga, simplesmente nos acolhe no seucoração, aceitando-nos tal como somos. Efoi isso que senti da parte da equipacoordenadora (e dos seus ajudantes) e dosmeus colegas, novos convivas, eprincipalmente, daquele meu amigo, JesusCristo, que de vez em quando me passauma rasteira, para que eu caia, mas o maisimportante, é que nunca se esquece de pôralguém ao meu lado, para me ajudar alevantar!Deste Convívio Fraterno trago amigos,mas também palavras que nunca mais vouesquecer, como "Põe-te a mexer", "Faz oDeus espera de ti" e "Vai pelo Mundomostrar a tua herança". E são elas que meservem de alento para este 4º dia, que meincentivam a rezar, a lutar, masprincipalmente a não desistir!Foi sem dúvida uma experiência que memudou, que me renovou e fez renascer,rumo à felicidade, no amor de Deus!Cátia Bessa; CF 1215 Diocese de Leiria-FátimaDiocese do PortoFoi nos passados dias 22, 23 e 24 deFevereiro que teve lugar o convívio n.º 1211da diocese Porto Sul em Eirol. Ao todo 22jovens fizeram o seu convívio tendo aoportunidade de se encontrarem consigo,com o próximo e com DEUS. Não fomosmuitos, mas como disse CRISTO “Ondedois ou três estiverem reunidos em meunome, ali estarei Eu no meio deles (Mt 18,20)", e nós eramos muitos mais! Talvez porisso todos O sentimos realmente no meio denós.Na primeira noite todos se estranhavam umpouco, já que como é habitual ninguém seconhecia muito bem. Alias este também foio primeiro convívio da equipa coordenadora,peloqueestávamosquaseempédeigualdadecom os novos convivas. A verdade é queindependentemente disto rapidamente todosnos sentimos unidos neste amor de imensode CRISTO, criando uma ligação entre todosaté então desconhecida. Aqueles que antesnão se conheciam, sentiram-se parte destaIgreja de CRISTO, unida no mesmo amorintemporal. Foi interessante ver odesenvolvimento das expressões dos jovensao longo dos três dias, começaram por teremexpressões fechadas em si mesmo, evoluindode tal forma que no ultimo dia a expressãoera de alegria e entrega ao outro e a CRISTO.Este já não era um estranho, mas sim umamigo que nos acompanha e apoia.Foi talvez esta uma das maiores lições quetodos aprendemos no convívio, o amor deCRISTO. Neste período de Pascoa queestamos a festejar, a RESSUREIÇÃO de JE-SUS tornou-se evidente no coração de todosos jovens que participaram no convívio, poistiveram a oportunidade de o sentir no meiode nós, de uma forma que não conseguiamnegar! Unidos no amor, com confiançarenovada em si mesmos, surgiu a força paraenfrentar as dificuldades que todos temosque enfrentar, bem como a vontade demostrar a todos a alegria que sentemmostrando que CRISTO está vivo entreNÓS.Pela equipa coordenadoraDeram-nos este dia de feriado e logopensamos que o devíamos aproveitar bem,sim porque cada vez mais o tempo se tornaum bem precioso.Foi nos dias 5, 6 e 7 de Outubro de 2012 queaconteceu o 39º. CF de casais.Mas desta vez foi tempo de procura, tempode ouvir e pensar… e lá no interior falouDeus sobre o que pede-nos ao nosso tempo.Tempo para ser, tempo para amar, tempode ajudar… E coube a cada um dos 18 casaisque fizeram pela primeira vez estaexperiência descobrir o que mudar em cadauma das suas famílias e como mudar…"Tempo para parar"certamente que mudando cada um deles paraque os dois sejam um só.Depois o tempo destes 3 dias passou para otempo de concretizar os propósitos, tempode viver o compromisso e disso nos falaramno encerramento que teve lugar no salãoparoquial de Travanca (Santa Maria da Feira)onde o núcleo, recém criado, com ajuda dosJovens acolheu este convívio.Agora o 4º. dia será caminho com os demaiscasais para, no núcleo, crescer em Cristopelo testemunho, pela solidariedade,amizade, partilha eAlegria…A equipa coordenadoraConvívio-Fraterno Nº 39 de CasaisConvívio - Fraterno Nº 1211 da diocese do PortoConvívio - Fraterno Nº 1215 da diocese Leiria - Fátima4 Abril/Maio 2013
