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Vinte
Respostas aos Católicos
Autor: Pr. Airton Evangelista da Costa
"Vinte razões por que não sou protestante"
Circula pela internet um artigo de apologética, sob o título acima, que resume o
pensamento da Igreja Católica sobre os protestantes. A pedido de um irmão da
Fé Reformada, elaboramos a devida refutação a cada uma das questões
levantadas. Vejamos:
1- Não sou protestante porque o protestantismo não existe desde o
princípio do Cristianismo. Surgiu 1500 anos depois da era Apostólica. Suas
igrejas são locais, regionais ou nacionais, não existindo uma Igreja
Universal.
R - Mas o Cristianismo existe e é dele que fazemos parte. O Cristianismo é
Universal. O católico Martinho Lutero, um dos expoentes da Fé Reformada, teve
a coragem de protestar contra a venda de indulgências, um comércio que estava
denegrindo o Cristianismo. A partir daí, o Cristianismo, sob a graça de Deus,
seguiu seu caminho livre das heresias. A ruptura foi necessária num momento
em que o catolicismo pretendia se estender por todo o mundo, sempre com a
ameaça de colocar na fogueira seus opositores. Então o Cristianismo seguiu seu
caminho com a verdade bíblica, tendo unicamente Jesus como Senhor,
Mediador, Advogado e Intercessor, conforme as Escrituras (Pr Airton)
2 - Não sou protestante porque apesar da afirmação de que somente a
Bíblia deve ser considerada como norma de fé e prática, eles não
concordam entre si no tocante a pontos importantes, entrando assim, em
contradições. São mais de 20.000 mil denominações diferentes. Cada uma
pregando uma suposta verdade.
R - Ser a Bíblia a norma de fé e prática do cristão não é uma afirmação dos
crentes; é uma declaração da própria Palavra de Deus (Rm 10.17; 2 Tm
2.15; 3.16-17; 4.2). Há muitas denominações registradas em cartório, mas existe
unidade na fé em Cristo Jesus. Desprezamos dogmas criados por homens. Não
comemos pelas mãos dos outros. Cada crente examina as Escrituras, e debate,
e troca opiniões, assim como faziam os primeiros cristãos.
Vejam: "Estes foram mais nobres do que os que estavam em Tessalônica,
porque de bom grado receberam a palavra, examinando cada dia nas Escrituras
se estas coisas eram assim" (Atos 17.11). A Bíblia chama de "nobre" aquele que
examina a Palavra e dela tira suas próprias conclusões. Somos uma só fé, uma
só religião, uma só doutrina. Só adoramos o Santo dos santos, Aquele que
morreu em nosso lugar. Não louvamos, nem adoramos, nem suplicamos a outros
deuses (Mateus 4.10). Se alguma denominação ensina outro Evangelho, não faz
parte do Corpo de Cristo, não é considerada cristã, não é Igreja de Jesus (Pr
Airton).
3- Não sou protestante porque atribuem a si próprios o direito de interpretar
a Bíblia. Acreditam ter uma iluminação pessoal vinda do Espírito Santo sem
intermediários, ou seja, sem a Igreja. O mais interessante é a diferença que
o Espírito Santo manifesta em cada uma das centenas (talvez milhares) de
ramificações do protestantismo.
R - Fazemos o que Deus quer que façamos, ou seja, que nos dediquemos à
leitura de sua Palavra, e nela meditemos dia e noite (Salmos 1), pois sabemos
que "toda a Escritura é divinamente inspirada, e proveitosa para ensinar, para
redargüir, para corrigir, para instruir em justiça; para que o homem de Deus seja
perfeito, e perfeitamente instruído para toda a boa obra." (2 Tm 3.16-17). O
acesso à Bíblia não é proibido na Igreja de Cristo. Qualquer um pode ler; tendo
dúvida, pede ajuda aos mais entendidos. Para isso, há escolas dominicais e
cursos teológicos. Todo crente deve saber manejar bem a palavra da verdade
para apresentar-se a Deus aprovado (2 Tm 2.15). Deus não quer ignorantes de
Sua Palavra. Deus não quer ignorantes de Sua Palavra. Podemos recorrer
também ao Espírito Santo que não está preso numa redoma de ouro e guardado
num cofre; Ele está em nós (Sl 51.11; Lc 11.13; At 2.4; Ef 1.13; Rm 8.9; 1 Co
3.16,19) e nos ajuda em nossas fraquezas, pois Ele é uma Pessoa (Rm
8.16,26; Lc 12.12; Jo 14.26; 1 Co 2.13). Temos iluminação pessoal? E Jesus não
disse que somos a luz do mundo e sal da terra (Mt 5.13,14)? (Pr Airton).
4- Não sou protestante porque a doutrina não tem unidade, as igrejas não
são infalíveis em questões de moral e fé. Suas hierarquias não são rígidas,
os preceitos são secundários. A salvação está em somente crer em Cristo,
mas sabemos que não basta somente crer, pois, é preciso viver a fé, e vivê-
la em santidade. Daí os Mandamentos. Daí a moral que a Igreja ensina. Dizer
que a salvação vem somente do crer em Cristo, é continuar vivendo vida
injusta ou dissoluta, é mentir à própria consciência.
E os papas são infalíveis? E as histórias repugnantes sobre diversos papas? E
a diabólica Inquisição? E o perdão pedido aos chineses, aos aborígines, a
Galileu? Não é o reconhecimento de erros cometidos pelo catolicismo? A
rigidez moral do catolicismo funciona? E o caso de assédio e violência sexual
de sacerdotes católicos contra religiosas, em 23 países, para ficar só neste
exemplo? Ensinamos o que ensina a Palavra. A fé no Senhor Jesus envolve
arrependimento dos pecados; sem isso não há perdão nem salvação. A
santidade faz parte da vida cristã. Quem nos convence do pecado é o Espírito
Santo (João 16.8). As boas obras são decorrentes dessa fé salvífica.
QUEM CRÊ NELE NÃO É CONDENADO; MAS QUEM NÃO CRÊ JÁ ESTÁ
CONDENADO, porquanto não crê no nome do unigênito Filho de Deus
(palavras de Jesus (Jo 3.18)). Vejam também Romanos 10.9. Acontece que o
catolicismo ensina a salvação pelas obras; mas não somos salvos pelas obras,
mas para as boas obras (Ef 2.8). Ademais, "o justo viverá pela fé" (Romanos
1.17) (Pr Airton).
5- Não sou protestante porque apesar deles lerem a Bíblia (embora sem
alguns livros e com interpretações diversas) não possuem nenhuma
autoridade superior Infalível, para declarar que uma palavra tem tal sentido,
e exprime tal verdade.
R - Qual seria a autoridade infalível na Terra? Só surgiu um homem assim: Jesus
Cristo, porque não tinha a mancha do pecado. A Palavra diz: "seja Deus
verdadeiro, e todo o homem mentiroso", e que "não há um justo, nem um sequer"
(Rm 3.4,10). Não temos um PAPA falível, mas temos um Papai do Céu infalível
capaz de suprir todas as nossas necessidades (Fp 4.19). "O SENHOR é o meu
pastor, nada me faltará" (Salmo 23). (Pr Airton).
6 - Não sou protestante porque eles negam a Tradição oral. Sendo que na
própria Bíblia, Paulo recomenda os ensinamentos de viva voz (Tradição)
que nos foram transmitidos por Jesus e passam de geração em geração no
seio da Igreja, sem estarem escritos na Bíblia. Confira em (2 Tim 1,12-14).
R - Negamos a Tradição Oral porque ela foi a maior fonte de problemas já na
teologia do Antigo Testamento, torcendo as palavras já escritas na Torah; e ela
também tem sido comprovadamente a maior fonte de heresias no meio da Igreja
Romana. No caso do Antigo Testamento, dizia Jesus aos fariseus: "MC 7.9 - "E
dizia-lhes: Bem invalidais o mandamento de Deus para guardardes a vossa
tradição". Note-se que Deus não deixou nada escrito, tanto no Antigo
Testamento como no Novo. Mas a existência de ESCRITURA deixada por
Moisés e outros homens de Deus limitou todos os sermões de Jesus a somente
o que estava escrito. Ele combatia tudo o que se afastasse do que estava escrito.
Paulo e os demais apóstolos podiam aconselhar os irmãos a seguir o que
dissessem, pois estavam VIVOS e seu testemunho era real. Após suas mortes,
tudo o mais que alguém poderá dizer que ouviu deles é mera especulação.
Tome-se por exemplo a Igreja da Galácia: tinha sido evangelizada e fundada
PESSOALMENTE pelo apóstolo (At 18:23), mas isso não impediu que os crentes
ali logo perdessem a fé genuína para os judaizantes, obrigando Paulo a, POR
ESCRITO, trazê-los de volta à verdadeira fé:
"(GL 4:11) - Receio de vós, que não haja trabalhado em vão para convosco".
