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HISTÓRIA – 9.º ANO
I - A Europa e o Mundo no Limiar do século
XX
I.1 Hegemonia e declínio da influência europeia
Conteúdos Programáticos
(Consultar o manual da página 16 à 35)
1 - Imperialismo e colonialismo: a partilha do mundo
2 - A Conferência de Berlim
3 - A questão do “mapa cor-de-rosa”
4 - A 1.ª Grande Guerra
5 – O Tratado de Versalhes
6 – A Sociedade das Nações
Objectivos
1.1 Identificar a superioridade europeia nos seguintes domínios:
• político
• económico-financeiro
• demográfico
• técnico e científico
• cultural
1.2 Identificar os países industrializados em finais do século XIX
princípios do século XX
História – 9.º Ano 1 de 68
MANUAL
Novo Clube de História 9
Autores: Pedro Almiro Neves, Cristina Maia,
Dalila Baptista, Cláudia Amaral
Editora: Porto Editora
HISTÓRIA – 9.º ANO
1.3 Explicar as características do colonialismo nos finais do século XIX
2.1 Localizar, no mapa, os impérios coloniais nos finais do século XIX/
inícios do século XX
2.2 Identificar as principais potências coloniais deste período
2.3 Explicar e identificar o interesse das potências europeias pelas
viagens de exploração do continente africano
2.4 Mencionar o objectivo principal da Conferência de Berlim
2.5 Explicar:
a) O que ficou decidido na Conferência
b) Em que consistiu a “ Partilha de África”
3.1 Compreender em que consistiu a questão do “ mapa cor-de-rosa”
3.2 Avaliar o impacto da questão do “ mapa cor-de-rosa” na política
portuguesa da época
4.1 Referir os factores que conduziram à Primeira Guerra Mundial
4.2 Identificar a política de alianças que se desenvolveu na Europa nos
finais do século XIX/ inícios do século XX
4.3 Explicar o significado do atentado de Serajevo
4.4 Mencionar os blocos que entraram em confronto na 1.ª Guerra
Mundial
4.5 Identificar as principais frentes de combate nessa guerra
4.6 Caracterizar a primeira fase da Guerra
História – 9.º Ano 2 de 68
HISTÓRIA – 9.º ANO
4.7 Caracterizar a segunda e terceira fase da Guerra
4.8 Justificar a entrada dos Estados Unidos na 1.ª Guerra Mundial
4.9 Explicar em que consistiu o Armistício e localizá-lo no tempo
5.1 Identificar o tratado que assinalou o fim da 1.ª Grande Guerra
5.2 Referir as principais resoluções desse Tratado
5.3 Indicar as modificações verificadas no mapa político da Europa na
sequência do mesmo tratado
6.1 Mencionar os principais objectivos da Sociedade das Nações
6.2 Explicar o facto que contribuiu para o fracasso da Sociedade das
Nações.
Respostas aos conteúdos programáticos números 4; 5 e
6
História – 9.º Ano 3 de 68
HISTÓRIA – 9.º ANO
1.ª Grande Guerra Mundial (1914/1918)
CAUSAS que conduziram à Guerra:
1. Nacionalismos
2. Rivalidades de carácter político e económico entre as maiores
potências europeias:
• Dentro da Europa-
a) a França e a Alemanha disputam a Alsácia e a Lorena e,
no Norte de África, Marrocos.
b) a Alemanha e a Rússia disputam os Balcãs pelo acesso ao
mar Mediterrâneo.
• Fora da Europa-
a) reforço das colónias e áreas de influência - a rivalidade
aumentou após a Conferência de Berlim.
3. Política de Alianças - Paz Armada
a) Tríplice Aliança – (Alemanha, Áustria-Hungria, Itália) – 1882
b) Tríplice Entente – (França, Inglaterra e Rússia) – 1904
4. Atentado em Serajevo – 28.06.1914
História – 9.º Ano 4 de 68
HISTÓRIA – 9.º ANO
⇓
Começo da Primeira Guerra Mundial: o arquiduque Francisco
Fernando, príncipe herdeiro da Coroa da Áustria-Hungria foi
assassinado por um estudante nacionalista sérvio. Em resposta a
este facto, a Áustria declarou guerra à Sérvia. Tal acontecimento foi
fruto do clima belicista e de exaltação dos sentimentos nacionalistas
que então se vivia.
ACONTECIMENTOS- 1º FASE DA GUERRA
GUERRA RELÂMPAGO – GUERRA DE MOVIMENTOS
1914/1915
Avanço rápido e imprevisto
• Três Frentes de Batalha: LESTE (do Báltico ao Mar Negro)
OCIDENTAL (do Mar do Norte à Suíça)
BALCÂNICA (Toda a Península)
• Batalha de Marne (França) - A França derrota a Alemanha
• Conquista da Polónia pela Alemanha – derrota da Rússia
2ª FASE DA GUERRA
GUERRA DE TRINCHEIRAS- GUERRA DE POSIÇÕES
1915/1917
História – 9.º Ano 5 de 68
HISTÓRIA – 9.º ANO
Guerra de Trincheiras- cada bloco procura impedir o avanço do outro
através da construção de trincheiras.
Frente Ocidental:
• Fevereiro de 1916- Batalha de VERDUN (França)- as tropas
aliadas resistem aos bombardeamentos alemães.
• Fevereiro de 1916 – PORTUGAL entra na Guerra
Pedido de ajuda dos ingleses- aprisionamento de navios
alemães que se encontravam ancorados nos nossos portos do
continente, ilhas e colónias.
Declaração de Guerra da Alemanha a Portugal
O Presidente Afonso Costa envia para a Flandres o Corpo
Expedicionário Português. Participação na batalha de La LYS-
1918
Factores que levaram Portugal a juntar-se aos aliados:
1. A necessidade de defender as colónias africanas-
Angola e Moçambique que eram atacadas pelos
alemães.
História – 9.º Ano 6 de 68
HISTÓRIA – 9.º ANO
2. O reconhecimento internacional da jovem República
Portuguesa.
3. As exigências da Inglaterra em nome da antiga
aliança Luso-Britânica.
• Maio de 1916- Batalha da JUTLÂNDIA (Dinamarca) – batalha
naval. Os alemães utilizam pela primeira vez submarinos. Os
britânicos continuam a manter o domínio do mar do Norte e a
bloquear os portos alemães.
Frente Leste:
Alguns êxitos das tropas russas sobre as alemãs
Frente Balcânica:
A Áustria-Hungria e a Bulgária conquistam a Roménia
3ª FASE DA GUERRA
Retorno à GUERRA DE MOVIMENTOS – 1917/1918
• Mundialização da Guerra :
a) As colónias europeias eram atacadas
pelos inimigos de cada bloco
b) Diminuição das matérias-primas (chegadas
à Europa) e do escoamento dos produtos.
c) Adesão de outros países aos dois blocos
antagónicos.
História – 9.º Ano 7 de 68
HISTÓRIA – 9.º ANO
• Entrada dos EUA na guerra ao lado dos aliados
a) Apoio financeiro
b) Apoio humano – Um milhão de
combatentes foram enviados para a
Europa
c) Apoio militar – Utilização do carro
blindado- TANK; cedência de armas e
munições
Nota: Os EUA participam na guerra, porque eram defensores de regimes
democráticos; porque os navios americanos, quer fossem de guerra, alimentos
ou passageiros eram afundados pelos alemães e, ainda, porque o tráfego com
os aliados era essencialmente comercial, e os americanos não queriam perder
este mercado.
• A Revolução Soviética- Em 1917 devido à guerra civil, a Rússia
pede o abandono da guerra, enfraquece, assim, a frente
oriental e é obrigada a ceder à Alemanha a Finlândia, Polónia,
Estónia, Lituânia e Ucrânia. Cede à Turquia outros territórios.
• Crescentes dificuldades dos alemães devido ao bloqueio
económico que os privou de alimentos e matérias-primas.
• 1818- nova investida dos alemães em França (segunda batalha
de Marne). Vitória dos franceses, os alemães batem em
retirada.
• Na frente balcânica, as tropas inglesas, obrigam a Turquia e a
Bulgária a pedir a Paz, depois de terem sofrido pesadas
derrotas.
• Na Itália, os exércitos austrohúngaros foram derrotados e
renderam-se.
História – 9.º Ano 8 de 68
HISTÓRIA – 9.º ANO
• Na Alemanha a população civil dos campos revoltou-se e o
exército e marinha alemã recusaram-se a combater.
EM 11 DE NOVEMBRO DE 1918 A ALEMANHA ASSINA O ARMISTÍCIO
(suspensão de hostilidades entre os exércitos) , visando o estabelecimento de condições que
permitissem a assinatura do TRATADO DE PAZ EM VERSALHES.
CONSEQUÊNCIAS DA GUERRA
1. A Alemanha é derrotada pelos aliados.
2. A guerra provocou: 9 milhões de mortos;
17 milhões de feridos
4 milhões de viúvas
8 milhões de órfãos
3 milhões de hectares de terreno inutilizados
400 mil edifícios destruídos; vastas regiões industriais
foram devastadas.
3. Surge um novo mapa político da Europa:
* Novos Estados: Polónia, Checoslováquia, Jugoslávia, Hungria,
Finlândia, Estónia, Lituânia, Letónia e novos traçados de fronteiras da
Alemanha, Bulgária e Roménia.
* As monarquias autoritárias caíram e a maior parte dos países da Europa
Central adoptou a democracia parlamentar, sob a forma de Monarquia ou
República.
História – 9.º Ano 9 de 68
HISTÓRIA – 9.º ANO
4. O TRATADO DE VERSALHES impôs cláusulas humilhantes para a
Alemanha:
a) Reconhecer a independência da Áustria, Checoslováquia e Polónia.
b) Restituir à França a Alsácia e a Lorena.
c) Perder todas as suas colónias.
d) Ser obrigada a reduzir o seu armamento e os seus exércitos.
e) Pagar indemnizações aos países vencedores.
5. Desmembramento dos grandes impérios (Alemão, Austrohúngaro,
Turco e Russo) e a independência de novos Estados. O novo mapa político
representava uma paz imperfeita e frágil. Durou apenas 20 anos: em 1939
desencadear-se-ia um novo conflito mundial.
6. Em Abril de 1919, ainda durante as conversações de paz do Tratado de
Versalhes, foi criada a SOCIEDADE DAS NAÇÕES.
Objectivos:
* Assegurar a paz, a independência e a segurança dos Estados.
• Fomentar a cooperação económica, financeira, social, e
cultural entre os Estados membros.
• Proteger das minorias nacionais
• Organizar o desarmamento geral
• Tutelar as colónias que a Alemanha perdera no Tratado de
Versalhes
A SDN durante a década de 20 ainda gozou de algum prestígio, mas na
década de 30 entrou em descrédito, pois não evitou que:
- O Japão invadisse a Manchúria (1932)
- A Itália fascista invadisse a Abissínia (1935)
- A Itália e a Alemanha interviessem na guerra civil espanhola
História – 9.º Ano 10 de 68
HISTÓRIA – 9.º ANO
- Em 1939, a Checoslováquia foi desmembrada entre a URSS e a Alemanha, a
Polónia foi invadida pelas tropas alemãs, a SDN foi ignorada e não soube
reagir.
A 2.ª Guerra Mundial começou e a Sociedade das Nações
morreu.
-
I.1 Hegemonia e declínio da influência europeia
As Transformações económicas no após-guerra no mundo
ocidental
Conteúdos Programáticos
(Consultar o manual da página 36 à 39)
- O Fim da supremacia europeia
- O modelo americano: produção em massa e crescimento
acelerado
- A “prosperidade dos anos 20”
Objectivos
1. Referir os motivos que conduziram ao fim da supremacia europeia
2. Comparar a situação económica da Europa do pós-guerra com a dos EUA,
no mesmo período
3. Relacionar o crescimento económico dos EUA com a sua entrada tardia
na 1.ª Guerra Mundial
História – 9.º Ano 11 de 68
HISTÓRIA – 9.º ANO
4. Explicar os factores que explicam o rápido crescimento económico dos
EUA
5. Avaliar as vantagens do modelo de desenvolvimento proposto por Taylor
6. Explicar o método de organização de trabalho desenvolvido por Ford
7. Caracterizar o “Estilo de vida à americana que se desenvolveu na década
de 1920
I.2 A REVOLUÇÃO SOVIÉTICA
I.2 Da Rússia dos Czares à Rússia dos
Sovietes
Conteúdos Programáticos
(Consultar o manual da página 48 à 55)
História – 9.º Ano 12 de 68
HISTÓRIA – 9.º ANO
• A Rússia nas vésperas da Revolução
• A Revolução burguesa e a Revolução Bolchevique
• As fases da construção da URSS
• A Nova Política Económica – NEP (1921 – 28)
Objectivos
1. Localizar os acontecimentos no tempo e no espaço
2. Conhecer os motivos que conduziram à Revolução Soviética:
• económicos
• sociais
• político-militares
• ideológicos
3. Caracterizar o regime implantado pela revolução burguesa de
Fevereiro de 1917
4. Explicar as condições que levaram à Revolução Bolchevique de
Outubro de 1917
5. Descrever as principais fases da revolução Socialista Soviética
6. Dar exemplos de medidas da nacionalização / colectivização da
economia.
7. Mencionar as forças em confronto no período de guerra civil entre
(1918/21)
8. Dar exemplos de medidas de Comunismo de Guerra (1918/21)
História – 9.º Ano 13 de 68
HISTÓRIA – 9.º ANO
9. Dar exemplos de medidas da NEP
10. Destacar a acção de algumas personagens como: TROTSKY,
LENINE e ESTALINE na evolução dos acontecimentos.
11. Compreender o significado da conversão do espaço territorial do
Império Russo numa união de repúblicas federadas (URSS)
Respostas
1. A revolução russa ocorreu em 1917, num território de 22
milhões de Kms
2
, 174 milhões de habitantes: múltiplas etnias,
línguas, religiões e culturas.
A capital da Rússia imperial, durante os séculos XVIII e XIX, foi
SAMPETERSBURGO, fundada por Czar Pedro, O Grande.
Chamou-se também PETOGRADO (1914- 1924) e
LENINEGRADO (1924- 1991), retomando o nome original em
1991.
2.
Factores da Revolução Soviética
ECONÓMICOS Economia de características feudais:
*baixa produtividade
*estruturas agrícolas arcaicas
*reduzidas estruturas industriais
*reduzida rede de comunicações, o que impede o
desenvolvimento do comércio e da economia
*fraco investimento nas actividades produtivas.
SOCIAIS *Sociedade de ordens – marcada por uma
História – 9.º Ano 14 de 68
HISTÓRIA – 9.º ANO
profunda desigualdade: grupos sociais
privilegiados (clero e nobreza) e não privilegiados:
camponeses,( 85%, viviam num estado semelhante
ao da servidão); proletariado urbano (viviam com
más condições de higiene, de saúde e habitação,
muitas horas de trabalho, salários baixos).
POLÍTICO-
MILITARES
*Czarismo – regime autocrático-absolutista,
exercido por Nicolau II, o imperador.
O imperador tinha uma corte luxuosa e corrupta,
sustentava o seu poder no exército e no clero.
*Derrota na Guerra russo-japonesa
*Participação na 1ª Guerra Mundial, que provocou a
fome, o aumento de impostos, a carestia de vida.