  5. 5. JOVENS EM ALERTADiocese de ÉvoraFoi com algumas incertezas e dúvidas que41 jovens daArquidiocese de Évora viverampela primeira vez a experiência de umConvívio Fraterno. O CF 1212 realizou-senos dias 24, 25, 26 e 27 de Março, noSeminário Menor deVilaViçosa, num climade descoberta do interior e desprendimentodo exterior.Ao longo do Convívio Fraterno foi cre-scendo em cada um o silêncio interior, tãonecessário ao encontro com Jesus Cristo,cuja descoberta foi ajudando a dissipar asdúvidas e incertezas que cada um trazia.Apesar do frio que ainda se fazia sentir,Cristo aqueceu cada um dos corações, eacalmou a ansiedade e a impaciência,próprias de quem parte à descoberta!Foi possível fazer realmente encontro comDeus, e descobrir o Seu projeto para cadaum. Foi possível cada um descobrir-setambém a si próprio, e perceber que aFelicidade só é verdadeira quando secompleta no encontro com os outros e comDeus, quando nos despojamos daquilo quenos pesa e nos limita.O encerramento marcou o início dacaminhadado4.ºdia,naconstruçãodaIgreja,e na tomada de consciência de que cada umé um membro insubstituível do Corpo deCristo! NesteAno da Fé, cada um dos jovensdo CF 1212 sabe agora que é na vida e coma vida que se aprende a dizerverdadeiramente "sim, eu creio"!Pela Equipa CoordenadoraTeresa VilelaGrande PortoGrande Porto; grande convívio; grandegente; grande malta; foi tudo em grande!...Antes do Convívio: grande Expetativa,grande adiamento, grande espera, grandepreparação.Durante o Convívio: grande receção, grandeequipa, grande ritmo, grande entusiasmo,grande Presença!E ainda: grande proximidade, grandepartilha, grande intimidade, grandecelebração.No encerramento: grande presença, grandecolo, grande coração, grande alarme…E ainda: grande abraço, grande despedida,grande aniversário, grande noite.E depois, a vida: grande saudade, grandedesafio, grande futuro, grande vida!DEUS EM GRANDE!...Moutinho de Carvalho1216º Convívio FraternoDescoberta interior e desprendimento externoVivemos uma época em que falamos muitoem crise, o tema das nossas conversas temsempre a palavra CRISE. Na realidade criseé falta de algo, um momento perigoso oudifícil de uma evolução. Esta palavratransmite-nos algo negativo. Mas a crise porvezes torna-se necessária porque obriga-nosa parar para refletirmos como podemosultrapassar este momento difícil, comovamos ultrapassar a crise?!Será assim tão importante dar resposta aesta questão, ou será melhor começarmos acombater a crise com atitudes, pensamentose comportamentos "positivos" que lutemcontra a CRISE.Está na moda, "O Vale Tudo", mas valemesmo tudo para combater a crise ou ocombate começa por mim e por ti que porvezes nos queixamos da vida e esquecemo-nos que pelo simples facto de a termos jádevemos estar agradecidos, e já agora quetemos o dom da vida vamos vivê-la e nãodesperdiça-la. Tudo isto acontece porqueno corre, corre do dia-a-dia e não damosconta que a vida é um instante, é ummomento que me foge...E para que a vida não me fuga e não se percanum instante é preciso parar e refletir. E foio que dezoito jovens, da diocese de Vianado Castelo, fizeram nos dias 25, 26 e 27 deAbril, no Seminário dos Passionistas emBarroselas, onde se realizou o ConvívioFraterno n.º 1218, com o objectivocombaterem a crise de falta de tempo, defalta de esperança e de falta de Deus emnossas vidas.Deixaram para trás: os amigos, a família, eum fim-de-semana igual a tantos outros...Pela frente um desafio!... Três diastotalmente diferentes, era tempo de esquecera CRISE e fazer uma pausa, para partilhar,para reflectir, para interrogar, para terdúvidas, para brincar, para sorrir, para falar,para encontrar, para reencontrar, e o maisimportante para falar com Jesus Cristo queansiosamente aguardava a nossa chegada.Jesus também nos falou!... Convidou-nos afazer silêncio e a escutá-lo. Foi seduzindo econquistando cada jovem, e pouco a poucofoi entrando e falando ao coração de cadaum.Jesus foi acolhido!... Fez-se sentir... E apela-nos a segui-lo, a anunciá-lo, a imitá-lo, e diz-nos que estará sempre presente em toda anossa caminhada. Não nos abandona, é oamigo sempre presente. É aquele que pegaem nós ao colo, sobretudo naquelesmomentos em que até julgamos que Ele nosesqueceu. É nesses momentos que Ele nospega ao colo com mais carinho e nos carregacaso seja necessário.