"(GL 4:18) - É bom ser zeloso, mas sempre do bem, e não somente quando estou
presente convosco" "(GL 5:7,8) - Corríeis bem; quem vos impediu, para que não
obedeçais à verdade? Esta persuasão não vem daquele que vos chamou". E
Paulo termina sua pregação, por estar ausente, por meio de documento
escrito: "(GL 6:11) - Vede com que grandes letras vos escrevi por minha mão".
Se isso aconteceu num curto período de tempo, ainda em vida do Apóstolo que
evangelizou os gálatas pessoalmente e em sua ausência se perderam, o que
não dizer de séculos de ignorância quando a Igreja de Roma inclusive PROIBIA
a leitura da Bíblia por seus seguidores? A maior prova da falha da tradição oral
está na Cronologia dos Dogmas, com doutrinas humanas criadas em épocas
muito tempo após a morte dos apóstolos, sendo que não se encontra nenhum
documento anterior prescrevendo tal doutrina na Igreja Primitiva (tais como
Purgatório, Assunção de Maria, Concepção Imaculada de Maria, Oração pelos
mortos, etc).
Acreditar na Tradição Oral que nunca foi registrada na Igreja do primeiro século
é combater o próprio ensino de Paulo, que escrevia cartas e mandava que
fossem lidas em todas as Igrejas, intercambiando com outras que já havia
escrito: "CL 4:16 - E, quando esta epístola tiver sido lida entre vós, fazei que
também o seja na igreja dos laodicenses, e a que veio de Laodicéia lede-a vós
também". "1TS 5:27 - Pelo Senhor vos conjuro que esta epístola seja lida a todos
os santos irmãos".
E outra coisa importante: este argumento católico se baseia na carta a Timóteo,
certo? Vejamos tal carta em sua totalidade:
1) Em todas as orientações que foram dadas sobre comunicação oral, os
apóstolos ordenavam sobre pronomes pessoais: "palavras que de MIM tens
ouvido";
2) Paulo nunca mandou alguém a obedecer quem não fosse apóstolo e queria
que fosse ensinado o que saiu dele mediante TESTEMUNHAS: "(2Tm 2:2) - E o
que de mim, entre muitas testemunhas, ouviste, confia-o a homens fiéis, que
sejam idôneos para também ensinarem os outros".
3) Paulo recomenda a perfeição do obreiro de Deus pela Palavra escrita e não
incluiu a tradição em pé de igualdade: "(2Tm 3:16,17) - Toda a Escritura é
divinamente inspirada, e proveitosa para ensinar, para redargüir, para corrigir,
para instruir em justiça; para que o homem de Deus seja perfeito, e perfeitamente
instruído para toda a boa obra".
Mais um detalhe: para ser apóstolo, deveriam existir dois requisitos básicos: "(At
1:20-22) - Porque no livro dos Salmos está escrito: Fique deserta a sua
habitação, E não haja quem nela habite, Tome outro o seu bispado. É
necessário, pois, que, dos homens que conviveram conosco todo o tempo em
que o Senhor Jesus entrou e saiu dentre nós, começando desde o batismo de
João até ao dia em que de entre nós foi recebido em cima, um deles se faça
conosco testemunha da sua ressurreição".
Nenhum outro homem, além dos doze, merecia tal título. Paulo foi chamado
Apóstolo dos Gentios devido ao seu chamado, não se considerava como um dos
doze e depois dele nenhum outro homem mereceu este título, por não preencher
os requisitos básicos do apostolado. Portanto, a autoridade apostólica morre
com o último apóstolo, João, restando seus ensinamentos escritos, o que aliás
foi o mais importante critério para determinação do Cânon do Novo Testamento
pela Igreja Primitiva.
7- Não sou protestante porque algumas denominações batizam crianças,
outras não as batizam; algumas observam o domingo; outras, o sábado;
algumas têm bispos; outras não os têm; algumas têm hierarquia; outras
entregam o governo da comunidade à própria congregação; algumas
fazem cálculos precisos para definir a data do fim do mundo. Outras não
se preocupam com isto, etc.
R - Se divergências operacionais ou de entendimento da Escritura fossem
critérios para determinação de legitimidade, nunca a Igreja de Roma poderia ter
tal título. O simples fato de ter um nome único de denominação não excluiu a
verdade que os católicos possuíssem verdadeira bagunça doutrinária, ontem e
hoje. Exemplos: a Inquisição era considerada divina a seu tempo, hoje é
considerada ignorância pelos próprios católicos; as ordens de padres têm, cada
uma, estilos de vida próprios e ensinos de santidade diferentes, como os
franciscanos, os dominicanos, os adeptos da Tradição, Família e Propriedade
(que negam a submissão ao papa), a Renovação Carismática (que para muitos
padres ainda é mal vista e tratada como facção). Curiosamente, existe um livro
chamado "Como Lidar com as Seitas", do padre Paulo H. Gozzi, que diz
textualmente, ao tratar das divergências internas da Igreja de Roma:
"Há lugar para todo mundo na Igreja, para cada jeito de viver a fé e a comunhão.
Há variedade de serviços, de dons, de atividades, mas o Espírito que dá essa
diversidade é o mesmo.
As diferenças existem para o enriquecimento espiritual de uns e outros, jamais
para dividir e separar uns dos outros. Quem não gosta do jeito de um grupo, não
precisa participar dele, participe de outro. Quando é que vamos aprender a viver
em paz e harmonia e pluralismo, aceitando o jeito diferente de cada um ser o
que é, dentro da mesma Unidade?" (páginas 64 e 65 da referida obra, 4a. edição
da editora Paulus).
É bom mesmo que esse padre pense assim, pois ele diz na página 39, ao falar
sobre o Saravá - o Baixo Espiritismo:
"Não devemos fazer acusações injustas, achando que essas religiões são do
demônio (...) E nessa cultura tribal foram criando mitos e lendas religiosas que
explicam os mistérios da vida, passando tudo isso de pai para filho. Essas
religiões africanas são belas, puras e merecem o nosso profundo respeito".
Garanto que o Vaticano não pensa assim. Pelo menos três padres que
conhecemos pensam BEM DIFERENTE disso... e onde está a unidade
doutrinária, afinal não é um livro publicado por uma editora católica, que não
imprime nada que seja protestante? Não vamos mais longe: e o Padre Quevedo,
que diz que o diabo não existe e não existem possessões demoníacas,
contrariando o próprio Evangelho? Onde está a orgulhosa unidade católica, já
que um herege como este não é excomungado por chamar o próprio Jesus de
mentiroso?
E, quanto ao hiato entre Cristo e os protestantes, temos a afirmar duas coisas:
1) Esse hiato existe doutrinariamente e historicamente somente com a Igreja
Católica de Roma, pois Jesus nunca fundou denominação alguma com base em
Roma (cuja fundação foi num concílio presidido por um imperador romano, 3
séculos depois de Cristo) e também o fundamento não foi Pedro, foi o próprio
Cristo, segundo afirmação do próprio apóstolo em sua carta (1PE 2:3,4,6) - "Se
é que já provastes que o Senhor é benigno; E, chegando-vos para ele, pedra
viva, reprovada, na verdade, pelos homens, mas para com Deus eleita e
preciosa, por isso também na Escritura se contém: Eis que ponho em Sião a
pedra principal da esquina, eleita e preciosa; E quem nela crer não será
confundido". Paulo disse a mesma coisa: 1Co 3:11 - "Porque ninguém pode pôr
outro fundamento além do que já está posto, o qual é Jesus Cristo". EF 2:20 -
"Edificados sobre o fundamento dos apóstolos e dos profetas, de que Jesus
Cristo é a principal pedra da esquina".
2) Mais importante que o hiato temporal, é o hiato Doutrinário, e nesse aspecto
a Igreja Protestante ficou muito mais perto de Cristo ao voltar-se SOMENTE aos
escritos apostólicos, recusando as dezenas de dogmas errados da igreja de
Roma, mediante o lema "SOLA SCRIPTURA".
8- Não sou protestante porque há passagens da Bíblia que eles não
aceitaram como tais; a Eucaristia, por exemplo, Jesus disse claramente:
Isto é o meu corpo (Mateus 26,26) e Isto é o meu sangue (Mateus 26,28).
R - Jesus também disse, claramente: "Eu sou a porta; se alguém entrar por mim,
salvar-se-á, e entrará, e sairá, e achará pastagens" (Jo 10.9). Só um louco
interpretaria literalmente essa palavra e admitiria que Jesus é uma porta e que
os cristãos são ovelhas comedoras de capim. Ele disse: "Eu sou a videira
verdadeira [fonte de vida espiritual], e meu Pai é o lavrador; vós as varas" (Jo
15.1,2,5) Nem por isso admitimos que Jesus é uma árvore, o Pai é um plantador
de arroz, e os cristãos são ramos. Está claro que essas expressões são
figurativas. Ao dizer "Isto é o meu corpo" estava dizendo, realmente "Isto
representa o meu corpo". Se levarmos em conta a interpretação literal, Jesus ao
levantar o pão estaria levantando seu próprio corpo.