IDEOLÓGICOS *Influência das ideias socialistas – as dificuldades
vividas pelos camponeses e operários traduziram-
se num grande descontentamento e greves
frequentes. Todo este clima era propício à difusão
das ideias socialistas
3. O regime implantado em 1917 era um regime liberal
parlamentar. Era apoiado por liberais e socialistas moderados
pertencentes ao partido Constitucional Democrata. Chefiaram o
Governo Provisório e, após a abdicação de Nicolau II, tomaram as
seguintes medidas:
• abolição da pena de morte
• amnistia para os presos políticos e exilados
• abolição das diferenças assentes na raça e na religião
• convocação de uma assembleia constituinte – ERA A
INSTAURAÇÃO DE UM REGIME LIBERAL.
História – 9.º Ano 15 de 68
HISTÓRIA – 9.º ANO
4. O governo provisório, chefiado por KERENSKY, enfrentava a
oposição dos Sovietes (conselhos de operários, soldados,
camponeses), eram chefiados pelos Bolcheviques (maioria do
partido operário social democrata), chefiados por LENINE.
Viriam a formar o Partido Comunista.
Lenine (rosto dos bolcheviques) foi um forte opositor aos vários
governos provisórios:
• não apoiava a participação da Rússia na 1ª Guerra Mundial –
tal facto veio ao encontro da população, cansada de mortes,
feridos, fomes e crescimento de impostos.
• Defendia a nacionalização e colectivização de toda a
economia russa.
Nacionalização – Transferência para o Estado de
propriedades e bens de produção pertencentes a particulares,
sem pagamento de indemnizações aos antigos proprietários.
Ex.: fábricas, terras, minas, bancos. Toda a propriedade
privada é abolida.
Colectivização – sistema que transforma as pequenas
propriedades agrícolas, em cooperativas estatais. Baseia-se no
COLECTIVISMO: doutrina ou sistema social em que os meios de
produção e consumo são igualmente distribuídos por cada membro
da comunidade. Visa a criação de uma sociedade sem classes.
• Defendia, ainda, a instauração de uma ditadura do
proletariado – isto é, a tomada do poder pelos
trabalhadores, com vista ao desenvolvimento do
socialismo até chegar ao comunismo.
História – 9.º Ano 16 de 68
HISTÓRIA – 9.º ANO
Em 24 de Outubro de 1917 dá-se a revolução
BOLCHEVIQUE
5. Fases da Revolução Socialista:
• Fevereiro de 1917 – Revolução Burguesa
• Outubro de 1917 – Revolução Bolchevique
Na revolução de Outubro, as milícias bolcheviques puseram fim ao governo
provisório, prenderam os ministros e instauraram um novo governo
revolucionário, presidido por LENINE. TROTSKY era a segunda figura do
partido e ficou responsável pelo exército.
Lenine pretendeu aplicar as ideias do Marxismo à realidade económica da
Rússia, daí falar-se em Marxismo-leninismo.
Medidas tomadas
• Em vez da Duma, Lenine criou o Conselho dos Sovietes
• Iniciou o processo de nacionalização e colectivização da
economia
• Libertou a Rússia da 1ª Guerra Mundial, mesmo perdendo a
posse da Polónia, da Finlândia e dos países Bálticos
6. Medidas de Nacionalização e Colectivização da economia:
*expropriação das grandes propriedades que foram
entregues aos sovietes camponeses e aos comités agrários
História – 9.º Ano 17 de 68
HISTÓRIA – 9.º ANO
* Requisição das colheitas agrícolas (entregues ao
Estado, recebendo estes o indispensável para consumo
próprio)
* Nacionalização das empresas com mais de 10
operários
* Nacionalização da banca e do comércio externo (o
Estado passou a ter o monopólio destes sectores da
economia)
7. Grupos em confronto na Guerra Civil:
Exército Branco – antigos proprietários apoiados por nações
estrangeiras (EUA, França, Inglaterra e Japão)- defensores da propriedade
privada.
Exército Vermelho – bolchevique defendia a propriedade colectiva
8. No período de guerra civil LENINE pôs em prática uma série de
medidas que ficaram conhecidas por “Comunismo de Guerra”:
• Instituiu o partido único (partido comunista bolchevique) que,
mais tarde, mudaria o nome para partido Comunista da União
Soviética, proibindo todos os outros.
• Criou a Censura e a polícia política.
• Ordenou a perseguição, tortura e morte dos adversários
políticos.
História – 9.º Ano 18 de 68
HISTÓRIA – 9.º ANO
Surgiu um clima de terror. Dois anos passados, assistimos ao
triunfo da revolução, mas o país estava devastado por mortes,
fome, epidemias e revoltas: a nacionalização da economia e as
medidas do comunismo de Guerra não resolveram os problemas da
economia, a produção nos vários sectores era cada vez menor.
9. Após a fase crítica que se instalou na Rússia, LENINE decidiu recuar
na sua estratégia política. Optou por um regresso à economia
capitalista, entendeu ser necessário a liberdade económica, embora
por um tempo limitado. As medidas que tomou ficaram conhecidas
como NEP - NOVA POLÍTICA ECONÓMICA – New economic politic,
que consistia no seguinte:
• Permissão da venda de excedentes agrícolas
• Permissão da entrada de capitais e técnicos estrangeiros, a
fim de modernizar a indústria e incentivar a produtividade.
• Incentivo à economia monetária e privada – existência de
pequenas empresas privadas agrícolas, comerciais e
industriais
NEP- SIGNIFICADO POLÍTICO E ECONÓMICO:
Esta nova política económica visava a produtividade, a
concorrência, a acumulação, mas sob controlo do Estado.
Significou um recuo no comunismo, uma vez que voltava a afirmar-
História – 9.º Ano 19 de 68
HISTÓRIA – 9.º ANO
se uma nova burguesia de pequenos e médios comerciantes,
industriais e proprietários rurais.
10. LENINE – Homem que liderou todo o processo
revolucionário, entre 1917 e 1924. Foi o responsável pela
primeira revolução socialista triunfante. Na Suíça, onde
havia estado exilado, aprofundara a teoria de Karl Marx.
Assim, procurou adaptar à realidade russa as propostas
daquele filosofo.
TROTSKY – Segundo líder do partido bolchevique, chefe
do exército vermelho, vencedor da Guerra Civil. Foi
afastado do poder por ESTALINE, após a morte de
LENINE em 1924. Era defensor da Revolução permanente,
que deveria estender-se a todo o mundo
(internacionalismo proletário). Foi mandado assassinar, no
México, onde se exilara.
ESTALINE – Sucessor de Lenine (1928/1953). Antes da
morte de Lenine era secretário-geral do partido comunista.
Foi o responsável pela instauração do Comunismo na
Rússia. Considerava, indispensável, consolidar em
primeiro lugar a revolução russa e só depois promover a
revolução mundial. Dominou o aparelho de Estado, a
polícia secreta e os órgãos partidários. Reprimiu qualquer
oposição à sua vontade, acabou por estender na URSS
uma violenta DITADURA.
História – 9.º Ano 20 de 68
HISTÓRIA – 9.º ANO
Empreendeu uma política de redução do poder das
Repúblicas e o FORTALECIMENTO DO PODER CENTRAL
À morte de ESTALINE, em 1953, a URSS era a segunda
potência mundial.
Nota: A Constituição de Janeiro de 1924, consagrou a
ditadura do proletariado. Ao partido comunista ficou
reservada a direcção do país.
11. Em 1922 no Congresso do Partido COMUNISTA, foi
aprovada a criação da União das Repúblicas Socialistas
Soviéticas (URSS), constituída por 15 Repúblicas. A
Rússia passou a ser um Estado Federado que reunia uma
grande diversidade de povos e regiões. Gozavam de uma
certa autonomia, sendo assegurado o respeito pela
identidade regional e minorias nacionais. A diversidade
cultural era estimulada, mas mantinha-se a língua russa
como língua oficial do império. Toda esta diversidade
geográfica, étnica e cultural exigia um poder central forte.
I.3 Portugal: da 1.ª República à Ditadura
Militar
I.3 Crise e queda da monarquia
Conteúdos Programáticos
(Consultar o manual da página 62 à 65)
História – 9.º Ano 21 de 68
HISTÓRIA – 9.º ANO
- O clima de crise: o descontentamento das classes médias e o operariado.
- A difusão das doutrinas socialistas e republicanas
- O fim da monarquia
- A implantação da República
Objectivos:
1.Identificar no tempo os acontecimentos
2.Conhecer as causas económicas, sociais, culturais e políticas que
estiveram na origem da implantação da República.
3.Identificar a implantação da República como uma data histórica
comemorada num feriado nacional
4. Reconhecer na implantação da República um momento de ruptura e
de emergência de uma nova ordem política
5.Destacar a acção de algumas personalidades, como Teófilo de Braga
e Manuel de Arriaga.
Respostas
1. A crise da monarquia teve início em finais do século XIX e a queda do
regime deu-se a 5 de Outubro de 1910
História – 9.º Ano 22 de 68
HISTÓRIA – 9.º ANO
2. Causas da Queda da Monarquia
1. Instabilidade económica:
a) Empréstimos contraídos pelo governo a bancos estrangeiros, pagos a juros
altíssimos.
b) Desvalorização da moeda
c) Salários baixos
d) Inflação elevada
e) Aumento de impostos
f) Reduzido poder de compra
g) Quebra nos investimentos
h) Falências de bancos e empresas
2. Instabilidade Social:
a) Insatisfação da população - elevado custo de vida
b) Desemprego
c) Agitação social (manifestações e greves)
3. Instabilidade política:
a) O Ultimato Inglês foi considerado, por muitos, uma humilhação para
Portugal – A Coroa Portuguesa havia sido demasiado benevolente com a
Inglaterra.
História – 9.º Ano 23 de 68
HISTÓRIA – 9.º ANO
b) Em 1873, surgiu o Partido Republicano que defendia a implantação de uma
República e a supressão do regime monárquico. Este partido conseguiu eleger
deputados às Cortes.
Para os adeptos deste partido (Ramalho Ortigão e Teófilo de Braga), a
República era sinónimo de Democracia, Liberdade e Felicidade.
c) Em 1875 foi constituído o Partido Operário Socialista - importou para
Portugal algumas das ideias socialistas que circulavam na Europa. Apoiantes:
Antero de Quental e Oliveira Martins.
d) Coroa Portuguesa era acusada de incompetência e excessivos gastos
financeiros.
4. Causas Próximas da Queda da Monarquia
a) Revolta do 31 de Janeiro de 1891 - Porto.
b) Ditadura de João Franco (1906/1908)
* Dissolução do parlamento
*Instauração da Censura (imprensa)
*Dirigentes políticos presos ou degredados para as colónias.
c) Regicídio- 1 de Fevereiro de 1908
História – 9.º Ano 24 de 68
HISTÓRIA – 9.º ANO
Consequências: D. Manuel II demite João Franco e restabelece a
Monarquia Constitucional. Nas Cortes o partido republicano ganha cada vez
mais lugares.
d) 5 de Outubro de 1910 - Golpe militar que acaba com a
monarquia. José Relvas proclama a República na Câmara Municipal de Lisboa.
Apoios: Militares de baixa patente (sargentos; cadetes; alferes; tenentes) e civis
das classes médias (advogados; médicos; intelectuais; comerciantes).
D. Manuel II parte para o exílio.
NOTA: Todo este processo, teve o apoio da Carbonária e Maçonaria -
sociedades secretas anticlericais e defensoras da liberdade e da República.
REPÚBLICA: a palavra deriva do latim res-pública, coisa
pública. Sugere o controlo do Estado por todos os cidadãos de uma nação.
O termo República não significa necessariamente
Democracia
Regime Político
Monarquia República
Chefe de Estado Rei Presidente
Acesso ao Cargo Via hereditária Por eleição
Duração/Mandato Até à Morte Cinco anos
História – 9.º Ano 25 de 68
HISTÓRIA – 9.º ANO
1910 - 1º Governo provisório constituído por Teófilo de Braga.
1911 - Assembleia Constituinte elabora a 1ª Constituição Republicana e elege
o primeiro Presidente da República eleito : Manuel de Arriaga
O novo regime passou a ter uma legitimidade Constitucional e Democrática.
SÍMBOLOS DA REPÚBLICA
1. Uma nova bandeira (verde e vermelha)
2. Uma nova moeda – o escudo
3. Um novo hino – “A PORTUGUESA”
Autores: Henrique Lopes de Mendonça e Alfredo Keil
História – 9.º Ano 26 de 68
HISTÓRIA – 9.º ANO
I.3 A 1.ª República
Conteúdos Programáticos
(Consultar o manual da página 66 à 71)
- Realizações da 1.ª República
- As dificuldades da acção governativa
- Queda da 1.ª República
Objectivos
1. Localizar no tempo a 1ª República
2. Conhecer as realizações da 1ª República a nível:
*político
*económico-financeiro
*social
*cultural e educativo
3. Explicar as dificuldades da acção governativa na 1ª República.
4. Compreender as causas da queda da 1ª República e o aparecimento
da Ditadura Militar (1926/1932).
5. Mencionar as medidas de carácter político que foram tomadas pelos
militares em 1926.
História – 9.º Ano 27 de 68
HISTÓRIA – 9.º ANO
Respostas
A 1ª.República
1. A 1ª República ocorreu entre Outubro de 1910 e Maio de 1926.
Realizações da 1ª República:
1. Reformas políticas
* Aprovação da Constituição Republicana em 1911, que consagra a
separação dos poderes.
NOTA: Nesta Constituição, o órgão de poder mais importante passa a ser o
Parlamento. Criou-se uma Democracia Parlamentar. O Parlamento
História – 9.º Ano 28 de 68
HISTÓRIA – 9.º ANO
passou a escolher e destituir o Presidente da República que, por sua vez,
nomeava o governo. Este só se poderia manter em funções enquanto tivesse a
maioria parlamentar. Tal facto provocou grande instabilidade política.
• Aprovação da Lei de Separação entre o Estado e as Igrejas.
• Proibição do ensino religioso nas escolas.
• Expulsão das ordens religiosas e a nacionalização dos seus bens.
• Instituição do Registo Civil obrigatório.
• Os títulos nobiliárquicos foram abolidos e os privilégios por nascimento
também.
• Amnistia para todos os presos políticos.
• Liberdade de imprensa.
2. Reformas Económicas e Financeiras
- Diminuição da despesa pública para diminuir o défice do Estado. Mas era
difícil, pois importávamos quase tudo: trigo, bacalhau, açúcar, maquinaria,
carvão ,aço e ferro.
3. Reformas Sociais
Foram publicadas as Leis da Família que instituíam:
• o Divórcio
História – 9.º Ano 29 de 68
HISTÓRIA – 9.º ANO
• o Casamento Civil
• a igualdade de direitos entre o homem e a mulher.
• a igualdade de direitos entre os filhos legítimos e os filhos ilegítimos.
Foram publicadas as Leis do Trabalho que instituíam:
a) o direito à greve
b) horário semanal de trabalho – 48 horas.
c) o direito ao dia de descanso semana
d) o direito à assistência social na doença e na velhice.
e) seguro social obrigatório, contra acidentes de trabalho.
4. Reformas Culturais e Educativas
* instituição do ensino primário obrigatório e gratuito.
*criação de 1500 escolas e muitos jardins-escola, (ensino infantil)
* fundação de Escolas Normais Superiores, para a formação de
professores (Porto, Coimbra e Lisboa).