É neste encontro com J.C. que melhorpercebemos e entendemos o verdadeirosentido da palavra AMAR. J.C. amou-nosem primeiro lugar, e nós devemoscorresponder ao seu amor infinito, dandoum pouco de nós aos outros e a Deus, porqueuma coisa é certa J.C. a todos ama com assuas qualidades e defeitos. E todos nósconseguimos perceber que este JesusAmigosempre estive connosco, bem dentro de nós,por isso no final do 3º dia todos lhecantávamos: "A minha vida é um instante, éum momento que me foge. Para Te amar, óDeus amante, eu só tenho o dia de hoje...".A festa de encerramento foi no SalãoParoquial de Perre que contou com apresença de convivas, familiares e amigosque dispuseram o espaço de uma formabastante acolhedora.Os jovens transmitiram a sua alegria,trocaram experiências, e o encerramentoculminou com a celebração da Eucaristia,onde todos celebraram as graças concedidas.Se por vezes nem tudo acontece comoqueremos. Não esqueçamos que há alguémque sabe o que é melhor para nós em cadamomento. E mesmo que por vezes possaparecer, Jesus nunca nos abandonará, massealguémtemdúvidasficamassuaspalavras:"…Eu estarei convosco, todos os dias, atéao fim do mundo."Mt 28, 20Equipa Coordenadora."A minha vida é um instante... E numinstante encontrei-me com Ele paraque a minha vida tenha mais vida..."Convívio-Fraterno Nº 1216 da diocese do PortoConvívio-Fraterno Nº 1212 da diocese de ÉvoraConvívio - Fraterno Nº 1218 da diocese Viana do Castelo5Abril/Maio 2013
  6. 6. No passado dia 13 de Abril, 2.º sábado aseguir à Páscoa realizou-se em Valadares ecomo programado, o II Encontro NacionaldeAntigos Coordenadores até ao Convívio200.O reencontro naturalmente foi fundado nopassado e revivido nesse espaço dememórias de uma missão, na altura vividacom profundo entusiamo, a percorrer opaís para lançar o movimento no planonacional, e cujo espírito continua nosnossos corações nas amizades que fizemos,no ideal de vida que projetamos e na fé quereforçamos. Ou seja, na altura, um jovemmovimento a viver uma dinâmica de IgrejaJovem seduzida por Jesus Cristo, aindahoje, O Único a Quem sempre Iremosa quem viveu a experiência de convíviofraterno, há muitos anos, e que tem muito apartilhar porque anda "pelo mundo a cantar asua herança".Como nos lembra o Papa Francisco "Nocaminhar, no construir, no confessar, às vezeshá problemas, movimentos que não sãopropriamente os movimentos do caminho,movimentos que nos levam para trás." e estacomplexidade da vida e das encruzilhas emque nos coloca, não deixou de ser lembrada,assim como os amigos que já partiram e porquem oramos na celebração eucarística ondeJoão nos confidenciava a boa nova de que"Ao romper do dia, Jesus apresentou-se namargem" aguardando que nos libertássemosdo turbilhão das ondas e, trazendo a nossaparte da "pesca" vençamos, com Ele, as nossasII Encontro Nacional de AntigosCoordenadoresDe 18 a 21 de Abril, realizou-se o ConvívioFraterno 1213, pelo IDESO em Eirol, onde14 jovens da diocese de Aveiro foramcapazes de vencer o nervosismo e os seusreceios de partir à descoberta.Todos sabemosque não é fácil dar o passo de enfrentar odesconhecido porém, algo os chamou aestarem presentes naqueles dias, e a darem oseu "sim" a esta grande família de Convivas.Desde logo, foram convidados a "gastarem"a vida e a aproveitarem cada momento: cadasorriso, cada toque, cada abraço, cada pessoa.Vida essa que se assemelhava em muito auma viagem de barco, em que muitas vezesnão tiramos partido das ferramentas queDeus nos dá para nos orientarmos echegarmos a bom porto, acabando por perdero nosso rumo. No entanto, mesmo que nãoconsigamos fazê-lo ou até mesmo que nostentemos afastar dEle, Deus insiste e nãodesiste de nos levar ao cais da felicidade - talcomo uma estrela polar que brilha aosnavegadores, por muito que a noite estejaescura.Aprendemos também que cada um de nósforma a verdadeira Igreja, e tem um papelfundamental que nenhuma outra pessoapoderá ocupar. Assim como um barco nãopode navegar sem remos, vela ou âncora, damesma forma nós formamos um puzzle quenunca ficará completo se não colocarmostodos os nossos dons ao serviço de Deus.Estes, foram sem dúvida dias de partilha,fraternidade, comunhão e vivência doverdadeiro sentido de "ser cristão". Que