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Un alto en el camino - E. Castells Capurro
[..] fronteira é vista não somente como a extensão dos limites, mas como uma área de interação, deinterdependência e de co...
Jornal O Dever,08/05/1915
[...] quando Portugal e Hespanha se ventilava a questão de limites das possessões americanasdas duas nações, o general hes...
[...] o espaço da campanha, com sua população e riqueza pecuária, viu-se envolvidodiretamente nessa disputa travada entre ...
Mapa da Capitania do Rio Grande de São Pedro do Sul - 1809A OCUPAÇÃO DO ESPAÇO FRONTEIRIÇO
Mapa do Estado do Rio Grande do Sul, 1889A ECONOMIA NO ESPAÇO FRONTEIRIÇO
A ECONOMIA NO ESPAÇO FRONTEIRIÇOAs novas charqueadas gaúchas transitaram do espaço pelotense, ou litorâneo, para o espaço ...
Em 1918, a contribuição do xarque no valor global da nossa exportação foi de apenas 29.329:910$000,contra 42.845:253$8741 ...
A POLÍTICA NO ESPAÇO FRONTEIRIÇOAssim, o Rio Grande do Sul constitui-se num espaço fronteiriço, fato este que gerou um per...
Cabe observar que, o centro físico do regionalismo localizava-se na Campanha, na sua área maisextrema, onde se encontra co...
A base de sustentação do novo partido (Federalista) mostrava-se forte. Embora com predominânciade elementos da Fronteira, ...
A revolução eclodiu no dia 2 de fevereiro de 1893, quando os federalistas liderados porGumercindo Saraiva, passaram a Fron...
EXISTE UMA FRONTEIRA GEOGRÁFICA, QUE ESPAÇO É ESTE?
EXISTE UMA FRONTEIRA LINGUÍSTICA,QUE ESPAÇO É ESTE?Jornal O Dever, 09/09/1927. p.02
EXISTE UMA FRONTEIRA MUSICAL,QUE ESPAÇO É ESTE?Milonga de Contrabando - Luiz MenezesVelha milonga Argentina, Uruguaia e Br...
EXISTE UMA FRONTEIRA MUSICAL,QUE ESPAÇO É ESTE?Da esquerda para a direita: Daniel Drexler, Vitor Ramil, Ana Prada e Marcel...
SER FRONTEIRIÇO,É SER MAIS QUE UM OU DOIS.É SOMAR PARTES!Jornal O Dever, 20/06/1919
PESAVENTO (2006)SER FRONTEIRIÇO,É SER MAIS QUE UM OU DOIS.É SOMAR PARTES!
Frontera – Jorge DrexlerYo no sé de dónde soy, / mi casa está en la frontera (BIS)Y las fronteras se mueven, / como las ba...
REFERÊNCIASLIVROSCARNEIRO, Newton. Dissidência política e partidos: da crise com a regência ao declínio do II Reinado. In:...
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Diálogos sobre a fronteira

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Diálogos sobre a fronteira

  1. 1. Un alto en el camino - E. Castells Capurro
  2. 2. [..] fronteira é vista não somente como a extensão dos limites, mas como uma área de interação, deinterdependência e de complementaridade.Espaço quase sempre preenchido por extensos campos, apropriados em sua grande parte peloslatifundiários, e com um sistema peculiar de cidades vizinhas, muito próximas, cuja base econômica foisempre a troca assimétrica de bens, serviço e homens.Existia uma singularidade na organização interna deste espaço em relação às trocas.Os fluxos eram típicos de uma produção baseada na pecuária extensiva, onde as tropas de gado sedeslocavam ora para abastecer os saladeiros uruguaios, ora para as charqueadas rio-grandenses.Este fluxo de homens e mercadorias nos obriga a aprender este espaço levando em conta aporosidade fronteiriça.SOUZA (1995)
  3. 3. Jornal O Dever,08/05/1915
  4. 4. [...] quando Portugal e Hespanha se ventilava a questão de limites das possessões americanasdas duas nações, o general hespanhol D. João José Vertiz e Salcedo, vice-rei de Buenos Aires,marchou á frente de um exercito de cinco mil homens, com o propósito de conquistar todo oterritorio desde a Colonia do Sacramento até o forte portuguez de Rio Pardo, e chegando áscabeceiras do Rio Negro, escolheu uma posição vantajosa sobre a cochilia entre as principaesvertentes do dito rio e as do camaquam, Jaguarão e Ibicuhy, e neste ponto culminante traçou efez construir uma fortaleza, a que o nome da virgem martyr Santa Thecla. Era o ponto maisavançado na fronteira castelhana.CIRNE (1897)A OCUPAÇÃO DO ESPAÇO FRONTEIRIÇO