*construção de novos liceus e criação de escolas técnicas (agrícolas,
comerciais e industriais).
*fundação das Universidades de Lisboa e Porto, ficando o país com
três Universidades.
História – 9.º Ano 30 de 68
HISTÓRIA – 9.º ANO
*para as classes populares foram criadas as Universidades Livres e
as Universidades Populares, em Lisboa e no Porto.
*criação de bibliotecas, museus, organização de concertos,
exposições e conferências gratuitas.
Personalidades que se distinguiram nesta época:
• o médico Ricardo Jorge
• os aviadores Gago Coutinho e Sacadura Cabral
• o escritor Fernando Pessoa
3. Dificuldades da acção Governativa
1. Manteve-se o atraso:
• na agricultura, havia constante falta de cereais (apesar da maior
utilização de adubos e importação de máquinas agrícolas); as
exportações ligadas à agricultura eram a cortiça e o vinho.
• na indústria, ( 50% das nossas exportações provinham apenas da
indústria têxtil e de conservas). Houve também progresso na
indústria de cimento e tabacos, mas a carência de matérias-primas,
carvão e capitais não permitiu que a nossa indústria se
desenvolvesse;
• nos transportes e comunicações houve alguns progressos: extensão
dos caminhos-de-ferro, aumento ligeiro das redes de estradas,
ampliação dos transportes públicos, introdução do telégrafo e do
telefone, aumento do número de navios da marinha mercante
portuguesa.
História – 9.º Ano 31 de 68
HISTÓRIA – 9.º ANO
2. A balança comercial continuou deficitária em relação ao estrangeiro,
situação que se agravou com a entrada de Portugal na Primeira Guerra
Mundial que, entre outras coisas, provocou a escassez de alimentos e a
dependência externa aumentou.
3. A moeda teve uma acentuada desvalorização, o que provocou o aumento da
inflação, agravamento do custo de vida, pois os salários não acompanhavam a
subida dos preços.
4. Diminuição do poder de compra das classes médias e assalariados.
5. Greves e assaltos colectivos a lojas e armazéns tornaram-se habituais.
6. A instabilidade governativa que se vivia, dificultava a realização das reformas
e a resolução dos problemas do país.
4 - Queda da 1ª República
Causas:
• a crise económico-financeira
• o agravamento das condições de vida das populações
• a instabilidade política - havia necessidade de ordem e de um
governo forte. O exército parecia a única força capaz de impor uma
governação durável e segura.
História – 9.º Ano 32 de 68
HISTÓRIA – 9.º ANO
• 1917 - primeira revolta contra a 1ª República. Um golpe militar
chefiado por Sidónio Pais, instaurou um regime autoritário. Durou
apenas um ano, até ao assassinato de Sidónio Pais, termina, assim,
o Sidonismo.
• 1919- os monárquicos tentam, sem sucesso, derrubar a República. A
revolta conhecida como monarquia do Norte foi rapidamente
esmagada.
• 28 de Maio de 1926- iniciou-se, em Braga, um movimento militar
chefiado pelo general Gomes da Costa. Este movimento dirigiu-
se para Lisboa. Pelo caminho, conquistaram o apoio de largos
sectores do exército. Ao chegar à capital instauraram a Ditadura
Militar (1926/1932).
5. Medidas tomadas pelos militares:
História – 9.º Ano 33 de 68
HISTÓRIA – 9.º ANO
• Dissolução do Parlamento
• Suspensão das liberdades individuais
• Repõe-se a censura e o poder passa a ser exercido pelos militares.
1928 - foi eleito um novo Presidente da República (candidato único) - o
general Oscar Carmona. Para resolver as dificuldades económico-
financeiras, nomeou para ministro das Finanças, um economista, professor da
Universidade de Coimbra, António de Oliveira Salazar
Salazar, num ano, equilibrou a Balança Comercial. Por isso, em 1932 foi
convidado a chefiar o governo.
1933- através de um plebiscito, Salazar apresenta ao país uma
nova Constituição Política. Era o início do Estado Novo que
duraria até ao 25 de Abril de 1974.
História – 9.º Ano 34 de 68
HISTÓRIA – 9.º ANO
I.4 Sociedade e Cultura num Mundo em
Mudança
I.4 Mutações na estrutura social e nos
costumes
Conteúdos Programáticos
(Consultar o manual da página 78 à 81)
• O peso crescente das classes médias
• Alterações no código social e moral
• A emergência da cultura de massas
Objectivos
1. Descrever as mudanças sociais que se seguem ao final da Primeira
Grande Guerra
História – 9.º Ano 35 de 68
HISTÓRIA – 9.º ANO
2. Destacar o papel das transformações económicas e tecnológicas
neste processo
3. Explicar o alargamento das classes médias
4. Identificar as alterações nos valores no período em estudo
5. Compreender o novo estatuto social e jurídico da mulher
6. Mencionar factores que contribuíram para o aparecimento de uma
cultura de massas
7. Conhecer os principais mass media nesta época histórica.
Respostas
O peso crescente das classes médias
1 . Transformações sociais:
• declínio da nobreza
História – 9.º Ano 36 de 68
HISTÓRIA – 9.º ANO
• crescimento de uma classe média burguesa, influente e activa
• crescente peso dos sectores secundário e terciário que conduz ao
aparecimento de uma sociedade urbana e industrial, com o aumento
do número de funcionários públicos e de operários.
• aparecimento de profissões liberais: médicos, advogados,
engenheiros, arquitectos, professores devido, em grande parte, à
democratização do ensino.
• diminuição das desigualdades sociais
2. O desenvolvimento económico e tecnológico proporciona
o aumento da produtividade e do consumo. Assim, há uma mudança no
quotidiano da vida urbana com:
• o crescimento das profissões liberais
• a proliferação dos automóveis
• o fornecimento de electricidade e água canalizada nas cidades
• a difusão da rádio, telefone, aspiradores, máquinas de lavar, ferros-
de-engomar
• aumento do poder de compra
3. O alargamento das classes médias que eram
constituídas pela pequena e média burguesia e por profissionais
liberais, deve-se:
• Ao êxodo rural e consequente alargamento das zonas urbanas
• Ao crescimento do sector secundário, com o aumento do número de
operários
História – 9.º Ano 37 de 68
HISTÓRIA – 9.º ANO
• Ao crescimento do sector terciário, com o aumento dos funcionários
públicos
• Ao desenvolvimento da economia com consequente aumento do
poder de compra
• À democratização do ensino
4. Alterações no código social e moral
Surgem novas formas de estar na vida: a burguesia enriquecida
desenvolveu o culto:
• pelo bem-estar
• pelo lazer
• pelo dinheiro
• pela música
• pelo desporto
• pelo divertimento
Surgem novos lugares de convívio social e cultural:
• casas de chá
• cafés
• leitarias
• cervejarias
• clubes sociais
• cinemas night-clubs
• casinos, onde se dançavam novos ritmos ao som de gramofones e
de orquestras privadas, as jazz-bands. O Charleston e o Fox-trot
eram danças muito apreciadas. Por tudo isto, este período foi
denominado “ OS LOUCOS ANOS 20”
História – 9.º Ano 38 de 68
HISTÓRIA – 9.º ANO
5. A mulher deixa de ter um papel apagado e passa a ter um papel
interventivo, graças às exigências do movimento feminista.
ALTERAÇÕES
Na Política:
• igualdade na lei
• no salário
• no emprego
• no direito ao voto
• no direito a serem eleitas
Na Cultura:
• Surge uma mulher culta com estudos universitários
Na Sociedade:
• Igualdade na família entre o homem e a mulher
• Surge uma mulher com profissão, independente do marido
• Surge uma mulher “livre”: dá passeios de bicicleta, conduz
automóvel, joga ténis
Na Moda:
• usa saia até ao joelho
• usa maquilhagem
• cabelo curto
• frequenta clubes nocturnos
• fuma
• bebe, com a naturalidade com que os homens o fazem
História – 9.º Ano 39 de 68
HISTÓRIA – 9.º ANO
6.Factores do aparecimento da cultura de massas:
• divulgação dos mass-media (meios de comunicação social):
imprensa, rádio, cinema e, também, a música e o desporto.
• o entretenimento assume uma feição colectiva e não apenas
reservada como no século XIX às classes nobres e endinheiradas.
• a cultura é considerada um bem de primeira necessidade
• Prática de preços muito baixos (ex.: imprensa e cinema), pois toda
esta cultura de massas resulta da fusão da indústria, da arte e do
entretenimento para todos.
• A redução dos horários de trabalho o que proporcionou o aumento
dos tempos livres
• O crescimento do poder de compra
7.Os principais mass-media são:
• o rádio
• a imprensa (jornais, revistas, livros, folhetins, crónicas)
• a indústria discográfica
• o cinema.
Serviam para informar e para divertir
Nota: 1 . Aparecem, nesta altura, as primeiras histórias de banda desenhada:
Tintim; Superman; Flash Gordon; Tarzan; O Rato Mickey
História – 9.º Ano 40 de 68
HISTÓRIA – 9.º ANO
Nota : 2. A rádio tinha duas funções: o divertimento e a cultura, através do
teatro radiofónico e da propaganda política, como meio dos governantes se
dirigirem às populações.
O primeiro programa radiofónico foi transmitido em 1906, nos EUA, mas só na
década de 20 é que este meio de comunicação social adquiriu popularidade.
Feminismo- Movimento social de defesa dos direitos das mulheres. Nasceu no
século XIX e notabilizou-se nos EUA. As mulheres reivindicavam as mesmas
liberdades e direitos que os homens: isto é, a igualdade na educação, no
emprego, no salário, no direito ao voto, no acesso ao ensino e ao divórcio.
I.4 Os novos caminhos da ciência
Conteúdos Programáticos
(Consultar o manual da página 82 à 85)
• A revolução das ciências físicas
• Os progressos nas ciências humanas
Objectivos
1. Mencionar as ciências físicas, o nome dos cientistas e alguns dos
avanços mais extraordinários deste período, nas diversas áreas.
2. Reconhecer os grandes benefícios do avanço científico e técnico
História – 9.º Ano 41 de 68
HISTÓRIA – 9.º ANO
3. Identificar as ciências humanas que mais se desenvolveram neste
período, e os respectivos avanços científicos.
4. Mencionar as personalidades que mais se destacaram nas
ciências humanas.
Respostas
1. O século XX foi marcado por uma verdadeira revolução nas ciências
físicas e um enorme progresso nas ciências humanas.
• O conhecimento positivista de Augusto Comte
(segundo o qual só os conhecimentos passíveis de observação e
análise rigorosa dos factos é que tinham valor) foi posto em causa.
Passou a defender-se que as leis científicas NÃO podiam ser as
mesmas para todos os domínios, ex.: a História.
• A ciência passou a ser vista como um serviço à sociedade.
Desenvolvimento das ciências físicas:
• Na física, destacou-se Albert Einstein. Apresentou a Teoria
da RELATIVIDADE, segundo a qual espaço e tempo são
grandezas relativas e dependem uma da outra. Esta teoria
revolucionou os conhecimentos sobre o Universo, proporcionou
grandes progressos.
• Max Planck, também físico apresentou a teoria dos “pacotes
de luz” a que deu o nome de QUANTA. Explicava a estrutura
História – 9.º Ano 42 de 68
HISTÓRIA – 9.º ANO
externa do átomo, dizendo que era divisível em protões, electrões e
neutrões
• Na Astrofísica, desenvolveu-se o conhecimento das formas e
dimensões da via Láctea, dos movimentos das galáxias, da formação
e expansão do Universo (teoria do Big Bang), Lemâitre.
• Na Física nuclear, foi descoberta a radioactividade pelo
casal Pierre e Marie Curie e a reacção em cadeia provocada
pela divisão do átomo de urânio. Estas descobertas viriam a ser
aplicadas nas invenções da bomba atómica, na segunda Guerra
mundial e na bomba de hidrogénio.
• Na Biologia, aplicou-se o microscópio electrónico à
investigação celular
• Na Medicina, desenvolveram-se a bacteriologia e a
bioquímica, que contribuíram para a descoberta dos vírus e dos
medicamentos, exemplo: os antibióticos, descoberta de Fleming
em 1929 ( a penicilina ainda hoje é usada).
• Em Portugal, no campo da medicina destacou-se Egas Moniz,
no domínio da neurologia e da psiquiatria. Foi laureado
com o Prémio Nobel, em 1949.
2. O avanço das ciências permitiu a descoberta de medicamentos para
a Malária, Febre Tifóide e Tuberculose. Surgiram também as
vacinas, as sulfamidas, a estreptomicina, a penicilina, a radioterapia
(cancro), a insulina para o tratamento da Diabetes.
História – 9.º Ano 43 de 68
HISTÓRIA – 9.º ANO
3.4. Desenvolvimento das Ciências Humanas:
Ciência Cientistas Teoria/s
Filosofia
*Martin Heidegger;
*Jean-Paul Sartre
Existencialismo – Esta
teoria valoriza a existência
individual do homem.
Psicologia
Ciência do
comportamento
humano.
Pavlov;
Freud;
Bonet
Freud – foi o fundador da
psicanálise – as acções
humanas podem ser motivadas
por acções interiores
desconhecidas. Dos seus
estudos destacam-se o papel
da sexualidade e a
interpretação dos sonhos.
História
*Mark Bloch;
*Lucien Febvre;
*Fernand Braudel;
*Vitorino Magalhães
Godinho
Destaque para a revista
ANNALES
Impõem uma rígida exigência
científica a todos os
historiadores.
A NOVA HISTÓRIA
defende a
interdisciplinariedade, e
pretende a construção total do
História – 9.º Ano 44 de 68
HISTÓRIA – 9.º ANO
conhecimento das sociedades
humanas.
Surgem novas
ciências:
Antropologia;
Sociologia;
Economia;
Geografia
I.4 Ruptura e Inovação nas Artes e na Literatura
Conteúdos Programáticos
(Consultar o manual da página 86 à 89)
- Principais correntes artísticas no domínio:
• da pintura
• na literatura
• na arquitectura
• na música
História – 9.º Ano 45 de 68
HISTÓRIA – 9.º ANO
Objectivos
1. Conhecer as correntes artísticas desenvolvidas nas primeiras
décadas do século XX
2. Destacar acção de algumas personagens, como Picasso, Salvador
Dali e Amadeu de Souza-Cardoso, na evolução da arte.
3. Compreender o significado da multiplicidade de experiências
ocorridas no domínio artístico e literário
4. Desenvolver a sensibilidade estética, através da identificação e
apreciação de criações artísticas e literárias deste período
5. Conhecer as principais características da arquitectura modernista
6. Identificar os principais escritores modernistas.
História – 9.º Ano 46 de 68
HISTÓRIA – 9.º ANO
Respostas
1. Correntes artísticas da primeira metade do século XX (Pintura)
Cubismo • Formas reduzidas a volumes geométricos, isto é, o
volume dos objectos é valorizado, dispensando os
elementos acessórios.
• Figuras de vários ângulos sobrepostos, representando o
mesmo objecto visto de várias perspectivas.
• O pintor cubista pinta o que sabe que poderia ver de
vários ângulos do objecto.
Abstraccionismo • Valorização da interpretação subjectiva através da
combinação das cores e formas, sem representar
objectos concretos.