os14 convivas do CF1213 nunca se esqueçamdo que viveram e sentiram durante esses dias.E, principalmente, que nunca se esqueçamde que a Eucaristia de encerramento noSeminário deAveiro não foi o fim, mas sim oretomar de uma viagem, cuja diferença nãoestá no mundo lá fora, mas sim no vossointerior. Que a estrela polar de Cristo vossirva sempre de guia nas vossas decisõesfuturas, para que consigam assim ser reflexodEle para todos quantos se cruzaremconvosco!A equipa coordenadoraDiocese de AveiroPartir à descobertaFoi com muita alegria e entusiasmo que nopassado dia 1 de Maio de 2013, realizou-semais um Convívio Animação da Zona Pas-toral Sul da Diocese do Porto para casaisconvivas, no salão paroquial de Mosteirô(Santa Maria da Feira), durante todo o dia,com a presença de cerca de 30 casais.Aparteda manhã foi preenchida com uma reflexãosobre um tema do ano da Fé "Ninguém vema Mim se o Pai não o atrair", orientado peloDiácono Permanente João DomingosFonseca e sua esposa Lurdes, também casalconviva.O testemunho deste casal levou-nos areflectir sobre os actos de fé que fazemos aolongo da nossa vida, nos bons e mausmomentos, trazendo algumas dúvidas, mastambém certezas. O caminho da Fé atrai-nos ao Pai."A fé cristã apresenta a sua originalidade nasua relação com Cristo. Ele é o coração da fé.É o fundamento seguro, o conteúdo essenciale o termo vivo e pessoal do acto de fé. Sócom o olhar fixo em Jesus é que o cristãoaprende a conhecer a presença e a acção deDeusqueorodeiaeochamaaumacomunhãonova".Por outro lado vivemos o projecto e o desafio"Ninguém vem a Mimse o Pai não o atrair"da Nova Evangelização que há-de traduzir-senoanúnciodessemesmoJesuscommaisardore entusiasmo, como novos métodos e novasexpressões. Concluiu-se que, como nos dizSão Paulo, "a Fé sem obras é morta…".Os casais reflectiram, em pequenos grupos,sobre a importância da vivência emcomunidade cristã que gira em torno de JesusCristo, constrói-se à volta dEle e é dEle querecebe vida, amor e paz. A comunidade temde ser o lugar onde fazemos, verdadeiramente,a experiência de Jesus ressuscitado. É nosgestos de amor, partilha, serviço, encontro efraternidade que encontramos Jesus vivo atransformar e a renovar o mundo.Seguiu-se o almoço partilhado, tarde deconvívio com muita boa disposição e paraterminarmos o encontro "em grande" foicelebrada a Eucaristia e no final desta fizemosum assalto aos merendeiros que cada casaltrouxe para o lanche.Como de costume, no final deste ConvívioAnimação, houve a despedida com muitosabraços e beijinhos e com a promessa deestarmos presentes no próximo que se realizano mês de Outubro do corrente ano.O Secretariado Diocesano do Porto dosCasais ConvivasConvívio - Fraterno Nº 1213 da diocese deAveiroporque só Ele tem Palavras de Vida Eterna.Os 25 presentes das Dioceses de Lamego,Porto, Portalegre e Castelo Branco,Santarém e Setúbal não ignoraram que apalavra Movimento pressupõe ser o motorde uma dinâmica de futuro e, como tal,interrogaram-se sobre o seu papel atual naIgreja e nos Convívios Fraternos nas suasdioceses e nas paróquias. Neste espíritopartilhamos iniciativas que têm sidopromovidas nas dioceses e na necessidadede criar espaços de acolhimento específicosfadigas e fragilidades.Para o ano projetamos a nossa vontade denos entrarmos em Castelo de Vide a 3 deMaio. Se leres esta notícia e não tens estado aser contactado ajuda-nos a recuperar o teuendereço de correio eletrónico para facilitar apartilha de próximas dinâmicas e acolher astuas sugestões em http://goo.gl/DjShJ ou, sepreferires, o acesso móvel pelo QRCODEanexo.Fernanda (59.º) e António Manuel (42.º)Convívio de casais da Diocese do PortoAbril/Maio 2013JOVENS EM ALERTA6