  5. 5. [...] o espaço da campanha, com sua população e riqueza pecuária, viu-se envolvidodiretamente nessa disputa travada entre portugueses e espanhóis. Participou deescaramuças, sitiamentos, confiscos de mercadorías, contrabandos, formação de milicias, quese tornaram uma constante na região. [...] A disputa pelas terras da zona de fronteiraintensificou-se, pois a riqueza ganadeira dessas era enorme. As duas coroas militarizaram aárea, construindo fortes, destacando milícias de soldados e guardas de fronteiras. [...] Essa eraa situação vivenciada pelos homens e mulheres que habitavam as terras localizadas na divisa doRio Grande do Sul com o Uruguai e com a Argentina. Eles experimentavam a fronteira nos seusdois sentidos: o de linha que separa e o de zona que aproxima.REICHEL (2006)A OCUPAÇÃO DO ESPAÇO FRONTEIRIÇO
  6. 6. Mapa da Capitania do Rio Grande de São Pedro do Sul - 1809A OCUPAÇÃO DO ESPAÇO FRONTEIRIÇO
  7. 7. Mapa do Estado do Rio Grande do Sul, 1889A ECONOMIA NO ESPAÇO FRONTEIRIÇO
  8. 8. A ECONOMIA NO ESPAÇO FRONTEIRIÇOAs novas charqueadas gaúchas transitaram do espaço pelotense, ou litorâneo, para o espaço dacampanha, ou da fronteira, localizadas aonde o gado era criado e utilizando-se de uma série devantagens que o comércio de trânsito e o contrabando permitiu. [...] Os charqueadores fronteiriçosnão sobreviviam apenas do charque em si. Do boi era aproveitado a língua, os ossos, o pelo, orabo, etc. Além das indústrias de derivados, possuíam olarias, serralherias e outras fábricas quepoderiam funcionar no período da entressafra, tornando produtiva a vida dos operários. [...] Seuproprietário, o português Antônio Nunes de Ribeiro de Magalhães, adicionou luxo e requinte na vidarústica da fronteira. [...] O charque gaúcho manteve-se como o principal produto exportado no RioGrande do Sul durante a República Velha, competindo com os produtos coloniais e com os frigoríficosque se instalaram no Estado a partir de 1917.SOUZA (2006)
  9. 9. Em 1918, a contribuição do xarque no valor global da nossa exportação foi de apenas 29.329:910$000,contra 42.845:253$8741 em 1917, em virtude das causas que apontei na mensagem do annotransacto. Em 1919, porém, a exportação do xarque subiu, novamente, até 47.130:119$440,ultrapassando, como se viu, o próprio total de 1917, com uma differença de 17.800:209$430 sobre ode 1918. [...] Funccionam tambem, no Estado, actualmente, 28 xarqueadas: 05 em Pelotas, 01 emItaquy, 06 em Bagé, 01 em Uruguaiana, 02 em Quarahy, 01 em São Borja, 01 em Caxias, 01 emRosario, 01 em Camaquam, 01 em Santa Maria, 01 em Cachoeira, 01 em Jaguarão, 04 em SãoGabriel, 01 em Julio de Castilhos e 01 em Livramento. Além do xarque, esses estabelecimentospreparam e exportam, em grande escala, couros, sebo, chifres e outros sub-productos.RELATÓRIO DO PRESIDENTE DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL (1920)A ECONOMIA NO ESPAÇO FRONTEIRIÇO
  10. 10. A POLÍTICA NO ESPAÇO FRONTEIRIÇOAssim, o Rio Grande do Sul constitui-se num espaço fronteiriço, fato este que gerou um perfilespecífico na sua história, à construção de sua sociedade e de sua formação política. Enquanto espaçofronteiriço e em processo de formação no século XIX, foi palco de disputas, palco de fomento ediscussão de idéias e projetos políticos, [...] Com isso, a elite que se formou no sul do Brasil adquiriuum perfil próprio, mas característico do contexto histórico e de um espaço fronteiriço. [...] Nessesentido, a elite farroupilha, composta de comerciantes, estancieiros, militares, charqueadores esacerdotes, nascidos ou não no Rio Grande do Sul, uniu-se na defesa de um projeto federalista. Porém,é importante salientar que nem todo o rio-grandense foi farroupilha como nem todo farroupilha foirepublicano e separatista.PADOIN (2006)