Ademais, naquela oportunidade, como todas as vezes por ocasião da ceia do
Senhor, o pão continua com gosto e sabor de pão, bem como o vinho continua
com o cheiro e sabor de vinho. Esses elementos não se transformam numa
mágica no corpo de Jesus. Se assim fosse, Jesus teria engolido a Si próprio.
Jesus não entra em nós pela ingestão do Seu corpo, mas entra em nossa vida
quando O aceitamos de todo o nosso coração como Senhor e Salvador (Rm
10.9). (Pr Airton).
9 A saber: Se com a tua boca confessares ao Senhor Jesus, e em teu
coração creres que Deus o ressuscitou dentre os mortos, serás salvo.
R - A leitura e interpretação da Bíblia não devem ser privilégio de um grupo
governante como na seita testemunhas-de-jeová e no catolicismo. Todos podem
ler e interpretar livremente a Palavra de Deus, que é dirigida a todos
indistintamente. Sobre o assunto eucaristia já falamos anteriormente.
O pão não se transforma no corpo de Cristo. Ademais, Jesus instituiu a ceia em
MEMÓRIA, para recordação do Seu sacrifício na cruz. Vejam: "Fazei isto em
memória de mim" (1 Co 11.24-25). O sacrifício de Jesus não pode e não deve
ser RENOVADO TODOS OS DIAS. Vejam: "Porque... Cristo padeceu uma vez
pelos pecados" (1 Pe 3.18). Ele não precisa morrer outras vezes.
Então, o culto da ceia do Senhor não objetiva crucificá-LO outra vez, mas
recordar a Sua morte expiatória. "Comer a minha carne e beber o meu sangue"
não pode ser interpretado literalmente, pois Deus não aprovaria um ato de
antropofagia (comer carne humana com suas vísceras, cabelos e unhas). Nem
sempre o significado de um texto é o significado literal, como mais acima foi
explicado.
Quando lemos que Ele é a pedra angular, o real fundamento da Igreja (1 Co
3.11; Ef 2.20) não podemos entender que Jesus seja realmente uma pedra. São
figuras de linguagem. Vejamos os comentários de Norman Geisler em seu
Manual Popular de Dúvidas:
"Há muitas indicações em João 6 de que Jesus literalmente queria dizer que a
sua ordem para comer a sua carne deveria ser considerada de uma maneira
figurada. Primeiro, Jesus afirmou que a sua declaração não deveria ser tomada
com um sentido materialista, quando ele disse: "as palavras que eu vos disse
são espírito e vida" (Jo 6.63).
Segundo, seria um absurdo e um canibalismo considerá-la com um sentido
físico. Terceiro, Ele não estava falando da vida física, mas da "vida eterna" (Jo
6.54). Quarto, ele chamou a si de "o pão da vida" (Jo 6.48) e contrastou esse
pão com o pão físico (o maná) que no passado os judeus comeram no deserto
(Jo 6.58). Quinto, Ele usou a figura do "comer" a sua carne paralelamente à idéia
de "permanecer" nele (cf. Jo 15.4-5), que representa outra figura de linguagem.
Sexto, se comer a sua carne e beber o seu sangue fosse tomado literalmente,
isso seria contradizer outros mandamentos das Escrituras, que ensinam a não
comer carne humana nem sangue (cf. At 15.20)".
Ademais, a salvação não está em comer o corpo de Jesus, mas em crer e
obedecer (Jo 3.18,36; 5.24; 6.35; 7.38; 11.25; Atos 10.43; 13.39; 16.31; Rm
1.16; 10.9). (Pr Airton).
10- Não sou protestante porque os mesmos não reconhecem o primado de
Pedro, sendo que o próprio Jesus disse;Tu és Pedro (Kepha) e sobre esta
pedra (Kepha) edificarei a minha Igreja; (Mateus16,18).
R - "Tu és Pedro, e sobre esta pedra edificarei a minha igreja" (Mt. 16.13-20). O
catolicismo vale-se dessa passagem para afirmar que os papas são sucessores
de Pedro. Nenhum dos modos de entender essa passagem dá suporte à posição
católica. "Sobre esta pedra" poderá referir-se à firme declaração de Pedro, de
que Jesus era "o Cristo, o Filho do Deus vivo" (Mt 16.16).
Admitida a hipótese de a referência ser a pessoa de Pedro, este (Petros, pedra,
em grego) seria apenas uma pedra no fundamento apostólico da Igreja (Mt
16.18), não a rocha. Pedro admitiu que Cristo é a principal pedra, a pedra
principal, angular, preciosa, de esquina (1 Pe 2.7-8). E mais:
a) No primeiro concílio em Jerusalém, Pedro apenas introduziu o assunto (At
15.6-11). Tiago teve participação mais importante: assumiu a reunião, deu seu
parecer e fez um pronunciamento final (At 15.13-21).
b) Paulo não diz que Pedro é a coluna da Igreja, mas que as "colunas" (no plural)
são "Tiago, Cefas e João" (Gl 2.9);
c) Paulo declarou que a Igreja é edificada "sobre o fundamento dos apóstolos e
dos profetas, de que Jesus Cristo é a principal pedra da esquina" (Ef 2.20);
d) Pedro não instituiu o celibato, pois era casado (Mt 8.14);
e) Pedro não era e não se considerava infalível, pois foi advertido por Paulo
porque ele não procedia "bem e direitamente conforme a verdade do evangelho"
(Gl 2.14);
f) A Bíblia diz que Cristo é o fundamento da igreja cristã, e que "ninguém pode
pôr outro fundamento além do que já está posto, o qual é Jesus Cristo" (1Co
3.11);
g) A Igreja primitiva perseverou na "doutrina dos apóstolos", e não na de Pedro
(At 2.42). Finalmente, Pedro não aceitava adoração (o beija-mão, o ajoelhar-se
aos pés) conforme Atos 10.25-26. (Pr Airton).
11- Não sou protestante porque eles não aceitam o sacramento do perdão
e da reconciliação. Sendo que Jesus entregou aos Apóstolos e seus
sucessores, a faculdade de perdoar ou não os pecados, e agir em nome
dele. Àqueles a quem perdoardes os pecados, ser-lhes-ão perdoados;
àqueles a quem não perdoardes, não serão perdoados" (Jo 20,23)
R - Pecadores não possuem poderes para perdoar pecados. O perdão dos
pecados passa necessariamente pelo arrependimento sincero, e nenhum
humano teria condições de saber quem está realmente arrependido. Só Deus
pode perdoar pecados. Nem perdoamos nem vendemos perdão. Tiago 5.16 fala
que devemos relatar nossas fraquezas uns aos outros, buscar auxílio mútuo em
oração. É claro, mediante arrependimento os pecados serão perdoados por
Deus. A Bíblia se explica a si mesma. Veja: "Se o meu povo... se humilhar, e
orar, e buscar a minha face e se converter dos seus maus caminhos, então eu
ouvirei dos céus, e PERDOAREI OS SEUS PECADOS..." (2 Cr 5.17).
Não se vê Pedro e Paulo, ou qualquer apóstolo, antes ou depois da ascensão
de Jesus, perdoando pecados. Quando perguntaram a Pedro como proceder
para ser justificado, ele respondeu: "Arrependei-vos, pois, e convertei-vos, para
que SEJAM APAGADOS OS VOSSOS PECADOS, e venham assim os tempos
do refrigério pela presença do Senhor".
Quando os escribas afirmaram que só Deus pode perdoar pecados, Jesus não
corrigiu (Mc 2.7-12). Assim como os sacerdotes não podem salvar pecadores,
mas podem anunciar a salvação dos arrependidos, segundo a Palavra, da
mesma forma não podem perdoar pecados, mas proclamar o perdão dos que se
arrependem, segundo a Palavra. Assim podemos entender João 20.23. (Pr
Airton).
12- Não sou protestante porque Jesus disse que edificaria sua Igreja sobre
Pedro (Mateus 16,18), e as igrejas protestantes são constituídas sobre
Lutero, Calvino, Knox, Wesley,etc...Entre Cristo e estas denominações há
um hiato...Somente a Igreja Católica remonta até Cristo.
R - Uma pessoa humana não poderia ser a pedra de sustentação da Igreja de
Cristo. Somente o próprio Cristo é a pedra angular (At 4.11; Ef 2.20), pedra
espiritual (1 Co 10.4), pedra principal de esquina (1 Pe 2.7). Cristo é o fundador
de Sua Igreja, "porque ninguém pode pôr outro fundamento além do que já está
posto, o qual é Jesus Cristo" (1 Co 3.11).