  7. 7. BALADA DA UNIÃO"O Senhor é meu Pastor, nada me falta,nada me falta!Acabo de realizar o convívio fraterno nº1211em Eirol,Aveiro. Mais uma vez tive a bênçãode ser chamado a testemunhar este Cristode braços abertos e gostava de partilharconvosco esta experiência.Eirol é um pequeno ponto no mapa, maspara mim é exemplo de como todo o mundodeveria ser.Achegada a esta alegre casinha, écomo encontrar um Pai que aguardaansiosamente por nós, e mal nos vê, correpara nos abraçar. E esteAbraço... é daquelesque nos parte os ossos, é daqueles em quese sente que o verdadeiroAmor, éAmar semlimites!Este Pai olha para nós, trespassa o nossoolhar, penetra-nos no coração e diz: "Podescontar comigo, jamais te abandonarei!". Eleaceita-nos com as nossas limitações efraquezas, tal como somos.Ao longo destes três dias foi isso que sepassou Em cada um destes 22 novosconvivas foi sentindo este Abraço que nosprende e jamais nos larga! Quem é tocadopor Cristo, já não fica igual. É uma novavida que desperta, um novo tempo quecomeça a contar. "Depois de Cristo" já nãoestamos sós. Estes jovens foram passandomisteriosamente de um tom carregado paraum tom desprendido... os sorrisoscomeçaram a iluminar Eirol. E de repente, láestavas TU no nosso meio, a dizer quepodemos ser felizes com um olhar cheio deamor. E pronto... Brincalhão como és,provocas-nos, estimulas-nos, testas osnossos limites... sabes que somos capazesde melhor! E nós deixamo-nos embalar porTI e não damos pelo tempo passar... És obom Pastor que cuida das suas ovelhas. Edepois... vem a tranquilidade, mas tambéma vontade de fazer algo pelos outros... sercomo Tu, Cristo! Ajuda-nos, Senhor, a sercomo Tu!Muitas vezes o 4º dia é "pintado" como opior que nos pode acontecer! Ter que deixaro Teu Abraço e voltar lá para fora...! Masqualéopastorqueabandonaassuasovelhas?Não teria sido mais fácil para Ti, Cristo, nãoter levado avante a tua missão? Mas Tuabraçaste a Cruz com todas as forças quetinhas.São João de Deus foi apelidado de "louco"pordeixartudooquepossuía,mesmoaroupado corpo, e dedicar a sua vida aos doentesdesprezados pela sociedade. Certo dia vinhacom um doente aos ombros que encontraraabandonado na estrada e com comida nasmãos para dar aos demais, e ao subir asescadas escorregou e caiu! Logo seamaldiçoou pela pouca força que tinha...deveria ter aguentado! Será ele "louco"?Quem quer ir além do Bojador, tem de iralém da dor. Cada um de nós tem também deabraçar a sua cruz com todas as suas forças!Não usar os dons que temos, as nossasaptidões e qualidades em prol dos outros écomo deixar apodrecer a mais saborosalaranja. Cristo convida-nos a ser os "loucos"da nossa família, paróquia e sociedade!Espero que cada um de nós, e em especialestes 22 novos convivas, consigamos ser asmãos, os pés e os lábios de Cristo. Ele morreude braços abertos, como quem abraça omundo... Teremos nós a força, a coragem e oamor de não viver com os nossos cruzados?Saí de Eirol com este sentido de missão, dedar um pouco mais do que tenho, de correrriscos... Contigo a meu lado, o que é quepode correr mal? Tu és o Bom Pastor e eu atua ovelha e, por isso, nada me faltará!Domingos Terra C.F. 834De 22 a 25 de Março, no final da Quaresma,realizou-se na diocese, mais um ConvívioFraterno, na Casa das Irmãs de S. José deCluny. O Convívio Fraterno 1210 reuniuquarenta jovens de várias paróquias da dio-cese que, junto de outros jovens convivas,vieram conhecer o Cristo que se entregou nacruz para nos libertar e para nos dar asalvação.Ao longo dos três dias de Convívio Fraterno,alguns destes jovens vieram para ter umprimeiro encontro com Jesus, outros vieramcontinuar a sua caminhada na fé e prosseguirem Igreja e, ao longo dos mesmos três dias,nós, jovens convivas que acompanhámosestes jovens neste Convívio Fraterno,acolhemo-los e alegrámo-nos com os seusencontros, com as suas partilhas, com osseus sorrisos, com a transformação que só oAmor de Deus e a vivência a partir dEle nospode dar.Estar em Convívio Fraterno e viver nesteMovimento que é uma verdadeira família,junto das Irmãs de S. José de Cluny, que nosacolhem sempre com tanto amor é acolherDeus nas nossas vidas e, à Sua semelhança,amarcomoElenosama.Quesaibamosfirmara nossa fé neste amor tão grande e saibamosolhar o mundo pelo olhar do Pai.Liliana NabaisDiocese de SantarémDiocese de SantarémDiocese do AlgarveNo passado mês de Abril, 32 jovens entraramnuma casa desconhecida e desconhecendo amaioria das pessoas lá presentes.Uns com a curiosidade de querer saber o que éo Convívio Fraterno, outros querendo"despachar" este momento, e outros, ainda,com a audácia de querer