  11. 11. Cabe observar que, o centro físico do regionalismo localizava-se na Campanha, na sua área maisextrema, onde se encontra com o Uruguai, seu centro político, ao longo da segunda metade do séculoXIX, constituiu no Partido Liberal. Tanto que esse veio a desempenhar ativo papel de elaborador e gestorpolítico dos interesses enraizados junto às elites rurais. Papel que, para ser questionado, exigiu que oflorianismo e o castilhismo conduzissem o Rio Grande do Sul em direção a um escabroso banho desangue e impusessem à sociedade sul-rio-grandense – e também à brasileira, por força do convívio –uma ditadura que se estenderia por impressionantes quarenta anos.CARNEIRO (2007)A POLÍTICA NO ESPAÇO FRONTEIRIÇO
  12. 12. A base de sustentação do novo partido (Federalista) mostrava-se forte. Embora com predominânciade elementos da Fronteira, notadamente de Bagé e Santana do Livramento. [...] Já então tudo seencaminhava para a guerra civil, que os federalistas preparavam afanosamente. Em fevereiro de 1893,depois de empossado Júlio de Castilhos na presidência do Estado, a insurreição se declarava na região deBagé, com a invasão do caudilho Gumercindo Saraiva. A revolução que entrou para a história com adenominação de “Federalista” foi de fato comandada pelo partido que Silveira Martins e os SilvaTavares haviam fundado no ano precedente. Da insurreição, saíram os federalistas com a alcunha de“maragatos”, alusão aos comandados de Gumercindo Saraiva, que precediam, em parte, doDepartamento de San José, no Uruguai. [...] A idéia central do pensamento dos federalistas era aliquidação do castilhismo, representado sempre como a encarnação de uma tirania opressiva, cruel edesligada da opinião pública.FRANCO (2006)A BELICOSIDADE NO ESPAÇO FRONTEIRIÇO
  13. 13. A revolução eclodiu no dia 2 de fevereiro de 1893, quando os federalistas liderados porGumercindo Saraiva, passaram a Fronteira rumo a Bagé com mais de 400 homens, em grande partebrasileiros, usando divisas vermelhas, mas também com número considerável de orientais, queostentavam divisas brancas, demonstrando sua vinculação com o Partido Blanco. [...] Os líderesfederalistas faziam constantes encontros preparatórios para a insurreição. A casa de Gaspar SilveiraMartins em Melo transformou-se no quartel-general dos revolucionários. As reuniões estendiam-senoite adentro, tratando da obtenção do armamento e de contribuições pecuniárias de fazendeiros daregião. Junto aos estancieiros da Fronteira foi conseguindo montante significativo para os recursosde guerra.RECKZIEGEL (2006)A BELICOSIDADE NO ESPAÇO FRONTEIRIÇO
  14. 14. EXISTE UMA FRONTEIRA GEOGRÁFICA, QUE ESPAÇO É ESTE?
  15. 15. EXISTE UMA FRONTEIRA LINGUÍSTICA,QUE ESPAÇO É ESTE?Jornal O Dever, 09/09/1927. p.02
  16. 16. EXISTE UMA FRONTEIRA MUSICAL,QUE ESPAÇO É ESTE?Milonga de Contrabando - Luiz MenezesVelha milonga Argentina, Uruguaia e Brasileira / Contrabandeaste a fronteira, na alma dos pajadoresSempre a falar dos amores, na tua rima baguala / Se diferente na fala, no cantar de cada umTens esta pátria comum, no pampa todos iguala / Recorrendo a pulperia, velha milonga campeiraQue nas carpas de carreira, sempre um pinho se destapa / Milonga de gente guapa, suspiras num bordoneioA história de um tombo feio, de alguma maula judiada / Chamarisco derramada, quando ao cantar de umfloreio / Milonga que noite adentro, vive a rondar os fogõesFalando em revoluções, em entreveiros de adaga / Milonga que não se apaga, do ritual do rancherio Quetodo índio bravio desdobra meio pachola / Quando ao cantar se consola, bombeando o catre vazioPor isso velha milonga, já calejado dos anos / Vim cantar meus desenganos dos quais não guardo rancoresSão penas dos meus amores, que fui guardando a lo largo / Cada um tem a seu cargo, um destino que lhe guiaE as penas são ironia, é o doce do mate amargo
  17. 17. EXISTE UMA FRONTEIRA MUSICAL,QUE ESPAÇO É ESTE?Da esquerda para a direita: Daniel Drexler, Vitor Ramil, Ana Prada e Marcelo Delacroix, no Porto AlegreMontevidéu sem Fronteiras, 2009 (Foto: Cristiane Rochol)
  18. 18. SER FRONTEIRIÇO,É SER MAIS QUE UM OU DOIS.É SOMAR PARTES!Jornal O Dever, 20/06/1919
  19. 19. PESAVENTO (2006)SER FRONTEIRIÇO,É SER MAIS QUE UM OU DOIS.É SOMAR PARTES!