"Assim que já não sois estrangeiros, nem forasteiros, mas concidadãos dos
santos, e da família de Deus; Edificados sobre o fundamento dos apóstolos e
dos profetas, de que Jesus Cristo é a principal pedra da esquina; No qual todo o
edifício, bem ajustado, cresce para templo santo no Senhor. No qual também
vós juntamente sois edificados para morada de Deus em Espírito." (Ef 2.19-22).
13- Não sou protestante porque Jesus prometeu à sua Igreja que estaria
com ela até o fim dos tempos (Mateus 28,20), e os mesmos se afastam da
única Igreja de Cristo, para fundar novas igrejas; que se vão dividindo,
subdividindo e esfacelando cada vez mais, empobrecendo e pulverizando
a mensagem do Evangelho.
R - Jesus Cristo conviveu numa época onde havia diversos tipos de
denominações entre os judeus: saduceus, fariseus, herodianos e os zelotes. Não
existe NENHUMA, sequer uma crítica a essa divisão por parte do Senhor Jesus
em todos os Evangelhos.
Nesse ponto, não importa se os nomes das placas são diferentes; importa se o
Evangelho é pregado em sua forma mais pura: 1Co 1:23 - "Mas nós pregamos
a Cristo crucificado, que é escândalo para os judeus, e loucura para os gregos".
Nunca, em momento algum, Cristo determinou que denominações seriam prova
de inautenticidade, mas sim Ele prezava que as diferentes denominações não
tivessem ERROS DOUTRINÁRIOS para com as Escrituras... e esse é
justamente o ponto onde a Igreja de Roma erra, preocupando-se somente com
o nome da placa. Matam-se os mosquitos, mas dá-se passagem ao elefante...
14- Porque o subjetivismo protestante entra pelos caminhos do
racionalismo e vêm a ser os mais ousados roedores das Escrituras (tal é o
caso de Bultmann, Marxsen, Harnack, Reimarus, Baur...) Outros preferem
adotar cegamente o sentido literal, sem o discernimento dos
expressionismos próprios dos antigos semitas ; o que distorce, de outro
modo, a genuína mensagem Bíblica.
R - No dia que a Igreja de Roma excluir o Padre Quevedo, que diz que o diabo
não existe, no dia que a Igreja de Roma excluir os padres que acreditam em
reencarnação, como os exibidos no Fantástico de 11 de Novembro/2001, no dia
que a Igreja de Roma excluir o padre Gozzi que acha belo e puro o Candomblé,
nesse dia eu vou acreditar que a Igreja de Roma não aceita SUBJETIVISMOS
em seu meio... antes disso... é mera HIPOCRISIA E FALÁCIA.
15- Não sou protestante porque quem lê um folheto protestante dirigido a
Igreja Católica, lamenta o baixo nível das argumentações, sendo
imprecisas, vagas, ou mesmo tendenciosas; afirmam gratuitamente sem
provar as suas acusações; baseiam-se em premissas falsas, datas fictícias,
anacronismos etc.
R - A acusação recai sobre o acusador. Vemos nessas VINTE RAZÕES os erros
pelos quais somos acusados. Ou seja, o baixo nível da argumentação, quase
inexistência de uma base bíblica; um modo tendencioso de nivelar todas as
denominações evangélicas, classificando-as como seitas.
Em resumo, dizendo que fora do catolicismo não há salvação. São os mesmos
erros cometidos no tempo de Martinho Lutero. O catolicismo seria o guardião da
verdade. Mas Jesus disse claramente que quem nele crê não será condenado.
A Bíblia diz claramente que a salvação é pela graça, mediante a fé (Ef 2.8). Não
vem pelo batismo, nem pela ingestão do pão, nem pelo casamento, pelo crisma
ou por qualquer outra obra. O ladrão da cruz apenas creu, e foi salvo (Lc 23.43).
Uma coisa é acusação, outra é apontar as heresias e apresentar argumentos
bíblicos. (Pr Airton).
16- Não sou protestante porque: eles protestam, criticam, censuram a fé
Católica para substituí-la pela negação, pela revolta contra a autoridade do
Papa etc. Esse é o laço que os une, pois a essência do protestantismo é a
negação da Igreja Católica.
R - É um erro a expressão "fé católica". Não existe fé católica nem fé evangélica,
mas simplesmente a fé no Senhor Jesus, o nosso Salvador. Milhões substituíram
a fé católica pela fé em Jesus. Ninguém será salvo por pertencer a esta ou àquela
denominação. A salvação é pessoal e depende de nossa fé em Jesus Cristo (Jo
3.18; Rm 10.9; At 16.31).
Não atacamos o Papa ou quem quer que seja. Quem assim faz não está se
comportando como verdadeiro cristão. O Papa é autoridade máxima no
catolicismo, mas não no Cristianismo. Logo, como não pertencemos ao
catolicismo não estamos sob a autoridade papal. Negamos a Igreja Católica, mas
não negamos a Cristo Jesus. (Pr Airton).
17 -Não sou protestante porque cada qual dá à Escritura o sentido que julga
dar, e assim se vai diluindo e pervertendo cada vez mais a mensagem
revelada. Lêem apenas, mas tem grandes dificuldades de estudarem a
Bíblia e as antigas tradições do Cristianismo.
R - Carece de prova a afirmação de que cada evangélico dá a interpretação que
deseja dos textos bíblicos. As denominações evangélicas possuem teólogos,
faculdades de teologia, escolas bíblicas, toda uma estrutura para orientar,
ensinar, tirar dúvidas. Não há nenhuma norma proibindo a leitura da Bíblia, como
aconteceu antigamente no catolicismo.
Julgamos que todos são capazes de entender a Palavra de Deus (2 Tm 3.16-
17). Dizer que temos grandes dificuldades "de estudar" a Bíblia é faltar com a
verdade. É exatamente o contrário. Os evangélicos estão sempre portando a sua
Bíblia. Ocorre o contrário no catolicismo, onde a maioria não tem o hábito de pelo
menos ler as Escrituras. (Pr Airton).
18- A grande razão pela qual o protestantismo se torna inaceitável ao
Cristão que reflete é o subjetivismo que o impregna visceralmente. A falta
de referenciais seguros, garantidos pelo próprio Espírito Santo
(conforme João 14,26 e João 16,13), é o principal ponto fraco ou calcanhar
de Aquiles do protestantismo.
R - Muito pelo contrário, o protestantismo tem-se tornado aceitável pelos que
descobrem a verdade. É inegável o crescimento real dos protestantes no Brasil.
Todos os que vieram do catolicismo optaram pelos referenciais seguros
apresentados pela igreja evangélica porque extraídos diretamente da Palavra. A
Bíblia Sagrada é o ponto forte dos protestantes (2 Tm 2.15; 3.16-17). (Pr Airton).
19- Não sou protestante porque esta diluição do protestantismo e a perda
dos valores típicos do Cristianismo, estão na lógica do principal fundador
Martinho Lutero; que apregoava o livre exame da Bíblia ou a leitura da
Bíblia sob as luzes exclusivas da inspiração subjetiva de cada protestante;
cada qual tira das Escrituras "o que bem lhe convém".
R - A objeção acima é uma repetição. Já falamos sobre o livre exame que é uma
bênção, pois Deus ordena que todos leiam a Sua Palavra. Vejamos: "Procura
apresentar-te a Deus aprovado, como obreiro que não tem de que se
envergonhar, que maneja bem a palavra da verdade." (2 Tm 2.15). "Bem-
aventurado aquele que lê, e os que ouvem as palavras desta profecia..."(Ap 1.3);
"Bem-aventurado o homem que...tem o seu prazer na lei do SENHOR, e na sua
lei medita de dia e de noite" (Salmo 1.1-2); "Examinais as Escrituras..." (Jo 5.39);
"estes foram mais nobres do que os que estavam em Tessalônica, porque de
bom grado receberam a palavra, EXAMINANDO CADA DIA NAS
ESCRITURAS..." (Atos 17.11). Logo, cai por terra o argumento do livre exame.
A Escritura é para ser lida e examinada livremente.
Não retiramos das Escrituras o que bem nos convém, porque nela tudo convém.
(Pr Airton).
20- Concluindo! Não sou protestante porque Maria Santíssima disse:
Desde agora, todas as gerações me chamarão de Bem-aventurada; (Lucas
1.48), e nos cultos protestantes, seu nome, sequer é mencionado. Caiu no
esquecimento. Quem cumpre (Lucas 1.48) é somente a Igreja Católica
Apostólica Romana.
R - Deus não divide sua glória com ninguém (Is 42.8). Ele é soberano e somente
a Ele devemos adorar (Mt 4.10). Maria morreu. A tentativa de comunicação com
os mortos é abominação ao Senhor (Is 8.19; Dt 18.10-12). Na parábola do rico e
Lázaro, Jesus informa que os mortos nada podem fazer pelos vivos (Lc 16.19-
31). Bem-aventurada quer dizer feliz. Maria foi uma pessoa feliz.