viver plenamenteeste encontro pessoal, com Deus e com osoutros…Prescindiram das suas Vidas normais… e omilagre do Amor do Pai operou maravilhasnos seus corações e cada uma destas pessoasjovens acabou por viver verdadeiramente odia da Liberdade!!... e sentir a verdadeiraalegria de se ser Cristão!"Querem vir ver… ou querem viver??" foidas primeiras perguntas lançadas…Muitas vezes, vemos a Vida, vemos Jesus masnão O vivemos…E esse foi o primeiro grande desafio…Os dias decorreram… a 25 Abril depararam-se com o Cristo que nos liberta, que nos perdoae nos ensina a amar e a perdoar……a 26 de Abril, encontrámos o Perdão emnossas Vidas e sentimo-lO habitar em cadaum dos nossos corações…foi a Festa do filhoque retorna à casa do Pai, foi a Festa daRessurreição!...…a 27 de Abril, descobrimos a importânciaque temos na história da nossa Igreja e o quãoimportante é a nossa contribuição naconstrução de um mundo melhor, através dapartilha da herança que herdámos, em par-ticular no 1217.Sabemos que o 4ºdia não será fácil…Imensas dúvidas, imensas recaídas, imensasfalhas… inerentes à nossa condição de serhumano.Sabemos que, por sermos como somos, a nossarelação com Deus será como a tal elipse: unsmomentos estaremos mais próximos dEle,outras vezes estaremos mais distantes… e anossa luzinha irá passar por ventos fortes etempestades!Mas também sabemos que Ele está sempreconnosco… Ainda que tudo na nossa Vida nospareça falhar, Ele não nos falha, está semprepresente e à nossa espera para nos orientar e(re)erguer!... e a nós, basta a cada instante danossa vida, busca-LO…À despedida, no meio da emoção e alegria,todos saímos com uma certeza: vivemo-lO…equeremos continuar a Viver Cristo nas nossasVidas!!"Nem sempre é fácil acreditar…… ocaminhar…O mundo faz-nos duvidar…Mas a Tua luz, Jesus… faz-nos avançar!!!!... ea espalhar:Que És porto seguro, és nosso abrigoDás-nos esperança que só o Amor é real!Que a Vida sem perdão não conheceráa alegria de amar...amar, amar!"Ide por todo o mundo", difundir a sementedo Amor.Queremos testemunharA Alegria de seres o nosso Senhor!A Alegria de seres o nosso Senhor!Queremos crescer e entregaras nossas vidas em união.E quando caírmos, olhando ao Alto…enches de Vida cada coração!... de amor, deamor…"Querem vir ver... ou querem viver?Convívio-Fraterno Nº 1217 da diocese doAlgarve7Abril/Maio 2013Diocese de CoimbraO Vírus espalhou-se pelo Convívio Fraterno1214 e os seus 24 novos convivas! EsteVírus chama-se Amor de Deus e estevepresente nos dias 24 a 27 de Abril na CasaConVidaemQuiaiosnaDiocesedeCoimbra.Espera-se que se continue a espalhar portoda a Diocese nos próximos dias.Os sintomas foram abalos, Palavra, sorrisos,coraçõesquentes,abraços,narizesvermelhose espirros... Por entre dúvidas e realidadesdifíceis, a receita foi a descoberta de quesomos únicos e amados pelo Pai, cada umao seu jeito, experimentando o Seu abraçobem apertado e aconchego da Sua Família -a nossa Igreja - e conhecendo o sentido deque a felicidade se encontra no ir pelo mundolevar a Sua herança.Indo para o Convívio, p’ro meu lindo e beloCF, aí que bela festa!CF... É o 1214!!!Pelos que fizeram este caminho,Mónica RochaO Vírus do Amor de Deus!Convívio-Fraterno Nº 1210 da diocese de SantarémConvívio-Fraterno Nº 1214 da diocese de Coimbra
  8. 8. BALADA DA UNIÃOBalada da UniãoPropriedade Editorial eAdministraçãoConvívios FraternosN.I.P.C. 503298689Tlef: 234 884474 Fax: 234 880904Director e Redactor:P. Valente de MatosDepósito Legal: 634/82 -Nº de Registo: 108164Este Jornal encontra-se emwww.conviviosfraternos.comRua Júlio Narciso Neves Nº 653860-129Avanca1. No seguimento da última Visita ad liminaApostolorum, os bispos de Portugaldecidiram promover um amplo movimentode auscultação junto do Povo de Deus emordem à revitalização do tecido pastoral daIgreja em Portugal.Arecente eleição do PapaFrancisco e as linhas pastorais que já nostraçou são para nós um alento de esperança a"viver a doce e reconfortante alegria deevangelizar".2. Foram muitos e todos igualmenteimportantes os contributos que recebemos,pelo que não podemos deixar de expressar atodas as pessoas envolvidas neste processoo nosso grande