Futurismo • Pretende retractar a civilização industrial do futuro
• Exalta o valor estético do desenvolvimento tecnológico,
da energia, da urbanidade, da velocidade, das máquinas
industriais.
Surrealismo • Representação do sonho, da imaginação e da
alucinação. O artista tenta ver para além da realidade e
do racional.
2.
CUBISMO *PABLO PICASSO
*Georges Braque
*Chagall
“Les Demoiselles
d`Avingnon”1907
pg. 86 do manual
História – 9.º Ano 47 de 68
HISTÓRIA – 9.º ANO
*Matisse
ABSTRACCIONISM
O
Maria Helena Vieira da
Silva
“Quarto dos azulejos”
pg. 87 do manual
FUTURISMO *Marineti
*Almada Negreiros
*Santa-Rita
Tríptico da Gare Marítima da
Rocha (Lisboa) pg.87
SURREALISMO SALVADOR DALÍ “O Sono”
pg.87
Amadeo de Souza Cardoso – realiza nas suas obras uma síntese
do Cubismo, Futurismo e Abstraccionismo. Ex.: figura 14 da pg. 87 do
manual.
Amadeo de Souza Cardoso, Almada Negreiros e Santa-Rita, foram
os principais nomes portugueses da pintura moderna contemporânea.
3.Os movimentos artísticos e literários das primeiras décadas do século XX,
foram movimentos inovadores, que romperam com as normas e “escolas” da
época. A inquietação, a instabilidade, e as transformações sociais e morais
decorrentes da primeira Guerra Mundial, a atitude deliberada da recusa e dos
valores burgueses, estiveram na origem destas novas formas de encarar as
artes e a literatura.
4.Identificar obras dos autores citados.(ver manual)
5.Nos inícios dos anos XX, surge uma nova arquitectura: é o
modernismo arquitectónico, cujas características são:
História – 9.º Ano 48 de 68
HISTÓRIA – 9.º ANO
• formas cúbicas
• escassa decoração
• uso de grandes superfícies de vidro
Uma das vertentes do modernismo foi o funcionalismo, que procurou a
adaptação do edifício à função a que se destina, utilizando novos materiais e
novas técnicas de construção. Destacam-se nesta corrente Walter
Gropius (alemão) e Le Corbusier (francês).
Novos materiais: vidro, aço e betão
Novas técnicas de construção:
• formas geométricas/cúbicas
• efeitos estéticos através dos pilares, das janelas e das escadas.
Outra vertente do modernismo foi o organicismo, o qual tenta criar uma
harmonia entre o edifício e o meio envolvente. Privilegia a horizontalidade,
as figuras geométricas e as janelas amplas. Destaca-se o norte-americano
Frank Wright.
6. A literatura conheceu, também, uma multiplicidade de movimentos
que se integram no modernismo. O romance, o teatro, a poesia
privilegiam os sentimentos humanos ( o desencanto), as suas aspirações e
as questões sociais (crítica social, contestação à moral vigente).
História – 9.º Ano 49 de 68
HISTÓRIA – 9.º ANO
Principais escritores/algumas das suas obras:
Kafka “ A Metamorfose”
Ernest Hemingway- “ O velho e o Mar”
Steinbeck – “ As vinhas da Ira”
André Malraux « A Esperança »
Garcia Lorca « Mariana Pineda »
Fernando Pessoa “ A Mensagem”
Mário de Sá Carneiro “A Confissão de Lúcio”
Vitorino Nemésio “ Mau Tempo no Canal”
Miguel Torga “ Os Bichos; Diários “
Aquilino Ribeiro “O Malhadinhas”
Ferreira de Castro “ A lã e a Neve”
José Régio Poema “O Cântico Negro”
A Música
Também na música os compositores romperam com o Romantismo, com o
tradicionalismo, buscando novos sons. Destacam-se Ravel (francês),
História – 9.º Ano 50 de 68
HISTÓRIA – 9.º ANO
Stravinsky (Russo), Bela Bartok (Húngaro). Em Portugal atingiram
renome os músicos Viana da Mota e Luís de Freitas Branco.
Modernismo
Movimento que se caracterizou pela ruptura das
tradições académicas, pela liberdade de criação e de
pesquisa estética. Tal facto, reflectia a inquietação, a
instabilidade, a angústia e as transformações sociais e
morais decorrentes da 1ª Guerra Mundial.
História – 9.º Ano 51 de 68
HISTÓRIA – 9.º ANO
J - DA Grande Depressão à II Guerra
Mundial
J.1 A grande crise do capitalismo nos anos 30
Conteúdos Programáticos
(consultar o manual da página 98 à 101)
• A crise de superprodução
• O Crash na bolsa de valores de Nova Iorque
• A Mundialização da crise
História – 9.º Ano 52 de 68
HISTÓRIA – 9.º ANO
J.1 A intervenção do Estado na economia:
(consultar o manual da página 102 à 105)
• As tentativas de recuperação da crise: a New Deal - EUA
• Os resultados da New Deal
• Medidas tomadas pelo governo da Grã-Bretanha e da França
Objectivos:
1. Explicar em que consistiu a crise de superprodução de 1929.
2. Identificar as consequências do Crash na Bolsa de Nova Iorque
3. Contextualizar o processo de expansão mundial da crise.
4. Identificar as consequências do aumento do desemprego
5. Reflectir sobre o papel do Estado na condução da economia de um
país
6. Enumerar as principais medidas adoptadas pelo programa “New
Deal”, nos EUA
7. Descrever os resultados da aplicação do “ New Deal”
8. Conhecer as soluções adoptadas pelas democracias europeias para
extinguir a crise.
História – 9.º Ano 53 de 68
HISTÓRIA – 9.º ANO
CONTEXTUALIZAÇÃO
EUA- Década de 20- Época de grande prosperidade
económica:
1. Crescimento de novas indústrias. Ex.: automóvel,
aeronáutica e química.
2. Aumento da produção devido à aplicação de
novos métodos de produção e progressos
técnicos.
3. Desenvolvimento da agricultura com a
mecanização.
4. Excesso de optimismo nos investidores.
5. Confiança das empresas no mercado de valores
(Bolsa).
6. Milhares de pessoas compraram acções de
empresas bem sucedidas para depois as
venderem por um valor mais alto e assim obterem
lucro fácil.
7. Outros, confiaram todo o seu dinheiro a
banqueiros e correctores (intermediários na
História – 9.º Ano 54 de 68
HISTÓRIA – 9.º ANO
compra e venda de acções), para comprar acções
e vendê-las mais caras.
8. Muitas pessoas chegaram a pedir empréstimos
bancários para investirem na Bolsa.
9. Resultado: as empresas colocavam mais e mais
acções no mercado, para obter mais lucros
adicionais; a cotação das empresas subia, mas os
seus lucros não aumentavam: ERA UMA
PROSPERIDADE FALSA!
10. Enquanto o consumo de bens aumentou manteve-
se o optimismo.
11. O fenómeno de especulação bolsista e a procura
de lucro fácil gerou uma situação insustentável.
Respostas
1. Crise de Superprodução
Grande aumento da Produção (devido à mecanização e aos novos métodos de
produção)
História – 9.º Ano 55 de 68
HISTÓRIA – 9.º ANO
Diminuição do consumo
Saturação dos mercados
Acumulação de STOCKS
Conclusão: A oferta torna-se maior do que a procura: Crise
de Superprodução
Medidas dos empresários:
• Baixa dos preços dos produtos DEFLAÇÃO- (para tentar
escoar a produção)
• Quebra de lucros
• Despedimentos
• Redução de salários
• Redução das despesas
• Diminuição da produção
Nota: Entre 1924/29, a agricultura tinha sido a primeira a dar sinais de crise,
depois seguiu-se a indústria, ex.: a indústria automóvel
História – 9.º Ano 56 de 68
HISTÓRIA – 9.º ANO
2. O Crash na Bolsa de valores de Nova Iorque
Em 1929 dá-se a primeira subida nas taxas de juros e, no Outono desse
mesmo ano, as cotações das acções começaram a descer, havia menos
compradores. Como não tinham com que pagar o dinheiro emprestado pelos
bancos, o pânico apoderou-se dos investidores que tentam vender as acções a
qualquer preço.
Em 24 de Outubro de 1929- a chamada Quinta-Feira Negra, dá-se o
Crash na Bolsa de Wall Street: 16 mil acções a baixo preço não
encontram comprador.
Grande Depressão
A Bolsa entra em ROTURA
Falência dos Bancos, pois os investidores tinham recorrido ao crédito e não
tinham como pagar os empréstimos
Falência e encerramento de empresas por falta de crédito
História – 9.º Ano 57 de 68
HISTÓRIA – 9.º ANO
Aumento do desemprego
Ruína das classes médias
Redução do poder de compra
Diminuição do consumo
Conclusão: Entra-se num ciclo de crise, num período de Depressão
Económica que ficou conhecido como GRANDE DEPRESSÃO
3. MUNDIALIZAÇÃO DA CRISE : A crise de 1929 estendeu-se,
primeiro à Europa (Alemanha, Inglaterra, Áustria) e depois ao resto do
Mundo.
Os EUA da América reduziram as suas importações da Europa, provocando a
falência de muitas empresas. Também retiraram os capitais que tinham
aplicado em bancos e empresas estrangeiras, levando-as também à falência.
A Europa e os EUA, em crise, deixaram de comprar matérias-primas aos
países e às colónias europeias de África, da Ásia, da América Latina e da
Oceânia. Estes países entram também em crise pois deixaram de ser
fornecedores de matérias-primas e bens alimentares.
História – 9.º Ano 58 de 68
HISTÓRIA – 9.º ANO
Desvalorização das moedas
Desemprego
Subida da inflação
Conclusão: a década de 30 fica marcada por uma acentuada
quebra na produção industrial em todo o mundo capitalista, apenas
os países socialistas não foram afectados.
3.
4.
5.
6. 4. Consequências do aumento do desemprego:
• As classes médias são profundamente afectadas, não tinham
direito a subsídios ou indemnizações.
• Diminui o poder de compra
• Baixa o consumo
• Contínua redução de salários
História – 9.º Ano 59 de 68
HISTÓRIA – 9.º ANO
• Inflação altíssima
• Miséria nos campos e nas cidades
• Fome
• Aumento das tensões raciais, da mendicidade, da
criminalidade, dos suicídios (miséria social)
7. 5. O papel do Estado na Economia de um país
A crise de 1929 pôs em causa o chamado Capitalismo Liberal, que se traduziu
na ideia de que os problemas económicos se resolviam por eles mesmos, isto
é, sem intervenção dos Estados. Pôs em causa a crença na capacidade das
economias fazerem crescer continuamente a produção.
Nesta época, a duração e a gravidade da crise levaram os Estados a intervir
na economia tentando reduzir as importações, fomentar as exportações,
aumentar o consumo, dinamizar a economia através da diminuição do
desemprego e o aumento do poder de compra.
6. Medidas do Programa “New Deal” nos EUA
Franklin Roosevelt foi eleito presidente dos EUA em 1932. Logo
elaborou um plano que defendia a intervenção do Estado na economia. Esse
plano teve o nome de NEW DEAL (um novo acordo social, uma nova
distribuição de rendimentos), para combate à crise.
História – 9.º Ano 60 de 68
HISTÓRIA – 9.º ANO
Medidas da NEW DEAL:
Na Indústria:
• limitou os níveis de produção
• fixou preços mínimos para os produtos
• baixou as taxas de juro do crédito bancário
• diminuiu os impostos
No combate ao Desemprego:
• Promoveu uma política de obras públicas: construção de
barragens, estradas, pontes e edifícios públicos; assim,
criavam-se novos postos de trabalho, relançavam-se as
empresas, aumentavam os salários e o poder de compra
No domínio Social:
• Foi desenvolvida uma política de distribuição dos rendimentos
tendo em atenção os mais pobres.
• Foi fixado o salário mínimo e as 40 horas semanais de
trabalho.
História – 9.º Ano 61 de 68
HISTÓRIA – 9.º ANO
• Foram criados subsídios de desemprego, de velhice, de
doença e de invalidez.
• A agricultura recebeu apoios estatais
7. RESULTADOS DO NEW DEAL
• A New Deal, com as suas medidas, transformou o “ciclo
vicioso negativo” num ciclo de prosperidade. A intervenção do
Estado na aplicação destas medidas conduziu ao conceito de
Estado-Providência (Welfare State)
• Com o aumento do emprego e dos subsídios de desemprego,
de velhice e de invalidez, as pessoas voltaram a ter poder de
compra, verificando-se uma retoma do consumo.
• Com o aumento da procura deu-se um aumento da produção
(64%), as fábricas voltaram a trabalhar e a contratar novos
trabalhadores, o desemprego baixou cerca de 50%.
• Os EUA reabilitaram a confiança na sua moeda a nível
internacional – o Dólar.
8. RESPOSTA EUROPEIA À CRISE
História – 9.º Ano 62 de 68
HISTÓRIA – 9.º ANO
Na Inglaterra formaram-se governos de unidade nacional, resultantes da
fusão dos principais partidos britânicos (trabalhista, conservador, liberal),
aplicando medidas proteccionistas na economia e na sociedade:
• regulamentação da produção
• concessão de subsídios
• defesa e apelo à compra de produtos ingleses, através do
slogan “Buy British”
Na França, assistiu-se a uma invulgar união entre os partidos de esquerda
(socialistas, comunistas e radicais) que formaram a Frente Popular que ganhou
as eleições em 1936. Tal aconteceu, para fazer face às dificuldades
económicas, à instabilidade social e a ameaça de que os fascistas tomassem o
poder.
Medidas tomadas:
Intervenção do Estado na Economia
• nacionalização da indústria, da banca e dos caminhos-de-ferro
• criação de mais emprego
• aumento de salários
• redução do horário de trabalho semanal para 40 horas
• fixação do preço dos produtos essenciais (cereais)
• nacionalização de empresas
História – 9.º Ano 63 de 68
HISTÓRIA – 9.º ANO
Em 1937, devido a desentendimentos dos partidos da coligação e à forte
oposição ao governo a Frente Popular dissolveu-se.
Na realidade, o governo de esquerda havia provocado a fuga de capitais
para o estrangeiro com receio de medidas revolucionárias. Deu-se a saída de
industriais e banqueiros franceses, com abandono das fábricas e empresas, o
que provocou desemprego e miséria. Campanha da direita contra os partidos
da Frente Popular.
CONCLUSÃO
Muitas destas medidas não surtiram qualquer efeito. Alguns
governos foram postos em causa. Porém, na Inglaterra e na França
a solução democrática prevaleceu. O mesmo não sucedeu na
Itália, na Alemanha, na Espanha e em Portugal onde o poder foi
tomado por ditadores que impuseram regimes políticos autoritários
e antidemocráticos.
CONCEITOS
ACÇÕES: documentos colocados à venda na Bolsa (mercado de valores)
por uma empresa que, ao serem adquiridos por um comprador, certificam a
propriedade parcial dessa mesma empresa.
ESPECULAÇÃO: Investimento considerado muito arriscado mas que
pode gerar enormes rendimentos. É uma compra de mercadorias em larga
escala com o objectivo de as revender mais tarde com um lucro resultante da
variação das cotações da Bolsa.