Jesus chamou de bem-aventurados os pobres de espírito, os que choram, os
misericordiosos, os limpos de coração, etc (Mt 5). Então, por ter sido chamada
de bem-aventurada, Maria não ficou investida das prerrogativas de mãe de Deus,
mãe da humanidade, assunta aos céus, advogada nossa, sempre virgem,
imaculada, depositária de preces, rainha dos céus, trono de sabedoria, etc. O
nome da santa Maria é pronunciado por qualquer cristão, observando-se tudo o
que a Bíblia diz sobre ela. (Pr Airton).

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Vinte respostas aos católicos

  • 1. Vinte Respostas aos Católicos Autor: Pr. Airton Evangelista da Costa "Vinte razões por que não sou protestante" Circula pela internet um artigo de apologética, sob o título acima, que resume o pensamento da Igreja Católica sobre os protestantes. A pedido de um irmão da Fé Reformada, elaboramos a devida refutação a cada uma das questões levantadas. Vejamos: 1- Não sou protestante porque o protestantismo não existe desde o princípio do Cristianismo. Surgiu 1500 anos depois da era Apostólica. Suas igrejas são locais, regionais ou nacionais, não existindo uma Igreja Universal. R - Mas o Cristianismo existe e é dele que fazemos parte. O Cristianismo é Universal. O católico Martinho Lutero, um dos expoentes da Fé Reformada, teve a coragem de protestar contra a venda de indulgências, um comércio que estava denegrindo o Cristianismo. A partir daí, o Cristianismo, sob a graça de Deus, seguiu seu caminho livre das heresias. A ruptura foi necessária num momento em que o catolicismo pretendia se estender por todo o mundo, sempre com a ameaça de colocar na fogueira seus opositores. Então o Cristianismo seguiu seu caminho com a verdade bíblica, tendo unicamente Jesus como Senhor, Mediador, Advogado e Intercessor, conforme as Escrituras (Pr Airton) 2 - Não sou protestante porque apesar da afirmação de que somente a Bíblia deve ser considerada como norma de fé e prática, eles não concordam entre si no tocante a pontos importantes, entrando assim, em contradições. São mais de 20.000 mil denominações diferentes. Cada uma pregando uma suposta verdade.
  • 2. R - Ser a Bíblia a norma de fé e prática do cristão não é uma afirmação dos crentes; é uma declaração da própria Palavra de Deus (Rm 10.17; 2 Tm 2.15; 3.16-17; 4.2). Há muitas denominações registradas em cartório, mas existe unidade na fé em Cristo Jesus. Desprezamos dogmas criados por homens. Não comemos pelas mãos dos outros. Cada crente examina as Escrituras, e debate, e troca opiniões, assim como faziam os primeiros cristãos. Vejam: "Estes foram mais nobres do que os que estavam em Tessalônica, porque de bom grado receberam a palavra, examinando cada dia nas Escrituras se estas coisas eram assim" (Atos 17.11). A Bíblia chama de "nobre" aquele que examina a Palavra e dela tira suas próprias conclusões. Somos uma só fé, uma só religião, uma só doutrina. Só adoramos o Santo dos santos, Aquele que morreu em nosso lugar. Não louvamos, nem adoramos, nem suplicamos a outros deuses (Mateus 4.10). Se alguma denominação ensina outro Evangelho, não faz parte do Corpo de Cristo, não é considerada cristã, não é Igreja de Jesus (Pr Airton). 3- Não sou protestante porque atribuem a si próprios o direito de interpretar a Bíblia. Acreditam ter uma iluminação pessoal vinda do Espírito Santo sem intermediários, ou seja, sem a Igreja. O mais interessante é a diferença que o Espírito Santo manifesta em cada uma das centenas (talvez milhares) de ramificações do protestantismo. R - Fazemos o que Deus quer que façamos, ou seja, que nos dediquemos à leitura de sua Palavra, e nela meditemos dia e noite (Salmos 1), pois sabemos que "toda a Escritura é divinamente inspirada, e proveitosa para ensinar, para redargüir, para corrigir, para instruir em justiça; para que o homem de Deus seja perfeito, e perfeitamente instruído para toda a boa obra." (2 Tm 3.16-17). O acesso à Bíblia não é proibido na Igreja de Cristo. Qualquer um pode ler; tendo dúvida, pede ajuda aos mais entendidos. Para isso, há escolas dominicais e cursos teológicos. Todo crente deve saber manejar bem a palavra da verdade para apresentar-se a Deus aprovado (2 Tm 2.15). Deus não quer ignorantes de Sua Palavra. Deus não quer ignorantes de Sua Palavra. Podemos recorrer também ao Espírito Santo que não está preso numa redoma de ouro e guardado num cofre; Ele está em nós (Sl 51.11; Lc 11.13; At 2.4; Ef 1.13; Rm 8.9; 1 Co 3.16,19) e nos ajuda em nossas fraquezas, pois Ele é uma Pessoa (Rm 8.16,26; Lc 12.12; Jo 14.26; 1 Co 2.13). Temos iluminação pessoal? E Jesus não disse que somos a luz do mundo e sal da terra (Mt 5.13,14)? (Pr Airton). 4- Não sou protestante porque a doutrina não tem unidade, as igrejas não são infalíveis em questões de moral e fé. Suas hierarquias não são rígidas, os preceitos são secundários. A salvação está em somente crer em Cristo, mas sabemos que não basta somente crer, pois, é preciso viver a fé, e vivê- la em santidade. Daí os Mandamentos. Daí a moral que a Igreja ensina. Dizer que a salvação vem somente do crer em Cristo, é continuar vivendo vida injusta ou dissoluta, é mentir à própria consciência. E os papas são infalíveis? E as histórias repugnantes sobre diversos papas? E a diabólica Inquisição? E o perdão pedido aos chineses, aos aborígines, a Galileu? Não é o reconhecimento de erros cometidos pelo catolicismo? A rigidez moral do catolicismo funciona? E o caso de assédio e violência sexual
  • 3. de sacerdotes católicos contra religiosas, em 23 países, para ficar só neste exemplo? Ensinamos o que ensina a Palavra. A fé no Senhor Jesus envolve arrependimento dos pecados; sem isso não há perdão nem salvação. A santidade faz parte da vida cristã. Quem nos convence do pecado é o Espírito Santo (João 16.8). As boas obras são decorrentes dessa fé salvífica. QUEM CRÊ NELE NÃO É CONDENADO; MAS QUEM NÃO CRÊ JÁ ESTÁ CONDENADO, porquanto não crê no nome do unigênito Filho de Deus (palavras de Jesus (Jo 3.18)). Vejam também Romanos 10.9. Acontece que o catolicismo ensina a salvação pelas obras; mas não somos salvos pelas obras, mas para as boas obras (Ef 2.8). Ademais, "o justo viverá pela fé" (Romanos 1.17) (Pr Airton). 5- Não sou protestante porque apesar deles lerem a Bíblia (embora sem alguns livros e com interpretações diversas) não possuem nenhuma autoridade superior Infalível, para declarar que uma palavra tem tal sentido, e exprime tal verdade. R - Qual seria a autoridade infalível na Terra? Só surgiu um homem assim: Jesus Cristo, porque não tinha a mancha do pecado. A Palavra diz: "seja Deus verdadeiro, e todo o homem mentiroso", e que "não há um justo, nem um sequer" (Rm 3.4,10). Não temos um PAPA falível, mas temos um Papai do Céu infalível capaz de suprir todas as nossas necessidades (Fp 4.19). "O SENHOR é o meu pastor, nada me faltará" (Salmo 23). (Pr Airton). 6 - Não sou protestante porque eles negam a Tradição oral. Sendo que na própria Bíblia, Paulo recomenda os ensinamentos de viva voz (Tradição) que nos foram transmitidos por Jesus e passam de geração em geração no seio da Igreja, sem estarem escritos na Bíblia. Confira em (2 Tim 1,12-14). R - Negamos a Tradição Oral porque ela foi a maior fonte de problemas já na teologia do Antigo Testamento, torcendo as palavras já escritas na Torah; e ela também tem sido comprovadamente a maior fonte de heresias no meio da Igreja Romana. No caso do Antigo Testamento, dizia Jesus aos fariseus: "MC 7.9 - "E dizia-lhes: Bem invalidais o mandamento de Deus para guardardes a vossa tradição". Note-se que Deus não deixou nada escrito, tanto no Antigo Testamento como no Novo. Mas a existência de ESCRITURA deixada por Moisés e outros homens de Deus limitou todos os sermões de Jesus a somente o que estava escrito. Ele combatia tudo o que se afastasse do que estava escrito. Paulo e os demais apóstolos podiam aconselhar os irmãos a seguir o que dissessem, pois estavam VIVOS e seu testemunho era real. Após suas mortes, tudo o mais que alguém poderá dizer que ouviu deles é mera especulação. Tome-se por exemplo a Igreja da Galácia: tinha sido evangelizada e fundada PESSOALMENTE pelo apóstolo (At 18:23), mas isso não impediu que os crentes ali logo perdessem a fé genuína para os judaizantes, obrigando Paulo a, POR ESCRITO, trazê-los de volta à verdadeira fé: "(GL 4:11) - Receio de vós, que não haja trabalhado em vão para convosco". "(GL 4:18) - É bom ser zeloso, mas sempre do bem, e não somente quando estou presente convosco" "(GL 5:7,8) - Corríeis bem; quem vos impediu, para que não obedeçais à verdade? Esta persuasão não vem daquele que vos chamou". E Paulo termina sua pregação, por estar ausente, por meio de documento