  20. 20. Frontera – Jorge DrexlerYo no sé de dónde soy, / mi casa está en la frontera (BIS)Y las fronteras se mueven, / como las banderas. (BIS)Mi patria es un rinconcito, / el canto de una cigarra. (BIS)Los dos primeros acordes / que yo supe en la guitarra (BIS)Soy hijo de un forastero / y de una estrella del alba,y si hay amor, me dijeron, / y si hay amor, me dijeron, / toda distancia se salva.No tengo muchas verdades, / prefiero no dar consejos. (BIS)Cada cual por su camino, / igual va a aprender de viejo. (BIS)Que el mundo está como está / por causa de las certezas (BIS)La guerra y la vanidad / comen en la misma mesa (BIS)Soy hijo de un desterrado / y de una flor de la tierra,y de chico me enseñaron / las pocas cosas que sé / del amor y de la guerra.EXISTE UMA FRONTEIRA MUSICAL,QUE ESPAÇO É ESTE?
  21. 21. REFERÊNCIASLIVROSCARNEIRO, Newton. Dissidência política e partidos: da crise com a regência ao declínio do II Reinado. In: HistóriaGeral do Rio Grande do Sul. 1ª Ed. Passo Fundo: Méritos, 2007. v. 2, Império.FRANCO, Sergio da Costa. O Partido Federalista. In: História Geral do Rio Grande do Sul. 1ª Ed. Passo Fundo: Méritos,2006, v.3, República Velha (Tomo I).PADOIN. Maria Medianeira. A Revolução Farroupilha. In: História Geral do Rio Grande do Sul. 1ª Ed. Passo Fundo:Méritos, 2006. v. 2. Império.PANITZ, Lucas Manassi. Por uma Geografia da Música: O Espaço da Música Popular Platina. Porto Alegre: UFRGS /PPGEA, 2010.PESAVENTO, Sandra Jatahy. Fronteiras culturais em um mundo planetário - paradoxos da(s) identidade(s) sul-latino-americana(s). Revista del CESLA, núm. 8, 2006, pp. 9-19, Polônia: Uniwersytet Warszawski.REICHEL, Heloísa Jochims. Fronteiras do Espaço Platino. In: História Geral do Rio Grande do Sul. 1ª Ed. Passo Fundo:Méritos, 2006, v.1.RECKZIEGEL, Ana Luiza Setti. 1893: A revolução além da fronteira. In: História Geral do Rio Grande do Sul (1889-1930).1ª Ed. Passo Fundo: Méritos, 2007. v. 3, República Velha (1889-1930). Tomo I.Souza, Susana Blein de. Identidade e nacionalismo no processo de integração da fronteira uruguaia no final doséculo XIX. In: Humanas. Globalização, Nacionalismo e Regionalização. Porto Alegre, IFCH/UFRGS, v. 18, n.12, jan.-dez.1995.DOCUMENTOSCarta de Tupy Silveira à Borges de Medeiros. Acervo do Instituto Histórico e Geográfico do Rio Grande do Sul.Relatórios do Presidente da Província do Estado do Rio Grande do Sul. Acervo Digital: Hemeroteca Digital Brasileira.Acesso em 24 de abril de 2013. Link para acesso: http://memoria.bn.br/pdf2/720500/per720500_1920_00001.pdfCIRNE, João Antonio Cirne. Almanak do Rio Grande do Sul, 1897.

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