História – 9.º Ano 64 de 68
HISTÓRIA – 9.º ANO
DEFLAÇÃO: Deflação é o oposto de inflação. É quando os preços de bens
e serviços de um país descem muito. Significa que a economia de um país não
está a crescer e não se criam novos empregos. As empresas produzem bens
que não são vendidos, senão a um preço demasiado baixo. É uma redução da
actividade económica de um país como resultado de um declínio dos preços.
INFLAÇÃO: É o nome dado à subida generalizada e contínua dos preços.
Os preços sobem muito mais do que os ordenados e o dinheiro que as pessoas
têm vale cada vez menos, reduzindo-se o consumo, a produção e o emprego.
Consequências Sociais: Nos EUA , o KU-KLUX-KLAN, organização
racista e violenta ressurge, e exige a constituição de uma “nação branca”,
perseguindo os negros e acusando-os de ocuparem empregos que deveriam
pertencer apenas aos brancos.
História – 9.º Ano 65 de 68
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  • 1. HISTÓRIA – 9.º ANO I - A Europa e o Mundo no Limiar do século XX I.1 Hegemonia e declínio da influência europeia Conteúdos Programáticos (Consultar o manual da página 16 à 35) 1 - Imperialismo e colonialismo: a partilha do mundo 2 - A Conferência de Berlim 3 - A questão do “mapa cor-de-rosa” 4 - A 1.ª Grande Guerra 5 – O Tratado de Versalhes 6 – A Sociedade das Nações Objectivos 1.1 Identificar a superioridade europeia nos seguintes domínios: • político • económico-financeiro • demográfico • técnico e científico • cultural 1.2 Identificar os países industrializados em finais do século XIX princípios do século XX História – 9.º Ano 1 de 68 MANUAL Novo Clube de História 9 Autores: Pedro Almiro Neves, Cristina Maia, Dalila Baptista, Cláudia Amaral Editora: Porto Editora
  • 2. HISTÓRIA – 9.º ANO 1.3 Explicar as características do colonialismo nos finais do século XIX 2.1 Localizar, no mapa, os impérios coloniais nos finais do século XIX/ inícios do século XX 2.2 Identificar as principais potências coloniais deste período 2.3 Explicar e identificar o interesse das potências europeias pelas viagens de exploração do continente africano 2.4 Mencionar o objectivo principal da Conferência de Berlim 2.5 Explicar: a) O que ficou decidido na Conferência b) Em que consistiu a “ Partilha de África” 3.1 Compreender em que consistiu a questão do “ mapa cor-de-rosa” 3.2 Avaliar o impacto da questão do “ mapa cor-de-rosa” na política portuguesa da época 4.1 Referir os factores que conduziram à Primeira Guerra Mundial 4.2 Identificar a política de alianças que se desenvolveu na Europa nos finais do século XIX/ inícios do século XX 4.3 Explicar o significado do atentado de Serajevo 4.4 Mencionar os blocos que entraram em confronto na 1.ª Guerra Mundial 4.5 Identificar as principais frentes de combate nessa guerra 4.6 Caracterizar a primeira fase da Guerra História – 9.º Ano 2 de 68
  • 3. HISTÓRIA – 9.º ANO 4.7 Caracterizar a segunda e terceira fase da Guerra 4.8 Justificar a entrada dos Estados Unidos na 1.ª Guerra Mundial 4.9 Explicar em que consistiu o Armistício e localizá-lo no tempo 5.1 Identificar o tratado que assinalou o fim da 1.ª Grande Guerra 5.2 Referir as principais resoluções desse Tratado 5.3 Indicar as modificações verificadas no mapa político da Europa na sequência do mesmo tratado 6.1 Mencionar os principais objectivos da Sociedade das Nações 6.2 Explicar o facto que contribuiu para o fracasso da Sociedade das Nações. Respostas aos conteúdos programáticos números 4; 5 e 6 História – 9.º Ano 3 de 68
  • 4. HISTÓRIA – 9.º ANO 1.ª Grande Guerra Mundial (1914/1918) CAUSAS que conduziram à Guerra: 1. Nacionalismos 2. Rivalidades de carácter político e económico entre as maiores potências europeias: • Dentro da Europa- a) a França e a Alemanha disputam a Alsácia e a Lorena e, no Norte de África, Marrocos. b) a Alemanha e a Rússia disputam os Balcãs pelo acesso ao mar Mediterrâneo. • Fora da Europa- a) reforço das colónias e áreas de influência - a rivalidade aumentou após a Conferência de Berlim. 3. Política de Alianças - Paz Armada a) Tríplice Aliança – (Alemanha, Áustria-Hungria, Itália) – 1882 b) Tríplice Entente – (França, Inglaterra e Rússia) – 1904 4. Atentado em Serajevo – 28.06.1914 História – 9.º Ano 4 de 68
  • 5. HISTÓRIA – 9.º ANO ⇓ Começo da Primeira Guerra Mundial: o arquiduque Francisco Fernando, príncipe herdeiro da Coroa da Áustria-Hungria foi assassinado por um estudante nacionalista sérvio. Em resposta a este facto, a Áustria declarou guerra à Sérvia. Tal acontecimento foi fruto do clima belicista e de exaltação dos sentimentos nacionalistas que então se vivia. ACONTECIMENTOS- 1º FASE DA GUERRA GUERRA RELÂMPAGO – GUERRA DE MOVIMENTOS 1914/1915 Avanço rápido e imprevisto • Três Frentes de Batalha: LESTE (do Báltico ao Mar Negro) OCIDENTAL (do Mar do Norte à Suíça) BALCÂNICA (Toda a Península) • Batalha de Marne (França) - A França derrota a Alemanha • Conquista da Polónia pela Alemanha – derrota da Rússia 2ª FASE DA GUERRA GUERRA DE TRINCHEIRAS- GUERRA DE POSIÇÕES 1915/1917 História – 9.º Ano 5 de 68
  • 6. HISTÓRIA – 9.º ANO Guerra de Trincheiras- cada bloco procura impedir o avanço do outro através da construção de trincheiras. Frente Ocidental: • Fevereiro de 1916- Batalha de VERDUN (França)- as tropas aliadas resistem aos bombardeamentos alemães. • Fevereiro de 1916 – PORTUGAL entra na Guerra Pedido de ajuda dos ingleses- aprisionamento de navios alemães que se encontravam ancorados nos nossos portos do continente, ilhas e colónias. Declaração de Guerra da Alemanha a Portugal O Presidente Afonso Costa envia para a Flandres o Corpo Expedicionário Português. Participação na batalha de La LYS- 1918 Factores que levaram Portugal a juntar-se aos aliados: 1. A necessidade de defender as colónias africanas- Angola e Moçambique que eram atacadas pelos alemães. História – 9.º Ano 6 de 68
  • 7. HISTÓRIA – 9.º ANO 2. O reconhecimento internacional da jovem República Portuguesa. 3. As exigências da Inglaterra em nome da antiga aliança Luso-Britânica. • Maio de 1916- Batalha da JUTLÂNDIA (Dinamarca) – batalha naval. Os alemães utilizam pela primeira vez submarinos. Os britânicos continuam a manter o domínio do mar do Norte e a bloquear os portos alemães. Frente Leste: Alguns êxitos das tropas russas sobre as alemãs Frente Balcânica: A Áustria-Hungria e a Bulgária conquistam a Roménia 3ª FASE DA GUERRA Retorno à GUERRA DE MOVIMENTOS – 1917/1918 • Mundialização da Guerra : a) As colónias europeias eram atacadas pelos inimigos de cada bloco b) Diminuição das matérias-primas (chegadas à Europa) e do escoamento dos produtos. c) Adesão de outros países aos dois blocos antagónicos. História – 9.º Ano 7 de 68
  • 8. HISTÓRIA – 9.º ANO • Entrada dos EUA na guerra ao lado dos aliados a) Apoio financeiro b) Apoio humano – Um milhão de combatentes foram enviados para a Europa c) Apoio militar – Utilização do carro blindado- TANK; cedência de armas e munições Nota: Os EUA participam na guerra, porque eram defensores de regimes democráticos; porque os navios americanos, quer fossem de guerra, alimentos ou passageiros eram afundados pelos alemães e, ainda, porque o tráfego com os aliados era essencialmente comercial, e os americanos não queriam perder este mercado. • A Revolução Soviética- Em 1917 devido à guerra civil, a Rússia pede o abandono da guerra, enfraquece, assim, a frente oriental e é obrigada a ceder à Alemanha a Finlândia, Polónia, Estónia, Lituânia e Ucrânia. Cede à Turquia outros territórios. • Crescentes dificuldades dos alemães devido ao bloqueio económico que os privou de alimentos e matérias-primas. • 1818- nova investida dos alemães em França (segunda batalha de Marne). Vitória dos franceses, os alemães batem em retirada. • Na frente balcânica, as tropas inglesas, obrigam a Turquia e a Bulgária a pedir a Paz, depois de terem sofrido pesadas derrotas. • Na Itália, os exércitos austrohúngaros foram derrotados e renderam-se. História – 9.º Ano 8 de 68
  • 9. HISTÓRIA – 9.º ANO • Na Alemanha a população civil dos campos revoltou-se e o exército e marinha alemã recusaram-se a combater. EM 11 DE NOVEMBRO DE 1918 A ALEMANHA ASSINA O ARMISTÍCIO (suspensão de hostilidades entre os exércitos) , visando o estabelecimento de condições que permitissem a assinatura do TRATADO DE PAZ EM VERSALHES. CONSEQUÊNCIAS DA GUERRA 1. A Alemanha é derrotada pelos aliados. 2. A guerra provocou: 9 milhões de mortos; 17 milhões de feridos 4 milhões de viúvas 8 milhões de órfãos 3 milhões de hectares de terreno inutilizados 400 mil edifícios destruídos; vastas regiões industriais foram devastadas. 3. Surge um novo mapa político da Europa: * Novos Estados: Polónia, Checoslováquia, Jugoslávia, Hungria, Finlândia, Estónia, Lituânia, Letónia e novos traçados de fronteiras da Alemanha, Bulgária e Roménia. * As monarquias autoritárias caíram e a maior parte dos países da Europa Central adoptou a democracia parlamentar, sob a forma de Monarquia ou República. História – 9.º Ano 9 de 68
  • 10. HISTÓRIA – 9.º ANO 4. O TRATADO DE VERSALHES impôs cláusulas humilhantes para a Alemanha: a) Reconhecer a independência da Áustria, Checoslováquia e Polónia. b) Restituir à França a Alsácia e a Lorena. c) Perder todas as suas colónias. d) Ser obrigada a reduzir o seu armamento e os seus exércitos. e) Pagar indemnizações aos países vencedores. 5. Desmembramento dos grandes impérios (Alemão, Austrohúngaro, Turco e Russo) e a independência de novos Estados. O novo mapa político representava uma paz imperfeita e frágil. Durou apenas 20 anos: em 1939 desencadear-se-ia um novo conflito mundial. 6. Em Abril de 1919, ainda durante as conversações de paz do Tratado de Versalhes, foi criada a SOCIEDADE DAS NAÇÕES. Objectivos: * Assegurar a paz, a independência e a segurança dos Estados. • Fomentar a cooperação económica, financeira, social, e cultural entre os Estados membros. • Proteger das minorias nacionais • Organizar o desarmamento geral • Tutelar as colónias que a Alemanha perdera no Tratado de Versalhes A SDN durante a década de 20 ainda gozou de algum prestígio, mas na década de 30 entrou em descrédito, pois não evitou que: - O Japão invadisse a Manchúria (1932) - A Itália fascista invadisse a Abissínia (1935) - A Itália e a Alemanha interviessem na guerra civil espanhola História – 9.º Ano 10 de 68
  • 11. HISTÓRIA – 9.º ANO - Em 1939, a Checoslováquia foi desmembrada entre a URSS e a Alemanha, a Polónia foi invadida pelas tropas alemãs, a SDN foi ignorada e não soube reagir. A 2.ª Guerra Mundial começou e a Sociedade das Nações morreu. - I.1 Hegemonia e declínio da influência europeia As Transformações económicas no após-guerra no mundo ocidental Conteúdos Programáticos (Consultar o manual da página 36 à 39) - O Fim da supremacia europeia - O modelo americano: produção em massa e crescimento acelerado - A “prosperidade dos anos 20” Objectivos 1. Referir os motivos que conduziram ao fim da supremacia europeia 2. Comparar a situação económica da Europa do pós-guerra com a dos EUA, no mesmo período 3. Relacionar o crescimento económico dos EUA com a sua entrada tardia na 1.ª Guerra Mundial História – 9.º Ano 11 de 68
  • 12. HISTÓRIA – 9.º ANO 4. Explicar os factores que explicam o rápido crescimento económico dos EUA 5. Avaliar as vantagens do modelo de desenvolvimento proposto por Taylor 6. Explicar o método de organização de trabalho desenvolvido por Ford 7. Caracterizar o “Estilo de vida à americana que se desenvolveu na década de 1920 I.2 A REVOLUÇÃO SOVIÉTICA I.2 Da Rússia dos Czares à Rússia dos Sovietes Conteúdos Programáticos (Consultar o manual da página 48 à 55) História – 9.º Ano 12 de 68
  • 13. HISTÓRIA – 9.º ANO • A Rússia nas vésperas da Revolução • A Revolução burguesa e a Revolução Bolchevique • As fases da construção da URSS • A Nova Política Económica – NEP (1921 – 28) Objectivos 1. Localizar os acontecimentos no tempo e no espaço 2. Conhecer os motivos que conduziram à Revolução Soviética: • económicos • sociais • político-militares • ideológicos 3. Caracterizar o regime implantado pela revolução burguesa de Fevereiro de 1917 4. Explicar as condições que levaram à Revolução Bolchevique de Outubro de 1917 5. Descrever as principais fases da revolução Socialista Soviética 6. Dar exemplos de medidas da nacionalização / colectivização da economia. 7. Mencionar as forças em confronto no período de guerra civil entre (1918/21) 8. Dar exemplos de medidas de Comunismo de Guerra (1918/21) História – 9.º Ano 13 de 68
  • 14. HISTÓRIA – 9.º ANO 9. Dar exemplos de medidas da NEP 10. Destacar a acção de algumas personagens como: TROTSKY, LENINE e ESTALINE na evolução dos acontecimentos. 11. Compreender o significado da conversão do espaço territorial do Império Russo numa união de repúblicas federadas (URSS) Respostas 1. A revolução russa ocorreu em 1917, num território de 22 milhões de Kms 2 , 174 milhões de habitantes: múltiplas etnias, línguas, religiões e culturas. A capital da Rússia imperial, durante os séculos XVIII e XIX, foi SAMPETERSBURGO, fundada por Czar Pedro, O Grande. Chamou-se também PETOGRADO (1914- 1924) e LENINEGRADO (1924- 1991), retomando o nome original em 1991. 2. Factores da Revolução Soviética ECONÓMICOS Economia de características feudais: *baixa produtividade *estruturas agrícolas arcaicas *reduzidas estruturas industriais *reduzida rede de comunicações, o que impede o desenvolvimento do comércio e da economia *fraco investimento nas actividades produtivas. SOCIAIS *Sociedade de ordens – marcada por uma História – 9.º Ano 14 de 68
  • 15. HISTÓRIA – 9.º ANO profunda desigualdade: grupos sociais privilegiados (clero e nobreza) e não privilegiados: camponeses,( 85%, viviam num estado semelhante ao da servidão); proletariado urbano (viviam com más condições de higiene, de saúde e habitação, muitas horas de trabalho, salários baixos). POLÍTICO- MILITARES *Czarismo – regime autocrático-absolutista, exercido por Nicolau II, o imperador. O imperador tinha uma corte luxuosa e corrupta, sustentava o seu poder no exército e no clero. *Derrota na Guerra russo-japonesa *Participação na 1ª Guerra Mundial, que provocou a fome, o aumento de impostos, a carestia de vida. IDEOLÓGICOS *Influência das ideias socialistas – as dificuldades vividas pelos camponeses e operários traduziram- se num grande descontentamento e greves frequentes. Todo este clima era propício à difusão das ideias socialistas 3. O regime implantado em 1917 era um regime liberal parlamentar. Era apoiado por liberais e socialistas moderados pertencentes ao partido Constitucional Democrata. Chefiaram o Governo Provisório e, após a abdicação de Nicolau II, tomaram as seguintes medidas: • abolição da pena de morte • amnistia para os presos políticos e exilados • abolição das diferenças assentes na raça e na religião • convocação de uma assembleia constituinte – ERA A INSTAURAÇÃO DE UM REGIME LIBERAL. História – 9.º Ano 15 de 68