  • 4. escrito: "(GL 6:11) - Vede com que grandes letras vos escrevi por minha mão". Se isso aconteceu num curto período de tempo, ainda em vida do Apóstolo que evangelizou os gálatas pessoalmente e em sua ausência se perderam, o que não dizer de séculos de ignorância quando a Igreja de Roma inclusive PROIBIA a leitura da Bíblia por seus seguidores? A maior prova da falha da tradição oral está na Cronologia dos Dogmas, com doutrinas humanas criadas em épocas muito tempo após a morte dos apóstolos, sendo que não se encontra nenhum documento anterior prescrevendo tal doutrina na Igreja Primitiva (tais como Purgatório, Assunção de Maria, Concepção Imaculada de Maria, Oração pelos mortos, etc). Acreditar na Tradição Oral que nunca foi registrada na Igreja do primeiro século é combater o próprio ensino de Paulo, que escrevia cartas e mandava que fossem lidas em todas as Igrejas, intercambiando com outras que já havia escrito: "CL 4:16 - E, quando esta epístola tiver sido lida entre vós, fazei que também o seja na igreja dos laodicenses, e a que veio de Laodicéia lede-a vós também". "1TS 5:27 - Pelo Senhor vos conjuro que esta epístola seja lida a todos os santos irmãos". E outra coisa importante: este argumento católico se baseia na carta a Timóteo, certo? Vejamos tal carta em sua totalidade: 1) Em todas as orientações que foram dadas sobre comunicação oral, os apóstolos ordenavam sobre pronomes pessoais: "palavras que de MIM tens ouvido"; 2) Paulo nunca mandou alguém a obedecer quem não fosse apóstolo e queria que fosse ensinado o que saiu dele mediante TESTEMUNHAS: "(2Tm 2:2) - E o que de mim, entre muitas testemunhas, ouviste, confia-o a homens fiéis, que sejam idôneos para também ensinarem os outros". 3) Paulo recomenda a perfeição do obreiro de Deus pela Palavra escrita e não incluiu a tradição em pé de igualdade: "(2Tm 3:16,17) - Toda a Escritura é divinamente inspirada, e proveitosa para ensinar, para redargüir, para corrigir, para instruir em justiça; para que o homem de Deus seja perfeito, e perfeitamente instruído para toda a boa obra". Mais um detalhe: para ser apóstolo, deveriam existir dois requisitos básicos: "(At 1:20-22) - Porque no livro dos Salmos está escrito: Fique deserta a sua habitação, E não haja quem nela habite, Tome outro o seu bispado. É necessário, pois, que, dos homens que conviveram conosco todo o tempo em que o Senhor Jesus entrou e saiu dentre nós, começando desde o batismo de João até ao dia em que de entre nós foi recebido em cima, um deles se faça conosco testemunha da sua ressurreição". Nenhum outro homem, além dos doze, merecia tal título. Paulo foi chamado Apóstolo dos Gentios devido ao seu chamado, não se considerava como um dos doze e depois dele nenhum outro homem mereceu este título, por não preencher os requisitos básicos do apostolado. Portanto, a autoridade apostólica morre com o último apóstolo, João, restando seus ensinamentos escritos, o que aliás foi o mais importante critério para determinação do Cânon do Novo Testamento pela Igreja Primitiva.
  • 5. 7- Não sou protestante porque algumas denominações batizam crianças, outras não as batizam; algumas observam o domingo; outras, o sábado; algumas têm bispos; outras não os têm; algumas têm hierarquia; outras entregam o governo da comunidade à própria congregação; algumas fazem cálculos precisos para definir a data do fim do mundo. Outras não se preocupam com isto, etc. R - Se divergências operacionais ou de entendimento da Escritura fossem critérios para determinação de legitimidade, nunca a Igreja de Roma poderia ter tal título. O simples fato de ter um nome único de denominação não excluiu a verdade que os católicos possuíssem verdadeira bagunça doutrinária, ontem e hoje. Exemplos: a Inquisição era considerada divina a seu tempo, hoje é considerada ignorância pelos próprios católicos; as ordens de padres têm, cada uma, estilos de vida próprios e ensinos de santidade diferentes, como os franciscanos, os dominicanos, os adeptos da Tradição, Família e Propriedade (que negam a submissão ao papa), a Renovação Carismática (que para muitos padres ainda é mal vista e tratada como facção). Curiosamente, existe um livro chamado "Como Lidar com as Seitas", do padre Paulo H. Gozzi, que diz textualmente, ao tratar das divergências internas da Igreja de Roma: "Há lugar para todo mundo na Igreja, para cada jeito de viver a fé e a comunhão. Há variedade de serviços, de dons, de atividades, mas o Espírito que dá essa diversidade é o mesmo. As diferenças existem para o enriquecimento espiritual de uns e outros, jamais para dividir e separar uns dos outros. Quem não gosta do jeito de um grupo, não precisa participar dele, participe de outro. Quando é que vamos aprender a viver em paz e harmonia e pluralismo, aceitando o jeito diferente de cada um ser o que é, dentro da mesma Unidade?" (páginas 64 e 65 da referida obra, 4a. edição da editora Paulus). É bom mesmo que esse padre pense assim, pois ele diz na página 39, ao falar sobre o Saravá - o Baixo Espiritismo: "Não devemos fazer acusações injustas, achando que essas religiões são do demônio (...) E nessa cultura tribal foram criando mitos e lendas religiosas que explicam os mistérios da vida, passando tudo isso de pai para filho. Essas religiões africanas são belas, puras e merecem o nosso profundo respeito". Garanto que o Vaticano não pensa assim. Pelo menos três padres que conhecemos pensam BEM DIFERENTE disso... e onde está a unidade doutrinária, afinal não é um livro publicado por uma editora católica, que não imprime nada que seja protestante? Não vamos mais longe: e o Padre Quevedo, que diz que o diabo não existe e não existem possessões demoníacas, contrariando o próprio Evangelho? Onde está a orgulhosa unidade católica, já que um herege como este não é excomungado por chamar o próprio Jesus de mentiroso? E, quanto ao hiato entre Cristo e os protestantes, temos a afirmar duas coisas: 1) Esse hiato existe doutrinariamente e historicamente somente com a Igreja Católica de Roma, pois Jesus nunca fundou denominação alguma com base em