apreço e a nossa mais pro-fundagratidão.Reunidosecompulsadostodosos contributos recebidos, fazemos agora oelenco dos apelos mais insistentementerepetidos, alguns dos quais já assimilados navidadasnossascomunidadeseclesiais.Pedia-se:a) uma Igreja permanentemente em estadodeoração,formação,renovaçãoemissão,cadavez mais atenta a todas as pessoas e aos sinaisdos tempos;b) uma Igreja mais dinâmica e participativa,discipularemissionária,próximaeacolhedora,aoestilodeJesus,BomPastor,edasprimeirascomunidades cristãs admiravelmenteretratadas nosAtos dosApóstolos (Act 2,4247; 4,32 35; 5,12 15);c) uma Igreja intensamente marcada pelaprática da caridade fraterna, que não fique àespera das pessoas, mas que vá ao seuencontro;d) uma Igreja que se faça companheira deviagem dos jovens, sempre atenta aos seussonhos, anseios e problemas, tendo em contaque os jovens procuram a Igreja, não para sedivertirem, mas para se alimentareminteriormente;e) uma Igreja que sinta, viva, partilhe e seempenhe a ajudar a resolver os inúmerosproblemas que hoje assolam as famílias;f) uma Igreja que busque sempre o empenhoe a participação de todos, sacerdotes,diáconos, consagrados e leigos, para juntosauscultarmos e seguirmos os rumos que Deusnos quiser indicar.3. Estes elementos recolhidos e agora postosem realce viram-se verificados e confirmadospelo Inquérito levado a efeito pelaUniversidade Católica Portuguesa, sobre"Identidades Religiosas em Portugal -Representações, Valores e Práticas", quechamou a nossa atenção para uma certadesafeição e quebra de laços de pertença àIgreja de uma parte da população portuguesa,com particular incidência nos jovens.4.Arecente realização do Sínodo dos Bispos,em Roma, pediu insistentemente muito maiorempenho, dedicação e carinho na transmissãoda fé, mãos nas mãos, de modo a que nostornemos cristãos convictos e credíveis, bemassentes sobre o único fundamento que é Je-sus Cristo (1 Cor 3,11). Pediu também umolhar novo, atento, comovido e evangelizadorpara este mundo que Deus criou e ama, e queé sua plantação dileta (Is 61,3).5. Também não podemos descurar que oscaminhosqueagoraseabremàIgrejaemPor-tugal vêm à luz no contexto doAno da Fé, docinquentenário do Concílio Vaticano II e daPromover a Renovação da Pastoral da Igreja em PortugalNota Pastoral da Conferência Episcopal Portuguesacaminhada para o centenário das Apariçõesde Nossa Senhora em Fátima.6. Considerado atentamente todo o processoe o seu enquadramento eclesial, a Igreja emPortugalpropõe-setrilharemcomunhão,numsócoraçãoenumasóalma,osseguintesrumos:A) Primado da graça e nova mentalidadeFormar comunidades assentes no primado dagraça, da contemplação, da comunhão e daoração, sabendo todos bem, pastores e fiéisleigos, que o essencial da vivência cristã e dosfrutos pastorais na vida da comunidade nãodepende tanto do nosso esforço deprogramação e da multiplicação dos nossospassos e afazeres, mas depende sobretudo datransformação da nossa mente e da conversãodo nosso coração operadas pela ação da graçade Jesus Cristo, que disse: "Sem mim, nadapodeis fazer" (Jo 15,5). Neste sentido,queremos intensificar a oração pessoal ecomunitária, dar a todas as ações litúrgicas adignidade que lhes é devida, valorizar acelebração dos sacramentos da Eucaristia eda Reconciliação, criar grupos de escuta epartilha da Palavra de Deus.B) Comunhão para a missãoFormar comunidades que sejam autênticasescolas de vivência da fé e da comunhão,gerando entre todos os seus membros laçosde fidelidade, de proximidade e de confiança,que se traduzam no serviço humilde dacaridadefraterna.