  • 16. HISTÓRIA – 9.º ANO 4. O governo provisório, chefiado por KERENSKY, enfrentava a oposição dos Sovietes (conselhos de operários, soldados, camponeses), eram chefiados pelos Bolcheviques (maioria do partido operário social democrata), chefiados por LENINE. Viriam a formar o Partido Comunista. Lenine (rosto dos bolcheviques) foi um forte opositor aos vários governos provisórios: • não apoiava a participação da Rússia na 1ª Guerra Mundial – tal facto veio ao encontro da população, cansada de mortes, feridos, fomes e crescimento de impostos. • Defendia a nacionalização e colectivização de toda a economia russa. Nacionalização – Transferência para o Estado de propriedades e bens de produção pertencentes a particulares, sem pagamento de indemnizações aos antigos proprietários. Ex.: fábricas, terras, minas, bancos. Toda a propriedade privada é abolida. Colectivização – sistema que transforma as pequenas propriedades agrícolas, em cooperativas estatais. Baseia-se no COLECTIVISMO: doutrina ou sistema social em que os meios de produção e consumo são igualmente distribuídos por cada membro da comunidade. Visa a criação de uma sociedade sem classes. • Defendia, ainda, a instauração de uma ditadura do proletariado – isto é, a tomada do poder pelos trabalhadores, com vista ao desenvolvimento do socialismo até chegar ao comunismo. História – 9.º Ano 16 de 68
  • 17. HISTÓRIA – 9.º ANO Em 24 de Outubro de 1917 dá-se a revolução BOLCHEVIQUE 5. Fases da Revolução Socialista: • Fevereiro de 1917 – Revolução Burguesa • Outubro de 1917 – Revolução Bolchevique Na revolução de Outubro, as milícias bolcheviques puseram fim ao governo provisório, prenderam os ministros e instauraram um novo governo revolucionário, presidido por LENINE. TROTSKY era a segunda figura do partido e ficou responsável pelo exército. Lenine pretendeu aplicar as ideias do Marxismo à realidade económica da Rússia, daí falar-se em Marxismo-leninismo. Medidas tomadas • Em vez da Duma, Lenine criou o Conselho dos Sovietes • Iniciou o processo de nacionalização e colectivização da economia • Libertou a Rússia da 1ª Guerra Mundial, mesmo perdendo a posse da Polónia, da Finlândia e dos países Bálticos 6. Medidas de Nacionalização e Colectivização da economia: *expropriação das grandes propriedades que foram entregues aos sovietes camponeses e aos comités agrários História – 9.º Ano 17 de 68
  • 18. HISTÓRIA – 9.º ANO * Requisição das colheitas agrícolas (entregues ao Estado, recebendo estes o indispensável para consumo próprio) * Nacionalização das empresas com mais de 10 operários * Nacionalização da banca e do comércio externo (o Estado passou a ter o monopólio destes sectores da economia) 7. Grupos em confronto na Guerra Civil: Exército Branco – antigos proprietários apoiados por nações estrangeiras (EUA, França, Inglaterra e Japão)- defensores da propriedade privada. Exército Vermelho – bolchevique defendia a propriedade colectiva 8. No período de guerra civil LENINE pôs em prática uma série de medidas que ficaram conhecidas por “Comunismo de Guerra”: • Instituiu o partido único (partido comunista bolchevique) que, mais tarde, mudaria o nome para partido Comunista da União Soviética, proibindo todos os outros. • Criou a Censura e a polícia política. • Ordenou a perseguição, tortura e morte dos adversários políticos. História – 9.º Ano 18 de 68
  • 19. HISTÓRIA – 9.º ANO Surgiu um clima de terror. Dois anos passados, assistimos ao triunfo da revolução, mas o país estava devastado por mortes, fome, epidemias e revoltas: a nacionalização da economia e as medidas do comunismo de Guerra não resolveram os problemas da economia, a produção nos vários sectores era cada vez menor. 9. Após a fase crítica que se instalou na Rússia, LENINE decidiu recuar na sua estratégia política. Optou por um regresso à economia capitalista, entendeu ser necessário a liberdade económica, embora por um tempo limitado. As medidas que tomou ficaram conhecidas como NEP - NOVA POLÍTICA ECONÓMICA – New economic politic, que consistia no seguinte: • Permissão da venda de excedentes agrícolas • Permissão da entrada de capitais e técnicos estrangeiros, a fim de modernizar a indústria e incentivar a produtividade. • Incentivo à economia monetária e privada – existência de pequenas empresas privadas agrícolas, comerciais e industriais NEP- SIGNIFICADO POLÍTICO E ECONÓMICO: Esta nova política económica visava a produtividade, a concorrência, a acumulação, mas sob controlo do Estado. Significou um recuo no comunismo, uma vez que voltava a afirmar- História – 9.º Ano 19 de 68
  • 20. HISTÓRIA – 9.º ANO se uma nova burguesia de pequenos e médios comerciantes, industriais e proprietários rurais. 10. LENINE – Homem que liderou todo o processo revolucionário, entre 1917 e 1924. Foi o responsável pela primeira revolução socialista triunfante. Na Suíça, onde havia estado exilado, aprofundara a teoria de Karl Marx. Assim, procurou adaptar à realidade russa as propostas daquele filosofo. TROTSKY – Segundo líder do partido bolchevique, chefe do exército vermelho, vencedor da Guerra Civil. Foi afastado do poder por ESTALINE, após a morte de LENINE em 1924. Era defensor da Revolução permanente, que deveria estender-se a todo o mundo (internacionalismo proletário). Foi mandado assassinar, no México, onde se exilara. ESTALINE – Sucessor de Lenine (1928/1953). Antes da morte de Lenine era secretário-geral do partido comunista. Foi o responsável pela instauração do Comunismo na Rússia. Considerava, indispensável, consolidar em primeiro lugar a revolução russa e só depois promover a revolução mundial. Dominou o aparelho de Estado, a polícia secreta e os órgãos partidários. Reprimiu qualquer oposição à sua vontade, acabou por estender na URSS uma violenta DITADURA. História – 9.º Ano 20 de 68
  • 21. HISTÓRIA – 9.º ANO Empreendeu uma política de redução do poder das Repúblicas e o FORTALECIMENTO DO PODER CENTRAL À morte de ESTALINE, em 1953, a URSS era a segunda potência mundial. Nota: A Constituição de Janeiro de 1924, consagrou a ditadura do proletariado. Ao partido comunista ficou reservada a direcção do país. 11. Em 1922 no Congresso do Partido COMUNISTA, foi aprovada a criação da União das Repúblicas Socialistas Soviéticas (URSS), constituída por 15 Repúblicas. A Rússia passou a ser um Estado Federado que reunia uma grande diversidade de povos e regiões. Gozavam de uma certa autonomia, sendo assegurado o respeito pela identidade regional e minorias nacionais. A diversidade cultural era estimulada, mas mantinha-se a língua russa como língua oficial do império. Toda esta diversidade geográfica, étnica e cultural exigia um poder central forte. I.3 Portugal: da 1.ª República à Ditadura Militar I.3 Crise e queda da monarquia Conteúdos Programáticos (Consultar o manual da página 62 à 65) História – 9.º Ano 21 de 68
  • 22. HISTÓRIA – 9.º ANO - O clima de crise: o descontentamento das classes médias e o operariado. - A difusão das doutrinas socialistas e republicanas - O fim da monarquia - A implantação da República Objectivos: 1.Identificar no tempo os acontecimentos 2.Conhecer as causas económicas, sociais, culturais e políticas que estiveram na origem da implantação da República. 3.Identificar a implantação da República como uma data histórica comemorada num feriado nacional 4. Reconhecer na implantação da República um momento de ruptura e de emergência de uma nova ordem política 5.Destacar a acção de algumas personalidades, como Teófilo de Braga e Manuel de Arriaga. Respostas 1. A crise da monarquia teve início em finais do século XIX e a queda do regime deu-se a 5 de Outubro de 1910 História – 9.º Ano 22 de 68
  • 23. HISTÓRIA – 9.º ANO 2. Causas da Queda da Monarquia 1. Instabilidade económica: a) Empréstimos contraídos pelo governo a bancos estrangeiros, pagos a juros altíssimos. b) Desvalorização da moeda c) Salários baixos d) Inflação elevada e) Aumento de impostos f) Reduzido poder de compra g) Quebra nos investimentos h) Falências de bancos e empresas 2. Instabilidade Social: a) Insatisfação da população - elevado custo de vida b) Desemprego c) Agitação social (manifestações e greves) 3. Instabilidade política: a) O Ultimato Inglês foi considerado, por muitos, uma humilhação para Portugal – A Coroa Portuguesa havia sido demasiado benevolente com a Inglaterra. História – 9.º Ano 23 de 68
  • 24. HISTÓRIA – 9.º ANO b) Em 1873, surgiu o Partido Republicano que defendia a implantação de uma República e a supressão do regime monárquico. Este partido conseguiu eleger deputados às Cortes. Para os adeptos deste partido (Ramalho Ortigão e Teófilo de Braga), a República era sinónimo de Democracia, Liberdade e Felicidade. c) Em 1875 foi constituído o Partido Operário Socialista - importou para Portugal algumas das ideias socialistas que circulavam na Europa. Apoiantes: Antero de Quental e Oliveira Martins. d) Coroa Portuguesa era acusada de incompetência e excessivos gastos financeiros. 4. Causas Próximas da Queda da Monarquia a) Revolta do 31 de Janeiro de 1891 - Porto. b) Ditadura de João Franco (1906/1908) * Dissolução do parlamento *Instauração da Censura (imprensa) *Dirigentes políticos presos ou degredados para as colónias. c) Regicídio- 1 de Fevereiro de 1908 História – 9.º Ano 24 de 68
  • 25. HISTÓRIA – 9.º ANO Consequências: D. Manuel II demite João Franco e restabelece a Monarquia Constitucional. Nas Cortes o partido republicano ganha cada vez mais lugares. d) 5 de Outubro de 1910 - Golpe militar que acaba com a monarquia. José Relvas proclama a República na Câmara Municipal de Lisboa. Apoios: Militares de baixa patente (sargentos; cadetes; alferes; tenentes) e civis das classes médias (advogados; médicos; intelectuais; comerciantes). D. Manuel II parte para o exílio. NOTA: Todo este processo, teve o apoio da Carbonária e Maçonaria - sociedades secretas anticlericais e defensoras da liberdade e da República. REPÚBLICA: a palavra deriva do latim res-pública, coisa pública. Sugere o controlo do Estado por todos os cidadãos de uma nação. O termo República não significa necessariamente Democracia Regime Político Monarquia República Chefe de Estado Rei Presidente Acesso ao Cargo Via hereditária Por eleição Duração/Mandato Até à Morte Cinco anos História – 9.º Ano 25 de 68
  • 26. HISTÓRIA – 9.º ANO 1910 - 1º Governo provisório constituído por Teófilo de Braga. 1911 - Assembleia Constituinte elabora a 1ª Constituição Republicana e elege o primeiro Presidente da República eleito : Manuel de Arriaga O novo regime passou a ter uma legitimidade Constitucional e Democrática. SÍMBOLOS DA REPÚBLICA 1. Uma nova bandeira (verde e vermelha) 2. Uma nova moeda – o escudo 3. Um novo hino – “A PORTUGUESA” Autores: Henrique Lopes de Mendonça e Alfredo Keil História – 9.º Ano 26 de 68
  • 27. HISTÓRIA – 9.º ANO I.3 A 1.ª República Conteúdos Programáticos (Consultar o manual da página 66 à 71) - Realizações da 1.ª República - As dificuldades da acção governativa - Queda da 1.ª República Objectivos 1. Localizar no tempo a 1ª República 2. Conhecer as realizações da 1ª República a nível: *político *económico-financeiro *social *cultural e educativo 3. Explicar as dificuldades da acção governativa na 1ª República. 4. Compreender as causas da queda da 1ª República e o aparecimento da Ditadura Militar (1926/1932). 5. Mencionar as medidas de carácter político que foram tomadas pelos militares em 1926. História – 9.º Ano 27 de 68
  • 28. HISTÓRIA – 9.º ANO Respostas A 1ª.República 1. A 1ª República ocorreu entre Outubro de 1910 e Maio de 1926. Realizações da 1ª República: 1. Reformas políticas * Aprovação da Constituição Republicana em 1911, que consagra a separação dos poderes. NOTA: Nesta Constituição, o órgão de poder mais importante passa a ser o Parlamento. Criou-se uma Democracia Parlamentar. O Parlamento História – 9.º Ano 28 de 68
  • 29. HISTÓRIA – 9.º ANO passou a escolher e destituir o Presidente da República que, por sua vez, nomeava o governo. Este só se poderia manter em funções enquanto tivesse a maioria parlamentar. Tal facto provocou grande instabilidade política. • Aprovação da Lei de Separação entre o Estado e as Igrejas. • Proibição do ensino religioso nas escolas. • Expulsão das ordens religiosas e a nacionalização dos seus bens. • Instituição do Registo Civil obrigatório. • Os títulos nobiliárquicos foram abolidos e os privilégios por nascimento também. • Amnistia para todos os presos políticos. • Liberdade de imprensa. 2. Reformas Económicas e Financeiras - Diminuição da despesa pública para diminuir o défice do Estado. Mas era difícil, pois importávamos quase tudo: trigo, bacalhau, açúcar, maquinaria, carvão ,aço e ferro. 3. Reformas Sociais Foram publicadas as Leis da Família que instituíam: • o Divórcio História – 9.º Ano 29 de 68
  • 30. HISTÓRIA – 9.º ANO • o Casamento Civil • a igualdade de direitos entre o homem e a mulher. • a igualdade de direitos entre os filhos legítimos e os filhos ilegítimos. Foram publicadas as Leis do Trabalho que instituíam: a) o direito à greve b) horário semanal de trabalho – 48 horas. c) o direito ao dia de descanso semana d) o direito à assistência social na doença e na velhice. e) seguro social obrigatório, contra acidentes de trabalho. 4. Reformas Culturais e Educativas * instituição do ensino primário obrigatório e gratuito. *criação de 1500 escolas e muitos jardins-escola, (ensino infantil) * fundação de Escolas Normais Superiores, para a formação de professores (Porto, Coimbra e Lisboa). *construção de novos liceus e criação de escolas técnicas (agrícolas, comerciais e industriais). *fundação das Universidades de Lisboa e Porto, ficando o país com três Universidades. História – 9.º Ano 30 de 68