  • 6. Roma (cuja fundação foi num concílio presidido por um imperador romano, 3 séculos depois de Cristo) e também o fundamento não foi Pedro, foi o próprio Cristo, segundo afirmação do próprio apóstolo em sua carta (1PE 2:3,4,6) - "Se é que já provastes que o Senhor é benigno; E, chegando-vos para ele, pedra viva, reprovada, na verdade, pelos homens, mas para com Deus eleita e preciosa, por isso também na Escritura se contém: Eis que ponho em Sião a pedra principal da esquina, eleita e preciosa; E quem nela crer não será confundido". Paulo disse a mesma coisa: 1Co 3:11 - "Porque ninguém pode pôr outro fundamento além do que já está posto, o qual é Jesus Cristo". EF 2:20 - "Edificados sobre o fundamento dos apóstolos e dos profetas, de que Jesus Cristo é a principal pedra da esquina". 2) Mais importante que o hiato temporal, é o hiato Doutrinário, e nesse aspecto a Igreja Protestante ficou muito mais perto de Cristo ao voltar-se SOMENTE aos escritos apostólicos, recusando as dezenas de dogmas errados da igreja de Roma, mediante o lema "SOLA SCRIPTURA". 8- Não sou protestante porque há passagens da Bíblia que eles não aceitaram como tais; a Eucaristia, por exemplo, Jesus disse claramente: Isto é o meu corpo (Mateus 26,26) e Isto é o meu sangue (Mateus 26,28). R - Jesus também disse, claramente: "Eu sou a porta; se alguém entrar por mim, salvar-se-á, e entrará, e sairá, e achará pastagens" (Jo 10.9). Só um louco interpretaria literalmente essa palavra e admitiria que Jesus é uma porta e que os cristãos são ovelhas comedoras de capim. Ele disse: "Eu sou a videira verdadeira [fonte de vida espiritual], e meu Pai é o lavrador; vós as varas" (Jo 15.1,2,5) Nem por isso admitimos que Jesus é uma árvore, o Pai é um plantador de arroz, e os cristãos são ramos. Está claro que essas expressões são figurativas. Ao dizer "Isto é o meu corpo" estava dizendo, realmente "Isto representa o meu corpo". Se levarmos em conta a interpretação literal, Jesus ao levantar o pão estaria levantando seu próprio corpo. Ademais, naquela oportunidade, como todas as vezes por ocasião da ceia do Senhor, o pão continua com gosto e sabor de pão, bem como o vinho continua com o cheiro e sabor de vinho. Esses elementos não se transformam numa mágica no corpo de Jesus. Se assim fosse, Jesus teria engolido a Si próprio. Jesus não entra em nós pela ingestão do Seu corpo, mas entra em nossa vida quando O aceitamos de todo o nosso coração como Senhor e Salvador (Rm 10.9). (Pr Airton). 9 A saber: Se com a tua boca confessares ao Senhor Jesus, e em teu coração creres que Deus o ressuscitou dentre os mortos, serás salvo. R - A leitura e interpretação da Bíblia não devem ser privilégio de um grupo governante como na seita testemunhas-de-jeová e no catolicismo. Todos podem ler e interpretar livremente a Palavra de Deus, que é dirigida a todos indistintamente. Sobre o assunto eucaristia já falamos anteriormente. O pão não se transforma no corpo de Cristo. Ademais, Jesus instituiu a ceia em MEMÓRIA, para recordação do Seu sacrifício na cruz. Vejam: "Fazei isto em memória de mim" (1 Co 11.24-25). O sacrifício de Jesus não pode e não deve
  • 7. ser RENOVADO TODOS OS DIAS. Vejam: "Porque... Cristo padeceu uma vez pelos pecados" (1 Pe 3.18). Ele não precisa morrer outras vezes. Então, o culto da ceia do Senhor não objetiva crucificá-LO outra vez, mas recordar a Sua morte expiatória. "Comer a minha carne e beber o meu sangue" não pode ser interpretado literalmente, pois Deus não aprovaria um ato de antropofagia (comer carne humana com suas vísceras, cabelos e unhas). Nem sempre o significado de um texto é o significado literal, como mais acima foi explicado. Quando lemos que Ele é a pedra angular, o real fundamento da Igreja (1 Co 3.11; Ef 2.20) não podemos entender que Jesus seja realmente uma pedra. São figuras de linguagem. Vejamos os comentários de Norman Geisler em seu Manual Popular de Dúvidas: "Há muitas indicações em João 6 de que Jesus literalmente queria dizer que a sua ordem para comer a sua carne deveria ser considerada de uma maneira figurada. Primeiro, Jesus afirmou que a sua declaração não deveria ser tomada com um sentido materialista, quando ele disse: "as palavras que eu vos disse são espírito e vida" (Jo 6.63). Segundo, seria um absurdo e um canibalismo considerá-la com um sentido físico. Terceiro, Ele não estava falando da vida física, mas da "vida eterna" (Jo 6.54). Quarto, ele chamou a si de "o pão da vida" (Jo 6.48) e contrastou esse pão com o pão físico (o maná) que no passado os judeus comeram no deserto (Jo 6.58). Quinto, Ele usou a figura do "comer" a sua carne paralelamente à idéia de "permanecer" nele (cf. Jo 15.4-5), que representa outra figura de linguagem. Sexto, se comer a sua carne e beber o seu sangue fosse tomado literalmente, isso seria contradizer outros mandamentos das Escrituras, que ensinam a não comer carne humana nem sangue (cf. At 15.20)". Ademais, a salvação não está em comer o corpo de Jesus, mas em crer e obedecer (Jo 3.18,36; 5.24; 6.35; 7.38; 11.25; Atos 10.43; 13.39; 16.31; Rm 1.16; 10.9). (Pr Airton). 10- Não sou protestante porque os mesmos não reconhecem o primado de Pedro, sendo que o próprio Jesus disse;Tu és Pedro (Kepha) e sobre esta pedra (Kepha) edificarei a minha Igreja; (Mateus16,18). R - "Tu és Pedro, e sobre esta pedra edificarei a minha igreja" (Mt. 16.13-20). O catolicismo vale-se dessa passagem para afirmar que os papas são sucessores de Pedro. Nenhum dos modos de entender essa passagem dá suporte à posição católica. "Sobre esta pedra" poderá referir-se à firme declaração de Pedro, de que Jesus era "o Cristo, o Filho do Deus vivo" (Mt 16.16). Admitida a hipótese de a referência ser a pessoa de Pedro, este (Petros, pedra, em grego) seria apenas uma pedra no fundamento apostólico da Igreja (Mt 16.18), não a rocha. Pedro admitiu que Cristo é a principal pedra, a pedra principal, angular, preciosa, de esquina (1 Pe 2.7-8). E mais: a) No primeiro concílio em Jerusalém, Pedro apenas introduziu o assunto (At 15.6-11). Tiago teve participação mais importante: assumiu a reunião, deu seu parecer e fez um pronunciamento final (At 15.13-21).
  • 8. b) Paulo não diz que Pedro é a coluna da Igreja, mas que as "colunas" (no plural) são "Tiago, Cefas e João" (Gl 2.9); c) Paulo declarou que a Igreja é edificada "sobre o fundamento dos apóstolos e dos profetas, de que Jesus Cristo é a principal pedra da esquina" (Ef 2.20); d) Pedro não instituiu o celibato, pois era casado (Mt 8.14); e) Pedro não era e não se considerava infalível, pois foi advertido por Paulo porque ele não procedia "bem e direitamente conforme a verdade do evangelho" (Gl 2.14); f) A Bíblia diz que Cristo é o fundamento da igreja cristã, e que "ninguém pode pôr outro fundamento além do que já está posto, o qual é Jesus Cristo" (1Co 3.11); g) A Igreja primitiva perseverou na "doutrina dos apóstolos", e não na de Pedro (At 2.42). Finalmente, Pedro não aceitava adoração (o beija-mão, o ajoelhar-se aos pés) conforme Atos 10.25-26. (Pr Airton). 11- Não sou protestante porque eles não aceitam o sacramento do perdão e da reconciliação. Sendo que Jesus entregou aos Apóstolos e seus sucessores, a faculdade de perdoar ou não os pecados, e agir em nome dele. Àqueles a quem perdoardes os pecados, ser-lhes-ão perdoados; àqueles a quem não perdoardes, não serão perdoados" (Jo 20,23) R - Pecadores não possuem poderes para perdoar pecados. O perdão dos pecados passa necessariamente pelo arrependimento sincero, e nenhum humano teria condições de saber quem está realmente arrependido. Só Deus pode perdoar pecados. Nem perdoamos nem vendemos perdão. Tiago 5.16 fala que devemos relatar nossas fraquezas uns aos outros, buscar auxílio mútuo em oração. É claro, mediante arrependimento os pecados serão perdoados por Deus. A Bíblia se explica a si mesma. Veja: "Se o meu povo... se humilhar, e orar, e buscar a minha face e se converter dos seus maus caminhos, então eu ouvirei dos céus, e PERDOAREI OS SEUS PECADOS..." (2 Cr 5.17). Não se vê Pedro e Paulo, ou qualquer apóstolo, antes ou depois da ascensão de Jesus, perdoando pecados. Quando perguntaram a Pedro como proceder para ser justificado, ele respondeu: "Arrependei-vos, pois, e convertei-vos, para que SEJAM APAGADOS OS VOSSOS PECADOS, e venham assim os tempos do refrigério pela presença do Senhor". Quando os escribas afirmaram que só Deus pode perdoar pecados, Jesus não corrigiu (Mc 2.7-12). Assim como os sacerdotes não podem salvar pecadores, mas podem anunciar a salvação dos arrependidos, segundo a Palavra, da mesma forma não podem perdoar pecados, mas proclamar o perdão dos que se arrependem, segundo a Palavra. Assim podemos entender João 20.23. (Pr Airton). 12- Não sou protestante porque Jesus disse que edificaria sua Igreja sobre Pedro (Mateus 16,18), e as igrejas protestantes são constituídas sobre Lutero, Calvino, Knox, Wesley,etc...Entre Cristo e estas denominações há um hiato...Somente a Igreja Católica remonta até Cristo.