Éesteocaminhoparaavivaro sentido de pertença à comunidade e parafortalecer os laços da comunhão, que é aprimeira forma de missão, de acordo com aPalavra de Jesus, Bom Pastor: "Nisto todossaberão que sois meus discípulos: se vosamardes uns aos outros" (Jo 13,35). Deacordo também com a forma de viver dasprimeiras comunidades cristãs.C) Missão de todos para todosOs dois rumos anteriores abremnecessariamente para um terceiro: a missãocomoempenhodacomunidadetodaedetodosos seus membros. Torna-se, de facto,necessário que todos os itinerários decatequese e de formação cristã assumam estaperspectiva missionária como elemento cen-tral quer a nível de conteúdos quer de método.Isto significa que o chamamento à santidade,ao seguimento de Jesus Cristo, ao serviço naIgreja e à missão são uma única realidade apromover desde a iniciação cristã, continu-andocomosjovens,eenvolvendoasfamílias,os adultos, a comunidade inteira.D) Testemunhar a fé revitalizadaEste processo de revitalização do tecido pas-toraldaIgrejaemPortugalcontinuaarequerero envolvimento de todos os bispos,sacerdotes,consagradosefiéisleigos,rezandoe trabalhando lado a lado, para juntossentirmos a alegria de sermos discípulos deJesus Cristo, todos enviados e empenhadosem fazer novos discípulos através datransmissão da nossa fé pelo testemunho devida e pela palavra. A palavra que dizemostemdeserviva,saboreadaesaborosa(Cl4,6),cheia de Cristo e de esperança activa. Otestemunho que damos tem de ser semdisfarces e sem estratégias, humilde, atento,comovido, próximo e acolhedor, profético eevangelizador,quedeixever,àimagemdeJe-sus, Bom Pastor, uma Igreja que não se fechasobre si, mas que sai de si, para o átrio destemundo que Deus ama.E) Fomentar iniciativas de iniciação cristã ede formaçãoÉ notório que, no mundo em que nos é dadoviver, os indicadores que sinalizam oscaminhos para a fé se encontram cada vezmaisrarefeitos,sendomaioresasdificuldadessentidas no seio da família e das organizaçõeseclesiais para a transmissão da fé às novasgerações. Impõe-se, portanto, uma apostamais intensa e dinâmica na iniciação cristãdas crianças e jovens, bem como nocatecumenatodeadultos.Prioritáriaétambéma formação da vivência cristã de todos,particularmente dos agentes pastorais e doslíderes cristãos, que os leve a preparar-se,cada vez mais e melhor, para a missão e a nelase empenhar.F) Comprometidos com as iniciativaspastorais em cursoVárias dioceses têm em curso a preparaçãoou realização de um Sínodo diocesano.Múltiplas iniciativas pastorais estão emandamento no âmbito do Ano da Fé, dorecente Sínodo dos Bispos sobre a promoçãodanovaevangelização,dascelebraçõesdo50.ºaniversário da abertura do ConcílioVaticanoIIedapreparaçãodocentenáriodasApariçõesde Nossa Senhora em Fátima. Os aspetosacima postos em realce não vêm anular osprojetos já em andamento; antes, podemvalorizá-los e potenciá-los, e, porventura,provocar uma partilha fraterna mais intensade todas as coisas boas que já se estão a fazer.G) A ter sempre diante dos olhos e nocoraçãoEscuta bem, com toda a atenção, Igreja emPortugal:- reúne-te à volta de Jesus, aprende a rezar e,com Jesus e como Jesus, vai com alegria eousadia sempre renovadas à procura e aoencontro dos teus filhos e filhas;-reveste-tesemostentaçãonemriquezas,mascom humildade e verdade e com a ternura deJesus Cristo;- acolhe e vive o Evangelho como uma graçarecebida, transmite-o com amor e fidelidade,e não como um produto para publicitar oupara colocar no mercado;- põe todo o esmero a preparar e oferecer,com carinho, verdadeiros itinerários deiniciação e de formação cristã para crianças,adolescentes jovens e adultos;- redobra o teu empenho na preparação doscandidatos ao sacerdócio;-ficasempreatentaevigilanteesêpersistenteem tudo o que diz respeito à formaçãopermanente dos teus sacerdotes;- reconhece os consagrados pela riqueza dosseus carismas como membros ativos eindispensáveis no crescimento e na ação doPovo de Deus;- cuida também da formação dos fiéis leigos,com especial atenção aos maiscomprometidos na vida da Igreja e dasociedade, e estimula-os a serem verdadeirosdiscípulos de Jesus e seus missionáriosapaixonados e felizes no coração do mundo;- vela sempre, com afeto maternal, por todosos teus filhos e filhas, e nunca deixes que setransformem em meros funcionários,perdendo o ardor e o primeiro amor.Maria, Mãe da Igreja e nossa Mãe, Senhorade Fátima, ícone do primado da graça e daoração, do serviço humilde que gera laços decomunhão e de missão, sê nossa companheiranos caminhos que agora nos propomospercorrer para sabermos melhor levar CristoaosnossosirmãoseosnossosirmãosaCristo.Fátima, 11 de abril de 20138 Abril/Maio 2013

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