  • 31. HISTÓRIA – 9.º ANO *para as classes populares foram criadas as Universidades Livres e as Universidades Populares, em Lisboa e no Porto. *criação de bibliotecas, museus, organização de concertos, exposições e conferências gratuitas. Personalidades que se distinguiram nesta época: • o médico Ricardo Jorge • os aviadores Gago Coutinho e Sacadura Cabral • o escritor Fernando Pessoa 3. Dificuldades da acção Governativa 1. Manteve-se o atraso: • na agricultura, havia constante falta de cereais (apesar da maior utilização de adubos e importação de máquinas agrícolas); as exportações ligadas à agricultura eram a cortiça e o vinho. • na indústria, ( 50% das nossas exportações provinham apenas da indústria têxtil e de conservas). Houve também progresso na indústria de cimento e tabacos, mas a carência de matérias-primas, carvão e capitais não permitiu que a nossa indústria se desenvolvesse; • nos transportes e comunicações houve alguns progressos: extensão dos caminhos-de-ferro, aumento ligeiro das redes de estradas, ampliação dos transportes públicos, introdução do telégrafo e do telefone, aumento do número de navios da marinha mercante portuguesa. História – 9.º Ano 31 de 68
  • 32. HISTÓRIA – 9.º ANO 2. A balança comercial continuou deficitária em relação ao estrangeiro, situação que se agravou com a entrada de Portugal na Primeira Guerra Mundial que, entre outras coisas, provocou a escassez de alimentos e a dependência externa aumentou. 3. A moeda teve uma acentuada desvalorização, o que provocou o aumento da inflação, agravamento do custo de vida, pois os salários não acompanhavam a subida dos preços. 4. Diminuição do poder de compra das classes médias e assalariados. 5. Greves e assaltos colectivos a lojas e armazéns tornaram-se habituais. 6. A instabilidade governativa que se vivia, dificultava a realização das reformas e a resolução dos problemas do país. 4 - Queda da 1ª República Causas: • a crise económico-financeira • o agravamento das condições de vida das populações • a instabilidade política - havia necessidade de ordem e de um governo forte. O exército parecia a única força capaz de impor uma governação durável e segura. História – 9.º Ano 32 de 68
  • 33. HISTÓRIA – 9.º ANO • 1917 - primeira revolta contra a 1ª República. Um golpe militar chefiado por Sidónio Pais, instaurou um regime autoritário. Durou apenas um ano, até ao assassinato de Sidónio Pais, termina, assim, o Sidonismo. • 1919- os monárquicos tentam, sem sucesso, derrubar a República. A revolta conhecida como monarquia do Norte foi rapidamente esmagada. • 28 de Maio de 1926- iniciou-se, em Braga, um movimento militar chefiado pelo general Gomes da Costa. Este movimento dirigiu- se para Lisboa. Pelo caminho, conquistaram o apoio de largos sectores do exército. Ao chegar à capital instauraram a Ditadura Militar (1926/1932). 5. Medidas tomadas pelos militares: História – 9.º Ano 33 de 68
  • 34. HISTÓRIA – 9.º ANO • Dissolução do Parlamento • Suspensão das liberdades individuais • Repõe-se a censura e o poder passa a ser exercido pelos militares. 1928 - foi eleito um novo Presidente da República (candidato único) - o general Oscar Carmona. Para resolver as dificuldades económico- financeiras, nomeou para ministro das Finanças, um economista, professor da Universidade de Coimbra, António de Oliveira Salazar Salazar, num ano, equilibrou a Balança Comercial. Por isso, em 1932 foi convidado a chefiar o governo. 1933- através de um plebiscito, Salazar apresenta ao país uma nova Constituição Política. Era o início do Estado Novo que duraria até ao 25 de Abril de 1974. História – 9.º Ano 34 de 68
  • 35. HISTÓRIA – 9.º ANO I.4 Sociedade e Cultura num Mundo em Mudança I.4 Mutações na estrutura social e nos costumes Conteúdos Programáticos (Consultar o manual da página 78 à 81) • O peso crescente das classes médias • Alterações no código social e moral • A emergência da cultura de massas Objectivos 1. Descrever as mudanças sociais que se seguem ao final da Primeira Grande Guerra História – 9.º Ano 35 de 68
  • 36. HISTÓRIA – 9.º ANO 2. Destacar o papel das transformações económicas e tecnológicas neste processo 3. Explicar o alargamento das classes médias 4. Identificar as alterações nos valores no período em estudo 5. Compreender o novo estatuto social e jurídico da mulher 6. Mencionar factores que contribuíram para o aparecimento de uma cultura de massas 7. Conhecer os principais mass media nesta época histórica. Respostas O peso crescente das classes médias 1 . Transformações sociais: • declínio da nobreza História – 9.º Ano 36 de 68
  • 37. HISTÓRIA – 9.º ANO • crescimento de uma classe média burguesa, influente e activa • crescente peso dos sectores secundário e terciário que conduz ao aparecimento de uma sociedade urbana e industrial, com o aumento do número de funcionários públicos e de operários. • aparecimento de profissões liberais: médicos, advogados, engenheiros, arquitectos, professores devido, em grande parte, à democratização do ensino. • diminuição das desigualdades sociais 2. O desenvolvimento económico e tecnológico proporciona o aumento da produtividade e do consumo. Assim, há uma mudança no quotidiano da vida urbana com: • o crescimento das profissões liberais • a proliferação dos automóveis • o fornecimento de electricidade e água canalizada nas cidades • a difusão da rádio, telefone, aspiradores, máquinas de lavar, ferros- de-engomar • aumento do poder de compra 3. O alargamento das classes médias que eram constituídas pela pequena e média burguesia e por profissionais liberais, deve-se: • Ao êxodo rural e consequente alargamento das zonas urbanas • Ao crescimento do sector secundário, com o aumento do número de operários História – 9.º Ano 37 de 68
  • 38. HISTÓRIA – 9.º ANO • Ao crescimento do sector terciário, com o aumento dos funcionários públicos • Ao desenvolvimento da economia com consequente aumento do poder de compra • À democratização do ensino 4. Alterações no código social e moral Surgem novas formas de estar na vida: a burguesia enriquecida desenvolveu o culto: • pelo bem-estar • pelo lazer • pelo dinheiro • pela música • pelo desporto • pelo divertimento Surgem novos lugares de convívio social e cultural: • casas de chá • cafés • leitarias • cervejarias • clubes sociais • cinemas night-clubs • casinos, onde se dançavam novos ritmos ao som de gramofones e de orquestras privadas, as jazz-bands. O Charleston e o Fox-trot eram danças muito apreciadas. Por tudo isto, este período foi denominado “ OS LOUCOS ANOS 20” História – 9.º Ano 38 de 68
  • 39. HISTÓRIA – 9.º ANO 5. A mulher deixa de ter um papel apagado e passa a ter um papel interventivo, graças às exigências do movimento feminista. ALTERAÇÕES Na Política: • igualdade na lei • no salário • no emprego • no direito ao voto • no direito a serem eleitas Na Cultura: • Surge uma mulher culta com estudos universitários Na Sociedade: • Igualdade na família entre o homem e a mulher • Surge uma mulher com profissão, independente do marido • Surge uma mulher “livre”: dá passeios de bicicleta, conduz automóvel, joga ténis Na Moda: • usa saia até ao joelho • usa maquilhagem • cabelo curto • frequenta clubes nocturnos • fuma • bebe, com a naturalidade com que os homens o fazem História – 9.º Ano 39 de 68
  • 40. HISTÓRIA – 9.º ANO 6.Factores do aparecimento da cultura de massas: • divulgação dos mass-media (meios de comunicação social): imprensa, rádio, cinema e, também, a música e o desporto. • o entretenimento assume uma feição colectiva e não apenas reservada como no século XIX às classes nobres e endinheiradas. • a cultura é considerada um bem de primeira necessidade • Prática de preços muito baixos (ex.: imprensa e cinema), pois toda esta cultura de massas resulta da fusão da indústria, da arte e do entretenimento para todos. • A redução dos horários de trabalho o que proporcionou o aumento dos tempos livres • O crescimento do poder de compra 7.Os principais mass-media são: • o rádio • a imprensa (jornais, revistas, livros, folhetins, crónicas) • a indústria discográfica • o cinema. Serviam para informar e para divertir Nota: 1 . Aparecem, nesta altura, as primeiras histórias de banda desenhada: Tintim; Superman; Flash Gordon; Tarzan; O Rato Mickey História – 9.º Ano 40 de 68
  • 41. HISTÓRIA – 9.º ANO Nota : 2. A rádio tinha duas funções: o divertimento e a cultura, através do teatro radiofónico e da propaganda política, como meio dos governantes se dirigirem às populações. O primeiro programa radiofónico foi transmitido em 1906, nos EUA, mas só na década de 20 é que este meio de comunicação social adquiriu popularidade. Feminismo- Movimento social de defesa dos direitos das mulheres. Nasceu no século XIX e notabilizou-se nos EUA. As mulheres reivindicavam as mesmas liberdades e direitos que os homens: isto é, a igualdade na educação, no emprego, no salário, no direito ao voto, no acesso ao ensino e ao divórcio. I.4 Os novos caminhos da ciência Conteúdos Programáticos (Consultar o manual da página 82 à 85) • A revolução das ciências físicas • Os progressos nas ciências humanas Objectivos 1. Mencionar as ciências físicas, o nome dos cientistas e alguns dos avanços mais extraordinários deste período, nas diversas áreas. 2. Reconhecer os grandes benefícios do avanço científico e técnico História – 9.º Ano 41 de 68
  • 42. HISTÓRIA – 9.º ANO 3. Identificar as ciências humanas que mais se desenvolveram neste período, e os respectivos avanços científicos. 4. Mencionar as personalidades que mais se destacaram nas ciências humanas. Respostas 1. O século XX foi marcado por uma verdadeira revolução nas ciências físicas e um enorme progresso nas ciências humanas. • O conhecimento positivista de Augusto Comte (segundo o qual só os conhecimentos passíveis de observação e análise rigorosa dos factos é que tinham valor) foi posto em causa. Passou a defender-se que as leis científicas NÃO podiam ser as mesmas para todos os domínios, ex.: a História. • A ciência passou a ser vista como um serviço à sociedade. Desenvolvimento das ciências físicas: • Na física, destacou-se Albert Einstein. Apresentou a Teoria da RELATIVIDADE, segundo a qual espaço e tempo são grandezas relativas e dependem uma da outra. Esta teoria revolucionou os conhecimentos sobre o Universo, proporcionou grandes progressos. • Max Planck, também físico apresentou a teoria dos “pacotes de luz” a que deu o nome de QUANTA. Explicava a estrutura História – 9.º Ano 42 de 68
  • 43. HISTÓRIA – 9.º ANO externa do átomo, dizendo que era divisível em protões, electrões e neutrões • Na Astrofísica, desenvolveu-se o conhecimento das formas e dimensões da via Láctea, dos movimentos das galáxias, da formação e expansão do Universo (teoria do Big Bang), Lemâitre. • Na Física nuclear, foi descoberta a radioactividade pelo casal Pierre e Marie Curie e a reacção em cadeia provocada pela divisão do átomo de urânio. Estas descobertas viriam a ser aplicadas nas invenções da bomba atómica, na segunda Guerra mundial e na bomba de hidrogénio. • Na Biologia, aplicou-se o microscópio electrónico à investigação celular • Na Medicina, desenvolveram-se a bacteriologia e a bioquímica, que contribuíram para a descoberta dos vírus e dos medicamentos, exemplo: os antibióticos, descoberta de Fleming em 1929 ( a penicilina ainda hoje é usada). • Em Portugal, no campo da medicina destacou-se Egas Moniz, no domínio da neurologia e da psiquiatria. Foi laureado com o Prémio Nobel, em 1949. 2. O avanço das ciências permitiu a descoberta de medicamentos para a Malária, Febre Tifóide e Tuberculose. Surgiram também as vacinas, as sulfamidas, a estreptomicina, a penicilina, a radioterapia (cancro), a insulina para o tratamento da Diabetes. História – 9.º Ano 43 de 68
  • 44. HISTÓRIA – 9.º ANO 3.4. Desenvolvimento das Ciências Humanas: Ciência Cientistas Teoria/s Filosofia *Martin Heidegger; *Jean-Paul Sartre Existencialismo – Esta teoria valoriza a existência individual do homem. Psicologia Ciência do comportamento humano. Pavlov; Freud; Bonet Freud – foi o fundador da psicanálise – as acções humanas podem ser motivadas por acções interiores desconhecidas. Dos seus estudos destacam-se o papel da sexualidade e a interpretação dos sonhos. História *Mark Bloch; *Lucien Febvre; *Fernand Braudel; *Vitorino Magalhães Godinho Destaque para a revista ANNALES Impõem uma rígida exigência científica a todos os historiadores. A NOVA HISTÓRIA defende a interdisciplinariedade, e pretende a construção total do História – 9.º Ano 44 de 68
  • 45. HISTÓRIA – 9.º ANO conhecimento das sociedades humanas. Surgem novas ciências: Antropologia; Sociologia; Economia; Geografia I.4 Ruptura e Inovação nas Artes e na Literatura Conteúdos Programáticos (Consultar o manual da página 86 à 89) - Principais correntes artísticas no domínio: • da pintura • na literatura • na arquitectura • na música História – 9.º Ano 45 de 68
  • 46. HISTÓRIA – 9.º ANO Objectivos 1. Conhecer as correntes artísticas desenvolvidas nas primeiras décadas do século XX 2. Destacar acção de algumas personagens, como Picasso, Salvador Dali e Amadeu de Souza-Cardoso, na evolução da arte. 3. Compreender o significado da multiplicidade de experiências ocorridas no domínio artístico e literário 4. Desenvolver a sensibilidade estética, através da identificação e apreciação de criações artísticas e literárias deste período 5. Conhecer as principais características da arquitectura modernista 6. Identificar os principais escritores modernistas. História – 9.º Ano 46 de 68
  • 47. HISTÓRIA – 9.º ANO Respostas 1. Correntes artísticas da primeira metade do século XX (Pintura) Cubismo • Formas reduzidas a volumes geométricos, isto é, o volume dos objectos é valorizado, dispensando os elementos acessórios. • Figuras de vários ângulos sobrepostos, representando o mesmo objecto visto de várias perspectivas. • O pintor cubista pinta o que sabe que poderia ver de vários ângulos do objecto. Abstraccionismo • Valorização da interpretação subjectiva através da combinação das cores e formas, sem representar objectos concretos. Futurismo • Pretende retractar a civilização industrial do futuro • Exalta o valor estético do desenvolvimento tecnológico, da energia, da urbanidade, da velocidade, das máquinas industriais. Surrealismo • Representação do sonho, da imaginação e da alucinação. O artista tenta ver para além da realidade e do racional. 2. CUBISMO *PABLO PICASSO *Georges Braque *Chagall “Les Demoiselles d`Avingnon”1907 pg. 86 do manual História – 9.º Ano 47 de 68