  • 9. R - Uma pessoa humana não poderia ser a pedra de sustentação da Igreja de Cristo. Somente o próprio Cristo é a pedra angular (At 4.11; Ef 2.20), pedra espiritual (1 Co 10.4), pedra principal de esquina (1 Pe 2.7). Cristo é o fundador de Sua Igreja, "porque ninguém pode pôr outro fundamento além do que já está posto, o qual é Jesus Cristo" (1 Co 3.11). "Assim que já não sois estrangeiros, nem forasteiros, mas concidadãos dos santos, e da família de Deus; Edificados sobre o fundamento dos apóstolos e dos profetas, de que Jesus Cristo é a principal pedra da esquina; No qual todo o edifício, bem ajustado, cresce para templo santo no Senhor. No qual também vós juntamente sois edificados para morada de Deus em Espírito." (Ef 2.19-22). 13- Não sou protestante porque Jesus prometeu à sua Igreja que estaria com ela até o fim dos tempos (Mateus 28,20), e os mesmos se afastam da única Igreja de Cristo, para fundar novas igrejas; que se vão dividindo, subdividindo e esfacelando cada vez mais, empobrecendo e pulverizando a mensagem do Evangelho. R - Jesus Cristo conviveu numa época onde havia diversos tipos de denominações entre os judeus: saduceus, fariseus, herodianos e os zelotes. Não existe NENHUMA, sequer uma crítica a essa divisão por parte do Senhor Jesus em todos os Evangelhos. Nesse ponto, não importa se os nomes das placas são diferentes; importa se o Evangelho é pregado em sua forma mais pura: 1Co 1:23 - "Mas nós pregamos a Cristo crucificado, que é escândalo para os judeus, e loucura para os gregos". Nunca, em momento algum, Cristo determinou que denominações seriam prova de inautenticidade, mas sim Ele prezava que as diferentes denominações não tivessem ERROS DOUTRINÁRIOS para com as Escrituras... e esse é justamente o ponto onde a Igreja de Roma erra, preocupando-se somente com o nome da placa. Matam-se os mosquitos, mas dá-se passagem ao elefante... 14- Porque o subjetivismo protestante entra pelos caminhos do racionalismo e vêm a ser os mais ousados roedores das Escrituras (tal é o caso de Bultmann, Marxsen, Harnack, Reimarus, Baur...) Outros preferem adotar cegamente o sentido literal, sem o discernimento dos expressionismos próprios dos antigos semitas ; o que distorce, de outro modo, a genuína mensagem Bíblica. R - No dia que a Igreja de Roma excluir o Padre Quevedo, que diz que o diabo não existe, no dia que a Igreja de Roma excluir os padres que acreditam em reencarnação, como os exibidos no Fantástico de 11 de Novembro/2001, no dia que a Igreja de Roma excluir o padre Gozzi que acha belo e puro o Candomblé, nesse dia eu vou acreditar que a Igreja de Roma não aceita SUBJETIVISMOS em seu meio... antes disso... é mera HIPOCRISIA E FALÁCIA. 15- Não sou protestante porque quem lê um folheto protestante dirigido a Igreja Católica, lamenta o baixo nível das argumentações, sendo imprecisas, vagas, ou mesmo tendenciosas; afirmam gratuitamente sem provar as suas acusações; baseiam-se em premissas falsas, datas fictícias, anacronismos etc.
  • 10. R - A acusação recai sobre o acusador. Vemos nessas VINTE RAZÕES os erros pelos quais somos acusados. Ou seja, o baixo nível da argumentação, quase inexistência de uma base bíblica; um modo tendencioso de nivelar todas as denominações evangélicas, classificando-as como seitas. Em resumo, dizendo que fora do catolicismo não há salvação. São os mesmos erros cometidos no tempo de Martinho Lutero. O catolicismo seria o guardião da verdade. Mas Jesus disse claramente que quem nele crê não será condenado. A Bíblia diz claramente que a salvação é pela graça, mediante a fé (Ef 2.8). Não vem pelo batismo, nem pela ingestão do pão, nem pelo casamento, pelo crisma ou por qualquer outra obra. O ladrão da cruz apenas creu, e foi salvo (Lc 23.43). Uma coisa é acusação, outra é apontar as heresias e apresentar argumentos bíblicos. (Pr Airton). 16- Não sou protestante porque: eles protestam, criticam, censuram a fé Católica para substituí-la pela negação, pela revolta contra a autoridade do Papa etc. Esse é o laço que os une, pois a essência do protestantismo é a negação da Igreja Católica. R - É um erro a expressão "fé católica". Não existe fé católica nem fé evangélica, mas simplesmente a fé no Senhor Jesus, o nosso Salvador. Milhões substituíram a fé católica pela fé em Jesus. Ninguém será salvo por pertencer a esta ou àquela denominação. A salvação é pessoal e depende de nossa fé em Jesus Cristo (Jo 3.18; Rm 10.9; At 16.31). Não atacamos o Papa ou quem quer que seja. Quem assim faz não está se comportando como verdadeiro cristão. O Papa é autoridade máxima no catolicismo, mas não no Cristianismo. Logo, como não pertencemos ao catolicismo não estamos sob a autoridade papal. Negamos a Igreja Católica, mas não negamos a Cristo Jesus. (Pr Airton). 17 -Não sou protestante porque cada qual dá à Escritura o sentido que julga dar, e assim se vai diluindo e pervertendo cada vez mais a mensagem revelada. Lêem apenas, mas tem grandes dificuldades de estudarem a Bíblia e as antigas tradições do Cristianismo. R - Carece de prova a afirmação de que cada evangélico dá a interpretação que deseja dos textos bíblicos. As denominações evangélicas possuem teólogos, faculdades de teologia, escolas bíblicas, toda uma estrutura para orientar, ensinar, tirar dúvidas. Não há nenhuma norma proibindo a leitura da Bíblia, como aconteceu antigamente no catolicismo. Julgamos que todos são capazes de entender a Palavra de Deus (2 Tm 3.16- 17). Dizer que temos grandes dificuldades "de estudar" a Bíblia é faltar com a verdade. É exatamente o contrário. Os evangélicos estão sempre portando a sua Bíblia. Ocorre o contrário no catolicismo, onde a maioria não tem o hábito de pelo menos ler as Escrituras. (Pr Airton). 18- A grande razão pela qual o protestantismo se torna inaceitável ao Cristão que reflete é o subjetivismo que o impregna visceralmente. A falta de referenciais seguros, garantidos pelo próprio Espírito Santo
  • 11. (conforme João 14,26 e João 16,13), é o principal ponto fraco ou calcanhar de Aquiles do protestantismo. R - Muito pelo contrário, o protestantismo tem-se tornado aceitável pelos que descobrem a verdade. É inegável o crescimento real dos protestantes no Brasil. Todos os que vieram do catolicismo optaram pelos referenciais seguros apresentados pela igreja evangélica porque extraídos diretamente da Palavra. A Bíblia Sagrada é o ponto forte dos protestantes (2 Tm 2.15; 3.16-17). (Pr Airton). 19- Não sou protestante porque esta diluição do protestantismo e a perda dos valores típicos do Cristianismo, estão na lógica do principal fundador Martinho Lutero; que apregoava o livre exame da Bíblia ou a leitura da Bíblia sob as luzes exclusivas da inspiração subjetiva de cada protestante; cada qual tira das Escrituras "o que bem lhe convém". R - A objeção acima é uma repetição. Já falamos sobre o livre exame que é uma bênção, pois Deus ordena que todos leiam a Sua Palavra. Vejamos: "Procura apresentar-te a Deus aprovado, como obreiro que não tem de que se envergonhar, que maneja bem a palavra da verdade." (2 Tm 2.15). "Bem- aventurado aquele que lê, e os que ouvem as palavras desta profecia..."(Ap 1.3); "Bem-aventurado o homem que...tem o seu prazer na lei do SENHOR, e na sua lei medita de dia e de noite" (Salmo 1.1-2); "Examinais as Escrituras..." (Jo 5.39); "estes foram mais nobres do que os que estavam em Tessalônica, porque de bom grado receberam a palavra, EXAMINANDO CADA DIA NAS ESCRITURAS..." (Atos 17.11). Logo, cai por terra o argumento do livre exame. A Escritura é para ser lida e examinada livremente. Não retiramos das Escrituras o que bem nos convém, porque nela tudo convém. (Pr Airton). 20- Concluindo! Não sou protestante porque Maria Santíssima disse: Desde agora, todas as gerações me chamarão de Bem-aventurada; (Lucas 1.48), e nos cultos protestantes, seu nome, sequer é mencionado. Caiu no esquecimento. Quem cumpre (Lucas 1.48) é somente a Igreja Católica Apostólica Romana. R - Deus não divide sua glória com ninguém (Is 42.8). Ele é soberano e somente a Ele devemos adorar (Mt 4.10). Maria morreu. A tentativa de comunicação com os mortos é abominação ao Senhor (Is 8.19; Dt 18.10-12). Na parábola do rico e Lázaro, Jesus informa que os mortos nada podem fazer pelos vivos (Lc 16.19- 31). Bem-aventurada quer dizer feliz. Maria foi uma pessoa feliz. Jesus chamou de bem-aventurados os pobres de espírito, os que choram, os misericordiosos, os limpos de coração, etc (Mt 5). Então, por ter sido chamada de bem-aventurada, Maria não ficou investida das prerrogativas de mãe de Deus, mãe da humanidade, assunta aos céus, advogada nossa, sempre virgem, imaculada, depositária de preces, rainha dos céus, trono de sabedoria, etc. O nome da santa Maria é pronunciado por qualquer cristão, observando-se tudo o que a Bíblia diz sobre ela. (Pr Airton).