  • 48. HISTÓRIA – 9.º ANO *Matisse ABSTRACCIONISM O Maria Helena Vieira da Silva “Quarto dos azulejos” pg. 87 do manual FUTURISMO *Marineti *Almada Negreiros *Santa-Rita Tríptico da Gare Marítima da Rocha (Lisboa) pg.87 SURREALISMO SALVADOR DALÍ “O Sono” pg.87 Amadeo de Souza Cardoso – realiza nas suas obras uma síntese do Cubismo, Futurismo e Abstraccionismo. Ex.: figura 14 da pg. 87 do manual. Amadeo de Souza Cardoso, Almada Negreiros e Santa-Rita, foram os principais nomes portugueses da pintura moderna contemporânea. 3.Os movimentos artísticos e literários das primeiras décadas do século XX, foram movimentos inovadores, que romperam com as normas e “escolas” da época. A inquietação, a instabilidade, e as transformações sociais e morais decorrentes da primeira Guerra Mundial, a atitude deliberada da recusa e dos valores burgueses, estiveram na origem destas novas formas de encarar as artes e a literatura. 4.Identificar obras dos autores citados.(ver manual) 5.Nos inícios dos anos XX, surge uma nova arquitectura: é o modernismo arquitectónico, cujas características são: História – 9.º Ano 48 de 68
  • 49. HISTÓRIA – 9.º ANO • formas cúbicas • escassa decoração • uso de grandes superfícies de vidro Uma das vertentes do modernismo foi o funcionalismo, que procurou a adaptação do edifício à função a que se destina, utilizando novos materiais e novas técnicas de construção. Destacam-se nesta corrente Walter Gropius (alemão) e Le Corbusier (francês). Novos materiais: vidro, aço e betão Novas técnicas de construção: • formas geométricas/cúbicas • efeitos estéticos através dos pilares, das janelas e das escadas. Outra vertente do modernismo foi o organicismo, o qual tenta criar uma harmonia entre o edifício e o meio envolvente. Privilegia a horizontalidade, as figuras geométricas e as janelas amplas. Destaca-se o norte-americano Frank Wright. 6. A literatura conheceu, também, uma multiplicidade de movimentos que se integram no modernismo. O romance, o teatro, a poesia privilegiam os sentimentos humanos ( o desencanto), as suas aspirações e as questões sociais (crítica social, contestação à moral vigente). História – 9.º Ano 49 de 68
  • 50. HISTÓRIA – 9.º ANO Principais escritores/algumas das suas obras: Kafka “ A Metamorfose” Ernest Hemingway- “ O velho e o Mar” Steinbeck – “ As vinhas da Ira” André Malraux « A Esperança » Garcia Lorca « Mariana Pineda » Fernando Pessoa “ A Mensagem” Mário de Sá Carneiro “A Confissão de Lúcio” Vitorino Nemésio “ Mau Tempo no Canal” Miguel Torga “ Os Bichos; Diários “ Aquilino Ribeiro “O Malhadinhas” Ferreira de Castro “ A lã e a Neve” José Régio Poema “O Cântico Negro” A Música Também na música os compositores romperam com o Romantismo, com o tradicionalismo, buscando novos sons. Destacam-se Ravel (francês), História – 9.º Ano 50 de 68
  • 51. HISTÓRIA – 9.º ANO Stravinsky (Russo), Bela Bartok (Húngaro). Em Portugal atingiram renome os músicos Viana da Mota e Luís de Freitas Branco. Modernismo Movimento que se caracterizou pela ruptura das tradições académicas, pela liberdade de criação e de pesquisa estética. Tal facto, reflectia a inquietação, a instabilidade, a angústia e as transformações sociais e morais decorrentes da 1ª Guerra Mundial. História – 9.º Ano 51 de 68
  • 52. HISTÓRIA – 9.º ANO J - DA Grande Depressão à II Guerra Mundial J.1 A grande crise do capitalismo nos anos 30 Conteúdos Programáticos (consultar o manual da página 98 à 101) • A crise de superprodução • O Crash na bolsa de valores de Nova Iorque • A Mundialização da crise História – 9.º Ano 52 de 68
  • 53. HISTÓRIA – 9.º ANO J.1 A intervenção do Estado na economia: (consultar o manual da página 102 à 105) • As tentativas de recuperação da crise: a New Deal - EUA • Os resultados da New Deal • Medidas tomadas pelo governo da Grã-Bretanha e da França Objectivos: 1. Explicar em que consistiu a crise de superprodução de 1929. 2. Identificar as consequências do Crash na Bolsa de Nova Iorque 3. Contextualizar o processo de expansão mundial da crise. 4. Identificar as consequências do aumento do desemprego 5. Reflectir sobre o papel do Estado na condução da economia de um país 6. Enumerar as principais medidas adoptadas pelo programa “New Deal”, nos EUA 7. Descrever os resultados da aplicação do “ New Deal” 8. Conhecer as soluções adoptadas pelas democracias europeias para extinguir a crise. História – 9.º Ano 53 de 68
  • 54. HISTÓRIA – 9.º ANO CONTEXTUALIZAÇÃO EUA- Década de 20- Época de grande prosperidade económica: 1. Crescimento de novas indústrias. Ex.: automóvel, aeronáutica e química. 2. Aumento da produção devido à aplicação de novos métodos de produção e progressos técnicos. 3. Desenvolvimento da agricultura com a mecanização. 4. Excesso de optimismo nos investidores. 5. Confiança das empresas no mercado de valores (Bolsa). 6. Milhares de pessoas compraram acções de empresas bem sucedidas para depois as venderem por um valor mais alto e assim obterem lucro fácil. 7. Outros, confiaram todo o seu dinheiro a banqueiros e correctores (intermediários na História – 9.º Ano 54 de 68
  • 55. HISTÓRIA – 9.º ANO compra e venda de acções), para comprar acções e vendê-las mais caras. 8. Muitas pessoas chegaram a pedir empréstimos bancários para investirem na Bolsa. 9. Resultado: as empresas colocavam mais e mais acções no mercado, para obter mais lucros adicionais; a cotação das empresas subia, mas os seus lucros não aumentavam: ERA UMA PROSPERIDADE FALSA! 10. Enquanto o consumo de bens aumentou manteve- se o optimismo. 11. O fenómeno de especulação bolsista e a procura de lucro fácil gerou uma situação insustentável. Respostas 1. Crise de Superprodução Grande aumento da Produção (devido à mecanização e aos novos métodos de produção) História – 9.º Ano 55 de 68
  • 56. HISTÓRIA – 9.º ANO Diminuição do consumo Saturação dos mercados Acumulação de STOCKS Conclusão: A oferta torna-se maior do que a procura: Crise de Superprodução Medidas dos empresários: • Baixa dos preços dos produtos DEFLAÇÃO- (para tentar escoar a produção) • Quebra de lucros • Despedimentos • Redução de salários • Redução das despesas • Diminuição da produção Nota: Entre 1924/29, a agricultura tinha sido a primeira a dar sinais de crise, depois seguiu-se a indústria, ex.: a indústria automóvel História – 9.º Ano 56 de 68
  • 57. HISTÓRIA – 9.º ANO 2. O Crash na Bolsa de valores de Nova Iorque Em 1929 dá-se a primeira subida nas taxas de juros e, no Outono desse mesmo ano, as cotações das acções começaram a descer, havia menos compradores. Como não tinham com que pagar o dinheiro emprestado pelos bancos, o pânico apoderou-se dos investidores que tentam vender as acções a qualquer preço. Em 24 de Outubro de 1929- a chamada Quinta-Feira Negra, dá-se o Crash na Bolsa de Wall Street: 16 mil acções a baixo preço não encontram comprador. Grande Depressão A Bolsa entra em ROTURA Falência dos Bancos, pois os investidores tinham recorrido ao crédito e não tinham como pagar os empréstimos Falência e encerramento de empresas por falta de crédito História – 9.º Ano 57 de 68
  • 58. HISTÓRIA – 9.º ANO Aumento do desemprego Ruína das classes médias Redução do poder de compra Diminuição do consumo Conclusão: Entra-se num ciclo de crise, num período de Depressão Económica que ficou conhecido como GRANDE DEPRESSÃO 3. MUNDIALIZAÇÃO DA CRISE : A crise de 1929 estendeu-se, primeiro à Europa (Alemanha, Inglaterra, Áustria) e depois ao resto do Mundo. Os EUA da América reduziram as suas importações da Europa, provocando a falência de muitas empresas. Também retiraram os capitais que tinham aplicado em bancos e empresas estrangeiras, levando-as também à falência. A Europa e os EUA, em crise, deixaram de comprar matérias-primas aos países e às colónias europeias de África, da Ásia, da América Latina e da Oceânia. Estes países entram também em crise pois deixaram de ser fornecedores de matérias-primas e bens alimentares. História – 9.º Ano 58 de 68
  • 59. HISTÓRIA – 9.º ANO Desvalorização das moedas Desemprego Subida da inflação Conclusão: a década de 30 fica marcada por uma acentuada quebra na produção industrial em todo o mundo capitalista, apenas os países socialistas não foram afectados. 3. 4. 5. 6. 4. Consequências do aumento do desemprego: • As classes médias são profundamente afectadas, não tinham direito a subsídios ou indemnizações. • Diminui o poder de compra • Baixa o consumo • Contínua redução de salários História – 9.º Ano 59 de 68
  • 60. HISTÓRIA – 9.º ANO • Inflação altíssima • Miséria nos campos e nas cidades • Fome • Aumento das tensões raciais, da mendicidade, da criminalidade, dos suicídios (miséria social) 7. 5. O papel do Estado na Economia de um país A crise de 1929 pôs em causa o chamado Capitalismo Liberal, que se traduziu na ideia de que os problemas económicos se resolviam por eles mesmos, isto é, sem intervenção dos Estados. Pôs em causa a crença na capacidade das economias fazerem crescer continuamente a produção. Nesta época, a duração e a gravidade da crise levaram os Estados a intervir na economia tentando reduzir as importações, fomentar as exportações, aumentar o consumo, dinamizar a economia através da diminuição do desemprego e o aumento do poder de compra. 6. Medidas do Programa “New Deal” nos EUA Franklin Roosevelt foi eleito presidente dos EUA em 1932. Logo elaborou um plano que defendia a intervenção do Estado na economia. Esse plano teve o nome de NEW DEAL (um novo acordo social, uma nova distribuição de rendimentos), para combate à crise. História – 9.º Ano 60 de 68
  • 61. HISTÓRIA – 9.º ANO Medidas da NEW DEAL: Na Indústria: • limitou os níveis de produção • fixou preços mínimos para os produtos • baixou as taxas de juro do crédito bancário • diminuiu os impostos No combate ao Desemprego: • Promoveu uma política de obras públicas: construção de barragens, estradas, pontes e edifícios públicos; assim, criavam-se novos postos de trabalho, relançavam-se as empresas, aumentavam os salários e o poder de compra No domínio Social: • Foi desenvolvida uma política de distribuição dos rendimentos tendo em atenção os mais pobres. • Foi fixado o salário mínimo e as 40 horas semanais de trabalho. História – 9.º Ano 61 de 68
  • 62. HISTÓRIA – 9.º ANO • Foram criados subsídios de desemprego, de velhice, de doença e de invalidez. • A agricultura recebeu apoios estatais 7. RESULTADOS DO NEW DEAL • A New Deal, com as suas medidas, transformou o “ciclo vicioso negativo” num ciclo de prosperidade. A intervenção do Estado na aplicação destas medidas conduziu ao conceito de Estado-Providência (Welfare State) • Com o aumento do emprego e dos subsídios de desemprego, de velhice e de invalidez, as pessoas voltaram a ter poder de compra, verificando-se uma retoma do consumo. • Com o aumento da procura deu-se um aumento da produção (64%), as fábricas voltaram a trabalhar e a contratar novos trabalhadores, o desemprego baixou cerca de 50%. • Os EUA reabilitaram a confiança na sua moeda a nível internacional – o Dólar. 8. RESPOSTA EUROPEIA À CRISE História – 9.º Ano 62 de 68
  • 63. HISTÓRIA – 9.º ANO Na Inglaterra formaram-se governos de unidade nacional, resultantes da fusão dos principais partidos britânicos (trabalhista, conservador, liberal), aplicando medidas proteccionistas na economia e na sociedade: • regulamentação da produção • concessão de subsídios • defesa e apelo à compra de produtos ingleses, através do slogan “Buy British” Na França, assistiu-se a uma invulgar união entre os partidos de esquerda (socialistas, comunistas e radicais) que formaram a Frente Popular que ganhou as eleições em 1936. Tal aconteceu, para fazer face às dificuldades económicas, à instabilidade social e a ameaça de que os fascistas tomassem o poder. Medidas tomadas: Intervenção do Estado na Economia • nacionalização da indústria, da banca e dos caminhos-de-ferro • criação de mais emprego • aumento de salários • redução do horário de trabalho semanal para 40 horas • fixação do preço dos produtos essenciais (cereais) • nacionalização de empresas História – 9.º Ano 63 de 68
  • 64. HISTÓRIA – 9.º ANO Em 1937, devido a desentendimentos dos partidos da coligação e à forte oposição ao governo a Frente Popular dissolveu-se. Na realidade, o governo de esquerda havia provocado a fuga de capitais para o estrangeiro com receio de medidas revolucionárias. Deu-se a saída de industriais e banqueiros franceses, com abandono das fábricas e empresas, o que provocou desemprego e miséria. Campanha da direita contra os partidos da Frente Popular. CONCLUSÃO Muitas destas medidas não surtiram qualquer efeito. Alguns governos foram postos em causa. Porém, na Inglaterra e na França a solução democrática prevaleceu. O mesmo não sucedeu na Itália, na Alemanha, na Espanha e em Portugal onde o poder foi tomado por ditadores que impuseram regimes políticos autoritários e antidemocráticos. CONCEITOS ACÇÕES: documentos colocados à venda na Bolsa (mercado de valores) por uma empresa que, ao serem adquiridos por um comprador, certificam a propriedade parcial dessa mesma empresa. ESPECULAÇÃO: Investimento considerado muito arriscado mas que pode gerar enormes rendimentos. É uma compra de mercadorias em larga escala com o objectivo de as revender mais tarde com um lucro resultante da variação das cotações da Bolsa. História – 9.º Ano 64 de 68
  • 65. HISTÓRIA – 9.º ANO DEFLAÇÃO: Deflação é o oposto de inflação. É quando os preços de bens e serviços de um país descem muito. Significa que a economia de um país não está a crescer e não se criam novos empregos. As empresas produzem bens que não são vendidos, senão a um preço demasiado baixo. É uma redução da actividade económica de um país como resultado de um declínio dos preços. INFLAÇÃO: É o nome dado à subida generalizada e contínua dos preços. Os preços sobem muito mais do que os ordenados e o dinheiro que as pessoas têm vale cada vez menos, reduzindo-se o consumo, a produção e o emprego. Consequências Sociais: Nos EUA , o KU-KLUX-KLAN, organização racista e violenta ressurge, e exige a constituição de uma “nação branca”, perseguindo os negros e acusando-os de ocuparem empregos que deveriam pertencer apenas aos brancos. História – 9.º Ano 65 de 68
  • 66. HISTÓRIA – 9.º ANO História – 9.º Ano 66 de 68
  • 67. HISTÓRIA – 9.º ANO História – 9.º Ano 67 de 68
  • 68. HISTÓRIA – 9.º ANO História – 9.º Ano 68 de 68